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SUSTENTABILIDADE DA CAFEICULTURA DE JAGUARÉ IMPRESSIONA MEXICANOS www.conilonbrasil.com.br

REVISTA

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA VENDA PROIBIDA

Edição 15 - Ano III Abril / Maio de 2012

SUSTENTABILIDADE Desafios para o desenvolvimento de uma cafeicultura sustentável

Artigo: Cuidados no armazenamento dos grãos de café

Artigo: Saiba mais sobre a classificação física do café

Manejo & tecnologia: Vergamento do café conilon


www.conilonbrasil.com.br CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE Coffea canephora O Espírito Santo se destaca como o maior produtor brasileiro dessa espécie, introduzida há 100 anos no Estado e cultivada comercialmente a partir de 1972. Nesses 100 anos de história e 40 anos de cultivo comercial, a produção de Conilon capixaba passou de 400 mil sacas (1972) para 8,5 milhões de sacas (2011). Nesse cenário histórico e de evolução da cultura, o Governo do Estado do Espírito Santo, através da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag); do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper); da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Café); do Consórcio Pesquisa Café; e de instituições parceiras está promovendo a Conferência Internacional de Coffea canephora. A Conferência Internacional de Coffea canephora acontecerá no período de 11 a 15 de junho de 2012, no Centro de Convenções de Vitória, cidade de Vitória – Espírito Santo, Brasil, com o tema central: Cem anos de história e evolução do Conilon no Estado do Espírito Santo – Brasil. O evento visa apresentar e discutir, com a comunidade científica e com representantes dos diversos setores envolvidos na cadeia de Coffea canephora, temas associados à pesquisa, desenvolvimento e inovações; aspectos conjunturais e de organização; qualidade, mercado e indústria, entre outros, direcionados à competitividade e sustentabilidade dessa importante atividade em vários países do mundo. Saiba mais sobre o evento e confira a programação, acessando o site:

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Sumรกrio

2 anos de Conilon Brasil - abr/mai 2012

CAPA 14


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7 ARTIGO Classificação física do café

12 COBERTURA II Encontro Estadual do Conilon Descascado

CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO DOS GRÃOS DE CAFÉ

Espaço Gourmet

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18 MANEJO & TECNOLOGIA Cuide bem do seu café

20 MANEJO & TECNOLOGIA Vergamento do Conilon

24 COBERTURA 1º Simpósio do Produtor de Conilon em São Mateus

26 GESTÃO DO AGRONEGÓCIO A chegada da nova safra Márcio Valentin de Sá, IDEE

Incremente seu café sem extrapolar nas calorias

Sustentabilidade da cafeicultura de Jaguaré impressiona mexicanos

CAFÉ & SAÚDE: OS BENEFÍCIOS DA CAFEÍNA

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editorial Caros leitores, Falando em sustentabilidade na cafeicultura vou ser direto. Toda a cadeia deve estar envolvida para que a atividade se desenvolva, mas o produtor tem que chamar para si a responsabilidade de identificar e se adaptar as necessidades do mercado para se manter na atividade com rentabilidade. A agricultura depende dos recursos naturais e o agricultor, principalmente o familiar, tem que ter uma conscientização imediata, cumprindo seus objetivos, respeitando as regras e boas práticas de produção e principalmente, conduzindo com responsabilidade os recursos que estão sob seu domínio, pois o equilíbrio mundial depende da harmonia e sintonia entre cada elo da cadeia, seja ela de café ou outros alimentos. Nunca é demais lembrarmos que a demanda por produtos sustentáveis cresce a cada dia e isso já é uma REALIDADE. Cada vez mais se buscam cafés de qualidade e que atendam requisitos sustentáveis e de boas práticas de produção. Respeite aquilo que garante o SUSTENTO da sua família. Desejo a todos uma boa leitura e uma ótima reflexão, degustando um bom café conilon!

Arthur Fiorott arthur@conilonbrasil.com.br

Editor: Arthur Fiorott Consultor Técnico: Adelino Thomazini Coordenador Geral de Comunicação: Jaques Brinco Jr Colaboradores nesta edição: Gustavo Sturm, Lívia Simões, Coopeavi, Abraão Carlos Verdin Filho, Paulo Sérgio Volpi, Aldo Luiz Mauri, Manuela Pagan, Idee. Atendimento Comercial: 27 3224 - 3412 comercial@conilonbrasil.com.br Endereço para correspondência: Rua Clóvis Machado, 176 - Sala 407 Ed. Conilon, Enseada do Suá CEP 29050-900 Vitória - ES

Revista com Tiragem Bimestral: 2 mil exemplares Distribuição Gratuita: ES, RJ, SP, MG, BA, RO, MT, GO Distribuição Nacional: Governo dos Estados, Associações, Prefeituras, Setor Produtivo Industrial e Comercial, Produtores Rurais, Agrônomos, Cooperativas e Universidades.

*Os textos, incluindo opiniões e conceitos emitidos, são de responsabilidade exclusiva de seus autores.

