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arquitetura · cinema · fotografia · Literatura · moda · música · teatro

MAG

amol

#48

Dezembro 2013 amolmagazine.net Moda têndencias Maquilhagem OUT/INV

EM foco Rui neto

eu na amol Silvia mendes

Teatro Miguel ribeiro New faces /new models:

Sara silva

Portefólio de Alexandre salgado

Carla Filipa

“Aproveitar as coisas boas da vida”


Agora “Make up Store�, com a Amol magazine. Em breve mais novidades ... lojas a a abrir em Lisboa e no Porto. 2


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new face

Dezembro 2013

sara silva

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apoios

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Anuncie na Amol magazine! Seja nosso patrocinador. Basta contactar: geral@amol.pt

Mais um número da Amol, que continua viva e a preparar algumas surpresas para 2014. Em Novembro decorreu a iniciativa Amol/ Cirrone a que se juntou a Ydentik. Foram 86 as candidaturas que enviamos à Cirrone e aguardamos agora que nos comuniquem as 20 selecionadas para um casting presencial final. Este mês recuperamos a colaboração UK com a integração de um novo fotógrafo, que esperamos seja do agrado dos nossos leitores. Continuaremos a tentar dar uma dimensão mais internacional à Amol, não só para que as pessoas que divulgamos sejam vistas além fronteiras, mas também para mostrar aos nossos leitores outros trabalhos e tendências que nos chegam de outros países. E é tudo. Leiam-nos e divulguem-nos.

28_CAPA: Carla Filipa 8 _ Portefólio: anka zhuravleva

lands

Fotógrafos Pedro Cabral Nuri Roberto Rodrigues Itália Wanda Pacífico Loris Gonfiotti Holanda Mark Candari UK Faruq Mia Equipa editorial: Elsa Afonso Florisa Nogueira Helena Oliveira Loris Gonfiotti Noa Mark Candari Nuno Pinheiro Pedro Cabral Wanda pacífico

Dezembro, Amol nº 48

Equipa Amol 1 de Dezembro de 2013

Tenha o seu nome associado aos concursos que promovemos, oferecendo os prémios para os nossos concursos! Divulgue a sua marca na nossa revista e o seu anúncio será visto por milhares de pessoas. Edição Impressa: Já podes encomendar a versao impressa da tua Amol Magazine em tamanho A4. Vai a www.euedito. com e trata de tudo online… Em breve divulgaremos através do nosso Facebook o endereço directo para encomendas.

10_CAPA: Alexandre salgado 6

judith hulst

Capa: Carla Filipa Fotografia: Pedro Cabral Coordenação: Pedro Cabral IT Manager Tiago Silva Design Gráfico André Araújo Relações públicas Lili Lopes

Editorial Edição_Nº48 55 _ Amol Nether-

Ficha técnica


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dezembro_2013/Conteúdos 45_Em foco Rui Neto

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Loris Gonfiotti

9 _ crónica 20 _ cinema 22 _ cinema entrevista 25 _ Música 26 _ Teatro 85_amol netherlands

44 _ moda_beleza

42_MODA

57 _ eu na amol

Tendencias Maquilhagem OUT/INV

54 _ foto dos leitores 63 _ Amol_it 93 _ Amol_uk 103 _ New_Faces

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C rón ic a

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Noa tem 31 anos. Cronológicos, porque às vezes acorda com 9 anos outras vezes com 77. Não é um caso patológico mas a verdade é que, mais do que tudo, Noa sente. Sente e exprime utilizando a voz, o violino, a literatura, a expressão corporal. Começou por dar aulas. Agora entrega-se à música e às palavras.

E ele disse com toda a firmeza: -Não cases, por favor. Conseguiu reter a sua atenção de tal maneira que o silêncio se tornou numa pergunta. -Como assim, não caso? Que queres dizer? -Não cases, por favor. Amanhã, não cases. Diz que não. Não sei, não sei.foge. foge comigo. -Eu, fugir? Para quê? Eu não fujo de nada. Se não casar vou lá e digo-lhe que não caso! Mas não vou agora fugir! -E não casas?? -Não entendo, juro. Estivemos tanto tempo juntos. Eu disse-te como ía ser. Tu não pareceste com vontade de me demover. E agora…assim, do nada… - Não é do nada. De cada vez que, por algum motivo me o lembravas que pertencias a outro homem, eu sentia o meu coração derreter-me dentro do peito. Ardia em lume e eu sem te poder dizer o que sentia. O nosso acordo não era esse. O nosso compromisso não era esse. Não sei o tempo que é hoje. É sexta-feira? Deve ser porque amanhã casas-te com outro alguém. Se faz sentido? Não quero saber disso para nada. E tudo o que possas dizer fica a mais se não vieres comigo agora, embora deste hotel. A brisa limpa deste nosso Allgarve bucólico, típico do sul de França e do Mónaco, raspa o seu dorso no topo dos pinheiros baixinhos e inclina-os todos na mesma direcção. Distribui uma clarividência líquida e sincera que reduz a rotação de quem se deita nestas almofadas brancas de calor, gentes e pele. Voltar ao Allgarve é sempre voltar a férias de infância com a família a viajar género “carripana” para uma geografia de prazer certo e alegria declarada. Quando precisar de voltar ao Allgarve, entro dentro de mim porque é lá que ele está. Dentro. Quando já estiveres com ele, longe daqui e eu precisar de voltar a algum lugar que já não existe, olho para dentro. Fecho os olhos e revivo cada momento com a mesma placidez de quem o sente pela primeira vez, até a ti e tudo o que tiver que ver contigo.

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Por-

Tef贸lio

Alexan

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ndre Sal

Alexandre Salgado estรก hoje nas nossas pรกginas. Veio do Brasil para Portugal e mostra-nos um pouco da sua arte.

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Alexandre s a l g ad o

O

lá, podes dizer-nos quem é o Alexandre?

Alexandre é um Brasileiro Paulistano, que desde muito cedo gosta da arte em si. As áreas com que mais me identifico são a dança e a fotografia. Algumas pessoas dizem que tenho mau feitio, outras dizem que sou sincero, bem eu acho que o Alexandre acaba sendo uma pessoa polémica, sem meios termos, ou gostam ou não gostam do Alexandre. Como começa o teu interesse pela fotografia?

