Issuu on Google+

R$

3,99

Edição no 03 . Março a Maio de 2011

www.amazoniatipica.com.br

Praias, sol, mar ... e água fresca

na Amazônia

Conheça as principais praias na Amazônia - um guia completo

Gavião – Indígenas na luta pela perpetuação da etnia

Papa Chibé:

Caldeirada pra que te quero

Inovar.com: Açaí – o fruto

que passou de consumo local para exportação

Cametá: O mais

Contos Amazônicos: Uma Namorada e dois irmãos - o Boto Moreno

Um Lugar ao Sol: Fernando de Noronha o paraíso natural e histórico Marituba: Concursos para a escolha de Brasão de Armas e Hino do Município

animado carnaval de rua do Pará Amarante do Maranhão: Progresso e desenvolvimento

Santa Izabel:

Um lugar para se investir

Castanhal:

Cidade inicia o ano com mais de 20 novas obras


2

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br


Eco-escola, um novo modelo na educação de Belém

O

ano letivo de 2011 começou diferente para 300 crianças do bairro do Tapanã, na periferia de Belém. Elas fazem parte do primeiro grupo matriculado na Escola Municipal Professora Alda Eutrópio de Souza, no conjunto Aldo Almeida. Com um prédio tem 1.202,77m² de área construída, sete salas de aula projetadas para atender crianças de 4 e 5 anos da Educação Infantil ( Jardim I e II), a instituição segue o modelo de Eco-escola, onde tanto as instalações quanto a pedagogia utilizada estimulam o desenvolvimento de múltiplas inteligências nos alunos. A Escola Alda Eltrópio é a quarta Eco-escola implantada pela Prefeitura de Belém. Em 2008, a Semec entregou a Eco-Escola Professora Laís Fontoura Aderne e a Eco-Escola Professora Allana de Souza Barboza. A primeira, no conjunto Paracuri II, em Icoaraci, e a outra no conjunto Ariri-Bolonha, no bairro Sideral. No ano passado,a PMB inaugurou a escola Rita Nery, no bairro do Tenoné. As eco-escolas fazem parte de um programa educativo internacional, iniciado na Europa e propõem uma pedagogia inovadora, que busca despertar, desde cedo, uma consciência ecológica, valorizando os recursos naturais existentes. Em Belém, esse trabalho foi idealizado pela educadora Rita Nery, juntamente com a secretária municipal de educação, Terezinha Gueiros. Na primeira semana de aula para as crianças do Tapanã já era observada a alegria em cada uma delas. Para a coordenadora pedagógica da escola, Jesus Gama, já é o resultado da maneira diferente com que elas iniciaram as atividades. Logo na chegada à escola, os alunos iniciam uma atividade de grupo para despertar o interesse. As professoras interagem por meio da música, interpretam e motivam as crianças. “Elas vão para a sala de aula com mais disposição”, diz a pedagoga. Outro fator que chama a atenção na escola é a ausência de livros. “Nós alfabetizamos nossas crianças com a troca de experiência em sala e nos locais de atividades”, explicou Jesus Gama. O conceito de Eco-escola é demonstrado nos trabalhos desenvolvidos com materiais reutilizados, numa valorização do meio ambiente, do convívio social dos alunos, no dia a dia de cada um. Um exemplo observado na área externa da escola são as caixas coletoras de lixo. Elas foram feitas com papelão reapro-

veitado. E foram as crianças que realizaram o trabalho. A pedagoga Jesus Gama mostrou mais um exemplo: “uma lata de goiabada pode virar um pandeiro. É o estímulo para a música, utilizando a valorização do meio ambiente”, conta. Na Eco-escola, as salas de aula são chamadas de salas de ambientes. São utilizadas sete habilidades diferentes para desenvolver as atividades. Entre elas está a sala chamada de lógico-matemático, onde as crianças brincam e, ao mesmo tempo, aprendem a contar. Os jogos são construídos pelas próprias crianças, sempre reutilizando materiais. Tem também a sala de linguagem escrita, a musical, a naturalista, a sala de brinquedos, de artes e a musical. As crianças foram estimuladas numa brincadeira e acabaram escrevendo a palavra pai, aprenderam com prazer. “Pai tem vogal e consoante, e para quem ainda não saber ler e escrever, isso foi gratificante”, diz a professora. As professoras da Eco-escola fazem capacitação diária e no final de cada mês elas realizam o que elas chamam de culminância. Elas se transformam em atrizes e dramatizam aos alunos tudo que ensinaram nas atividades em sala. Este mês, por exemplo, a lenda da Vitória Régia será o tema da peça teatral. Os pais de alunos também vão interagir com as crianças. Uma vez por mês eles são convidados para realizar atividades na escola. A coordenadora pedagógica, Jesus Gama, resume com uma frase a importância do aluno na Eco-escola: “Aqui, a criança não é julgada, é ponderada”, conclui. Texto: Gilson Farias Fotos: João Gomes Crianças descobrem no trablho em grupo, uma forma gostosa de aprender com prazer. “Uma sala contempla a outra e a cada dia os alunos estão em locais diferente, num revezamento constante, para eliminar a repetição de todos os dias, como nas escolas comuns”. Jesus Gama Coordenadora Pedagógica

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

3


CNPJ: 02.757.049/0001-19 Inovar Assessoria e Comunicação Ltda Fone: (91) 4141-9055 / 8124 5966

www.amazoniatipica.com.br

Assinatura

Editora Inovar

Rua da Marinha, 110 Bairro: Marambaia Belém – Pará – Brasil Tel.: (91) 4141 9055 / CEP: 66620-200 e-mail: imprensa@amazoniatipica.com.br Site: www.amazoniatipica.com.br

Licenciamento de conteúdo

Para adquirir os direitos de reproduçao de textos e imagens da Revista Amazônia Típica, entre em contato: e-mail: imprensa@amazoniatipica.com.br

Releases

e-mail: imprensa@amazoniatipica.com.br

Carta ao leitor

Comentários sobre o conteúdo da edição, sugestões e críticas. e-mail: imprensa@amazoniatipica.com.br

Propaganda

e

Publicidade

Anuncie na Revista Amazônia típica um público certo e direcionado. e-mail: inovar.assessoria@amazoniatipica.com.br Fone: (91) 4141-9055 / 8124 5966

Trabalhe conosco Seja um consultor da Revista e-mail: atendimento@amazoniatipica.com.br

Fone: (91) 4141-9055 / 9146-2810

EXPEDIENTE

ISSN 2179-8052

Editores DA REVISTA : Advilson Ribeiro e Rosa Kamada Dir. Executivo: Advilson Ribeiro Dir. Financeira: Rosa Kamada Fotos: Rosa Kamada / Jaime Souzza

Robson Ribeiro / Haymir Hossoé Henrico Orsi Dohara /Bené Moreno

Textos em japonês: Gota Tsutsumi Rosa Kamada Revisão: Akiko Sasaki Masako Tango Ferreira Colaboradores: Walcyr Monteiro Dmitryus Pompeu Braga Eládio Reis / Silvia Letícia Joana Santos Tiragem: 20.000 Exemplares

SERVIÇOS Produzimos e Criamos: - Cartazes - Livros - Revistas - Folders - Jornais - e Camisetas Promocionais MAIORES INFORMAÇÕES e-mail: inovar.assessoria@amazoniatipica.com.br Fone: (91) 4141 9055 /9108 1110

Editorial A maior floresta tropical do mundo tem no seu âmago um verdadeiro mar de água doce, onde ondas suaves molham as areias branquíssimas... Nesta edição falaremos da Amazônia de uma forma peculiar. Ao falar em Amazônia, sempre nos vem à mente a imagem de uma densa floresta, da maior biodiversidade do planeta com inúmeras espécies de mamíferos, peixes, plantas, anfíbios e toda beleza que é possível imaginar. Essa é a Amazônia mostrada nos livros e falada nos quatro cantos do planeta. Mas o que nos deixa feliz é sabermos que ela é muito mais que isso, pois no coração da selva podemos encontrar verdadeiros paraísos muito pouco conhecidos. Uma Amazônia que surpreende com praias de água doce, ondas, dunas e mangues. São tantas as praias que ninguém sabe o número preciso e nós da Revista Amazônia Típica fizemos algumas viagens para mostrar que ela é mais linda do que parece.... Nas nossas viagens verificamos que algumas praias, não necessariamente as mais bonitas, já possuem infra-estrutura básica para atender turistas e visitantes e ficam no Pará e Maranhão, nas margens dos rios e banhadas pelo Oceano Atlântico. Sem dúvida alguma, uma das mais belas paisagens da Amazônia estão localizadas em plena floresta e podem ser visitadas em Alter do Chão. A outra está no município de Maracanã (PA) que se chama Ilha de Algodoal, sem falar na maior ilha fluviomarítima do mundo - a Ilha do Marajó, com lagos e praias belíssimas. Já no Maranhão não podíamos esquecer dos Lençóis Maranhenses, um espetáculo para os olhos... Fomos em direção do Maranhão e chegamos até a cidade de Amarante, uma cidade pacata de um povo bem acolhedor, típico do interior do nosso Brasil, lá conhecemos algumas tribos indígenas, em particular a tribo GAVIÃO, que chegou ao município por volta do ano de 1850, e tivemos a oportunidade de conhecer suas danças, artesanatos e o cotidiano da tribo.... Na próxima edição, a revista Amazônia Típica abordará os centros e monumentos históricos da Amazônia. Aguardem, mas agora aproveitem esta maravilha de pesquisa que fizemos para vocês e até a próxima edição.

Boa leitura, Advilson Ribeiro e Rosa Kamada


Capa

Sumário

Praias da Amazônia ... Gavião – Indígenas na luta pela perpetuação da etnia

Entrevista: Conversando com o Prefeito de Castanhal

Papa Chibé: Caldeirada pra que te quero

Inovar.com: Açaí – o fruto que passou de consumo local para exportação

Contos Amazônicos: Uma Namorada e dois irmãos e o Boto Moreno

Dekasseguis: Depois da tempestade, a bonança vem lenta

Um Lugar ao Sol: Fernando de Noronha – o paraíso natural e histórico

Pegada: Delta do Parnaíba

Cametá: O mais animado carnaval de rua do Pará

Santuário ecológico de rara beleza

Amarante do Maranhão:

Marituba: Concursos para a

municipal

escolha de Brasão de Armas e Hino do Município

Santa Izabel: Um lugar para se investir

Progresso e desenvolvimento com a nova gestão

Castanhal: Cidade inicia o ano com mais de 20 novas obras

Peraí: Adriana Cavalcante, canta e divulga o Pará

アマゾニア・チピカ雑誌 2011年3月~5月

表紙 ストレリチャー  写真 鎌田 ローザ

第3号

  日系市長、アマランテ・ド・マラニョン市の改善のために大活躍   ガヴィオン部族、文化・習慣・言語の存続のために尽力   無敵の男達のドラマ   マリツバ市、社会経済の発展と歴史・文化の保存を目指して 56

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / amazoniatipica.com.br


Conversando com o Prefeito de Castanhal, Hélio Leite

HÉLIO LEITE

Hélio Leite, natural da vila de Apeú, em Castanhal (PA), tomou posse em 2005, como prefeito municipal de Castanhal, distante 70 quilômetros da capital paraense e foi reeleito em 2008. Iniciou sua carreira política como vereador, tendo sido eleito duas vezes, ocupou os cargos de 1º secretário, vice-presidente e presidente na Câmara Municipal de Castanhal. No Poder Executivo Municipal passou por várias secretarias, como Infraestrutura, Conservação de Próprios Públicos, Agricultura e de Obras. Foi vice-prefeito de Paulo Titan, assumindo na mesma época a Secretaria Municipal de Infraestrutura. Foi eleito duas vezes deputado estadual pelo PMDB, partido do qual foi líder na Assembléia Legislativa do Estado do Pará.

