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Inscreve-te na Amol agency Exerces alguma atividade relacionada com Fotografia? És modelo, fotógrafo/a, maquilhador/a, cabeleireiro/a, body painter ou retouch artist? Inscreve-te em: www.amolagency.net um site completamente gratuito onde todos os membros são VIP.

Edição impressa 22,00 euros + IVA (portes incluídos)

Já podes ter a tua revista em versão impressa. Envia um mail para producao@snapbook.pt ou apoioaocliente@snapbook.pt com nome, morada e número de contribuinte - não te esqueças de dizer que pretendes a versão impressa da Amol magazine n.º 26 -, seguido do número de exemplares. Ao mesmo tempo, informa que efetuaste o pagamento por transferência bancária para o NIB: 0032-0114-00200523873-56 com a data da transferência e o nome do teu banco emissor. Após confirmação, será feito o envio da revista. A revista é impressa semanalmente.

Edições anteriores em PDF! Agora, podes fazer download de todas as edições da AMOL Mag em formato PDF no nosso novo site!


sumário

Ficha técnica Direção Equipa AMOL Informática Tiago Silva

Capa Joana Pereira

Design Gráfico Miguel Meira

Fotografia Pedro Cabral

Relações públicas Maria João Lima

Make Up Artist Marta Moreira

Fotógrafo Pedro Cabral

Hairstylist Clarisse Fernandes

Colaboradores editoriais Catarina Ramalho, Fernando Bagnola, Florisa Nogueira,

Guarda-roupa Florisa Nogueira

Helena Oliveira, Luís Trigo, Maria João Lima, Mariana Lambertini, Miguel Meira, Nuno Pinheiro e Pedro Cabral

índice 04 16 18 19 20 22 32

Portfólio: Pedro Pinho Teatro Música Cinema Fotografia Capa: Joana Pereira Música Entrevista: Kenny

04 22


amol mag | 3

Abril traz novidades. A partir deste mês, vamos poder contar com uma nova

Para a nossa capa, trouxemos a Joana Pereira, uma mo-

participação: Fernando Bagnola, que apresentámos aos

delo GLAM. Tentamos assim dar mais relevo à parceria

nossos leitores na revista de março, passará a trazer-nos

com esta agência com que certamente iremos ter mais

mensalmente um tutorial. Aí poderão ver as dicas de

colaborações que enriquecerão ambas as partes.

iluminação do Fernando. É uma rubrica que os nossos leitores, amantes de Fotografia, certamente apreciarão.

Finalmente, no âmbito da nossa parceria com a mvmTV, para além dos tempos AMOL, que englobam o making

Trazemos ainda um novo artigo/testemunho da autoria

of e a entrevista com a modelo de capa e uma entrevista

da Maria João Lima, nossa editora de Cinema, que foi a

com um dos nossos convidados, passaremos também a

vedeta numa sessão do nosso fotógrafo, Pedro Cabral, com

ter uma entrevista com a nossa New Face, em direto no

a assistência do Fernando Bagnola. Uma boa maneira

mvmagazine.

de celebrar a chegada do Fernando. Abril marca também a nossa adaptação ao Acordo Num mês de Portugal Fashion, não podíamos deixar

Ortográfico. Certamente que nas nossas páginas per-

de trazer este evento à nossa revista. A Florisa Nogueira

ceberão esse novo esforço.

esteve lá e pudemos ainda contar com a colaboração do Pedro Monteiro, que nos disponibilizou as suas fotos.

A Equipa AMOL | 1 de abril de 2012

Arquitetura Entrevista: Fernando Dionísio Moda Reportagem: Portugal Fashion 2012 Dança Reportagem: TribaLX 2012

38 44

Especial: Sessão Fotográfica com M.ª João Lima

Fotos dos nossos leitores Fotos dos nossos leitores New Faces | New Models

38 44 54 56 60 64 66 78 79


portf贸lio


Pedro Pinho Pedro Pinho é mais um dos fotógrafos cujo trabalho temos vindo a seguir. Este mês, resolvemos apresentá-lo aos nossos leitores.


portfólio PEDRO PINHO

O meu percurso tem

sido desafiante Olá Pedro.

Olá a todos! Sou um entusiasta com

através do autodidatismo, por meio de

Para começar, podes dizer-nos

uma grande paixão pela Fotografia.

tutoriais e material de leitura e reali-

quem é o Pedro Pinho?

Desde 2008, tenho vindo a desenvol-

zando diversas colaborações fotográ-

ver as minhas capacidades fotográficas

ficas com variadas modelos e marcas.


amol mag | 7


portfólio PEDRO PINHO

Em 2008, tive a oportunidade de experimentar uma SLR por um dia e nunca mais quis outra coisa [risos]

Como é que a Fotografia aparece

comecei a procurar adquirir mais

cam as que fiz com a estilista Florisa

na tua vida?

conhecimento e expandir os meus

Nogueira, a cobertura do evento Amol

horizontes nesta área.

Mag Winter Party, assim como parti-

Em 2005, comprei a minha primeira

cipações em passatempos de revistas

máquina fotográfica, uma compacta

da especialidade tirando bons resul-

de 6 MP, e só fazia autorretratos.

Como tem sido o teu percurso no

tados com as mesmas. Tive também

Mais tarde, em 2008, tive a oportu-

mundo da Fotografia?

a recente oportunidade de expor al-

nidade de experimentar uma SLR

guns dos meus trabalhos na galeria

(Single Lens Reflex) por um dia e

Tem sido desafiante. Cada vez mais…

de Arte Efémero - Artes e Ofícios que

nunca mais quis outra coisa (risos).

Aos poucos, fui evoluindo e senti a

me deu mais visibilidade e um enor-

Comprei a minha primeira SLR da

necessidade da procura de modelos

me prazer, e que ainda se encontra

Nikon e a partir desse momento

e colaborações, das quais se desta-

patente.


amol mag | 9

Quais são as maiores dificulda-

E o que é que te anima? O que é

O que é que mais te atrai fazer

des que tens encontrado?

que te estimula para continuar?

em Fotografia?

A maior dificuldade que encontro é

A expectativa de que um dia possa vir a

Fotografar pessoas. Gosto muito

conseguir destacar-me no meio de en-

ser mais reconhecido pelo meu trabalho

de retratar as suas almas, cap-

tre tantos outros autores, o que, por

e trabalhar na minha paixão a tempo

tar a sua essência e contar as

outro lado, é ainda mais desafiante

inteiro. Também gosto de ver as mode-

suas histórias de vida através dos

por trazer mais barreiras para se-

los contentes com os resultados finais

seus olhares. Gosto também de

rem ultrapassadas. É ainda um meio

das sessões que faço com elas. É grati-

Macrofotografia, embora não tenha

muito competitivo que gera diversas

ficante ver os seus sorrisos e a autoes-

feito muitos trabalhos nessa área

rivalidades que julgo desnecessárias.

tima que adquirem com as fotografias.

até ao momento.

Penso que todos podemos aprender uns com os outros e deixar o conceito do “Eu sei mais do que tu!” e com isso ficarmos parados na nossa evolução.

