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AMBIGROUP • NÚMERO 27 • 1.º SEMESTRE 2014 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • WWW.AMBIGROUP.COM/AMBINEWS

ENTREVISTA - RUI BERKEMEIER, QUERCUS “Não é admissível morosidade na emissão de licenças” AMBIGROUP COM MAIS UM CENTRO VALORCAR Unidade de fragmentação agora também com linha de descontaminação de VFV AMBITRENA Cria unidade de destruição de documentos

DEMOTRI

Investe no mercado das demolições robotizadas


Publicidade

Desmantelamentos e Demolições

Produtos Siderúrgicos

Combustível Derivado de Resíduos

Veículos em Fim de Vida e reutilização de peças

Reciclagem de plástico

Reciclagem de Metais

Resíduos de Construção e Demolição

Transporte e logística

Gestão de resíduos

Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos


INFORMAÇÃO DE ABERTURA

EDITORIAL Começam a surgir, ainda que muito timidamente, alguns indicadores de crescimento na economia levando-nos a acreditar que 2014 possa ser um ano de viragem, não tão rápida quanto o desejado, seguramente. Porém é preciso seguir em frente e não baixar os braços, é preciso estar consciente de que os resíduos ainda continuam a ser um recurso subaproveitado na UE. Dados da Comissão Europeia revelam que o cumprimento integral da legislação em matéria de resíduos, permitiria poupar 72 mil milhões de euros por ano, aumentar em 42 mil milhões de euros o volume anual de negócios no setor da gestão e reciclagem e criar mais de 400 000 postos de trabalho até 2020. No que respeita ao Ambigroup temos feito tudo o que está ao nosso alcance para tornar a gestão e reciclagem mais eficiente, contribuindo para a inserção na economia de potenciais matérias primas secundárias, recursos valiosos que não podem ser desperdiçados numa sociedade que se quer sustentável. O investimento em meios e processos modernos, a busca contínua de soluções mais eficazes, a formação, a manutenção da qualidade, as preocupações com os nossos impactes ambientais, são alguns exemplos. Este ano, para além das atividades de consolidação de algumas áreas de atividade procuraremos continuar o caminho da Qualidade e otimização dos serviços e recursos ao nosso alcance para melhor servir os nossos Parceiros. Nesta edição vale a pena conhecer o balanço ambiental assim como as críticas e soluções apontadas por Rui Berkemeier da Quercus. Vale ainda a pena ler as últimas novidades quer do Ambigroup quer do setor de gestão de resíduos. João Carlos de Além

Recielectric certifica gestão ambiental Depois da certificação da Qualidade e a empresa procura agora melhorar o seu desempenho ambiental, contribuindo ativamente para a sustentabilidade.

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um Mundo em constante e rápida mudança, os desafios para o desenvolvimento sustentável são cada vez mais importantes, sendo a proteção ambiental e a prevenção da poluição preocupações atuais para qualquer entidade. Preocupada com os seus impactes ambientais e tendo presente a necessidade de contribuir de forma positiva para a sustentabilidade a Recielectric decidiu certificar o seu sistema de Gestão Ambiental. O processo está concluído estando apenas a aguardar despacho da entidade certificadora. A certificação de acordo com a NP EN ISO 14001:2004 + Emenda 1:2006 constitui uma ferramenta inquestionável para a melhoria do sistema de gestão ambiental de uma organização, permitindo definir soluções estruturadas que funcionam e que permitem melhorar o seu desempenho ambiental,

alcançando uma confiança acrescida pelas partes interessadas. Recorde-se que há vários anos que a Recielectric é certificada pela norma ISO 9001, sendo já a qualidade uma filosofia de atuação naquela que é uma empresa moderna e competitiva na sua área de negócio. A Recielectric é uma empresa do Grupo Ambigroup que se ocupa do tratamento do fluxo dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos. A empresa efetua a reciclagem de grandes eletrodomésticos como as máquinas de lavar, equipamentos de frio e refrigeração, pequenos equipamentos, monitores e televisores e equipamentos eletrónicos, ares condicionados, etc. empregando processos e sistemas ajustados ao tratamento de cada categoria de REEE, salvaguardando o ambiente e saúde e segurança dos colaboradores. Informação Ambigroup Pág. 3


ENTREVISTA - Rui Berkemeier - Quercus

Metas de reciclagem baixas nos sistemas com incineração, ilegalidades na gestão de VFV, incapacidade do Ministério do Ambiente em controlar as licenças de gestão de REEE e demora na emissão de licenças das entidades gestoras são alguns dos problemas que Rui Berkemeier aponta no panorama da gestão de resíduos em Portugal. “Estou convencido que neste setor (VFV) está profundamente instalado um esquema de ilegalidade que dá muito dinheiro a ganhar a alguns em detrimento do bem comum. Este esquema só existe devido à provável conivência entre as seguradoras, as leiloeiras de salvados e os sucateiros ilegais, enquanto que o Estado (IMT em particular) (...) tem vindo a pactuar com esta situação”, afirma o ambientalista.

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tência de guias eletrónicas de acompanhamento dos resíduos e incapacidade para gestão do dossier de privatização da EGF.

Que balanço faz do plano ambiental de 2013, nomeadamente sobre o plano de gestão de resíduos? Quais os aspetos mais negativos e os mais positivos?

Sobre a redução nas recolhas de REEE, facto que a Quercus já veio lamentar, acredita que fatores concorrenciais entre as duas entidades gestoras terão contribuído para o não alcance da meta de 4kg por habitante?

m conversa com a Ambinews, Rui Berkemeier da Quercus, fala dos problemas ambientais em Portugal na área dos resíduos que continuam à espera de resolução e aponta algumas soluções nesse sentido.

