Page 1

LEV GROSSMAN

O REI MAGO A SURPREENDENTE CONTINUAÇÃO DE

OS MAGOS Tradução de Otávio Albuquerque


“O Rei Mago é, ao mesmo tempo, um exercício existencial que dá um chega pra lá no escapismo, [...] e uma história de façanhas extraordinárias, heroísmo, magia e amor – todas essas coisas tão caras aos escapistas.” Cory Doctorow, autor de Pequeno Irmão “Uma incrível fantasia, temperada com doses de amarga sabedoria adulta – imperdível.” Kirkus Review “Grossman expande seu mundo mágico num universo sem fronteiras e seus personagens cheios de vida navegam nele com toda a confiança.” The New Yorker “O Rei Mago é uma leitura eletrizante. Ao fim dela, você sentirá um soco no estômago. Mas este é o efeito que tornar-se adulto – a maior aventura de todas – costuma ter.” The Globe and Mail “Grossman explora os limites entre ficção e realidade com grande imaginação. [Os Magos] é um livro sombrio, muito bem escrito, que leva o gênero fantástico a lugares inéditos.” Audrey Niffenegger, autora de A Mulher do Viajante no Tempo “Acabei de ler Os Magos, de Lev Grossman. Absolutamente maravilhoso.” Tweet de Eoin Colfer, autor de Artemis Fowl “Você se lembra da última vez em que voltou pra casa para terminar de ler um livro? É isto, amigos.” Gary Shteyngart, autor de Uma História de Amor Real e Supertriste “Os Magos está para Harry Potter como uma dose de uísque puro malte está para uma xícara de chá.” George R. R. Martin, autor de A Guerra dos Tronos


U

ma coisa estranha aconteceu com Julia após o episódio com seu trabalho falso de estudos sociais. Um truque de mágica, por assim dizer: onde antes havia apenas uma Julia, agora havia duas Julias, uma para cada sequência de memórias. A Julia da primeira sequência, a sequência normal, onde ela fez o trabalho, voltou para casa e jantou, fazia as coisas normais da Julia de sempre. Ela ia à escola. Fazia lição de casa. Tocava oboé. E, por fim, dormiu com James, coisa que ela na verdade já estava mesmo querendo fazer, mas por algum motivo, vinha deixando para depois. No entanto, havia uma segunda Julia mais estranha crescendo dentro da primeira Julia, como um parasita, ou um terrível tumor. No começo, ela era minúscula, do tamanho de uma bactéria, uma única célula de dúvida, mas que se dividiu e se dividiu e cresceu e cresceu. Essa segunda Julia não se interessava pela escola, por oboés, ou mesmo por James. James sustentava a história da primeira Julia; ele se lembrava de ter se encontrado com ela na biblioteca, mas o que isso queria dizer? Nada. Isso só provava que, além de eles terem escrito seu trabalho sobre comunidades alternativas em seu lugar, eles também tinham chegado a James. E James tinha engolido a história inteira. Afinal, só havia um James. O problema foi que Julia era esperta, e Julia dava muito valor à verdade­. Ela não gostava de incoerências, e nunca se dava por contente até entendê-las, nunca. Quando tinha cinco anos, ela quis saber por que o Pateta falava e o Pluto, não. Como um cachorro podia ter outro cachorro como bicho de estimação, e um deles ser inteligente e o outro não? Da mesma forma, ela


