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DISTRIB UIÇ Ã O GRATUITA

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Nº1 INVERNO 2018 MAGAZINE


2 www.amoviseu.com

08 “Tenho o maior orgulho em poder partilhar a minha história e todo o meu percurso neste que é o concurso Miss Queen Portugal. Nele fui condecorada como 2ª Dama de Honor 2017, “

18 ”A Pão de forma é conhecida por “Combi” ou “Kombi” no Brasil, por abreviação da sua designação alemã “Kombinationsfahrzeug”, que significa “pick up” (Carro longo e coberto utilizado para o transporte de mercadorias).”

22 “O cenário é uma cidade dos anos 50/60/70, onde a integração de cidadãos com deficiência é plena. O ambiente será cinematográfico e nas imagens contracenam cidadãos com e sem deficiência, criando uma pequena narrativa.“

34 “Quanto mais velho melhor!”. Esta é uma das mais emblemáticas quando o assunto é vinho. Embora falaciosa, muitos continuam convencidos da sua veracidade.”

04- ACDV 05- Saúde e beleza 08- Moda 10- Ambiente 12- Animais 14- Desporto 16- Opinião 18- Auto 20- Aeródromo de Viseu 22- APPACDM 24- Música 26- Imagem 30- Viseenses pelo mundo 32- Pedro Albuquerque 34- Vinho 36- Na cidade


3 1 ) Conhecemos muitas terras Mas vamos falar de Viseu Esta cidade jardim Onde Grão Vasco nasceu 2 ) Percorrendo nossa cidade Há muito que visitar Começando na Rua Direita À Sé vão acabar 3) Temos o nosso Fontelo Jardins e muito mais A Cava de Viriato É um desses locais 4) A nossa gastronomia Tem sempre bom paladar Se quiser comer bom rancho Em Viseu vai encontrar 5) Cavalhadas de Vildemoinhos A Cidade presenteiam Os seus carros alegóricos Muita alegria semeiam 6) Na Feira de São Mateus Tudo de bom acontece É um cartaz da Cidade Que em Agosto aparece 7) Também as nossas rotundas Deram muito que falar Não houve cidade alguma Que não nos fosse imitar 8) O Natal vai chegar Com as ruas iluminadas Que a chuva nos abençoe Com as terras bem molhadas 9) No Mercado 2 de Maio As barraquinhas lá estão Com as suas iguarias Para todos os que lá vão

Leonel Peixoto

Editorial Nas últimas décadas, Viseu cresceu de forma equilibrada e ordenada, sabendo respeitar o seu património e preservar os muitos espaços verdes que sempre a caracterizaram. O centro histórico começa a ser recuperado e devolvido às pessoas, sem destruir o comércio tradicional. Passeando pela zona da Sé, encontramos wine bares que promovem os vinhos do Dão, lojas de produtos regionais, livrarias, restaurantes. Famílias passeiam pela cidade, cruzando-se com um cada vez maior número de turistas que procuram o interior do país e se surpreendem com a agitação desta pequena cidade beirã. Durante anos, a região do Dão caracterizou-se por uma economia rural de subsistência, fruto dum arraigado sentido de propriedade que impediu o associativismo. A tentativa de implantar o espírito cooperativo, que funcionou, sobretudo, no sector vinícola, esbarrou com anos de má gestão e de péssima visão empresarial. No entanto, tudo isso foi ultrapassado com políticas locais direccionadas à atração de empreendedores privados e à fixação dos grandes grupos económicos regionais. A somar a isto, desenvolveu-se um plano de investimentos gerador de emprego, nomeadamente com a construção do novo hospital distrital, do politécnico e da recuperação de alguns organismos públicos deslocalizados para o litoral. A melhoria das vias de comunicação, sobretudo da antiga IP5, principal pólo de entrada e saída de produtos do país, colocou a região no mapa da rede de distribuição nacional, permitindo a redução de custos de transporte para os investidores locais. A agricultura, fruto da ascensão duma nova geração com um espírito empresarial renovado, revitalizou-se, sobretudo, em torno do vinho, com um sucesso reconhecido nacional e internacionalmente. Finalmente, o turismo até então incipiente, cresce de forma sustentada, consequência duma aposta ganhadora na divulgação do património histórico, gastronómico e ambiental da região, que antecipou as grandes alterações na procura dos principais emissores turísticos internacionais. A localização privilegiada entre o Parque Nacional da Serra da Estrela e o Parque Natural do Douro, a que se somam a Serra do Caramulo, o Parque Nacional do Buçaco, a região de Lafões e as cidades fortaleza da raia, fazem de Viseu o centro de um dos roteiros mais atractivos do país, com um enorme potencial de crescimento nos próximos anos. Nas últimas décadas, renovou-se a oferta hoteleira, apostando num turismo diferenciado. Recuperou-se o património histórico, em muitos casos, adaptando-o a fins turísticos. Investiu-se na agricultura biológica não só como forma de diferenciação de mercado, mas, sobretudo, como aposta num desenvolvimento agrícola ecologicamente correcto e ambientalmente equilibrado. Desenvolveu-se a oferta cultural, com a proliferação de diversos festivais, concertos e espectáculos. Permitiu-se a recuperação e ocupação do centro histórico com bares e restaurantes, tornando a cidade viva e atractiva. Soube dinamizar-se uma gastronomia riquíssima, mantendo as raízes tradicionais e aproveitando a qualidade invulgar dos produtos locais, em espaços modernos e acolhedores, onde se faz jus à hospitalidade da região. Por tudo isto, hoje, Viseu deve ser um enorme motivo de orgulho para os viseenses que aqui vivem e para todos os outros espalhados um pouco por todo o país e pelo Mundo. AMO VISEU!

Bruno Esteves

AMOVISEU Nº1 . INVERNO . 2017 DIRECÇÃO E EDIÇÃO Bruno Esteves | Nuno Peixoto DESIGN GRÁFICO Studiobox IMPRESSÃO Tipografia Beira Alta O novo acordo ortográfico não foi usado em todos os artigos. A sua utilização ficou ao critério dos autores que redigiram os textos.

ADMINISTRAÇÃO | PROPRIEDADE Studiobox - Publicidade e Gestão de Meios, Unipessoal, Lda., Rua Alexandre Herculano, nº 291 R/C, 3510-038 Viseu DEPÓSITO LEGAL . 435657/17 CONTACTO PARA PUBLICIDADE eu@amoviseu.com | 232 435 131 | 962 161 728 | 968 405 494


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Associação Comercial do Distrito de Viseu

A Instituição Parceira das Micro e Pequenas e Médias Empresas do Distrito de Viseu A Associação Comercial do Distrito de Viseu foi fundada a 10 de agosto de 1900, com o intuito de criar uma estrutura que defendesse os direitos dos seus associados, sendo hoje constituída por cerca de 1000 sócios.

É uma Associação sem fins lucrativos, que representa os interesses de todas as entidades, que, no Distrito de Viseu, exerçam as atividades de comércio, serviços, turismo e indústria. Conta já com 117 anos de existência, que significam um percurso institucional rico e atuante bem como uma postura defensora dos interesses de toda uma classe que tem sofrido uma constante evolução quantitativa e qualitativa. A estrutura abrange todo o universo empresarial em termos de apoio na defesa dos interesses de cada área económica e prestação de serviços. A vida institucional da Associação foi sempre acompanhada por uma vertente de apoio e proximidade que visa a defesa dos interesses dos seus associados e o consequente desenvolvimento económico e social da Região. Para o desenvolvimento económico da região é necessário que se implemente uma política de modernidade e inovação, contribuindo para a redução do desemprego, aumentando também as qualificações dos empregadores tanto a nível escolar como profissional. Por outro lado, a ACDV tem vindo a constatar uma

enorme procura por parte dos empresários de ações direcionadas para si, nomeadamente que lhes permitam aumentar as competências ao nível da gestão, do incremento das suas capacidades competitivas, bem como na procura de novos processos de implementação de sistemas inovadores, de novos produtos, processos e acesso a novos mercados.

- Organização dos Serviços de HACCP – Higiene e Segurança Alimentar – desde 2005 que a ACDV dispõe de profissionais que acompanham um vasto conjunto de empresas, prestando um rigoroso serviço no âmbito desta disciplina, garantindo o cumprimento da legislação em vigor e a diminuição do risco de ocorrência de doenças derivadas da ingestão de alimentos.

A missão da ACDV é a defesa dos interesses dos seus associados e o consequente desenvolvimento económico e social da nossa Região e do nosso País. Colaborando de forma inequívoca para a afirmação e implementação das empresas da Região, a Associação presta vários serviços técnicos de proximidade que visam o apoio empresarial a todos os níveis, às empresas e empreendedores da região. Nesse sentido, foi sempre preocupação dos seus dirigentes, disponibilizar aos associados da Associação todos os serviços que contribuam para a melhoria da gestão das empresas, pelo que o leque de oferta é constantemente atualizado na proporção direta das atualizações e modificações ditadas pela própria evolução da economia. De entre os principais serviços oferecidos, destacam-se:

Alguns serviços especializados fazem parte do trabalho desta Instituição como seminários e ações de esclarecimento, animação comercial, protocolos diversos, assessoria económica, divulgação de sistemas de incentivo, elaboração, receção e acompanhamento de processos de candidatura no âmbito dos Programas de Apoio Comunitário. Atualmente Portugal 2020.

- Assistência médica e Assistência jurídica dois exemplos de serviços com maior antiguidade na oferta da Associação.

Além dos serviços que prestamos diretamente aos associados, procuramos também colmatar outras lacunas, através de protocolos com empresas e instituições que possam disponibilizar os seus serviços com vantagens para as empresas associadas. São exemplo os protocolos já estabelecidos com Instituições Bancárias, com Companhias de Seguros, com Empresas de Segurança, etc.

- Organização dos Serviços de saúde, higiene e segurança no trabalho - por força da legislação existente, a ACDV cria novas formas de prestação de serviço que venham responder a essa exigência legal. É o caso da criação do serviço de Higiene, Segurança e Saúde no local de trabalho que implementamos e disponibilizamos a todas as empresas associadas.

- Formação Modular Certificada – No âmbito do atual quadro comunitário de apoio, Portugal 2020, a ACDV tem uma candidatura aprovada ao POISE – Programa Operacional para a Inclusão Social e Emprego, com uma vasta oferta de Ações de Formação Modulares de curta duração, disponíveis para os empresários e colaboradores das empresas.

ACDV


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SAÚDE/BELEZA

Prevenção Chegam as festividades e com elas as comidas e doces tradicionais da época natalícia. Sendo uma altura de festa, alegria e convívio em família onde se vai comer muito e sorrir ainda mais, é normal que ninguém dê por si a pensar nos seus dentes nem em como eles são tão importantes, seja nesta altura do ano, como em todas as outras da nossa vida. Mas é de Natal que falamos e por isso é bom pensar que quando uma boca se encontra saudável as pessoas alimentam-se melhor e podem apreciar todos os sabores deliciosos sem qualquer problema. E no final conseguem, igualmente, fazer a sua higiene oral sem dores e sem pesos na consciência por terem comido aqueles doces irresistíveis. Só com os dentes bonitos podemos rir sem constrangimentos, tiramos fotografias sem vergonha de sorrir e mais tarde recordamos os momentos com alegria. Com o avanço existente nesta área da medicina, não é aceitável que as pessoas continuem incomodadas com os seus dentes e, que por isso mes-

mo, não sejam capazes de usufruir dos bons momentos da vida. O mesmo se adapta às pessoas com prótese, por exemplo. Com uma prótese bem adaptada a pessoa até se esquece, podendo dar gargalhadas sem medo que os dentes mexam ao falar ou lhe saltem de repente para a mesa. E é claro que poderemos comer de tudo. O peru sem qualquer incómodo, os frutos secos e até as passas ao cair das 12 badaladas serão bem-vindas e apreciadas marcando uma entrada feliz no Ano Novo. Estar à mesa com prazer é uma das características dos portugueses. Por isso, nas alturas mais festivas sentar para o almoço e levantar depois de jantar não é algo fora do comum. Afinal à mesa convive-se entre família e amigos. Trocam-se ideias e experiências ao mesmo tempo que se saboreiam alguns dos sabores portugueses que marcam as festas, mas também as várias regiões do país. Mas, para que no dia seguinte todos se sintam bem há, obrigatoriamente, cuidados a ter. Desde logo, e pensando no importante que são os nossos dentes, vencer a preguiça e escová-los antes de ir dormir. Um gesto que é muito simples e que até poderá parecer des-

necessário, mas que, sendo fundamental no nosso dia-a-dia, é um dos mais importantes nestas alturas de festas. Um gesto fundamental tanto para os adultos como para as crianças, sim, porque estas não deixam de comer doces só porque estão mais interessadas em brincar com os presentes recebidos. Caberá aos pais, aos avós ou aos irmãos mais velhos darem o exemplo e estarem atentos para que os mais novos não adormeçam no sofá antes de lavarem os dentes. Portanto, vamos todos incluir nos cuidados diários de higiene, a preocupação com os nossos dentes. E neste rebuliço que é o Natal e a passagem de Ano não nos vamos descuidar só porque é tarde e a água está fria. Desejando umas boas festas a todos, deixo-vos um desafio: não será uma boa ideia começar o ano a pôr a sua boca em “ordem”?

DR. MIGUEL MOURA GONÇALVES Médico Dentista Centro Visages


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SAÚDE/BELEZA

DEPILAÇÃO • O Laser Alexandrite é um laser médico estético líder mundial em depilação a laser • É detentor de um raio de luz sob a forma de energia muito preciso e com um comprimento de onda capaz de atingir a célula germinativa do pelo, ficando o folículo piloso inativo e não apenas enfraquecido. • Os tratamentos são realizados tendo em conta o ciclo de crescimento do pelo, motivo pelo qual os intervalos entre sessões nas zonas de corpo são de 2 em 2 meses e no rosto as sessões são mensais • O Laser Alexandrite é também indicado no caso de foliculites e pelos encravados, melhorando o aspecto da pele, tornando-a mais lisa e macia • Os resultados são visíveis logo após a primeira sessão

A Viseucare Clinic tem ao seu dispor a mais avançada tecnologia em depilação a laser – Laser Alexandrite, Gentle Lase Pro, que aliada a profissionais altamente especializados, lhe proporciona um serviço de excelência que prima pelo acompanhamento personalizado desde a consulta de diagnóstico até à fase de manutenção com vista à obtenção de resultados ímpares.

Acidente Vascular Cerebral O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma lesão no cérebro que ocorre devido a uma interrupção do sangue a este órgão. O sangue leva nutrientes essenciais e oxigénio para o cérebro. Sem o fornecimento de sangue, as células cerebrais podem ficar danificadas impossibilitando-as de cumprir a sua função. O cérebro controla tudo o que o corpo faz, por isso, uma lesão no cérebro afectará as funções corporais. Por exemplo, se um AVC danificar a parte do cérebro que controla o movimento dos membros, ficaremos com essa função afectada Em Portugal, o AVC constitui a principal causa de morte e de incapacidade permanente!

Que tipos existem? AVC Isquémico • O tipo mais comum. • Ocorre quando um coágulo entope uma artéria que leva o sangue para o cérebro, interrompendo o fluxo de sangue. AVC Hemorrágico •Ocorre quando um vaso sanguíneo rompe, causando um derrame (hemorragia) no cérebro.

Como se manifesta? As manifestações clínicas de um AVC variam,

dependendo da área do cérebro que se encontra lesada. As mais frequentes são o aparecimento REPENTINO de: •Falta de força numa perna e/ou braço de um dos lados do corpo; •Desvio da boca para um dos lados; •Dificuldade em falar; •Visão enublada ou perda de visão; •Confusão mental; •Dor de cabeça intensa, sem causa aparente.

O que fazer se suspeitar de um AVC? Se suspeitar que um familiar ou amigo sofre um AVC deite-o de lado, certificando-se que respira bem, ligue 112 e calmamente responda às perguntas que lhe forem colocadas, referindo a hora exata do evento. Procure obter os dados possíveis sobre a história médica do doente (presença de outras doenças, medicação em curso e hábitos de vida – alimentares, tabágicos, alcoólicos), para transmitir aos profissionais de saúde.

O AVC é uma emergência médica! Portanto, se suspeitar de um AVC não perca tempo! Ligue de imediato 112 para ser encaminhado para o hospital mais indicado o mais rapidamente possível!


7 O tratamento é tanto mais eficaz quanto mais cedo for iniciado. Perda de tempo significa menor probabilidade de recuperação. Tempo é Cérebro!

Quais os fatores de risco para sofrer um AVC? Não modificáveis: •Idade – mais frequente em pessoas com mais de 65 anos de idade. •Género – no sexo masculino a incidência do AVC é ligeiramente superior. •Raça – pessoas da raça afro-americana são mais propensas a ter um AVC. •Antecedentes familiares de AVC. Modificáveis: •Tensão arterial elevada; •Diabetes; •Elevados níveis de gordura no sangue; •Obesidade; •Maus hábitos alimentares; •Tabagismo; •Consumo excessivo de bebidas alcoólicas; •Sedentarismo; •Stress; •Doenças cardiovasculares.

Mais vale prevenir do que remediar! Procure ter um estilo de vida saudável! Pratique exercício físico regular, faça uma alimentação equilibrada e pobre em sal, açucares e gorduras saturadas, mantenha um peso adequado, consuma álcool apenas de forma ligeira e não fume. Procure o seu médico de família para vigiar e controlar regularmente o seu estado de saúde!

E depois do AVC? Após a fase aguda há todo um trabalho de reabilitação (pode incluir fisioterapia, a terapia da fala e/ou terapia ocupacional), que visa obter uma restauração, o mais próxima possível, do nível prévio ao AVC. Exige geralmente muito tempo, sendo necessário muita persistência e motivação. Assim, é fundamental a cooperação do doente e dos familiares neste processo. O doente deve ser estimulado continuamente para reintegrar a vida familiar, social e profissional, ainda que com limitações. Pode ser necessário, por exemplo, mudar o quarto de dormir para o andar de baixo, adaptar a casa de banho ou usar calças com elástico na cintura em vez de fecho. É importante, também, prevenir um novo AVC. Para tal, a pessoa com AVC deverá tomar corretamente a medicação prescrita pelo médico e modificar os factores de risco para AVC.

