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Por Aluísio Bispo

EDITORIAL

No início ela já estava lá, vagando pelo vazio, pelo nada, mas ao mesmo tempo estando em tudo. Somos rodeados por ela. Nós a tocamos muitas vezes sem perceber e a percebemos muitas vezes sem vê-la. Formada com a morbidade de nossa pele, anda pelos cômodos carregando as impressões de um pretérito que não é mais presente, em contra partida, carrega a vida, em seu estágio mais imaturo, pelos campos e florestas nos dando a esperança de um futuro mais verde. Nos centros urbanos ela está lá, acompanhando o crescimento desenfreado nas construções de arranha-céus que mais parecem satisfazer à vaidade humana do que abrigar pessoas. Ela está na noite pútrida, no velhorock, no esquecimento dos livros, nas dobras dos casacos, na morte dos estereótipos, na ideia que surge dando vida a um novo projeto, na leveza da forma e na escuridão de um darkroom... ela é o nada que está em tudo, em todos, ela é atemporal, elá é a POEIRA. A POEIRA foi escolhida como o primeiro tema desta revista que tem como proposta oferecer um olhar transcendente, único e multifocal. Aqui você contemplará óticas diferentes sobre o mesmo pó através de depoimentos como os da dona Liliara e Luis Cláudio, das ilustrações de feras como Lorena Kaz e Nicolas Martins,além de três ensaios fotográficos, dentre eles, o de Fábio Abu. Para realizar esta edição contamos com a participação de Priscila Midori, Vitor Marcellos (Projeto Nosotros), Fei Um Tjan e Eddu Grau (Barraco#55), Marcelo Bravo (Tomada Urbana), Isabela Miranda (Infinitta), Thiago Antonelli (t+t), da galera do INSERT e do HEAVY DUTY, dentre outros, além de uma playlist com participação especial de Serguei. Novas experiências aguardam por você nas próximas páginas. Boa (re)leitura.

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Matérias HeavyDuty -

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22 22 Tomada Urbana - 72 Projeto Nosotros -

SeçÕes

40 Playlist - 40 Olhares - 58 Achados do Rio - Barraco #55 -

28

DesiGn de PrOdutO Infinita t+t -

66

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EnsaiOs FOtOGráf iCOs

16 34 Leticia Xerez - 34 Aluísio Bispo - 52 Fabio Abu -

IustraçÕes LORENA KAZ -

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Alexandre Cajueiro Cafuzo -

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49 50 Caio Lopes - 50 Nicolas Martins -

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Fotografia: Alúisio Bispo

MOtOs,Cerveja

Definitivamente, ele não morreu. E existe um lugar em que seus seguidores fazem questão de mantêlo bem vivo, onde a sensação é de voltar um pouco no tempo: roupas pretas, cabelos longos e som alto, em reverência a bandas que tiveram seu auge nas décadas de 70 e 80. Claro que ali ele também se renova, recebendo as novas gerações e dando espaço para que o rock esteja sempre entre nós.

e ROCk... POORRAAA

Texto por: Carol Baptista Pesquisa: Bárbara Soares, Caio Lopes, Carol Baptista, Paula Gil, Victor Cesar Gil Fotos: Aluísio Bispo e Roberto Cruz Bianco

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Fotografia: Roberto Cruz

Fotografia: Alúisio Bispo

O bar mais rock and roll, com o pior atendimento do Rio.

Regra nº 1: O cliente nunca tem razão.

A história do Heavy Duty Beer Club começou nos anos 90, quando Zeca Urubu - membro do motoclube Balaios - foi consertar a moto em uma oficina na rua Ceará na Praça da Bandeira, Rio de Janeiro. A oficina era também um bar, já conhecido como ponto de encontro do motoclube, e o dono pretendia vender. Zeca, que já foi vendedor na praia e teve barraca de doces na rua, resolveu comprar. Em 1997, o Heavy Duty abriu em um espaço apertado e escuro, onde motoqueiros e fãs de rock, heavy metal e outras vertentes do estilo se encontravam para beber muito e ouvir bandas ao vivo. A rua era o palco e também onde boa parte do público se acomodava.

Regra nº 2: Se por um acaso o cliente tiver razão, volte a regra nº 1

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Em 2006 (ou 2007, Zeca disse não lembrar ao certo) a casa passou para o endereço atual, mais amplo e com uma decoração temática que é, definitivamente, um dos pontos altos do local: bonecos

do Alien e do Eddie, do Iron Maiden, peças de motos, guitarras, mostruários de bebidas, um “lustre” de garrafas de cerveja, fotos de bandas, artistas e de frequentadores, mesa de sinuca, chão xadrez e uma iluminação vermelha que, junto a outros muitos detalhes, constroem o ambiente perfeito para o público alvo. E como não falar do famoso Dark Room da casa, com “escuridão total garantida”... mas que só fica disponível ao público em festas especiais, como a Vulcânica Rock e Sexy Party.

Oatendimentoéoutracaracterística famosa... conhecido como o bar com o pior atendimento do Rio, a verdade é que não há garçons. Costumam trabalhar na casa os donos, Zeca e sua esposa Alessandra Sampaio e mais alguns poucos funcionários. É praticamente um auto atendimento, o que parece ser mais interessante para os frequentadores. Cada um monta a sua mesa do jeito que achar melhor, pede a cerveja e o petisco direto no balcão e depois de ser avisado pelo dono no microfone(“batata frita pronta, porra!”) volta para buscar. Tudo fica registrado em uma comanda, sem necessidade de controle de consumo por mesa, sem cobrança de 10%, muito prático para donos e clientes. A cerveja vem extremamente gelada e o cardápio de comida é bastante básico: porções de fritas, de calabresa acebolada, filé mignon aperitivo, nuggets, hamburgueres, dentre outros pratos típicos de boteco.

