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PRECONCEITO DI SFAR ÇADO DE PRO MISCUIDAD E

PRECONCEITO DISFARÇADO DE PROMISCUIDADE

Porque as relações homoafetiv as são vis tas como promísc uas e como iss o afeta LGBTs

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Por Matilde Freitas

Quando você vence todas as barreiras internas e assume uma relação homoafetiva, além de enfrentar os olhares de reprovação da tradicional família brasileira, é bem provável que tenha que lidar com questionamentos da própria família e amigos, do tipo: mas homossexuais são mais liberais né? Todo mundo pega todo mundo? Mas não precisa ficar beijando em público... O fato de ser ou não homossexual não muda a forma como cada pessoa se relaciona, o preconceito é que muda, separa as pessoas e aumenta a violência.

O que n ão se en quadra é en quadrado

Quando assumimos nossa sexualidade, nos sentimos sim mais livres, mas não é a orientação sexual que nos define. 10 “Esta imagem da promiscuidade possui como explicação o fato dessas relações não se enquadrarem às normatizações sociais, contrariando a heteronorma e a cisnorma. Esta leitura de uma relação afetiva e sexual liberta e autônoma em relação a estes padrões são ameaçadores às normas e revela assim, a própria fragilidade, pois, se a identidade legitimada do outro fragiliza a nossa, devemos urgentemente rever nossos conceitos e convicções”, analisa Breno Rosostolato, psicólogo clínico, educador sexual e professor universitário. O psicólogo acredita que esse comportamento também possa ter relação com a ideia equivocada de que a AIDS seria o “câncer gay”. “Daí a ideia de que as práticas sexuais destas pessoas seriam doentes e erradas”, explica.

Dois pes os, duas medidas

A intolerância e o preconceito contra homossexuais fazem com que essa associação errada e cômoda pareça natural para quem prefere excluir ou julgar o diferente. “Isso que acontece

em relação a um casal de lésbicas, por exemplo, que troca afetos em situações cotidianas e é alvo de julgamentos e atitudes violentas, enquanto que o casal hetero é legitimado por uma norma que determina quem deve ser legitimado e, na verdade, só perpetua ainda mais preconceito, ignorância e violência”, compara Breno Rosostolato. O que muitas vezes incomoda, não é o gesto de carinho em público, mas a sexualidade de quem está ali.

Afin al o que é promisc

uidade

Segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde, toda pessoa que teve mais de dois parceiros por ano é promíscua, ou seja, não é a sua sexualidade que define. “Os homens sempre tiveram um maior número de parceiros/as sexuais em toda a história da humanidade, inclusive houve épocas que a homossexualidade masculina era considerada comum e aceita pela sociedade e pelas próprias esposas. As mulheres, pela repressão que sofreram, principalmente a partir da Idade Média, eram menos propensas a troca de parceiros sexuais e as relações homoafetivas escondidas. Como o sexo praticado entre homens se tornou mais visível e, por preconceito, passou a ser considerado promíscuo, as lésbicas receberam o mesmo título pejorativo também em função do preconceito”,explica a terapeuta sexual Leila Cristina.

Oc upe o esp aço que te pe rtence

O fato é que o preconceito existe, e a associar LGBTs com promiscuidade é um exemplo. O preocupante é que esse preconceito vem acompanhado de violência, o Brasil é o país que mais mata LGBTS no mundo. “Devemos resistir à estas mentalidades e lutar para legitimar a existência das diferenças, pluralidades e a diversidade afetivo, sexual e relacional”, defende o Psicólogo Breno. Se queremos uma sociedade mais livre e igualitária, não podemos deixar que nos calem. “É importante saber que suas vidas devem ser respeitadas e que existem caminhos para que esta existência possa acontecer sem medo e de maneira empoderada”, encoraja o psicólogo. Ninguém está sozinho, há sempre uma comunidade para lhe acolher e lhe ajudar a viver o amor e a sexualidade da forma que lhe fizer feliz!

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