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arquitectura · cinema · dança · fotografia · moda · música · teatro

MAG

#33 Setembro 2012

amolmagazine.net

Moda Tendências Outono/Inverno 2012-2013

Fotografia Tutorial de Fernando Bagnola

Arquitectura

Porto de Chegada, Porto de Partida

MÙsica Entrevista com Head:Stoned

Fernando Rocha

Para colher tenho que semear ESPECIAL NATAL SENSUAL

Portefólio de T.M. Fotografia New faces/New models: Soraia Moreira


JOANA CALDEIRA Quando fotografamos a Joana para a capa de Agosto, lançamos um desafio que ela aceitou de imediato … voltar à Amol para um Natal Sensual. Convidamos 3 estilistas para a vestir de acordo com este tema, o resultado. Podem vê-lo a partir da página 34.


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Sumário Ficha técnica

Capa

Fernando Rocha Fotografia Pedro Cabral

Direção Equipa AMOL IT Manager Tiago Silva Design Gráfico André Araújo Relações públicas Lili Lopes Fotógrafo Pedro Cabral Colaboradores editoriais Fernando Bagnola, Fernando Dionísio, Florisa Nogueira, Helena Oliveira, João Alves Maria João Lima, Mariana Lambertini, Miguel Meira, Nuno Pinheiro e Pedro Cabral

índice 06 12 22 23

Em foco

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Moda

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Fotografia

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Capa - Fernando Rocha

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Portfólio: T.M Fotografia Música Arquitectura

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Amol Mag nº 36 Dezembro… uma edição com uma prenda de Natal ...pela primeira vez trazemos para a nossa capa uma figura pública, Fernando Rocha. Um homem que trabalha o humor e que apesar deste período de crise, de tristeza, consegue continuar a fazer rir. Um agradecimento muito especial ao Fernando por estar connosco e pela oferta de bilhetes aos nossos leitores para o espetáculo de lançamento do seu livro. Fechamos também o nosso concurso para capa de Janeiro ... Conforme anunciado aceitamos candidaturas até às 24 horas do dia 20 de Novembro, com 114 candidatos e candidatas. Segue-se a difícil tarefa de selecionar, de decidir quem vai ser a nossa capa. Nesta edição Joana Caldeira também regressou à Amol ... Tinha ficado prometido na nossa edição de Agosto e a Joana cumpriu. Fica também um agradecimento às estilistas que colaboraram connosco e vestiram a Joana para esta sessão.

campo das artes. Basta contactarem-nos, apresentar os novos projectos e debater a sua viabilidade. Mas atenção… Na amol ninguém tem salário! E pronto... É tudo. Leiam a Amol e divirtam-se. Se gostarem divulguem, porque os nossos leitores são a nossa publicidade. Leiam e divulguem a Amol ! 1 de Dezembro de 2012 Equipa Amol

Esperamos que a última revista de 2012 seja do vosso agrado. Esperamos voltar no dia 1 de janeiro, de um novo ano que se afigura ainda mais difícil para a maioria dos portugueses. Não se esqueçam que a Amol não é um projecto “fechado” e que estamos abertos a novas propostas de cooperação, no

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34 40 48 52

Natal Sensual

58 63 68

New Faces - Boys

Música Entrevista: Head:Stoned Eu na Amol Amol Madeira

New Faces - Girls Christmas Angels

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Em Foco: Márcio Filipe Sousa Em foco é uma nova secção da Amol Mag destinada a fotógrafos que têm trabalhos que pretendem publicar fora do âmbito de um portfolio. A pequena reportagem, um relato de viagem, uma sessão “especial” passa a ter agora lugar na nossa revista. Enviemnos os vossos trabalhos até dia 15 de cada mês, para: geral@ amolmagazine.net com “Em foco” no assunto. Em www. amolmagazine.net, no separador “Em foco” copiem a declaração de autorização de publicação que têm que nos enviar e...Aguardem a saída da revista. Se tivermos a vossa colaboração, todos os meses publicaremos um “Em foco”.

“Focus” is a new section, at Amol, for photographers who wish to share some of their work. This is not a portfolio, our aim is to publish a short story, a travel diary, a special session... Send us your photos until the 15th of each month for geral@ amolmagazine.net with “Focus” in the subject. Go to http://www.amolmagazine.net/emfoco/ download the disclaimer you have to send us and get acquaintance with the rules of this editorial. We are waiting for you. “Sou um jovem entusiasta pela fotografia e comecei a praticar a arte de forma mais ativa há cerca de um ano e meio. Realizei recentemente um projeto com o nome amol mag | 6

“Her Red Coat”, um projeto com um registo de Glamour e Fashion onde tudo se envolve na Sensualidade que o “casaco” pode esconder. É com um enorme prazer que vos apresento algumas das fotografias e agradeço a toda a equipa que em conjunto comigo tornou possível o projeto! www.marciofsphotography.com I’m an enthusiastic young photographer and I started shooting more frequently about an year anf 6 months before. I’m here presenting you a very recent project, “Her Red Coat”, it’a a glamour and fashion project based on the sensualitu you can hide with your coat. Thanks to all those who worked with me. www.marciofsphotography.com

Fotografia: Márcio Filipe Sousa Modelos: Maria João Lima Vera Pinto Ângela Bernardo Make up: Ana Duarte André Silva Cabelo: João Brito de Sousa Apoios: Tiago Melo Ana Melo


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Em Foco: Mรกrcio Filipe Sousa

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Cinema João Alves é um biólogo marinho que abandonou a ciência para fazer desenhos animados. Em 2010 realizou a curta metragem "Bats in the Belfry", premiada em vários festivais, incluindo MOTELx, Fantasporto e Shortcutz Lisboa, e que permitiu fazer vários amigos, entre eles a Maria João Lima (repórter habitual desta rubrica). Actualmente é editor de video e designer de aplicações para smartphones, e está a realizar a sua segunda curta metragem - "inhuman". Escrever para a Amol é a sua primeira aventura no jornalismo.