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Fotografia: Roberto Cruz

No palco, que parece mudar constantemente de configuração dentro do espaço, tocam bandas diversas, de quinta a sábado. Conversamos com os integrantes da Poeira Atômica, que tem uma história bastante próxima com o local. A vocalista, Zaira Marques, nos contou que a banda - que já tem 7 anos - começou com a reunião de músicos que já tocavam em outras bandas e teve diversas formações desde seu início. O nome - que, claro, nos interessou bastante - foi dado por um amigo dos integrantes. Ao questionarmos o significado, Zaira disse não saber se deveria dizer... em seguida, disse que o amigo comentou que a banda era isso, uma explosão. O que se confirma na voz potente e grave da vocalista e no setlist que traz covers de bandas de Heavy Metal e Heavy Rock como Judas Priest, Black Sabbath, Motörhead, Iron Maiden, Deep Purple, Rainbow, Scorpions, Whitesnake, Metallica, Ozzy e Dio. Outro diferencial está na guitarra de Reinaldo GoreDoom, que não segue o protocolo da maioria dos covers e sempre faz seu próprio solo. A banda, que está se preparando para compor músicas próprias, conta ainda com Rick Ferris no baixo e Sérgio Rato na bateria.

A relação da Poeira com seu público é muito próxima, a sensação é de que são amigos tocando para amigos (e muitos são, mesmo, afinal a banda toca no local quase toda semana). Para eles, o local e a quantidade de pessoas importa pouco. Eles já se apresentaram em casamentos, em uma loja de móveis, já tocaram para um público de seis pessoas (com a mesma energia de um show lotado) e Zaira já cantou com seu filho, Heitor Dio, no colo. Em seus perfis em redes sociais, eles dão o aviso: "tocamos em casamentos, confraternizações, enterro de sogra, ou seja, festas em geral. Só não nos peça para tocarmos baixo!!!". É com o espírito de bandas como essa e um público fiel que o Heavy Duty Beer Club ajuda a manter vivo o Rock e toda a cultura inerente a ele. E tem sido muito bem sucedido, na verdade, a impressão é de que ele jamais esteve sob risco de morte.

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fotografias por

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FA B I O A B U

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Fotografia: Nosotros

Texto por : Aluísio Bispo e Paula Gil

PrOJETO

nOSOTROS

Trabalhar num projeto autoral, buscar referências e ainda fazer uma grande viagem por toda a América Latina. Um sonho? Para Priscila Midori e Victor Marcello esse sonho é uma realidade e se chama Nosotros.

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Fotografia: Nosotros

Da mesma forma como os gringos veem o Brasil somente como futebol, samba, carnaval, verde e amarelo, calçadão de Copacabana, da mesma forma nós vemos os outros países da América Latina cheia de estereótipos, que vão de sombreros a charutos. Para desmistificar essas ideias padronizadas dos nossos vizinhos que Priscila e Victor criaram o Projeto Nosotros, que tem como objetivo apresentar jovens artistas e criativos, e mostrar que a cultura latina de hoje está no mesmo nível de qualidade de qualquer país desenvolvido.

“As pessoas que se destacam aqui são consideradas exceções. A gente queria mostrar que isso não é mais uma exceção, isso é uma realidade” – Victor Marcello

Segundo Victor, a escolha do projeto se realizar na America Latina é por que materiais sobre jovens designers americanos, europeus e japoneses é muito fácil de ser coletado, visto que por aqui é tudo muito recente, faltava uma documentação do que anda ocorrendo. Priscila completa dizendo que isso se deve também ao fato de termos vivido um passado de colônia e de nos espelhar no que vem de fora como se aquilo fosse o melhor, sendo que aqui temos uma cultura muito rica, com muita cor, ritmo, sabor e por isso é hora da gente olhar pra dentro pra começar a ser original.

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Fotografia: Nosotros

Para que o projeto fosse realizado, foi necessário um ano de conversa, planejamento e muita pesquisa para estabelecer um formato e um conceito final. E também um imprescindível o pedido de demissão do trabalho para que dessem início à viagem. Visto isso, o principal objetivo foi mostrar que a América Latina está conectada, unida pela arte.

Agora o Projeto Nosotros visa mostrar ao mundo que a nós não devemos nada a ninguém quando o assunto é criatividade. Que não temos mais aquele estigma de colônia. Ao mesmo tempo em que internet diluiu as fronteiras, ela nos fez enxergar o nosso verdadeiro potencial.

“Somos o que há de mais fresco no cenário cultural e devemos parar de olhar tanto pra fora e voltar a atenção a nós mesmos.” – Victor Marcello

Com relação a visão do Projeto Nosotros sobre o Brasil, eles dizem que é o nosso país é a fase final do projeto e também a mais difícil para seleção de artistas, já que, segundo eles, “[...] existem vários Brasis dentro do Brasil, e vamos ter que optar por um recorte disso”. Já entraram em contato com algumas pessoas e em breve voltaram a fazer as malas. – Priscila Midori

A viagem começou pelas pesquisas realizadas pela internet sobre artistas no Uruguai e com isso foi se formando uma rede onde um artista indicava o outro e assim conheciam suas obras, viam exposições e mais trabalhos com os quais se identificavam. Entrevistaram designers, ilustradores, quadrinistas, músicos, toymakerse viram a versatilidade nesses profissionais. Como aqui temos o “jeitinho brasileiro”, nos demais países latinos também em desenvolvimento, há algo parecido. Como Victor diz “ temos que aprender a fazer um pouco de tudo, a cultura do “do it yourself “. Na falta de recursos, temos que nos adaptar e acumular funções, o que nos torna profissionais mais completos e preparados.

