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Segundo Miyazaki (2006, p.15), através dos franceses com a criação do vocabulaire culinaire, “tornou-se possível uma linguagem de fácil entendimento para qualquer pessoa que quisesse preparar uma receita. Antes havia muita confusão na preparação de pratos tradicionais”. Assim, a cozinha francesa conseguiu destaque internacional, “e sua terminologia é hoje difundida nas escolas de formação profissional em Gastronomia, em vários países” (IBIDEM). Depois da abertura da Le Cordon Bleu, ao longo do século XX, outras escolas de gastronomia francesas surgiram, entre as mais renomadas: o Institut Paul Bocuse, em Lyon, e a escola Lenôtre, em Plaisir. Essas escolas levavam à preparação de profissionais, nas modalidades de cozinheiro, padeiro e confeiteiro (IBIDEM, p.16). Figura 10 - Programa de televisão americana comandada por Julia Child. Fonte: CHILD, Julia; PRUD'HOMME, Alex. My Life in France.Virgínia: Knopf, 2006, apudMonteiro, 2009, p.43.

Em 1984, o “descendente das famílias proprietárias do Licor Contreau e do Conhaque Rémy Martin”, Andre J. Cointreau assume a direção da Le Cordon Bleu inovando programas e reinaugurando a equipe técnica em 1988. “Nesse mesmo ano é aberta a primeira filial no Canadá” (MONTEIRO, 2009, p.43). Em 1990, a “Le Cordon Bleu de Londres é reaberta e renovada e no ano seguinte é criada uma unidade em Tóquio” (IBIDEM). Até o ano de 2009, a escola Le Cordon Bleu, apresentava sedes além de Paris e Londres, em Adelaide e Sydney na Austrália, em Tóquio e Kobe no Japão, México, Peru e Otawa no Canadá e Coréia. Até 2009, era formada por uma equipe aproximada de 80 chefes “que ensinam a culinária francesa clássica e moderna” para cerca de 18.000 alunos franceses e estrangeiros (IBIDEM). “Para obter o Le Grand Diplome do Le Cordon Bleu que inclui o curso completo de cozinha e confeitaria o aluno deve cursar 2,2 mil horas de aula” (IBIDEM, p.44).

Em 2001 surgiu o Instituto Europeu de História da Alimentação (IEHA), na França, para estimular e promover a troca de experiências entre historiadores, sociólogos, geógrafos e outros pesquisadores; entre os cursos e palestras promovidos pelo Instituto, destaca-se o mestrado em História e Cultura da Alimentação. Em 2003 foi criada a Universidade das Ciências Gastronômicas (USG), na Itália. E o Instituto de Altos Estudos do Sabor, da Gastronomia e das Artes da Mesa (IHEGGAT), na França, foi concebido para fornecer formação superior sobre diferentes aspectos da Gastronomia; temas como Biologia Comparativa dos Alimentos e Antropologia do Sabor, História e Geografia da Cozinha e da Gastronomia, Psicologia do Sabor e do Consumo são exemplos de cursos oferecidos pelo IHEGGAT (Folha Online, 2006 apud MIYAZAKI, 2006, p.16).

4.5. Inserção da Graduação de Gastronomia no Brasil Durante uma entrevista, Ingrid Schmidt-Hebbel, coordenadora do curso de tecnologia em gastronomia do Centro Universitário SENAC, relata que com a vinda de grandes chefes internacionais para o Brasil e “o maior contato com a gastronomia mundial, provocada pelo aumento do turismo, e a abertura das importações”, permitiram que novos ingredientes chegassem até as prateleiras dos supermercados, contribuindo “para que profissões ligadas à culinária crescessem no Brasil” (UNIVERSIA BRASIL, 2002, apud MONTEIRO, 2009, p.24).

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TFG | Amanda Tiemi Niiyama | Complexo Hotel-Escola  

Requalificação de vazio urbano (Antiga Companhia União dos Refinadores), inserido no município de Limeira (SP). Área do terreno: 47.378,78 m...

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