Revista Amazônia Típica:

E N T R E V I S T A

Em 79 anos de existência, Castanhal passou por grandes transformações e nos últimos anos tornou-se referência de grandes empresas. O que foi fundamental para Castanhal ser, não apenas Cidade Modelo, mas referencia no Pará?

Hélio Leite: Primeiro porque

em Castanhal temos castanhalenses que se orgulham de sua terra e as pessoas que migram para cá adotam esta cidade como sua. Em segundo lugar, porque ela está situada numa região estratégica, com boa localização e tem se modernizado e se tornado pólo industrial e comercial. Com isso, o desenvolvimento é automático, também como pólo industrial da região.

AmTípica: Quais as providencias que estão sendo tomadas hoje para Castanhal tornar-se um pólo industrial?

HLeite: Queremos perpetu-

ar Castanhal como centro de distribuição do estado do Pará. Para tanto, é imprescindível a parceria estadual, mais precisamente no tocante ao incentivo 6

fiscal e estamos trabalhando para tal. rinária. A educação é importantíssima Além do mais, claro, é necessário que não apenas para a minha gestão, mas o município esteja à altura e para o crescimento e desenvolvimento estruturada para se desta cidade que eu tanto tornar referencia amo, Castanhal. industrial. “Primeiro O senhor porque em Castanhal AmTípica: AmTípica: já foi considerado Quais são temos castanhalenses que um dos melhores as provido Brasil, se orgulham de sua terra prefeitos dencias que menção recebida Castanhal e as pessoas que migram no Rio de Janeiro vem tomane agraciado com o para cá adotam esta do para que Prêmio Inovação em no futura, seja Gestão Pedagógica cidade como sua.” um pólo univerrecebido em Brasília. sitário? Quais foram as razões que levaram o senhor a receber HLeite: Primeiro, as parcerias do essas premiações e o que significaram Governo do Estado do Pará são muito para Castanhal? Como se sentiu na importantes, porque necessitamos ocasião? desse apoio para alavancar mais no setor da educação. Em segundo, as HLeite: Fui premiado como um dos parcerias com as instituições de ensino melhores prefeitos do Brasil em duas superior dos setores público e privado, ocasiões, pelo avanço na educação e que já estão acontecendo. Um grande realização de grandes obras em prol exemplo foi a recente inauguração do do desenvolvimento de Castanhal e mais moderno Complexo de Medicina sua população, assim como na saúde e Veterinária da UFPA (Universidade infraestrutura. Foi muito importante Federal do Pará), inaugurado em para nós receber os premios, pois é um dezembro de 2010 com a expectativa de atender animais de grande e peque- reconhecimento da nossa cidade. Fico muito feliz porque é um município no portes. Para os animais silvestres que tem obras, conjunto de ações e também foi destinada uma área, com provamos que Castanhal é capaz de se isso fazemos de Castanhal centro de referencia também em medicina vetetornar destaque a nível nacional.

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br


HLeite: Castanhal

AmTípica: Qual foi o feito para

receber pela terceira vez o prêmio de Gestor Eficiente de Merenda Escolar? É difícil gerenciar escolas públicas? Quais os desafios enfrentados e os resultados colhidos nessa gestão?

tem um dos melhores níveis, em se tratando de escolas publicas do Estado do Pará. É o município que mais investe em infraestrutura escolar além da criação de cardápio regional, com iogurte, sorvete, farinha de tapioca, açaí e até o mel de abelha. Já fui agraciado três vezes com este prêmio. Evidente que a educação é importante, pois através dela criamos o cidadão para o município, para que consigam melhorias nas condições de vida, trabalho, enfim, com uma boa educação, você consegue melhorar em outros setores.

AmTípica: Como o senhor compara

Castanhal com a estrofe do Hino de Castanhal: “Castanhal terra boa e hospitaleira/em progresso ninguém pode se igualar/teu nome vem da frondosa castanheira e cresce, cresce sem parar/”

HLeite: Castanhal cresce constante-

mente. Fico feliz, porque é importante e retrata exatamente o município de Castanhal, que recebe de braços abertos novos investidores, com uma localização estratégica geograficamente e fácil acesso. Disponibilizamos oportunidades para as empresas, indústrias e para as pessoas que vem de outros municípios, até do exterior, assim crescemos junto com Castanhal. Hospitalidade e oportunidade fazem da cidade de Castanhal uma referencia no Estado do Pará e no Brasil.

O domínio do aço no Pará.

lojas@oyamota.com.br

www.oyamota.com.br


iguarias da amazônia

Caldeirada para que te quero... próprio caldo da caldeirada, acrescentando a farinha de mandioca e tempero à gosto. A caldeirada é um prato para ser saboreado em família ou após uma cerveja bem gelada. Em Belém (PA), há vários restaurantes localizados na orla de Icoaraci que servem este prato típico paraense. Tradicionalmente, a caldeirada em Portugal é um cozido, ou seja, um refogado, cujos componentes básicos são diversas variedades de peixe, batata, cebola, tomate e pimentão. Prato onde são aproveitados pequenos peixes e frutos do mar de pequeno valor comercial.

P A P A C H I B É

8

Receita de uma boa caldeirada Ingredientes • 1 kg badejo • 3 unidades limões • 2 unidades cebolas grandes • Salsinha à gosto • Cebolinha à gosto • Coentro à gosto • 2 unidades pimenta malagueta maduras • 12 unidades banana d´água • Sal à gosto • 1 colher de chá de colorau

E

m se tratando de culinária, o Pará ostenta uma enorme lista de culinária típica, sendo que algumas com nomes diferentes e exóticos, tais como tacacá, tucupi, maniçoba, açaí, mas, diz o povo, são todos saborosos. Chefes brasileiros e internacionais se rendem aos encantos do famoso pato no tucupi, uma mescla perfeita de ervas, molho e pato assado.

A variedade de peixes que povoam nossos rios é responsável pela diversidade de pratos de frutos do mar, a começar pela caldeirada de peixe como filhote, pescada e tucunaré. A caldeirada é geralmente servida em uma panela de barro, no tucupi ou tradicional, com camarão, caranguejo, peixe, batata, cebola, tomate e pimentão e ovo cozido, tendo como acompanhamento arroz de jambu e pirão. O pirão é preparado com o

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

Modo de preparo 1 Limpe o peixe. 2 Regue o peixe com suco de limão. 3 Corte bem em pedacinhos, salsinha, coentro , cebolinha e a pimenta malagueta. 4 Pique bem as cebolas. Numa panela coloque o óleo e o colorau. 5 Na mesma panela coloque o peixe e os temperos picados. 6 Acrescente água para cobrir o peixe. 7 Deixar ferver por 5 minutos. 8 Adicione as bananas em rodelas grossas. 9 Cozinhe 15 minutos e ajuste os temperos.


Açaí – o fruto que passou de consumo local para exportação na tigela, é um alimento muito apreciado por frequentadores de academias e desportistas. Açaí é uma espécie nativa da várzea da região amazônica. É um alimento muito importante na dieta nortista, onde seu consumo remonta aos tempos pré-colombianos. Hoje em dia é cultivado não só na Região Amazônica, mas em outros estados brasileiros. Apesar do alto teor de gordura do açaí, trata-se em grande parte de gorduras benéficas que auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL) e melhoram o HDL, contribuindo na prevenção de doenças cardiovasculares como o infarto do coração. Origem do nome

A etimologia da palavra açaí encontra-se no vocábulo tupi que significa fruto que chora, ou seja, fruto que elimina água, devido a grande quantidade líquida que se extrai do fruto.

A

çai é o fruto de cor roxa, que dá em cacho na palmeira conhecida como açaizeiro, cujo nome científico é Euterpe oleracea, que encanta os paraenses, brasileiros e os estrangeiros. O refrão da música “Sabor Açaí” transmite na íntegra a “queda” dos paraenses por açaí (Composição: Nilson Chaves e João Gomes): “Põe tapioca / Põe farinha d’água / Põe açúcar / Não põe nada / Come e bebe como um suco / Eu sou muito / Mais que um fruto / Sou sabor marajoara / Sou sabor marajoara / Sou sabor...” Antes, o açaí era apenas ama alimentação indispensável para a população paraense, especialmente dos ribeirinhos (moradores tradicionais das margens dos rios). Entretanto, a exportação em larga escala aos Estados Unidos, Europa e Japão têm acarretado um aumento significativo no preço do fruto, assim como na forma de saboreá-lo. A forma tradicional na Amazônia de tomar o açaí é gelado, com farinha de mandioca ou tapioca. Há quem prefira comer com peixe assado ou camarão. Nas demais regiões do Brasil, o açaí é preparado da polpa congelada batida com xarope de guaraná e adicionando frutas e cereais. Conhecido como açaí Março Marçoa aMaio Maiodede2011 2011Revista RevistaAmazônia AmazôniaTípica Típica/ /www.amazoniatipica.com.br www.amazoniatipica.com.br

I N O V A R . C O M

99


Av. Maximino Porpino, 2141 - Fone: (91) 3711-1100 - Castanhal-Pa w w w. a l o v i r t u a l . c o m . b r

O Melhor da cozinha oriental

você encontra aqui

Sexta a Domingo - 11h30 às 14h30 Terça a Sábado - 18h30 às 23h30

Trav. Benjamin Constant, 802 - Fone: (91) 3222 8595 - Belém-Pará

10

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / amazoniatipica.com.br


UMA NAMORADA E DOIS IRMÃOS * Walcyr Monteiro

R

io Laguna, afluente do Rio Tajapuru, Município de Melgaço. Há alguns anos, mais ou menos na década de sessenta, um senhor estava muito preocupado. Ele era pai de dois rapazes, Jorge e Júnior, e os dois eram o motivo de sua preocupação. Quem vai contando a história é Tereza Carvalho Rodrigues, estudante e natural do Município de Melgaço. Os filhos haviam arranjado uma amiga - ou seria namorada? – há algum tempo e daquele momento em diante não queriam saber de nada, nem mesmo de comer. O pior era que o pai de Jorge e Júnior não sabia quem era a mulher. Não a conhecia do Rio Laguna e adjacências. Ela só vinha à noite, o que lhe aumentava a preocupação. O mais estranho era que os dois aceitavam aquela situação com a maior naturalidade, ou seja, era como se os dois namorassem com ela e ela satisfizesse os dois... O pai, mais do que desconfiado, começou a espionar. E viu que a mulher, quando chegava à noite, levava comida para eles, que a comiam avidamente. Aí descobriu por que não queriam mais comer a comida que a mãe preparava... Também verificou que Jorge e Júnior ficavam muito tempo tomando banho no rio, como se de lá não quisessem sair... e também estranhou a irresistível atração pela água! Chamou os filhos para uma conversa séria, dizendo que aquela mulher não deveria ser uma mulher comum, uma mulher qualquer, que ali tinha coisa, que aquela mulher os estava encantando e que não deveriam mais comer da comida que ela levava, pois eles iam cada vez mais ficar interessados por ela e que ela ia acabar levando-os, sabe Deus para onde! Mas Jorge e Júnior não deram atenção às palavras do pai, que aumentou a vigilância, pois sabia que, se os deixasse sozinhos à noite com ela, ela os levaria... Então, quando dava uma certa hora, ele chamava os filhos e segurava-os, não os largando de jeito nenhum. A mulher ia embora muito aborrecida, mas continuava

indo toda noite, só esperando uma oportunidade de ficar só com os dois... A vida havia se tornado um inferno para o pai, que se via obrigado àquela vigília forçada todas as noites e todas as horas, pois, durante o dia, era a vontade de se banharem no rio... Até que resolveu por termo àquela situação e livrar os filhos de uma vez por todas. E falou consigo mesmo: - É, eu vou matar esta Bôta, antes que ela leve meus filhos. Já não tinha dúvidas: com certeza que se tratava mesmo de uma Bôta. Cismou que ela ia levá-los no dia seguinte. E antes que ela se dirigisse para a casa deles, foi esperá-la perto do trapiche. Realmente ela veio. Ele estava escondido atrás de uma touceira de açaizeiros. Quando ela se aproximou, ele saiu e, com um revólver, atirou à queima-roupa em cima do peito da mulher, que caiu morta na praia. Jorge e Júnior, ao darem falta do pai em casa, tinham saído atrás dele. E viram tudo. Quando a mulher caiu, os dois foram pra cima dela, chorando muito, abrançando e beijando o cadáver. Aí o pai falou: - Meus filhos, não chorem por causa desta mulher que ela não é gente igual a nós. Ela é uma Bôta... Os dois discutiram muito com o pai, até que este disse: - Vocês querem ver de quem estavam gostando? Pegou então a mulher pelas pernas e colocou no rio. Ante os olhos incrédulos de Jorge e Júnior, a parte inferior da mulher metamorfoseou-se em Bôta, permanecendo da cintura para cima em forma de mulher... O pai então empurrou o resto do corpo n’água, que foi arrastado pela correnteza. Ainda viram a parte superior ir se transformando em Bôta... Jorge e Júnior, alucinados, quiseram se jogar n’água, sendo contidos, a custo, pelo pai. Ficaram muito doentes Walcyr Monteiro: sem saberem a causa e de diversas entidades Culturais como: só ficaram bons depois Membro Instituto Histórico e Geográfico do Pará e Centro de Estudos do Folclore. Tem vários trabalhos pubde serem tratados por licados, inclusive em Portugal (Instituto Piaget) e um famoso pajé de no Japão (Shinseken), dos quais sobressaem-se Visagens e Assombrações de Belém, As Incríveis Breves, para onde foHistórias do Caboclo do Pará e a série Visagens, Assobrações e Encantamentos da Amazônia, inclusive ram levados pelo pai...

