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Capa e Editoração: Neusa Maria Soares de Menezes

Planeta Terra, Nossa Casa

3º Concurso “Redação na Escola”

Projeto “Jovem Escritor” Academia de Letras de São João da Boa Vista 2011


Apresentação

A Academia de Letras de São João da Boa Vista concretiza mais uma edição do projeto “Jovem Escritor - Redação na Escola”, com o tema: “Planeta Terra, Nossa Casa”. Desnecessário é enumerar a importância do tema e a necessidade de despertar reflexões sobre as questões focadas. O projeto “Jovem Escritor – Redação na Escola” é uma das propostas da Academia de estar próxima à população. Nada tem sentido se não trabalharmos pela socialização da cultura e do conhecimento. Lembramos Marilena Chauí, que considera como um ‘fantástico projeto de intimidação das massas’, a elite se apresentar como detentora do saber. Ela vê, neste apossar dos conhecimentos, um elemento de exclusão e de manipulação. Muitos usam o saber acadêmico para se distanciarem ou parecerem diferentes daqueles que eles consideram como “as massas de incompetentes.” Esta linha de pensamento provoca equívocos, como o de considerar o saber acadêmico como algo a não ser atingindo pela grande massa, necessariamente distante, como que uma linguagem pessoal destes semideuses, encastelados na prepotência e na arrogância de se considerarem superiores. Não queremos uma Academia distante das pessoas. Repudiamos os que se negam a socializar o conhecimento; defendemos uma democracia do saber. Estes princípios nos levam a valorizar e a promover eventos como o projeto “Jovem Escritor – Redação na Escola”. Transcrevo aqui palavras da ex-presidente da Academia de Le-


tras, Professora Maria Célia, que - por ocasião da publicação da antologia anterior -, assim afirmou: “o resultado maior e mais gratificante é o da entrega dos prêmios e quando se pode perceber, claramente, a alegria expressa nos rostos e olhos de cada aluno classificado. Neste momento sente-se que a Academia de Letras de São João da Boa Vista cumpre seu destino: o de incentivar a leitura e a escrita entre as crianças e jovens de nossa cidade.” Quero deixar registrada a atuação das acadêmicas Lucelena Maia, idealizadora e curadora do evento, e Neusa Menezes - colaboradora de todas as horas. Elas são os pilares deste e de outros eventos importantes da nossa Academia. Quero agradecer também a todos os que acreditaram neste projeto e o tornaram possível, em especial à Elfusa que, nas festividades dos 50 anos de sua fundação, focou-se no patrocínio de dois grandes projetos culturais realizados pela Academia: “Linha do Tempo” – 100 anos de história, em um álbum de figurinhas e este projeto: Jovem Escritor – 3º Concurso “Redação na Escola”. Assim, a Elfusa não só acredita na educação e na cultura transformando o homem, como também abraça as causas que levam conhecimento para crianças e jovens; futuro do país. Fica registrada, nesta página, nossa satisfação por ter a Elfusa como patrocinadora oficial do tema “Planeta Terra, Nossa Casa”, deste ano de 2011.

Francisco de Assis Carvalho Arten

Presidente da Academia de Letras de São João da Boa Vista


Coordenação

O nosso Planeta Terra foi o tema deste concurso, com a pretensão de que todos os alunos da cidade, através da escola, de seus professores e dos pais se interessassem em conhecer de forma mais ampla o quanto o “homem” tem prejudicado o seu habitat e o porquê da necessidade de conscientização em salvá-lo; da obrigação de mudar os maus hábitos; do reconhecimento que os recursos naturais são finitos; de enxergar – a tempo - que a existência humana e a diversidade biológica não conseguirão perpetuar se continuarmos agindo de forma indiferente aos estragos a ele causados. O amplo assunto se abriu para doze subtemas. A natureza, os rios, os riachos, o meio ambiente, a água, o aquecimento global, a reutilização e reciclagem do lixo foram muito bem definidos nas redações. Alunos do ensino médio pesquisaram se o desenvolvimento é sustentável. Qual a contribuição na questão ambiental do RIO 92, Agenda 21? Até mesmo, interpretar o lema da campanha da fraternidade de 2011 “A criação geme em dores de parto” foi proposto aos alunos do 3º ensino médio. Estes assuntos pesquisados resultaram em redações quase perfeitas, por isso, a defesa oral praticada pelos alunos pesou muito no resultado final. Eles tiveram de convencer aos 32 julgadores que, além da pesquisa, eram também conhecedores do assunto e estavam prontos a serem voluntários a mudar o mundo. Talvez, por esse motivo, a mais bem escrita redação possa não ter sido a melhor colocada. Como coordenadora do 3º Concurso “Redação na Escola”, eu só tenho a agradecer a participação das escolas, o interesse dos professores, o desempenho dos pais e elogiar os alunos classificados, porque sairão


cidadãos melhores ao final deste projeto e mais conscientes de seu papel no “Planeta Terra, Nossa Casa”. À Elfusa, pela credibilidade à proposta da Academia de Letras, pelos seus 50 anos e pela conquista sustentável, o nosso reconhecimento e gratidão. Agradecemos, envaidecidos, o apoio recebido da S.E.S – Sociedade Esportiva Sanjoanense, da ACE – Associação Comercial e Empresarial de São João da Boa Vista e da Agência de Desenvolvimento.

Lucelena Maia

Coordenadora, escritora e poeta Academia de Letras de São João da Boa Vista Cadeira 13 – Patrono Humberto de Campos www.lucelenamaia.blogspot.com




Dos Objetivos:

O projeto tem como objetivo estimular a pesquisa histórica, cultural, científica e de valores de nossa cidade junto aos estudantes das escolas das redes pública e privada, de ensinos fundamental e médio, dando espaço às manifestações do saber, do pesquisar, do interessar-se. Como resultado valoriza o pleno exercício da cidadania, promove o debate em sala de aula e no âmbito familiar, incentivando o gosto pela redação. Da Organização:

A Academia de Letras de São João da Boa Vista promove o Concurso “Redação na Escola” - 2011, “Planeta Terra, Nossa Casa”, propondo os trabalhos em duas modalidades; desenho e redação, produzidos em sala de aula. Do Apoio:

Este Concurso de Redação conta com o apoio da Associação Comercial e Empresarial - ACE, do Departamento de Educação da Prefeitura, da Diretoria de Ensino da Região de São João da Boa Vista SEE/SP, das Escolas Particulares, dos Jornais: O Município, Edição Extra e Gazeta de São João, da Agência de Desenvolvimento de São João, da TV União, da Sociedade Esportiva Sanjoanense - S.E.S e da Paes de Menezes – Auditores Independentes. Do Patrocinador:

Elfusa.

O Concurso tem como patrocinador oficial, este ano, a empresa




Comissão Julgadora: Membros da Academia de Letras de São João da Boa Vista:

Antonio “Nino” Barbin Carmen Lucia Balestrim Celina Maria Bastos Varzim Donisete Tavares Moraes Oliveira João Sérgio Januzelli de Souza José Carlos Sibila Barbosa Lauro Augusto Bittencourt Borges Maria Célia de Campos Marcondes Maria Inês Araujo Prado Neusa Maria Soares de Menezes Sérgio Ayrton Meirelles de Oliveira Vânia Gonçalves Noronha Colaboradores:

Alice de Abreu Ana Cristina Salviato Andrea Soares Paes de Menezes Andreza Aparecida Barbosa Bernadete de Paiva Miranda Celso Antunes de Almeida Filho Cristiano Censoni Flávia de Almeida Noronha Carioca Heloise Nara Amorim Ildeliza Cabral Iracy Alvarenga Gonçalves Santin José Marcondes Marcos Cesar P. Borges Maria Cristina Alem Miranda Orestes Blasi Raquel Bortolussi Ricardo Ibanhez Solange Barroso Silveira Willian Feldberg Karp Zilda de Cássia




Tema e Subtemas: Planeta Terra, Nossa Casa Ensino Fundamental Ano Subtemas: 1º Eu cuido da natureza 2º Os rios e os riachos de minha cidade 3º Na minha casa cuidamos do meio ambiente 4º Hoje reciclamos lixo, como era na época de minha avó? 5º Água; utilizá-la sem desperdicio 6º Mudar o mundo, eu sou voluntário 7º Consequências do aquecimento global 8º As Indústrias de São João cuidam do meio ambiente? 9º Reutilização e reciclagem do lixo, o planeta agradece Ensino Médio Ano Subtemas: 1º O desenvolvimento é sustentável? 2º Rio 92. Agenda 21. Contribuição na questão ambiental - “ECO 92” 3º “A criação geme em dores de parto” - Lema da “Campanha da Fraternidade 2011” Locais dos Julgamentos das Redações: 1ª Fase: Julgamento das redações pelas escolas 2ª Fase: E.E. “Cel. Joaquim José” – em 17/09/2011 – sábado - 8 h Defesa Oral: E.E. “Cel. Joaquim José” – em 01/10/2011 – sábado – 8h Agradecemos a colaboração de Grazielle Andreia Moreno na organização de pais, professores e alunos, para melhor desenvolvimento dos trabalhos. Local da Solenidade de Premiação: Sede Social da Sociedade Esportiva Sanjoanense - S.E.S Data: 10/11/2011 – quinta-feira - 20h Contato: academiadeletras@alsjbv.com.br


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Eu cuido da natureza 1º ano do Ensino Fundamental

1º lugar

Gabriel Bridi Nogueir a 2º lugar

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3º lugar

olino arte Marc

u Daniele D

Júlia de

4º lugar

Paula Fe r

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Planeta Terra, Nossa Casa 1º ano do Ensino Fundamental

2º lugar 1º lugar

Gabriel Bridi Nogueira Colégio Santo Expedito Profª Larissa Ernandez Belentani Diretora: Leni Campos de Lima

