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política

- Rudge Ramos Jornal

SEXTA-FEIRA - 10 de junho de 2011 fotos: Divulgação

Cidade dá início à licitação de usina para incinerar lixo AMANDA SEQUIN e gabrieli mello

q A Prefeitura de São Bernardo lançou o edital para o Sistema Integrado de Manejo e Gestão de Resíduos na última segunda-feira (6). O novo sistema irá transformar o lixo da cidade em energia elétrica por meio da incineração. O projeto, que está em discussão desde o ano passado, definirá até o final deste ano a empresa responsável pelo manuseio do lixo e a limpeza do município. A previsão é que a usina de incineração entre em funcionamento em 2015. De acordo com o secretário de Coordenação Governamental, Tarcísio Secoli, a empresa que assumir o sistema deverá manter a cidade limpa, ampliar o programa de coleta seletiva e operar a usina de incineração. “Esse projeto é um desafio para a cidade e para o país.

Acho atraso depositar lixo nos aterros. É preciso chamar atenção dos investidores para esse processo de transição”, disse o prefeito Luiz Marinho (PT). Atualmente, São Bernardo gasta R$ 14 milhões por ano para depositar o lixo em um aterro em Mauá. O valor do projeto, segundo o prefeito, vai depender da empresa que fizer a melhor proposta, mas a ordem deve variar entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões. “Nós acreditamos que o projeto irá reduzir esse valor de R$ 14 milhões gastos anualmente”, disse Marinho. A estimativa de geração de energia da usina é de 26 Mwh a 30 Mwh por hora, o que, segundo a prefeitura, é suficiente para abastecer todas as ruas e prédios públicos. Caso a empresa que se tornar responsável pelo projeto não cumpra com os parâmetros de

qualidade, o pagamento poderá ser reduzido. Segundo o advogado especialista em direito ambiental, Virgílio Farias, a melhor solução seria a reciclagem. “Essa usina é insustentável no ponto de vista ecológico, na medida

Conselho Diretor - Wilson Roberto Zuccherato (presidente), Paulo Roberto Lima Bruhn (vice-presidente), Nelson Custódio Fer (secretário), Gerson da Costa, Maria Flávia Kovalski, Henrique de Mesquita Barbosa Corrêa, Augusto Campos de Rezende, Osvaldo Elias de Almeida, Eric de Oliveira Santos, Carlos Alberto Ribeiro Simões Júnior, Ronald da Silva Lima (suplente), Jairo Werner Júnior (suplente) Reitor - Marcio de Moraes, Pró-Reitora de Graduação - Vera Lúcia G. Stivaletti, Pró-Reitor de Pós-Grad. e Pesquisa - Fábio Botelho Josgrilberg Diretores - Carlos Eduardo Santi (Faculdade de Exatas e Tecnologia); Claudio de Oliveira Ribeiro (Faculdade de Humanidades e Direito); Fulvio Cristofoli (Faculdade de Gestão e Serviços); Luiz Silvério Silva (Faculdade de Administração e Economia); Paulo Rogério Tarsitano (Faculdade de Comunicação); Rogério Gentil Bellot (Faculdade de Saúde) e Paulo Roberto Garcia (Faculdade de Teologia). Comunicação - Paulo Salles (Diretor) e Ana Claudia Braun Endo (Gerente)

Maquete do projeto, previsto para funcionar no antigo Lixão do Alvarenga

em que você retira recurso natural, transforma em lixo e queima, você vai precisar retirar mais recurso natural.” Além disso, ainda segundo o especialista, essa usina emite vários poluentes prejudiciais à saúde.

O local destinado para a construção do empreendimento é o antigo Lixão do Alvarenga, que funcionou por 28 anos. Desativado há cerca de 11, o espaço foi decretado como de utilidade pública no ano passado, para efetivar o projeto. Em parte da área, será estabelecido o sistema de recuperação de resíduos e a usina de recuperação de energia. O restante vai abrigar um parque público. Depósito Com mais de 765 mil habitantes, São Bernardo produz quase 700 toneladas de lixo por dia. Isso significa que cada morador produz em média 1,1 quilos diariamente. Todo esse resíduo é depositado atualmente em um aterro particular, o Aterro Lara, em Mauá, já que faltam áreas adequadas para a implantação de um aterro na cidade. O local também recebe resíduos domiciliares dos municípios de Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e São Caetano, além de São Vicente e Praia Grande, municípios da Baixada Santista. De acordo com um estudo realizado em 2010, os quatro principais tipos de lixo produzido na cidade são de origem orgânica (45,8%), papel/papelão (20%), plástico (16%) e metais e vidros (5%). Além disso, a coleta seletiva na cidade representa 1%. g IMPROVISO A Câmara de São Bernardo ficou às escuras nesta quarta-feira (8) e o presidente Hiroyuki Minami (PSDB) teve que conduzir parte da sessão com um megafone. O Paço da cidade estava sem luz desde às 18h de terçafeira, quando fortes ventos que atingiram a região provocaram queda da energia elétrica em partes do ABC. A iluminação foi restabelecida por volta das 10h30. Durante a sessão, foram aprovados dois projetos de lei que concedem título de cidadão são-bernardense ao vereador Zé Ferreira (PT) e ao dentista Luis Yaiti Sakamoto.

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Rudge Ramos

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Cidade dá início à licitação de usina para incinerar lixo  

Rudge Ramos Jornal - Edição nº 965 Publicada em 10/06/2011

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