C O N T O S

A M A Z Ô N I C O S

Histórias Japonesas Contadas na Amazônia.

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

11


C O N T O S A M A Z Ô N I C O S

O BOTO MORENO Dmitryus Pompeu Braga

C

erto dia, em uma noite de luar como essa, eu estava sentada ouvindo os pássaros da noite em sua cantoria em louvor à lua. Virei de lado para melhor me

sentar (e já estava há tempo sentado) e vi um jovem rapaz se aproximando. Firmei o olho e percebi que era um tipo meio estranho. Ele falou: - O “seu” Manoel! Parou um tempo, depois falou, apontando em direção à praia próximo ao cacuri do Manoel: - O “seu” Manoel, eu tirei da água, ele tava se afogando. Olhei e percebi algo no chão. Desesperada, saí correndo feito louca. Era Manoel deitado na praia desacordado, todo molhado dos pés à cabeça. Pingando água dos seus cabelos que nem do rapaz... - Sim. O rapaz. Cadê o rapaz para agradecer? Olhei em volta para a direção em que ele estava e não o encontrei mais. Como por um encanto eu havia esquecido dele por um instante e, quando lembrei dele, não mais estava ali. Olhei para o rio para ver algum casco se afastando e... nada. De repente, à nossa

Belém/PA Educação Infantil e Ensino Fundamental Av. Senador Lemos, 573 Fone: (91) 3224-1706 Ensino Fundamental, Ensino Médio e Vestibulares Av. Alcindo Cacela. 675 Fones: (91) 3246-4446 / 3375 / 2595 Monte Dourado/PA Vila Munguba

12

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / amazoniatipica.com.br

frente, no meio do facho da luz da lua refletida na água, ele dá um salto bem alto, uma, duas, três vezes, saindo todo da água e brilhando como prata. Parece que queria me dizer que ele sabia que eu estava agradecida. Era um belo boto tucuxi – o boto “moreno” – que sempre acompanhava o Manoel nas mariscagens. No dia seguinte de manhã cedo, Manoel levantara para revistar o cacuri e, lá estava “Moreno” com as suas sandálias que Manoel havia perdido no naufrágio de seu casco na noite anterior. À velha senhora sentada no tendal de sua casa em frente à praia, fitando o luar, chegam os três netos. O menino fala: - Vovó, a luz da lua não arde, né “vó”? A isto responde a velha senhora: É, meu filho, a luz da lua é gostosa de receber, é milagrosa. Por falar em lua ... Dmitryus Pompeu Braga: Secretário de Cultura, Turismo e Desporto de Cametá; Pesquisador; Pedagogo e graduando em História.


Depois da tempestade, a bonança vem lenta

governo japonês divulgou informações sobre a economia japonesa de 2010, indicando que o pior da crise que afetou fortemente o arquipélago desde meados de 2008 e se estendeu por todo o ano de 2009 está enfim passando, com melhores perspectivas para 2011, mas ainda longe dos ainda bons tempos de 2003 a 2007.

Embora o Japão esteja tentando retomar a normalidade ainda que em passos lentos, o desemprego é considerado alto para toda população japonesa, incluindo os estrangeiros, que tentam buscar de uma forma ou de outra evitar o retorno ao país de origem, submetendo-se a novas experiências em atividades antes inimagináveis além daquele que sempre estava acostumado, como trabalhar em linhas de produção de autopeças, eletrônicos e indústrias de alimentos com remuneração considerada alta para os padrões brasileiros e com possibilidade de fazer uma boa poupança.

Considerando uma economia forte e bem estruturada como é o caso do Japão, nunca poderia imaginar que tal crise financeira iniciada nos Estados Unidos fosse tão devastadora e atingisse tamanha proporção em economias de todo o mundo, especialmente países desenvolvidos da Europa e Ásia. Um dos grandes vilões da economia japonesa, também é a expressiva valorização da moeda local, o iene, que prejudica as exportações, que é a principal fonte de renda da economia.

O que é possível prever como perspectiva em 2011 e notadamente a partir do segundo semestre, é que a situação para os brasileiros que estão tentando permanecer no mercado japonês de trabalho sem ter que retornar ao Brasil comece a melhorar com a gradual retomada da produção das indústrias que dependem de exportação, pois o consumo interno continua estagnado. E nesse aspecto, já se observa uma gradual retomada do emprego também para os estrangeiros no Japão.

O

Entretanto, a remuneração tende a ser menor assim como um processo natural das empresas e empreiteiras em exigir mais dos estrangeiros, inclusive brasileiros, nos aspectos de conhecimento do idioma local, melhor índice de qualificação e produtividade, assim como, uma menor perspectiva de ganhos adicionais por horas extras, característica que sempre foi um dos pontos fortes do trabalhador brasileiro. Fazer desta difícil experiência que os brasileiros estão passando, buscando capacitar-se para melhor competir nas vagas das fábricas japonesas será o grande desafio para que a possibilidade de manter-se empregado no Japão seja uma realidade. Shinji Jorge Nakaoka é Pósgraduado em Adm.Industrial, Consultor Tributário e Diretor Executivo da Daiwa Service. shinji-jorge.nakaoka@daiwabr. com.br Telefones: (11) 5572-1717 (11) 3105-2114

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

D E K A S S E G U I S

13


Fernando de Noronha – o

U M L U G A R A O S O L

14

C

onhecer Fernando de Noronha é ter a sensação de estar numa parte do Brasil onde a preservação ecológica deu certo. Lá vive uma população de apenas 2.100 habitantes e o turismo é desenvolvido de forma sustentável, criando a possibilidade do encontro equilibrado do homem com a natureza em um dos santuários ecológicos mais importantes do mundo. Fernando de Noronha ou Fernão de Noronha é arquipélago pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco desde 1988, formado por 21 ilhas e ilhotas, com uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a uma distância de 545 km do Recife e 360 km de Natal. Em 1988, a maior parte do arquipélago foi declarada Parque Nacional, com cerca de 8km², para a proteção das espécies endêmicas lá existentes e da área de concentração dos golfinhos rotadores (Stenella longirostris) que lá se reúnem Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / amazoniatipica.com.br

diariamente na Baía dos Golfinhos - o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta. O único núcleo de povoamento em Fernando de Noronha é a Vila dos Remédios, mas não é considerada capital por ser a ilha considerada um distrito estadual, com licença oficial do IBAMA. O Arquipélago é o principal e mais belo parque marinho brasileiro, sendo considerado como um dos melhores lugares para a prática de mergulho do mundo, podendo desfrutar de uma visibilidade de até 50 metros. Lá existe uma taxa que é cobrada de acordo com os dias de permanência na Ilha, assim como a taxa de preservação que deve ser paga para fazer as trilhas. História de Fernando de Noronha Além das praias, baías e natureza riquíssima, Fernando de Noronha também reserva outras surpresas para os visitantes. São os 500 anos de história, que tornam o Arquipélago, além de um Patrimônio Natural, um verdadeiro Patrimônio Histórico que me-


paraíso natural e histórico rece ser visitado e, sobretudo, preservado. Há muitas divergências sobre o ano e quem teria descoberto Fernando de Noronha. Opiniões divergentes à parte, o certo é que o primeiro a descrevê-la foi Américo Vespúcio, ao participar da expedição de Gonçalo Coelho (1503-1504). Por decreto de 1504, D. Manuel I doou a Fernão de Noronha o arquipélago, sendo a primeira capitania hereditária do Brasil. Os descendentes de Noronha foram recebendo por decreto real o título de posse da ilha até o último, seu trineto, João Pereira Pestana em 1692. A igreja de N. S. dos Remédios, marco da nova povoação, foi concluída em 1772. Provavelmente nesta época, começaram a ser enviados para a ilha os primeiros

presos. Hoje Fernando de Noronha vive da exploração racional do turismo, dentro das limitações impostas pelo seu delicado ecossistema e da atividade pesqueira, esta em caráter artesanal e voltada para o consumo interno. O Arquipélago, com seu rico ecossistema e uma beleza natural estonteante, sempre despertou a atenção de povos de todas as partes do

planeta, interessados em conhecer de perto esse verdadeiro oásis, que parece perdido em meio à imensidão azul.

Acesso: Há vôos diários saindo de Recife (PE) e Natal (RN). A estadia deve ser no mínimo cinco dias, para usufruir dos inúmeros atrativos naturais e vivenciar um pouco da história.

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

15


Praias, sol, mar ... e água fresca na Amazônia Praias, sol, mar... Certamente é o que muitos brasileiros apreciam, além do futebol e o churrasco. A região norte oferece inúmeras dessas paisagens deslumbrantes, incluindo os igarapés e cachoeiras espalhados por todo o território amazônico. Em algumas dessas praias/ lugarejos também se verificam animados blocos e foliões no mês do Carnaval.

16

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br


PRAIAS DA AMAZÔNIA

Lençóis Maranhenses – Um verdadeiro santuário da natureza

P

aisagens inusitadas e deslumbrantes, imensidão de areias que se assemelham a um deserto, fenômeno da natureza, os mais variados adjetivos são dados ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Esse imenso parque ecológico com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais está situado no litoral oriental do Maranhão que envolve os municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas, sendo este último o principal portão de entrada. Raro fenômeno geológico formado por dunas, ao longo de milhares de anos através da ação da natureza, conforme combinação dos ventos e chuvas. E são as chuvas que garantem algumas das suas paisagens mais belas e os ventos esculpem as dunas ao longo do ano. São as águas pluviais que formam essas lagoas. Algumas delas, como a Lagoa Azul e Lagoa Bonita já são famosas pela beleza e condições de banho. Por isso, os visitantes precisam atentar ao período do ano e escolher a estação da chuva, que vão de abril a julho. Já que os transportes motorizados como automóveis e motocicletas não entram no Parque, as pessoas vão à pé até essas lagoas espalhadas em sua área, sendo que em algumas partes é necessário escalar dunas de até 40m de altura. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi criado em junho de 1981. O índice pluviométrico é entre 1500 a 1750 mm, a temperatura oscila entre 37º C e 22º C. O clima é quente, porém semi-úmido com quatro a cin-

co meses secos. Além dessa paisagem há outras atrações como o Rio Preguiça que atravessa os Lençóis; os manguezais, onde há presença de aves, peixes e crustáceos; os oásis Queimada e o Baixada Grande no interior dos Lençóis; praias das Vassouras, Ponta do Mangue, Moitas, Morro do Boi e Barra do Tatu; o Vilarejo de Caburé, ideal para acampar e pescar; entre outros.

