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Amol magazine _ edição impressa 5,45 euros (portes incluídos - tamanho A5)

Já podes ter a tua revista em versão impressa. Envia um mail para producao@snapbook.pt ou apoioaocliente@snapbook.pt com nome, morada e número de contribuinte - não te esqueças de dizer que pretendes a versão impressa da Amol magazine n.º 12 -, seguido do número de exemplares. Ao mesmo tempo, informa que efectuaste o pagamento por transferência bancária para o NIB 0032-0114-00200523873-56 com a data da transferência e o nome do teu banco emissor. Após confirmação, será feito o envio da revista. A revista é impressa semanalmente.

Amol Agency Exerces alguma actividade ligada com fotografia? És modelo, fotógrafo/a, maquilhador/a, cabeleireiro/a, body painter ou retouch artist? Inscreve-te em: www.amolagency.net um site completamente gratuito onde todos os membros são VIP. Ficha técnica Direcção: Equipa Amol Responsável informático: Tiago Silva Design: Miguel Meira Relações Públicas: Maria João Lima Colaboradores editoriais: Cátia Fernandes, Daniela Reis, Maria João Lima, Miguel Meira, Nuno Pinheiro, Pedro Cabral, Rute Monteiro e Tânia Carvalho Fotógrafo: Pedro Cabral


edições anteriores

n.º 1 | Jan/Fev 2010

n.º 2 | Março 2010

n.º 3 | Abril 2010

n.º 4 | Maio 2010

n.º 5 | Junho 2010

n.º 6 | Julho 2010

n.º 7 | Agosto 2010

n.º 8 | Setembro 2010

n.º 9 | Outubro 2010

n.º 10 | Novembro 2010

n.º 11 | Novembro 2010


sumário EDITORIAL

04 Editorial

E chegamos à revista nº 12, com muita “luta”, algumas contrariedades, poucos apoios, mas uma equipa fabulosa que acredita neste projecto e a ele se dedica com entusiasmo.

05 Teatro

06 Portfólio: Tuta

18 Música

19 Cinema

20 Arquitectura

22 Moda

24 Capa: Cláudia Carvalho

34 Reportagem

40 Entrevista com Joana Reis e Paula Dahab 44 Entrevista com Patrícia Isabel Franco

46 Fotos dos nossos leitores

Novembro foi um mês em grande, dois números da Amol magazine, o normal (para não dizer “ordinário”) que assinalou a disponibilidade da Sephora (Gaia shopping) colaborar connosco e o número especial, Terror, dinamizado e impulsionado pela nossa editora de cinema, a Maria João Lima. Por outro lado verificámos um ligeiro decréscimo no número de leitores, provavelmente motivado pela mudança de sítio. O nosso novo “site” continua em construção, já temos disponíveis todas as revistas a partir da nº 2, e temos alguma esperança de conseguir recuperar a nº 1. Com esta a dificuldade é que muitos dos ficheiros originais estavam na posse do Alfredo, com o seu desaparecimento, deixamos de lhes ter acesso. Apesar de tudo mantemos a esperança de a conseguir recuperar… para isso contamos com a dedicação do Tiago Silva um dos grandes entusiastas deste projecto. Outro factor que achamos interessante é a “internacionalização” da Amol… foi com alguma surpresa que verificamos ter leitores na Bélgica, Espanha, Reino Unido, Suíça, Angola, Moçambique, Brasil, Hong Kong, China, Macau e, evidentemente, Portugal.

48 Vale a pena espreitar

Esperemos que este número volte a ser do vosso agrado e não se esqueçam que a Amol é de todos nós, por isso… leiam e ajudem a divulgar.

49 New Faces/New Models

A equipa Amol 01 Dezembro 2010


teatro

N

ão foi só no teatro que a máscara foi usada. Curiosamente, além das máscaras invisíveis que se usam diariamente, outros países deram diferentes significados ao uso da máscara. Na África, os artistas das tribos usavam-nas em ritos religiosos com faces exageradas construídas em madeira, marfim ou cobre. No antigo Egipto, eram usadas em sacrifícios cerimoniais: as múmias eram mascaradas com máscaras adornadas de pedras preciosas antes de serem enterradas. No Alasca, acreditava-se na dupla personalidade de cada criatura podendo ser animal ou humano, bastava querer. Assim os esquimós

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faziam máscaras com duas faces: animal e humano. Os nativos americanos, do noroeste dos Estados Unidos, usavam a máscara numa cerimónia anual em que choravam os mortos. Os homens representavam os fantasmas dos mortos usando máscaras pintadas. No Brasil as máscaras representavam animais em tribos e na Ásia eram usadas para cerimónias religiosas e casamentos. Mais tarde a máscara foi introduzida na festa do Carnaval e é dos poucos festivais que ainda prevalece. Os mais conhecidos são o Carnaval do Brasil e de Veneza, e em Portugal o carnaval de Ovar. Apesar de ter sido proibido o uso de máscaras em alguns países, devido á sua utilidade para cometer crimes neste dia festivo, a verdade é que é das alturas do ano mais divertidas e festeiras em todo o mundo. A Máscara tem várias facetas: a realidade e a fantasia, a tristeza e a alegria. Não é preciso ser um bom actor para se usar uma máscara, basta que tentemos ser quem não somos. |a Texto de Tânia Carvalho (continuação do n.º 10)

Companhia de Teatro Fundo de Cena Estreia a 17 de Dezembro de 2010 no TSB. Encenação e Direcção Geral: Miguel Ribeiro; Com a presença de: Cláudia Madeira (finalista da Operação triunfo da RTP 2007/2008); Karina May (“Nicole” Morangos com açúcar 2009/2010); O jovem Kiko (Uma canção para ti da TVI terceira edição); Filipa Sininho, Tânia Carvalho, Luís Trigo, Diana Alves Costa, Mariana Franco, Jéssica Santos, Elisabete Ferreira, Miguel Meira e Miguel Ribeiro. Este evento está inserido nas comemorações do Centenário do Teatro Sá da Bandeira – 150 anos de existência. Reservas: 222003595 Horários: Sextas e Sábados ás 21h30 e Domingo as 17h.

ESTREIA!


portf贸lio

Tuta


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Tuta, a nossa convidada para a revista nº 12, é uma fotógrafa “frontal” que na sua página no Olhares afirma: “Dispenso visitas hipócritas na minha galeria, gente que diz que gosta do nosso trabalho e o que faz é votar pouco e por trás vem dizer que está maravilhoso”.


portf贸lio

Tuta


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Olá Tuta, quem és tu? (risos) Isso é uma pergunta um bocado difícil de responder, uma vez que eu própria às vezes desconheço algumas facetas minhas… mas sou uma pessoa directa, frontal, tenho os meus objectivos traçados, não desisto das minhas ideias… sou bastante persistente!


portfólio

Tuta

Como apareces na fotografia? Quais são os teus primeiros passos??

Como tem sido o teu percurso?

Comecei a fotografar quase há 3 anos, comecei porque já fazia alguns trabalhos como modelo e achava muito interessante sempre os resultados, e sempre tive curiosidade em saber como era o trabalho de quem está por trás da objectiva e resolvi experimentar… Gostei… e claro, fui tentando aprender mais sobre fotografia…

Tranquilo, faço da fotografia um hobby, fotografo quando posso, quando tenho tempo, e quando tenho alguma coisa em mente, alguma ideia já preparada… felizmente não o faço como trabalho, se calhar, se fizesse por trabalho não teria tanto interesse como tem agora… No futuro logo se vê.


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Tens encontrado dificuldades? A que nível?