Dra. Liliana da Silva Correia (Médica de família) Enf. Tiago Malaquias (Enfermeiro de urgência/emergência)

SABIA QUE... A vacina contra a gripe é gratuita, no Serviço Nacional de Saúde (SNS), para: - Pessoas com idade igual ou superior a 65 anos - Pessoas com doenças crónicas - Pessoas pertencentes a Grupos de risco O programa de vacinação decorre de Outubro a Março de 2018. A vitamina C está associada ao reforço das defesas imunitárias. Assim, deve ingerir alimentos ricos, como laranja, cenoura, kiwi, abacaxi. Ajudando na prevenção de gripes e constipações, tão típicas da estação do inverno. É importante fazer a lavagem das mãos, frequentemente, pois por exemplo o vírus da gripe, permanece vivo no ambiente até 72 horas e, em superfícies, por mais de 10 horas.

No período de inverno a incidência de doenças cardiovasculares, aumenta de 20% a 25%. Os riscos acrescem em especial para pessoas que já apresentam alguma predisposição e para aquelas que já sofrem de problemas cardíacos.

Os utentes encaminhados pela Linha de Saúde 24 (808 24 24 24), não pagam taxas moderadoras em centros de saúde ou urgências e têm prioridade na triagem.

A Contratação de médicos dentistas será reforçada em 2018 e 2019. Todos os agrupamentos de centros de saúde (ACES), em Portugal, vão ter pelo menos um médico dentista dentro de dois anos.

O café é rico em antioxidantes e outras substâncias biologicamente ativas. Os consumidores de café apresentam menor taxa de mortalidade. Este reduz entre 12% e 20% a mortalidade por doenças cardiovasculares entre consumidores moderados e tem efeitos benéficos sobre a diabetes e a redução em 20% do risco de acidente vascular cerebral.

A partir de 2018, todos os doentes com diabetes tipo I vão ter disponível um dispositivo para monitorização dos níveis de glicose que evita as picadas diárias, comparticipado em 85%, incluindo todas as crianças com mais de quatro anos.

Myriam Nunes

ATM E POSTURA CORPORAL Sendo eu fisioterapeuta tenho notado, na minha prática clínica que muitos pacientes sofrem de um transtorno conhecido como síndrome da articulação tempromandibular (ATM). Esta articulação une as duas mandíbulas e permite o movimento de abrir e fechar a boca. Quando há disfunção nesta articulação está associado o Bruxismo (ação de apertar os dentes). Esta articulação está integrada no sistema postural, ou seja, o seu bom funcionamento depende de uma correta postura corporal para assim se evitarem lesões na mesma. As desordens que podem ocorrer são: dor, sensibilidade dos músculos da mastigação, dores faciais, cefaleias e enxaquecas. Para minimizar estes problemas devemos dar atenção ao posicionamento da coluna cervical e aos ombros. Assim, quando há tendência para desviarmos a zona crânio-cervical para a frente e criamos assimetria nos ombros, estamos a interferir nos músculos de contra apoio, principalmente em um, o esternoclidomastóideo (quem não se lembra do Vasco Santana que conhecia bem este músculo), levando a uma postura projetada para a frente o que vai acarretar tensão na musculatura mastigatória, ou seja, hiperatividade dos músculos da mastigação. Atualmente devido a maus hábitos posturais como: dormir de barriga para baixo, com a mão debaixo da cara, passar muito tempo à frente do computador ou outro e carregar muito peso nas costas leva ao desequilíbrio postural que por sua vez provoca vários tipos de lesões, um deles é, como já referi, a ATM. Deve existir a preocupação em fazer exercícios de relaxamento e respiração correta. Em resumo, para melhor prevenir distúrbios da ATM recomenda-se evitar má postura corporal e por outro lado evitar a hiperatividade das mandíbulas, como por exemplo: roer as unhas, mastigar chicletes durante muito tempo, não respirar pela boca e não comer alimentos duros. Por sua vez é benéfico adquirir hábitos saudáveis, tais como: lembrar a posição adequada da língua em repouso (a língua deve descansar na parte anterior do palato, como se estivéssemos a pronunciar a palavra “não”), executar atividades aeróbicas pelo menos duas vezes por semana, praticar técnicas de relaxamento simples como mindfulness, meditação guiada, cantar e rir num ambiente social saudável. Boa saúde,

Sara Tavares Fisioterapeuta


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MODA

MISSVISEU

2017

Chamo-me Bárbara Pais, tenho 18 anos e sou natural da cidade de Viseu. Tenho o maior orgulho em poder partilhar a minha história e todo o meu percurso neste que é o concurso Miss Queen Portugal. Nele fui condecorada como 2ª Dama de Honor 2017, premiação esta que nunca tinha sido atribuída a uma viseense. Com esta coroação poderei vir a ser chamada a representar Portugal num concurso internacional.

Sabendo que conseguiria ir mais além com mais dedicação e trabalho, inscrevi-me mais uma vez no concurso MQP, em 2017. Este ano, entre a 1ª fase e a Final Regional houve mais uma fase, a Final de Viseu. Nesta final, consegui a coroação de Miss Popular e Miss Viseu 2017. De seguida fui escolhida como representante de Viseu na Final Regional Centro tendo chegado mais uma vez à Final Nacional.

O meu percurso nesta área começou no ano 2013 num concurso local “Miss São Mateus” e que venci, tendo sido coroada como Miss São Mateus 2013. Após esta data e até 2016 fiz pequenos trabalhos no ramo da moda desde promoções à cidade de Viseu, integrações em videoclips, desfiles a cargo do Grupo Peixoto entre muitos outros. Em finais de 2016 participei pela primeira vez no grande concurso Miss Queen Portugal (MQP), passei a 1ª fase e a Final Regional Centro tendo chegado à Final Nacional. Apesar de não ter ganho nenhuma coroação fiquei bastante grata e contente com a minha prestação, uma vez que era primeira vez que participava num concurso desta dimensão.

Este ano a Final Nacional contou com uma semana de estágio para todas as finalistas na tão bonita cidade de Viana do Castelo. Foi uma semana muito preenchida de atividades, com visitas à APPACM local, plantação de árvores entre muitas outras de cariz solidário e ambiental. No final desta semana realizou-se a gala final. Dou os parabéns e agradeço a toda a organização do Miss Queen Portugal, a todas as candidatas e a todos os patrocínios envolvidos.

Um pouco de blush sff.

Espero que este ano alguma viseense chegue onde cheguei e que o meu testemunho seja uma mais valia, pois a oportunidade de poder representar a nossa belíssima cidade e de elevar o seu nome é um orgulho para nós, e para todos os viseenses.

Como és capaz de não tomar banho? Como és capaz de não tomar banho mas és capaz de te maquilhar?Não entendo, não entendo. Entendo sim que ficas muito mais bonita pintada, aquela borbulha e a ruga que te apareceu ao canto da boca durante o ano passado, ficam bem atenuadas, ficam. Ficas bem maquilhada! Só não entendo como podes transferir o tempo que não tens para tomar banho pela manhã, para tempo que tens para te maquiar! Confesso que até gostava, não de não tomar banho, mas de ser assim, ter paciência e tempo “transferido” (de uma outra actividade qualquer, nunca do banho), mas na verdade não tenho... Tenho rugas e borbulhas para ocultar, fico mais bonita pintada, mas não consigo. Não consigo diariamente. Pontualmente sim. Diariamente não, mas gostava. E aquelas mães? Sim aquelas que tomam banho, dão banho, vestem crianças, dão pequeno almoço, pintam-se, esticam o cabelo, passeiam o cão e ainda levam os miúdos à escola??? E depois de isto tudo ainda vão trabalhar todo o dia naqueles escritórios envidraçados, todas pimpolhas, salto alto, blusa bem passada e brincos a condizer com a carteira!!! A minha vénia! Um pouco de blush fica sempre bem. Excepto na praia... quem vai maquilhada para a praia?

Carlota Joaquina

O POWER SUIT O Power Suit é um clássico que agora é usado como vestido. Remonta às décadas de 60/80 em que era um coordenado de inspiração masculina, estávamos numa época muito polémica de luta pela igualdade de géneros; o coordenado de calça e blazer estava associado à emancipação feminina. Agora, volta às passerelles como peça muito versátil: só como vestido, ou calça e casaco, ou casaco e saia. Foram vários os costureiros de renome internacional que criaram o referido coordenado, temos Coco-Chanel com o intemporal conjunto de saia e casaco (ainda hoje usado por rainhas e princesas) e o smoking feminino criado por Yves Saint Lourent. O Power Suit destaca-se pela cintura marcada e ombros definidos. Dada a sua versatilidade deixo algumas opções de uso, espero que se inspirem. É para usar em ocasiões formais e informais.

sraquel45.wixsite.com/pureblackdiamond

Travessa dos Andrades Nº4 1Dr. Viseu

232 092 540

Dica... E se conseguisses desembaraçar o teu cabelo comprido, seco, estragado e finíssimo? Ou encaracolado, frisado, selvagem, indomável e irreverente? Sem passar 15 minutos a tentar fazê-lo, partir 27 cabelos e arrancar 32? A isso chama-se:


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As joias e as Mulheres As joias... ai as joias... Que as mulheres sempre foram e são vaidosas, não é novidade para ninguém. Aliás, a joalharia aparece em todos os períodos da História, desde a utilização das conchas, pedaços de madeira, ossos e dentes de animais. Durante muito tempo, a joalharia era principalmente destinada a pessoas com um elevado estatuto social. Os diamantes, as esmeraldas, as safiras ou os rubis conheceram múltiplas formas de aplicação, dando origem a aparatosos adereços como colares, alfinetes, pulseiras e, principalmente, imponentes coroas.

A joalharia é uma arte. Produzir joias envolve a utilização de todos os ornamentos, desde as gemas (pedras) e metais preciosos como prata, ouro, platina e paládio. As joias podem ser usadas pelas mais variadas razões: símbolos, amuletos, o “eu”, a vida, felicidade, amor, inspiração religiosa ou simplesmente para a mulher se sentir mais bela, segura e confiante. As joias continuam a ser o presente mais desejado pela grande maioria das mulheres. Contudo, hoje em dia, com a diversidade de oferta no mercado, torna-se difícil escolher a joia perfeita . Atualmente, as joias já não são vistas como adornos preciosos somente usados pelos aristocratas. Podem ser clássicas, modernas, arrojadas, de família, com muito ou pouco valor comercial. O que importa é o que elas fazem sentir a quem as usa! Normalmente, a joia semi preciosa é fabricada com outros tipos de metais e no final recebe um acabamento em ouro. As pedrarias e pérolas colocadas nesse tipo de joias são idênticas aos modelos em joias verdadeiras. As marcas continuam a ser criadas especialmente para o universo feminino, com acessórios que são feitos para todos os tipos de mu-

lheres. Encontramos as mais diversas formas de inovação no mercado dos brincos, anéis, pulseiras e colares. Tudo isto com design que segue as principais tendências da moda. Existem joias que são adequadas para qualquer dia e/ou ocasião e jogam bem com qualquer vestido, mas ao mesmo tempo elegantes e sempre na moda. Por outro lado, existem também as joias mais apropriadas para usar em festas - aniversários, casamentos, inaugurações, e outros eventos festivos. No entanto, é de realçar que nem sempre a joia mais cara é a mais adequada. As possibilidades de escolha são infinitas. Contudo, seja para que ocasião for, normalmente não cometemos um erro se escolhermos joias mais clássicas, como as que as marcas mais famosas nos oferecem, mas não são acessíveis a uma grande parte da população: Boucheron, Chopard, Van Cleef & Arpels, Chaumet, Bulgari, Tiffany & Cº, Cartier de entre as mais populares. Aliás, nos dias que correm podemos andar sempre bonitas sem gastar muito dinheiro, pois em ourivesaria assistimos a uma revolução, sendo que já conseguimos colocar no mercado peças lindíssimas a preços super simpáticos! Os anéis são uma parte especial da arte dos joalheiros, sendo usados por quase todas as mulheres. Eles embelezam se estiverem enquadrados no estilo da pessoa. Normalmente as mulheres mais baixas e com mãos pequenas devem usar anéis estreitos. Os anéis com pedras ovais tornam uma mão visualmente mais delicada e refinada. Para meninas e mulheres jovens é recomendado o uso de anéis com uma pequena joia, já as mulheres de meia-idade podem usar anéis maiores. Para os dedos mais compridos pode escolher-se anéis vistosos, grandes e largos, e apenas um anel em cada mão também é chique. Os brincos são ótimos para finalizar produções ou até mesmo para protagonizá-las. Para as mais ousadas, também é possível apostar em pares descombinados ou até num único brinco. Os brincos médios são uma ótima alternativa para quem quer um visual mais discreto, mas não gosta de acessórios rentes às orelhas. Com pedras delicadas ou formatos mais clássicos, é possível conseguir

produções bastantes femininas e elegantes. Colares delicados, com correntes finas e pingentes pequenos é o estilo do acessório menos arriscado para a maioria das produções, já que pode ser usado com muitos tipos de golas e compor tanto com brincos, anéis e pulseiras igualmente pequenos e delicados ou maiores e mais poderosos. As gargantilhas, por serem mais curtas, são ideais para produções em que a região dos ombros e pescoço é o destaque. As pulseiras pequenas ficam sempre bem, ficam lindas tanto quando usadas solitárias quanto em mixes mais divertidos. Esse também é o estilo do acessório que melhor combina com roupas de Inverno e que pode ser mais confortável quando é necessário mexer muito as mãos. Peças maiores e grossas costumam ser mais usadas no Verão, com os braços destapados. As joias, tal como a roupa, servem para enfatizar os benefícios de um todo e destacar todas as características atrativas. Os acessórios devem estar sempre em harmonia e de cores que combinam entre si. Por exemplo, uma joia selecionada adequadamente pode atrair a atenção para uma cor de olhos. Não é recomendado usar uma grande quantidade de joias e adornos que difiram bastante em estilo ou cor. Existem joias diferentes para cada estação e ocasião. Hoje em dia o setor de ourivesaria, com a evolução que tem vindo a sofrer, utiliza as mais variadas misturas de materiais: metais como o aço, plástico, vidro e até tecido. Se a peça for banhada, significa que recebeu um tipo de banho químico. Já o folheado quer dizer que houve uma aplicação de folha de ouro em cima de outro metal. No final de contas, o importante é sentirmonos bem, usando as joias que mais nos dizem algo e mais adequadas ao nosso estilo, com novos designs, com um estilo mais apurado ligado à moda e com preços acessíveis a todas as carteiras.

Rita Lemos Castro


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AMBIENTE

Programa Eco-Escolas na Escola Alves Martins O programa Eco-Escolas, que é um programa vocacionado para a educação ambiental, para a sustentabilidade e para a cidadania, encontra-se implementado em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE). No ano letivo 2016/2017, a Escola Secundária Alves Martins, ao cumprir o Plano de Ação com sucesso, conquistou a sua 1ª Bandeira Verde e o certificado de escola amiga do ambiente. O Clube Eco-Escolas, que reúne às quartas e sextas feiras com todos os seus elementos participantes (alunos, professores e assistentes operacionais), pretende desenvolver um conjunto de atividades (experiências laboratoriais, monitorização, sensibilização, saídas de campo, visitas de estudo, palestras e debates) relacionadas com os temas Água, Resíduos, Energia, Espaços Exteriores, Agricultura Biológica e Floresta. As atividades realizadas obedecem a uma estratégia que coloca o foco na escola e na comunidade local, de acordo com o estabelecido no Plano de Ação. Este, sendo desenhado pela escola, tem em conta uma agenda de prioridades de ação/intervenção decidida pela equipa. Em paralelo a escola é permanentemente desafiada a participar em diversos subprojectos que visam (in)formar e aprofundar ações e atividades no âmbito de temáticas ambientais específicas.

Como exemplo, a Alves Martins continua a desenvolver o projeto Geração Depositrão desafiando a comunidade a contribuir na recolha de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos. Funcionando como ponto de recolha de todo o espaço envolvente, a ESAM abre as portas a todos os que pretendam entregar, para reciclagem, o material já referido, bastando apenas que o depositem em frente à papelaria da escola, no fundo das escadas que aí se encontram. Este ano, continuando e reforçando o trabalho já efectuado, contando com a ajuda de várias entidades e parcerias, vamos sensibilizar, envolver e fomentar a defesa do património ambiental junto da comunidade educativa. Com a entrega, entusiasmo e paixão de todos, partiremos à conquista da 2ª Bandeira Verde!

Paulo Alexandre Cardoso

Olhos que não vêem coração que não sente??? Notícias como as que nos chegam através das redes sociais e que dão conta de um urso polar a morrer à fome, fotografado e filmado por um colaborador da National Geographic, lembram-nos do que estamos a fazer ao nosso planeta, ou talvez não!!!???

Quem se preocupa com sua a pegada ecológica, faz pequenas coisas que multiplicadas por centenas, milhares e milhões de pessoas pode realmente fazer a diferença! Pequenos gestos que podem realmente salvar vidas, as dos animais selvagens e as nossas.

O vídeo publicado pelo próprio fotógrafo serve, segundo ele, para “quebrar as paredes da apatia” as mesmas paredes que circundam os matadouros? Serão as mesmas?

Estamos agora convencidos que as NOSSAS VIDAS estão também em causa??? Estamos convencidos que também podemos salvar as vidas dos nossos filhos e netos, familiares e amigos??? NÃO, não muitos, não todos, nem poucos... só mesmo alguns...

Quando assisto a vídeos como o do urso polar moribundo, ou a foca à deriva numa réstia de gelo, quando sei de mais uma espécie extinta, quando vejo uma imagem de um corpo de veado queimado nos incêndios, quando vejo uma mãe a gritar em desespero pelo seu bezerro, quando..., quando..., quando..., perco a esperança.

