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Edição 08 | Janeiro / Fevereiro | Ano 2

Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo

em

foco

Climatização Transportes Públicos

Especial Caderno da Copa Castelão, Fortaleza Mineirão, Belo Horizonte

No Foco Capmetal comemora anos São Rafael, uma empresa 33 centenária


Cursos de Formação Inicial e Continuada Qualificação, aperfeiçoamento e especialização é no SENAI-SP. REFRIGERAÇÃO E CLIMATIZAÇÃO • Eletricista de Refrigeração e Climatização (160 horas) • Instalação de Condicionador de Ar Tipo Split (56 horas) • Mecânico de Manutenção e Refrigeração e Climatização Residencial (160 horas) • Mecânico de Manutenção de Refrigeração Industrial - Amônia (160 horas) • Mecânico de Manutenção em Centrais de Climatização (160 horas) • Mecânico de Manutenção em Refrigeração Comercial (160 horas) • Mecânico de Manutenção em Refrigeração para Transporte Frigorífico (160 horas) • Mecânico de Manutenção em Sistema Multi Split (160 horas) • Operação e Manutenção em Equipamentos de Refrigeração para Transportes Frigoríficos (40 horas) • Plano de Manutenção, Operação e Controle

Informações: 2065 2810 www.sp.senai.br/refrigeracao

para Instalações de Ar Condicionado - PMOC (18 horas) • Reparador de Aparelhos Eletrodomésticos Linha Branca - Electrolux (160 horas) • Teste, Ajuste e Balanceamento em Sistemas de Refrigeração e Climatização (40 horas)

Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves” Rua Mil Oitocentos e Vinte e Dois, 76 - Ipiranga Próximo a Estação Ipiranga de Trem CPTM senairefrigeracao@sp.senai.br


Cursos de Formação Inicial e Continuada Qualificação, aperfeiçoamento e especialização é no SENAI-SP. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

• AutoCAD 2D (48 horas) • AutoCAD 3D (48 horas) • Excel Avançado (40 horas) • Excel Básico (40 horas) • Operador de Microcomputador (160 horas) • Word Avançado (40 horas)

LOGÍSTICA

• Acondicionamento de Cargas (20 horas) • Almoxarife (160 horas) • Auxiliar de Logística (160 horas) • Auxiliar de Suprimentos (160 horas) • Conferente (80 horas) • Controlador de Pátio (160 horas) • Operação de Empilhadeira (32 horas) • Programador de Produção (160 horas)

Informações: 2065 2810 www.sp.senai.br/refrigeracao

GESTÃO

• Assistente Administrativo (160 horas) • Liderança e Desenvolvimento de Potencial Humano (160 horas)

SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO

• Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade - NR10 (40 horas) • Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade - NR10 - Reciclagem (20 horas) • Segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas Proximidades (40 horas) • Segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas Proximidades - Reciclagem (20 horas)

Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves” Rua Mil Oitocentos e Vinte e Dois, 76 - Ipiranga Próximo a Estação Ipiranga de Trem CPTM senairefrigeracao@sp.senai.br


um país de grande potencial, mas muita instabilidade. De 1969 a 1973, o presentou um crescimento médio expressivo de 10% ao ano3, conhecido Milagre Econômico. Este período foi interrompido pelo choque do petróleo

consistentes melhoras na vida de todos os brasileiros.

73 e, apesar do ensaio de recuperação, um novo choque do petróleo em abalou novamente o crescimento do país. A década de 1980 foi marcada

anual superior ao das economias desenvolvidas de 2012 a 2017. 12,3

2009

5,2

5,2

6,0 5,5

2014

2013

2011

2012

2010

2009

2008

2010-11 2012-14 2015-17 (3 anos) (3 anos)

14 No Foco

Fonte: Projeção LCA, com base em dados do IBGE.

No mercado há 106 anos, São Rafael comemora boa fase. Conheça a trajetória da empresa que caminha para a quarta geração

Gráfico 10

Gráfico 11

20 Giro da Engenharia 19,0%

18,5%

16,7%

17,4%

17,8%

17,3%

17,7%

15.094

18,8%

22 Saúde e Segurança no Trabalho 16,9%

16,3%

Meta do BCB (11,0%)

7.298 5.867

Exigibilidade mínima Basileia II (8,0%)

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

Saiba quais são as principais doenças ocupacionais e como evitá-las. 2009

2010

3.571

2011

24 Visão Prática

“Por que você precisa saber de tudo isso? Em primeiro lugar, porque você tem amor próprio e, por certo, não criou nem trabalha para uma empresa que deseja quebrar nos próximos cinco anos. Você conhece alguma que deseja falir nos próximos anos? Em segundo lugar, para lembrar que força de vontade não é suficiente para manter um negócio saudável”.

EUA

China

Japão

Alemanha

2.773

2.477

2.432

França

Brasil

Reino Unido

26 capa Panorama sobre o sistema de climatização nos principais transportes coletivos

32 Educação

Gráfico 19

Gráfico 20

Mais de 300 mil alunos foram qualificados através das Escolas Móveis do Senai-SP

34 Jurídico

5,6% 4,5%

62.476 50.193 41.034

Caderno Copa do Mundo

2007

10 HVAC-R em Pauta

2004

1,9 2,7

2003

2012-2014: 2015-2017:

1981-83 1984-86 1987-92 1993-95 1996-03 2004-08 (3 anos) (3 anos) (6 anos) (3 anos) (8 anos) (5 anos)

2001

BIP Economias Desenvolvidas (Fonte: FMI - Crescimento%)

-1,6%

-4,4%

14,9%

6,7

Dados ConstruBusiness

-1,3%

A primeira década de 2000 apresentou grande fortalecimento do

“O ar condicionado deve ter uma capacidade de refrigeração apropriada para os ônibus urbanos. O produto precisa ter resposta rápida para compensar a entrada de ar quente com a abertura das portas.”

8,1

7,9

0,4%

idação econômica, entre elas, duas crises mexicanas, uma crise russa e

vulnerável às instabilidades da economia mundial. Com isso, o país chega em 2012 com uma base macroeconômica bem

10,0

Muitos desafios tiveram de ser superados nesta empreitada, pois o país

apresentava grande endividamento externo, o que o deixava suscetível às lidades internacionais. Na década de 1990, várias crises abalaram nossa

iram ao Brasil reduzir consideravelmente sua dívida externa, ficando

9,3

3,3%

2,7%

mento estável em um contexto de abertura comercial.

do interno, acompanhado de forte aumento na arrecadação de impostos, s que, aliados ao aumento das exportações e maior equilíbrio fiscal,

9,9

“A primeira década de 2000 apresentou grande fortalecimento do mercado interno, acompanhado de forte aumento de arrecadação de impostos, fatores que, aliados ao aumento das exportações e maior equilíbrio fiscal, permitiram ao Brasil reduzir consideravelmente suas dívida externa.”

2006

4,2%

06 Economia

3,6%

3,2%

2005

4,6%

enário. A estabilidade monetária alcançada com o Plano Real possibilitou nejamento a longo prazo e o Brasil começou a mirar um futuro de

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Banco Central do Brasil (BCB).

11,7

Gráfico 1. PIB per capita observado e projetado – variação anual média (%).

As reformas que tiveram início no começo da década de 1990 mudaram

11,5

ríodos de forte redução da atividade econômica, altas taxas de desemprego

ção cada vez maior, atingindo 82,39% ao mês em março de 19904.

rise asiática.

Gráfico 2

2002

ÍNDICE

Gráfico 1

O Gráfico 1 revela as taxas de crescimento do Brasil para um período de 30 anos, no qual se nota a superação da instabilidade, com previsão de crescimento

32.216

3,6%

50.969

Nesta edição, o advogado tributarista do Sindratar-SP, Ronaldo Stange discorre sobre 2,0%

33.225

2,8%

2,3%

2,7%

a nova MP nº 601 / 602, que versa sobre a desoneração da folha. Confira!

2,7% 1,8%

0,1%

Durante o ano de 2013, a partir deste número, a Revista Sindratar em Foco passa a publicar o Cadeno Especial Copa do Mundo. A cada edição serão enfocados dois estádios, palcos para as partidas de 2014. Além do aspecto geral, os especiais contarão curiosidades sobre as cidades –cedes, times de futebol, tabelas de jogos e, claro, os sistemas de HVAC-R instalados nas obras. Neste número os dois primeiros estádios: Castelão, em Fortaleza e Mineirão de BH.

1996-2000

2005

2006

2007

2008

2009

2001-2005

2010

2006-2010 PIB Brasil

2011

2012(p)

PIB da Construção

36 Gestão do RH Quanto tempo vai durar sua empresa? O consultor Jerônimo Mendes, responde

38 Por Dentro Gráfico 27

Gráfico 28

42 Agende-se

82,8% 72,3%

4

58,

63,9%

57,3%

49,0%

32,5% 13,0%

9,3%

28,5% 6,1% 4,3%

8,6%

3,6%

29,8% 15,7% 4,4%

9,9% 9,0%

7,5%

10,0% 10,8%


EDITORIAL

EXPEDIENTE Revista Sindratar em Foco

Órgão Oficial do Sindratar-SP (Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento do Ar no Estado de São Paulo). Jornalista Responsável e Textos: Cristiane Di Rienzo Diagramação: André Morganti www.morganti.com.br Impressão: Gráfica Leograf Conselho Editorial: Francisco Falcão Lopes José Rogelio Miguel Medela Jovelino Antônio Vanzin Nelson Ávila Oswaldo de Siqueira Bueno Sede: Avenida Rio Branco, nº 1.492 Campos Elíseos - São Paulo (SP). Escritório Administrativo: Avenida Paulista, nº 1.313 - 7º andar, cj. 705 Cerqueira César - Cep: 01311-923 São Paulo (SP). Site: www.sindratarsp.com.br Telefones: 55 11 3221-5777/4634. sindratarsp@sindratarsp.com.br Diretoria Sindratar-SP (Gestão 2011 | 2015) Presidente: José Rogelio Miguel Medela Vice-Presidente: Jovelino Antônio Vanzin Secretário: Luiz Carlos Petry 1º Tesoureiro: Jorge E. Monteiro de Mello 2º Tesoureiro: Francisco Falcão Lopes Diretor: Nelson Ávila Diretor: Milton Carlos Andriolli Diretor: Oswaldo de Siqueira Bueno Diretor: Juliana de Araújo Pereira Diretor: Júlio Cesar Vettorazzo Elias Conselho Fiscal Titulares: Adalberto Fernando Zanizzelo, Daniel Abdala e Marcelo José Medela Suplentes: Paulo Roberto Peluso Baldissera, Luciana Elisa D. Neuenhaus Morita, Dilson Carlos Carreira Delegados Representantes junto á Fiesp: Titulares: José Rogelio Miguel Medela Jovelino Antônio Vanzin Suplentes: Milton Carlos Andriolli Francisco Falcão Lopes Conselho Consultivo Estratégico Antonio Gonzalez Rios, Carlos Eduardo Trombini, Fuede Abdala, José Sidnei Anaya, Paulo Américo dos Reis, Marcelo Vale e William Ribeiro. Equipe Sindratar-SP Maria Santiago Janaína Senra Luiz Carlos Volpon É expressamente proibida a reprodução total ou parcial dos artigos desta publicação sem autorização prévia As opiniões e conceitos emitidos pelos entrevistados ou em artigos assinados não são de responsabilidade da Revista Sindratar em Foco e não expressam, necessariamente, a opinião da diretorias do Sindratar-SP.

Contato com a redação: comunicacao@sindratarsp.com.br Telefone / Fax: 55 11 3221-5777/4634.

Desafios e consequências A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram neste mês de fevereiro a redação final do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória nº 582/2012, aquela que estabelece regras para a desoneração da folha de pagamentos de empresas de determinados setores de atividade. O texto apresentado amplia a lista de produtos e serviços desonerados, e deve passar a incluir novos segmentos. A medida decorre do projeto para a redução dos custos trabalhistas proposto pelo Governo Federal, por meio da redução dos encargos incidentes sobre a folha de pagamentos. O objetivo final da iniciativa é reduzir os custos de produção e ampliar a competitividade das empresas brasileiras, gerar novos empregos e garantir a formalização da mão de obra. Basicamente, a desoneração da folha de pagamento, prevista na lei nº 12.546/2011, substitui a tradicional contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha dos segurados empregados e contribuintes individuais por um percentual fixo que incide sobre a receita bruta da empresa. A medida original, que atualmente é de caráter impositivo, como determinado pela MP 582, gerou mudanças, tanto na forma de cálculo e recolhimento da contribuição, como no preenchimento das obrigações acessórias. Já o Projeto de lei propõe uma nova redação à Lei, e excepciona da contribuição sobre receita as cooperativas que prestam alguns dos serviços elencados. Em que pese o objetivo inicial da norma ser a desoneração da folha, a nova abordagem é de extrema relevância para algumas empresas, pois, dependendo da realidade econômica de cada organização – a mandatória alteração do regime de cálculo da contribuição previdenciária representa, na verdade, um aumento de carga tributária, em razão do aumento significativo da alíquota do Cofins, que incide sobre o faturamento bruto, o que necessariamente não significa bons resultados para a empresa. Portanto, a aprovação da mudança proposta pelo projeto de lei é um importante passo para diversas empresas, pois garantiria que o plano de desoneração da folha se comprove na prática como uma lei que de fato oferecerá redução do custo de folha de pagamento para a maioria das empresas envolvidas nos setores contemplados, mas, ao mesmo tempo, seria importante que as companhias dos setores que não se beneficiarão do projeto em razão de suas diferentes realidades econômicas possam optar pelo sistema anterior de arrecadação, corrigindo, desta forma, o desvio que existe hoje e que equivale, em alguns casos, a um aumento de tributação. Há também outro aspecto a ser observado: as empresas que exercem mais de uma atividade, tendo parte das receitas correspondente a operações beneficiadas pela desoneração da folha e a parte remanescente sujeita à regra antiga. Este assunto não foi abordado no projeto de conversão e, consequentemente, as empresas precisam estar atentas para avaliar alternativas que permitam a otimização dos benefícios concedidos. Nosso Departamento Jurídico está a postos para dirimir dúvidas e avaliar consequências para as nossas empresas. A propósito, veja o comentário na seção “Jurídico”. Mudando de ares, mas ainda na questão desafios, há os preparativos para a Copa 2014. Mobilidade urbana, novas arenas, setor hoteleiro e tantos outros ajustes na infraestrutura para não fazermos feio durante o evento. A Revista Sindratar em Foco alinhada com estas questões traz nesta edição reportagem sobre a climatização nos transportes coletivos urbanos, um retrato da situação nos principais veículos. Além dele, o Caderno da Copa, um especial sobre construção, reforma e outros aspectos que podem contribuir para que vençamos os desafios ou arquemos com as consequências.

Boa Leitura! José Medela, Presidente

5


economia

Diagnóstico Macroeconômico 2012-2017 Um dos objetivos do ConstruBusiness é diagnosticar e apontar os principais desafios para os setores de habitação e infraestrutura e, a partir desse diagnóstico, definir metas e sugerir um conjunto de ações e proposições Programa Compete Brasil: Competitividade Sustentável na Cadeia da Construção de políticas públicas que possam vir a ser adotadas pelo poder executivo nos âmbitos Federal e Estadual (São Paulo) e do Legislativo com vistas à superação desses desafios. Abaixo uma parte desse valioso estudo, que revela o perfil macroeconônico.

15

1. Diagnóstico Macroeconômico 2012-2017

Até o início dos anos 1990, o Brasil foi conhecido no cenário internacional como um País de grande potencial, mas Até o início dos anos 1990, o Brasil foi conhecido no cenário internacional muita instabilidade. De 1969 a 1973, o Brasil apresentou um como um país de grande potencial, mas muita instabilidade. De 1969 a 1973, o 1 crescimento médio expressivo de 10%deao ano conhecido 3, conhecido país apresentou um crescimento médio expressivo 10% ao ,ano como Milagre Econômico. Este período foi interrompido como Milagre Econômico. Este período foi interrompido pelo choque do petróleo pelo choque dodopetróleo de 1973 e, do doensaio de 1973 e, apesar ensaio de recuperação, um apesar novo choque petróleode em recuperação, um novo choque do petróleo em 1979 1979 abalou novamente o crescimento do país. A década de 1980 foiabalou marcada novamente crescimento do País. A década 1980 foi por períodos deoforte redução da atividade econômica, altas taxasde de desemprego 4. marcada porvez períodos de forte redução econôe inflação cada maior, atingindo 82,39% ao mêsda em atividade março de 1990 As reformas que início no começo da década de 1990 mica, altas taxas detiveram desemprego e inflação cada vez mudaram maior, 2 este cenário.82,39% A estabilidade monetária alcançadade com o Plano atingindo ao mês em março 1990 . Real possibilitou o planejamento a longo e o início Brasil começou a mirar da um década futuro de As reformas que prazo tiveram no começo crescimento estável em um contexto de abertura comercial. de 1990 mudaram este cenário. A estabilidade monetária Muitos com desafios tiveram de ser superados nesta oempreitada, pois o país alcançada o Plano Real possibilitou planejamento a ainda apresentava grande endividamento externo, o que o deixava suscetível longo prazo e o Brasil começou a mirar um futuro de cres-às instabilidades internacionais. Na década de 1990, várias crises abalaram nossa cimento estável em um contexto de abertura comercial. consolidação econômica, entre elas, duas crises mexicanas, uma crise russa e Muitos desafios tiveram de ser superados nesta emuma crise asiática. preitada, pois o País ainda apresentava grande endiviA primeira década de 2000 apresentou grande fortalecimento do damento externo, o que o deixava suscetível às instabimercado interno, acompanhado de forte aumento na arrecadação de impostos, lidades internacionais. Na década de 1990, várias crises fatores que, aliados ao aumento das exportações e maior equilíbrio fiscal, abalaram econômica, entreexterna, elas, duas permitiram nossa ao Brasilconsolidação reduzir consideravelmente sua dívida ficando crises mexicanas, uma crise russa e uma crise asiática. menos vulnerável às instabilidades da economia mundial. A primeira apresentou grande fortaCom isso, odécada país chegade em 2000 2012 com uma base macroeconômica bem lecimento do mercado interno, acompanhado de forte 3 Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 4 Fonte: Banco Central do Brasil (BCB). aumento na arrecadação de impostos, fatores que, aliados ao aumento das exportações e maior equilíbrio fiscal, permitiram ao Brasil reduzir consideravelmente sua dívida externa, ficando menos vulnerável às instabilidades da economia mundial. Com isso, o País chega em 2012 com uma base macroeconômica bem estabelecida, vislumbrando um cresci1 2

mento estável a longo prazo, com consistentes melhoras na vida de todos os brasileiros. estabelecida, vislumbrando um crescimento estável a longo prazo, com O Gráfico 1 revela as taxas de crescimento do Brasil consistentes melhoras na vida de todos os brasileiros. Gráfico no 1 para um período deas 30 qual nota O Gráfico 1 revela taxasanos, de crescimento dose Brasil para a umsuperação período de 30 da instabilidade, com previsão de crescimento anual supeanos, no qual se nota a superação da instabilidade, com previsão de crescimento rior ao das economias desenvolvidas de 2012 a 2017. anual superior ao das economias desenvolvidas de 2012 a 2017. Gráfico 1. PIB per capita observado e projetado – variação anual média (%). 4,6%

4,2% 3,6%

3,2%

3,3% 2,7%

0,4%

-1,3%

BIP Economias Desenvolvidas (Fonte: FMI - Crescimento%)

-1,6%

2012-2014: 2015-2017:

1,9 2,7

-4,4% 1981-83 1984-86 1987-92 1993-95 1996-03 2004-08 (3 anos) (3 anos) (6 anos) (3 anos) (8 anos) (5 anos)

2009

2010-11 2012-14 2015-17 (3 anos) (3 anos)

Fonte: Projeção LCA, com base em dados do IBGE.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Fonte: Banco Central do Brasil (BCB).

Gráfico 10

Para acompanhar o estudo na íntegra, acesse www.sindratarsp.com.br

6

19,0% 14,9%

16,7%

18,5%

17,4%

17,8%

17,3%

17,7%

18,8% 16,9%

16,3%

Meta do BCB (11,


Programa Compete Brasil: Competitividade Sustentável na Cadeia da Construção ConstruBusiness 2012 10o Congresso Brasileiro da Construção

16

O Gráfico 2 mostra a taxa de desemprego anual com tendência decrescente no período observado, com previsão de torno 5%. O estabilização Gráfico 2 mostraem a taxa de de desemprego anual com tendência decrescente no período observado, com previsão de estabilização em torno de 5%. Gráfico2. 4 Taxa de desemprego observada Gráfico Gráfico(%). 2 e projetada – média anual Gráfico 2

12,3 11,5

11,7

Isso permite uma melhora contínua na distribuição de renda. As principais pesquisas domiciliares revelam que a renda média da população a aumento um ritmo superior ao do PIB, O salário mínimo temcrescerá apresentado real, com crescimento de contribuindo queda dade desigualdade de em renda. 61% entre 2001 epara 2011,acom previsão alcançar R$ 673,00 2017, como Os no domicílios ilustrado Gráfico 3. da classe C, que já representam mais da metade dosGráfico domicílios brasileiros, devem aumentar ainda 3. Salário mínimo (R$ de 2011). mais sua participação no total de domicílios até 2017, e os das classes D e E devem diminuir sua participação no toPrograma Brasil: Competitividade Sustentável na Cadei tal, como é Compete possível verificar no Gráfico 4. Adicionalmente, Gráfico 3

673

10,0

605 9,3

9,9

12,3 11,5

Gráfico 3

17,0%

2004

5,1

5,1

2016

2017

5,2

5,2

2015

2014

5,5

2011

2013

2012

6,7

60,8% 2012-14

2006

2007

2008

2009

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2011

2012-14

2015-17

18,8%

66

337

2017, e os domicílios das classes D e E devem diminuir sua participação no total, como é possível verificar no Gráfico 4. Gráfico 12

2015-17

5,1

2011

5,1

2010

2005

65,1%

5,2

Gráfico2009 11

2004

65,1%brasileiros, devem aumentar ainda mais sua participação no total de domicílios até 5,2

2008

5,2

2007

5,5

2006

2003

Isso permite uma melhora contínua na distribuição de renda. As principais pesquisas domiciliares revelam que a renda média da população crescerá a um 44,9% ritmo superior ao do PIB, contribuindo para a queda da desigualdade de renda. 56,8% 58,2% Os domicílios da classe C, que já representam mais da60,8% metade dos domicílios

544

544

386

2005

2002

12,1%

6,0 2003

5,2

6,0

361

2001

8,1

9,3

2010

2009

2008

7,9 348

348

15,3% 17,0% Fonte: Projeção LCA, com base em dados do Ministério 15,9% do Trabalho e Emprego (MTE).