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artigo

Classificação física do café

P

Texto: Equipe Conilon Brasil

ara a comercialização de café no Brasil, são utilizados alguns critérios que se baseiam em uma série de avaliações deste produto, com o intuito de estabelecer sua classificação. Depois de colhido, preparado e beneficiado, os grãos de café passam por avaliações que são baseadas nas características físicas de tamanho, formato, coloração, uniformidade e qualidade de bebida, sendo classificados por peneira, coloração, tipo e bebida. A classificação por peneira é determinada de acordo com o tamanho e o formato dos grãos de café, e tem por objetivo avaliar a homogeneidade dos grãos com relação ao tamanho, pois, um dos fatores que influenciam a qualidade da torração, é essa homogeneidade. A ocorrência de grãos de café com tamanhos diferentes num mesmo lote, principalmente, dos grãos de peneiras menores, pode proporcionar uma torração rápida e desuniforme, prejudicando o sabor e o aroma do café.

De acordo com a coloração dos grãos, o café pode ser enquadrado em oito classes: verde azulado e verde cana (cores características do café despolpado ou degomado); verde (grãos de coloração verde e suas nuances); amarelada (grãos de coloração amarelada, indicando sinais de envelhecimento); amarela, marrom, chumbado, esbranquiçada, discrepante (mistura de cores oriundas de ligas de safras). Quanto ao tipo, a classificação do café é realizada de acordo com o número de defeitos e impurezas para uma amostra de 300 g de café beneficiado. Os defeitos podem ser de natureza intrínseca, resultantes de modificações fisiológicas e genéticas ou de preparos mal conduzidos, que são os grãos pretos, verdes, ardidos, quebrados, brocados, mal granados ou chochos e conchas. Os defeitos também podem ser de natureza extrínseca, que são representados por elementos estranhos ao café beneficiado (coco, marinheiro, cascas, pau, pedra e torrões). Para a classificação do café por defeitos, emprega-se a tabela de equivalência de grãos imperfeitos e impurezas. Conilon Brasil

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artigo

Entre os defeitos de natureza intrínseca, os que mais se destacam na influência sobre a qualidade do café são os pretos, verdes e ardidos, (PVA), que prejudicam o aspecto, a torrefação e a qualidade de bebida do café. Esses defeitos podem ser evitados com uma colheita e secagem bem conduzidas. Os demais defeitos dessa natureza podem ser evitados com acompanhamento agronômico sobre fatores genéticos, tratos culturais adequados, colheita bem feita, percentual correto de umidade dos grãos e boa regulagem da máquina de beneficiamento. Os defeitos de natureza extrínseca também afetam a qualidade do café, quanto ao aspecto, à torrefação e à qualidade de bebida. Os mesmos podem ser evitados com colheita no

pano, abanação correta, uso de lavadores, terreiros higienizados e sem fragmentos soltos, e uma correta regulagem da máquina de beneficiar o café. Em algumas transações comerciais, para países importadores de café robusta, têm sido exigido a classificação física de acordo com o método utilizado pelo CQI (Coffee Quality Institute), que embora seja mais rigoroso, agrega mais valor ao produto. Nesse método, o café é classificado em robusta fino, premium e comercial. Pode-se observar que a quantidade de defeitos contribui para depreciar a qualidade física, de bebida e conseqüentemente do preço do café. Portanto, não comercialize o seu café sem antes conhecer a qualidade.

TABELA OFICIAL PARA CLASSIFICAÇÃO (LATAS DE 300 GRAMAS) TIPOS 2 3 4 (Base) 5 6 7 8

-

DEFEITOS 4 12 26 46 86 160 360

EQUIVALÊNCIA DOS GRÃOS IMPERFEITOS DEFEITOS

1 Grão Preto----------------------------------------------------------- 1 1 Pedra, Pau ou Torrão Grande---------------------------------- 5 1 Pedra, Pau ou Torrão Regular---------------------------------- 2 1 Pedra, Pau ou Torrão Pequeno-------------------------------- 1 1 Côco------------------------------------------------------------------- 1 2 Ardidos---------------------------------------------------------------- 1 1 Marinheiro------------------------------------------------------------1 2/3 Cascas Pequenas----------------------------------------------- 1 2/5 Brocados-----------------------------------------------------------1 3 Conchas-------------------------------------------------------------- 1 5 Verdes-----------------------------------------------------------------1 1 5 Chochos ou Mal Granados-------------------------------------- 1

Rua Clóvis Machado, 176, Ed. Conilon - Enseada do Suá TABELASl DE 405/407 EQUIVALÊNCIA- DE DEFEITOS Vitória - ES - CEP - FONE 27 3224 3412 - FAX 27 2127 9642 Defeito 29050-900 completo Defeito completo Categoria de defeitos 1 Equivalência Categoria de defeitos 2 Equivalência sac@conilonbrasil.com.br Completamente preto 1 Parcialmente preto 3 www.conilonbrasil.com.br Completamente ardido

1

Parcialmente ardido

3

Coco

1

Verde

5

Danos por fungos

1

Mal granado

5

Material estranho

1

Chocho

5

Dano por broca severo

5

Esbranquiçado

5

Quebrado

5

Pergaminho

5

Concha

5

Casca

5

Broca leve

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Classificação física utilizada pelo CQI Robusta Fino: até 5 defeitos Categoria 2 Robusta Premium: até 8 defeitos categoria 1 e 2 Comercial: mais de 8 defeitos.

