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A Odisseia da Bonelli


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Esta é a história de uma Águia de Bonelli que nasceu e viveu numa serra algarvia até ao dia em que abandonou o ninho e se deparou sozinha num mundo cheio de desafios e perigos. E porque esta ave de rapina se encontra mundialmente ameaçada, acompanha-a nesta viagem e ajuda-a a enfrentar as dificuldades para que consiga sobreviver durante muitos anos.

www.ceai.pt www.ceai.pt/lifebonelli Ficha Técnica Textos: Raquel Alcaria Revisão de textos: Luís Palma Rogério Cangarato Composição gráfica: Margarida Santos Ilustrações: João Tiago Tavares Edição: CEAI 2008 ISNB-972-98659-3-0 Tiragem : 3000 exemplares Impresso em papel reciclado

A Odisseia da Bonelli


O sol brilhava numa manhã fria de Janeiro e no céu azul, desenhando círculos, voavam duas imponentes Águias de Bonelli, patrulhando o seu território. Bono e Nelli voltavam a ocupar o ninho que haviam construído há alguns anos no sobreiro mais antigo da serra, o Velho Suber. – Olá Velho Suber, vejo que cuidaste bem do nosso ninho. – disse Nelli, batendo as asas radiante. – Oh, que agradável surpresa família Bonelli. Sabem como eu gosto de olhar por este ninho que tanto me orgulha. Afinal, não foi por acaso que me escolheram para construírem o vosso lar. – Sim, meu Velho Suber, fazes muito bem o teu trabalho. Mas sabes que temos mais dois ninhos de reserva, um está num pinheiro-bravo, não muito longe daqui, e outro num velho eucalipto no fundo do vale – relembrou Bono, num tom responsável, nunca esquecendo que a qualquer momento os ninhos que construíra, com tanto carinho, poderiam desaparecer num abrir e fechar de asas. 2

– Oh! Não me ofendas Bono. Sou muito respeitado aqui na serra, sou o mais antigo, o mais forte, o mais... Enfim, sou um símbolo desta serra! – disse vaidoso o sobreiro. – Claro Velho Suber, já não está aqui quem falou! – exclamaram as duas águias, voando em gargalhadas.

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! ! i i i i i i p Iu Iniciava-se a época de reprodução. Bono e Nelli não tinham tempo a perder. Mais um ano em que o casal tinha de cumprir a importante missão de criar os seus filhotes. Por isso, passavam muito tempo a arranjar o ninho com novos raminhos verdes. – Bono, estivemos a trabalhar todo o dia, estou esfomeada! – disse Nelli exausta. – Não te preocupes, vou ver o que há no menu. – e levantou voo em busca de alguma presa – Ora, não há muita variedade... Pombos, dois gaios, mais pombos, um coelho e... aquele pombo ali distraído! ZÁS!! – Após um voo picado, Bono lançou as suas afiadas garras sobre o pombo e regressou ao ninho para partilhar a refeição, onde Nelli já o esperava também com uma surpresa. 4

– Bono, vê bem, olha como brilham! – disse Nelli radiante, erguendo-se e mostrando os dois ovos que acabara de pôr. – IUPIIIII!! – gritou Bono num grande festim. Largou a presa no ninho e logo varreu o céu, dando piruetas de felicidade.

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Liga os pontos de 1 a 149 e descobre quem é a Fada Natura!