Quando me lembro que nos EUA algumas pessoas usam copos de plástico em casa como nós usamos de vidro, perco a esperança.

Quando vejo imagens de uma fábrica megalómana de processamento de carne, perco a esperança.

Quando vejo que adolescentes e jovens não sabem em que ecoponto devem colocar uma lata, uma embalagem de iogurte, perco a esperança.

Perco a esperança mas não perco a determinação! Não perco a vontade de fazer, fazer o que considero a minha obrigação, contribuir activamente para aliviar um pouco a nossa casa, o nosso lar que é o Planeta Terra. Será só minha a obrigação?

Esta notícia coloca uma vez mais, o assunto das alterações climáticas em cima da mesa. Mas os que lamentam ao verem este urso moribundo, a arrastar-se por uma terra sem gelo, magro, com musculatura atrofiada, fazem na realidade algo para o salvar? A ele e a muitos outros? A ele e a todos os outros animais selvagens? Poucos sim, muitos não. Claro que a chave para o problema está nas mãos das grandes potências, dos grandes grupos. Ai... os interesses económicos... Mas não está ao alcance de cada um rodar um pouco essa chave na fechadura? Fazer qualquer coisa? Qualquer coisa? Claro que sim! Todos nós podemos no nosso dia-a-dia fazer um pouco menos lixo, reduzir, reciclar e reutilizar um pouco mais, consumir um pouco mais conscientemente, desperdiçar um pouco menos, poupar um pouco mais!

Quando ouço que “não tenho um ecoponto à porta de casa, não separo o lixo”, perco a esperança. Quando observo alguém a lavar a louça com água sempre a correr, perco a esperança. Quando penso em todos os ares condicionados por esse mundo fora a funcionar ininterruptamente, mesmo que ninguém lá esteja para usufruir da temperatura, perco a esperança. Quando leio sobre a percentagem de terra desmatada na Amazónia, perco a esperança.

Quando recordo os céus cinzentos de Pequim, perco a esperança. Quando observo o consumo desenfreado da black friday, perco a esperança.

Aos muros do matadouro regressarei depois.

Susana Andrade


ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL A ASPEA é uma organização não-governamental de ambiente (ONGA) sem fins lucrativos, fundada em Junho de 1990, com sede no Centro Associativo do Calhau, Parque Florestal de Monsanto, Lisboa, e núcleos regionais em Aveiro, Bragança, Faial e Viseu. Tem como principais objetivos a contribuição para a difusão da Educação Ambiental para a Sustentabilidade, a participação na produção de conhecimentos, a colaboração na formação de docentes e de animadores e a promoção da cooperação nacional e internacional no referido domínio. Na prossecução dos seus objetivos, procura fomentar a Educação Ambiental, quer a nível formal, quer a nível não formal. Tem uma vasta experiência na formação de adultos, professores e jovens em educação ambiental, sustentabilidade, arte e ambiente, Agenda escolar 21 e Carta da Terra, da qual é afiliada desde 2005. Muitos dos membros desta organização são professores e educadores, alguns trabalhando em áreas socialmente desfavorecidas com jovens em risco e alunos com necessidades especiais.

NÚCLEO ASPEA VISEU Criado em 2014, o Núcleo da ASPEA em Viseu, resulta do processo natural de descentralização na difusão da Educação Ambiental para a Sustentabilidade, estimulado quer pelas atividades já desenvolvidas que a seguir se indicam, quer pela vontade de proporcionar mais e diferentes atividades nesta área,

complementares ao atual plano curricular, e promover uma consciência e atitude comunitária acerca da relação dos cidadãos com o seu ambiente. A formalização deste projeto, Núcleo da ASPEA em Viseu, tem o potencial para cooperar com outros projetos dos Municípios do Distrito de Viseu podendo estender-se a outros Distritos limítrofes, instituições e coletividades da região e nacionais, rumo a um processo educativo mais abrangente. Envolve os jovens alunos, professores, educadores e pessoas que demonstrem interesse e afinidade pelas áreas da Educação Ambiental e da proteção, preservação, conservação e recuperação do património natural e cultural, prestando, ainda, um importante apoio ao desenvolvimento do potencial turístico da nossa região, bem como ao setor comercial local e regional, na vertente da responsabilidade ambiental e social. Além das atividades, projetos e ações enumerados, a ASPEA Viseu participa e colabora em diversas reuniões e ações que visam a promoção da preservação e proteção ambiental, quer com instituições públicas, quer privadas. A ASPEA Viseu é liderada desde a sua fundação em 2014 por Jorge Loureiro, licenciado em Educação Ambiental e Coordenador do Núcleo, acompanhado por Carla Ferreira, Licenciada em Educação Básica e Vice Coordenadora do Núcleo. A Equipa é composta por diversos membros e colaboradores aos quais expressamos a nossa gratidão pelo trabalho que têm desenvolvido. Como objetivos mais próximos a atingir, a ASPEA Viseu pretende conseguir ter a sua sede no Município de Viseu, angariar mais voluntários e colaboradores, criar postos de trabalho e desenvolver projetos de valor sobre as temáticas relacionadas com a Educação Ambiental, as alterações climáticas e a defesa e proteção do ambiente. O direito a um amanhã com mais e melhor qualidade de vida fruto de um ambiente cuidado é da responsabilidade individual de cada um de nós.

Tilia tomentosa Moench

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Espécie emblemática de Viseu encanta viseenses e visitantes, durante a primavera com um aroma adocicado logo pela frescura da manhã. Originária do sudeste europeu (Hungria, Moldávia, Ucrânia) e oeste da Turquia, encontra-se muito associada a bosques de montanha. Foi introduzida na restante Europa, incluindo a Península Ibérica, bem como nos Estados Unidos da América, sempre como planta ornamental, tanto em arruamentos como em parques. Devido à sua resiliência à poluição atmosférica e à forma da sua copa abobadada, é considerada uma árvore adequada ao meio urbano. A floração ocorre entre Abril e Maio, floração esta muito característica da espécie, devido à libertação de uma fragrância bastante agradável, como já referido. As flores são usadas para infusões, tendo propriedades terapêuticas ao nível dos sistemas digestivo, nervoso, respiratório e cardiovascular. As flores são igualmente bastante atrativas às abelhas, sendo o mel com esta composição florística reconhecido pela sua qualidade. A tília-argêntea ou tília prateada como é conhecida comummente, deve-se à página inferior coberta por uma densa penugem branco-prateada da folha, que a distingue das restantes espécies de tília. Pode atingir 30 metros de altura e tronco com diâmetro compreendido entre 10 e 15 metros. A sua madeira de fácil trato, foi muito usada durante a idade média em retábulos. Devido às suas propriedades acústicas é usada em componentes específicas de alguns instrumentos musicais. Exemplares notáveis: Tília Eminescu’s, Romania, com cerca de 500 anos de idade, deve o seu nome a Mihai Eminescu, escritor. Diz-se que escreveu alguns dos seus melhores trabalhos sob esta árvore. Foi usada como símbolo cívico, por estudantes em protesto em fevereiro de 2013, contra o abate de tílias em arruamento no centro da cidade de Iaşi, para substituição por espécies exóticas de menor porte. Em novembro 2015, por referendo, ficou determinado a reintegração de tílias no centro da cidade.

Inge Balls

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ANIMAIS

A hormona do amor e como os cães nos “roubam” o coração O amor pode ser definido de infinitas formas mas para a ciência o amor mede-se em oxitocina. Humanos criam laços emocionais quando se olham nos olhos. A oxitocina é conhecida por estreitar vínculos entre mães e bebés. Ela é libertada quando abraçamos alguém que gostamos, quando somos tocados. Cães e gatos produzem a hormona do amor quando estão com os seus tutores, no momento em que se olham nos olhos ambos recebem uma descarga de oxitocina. E quando se dá um contacto físico nova descarga da hormona do amor. Responsável pela sensação de bem-estar e felicidade, esta hormona é produzida pela hipotálamo localizado no cérebro. A oxitocina é também responsável por reduzir stress e pressão arterial, fortalecer e potenciar relações sociais e aumentar a confiança. Investigações baseadas em testes realizados com medição de níveis de oxitocina em animais e humanos provam que depois de interagirem, ambos registam aumento da presença da hormona no organismo. Nos cães a percentagem é superior do que nos gatos. A ciência provou porque nos sentimos tão ligados aos nossos queridos animais e eles a nós.

GRUMAPA A GRUMAPA – Grupo Mangualdense de Apoio e Proteção de Animais situa-se em Mangualde e desde 2012 que tem trabalhado ativamente na recolha de cães de rua e no acolhimento e resgate de animais em situações de negligência e maus tratos. Trabalha com uma pequena equipa de voluntários que não é suficiente para todos os pedidos de socorro que recebe. Sobrevive à custa de donativos e de atividades que realiza ao longo do ano. Desde 2012 já recolheram e conseguiram famílias para centenas de animais mas sentem que o seu trabalho é um poço sem fundo. Têm consciência que toda a sua dedicação é insuficiente para solucionar ou reduzir substâncialmente o número de animais de rua. Isso só será possível através da sensibilização dos cidadãos, através de uma estratégia nacional que inclua a esterilização de animais, através do cumprimento da legislação que entrou em vigor em 1 de Outubro de 2014 - apesar das suas inúmeras lacunas - que revê a punição das pessoas que maltratam e abandonam os animais e ainda através do cumprimento da lei que obriga à identificação electrónica de todos os animais e que entrou em vigor a 1 de Julho de 2008 “Os cães e os gatos devem ser identificados e registados entre os três e os seis meses de idade.”

De todo este texto o mais importante a reter é ESTERILIZAÇÃO que vai impedir o nascimento de animais que vão ser abandonados (ou nascer nas ruas) e IDENTIFICAÇÃO ELETRÓNICA que vai ajudar no controlo de animais abandonados. O trabalho realizado por pequenos grupos associativos e informais (como a GRUMAPA), não é suficiente uma vez que são grupos que trabalham com pouquíssimos meios e recursos. A estratégia deverá ser desenvolvida a nível nacional, terá que passar pelos orgãos de poder locais e incluir ajuda das associações que já existem no terreno e que têm o know-how de vários anos de trabalho.

Pensa-se que este processo de vínculo terá evoluído com a domesticação, estudos realizados em lobos criados desde a nascença por humanos atestam que lobos não produzem a mesma resposta a esse estímulo humano. Os lobos ainda nos vêem como uma ameaça e evitam o contacto visual, ao passo que cães, depois de milhares de anos de evolução, passaram a agir como crianças.

Diariamente a GRUMAPA divide-se entre a eterna insatisfação de trabalho por terminar, de centenas de animais que não pode socorrer nem salvar, de inúmeros pedidos de ajuda aos quais não é dada resposta e a contrapartida, o reverso da medalha, que são as centenas, embora não suficientes, animais que salva, que cuida e que em alturas de desânimo relembram os seus voluntários da razão pela qual fazem tudo isto e porque têm vontade de continuar a fazer…

Fazer carinhos e conversar com cães durante apenas três minutos aumenta o nível de oxitocina na corrente sanguínea de ambos.

“SOMOS POR ELES” é um slogan que criaram no final de 2011 e que todos os dias lhes parece ter mais significado.

Os cães proporcionam um efeito terapêutico sem efeitos colaterais, fazem-nos felizes. E nós a eles. Beije e acaricie o seu cão e gato, vai ver que vai gostar.

Susana Andrade

Estes cães estão disponíveis para adopção responsável na GRUMAPA.

Estrelinha

Cuca

Eros

Isabel

Filomena

São muito sociáveis e extremamente dóceis, procuram famílias que os acolham nas suas casas e nos seus corações. Para mais informações www.grumapa.pt

Tomás


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DESPORTO

A vida moderna dificilmente oferece meios de qualidade para o desenvolvimento pessoal e social que todos gostaríamos de ver. Há demasiados interesses pessoais que levam a favorecer os comportamentos egoístas que nos tornam cada vez mais agressivos e que aumentam quotidianamente os níveis de stress. O Karaté, enquanto “arte marcial” ou “desporto de combate” e desde que devidamente orientado por professores qualificados e competentes, pode ser um dos espaços onde aquelas energias “acumuladas” são (re) orientadas a nível biológico, psicológico e social. Por outro lado ainda, pode permitir a aquisição de saberes e fazeres próprios de uma “arte marcial” preparadora para a defesa da integridade física sem armas, em caso de agressão violenta, o que pressupõe uma cuidada formação ética. Por isso, entrar na “família” dos praticantes de Karaté não é um passo a ser feito sem ponderação, e, simbolicamente costuma-se iniciar a sua prática com um “cinto branco” representador da candura de espírito com que o iniciante aspira a apresentar-se perante o mestre da “arte”. Aquele “cinto” vai escurecendo sobre o olhar atento do professor e dos companheiros de prática até que um dia, perante a dita “família”, pode vir a receber o aspirado cinto negro (1º dan). A magia deste percurso responsabiliza em primeira instância o praticante, os seus companheiros de prática e o seu professor e, em segunda instância, os ambientes socioculturais destes protagonistas. Mas atenção: O Karaté faz bem se for praticado correctamente! Assim, os Pais devem estar atentos às qualificações dos professores de Karaté (que não se medem pelas cores do cintos), controlan-

O Hóquei Lucília Figueiredo Presidente da Direção do Hóquei Clube de Viseu

do o tipo de gestão técnica e pedagógica dada às aulas/treinos de Karaté dos seus filhos e o ambiente em que ele é abordado. Assim também, os jovens, além da graduação medida em “dans” e o nível de prestação técnica do seu treinador, devem estar atentos às metodologias de treino utilizadas, que dependem dos graus de conhecimento que o treinador tem a nível da gestão do treino físico, técnico, táctico e psicológico. Os adultos, por fim, devem olhar para o mestre com o cuidado de descortinar as suas qualificações e competências reais para a promoção da gestão do seu processo de treino que pode objectivar o aumento ou a manutenção da condição física geral em paralelo com as aquisições técnico-tácticas. No nosso projecto pretendemos promover um Karaté de forma individualizada, gerindo a natureza lúdica, agonista e de solicitação das qualidades físicas das tarefas que prescrevemos. Nessa gestão estamos preparados para integrar variáveis diagnosticáveis (de domínio biológico, psicológico, social e axiológico), respondendo adequadamente às suas necessidades, motivações e aspirações. Traga inicialmente um fato de treino, venha conhecer-nos e decida depois se entra na nossa família de karatecas. Oferecemos: * Enquadramento Técnico qualificado (Professores qualificados pelo Ensino Superior) * Enquadramento Institucional Filiação na Associação de Karaté de Viseu e Federação Nacional de Karaté - Portugal

Basquetebol A associação de Basquetebol de Viseu, nasce fruto do empenho de um conjunto de pessoas amantes da modalidade, que se encontravam anteriormente ligados à Associação de Desportos de Viseu. Foi a 30 de Janeiro de 1989, que, por escritura pública, a Associação de Basquetebol de Viseu (ABV), é criada e se filia na Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), a partir desta data passa a existir no Distrito de Viseu um quadro competitivo, com campeonatos distritais e inter-regionais, com participações em provas do calendário nacional, quer a nível de Clubes como das respectivas Selecções Distritais. O basquetebol federado, é praticado nos conselhos de Cinfães, São Pedro do Sul, Tondela, Santa Comba Dão, Nelas, Carregal do Sal e Mangualde. Na época transacta os 10 Clubes inscritos na ABV, inscreveram 460 atletas, desde os minis sub 8 até aos seniores em ambos os géneros. No enquadramento humano e treinadores estiveram registados 28 elementos, no quadro do sector da arbitragem de registar a presença de um comissário nacional, e de árbitros nacionais, nos órgãos directivos do Conselho de Arbitragem da FPB, é de registar ainda a presença de um director do nosso Distrito naquele órgão.

Jorge Fidalgo Duarte

Informações: Estamos na Escola Básica de Jugueiros Treinos Iniciação: 4º e 6 feiras das 18h.30m/19h.30m Graduados: 4º e 6ºfeiras das 19h.30m/20h.30m Contatos: 968580810/ 963258470

Miguel Lima O Hóquei Clube de Viseu (HCV) conta com uma história, na nossa Cidade, de 32 anos ao serviço do hóquei patinado, nas vertentes Hóquei em Patins e Iniciação à Patinagem Artística. Se gostas de grandes emoções e bastante adrenalina, junta-te a nós. Vem conhecer-nos. Vem praticar uma das modalidades mais completas e que te ajuda a desenvolver e a socializar. Meninas e meninas com 3 anos de idade, toca a colocar os patins, venham experimentar. Alimente, no seu filho ou na sua filha, o gosto pela atividade física, pelo desporto... o que seja. MEXA-SE... estamos à sua espera. Sabias que é no Hóquei em Patins que Portugal se destaca, mundialmente, em títulos conquistados? Estamos no Pavilhão da Escola Secundária de Viriato, frente à Staples, todos os dias úteis a partir das 18h30 e também aos sábados das 10h às 12h. Juntos seremos, sempre, mais fortes!


Académico O Académico Futebol Clube de Viseu existe para honrar aquele que foi o grande embaixador de toda a Região de Viseu – o CAF (também conhecido por “Académico de Viseu” ou por “O Viseu”. O CAF (Clube Académico de Futebol) foi fundado no início do séc. XX por um grupo de alunos da Escola Secundária Alves Martins e do colégio da Via Sacra, o que justificou o seu nome de Académico e a predominância da cor negra. O primeiro eco da existência do CAF referenciado na imprensa local data de 7 de Junho de 1914, e diz respeito a um encontro de futebol realizado no Campo de Viriato entre “os teams sportivos de Tondela e do Académico de Viseu”. Até ao ano de 1927, o CAF foi apenas um grupo informal, pois só nesse ano foram aprovados e entregues os Estatutos na Federação Desportiva de Viseu (actual Associação de Futebol de Viseu). Nessa altura, de forma aleatória, foi referenciada como data de fundação o ano de 1917 mas a verdade é que a sua fundação material é indubitavelmente aquela de 1914, portanto, muito anterior à própria criação da Federação Desportiva de Viseu. E assim nasceu uma das colectividades mais importantes de toda a Região da Beira Alta: O CAF. O CAF ou “O Académico de Viseu” ou ainda, “O Viseu” foi o maior embaixador de toda a Região da Beira Alta congregando vontades de todos os beirões e marcando o futebol português através da magia que as suas equipas espalhavam em campo. Com uma história riquíssima que atingiu o apogeu com a presença na 1ª Divisão Nacional (actual 1ª Liga) em três épocas e com a conquista da Divisão de Honra (actual 2ª Liga). Infelizmente, quase ao fim de um século de história, o CAF, por uma série de vicissitudes de gestão viria no ano de 2005 a chegar ao fim. No entanto, o CAF era grande demais para morrer e se, em termos jurídicos este foi declarado extinto a verdade é que a sua memória e mais importante ainda, a vontade de vencer da Região de Viseu tinha de ser preservada e continuada.