Como chegar: Por via terrestre, o acesso é realizado pela MA-402, saindo de São Luis, a capital do Estado. São 260 km até Barreirinhas. Depois é necessário pegar um veículo com tração nas quatro rodas para percorrer a distância até a entrada do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. É recomendável levar água para beber e alimentos que podem ser adquiridos em Barreirinhas, traje e calçados leves e protetores solares.

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

17


PRAIAS DA AMAZÔNIA LEGENDA

Folclore

Praia Pesca Esportiva

BELÉM

PARÁ

OCEANO ATLÂNT O IC

Crispim

Taipu

Abade

Curuçá São Caetano de Odivelas

Marudá

Windcar

Areião

Fortalezinha Mocooca

Boiçucanga

Quatipuru Mirim

Salinópolis

Grilo 124

Marapanim 318

Mergulho

Atalaia

Princesa

Romana

Jet ski

Pilão

Ajuruteua

Maracanã

Windsurf Ponta de Caramuçu

Ajuruteua

Perimirim

Nova Timboteua

112

163

Bike

Taperebateua Lombo Branco

Augusto Corrêa

Viseu

127

140

Surf Apeú Salvador

Coroa Grande

Bragança

Ultraleve Mangue

Camping

242

242

316

316

Espeleologia

CONVENÇÕES

RIOS

Belém

ESTRADA FEDERAL ESTRADA ESTADUAL

Foto Geraldo Ramos

CIDADES

Algodoal – Um paraíso no oceano

A

belíssima Ilha de Algodoal é um santuário ainda pouco conhecido pelos próprios brasileiros. Seu nome se deve as dunas de areia branca, que vistas de longe lembram uma vasta plantação de algodão. Outra hipótese para origem do nome é a existência de uma flor branca que lembra o algodão. A Ilha é uma Área de Preservação Ambiental (APA), mantendo suas características primitivas de uma colônia de pescadores. Aqui não entra automóvel e os meios de transporte no local são as charretes puxadas por cavalo. Suas praias são belíssimas com dunas de areias brancas. No total são quase 14 km de extensão. A mais conhecida é a da Princesa, a praia da Vila, Mococa e Fortalezinha. Não se esqueça de conhecer o lago da Coca-Cola e mergulhar em suas águas transparentes: os pequeninos peixes cutucam os seus pés fazendo-lhe cócegas. A região ainda oferece passeios pelos manguezais ou trilhas que interligam a vila de Algodoal e a praia de Fortalezinha. Os vilarejos da Ilha possuem infra-estrutura básica com algumas pousadas e restaurantes bem como guias locais. Como chegar: O principal acesso à Ilha de Algodoal, município de Maracanã, se dá por Belém do Pará. São 163 quilômetros pelas rodovias BR-316, PA-136 e PA-318 até o porto de Marudá (PA). De lá, segue-se em um barco que leva cerca de 40 minutos para chegar à ilha. 18

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br


PRAIAS DA AMAZÔNIA

Praias da vila bucólica de Mosqueiro, pertinho da capital paraense Destino dos belemenses amantes de praias, a Ilha do Mosqueiro é um balneário cercado de belas praias de água doce, com área de 212 km2. A orla marítima apresenta belos casarões construídos, no início do século XX, ao lado das modernas arquiteturas das casas de verão. As praias mais movimentadas são as praias de Chapéu Virado, Murubira e Farol, onde estão boa parte dos hotéis e restaurantes da cidade. Tem ainda praias mais afastadas e voltadas para a Baía do Marajó, como Carananduba, Marahú, Paraíso e Praia Grande na Baía do Sol. O nome “Mosqueiro” vem da antiga prática do “moqueio” (a carne envolta na folha, fica sobre uma grelha feita com pau de tucumã) do peixe pelos indígenas tupinambás que habitavam a ilha. A Ilha oferece um misto de história, diversão e tranqüilidade, com a vantagem de estar bem pertinho da capital paraense. Como chegar: De Belém seguese a BR-316 e PA-391. 78 km até Mosqueiro.

Ajuruteua: para amantes do sossego e paisagens naturais de garças e guarás, concentradas na Ilha do Canela que é o dormitório e preservação das espécies. Um fenômeno fantástico, que também há possibilidade de assistir no caminho, é protagonizado pelos caranguejos, que saem do mangues, à beira da estrada, para o acasalamento. O ritual acontece duas vezes ao ano, nas luas cheia e nova, entre dezembro e maio. Por isso, nesse período, deve-se atentar para as placas de sinalização, que indicam: “Atenção. Reduza a velocidade. Caranguejo na pista.” As praias de Ajuruteua, com grandes faixas de areia branca, são deslumbrantes e há opção para todos os gostos: praias movimentadas e praias desertas, perfeitas para quem prefere o isolamento. Também existe as praias da Vila, Chavascal, Boiçucanga, do Pilão, do Grilo e Ilha do Canela, ou dos Guarás. Ajuruteua, em tupi, significa “terra do ajuru” e ajuru é uma fruta típica do litoral paraense.

D

istante 36 quilômetros de Bragança, a praia de Ajuruteua é um espetáculo desde o percurso de chegada. Na estrada, toda pavimentada, pode-se apreciar a vegetação de mangue e ninhais

Como chegar: Por Belém segue-se a BR-316 até Capanema e depois a PA-242. No total são 211 km até Bragança e mais 36 km até a praia de Ajuruteua.

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

19


PRAIAS DA AMAZÔNIA

As belezas da praia da ilha da Romana em Curuçá-Pa

A

cidade de Curuçá, no Pará, cujo nome significa cruz, possui praias e ilhas de beleza singular. Não deixe de conhecer o Igarapé da Coca-Cola e o Rio Quente, destinos imperdíveis que proporcionam diversão e lazer para a família toda. A origem do nome teve origem das antigas missões dos jesuítas que, no século XVII, fundaram uma fazenda denominada Curuçá, sob a devoção de Nossa Senhora do Rosário. Curuçá possui várias belezas naturais como as da isolada ilha da Romana. Lá a vida existe concomitante com as benções naturais, pois não há quase nada relacionada à civilização como água encanada, energia elétrica, nem mesmo transporte. Muito sol, água, areias, guarás, enfim, a natureza em seu esplendor e estado quase original. É uma das poucas praias da Amazônia em que se pratica o naturismo. Como chegar: em Curuçá - de Belém distante 140 km, passando pelo Município de Castanhal e Terra Alta. Para ilha da Romana é necessário fretar um barco em Abade (vila de Curuça), São Caetano ou Salinas.

Salinas - Destino certo dos paraenses nas férias na área urbana de Salinas. É um dos pontos mais freqüentados durante as noites de julho. É também no maçarico que acontecem eventos culturais que atraem multidões nos períodos de alta temporada.

Como chegar:

O trajeto via terrestre é feito a partir de Belém pela BR-316, PA-324 e PA-124, com 209 km de distância.

A

s praias são os principais atrativos de Salinópolis ou Salinas (PA) como é mais conhecido. Lá estão as belas praias de Salinas, Atalaia, Farol Velho, Cruzeiro, do Amor e Corvina que, juntas, totalizam mais de 20 quilômetros de extensão. A ilha do Atalaia, localizada a 12 quilômetros da cidade, é uma das mais conhecidas e, também, a mais visitada. Na ilha, encontramos lagos, fontes de água natural, igarapés e dunas gigantescas de areia branca e vegetação litorânea abundante. Outro destaque da cidade é a praia do Maçarico, que fica 20

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br


PRAIAS DA AMAZÔNIA

Cametá - praia em ambiente histórico

U

ma amostra de como o moderno e o antigo convivem bem, é a orla da praia da Aldeia, em Cametá (PA). Ali mesmo, na orla, está também localizada a Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, erguida em estilo Barroco no século XVIII e declarada Patrimônio Histórico Nacional. Na praia, localizada a 15 minutos do centro da cidade, imperam o murmúrio das árvores e águas e o som agitado dos bares e visitantes.

lancha ou balsa, que após 30 minutos e duas horas respectivamente, chega-se ao centro de Cametá.

Como chegar:

de Belém a Cametá o acesso pode ser fluvial, em barcos que saem do porto de Belém, com duração de 12h; ou via rodo-fluvial, cujo trajeto é pela BR-316, PA-151 e PA-469, com três horas de estrada incluindo duas balsas com destino ao Carapajó, distrito de Cametá, aonde se pega uma

Alter do Chão - Caribe amazônico Também conhecida como Caribe da Amazônia, em Alter do Chão existem belas praias de areias brancas, banhadas pelas águas transparentes do rio Tapajós. Mística, ela recebe os visitantes em suas praias temporárias que emergem no período da vazante (de agosto a dezembro). Alter do Chão é uma vila turística da cidade de Santarém (PA), no coração da Amazônia brasileira, localizada à margem direita do rio Tapajós, afluente do Amazonas. Representa o mais famoso balneário do município. A vila é palco também da maior manifestação folclórica da região, o Çairé, criado pelos índios como forma de homenagear os portugueses e que atrai turistas do mundo todo. O fantástico espetáculo do encontro de águas, de um lado as de cor azul-esverdeadas do rio Tapajós e de outro lado as barrentas do Amazonas, correndo sem misturar-se, pode ser visto logo na entrada da cidade.

Como chegar:

De Santarém (distante 1.380km da capital paraense, Belém) por via rodoviária com 32 km de distância ou por barco. Uma viagem de barco de Belém a Santarém demora em média dois dias e mais cinco horas. Acesso também pela rodovia PA-457. Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

21


PRAIAS DA AMAZÔNIA

As paisagens rústicas da praia do Crispim A praia do Crispim, com 14 km de extensão, apresenta barracas rústicas, com serviços de bebidas e petiscos. Situada na Rodovia que liga Marapanim a Marudá, em um ramal de oito km tendo inicio em um trevo de acesso na citada rodovia. É a mais linda e extensa praia de mar mais próxima de Belém.

Como chegar:

Saindo de Belém pela rodovia BR-316/PA-136/PA-318, distante 150 km.

Praias poucos exploradas da Ilha do Cotijuba, Belém-Pa

A Ilha de Cotijuba, em Belém (PA), possui 15 quilômetros de litoral. A mais conhecida, apesar de pouco freqüentada, é a Praia do Vai-quem-quer, por ser a maior. A Vai-quem-quer fica a nove quilômetros do porto da ilha e possui infraestrutura simples, com pousadas rústicas e bares que servem comida caseira. Na Ilha há também a Praia do Farol, mais estruturada, onde acontecem os shows e festivais; além da Praia Funda, da Pedra Branca e Flexeira. Em 1933, foi inaugurado o Educandário Nogueira de Faria, construído para abrigar menores infratores, mas que durante ditadura militar, abrigou presos políticos. Em 1945, os imigrantes japoneses chegaram à ilha e ensinaram técnicas agrícolas aos educandos e, após seis anos, fundaram a Cooperativa Mista de Coti22

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

juda Ltda, em parceria com os agricultores locais. Em 1968, foi construída uma penitenciária na ilha e, por algum tempo, o educandário e o presídio coexistiram. Porém, logo depois o educandário foi extinto e a ilha se transformou em ilha-presídio. Em 1977, com a inauguração da Penitenciária Estadual de Fernando de Guilhon, em Americano, a Colônia Penal de Cotijuba foi definitivamente desativada. Em 1990, a Ilha de Cotijuba foi transformada em Área de Proteção Ambiental, proibindo a circulação de veículos motorizados, exceto os de segurança e saúde.

Como chegar: Do porto de Icoaraci, em Belém (PA), pega-se um barco rumo a Cotijuba. 40 minutos de viagem.


PRAIAS DA AMAZÔNIA

Belterra - praia típica amazônica

N

a cidade histórica de Belterra, construído pelo magnata Henry Ford, existe a linda praia de Pindobal, um dos atrativos turísticos da cidade outrora chamada de Bela Terra. A areia branquinha encanta a todos que visitam esta terrinha.