“Começamos essa viagem sem falar uma palavra de Espanhol e hoje, não só sentimos muito orgulho de sermos latinos, como também sabemos o quanto os outros países têm orgulho de ter o Brasil como parte dessa identidade. “ – Priscila Midori

Dentre todos os países visitados o que mais os instigou foi o México pela força, as cores aparentemente mais vibrantes e o orgulho pelo passado e cultura milenares. Os mexicanos se mostraram um povo muito autorreferente ainda que cosmopolitas. Foi no México que perceberam que ainda que o projeto seja referente a cultura latina contemporânea, Victor e Priscila , valorizam muito o passado e sabem o quanto ele enriquece e influencia o que produzimos. Saiba + www.prOjetOnOsOtrOs.COm 26 | Retina | nOSOTROS

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Fotografia: Tomada Urbana

A D A TOM

A N A B R u Paula Gil Texto por:

re ú n e n te q u e re e if a d n to : essa é Um eve u ra li v re lt u c e . te a te a tr o ,a r da Urban d a To m a d e fi n iç ã o

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Fotografia: Tomada Urbana

A Tomada Urbana – ato VI é uma mostra de teatro de rua realizada desde 2009 em Barra Mansa, Região Sul-Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. Nela ocorremapresentações do Coletivo Teatral Sala Preta e de grupos convidados de cidades brasileiras e da América Latina como Quito, no Equador e da capital mexicana Cidade do México. Além de espetáculos a ‘Tomada’oferece oficinas para os grupos participantes, atividades abertas à comunidade, palestras, mesas redondas e atividades paralelas como intervenções urbanas e performances. Com sua 4ª edição em dezembro de 2012, a mostra tem como objetivo a interação artística entre a silhueta urbana e o público. A ideia é ocupar todo o espaço urbano com o teatro de rua objetiva transformando o espaço numa “realidade figurativa”. O Evento também almeja ampliar suas ações levando para os bairros e distritos de Barra Mansa sua programação com espetáculos inéditos e convidados de outras cidades brasileiras e da América Latina.

“Quando falamos de consumo de cultura, não necessariamente referimos ao valor instituído do ingresso pago, mas sim à presença que o espectador dedica à “acontecência” espontânea que interrompe seu cotidiano. O teatro de rua é, comumente, compreendido como um modo espetacular que busca este lugar de convivência pública. A rua é o lugar de encontro com um público particular, o público popular.” Diz Marcelo Bravo, produtor da Tomada Urbana.

Para um evento que começou em 2009 com apenas o repertório do Coletivo teatral Sala Preta, a cada nova edição se expande para outros bairros e aumenta seu repertório. Isso permitiu aos organizadores compreender a importância da troca de saberes e experiências entre agrupações artísticas de diversas localidades para a construção e consolidação do processo cultural barramansense e também da região onde está inserido o Sala Preta. Em 2013, pretende-se uma programação ainda mais ampla, com novas localidades atendidas, e atividades paralelas. A Tomada Urbana – ato IV garante a continuidade de um evento exitoso, além de promover o intercâmbio nacional e internacional entre artistas de teatro. 30 | Retina | TOmada urbana

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Leticia Xerez

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Serguei, roqueiro brasileiro, teve este apelido adquirido na infância, poisum amigo russo não sabia pronunciar Sérgio, seu nome de registro, lhe chamando então de “Sergei”. Apesar de não ser tão lembrado assim no cenário do rock nacional, ele fez parte da sua história, principalmente nos anos 70. Em plena ditadura militar gritou publicamente para um Brasil calado e com fomento de voz um “viva à liberdade e ao rock”. Serguei fez shows em duas edições do Rock in Rio: Rock In Rio II (1991) e Rock In Rio III (2001), e fez uma aparição como espectador no Rock in Rio IV. Nos últimos anos, o cantor tem participado de diversos programas na televisão.

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Serguei também é muito lembrado por seu envolvimento com a cantora Janis Joplin. Ele a conheceu no Festival de Woodstock, em LongIsland e ainda conheceu Jimi Hendrix em Las Vegas. Reencontrou Janis em 1970 para uma canja em seu show na boate New Holliday, no Porão 73 no bairro do Leme, Rio de Janeiro. Nesta ocasião ela estremeceu o local cantando ‘Ball andchain’ Considerado o roqueiro mais antigo do Brasil, Serguei faz shows até hoje ao lado de sua atual banda, a Pandemonium desde 2008 e administra o museu do Rock instalado em sua residência em Saquarema. Lá, você encontra peças de roupas, discos, prêmios, livros, cartazes, filmes em VHS e outros materiais sobre a vida do cantor.

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FABIANO MORENO - Músico/Guitarrista do BNegão& Seletores de Frequência Músicas

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SERGUEI - Cantor Músicas 1 - Stairwayto Heaven - Led Zeppelin 2 - Lucy in the Sky With Diamonds - The Beatles 3 - Sympathy For The Devil - Rolling Stones 4 - Mamãe eu Quero - Carmen Miranda 5 - Maneiras - Zeca Pagodinho

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1 - IlBuonoilBruttoilCattivo - EnnioMorricone 2 - The Straight Story - Angelo Badalamenti 3 - If You’ve Never Been in Love - John Lee Hooker 4 - RV - Faith No More 5 - Chicago breakdown - Jelly Roll Morton

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Foi com esta pergunta que a Revista Retina iniciou a construção de sua primeira playlist. Com participações como Fabiano Moreno e Crente Crew trazemos como destaque dessa edição o inigualável e psicodélico Serguei. Dê um olhada e monte a sua.

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Quando se fala em poeira, que músicas vêm à sua mente?

DEDO - Coletivo Musical Músicas

CRENTE CREW - Grupo de Graffiti/Rap Músicas 1 - Húmus - Crente Crew 2 - Isso é Crente Crew- Crente Crew 3 - Amanhecer - Crente Crew 4 - Os Pretos - Movimentos Enraizados 5 - Cinza Sujeira - Mc Coé, Aírá e Acme

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1 - Flashback Repository 2 - Outer Limits Recordings - Driving at Night 3 - Matrix Metals - Tanning Salon 4 - Explorers - That Beneath of Realms Fermenting 5 - James Ferraro + Sam Meringue + 90210

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y MARCELO GHIZI - Designer Músicas 1 - Long, long, long - The Beatles 2 - Cucarachas Enojadas - Tito &Tarantula 3 - O Doce e o Amargo - Secos e Molhados 4 - Sangue de Barro - Chico Science e Nação Zumbi 5 - Clint Eastwood - Gorillaz

y GUILHERME ROCHA - Inspetor Escolar Músicas 1 - Não toque no ungido - Damares 2 - Poeira da Estrada - Andréa Fontes 3 - Pintou Sujeira - Exaltasamba 4 - Será que é Amor - Exaltasamba 5 - Eu fui Comprado - Fernandinho

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LO R E N A K A Z www.lorenakaz.com

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Alexandre Cajueiro Estudante de Design

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Cafus o Designer e Ilustrador

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Nicolas Martins Designer e Ilustrador

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Caio Lopes Estudande de Design

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Aluísio Bispo

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Olhares Cinco รณticas para o mesmo tema: Poeira.

