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Rio de Janeiro - RJ 2016


Esta antologia é editada sem fins lucrativos.

Dela participam Maçons, bem como poetas, escritores e artistas plásticos convidados.

Será disponibilizada na internet em arquivo pdf.

Capa e Coordenação: Acad. Elvandro Burity Cad. 19 - Patrono Joaquim Nabuco.

Revisão: Acad. Carlos Roberto Alves Cad. 02 - Patrono Urbano Durte

Revisão: Acad. Carlos Ro Apresentação: Acad. Ademilton Madureira Lima Cad. 01 - Patrono Alcindo Guanabara


Diretoria Executiva 2015/2017 Presidente - Acad. Antonio Alberto Rocha Vice-presidente -Acad. Elvandro de Azevedo Burity 1º Secretário - Acad. Marcos Aurélio Ferreira de Sousa 2º Secretário - Acad. Eurípedes Mattos da Silva Tesoureiro - Acad. Walnir Lima Almeida

Conselho Administrativo Presidente - Acad. Ademilton Madureira Lima Secretário - Acad. Alceu de Almeida Reis

Membros Efetivos Cadeira 01 - Ademilton Madureira Lima Cadeira 02 - João Eudes Fernandes Cadeira 03 - Herculano Barbosa Cadeira 05 - Alceu de Almeida Reis Cadeira 06 - José Carlos Martinho Cadeira 08 - Vicente Paulo Azevedo Cadeira 09 - Paulo Cezar Souza da Cruz Cadeira 14 - Marcos Aurélio Ferreira de Sousa Cadeira 16 - Eduardo Gomes de Souza Cadeira 18 - Celso Luiz Rocha Serra Cadeira 19 - Elvandro de Azevedo Burity Cadeira 20 - Carmelino Souza Vieira Cadeira 21 - Walnir Lima Almeida Cadeira 22 - Gilberto Jorge Cruz Araujo Cadeira 23 - Aildo Virginio Carolino Cadeira 24 - Ubirajara Gouveia Almeida Cadeira 25 - Roberto Pumar Silveira Cadeira 27 - Eurípedes Mattos da Silva Cadeira 29 - Dirceu Gomes Lima Cadeira 30 - Paulo Gomes dos Filho Cadeira 31 - Edimo Muniz Pinho Cadeira 32 - Carlos Roberto Alves Cadeira 33 - Antonio Alberto Rocha


Acadêmicos Honorários Aderaldo Madureira Lima Andreia Donadon Diva Pavesi Dyandreia Valverde Portugal Luiz Alberto Barbirato Luiz Carlos Ferreira Tinta Marcos José da Silva Manoel Peixoto Barbosa Marilza Albuquerque de Castro Vandir Encarnação dos Santos

Acadêmico Correspondente Osvaldo Pereira Rocha


A ACADEMIA

A Academia

Maçônica de Artes, Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro - AMACLERJ - CNPJ 13561223/0001-70 - é uma Associação Civil, de nutureza cultural, vinculada ao Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro (GOB-RJ), constituída por Maçons colados no grau de Mestre, por no mínimo sete anos, pertencentes ao Quadro de Lojas jurisdicionadas ao GOB-RJ. Tem por finalidade promover e estimular a divulgação das Artes, das Ciências e das Letras e bem como a conservação e o desenvolvimento da Cultura Nacional, do Estado do Rio de Janeiro e em espscial do GOB-RJ.

A Fundação da AMACLERJ, 19 de novembro de 2004, coincide

no Brasil, com a data do Dia da Bandeira.

Histórico da Academia em: http://pt.slideshare.net/AMACLERJ/historico-da-academia

Estatuto da AMACLERJ http://pt.slideshare.net/AMACLERJ/estatuto-social-2010-registrado

Patronos das Cadeiras da AMACLERJ http://pt.slideshare.net/AMACLERJ/patronos-8705275

A Academia é verbete na E-mail da Academia: amaclerj@gmail.com


O Quadro Acadêmico é constituído de 33 (trinta e três) cadeiras. Cada

uma tem como Patrono um maçom brasileiro ilustre, ocupada em caráter vitalício. 01 - Alcindo Guanabara - político e jornalista.

02 - Alfredo D’Escragnolle Taunay - Visconde de Taunay - escritor, pintor, músico, jornalista, crítico literário, engenheiro militar. 03 - Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado - poeta, folclorista, filósofo e ensaísta. 04 - Américo de Campos - diplomata e jornalista. 05 - Antonio Carlos Gomes - maestro e compositor. 06 - Antonio Frederico de Castro Alves - poeta. 07 - Antonio Peregrino Maciel Monteiro - Barão de Itamaracá - bacharel em letras, médico, poeta e diplomata. 08 - Antonio Vicente Felippe Celestino - cantor lírico e popular - A voz orgulho do Brasil. 09 - Arthur Silveira de Mota - Barão de Jaceguai - militar, historiador e memorialista. 10 - Benedito Pinheiro Machado Tolosa - médico, pesquisador e professor. 11 - Benjamin Constant Botelho de Magalhães - militar, professor, político, filósofo e matemático. 12 - Candido José de Araujo Vianna - Marquês de Sapucaí - jurista, literato, professor e poeta. 13 - Casimiro José Marques de Abreu - poeta e teatrógolo. 14 - Evaristo Ferreira da Veiga e Barros - poeta, jornalista, político e livreiro. 15 - Francisco Rangel Pestana - jornalista e político. 16 - Hipólito José da Costa Furtado Pereira de Mendonça - jurista, filósofo, escritor e jornalista - patriarca da Imprensa Brasileira.


17 - João Caetano dos Santos - escritor, diretor e ator teatral. 18 - Joaquim Gonçalves Ledo - jornalista e político. 19 - Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo - político, jornalista, historiador, diplomata e líder abolicionista. 20 - Joaquim Inácio Ramalho - Barão de Ramalho - jurista, professor, escritor e político. 21 - Joaquim Saldanha Marinho - jornalista, jurista e político. 22 - José Bonifácio de Andrade e Silva - filósofo, jurista, professor, mineralogista, político - patriarca da Independência. 23 - José Clemente Pereira - político e jurista - prócer da Independência. 24 - José de Souza Marquês - pedagogo, educador e professor. 25 - José Carlos do Patrocínio - framacêutico, jornalista, poeta e romancista - o Tigre do Abolicionismo. 26 - José Maria a Silva Paranhos Junior - Barão do Rio Branco - jurista, professor, jornalista, historiador e diplomata. 27 - Manuel Arruda Câmara - médico, botânico, naturalista e frade carmelita. 28 - Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon Dom Pedro I - músico, compositor e Imperador do Brasil. 29 - Quintino Antônio Ferreira de Souza Bocaiúva - teatrólogo, jornalista e político. 30 - Rui Barbosa - jurista, jornalista, diplomata, tribuno e político. 31 - Tristão de Alencar Araripe Júnior - jornalista, jurista, crítico literário, político, contista e romancista. 32 - Urbano Duarte de Oliveira - jornalista, cronista, humorista e teatrólogo. 33 - Washington Luís Pereira de Souza - jurista, político e historiador.


INSÍGNIAS

Brasão

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Opa

Medalhão Acadêmico

Medalha Acadêmica


PANÓPLIA Panóplia do grego (“todas as armas”) designava, na Grécia Antiga a armadura completa do soldado composta pelo escudo, elmo e couraça pesando entre 22 de 31 kg. De maneira análoga na Idade Média o termo era aplicado à armadura dos cavaleiros europeus. Por extensão de sentido, a palavra também é utilizada para definir um coleção de armas ou objetos de ordem diversa. Na linguagem da armaria e da heráldica, o vocábulo panóplia significa “conjunto de armas artisticamente colocadas em paredes, escudos ou monumentos e que serve de troféu ou de ornamento” Na AMACLERJ, PANÓPLIA é uma peça em madeira, colocada em um pedestral de madeira onde visualizamos o brasão da Academia.


APRESENTAÇÃO Coube-me a honra de apresentar a PRIMEIRA ANTOLOGIA de nossa Academia Maçônica de Artes Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro (AMACLERJ). Antologia idealizada em uma de nossas reuniões. Na era da computação e do indispensável domínio da internet, do conhecimento cultural globalizado disperso nas redes pelo mundo, a PRIMEIRA ANTOLOGIA da AMACLERJ conta com participantes da Suíça, Suécia, França, Portugal e de vários Estados do Brasil (Acre, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina). Julgamos pertinente registrar que a vitória cabe a todos que dela participam, sendo uma grande festa para o coração de cada autor. Homenageamos e agradecemos aos que embarcaram nesta “nau da cultura”, colocando no papel suas estórias, fantasias e pensamentos escondidos nos subterrâneos de seus corações; e aos artistas do pincel que retrataram locais e sentimentos abstratos ou não. Por isso, pedimos ao leitor desta obra coletiva, que por ser virtual não terá suas páginas esmaecidas pela ação do tempo, quando da leitura ultrapasse a superficialidade da erudição apresentada e na contemplação dos traços dos pinceís identifique a criatiidade de cada autor. Dito isso, convido a todos, participantes ou não, para, juntos, fazermos um salutar passeio pelas páginas desta Antologia. Acad. Ademilton Madureira Lima Membro Fundador e Efetivo Cadeira nº 01 - Patrono Alcindo Guanabara Presidente do Conselho de Administração

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HINO DA AMACLERJ Letra - Acad. Elvandro Burity. Música Acadêmicos - Alceu Reis e João Eudes Fernandes. AMACLERJ, qual semente plantada em solo fértil, viceja no Oriente, desvendando o conhecer. Estribilho AMACLERJ!!! AMACLERJ!!! Resplandece em teus umbrais: Carlos Gomes, Castro Alves e outros vultos imortais AMACLERJ, sodalício da nossa Maçonaria, do livre exercício de questionar, por que? Estribilho AMACLERJ!!! AMACLERJ!!! Resplandece em teus umbrais: Carlos Gomes, Castro Alves e outros vultos imortais AMACLERJ, majestosa, de louros coroada, estrela luminosa da cultura e do saber. Estribilho AMACLERJ!!! AMACLERJ!!! Resplandece em teus umbrais: Carlos Gomes, Castro Alves e outros vultos imortais

FBN - Acervo EAD - Registro nº 584198, em 29/11/2012

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1 - Carlos Roberto Alves (AMACLERJ) Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 2 - Elvandro Burity (AMACLERJ) Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 3 - Sonia Nogueira Fortaleza - Ceará 4 - Lúcia Amélia - Madalena’s Biel-Bienne -Berna-Suíça. 5 - Zilda Pires Rio Verde - Goiás. 6 - Guilem Rodrigues da Silva Lund - Suécia. 7 - Mhario Lincoln Curitiba - Paraná. 8 - Evanilde Moraes de Gusmão Recife - Pernambuco. 9 - Sílvia Marcelina Cordeiro aluna do 9º ano do Ensino Fundamental, escola da rede pública situada no Distrito de Cláudio Manuel Município de Mariana - Minas Gerais. 10 - Liciane Alvernaz Pena aluna do 9º ano do Ensino Fundamental, na Escola Municipal Padre Antônio Gabriel de Carvalho, Distrito de Cláudio Manuel - Município de Mariana - Minas Gerais. 11 - Neusa Bridon dos Santos Garcia Gaspar - Santa Catarina. 12 - Ademilton Madureira Lima (AMACLERJ) Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 13 - Sérgio Vital Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 14 - Alessandra Leles Rocha Uberlândia - Minas Gerais. 15 - José Donizetti Nicolini Gonçales Osasco - São Paulo. 16 - Antonio Alberto Rocha (AMACLERJ) Petrópolis - Rio de Janeiro. 17 - Carla Cristina da Silva Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 18 - Messody Benoliel Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 19 - Carlos Wilson Tavares de Luca Rio de Janeiro Rio de Janeiro. 20 - Alexander Man Fu do Patrocínio Niterói - Rio de Janeiro. 21 - Comendador Oliveira Caruso Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 2 2 - M a r i l z a A l b u q u e r q u e d e C a s t r o (AMACLERJ Acadêmica Honorária) Rio de Janeiro -Rio de Janeiro. 16


23 - Esmeralda Cavalcanti Barros Rio de Janeiro -Rio de Janeiro. 24 - Édson Pereira de Almeida Ilha da Madeira -Portugal. 25 - Diva Pavesi (AMACLERJ - Acadêmica Honorária) Paris França. 26 - Abílio Kac Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 27 - Salvador Pereira Matos -SAPEMARio de Janeiro - Rio de Janeiro. 28 - Dulce Rodrigues Carcavelos - Portugal. 29 - Ruy de Oliveira e Silva Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 30 - Dyandreia Valverde Portugal (AMACLERJ - Acadêmica Honorária) Cabo Frio -Rio de Janeiro. 31 - Paola Rhoden Brasília - Distrito Federal. 32 - Maria Inez Fontes Ricco São José dos Campos - São Paulo. 33 - Marcia Kanitz = MIFORI Casimiro de Abreu - Rio de Janeiro. 34 - Mauro Modesto Rio Branco - Acre. 35 - Edir Figueira Marques Rio Branco - Acre. 36 - Elvira Araujo Galiza - Portugal. 37 - Benedita Azevedo Magé - Rio de Janeiro. 38 - Helcio Lemos Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 39 - Walnir Lima Almeida (AMACLERJ) Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 40 - Marcos Aurelio Ferreira Sousas = Marcos Tobias (AMACLERJ) Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 41 - Roberto Pumar Silveira = Comendador Pumar (AMACLERJ) Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 42 - Guy Werneck São Paulo - São Paulo. 43 - Hazel de Sã Francisco São Paulo - São Paulo. 44 - Carmem Teresa Elias Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 45 - Celso Luiz Rocha Serra (AMACLERJ) Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 46 - Claúdio Jorge Bentes de Castro Belém - Pará. 47 - Andrea Melleu Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. 48 - Arleni Almeida Batista Rangel Rio de Janeiro - Rio de Janeiro.

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SOLAR DA IMPERATRIZ JARDIM BOTÂNICO RIO DE JANEIRO

Carlos Roberto Alves - Membro Fundador da Academia Maçônica de Artes, Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro onde esteve como Presidente no período 2009/2012. Formado em Ciências Contábeis. Participou de eventos artísticos, sendo possuidor de Medalhas de Bronze, Prata e Ouro com as OST: “Uvas e Vinhos!; “ O Caminho da Luz”; com as obras “Paraty”e “Preparando as Cocadas”. Participou do I Salão de Artes Plásticas do Exército Brasileiro do Sexagésimo Aniversário de Participação da FEB na 2ª Guerra Mundial, com a obra: “Monumento Militar Brasileiro de Pistóia - Itália”.