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artigo

CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO DOS GRÃOS DE CAFÉ Texto: Equipe Conilon Brasil

O

mercado consumidor e as agências de controle e fiscalização têm exigido cada vez mais a produção de alimentos seguros e de alta qualidade. A manutenção da qualidade física, química e sensorial dos grãos de café, durante o armazenamento, está relacionada com as interações entre fatores abióticos como temperatura, umidade, tipo e condições de armazenamento, e fatores bióticos como grãos, fungos e insetos. O café quando afetado por fungos resulta em uma depreciação qualitativa dos grãos como, por exemplo, a perda de rendimento, descoloração, redução no valor nutricional e a contaminação por micotoxinas.

O adequado controle de fatores como temperatura, umidade e a interação destes são importantes para prevenir o desenvolvimento dos fungos. Portanto, é necessário uma secagem adequada dos grãos de café e o armazenamento em estruturas de armazenamento apropriadas, e preservando as condições 10

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internas de umidade e temperatura. O café pode ser armazenado em coco, pergaminho ou beneficiado. Quando se armazena o café beneficiado em sacaria, o armazém deve ter temperatura ambiente ao redor de 20ºC, com umidade relativa do ar de no máximo 70%. O local de armazenamento deve ser limpo, abrigado da chuva, do sol e bem arejado. O piso deve ser impermeável, de concreto, e deve estar, no mínimo, a 40 cm acima do nível do solo. É indispensável a utilização de estrados, para impedir o contato com o piso e permitir a circulação de ar na base da pilha. O contato com as paredes também devem ser evitado, e é fundamental conservar o café com 11 a 12% de umidade. Além desses fatores, é inaceitável que o café seja armazenado no mesmo local que agrotóxicos, óleo diesel, dentre outras substâncias, que causam gosto estranho na bebida. Quando o café é armazenado por um período maior de tempo, poderá vir a ser infestado por pragas, principalmente se o produto estiver em coco. Os principais insetos que podem ser encontrados nas tulhas e armazéns são a broca-do-café (Hypothenemus hampei), caruncho-das-

tulhas (Araecerus fasciculatus) e traças do café, como a Corcyra cephalonica e a Plodia interpunctella. A broca-do-café é considerada uma das principais pragas do conilon, pois tem a capacidade de atacar os frutos em todos os estádios de maturação, desde verde até maduro ou seco. Seu ataque causa redução do peso dos grãos de café, queda de frutos e redução da qualidade física e, às vezes, sensorial do café. Para se evitar danos com a broca durante a armazenagem, deve-se realizar o controle no campo, muito antes da colheita e secagem. O controle pode ser realizado pelo método químico, biológico e cultural (colheita bem feita).


O controle biológico da broca é realizado por inimigos naturais, dentre os quais pode se destacar o fungo parasita Beauveria bassiana, e as vespas parasitóides, como a vespa de Uganda e a vespa da Costa do Marfim, que controla a praga em todas as suas fases. É importante informar que nesse ano, no laboratório da COOABRIEL, serão reproduzidas cerca de três milhões de vespas da Costa do Marfim, quantidade suficiente para aproximadamente 500 ha. A soltura deverá acontecer entre os meses de julho/agosto, direcionada para que seja feito um trabalho em microrregiões inteiras e não solturas isoladas. O valor das vespas ainda não foi definido.

O caruncho-das-tulhas é uma praga muito disseminada nas regiões tropicais, causando danos em muitos produtos armazenados como grãos de cacau, feijão, milho e especialmente o café. É mais facilmente encontrada em locais de umidade e temperaturas elevadas. O caruncho danifica o café seco em todas as suas formas: coco, despolpado e beneficiado. As traças do café, cujos adultos são pequenas mariposas, podem prejudicar exportação do café pela presença da lagarta, casulos e excrementos do inseto nas sacarias e nos grãos. A traça aproveita o orifício causado pela broca-do-café ou pelo caruncho-das-tulhas para penetração nas sementes. Quando o ataque da praga

é muito severo, a sacaria fica toda perfurada, sendo necessário sua renovação. A desinfecção e limpeza das tulhas e dos armazéns, com antecedência, antes de iniciar a colheita; e a vistoria periódica, são medidas preventivas que devem ser realizadas para impedir a ocorrência de pragas durante o armazenamento de grãos. Porém, quando se constata infestações já instaladas, algumas medidas profiláticas devem ser tomadas, como por exemplo, a fumigação (expurgo) e nebulização. O controle de pragas e fungos toxicogênicos confronta diretamente com a qualidade do produto, da mesma forma que influencia no aspecto de segurança alimentar. Portanto, a prolongação do tempo de armazenamento, conservando a qualidade do café, através de condições adequadas de armazenamento, é fundamental para que o cafeicultor possa ofertar seu produto por maior período, buscando atingir o mercado nas épocas mais favoráveis. Vespa da Costa do Marfim

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cobertura

Coopeavi / Conilon Brasil

Coopeavi reúne produtores no

II Encontro Estadual do Conilon Descascado

S

ete palestras, balcão de negócios, mini-cursos, cafeteria e muita integração foram os ingredientes do II Encontro Estadual do Conilon Descascado, realizado no dia 09 de março de 2012, no Ifes de Santa Teresa – ES.

