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Améliedesse mês 80

Hot Hits 08

De olho nas novidades mais quentes!

Sexo!

Vá além do chicote e . peças de couro

De Malas Prontas

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Uh lala! Que tal conhecer 86 o lado B de Paris .

Entrevista - Badass Ladies Uma aula de atitude com Chantal Sordi

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Diversidade

Por uma moda que abrace o novo e quebre todos os tabus

10 - Moda Raio X

Os 70’s, febre marsala e jogo de xadrez

24 - SPFW Highlights

Confira tudo o que rolou durante a 39ª edição da São Paulo Fashion Week

26 - Sex Chic

Conheça a designer Lisa Leung que está por trás dos looks sexies da FKA Twigs.

38 - Editorial

Marsala, Fetiche, Flores, Pastel Colors, Um banho de Glitter e muito mais!

78 - Beleza 36

Memória Um corpo que cai, um mito que surge

É hora de Marsala! Aproveite nossas dicas para investir na cor da temporada

79 - Acessórios

Tattoo Choker - Febre dos anos 90 retorna com força total entre fashionistas

83 - Culture Club

As melhores exposições de São Paulo e resenhas das estreias de cinema do mês

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#1 Acompanhe coberturas de eventos, bastidores e novidades através do nosso instagram

#2 Making Of Editorial Marsala Acompanhe os bastidores do editorial incrível desse mês, que conta com a presença da top modelo trans Melissa Paixão. #diva #diversidade

#3 In Natura

Dicas para cuidar de cabelos cacheados e naturais! #beyourself

#5 Efeito Kim Kardashian

Truque da vez: Aprenda a técnica de contorno favorita das celebs #contouring

#4 Calendário de eventos

Fique por dentro dos principais eventos que vão acontecer neste mês! #adoro

#6 Sexiest Man Alive

Confira o nosso bate papo com Norman Reedus, a estrela da série The Walking Dead, que chega a sua sexta temporada neste ano. #twd

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AmélieEquipe

Beatriz Bertolli

Débora Lemos

Davi Lucian

Flávia Vogado

Gleise Hanna

Itália Merenna

Jaqueline Bauth

Ronaldo Gomes

Pollyana Martins

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AmélieCARTA DA EDITORA

LIBERTE-SE “Não tenha medo! Seja você. Olhe para o espelho todas as manhãs e diga a si mesma três coisas que gosta sobre você. Pratique aprender amar a si mesma, amar seu corpo, seu rosto, sua pele e nunca desista de sua jornada.” Essa frase faz parte do pensamento da modelo, blogueira e escritora Kiera Brown ,que você encontra na entrevista da página 29. Vamos concordar que todas nós precisamos dessa injeção de ânimo em nossas vidas, não é mesmo? Abrimos essa edição celebrando a diversidade e as diferenças, tudo o que torna cada um de nós seres únicos. Foi-se o tempo em que ‘ter’ era sinônimo de ser, pois o que realmente importa nos dias de hoje é o que você faz com o que tem. Já se olhou no espelho e pensou ‘nossa, hoje eu estou gatíssima?’ Esse é o espírito, garota! Pensando na época em que estamos, a AMÉLIE desta edição propõe a temática da diversidade no mundo da moda, da música e do design. Chega de regrinhas chatas e de ‘isso pode’ ou ‘isso não pode’. Liberte-se dos conceitos, libertese das amarras impostas pela sociedade e não tenha medo de ser quem você é. Durante este mês, acompanhamos a São Paulo Fashion Week e o que não faltou foram looks divertidos e pessoas cheias de atitude e você acompanha tudo isso bem de pertinho nas próximas páginas. Conheça também a história da agência paulistana ‘HDA Models’ que revolucio-

Victoria Hope editora chefe

nou o conceito de modelos no país, na matéria ‘ A moda com Diversidade’. Na trilha do tema desta edição, apaixonese pela irreverência e sensualidade da estilista Yeha Leung, que trouxe o status de glamour à moda fetichista e de praxe, que tal aprender dicas quentíssimas para apimentar ainda mais a relação e quebrar todos os tabus? Você vai amar as dicas da nossa colunista Flavia Vogado para a seção L’amour! Nos ensaios ‘Viva à diversidade’, ‘Marsala é a cor mais quente’ , com a presença da modelo trans Melissa Paixão e ‘Oui Madam’, você encontra um mix de diversidade, sensualidade e atitude. Para completar, fique por dentro de todas as tendências de moda e beleza que estão fazendo a cabeça de fashionistas ao redor do globo. Esse é apenas um convite para a quebra das fronteiras e empoderamento do seu próprio eu! • Love-se, Abraçe-se, Atreva-se, Liberte-se! 7


AmélieHot Hits Por Ronaldo Gomes

Hot

hits #1 Me Myself And I

Kim Kardashian lança livro com suas selfies A socialite Kim Kardashian lançou na última terça-feira, 5 seu novo livro na livraria Barnes & Noble de Nova York. Em seu novo projeto, intitulado Selfish, a socialite mostra 300 fotos de momentos pessoais tiradas desde 1984. O livro já está entre os dez mais vendidos de arte e fotografia na Amazon, podendo ser adquirido por U$14 (R$ 44).

#2 Girl Power

Série ‘Agent Carter’ da Marvel ganha segunda temporada A rede americana de televisão ABC e a Marvel anunciaram a segunda temporada da série Agent Carter. A série favorita entre fãs femininas de quadrinhos foi criada por Chistopher Markus e Steven Mc Feely. Carter tem origem na derivada do Capitão América e a série foi bem avaliada por críticos de cinema, levando a rede de televisão ABC a produzir uma a segunda temporada da série. No Brasil à série é disponibilizada pelo canal da Sony. 8


AmélieHot Hits

#3 Decor Geek

Marca Funko acaba de lançar coleção de toy arts do novo filme de Cinderela A Funko lançou sua nova coleção de toy arts com inspiração no mais novo filme da Disney, Cinderela. A princesa chega para sua coleção em forma de miniatura pop. Ella, a personagem famosa por perder o sapatinho de cristal, tem cerca de 12 cm,e veste o famoso vestido do baile azul. No Brasil, é possível adquirir a boneca de coleção no site das lojas Americanas.

#5 Hora do Cha

Filtros de chá criativos estão fazendo a cabeça de entusiastas Com aparência moderna, descolada e com um design inovador, os filtros de chá também conhecidos como infusores’, estão conquistando os brasileiros apaixonados por design criativo. Este filtro chamado ‘Fred & Friends Manatee’ custa em torno de R$25 reais e pode ser encontrado na Amazon

#4 Meu Ibira

Novo aplicativo traz ótimas dicas para quem curte o parque do Ibirapuera em SP Em comemoração aos 60 anos do Parque do Ibirapuera e aos 50 anos da Rede Globo, a emissora lançou o APP Meu Ibira, disponibilizado para os sistemas IOS e Android. Através dele é possível acompanhar o mapa completo do parque e dicas de atividades ao ar livre, permitindo aos usuários montarem sua própria programação. O Aplicativo é gratuito e para baixá-lo é necessário acessar a Play Store do seu celular. 9


Foto: Divulgação

AmélieModa Raio X

A Volta dos Anos 70 Por Victoria Hope

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Foto: Divulgação

uando cheguei ao pavilhão do Parque Villa Lobos para a última rodada de desfiles para o próximo Verão na SPFW, não pude deixar de notar o ar ‘setentinha’ que invadia os corredores do evento. Dos floppy hats às botinhas curtas ou longas, fashionistas marcaram presença nesta 39ª edição da semana de moda mais badalada de São Paulo.

Não é segredo que os anos 70 voltaram com tudo e cada vez que a tendência retorna, reacende a polêmica discussão sobre sua relevância no universo da moda. Para alguns profissionais do meio, a moda seventies já está mais do que batida; irrelevante, porém para outros, ela continua a se manter firme e forte no guarda -roupa de pessoas ao redor do mundo. O seventees foi o sopro de liberdade que permitiu que pessoas explorassem mais seus gostos pessoais e passassem a se vestir do modo que bem entendessem. Sandálias plataforma para trabalhar no escritório? Claro, porque não? Os anos 70 permitiam entre essa e outras atitudes que quebravam todas as regras da moda, e afinal, não é isso o que chamamos de estilo próprio? Entendemos por estilo, tudo aquilo que permanece com a pessoa até o fim de sua vida, independente deste estar na ten-

dência ou não. Nas palavras da própria Coco Chanel, ‘a moda passa, mas o estilo fica’; e se fica, quer dizer que é atemporal. Foi-se o tempo em que a moda estava aqui para ditar como pessoas deveriam se vestir, e apesar de muitos ainda tentarem se convencer de que nossa área existe apenas com este fim, não é possível se manter nessa mesmice de regrinhas para lá e regrinhas para cá. Já se perguntou por que é tão difícil deixarmos de gostar da moda dos anos 70? Qual é o segredo deste ano histórico, que apesar de ser descrito como ‘a era da falta de bom gosto’, ainda está no centro pulsante da moda atual? Das passarelas da São Paulo Fashion Week à Galeria Lafayette de Paris, só se falou em peças extremamente coloridas, botas overknee de couro e do mood setentista que 11