Seguiram-se 39 dias de verdadeiro trabalho em equipa. Enquanto Nelli aquecia os ovos, Bono providenciava as refeições e, de vez em quando, também dava uma ajudinha a Nelli para ela esticar as asas. Certo dia, começaram a ouvir ao longe um ruído intenso seguido de um estrondo: “IIGrrrrrrr...Bouumm..., IIGrrrrrrr... Bouumm...”. – Que barulhos são estes Velho Suber?! – perguntaram as águias assustadas. – São os lenhadores com as suas novas motosserras a cortar eucaliptos. Já os ouço há algum tempo e parece-me que estão cada vez mais perto. Bono preparava-se para levantar voo para ver a que distância estavam os lenhadores quando ouviu uma voz irritada: – Os homens não aprendem! – Quem falou? – perguntaram as águias surpreendidas. – Foi a Fada Natura. Está bem aqui ao meu lado. – disse o Velho Suber, inclinando um dos seus ramos nessa direcção. 6

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Foi então que repararam numa pequena fada, com asas de borboleta, esvoaçando de um lado para o outro e agitando no ar a sua varinha mágica em forma de raminho de carvalho. Com um pequeno gesto da varinha mágica fez aparecer uns binóculos e observou o trabalho dos lenhadores ao longe, exclamando: – Estão a cortar eucaliptos mesmo na zona onde têm o vosso outro ninho! – O quê?!! – perguntaram as duas águias aterrorizadas. – Mas... quem és tu? – Chamo-me Natura e sou uma fada. A fada que protege esta terra das atrocidades dos homens, como aquela a que estamos a assistir. O ninho que construíram no eucaliptal, provavelmente, já não existe. – Achas que também vão chegar aqui Fada Natura? – perguntou Nelli nervosa. – Aqui, ao sobreiral, não! Os homens não podem cortar os sobreiros, são árvores protegidas por Lei.

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– A mim ninguém me corta! – disse apressadamente o Velho Suber. – Eu sou muito importante, sou o único que Produzo cortiça. – Isso quer dizer que não temos de nos preocupar? – perguntou Bono, ansioso pela resposta. – As nossas crias estão prestes a nascer. – Isso quer dizer que devem estar sempre alerta, nunca se sabe... Mas eu vou falar com o Sr. Machado que é o lenhador mais respeitador da Natureza aqui na nossa serra. E antes que pudessem agradecer à fada, a sua imagem evaporou-se, magicamente, deixando um rasto de luz branca que lentamente também se desvaneceu.

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No dia seguinte, o lenhador visitou as águias: – Bom dia, sejam bem-vindas! – Bono e Nelli, nada habituados aos humanos, recearam responder. – Não tenham medo, eu sou o lenhador de que a Fada Natura vos falou. – Sr. Machado?! – ousou perguntar Bono. – Eu mesmo. Venho informar-vos que podem ficar descansadas, nunca ninguém veio aqui incomodar-vos e este ano não será diferente ou eu não me chame Machado! A Fada Natura já me explicou que vocês são muito raras e não podem ser incomodadas enquanto estão no ninho a aquecer os ovos ou a cuidar das vossas crias. – Sim, é verdade. – confirmaram as águias. – A partir de agora os trabalhos florestais serão sempre feitos fora da época de reprodução e os eucaliptos mais altos, onde constroem os ninhos, não serão cortados. – prometeu o Sr. Machado. Bono e Nelli agradeceram ao lenhador, suspirando de alívio. 10

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Chegara finalmente o grande dia, o dia do nascimento das duas crias do casal. A casca dos ovos começava a quebrar-se e, pouco tempo depois, duas bolinhas de penugem branca piavam no ninho, pedindo comida. Bono e Nelli não tinham mãos a medir para alimentar as duas crias esfomeadas.

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Entretanto, à sombra do Velho Suber sentou-se um ancião marcado pelas rugas do tempo que desabafava os seus problemas. Todos o tratavam por Sr. Sabido pelos bons conselhos que dava e por saber muito sobre a serra, pois toda a vida aí vivera. – Ai, Velho Suber, os meus pombos estão a ficar todos doentes... – Bons olhos o vejam Sr. Sabido. Mas que têm os seus pombos? – Um maldito parasita chamado tricomonas está a infectá-los. Ficam doentes, fraquinhos. A verdade é que nem sempre tomei os cuidados necessários, não limpava o pombal nem mudava a água todos os dias… – Pombos doentes?! Hum...isso parece-me grave! Estás a ouvir isto Nelli? – perguntou o sobreiro preocupado. – Oh! Ouvi pois. Mas eles são perigosos para nós Sr. Sabido? – Ouvi dizer que sim, normalmente, os pombos doentes são menos ágeis e, por isso, mais fáceis de caçar. Tenham cuidado, muito cuidado! – avisou o Sr. Sabido. 14

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Completa as palavras-cruzadas e descobre na coluna a amarelo o nome que Bono deu à cria sobrevivente. PISTAS: 1. Nome dado às crias das águias.