O meu interesse pela fotografia começou logo quando cheguei a Portugal, numa brincadeira eu e a minha companheira fizemos um passeio e comecei a fazer umas fotos dela e logo gostei muito do resultado. Mais a frente fiz amizade com um fotógrafo profissional que me emprestou uma das suas máquinas e foi quando eu percebi que o mundo tem mais encantos visto através de uma lente.

Como tem sido o teu percurso na arte fotográfica ?

A fotografia dentro do género fotográfico que eu gosto de trabalhar, que tem a ver com a mulher e a sua sensualidade, em Portugal é ainda uma coisa meio complexa. Isto porque as mulheres ainda são receosas no que diz respeito a sensualidade.. Existe uma dificuldade em valorizar e considerar as fotografias sensuais, semi nu ou até mesmo nu como fotografias artisticas.

O que é que te motiva?

Tudo me motiva desde que cheguei a Portugal. O povo português, os costumes e tradições, a arquitetura, a natureza, etc. Posso dizer que todo Portugal me motiva .

E momentos de desmotivação? Também há?

Não existem, porque eu acho que 12


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A l e x a n d r e s a l g ad o

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amol_magazine todos os obstáculos que encontamos na nossa vida, são para serem ultrapassados, sobrepostos. Eu tenho conseguido ultrapassa-los e por isso os momentos de desmotivação não existem pois tudo me inspira. Dentro de vários géneros , o que é que, em fotografia, mais te atrai? Porquê?

É difícil no mundo da fotografia escolher apenas um género fotográfico. Principalmente porque estou no inicio e cada vez me descubro mais, com o leque de caminhos que se podem seguir através da fotografia. Posso dizer que actualmente o género com que mais tenho trabalhado é moda, retrato e semi-nu. São géneros que me atraem muito pois através deles posso mostrar a sensualidade, delicadeza, fragilidade e força da mulher.

Há na fotografia mestres que te inspirem? Quais?

Nos dias que decorrem tem vários profissionais excelentes e sérios que trabalham com o género que eu mais gosto. Na minha opinião tudo o que nós vemos nos inspira de uma certa forma. Mas a maior inspiração está dentro de nós. Eu acredito que o fotógrafo, ele tem que se inspirar dentro do que ele sente e eu inspiro-me nisso, nas pessoas que me cercam, no meio ambiente que me rodeia, isto é, na criação de Deus.

Qual é o teu projeto de sonho?

Tenho um projecto que neste momento está guardado na gaveta, que eu chamo “Os 7 pecados”. É um projecto onde pretendo retratar através de cada um dos sete pecados a sensualidade da mulher Portuguesa.

Se te dessem a possibilidade de escolher um/a modelo e um local para o/a fotografar… Quais seriam as tuas escolhas?

Bem, gostaria muito de fotografar a modelo e atriz Rita Pereira, pois ela é um exemplo de sensualidade e altivez da mulher portuguesa. O local, escolheria sem dúvida a Serra da Estrela.

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A l e x a n d r e s a l g ad o Sentes-te evoluir à medida que vais fotografando? Quais os aspectos em que sentes uma maior evolução?

Na minha opinião, a vida é uma constante evolução. Eu sinto que a minha maior evolução tem sido na atenção com a iluminação , cores e como organizar e dirigir uma sessão fotográfica.

Para além da fotografia, quem és tu?

Eu sou coreógrafo e bailarino, trabalho com dança há 25 anos, sou profissional dentro dessa área. Dou formações, workshos de danças afro-latinas e brasileiras. Sou também cabeleireiro. Como eu falei no inicio, eu trabalho com arte desde muito cedo e com a sensualidade. A dança sempre foi uma paixão para mim, é uma arte que requer uma certa entrega, sensualidade, paixão e a fotografia também.

Consegues olhar o mundo com “olhos normais”, ou vês o mundo através do visor duma câmara?

Bem depois que comecei a fotografar eu sou bem sincero, costumo até brincar com as minhas modelos e dizer muitas vezes que gostava que os meus olhos fossem uma lente fotográfica e que a cada piscar de olho eu captasse uma imagem. É impossível olhar o mundo e não pensar em fotografia, tudo é fotografia, um local, um gesto, um andar, etc. Tudo passa a ser uma fotografia aos nossos olhos.

Qual a tua opinião sobre o projecto Amol?

Eu acho que é um projecto magnifico, porque em Portugal existe muito talento por descobrir, não só na área da fotografia. Penso que é um projecto muito interessante e a Amol está de Parabéns.

Qual foi a pergunta que esquecemos de te fazer? Bem, penso que a pergunta que talvez tenha ficado por fazer é: O que significa a fotografia para mim? A fotografia é para mim conseguir captar o que mais ninguém vê. É onde dezenas de pessoas podem olhar para o mesmo local mas cada uma ter a sua interpretação através da fotografia, onde uma imagem se transforma em centenas de imagens. 16


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A l e x a n d r e s a l g ad o

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Tem po rário 12 O Cinema sempre foi rico em filmes sobre a educação ou particularmente sobre a interacção entre professores e alunos. Dentro de uma lista extensa e transversal a quase todas as décadas, talvez se possa destacar - apreciações qualitativas à parte, até porque à crítica não convenceu - Dangerous Mind, especialmente porque enquanto ícone popque se tornou, aproximou o género do grande público (e até dos jovens), fazendo dele um dos filmes que mais facturou nas receitas de bilheteira norte-americanas em 1995 (décimo terceiro lugar para sermos mais precisos). Antes e depois muitos outros filmes abordaram o tema, com melhor ou pior resultado, com um caso muito feliz e criativo em 2011, com Detachment. Isto para dizer que Short Term 12 poderá não trazer nada de novo a um subgénero já comummente abordado no Cinema, mas traz em si um tom tão genuíno e emocional que se torna difícil não o colocar já como um dos melhores filmes do ano. Um filme que se nota tão próximo das personagens logo pela câmara intimista de Destin Cretton(certamente um realizador a descobrir) que prima pelos  close-ups  - nada invasivos, contudo - pela câmara trémula em jeito de hesitação e criando uma atmosfera naturalista que dá espaço à narrativa, personagens e espectadores, para parar, observar, escutar e interiorizar cada momento. Um trabalho brilhantemente orquestrado que dentro de algum humor e ligeireza, consegue transmitir um profundo e denso peso emocional, porque eleva cada cena a um nível superior de compreensão e maturidade, que explora a natureza humana com uma sensibilidade única e até rara de encontrar. Cada personagem, seja ela