Cinenima 2012

O Pavilhão Multimeios de Espinho acolheu na passada semana, de 12 a 18 de Novembro, a 36ª edição do Cinanima, o mais antigo e prestigiado festival de cinema de animação em Portugal. Esta edição contou com mais de 950 filmes oriundos de 57 países, o que a tornou a maior edição de sempre. Foram sete dias cheios de animação dentro e fora do écran com inúmeras sessões, diversos workshops e várias figuras da animação nacional e internacional a marcarem presença e a partilharem conhecimento e experiência com animadores, jovens cineastas e público em geral, que estiveram presentes nas sessões. Foram exibidos filmes realizados com uma incrível variedade de técnicas, desde as mais tradicionais às mais recentes, mas mesmo as mais tradicionais sempre com laivos de originalidade e inovação. A competição foi bastante renhida nas diversas categorias a concurso, sendo que o grande prémio do Cinanima foi atribuido a “Les Grand Ailleurs Et Le Petit Ici” de Michèle Lemieux (Canadá), um filme sóbrio, sobre um personagem que revive as memórias do seu pequeno mundo e as suas considerações sobre a morte (o grande exterior). O filme foi animado em stop-motion utilizando um quadro com mais de 200.000 de alfinetes. A variação na profundidade de cada alfinete dá o valor de luz e sombra capturado pela camera de filmar, formando assim os frames a preto e branco. O júri decidiu atribuir um prémio especial a “Head over Heels” de Tim Reckart (Reino Unido), uma curta que está pré-seleccionada para os Oscares e que retrata a vida de um casal num casamento que já viu melhores dias, amol mag | 10

mas em que um pequeno gesto pode fazer uma grande diferença. Também este é um filme de stop-motion, mas utilizado na forma mais tradicional da técnica, bonecos de espuma com esqueletos metálicos articulados no interior, num cenário cheio de pormenores e com um uso inteligente da força gravítica para mostrar a vida divergente do casal. Na competição nacional, o Prémio António Gaio foi atribuido a “Outro Homem Qualquer” de Luis Soares, que mostra um dia na vida de um homem que repete sempre a sua rotina e que (quase) não deixa marcas nas vidas em seu redor. Os prémios de Jovem Cineasta Português até 18 anos e com mais de 18 anos foram atribuidos respectivamente ao hilariante “Sem Papas na Língua” das crianças das oficinas ANILUPA, e a “Branco” de Raquel Felgueiras que é inspirado no livro “Ensaio sobre a Lucidez” de José Saramago. Os prémios foram entregues na sessão de encerramento do festival que foi abrilhantada pela curta “O Macaquinho de Nariz Branco” realizada pelo Colectivo de Alunos da Academia de Verão ‘12 da Academia de Música de Espinho, que cantaram ao vivo, em sincronia com os eventos da curta a ser projectada, sob a direcção de Paulo Fernandes e acompanhados ao piano por Jonas Pinho, criando um momento enternecedor e memorável. A anteceder o fechar da cortina deste ano, o discurso de António Gaio foi inspirador, abordando a crise e as dificuldades do sector, mas sempre focado na esperança e no futuro, e confirmando que em 2013 o Cinanima estará de volta para a 37ª edição.


Cinema

Skyfall James Bond regressa aos cinemas para a sua 23ª aventura e pela terceira vez Daniel Craig veste o fato do agente secreto mais famoso de sempre. “Skyfall” começa em Istambul onde Bond e outra agente do MI6 estão a tentar recuperar um disco rígido roubado. A perseguição frenética passa por alguns dos locais mais emblemáticos da exótica capital, e termina com Bond a ser atingido a tiro, dando entrada ao elegante genérico inicial. Depois da voz de Adele num dos melhores temas de sempre de um “007”, o filme acompanha o regresso de Bond ao activo e a investigação do paradeiro do disco rígido perdido. A narrativa descarta completamente a que foi iniciada em “Casino Royal” e continuada em “Quantum of Solace”, seguindo uma história completamente original e contida nos 143 minutos do filme. As personagens e as suas relações estão muito bem exploradas, e ficamos a perceber melhor o funcionamento do MI6 e o peso de ter um trabalho em que se decide o destino do mundo e se pode morrer a qualquer instante em nome da velha Britannia. Os excelentes diálogos estão entregues a actores de primeira linha como Judie Dench e Ralph Fiennes e o brilhantemente demente e perturbador Javier Bardem. As duas Bond girls embora muito diferentes uma da outra, têm em comum serem importantes na história, mas estarem poucos minutos na tela. As cenas de acção continuam a ser old-school, utilizando duplos e explosões reais, contrariando a tendência de Hollywood para fazer tudo digitalmente, o que lhes dá uma maior veracidade. A cinematografia é

brilhante havendo sequências inteiras em que qualquer frame merece ser emoldurado e exposto numa galeria de fotografia, pecando apenas por ter alguns planos que parecem apenas existir para exibir essa cinematografia em vez de fazer progredir a história. Mas o filme está longe de ser perfeito. A história que de início é interessante e intensa, mas no segundo acto começa a ser um pouco incoerente e no terceiro acto parece que estamos num filme que de “007” pouco tem, não perdendo no entanto a intensidade. As homenagens aos 50 anos de “007” são engraçadas para os fãs, mas a certa altura, por momentos, tiram-nos de “Skyfall” e colocam-nos a ver um filme em vez de o viver. Mas os problemas mais graves são quando personagens que até então se comportaram de forma inteligente e realista, de repente fazem algo completamente inadmissivel para um operativo ou algo completamente fantasioso, só para forçar a transição para a sequência seguinte. “Skyfall” é muito melhor que “Quantum of Solace”, mas não é um “Casino Royale”. 6/10

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Portef贸lio: T.M. Fotografia

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Portefólio:

T.M. Fotografia A Amol foi a Tomar e descobriu o trabalho do Tó Zé ..... Depois foi só desafiá-lo para estar com os nossos leitores. amol mag | 13


Portefólio: T.M. Fotografia

T.M. Fotografia Olá Tó Zé, És capaz de nos explicar quem é o T.M. Fotografia? Olá chamo-me António José, Nasci a 31 de Março de 1971 sou natural da bela cidade de Tomar, onde vivo atualmente. Faço fotografia e tenho por ela uma enorme paixão. Frequentei um curso de fotografia de 1º, 2º e 3º nível com um excelente formador, Inácio Ludgero.

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Como começa a tua relação com a fotografia? Já vem de há muitos anos, mas a fotografia a serio começou em 2007, ano em que adquiri a minha primeira camera reflex. E contrariedades? Tens tido contrariedades? Neste mundo da fotografia existem sempre contrariedades, mas quando me aparecem tento não ligar e seguir em frente.