Coleções para Outono 2015/ FFW

tomou conta de grifes como Gig Couture, Yves Saint Laurent, Chanel entre diversas outras grifes que não só apostaram-no passado, como continuam apostando nos anos 70 para temporadas ‘três chic’. Assim como os Loafers sem salto da Gucci ou as sandálias de solado tratorado da Louis Vuitton, centenas de peças inspiradas na atmosfera seventies marcaram presença em passarelas, lojas e principalmente nas ruas, provando mais uma vez que os setenta estão sim de volta, ou que na verdade, nunca deixaram de existir. Aposte sem medo! Tons terrosos, estampas florais ao estilo Twiggy, franjinhas para lá e para cá, mood romântico , estampas coloridas, crochê, macramé e shapes fluídos... Existe uma infinidade de pequenas tendências que vieram com esta época e que definitivamente vão continuar aqui por muitos e muitos anos. Estampa francesa queridinha da diva Brigitte Bardot , o xadrez Vichy ou Gingham print é aposta certa para a temporada mais fria do ano. A padronagem marcou passarelas da DVF, Michael Kors e Altuzarra nesta temporada e promete fazer a cabeça de fashionistas ao redor do globo. Dos anos 50 aos 60 só se falava nesta padronagem favorita das parisienses e volta e meia, a tendência retornava em diversos mo12

dos diferentes, fosse na estampa de um casaco ou até mesmo em sandálias e acessórios. Antigamente, roupas com essa estampa eram muito comuns em países mulçumanos, mas logo caíram nas graças do ocidental por meio dos MODS, dos anos 60, uma contra cultura britânica centrada em música e moda onde diversos padrões eram quebrados e minimal era a palavra de ordem. Logo depois, a gingham print passou a ser aderida pela atriz francesa Brigitte Bardot e foi uma questão de tempo até que o tecido fosse adotado por parisienses amantes de arte, cinema, musica e moda. Brigitte era tão apaixonada pela estampa que até mesmo se casou com um vestido completamente estampado com o padrão. Outras personalidades que apostavam muito na tendência eram, a princesa inglesa Diana e a Diva Pinup Marylin Monroe, que possuía uma extensa coleção de calças vichy em seu armário. A melhor parte é que a estampa com carinha vintage tem uma enorme gama de cores, ilustrando tops, saias, vestidos, calças e diversas outras peças, porém, o Vichy continua reinando entre mulheres que possuem um estilo mais minimalista, apostando sempre no duo preto & branco combinado com scarpins de uma cor só. Para as mais ousadas que adoram viver no country side da vida, a estampa não pode faltar, seja combinada com calças jeans ou em conjuntinhos cropped. Apesar do ar de veraneio, o Gingham é a principal aposta para o inverno de 2015 e promete invadir as ruas em questão de tempo. It girls brasileiras e internacionais já começaram a investir nas peças e garantem que a estampa é praticamente um must have no guarda-roupa de quem adora visuais à la Parisiense. Se você é fã visuais super retrô com uma pegada romântica, a tendência Vichy foi feita para você! Aposte sem medo e arrase por aí ao som de ‘La Vie em Rose’. • • •


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Garota de Atitude DE BADASS GIRL À EDITORA DE REPORTAGEM DE MODA, CHANTAL SORDI MOSTRA COMO TER PAIXÃO PELA ÁREA É ESSENCIAL!

CHANTAL SORDI

FOTOGRAFIA:VICTORIA HOPE BELEZA:BEATRIZ BERTOLLI

DJ, Jornalista e cat lover prova que ter atitude é tudo para crescer no meio fashion. Por Victoria Hope

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omeçando sua carreira durante o curso de comunicação social, Chantal Sordi, hoje editora de reportagem de moda da revista Elle Brasil, conta sobre sua carreira e traz algumas dicas para pessoas que desejam entrar neste universo fashion. Divertida e espontânea, ela não tem medo de dizer o que pensa e mostra que ter uma atitude positiva é o primeiro passo para alcançar o sucesso, independentemente da área escolhida. Amélie Magazine: Quem é Chantal Sordi na moda? ChantalSordi: (risos) Vou falar um pouco sobre a minha história. Fiz comunicação social na FAAP, porque eu sempre tive uma identificação com a área de moda, mas quando eu era muito nova, 14

ainda adolescente, tive aquela coisa de tinha que escolher a área mais cedo e eu ainda via o mercado como ‘ah, você vai ser estilista’ ou não vai ser nada e eu ainda não entendia todas as possibilidades que a moda trazia. Também tinha a questão dos pais, de você falar que vai trabalhar na área de moda e aí surgiu àquela pressão, meio


AmélieEntrevista que um preconceito, e ai acabei indo para a comunicação social, me formei nisso e comecei a trabalhar em uma agência de propaganda. AM: Uau, propaganda? CS: Sim, mas sempre olhando a moda com essa vontade, tanto que saí e fui atrás de estudar mais moda e entender como eu poderia entrar nesse mercado. Ai eu descobri o ‘Pense Moda, que era uma série de palestras idealizadas pela Camila Yahn, que hoje é editora do FFW, grande jornalista e minha fada madrinha de moda. AM: O Pense Moda era um dos eventos mais importantes da época. Como foi estar lá pessoalmente? CS: Eu fui no primeiro ‘Pense Moda’ e lá eu fiquei louca com tudo. Foi muito inspirador, pois lá eu tive a certeza de que era aquilo que eu queria na minha vida e no último dia de evento fui falar com ela, parabenizá-la e coincidiu dela estar precisando de uma assistente na época e eu quase tive um surto psicótico (risos). Eu falei ‘lógico, eu faço o que você quiser, não precisa me dar nenhum real’ e ela me disse ‘nunca fale isso’ (risos). AM: Que oportunidade de ouro! Como foi trabalhar com ela? CS: Na época ela era editora assistente da revista ‘Moda’ da Folha, que hoje já não existe mais, e esta revista mais tarde acabou se tornando a Serafina, então a Camila começou a me passar uma série de coisas, desde produção executiva até técnicas para ajudar Stylists. Ela era amiga do Dani Ueda, da Fernanda Correia, então desde cedo trabalhei com pessoas muito boas do mercado. Eu fazia de tudo, até ela ser chamada para criar a revista Joyce Pascowitch e eu fui junto com ela, ainda como produtora executiva e então comecei a escrever. AM: Na época da Joyce Pascowitch, você já escrevia sobre moda?

CS: Comecei a escrever sobre música, porque também sou DJ nas horas vagas e aí a Camila me deu uma coluna musical/cultural e ao mesmo tempo comecei a falar com muita gente, conhecer muitas pessoas, manter contato com vários assessores de imprensa e aí eu comecei a conseguir algumas pautinhas, fazendo entrevistas com alguns artistas. Uma vez mediei um bate papo incrível, AM: Foi a partir daí você descobriu sua paixão pela escrita? CS: Sim, comecei a criar gosto por escrever e correr atrás de matérias e sair um pouco da área de produção executiva, sempre buscando ir mais para a área de texto. Depois me casei e parei por um tempo, e quando voltei, passei a trabalhar como Freela no site do RG, cuidando da parte de Beleza e cobrindo o SPFW, e eles acabaram gostando muito do trabalho, me convidando a ser fixa do site. Fiquei alguns meses lá até a Harper’s Bazaar chegar ao Brasil, pela Carta, e aí eles também precisavam de pessoas para atuar no site e mais tarde na revista impressa. Entrei desde o começo na equipe da Bazaar, na primeira edição, já como editora online do site e nós tínhamos vários canais de moda, beleza, gastronomia e viagem, e imagine só, eu cuidava de tudo aquilo sozinha (risos). Depois eu tive uma estagiária e a equipe foi aumentando, enquanto eu trabalhava com a Maria Prata, que foi outra mestra, por atuar como editora de reportagem. Fui aprendendo e trazia milhões de ideias e a Maria ficou interessada e eu passei a assinar algumas páginas, como a ‘Dez coisas que amamos’. Tive oportunidade de viajar e entrevistar várias pessoas. AM: Em qual momento a revista Elle entrou em sua vida? CS: Fiquei na Bazaar por dois anos até a Elle me fazer uma proposta para atuar como editora de reportagem de moda, que foi um desafio 15


AmélieEntrevista enorme, foi um salto na minha carreira e não tinha como dizer não. Então fiz essa transição, que muita gente diz ‘sua louca, você saiu do online para ir para o impresso’? (Risos) Mas eu arrisquei e estamos aí. Hoje ainda colaboro com materiais online para a Elle. AM: Mudando um pouco de assunto, fiquei sabendo que você além de DJ e repórter é uma Cat Lover? CS: Sou! Muito! (risos) Eu tenho dois gatos, mas minha mãe tem mais um e todo mundo que eu conheço tem gatos e são meio que minha ‘mini família’ de gatos, como nós os chamamos. Mas eu amo gatos, eu assino a Newsletter de gatos do Buzzfeed e tem o ‘ This Weekend Cats’, que recebo toda sexta-feira. Tenho também o calendário do Grumpy Cat, mas eu não sou a Crazy Cat Women dos Simpsons não, hein? (risos). AM: E a Chantal DJ? Quais são os seus gostos para formar suas principais playlists? CS: A DJ anda meio defasada por conta da Elle que toma bastante tempo (risos). Mas eu adoro Indie Rock, gosto muito de misturar. Eu nasci nos anos 80 e minha mãe foi uma mulher muito ‘Anos 80’ também. Ela usava ombreiras, cabelo permanente, brincões e toda essa história e ela me influenciou muito no gosto musical, adoro a pegada mais retrô, tenho muito forte, tipo, Depeche Mode, The Cure, The Smiths, então misturo um pouco de Indie com esse toque mais nostalgia e ainda jogo um pouco de pop atual, com algumas batidas eletrônicas. Daí teve um caso engraçado, uma vez que fiz uma entrevista para uma revista que falou que o meu som era ‘Indie Glam’,então esse é o meu som , ‘Indie Glam’.