Victória Doval Kaarsberg Colégio Experimental Integrado Profª Renata Cristina Alvarez Almeida Diretora: Maria Cecília M. Almeida Perez

3º lugar

Daniele Duarte Marcolino EMEF José Procópio do Amaral Profª Deise Faense Ferreira Diretora: Elaine Cristina O. Bueno

4º lugar

Júlia de Paula Fernandes EMEIF Luiza de Lima Teixeira Profª Íria Elisa Merli Freitas Diretora: Gislaine A. Oliveira


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Os rios e os riachos de minha cidade 2º ano do Ensino Fundamental

2º lugar

1º lugar

Caetano Swerts

de Misa

3º lugar

Ali

z tima Cru ne de Fá

Nicoly Vidal Gabriel

Vinícius

4º lugar

de Assis

Nora


13

Planeta Terra, Nossa Casa 2º ano do Ensino Fundamental

1º lugar

Caetano Swerts de Misa Colégio Santo Expedito Profª Érika de Freitas Ferraz Diretora: Leni C. de Lima

2º lugar

Nicoly Vidal Gabriel EMEF Dr. José Procópio do Amaral Profª Ana Célia R. do Amaral Diretora: Elaine Cristina de Oliveira Bueno

3º lugar

Aline de Fátima Cruz Colégio Objetivo Profª Pérla de Cássia Bovo Vieira Diretora: Mara Lícia Vieira Leite de Camargo Pires

4º lugar

Vinícius de Assis Nora

Colégio Experimental Integrado Profª Bruna Romeiro Matiello Prado Diretora: Maria Cecília Martins de Almeida Perez


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Na minha casa cuidamos do meio ambiente 3º ano do Ensino Fundamental

1º lugar

Guilherme da Costa

Ferraz

3º lugar

abela de Maria Iz

Lima

2º lugar

João Pedro Ferrari

Mayara

4º lugar

Tonon d a

Silva


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011

FAMÍLIA CONSCIENTE

Mamãe separa o lixo para o lixeiro levar.

Papai lava o carro com um pano molhado.

Vovó ensaboa a louça sem a torneira pingar.

Vovô sem a água jogar, varre o quintal para a poeira voar.

Titia não deixa a TV ligada para o desperdício não rolar.

Titio apaga todas as luzes para colaborar.

Após tomarmos banho, eu e meus irmãos fechamos o registro

para o líquido precioso não acabar!

Guilherme da Costa Ferraz

3º ano - ensino fundamental Centro Educacional – SESI 156 Profª Roseane Moréti Queiroz Administradora: Maria Cássia Sobreiro Dias Caldas

1º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa

A IMPORTÂNCIA DO MEIO AMBIENTE EM NOSSA CASA

Na minha casa cuidamos muito do meio ambiente! No meu quintal tem vários insetos como: borboletas, besouros, joaninhas e abelhas. Todo dia vou ao quintal para vê-los. Eu dou água para as flores, folhas e para os insetos. Gosto muito dos insetos, por isso não mato nenhum animal da natureza! Agora vamos falar sobre a reciclagem. Na minha casa separamos o lixo. Separamos o lixo orgânico, metal, vidro, plástico e papel. Nunca jogamos lixo na rua e a minha casa é sempre limpa! Um dia plantei uma plantinha super bonita e fiquei pensando o quanto seria bom quando ela virasse uma árvore. As árvores são muito importantes para o meio ambiente, sem as árvores nós estaríamos todos mortos.

João Pedro Ferrari

2º Lugar

3º ano - ensino fundamental EMEB “Profº Germano Cassiolato” Profª Michelle de Souza Fonseca Mastri Diretora: Cinira Aparecida de Souza Peres


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011

NA MINHA CASA CUIDAMOS DO MEIO AMBIENTE

Minha mãe sempre me fala: Não jogue o lixo no terreiro, pois pode matar as plantas e poluir. Ela diz que o meu avô usa a comida para fazer adubo, ele enterra e diz que é legal fazermos isso também. Meu avô diz que não pode fazer queimada, porque mata os animais e a fumaça é ruim para o ambiente, pois tudo morre. Minha mãe fala para eu não deixar a luz ligada durante o dia e para fechar a torneira quando eu não uso. É assim que nós cuidamos do meio ambiente e da natureza.

Maria Izabela de Lima

3º ano – ensino fundamental EMEB “Pedro Vaz de Lima” Profª Carolina Moraes Gimenes Diretora: Elmiza Maria da Silva

3º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa

NA MINHA CASA CUIDAMOS DO MEIO AMBIENTE

Para não poluir o Meio Ambiente é preciso catar o lixo. Para deixar a natureza bonita, podemos plantar árvores em volta da casa. É preciso também não jogar lixo em terrenos, rios e córregos. Temos que jogar o lixo no lixo, reciclar papel, vidro, metal e plásticos. Para reciclar é preciso lavar. Quando sobra comida e eu não vou comer mais, posso dar o que sobrou aos animais. Para economizar energia posso desligar a televisão, o rádio e o computador. Para economizar água, temos que fechar a torneira da pia enquanto lava a louça e quando estiver tomando banho, desligar o chuveiro, enquanto esfrego e lavo o cabelo.

Mayara Tonon da Silva

4º Lugar

3º ano - ensino fundamental EMEB Genoefa Pan Bernardo Profª Adriana Cristina Puga Pires Vice-Diretora: Silvana da Silva Eloy


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Hoje reciclamos lixo, como era na época de minha avó? 4º ano do Ensino Fundamental

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1º lugar Lariane Valim Rabello

3º lugar

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4º lugar Sophia Brusca to Rodrigues


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Planeta Terra, Nossa Casa

HOJE RECICLAMOS LIXO, COMO ERA NO TEMPO DE NOSSOS AVÓS?

Antigamente a coleta de lixo era diferente de agora, por exemplo: o lixo era colocado em latas e os lixeiros passavam e levavam para o lixão. A reciclagem ou coleta seletiva não havia, mas se produzia menos lixo. Antigamente, as embalagens eram diferentes, o leite era vendido em garrafas, os produtos como óleo vinham em latas de 20 litros, ou soltos. Era preciso levar um vidro de 1 litro para comprá-lo. O arroz, o feijão, o açúcar, a farinha e o sal vinham em sacos de 50 kg. Depois o vendedor colocava em uns saquinhos de papel que vinham de todos os tamanhos. Não havia sacolas plásticas, garrafas ou tantas embalagens plásticas como agora. As pessoas traziam suas compras do supermercado em sacos de papel ou sacolas de tecido. Bem, tudo era diferente de hoje.

Lariane Valim Rabello

1º Lugar

4º ano – ensino fundamental EMEF Dr. José Procópio do Amaral Profª Nilza Palermo Vasconcellos Diretora: Elaine Cristina de Oliveira Bueno


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011

HOJE RECICLAMOS O LIXO, COMO ERA NA ÉPOCA DA VOVÓ?

Na época da vovó não existia reciclagem, então todos jogavam os restos de comida para os animais que ficavam no quintal. Também nos quintais, tinham hortas e o adubo eram restos de comidas enterradas como: cascas de banana, batata, frutas etc. Algum tempo depois, as pessoas se mudaram para a cidade, mas algumas ainda estão nas roças. Assim, as cidades foram crescendo e aumentando o lixo. Os lixos eram jogados em lixões a céu aberto. Não tinha coleta seletiva. Com isso, muitas pessoas adoeceram ou morreram contaminadas com lixos hospitalares, lixos eletrônicos, fertilizantes químicos etc. Hoje, as embalagens de papel, plástico, garrafas, latas, por não se desfazerem, se acumulam na natureza. Com isso, o lixo se está transformando em ameaça à vida do planeta. Na época da vovó, tudo voltava para a natureza e ela transformava o lixo em nutrientes para o solo. Que pena que tudo não é como era no tempo da vovó!

Letícia de Souza Dotta 4º ano – ensino fundamental EMEF “José Peres Castelhano” Profª Neiva de Oliveira Machado Diretora: Ana Laura Rodrigues

2º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa HOJE RECICLAMOS LIXO, COMO ERA NA ÉPOCA DA MINHA AVÓ?

Tenho me preocupado muito com a quantidade de lixo produzida atualmente. Minha avó quando era jovem trabalhava para alimentar todos em casa. Recebia o leite da manhã em garrafas de vidro, que, após utilizadas, eram devidamente recolhidas pelo leiteiro. Minha avó preparava a própria comida e não conhecia congelados. Curiosamente, seus pratos tinham um sabor único que nunca mais provarei. Talvez pelo cuidado no preparo, os ingredientes frescos, ausência de industrializados e por aí vai... Minha avó não se preocupava com o lixo produzido. Até porque este era muito pouco. Quando minha avó tinha minha idade, não existia o consumo desenfreado pela minha geração. A maioria dos bens duráveis não eram descartados tão cedo. Na verdade, chego a supor que não eram descartados nunca. Se quebrassem, coisa rara, pois não eram feitos para quebrar, meu avô consertava. Se faltasse uma peça para o conserto, meu avô improvisava. Minha avó não usava a palavra reciclagem, mas as roupas dos filhos mais velhos passavam para os mais novos até não haver mais remendos que dessem jeito e aí eram rebaixadas a panos de chão e depois a retalhos para tirar o pó. Os brinquedos passavam de mão em mão. Não era preciso doar brinquedos velhos por falta de espaço, pois não existiam tantos brinquedos assim; sobrava imaginação. Minha avó diz que na sua época, os rios eram limpinhos e não tinha tanta poluição. Quase todas as pessoas nadavam nos rios limpos. Já hoje está tudo poluído com muitos lixos. Eu fiquei sabendo com a minha professora que, se tirar o lixo de um lugar, sempre estará em outro. Se cuidarmos do meio ambiente, a natureza agradecerá a nós. Se não cui-


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darmos, a natureza nos devolverá o mesmo por arrancar árvores e outras coisas para fazer coisas para nós. Devemos colocar a mão na consciência e pensar que não devemos comprar as coisas demais, só o que precisamos. Minha avó vivia outro mundo, há 50 anos. Não é mais possível viver como ela, mas podemos colocar o pé no freio e prestar atenção em como está o nosso consumo. Hoje, eu aprendo a evitar o consumo excessivo e a colocar o lixo no seu devido lugar, ajudando o meio ambiente.

