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do mundo. Kierkegaard compreendera — e experimentara plenamente — o fato de que a subjetividade não era racional. Quando voltou a Copenhague, no final de 1842, levava um volumoso manuscrito intitulado Ou isso ou aquilo: Um fragmento da vida. A referência autobiográfica do título fica imediatamente evidente, embora tenha publicado a obra com pseudônimo (ou, mais precisamente, uma série de pseudônimos). A história desses pseudônimos é tão complexa (e implausível) quanto um romance policial. Dizem que o próprio manuscrito foi descoberto numa gaveta secreta pelo editor Victor Eremita (cujo sobrenome provém da palavra grega antiga

01 kierkegaard em 90 minutos paul strathern  
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