E o que é que te anima? Que te faz pensar “vale a pena continuar”?

Dificuldades a nível da fotografia foram mais no início, por parte das pessoas (com a sua razão) uma vez que o trabalho que gosto de fazer envolve nus, sensualidade e claro nem todas as pessoas estão dispostas a despirse perante uma pessoa desconhecida e sem sequer conhecer o trabalho da mesma… sim, porque afinal no início não existe um portfólio para mostrar… mas com o tempo fui ganhando a confiança e reconhecimento por parte de algumas pessoas, inclusive daquelas que continuaram a “despir-se’’ para a minha objectiva…

Acredito que seja mesmo o gosto pela fotografia, a vontade de olhar para alguém e conseguir captar, gestos, olhares, momentos… tudo isso é bastante satisfatório pelo menos para mim… todos têm a sua beleza, e mostrar isso, para quem está a fotografar, nem sempre é fácil. Quando se consegue ter alguém completamente à vontade e disposto a dar o seu melhor, é muito gratificante.


portfólio

Tuta

Voltemos ao teu trabalho. Que temas te atraem? Nu sensual, retratos, fotojornalismo, moda.

Quem te inspira? Não me sinto inspirada por ninguém em concreto, mas há sim muitos trabalhos, muitas fotografias que eu vejo e muitas vezes mesmo sem saber quem as tirou, deixam-me encantada. Depois também tem as pessoas que me incentivaram a começar, também fotógrafos, de quem admiro muito os trabalhos.

nem todas as pessoas estão dispostas a despir-se perante uma pessoa desconhecida e sem sequer conhecer o trabalho da mesma

Há alguém que gostasses de fotografar? Onde? Assim de repente, não me vem nada à cabeça…

Enquanto fotógrafa, que convite gostarias de ter? Se calhar, fotografar para revistas que exponham trabalhos mais dentro dos nus sensuais, ou até uma viajem ao desconhecido à procura de ‘’momentos’’ já dentro de fotojornalismo…


portfólio

Tuta

(risos) As primeiras são sem dúvida as que sempre irei olhar para elas com um carinho e saudades enormes… o que mudou… Tanta coisa… para já, fotografar animais e paisagens não era de certeza o caminho que queria seguir, aprendi muita coisa (ainda tenho muito mais para aprender) e mesmo entre as que foram ficando pelo meio, sinto que mesmo a nível de pós produção melhorei, a maneira de olhar para a foto e para as pessoas nunca mais foi a mesma…

sinto que a nível de pós produção melhorei, a maneira de olhar para a foto e para as pessoas nunca mais foi a mesma

Estas são as tuas primeira e última foto no Olhares, à data desta entrevista. Que mudou em ti neste espaço de tempo?


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Como te defines enquanto fotógrafa?

De modelo, passaste para o outro lado da câmara… Continuas a fazer trabalhos como modelo?

Como fotografa, sou alguém que aprecia a beleza de cada gesto, de cada olhar, o encanto dos momentos, o modo como as pessoas podem ser tão diferentes perante as objectivas, como reagem, como se soltam, como se sentem bonitas e sensuais… é muito interessante olhar para esse universo todo… Tem também o lado de fotojornalismo que me agrada muito, que passa por captar momentos cheios de “coisas’’ para dizer…

(risos) Faço alguns com alguns amigos meus. Também não é algo que faça profissionalmente, por isso há sempre prazer quando o faço com amigos e sempre me divirto. Já passei pelo mundo da moda, como modelo profissional e não consegui adaptar-me a determinadas regras e imposições do meio… o melhor mesmo é fazer por prazer.


portfólio

Tuta

Certamente muito ficará por dizer… mas deixamos-te agora um pouco de espaço para, em discurso directo, nos falares um pouco mais de ti e nos mostrares um pouco mais do teu trabalho.

Acho que não tenho muito mais para acrescentar sobre mim… pessoalmente… Quanto à fotografia, pretendo continuar a fotografar dentro daquilo que gosto de fazer, tentar alargar mais os conhecimentos que fui adquirindo até hoje, aprender com todos, com novas experiências, desafios, erros… enfim, passando tudo isso sempre por aquilo que gosto imenso de fazer… que é olhar para uma fotografia e sentir algo, ter alguma reacção… Quando estiver a fotografar e não estiver a ter nenhum tipo de emoção é porque provavelmente estarei a desviar-me do meu caminho! (risos) Obrigado Tuta, pelo teu tempo. |a


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música

A

ntes de falar sobre o novo albúm do Mark Ronson, preciso de dizer que este rapaz de 35 anos já ganhou um Grammy e já produziu para: Amy Winehouse, Duran Duran, Lily Allen, Christina Aguilera, Macy Gray, Robbie Williams e isto só para falar nos mais famosos… “Record Collection” é um disco que espelha a personalidade musical de Mark Ronson e explica porque é que cedo se tornou num dos Dj’s mais requisitados nas festas das estrelas

em Nova Iorque e Londres. Não há um estilo. Há vários. Do Funk ao Hip Hop, do Pop a tudo e mais alguma coisa. Senão veja-se a lista de alguns dos convidados no álbum: D’Angelo, Boy George, Simon Le Bon, Q-Tip. É um disco cheio de boas canções, é um disco que é uma lição de produção, é um disco que viaja entre os anos 60, 70, 80, 90 e soa tudo a um incrível século XXI. É um casamento feliz. |a Texto de Nuno Pinheiro

Bang Bang Bang: http://www.youtube.com/watch?v=TM6TCGltfHM The Bike Song: http://www.youtube.com/watch?v=rVELTxKRoHA Somebody to love me: http://www.youtube.com/watch?v=savi6OsaCBc

para ver obrigatoriamente


cinema

N

esta edição decidi fazer uma retrospectiva do que foi este ano de 2010 no Cinema! Drama, animação, comédia e ficção muitos foram os géneros que encheram as salas de cinema em Portugal. Fiz uma selecção daqueles que mais se destacaram e que recomendo para as prateleiras e armários lá de casa: - “Shutter Island” de Martin Scorcese é um thriller passado numa prisão psiquiátrica, um registo que ainda não tínhamos visto deste realizador, sem dúvida um dos melhores filmes do ano com uma das melhores interpretações de Leonardo Dicaprio. - Tim Burton é um realizador com um universo muito próprio e que conseguimos distinguir em poucos segundos. E quando pegou numa das histórias com um universo como o de “Alice no País das Maravilhas” sabíamos que seria algo único. Cenários coloridos, personagens revisitadas sob uma nova perspectiva e uma Alice adolescente. Um recontar e um regressar a um local que é familiar a todos nós. - O cinema de animação é sempre um prazer, mas mais ainda quando tem... Dragões! “Como treinar o seu Dragão” é um filme sobre Vickings que vivem numa pequena localidade ameaçada por dragões. Até que um pequeno jovem resolve estudar mais aprofundadamente esta espécie. Não é dos melhores em termos visuais mas ganha pontos pela sua história e personagens. - Quem visse a imagem principal deste filme pensaria: “Oh não aí vem mais um daqueles filmes a brincar com outros filmes...”. E outra coisa não seria de esperar visto que a imagem principal é um adolescente com um fato verde ridículo todo esmurrado. Pois bem, “Kick-Ass” é muito mais do que se espera. É uma vénia a todos os filmes de super-heróis e de todos nós que queríamos ser um! - Ridley Scott nunca mais consegiu a proeza de um filme como o “Gladiador”, porém