Gabriella de Almeida Lima

4ºano – ensino fundamental Centro Educacional – SESI 156 Profª Luciana Rodrigues Ranzoni Mesquita Administradora: Maria Cássia Sobreiro Dias Caldas

3º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa HOJE RECICLAMOS LIXO, COMO ERA NA ÉPOCA DA MINHA AVÓ?

No tempo da minha avó, nem se falava em reciclagem, O lixo doméstico era posto em latões que, quando o lixeiro passasse, pegava a lata, despejava o lixo no caminhão e jogava a lata de volta. Os coadores de café não eram de papel, eram de pano, que, após serem usados, eram lavados e reutilizados muitas vezes. Na hora de fazer compras levavam-se cestas de palha, de bambu ou de pano, pois não existiam sacolas plásticas. As garrafas eram todas de vidro e com suas tampas se faziam tapetes para limpar os pés, porque havia ruas de terra, sem asfalto e os sapatos ficavam sujos de barro. As embalagens eram feitas de papelão, não tinha plástico. Nas padarias, o pão era embrulhado em papel. Os açougues também usavam papel e jornal para embalar a carne. Não existia papel com que hoje se embrulha presente. Os presentes eram postos em caixas de papelão e embrulhados em papel de seda. No tempo da minha avó, não se reciclava, mas se produzia muito menos lixo. Isso nos deve fazer pensar: precisamos mesmo de todas as coisas descartáveis que produzimos e usamos?

Sophia Bruscato Rodrigues

4º Lugar

4º ano - ensino fundamental Colégio Experimental Integrado Profª Lilia Augusta Marcos Mourão Diretora: Maria Cecília M. Almeida Perez


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Água; utilizá-la sem desperdício 5º ano do Ensino Fundamental

Déborah H

1º lugar

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Planeta Terra, Nossa Casa

FAÇA SUA PARTE E O PLANETA AGRADECERÁ!

Você já parou para pensar que a água do nosso planeta pode acabar? Muita gente já pensou nisso e está mudando essa realidade, como o pessoal do WWF que trabalha com a conservação das remanescentes florestas para que as pessoas não joguem lixo, evitando que o mesmo vá para os rios e os polua. E aí, como é que fica a água e os animais que vivem nelas? E você cuida bem da água que sai da sua torneira? Outra campanha interessante sobre a água é “Amigos transformando o mundo” do Disney Channel, que promove atividades para realizarmos no nosso dia-a-dia. E você? De que maneira tem se preocupado e contribuído para preservar a água em nosso planeta? Será que sabe das consequências que teremos no futuro se não tomarmos atitudes conscientes para o seu uso (da água)? Em minha cidade, São João da Boa Vista, descobri que existe uma preocupação em preservar a natureza para melhorar a qualidade da água. A CIPREJIM, que é um órgão da prefeitura, planta mudas de árvores para que o lixo que as pessoas jogam não vá para a água do nosso rio, que é o rio Jaguari. Mas não basta apenas a prefeitura ou o governo tomar essas atitudes. Nós também devemos fazer nossa parte. Por isso, aí vão algumas dicas para economizar e assim termos água suficiente para muitas gerações. - Não demore no banho.


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- Escove os dentes com a torneira fechada. - Quando for lavar a louça, ensaboe e enxágue os pratos, copos, talheres, todos juntos. - Não esqueça que a calçada deve ser varrida e não lavada. - Por último, pense sempre no coletivo e não no individual. E aí, guardou essas dicas na “cachola”? Se todos nós sempre colocássemos essas e outras dicas no nosso dia-a-dia, a água nunca iria acabar. E lembre-se: faça a sua parte e o planeta agradecerá!

Déborah Hoffmann Feldberg 5º ano – ensino fundamental Colégio Anglo São João Profª Lucinda Noronha Diretor: Fernando Nagib

1º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa

ÁGUA, UTILIZE-A SEM DESPERDÍCIO

Vamos usar a nossa água com consciência? Para isso acontecer, todos têm que colaborar, porque sozinho ou sozinha ninguém consegue acabar com o desperdício. E como nossas avós e avôs diziam: “Que sabendo usar não vai faltar”. A água é um recurso limitado, e o seu desperdício tem consequências. No Brasil, a agricultura é que mais consome água, 63% vai para a irrigação, 18% para o uso doméstico. A indústria fica com 14% e os 5% restantes são usados para dar aos animais. São Paulo, por exemplo, já está sofrendo racionamento de água. Isso sem citar o Nordeste, que sempre enfrenta o problema da seca. A palavra do momento que precisamos dizer é “economizar”, afinal cada gota economizada é um ponto a mais na luta para a conservação de água no planeta. O desperdício residencial é o campeão, no Brasil, e o maior gasto de uma residência é no banheiro. Tudo isso pode mudar com simples mudanças de hábitos. - Feche a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba. - Tome banhos rápidos. - Regule a válvula da descarga. - Reaproveite a água da chuva ou da máquina de lavar roupas. - Varra a calçada com a vassoura. - Molhe as plantas com o regador.


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- Lave o carro com balde. Se todas as pessoas levarem a sério o problema da falta d´água em nosso planeta, e mudar seus hábitos, tudo isso são medidas simples para nós e grande para a natureza e no combate ao desperdício de água. Todos temos uma parcela de respeito e responsabilidade nessa história.

Beatriz Gomes de Sozzo

5º ano – ensino fundamental E.E. “Dr. Teófilo de Andrade” Profª Sandra Helena Braido de Melo Diretora: Maria Cristina Marcon de Carvalho

2º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa ÁGUA; USE-A SEM DESPERDÍCIO

Desde o começo das civilizações, o homem sempre procurou de-

senvolver suas atividades próximas aos cursos de água, e nos dias de hoje não é diferente. Podemos encontrar no rio Jaguari toda água necessária para abastecer nossa cidade. No nosso dia-a-dia usamos água para beber, lavar louças, cozinhar, lavar o carro, regar as plantas e principalmente para nossa higiene pessoal, mas precisamos aprender a usar a água de forma mais consciente, evitando desperdício. O Brasil possui a maior reserva de água doce do planeta, mas está sendo utilizada de forma inadequada, está sendo poluída pelos esgotos domésticos e pelas grandes indústrias. Bem, essas informações encontrei pesquisando em livros e internet, mas o que realmente me chamou a atenção é saber que aos meus 10 anos de idade, preciso encontrar alternativas para ajudar o meu planeta. Ops! Vou fechar a torneira que não para de pingar... Sem água não há vida!

Daniel Pomeranzzi Malheiros

3º Lugar

5º ano - ensino fundamental Colégio El Shadai Profª Cláudia Roberta Lourenço Diretora: Elsbeht Schütz


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011 ÁGUA, UTILIZÁ-LA SEM DESPERDÍCIO Certo dia, fui à casa de um amigo e perguntei-lhe: - Por que vocês gastam tanta água? Ele me respondeu: - Porque quero dar e ter conforto para minha família! Então comecei a pensar: - Por que apenas uma pessoa ou uma família pode gastar tanta água sendo que outras pessoas também vão precisar dela? Os seres humanos se esquecem que a água é um patrimônio da humanidade, e que dela depende nossa vida, pois a água, além de matar nossa sede, nos ajuda com a limpeza, alimentação e até na geração de energia. Porém, os “homens” estão jogando lixo nos rios, e o chorume, que é o líquido que sai do lixo. Polui e mata tudo que há nos rios. De repente, fiquei cheia de pensamentos, e todos me diziam a mesma coisa: - Utilizá-la, mas sem desperdiçá-la! Lembrei-me de todas as aulas da escola, que falavam sobre não desperdiçar, e até das dicas de economia como: usar balde ao lavar o carro; escovar os dentes com a torneira fechada; varrer a calçada, etc. Ou seja, usar de forma consciente! Por isso, voltei à casa de meu amigo e disse tudo que tinha pensado, e ele acabou-me dizendo que eu tinha razão. Fiquei contente que ele havia entendido, e que pude dar minha pequena contribuição para que no futuro as próximas gerações também possam desfrutar deste bem tão valioso!

Caroline Regina de Lima

5º ano - ensino fundamental EMEB “Sarah Salomão” Profª Rachel Eloy Nogueira Diretora: Luciana Cristina Cavalari Martins

4º Lugar


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Mudar o mundo, eu sou voluntário 6º ano do Ensino Fundamental

Marcela S

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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011 VOLUNTÁRIO... MUDAR O MUNDO... COMO POSSO FAZER ISSO? O que é ser voluntário? É fazer o bem sem querer nada em troca? E como fazer o bem para o nosso planeta que tanto necessita? Aumento de temperatura, inundações, ondas de calor, ciclones violentos, neve no Brasil? Acho que nos devemos preocupar com o futuro do nosso planeta. Sei que existem organizações dedicadas à conservação da natureza, mas e nós, o que podemos fazer? Podemos ter um planeta melhor, conscientizando as pessoas a terem gestos simples: não desperdiçar água, lavar carros e calçadas com baldes. Vamos descartar as mangueiras, reciclar o lixo, não usar sacolas plásticas no supermercado. Devemos lembrar que somos privilegiados de vivermos em um país com uma fauna e flora tão ricas e com grande quantidade de água potável. Mas, se continuarmos destruindo o planeta teremos água até quando? O nordeste do nosso país já sofre muito com a falta de água. Quero conscientizar as pessoas de que é aqui que vivemos, o planeta Terra é a nossa casa, e que dele cuidando, estaremos cuidando de nós mesmos. Quero que meus filhos e netos possam viver num planeta melhor e que saibam que minhas atitudes contribuíram para isso. Atitudes das quais no futuro possa me orgulhar e dizer: - Eu ajudei, fiz um mundo melhor! Faça parte também dessa grande corrente. Seja você também um voluntário! Juntos faremos um mundo melhor.

