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Revista

Fertilidade

www.clinicapronatus.com.br

ano I • número 1 • janeiro de 2011

Idade e infertilidade feminina A infertilidade feminina começa a declinar alguns anos antes da instalação da menopausa, apesar da presença regular de ciclos ovulatórios. Pag. 4 e 5

Como preservar a sua fertilidade Fundamental ainda é alertar, orientar às futuras mamães sobre ações atuais que podem ajudar a preservar sua fertilidade agora e futuramente. Pag. 7

Cuidados com a saúde do bebê Fundamental ainda é alertar, orientar às futuras mamães sobre ações atuais que podem ajudar a preservar sua fertilidade agora e futuramente. Pag. 8

Tecnologia é recurso no combate à gravidez múltipla A fertilização in vitro é uma excelente opção para casais que não conseguem engravidar por vias naturais. Pag. 10


Índice 3

Controvérsias fertilização in vitro: Uma avaliação crítica.

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Idade e infertilidade feminina

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Carinho na dose certa

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Como preservar sua fertilidade

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Cuidados com a saúde do bebê

10 Tecnologia é recurso no combate à gravidez múltipla O maior centro de reprodução humana do norte. Tv. 14 de Março, 942 Tel: 3222-8335 | 3259-5459 | 3259-5485 Belém - Pará Atendimento das 09h às 20h. www.clinicapronatus.com.br

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Controvérsias fertilização in vitro: Uma avaliação crítica Por: Fábio Eugênio Médico especialista em reprodução humana

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o último dia 23, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva promoveu o curso “Controversies In Vitro Fertilization: A Critical Assessment”, na Cidade de Denver, Colorado, EUA. Tive a oportunidade de participar. O curso foi uma espécie de mini-seminário sobre diretrizes para a prática de Fertilização in Vitro. O objetivo era preparar os participantes para que possam transmitir aos seus pacientes de forma clara e competente todas as informações sobre o assunto. E,

dessa forma, ajudá-los a decidir sobre a utilização, ou não, deste tratamento. Durante o curso, as discussões giraram em torno de tópicos como os resultados de estudos das drogas utilizadas no tratamento de Fertilização in Vitro, como aspirina infantil e a suplementação de estrogênio e hormônio de crescimento luteal. Também entre os temas em discussão, estava a idade média das pacientes que têm concebido com ovócitos [óvulos] criopreservados, assim como a

sobrevivência de ovócitos esperados e as taxas de gravidez nessas situações. Já aqui no Brasil, entre os dias 13 e 16 de Outubro, a Associação Médica Cearense realizou o XXV Outubro Médico. Na programação de Ginecologia e Obstetrícia, fui palestrante na mesa redonda sobre Endocrinologia Ginecológica, falando do tratamento atual da Síndrome dos Ovários Policísticos. Também presidi a Sessão Interativa sobre Hemorragia Uterina Anormal, um espaço para discussão Revista Fertilidade | 2011 3