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OLHANDO MUITO ALÉM... UMA PROVACAÇÃO. As palavras que se seguem podem soar como estranhas... Mas não posso perder a oportunidade de incitá-lo para esta conversa diferente em que abordo o tema: “olhando muito além... uma provacação”. Nos dias atuais é fato incontestável que devemos manter o olhar para além de nossas paredes e verificar o que se passa na comunidade. Mas algumas perguntas, forçosamente, devem ser aqui trazidas às nossas reflexões: 1º) Será que há ambiente para aceitar sem medo o desafio de construir um mundo melhor, a despeito da insegurança e da desconfiança que incorporamos ao nosso cotidiano? 2º) Será que ainda há espaço para exercitarmos o companheirismo? 3º) Será que é chegado o momento de repensar atitudes? 4º) Será que chegou o momento de reagir e interagir para potencializar as nossas inteligências? Neste turbilhão de perguntas o nosso futuro é um constante desafio... O nosso futuro nada terá com o passado... Olhando muito além... Devemos acima de tudo, lembrar que serão as nossas ações no presente que definirão até onde vamos chegar no futuro. Por mais otimistas que sejamos um sentimento de pânico parece tomar conta de nosso pensamento. Pânico! Isto mesmo pânico. Por acaso sabemos o que o mundo reserva para nossos descendestes? Muito embora estejamos vivendo mais, a qualidade de vida tende a cair quer pela violência que alcançou níveis alarmantes... Quer pela desigualdade social... Às vezes pronuncio palavras, outras vezes prefiro ficar calado... Dividido entre o certo e o duvidoso... Com um sorriso abro o meu coração... Com outro desnudo a razão... Olhando muito além podemos vislumbrar, sem grande esforço, os perigos que nos ameaçam, ao depararmos com a exclusão social dos menos favorecidos e com a necessidade de conciliar o progresso com o respeito pela vida, com o planeta e com as gerações futuras, coisas que pelo andar da carruagem há fortes indicativos de estarem em segundo plano. Muito embora, as minhas atitudes não sejam na base do “quente ou frio, morno eu vômito”, continuo avesso à utilização do cinismo e a dissimulação como vetores do olhar muito além... Dizem que estou pregando sozinho no deserto. Talvez sim, talvez não. Não é questão de intransigência nem de ideia fixa. A questão é outra. Deixando de lado esta cantinela a grande vrdade é que, infelizmente, o normal quando nos colocamos “olhando além de nossas paredes...” é ser contrito e ir praticando o mal ser ver a quem, bem como ir desejando sempre mais e mais, o mal ir praticando pelas contradições que o mundo moderno consente. 19


Não podemos olhar muito além para se chegar à conclusão de que o poder é terrível, para percebermos as estruturas de bajulação que se montam em torno dos privilegiados do sistema... Onde para uns todas as possibilidades se apresentam... Para outros resta assistir ao festival de incoerências absurdas e a manutenção de privilégios inaceitáeis e descabíveis... Infelizmente a dualidade é uma condição da vida... Assim mesmo, vale a pena olhar muito além... E não esqueça: “Não passe o controle de sua vida aos outros.” Eu, particularmente, quando me ponho a olhar o muito além... Sinto-me um anormal. E você?

Provérbio Chinês: “Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos.”

Elvandro Burity, escritor e poeta. Membro Efetivo e Fundador da AMACLERJ onde ocupa a Acad. 19 - Joaquim Nabuco. Seus escritos, além do Brasil, são lidos em mais de 40 países. Muiti-acadêmico tem título honoríficos no Brasil e no Exterior. Textos publicados em diversos países e idiomas. Utiliza-se de seus escritos para promover campanha filantrópica. Verbete Wikipédia. Blog em http:// elvandroburity.blogspot.com


CHOVENDO EM PARIS

Vultos sombrios, silêncio e pressa sob pingos da lágrima natural, trafegam no meio ao temporal a vista cabisbaixa se dispersa. Na água, o afogado e rude coração mistura-se na pequena calçada fria, sem saber que a vida alada confunde duas lágrima da emoção. Numa face, a sina, os afortunados com ar bravio sorrindo venturas. Noutra a descoberta, as amarguras levando sonhos, pelos algemados. Confunde-se Céu e terra acanhados. Aos dois não decifam, dor e brados.

Sonia Nogueira, graduada em História, Estudos Sociais, pós-graduação Planejamento Educacional, Língua Portuguesa e Literatura . Membro de Academias Literárias e Associação de Escritores. Publicou 7 livros, coautora em 58 Antologias, classificada em 5 concursos, 29 menções honrosas, 7 medalhas. Agraciada com 7 Troféus, entre outros, Cecília Meireles, Drummond de Andrade, Categoria Especial, Mulheres Notáveis, Pedro Aleixo em Itabira, Of Art And Educacion Austrain, Viena 2013, Troféu 70 anos da ADB, 2014.

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CHEGOU A HORA DE SER FELIZ Existem pessoas amargas, negativas, sem luz e sem vida, que no mundo vivem brigando com coisas, pessoas, consigo mesmas, insatisfeitas, frustradas e perdidas. Dor, miséria, carência e autodestruição, para tudo isso existe solução. Chegou a sua hora de ser feliz! Sinto-me feliz e desejo que você venha comigo pelos caminhos iluminados, onde teremos um encontro com a sabedoria, a humildade, a empatia, a paz e a resposta para solucionar os problemas do mundo inteiro: “AMOR A SI MESMO E AMAR QUEM ESTIVER PRÓXIMO DE NÓS”. Todavia, andamos pelo mundo olhando sem ver, escutando sem ouvir, e muitas vezes carregamos chagas na alma que nos impedem de alcançar a felicidade. Então agora é chegada a hora de olhar para dentro de si e cultivar o otimismo, amadurecer e ser feliz. Fantástico e maravilhoso é descobrir que hoje temos um dia de festa. É bom saber que agora, aqui, neste momento, vai acontecer algo de agradável, pois chegou a sua hora de ser feliz. Cante, vibre de amor sem limites, perdoe sem medos e sem ilusões. Abra os olhos da alma e veja que a vida é passageira, porém é cheia de beleza, harmonia, paz, luz, abundância, força e bem-estar. Chegou a hora de ser feliz e compreender que a fonte do saber e a essência da vida estão dentro de você. Sei, sinto e percebo que a verdadeira felicidade é real e possível. Por isso cada um tem a chave em sua mão e o momento de abrir uma nova porta e entrar no caminho para ser feliz é agora.

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Abra seu coração e determine: “EU SOU FELIZ”. Sinto-me muito feliz, afinal acabo de descobrir que fui criado para transbordar felicidade, cantar, pular, dançar, sorrir e viver. Aqueles que têm olhos vejam, aqueles que têm ouvidos ouçam. Eis que é chegada a hora de ser feliz.

Lúcia Amélia Multitalentosa autora premiada nacional e internacionalmente por seus trabalhos litérarios e social. Graduada em Teologia, Estética e Cosmetologia Internacional. É acadêmica correspondente da Academia Camaragibense de Letras de Pernambuco, Acadêmica Honorária da Academia de Letras e Artes Buziana (Búzios-RJ), precursora da ONG Madalena’s Suíça-Brasil & Alemanha. Apresentadora do Programa Madalena’s Babado Forte. Representante da Rede de Escritoras Brasileiras e do Jornal SEM FRONTEIRAS na Suíça. http://www.luciaameliamadalenas.com Página oficial facebook : Lúcia Amélia

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O ENVELHECIMENTO - VELHICE, UMA DÁDIVA. As pessoas são fecundadas, geradas, nascem e morrem. Morrer é a única certeza que temos, não sabemos se é na flor da idade ou na velhice. Porém, só temos duas opções: morrer jovem ou envelhecer. Por serem só estas duas opções, se pudermos escolher ficaremos com o envelhecimento. Até atingir a velhice, é um processo de longa caminhada e aprendizado. Podemos resumir assim: criança, pré-adolescência, adolescência, adulto, meia-idade e idoso. No decorrer deste longo percurso, encontramos altos e baixos, porém tudo é aprendizado e maturidade. “Embora considerada uma conquista social o aumento da longevidade traz consigo a ameaça do aumento das doenças crônico degenerativas e seus consequentes processos de dependência”. Departamento de Enfermagem da UFSC. Mesmo com todos esses percalços consequentes do envelhecimento que são inúmeros, é preferível vivê-los e alcançar uma idade avançada, que não ter o prazer em passar por isso: ver sua família em várias gerações contar suas experiências, suas histórias de vida .Trocar ideias com filhos ,netos, bisnetos e outros; aprender e ensinar com gerações as quais se diferem. As experiências vividas décadas por décadas, em momentos diferentes, é o acúmulo de sabedoria , é uma bênção. A vida é uma dádiva de Deus, Ele nos deu a vida e só Ele pode nos tirá-la. Viver e envelhecer é uma arte. Sabemos e presenciamos inúmeras pessoas especiais lutando pela vida: falta uma perna, um dos braços ou mesmo não conseguem se locomover, está em uma cadeira de rodas , acamados ou são dependentes de aparelhos para se manter vivos,mesmo assim lutam pela a vida. Por isso, o processo de envelhecimento, a velhice, por muito que achem que seja doloroso, triste, pelo contrário é privilégio de quem vive este processo. Pois, teve a graça de passar e viver todas as etapas estabelecidas no processo da vida de um ser humano. Refletiremos sobre a desventura de crianças, jovens e mesmo adultos que não tiveram o prazer em saborear o processo de envelhecimento, chegar a velhice, sentir o seu dever cumprido.

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Como é bom conversar com uma pessoa anciã, o prazer é de ambas as partes, ela se sente feliz, seus olhos brilham , o pouco de brilho que ainda resta, o momento de de sua história é ímpar, é só dela reviver épocas de sua criancice, juventude e mesmo adulto. E quem a ouve, mergulha em um universo desconhecido, enriquece sua vida com novas experiências de outras épocas com um ser tão distante do tempo contemporâneo. Muita vezes o contemporâneo a machuca , fere os seus princípios, o deixando-a amargurada sem saber explicar e sem entender as grandes transformações. Fica a frase: Hoje está tudo diferente, no meu tempo não era assim!! Que é bom viver é, não resta dúvida!!!

Zilda Pires da Silva Teixeira - Zilda Pires, natural de Rio Verde-GO. Professora aposentada, pela Secretaria Estadual de Educação e Universidade de Rio Verde. GO Pesquisadora, historiadora, pedagoga e escritora. Tem quatorze livros publicados. pertence várias Agremiações Literárias, em vários estados do Brasil. Tem o nome inserido em verbetes do escritor. Escreve para várias revistas e Antologias. Atual governadora do Instituto Brasileiro de Cultura Internacionais InBrasCI (GO). Detentora de vários prêmios pelo reconhecimento da contribuição cultural e literária. E também livros premiados. Contatos: 64 9987 2805 e-mail:zpiress@uol.com.br

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VARIAÇÕES SOBRE O BOLERO DE RAVEL (para Hilla Brita) Nosso primeiro encontro foi no azul profundo dos teus olhos lembro-me, levaste minhas mãos ao berço aveludado dos teus seios e com teus lábios começaste a descobrir meu corpo Amada eu sei que aquele instante nunca teve fim teu corpo tocava em meu corpo assim como o Bolero de Ravel em doce balançar de gemidos labirinto de prazer cuja saída nunca procurávamos E mesmo agora, amada quando os anos teimam continuar sua metamorfose impiedosa amo-te ainda com o mesmo enlevo com o mesmo medo de naufragar irremediavelmente perdidamente no azul profundo dos teus olhos. A bordo do “MSC Splendida” no Mediterrâneo, próximo de Alexandria. 2009

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O mesmo poema porém em sueco:

VARIATIONER KRING RAVELS BOLERO

(till Hilla Brita)

Vårt första möte var i dina ögons blåa djup jag minns hur du lade mina händer på den sidenmjuka vaggan av dina bröst och började upptäcka min kropp med dina läppar Älskade, jag vet att det där ögonblicket aldrig tog slut din kropp mot min kropp just så som Ravels Bolero med mjuka älskogsljud en labyrint av njutning vars slut vi aldrig sökte Till och med nu, min älskling, när åren tvingar sig på med sina obönhörliga förändringar älskar jag dig än med samma hetta med samma rädsla att ohjälpligt drunkna helt förlorad i dina ögons blåa djup. Ombord på “MSC Splendida” på Medelhavet nära Alexandria, 2009 Guilem Rodrigues da Silva, nasceu na cidade de Rio Grande, Rio Grande do Sul - Brasil. Reside na cidade de Lund - Suécia. Em 1976, publicou o primeiro livro na Suécia, escrito em espanhol com o título: “Busco el amanecer” (“Jag söker gryningen”). Em 1982 lançou o primeiro livro escrito em sueco “Innan natten kommer” (”Antes que a noite venha”). Em 2002 o primeiro livro no Brasil “Saudade e uma canção desesperada”, em Salvador BA 2ª edição lançada em 2008 na cidade Sorocaba, SP. Embaixador da Paz - Suição França. Vice-presidente da Associação de Escritores da Escânia - Suécia, Comendador da Ordem Silva Paes da codade de Rio Grande-RS. Tem livros publicados em francês, alemão e búlgaro. Detentor da Medalha DE Instalação do Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro (GOB-RJ).

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SAUDADES, que Nada! E por falar em saudade... - Ei mano, que saudade? Saudade, só! Saudade, nada. Vede as árvores como balançam: é o sopro dela apagando as velinhas do tempo. Vede o brilho da lua: é a personalidade esfuziante dela, ainda viva e reluzente.

Vede as estrelas: ora, as estrelas são pingos de lágrimas quando a fiz sofrer pela última vez. Vede o mar: é o salgado de sua voz quando me ralhava. Vede o cinza do Céu: são os olhos dela, dando uma espiada na Terra. Ora, que saudade, mano! Vede o cantar dos pássaros: parece a última aula de canto com Tia Lalá. Vede o pôr-do-sol ... bem... esse... desculpa, mano! Nem esse dá saudade, pois sei que a vida recomeça novamente amanhã, Quando o sol nascer. (Mhario Lincoln para minha mãe Flor de Lys, viva!) Mhario Lincoln, advogado, poeta, editor sênior da Revista Poética Brasileira. Autor de “Teoria e Pratica do Inquérito Administrativo” e “Acumulações Remuneradas de Cargos e Funções Públicas” e do livro “INA- A Violação do Sagrado”. Portador de Medalhas Militares da Marinha, Exército e Aeronaútica. Condecorado pela Academia Brasileira de Meio Ambiente com a Medalha Chico Mendes. Distinguido com a Medalha de Instalação do Grande Oriente do Basil no Rio de Janeiro. Membro Fundador da Academia Maranhense de Letras Jurídicas. e Membro do Instituto Histórico Geoagráfico do Maranhão.

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A COLHEITA ... é preciso esperar o tempo certo. No grupo escolar rural havia crianças de várias idades, poucas gostavam de trabalhar a terra. Ela, simplesmente, adorava. Estavam no início do semestre. A professora falava sobre a terra, o que significava. Final de verão. Na terra esturricada não se podia plantar, só quando começasse o período de chuva, momento em que ficava úmida e era possível fecundá-la. Dizia isso porque se tratava de uma fêmea, era preciso esperar o tempo certo. Aguardaram a chegada da chuva. O período de chuva era triste, não podiam brincar, no máximo, tomavam banho de biqueira. Ah, como é gostoso tomar banho na chuva. Ela e o irmão vestindo apenas a roupa de baixo. E como brincavam, corriam. Como eram felizes aqueles momentos. Finalmente a chuva chegou. Primeiro de mansinho, depois com violência. Então, perguntavam para a professora: quando vamos mexer com a terra? Ela, calmamente, dizia: é preciso que fique bem úmida para que a semente penetre nela e germine. Assim, disse: é hoje, vamos trabalhar na terra. Saíram todos cantarolando. A professora dividiu a turma em dois grandes grupos: um levava os instrumentos de cavar e o outro, as sementes. Todos em fila cantarolando. Que dia maravilhoso. Algumas crianças ficaram mal-humoradas, tinham de sujar as mãos. Coitadas, não sabiam o quanto era gostoso pegar a terra, cavar, colocar a semente. Foi assim durante alguns dias, depois, só esperar. Diariamente, quando chegava à escola, olhava o campo, caminhava entre as fileiras plantadas para ver se nascera alguma coisa. E já podia ver os “olhinhos”; a plantinha começou a aparecer. Como era lindo ver a semente que tinham plantado, agora em forma de planta. Fazia parte da atividade da escola ir ao campo para olhar e quando necessário aguar o pomar e a horta. Com que alegria fazia isso. Sempre atentos às mudanças. Esse período de observação pareceu muito longo, ao chegarem à escola, a professora já os esperava e solenemente falou: hoje vamos fazer a nossa primeira colheita. Os legumes e as verduras que plantamos já estão prontos. Foi entãoque observou a professora com alguma coisa estranha nas mãos. Perguntaram o que é isso? É uma máquina fotográfica. Vamos registrar esse momento. As crianças nunca tinham ouvido falar em fotografia e, menos ainda, uma máquina. A professora armou aquela “coisa” e após fazer a colheita,aparecessem e tirou a foto: vou mandar revelar, quando estiver pronta trarei para mostrar. colocou as crianças em posição organizada para que todas participassem. 28


Colhidos os legumes, foram levados para ser utilizados no preparo de uma gostosa sopa, depois servida com grande festa. A preocupação das crianças daí em diante era saber quando chegaria esse tal de retrato. Não sabe quanto tempo esperaram. Perguntavam e a professora dizia: mandei revelar. Pensava: revelar será algum segredo. Um tempo depois, após o recreio, a professora perfilou todas as crianças em frente à sua mesa, tirou de dentro de um envelope a tal fotografia. Que surpresa em ver suas caras registradas “naquele papel”. Coisa estranha. Ela mesma nunca tinha visto o rosto, em sua casa não se usava espelho. Todos queriam pegar, olhar, ver, cheirar. O que vai fazer com isso? Não sei ainda. Acho que vou guardar! Mas observou o olhar da professora para uma das alunas. Será que vai dar a fotografia a ela? Não é possível. Não é justo, afinal, todas as crianças participaram do trabalho. Logo a menina que não gostava de trabalhar. Tinha sempre uma desculpa para não se abaixar e arrancar as ervas daninhas. A professora mandava que saísse, ficava sentada só olhando as outras trabalharem. Lembra que ela estava sempre ao lado da professora, carregando os livros, os cadernos, ajudando em tudo. Uma menina branca, com cabelos loiros e cacheados. Sempre melindrosa e chorona. Olhava as outras crianças com ar de superioridade. Naquele dia, algo a deixou atenta. Não é possível que a professora dê a essa menina a foto. O que ela tem que não temos? Ficou observando. A professora guardou a fotografia dentro de um livro e quando terminou a aula, saíram juntos como fazia todos os dias para retornar para casa. A escola ficava afastada. As crianças iam ficando cada uma em suas casas. A menina morava depois da professora. Ela era uma das últimas, sua casa ficava no fim da rua, do lado oposto ao da escola. Atenta, foi ficando sempre um pouco atrás. A menina, ao lado da professora, ajudando-a a carregar as “coisas”. Ao chegar à casa, a professora se despediu e pegou o material. Prestando atenção, observou que algo foi entregue à menina que, imediatamente, colocou dentro do caderno. Ficou vermelha, como sempre fazia quando não sabia a lição. Foi a fotografia que a professora deu. Ficou indignada, mas não podia fazer nada. A fotografia foi passada à menina na certeza de que ninguém tinha visto. De todos os alunos só restavam três: a menina, ela e outro colega. Continuaram a caminhada. A loira ficou primeiro, em seguinda, o colega. Fez o resto do percurso, revoltada. O pior, ninguém tinha visto.