Ênio Bergoli (Secretário da Agricultura do ES) e demais autoridades presentes no evento.

Cerca de 470 produtores e 150 alunos receberam informações sobre mercado, manejo, projetos e tendências da cafeicultura além de terem a conveniência de estar frente a frente com fornecedores e parceiros do ramo. Esta ação solidifica a qualidade do café Conilon como prioridade para os produtores, cooperativa e mercado, visto que os níveis de exigência do consumidor se elevam a cada dia e a demanda por novos blends (mistura de cafés), diferenciados, é cada vez maior. A Conilon Brasil, como parceira, esteve presente cobrindo o evento e organizando uma cafeteria onde serviu mais de 500 cafés (expresso e coado) aos produtores, além de encerrar com chave de ouro com uma palestra elucidativa de seu Diretor Geral, Adelino Thomazini. O Evento contou com a parceria do Incaper, Cetcaf e Conilon Brasil e patrocínio do sistema OCB/Sescoop-ES, Syngenta, Azud, Orvel ,Pinhalense, Agrichem, Lithoplant, Palini e Alves, Sicoob e Coyote. 12

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Adelino Thomazini (Conilon Brasil), durante sua palestra sobre “Marketing do Conilon Descascado”.


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SUSTENTABILIDADE Desafios para o desenvolvimento de uma cafeicultura sustentável

Texto: Equipe Conilon Brasil

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sustentabilidade é um termo que tem sido muito usado para definir

ações e atividades humanas que visam preencher as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Isto é, a sustentabilidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e social sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles permaneçam no futuro. Seguindo estes parâmetros, a humanidade pode garantir o desenvolvimento sustentável. A adoção de práticas de sustentabilidade insere na cadeia produtiva, técnicas que estabelecem um desenvolvimento sustentável, de maneira que essa sustentabilidade da cadeia seja mantida ao longo dos anos, através do aporte técnico, padrões de produção com qualidade, agregação de valor e visando um mercado diferenciado. 14

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cafeicultura sustentável

O café possui um grande potencial para o desenvolvimento, além de ser uma das “commodities” mais comercializadas no mundo. É um produto de exportação de significativa importância para os países em desenvolvimento e responde pelo padrão de vida de milhões de produtores rurais. A comercialização de um modelo sustentável em todas as fases da produção do café é uma maneira competitiva e eficaz de melhorar as condições das pessoas que trabalham no cultivo, preparo, industrialização e comércio, assim como aumentar a oferta de cafés com melhor qualidade ao mercado consumidor, aumentando o consumo e tornando toda a cadeia mais lucrativa. Desta forma, ações para tornar a cafeicultura sustentável devem promover o crescimento econômico, respeitar o meio ambiente e satisfazer as necessidade e aspirações humanas.

Os requisitos econômicos garantem a permanência dos produtores na atividade cafeeira. Isso depende de sistemas de cultivos estáveis, que proporcionem maior longevidade para as lavouras e rentabilidade freqüente. Os bons resultados garantem investimentos em manutenção, inovação, desenvolvimento e crescimento do próprio empreendimento, bem como a remuneração adequada de colaboradores e fornecedores. A dimensão econômica deve focar na produtividade da matéria-prima através do domínio técnico, gerar recursos para investir nas demais áreas, como, por exemplo, no desenvolvimento e qualidade de vida das pessoas, da sociedade, na preservação/recuperação do meio ambiente, e também na qualidade do café, que passa pelo quesito referente à rastreabilidade dos grãos, atendendo a um nicho de mercado exigente, que paga mais caro por esse produto.

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ção, moradia e alimentação, entre outros. A dimensão social deve possibilitar condições decentes de trabalho e de vida para os agricultores, suas famílias e empregados. Isto inclui o respeito pelos direitos humanos e pelas normas trabalhistas. A utilização do trabalho infantil na propriedade rural não deve existir, sendo garantidos direitos reais à infância e a educação. O produtor deve registrar seus funcionários de acordo com as normativas do Ministério do Trabalho. Os trabalhadores devem estar equipados com Equipamentos de Proteção Individual (EPI) de acordo com as instruções dos rótulos e apropriados para os riscos de saúde e segurança. O Cata-Vento, utilizado para marcar a luta pela erradicação do trabalho infantil

considerando uma visão ambientalista, uma cafeicultura sustentável seria uma maneira de fornecer café suficiente, sem degradar os recursos naturais.