Idade e infertilidade feminina Por: Arivaldo Meireles Obstetra

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infertilidade feminina começa a declinar alguns anos antes da instalação da menopausa, apesar da presença regular de ciclos ovulatórios. Muito embora não exista uma definição específica sobre idade reprodutiva avançada, a infertilidade feminina se torna mais pronunciada a partir dos 35 anos, mesmo se considerarmos os diversos tratamentos disponíveis na prática clínica. O risco de aborto espontâneo, de forma similar, aumenta com o aumento da idade. O percentual de gravidezes clinicamente diagnosticadas (saco gestacional contendo embrião com atividade cardíaca) naturalmente interrompidas antes do nascimento de um feto viável, aumenta de acordo com a idade feminina: 14% para paciente com idade inferior a 35 anos, 19% entre 35 e 37 anos, 25% entre 38 e 40 anos e 40% após os 40 anos de idade. Uma revisão recente, objetivando avaliar os efeitos da faixa etária do homem sobre a qualidade do sêmen e fertilidade, concluiu que o aumento da idade está associado a uma diminuição no volume seminal, mobilidade e morfologia espermática, porém sem efeito negativo sobre a concentração dos espermatozóides. Há um declínio na fertilidade masculina com o progredir da idade, particularmente após os 50 anos, entretanto o resultado dos diversos estudos a respeito deste assunto foram confusos em função da idade equivalente das parceiras. Não existe uma idade absoluta, na qual um homem naturalmente pode tornar-se infértil. A fertilidade, portanto, está mais relacionada à idade da mulher do que a do seu parceiro. A média de idade para a primeira gravidez, e consequentemente para o primeiro filho, aumentou em função de, nas últimas 3 décadas, muitas mulheres terem priorizado a carreira profissional e, dessa forma, postergaram o casamento. Contribuindo de forma similar, um grande número de mulheres nascidas no período compreendido entre 1946 a 1964 (baby

boom), atingiram, agora, o término da idade reprodutiva, resultando um maior número de mulheres buscando assistência médica por infertilidade. Certamente, nem todas as mulheres em idade reprodutiva avançada, desejando ter filhos, experimentam infertilidade. Nesta mesma faixa etária, outros fatores de infertilidade, não necessariamente relacionados à idade avançada, podem contribuir – por exemplo, fator masculino; obstrução tubária etc. A idade, na qual a menopausa ocorre, reflete o término da capacidade ovariana em produzir folículos. Mudanças súbitas ocorrem na fase inicial do ciclo menstrual em que concentrações sanguíneas dos hormônios, FSH (aumento) e inibina B (decréscimo), precedem a irregularidade e até mesmo ausência do fluxo menstrual. Dentre os fatores de risco, que podem antecipar a falência ovariana, destacam-se: fumo; história familiar de falência ovariana precoce; processos inflamatórios; endometriose; cirurgia ovariana; quimioterapia e radioterapia. A ação hormonal inadequada sobre os óvulos promove alterações marcantes em sua qualidade, determinando menor fecundidade e aumento na incidência de alterações cromossômicas e consequentemente maiores taxas de abortamentos e partos prematuros. A maior prevalência de patologias uterinas, como pólipos, miomas etc., nesta faixa etária, da mesma forma influencia negativamente a fertilidade. O fator idade, entretanto, parece não alterar a resposta anatômica e funcional do útero ao estímulo hormonal artificialmente induzido, fato este comprovado por excelentes resultados com gravidezes resultantes de óvulos doados. Desta forma, recomenda-se que, ao atingir 35 anos, todas as mulheres com expectativa reprodutiva, mesmo que não seja imediata, submetam-se à avaliação da fertilidade, incluindo a avaliação da reserva ovariana e, até mesmo, o rastreamento de patologias relevantes no processo reprodutivo, como diabetes, hipertensão, patologias da tireóide, além

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Carinho na dose certa

Ele pode ser o grande parceiro dos pais com a vida profissional e com as decis천es no decorrer da vida

Por: Glauber Marques Pediatra

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orsu vit, tus, Catus, Catem, cone facchui idente publiam habendem condefa cervius? Quam menaturbis. Habem in Etraritus. Ive, conterus, quam ocula vigna, conloca L. Astissus con dem tatrobs essimiliu estim se audernuli publin se, nit? Ter hilles consultua renare factuscem tem abeniam senat voltus, C. Opiem prac omanum egerem pri, facivive, volum locciam iuro ego cae et; niquius cri, que nosses deat, ut inarbit? Se morum nem prata non pro con sul hus tame ta nox se, Catus hoc, nostiaec ocutusci potandam sa dendiem, faciver rissolu dessolum nostrum unterit prae

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Como preservar sua fertilidade Por: Arivaldo Meireles Obstetra

