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ISSN 2179805-2

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Editorial www.amazoniatipica.com.br ISSN 2179-8052 CNPJ: 03.590.584/0001-90

Amazônia Típica Ltda. Fone: (91) 4141-9055

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EXPEDIENTE EDITORA DA REVISTA : Joana Santos Dir. Executivo: Advilson Ribeiro Dir. Financeira: Rosa Kamada Fotos: Amazônia Típica

Portal cultura.com.br CD amazônia / Revista INDK/SP

Textos em japonês: Rosa Kamada Gota Tsutsumi Kazuma Yamane Revisão: Akiko Sasaki Masako Tango Ferreira Colaboradores:

Walcyr Monteiro Manoel Malheiros Tourinho Maria das Dores Correia Palha Eládio Reis Neto Saraiva Joana Santos

O Brasil é um país que possui uma trajetória histórica rica, comprovada, entre outros, por meio dos monumentos que foram construídos no território ao longo dos séculos. Alguns lugares conseguiram se imortalizar e receberam o título de patrimônio histórico devido a sua importância cultural. A Revista Amazônia Típica aborda como matéria principal, os patrimônios históricos de destaque da região amazônica. Assim, comprovamos que a Amazônia não é apenas detentora da maior floresta tropical e biodiversidade, mais conhecida como “pulmão do mundo”, mas também possuidora de vasta lista de patrimônios e monumentos históricos, que você leitor pode observar ao folhear esta Revista que os editores trabalharam com afinco. Alcântara foi o portão de entrada e forte do Maranhão que ainda hoje, respira história. A travessia de barco de São Luis a essa localidade faz parte do processo para melhor sentir o clima de então. No Pará, além da Cidade Velha de Belém, conhecer uma das primeiras cidades da Amazônia, é tentar respirar a bravura das famílias que ali iniciaram as culturas da cana e do café. Já nos municípios de Monte Alegre e Alenquer deparamos com as fantásticas forças da natureza que esculpiu verdadeiras obras de arte ao ar livre. A Revista conheceu também o Forte do Amapá que guarda o extremo norte do território brasileiro e onde passa a linha imaginária do Equador. São paradas obrigatórias em Macapá. Outro local que merece destaque é a Serra da Capivara no Piauí com as esculturas naturais esculpidas durante longos e longos anos. A Revista Amazônia Típica tem o prazer de apresentar aos leitores o mundo mágico dos monumentos naturais e patrimônios históricos da Amazônia ainda pouco conhecida. Nas páginas em língua japonesa falamos sobre a história do visitante extraterrestre ao município próximo da capital paraense, Colares e apresentamos o mundo da literatura japonesa das épocas passadas com ilustrações que retratam o famoso “O Conto de Genji”. E mais, o famoso escritor japonês, Kazuma Yamane que por inúmeras vezes conheceu os vários cantos da Amazônia, escreveu para a Revista Amazônia Típica sobre os terremotos que assolou o Japão.

Advilson Ribeiro e Rosa Kamada Boa leitura.


Capa

Sumário

Monumentos Hitóricos da Amazônia ... Muito Além do Sushi

Entrevista: Conversando com o Prefeito de Marituba

Papa Chibé: Preparando o Sashimi em casa

Inovar.com: Pinduca – O Paraense Pai D’egua

Contos Amazônicos: A Freira da praia de Marudá

Dekasseguis: Restituição de imposto de renda pago no Japão

Um Lugar ao Sol: Belém repaginada para receber turistas do mundo inteiro

Meio Ambiente: VÁRZEAS: Produzir e preservar com a arte do ribeirinho

Marituba: Igarapé-Açu:

Tomoaki: Referência em produtos japoneses na Amazônia

Peraí: Tv Cultura na divulgação da cultura popular

表紙   写真 鎌田 ローザ   日本を襲った巨大地震と津波

山根一眞

  2001年の額縁シリーズ 新・源氏物語の四季   大岩新領事・楠領事の歓送迎会 ベレンにて盛大に開催    UFOの島探訪記    

堤 剛太

  パラー州知事、アマゾニア・チピカ誌を受取る   ベレン市、世界中の旅行者の来訪のために整備


Conversando com o Prefeito de Marituba, Bertoldo Couto Jesus Bertoldo Rodrigues do Couto, conhecido como um sonhador, filho de uma família humilde onde o seu pai, Lucinerges Couto, reconhecidamente foi um dos homens mais corretos entre os que habitaram a Vila Operária da Estrada de Ferro, dono de uma sabedoria ímpar, que o levou a mergulhar por longos anos na literatura, revisando e escrevendo os seus próprios textos, sempre se dedicando à educação e orientação dos filhos, sem sequer imaginar que um deles um dia sonharia em ser prefeito da cidade de Marituba, quando esta fosse emancipada. Hoje, Bertoldo Couto reali¬zou o que se chama de sonho e seria para seu saudoso pai um grande motivo de orgulho. A Revista Amazônia Típica fez uma entrevista com o Prefeito de Marituba em uma conversa bem descontraída, confira! BERTOLDO COUTO

E N T R E V I S T A

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Revista Amazônia Típica: Em 17 anos de emancipação, Marituba passou por grandes transformações e nos últimos anos tornouse referência na Saúde, ganhando prêmio nacional. O que foi fundamental para que isso acontecesse? Bertoldo Couto: Dedicação, pois Marituba está na Região Metropolitana de Belém, o que favorece o aumento da demanda oriunda não somente do próprio município, mas também de todo o Estado do Pará, que objetivam chegar à capital, mas acabam utilizando logo nosso hospital de urgência e emergência, para receber pronto atendimento ou então ser encaminhado aos hospitais de referências. Atualmente, Marituba é referência em várias áreas como dermatologia, ortopedia, urologia, odontologia, entre outras, que são possíveis graças às parcerias com o

Estado, com hospitais particulares, a aquisição de novos equipamentos, reformas e ampliações das unidades de Saúde, além da dedicação de nossos servidores. Para desafogar a emergência, estamos construindo uma Unidade de Pronto Atendimento 24 horas, no Bairro Che Guevara e começaremos no segundo semestre a construção do Hospital Geral de Marituba com capacidade de 70 leitos, atendendo várias especialidades como ginecologia, obstetrícia, traumatologia, pediatria.

de Especialidades odontológicas, abrigando o primeiro Laboratório de Próteses Odontológicas da região. AmTípica: Quais providências estão sendo tomadas hoje para Marituba ter um desenvolvimento industrial?

Bertoldo: Queremos desenvolver Marituba como centro de distribuição da Região Metropolitana de Belém. Para tanto, é imprescindível a parceria com o Governo Agora, os bairros Uriboca, Nova do Estado, mais precisamente Marituba, Bela Vista e São João com os incentivos fiscais e estamos contam com Unidades de Saúde trabalhando para tal. Além do mais, completamente restauradas, onde claro, é necessário que o município temos atendimento odontológico esteja à altura, totalmente estrutunos 12 Postos de rado para se tornar referência, Saúde da Fae possa atrair bons investimília, duas dores, grandes empresas, “A educaUnidades para a geração de ção é importanBásicas emprego e renda no tíssima não apenas de Saúnosso município. para a minha gestão, de, no HospiAmTípica: mas para o pleno tal Dr. Quais são as crescimento e deAugusto providências senvolvimento de que Chaves e Marituba Marituba.” o Centro vem tomando para

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que no futuro, seja referência na educação? Bertoldo: Primeiramente, as parcerias com o Governo do Estado do Pará são muito importantes, porque necessitamos desse apoio para alavancar a nossa educação. Em segundo, as parcerias com as instituições de ensino superior dos setores público e privado. A educação evoluiu muito na nossa gestão, conseguimos reformar 14 escolas e inaugurar duas, falo da Rede Municipal de Educação, mas a intenção é alçar voo mais alto, com construção de centros universitários e instalação de escolas particulares. Neste ano, entregamos cinco mil livros didáticos para a educação infantil e criamos o curso pré-vestibular gratuito, que oferece 1200 vagas para os alunos concluintes e os que já concluíram o ensino médio na rede pública. A educação é importantíssima não apenas para a minha gestão, mas para o pleno crescimento e desenvolvimento de Marituba. AmTípica: Como anda a merenda escolar do município? É difícil gerenciar

escolas públicas? Quais os desafios enfrentados e os resultados colhidos nessa gestão? Bertoldo: Marituba tem um dos melhores níveis, em se tratando de escolas públicas do Estado do Pará. É o município que mais investe em infraestrutura escolar, além da criação de cardápio regional, o mais interessante é que esse cardápio tem 35% da produção local, nós compramos dos produtores rurais daqui de Marituba, pelo o que eu saiba, nós somos os únicos que realmente adotamos isso. Distribuímos 10 mil kits para merenda escolar para os nossos alunos. Quanto aos desafios, sempre serão grandes, mas nós estamos aqui para enfrentá-los e temos obtidos grandes resultados, pois o mais importante em tudo isso é ver nossas crianças felizes e com ensino de qualidade. AmTípica: Bertoldo, você recebeu o prêmio de Prefeito Empreendedor em 2010, o que é na prática ser um prefeito empreendedor para você? Bertoldo: Um prefeito que investe, principalmente em emprego e renda. Em Marituba, criamos a Secretaria Municipal de Apoio à Produção e ao Comércio Exterior, a Casa do Empreendedor, viabilizando através do CredPará R$ 2.206.966,69 em micro-créditos aos pequenos empreendedores do Município de Marituba. Assim, estamos investindo, fazendo com que as pessoas possam ter seus próprios negócios e dessa forma sustentar suas famílias, também investindo na adesão de indústrias, para que essas possam se instalar em