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esta sua visão sobre a lenda do fora-de-lei “Robin Hood” não é de se ignorar. Mais uma vez uma excelente fotografia e cenários da Idade Média dos mais realistas que vimos no grande ecrã. - De volta ao cinema de animação, tanto esperamos que eles voltaram! Os brinquedos mais divertidos do cinema (sem ser o Chucky) regressam com “Toy Story 3”! Novos desafios e novas personagens trazem de volta a magia dos dois primeiros que tanto adoramos! - “Inception” já é um marco no cinema, sem dúvida um dos melhores filmes do ano senão da ultima década! - Este filme seria banal se fosse protagonizado por uma personagem masculina, mas quando entrou Angelina Jolie, tudo mudou. “Salt” é um filme de acção com pitadas da Guerra Fria! Óptimas sequências de acção, mesmo com saias travadas. |a Texto de Maria João Lima

Por fim deixo uma dica para um filme a ver neste Natal nas salas de cinema: “ Scott Pilgrim VS The World” estreia nas nossas salas a 8 de Dezembro com um atraso sem explicação, visto já ter saído há bastante tempo nos EUA. Recomendo a todos que cresceram na década de 80 e 90, como eu, e que eram aficionados na Mega Drive e nos Comics, como eu. Até para o ano!


arquitectura

Reabilitação dos mercados tradicionais: o exemplo de Barcelona Texto de Miguel Meira Fotografia de Mariana Lambertini e Miguel Meira

O

tema já não é novo mas volta a estar, uma vez mais, na ordem do dia. No mês passado, soube-se que a reabilitação do mercado do Bolhão poderá avançar após meses do mais recente interregno, resultante da impugnação do último concurso público por parte de um dos concorrentes. Muita tinta correu desde que, em 1992, se deu o primeiro passo para a requalificação de um dos mercados mais emblemáticos do país. Apesar da sua reconhecida importância,

há quase 20 (!) anos que assistimos à decadência do Bolhão, com avanços e recuos de todas as ordens e um desbaratamento quase inacreditável de dinheiros públicos, tempo e sobretudo paciência dos comerciantes que lá trabalham – actualmente, sob escoras que ninguém sabe muito bem quanto tempo irão aguentar. Entretanto, os turistas vão passando, pasmados com uma situação como esta em pleno séc. XXI, num país que pertence ao grupo dos mais desenvolvidos do mundo.


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As comparações são, assim, inevitáveis. Aqui ao lado, Barcelona oferece-nos o livro de instruções de como se deve reabilitar um mercado tradicional: neste caso não um, mas vários, alguns ainda em processo de recuperação. É certo que não há fórmulas inquestionáveis nem infalíveis, sobretudo no campo da arquitectura, mas o sucesso evidente das operações de que estes espaços foram alvo deixa-nos poucas margens para dúvidas. E nem foi preciso enfiar lá dentro habitações ou shoppings improváveis – que resultam frequentemente do preconceito em relação à pertinência dos mercados tradicionais nos moldes da economia urbana contemporânea. Barcelona – e poderíamos estar a falar de Londres ou Amesterdão – limitou-se a respeitar a génese formal e funcional dos edifícios e voilá: o milagre da reabilitação urbana. No mercado de St. Josep/La Boqueria, em plena Rambla, podemos hoje assistir a um

frenesim turístico interminável na procura de doces, fruta e especiarias; em Santa Caterina, mercado recuperado pelo gabinete dos EMBT em 2005, perto da catedral de Barcelona habitantes locais e turistas cruzam-se nas bancas de enchidos e legumes; o Mercat del Born é um dos que se encontra agora em obras. Poderíamos sempre escudar-nos no argumento de que a comparação entre Porto e Barcelona não é séria, por todas as diferenças que as marcam. Mas esse é talvez um dos motivos que trouxe o Bolhão e o Bom Sucesso ao estado degradante em que se encontram. Também não se trata de aceitar de mão aberta, provincianamente e sem questionar, qualquer solução que venha de fora só porque vem-de-fora: pelo contrário, trata-se de reconhecer o óbvio com recurso aos factos. De que é que estamos à espera para devolver o Bolhão à cidade? |a


moda Tendências ou Originalidade Texto e Fotografia de Daniela Reis

S

eguir ou não as tendências? A questão fundamental que acompanha sempre a divulgação de tendências é, até que ponto é que estas devem ou não ser fulcrais para nós na viragem da estação. É sempre importante que se esteja a par das novas modas, porque se não for feito esse reconhecimento, num curto espaço de tempo é bem possível que dêem por vocês completamente deslocados do que se usa por aí. E neste aspecto a linha que separa a originalidade, sentido de estilo, o serem visionários e avant-garde do serem démodé (fora de moda) deve ser definida. O primeiro grupo pode não seguir tendências, mas implementa-as, o segundo vai atrasado no tempo. E como já vos expliquei, a vossa imagem é o vosso cartãode-visita, portanto, não quererão com certeza apresentar-se deslocados. O ideal, e é aqui que está o segredo, é informarem-se do que vai estar in e fazerem a vossa interpretação das “novas modas”, de uma forma adaptada aos vossos gostos e personalidade. Mantenham as peças-chave, as intemporais e as básicas de um guarda-roupa e adquiram algumas das peças que definem a nova estação.

E como estamos com o Inverno aí à porta, apesar de ele já se fazer sentir antes mesmo de chegar, vou dizer-vos que no Outono-Inverno de 2010/2011 se vão usar as peles e pêlos (sendo o must deste grupo um casaco de pele em tom camel e um colete de pêlo), seja sob a forma de casacos, malas, calças, botas ou calções; vão usar-se as malhas em casacos XL e camisolas largas (com umas leggins funcionam muito bem); o estilo militar mantém-se, com especial evidência nas botas, casacos e malas; a renda usa-se aplicada pontualmente ou totalmente, em tops, casacos, collants, etc.; os padrões florais usam-se mais comedidos esta estação, portanto reutilizem algo que já tenham, no entanto, a propósito de algo que já vem de outra estação, o animal print continua em voga, portanto, sejam arrojadas (mas não usem várias peças ao mesmo tempo com


Para que esta secção seja exactamente o que esperam, criamos um e-mail de apoio às vossas dúvidas. Enviem-nos as perguntas que queiram ver esclarecidas, pois por e-mail ou na nossa publicação, terão as respostas que precisarem. daniela.reis@amolmagazine.net

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este padrão); o xadrez em camisas e por fim, as lantejoulas e os brilhos, que devem ser bem controlados se não querem parecer uma árvore de natal, ou seja, conjugar um top de lantejoulas com umas calças de cabedal ou um vestido brilhante com umas meias opacas numa saída à noite, e o mesmo top com umas calças de ganga e um casaco de cabedal ou

malha, podem ser um bom exemplo para o dia. A palete de cores para esta estação centrase no preto, cinza, camel, bege e castanhos, com alguma evidência também do vermelho, azul e branco, mas é claro que todas as cores são possíveis, o essencial é que o conjunto funcione.