lev grossman

também­quis descobrir quem tinha sido o puto desleixado que fez seu trabalho sobre comunidades alternativas em seu lugar e usou a Wikipédia como fonte. Claro, a resposta “os nefastos agentes de uma faculdade secreta de ­magos no norte de Nova York” não era uma das mais plausíveis para essa pergunta. Mas essa era a resposta que batia com suas memórias. Memórias que estavam ficando cada vez mais nítidas. E, quanto mais nítidas elas se tornavam, mais e mais a segunda Julia se fortalecia, mas toda a força que ela ganhava era tirada da primeira Julia, que foi ficando cada vez mais e mais fraca e mais e mais magra, a ponto de ficar praticamente translúcida, com o parasita atrás da máscara de seu rosto quase visível. O engraçado, ou melhor, uma das várias coisas engraçadas nessa história hi-lá-ria, foi que ninguém nem percebeu. Ninguém percebeu que ela tinha cada vez menos assunto com James, ou que, faltando três semanas para o concerto de final de ano, ela perdeu seu posto como a primeira ­oboísta na disputadíssima Orquestra Jovem do Conservatório de Extensão de Manhattan, entregando assim o cobiçado solo de Pedro e o lobo (o tema do pato) para a claramente inferior Evelyn Oh, cuja interpretação da obra, até que bastante adequada, parecia a porra dum grasnido de pato, aliás, como tudo o que saía grasnando da porra do oboé daquela menina. A segunda Julia não se interessava muito por James, por oboés ou pela escola. Tamanho era seu desinteresse pela escola que ela acabou fazendo uma coisa muito, muito idiota: fingir que havia se inscrito para a faculdade, quando na verdade não tinha. Ela jogou fora todos os seus formulários. Ninguém percebeu isso também. No entanto, em abril, todos cedo ou tarde se dariam conta quando a brilhante e bem-sucedida Julia não fosse aceita em nenhuma faculdade. A segunda Julia tinha criado uma bomba-relógio que iria implodir a vida da primeira Julia. Isso foi em dezembro. Em março, o namoro entre ela e James já estava por um fio. Ela tinha tingido os cabelos e pintado as unhas de preto, tudo só para ficar mais parecida com a segunda Julia. No começo, James achou esse novo estilo gótico até que bem interessante e passou a se dedicar mais no campo sexual da relação, o que não foi bem um efeito colateral muito agradável, mas assim ela pelo menos não precisava mais conversar com ele, coisa que vinha ficando cada vez mais e mais difícil. Na verdade, eles


o rei mago

­ unca tinham sido um casal tão bom quanto faziam parecer – ele não era n um nerd autêntico, só um simpatizante, alguém compatível, e chega uma hora que ficar explicando sempre as mesmas referências de Gödel, Escher e Bach virava um problema. Em pouco tempo, ele iria descobrir que ela não vinha bancando uma gótica deprimida e gostosa, mas sim havia mesmo se tornado uma gótica deprimida e gostosa. E ela estava adorando. Ela tinha posto a pontinha do pé na piscina do mau comportamento e visto que a água estava uma delícia. Era divertido ser problemática. Julia tinha passado muito, muito tempo sendo muito, muito boazinha, mas o engraçado é que se você for bonzinho demais por tempo demais, as pessoas começam a se esquecer de você. Como você não cria nenhum problema, elas não precisam se preocupar com você. É o que acontece quando você não causa nenhum estardalhaço. Só as meninas más causam estardalhaço. Com seu jeitinho calado, a segunda Julia estava criando um pequeno estardalhaço pela primeira vez na vida, e ela estava adorando. Até que, então, Quentin voltou para visitá-los. Ela parecia ter uma dificuldade absurda em se concentrar na questão de para onde Quentin tinha ido depois do primeiro semestre, mas a névoa em volta desse assunto era uma névoa familiar. Ela já tinha sentido aquilo antes: era a mesma névoa que cercava sua tarde perdida. A história que Quentin contou, de que tinha saído do colégio antes para se matricular em uma faculdade experimental superexclusiva, cheirava a coisa da primeira Julia. Cheirava a coisa inventada. Na verdade, ela sempre gostara de Quentin. Ele era sarcástico, muito inteligente e, até certo ponto, o tipo de pessoa que no fundo só precisava de anos de terapia e talvez alguns remédios de tarja preta. Alguma coisa para inibir seletivamente a voraz reabsorção de serotonina que sem dúvida alguma atormentava seu cérebro o tempo todo. Julia ficava chateada­ por ele ser apaixonado por ela, e ela o achar tão profundamente sem graça­, por mais que não fosse de se jogar fora. Na verdade, ele até que era bonitinho­, mais bonito do que ele mesmo imaginava, mas toda aquela criancice ­sobre os livros de Fillory a deixavam muito broxada, e ela era esperta o bastante para saber de quem era esse problema, e não era dela.


