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instâncias ele viveu pessoalmente os estados mentais, argumentos, angústias e desesperos que descreve.) Isso nos leva à alternativa para a vida estética — a vida ética. Aqui a subjetividade é o “absoluto” e a principal tarefa é “fazer a opção”. O indivíduo que vive a vida ética cria a si mesmo com sua opção, e a autocriação se torna o objetivo da sua existência. Ali onde o indivíduo estético meramente aceita-se tal como é, o indivíduo ético procurar conhecer e mudar a si mesmo por escolha própria. Será guiado nisso pelo seu autoconhecimento e sua vontade — não de aceitar o que descobre, mas de tentar melhorar isso. Aqui vemos a categórica diferença entre o estético e o ético: o primeiro preocupa-se com o mundo exterior, o último com o mundo interior. O indivíduo ético busca conhecer a si mesmo e tenta transformar-se em algo melhor — ele busca tornar-se um “eu ideal”. Não é claro por que precisamente escolheria fazer isso, a não ser que aceitemos que ao se conhecer ele está fadado a se

01 kierkegaard em 90 minutos paul strathern  
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