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Condessa Mumadona Dias

Mumadona Dias (c. 900 a 968), filha do conde Diogo Fernandes e da condessa Onega Lucides, casada com Hermanegildo Gonçalves com quem governa o condado Portucalense a partir de 926, sendo que após a morte do marido em 928 começa a governar sozinha o respectivo condado. Integrada em território cristão desde a Alta Idade Média, os primeiros passos para a fundação da Cidade terão sido dados entre 950 e 959, com a edificação, pela Condessa Mumadona Dias, de um convento dúplice localizado onde actualmente podemos encontrar a Igreja da Oliveira.


A origem de Guimarães remonta a uma villa, então designada Vimaranes, que se julga ser o genitivo do nome pessoal de origem germânica Vimara ou Guimara, o qual seria um dos donos desta terra. Com o passar dos séculos, a palavra foi evoluindo para Guimarães por via do Latim. No entanto, ainda hoje os habitantes de Guimarães são designados por "Vimaranenses".

No século X, a Condessa Mumadona Dias, tia do Rei Ramiro II de Leão e viúva do Conde Hermenegildo Gonçalves, manda construir na sua terra Vimaranes o convento de frades e freiras que se tornou num pólo de atracção e de fixação populacional. Para sua defesa, Mumadona manda erguer o Castelo, entre os anos de 959 e 968. A então villa Vimaranes desenvolve-se em volta destes dois pólos dinamizadores: o Convento e o Castelo.


No século XII, com a formação do Condado Portucalense, vêm viver para Guimarães o Conde D. Henrique e D. Teresa que mandam realizar grandes obras no Castelo de forma a ampliá-lo e torná-lo mais forte. Diz a tradição que teria sido no interior do Castelo que os condes fixaram residência e provavelmente aí teria nascido D Afonso Henriques. Entre os séculos XIII e XV vários reis irão contribuir com obras de melhoramento e restauro do Castelo. Ligado a façanhas heróicas do período da fundação da nacionalidade como a Batalha de S. Mamede em 1128, razão porque é conhecido por Castelo da Fundação ou de S. Mamede, serviu ainda ao longo da sua história de palco a vários conflitos reais. O Primeiro Rei A Batalha de S. Mamede, travada em 24 de Junho de 1128, fica a marcar, assim, a primeira tarde Portuguesa, e o destino do seu vencedor, Afonso Henriques, que mais tarde viria a ser reconhecido como o primeiro Rei de Portugal. O desenvolvimento urbano Entre o início do séc. XV e meados do séc. XVIII a Cidade conhece um período de intenso desenvolvimento urbano, do qual herdou a actual traça de cariz Renascentista, Maneirista e Barroca, período esse que legou a Guimarães muitos dos edifícios senhoriais, administrativos e religiosos que hoje são imóveis de interesse arquitectónico ou monumentos nacionais. Ampliação e renovação De 1926 a 1974, ainda por força do imparável dinamismo industrial, a Cidade conhece um período de ampliação e renovação, em que são rasgadas as principais artérias que hoje conhecemos. O advento da democracia e o crescimento económico resultante da adesão à União Europeia, por seu turno, foram em boa medida responsáveis pela grande expansão urbanística e construtiva dos últimos anos, de que se destacam o parque habitacional, os equipamentos sociais, educativos e desportivos, bem como a infra-estruturação da cidade, nos domínios das comunicações, do abastecimento de água e


saneamento. Contudo, a modernidade não se construiu à custa do Património edificado. Em meados da década de 80 do séc. XX, com o contributo de autoridades, técnicos e população, é iniciada a recuperação do Centro Histórico de Guimarães, integrado a partir de 2001, na lista do Património Mundial da UNESCO.

Trabalho apresentado por Alexandra Filipa Freitas Lopes do 3º Ano Turma C


mumadona