Os pontos positivos resumem-se ao facto do Ministério do Ambiente ter estabelecido metas de reciclagem de 50 por cento dos resíduos urbanos em 2020 e de ter reconhecido a importância da utilização das unidades de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB) e da recolha seletiva porta-a-porta para se atingirem essas metas. Os pontos negativos são muitos: estabelecimento de metas baixíssimas de reciclagem nos sistemas com incineração (Valorsul e Lipor), continuação da ilegalidade generalizada na gestão de veículos em Fim de Vida e lamas de ETAR, incapacidade do Ministério do Ambiente em controlar as licenças de gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Eletrónicos, demora insustentável na emissão das licenças das entidades gestoras de fluxos, nomeadamente de embalagens, inexis-

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O problema foi a forma como a APA emitiu as licenças para as entidades gestoras de REEE, não existindo um mecanismo de compensação entre as entidades por alteração da carteira de clientes. Assim, a uma entidade, a ERP, foi estabelecida uma meta de recolha de 10 mil toneladas, independentemente das empresas aderentes ao sistema. Com o aumento das empresas aderentes à ERP a Amb3E passou a ter menos receitas e decidiu reduzir o esforço de recolha. O resultado é que em 2011 foram recolhidos 5,3 kg/hab e em 2012 apenas 3,8 kg/hab. Corre-se o risco de com as novas licenças para as entidades gestoras de embalagens voltar a ocorrer esta situação, o que terá implicações gravíssimas na sustentabilidade financeira dos sistemas de gestão de resíduos urbanos.


MAOTE deve dar resposta em tempo às questões por resolver, defende o ambientalista

“Não é admissível morosidade na emissão de licenças” “De cada vez que a orgânica dos Ministérios é alterada ocorre uma paragem no funcionamento dos serviços com impactes muito negativos no setor tutelado (...) isso é uma prática recorrente no país desde há décadas.” De que forma podem os organismos legisladores atuar para controlar adequadamente a gestão de REEE? Têm de ter um bom sistema de registo dos EEE colocados no mercado, o que ainda não existe. Têm de criar um mecanismo de compensação entre as duas entidades gestoras de forma a que quando uma entidade aumenta o seu número de cientes seja automaticamente obrigada a aumentar proporcionalmente a sua taxa de recolha de REEE, o que também ainda não existe. A definição de metas específicas por categoria de REEE, como defende a Quercus, será uma forma de aumentar a reciclagem? O estabelecimento de metas específicas de recolha por categoria de REEE tem como objetivo garantir que as entidades gestoras são obrigadas a dar atenção a todo o tipo de REEE em particular àqueles com componentes mais perigosas, como o caso das lâmpadas, não se dedicando apenas aos que pesam mais, como é o caso das máquinas de lavar. “É VERDADEIRAMENTE IMPORTANTE A MELHORIA SUBSTANCIAL DA TAXA DE RECICLAGEM EM MUITAS UNIDADES DE TMB” Relativamente aos VFV, alterou-se a legislação, mas ainda assim continuam a existir ilegalidades na gestão deste fluxo. O que pensa sobre isto? Estou convencido que neste setor está profundamente instalado um esquema de ilegalidade que dá muito dinheiro a ganhar a alguns em detrimento do bem comum. Este esquema só existe devido à provável conivência entre as seguradoras, as leiloei-

ras de salvados e os sucateiros ilegais, enquanto que o Estado (IMT em particular) por opção ou omissão tem vindo a pactuar com esta situação ao longo dos anos. Só assim se compreende que uma diretiva comunitária sobre VFV com vários anos continue diariamente a ser violada. Têm surgido notícias de que o país está a importar resíduos transformados em combustíveis alternativos para serem coprocessados em cimenteiras quando, por outro lado, continua a colocar em aterro grande parte do lixo que produz. Terão as taxas de deposição em aterro de aumentar para inverter esta tendência? Como analisa esta problemática? Em minha opinião esta não é uma questão prioritária, uma vez que tem essencialmente a ver com aspetos comerciais das cimenteiras. O que é verdadeiramente importante em termos ambientais é a melhoria substancial da taxa de reciclagem em muitas unidades de TMB, como é o caso da ERSUC ou da Tratolixo, de forma a que sobrem poucos resíduos que necessitem de encaminhamento para CDR. Para concretizar este objetivo é fundamental uma subida substancial para a TGR dos resíduos recicláveis que sejam encaminhados para aterro, incineração ou coincineração.

que isto é uma prática recorrente no nosso País desde há décadas. O novo PERSU prevê metas de reciclagem mais ambiciosas para 2020. Com a crise que temos vivido estarão estas metas ao nosso alcance? As metas são perfeitamente alcançáveis principalmente porque já existem sistemas que hoje já as atingiram, recorrendo à recolha seletiva complementada pelo TMB. O maior risco de não se atingirem essas metas está apenas no facto do Governo pretender isentar os grandes sistemas com incineração (Valorsul e Lipor) de cumprimento de metas de reciclagem minimamente aceitáveis e passando para os sistemas rurais grande parte do esforço de reciclagem. Que expetativas tem para esse ano de 2014 e o que gostaria de ver mudado na área dos resíduos em Portugal? Gostava que o Ministério do Ambiente e a APA em particular passassem a dar uma resposta mais em tempo às questões que estão por resolver. Não é admissível que se repitam situações de morosidade como as que se estão a verificar na emissão das licenças das entidades gestoras de resíduos.

Que análise faz à estabilidade e firmeza das políticas ambientais em Portugal, sobretudo depois de Julho último, o governo ter introduzido alterações orgânicas significativas nesta área?

Gostava também que fossem dados mais meios à fiscalização para atuar, nomeadamente à IGAMAOT, de forma a que o Estado recebesse mais receitas e que os operadores de resíduos que estão na legalidade deixem de ser severamente prejudicados pela concorrência dos operadores ilegais.

Digo apenas que cada vez que a orgânica dos Ministérios é alterada ocorre uma paragem no funcionamento dos serviços com impactes muito negativos no sector tutelado pelo respetivo Ministério. O problema é

Gostava ainda que o Governo abandonasse a ideia de privatizar a EGF, uma vez que já demonstrou que não tem capacidade para o fazer em tempo de uma forma minimamente correta. Informação Ambigroup Pág. 5


AMBIENTE - Resíduos Urbanos

Valorização orgânica ganha terreno em 2012

Relatório define objetivos para uma gestão adequada de RU, fomentando a sua valorização e reduzindo as operações de eliminação como o aterro.

