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Nascimento

16 de Julho de 1957 Ovil, Baião

Nacionalidade

Portugal

Ocupação

Escritor


António Mota nasceu em Ovil, Baião, 16 de Julho de 1957. Foi professor do ensino básico tornando-se conhecido como autor de literatura infantojuvenil. Escreveu em 1979 o seu primeiro livro, A Aldeia das Flores e tem atualmente dezenas de obras publicadas, inclusive algumas traduzidas em castelhano e galego. Recebeu vários prémios, dos quais se destacam :

Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (1983) para O Rapaz de Louredo, Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens (1990) para Pedro Alecrim, Prémio António Botto (1996) para A Casa das Bengalas, Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens (2006, categoria Livro Ilustrado) para Se eu fosse muito magrinho. Em 2008 foi agraciado com a Ordem da Instrução Pública.


Em 2013 foi nomeado como candidato ao prémio literário sueco ALMA de 2014. Desde 1980 tem sido solicitado a visitar escolas do Ensino Básico e Secundário, assim como bibliotecas públicas, em Portugal e outros países, fomentando deste modo o gosto pela leitura entre crianças e jovens. Colaborou com vários jornais e participou em diversas ações organizadas por Bibliotecas e Escolas Superiores de Educação. Os seus livros estão antologiados em volumes de ensino do Português e tem obras traduzidas em Espanha e Alemanha. Tem mais de cinco dezenas de obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura. Tem livros incluídos em listas de obras literárias de qualidade recomendadas pela Internatinal Youth Library de Munique .


OBRAS Literatura infanto-juvenil A Aldeia Das Flores ,1979 As andanças do senhor fortes, 1981 O grilo verde , 1985O rapaz de louredo, 1985 O rei, o sábio e os ratos, 1987 Pardinhas, 1988 O rebanho perdeu as asas, 1988 Andarilhos em Baião, 1989 Abada de histórias, 1989 Ventos da serra, 1989 Cortei as tranças, 1990 O conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas / adapt. , 1990 Jaleco, 1991 Os sonhadores, 1992 A terra do anjo azul, 1994 À roda do pão- 1994 O lobisomem, 1994


À roda do pão- 1994 O lobisomem, 1994 A casa das bengalas-1995 David e golias, 1995 Sal ,sapo ,sardinha, 1996 Segredos, 1996 Os Heróis do 6º F - 1996 Sonhos De Natal , 1997 O agosto que nunca esqueci , 1998 Fora de serviço, 1999 Romeu e as rosas de gelo, 2000 Onde tudo aconteceu, 2002 O galo da velha luciana 2002 Abada de histórias , 2002 Romeu e as rosas de gelo , 2003 Filhos de montepó, 2003 O velho e os pássaros, 2004 Fábulas de esopo - recontadas por antónio mota, 2004


•livro das lengalengas 2, 2008 •Lá de cima cá de baixo, 2008 •Lamas de olo, avenida da europa, 2008 •Histórias da pedrinha do sol, 2009 •A praia dos sonhos, 2010 •Pinguim, 2010 •A melhor condutora do mundo , 2010, •Max e Achebiche uma história muito fixe, 2010 •Um cavalo no hipermercado, 2011 •O livro dos trava-línguas 2, 2011 •O primeiro dia de escola, 2011 •Se tu visses o que eu vi, 2007 •Os segredos dos dragões, 2011 •O anel mágico, 2011 •Histórias às cores, 2012 Coleção SE EU FOSSE:

•Se eu fosse muito alto •Se eu fosse muito pequenino •Se eu fosse muito magrinho •Se eu fosse muito forte •Se eu fosse muito mágico


BIBLIOTECA PEDRO e MARIANA O Sonho de Mariana, 2003 O pombo-correio, 2007, O coelho branco, 2006 A prenda com rodas, 2009 A Aldeia do Bem-me-quer Uma tarde no circo

HISTÓRIAS TRADICIONAIS RECONTADAS A galinha medrosa , 2002 A gaita maravilhosa, 2002 . O sapateiro e os anões, 2003 Os negócios do macaco, 2007, Maria pandorca, 2004, Pedro malasartes, 2002 A princesa e a serpente A rosa e o rapaz do violino João Mandrião O nabo gigante O Príncipe com cabeça de cavalo Os negócios do macaco Trocas e baldrocas Clarinha


PARA ADULTOS

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Outros tempos EM OBRAS COLETIVAS

Contos da cidade das pontes Conto estrelas em ti: dezassete poetas Escrevam para a infância Árvores pombos limões e tropelias O menino/ contos de natal OBRAS TRADUZIDAS

Pedro alecrim- galego Se eu fosse muito alto- galego e castelhano Se eu fosse muito magrinho- galego e castelhano