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O que fazer? Não podia desmascarar a professora, a consideravam rebelde, não aceitava as coisas e estava sempre reivindicando, questionando. Mas, agora, diante daquele fato, se achava com o direito de fazer alguma coisa, mas o quê? Passou a tarde pensando. À noite, esteve durante um bom tempo acordada tentando encontrar uma saída. Não podia permitir que ficasse por isso. Mas, ninguém tinha visto, se dissesse alguma coisa, seria repreendida. Teve então, uma ideia. O dia seguinte era sábado. Aproveitou para colocar o plano em prática. Costumava frequentar a casa da menina, sabia onde guardava os livros. Foi lá e levou o material para fazer o que estava pensando. Aguardou a oportunidade. Procurou e de posse da fotografia, com o coração disparado, realizou o que havia decidido. Disse a si mesma: fica com a fotografia, mas o meu retrato não vai junto. Recife, 24 de setembro de 2015.

Ivanilde Morais de Gusmão, professora, advogada, ensaísta, contista. Pós-Graduada em “Desenvolvimento Urbano e Regional” - Universidade Federal de Pernambuco/UFPE. Professora Aposentada da Universidade Federal de Alagoas/UFAL. Estudiosa do Filósofo Karl Marx e da Literatura; Coordena na União Brasileira de Escritores-UBE o Encontro Filosófico-Literário; participa dos Grupos de Estudos Literários: a) Clarice Lispector na APL-Academia Pernambucana de Letras; Dom Carrero na UBE. Publicou os livros de Ensaios: SOBRE O PROGRAMA DE GOTHA, Karl Marx/ 2005; DIGNIDADE NA MORTE/2009; UM CAMINHO PARA MARX/2011; e PARA COMPREENDER O MÉTODO DIALÉTICO/2013, e de poesia: NO REDEMOINHO DA VIDA A LUZ AFLORA EM MIM/ 2015. Participou com contos em Talentos da Maturidade e em várias Antologias.

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ALDRAVIAS

lua recanto azul em céu infinito

primavera desfrutando roseiras caindo em solidão

Sílvia Marcelina Cordeiro - aluna do 9º ano do Ensino Fundamental, escola da rede pública situada no Distrito de Cláudio Manuel. Natural de Alvinópolis (MG), nasceu no dia 09 de agosto de 2000. Mora em um sítio situado a 15 minutos do estabelecimento de ensino. Focada nos estudos, diz que fica ‘um pouco ansiosa no momento das avaliações, mas quando tira tempo para a leitura, viaja integralmente para o universo da estória, ficando tentada a ler o livro até o final’. O gênero literário predileto de Sílvia Cordeiro é o romance. Além da publicação no livro de Aldravias e Haicais dos alunos da Rede Municipal de Ensino de Mariana. Aluna vencedora do 2º Concurso de Aldravias na Rede Municipal de Ensino de Mariana (projeto Projeto Poesia Viva - a poesia bate à sua porta em parceria com a Secretaria de Educação de Mariana), é da Escola Antônio Gabriel de Carvalho, do distrito de Cláudio Manuel. suas aldravias foram selecionadas para fazerem parte da 1ª antologia virtual da AMACLERJ (Academia Maçônica de Artes, Ciências e Letras do Rio de Janeiro).

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ALDRAVIA

irradiante exuberante é meu chão florido

Liciane Alvernaz Pena – 9º ano Professora de Língua Portuguesa – Aline C. Ferreira Coordenadora do Projeto Poesia Viva - Andreia Donadon Leal Acadêmica Honorária da AMACLERJ.

Liciane Alvernaz Pena - aluna do 9º ano do Ensino Fundamental, na Escola Municipal Padre Antônio Gabriel de Carvalho, Distrito de Cláudio Manuel. Foi classificada no 2º Concurso de Aldravias na Rede Municipal de Ensino de Mariana, com Menção Honrosa. Participou da 1ª Olimpíada da Leitura do Projeto Poesia Viva, obtendo o 2º lugar. A aluna tem 14 anos, e diz que “pretende estudar no Coluni ou Cefet, e posteriormente fazer faculdade na Universidade Federal de Viçosa, no curso de Agronomia”. Liciane cita que os últimos livros que leu foram, Brevidades, Hamlet, Contos Interioranos. Gosto de ler contos e poemas. Natural de Mariana, atualmente mora no Distrito de Cláudio Manuel.

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SABÁTICO... TEMPO DE REFLEXÃO! Nosso mundo precisa de um período... “sabático”. Meu país precisa de um período... “sabático”. Urge para mim um período... “sabático”. Preciso oxigerar minha alma, meu ser refletir um pouco repensar valores éticos, morais e espirituais. Urge tirar um tempo para meditar no “renovo” na descoberta do “EU”. O mundo clama... chega de pobreza e doenças amargura, angústia, sofrimentos. Vivemos numa sociedade onde falta fé, esperança, confiança. Precisamos ser reconhecidos como seres humanos valorizados filhos da mesma pátria. Sendo assim, precisamos de uma reflexão - de um tempo para pensar DE UM PERÍDO ‘SABÁTICO”!

Neusa Bridon dos Santos Garcia, nasceu em Timbó, Estado de Santa Catarina Brasil. Professora aposentada. Desde 2012, participa ativamente da Câmara Brasileira de Jovens Escritores/RJ. Na Litteraria Academiae Lima Barreto/RJ ocupa a Cadeira nº 48 do Plenário de Acadêmicos Titulares - 1º Colegiado de Escritores Brasileiros.

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O TEMPO QUE PASSOU Um dia me disseste, destemida, - Eu vou te amar pra sempre, grande amor! Também jurei te amar por toda a vida, Enquanto te abraçava com fervor! A noite fez da lua enternicida A saga de um poeta, um trovador, Que os anos dessa espera tão dorida. Teceu de versos tristes a sua dor! Bendigo aos bons momentos que vivemos E não lastimo o tempo que passou! Passou... não volta mais... nós dois sabemos! Mentiste ao coração que te esperou, E aos versos de saudades que tecemos, Com lágrima que o tempo não sacou!

Ademilton Madureira Lima, conhecido por Tom Madureira, natutal de São Fidélis-RJ. É bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade Moraes Júnior - RJ. Tom Madureira é Membro Fundador e Ativo da Academia Maçônica de Artes, Ciênncias e Letras do Estado do Rio de Janeiro - AMACLERJ onde ocupa a Cadeira nº01, Patrono Alcindo Guanabara, nela exercendo o cargo de Presidente do Conselho de Administração. Detentor de várias medalhas, destacam-se Comemorativa da Instalação do GOB-RJ; Major dos Santos Portugal; Medalha da Academia de Letras do Brasil-Mariana-Minas Gerais; Tributo a Cora Coralina - Insttituto Brasileiro de Culturas Internacionais. Moção recebida da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente espera a publicação de seu livro “Amor e Saudade”.

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PEDREIRO NO PRUMO 1997_01

Sérgio Vital, Carioca, veio ao mundo na Gamboa, em 1945. Filho de músicos, desde pequeno imaginava uma maneira de começar a vida. Seu primeiro contato com a pintura foi no atelier do Heitor dos Prazeres. Depois teve a oportunidade de conviver, entre outros com os Mestres Gildemberg, R.Griot, Maricha, Holmes Neves, Heitor dos Prazeres Filho, Fernando V. da Silva, Di Cavalcante, Naval, R. Gerchman. A primeira Exposição que participou foi em 1972. Mostras Individuais: 1984-Galeria Macunaíma-FUNARTE RJ / 2001-Galeri at Porcão Steakhouse - Miami-USA / 2004 - Conjunto Cultural C.E. F. - Brasília / 2004 - Cave de Portugal-Liege-Bélgica / 2004 - Espaço Cultural Darci Ribeiro Bruxelas-Embaixada do Brasil na Bélgica / 2005- Galerie Mailletz - Ano do Brasil na França - Paris. Salões Oficiais: 1974 - VII Salão de Arte Contemporânea de Santo André - SP / 1975 - I Salão Mageense de Belas Artes -Medalha de Bronze / 1976 - XXV Salão Nacional de Arte Moderna -Palácio Capanema - RJ / 1983 - VI Salão Nacional de Artes Plásticas -MAM - RJ / 1986 - VIII Salão de Artes Visuais da AMORC - RJ / 1990 - Salão do Pescador - AGEC - Pedra de-Guaratiba - RJ / 1995 - Salão Zumbi - CAPA - MAM - RJ / 2000 - Brasil +500 -Mostra do Redescobrimento - Fundação Bienal SP / 2000 - 3º Salão Artes Plásticas - DCI da Aeronáutica - Premio de Viajem à NY / 1988 - A Mão Afro Brasileira- MAM - SP / 1988 - Mês da Pintura Ingênua - MASP -SP / 2009 - Brasil Brasileiro - CCBB - SP e RJ. Participa nos Livros: Dicionário de Artes Plásticas Brasileiras - Walmir Ayala - MEC; / A Mão Afro-Brasileira - Emanuel Araújo - MEC / Brasil+500 - Mostra do Redescobrimento - MEC (Volume Arte Popular) / Formação Linguística do Brasil - Editora Nova Didática / Comidas de Samba Bebidas de Choro. Participa, também, do acervo do Museu de Boston - USA / Museu da Fundação Lavares Penteado - SP. 35


Conhecimento, Bruxaria e Inquisição… Houve um tempo em que pessoas eram condenadas a arder nas fogueiras pelos seus conhecimentos… Mas, será que tudo isso ficou mesmo nos confins da história? Entre letrados e incultos, a Educação brasileira queima em pleno século XXI; quando, assistimos aos drásticos cortes orçamentários impostos pelo governo ‘educador’, enquanto na outra margem uma legião de diplomados está sem a menor expectativa de emprego. De fato, a bruxa parece estar solta; mas, quem sente o flamejar das labaredas somos nós. Estudar ou não estudar, eis a questão? Valeu ou valerão a pena todos os esforços para sentar nos bancos da escola, em meio ao caos político e econômico em que vive o Brasil? Parafraseando a personagem Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, “Num paga a pena”… Não, não sou contra estudar, aprender, adquirir conhecimento, ampliar a visão de mundo. Em absoluto. Esse é o tesouro mais precioso que se pode ter na vida. Sem ele não passamos de indigentes pela própria existência. Cativos pela dominação da ignorância, que humilha e rebaixa a condição do homem, que tira a sua dignidade e ludibria a sua credulidade. A realidade atual é lastimável. Quanto mais se estuda, se qualifica para o mercado de trabalho, menores são as ofertas de emprego. As vagas se concentram cada vez mais em trabalhos cuja exigência de estudo é pequena e cuja remuneração não alcança dois salários mínimos. Enquanto isso, as informações pela mídia dão conta das propostas para redução salarial e da jornada de trabalho, como forma de garantir a manutenção de trabalhadores em determinados segmentos profissionais. No contraponto de países que se ergueram como grandes potências mundiais a partir do investimento bem planejado no sistema educacional, o Brasil faz de suas deficiências e incompetências o combustível suficiente para justificar a sua estagnação. Vai alta a chama que queima os sonhos, as esperanças, do povo brasileiro. Mas, quem estuda espera mais de si; espera mais do mundo. Não há como se contentar com as migalhas de um pão dormido e de um circo sem nenhuma graça. Não há como viver de sonhos enquanto a realidade cobra o quinhão de cada dia. Daquele pedaço de papel importante, escrito com esmero, outorgando a conquista do saber, resta um sabor amargo e insuficiente diante de tantos senões da vida. 36


Estamos no extremo da contradição do discurso. A realidade atual é lastimável. Quanto mais se estuda, se qualifica para o mercado de trabalho, menores são as ofertas de emprego. As vagas se concentram cada vez mais em trabalhos cuja exigência de estudo é pequena e cuja remuneração não alcança dois salários mínimos. Enquanto isso, as informações pela mídia dão conta das propostas para redução salarial e da jornada de trabalho, como forma de garantir a manutenção de trabalhadores em determinados segmentos profissionais. No contraponto de países que se ergueram como grandes potências mundiais a partir do investimento bem planejado no sistema educacional, o Brasil faz de suas deficiências e incompetências o combustível suficiente para justificar a sua estagnação. Vai alta a chama que queima os sonhos, as esperanças, do povo brasileiro. Mas, por que o espanto, se no início da colonização os donos da terra foram brutalmente aculturados? O que o país tem feito ao longo dos séculos com a Educação é tão somente uma nova modalidade de aculturação; aquela em que ao invés da transformação da cultura de um grupo, pela assimilação de elementos culturais de outros com quem mantém contato direto e regular, nivela todos pela ignorância absoluta oriunda de uma Educação pobre e ineficiente. Basta ver o número crescente de seus analfabetos ‘funcionais’. Na medida em que se negligenciam todos aqueles já formados ou em fase de formação, tirando-lhes a oportunidade de exercerem seu ofício dignamente, presenciamos o descaso com a cidadania. A fogueira da inquisição contemporânea nos condena então, a morrer pelo conhecimento ou pela infidelidade de não tê-lo buscado; pois, no fim das contas, como disse o provérbio espanhol, “No creo em brujas, pero que las hay, las hay”.