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m 2012 o país produziu 4,528 milhões de toneladas de resíduos urbanos (RU), menos 7,4% em relação a 2011. Do total de RU produzidos 53,6% foram depositados em aterro, 18,2% foram valorizados energeticamente, 15,7% foram submetidos a valorização orgânica e a restante fração de 12,4% sofreu valorização multimaterial. As conclusões do Relatório de Estado do Ambiente (REA), publicado recentemente pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), revelam ainda que nesse ano, as frações de RU encaminhados para deposição em aterro, para valorização energética e para valorização multimaterial registaram reduções, face aos valores do ano anterior, de 13,8%, 15,9% e 14,7%, respetivamente; a valorização orgânica registou um aumento significativo de 61,8%.

O Decreto-Lei n.º 73/2011, de 17 de junho, que altera e republica o Decreto-Lei n.º 178/2006, de cinco de setembro define metas para se alcançar até 2020 como: um aumento mínimo global para 50% em peso relativamente à preparação para a reutilização e a reciclagem de resíduos urbanos, incluindo o papel, o cartão, o plástico, o vidro, o metal, a madeira e os resíduos urbanos biodegradáveis; e um aumento mínimo para 70% em peso relativamente à preparação para a reutilização, a reciclagem e outras formas de valorização material. O relatório define ainda objetivos para uma gestão adequada de RU, fomentando a sua valorização e reduzindo as quantidades a encaminhar para operações de eliminação como o aterro.


Nos resíduos de embalagens só o vidro não cumpre metas

Relatório de Estado do Ambiente revela que Portugal está a produzir menos resíduos urbanos mas também que a fração encaminhada para valorização orgânica tem aumentado em relação a outras formas de valorização. RESÍDUOS DE EMBALAGENS SUPERAM METAS DE RECICLAGEM

os que apresentaram menores taxas de reciclagem, 57,1% e 32,3% respetivamente.

Relativamente aos resíduos de embalagens (RE), os dados de 2012 são mais positivos no que respeita ao cumprimento das metas estabelecidas. No total foram produzidos aproximadamente 1,57 milhões de toneladas de resíduos de embalagens (RE) tendo sido registada uma taxa de reciclagem de 56,6%, valor superior à meta de 55% estabelecida para 2011.

Portugal mantém o compromisso de alcançar as metas de valorização e reciclagem de resíduos de embalagens fixadas pelo Decreto-Lei n.º 92/2006, de 25 de maio, que transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva 2004/12/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de fevereiro, as quais consistem no cumprimento até ao final de 2011 de um mínimo de valorização de 60% (em peso), do qual pelo menos 55% deverá corresponder a reciclagem, com metas sectoriais mínimas de reciclagem de 60% para RE de papel/ cartão e de vidro, 50% para o metal, 22,5% para o plástico e 15% para a madeira.

Apesar do REA ainda não disponibilizar os dados de valorização de RE referentes a 2012, desde 2007 a taxa de valorização se encontra acima da meta de 60% imposta para 2011 e em termos específicos, todos os materiais apresentam uma taxa de reciclagem superior à meta estabelecida para 2011, com exceção do vidro. Os dados registam ainda que os RE de metal e de madeira atingiram as maiores taxas de reciclagem, com 77,1% e 73,7%, respetivamente, seguindo-se o papel/cartão com 63,7%. Já os RE de vidro e de plástico foram

O REA aponta a necessidade de aumentar as taxas de recolha, reciclagem e valorização globais e setoriais para os diferentes materiais constituintes dos resíduos de embalagens, sobretudo no que toca ao vidro, uma vez que é o único que ainda não atingiu as metas definidas.

Gráfico 1: RU encaminhados para gestão em Portugal continental

(10 3t)

6000 5000 4000 3000

Fonte: APA, 2013

2000 1000 0

Aterro

Valoriz. energética

Valoriz. orgânica

Valoriz. multimaterial

CE lança campanha contra o “desperdício de resíduos”

A

pesar das metas de reciclagem à escala da UE e dos êxitos em determinados domínios, os resíduos continuam a ser um recurso extremamente subaproveitado na Europa. Um estudo encomendado pela Comissão Europeia calcula que a aplicação integral da legislação da UE em matéria de resíduos permitiria poupar 72 mil milhões de euros por ano, aumentar em 42 mil milhões de euros o volume anual de negócios do setor de gestão e reciclagem de resíduos na UE e criar mais de 400 000 postos de trabalho até 2020. Os resíduos contêm materiais valiosos que podem ser reintroduzidos no sistema económico. De acordo com a CE, atualmente, devido a uma má gestão dos resíduos, a economia da União Europeia perde uma quantidade considerável de potenciais matérias-primas secundárias. Em 2010, a produção total de resíduos na UE foi de 2520 milhões de toneladas, ou seja, uma média de cinco toneladas por habitante e por ano. Segundo a Comissão, reduzindo, reutilizando e reciclando resíduos, podemos todos contribuir para uma economia dinâmica e para um ambiente saudável. Poupam-se assim recursos ambientais e económicos, contribuindo para colocar a Europa no rumo de uma economia mais circular, onde obteremos o máximo valor dos recursos e produtos mediante reparação, reutilização, reprocessamento ou reciclagem. Neste sentido a Comissão Europeia lança uma campanha centrandose nas consequências ambientais, económicas, sociais e pessoais da utilização dos recursos de forma insustentável. A campanha visa sensibilizar os consumidores para as consequências dos seus padrões de consumo em relação aos recursos naturais, ilustrando os benefícios da opção por um comportamento diferente. Saiba mais em ww.facebook.com/generationawake.

Informação Ambigroup Pág. 7


INFORMAÇÃO AMBIENTE - Notícias

“Temos muito a fazer tendo em conta as metas de 2020”

O país tem sofrido uma grande evolução em matéria de gestão de resíduos e utilização eficiente dos recursos. No entanto, ainda há grandes desafios pela frente tendo em conta as metas de 2020, salienta Paulo Lemos, Secretário de Estado do Ambiente.