lev grossman

Mas, quando Quentin voltou em março, havia alguma coisa de diferente nele, alguma coisa etérea e encantadora. Ele não disse nada, mas nem precisou. Ele tinha visto coisas. Ela podia sentir um cheiro saindo de seus dedos, aquele cheiro com o qual você fica depois de pôr as mãos em um daqueles geradores de Van de Graaff em um museu de ciências. Quentin era um homem que já tinha mexido com raios. Os três foram ao cais no canal do Gowanus, e ela fumou um cigarro atrás do outro enquanto só olhava para ele. E ela percebeu: Quentin havia ido para o outro lado, e ela tinha ficado para trás. Ela achava mesmo que o tinha visto lá, durante o exame de Brakebills, na sala com o relógio de giz, com os copos d’água e os candidatos que desapareciam do nada. Agora, ela sabia que aquilo tinha acontecido mesmo. Mas ela percebeu que tudo tinha sido muito diferente para ele. Assim que chegou ali, ele partiu para cima e destrinchou a prova, mesmo porque era uma escola de magia! Era exatamente com aquilo que ele vinha sonhando a vida toda. Ele praticamente já estava esperando por aquela merda. Ele não sabia quando aquilo iria acontecer, mas, quando acontecesse, estaria craque e preparado. Julia, por sua vez, ficou perdida. Ela nunca esperou que nada especial acontecesse com ela assim sem mais nem menos. Seu plano para a vida era ir à luta e fazer coisas especiais acontecerem, o que era muito mais sensato em termos de probabilidade, levando-se em conta o quão improvável era a chance de que alguma coisa tão incrível quanto Brakebills simplesmente caísse no colo de alguém. Por isso mesmo, quando chegou lá, ela teve a sensatez de parar e perceber o quanto tudo aquilo era muito estranho. Os problemas de matemática não teriam sido nenhum problema para ela, claro. Ela vinha fazendo aulas de matemática com Quentin desde os dez anos de idade, e tudo o que ele sabia fazer, ela também sabia, e de trás para a frente e de salto alto se fosse preciso. Mas ela passou tempo demais olhando para os lados, tentando pensar nas implicações do que estava acontecendo. Ela não encarou aquilo com o mesmo pragmatismo que Quentin. O pensamento predominante em sua cabeça era, “por que vocês estão sentados aqui fazendo questões de geometria diferencial, como se nada estivesse acontecendo, enquanto leis fundamentais da termodinâmica e da física newtoniana estão sendo ­quebradas


o rei mago

pelos quatro cantos à sua volta?”. Aquilo não era café pequeno. A prova era o que menos importava para ela. A coisa menos interessante na sala. O que para ela ainda era a reação mais sensata e racional àquela situação. No entanto, Quentin agora estava do outro lado, enquanto ela estava aqui, fumando um cigarro atrás do outro no cais do Gowanus com seu namorado semiogro. Quentin tinha passado na prova, e ela não. Ser sensata e racional parecia não ter adiantando muito. Na verdade, não havia adiantado nada. Foi quando Quentin foi embora naquele dia que Julia realmente se jogou do precipício. Seria justo dizer que ela entrou em depressão. Ela passava o tempo todo se sentindo péssima. Se isso era depressão, então era isso o que ela tinha. Devia ser contagioso, porque foi o mundo quem passou isso para ela. O psiquiatra ao qual ela foi mandada a diagnosticou mais especificamente com distimia, que ele definiu como uma incapacidade de curtir as coisas que ela deveria estar curtindo. Ela até poderia entender isso, já não estava curtindo nada na vida, mas havia um abismo dentro desse “deveria” com o qual uma semiótica distímica poderia ter discutido, caso Julia tivesse tido energia. Porque havia uma coisa que ela de fato curtia, ou curtiria, devesse ela ou não. Julia só não tinha acesso a isso. Essa coisa era a magia. O mundo à sua volta, o mundo real, o mundo concreto, havia se tornado um imenso deserto para ela. Um mundo vazio e pós-apocalíptico: cheio de lojas vazias, casas vazias, carros enguiçados com os bancos queimados e semáforos apagados balançando sobre ruas vazias. Aquela tarde perdida em novembro se transformou em um buraco negro que sugou todo o resto de sua vida. E, depois de cair por esse raio de Schwarzschild, para o fundo desse nada, seria muito difícil voltar à superfície. Ela imprimiu o primeiro verso de um poema de John Donne e o colou na porta de seu quarto: O sol se esgotou, e agora seus frascos Irradiam chispas de luz, nunca raios constantes; A seiva do mundo inteiro se esvaiu; O bálsamo universal a terra hidrópica sugou,