É precisamente neste contexto que um grupo de sócios inconformados decide continuar a vida e a obra do CAF. Surge assim o Académico de Viseu Futebol Clube, um Clube que nasceu para preservar e divulgar a memória do CAF. Estes sócios e simpatizantes do “Viseu” liderados pelo Presidente-Fundador do Académico de Viseu Futebol Clube, António Silva Albino, não pouparam esforços para continuar a história do Clube e, acima de tudo devolver-lhe a grandeza de outros tempos. Foi este grupo de sócios, ex-dirigentes e simpatizantes do CAF sobre a batuta do Senhor António Silva Albino que foram igualmente recuperar o espólio riquíssimo como é exemplo as taças do Clube que tinham sido objecto de penhora. Independentemente das polémicas geradas na altura, o Académico de Viseu Futebol Clube (enquanto prolongamento do CAF) constitui um caso de sucesso desportivo tendo num curtíssimo período de vida de sete anos obtido muitos sucessos desportivos coroados no ano de 2012 pela subida à II Divisão de Futebol com o título de Campeão Nacional da III Divisão Nacional de Futebol. Por outro lado, honrando os princípios do CAF, é de longe o Clube mais eclético de toda a Região através das suas modalidades de Futebol, Andebol, Natação, Atletismo e Pesca Desportiva que hoje marcam as competições nacionais obtendo as mais elevadas honras para a cidade de Viseu. Em 2014, o Académico de Viseu Futebol Clube, assumirá a história e os valores do CAF comemorando o centenário da fundação através da envolvência de todos os Viseenses porque apesar de tudo, há ideias demasiado grandes para morrer. O ideal do CAF continuará a existir enquanto viver nas nossas memórias. É por isso, tempo de reencontro das gentes de Viseu com o seu Clube de sempre, aquele que quer voltar aos grandes palcos do Futebol Nacional e contribuir para o desenvolvimento económico da Região. Académico de Viseu, mais do que paixão: Magia!

Judo

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Um Desporto com Valores O Judo foi criado no Japão, em 1882, por Jigoro Kano e foi reconhecido enquanto desporto oficial no seu país de origem, logo no final do século XIX. Com a criação do Judo, Jigoro Kano quis, acima de tudo, veicular um desporto assente na educação física e não numa luta violenta e sem limites. Foi precisamente em Fevereiro de 1882 que Jigoro Kano inaugura a sua primeira escola de judo e em 1887, o judo encontrava-se já dividido em três princípios fundamentais: princípio da máxima eficácia do corpo e do espírito, princípio da prosperidade e benefícios mútuos e princípio da suavidade (“Ju”). Em 1932, o Mestre Jigoro Kano levou 200 alunos aos Jogos Olímpicos de Los Angeles onde fizeram uma demonstração que aguçou a curiosidade de todos os presentes. Em 1964, o judo integrou os Jogos Olímpicos de Tóquio como desporto masculino e, devido à persistência da americana Rusty Kanokogi e de outras mulheres judocas, o judo feminino tornou-se numa modalidade olímpica em 1988. Hoje, a modalidade também integra os Jogos Paralímpicos e os Jogos Olímpicos Especiais. Em 1955, o judo começa a ser ensinado no Lisboa Ginásio Clube e, em 1957, é fundado o Judo Clube de Portugal. Segue-se a abertura de vários outros clubes do género um pouco por todo o país, o que culminou com a fundação da Federação Portuguesa de Judo em 1959. De importância capital para o desenvolvimento da modalidade foi Kiyoshi Kobayashi, o Mestre japonês que chegou a Portugal em 1958 e que é considerado, justamente, o “pai” do judo no nosso país. O Dínamo Clube Estação tem em funcionamento a sua Escola de Judo há um ano e visa essencialmente promover a modalidade e o Desporto nas crianças e jovens da nossa região, tendo como valores fundamentais o respeito, a disciplina, o Fair Play, a camaradagem e as relações interpessoais. Os horários são às segundas e quartas feiras, entre as 18.30 e as 19.15, para crianças entre os 4 e os 8 anos de idade. Para as crianças e jovens a partir dos 9 anos, os treinos serão às segundas e quartas feiras, entre as 19.15 e as 20.30h. Às sextas feiras as atividades são entre as 18.30 e as 19.30 para os maiores de 10 anos. O Dínamo Clube Estação tem cerca de 50 judocas com idades compreendidas entre os 3 e os 50 anos de idade e ambiciona ser um clube de referência a nível local, regional e nacional. O Desporto é um fator essencial na formação dos indivíduos enquanto cidadãos e um elo de ligação entre todos.


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OPINIÃO

Direito adquirido A maternidade faz com que uma mulher passe a ver o mundo com outros olhos. Os olhos são os mesmos, o que muda é o foco, que transforma a comum cidadã que habitava em nós unicamente na “mãe do bebé”, pelo menos durante um tempo. Nesse período, iniciamos a valorização de algo que anteriormente tínhamos como garantido, e que nos é simplesmente reduzido com o “simples” ato de por um outro cidadão no mundo. Falo obviamente em TOMAR BANHO. Tomar banho é muito mais que uma regra básica para se viver em sociedade. É um direito adquirido! No entanto, depois de se ter um filho, tomar um banho decente, posso assegurar, é um luxo! O prazer do banho em si passa a ser assolado pelo pensamento do mesmo poder vir a ser interrompido a qualquer momento, e o direito deixa de ser adquirido para passar a ser sofrido. “Deixa lá ir agora a correr que ele está a dormir e já tenho toalha, muda de roupa, água quente no chuveiro, secador de cabelo na tomada, tudo quanto é creme em cima do lavatório, telemóvel sem som, acho que desta vez não me falta nada”. Água a correr, nada de música na casa de banho para podermos ouvir a criança quando chorar, e toca a despachar. “Ai, espera, parece-me que ouvi chorar...”, fecha a torneira, escuta... “ foi falso alarme!” Está a andar, esfregar tudo o que há para esfregar, tratar do cabelo, “ai... desta vez é que foi, está mesmo a chorar”, fecha a torneira, escuta... escuta... “devo estar a ficar paranóica, já ouço vozes e tudo... a privação do sono dá nisto”. Sai do duche e ala que se faz tarde, a secar, hidratar e pentear. Missão cumprida, hoje correu mesmo bem, “mas se não acordou até agora deve estar mais para isso de que para outra coisa”. No fim de contas, trata-se de um efémero banho, mas o alcance destas pequenas metas confere-nos a sensação de “ah, afinal acho que para a próxima até posso por música... baixinho”. E siga a vida.

Madalena Almeida Rolo

Genius Loci e a construção dos lugares «Nature can live without man, but man cannot live without nature.» Prentice Bloedel O Genius Loci é um conceito latino que nos remete para o “Espírito do Lugar”, este conceito de respeito pelo “lugar” que era aplicado na arquitectura grega, procurava integrar as construções com o local e não o contrário. Os belíssimos anfiteatros encaixados na paisagem, eram o resultado de uma construção perfeitamente adaptada à topografia do terreno. A cultura romana apropriou-se destes conhecimentos, das regras de equilíbrio e proporção da arquitectura e escultura gregas; mas à medida que o domínio da construção evoluía, o homem começou a adaptar o espaço às suas pretensões e a transformar o espaço e a paisagem à sua volta. Para quê procurar o local ideal para implantar um anfiteatro, quando temos os meios para construir coliseus onde quisermos? Embora o conceito seja empiricamente aplicado desde sempre, foi o arquitecto norueguês Christian Norberg-Schulz, que em 1979, teorizou o conceito de Genius Loci com a sua obra: Genius loci: towards a phenomenology of architecture. Na sua obra o conceito é apresentado como o carácter do espaço, a sua identidade e nesse sentido a análise de todas as características que concorrem para a construção da sua identidade são fundamentais para o desenvolvimento da solução arquitectónica. Em conceito é basilar em qualquer intervenção na paisagem, porque nos ensina a olhar para os locais e tirar partido do que já existe (muitas vezes, melhor do que tudo o que podemos acrescentar ao local). O genius loci ensina-nos que a humildade é característica fundamental para quem intervém no espaço e por vezes, as melhores intervenções em arquitectura paisagista são aquelas em que quase não se distingue o que foi feito pelo homem do que já existia na natureza. Para isso, a intervenção precisa fundir-se com a paisagem, mimetizá-la – usando a mesma linguagem (espécies vegetais autóctones e/ou tradicionais, materiais regionais, entre outras), o que permite poupar em recursos e garantir uma maior adaptação da vegetação às condições ambientais. Num ambiente urbano em que nos habituámos a sobrevalorizar o que construímos e menosprezar o que é destruído no processo de construção – em nome do desenvolvimento económico – temos que nos consciencializar de que quando destruímos ecossistemas ou interferimos em ciclos naturais, todos perdemos e ninguém ganha. É claro que a construção é inevitável, mas cada vez mais, a construção tem que ser eticamente responsável, integrar-se na sua envolvente e mitigar o seu impacto ambiental (a todos os níveis – até na gestão de resíduos). A sustentabilidade de cada intervenção deveria pautar-se, preferencialmente, pelos benefícios que oferece à comunidade (e não apenas económicas) em contrapartida aos que são sacrificados.

Corine Lopes


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AUTO

NOVO SISTEMA DA

Pão de Forma

CARTA POR PONTOS

A velha senhora que deixou saudades 1962

Em Hannover, a pão de forma 1.000.000 é concluída.

1. “CARTA POR PONTOS”. O QUE É? - Ao título de condução de cada condutor serão atribuídos 12 (doze) pontos a partir de 1 de junho de 2016. Por cada contra-ordenação grave ou muito grave, ou crime rodoviário, serão subtraídos pontos. Se não praticar contra-ordenações graves, muito graves ou crimes rodoviários, podem ser atribuídos pontos. Se praticar uma contra-ordenação grave ou muito grave, para além da coima e eventual inibição temporária de conduzir, também perderá pontos. 2. QUANTOS PONTOS SÃO RETIRADOS EM CONTRAORDENAÇÕES GRAVES (artigo 145º do CÓDIGO DA ESTRADA)?

A Pão de forma é conhecida por “Combi” ou “Kombi” no Brasil, por abreviação da sua designação alemã “Kombinationsfahrzeug”, que significa “pick up” (Carro longo e coberto utilizado para o transporte de mercadorias). 40 “kombis” foram fabricadas no Brasil com 4 marchas para trás e uma para a frente, pois as coroas do diferencial foram montadas do lado errado, como se fosse uma troca entre o Volkswagen Carocha e o Karmann-Ghia. A “Kombi” recebeu diferentes nomes e apelidos em cada mercado; “Hector” no Canadá, “Barndoor” e “Sunroof” nos EUA e Inglaterra, “Junakeula” na Finlândia, “Papuga” na Polónia, “Bay Window” na Austrália e “Kombi” no Brasil, “Bulli” na Alemanha e “Pão de Forma” em Portugal. São usados nomes alternativos como; Volkswagen Bus, Volkswagen Campmobile, Volkswagen Samba, Volkswagen Van, Hippie Bus, Volkswagen Westfalia, Volkswagen Microbus, Hippie Van e Volkswagen Transporter. O sucesso da Pão de Forma deveu-se ao facto de não existir produto semelhante no mercado, a concorrência mais próxima era a “Rural” da Willys-Overland, e a partir de 1965 a

“Chevrolet Veraneio”, mas nenhuma oferecia tantos lugares nem um consumo de combustível tão pequeno como a Pão de Forma, pois usavam grandes motores de seis cilindros. Estima-se que tenham sido produzidas mais de dez milhões de unidades ao longo do tempo, contudo nem todas se assemelham ao modelo original. A pão de forma tornou-se famosa na década de 1960, sendo o meio de transporte simbólico da comunidade hippie. Em 2006, este veículo serviu de plano na maior parte das cenas do filme Little Miss Sunshine. Embora nos EUA e na Europa a pão de forma possua uma conotação romântica, na América Latina e em Africa, é usada como transporte oficial de carteiros, forças policiais ou até mesmo de empresas funerárias. Era bastante utilizada no parque nacional do Quénia, em África, para os turistas apreciarem as belas paisagens e os animais selvagens.

Nuno Peixoto

- Na sua generalidade, são retirados 2 (dois) pontos, contudo em algumas situações são retirados 3 (três) pontos. 3. QUANTOS PONTOS SÃO RETIRADOS EM CONTRA-ORDENAÇÕES MUITO GRAVES (artigo 146º do CÓDIGO DA ESTRADA)? - Na sua generalidade, são retirados 4 (quatro) pontos, contudo em algumas situações são retirados 5 (cinco) pontos. 4. QUANTOS PONTOS SÃO RETIRADOS POR CRIME RODOVIÁRIO? - 6 (seis) pontos. 5. POSSO GANHAR PONTOS? COMO? - Sim. No final de cada período de 3 (três) anos, sem que sejam praticadas contra-ordenações graves ou muito graves, ou crimes de natureza rodoviária, são atribuídos 3 (três) pontos ao condutor, não podendo ser ultrapassado o limite de 15 (quinze) pontos. A cada período da revalidação do título de condução, sem que sejam praticados crimes rodoviários, e o condutor tenha frequentado voluntariamente ação de formação de segurança rodoviária, é atribuído um ponto ao condutor não podendo ser ultrapassado o limite de 16 (dezasseis) pontos.


19 Em caso de acidente automóvel O que fazer?

Nada como o vento!

Manter a calma e ser cordial;

Nada como sentir aquele ventinho quente que passa por nós ou nós por ele.

-Vestir o colete refletor;

Nada como o vento a bater na cara! Aqueles dia quentes de Verão, em que o sol tórrido sufoca os automobilistas enclausurados nas suas viaturas. Sofrem dentro dos seus bólides sem ar condicionado, mas eu vou fresca.

-Sinalizar o local do acidente com o triângulo refletor a pelo menos 30 metros e ligar os quatro piscas da viatura;

Fresca na minha Onda branca. A minha Onda de 125cc e x cavalos, não sei quantos. A minha Onda anda bem ou pelo menos o suficiente para mim e para a cidade.

-Se do acidente resultarem feridos, ligar imediatamente para o 112 (não tente mover ou deslocar as vítimas);

Sabe bem a liberdade de cruzar a cidade sem parar, sabe bem em Viseu imagino em Lisboa, no Porto, em São Paulo ou em Paris!

- Preencher a declaração amigável, registando corretamente os dados dos intervenientes;

Andar de mota sabe mesmo bem!

- Se as circunstâncias não forem claras ou existir conflito, chamar as autoridades. Sempre que comprar ou vender uma viatura deve proceder à sua transferência de propriedade a fim de evitar problemas com: -Impostos (IUC); -Sinistros; -Portagens; -Multas; -Perda de documentação; -Dificuldade futuras com registo da viatura; -Outros problemas legais.

Aventuras de outros tempos lembram-nos de quão irresponsáveis conseguíamos ser, hoje a precaução, o medo de cair, fazem de mim uma motociclista bem mais consciente. Agora faz frio e a mota fica mais guardada. Quando chove então... brrrr nem pensar... longe vão os anos em que qualquer que fosse a meteorologia lá ia eu para a escola comercial com a minha BWS, ensopada às vezes, calças coladas às pernas, assistir à aula de electrónica. A minha querida BWS que mantive durante mais de 20 anos, e que ainda me conduziu, depois de tantas vezes me conduzir às aulas, ao meu trabalho. Troquei esta babe por uma mais moderna, mais rápida, bonita não sei, a minha BWS era muito gira!

Susana Andrade

Lubrificação A lubrificação tem grande relevância sobre a vida útil dos componentes. Estima-se que o custo da lubrificação seja cerca de 2% do custo total da manutenção, já os custos decorrentes da falta de lubrificação são muito mais altos – 10 a 15% O desempenho operacional dos equipamentos depende da qualidade do lubrificante utilizado e dos procedimentos de lubrificação adoptados. A operação de lubrificação consiste em introduzir uma substância entre superfícies sólidas que estão em contato entre si e que executam movimentos relativos. A substância é por norma um óleo ou uma massa que impede o contacto directo entre as referidas superfícies. O atrito passará a ser sólido/fluido em vez de atrito sólido/sólido reduzindo significativamente o desgaste entre as superfícies.