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ara nós, especialistas que lidamos com a Reprodução Humana, é muito impactante ver o sofrimento de casais que não conseguem engravidar. Queremos trazer uma palavra de conforto a estas mulheres e homens: a medicina avançou muito no campo da infertilidade e a enorme maioria dos problemas hoje em dia encontra solução na especialidade da Reprodução Humana. Fundamental ainda é alertar, orientar às futuras mamães sobre ações atuais que podem ajudar a preservar sua fertilidade agora e futuramente. Em primeiro lugar, valem as

orientações gerais de qualquer especialidade médica. Manter hábitos de vida saudáveis é indispensável. Por outro lado, nada da “ditadura da magreza”. Corpos muito magros, com o “tal” do índice de massa corporal (IMC) abaixo do normal, podem levar a alterações importantes na produção dos hormônios sexuais e gonadotrofinas – que controlam a produção de óvulos – e também repercutir negativamente na fertilidade. As drogas ditas “lícitas” também devem despertar a atenção nas futuras mamães. A nicotina e várias outras

substâncias maléficas presentes no cigarro podem comprometer tanto a fertilidade feminina como a masculina. Além disso, o tabagismo durante a gravidez traz uma série de prejuízos ao feto: redução de crescimento intra-uterino, prematuridade e até óbito intra-útero. Quanto ao álcool, em pequenas doses, não interfere na fertilidade. O uso moderado ou acentuado de bebidas alcoólicas é prejudicial e deve ser evitado. Quanto às doenças ginecológicas que possam comprometer o futuro reprodutivo, o alerta principal é em relação às doenças sexualmente transmissíveis, conhecidas por DST. Estas são adquiridas quase sempre pelas relações sexuais desprotegidas (sem preservativo) com parceiros infectados. Algumas destas doenças, principalmente as que envolvem infecção direta ou associada com uma bactéria chamada Clamídia, podem levar a inflamações nas tubas uterinas – canais que ligam o ovário ao útero – e são responsáveis pela fase

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Cuidados com a saĂşde do bebĂŞ

Por: Glauber Marques Pediatra

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Agnamus et landund anditat ut alibus dolessit aut porem doloriosa dolum laborpor sitat aborum et quiae re, consecatum fuga. Obit utem laboria iuntecus exero omnit a net odiosap icimus et ut quo ommodissunt. Evelectis non conecae. Ugia ipicabo reptur alitaquas ex estrum, omnimet quam facerci liquasp ellaut omnis sersped maionseque ni quodior moluptas quati dis ut idis modipsunt voluptas iur? Ost es aut qui cus, te re nia earitatum eaquam etur apidipsam, ulpa et ent iustiur? Gendescil is que venecul parcianiam et, omnis simin rem quo que nonem rectem quid et es incipsandit, essimincidi remoluptatur abore volorem. Ut eum re nonsequi doloria coreribusa aspero dem aut ratum nihictu ressequi di bla solut fuga. Ut aut apis mi, simi, omnihil mi, volest, quatatibus as inctas nienda natibusam ent. Tae pore corepratquam unt eum qui dit estibusa qui veni qui reria vollentibus am am, ommos sunt estior as rem quunt laborro etur? Lamus eos aut estibus amus dolupta tatiorit molorep elluptatur, consed es sam volorum, cum samenist offici re, corion

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Tem untur re, is acepudis es as dolupta de dus dis et rerum explat eum delia num id quiduci mporecte plandes nitae. Et as dolori velleseni ipsuntibus, tet et hiciiss enecaes tiorehendae. Nequame velit quis et quaectis adis etur, cus esequibus pellut utatios dent dolupta del imoloriam cuptatem. Raturio. Em quunt pos aut eses

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Tecnologia é recurso no combate à gravidez múltipla Por: Fábio Eugênio Médico especialista em reprodução humana