lev grossman

Para onde, como aos pés da cama, a vida encolheu, Morto e enterrado; no entanto, o mundo parece rir Comparado a mim, que sou seu epitáfio.

Pelo visto, o ponto e vírgula era a sensação no século XVII. Fora isso, esse era um verso que resumia bem seu estado de espírito. Hidrópica: isso significa sedenta. A terra sedenta. Toda a seiva havia sido sugada de um mundo sedento, deixando para trás apenas uma casca frágil, uma estrutura morta que desmoronaria ao mais leve toque. Uma vez por semana, sua mãe lhe perguntava se ela tinha sido estuprada. Talvez tivesse sido mais fácil dizer que sim. Sua família nunca a havia entendido muito bem. Eles sempre viveram com medo de sua voraz ­inteligência. Sua irmã, uma moreninha tímida e ostensivamente anti-­intelectual quatro anos mais nova, passava na ponta dos pés por Julia como se esta fosse um animal selvagem que pudesse atacá-la com uma mordida raivosa caso provocada. Não faça movimentos bruscos. Não enfie a mão na jaula. Na verdade, ela chegou a considerar a insanidade como um diagnóstico possível. Não tinha outro jeito. Quem em sã (hah!) consciência discordaria? Ela com certeza parecia mais louca do que antes. Ela criou alguns maus hábitos, como roer as cutículas, não tomar banho e até parar de comer ou ficar vários dias seguidos sem sair de seu quarto. Ela claramente – explicou a doutora Julia para si mesma – estava tendo alguma espécie de alucinação induzida por uma overdose de Harry Potter, com toques de paranoia, provavelmente de origem esquizofrênica. Mas acontece, doutora, que tudo se encaixava bem demais. Aquilo não tinha os traços típicos de uma alucinação; tudo era muito sólido e concreto. Primeiro, porque essa era sua única alucinação. Aquilo não contaminava mais nada à sua volta. Seus limites eram estáveis. E segundo, porque não era uma alucinação. Aquilo tinha, sim, acontecido. Se aquilo fosse loucura, então era um tipo totalmente novo de loucura, ainda não catalogado no Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Ela tinha nerdofrenia. Ela era geekótica. Julia terminou com James. Ou talvez só tenha parado de atender suas ligações ou de cumprimentá-lo quando eles se viam no corredor. Foi ­alguma