Dentro de qualquer atividade que envolva os recursos naturais, deve sempre haver respeito e conservação com o meio ambiente, pois, sem considerar a questão ambiental, não há sustentabilidade. Deste modo, considerando uma visão ambientalista, uma cafeicultura sustentável seria uma maneira de fornecer café suficiente, sem degradar os recursos naturais. Desde sua origem, a agricultura sempre foi, e é até hoje, altamente dependente do meio ambiente. Com isso, algumas normas de sustentabilidade visando o lado ambiental, procuram estabelecer padrões que promovam um desenvolvimento sustentável, minimizando os efeitos negativos do impacto da exploração agrária. Dentre essas normas pode-se citar: Conservação de ecossistemas; Proteção da vida silvestre; Manejo integrado de resíduos; Conservação do solo e de recursos hídricos. Outro pilar do desenvolvimento sustentável é o fator social, que envolve o processo de melhoria na qualidade de vida da sociedade, através do nivelamento do padrão de renda, acesso a educa-


matéria capa

Entre todos os produtos agrícolas, a produção de café, é uma das atividades que mais contribuem para a sustentabilidade, em todos os aspectos envolvidos. Existem vários programas de certificação do grão cru em diversos países, e o consumo desses cafés certificados aumenta vigorosamente. Porém, a sustentabilidade não deve existir apenas “dentro da porteira”, mas sim, em toda a cadeia do café, ou seja, desde o processo agrícola até a industrialização. As ações delineadas pela sustentabilidade objetivam diminuir os problemas da cafeicultura na produção, uma vez que a entrada de novos consumidores no mercado, principalmente nas economias

emergentes asiáticas, e as mudanças de hábitos ocidentais, direcionam uma tendência constante de crescimento do consumo mundial de café. Outra questão envolvida é o beneficiamento do produto, em que as operações pós-colheita devem ser adequadas para que não interfiram na qualidade da bebida. E por fim, a comercialização da cafeicultura sustentável precisa ser valorizada por parte dos consumidores através de ações de conscientização. Como se pode observar, uma nova realidade de mercado está se inserindo na cadeia produtiva do café, e assim como existem muitos desafios para o desenvolvimento de uma cafeicultura susten-

tável, existem também muitos potenciais. Diante disso, o projeto Conilon Especial é uma importante ferramenta, que objetiva preparar produtores, cooperativas e ou associações para essa nova fase para qual o mercado mundial aponta. A adequação do negócio a práticas sustentáveis é colocada como um ponto de partida para a conquista de vantagens competitivas em relação a empreendimentos tradicionais. Embora possa demandar tempo e mudanças culturais, a longo prazo traz um melhor acesso a mercados com algum tipo de filtro, maior valor agregado ao produto e otimização do uso de insumos.

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manejo & tecnologia

Cuide

BEM do seu

CAFÉ Texto: Equipe Conilon Brasil

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colheita do café conilon está iniciando, e as expectativas para uma boa safra são animadoras para a maioria das regiões produtoras. Nesse período é fundamental a realização de boas práticas de colheita e pós-colheita do café. Os cuidados com a colheita começam na correta identificação do estádio de maturação do fruto. Como na maioria das vezes nem todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo, deve-se iniciar a colheita quando no mínimo 80% dos frutos estão maduros. O café colhido ainda verde acarreta em prejuízos tanto na qualidade, quanto no rendimento do produto, pois, prejudica a classificação por tipo, o peso dos grãos, a qualidade da bebida e conseqüentemente o valor do produto. Para se ter uma idéia, em 100 sacas beneficiadas de café, se houver 50% dos grãos verdes, perde-se o equivalente a 13 sacas. Ou seja, se o produtor colhe o café verde, a produtividade final será menor. O próximo passo, que também é muito importante, é o 18

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transporte do café para a secagem, que deve ser realizado no mesmo dia, para evitar fermentações indesejáveis, o que pode causar o defeito ardido. Se houver 5% dos grãos com esse defeito, em 100 sacas de café, as perdas são equivalentes a 1,82 sacas. Alguns outros defeitos encontrados no café podem ser evitados com uma secagem correta. Quando a secagem for realizada em terreiros, deve-se distribuir o café em lotes homogêneos, esparramar em camadas que não ultrapassem 4 cm de altura, sempre no sentido do caminhamento do sol (leste-oeste), e mexer no mínimo 10 vezes por dia. Na secagem dos grãos cereja descascado (CD), estes devem ser espalhados no terreiro, em camadas mais finas, de 2 a 3 cm, e revolvidos até 20 vezes ao dia. Ainda no terreiro, não se deve amontoar e nem cobrir o café com lona antes da meia-seca, mas, após esse período, deve-se enleirar o café à tarde, em leiras de 10 a 30 cm, aumentando de acordo com o grau de seca. No final da seca, deve-se amontoar e cobrir os grãos, ainda quente, por volta