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Alice (manias de limpeza) Sei que o assunto é poeira, mas não sei o que isso tem a ver com o que minha família costuma achar graça das minhas manias. Meu nome é Ana Alice, tenho 75 anos bem vindos MESMO e também tenho a sorte de minha família ser um tesouro que me dá muito amor e carinho. Assim sendo, vamos às minhas manias. Não tenho medo de morrer, mas sim de dar trabalhos aos filhos e netos. Morrer todos nós vamos, tive uma vida boa procurando sempre ser correta. Desse modo acho que Deus me acolherá. Faço só alguns pedidos caso perca a

Zulmira Gil (Alérgica ) consciência, e é isso que os meninos acham graça. Se eu não puder falar quero que me mantenham limpa e cheirosa, muito cuidado com o hálito e com os xixis.Quando chegar minha, hora vaporizar meu caixão com algo que cheire bem. Quando meu marido ainda era vivo, tinha uma lista para manter a casa em ordem como eu gostaria.Ai estão minhas birutices que minha família acha graça, mas eu acho normal. Esqueci: Não precisam me levar pra passear com cobertor xadrez nas pernas.

A poeira pra mim é como se fosse um exército de micro-organismo que esperam o momento de distração pra atacar. Desde pequena sonhava com ácaros se multiplicando e multiplicando e tacando lixo e poeira em mim até me cobrir toda. Pra quem é alérgico a poeira é quase que uma arma letal. Quando chego em um ambiente com poeira, não preciso nem vê-la ou ouvir alguém falando que tem poeira. Eu simplesmente a sinto e da pior maneira. Já começo a espirrar, já começo a me sentir fraca, meus olhos ficam vermelhos e coçam muito. Ela acaba comigo de uma forma... Hoje por exemplo, pensei que era

gripe, mas do jeito que meu olho coço já sei que é ela e já sei onde ela me atacou. Acho que depois que eu tive meus filhos que minha alergia agravou. Eu trabalho o dia todo com processos, diários de contabilidade e pode imaginar que nem todo mundo pensa em fazer limpezas nos livros que entregam a prefeitura. Então... Até notrabalho eu sou atacada por ela. Não é que eu viva sempre morrendo por causa de poeira. Tenho minhas medicações, mas as vezes ela consegue avançar minhas barreiras e me ganhar nessa guerra.

Carlos Machado (Asmático) A poeira sempre me perseguiu, não só ela mesma material, mas simbolicamente através da minha mãe. Todo asmático tem por habito ser superprotegido, o que faz você ficar mais asmático ainda, você é literalmente sufocado por ela. Eu fiquei com um asco, um nervosinho de que eu não consigo... Talco, pós..... Tudo que se relaciona a poeira e ao que a poeira pode provocar me dá nervoso. É algo tão difícil pra mim, virou algo psicológico, principalmente quando eu era garoto. Quando viajamos e a casa ficava fechada, minha mãe anunciava: “nossa a casa tá toda empoeirada.”Eu já começava a passar mal na hora. Quem tem asma sabe disso. É horroroso. Você fica arriado na mesma hora.Era engraçado que ando a gente viajava e ia pra praia, eu me desligava e já

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me sentia bem, mas era só entrar no carro que minha mãe começava “ a casa deve estar empoeirada, o bolor da poeira”. E eu que sempre fui muito imagético já tinha esses como vilões na minha cabeça. Se eu personificasse a poeira seria a barata nojenta feita por um animador bem conhecido em comerciais de publicidade, Valdecir. Eu desde criança imaginava que a poeira era da gangue dessa barata que era cheia de poeira. Há também pessoas, seres humanos poeira. São pessoas que você não dá atenção porque elas te provocam reações que me fazem chegar em casa asmático. Tem pessoas que me remetem a poeira que me deixam com essa mesma sensação asmática.

Luís Cláudio (Aux. de Biblioteca)

Liliara (Diarista)

Bem, a poeira é um grande inimigo não só das pessoas que tem alergias, mas também de quem trabalha em bibliotecas. Eu já trabalhei em algumas e em todas elas, por mais que se faça uma limpeza constante, sempre tem aqueles locais onde aglomera mais poeira, na maioria das vezes são aqueles livros que quase não são consultados ou emprestados, aí ficam muito tempo guardados e acabam sendo prezas fáceis para ela. A poeira na minha vida sempre me “acompanhou”, já que trabalhei em escritórios de advocacia, arquivos de empresas grandes e em grandes bibliotecas, ou seja, não tem como fugir, ela sempre esteve junto comigo, por onde quer que eu vá sempre tem uma poeirinha para limpar. Acredito que ninguém goste da poeira, sem dúvida é um visitante que ninguém gostaria de ter, seja em casa ou no trabalho.

No meu caso, sendo diarista é ao meu favor a poeira, porque sem ela não há mão de obra. Geralmente de 15 em 15 dias eu tenho vários lugares para tirá-las (poeira), que está émeu ganhapão. No entanto se deixa-las acumuladas em um certo tempo será prejudicial a saúde de qualquer pessoa no tocante a respiração e alergia, podendo até levar a morte.

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Fotografia: Infinita

Por Letícia Xerez

“Propagar um novo estilo de vida” - essa é a proposta da Infinitta. Com foco na valorização do autoral, no detalhe, exclusividade e sustentabilidade, esse ambiente mistura o novo e o antigo dentro de uma atmosfera de perfeito equilíbrio e extremo bom gosto. Nesta edição batemos um rápido bate-papo com Isabela Miranda, dona e designer da Infinitta Decoração e Expressão.

Inf inita

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Fotografia: Infinita

Primeiro conta um pouco a trajetória que percorreu até chegar naInfinitta. Como definiu que a sua história ia ser transformar materiais velhos em novos e como definiu o estilo que estes iam levar nessa transformação. A Infinitta começou com a nossa ideia minha e do Du de abrirmos uma loja com uma proposta nova, de decoração e design, mas eu sempre gostei da transformação, da mistura do velho com o ultramoderno e do reaproveitamento. Fiz isso a vida toda e agora faço profissionalmente.