673

605

517

482 467 58,2%

441

467 441 Gráfico 4. Distribuição dos domicílios 386 por classe de renda. 361 Gráfico 4

346

337

10,0 2007

2006

2005

2004

9,9 2003

2002

56,8%

544

544

517

482

18,8%

6,7

7,9

15,9%

8,1

11,7

15,3%

43,1% 27,9%

2001

26,0%

22,2%

20

16,1%

15.094

2017

2016

2015

2014

2013

2012

2011

2010

2009

2008

2007

2006

2005

2004

2003

140 2002 Fonte Gráfico 2011 2012 5 2014 2017 120 Classe AB Classe C Classe DE 100 27,9% 26,0% Fonte: Projeção LCA, com base em dados do IBGE. 7.298 dest 22,2% 80 Gráfico 5 Fonte: Projeção LCA, com 5.867 base em dados do IBGE. 17 nota Programa Compete Brasil: Competitividade Sustentável16,1% na Cadeia da Construção 60 3.571 bras 2.773 40 2.477 2.432 os níveis de formalidade vêm crescendo constantemente, 2.195 Adicionalmente, os níveis de formalidade vêm crescendo constantemente, 1.858 1.847 dete 20 chegando a atingir 75% da ocupação total em 2011(Gráfichegando aPrograma atingir 75% da ocupação total em 2011(Gráfico 5). Compete Brasil: Competitividade Sustentável n 2011 2012 2014 2017 Gráfico 3 17 cara 0 Programa Compete Brasil: Competitividade Sustentável na Cadeia da Construção China Japão Alemanha França Brasil Itália Índia Reino EUA Gráfico 4. Distribuição dosRússia domicílios Gráfico 5. Evolução do emprego formal co 5). salário mínimo tem apresentado aumento real, com 18,8% O Unido dom 1980 1990 em2000 2020total 2030 2040 2050 por classe de renda. relação 2010 ao emprego (%). 2002

2

economia

Gráfico 12

Gráfico 13

Gráfico 5

Gráfico 4

crescimentoClasse de 61%Centre 2001 e 2011, com previsão de DE Classe

alcançar R$ mínimo 673,00tem em 2017, como ilustrado Gráficode3. ncia O salário apresentado aumento real, comno crescimento Gráfico 4. Distribuição dos domicílios 12,1% o de 18,8% 61% entre 2001 e 2011,15,3% com previsão de alcançar R$ 673,00 em 2017, como 15,9% 17,0% 18,8% Gráfico 3 Gráfico 4

por classe de renda.

ilustrado no Gráfico 3.

Gráfico 3. Salário mínimo (R$ de 2011).

12,1% 44,9%

15,3%

15,9%

56,8%

58,2%

Gráfico 13Gráfico 20

65,1%

44,9%

1990

673

60,8%

2010

43,1%

2020

58,2% 2030 482

56,8%

467

441

0 a 14 346

348

15 a27,9% 59

2002

2003

2004

60 ou26,0% mais

386

361

4,5%

2005

2006

43,1%

2007

2008

544

22,2% 2009

2010

2,8%

27,9%

Classe AB

2011

65,1%

16,1%

2012-14

2,7%

26,0%

1,8% Classe C

0,1%

2001-2005

2006-2010

PIB Brasil

12,1%

66%

66%

67%

2001 1980

66%

2017

22,2%

Classe DE

2011

2012(p)

2013-2017(p)

PIB da Construção

Fonte: Projeção LCA, com base em dados do IBGE.

Gráfico 13

66%

Gráfico 21

66%

67%

67%

2002 2004 1990 20032000

2001

56,8% 66%

2005 2010 2001

2002 66%

68%

2003

2004

27,9% 5,5%

2005

67% 2003

70% 67% 2004

58,2%

2003

70% 68% 17,0%

71%

68% 2005

2004

10,8%

68% 2006

2007

71%

75%

72%

71% 2008

75% 18,8%

72%

60,8%

2006 20202007

2002

75% 72%

2009

2011

65,1%

2008 2009 2030 2040 2011 2050 2007 2008 2009 2011

2005 11,7% 2006

8,2%

7,4%

2002

67%

68%

68%

Fonte: Projeção LCA, com base em dados do IBGE. 43,1%

2001

67%

70% 44,9%

66%

67%

68%15,9%

15,3% 68%

72%

71%

70%

2,7%

16,1% Isso permite uma melhora contínua na distribuição de renda. As principais Fonte: Projeção LCA, com base em dados do IBGE. pesquisas domiciliares revelam que a renda média da população crescerá a um 2002 2011 2012 2014 2017 16,1% ritmo superior ao do PIB, contribuindo para a queda da desigualdade de renda. Classe ABGráfico 21 Classe C Classe DE Os domicílios da classe C,osque já representam mais dacrescendo metade dos domicílios Adicionalmente, níveis de formalidade vêm constantemente, 1996-2000

Gráfico 4

redu capi Mai

75%

Gráfico 5

2015-17

4,1%

3,6%

2,3%

544

204060,8% 2050 517

2002 LCA, com base em2011 2012 2014 Fonte: Projeção dados do Ministério do Trabalho3,6%e Emprego (MTE). 2,0%

65,1% 605

5,6%

2001

18,8%

Gráfico 11

2000

65,1% 337

17,0%

0,85 0,8 0,75 0,7 0,65 0,6 0,55 0,5 0,45

0 a 14 15 a 59 60 ou mais Gráfico 5. Evolução do emprego formal em relação ao emprego total (%).

6,0%

26,0%

2006

2007

22,2% 2009 2008

2011

16,1% O fortalecimento do mercado interno tem sido essencial para a manutenção 3,1% 2,9% 1,6% 467 desta trajetória de expansão da economia brasileira em um ambiente internacional Fonte: Projeção LCA, com IBGE. 2002base em dados do2011 2012 2014 441 2017 2005 2006 2007 2008 recente. 2009 2010 2012 notadamente 2004 negativo no período Com2011efeito, embora a economia Classe AB Classe C Classe DE Gráfico 22 386 brasileira não esteja imune à crise, ela segue exibindo maior para resistência frente à O fortalecimento do mercado interno tem sido essencial a manutenção

7

140

361

Gráfico 14


economia O período recente também observa uma forte expanO fortalecimento do mercado interno tem sido essensão do mercado de crédito, com taxas de crescimento acicial para a manutenção desta trajetória de expansão da ma do PIB. O Gráfico 8 mostra que, em julho de 2012, o economia brasileira em um ambiente internacional notavalor das operações de crédito ultrapassou Sustentável o equivalente damente negativo no período recente. Com efeito, embora Programa Compete Brasil: Competitividade na Cade a 50% do PIB. a economia brasileira não esteja imune à crise, ela segue exibindo maior resistência frente à deterioração do quadro externo. As políticas de estímulo no pós-crise têm sido Gráfico 8. Operações de crédito aos setores caracterizadas como fundamentais para preservar o merpúblico e privado (% do PIB). cado de trabalho doméstico e o crescimento econômico. 50,8% Dentre estas medidas podemos citar a redução de Impos49,0% 46,4% to sobre Produtos Industrializados (IPI) de bens duráveis 44,4% e de capital e a desoneração da folha de pagamentos no 40,5% âmbito do plano Brasil Maior. 35,2% 30,9% É importante destacar que estas medidas não foram 28,3% 27,7% realizadas em detrimento da saúde das contas públicas, 25,8% 26,0% 25,7% 24,6% 2012 18 poisConstruBusiness ao dívida líquida do setor público continua em trajetóGráfico 7 2010 102011 ago/12 Congresso Brasileiro da Construção ria decrescente, acompanhada de Gráfico um aumento constante 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 jul/12 6 das reservas internacionais, como podemos verificar nos Fonte: LCA, com base em dados do BCB. Gráficos 6 eda7.saúde das contas públicas, pois a dívida líquida do setor público continua em trajetória decrescente, detrimento acompanhada de um aumento constante das 19 Gráfico 1

Gráfico 7

Gráfico 8

Gráfico 7

Gráfico 8

377,2

352,7

377,2

352,7

49,0%

288,6

288,6

40,5%

239,1

239,1

206,8

35,2%

180,3

30,9%

27,7%

2007

2008

2009

2010

2011

25,8%

26,0%

2001

2002

28,3%

24,6%

25,7%

ago/12

2000

2009

50,8%

46,4%

44,4%

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

jul/12

Gráfico 9

Gráfico 8

Programa Compete Brasil: Competitividade Sustentável na Cadeia da Construção

Fonte

reservas internacionais, como podemos verificar nos Gráficos 6 e 7.

Gráfico 9

Gráfico 8

A previsão é que este crédito continue em sua trajetória de expansão, atingindo o equivalente a 65,9% do PIB em 2017 (Gráfico 9).

Gráfico 16

Gráfico 17

Gráfico 8. 6. Operações de crédito aos público setores – Gráfico Dívida líquida do setor público emédia privado (% (%). do PIB). anual

Gráfico 9. Operações crédito como Gráfico 7. Reservasdeinternacionais. proporção do PIB: previsão 2017.

Gráfico 1

4,6%

45,7

49,0%

Gráfico 16 como % do PIB

250000

186.134

27,7%

100000

2000

7,0%

25,8%

26,0%

20002005 200124,6% 2002 2006

0

2001

2002

25,7%

24,6% 7,0%

2003

30,9%

7,0%

2003 2007

2004

2004

2005

2006 2009

2008

2005

2006

2007

2010

2011

jul/12

2008

2009

35,0

2010

2011

16%

15%

-1,6%

17% 206,8

180,3 2011

2010

jul/12

-1,3%

2012

Economias Desenvolvidas -4,4% BIP Pessoas Físicas 15% (Fonte: FMI - Crescimento%)

0,4%

288,6

Comércio de materiais 7,1% 30%

30%

12%

56,8% 09%

08%

30%

equipamentos 2,2%

-1,6%18%

2013

2012-2014: 2015 2015-2017:

2014

2016

20%

2017

18%

17%

Habitação

15,6%

2009

1,9 2,7

17%

16%

Indústria de materiais Pessoas Jurídicas

30%

30%

BIP Economias Desenvolvidas 19% 18% (Fonte: FMI - Crescimento%)

Outros fornecedores

17% 3,6%

34%

32%

31%

239,1 29%Máquinas e

Total

2010-11 2012-14 2015-17

anos) (3 anos) 2013 2014 Brasil:(32012 Competitividade Sustentáv Gráfico 7

Comércio de materiais 7,1%

-4,4%

7,5%

11%

05%

(3 anos) (32015-2017: anos) (6 anos) 2,7 (3 anos) (8 anos) (5 anos) Fonte: Projeção LCA, com base em2010 dados do BCB. 2011 Programa Compete

Gráfico 7

54,4%

3,3%

06%

Indústria de materiais 15,6%

1981-83 1984-86 1987-92 2012-2014: 1,9 1993-95 1996-03 2004-08

7,9%

34

10% 2,7%

rece Basi

65,9%

62,7%

59,6%

352,7

53,5%

09%

Serviços 6,2%

Construção 65,4%

-1,3%

0,4%

36,4

Fonte: LCA, com base em dados do BCB. 243.281

2,7%

30%

3,3%

28% 2009

297.634

213.707

29%

28%

49,4%

Gráfico 17 08%

04%

4,2% 3,6%

3,2%

2007 2008 2010

06%

56,8%

54,4%

46,7%

05%

39.1

28,3%

25,7%

4,6%

35,2%

3,6%

3,2% 53,5% 49,4%

04%

377,2

4,2%

50,8%

46,7%

35,2%

28,3%

38,5

26,0%

44,4%

40,5%

7,9%

7,5% 30,9%

6,8%

50000

25,8%

49,0%

40,5%

243.281

161.170

151.028

27,7%

42,1

213.707

200000 150000

44,4%

297.634

300000

50,8%

46,4%

46,4%

ban

2007 2008 2009 2010 2011 jul/12 1981-83 1984-86 1987-92 1993-95 1996-03 2004-08 2009 2010-11 2012-14 2007 2015-17 2008 2009 2010 ago/12 Jurídicas Pessoas Físicas 2011 Pessoas Serviços (3 anos) (3 anos) de (6 anos) (3 anos) (8 anos) (5 anos) (3 anos) (3 anos) A previsão é que este crédito continue em sua trajetória expansão, 6,2% Construção 7,0% % 65,4% Essacom expansão do crédito dos eúltimos anos se deu em um sistema Fonte: LCA, com base em dadosado65,9% BCB. Fonte: LCA, base em dados do BCB. ao longoMáquinas atingindo o equivalente do PIB em 2017 (Gráfico 9). r público continua em trajetória decrescente, acompanhada de um aumento constante das equipamentos Essaextremamente expansãosólido. do crédito ao longo dos últimos anos bancário Os bancos 2,2% brasileiros apresentaram nos anos Gráfico 25

Outros fornecedores se deuum emlimite umpara sistema bancário extremamente sólido. Os recentes alavancagem 3,6% acima da exigibilidade mínima do índice de O período recente também observa uma forte expansão do mercado de crédito, com taxas de crescimento acima do PIB. O Gráfico 8 mostra que, em julho de bancos brasileiros nos anos recentes um liBasileia II, como indicado apresentaram no Gráfico 10. 2012, o valor das operações de crédito ultrapassou o equivalente a 50% do PIB. mite para alavancagem acima da exigibilidade mínima do ConstruBusiness 2012 20 Gráfico 7.17 Reservas internacionais. Gráfico Gráfico 18 2010

Tabela 1

índice de Basileia II, como indicado no Gráfico 10. 10o Congresso Brasileiro da Construção

Indústria de materiais 15,6%

800 700 500

8.560

300

Outros fornecedores 3,6%

200 100 1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

239,1 Indústria de materiais 15,6%

19,0% Comércio de materiais 7,1%

180,3

Serviços 6,2%

Construção 65,4%

19,0% 14,9%

2006

2007

18,5%

16,7%

17,4%

17,8%

17,7% 17,3%14,9%

18,8% 16,7%

18,5%

16,9%

17,4%

17,8%

2008

Diferença % 11,0% -24,1% 6,0%

379.888

389.470

2,5%

6.387.514

17,3%

17,7% 206,8

180,3

Gráfico 15

Outros fornecedores 3,6% Gráfico 31 2009

2011 2001

2002

ago/12 2003

2004

2005

2006

2007 20012008 2002 2009

2010 2003

Faixa 3 - R$ 3.100 a R$ 5.000

Outras 5,8 obras de infraestrutura 5,5

2005

Gráfico 32

2006 2007

9.813

Exigibilidade mínima Basileia II (8,0%)

Gráfico 26

2007

2008 2008

20092009 2010

2006

2011 2010

2007

2011

países

12

27

+30% a.a.

0,3

7,7

R$ 8.0 bilhões

Esta combinação de estabilidade macroeconômica, fortalecimento R$ 35.2 do bilhões Faixa 2 - R$ 1.600 a R$ 3.100 6,5 28,7 mercado interno, resistência aos efeitos da crise internacional e solidez do mercado 8° de 144 R$ 25.4 bilhões Faixa 1 - Até R$ 1.600 18,7 6,8 PMCMV 2

% do PIB. 2009/2010 Nota Rank 5,6 27o de 139

2011 2004

9.063

2008

ago/12

Fonte: LCA, com base em dados do BCB.

ado de crédito, com taxas de crescimento acima do PIB. O Gráfico 8 mostra que, em julho de 26° de 144 países

16,3%8.648

Meta do BCB (11,0%)

2005

2010

-5,1%

18,8% 16,9% 8.560

15.0

Gráfico 16

Exigibilidade mínima Basileia II (8,0%)

Fonte: LCA, com base em dados do BCB.

8

6.061.879239,1

Meta do BCB (11,0%)

Máquinas e equipamentos 2,2%

2008

2010

2011 1.182.057 1.887.102 2.603.250

Tabela 1

16,3%

2009

2009 1.064.457 2.486.462 2.456.707

Tabela 1

2007

11.317

10.673

377,2

Déficit Habitações precárias Coabitação Ônus excessivo com aluguel Adensamento excessivo de moradores em domicílios alugados TOTAL

PIB Nominal (1999 = 100)

206,8 Gráfico 25

9.813

Gráfico 10. Índice de Basileia dos bancos brasileiros – capital próprio como % do total de empréstimos (alavancagem). 288,6

288,6

Desembolsos do BNDES (1999 = 100)

Gráfico 10 9.063

352,7

Máquinas e equipamentos 2,2%

400

8.648

Gráfico 10

352,7

Serviços 6,2%

Construção 65,4%

600

0

377,2

Comércio de materiais 7,1%

900

PMCMV 2

2009

PMCMV 1

2008

Gráfico 18

2009/2010 Nota Rank 5,7 5o de 139

5,8 de crédito colaborou para que o Brasil ultrapassasse o Reino Unido em termos de R$ 11.0 bilhões Faixa 3 - R$ 3.100 a R$ 5.000 1,3 9,7 297.634 4,5 2011, a sexta maior economia do mundo, PIB,Déficit se tornando, em como 2009 2011 Diferença % apontado 4,2 4,2 4,1

V1

7

Gráfico 17

EU

Fonte:


2017

2016

2015

2014

2013

2011

2012

2010

2009

2008

2007

2006

2005

2004

2003

2002

5,1

5,1

5,2

2002

2003

Gráfico 4

2006

2007

2008

Gráfico 4

A queda na taxa de natalidade e o aumento de expectativa de vida faz com que a razão de dependência se 12,1% 12,1% 15,3% 15,3% 15,9% 15,9% 18,8% 17,0% 18,8% em altere. Isto significa que, para o futuro,17,0%cada pessoa idade produtiva deverá ser capaz de produzir o suficiente para sustentar mais pessoas, culminando na necessida44,9% 44,9% Programa Compete Brasil: de de aumentar a produtividade dosCompetitividade trabalhadores a Sustentável partir 56,8% 56,8% 58,2% 58,2% Gráfico 11 60,8%60,8% de agora, o que se alcança por meio da incorporação de 65,1% 65,1% novas tecnologias, da educação e da maior qualificação profissional. A janela de oportunidade atual, em que a raGráfico 11. PIB das 10 maiores economias 43,1% zão de dependência ainda aponta para mais pessoas em do mundo em US$ milhões, 2011. 43,1% 15.094 27,9% 26,0% 27,9% 22,2% 26,0%número de idade produtiva em relação ao e ido22,2% crianças 16,1% 15.094 16,1% sos, não pode ser desperdiçada. O Gráfico 13 apresenta 140 2002 2011 2012 2014 2017 140 a evolução da razão de dependência, destacando a janela Classe AB Classe C Classe DE 120 Classe AB Classe C Classe DEtraba21 de oportunidade para melhoria da produtividade do 120 Programa Compete Brasil: Competitividade Sustentável na Cadeia da Construção 100 lho no País. 100 673

605

467

441

346 361

348

386

517

482 467

441

482

544 517

544544

673

605

544

386

361

337

346

337 348

2001

2002

2001 2003 20022004 2003 2005 2004 2006 2005 20072006 20082007

Gráfico 12

Gráfico 11

20092008

2009 2010

2010 2011 2011 2012-14

2012-14 2015-17

2015-17

2002

(11,0%)

7.298

7.298

mínima 8,0%)

Gráfico 12. Evolução da população por faixa etária. 2.432

2.195

1.858

2.773

1.847

140 140 120 China Japão Alemanha França Brasil Itália Rússia Índia Reino EUA 120 China Japão Alemanha EUA 100 Unido o do 100 80 Fonte: LCA, com base em dados do Banco Mundial. cado80 60 os de60 40 ntado40 20 673 auA0Aexpectativa de dovida do também brasileiro também673ao vem expectativa de vida brasileiro vem aumentando longo do 20 tempo. Isto seao reflete em um envelhecimento da população, de modo que a mentando longo do tempo. Isto se reflete em um enve0 1980 1990 2000 2010 2020 2030605 2040 2050 605 quantidade de idosos vem crescendode rapidamente no Brasil. Conjuntamente,de a lhecimento população, modo que a2040 quantidade 1980 1990 da 2000 2010 2050 544 544 mais 544 60 544 0 a 14 2020 15 a 59 2030 ou Gráfico 3

Gráfico 3

467

346 361

348

386

361

517

482 467

441

Gráfico 4

517

482

386

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2002

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Esta combinação de estabilidade macroeconômica, fortalecimento do mercado interno, resistência aos efeitos da crise internacional e solidez do mercado de crédito colaborou para que o Brasil ultrapassasse o Reino Unido em termos de PIB, se tornando, em 2011, a sexta maior economia do mundo, como apontado no Gráfico 11.

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2004

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HVAC-R EM PAUTA TA- FUS1ON, nova linha de válvulas da TA Hydronics A TA Hydronics, empresa especializada na fabricação de válvulas de balanceamento, apresenta sua nova linha de controle: TA-FUS1ON. Trata-se de uma tecnologia exclusiva de válvula, que opera no sistema 2 em 1. Ou seja, a válvula de controle e de balanceamento estão combinadas em uma única unidade e, junto com o atuador correspondente, oferecem tanto funções de controle como de balanceamento, ajudando a reduzir o custo de investimento e o tempo de instalação. Segundo o diretor geral para América do Sul e Caribe da TA Hydronics, engenheiro Hernani Paiva, “Estas válvulas de controle combinadas oferecem uma série de inovações projetadas especificamente para lidar com as necessidades da indústria. Um recurso chave é o Cv ajustável, permitindo dimensionamento preciso e desempenho de controle ideal para flexibilidade em campo, bem como máxima eficiência de energia”, assegura. Paiva completa: “Dessa forma, o problema comum de sub ou superdimensionamento fica eliminado, mesmo depois das válvulas terem sido instaladas, possibilitando a adaptação para condições verdadeiras do sistema no local. Além disso, todos os produtos da linha oferecem capacidades de medição para pressão diferencial, vazão, temperatura, energia e pressão diferencial disponível, oferecendo controle de diagnóstico hidrônico em sistemas complexos de HVAC.” O lançamento acontecerá por meio de palestras em várias capitais do Brasil. Primeiro São Paulo, depois Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Recife e Salvador. Os eventos terão participação gratuita e serão ministrados pelo engenheiro Ricardo Suppion. Anote as datas: Local

Data

São Paulo - Hotel Mercure Paulista

19 de março

Rio de Janeiro - Edifício Argentina

21 de março

Brasília

16 de abril

Salvador

23 de abril

Recife

25 de abril

Curitiba

07 de maio

Porto Alegre

09 de maio

Cálculos hidrônicos, agora em apenas um aplicativo A TA Hydronics apresenta o HyTools, uma ferramenta digital para profissionais de HVAC, que permite aos profissionais de HVAC ter uma ferramenta de balanceamento, pressurização e controle de radiador diretamente no seu iPhone, iPod Touch ou smartphone Android. As funções do HyTools incluem cálculo de valores de kv, vazão, pressão diferencial, capacidade térmica ou variação de temperatura com qualquer tipo de fluido. O HyTools também permite que o usuário faça dimensionamento de tubos, válvulas e separadores de ar/sujeira. A próxima atualização do aplicativo expandirá ainda mais sua funcionalidade - passará a ter fluidos editáveis e dimensionamento de tanques de expansão. O aplicativo já está disponível em português e pode ser baixado da Apple App Store ou do Google Play. Para mais informações sobre o HyTools, acesse www.tahydronics.com.br, seção “Conhecimento & Ferramentas” ou ligue diretamente para a TA Hydronics, através do número (11) 5589-0638, onde, também, é possível obter informações sobre o TA FUS1ON e confirmar presença nas palestras de divulgação. Se preferir, pode-se enviar e-mail para: lorren@tahydronics.com.br

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HVAC-R EM PAUTA MP nº 601/2012 Prezado Associado, Sindicato da Indústria de Refrigeração,

Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo Conforme já divulgado pelo Sindratar-SP, a Medida Provisória nº 601/2012, incluiu o setor de “instalação e manutenção de sistemas centrais de ar condicionado, de ventilação e refrigeração”, CNAE 43223/02, na sistemática da desoneração da folha. Com isso, a partir do dia 1º de abril próximo, todas essas empresas passarão a recolher obrigatoriamente a contribuição previdenciária sobre a receita bruta. Em razão dessa mudança, o Sindratar-SP convoca suas empresas associadas para uma reunião, cujo objetivo é o de esclarecer esta nova contribuição previdenciária.