Ponderadas as contrariedades o que é que te anima? Que te faz querer continuar? O que me anima neste meio é que quando faço fotografia, no momento do click já estou a pensar como melhorar a próxima foto, e devido a esse facto a minha evolução ao longo do tempo. Saber que cada trabalho que apresento, as pessoas cada vez mais o admiram

e isso dá-me força para continuar e evoluir cada vez mais. Reparamos que dentro da fotografia cobres vários géneros. Que é que mais te atrai? Gosto de fotografar um pouco de tudo, mas o que mais me atrai é a fotografia de moda e retrato.


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Portefólio: T.M. Fotografia Tens mestres na fotografia? Quem te inspira? Sim tenho alguns mestres de fotografia principalmente grandes fotógrafos de moda. Não tenho ninguém em especial que me inspire . E alguma referência pela negativa? Nada a declarar. Que gostarias de fazer em fotografia? Um dia gostava de poder fotografar para uma revista, fotografar novos mundos, novas gentes. Se te dessem a possibilidade de escolher um/a modelo e um local para o/a fotografar… Quais seriam as tuas escolhas? Quanto o/a modelo a fotografar não tenho ninguém em especial que gostasse de fotografar, claro que uma modelo famosa era sempre uma mais valia. Local para o/a fotografar acho que um dia gostava de fotografar o/a modelo na neve. Sentes que desde que começaste a fotografar tens evoluído? Quais os aspectos em que sentes uma maior evolução? Sim desde que comecei a fotografar sinto uma enorme evolução e em cada trabalho que faço tento evoluir cada vez mais Enquanto fotógrafo, como gostarias de ser conhecido? Gostaria de ser conhecido pelo trabalho e qualidade que tenho vindo a desempenhar. Para além da fotografia, quem és tu? Sou uma pessoa simples e divertida. Trabalho em nome individual. Consegues olhar o mundo com “olhos normais”, ou vês o mundo através do visor duma camara? Sempre que saio a rua vejo tudo á minha volta como se andasse a fotografar, pois tudo me desperta para uma boa fotografia e tento logo pensar como ficaria melhor.

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Portef贸lio: T.M. Fotografia

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Portefólio: T.M. Fotografia Como conheceste o projeto Amol? Qual a tua opinião sobre este projeto? Conheço desde a altura em que me contactaram. Excelente projeto. Certamente muito ficará por dizer… mas deixamos-te agora um pouco de espaço para em discurso directo nos falares um pouco mais de ti e nos mostrares um pouco mais do teu trabalho. Desde já quero agradecer a grande oportunidade que me deram desta entrevista. Têm aqui um excelente trabalho. Parabéns Amol.

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Fica aqui a minha pagina de facebook para quem quiser conhecer melhor o meu trabalho. Obrigado http://www.facebook. com/tmfotografia.foto


Música Nuno Pinheiro, 30 anos, jornalista sem carteira. Nasceu e mora em Lisboa, numa casa com janela para o rio. Talvez por isso esteja muitas vezes bem-disposto e nunca escreva mal de nada. Colabora com a AMOL há uns bons meses e, que se saiba, não escreve sobre Música em mais lado nenhum. Também não precisa.

Jessie Ware - Devotion Prontos para o romance? Jessie Ware é uma inglesa de 28 anos que canta divinalmente. Devotion é o álbum de estreia, saiu em Agosto e tem sido muito bem recebido pela crítica. As comparações à eterna Sade são inevitáveis até porque este disco é, todo ele, para ouvir a fazer amor. Devotion é um novo clássico. É nostalgia moderna. Tem ambiências declaradamente 80’s mas com detalhes que nos fazem perceber que é um disco século XXI. A voz e as melodias de Jessie Ware são encantadoras e hipnóticas. Criam o mood perfeito para a paixão mesmo quando está a cantar sobre desgostos de amor ou separações. Sweet Talk, Wildest Moments e sobretudo Running são canções imperdíveis e que devem fazer

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parte da playlist dos vossos leitores de mp3. Se quiserem ganhar alguém pelo coração, fica a dica, este é um disco que devem oferecer no natal. Nuno Pinheiro


Arquitectura Miguel Meira tem 25 anos, vive no Porto e concluiu em 2012 os seus estudos em Arquitetura. Em simultâneo, tem vindo a trabalhar como ator, tendo pisado o palco pela primeira vez em 2005, no teatro académico. Colabora com a AMOL desde Setembro de 2010. Fernando Dionísio é autor de Arquitetura,. Provocador e irreverente, faz do constante questionamento dos conceitos o seu modo de estar na vida. Integrou a equipa AMOL em maio de 2012.

Porto de Chegada, Porto de Partida Num último artigo para uma publicação, o expectável seria fazermos uma espécie de retrospetiva sobre tudo aquilo que foi escrito; porém, essa atitude pressupõe que a publicação ou o mundo param. Como queremos evitar o estereótipo e acreditamos que a AMOL Magazine terá bastantes mais números, optamos por, neste texto, encetar uma abordagem ao espaço urbano, onde é possível observar o diálogo e a interação entre o interior de um quarteirão versus envolvente, assim como o objeto contemporâneo versus o objeto histórico Neste último mês de 2012, debruçamo-nos sobre o Passeio dos Clérigos (antiga Praça de Lisboa). Esta intervenção criou percursos entre os diversos lados da praça, tendo, no entanto, sido pensados para alguns: quem, por azar, se fizer acompanhar por um carrinho de bebé, ou se deslocar em cadeira de rodas ou muletas bem pode usar o passeio envolvente que, apesar de mais longo na extensão, não tem degraus, sendo, esses sim, universais. Compreendemos que, quando o autor de uma intervenção urbana ainda não usa muletas e cadeira de rodas, estes aspetos lhe passem ao lado. Não obstante, o Passeio dos Clérigos, contrariamente ao que acontece com a intervenção nas Cardosas, enverga todo o potencial para se transformar, a curto prazo, num espaço vivencial com qualidade e de movida. O passado recente desta praça poderia levar-nos a pensar que um espaço com estas características poderia falhar. Todavia, existe uma diferença crucial entre a sua anterior ocupação, onde todas as entradas haviam sido concebidas para se aceder ao interior do quarteirão mas não para o atravessar. Na intervenção atual, este pequeno grande detalhe do atravessamento marca toda a diferença, porque cose a malha urbana e garante a integração dos fluxos da cidade numa nova artéria pedonal. Já no caso das Cardosas, passa-se exatamente o oposto, apesar de um pretenso atravessamento. O Passeio dos Clérigos, independentemente do tipo de comércio, cafés ou outros serviços de que venha a ser dotado, por este simples detalhe ao nível do desenho urbano, está, na nossa opinião, condenado a obter êxito

