Issuu on Google+


Versos de Primavera

A Natureza acordou Com as aves a chilrear Com o sol a aquecer E os meninos a brincar.

Andam perfumes no ar De pinheiros e de flores. Os campos vestem-se de verde De verde com outras cores.

São horas das andorinhas Voltarem a Portugal. Os ninhos estão à espera Do cantinho do beiral.

Dário Jorge – 4º ano

A PRIMAVERA A Primavera é linda, Os passarinhos cantam, Tudo anda feliz,


As pessoas andam contentes E em harmonia. Na primavera anda a paz no ar.

Rui Filipe – 4º ano

Já chegou a Primavera vestida de alegre cor tão verde, da cor da hera traz uma esperança de amor. A Primavera chegou! Traz a cor do céu azul. O Sol ameno levou a tristeza para o Sul. Quando chega a Primavera fica mais belo o jardim. Tão colorido. Oh! Quem dera a Primavera sem fim.

A Primavera É uma flor, Linda que cheira bem É o começo do amor! Começam borboletas No céu a voar, A Primavera é, Um coelho a saltar. A Primavera é O Sol a brilhar É um casal de namorados, Que em breve vai casar.

Vou sentir na Primavera aquele amor verdadeiro. O amor que sempre espera ser um dia, o derradeiro.


A Primavera é linda Como uma estrela no firmamento, É o mar e o céu É um lindo momento! Júlia Lopes 4º ano

A HERDADE DO JOÃOZINHO irmã. -

Sabes, Leninha, que vou ser um grande lavrador? – dizia o Joãozito para a Mas se ainda ontem pensavas em ser médico!? Isso era ontem – respondeu o João. – Amanhã tu verás como a nossa vida vai mudar!

E enquanto ele se balançava no cavalo de pau, a pequenita murmurava: “Mas que estranha surpresa estarás tu a arquitectar?” Na manhã seguinte, o nosso “lavrador”, sempre seguido pela intrigada manita, foi à coelheira buscar seis coelhinhos e metendo-os num caixotinho, saiu porta fora direitinho à loja da compadre Malaquias. Mestre Malaquias, que parecia estar à espera dele, entregou-lhe, em troca, uma bela nota de cem escudos e dois caixotes. -

Que vais fazer com esses caixotes? – perguntou a Leninha.

-

Vou construir uma capoeira para as galinhas que encomendei! – respondeu o João, todo importante.

-

Boa ideia! – concordou a Lena. – Tu montas a herdade e eu fico desde já nomeada tua ajudante.

-

Agora vamos semear rabanetes, alfaces e couves, pois o mestre Malaquias prometeu comprar todas as semanas a minha colheita.


-

Vai ser maravilhoso! – exclamou a menina. – Toca a trabalhar que se faz tarde.

E os dois garotinhos começaram logo a cavar num cantinho do jardim, preparando a terra para as suas sementeiras. E foi assim que a herdade começou. Com o dinheiro dos coelhos compraram galinhas e milho. Dos ovos nasceram pintos e as sementeiras deram belos produtos. E o senhor Malaquias comprava tudo quanto lhe levavam... Dia a dia os lucros aumentavam e os seus mealheiros já estavam mesmo a transbordar. Um belo dia, porém, o mealheiro do Joãozito apareceu vazio. Mas no lugar do dinheiro surgiu na herdade um novo hóspede sob a forma do mais rosado dos bacorinhos. –

Agora, sim, és, na verdade, o rei dos lavradores – disse a Leninha.


A Flor e o Jardineiro

"Ganhei uma flor tĂŁo bela De um perfume sem igual. Suave como gazela Meiga e tambĂŠm sensual.