É gratificante ver os sorrisos e a autoestima que as modelos adquirem com as fotografias.


portfólio PEDRO PINHO

Gosto muito de retratar a alma, captar a sua essência e contar as suas histórias de vida através dos seus olhares

Quem são os teus mestres? Quem

e o grande Carlos Tavares com o

-me neste mundo que é tão belo e

te inspira?

qual aprendo bastante e tenho uma

aliciante.

amizade forte. Existem vários autores que me inspiram, tanto nacionais como

Se te dessem a possibilidade de

internacionais. É o caso de Ryan

Em termos profissionais, o que

escolher um/a modelo e um local

Doco Connors, Emre Kaan Sezer e

gostarias de fazer?

para o/a fotografar, quais seriam

Silent View. No caso dos autores

as tuas escolhas?

portugueses, aprecio bastante o

Penso que, como todos os entusias-

trabalho do Sérgio Pombo, Ricardo

tas, gostaria de trabalhar a tempo

Gostaria de trabalhar com a cantora

Gonçalves, Bruno Costa da One

inteiro na área da Fotografia, criar

Áurea numa produção de haute cou-

Letter Photography, Nuno Boavida

a minha própria marca e afirmar-

ture no Hotel Palácio das Cardosas.


amol mag | 11


portf贸lio PEDRO PINHO


amol mag | 13


portfólio PEDRO PINHO Como te defines? Qual é o teu

Para além da Fotografia, quem

Antes de mais, quero agradecer à

estilo?

és tu?

AMOL a oportunidade que me deu

Defino a minha imagem como dramá-

Alguém calmo, com diversas paixões,

É uma honra poder fazê-lo pela pri-

tica, mas ao mesmo tempo simples e

que gosta de uma boa amizade basea-

meira vez neste espaço! Quero agra-

muito sensual. Gosto de produções

da no respeito mútuo e das pequenas

decer também a todos aqueles que me

que envolvam grandes contrastes de

coisas da vida.

acompanharam, tais como as mode-

de poder partilhar o meu trabalho.

cores, com vestuário arrojado onde

los, amigos, família e namorada que

tudo se harmoniza para criar origi-

me tem dado uma ajuda preciosa.

nalidade e impacto.

Defino a minha imagem como dramática, simples e sensual

Certamente, muito ficará por di-

Podem contactar-me através do

zer. Deixamos-te agora um pouco

Facebook em www.facebook.com/pe-

de espaço para, em discurso dire-

dropinhophoto, no Olhares em www.

to, nos falares um pouco mais de

olhares.sapo.pt/bammargera e pelo

ti e nos mostrares um pouco mais

endereço de e-mail pedropinhophoto@ hotmail.com. |

do teu trabalho.

a


amol mag | 15


teatro

Luís Trigo, ator e encenador, vive no Porto. Após concluir Teatro na ESAP, integrou espetáculos de variadas companhias, como Seiva Trupe, TEP, Elenco Produções, entre outras. É colunista de teatro da AMOL desde março de 2011.

Sobre o Dia Mundial do Teatro

N

Artigo de Luís Trigo | Fotografia cedida por Vítor Leite

o passado dia 27 de março foi, como sabem, Dia

forçados a confrontar. Que sejam abençoados com

Mundial do Teatro. Transcrevo agora a mensa-

talento e rigor necessários para ensinarem, em toda

gem mundial que, todos os anos, deve ser lida

a sua complexidade, as causas pelas quais deve

nesta data e que, todos os anos, uma personalidade di-

bater o coração humano, tendo em conta a humil-

ferente é convidada a escrever. Neste ano de 2012, foi

dade e a curiosidade para fazer dessa tarefa a obra

John Malkovich:

da vossa vida. E que seja o vosso melhor - porque

«O ITI - International Theatre Institute UNESCO

o melhor que derem, mesmo assim, só acontecerá

honrou-me ao convidar-me para redigir a men-

nos momentos únicos e efémeros - em consonância

sagem comemorativa do 50º aniversário do Dia

com a pergunta mais elementar de todas:

Mundial do Teatro. Vou dirigir estas breves pala-

“Porque vivemos?”

vras aos meus companheiros do Teatro, colegas e

Merda!»

amigos.

A minha única mensagem para este mês é: Vejam Teatro,

Que o vosso trabalho seja convincente e genuíno.

percebam a Arte, respirem a Criação e, sobretudo,

Que seja profundo, tocante, comunicativo e incom-

Respeitem os Artistas. Não somos mais do que ninguém,

parável. Que nos ajude a refletir sobre a questão do

mas começamos a ficar cansados de haver tanto desprezo

que significa ser humano e que essa reflexão seja

e de particularmente se falar apenas do Teatro neste dia.

conduzida pelo coração, pela sinceridade e pela

Televisão, rádios... Apenas nestes dias se lembram que o

bondade. Que superem a adversidade, a censura e

Teatro existe. Este é o Tempo, esta é a Tua oportunidade! Vive a Arte! |

a escassez algo que, na verdade, muitos de vocês são

a


Ana Catarina Ramalho tem 23 anos. A paixão pelo Teatro iniciou-se em 2006 e, desde aí, tem vindo a colaborar com alguns grupos de Teatro ao mesmo tempo que se tem dedicado a estudar sobre o mesmo. Frequenta, neste momento, o último ano do Mestrado em Estudos Literários, Culturais e Interartes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

amol mag | 17

Alma Artigo de Ana Catarina Ramalho

“T

udo é sonho e desejo; céu e inferno” escreve

com que a peça decorre. Esta corrida é, também, uma

Teixeira de Pascoaes em Vida Etérea e me-

ressalva para o ciclo da vida: que está sempre a correr e

lhor citação não poderia haver para iniciar

que, tal como um rio, nunca pode voltar atrás.

este texto sobre o espetáculo Alma em cena no Teatro

É, assim, que a arte da escolha é dada à Alma e esta tem

Nacional de S. João, no Porto.

de se decidir, numa luta interior constante, por uma vida

Quando o espetáculo se inicia, num jogo de luzes en-

opulenta e rubra ou pela paridade a Cristo, sentindo na pele

volvente, mostra-nos, em palco, uma espécie de ringue

os estigmas, mas que trazem uma espécie de paz interior.

sobre o qual se deita uma jovem alma. É sob ela, como

Durante uma hora, a encenação de Nuno Carinhas,

é também sob nós, que vai entrar em conflito o bem e o

conduz-nos, ainda, a uma outra indecisão, que se reflete

mal. O Diabo tenta persuadi-la à vida mundana, através

também numa espécie de conflito, ao relembrar a Breve

do ouro e das roupas vistosas, ao passo que o Anjo a tenta

Sumário da História de Deus que, em 2009, teve um

dissuadir ao mesmo tempo que a acompanha, num passo

embate maior na História do Teatro e da adaptação do

de corrida, ao longo da sua vida.

texto de Gil Vicente.

Esta adaptação do texto vicentino traz uma novidade ao

De ressalvar, ainda, o jogo de luzes, coreografia de atores

teatro cuja encenação, contrariando as tradições clássi-

e cenário que são um ótimo reforço para o impacto do

cas, não se socorre do estatismo para que a palavra se

texto no espetador e na sua envolvência com a atmosfera

faça sentir. Bem pelo contrário, em que os atores repre-

teatral cuja sala do teatro nacional tão bem nos presenteia. Em cena até ao dia 28 de abril. |

sentam, muitas vezes em esforço, devido ao passo corrido

a


música

C

Nuno Pinheiro, 30 anos, jornalista sem carteira. Nasceu e mora em Lisboa, numa casa com janela para o rio. Talvez por isso esteja muitas vezes bem-disposto e nunca escreva mal de nada. Colabora com a AMOL há uns bons meses e, que se saiba, não escreve sobre Música em mais lado nenhum. Também não precisa.