tanto no campo sócio-urbano como comercial. Neste quarteirão, e tendo como apoio a fotografia da Mariana Jacob Ponce, podemos verificar a interação entre o objeto contemporâneo e o antigo, onde o contemporâneo acaba por retirar um certo protagonismo à torre dos Clérigos. Por outro lado, de uma forma aparentemente paradoxal, realça a própria torre que se remete agora a uma condição periférica a todo o espaço visual contido entre a Rua da Assunção, a Rua das Carmelitas e a Rua Dr. Ferreira da Silva, com novos enquadramentos - podendo, assim, ser observada de uma maior quantidade de pontos perspéticos. Cremos, por isso, ser precisamente esta periferia que evidencia a Igreja dos Clérigos no seu silêncio e magnitude. O diálogo entre os dois tempos (Passado e Presente, Barroco e Pós-moderno) materializa a típica mutação constante inerente ao espaço urbano. Este conjunto de transformações é a essência do caráter lúdico que todas as cidades que procuram conquistar os seus habitantes e visitantes necessitam, no sentido de evitar tanto o envelhecimento como a monotonia. O Porto aspira a ser uma cidade europeia e, apesar das críticas aos encargos financeiros da Porto 2001, consegue, hoje, ser um destino turístico regular - sem picos sazonais. Para o manter, deve saber reinventar-se continuamente e aumentar os cenários arquitetónicos e urbanos no que toca às imagens a reter pelo olhar dos visitantes. Embora pareça que, com este tipo de reflexão, nos distanciamos dos âmbitos da arquitetura e do urbanismo, não devemos esquecer que os estes não existem sem as componentes humana e social, quer sejam estas autóctones ou exteriores. Hoje, o Porto sabe ser uma cidade do mundo ao mesmo tempo que continua a valorizar o seu puerto.

| Texto de Fernando Dionísio e Miguel Meira | Fotografia Mariana Jacob Ponce

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Moda Florisa Nogueira nasceu em 1989, no Porto, e desde cedo se interessou por Moda. Seguiu Artes, em Produção Artística na Secundária Artística de Soares dos Reis em 2007, e está actualmente a estudar Design de Moda na mesma escola. Tem vindo a participar em diversos eventos e produções de Moda desde 2006.

Tendências Outono/Inverno 2012-2013 Depois do Verão tardio voltamos finalmente às estações frias. Apesar de estarmos de volta aos casacos quentes e pele coberta as últimas tendências vão ajudar-nos a brilhar!

Mulher O look gótico vem a acompanhar a moda feminina há algumas estações, continuamos a vê-lo revisitado e reformulado. As correntes, tachas e outras aplicações misturam-se com materiais como o cabedal, a musseline e o pêlo. O preto domina acompanhado do bordeaux e o brilho do vinil mistura-se com a profundidade do veludo. As peças são variadas, desde a rigidez das calças de cabedal à fluidez das saias de musseline cheias de transparência. As saias peplum e os casacos “motoqueiro” são mais um ponto fulcral. As botas com aplicações complementam acessórios reminiscentes deste estilo a que já estamos habituados. O barroco invadiu as passerelles de aplicações e adornos. O preto e o azul misturam-se com o dourado e prateado, as rendas, os brocados e os veludos contribuem para o luxo transmitido pela tendência. Peças estruturadas como so-

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bretudos e blazers são embelezadas com pedras, bordados e lantejoulas numa profusão de detalhes. Esta tendência transparece também para os acessórios que adquirem o estatuto de jóia, com a decoração nos sapatos e malas. Outra grande tendência presente há já algumas estações é o look militar. O verde domina acompanhado do castanho e cinza, o padrão camuflado composto por estas mesmas cores não poderia ficar de parte. Os tecidos pesados como a fazenda misturam-se com a malha grossa aplicada nas camisolas. As golas de pelo adornam casacos de trespasse com botões dourados e insígnias afirmam o look. A tendência transborda para os acessórios e calçado com botas altas de couro e malas a tiracolo. As peças chave variam do mais estruturado ao casual e relaxado. Pantalonas e silhuetas oversize com camisolões de malha ou capas contrastam com saias peplum, blazers ajustados e silhuetas de alfaiataria.


Os padrões usados sem medo são uma forte componente da moda feminina para esta estação, usados com bom senso, podem ser misturados entre si ou usados como look total. A panóplia é, como sempre, variada, desde o camuflado ao floral, passando pelo étnico ao mais gráfico. Os tecidos e materiais variam e contrastam entre o veludo e a musseline, a fazenda e até mesmo o brocado. As aplicações e adornos vão desde o bordado à utilização de tachas ou pedraria para acrescentar detalhe às peças mais especiais. As cores para este inverno reflectem esta variedade, desde o preto aos complementares tons preciosos de dourado e prata, misturados com tons fortes como o rosa choque e o azul vivo ou tons mais calmos como o rosa claro e o violeta.

Homem A tendência mais marcante na moda masculina para este ano é o uso do azul-marinho que vem tomar o lugar do preto. Diferentes tons são incorporados em silhuetas elegantes em colour blocking ou aplicados nas mais diversas tendências actuais como no uso de padrões variados. O look militar acompanha também a moda masculina. Sobretudos e casacos de trespasse são complementados com golas de pêlo e os típicos verde e castanho não são deixados de parte. Acessórios como gorros e luvas “à aviador” são essenciais para compor o coordenado. A fazenda, a malha grossa e o cabedal dão vida a este universo de peças funcionais e práticas. Quase como que acompanhando uma vez mais as tendências para a moda feminina, o luxo transmite-se para o

mundo masculino com o look dandy. Veludos são utilizados em capas e até mesmo em sapatos. O embelezamento com aplicações estende-se desde o vestuário aos acessórios. Outros materiais de luxo como o cabedal são também incorporados nesta tendência, usado em certos componentes das peças de vestuário ou até mesmo como look total. O preto e o bordeaux complementam-se com tons preciosos de azul e verde. As peças chave são marcantes como o sobretudo de trespasse, o abrigo em forma de capa e a gola alta, clássicos revigorados que estão sempre presentes. A utilização de padrões desempenha um papel importante no que é a tendência masculina nesta estação. Desde o xadrez aos florais, passando pelos psicadélicos que relembram os anos 70, os padrões entram sem misericórdia na moda masculina. Os tecidos e materiais predominantes são luxuosos, como o veludo, o cabedal, a pura lã e a fazenda de alta qualidade. Como já foi referido, a cor desta estação é o azul-marinho. Outras cores como o verde, o bordeaux, o preto e o cinza tomam ainda lugar na lista de tons preciosos para esta estação.