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Como é seu processo que captação de materiais, quantos % você compra novo, quantos % você garimpa. O que te inspira? Como você monta o objeto novo? Encontrar objetos interessantes no lixo, nos brechós e ferrosvelhos sempre me fascinou. Adoro pensar num projeto especifico para aquela peça! Eu diria que nos produtos que fazemos para a loja, a maioria parte do descartado mesmo, já nos projetos buscamos usar o máximo de madeira de demolição e outras peças antigas, mas às vezes compramos material novo.

Esse resgate do “vintage”, tem se refletido em outras áreas, como na fotografia. Você enxerga isso como uma tendência passageira, característica dos ciclos da moda, ou pensa que sempre foi uma estética de vanguarda e portanto valorizaremos? O mercado do repaginado é mais difícil do que parece. Embora todos se encantem com as nossas soluções e ideias, o fato de ser antigo ou descartado ainda esbarra no preconceito. Mas está cada vez melhor, é um conceito que veio para ficar que está bem vivo na Europa e isso conta para a adesão do consumidor brasileiro.

Como é o fator erro dentro da criação de móveis e objetos? Já teve erros que viraram acertos? Os erros sempre acontecem. Mas lidamos com o imperfeito então muitas vezes fica fácil contornar o erro e transformalo em oportunidade, mas como em qualquer trabalho às vezes a gente vacila mesmo e aí tem de fazer de novo, mudar o caminho ..............................................................................................................faz parte. Agora a Infinitta vive um momento de muitos projetos. Decoração de interiores mesmo e estamos adorando oferecer um projeto bacana, rico e ao mesmo tempo com história.

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Fotografia: Gabi Carrera

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Fotografia: Gabi Carrera

Como foi esse caminho até vocês chegarem no que a empresa é hoje. E Como vocês definiram que era isso que vocês queriam fazer? Eu (thiago) e Thomas, nos conhecemos em 2005 na faculdade de design de Umea (UmeåDesignhögskolan) na cidade de Umea que fica a uns1000 km ao norte da capital de Estocolmo (Suécia). Na época não tínhamos idéia e nem nenhuma pretensão em montar algo juntos, estávamos totalmente dedicados aos projetos da faculdade. A idéia da nossa colaboração veio apenas 5 anos depois, quando resolvi convidar o Thomas

para desenharmos móveis em parceria. Para ser mais exato, meu irmão (Luca Antoniolli) me pediu que eu desenhasse móveis para sua casa e eu achei que seria mais divertido desenhar os móveis em parceria do que sozinho. E bastou um e-mail de 3 linhas para convencer meu amigo Dinamarquês a desenhar comigo os móveis do Luca. Na verdade foi muito fácil convence-lo por que sabia da paixão de Thomas em projetar móveis. E é essa paixão em comum que nos fez escolher desenhar cadeiras e mesas, e essa é a paixão que nos mantém motivados a continuar desenhando. Amamos o que fazemos! Ficamos quase um ano para

fechar a linha 2012. Foram muitos desenhos, centenas de e-mails, alguns protótipos e muita dor de cabeça com fornecedores. A chegada do Thélvyo (nosso terceiro t) foi fundamental para que nossos rabiscos saíssem do plano das idéias para a realidade. Hoje nossos móveis estão expostos em Ipanema na loja da galeria021 e temos um belíssimo atelier no coração da floresta da tijuca, na Barrinha. Podemos contar com a parceria de excelentes fornecedores pelo Brasil à fora e estamos montando nossa própria marcenaria no Interior do Rio de Janeiro

Por Alexandro Sá

Paixão,DesigneColaboraçãosãopontoschavespara a criação dos belíssimos móveis da t+t, fundada pelo carioca Thiago Antonelli e o dinamarquês Thomas Mach. Em uma conversa com Thiago conhecemos maissobreessa incrívelempresa.

Ao olhar os seus produtos vemos a beleza e leveza incrível que eles passam. Fazendo um grande contraste entre o produto sendo ainda produzido, cortado, lixado no meio de uma poeirada, o que vocês sentem ao ver o produto após esse processo, pronto pra ser vendido? Ficamos na expectativa que nossos fornecedores executem os projetos exatamente do jeito que imaginamos. O sentimento é de pura ansiedade, “será que vai dar certo?”. São muitas viagens aos subúrbios do Rio, São Paulo e Minas Gerais para fazermos com que tudo saia perfeito. Quando os primeiros móveis ficaram

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prontos, foi uma sensação muito estranha, queria tranca-los aqui em casa e não queria que ninguém os visse. Não que não tenha gostado do resultado final, pelo contrário. Mas por ser uma parte de mim, naquele momento desejei mesmo parar tudo por ali. Sempre dá um frio na barriga antes de você mostrar para o “público” o seu trabalho. Já o Thomas, por morar na Suécia, tivemos que mandar a cadeira tt39 pelo correio e ele só pode ver ao vivo os produtos finais alguns meses depois de prontos. Ele me disse, por skype, que se sentou na cadeira e ficou um tempo meditando, imaginando tudo o que a árvore que deu origem a madeira daquela cadeira deve ter presenciado, visto, ouvido e sentido.

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Fotografia: Gabi Carrera

E onde vocês se inspiram pra fazer seus produtos?

Qual é o grande diferencial da t+t?

No começo do processo a inspiração vem de todos os cantos. Referência, natureza, cotidiano urbano etc. Mas, com o passar do processo, lá pela segunda rodada de troca de desenhos é que a coisa começa a ficar interessante e começamos a nos inspirar um nos desenhos do outro. Nesse momento a referência se torna o sketch do outro. Daí a soma, a troca e a colaboração. E é isso o que me encanta na t+t.