Como chegar a Belterra: De Santarém, distante 44 km, pela rodovia BR-163 ou rodovia municipal Terraplena.

Ilha do Marajó: praias de areias branquíssimas

santuários ecológicos da Amazônia, tem como meio de transporte mais comum, o búfalo que pesa cerca de meia tonelada.

A

maior ilha fluviomarinha do mundo, a Ilha do Marajó, com uma área aproximada de 40.100 km2, uma área superior à da Suíça. É banhada pelos rios Amazonas, Pará e Tocantins e pelo Oceano Atlântico. O Marajó ja foi o centro de uma grande e sofisticada civilização indígena. Pouco conhecida, a Ilha do Marajó é um dos mais preservados

Suas belezas naturais se dividem entre a planície coberta de savana e as densas florestas. Praias de rio, lagos de diversos tamanhos, igarapés, dunas, florestas e uma rica fauna fazem da Ilha do Marajó um dos maiores santuários ecológicos.

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

23


Joanes, Monsarás e Grande em Salvaterra, Mangabeira em Ponta de Pedras, entre outras. Aos amantes da pesca, h�� também um igarapé que deságua no mar, conhecido como “elo perdido” pelos moradores do local, com acesso pela praia do Pesqueiro, com cerca de sete km de distância. Se voce aprecia aventuras e silêncio, a sugestão é conhecer o “No Limite” que oferece paisagens intactas moldadas pelas ações do vento, das águas do igarapé e do mar. Cerca de 12 km de distância da praia do Pesqueiro.

Como chegar: De balsa que sai do porto de Icoaraci em Belém (PA) com duração de três a quatro horas para Camará, na Ilha do Marajó. Após, segue-se a PA-154 até a travessia de balsa para o centro de Soure. Também, pode se chegar de navio que parte de Belém até Soure, de segunda a sábado.

Os cenários são transformados de seis em seis meses, devido a grande quantidade de chuva, principalmente no primeiro semestre, quando as matas e os campos ficam embaixo das águas. No segundo semestre, com o período da seca, a visitação se torna mais favorável para melhor observação dos animais e da vegetação. Praias com dunas claras, praticamente inexploradas são grandes atrativos. Suas principais cidades são Soure, considerada a “capital”, e Salvaterra. Situada na foz do rio Amazonas, possui em sua extensão, várias praias, umas mais belas que as outras. Praia do Pesqueiro, Araruna e Barra Velha em Soure. Praias de


Delta do Parnaíba Santuário ecológico de rara beleza

O

lhando do alto, o encontro do rio Parnaíba com o Oceano Atlântico parece um quebra-cabeça gigante, com 85 ilhas. Embaixo, é preciso decifrar os caminhos das águas para navegar com segurança, não se perder nos igarapés e evitar encalhar em um banco de areia. É o Delta do Parnaíba. O nome é uma referência a letra grega que lembra o formato da foz do rio. O Delta do Parnaíba é o único das Américas em mar aberto. Os que se assemelham ao do Parnaíba são a foz do Rio Nilo, na África, e a do Mekong, no Vietnã. A região é aberta aos turistas, mas para chegar lá, só mesmo com guias. Os passeios são combinados no Porto das Bar-

cas, ainda na cidade de Parnaíba. A área total do delta é estimada em 2700 km2. Estima se que 35% do Delta estão em território piauiense e os outros 65%, no maranhense. Foi considerada Área de Proteção Ambiental(APA), criada pelo Decreto Federal de 28 de agosto de 1996, envolvendo áreas do Maranhão, Piauí e Ceará. Até a entrada para o Delta em Porto dos Tatus, município de Ilha Grande, o visitante vai de carro. Depois são duas opções: em grandes grupos de barco ou de lancha. A viagem segue pelo rio Parnaíba, o segundo maior do nordeste. Em um determinado ponto, troca a lancha pela canoa, para que os visitantes tenham um contato mais próximo com a natureza. Durante o passeio você conhece o Rio Parnaíba e sua principal foz, os igarapés o habitat natural dos caranguejos, os povoados de pescadores, praias, as dunas com suas piscinas naturais de água da chuva e a fauna e a flora da região. As dunas, formadas na região em que as águas do Rio Parnaíba se encontram com o Oceano Atlântico, chegam a atingir 40 metros de altura. Esta é uma das surpreendentes paisagens do conjunto, considerado uma obra de arte da natureza, e que começa a atrair turistas de todo o país.

Delta do Parnaíba

P E G A D A S

Acesso: De Teresina (PI) pela BR 343, chegando em Parnaíba, após percorrer 334 km. Nota

Forte terremoto assola a costa nordeste do Japão Um grande terremoto de magnitude 9,0 seguida de ondas com altura de até sete metros atingiu, no último dia 11 de março, às 14h46 horário local, a costa nordeste (Oceano Pacífico) do Japão, provocando perdas humanas irreparáveis e materiais. O tremor desse dia foi seguido por outras réplicas nas cidades e vilarejos ao longo dos 2.100 quilômetros da costa do país. O terremoto atingiu também a capital japonesa, Tokyo, onde o tremor foi acima de 5 graus de magnitude na escala de Richter. Todos os setores do Governo do Japão e os órgãos relacionados se moveram para socorrer/procurar as vítimas/desabrigados e ao mesmo tempo, recuperar a infraestrutura urbana. Diversos países se solidarizaram disponibilizando ajudas e doações. O Japão sempre foi um país forte que superou as calamidades e os desastres naturais. Não será diferente dessa vez. Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

25


Gavião – Indígenas na luta

Festa da menina moça

na aldeia juçaral da etnia guajajara

Viver em co-existência com a natureza. Retirar da terra apenas o suficiente para seu sustento. Devolver para terra o que dela foi retirado. Assim era e é a vida numa aldeia indígena.

O

número de nativos que viviam no Brasil em 1500, na época da chegada dos portugueses, é estimado entre um milhão e cinco milhões, distribuídos em 1.400 tribos, onde eram faladas 1.300 línguas diferentes. De acordo com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a atual população indígena do Brasil é de aproximadamente 345.000 indivíduos, representando 0,2% da população brasileira. A maior parte da população indígena se encontra na Amazônia Legal.

No estado do Maranhão vivem cerca de cinco mil nativos das etnias Gavião e 26

Guajajara. E em Amarante do Maranhão (MA), município com 38 mil habitantes, distante 110 km de Imperatriz, há mais de 50 aldeias. Uma das aldeias, a de Nova Clinton da tribo Gavião, localizada em Riachinho, a uma distância de 20 km da sede de município, tenta preservar a sua língua, costume e tradições, como explica João Bandeira, “Já faz quatro anos que nós estamos aqui. Todos da aldeia, os 230 adultos e crianças, sabem falar a nossa língua nativa. E estamos aprendendo o português com a

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

professora Rosa”, explica José Bandeira, que responde pela aldeia na ausência do cacique Bira. Os festivais e costumes continuam vivos no cotidiano da comunidade. “Neste final de semana, será realizada a Festa da Esteira na aldeia Riachinho da Gavião, uma das tradições. É uma festa que celebra o crescimento da menina para moça ou do menino para moço. Eles ficam dentro de esteira durante três meses. E neste sábado é a festa, pois termina este período de isola-


pela perpetuação da etnia mento”, explica Rosa Maria Sales, educadora dessa aldeia em Amarante. Também, essa comunidade promove a Festa do Severo que possui o mesmo significado da Festa da Esteira, apenas difere no local do isolamento que é numa casinha de palha. Nesses rituais, os meninos ou as meninas se isolam da família e da comunidade. “Quando o menino sai forte e saudável do isolamento, é sinal de orgulho para a família, porque significa que essa família cuidou bem do seu filho”, acrescenta a educadora Rosa. Ainda segundo José Bandeira, a etnia Gavião chegou a Amarante por volta do ano de 1850 (não soube nos informar a quantidade de indios da época), hoje somam apenas mil indios no total. O lazer preferido deles é o futebol como bom brasileiro. A aldeia vive da caça, pesca e agricultura de subsistência. Entretanto, a caça e a pesca estão se tornando cada vez mais escassas e a mata mais devastada com o avanço da civilização, tornando a vida indígena cada vez mais difícil. Por conta disso, a comunidade quer criar alternativas de sobrevivência, como relata José Bandeira: “Temos vontade de criar caititu (espécie de porco do mato também chamado queixada) e ema em cativeiro

para nossa sobrevivência. Também, plantamos mandioca, milho e jerimum”. Suas plantações são em pequena área, apenas o suficiente para sua alimentação, pois eles vivem conforme a tradição: quando um pedaço de terra deixa de produzir eles se deslocam e se instalam em outro espaço e deixa a terra anterior para que descanse e torne novamente produtiva. “vivemos em harmonia com a natureza”, finaliza Bandeira. Na entrada da aldeia, há o imponente Morro do Chapéu, venerado pela aldeia indígena. Os nativos possuem inúmeras crenças e curas. Algumas crenças são bastante curiosas, como é o caso da mordida que dão no tronco do pé de Araçá-do-sertão, quando o céu está nublado e trovejando, para que o trovão vá embora. Plantas medicinais são inúmeras. Os Gaviões, como a maioria das etnias, constroem suas aldeias em forma de círculo, em cujo centro reserva-se um espaço aberto para realizarem as reuniões e os festivais, assim como os rituais. As famílias vivem em casas próprias, algumas construídas de palhas ou de barro e cobertas de palhas. Alimentam-se de caça e da pesca, frutas silvestres e produtos agrícolas como milho, jerimum e farinha de mandioca.


Jogos dos Povos Indígenas divulgando a cultura indígena

U

m show de cores, etnias e línguas é protagonizado pelos nativos nos Jogos dos Povos Indígenas que são realizados desde 1996, pelo Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC), com o apoio do Ministério do Esporte do Brasil. A sua primeira versão foi realizada em Goiânia (GO), com a presença de 25 etnias, mais de 400 atletas e que contou com a presença do Pelé. O fundador do ITC foi o líder indígena Marcos Terena. Na sequência, o evento foi promovido em diferentes locais, conforme quadro ao lado. Para o ano de 2011 ainda não foi confirmada a sua realização. 28

Evento

Ano

Local

I Jogos dos Povos Indígenas

1996

Goiânia (GO)

II Jogos dos Povos Indígenas

1999

Guaíra (PR)

III Jogos dos Povos Indígenas

2000

Marabá (PA)

IV Jogos dos Povos Indígenas

2001

Campo Grande (MS)

V Jogos dos Povos Indígenas

2002

Marapanim (PA)

VI Jogos dos Povos Indígenas

2003

Palmas (TO)

VII Jogos dos Povos Indígenas

2004

Porto Seguro (BA)

VIII Jogos dos Povos Indígenas 2005

Fortaleza (CE)

IX Jogos dos Povos Indígenas

2007

Olinda (PE)

X Jogos dos Povos Indígenas

2009

Paragominas (PA)

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br


No estado do Pará, em três anos consecutivos foram realizados os Jogos Tradicionais Indígenas do Pará. Em 2004 foi em Tucuruí, 2005 em Altamira e 2006, Conceição do Araguaia, prestigiados por inúmeras etnias e estrangeiros, assim como brasileiros de outros estados. As competições vão desde o futebol, paixão brasileira, aos tradicionais arco e flecha, canoagem, arremesso de lança, cabo de força, corridas de 100m, natação, entre outros. Entre as competições destaca-se a corrida de tora que é uma corrida em círculo disputada carregando uma tora de madeira no ombro, no sentido contrário do relógio. As mulheres também participam. As toras pesam em torno de 100 kg. Nas aldeias, a corrida de tora é praticada nos rituais, festas e brincadeiras. Em alguns casos, essa prática simboliza o fim do luto pela morte de algum membro da comunidade. Geralmente confeccionam as toras com o tronco de uma palmeira chamada buriti, uma espécie de coqueiro. Do buriti, os índios aproveitam tudo, desde seu fruto, como alimento, folhas para cobertura de casa e confecção de artesanatos (cestarias, abanos), tronco para rituais e atividades esportivas. Muitas toras são “guardadas” dentro do rio para que absorvam mais água e, assim, fiquem mais pesadas. Exceto o futebol, as competições são ações praticadas nas próprias aldeias, como o arco e flecha, imprescindível na caça.