nossa cidade seus parques industriais e gerando renda e emprego, e esse emprego e renda possam ser distribuídos, fazendo com que o nosso município se desenvolva cada vez mais. Fico muito feliz porque o nosso município hoje tem obras, um conjunto de ações e provamos que Marituba é capaz de se tornar destaque no Estado e no Brasil. AmTípica: Como o você compara a Marituba de ontem com a de hoje em sua gestão? Bertoldo: Marituba mudou, só não vê quem não quer, é notória a mudança, quando assumimos a prefeitura encontramos um mar de dívidas e descasos. Hoje, a casa está organizada e começamos a trabalhar em obras e serviços, agora temos o canteiro da BR316 com uma nova paisagem; a coleta de lixo em dias certos e com chamadas para que as pessoas possam levar seu lixo para frente de suas casas; criamos novos postos de saúde; recuperamos outros; novas escolas; ruas começam a ser asfaltadas, incentivamos a cultura, exercemos políticas de assistência social, preservamos o meio ambiente, incentivamos os empreendedores e produtores locais, promovemos a união das famílias através da religião, entre outros. Hoje, Marituba é uma nova e promissora cidade.

PREFEITURA MUNICIPAL DE MARITUBA PREFEITO: BERTOLDO COUTO ROD. BR 316, KM 12, S/N, MARITUBA/PA TEL: (91) 3256-2100 SITE: www.marituba.pa.gov.br

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IGUARIAS DO ORIENTE

Preparando o sashimi em casa... rosadas e úmidas ou lustrosas; 3) Aperte o peixe. Peixes passados costumam ser gosmentos. 4) Se um peixe inteiro for muito para o número de pessoas, escolha um bom corte que deve estar úmido e com uma cor viva e se for de carne branca devem ser quase transparentes.

P A P A C H I B É

MODO DE PREPARO:

S

audável e saborosa, na culinária japonesa, a apresentação do prato é de suma importância. Come-se com os olhos. Muitas pessoas acreditam que é muito complicado preparar o sashimi, outras crêem que é muito fácil já que são apenas mariscos cortados. O segredo para preparar um bom sashimi está na

escolha de ingredientes frescos e na habilidade de prepará-lo com calma e destreza. Na medida do possível, compre o peixe inteiro, assegurando assim um peixe realmente fresco. Veja algumas dicas para escolher o peixe inteiro: 1) Cheque os olhos do peixe que devem estar viçosos e claros. Nada de olhos opacos, fundos ou com pupilas embaçadas; 2) As guelras devem estar

Limpe o filé. Depois, apalpe com a ponta dos dedos, em busca de espinhos e retire puxando-os. As dimensões variam de acordo com o item e com quem está preparando, porém costumam ter em torno de 2,5 cm de largura, quatro cm de comprimento e 0,5 cm de espessura; Corte em fatias não muito finas. Os peixes mais moles, como o salmão, são cortados em fatias mais grossas. Somente os peixes brancos são cortados em fatias finas, quase transparentes; Arrume as fatias numa travessa ou em pratinhos individuais. Decore a seu gosto com o nabo, cenoura ou o que sua imaginação permitir. Deixe o wasabi e o shoyu para serem servidos conforme gosto de cada pessoa. UM LEMBRETE: O wasabi tem propriedades antibactericidas. Ou seja, ele inibe o crescimento e mata as bactérias. Deguste o sashimi com o wasabi, pois ele também complementa com aquele gosto picante.


PINDUCA: O Paraense PAI D’ÉGUA

Rei do Carimbó há 40 anos divulgando a música paraense no Exterior

P

induca é sem dúvida, um dos maiores representantes da cultura popular no Brasil. Cantor e compositor, carinhosamente conhecido como o “Rei do Carimbó” em todo Brasil criou os ritmos, como: Sirimbó, Lári-Lári, Lambada e Lamgode. Aurino Pinduca Quirino Gonçalves ou simplesmente Pinduca, concedeu entrevista exclusiva para a Revista Amazônia Típica, conforme a seguir. “Eu coloquei o nome “Pinduca” quando dancei numa quadrilha junina. Coloquei esse nome na aba do chapéu e todo mundo começou a me chamar

de Pinduca, aí eu registrei Pinduca”, explica o artista paraense, natural de Igarapé-Mirin. “Minha carreira artística vem desde que eu me entendo como gente. Sou de uma família de músicos, meu pai, José Plácido Gonçalves, foi maestro e professor de música com quem iniciei na música, todos os meus irmãos são músicos e sabem tocar algum instrumento musical, e eu trouxe isso de sangue, tá no sangue!”, afirma Pinduca. Suas apresentações internacionais incluem Bolívia, Peru, Colômbia, Angola, Guiana Francesa, França, Alemanha e em todo Brasil. São inúmeras que ele já perdeu as contas, assim como não se preocupa em gravar as datas. Para o artista o que passou, passou, e o que importa é o futuro. E por sinal, no futuro próximo ele planeja gravar um novo DVD. Seu primeiro disco foi gravado em 1973 e vendeu 15.000 cópias, desde a Bahia até Manaus, aí começava o fabuloso sucesso de vendas que Pinduca em todo país. Pinduca iniciou sua carreira artística aos 14 anos, como pandeirista. Sua vida, como ele mesmo define, é levar o Estado do Pará, a cultura musical paraense e as coisas do Pará, a todos os

lugares onde ele se apresenta com os seus shows pelo mundo e pelo Brasil. Grande Pinduca! Com várias páginas de experiências, momentos únicos e marcantes. “Como cantor e defensor da música paraense, que é o carimbó, eu gostaria de aproveitar essa oportunidade e pedir para os paraenses procurarem cultivar e cativar mais, apoiar a nossa música de raiz que é o carimbó. A verdadeira música do Pará é o carimbo. Um apelo que eu faço: que todos procurem gostar primeiro da nossa música antes de gostar da música dos outros”, finaliza o mestre Pinduca.

I N O V A R . C O M

SERVIÇO: Pinduca: 91-9172-1313 E-mail: pinduca@nautilus.com.br

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A FREIRA DA PRAIA DE MARUDÁ

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ona Marciana Pinto Maia, mais conhecida por D. Márcia, nasceu e vive até hoje em Marudá, onde é muito conhecida. D. Márcia sabe das coisas e conhece muitas histórias, dentre as quais a que estou narrando. - Era de noite, quase à meia noite. Minha cunhada e o marido iam andando pela praia de Marudá, quando tiveram a impressão de estarem sendo seguidos. Pensaram que era só impressão, mas minha cunhada, ao olhar “pelo rabo do olho”, divisou aquele vulto de mulher, todo de branco. Pelos trajes - um hábito - viu logo que se tratava de uma freira, que fazia sinais para ela, manifestando querer falar. Quando minha cunhada firmou a vista, olhando fixamente a aparição, ela desapareceu... Minha cunhada assustou-se com isto, mas não chegou a ter medo! Assustar, assustou-se por-

* Walcyr Monteiro

que não é todo dia que se vê alguém desaparecer diante de sua vista... Na hora que ela viu a freira, pensou quem poderia ser e o que estaria fazendo sozinha, cerca de meia-noite, andando pela praia! Pensou consigo mesma: - Mas aqui em Marudá não tem freira! Como é que pode já esta freira aparecer aqui, à uma hora desta? No dia seguinte contou aos amigos e conhecidos o fato e veio a saber que aquilo já acontecera com muita gente. Não havia um dia certo na semana: podia ser segunda-feira, quarta-feira ou qualquer outro, mas a hora era sempre a mesma: meia-noite! As pessoas que por alguma precisão ou mesmo que ficassem se divertindo até tarde na praia veriam aquela estranha cena: ao aproximar-se da meia-noite, uma freira com hábito branco, um véu igualmente branco, andando pela praia e às vezes tentando falar com

quem a enxergasse... Depois dos moradores muito pensarem, chegaram a conclusão que a freira de branco da praia de Marudá era o espírito de uma religiosa catequista que havia morrido afogada alguns anos antes... Houve, entre as pessoas que viram a freira, uma mais corajosa que perguntou o que ela desejava. - Se for viva, fala! E se for morta, a mesma coisa: fala, diga o que quer. Se morreu com algum problema e não disse nada, se morreu na maré e não teve tempo de falar, diga o que quer. Diga, que eu não tenho medo. Se é reza, pode pedir que a gente reza, como também se for outra coisa, pode dizer...! De repente a freira sumiu, sem nada responder, nem dizer se queria alguma coisa... E a mesma coisa aconteceu outras vezes: ela não fazia mal a ninguém, não metia medo, e, embora parecendo que algumas vezes queria falar, nunca chegou a fazê-lo... Depois disto, as pessoas que a encontravam ou que, à noite, à meia-noite, divisavam um vulto branco a andar suavemente pela areia já sabiam do que se tratava: era o espírito andante da freira da Praia de Marudá!