Alessandra Leles Rocha, nome artístico Tarsila. Natural de Uberlândia, Minas Gerais. Desde 2004 dedica-se à literatura, publicando seus textos na Internet. Premiada pela Academia Pan-Americana de Letras e Artes - APALA / RJ, pelo Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes - CEBLA, no Rio de Janeiro. É Membro Correspondente da APALA / RJ, Membro Correspondente do InBrasCI, Membro Efetivo da Governadoria do RD-InBrasCI-MG . Atualmente, dedica-se também ao seu próprio Blog em http://alrocha-antenacultural.com.br/. E-mail alessandralelesrocha@hotmail.com

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QUIMERA Pensei que o universo Estava me pregando Uma quimera. Pensei que o destino Estava me levando a Uma mentira. Em meio as tantas emoções Com momentos de sonhos E ilusões, achei que Estava ficando louco e Que meus sentimentos Fossem apenas um reflexo Dos meus desejos mais secretos, Sem correspondência, Sem sintonia, Sem vida! No entanto, é o encontro Das almas bailando neste universo Infinito e se amando. Dr. H. C. JOS - Donizett Nicolini Gonzales - “POETA DA ALMA” - Poeta, Escritor, Doutor Honoris Causa em Literatura, Comendador, Embaixador e Delegado Cultural, nasceu em São Manuel - SP, em 04.05.1962 - Residente desde 1969 em Osasco - SP. Servidor Público do Município de Osasco. É associado LITERARTE. Agenciado da ESCBRAS. Membro Representante das Academias de Letras, Artes e Ciências de: Goiás, Vitória - ES, Cabo Frio _ RJ, Búzios - RJ, Fortaleza - CE, Salvador - BA Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura - RJ, Boituva - SP, Luminescência e ALB/ Seccional em Araraquara SP, Piracicaba - SP, União dos Escritores e Poeta de Barueri - SP “Operários das Letras”, do Maepo - “movimentos de artistas e poetas de Osasco _ SP”, condecorado pela ABRASCI/IBB/Fundação Victor Brecheret em São Paulo Do Núcleo Acadêmico de Buenos Aires e Círculo Internacional de Escritores da Espanha. Com participações em diversas Antologias Nacionais e Internacionais como Poeta e Escritor. www.doniotimismo.com.br/doni.otimismo@gmail.com

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CAMINHO

Antonio Alberto Rocha - Advogado, Professor de Educação Física. Estudou a Arte da Pintura com as Professoras Lúcia Caldas e Lúcia Bisáclio. Tela “Caminho” acrílico sobre tela. Membro Fundador e Efetivo da AMACLERJ - Cad. 33 - Patrono Washington Luis onde está como Presidente da Academia Maçônica de Artes, Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro (AMACLERJ) - Biênio 2015/2017.

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Do seu coração ouve a longínqua sirene que mais que tardia e mais que exata bate, bate, bate. E condene a expressão torpe e intata de tudo aquilo que é perene. A noite não move nem mesmo um músculo e acedia, entre as árvores e planícies, a sensação inexata das superfícies e o olhar atenuante do crepúsculo. Talvez outrora o entardecer nem fosse tão contundente... mas é que assim, meio triste e incandescente ele chega a arder, ao plantar a semente no cérebro estéril do ser dormente. Quem sabe se nesta noite é chegada a hora de entre os rouxinóis e o mistério gritar-se em uma dor sonora nos ouvidos mudos do Etéreo? E quem sabe se ao ouvir meu grito ele talvez se sinta aflito e culpado, e incontido e solidário, e enternecido? E é melhor que ele nos valha ao descer do seu patamar ao nos punir de sua velha mortalha entra abraços e canções de ninar. Carla Cristina da Silva - estudou no Colégio Pentágono, fez um período de matemática na UFRJ, estuda francês, fala inglês, se prepara, novamente, para o ENEM.

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TOQUE MÁGICO Minhas cartas de tarot não mentem. As convencionais, também não. Insistem em me afirmar que o amor está bem perto de chegar. Mas os perigosos búzios contrariam as românticas previsões negam novidades futuras secam as esperanças armazenadas há um bocado de tempo! Vou apelar para o I Shing mesmo, no Oriente vou encontrar soluções menos amareladas. Por mais contraditória que seja esta assertiva: A raça amarela vai clarear novos caminhos… Saravá, Arigatô Meu Pai !

Messody Benoliel - cantora, compositora, poeta e advogada. Cantora, compositora. Iniciou a carreira artística aos quinze anos de idade, na Rádio Nacional, interpretando canções do repertório de Doris Day, Dina Shore e Ella Fitzgerald. Foi crooner da orquestra do Maestro Chiquinho. Cantou com as orquestras de Waldemar Szpilman e Ferreira Filho. Mais detalhes em: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira: http://www.dicionariompb.com.br/messody-benoliel

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PROLETÁRIO Querer dormir depois de um dia cansativo de trabalho, daquela labuta árdua cotidiana que inicia antes do sol raiar e termina ao luar. Aquele transporte coletivo cheio desde as primordiais horas do dia e ainda a barriga gemendo só com um gole de café amargo tomado rápido porque a hora já é adiantada e tem ainda a escadaria o chão de barro e a trilha no mato até o ponto ou a estação chegar. Levando na sacola ou na mochila aquela marmita fria, vai indo o trabalhador com todo o esforço e as vezes com lágrimas no rosto porque o que ganha não vale o esforço e nem as contas por completo pagar. Tem ainda a família, os filhos para alimentar onde muitas das vezes não dá, fica a continha para cada um e as vezes nem para mim dá para sobrar e o que sobra vai para a marmita do dia seguinte. Não posso jantar. Querer dormir como se as preocupações e o ronco do estômago vazio só me faz acordar.

Carlos Wilson Tavares de Luca - Carlos Wilson reside no bairro de Água Santa. Escreve crônicas e poesias por diletantismo. Agraciado com Moção pelo Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais (InBrasCI)

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REFÉM DO DESTINO A porta está fechada Ninguém pode mais entrar Já existe bastante gente Tentando se encontrar Na estrada dos destinos O Ser humano pode optar Em querer viver a vida Sem saber o que seja amar Complacente é o destino Entretanto não é compensador Permite e consente Mas a tudo cobra Sempre cobra... muitas das vezes em dor Seu traçado Trate de saber Mesmo não querendo O percurso irá fazer Qualquer alteração Não esta ao seu alcance Possui todas as rédeas É detentor da situação Engano pensar em driblar Descobre com amargura Que simplesmente se enganou Acreditando tudo mudar Ao final o seu destino Cumprirá à rigor Deixando sem tino Colhendo talvez só dissabor

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Lutar contra ele Tempo irá perder Detentor de todas as chaves E também do “saber” Se curvar é a única solução Ao senhor controlador Interrompendo a luta Entregando-se ao vencedor... Perceber em desalento O tempo que perdeu Pois tudo que sonhava Até o amor que procurava Ao seu lado apareceu Com os olhos no infinito Aos prantos suplica por “Deus” E do peito solta um lamento Pois teve a vida... Mas com a porta fechada Não aproveitou para viver... Alexander Man Fu do Patrocínio - Em 1990, ingressou na Marinha do Brasil e muito cedo, conhece a poesia e a crônica, iniciando em 2012 a publicação de seus próprios textos. É Pós-Graduação em Psicopedagogia, Licenciado em Pedagogia; Membro do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais; Embaixador da Divine Academia Francesa de Artes, Letras e Culturas (Paris/França); Embaixador da Paz Circle Universal des Ambassadeurs de La Paix (França & Geneve); Em Mesquita/RJ, desenvolve projetos sociais (para adolescentes e para a melhor idade). Participou da Antologia Mil poemas para Gonçalves Dias pela Universidade Federal do Maranhão e Destaque no VII Concurso de Poesias Prêmio Suboficial João Roberto Sobral. Entre diversas condecorações, destaca-se pela Marinha do Brasil a Medalha da Ordem do Mérito Naval (Grau Cavaleiro) e a Medalha Mérito Tamandaré.

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COMO O BEIJA-FLOR Eu posso até me assustar com algumas frases tuas, mas sou como o beija-flor que, conquanto se assuste com algo que lhe apareça, sempre à sua flor retorna. Comendador Oliveira Caruso - IWA - Comendador pela ABD; Acadêmico efetivo e secretário-geral da Academia Brasileira de Trova, cadeira n.4; Acadêmico efetivo da ALAP (RJ), cadeira n.10; Acadêmico efetivo da ANLPPB (SP), cadeira n. 82; Membro da International Writers and Artists - IWA (EUA); Acadêmico correspondente da ALAV (Chile), ARTPOP (RJ), ANBA (RJ), ALTO (MG), ALAF (CE), ALG (GO), ACLAV (ES), NLABA (ARG), ALB-Suíça (BRA), NLAL (PORT), ALPAS21 (RS), ALB-Araraquara (SP), ALB-Salvador (BA), ALAB (RJ), ALUBRA; Poeta del Mundo, n.167 (Chile); Membro do Portal CEN (Portugal), do Recanto das Letras (Brasil), da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores (Brasil); Membro do Café Poético Sergipano (SE); Administrador e Advogado pela Universidade Federal Fluminense. Especialista em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Cândido Mendes (RJ).

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VIAGEM Deitada está uma certa senhora, em seu leito vazio, a suspirar! Olhando o céu, a Lua que a ignora, segue a mente vagando pelo ar... Busca planetas, longe, no Infinito... Sente-se flutuante, a viajar. Sem mais o físico, somente espírito, sobre mundos diversos a plainar... Como num choque, forte luz brilhante fá-la voltar sua atenção ao céu e vê-la, bem de sua janela, adiante, rasgando as nuvens, como a um negro véu! Lá está, parada - uma nave vinda de outro mundo do espaço sideral. Arredondada ou barcaça?... Linda! Logo voa, ligeira, na horizontal... E agora, rápida, na vertical, segue, luar acima, sem fumaça... A luz vivaz já é ponto final. No espaço, tal na Terra, tudo passa! Assim passa, some essa luz da Graça Divina numa viagem astral! A senhora volta, ao etéreo abraça. Entre mundos abre-se neo portal!... A vida, pois, é uma grande viagem: entre idas e vindas, um portal. Homem perfeito, meta, não miragem! Alma pura, de Deus será vestal!... Marilza Albuquerque de Castro - Marilza de Castro Pseudônimo Literário: Carvalho Branco. Membro Efetivo Fundador e Presidente do InBrasCI - Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais. Diretora Nacional de Cultura da Associação Internacional dos Poetas. ,Acadêmica Honorária da AMACLERJ. 46


EM OUTRO PLANETA O homem foi até a lua Pensando riquesa buscar mas o que ele está fazendo é com a terra acabar. Mexeu com o que Deus formou meteóro está caindo vai o planeta Terra prejudicar. O homem é que destrói ]as coisas tão belas que há Aquilo que Deus formou águas que Jesus atravessou sem precisar nadar. Até isso o homem quer mudar. O que chamamos céu está se desmoronando A natureza do nosso Planeta está se acabando.

Esmeralda Cavalcanti Barros - nome artístico Naihá - reside no Jardim Batan - Relengo é autodidata escreve poesias. Agraciada com Moção pelo Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais (InBrasCI) e a Medalha Tributo a Cora Coralina.

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CRI...ANSEIOS Cri...anseios de Criança eternizada, revestida de imagens que os ditos adultos com o tempo do ter foram construindo a nossa volta. Cri...anseios de Criança feliz aprisionada na argamassa de um sistema que nunca fez nada, nem fez ninguém verdadeiramente feliz. Por Crer nos ANSEIOS que meu coração sentiu, sente e sentirá, resolvi tudo abandonar ao esmo deixando meu coração vazio...bem vazio....Sentado a beira do RIO. E ali onde as águas formam o MAR, o mesmo MAR que vira nuvem, vi A CRIANÇA INTERIOR desabrochar qual flor de LOTUS cintilante em meio a um charco de lama e de nada! Ah! Criança, criança que crê anseios do SER QUE HABITA O TEU SER, Diga-me linda Criança se ainda consegues me perdoar por terme esquecido de você! Será um perdão; quase auto perdão, mas eu preciso dele assim como o ar que eu respiro. Perdoa-me por ter dado ouvidos a quem sem saber ser CRIANÇA caminhava em direção ao ter. E só ter Criança, nunca me agradou! TE JURO CRIANÇA, só ter nunca me agradou! Agora que vibro na intensidade dos meus 70 anos quero lhe dizer CRIANÇA! Ainda bem que cheguei aos 7 afinal o ZERO NÃO SE CONTA. Vamos fazer então de conta que somos apenas o que SOMOS, mais nada! E assim CRIANÇA sairemos pelo mundo, caminhando pelo CAMINHO DO SER Buscando outras Crianças perdidas no interior de um corpo habituado a só ter e outras, ainda em tenra idade que irão , sem dúvidas , nos ajudar a ELEVAR O SER QUE HABITA NOSSO SER! Ah que bom CRIANÇA você ter-me ouvido e me perdoado! Vamos sim vencer! Vem SER CRIANÇA! Édson Pereira de Almeida - natural de São Paulo - Brasil Escritor e Argumentista de Cinema e Televisão. Radicado no Ilha da Madeira - Portugal. Livros publicados O Planeta Exterminador, O Mestre e os Discípulos, O Avatar. Vídeos Atlântica esta viva, Amazônia um Grito de Dor. E-mail picinguaba@gmail.com

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“EU NÃO OUSARIA” Como eu podería Lhe negar a alegria De viver intensamente Cada uma de suas fantasias? Como eu poderia Achar que a minha vivência Poderia lhe privar a experiência De viver sua vida em toda sua essência? Como eu poderia Lhe repassar a minha verdade Como se ela fosse capaz de aplacar sua vontade De viver cada momento de sua vida com intensidade? Só sei de mim, E falo apenas por mim, Que a vida não é assim tão ruim Como um dia no passado acreditei ser. Na verdade todo sofrimento me fez mais forte. O que não significa que todos terão a mesma sorte, De aprender com seus erros, se arrepender de seus pecados, E, se reconciliar com a morte. Mas, independente dos meus, Ou mesmo dos seus, Os erros serão seus melhores professores. Possivelmente lhe ensinarão, Contrariando todas as expectativas, A construir uma vida Que valha realmente a pena ser vivida. E, se depois de tudo isso, Eu ainda ousassa lhe dizer aguma coisa sobre a vinda, Tão somente lhe diria: VIVAI Davi Pecis - psicólogo 49


FRATERNIDADE Ambições, guerras, ódios, turbulência... Um basta precisamos hoje dar! Lutar para mudar a consciência E assim novo horizonte conquistar! Os pobres necessitam de assistência. A fome deveremos debelar. Pouco a pouco suprir toda carência Para o nosso objetivo se alcançar. O próximo precisa de harmonia, Concórdia, mais amor a cada dia, Convivência de irmãos, felicidade... De mãos dadas iremos conquistando, Cada meta vencida se somando Por uma única ação: fraternidade!

Abílio Kac - Poeta, trovador, sonetista, cronista, contista, ensaísta e escritor. . 25 livros publicados. Trabalhos literários em antologias. Membro titular de várias academias literárias, sendo no momento diretor cultural da ABRACE (Arcádia Brasílica de Artes e Ciências Estéticas) e assessor literário da ABRAMMIL (Academia Brasileira de Medalhística Militar). Ex-Presidente da ABRAMES (Academia Brasileira de Médicos Escritores) e da UBE-RJ (União Brasileira de Escritores - RJ).

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Quando o AMOR é mais forte que tudo! Nesses dias de inverno parisiense, concomitante com a tragédia que assolou a nação francesa, imbuída de princípios e de valores como a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade, me fez refletir e escrever sobre um sentimento de impotência em relação a esse momento obscuro. A nação se envergou por algumas horas, mas não se deixou abater. O povo unido não se resignou à dor. Juntos se reergueram com AMOR, Fé e Esperança, símbolos soberanos que guiam os Homens e a Humanidade no Caminho da PAZ. A Esperança nos guia e nos ensina o caminho do aperfeiçoamento, o caminho do perdão, para a superação dos obstáculos. Eu creio no AMOR como fonte regeneradora e que, um dia, não muito longínquo, verei a PAZ UNIVERSAL se instaurar definitivamente nos quatro cantos do Planeta. Creio que a Natureza vai se regenerar e que os Homens de boa vontade vão, finalmente, se amar e se respeitar. E que a Flâmula do AMOR vai, finalmente, curar todas as mazelas da Sociedade e dos Homens. Creio na virtude dos Homens e na Beleza do AMOR! Todos juntos, todos iguais e todos felizes, celebrando a Justiça justa e perfeita. Se o Amor é mais forte que tudo, então, nesse dia, não estarei mais sonhando, mas, sim, vivendo essa união sagrada entre todos os irmãos. Prefiro sonhar que o pão e o vinho será dividido em partes iguais para celebrar a Fraternidade e a Solidariedade. Prefiro imaginar que viverei nesse dia para a Glória e o Progresso da Humanidade.