ciais, ao mesmo tempo em que acabam com a gente, são muito importantes. No site da Elle, por exemplo, já não estamos mais focados tanto em hard News porque agora tudo já vai direto para o Instagram. Muitas vezes, acabamos desencanando de colocar notícias quentes no site e focamos mais na plataforma mobile. Nós temos até plantão insta, para você ter uma ideia do quão importante estas plataformas novas são para nós. Hoje em dia se você não tem uma página no Facebook ou um insta, ou uma conta no twitter, você está ‘fora’ do mundo, por assim dizer. Ao mesmo tempo em que as redes aceleram o processo de muitas coisas, agora temos que correr três vezes mais por informações e temos que estar exatamente onde a nossa audiência está. As redes sociais tem esse papel forte de mastigar todo esse conteúdo de informação e isso vale tanto para o lado da revista quanto para o conteúdo de nossas redes pessoais. AM: Pessoalmente, as contas de redes sociais a deixaram de certo modo mais acessível aos leitores? CS: Como editoras de moda, acabamos ganhando seguidores que buscam por informação, então realmente não dá para eu postar apenas coisas sobre os meus gatos (risos). As pessoas esperam um pouco mais de você; que você traga alguma referência, alguma coisa além, sabe? Isso é muito importante, não apenas para a nossa área do mercado, mas também para muitas outras áreas.

AM: Voltando um pouco para a moda, hoje, qual é a importância da social media para a nossa área?

AM: O que os leitores encontram nas redes sociais da revista e o que encontram na versão impressa?

CS: Ah, extremamente importante! Redes so-

CS: Nas redes sociais você encontra o rápido

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AmélieEntrevista Comecei a criar gosto por escrever e correr atrás de matérias” faltando fashionistas no Brasil, todo mundo é muito básico. Quero mais! (risos) AM: Ficamos sabendo que acabou de voltar da Semana de Moda em Milão e gostaríamos de saber: Quais serão as tendências must -have em nossos armários para o Inverno 2015?

e ‘superficial’. Basicamente um resumo em poucas linhas e o momento exato da notícia. Já na revista, você vai encontrar textos mais elaborados e com análises mais aprofundadas sobre cada tema, algo mais denso e menos superficial. AM: Conhecendo a área de jornalismo de moda agora, você imaginava que ela seria assim? CS:É um luta. No impresso é um desafio muito grande. AM: Você se considera uma fashionista? CS: Olha, não dá para falar que não. Eu sei que sou e meus amigos me zoam (risos), mas não dá. Eu sou fashionista, gosto de me vestir. Fashionista sim, fashion victim? Não. Acho que a moda é isso, é a expressão. Quando você sai na rua, você está passando uma mensagem e ela reflete todo o comportamento de uma geração e de uma época. Mas acho que estão

CS: Estamos vivendo um momento em que os anos 70 continuam em alta, porém com aquela pegada mais glamurosa , cheia de brilhos com aquela coisa mais ‘Disco Glam’, cheia de Lurex e tecidos brilhantes. Existe também uma vibe retrô meio vovozinha que pode ser facilmente ‘linkada’ com o Wes Anderson. Inclusive, acabei de escrever um texto sobre isso, muitas tendências inspiradas em personagens dele, que é aquela coisa que chamamos de ‘Geek Chic’. O esporte ainda continua trazendo influências, ainda que pequenas na moda e uma pegada ‘Boho Dark’ vêm muito forte, com florais, brocados e brilhos também, mas todos com essa pegada Boho, incluindo uma cartela de cores em tons mais escuros. Quase um ‘Boho Deluxe’. Muito couro também, pele (infelizmente), temos um viés de pele real muito grande ainda no mercado, mas continuo acreditando que a aposta é investir em pele fake. Outra tendência super forte é a vibe vitoriana, com peças mais fechadas e românticas, com bastante renda, e por fim, a tendência daquela pegada meio ‘sem gênero’, algo ‘boy meets girl’, androginia, ou seja, muita alfaiataria, uma pegada mais masculina e ao mesmo tempo feminina, que pode ser vestida por ambos. Acho que ainda vamos falar bastante sobre o tema transgênero nessa temporada. AM: Você possui três peças que considera suas favoritas? CS: Tenho, super. Tenho uma bota da Balencia17


AmélieEntrevista

ga na cor preta que é muito linda. Amo acessórios também. Tenho uma jaqueta de couro preta que é minha companheira há mil anos e uma camisa, bem ao estilo vitoriano, com algumas flores bordadas. Essas são as minhas it peças. (risos) AM: Para finalizar nosso bate-papo, se pudesse deixar uma mensagem para nossas leitoras que estão começando a atuar na área, qual seria? CS: Estudem. Tem que estudar, tem que ter referência. Não dá para ficar olhando blogs e achar que a moda é isso. É uma coisa que eu vejo muito quando vou entrevistar candidatos à estágio aqui na revista. Fui conversar com um candidato que disse amar moda, mas aí quando perguntei para a pessoa onde ela buscava por informações da nossa área, ela disse blogs. Logo depois perguntei qual era o estilista favorito dessa pessoa e a mesma me respondeu ‘Alexandre Herchcovitch.’ E eu pensei, sabe, não é só o Alexandre que faz moda no Brasil. Moda não é só saber quem é Alexandre Herchcovitch ou ler blog de blogueiras famosinhas. Não que isso não seja legal, existem muitos blogs de fashionistas legais por aqui, e elas trazem muitas referências, mas mesmo ssim: Tem que ler livros, tem que assistir filmes, tem que ler jornal sim, não dá pra achar que ler algumas informações na internet e gostar de comprar roupas já fazem de você um bom profissional da moda. VVcê tem que ir atrás, tem que aprender mais, por que tudo puxa uma coisa aqui e outra lá. Por exemplo, um estilista vai criar uma coleção inspirada no trabalho de um artista plástico. Você precisa conhecer esse artista e se não conhecê-lo, pesquise. Você não tem que ser ‘o’ grande entendedor de arte, mas precisa pesquisar sim, nem que seja um pouco sobre a vida desta personalidade. Você tem que saber quem é um Picasso, você tem que ir num museu ou em uma exposição. Não pode ficar só no superficial e achar que tudo está ótimo. 18

Às vezes tenho a sensação de que as gerações novas acabam ficando muito na parte superficial por conta da internet e das redes sociais. Eu sinto que as pessoas não estão acompanhando. Uma vez, uma menina veio fazer entrevista aqui e me disse que acompanhava o instagram de todas as blogueiras tops brasileiras, mas que ela, particularmente, não gostava de assistir aos desfiles. Eu pensei: ‘O que você está fazendo aqui, então?’ Se você mão gosta de assistir desfiles , isso aqui não é para você e muitas vezes não é mesmo. Às vezes você gosta de moda, mas a sua carreira vai ser outra. Se aprofunde mais na área para saber se é isso mesmo que você que fazer. AM: Lembrando que moda realmente não é só glamour, certo? CS: Não mesmo! Olhe só nós duas aqui trabalhando para caramba. (risos). Lógico, tem momentos glamurosos sim, como as viagens, os desfiles, você pode cobrir uma semana de moda no exterior e tudo mais, porém, mesmo viajando pela Europa à trabalho, você não vai conseguir ver tudo o que poderia ou gostaria de ver. É uma correria! • • •


“Às vezes você gosta de moda, mas a sua carreira vai ser outra. Se aprofunde mais na área para saber se é isso mesmo que você que fazer.” 19


AmélieEntrevista

Empresária, jornalista e formada em gastronomia, Dani Borges uniu o jornalismo à gastronomia, e hoje é uma empresária de sucesso, que comanda a Agência Idearia. Por Ronaldo Gomes 20


AmélieEntrevista Divulgação

Divulgação

Boteco São Bento

Tasca do Zé & da Maria, um dos clientes da agência. R: Dani , fale um pouco sobre você. D: Eu sou Jornalista, formada em 2005, passei pelos jornais Agora SP, Folha de SP, Diário de SP, fui Assessora do Governador José Serra, fui Assessora da Secretária da Educação Marília Campos Marins, e em 2009 fui estudar Gastronomia, isso sempre foi uma das minhas paixões, quando eu fui estudar Gastronomia, fiquei pensando em uma forma de juntar Gastronomia com o Jornalismo, que era aquilo que eu sabia fazer, e nessa de juntar foi surgindo a Idearia, eu comecei fazendo um Freelance, ajudando um restaurante aqui, outro ali, hoje em dia aqui na Idearia eu sou responsável pela comunicação, na maior parte do nosso tempo são bares e restaurantes, a gente tem algumas marcas, mas sempre relacionadas com esse universo de alimentos e bebidas, nós temos degusta dores de vinhos, marcas como a Yoki, mas sempre nesse guarda-chuva gastronômico. R: Como surgiu a ideia de criar a Idearia? D: Surgiu assim, eu estava estudando Gastronomia, estava um pouco cansada da rotina de jornal, trabalhava todo domingo, todo final de semana, todo feriado, todo natal, e eu queria me envolver mais com a Gastronomia. Mas assim que comecei a me envolver mais com a