Segundo o presidente da Entidade, José Medela, “É muito importante frisar que, cada empresa deverá avaliar se esta medida representará um aumento ou uma diminuição de custo, em razão da possível terceirização de serviços via subcontratistas. Pois, em alguns setores industriais essa mudança representou um aumento de custo”. E completa: “Agindo assim, temos certeza de que estamos cumprindo a nossa missão, no sentido de melhor orientar aos nossos associados, contribuindo desta forma para a redução de riscos fiscais”. O debate será mediado através do Departamento Jurídico do Sindratar-SP. Data: 14 de março 2013 Local: Prédio da Fiesp - Avenida Paulista, 1313, 11º andar – Sala 1.150 Horário: 9 horas Estacionamento gratuito, desde que confirmada a presença, sendo a Entrada pela Alameda Santos, 1.336. Confirmar presença através dos telefones (11) 3221-5777 / 4634 ou respondendo ao e-mail: eventos@sindratarsp. com.br

Certificação ISSO 9001:2008 A Turbo Tosi, empresa do Grupo Tosi, por sua vez, foi certificada na ISO 9001:2008, o que garante que a empresa monitora e controla todos os seus processos de forma que quaisquer necessidades de seus clientes sejam atendidas, oferecendo excelência no sistema de gestão da qualidade. O processo de certificação, realizado pela Bureau Veritas Certification (BVC), foi acreditado pelo INMETRO (Nacional) e pela ANAB (Internacional). O Departamento da Qualidade implementou em todos os processos da fabricação dos chillers Turbo Tosi os requisitos da Norma ISO 9001:2008 e a auditoria concluiu que o sistema estava em conformidade com os requisitos normativos. A certificação ocorreu em dezembro de 2012.

Termodin A Termodin Componentes Termidinâmicos, que atua na área de ventilação, também foi certificada em termos de gestão da qualidade, através da ISO9001:2008. O processo de certificação foi realizado pelo Grupo Rina, com sede em Gênova, na Itália. “Para o ano de 2013 buscaremos melhorias e inovação de produtos e processos, visando manter o equilíbrio no tripé ‘preço, prazo e qualidade’, entregando mais valor aos nossos clientes’, ressalta a diretora da empresa Juliana de Araújo Pereira

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HVAC-R EM PAUTA

Eleito por aclamação, Luiz Afonso Dias é reconduzido, por mais dois anos, à presidência da Asbrav, entidade que representa as empresas de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Dias e Medela, união em prol das Entidades Ventilação da Região Sul do País. A Assembleia Solene de Posse ocorreu na Casa de Eventos Di Basi, em 10 de janeiro com duas chamadas, logo após houve o jantar comemorativo. Além da Diretoria Executiva, também foram empossados os Membros Efetivos e Suplentes do Conselho Deliberativo para o biênio 2013/2014. Para Luiz Afonso Dias, “Essa nova gestão seguirá  como continuação da anterior, porém com novos desafios”.

Diretoria Eleita: biênio 2013/2014

Neuenhaus Asbrav

ASBRAV empossa diretoria para o ­biênio 2013/2014

A empresa fabricante de ventiladores industriais, Pedro Neuenhaus & Cia. está com página nova na web. A empresa reformulou seu site recentemente com foco na praticidade do cliente. “Além de trazer mais informações técnicas e facilidade de navegação - já que o site foi estruturado para que o visitante possa conhecer a empresa com mais profundidade-, o novo site traz um portfólio completo de produtos e serviços para melhor compreensão do nosso trabalho”, explica a diretora da empresa, Luciana Neuenhaus. De cara nova, no entanto, o endereço de acesso continua o mesmo: www. neuenhaus.com.br

HVAC-R é uma sigla para as palavras em inglês “heating, ventilation, air conditioning and refrigeration“, referindo-se às quatro funções principais “aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração”, intimamente relacionadas à tecnologia destinada ao conforto ambiental interior em edifícios, veículos, processos industriais e ambientes controlados. Esta tecnologia passa a ser referida na forma escrita pelas siglas HVACR, HVAC/R, HVAC-R ou HVAC&R ou as correspondentes em português, que são menos empregadas: AVACR, AVAC/R, AVAC-R ou AVAC&R.

Turbocor Compressores A dinamarquesa Danfoss, anunciou em 3 de janeiro deste ano, de seu escritório comercial em Reyrieux, na França a aquisição da propriedade plena da joint venture Danfoss Turbocor Compressores, ou seja: a Danfoss que era proprietária de metade das ações, a partir daquela data, passa a ter o comando de 100% do negócio. Os compressores Turbocor não utilizam óleo por possuírem mancais magnéticos e, portanto, apresentam menor nível de ruído e vibração. Para o CEO da Danfoss Turbocor Compressores, Ricardo Schneider, “A Danfoss é a proprietária ideal para este negócio, pois é uma fabricante muito comprometida com o sucesso a longo prazo tanto do negócio quanto de seus clientes. Além disso, Danfoss Turbocor é um elo forte na estratégia Danfoss que se diferencia pela inovação tecnológica de alta eficiência. Dessa forma, estamos satisfeitos em nos tornarmos parte 100 por cento da Danfoss, que irá apoiar Turbocor Danfoss na execução de nosso trabalho”. A Danfoss Turbocor Compressores está sediada em Tallahassee, Flórida, e emprega cerca de 200 funcionários. A empresa recebeu prêmios por sua tecnologia, incluindo o Prêmio de Inovação AHRI e os EUA EPA Climate Protection Award. A empresa torna-se parte da divisão de Danfoss compressores comerciais, mas continuará a operar como um negócio independente. Aqui no Brasil, os compressores Turbocor são utilizados na fabricação dos chillers Turbo Tosi. O destaque em todo esse processo é que com essa aquisição o vínculo entre as empresas do Grupo Tosi / Danfoss, que já se mostrava forte há muito tempo, agora, se consolida, já que a Tosi Trocadores produz as serpentinas utilizadas pela Danfoss, e esta, por sua vez, exporta os compressores para a Coldex Tosi com exclusividade.

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HVAC-R EM PAUTA

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No Foco

Das carroças às câmaras frias, São Rafael ultrapassa um século de história Por Cristiane Di Rienzo

Da esq. p/ dir.: João Alberto com a família Boccia: Amadeo, Amadeo Carlos, Alexandre e Augusto

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fábrica, do terreno, da administração, chamando nossa atenção para alguns fatos, sem esquecer de nos apresentar aos seus colaboradores, numa atitude cortês de que só os bons anfitriões são capazes. Logo chegamos à parte administrativa, onde nos encontramos com seu pai, Amadeo Boccia, que da mesma forma nos falava de passagens da trajetória da empresa, além de fatos e curiosidades, como a da imagem do Arcanjo São Rafael, que mantém há muitos anos. Paralelamente às atividades comerciais, a São Rafael tem por tradição ajudar algumas instituições. Uma delas, dirigida por freiras que em uma das visitas a empresa viram a imagem do santo, um tanto quanto desgastada pelo tempo. Movidas pelo sentimento de gratidão presentearam a São Rafael com uma restauração da imagem do Arcanjo, que até hoje permanece em seu escritório. Arquivos Sindratar em Foco

Quando o projeto da Revista Sindratar em Foco foi pensado, fizemos questão de dedicar um espaço a entrevistas relevantes e, também, a histórias de empresas e personalidades do setor. Esta ideia tornou-se fixa em função da grande repercussão que teve o livro Memória da Refrigeração e do Ar Condicionado no Brasil – Uma História a ser Contada, publicado pelo Sindratar-SP, em 2006. Pioneiro e premiado internacionalmente, seria natural que de alguma forma déssemos continuidade a esse trabalho. Surgiu, então, esta seção: No Foco. E assim, numa manhã de dezembro, partimos para o município paulista de Arujá, onde nossa entrevistada desta edição está estabelecida, comemorando mais um ano de atividades: a São Rafael. Chegando lá, nossa equipe foi muito bem recepcionada pelo diretor da empresa, Augusto Boccia, que incansável, a todo instante nos mostrava detalhes da


No Foco No meio de tantas conversas, casos e passagens Augusto nos convidou a conhecer os galpões da fábrica. No trajeto da saída do galpão industrial para o setor administrativo, chamou a atenção uma estante com prateleiras de vidro, que expõe fotos, placas de comemoração, troféus, livros e demais objetos. Enquanto esperávamos o restante da equipe, fiquei pensando qual seria o sentimento do Sr. Amadeo no alto de seus 80 anos, em ver transformada a pequena oficina de carroças de seu pai, Raphael – com ph mesmo -, numa das mais importantes empresas de refrigeração. Feita a pergunta, a resposta veio em forma de lágrimas, que num instante de emoção foi suficiente para sufocar qualquer palavra que pudesse ser dita. Ali, naquele momento, me senti na obrigação de devolver-lhe a emoção nestas linhas – não por pretensão - mas para tentar fazer jus à trajetória da Família ­Boccia: trabalhar sempre, desistir nunca.

Á esquerda, o jovem Amadeo na oficina Natália Giacometti

Arquivos pessoal

Câmaras Frigoríficas Hoje a São Rafael é uma das mais importantes empresas fabricantes de câmaras frigoríficas. Instalada num terreno de 35 mil m², a empresa conta com mais de 150 colaboradores diretos e mais de 100 indiretos. Em sua fábrica distribuída por três galpões, a produção segue em ritmo organizado com conceitos de sustentabilidade. Tudo é muito limpo e arrumado. Nada é desperdiçado, tudo aquilo que pode, é reaproveitado. Com alcance nacional, a São Rafael está a caminho da quarta geração. Atualmente, a empresa é dirigida pelos três filhos de Amadeo Boccia: Amadeo Carlos, diretor geral de produção; Augusto, na área administrativa; e Alexandre, que divide com João Alberto Costa Rodrigues – também diretor e colaborador antigo - a parte comercial. Além dos três filhos, Amadeo e sua esposa Otília, tiveram também, Adriana, única menina que, por opção, dedica-se a outra atividade. Do conserto de carroças à fabricação de câmaras frigoríficas, os Boccia colecionam uma vasta trajetória pontuada por fases prósperas e recomeços, nada que os assuste, afinal são quase 106 anos dedicados ao trabalho e, como se pode comprovar, muitos acertos.

Começo Raphael Boccia nasceu em 1890, na comunidade italiana de Poggiomarino, região da Campania, província de Nápoles. Filho mais velho de uma família de ferreiros, Raphael decidiu vir atrás de melhores oportunidades de trabalho. Sozinho, desembarcou no Porto de Santos, aos 17 anos, onde ficou por poucos dias. Por ali mesmo encontrou alguns de seus amigos que também vieram da Itália. De lá rumaram para São Paulo. Sem demora, Raphael arranjou um emprego como ajudante no conserto de carroças, pois naquele tempo o transporte era feito por tração animal. Pouco tempo depois, pela necessidade de expansão de mercado da época, o jovem partiu para o próprio negócio e montou sua oficina. Inicialmente, localizada na Rua da Consolação, o jovem começou a se estruturar. O ponto não podia ser melhor: a região era próspera na concentração de carroças já que todas aquelas regiões serviam para pastagem. Amadeo, conta: “Ali, próximo a atual Avenida Nove de Julho, Região da Bela Vista e cercanias, não se comprava terra, comprava-se o pasto, por isso a abundância de carroças”.

Os primeiros cartões de visita registram as diferentes fases do início da trajetória da empresa

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No Foco

Una bella ragazza Foi ali, trabalhando na oficina, que uma jovem despertou sua atenção. Era Natália Giacometti, que passava com frequência em frente à oficina do italiano. No ofício da costura, a moça atendia as famílias moradoras dos casarões da Avenida Paulista, que abrigavam os barões do café. Natália, que assinava Amélia, tornou-se sua esposa em 1920 e lhe deu seis filhos – três meninas e três meninos. A união ultrapassou os limites familiares. Jovem de fibra, Natália tinha personalidade perspicaz e ativa. Se Raphael era um excelente profissional para o processo artesanal, era Natália quem cuidava da parte administrativa e burocrática, cuidando, inclusive da documentação do negócio numa época em que as mulheres estavam voltadas para as atividades do lar. Entre os anos de 1925 e 1926, Raphael e alguns de seus irmãos que já trabalhavam com ele, mudaram-se para o Largo da Concórdia, próximo a Rua do Gasômetro e do Mercado Municipal. Também, naquela região havia muita concentração de italianos, inclusive no Brás. E, naturalmente, havia carroças. Muitas delas, inclusive de alugueis, propiciando a continuidade do negócio. Em 1932 veio a Revolução Constitucionalista, o maior conflito armado do País no século 20. Sem o apoio esperado - e com o armamento em frangalhos -, São Paulo não teve chance contra o Governo Federal. As tropas governistas faziam saques, isso sem falar que o Exército podia

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Os conhecimentos de Raphael em carpintaria garantiram consistência em seu trabalho, pois era preciso habilidade na fabricação de rodas, raios e cubos não só para o conserto, mas para a fabricação das carroças. Além disso, sua experiência de ferreiro ajudou nos processos de aquecimento e liga dos ferros, fazendo com que desenvolvesse tecnologia na fabricação do veículo. Aliás, registre-se que a maioria de suas ferramentas de ofício, como fole, bigorna, marreta e martelo foram fabricadas por ele. A prosperidade nos negócios possibilitou que, depois de dois anos, Raphael trouxesse sua família da Itália.

Raphael e Natália, que assinava Amélia

tomar os bens da população sem que a lei fosse infringida. Foi assim que a família perdeu tudo, inclusive boa parte de suas ferramentas. Amadeo, conta: “Durante a Revolução, sofremos muito. A cidade vivia um grande conflito. Os soldados desciam pela Estação do Norte (antiga Rodoviária Roosevelt), ocupando toda a região. Tivemos que largar tudo ou morríamos”. A oficina foi para o bairro da Penha. Como se não bastassem todos os problemas, teve início também as desavenças de família, culminando na dissolução da sociedade entre os irmãos, e a partir daí, em 1933, Raphael recomeça um trabalho independente. Solo Em busca de um local para expandir e reestruturar a empresa, foi durante uma viagem de bonde, que Raphael viu um galpão de 400 m², nas imediações da Zona Leste da cidade. Ficou a cargo de Dona Natália resolver a questão. Com o filho caçula no colo, o pequeno Amadeo, a matriarca seguiu para uma conversa com o proprietário do imóvel, Assad Abdala, comerciante estabelecido na Rua 25 de Março. Dona Natália, não fez por menos: conversou com ele, expôs toda a sua situação e os dissabores pelos quais passara nos últimos tempos, mas ao final o convenceu de que a força de trabalho era uma constante em sua família. Assad simplesmente disse: “Leve a chave, trabalhe e quando puder volte para pagar o aluguel”. Assim, os Boccia mais uma vez recomeçaram. Desta vez na altura do

Galpão da Celso Garcia: a Radial Leste ainda nem existia

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No Foco antigo número 1060/1029, hoje 4.700 da Avenida Celso Garcia, esquina com a Santa Elias. Arrojado e criativo, a oficina, agora, batizada de Natália Giacometti foi beneficiada pela quantidade de chácaras existentes na região. Naquele local havia o chamado bonde verde, que transportava verduras até o Mercado Municipal. E quem carregava esse bonde de frutas e verduras eram as carroças vindas das chácaras. E para chegar naquele ponto, elas tinham que passar por sua oficina. “Além do mais, naquela época também havia o bairro do Tatuapé, que era conhecido como Parque São Jorge, possuía características puramente industriais com grande concentração de armazéns e galpões. Aproveitávamos todo esse movimento. Nosso conceito era transporte de cargas, então fazíamos inclusive carroças isotérmicas, isoladas com palha de arroz, que serviriam também, às fábricas de gelo instaladas em São Paulo e ao transporte de perecíveis”, relembra Amadeo.

Arquivo Sindratar em Foco

Caminhões Com a morte de Raphael Boccia, em 1951, os seus filhos Pedro e Amadeo, assumiram a direção do negócio, alterando a razão social posteriormente para Fábrica de Carrocerias São Rafael Ltda. Novas necessidades surgem no mercado: as carroças rareavam e os caminhões tornavam-se mais frequentes e intensificava-se o uso de transportes de produtos perecíveis. Naquela década e na de 1960, começavam a chegar ao mercado brasileiro, os primeiros caminhões sem cabine. Importados, eles vinham apenas com o cofre do motor. A partir daí é que se fabricavam cabine, bancos e toda a carroceria. Para dimensioná-la e colocá-la no chassi de caminhão era necessário muita especialização. E a São Rafael partiu para o negócio, acompanhando mais uma vez a evolução tecnológica. Naquela época como não existiam redes de concessionárias e na maioria das vezes os caminhões já saíam direto das fábricas para receberem os implementos rodoviários que eram instalados pelas empresas locais. Equipados com carrocerias, já saiam inclusive transportando sua carga por todas as regiões do Brasil. Há que se dizer que a São Rafael também produziu os chamados caminhões paus de arara, responsáveis pelo transporte dos migrantes da Região Norte e Nordeste do País.

Raphael Boccia na década de 30

Novas Fases Para a construção dos chamados furgões isotérmicos, utilizou-se, primeiro a cortiça picada e, depois, a forma prensada. A tecnologia utilizada na produção da carroceria tinha o mesmo conceito empregado nas estruturas das carroças: feita toda em madeira cavilhada. Revestia-se a chapa externa. Todos os vãos eram preenchidos com a cortiça e, finalmente, revestia-se o lado interno com a chapa. O problema é que dessa forma, a carroceria representava metade da capacidade de carga do caminhão extrapolando seus limites. Mais tarde, a cortiça foi substituída, primeiro pelo poliestireno expandido e, depois, pelo poliuretano, como isolantes térmicos. A São Rafael acompanhou e evoluiu em todas estas etapas de construção. Nos anos 60 foram muitas as evoluções testadas e aplicadas como, o desenvolvimento da primeira carroceria aberta totalmente construída em alumínio, a chegada de novas tecnologias de fabricação de furgões construídos em kit´s e painéis pré-fabricados e entre outras, protótipos de veículos de carga similares a Veraneio. Pouco antes da virada de 1970, aplicando tecnologia própria, a São Rafael passou a produzir – ao lado das tradicionais carrocerias de madeira e dos furgões de alumínio, as carrocerias do tipo furgão construídas totalmente em plástico reforçado de fibra de vidro, isoladas com espuma de poliuretano e equipadas com sistemas de refrigeração, fabricados pela própria São Rafael, específicos para transporte de produtos perecíveis. “Nunca ficamos fixados num mesmo projeto. Evoluímos profissionalmente e também como empresa”, declara o hoje diretor, Augusto Boccia. Além disso, a empresa apresentava um diferencial importante à época: o atendimento personalizado. “Sempre fazíamos algo de forma exclusiva para o cliente, desenvolvendo aplicações específicas para seu negócio. Tudo isso era realizado, não só com base em nossos conhecimentos e informações, mas ouvindo o cliente”, informa Augusto. E completa: “Hoje, essa personalização é vista como algo normal, mas há 40 anos era um diferencial excepcional. Meu avô, já naquela época, de forma muito inteligente

Amadeo com a bigorna fabricada por seu pai

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No Foco identificava corretamente a necessidade de seus clientes, pois suas carroças eram dimensionadas pela capacidade de carga, número de animais, tipo de solo entre outras variáveis”. Anos Milagrosos e a Tecnologia do Frio Como muitas empresas a São Rafael também prosperou nos anos 70, melhorando e desenvolvendo novas tecnologias de produção e lançando novos produtos, com as câmaras frigoríficas estacionárias cuja primeira já nasceu com o conceito de construção de painéis modulares. Lá pelos idos de 1974 e 75, de uma forma tímida, tem início a produção de câmaras frigoríficas. O produto nasce paralelo à tecnologia aplicada aos furgões frigoríficos e por uma necessidade do mercado. Os clientes pediam: “Ah! eu gostaria de ter um produto igual ao seu furgão frigorífico, só que instalado no meu armazém”. Apesar de ser um conceito muito bom, não era um conceito de container. Embora a concepção estivesse certa, o produto esbarrava na logística. A solução: painéis modulares. “A primeira câmara já nasceu com painéis modulares, permitindo sua instalação em qualquer lugar”, relembra Augusto. De montagem rápida, o detalhe ficava por conta da instalação do sistema de refrigeração. A primeira câmara que a São Rafael fez foi destinada a uma fábrica de doces. E até pouco tempo estava operando. Em 1978, com o objetivo de construir uma nova fábrica, a empresa investiu em um terreno na Zona Leste da Capital. Porém, devido a construção da Rodovia dos Trabalhadores, hoje Airton Senna, a área foi desapropriada. Pouco tempo depois, em 1981, a empresa altera sua sociedade e razão social, passando a chamar-se São Rafael Câmaras Frigoríficas. Naquela mesma época foi concluída a montagem do primeiro restaurante do McDonald´s, utilizando a tecnologia das câmaras frigoríficas.

Grandes Desafios Em 1986 é encerrada a fabricação de carrocerias de madeira. A empresa adquire uma nova área para a construção de sua fábrica e quase ganha um novo fôlego, que não durou por muito tempo. Motivo: o forte impacto nos negócios sofrido pelo Plano Cruzado, trazendo à nossa realidade o congelamento de preços. Com isso, a empresa sofreu falta de matéria-prima, acarretando o aumento de seus prazos de entrega para acima de 200 dias. Depois dele, ainda vieram outros Planos Econômicos, como o Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991) e com eles, as crises econômicas. Entre os anos de 1989 e 1990, deu-se por encerrada a fabricação da principal linha de produtos da São Rafael: os implementos rodoviários. “Em razão das diversas intervenções externas ao negócio, como a desapropriação do terreno, os planos econômicos, mercado e da Cetesb por problemas ambientais, fomos obrigados a desativar o equivalente a mais de 90% de nosso negócio. Na época tínhamos mais de 200 colaboradores e ficamos apenas com 40, ao final do processo”, relembra Augusto. Dentro de um espírito de parceria, as décadas seguintes, de 1990 e 2000, proporcionaram o reestabelecimento e o fortalecimento de negócios, propiciados pela abertura do mercado. Os Boccia, mais uma vez aproveitaram a boa fase e deram início ao desenvolvimento de novos segmentos, passando a representar importantes empresas multinacionais, além de criar novas alternativas de processos, produtos e atualizações tecnológicas de suas câmaras frigoríficas. Contudo, este processo de importação foi praticamente interrompido a partir das constantes flutuações cambiais e da e retração do mercado. Mas, os piores momentos da empresa ainda estavam por vir: entre os anos de 2001 e 03, em razão do racionamento de energia, conhecido como “apagão”, a São Rafael viu perdida sua capacidade de realizar e produzir, reNa grande maioria das vezes, os caminhões já saiam transportando sua carga

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duzindo drasticamente seu quadro de colaboradores em função da forte queda do seu volume de vendas. De tão ruim que estava a situação da empresa, ela não podia ficar pior, acreditaram os Boccia. A partir do ano seguinte, em 2004, a crise os propiciou novamente e partiu-se, então, para um plano de reestruturação. Deu certo! Desde março de 2007, a São Rafael está em operação em sua nova sede em Arujá, com 8.700 m² de construções e mais do que dobrou sua capacidade de produção com a introdução de novos maquinários, desenvolvidos e produzidos com tecnologia própria. Além de aumentar

sua produtividade por meio de novo layout nos processos fabris, atingiu melhor desempenho no quesito qualidade e também reduziu seus prazos de entrega. Em 2011 inicia-se a construção de mais um galpão para a armazenagem de materiais e produtos acabados. Sempre preocupada em melhorias a São Rafael mantém um convênio com o Senai atravéz da doação de câmaras para a formação de novos técnicos em refrigeração. “Visando também a melhoria em nossa equipe, investimos em cursos na área de refrigeração para aperfeiçoamento de nossos técnicos e engenheiros. Inicia a Implantação dos sistemas de gestão eletrônicos, aumento na qualidade geral do produto. Estamos desenvolvendo para todo o território brasileiro a expansão de nossas equipes de representação comercial e técnica. Nossa estrutura de assistência técnica está preparada para atender, a todos os dias do ano, os chamados realizados dentro do horário comercial”, orgulha-se Augusto. Como se vê, das carroças às câmaras frigoríficas, hoje a São Rafael é uma empresa nacional, de tecnologia avançada e visão de futuro. E carrega em sua história um passado centenário construído pela determinação. A mesma que faz dela, hoje, ser uma empresa consolidada pronta para novos desafios, permanecendo e acreditando no mercado do frio.