Principais razões da lubrificação em máquinas Minimização do desgaste de peças em contacto por diminuição do coeficiente de atrito. Arrefecimento das peças em contacto, atingindo-se uma melhoria de 25% no equilíbrio térmico. Limpeza das zonas percorridas pelo o lubrificante pela eliminação das matérias residuais. Vedação do espaço entre as peças. Protecção das peças contra oxidação e agentes exteriores. Redução de vibrações e ruídos


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ASSOCIAÇÃO

História do Aeródromo de Viseu e Aeroclube de Viseu O espaço onde hoje se situa o Aeródromo de Viseu era um conjunto de terrenos baldios chamado de Campo da Muna. Nesses tempos as unidades militares estacionadas em Viseu, o Regimento de Infantaria de Viseu e o Regimento de Cavalaria VII utilizavam o referido campo para os seus treinos. O Campo da Muna não tinha pistas, era apenas um descampado razoavelmente plano, alagado em algumas partes e com algumas irregularidades. Corria o ano de 1935 mês de Junho e, no decorrer do II Rally Nacional Aéreo, dá-se um acidente, na aterragem, da aeronave Tiger Moth então tripulada pelo Tenente Tovar Faro e pelo Sargento Gonçalves Lobato, recém regressado do Épico raid aéreo em Timor, uma epopeia aeronáutica que teve grande impacto mediático nessa data. No acidente o jovem Sargento Mecânico Aeronáutico sucumbe aos ferimentos e, algum tempo mais tarde, a cidade de Viseu decide homenageá-lo, dando o seu nome aquele terreno onde viria a ser construído o futuro Aeródromo Gonçalves Lobato. Como é do conhecimento, na comunidade aeronáutica Nacional, e nas gentes que habitam naquele local, na pista de Viseu o vento está quase sempre cruzado, pois a pista principal, e a primeira a ser construída, foi-o não no sentido dos ventos dominantes mas num ângulo de cerca de 90 graus com os mesmos, ao contrário do que é a prática correta. Existe, todavia, uma razão histórica curiosa para tal… De facto, a pista estava originalmente planeada para ser construída no sentido dos ventos dominantes, ou seja, sensivelmente no rumo 040 / 220, todavia, nessa direção e prosseguindo ao longo da principal estrada de acesso que, na altura não passava de um caminho para o gado, existia uma pequena capela dedicada a Sto. António. Ora, nessa altura, sendo esta uma região com forte tradição agrícola, o povo celebrava anualmente uma romaria em que levava o gado, em procissão, à capela, marchando daí para o rio, para lhe dar banho. Como tal, era impensável na altura demolir a capela para se construir uma pista e, sendo assim, e devido ao Santo Casamenteiro, quis o destino que, em Viseu, ainda hoje aterremos quase sempre com vento cruzado… Sendo assim, foi então que, em 1945, com a ajuda das tropas de engenharia militar se drenou e terraplanou o campo, construindo a primeira pista em terra batida, a atual 18/36, coincidindo com a criação da Escola de Aviação Viriato (EAV) e a Escola de Aeromodelismo montada e subsidiada pela Direção Geral de Aeronáutica Civil. Nesta altura, na cabeceira Sul, a pista encontrava-se limitada por uma elevação de terreno, um morro, o que dificultava bastante as aproximações à 36. Esse morro foi terraplanado em 1950, mais uma vez, pela Engenharia militar. Nessa altura a estrada que aí existia e que limitava a pista a Sul foi desviada para contornar a cabeceira da 36, para o trajeto que percorre hoje em dia. Com estas obras a pista foi aumentada em cerca de 100m. Foi nesta época que se asfaltou a pista. Por estas alturas a atual estrada principal ain-

da era apenas um caminho de carros de bois. O Aeródromo permaneceria aproximadamente nas mesmas condições durante os 16 anos seguintes, altura em que, em 26 de Março de 1966, foi fundado o Aeroclube de Viseu. Entidade que, ao longo dos anos, granjeou admiração e prestígio no panorama nacional aeronáutico tendo, inclusive, recebido, em 30 de Março de 1969, elogio público do Ministro das Comunicações, Exmº. Brigadeiro Fernando de Oliveira, aquando da inauguração em Viseu dos Táxis aéreos da TAP, elogio a que a comunicação social deu significativo relevo. Após 50 anos da sua fundação, que se comemoraram no passado dia 26 de Março de 2016, os únicos sócios fundadores do Aeroclube de Viseu, membros dos primeiros órgãos sociais e que ainda se encontram entre nós são: Carlos Manuel Peixoto, ex-membro do Conselho Fiscal, Isolino Lemos Gomes, ex-Secretário da Direção e eu, Jaime Ramos da Gama Bandeira, ex-Tesoureiro, E foi, em grande parte, com a sua ajuda que esta história foi contada. Ao historiarmos alguns dos episódios mais relevantes da fundação do Aeroclube, é fundamental recordarmos, com muita saudade, os colegas que nos acompanharam nessa missão e que já não se encontram entre nós, figuras proeminentes sob todos os aspetos e, muito especialmente, pelo empenho e toda a sua dedicação ao Aeroclube que ajudaram a construir, e que identificamos e homenageamos envolvendo-os com muito sentimento nesta data festiva: • Dr. João Lacerda - Presidente da Mesa da Assembleia Geral; • Eng.º Beirão do Carmo – Vogal da Mesa da Assembleia Geral; • Francisco Vasconcelos Peixoto – Presidente da Direção; • Eng.º Coelho Araújo – Presidente do Conselho Fiscal; e • Eng.º José Ferreira dos Santos – Vogal do Conselho Fiscal. Não foram fáceis os primeiros tempos que vivemos em plena guerra colonial em que nos encontrávamos envolvidos. Contudo, esta situação que, ao tempo, bastante nos traumatizava, proporcionou a todos os Aeroclubes portugueses algumas ajudas importantes como contrapartida pela sua colaboração com a Força Aérea Portuguesa na formação de pilotos, concedendo-lhes facilidades de ordem material, através da Direção Geral da Aeronáutica Civil, nomeadamente, cedência de aeronaves, combustíveis e subsídios de formação, além do privilégio do estatuto de

“Entidade de Interesse Público”, que proporcionava muitas facilidades de ordem funcional. Neste contexto, reunidos que estavam todos os pressupostos constituintes e aprovados os Estatutos do Aeroclube, procedeu-se, em Assembleia Geral, à eleição dos primeiros órgãos sociais que, de imediato, deitaram mãos à obra, diligenciando o recebimento de um prometido Avião “Auster”, principal elemento para podermos, como desejávamos, dar início em pleno à nossa atividade. A entrega do avião que nos estava destinado, estava, contudo, retardada por parte da Direção Geral da Aeronáutica Civil, em virtude de se encontrar inoperacional por aguardar revisão das 25 horas, programada nas Oficinas Gerais, mas em lista de espera por haver outras aeronaves mais urgentes. Estávamos ansiosos por demonstrar e mostrar aos nossos associados que não estava descurada esta peça essencial ao fim a que nos propusemos. Com a promessa solene de não o utilizarmos antes da sua obrigatória revisão, foi-nos entregue, com o compromisso de a realizarmos, por conta própria, em mecânico especializado e devidamente credenciado pela DGAC. Solucionámos este inesperado entrave com êxito recorrendo aos Serviços de Manutenção do Aeroclube da Costa Verde, de Espinho, devidamente credenciados, com quem tínhamos as melhores relações de cooperação e com quem firmámos um Contrato de Manutenção para as nossas aeronaves, os quais, nas suas Oficinas chefiadas pelo prestigiado mecânico, que foi da Força Aérea, Capitão José Oliveira Dias, nos deram todo o seu credenciado apoio, para, finalmente, podermos mostrar aos nossos associados o primeiro avião Auster com a matrícula CS-ANS e com o qual rejubilaram em dia de batismo e festa de apresentação. Foi-lhe atribuído o nome de JOÃO TORTO em homenagem ao viseense, de nome João Almeida Torto, que, em 1540, tentou voar com um sistema de asas inventado e fabricado por si, e perante uma multidão se lançou de uma das torres da Sé Catedral de Viseu, vindo a estatelar-se na calçada de S. Mateus, onde faleceu, depois de ter voado cerca de 100 metros. Com este avião iniciámos as atividades mais relevantes e visíveis do ACV, com a colaboração dos nossos sócios/pilotos, Nuno dos Santos, com muita experiência nos aviões Auster adquirida nas operações militares da Guerra Colonial em Angola e o Capitão Gaioso, que fez parte dos nossos Corpos Sociais, como Vogal, e cujo paradeiro se desconhece depois de ter saído de Viseu para comandar a PSP do Porto. Face ao grande entusiasmo e rigor das nossas atividades e ao nosso bom comportamento fomos reforçadas, mais tarde, com um novo Auster, o CS-ANR, igualmente cedido pela DGAC que foi batizado com o nome de VISEU, para dar visibilidade ao nosso Aeroclube e à nossa bela e querida cidade de Viriato. Entretanto, com o apoio do nosso Piloto Ins-


21 trutor, Nuno dos Santos, o nosso associado, Germano Bento Ferreira, já falecido, revalidou no Auster CS-ANS, mediante provas perante a DGAC o seu “brevet”, que se encontrava caducado por falta de horas obrigatórias de voo, tornando-se, assim, o primeiro aluno e êxito da nossa Escola de Pilotagem. Por acordo com Câmara Municipal de Viseu, no perfeito reconhecimento da atividade do ACV como de “interesse público” o Aeroclube de Viseu ficou instalado e sedeado no Hangar principal do Aeródromo, ocupando, também, as instalações administrativas para os seus serviços de secretariado, aulas dos pilotos e “check-in”.

aproveitando para fazer o seu “batismo” de voo devidamente certificado com Diploma. Igualmente se revestiu de muito êxito o único “Rally Automóvel VISEU”, realizado na nossa região, com início e término no Aeródromo Gonçalves Lobato, que, por inédito, foi também muito aplaudido pelos inúmeros entusiastas do desporto automóvel e não só. Entre as provas complementares, destacouse a subida da rampa da Senhora do Castelo, em Vouzela, onde, finda a qual, foi servido a toda a caravana e convidados um “lanche de honra” com a colaboração das Exmªs. Autoridades locais.

Uma das primeiras e principais iniciativas do ACV, foi melhorar o acesso às instalações do Aeródromo, e em colaboração com a Câmara Municipal de Viseu e o Regimento de Infantaria 14 removeu-se o grande morro de terra e pedras onde se encontrava situada a antiga e velha Casa do Guarda, obtendo-se, deste modo, uma entrada totalmente funcional e perfeita visibilidade da pista e restantes instalações.

Na sequência de todo o nosso entusiasmo arrojámo-nos, com algum do dinheiro disponível depositado e a vontade expressa de toda a Direção para avalizar um empréstimo bancário, a comprar um novo e moderno avião francês de asa baixa, marca “RALLYCLUB” com motor Rolls-Royce, matrícula CS-AIW, colocando-se, assim, orgulhosamente, como é vulgar dizer-se, a “cereja em cima do bolo” da nossa frota de aviões disponíveis para treino e voo.

Anualmente realizaram-se vários festivais aeronáuticos, com a sempre amável e indispensável colaboração da Força Aérea Portuguesa, com exercícios de propaganda aeronáutica, em que sobressaía sempre a célebre esquadrilha “Asas de Portugal”, e outros aviões de vários tipos, lançamento de Paraquedistas, Helicópteros Heli3 em exercícios conjuntos muito arrojados, Aviões em voos de Acrobacia e Perícia e Planadores, sempre aplaudidos por milhares de pessoas vindas de todo o nosso distrito, muitas das quais

Foi com três aviões, 3000 litros de combustível e condições financeiras invejáveis que entregámos o Aeroclube, em finais de 1974, aos novos órgãos sociais que nos sucederam, depois de, em Assembleia Geral de Eleições, muito participada, realizada no Salão da Câmara Municipal, ter prevalecido, democraticamente, a vontade de outros valores que se propunham continuar a gerir o Aeroclube de Viseu com o mesmo empenho e rigor. Durante os anos que se seguiram e até recentemente, o Aeroclube de Viseu continuou

a sua tarefa de formar pilotos e dar a conhecer ao público em geral o fantástico mundo da aeronáutica, inspirando muitas jovens a seguir esta carreira, sendo que alguns deles são hoje pilotos de linha aérea em várias companhias no mundo, incluindo a TAP. Recentemente, o Aeroclube de Viseu está a expandir a sua área de interesses para se adaptar às grandes mudanças tecnológicas que se adivinham no horizonte ou que já se afirmam por inteiro, designadamente no domínio de aeronaves não tripuladas (drones) e no domínio aeroespacial, numa vertente educacional. A atual Exmª. Direção, que mais uma vez cumprimentamos e aplaudimos, tem vindo a exercer com muito êxito a gestão dos destinos do ACV, celebrando condignamente os seus 50 anos de existência, pelo que, todos nós, fazemos votos para que possa continuar a dar-nos o orgulho de ver o nosso prestigiado Aeroclube a dar as maiores alegrias a todos aqueles que gostam dos aviões e da aviação.


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Fora da caixa | APPACDM


23 A APPACDM VISEU criou para 2018, uma campanha focada na sensibilização diária para a integração da pessoa com deficiência, e outros públicos em situação de risco. Com esse objetivo, criou um calendário e uma agenda, que reúnem um conjunto de imagens realizadas por John Gallo, um dos mais proeminentes fotógrafos portugueses da actualidade. Este é um exercício de reflexão acerca de uma sociedade baseada na integração plena de todos os seus cidadãos, dando a todos e de igual forma, o direito às suas próprias escolhas.

O cenário é uma cidade dos anos 50/60/70, onde a integração de cidadãos com deficiência é plena. O ambiente será cinematográfico e nas imagens contracenam cidadãos com e sem deficiência, criando uma pequena narrativa. Pretendem-se imagens fortes e disruptivas, fora da caixa, por isso vão ser explorados alguns cenários de actividades mais marginais, menos aceites socialmente. A produção aconteceu entre os dias 20 e 28 na cidade de Viseu, em cenários tão diversos como o gabinete do Presidente da Câmara Municipal, Dr. Almeida Henriques ou o aeródromo de Viseu, num estúdio de tatuagem, uma Barbershop, o assalto a um banco como se de uma cena de um filme de gangsters se tratasse, o pic-nic das “Miss´s Pin-ups”, o casal na “Caffee Racer” e as corridas ilegais dos anos 60/70 foram algumas das cenas fotografadas. Algumas das sessões foram realizadas no Aeródromo Municipal de Viseu e em estabelecimentos privados. Esta produção envolveu mais de duas dezenas de pessoas, entre cidadãos com deficiência mental, figurantes e produção.

Fotografias Bio John Gallo www.johngallo.co.uk

A história APPACDM Viseu

Fundação Funcionamento na Av. 25 de Abril

1976

Início de funcionamento em Moure de Madalena

1979

A Associação Portuguesa e Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Viseu foi fundada em Viseu no dia 1 de dezembro de 1976, e tem como atividade principal a promoção do bem estar do cidadão com deficiência mental, multi-deficiência e jovens em risco. Os objetivos da sua intervenção pressupõem a educação, reabilitação, formação e integração sócio profissional. Com âmbito regional de intervenção, esta Instituição dá resposta a todo o Distrito de Viseu e nesse sentido tem vindo a reforçar-se em meios técnicos, humanos e materiais, dispondo hoje de um conjunto de infraestruturas e equipamentos, que permitem melhorar a qualidade da sua intervenção e assim melhorar as respostas às

Abertura das instalações em Repeses

1992

Início da Gestão do Estabelecimento Dr. Victor Fontes

1995

Abertura do Estabelecimento De S.C. Dão

2013

Abertura da Residência de Autónomos

2017

inúmeras solicitações da comunidade, prestando um serviço de elevada qualidade nas áreas em que se encontra vocacionada. Atualmente a sede, em Repeses, tem as seguintes respostas sociais: Lar Residencial, Centro de Atividades Ocupacionais, Formação Profissional, Centro de Recursos Local e Centro de Recursos para a Inclusão.

APPACDM de Viseu, com as respostas sociais Centro de Atividades Ocupacionais e Lar Residencial. Pretendeu-se assim, descentralizar os serviços e dar resposta a esta zona geográfica. No final de 2017, vai ser aberta uma nova resposta social, designada “Residência de Autónomos”, a funcionar num apartamento no centro da cidade de Viseu.

A APPACDM de Viseu é desde 1995 entidade gestora do estabelecimento Dr. Victor Fontes, localizado em Jugueiros, Viseu, com as respostas sociais Lar Residencial e Centro de Atividades Ocupacionais. Encontra-se a funcionar desde finais de 2013, em Vila Pouca, Santa Comba Dão, um estabelecimento da

A APPACDM de Viseu prevê apoiar um total de 822 clientes, distribuídos por 10 respostas sociais.