das 15 horas. No dia seguinte, o café deve ser esparramado em horário próximo das 10 horas. A partir desse grau de seca, o café não deve ser exposto à chuva. Para a secagem em secador mecânico, o mais indicado é o de fornalha de fogo indireto, pois não permite o contato da fumaça com os grãos, evitando cheiros e gostos estranhos. O tempo de secagem não deve ser inferior a 20 horas e nem ultrapassar 48 horas. Nesse método de secagem é importante usar lotes de cafés homogêneos, operar o secador em plena carga e usar lenha bem seca. A fornalha deve ser acesa com o secador em movimento e a temperatura na massa dos grãos não deve ultrapassar 60°C. A secagem do CD também pode ser feita em secador de fogo indireto, passando primeiramente por uma pré-secagem no terreiro, e depois não ultrapassando a temperatura de 40ºC na massa, quando colocados no secador. Quando houver um percentual elevado de frutos verdes, a temperatura da massa deverá ser mantida abaixo de 30ºC, evitando a ocorrência de café preto-verde. Quando os grãos de café atingirem a umidade entre 16 e 18%, o secador deve-

rá ser desligado, até que a massa esfrie, e fique na umidade correta para ser descarregado. Se o descarregamento ocorrer com o café quente, deve-se prestar atenção para que a umidade fique entre 13 e 14%, pois assim, ao esfriar, chegará à umidade ideal. Após a secagem, o café pode ser armazenado em coco ou pergaminho, para ser beneficiado posteriormente, ou beneficiado logo em seguida. No beneficiamento, é importante uma boa regulagem da máquina e uma correta umidade dos grãos, para não causar o defeito grão quebrado. Durante o armazenamento, o café deve ficar em local arejado, com piso impermeável, com boa preservação das condições de temperatura e umidade, não deve ser armazenado com outros produtos e deve ser evitado o ataque de pragas e/ou fungos. Para se produzir um café de qualidade, e evitar prejuízos, é imprescindível a adoção de algumas práticas, que não representam custos adicionais, mas sim ganho de preço, pois vão refletir diretamente no tipo e qualidade do seu produto. Portanto, cuide bem do seu café, e sinta a diferença no bolso.


manejo & tecnologia

VERGAMENTO Autores: Abraão Carlos Verdin Filho - Adm. Rural - Pesquisador Incaper, M. Sc. Produção Vegetal Paulo Sérgio Volpi - Adm. Rural - Pesquisador Incaper Aldo Luiz Mauri - Eng. Agrônomo - Pesquisador Incaper

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sistema de manejo das lavouras de Coffea canephora recomenda a condução das plantas para o cultivo dessa espécie de tal forma que as mesmas sejam mantidas com 12 a 14 mil hastes verticais – ortotrópicas - por hectare, dependendo do material genético, do espaçamento, das condições edafoclimáticas, da disponibilidade de mão de obra, do nível tecnológico dos cafeicultores, entre outros. Entretanto, pode-se constatar durante o período de formação da lavoura, e em especial por ocasião da primeira safra significativa que o número de hastes produtivas presentes é sensivelmente menor que o recomendado. Desta forma, a produtividade inicial da cultura é prejudicada. Mesmo plantas que apresentem alto potencial produtivo em termos genéticos, podem apresentar uma menor produção nas primeiras safras devido a número reduzido de hastes (foto 1). Com objetivo de atenuar este problema, técnicos do Incaper desenvolveram uma técnica de manejo em plantas de café conilon denominada de “VERGAMENTO”. Esta técnica consiste em estimular a emissão de novos ramos ortotrópicos em plantas de café ainda jovens, fazendo com que as mesmas apresentem número de hastes compatíveis com a densidade recomendada, já na primeira colheita (foto 2). O Vergamento consiste no arqueamento em aproximadamente 900 de plantas ainda jovens para o meio da rua. Para a manutenção destas plantas arqueadas pode-se utilizar pequenos ramos de bambu, eucalipto, arame liso, vergalhão ou similar em forma de um gancho. As plantas deverão ser “vergadas” dos 90 aos 120 dias após o plantio dependendo de fatores agroclimáticos, dos cuidados inicias da cultura efetuada pelo cafeicultor e da época de plantio (fotos 3 e 4).

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do CONILON

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4 Aproximadamente 35 dias após o vergamento das plantas, deverá ser efetuado a desbrota. O número de brotos a ser deixado por planta será de acordo com o espaçamento de plantio da lavoura, de forma a se obter de 12 á 14 mil hastes já na primeira safra. Deste modo, espera-se um incremento a produtividade inicial da lavoura em função de sua maior densidade de hastes produtivas. Aliado a isto, o vergamento promove a padronização da altura e do número de hastes por planta e proporciona ainda a inserção direta desta lavoura na poda programada de ciclo (PPC), já que para a utilização da PPC é imprescindível que o produtor faça a condução de sua lavoura deixando uma quantidade igual de hastes para todas as plantas.


manejo & tecnologia

Para que se obtenha êxito com o manejo do vergamento, torna-se necessário que o produtor tome alguns cuidados: a) Quando for efetuar o vergamento o produtor deverá dar preferência para direcionar o ápice da planta para o sol da manhã; b) Na ocasião do vergamento o produtor deverá estar mais atento ao turno de rega (irrigar com maior frequência); c) Caso o período de desbrota seja efetuada no verão o produtor deverá ficar atento com a incidência de insolação e se necessário efetuar proteção das plantas; d) Efetuar desbrota do excesso de ramos quando os mesmos estiverem com 8 cm de altura; e) O número de ramos a ser deixados por planta deverá ser efetuado levando em consideração o espaçamento da lavoura; f) Será necessário que o produtor faça a desbrota quantas vezes necessário for, mantendo assim a quantidade de ramos previamente definidos; g) O produtor deverá estar atento quanto a nutrição inicial da lavoura vergada, já que o potencial produtivo dessa lavoura pode ser maior.

