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Führer obedeceram a comandos psicológicos similares. E a chave desse problema é a psicologia. A única defesa efetiva de Kierkegaard, aqui, é que está lidando com um diálogo da alma, não de um ato público. Olhem Abraão e Isaac como elementos distintos da mesma pessoa e tudo fica não apenas mais claro como até mesmo plausível. O sacrifício é necessário se desejamos alcançar algo. Esse sacrifício é geralmente irracional e pode até contradizer nossas noções anteriores de certo e errado. Subjetivamente, muitas vezes descobrimos nosso propósito na vida através de um salto irracional da fé que pouco ou nada tem a ver com o ético. Kierkegaard relaciona isso ao religioso. Mas é também o modo como qualquer

01 kierkegaard em 90 minutos paul strathern  
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