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Nos últimos anos o consumo de recursos naturais aumentou consideravelmente, sendo que nas últimas três décadas o consumo de matérias-primas aumentou em 80%”, afirma Paulo Lemos, Secretário de Estado do Ambiente, durante o “III Encontro Nacional de Resíduos” que teve lugar em Dezembro passado na Agência Portuguesa do Ambiente. “Deste modo a utilização eficiente dos recursos é de facto uma forma de combatermos esta tendência”, esclarece. Paulo Lemos mencionou que Portugal tem evoluído muito, no entanto “temos ainda muito a fazer tendo em conta as metas fixadas para 2020”, referindo-se à decisão do governo apostar na reforma do PERSU (Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos), coincidindo com o Quadro Comunitário de Apoio para 2014/2020. O Secretário de Estado salientou ainda que a primeira grande inovação foi a forma de realização da revisão, para a qual foi convi-

dado o Prof. Paulo Ferrão, criando-se um grupo de trabalho mais restrito constituído pela APA, EGF e ERSAR tendo sido feito um trabalho mais alargado que envolveu não só as ADP como os vários Sistemas Intermunicipais. Paulo Lemos apontou ainda que “os resultados do PERSU resultam de uma longa troca de opiniões entre a equipa que está a elaborar o PERSU e os vários operadores”. Paulo Ferrão, Coordenador da Comissão de Acompanhamento do PERSU 2020 do IST – Instituto Superior Técnico, orador no mesmo seminário organizado pela APEMETA, chega mesmo a referir-se ao resíduo como um recurso e aponta o potencial do setor dos resíduos urbanos na estimulação das economias locais e da economia nacional. Sendo um dos principais desafios e prioridades do PERSU 2020 a “utilização eficiente de infraestruturas e serviços de gestão de resíduos, explorando a capacidade instalada e as melhores técnicas disponíveis”.


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Informação Ambigroup Pág. 9


Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos

2.ª fase do “POW” arranca em Portimão com Carolina Torres Recolha de REEE em Projeto 80 A Amb3E vai promover a recolha de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Eletrónicos (REEE) nas escolas por onde vai passar o Roadshow do Projeto 80, para depois serem corretamente encaminhados para tratamento e reciclagem. Este desafio, que vai premiar as escolas que recolherem o maior peso de resíduos, vai passar por 18 cidades, uma por cada distrito de Portugal continental. Ao longo do roadshow, que se iniciou dia 20 de Janeiro, a Amb3E irá ainda convidar os estudantes a divertirem-se com o jogo “Apanha os REEEs”. Através de um jogo de computador, os jovens terão que colocar todos os REEE dentro do Ponto Electrão, tendo o cuidado de evitar os outros resíduos. Mesmo antes do Roadshow, cada escola deverá criar uma equipa de pelo menos cinco alunos que serão responsáveis por uma campanha de mobilização junto de toda a comunidade escolar para a recolha de REEE. Uma equipa de profissionais irá depois fazer um vídeo a documentar os esforços de mobilização dos alunos.

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ia 16 de Janeiro na Escola Secundária Poeta António Aleixo, em Portimão, arrancou oficialmente a 2ª fase do POW. Com o tema “Faz-te aos REEE que põem em risco o teu mundo”, a sessão contou com a apresentação de Carolina Torres, embaixadora desta fase e foram muitos os alunos que manifestaram o seu interesse em participar. Recorde-se que o vídeo “O Comando Voador”, de Gabriel Gomes, de Viseu, foi o grande vencedor da primeira fase do projeto de sensibilização POW – Dá Power ao Electrão. Na competição das escolas, a vencedora foi o Agrupamento de Escolas Nuno Álvares de Castelo Branco, com o vídeo “Da sucata ao novo”. O Projeto POW – Dá Power ao Electrão é uma iniciativa que incentiva os jovens e as escolas a participarem num desafio de vídeos funcionando como elementos de mudança comportamental a nível ambiental. Pretende sensibilizar os jovens de todo o país para a importância do encaminhamento dos Resíduos dos Equipamentos Eléctricos e Eletrónicos (REEE) através dos Pontos Electrão, permitindo assim o seu tratamento e reciclagem.

AMB3E FALA SOBRE STANDARDS EUROPEUS DE RECOLHA DE APARELHOS ELÉTRICOS E ELETRÓNICOS A Amb3E é um dos membros fundadores da WEEELABEX, uma entidade internacional sem fins lucrativos criada em 2011, para promover e auditar a adoção de standards europeus enquanto forma de melhorar as práticas de gestão de REEE nos países membros. O projeto WEEELABEX teve como resultado a criação de standards europeus para a recolha, triagem, armazenamento, transporte, tratamento e reciclagem de todos os tipos de REEE. Por outro lado, levou também à concepção de um conjunto de regras, procedimentos e relatórios para uma uniformização e maior transparência do desempenho ambiental de cada unidade de tratamento. Estes standards WEEELABEX são uma forma de responder e antecipar as normas que serão impostas pela Diretiva Europeia, que deverá ser transposta para a lei portuguesa até 14 de Fevereiro de 2014. Esta diretiva prevê a standardização de processos e o desenvolvimento de critérios para o tratamento de REEE, de forma a que estes reflitam o estado do setor e impõe limites mínimos mais exigentes de recolha deste fluxo de resíduos.