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mais ou menos problemática (e aqui há espaço para tudo), tem o condão de transmitir veracidade, possível através de um guião simples, mas riquíssimo e sobretudo das excelentes interpretações de todo o elenco. O destaque óbvio vai para  Brie Larson, com uma personagem cresce com o espectador e com a história, cuja construção não é obviamente linear e que vai enriquecendo a narrativa com vários patamares de força e interesse. Impressionante trabalho a nível de expressão corporal, mas sobretudo apaixonado, individualmente desenvolvimento, profundamente comovente e tocante, que melhora ainda em cada interacção com novas personagens. E mesmo quando algumas maquinações narrativas parecem querer ameaçar o equilíbrio do argumento, a actriz consegue sempre superar esses entraves, transmitindo gestos humanos e íntimos, criando credibilidade suficiente para que o espectador possa considerar esta personagem como uma pessoa real.

Short Term 12 vence o espectador em coração, sinceridade e carisma. Raras são as vezes em que a adolescência e os jovens no geral são tratados com tanto carinho e honestidade, criando grande proximidade (quase imediata) com o espectador e fazendo-nos partilhar das suas desilusões e vitórias. Maravilhosa e despretensiosamente simples, toca o coração e isso é o que lhe basta.


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9/10

Tiago Ramos é um aficionado por filmes, crítico amador de cinema, administrador e redactor do Split Screen (www.splitscreen-blog.blogspot.com), um blogue sobre cinema e televisão, há já quatro anos.

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Entrevista a João Miller Guerra” Acabei de assistir a  Cama de Gato  e fiquei emocionado. Achei que apesar da sua curta duração, este poderia ser muito bem um dos mais interessantes filmes portugueses dos últimos anos. Dei por mim a rever o trabalho dos últimos anos da dupla João Miller Guerra e Filipa Reis, especialmente desde  Li ké terra, premiado no Doclisboa 2010. Depois veio  Orquestra Geração, a competir inclusive no Cinèma du Réel 2012, assim como  Nada Fazi  que venceu o prémio de Melhor Filme Português no Fantasporto 2012. Mais recentemente  Fragmentos de uma Observação Participativa, a merecer estreia comercial e agora esta também dupla Bela Vista e Cama de Gato. Os prémios valem o que valem, mas o mérito fica. Estaremos talvez entre dois dos mais importantes jovens documentaristas portugueses da actualidade. Exagero? Talvez, mas também vale o que vale.

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arquei uma entrevista telefónica com o João Miller Guerra, estava entusiasmado. Cinco minutos depois da hora combinada, ligo. Manias. Atende-me uma voz simpática que me diz «Estava à espera que me ligasses» e eu parto para os elogios habituais, mas aqui mais sentidos. Responde-me com simpatia, humildade e até algum pudor. Parto logo para lhe perguntar o porquê de uma parceria tão evidente com a Filipa Reis, como e onde começou. Explica-me: «Nós começámos a trabalhar juntos em fins de 1999, inícios de 2000 para um programa na RTP2, chamado Triunfo dos Porcos. Era uma coisa que chamávamos a brincar, uma expressão de uma outra pessoa que trabalha connosco, de “bricolage televisiva”. Ou seja: uma construção feita por pessoas que não faziam a mínima ideia o que era trabalhar na televisão, de produções ou realização. Que tinham todas elas acabado de terminar os estudos, agora com um magazine de actualidades para fazer. Cada um trabalhava na sua área: a Filipa trabalhava na área de Economia, porque tirou Gestão. E eu fazia umas peças de dois minutos sobre objectos de design que tinham relevância na História, porque sou formado em Design de Equipamentos, Foi aí que conheci a Filipa e que começámos a trabalhar juntos. Depois seguimos para umas médias-metragens feitas na RTP e ficámos sempre amigos desde aí. Aliás, até vínhamos do mesmo colégio quando éramos mais novos, tínhamos alguns amigos em comum... Depois, em 2005 formamos uma produtora e em 2008 abrimos a Vende-se Filmes.» Pergunto-lhe se planeia, num futuro próximo, um trabalho a título individual. «Nunca se sabe o dia de amanhã, mas nós para além do resto, também dividimos a própria vida, portanto para já não tenho nada planeado. Neste momento, temos reunido esforços e feito as coisas as dois, tendo corrido sempre bem e estamos contentes com este método». Dia 7 de Novembro estreiam em sala, dois dos seus mais recentes projectos: Cama de Gato e Bela Vista. Ambos serão exibidos acompanhados de Um Fim do Mundo, de Pedro Pinho. Fazendo a retrospectiva do trabalho da dupla nota-se uma tema transversal