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A Amol magazine e a Cirrone Jeans querem oferecer-te uma prenda de Natal. Estรก atento/a ao nosso Facebook!

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fotografia

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Capa: Fernando Rocha Pedro Cabral, fotógrafo amador (de quem ama), a residir no Porto. Adepto da fotografia digital, depois de longos anos com horas a fio passadas no laboratório P&B. É um dos fundadores da AMOL Magazine.

• Fotografia: Pedro Cabral amol mag | 30


Fernando Rocha Olá Fernando. Obrigado por aceitares esta conversa com a Amol Magazine.  De acordo com a tua biografia enquanto jovem já divertias a família contando anedotas… como é que descobres esse teu potencial?  Ora bem… Eu descobri que era o palhaço da família desde muito novo, daí a aperceber-me que podia fazer disto carreira foi um longo percurso que se iniciou num concurso de anedotas na televisão. Começas a tua vida profissional como electricista e são as anedotas que te tornam famoso. Como é esse processo?  Como disse começou tudo num concurso de televisão, um concurso de anedotas a nível nacional, onde participaram cerca de mil gajos …. Desses mil foram escolhidos cerca de 20, e desses 20 eu fui o melhor. Foi aí que parei para pensar e reflector e achei que, se calhar, poderia fazer daquilo a minha carreira. Depois começaram a surgir os convites e comecei a fazer espectáculos de anedotas. Agora faço stand up, teatro, cinema, várias versoes de comedia, mas inicialmente comecei só mesmo com as anedotas. O que vais sentindo à medida que descobres que as anedotas te podem tirar do anonimato e mudar a tua vida?  O meu objectivo e inicialmente a minha estratégia não passou pela saída do anonimato. A minha estratégia inicial foi tentar ser feliz profissionalmente. E é isso que eu desejo para os meus filhos, prefiro que ganhem o ordenado mínimo e se sintam felizes do que ganhem um grande ordenado e se sintam infelizes profissionalmente. Eu acho que ser feliz profissionalmente é meio caminho andado. Depois se fores feliz na família está tudo completo… podes amol mag | 31


Capa: Fernando Rocha considerar-te um homem feliz. Queres dizer que o contacto com o povo te ajuda a construír as tuas personagens?  Eu gosto muito de viajar, conhecer outras culturas, nomeadamente a cultura Americana. Percebi muitas coisas, entre elas descobri que o povo português se preocupa demais com o que os outros pensam de nós. Eu estou um pouco vacinado em relação a isso, eu quero saber da minha vida e só sei uma coisa, eu para colher tenho que semear, agora, se estou a semear batatas e os outros acham que estou a semear mal não quero saber. Enquanto eles estão a “achar” eu estou a “semear” para depois colher. E o meu contacto com o povo, este trabalho ao lado de pessoas simples permite-me colher muito. O facto de seres um homem do Norte, influencia a personagem que todos conhecemos?  Sem dúvida nenhuma que ser do Norte para mim tem sido uma grande base na recriação das minhas personagens. Só há duas personagens que fogem ao norte … o Tiburcio e a Matumbina que são dois africanos. E esses foram inspirados em colegas da tropa, negros, que falavam precisamente como o Tiburcio e a Matumbina. Para além desses todos os meus personagens são do Norte. Se eu não vivesse no Norte provavelmente não teria as experiências que foram ponto de partida para inventor uma personagem, uma história ,uma anedota engraçada para por em palco. As pessoas vão atrás de ti para te contar anedotas?  Muitas vezes. E às vezes não desistem enquanto eu não disser “essa não conhecia”. Nasceste depois do 25 de Abril. Antes existia censura em Portugal e há um tipo de vocabulário que não era permitido. Consegues imaginar-te numa radio ou televisão em que o “palavrão” não fosse permitido?  Nasci um ano depois. Mas não é dificil fazer esse raciocínio. Antes de mim existiu um homem a quem chamavam o Cantinflas Português. Ele não fazia mais nada do que aquilo que eu faço agora mas teve o azar de nascer numa altura em que era enorme a censura e não conseguiu mais que lançar algumas cassettes. Profissionalmente era artista de circo, com malabares. Era um optimo contador de anedotas, lançou várias cassettes, mas profissionalmente era artista de circo. Nunca foi convidado par air a um programa de televisão por causa dos palavrões. Eu tive a sorte de nascer depois do 25 de Abril e a ousadia de rasgar um caminho jamais trilhado por outros … entrar na televiseo sem a capa do políticamente correcto. Imagina um filme com uma família do Bairro Alto em que a mãe sentada à mesa com os filhos os trata por

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você, isto não é real, eu tento trazer a realidade para as minhas actuações. De qualquer modo a tua vida artistica não são só anedotas… Vais-te transformando num humorista e num actor. Que tipo de trabalho preferes actualmente?  Eu prefiro ser comediante, prefiro o humor. Seja como One Man Show, seja como ator humorista … fiz o curso superior de teatro e para mim a disciplina de drama doi um Drama. Posso contar-te que tive um grande professor, o Merino, estavamos a fazer o rei Édipo … aquilo é tragédia grega, supera tudo que é desgraça. Quando eu representava a minha parte, eu abria a boca, e a turma começava toda a rir-se. Ninguém me leva a sério, nem que seja o maior drama do mundo. Eu tento fazer drama e desata tudo à gargalhada. Se eu estou a fazer drama e a malta começa toda a rir, algo está errado. Actualmente há muitos jovens a tentar a stand up comedy. Porque pensas que isso acontece? Já te passou pela cabeça que o teu exemplo de sucesso pode ser um dos motivos?  Não creio. Creio que a malta que vai para a stand up comedy se inspira mais no Bruno Nogueira, Nilton, Gatos Fedorentos do que em mim. Eu estou rotulado de contador de anedotas apesar de também fazer stand up comedy. Mas o meu rótulo é contador de anedotas. Vou falar-te duma forma mais metafórica, vou comparer a stand up comedy e as anedotas com a roupa.