C O N T O S A M A Z Ô N I C O S

Walcyr Monteiro: Membro de diversas entidades Culturais como:

Instituto Histórico e Geográfico do Pará e Centro de Estudos do Folclore. Tem vários trabalhos publicados, inclusive em Portugal (Instituto Piaget) e no Japão (Shinseken), dos quais sobressaem-se Visagens e Assombrações de Belém, As Incríveis Histórias do Caboclo do Pará e a série Visagens, Assobrações e Encantamentos da Amazônia, inclusive Histórias Japonesas Contadas na Amazônia.

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Belém/PA Educação Infantil e Ensino Fundamental Av. Senador Lemos, 573 Fone: (91) 3224-1706 Ensino Fundamental, Ensino Médio e Vestibulares Av. Alcindo Cacela. 675 Fones: (91) 3246-4446 / 3375 / 2595 Monte Dourado/PA Vila Munguba

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RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA PAGO NO JAPÃO Para quem trabalhou em 2006, o prazo é até Novembro.

prescrição, isto é, perder o prazo (caducar).

O

s brasileiros que trabalharam no Japão entre os anos de 2006 a 2010, têm o direito de restituir o imposto de renda descontado diretamente no holerite, de acordo com a legislação japonesa. O prazo para pleitear a devolução destes valores é de cinco anos a contar do retorno ao Brasil, devendo ser solicitado junto a Receita Federal do Japão (Zeimusho), através de Declaração de Imposto de Renda em formulário japonês e enviado ao órgão japonês. Para quem trabalhou no Japão em 2006 possa ainda receber o dinheiro do Imposto de Renda deduzido do holerite, deverá providenciar todos os documentos necessários e enviá-los a empresas que tem conhecimento e competência sobre o serviço, até no máximo fim de novembro para evitar o risco de

Para os que não possuem o Gensen (Informe de Rendimento Anual), será necessário providenciar a 2ª via junto à empreiteira em que o dekassegui trabalhou. O tempo de recebimento deste documento está em aproximadamente de um a três meses, portanto, o prazo é curto para restituir o ano de 2006. Além dos Gensens, será necessário declarar dependentes que não tenham trabalhado no Japão, juntando documentos dos mesmos, assim como remessas de valores efetuados para o Brasil e comprovantes de residência. A restituição do imposto de renda não é direito apenas dos trabalhadores fixos, mas também dos temporários conhecidos como “arubaitos”, que trabalham cerca de três a seis meses no Japão. A maioria retorna ao Brasil e consideram que são valores pequenos a

serem restituídos, devido ao pouco tempo de trabalho. Mas há casos de “arubaitos” que restituíram cerca de R$ 1.000 (mil reais). Portanto, junte os documentos que são importantes e prepare-se para receber um dinheiro que está esquecido no Japão. Em tempos de crise em que muitos retornaram com pouco dinheiro, é sempre bem vindo um dinheiro a mais para ajudar no orçamento. Após o envio do processo ao Japão, a previsão do dinheiro da restituição do imposto de renda paga ser liberado pela Receita Federal do Japão é de três meses a seis meses. Shinji Jorge Nakaoka é Pósgraduado em Adm.Industrial, Consultor Tributário e Diretor Executivo da Daiwa Service. shinji-jorge.nakaoka@daiwabr. com.br Telefones: (11) 5572-1717 (11) 3105-2114

D E K A S S E G U I S


Belém repaginada para receb Estação das Docas, Mangal, Onze Janelas e muito mais

U M L U G A R A O S O L

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Q

uem conhecia Belém, a capital paraense, antes de 2000 e retorna hoje, se surpreende com as opções de turismo e lazer que a cidade oferece. Voce pode começar com a Estação das Docas e deliciar o cenário único que é o por-do-ol com as brisas amenas da baía do Guajará de forma gratuita. Se o seu perfil é mais noturno, pode se deliciar com o luar e as estrelas na Estação, tomando uma gelada, saboreando um prato típico ou simplesmente jogando conversa fora. O paraense é conhecido e se define como “papa-chibé”, uma palavra Tupi que significa “bebida feita com água”. Na verdade, é uma mistura simples de

água e farinha de mandioca muito presente nas mesas dos lares ribeirinhos. A Estação é onde se pode conhecer algumas mostras dessa cultura, onde nas datas festivas e férias, há apresentação de teatro, folclore, músicas, moda, artesanato, dança e outros, tudo protagonizado por artistas locais. Na Estação a gastronomia é variada. Há desde restaurantes e quiosques que oferecem comidas típicas paraenses como o tacacá, maniçoba, vatapá, caruru, casquinha e unha de caranguejo, o fruto papachibé (paraense autêntico) “açaí”, além de estabelecimentos de pratos internacionais italiano, francês e japonês. Não se esquecendo de dar uma parada, para saborear um ou mais sabores dos sorvetes de frutas tropicais e/ou as tapioquinhas que são sucesso no

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entardecer do dia. O complexo da Estação das Docas com 500 metros de orla, 32 mil metros quadrados de área edificada, divide-se em 3 galpões de ferro, um ancoradouro flutuante, um terminal de passageiros, um anfiteatro feito a partir das ruínas do Forte de São Pedro Nolasco (construído em 1665) e o teatro Maria Sylvia Nunes. É um espaço que não se pode deixar de visitar em Belém. UM POUCO DE HISTÓRIA A área da Estação das Docas foi construído em 1914 pelo engenheiro norte-americano Percival Farquar e a Companhia Port of Pará, este que passou a ser controlada pelo Governo Federal do Brasil em 1940 e posteriormente passou a ser administrada pela Companhia Docas do Pará


ber turistas do mundo inteiro (CDP). Com o passar do tempo, uma área dos armazéns do porto de Belém entrou em desuso e a região encontrava-se bastante marginalizada. Em maio de 2000, a área foi apresentada à população da cidade totalmente renovada como local turístico de Belém, como o nome Estação das Docas, depois de passar por um processo de restauração e revitalização dos armazéns. Os três galpões de ferro inglês são um exemplo da arquitetura característica da segunda metade do século XIX. Os guindastes externos, marcas registradas da Estação, foram fabricados nos Estados Unidos, no começo do século 20. Já a máquina a vapor em meados de 1800, fornecia energia para os equipamentos do porto. Belém nasceu das expedições da Coroa Portuguesa em busca de novos territórios na foz do rio Amazonas, sendo fundada em 12 de janeiro de 1616. Belém também é denominada de “Cidade Morena”, característica herdada da miscigenação do povo português com os índios Tupinambás, nativos habitantes da região à época da sua fundação. A capital do estado do Pará tem todas as características de uma cidade moderna, mas ainda conserva as marcas de um passado glamouroso e rico, vislumbrados em seus prédios e complexos arquitetônicos, tais como: Complexo Feliz Lusitânia, que englo-

ba o Museu de Arte Sacra, Forte do Presépio, Catedral de Belém e a Casa das Onze Janelas; Basílica de Nazaré; Igreja das Mercês, Igreja do Carmo; Palácio Antônio Lemos; Museu do Estado (Palácio Lauro Sodré); Museu de Arte de Belém, Teatro da Paz, Mercado do Ver-o-Peso, Complexo de São Braz, Bar do Parque, Mangal das Garças, Parque da Residência e a Ladeira do Castelo - 1ª rua de Belém, onde se iniciou a cidade. Experimentar as chuvas torrenciais do período da chuva faz parte também do tour por essa cidade, que possui túneis naturais formados pelas mangueiras centenárias. Belém é conhecida também como Cidade das Mangueiras que foram introduzidas

em 1780, pelo arquiteto e naturalista Antônio Landi, autor de vários prédios históricos dessa cidade.

SERVIÇO:

Paratur (Companhia Paraense de Turismo) Praça Waldemar Henrique, s/n, Reduto – Belém – Pará Tel. 91-3223-2130/3242-7264 www.paraturismo.pa.gov.br Julho a Setembro de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

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VÁRZEAS: PRODUZIR E PRESERVAR COM A ARTE DO RIBEIRINHO

Manoel Malheiros Tourinho 1,3 Maria das Dores Correia Palha 2,3

M E I O A M B I E N T E

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orgânicas, antes de chegadevido ao regime de inundação ao rem ao Oceano vão sendo qual estão submetidas. As várzeas depositadas às margens dos flúvio-marinhas, sujeitas ao regime rios, sobretudo os de ”águas das marés com enchentes e vazantes brancas”, originando um dos periódicas, podem ser cultivadas o ecossistemas mais ricos da ano inteiro, sobretudo a várzea alta. Amazônia, - as várzeas - cuja Esse tipo de várzea se estende desde fertilidade é proporcionada a foz do rio Amazonas até a foz do pelos sedimentos deposirio Xingu, na altura do município de tados. Apesar de riqueza Porto de Moz. O outro tipo de inunnatural, as várzeas são muito dação, de caráter sazonal, proporciona frágeis e exigem cuidados cultivos apenas durante a estação seca, especiais de seus habitantes quando os rios baixam suas águas e a ribeirinhos que sabem muito planície inundável fica disponível às bem como manejá-las para atividades ribeirinhas de plantio e cria. Rio Arapiuns: Uso da madeira para construção de embarcação. Fonte: Projeto Várzea/ISARH/UFRA. produzir e, ao mesmo tempo, As várzeas com esta característica de preservá-las. inundação são aquelas situadas nos história geológica da Nossas várzeas, embora em altos rios, tributários do sistema fluvial Amazônia nos fala de geral apresentem a mesma gênese de Solimões-Amazonas, como os rios um grande “ambiente formação do solo e de sua vegetação, Purus e Madeira. de sedimentação” onde os rios teem diferentes processos de cultivo Segundo o calendário das corriam no sentido LesteOeste. Quando a Cordilheira dos Andes surgiu no Cretáceo (terciário), a direção das águas se inverteu, ou seja, passaram a correr do “Pacífico” para o “Atlântico”, em volume extraordinário, possibilitando que a calha coletora principal desse ambiente fluvial e lacustre – o rio Amazonas – vertesse ao mar cerca de170 mil m3 de água por segundo, transportando cerca de um bilhão de toneladas de sedimentos em suspensão. Partes desses Comunidade do Camará, rio Arapiuns: Uso de produtos não madeiráveis da floresta. sedimentos, ricas em frações Fonte: Projeto Várzea/ISARH/UFRA.