O Natal está já aí à porta, e como vão despender todo o vosso dinheiro nas prendas (para os outros!) sugiro que decidam caminhar ao ar livre e sentir o Inverno, e fazer as vossas compras no comércio de rua… em tempo de crise, alimentemos a economia portuguesa, fazendo circular o dinheiro entre nós e tirando o país da crise. O comércio de rua tem inúmeras

vantagens: os preços podem ser negociados (é mais fácil conseguir-se um desconto e nesta altura convém sempre), conhecem melhor a cidade onde vivem, é menos claustrofóbico que um shopping e a probabilidade de alguém receber a mesma prenda ou encontrar alguém com a mesma peça é menor. |a Com o apoio da In/visível (S. João da Madeira)

DICAS DO MÊS Quando o dinheiro não abunda nos nossos bolsos, mas a sede por abrirmos o armário e sentirmos orgulho aperta, experimentem fazer um closet clearing, que é como quem diz, retirem tudo e separem por grau de utilidade e usabilidade. Não tenham problemas em reconhecer que algo precisa de ser dispensado, mas essencialmente, tenham sensibilidade para perceber o potencial de uma peça através de um gesto pequeno como alterá-la. Caso

não tenham imaginação e percepção para isso, existem agora inúmeras lojas dedicadas à personalização da roupa e que são uma solução bastante eficaz e económica para rentabilizarem a vossa imagem e guarda-roupa. Actualmente não chegamos ao ponto de deixar de usar a roupa porque está velha, mas porque está fora de moda, por isso não hesitem em fazer aplicações, cortar mangas, tingir e um sem número de outras soluções.


capa

Cláudia Carvalho

Cláudia Carvalho, comercial, 25 anos, reside no Porto. Gosta de moda e de fotografia e o seu regresso ao mundo da moda é o nosso tema de Dezembro.

Olá Cláudia… Aceitaste prontamente o nosso convite para ser capa da Amol magazine? Já nos conhecias? Porque aceitaste?

Aceitei logo, claro! Conhecia a revista AMOL! Confesso não as li todas mas as capas conheço bem e folheei algumas. Saber que iria trabalhar com o Pedro fez-me aceitar o convite com muito agrado. Confio no trabalho do Pedro e conseguimos sempre óptimos resultados nas nossas poucas mas produtivas sessões.


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Podes falar-nos um pouco de ti? Quem és tu? Quem sou eu?! Sou uma amante da beleza e de tudo que a engloba. Adoro moda, acho um mundo difícil mas deslumbrante. Sou apaixonada pela vida, estou sempre bem-disposta e a sorrir.

Como apareces no mundo da fotografia? Desde pequena que gostava de ser modelo. Nunca cheguei a realizar este sonho mas ficou sempre aquele bichinho! Um dia numa conversa com um amigo meu, que é agenciado, perguntou-me se não queria tirar umas fotografias com um amigo dele, um fotógrafo amador. E assim o fiz! Adorei a experiência e recebi elogios e criticas positivas dele. A partir desse momento ganhei-lhe o gosto.

Parece que podemos concluir que te agradaria uma carreira ligada à fotografia e à moda... Deixarias a tua profissão por uma carreira como modelo? Obviamente que ninguém se torna modelo aos 25, e não é um “emprego” para a vida, mas claro que ficaria muito contente com uma proposta nessa área! Fazer trabalhos de moda e/ou fotografia embora tivesse de manter a minha profissão actual… seria de uma certa forma realizar um sonho antigo.

Continuando centrados na moda, qual seria para ti a proposta de sonho, hoje? Pergunta difícil... Não imagino nada concretamente. Qualquer coisa interessante e que me agradasse.


capa Quem, como tu, trabalha na moda e na fotografia tem que ter alguns cuidados de segurança pessoal?

E pelo que já percebi, penso que o prazer de fotografar é grande... o que é que te agrada quando fotografas?

Sim, é verdade. Já referi atrás que o mundo da moda não é fácil e um dos componentes é o sermos alvos de abordagens menos próprias, como receber chamadas de pessoas que dizem ser quem não são... Mas tudo isto é facilmente detectado. Basta estarmos atentos e pedir sempre algo que nos salvaguarde.

Sim! Gosto imenso... Fotografar, para mim, é actuar! E gosto disso. Adoro fazer expressões diferentes o que me faz perder minutos ao espelho no meu dia-a-dia. (risos) Além disso gosto da arte em si. Estar do outro lado da câmara também me agrada. Não percebo de fotografia mas acho uma bela forma de extrair beleza de algo.

Playboy, Penthouse .. aceitavas?

Fotografar, para mim, é actuar!

Não sei... Mas isso não acontecerá. Sou realista!


Clรกudia Carvalho


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Para além da moda, fotografia e do teu emprego, como ocupas o teu tempo?

Onde te encontramos nas tuas saídas?

Dançar! Dançar é outra das minhas grandes paixões. Gosto de programar uma tarde agradável e original na companhia dos meus amigos.

Não tenho sítio certo. Mas sou fã da baixa do Porto. Quanto a discotecas não tenho um estilo… a companhia é que interessa.

Quais são os teus projectos para futuro?

Dançar é outra das minhas grandes paixões

Se tudo continuar como esta, já é bom! Se surgir algo positivo e que possa conjugar com o que já faço, melhor!


capa

Tu também podes ser capa da Amol magazine. Envia-nos um mail com a frase: “Eu quero ser capa da Amol”

Foi difícil trabalhar connosco? Não, muito pelo contrário! Uma equipa super querida e fácil de trabalhar. Senti-me bem e isso é importante. Gostei imenso e o resultado foi fantástico!

Como é que podes ser contactada? Posso ser contactada a partir da minha página na Amol agency: http://www.amolagency.net/?user=100000942 056301&action=portefolio

Obrigado Cláudia. Foi um prazer conhecer-te. |a

Fotografia: Pedro Cabral Make up: Marta Moreira (Sephora)


reportagem

O

utubro foi o mês em que decorreu o Sintra Misty Festival, no Centro Cultural Olga Cadaval. Durante três dias, mais de 20 artistas trouxeram até nós os seus estilos, as suas melodias, o seu idioma. Da Bélgica a Cabo Verde, de Inglaterra a Portugal, tivemos de tudo um pouco mas, principalmente, a melodia, o som, o vibrar de teclas, o dedilhar de guitarras. O Festival dividiu-se em três áreas distintas de espectáculo: o Auditório Jorge SampaioPalco Principal, por onde passaram nomes com carreiras já distintas a nível nacional e internacional; o Palco Optimus Discos, com a divulgação de trabalhos de novos músicos que prometem dar que falar no panorama da música; e, finalmente, o Misty Sessions, After Hours, para quem queria prolongar a noite, num espaço separado no 1º andar do Olga Cadaval. O que vos trazemos aqui este mês é um cheirinho desse Festival, falando um pouco de cada um dos que estiveram presentes nos dias 15, 16 e 17 de Outubro.

DIA 15 PALCO PRINCIPAL Auditório Jorge Sampaio ‘DEZ MONA’ – Um projecto belga que nasceu com Gregory Frateur, o vocalista e Nicolas Rombouts, o contrabaixista, num duo que foi crescendo e se transformou num quinteto já depois de lançado o terceiro álbum, depois de se lhe juntarem trompete, piano e bateria. A imprensa compara o seu som a Antony & The Johnsons, Nina Simone, Jacques Brel ou até Gavin Friday. A sua música combina gospel com jazz, envolvendo em magia cada acorde que se sente com a alma. ‘RODRIGO LEÃO & CINEMA ENSEMBLE’ – O que dizer de Rodrigo Leão, se a sua maestria musical fala por si? É um dos mais conhecidos e prestigiados compositores portugueses, extraordinário e único, apresentou o seu novo álbum ‘A Mãe’, onde procura homenagear o

mais puro dos amores. Em palco com Celina da Piedade, Ana Vieira, Viviena Toupikova, Carlos Gomes, Bruno Silva, Luís Aires e Luís San Payo, Rodrigo Leão voltou a convocar as melodias encantadas que lhe têm valido aplausos constantes em todo o mundo. O público rendeu-se efusivamente à musicalidade e às vozes que entoaram ao som das composições de Rodrigo Leão.