Diva Pavesi - Editora, Jornalista, Escritora, Fotógrafa, Curadora, Produtora Cultural, Marchand, Tradutora e Intérprete. Presidente da “Divine Académie des Arts Lettres et Culture”. Presidente da Divine Magazine.Presidente da DBI International de Business. Acadêmica Honorária da AMACLERJ. www.divineacademie.org E-mail: divapavesi@gmail.com

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ACRÓSTICO DOS QUATROCENTOS E CINQUENTA ANOS DO RIO DE JANEIRO. Querido e amado Rio de Janeio Urge-me cantar a tua história, A chegada de Estácio de Sá Teve a finalidade de expulsar os franceses, Respondeu positivamente sua missão O Primeiro de Março de 1565 Culminou com a expulsão dos franceses Eclodiu a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro Nada apagará este grande feito Terra, Vista Chinesa, Mar, Baía de Guanabara Orgulho de beleza a nos encantar Serra da Tijuca unida ao corcovado.

É o Teatro Municipal, ABL, Biblioteca Nacional... Cristo de braços abertos a nos proteger Imagem de Cristo, marco da cidade No Rio colônia poucas alterações. Quantas vias construídas, túneis, autoestradas. Urbana cidade dos Séculos XX e XXI. Este Cristo passa a ser a cara do Rio. Não há cidade mais linda no mundo Tem a Praça da República, a Quinta da Boa Vista A Lagoa Rodrigo de Freitas, o Maracanã.

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As praias de Copacabana, Ipanama e Barra da Tijuca Não deixam de ser frequentadas O Centro da cidade é uma galeria de arte Seu Comércio está próximo ao mundo cultural. Do Pão de Açúcar observa-se o mar, O Maciço da Tijuca, de um verde escuro. Resplandece, o mar de um azul Intenso,azul marinho,em mar profundo. O Rio da Lapa, do samba e do carnaval. Descortina a vista do mar, Leblon e Vidigal E o Morro Dois Irmãos e Pedra da Gávea. Jardim botânico,o aterro do flamengo A Baia de Guanabara, a Ponte Rio Niterói. Niterói , Praia de Icaraí,a Fortaleza da Lage E o mar de morros, com o Gigante Adormecido. Imponente, do Arpoador e entre ilhas. Reage à vista, a beleza do ocaso O orgulho do esplendor vespertino do Rio.

Salvador Pereira Matos - oriundo de São Luis - MA. Participou de várias antologias, com alguns prêmios conquistados. Participou do Fórum Poesia 2006, na UFRJ homenagem da APPERJ ao poeta a Acadêmico da ABL Domício Proença Filho. Foi Conferenista no II Congrasso Nacional de Cultura Negra (2008) em Conserbatória-RJ. Autor do livro “Poesias, Sonetos, Românticos e Religiosos” (esgotado). Membro Efetivo do InBrasCI, APALA, ACLERJ, sócio da AAPERJ, SEERJ, da UBT-RJ e ABRAMMIL.

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UMA HISTÓRIA DE AMOR Era uma vez duas amigas de infância, a Palmira e a Maria, que se encontraram um dia, ao fim de muitos anos. Ambas estavam a passar férias com a família naquela bela praia da Costa da Caparica. A Palmira estava casada com o Ernesto e tinha um filho chamado Arnaldo. O marido da Maria chamava-se António, e a filha Maria José. O Arnaldo tinha então 20 anos e a Maria José ia a caminho dos 17. Não foi amor à primeira vista o sentimento que os dois jovens Maria José e Arnaldo experimentaram um pelo outro, mas esse primeiro sentimento de amizade que nasceu entre eles em breve cresceu e se tornou numa duradoira história de amor. Estava-se em tempo de guerra na Europa e, embora Portugal não tivesse entrado directamente no conflito, as repercussões do mesmo faziam-se sentir no país, vivia-se com dificuldades, havia racionamento de alimentos e outros bens de primeira necessidade. As pessoas tinham de ir para a bicha do peixe, da carne, do leite... e só levavam para casa aquilo que lhes era atribuído, pois havia senhas de racionamento. Cada família recebia por mês essas senhas, em função do número de pessoas que constituiam o seu agregado familiar, e com elas podia fazer compras nas lojas tradicionais. Algumas famílias com mais dinheiro negociavam essas senhas. Nas aldeias, havia também quem tivesse colmeias para produzir mel, que usavam para fazerem as chamadas “sopas de cavalo cansado “. Numa tijela punha-se pão, vinho tinto e mel. Com essa “receita milagrosa “, ganhava-se força para o árduo trabalho nos campos. O racionamento era sobretudo sentido pelas famílias modestas, pois quem tinha dinheiro comprava muitas coisas clandestinamente, “à candonga”, como se dizia naquele tempo. Como também havia racionamento no combustível para as camionetas e outras viaturas da época, muitas destas eram movidas a gasogéneo, um combustível alternativo que era simplesmente um gás pobre. Nesse tempo, também não existiam transportes públicos como actualmente, as pessoas que trabalhavam na Baixa de Lisboa andavam, por vezes, muitos quilómetros a pé desde casa até ao emprego. Era o caso do Arnaldo e da Maria José, a que todos chamavam Zeca. Segundo reza a crónica da família, foi a avó paterna (e madrinha da bebé) que lhe pôs o nome de Maria José. Mas este nome não agradou à Maria, a mãe da bebé, que solucionou o problema de um modo radical. “Eu nunca chamarei Maria José à minha filha, para mim ela será Zeca.” E foi assim que a Maria José ficou Zeca para sempre; ela até chegava a esquecer-se de que esse era o seu verdadeiro nome quando alguém a chamava por ele. A Zeca trabalhava mesmo no centro da Baixa, o Arnaldo saía do 54


emprego e ia a pé até lá, esperava a namorada e depois seguiam juntos até casa dela. Ficavam a namorar um pouco à porta, outras vezes o Arnaldo subia com ela e entrava em casa para cumprimentar os futuros sogros. Curiosamente, moravam todos no mesmo bairro, o Bairro de Campo de Ourique, um dos mais antigos e bem frequentados de Lisboa. Passados quatro anos de namoro, o Arnaldo e a Zeca resolveram casar-se. Foi um belo e elegante casamento, num dia de Julho de 1940. Estava-se em plena guerra mundial, mas para quem se ama, qualquer altura é boa para se celebrar o amor. Quatro dias depois, o Arnaldo fazia 25 anos. Nove meses mais tarde, nasceu-lhes uma menina. O Arnaldo estava à espera que fosse um rapaz, mas teve de conformar-se com a menina. Como ainda continuava a guerra e a empresa alemã para que o Arnaldo trabalhava precisava dele em Barca d’Alva, vila fronteiriça com a Espanha, ele foi viver para lá. A mulher e a filha de seis meses acompanharam-no. Estiveram por lá mais de um ano, depois regressaram todos de novo a Lisboa. Na véspera dos cinco anos da filha, o jovem casal foi viver para a sua nova casa, no Bairro da Encarnação. Fora o tempo em que tinham estado em Barca d’Alva, haviam sempre vivido com os pais do Arnaldo. O sonho era terem a sua própria casa, e esse sonho tornava-se assim realidade. Passaram-se muitos anos de felicidade, viram crescer a filha, viram-na partir para o estrangeiro e regressar, casar-se e mais tarde divorciar-se, e este foi um golpe duro. A vida não é sempre um mar de rosas, e até as próprias rosas têm espinhos. Mas, existe também um lado bom e, um belo dia de Verão, viram realizar-se mais um grande sonho - foram avós! E não como a maior parte das pessoas, que vêem chegar um neto de cada vez. Não, foram avós de dois gémeos. Para o Arnaldo, a alegria era ao quadrado. Não tinha tido o filho que tanto desejara, mas a filha que Deus lhe dera presenteava-o agora com dois netos, que foram todo o orgulho e o seu amor de avô. O Arnaldo foi o primeiro a partir, numa noite de Novembro, aos 97 anos de idade. A Zeca ainda cá ficou por mais dois anos e extinguiu-se também numa noite de Novembro, aos 96 anos. E foi assim que uma bela história de amor chegou ao fim... Dulce Nogueira - Premiada no 2013 Hollywood Book Festival nos Estados Unidos e em concursos literários na Europa, incluindo o 2013 London Book Festival, Dulce Rodrigues publicou seis livros infanto-juvenis e dois livros de viagem, participou em cinco antologias, das quais uma sobre Fotografia, e escreve em diversos jornais e revistas. Natural de Lisboa, razões académicas e profissionais levaram-na a viver em vários países da Europa. Recebeu várias homenagens culturais em Portugal e no estrangeiro e pertence a diversas associações ligadas à Arte e à Literatura, sendo também representante internacional do Jornal Sem Fronteiras e colaboradora do Bom Dia.eu. 55


AMOR NA TARDE CHUVOSA A chuva fina caía sobre a cidade, tornando-a fria e lânguida. A nostalgia e enfado apossavam-se de mim. De repente, a telefonista da seção entra em minha sala e com ar de espanto diz que um casal de mendigos fazia amor na calçada em frente. Olho pela janela e vejo, na soleira da porta do prédio fronteiriço, um casal enrolado em um velho cobertor, abraçando-se e aconchegando-se, um ao outro, talvez para se aquecerem do frio. Os passantes se espantavam com a cena, virando os rostos. Espectadores em um bar próximo riam. A mocinha telefonista da seção abominava aquela “imoralidade”. Eis que um bravo defensor da Lei é convocado ao local pelos moralistas. Ele chega e cutuca o pé do mendigo com seu rude e pesado coturno. O mendigo descobre o rosto e levanta-se assustado. O policial afasta-se, talvez envergonhado por ter interrompido algo que, no seu íntimo, compreendia e que sua atitude fora decorrente da exigência de uma sociedade que faz amor nos motéis. O mendigo foi embora, deixando sozinha sua companheira que, sentada na calçada, quedou-se extática, observando a chuva fina que caía sobre a cidade na tarde fria que convidava ao amor.

RUY DE OLIVEIRA E SILVA - advogado, Membro Honorário da Academia Guanabarina de Letras. Membro da Loja Maçônica Cayrú nº 762 e atualmene ocupa cargo no Conselho Estadual da Ordem (CEO/GOB/RJ).

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EGOÍSMO X GENEROSIDADE Quando discutimos questões ligadas à ética, egoísmo e falta de generosidade, sempre nos deparamos com assuntos políticos e da máquina pública. Contudo, como eu costumo dizer, a questão sempre está muito mais próxima que se pode perceber. O que nos falta é a percepção, justamente porque, em determinados casos, em algumas circunstâncias, as questões são apresentadas ao nosso dia a dia de forma tão indelével, que nem percebemos mesmo. Diante de um fato inusitado, fiquei a pensar sobre um ditado popular bem comum. Sabe aquele ditado “Farinha pouca, meu pirão primeiro”? Pois é, outro dia me lembrei dele, quando participava de uma Feira Literária. Estava com um grupo de uns 20, 25 autores, inscritos para apresentar seus livros em um pequeno auditório, em um espaço chamado “Bate papo com o autor”. Esses escritores do grupo eram todos conhecidos entre si. Estavam com seus lançamentos agendados no mesmo stand, para o decorrer da feira. Porém, para aquela apresentação, todos teriam em torno de 15 minutos para se colocarem. Estavam animados, para não dizer eufóricos. No momento que antecedia as apresentações, todos trocavam ideias e informações. Estavam muito preocupados com o público presente. Todos queriam falar para o maior número possível de pessoas. Contudo, o incrível aconteceu a seguir. Todos entraram na sala e formaram, juntos com outras poucas pessoas, o pequeno público presente. Um a um foi se apresentando, falando um pouco de seu livro, seu trabalho. Após se apresentarem, saíam da sala. Sim, é verdade, saíam da sala. Não voltavam a se sentar para ouvir o colega, nem se preocuparam em prestigiar quem os havia prestigiado. Simplesmente se apresentavam e saíam da sala. Fui percebendo que, pouco a pouco, a sala foi esvaziando. Os últimos a se apresentarem falaram para umas 4 ou 5 pessoas. Eu achei aquilo incrível. Na ocasião, aquele ditado que citei anteriormente veio à minha mente: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. As pessoas, por mais que sejam simpáticas, educadas e amigas, sempre pensam apenas nelas e no que lhes convém. Claro que sempre falo de um modo generalizado, que as exceções são e devem ser respeitadas. Todavia, o que me norteia no momento não são as exceções e, sim, a maioria.

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Voltando à situação. Eu estava sentada em uma posição lateral, onde via toda a sala e percebia a movimentação dos escritores saindo após suas apresentações. Aqueles mesmos escritores que estavam preocupados com o público presente. Fiquei me indagando se aquelas pessoas percebiam o que estava fazendo. Se elas percebiam que não estavam sendo companheiras, nem generosas. Que a atitude delas estava, além de tudo, sendo bem deselegante. Penso que as pessoas não fazem essas coisas por mal. Ali, havia pessoas incríveis, que eu gosto e admiro. Entretanto, na verdade, todos nós somos tão individualistas que nem percebemos o que nos norteia. Vejamos a falta de companheirismo e generosidade em outras circunstâncias. Costumo ouvir algumas pessoas reclamarem que seus lançamentos literários ou vernissages não tiveram uma frequência considerável, que não compareceu o público que esperavam, ou até que não venderam a quantia que tinham em expectativa. Toda via, essas mesmas pessoas eu nunca vejo prestigiando os lançamentos e vernissages dos amigos do meio cultural onde frequentam. Mas como assim? Antes de sermos escritores, somos leitores. Antes de sermos artistas, somos apreciadores, amantes das artes... Não é isso? Além disso, temos amizade, a delicadeza e a educação em saber compartilhar com o próximo suas experiências também. Não podemos esperar apenas que pessoas queiram apenas compartilhar da nossa. É justamente aí aí que entra o tal companheirismo, a tal generosidade. Coisa que parecem trabalhosas, mas que, no fundo, são simples para aqueles bons de coração e que possuem sensibilidade para observar os detalhes. Conversando isso com uma amiga, ela defendeu a posição de que isso é uma questão de berço e que só as pessoas educadas mantêm esse tipo de postura. Será? Não há dúvida que as pessoas com uma educação um pouco mais formal percebem e encaram a questão de uma maneira menos complexa, mais natural. Contudo eu acho que é mais uma questão de falta de sensibilidade e egoísmo natural. Defender nosso “pirão” é natural ao ser humano e até aos animais. Entretanto não podemos nos permitir que isso se desequilibre, pois vivemos em sociedade. E para que tenhamos uma sociedade mais justa e desenvolvida, temos que prestar atenção aos detalhes para que, juntos, possamos construir algo, seja lá o que for, com mais consistência e que nos leve a um mundo melhor, com mais ética, companheirismo, menos egoísmo. Eu mesma preciso fazer esse exercício também. Por isso essa questão me chamou tanto a atenção. 58


Contra fatos não há argumentos! Contudo eu acho que devemos, sobretudo nos dias de hoje, quando tudo é tão dinâmico e corrido, estabelecer alguns parâmetros de companheirismo e generosidade para com o próximo. Devemos, todos nós, ficar alertas e tentar nos exercitar para que possamos criar laços verdadeiros de amizade. Proteger sim a farinha para o nosso pirão. Afinal, isso é primordial para a nossa existência bem sucedida. No entanto devemos também fazer uma ponte até a dispensa do próximo para que coisas simples possam acontecer e, ao fim, se tornarem grandiosas, não só para cada um de nós, mas para todos juntos. Dyandreia Valverde Portugal - natural do Rio de Janeiro, é Jornalista sob registro MTB 36.185/R e associada da ABJ e ABI, atuando como Editora-Chefe do Jornal Sem Fronteiras e apresentadora do programa de TV Sem Fronteiras; ambos da Rede Mídia de Comunicação. É ainda pós-graduada em Psicopedagogia pela UERJ/RJ. É Escritora e Artista Plástica, tendo em seu currículo a participação como coautora de mais de 80 livros e diversas exposições nacionais e internacionais. É detentora de inúmeras outorgas e moções Municipais e Estaduais. Foi Presidente do Rotary Clube por dois mandatos. É Vice-Presidente da ABD - Associação Brasileira de Desenho e Artes Visuais e Vice-Presidente no Brasil da ACLAL – Academia de Ciências, Letras e Artes Lusófonas, com sede em Portugal. É Comendadora do CICESP e Acadêmica Efetiva, Correspondente e Honorária de importantes Academias do país, com destaque para ALAB, onde é Diretora e para AMACLERJ, onde é Acadêmica Honorária. Além de Academias Internacionais no Chile, Portugal, França e Suíça. Membro Efetivo da UBE/RJ – União Brasileira de Escritores. É Representante Municipal da FALASP e FALARJ e Representante Setorial da REBRA – Rede de Escritoras Brasileiras. E Madrinha do Projeto sociocultural Arete Solidária Caxiense. 80 livros e diversas exposições nacionais e internacionais. Detentora de inúmeras outorgas e moções Municipais e Estaduais. É Vice-Presidente da ABD - Associação Brasileira de Desenho e Artes Visuais e Vice-Presidente no Brasil da ACLAL – Academia de Ciências, Letras e Artes Lusófonas, com sede em Portugal. Comendadora do CICESP, Dama Comendadora da FALASP, Delegada da Academia de Valparaiso do Chile e Embaixadora da Divine Academie Française des Arts Lettres et Culture. Acadêmica Correspondente e Honorária das mais importantes Academias do país, com destaque para a AMACLERJ. Representante Municipal da FALASP, FALARJ e Setorial da REBRA – Rede de Escritoras Brasileiras e Conselheira de Honra da Literarte, ABRAHM e Associação Poemas à Flor da Pele. Membro Efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores.