A

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MEIO AMBIENTE

Uso da terra agrícola nas várzeas do estuário do rio Amazonas. Fonte: Projeto Várzea/ISARH/UFRA

entre os quais os jabutis. Para cultivá-las e usálas com a consciência de que sua preservação é importante, a arte ribeirinha nos ensina que: a) as atividades devem ser de subsistência e todas elas empregando a força de trabalho familiar; b) a monocultura deve ser afastada e a policultura deve ser Típica residência ribeirinha. A mata é derrubada apenas para dominante; c) nenhuma área construção da casa. Fonte: Projeto Várzea/ISARH/UFRA. cultivada deve ultrapassar a 5 hectares/família; d) as atiáguas, várzeas são terras aptas aos vidades florestais devem ser atividades cultivos anuais, como o milho, o extrativistas, evitando-se a exploração feijão e o arroz; à criação de animais comercial de qualquer espécie madomésticos e ao desenvolvimento de deirável. As madeiras devem ser para uma próspera arboricultura florestal, com o cacau, o cupuaçu, o açaí, a seringueira e a andiroba, entre outros tantos produtos não – madeiráveis típicos das florestas de várzea. Os quintais agroflorestais ribeirinhos funcionam como “habitat alternativo” para várias espécies da fauna silvestre. Neles, podem encontrar árvores que lhes servem de nichos para nidificação, abrigo, reprodução e alimentação. Por exemplo, há espécies, como os jambeiros, cujas flores e frutos são bastante procurados pelos quelônios,

uso próprio, como construção de casas, abrigos e embarcações. Os produtos não – madeiráveis, como as sementes, podem ser comercializados, não esquecendo porém que uma fração – algo em torno de 20% - deve permanecer no chão como aporte de capital ao “banco de sementes” para a reposição natural da espécie; d) a mata ciliar ou a pestana da várzea que beira o rio, não pode ser derrubada numa faixa de no mínimo 50 metros. Isto ajuda a consolidação do terreno, minimizando efeitos da abrasão das águas nas margens. Derrube somente o suficiente para permitir o frontal da residência para o rio, quando for o caso. As margens dos rios de “águas brancas” da Amazônia pertencem aos ribeirinhos, seus ocupantes primitivos e seculares. Políticas públicas que assegurem todos os direitos à terra a esses “povos das águas” e os ajudem em seu tradicional “dever de casa” como pequenos cultivadores, é o melhor que o Estado brasileiro deve fazer. Proverlhes boas escolas e boa assistência medica em suas próprias comunidades. O resto eles sabem fazer ... e, por sinal, muito bem, obrigado! (1)PhD, Professor Emérito da UFRA e Coordenador do GP Várzea – ISARH/UFRA (2)Dra., Coordenadora do GP Bio-Fauna e Professora do ISARH/UFRA. (3)UFRA, Belém, Pará, Brasil.

Típica residência ribeirinha. A mata é derrubada apenas para construção da casa. Fonte: Projeto Várzea/ISARH/UFRA.


HISTÓRIA DA COZINHA ORIENTAL NO BRASIL

Muito além do sushi

Erika Omori - Revista INDK/SP

A culinária japonesa oferece uma variedade de pratos quentes e saborosos, que já podem ser encontrados em São Paulo e em todo o Brasil. Quando falamos de comida japonesa logo lembramos de sushi e sashimi. Alguns torcem o nariz ao pensar em peixe cru, servido sobre um bolinho de arroz, mas os tradicionais pratos japoneses caíram no gosto do brasileiro.

P E G A D A S

E

les foram tão bem aceitos que vários Estados contam com restaurantes especializados na cozinha nipônica. E o prato mais consumido é exatamente o sushi e o sashimi, e agora o temaki, que ganharam fama pelo sabor, mas também por ser uma comida leve e saudável.

para ser consumido nos dias mais gelados, para esquentar o corpo e espantar o frio. No Brasil o arroz com feijão reina absoluto no prato do brasileiro. E o japonês também tem sua versão de nipônica de arroz com feijão. Trata-se do carê, uma espécie de cozidão, servido com arroz branquinho bem

Mas a gastronomia japonesa é muito mais ampla e não se limita apenas ao peixe cru. Há muitas receitas quentes e saborosas, que já são oferecidas no Brasil. Como o lámen, carê, robata, katsu e sobá, por exemplo. O lámen servido em casas especializadas nem de longe lembram o que conhecemos aqui, vendido no pacotinho ou no copinho. O tradicional lámen japonês demora muito mais que três minutinhos para ficar pronto. É preciso preparar o caldo, que fica horas no fogo, a massa é fresca, e não desidratada, e ainda há pedaços de legumes e, em alguns casos, até de carne de porco. O sabor é ímpar. O lámen é perfeito

quente e uma carne à milanesa. Os restaurantes costumam servir o carê como um molho, mas algumas donas de casa costumam adicionar batata, cenoura e carne de boi ou frango, ao carê. Preparado com curry, o pozinho amarelo de cheiro marcante e sabor forte (vem daí o nome carê), o tempero é a base do prato, que agrada quem o experimenta pela primeira vez. Ok, ele não é consumido diariamente, como nosso arroz com feijão, mas é um pratos mais apreciados durante o inverno, já que o ardume do curry ajuda a esquentar. Outro prato quentinho, já conhecido por aqui, mas longe de ser popular como a combinação peixe + arroz, é o katsu, que nada mais é do que uma bela milanesa. Sozinho ele pode até soar estranho, mas talvez alguns já ouviram falar no tonkatsu, ou seja, milanesa feita com carne suína, muito apreciada pelos japoneses. Especialistas acreditam que o katsu, na verdade, é


HISTÓRIA DA COZINHA ORIENTAL NO BRASIL tsukemono (uma conserva). Você já reparou que alguns restaurantes japoneses contam com uma espécie de mini grelha sobre a mesa? É que esses estabelecimentos servem o yakitori, o espetinho japonês que pode ser preparado pelo próprio cliente. Na tradução livre yakitori significa grelhado de ave, mas o termo é utilizado para designar espetinhos de qualquer tipo de carne: boi, ave, porco, entre outras. A capital paulista já conta com restaurantes especializados em yakitori. Ao invés de uma pequena grelha sobre as mesas, os estabelecimentos especializados contam com uma grelha maior, com capacidade para receber vários espetos. uma corruptela da palavra katsuretsu, que por sua vez veio do inglês cutlet (costeleta). Claro que o katsu não é uma costeleta literalmente, mas sim uma adaptação do prato que veio do ocidente. Temperada, a carne é levemente envolvida na farinha, depois mergulhada em ovo batido, e antes de cair no óleo quente ela passa no panko, ou melhor, na farinha de rosca que é um pouco diferente da nossa, deixando a carne mais leve. Sequinha e crocante a milanesa é servida com arroz branco bem quentinho, missoshiru (sopinha) e Dependendo do ingrediente que for espetado há um tempo específico para virá-lo, e não deixar o yakitori ressecado. O bom espetinho é suculento. Não pense que só o peito de frango é apreciado no Japão. Eles aproveitam várias partes do frango, como a coxinha, asa, coração e até a pele. Há ainda outras opções como tomatinho enrolado no bacon, língua de boi em fatias na grelha, quiabo, entre outros ingredientes.