área da gastronomia, notei que não queria abrir um restaurante, não era por aí a minha pegada; na verdade, eu queria juntar aquilo que eu sabia fazer na área do Jornalismo, colocando ele dentro desse universo gastronômico e a partir daí fui conversar com as pessoas, fui fazer um freela aqui, outro ali, pegando um cliente para fazer um trabalho ali, e quando isso foi crescendo, comecei a trabalhar com uma sócia, e mais uma pessoa. Depois eu fiquei sozinha e tive que chamar gente para ajudar, o Fernando, por exemplo, meu marido, passou então a ser sócio da agência também para cuidar de uma parte, porque a coisa ficou bem maior, eu já não conseguia dar conta de passar por todos os clientes, ver o material da assessoria de imprensa e olhar o conteúdo, então a empresa foi meio que crescendo de uma forma espontânea, sem muito controle na verdade. R: Quais são os serviços prestados pela Idearia hoje? D: Nós pensamos em uma forma de comunicação um pouco mais complexa, porque nós pegamos clientes na sua maior parte que são pequenos, então eles precisam de uma agência que chegue pra eles e fale ‘olhe o seu papel de comunicação é esse, pelo seu tamanho, 21


pela sua necessidade, pelo seu fim’, então nós temos que adequar esses três fatores, dentro desse pacote e aí incluímos às vezes uma consultoria geral dependendo de cada caso. Já tive clientes onde tive que um arquiteto e um chefe de cozinha, aí eu mexi no design de todos os materiais, mudei toda carinha do restaurante, e partir da necessidade do cliente, nós vamos agregando parceiros que oferecem suas especialidades; neste caso tivemos o arquiteto e depois o chefe de cozinha que contratamos para fazer o cardápio. Nós desenvolvemos toda a comunicação visual dele, pra depois começar a divulgar, essa é uma parte, é uma consultoria que a gente faz, foi o Flores na Varanda, depois teve outros também, esse foi o primeiro, deu mais trabalho, mas o resultado foi bacana, hoje em dia ela está feliz, implantamos um monte de coisas que continuam em vigor até hoje, então fazemos essa consultoria geral, temos também a assessoria de imprensa, que tem papel de divulgar os bares e restaurantes para a imprensa em geral e fazer com que eles tenham mais prestígio na mídia além de ajuda-los para que eles possam crescer, como empresa. O trabalho de comunicação e posicionamento nas redes sociais, que cresce a cada dia também é muito importante, então nós oferecemos desde o gerenciamento de anúncios, até a criação de posts, e relacio-

namento com o público nas páginas. Por fim, também realizamos o trabalho de relações públicas, que é o relacionamento das marcas com os formadores de opinião. R: Vamos ffalar mais sobre você. Quais são seus hobbies? D:Meus hobbie é cozinhar, não poderia deixar de dizer e cinema também, é claro, e se tiver Gastronomia e Cinema juntos então, melhor ainda. (risos) R: O que mais fascina você em Gastronomia? D: É fazer algo que é produtivo, eu sempre fico me perguntando disso, você escreve um texto tá é legal, você informa, mas quando você faz um prato, você alimenta a pessoa de várias maneiras, emocionalmente, se é um prato que tem a pegada mais comfort food, e fisicamente você está nutrindo a pessoa, isso me encanta pela forma, e a coisa também de transformar os alimentos, você pega uma coisa e transforma em outra. R: Você provou ser uma mulher com diversos gostos e habilidades. Na sua opinião os profissionais multi tasking estão ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho? Divulgação

22 Bardega


Divulgação

Boteco São Bento D: Acredito que sim, pois quando eu comeceii lá atrás, tínhamos muitas áreas de especialização, ou seja, cada um fazia uma coisa, já hoje em dia a situação do mercado está levando os profissionais a desenvolverem diversas novas habilidades ao mesmo tempo. Você não consegue ser apenas uma coisa. Por exemplo, na rua eu vejo muitos colegas que são repórteres, fotógrafos e cinegrafistas que atuam em outras áreas que não fazem parte de sua especialização, porém eu realmente não sei avaliar ainda se isso é algo bom ou ruim para a qualidade do produto final, mas eu diria que é um envolvimento natural, nós temos que estar preparados para encarar essa nova faceta do mercado. R: Falando sobre o novo modelo mercado, qual a importância das redes sociais para uma marca? D: A importância hoje em dia é grande e tende a crescer cada vez mais, A maneira como uma marca se relaciona através das redes sociais acaba sendo uma extensão da maneira como ela se relaciona fisicamente com estes indivíduos. Vou citar o Starbucks, pois ele tem toda uma forma toda especial de lidar com o público lá dentro, uma irreverência singular, e a marca definitivamente trás isso para as redes sociais., s

Elas acabam se tornando uma extensão, da empresa, e isso significa manter o clliente em contato constante com sua marca. Imagine ser o cliente assíduo de uma lanchonete, por exemplo. Notar o aconchego, e o clima do negócio em um post bem elaborado tem papel fundamental na sua escolha como público daquele lugar. Uma bela fotografia de um prato gourmet deffinitivamente tem um impacto à mais na mente do consumidor. Aqui a qualidade dos materiais expostos é essencial, por isso a escolha de um bom bprofissional de Social Media é essencial para que essa comunicação aconteça de forma mais fluída. R: Mais uma vez notamos a importância de se manter sempre atualizado quanto ao mercado e de entender a importância de profissionais multi-tasking ao mercado. Com isso em mente, deixe uma mensagem sobre para os leitores da Revista Amélie. D: Fazer muitas coisas ao mesmo tempo dá trabalho, mas também é recompensador, pois no final do dia, quando você olha, fala ‘nossa eu consegui’, isso traz um ar libertador porque você não ficou presa a uma atividade só, ou seja, seu o dia inteiro e todos nós precisamos desse envolvimento! 23


Amélie SPFW HIIGHLIGHTS

Fashionistas não faltaram na Bienal

Têca por Helô Rocha A onda dos food trucks chega ao evento

A Top Isabella Fiorentino

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Desfile da grife Gig Couture


AmélieSPFW Streetstyle Robleda Vaz, Blogueira

Kakao & Mariana Santarem Estilistas

Magá Moura, Cool Hunter

Color Burst Do amarelo ao azul, pequenas explosões de cor não faltaram na edição de Verão 2016 da SPFW

Vivian Martins Fashion Influencer 25

Gabi Lisboa Estudante


AmélieEntrevista

Sexy Chic

Estilosa, sedutora, criativa. São muitas as palavras que definem Yeha, a jovem que está marcando presença no guarda roupa das celebs!

Por Victoria Hope

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m dos nomes mais conhecidos no meio online mundial, Lisa Leung, estilista de 20 anos, nascida na cidade de Brooklyn, nunca teve medo de mostrar seu verdadeiro estilo. A jovem conseguiu incluir o fetiche em seus looks do dia-a-dia e arrasar! Amelie Magazine: Fale um pouco sobre você? Creepyyeha: Meu nome é Yeha Leung, pronunciado como yee.ha. É o meu nome em chinês e definitivamente prefiro ele ao meu nome americano (risos). Nasci no Brooklyn e atualmente estou morando no Queens, em NY. Sou estilista e formada em Design De Moda. AM: Como foi a transição entre o seu estilo no passado e o seu estilo de agora? C: Sempre gostei de experimentar com diversos looks. Acredito que apenas recentemente descobri a minha ‘verdadeira pele’ na moda. Transições sempre foram graduais para mim, gosto de escolher muito bem meus looks antes de vesti-los. Tive algumas fases muito loucas (risos). Meu visual favorito para ir ao colégio durante o Ensino médio ra uma blusa fofa combinada com uma saia de pregas, cinta liga preta com listras pretas e brancas e meias 7/8 com tênis Converse. 26

AM: Em algum momento você sentiu vergonha em sair assim? C: Nossa, preciso te contar um dos meus momentos em que passei mais vergonha nessa época (risos). Minha fase de usar apenas estampas de leopardo dos pés à cabeça, incluindo um penteado super maluco foi hilária! Meus falam sobre isso até hoje! AM: Mas agora você se tornou ainda mais confiante, não é mesmo? C:Sim, estou muito mais confortável comigo mesma. Olhando para trás me faz me sentir meio ‘boba’, mas como sempre estou evoluindo, posso pensar que o meu visual de ontem foi mais ‘bobinho’ do que o de hoje. Tudo tem a ver com seguir em frente e tentar ser uma melhor versão de você mesma, dia após dia. AM: Creepyyeha é um nome muito interessante. De onde surgiu a ideia para nomear sua marca? C: Na verdade, eu sou péssima com palavras, e pensar em nomes é ainda pior para mim. Uma vez, alguém descreveu o meu estilo como ‘creepy cute’ (fofo e assustador) e logo me prendi a esse conceito. Eu não colocaria o nome de ‘cuteyeha’ porque esse nome seria péssimo. Não