Marcela Scacabarozi Franciscato

6º ano – ensino fundamental Colégio Objetivo Profª Alexandra Westin de Almeida Carbonara Diretora: Mara Lícia Vieira Leite de Camargo

1º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa

A UNIÃO FAZ A FORÇA

Um menino chamado Léo tinha um sonho, mas que para ele era meio difícil. Ele sonhava que a família tivesse um benefício melhor de vida. Até que uma noite, Léo chorava muito e então viu pela janela uma estrela cadente e logo fez o seu pedido. - Eu quero uma vida melhor!!! As lágrimas pararam de escorrer e ele conseguiu dormir. De manhã, Léo tinha que ir para a escola; então os pais o acordaram e ele já se levantou falando sobre a noite passada: - Mãe? Pai? Vocês não vão acreditar no que eu vi ontem à noite! Os pais, assustados, perguntam: - Conte Léo! - Eu vi uma estrela cadente, e fiz a ela um pedido para melhorar nossa vida. - Mas, meu filho, nada cai do céu. E se você quiser uma vida melhor, tente ajudar mais o mundo, disse, assustada, a mãe. - Mas mãe, como eu posso ajudar o mundo? - Aos poucos você descobrirá. E para começar eu comprei uma bicicleta, em vez de um carro. Pegue-a para você e lembre-se: seja voluntário, não só por você, mas por todos. Ouvindo isso, Léo pegou a bicicleta e pensou: “Ora, mas como uma bicicleta ajuda?” E ficou com essa dúvida. No meio do caminho passou um carro, parou na beira da rua e jogou uma latinha no chão. Léo foi perto e analisou. Pegou e guardou no cesto da bicicleta. Andou mais um pouco e um caminhão passou. Léo não via nada no meio da poeira e então pensou: “Esse cara precisa de uma bicicleta”. Logo percebeu que estava sendo “voluntário”.


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Chegando à escola pegou a latinha e jogou no lixo, só para metais. Na sala de aula, a professora de português deu uma redação a todos da classe. O tema era “mudar o mundo, eu sou voluntário”. Léo escreveu o que tinha feito naquele dia. Depois da escola, Léo chegou em casa e contou tudo. A mãe, orgulhosa, disse: - Isso mesmo, meu filho! Continue assim! Léo ficou feliz e continuou a ajudar o planeta. Sempre orgulhoso por estar fazendo algo de bom. Sua ação comoveu a seus amigos que disseram ao diretor da escola. Então, fizeram uma campanha acumulando mais gente; a ideia da escola chegou ao prefeito da pequena cidade e ele fez várias outras campanhas e principalmente incentivou a cidade a ajudar também. Léo ficou orgulhoso e continuou fazendo o que o deixava tão feliz: ser voluntário!

Maria Antonia Bahena Munhoz

6º ano – ensino fundamental E.E. Dr. Teófilo de Andrade Profª Vânia Laura Benedito Amorin Diretora: Maria Cristina Marcon de Carvalho

2º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa COMO EU POSSO FAZER PARA MUDAR O MUNDO? Fico pensando, o que podemos fazer para mudar o mundo, se sou apenas uma formiguinha no meio de um enorme formigueiro; um grão de areia no meio do Saara; uma pessoa no meio de outras 6,8 bilhões. Pensar que sou a única, não existe outra igual. Será que um pequeno gesto como não jogar um papel no chão pode fazer uma grande diferença? Pense assim: se todas as pessoas que passarem por uma avenida jogarem um papel no chão, podem pensar que não é nada, podem estar enganadas. Além de deixarem a rua suja, podem entupir os bueiros provocando uma enchente, deixando pessoas sem lar e até feridas. Mas, como mudar o mundo? Sozinho, pode ser difícil, então faça campanhas de reciclagem, por exemplo, junte seus amigos e faça a diferença! Muitas pessoas por aí, não têm consciência do aquecimento global ou do efeito estufa. O que muita gente não sabe é que tudo isso somos nós mesmos que causamos. O aquecimento global está derretendo as geleiras dos polos e os ursos polares não vão ter onde morar. Os continentes vão se alagar, e com o derretimento, o nível do mar vai subir. Outro problema é a população mundial muito mal distribuída. Países como a China e a Índia estão super lotados, o que pode deixar as pessoas em condições precárias, pouco saneamento básico. Quando você joga um prato de comida no lixo, pensando que não poderá ser reutilizado, em algumas regiões da África poderia salvar vidas. Mas, se cada um de nós fizer a nossa parte, poderemos fazer um mundo melhor para se viver. Seria bom se todas as pessoas fossem boas, solidárias e se preocupassem com as outras. Faça sua parte, mude o mundo!

Maria Luiza da Silva Buffo

3º Lugar

6º ano - ensino fundamental Colégio Anglo São João Profª Roseana Maria Dutra Diretor: Fernando Nagib


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011

COMO CONSERTAR O MUNDO?

Para consertar o mundo, temos três etapas: Mudar o mundo... descobri que antes de mudar o mundo temos que mudar a nós próprios... e também participarmos da sociedade, isto é, ser voluntário. Primeiro, como uma pessoa que não joga lixo em lugares corretos, não recicla, não tem consciência ambiental quer mudar o mundo? Então, antes de mudar o mundo temos primeiro que mudar a nós mesmos. Em segundo lugar, depois que tivermos consciência passaremos isso para outras pessoas, ou seja, convenceremos os outros que todos têm que fazer sua parte e, só assim, os nossos filhos e netos poderão ter um mundo um pouco melhor. Não adianta tentar mudar o mundo enquanto as pessoas não mudarem principalmente suas atitudes. Finalmente, depois de estarmos todos unidos pelo planeta, conseguiremos mudar o mundo. As pessoas novas querem fazer a diferença. A maioria dos adultos e adolescentes são egoístas e só pensam em dinheiro, mas eles não veem que o dinheiro não vai salvá-los quando o mundo estiver estragado. Um provérbio indígena diz: “Quando a última árvore for cortada, quando o último peixe, pescado, quando o último lago, secado, vocês vão ver que dinheiro não se come”. Você pode separar seu lixo em coisas recicláveis. Os animais e a vegetação precisam ser preservados. Plante mais árvores, seja “VERDE”!


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O mundo tem muitas coisas para consertar, mas as pessoas estão dispostas a colaborar? Você pode pelo menos fazer sua parte! E mesmo que digam que é impossível mudar o mundo, não se esqueça: tudo é possível se todos estiverem JUNTOS! Eu não posso mudar o mundo, mas NÓS podemos! Mudar o mundo? Eu sou voluntário! E você?

Camila Assalin Gonçalves

4º Lugar

6º ano – ensino fundamental Colégio Integral - Unidade Santo Agostinho Profª Marli Dias Ferreira Arcuri Diretora: Ana Aparecida Aguiar de Andrade


Consequências do aquecimento global 7º ano do Ensino Fundamental

1º lugar Letícia Ga briel V

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4º lugar Thaís Damada Quirino

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Planeta Terra, Nossa Casa AS CONSEQUÊNCIAS DO AQUECIMENTO GLOBAL

Querido diário,

Hoje foi um dia muito importante para mim, um dia que, sem dúvidas, será inesquecível! Estava assistindo à TV à tarde e fiquei impressionada com o que vi. Nunca em minha vida tinha visto tanto sofrimento e tragédia, tive vontade de chorar. Eu mal sabia o que estava acontecendo, mas ao ver os mortos e todas as destruições já pude imaginar que era mais uma catástrofe por culpa nossa. Quem não morreu estava ferido, ninguém conseguiu escapar: plantas, animais, pessoas, todos estavam em um estado péssimo! Logo depois, soube o que havia acontecido, um tsunami! Tudo bem, que tenha sido no Japão, praticamente do outro lado do mundo, mas pensando bem, o que acontece lá ou aqui é nosso problema também! Diário, eu não posso ver tantas pessoas tristes por nossa causa! São crianças chorando, adultos morrendo e os sobreviventes sem um lar. É terrível, é cruel e deve mudar. Não vou cruzar os braços diante de toda essa tristeza, não vou conseguir dormir enquanto eu não fizer alguma coisa. O aquecimento global é o nome disso, são as alterações no clima, o aumento da temperatura e suas consequências são diversas, como inundações, tempestades, furacões e um tsunami como esse. Penso em como seria bom se o homem conseguisse viver em harmonia com a natureza, talvez seja difícil, porém tenho certeza de que não é impossível! Depois de todos os desastres, uma senhora que conseguiu sobreviver disse: “É muito triste olhar e perceber o que perdemos, pior ainda é


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saber que tudo é culpa nossa, alguns podem não admitir, mas é verdade. Infelizmente o ser humano tem o grande erro de ter que perder para dar valor! É assim com as coisas, os amigos, a família e com tudo! Quem sabe agora valorizem um pouco mais, antes que chegue o fim”. Aquelas palavras me emocionaram, toda a sinceridade foi dita, acho que o mundo inteiro deveria ver isso. Bom, esse dia se tornou tão importante para mim, porque eu nunca imaginei nada disso antes e também pelo fato de ter aprendido a valorizar a vida que tenho e ajudar aqueles que não têm essa mesma oportunidade. De hoje em diante, eu vou informar as pessoas sobre “as causas e conseqüências do aquecimento global”, cuidar do planeta que um dia será de meus filhos e netos, vou ser uma pessoa melhor pelo fato de alegrar os outros e irei rezar não só por mim, meus amigos e minha família, mas por todos! Beijos, amigo de todos os dias... De sua escritora Letícia.