TV CULTURA NA DIVULGAÇÃO DA CULTURA POPULAR 5º Festival Cultura de Verão no Píer das Onze Janelas

P E R A Í

“O Festival faz parte da política pública de difusão e circulação da música paraense, sempre valorizando a nossa diversidade”, explica Adelaide Oliveira, presidente da Rede Cultura de Comunicação – FUNTELPA. O 5º Festival Cultura de Verão foi realizado entre os dias 05 e 30 de julho do corrente ano, nas principais cidades paraenses: Belém, Abaetetuba, Bragança, Marabá e Salinópolis. “Muitos artistas locais, mais de 300, já passaram por este Festival. Participaram desde artistas consagrados assim como iniciantes da música, moda, cinema e outras artes”, explica a presidente Adelaide. Entre os artistas da noite da abertura do evento, estava Iva Rothe. Iva, natural de Belém, paraense “com muito orgulho”

como ela mesma define, há muito tempo trabalha em carreira artística, mas nos últimos 15 anos, vem efetuando trabalho autoral, compondo suas músicas e letras. Antes passou por um período de aprendizado trabalhando em grupo de banda musical. A cantora se formou em música pela Universidade Federal do Pará e piano e música no Conservatório Carlos Gomes. A partir de pesquisa sonora e de entrevistas realizadas com mulheres em comunidades e municípios do Estado do Pará, a cantora e compositora paraense lançou seu terceiro CD “Aparecida”, em 2010, em Belém. “Com muita honra, hoje eu estou abrindo o show do Pinduca” fala Iva, já pronta para subir ao palco flutuante da Baia de Guajará. Retomada - Criado em 2003, o Festival de Verão volta após quatro anos em sua quinta edição. “O legal dessa retomada é que voltamos a estabelecer o Píer como um ponto de

circulação cultural. SE estabelece em Belém no píer, mas também circula em Salinas, Abaetetuba, Bragança e Marabá, em parceria com as prefeituras e sempre valorizando o artista local. É muito bom voltarmos ao local que nos abrigou há quatro anos”, observou a presidente da FUNTELPA Adelaide Oliveira.

Dia 5: Pedreira’s Quartet, Iva Rothe e Pinduca; dia 06: Grupo de Tubas da Amazônia, Pedrinho Callado e Gente de Choro; dia 12: Juliana Sinimbu (com participação de Arthur Espíndola), Álibi de Orfeu e Aldo Sena; dia 13: Salomão Habib, Bruno BO e Grupo Quaderna (com participação de Nazaré Pereira); dia 19: Projeto Secreto Macacos, Elder Efe e Cristal Reggae; dia 20: Mestre Juvenal e Grupo Fogo Fago, Grupo de Carimbo Mundé e Grupo de Carimbo Som de Pau Oco; dia 26: Almirzinho Gabriel e Trilogia; dia 27: Laurentino e Os Cascudos (Ulysses Moreira, João Sincera e Elder Efe) e Amazônia Jazz Band; dia 09: La Orquestra Invisível e Suzana Flag; dia 10: The Baudelaires e Johnny RockStar; dia 15: Os Muiraquitãs (Abaetetuba) e Viviane Batidão; dia 16: Mestre Curica e as Guitarradas do Pará e Félix e Los Carozos; dia 22: Aíla Magalhães; dia 23: Toni Soares e Metaleiras da Amazônia; de 29 a 31: XVI Festival da Canção em Marabá.

SERVIÇO: 5º Festival Cultura de Verão Saiba mais: www.portalcultura.com.br/ festivaldeverao

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MONUMENTOS HISTÓRICOS DA AMAZÔNIA

ALCÂNTARA ESQUECIDA NO TEMPO EM MEIO ÀS RUÍNAS

Próxima da linha do Equador, com uma base de lançamento espacial

Para os simpatizantes dos monumentos históricos a cidade de Alcântara, no Maranhão é parada obrigatória. Em suas paisagens sobrevivem os sobrados e os monumentos históricos em meio às ruas íngremes

que convidam os visitantes para um tour cheio de mistérios. Durante o início do povoamento de Alcântara, a cidade tinha o porto mais próximo da Europa, o que fez da cidade a moradia da aristocracia maranhense. Hoje, mais de quatro séculos depois, tem uma das principais bases de lançamento espacial do mundo, devido a sua proximidade à linha do Equador. Os primeiros moradores de Alcântara foram os Tapuitapera da

aldeia tupinambá. Com a retomada da região pelos portugueses, os indígenas perderam a proteção oferecida pelos franceses e se tornaram vítimas constantes de violências. Assassinatos, comércio, escravidão e até um surto de varíola, em 1663, são os principais motivos do desaparecimento dos índios da região. A cidade tornou-se importante ponto de ligação por vias fluviais entre São Luís e Belém e serviu de base para os portugueses na expulsão dos holandeses em São Luís. Logo depois, em 1648, foi elevada a vila de Santo Antônio de Alcântara. A parte alta da cidade foi reservada para a burocracia, igrejas e casas dos senhores, ficando o comércio mais próximo ao porto. Em 1682, a vila começou a estruturar suas fazendas, que atingiriam o auge a partir de 1755, data da criação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. Arroz, açúcar, gado e algodão eram os principais produtos da região naquela época. Dez mil escravos chegaram a trabalhar nas fazendas no auge do período exportador. Tanta prosperidade econômica criou uma verdadeira aristocracia em Alcântara. Muitas são as causas apontadas para o declínio econômico em que Alcântara mergulhou no final do século XIX, para nunca mais se recuperar: abolição da escravatura, evolução de técnicas agrícolas, exploração excessiva do solo, recuperação do cultivo

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MONUMENTOS HISTÓRICOS DA AMAZÔNIA de algodão nos EUA, lutas pela Independência do Brasil, maior facilidade no transporte da produção em outras áreas do país. Em 1896 a população se reduz a 4.000 habitantes. As áreas das fazendas foram ocupadas pelos ex-escravos, que deram origem a muitos povoados ainda hoje existentes. O patrimônio histórico da cidade sofreu inúmeras baixas, desde o roubo de peças das casas por colecionares e moradores até confisco de peças da igreja pelo governo federal em 1889. O conjunto de sobrados que sobreviveram ao descaso e ao tempo, alguns com paredes de pedra e cal e ainda com fachadas revestidas por azulejos portugueses foi tombado pelo Iphan em 1948, como Patrimônio Nacional.

ALCÂNTARA: Palavra de origem árabe e significa “a ponte”.

Serviço:

Como chegar: Via aérea até São Luís, de onde segue-se de barco por uma hora e meia ou de automóvel pela BR-222 com duração de até duas horas.

MONTE ALEGRE RICO EM RASTROS HISTÓRICOS

E

Serras em meio à floresta amazônica

m plena região amazônica, cujo relevo predominante é as imensas planícies, há um município que possui serras. Monte Alegre, situada no nordeste do estado do Pará, possui várias serras, como a do Ererê onde além da beleza natural, guarda atrações especiais como a gruta Itatupaoca. As trilhas mostram a face serrana da Amazônia - a mais de duzentos metros de altitude. Monte Alegre é rico pela suas diversidades históricas como as inscrições rochosas na gruta com nove metros de largura e oito de altura na Serra do Ererê. Essa gruta possui inscrições rupestres e um grande salão em forma de abóbada onde é celebrada a missa de Natal. Em suas paredes, no interior dessas grutas, encontram-se inúmeros painéis de pinturas rupestres. Outra serra chamada Paituna está localizada ao lado dessa Serra do Ererê. Ao retornar do Parque, pode se mergulhar nas águas sulfurosas das 24

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MONUMENTOS HISTÓRICOS DA AMAZÔNIA transformada em Parque Estadual em 2001, não recebeu qualquer tipo de investimento para elaboração do plano de manejo e conservação. Como as visitas ocorrem sem nenhum tipo de controle, algumas das pinturas já foram danificadas. A cidade de Monte Alegre é dividida em baixa e alta, graças ao seu relevo que apresenta inúmeras ladeiras. Pode-se ter uma visão maravilhosa da cidade pela praça da igreja matriz. termas, exatamente como dezenas de exploradores da Amazônia fizeram, no passado. Além das pinturas rupestres, também existe a curiosa formação denominada Pedra do Pilão. Uma rocha esculpida pelo vento e chuva de onde se aprecia uma excelente vista do rio Amazonas e áreas de várzea. Considerada como uma das mais belas formas erosivas identificadas na região. É um mirante natural, que possibilita

uma visão panorâmica dessa área. Essas maravilhas se situam na Serra da Lua em cujas pedras a céu aberto e no interior das grutas exibem-se pinturas rupestres com grande variedade de tema. Entre as pinturas, destaca-se uma, que mostra um círculo de aproximadamente um metro de diâmetro, núcleo amarelo-ocre e halo periférico vermelho, que inspirou a denominação da Serra da Lua. Infelizmente a área que foi

Serviço:

Monte Alegre (PA): Partem vôos diários para Santarém de onde segue-se via terrestre, atravessando a balsa do Rio Tapajós até Porto Santana. Desse porto pega-se a PA-254 rumo a Monte Alegre. Ou de Santarém, segue-se em um barco, com viagem que dura cerca de seis horas. Há também saídas diárias de barco e navio do porto de Belém. Tempo de viagem: dois dias e meio.

BELA VIGIA DE NAZARÉ Terra de muitas histórias pra contar...