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Rodrigo Leão

Mazgani

PALCO OPTIMUS ‘TÓ TRIPS E TIAGO GOMES’ - Um espectáculo diferente a abrir os concertos neste palco. Com música de Tó Trips, e escolha das letras a cargo de Tiago Gomes, é baseado no livro “On the Road’ de Jack Kerouac, com leitura de passagens do mesmo e alguns improvisos seus em inglês. Trata-se de um espectáculo que tem percorrido o país desde finais de 2007, iniciado quando Tó Trips foi convidado a tocar guitarra numa exposição chamada “remembering Jack Kerouac” e convidou Tiago Gomes a ler umas passagens do livro. Estava dado o ponto de partida para este projecto ‘Vi-os desaparecer na noite’. Bem acolhido pelo público, foi uma excelente forma de abrir o Palco Optimus Discos. ‘MAZGANI’ - é um cantautor, que deu início à sua carreira com a edição do álbum “Song of the new heart” no final de 2007. Começou a cantar em 2004, tendo tido como referências Leonard Cohen, Nick Cave e Tom Waits, entre outros. Foi considerado pela revista de renome “Les Inrockuptibles”, em França, como um dos 20 melhores novos artistas musicais da Europa. No final de 2008, o International Songwriting Competition, onde figuram nomes como Tom Waits e Jerry Lee Lewis no painel de juízes, premiou com o terceiro lugar o tema “Somewhere Beneath This Sky”. Concorreram a esta competição 16.000 artistas de todo o mundo. Lançou em 2009 o EP “Tell the People” – uma edição Optimus Discos, e em Abril de 2010 o seu segundo disco de originais “Song of Distance”.


reportagem DIA 16

PALCO PRINCIPAL - SESSÃO DA TARDE TIAGO BETTENCOURT & OS MANTHA Depois de dois álbuns com os Toranja e um Globo de Ouro à mistura, depois de todos os discos vendidos, dos singles e dos holofotes, Tiago Bettencourt desprende-se daquilo que se assume como o caminho fácil e lança em 2007, com os Mantha (uma banda escolhida a dedo), “O Jardim”. Este álbum, como grito do Ipiranga, traz para a sua carreira uma nova dimensão, mais dinâmica e criativa, mais ousada, mais certa. Entre distorções e o despojamento, entre violinos e percussões infantis, “O Jardim” é um trabalho que fura caminho no panorama da música feita em Portugal e em Português. (in www.sintra-Misty.com). O públicou deixou-se embalar, numa tarde de sala cheia, com a voz de Tiago Bettencourt, no clima intimista que convidava a deixar a música penetrar a alma. JOAN AS POLICE WOMAN - Joan As Police Woman, também conhecida por Joan Wasser, tem um currículo impressionante: tocou com Lou Reed no fabuloso «The Raven», foi recrutada por Hal Willner para a banda de suporte da sua homenagem a Leonard Cohen, esteve na formação de Anthony & The Johnsons, faz parte do grupo de Rufus Wainwright e, antes que o fôlego acabe, também tocou com Nick Cave. Mais ainda: foi para ela que Jeff Buckley escreveu «Everybody Here Wants You». Ela era a companheira de Buckley à altura da sua morte. Na casa dos 30, Joan parece já ter vivido o suficiente para várias vidas e a sua música manifesta exactamente isso. Ficámos a conhecer, neste espectáculo, alguns dos novos temas, que sairão no seu próximo disco que chega às mãos do público em 2011.

Foge Foge Bandido

PALCO PRINCIPAL - SESSÃO DA NOITE FOGE FOGE BANDIDO – Manel Cruz está de volta, depois de Ornatos Violeta, dos Pluto e dos Supernada, ele regressa aos palcos com o Foge Foge Bandido. Depois de Ornatos Violeta, este projecto está rodeado de enorme expectativa do público, depois de tantos pedidos de regresso. Constituído pelo inconfundível Manel Cruz e por Nuno Mendes, Eduardo Silva, Nico Tricot e António Serginho, este quinteto apresentou os temas de «O Amor Dá-me Tesão/Não Fui Eu Que Estraguei» em versões adaptadas a este projecto. “O Foge Foge Bandido foi um namoro de acasos, descobrir a música das pessoas e não dos músicos e atribuir ao tempo a tarefa de seleccionar o material. Foi tentar ao máximo expressar o processo, com a consciência, claro, de que o acaso se estende ao próprio entendimento desse processo e de que se calhar não percebi nada” – Manel Cruz MARK KOZELEK - Mark Kozelek é um dos melhores e mais venerados songwriters da sua geração e um homem com uma empatia muito particular com Portugal. À frente dos Red House Painters marcou de forma permanente os anos 90, destacando-se como escritor de canções particularmente inspiradas. Apresentou-se a solo no Sintra Misty, num ambiente intimista.


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PALCO OPTIMUS DISCOS SESSÃO DA NOITE

Mendes

PALCO OPTIMUS - SESSÃO DA TARDE MENDES – É guitarrista, compositor, letrista e vocalista. No panorama da Música Ligeira Portuguesa, é o ‘Mendes’” desde 2007, e trouxe-nos as suas gravações caseiras de canções de viola e voz, que aqui se revelaram, num contacto directo com o público que o aclamou. JOÃO SÓ & ABANDONADOS – João Só ouve de tudo mas faz questão de cantar e compor em português. As suas influências vão dos Beatles aos GNR, passando pelos Oasis, Clã, U2, Sérgio Godinho, Tom Petty, Rui Veloso, Elliot Smith, Quarteto 1111, Los Hermanos, Elvis Costello e Jorge Palma. Escreveu a primeira música aos 15 anos e desde aí nunca mais parou. Em Janeiro de 2008, juntou-se aos Abandonados e gravou o seu álbum de estreia, que foi editado pela Valentim de Carvalho em 2009. Boa disposição, garnde musicalidade, juntou-se a Mendes, num duo entre a apresentação de Mendes a solo e a entrada dos Abandonados. A interacção com o público foi notória.

WALTER BENJAMIN - Depois de lançar um EP (The Dog Follows the Bull) e um álbum (The National Crisis) através da extinta editora Merzbau, Walter Benjamin percorreu um pouco do país para tocar em sítios como o Cabaret Maxime ou a Casa da Música. Depois percorreu discos de outros músicos com quem toca. A sua música é simples e recorre a todo o tipo de truques para esconder a voz por detrás das canções intimistas - sejam samples ou batidas por cima de guitarras - mas também gosta da pop e de fazer dançar, recusando permanecer no mesmo lugar por demasiado tempo. É membro do colectivo lisboeta Jesus, the Misunderstood e dos londrinos On Form e divide o tempo entre todas estas profissões mal pagas. No entanto aguarda-se um novo disco que deverá sair algures em 2011. Fascinante a sua música, a voz muito a fazer lembrar Bob Fylan. Invadiu o palco e agradou a quem o viu e ouviu neste que foi o segundo dia de Festival. MÁRCIA - Toca desde os 13, compõe com a guitarra e a voz, e espalha magia com a sua voz, traduzindo poemas, na sua grande maioria de amor, numa harmonia única, emocional que nos transporta a um mundo de beleza e paz. Tem uma forma muito peculiar de soletrar as palavras, de as transformar em sentimentos. A sua timidez em palco é notória, mas entrega-se de tal forma à música que a sua voz nos atinge com toda a força, fazendo-nos vibrar e sentir cada nota que se solta para nos encantar. Mágico, é a palavra certa para definir o momento de Márcia em palco.