Letícia Gabriel Viana

7º ano - ensino fundamental Centro Educacional SESI - 156 Profª Adriana Flora da Silva e Souza Administradora: Maria Cássia Sobreiro Dias Caldas

1º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa

SAUDADES!!! Saudade, saudade, ah! Quantas saudades... Bem, eu me chamo Marcelo, tenho 12 anos e converso muito com minha avó Anita. Ela tem 74 anos e, por sorte, sempre me relata como era o ambiente antigamente, quando ainda não tínhamos o tenebroso efeito estufa. Quando o céu ainda era azul, nosso ar puro, pois ainda não havia tantas indústrias, nem tantos desmatamentos. Ela conta que quando criança as manhãs surgiam com muito orvalho nos matos, os pássaros cantavam anunciando a chegada de novo dia, as abelhas colhendo néctar. Ah! Como a natureza respondia a cada estação. Na primavera, as flores coloridas; no verão, nossos banhos de cachoeira e o sol quente; no outono, as frutas do pomar à escolha, e no inverno, o céu azul e as noites frias e estreladas. Quando ela ia para a escola, sempre a cavalo, ia por trilhas, pois não tinha estrada, a mãe natureza era preservada, nosso meio de transporte se dava por cavalos, ou carro de bois. Nosso ar era tão puro, que não se viam doenças. No final de semana, sempre surgia aquele tão animado banho de rio, acompanhado de deliciosas brincadeiras. O rio era cercado por avencas, pois a natureza reinava, as pessoas nadavam em águas cristalinas, não havia descarga de esgoto para poluir e matar os peixes. Hoje, nossos tempos são outros. O homem visa somente explorar a natureza, isto acaba deixando marcas irreparáveis


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e, como conseqüência, estamos colhendo os frutos. O aquecimento global, que vem de muitos anos, está trazendo consequências sérias a todo o planeta, causando um estrago enorme em todo ecossistema, afetando as florestas, plantações e todo o reino animal e vegetal. Temos como exemplo o derretimento das placas de gelo da Antártica, as mudanças no clima, o que está trazendo grandes tempestades, causando mortes e inúmeras doenças. Ainda sou criança, mas tenho consciência de que se todo mundo colaborar, nossa natureza voltará a sorrir. As pessoas precisam andar mais de ônibus coletivo, abastecer seus carros com etanol, controlar o desperdício e colaborar mais com a reciclagem, pois com essas pequenas ações, podemos mudar o rumo de nosso planeta e ensinar às crianças, desde pequenas, que a melhor forma de ajudar o planeta é estar sempre plantando uma árvore, ajudando a natureza que tanto nos faz!!!

Marcelo Romêro Rezende Filho

7º ano - ensino fundamental Colégio Integral – Unidade Externato Santo Agostinho Profª Marli Dias Ferreira Arcuri Diretora: Ana Aparecida Aguiar de Andrade

2º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa SOS PLANETA O aquecimento global pode alterar os fatores climáticos, furacões, secas, enchentes, extinção de animais e vegetais e o aumento do nível do mar. Com o aumento da temperatura, o ecossistema pode mudar. Alguns animais podem sair de seus habitats, também podem aumentar ainda mais os casos de doenças como: malária e diarreia. Um dos principais fatores é a queima de combustíveis fósseis, que é responsável pelo CO2 entre outros gases queimados: diminui a área verde que absorve o CO2, fazendo com que acumule o gás na atmosfera, principalmente nas grandes cidades. Foi criado o Protocolo de Kyoto, que é um acordo internacional que visa à redução da emissão de poluentes que aumenta o efeito estufa no planeta. O principal objetivo desse protocolo é diminuir a temperatura global. Os Estados Unidos são o país onde há mais poluição no mundo, não aceitaram esse acordo, pois eles pensavam que viria a prejudicar o desenvolvimento industrial do país. Existem algumas soluções como: instalar sistemas de controle de emissão de gases poluentes nas indústrias; deixar o carro em casa e usar transportes coletivos (ônibus, metrôs, trens) ou bicicleta; usar ao máximo a iluminação natural dentro dos ambientes domésticos; não praticar o desmatamento e queimadas em florestas; deve-se efetuar o plantio de mais árvores como forma de diminuir o aquecimento global.

Giovana Dias Gonçalves

3º Lugar

7º ano - ensino fundamental Colégio El Shadai Profª Roseana Maria Dutra Diretora: Elsbeht Schütz


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011 AS CONSEQUÊNCIAS DO AQUECIMENTO GLOBAL Ultimamente, nosso planeta vem sofrendo muito com as conseqüências do aquecimento global. O aquecimento global é uma conseqüência das alterações climáticas, a temperatura vem aumentando muito graças às ações humanas, que intensificam o efeito estufa através do aumento na queima de combustíveis como : petróleo, carvão mineral e gás natural. A queima dessas substâncias produz gases como: CO2, CH, e N2O que retêm o calor das radiações solares, como o vidro de uma estufa. O desmatamento também é mais um fator que contribui para as mudanças climáticas. O degelo é uma conseqüência do aquecimento global, várias áreas com massas de gelo e neve estão derretendo por causa da elevação da temperatura, vários oceanos estão aumentando o nível por causa do degelo. O aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies de animais e plantas, desequilibrando o ecossistema. Outra consequência também é o aumento de furacões, tufões e ciclones. O ser humano tem que ter consciência de que está fazendo mal ao nosso planeta, pois está prejudicando a fauna, a vegetação, o clima e muitas outras coisas. Para reverter isso, o mundo precisa diminuir rapidamente a emissão de gases poluentes na atmosfera. Pois o ser humano é também capaz de usar sua inteligência para o bem!

Thaís Damada Quirino

7º ano - ensino fundamental Colégio “Santo Expedito” Profª Rosa Gregório Diretora: Leni Campos de Lima

4º Lugar


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As Indústrias de São João cuidam do meio ambiente? 8º ano do Ensino Fundamental

1º lugar Camila da Silva Grilo

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3º lugar a Lima id de Alme na Luiza 4º lugar Gabriele Germ ine Barborati


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL É SÓ DEVER DO POVO?

Preservação Ambiental – tema tão debatido e comentado por to-

dos nos dias atuais. Artigos, reportagens e notícias sobre o assunto é o que não faltam em jornais, revistas e campanhas publicitárias.

Todos estão preocupados com o mundo que vamos deixar para as

gerações futuras se a escassez de recursos naturais, o crescimento desordenado da população, a intensidade dos impactos ambientais e a poluição continuarem.

Entretanto, não basta somente a colaboração e conscientização

da população, é necessária a participação das indústrias também, e felizmente elas estão se preocupando cada vez mais. Mas será que no nosso município isso também está acontecendo?

Após várias pesquisas, chega-se à conclusão de que as nossas in-

dústrias estão fazendo, sim, a sua parte. Por exemplo: a Elfusa mantém um sistema de contenção de poluentes altamente eficaz e um programa de coleta seletiva, além de fazer a reciclagem de resíduos resultantes da produção e de já ter reflorestado as margens do Rio Jaguari-Mirim, que a separa do Clube Recreativo Elfusa.


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Outro exemplo é o da Emigran, que explora de maneira racional

as reservas naturais de mármore e granito e depois faz a recuperação ambiental, preocupando-se durante todo processo com a fauna e a flora regional nativa.

Se cada um e cada indústria fizerem sua parte, assim como estas

que foram citadas, certamente colheremos bons frutos para a qualidade de vida de nossos filhos.

Camila da Silva Grilo

1º Lugar

Escola El Shadai 8º ano - ensino fundamental Profª Lucinda de Almeida Noronha Diretora: Elsbeht Schütz


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011

AS CORTINAS DE SÃO JOÃO

Tudo começou quando o homem quis evoluir, as pedras já não tinham tanta graça, a caça já não era sua atividade preferida. Os desenhos passaram das paredes de cavernas para telas brancas; o som, que antes só se ouvia de animais, passou a ser traduzido como música através de instrumentos. Daí em diante, as inovações se aprimoravam a cada século. Uma dessas inovações foi a chegada das indústrias. Grandes galpões abrangendo inúmeras máquinas. O que serviria para facilitar a produção de trabalhadores exaustos transformou-se em uma verdadeira arma ao meio ambiente. Arma cruel, aquela que destrói o alvo aos poucos, sem piedade alguma. Em pouco tempo, já não se podia mais ver o céu límpido, quase não se enxergava os pássaros que antes maravilhavam a todos com seus singelos cantos. O que se enxergava era aquela fumaça preta misturando-se ao azul do imenso céu, e a química se intercalando a cada minúscula gota de água dos mares e oceanos. Considerada uma das cidades com as paisagens mais lindas do Estado de São Paulo, aquela dona dos Crepúsculos Maravilhosos, São João da Boa Vista atraía a todos pelas suas montanhas que cercam a cidade e o crepúsculo que tem o poder em prender o olhar de todos os que passam nela. Porém, nem sempre há esforço por parte das indústrias em preservar estas belezas. Todos os recursos necessários para manter as paisa-


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gens naturais da cidade em seu perfeito estado, não são demonstrados. Pode-se colocar filtros adequados para tentar diminuir o percentual de poluição; mas muitas vezes eles se preocupam mais com o aumento dos lucros do que com o aumento dos óbitos. O fato é que os problemas nas indústrias só conseguem ser amenizados sob ameaça de multa. As paisagens poderão ser levadas juntas com a fumaça; e um pouco da vida de cada habitante estará sendo carregada pelas águas cobertas de detritos. E as cortinas esfumaçadas estarão por um fio de fechar as janelas dos Crepúsculos Maravilhosos.