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Giro da Engenharia

Geólogo comenta o deslizamento na rodovia dos Imigrantes, em São Paulo

O acordo entre a YPF e a companhia petrolífera chino-argentina Bridas, para explorar depósitos de gás de xisto na região de Vaca Muerta (Neuquén) é um evento de importância mundial. Os depósitos de gás de xisto de Vaca Muerta são tão ou mais importantes do que os EUA. De acordo com a Agência de Informação Energética dos EUA (USEIA) chegam a 774.000 bilhões de m³ de gás e 741 milhões de barris de petróleo. Além dos depósitos de Vaca Muerta, o relatório Schlumberger (Houston / Londres / 2011) identificou outras 22 formações de gás de xisto na Argentina. Entre eles, o mais promissor é a de San Alfredo, localizada na região de Los Monos, na Bacia do Chaco-Paraná. A peculiaridade do gás xisto argentino é que seus reservatórios têm uma espessura maior do que os norte-americanos (de 600 a 1.000 m) e são verdadeiramente maciços. Seu desempenho pode ser proporcionalmente maior, o que os tornaria os primeiros no mundo. O acordo YPF-Bridas tem dois anos e tem a intenção de se desenvolver principalmente nos 663 km² das formações da Bajada de Aniello e Bandurria, com o objetivo de perfurar 132 poços pilotos durante 2013. O próximo passo é perfurar 2.000 poços no período 2014/2017, o que exigiria investimento de U$S 12 bilhões, que chegaria a U$S 70 bilhões ao longo de 10 anos para explorar todo o conjunto da formação.

O recente acidente ocorrido na pista ascendente da Rodovia dos Imigrantes suscitou uma série de indagações sobre a segurança dessa rodovia, no que diz respeito a deslizamentos de encostas da Serra do Mar. Antes de mais nada, é preciso relembrar que a Serra do Mar é caracterizada pela grande instabilidade geológico-geotécnica natural de suas encostas, com a agravante de se constituir na região de maiores índices pluviométricos do país. Foi justamente essa conhecida característica que levou o projeto da Rodovia dos Imigrantes a, revolucionariamente, inovar em sua concepção, adotando a estratégia de túneis e viadutos como expediente para reduzir ao máximo as intervenções da estrada nas instáveis encostas da Serra. Essa concepção, já adotada quando do projeto e implantação da primeira pista, no início da década de 1970, foi aperfeiçoada na recente implantação da pista descendente, no início da década passada com a redução do número de túneis de onze para apenas três. Sábia providência, que teve por objetivo reduzir de 22 para seis os emboques e desemboques de túneis. Saiba-se que os emboques e desemboques constituem as únicas situações em que, inevitavelmente, um túnel interfere nas encostas. O acidente ocorrido, o primeiro de grande expressão desde a inauguração da Rodovia em 1974, comprova a superior segurança de seu conceito de projeto em relação às outras estradas da região que, abertas em época anterior, optaram por se encaixar nas encostas através de sucessivos cortes. Portanto, deve ser entendido como um fator de risco residual que todas as obras de transposição da Serra do Mar forçosamente arcam simplesmente pelo fato de se localizarem nessa instável e crítica região. Obviamente, lições podem e devem ser tiradas do presente acidente, como, por exemplo, a adoção de uma conformação das estruturas hidráulicas de drenagem, como aquela implantada na lateral do emboque do túnel afetado, de tal forma que essas estruturas dirijam para o talvegue do vale contíguo os materiais de escorregamento que por ventura possam receber, evitando assim que esse material, terra, rocha, troncos de árvores, atinja em tal volume e energia a pista da rodovia. Um outro bom aviso que se destaca do episódio sugere a necessidade de uma mais acurada gestão de riscos baseada em previsões pluviométricas de detalhe, o que permitiria interromper o tráfego na rodovia tão logo seja detectada a possibilidade de chuvas de intensidade semelhante à ocorrida.

divulgação

Em cinco anos Argentina poderá ser produtora de gás de xisto

Álvaro Rodrigues dos Santos (santosalvaro@uol.com.br) é ex-diretor de Planejamento e Gestão do IPT e ex-diretor da Divisão de Geologia, autor dos livros “Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática”, “A Grande Barreira da Serra do Mar”, “Cubatão”, “Diálogos Geológicos” e “Enchentes e Deslizamentos: Causas e Soluções”, além de vencedor do Prêmio Ernesto Pichler da Geologia de Engenharia e consultor em geotecnia. Fonte: Pini Web

Metrô de São Paulo revitaliza 20 estações A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) está revitalizando 20 estações das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha como parte das preparações para a Copa do Mundo Fifa 2014. A cargo da Concrejato, que venceu licitação no valor de aproximadamente R$ 41,5 mil, as intervenções incluem serviços de limpeza e reparo de estruturas, substituição de placas pré-moldadas e torres de ventilação, revitalização de sistemas associados referentes à comunicação visual, além de recursos complementares de apoio a tapumes, fundações, vias, logradores públicos e passeios. Os trabalhos começaram em janeiro e devem ser finalizados entre 18 e 24 meses. As estações contempladas pelos serviços são: Jabaquara, Santa Cruz, Ana Rosa, Paraíso, São Bento, Luz e Portuguesa Tietê (Linha 1); Brigadeiro, Trianon Masp, Consolação e Sumaré (Linha 2) e Corinthians Itaquera, Artur Alvim, Tatuapé, Brás, Praça da Sé, Anhangabaú, República, Marechal Deodoro e Palmeiras Barra Funda (Linha 3).

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divulgação

Engenharia no mundo


FAM

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Saúde e Segurança no Trabalho

Doenças ocupacionais: quais são e como evitá-las O cuidado com a saúde mental e física dos colaboradores por parte das organizações nunca foi tão importante. É por meio da prevenção que as empresas evitam as chamadas doenças ocupacionais. Elas são originadas por meia da condição de trabalho desempenhada pelo profissional e até mesmo por situações pessoais do indivíduo que podem atrapalhar a atividade do dia a dia Doenças que desencadeiam exclusivamente em função do trabalho podem ser decorrentes de riscos químicos ou físicos. A intoxicação por metais pesados e a silicose (doença profissional mais antiga que se conhece e que se desenvolve em pessoas que inalaram pó de sílica durante muitos anos) são exemplos de enfermidades deste tipo. Existe um grupo de doenças do trabalho que pode ocorrer na população em geral, mas que surgem com muito mais frequência em determinados tipos de atividade profissional. A LER (Lesão por Esforço Repetitivo) e o DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho), por exemplo, são comuns em trabalhadores de teleatendimento, assim como os transtornos mentais são recorrentes em funcionários do setor comercial, financeiro e hospitalar – segmentos que exigem muito do profissional e causam estresse mais facilmente. No Brasil, até os anos 60, a única medida tomada perante os profissionais era com relação a acidentes do trabalho. A preocupação com doenças ocupacionais começou a ser tratada com mais seriedade em meados dos anos 70, onde a classe de médicos do trabalho começou a surgir em grande número por conta da demanda. O crescimento da indústria no País fez com que enfermidades relacionadas a agentes físicos, como ruídos, radiações e poeiras, ou decorrentes de agentes químicos, como solventes e benzeno, fossem cada vez mais frequentes. Nesta época, as doenças mais comuns eram decorrentes destes fatores e a maioria de indenizações provinham desta natureza.

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Quando a informática começou a se instalar nas empresas brasileiras, já no início dos anos 80, começou a surgir outros tipos de doença como a Tenossinovite (atrito excessivo do tendão que liga o músculo ao osso), relacionada a riscos ergonômicos e de postura. Já em 2000, as doenças de caráter psicossociais ficaram em evidência com a incidência de diversos transtornos mentais – o profissional foi cada vez mais exigido, incompatibilizando o exercício da função com a capacidade do cérebro e comportamento humano. “As causas físicas, químicas e biológicas são mais fáceis de serem evitadas de acordo com os mecanismos de proteção e prevenção coletiva, como exaustão, ventilação e isolamento. Com o advento do avanço das tecnologias houve um declínio de ocorrências vindas desta natureza”, aponta Dr. Mario Bonciani, vice-presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT). Para ele, a busca constante pelo aumento da produtividade bate de frente com a prevenção de adoecimentos como a LER/DORT. “Doenças deste caráter obrigam mudança de função, redução de exigência do trabalhador e alteração da conduta da organização perante seus colaboradores como um todo”, afirma. Existem dados estatísticos levantados pela Previdência Social que mostram que determinadas áreas desencadeiam mais certos tipos de doenças ocupacionais do que outras. No setor hospitalar, por exemplo, a incidência de LER/DORT, tuberculose, doenças de coluna e transtornos mentais são comuns.

A empresa deve estar atenta aos mecanismos que existem na medicina e nas avaliações de ambiente de trabalho. Existem os recursos preventivos, que é a análise ergonômica – avalia as condições físicas do local -, e o exame médico, que também serve com ferramenta de prevenção. “Muitos médicos do trabalho encaram este exame como mera burocracia para a fiscalização do Ministério do Trabalho. Acho um erro brutal, pois o empresário está pagando pelo serviço e o médico deveria executar uma análise de qualidade com foco no tipo de adoecimento esperado no quadro daquela organização”, opina o vice-presidente da ANAMT. A prevenção de doenças ocupacionais pode ser exercida tanto para a empresa como para o trabalhador. São medidas simples, mas, que se usadas de forma correta, podem livrar muitos trabalhadores de diversos problemas de saúde. O profissional passa uma grande parcela da vida na empresa, então é necessário que tenha boas condições físicas e psíquicas de trabalho. “No campo das doenças mentais, é muito comum o descuido das pessoas. É um fator, à primeira vista, imperceptível, mas quando entram em um quadro depressivo, podem até acusar um cenário de irreversibilidade. Assumir um ritmo de trabalho agressivo é muito comum entre jovens, que pensam que são indestrutíveis”, relata Dr. Mário. Prevenção O trabalhador deve aprender a identificar os sinais do próprio corpo para perceber o início de qualquer desconforto. Os sintomas mais comuns, que reque-


Saúde e Segurança no Trabalho

• rem a procura por um médico são: cansaço excessivo, desconforto após a jornada de trabalho, inchaço, formigamento dos pés e das mãos, sensação de choque nas mãos, dor nas mãos e perda dos movimentos das mãos. Algumas dicas importantes: • A cada hora de digitação, saia de sua cadeira e movimente-se. Se possível, faça exercícios de alongamento. Pausas durante a realização das tarefas permite um alívio dos músculos mais ativos; • Beba água regularmente ao longo do dia. Uma boa opção é sempre ter uma garrafinha perto do seu local de trabalho; • Tenha postura adequada: ombros relaxados, pulsos retos, costas apoiadas na cadeira; • As cadeiras devem ter altura para

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que sejam sempre mantidas as plantas dos pés totalmente apoiadas no chão; Mantenha um ângulo reto entre suas costas e o assento de sua cadeira. A cadeira deve ter formato anatômico para o quadril e encosto ajustável; Não utilize o apoio do pulso durante a digitação. O monitor deve estar a uma distância mínima de 50 cm e máxima de 70 cm do usuário. A regulagem da altura da tela deve situar-se entre 15 e 30 graus abaixo de sua linha reta de visão; Evite posicionar o computador perto de janelas e use luminárias com proteção adequada; As máquinas devem estar posicionadas de forma que você não tenha que se curvar ou torcer o tronco para pegar ou utilizar ferramentas com frequência; Como regra geral, temperaturas confortáveis para ambientes informatizados são entre 20 e 22 ºC, no verão, e entre 25 e 26 ºC no inverno;

• Sempre que possível, humanize o ambiente (plantas, quadros e, dependendo do tipo de trabalho, som ambiente); e estimule a convivência social entre funcionários. Legislação A legislação trabalhista mudou muito nos últimos anos no sentido de impor um limite no ritmo de trabalho em determinadas atividades – vide o teleatendimento, com o uso de pausas e utilização dos recursos da ergonomia. Porém, é a legislação previdenciária que tem dado grande contribuição. A Previdência Social alterou, em julho de 1997, o pagamento de um tributo chamado Seguro de Acidente de Trabalho, em que foi incluso um aumento de até 100% desta taxa para empresas que não possuem condições devidas de trabalho. Já para aquelas que possuem ótimas condições, é feita a redução de 50% do mesmo tributo para a organização. Fonte: Doenças ocupacionais: quais são e como evitá-las | Portal Carreira & Sucesso

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VISÃO PRÁTICA

Medidas Disciplinares,

Principais Considerações Justa causa, abandono de emprego, penalidades e outras situações específicas fazem parte desta abordagem do consultor sindical do Sindratar-SP, Luiz Carlos Volpon. Confira! 1. Em que situações o empregador pode demitir o empregado por justa causa? O art. 482 da CLT prevê os atos praticados pelo empregado que constituem justa causa para a rescisão do contrato de trabalho, dentre os quais destacamos os seguintes: a. Desídia no desempenho das funções; b. Ato de indisciplina ou de insubordinação; c. Embriaguez habitual ou em serviço; d. Abandono de emprego.

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2. Quais são as penalidades aplicadas? As formas de punição pela prática de ato faltoso pelo empregado são: a. Advertência verbal; b. Advertência por escrito; c. Suspensão; d. Demissão.

3. Quais os cuidados que o empregador deve tomar na aplicação das penalidades? O empregador deve observar alguns requisitos ao aplicar uma punição ao empregado faltoso, alguns fundamentos, tais como: a. Observar a existência de uma relação entre a falta praticada e a pena, de forma que faltas leves sejam punidas com penas leves e faltas mais graves com penas mais severas, para que haja uma proporcionalidade entre o ato faltoso e a punição; b. Observar e considerar a gravidade do ato praticado pelo empregado; c. Observar a imediação ou atualidade na aplicação da sanção, ou seja, a pena deve ser aplicada logo após o empregador tomar conhecimento da falta praticada; 4. Como se configura o ato faltoso? • Desídia: A desídia configura-se pelo desinteresse do empregado no exercício de suas funções, caracterizada quando a mesma não cumpre suas obrigações corretamente ou quando é negligente ou imprudente, por exemplo: pouca produção, atrasos frequentes, faltas injustificadas, dormir em serviço entre outros. • Ato de indisciplina ou de insubordinação: A indisciplina caracteriza-se pelo desrespeito a uma norma de caráter geral ou, mesmo a alguma instrução específica, como deixar de usar equipamento individual de proteção, desrespeito a proibição de fumar, descumprimento do horário de trabalho entre outros. Já a insubordinação configura-se quando o empregado deixa de acatar as ordens dadas pelos seus superiores. • Embriaguez: A legislação trabalhista tipifica como justa causa a embriaguez e não o ato de beber, portanto somente o empregado embriagado pode ser demitido e

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VISÃO PRÁTICA

• Abandono de emprego: Abandono de emprego caracteriza-se pela intenção do empregado em não continuar trabalhando para o mesmo empregador e, de acordo com o enunciado 32 do TST presume-se abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 dias, após sua alta no INSS. A lei não prevê que o empregador notifique o empregado para voltar ao trabalho, para caracterizar o abandono com motivo para justa causa. Entretanto tal procedimento é muito importante como meio de prova numa eventual ação trabalhista. Os meios para o empregador comunicar ao empregado pelo abandono ao serviço são: comunicação feita por via postal, através de notificação pelo correio com aviso de recebimento ou por telegrama, presumindo-se que o empregador tem conhecimento do endereço do empregado. Outro meio bastante eficiente é fazer a notificação de forma extrajudicial via Cartório de Títulos e Documentos. Nota – a comunicação feita em jornal, através de edital não produz qualquer efeito legal, considerando que o empregado não tem obrigação de lê-lo

Arquivo Sindratar em Foco

não aquele que apenas toma um aperitivo, mas não se embriaga. Lembramos, no entanto que o alcoolismo é reconhecido como doença pela Organização Mundial de Saúde, e que a Justiça tem reconhecido o alcoolismo como doença. Assim o empregador para se proteger ao caso demitir um empregado alcoólatra, deve afasta-lo antes para o INSS para tratamento.

5. Quais são os direitos do trabalhador demitido por justa causa? Os direitos do empregador na recisão do contrato de trabalho por justa causa são: • Saldo de salário; • Férias vencidas acrescidas do 1/3 constitucional; • 8% do FGTS em conta vinculada do mês da rescisão e do imediatamente anterior se for o caso. Por outro lado o empregado não faz jus a: • Aviso prévio; • Férias proporcionais; • 13º salário; • Multa dos 40% do FGTS.

Por Luiz Carlos Volpon, consultor Sindical e Trabalhista Sindratar-SP

Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental busca reconhecer boas práticas na indústria Estão abertas as inscrições para 19ª edição do Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental. Voltado para companhias de pequeno, médio e grande porte, o prêmio tem por objetivo reconhecer as empresas industriais, extrativas, manufatureiras ou agroindustriais que desenvolvam projetos ambientais de destaque no estado de São Paulo. A premiação é formatada em duas categorias: “Indústria de Micro e Pequeno Porte”, com faturamento anual inferior ou igual a R$ 3,6 milhões; e “Indústria de Médio e Grande Porte”, com faturamento anual superior a R$ 3,6 milhões. As inscrições são gratuitas e vão até o dia 18 de março. Cada empresa pode concorrer com até dois projetos, que deverão ser apresentados nas versões impressa e eletrônica e enviados ao Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, através do site: www.fiesp.com.br

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foto: Spheros

Ônibus articulado com sistema de ventilação e renovação de ar

Climatização Urbanos, a Por Cristiane Di Rienzo

Ainda que a propriedade de um carro particular seja um sonho de consumo cada vez mais ao alcance das pessoas, especialmente em razão da ascensão social de milhões de brasileiros e ainda símbolo de status, é o transporte coletivo que tem fundamental importância nas cidades. Tecnologia de ponta, estrutura adequada e engenharia de tráfego eficiente formam o tripé para assegurar aos passageiros viagem de qualidade.Para eles, o conforto é fundamental. Daí, a necessidade de um eficiente sistema de climatização. Antes do surgimento do transporte coletivo, o deslocamento humano nas cidades se dava a partir da correlação entre o vigor físico de quem se deslocava e a distância a ser percorrida. Só dispunha de meios de transporte individuais – cavalos, carruagens, liteiras, cadeirinhas entre outros –, quem pertencia à elite, ou então quem já o possuía como instrumento de trabalho. Uma enorme massa de pessoas não dispunha de outro meio de transporte além de suas próprias pernas. Atualmente, o transporte público nacional acontece, na maior parte das vezes, por meio de ônibus e trens devido ao razoável número de rodovias e a um certo número de ferrovias

com que conta o País. Os trens, geralmente, não ocupam lugar próximo aos carros e ônibus, fazendo muitas vezes ligações inter-municípios ou inter-estados. Em geral, para percursos curtos, são utilizados ônibus, táxis e metrôs, tendo esse último substituído em muitas situações o transporte por vias públicas, sendo também considerado uma solução para os congestionamentos das grandes cidades. No que diz respeito aos investimentos, o transporte coletivo no Brasil enfrenta uma série de problemas. Projetos mais recentes têm visado expandir a utilização do metrô no Brasil. Apesar de tais obras de expansão e da existência de metrôs em várias capitais, os ônibus e vans continuam

a ser o meio de transporte coletivo mais utilizado pelos brasileiros. Segundo o Ministério das Cidades, nos últimos dez anos, a frota de veículos do País dobrou, chegando a 60 milhões de unidades. Ainda, conforme o Ministério, no Brasil já estão sendo feitos investimentos em transporte sobre trilhos em capitais como Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Belo Horizonte. A previsão é que esse tipo de serviço já deverá entrar em funcionamento com boa estrutura dentro de cinco anos. Trens Vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM), a Companhia Paulista de Trens Metro-

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foto: Spheros

BRT com sistema de ar condicionado


CAPA

politanos (CPTM) foi fundada em 28 de maio de 1992. Coube à companhia assumir os sistemas de trens da Região Metropolitana de São Paulo, operados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos - CBTU (Superintendência de Trens Urbanos de São Paulo - STU/SP) e pela Ferrovia Paulista S/A - Fepasa. Com isso, recebeu como herança um sistema ferroviário de quase um século de existência, completamente sucateado e a missão de promover de forma contínua a melhoria dos serviços. Atualmente, são 89 estações, que atendem mais de 2,6 milhões de passageiros por dia, onde embarcam para alguma das cerca das 2.400 viagens com destino final para 22 municípios paulista. Só as estações Brás, Luz e Barra Funda recebem juntas quase 50% do movimento diário. No total são 260,8 km de extensão, somando as seis linhas, que por sua vez, estão passando por obras de infraestrutura: modernização dos sistemas de sinalização, telecomunicações, energia, rede aérea e via permanente, além das estações mais antigas e da frota de trens. Com a entrada em operação dos trens da série 2100, a companhia sentiu a necessidade de aumentar o padrão de conforto oferecido aos seus usuários e implantou a partir de 1998 o sistema de climatização. Segundo a assessoria de imprensa da CPTM, nas linhas 8, 9,10 e 11 (Expresso Leste), todos os trens são climatizados; nas linhas 7,11 (Extensão Guaianazes-Estudantes) e 12, há trens climatizados e sem climatização, que contam com sistema de ventiladores e janelas. O sistema pode ser montado tanto no teto quanto no subestrado dos carros. “Os sistemas de climatização são projetados de forma a garantir uma queda de temperatura interna em relação à

foto: CPTM

o em Transportes Coletivos a importância da qualidade

Interior de um vagão de trem climatizado

temperatura externa. Essa diferença, em geral, é de 5 °C para uma temperatura externa máxima de 30 °C. Quando a temperatura interna for menor ou igual a 23 °C, o equipamento permanece funcionando apenas no modo ventilação (condição prioritária)”, diz a assessoria, que assegura que todos os usuários são atendidos no quesito conforto. Para que não haja surpresas, a assessoria informa, também, que em todos os equipamentos é aplicado o plano de manutenção preventiva definido pelos fabricantes dos sistemas. “Os intervalos de tempo variam de acordo com os itens de cada equipamento, porém, em média, as inspeções deste tipo de sistema são feitas a cada 12.500 km, o que corresponde a aproximadamente três semanas”. Já a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre, criada em abril de 1980, teve por objetivo implantar e operar uma linha de trens urbanos no Eixo Norte da Região Metropolitana de Porto Alegre, atendendo diretamente às populações dos municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo. A linha possui extensão de 39 quilômetros com projeto de expansão de mais 4,4 quilômetros em via elevada e três estações.