reportagem DIA 17 PALCO PRINCIPAL - SESSÃO DA TARDE HINDI ZAHRA – Sempre teve família ligada à música, no campo musical de Marrocos. Beautiful Tango e Oursoul são as suas músicas mais conhecidas, nascidas em 2005, fazendo lembrar Billie Holiday. Uma musicalidade que ondula até aos que a ouvem, para deixar vaguear emoções ao som de cada nota. Faz referência a Ella Fitzgerald, Tina Turner, Oumou Sangaré ou Stevie Wonder, entre muitos outros, e é neles que vai buscar a sua inspiração e influência. Cantou e encantou no auditório principal do Olga Cadaval. MAYRA ANDRADE – Raízes de Cabo Verde, influência cubana, país considerado como de seu nascimento, aplaudida em França, Inglaterra e Alemanha, com gravações no Brasil, conhecida um pouco por todo o mundo, Mayra invadiu o palco com a força e magia da canção cabo-verdiana. A sua voz é tão bela como a sua presença. E foi o que se sentiu desde o primeiro minuto em que pisou o palco. Infelizmente, deixou-nos apenas uma breve amostra do que é um concerto seu, já que, por motivos de doença, não pôde cumprir com o espectáculo até ao fim, cantando apenas algumas músicas e deixando o público com o sabor doce da sua voz, mas o gosto do ‘quero mais’. PALCO PRINCIPAL - SESSÃO DA NOITE PIERS FACCINI – Foi a grande surpresa deste dia – o sucesso levou a um corre-corre para o pequeno balcão da Fnac, a fim de adquirir o seu CD que esgotou. ‘Se tivéssemos mais, mais teríamos vendido, não estavamos à espera’ – revelou-nos um dos vendedores da Fnac. Piers Faccini foi convidado por Ben Harper a abrir a sua Tour de 2009 e duas músicas na série Anatomia de Grey, são de sua autoria. Trata-se de artista de qualidade excepcional, um músico por inteiro: cantor, autor e compositor. O público vibrou com as suas músicas

e saiu da sala completamente rendido à sua música. LLOYD COLE SMALL ENSEMBLE – Quem não se lembra dos Commotions, nos anos 80, encabeçado por Lloyd Cole? Tem uma longa carreira, como compositor e cantor, a solo desde os anos 90. O seu espectáculo deu-nos a conhecer os temas mais recentes que fazem parte de Broken Record, um disco de rock gravado com Joan as Policewoman, integrada numa banda que inclui músicos de Lou Reed, Crash Test Dummies e até dos Commotions e ainda os seus temas mais rockados, que serão interpretados pelo Small Ensemble – Mark Schwaber em guitarras e mandolim (dos Spouse e Hospital) e Matt Cullen em guitarras e banjo (membro dos The Sighs). Lloyd Cole afirma ter redescoberto o prazer de tocar em conjunto. PALCO OPTIMUS - SESSÃO DA TARDE EMMY CURL – Esta artista cresceu num ambiente artístico e que a influenciou em várias áreas, como música, pintura, fotografia, entre outras. Estudou guitarra clássica no Conservatório de Vila Real e iniciou estudos em canto lírico. ‘Shadows and Butterflies’ é a sua primeira composição, com apenas 15 anos, e, a desde aí já compôs mais de 30 temas. A sua música eleva-nos a um plano quase imaterial. Etérea a sua presença em palco, a sua voz é algo de transcendente, suave e cristalina. Encontra-se a gravar aquele que será o seu primeiro álbum de originais e o público no auditório demonstrou que em Fevereiro/Março de 2011 lá estará em fila para o adquirir. FRANKIE CHAVEZ - Frankie Chavez sou eu no mais profundo do meu ser. Na partida para uma viagem, na chegada de uma aventura, na partilha de um som, na confusão de um país longínquo. A música está comigo onde quer que esteja. Gosto de associá-la a cheiros, momentos ou lugares. É aí que ela surge. É aí que ela me completa. É aí que ela me leva


Foram três dias de magia musical em Sintra, em que o Centro Cultural Olga Cadaval se encheu de luz, som, vozes, fotografia, burburinho de público e magia. Muita magia.

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quando mais tarde quero lá voltar. A minha ligação com a música começou há 21 anos. Tinha 9 e comecei a tocar guitarra. Não foi imediato. Mas foi algo que cresceu comigo para nunca mais me largar. Hoje, tocar, é ir visitar a alma. É conversar comigo. É exprimir o que sinto sem necessariamente ter que escrever ou falar. É aí que surgem os temas instrumentais. Da pura meditação. Começamos com um pensamento, ou com um sentimento. O resto vem por si. Uma coisa após outra e… tenho um padrão. A escrita veio mais tarde. Senti a necessidade de tentar acompanhar o que a guitarra dizia. De completar a frase. De haver uma guia. De ser guiado, por vezes. Como uma dança. E depois há as viagens. Quando se está em viagem há tempo para tudo. Foi em viagem que criei alguns dos temas que gravei neste trabalho. Num dia chuvoso, numa noite de insónia. Num momento morto em que saio de casa para tocar num jardim. Quando regressei a Portugal comecei a tocar em formato de one man band. De onde eu vinha trazia alguma influência deste formato. Um concerto levou a outro, um tema levou a outro, um pedal levou a outro… Quando dei por mim tinha algo em que acreditava e de que gostava. Foi bastante gratificante e motivador quando reparei que não era o único. Com a ajuda certa das pessoas certas surgiu o convite para integrar o leque ecléctico do projecto Optimus Discos de Henrique Amaro. Neste EP tentei ser o mais fiel e honesto possível àquilo que mostro ao vivo. Uma guitarra, uma voz e a percussão que estiver ao meu alcance. É o que tenho e é o que uso. Os temas são “blues oriented” e são crus como o blues pede. As letras são histórias de quando a minha mente vai viajar. Sou eu na madrugada dos maus caminhos, na alucinação da sobriedade, sem máscara ou obrigação. Frankie Chavez PALCO OPTIMUS - SESSÃO DA NOITE MINTA – O seu primeiro álbum surge em

2008, ‘You’, tendo surgido no final do Verão de 2009, o seu primeiro álbum de longa duração. Mariana Ricardo (baixo, voz e ukulele), Manuel Dordio (guitarra) e Nuno Pessoa (bateria e voz) juntam-se a Francisca Cortesão (voz e guitarra) e assim surge Minta & The Brook Trout, nome de disco e de banda. O álbum foi considerado um dos melhores desse ano pela Blitz. Para breve, está prometido um álbum ao vivo. NOISERV – Diferente de tudo o que se possa imaginar, este é um projecto musical que tem vindo a afirmar-se como um dos mais criativos e estimulantes, de entre os surgidos em Portugal na última década. Trata-se de um projecto criado a meados de 2005, pela mão de David Santos, e já com um bom percurso internacional, embora no início, na Alemanha, Áustria, Inglaterra e Escócia. Tendo já actuado em palcos como Coliseu dos Recreios e Coliseu do Porto, este foi o ano de edição do seu novo EP ‘A day in the day of the days”. Durante o espectáculo pudemos assistir a uma espécie de construção de cenário, pela mão de Diana Mascarenhas que desenhou ao vivo as imagens que iam crescendo atrás de David Santos. No público, um misto daqueles que já o conhecem e admiram, e dos que passaram a integrar esse grupo de fãs. MISTY SESSIONS – AFTER HOURS Na primeira noite, contou com a presença de Nicole Eitner, uma alemã a viver em Lisboa, cantora, pianista e compositora; com Sandy Kilpatrick, já conhecida entre nós, fez a sua última tournée em 2008, estando de regresso aos palcos; e, sempre a presença de Rui Miguel Abreu, jornalista, radialista, blogger, digger, podendo encontrá-lo nas páginas do Blitz, aos microfones da Antena 3 ou online em www.33-45.org. No dia 16, as presenças de Soaked Lamb e Gomo, mantiveram o público preso às músicas pela noite dentro, mesmo depois dos concertos dos dois auditórios. |a


entrevista

Joana Reis e Paula Dahab Entrevista: Maria João Lima Fotografia: Nuno Faria (www.nunofariafoto.com)

Nesta edição entramos no espírito natalício com um toque das arábias! Tive o prazer de entrevistar as bailarinas de Dança do Ventre mais simpáticas e misteriosas do sul do nosso país! Joana Reis desarma qualquer pessoa com o seu sorriso, lutadora e carismática é a alma da loja Passo de Dança onde qualquer bailarina ou aspirante poderá escolher todo o “equipamento” necessário para a sua arte. Paula Dahab é bailarina e professora em várias academias e actua em várias casas de chá. Dedicada e misteriosa é uma das melhores representantes desta dança milenar em Portugal! Paula e Joana , são bailarinas de Dança do Ventre, porque escolheram uma das danças mais antigas do Mundo?