o rei mago

coisa assim, ela só não se lembrava direito. Fez alguns cálculos cuidadosos com sua média ponderada, que até então vinha sendo invejável, e concluiu que poderia ir à aula só dois dias por semana, tirar cinco cravado em tudo, e ainda se formar. Era só uma questão de levar tudo ao limite, e era no limite que Julia vivia agora. Enquanto isso, ela continuou indo regularmente ao psiquiatra. Ele era um profissional muito honesto, nada além de bem-intencionado, com um rosto barbudo engraçado e ideias racionais sobre o que esperar da vida. No entanto, ela nunca lhe contou sobre a faculdade mágica secreta na qual não tinha entrado. Ela podia ser louca, mas não era burra. Ela já tinha visto O exterminador do futuro 2. E não queria ser a próxima Sarah Connor. De tempos em tempos, Julia até perdia um pouco suas convicções. Ela tinha certeza do que sabia, mas não havia muito no que se apoiar, no dia a dia, para continuar acreditando no que tinha acontecido. O máximo que ela conseguia às vezes era encontrar um, talvez dois, resultados sobre Brakebills no Google, mas que depois de alguns minutos sumiam de novo. Como em um passe de mágica! Pelo visto, ela não era a única pessoa na internet com um alerta do Google programado para isso, e essa outra pessoa era esperta o bastante para apagar as páginas em cache quando o alerta era disparado. Mas isso pelo menos dava alguma coisa para Julia ruminar. Até que, em abril, eles cometeram seu primeiro deslize. Eles realmente pisaram na bola. Pisaram na bola feio. Porque sete envelopes chegaram à casa de Julia: Harvard, Yale, Princeton, Columbia, Stanford, MIT e Caltech. Parabéns, estamos contentes em aceitá-la como uma aluna da hahahaha só pode ser brincadeira! Ela riu até não poder mais quando viu aquilo. Seus pais riram também. Eles riam de alívio. Mas ­Julia ria porque aquilo só podia ser uma piada. Ela continuou rindo enquanto rasgava as cartas ao meio, uma atrás da outra, e depois jogava todas no lixo. Seus idiotas, pensou ela. Agora vocês colocaram os carros na frente dos bois. Não é à toa que vocês aceitaram Quentin, porque vocês são iguaizinhos a ele: sempre querendo bancar os espertos. Vocês acham que podem comprar minha vida ­assim? Com um monte de envelopes? Vocês estão achando que eu vou aceitar essa esmola no lugar do reino mágico que é meu por direito?


lev grossman

Ah, não. Não mesmo, querido. Isso é como o cerco de uma cidade, uma disputa de paciência; e eu tenho o dia todo. Vocês estão querendo dar um jeitinho para resolver o meu problema, mas esse jeitinho não existe. É melhor você se preparar, meu amigo, porque eu tenho uma estratégia de longo prazo.


Passaram-se dois anos desde que Quentin Coldwater deixou o nosso mundo para, ao lado de Eliot, Janet e Julia, assumir um dos quatro tronos de Fillory, o reino mágico saído das páginas de uma adorada série de literatura fantástica que, assim como a magia, ele descobriu ser algo bem real. Ele agora desfrutava de um reino em tempos de paz, cercado de todo o luxo que uma nobreza real poderia oferecer. Como reclamar de um final feliz como esse? Quentin, no entanto, não se sentia um herói. E achava que a aventura ainda não tinha acabado. Ele tinha razão. Motivado por simples tédio, o rei Quentin lança-se em uma excursão em alto mar em busca da única ilha mapeada de Fillory em atraso com os tributos reais e que, segundo lendas, esconde uma mágica chave de ouro. A seu lado embarca também a rainha Julia, sua paixão pré-Brakebills, a faculdade de ensino mágico para a qual ela foi testada – e rejeitada. O que começa como uma viagem a terras distantes torna-se uma difícil jornada quando as coisas dão errado e os dois monarcas se veem diante do desafio de regressar a Fillory depois de irem parar, por falta de sorte... na Terra. Agora, exilado no mais tedioso e “não mágico” subúrbio do Brooklyn, Quentin finalmente tem a chance de se tornar o herói que sempre desejou ser. Mas logo fica claro que é da magia marginal de Julia, a amarga e reservada Julia – aprendida nas ruas, longe da proteção dos professores de Brakebills e sabe-se lá a que custo – que os dois dependem para voltar para casa e salvar algo muito maior da ameaça que os colocou nesse apuro. Repleto de surpresas, humor negro e um amor genuíno pelo gênero fantástico, O Rei Mago dá continuidade à aventura iniciada em Os Magos – sucesso de público e de crítica prestes a ser adaptado para uma série de TV. Os jovens magos de Lev Grossman, irônicos, maldosos e ambíguos, dão mais um passo rumo ao sombrio mundo adulto de escolhas e arrependimentos, mais perigoso que qualquer mundo de fantasia jamais criado. Um lugar em que jornadas não implicam achar, mas transformar-se em algo.

O Rei Mago  

Um trecho da incrivel continuaçao do sucesso "Os Magos"

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you