Nesse mercado, eu acredito que o diferencial é a expressão estética de cada marca ou designer. Os gostos de quem consome esse tipo de trabalho varia muito. Há quem ame nosso trabalho e também existe pessoas que não gostem. Não podemos e não queremos agradar a todos, estamos aí para proporcionar mais uma opção. Assim como não existe o melhor filme, também não existe a melhor cadeira, e não temos essa pretensão. Somos uma marca jovem, amamos o que fazemos, mas ainda somos sonhadores e temos que comer muita poeira para poder chegar lá.

Saiba + www.tt.art.br 70 | Retina |

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Fotografia: Alúisio Bispo

O projeto foi criado por quatro jovens, Eddu, Fei, Ellen e Rodrigo, que acreditam no potencial da artee da cultura de conectar pessoas além do desenvolvimento social e humano, principalmente em áreas pobres. Eddu Grau é um carioca músico-compositor, cantor e guitarra e ativista social. Nascido e criado no Complexo do Alemão, ele sabe muito sobre a realidade local social e econômica, os problemas, as necessidades e potencialidades. Fei Um Tjan e Ellen Sluis, holandesas, trabalham com novas mídias. Nos últimos anos elas têm feito projetos de mapeamento, visualizando histórias e sonhos da juventude de Amsterdã em diferentes linguagens de mídia (fotografia, texto, áudio, vídeo). Ambas viveram e trabalharam na América do Sul há vários anos em projetos semelhantes. Rodrigo Saavedra é um ativista social colombiano e artista; músico baixista, saxofonista e design de áudio-visual. Ele sabe tudo sobre o fazer e não fazer de um centro cultural depois de ter tido o seu próprio em Bogotá até 2008. Os quatro de formam uma dinâmica, diversificada, crítica, e acima de tudo muito entusiasta equipe, acreditando no potencial do Barraco # 55 para reunir as pessoas e conseguir uma mudança local.

Por Aluísio Bispo

BARRACO # 55 é uma incubadora para projetos comunitários, onde os interessados em cultura, artistas, estudantes e pesquisadores podem ficar para colaborar e resolver os problemas locais sócioculturais. As atividades são realizadas no Complexo do Alemão. O Complexo do Alemão é um conjunto de treze favelas da Zona Norte do Rio de Janeiro. Considerada durante muitos anos como uma das mais violentas da cidade, abriga aproximadamente quase 400.000 habitantes, entre esses encontramseartistas, ativistas, além de ONGs e associações.É um lugar muito interessante que tem se desenvolvido paralelamente ao resto da sociedade brasileira, devido ao descaso do Estado por décadas. Lá, a vida está organizada de uma forma muito particular: o espírito criativo e a capacidade de improvisação dos moradores é muito inspiradora. Além disso, a cultura da favela é única e muito mais rica do que somente funk carioca,como a mídia muitas vezes tenta nos fazer acreditar. 72 | Retina | ACHADOS DO RiO

Tudo teve início numa universidade da Holanda, quando Fei e Ellen, que trabalhavam em seu Trabalho de Conclusão de Curso , Ellen resolveu fazer uma vivência no Morro do Complexo do Alemão, onde contou com a ajuda de Eddu, já Fei resolveu fazer a sua vivência naColômbia, onde conheceuRodrigo. Após essa vivência de comportamento do local e de pessoas que habitavam naquele local. Fei e Ellen retornaram para Holanda, trocando experiências que ambas viveram em seus respectivos projetos , surgiu uma idéia de se juntarem , já que o Eddu já havia comentado com Ellen o seu desejo de criar algo que realmente fosse pra comunidade e não pro pessoal fora dela. Ellen que era amiga de Fei a convidou para participar do projeto , assim Fei fez o mesmo com Rodrigo. Após muitas conversar os quatros resolveram colocar a mão na massa e fazer o projeto virar realidade. Fei e Ellen organizaram uma pequena festa na Holanda com a ajuda de familiares para conseguirem um dinheiro para poderem voltar ao Brasil e procurar um “barraco” para o projeto.

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Fotografia: Alúisio Bispo

CINEMOTO É uma motocicleta velha com um projetor exibindo vídeos curtos nas paredes da comunidade. Aliás, o nome “barraco” foi dado justamente com a intenção de caracterizar como algo que é instalado na favela. Eles não queriam um projeto sediado no asfalto e realizado na comunidade, eles queriam algo da comunidade pra comunidade. O “55” veio pelo fato de ser este o código telefônico do Brasil. Enfim, a ideia era dizer que era o “Barraco do Brasil”. Para manter as atividades do Projeto, eles criaram um hostel (albergue), assim pessoas de vários lugares podem permanecer ali para conhecer um outro Rio de Janeiro (pouco mostrado lá fora) e, quem quiser, participar das ações do Barraco #55. Perto da sede do projeto fica a praça onde são realizadas as atividades, dentre elas: oficinas de inglês, de música e audiovisual, além do CineMoto. Todas as atividades são gratuitas. A renda do projeto é oriunda do hostel eda colaboração de amigos e familiares. O Barraco#55 inicia, apoia e facilita projetos em todas as áreas: sustentabilidade, inclusão social, arte e cultura (música, audiovisual), mas também está aberto a novos projetos.Fundamental em sua forma de trabalhar é a colaboração ea interação com os moradores locais, e da troca de cultura.

JAM DO BARRACO Todo segundo sábado do mês há o JAM do BARRACO#55, uma ‘festa’ de colaboração, onde todos podem apresentar a sua música, poesia, dança, efeitos visuais e tocar juntos! Tudo realizado na Praça.