amol_magazine à sua filmografia, algo com um cariz social muito forte. É algo que ambos procuram? «Eu acho que é uma coincidência. Não é uma questão que nos seja distante, mas de facto não tem sido um requerimento. As coisas acontecem um bocadinho, não vamos propriamente para os sítios à procura de assunto, mas o contrário. Acontece sermos chamados para determinado contexto e então aí ser preciso arranjar um assunto ou responder a um desejo de fazer um trabalho sobre esse tema.» Mas mesmo dentro dessa observação social, há também nos seus trabalhos uma forte tendência de fugir à regra. Por exemplo, em Bela Vista, o seu protagonista é o espaço e não as pessoas. «Lembrámo-nos de fazer o filme mais sobre a arquitectura, já que o projecto do Carlos Monteiro é bastante imponente e até um bocadinho utópico nesta coisa de pôr as varandas do lado de fora, para que elas próprias sejam os corredores de acesso entre as casas. Depois o que é que tinha acontecido ao fim de trinta anos? Efectivamente as pessoas tinham estado mais preocupadas em proteger-se e em ocupar aquele espaço, guardar a bicicleta, pôr o cão... e isso pareceu-nos uma óptima maneira de começarmos a entrar no bairro e para as pessoas começarem a habituar-se à presença da câmara. Muitas vezes usámos uma estratégia de filmar antes e depois explicarmos porque tínhamos filmado e pedir autorização para poder usar aquelas imagens. E aconteceu de tudo, coisas completamente inesperadas, outras combinadas previamente com as pessoas, para elas fazerem determinada acção que já tinha sido vista e portanto o filme acabou por ser mais sobre essa comunicação para o exterior e essa ocupação por parte dos habitantes dessas varandas e desses corredores de acesso». O  Bela Vista  nasceu ainda de uma encomenda da Câmara Municipal de Setúbal, de onde faziam parte duas curtas-metragens de João Miller Guerra e Filipa Reis, assim como uma curtametragem de Pedro Pinho. A ideia seria trabalhar os três projectos em conjunto, continuar a desenvolvê-los, com a participação das pessoas no bairro da Bela Vista. «A nossa estava pensada como uma ideia muito genérica de querer trabalhar com uma mãe adolescente, uma vez que a Filipa, ela própria também tinha sido mãe bastante nova, ainda na faculdade. E depois tínhamos esta estratégia montada, que nos parecia necessária para servir de projecto de aproximação ao bairro. O bairro da Bela Vista não é

propriamente o local mais seguro da Europa, também não é de todo o mais perigoso, é bastante estigmatizado e um dos objectivos era trabalhar com a população e alterar a percepção exterior das pessoas de que o bairro é mau e perigoso. E usámos esse documentário como estratégia de aproximação, foi das primeiras vezes que começámos a passear-nos pelo bairro, não só para conhecer as pessoas e fazer um casting para conhecer pessoas e histórias para poder construir os filmes, como também começar a ter a câmara fora do saco e de poder começar a apontar para alguns locais potencialmente interessantes. E paralelamente a isso fomos conhecendo as nossas personagens e desenvolvendo o Um Fim do Mundo e o Cama de Gato.» Faço nota do que já tinha comentado quando entrevistei o Pedro Pinho: os três filmes são um processo colectivo, com cenas que se repetem de filme para filme, mas de uma perspectiva diferente. «Num filme seguimos uma personagem, no outro seguimos a outra, mas a cena é coincidente. Isso foi pensado e escrito connosco e pelo Pedro, que escreveu os dois projectos e acho que foi um trabalho conjunto e no nosso entender, com tudo o que isso tem mais forte». Em todos eles, os realizadores trabalharam com as pessoas do bairro durante três meses. «Fizemos a coisa de forma intensa, alugámos uma antiga pensão desactivada

«Nunca se sabe o dia de amanhã, mas nós para além do resto, também dividimos a própria vida» 23


e mudámos para lá a equipa. Vivemos muito com eles, vivemos muito no bairro, nas ruas, nos cafés e naquela realidade, para conseguir trocar uma maior riqueza de vivência com eles e eles connosco. Foi um processo de partilha incrível». Questiono-me como é trabalhar com não-actores. Apesar do carácter quase documental que se evidencia aqui, o seu trabalho é tão natural, que parecem profissionais. Como é dirigir essas pessoas? «Elas não são dirigidas. São pura e simplesmente elas próprias, são super surpreendentes em muitas situações e dão muito mais do que aquilo que é pedido ou sugerido. Nós trabalhamos muito no método das coisas poderem ser ditas ou vividas, vamos supor, num café onde estamos a gravar, e depois isso é registado, vai para o guião e depois nessa altura é só voltar a esse tema. Claro que a cena não vai ficar igual ao que ficou na verdade, mas vai ficar parecida». No caso de Cama de Gato, encontramos um filme protagonizado por uma jovem mãe adolescente de nome Joana. Não é uma personagem fictícia. Ela existe mesmo.  Miller Guerra  chama ao filme «uma ficção do real». Como a encontraram? «O processo de selecção foi bastante pacífico e possível através deste processo mágico que existe hoje em Portugal, até mais graças à televisão: escreves “casting” na parede e as pessoas fazem fila. No meio disso tudo apareceu sobretudo gente nova que se queria inscrever. Nós procurávamos pessoas para os filmes, pessoas para estar connosco durante o processo, mesmo que não fossem aparecer nos filmes como actores ou personagens. E foi uma coincidência incrível. Nós tínhamos esse ponto de partida de uma mãe adolescente, saberíamos que neste contexto seria fácil de aparecer e apareceu-nos a Joana, vestida com um lacinho tal como está no filme, com a sua malinha feita de coco. E apareceu-nos no casting convencida pelos seus pais, que achavam que ela, embora fosse mãe, tinha direito a experimentar fazer aquilo. Apareceu um bocadinho sem saber porque é que ali estava, mas conseguimos uma autêntica montanha-russa no depoimento da Joana. Pedimos para nos contar um bocadinho da sua história de vida e ela contou-nos, super-emocionada, basicamente aquilo que nós tentámos retratar na cena central do filme, em que ela conta a história do pai da filha e como tudo aquilo a afectou. Resumindo, aquilo que aconteceu foi que nós ficámos completamente apaixonados pela Joana. Acho que foi mútuo, ela ficou também muito curiosa connosco e portanto, daí partimos para a conhecer melhor, para construir o guião com a ajuda do Pedro». Recordo uma cena brilhante no final do filme, onde a personagem Joana quer sair à noite e deixar a sua filha, ainda bebé com a sua mãe. Esta nega-se a deixá-la sair, sem que esta antes fale com o pai. Há uma discussão, bem típica e bastante emocionante. Parece real. «Aquela é uma situação encenada, vivida ali no limite, que a mãe da Joana - que talvez seja dos três, a mais impulsiva - estava muito nervosa de fazer, mas tinha dito que sim, faria, porque gostava muito de nós. E a conversa começa com ela praticamente a perguntar “Já posso? Já posso? Já posso?” e o Vasco Viana ainda nem estava pronto e ela arrancou a cena. Foi ali um caos, mas depois correu bem. Aquilo que tínhamos pedido era para reencenarem uma típica discussão da Joana querer sair e eles não deixarem. Mas ganhou umas proporções tais que a Joana (como é seu costume também) emocionou-se, viveu aquilo como se fosse verdade e começa a soluçar, verdadeiramente nervosa, mesmo sabendo que não era real». As estreias comerciais de cinema português não têm sido muitas nos últimos anos. Culpa de alguma redução na produção, mas também da dificuldade de estrear um filme nacional em sala. João Miller Guerra já conseguiu estrear recentemente outros dois filmes (Orquestra Geração  e  Fragmentos de uma Observação Participativa), mas diz-nos que foi «bastante suado, mesmo que no caso do Fragmentos de uma Observação Participativa tenha sido um convite que lhes foi feito para estrear a curta à frente de “Noutro País”. Nos outros casos é um investimento completo nosso, com todo o investimento financeiro que isso acarreta, 24