VERGAMENTO do CONILON

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cobertura

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Texto: Equipe Conilon Brasil

º Simpósio do Produtor de Conilon em São Mateus

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feicultores de conilon, profissionais da agronomia e estudantes participaram, em São Mateus - ES, do 1º Simpósio do Produtor de Conilon. O evento foi realizado no auditório do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes/Ufes) e contou com a participação de cerca 250 pessoas. Foi oferecido um debate sobre o café descascado, trazendo nomes importantes do segmento, sendo muito interessante, pois foi uma forma eficiente de abordar e discutir o tema. Uma das principais palestras do seminário foi sobre ferrugem do cafeeiro, com o doutor Laércio Zambolim, da Universidade Federal de Viçosa. Outros temas foram abordados visando à conscientização da melhoria da qualidade do Conilon produzido na região. Outro importante momento no encontro foi a apresentação de duas bem sucedidas experiências de trato do Conilon, com dois cafeicultores-modelos. Ozílio Partelli, um pequeno produtor que tem experiência com terreiro de estufa, uma técnica de baixo custo e de fácil manejo. E Dário Martinelli, um dos precursores da cafeicultura no Espírito Santo e um dos primeiros a descascar café conilon. Para o professor Fábio Luiz Partelli, um dos organizadores do simpósio e que também fez uma breve apresentação sobre trabalhos de pesquisa que o CEUNES tem realizado na área de cafeicultura, “o evento serviu para reunir produtores de sucesso, pesquisadores, cooperativas e outros agentes de comercialização para construir o cenário atual do principal produto agrícola do Espírito Santo, com vistas a ampliar a qualidade”. 24

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café & saúde

Benefícios da Cafeína Por: Lívia Simões Graduanda do curso de engenharia de alimentos - CCAUFES

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cafeína está presente no café, mas ela também é encontrada em bebidas contendo cacau, cola, chocolate, e em alguns remédios (analgésicos), porém em proporções menores. O café possui 0,8% a 2,8% de cafeína e diversas outras substâncias em maior quantidade, como minerais, aminoácidos, lipídeos e açúcares. A cafeína é desprovida de valor nutricional, inodora e contribui com cerca de 10% a 30% do amargor característico da bebida de café. Essa substância quando ingerida é rapidamente absorvida e distribuída no organismo, sendo que seus efeitos mais óbvios ocorrem no sistema nervoso central. Os efeitos comportamentais mais notáveis são a melhoria do estado de alerta, de energia, da capacidade de concentração do desempenho de tarefas simples, da vigilância auditiva, do tempo de retenção visual e diminuição da sonolência e do cansaço. Por possuir a propriedade de contrair os vasos sanguíneos, a cafeína compensa a dilatação dos vasos sanguíneos do crânio, que normalmente causa dor de cabeça, aliviando esse desagradável sintoma. Pesquisadores recomendam que pacientes portadores de enxaqueca, crônica, parem de ingerir café por algum tempo, com o objetivo de “limpar o organismo”. Assim, quando estiverem com crise de dor de cabeça e não desejarem tomar remédio, possam ingerir doses de café para obter o alívio. A sensibilidade à cafeína varia muito de indivíduo para indivíduo, e muitas discussões ocorrem para apontar os efeitos desse composto no nosso organismo. Porém os consumidores parecem estar convencidos que doses mínimas fazem bem para o funcionamento de todos os sistemas do corpo humano. Conilon Brasil

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espaço gourmet

Incremente seu café sem extrapolar nas calorias Chantili, canela, menta e até chocolate podem acompanhar a bebida sem estragar a dieta. Por: Manuela Pagan Site: www.minhavida.com.br

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onsiderado um alimento funcional, o café contém substâncias capazes de prevenir e até mesmo curar doenças. Para aproveitar tudo de bom que a bebida traz à saúde, o ideal é saber moderar na quantidade dos acompanhamentos mais calóricos ou escolher sempre os mais saudáveis. Confira a lista com os quitutes mais gostosos para incrementar o seu cafezinho e aproveite para curtir essas delícias:

CHANTILI Para quem se preocupa com o controle do peso e com uma alimentação mais saudável, a adição de chantili ao café não é uma boa opção. Sua composição - uma mistura de açúcar com creme de leite fresco - é rica em gorduras saturadas e tem alto teor calórico (uma colher de sopa equivale a aproximadamente 50 calorias). Para não abrir mão desse creme, o ideal é maneirar e optar por uma versão light. O nutrólogo Fabiano dá a dica: existe um chantili feito com creme vegetal e sem adição de açúcar, conferindo um valor calórico 25% menor.