Letícia Romero de Carvalho

2º Lugar

8º ano - ensino fundamental Centro Educacional SESI - 156 Profª Marly T. Estevam de Camargo Fadiga Administradora: Maria Cássia Sobreiro Dias Caldas


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011

AS INDÚSTRIAS DE SÃO JOÃO CUIDAM DO MEIO AMBIENTE?

Antigamente não era uma preocupação cuidar do meio ambiente. Porém, tudo começou a mudar. Nós prejudicamos a natureza e por isso ela se rebelou, com enchentes, tsunamis e muitas outras coisas. Isso abriu a mente dos seres humanos para a necessidade de cuidar do planeta. Daí, entram as indústrias, que são, na maior parte, as maiores causadoras da poluição do meio ambiente. Porém, esse pensamento de que toda essa poluição é só por culpa delas, não existe mais. Até porque, agora, as indústrias usam vários métodos que contribuem para a preservação do meio ambiente. Eu poderia citar minha cidade de São João da Boa Vista: aqui já existem várias indústrias que, em conjunto, estão fazendo do planeta um lugar melhor. Temos como exemplo a empresa Elfusa, que mantém um sistema de contenção de poluentes, altamente eficaz. Investe também em ações preventivas visando à preservação do meio ambiente. E, assim, se cada um fizer sua parte o meio ambiente estará a salvo.

Ana Luiza de Almeida Lima

8º ano - ensino fundamental Colégio “Santo Expedito” Profª Rosa Gregório Diretora: Leni Campos de Lima

3º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa

EMPRESA CAMINHANDO JUNTO COM O MEIO AMBIENTE

Hoje em dia as indústrias de São João da Boa Vista estão preocu-

padas com o meio ambiente, evitando poluir a terra, a água e o ar. Existe uma indústria sanjoanense, chamada Ribeiro Fabril, engajada nessa luta. Ela utiliza material reciclável trazido por catadores de lixo ou provenientes de cooperativas de reciclagem. Além disso, possui um reservatório para reutilização da água. A idéia surgiu há 30 anos, quando ainda não se pensava em reciclar o lixo. Eles fabricam produtos utilizados na construção civil e vendem para vários estados brasileiros: Bahia, Santa Catarina, Paraná etc. A empresa Ribeiro está sendo aperfeiçoada para melhorar sua produção. Além disso, ainda dá oportunidade às pessoas deficientes, oferecendo-lhes trabalho para serem realizados em casa. Essa indústria é um exemplo a ser seguido. Não poluindo o meio ambiente, ela preserva o mundo onde todos nós vivemos. E isto é uma grande contribuição para o planeta!

Gabriele Germine Barborati

4º Lugar

8º ano - ensino fundamental Colégio Dom Bosco Profª Maristela Borges de Andrade Lima Diretora: Mônica Westin de Almeida Azevedo Moraes


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Reutilização e reciclagem do lixo, o planeta agradece 9º ano do Ensino Fundamental

Giovanna

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Planeta Terra, Nossa Casa

NOSSO FUTURO NO MUNDO. NOSSO MUNDO NO FUTURO.

Fui desafiada a produzir um texto. O tema? Simples, e ao mesmo tempo, complexo. Então, pensei: o mundo pode até parecer um lugar pacífico atualmente, se comparado, é claro, ao mundo de outras épocas ou civilizações. No entanto, é bem possível estarmos enganados pelas aparências. As guerras travadas entre países não são nada perto das guerras que travamos todos os dias em busca da preservação do nosso planeta. Conforme as usinas crescem e o mundo se desenvolve, retiramos cada vez mais os recursos terrestres e acabamos por jogar o nosso lixo em rios, lagos e florestas. Há pessoas que ainda se importam com o futuro do nosso planeta. Há aquelas que com um perfil empreendedor, ainda conseguem “lucrar” transformando aquilo que chamamos de lixo em artes e formas, através da prática da reciclagem. Sabe-se também que várias empresas já possuem aparelhos e projetos para a reutilização de garrafas, que é o caso da Coca-Cola e um exemplo a ser seguido por muitos. Por isso, os cidadãos também podem contribuir com a reciclagem de várias maneiras: separando o lixo, diminuindo o tempo de banho e reutilizando a água da lavagem de roupas para lavar os quintais. Outra forma de ajudar a natureza e ter fonte de renda seria através da produção de sabão, assim é possível impedir que o óleo já utilizado contamine a água.


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Se cada pessoa fizer a sua parte, nossos filhos poderão viver em um mundo melhor, onde a poluição, as doenças e as crises da natureza não serão tão frequentes e destruidoras. Hoje, isso é só um sonho, mas no futuro poderá virar realidade. E aos alunos que, como eu, foram também desafiados a essa proposta, um alerta: Que essas ideias não fiquem apenas no papel. Vamos colocá-las em prática para que o nosso futuro mundo esteja melhor.

Giovanna Carolina Carneiro

9º ano – ensino fundamental Colégio El Shadai Profª Lucinda de Almeida Noronha Diretora: Elsbeht Schütz

1º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa MINHA, SUA, NOSSA RESPONSABILIDADE Reutilizar e reciclar são duas coisas importantíssimas para o meio ambiente. Será que tudo que nós chamamos de “LIXO”, não tem outro caminho a não ser os lixões? Um pouco mais da metade dos lixões é composto por matérias que poderiam ser recicladas ou reutilizadas. O lixo é caro, polui o ambiente e leva muito tempo para se decompor, além de ocupar muito espaço. Se a sociedade parasse parar para pensar que, o que ela chama de lixo pode ser fonte de emprego e dinheiro para milhões de famílias, a situação não seria essa. Reutilizar e reciclar são formas de se reeducar. O produto permanece por mais tempo em uso, antes de ser descartado. É preciso rever valores que estão impedindo o nosso modelo de desenvolvimento e, antes de se falar em “LIXO”, é preciso reavaliar nosso modo de viver, produzir, consumir e descartar. Quando descartamos de forma irregular, podemos ter vários problemas. Por exemplo, os pneus acumulam água, transformando-se em focos de dengue ou malária. As pilhas deixam vazar metais tóxicos como o zinco e o mercúrio, extremamente prejudiciais à saúde. Cada um deve ser responsável pelo lixo que produz, só assim conseguiremos ser um mundo sustentável; pois, um dia, nós não estaremos mais aqui, mas nosso lixo sim.

Graziela da Silva Contini

2º Lugar

9º ano – ensino fundamental E.E. “Prof. Francisco Dias Paschoal” Profª Nívea Poli Barbosa Diretora: Rita de Cássia Oliveira


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011 CONSCIENTIZAÇÃO De tudo que é jogado diariamente no lixo, grande parte poderia ser reciclada ou reutilizada e o resto ser transformado em adubo orgânico. O lixo é um problema relativamente recente. Há algumas décadas esse lixo era constituído basicamente por materiais orgânicos, facilmente decompostos pela natureza, mas com as mudanças nos hábitos alimentares, o aumento de produtos industrializados e embalagens descartáveis, o lixo tomou outra dimensão e sua “composição” também mudou. Hoje, ao invés de restos de alimentos, as lixeiras transbordam não só de embalagens plásticas, que demoram anos e anos para se decompor, como, também, de outras embalagens recicláveis. O problema não é, propriamente, a característica do lixo produzido nos grandes centros urbanos, mas o destino dado a eles. Muitos desses materiais podem ser reaproveitados ou reciclados, diminuindo, assim, as enormes montanhas formadas nos lixões das cidades, e, consequentemente, a degradação no meio ambiente. Como por exemplo, se todos separassem os seus próprios lixos iria ajudar até mesmo pessoas que sobrevivem disso. Por isso, devemos nos conscientizar o mais rápido possível e, começar desde agora, antes que amanhã seja tarde demais. São coisas muito fáceis que não custam nada a ninguém e, que, se cada um fizer a sua parte o planeta agradece. Misturar os materiais recicláveis com o resto do lixo prejudica o seu reaproveitamento, destroe nosso planeta, consequentemente, nossas vidas. Portanto, que cada um faça a sua parte! Não percamos mais tempo. Larissa Cristine Galhardo

9º ano – ensino fundamental E.E. “Cel. Cristiano Osório de Oliveira” Profª Maria Isabel João Milan Diretora: Célia Aparecida Giacomini Ferrari

3º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa

REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DO LIXO, O PLANETA AGRADECE

A reciclagem ou também a reutilização dos materiais recicláveis

pode ajudar nosso planeta a ter uma vida saudável. Reciclagem é a reutilização do lixo produzido. A reciclagem traz muitos benefícios, tanto para o planeta como para o meio ambiente, mais ainda, para o próprio ser humano. Com a reciclagem os resíduos não são destinados aos lixões ou aterros sanitários, não contaminamos o solo, os rios e o ar, que indiretamente causam doenças. Ela também pode trazer benefícios econômicos, como, diminuição na limpeza urbana, no tratamento de doenças, no controle das construções de aterros sanitários, na recuperação de áreas degradadas e na energia elétrica. Os principais produtos que podem ser reciclados são: o plástico, o papel, o papelão, o vidro e o metal, entre outros. Além de todos estes benefícios, a reciclagem gera empregos e renda para muitas famílias, com a venda dos materiais recicláveis. Ela coopera, em muito, com o equilíbrio ecológico do planeta. Seja um cidadão consciente. Recicle...