Ouve em: www.soundcloud.com/cutslack ut Slack é um produtor lisboeta que acaba de lan-

Ouvindo o EP de uma ponta à outra, é seguro dizer que

çar o seu EP de estreia (Cut Slack) pela também

o Cut Slack movimenta-se entre o Eletro-Synthpop e

estreante editora DURO. Ao longo dos últimos

o Indiedance e tem referências claras dos Daft Punk,

meses, Cut Slack tem vindo a revelar-se com músicas

Justice e Breakbot.

lançadas para download gratuito no Soundcloud e remi-

Este disco tem um remake da música T.M.H.S.R., origi-

xes que têm dado que falar em vários blogues. Recebeu

nalmente composta pela banda portuguesa Soulbizness,

um Outstanding achievment award no remix para The

e também conta com a participação da revelação nacional

Adventures of Pippi Longstrump, dos ingleses Fear of

Da Chick. A miúda irreverente canta Move into the Beat,

Tigers e alcançou o segundo lugar num concurso de re-

provavelmente a que virá a ser mais tocada do conjunto destas 5 canções. | Artigo de Nuno Pinheiro

misturas do single Comme Un Enfant dos franceses Yelle.

a


cinema

Maria João Lima é professora e bailarina, mas a sua paixão pelo Cinema levou-a a ser jornalista freelancer para a AMOL, onde tem entrevistado grandes nomes da Sétima Arte. Este ano, vai dar os primeiros passos nesta área como realizadora.

The Grey - A Presa

H

Artigo de Maria João Lima

á muito tempo que não via um filme sobre sobrevivência in the wild e resolvi dar uma oportunidade a este. Porquê? Liam Neeson! Um ator

que não faz nada ao acaso e, mesmo quando fez, o A-Team - Esquadrão Classe A não nos desiludiu! É um mestre!... E por essa razão fui ver este filme! Sem revelar muito, o filme retrata a luta de um grupo de sobreviventes de um desastre de avião que, de maneira a poderem viver mais um dia, terão de ultrapassar, não só as temperatura negativas, como também uma alcateia de lobos gigantes que os cercam com olhares famintos. Uma Fotografia fantástica que, juntamente com uma realização corajosa e bem trabalhada, fazem com que o que poderia tornar-se um filme-seca se transforme num contrarrelógio que nos prende a cada minuto ao ecrã e, sem darmos por ela, já estamos agarrados às personagens, já sentimos o frio e a fome e até achamos que temos lobos famintos à nossa espreita! Um argumento que não cai no banal e nem no extraordinário. Muito bem nivelado! Não desvendando mais nada, deixo esta ótima sugestão para um fim de semana à tarde. Ah! E fiquem até ao final dos créditos… Há surpresa! |

a

amol mag | 19

Maria João Lima recomenda: Este mês, não poderia deixar de recomendar a versão em Blu-Ray da série revelação Guerra dos Tronos. Uma das melhores edições que já tive o prazer de ver! Para além da qualidade habitual deste formato, saliento também as opções que a versão em DVD não tem e que são de louvar - e babar. In Episode Guide faz com que, durante o visionamento do episódio, possamos ler sobre pormenores, personagens e curiosidades relevantes naquele momento! Uma ótima aquisição para qualquer fã desta série (como eu!). Deixo também aqui a dica de que o autor George R. R. Martin estará em Portugal este mês! Não percam a oportunidade de irem vê-lo num local perto de vocês (Porto e Lisboa)! E de maneira a ficarem por dentro de tudo o que se passa nesta série, deixo aqui o já muito recomendado blogue da serie em Portugal: http://serie-gameofthrones.blogspot.pt/ Bom mês de filmes!


fotografia

Fernando Bagnola é fotógrafo profissional, atuando nas áreas da Moda, Beauty, Retratos e Publicidade. Enquanto formador, busca desmistificar o ensino técnico através de um método motivador com abordagens descomplicadas dos temas mais relevantes aplicados à fotografia digital e ao tratamento digital.

Tutorial de Luz (1) Autoria de Fernando Bagnola


amol mag | 21


capa

Pedro Cabral, fotógrafo amador (de quem ama), a residir no Porto. Adepto da fotografia digital, depois de longos anos com horas a fio passadas no laboratório P&B. É um dos fundadores da AMOL Magazine.


sempre quis ser professora

Joana Pereira

Joana Pereira nasceu há 18 anos, em Espinho. Atualmente, estuda na Universidade de Aveiro, onde frequenta uma licenciatura ligada ao Ensino e continua a residir em Espinho. Está agenciada na GLAM Models e procura novas oportunidades no campo da Moda. Entrevista e Fotografia: Pedro Cabral | Make up Artist: Marta Moreira | Hairstylist: Clarisse Fernandes | Guarda-roupa: Florisa Nogueira Olá. O nosso primeiro desafio é

Estás ainda a estudar... Estás numa

Como aparecem a Moda e a Foto­

pedir-te que nos digas quem é a

licenciatura na área do Ensino.

grafia na tua vida?

Joana Pereira.

Atrai-te uma profissão ligada ao Ensino? Queres ser professora?

Sou uma pessoa muito tranquila, um

A Moda e a Fotografia apareceram na minha vida de forma inesperada.

pouco tímida, e que faz tudo o que

Sempre foi o que quis fazer, ser pro-

Em agosto de 2010, participei num

pode para ajudar os outros. Sempre

fessora. Adoro crianças e tudo o que

concurso e, apesar de não ter passa-

consegui alcançar os meus objetivos

esteja relacionado o seu desenvolvi-

do à fase final, um dos jurados era

e espero que continue a ser assim.

mento. Apesar de não ser uma pro-

o Valter Carvalho que me contactou

Estar com os meus amigos e família

fissão com muitas garantias, acredito

pouco tempo depois, interessado em

é algo muito importante. Eles são os

que vou conseguir... e ser feliz a fazer

agenciar-me. Fiquei radiante e acei-

pilares da minha vida.

o que realmente me completa.

tei, claro.


capa Após uma sessão fotográfica, fi-

Preferes fotografar ou desfilar?

Continuando focados na Moda.

cas muito ansiosa à espera dos

Estúdio ou passerelle?

O que seria para ti uma proposta

resultados?

de sonho? Para ser sincera, prefiro passerelle.

Não muito. Normalmente, fico mais

É um mundo mágico, espontâneo e

Não lhe chamaria proposta de sonho,

curiosa quando faço trabalhos dife-

cheio de adrenalina.

mas seria muito importante para mim

rentes do meu registo habitual.

conseguir fazer parte dos grandes desfiles que há em Portugal. Em que pensas quando fotogra-

O que é para ti uma sessão foto-

fas ou desfilas?

gráfica? Como a encaras?