FranciscaCunhaRêgo, Jornal de Letras

“Começou cedo. Aos 7 anos já trabalhava “à beira do pai” a fazer milhares de tamancos e chancas. Ao lado, a rádio tocava e António Mota enternece-se ao lembrar-se de si menino a ouvir música clássica. Mozart, Chopin, Beethoven, ouvia de tudo um pouco nos programas como o de Freitas Branco na antiga Emissora Nacional, posto onde o pai tinha o rádio sempre ligado. Nessa altura também estava encarregue de guardar a cabra da família – Badeja – mas, “era um péssimo pastor”, o animal fugia-lhe e os pais acabaram por retirar-lhe essa tarefa. Em Vilarelho, no concelho de Baião, aldeia onde nasceu e onde passou a infância, a sua alegria chegava com a carrinha da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian. Recorda o verdadeiro prazer que sentiu da primeira vez que entrou naquele espaço. O cheiro dos livros – “não existe outro igual”– impregnou-se-lhe na pele e nunca mais saiu. Começou com o Nodi, o menino do guizo, depois foi subindo as prateleiras, leu Os Cinco, que detestou: «Aquela gente estava sempre a fazer merendas, e a comer sanduíches. Eu não sabia o que eram sanduíches e isso irritava-me imenso!” Leu dois livros dos Cinco e deixou-os.


Foi crescendo, estudando, trabalhando, lendo os livros da Biblioteca Itinerante até chegar à última prateleira e à fita azul ou amarela – não se recorda bem – que marcava os livros dos crescidos. Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway estava lá em cima, e foi uma leitura marcante. Sobretudo pelas descrições “secas” do autor, que aos 14 anos de António o influenciaram grandemente. Nesta altura já andava no liceu de Penafiel e era um aluno médio. Química, Matemática, Desenho e Inglês não eram o seu forte, Educação Física era “uma miséria”, mas desforrava-se na História e no Português, embora a gramática o “chateasse”. Como as Condições económicas da sua família não eram as mais fáceis, depois do Liceu era preciso “ganhar a vida”. Era preciso fazer um curso rápido e tinha três hipóteses: ou era enfermeiro ou regente agrícola ou professor. Escolheu a última, embora o jornalismo fosse um sonho maior. Não se concretizou e sem mágoas, António Mota seguiu o seu caminho. Fez o curso do Magistério Primário e aos 18 anos começou a dar aulas na sua antiga escola primária, em plena Serra da Aboboreira. Veio mesmo substituir – Dona Teresa – a sua antiga professora.


Lusa31 Maio, 2013, 17:28 O escritor António Mota, autor de mais de 70 obras literárias, sobretudo para a infância, é o nomeado de Portugal para o prémio literário Astrid Lindgren Memorial Award (ALMA), revelou à Lusa a Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas. "António Mota é um dos mais prolíficos escritores portugueses para a infância e juventude. O caráter da sua obra tem a singular qualidade de ser ao mesmo tempo intemporal e universal", justificou hoje o organismo à Lusa. O prémio sueco ALMA, no valor de mais de 500 mil euros, é considerado o maior na área da literatura para a infância e juventude e da promoção da leitura. As nomeações para a edição de 2014 só serão conhecidas no outono, mas a Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas (DGLAB) submeteu ao prémio a candidatura do escritor António Mota. O prémio ALMA foi criado há dez anos, em memória da escritora sueca Astrid Lindgren, e tem distinguido escritores, ilustradores e organismos que trabalham na promoção da leitura para jovens e crianças.


“Um livro: a casa dos sonhos” Um livro é uma casa grande, com todos os quartos que quisermos ocupar e que está implantada no lugar do mundo que mais nos convier. Um livro é um espelho onde nos podemos ver mas com corpo de homem, ou de mulher, de cor negra, ou branca ou aos quadradinhos, com cabelo ruivo ou louro ou de todas as cores. Um livro é uma fonte de água muito límpida e muito fresca que nos mata a sede à hora que quisermos. Um livro é uma árvore que nos dá a sombra e nos mostra as raízes diversas que povoam o chão. Um livro pode ser uma travesseira ou um bálsamo. Um livro pode ser um despertador mais estridente que os mais sibilantes despertadores. Um livro pode levar-se para toda a parte - até para a banheira - e, muitas vezes agarra-se à pele de quem o lê e nunca mais na vida é capaz de o esquecer. Um livro é o ser mais paciente do mundo. Espera por um leitor a vida inteira. Não leem livros os desafortunados que nunca tiveram a oportunidade de provar os sabores do sonho, da sabedoria e da vida. Senhor, tende piedade deles!

António Mota


Ant贸nio Mota 茅 um dos escritores portugueses de literatura info-juvenil. Contudo, escreveu um livro para adultos. Como se chama o livro: A) O agosto que nunca esqueci. B) Os Outros.


Ant贸nio Mota 茅 um dos escritores portugueses de literatura info-juvenil. Contudo, escreveu um livro para adultos. Como se chama o livro: A) O agosto que nunca esqueci. B) Os Outros.

António mota