PETIT FOUR Aquele biscoitinho que acompanha o café é muito saboroso, mas cheio de manteiga e açúcar. Fabiano Nave aconselha não cometer excessos e preferir a versão integral, que tem menor índice glicêmico e, por isso, dá mais saciedade e controla a glicemia do sangue.

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MENTA As folhinhas estão liberadas para dar um gostinho especial ao café - a adição de calorias da planta à bebida é praticamente insignificante. A nutricionista Bruna Pinheiro, do Dieta e Saúde, conta que a menta tem diversas propriedades benéficas à saúde: “ela é usada como antisséptico e expectorante”. Mas o melhor efeito é o de auxiliar na digestão, já que ela ajuda na secreção de enzimas digestivas.

AÇÚCAR OU ADOÇANTE Você enche o cafezinho de açúcar antes de beber? Esse é um dos piores erros. “Vale a pena colocar a menor quantidade de açúcar possível ou substituir o açúcar refinado pelo mascavo, que conserva cálcio, ferro e sais minerais, embora seja igualmente hipercalórico”. Para quem não quer adicionar calorias à bebida, a melhor opção são os adoçantes artificiais, mas prefira os feitos à base de stevia e sucralose, que são mais saudáveis.


CHOCOLATE

AÇÚCAR OU ADOÇANTE

Para caprichar no café e na saúde, opte por pastilhas, bombons ou palitinhos feitos de chocolate amargo ou meio amargo. “Além de serem menos calóricas, essas versões possuem menos gordura e mais cacau, que comprovadamente tem efeitos protetores do sistema cardiovascular”, explica Fabiano Nave.

Para aproveitar bem os nutrientes, o ideal é consumir leite e café isoladamente e com um intervalo de pelo menos duas horas, já que a cafeína do café diminui a absorção de cálcio do leite. Mas se a vontade de degustar essa combinação quentinha e saborosa falar mais alto, certifique-se que a quantidade de café da mistura não ultrapasse um quarto dela.

CANELA Polvilhe uma pitada de canela em pó na xícara de café para dar um gostinho especial à bebida. Além de não adicionar calorias à bebida, a canela possui efeito termogênico, que aumenta o gasto calórico em repouso, assim como a cafeína. “A associação destes dois alimentos acaba potencializando essa ação e ajuda no gasto de calorias”.

Faça parte da 3ª turma de DEGUSTADORES DE CAFÉS CONILON

Em JUNHO DE 2012, será ministrado no Laboratório Conilon Brasil-CQI o terceiro curso de R graders (degustadores de Conilon). Parte integrante do Protocolo de Degustação de Robustas Finos, o R GRADER ou degustador é peça fundamental para a padronização da qualidade do café conilon. Seja mais um integrante desse seleto grupo!

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conilon especial

Sustentabilidade da cafeicultura de Jaguaré impressiona mexicanos Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Jaguaré / Conilon Brasil

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atividades do Programa Conilon Especial estão a todo vapor, no mês de março, o Prefeito de Jaguaré, Sávio Martins, recebeu representantes da empresa DiCafé- Derivados Industrializados Del Café S.A de C.V do México, que vieram ao Espírito Santo para conhecerem a cadeia produtiva do café Conilon. Na oportunidade os empresários Francisco Caraza e Francisco Caraza Samaniego visitaram algumas propriedades e a ACCAJ (Associação de Cafeicultores da Comunidade das Abóboras). Durante toda a visita, Romario Gava Ferrão (Coordenador técnico da cafeicultura - INCAPER), Adelino Thomazini (Coordenador técnico da Conilon Brasil) e o Secretário Municipal de Agricultura, João Evangelista Malanquini, acompanharam os empresários, que conheceram as técnicas empregadas pelos produtores brasileiros em relação ao manejo na lavoura e ao meio ambiente. Na ocasião, Malanquini afirmou que “É muito importante receber visitas de empresários em nosso município, pois podemos mostrar todo o potencial de nossa agricultura”. Na associação, o coordenador da cafeicultura estadual, Romario Ferrão, fez uma explanação para os produtores e empresários, onde mostrou alguns

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aspectos do programa da cafeicultura capixaba. Após a visita a associação, os empresários conheceram o viveiro de mudas “Sempre Verde”, onde tiveram uma ampla explicação sobre as técnicas de clonagem empregadas no café Conilon. O empresário Francisco Caraza, presidente do grupo, ficou impressionado com a cafeicultura de Jaguaré. “Estivemos no Vietnã há pouco tempo e estamos impressionados com a tecnologia empregada e com a sustentabilidade da cafeicultura no município”. No final da visita, os empresários foram recebidos pelo prefeito Sávio Martins em seu gabinete, que tradicionalmente, serviu um café Conilon Especial para os representantes mexicanos. “Receber pessoas em nosso município é sempre muito importante, pois as portas se abrem para difundirmos as potencialidades de nossa terra. Queremos mostrar não só a cafeicultura, mas principalmente a vida e o modo como vivemos, juntamente com o trabalho que fazemos em nossa cidade”, disse Sávio. Além de ressaltar que Jaguaré se prepara para ser além do maior produtor de café conilon, ser o melhor produtor do grão.



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