Divulgação

estou 100% com o nome ‘Creepyyeha’, mas desde que passei a usá-lo, me acostumei muito com ele. Algumas pessoas ainda preferem me chamar de ‘Creepy’ ao invés do meu nome verdadeiro (risos). AM: O que mais te inspira? Quais são suas maiores paixões? C: Gosto de combinar coisas que ‘não’ combinam ou não se encaixam. Minha maior paixão é trabalhar duro, porque o resultado sempre é recompensador. Trabalhar constantemente me ajuda a apreciar mais as melhores coisas da vida, como dormir e passar mais tempo com as pessoas que amo. AM: Você tem algum ídolo de estilo? C: Dita Von Teese, sem dúvida. AM: Sobre o estilo mais sensual, como as mulheres podem incorporar uma vibe mais sexy em seus looks do dia-a-dia? C: Confiança é tudo. Sexy não é o que você veste, mas sim como você veste. Lembre-se de sempre manter a classe e o bom gosto. AM: Fale um pouco sobre seu trabalho como designer. C: Geralmente crio todo o design e faço peças que eu usaria além de peças que amaria ver em

outras pessoas. Eu nunca criaria algo que eu não aprovasse por mim mesma, por exemplo. AM: Você construiu a Creepyyeha através de um excelente trabalho de ações nas redes sociais e conseguiu ótimos resultados. No passado, você imaginava quão grande seria a internet para auxiliar no marketing da sua empresa? C: Não, na maior parte do tempo eu só estava fazendo o que mais amava. Marketing gratuito na internet ainda é algo novo e eu realmente não tinha ideia do que eu fazia no começo (risos). Eu nem sabia que me tornaria oficial e eu recusava trabalhar para outros, então resolvi colocar a ‘mão na massa’ e começar a criar meu próprio conteúdo e acredito que isso possa servir de inspiração para muitos que desejam começar seu próprio negócio. Tire vantagem da internet, use -a, afinal ela é gratuita. AM: Conhecendo a indústria da moda agora, o que teria feito de diferente quando começou a atuar na área? C: Eu definitivamente teria pesquisado mais sobre preços e vendas. Ainda estou trabalhando nisso para falar a verdade. AM: O que é atitude para você? C: Para uma boa atitude, vejo alguém que sabe como se defender e se proteger . 27


FKA tWIGS & Yeha

AM: Quem são seus estilistas favoritos? C: Jean Paul Gaultier, Rei Kawakubo, Alexander McQueen entre muitos outros! AM: Falando um pouco sobre a indústria da música, como é criar peças para a cantora FKA Twigs que recentemente noivou com o ator Robert Pattinson? C: É incrível! Temos gostos parecidos quanto a nossos estilos, então foi muito fácil criar para ela porque parecia que estava criando para mim mesma. Tudo que criei e desenvolvi para ela foi feito exclusivamente para ela. Eu nem mesmo ganho um dinheirinho extra para mim, apenas fico feliz por ela ter gostado de tudo o que criei para ela até hoje! AM: O que diria para meninas que desejam ter mais confiança?

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C: Ouça seu corpo. Tome conta dele, pois a saúde sempre vem em primeiro lugar. Se não estiver com saúde, você não se sentirá bonita. Todas nós fomos presenteadas com uma beleza ímpar, você só precisa encontrar aquilo em você que você mais ama e abraçar isso, seja seu rosto, sua personalidade, suas pernas ou os seus seios. Trabalhe com o que tem e mostre para as pessoas que você está em total controle do seu corpo, da sua mente e de suas emoções. • • •

“CONFIANÇA É TUDO. SEXY NÃO É O QUE VOCÊ VESTE, LEMBRE-SE DE SEMPRE MANTER A CLASSE E O BOM GOSTO.”

Creepyyeha


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Coleção ‘Quiet We Are Dreaming’ /Divulgação

AmélieLookBook


AmélieCapa

A Moda sem Diversidade Por Davi Lucian

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mundo da moda pode ser considerado sinônimo de diversidade, mas a realidade ainda é muito diferente. A escassez de modelos negros na passarela continua sendo a maior luta de grupos a favor da diversidade étnica, como por exemplo, o Diversity Coalition, que apresentou documentos que relatavam a falta de negros nos principais eventos de desfiles, utilizando a plataforma como mais uma estratégia para acabar com a intolerância racial que existe nesse meio. 30

A ativista norte americana Bethan Hardison ,apresentou uma carta aberta , em meio a véspera da Semana de Moda de Nova York (NYW) e as principais capitais da moda -Nova York, Londres, Milão e Paris receberam esse documento que criticava a indústria fashion sem medo de citar nomes e marcas que em suas coleções, apresentavam um numero bem limitado ou quase nulo de modelos negras e de outras etnias.


AmélieCapa Naomi Campbell, outra ativista que esteve no movimento há anos, declarou à um canal de televisão britânico que “Os espetáculos de Nova Iorque ainda possuem tanta escassez, que as modelos de cor não podem se contentar com apenas seis modelos negras em um evento importante do mundo da moda e sim com a igualdade para todas as modelos independentemente de sua cor”. Após o envio destes documentos, não notou-se uma grande mudança nas passarelas quanto à modelos mais diversificadas, o que não empolgou os que lutam pelo movimento, pois para eles um elenco mais diversificado é aquele que dura por anos e anos e não apenas algo temporário e descartável. Hardison, uma das lideres do movimento, afirma que não espera sancionar leis nem cotas e sim que as pessoas tenham consciência o suficiente para aceitar a diversidade nas passarelas. Isso seria um reflexo claro da sociedade que acontece em qualquer carreira, porém, que no mundo da moda não esta sendo tolerado por grupos atuantes que desejam a mudança. No Brasil, uma polêmica que surgiu com a label Farm, veio a partir da publicação da foto da entidade Iemanjá, origirnárias de crenças africanas, sendo representada por uma modelo branca, o que colocou em pauta o tema do ‘embranquecimento’ da moda e a constante utilização de temas da cultura negra. Em nota, a marca publicou uma carta nas redes sociais, afirmando que a ideia era criar uma coleção sobre a cultura negra e afirmou “Temos orgulho em viver em um país multirracial”. Exemplos como esse são cada vez mais comuns; profissionais negros lutam para quebrar taboos e barreiras, como a modelo norte -americana Winnie Harlow, de 19 anos, negra e portadora do vitiligo que participou do reality America’s Next Top Model e hoje é a primeira modelo com vitiligo reconhecida no mundo da moda. A modelo canadense com etnia jamaicana, nasceu em Toronto e passou a desenvolver o vitiligo a partir dos quatro anos de idade,

porém, sempre foi considerada por muitos um exemplo de superação. Sofreu bullyng na infância por conta da doença, chegando a ser era chamada por colegas de “zebra e vaca”, mas segundo ela isso nunca a abalou para seguir em frente com seus sonhos. No Brasil aconteceu uma história parecida de luta ao preconceito, com dois modelos gêmeos de Brasília após sofrerem preconceito de várias agências por serem negros. Juntos, deram a volta por cima e se tornaram os primeiros gêmeos negros idênticos a desfilar nas passarelas de Brasília e segundo os gêmeos mesmo após tantas as dificuldades, nunca desistiram de lutar por oportunidades. A cada ano o debate é aberto para decidir o padrão de beleza das modelos, porém, um hangout publicado pela revista Glamour norte-americana , deixa clara a realidade : Foi realizada uma pesquisa na semana de Moda de Nova York , confirmando que 80% das modelos que desfilam nas passarelas são brancas.

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Em entrevista a Folha de São Paulo, Marcos cunha, coordenador de modelos new faces da agência Elite Models, a SPFW não compactua com o racismo e afirma que o que provoca toda essa escassez de modelos negros no mundo da moda é o próprio mercado, de revistas a labels que se mantém padronizando modelos e por questões de preconceito. Ele pontua que modelos brancas são mais requisitadas por agências e disse ainda que uma modelo negra que ganhou o concurso da agência, por exemplo, não é requesitada na mesma proporção de modelos brancas que ganhanaram o mesmo concurso. Quebrar tabus como esse parece ser o 32

Winnie Harlow Modelo que possui vitiligo e encantou o mundo da moda em 2015. em maior desafio da sociedade, que por incrível que parecça, se mostra cada vez mais segmentada e exclusória neste mercado. Apesar disso, agências como a brasileira HDA models trouxe uma proposta bem diferente, oferecendo apenas modelos negros com diversas tonalidades de pele, tornando-se uma dos grupos mais inclusivos de moda do País. Para conhecer mais sobre o trabalho desta equipe, acesse http://goo.gl/bSwO3Q. Modelos como a nossa entrevistada Kiera Brown, natural de Virgínia, contam suas experiências no mundo da moda e falam sobre os principais desafios enfrentados por modelos negras e de outras etnias nas passarelas mundiais.


Entrevista com Kiera Brown Natural da cidade de Virgínia, nos Estados Unidos, e atualmente cursando Publicidade Criativa em uma das maiores universidades da America, Kiera Brown é também modelo, designer e fotógrafa e seu tempo lvire. Dona de uma aparência singular, a garota de 20 anos diz nunca ter pensado em atuar como modelo, porém por incentivo dos próprios fotógrafos, decidiu seguir carreira na área.

AmélieDestaque

Por Victoria Hope

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AmélieDestaque V: Quem é Kiera Brown hoje? K: Ela é uma moça de 20 anos que atualmente está cursando Publicidade Criativa para Pequenas Empresas na Virginia Commonwealth University, ou VCU, como chamamos por aqui. V: Como foi a transição do seu estilo durante os anos? K: Meu estilo foi mudando gradualmente. Antes me vestia de modo mais ‘boêmio’, mas hoje em dia prefiro me vestir de modo mais simples, pegando influências de diferentes estilos. V: Em que momento você decidiu atuar como modelo? K: Na verdade não acredito que tenha escolhido isso. Acho que os fotógrafos decidiram isso por mim (risos). V: Como é a indústria fashion para você hoje? K: Pessoalmente eu não passei por nenhuma situação de preconceito, mas entendo que isso acontece constantemente em nossa indústria. Sempre tento me manter atenta às empresas;

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escolho com quem trabalho minuciosamente para não fazer Jobs com empresas que possuam ideais preconceituosos. V: Conhecendo como o mundo da moda hoje, o que teria feito diferente no passado? K: Eu teria buscado mais contatos e iria para mais eventos com pessoas que possuíssem os mesmos gostos que eu. V: Como você se conecta com seus fãs? K: Geralmente pelas redes sociais. Viva a nossa geração (risos). Eles podem me encontrar no instagram @kieraplease e no tumblr, que também recebe o nome de kieraplease. V: Um recado para negros que desejam atuar na área, mas se sentem desencorajados? K: Não tenha medo! Seja você. Eu diria para olhar para o espelho todas as manhãs e dizer para si mesmo três coisas que gosta sobre você. Pratique aprender a amar a si mesmo, amar seu corpo, seu rosto, sua pele e nunca desista de sua jornada.