Acham que a Dança do Ventre já tem o reconhecimento merecido em Portugal?

Paula - Eu escolhi a Dança Oriental por ter uma grande paixão pelo o Egipto e pela cultura egípcia, daí a minha paixão por Dança Oriental mais especificamente no estilo egípcio.

Joana e Paula - Ainda não, mas achamos que nenhuma dança tem o reconhecimento merecido! Mas achamos que estamos no bom caminho para abrir e educar certas mentes. Deixarem de pensar só na sensualidade (pois todas as danças são sensuais) e verem como uma arte milenar, que é o que a Dança Oriental é!

Joana - Escolhi esta dança por influência da cultura árabe e toda a magia que está associada à mulher enquanto dança, porque realmente esta dança é mágica.


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Como foram os primeiros passos na aprendizagem desta dança?

Querem contar-nos como é um dia na vida de uma bailarina de Dança do Ventre?

Paula - Foi na altura da telenovela “O Clone”, que se deu uma explosão de professores e de procura de dança do ventre, e eu claro aproveitei a oportunidade de experimentar, visto que só imitava as bailarinas da novela, e claro que ainda gostei mais do que tinha imaginado! Logo no primeiro dia de workshop, perdi a cabeça e comprei tudo o que tinha lantejoulas e brilhantes... com tanta coisa tive que continuar as aulas! Os primeiros passos de anca foram fáceis para mim mas as ondulações de braços e barriga foram muito difíceis, mas o interesse da dança é mesmo esse, depois do interesse é uma aprendizagem constante!

Paula - Não é fácil, é cansativo e incerto mas dá-me muito gosto andar sempre a correr de academia em academia de espectáculo para espectáculo! Mas gosto tanto de me deitar com um sorriso parvo na cara e pensar que vale a pena toda a correria, sofrimento, frustrações, inseguranças... para conseguir perceber o quanto sou feliz!

Joana - Os primeiros passos nesta dança não foram fáceis, porque me deparei com algumas dificuldades. Apesar de parecer, esta dança não é nada fácil, e o grande lema é nunca desistir, dançar com o coração e com alma.

Joana - No meu caso eu não dou aulas, portanto não tenho tanto esta correria como a Paula, mas há sempre um espectáculo aqui e ali, então o dia do espectáculo resume-se a arrumar a roupa, tratar das músicas e depois a actuação. Antes disto há os ensaios que, tal como nas outras profissões, nos deixam de rastos mas valem a pena porque no fim da noite quando chego a casa e me deito penso: Valeu a pena!


entrevista Paula, trabalhaste com alguns dos maiores nomes da Dança do Ventre. Quem é que te falta na longa lista e que adorarias ter no teu currículo? Ainda faltam muitos, desde a Saída, Jillina, Amir Thaleb, Tito, Rachel Brice. Em breve vou ter a oportunidade de estar com a Asmahan, e ainda faltam outros com que quero e vou repetir aulas!

Ao vermos as tuas fotos notamos uma força no teu olhar. O que sentes quando pisas o chão para dançar?

Joana, és a cara e alma por detrás da Loja Passo de Dança. De onde surgiu essa vontade de criar esta loja? Esta vontade nasceu na altura em que fiz a minha primeira aula e comecei a pesquisar tudo sobre dança e a roupa. Acho que é um elemento muito importante porque nos faz entrar mais neste mundo e sentirmo-nos lindas! Outra das razões foi porque não há muita oferta em Portugal nesta área, abri a loja para poder ajudar todas as bailarinas que tal como eu se depararam com dificuldades em encontrar o material pretendido.

Sinto tudo! Tudo de bom! É a única coisa que faço em que consigo desligar do mundo. Não há tempo para pensar na vida, na mãe, no marido, na casa... só existe o público, a música e eu, de corpo e alma! E quando sinto o calor e alegria do público... então acho que sou mesmo a mulher mais feliz do mundo!

Tiveste alguns desafios com a loja física porém não desististe e agora estás perto de inaugurar a loja Passo de Dança Online. Porque decidiste ir em frente?

Podes revelar-nos um pouco dos teus projectos futuros?

De onde vêm os teus produtos?

Posso dizer que estou a formar um grupo de Dança Oriental chamado Bahirah. A minha associação, Cenas Marcantes, este ano traz a Convenção Aziza com um novo formato. Para já não posso adiantar mais nada.

O que gostarias de mudar no estado actual da Dança do Ventre em Portugal? Sozinha não consigo mudar, mas pelo menos tento que a Dança Oriental seja reconhecida e respeitada. Como já dissemos, é uma arte milenar, e gostaria que houvesse mais humildade entre os bailarinos/as de dança oriental.

Porque o meu lema não é desistir e por isso não desistirei deste meu sonho!

Os meus produtos vêm principalmente do Egipto e Marrocos.

Fala-nos do que poderemos encontrar no site da loja Passo de Dança. No Site da minha loja poderão encontrar principalmente artigos e acessórios de Dança Oriental e artigos de decoração marroquina. Um beijinho para todos os leitores e um em especial para a Maria João por esta oportunidade! Paula e Joana: Obrigado por nos ajudarem a divulgar o nosso trabalho. |a


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entrevista Patrícia, como veio parar ao mundo do Teatro? É uma pergunta curiosa e até a própria forma como aqui cheguei é curiosa. Comecei num grupo pequeno de teatro, no liceu, e depois acabei por achar que tinha capacidade. Só achar claro (risos). Depois quando acabei a escola, o secundário, como sou de Portimão tentei as provas em Évora, Lisboa e Porto, porque achava que eram as melhores escolas de teatro, e acabei por passar nas provas na ESMAE, e vim para cá morar e tirei lá o curso.