Thiago Zanetti Jordão

4º Lugar

9º ano – ensino fundamental Colégio “Santo Expedito” Profª Rosa Gregório Diretora: Leni Campos de Lima


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O desenvolvimento é sustentável? 1º ano do Ensino Médio

1º luga Flávia Lem r es Gamba

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Planeta Terra, Nossa Casa O DESENVOLVIMENTO É SUSTENTÁVEL? Atualmente, para atender às necessidades da população mundial, estamos em constante desenvolvimento. Porém, convém lembrar que vivemos em um mundo de recursos finitos. Vendo que o desenvolvimento depende de recursos naturais, será que é possível afirmar que este é sustentável? O desenvolvimento atual, embora traga melhorias à população, sem dúvidas traz inúmeros desequilíbrios e problemas ambientais. Em nome do progresso, a demanda de recursos naturais é muito maior do que a natureza é capaz de repor. As indústrias liberam toxinas no ar, poluem os rios e cientistas preveem que no futuro os conflitos serão decorrentes da escassez de água potável. Atualmente, ouve-se cada vez mais se falar sobre o aquecimento global, poluição, efeito estufa, degelo das calotas polares e catástrofes naturais. Um bom exemplo, ocasionado pelo desenvolvimento, foi o vazamento de petróleo no Golfo do México, onde quase um milhão de litros de óleo se espalhou por dia no mar dos Estados Unidos. Embora existam muitos ambientalistas, ONGs em nome da preservação da natureza e uma grande quantidade de lixo sendo reciclado, ainda assim, o problema de exploração de matas e os índices de poluição são muito altos. O desenvolvimento, de fato, não é sustentável, e para conseguir alcançar esse objetivo seria necessário usar os bens naturais com planejamento, combater o desmatamento ilegal, criar áreas verdes em grandes centros urbanos, instalar filtros nas indústrias e, principalmente, conscientizar o mundo que é preciso consumir menos hoje, para garantir a vida amanhã. Flávia Lemes Gamba

1º Lugar

1º ano – ensino médio Centro Educacional – SESI 156 Profª Josy Marta Ferreira Mathias Administradora: Maria Cássia Sobreiro Dias Caldas


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011

A REVOLUÇÃO SUSTENTÁVEL A Revolução Industrial, que ocorreu durante os séculos XVIII e XIX, inovou os métodos industriais e trouxe um avanço imensurável para o mundo. Mas será que James Watt, grande engenheiro da época, imaginava que as revolucionárias máquinas de seu tempo pudessem representar um vilão do meio ambiente? O mal que as indústrias representam, hoje é conhecido e real. A poluição das fábricas, entre outros fatores, gera graves problemas como má qualidade do ar, poluição dos rios e excesso de lixo. As ações sustentáveis, que geram desenvolvimento sem degradar o meio ambiente, são uma solução para esse problema. A Emigram, empresa de mineração de granito de nossa cidade, já realiza projetos sustentáveis. A lama de granito, subproduto da fábrica, que uma vez descartada poderá causar danos ao meio ambiente, agora é utilizada na agricultura, como fonte de nutrientes para a plantação. Além disso, a lama substitui o uso de cloreto de potássio industrial, que, na maioria das vezes, é importado de outros países. A população também deve fazer sua parte. Medidas simples como economizar água, poupar o uso de combustível poluente, já são significativas. O desenvolvimento é sustentável? Sim. Basta as indústrias e a população se conscientizarem da importância da sustentabilidade.

Pedro Henrique Médici de Sousa 1º ano – ensino médio Anglo São João Profª Mariana Moreira Nunes Diretora: Adélia Adib Jorge Nagib

2º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa O DESENVOLVIMENTO É SUSTENTÁVEL? Manoela é uma garotinha de seis anos que estava assistindo à televisão quando ouviu o tema “Desenvolvimento Sustentável“. Ficou curiosa e perguntou à sua mãe: - Mamãe, o que é Desenvolvimento Sustentável? Sua mãe, Dona Bruna, explicou-lhe com o máximo de informações que tinha: -Desenvolvimento Sustentável, minha filha, é quando nós compramos só o que a gente precisa, quando a gente recicla o lixo, quando a gente não desperdiça água. -Como assim, desperdiça? – disse Manoela com toda a sua ingenuidade. -Desperdiçar água é quando nós ficamos um tempão no banho, cantarolando e brincando; quando nós lavamos a calçada. -Não pode lavar a calçada? - É muito melhor varrer. Continuando. Desenvolvimento Sustentável é quando nós não jogamos lixo no chão, quando nós não cortamos árvores, quando a gente não mata os animais..., ou seja, Desenvolvimento Sustentável é a gente só usar o que precisa e não poluir o meio ambiente. -Mamãe, a gente vive em um mundo sustentável? -Muitas pessoas no mundo desperdiçam água, jogam lixo no chão, queimam e cortam as árvores e compram muitas coisas que não precisam. Mas existem várias pessoas que ajudam os animais, plantam árvores, reciclam o lixo e só compram coisas que precisam. -Então é e não é ao mesmo tempo?


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-Isso mesmo, filha. -Mamãe, quando eu crescer vou ajudar o planeta. -Você pode começar a ajudar agora. -Como? – disse Manu com curiosidade. -Você pode ficar menos tempo no banho, não jogar lixo no chão, só comprar o que você precisa e reciclar o lixo. -Ótimo! Vou ajudar a Terra! A mãe sorriu orgulhosa de sua filha. Manoela cresceu e agora tem uma “Empresa Verde”.

Franciele de Oliveira Andrade

1º ano – ensino médio Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo Profª Denise Elaine Emídio Diretor: Eduardo Marmo Moreira

3º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa SUSTENTABILIDADE Hoje em dia falar de desenvolvimento sustentável é moda. Mas, afinal, o que é isso? É uma forma de desenvolvimento que não agride o meio ambiente, de maneira a não prejudicar o desenvolvimento no futuro. E eu pergunto: o desenvolvimento é sustentável? O desenvolvimento atual traz muitas melhorias à população, só que, antigamente, trouxe inúmeros desequilíbrios ambientais, como o aquecimento global, a poluição, a extinção da fauna e flora, efeito estufa entre outros malefícios ao planeta. Nos dias atuais, algumas medidas de sustentabilidade já estão sendo utilizadas com o intuito de preservação do ambiente, conscientização do trabalho coletivo e preservação dos recursos naturais. E já conseguimos ver grandes progressos neste sentido: fábricas cuidando do próprio lixo; menos desmatamento; vizinhos se organizando em mutirões para reciclagem do lixo; adultos e crianças se conscientizando da preservação. Esse conjunto de ações pode fazer a diferença no futuro. Nota-se que o desenvolvimento sustentável se aplica através do desenvolvimento econômico, social e proteção ambiental; e que não deve ser visto como uma revolução, mas, sim, uma medida que progride de forma mais lenta a fim de integrar o progresso ao meio ambiente, para que se consiga desenvolver sem agredir. Por fim... Se contarmos com a colaboração de todos, juntos poderemos transformar o mundo e ter um futuro muito melhor para a nova geração. Bárbara Cristina Silva Oliveira

4º Lugar

1º ano – ensino médio Colégio III Milênio São João – Sistema de Ensino Integral Profª Eunice Belo Anacleto dos Santos Diretora: Ana Claudia Vansetti Braz


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Rio 92. Agenda 21. Contribuição na questão ambiental - “ECO 92” 2º ano do Ensino Médio

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Planeta Terra, Nossa Casa

A INICIATIVA QUE NOS FALTA Em 1992 foi organizada, no Rio de Janeiro, uma Conferência que reuniu algumas nações preocupadas com o meio ambiente e o desenvolvimento humano, sendo que o seu objetivo foi a discussão do desenvolvimento sustentável e a degradação ambiental. Essa Conferência nos mostrou que a situação atual de nossa natureza reflete um dado alarmante, visto que o homem vem degradando cada vez mais o meio em que se situa para dar lugar a novas criações, como as construções urbanas, o desmatamento para plantio de culturas específicas, entre outras, satisfazendo, assim, muitos de seus desejos. Outros países, entretanto, já começaram a luta pela conscientização das pessoas através de incentivos contra o desmatamento, por exemplo, deixando clara a preocupação dos governos e entidades sociais. Dessa maneira, uma das consequências da reunião organizada no Brasil foi a criação de medidas favoráveis ao desenvolvimento sustentável, que visa não só o cuidado com o meio ambiente, mas sim, à eficiência econômica conseguida pela proteção ambiental, juntamente com a justiça social. O fato é que não basta só alguns governos importarem-se com essa questão global, mas as demais nações, que não são poucas, posicionarem-se a respeito do problema. Na verdade, se queremos um planeta melhor a contribuição tem que vir de todos, começando, de preferência, pelos que mais o maltratam.