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“Meu estilo foi mudando gradualmente. Antes me vestia de modo mais boêmio, mas hoje em dia prefiro me vestir de modo mais simples;” 35


AmélieMemória

Um Corpo que Cai, um Mito que Surge

Por Débora Chagas

O talento e a capacidade de transgredir padrões tornaram Alexander MCQueen um ícone da moda mundial

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ono de um talento sem igual que reinventou o mundo da moda, Alexander MCQueen, aos 40 anos, foi encontrado morto no seu apartamento em Londres, no dia 11 de fevereiro de 2010. O inquérito sobre a causa da morte concluiu que o estilista cometeu suicídio após o consumo de diversas substâncias químicas, dentre eles, tranquilizantes e pílulas para dormir. Segundo os investigadores do caso, MCQueen vinha sofrendo de ansiedade por conta da pressão no trabalho e depressão por causa da morte da mãe. O inquérito também revelou o consumo excessivo de drogas e álcool, além de um registro de tentativa de suicídio no passado. 36

Segundo o psiquiatra, Stephen Pereira, que acompanhou o estilista ao longo de sua carreira, MCQueen sofria de depressão e sempre se queixava da solidão. “Normalmente, depois de um desfile, ele se sentia deprimido. Ele se sentia isolado, ficava muito para baixo.” – afirmou o profissional. Ovacionado no mundo das celebridades, MCQueen já vestiu várias personalidades como Sarah Jessica Parker, Lady Gaga e Katie Holmes, e certamente será lembrando não apenas por revolucionar a forma como conhecemos e falamos de moda, mas também por evocar um poder sobrenatural entre as mulheres que vestiam a sua


AmélieMemória marca. “Você tem de ter muita coragem para falar com uma mulher que veste minhas roupas.” - dizia o estilista. Seu detalhismo e perfeição ‘imperfeita’ jamais serão esquecidos, pois demonstram a complexidade brilhante de seus trabalhos e de uma mente sem igual, capaz de transmitir beleza através da dor e emocionar com sua inabalável paixão e, ao mesmo tempo, ira pelo universo da moda. Lee Alexander McQueen nasceu em 17 de março de 1969, em uma das regiões mais pobre de Londres. Filho caçula de seis irmãos, sempre gostou de costurar e sonhava ser um renomado criador de moda. Aos 16 anos quando a vontade de criar falou mais alto, o futuro estilista abandonou a escola para trabalhar como aprendiz na tradicional alfaiataria ‘Savile Row Anderson’ na Savile Row, onde teve o seu primeiro contado com os padrões da alta costura dos consagrados Anderson & Shephard ou Gieves & Hawkes. Em 1996, já atuava como designer-chefe da Givenchy e diretor criativo da Gucci, grife que detinha mais de 51% da marca do estilista. Àquela altura, MCQueen já era reconhecido como um ícone no mundo da moda, com lojas nos Estados Unidos e na Europa ,além de ganhar inúmeros prêmios, sendo um dos principais, como Estilista Britânico do Ano, Designer Internacional do Ano pelo Council of Fashion Designers dos Estados Unidos e Most Excellent Order do Império Britânico (CBE), honraria concedida pela própria rainha Elizabeth II. Com seu estilo paradoxal, que tinha a capacidade “insana” de juntar conceitos totalmente opostos e fundí-los em algo novo, esse brilhante artista não conhecia a barreira da lógica; suas “loucuras” criativas bebiam de diversas fontes e se valiam das emoções mais exóticas para surpreender e expressar seus conceitos e ideias. “Eu não estou aqui num cocktail. Prefiro que as pessoas saiam dos meus desfiles e vomitem. Gosto de reações extremas. Quero ver ataques cardíacos, quero

ver ambulâncias”, afirmava o estilista. As criações de MCQuenn vieram para contestar a normalidade e ultrapassar todas as barreiras e concepções já existentes. ‘Mesmice’ não era uma palavra em seu dicionário pessoal. “Savage Beauty”, a exposição que entra em cartaz esse ano na Inglaterra, é um grande expoente do contraste e da oposição utilizada sem amarras por MCQuenn, com cerca de 100 conjuntos de 70 roupas. É possível vislumbrar o toque do estilista em cada detalhe de suas principais peças, além do uso de contrastes, sendo eles, vida e morte, luz e trevas, sempre presentes em uma harmonia arrepiante. “The Romantic Mind”, inspirada em seu primeiro ateliê na Hoxton Square, retrata o reflexo da natureza imposta como selvagem e crua, com uma cartela de cores sóbrias. “Romantic Gothic” trouxe influências do conto inglês ‘A Queda da casa de Unsher’, de Edgard Allan Poe, uma narrativa perturbadora que explora as profundezas do subconsciente. Alexander pensou nesta coleção para investigar todas as obscuridades do ser humano, e explora brilhantemente o lado sombrio do Vitoriano do século XIX. “Cabinet of Curiosities” respira as práticas adotadas no XVII e XIX de colecionar objetos da história com forma de preservar e registrar o tempo. “Romantic Nationalism” mostra como o artista era um exímio contador de histórias, suas narrativas podem ser contempladas nesta coleção e o orgulho do patrimônio Escocês se faz presente, bem como o seu amor pela história Britânica. “Highland Rape” é polêmica, chocou o mundo da moda quando foi apresentada em 1995. Expôs a temática do estupro, que na época, foi erroneamente associada pelo público como à violação da mulher, quando na verdade se referia a violação da Escócia por Jacobean Risings no século XVIII. • 37


AmélieMarsala É A COR MAIS QUENTE

Fotos: Victoria Hope Make: Beatriz Bertolli Edição: Victoria Hope Modelo:: Melissa Paixão

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Elegante e sedutora, a cor do ano chama atenção para um inverno aquecedor. A top trans Melissa Paixão mostra como ser uma femme fatale na temporada!


Esmalte Rosa, Quem Disse Berenice, R$ 11,90 Batom Aubergine, Payot:, R$ 20.

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vestido, Forever 21, R$ 80. Gloss Tea & Cookies , Nyx, R$59,90.

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AmĂŠlieFETISH

Vestido de couro, 41 Luigi Bertolli, R$ 190


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Cropped DMK, R$: 70. Saia: Marisa, R$ 49,90. 43 Sandรกlias nude, Beira Rio, R$ 110


Look At The Flowers

Fotos: Victoria Hope Make: Beatriz Bertolli Modelo:S: Ester Braga e Nina Ferreira

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Look da dirfeita, Cropped de lรฃ verde รกgua, Marisa, R$ 50, Presilha de flores, Daiso, R$ 7 Saia de vinil, Topshop, R$ 110


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Coroa de flores,48 Acervo Vestido de musseline, Marisa, R$ 60


Sandรกlias de Vinil, Forever 21, R$ 110

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Pastel Vibes

Com mood divertido, as candy colors retornam ao mundo fashion, agora unidas à cores super vibrantes!

Fotos: Davi Lucian & Victoria Hope Edição: Victoria Hope Beauty: 50Itália Merenna


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Pulseira Spikes, Galeria do Rock,R$ 20. M谩scara de Unic贸rnio, Ebay, R$ 25.

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Peruca Rhapsody Rosa, Ebay, R$ 55. Tiara Spikes, Galeria do Rock, R$ 10 Cropped, Offbrand.Saia, Acervo,

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テ田ulos cor de rosa, Ebay, R$ 10 Sweater Audrey Hepburn, Forever 21, R$ 55.

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Meia calรงa, Marisa, R$ 15,90 Creepers cor creme, Ank Rouge, 55 R$ 300


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Vestido transparente rosa, I’m leaving To Mars, R$ 60


Bal達o de estrelinha dourado, Vaz Doces, R$ 12

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Asa de Borboleta, 22 Glitter Cristal, Cigana, R$ 9 Lentes azuis (circle), Pinky 58 90 Paradise, R$


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Coroa de Flores, Acervo. Vestido estampado, Marisa, R$ 49,90

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Peruca Lilรกs, Nipon Cosplay, R$ 110 Boneca Novi Stars Malie Tasker, PB Kids, R$ 49,90

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Oui Madam

Couro, vinil , transparĂŞncias e elementos fetchistas sĂŁo a aposta da temporada!

Fotos: Victoria Hope Beauty: Beatriz Bertolli Modelo: Pollyanna Martins 64


Peignoir preto Marisa, R$ 70, Lingerie, Marisa, R$ 50

Meia calรงa, Marisa, R$ 20 Sapatos, Forever 21, R$65110


Blusa furadinha, Topshop, R$ 70 Harness de couro, Adรฃo e Eva, R$ 50 66 Calรงa Wet Legging, Doce Doce, R$ 55


Batom Aubergine, Payot, R$ 20

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Fake Fur, Acervo, Gaiola IMTM, sob. consulta Sapatos, Ale Telles, R$ 390


MĂĄscara de renda, Marisa, R$ 19,90 SutiĂŁ, Marisa, R$ 25 Saia de tule, Marisa. R$ 50

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Fotos: Beatriz Bertolli Edicção: Victoria Hope 70 Modelo: Camila Blasich


Glitter Shower

Glitter s贸 a noite? Quem disse? Glitter hoje, glitter amanh茫, glitter sempre que estiver a fim!