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Capa: Fernando Rocha Posso?  Claro, nós também somos uma revista de moda...  Se tu fores numa excursão de autocarro há sempre alguém que vai para a frente, pega no microfone e conta umas anedotas, não faz stand up comedy. Durante uma época as pessoas vestiam calças boca de sino, mas havia quem usasse fato e gravata. Hoje já ninguém usa calças boca de sino mas continua a usar-se fato e gravata. A stand up comedy é como as calças boca de sino, uma moda, mas quando passar, o povo vai continuar a contar anedotas. Continua a ser fácil fazer os Portugueses rir?  Eu quando faço um espectáculo estou preocupado em fazer as pessoas rir. Num publico de 2000 pessoas de certeza que tens gente preocupada porque tem uma pessoa querida com uma doença terminal, outras porque têm dívidas que não conseguem pagar, outras porque não conseguem emprego, outros porq ue não têm dinheiro para a educação ou mesmo para a comida dos filhos. Durante as duas horas do meu espectáculo todos se riem e por algum tempo conseguem esquecer o que os preocupa. Eu não lhes resolve os problemas, mas, pelo menos, durante o tempo do meu espectáculo ajudo-os a esquecer um pouco o que os preocupa fazendo-os rir. E rir faz bem.  Para terminar… O que sentes quando ouves uma anedota mal contada?  Bom… há muita gente que não tem jeito nenhum para contar anedotas e às vezes insistem em contar-me anedotas, habitualmente tento ser simpatico, ouvir e até rirme com as pessoas se elas vêm numa attitude tambºém de simpatia. Agora, confesso, que às vezes quando vejo na televisão uma anedota mal contada me dá um certo gozo… Na mesma medida em que poderá dar gozo ao Cristiano Ronaldo ver o Messi falhar um penalty?  Sim… acho que podemos dizer que é quase a mesma coisa. Obrigado Fernando, foi um prazer conversar contigo.

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Dia 7 de Dezembro Teatro Sá da Bandeira – Porto Fernando Rocha, ao vivo! Espectáculo de lançamento do novo livro de anedotas Entrada GRÁTIS para 2 pessoas . Oferecemos duas entradas aos dois primeiros mails com o texto “Eu quero ir ao espectáculo do Fernando Rocha”. Envia para geral@amolmagazine.net

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Natal Sensual

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Entrevista Música: Head:Stoned Helena Oliveira é jornalista, licenciada em Ciências da Comunicação. Actualmente, integra um projecto televisivo na área da Música e, desde Outubro de 2011, é também colaboradora editorial da AMOL.

Head:Stoned Surgiram em 2006 na cena musical, underground, e o bom trabalho valeu-lhe críticas muito positivas por parte da crítica. “I AM ALL” foi o primeiro álbum da banda que prepara o lançamento de um E.P. para breve e garantem que com algumas surpresas, mas sempre com qualidade e coesão. Os HEAD:STONED formaram-se em 2006, como surgiu o projecto? Basicamente foi uma ideia que partiu do nosso antigo vocalista, Pedro Gouveia (ex. DOVE, ex. PITCH BLACK) e do baterista Augusto Peixoto (ex. DOVE, ex. IN SOLITUDE, CYCLES). Consequentemente, juntaram-se à banda os guitarristas Pedro Vieira (ex. WITHERING), Carlos Barbosa (ex. FEARS TOMB, ex. CYCLES) e o baixista Henrique Loureiro (ex. CYCLES). E, foi esta a primeira formação da banda que deu o seu primeiro concerto em finais do mesmo ano. Após esse concerto quer o vocalista, que o baixista, decidem sair da banda e foram prontamente substituídos pelo vocalista Vítor Franco e a baixista Vera Sá. E, é esta formação que se mantém até à presente data. Porquê HEAD:STONED? A banda começou por chamar-se HEADSTONE mas, por questões legais e aquando da edição do álbum “I AM ALL” tivemos que alterar o nome da banda para a denominação actual. A razão do nome, essencialmente deve-se à dureza que o mesmo apresenta, algo que pretendíamos para o nosso som, um Metal pesado, baseado no Thrash-Metal, no Doom-Metal e outras vertentes mais tradicionais do Metal. O peso sendo essencial nas nossas amol mag | 42

músicas pretende criar um efeito na cabeça dos ouvintes como se de uma pedrada se tratasse. Mas a formação inicial não é a mesma dos dias de hoje. A que se deve essa alteração? Como referimos na primeira resposta, tivemos duas alterações no line-up, com as saídas do vocalista Pedro Gouveia e dos baixista Henrique Loureiro, tendo sido substituídos pelo Vítor Franco e pela Vera Sá. A razão prendeu-se com factores pessoais e alguns conflitos na decisão de qual o tipo de som que a banda estava a definir nos primeiros meses da nossa existência. Quais são as influências desta banda? Inicialmente caracterizavamos nos como uma banda de Thrash-Metal mas, consoante as composições iam surgindo e as influências pessoais de cada um se enraizavam nos temas, o nosso som tornou-se bastante mais diversificado em termos de estilo, mantendo o peso, é certo mas, a melodia começou a surgir nas nossas músicas, essencialmente, devido às vocalizações do Vítor. Em 2009 lançaram o EP “ Within The Dark” como foi a aceitação? Foi excelente e superou as nossas expectativas. O E.P. permitiu que a banda desse o salto no Underground Metálico Nacional e conseguimos, inclusive, o contrato para a edição do álbum com a Major Label Industries.


