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A menina vermelha 3


Copyright © 2011 Editora Manole Ltda., por meio de contrato com os autores. Amarilys é um selo editorial Manole. Este livro contempla as regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que entrou em vigor no Brasil. projeto gráfico

Balão Comunicação ilustrações e capa

João Lin Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Yamashita, Tereza A menina vermelha / Tereza Yamashita, Luiz Bras ; ilustrações de João Lin. -- Barueri, SP : Amarilys, 2011.

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ISBN 978-85-204-3150-4 1. Literatura infantojuvenil I. Lin, João. II. Título. 10-14040

CDD-028.5

Índices para catálogo sistemático: 1. Literatura infantil 028.5 2. Literatura infantojuvenil 028.5

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro poderá ser reproduzida, por qualquer processo, sem a permissão expressa dos editores. É proibida a reprodução por xerox. A Editora Manole é filiada à ABDR – Associação Brasileira de Direitos Reprográficos. Edição brasileira - 2011 Direitos exclusivos desta edição reservados pela: Editora Manole Ltda. Av. Ceci, 672 – Tamboré 06460-120 – Barueri – SP – Brasil Tel. (11) 4196-6000 – Fax (11) 4196-6021 www.manole.com.br | www.amarilyseditora.com.br amarilyseditora@manole.com.br Impresso no Brasil Printed in Brazil


A menina VERMELHA Tereza Yamashita Luiz Bras Ilustraテァテオes de JOテグ LIN 5


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Eu já falei pra você sobre a menina vermelha? Nãããooo?! Eu nunca contei pra você a história da menina que escolheu a sua cor? Não acredito! Essa história é muito legal, você precisa conhecer. O nome da menina vermelha é Íris.

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Mas ela não foi sempre vermelha. Quando nasceu, ela não era vermelha e continuou não sendo até seus seis anos de idade. Foi só nessa época que Íris experimentou diversas cores — verde, azul, amarelo, cor-de-rosa, laranja, marrom e vermelho — e escolheu a sua preferida. Foi assim mesmo. Depois de experimentar muitas cores, ela experimentou o vermelho, ficou muito feliz e disse: — Gostei. Agora eu quero ser vermelha pra sempre! Vou contar pra você como foi que isso aconteceu. Íris sempre gostou de desenhar e pintar. Ela sempre gostou de brincar com as linhas e as cores e as canetinhas e os lápis de cor e os gizes de cor e os pincéis e os potinhos de guache. No dia em que Íris resolveu que seria vermelha pra sempre, era domingo, não tinha escola. Nesse dia ela acordou, não tirou o pijama, colocou os óculos, beijou o


pai, beijou a mãe, fez festinha na cabeça do Frajola, seu gato, tomou o café da manhã, ligou a televisão, espalhou seu material de desenho no tapete da sala e começou a cantar e a desenhar. Então algo aconteceu. Algo muito sério. Íris olhou para o desenho das árvores e não gostou nem um pouco da cor das folhas. Ou melhor, da falta de cor das folhas, todas brancas. Que coisa mais esquisita. O sol, o céu e as montanhas estavam bonitos. As casas também. Mas a copa das árvores, ai, ai, que tristeza. — Não gosto de folhas brancas — ela reclamou, torcendo a boca. — Eu gosto é de folhas verdes. Esse era o grande problema. Porque Íris tinha perdido o verde. Ela amava todas as cores do mundo e não costumava perdê-las assim tão facilmente. Mas aconteceu. E justamente com o verde, sua cor predileta. Ele estava aí, bem na sua frente, e depois não estava mais. O lápis de cor verde. — Mããããããeee, não tô achando meu lápis verde! — Usa a canetinha verde — a mãe sugeriu, lá do escritório. — Também não tô achando a canetinha verde. — Usa o giz verde. — Também não tô achando o giz verde. — Olha embaixo do sofá. Devem ter rolado pra lá. Íris estava deitada, esparramada, estendida, derramada no tapete da sala. Espalhados ao seu redor estavam os outros lápis de cor, muitas canetinhas, muitos gizes, várias folhas de papel sulfite desenhadas, uma prancheta de madeira, seis potinhos de guache e dois pincéis dentro de um copo com um pouquinho de água.

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“Será que o lápis verde está embaixo do sofá?”, ela pensou. Podia ser. O problema era a preguiça. “Cadê o Frajola? Ele bem que podia entrar embaixo do sofá pra mim.” Nem sinal do gato. Íris estava deitada no tapete, pintando de marrom o tronco das árvores. Ai, que preguiça! Ela não estava com vontade de levantar e olhar embaixo do sofá. O tapete estava tão gostoso. Ela estava tão confortável. Ô molezinha boa. — Não vou usar o lápis nem a canetinha nem o giz, vou usar o guache verde. Então ela percebeu que o potinho de guache verde também havia desaparecido. Essa não. Que mistério! A menina ergueu o queixo, esticou o pescoço, abriu bem os olhos e tentou ver se havia alguma coisa lá adiante, embaixo do sofá. Mas embaixo dos móveis é sempre escuro e Íris não conseguiu enxergar muito bem. Não dava pra ver se o lápis, a canetinha, o giz e o potinho de guache verdes estavam lá ou não. — Encontrou o lápis, o giz e a canetinha? — a mãe perguntou, lá do escritório. — Não. — Não rolaram para baixo do sofá? — Não sei. — Vá lá ver, menina! — Depois, mãããeee. Agora eu estou desenhando um tigre. Não preciso da cor verde pra pintar o tigre. Mas Íris parou o desenho do tigre na metade e logo esqueceu o que estava fazendo. Ela deixou pra lá o papel, apoiou o queixo nas mãos e


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