Em janeiro de 2011, o metrô gaúcho ultrapassou a marca de um bilhão de passageiros transportados, sendo 175 mil usuários diários. Até 2002, a Trensurb vinculava-se ao Ministério dos Transportes, passando, em 2003, a atender as orientações do Ministério das Cidades. Contudo, foi somente em 2012 que a Trensurb divulgou a abertura de licitação visando à climatização de sua frota atual, composta por 25 trens. O diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper, disse que “esse é um passo importante para a modernização dos trens e da frota atual. A partir daí, teremos a compra dos novos trens, já com esses equipamentos”. Grande Recife Uma das promessas para justificar a extinção do transporte clandestino que circulava pelo Recife, foi a de melhorar o serviço prestado pelas empresas de ônibus, que estavam falindo ou acumulando sérios prejuízos por conta da concorrência com as Peruas Kombis e Vans. Uma das iniciativas foi a aquisição de coletivos com ar condicionado em linhas convencionais, de grande demanda. Pouco tempo depois, entretanto, os altos custos de manutenção e a inabilidade em lidar com o sistema, diante do abre e fecha das portas fizeram com que as empresas, aos poucos, voltassem a introduzir ônibus convencionais nas ruas. Restaram, apenas, as linhas opcionais. A esperança por uma frota completamente equipada com ar condicionado, agora, depende da licitação das linhas, prevista pela lei 8.666/93, retomada em março do ano passado, mas, até agora, sem previsão de ser realizada. Pelo projeto, todos os veículos do Sistema Estrutural Integrado (SEI)

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Unidade de teto reúne condensadora e evaporadora

passariam a ser climatizados até 2014. Os demais ônibus deveriam se enquadrar às novas configurações ao longo de sete anos a partir do início das concessões, que valeriam, no mínimo, 15 anos. Atualmente, a frota total chega a três mil veículos. Entretanto, os ônibus opcionais - com ar condicionado -, são apenas 37. Por outro lado, para quem quiser ter mais conforto também nas paradas de ônibus, resta a expectativa pela conclusão dos corredores Norte-Sul (de Igarassu ao Centro do Recife) e Leste- Oeste (do Derby a Camaragibe). Serão, ao todo, 55 estações climatizadas ao longo dos dois percursos, com pagamento antecipado da passagem e embarque no mesmo nível do piso dos ônibus. Os coletivos, aliás, também serão dotados de ar condicionado, uma das características dos modernos ônibus que operam no formato de BRT (Bus Rapid Transit). A previsão, no entanto, é que a população só possa usufruir deles pouco antes da Copa do Mundo. A Secretaria das Cidades prevê entregar o Norte-Sul até setembro deste ano e, o Leste-Oeste, apenas em fevereiro de 2014. Já o chamado Ramal da Cidade da Copa, que vai interligar o Centro de Camaragibe à Arena Pernambuco, deve ficar pronto até fevereiro, a tempo, portanto, da Copa das Confederações. Diferentemente da situação no Recife, a maioria das empresas de transporte por ônibus em outras regiões vêm investindo em melhorias no ser-

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viço, com vistas a manter os clientes atuais e a atrair novos. Mesmo assim, com relação aos dados gerais do mercado, não existe uma associação ou órgão que possua este dado estatístico. O gerente Comercial da Spheros, Luís Carlos Sacco, declara: “O que podemos informar é que a aplicação de ar condicionado em ônibus urbanos até o presente momento, tem sido realizada de forma parcial da frota por algumas cidades do Brasil como: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Niterói, Vitória entre outras. Porém, com a implementação dos projetos BRT em grandes e médias cidades do Brasil, a utilização do ar condicionado em ônibus urbanos deve crescer nos próximos 3 a 4 anos”. Ele acrescenta: O que temos como dados estatísticos, são os percentuais médios de aplicação de ar condicionado por modelo de ônibus, como: Duplo Piso, 100% com ar condicionado; Rodoviáios (Linhas regurales, fretamento e turismo): 60 a 65% com ar condicionado; e Urbanos, menos de 5% da frota equipados com sistema de ar condicionado. Sacco informa que as primeiras unidades de ar condicionado para ônibus propriamente urbanos, surgiram em meados da década de 90 e as demandas aumentaram a partir de 1998, em cidades como Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Manaus. Neste caso, a aplicação do sistema de ar condicionado é feita através dos modelos de teto e com distribuição de ar para o salão de passageiros através de dutos integrados às laterais internas dos ônibus. “O ar condicionado possui um compressor que fica acoplado ao motor do ônibus, através de um conjunto de suportes,

polias e correias. Podendo este compressor ser aplicado em chassis com motor dianteiro, traseiro ou central. Já a unidade de teto, é composta por um módulo evaporador e e um condensador que, em conjunto com o compressor, são controladas por um sistema eletroeletrônico e softwares que permitem que o ar condicionado opere de forma automática, mantendo temperaturas dentro dos ajustes feitos no painel de controle. Também, é através deste painel que é feita a opção de função climatização ou somente ventilação, já que o sistema de ar condicionado é composto por um conjunto de ventiladores. Para os ônibus urbanos que não são equipados com sistema de ar condicionado, existe a opção de instalar um equipamento específico para ventilação e renovação do ar do salão de passageiros do ônibus. Quanto ao fluido, tais sistemas utilizam o R 134 a, indicado para as aplicações automotivas”, explica o gerente da Spheros. Além do resfriamento da temperatura, o sistema utilizado em ônibus pode prover o aquecimento, sendo instalado de duas formas: calefação de piso, que opera em conjunto com o sistema de ar condicionado ou sistema de ar condicionado com calefação integrada a unidade de teto. Também, está disponível no mercado a aplicação de ar condicionados individuais para os motoristas e sistemas desembaçantes do para-brisas, estes interligados aos sistema principal. Quanto à operação, esta é realizada através de um conjunto de sensores de temperatura que através do painel de comando e um software, controlam automaticamente o sistema quando o motorista ou a empresa de ônibus definem a temperatura interna do ônibus. Assim, o motorista pode regular manualmente os parâmetros do ar condicionado (aumentar ou diminuir a temperatura de climatização ou a velocidade dos ventiladores). “Esta temperatura varia em função das características de cada operação. Os sistemas de ar condicionado para ônibus proporcionam um diferencial de temperatura na ordem de 10 a 12 oC entre a temperatura externa e a temperatura


CAPA • O ônibus deve estar equipado com sistemas de cortinas de ar eficientes, que minimizem a entrada de ar quente pelas portas no momento das paradas. A manutenção preventiva é um dos fatores mais importantes para que o ar condicionado tenha bom desempenho de refrigeração, durabilidade de seus componentes e qualidade do ar climatizado para os passageiros. É fundamental que o plano de manutenção preventiva indicado pelo fabricante do ar condicionado seja realizada pela empresa de ônibus. Nele, o fabricante indica o período de verificação ou troca dos componentes. Porém, dependendo da severidade da operação do ônibus itens de desgaste podem ter suas verificações em prazos mais curtos, como: troca de correias, filtros de ar e outros itens. Nestes casos, a empresa de ônibus deve definir seu plano de manutenção especial. Metrô Apesar de os ônibus ainda serem o principal meio de transporte em Sâo Paulo, transportando oito milhões de pessoas todos os dias, o metrô tem um papel fundamental no transporte diário de pouco mais de quatro milhões de passageiros. Atualmente, o sistema metroviário de São Paulo – que em 2010 foi considerado como o melhor sistema de transporte sobre trilhos das Américas – está em expansão. As obras em realização são o prolongamento da Linha 5-Lilás (Largo Treze-Chácara Klabin), a segunda fase da Linha 4-Amarela (Vila Sônia-Luz), a construção dos monotrilhos da Linha 15-Prata (Vila Prudente-Hospital Cidade Tiradentes) e da Linha 17-Ouro (que terá ligação com o aeroporto de Congonhas). Hoje, São Paulo conta com uma malha metroviária de 74,3 quilômetros e até 2014 deverá ultrapassar 100 km de extensão. Para garantir o conforto aos seus passageiros, distribuídos pelos 900 carros das linhas 1, 2, 3 e 5, o Metrô implantou desde o ano de 2008, o sistema de ar condicionado nos 55

trens, quando recebeu novas composições para operar na Linha 2-Verde. Na sequência, o sistema passou a ser instalado nos trens modernizados. Segundo o Chefe do Departamento de Manutenção do Material Rodante das Linhas 1, 2, 3 e 5, Roberto Torres Rodrigues, “O tipo de sistema instalado atende as especificações técnicas exigidas por cada modelo de trem”. No tocante a temperatura interna proporcionada pelo ar condicionado, Rodrigues aponta o óbvio: “depende da temperatura externa, pois a quantidade de usuários varia ao longo do dia. No entanto, o sistema é automático e ajusta a temperatura interna levando em consideração a temperatura externa”. No caso de pane do sistema metroviário, Rodrigues avisa: “Todos os trens dispõem de um sistema de ventilação que, basicamente, funciona de forma auxiliar em caso de anormalidade do sistema de ar condicionado. Ademais, assim como em seus outros sistemas, o Metrô dispõe de um rigoroso plano de manutenção para o ar condicionado. Esse sistema é submetido a diversos tipos de manutenção, incluindo as de caráter preditivo, preventivo e corretivo. Cada uma delas ocorre em tempos distintos, dependendo da necessidade”. foto: arquivo

interna do ônibus. Porém, uma correta e bem dimensionada vazão de ar no interior do ônibus é fundamental para as operações de ar condicionado em ônibus urbanos, pois o passageiro necessita rapidamente da sensação de conforto”, avalia Sacco. Outro ponto importante é o treinamento. Embora seja simples, o preparo para os motoristas e cobradores é fundamental, pois com a constante abertura de portas é necessário saber como controlar as perdas e manter a temperatura. “Como fabricantes do produto, além do manual de operações, realizamos diversos treinamentos para as áreas de manutenção das empresas de ônibus que em uma segunda etapa fazem os treinamentos de seus motoristas”, informa Sacco. No caso dos ônibus urbanos, boa parte da renovação de ar se dá pela abertura das portas ao longo do trajeto. Porem, existem normatizações da ABNT que orientam sobre a renovação de ar nos ônibus através de ventiladores instalados no teto do ônibus e do próprio ar condicionado que possui um sistema de renovação de ar que pode ser fechado ou aberto através do painel de controle do ar condicionado através do acionamento pelo motorista ou por programação a ser feita pela empresa de ônibus. Segundo Sacco, o controle de perdas do ar e a manutenção da temperatura ocasionada pela abertura das portas pode ser compensada pelos seguintes fatores: • O ar condicionado deve ter uma capacidade de refrigeração apropriada para os ônibus urbanos (que deve ser maior que a do ar condicionado destinado para ônibus rodoviário). O produto precisa ter resposta rápida para compensar a entrada de ar quente com a abertura das portas, bem como compensar a carga térmica que é trazida pelos próprios passageiros; • Também, o sistema deve ter uma alta vazão de ar no salão de passageiros, para rapidamente movimentar o ar quente que entra durante a parada dos ônibus e conduzi-lo ao sistema de ar condicionado para climatizá-lo;

Equipamento sobre trens

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Já a linha 4, diferentemente das outras, teve parte implantada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). A linha é operada pela empresa privada Via Quatro, que recebe em suas estações cerca de 500 mil passageiros/ dia. Essa linha é a extensão mais recente e mais inovadora da rede metroviária de São Paulo. Com quase 13 km de extensão, a linha 4, identificada pela cor Amarela, é a única linha de metrô sem maquinista da América do Sul. A Siemens teve uma participação fundamental no processo de mobilidade, fornecendo acionadores e tecnologias de controle, um sistema de gestão de energia e as comunicações de toda a linha, circulação de ar e infraestrutura de segurança. “Cariocas sofrem com transportes em que ar-condicionado é luxo” Esta foi a manchete trazida na data de 7/02/12, pelo Jornal O Globo. A reportagem chegou a classificar como desumano o drible que os passageiros tentavam dar no forte calor do verão fluminense. Em trens, ônibus ou no metrô, o carioca sofre nos transportes públicos durante o verão. Dos 160 trens da SuperVia, apenas 40 são refrigerados (25% da frota). Dos 7.938 ônibus convencionais, somente 848 (11%) têm ar-condicionado. O percentual vai a 17% quando somados os 610

foto: arquivo

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Modelo da gaúcha Trensurb, promessa de climatização

frescões. O metrô, por sua vez, tem ar-condicionado em todas as composições, mas a superlotação prejudica o bom funcionamento do sistema, sobretudo na Linha 2, que fica exposta ao sol. O único transporte público em que refrigeração é regra, e não exceção, são os 32 mil táxis que circulam na cidade — desde que estejam funcionando, é claro. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Taxistas do município, Cássio José de Castro, todos operam com ar condicionado, em cumprimento à lei da Secretaria Municipal de Transportes.

Dentro do trem, só com leque Dentre os três meios de transportes — ônibus, trens e metrô. Os trens, sem a sombra de dúvida, são os mais quentes. A empresa disse que tem investindo R$ 2,4 bilhões, em parceria com o estado, para a compra de 120 novos trens, todos climatizados (30 já foram encomendados e, destes, quatro já chegaram). Os recursos serão aplicados também na modernização de 73 composições da atual frota, que passarão por reforma e ganharão o sonhado ar-condicionado. Os primeiros trens da nova frota

BRT, tecnologia nacional Os governos em suas diferentes esferas correm contra o tempo para viabilizar obras e projetos de transporte público. Das 12 cidades que serão sede do mundial de futebol, nove delas optaram pelo modal denominado BRT – Bus Rapid Transit. Apesar de ser uma sigla em inglês e de o sistema ser amplamente usado em diversos países, o BRT é uma solução brasileira. O primeiro sistema com características de BRT do mundo data de 1974, quando o então prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, arquiteto e urbanista, criou um sistema inteligente de vias exclusivas para trânsito rápido de ônibus. O sistema foi considerado um sucesso na época e ainda é indicado para boa parte das necessidades de deslocamento de várias cidades. Se os sistemas ainda estão em fase de implantação, o desenvolvimento de ônibus que atendam às exigências de um BRT legítimo e não de um mero corredor exclusivo está bem adiantado e algumas indústrias já têm produtos prontos para oferecerem a esta nova era dos transportes brasileiros. É o caso da Mercedes Benz do Brasil. A montadora de origem alemã, instalada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, desde os anos de 1950, possui uma equipe voltada só para soluções em BRT. Em 1998, Henrique Peñalosa, então prefeito de Bogotá capital Colombiana, desenvolveu uma resposta às necessidades de deslocamentos na capital, numa situação de total desorganização dos transportes públicos, prestados por ônibus velhos e de pequeno porte, e trânsito impraticável, baseada na experiência de Curitiba.

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CAPA estão em fase final de testes e entrarão em operação em março. Até o fim do primeiro semestre, serão 17, entre novos e modernizados, operando nos cinco ramais. O Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio (Rio Ônibus) informou que as quatro linhas de BRTs, que serão implantadas até 2016, terão ar condicionado. São cerca de 600 veículos. Outros 300 ônibus do tipo convencional, que vão alimentar o BRT na Zona Oeste, também serão refrigerados. Aviões * Como cada veículo tem características próprias, o sistema de ar condicionado tem que ser projetado especialmente para ele. Com os aviões não é diferente. As aeronaves utilizam o sistema de ciclo de ar, também chamados de “packs”. Tais sistemas dispensam o fluído refrigerante. Ao lado um esquema baseado no Boeing 777, semelhante ao 747. O sistema do 737, embora seja parecido, traz algumas diferenças da mesma forma que os do Airbuses. Na imagem abaixo podemos ver os números 1 e 2 que são as entradas e saídas de ar refrigerado que ficam localizadas fisicamente na barriga do avião, tal como na foto abaixo: À medida que a aeronave levanta voo, o ar passa de forma constante por um duto formado pelos número 1 e 2. Porém, quando ele está parado, faz-se necessária a existência de um ventilador, localizado próximo ao duto de número 2, que puxar o ar para entrar pelo número canal 1. Dessa forma ocorre a passagem de ar (“F”).

Na prática é como se o avião estivesse voando e por isso o ar condicionado funciona mesmo com o avião parado. O ar que passa por esse duto serve apenas para refrigerar o ar quente vindo do motor e que entra pelo número 3 no esquema. Esse ar quente passa no trocador de calor primário (PRI HX), muito semelhante ao radiador de um carro. Quando o ar quente passa nesse trocador, ele perde calor e fica mais frio. Em seguida esse ar segue até o compressor da ACM (Air Cycle Machine ou Máquina de Ciclo de Ar – letra “C”), fazendo o girar (na verdade é uma turbina). O detalhe é que o eixo dessa turbina (compressor da ACM) é o mesmo do ventilador próximo ao número 2. Ou seja, se a turbina gira, o ventilador também, puxando ar através do trocador de calor primário. O ar passou pela turbina. Com isso, gerou energia e, consequentemente, se aqueceu. O caminho do ar agora é seguir por dentro do duto, passando pelo SEC HX (trocador de calor secundário). Como esse trocador está bem na frente do fluxo de ar frio dos dutos de números 1 e 2, o ar dentro do tubo fica de novo fresco e segue o caminho até o canal 4, que é a entrada do Reheater, ou reaquecedor. A partir daí ele segue para o condensador 5, onde sofre uma queda brusca de temperatura. Tão brusca que o ar fica cheio de umidade. Continuando seu caminho, o ar chega ao canal 6, um coletor de água. Sua função é remover toda a água do ar através de centrifugação. Uma observação: o ambiente de tão seco, pode ser perceptível a algumas pessoas. Continuando o caminho, o ar fresco segue para girar uma turbina (“T1”). Como a quantidade de energia nele é pouca, ele passa novamente

Esquema de funcionamento do sistema de ar condicionado de aeronaves

pelo Reheater, onde recebe um pouco do calor, vindo do ar que está entrando pelo canal 4, resfriando, por sua vez, um pouco o ar que entra pelo condensador. A partir daí, esse ar segue com uma temperatura maior e gira a turbina “T1”, onde ocorre o condicionamento de ar. A turbina expande o ar de tal maneira que ele fica abaixo de zero (-20 oC até) e em seguida entra no condensador. Esse é o motivo porque o ar no condensador “5” sofre uma queda brusca de temperatura. Agora o ar que estava a -20 oC precisa chegar na turbina T2, mas não tem energia. Ao passar pelo condensador duas coisas são feitas: ele diminui a temperatura do ar que veio do Reheater pelo canal 4 e se aquece para seguir o caminho com mais energia até a turbina T2. Agora o ar está seguindo meio morno e ao chegar na turbina T2 expande novamente e cai pra baixo de 0 oC novamente (como a água já foi removida lá atrás, não há perigo de formar gelo). Daí, ele segue até “Mix Manifold”, onde vai ser misturado com ar filtrado e recirculado como ar que vem da cabina, seguindo seu destino até entrar na cabina, a baixa temperatura. Apenas por curiosidade um compressor de um ar condicionado do tipo de janela ou split gira em média a 3.000 RPM (rotações por minuto). O compressor/turbina do avião gira a cerca de 60.000 RPM. A essa velocidade, o eixo do compressor/ turbina não possui rolamento físicos, ele fica suspendo num colchão de ar para reduzir o atrito ao mínimo. Adaptado do site Aviões e Músicas *

Barriga do avião: entradas e saídas do ar

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No Foco Educação

Escolas Móveis do Senai-SP, pioneira na capacitação itinerante Por Edgar Marcel

Ao longo de quase quatro décadas, a estratégia de ensino da entidade leva conhecimento e habilitação profissional para todo o Estado

foto: arquivo

Com o intuito de atender a demanda de treinamento de mão de obra em todas as regiões do Estado de São Paulo, o Senai-SP atualmente mantém 70 Escolas Móveis destinadas a atender, por meio de programações de curta duração, as necessidades imediatas e específicas de mão de obra em empresas e comunidades. Com a facilidade de transporte e a flexibilidade de suas programações, as Escolas Móveis podem atuar junto aos setores produtivos das indústrias, localizadas em qualquer região do Estado. Para tanto, possuem equipamento, ferramental, mobiliário e todos os recursos instrucionais e humanos necessários ao desenvolvimento de suas atividades.

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Pioneiro no Brasil no desenvolvimento de projetos, implantação e operação de Escolas Móveis, o projeto do Senai Departamento Regional de São Paulo teve como base estrutural o Programa de Preparação de Obreiros PPO, na Espanha, que obteve bons resultados na década de 1950. Ferrovias e estradas As primeiras unidades móveis foram montadas em uma carreta e um vagão ferroviário inaugurado em 1973, na estação Júlio Prestes, centro da capital. Neles eram ministrados, respectivamente, os cursos de Mecânica Diesel e Eletricista Instalador, atendendo ao aperfeiçoamento técnico de Carreta móvel, qualificação à distância

profissionais atuantes no mercado de trabalho da época. O deslocamento da unidade férrea acontecida graças a um convênio estabelecido entre o Senai-SP e a extinta Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa), que guiava os vagões com suas locomotivas. “Mas era preciso esperar o momento certo para engatá-la em uma composição e levá-la ao local determinado, não havia a condução exclusiva”, lembra Osney Seri, supervisor de Unidade Móvel do Senai-SP. Ele explicou que para atender alguma cidade no interior, era preciso verificar se havia desvio da via férrea para locais com energia elétrica e estrutura para os alunos. “Chegou um momento em que no Estado de São Paulo não havia mais trens de passageiros, só de cargas. Com isso, as estações deixaram de operar e foram utilizadas pelos municípios para outros fins; não havia mais autorizações para estacionamento”, contou o supervisor. Já nos anos 80, a implantação de novas Escolas Móveis predominou com a utilização de carretas, adotando o critério da demanda de mão de obra estadual e não apenas regional. Comparando-se os custos de operação e implantação a uma unidade fixa, a Escola Móvel mostrou-se economicamente viável. E os bons resultados obtidos no Estado de São Paulo ensaiaram a implantação desta modalidade operacional em outros Estados e até em outros países, como Angola, na África, com um Centro Móvel de Treinamento construído no Brasil e enviado ao país em 1999.