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A SINA DE ROSINHA Rosinha apanhava todos os dias do marido. Ele chegava embriagado e sem motivo, nem razão, lhe agredia e a deixava caída em um canto da sala. Não tinham filhos. Ainda bem - pensava ela. Não gostaria de ter testemunhas de sua miséria, principalmente um filho. O que iria aprender com isso? Todas as noites ela rezava. Ajoelhada ao lado da cama, enquanto o marido roncava a bebedeira, ela falava com seu Anjo da Guarda. Embora ele não respondesse nunca. Certa noite Rosinha sonhou. No sonho seu Anjo apareceu e disse: “Escreva sua história. Conte o que lhe acontece. As pessoas precisam saber”. Rosinha embevecida, no sonho, olhava o Anjo. Lindo! Mas não conseguia falar com ele. Três noites seguidas ele veio em seu sonho, cada noite com um traje diferente e repetia a mesma orientação. Cada sonho era uma nova luz. Parecia um guerreiro. O Anjo era lindo e Rosinha se apaixonou por ele. Não importava mais as surras diárias. Nem o sofrer. Ficava ansiosa esperando a hora do dormir para vê-lo. Mas seu Anjo não veio mais. Em vão esperou. Decidiu então fazer o que ele pediu. Arranjou papel, uma caneta, e nas horas de folga escrevia sobre sua vida. Contou como nasceu, como viveu na casa de seus pais, depois em sua casa após o casamento. As surras do marido ela enumerou desde a primeira, esmiuçando os detalhes. No início foi bom o viver a dois. Mas foi por pouco tempo. Logo o marido mostrou o que era, um bêbado muito violento. Nem quando estava sóbrio a tratava bem. Por isso, bem escondidinho no coração, ela passou a odiá-lo. Por que motivo permaneceu ali apanhando, sendo maltratada? Talvez porque tivesse vergonha. Ou quem sabe, porque o que Deus uniu ninguém separa. Sofreu calada. Concluiu seu relato relendo os papéis escritos em cima da mesa, achou que não devia mostrar ao marido. Como fazia todos os dias, guardou na gaveta da mesa o maço de papéis.

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Certo dia quando o marido chegou do trabalho, enquanto ela preparava o jantar, ele abriu a gaveta. Que tanto papel é esse? - perguntou com raiva. Ela correu. Isso é meu. Não olhe. Pegou o maço avantajado de folhas e correu para o quarto com a intenção de esconder. Por milagre ele não foi atrás. Ela volta à cozinha sem falar nada. Mas, o marido ficou matutando no que seria aquilo. Pra que ela escrevia tanto? E lá no fundo começou a pensar em traição. Seria outro homem? Mas por que escreveria tanto assim? E a semente ficou germinando. Ficou enciumado. Chamou-a, e sem dizer o motivo bateu nela com raiva e foi dormir sem comer. Ela não foi dormir. Matutava o que fazer com tanto papel. Pediu ajuda ao Anjo. No sonho o Anjo voltou e disse: publique! Mostre a todos! Acordou assustada. Seu Anjo lindo dissera: Publique. Foi ver o que era isso. Falou com muita gente. Nenhum dos seus amigos sabia dizer o que significava a palavra. Lembrou de sua professora da escola primária. Foi procurá-la.

Publicar o que se escreve é muito complicado - disse a professora. Mas toma um endereço, essa pessoa pode ajudar. Animada e feliz foi procurar a pessoa indicada. Deixou seus papeis lá. Chegou a casa sorrindo para tudo. O marido vendo a esposa diferente começou a desconfiar ainda mais. Aí tem coisa! - pensou taciturno. Alguns dias depois alguém se interessou pela história e publicou. O marido em casa, cada vez mais desconfiado queria ver os papéis. O que tinha lá que ele não podia ver? Não podia mais mostrar. O manuscrito estava na editora. Uma noite o marido chegou mais bêbado que nunca. Bateu tanto na pobre Rosinha que ela não resistiu. Morreu ali mesmo no piso da cozinha.

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No enterro só a mãe dela chorou. Ninguém soube por que ela morreu. Acho que foi colapso -disseram. Ninguém comentou os maus tratos sofridos ao longo dos anos, as manchas pretas pelo rosto e corpo da mulher. O pescoço todo roxo mal escondido pela gola do vestido surrado que a mãe colocou. Nada disso era importante. Morrer? Morre-se todo dia por qualquer coisa. E a cara feia e emburrada do marido ao lado do caixão ajudava a todos guardarem silencio. Muitos dias depois, em uma noite chuvosa, o marido chegou a casa e havia uma caixa na pequena sala. Abriu. Estava cheia de livros. Na capa escura um título: “Minha vida por um Anjo”. Autora: Rosinha. O homem curioso abriu um dos volumes e começou a ler. Sorriu com as peripécias da esposa criança e quando ela falou de seu noivado e casamento. Franziu o semblante com a mágoa revelada pelas surras e maus tratos. E o Anjo? Ele teve ciúmes de um Anjo! Ciúmes de um sonho com um Anjo de Deus! Beijou o livro! Sorriu para a foto de Rosinha na parede. No dia seguinte o encontraram morto. Suicidara-se.

PAOLA RHODEN - nasceu no Estado do Paraná, Brasil. Advogada, Administradora de Empresa, Doutora em Direito Trabalhista, Mestre em Administração. Foi premiada em vários concursos literários, tendo textos publicados em 32 antologias, das quais 21 editadas no exterior. Editou oito livros, dos quais são dois romances: Caminhos Sem Volta e Dezessete Anos. Paola reside atualmente em Brasília - DF.

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A VOZ DOS OLHOS O que mais me atrai num homem são seus olhos, a voz do seu olhar! Olhos esses capazes de amor demonstrar. Olhar veloz a despertar inusitáveis desejos vorazes! O que mais me atrai num homem é a voz de seus olhos. Voz forte, encantadora! Voz de conquista silenciosa, cristalina, sem abrolhos, firme e sedutora, a mostrar uma vida maravilhosa! O que mais me atrai num homem é a luz do seu olhar. Um olhar que palavras nada dizem mas que nos leva ao paraíso! Um olhar, uma voz, uma luz que não precisa de alerta nem de aviso pois sabe, com doçura, acarinhar! Pensamento: Uma voz num olhar que nos faz feliz é capaz de iluminar não só o coração, mas, a alma também! MIFORI = Maria Inez Fontes Ricco, nascida em Paraibuna, SP. Brasil, gosta de escrever poesias desde sua adolescência, e assina os seus trabalhos como MIFORI. Tem livros, poesias, e trovas (em Antologias e sites), publicadas e divulgadas na Internet. Suas poesias falam de vida, amor, valores e buscam retratar sentimentos, emoções e fatos do cotidiano. Desenvolve via Internet O PROJETO DE TROVAS PARA UMA VIDA MELHOR, É Presidente da União Brasileira de Trovadores em São José dos Campos - SP - Brasil Cidade em que reside atualmente. 65


NO MEU CAMINHO TANTO SERENO COMO ATRIBULADO No meu Caminho tanto sereno como atribulado Senti, Vi, Toquei, Saboreei, Cheirei, Imaginei, Amores e Desamores, Receios e Confianças, que grande Fado Mas a Princesa do meu Amor és Tu, Tu que nasceste na minha Vida que ganhou Vida, Que hoje é Mais e Melhor, que me fez avançar um Passo no Espaço sem compasso mas nada escasso, Tu minha Princesa, a dos meus sonhos e emoções mil, Tu.... Lisete!

FILIPE LARSEN - Artista – Produtor - Manager Atuações em Portugal e 40 outros países na qualidade de músico, sobretudo com Ana Moura, Rui Veloso, Mariza e Jorge Palma. Nessa qualidade de músico gravou álbuns com nomes importantes como Sérgio Godinho, Rui Veloso, Ana Moura, Ciganos D’Ouro, Pólo Norte, José Cid, Jorge Fernando, Raquel Tavares, Lara Li, Fernando Girão, Adelaide Ferreira. Encontros musicais a nível nacional e internacional, inclusive no Estúdio de Sérgio Mendes (Califórnia), com Prince (Budapeste), com Dennis Chambers e Jim Beard (Porto), Dave Weckl e John Patitucci (Lisboa e Cascais). Integrou a Comitiva Presidencial de Jorge Sampaio à Argélia.

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SAUDADE Minhas mãos procuram Tatear e conhecer as linhas Que entalham seu rosto No tempo que me trouxe Você assim.. Como uma brincadeira De criança Uma cantiga de roda Que nos enrola.. Veio com o vento Que sopra do mar Vai com a brisa que leva Prá lá! Quando chega é vento forte Quando vai é brisa leve Quase uma garoa. MARCIA KANITZ - Prof.ª Dra.H.C em Educação e nas Letras. Graduada em Letras Português e Literatura pela universidade Salgado de Oliveira. Graduada em Letras Português e Espanhol pela Universidade do Tocantins. Poetisa e delegada cultural. Graduada em letras português e espanhol, especialista em coordenação, orientação e supervisão escolar, especialista em Planejamento, Implementação e Gestão da Educação a Distância, professora especialista em deficiência auditiva com 20 anos de atuação na educação de alunos surdos. Professora atuando na área de projetos educacionais para alunos com dificuldade de aprendizagem. Autora das obras publicadas: Meu amor em versos 100 poemas de amor Ed. Sucesso, São Paulo 2012. Participação nas antologias Poetas Internautas I e II, autora da revista infantil Chet Kids “colorir, poetar e brincar”. Organizadora da Antologia Internacional da Embaixada da Poesia Volume 1. Autora dos projetos: Poetas em Sala de Aula, Rodízio da palavra, Poesia é Arte e Cultura, Oficina de Produção Textual “Poetar e Sonhar”. Membro da Academia de Artes de Cabo Frio. ARTPOP. Membro correspondente da Academia de Artes “Pegasi” Albânia.

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DOCE OLHAR Sou muito próximo da tristeza, da saudade do cheiro da terra molhada dos meus pensamentos vazios de estender as mãos da noite seduzindo a luz de fazer da tua imagem uma nova alegria de sentir novas emoções, da melancolia. Admiro a figura geométrica dos rios dos montes, das montanhas dos lagos e das fontes. Gosto do encontro sem hora marcada eo casual, do beijo fundo do quintal das lavas do vulcão... Só não sei gostar quando alguém faz sofrer meu coração. Olho com um olhar doce um pé de castanheiro, um ipê florido. Olhar de aguardar na esquina de seduzir, esperar minha musa, minha rosa-menina!

MAURO d’ÁVILA MODESTO DA COSTA - Mauro Modesto, economista, jornalista, poeta. Membro de vários sodalícios. Acreano da cidade de Sena Madureira. Fundador das Academias de Letras e Artes de Sena Madureira, de Xapuri, Brasiléia, Quinari, Plácido de Castro e da Academia de Jornalistas e de Letras do Estado do Acre.

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AMOR NO OCASO Belo como o crepúsculo. Calor morno, gostoso como o sol poente. Como a brisa que envolve e afaga, acariciando, macio, corpos carentes. Vem por acaso, se estende, e eis que, de repente, numa suave aragem, a brasa do amor acende. Crepita, levanta labaredas, ilumina a alma, aquece o coração, revitaliza a vida, desperta a paixão. Amor do presente. Amor como o ocaso tingido de belas e fugazes cores. Alento do nosso momento, na certeza, porém, de que este amor não se apagará como no firmamento. EDIR FIGUEIRA MARQUES - escritora e poeta. Natural de Minas Gerais fixou residência no Acre. Seu último livro foi ‘CONFIDÊNCIAS’ escrito a quatro mãos com o, também, escritor e poeta Mauro Modesto.

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IKEBANA Arranjos florais - Elvira Araújo Haicai - Benedita Azevedo

Flores de romã -Penúncio de vida próspera desperta o interesse.

ELVIRA ARAUJO - nasceu em Amares - Portugal. Cursou Ikebana na Academia de Arte e Cultura Mokiti Okada, no Porto, vindo a estagiar no Japão. Participou em exposições e arte floral na cidade de Mónaco e em Espanha. Reside em Galiza - Portugal

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HAICAI O haicai é uma poesia de origem japonesa, que desembarcou no porto de Santos-São Paulo, em 1908, junto com os primeiros imigrantes japoneses que chegaram ao Brasil, quando foi escrito o primeiro haicai no Brasil de que se tem conhecimento. A nau imigrante chegando: vê-se lá do alto a cascata seca. --Autor: Shuhei Uetsuka (comandante do navio Kasato Maru) Em 1919, Afrânio Peixoto, médico e escritor baiano, foi o primeiro brasileiro a publicar haicai no Brasil. No prefácio de seu livro, Trovas Populares Brasileiras, na edição que tenho de 1944, aparecem cinco haicais. Na edição original, 1931, de seu livro Missangas: Poesia e Folklore, publicou o ensaio: O “Haicai” japonês ou epigrama lírico, já publicado na revista Excelsior, p. 18-20, em 1928, onde aparecem 15 haicais de exemplos e mais 52 que ele diz ser do seu mais íntimo amigo (ele mesmo). Neste ensaio ele defende a naturalização do haicai no Brasil. Em 1926, o português, Wenceslau Brás, publica o livro Relance da Alma japonesa e em 1933, Waldomiro Siqueira Júnior publicou o primeiro livro exclusivamente de haicais “Hai-Kais”. Afrânio Peixoto, Guilherme de Almeida, Haroldo de Campos, Millôr Fernandes, Paulo Leminski e Luiz Antônio Pimentel, encabeçaram a lista dos iniciadores do haicai no Brasil. Benedita Azevedo

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Presente de Deus mesmo no frio da noite brilham as estrelas Um buquê gigante ilumina meu quintal Ipê amarelo. A nuvem gigante por todo lado o piar das andorinhas. Em fila indiana no meio da rodovia Deus, são tatuzinhos! Rio de Janeiro, quatrocentos cinquenta anos de glória e beleza! Tanta soledade! Somente o vento cortante e a olência das algas...