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Asa de borboleta, Violet With Red , Cigana, R$ 9 72 Shiny Ice, Nyx, R$ 40 Brilho Labial


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Asa de borboleta, Vermelha, Cigana, R$ 9 Gloss transparente Nyx, R$ 29

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Asa de borboleta, 111 azul, Cigana, R$ 9 Batom Alabama, Nyx, R$ 40

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A delicadeza do nude & a força das cores vibrantes

AmélieBeleza

Entre cores sóbrias e tons vibrantes, esse outono inverno vem com tendências para agradar todas as mulheres, dos 9 aos 99 anos, no inverno estilo vem quente que estou fervendo! Consuma sem moderação, os tons de nude e a grande apostas para as mulheres clássicas, eles se apresentam metalizados e opacos.

- Baton Matte Nude , R$40 , Nyx •Ainda se tratando de doçura e delicadeza os tons pastéis vão fazer as unhas das mulheres antenadas. - Esmalte Panqueca Doce Cremoso, R$4,25, Vult; Lili 121, R$76, Dior. •Os batons líquidos vêm para deixar a Make glamorosa, e vamos combinar que batom nunca e demais, então com que boca eu vou? - Batom Líquido Saia de Tule, R$19, Dailus; Vinheli, R$31,90, Quem disse, Berenice. •Que mulher não deseja um bronzeado de verão, mesmo no inverno? Umo rosto rosado e sempre bem vindo... - Pó Bronzeador O! Mega Bronze Perfect Ton, R$180, Marc Jacobs; Make B Tropical Colors Blush Fabulous, R$50, O Boticário.

2-Sombra em pó Metal Power, R$100, Make Up Forever 3-Delineador em gel preto Jet Set, R$99, Smashbox *** Cílios Postiços darão um acabamento magnifico •As Deusas do “loiro Fatal”, elas devem arrasar no inverno... Por favor, violeta! Para mante o platinado das madeixas longe do amarelo ou laranja... “Algumas marcas populares turbinaram mais suas formulas com o pigmento”. - Sérum Blond Idol, R$179, RedKen; Xampu Matizador, R$46, WFactor.

•Olhos marcados e definidos podem definir o perfil de uma mulher, aposte nisso... Abuse... 1-Lápis Retrátil Violet Ink, R$34, Mary Kay 77


AmélieBeleza

WHAT’S NOW! A Febre Marsala É tempo de usar a cor do ano! Por Gleise Hanna

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cor must-have de 2015 é o Marsala, tom que leva o nome de um vinho siciliano, típico da Itália, a tonalidade é o marrom avermelhado, já visto em outras temporadas na invasão da tendência “burgundy”. A tonalidade definida pela Pantone já tomou conta dos looks das famosas, maquiagens, passarelas e das vitrines dos shoppings, a diretora executiva da Pantone, Leatrice Eiseman afirma que “O Marsala é uma cor tão forte que você quase pode provar e sentir o aroma do vinho apenas olhando para ela”. Para ajudar você a entrar nessa tendência, separamos 10 produtos essenciais entre make, looks e assessórios. • • •

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AmélieBalangandãs

Tattoo Choker: A volta da gargantilha grunge

Por Gleise Hanna

Febre dos anos 90 retorna com força total entre fashionistas

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eans com jeans, adesivos para a pele, jardineiras, sandálias plataforma. Agora é oficial: a vibe dos anos 90 invadiu as passarelas da temporada 2015 e já está fazendo a cabeça das mulheres ao redor do mundo. Divas pops como Rihanna, Kylie Jenner, Beyoncé e Katy Perry são apenas alguns dos nomes que já aderiam à tendência para eventos e grandes festivais. Se você foi uma daquelas jovens dos anos 90, com certeza se lembra dessas tendências e vamos combinar que todas nós já tivemos pelo menos uma dessas peças em nosso guarda roupa. Aproveitando a pegada grunge unida ao visual hippie chic, as clássicas Choker Tattos ou gargantilhas, como eram chamadas, estão de volta e prometem invadir as principais lojas ao redor do mundo. Pode até parecer brincadeira, mas por muitos anos, as gargantilhas elásticas que imitavam tatuagens tribais já foram super polêmicas no mundo fashion, pois eram os acessórios favoritos de garotas grunges e góticas da época. Hoje elas retornam como peças statement em looks cheios de atitude e com uma pegada mais ‘Festival de Música’. Kimonos com franjas, shorts hot

pants e botas coturno são consideradas as melhores combinações para a peça, além disso, as chocker tattoos são baratinhas e podem vir em diversos formatos e cores. A sucesso das choker tattos neste ano começou com os desfiles da temporada primavera-verão 2015 na Europa. Grifes como Givenchy, Balmain e Coach apostaram nas gargantilhas em diversos materiais que variavam do plástico ao vinil e veludo. Um ótimo truque para incrementar ainda mais o visual é acrescentar outras correntes mais curtinhas juntos com a choker para um visual mais glamuroso. • • • 79


BDSM para apimentar a relação

Foto: Joe McDermott

AmélieL’Amour

Por Flávia Vogado

Conheça este universo além dos chicotes e peças de couro

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pós o filme “Cinquenta Tons de Cinza” se tornar a mais nova febre nas telinhas do cinema, o sadomasoquismo despertou a libido de vários casais e virou o assunto preferido quando se trata de intimidade entre quatro paredes.

A “fantasia” acontece quando uma das partes obtém domínio total sobre a outra, podendo agredir fisicamente e moralmente o seu parceiro. Para o casal, o principal critério é proporcionar prazer e inovação. Essa é uma oportunidade para quem morre de vontade de sair do “Papai e Mamãe” e deixar a relação ainda mais picante.

Entenda o seu desejo É comum esse tipo de “brincadeira” ter uma concepção negativa para quem tem pouco entendimento sobre o assunto, podendo associar as prá80

Foto: Andy Siharath

Esse tipo de prática é a busca de um prazer sexual causado pela dor ou pela dominação e submissão, porém sempre com a precisa da consensualidade, ou seja, consensual, são e seguro, como os praticantes gostam de chamar essa prática.

ticas sexuais sádicas como tortura e desrespeito ao companheiro. A informação real sobre esse novo tipo de excitação tem que ser claro entre ambas as partes, para evitar conflitos e fazer com que o sexo seja prazeroso e divertido. Intimidade é essencial!


AmélieL’Amour

Foto: Steven Meisel/ Vogue Italia

A rotina acaba desgastando a vida sexual durante um determinado tempo. Para que não haja nenhum constrangimento em ambas as partes, comece a brincadeira com alguns acessórios e preste atenção se o seu parceiro vai reagir positivamente ao estimulo. Do lixo ao luxo Saia da zona de conforto! Principalmente quando a intenção é dominar ou ser dominada. Faça o cabelo e compre a melhor peça intima e se sinta poderosa, dessa forma a intensidade da brincadeira ficará mais evidente. Qual é o meu papel? Pode acontecer de ambas as partes querer ter o mesmo papel na hora da fantasia, o ideal será conversar bastante as preferências de cada um e buscar a satisfação completa. Seja S & M ou não, saber ousar no sexo é satisfação garantida com o parceiro, amante, marido ou amigo. O importante é ter autoconfiança para realizar todos os desejos. • • • Bettie Page,, a rainha do fetiche.

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AmélieMood Board

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AmélieCULTure club POR BEATRIZ BERTOLLI

Amor à arte

O melhor das exposições em São Paulo, de ilusão de ótica ao modernismo de Picasso Davi Gonçalves/Divulgação

LEONARDO DA VINCI A NATUREZA DA INVENÇÃO

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exposição traz mais de 40 objetos baseados em projetos deixados por Leonardo da Vinci (1452-1519). A mostra está dividida em módulos temáticos e conta ainda com 10 instalações que contam interativamente a trajetória do renascentista italiano. Em cartaz desde janeiro, no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, ficará até o dia 10-05, aberta todos os dias da semana. Começa a receber o público, às 10 horas da manhã e fecha às 19h40.

Divulgação

O P-A RT: I LU SÕ ES D O O L H A R

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ocada na arte ótica, a exposição explora a ilusão de ótica para criar obras que parecem se movimentar, interagir com o público e vibrar em sintonias diferentes para cada pessoa. A mostra está divida em três módulos e apresenta a arte em vários seguimentos como arquitetura, moda, cinema e etc. Reúne trabalhos de designers, estilistas e artistas plásticos, entre Alceu Penna, Versace, Lygia Clark e outros. Estará em cartaz no Museu da Casa Brasileira, de terça a domingo das 10h às 18h, até o dia 01 de junho. A entrada é gratuita aos sábados, domingos e feriados; nos outros dias, o ingresso custa seis reais.