Moda e Ensino são conciliáveis? Penso que tudo tem de estar perfeito,

Uma sessão fotográfica tem de ser

porque é a minha imagem que está

Até agora, a Moda e o Ensino têm sido

encarada com seriedade e responsa-

em causa.

conciliáveis, apesar de perder algu-

bilidade. A minha imagem é o foco central e, caso não corresponda às expectativas, posso deitar tudo a perder.

Moda e Ensino têm sido conciliáveis

mas aulas. No entanto, a GLAM tem sempre um certo cuidado com estas situações.


amol mag | 25


capa


capa


amol mag | 29


capa Tempos livres, como os ocupas?

Consideras Espinho uma cidade

O que pensas do projeto AMOL?

interessante? Adoro estar numa boa esplanada com os meus amigos, ir ao cinema, ler...

Vejo o projeto AMOL como um fantásClaro que sim. É uma cidade linda,

tico divulgador dos trabalhos de quali-

com uma praia magnífica, locais de

dade que são realizados em Portugal e

lazer agradáveis e com pessoas muito

que, muitas vezes, não são reconheci-

Onde te encontramos nas tuas

amáveis. É uma cidade pequena mas

dos. É uma revista interessante, prin-

saídas?

completa.

cipalmente por inovar e dar um pouco mais de cor à Moda em Portugal.

Por Espinho ou Aveiro, onde passo a maior parte do meu tempo.

A passerelle é um mundo mágico

E o futuro...? Quais são os teus projetos?

Foi difícil trabalhar connosco?

Acima de tudo, acabar a minha li-

Foi um prazer trabalhar com a vos-

cenciatura. Talvez o mundo da Moda

sa equipa. Espero ter correspondido

me traga algumas surpresas e, quem

às expectativas e voltar a cruzar-me convosco no futuro. |

sabe, mude o rumo da minha vida.

a


amol mag | 31


música ENTREVISTA

Helena Oliveira é jornalista, licenciada em Ciências da Comunicação. Actualmente, integra um projecto televisivo na área da Música e, desde Outubro de 2011, é também colaboradora editorial da AMOL.

Os Kenny são uma banda de Rock à moda antiga e cantado em Português. 2012 é ano de tour com o desejo de alcançar palcos internacionais. Entrevista de Helena Oliveira | Fotografias cedidas pela banda

Quem são os Kenny?

São uma banda de Rock “à moda antiga”?

Os Kenny são uma banda de Rock da zona do Porto, e tocam um Rock

Nós somos uma banda de Hard Rock.

duro, dito “à moda antiga” onde são

Ponto. A referência “à moda antiga”

notórias influências das bandas de

serve para dar uma ideia melhor do

Rock e Hard Rock das décadas de 80

que se pode esperar de um álbum ou

e 90. Numa perspetiva mais formal,

um concerto de Kenny. Atualmente,

podemos dizer que se trata de um

o Rock é um rótulo demasiado abran-

quarteto de Rock.

gente. Assim, ajudamos a pôr o nosso som numa perspetiva melhor para quem não nos conhece.

Atualmente, o Rock é um rótulo demasiado abrangente. Nós somos uma banda de Hard Rock, ponto.


amol mag | 33


música ENTREVISTA Inicialmente, chamavam-se We

Como surgiram?

Killed Kenny.

Pensavam em ter uma voz feminina, mas não conseguiram con-

A ideia surge em 2003. O Vasco to-

cretizar essa ideia, foi isso?

Inicialmente. Surgiu numa noite de

cava com outra banda, mas tinha a

copos num bar da Ribeira, durante

ideia de criar um projeto mais à sua

Simplesmente não aconteceu.

uma sessão de brainstorming en-

imagem, com uma sonoridade de Rock

Houve alguns convites feitos, mas

tre o Vasco e o Sérgio para arranjar

duro e cru, mas com uma voz femini-

nunca se concretizou. Não está de

um nome para a banda, coisa que

na. A voz feminina não apareceu e

parte a participação de uma voz

a banda não tinha e já começava a

o Vasco assumiu a voz da banda de

feminina num trabalho no futuro,

fazer falta. Da cerveja Kilkenny às

forma definitiva em 2005. Podemos

mas é apenas uma hipótese em

referências ao personagem de South

considerar esse ano como o do início

aberto e não uma ideia formada.

Park foi um salto. E pegou... 
Depois

dos Kenny.

Logo se verá.

disso, abreviámos o nome, porque todos os nossos amigos e pessoas que se cruzavam connosco conheciam-nos basicamente por Kenny. Foi um passo natural.

Não colocamos de parte a participação de uma voz feminina num trabalho futuro


amol mag | 35

Mas nem todos os elementos que

Por que optaram por cantar em

O vosso álbum saiu muito depois

hoje compõem a banda estão des-

Português?

da banda se ter formado. Porquê

de a formação inicial.

tão tarde? Porque somos portugueses, estamos

Sim, a formação atual vem desde

em Portugal e faz todo o sentido que

O álbum saiu na altura certa. Não acha-

2005, com a entrada do Pedro para a

seja assim. Apesar disso e, apesar

mos que tenha sido demasiado tempo.

guitarra, e daí considerarmos 2005

de nos considerarmos uma banda de

Foi o tempo necessário para chegar lá.

como o ano de início dos Kenny. Vários

Rock cantado em Português, temos

colegas entraram e saíram da forma-

algum material em Inglês, que poderá

ção antes de 2005. Todos tiveram o

sair num próximo álbum. Mantemos-

Ficaram muitas músicas de fora

seu papel na altura, mas o quarteto

nos fiéis às nossas raízes, mas acha-

neste primeiro álbum?

atual são os Kenny.

mos que, para um passo de internacionalização, é imperativo ter uma ou

Ficaram de fora músicas suficientes

outra musica em Inglês.

para mais meio álbum.

Somos portugueses, estamos em Portugal, faz todo o sentido que cantemos em Português


música ENTREVISTA Site oficial:: soundcloud.com/kennyportugal calmente, é mais fácil encontrar

grandes e com boas condições, mos-

nas nossas músicas pequenos por-

trando o que valem. Mas, como ponto

Nada de novo. Apenas uma lufada de

menores que revelam a influência

de divulgação a nível nacional, nunca

ar fresco no Rock que se ouvia nas dé-

de bandas como os Iron Maiden,

conseguem grandes resultados.

cadas de 80 e 90. Boas músicas, bem

os Metallica, os Megadeath, entre

tocadas, Rock em Português, cantado

muitas outras, provavelmente.

O que oferece este álbum ao público?

em Português. Nada mais.

2012 é ano de tour. Como correram os primeiros concertos? Os festivais são importantes para

Quais foram as vossas influências

a divulgação das bandas?

2012 vai ser um ano para continuar a divulgar o nosso álbum e começar a

musicais? Depende dos festivais. Os ditos “gran-

amadurecer e experimentar as músi-

Muitas e variadas... É habitual

des”, como Corroios, só divulgam

cas novas em concerto. Os primeiros

a comparação com os Xutos &

as bandas que lhes interessam. Os

dois concertos correram bem, apesar

Pontapés, e são de facto uma gran-

festivais pequenos são ótimos para

de uma afluência menor do que pre-

de influência e principalmente uma

as bandas mais pequenas terem uma

víamos, muito provavelmente por

fonte de inspiração. Porém, musi-

oportunidade de tocar em palcos

razões económicas. As pessoas saem


amol mag | 37

menos à noite. Da mesma forma,

através de redes sociais está a tra-

tuguesa nos dê muito a nós.
Mais a

nota-se uma resistência grande dos

zer um paradigma novo e o acesso

sério, não temos a pretensão de tra-

bares em marcar concertos, devido

a meios digitais de gravação - com

zer nada de novo à musica nacional.

