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Em uma sociedade e realidade econômica – capitalista – em que existem diversas marcas e  milhares de propagandas espalhadas por todos os locais, as marcas estão se questionando:  como se diferenciar perante as outras? Em um supermercado comum, há em média 20.000  produtos à disposição do consumidor, todos os dias as pessoas são expostas a mais de 6.000  anúncios,   apesar   de   ignorarem   92%   dos   quais   são   expostos.   Nesta   realidade,   empresas  buscam novidades, e uma delas é o Storytelling.  Storytelling é contar estórias, e contar estórias em diversas plataformas de mídias tornou­se  uma estratégia de muitas empresas para comunicar ao seu público algo de uma forma a qual  ele não esperava, por meio de uma narração, de uma estória, além de servir de exercício para  Branding. Para Tom Peters, a estória tem mais poder que a marca. Segundo Douek, história é uma seqüência de eventos organizados de forma especial que a  torna capaz de influenciar pessoas, organizações e sociedades. Histórias ensinam os outros  através de exemplos, criam contextos que ajudam o ser humano a entender fatos, além de  causar identificação, por já ter vivido algo parecido com a história ouvida.  O conhecimento narrativo iniciou­se com Aristóteles, a primeira pessoa a estudar a construção  narrativa (A Poética), criando a lógica dos 3 atos (começo/meio/fim) e influenciando todo o  conhecimento.   Joseph   Campbell   foi   o   primeiro   a   falar   do   conceito   de   Monomito,   aplicando  conceito de mitologia às lógicas narrativas. Ele decodificou a jornada do herói, que é a principal  influência   das   narrativas   de   Hollywood   e   que   também   é   aplicado   no   Storytelling   de  comunicação e branding. Christopher Vogler e Robert Mckee trabalham com roteiro na Disney,  estudando e influenciando o conhecimento narrativo de gerações. Com os Irmãos Wachowski,  criadores   do   filme   The   Matrix,   iniciou­se   a   história   de   contexto   e   realizaram   o   primeiro  experimento   Transmídia   de   grande   impacto,   já   com   Jj   Abrams,   roteirista   de   Lost,   foi  comprovado que há novas possibilidades de narrativas. História é infinito, portanto a evolução  de formas de narração também, pois quem narra são os homens, e estes estão em constante  mudança em um mundo que freqüentemente se transforma. Há uma estrutura para contar uma estória, ou seja, construir uma narrativa. Primeiramente a  estória tem der crível. O personagem/protagonista é o que dá o ponto de partida na estória e é  o que mais sofre transformações, esse está inserido em um Universo, o qual envolve a trama  (começo, meio, fim). O personagem vive, um conflito que envolve o objetivo de desejo versus o  que o impede de consegui­lo. A junção destes dois resulta na mensagem da estória.

CRÍVEL Personagem Conflito

Universo Mensagem

Trama


Há 3 dimensões do Storytelling Corporativo. 1. Storytelling aplicado à plataformas de comunicação A estória é criada a partir da essência da marca e é levada para o ambiente externo, por  meio   de   plataformas   de   comunicação,   impactando   também   o   ambiente   interno.  Um  exemplo é a propaganda “The man who walked around the world” da Johnny Walker. Um  vídeo de sete minutos em que é contada a trajetória do criador da bebida. A estória foi  construída e contada baseada no fluxograma citado anteriormente e também utilizou da  jornada do herói. 2. Storyelling como cultura corporativa A própria cultura organizacional é uma estória da empresa, e nessa consta diversos dados  que servem como características da personalidade desta empresa, como se ela fosse um  personagem. A estória pode nascer dentro da organização, das estórias internas, como é o  caso da Zappos, que criou o “Culture Book”, em que os funcionários relatam suas próprias  estórias dentro da organização. Este livro pode ser adquirido por qualquer pessoa que tiver  interesse. Para o presidente da Zappos, faz paryte da cultura deles contar estórias. Todo  dialogo que há dentro da organização, vem exemplificado com uma estória. 3. Storytelling influenciando a construção da marca Criar uma marca levando em conta toda estória que há na construção dela mesma. Tratá­ la   como   um   personagem,   que   tem   sua   personalidade   e   características,   e   vive   num  universo, o qual vivencia uma trama. Uma marca que teve esta trajetória de criação foi a  Innocent, marca de sucos naturais da Inglaterra criada por três estudantes universitários.  Com 10 anos de existência, eles criaram um livro “Innocent – our story and some things 


we’ve learned” para servir de inspiração para pessoas que querem abrir um negócio. A  criação do livro demonstra o apego e valorização a estórias que os fundadores têm. O  Storytelling   vem   se   demonstrando   um  modo   eficaz  de   comunicação  e   Branding.   Em um  mercado  competitivo  em que propagandas,  informações e  marcas não  são  mais  facilmente  absorvidas pelo consumidor, o jeito mesmo é inovar, e de um simples modo, contando estórias.

FACULDADE CÁSPER LÍBERO 4 RPC PROF. LUIZ ALBERTO FARIAS


Amanda Cid Perez Sérvulo da Cunha Fernanda Torella Mariana Conde Lemos Mariana Marins Vieira Raissa Rossi Thais Alvarez

São Paulo, 13 de junho

teste  

teste para ver se eu aprendi a mexer aqui

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