MARITUBA ABRE CONCURSOS PARA A ESCOLHA DE BRASÃO DE ARMAS E HINO DO MUNICÍPIO

PREFEITURA MUNICIPAL DE MARITUBA

Caixa D´agua da antiga estrada de ferro

M

arituba é um município do Estado do Pará que faz parte da Mesorregião Metropolitana de Belém, integrando a Microrregião de Belém. Como está localizado às margens da Rodovia BR-316, é passagem obrigatória para quem visita a capital paraense por via terrestre. O município possui cerca de 110 mil habitantes e 109,10 Km² de área. Atualmente, tem como gestor, o prefeito Bertoldo Couto. Em 2010, o prefeito Bertoldo foi agraciado com o Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor. Marituba é um município relativamente novo. Com uma forte propaganda sobre os benefícios da passagem de vila para município, foi realizado o plebiscito e em 21 de abril de 1994, Marituba se emancipou do município de Ananindeua. O Município de Marituba foi criado pela Lei Estadual n° 5.857, de 22 de setembro de 1994, e sancionada pelo Governador Carlos Santos. O ligeiro crescimento de Marituba se deve ao fato da falta de espaço para o crescimento da capital Belém e sua cidade vizinha Ananindeua. Hoje, o município conta com 30

uma das maiores invasões da América Latina, o residencial Che-Guevara, atual bairro Almir Gabriel. A cultura maritubense é bastante aguçada, logo manifestações culturais são sempre incentivadas pela prefeitura. O CarnaMarituba, Arraial de Todos, Marituba Fest, Micareta Solidária, Concurso de Miss, Concurso de Bandas Escolares, além dos torneios e campeonatos esportivos fazem parte do calendário da cidade, priorizando o caráter solidário por intermédio da troca de alimentos e produtos de higiene pessoal pelas inscrições nos eventos. Recentemente, a Prefeitura de Marituba lançou o concurso de Brasão de Armas e do Hino de Marituba com a finalidade de incentivar o espírito cívico e de amor pela cidade. Em sua primeira gestão, o prefeito Bertoldo demonstra em sua administração, a preocupação para se criar uma identidade de Marituba, por meio do resgate dos fatos e patrimônios da antiga estrada de ferro, por exemplo.

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

O que significa “Marituba”?

O nome da cidade deve-se à grande quantidade de árvores da família das Icacináceas denominadas umari que havia no local. Essa árvore produz um fruto comestível, chamado “mari”. Antigamente, do pedaço do seu tronco era feito uma espécie de instrumento musical, chamado de tuba. Da junção desses dois vocábulos surgiu o nome Marituba (na língua tupi, “tuba” significa “lugar abundante”). Fruto “mari”


BIBLIOTÉCA PÚBLICA

C

om o objetivo maior de incentivar o espírito cívico e de amor pela cidade, a Prefeitura Municipal de Marituba (PA), através da Secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Lazer (Secdel), está recebendo inscrições de trabalhos, até o dia 10 de abril do corrente ano, para selecionar o Brasão de Armas e o Hino do Município de Marituba. Essa iniciativa visa também reafirmar a importância da preservação das suas tradições culturais, seus recursos e belezas naturais, sua origem, sua economia e peculiaridades geopolíticas e sociais, destacando-se fatos históricos, principalmente a Estrada de Ferro de Bragança.

CONCURSOS PÚBLICOS Os concursos para escolha do Brasão de Armas e Hino do município de Marituba são abertos ao público. Os interessados podem adquirir o regulamento dos concursos e efetuar as inscrições gratuitas na Secdel, na Avenida Fernando Guilhon, 4680, altos, centro, no horário comercial. O prêmio é de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para o vencedor de cada concurso. Maiores informações pelo telefone (91)3256-0437/3256-0891 e-mail: secdel.esportes@ hotmail.com. Confira o regulamento também no site: www.marituba.pa.gov. br. A divulgação dos vencedores está prevista para dia o 21 de abril de 2011, quando o Município festeja o aniversário do seu plebiscito emancipatório. Marituba - pelo desenvolvimento socioeconômico paralelo com a preservação histórico-cultural

Agenda Concursos do Brasão de Armas e do Hino de Marituba Inscrição: até 10 de abril de 2011 Resultado: dia 21 de abril de 2011 Informações: Secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Lazer (Secdel), Avenida Fernando Guilhon, 4680 - Altos, Centro, Marituba (PA), no horário comercial. Site: http://www.marituba.pa.gov.br Telefone: (91) 3256-0437/3256-0891 E-mail: secdel.esportes@hotmail.com

UM POUCO DA NOSSA HISTÓRIA A nossa história remonta à segunda metade do século XIX, quando o governo provinciano implantou uma estrada de ferro que faria a ligação entre os núcleos coloniais que iriam ser fundados. Em 1875, nascia o primeiro núcleo colonial fundado na região, Benevides, para onde o acesso era feito somente por via fluvial, até 1883. Todo o trajeto Belém-Bragança só foi concluído em 1908. Anos antes, iniciaram a construção da oficina dos trens da Estrada de Ferro Bragança – E.F.B., em Marituba. Quase ao final da obra da E.F.B., os seus dirigentes concluíram a construção de uma vila de casas aos operários de manutenção. A Vila Operária, como era chamada, deu origem ao povoado de Marituba. As oficinas eram enormes e nelas trabalhavam muitos operários. As instalações da E.F.B. foram preservadas, sendo que o prédio que abrigava as oficinas da estrada de ferro e a estação da E.F.B., atualmente funciona a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) e a torre da caixa d’água da antiga estrada de ferro tornou-se o grande símbolo de Marituba.

PREFEITO BERTOLDO COUTO

Prefeitura Municipal de Marituba Rodovia BR-316, km 12, s/n, Marituba – Pará Telefone: (91) 3256-2100/3256-0891

Site: http://www.marituba.pa.gov.br Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

31


Santa Izabel do Pará um

Visite Santa Izabel do Pará e conheça as oportunidades

S

Foto Panorâmica do Município de Santa Izabel do Pará

anta Izabel do Pará localizada a 38 km da Capital Belém, estando hoje inserida na Região Metropolitana, sua população está estimada em aproximadamente 60 mil habitantes, segundo levantamento do IBGE de 2011. Sua principal bacia hidrográfica é a bacia do Caraparú, que ocupa grande parte do município. O município se encontra em um

Produtos Granjeiros, Carro Chefe de Produção no Município 32

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

posicionamento geográfico estratégico para a implantação de empresas de grande porte, pois, está na confluência entre a Br. 316 que possibilita o acesso a Capital e ao Nordeste do Estado e entre a PA 140 que permite o acesso a 09 municípios vizinhos. Ainda têm grandes áreas disponíveis a preços acessíveis coisas que não acontece no resto da Região Metropolitana. E com a Subestação de energia elétrica com carga ociosa de 69.000 KVA, gerando um pico de energia correspondente a 400 ampères de intensidade, o município está inteiramente estruturado para dar suporte a essas novas empresas e/ ou indústrias, que estiverem interessadas em investir no município o que ocasionaria maior desenvolvimento econômico, assim como, maiores oportunidades de emprego e renda. A economia do município é baseada na Pecuária de corte, principalmente na avicultura onde


lugar para se investir

de maiores investimento que o município oferece. Áreas para Expansão Comercial dentro do Município de Santa Izabel do Pará

é responsável por mais de 60% da produção de frango e 80% da produção de ovo do Estado. Na fruticultura, destaca-se a produção de frutas tropicais da região como: cupuaçu, acerola, maracujá, graviola, carambola, coco, abacaxi e frutas asiáticas cultivadas por

japoneses, destacando-se o hambutã, o mangostão e o dorian, largamente comercializados no mercado nacional, sendo exportados para as regiões sul e sudeste do Brasil. É relevante também a economia baseada na produção de hortaliças folhosas, de norte a sul do município, que abastecem o mercado local e a região metropolitana de Belém, sendo comercializados para supermercados e feiras da capital, destacando-se a alface, couve-folha, jambu, cebolinha e cheiro verde. Um lugar constituído de grandes e pequenos produtores rurais, onde os principais centros de produção estão localizados nas comunidades de Areia Branca e Americano. O escoamento da produção no município é realizado pelas rodovias, BR 316, PA 140, pelos ramais e por meio do Rio Guamá que são exportados o açaí, tijolos e telhas cerâmicas, o que facilita por sua vez a saída dos produtos para as localidades vizinhas. Em se tratando do turismo, Santa Izabel do Pará é uma cidade onde a natureza tem presença marcante. Possui cenários ecológicos singulares compostos de rios e igarapés como: Caraparú, Porto de Minas, Lagoa Azul, Conceição do Itá entre outros, motivos nos quais atrai um grande número de turistas, principalmente, em fins de semana, bem como período de férias escolares e feriados. Assessoria de Comunicação: Paula Ortiz

Serviço: Prefeitura Municipal de Sta. Izabel

Caraparú um dos Pontos Turísticos, mas Município por seus visitantes.

conhecido no

Endereço: Av. Barão do Rio Branco, 1060 CEP: 68790-000, Santa Izabel do Pará (PA) Fone: 91-3744-1245 Acesso Rodoviário: BR 316/ 38km de Belém e-mail: pmsipa@terra.com.br

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

33


Cametá, o mais animado

A

maior festa popular do Brasil atrai todos os anos, os foliões e brincantes às ruas de Cametá, no nordeste paraense, para participar do carnaval mais animado do Pará. Considerada a pérola do Tocantins, Cametá, com 391 anos é uma cidade...

O

CAMETÁ CAPITAL DO CARNAVAL CULTURAL

Carnaval é uma das mais importantes manifestações culturais do povo brasileiro. Neste período são inúmeras as manifestações em todo o território nacional, nas mais diferentes formas e estilos. Do Axé baiano, passando pelo frevo de Pernambuco a Escolas de Samba do Rio de Janeiro, o Brasil inteiro coloca na rua toda a sua diversidade cultural. No estado do Pará, o município de Cametá é um dos maiores expoentes dessa diversidade cultural brasileira, não só pela empolgação, mas por guardar a autenticidade de sua quadra carnavalesca ao conservar a essência de seus ritmos e valores culturais característicos do mu-

Escolas de Samba 34

Prefeito Waldoli e o Vice Pompeu com o Rei MOMO Fábio

nicípio. Tanto os blocos quanto as escolas de samba tem músicas e enredos próprios que exaltam a cidade e seu passado glorioso. O Carnaval de Cametá é genuíno, diferente de qualquer outro, pois mantêm seu aspecto popular e reúne em um único evento mais de sessenta blocos distribuídos em blocos de abadás, blocos culturais vindos do interior do município que fazem o carnaval das águas, seis escolas de samba, inúmeros fofós e cordões de mascarados fazendo com isso a interação do antigo com o moderno. Segundo o geógrafo Amarildo Marques em seu trabalho de conclusão de curso informa que o carnaval de Cametá tem inicio por volta do final do século XIX originando-se do interior para a cidade. Foram os famosos cordões carnavalescos com suas músicas satirizadas e os brincantes mascarados que em uma alegria contagiante preparavam e anunciavam a entrada do carnaval. Eram os chamados “entrudos” grupos de pessoas que visitavam residências dos amigos, parentes e de pessoas que detinham posses para fazerem apresentação de cantos, poesias e danças sempre com

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

sátira, sarcasmo por traz de tudo que era feito e ainda criticavam a situação social e político do espaço local, regional e nacional. Esses grupos não tinham instrumentos musicais aperfeiçoados, a maioria era composta por trabalhos


carnaval de rua do Pará ...interiorana, de povo hospitaleiro e cheia de tradição. É um dos municípios paraenses com maior diversidade cultural que é preservada pelos mais antigos moradores. No carnaval que começa desde janeiro, há desfiles de escolas de samba, cordões (cortejo ou grupo carnavalescos), blocos de ruas, ranchos e outros que convidam a todos a caírem na folia. Saiba um pouco mais sobre a escola de samba e cordões de Cametá...