à contenção de custos. Mas temos

que se consegue gravar uma demo

O nosso som não traz nada de novo,

agenciamento novo e temos a certeza

de qualidade muito boa atualmen-

mas pensamos que, neste momento,

de que este ano vai ser um ano em

te - está a colocar as editoras numa

não há bandas com este tipo de sono-

grande.

posição mais complicada. No entan-

ridade ou, pelo menos, não são conhe-

to, o mercado ainda é dominado pelo

cidas. Estamos cá nós para colmatar

lucro, o que tem toda a logica... Eles

essa lacuna.

Como encaram o mercado musi-

andam ali para ganhar dinheiro, não

cal em Portugal?

para fazerem favores à malta, e não é nada fácil ter airplay na comuni-

Demasiado pequeno para dar lucro

O que desejam para os Kenny?

cação social em geral.

às bandas com qualidade que exis-

Entre passos pequenos mas firmes,

tem aos magotes de Norte a Sul. O

chegar aos palcos internacionais e ter

mercado acaba por ficar limitado a

O que esperam dar à música

o nosso som aclamado a nível nacio-

projetos geniais ou feitos à medida

portuguesa?

nal e internacional.
Mas isso é o que

Nada... Esperamos que a musica por-

quase todas as bandas desejam... É natural. |

para dar lucro. Tudo o resto é completamente abafado. A divulgação

a


arquitetura ENTREVISTA

Miguel Meira tem 25 anos, vive no Porto e concluiu recentemente os seus estudos em Arquitetura. Em simultâneo, tem vindo a trabalhar como ator, tendo pisado o palco pela primeira vez em 2005, no teatro académico. Colabora com a AMOL desde Setembro de 2010.

Foto de Filipe Patrocínio | Pós-produção de Vítor Leite

Fernando Dionísio

Fernando Dionísio é autor de Arquitetura, vive e trabalha no Porto. Provocador e irreverente, faz do constante questionamento dos conceitos o seu modo de estar na vida. Além da Arquitetura, abraçou recentemente um projeto para formar uma Companhia de Artes Performativas. Entrevista de Miguel Meira | Fotografias cedidas por Fernando Dionísio

Fernando, obrigado por teres acei-

“Juízo não tenho, irreverência al-

dos conceitos (até pré-conceitos) o

te tão prontamente o nosso con-

guma, idade não consigo medir...

suporte do seu discurso. Eu procuro

vite para esta entrevista. Em pri-

Sinceramente sinto-me bem as-

sempre as noções, porque me permi-

meiro lugar: quem é o Fernando

sim!”. A frase é um pouco provoca-

tem evoluir e acompanhar a evolu-

Dionísio?

tória. Sem provocação saudável, a

ção do conhecimento humano a cada

evolução é mais lenta. Quando afir-

dois anos. Devo esta minha preocu-

No meu Facebook - http://www.

mo que “juízo não tenho, irreverên-

pação com as noções a um profes-

facebook.com/fernando.dionisio -

cia alguma”, faço uma provocação às

sor meu de Teoria de Arquitetura,

tenho uma frase na qual me revejo:

pessoas que me rodeiam que fazem

Pedro Vieira de Almeida.


amol mag | 39

Habitação Unifamiliar, Santa Maria da Feira - 1985

O que mudou? Tudo!

Quais são, para ti, as princi-

Breyner e o Tozé Martinho faziam

pais diferenças no panorama da

de arquitetos e a atividade sexual do

Arquitetura em Portugal hoje e

Tomás Taveira. Foi a popularização

Como resumes o teu percurso

quando iniciaste o curso? A teu

total. Na época, houve outros que

enquanto autor de Arquitetura?

ver, o que mudou?

ajudaram à noção: a construção e

Sempre trabalhei em grupo. Raramente

Quando iniciei o curso, era frequen-

do arquiteto Tomás Taveira; o prémio

sinto um projeto como exclusivamente

te a confusão entre Arquitetura e

Alvar Aalto ganho pelo arquiteto Siza

meu, mas antes como o resultado do co-

Engenharia. Fora os meios acadé-

Vieira; e a reconstrução do Chiado do

letivo. Sinto sim alguns elementos como

micos e determinados setores da po-

mesmo arquiteto. No fim do século

meus dentro de cada projeto. Tenho

pulação, os restantes portugueses

passado, o jornal Expresso afirmava

a noção de que, em muitos deles, a

sabiam o que era Engenharia e não

que a Arquitetura ultrapassara todas

ideia de Arquitetura foi minha, mas

tinham a noção ou conceito do que

as outras profissões como preferência

a intervenção de qualidade dos meus

era a Arquitetura. Recordo-me de

de quem acedia a cursos superiores.

colgas durante a conceção dos mesmos

uma pergunta que me aborrecia na

O que mudou? Tudo! Do desconhecido

foi o fator qualitativo que marcou a

altura: “A Arquitetura é uma espécie

ao conhecido. Da falta de arquitetos

diferença. Há um projeto, que desenhei

de Engenharia?”. Durante o curso,

ao excesso. De um ato criativo basea-

nas noites de quartas-feiras durante as

existiram dois factos sociais, que nada

do quase exclusivamente na forma

aulas de Antropologia, que sinto como

têm que ver com Arquitetura, mas

para um ato onde forma, função, ex-

meu: Habitação Unifamiliar, Santa

que ajudaram na sua divulgação: uma

periência de utilizador e técnica são

Maria da Feira, de 1985.

telenovela da RTP onde o Nicolau

fundamentais.

polémica das Amoreiras, em Lisboa,


arquitetura ENTREVISTA Diriges um blogue sobre acessi-

politicamente correta de encobrir o

bilidades, que é aliás bastante

pré-conceito de uma sociedade que

É uma marca sobre a qual trabalha-

conceituado na área. Qual é o

faz muito pouco para ser Universal

mos e trabalharam alguns arquitetos.

propósito deste blogue?

e Acessível. A minha atividade nes-

Fala-nos sobre a Dionus Arquitetura.

Uma marca que, na conceção, se preo-

te tema começou quando a Dionus-

cupa com a experiência de utilizador

Sim, o Dionus-Acessibilidades - http://

e função, complementadas pela forma

dionus-acessibilidades.blogspot.com/

e técnica.