para depois ter muito poucos espectadores em sala, mas porque de facto acreditamos muito que tem que se dar tudo pelos filmes. Os filmes fazem-se não é para nós os consumirmos, é para as pessoas os verem. Estas personagens ou estas pessoas verdadeiras são absolutamente para serem partilhadas e são para que nós possamos aprender cada vez mais e desconstruir o outro, conseguindo quebrar  essas barreiras das diferenças. Ter o filme no cinema é para nós, sempre que possível e sempre que é possível fazer esse esforço financeiro, um ponto de honra. No caso do Bela Vista e Cama de Gato é a mesma coisa, mas com uma fantástica associação da Zero em Comportamento e da Projectos Paralelos, a correr maravilhosamente bem. No caso da Orquestra Geração foi uma grande loucura, mas com muita vontade de fazer isso». Em relação ao actual estado do cinema português, nomeadamente à receptividade do público, diz-me que pressente uma mudança. «Posso ser eu que sou um optimista, mas o cinema português tem sido bastante falado e reconhecido internacionalmente. E acho que as pessoas que estão mais próximas sabem o estado em que o cinema português está. A cultura é aquilo que fica, não me parece que seja possível vivermos sem cultura. O cinema faz parte da cultura e não me parece que isso possa ser ignorado durante muito mais tempo. E depois também vai aparecendo tanto sangue novo, gente tão talentosa a fazer coisas e com cada vez menos dinheiro. O único risco que existe nesta nova geração é que quem está só a assistir, pode achar que o cinema se faz com pouco dinheiro. Faz-se um cinema com pouco dinheiro, far-se-á outro com muito dinheiro. E ambos são precisos. Portanto não se pode ganhar este discurso que não havendo, então se faz desta forma. Mas o mais importante de tudo, eu diria que é não deixar de fazer. Temos dado sinais de uma enorme vitalidade. As pessoas, sobretudo mais novas, começam a relacionar-se de outra forma com o cinema português e a experimentar ir ver outra vez cinema português. O cinema português tem de ir para as salas, as pessoas têm de se habituar a vê-lo e ele tem que estar disponível, não se pode deixar de fazer. Conseguiu-se fazer isso em relação à música portuguesa, que há uns anos também não se ouvia nas rádios e não tinha a indústria desenvolvida como tem... Se calhar é um exemplo parecido: o cinema também tem que conseguir vingar comercialmente». Não resisto em perguntar-lhe, apesar de algum  cliché  na pergunta, se se encontra a planear novos projectos. Diz-me: «Temos um projecto para o ICA, se ainda houver... temos ainda duas obras de encomenda, uma fase de preparação e outra em fase de conclusão: um filme sobre os 40 anos da escola do Arco e outro comigo, com a Filipa e com o Tomás Baltazar. E estamos também a começar um filme para a Fundação Francisco Manuel dos Santos, que é sobre viver com o salário mínimo». Um tema social mais uma vez e digo-o. Ri-se: «Tentamos obviamente que seja também um filme de autor e não apenas a resposta a uma encomenda». Há portanto esperança ainda para o cinema português. Resta-nos aguardar.


MÚSICA

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Caramel

Connan Mockasin

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onnan Mockasin é um artista excêntrico e cheio de bom gosto que já anda nisto desde 2006. Este neozelandês disse que gostava da ideia de ter um disco chamado “caramel” e o que fez foi gravar um álbum que soa a isso mesmo… caramelo! Doce e meloso do princípio ao fim é psicadélico o suficiente para não se tornar piroso. Se é verdade que o miolo deste disco é demasiado espacial e vago, também é verdade que isso lhe

confere uma aura misteriosa e de viagem. Nas partes mais concretas e palpáveis do albúm há canções fabulosas como: “I’m the man that will find you”, “Do I make you Feel Shy” e “I wanna roll with you”. Vozes derretidas, arrastadas e sexy, adornadas apenas com bateria, baixo e guitarra com muito reverb. É um disco com sonoridade muito simples e retro e que tem feito as delícias de quem ouve, especialmente em vinil. Eu fiz anos em Novembro e

foi a prenda que dei a mim mesmo. BOM NATAL!!!!

Nuno Pinheiro, 30 anos, jornalista sem carteira. Nasceu e mora em Lisboa, numa casa com janela para o rio. Talvez por isso esteja muitas vezes bem-disposto e nunca escreva mal de nada. Colabora com a AMOL há uns bons meses e, que se saiba, não escreve sobre Música em mais lado nenhum. Também não precisa.