Educação Mais de 300 mil alunos Além das 70 unidades operantes, outras 15 estão em fase de estruturação Prestes a comemorar 40 anos de existência das Escolas Móveis no Estado em 2013, o Senai-SP colhe os frutos dos atendimentos feitos por estas unidades em várias cidades da capital e do interior. De acordo com Osney Seri, supervisor de Unidade Móvel do Senai-SP, até 2011 foram atendidas 318 mil pessoas em 23 setores industriais oferecidos pela entidade. De acordo com sua estrutura física, as Escolas Móveis podem ser classificadas como “carreta” e “kit didático”. A primeira contém sala de aula e oficina, montadas na estrutura de semirreboque. Já o kit possui equipamentos, mobiliários e ferramental para serem montados em local preestabelecido junto ao solicitante, fora da carreta. “Hoje dispomos de 47 carretas e 23 kits didáticos, totalizando 70 Es-

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Escolas Móveis do Senai-SP em números: 39 anos de existência 70 Escolas Móveis em operação 27.000 programas de treinamento realizados 318.000 pessoas atendidas Para saber mais sobre as Escolas Móveis do Senai-SP, acesse www.sp.senai.br

colas Móveis em operação”, informou Seri, que trabalha no edifício do Senai-SP localizado na Alameda Barão de Limeira, em São Paulo, onde é gerenciada a operação das Escolas Móveis. O Centro Móvel de Formação Profissional e suas 70 Escolas Móveis estão inseridas no Sistema de Gestão da Qualidade e Meio Ambiente do Senai-SP. Conforme Seri, estão previstas

novas unidades. “Estamos recebendo duas carretas por quinzena, e em Lençóis Paulista [onde são montadas as unidades móveis] temos 15 Unidades em fase de estruturação”, adiantou. A fim de atender à demanda industrial em todas as regiões do Estado de São Paulo, agentes de treinamento do Senai-SP verificam a necessidade de usar as Escolas Móveis em determinada região. Esta estratégia de atendimento pode ou não ser utilizada pela escola fixa como complemento, para suprir a falta de algum curso na unidade. O supervisor informou que em 2011 foram licitadas 19 carretas, e outras 15 em 2012, cujas estruturas serão preparadas para funcionar como Escolas Móveis no decorrer de 2012 e 2013. Deste total, além de algumas unidades inéditas, as principais inovações são quatro carretas destinadas ao ensino na área de aviação.

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Jurídico

MP nº 601/2012 – A Desoneração da Folha de Pagamentos dentro do Setor de HVAC-R

O Governo Federal propagou sua intenção de fomentar uma política de desenvolvimento produtivo da qual denominou “Plano Brasil Maior”, ora implementada pela Lei nº 12.715 de 14/12/2011, dentre outras normas que depois vieram a estendê-la. Em um tom de plena inovação e benefício às empresas dos setores abrangidos pela sua nova política, introduziu a desoneração tributária sobre a folha de pagamentos. Por outras palavras, houve a substituição da contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de pagamentos para a contribuição previdenciária patronal de 1% a 2% sobre a receita bruta das empresas. Por tal instrumento, entre outros, o Governo anuncia para si uma renúncia tributária sem precedentes no cofre da Previdência Social a qual ajudará as empresas do “Plano Brasil Maior” a desenvolver-se e ter condições reais de crescimento, como parte importante da Reforma Tributária, o que culminaria na redução do custo da mão de obra, sem diminuir os salários e os direitos trabalhistas, no aumento da competitividade do produto brasileiro e na geração de mais empregos com a expansão do PIB. Na prática, o discurso de “desoneração” e mais condições de produtividade para as empresas tomou direção contrária e significou, para muitas, o aumento da carga tributária com a saída da base de cálculo da folha de pagamentos para o faturamento (receita bruta) no que se refere à contribuição previdenciária patronal. De fato, para quem detinha uma folha de salários enxuta, a nova sistemática de recolhimento previdenciário será bem mais custosa, não culminando, destarte, na tão almejada geração de novos empregos e nem no crescimento produtivo. Enfim, ao apagar as luzes de 2012, foi publicada a Medida Provisória nº 601, de 28 de dezembro de 2012, a qual inseriu as empresas do setor da construção civil, enquadradas nos grupos 412, 432, 433 e 439 do CNAE, dentro da sistemática da “desoneração da folha de pagamentos” da Lei nº 12.546/2011. Neste adendo ao “Programa Brasil Maior’, o nosso setor de HVAC-R foi agraciado dentro da nova sistemática previdenciária, em especial, para aquelas empresas com atividade principal debruçada sobre o CNAE 4.322-3/02, o qual versa sobre a “instalação e manutenção de sistemas centrais de ar condicionado, de ventilação e refrigeração”. Assim, no dia 1º de abril deste ano, as empresas cadastradas neste respectivo CNAE estarão obrigadas ao recolhimento da contribuição previdenciária patronal de 2% sobre a receita bruta, consoante art. 7º da Lei 12.546/2011.

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Tal regime de contribuição vigerá até 31/12/2014. Importante salientar que empresas com mais de uma atividade (CNAE), ou seja, que contemplem mais atividades além daquela cadastrada no CNAE nº 4.322-3/02, terão um sistema misto de contribuição somente nos casos em que a receita bruta decorrente de outras atividades for superior a 5% (cinco por cento) da receita bruta total no mês. Por outro lado, não se pode deixar de frisar que a obediência ao novo regime de contribuição é obrigatória e vinculada à empresa contribuinte, por força de lei, não sendo optativa pela forma menos onerosa (folha de pagamentos ou receita bruta) como alguns sustentaram, ao tomar, inadvertidamente, o discurso do Governo de “benefício às empresas”. Outro ponto pulsante diz respeito às empresas enquadradas no SIMPLES NACIONAL. Estariam tais empresas no regime de desoneração da folha de pagamentos? Embora tenha dividido muitas opiniões, a Solução de Consulta n° 70 de 27/06/2012 da 6ª Região Fiscal (DOU 02/07/2012) deu parâmetros palpáveis de que as empresas optantes do Simples Nacional não se submeterão ao regime da contribuição substitutiva de “desoneração da filha de pagamentos”, ao tempo em que, salienta que somente se submeteriam a esse novo regime de desoneração da folha, caso antes solicitassem sua exclusão do Simples Nacional. Por fim, dá-se destaque que o parágrafo sexto do artigo 7º da Lei nº 12.546/2011 traz o dever de retenção de 3,5% (três e meio por cento) para os serviços contratados mediante cessão de mão de obra, em substituição aos 11% (onze por cento) exigidos pelo artigo 31 da Lei nº 8.212/91. Desta forma, o mencionado percentual de retenção recairá sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços que envolverem cessão de mão de obra. Vale o esclarecimento de que, nos termos do artigo 115 da Instrução Normativa RFB nº 971/2009, a cessão de mão de obra é caracterizada pela colocação à disposição da empresa contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de trabalhadores que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com sua atividade fim, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário na forma da Lei nº 6.019/1974. Para tanto, entenda-se que “dependências de terceiros” são aquelas indicadas pela empresa contratante, que não sejam as suas próprias e que não pertençam à empresa prestadora dos serviços, “serviços contínuos” são aqueles que constituem necessidade permanente da contratante, que se repetem periódica ou sistematicamente, ligados ou


Jurídico não a sua atividade fim, ainda que sua execução seja realizada de forma intermitente ou por diferentes trabalhadores, e “colocação à disposição” da empresa contratante, entende-se a cessão do trabalhador, em caráter não eventual, respeitados os limites do contrato. De rigor, são ainda muitas dúvidas e incertezas que cercam os contribuintes quanto à plena execução deste novo regime de desoneração sobre a folha de pagamento, no que se refere à contribuição previdenciária patronal. A complexidade e minúcias deste regime trazem às empresas abrangidas pelo “Programa Brasil Maior”, em especial às que se dedicam aos serviços especializados para a construção civil dentro do setor de HVAC-R (CNAE 4.322-3/02), um novo desafio de adaptação à legislação tributária, de entendimento e contenção de riscos, que nada denotam os tão prometidos fins de “redução de custo”, geração de novos empregos, aumento do PIB e produtividade, outrora exaltados pelo Governo Federal.

Ronaldo Stange, advogado tributarista Jurídico SINDRATAR-SP

O Sindratar-SP mantém um Departamento Jurídico voltado para suas empresas associadas para tratar assuntos jurídicos, empresariais, trabalhistas, fiscais e tributário. Para saber mais, entre em contato com o Sindratar-SP: (11) 3221-5777/ 4634.

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Gestão do RH

Quanto tempo vai durar a Por Jerônimo Mendes

Historicamente, a vida média de uma empresa gira em torno de quarenta anos, de acordo com o holandês Arie de Geus, ex-vice-presidente da Royal Dutch Shell, mencionado no best seller de Peter Senge, A Quinta Disciplina. Portanto, se você trabalha numa empresa com idade superior a quarenta anos, pode sentir orgulho, pois existem grandes chances de ela ainda existir nos próximos quarenta anos. Ainda segundo De Geus, milhares de empresas nascem e morrem todos os dias, pois se baseiam exclusivamente em políticas e práticas de gestão que levam em conta somente o pensamento e a linguagem econômica. Quantas empresas centenárias ou mesmo com mais de quarenta anos você conhece? Parte delas morre cedo porque os empreendedores, e os profissionais por eles contratados, orientam-se basicamente em números de produção, vendas e distribuição sem considerar o fato de que as empresas assemelham-se a uma comunidade de seres humanos que fazem negócios para permanecerem vivas. Em 2010, 58% das empresas de pequeno porte fecharam as portas antes de completar cinco anos. Em relação a 2009, este índice era de 62%. Entre os principais motivos alegados pelos empreendedores estão a falta de clientes (29%), a falta de capital (21%), a concorrência (5%), a burocracia e os impostos (7%). De acordo com dados divulgados pelo SEBRAE, outros fatores influenciam no processo de mortalidade das MPEs (Micro e Pequenas Empresas), tais como: falta de planejamento, técnicas de marketing inconsistentes, falta de avaliação de custos e má ad-

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sua empresa?

ministração do fluxo de caixa, entre outros. Em geral, as chances de que a massa de trabalhadores formais de hoje vejam a empresa em que trabalham desaparecer ao longo de sua carreira profissional são amplas. E na maioria das empresas que desaparecem todos os dias, os indícios prévios da existência de problemas são ignorados pelos empreendedores, e também pelos colaboradores por eles contratados, mesmo quando se tem conhecimento dos problemas de gestão. Por que você precisa saber de tudo isso? Em primeiro lugar, porque você tem amor próprio e, por certo, não criou nem trabalha para uma empresa que deseja quebrar nos próximos cinco anos. Você conhece alguma que deseja falir nos próximos anos? Em segundo lugar, para lembrar que força de vontade não é suficiente para manter um negócio saudável. Por fim, vai ajudá-lo a entender que prosperidade e perpetuidade dependem de um tripé de competências que, quando aprendidas e aplicadas de maneira equilibrada, aumentam as chances de sucesso de o seu empreendimento prosperar. Essas habilidades ou competências, de acordo com Robert Katz, professor norte-americano e pesquisador do comportamento organizacional, aumentam a confiança e a capacidade de liderança dos empreendedores (gestores) na condução das equipes e na forma de gerir os negócios. Vejamos: • Habilidades Técnicas: a capacidade de aplicar conhecimentos ou habilidades específicas; diz respeito à formação e ao conhecimento

do líder empreendedor e à sua expertise, ou seja, o que ele realmente sabe fazer; • Habilidades Humanas: a capacidade de trabalhar com outras pessoas; diz respeito à sua habilidade de relacionamento interpessoal: saber motivar, ser bom ouvinte, saber formar equipes, saber se comunicar, enfim, saber lidar com gente; e • Habilidades Conceituais: a capacidade de analisar e diagnosticar situações complexas e, com base nelas, tomar decisões acertadas para a prosperidade do negócio. Obviamente, outros fatores devem ser considerados para a perpetuidade do negócio, tais como: ambiente favorável para empreender; estímulo ou incentivo dos governos; modelo de negócio definido com base em tendências futuras e duradouras; disponibilidade de recursos para marketing; disposição para montar equipes de alto desempenho; estratégia convincente e duradoura; filosofia de trabalho baseada em princípios e valores sólidos, entre outros. Quanto tempo vai durar a sua empresa? Em 1924, a Computing Tabulating Recording Company era somente uma das 100 empresas de médio porte tentando sobreviver nos Estados Unidos, segundo James Collins e Jerry I. Porras, autores do best seller Feitas para Durar. Já ouviu falar dela? A CTR comercializava basicamente relógios de ponto e balanças, empregava em torno de 50 vendedores com uma cota mensal de vendas a cumprir e alimentava uma perspectiva de futuro pouco promissora. Nada de es-


Gestão do RH tranho ou interessante até então. Certo dia, quando Thomas Watson Sr. chegou em casa, abraçou a esposa e anunciou com orgulho que a CTR mudaria de nome e passaria a ser conhecida com o grandioso nome de International Business Machines, seu filho Thomas Watson Jr. ficou parado na porta da sala, pensando: aquela empresa pequenininha? Hoje não existe nada de estranho no nome International Business Machines, mas na época soava até ridículo, segundo os autores. Três perguntas fundamentais foram utilizadas por Thomas Watson antes mesmo de a IBM se tornar uma empresa de sucesso. O tempo de duração da empresa para a qual você trabalha ou mesmo o da empresa que você pretende criar e transformar no maior desafio da sua vida vai depender de uma resposta clara e consistente para as questões mencionadas pelo fundador da IBM, uma empresa global e centenária que superou todos os desafios aos quais foi submetida desde a sua fundação. São elas:

ÂÂ Existe uma visão clara de como será a empresa quando estiver pronta? Quem não sabe para onde vai, qualquer lugar serve, diz um antigo provérbio chinês. Um negócio duradouro requer pensamento estratégico, espírito empreendedor e adoção de modelos mentais positivos indestrutíveis. ÂÂ Como a empresa precisa agir para se tornar um negócio de sucesso? Todo sonho planejado tem mais chances de se tornar realidade. Empreendimentos lucrativos dependem de estratégias convincentes, modelos de gestão consistentes, profissionais competentes e equipes altamente comprometidas com os resultados. ÂÂ Se a empresa sabe como agir desde o princípio para alcançar a visão de futuro, então, por que não começa imediatamente? Se o empreendedor tem consciência do que é necessário fazer para prosperar nos negócios, o que o impede de “virar a própria mesa”, procurar ajuda e começar a agir? Orgulho e egoísmo são amigos in-

separáveis que caminham ao seu lado, silentes, enquanto sua empresa vai de mal a pior. Empreender é uma atividade estimulante em qualquer lugar do mundo. Pode ser também uma atividade recompensadora, entretanto, não existe lugar para amadorismo quando se trata de negócios. Criar uma empresa é fácil, mas, transformá-la num negócio de sucesso duradouro é um desafio que somente as pessoas determinadas, fortes de espírito e ousadas são capazes de compreender e assumir. Pense nisso, empreenda e seja feliz! Jerônimo Mendes - Ao longo de 25 anos de carreira, trabalhou em empresas como Klabin, Bamerindus, Brahma, Texaco, Volvo e CSN. É Professor Universitário, palestrante e administrador de empresas formado pela FAE - Faculdade Católica de Administração e Economia, com curso de especialização em Logística Empresarial também pela FAE e Formação em Consultoria pelo IEA - Instituto de Estudos Avançados, de Santa Catarina. É especialista em Desenvolvimento Pessoal e Profissional, apaixonado por Empreendedorismo e autor de vários livros, dentre eles Oh, Mundo Cãoporativo!, editado pela Qualitymark e Manual do Empreendedor (Atlas). É sócio-gerente da Consult Consultoria de Gestão e Treinamento e Coach formado pelo ICI – Integrated Coach Institute.

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Por dentro

foto: Sindratar em Foco

Fazenda esclarece dúvidas sobre Nova Alíquota do ICMS de 4% Da esq. p/ dir.: Dra. Antônia, Dr. Kitahara, Medela, Dra. Concepción, Dra. Laís Melo (advogada Sindibor) e Denis Perez Martins

De olho na Nova Alíquota Interestadual de 4% e Novas Obrigações Acessórias, que passou a vigorar em 1º de janeiro de 2013, o Sindratar-SP promoveu junto as suas empresas associadas reunião esclarecedora com a Secretaria da Fazenda. O evento foi realizado no último dia 24 de janeiro nas dependências da Fiesp, onde o Sindicato mantém seu escritório. O auditório ficou pequeno para tantos representantes de empresas tanto do Sindratar-SP quanto as do Sindicato da Indústria de Artefatos de Borracha no Estado de São Paulo (Sindibor). A Secretaria da Fazenda foi representada pelos advogados Oswaldo Hideaki Kitahara e sua assistente, Antônia Kelen F. S. Barbos, ambos da Diretoria de Arrecadação. Para o presidente do Sindratar-SP, José Medela “o tema é de extrema importância para as nossas

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indústrias, uma vez que não é difícil prever os problemas que teremos com os nossos clientes através da obrigatoriedade de mencionar nas notas fiscais os valores de nossas importações”, declara. Ele acrescenta: “Importante frisar que essa obrigatoriedade não se aplica somente em casos de revenda de produtos, mas, também, sobre os insumos aplicados em nossos processos. Dessa forma, termos impacto direto”. Além deles, a reunião contou com o reforço da advogada tributarista do Sindratar-SP e Sindibor, Maria Concepción Molina Cabredo, que viu o evento como essencial. “Trata-se de uma orientação extremamente importante para as empresas, já que boa parte da Resolução 13 já está em vigor, criando certa insegurança jurídica no sentido de que, algumas delas, não sabiam ao certo como proceder.

Daí, a importância de nos reunirmos com a Secretaria da Fazenda”, afirma. Já para o presidente do Sicetel (Sindicato da Indústria de Artefatos de Metais Não Ferrosos no Estado de São Paulo), Denis Perez Martins também presente ao evento, “o tema não se esgota, pois é muito amplo. As informações tem chegado em lotes e embora não fechamos o assunto como um todo, é fundamental repassar a informação às empresas”. Confira abaixo, os principais trechos da entrevista com o Oswaldo Hideaki Kitahara Sindratar em Foco: Como o senhor vê a presença das empresas em reuniões como essa? OHK: É uma atitude corretíssima de trazer as empresas para conversarmos. A Secretaria da Fazenda tem incentivado essas iniciativas para que possamos ouvir os problemas que elas têm sofrido para atender as obrigações acessórias. A Fazenda está à disposição para atender este tipo de demanda. SF: As empresas estão preocupadas porque a Resolução 13 entrou em vigor a partir de 1º de janeiro, ou seja, já começamos com um impacto negativo para os empresários? OHK: Não, porque neste começo, a fiscalização será orientativa. A resolução saiu em abril de 2012, mas como sempre tentaram adiar. Como não deu certo houve correria no final do ano para ajustá-la, por isso a punição será cautelosa. SF: Quando e de que forma será aplicada a punição? OHK: A punição pode ser imedia-


Por dentro ta em caso de fraude, dolo ou simulação. Portanto, aquele que quiser bancar o espertinho, pode esquecer porque sofrerá punição imediata. No entanto, vamos avaliar os casos e ver como a Resolução está sendo aplicada. Lembro, ainda, que a punição não será diária. SF: Então, cada caso é um caso? OHK: Sim. Vamos avaliar os quatro primeiros meses e, dependendo, em junho vamos fiscalizar com mais rigor as operações do mês de maio. SF: No caso de dúvidas, informações e esclarecimentos, como o contribuinte/empresário deve agir? A quem ele pode e deve recorrer? OHK: Num primeiro instante o contribuinte deve acessar o site da Fazenda, no link Resolução 13, para verificar se a sua dúvida está lá. Para casos mais complexos, que tenham operações específicas, o empresário deve entrar em contato com o seu sindicato, que repassará sua dúvida à Fazenda e fará o acompanhamento do caso. Secretaria da Fazenda: www.fazenda.sp.gov.br Sindratar-SP: sindratarsp@sindratarsp.com.br Entenda a Resolução 13 Com o propósito de por fim à referida guerra dos portos, o Senado editou a Resolução nº 13 que unificou em 4% a alíquota interestadual do ICMS nas operações que envolvam bens e mercadorias importados ou com conteúdo de importação superior a 40%. A medida pode ser tanto mais efetiva quanto mais a carga tributária suportada na operação de importação se aproximar do porcentual de 4%, pois na compensação decorrente da não-cumulatividade não haverá crédito a ser glosado ou suportado pelo estado de destino. Sendo inferior a 4% a carga tributária de ICMS suportada pelo im-

“A Resolução 13 vai impactar nossa empresa em número de profissionais envolvidos, material importado e seu controle. Em minha opinião a Resolução deveria ser primeiro implantada e depois vigorar”. Márcia Barrichella, assistente financeira, Heating & Cooling “Já estamos trabalhando com esta Resolução, no sentido do entendimento, desde o ano passado. Mesmo assim, a reunião foi esclarecedora. Para nós terá um grande impacto, pois, pelo que vi ela trará uma fiscalização pesada” Paulo Miúra, gerente fiscal Hitachi “As informações foram bem proveitosas e esclareceu muitas das minhas dúvidas. Aqui foi uma boa oportunidade porque no dia a dia sinto que não há muita preocupação com nossas indústrias” Júlio Queiroz Matos, Contador, Zenaflex “Achei excelente e esclarecedora a ponto de ficar preocupada pela complexidade com a qual teremos que trabalhar a cada novo dia pois, no ramo da borracha, trabalhamos com uma grande diversidade de componentes “ Fatima Andrijic Marinera, Rubbercity

portador e desde que o estabelecimento importador esteja localizado no mesmo estado em que se deu a importação, este sempre terá em seu favor um saldo credor de imposto que o estado de destino poderá glosar ou absorver. Em relação ao sujeito passivo, contribuinte ou responsável, a nova regra introduzida pela Resolução nº 13 do Senado pode atuar como um desestímulo à eleição de estados que concedem benefícios na importação para realização de suas operações aduaneiras. Não havendo possiblidade de utilização da totalidade dos créditos de ICMS, efetivos ou presumidos, gerados na operação de importação, para compensação com o imposto devido nas operações interestaduais – posto que a compensação estará limitada a 4% –, restar-lhes-ão “estoques” de créditos cujas possibilidades de utilização são restritas e, estão, usualmente, previstas na legislação dos respectivos estados. Ainda que formalmente, a Resolução senatorial nº 13 tenha observado

os pressupostos constitucionais para a sua edição, a não diferenciação de alíquotas aplicáveis às operações que destinem produtos às regiões menos desenvolvidas do país, como é o caso das Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e ao Espírito Santo, é anti-isonômica e agride os preceitos constitucionais que impõem tal distinção. Não por outro motivo, com a Resolução nº 22 o Senado estabeleceu alíquotas distintas para as diferentes regiões do país, 7% e 12%. Há ainda outra distorção da resolução em questão a ser enfrentada. Tratam-se das operações interestaduais em que o destinatário, consumidor final e contribuinte do imposto, estiver localizado nos estados do Sul e Sudeste e a mercadoria importada ou com conteúdo de importação superior a 40% partir de um dos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste ou do Espírito Santo, estados pelos quais, usualmente, se operam as importações posto que são portuários e aeroportuários. Nessas hipóteses, ao estado de destino será devida a diferença entre a alíquota interna e

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Por dentro a interestadual, o que redundará em que ao estado de origem seja devido 4% de ICMS e ao de destino a diferença entre a alíquota interna e a interestadual, ou seja, 18% menos 4%, 14% portanto, o que não atua em favor do desenvolvimento das regiões menos desenvolvidas, como quer o texto constitucional, já que estas receberão 4% de ICMS e as do Sul e Sudeste, 14%. Aparentemente para solucionar algumas das inconsistências, a presidente da República Dilma Rousseff encaminhou ao Senado Federal Projeto de Resolução nº 01/2013, que estabelece a unificação das alíquotas do ICMS nas operações interestaduais, de forma gradual, ao longo de um período de 12 anos. Assim, as referidas alíquotas que hoje são de 7% e 12% serão reduzidas ao porcentual de 4% até 2016 para os estados do Sul e Sudeste e até 2025 para os estados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Espírito Santo. A proposta é positiva, pois realiza a almejada simplificação do sistema, mas envolve consideráveis custos às empresas no que concerne às obrigações acessórias a serem observadas e, embora possa se apresentar como uma solução para a Guerra Fiscal, assim como a Resolução 13, não atribui tratamento diferenciado mais benéfico às regiões menos desenvolvidas do país. Para solucionar tal problema propõe a criação de um Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) para prestar auxílio financeiro e compensar as perdas de arrecadação que, possivelmente, terão. Estão excepcionados do Projeto de Resolução em questão os estados do Amazonas, em função da Zona Franca de Manaus e o do Mato Grosso do Sul, em razão da importação de gás natural.