- é um blogue coletivo que procura

Arquitetura projetou a CERCI-Lamas.

divulgar a noção de que ser Universal

Concordas com as vozes que con-

e Acessível aumenta a qualidade da

sideram os parâmetros exigidos

O que distingue a Dionus dos de-

experiência do utilizador. Para nós, ser

pelas acessibilidades um obstá-

mais gabinetes de Arquitectura?

acessível não é uma preocupação com

culo à prática arquitetónica?

deficientes, mas sim com todos. Uso o A Dionus não é um gabinete, mas um

termo deficientes e não outro politica-

Não, não concordo! Se isto fosse uma

conjunto de arquitetos que usam os

mente correto, porque falo da noção de

resposta de uma só palavra... a pala-

meios informáticos para trabalhar

dificuldade perante um obstáculo. O

vra seria ignorância. Posso dar um

em rede.

termo “mobilidade reduzida” é a forma

exemplo? Sais para tomar café com

CERCI-Lamas

Para nós, ser acessível e universal não é uma preocupação com os deficientes, mas sim com todos, porque aumenta a qualidade da experiência do utilizador


amol mag | 41

Cunha JĂşnior, Porto - 1985

EdifĂ­cio habitacional na Foz,, Porto - 1989


arquitetura ENTREVISTA cinco pessoas com cinco línguas dife-

Com que tipo de Arquitetura mais

Qual é a tua visão sobre o papel

rentes. Consegues ter um ato social

te identificas?

da Ordem dos Arquitetos?

cinco, apesar de culturalmente di-

Em termos de Arquitetura, sou um

Nenhuma sociedade deve exigir que,

ferentes, para além da sua língua

“produto da Escola do Porto”, ape-

para alguém exercer uma profissão,

nativa falarem mais uma língua co-

sar de ter estudado alguns anos em

tenha de estar inscrito numa organi-

mum, podes falar uma noite inteira.

Espanha. Todavia, não partilho de

zação, por muito nobre que ela seja. O

Isto é ser Universal e Acessível! Ser

tudo. Por exemplo, para mim, a forma

Estado não devia delegar essa função,

Acessível, ou melhor, os parâmetros

não pode reduzir a função nem a qua-

em nenhuma profissão. A Certificação

para ser Acessível nunca podem ser

lidade da experiência do utilizador.

de Projetos, essa sim, seria muito útil

se não consegues comunicar? Se os

um obstáculo, mas sim mais um pa-

para um equilíbrio no diálogo com as

râmetro simplesmente, como mui-

entidades licenciadoras.

tos outros que a Arquitetura deve cumprir.

Remodelação de espaço para Sala de Jantar em Café - 2007

A forma não pode reduzir a função


amol mag | 43

Foto de Vítor Leite

Por que achas que se fala tão pou-

Mas a tua vida não é apenas

A AMOL Mag está em vias de in-

co de Arquitetura na opinião pú-

Arquitetura…

troduzir grandes mudanças na

blica? Será menos importante que

forma como se apresenta aos leiSim, é verdade. Nos últimos meses,

tores e isso deve-se à tua recente

tenho vindo a trabalhar também num

entrada na nossa equipa. O que

O falar pouco é um reflexo do padrão

projeto na área das artes performa-

pretendes acrescentar?

cultural da sociedade em que nos

tivas, que está a dar os primeiros

inserimos. Sem sombra de dúvida

passos e no qual tu também partici-

É uma pergunta que me deixa um

que estamos num patamar abaixo

pas. Posso revelar aqui que o nosso

pouco intimidado. Ainda não conheço

da Política e da Economia, mas não

primeiro ato público é uma peça de

todos os elementos da AMOL, por isso

devemos esquecer a importância da

Teatro acessível a surdos e cegos:

preferiria falar sobre o que conheço

Arquitetura para a qualidade de vida

http://urb-doc.blogspot.com/. Esta

e proponho numa reunião da equipa

em sociedade.

frase, “Somos criativos, (pre)ocupa-

AMOL. A ideia passa por apresentar

dos com o teu momento!” do nosso

a revista em novos suportes informá-

primeiro vídeo diz exatamente o que

ticos através de dois níveis de divul-

pretendemos.

gação da mesma. Bem, o desenvolvi-

a Política ou a Economia?

Facebook:

facebook.com/fernando. dionisio Dionus Acessibilidades:

dionus-acessibilidades. blogspot.com

mento deste tema ficará para uma conversa com a equipa toda.

Urb Doc | Companhia de Artes Performativas:

urb-doc.blogspot.com

Obrigado, Fernando e bem-vindo à AMOL Magazine. |

a


moda REPORTAGEM

Florisa Nogueira nasceu em 1989, no Porto, e desde cedo se interessou por Moda. Seguiu Artes, em Produção Artística na Secundária Artística de Soares dos Reis em 2007, e está atualmente a estudar Design de Moda na mesma escola. Tem vindo a participar em diversos eventos e produções de Moda desde 2006.

30º Portugal Fashion Reportagem de Florisa Nogueira Fotografias de Florisa Nogueira, Pedro Monteiro, Pedro Pinho e Ricardo Dias

A

30ª edição do evento Portugal Fashion teve lugar, este ano entre Lisboa e Porto, nos dias 21, 22, 23 e 24 de março. Foram apresentadas as propostas de diversos criadores para o outono/inverno de 2012/2013. O tema do evento este ano é Cross, evocando a transversalidade da Moda e a sua capacidade de atravessar fronteiras

culturais. A abertura do evento teve lugar em Lisboa no dia 21 de março no MUDE - Museu do Design e da Moda. Aqui, Filipe Oliveira Baptista, que desempenha também funções como Diretor Artístico da Lacoste, apresentou a coleção Underdive. Diversos outros jovens criadores apresentaram o seu trabalho no espaço Bloom. Mais tarde, a dupla Alves/Gonçalves mostrou as suas criações na Sociedade de Geografia de Lisboa.

No dia 22 de março, já no Edifício da Alfândega do Porto, foi Ricardo Preto que abriu a passerelle da Invicta com a coleção Meam.

Desfile de Ricardo Preto - fotos de Pedro Monteiro


amol mag | 45

Desfile de Ricardo Preto - fotos de Florisa Nogueira

A noite prosseguiu com Júlio Torcato, que iniciou a sua apresentação com um modelo carregando uma curiosa coruja no braço. De seguida, foi a vez da dupla Storytailors com a coleção Gold Star/Estrela de Oiro. Este dia foi fechado por Luís Buchinho - Knitwear.

Desfile de Júlio Torcato - fotos de Florisa Nogueira


moda REPORTAGEM

Desfile de Storytailors - fotos de Florisa Nogueira

No dia 23 de março, a coleção LiV por Fernando Lopes e Hugo Veiga abriu a noite, seguida por Diogo Miranda, Luís Buchinho e Teresa Martins com a coleção TM Collection que foi apresentada de uma maneira muito original com um desfile dançado. O dia fechou com Miguel Vieira que apresentou a coleção Viver o Fado.

Desfile de Fernando Lopes e Hugo Vieira - fotos de Pedro Monteiro


amol mag | 47

Desfile de Fernando Lopes e Hugo Vieira - fotos de Pedro Monteiro

No dia 23 de março, a coleção LiV por Fernando Lopes e Hugo Veiga abriu a noite, seguida por Diogo Miranda, Luís Buchinho e Teresa Martins com a coleção TM Collection que foi apresentada de uma maneira muito original com um desfile dançado. O dia fechou com Miguel Vieira que apresentou a coleção Viver o Fado.