artesanais. As primeiras manifestações do carnaval cametaense surgiram com o cordão dos “Linguarudos” da localidade de Santana, interior do município fronteira com o município de Mocajuba, que permanece até hoje com mais de cem anos de historia, “Os Bambas da folia” da localidade de Mutuacá e “Os Piratas do Amor ” da localidade de Turema. Já na cidade o carnaval possuía características mais urbanas que eram realizados nos salões com apresentação por exemplo o bloco da sra. Antonia Carvalho conhecida como “Antonia Cú de Facho”, sendo a maioria desses bailes elitizados. Eis por tanto, as duas formas de introdução do carnaval no município de Cametá: a dos cordões de carnaval com seus “entrudos” vindos do interior e

Apresentação de Grupos Culturais

a dos bailes de salões muitas vezes mascarados na cidade. Com a chegada dos cordões do interior anunciando o carnaval, a cidade começou a se organizar e a partir dos bailes de salões e residências de amigos, saiam pelas ruas em forma de ranchos, onde mais tarde deram inícios às primeiras escolas de samba cametaense, na época influenciadas pela projeção do carnaval do Rio de Janeiro, que por sua vez, recebia grande influência da capital mundial na época com suas tradições e moda: a cidade de Paris. Falar das escolas de samba em Cametá é despertar a “rivalidade” entre o Império de Samba a Favela (fundada em 1937) e a Embaixada de Samba Não Posso me Amofiná (fundada em 1948) as duas escolas mais antigas da cidade uma com 84 anos de existência e a outra com 63 anos, com suas grandes fantasias, alegorias, adereços ,ou seja, “surpresas” da época que eram mantidas a sete chaves pelos seus carnavalescos e escultores como o mestre Penafort e Fleurides Bangoim da Favela e Ivan Veloso e Cecilio Mucambo da Embaixada protagonizavam um espetáculo impar para os padrões da época. Na década de setenta entra no cenário carnavalesco do município as escolas de Samba Eles e Elas , Academia de Samba a Chaleira, o G.R.E.S Amor e Samba do Bairro da Aldeia. Seguido na década de 80 pela Unidos de Brasilia e mais tarde anos 90 pela G.R.E.S Verde e Rosa, que enriquecem de cores e

alegria a Praça da Cultura, atual palco das grandes manifestações do carnaval cametaense. Essas Escolas de Samba se estruturaram e organizaram comissões para pensar em um carnaval que revivesse todo o esplendor e brilho do passado, com carnavalescos idealizando, planejando e pondo em execução o desfile dessas escolas, estilistas, costureiras, brincantes em geral fazendo a propaganda de sua escola do coração. Sem falar da rivalidade que engrandece qualquer carnaval: as fantasias, alegorias e adereços. Vale ressaltar que todas as escolas de samba com exceção do Eles e Elas, até hoje participam dos concursos realizados pela prefeitura através da Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto, que são o Concurso de Avenida, e nos Bailes os concursos de Rainha Gay, Rainha das rainhas e Rei Momo do Carnaval.

Rainha Gay do Carnaval 2011

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

35


CAMETÁ CAPITAL DO CARNAVAL CULTURAL organizavam os seus próprios blocos como o “Fofó das Professoras” organizado pela Professora Maria Cordeiro e hoje conhecido como “Unidos da Folia” que saiam às ruas, mascaradas elas partiam para a concentração na Rua São João Batista e desfilavam ao som de marchinhas. Na década de Folia nas ruas, com abadás 90 grandes inovações despontam no carnaval cametaense Já os fofós de rua surgem na inspirado na “onda” das micaretas, frevo década de 30 com pessoas que se e axé music, filhos da terra refantasiavam de animais, índios, figuras sidentes em outros municípios cômicas e que saiam nas ruas tocando tambores rústicos, batendo latas fazendo e estados e outros investidores trouxeram o novo carnaval: uma animada manifestação de carnaval destaque para o “Fofó do Bruno” .Outro dos blocos de abadás. Mas essa década foi também que CaFofó interessante da época era do seu metá ganhou blocos inéditos Juico Cardoso denominado “Paraiso” diante de qualquer carnaval já onde trazia o mesmo fantasiado de visto: os blocos Saddan HusAdão e Joana Santos, apenas com folha sein e Bill Clinton. Sem falar de parreira na frente. na explosão do bicho folharal Mais tarde décadas de 50 e 60 e fofó das virgens o primeiro surgem outras manifestações de fofós, bloco travestido do Pará e que deram ênfase ao carnaval cametaum dos maiores blocos de arrastão do ense dentre eles o Fofó dos Bicudos, município e que até hoje vinte sete anos onde os brincantes usavam camisões depois continuam fazendo a alegria e dipretos, máscaras coloridas e chapéus versão do folião. bicudos, Fofó Ao longo do cabeção e dos da sua históGorilas (Fofó ria o carnaval do Célio) sendo cametaense vem que o “Cabeção” evoluindo de um ainda mantêm-se ano para o outro, até o momento com a introdução paramentados de novos blocos com paneiros feito de talas de que surgem da Miriti retratando espontaneidade figuras humanas, das pessoas que paletó , calças e entram no clima braços postiços, das brincadeiras eram os mais de rua. Assim, tradicionais e blocos como percorriam as principais ruas de CameTimbal, Picotão, Botinho, Ressacão, tá, acompanhados por uma banda de Hawai Detonay, Tapera, Chapéu de fanfarra. O curioso nessas manifestações Palha, Chapéu elétrico, e outros tantos carnavalescas, como antes era a ausência que fazem a festa de mais de noventa mil de mulheres nos grupos dos homens, foliões que visitam o município . Outro entretanto elas não ficavam em casa não, grande destaque no que diz respeito a 36

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br

blocos fica por conta dos blocos de sujos que utilizam a maisena como um dos elementos de pintura corporal e saem pelas ruas da cidade todos os domingos a partir da entrada do ano novo até o período de desfiles do carnaval na avenida do samba fazendo com isso o município possuir o titulo de carnaval mais longo do estado, pois o povo começa a brincar no ano novo e só termina após quarta-feira de cinzas com a apresentação do ultimo bloco de arrastão Bill Clinton na quinta-feira. É assim, que o carnaval de Cametá se apresenta. Uma grande festa que envolve todo o município, sintetizando em sete dias de festa as principais manifestações carnavalescas

Bloco Infantil Pilim do Brasil, sendo capaz de agradar desde aqueles que buscam a animação das marchinhas do carnaval tradicional aos modernos trios elétricos embalados pelas músicas próprias compostas para os blocos. Tudo isso sem deixar de lado toda a tradição das manifestações culturais locais que há décadas fazem do carnaval um dos mais animados do estado atraindo foliões do Brasil inteiro que buscam conhecer e participar deste verdadeiro caldeirão cultural que representa com perfeição e alegria a diversidade cultural brasileira daí mais um título para Cametá a de “ CAPITAL DO CARNAVAL CULTURAL”. PPREFEITURA MUNICIPAL DE CAMETÁ Prefeito: Waldoli Figueira Valente TEXTOS: Profª Sílvia Letícia C. Alves Profª Josemeire Nogueira Pinto Secretario de Cultura,Turismo e Desporto: Dmitryus Pompeu Braga Fone: (91) 9175-5409 / 8263-1882 E-mail: secultd@yahoo.com.br


Funcionamos de segunda à segunda das 18:00 às 00:00. Sexta e sábado das 18:00 às 01:00

Acumule Selos Shiitake e Ganhe Pratos.


Progresso e desenvolvimento com a nova Prefeitura em todos os setores das zonas urbana e rural cidade, oferecendo qualidade de vida e dignidade ao povo. Estamos investindo os tributos pagos pela comunidade em benefícios de Amarante”, afirma a prefeita Adriana. Todas essas ações de recuperação de estradas,que antes estavam intrafegáveis,passaram a interligar os povoados e assentamentos à cidade amarantina.Com isso, a prefeitura reiterou o compromisso do governo “Parceria e Cidadania” Adriana Kamada Ribeiro - Prefeita de Amarante/Ma viabilizando condições marante do Maranhão, uma de acesso da população pacata cidade distante 110 no município, facilitando km de Imperatriz (MA), vem também o escoamento da realizando diversas melhorias desde produção agrícola. 2009, quando a gestora municipal Além da zona Adriana Kamada Ribeiro tomou rural,Amarante investiu posse e, junto ao articulador político também na recuperação Gildásio Ribeiro têm conseguido de ruas da cidade, com os recursos financeiros dos governos, serviços de aterro, patroestadual e federal. leamento, piçarramento Dentre as transformações efee bloqueteamento. Os tuadas em todas as esferas municipais, serviços básicos não foram destaca-se o setor de infraestrutura, esquecidos pela admionde a Prefeitura promoveu a recupe- nistração municipal que ração e abertura de 564 quilômetros construiu a agência do de estradas vicinais, construção de INSS (Instituto Nacional mais de 24 pontes de madeira, entre de Seguridade Social) e instalou uma outros. “Esta é mais uma pequena agência bancária, facilitando a vida amostra que estamos trabalhando na da população que precisava se deslo-

A

Ruas pavimentadas com bloquetes

car mais de 100 km em busca desses serviços. A comunicação também não foi excluída e foi instalada a telefonia móvel na cidade, onde existia apenas a fixa. O município contribuiu para a otimização do programa “Luz para Todos”, sendo que, em 18 meses foram executados mais de mil km de rede elétrica, atendendo cerca de 50 escolas e 3.500 residências, principalmente na zona rural de Amarante. A agricultura é uma alternativa de produção de Amarante. Por isso, a Prefeitura capacitou os produtores rurais e de pecuária promovendo cursos técnicos. O prédio da Secretaria de Agricultura sofreu reforma

Construção de Estradas


gestão municipal de Amarante do Maranhão também reformas e ampliação de inúmeras escolas públicas, inclusive nos assentamentos, além da instalação de um pólo universitário. Outro setor que merece destaque é a saúde.A secretária municipal de Saúde, Gildean Ribeiro, fala

de Endemias na Estratégia Saúde da Família, assim como a implantação da Escola Técnica do SUS. As melhorias não pararam por aí. A clínica e maternidade Dr. Liorne foi reformada e estruturada, transformando-se no Hospital Municipal de Amarante, o Socorrão. Assim, a população dispõe de uma gama de serviços de saúde pública em único local Todas essas transformações só foram possíveis,graças à dupla:prefeita Adriana e o articulador Gildásio que tem trabalhado com toda a equipe municipal. Os projetos não pararam e estão em andamento outras imple-

Ação Global em Amarante do Maranhão

para a realização de reuniões e cursos voltados aos produtores rurais, um depósito foi instalado para armazenar os insumos agrícolas e as salas foram informatizadas para agilizar o atendimento ao produtor rural. Um trator é disponibilizado aos produtores para realizar os serviços agrícolas. A Prefeitura, com o apoio do governo federal, vem executando o programa Projeto Minha Casa, Minha Vida, beneficiando mais de 100 famílias e outras 150 cadastradas aguardando a documentação dos terrenos. Na educação, Amarante aderiu a vários programas que visam capacitação de professores. Executou

Clínica e Maternidade Dr. Liorne O Hospital Municipal foi reaberto

sobre os avanços conquistados no ano passado na saúde pública. Segundo ela, foi aprovado o primeiro pacto de gestão do município pela CIB (Comissão Intergestores Bipartite) e o Ministério da Saúde; o recurso financeiro de R$ 63 mil aumentou para R$ 112 mil reais, possibilitando a aquisição de um carro Fiat para as ações do Programa Saúde da Família. Ademais,foram viabilizados recursos do governo estadual, de R$ 157 mil reais para reforma do Hospital São José de Ribamar e ampliadas mais duas equipes de saúde bucal, totalizando quatro, nas Unidades Básicas de Saúde, assim como foi implantado o Centro de Imagem e Diagnóstico. A Secretaria de Saúde conseguiu aprovar a aquisição de duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência(SAMU), o Núcleo de Apoio à Saúde da Família e o projeto de inclusão dos Agentes