O presidente da direção António José Lemos


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MÚSICA

Orquestra POEMa Projeto Orquestra Estúdio de Mangualde Consciente da importância do ensino artístico como meio privilegiado para a transmissão de valores, do rigor e da autoconfiança, em 2013 o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Mangualde lançou um novo projeto com objetivos muito concretos. Pretendia criar um projeto consistente, e de grande qualidade musical, proporcionando a prática de conjunto orquestral a um grande número de jovens músicos, bem como, apostar na formação musical especializada e qualificada. Para concretizar tal intenção foi necessário envolver profissionais qualificados, o que se tornou possível através da parceria estabelecida com a Proviseu - Conservatório de Música de Viseu Dr. José de Azeredo Perdigão. Esta parceria permitiu garantir o ensino e o acompanhamento musical por parte de professores qualificados do quadro de docentes do Conservatório de Música de Viseu. Nascia assim, em setembro de 2013 a Orquestra POEMa – Projeto Orquestra Estúdio de Mangualde. A POEMa integra alunos do Ensino Articulado da Música de Mangualde, músicos do Conservatório de Viseu e Músicos das Bandas Filarmónicas (Associação Filarmónica da Boa Educação de Vila Cova de Tavares; Associação Humanitária e Cultural de Abrunhosa-aVelha; Sociedade Filarmónica de Tibaldinho; Sociedade Filarmónica Lobelhense) e de outras instituições que se dedicam à música no concelho de Mangualde. É um projeto que veio valorizar todo o trabalho que nesta área já se desenvolvia no concelho, quer através do Agrupamento de Escolas, com o Ensino Articulado da Música, quer através das Bandas Filarmónicas que têm tido um papel preponderante na atividade cultural e de fruição musical coletiva, e na formação musical de jovens, incentivando o trabalho individual e a integração comunitária. É também um projeto que tem fomentado boas relações e a colaboração entre as diferentes associações musicais do concelho de Mangualde, promovendo o trabalho de grupo, a disciplina e a responsabilidade para uma melhor cidadania. Ao longo dos seus 4 anos de existência o Projeto Orquestra Estúdio de Mangualde tem tido um papel importante na criação e formação de públicos. E, tem igualmente sido relevante ao nível da divulgação e representação do nome de Mangualde bem como de todas as associações envolvidas. O projeto POEMa é composto por duas formações: Orquestra de Sopros e Orquestra de Câmara. A formação de Sopros compreende os instrumentos: Flautim, Flauta – Transversal, Oboé, Corne-Inglês, Fagote Clarinete em Mib (requinta); Clarinete em Sib, Clarinete Baixo, Clarinete Alto, Saxofone Tenor, Saxofone Barítono, Trompa, Trompete, Trombone, Trombone Baixo Eufónico (Bombardino), Tuba; Violoncelo, Contrabaixo de Cordas e Percussão. A Orquestra de Câmara é comporta por, Violino, Viola D`arco, Violoncelo, Contrabaixo,

Flauta Transversal, Clarinete, Oboé, Fagote, Trompa, Trompete, e Percussão. O trabalho de naipe da Orquestra POEMa é orientado pelos Professores de Música do Conservatório Regional Dr. José Azeredo Perdigão, de Viseu, estando a Direção Musical a cargo do Professor/Maestro Tiago Correia. Os ensaios da Orquestra decorrem semanalmente, em dia útil, na Escola Ana de Castro Osório (Agrupamento de Escolas de Mangualde) e quinzenalmente, aos sábados, na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves Mangualde, sendo responsabilidade da Câmara Municipal assegurar o transporte dos jovens músicos participantes. Esta é uma Orquestra jovem e sempre renovada uma vez que os primeiros alunos que integraram o projeto são já universitários e como tal, impossibilitados de acompanharem os ensaios que decorrem durante a semana, vão sendo substituídos por novos alunos que se inscrevem. O funcionamento da Orquestra permite a inclusão de todos estes e de outros jovens músicos do país, através dos vários Estágios que dinamiza em períodos de férias e que, depois de uma intensa semana de trabalho musical, terminam com um Concerto público. Por outro lado, novos alunos são convidados a integrar a Orquestra no início de cada ano letivo. O repertório interpretado pela Orquestra é bastante eclético e mais uma vez permitenos apreciar a amplitude de conhecimentos e competências musicais e, reconhecer o trabalho de qualidade realizado por professores, maestro e alunos. Aliás, foi neste contexto de diversidade de géneros musicais trabalhados que surgiu uma nova valência da Orquestra POEMa, batizada por POEMa BIG BAND. Esta, é constituída por elementos que integram a POEMa, mas em menor número e, como revela o próprio nome, interpreta temas instrumentais associados ao jazz. É um tipo de formação muito característica dos anos 20 aos 50, período que ficou conhecido como a Era do Swing. A estreia da Orquestra Poema realizou-se a 12 abril de 2014 na Igreja do Complexo Paroquial de Mangualde, num concerto inserido na programação da Semana Santa, com cerca de 600 pessoas na assistência. Este concerto foi precedido por um estágio musical intenso, de 3 dias, que decorreu no espaço da Biblioteca Municipal e nas várias salas de aula cedidas pelo Agrupamento de Escolas de Mangualde, na Escola Ana de Castro Osório. Estiveram envolvidos 65 músicos para além de 8 professores e um maestro que trabalharam intensamente durante meio ano para apresentarem um trabalho de grande qualidade naquele dia. Ainda em 2014, no início de julho foi realizado um 2º estágio que decorreu de 3 a 6 e precedeu a 2ª atuação da Orquestra POEMa. Esta integrou o cartaz do evento cultural “Em

Quarto Crescente”, marcando o encerramento da edição desse ano. Em dezembro de 2014, no âmbito da programação de Natal, o público assistiu a mais um concerto da Orquestra POEMa, realizado na Igreja Paroquial de Mangualde. No decorrer dos últimos dois anos, temos assistido a uma evolução significativa e gratificante na performance dos alunos/ músicos que integram este projeto. O espírito de trabalho e de rigor têm estado presentes e os resultados são do agrado do público espectador. A POEMa realizou já vários concertos, alguns dos quais verdadeiramente significativos e que marcam atualmente a agenda cultural do Município de Mangualde. Como exemplo temos o Concerto do Dia da Mãe, que desde 2015 tem sido realizado no 1º fim de semana de maio para homenagear todas as mães, e o concerto de Ano Novo que acontece no 1º fim de semana do ano. Estes momentos são sempre precedidos por um trabalho intensivo de ensaios por todos os elementos da Orquestra. O nível de exigência tem aumentado, inclusivamente porque, na sua maioria, estes concertos integram grupos corais convidados e até outras Orquestras que determinam a necessidade de ajustes e adaptações para que o espetáculo decorra na perfeição. Foi o caso do Concerto Solidário de Ano Novo 2016, onde participou a Associação Contracanto ou o Concerto do Dia da Mãe 2015 e 2016 que contou com a participação do Coro de S. Teotónio da Diocese de Viseu e com Coral Lopes Morago e o Grupo Coral de Abraveses, respetivamente, ou ainda o Concerto de Ano Novo 2017 que teve a participação da Orquestra Juvenil das Escolas de Mangualde. Os desafios da Orquestra não ficam confinados a Mangualde. Os nossos músicos já apresentaram os seus dotes fora do concelho. Em 2015 realizaram um Concerto na cidade de Arganil e, em 2016, no âmbito das comemorações jubilares dos 500 anos da dedicação da Sé de Viseu, a que se associou também os cinco séculos da Misericórdia da cidade e o centenário do Museu Nacional Grão Vasco, realizaram naquela catedral, um concerto conjunto com o Coro Diocesano de São Teotónio, onde interpretaram a obra “Te Deum” do compositor contemporâneo Antero Ávila. Como já foi referido, a formação musical, a capacitação e qualificação de músicos, o rejuvenescimento e reforço das Banda Filarmónicas, e a valorização do ensino artístico são grandes prioridade deste projeto levado a cabo pela Câmara Municipal de Mangualde e pelo Conservatório de Música Dr. Azeredo Perdigão, de Viseu. Por este motivo apostarmos fortemente nos Estágios Musicais que, para além dos ensaios entre os músicos permanentes da Orquestra, permite-nos receber músicos de várias zonas do país. Este intercâmbio e partilha de experiências têm sido enriquecedoras para todos os envolvidos, quer ao nível do trabalho musical, quer ao nível das relações humanas.

Maria João Fonseca


O Rock de Viseu...

25 Shutter Down nasceu em 2011, em Viseu como uma banda de covers Rock. Nos primeiros anos fizeram centenas de concertos entre Portugal e Espanha, entre eles semanas académicas, concentrações motard, galas de solidariedade, festivais de verão, assim como em bares, clubes e associações. O ano de 2015 foi o ponto de viragem para Shutter Down, visto que sentiram a necessidade de escrever temas originais e procurar a sua identidade como banda. Nesse ano, Shutter Down lançou o single e videoclip “The Edge of Domination”, concorrendo ao PPL (plataforma de crowdfunding portuguesa) com objetivo de conseguir financiamento para a gravação do seu primeiro álbum, o qual conseguiram com sucesso. O videoclip estreou no IPDJ Viseu (Instituto Português do Desporto e Juventude) em Fevereiro de 2015 e depois no Auditório Municipal de Almeida (Guarda) em Abril de 2015. O vídeoclip pode ser visto no YouTube em @ youtu.be/qiYs8vK1Vx8 Durante o ano de 2016, a banda produziu e gravou todos os temas do álbum «Awake» no Noise Magnet Studios (Guimarães – Portugal) com Bruno M. Silva e misturou e masterizou no Hanuman Studio (Gaia – Portugal) com Bruno C. Silva. A 25 de Junho de 2017, Shutter Down lançou «Awake» (goo.gl/QurKhv @ Spotify), um álbum com a mensagem de romper barreiras e de «acordar» a consciência da força para fazer acontecer.

Quarteto Expresso Cool

Nesse dia, a banda preparou um concerto ao vivo e em direto, onde apresentaram aos fans, o álbum na sua página de Facebook. Mais de 4000 pessoas viram o vídeo. Esse evento levou a banda às suas primeiras entrevistas na imprensa nacional e rádios, e à apresentação do álbum em Viseu, Faro, Albufeira, Lamego e Almeida (distrito de Guarda). Em Setembro de 2017, a banda lançou o primeiro videoclip/single do álbum - Gone - ao público, sendo partilhado no Facebook, Instagram, Youtube entre outras redes sociais e foi tocada em rádios nacionais e internacionais. Gone atingiu a 1a posição no Top 20 das músicas mais ouvidas na Pure Rock Radio (Canadá), ao lado de bandas como Arch Enemy, Body Count, L.A. Guns, Danko Jones, Danzig e Marilyn Manson. Neste momento, Shutter Down estão a preparar a “Awake Tour”, que irá ter início ainda este ano. www.shutterdownofficial.com

Cantorias com Alma

desde 2015

A viagem musical mais cool de sempre! Uma poderosa banda com um conceito único de performance ao vivo! Apesar de nascer em Viseu, a Expresso Cool é constituída por quatro músicos de excelência com carreiras distintas e unidos pelo gosto de “música de qualidade”. O projeto surge em 2015 juntando o mundo musical desde o berço do blues dos anos 20 e 30, standards de jazz dos anos 20, 30,40, 50, bossa nova, funk dos anos 60 e 70, grandes êxitos da música dos anos 70 e 80. Toda esta mistura explosiva tem a sua explicação. Vindo de três cantos do mundo: Portugal, Brasil e Bulgária (Litos Dias – contrabaixo, André Zumckeler – guitarra elétrica, Rui Tavares – bateria e Sílvia Mitev – vocais) e com percursos bastante variados e discos a solo já lançados noutros campos musicais como por exemplo o Fado, certamente trazem imensa diversidade e bagagem cultural neste projeto. As suas influências passam desde Cole Porter, Irving Berlin, Gershwin, Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Etta James, Chet Baker, Ray Charles, Tom Jobim, João Gilberto, entre outros gigantes do campo do jazz e blues até chegar ao James Brown, Wild Cherry, Stevie Wonder, Donny Hathaway e à era do disco com Chic, Donna Summer, Kool and the Gang, The Jacksons e Boney M. Apesar de “ainda muito jovem” o quarteto Expresso Cool rapidamente está a conquistar o mercado nacional com concertos espalhando a sua área de atuação também no estrangeiro. Neste momento, estão a preparar o seu promo, tal como a organizar a sua primeira digressão internacional em 2018 começando pelo segundo maior Festival Internacional de Jazz da Europa que é organizado anualmente em Bansko, Bulgária. facebook.com/pg/bandaexpressocool

Nascido em Junho de 2004, o CANTORIAS - Grupo de Cantares da ASSRD de Vila Chã de Sá – Viseu, tem vindo a realizar ao longo dos seus 13 anos de vida um trabalho de pesquisa e recolha de cantares tradicionais, divulgado por este país fora e também na Ilha da Madeira, Bélgica, França, Itália e Brasil. Dando continuidade ao trabalho desenvolvido, surgem novas “cantorias” com a “alma” de quem gosta de cantar e tocar as tradições que vêm do povo, com uma introdução das palavras do Papa Bento XVI ao CANTORIAS, recordação de um momento memorável e emocionante da peregrinação a Roma em 2013 após cantar as Janeiras a Sua Santidade o Santo Padre no Vaticano...


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IMAGEM

Dicas...

Aplicativos Móveis para hotelaria

É a melhor forma de comunicar! Já metade da população portuguesa tem um smartphone e utiliza aplicações móveis. Uma aplicação é uma ferramenta inovadora e diferenciadora para o seu negócio. A Studiobox idealiza e concretiza esta ferramenta para a sua empresa. Ao estar presente no espaço mobile, está a abrir as portas a um novo mercado, onde pode comunicar directamente com os seus clientes sem quaisquer custos adicionais. Forneça um serviço mais personalizado e com mais vantagens para os seus clientes. Clientes felizes são clientes fidelizados! Fale directamente com os seus clientes! Com a funcionalidade de notificações push consegue comunicar com todos os utilizadores da sua aplicação, a qualquer altura e em segundos! É totalmente gratuito! Pode enviar mensagens sem qualquer custo a todos os seus clientes. É uma grande vantagem face aos meios de comunicação tradicionais. As mensagens chegam exactamente ao público que quer. Como apenas pessoas interessadas no seu negócio vão descarregar a aplicação, esta é a melhor forma de fidelizar clientes. Pré-reserva de quarto Permite ao utilizador efectuar uma pré-reserva do quarto, com número de pessoas, data check in, tipo de quarto e informações de contacto. Localização Google Maps Indica informações de contacto (telefone, email, website, redes sociais) e localização por google maps. Galeria de Fotos Galeria com todas as fotos do espaço, com descrição. Pré- visualização com miniaturas.

Fotografia 1 – Não se preocupe em ter os melhores e mais caros equipamentos...

REBRANDING

O que é? O que é?
 Qual a sua importância?
 Será que a sua empresa precisa de um rebranding? Vamos começar pelo básico: O que é rebranding?
 Rebranding pode significar um novo nome, uma nova filosofia, uma nova imagem gráfica, um design diferenciado ou até mesmo a combinação de todos esses elementos.
 É importante para estabelecer uma nova estratégia de negócio que se traduza num novo, e melhor, posicionamento da sua empresa frente aos seus clientes ou concorrentes.
 É impossível administrar uma empresa da mesma forma para sempre - a evolução é inevitável.
 Por essa razão o rebranding é tão importante. Maria Costa

Maria Costa Designer da Ser e Parecer

O mais importante é a pessoa atrás da câmera, é possível captar imagens com qualquer tipo de câmera. Aproveite todo o tempo para treinar o olhar. Tire o maior número de fotografias, de novos ângulos, perspectivas, pontos de vista. “A prática leva à perfeição.” 2 – Tenha a câmera sempre consigo... É aquela coisa… na dúvida, leve a câmera. Depois de ter “perdido” a melhor fotografia de um pôr do sol, tive a certeza de que nada melhor do que ter a minha máquina sempre por perto. “Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.” 3 – Compre uma boa mochila. Os equipamentos não são baratos e precisam de ser bem guardados. Use as bolsas/mochilas próprias para equipamentos fotográficos. Elas são feitas especialmente para isso, possuem divisórias e espuma para evitar choques. “Homem prevenido vale por dois.” 4 – Aprenda os princípios básicos. Entenda o “tripé básico” da fotografia, explore o modo criativo da sua máquina e comece finalmente a fotografar no modo manual, vai ver a diferença quando se tem o controle total da máquina. “Aprende e saberás.” 5 – Fotografe regularmente. O ideal seria fotografar todos os dias. Essa é a melhor forma de treinar a técnica e o olhar. Se não for possível, tente fazê-lo o mais frequentemente possível. O bom da fotografia é que podemos aprender algo novo todos os dias. Podemos inspirar-nos com coisas simples: comece a olhar as coisas ao seu redor com olhares de fotógrafo. Pense num ângulo diferente para uma coisa comum. Fazendo isso percebemos oportunidades a todo momento. Tudo é ‘fotografável’. Solte a criatividade, olhe ao redor e esteja aberto a experimentar. “Devagar se vai ao longe.” Nuno Peixoto


Fotografia é criatividade...

27 IMPORTÂNCIA O DESIGN Muitas pessoas ainda não têm consciência da importância e da eficiência de um bom trabalho de Design. A identidade visual de uma empresa faz toda a diferença no que diz respeito à imagem que ela passa ao seu cliente.

Quase todos nós julgamos ter habilidades para fazer Design e isso é legítimo e até compreensível, pois estamos em contato com ele todos os dias através de embalagens, flyers, revistas e anúncios que muitas vezes passam desapercebidas mas que são, bem feitas ou não, por Designers e pessoas que estudaram para isso. Fotografia Joseph-Chan Unsplash

Fotografia não é um ato mecânico, o que importa realmente, é quem está por trás da camara, quem clica no botão e transforma a realidade, numa representação de símbolos e códigos. Fotografia é uma representação do real, mas não é o real. Fotografia é o que quisermos que seja. Quantas vezes não visualizamos as nossas fotografias e vemos mais do que vimos quando fotografámos? Quantas vezes não somos surpreendidos por pormenores que captámos sem essa intenção? Fotografia é criatividade, é uma forma de expressão. Podemos pensar em fotografia como algo conceptual, algo abstracto, uma visão poética do que vemos e sentimos, ou uma representação real de um cenário que achamos interessante ou que, pura e simplesmente, queremos registar. Uma boa fotografia depende muito da nossa capacidade de sabermos o que queremos captar e da nossa capacidade de espera, em alguns casos. Muitas vezes, para captarmos uma boa fotografia, precisamos de um pouco

de sorte, precisamos de estar no local certo, à hora certa, contudo a sorte é algo que não se pode controlar. Fotografar é um ato que está implícito na nossa sociedade, na nossa forma de viver e de estar. Seja com um simples telemóvel, cada vez mais frequente, ou com uma camara profissional, temos essa necessidade de relatar a nossa vivência, de a partilhar, de mostrarmos o que vemos, da forma que vemos. Fotografar é muito mais do que clicar num botão, fotografar é olhar e ver o que muitos não conseguem ver. Na era digital em que nos encontramos, fotografar é um ato fácil e barato. Se por um lado, a fotografia ganhou espaço absoluto na sociedade, por outro, tornou-se algo mais comum e não obriga o fotógrafo a pensar tanto no que está a fazer. A grande dificuldade em fazer boas fotografias não está no clicar no botão, mas sim no ato de pensar antes o que se quer mostrar. Porque fotografia é comunicação, fotografia é informação, fotografia é memória. As coisas das quais nos ocupamos na fotografia estão em constante desaparecimento e, uma vez consumadas, não dispomos de qualquer recurso capaz de fazê-las reaparecer, senão com uma fotografia bem captada. Nuno Peixoto

Há muita gente no mercado que se julga capaz de executar trabalhos desse tipo e que na verdade estão a “enganar” os seus clientes apresentando-lhes trabalhos de fraca qualidade gráfica, de apresentação menos conseguida e com resultados negativos. Não só estraga mercado, como contribui para uma má imagem do designer e do design! É dever do designer, traduzir da melhor forma os objetivos dos seus clientes, mostrando a eles a importância do seu trabalho e o quanto a confiança no conhecimento do profissional pode transformar a imagem de determinada empresa, transmitindo toda a qualidade e eficiência do seu produto ou serviço.