Desfile de Diogo Miranda - fotos de Pedro Monteiro


moda

Desfile de Diogo Miranda - fotos de Pedro Monteiro

Desfile de LuĂ­s Buchinho - fotos de Florisa Nogueira


Desfile de Carlos Gil - fotos de Pedro Monteiro


moda

Desfile de Carlos Gil - fotos de Pedro Monteiro

Desfile Vicri - fotos de Pedro Monteiro


amol mag | 51

Mais uma vez, o Portugal Fashion deu a oportunidade a diversos novos criadores para mostrarem o seu trabalho e assim evoluir e, como o nome indica, florescer (bloom). No dia 23, foram apresentados criadores como Jordann Santos, Cláudia Garrido, Teresa Abrunhosa, Daniela Barros e Hugo Costa. No dia 24, Andreia Lexim, Susana Bettencourt, Estelita Mendonça e Diana Matias mostraram o seu trabalho.

Espaço Bloom - Estelita Mendonça - fotos de Pedro Pinho

Concurso de Design Portugal Fashion Outra forma de promoção de novos criadores é o Concurso de Design Portugal Fashion. Este ano, os finalistas Carla Pontes, Elionai Campos, João Costa e Sara Maia mostraram as suas criações para serem avaliadas. Será então escolhido um vencedor consoante a qualidade das suas peças.

Exposição criadores Portugal Fashion - foto de Pedro Pinho


moda

Concurso Ecofriendly Em resultado do Concurso Ecofrendly, que promove a criação de vestuário amigo do Ambiente, os 3 coordenados vencedores deste concurso estiveram expostos no Edifício da Alfândega do Porto. Peças de Mara Índio, Luís Miguel Emílio e da dupla Mónica Águas e Rúben Damásio mostraram muita inovação usando materiais como a cortiça, juta, anilhas de lata de refrigerante e até fitas de VHS.

Arte no Portugal Fashion

Concurso Ecofriendly - foto de Florisa Nogueira

Integrado no programa Porto Fashion Show e, de modo a promover as diferentes vertentes da Arte, foram apresentadas na Sala Ribeira diversas obras de autores como Ana Cristina Leite, Filipe Marques, Isaque Pinheiro e João Noutel. Desde Pintura a Fotografia, passando mesmo pela Escultura, o espaço mostrava aos visitantes o dinamismo do evento. Arte no Portugal Fashion - foto de Florisa Nogueira


Os visitantes

amol mag | 53

Outra parte importante deste evento é o público. Aqui, podemos encontrar desde estudantes de Moda, profissionais do ramo e fashionistas à procura das próximas tendências. Aqui ficam algumas opiniões em relação ao Portugal Fashion:

Sofia Ferreira - foto de Florisa Nogueira

Qual foi a tua coleção favorita?

Eduardo Amorim - foto de Ricardo Dias

Na tua opinião, qual é a importância deste evento para a Moda portuguesa?

Costuma ser Luís Buchinho, gosto muito das coleções dele. Acho que tem uma modelação per-

Principalmente, para promover o nome e

feita, encaixa perfeitamente nos modelos. Vê-se

as marcas dos designers e o seu trabalho,

que não há defeito. Conjugou bem tecidos e cor. Tenho

que é brutal. Porque a Moda não é só com-

pena que Filipe Oliveira Baptista tenha ficado por Lisboa.

posta por roupas italianas e francesas, acho que

Gostei muito da coleção de Miguel Vieira, e do tema, que é

Portugal tem muito potencial para demonstrar o

um tema português - o Fado. Inspirou-se no que é nosso...”

seu trabalho.”

Sofia Pereira, 24 anos, estudante do curso superior

Eduardo Amorim, 19 anos, estudante no curso superior de Design de Moda - ESAD |

de Design de Moda - ESAD

a


Na foto: Maria João Lima e Samantha Emanuel

dança REPORTAGEM

Reportagem no TribaLX 2012 Entrevista com Samantha Emanuel Reportagem de Maria João Lima Agradecimentos especiais a toda a equipa do TribaLX 2012, convidados/as e colegas!

M

ais uma vez, lá fui eu ao primeiro - e único

passado em conjunto com Joana Reis) e Yolanda Rebelo,

- festival de Tribal Fusion em Portugal! O

uma bailarina, não só de Dança do Ventre, mas também

local era o mesmo: Full Out Dance Academy.

de Tango! Conheci alguns membros das Trebaruna, pro-

Fui recebida pelas simpáticas Mahtab, que adoraram a

jeto muito interessante e que espero trazer aqui à nossa

reportagem que fiz no ano passado e que fizeram questão

AMOL, assim como o bailarino Hórus, que me recebeu

que voltasse este ano!

à entrada com um enorme sorriso! Sem dúvida que este

O local estava cheio de bailarinas, ora a descansar de

festival não é só para aprendizagem, mas também de

formações intensivas, ora a prepararem-se para elas!

muito convívio!

Foi ótimo rever caras de colegas da Dança e falar sobre

O que teve de novo, e o que eu acho aliciante, é que este

aulas, shows e workhops. Ver amigas do Porto, como as

ano houve um concurso para bailarinas de Tribal Fusion!

meninas do Arabesk Troupe e a Patrícia Ahmar, que este

A solo ou em grupo, este festival deu a oportunidade

ano esteve lá com a sua coleção de roupa e véus, entre ou-

de se mostrar o que de muito bom se faz em Portugal e

tras coisas, em conjunto com outras lojas que aproveitam

também lá fora, pois houve concorrentes estrangeiras!

este festival para nos deliciar com peças fantásticas... E

Espero que se repita para o ano!

nós só queríamos levar tudo para casa!

As cabeças de cartaz deste ano foram Kami Liddle,

Tive também a oportunidade de conhecer algumas baila-

Samantha Emanuel e Amaru Sabat, entre outras!

rinas, que apenas conhecia através de redes sociais, como

Tive o prazer de entrevistar a simpática Samantha

Paula Dahab (nossa entrevistada em dezembro do ano

Emanuel.


amol mag | 55

Olá, Samantha! Para os nossos lei-

ras e horas! Era show, viajar, show,

Gostas mais de ensinar ou de es-

tores que não te conhecem, podes

viajar. E fazê-lo na América era uma

tar em palco?

falar-nos um pouco de ti?

loucura, porque a América é enor-

Olá. Venho de Inglaterra e descobri a

me e são muitas horas. Mas adorei a

Ambos! Fico igualmente nervosa pe-

experiência!

rante ambos! Antes de um show e

Dança aos 23 anos. Comecei a fazer

antes de um workshop!

e simplesmente fluiu dentro de mim. Nunca pensei fazer disto profissão e

Foi muito exaustivo a nível físico?

carreira. Como tenho uma persona-

Como defines o teu estilo de Dança?

lidade um pouco obsessiva, comecei a

Muito! Depois de um show, queres

treinar sem parar, a querer aprender

descansar, mas tens de entrar na car-

Aprendi o American Tribal Style,

tudo! E também tive muita sorte de

rinha e ficar sentada durante horas!

depois fui para o Tribal Fusion com

estar no lugar certo à hora certa.

Muitas lesões nas costas!

a Rachel Brice e a Sharon Kihara. Agora, misturo com contemporâneo, Hip Hop e vídeos no Youtube, por

Quando foi a tua grande chance?