Bono e Nelli ficaram preocupados. Deveriam deixar de caçar pombos para se protegerem da tricomonas? Passados poucos dias perceberam que já era tarde, uma das suas crias começou a comer cada vez menos e acabou por morrer. Ficaram muito tristes e, a partir desse momento, decidiram caçar mais de outras espécies para alimentar a cria que sobrevivera. – Bono, resta-nos a nossa menina. Como é que lhe vamos chamar? – lembrou Nelli que ainda não tinha pensado num nome. – Humm...Deixa-me ver... Já sei, já sei!

2. Árvore proveniente da Austrália, muito plantada em Portugal para a produção de papel, sendo as mais altas utilizadas pela Águia de Bonelli para construir o ninho. 3. Ave doméstica caçada pela Águia de Bonelli. 4. Uma das presas selvagens da Águia de Bonelli. 5. Espaço defendido por um casal de Águias de Bonelli, onde este se reproduz e caça. 6. Habitat natural formado por sobreiros que abriga uma grande biodiversidade.

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Soluções: 1. AGUIOTO 2. EUCALIPTO 3. POMBO 4. PERDIZ 5. TERRITÓRIO 6. SOBREIRAL

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– Sim Bono, esse é um nome realmente à altura da nossa pequena cria. – concordou Nelli. Glória cresceu saudável, a sua penugem branca foi sendo substituída por uma plumagem de tons castanhos e arruivados e depressa se transformou numa jovem águia muito bonita. Observava os voos dos pais e também ela começou a querer sair do ninho – aprender a voar era só o primeiro passo para um dia enfrentar uma vida sozinha. Abriu as asas o máximo que conseguiu, deu um impulso com as patas e voou tão rápido à volta do Velho Suber, que quase esbarrou contra a Fada Natura, que entretanto se fez aparecer. – Olá Glória, eu sou a Fada Natura. Fico muito feliz por ver que estás a crescer depressa e já a tentar os primeiros voos. Por isso, queria oferecer-te algo que te ajudará daqui para a frente. – e, com a sua varinha mágica, fez aparecer uma bolota muito luzidia à qual estava preso um pequeno rolo de papel. – Esta é uma bolota mágica. Nesse papel encontrarás a forma como a deves usar. – Obrigada Fada Natura. 18

A Fada Natura escreveu uma mensagem secreta a Glória. Para leres a mensagem coloca-a em frente a um espelho.

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Glória colocou a bolota mágica ao peito e agora, mais confiante, começou a aventurar-se sozinha pela serra. Mas os perigos não tardaram a aparecer: – Hei! Tu aí, CUIDADOOOOO!!! – gritou uma voz.Glória fez uma curva apertada, mudando repentinamente de direcção. – Quem és tu? – perguntou sobressaltada. – Quem sou eu?! Vejo que és novata por aqui. Olha, é melhor que me conheças porque vais encontrar-me mais vezes. Eu sou o Gigantobra! – falou uma linha eléctrica de alta tensão. – Que susto! Por que me chamaste? – Por que te chamei? Estás a ver estes fios condutores de electricidade? – perguntou o Gigantobra fazendo mover os fios. – Sim, agora sim. Ia mesmo nessa direcção! – Pois é, ainda os estragavas e... podias ter-te magoado. Bom, vê lá se voas com mais atenção que temos os dois a ganhar. Alguns fios já estão sinalizados com bolas e espirais, mas nem todos, como vês. E se, por acaso, 20

pousares nos postes das linhas eléctricas mais pequenas podes morrer electrocutada. – Electrocutada?! - exclamou Glória confusa. – Sim, imagina que apanhas um choque eléctrico e ficas com as penas todas em pé e...