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25 anos

Miguel ribeiro foi um dos nossos primeiros entrevistados não podíamos deixar de estar com ele O seu nascimento foi um acontecimento tão sem importância para a humanidade, que não há qualquer registo documentado que indique com precisão o ano em que ele deu o primeiro sopro para a vida. Pensa-se que no ano de 900 já existia uma pequena povoação com o nome de Matesinus e que passou a pertencer ao concelho de Bouças em 1833, sendo este lugar único registo da história que fala sobre uma hipotética naturalidade. Em 1988 apaixona-se pelo teatro, motivo pelo qual o transforma num “pedaço de pessoa” e por consequência direta é execrado pela sociedade. É esta mesma paixão que ainda hoje o faz mendigar pelo mundo imolando a tristeza dos povos e de onde não mais se desligou, pois a arte de representar sempre fez parte da sua vida. Teatro, cinema, televisão e Stand Up Comedy poderia ser a “tetralogia” que melhor o identifica. Iniciou a sua carreira no mundo do espetáculo em 1988. Participou em dezenas de comédias, farsas, e revista à Portuguesa, com passagem pelo cinema, (ator e produtor executivo), pela televisão, (“Portugal e a Música”, “Rosa Choque”, “É Sempre A(b) rir”, e “RIRticencias”), sobrando ainda tempo para o Stand Up Comedy, (“Os comédia à moda do Porto”. Jornalista de rádio e revista de 1996 até 2004, monitor de teatro nas escolas de Matosinhos e Miragaia, autor de 5 peças de teatro escritas e autor de temas musicais para vários cantores. Em 2009 é eleito jovem revelação pelo programa de rádio “Os donos da noite”, e em 2010 recebe o troféu Audiência Revelação Hoje respira a arte da representação pois ela é a sua principal razão de viver, sem isto certamente seria apenas mais um simples ser vivo. Não sabe dizer com precisão o dia da sua morte, mas sabe que isso vai acontecer, e que para ele esse será o seu último dia de vida, pois aprendeu com o povo que “PARA MORRER BASTA ESTAR VIVO”, e pede para não comparecerem no seu funeral, pois ele não poderá retribuir a amabilidade! Assim, fica desde já definido o seu epitáfio: “QUANDO EU MORRER NÃO CHOREM POR MIM, LEMBREM-SE QUE TODA A MINHA VIDA EU VIVI DE APLAUSOS”. 26

Miguel Ribeiro foi um dos nossos primeiros entrevistados (Amol nº 2). Mais tarde, albergou no seu programa “RIRticências” uma apresentação semanal da Amol, que encontrou sempre, no Miguel, um amigo. Agora que prepara a comemoração dos seus 25 anos de palco, com um novo espetáculo, não podíamos deixar de estar com ele. Uma freira, uma testemunha de Jeová e um Pai de Santo. 3 Histórias dentro de uma só história. Uma comédia bem portuguesa, dos nossos dias onde 3 personagens se cruzam em seu tormento, na busca constante da solução. A estreia está agendada para o dia 21/12/2013, e ficará em cena até 02/01/2014, a partir da qual seguirá em tour por várias salas do nosso país e pelas comunidades Portuguesas.


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Ca pa

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Carla Filipa

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amos começar por tentar saber um pouco de ti. Quem é a Carla?

A Carla sou eu, tenho 21 anos, sou de Vila Nova de Gaia, adoro rir, viajar, aproveitar as coisas boas da vida.

 Muito recentemente encontramos-te na capa da J. Como é a tua entrada no mundo da fotografia? A minha entrada no mundo da fotografia foi através de uma brincadeira com o Pedro Cabral, a partir daí começaram a surgir novas propostas e oportunidades.

Não temos visto muitos trabalhos teus de fotografia. Vais começar a dedicar-te mais ou foram apenas trabalhos esporádicos? Não foram trabalhos esporádicos, mas como a fotografia é apenas um hobbie é normal que não faça muitos trabalhos nessa área.

 Para além da fotografia sabemos que fazes animações em bares e discotecas. Podes explicar-nos em que consiste o teu trabalho? O meu trabalho consiste em dançar quase sempre em cima do balcão ou colunas nestes espaços. O objectivo consiste em entreter o público e embelezar a noite.

E desfiles, fazes? Desfiles não.

 Quando fazes uma sessão fotográfica em que pensas? Como é o teu diálogo a câmara? Tento sempre seduzir a câmara , ah ah ah

Como é que olhas para o teu corpo? Que fazes para te manteres em forma? Eu sinto-me bem com o meu corpo. Tenho uma boa genética, não preciso de grandes cuidados com a alimentação; mas pratico musculação.

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 No teu dia a dia és uma mulher vaidosa? Sim, sou bastante, preciso de 1 hora para estar pronta a sair de casa ah ah ah. Adoro maquilhagem, roupa, saltos altos....

 Se te surgisse a possibilidade de encarar a moda e a fotografia profissionalmente, aceitarias? Sim, é algo que gosto… Sinto-me bem à frente das câmaras…

Como ocupas os teus tempos livres? Faço aquilo que gosto: cuido de mim, vou ao ginásio e no Verão faço imensa praia..

 Em relação ao teu futuro, quais são os teus sonhos? Já realizei grande parte dos meus sonhos e como não planeio muito o futuro tudo o que vier de bom é bem vindo. Mas gostava de poder passar um bom tempo a viajar, conhecer o mundo.

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Amol Magazine, o que achas? Gosto muito, desde que tive conhecimento do projecto todos os meses leio. Vejo muito talento em algumas das capas da Amol, espero que continuem a fazer o óptimo trabalho que têm feito.

Foi difícil trabalhar connosco? Voltavas? Não, não foi difícil. Gostei muito e sim voltava, claro.

Que pergunta nos esquecemos de fazer? Nenhuma. Pra me conhecer melhor agora só pessoalmente ah ah ah 39


Carla Filipa Cor? Rosa Prato? Picanha Bebida? Ă gua MĂşsica? Marilyn Manson Animal? Coelho Carro? Mercedez SLK Mulher? Verdadeira Homem? Decidido Sexo? Feminino

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CAPA/Carla Filipa

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of Fotografia, produção e edição: Pedro Cabral Modelo: Carla Filipa Make up: Marta Moreira Cabelo: Andreia Pereira