O álbum “I Am All” foi bem aceite pela critica? Como definem este trabalho? Foi muito bem aceite e foi uma consequência lógica do que o E.P. tinha criado. Enquanto que o E.P. é mais directo em termos de som, o álbum é mais rico em detalhes e mais diversificado, indo de encontro ao que foi referido anteriormente, as influências de cada um sobrepuseramse à definição do estilo mais Thrash-Metal que a banda tinha assumido no início da formação da mesma. Os fãs esperaram com expectativa pelo álbum superaram as expectativas? Acreditamos que sim, inclusive, a edição especial (Digipack + T-Shirt) esgotaram-se em poucos dias e a editora referiu na altura que fomos a banda que mais pedidos de pré-encomendas tiveram até então. O E.P. pela novidade que foi teve, talvez, mais impacto, o que é natural, pois as pessoas não estavam à espera que uma banda tão recente, conseguisse apresentar um trabalho tão coeso e com uma qualidade tão grande. Mas, o álbum surpreendeu tudo e todos porque no lugar de jogarmos pelo seguro e manter um estilo tão directo e que tão bem conta de si deu, resolvemos evoluir, desafiar as nossas pretensões e dar um passo em frente.O mesmo acontecerá com o próximo trabalho, com toda a certeza. Rigor, técnica e precisão e tudo isto foi conseguido neste disco de estreia. Como se sentem? Sentimo-nos bem, porque é algo que fazemos há tantos anos, a experiência é um dado adquirido nesta banda, temos músicos experientes, alguns a tocarem há mais de 20 anos em bandas. Tudo isso conjugado com a vontade de prosseguir e fazer ainda melhor, continua a desafiar-nos para fazer sempre melhor e o facto de nos sentirmos diferentes de tudo o que existe à nossa volta em termos de estilos que existem no nosso Underground, faz com que tenhamos um núcleo de apreciadores especiais.

O que oferecia aos fãs este primeiro trabalho? O que de melhor pode haver no Metal: poder, força, melodia, técnica. Tudo conjugado é um excelente “cocktail” para os apreciadores de Metal. Quem tomou contacto com os vossos trabalhos sabe que encontrou um som e uma atitude com potencial internacional. Como se sentem ao ler isto da parte da crítica? O circuito internacional é tão extenso que existem milhares de bandas de qualidade, como são exemplo os HEAD:STONED, que nunca serão conhecidas. São vários factores que assim ditam o desconhecimento quase total da banda a nível mundial e não podemos estar a pensar em algo tão complexo como é uma internacionalização. Mas, é excelente sentir que a crítica é “simpática” para connosco e como é lógico dá-nos mais poder para continuar a fazer o que pretendemos. Apesar de quando iniciaram carreira, em 2006, serem considerados novatos na cena Underground a verdade é que o vosso bom trabalho conseguiu conquistar um lugar de destaque. Foi preciso muito trabalho? Esse trabalho já vem dos anos que cada elemento tem de experiência, portanto, conjugando essa mesma experiência pessoal e musical de cada um, forçosamente isso transparece na nossa música. E, sem trabalho, nada disto seria possível. Como descrevem hoje os HEAD:STONED? Uma família, uma força motora com uma capacidade enorme para criar música de qualidade, com o intuito de surpreender a cada trabalho que é editado. Sentimo-nos como o vinho do Porto, cada vez melhores. A maturidade leva a tudo isso, conjugada com o amor que sentimos pelo Metal e pela música que fazemos.

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Entrevista Música: Head:Stoned

Sei que estão a preparar um novo álbum para quando? Não será um álbum mas, isso sim, mais um E.P. A razão prende-se com o facto de ser a banda a auto-financiar o novo trabalho e, porque acreditamos que editar 5 ou 6 temas terá o mesmo impacto, ou até mais, que 10 ou 11 músicas. Com a velocidade que o mundo gira e com tantas coisas a acontecer ao mesmo tempo, as pessoas mal têm tempo para ouvir um cd, portanto será mais fácil cativar as pessoas com um E.P. do que com um álbum. A edição do novo trabalho será para o início do próximo anos, se tudo correr como o previsto. O que é que este novo trabalho vai oferecer aos fãs? O mesmo de sempre, mas com algumas surpresas. Teremos alguns convidados que irão dar uma maior dimensão ao som da banda e acreditamos que este trabalho terá um impacto muito mais forte que os anteriores, pela capacidade de composição e devido ao facto de termos pensado com mais tempos nos pequenos detalhes que cada música apresenta. É o trabalho mais completo até à data dos HEAD:STONED mas, dizer se surpreenderá os ouvintes, só mesmo eles é que responderão a essa questão. De nossa parte, já sabem, esperem sempre o melhor. As críticas são muito boas acreditam que lá fora os HEAD:STONED podiam alcançar uma posição mais marcante e duradoura? Como já foi respondido numa das questões anteriores, alcançarmos uma posição no mercado internacional é complicado e complexo, até e, para isso acontecer terão que haver conjugações de vários factores, sendo os mais importantes o feedback por parte do público e da crítica, espalhados pelos media e pela net. Porquê é tão difícil singrar na música em Portugal? Porque o mercado está viciado, tão simples quanto isto! Há defeitos enormes que nuca foram corrigidos e a inveamol mag | 44

ja por parte de algumas personalidade é marcante. Há, também, algo que é incompreensível, que prende-se com o facto do público dar um crédito enorme ao que é feito lá fora, apoiam as bandas internacionais e há bandas nacionais bem melhores que são colocadas de lado por serem, precisamente, nacionais. Não se acredita no produto nacional e enquanto essa mentalidade não mudar, nada feito Vejam o que se passa na Escandinávia, com bandas a se destacarem nas vendas dos próprios países e a serem apoiadas nos concertos que lá dão. Aqui as bandas que têm excelentes casas nos concertos que dão, são sempre as mesmas, porque essas mesmas bandas fazem parte do circuito que se criou.Já cansa falar de tudo isto ao longo dos anos e, praticamente, nada ter sito feito para se mudar… Onde deram o vosso primeiro concerto? O nosso primeiro concerto foi o PORTO RIO Bar no dia 4 de Novembro de 2006. Como são em palco? Em palco somos uma banda descomplexada, divertida e temos uma postura bem para a frente. Geralmente caracterizam-nos por termos quase sempre um som poderoso ao vivo, o que se torna abonatório para a banda. Que mensagem querem deixar aos fãs? Que continuem a acreditar em nós e que demonstrem o seu apoio aparecendo nos concertos e comprando os nossos cds. Queremos agradecer, também, todo o apoio demonstrado ao longo dos anos e que tudo faremos para continuar a presenteá-los com grandes malhas. Para o futuro o que esperam? O mesmo que temos tido até ao momento e se algo de melhor chegar, estaremos cá para abraçar de bom grado.Teremos sempre esta atitude sincera e honesta e nunca trairemos os nosso princípios humanos e artísticos, como tal pedimos que nos respeitem e nos apoiem com uma postura forte, poderosa, tal como a nossa música. Aproveitamos para agradecer a entrevista por parte da revista AMOL e, em particular, a Helena Oliveira, por mais uma oportunidade para darmos a conhecer o que são os HEAD:STONED!