É muito diferente, em termos de

isso podemos chamar de Youtube

Quando deste aquele salto para

público, trabalhar na América e

Hip Hop Video Fusion Bellydance

uma nova etapa?

na Europa?

(risos). Basicamente, é Fusion com

Quando me juntei às Bellydance

Na América, como elas são muito

na altura!... Mas sempre de forma

Superstars! São a única grande com-

conhecidas lá, já havia um público

respeitosa!

panhia de Bellydance e fazem tours

regular e havia muito entusias-

por todo o mundo. A partir daí, foi

mo. Porém, em alguns países da

um boom!

Europa, isso também se via. Não

Que dicas dás a quem está a co-

há muita diferença. Somos uma

meçar a dançar, seja Dança do

comunidade!

Ventre ou outro estilo qualquer?

aquilo que gosto e que me influencia

Foi muito duro? Quando entreFaz todos os workshops que puderes,

vistei a Sharon Kihara ela disse-me que fazer estas tours era mui-

Como te tornaste uma professora?

mantém uma mente aberta, compra todos os DVDs didáticos que puderes,

to duro. Comecei, porque na minha terra não

arranja amigos com quem treinar...

Sim, é. Não é algo que faça parte de

havia nada nem ninguém com quem

E que nenhum professor é o único

mim. São mais de quinze mulheres

dançar. Então, comecei a ensinar com

dentro de uma carrinha durante ho-

esse propósito.

professor e que nenhuma maneira é a única maneira! |

a


especial

Fotografar a nu

Por Maria João Lima Fotografias de Pedro Cabral | Make Up por Marta Moreira

O

meu trabalho com o fotógrafo, nosso editor, Pedro

Cheguei ao estúdio pronta para a make up! Enquanto a

Cabral começou pela necessidade de ter fotos

Marta Moreira tratava de mim, os dois fotógrafos anda-

bem trabalhadas para divulgar o meu trabalho.

vam de um lado para o outro a fazer o trabalho de luz.

Nada de mais.

Chegada a hora da verdade, lá fui para o local de robe

Porém, um projeto em comum tornou-se em algo muito

vermelho! Respirei fundo e deixei-me levar pelas ótimas

maior. Fizemos uma sessão no Hotel Infante Sagres, num

indicações do Fernando que me ajudaram imenso! E,

registo muito diferente do que tínhamos feito até então,

passado um tempo, a nudez já não era importante porque

e percebemos que, como equipa, funcionamos muito bem.

ninguém estava ali para ver uma mulher nua. Estavam

O resultado foi muito bom e tivemos um ótimo feedback.

ali para ver formas, luzes, enquadramentos, expressões...

Passado algum tempo, o Pedro Cabral pergunta-me se

E tudo o resto deixou de ter importância!

me importava de fotografar a nu para um trabalho dele,

Eu já não era apenas uma mulher nua, era muito mais

visto a sua modelo habitual não estar disponível... Eu

do que isso! Foi uma experiência fantástica!

nem pensei muito: aceitei o desafio! Nunca tinha feito

Recomendo a todas as mulheres que o façam (para mos-

um trabalho assim e, muito menos, me via como uma

trar, ou apenas para si próprias), porque não só ficamos

modelo de nu! Não com estas curvas e celulite (risos)!

mais à vontade com o nosso corpo como passamos a acei-

A tensão cresceu quando o Pedro Cabral me diz: “vamos

tá-lo de forma mais natural. Sentimo-nos mais bonitas,

ter connosco o fotógrafo Fernando Bagnola”! Não estava

mais confiantes e o resultado está à vista! Para concluir:

nada preparada para isso! Não sou modelo profissional!

mãe e namorado adoraram as fotos... Obrigada a estes dois profissionais! |

Mas fui!

a


especial


amol mag | 59


Daniel Marques: 17 anos, Figueira da Foz. DisponĂ­vel para: Passerelle, Fotografia de Moda e Comercial, Publicidade.


Tamara Barrenho: 21 anos, Lisboa. DisponĂ­vel para: Fotografia e Publicidade.


MAG

amol

D

amos início à segunda fase do nosso concurso para a capa de junho. Relembramos que este concurso se iniciou no casting feito na nossa festa de aniversário no Havana Club Prestige Porto, no passado dia 28 de janeiro. As candidatas presentes

submeteram-se a uma votação, através do Facebook, e foram selecionadas as cinco mais votadas para esta 2ª fase, que envolvia a realização de sessão fotográfica em estúdio. Uma das cinco candidatas mais votadas não respondeu aos nossos contactos, pelo que foi excluída e, de acordo com o regulamento, chamamos a candidata classificada em sexto lugar. Nesta segunda fase, as candidatas serão submetidas, num momento inicial, à votação do público. A primeira terá 3 pontos, a segunda 2 pontos e a terceira, 1 ponto. A esta votação acresce a votação de um júri de cinco elementos com um voto cada. A vencedora será capa da AMOL em junho de 2012, desde que compareça à sessão fotográfica.


Constituição do júri: Carine Zanatta, modelo e capa da AMOL de janeiro de 2012. Florisa Nogueira, estilista. Editora de Moda da AMOL Magazine. Miguel Meira, arquiteto/ator. Editor de arquitetura e designer gráfico da AMOL Magazine. Paulo Pereira, diretor-geral da NexTV (mvm e RTV). Pedro Monteiro, fotógrafo.

A votação no Facebook decorrerá de 1 a 21 de Abril.


MAG

amol


Catarina Fernandes

A votação no Facebook decorrerá de 1 a 21 de Abril.


MAG

amol


Carina Moreira

A votação no Facebook decorrerá de 1 a 21 de Abril.


MAG

amol


Sandrina Guimarães

A votação no Facebook decorrerá de 1 a 21 de Abril.


MAG

amol


Fabiana Oliveira

A votação no Facebook decorrerá de 1 a 21 de Abril.


MAG

amol


Sílvia Magalhães

A votação no Facebook decorrerá de 1 a 21 de Abril.


fotos dos nossos leitores

FOTO DO MÊS Categoria: Moda/Glamour Título: Perdidamente Autor: Renato Ferro

Categoria: Retrato Título: Dá-me a tua mão Autora: Jorge Alminhas

Categoria: Tema Livre Título: Bebiana Luís Autora: Rita Ramos

Categoria: Retrato Título: Cintia Malveiro Autora: Rita Ramos


new faces | new models

Chloe Love

ABRIL 2012


new faces | new models


amol mag | 81

new face ABRIL 2012

NOME

Chloe Love DATA DE NASCIMENTO

21 de Abril de 1992 RESIDÊNCIA

Vila Nova de Gaia

OLHOS

Castanhos CABELO

Castanho

ALTURA

170 cm PESO

55 kg PEITO

83 cm CINTURA

65 cm ANCAS

99 cm


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CHLOE LOVE Retrato Glamour Bikini Lingerie Semi-nu


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Chloe Love CONDIÇÕES

Trabalho pago. Poderá aceitar TPF se considerar relevante para portfólio. CONTACTOS

http://www.amolagency.net


amol mag | 85

Tu também podes ser a próxima New Face! Envia-nos as tuas fotos + autorização do fotógrafo ou envia-nos um mail e pede a marcação de uma sessão fotográfica!

amolmagazine@gmail.com



AMOL Magazine 28 - Abril 2012