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fertilização in vitro é uma excelente opção para casais que não conseguem engravidar por vias naturais. No procedimento, o espermatozóide é injetado no óvulo em laboratório e só depois o embrião formado vai para o útero da mulher. Porém, essa técnica exige alguns cuidados ao ser usada, devido ao risco de gravidez múltipla. O Brasil é um dos países do mundo com as maiores taxas de gravidez múltipla. Até 30% das gestações por fertilizações in vitro resultam em gêmeos, trigêmeos e, mais dificilmente, quadrigêmeos e quíntuplos. E os casais precisam se conscientizar de que a gravidez múltipla é de risco. Pode provocar na mãe pré-eclâmpsia (aumento de pressão arterial), diabetes gestacional e abertura precoce do colo uterino, com parto prematuro. Já para o bebê ocorre o problema da prematuridade, comum nesse tipo de gestação, associada à má formação dos órgãos, disfunções neurológicas e maior suscetibilidade a infecções hospitalares. Isso acontece porque os casais ficam receosos de não obterem sucesso na transferência de um único embrião, e querem aumentar as chances de engravidar implantando o máximo de embriões. E, devido a limitações financeiras, preferem correr o risco da gravidez múltipla do que o da não-gravidez. No entanto, em virtude aos avanços tecnológicos e da possibilidade de melhor seleção de espermatozóides e óvulos, é possível aperfeiçoar as chances de engravidar implantando um número menor de embriões. Em Fortaleza, já dispomos do aparelho denominado Super ICSI, que permite a visualização de até oito mil vezes o tamanho do espermatozóide, possibilitando escolher os de melhores características morfológicas. Em outros equipamentos essa ampliação está limitada a 400 vezes. Mais vantagens são proporcionadas pelo laser OCTAX EYE, que permite um afinamento do recobrimento (zona pelúcida) do embrião a ser implantado, aumentando as chances de fertilização. E ainda, a melhora contínua dos meios de cultivo e técnicas labo-

ratoriais de cuidados com os embriões têm proporcionado chances cada vez melhores de gravidez. COMENTÁRIO DO ESPECIALISTA: a gravidez múltipla (gêmeos, trigêmeos e mais), apesar de desejada por alguns casais que têm muita dificuldade para engravidar, deve ser considerada uma complicação dos tratamentos de reprodução humana. Sempre ressalto aos casais que o objetivo do tratamento é a obtenção de uma gravidez ÚNICA de um bebê saudável. Quando escapa um pouco da programação que venha uma gravidez dupla (gêmeos) que, normalmente, é uma gravidez cujo pré-natal cursa de maneira relativamente tranquila. O que devemos procurar evitar sempre são as gravidezes múltiplas de maior ordem como trigêmeos ou quadrigêmeos, que podem trazer riscos importantes para mãe e bebês. Uma impressão errada da maioria dos casais é de que, quanto mais complexo o tratamento maior o risco de gravidez múltipla. Ou seja, eles acreditam que o risco de múltiplos é maior na fertilização in vitro do que na inseminação e o risco na inseminação seria maior do que na indução de ovulação simples medicamentosa. Não é bem assim. Na verdade, na fertilização in vitro, já que temos controle sobre o número de embriões a serem transferidos (decisão conjunta equipe médica – casal), podemos ter riscos por vezes menores do que em tratamentos mais simples. A razão é que na inseminação e na indução de ovulação não temos qualquer controle sobre o número de embriões que se formarão, já que este processo vai ocorrer naturalmente dentro do sistema reprodutivo da mulher. E então pode haver surpresas. O fato inequívoco é que, com os avanços científicos e tecnológicos da reprodução assistida temos condições reais de reduzir cada vez mais os riscos de gravidez múltipla, que no Brasil ainda são muito altos. Na fertilização in vitro, utilizando critérios objetivos em relação ao perfil do casal e qualidade dos

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O maior centro de reprodução humana do norte. Tv. 14 de Março, 942 Tel: 3222-8335 | 3259-5459 | 3259-5485 Belém - Pará Atendimento das 09h às 20h. www.clinicapronatus.com.br


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