AS OBRAS SE MISTURAM COM OS LOOKS

PICASSO E A MODERNIDADE ESPANHOLA

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exposição está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil desde Março e traz obras do famoso cubista Pablo Picasso como “O Pintor e o Modelo”, “Busto e Paleta”, o enorme quadro em que retratou a guerra civil espanhola, entre outras. Em parceria com o museu espanhol Reina Sofia, essas e demais obras de outros modernistas espanhois, estão dividas em oito módulos na mostra, e ficarão em exposição até o dia 0806. O Centro Cultural está aberto todos os dias das 9h às 21h e a curadoria é de Eugênio Carmona. • • •

Reprodução Picasso/Divulgação

Chanelitas

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AmélieCULTure club

A Série Divergente: Insurgente

Divulgação

Por Flávia Vogado

Segundo filme inspirado no best seller de Verônica Roth

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ara quem se encantou com o charme da atriz Shailene Woodley, no filme ‘A Culpa é das Estrelas’, certamente se surpreendeu com a mudança impressionante para protagonizar Tris, uma grande guerreira da facção. A história acontece em Chicago, em um período pós-apocalíptico. Quatro é interpretado por Theo James, é um homem misterioso que se alia a Tris para se tornarem fugitivos em uma guerra constante de perseguição entre os mais fortes, colocando em risco aliados, famílias e grupos que os seguem. Na trama, todos devem ter sua própria facção, por coincidência do destino

Quatro e Tris se aliam desejando lutar contra a tirania da vilã Jeanine Matthew (Kate Winslet). O filme é bem semelhante ao Jogos Vorazes ( Suzanne Collins), principalmente pela existência de um romance na trama, porém o que vale a qui é a ação eletrizante e a forçada protagonista! É uma ótima opção para assistir entre família e amigos. • • •

Direção: Robert Schwentke, Shailene Woodley, Theo James, Octavia Spencer. Gênero: Ficção científica , Ação Nacionalidade EUA. 84

Divulgação/ Lionsgate

Lançamento: 19 de março de 2015 (1h59min)


Divulgação/ Franziska Weisz

AmélieCULTure club

14 Estações de Maria

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m 14 Estações de Maria, primeiro longa do diretor Dietrich Brüggemann, adolescente entra em conflito sobre sua religião e o modo de viver a vida.

Este drama trouxe fortes emoções e as cenas mais geniais foram reproduzidas com uma câmera estática, que transitou por quatorze cenários diferentes, colocando de forma subliminar a reprodução da Via-Sacra de Jesus. • • •

Foto: Nziff

No filme, a atriz Lea Van Acken interpreta Maria, uma menina doce que se encontra dividida em dois mundos, sempre priorizando o seu caminho religioso. O medo de temer a Deus sempre esteve presente em sua vida, mas em uma determinada fase, a garota não consegue esconder seus sentimentos pelo o colega de sala, e todos os seus princípios entram em contradição.

Protagonista em uma das cenas mais representativas do filme 85

Divulgação

Às vezes, a religião maltrata e oprime, mas na adolescência isso proporciona um conflito interno doloroso. Foi pensando nisso que o alemão Dietrich Bruggemann dirigiu o filme ‘14 Estações de Maria’, que saiu com o prêmio de melhor roteiro no Festival de Cinema de Berlin. Baseada em uma história real, a trama prometeu mexer com a percepção dos espectadores e não desapontou. O tema envolve questões polêmicas, mas Dietrich , conhecido por participar de um numero considerável de festivais ao redor do mundo, conseguiu criar um enredo bastante pelicular.


FotoBedroomBachcker

Améliede malas prontas

Paris

O LADO B Por Itália Merenna

C

onsiderado o lugar mais romântico, histórico e elegante do mundo. O sonho de qualquer pessoa apaixonada e fã de todo tipo de arte é visitar Paris, passear ao redor da Torre Eiffel, experimentar diversos queijos regionais e visitar museus consagrados. A Amélie planejou um roteiro completo de 4 dias para quem quer conhecer um pouco do lado B da capital francesa. Após uma longa viagem de avião e boas horas de descanso, nada como se aventurar e visitar os museus mais tradicionais da cidade e a Catedral de Notredame, mas que tal conhecer lugares diferentes e descobrir outro lado de Paris? Passe pelo centro Le Marais para entrar em contato com o público mais artístico da cidade ou pelo estiloso Free Market Paname, frequentado por todos os fashionistas parisienses! Encante-se!

Foto:O Lado B de Paris

Jardim de Luxemburgo: O maior e mais belo parque público de Paris, onde se encontra o Senado de Paris. É bem comum encontrar moradores fazendo refeições por lá durante seu intervalo de trabalho. Imagine almoçar com esse cenário luxuosíssimo de fundo? Le Marais: conhecido como “território dos artistas”, está repleto de bares, museus, galerias de arte e boutiques vintage. Montparnasse: uma ótima escolha para quem adora caminhadas. Aos domingos, a Place Fernand Mourlot faz uma pequena feira de arte bem interessante. Quartier Latin: Conhecido como bairro latino, oferece várias opções de cinemas, bares e restaurantes. 86

KB Café Shop


Améliede malas prontas

L

e Marais: conhecido como “território dos artistas”, está repleto de bares, museus, galerias de arte e boutiques vintage.

Le Fregate

Foto: Le Classic Boho

Quartier Latin: Conhecido como bairro latino, oferece várias opções de cinemas, bares e restaurantes. O local levou esse nome devido ao idioma falado pelos estudantes e é lá que está localizada a Universidade Paris-Sorbonne. Impossível viajar sem fazer algumas comprinhas, mas não é necessário gastar muito. Confira um Outlet e um brechó incrível que você pode encontrar em Paris!

Foto:Divulgação

Montparnasse: uma ótima escolha para quem adora caminhadas. Aos domingos, a Place Fernand Mourlot faz uma pequena feira de arte bem interessante.

La Valée Village: Com preços ótimos, é perfeito para quem gosta de comprar em outlets. Fica nos arredores de Paris. Marche aux Puces (Mercado das Pulgas): São várias barraquinhas no mesmo espaço. Com diversos produtos e preços bem atraentes. É o paraíso dos fashionistas por conta das opções de brechós. Até agora só mostramos os lados mais tops de Paris, vamos dar oportunidade para aqueles locais que não são tão populares, mas que merecem ser visitados.

Le Marais

Free Market de Paname: com apenas 4 anos de existência, é um dos eventos principais da cultura underground parisiense. Sempre está em locais escondidos da cidade, porém sua maior frequência de visitação é na 19ème arrondissement. Nada mais é que uma feira de moda e cultura alternativa insipirado no “hippie moderno”. É tanto passeio que fica difícil aguentar sem comer nada. Então vamos para a parte mais gostosa. Separamos um Café, um restaurante, e um bistrô bem típicos de Paris para você se satisfazer e conhecer o que é consumido por lá. • • •

Marche aux Puces

Foto:Shadow Gate

KB CafeShop: Considerado um Café “Hipster”, é muito fácil encontrar estrangeiros e estudantes. Por possuir lugares para acomodar McBooks e tomadas pelas ruas, essa é a opção favorita do público mais jovem. No KB CafeShop você também encontra os tradicionais cafés gourmet, onde são feitos desenhos com perfeição.

Foto:LouisVeron

O jardim Catherine-Labouré é público e possui uma horta com milho, tomate, abóbora e couve. Inusitado não? É mais frequentado para quem gosta de piqueniques ou simplesmente descansar. Ele fica em Saint-Germain-des-Prés.

Quartier Latin

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AmélieCrônica

Mulheres

Pediram-me para escrever um texto sobre as mulheres do século XXI e achei bárbara a proposta, mas depois pensei o quão difícil seria esta missão. O que dizer destas moças que já foram cantadas, descritas, escritas em versos e prosas pelos maiores escritores e poetas? Em prosas e versos é tudo tão fácil, tudo tão lindo. Seria tão fácil se fôssemos a cópia fidedigna dessas obras, entretanto ser mulher implica bem mais do que possuir belas curvas, implica ser mais do que um belo par de coxas e um cabelo digno de propaganda de shampoo. Sabe essa mulher do século XXI? Faço parte desse grupo, me enquadro nesse perfil, e devo afirmar que somos muito mais do que guerreiras. Não consigo expressar uma palavra que nos defina tão bem; temos mestrado e doutorado em lições de vida. Nos desdobramos, temos tarefas demais e tempo insuficiente, acordamos com o cantar do galo, nos dividimos para darmos conta dos filhos, dos maridos, trabalhos, estudos, enfrentamos trânsito, transporte público e chefe. Muitas vezes chefiamos e somos subestimadas e por incrível que pareça, ainda é possível encontrar quem duvide de nossa capacidade. Em 24 horas, sorrimos, choramos, brigamos, amamos, nos culpamos, trabalhamos, somos incansáveis. Exigimos a perfeição, somos mães, amigas, esposas, profissionais, amantes, um turbilhão funcionando dentro do nosso eu. Eu mulher, eu ser forte, mesmo sendo frágil, mesmo querendo colo e carinho, eu visionária que pode enxergar além do hoje, focar no amanhã. Várias vezes e por inúmeros motivos podemos estar tristes, mas mesmo assim, continuamos nossa caminhada, pois somos o alicerce, a morada do bom senso. Temos a capacidade de mudar e mudar, temos excelência e mesmo que o mundo esteja desabando sobre nossas cabeças, nos mantemos firmes e na maioria das vezes de salto alto. *

jaqueline bauth @jaquebauth

Ilustração por Roy Fox Lichtenstein

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AmélieFinaldo Word AmélieQUOTE mês AmélieQUOTE do mês

“O passado pode machucar, mas do modo que vejo, você pode fugir dele ou aprender com ele.“ O Rei Leão (Disney) 89


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Amelie Magazine - Issue 1  

Amélie is an international fashion magazine based in Sao Paulo (Brazil).

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