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Têndencias

maqui l ha g em As tendências de Beleza para o Outono/ Inverno de 2013/2014 são ainda mais variadas do que na Moda. Desde um look minimalista, fresco e natural até aos looks mais agressivos e dramáticos. A chave está em adapta-los ao que nos complementa melhor, acentuando a beleza natural que cada uma possui, realçando os pontos fortes. As tendências passam ainda pela inspiração em diversas épocas, desde as mais senhoris dos anos 40, às mais divertidas e jovens dos anos 60 e 70. Uma das grandes tendências para esta estação são as sobrancelhas fortes, quer naturais, quer realçadas com lápis ou sombra, o look confere uma forte personalidade ao rosto. Ainda na zona dos olhos, as escolhas são infinitas, desde um look grunge com lápis ou sombra de tons escuros, esfumada ou até com um look de morning after, tendência que vem desde a estação passada. Os eyeliners podem apresentar-se finos e precisos, numa acentuação discreta mas eficiente do olhar, ou até reminiscentes dos anos 60, dramáticos e vistosos, são usados em preto ou em tons metálicos, acentuam-se ainda as pestanas inferiores num look que relembra a modelo britânica Twiggy. As sombras vão desde as mais discretas, que iluminam o olhar, às mais fortes em tons de vermelho e cobre. O blush é muitas vezes deixado de parte ou levemente utilizado para realçar a estrutura natural do rosto em tons pêssego. Os lábios adquirem tons escuros, de bordeaux e amora negra mas a novidade é a utilização de lip stainers que cobrem os lábios num degradé mais carregado no centro do que nos contornos mantendo a textura natural da pele em tons mate, há ainda a opção de mantê-los no seu tom natural, realçando o seu formato com um pouco de gloss. Por fim mas não menos importante é a base, a pele de aspecto fresco e ligeiramente húmido é ainda tendência mas tem vindo a ser gradualmente substituída por um aspecto mate de veludo. Nas unhas a grande tendência vai para o verniz vermelho. Vernizes metálicos ou com glitter estão também em voga mas também os vernizes mate, para conseguir este aspecto basta aplicar uma top coat que tenha este efeito, podendo então consegui-lo com qualquer verniz sem ter que gastar mais dinheiro. Para o cabelo há também uma grande variedade de tendências. Podemos conferirlhe um aspecto molhado, puxando-o para trás com a ajuda de gel, ou até mesmo darlhe um aspecto acabado de sair do duche. 42

out / INV

Há ainda a tendência para os rabos de cavalo na nuca, muito esticados ou então de aspecto solto. Podemos ainda moldá-los num chignon ou até atá-los no topo da cabeça com ondas na ponta que conferem movimento. Podemos usá-lo liso, num look minimalista ou até ondulado, numa reminiscência dos anos 70. Para um look anos 40 basta ondulá-lo nas pontas e manter o topo bem penteado. Há que frizar que a maquilhagem e o cabelo devem ser um complemento aos atributos de cada mulher a quem cabe adaptar as tendências de acordo com aquilo

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que possuí, nunca se deixando perder em aspectos que nada têm a ver consigo mesma. Esta variedade de tendências, que de tão vasta seria impossível enumerar, reflecte a procura cada vez mais acentuada da identidade própria num mundo cada vez mais estandardizado. Texto: Florisa Nogueira Fotografias: Pedro Pinho Maquilhagem: Cristina Neves Modelo: Rita Mariano


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ten moda/tendências

Andreia Pereira, 28 anos, é formadora numa escola de cabeleireiros e tem feito televisão com a mvmTV. Agora, na Amol, para nos falar de beleza

Há uma dúvida que surge logo que uma mulher decide colocar, pela primeira vez, extensões no cabelo. Que tipo de extensões utilizar? O tipo de extensões de cabelo existentes está directamente relacionado com o método de colocação das mesmas. O conhecimento das diferenças entre as várias formas existentes é um passo fundamental, antes da decisão de se sentar na cadeira de um cabeleireiro. Nós vamos ajudá-la neste processo de se informar sobre os métodos que existem no mercado. Atente nos procedimentos mais utilizados…

com o apoio de pequenos cilindros. Estes objectos metálicos ou de silicone e plástico asseguram a fixação da extensão ao cabelo original, ficando escondidos no couro cabeludo. Apreciado pela leveza, este método demora cerca de quatro horas e garante uma durabilidade do penteado entre três a cinco meses. 

dên Extensões trançadas Longevidade das extensões:4 meses Como o nome indica, este tipo de extensões é entrançado no cabelo original. Também são chamadas de trança brasileira ou nó italiano. As bandas de cabelo comprado têm uma tira que é unida às tranças horizontais que se fazem no seu próprio cabelo. Desta forma, não será possível detectar onde termina um tipo de cabelo e começa o outro. Este método de colocação é bastante saudável para o seu cabelo, não acarretando grandes danos, uma vez que as extensões acompanham o crescimento natural dos fios. A sua aplicação é bastante morosa pode durar mais de seis horas! -, mas a duração das suas extensões também poderá chegar aos quatro meses.

Extensões cosidas Longevidade das extensões:2 meses Também chamado de tissagem ou “cortina”, neste método, como o nome indica, as bandas de cabelo adquirido são cosidas ao cabelo original, mediante o recurso a aplicações próprias. É uma via que tem procura pela durabilidade, que pode chegar aos dois meses, e porque as bandas de cabelo são reutilizáveis. Um dos pontos mais negativos é que não deixa o couro cabeludo efectuar a respiração adequada.

cias Extensões com micro-cilindros Longevidade das extensões: 3 a 5 meses Mais popular nos Estados Unidos da América do que em Portugal, onde não tem ainda grande implantação, neste método a extensão é colocada

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Extensões de queratina com calor Longevidade das extensões: 6 meses Este método tem sucesso pela simplicidade e pelos resultados finais satisfatórios e duradouros. As extensões são colocadas uma a uma, efectuandose a colagem ao cabelo original por via de uma gota de adesivo de queratina existente na banda. A proteína semelhante à queratina, que existe no couro cabeludo, é derretida com recurso a uma pinça especial, aquecida, o que motiva a fixação da extensão. É um processo bastante moroso que pode chegar às quatro horas de aplicação. Mas também é bastante duradouro, podendo manter-se as extensões até quase seis meses.


amol_magazine Enviem-nos os vossos trabalhos até dia 15 de cada mês, para geral@ amolmagazine.net com “Em foco” no assunto. Em www.amolmagazine. net, no separador “Em foco” copiem a declaração de autorização de publicação que têm que nos enviar e aguardem a saída da revista. Se tivermos a vossa colaboração, todos os meses publicaremos um “Em foco”. Send us your photos until the 15th of each month for geral@amolmagazine.net with “Focus” in the subject. Go to http://www.amolmagazine.net/emfoco/download the disclaimer you have to send us and get acquaintance with the rules of this editorial. We are waiting for you.