Serviço Odontológico

mentações. E mais, a residência oficial está sempre lotada com pessoas em busca de soluções aos seus problemas, não importando os dias da semana ou o horário. Mas sempre são pacientemente ouvidas e/ou atendidas. Prefeitura Municipal de Amarante do Maranhão Av. Deputado La Roque, 1229 CEP: 65923-000 Bairro: Centro Amarante do Maranhão (MA) (99) 3532-2697


Arte/Texto: Eládio Reis - Fotos: Wanderley Souza

Cidade inicia o ano com mais de 20 novas obras

F

altando 23 meses para o final do mandato do prefeito Hélio Leite e do vice Jucivaldo Nascimento, Castanhal tem sido um dos maiores exemplos de que o segundo mandato pode ser igual ou até melhor do que o primeiro. Uma prova disso é o fato da Prefeitura continuar com o mesmo volume de obras e ações do primeiro mandato, até porque, segundo o vice- prefeito Jucivaldo Nascimento, “um governo não pode trabalhar preso nesse ou naquele detalhe. Ele tem que trabalhar como se cada dia fosse uma oportunidade única na vida da sua cidade. E isso tem acontecido em Castanhal, até pela maneira incansável com que o prefeito Hélio Leite tem conduzido esta gestão que agrega participação em prol do desenvolvimento”, destaca. Para se ter uma idéia

ESCOLA DO BAIRRO HELIOLÂNDIA ESTÁ NA LISTA DAS INAUGURAÇÕES

Castanhal inicia 2011 com mais de 20 obras importantes prontas para inaugurar, o que deve acontecer a partir de fevereiro e vem possibilitar uma vida melhor para muita gente, no que se refere a educação, saúde, esporte e inclusão digital. Algumas das obras são: Laboratório de Informática da Escola Francisco Gomes Sampaio (Agrovila Bacabal), Escola Francis-

co Elias (agrovila Nazaré), Escola José Pedro de Araújo (agrovila Nazaré), Escola Manoel Alfaia (Transcastanhal), Escola Aiza Araújo Pinto (agrovila Iracema), Laboratório de Informática da Escola Roberto Remigi (assentamento João Batista), Escola Paulo Freire e Laboratório de Informática (agrovila Cupiúba), Escola José Isaías (agrovila

Bom Jesus), Escola José Alves de Moraes (KM 14 de rodovia Castanhal/Curuçá), Escola Luiza Carneiro (agrovila São Lucas), Posto de Saúde da Família (agrovila São Lucas), Escola Maria Alves (KM 6 da Travessa José de Alencar), Escola da Comunidade São Pedro, Quadra Poliesportiva do KM 21, Escola Alfredo Henrique da Luz (Travessa Graças a Deus), Escola Joaquim Ângelo (agrovila Nazaré – Travessa São Joaquim) e ginásio da Escola José Monteiro Maia. “Nós estamos buscando zelar cada compromisso assumido ao longo destes anos, adquirindo novo maquinário para poder cuidar melhor dos bairros, construindo escolas, postos médicos, ginásios de esportes, asfaltando ruas e dialogando com todos que querem ver a cidade crescer”, finaliza o prefeito Hélio Leite.

GINÁSIOS NA LISTA DE OBRAS PRONTAS.

Projeto fortalece cidadania e forma talentos na música

ZONA RURAL TAMBÉM RECEBE GRANDES OBRAS.

NOVO CANTEIRO CENTRAL DA AVENIDA BARÃO: ACESSIBILIDADE. VICE-PREFEITO JUCIVALDO NASCIMENTO: “CADA DIA É UMA OPORTUNIDADE ÚNICA”.

PROJETO “SOPROS DE VIDA” GARANTE FLAUTA DOCE E UM FUTURO MELHOR.

Idealizado pela Prefeitura, através da Funcast e Escola Municipal de Música “Mestre Odilon”, o Projeto Sopros de Vida surgiu com o objetivo de promover cidadania entre crianças e préadolescentes da periferia da cidade. Mas foi muito além disso. Hoje o projeto já forma talentos na área musical em toda a cidade de Castanhal, com 16 pólos implantados e assistindo cerca de 500 alunos. A partir de aulas de musicalização as crianças aprendem flauta doce, partitura e são atração nos mais variados eventos culturais dentro e fora da cidade, uma ação que rompeu o âmbito sóciocultural e que já está sendo uma verdadeira ponte entre o sonho de aprender flauta e a possibilidade de um grande futuro musical para muitas crianças que vivem nos bairros de Castanhal.


CASTANHAL

Arte: Eládio Reis - Texto: Divânia Batista / Eládio Reis - Fotos: Wanderley Souza

Economia fortalecida eleva qualidade de vida

E

m franco crescimento no Pará, o município de Castanhal tem alicerçado seu desenvolvimento a partir de investimentos nas áreas de educação, saúde, saneamento, agricultura, esporte, urbanização e na capacitação da mão-de-obra local para a geração de emprego e renda. Uma dessas vertentes é a consolidação do Condomínio Empresarial de Castanhal, além da transformação da cidade num dos mais estratégicos centros de distribuição do Norte do Brasil. O Condomínio está implantado numa área privilegiada de 200 hectares, às margens da PA-136, a cerca de cinco quilômetros de distância da sede do município. Como parte do projeto audacioso a Prefeitura garante realizar toda a infraestrutura do local. Com incentivos atraentes o poder público municipal garante ainda a doação de lotes e a isenção de impostos, como IPTU e ISS.

Castanhal também desponta no cenário nacional como sede ideal e estratégica dos centros de distribuição do Pará. Essa vocação já rendeu à cidade a implantação dos centros de distribuição da Natura, Nestlé, entre tantos outros. Os centros fornecem seus produtos para toda a Região Norte do Brasil, gerando novos postos de trabalho e renda para o município. Reconhecida por seu grande potencial Castanhal também se tornou um território bastante cobiçado por grandes empresas que buscam a concretização de empreendimentos no setor imobiliário. O crescimento no setor possibilitou a valorização de áreas destinadas à construção civil no município; para se ter uma idéia o metro quadrado da cidade custa em média, hoje, R$ 3 mil, no mesmo patamar, por exemplo, que a capital do Estado. Hoje existem cerca de 1.000 apartamentos / verticais e aproximadamente 30 condomínios horizontais já construídos. Parte dos investimentos no setor foi possível através de obras do Programa Minha Casa, Minha Vida. Milhares de famílias

CRESCIMENTO IMOBILIÁRIO: SALDO POSITIVO NO PROGRESSO DA CIDADE.

PREFEITO HÉLIO LEITE EM VISITA AO CD DA NATURA NA CIDADE DE CASTANHAL.

CONSTRUÇÃO CIVIL ACELERA A URBANIZAÇÃO DE CASTANHAL E CRIA NOVOS BAIRROS.

serão beneficiadas e aguardam aproximadamente 3.600 casas que já estão em fase de conclusão ou concluídas. A rede hoteleira da cidade também está preparada e pronta para crescer ainda mais; é uma das mais respeitadas da região, a exemplo do comércio, da indústria e da prestação de serviços. Parte dessa rede hoteleira é composta por aproximadamente 10 hotéis de médio e grande porte que oferecem apartamen-

tos dos mais simples aos mais sofisticados. São quase 300 apartamentos e suítes de luxo. Tudo isso faz de Castanhal uma cidade futurista, boa pra se viver e preparada para crescer ainda mais. E o resultado de tudo isso está principalmente na queda dos índices de mortalidade infantil e na melhoria da qualidade de vida da população, com vastas opções de esporte e lazer, turismo e bem estar social.

LOCALIZAÇÃO ESTRATÉGICA FAVORECE A ATRAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL. Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / amazoniatipica.com.br

41


Adriana Cavalcante canta e divulga o Pará

A

P E R A Í

driana Cavalcante, cantora e compositora belenense, iniciou sua formação musical aos oito anos de idade no Conservatório Carlos Gomes, cursando até o terceiro nível básico de piano clássico. Começou a cantar aos 19 anos em 1997, apenas um ano depois de haver ingressado na Universidade da Amazônia- UNAMAonde se graduou em Comunicação Social, em 1999. Até 2002 fez parte das bandas, Tempero da Tribo e Batom Carmim. Em 2002 deu início a sua carreira solo, com várias apresentações em teatros, como a “Quinta Cultural” do Banco da Amazônia, gravou um programa musical, o “Cultura in Concert” , na TV Cultura local e várias outras participações em eventos culturais e em programa de TV locais. Em 2004, saiu em turnê independente por vários países da América Do Sul como Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Argentina. Fez a temporada de verão

2006/2007 no litoral do Rio Grande do Norte. Em março de 2008, junto a uma delegação de artistas paraenses, ajudou a representar o Brasil, com enfoque no Pará, na “Feira-Exposição Anual”, na cidade de Bressuire, na França. Em abril cantou no pocket-show “Tributo a Elis Regina”. Em maio, participou do show “Letras do Mundo” no teatro Margarida Schiwazappa, no CENTUR, promovido pelo Governo do Estado. Em novembro e dezembro, encenou o peça musical infanto-juvenil “Vai que é Bom” (foto ao lado) pelo interior do estado do Pará. No primeiro semestre de 2009, gravou dois programas da TV Cultura: “Café Cultura” e “Cena Musical”, mostrando somente composições autorais. Em agosto, foi finalista do Festival de Música Popular Paraense da TV RBA, com a canção “A Brisa da Música”, classificada em quarto lugar. Ainda no mesmo mês passou a atuar como apresentadora do programa televisivo

semanal “TV BIS”, na TV Rauland de Belém. Em outubro cantou na peça “Tão bonito de tão feio” no Espaço Cuíra, em Belém. Em 2010 , Adriana Cavalcante se dividiu entre a produção de seu primeiro CD e os ensaios para interpretar a Cigarra do musical infanto-juvenil “A Cigarra e a Formiga” que já está em plena temporada nesse primeiro semestre de 2011. Já o CD “DAIME SOUL” será lançado em meados de março/abril deste ano, um projeto realizado em total parceria com o músico também paraense, mas de bagagem internacional, Magrus Borges. contatos para shows: Fone: (91) 8167 1889 E-mail: adricavalcante1@gmail.com Twitter: @adricavalcante1

42

Março a Maio de 2011 Revista Amazônia Típica / www.amazoniatipica.com.br


Confira os pontos de distribuição da Revista Amazônia Típica - Distribuição nas principais capitais da região amazônica (bancas de revistas) - Comunidade nipo-brasileira na região amazônica; - Governo do Japão; - Representantes do Japão no Brasil (embaixada e consulados); - Imprensa do Japão; - Nova York – Estados Unidos - Imprensa da Região Amazônica; - Principais meios de comunicação nacional; - Governo do Pará (executivo, legislativo e judiciário) - Governo de São Paulo; - Governo do Paraná; - Governo do Amapá; - Governo do Amazônas; - Governo Federal - Governo do Maranhão; - Governo do Piauí; - Comunidade do bairro da Liberdade em São Paulo, (livrarias e bancas de revistas); - Principais representantes das comunidades nipo-brasileiras de todo o Brasil; - Principais Universidades do Pará e do Brasil; - Agencias de Turismo; - Instituições de Ensino: Particular, Estadual e Municipal; - Pontos Turísticos; - Principais Municípios da Amazônia; - Todas as bancas de revistas dos estados do Maranhão e Piauí; - Bancas de revistas das pricipais capitais da região Sul e Nordeste; - site: www.amazoniatipica.com.br

Outubro a Dezembro de 2010 Revista Pan-Amazônia / amazoniatipica.com.br

14


Amazônia Típica