BENEDITA AZEVEDO - maranhense de Itapecuru Mirim. Graduada em Letras e Pós-graduada em Linguística. Professora, Escritora, Poeta, Haicaísta, antologista e promotora cultural. Presidente da APALA no triênio 2010-2012. Presidente fundadora do Grêmio Haicai Sabiá, em Magé - RJ e do Grêmio Haicai Águas de Março, na cidade do Rio de Janeiro e da ACLAM, Academia de Ciências, Letras e Artes de Magé. Membro Efetivo, Correspondente e Honorário, no Brasil, França e Portugal. Recebeu as Altas Insígnias da Divine Academie Française des arts Lettres et Culture, em Belo Horizonte-MG /2012; RJ. Membro Correspondente da Divine Academie Française des Arts Lettres et Culture; Académico Correspondente da Academia Portuguesa de EX LÌBRIS- PT, Membro Honorário da Academia Internacional de Heráldica -PT, Membro Correspondente Honorário - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia-PT. Publicou 22 livros individuais; organizou 21 antologias; tem textos publicados em jornais, revistas, sites e em mais de 100 antologias

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RECORDAR O PASSADO É

UM REVIVER

A emoção de reviver o passado, invade os sentidos, dos sentimentos, recordações, que pautaram um passado que verdadeiramente existiu, mas irreversível. Ressuscitar aqueles momentos, nos trazem quase um rejuvenescimento, passamos a sentir os cheiros das cozinhas, da casa, dos jardins, dos pomares, o prazer dos bons momentos, o estilo calmo da vida, que parecia caminhar mais lentamente. Viajamos inversamente pela “Linha do Tempo” e confirmamos quão errados estávamos com as nossas previsões de futuro. A evolução tecnológica, nas comunicações, transportes, medicina, ciências, o homem na lua, mandando aeronaves a marte. O Mundo ficou pequeno, acompanhamos tudo que está acontecendo em tempo real. A educação era na base familiar, sem quase intervenção externa, vivia-se num ritmo calmo, parecia que o tempo não queria passar. E os amores, as mãos dadas, o difíceis beijos, as serenatas, as retretas, os passeios na praça, as poesias, as frases de conquistas belas e respeitosas. Acionando a “maquina do tempo”, podemos dar um flash das décadas de 40, 50, 60, 70. Falaremos pouco, lembrando alguns fatos mais relevantes que nos chegam a memória que muitos de vocês poderão acrescentar alguns esquecidos. Telefone só existiam aqueles Pretos, e os telegramas da “western”, eram caros mas os mais rápidos, dos bondes que entravam e saiam do ponto central no “tabuleiro da Bahiana” onde é o edf Central. Dalí partiam os bondinhos menores para Santa Tereza passando pelos Arcos, víamos a cidade de cima, o Palácio Lavradio eu bela construção preservadas como tantas na Lapa. E o grande mercado da Praça Quinze, com seus boxes e pilares de ferro importadas na Inglaterra, sobrando hoje como um ícone um restaurante na época, isolado. As Barcas para Niteroi, Paquetá eram a vapor, carros no primeiro andar e no segundo e nas laterais os passageiros, mais tarde chegou a frota oceânica, e hoje os modernos Catamarans. O calabouço, com os clubes náuticos em volta, a praia do Flamengo uma nesga de areia, antes do aterro. Os cines Metro, Rian Roxi, Odeon, para citar alguns. Em Copa as famosas galerias Menescal, Alaska, os carrinhos da Kibon, o jájá de coco, a Colombo, as Casas da Banha, a construção dos 73


túneis do Pasmado, depois o do Rio Comprido e o Rebouças. Tínhamos os bondes que cobriam todo o Rio até Jacarepaguá, o taioba o bonde de cargas mais barato, como era bom viajar nos estribos. Depois chegaram os lotações, os troleybus, e hoje o moderno metrô, os BRTs. Os aviões eram com motores a explosão, lentos, sem pressurização, viajando no colchão como se falava, no meio das nuvens. Eram muitas Cias, Nab, Aerovias, Cruzeiro, Varig Transbrasil, Sadia Paraense ,Condor e os equipamentos eram o Constelation, Convair, C 47 DC3 , DC-4 DC 6 Dart Herald, Hirondelle, para citar uns poucos, DEPOIS ACHEGADA DOS TURBOS ELECTRA YS 11 etc.... A Policia era super respeitada, os militares se orgulhavam de desfilar uniformizados, soldados marinheiros, e militares da aeronáutica. Os Hospitais funcionava, alguns de Referencia como o dos Servidores do Estado. Não existia o INPS, eram Institutos de Aposentadoria e Previdência. de cada atividade profissional, dos Comerciários, Industriários, funcionários públicos, aeroviários, e as aposentadorias eram, coerentes e justas. Em Niteroi, tinha o famoso Trampolim de Icarai, No Cosme velho existia a Fonte “ A bica da Rainha”, com água potável servindo a população, hoje seca e poluída. E o Maraca, e a tristeza nacional com a Copa de 1950 era o maior estádio do Mundo. E o Belo Meier, a praça do Meier as musicas no coreto e com um comercio muito ativo, como também a Tijuca com seus cinemas e praças. Os Bancos só existiam no Centro. Tinha as lojas DUCAL, SEARS, MESBLA, COLOMBO, O PRINCIPE , SLOPER etc...Drogas como a maconha, só com os marginais. Existiam os punguistas, mas poucos assaltantes. O salário Minimo era suficiente para sustentar uma família casal com dois filhos, dignamente. O Carnaval era participado por todos, classe rica média e pobre, desfile dos corsos, e muita alegria sem violência e nem os excessos de hoje. A cidade do Rio de Janeiro, era de fato a “Cidade Maravilhosa”, não existiam tantas favelas, e tanta gente carente e nem a VIOLENCIA que vemos hoje, tantas mortes violentas e nem tanto desrespeito humano. Se pudéssemos como seria bom reviver aquele passado, que não volta mais. HELCIO LEMOS - pós graduado em Marketing pela Univesidade Gama Filho. Diretor de Entidades Culturais de Esporte e Lazer. Fundador do Centro Artístico e Cultural da Região Oceânica - Niterói. Autor dos livros “GARIMPANDO PALAVRAS” e “GARIMPANDO SABORES”. 74


POEIRA DE ESTRELAS Sou poeira de estrelas Vim à Terra me materializar. Sou mais antigo que o Sol Sou energia universal. Trago em cada átomo Que no meu corpo veio se abrigar Recordações do mundo maior Que fica além do infinito. Sou antes de qualquer tempo Que o homem possa precisar, Venho sofrendo transformações, Bem como transformações fiz. Além dos tempos tenho trabalhado Pelo vários reinos que vivi Em todos eles fui sendo elevado, Para a elevação final conseguir.

Walnir Lima Almeida - brasileiro, militar reformado. Formação acadêmica: Serviço Social, Direito. É poeta e cronista. Fundador da Arcádia Brasílica de Artes e Ciências Estéticas. Fundador da Academia Maçônica de Artes, Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro. Participante de Concurso de Poesias e Antologias.

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ESPELHOS Espelhos são almas cadentes, Transparentes e incoerentes, Que teimam em roubar E difamar nossa imagem. São almas invertidas, Que fingem ser almas vivas E embotam nossa visão. São almas empobrecidas Que negam a própria vida, Que iludem o coração. Espelhos são formas esguias, Carentes de bela aparência São almas distorcidas e opostas Que, dispersas, se transmutam Em eternas e falsas bossas; São almas perdidas no tempo, No vácuo da imagem transposta. São como tardes vazias ao vento À luz do Sol escondidas e, Num mero esboço refletidas. Espelhos criam, deformam, enganam Mais que o tempo em seu trajeto, São almas perdidas da luz, Imagens soltas, que não rimam versos. Espelhos corrompem a imagem E sugerem que a forma obscura Liberte-se do desmazelo Tornando a fantasia fatal, Lembrando que a forma é impessoal.

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Espelhos são almas frágeis, cruas, Empedernidas e desiguais, A cometer incesto virtual. São sombras de claro/escuro A pretender o futuro , A esconder segredos fatais. São simples informações que atraem , Nossa vida parca e nos conforta, A dizer que são conceituais.

Premiada com 2º lugar no Concurso de Poesias realizado pela Prefeitura de Casimiro de Abreu, em novembro de 2012 Marcos Aurelio Ferreira de Sousa, Membro Fundador e Efetivo da AMACLERJ - Cadeira nº 14 - Patrono Evaristo da Veiga. Pseudônimo Marcos Tobias. Tendência Literária Poesia e Prosa. Portador de Medalhas Militares, Maçônicas e Acadêmicas. Membro Efetivo da Real Academia de Letras de Poto Alegre - Rio Grande do Sul. Atual 1º Secretário da AMACLERJ. E-mail: tobias.marcos@gmail.com

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MARÉ BAIXA EM PARATY

Roberto Pumar Silveira - Comendador Pumar. Escritor, Artista Plástico e Professor. Soberano Grande Comendador da OMPH (Ordem do Mérito Pincéis Unidos Movimentam as Artes). Fundador e Membro Efetivo da Academia Maçônica de Artes, Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro (AMACLERJ) onde ocupa a Cadeira 25 - Patrono José Carlos do Patrocínio.

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O CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO E UM UM GRANDE ENCONTRO ETERNO Andei para achar um lar Encontrei um altar de defuntos: Avistei um senhor aos meus olhos O mesmo parecia não seguir em frente. Pensei cá: onde quer ele chegar? Não estava parado nem em movimento, Só expressava uma conversa: estava sentido solidão. Quando lhe dei atenção, o Senhor sábio me disse: Quanto coração! Foi então que eu percebi, como não devemos desprezar as pessoas que vimos a frente Já que agora eu não vi quem pensei; Tivera visto, e sim lembrado um amigo Aquele qual eu nunca tive, e não fora só um camarada: mais um amigo de bar, mesmo do centro da Consolação, Aonde eu morava para sentir qualquer desapego a nenhum apego: E foi bom lá estar, foi lá bom orar, pois vi que a morte podia ser cheia

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Repleta de amigos, festas e como bem algum bar ou boteco da avenida Paulista. Ve-lo outra vez agora, amanhã talvez ele não estivesse no mesmo lugar, pois anda O velho sábio para fazer novas amizades. E assim foi naquela tarde de boemia... Depois que eu dormia em casa, ele não bateu à porta, a campainha estava quebrada, e ao sussurro saiu e respeitou o espaço que eu lhe tinha dado, à campainha ainda funcionava Mas ele não tinha mãos, espíritos são feitos de vácuos em vão, pois aí eu vi como a transparência das situações podem nos elevar à projeção ou não das pessoas; - Foi um prazer, disse meu amigo, em voz alta, após retornar de teu altar sagrado. E sussurrei quase que morrendo lesto e untuoso: - Volte quando quiser, a porta estará para sempre aberta... Os dias eram diferentes aos anteriores e iguais às emoções futuras que pudera eu pregoar. O velho não voltava, e foi numa tarde de primavera a cair as folhas das caóticas ruas de São Paulo, quando: - Olá parceiro, como vai? Precisa de algo hoje? Um pouco sonolento das rotinas bravas de sonos vespertinos, eu respondi acanhado: - Boa tarde! O senhor voltou?... 81


- Sim. Mais uma vez, entre aquele silêncio minuto: - “Sim”. Levantei-me e disse: - Entre! A porta continua aberta. Vamos brindar a tarde de primavera? E ele feliz como quem tivera brilhado os olhos em meio instante, sorriu e disse: - Claro que sim. Ao tempo que esboçou determinada preocupação... - Pois então, vamos chegar perto, e poderemos comemorar nossa eterna amizade, não é mesmo? Lancei eu com algum receio de os copos justamente não trincarem, ou algo outro disperso e alheio a nossa vontade, mas e os copos partiram, a cerveja escorreu braço meu abaixo, e de repente o senhor desapareceu. Foi algo estranho e bonito. Meses, anos, e minha vida continuara passando e com lembranças dos nossos breves encontros, eu ainda tinha esperança de vê-lo novamente, e nada de ele retornar. Só mesmo lembrando como tudo é poético e passageiro, à vez das sombras que um dia vi hoje a obra em vista e não em cinzas. Curioso é pensar quando alguém nos é importante e precisa mexer com os astrais vitais, ainda que mortos e eternos, na Terra ou nos Céus, ou vivos na Terra ou nos submundos, é

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preciso ter aberto os braços a quem vota em nome da amizade fraterna e cordial, pois este homem não me fizera qualquer mal, e além além da vida, até depois de nosso remanescente encontro, eu tivera saudades de alguém que nunca existiu e que também não fora um deus ou herói, mas sim, um verdadeiro cúmplice da boemia, ainda que não falássemos a língua dos anjos, ou ainda que não falássemos a língua dos homens, sem amor, nada teríamos sido... Ou tido... E que neste verão a todos sorrisos possam nos trazer um prazer e quê de amor e proteção, a quem nos tem salvo e amado, por nós, por um deus, por Deus. Amém. Guy Werneck - brasileiro, natural de São Paulo. despontou para a literatura quando morava Nos Estados Unidos em 1998, por uma americana artista plástica, numa pacata cidade do interior de Utah. Sua juventude turbulenta e inquieta fez com que iniciasse e abandonasse cursos de graduação, bem como Jornalismo, área da qual o escritor e poeta se diz pleno e direcionado: as comunicações, articulações, com expressão voltada para a poesia e prosa, até o presente momento. Ao longo de mais de década Guy Werneck se encaixou nos moldes não acadêmicos e sim em cursos, workshops, saraus. História da Arte no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), oficina de criação de personagens, estrutura e resursos poéticos na Casa das Rosas, no conceituado Instituto Palas Athenas de São Paulo. Foi no início do século vinte e um que seus versos, poesias, prosas começaram a tomar curso e forma, estilo e sofisticação. Participou de antologias poéticas, sendo que a primeira delas com participação na Bienal Internacional do Livro, em 2012; - Seleta Cultural Poesias I - LP BOOKS - SP (2012) - Portugal Feliz - LP BOOKS - (2014) - Brésil en Scéne - Antologia da Divine Académie Paris (2014). Seleção de cinquenta autores brasileiros, que discorrem sobre temas como política, sociedade, cultura brasileira nos tempos atuais. Obra traduzida para o francês e circulada no mercado, especialmente francês. - Em 2015, o poeta urbano publica O Tom de Meus Cantares, livro solo de poemas inéditos, de caráter social. O lançamento foi um sucesso de convidados e vendas. O livro encontra-se no mercado de livrarias.

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POR ART

HAZEL DE SÃO FRANCISCO - Professora de Educação Artíistica. Habilitação Música Arttista Plástiica. Acadêmica Correspondente Intenacional - ABLA - seccional Suiça. Doutora Honoris Causa -ABD-. Press Award Pensando a Educação -ABRASA - Doutora Honoris Causas -ABD-. Press Award Pensando a Educação - ABRASA-.

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PHOENIX: PERTO DE TEUS OLHOS ESTOU EM CASA

Em meu ser lutam e convivem tantos outros, estranhos perfis, Que nem sei se ao menos sabem de mim... Ouço suas vozes e gritos... No silêncio, o desespero, desses corpos aflitos. Perguntas são muitas, mas temo não responder...Sou uma confluência dessas vozes Que clamam por vida, na ausência de apego. Na forma de dor mais apertada! Nos sentimentos que só em mim são visíveis! Na saudade, na solidão, no flagelo... Na volúpia das figuras inumanas, descontroladas e sensíveis!

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Não separo o medo intruso da candura, para que o amor, humanamente, vença! Na fúria da aceitação, ou na mansidão da recusa, os absurdos vencem o silêncio da noite. É o verdadeiro e eterno poema, que a vida resgata em movimentos! Quando perco a coerência dos olhos, e me vejo ainda sonhando alegrias Em meu ser lutam perfis que não sabem de mim! Soubessem, vestir-me-iam sobre suas asas. Não se perderiam as palavras e os meus caminhos, porque perto de teus olhos, estou em casa!