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Enquanto o Gigantobra descrevia os piores cenários, Glória imaginava o que mais iria encontrar pelo caminho. Queria regressar para junto dos pais, estava esfomeada e impaciente para lhes contar o seu encontro com o Gigantobra. Mas, entretanto, caíra um nevoeiro cerrado que a impedia de ver um palmo à frente do bico. Cada vez mais cansada, Glória pegou na bolota mágica que a Fada Natura lhe oferecera e pensou “Como é que isto me pode ajudar?...” E, de repente, da bolota emanou uma luz verde intensa. Lentamente, o nevoeiro começou a desaparecer e tudo se tornou nítido.

Entretanto, Bono e Nelli não passavam melhores momentos. Era Agosto e o dia acordara quente no meio de um grande alarido. As aves estavam agitadas e todos os animais fugiam nervosos. Decifra a adivinha e descobre quem está a provocar toda esta confusão na serra. Com 4 letras se escreve o meu nome A 2ª e a 4ª são iguais Gordinhas como dois sóis Elas são as vogais. Há quem me adore no Inverno E quem me odeie no Verão Mas se por acaso chover Já não me vês não! De amarelo, laranja ou vermelho Das três cores já me pintaste. Junta o F e o G às vogais Se ainda não adivinhaste. Solução: Fogo

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Uma coluna de fumo subia no céu. – Bem diz o provérbio que não há fumo sem fogo. – disse o Columbino, um dos muitos pombos que por ali viviam. – Já não ba-ba-basta os que me querem comer, mais os ca-ca-caçadores e agora este ma-ma-maldito fogo. – gaguejou o coelho Dentolas apavorado. – É melhor fugirmos Dentolas. O fogo está a avançar na nossa direcção. – alertou o Columbino. – Tu ainda po-po-podes voar para o teu pom-pombal, agora eu... Entretanto o fogo alastrava cada vez mais. – Ora muito bom dia! Eu sou o Labaredas, vim fazer uma visita para vos pregar uma partida. – anunciou divertido o fogo.

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– Pregar uma partida, que graça tem isso? Não és nada bem-vindo. – disse o Columbino irritado. – Mas que indelicadeza, já não há gentileza?! Enquanto não chover, ninguém me vai deter – troçou o fogo num tom de malvadez.

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Glória, que chegara entretanto, ao ouvir tal coisa e ao ver que tudo ardia à sua volta, pediu à bolota mágica que fizesse chover e salvasse o que restava daquele habitat. – Não bate a bolota com a perdigota!! – exclamou o fogo incrédulo perante os raios de luz verde que provinham da bolota. E logo o céu se cobriu de nuvens cinzentas que fizeram cair as primeiras gotas de chuva. – Ah, mas que maldição a chover em pleno Verão. - protestou o Labaredas enfurecido e, antes de se apagar completamente, lançou uma última chama sobre a bolota, reduzindo-a a cinzas.

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Durante o fogo, muitos animais morreram e muitas árvores ficaram queimadas. Aquele sítio já não era o melhor para viver e Glória decidiu despedir-se dos seus pais e partir. Mas agora, sem a bolota mágica, seria tudo mais difícil... Voou durante meses, atravessou serras e planícies e viu pela primeira vez paisagens muito diferentes daquela que vislumbrava do seu ninho. Tinha encontrado finalmente um sítio onde não passaria fome e onde já viviam outras jovens águias. Decidiu então descansar da sua longa viagem e ficar uns tempos naquele sítio aparentemente calmo. Porém, onde quer que fosse, lá estavam os perigos à espreita. – Olá, gloriosa Glória! – troçou o Gigantobra. – Quem está aí? – Olha para mim aqui. – e uma estrada ganhou vida, ondulando por baixo da jovem águia. – Gigantobra?! Mas tu eras uma linha eléctrica... – disse Glória confusa. – E sou! Ah! ah! ah!... – o Gigantobra acabava de se transformar numa linha eléctrica, rindo sem parar. – Queres ver mais? Olha agora. – e transformou-se num aerogerador 28