Publicidade Informação Ambigroup Pág. 11


INFORMAÇÃO AMBIENTE - Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos

Portugal falha prazo de transposição da Nova Diretiva

O

s Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE) têm sido um dos fluxos com maior crescimento na UE. Os REEE contêm substâncias que colocam o ambiente e a saúde em risco se tratados inadequadamente, ao passo que a sua reciclagem possibilita a recuperação e aproveitamento de materiais como matéria prima secundária. A legislação da UE promove a recolha e reciclagem deste tipo de equipamentos desde 2003, possibilitando aos consumidores entregarem os seus velhos eletrodomésticos sem custos. Em 2010, as toneladas de REEE recolhidos pelos EM andaram entre 1535 de Malta a 777 035 da Alemanha. A maior quantia recolhida por habitante neste ano foi registada na Suécia (17,2kg), seguida da Dinamarca (14,9). Os rankings de menores quantias de recolha por habitante foram liderados pela Roménia (1,2) e Letónia (1,9). Já no que respeita a Portugal no ano de 2010 foi registada uma taxa de recolha de 4,4kg por habitante, num total de 46 673 toneladas recolhidas (ver gráfico1). De facto os números de recolha de REEE têm vindo a registar crescimentos assinaláveis em Portugal até 2011, ano onde se atingiu o patamar excecional de 5,3kg por habitante. Pelo contrário, em 2012 essa tendência inverte-se com uma quebra nos valores de recolha para os 3,8kg por habitante (ver tabela1). NOVA LEI FIXA METAS DE RECOLHA POR CATEGORIA DE REEE Ao passo que na legislação atual a fórmula tem por base o número médio de habitantes de cada país, sendo a meta de 4kg de REEE por habitante/ano, a Nova Diretiva impõe metas mais ambiciosas de recolha seletiva destes resíduos. Após a transposição da Diretiva 2012/19/UE para a legislação nacional, o cálculo terá por base a quantidade de novos equipa-

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mentos no mercado em que, conforme as categorias de produtos, deverão ser reciclados entre 50 e 75% dos EEE colocados nos três anos anteriores ou, em alternativa, 85% destes resíduos que forem gerados em território nacional. Na prática as entidades gestoras terão de cumprir metas mínimas nas diferentes categorias de REEE, que no total passam a dez incluindo lâmpadas fluorescentes, ferramentas eletrónicas e brinquedos.

O prazo para transposição da Nova Diretiva REEE que terminava a 14 de Fevereiro não foi no entanto cumprido por Portugal, prolongando desta forma a espera das entidades gestoras de REEE (Amb3E e ERP Portugal) por novas licenças a cinco anos. Estas duas entidades trabalham desde o final de 2011 num regime de prorrogação pelo período de três meses, automaticamente renovável por iguais períodos até à emissão da nova licença.


Entidades gestoras ainda sem licenças a cinco anos

A Diretiva 2012/19/UE que define novas metas mais ambiciosas de recolha seletiva de reee devia ter sido transposta para a legislação nacional até 14 de Fevereiro. Gráfico1: REEE recolhidos Europa 28 (kg por habitante)

Lixo Eletrónico pode crescer 33% até 2017 Os REEE deverão continuar a tendência de crescimento mundial. Um estudo anunciado pelo StEP (Solving the E-Waste Problem Initiative) revela que o lixo eletrónico poderá crescer 33% até 2017. O comportamento dos consumidores norte-americanos e chineses é o maior impulsionador com mais de 72 milhões de toneladas. Não tem sido fácil obter dados globais sobre os REEE, uma vez que diferentes países têm diferentes definições para eles (os Estados Unidos apenas incluem eletrónica de consumo como televisões e computadores, enquanto a Europa engloba tudo o que tenha baterias ou se alimente de energia). No entanto, este estudo que mostra dados de 184 países, reside na quantidade de equipamento elétrico e eletrónico (EEE) que chega ao mercado e quanto lixo é gerado. O mundo produziu quase 54 milhões de toneladas de equipamentos elétricos e eletrónicos usados, só em 2012 – uma média de 20kg por cada uma das sete mil milhões de pessoas. A China lidera a produção global - em 2012, foram cerca de 12,2 milhões de toneladas de equipamentos produzidos, contra 11 milhões de toneladas dos Estados Unidos.

Fonte: Eurostat

O estudo aponta ainda que o país com maior lixo eletrónico per capita é o Qatar, com 63,08kg. Já Portugal gerou 13,56kg.

Tabela1: REEE recolhidos em Portugal (kg por habitante) Anos

Recolha (t)

Kg/hab/ano

2006

4.206

0,4

2007

29.500

2,8

2008

52.000

4,9

2009

45.179

4,2

2010

46.673

4,4

2011

55.779

5,3

2012

39.703

3,8 Fonte: Quercus Informação Ambigroup Pág. 13


INFORMAÇÃO AMBIENTE - Veículos em Fim de Vida

Portugal sobe no ranking de valorização de VFV Dados do EUROSTAT revelam que o país atingiu uma taxa de reutilização/ valorização de 87,9%, levando-o a subir três posições no ranking da UE. As metas de 2015 serão ainda mais ambiciosas.

P

Gráfico1: Reciclagem e recuperação de VFV (2010)

De acordo com a legislação comunitária, Diretiva 2000/53/CE, os Estados-membros estão obrigados a cumprir uma taxa mínima de reutilização/valorização de 85%, em peso, por VFV. Esta taxa mínima subirá para 95%, em peso, a partir de 2015. Em 2010 quatro EM já tinham alcançado a meta de 2015 para reutilização e recuperação: Alemanha (106,2%), Áustria (96,5%), Holanda (95,3%) e Finlândia (95,0%). Enquanto que dez dos EM alcançaram a meta de reciclagem de 85%: Alemanha (95,5%), Dinamarca (90,5%), Bélgica (89,0%), Bulgária (88,9%), Polónia (88,8%), Eslovénia (88,6%), Eslováquia (88,4%), Lituânia (88,1%), Letónia (85,7%) e Luxemburgo (85,0%). Pág. 14 Ambinews® 27 1.º Semestre 2014

Meta Reciclagem Reutilização e recuperação

Meta Recuperação Reutilização e reciclagem

Fonte: Eurostat, Environmental Data Centre on Waste

ortugal obteve o 15.º lugar em reutilização/valorização de Veículos em Fim de Vida (VFV) entre os 28 Estados Membros da União Europeia. Dados divulgados recentemente pelo EUROSTAT relativos a 2010 revelam que o país subiu três posições no ranking atingindo uma taxa de reutilização/valorização de 87,9%.


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Informação Ambigroup Pág. 15


INFORMAÇÃO AMBIGROUP - Veículos em Fim de Vida

Ambigroup tem mais um centro de abate de VFV A unidade de fragmentação de metais da Recifemetal no Seixal alberga agora uma linha de descontaminação e abate de VFV.