28 ANUNCIAR num outdoor? Em qualquer lugar que circule, dentro das cidade, nas autoestradas, nas estradas nacionais, a caminho de casa ou do trabalho provavelmente vai-se deparar com um outdoor. É muito comum, quem vê um outdoor estar em movimento, seja de automóvel, de autocarro ou mesmo a pé. Por isso, um outdoor bem conseguido deve ser capaz de comunicar a mensagem de forma objetiva. Um anúncio num outdoor atinge diversos extratos sociais e no planeamento da cobertura dos locais é possível direccionar o público alvo. Por exemplo, campanhas de marcas destinadas ao comércio local, têm não só mensagens diferentes como a cobertura geográfica é específica, já uma marca nacional ou internacional aposta numa rede nacional de estruturas outdoor. É sem dúvida, é um tipo de publicidade que pode e deve ter um resultado positivo na campanha publicitária, porque além de divulgar, reforça a notoriedade de uma marca ou produto apresentado. Para uma melhor utilização de um outdoor a simplicidade e clarividência são requisitos básicos. A mensagem será mais eficiente se ela for concisa, facilmente memorizável e,

claro, tiver a dose necessária de criatividade e emoção indispensáveis a todo e qualquer tipo de arte publicitária. É um meio que participa diretamente da paisagem urbana (e consequentemente no quotidiano das pessoas), e com as dimensões ampliadas que possui, o outdoor está sempre diretamente relacionado com o conceito de impacto da comunicação. O outdoor consegue comunicar uma mensagem de maneira praticamente instantânea. Através de uma ação bem planeada, pode-se cobrir toda uma cidade do dia para a noite, aumentando brutalmente o impacto da comunicação. A escolha da localização de um outdoor é igualmente importante para o sucesso da comunicação de uma marca. Lugares de grande fluxo de viaturas e espaços onde circulem pessoas regularmente são dois dos muitos fatores de decisão de escolha! É a forma mais eficiente e rápida de se massificar o tema de uma campanha.

A Alma do Negócio A publicidade é sem dúvida a alma do negócio. Importa, no entanto, saber comunicar essa publicidade. E não passa somente pela criação gráfica de uma marca ou de um nome gerador de marca de negócio. A publicidade é muito mais do que isso: É a identidade de uma empresa, é a história, é o conceito. É traduzi-los de forma a que criem impacto, se destaquem e perdurem, é saber comunicar com rigor. É saber apostar nos meios. É saber confiar numa equipa que lhe acrescenta valor. Somos nós. Somos a Artevis.

Paula Soares

CMYK e RGB Os padrões CMYK e RGB são padrões de cor utilizados em design de projetos, na criação de materiais gráficos, web design, material destinado a publicidade impressa, e uma infinidade de outras situações. Qual a diferença entre estes padrões? CMYK corresponde às iniciais das cores Cian (ciano), Magenta (magenta), Yellow (amarelo) and Black (preto). Este é um padrão de quatro cores primárias, que combinadas formam cores ilimitadas. O padrão CMYK é mais usado para impressão em papel, onde 4 cores de tinta geram uma qualidade final melhor do que apenas 3. RGB corresponde às iniciais das 3 cores Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul). Este padrão é utilizado para exibição em monitores de computador e televisores em geral. Devido a esta diferença de padrão é que uma mesma imagem vista no monitor apresenta leves alterações na tonalidade das cores ao ser impressa. Alguns programas gráficos como o Corel Draw incorporam filtros, que tentam mostrar no monitor a imagem exatamente como será impressa. Ao criar o design para um formato é preciso ter em mente qual o suporte será utilizado. No caso de imagens para web o padrão adotado deve ser o RGB, enquanto que, em se tratando de materiais impressos, deve-se utilizar o padrão CMYK ou outro de acordo com especificações técnicas do projeto adoptado pelo designer. Além do CMYK e do RGB existem vários outros padrões de cores, como o Pantone. Neste caso ao invés de um certo número de cores primárias que são combinadas para gerar as demais, há uma tinta para cada cor que será utilizada na impressão. Isto garante que a cor impressa seja exatamente a mesma que é vista no mostruário, entretanto não permite usar muitas cores diferentes no mesmo impresso, já que seria necessário o uso de uma tinta diferente para cada cor. O desenvolvimento de uma peça para impressão deve levar em conta que quanto maior o número de cores utilizadas no design do material maior o custo de impressão. As imagens em formato CMYK geradas após o trabalho de design geralmente são exportadas na extensão tiff.

Fonte: agnus


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Redes Sociais

Fotografia Unsplash

Com o passar dos anos o ser humano começou a usar a tecnologia para comunicar entre si e trocar diversos tipos de informações, sejam assuntos profissionais, familiares, etc... Com todas as evoluções surgiram as redes sociais, que cada vez mais fazem parte do dia-a-dia de quase todas as pessoas. As redes sociais estão a ser usadas a todo o vapor para divulgar diversos tipos de informação, e não só. O Facebook, por exemplo, tornou-se uma ferramenta de partilha de um variado leque de informações, sobre tudo e sobre todos, começou também a ser um hábito nas redes sociais o aglomerar de pessoas com o intuito de se reunirem para protestar sobre algum tipo de problema que acontece na sua cidade, ou no seu país, ou seja, as redes sociais tornaramse uma ferramenta indispensável para grandes revoluções populares, concentrando uma grande massa de pessoas, que na maior parte das vezes nem se conhecem pessoalmente, mas que se unem para lutarem contra o mesmo objectivo. Seja ele qual for, combater problemas da sociedade, como os da saúde, segurança, educação, ou para lutar por temas mais específicos que geralmente são organizados por grupos menores de algum segmento da sociedade (médicos, professores, agentes da autoridade, etc...), ou seja, as redes sociais justificam cada vez mais o seu nome, formando redes de pessoas na sociedade com objectivos em comum. As redes sociais chegaram e venceram todas as barreiras, tornaram-se uma das principais ferramentas da/na sociedade no seu dia-a-dia. Nuno Peixoto


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VISEENSES PELO MUNDO

Olá, chamo-me Catarina Amaral e vou partilhar convosco aquilo que é até ao dia de hoje, umas das aventuras da minha vida! Pois é, tudo começou no dia 9 de Março de 2009, quando fui deixar um dos amores da minha vida no aeroporto Humberto Delgado, para rumar a Luanda. Os primeiros meses foram de uma angústia sufocante, com um bebé de 10 meses nos braços, vi-me sozinha e perdida! Não fosse o apoio dos meus pais, dos meus sogros e de uma grande amiga teria sido insuportável. Com o amor à primeira vista que o meu marido sentiu por Luanda, logo se decidiu que esse ano iríamos passar o Natal no calor dos mergulhos do Mussulo. Ao fim de 8 meses de uma espera interminável, no dia 8 de Novembro de 2009 foi a minha vez de embarcar rumo a Luanda, com o meu pequeno Manelinho, aí íamos nós à descoberta! Levava um saco cheio de recomendações e de memórias de uma época há muito acabada, de uma Angola outrora nossa. Levei comigo imagens de quem um dia viveu numa Luanda de sonho, uma Luanda que fazia brilhar os olhos do mais ignorante ser que parte à descoberta do desconhecido... Assim chego a Luanda ao início da noite e vinda do frio do nosso Viseu, mal saio do avião levo com um bafo de calor que me deixou curiosa e expectante pelos dias de praia no paradisíaco Mussulo, que se avizinhavam. Bom segundo dia de estadia em Luanda e vou conhecer a tão esplendorosa ilha de Luanda de outros tempos, sim de outros tempos... o primeiro choque! Então mas o que é isto afinal, um amontoado de musseque, uma estrada estreita e esburacada, nada condizente com as descrições que trazia na memória! Ilha de Luanda um pavor!

Um filme

Romeu e Julieta - não parece mas sou uma romântica inveterada

Um prato

Entre umas idas a Cabo Ledo, um Natal na fazenda do tio, umas idas ao Belas Shopping e uns mergulhos na piscina do condomínio lá de casa, nada desta Luanda me fascinou. Foram 3 meses de um turbilhão de emoções e no final o que ficou foi a ideia que não queria voltar e que Luanda era uma desilusão. Nos entretanto da vida e nos 4 anos de separação da família, acabada a minha licenciatura em Serviço Social e mais umas formações, eis que surge a altura de tomar decisões! Ou arriscamos ir em busca do conforto familiar ou ficamos sozinhos eu e o Manelinho, com as visitas pontuais do papá de 3 em 3 meses... Mas ir para aquela Luanda que tão pouco me agradou não era o que mais queria na vida, de todo. Deixar a minha mãe e o meu irmão sozinhos, atormentava-me o pensamento. A falta que o meu querido pai fazia....

Bacalhau à lagareiro

Uma viagem

À Índia, está por fazer, mas não queria morrer sem conhecer! Sei que vai ser a viagem da minha vida.....

Uma música

Vermelho - Fafá de Belém


31 Bom ok, o Manelinho também precisava do papá e eu do meu marido, após alguns meses de mentalização e já com uma oferta de emprego lá vamos nós para Luanda! E o que mudou esta Luanda em 4 anos de ausência!

Bom dia 8 de Janeiro de 2013 começa o meu caminho profissional em Angola, nada mas nada com que tivesse sonhado, licenciada em Serviço Social, mas com uma proposta de trabalho numa empresa de consultoria! Tudo a ver! Contabilidade, office, rh, fiscalidade - MEDO - enfim tudo do que eu sempre fugi a sete pés. Ok, temos que agarrar o que há! E agarrei. Torno-me então oficialmente emigrante, ou melhor, expatriada como nos chamam aqui. Hoje passados quase 5 anos e apesar de todos os dias andar com os cabelos em pé, porque não há luz e o gerador não arranca, porque não há água e o camião está não sei onde e só vem ao fim do dia, porque o motorista faltou e não avisou, porque estou doente e a clínica fechou as 20h, porque quero comer não sei o quê e corro todos os super e hipermercados e nenhum tem, porque isto, porque aquilo e mais não sei o quê, não troco este amor por nada! Adoro Viseu e quando no dia 4 de fevereiro de 2015 tive que voltar para ter o meu filho mais novo, o meu António, a caminho do aeroporto 4 de fevereiro as lágrimas corriam me rosto abaixo sem explicação! Sim, choro horrores quando chega o dia voltar depois das férias, digo que não quero e custa-me deixar a minha mãe, os meus irmãos, os meus cunhados, os meus sobrinhos, os meus amigos e a minha cidade maravilhosa que é Viseu, mas esta terra tem uma magia ou melhor um feitiço como dizem aqui, que não se explica, sente-se......


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AlbuQ. Pedro Albuquerque É habitual encontrar Pedro Albuquerque sentado num dos muitos cafés da cidade, caneta em punho, papel branco na mesa, buscando inspiração em tudo o que o rodeia. À sua mesa, há sempre um corrupio de amigos e curiosos em conversa solta sobre o percurso do mais conhecido artista plástico viseense. Pedro Albuquerque, que comemora este ano 50 anos de carreira, fala entusiasticamente, gesticulando com o cigarro preso à mão direita e o corpo balançando suavemente para trás e para a frente, como que embalado pelas próprias palavras.

“Quando comecei a pintar, os artistas mais velhos, os mestres, só pintavam a cidade, naturezas mortas e paisagens e eu percebi logo que não podia fazer nenhuma destas três coisas. Em primeiro lugar porque eles já o faziam optimamente, por isso eu dificilmente iria acrescentar algo de novo e depois, porque não me revia em nenhuma delas. Então, comecei a pintar por temas, mas sempre mais focado no conteúdo e nas personagens, procurando sempre um olhar original. Por exemplo, fiz uma série inspirada no D. Quixote do Cervantes, mas focada nos delírios da própria personagem e na forma como eu os interpretava. Depois, fiz outra dedicada ao 11 de Setembro e ao atentado às Twin Towers, que me marcou bastante, e que hoje está num museu em Newark nos Estados Unidos. Entretanto decidi passar do figurativo para o abstracto e estive 3 anos a pintar abstracto. O Aquilino Sem Palavras surge numa fase de regresso ao figurativo, mas ainda com grande influência do abstracto, uma espécie de fase de conflito interior sobre a forma de me expressar artisticamente e isso faz dele um trabalho especial.” Nos 240 desenhos de Aquilino Sem Palavras, é o melhor de Pedro Albuquerque que encontramos numa perfeita interpretação “dessa figura de encruzilhada cultural, entre o primitivismo rural e o amor gratuito da erudição livresca”. Intenso, conflitual, provocador, Albuquerque auto intitula-se um pintor de pesquisa por precisar de viver o que pinta, de sentir o que pinta, talvez por isso o seu traço seja tão original e perturbador. A cidade conhece-o bem e ele, reconhecido, vai distribuindo desenhos e pinturas por amigos e conhecidos ao ritmo solto da sua inspiração. O Pedro é assim, artista desprendido, convicto de que as suas obras só ganham vida dando um pouco mais de alegria à vida dos outros. Tem sido assim ao longo destes 50 anos de uma carreira inspirada e inspiradora, que ainda tem muito para dar. Basta vê-lo, cerveja na mão, cigarro ao canto da boca e olhar perdido nas ruas da cidade que nunca quis abandonar.

Tive muitas oportunidades de sair de Viseu e sei que em Lisboa ou no Porto tinha tido um sucesso diferente, mas nunca consegui. Gosto muito disto, entendes? Entendemos Pedro. João Moreira


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Fotografias: www.facebook.com/pedro.albuquerque.902


34 QUANTO MAIS VELHO MELHOR? VINHO

“Quanto mais velho melhor!”. Esta é uma das mais emblemáticas quando o assunto é vinho. Embora falaciosa, muitos continuam convencidos da sua veracidade. Tal como nós, humanos, o vinho tem várias fases da sua evolução: passa pela infância, pela juventude e pela maturidade, depois alcança a velhice e morre. E cada vinho apresenta caráter único e ponto de maturidade próprio, tornando esta definição de “bom envelhecimento” ainda mais difícil.

as características adequadas para bem envelhecer. Essas características estão, essencialmente, ao nível da composição química da uva, do clima onde foi cultivada e da forma como o vinho foi elaborado. No entanto, também é possível encontrar vinhos brancos capazes de aguentar décadas sem deteriorarem.

Na verdade, não são assim tantos os vinhos capazes de melhorar com o passar do tempo. Em todo o mundo, a quase totalidade dos vinhos é feita para ser consumida no curto prazo. Isto porque vivemos alturas em que é necessário responder aos mercados e fazer crescer as economias — vender todos os anos vinho novo é mais vantajoso do que vender um vinho a cada década. Além disso, nem todos os consumidores preferem vinhos velhos, dada a sua complexidade, que pode torná-los mais difíceis de beber. A maioria dos vinhos rosés (rosados, em bom português) tem um período de vida útil de 1 ou 2 anos, os brancos 2 ou 3 anos, e os tintos 4 ou 5 anos.

O bom envelhecimento de um vinho está dependente de vários fatores — que não encaixam neste blog, pois vou zelar pela simplicidade. Então, não será razoável afirmar que os vinhos melhoram sempre com o tempo. E, atendendo a que as condições ideias de guarda dos vinhos são, raramente, as ideais, recomendo que não esperes demasiado tempo para abrir as garrafas que compraste recentemente.

E porque é que nem todos são feitos para durar muitos anos? Os poucos vinhos pensados para durar décadas são vinhos excecionais e, por norma, muito caros. Quando se fala de vinhos velhos fala-se, essencialmente, de vinhos tintos. E apenas um número muito reduzido possui

CONCLUSÃO

CURIOSIDADES • De um modo geral, os vinhos tintos com baixo pH, como os Pinot Noir e os Sangiovese, são mais propícios ao envelhecimento. Castas (uvas) de pele mais grossa e vinhos com mais taninos (ver glossário) têm também grande potencial para envelhecer, como os Cabernet Sauvignon, os Syrah e os Nebbiolo. • Os vinhos brancos tendem a ser mais ácidos. E a acidez do vinho — por agir como conservante — ou o uso adequado de barris

de carvalho durante a sua elaboração podem desempenhar um papel importante para uma maior longevidade. Bons exemplos são os Riesling da Alemanha e os Chardonnay da Borgonha, Framça. • A Master of Wine Jancis Robinson observou que apenas cerca de 10% dos melhores vinhos tintos e 5% dos melhores vinhos brancos podem melhorar significativamente com o envelhecimento. Além disso, afirma que só 1% de todos os vinho top do mundo tem a capacidade de melhorar depois de uma década.

António Rizz Félix


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O Novo Dão Sou do tempo em que vinho era sinónimo de Dão.