O

pequeno município paraense de Vigia, distante 90 km da capital Belém, abriga em sua história, além dos primeiros Círios de Nazaré e o carnaval mais animado do estado, as pegadas pioneiras da cultura do café introduzido pelo Francisco de Melo Palheta que trouxe as sementes de Caiena, assim como o engenho do Barão do Tauapará. Vigia é assim, simples como a maioria das cidades do interior e cheia de histórias e mistérios como uma dos municípios mais antigos da Amazônia. Na região de Tauapará, às margens do rio Vigia (hoje município de

Colares, ex-distrito de Vigia), concentrou-se o principal reduto escravocrata de Vigia. Mais tarde, essa concentração de aldeia se transformou numa fazenda denominada fazenda Tauapará. Em 1874, a propriedade foi comprada por Domingos Antonio Rayol, o Barão de Guajará, que é nativo de Vigia, nascido em 1830. Aos 24 anos Rayol formou-se como bacharel em Ciências Jurídicas na Faculdade de Olinda (PE) e dois anos mais tarde, iniciou sua carreira pública no estado do Pará, chegando a ser o primeiro vice-presidente do Pará, além de governar Alagoas, Ceará

e São Paulo. Rayol sustentava grande prestígio chegando a receber a outorga de Barão


MONUMENTOS HISTÓRICOS DA AMAZÔNIA

de Guajará, título honorífico concedido pelo Imperador D. Pedro II. Com o fim da monarquia portuguesa, Rayol deixou para trás a vida pública, passando a dedicar-se

à literatura. Nesse período, ele foi também fundador da Academia Paraense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IBGE), ambos criados em 1900. Dentro da propriedade da fazenda Tauapará, a família mantinha o funcionamento do engenho Santo Antonio da Campina, onde viviam 58 escravos, em 1874. No engenho não tinha apenas a máquina de fazer açúcar da cana-de-açúcar, Em geral, o engenho se constituía da casagrande ou a casa dos proprietários, senzala ou casa dos escravos, a moenda ou casa do engenho e a capela, cercados por canavial, curral, reserva florestal, rio e outros. Assim era o engenho Santo Antonio da Campina. Naquela época, o açúcar era um produto muito caro e procurado na Europa, por isso, os donos dos engenhos se tornaram as pessoas mais ricas do Brasil colonial. Atualmente, o vestígio material mais representativo e conservado daquela

época é a barragem usada para armazenar água de maré cheia, para ter o acesso do rio Tauapará até o engenho. Com a assinatura da Lei Áurea, pela princesa Izabel, em 1888, aboliuse a escravatura no Brasil. O Barão de Guajará distribuiu as terras em volta do engenho no Tauapará para os ex-escravos para fazerem de moradia e tirassem seus sustentos por conta própria. Mesmo assim, muitos continuaram a trabalhar para o Barão. O Barão de Guajará faleceu em 1912 aos 82 anos, em seu solar, em Belém. O engenho foi inventariado em 1915 e continuou em funcionamento por alguns anos, até que foi vendido em 1928, após alguns anos sem funcionamento. No solar do Barão, hoje funciona a sede do IBGE. Foto: Tacho de ferro usado no engenho do Tauapará. Acervo do Museu da Vigia.

FOTO: Ruína da represa do engenho Santo Antonio da Campina COLABORAÇÃO: Museu da Vigia Av. Professora Noemia Belém, s/n, Vigia, Pará TEL. 91-8858-5472 Aberto de terça as sexta, 8h às18h, sábado e domingo, 8h às 12h. ACESSO: Via rodoviária de Belém pelas rodovias BR-316 e PA-140.

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NAS PEGADAS DA HISTÓRIA DA AMAZÔNIA Desvendando a civilização por meio dos gigantes rochosos de Alenquer

N

a Amazônia há ainda inúmeros mistérios a serem desvendados, especialmente no que tange aos registros históricos. Diversas hipóteses são levantadas para explicar a origem dessa imensidão amazônica e os caminhos traçados pelos desbravadores dessa região. Na Cidade dos Deuses, em Alenquer, a oeste paraense, por exemplo, há indícios de uma civilização que datam entre 11 a nove mil anos atrás. Cidade dos Deuses é um sítio arqueológico com esculturas rochosas gigantes em formas variadas que ora lembram mão humana, ora tartaruga, dinossauro, profeta e outros. A vegetação é predominantemente rasteira e de pequeno porte misturados a espécies de cactos, num terreno arenoso e rochoso. Na fauna, diferente das demais regiões, verifica-se a ocorrência de espécies animais como o pato do mato, que é uma raridade até entre a população local. Segundo a pesquisadora Terezinha Amorin, docente da Faculdade Integrada do Tapajós e mestra em História pela Universidade Federal do Pará, provavelmente após a estiagem, ocorreram a ocupação dessa região pelos primeiros habitantes, na ordem de Monte Alegre, Alenquer e Santarém. As rochas calcárias que hoje constituem a área conhecida como Cidade dos Deuses pode ser resultado das mudanças climáticas e da ação da areia e do vento. As pinturas são à base de vegetal, laterita e sangue animal. Pato do mato: raridade

desenhos na escultura rochosa de Alenquer

Serviço: Alenquer (PA): Via aérea até Santarém de onde se viaja em lancha rumo a Alenquer, com duração de duas a três horas.

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REGISTROS DA CIVILIZAÇÃO HUMANA EM PLENO SERTÃO PIAUIENSE Parque Nacional Serra da Capivara

A

lém das belezas litorâneas, o estado de Piauí ostenta também a presença de sítios arqueológicos. Devido a sua grande extensão, com cerca de 130 mil hectares, o Parque Nacional Serra da Capivara ocupa áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, São João do Piauí, Coronel José Dias e Canto do Buriti. É um parque arqueológico com inúmeras inscrições históricas. Dentro dos limites desse Parque, são 680 sítios, dos quais 600 são de pinturas e/ou gravuras rupestres. 63 sítios são aldeias, oficinas líticas e alguns são já do período histórico. Esses números sofrem constantemente, pois são descobertos de forma contínua, novos sites. Um sítio arqueológico é um local no qual homens deixaram algum vestígio de suas atividades tais como uma ferramenta de pedra, uma fogueira, uma pintura, uma sepultura, uma simples marca de seus passos. O Parque Nacional Serra da Capivara foi fundado graças, em grande parte, ao trabalho da Fundação 30

Museu do Homem Americano (FUMDHAM) que foi criada em 1986, em São Raimundo Nonato, Estado do Piauí, instituição responsável pela defesa e manutenção desse parque. A atual paisagem da região do Parque é formada por planaltos ou chapadas, morros, serras e planícies. Há enormes formações rochosas típicas como a Pedra Furada e o Arco do Triunfo. Assim como há também mata exuberante, que lembra a época em que a região foi coberta por floresta tropical e até água, há milhões de ano. Ainda, verifica-se chapada e caldeirões, depósitos naturais de água das chuvas, escavados nas rochas. Essas diversas formas de relevo resultam das transformações que foram se produzindo, durante milhões de anos, nas formações geológicas de Bacia Sedimentar Piauí-Maranhão e Depressão do Médio São Francisco, muito antigas. O parque foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO,

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em função do acervo arqueológico ali encontrado. No sítio do Boqueirão da Pedra Furada, foram feitas as mais antigas datações que atestam a presença do homem no continente Americano: 48 mil anos atrás. O ecossistema predominante é a caatinga. Os sítios arqueológicos do Salitre, do Boqueirão da Pedra Furada, do Caldeirão do Rodriguez e do Baixão das Mulheres permitem visitação. SERVIÇO Parque Nacional Serra da Capivara Rua Dr. Luís Paixão, 188 Bairro Milonga 64770-000 - São Raimundo Nonato - PI Fone/Fax: (89) 582-2085


PORTÃO DE ENTRADA DO BRASIL NA LINHA DO EQUADOR

Majestosa construção histórica dá as boas vindas

Q

uem chega durante o dia em Macapá, pode vislumbrar uma bela visão aérea. É a Fortaleza de São José de Macapá que, vista de cima, se assemelha a uma estrela apresentando planta no formato de um polígono quadrangular com baluartes pentagonais nas vértices, sob a invocação respectivamente de Nossa Senhora da Conceição, São José, São Pedro e Madre de Deus. Construção imponente que inspira segurança em seu interior e pode ter sido ameaçador na época de colonização. Á noite, um ar romântico e/ou tenebroso paira naquele lugar, dependendo do visitante. Localizada na foz do Rio Amazonas, em frente à cidade de Macapá e edificada 18 metros acima do nível do mar, a construção da Fortaleza foi iniciada em 1764, cuja função era impedir a entrada de navios invasores e defender abrigando no seu interior, os moradores da vila de São José de Macapá. Servia também como base para o reabastecimento e refúgio aos combatentes, enfim, manter a ordem soberana de Portugal na região. Sua inauguração foi em 1782, no dia do santo padroeiro da cidade de Macapá, e orago da fortaleza: São José, após 18 anos de trabalhos na construção. Em seu interior, encontram-se os prédios