Esta unidade que efetua também a gestão de Baterias de Veículos Usadas (BVU) vem alargar a capacidade do Grupo no tratamento deste fluxo que já era de 16 mil veículos por ano.

1

O centro de abate do Seixal tem a particularidade de fragmentar as carcaças dos veículos permitindo um grau superior de reciclagem dos materiais que constituem os VFV. Durante o processamento, os materiais não metálicos (espumas, terras, plásticos, têxteis, borrachas, etc.) são separados dos metais ferrosos (aço) e não ferrosos (cobre, alumínio, etc.). As frações de metais ferrosos e metais não ferrosos são encaminhadas para reciclagem, em siderurgias e fundições. Já os resíduos de fragmentação são atualmente aproveitados como Combustível Derivado de Resíduos (CDR), utilizados p.ex. pelas cimenteiras.

Lisboa Seixal Setúbal

Beja Faro

Mapa: Centros Valorcar do Ambigroup

E

stá localizado no Ecoparque do Ambigroup no Seixal o novo centro de descontaminação, abate e fragmentação de Veículos em Fim de Vida (VFV) reconhecido pela Valorcar, entidade que gere este fluxo de resíduos. A empresa Recifemetal – Reciclagem de Ferros e Metais SA foi admitida recentemente na rede tornando-se no sexto centro de abate de VFV do Ambigroup em território nacional.

Aveiro

3

Armazenamento de VFV

2

Descontaminação

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Armazenamento peças na unidade de vfv de Setúbal


Agora também pode entregar o seu VFV na unidade do Ambigroup no Seixal

4

5

Fragmentação das carcaças

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Unidade de fragmentação

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Separação automática

7

Separação manual

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Metal ferroso fragmentado

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Metais não ferrosos

Separação mecânica de metais não ferrosos

Informação Ambigroup Pág. 17


INFORMAÇÃO AMBIGROUP - Notícias

Empresas Ambigroup PME Excelência 2013 A pesar da crise económica que se tem sentido nos últimos anos, duas empresas Ambigroup obtiveram o estatuto de PME Excelência 2013. São elas a Recifemetal, Reciclagem de Ferros e Metais SA. e a Recielectric, Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos SA.. Tratam-se de empresas que apresentam rácios de solidez financeira e de rendibilidade acima da média nacional, que têm sabido manter altos padrões competitivos num contexto particularmente exigente e que estão a conseguir ultrapassar a crise com crescimento, consolidação de resultados, e

contributos ativos na criação de riqueza e de emprego das regiões onde se inserem. O estatuto PME Excelência é um estatuto de qualificação empresarial criado pelo IAPMEI, numa parceria com o Turismo de Portugal, o Barclays, o Banco Espírito Santo, o Banco Espírito Santo dos Açores, o Banco BPI, a Caixa Geral de Depósitos, o Crédito Agrícola, o Millenium BCP, o Montepio e o Santander Totta.

Inserido no projeto de reabilitação do Terminal de Cruzeiros de Lisboa, a Demotri efetuou a demolição dos Armazéns A/B no Jardim do Tabaco. As operações decorreram no final de 2013 e incluíram a remoção de todos os resíduos gerados bem como o seu transporte a destino final para reciclagem e/ou valorização em unidades do Ambigroup. A área de intervenção foi ainda regularizada por forma a ficar transitável. As próprias plantas do jardim foram transplantadas noutros locais.

Outras empresas do Ambigroup obtiveram o estatuto de PME Líder, como a Ambitrena, Demotri ou a Transalém.

Ambigroup apoia desporto jovem O Ambigroup apoia iniciativas de carácter social, educativo, cultural e ambiental promovidas em parceria com outras entidades. É exemplo recente o acompanhamento e apoio prestado à Esco-

Terminaram demolições no Jardim do Tabaco

linha de Futsal de Arranhó no decorrer das suas jornadas desportivas. O Grupo pretende assim contribuir para o desenvolvimento sócio-económico das comunidades onde desenvolve a sua atividade.

Almoço de Natal reúne mais de 200 Colaboradores Decorreu no final do ano o encontro Ambigroup que reuniu mais de uma centena de Colaboradores em almoço de confraternização. Ao longo de uma tarde inteira houve lugar para apresentações das empresas do Grupo e claro para o convívio e diversão.

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Informação Ambigroup Pág. 19


INFORMAÇÃO AMBIGROUP

Demotri efetua demolições na fundação EDP

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m novo centro cultural com o desenho da arquiteta britânica Amanda Levete vai nascer ao lado do Museu da Eletricidade, em Lisboa. Este novo espaço caracterizado pelo dinamismo e criatividade irá complementar as atividades do museu, albergando diversas exposições. A nova estrutura terá uma arquitetura redonda e fluida tornando o local num sítio privilegiado onde o rio Tejo surge como propriedade intrínseca do edifício. O local será acessível e livre a qualquer pessoa, mesmo a quem não queira ver as exposições. A colaborar no projeto de renovação do espaço da fundação EDP, esteve a Demotri, empresa do Ambigroup encarregue de efetuar a demolição dos edifícios adjacentes ao Museu da Eletricidade. Os trabalhos decorreram durante o mês de dezembro e janeiro com recurso a máquinas e equipamentos de grande porte tendo sido concluídos com sucesso. A Demotri é uma empresa especializada na demolição de edifícios e estruturas de betão armado, bem como de estruturas e equipamentos metálicos.

Mais desmantelamentos em Espanha

O

Ambigroup, através da Recifemetal España está a iniciar uma série de novas obras no país vizinho, tendo já mobilizado pessoas e equipamentos para a execução dos trabalhos. O desmantelamento da Central Térmica de Pasajes onde se inclui uma chaminé com 125 metros de altura e da Central Térmica de Lada que inclui também uma chaminé de 100 metros são alguns exemplos. Já em Barcelona irá decorrer o desmantelamento de uma unidade de produção de gases - ASU (Air Separation Unit) da Linde. Recorde-se que recentemente terminaram as operações de demolição e desmantelamento da Central Térmica de Santurce e de uma fábrica de produção de gases da Linde, em Madrid.