MÃES E FILHAS DA ALVORADA Todos os dias que estamos sentados na Praça # 55, vemos centenas de jovens, idosos, religiosos, não religiosos, mães com crianças que passam. Em agosto de 2012, atual estudante de cinema Marina Meijer começou a tomar foto dessas mulheres e prepará-las para uma exposição local com a sua aprovação. Infelizmente, ela teve que sair antes que pudéssem fazer um anúncio real grande. Contudo, Fei retomou o projeto somando às fotos coletadas, histórias das mulheres da comunidade que levam a um conjunto diversificado de outras histórias. Este projeto ainda está em execução e quem quiser é mais que bem-vindo para se juntar este pedaço de colaboração com idéias e sugestões. PROGRAMAÇÃO DA PRAÇA Mensalmente:JAM do Barraco#55 e Domingo Culinário Terças: Oficina de Inglês não-convencional - 17h Quartas: Oficina de Música - 17h Sábados: Oficina de Audiovisual - 13h Segundas e Sextas: Oficina Variável - 17h Quintas e Sábados: CineMoto - à noite

CONTATO: Telefone +55 (21) 7184 4850 / 7184 4465 Skype: barraco55 E-mail nos@barraco55.org Website: barraco55.org 74 | Retina | ACHADOS DO RiO

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Fotografia: Luke

Um nOvO eventO

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Fotografia: Reule

Tudo começou com um grupo de designers há um pouco mais de dois anos. Através de papos informais, e-mails, Skypes, foi nascendo uma ideia que evoluiu para um projeto que mexeu com a vida de todos os envolvidos e mobilizou o cenário do design nacional. Esse projeto se tornou um grande evento conhecido hoje pelo nome de INSERT. Seu idealizadores, Helen Pereira, Uno de Oliveira, Fellipe Ribeiro, Leo Faria, João Faraco, Lucyano Palheta, Ailton Henriques, depois de participarem de t a n t os e n cont ro s , co nfe rê nci a s , congressos, viram a carência e a oportunidade para um evento de grande porte de design no Brasil. Um evento para chamar de nosso... e por que não noRio? Então, foi a hora em que o projeto tinha que sair do papel.

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O INSERT não é apenas para profissionais, ou apenas para estudantes. O evento visa estabelecer sua relação com a arte, design, moda, tecnologia e cinema, ou seja, é para todos aqueles que, de alguma forma se relacionam com essas áreas. O objetivo do evento é dar ao participante um olhar amplo sobre as multidisciplinaridades do design aplicadas ao mundo, e após tê-lo experimentado, inspirar seu próprio trabalho e atitudes no dia-a-dia. Com mais de 1000 participantes, a primeira edição contou com 8 palestras, nacionais e internacionais, 2 mesas-redondas, 6 mini-cases de estudantes e pequenas agências, 3 cases especiais, além de 5 workshops e uma área de visitantes com feira de stands, exposições e atividades, e uma mega festa no fim do primeiro dia! Tudo isso banhado pelo calor da cultura e do ambiente carioca, no Centro Cultural Ação da Cidadania, um galpão incrível no coração da região portuária da cidade. Prepare-se para a edição de 2013, pois um novo evento de Design chegou ao Rio!

PALESTRAS

MINI-CASES

FEIRA DE STANDS

As atrações principais foram as palestras. As internacionais contaram com a participação de profissionais de peso: Os americanos Joshua Davis e Aaron Duffy, Pablo Alfieri da Argentina, alemãoEikeKönig e do Reino Unido, Thomas Manss. Palestrantes brasileiros também falaram de seus trabalhos inspiradores, mostrando como as diversas vertentes do design nacional estão se fortalecendo e solidificando uma cultura do design no Brasil. Entre eles, Claudio Peralta, supervisor de efeitos da Conspiração Filmes, André Stolarski, diretor da Tecnopop, e Ricardo Bezerra e Maíra Rahme, da Tátil Design.

Além das palestras e mesas-redondas, o palco principal recebeu também 6minicases de estudantes recém-formados e pequenas agências, que mostraram seus trabalhos e apresentaram seus processos. Os mini-cases foram selecionados a partir de envios de propostas de dezenas de estudantes e jovens profissionais, e os que subiram ao palco foram: Pedro Segreto e Marcelo Alt, do studio Caos!; Elenay Oliveira, da Revista Leaf; Renato Carvalho, do Startaê; Carlos de Oliveira Junior e MarlusAraujo, apresentando o projeto Bicicletorama; Rodrigo Minguez e Pedro Perdigão, da EPA!;e Bee Grandinetti, apresentando seu projeto de graduação Sem Tarja Preta.

A área anterior do galpão do Ação da Cidadania abrigou atrações mesmo para aqueles que não queriam assistir às palestras. No andar de cima, o Projeto Feirinha foi um espaço especial para designers que estão lançando suas marcas poderem vender seus produtos no INSERT. Das dezenas de projetos recebidos, 12 foram selecionados, e montaram seus stands no segundo piso, vendendo produtos variando de bicicletas, a óculos de madeira, a tatuagens temporárias. Além da Feirinha, a área também serviu para empresas parceiras montarem seus espaços para venda de produtos e ativações de marca. Entre elas, Wacom, Senai, Compactor, Infnet, RioBooks e Meninos.

MESAS-REDONDAS

WORKSHOPS

ATIVIDADES E FESTA

Também no palco principal, dois encontros inéditos aproximaram os participantes de dois temas opostos, mas relacionados. A mesa-redonda Design Hoje foi uma discussão sobre os caminhos do design nacional hoje, as realidades do mercado atual nos aspectos profissional e acadêmico, feito por Fernando Reule, Rafo Castro, Renato Facchini e Bruno Porto, sob mediação do Prof. Luciano Tardin. Já a mesa Design Sempre foi uma viagem pela história do design no Brasil, relembrando os valores que foram construídos para chegarmos onde estamos hoje, e aprendendo com o legado que foi deixado. A mesa contou com a presença de Nair de Paula Soares, Rafael Rodrigues, Roberto Verschleisser e Irene Peixoto, sob mediação da Dra. Livia Rezende.

Para quem queria botar a mão na massa e aprender na prática, o INSERT abrigou 5 workshops. As oficinas eram sessões curtas o bastante para o participante não perder o resto do evento, mas completas o bastante para um bom proveito exploratório e inspirador de um assunto específico. As turmas eram de no máximo 20 pessoas, o que permitiu um contato próximo entre o oficineiro e o participante, e os temas bastante variados. Os workshops foram: Focus ThankstoReduction, ministrado pelo alemão EikeKönig; ProjectionMapping, com Augusto Amaral; Criação de Negócios Inovadores, com Ronaldo Porto e Cassiano Farani; Encadernação de Sketchbook, com o mestre Renato Alarcão; e Lomografia: Introdução e Prática, com Philippe Machado, da Lomography. Além dos workshops fechados, o SENAI Artes Gráficas ofereceu oficinas criativas livres ao longo do dia em seu stand.