Me apareceu assim, do nada. As flores raras são sempre assim... Chegam como contos de fadas Pintam o céu de intenso anil.... À ela dediquei todo o meu tempo E quanto mais eu fazia Ela retribuía Com todo seu encantamento Mas aconteceu a minha queda Pois essa flor meiga e tão bela Fez-me sentir muito seguro O maior jardineiro desse mundo. Olhei então outros canteiros A primavera me sorria... E na minha flor eu vi defeitos Que até então eu não via... Senti os espinhos mais que o seu cheiro E o que antes, era um charmoso dengo Passou a ser meu tormento E isso me incomodava. E minha flor, antes tão bela Murchava... Insatisfeita, desconfiava E me cobrava atenção... Até que silenciou... Silenciei também... Achei por bem Que terminasse assim... Me senti injustiçado Pois eu é quem a tive em cuidado E ela não valorizou... Agora, eu é quem não a queria mais....


Assim, continuei em frente Oras! Sou jardineiro experiente A minha ex-flor se excitava O seu amor a mim declarava Em cada nascer do sol... E esse país é muito florido Existe a primavera... E eu, um jardineiro tão querido Encontraria uma mais bela... Encontrei sim... várias Lindas, floridas, perfumadas Mas em nenhuma vi o amor Que eu via em minha flor ... Lembro-me agora do seu jeito Os defeitos e até os queixumes... Mas sinto também o perfume E seus botões de gratidão, me entregando o coração, A cada noite de amor... Se foi... O amor passou por mim Só eu mesmo é que não vi. Pois contemplava a multidão Quando tinha em minhas mãos A felicidade sem fim... Hoje, continuo jardineiro E reconheço o Amor Mas não tenho minha flor. Eu matei sua raiz...." (Rose Felliciano)

O JARDINEIRO MÍOPE

O jardineiro míope levanta-se às cinco horas e vai dar alpista às flores


E a seguir rega os pássaros e enquanto vai regando vai dizendo: “que bem que cantam as minhas papoulas” Um dia, a Liga das Senhoras Mais Bondosas do Mundo, teve um gesto malvado e ofereceu óculos ao jardineiro míope que ajustou implacavelmente as imagens perdeu toda a poesia e viu tudo de maneira tão clara que teve a ideia escura de pedir emprego de funcionário público enquanto a presidente da Liga da Liga Mais Bondosa mais bondosa do mundo subia para o céu e se sentava à mão direita de Deus Padre que lhe enfiou uma bofetada divina que todos nós ouvimos em forma de trovão. Boas trovoadas, carantonhas

"JARDINEIRO" Homem, Preparai e afofai a terra, O solo mãe, Aquela que vos darás As árvores, as flores, os frutos. Cuidai carinhosamente De todas as plantas. Protegei-as das pragas e insetos nocivos, Inclusive dos homens. Deixai Que elas cresçam livremente, Não interfirais! Apenas cuidai da formação delas. Daí amor, água, carinho E deixai o sol aquecê-las, A chuva regá-las. Breve elas serão adultas, Robustas, fortes, lindas E florarão Belas e maravilhosas flores. E um dia... Quando despertáreis E abrireis a janela da vossa morada, Vereis o espetáculo mais belo Que já pudestes contemplar. Um sol maravilhoso a banhar As flores, as rosas, o vosso jardim, Pássaros e borboletas multicores Voarão felizes.


Será um cenário de paz e harmonia. Quando isso acontecer, Corrai, pulai, dançai, Recolhei com todo o carinho Os frutos do vosso trabalho. Recolhei e distribuíeis com amor. Enfeitai vossa morada, Presenteai vossos amigos E ornamentai vosso amor. Deus, o Poeta Supremo, Presentearas-Vos Com o mais suave perfume, O perfume das flores Que vós, também poeta, Plantastes, cuidastes e colhestes, O perfume que ficará Em vossas mãos de jardineiro.

O JARDINEIRO Na cidade há um jardim e no jardim um canteiro e no meio do canteiro está cavando o jardineiro. A terra suja-lhe os pés, rasgam-lhe rosas as mãos, as dálias roçam-lhe a cara quando se dobra para o chão. Há um jardim na cidade e no jardim um canteiro; quem vê as flores que lá estão não pensa no jardineiro.


A_Flor_e_o_Jardineiro