Sindratar-SP fecha com mPorto Seguro O Sindratar-SP no poder de sua atribuição em servir as empresas associadas, firmou parceria com o Grupo Viana do Castelo a fim de proporcionar produtos de seguros com condições mais atrativas para as empresas e, posteriormente, a seus colaboradores. Segundo o diretor do Grupo, Antônio Carlos Castanheira a importância desta parceria está no objetivo de “desenvolver os produtos específicos para atender leis e convenções, mas, também, para prestar consultoria as empresas associadas do Sindratar-SP, proporcionando melhor entendimento no que diz respeito a coberturas, assistências e obrigatoriedades de cada produto de seguro”, afirma. A parceria firmada com o Grupo terá como corretora oficial a Viana do Castelo Seguros, que será a responsável pela elaboração, montagem e administração dos produtos. Já a seguradora principal será a Porto Seguro Seguros que desenvolverá produtos específicos para o Sindratar-SP. “Porém, à medida em que a Porto Seguro não tenha condições tarifárias para a melhor relação custo/benefício para atender as associadas, buscaremos outros parceiros”, garante Castanheira. No que diz respeito à parceria Sindratar-SP, os produtos trabalhados, são: • Benefícios: Saúde, Ocupacional, Odontológico e Vida; • Patrimoniais: empresarial incêndio, Responsabilidade Civil, Garantia de Obra, Frota de Veículos; • Financeiros: Empréstimo Consignado, Fiança e Garantia, Cartão de Crédito e Consórcio. Segundo Castanheira, além do quesito segurança, os produtos foram pensados para as empresas do Sindratar-SP com foco em: garantir o patrimônio da empresa, atendendo exigências da legislação; Além disso, o RH pode usá-lo como benefício na retenção de talentos e, principalmente, para atender às necessidades e mudanças da atividade econômica das associadas, empresários e colaboradores, oferecendo e aprimorando os produtos necessários para seu desempenho. Por sua vez, o Sindratar-SP declara que buscou uma empresa do ramo sólida e preparada para satisfazer as necessidades de suas associadas. “Nosso objetivo é fornecer às nossas empresas qualidade nos serviços e produtos com o objetivo de facilitar seu dia a dia, por isso optamos pela Viana do Castelo, referência em outras entidades de classe”, informa o presidente do Sindratar-SP, José Medela. O Sindratar-SP está preparando evento de lançamento junto as Reuniões do Núcleo de RH. Não perca! Outras informações: comunicação@sindratarsp.com.br

Núcleo Sindratar-SP de Tributos O Sindratar-SP mantém um Núcleo Tributário voltado para as empresas associadas. Mediado por profissionais gabaritados, o Núcleo Tributário tem por objetivo debater, informar, orientar e ajudar na solução das questões tributária. Participe!!! Mais informações podem ser obtidas através do email: comunicacao@sindratarsp.com.br

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Por Cristiane Di Rienzo e Rogério Henrique Jönck

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Especial Copa do Mundo

Castelão

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Copa Mundial de Futebol – 2014 Maracanã, 1950. Copa do Mundo. Brasil 1 x 2 Uruguai. O confronto disputado no Estádio Mário Filho, construído para aquela Copa do Mundo da FIFA e imortalizado como palco da inesquecível final entre Brasil e Uruguai, um dos capítulos mais marcantes da história do torneio. Fora daqui, o Brasil sagrou-se campeoníssimo. Primeiro na Suécia, depois no Chile, México, Estados Unidos e finalmente na Coreia e Japão em 2002. Única Seleção Pentacampeã do Mundo, mas longe de sua torcida. Em 2014, a Seleção Canarinho terá a chance de mostrar o nosso valor, aqui mesmo. Espera-se não repetir o drama de 1950 no Maracanã, agora repaginado para uma demonstração mais madura do nosso futebol. Sentem-se no ar muitas expectativas e pressões, principalmente sobre as arenas. E a própria Fifa, patrocinadora da Copa Mundial, vai exigindo o cumprimento dos prazos de execução de estádios e obras de mobilidade urbana. O secretário da Federação Internacional, Jérôme Valcke, não deixa por menos. Urge com os retardatários, ora de forma descortês, ora elogiando os avanços nos empreendimentos.

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Especial Copa do Mundo Uma nova Brasília Com algum exagero podemos dizer que estamos diante de uma nova Brasília. Temos um frenesi de empreendimentos nos quatro cantos do País em que se espalham as 12 arenas dos jogos de 2014. Nota-se que metrôs de várias cidades são estendidos para atender a demanda das massas amadoras do futebol. Como em São Paulo, onde se quer aumentar de 73 para 100 o número de quilômetros em sua extensão. E em Fortaleza, onde uma linha de VLT ligará as praias de Mucuripe ao centro da capital. Há também novos desafios, como os da sustentabilidade ambiental, a exemplo dos painéis fotovoltaicos colocados na cobertura do estádio Mineirão, de Belo Horizonte, para obter energia limpa; além do reuso de água que, a partir de agora, entra na rotina das novas arenas, assim como outras medidas para evitar o desperdício e a depredação dos recursos naturais. Entre tantos desafios, sempre estará a segurança das massas espectadoras dos jogos. A Revista Sindratar em Foco se integra a esse dinamismo que brota da construção da Copa de 2014. Ela participa desse mutirão que concretiza arenas, avenidas, corredores urbanos, monotrilhos. Por um motivo especial. Ela é porta-voz dos associados do Sindratar-SP, que levam o conforto de climatização a estádios, trens, ônibus e muitos outros ambientes. Que emprestam a tecnologia da refrigeração para bebidas e alimentos servidos por bares e restaurantes montados nas arenas para momentos agradáveis aos apreciadores dos jogos. Assim, o Sindratar-SP está unido à engenharia, ao urbanismo, à arquitetura, ao paisagismo, à sustentabilidade, aos polos de esportes das gerações futuras pós-copa. Com esse sentimento, a Revista Sindratar em Foco faz cobertura noticiosa sobre as 12 arenas da Copa Mundial, distribuídas pelas cinco regiões do Brasil. Mais de R$ 25 bilhões serão investidos em aeroportos, estádios e novos sistemas de transportes. Muitas delas sediarão, neste ano ainda, os jogos da Copa das Confederações da Fifa, preparando-se para o evento maior de 2014. São elas:

• Arena Mineirão

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• Estádio Mané Garrincha

• Arena do Pantanal

• Belo Horizonte – Arena Mineirão - Estádio Governador Magalhães Pinto • Brasília – Estádio Mané Garrincha - Estádio Nacional de Brasília • Cuiabá – Arena do Pantanal • Curitiba – Arena da Baixada – Estádio Joaquim Américo • Fortaleza – Estádio Governador Plácido Castelo – Arena Castelão • Manaus – Arena da Amazônia – Estádio Vivaldão • Natal – Arena das Dunas – Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado (Machadão) • Porto Alegre – Beira-Rio – Estádio José Pinheiro Borda • Recife – Arena Pernambuco • Rio de Janeiro – Maracanã – Estádio Mário Filho • Salvador – Fonte Nova – Estádio Octávio Mangabeira • São Paulo - Arena de São Paulo - Itaquerão Neste número da Sindratar em Foco, são contempladas as arenas Castelão, de Fortaleza e Mineirão, de Belo Horizonte, já prontas para os grandes certames. Completos ou quase, eles são uma demonstração da capacidade do Brasil em sediar a Copa de 2014, precedida pela Copa das Confederações. Assim, sucessivamente, a cada nova edição duas outras arenas serão focadas. Arena Castelão - Fortaleza Uma das doze arenas escolhidas para a Copa Mundial 2014 é a do Castelão situada em Fortaleza, capital do Ceará. De todos os estádios foi o primeiro a ficar pronto, entregue ao Comitê Organizador Local (COL), em 16 de dezembro de 2012. Palco dos times arquirrivais Ceará e Fortaleza, sediou muitos jogos da Seleção Brasileira. Além de sediar a Copa de 2014 sediará vários jogos da Copa das Confederações.

O Castelão é o quarto maior do País, depois do Maracanã, Mineirão e Morumbi.

• Arena da Baixada

• Estádio Governador Plácido Castelo

• Arena da Amazônia


Especial Copa do Mundo

Para que o estádio inaugurado, pela primeira vez, em 1973 estivesse à altura das exigências da Fifa, foi totalmente remodelado conforme um moderno figurino do futebol. O grupo vencedor da licitação para o novo Castelão foi o Consórcio Arena Mutiúso Castelão, formado pela Galvão Engenharia, Serveng-Civilsan e BWA Tecnologia de Informação. O contrato foi feito, também pelo regime de Parceria Público-Privada e pelo prazo de oito anos. “As vantagens desse regime para o Empreendimento são que o construtor tem mais liberdade para desenvolver a engenharia do projeto”, explica Ângelo Araújo de Freitas, diretor da Regional Norte da Galvão Engenharia, uma das participantes do consórcio construtor. O projeto da nova arena ficou a cargo do escritório uruguaio Vigliecca & Associados, que tem em seu portfólio o projeto de renovação do Complexo Esportivo do Ibirapuera, em São Paulo.

• Arena das Dunas

• Beira-Rio

• Arena Pernambuco

Estreia A inauguração do campo foi em 27 de janeiro passado com rodada dupla: Fortaleza x Sport, com empate em 0x0. E de Bahia x Ceará, com vitória de 1x0 para o time baiano. Cadeiras confortáveis, banheiros limpos, lanchonetes espalhadas e quase sem filas para o torcedor. Do lado de fora do estádio, obras sem prazo de entrega. Este foi o cenário na Arena Castelão no primeiro evento-teste em um jogo inaugural a cerca de 500 dias da Copa do Mundo e a menos de cinco meses para a Copa das Confederações, que começa em junho. Um dia antes dos jogos de Fortaleza e Ceará, no domingo, ainda era possível ver trabalhadores do estádio soldando corrimões. O canal de televisão que transmitiu as partidas teve dificuldades para instalar o cabeamento das redes de transmissão. “Toda a hora tínhamos que pa-

• Maracanã

• Fonte Nova

• Arena de São Paulo

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Especial Copa do Mundo rar o que estávamos fazendo, pois um operário precisava ajustar alguma fiação”, contou um funcionário do canal de televisão, que preferiu não se identificar. As três avenidas que dão acesso ao Castelão passam por obras têm trechos interditados. Segundo o Consórcio Arena Castelão, o calçamento do lado oposto à entrada principal só poderá ser feito quando essas obras terminarem. Por enquanto, o estádio só tem calçada de um lado. Do outro, os torcedores que se aventuraram tiveram que enfrentar montes de terra bruta. A dificuldade no acesso por causa das obras nas avenidas pode ser a explicação para o público bem abaixo do esperado. Dos 55 mil ingressos colocados à venda, só 33.249 foram vendidos. Engenharia e arquitetura Quanto à arquitetura, Freitas, da Galvão salienta: “A mistura do aço da cobertura metálica (pilares e treliças) com o concreto e a fachada em pele de vidro que fica atrás do prédio principal, trecho oeste, são os detalhes que ficam mais expressivos no estádio”. Ele fala também dos desafios de engenharia: “O maior desafio foi o de construir o estádio ao mesmo tempo em que desenvolvíamos os projetos executivos, no que chamamos de regime EPC (Engineering, Procurement and Construction)”. Novas fundações foram exigidas na construção. “Foram executados pórticos em concreto protendido para suportar as cargas advindas da nova estrutura metálica, com isso as fundações também foram novas”, completa Freitas. O custo total da obra, da Arena Castelão foi de R$ 518,6 milhões. O novo templo do futebol cearense foi entregue na data aprazada, 16 de dezembro de 2012, sem necessidade de contratos adicionais. A nova arena ganhou estacionamento subterrâneo com duas mil vagas, estruturas como camarotes, área VIP, setor de imprensa, zona mista e vestiários totalmente renovados. “O mesmo vestiário tem capacidade para receber até quatro times simultaneamente”, diz Freitas. A arquibancada abriga 63.903 assentos. Todos são cobertos e, além disso, a obra entregou uma praça de 55 mil metros quadrados ao redor da arena para shows e eventos. O consórcio construtor e também responsável por sua manutenção e conservação, fez parceria com a Oi, concessionária de serviços de Tecnologia de Informação e Telecom. A Oi tornou-se assim responsável pela instalação, automação e suporte à operação de circuito fechado de TV, sonorização, sinalização digital, controle de acesso, WLAN (redes locais cabeadas e via Wi-fi). O arquiteto Héctor Vigliecca diz que, quando ele e equipe assumiram o projeto de arquitetura para reformar o estádio, consideraram como um aspecto muito positivo, o empreendimento estar localizado na intersecção das avenidas Deputado Paulino Rocha e Alberto Craveiro, a 15 minutos do centro da cidade e a dez do Aeroporto Internacional Pinto Martins. Beneficiavam-no a proximidade com o Parque Ecológico do Cocó, uma reserva natural dentro de Fortaleza cortada pelo Rio Cocó; o

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funcionamento do zoológico e de outros equipamentos de infraestrutura de serviços, tudo numa região privilegiada pela presença de áreas verdes, que se revelou um novo vetor de crescimento da capital cearense. Além do reconhecimento dessas variáveis, que valorizam o sítio do empreendimento, houve outro ponto que os arquitetos levaram em conta: ali, diferentemente do que ocorreu em outros estádios das cidades-sede da Copa de 2014, a demolição não deveria ser colocada como a solução mais fácil. A imagem do estádio anterior poderia ser preservada. E, a vida útil da obra já existente, poderia ser estendida por mais 80 anos. Por que não? Para isso, ela teria de receber as reformas que a adequassem às normas da Fifa e das atualizações que a mantivessem como um referencial importante para a cidade. O projeto de arquitetura, considerando aqueles pormenores, previu que o estádio recebesse cobertura para proteger simultaneamente o público que para lá vai afluir em dias de jogos, e a própria estrutura. Teria que ser dotado de uma infraestrutura de serviços, incluindo restaurantes, para a manutenção de atividades permanentes. E o governo do estado do Ceará, por sua vez, firmou um acordo com as empresas construtoras para que o estádio continuasse a ser usado para os jogos do campeonato cearense, até essa data. Durante aquele período, as equipes trabalharam perifericamente, construindo obras do conjunto, dentre elas, a Secretaria dos Esportes, edificação de 6 mil m² iniciada em dezembro de 2010 e entregue, concluída, em agosto de 2011. Assim, as atividades permanentes não se esgotarão com o final dos jogos da Copa, mas se prolongarão como uma consequência da animação urbana local. Ali, a arquitetura articulou-se com a engenharia de cálculo para que a estrutura da cobertura desempenhe outras funções: suporte a cobertura e, ao mesmo tempo, proporcione apoio à estrutura existente a fim de que esta, com a vibração provocada pelo comportamento das torcidas, não seja danificada. Héctor Vigliecca informa que estádios projetados em décadas passadas, como o do Morumbi, em São Paulo, injustamente deixado de fora da Copa não fugiram à regra. O projeto do arquiteto Villanova Artigas contemplou em seu processo de reforma, a instalação de amortecedores, em razão das mudanças das atitudes dos torcedores. No caso do Castelão, por conta da engenhosidade do projeto estrutural a cargo do engenheiro Flávio d´Alambert, foi especificada uma estrutura de cobertura que dispensa amortecedores e garante conforto e segurança ao público. Em virtude das adequações às normas da Fifa, a parte central do estádio anterior teve de ser demolida. A rigor, essa parte já se encontrava desconectada do restante da estrutura. A demolição veio a permitir as mudanças necessárias no setor central, que acabou se tornando outra das novidades do projeto. É ali que estão concentrados as áreas vips e os demais elementos de serviços de apoio aos serviços.


Especial Copa do Mundo Em seu depoimento, o engenheiro enfatiza o trabalho conjunto com o arquiteto Hector Viglecca e equipe, salientando que não é por acaso que o Castelão foi a obra mais adiantadas da Copa, uma vez que ela resulta da “sinergia de empreiteiras competentes e comprometidas com projetos arquitetônicos e estruturais calibrados para a nossa realidade”. O engenheiro Waldemar Biselli, gerente de Contratos da Galvão Engenharia no Castelão, atribui também a rapidez da obra ao planejamento e ao trabalho, coordenado, das equipes: “As equipes, foram montadas com pessoal muito experiente em obras, não necessariamente em arenas esportivas, mas em serviços similares. E, como o nosso negócio foi articulado via PPP, pudemos adotar decisões que, em outras circunstâncias, poderiam ser muito morosas.” Copa Verde A Copa de 2014 é a chamada Copa Verde. Por isso, o conjunto dos trabalhos leva em conta as exigências para a certificação junto à empresa Otimização Energética para a Construção (OTEC), para buscar a certificação Leed. Ficou previsto, com aquele fim, que todo o material da demolição da parte da estrutura deveria ser reciclado para reaproveitamento e que a terraplenagem seria mínima. E

que o material excedente com a movimentação de terra teria também uma finalidade ajustada ao propósito da sustentabilidade: seria usado no reaterro para a construção da arquibancada inferior. Foi realizado um anel de terraplenagem e, em seguida, no terreno compactado, executados a arquibancada e os degraus, seguindo-se os revestimentos segundo as especificações do projeto. Evitou-se, dessa forma, o uso de elementos pré-moldados. Optou-se, segundo o engenheiro, por fundações diretas, favorecidas pelas condições geológicas locais. Mas, até nessa fase, o consórcio encontrou uma solução criativa que ajudou a apressar os trabalhos: em vez de utilizar apenas bate-estacas convencionais, que têm capacidade para a cravação de dez ou 12 estacas/dia, cada um, empregou uma máquina finlandesa que, acoplada a uma escavadeira, cravou até 100 estacas/dia. Ao todo, ali foram cravadas 4 mil estacas. Waldemar Biselli informa que na fase do pico das obras, o consórcio operou com um contingente de 1.300 pessoas. David Douek, diretor da Otimização Energética para a Construção (OTEC), informa que, dentre as medidas adotadas na reforma do Castelão e que o colocam no caminho para a obtenção da certificação Leed, incluem:

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Especial Copa do Mundo

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Especial Copa do Mundo Copa de 2014 no Castelão Primeira fase 14/6 – 16 h 17/7 – 16 h (Brasil em Campo) 21/6 – 16 h 24/6 – 17 h Oitavas de final 29/6 – 13 h Quartas de final 4/7 – 17 h

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Especial Copa do Mundo

uso de sistema eficiente de ar condicionado; iluminação eficiente com baixa potência instalada; utilização de fluidos refrigerantes não nocivos à camada de ozônio, e que também não contribuem para o aquecimento global; coberturas e pisos com alto índice de reflexão solar de forma que reduz o efeito “ilha de calor” (elevação de temperatura em concentrações urbanas); reuso de águas pluviais para bacias e mictórios; comissionamento dos sistemas e utilização de tintas e vernizes com baixo índice de compostos orgânicos voláteis. As ações de sustentabilidade foram previstas em todas as fases do projeto do Castelão, desde o canteiro de obras até na escolha dos equipamentos que foram instalados na estrutura do estádio. Desta forma, todo o material cimentício resultante da demolição de parte do Estádio foi reutilizado dentro da própria obra. “Foram reciclados 36 mil toneladas de concreto usados na pavimentação dos estacionamentos, material este que se não estivesse sendo reaproveitado iria para aterros sanitários”, diz Secretário da Copa do Ceará, Ferruccio Feitosa. Parte do aço fruto das demolições também foi enviado para reciclagem em siderúrgicas. Na obra do Castelão, também existiu toda uma preocupação para que a construção não poluísse o meio ambiente do entorno, o que resultou em ações como a instalação de um lava-rodas na saída do canteiro para evitar

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que sedimentos nas rodas dos veículos fossem levados para fora da obra, e a proteção das bocas de lobo para que as mesmas não fossem obstruídas por detritos. A escolha dos novos equipamentos do Castelão também obedeceu à diretrizes ambientais. Por exemplo, foi instalado um sistema de esgoto a vácuo que reduz o consumo de água e, por consequência, ajuda na preservação dos mananciais, bem como na redução do volume de esgoto gerado. Todos os materiais permanentes em madeira do projeto possuem o selo internacional 100% FSC, aprovado pelo Conselho Brasileiro de Manejo Florestal que garante a origem de florestas de manejo. A escolha da nova cobertura do Castelão também foi feita levando em consideração a prática da sustentabilidade. A estrutura é composta por telhas trapezoidais cobertas por uma camada espessa de isolante térmico com um acabamento superior de membrana TPO, o que dará mais conforto térmico aos torcedores; e por 20% de policarbonato, o que garante um degradê de sombreamento e melhora a qualidade da transmissão televisiva. Segundo Feitosa, também está sendo estudado o uso da energia solar no Castelão. “O Governo vem tentando viabilizar a utilização de parte do telhado da coberta da Arena Castelão para destacar nossa busca pela utilização de energia limpa”, explica. Além disso, todos os


Especial Copa do Mundo geradores da Arena terão o gás como fonte de energia, emitindo menos gases poluentes que os tradicionais geradores a óleo. Conheça os detalhes do projeto de sustentabilidade da Arena Castelão:

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1. Sítios Sustentáveis Ações de prevenção da poluição causada pela obra Proteção das bocas de lobo para reter os detritos e não obstruir a tubulação da rede pluvial municipal; Bacias de bacia de decantação (caixa de coleta) retêm os efluentes da água da chuva por um período de tempo mais alargado, permitindo a homogeneização da fase líquida e a remoção de alguns compostos por decantação; Localizado na saída da obra, o lava-rodas evita que os sedimentos presos nas rodas dos caminhões sujem as vias públicas; Tapumes bem fixados no solo contribuem para manter os sedimentos dentro do perímetro da obra; Aspersão de água com carros pipa ajudam a diminuir a poeira em suspensão na obra, melhorando a qualidade do ar; Local de lava-bicas para os caminhões betoneiras a fim de evitar contaminação do solo pela água resultante da lavagem desses veículos;

Estímulo ao transporte mais sustentável • 5% do total de vagas do empreendimento demarcadas como vagas preferenciais para prática da carona soli-

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dária que diminui emissão de poluentes, estimulando pessoas que fariam o mesmo trajeto separadamente a usar um único veículo; • 5% do total de vagas do empreendimento demarcadas como vagas preferenciais para veículos de baixa emissão de poluentes (gnv, etanol, elétrico); • Instalação de bicicletário para os funcionários do Estádio e da Secretaria de Esportes para estimular o uso de transportes não poluentes. Diminuição do efeito ilha de calor • Especificações de coberturas e pisos claros para evitar o efeito ilha de calor, reduzindo o impacto no micro clima, melhorando o conforto humano e para a vida selvagem da vizinhança. 2. Consumo eficiente de água • Preservação dos mananciais de água potável; • Na Secretaria de Esporte foram instaladas descargas de duplo acionamento (com a opção de descarga de 3 e 6l no mesmo componente) que gera também redução no consumo de água; • Uso de torneiras de fechamento automático, diminui a possibilidade de vazamentos e contribui para o uso racional da água potável no estádio; • Instalação de um sistema de esgoto à vácuo no Estádio ocasionando a diminuição do consumo de água e preservação dos mananciais, bem como redução do volume de esgoto gerado;


Especial Copa do Mundo 3. Energia e Atmosfera Melhor desempenho energético • A iluminação é feita com lâmpadas eficientes tanto no Estádio quanto na Secretaria de Esportes que além de menor consumo energético possuem maior vida útil. Quanto maior a durabilidade, menor é a necessidade de produtos de reposição ou de manutenção, menor será a quantidade de resíduos; • Automação para desligamento programado de ar condicionado e iluminação de algumas áreas; • Todos os sistemas de instalações serão comissionados com o objetivo de determinar os padrões eficientes e garantir sua correta montagem e uso.