CASES ESPECIAIS

EXPOSIÇÕES

Três cases especiais também estiveram sob o spot do palco principal: Fabio Lopez, apresentando seus projetos de crítica social utilizando o design como ferramenta de comunicação;Henrique Nardi e Mariana Ochs, mostrando como uma tipografia adequada pode fortalecer a mensagem de uma publicação;Priscilla Midori e Victor Marcello, apresentando o Projeto Nosotros, uma viagem pela América Latina em busca da relação de cada cultura com os trabalhos criativos locais.

O andar de baixo foi onde aconteceram as exposições – Painel de fotos da Printgram, que juntou mais de 1.400 fotos tiradas pelos participantes; Exposição do Projeto Nosotros; Camiseteria, que expôs as camisetas selecionadas pelo concurso promovido online; Expo 60 Graus, em parceria com a La Estampa, uma ação de graffiti nada convencional mas muito carioca, onde artistas customizavam guarda-sóis ao vivo.

E pra ninguém ficar parado em um espaço tão grande, de dia, bicicletas elétricas LEV e uma pista de skate Red Bull, e na noite do sábado, a festa PUSH!. Com 2 anos de existência,13 edições na bagagem, e mais de 17 MIL PUSHERS, aPUSH! é um projeto itinerante, realizado em Belo Horizonte com a proposta de ser uma experiência marcante baseada em uma integração única de música, esporte, design e arte. Conceitualmente, o projeto é pioneiro ao trazer o street cool concept, proveniente do leste europeu, prezando a diversão saudável, assim como atendimento diferenciado e inusitado oferecido ao seu público. PUSH! promove um intercâmbio entre tendências e valoriza a experiência audiovisual através de festas temáticas, divulgação e decorações inéditas, exposições de graffiti e trazendo em sua base a democracia cultural, apresentando o que há de mais atual na cena eletrônica e estilos adjacentes, bem como toda a aura da urbanculture. No INSERT teve sua primeira edição fora de casa,trazendo mais de 900 pessoas para a pista. Contamos com a presenças de DJs renomados como Sexistalk, Vitor Sobrinho, o bi-campeãoNedu Lopes, Xeréu e Nepal. Isso sem contar os MCs da SHUP! e o urso Pimpão, que animaram o público na pista e distribuíram seus acessórios luminosos aos Pushers, garantindo uma noite suada até às 5h.

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Fotografia: Reule

I DEA LI ZA D O RE S HELEN PEREIRA Artista Visual, formada pela Puc-Campinas, com ênfase em design e licenciatura, especializou-se em Marketing pela FGV São Paulo. Trabalhou como arte-educadora em grandes exposições de arte moderna e contemporânea, ministrou projetos culturais e oficinas artísticas, passando por direção de arte na publicidade. Na Petrobras atuou como gestora de qualidade e agora está como gerente de projetos na Comunicação InVitro, trabalhando com algumas das multinacionais instaladas no Brasil. UNO DE OLIVEIRA Designer Gráfico com ênfase em marketing pela ESPM-RJ, atualmente trabalha na Rede Globo como Editor de Videografismo na área de Efeitos Visuais com participação em projetos como Passione, A Grande Família, Cordel Encantado, Avenida Brasil, entre outros. Já trabalhou na Conspiração Filmes como freelancer para o longa metragem “O Homem do Futuro”. Em paralelo é um dos escritores do site Caligraffiti e desenvolve projetos e palestras ligados à cultura urbana. FELLIPE RIBEIRO Designer gráfico, formado pela ESPM-RJ, com habilitação em comunicação visual e ênfase em marketing. Já estagiou na Codemp, empresa de mobiliário urbano do Grupo Kallas, desenvolvendo projetos de novas mídias e na PVDI Design, escritório tradicional do Rio de Janeiro. No momento trabalha na Ser Integral, empresa de consultoria em recursos humanos, desenvolvendo identidades visuais para comunicação interna de empresas como EBX e Philips. LEO FARIA Designer Gráfico formado pela Puc-Rio e com Formação Executiva em Televisão e Cinema pela ESPM-RJ, trabalha como Editor de Videografismo na área de Efeitos Visuais da Rede Globo desde 2001. Participou de projetos como Chocolate com Pimenta, Hoje é Dia de Maria, JK, Páginas da Vida, A Grande Família (O Filme), Negócio da China, Caras & Bocas, Ti TiTi, Morde e Assopra, entre outros. JOÃO FARACO Designer gráfico formado pela ESPM-RJ. Já trabalhou na PVDI Design, antigo escritório de Aloísio Magalhães, e recentemente na Tátil Design no Rio de Janeiro, prestando serviço para clientes como TIM, Coca-Cola, Natura e participou da criação da marca dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Mantém uma comunidade de mais de 5000 designers com seu site de vídeo-aulas de Adobe Illustrator, Photoshop e Flash, e escreve sobre design, arte e tecnologia no blog Caligraffiti. LUCYANO PALHETA Designer Gráfico formado com ênfase em marketing pela ESPM-RJ,trabalhou na GFDesign e na Comunicação InVitro, criando projetos para clientes como IBM, Michelin, White Martins, Metrô Rio, e ThyssenKrupp CSA. Integrou a equipe da Saravah BCD onde desenvolveu projetos como a nova identidade visual dos cinemas do Grupo Estação, e o site do Riodesign Barra. Como um dos idealizadores do blog Caligraffiti, ministra palestras e oficinas para disseminar o uso do design na internet e em redes sociais. Desde 2011 faz parte da equipe criativa da Tecnopop. AILTON HENRIQUES Designer formado pela ESPM-RJ e especializado em Mídia Digital pela Perestroika. Já trabalhou na Tátil Design criando para TIM e Natura, em seguida fez parte da equipe de criação da OM (OskarMetsavaht) desenvolvendo para Osklen, New Order e Clean Living. Recentemente trabalhou na Newstyle (Grupo ABC), em São Paulo, como diretor de arte para Ambev e Pepsico. 80 | Retina | iNSERT

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