Patrícia Isabel Franco Patrícia Isabel Franco, actriz profissional com especialização em voz, nasceu a 2 de Abril de 1976 em Portimão. Na juventude, deixou o sul e rumou ao Norte, à procura do sonho e actualmente vive em Vila Nova de Gaia. Fez o curso de interpretação na ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo – e mais tarde, com o gostinho pelo canto, especializou-se em voz. A simpatia aliada ao humor, a disponibilidade ligada ao sorriso, são pequenas coisinhas que fazem da Patrícia uma pessoa forte de carácter e querida entre todos os que já a conhecem ou que, simplesmente, acabaram de a conhecer. Entrevista de Tânia Carvalho

Signo: Carneiro Cor Favorita: Vermelho Prato: Peru com castanhas Animal: Gato Roupa: Chapéu Número: 7

Porquê especializar-se em voz? Eu sempre gostei de cantar e como na ESMAE tive bons professores e bons músicos, e até por vezes tínhamos formações com profissionais da área que vinham “de fora” da ESMAE, o gosto pelo canto foi crescendo. Como fui aperfeiçoando as técnicas de voz e canto, decidi seguir esta área. Até porque na altura eu andava a ter aulas de canto lírico, mas era bastante desgastante, porque esforçava a voz na faculdade e depois ao final do dia já não estava com a voz em condições para cantar correctamente. Um dia, o meu professor disse que estava a ser muito duro para mim conciliar tudo e aconselhou-me a desistir para não cansar a voz. E eu assim fiz, mas arrependo-me redondamente, porque eu teria conseguido aliar tudo e provavelmente hoje era bem melhor em termos técnicos. O que lhe dá mais prazer: peça dita normal ou musical? Porquê? Sem dúvida um musical. Primeiro porque exige muito mais de um actor e segundo porque adoro cantar. É muito difícil conseguir em palco interpretar, cantar e articular bem o corpo ao mesmo tempo e por vezes sem descanso, porque há momentos que nunca se sai do palco. Estamos sempre à mostra e é mais fácil errar, ou nas expressões, ou no atingir duma nota ou até esquecer texto, porque a concentração e agilidade do actor num musical é muito mais complexa.


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Quais os danos de um mau ou inexistente

Na sua carreira em que achou que teve mais

aquecimento de voz?

dificuldade?

Ora o corpo é o instrumento mais importante de

A sociabilidade. Parece estranho eu sei (risos).

um actor. Até porque é possível interpretar sem

É claro que sou sociável “dentro” do teatro, mas

voz, mas sem dúvida que a seguir ao corpo é a

depois “cá fora” tenho dificuldade porque não sei

voz. É mesmo muito importante haver um aque-

do que falar a não ser de trabalho. Não há temas

cimento de voz, não só para dar mais segurança

ou eu não consigo desenvolvê-los. Não é que não

ao actor antes de entrar em palco como também

fale se as pessoas me dirigirem a palavra, claro

para mais tarde, com o passar do tempo, não

que não, mas pronto… não tenho assim grande à

haver problemas nas pregas vocais com esfor-

vontade. Não parece mas sou tímida. (risos)

ços desnecessários. Isso pode causar uma voz mais grave com o passar dos anos e prejudicar

Já fez alguns musicais. Qual foi o que lhe deu

o empenho e a entrega na personagem.

mais gozo? Rent, sem dúvida. Éramos um grupo de pessoas

Um actor deve regularmente fazer exames às

completamente diferentes. Todas com grandes

pregas vocais?

talentos e vozeirões mas éramos distintos como

É aconselhável que sim. Porque a voz é, como

pessoas e profissionais e isso deu-me um gozo

já se disse, um instrumento muito, muito, muito

tremendo. Não só por adorar a música mas tam-

importante e como tal tem de ser vigiada. Quando

bém por trabalhar com aquelas pessoas todas tão

a voz é muito usada, é frequente ganhar-se nó-

desiguais. Pude evoluir e aprender várias coisas.

dulos, que precisam ser vigiados pois mais tarde

Foi muito bom mesmo.

pode ser preciso tirá-los, senão continuam a enfraquecer a voz. Portanto sim, é necessário pelo

Qual é a personagem de sonho?

menos uma vez por ano ir ao médico.

Lady McBeth. Adoro.

O que é mais importante para a Patrícia no

O que era, neste momento, um grande

Teatro?

desafio?

Hum... a Humildade! Hoje em dia falta humildade

Fazer um musical. Aliás, estou a trabalhar nisso

em tudo, as pessoas querem passar por cima

com um grupo de amigos. Não é coisa fácil mas

umas das outras, e são capazes de tudo para o

com muito trabalho as coisas vão correr bem.

conseguir. A humildade é muito importante para

Se tudo correr bem estreará em Abril na sala pe-

podermos evoluir e crescer, mas sem haver atri-

quena do Rivoli. Ainda estamos em negociações

tos entre colegas de trabalho. E é necessário

mas estou ansiosa.

também haver partilha. Este é outro ponto também bastante importante para mim, tanto a nível

Para terminar, quais as referências de

pessoal como teatral. Se houver mais partilha, há

teatro?

mais união e companheirismo, e o teatro é um

João Paulo Costa. Acho-o muito bom como actor

todo de trabalho em equipa.

e encenador, porque é dos poucos que tem loucura. E no teatro é preciso arriscar, como em muita coisa claro, mas tem de ser ter a loucura para ir para a frente com projectos. Adoro a loucura

Se houver mais partilha, há mais união dele, poucos têm essa coragem. É um excelente e companheirismo, e o teatro é um todo profissional. de trabalho em equipa Obrigada pelo seu tempo, foi um prazer. |a


fotos dos nossos leitores

Categoria: Retrato Título: Suse Autor: Orlando Rebelo

Categoria: Nu Título: Beautiful Girl II Autor: Alex72

Categoria: Retrato Título: Beautiful Girl I Autor: Alex72

Categoria: Moda/Glamour Título: Beautiful Girl III Autor: Alex72


Para além da foto do mês, indicaremos a melhor de cada categoria com o nosso símbolo.

Categoria: Moda/Glamour | Título: Momentos | Autor: Vanda Centeio

FOTO DO MÊS!

Categoria: Moda/Glamour | Título: Pulseiras | Autor: Orlando Rebelo

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vale a pena espreitar moda Chanel: Paris Fashion Week Primavera Verão 2011 http://www.youtube.com/watch?v=kycSM2 Lg0gU&feature=channel Christian Dior: Paris Fashion Week Primavera Verão 2011 http://www.youtube.com/watch?v=xsPNUq BsCfY&feature=channel

beleza Parecer mais jovem http://bbel.uol.com.br/beleza-e-moda/post/ como-parecer-mais-jovem-com-truquessimples.aspx

Olá... Cá estou de novo para vos deixaralgunslinksque,para além de úteis, me parecem interessantes... Espero que gostem!

Cátia Fernandes

Cuidados com a beleza da pele negra http://bbel.uol.com.br/beleza-e-moda/post/ cuidados-com-a-beleza-da-pele-negra. aspx

saúde Anorexia http://saude.sapo.pt/saude-medicina/medicacao-doencas/doencas/anorexia.html Combater as insónias http://saude.sapo.pt/bem-estar-e-emocao/ artigos-gerais/combata-a-insonia-e-durmamelhor.html


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Ana Sofia Ferreira dezembro


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ficha pessoal

Nome

Ana Sofia Ferreira Idade:

17

Reside em:

Leiria

Olhos

Castanhos Cabelo

Castanho

Altura

170 cm Peso

50 Kg Peito

80 cm Cintura

64 cm Ancas

80 cm


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Ana Sofia Ferreira


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new faces | new models Tipos de trabalho Retrato Gamour Bikini

Condições Trabalho pago. Poderá aceitar TPF se considerar relevante para o portfólio

Lingerie Semi-nu Nu

Tipos de trabalho

Contactos http://www.amolagency.net/?user=10000 0656531054&action=portefolio

Erótico Adulto

Ana Sofia Ferreira


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Tu também podes ser a próxima New Face! Envia-nos as tuas fotos + a autorização do fotógrafo ou envia-nos um mail e pede a marcação de uma sessão fotográfica!

amolmagazine@gmail.com A Moulin Rose (V. Nova de Gaia) oferece às New Faces um mês de frequência gratuita das aulas de dança do ventre ou de pole dance.



AMOL Magazine 12 - Dezembro 2010