4. Materiais e RecursosPreocupação com o seu ciclo de vida Todos os materiais permanentes em madeira do projeto possuem o selo 100% FSC. Esse é um selo internacional e aprovado pelo Conselho Brasileiro de Manejo Florestal que garante a origem de florestas de manejo; Os resíduos são separados desde a sua geração em contêineres de coleta seletiva. Tudo que pode ser reutilizado ou reciclado ajuda a garantir a meta de não enviar para aterros sanitários ou industriais 75% dos resíduos gerados pela obra; Reciclagem do material da demolição de parte do estádio foi feito dentro da própria obra com uma recicladora de concreto. O material foi usado como sub-base do estacionamento; Tratamento da água proveniente da lavagem dos pincéis para diminuição da quantidade de resíduo perigoso.

Qualidade do Ar Interno O projeto de ar condicionado é do escritório Comaru, dirigido pelo engenheiro Pedro Comaru. Os sistemas de

ar condicionado adotados (água gelada, splits e e fluxo variável - VRF) têm, entre outras, a vantagem de exigir menos consumo de energia elétrica. Além disso, a renovação de ar do ambiente é maximizada, atendendo às taxas de vazão de ar externo, conforme a norma americana ASHRAE 62.1 e a Anvisa. “O estádio conta com climatização forçada no prédio principal (camarotes, sala de imprensa, vestiários, restaurantes, longe e circulações) e no prédio da Secretaria de Esportes do Estado do Ceará, o restante conta com ventilação natural”, explica Ângelo Freitas, da Galvão; Quanto ao gerenciamento do ar interno, foram adotadas as seguintes medidas durante a construção : • Proteção dos dutos durante a construção da obra para evitar o acúmulo de poeira que seria jogado no ambiente após seu acionamento; • Uso de lixadeiras com aspirador para diminuir a quantidade de partículas suspensas na construção; • Renovação do ar dos ambientes ocupados. Para isso foram utilizados materiais de baixa emissão, bem como o uso de tintas, colas, selantes e pisos com baixos COVs (compostos orgânicos voláteis), garantindo a qualidade do ar nos ambientes tanto durante sua aplicação quanto ocupação. • Controle dos sistemas por parte dos usuários: Em escritórios, como é o caso da Secretaria de Esportes, a produtividade dos ocupantes foi melhorada em função do projeto que proveu controles de iluminação para pelo menos 90% dos ocupantes ou em cada ambiente multi-usuário; também pelo projeto 50% dos ocupantes têm controle individual sobre o conforto térmico de seus espaços, podendo ajustar temperatura, velocidade do ar ou umidade;

Confederações A primeira partida da arena Castelão na Copa das Confederações 2013 terá o Brasil em campo, no dia 19 de junho, contra o México. O jogo é válido pela segunda rodada do grupo A. O próximo jogo no Castelão será entre a Espanha, atual campeã do mundo, e a Nigéria. O Brasil pode voltar a jogar no Castelão, caso se classifique como segundo de seu grupo. Um quesito histórico envolve Fortaleza. Historiadores afirmam que a região de Fortaleza foi descoberta em data anterior à chegada de Cabral ao litoral baiano. O espanhol Vicente Pinzón, companheiro de Colombo na primeira expedição à América, teria aportado na ponta de Mucuripe entre janeiro e fevereiro de 1500. Seja pelas belezas naturais, seja pela hospitalidade, seja pela culinária e rede hoteleira, Fortaleza se tornou um polo importante do turismo. Até um fator geográfico a auxilia. A capital dista apenas 5.500 km de Lisboa, a capital portuguesa, fato que atrai patrícios lusos e outros europeus que fogem do frio em suas latitudes. A memória futebolística do Ceará e principalmente de Fortaleza traz os nomes de times como o Ceará, Stella Football Club e o Fortaleza Sporting Club. Em 1942, sob um clima nacionalista, o Fortaleza passou a ser oficialmente Fortaleza Futebol Clube. Fortaleza e Ceará são os destaques do futebol cearense e têm suas sedes na capital. Deve-se mencionar ainda o Ferroviário, segundo Aldo Rebelo, time de operários e um dos primeiros a admitir jogadores negros (Diário do Nordeste, 6/5/2012).Como êmulo de Charles Miller em São Paulo, o estado do Ceará tem o personagem Silveira, que trouxe da Europa a primeira bola para os campos cearenses, e fundou o clube Rio Branco, atual Ceará.

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Especial Copa do Mundo

ARENA Mineir達o

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Especial Copa do Mundo Copa de 2014 no Mineirão Primeira fase 14/6 – 13 h 17/7 – 13 h 21/6 – 13 h

Estádio Governador Magalhães Pinto

24/6 – 13 h Oitavas de final 28/6 – 13 h Semifinal 8/7 – 17 h

Para sediar os jogos da Copa Mundial 2014 e Copa das Confederações, o Mineirão foi submetido a um intenso processo. Num primeiro passo fez-se o edital do projeto básico da reforma do estádio. O edital vencedor foi o do escritório de arquitetura Gustavo Penna & Associados com a colaboração da empresa alemã GMP. O escritório elaborou projeto arquitetônico com a participação de mais de 25 equipes técnicas. Para cumpri-lo foi escolhido o consórcio Minas Arena, formado pelas construtoras Construcap, Egesa e Hap. Em seguida, Minas Arena contratou o escritório BCMF Arquitetos para traçar o projeto executivo do novo estádio, que teve a seu serviço a expertise dos arquitetos Bruno Campos, Marcelo Fontes e Silvio Todeschi. As obras foram divididas em três etapas. Na primeira, entre janeiro e junho de 2010, foram feitos reparos estruturais no Mineirão. Orçado em R$ 8,3 milhões os recursos vieram do governo estadual. Já a segunda fase de execução envolveu a retirada das cadeiras, a demolição de parte das arquibancadas inferior e geral e o rebaixamento do campo em 3,4 m, para melhorar a visibilidade. Essa etapa foi realizada entre junho e dezembro de 2010 ao custo de R$ 3,5 milhões, também bancados pelo Governo de Minas Gerais.

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Especial Copa do Mundo Em janeiro de 2011, finalmente iniciou-se a terceira - e mais importante - etapa da reforma. Desta vez, o investimento foi de R$ 654,5 milhões, pagos pela empresa Minas Arena. A obra incluiu a cobertura, novos assentos e outras adequações internas do Mineirão, além da construção de uma esplanada com capacidade para 65 mil pessoas, onde funcionará o estacionamento e área de serviços do estádio, e de uma passarela de 15 m de extensão até o Mineirinho. O Mineirão tem capacidade para 62 mil pessoas. O estacionamento abriga 2.674 vagas para carros, sendo 1.704 cobertas. A esplanada em torno do estádio é enorme e pode acomodar 65 mil pessoas, principalmente para grandes eventos culturais, religiosos e outros, incluindo várias modalidades de esportes. A cobertura do estádio tem 26 m a mais que o anterior e é feita em estrutura metálica e coberta de PTFE (politetrafluoretileno), membrana especial parcialmente translúcida com dupla função: protege os espectadores contra a chuva, sem prejudicar a insolação do gramado. A membrana é autolimpante porque possui um tratamento de titânio, que impede o acúmulo de poeira. Já a esplanada foi executada em estruturas de concreto pré-moldadas, sendo composta por 530 pilares, 556 vigas e 3.815 lajes pré-moldadas. “Visando à otimização de tempo e recurso, as peças foram montadas concomitantemente com a descarga dos caminhões de transporte. Este procedimento nos proporciona menor prazo de execução bem como reduz a movimentação de guindastes no canteiro de obras”, disse Ricardo Barra, presidente do consórcio Minas Arena, na época da montagem. A usina solar na cobertura do estádio tem capacidade de geração de 1,4 MWp, o suficiente para abastecer, em média, 1.500 residências. Aproximadamente 10% da energia gerada serão fornecidas à arena. A operação comercial da usina está prevista para março. As áreas VIP oferecem banheiros, acesso a lounge, entrada garantida para todos os jogos de futebol (exceto competições da Fifa e Conmebol), preferência para compra de camarotes e ingressos para shows e eventos. Imprensa privilegiada A imprensa recebeu os seguintes benefícios: zona mista, salas de coletiva estruturada, setor específico equipado com pontos de energia e de Internet. Ampla área de broadcasting, com tecnologia para ligações rápidas e simples, reduzindo tempo para planejamento e deslocamento de equipes. A imprensa conta com uma tribuna especial: capacidade para 2.867 jornalistas, com mil mesas de trabalho, além de lugares para comentaristas, fotógrafos e cinegrafistas, estúdios e áreas de entrevistas. Jogadores e comissões técnicas têm a seu dispor quatro vestiários amplos e estruturados, assim como área para aquecimento. Há vestiários exclusivos para árbitros e até para mascotes. Bares e lanchonetes, em número de 60, estão espalhados por todos os setores do estádio. A segurança conta com postos médicos distribuídos ao lon-

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go do estádio. Especialistas são responsáveis por operar um sistema de câmeras instalado no complexo esportivo. Sustentabilidade Visando à obtenção da certificação Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), que atesta a sustentabilidade de uma obra, o projeto do Estádio do Mineirão obteve também redução de custos. Isso porque a obra contou com plano de gestão e plano de desmontagem seletiva Estádio Magalhães Pinto Inaugurado em 1965, teve como protagonistas dos primeiros jogos, o amistoso Brasil e Uruguai. Vitória do Brasil, cuja seleção foi representada pela academia do Palmeiras, dirigido na ocasião por um técnico estrangeiro, o argentino Filpo Nuñes. O estádio sediou 20 partidas da Seleção Brasileira, sendo 14 amistosos e seis jogos válidos pela Copa América, além de eliminatórias de copas mundiais. Das 20 partidas o Brasil ganhou 15, empatou três e perdeu duas. O Mineirão virou cedo o palco de rivalidades entre Atlético e Cruzeiro. Entre 1965 e 1975, nos primeiros 11 anos, o Cruzeiro (a Raposa) conquistou nove títulos do Campeonato Mineiro, com os astros Tostão, Dirceu Lopes e companhia. O ano de 1978 representou a retomada do Atlético (o Galo) aos títulos mineiros numa sequência de seis troféus. Entre seus craques, estavam Toninho Cerezo, João Leite, Nelinho, Luizinho, Reinaldo e Éder. A lista de bichos não está completa. Além da Raposa e do Galo, está o Coelho, símbolo do América, completando a fauna futebolística das Gerais. Do futebol de Minas saiu uma novidade, uma invenção: o sistema de jogo 4-2-4, incluindo o quarto zagueiro. A invenção se deve a Martim Ribeiro de Andrada. A inovação teve lugar num jogo entre Vila Nova, dirigido por Martim Francisco, e o Atlético, em 1951. “Até então, a formação dominante era o WM, instituído na década de 1920, pelo treinador Herbert Chapman no Arsenal da Inglaterra”, escreve Aldo Rebelo (Estado de Minas, 8/5/2012). E continua Rebelo: “Com a invenção de Martim Francisco, parente do patriarca da Independência, José Bonifácio, o Brasil proclamaria sua libertação dos esquemas táticos europeus e se tornaria um império do futebol a partir da Copa da Suécia, em 1958”.


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Especial Copa do Mundo Jogos O Mineirão terá seis jogos da Copa Mundial em seu campo, sendo um das semifinais. O estádio pode ter a chance de receber a primeira partida eliminatória do Brasil, pelas oitavas de final. Mais quatro jogos da primeira fase serão na arena mineira.A Copa das Confederações em 2013 reservou três confrontos para o Mineirão, sendo um das semifinais. Taiti e Nigéria África farão o primeiro confronto, que faz parte do Grupo B. da estrutura que existia antes e que precisou ser demolida - que propiciaram que cerca de 90% dos resíduos (concreto, terra e metal) fossem reaproveitados. Como a maior geração de resíduo ocorreu no começo dos trabalhos, “o que foi gerado foi incorporado na própria obra, em rampas ou terraplenagem e reaproveitamento do concreto na pavimentação de vias”, conta o gerente do programa Copa Sustentável, Vinicius Lotte. “Temos algo em torno de 75 mil m³ de concreto reaproveitados. Além disso, foram 250 mil m³ de terra reutilizados em uma cidade vizinha.”, comenta Lotte. Ele explica que o procedimento convencional seria mandar esse material para um aterro sanitário. “Custaria R$ 200 mandar um caminhão com uma tonelada e meia de terra para o aterro sanitário. Multiplicando pelo volume total de terra que tiramos da obra, percebemos que deixamos de gastar muito. Além disso, evitamos ocupar ainda mais o aterro”, diz. Além disso, outras ações contribuíram para manter a sustentabilidade. Eis o leque de iniciativas: • Terra do rebaixamento do campo serviu para o aterramento do Boulevard Arrudas, no centro da capital. Metal recolhido foi enviado a usinas recicladoras; • Preferência por produtos sustentáveis, a exemplo de tintas à base de água; • Reaproveitamento da água da chuva em reservatórios

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de seis mil metros cúbicos. Em caso de estiagem de até três meses, essa água poderá atender as descargas de sanitários, irrigação dos gramados e jardins; Geração de energia elétrica por captação da energia solar, utilizando seis mil painéis fotovoltaicos instalados na cobertura do estádio. Geração de energia de 1,5 megawatt, suficiente para atender 1.200 famílias; Sistemas de válvulas com duplo acionamento e torneiras de fechamento automático; Sistema de iluminação de alta eficiência com baixo consumo e sistema elétrico inteligente; Controle de emissão de poeira; Reúso do gramado no Plug Minas; Projeto de inclusão social do Governo de Minas Gerais; Certificação Leed Leadership in Energy and Environmental Design, espécie de selo verde que abrange a obra e posterior operação do estádio.

HVAC Para obtenção do certificado LEED, o projeto do estádio como um todo teve a colaboração do ar condicionado, cujo projeto se deve ao escritório Conset Engenharia de Projetos. A instalação efetiva ficou a cargo da Isover Saint Gobain, através de seu programa Climaver, sistema de dutos de distribuição de ar condicionado produzido a partir de lã de vidro, dispensando o uso de chapas metálicas. “Por se tratar de um material de 60% de vidro reciclado e, ainda, ser 100% reciclável, o Climaver contribuiu para a certificação LEED da edificação”, afirma Leandro Marques Feitosa, coordenador HVCR da Isover. No tangente ao sistema de climatização, “O projeto básico foi realizado em parceria com a alemã GPM, que já havia desenvolvido projetos para estádios nas Copas da Alemanha e da África do Sul”, afirma o coordenador da Conset, Marcelo Damião. No entanto, as cuidados do projeto brasileiro foram além, conforme declara Marcelo: “No desenvolvimento do projeto básico e, posteriormente, do projeto executivo notamos que de acordo com o grau de exigências, fomos mais específicos, fornecendo um deta-


Especial Copa do Mundo “Além da festa máxima do esporte mais popular da Terra, o torneio da Fifa forja numerosos benefícios ao País como um todo e, em particular, às cidades onde se realizam os jogos. A reforma do Mineirão é um dos efeitos positivos que a Copa do Mundo deixa em seu rastro. A obra legará à capital mineira uma praça de esportes à altura de suas tradições – com destaque para três grandes times que colecionam marcas gloriosas: o Atlético Mineiro foi campeão brasileiro (1971), o Cruzeiro ganhou duas Taças Libertadores (1976 e 1997) e o América inscreveu em sua súmula o raríssimo título de decacampeão de um torneio, o Estadual Mineiro, de 1916 a 1925” (Aldo Rebelo, ministro dos Esportes, em Estado de Minas, 9-5-2012) lhamento maior à instalação, além do que foi inicialmente previsto pela empresa alemã”. Ele cita como exemplo, as captações de ar externo, renovação de ar entre outros detalhes especificados na planta, que tiveram que ser bem especificados. Damião ressalta que além da central de água gelada, foram providenciadas ainda “outras pequenas centrais de água gelada para atendimento às áreas externas do estádio como lojas, posto médico, bilheterias e área policial”. O projeto de ar condicionado do Mineirão é “ um sistema com expansão indireta por meio de três unidades resfriadoras de água com capacidade total de 840TR e condensação a água. O sistema de bombeamento é do tipo primário/secundário. Para melhorar o desempenho energético da instalação foram projetadas 11 rodas entálpicas

para recuperação de energia frigorífica. Os ambientes são atendidos por unidades tipo built-in com filtragem G4. O novo Mineirão é uma construção especial onde várias áreas internas foram preservadas. As longas distâncias as ­ erem percorridas pelos dutos de ar para renovação e tubulações de água gelada foram uma dificuldade. Atender às recomendações para o atendimento às normas do LEED, sem dúvida, foi a maior dificuldade, pois mesmo sendo uma construção de grandes dimensões, tínhamos poucas áreas de tomada e descarga de ar que não prejudicassem a arquitetura arrojada do empreendimento.As áreas atendidas foram as áreas técnicas, halls de entrada VIP e VVIP, todos os camarotes, lounges, áreas da FIFA, telecomunicações e restaurante.” Marcelo Damião, coordenador da Conset Engenharia para HVCR da arena Mineirão Parceria público-privada O regime especial de empreendimento do novo Mineirão é o de Parceria Público-Privada, com a participação de Consórcio Minas Arena e do estado de Minas, através da Secopa. Pela parceria o governo mineiro paga 3,3 milhões por mês ao consórcio privado, por 120 meses, para cobrir os R$ 400 milhões do financiamento do BNDES. Como complemento, o Minas Arena tem direito a 25 anos de remuneração operacional mínima de 3,7 milhões/mês. Caso não se atinja esse valor, o Estado completa a diferença. Cruzeiro e América fizeram acordo para jogar no Mineirão. O Cruzeiro mandará seus jogos por 25 anos e terá a bilheteria de até 54 mil ingressos e a renda do estacionamento, mas pagará as despesas. O América fará jogos ocasionais na nova arena. O Atlético manteve-se fora do esquema. A administração estadual acabou optando pelo regime de Parceria Público-Privada com base nas recomenda-

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Especial Copa do Mundo

ções do Tribunal de Contas da União e da própria Fifa e nas experiências bem-sucedidas observadas na Alemanha, França e Holanda. Novo Estádio, velhos problemas O Minas Arena entregou o Mineirão renovado e modernizado ao Comitê da Copa a 21 de dezembro de 2012. Mas só em fevereiro aconteceu a inauguração do primeiro jogo com a vitória do Cruzeiro sobre seu arquirrival, o Atlético, por 2x1. O domingo era para ter sido perfeito. O povo mineiro iria entrar novamente no estádio mais tradicional do estado. Todavia, nem tudo acabou sendo festa. Diversos problemas aconteceram antes, durante e depois da partida. Na segunda-feira depois do clássico, que serviu como teste para as Copas de 2013 e 2014. O governo de Minas tomou providências e multou em R$ 1 milhão a concessionária Minas Arena, que administra o novo estádio. Os problema listados pelos torcedores foram inúmeros. Difícil acesso ao estacionamento e ao estádio, trânsito nas vias próximas, pouquíssimos pontos de venda de comida e bebida, banheiros sem papel higiênico, bebedouros quebrados, entre tantos outros. Para prestar esclarecimento sobre os incidentes ocorridos, a concessionária Minas Arena e o governo do estado

de Minas Gerais fizeram pronunciamentos no mesmo dia. “Pedi aos torcedores um comportamento passivo, e isso aconteceu. Fizeram um belíssimo espetáculo, e os incidentes foram praticamente nenhum. Sobre a concepção, está no padrão internacional, digno dos melhores elogios. Mas tivemos uma série de equívocos, erros de operação. – disse o governador de Minas Antônio Anastasia”. Já o consórcio Minas Arena, lamentou e disse que até quarta-feira, 6 de fevereiro os problemas seriam sanados. Menos torcida, menos problemas na data não houve registro de congestionamento nem dificuldade para estacionar. Porém, durante o intervalo, os corredores ficaram sem luz. De acordo com o Mina s Arena, o fornecimento foi interrompido por um problema de fornecimento junto a Cemig, não confirmada pela empresa. A minas Arena disse que foram casos isolados. No entanto, essas falhas poderão ser sanadas até o advento das copas internacionais. Como as obras de mobilidade urbana ainda estão em meio andamento, as vias normais rumo ao jogo inaugural tiveram até três horas de paradas. As obras de mobilidade aguardadas são: três Bus Rapid Transit (BRT), três vias, uma central de monitoramento e um corredor exclusivo de ônibus. Com essas obras prontas, espera-se um fluxo agradável para os jogos e para a vida normal pós-copas.

Belo Horizonte Belo Horizonte cresceu sob as curvas da Serra do Curral. Hoje é uma metrópole com vias arborizadas, que ajudam a manter um clima mais ameno da cidade. Dois cartões postais, o Complexo de Pampulha, onde se manifestou o gênio de Oscar Niemayer, e o Palácio da Liberdade dão brilho à capital mineira. A Pampulha foi a primeira grande vitrine de Niemeyer, pela qual ele se lançou para a grande aventura de Brasília. O Mineirão integra o grande Complexo, conforme a intenção da Secretaria Extraordinária da Copa: “A modernização objetiva ampliar o potencial do Mineirão no cotidiano da cidade e da Região metropolitana de Belo Horizonte, a partir da oferta de um novo conjunto de lazer e turismo da Pampulha”. A capital das Gerais surgiu para a história nacional, quando em 1701, o bandeirante João Leite da Silva Ortiz desbravou a serra de Congonhas. O ouro procurado não havia. Havia, sim, um clima ameno para a agricultura.Com o advento da República, Belo Horizonte se tornou a capital de Minas. Recebeu o benefício de uma cidade planejada, com ares de Paris e Washington. A capital mineira já tem experiência em Copas. Na de 1950, sediou três jogos. O primeiro jogo foi entre Iugoslávia 3 e Suíça 0, na inauguração do Estádio Independência. Outro jogo foi entre Inglaterra e Estados Unidos, com vitória dos americanos por 1x0, intensamente ovacionada pelos mineiros.

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