que abrigavam antigos armazéns, capela, casa de oficiais e do comandante, casamatas, paiol e hospital, além dos elementos externos componentes do complexo, como revelim, redente, fosso seco e baterias baixas. Com o advento da Proclamação da República, a Fortaleza gradativamente entrou num processo de total abandono, situação esta que permitiu o saque de vários objetos como artefatos de guerra, canhões, pedras e tijolos, etc. Em 1990, foi entregue o projeto da área interna, e em 1991, o projeto da área externa. Em 22 de março de 1950, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN. Recentemente, foi reformada pelo Governo do Estado de Amapá, a Fortaleza ganhou o Museu Joaquim Caetano da Silva com serviço de visita monitorada por guias. Marco Zero e o Zerão? Outros locais que merecem visitas no Amapá é o Marco Zero e o estádio Zerão. No Marco Zero, você pode ficar literalmente no “meio do mundo” ou nos dois hemisférios, pois lá atravessa a linha imaginária do Equador. Há uma construção para marcar o local onde a linha imaginária divide a Terra em dois hemisférios. A cidade tem o privilégio de assistir ao fenômeno chamado de Equinócio, palavra que deriva do latim aequinoctium e significa noite igual e refere-se ao momento do ano em que a duração do dia é igual a da noite sobre toda a terra. Esse fenômeno se dá em dois momentos: um no mês de março e o outro em setembro. O Monumento Marco Zero também possui no seu terraço um espaço para shows, além de salão para exposições, bar e lanchonete

e lojas para venda de produtos locais. É o mais conhecido ponto turístico de Macapá. O Estádio Milton Corrêa, mais conhecido como “Zerão”, é um estádio com capacidade para 5.000 pessoas e sua inauguração ocorreu em 1990. Esse apelido se deve ao fato de que a linha de meio-de-campo coincide exatamente com a Linha do Equador, fazendo com que cada time jogue em um hemisfério. O Trapiche Eliezer Levy é para os boêmios. Construído na década de 40, por muito tempo foi o ponto de chegada e saída da cidade. Antes do trapiche, as embarcações aportavam na chamada Pedra do Guindaste, onde hoje está colocada a imagem de São José, em concreto armado. O trapiche tem 472 metros de comprimento e é servido por um bondinho elétrico para transporte de turistas. Visite e conheça de perto essa capital do extremo norte do território brasileiro.

SERVIÇO: Fortaleza São José do Macapá Rua Cândido Mendes, s/n, Macapá - AP

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MARITUBA

Veja o que a prefeitura vem fazendo para melhorar a Saúde do município

A Prefeitura de Marituba prioriza a Saúde de sua população reunindo esforços para garantir a qualidade dos serviços e eficiência de seus profissionais, através da inauguração e restauração de unidades, aquisição de novos equipamentos e treinamento das equipes.

Prefeitura reinaugura Unidade de Saúde no Bairro São João

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Prefeitura Municipal de Marituba, através da Secretaria Municipal de Saúde, reinaugurou no dia 16 de junho de 2011, a Unidade de Saúde da Família do Bairro São João. A USF foi ampliada, reformada, adaptada e reequipada. Estratégia de Saúde da Família desde o ano de 2000 e encontravase em condições precárias, onde os serviços odontológicos eram realizados em sala inadequada, a coleta de preventivo do colo do útero e a vacina eram feitos no mesmo local das consultas médicas, a triagem dos pacientes eram realizadas no corredor da unidade. Com a reforma, entregamos para a população, com cerca de 4 mil habitantes, uma unidade ampliada, com consultório médico, consultório de enfermagem, sala de curativo, recepção, sala de triagem, sala de reunião, sala de vacina, sala para coleta de PCCU, copa, cozinha, consultório odontológico com bancada em granito e equipamento reformado, adaptada com rampa de acesso e banheiro para pessoas portadoras de necessidades especiais, banheiro para funcionários e área verde, com um belo jardim, favorecendo um ambiente agradável e acolhedor ao usuário da unidade. A Administração Bertoldo Couto tem a preocupação de oferecer à população um serviço de qualidade que atenda às necessidades integrais dos moradores de Marituba, respeitando a universalidade, a integralidade, a equidade e acessibilidade do Sistema Único de Saúde.

Prefeitura de Marituba realizou mutirão de cirurgia para retirada de catarata No primeiro semestre de 2011, a Prefeitura Municipal de Marituba promoveu um grande mutirão para realização de cirurgia de catarata. As cirurgias foram feitas na Clínica Especializada de Marituba (CEMAB), no bairro Centro. O mutirão foi iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com a prefeitura, sendo parte do Projeto Nacional de Cirurgia Eletiva de Oftalmologia, cujo objetivo é ampliar o acesso da população a cirurgias de alta e média complexidade, além de diminuir os gastos com esse procedimento.

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Campanha de prevenção e combate à hipertensão arterial A Prefeitura Municipal de Marituba vem realizando diversas atividades educativas e de prevenção nos Postos de Saúde da Família e nas Unidades Básicas de Saúde do município, com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos da doença. Na ocasião, foi oferecido aos pacientes um café da manhã diet, palestras educativas e orientações preventivas.

Servidores de Saúde foram homenageados pela Prefeitura

Comemoração dupla para um total de 160 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e 102 Agentes de Combate a Endemias (ACE), no dia 7 de maio. Na véspera do Dia das Mães, eles foram homenageados com um almoço, no Clube dos Bombeiros, pela Prefeitura Municipal de Marituba. Houve sorteio de brindes e bingo. A animação da festa ficou por conta do DJ Assayag do Rubi.

Projeto “Saúde nos Bairros” vai às comunidades de Marituba

A Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social vem promovendo Ações de Saúde nos bairros de Marituba. Nestas ações as equipes estão prontas para atender à população dos bairros com serviços de dosagem de glicemia, verificação de pressão arterial (PA), consultas médicas, atendimentos odontológicos, escovódromo, emissão de cartão SUS, imunização, palestras educativas, distribuição de aproximadamente mil unidades de preservativos em cada ação, teste rápido para detecção do vírus HIV, consultas com dermatologistas e agendamento de consultas oftalmológicas.

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Secretária Municipal de Saúde e AGALT promovem Ação de Cidadania e Saúde Em parceria com a Prefeitura Municipal de Marituba e Defensoria Pública do Estado, a Associação de Gays, Lésbicas e Transgêneros do Pará (AGALT-AMAZON) promoveu uma Ação de Cidadania e Saúde, no dia 28 de maio, na Praça Dom Aristides, em frente à Câmara Municipal de Vereadores. A ação, juntamente com a Parada Gay de Marituba e o 3° Mix da Diversidade, é parte da luta dos homossexuais pela igualdade de diretos.

PMM realiza reforma e adequação do Hospital de Urgência e Emergência Hospital de Urgência e Emergência Dr. Augusto Chaves, bairro Pedreirinha – É responsável pelos atendimentos de urgência e emergência 24 horas e atendimentos básicos como pequenas cirurgias odontológicas, internações hospitalares nos níveis de clínica médica e pediátrica, pequenas cirurgias em nível ambulatorial, radiologia, eletrocardiograma, exames laboratoriais, além do importante serviço de ultra-sonografia implantado logo no primeiro ano de gestão Bertoldo Couto. O Hospital Dr. Augusto Chaves também recebeu reforma e ampliação das instalações e do serviço laboratorial, possibilitando o pleno atendimento de 11 mil pacientes por mês. Vale ressaltar que o Hospital Dr. Augusto Chaves, por estar localizado às margens da BR-316 e atender 24 horas, não restringe o seu atendimento apenas ao Município de Marituba, ampliando-o aos demais municípios vizinhos.

Prefeitura de Marituba constrói primeira UPA porte II da Região Metropolitana de Belém A Prefeitura Municipal de Marituba iniciou em janeiro as obras da primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de toda a Região Metropolitana de Belém. Com área total de mil metros quadrados, a UPA terá capacidade estimada para atender até 300 pacientes por dia, durante as 24h de funcionamento. Com inauguração prevista para outubro, a Unidade de Pronto Atendimento será implantada às margens da Rodovia BR 316, no bairro Che Guevara.

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Marituba captou recursos para a construção do Hospital Geral Municipal A bancada paraense na Câmara dos Deputados, em Brasília, irá destinar 4,5 milhões de reais para a Construção do Hospital Geral de Marituba, com capacidade inicial de 60 leitos e que irá contar com diversas especialidades, dentre as quais: clínicas médica e cirúrgica, ginecologia e obstetrícia e pediatria.

Primeiro Laboratório de Prótese Dentária da RMB é implantado em Marituba

A cidade de Marituba ganhou o Primeiro Laboratório de Prótese Dentária da Região Metropolitana de Belém. A capacidade de produção do LRPD é de 150 próteses por mês e funciona no Centro de Especialidades Odontológicas “Vereador Emanuel Rocha” (CEO).

Caminhada encerrou programação contra o tabagismo Com o slogan “Fumar não é uma questão de hábito, é uma questão de óbito”, a Prefeitura Municipal de Marituba deu novo fôlego à luta contra o fumo no Pará, com a I Caminhada contra o Tabagismo. O evento mobilizou um total de 3.000 pessoas, entre alunos da rede pública, Agentes Comunitários de Saúde, Agentes de Combate a Endemias e população em geral, percorrendo as principais ruas da cidade, realizando panfletagens com orientações.

Reativação do laboratório da Unidade Básica de Saúde (UBS) Manutenção e reforma das Unidades de Saúde do Município.