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Desmantelamentos e Demolições

Demolições no Puaça Building a bom ritmo

A

s operações de reabilitação do Puaça Building localizado na Av. da República em Lisboa estão a decorrer a bom ritmo. A Demotri é a empresa do Ambigroup encarregue de executar as demolições das estruturas de betão armado que compõem os diversos blocos do quarteirão. A especificidade e exigência dos trabalhos (onde se incluem diversas demolições parciais e faseadas do edifício nos seis pisos de caves bem como de outros elementos estruturais) levaram a Demotri a optar por uma metodologia que permitisse a execução em segurança das várias operações. A utilização de robots de demolição é disso exemplo oferecendo uma boa executabilidade do trabalho e comportando muito menos riscos para os operadores.

Demotri adquire mais equipamentos de demolição

O

cenário macro económico não é o mais favorável mas, ainda assim a empresa do Ambigroup especializada em demolições tem estado a investir em equipamentos que lhe permitam uma maior eficiência em trabalhos de maior complexidade e exigência técnica e de segurança. É o caso dos robots adquiridos recentemente e atualmente em laboração nas operações de demolição do Quarteirão Puaça no centro de Lisboa. Este tipo de equipamento permite uma demolição rápida, eficiente e em conformidade com as exigências ambientais, como sejam baixos níveis de vibração, ruído e poluição atmosférica. Por outro lado, garante boas condições de segurança, uma vez que o seu comando é efetuado à distância pelo manobrador. Paralelamente a Demotri adquiriu novos equipamentos de demolição pesados possibilitando uma melhor prestação dos seus serviços aos Clientes. Informação Ambigroup Pág. 21


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Ambitrena cria linha de destruição de documentos O novo sistema está instalado na unidade de tratamento de resíduos em Lisboa, mas a empresa efetua recolhas de documentos em todo o país.

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Ambitrena instalou um novo sistema de destruição de documentos confidenciais na sua unidade de tratamento de resíduos de Lisboa. A Ambitrena garante a recolha e o transporte dos documentos por todo o país cumprindo os requisitos previstos na Lei da Proteção de Dados Pessoais e os requisitos associados ao acondicionamento e transporte de resíduos. Os documentos poderão ser recolhidos no seu estado original, incluindo os arquivadores com mecanismo de argolas, separadores, agrafes e clipes. O transporte dos documentos é efetuado em condições de rigorosa segurança, através de viaturas e contentorização adequada. O sistema de destruição confidencial

garante a trituração dos documentos, mistura, moagem, e prensagem, com impossibilidade de reconstrução da informação. A data, assim como as condições da destruição constarão de um Certificado de Destruição a enviar, de imediato, para o Cliente, junto com a autenticação da respetiva Guia Ambiental. Sempre que o entender, o Cliente poderá acompanhar o transporte e destruição dos documentos. A Ambitrena é um operador de resíduos licenciado e certificado com unidades de tratamento em Faro, Beja, Setúbal, Lisboa e Aveiro. O papel é um dos principais fluxos, dos quais efetua a gestão, separação e encaminhamento para reciclagem.

Ambigroup aumenta parque logístico

E

m virtude de procurar satisfazer cada vez melhor as necessidades dos seus Clientes e também para manter uma idade média da sua frota reduzida, o Ambigroup adquiriu recentemente mais seis veículos pesados. Este aumento da capacidade logística reflete-se na recolha e transporte de resíduos tornando os serviços mais rápidos e eficientes. Em simultâneo novos meios de acondicionamento também foram adquiridos e outros, já existentes, estão a ser recuperados, em virtude de se elevar os padrões de qualidade e de imagem. O parque logístico do Ambigroup é constituído por cerca de 150 veículos que transportam diariamente centenas de toneladas de resíduos para reciclagem. Informação Ambigroup Pág. 23


Nacional - Decreto-Lei nº 151-B/2013, (2º Supl.) de 31 de outubro - Estabelece o regime jurídico da avaliação de impacte ambiental (AIA) dos projetos públicos e privados suscetíveis de produzirem efeitos significativos no ambiente. Transpõe a Diretiva 2011/92/UE, JO L26, 2012-2-28, relativa à avaliação dos efeitos de determinados projetos públicos e privados no ambiente. - Decreto-Lei nº 110/2013, de 2 de agosto Procede à quinta alteração ao Decreto-Lei nº 366-A/97, de 20 de dezembro, e transpõe a Diretiva nº 2013/2/UE, da Comissão, de 7 de fevereiro, que altera o anexo I à Diretiva nº94/62/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de dezembro, relativa a embalagens e resíduos de embalagens. - Decreto-Lei nº 114/2013, de 7 de agosto - Procede à sexta alteração ao Decreto-Lei nº 196/2003, de 23 de agosto, que estabelece o regime jurídico a que fica sujeita a gestão de veículos e de veículos em fim de vida e seus componentes e materiais.

As informações desta agenda poderão sofrer alterações. Para confirmação oficial, contactar a organização.

- Decreto-Lei nº 155/2013, de 5 de novembro - Procede à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 82/2003, de 23 de abril, transpondo parcialmente a Diretiva n.º 2013/21/UE do Conselho, de 13 de maio de 2013, no que respeita à adaptação da Diretiva n.º 1999/45/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 31 de maio, relativa à aproximação das disposições legislativas,

regulamentares e administrativas dos Estados membros respeitantes à classificação, embalagem e rotulagem de preparações perigosas. Comunitária - 2013/C 341/14 - Parecer do Comité Económico e Social Europeu sobre o Livro Verde sobre uma estratégia europeia para os resíduos de plástico no ambiente. JO L341 201311-21 - 2013/56/UE - Diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho, que altera a Diretiva 2006/66/CE do Parlamento Europeu e do Conselho relativa a pilhas e acumuladores e respetivos resíduos, no que respeita à colocação no mercado de pilhas e acumuladores portáteis que contenham cádmio, destinados à utilização em ferramentas elétricas sem fios, e de pilhas-botão com baixo teor de mercúrio, e que revoga a Decisão 2009/603/CE da Comissão. O L329 2013-12-10 - 2013/72/UE - Decisão de Execução da Comissão, de 6 de dezembro de 2013, que estabelece um formato para a notificação das informações relativas à aprovação e às revisões substanciais dos planos de gestão de resíduos e dos programas de prevenção de resíduos. JO L329 201312-10 - Retificação do Regulamento (CE) no 1013/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de junho de 2006, relativo a transferências de resíduos. JO L334 2013-12-13