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Cloe Silva Espaço Glam O espaço Glam \e um espaço de divulgação Glam Models. Mensalmente trazemos aos nossos leitores 2 modelos da agência

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Altura: 1,69 Busto: 83 Cintura: 65 Anca: 89 Confeção: 34/36 Sapatos: 39 Olhos: Castanhos Cabelo: Castanho


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Daniel Suarez Espaço Glam O espaço Glam \e um espaço de divulgação Glam Models. Mensalmente trazemos aos nossos leitores 2 modelos da agência

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Altura: 1,84 Confeção: 48 Camisa: 38 Calça: 42 Sapatos: 41/42 Olhos: Castanhos Cabelo: Castanho


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Eu na amol: Catarina Augusto “Eu, na Amol” é uma nova secção da Amol Mag destinada a modelos/candidatas/os a modelo, que pretendam mostrar o seu trabalho. Enviem-nos os vossos trabalhos até dia 15 de cada mês, para geral@ amolmagazine.net com “Eu, na Amol” no assunto. Em www..amolmagazine. net, no separador “Eu, na Amol” copiem a declaração de autorização de publicação que têm que nos enviar e consultem as regras da candidatura. Ficamos à vossa espera. “I am in Amol” is for those who are (or wish to be) models and want to share their work.

Send us your photos until the 15th of each month for geral@amolmagazine.net with “I am in Amol” as the subject. Go to http://www.amolmagazine.net/eunaamol/ copy the disclaimer you have to send us and get acquaintance with the rules of this editorial. We are waiting for you. Nome/Name: Catarina Augusto Idade/Age: 17 Vive em/Lives in: Leiria Altura/Height 165cm Peso/Weight: 55Kg Profissão/Job: Estudante

Foto: Daniela Castela

Foto: Daniela Castela


Foto: Filipe Estrela

Foto: Daniela Castela


Eu na amol: Catarina Augusto

Foto: Filipe Estrela


Amol Madeira Este é uma nova secção que estará connosco a partir deste número. Contamos com a colaboração do Leo, que, da Madeira, procurará enviar-nos mensalmente uma “flor”. Se resides na Madeira e queres participar podes contactar directamente o Leo ou a amol magazine: leophoto@amolmagazine.net geral@amolmagazine.net Tânia Pereira de 24 anos é a modelo que, este mês, nos chega da Madeira. Apesar de o seu interesse pela moda se ter revelado ainda muito jovem, aos 16 anos, apenas aos 24 se dispôs a ser fotografada. A moda é, sem dúvida, uma área a  que gostaria de se dedicar.

Leandro, conhecido por Leo, tem 27 anos, natural de Coimbra. Vive na Ilha da Madeira. Considera que ser representante da Amol na ilha da Madeira é um grande desafio e sem duvida uma mais valia numa carreira como fotografo de moda...


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Amol Madeira

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Fotos dos nossos leitores

Categoria: Retrato

Categoria: Moda/Glamour

Categoria: Moda/Glamour

Título: The Earth Laughs in Flowers

Título: Cheia de classe

Título: Luxury

Autor: Andreia Fernanades

Autor: Jorge Alminhas

Autor: Andreia Fernandes

Categoria: Retrato

Categoria: Moda/Glamour

Título: Sara Campos

Título: Welcome Autumn

Autor: Ruben Figueiredo

Autor: Joana Cunha

foto do mês!

Categoria: Moda/Glamour Título: Moda Autor: Nelson Ribeiro

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Categoria: Tema Livre Título: Genuine people Autor: Andreia Fernandes

Categoria: Retrato Título: Inês Fradique Autor: João Pedro

Categoria: Paisagem

Categoria: Espectáculo

Título: Infinito

Título: Espetáculo

Autor: Nelson Ribeiro

Autor: Nelson Ribeiro

Categoria: Arquitectura Título: Meu Porto Autor: Andreia Fernandes

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new faces | new models: Fred Silva Patrícia Ferreira, 24 anos, web designer. Vive em S. Felix da Marinha e possui uma paixão enorme pela fotografia e por isso é a nova colaborada da Amol Magazine que nos trás uma nova secção: New Face - Boys

Fred Silva

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new faces | new models: Fred Silva

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new face

Dezembro 2012

NOME NAME

Fred Silva DATA DE NASCIMENTO BIRTHDAY

1986 - 02 - 16 RESIDÊNCIA CITY

Vila Nova de Gaia OLHOS EYE COLOUR

Verdes Green CABELO HAIR COLOUR

Castanho/ Brown ALTURA HEIGHT

183 cm

PESO WEIGHT

82

TORAX

106 cm CAMISA

40

CASACO 50/52 CALÇAS

42

SAPATO 43

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new faces | new models: Soraia Moreira

Soraia Moreira

Dezembro 2012

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new faces | new models: Soraia Moreira

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new face

Dezembro 2012

NOME NAME

Soraia Moreira DATA DE NASCIMENTO BIRTHDAY

1991 - 10 - 16 RESIDÊNCIA CITY

Gondomar OLHOS EYE COLOUR

Castanhos Brown CABELO HAIR COLOUR

Castanhos Brow ALTURA HEIGHT

164 cm

PESO WEIGHT

53kg

PEITO BUST

32 cm

CINTURA WAIST

36 cm

ANCAS HIPS

38 cm

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new faces | new models: Soraia Moreira

Soraia Moreira Retrato/Portrait Glamour Lingerie Condiçþes: Trabalho pago. Poderå aceitar TPF se considerar relevante para o portfolio Contactos: modelos@amolmagazine.net

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new faces | new models: Soraia Moreira

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Tu podes ser a modelo da próxima edição envia-nos um mail e pede a marcação de uma sessão fotográfica! amolmagazine@gmail.com

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Christmas Angels

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Este natal resolvemos ir Ă  rua comprar alguns enfeites para decorar a sede virtual da Amol Magazine. QuerĂ­amos algo diferente e acabamos por trazer, apenas, dois anjos..


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Christmas Angels

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Modelos: Sara Oliveira e Ilona Koziyeva Fotografia: Pedro Cabral

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AMOL Magazine 36 - Dezembro 2012