e depois numa barragem e novamente numa estrada. O Gigantobra tentava divertir Glória, mas sem sucesso, ela sabia que todas aquelas obras destruíam os habitats onde viviam muitos animais e plantas, o mesmo habitat que precisava para sobreviver.

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Passados quatro anos, Glória transformou-se numa bonita Águia de Bonelli adulta. Procurava agora um território e um companheiro para, também ela, ter as suas crias. Mas havia poucos territórios seguros e com boas condições para um casal de águias viver.

Ajuda a Glória a encontrar um território e um companheiro para acasalar.

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Glória podia finalmente construir uma família, mas ainda não teria a paz que desejava. Passados poucos dias começaram os problemas. Um caçador que ali costumava caçar avistou as duas águias e apressou-se a apontar a caçadeira na sua direcção. Os chumbos cruzavam-se à frente de Glória que esvoaçava desorientada. Num impulso procurou, em vão, a bolota mágica que o Labaredas destruíra. Apavorada, tentava a todo o custo salvar a sua vida. Foi então que apareceu um homem, velhote e baixinho, que gritava irritado e corria em direcção ao caçador com a sua bengala em punho. – Pára com isso Caçarola!! O que estás a fazer?! – e lançou-se sobre o caçador, derrubando-o enquanto este disparava mais um tiro para o ar. – Não te metas! As águias acabam com a nossa caça. Qualquer dia não há nada para caçar. – protestava o caçador. – Oh, Caçarola que ideia errada a tua. As Águias de Bonelli defendem muito o seu território e detestam que andem outras aves de rapina a comer as suas presas. 32

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– Tens a certeza?! Então isso quer dizer que existem menos rapinas por aqui? – perguntou o caçador. – Isso mesmo Caçarola. Menos aves de rapina a comerem a caça e por isso mais presas para caçares. Como vês, as Águias de Bonelli são aliadas dos caçadores. – explicou o homem. – Tenho as minhas dúvidas… – disse o caçador desconfiado. – Vês ali aquela outra águia a peneirar? É uma Águia-cobreira, a pachorrenta Cobralina, a preparar-se para caçar alguma cobra. Só anda por aqui porque come répteis e as Bonellis não se importam, comer cobras não é lá muito a seu gosto. – Bem, talvez seja como dizes... – acabou por concordar o Sr. Caçarola, seguindo o seu caminho de caçadeira ao ombro.

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Glória, agradecida pela ajuda daquele homem bondoso que a salvara, seguiu-o no céu durante algum tempo enquanto o ouvia a falar sozinho: – Pobres Bonellis, tão ameaçadas que estão pela falta de conhecimento dos homens. – e enquanto ouvia o desabafo do homem pensou “Eu já vi esta cara nalgum lado... Já sei!!” – Sr. Sabiiiiido! – gritou. O homem, surpreendido, virou o pescoço para o céu e acenou com a bengala. Foi então que Glória percebeu que tinha voltado à serra onde nascera e os seus olhos brilharam de felicidade...

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E para que as Águias de Bonelli continuem a pairar no céu, conta esta história à tua família e amigos!


Beneficiário:

Parceiros:

Co-financiadores:

Conservação das Populações Arborícolas de Águia de Bonelli em Portugal (LIFE06 NAT/P/000194) Projecto co-financiado pelo programa LIFE da Comissão Europeia

Odisseia da Bonelli  

Esta é a história de uma Águia de Bonelli que nasceu e viveu numa serra algarvia...

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