Evento: Curso: Gestão de Resíduos Data: 10/03 a 04/04/2014 Local: Lisboa - APEMETA Descrição: No final desta formação, os formandos deverão ser capazes de: Utilizar os conhecimentos necessários sobre as principais regras de gestão de resíduos, como a classificação, transporte e destino final, bem como outras operações de gestão Identificar e descrever a legislação

Ambinews® - Revista de Informação de Ambiente © PROPRIEDADE: Ambigroup SGPS, SA www.ambigroup.com/ambinews @: ambinews@ambigroup.com Ed. Ambigroup, Rua Quinta das Lamas, 1679-013 Pontinha, Odivelas  +351 217 107 030 | +351 217 107 038 DIREÇÃO: João Carlos Além @: joao.alem@ambigroup.com REDAÇÃO/FOTOGRAFIA/DESIGN: Samuel Ferreira (cart. prof. n.º 6584) @: samuel.ferreira@ambigroup.com IMPRESSÃO: IDG Imagem Digital Gráfica TIRAGEM MÉDIA: 2000 exemplares PERIOCIDADE: Semestral DISTRIBUIÇÃO: Gratuita Impresso em papel reciclado CONTACTOS AMBIGROUP AMBITRENA SA SEDE E UNIDADE DE LISBOA: Ed. Ambigroup, Rua Quinta das Lamas, 1679-013 Pontinha, Odivelas  +351 217 107 030 | +351 217 107 038 @: ambitrena@ambigroup.com @: ambitrena.odivelas@ambigroup.com UNIDADE DE AVEIRO: Parque Industrial de Albergaria a Velha, Arruamento E - 3850 Albergaria a Velha  +351 234 520 150 | +351 234 520 159 @: ambitrena.albergaria@ambigroup.com UNIDADE DE SETÚBAL: Parque Industrial da Mitrena, lote 76, 2910-738 Setúbal;  +351 265 709 630 |  +351 265 709 639 @: ambitrena.setubal@ambigroup.com UNIDADE DE BEJA: Parque Ambiental da AMALGA, Apartado 6040, 7801-908 Beja  +351 284 329 880 | +351 284 331 068 @: ambitrena.beja@ambigroup.com UNIDADE DE FARO: Estrada Nac. 125 km 96.7 Caixa Postal 641-Arneiro, 8005-412 Faro  +351 289 896 720 |  +351 289 896 729 @: ambitrena.faro@ambigroup.com AUTOVFV, SA Estrada Municipal da Mourisca, Quinta Vale da Rosa, Armazém 1, 2910 Setúbal  +351 265 701 000 |  +351 265 701 009 @: autovfv@ambigroup.com

AGENDA AMBIENTAL Evento: 21st Packaging Waste and Sustainability Forum Data: 04 a 05-03-2014 Local: Le Plaza Hotel, Brussels, Belgica Descrição: O Fórum é a única conferência independente que junta a maior parte dos stakeholders em debate numa tentativa de promover a redução dos resíduos de embalagens e tornando-os em matéria prima secundária. Mais info.: http://packagingwaste.agraevents.com

Ficha Técnica

aplicada à gestão de Resíduos. Mais info.: www.apemeta.pt Evento: 8.º Fórum Nacional de Resíduos Data: 09 a 10/04/2014 Local: Lisboa Descrição: O Fórum Nacional de Resíduos volta a reunir os profissionais do setor dos resíduos sólidos urbanos (RSU), naquele que é reconhecido como o espaço privilegiado de debate de temas de maior atualidade e pertinência para o mercado dos resíduos e todos os seus intervenientes. Mais info.: www.ambienteonline.pt Evento: Curso: Gestão de Resíduos Industriais Data: 12/06/2014 Local: Lisboa Descrição: Este curso tem como objetivo habilitar os/as participantes a implementar um plano de Gestão de Resíduos. Mais info.: http://www.qtel.pt/

DEMOTRI SA Ed. Ambigroup, Rua Quinta das Lamas, 1679-013 Pontinha, Odivelas  +351 217 121 910 | +351 217 121 918 @: demotri@ambigroup.com RECIELECTRIC SA / RECIPOLYMERS SA / RECIFEMETAL SA Rua Eugénio dos Santos, n.º1 Pinhal de Frades, Casal do Marco - 2840-185 Arrentela, Seixal  +351 212 269 900 |  +351 212 269 907 @: recielectric@recielectric.pt @: recipolymers@ambigroup.com RECIPOLYMERS Unidade da Chamusca Estrada do Relvão, Casal do Relvão E. M. 1375 Lotes 1 2, Casal do Relvão -2140 - 671 Carregueira, Chamusca  +351 249 741 129 |  +351 249 741 175 RECIFEMETAL SA / TRANSALÉM SA / INCOFERRO SA Edifício Além, EN 115 - km 65,2 2630-058 Arranhó  +351 219 687 430 |  +351 219 687 440 @: recifemetal@ambigroup.com @: transalem@ambigroup.com @: incoferro@ambigroup.com RECIFEMETAL ESPAÑA SL C/Capitan Mendizabal, 20-1ºc 48980 Santurtzi Vizcaya  0034944625194 |  0034944835162 @: recifemetal.espana@ambigroup.com

Nota: Isento de Registo na ERC ao abrigo do decreto regulamentar 8/99 de 9/6 art. 12º nº 1 A | Textos escritos ao abrigo do novo acordo ortográfico

NOVIDADES LEGISLATIVAS - Ambiente

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