Carmem Teresa Elias - quatro livros publicados e artista plástica, com três exposições individuais de pinturas e foto-poesias. Participa de diversas antologias, academias, exposições coletivas de artes, obtendo diversas premiações. Realiza um projeto socioeducativo cultural filantrópico “Poesias Ao Acaso”, visando realizar oficinas de criação artística com os visitantes. Mestre em Letras. Suas obras têm como estilo o Atmaísmo, em expressões que integram imagem e texto. Tela : PHOENIX, acrílico sobre tela. Medalha de Prata no Salão de Maio da Sociedade Brasileira de Belas Artes, 2015. Email: carmemteresaelias@hotmail.com <mailto:carmemteresaelias@hotmail.com>

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BREVES ANOTAÇÕES SOBRE A VIDA DE GONÇALVES LÊDO Joaquim Gonçalves Lêdo nasceu no Rio de Janeiro em 11 de dezembro de 1781. Dentro do que era possível noBrasil, colônia de Portugal, Gonçalves Lêdo cursou as aulas de humanidades e a aula do comércio, sendo que, aos quatorze anos incompletos viajou para a Europa, a fim de realizar os preparatórios em Coimbra, Portugal. Não concluiu nenhum curso. De volta ao Brasil, em 1818, Gonçalves Lêdo fundou e começou a dirigir o denominado “Clube Recreativo e Cultural da Velha Guarda”, no qual, juntamente com outros irmãos maçons, pssou a trabalhar pela independência do Brasil. O Clube Recreativo e Cultural da Velha Guarda foi abrup-tamente fechado em 03 de março de 1821 por D. João VI com tropas requisitadas de Portugal - pois as disponíveis no Brasil se encontravam sob suspeita de estarem filiadas aos “conspiradores” - sendo presos diversos de seus líderes. Todos foram acusados de serem “perigosos alteradores da ordem”, sendo que Gonçalves Lêdo era considerado o principal idealizador do movimento da independência. As razões alegadas não estavam discrepantes dos fatos que ocorri-am, pois os envolvidos eram atuantes e coordenados pelo denominado e inusitado “clube recreativo”, onde a principal “recreação” era tramar a independência do Brasil. Em 1821 a situação já se encontrava bastante tumultuada na cidade do Rio de Janeiro e D. João VI, ao embarcar para Portugal, passou a regência do Brasil para D. Pedro, alertando-o, devido aos fatos que vinha assistindo e tomando ciência, de que o Brasil, face a atuação de grupos maçônicos, poderia estar próximo de se separar de Portugal. E recomendou ao filho que colocasse a Coroa Brasileira na cabeça, “antes que algum aventureiro o fizesse”. Em 23 de julho de 1821 Gonçalves Lêdo escreveu ao seu grande amigo, irmão maçônico e companheiro de luta pela independência, Cônego Januário da Cunha Barbosa, sobre a inadiável necessidade de publicar um periódico que seria “o clarim das liberdades nacionais” e teria o título de “Revérbero Constitucional Fluminense”. Em 15 de setembro do mesmo ano foi editado o primeiro número do periódico quinzenal, redigido por Gonçalves Lêdo e pelo Cônego Januário Barbosa . Esta publicação muito colaborou para a independência do Brasil e para a monarquia constitucional. 87


As Cortes de Lisboa, em 29 de setembro de 1821, declaram que a residência do Príncipe Real, D. Pedro, no Rio de Janeiro, se “torna não só desnecessária, mas indecorosa”, o que não convém aos interesses da nação portuguesa. Ordenam que D. Pedro “regresse o quanto antes à Portugal”. Se isso ocorresse seria o retorno político do Brasil à condição de colônia portuguesa. Logo depois, a ordem das Cortes Por-tuguesas chegou ao Brasil. Gonçalves Lêdo e o Cônego Januário Barbosa redigem um manifesto a D. Pedro, pedindo que fique no Brasil. Este manifesto estava respaldado por cerca de oito mil (8.000) assinaturas a Cidade do Rio de Janeiro possuía na ocasião uma população pequena e haviam dois mil (2000) soldados de linha da tropa lusitana, fora o elevado número de portugueses residentes e fieis à Coroa Portuguesa). Todas as assinaturas foram colhidas por maçons. O maçom José Clemente Pereira foi o incumbido da missão de ler o denominado “Manifesto dos Fluminenses”. No dia 30 de abril de 1822, o periódico Revérbero Constitucional Fluminense publicou um artigo escrito por Gonçalves Lêdo saudando a volta de D. Pedro de uma viagem a Província de Minas Gerais, no qual convocava-o para ter “a glória de ser o fundador de um novo Império”. O mês de junho de 1822 foi marcado por grandes acontecimentos. No dia 01 Gonçalves Lêdo foi eleito Procurador Geral pela Província do Rio de Janeiro. No dia 02 foi instalado o Conselho de Estado que havia sido criado em 16 de fevereiro de 1822, cujo Secretário era Gonçalves Lêdo. No dia 03 os Procuradores Gerais - contra a vontade de José Bonifácio -requereram ao Príncipe D. Pedro a reunião de uma Assembléia Constituinte Brasileira, sendo que, sem perder tempo e no mesmo dia, Gonçalves Lêdo, que também havia escrito o requerimento, lavrou o decreto de convocação. Ele tinha plena ciência de que com a criação de uma Assembleia Constituinte Brasileira tornaria irreversível e mesmo equivaleria a independência do Brasil. Por isso, agiu prontamente e contra a vontade de José Bonifácio. No fim de agosto de 1822 chega nova remessa de correspondência de Portugal: uma das Cortes Portuguesas exigindo a volta imediata de D. Pedro para Portugal e outra de D. João. No dia 02 de setembro de 1822 é realizada uma sessão no Conselho de Estado, Presidida pela Princesa Leopoldina e Secretariada por Gonçalves Ledo, na qual 88


é resolvido encaminhar imediatamente a D. Pedro a correspondência recebida de Portugal. A correspondência das Cortes Portuguesas exigia a volta imediata de D. Pedro para Portugal; a carta de D. João VI aconselhava a D. Pedro obediência à lei portuguesa; a carta de José Bonifácio (ameaçado de ser preso e processado) dizia ao Príncipe que só haviam dois caminos a seguir: partir para Portugal imediatamente e entregar-se prisioneiro às Cortes, ou ficar e proclamar a independência do Brasil, ficando seu Imperador ou Rei; a carta da Princesa recomendava a D. Pedro prudência e pedia que o Príncipe ouvisse os conselhos de seu Ministro (José Bonifácio); a carta de Chamberlain informava que o partido de D. Miguel estava vitorioso em Portugal, onde se falava abertamente da deserdação de D. Pedro em favor de D. Miguel. Todas essas cartas foram lidas para D. Pedro pelo Padre Belchior Pinheiro de Oliveira. Então, aconselhado pelo Padre Belcior, D. Pedro proclamou a Independência do Brasil. D. Pedro foi coroado Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil, no dia 12 de outubro de 1822, segundo tinha sido determinado na sessão maçônica presidida por Gonçalves Lêdo no Grande Oriente Braziliense. Dois dias depois, em 14 de outubro de 1822, o Imperador chamou Gonçalves Lêdo e lhe ofereceu o título de Marquês da Praia Grande, honraria que ele recusou, afirmando para D. Pedro que o melhor título que poderia receber seria o de “brasileiro patriota e homem de bem”, contentando-se com a “nobreza do coração”. Essa atitude de Gonçalves Ledo desagradou ao Imperador. A inteligência e o desprendimento de Gonçalves Lêdo incomodavam a José Bonifácio que chegou a ordenar uma devassa contra Gonçalves Ledo. O grupo de José Bonifácio pediu a cabeça de Gonçalves Lêdo diante das portas do Paço do Conselho, sob a acusação de que ele era republicano. Por certo, de início, Gonçalves Lêdo era simpatizante da república, forma de governo adotada pelos países da América que tinham obtido a independência. Porém, isso havia sido antes de encontrada a fórmula brasileira da Independência com a instalação de uma Monarquia Constitucional. Correndo risco de ser assassinado, Gonçalves Ledo segue para Buenos Aires em um navio mercante argentino, isso, apesar de Deputado eleito pela Província do Rio de Janeiro, direito que não lhe foi respeitado. A devassa aberta por José Bonifácio nada consegue provar contra Gonçalves Ledo, 89


que foi absolvido pelo Tribunal da Relação da Corte alguns meses depois. No dia 17 de fevereiro de 1824, D. Pedro I - tentando reparar a injustiça feita - agracia Gonçalves Lêdo com a Dignatária Ordem do Cruzeiro do Sul. Gonçalves Lêdo não aceitou, do mesmo modo e pelas mesmas razões que não aceitara o título de Marquês da Praia Grande e recusara, por duas vezes, ser nomeado Ministro pelo Imperador. Depois desses fatos, no período de 1826/1833, Gonçalves Lêdo foi eleito para as duas primeiras Legislaturas do Império pela Província do Rio de Janeiro, jamais recebendo qualquer subsídio para o desempenho de seus mandatos, pois julgava a missão de fazer as leis de seu país a maior honraria que um cidadão poderia receber. Ao tomarmos conhecimento pela mídia dos fatos que vem ocorrendo atualmente na administração do Brasil, com incrível contumácia, só temos a lamentar que o comportamento de Gonçalves Ledo não tenha gerado sucessores na política de nosso amado e saqueado país.

Celso Luiz Rocha Serra - advogado,economista. Membro Fundador da Academia Maçônica de Artes, Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro (AMACLERJ) - Cadeira 18 Patrono Gonçalves Lêdo. Membro Honorário na categoria “Honeur et Reconnaissance aux Femmes et Hommes de Valeus” da Divine Académie Française dês Arts Lettres et Culture”.

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ESSE POETA Esse poeta que em meu corpo adormece Que canta a vida, o prazer e sorte Que a fitar teus olhos estremece É minha ruína, salvação e morte. Esse poeta que é teu príncipe consorte E nas noites de inverno te aquece É tua utopia, realidade, esporte? É um sonho de amor que não perece Esse poeta que teus cabelos afaga Que te beija e abraça Sem uma réstia de pudor É um sonho tão sonhado E tantas vezes dissipado Por teus anseios de amor.

Claúdio Jorge Bentes de Castro - paraense, natural de Óbidos, terra de Inglês de Souza e José Veríssimo, dois dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Membro vitalício da Academia Artística e Literária de Óbidos, ocupante da cadeira nº 37, que tem como Patrono Augusto Corrêa Pinto. Iniciou sua vida literária em jornais de grande circulação na cidade de Belém - Pará. Participou de diversas antologias, dentre as quais destacam-se: Antologia das cidades Brasileiras, pela Shogum Arte e Poesia Livre 2014 (concurso nacional novos poetas). Publicou dois livros de poesias, estando o terceiro (MINHA VIDA - A POESIA), com lançamento previsto para Março de 2016. Presidente da AMALEP - Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará.

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PRESSA NA RECONSTRUÇÃO Oh! Quão boa é esta aurora Que traz a luz e desejo da renovação Que traz valor à vida sofrida Que traz paz, união e o perdão. Oh! Óleo, que banha a alma limpa. Que dá brilho e vitalidade. Que unge a existência na terra Que gera e produz vontade. Lema incansável dos mestres Dia após dia, trabalhar sem cessar. E podemos mais, amar as dores. E podemos muito mais, basta acreditar. Numa ajuda mútua, na caminhada evolutiva. O futuro que sonhamos é possível abraçar É possível salvar da fome, da lama Basta permitir o coração se entregar. Clamo aos homens de bons costumes, perpétuos, Clamo saúde, força e união. Que venham então, pedreiros justos e perfeitos. Pois o mundo tem pressa na reconstrução.

Amilton Mendes dos Passos é oficial do Exército Brasileiro, Regente de Bandas de Musica, Escritor e Pesquisador da Arte Musical Militar. Autor do livro “A Alma da Tropa”, lançado no 32º Salão do Livro de Paris; É Vicê-President de Honra da Divine Académie Française des Arts Lettres Et Culture em Paris; Membro da Academia do Mérito e Devoção Francesa em Paris; Comendador Humanitário da Paz do World Parlament Of Security And Peace/WPO; Membro Honorário da Acad de Letras Rio-Cidade Maravilhosa; Membro Efetivo da Asso-ciação dos Diplomados da Acad Brasileira de Letras.

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EMOÇÃO OU RAZÃO? Após o delírio do impulso que não podia ser retraído, o amor se revelou tão perfeito quando seus lábios tocaram os meus e me converti a você e na necessidade que fluiu tão intensamente... Cheia de medo, parti para a batalha da conquista do convencimento, de tentar estabelecer uma relação sem culpas. Mas a sociedade só aprova quando a família é posta em patamar de importância relevante, atirando para longe o que queremos ser, sentir realmente e nos distanciamos de nós mesmos, onde a bússola das emoções tenta nos levar em direção ao outro, mantendo a reta do rumo de nós mesmos, aquele que não queremos mais. Eu quero amar, ser amada em liberdade, quero uma postura de vida que permeie as outras, quero a elasticidade que permite recriar, simples. A parte emocional decide silenciosamente, secretamente, o que deseja. A racional se fixa nos preconceitos e na reputação, no julgamento, na condenação e no seu nome jogado na lama. No exato instante em que há de haver a ruptura, o choque anímico, decidir, a consciência grita entorpecendo a mente, criando um escudo feito de incertezas. Ficar onde está é menos complicado, cômodo, mesmo que insatisfatório. E as perguntas rondam a mente. Assustador, delicado e complicado momento, onde a decisão possa ser definitiva, eterna, sem chance de restabelecimento. A culpa atinge o coração e dilacera as esperanças retardatárias de mudança. O longo processo de desequilíbrio se estabeleceu, mesmo com os muros ruídos, cheios de suportes adicionais à sua sustentação, a união, mesmo que aparente, continua. Mas quando se decide partir, significa que a tentativa incessante fracassou. O difícil é que toda a nossa impostação romântica me faz crer que a situação é um esquema de vida, condicionamentos que precisam ser desvalorizados para novos hábitos e atitudes. Só se vai embora quando as alternativas se esgotam. Existem desconforto e desânimo pelo fracasso, porém os sentimentos profundos que o esperam lhe dão ânimo para tentar mais uma vez. E é assim que, oscilando entre uma decisão e seu oposto, se vai fazendo jogo com o tempo até o momento em que a hesitação diminui e se desfaz. E descobrimos a força do querer mais forte do que o sofrimento da perda, acima de todas as possibilidades, atemporal, se permitir tentar! Por que se sacrificar por conveniência? Ficarmos tristes a uma impossibilidade, diminuímos o desejo de realização, nos antecedendo ao provável dissabor da incerteza do momento seguinte. E completos de emoções, nos entregamos às carícias precisas, nos deixando despir a alma, abraçando nossa existência conjunta e transformando 93


esta energia revigorante num campo magnético intransponível, nada mais importa... Não temos palavras, apenas magnetismo. Entre a dúvida do possível sofrimento e o desejo, não sabemos quanto tempo temos, a vida acontece no presente. Só assim é que contabilizamos as perdas, as separações e consolidamos o que mais precisamos desta vida que está sempre de braços abertos! ANDREA MELLEU do livro Amily uma paixão proibida.

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FELICIDADE Quem és? Em que momento estará aqui? Quanto quero te sentir... Cheiro de rosa, perfume doce. Tranquilidade, emoção. Viestes tão lentamente em caminhos ambíguos. Fostes tão instável... Escondida em tudo... Numa canção de amor... Quisera eu ter a certeza em que momento... Estarás aqui agora... Não saberei? Doce sonho encantado. Eu sei! Encontrarei. O amor, o amor todos os dias! O amor em cada coisa. O amor dos seres humanos. O amor que vem, vem... lá de dentro. A grande centelha... Felicidade plena... Permanece em nós! Arleni Almeida Batista Rangel - nome artístico Arleni Batista.

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AGRADECIMENTO Sejam as palavras finais o agradecimento fraterno e amigo a todos aqueles que se ombrearam no projeto PRIMEIRA ANTOLOGIA da Academia Maçônica de Letras, Ciências e Artes do Estado do Rio de Janeiro (AMACLERJ). As palavras de Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros” - expressam o pensamento de que um país precisa de pessoas letradas, independente de sexo ou cor, amantes das artes, da ciência e das letras. Pessoas que assumam a missão e a responsabilidade de conscientizar todos e antes a si próprios de que esse é o caminho. Que fique registrada a nossa eterna gratidão aos 48 (quarenta e oito) “Artífices da Cultura” que ao se ombrearem como participantes desta PRIMEIRA ANTOLOGIA inscreveram, de maneira indelével, seus nomes na venturosa caminhada da Academia Maçônica de Artes, Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro - AMACLERJ. Chegamos ao final do projeto que em tese, por tratar-se da primeira antologia, constituiu-se em um desafio. Juntos vencemos! Muito obrigado! Pela cultura! Avante! A Administração Biênio 2015/2017

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Primeira antologia (amaclerj)  

Dela participam Acadêmicos da AMACLERJ e convidados.

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