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Ficha técnica: Fotografo: Rui Neto (Nstyle) Modelos: Lili Lopes e Tatiana Magalhães Make Up Artist: Andreia Neves Hair Stylist: Sérgio Silva Apoio à produção: Isabel Pires Agradecimento especial a Dionísio Magalhães pela cedência do espaço

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FOTOS DO mês Categoria: Moda/Glamour Título: joana Autor: Renato Ferro

Categoria: retrato Título: Joyce Autor: Renato Ferro

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Categoria: Moda/Glamour Título: Rita Autor: André Monteiro


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Categoria:Retrato Título: Miguel Autor: André Monteiro

Categoria:Arquitectura Título: London Autor: André Monteiro

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FOTOS DO mês FOTO DO mês

Categoria: Tema livre Título: Mistery Autor: Effeto Neve

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amol_magazine Nome/name: SĂ­lvia Mendes Idade/age: 18 Vive em/ Lives in: GuimarĂŁes Altura/height: 1,67 Peso/weight: 53 Estudante Fotos: Mafalda Ferreira Roberto Rodrigues

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Ana Cruz Idade/Age: 24 Vive em/Lives in: Santarém Peso/weight: 47kg Altura/height: 170cm Fotos: João Portela

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amol_magazine “Enviei as fotos porque estou a começar a trabalhar como modelo e quero dar a conhecer os trabalhos que fiz até ao momento. Espero que gostem tanto como eu me diverti a faze-los”

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amol_magazine Modelo/ Model: Sara Stella Make up and photography: Wanda Pacífico

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Wanda Pacífico

Wanda pacifico é uma fotógrafa italiana, de Roma, com interesse por várias áreas mas que coloca muita da sua criatividade no ambito do munda da fotografia de moda. Wanda è una fotografa italiana di Roma, impegnata in vari settori ma da un tocco particolarmente creativo a quello che è il panorama attuale del mondo della moda.

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A natureza vista como encarnação da mulher que possui características que são referências poéticas. La Natura è stato vista come l’incarnazione di tutte le donne che possiedono caratteristiche che sono riferimenti alla poesia

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Loris Gonfiotti Loris Gonfiotti é um fotógrafo de Toscana, Itália. Considera que aaptidão para a fotografia de Glamour é inata e que o seu destino ficou traçado em 2003 quando encontrou a actual mulher e abraçou a fotografia de Glamour. Loris Gonfiotti è un fotografo italiano dalla Toscana. La fotografia Glamour è innata ed instintiva in lui e il suo destino si è proposto nel 2003, quando ha incontrato la sua attuale moglie/modella e ha intrapreso la strada della fotografia Glamour/Calendario.

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A sessão fotográfica foi realizada numa limusine entre as luzes, o couro e aproveitando uma atmosfera, entre o dia e a noite. Cherie expressou a sua sensualidade inata e provocação natural. Apesar do espaço restrito foi capaz de passar por muitas poses super sexy. Il servizio è stato svolto in una bella limousine tra luci, pelle e atmosfera , tra giorno e notte ,dove Chérie ha manifestato la sua sensualità innata e la trasgressione naturale, nonostante il piccolo spazio si è saputa atteggiare in molte pose super sexy.

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Cherie LeFleur Cherie LeFleur, italiana, nascida em Florença há 23 anos. É modelo, com uma imagem de menina é uma menina determinada, sexy e muita boa a posar. Também participou no último filme dirigido por Tinto Brass. Chérie LeFleur, ITALIANISSIMA, nata a Firenze, 23 anni, modella, ragazza immagine è una ragazza determinata, sexy e molto brava a posare, ha partecipato anche all’ultimo film di Tinto Brass.

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Mark Candari Mark Candari é um fotógrafo holandês de 28 anos. Gosta de fazer Retrato, Glamour e Moda e neste momento concentra-se em sessões de moda que lhe permitam ganhar experiência e desenvolver o portfolio. Mark Candari.is a 28 year-old photographer from the Netherlands. He mainly shoots Portraits, Glamour and Fashion. At the moment his focus is to get more fashion shoots to expand his experience and portfolio.

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Melanie Antonides

Age: 21 Location: Netherlands Melanie está a iniciar-se como modelo, construíndo um portfolio e a explorar situações de foto de moda e glamour. Para além da moda, é também uma talentosa cantora. Melanie is a starting model and at the moment she is expanding her portfolio and exploring the fashion and glamour scene. Besides modeling, she also is a very talented singer.

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AMOL Faruq Mia Faruq Mia é um fotógrafo auto didata que se interessa por todos os aspectos da fotografia. Trabalhou com casamentos, animações, passagens de modelos, retratos, paisagens e fotografia noturna. Iniciou-se na fotografia, como hobby, em 2007 e agora tenta explorar novas técnicas, como a pintura com luz. Faruq Mia is a self taught photographer who is interested in all aspects of photography. He has been working on Weddings, Events, Fashion shows, Portraits, Landscape and Night photography. He started photography as a hobby in 2007 and now he is exploiting new techniques and methods like painting with light

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A sessão foi para um novo grupo chamado Azures. Foi uma sessão vintage para o site da companhia realizada num estudio de dança em West London. The shoot was for a new started up company called Azure .It was a vintage themed shoot for their company website and advertising campaign. Location of shoot was West London in a Dance studio.

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Dezembro 2013

sara Silva Fotos de Pedro Cabral

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amol_magazine Nome/Name: Sara Silva Data nascimento: Date of birth: 24/11/92 Cidade / City: Fafe Medidas/details Altura/height: 169 Peso/weight: 58 kg Peito/Bust: 85 cm Cintura/waist: 70 cm Ancas/Hips: 89 cm Cor/colours Olhos/eyes: verdes / green Cabelo/hair: castanho / brown Contactos: modelos@ amolmagazine.net

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Tipos de trabalho:

Retrato / portrait Glamour bikini / Swimware Lingerie Semi-nu NU

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