PSF Nova Marituba e PSF

Marituba recebe premiação nacional na área da saúde bucal

Uriboca Julho a Setembro de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

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B U T I R A M E D A R PREFEITU

RA U T I E F E R aP a r e a u r q o o h l a e j Ve am r a p o d n vem faze O no MUNICÍPIO Ã EDUCAÇ Compare as escolas de ontem

Com as de hoje

EMEI Menino Deus, bairro NSa. Sra. da paz Reinaugurado em 08/04/11 Ontem

EMEF Otília Begot, bairro União Reinaugurado em 12/04/11

Hoje

Ontem

EMEIF Maestro Carlos Gomes, bairro Novo Horizonte Reinaugurado em 13/04/11

EMEIF Maria do Carmo,

Hoje

ESCOLA INA

Bairro: Santa Clara

20/04/201


Ontem

EMEF Inรกcio Cunha, bairro Piรงarreira Reinaugurado em 14/04/11

Ontem

EMEF Gracinda Peres, bairro Decouville Reinaugurado em 14/04/11

Reinaugurado em

15/04/11

AUGURADA

11

Hoje

EMEF Maria de Fรกtima, bairro Mirizal Reinaugurado em

Ontem

EMEF Dona Mora Guimarรฃes, bairro Mirizal

Ontem

Hoje

Hoje

19/04/11

Hoje


IGARAPÉ-AÇU FOMENTA TAMBÉM INAUGURAÇÃO DO COMPLEXO ESPO

SANDRA MIKI UESUGI NOGUEIRA

Prefeita de Igarapé-Açu/PA

M

elhorias, especialmente no que tange à educação, saúde e saneamento básico, vem sendo executadas em prol da população de Igarapé-Açu, município distante 117 km da capital paraense, com quase 35 mil habitantes. Mais recentemente, a Prefeitura de IgarapéAçu tem dado ênfase também ao esporte e turismo ecológico. Exemplo dessa preocupação foi a inauguração, no dia 15 de julho, da primeira etapa das obras de revitalização do Balneário Pau-Cheiroso, principal ponto turístico da cidade. Foi entregue à população igarapeaçuense o Complexo Esportivo Pedro Carlos Henrique “Cacá”, uma homenagem póstuma a um dos grandes incentivadores dos jogos esportivos realizados nesse balneário. Na ocasião, foi realizada a abertura dos jogos de verão 2011. O Complexo servirá de palco de competições esportivas durante o ano todo. A inauguração contou com a

presença de várias autoridades locais e estaduais e familiares do homenageado, assim como a participação de mais de dez mil pessoas que lotaram as dependências na orla do Balneário Pau-Cheiroso. Em seu discurso a Prefeita Sandra agradeceu a participação de todos, pedindo aos presentes o compromisso de cuidar do espaço construído, deixando claro que essa foi a primeira etapa das obras e que os trabalhos terão continuidade até a sua conclusão. Hoje é fácil chegar à cidade e identificar a quantidade de obras que foram entregues, tanto na

zona urbana quanto na rural, obras que vão desde ruas asfaltadas, novas tubulações, construção e reforma de escolas, posto de saúde, recuperação de vicinais, pontes, praças, construção de quadra esportiva, entre outros, fazendo de Igarapé-Açu um enorme canteiro de obras. Todas essas obras estão realizando um antigo sonho do povo de Igarapé-Açu de ter uma vida mais digna. O esporte, lazer e a cultura também fazem parte da política de valorização e incentivo aos cidadãos. E já foram anunciados novos investimentos que prometem dar uma nova cara para o município nos próximos


O ESPORTE E TURISMO ECOLÓGICO ORTIVO DO BALNEÁRIO PAU-CHEIROSO QUAIS OS PONTOS FORanos. TES DE IGARAPÉ-AÇU? Igarapé- Açu é conhecida pelos belos igarapés e é considerado um dos maiores produtores de dendê, maracujá e pimenta do reino da região. A cidade também possui uma grande comunidade japonesa que tem uma forte presença no seu desenvolvimento. Na comemoração do 103º aniversário de emancipação do município, Igarapé-Açu prestou uma grande homenagem aos 80 Anos de Imigração Japonesa na Amazônia, com apresentação de danças e músicas japonesas. A atual administração tem como compromisso, ações concretas que estão sendo desenvolvidas pelas suas Secretarias, em parceria com a Câmara Municipal para garantir que o município se torne cada vez mais forte e ofereça melhor qualidade de vida à população igarapeaçuense, tendo como resultado uma cidade socialmente mais justa e um povo respeitado nos seus direitos de cidadãos.

Na educação a prefeitura vem reestruturando e ampliando várias escolas, adequando-as no padrão do FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional; construção de creche para crianças das educações maternal e infantil. “Vários ajustes necessários já foram feitos e muitos mais deverão fazer parte da administração para promover a educação para toda a população de Igarapé-Açu, por entender que o ensino é a base de uma sociedade mais digna”, esclarece a prefeita Sandra. Na atual administração, a prefeitura fez a entrega de novos uniformes e kits de trabalho para os Agentes de Endemias (dengue); reativou o Conselho Municipal de Saúde; modernizou os blocos cirúrgicos do hospital maternidade; entregou quatro Novas Unidades Básicas – UBS e outros. A Secretaria do Trabalho e Promoção Social implantou o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e deu continuidade no Projeto Guarda Mirim que completou nove anos, projeto

de parceria entre a Prefeitura e Policia Militar. No esporte, foi ampliada a quadra de esporte da Vila de Santo Antônio do Prata e construída a Arena de Esporte da Vila de São Luís. A Secretaria de Transporte e Urbanismo do município efetuou aproximadamente 10 quilômetros de pavimentação asfáltica e implantou novos microssistema de abastecimento de água para as comunidades do município.

SERVIÇO:

Prefeitura Municipal de Igarapé-Açu Rua Barão do Rio Branco, 3913 CEP: 68.725-000, Igarapé-Açu/Pa Fone: (91) 3441-1203 / Fax:(91) 3441-1375 Site: www.prefeituraigarapeacu.pa.gov.br Acesso: Pela PA 127 e Br 316, distante 117 Km de Belém-Pa.


Referência em produtos japoneses na Amazônia

O

s nikkeis (descendentes de japoneses) e os brasileiros simpatizantes da culinária japonesa tem um endereço certo onde encontram produtos e/ou ingredientes dessas iguarias com qualidade. A Nippobrás e a Casa do Camarão são os maiores representantes, freqüentadas por esses simpatizantes nipo-brasileiros no Pará, Amapá e Maranhão. Tomoaki Kishimoto é quem dirige esses comércios, responsáveis pela distribuição de mariscos e peixes como salmão, atum, polvo, lula e camarão, ingredientes das famosas iguarias japonesas - sashimi e sushi -, assim como outros ingredientes e acessórios necessários para uma mesa tipicamente japonesa e completa, como shoyu (molho de soja), wasabi (pimenta), alga, arroz especial, além de sake (bebida alcoólica produzida do arroz), condimentos, talheres, panelas, entre outros. O que você imaginar de produtos japoneses, você encontra na Nippobrás ou na Casa do Camarão. Tudo começou em 1994, quando Tomoaki Kishimoto, retornou do Japão para Belém do Pará. No início, ele intermediava o comercio de peixes e frutos tropicais entre Tomé-Açu e Belém (PA). Às vésperas do Natal daquele ano, os japoneses de Tomé-Açu (terra dos primeiros imigrantes japoneses na Amazônia) pediram-lhe para providenciar salmão, polvo e anchova 40

para comemorarem em grande estilo o final de ano o Ano Novo, datas de suma importância para esse povo. Atendendo aos pedidos com presteza, Tomoaki vislumbrou ali um negócio rentável. Assim ele fundou os seus dois pontos de comércio. Mais tarde, também de acordo com a demanda, ele foi expandindo o negócio incluindo outros produtos alimentícios japoneses, bem como picanha argentina, carne de javali e de cordeiro. Hoje é referencia no ramo. Naturalmente, houve erros e acertos até chegar aos dias atuais. O grande empresário de alimentos japoneses é também colaborador na divulgação da culinária desse país. Sempre que pode, apóia as atividades nipo-brasileiras da região, tais como na palestra e degustação de sake (bebida alcoólica japonesa feita do arroz) realizado no ano passado pelo Consulado Geral do Japão em Belém, na abertura de eventos tais como Ano Novo e Amazônia Matsuri pela Associação Pan-Amazônia Nipo-Brasileira quando se realiza o kagami-wari (em japonês, significa literalmente “quebrar o espelho”, é realizado um evento festivo, no qual se abre um barril de sake). “Sempre que podemos, participamos de diferentes formas nos eventos realizados pela comunidade nipo-brasileira, quer seja com apoio ou contribuição. Sempre procuro atender os clientes, buscando produtos de qualidade e a preços acessíveis. É o nosso lema”, explica Tomoaki, que hoje é referencia na representação de produtos alimentícios nipônicos na Amazônia.

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Serviço:

Nippobrás: Trav. Apinagés, 479-C, Belém, Pará, Brasil Tel. (91) 3224-4607/3241-7200 Casa do Camarão: Av. Duque de Caxias, 12, Belém, Pará, Brasil Tel. (91) 3266-2897 E-mail: amazoniacompescado@globo.com


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Amazônia Típica  

Revista Amazônia Típica de Edição nº 4 de Julho a Setembro