Por essa altura ainda o Dão vivia da glória de outros tempos. Dos míticos vinhos de 64 e 70 da Federação dos Vinicultores, dos tintos de 80 e 85 da UDACA e das geniais obras de arte vínica cuidadosamente preparadas pelo laborioso trabalho e saber do saudoso Engenheiro Vilhena no Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão. Nesses tempos, falar-se de vinho, era falar-se do Dão - a mais antiga região demarcada de vinhos de mesa do país. A fama levara-o às quatro partes do mundo e, quer pela exigência da quantidade requerida por compradores, quer pelo envelhecimento dos mestres que os elaboravam, quer ainda pela ganância económica de alguns, habitualmente associada aos casos de sucesso, a verdade é que na última década do século passado, salvo honrosas excepções, os vinhos do Dão passaram a ser uma sombra de si mesmos. Ultrapassada em quantidade e, sobretudo, em qualidade por Douro e Alentejo, a região viu-se confrontada com a necessidade de se renovar. Felizmente, foi isso que fez. O amor às encostas solarengas do Vale da Estrela de muitos dos seus filhos apaixonados pela arte vínica, jovens enólogos entretanto regressados às origens, permitiu o ressurgimento dos clássicos vinhos do Dão. As vinhas velhas, na sua grande maioria poupadas à praga da filoxera, embutidas em pequenos talhões da encosta do rio que deu nome à região demarcada, símbolos do arreigado sentido de propriedade das gentes da Beira, foram sendo substituídas por vinhas novas, elegantes, meticulosamente orientadas à exposição solar e exclusivamente compostas pelas castas características da região, como que anunciando publicamente o surgimento de um tempo novo. Com vinhas novas, novo vinho apareceu. Um pouco por toda a parte surgiram novos rótulos dum vinho com tradições seculares. O vinho das tradicionais quintas da Beira Alta, cientificamente elaborado, sem perder a alma que sempre o caracterizou, economicamente viável e aberto ao mercado, igualmente novo, do enoturismo. A esse caminho trilhado por particulares, somou-se um gigantesco trabalho de profissionalização das adegas cooperativas que perceberam a urgência do saneamento financeiro, a necessi-

dade da produção de vinhos de qualidade e o papel fundamental do marketing para o seu sucesso comercial. Hoje, o Dão recupera paulatinamente o seu lugar de região única no panorama dos vinhos de mesa em Portugal. Sem pressas, como que acompanhando o tempo que as vinhas novas levaram a crescer e a dar fruto. Como na safra agrícola, a região esperou o resultado da enxertia, do desenvolvimento da videira, dos primeiros cachos e finalmente da transformação da uva em mosto, para voltar a afirmar-se a nível nacional e internacional. Deu tempo ao tempo, como convém nestas coisas da lavoura. Hoje colhe os frutos. Com vinhos de qualidade ímpar afirmandose sem complexos no exigente e restrito clube da viticultura mundial, o Dão respira novos ventos de esperança. A percepção de que o mercado vinícola extravasa significativamente a simples compra e venda de vinhos, permite um novo olhar sobre a trave mestra da agricultura regional. A incorporação das riquezas turísticas, históricas e etnográficas locais no produto vinho do Dão, é hoje uma realidade, abrindo caminho ao turismo da tradição e da genuinidade. Os “terroirs” da Beira Alta, envoltos em séculos de história e duma beleza natural incomparável, podem e devem ser os motores dum novo turismo que vai conquistando cada vez mais espaço a nível europeu e mundial. O vinho enquanto experiência única de percepção e partilha da realidade local é factor essencial de revitalização do turismo regional, num momento em que, cada vez mais, os visitantes do nosso país procuram experiências alternativas aos circuitos tradicionalmente oferecidos pelas agências de viagens. Em cidades como Viseu, percebe-se esta mudança de paradigma, ao falarmos com os turistas que, cada vez em maior número, procuram o interior do país como destino das suas férias. Mas, é sobretudo conversando com os proprietários das novas vinhas, com os directores das Adegas Cooperativas, os novos enólogos e os responsáveis pelo turismo regional, que percebemos a dimensão desta transformação e desta nova forma de entender o Dão, enquanto região única para a afirmação do enoturismo nacional. Que assim seja.

João Moreira

Dicas • Deve ser consumido à temperatura ambiente e deve aquecer de forma natural e gradual. Se a casa estiver fria, por exemplo, mantenha a garrafa na cozinha enquanto prepara a refeição. • Para uma solução rápida e eficaz, mergulhe a garrafa num recipiente de água quente durante alguns minutos para subir a sua temperatura para 18ºC. • O sobreaquecimento do vinho pode estragar por completo um néctar dos deuses, não se descuide, nem coloque as garrafas muito próximas de fontes de calor demasiado fortes. • A decantação deve ser feita antes do aquecimento, para que o vinho respire. • No Verão, um vinho tinto ligeiramente refrescado é bastante apreciado, até porque a sua natureza permite que, uma vez servido, o vinho depressa aqueça, atingindo a sua temperatura ideal. Pode colocar a garrafa no frigorífico, mas tenha o cuidado de acertar a sua temperatura para um máximo de 12ºC.

A que temperatura se deve beber um vinho tinto ? Vinho Jovem: 11º a 14ºC Vinho Encorporado: 15º a 17ºC Vinho Reserva: 16º a 18ºC


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NA CIDADE

Bares Obviamente Bar

Galeria 22

Bar de Gelo Viseu

Office BAR

Largo Pintor Gata 26, Viseu 232 093 635 facebook.com/Obviamente-Bar

Palácio do Gelo,Viseu 232 483 931 www.bardegeloviseu.com

4You Bar

Estado D’alma

Rua Augusto Hilário 55, Viseu 232 431 181 facebook.com/BAR-estado-dalma-270473219676139

Syrah

Penedro Bar

Faces

Rua Formosa, Viseu 912 345 973 facebook.com/facesbarcafe

Viriathus Celta

Rua de Santo António 47, Viseu facebook.com/viriatoviseu.graovasco

Café Bar da Academia

Quinta de São José lote D r/c dto, Viseu 918 499 645 facebook.com/baracademiaviseu

Litradas

Urbanização Quinta de Jugueiros 6,Viseu facebook.com/litradas.barviseu

Energy

Rua Nova de Jugueiros lote 107 R/C direito

Rua Adelino Azevedo Pinto, Viseu facebook.com/office.coffee.bar

Largo Nossa Sra. da Conceição 37, Viseu 966 810 757

Estrada de Nelas Nº1, Viseu facebook.com/Syrah.Viseu

Gin & Cocktail house

Largo Misericórdia 26, Viseu 232 408 761 facebook.com/Galeria

Urbanização Quinta de Jugueiros 110, Viseu facebook.com/EnergyBarViseu

Vinyl Bar

Rua Engenheiro Beirão do Carmo 22, lote 46, Viseu 962 332 725 facebook.com/vinyl.socialbar

Utopia Bar

Rua Nova 107, Viseu facebook.com/Utopiabarviseu

Rua Augusta Cruz 1, Viseu 938 113 918 facebook.com/penedrodaseviseu

LONDON PUB

Rua Eng. Manuel Moreira Amorim 39, Viseu 232 406 897 facebook.com/londonpub2015

THE BROTHERS

Rua da Paz, nº26, Viseu 232 440 391 facebook.com/Thebrothers

Bar X25

Urbanização Quinta de Jugueiros, 14, Viseu facebook.com/barx25

Maria Xica

Rua Chão do Mestre 23, Viseu 232 435 391 facebook.com/maria.xica.viseu

Lugar do Capitão

Rua Gonçalinho 84/86, Viseu 965 879 510 facebook.com/LUGARDOCAPITAOBAR

Armazém do Caffè

Rua da Paz 11, Viseu 232 425 054 facebook.com/Armazém-do-Caffè-Viseu

Velha Guarda Taverna Estado Puro

Rua Estevão Lopes Morago 14, Viseu 232 402 841 facebook.com/Estado-Puro-coffee-bar

Palato Wine House

Praça Dom Duarte 1, Viseu 232 094 038 facebook.com/PalatoWineHouseViseu

TreBARunA Viseu

Antigo Mercado 2 de Maio, Rua Chão do Mestre, Viseu facebook.com/TrebarunaViseu

Urban Chic Caffe Bar

Rua Santo António 15, Viseu facebook.com/urbanchiccaffebar

Avenida Monsenhor Celso Tavares da Silva, Viseu 961 608 387 facebook.com/velhaguardataverna

The “T”

Parque de Santiago Viseu 967 473 756


37

Pastelarias Pastelaria Capuchinha

Praça República 16, Viseu 232 435 710 facebook.com/pages/Pastelaria-Capuchinha/

Pastelaria D. João I

Rua Almirante Afonso Cerqueira 363, Viseu 232 468 198 facebook.com/Pastelaria-D-Joao-I

Confeitaria e Pastelaria Serra Da Nave Lda

Rua Ponte de Pau 11, Viseu 232 425 554 facebook.com/serradanave.pastelaria

Pastelaria Salão de Chá O Lobo Rua Dom Francisco Alexandre Lobo 37, Viseu 232 437 959

Pastelaria Leão Lda

Rua Formosa 50, 3500 Viseu 232 423 207 facebook.com/Pastelaria-LEAO

Pastelaria Gelataria D. Duarte Praça D. Duarte 17, Viseu 963 754 021 facebook.com/pastelariadomduarte

Destino Latino

Rua Engenheiro Beirão do Carmo, Viseu 232 423 323 facebook.com/Pastelaria-Destino-Latino

Velvet

Praca Dom Joao I, loja H, Viseu 232 402 170 www.cupcakesvelvet.pt

Pastelícia

Rua Alexandre Herculano 89-r/c, Viseu 232 431 025 facebook.com/Pastelicia

Tresanti

Avenida Dr. António José Almeida 7/9, Viseu 232 431 421 www.tresanti.pt

San Remo

Avenida Doutor António José de Almeida 283, Viseu 232 184 566 www.gelatariasanremo.com

Estrela Doce

Avenida Dr. António José de Almeida 50, Viseu 232 480 240 facebook.com/estreladoceviseu

Amaral

Rua Francisco Alexandre Lobo 54, Viseu 232 422 920 facebook.com/Confeitaria-Amaral

Wolf

Rua Francisco Alexandre Lobo 37, Viseu 232 413 679 facebook.com/wolfpastelariaslda

Pão d´avó

Rua Alexandre Herculano Edifício Alexandre Herculano-r/c loja C, Viseu 232 429 472 facebook.com/Padaria-Pastelaria

Restaurantes O Cacimbo

Rua Alexandre Herculano 95, Viseu 232 422 894 www.cacimbo.pt

Dux Palace

Rua Paulo Emílio 12, Viseu 963 004 817 www.duxrestaurante.com

Inprovviso

Rua do Cerrado 9, Viseu 232 461 033 www.facebook.com/INPROVVISO

O Perdigueiro

Quinta do Galo 10, Viseu 232 461 805 www.restauranteoperdigueiro.pt

O Cortiço

Rua Augusto Hilário 45, Viseu 232 416 127 www.restaurantecortico.com

Muralha Da Sé

Rua Adro 24, Viseu 232 437 777 www.muralhadase.pt

Mesa Da Sé

Rua Grão Vasco 29, Viseu 232 425 205 www.restaurantemesadase.com

Tasquinha da Sé

Rua Augusto Hilário 60, Viseu 964 209 802 www.facebook.com/tasquinhadase

Marisqueira Casablanca

Avenida Emídio Navarro 70-72, Viseu 232 422 239 facebook.com/marisqueiracasablanca

Taberna Da Milinha

PIAZZA DI ROMA

Rua da Prebenda 37, Viseu 232 488 005 facebook.com/piazzadiromaviseurRistauranteItaliano

Italian Indian Palace

Avenida Dr. António José de Almeida 304, Viseu 232 469 278 www.indianpalace.pt

A Budêga

Rua Direita 3, Viseu 232 449 600 facebook.com/restaurante.abudega

Mesa d’Alegria

Rua da Vitória 21, Viseu 232 400 765 facebook.com/mesadalegria

Forno da Mimi & Rodízio Real Estrada Nacional 2, Vermum Campo, 512, Viseu 232 452 555 www.fornodamimi.pt

Home True Sushi Viseu

Quinta D’El Rei lote 243, loja C, Viseu 933 330 867 facebook.com/hometruesushiviseu

Take-Away Moamba

Avenida Alberto Sampaio 94, Viseu 232 390 875 www.moamba.pt

Vintage

Rua Miguel Bombarda 76, Viseu 232 414 323

O Pateo

Rua Direita, Viseu 232 413 209 facebook.com/pateoestauranteviseu

Porta da Sé

Rua 21 de Agosto 160, Viseu 232 404 294 facebook.com/portadasehamburgueres

Nomiya Sushi Bar

Rua da Fontaínha 36, Viseu 931 788 081 facebook.com/nomiyaviseu

A Fábrica

Edifício A Santo Estevão, Viseu 232 414 027 fabricaviseu.pt

Rua Poeta António José Pereira 53,Viseu 969 700 056 facebook.com/Taberna.damilinha

Mota

Santa Luzia

Portas do Sol

Estrada Nacional 2, Viseu 232 459 325 www.restaurante-santaluzia.pt

Rua Dom António Monteiro, Viseu 232 468 072 facebook.com/motarestaurante

Urbanização Vilabeira, bloco 4, r/c, Viseu 232 431 792 facebook.com/portasdosol


38 Casa Portuguesa

Sheng Li

Hotel Grão Vasco

Última Ceia

Torre Di Pizza

Príncipe Perfeito

Dona Maria

Quinta dos Compadres

Rua do Adro 19, Viseu 232 094 150 facebook.com/tascaportuguesa.se11

Travessa da Balsa 15, Viseu 232 415 121 www.shengli.pt

Avenida Infante Dom Henrique 89, Viseu Avenida Cidade de Aveiro lote 16, Viseu 912 441 418 965 446 688 www.ultimaceia.pt www.torredipizza.com

Avenida Alberto Sampaio, Viseu 963 711 497 facebook.com/TabernaDMaria

Azucar Mexicano Rua da Paz 3, Viseu 232 407 968 www.azucar.pt

Ceia dos Malandros

Rua Dr. Azeredo Perdigão 4B, Viseu 232 469 552 facebook.com/CeiaDosMalandros

Franguito Algarvio Rua Dom José da Cruz Moreira Pinto 7, Viseu 232 468 018

Ristorante La Cucina

Avenida Alto de Abraveses 128, Viseu 232 452 469 www.quintadoscompadres.com

Solar da Cerveja

Rua Gonçalinho 62, Viseu 232 422 721 facebook.com/solardacerveja.solar

Cem Reis à mesa

Avenida Alberto Sampaio 92, Viseu 963 720 709 facebook.com/Cem-Reis-a-Mesa

daTerra

Rua Padre António Freire Lote 91, fracção A, Viseu 232 399 575 www.daterra.pt

Rua Monte. António Nelas, Viseu 232 405 392 facebook.com/lacucina.viseu

Cantinho dos Frangos

Restaurante Frequente

Jasmim

Acapulco

O cantinho do Tito

Largo de São Pedro 52, loja 25, Viseu 232 458 317 facebook.com/Frequente-Restaurante

Avenida Capitão Silva Pereira 53, Viseu 232 421 996 facebook.com/takeaway.acapulco

Quinta da Magarenha

Recta do Caçador 577, Nó 20 A25, Viseu 232 479 106 www.magarenha.com

Casa Arouquesa

Rua Santa Isabel lote 0, Repeses, Viseu 232 416 174 www.casaarouquesa.pt

CB House

Rua 5 de Outubro 143, Viseu 232 079 732 facebook.com/cbhouse.viseu

Clube de Caçadores

Muna, Bigas, Viseu 232 450 401 facebook.com/Restaurante-ClubeCaçadores

Grão Mestre

Rua Escura 46, Viseu 968 303 990 facebook.com/GraoMestre.Restaurante

Rua das Pedras Alçadas 52, Viseu 232 424 313

Rua do Largo da Capela, Rebordinho 232 406 780 facebook.com/jasmimviseu

Rua Mário Pais da Costa lote 10, Viseu 232 187 231 facebook.com/cantinhodotito

Mamma Isa

Travessa das Pedras Alçadas lote 2, Viseu 232 399 993 www.mammaisa.pt

Pensão Rossio Parque

Rua Soar de Cima 55, Viseu 232 422 085 www.pensaorossioparque.com

Hotéis Pousada de Viseu

Rua do Hospital, Viseu 232 457 320 www.pousadadeviseu.com

Montebelo

Urbanização Quinta do Bosque, Viseu 232 420 000 www.montebelohotels.com

Casa da Sé

Rua Augusta Cruz 12, Viseu 232 468 032 www.facebook.com/casadase

Rua Gaspar Barreiros, Viseu 232 423 511 www.hotelgraovasco.pt

Largo da Misericórdia, Viseu 232 469 200 montebelohotels.com/ hotelprincipeperfeito

Hotel Durão

Avenida da Bélgica n 203, Viseu 232 410 460 www.hoteldurao.com

Palácio dos Melos

Rua do Chão do mte, nº4, Viseu 232 439 290 www.montebelohotels.com/ hotelpalaciodosmelos

Moinho do Vento

Rua Emílio Paulo, nº13, Viseu 232 424 116 www.hotelmoinhodevento.pt

ONIX

Recta Caçador 16, Viseu 232 479 243 www.hotelonix.pt


39 Museus Museu Nacional Grão Vasco Adro da Sé, Viseu 232 422 049 mngv@mngv.dgpc.pt

Receitas Da Avó

Museu de Arte Sacra Adro da Sé, Viseu 232 422 984

Casa da Ribeira

Rua do Coval, Viseu 232 427 428 casadaribeira@cmviseu.pt

Museu do Quartzo

Monte de Santa Luzia, Viseu 232 450 163 museudoquartzo@cmviseu.pt

Casa Museu Almeida Moreira Rua do Soar de Cima 232 427 471 museualmeidamoreira@cmviseu.pt

SONHOS DE NATAL:

Quinta da Cruz

Ingredientes:

Rua São Salvador 232 423 343 quintadacruz@cmviseu.pt

Casa das Memórias Rua da Árvore 1/7 232 423 343

1 Almoçadeira de Farinha 1 Almoçadeira de Água 4 Ovos Casca de 1 Laranja 1 Colher de Sopa de Manteiga Sal a gosto Passo a Passo:

Casa da Lavoura e Oficina do Linho

Várzea de Calde, Viseu 232 911 004 museu.varzea@cmviseu.pt

Colecção José Coelho

Casa do Miradouro 232 425 388 casadomiradouro@cmviseu.pt

Solar dos Condes de Prime

Rua dos Andrades 232 427 471 museualmeidamoreira@cmviseu.pt

- Num tacho coloca-se a água, a casca de laranja, a manteiga e o sal. Após começar a ferver mistura-se a farinha, e mexe-se com colher de pau até ficar uma “bola” solta; - Deixa-se arrefecer, e vai-se juntando os ovos um a um, mexendo sempre com a colher de pau; - Depois da massa feita, retiram-se bocados com 1 colher de sopa e colocam-se num tacho com azeite (bem quente), devem ser fritos em lume brando; - Quando começam a crescer picam-se com 1 palito para abrirem; - Depois de feitos, passam-se em açúcar e canela.

“Avó Maria Alice”


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