Kaio Pereira Borato

1º Lugar

2º ano – ensino médio Colégio III Milênio São João – Sistema de Ensino Integral Profª Eunice Belo Anacleto dos Santos Diretora: Ana Claudia Vansetti Braz


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011 AGENDA 21 - “DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL” No decorrer dos séculos, o desenvolvimento mundial e a sociedade capitalista visavam apenas à economia e à riqueza individual deixando à margem o meio ambiente, somente explorando-o sem pensar nas claras consequências. Assim, após um tempo, a natureza se manifestou e o homem enxergou os problemas que foram gerados. Desde então, as consequências negativas da ação humana afetam diretamente a qualidade e a base de vida do planeta. Desse modo, a discussão mundial se voltou à procura de uma solução para resgatar o meio ambiente e para pôr o homem em harmonia com a natureza. Uma reação mundial foi a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), que foi realizada pela ONU, e é mais conhecida como Rio 92 e também como “Cúpula da Terra”. A Conferência reuniu chefes políticos de 179 países. Nela foi criada a Agenda 21, que é um documento de 40 capítulos e possui como principal objetivo o intitulado “desenvolvimento sustentável”. Entretanto, vários temas e assuntos são abrangidos pelo termo “ Desenvolvimento Sustentável”. Uma das ideias que cabem e foram assumidas nessa questão é a sustentabilidade e a união e apoio de um país ao outro. Essa tese liga-se ao crescimento econômico e social, e também discute a conscientização do homem; cabendo a nós, então, atender e pôr em prática as mudanças. A sustentabilidade resume-se na conciliação do ser humano em realizar seu potencial tendo uma vida digna e satisfatória, vivendo em harmonia com a natureza, preservando e respeitando seus limites. “Desenvolvimento Sustentável significa usarmos nossa ilimitada capacidade de pensar em vez de nossos limitados recursos naturais”: essa foi a definição feita por Juha Sipilã, ex-diretor do Conselho Metropolitano de Helsinque. Porém, para alcançar bons resultados é necessária a união mundial, concretizada pelo auxílio de países desenvolvidos a países em desenvol-


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vimento. Essas duas teses enlaçam o crescimento econômico e social, pois basicamente se fixam aos mesmos pontos com uma dependência mútua. Nessa ocasião, encaixa-se a conscientização, que talvez seja mais bem definida como um reexame de valores e a mudanças de hábitos do ser humano, para uma comunidade que viva em harmonia com seu meio ambiente, sem causar danos a ele e a outras comunidades futuras. A extensão desse conceito a toda população é muito importante, de forma que as pessoas possam aprender sobre suas deficiências e identificar as mudanças e inovações. Pelo exposto, identificamos que o principal objetivo da Conferência é chegar a um equilíbrio justo entre as necessidades ambientais, sociais e econômicas das gerações atuais e futuras, e estabelecer bases para uma associação mundial entre diversos países. Assim, a proteção ao meio ambiente se converteu em uma questão de sobrevivência para o ser vivo e em um processo de melhor qualidade de vida humana. Com efeito, a leitura, o estudo e a vivência prática da Agenda 21 poderão garantir resultados expressivos na preservação da vida na Terra.

Bruna Dias Pires de Souza

2º Lugar

2º ano – ensino médio Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo Prof. Robson Batista dos Santos Hasmann Diretor: Eduardo Marmo Moreira


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011 “RIO 92. AGENDA 21. CONTRIBUIÇÃO NA QUESTÃO AMBIENTAL” Rio 92, também conhecida como “ECO 92”, foi uma conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Humano, realizada em 1992 no Rio de Janeiro, e teve como principal tema a discussão sobre o Desenvolvimento Sustentável e sobre como reverter o atual processo de degradação ambiental. Uma série de convenções, de acordos e de protocolos foi firmada durante a conferência. O mais importante deles foi o chamado “Agenda 21”, que comprometia as nações signatárias a adotar métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. Mas, a Agenda 21 não foi só um documento, como também um processo de planejamento participativo que analisa a situação dos países e planeja o futuro de forma sustentável. Esse assunto é um tema que o mundo nunca pode cansar de discutir, achar soluções ou lembrar as pessoas de que o meio ambiente está sendo destruído, e é por nossa culpa. Talvez, não sejamos responsáveis por tudo, diretamente, mas somos moradores e devemos fazer, pelo menos, a nossa parte. Aliás, se não pudermos fazer pelos outros, então que façamos por nós mesmos. É uma questão de salvar o nosso próprio futuro, pois somos nós os responsáveis por toda essa transformação que o mundo está passando, e se não soubermos transformar de forma sustentável, não restará nada, nem mesmo para as nossas futuras gerações, como filhos e netos. Foi para isso que a Rio 92 reuniu vários políticos e representantes dos governos, para que conseguissem buscar algumas soluções para essa questão ambiental. Monique Caroline Baldo

2º ano – ensino fundamental E.E. “Domingos Theodoro de Oliveira Azevedo” Profª Mariangela Leocardio Jacomini Diretor: Flávio José Dionysio

3º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa SEM PLANETA NÃO HÁ FUTURO Rio 92? Agenda 21? O que esses termos significam de contribuição na questão da degradação ambiental? Em 1992, no Rio de Janeiro, representantes de vários países reuniram-se para debater sobre os danos causados ao meio ambiente. O principal objetivo era conciliar o desenvolvimento sócio-econômico com a conservação e proteção do ecossistema. O programa, Agenda 21, foi um documento produzido no Rio 92, que obteve a aprovação de quase todos os países. Esse programa viabilizava a importância de proteger o meio ambiente e também de combater a pobreza e a miséria. Essa Agenda trouxe um novo método para ajudar no desenvolvimento ambiental, enfocando as políticas internacionais a ajudarem outros países em desenvolvimento. A Agenda 21 tinha o propósito de melhorar a qualidade do ar e da água, acabar com o efeito estufa, reduzindo as substâncias tóxicas poluentes, e também de auxiliar o governo a proteger as áreas naturais, porém os vinte e um objetivos propostos nesse documento não saíram do papel. Enfim, tornar o planeta habitável para as futuras gerações está longe de acontecer, visto que, os países que fizeram parte do Rio 92, de fato, não se preocupam com o meio ambiente, mas com a construção de novos prédios, o que os deixa mais consumistas e menos preocupados com o reflorestamento. Portanto, os jovens devem ter consciência do que está acontecendo, devem ser o caminho, a luz e a esperança, pois sem planeta não há vida e não há futuro.

Juliana Aline Morelli

4º Lugar

2º ano – ensino médio E.E. Cel. Cristiano Osório de Oliveira Profª Maria Isabel João Milan Diretora: Célia Aparecida Giacomini Ferrari


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“A criação geme em dores de parto” - Lema da “Campanha da Fraternidade 2011” -

3º ano do Ensino Médio

1º lugar Ana Júlia C arvalheiro

ar 2º lug a Rosa v S da il arissa

Costa L

3º lugar treca Pe Tavares Renata

4º lugar Camila Apare cida Gaspar


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Planeta Terra, Nossa Casa

RODA DA VIDA

Era uma barriga mirrada e mal-assistida, pelo corpo magro e estreito de uma mãe sem nome, sem religião, sem nada. Não era apenas uma, eram milhares de mulheres-mães, brancas, negras, pardas, amarelas espalhadas pelo mundo. E aqui não cabe perguntar quem veio primeiro: a criadora ou a criação? Primeiro e antes de tudo, o nada existiu muito bem casado com o infinito. Mas, cansado de sua inexistência, o universo quis nascer. Foi um parto explosivo e natural. Depois fora se transformando em planetas, estrelas, constelação e sistemas. É isso que as mães contam para seus filhos depois que nascem, e para as outras perguntas a resposta é sempre a mesma: mistério; é do mistério que é formada a mulher-mãe. Desses planetas, a menina Terra abrigou a humanidade, e foi uma ótima hospedeira sem perguntar de onde vínhamos ou quanto tempo íamos ficar. Cada mãe, ao seu tempo, sofreu na hora do doloroso parto. Alguns filhos não sobreviveram, uns morreram na hora ou foram cedo, por causa de doenças e guerras. Os que ficaram criaram relações, tiveram outros filhos, descobriram sentimentos e sentidos das cócegas do pé até o aperto no coração, da risada prazerosa às lágrimas salgadas. Esses meninos e meninas deram seus primeiros passos na Terra, brincaram com as presas e pedras e descansavam sob qualquer sombra. Mas, alguns problemas começaram a aparecer, a comida era pouca e tinham medo de morrer. Pararam de usar tanto a força da mão e começaram a pensar, logo saberiam falar. E criaram-se palavras, frases, nomes para o que existia e o que não existia também. Cresceram as meninas e os meninos e foram se transformando, sentiam dor que não sabiam explicar, não era dor de luto nem de fome. Era dor que permanecia a atormentar. Descobriram que podiam ser felizes


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sem nada e tristes com tudo. Inventaram línguas, dialetos. Expressavam todas as dúvidas e sentimentos confusos em livros, desenhos e músicas. Sentiam-se melhor com as pessoas que amavam. Amavam. Então, perceberam que o amor existia, mas esse já existia desde as mulheres-mães. Mas, logo isso passou e tudo mudou. Eles cresceram e já não se satisfaziam com o que antes tinham conquistado. Da dor e do amor parece que eles se esqueceram. Formaram-se tribos, chefes e fizeram inimigos. Na Terra não se plantava mais, produzia-se. Como se fossem máquinas, coexistiam em nações e fronteiras imaginárias. Separam-se em hierarquias de um sistema de massa. Não perceberam que não eram máquinas, que podiam viver como tais. Quem vem primeiro o criador ou a criatura? Esqueceram que eram hóspedes da Terra e quebraram suas janelas, aumentaram todo o jardim, o pomar ficou infértil, as águas poluídas. Deixaram a louça sem lavar e queimaram os álbuns de fotografias, queimaram as memórias a sua história e instalaram máquinas de produzir dinheiro, tendências, relacionamentos descartáveis, filosofias baratas e religião descrentes. Eram infelizes estrangeiros no próprio mundo. Tomavam remédio para dormir, para sorrir, para amar. E nunca tinham sido tão saudáveis. A janela está sempre fechada, por ela não passam balas, nem bombas atômicas, nem o sol. E os filhos choraram em soluços para encher os pulmões de vida. A cada dia que alguém morria sem esperança, mais uma esperança nascia. E, assim, movia-se a roda da vida.

Ana Júlia Carvalheiro Costa

3º ano - ensino médio Colégio Anglo São João Profª Marília Gabriela Malavolta Diretora: Adélia Adib Jorge Nagib

1º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa

PRESERVAR O MEIO AMBIENTE: QUEM RIRÁ NO FINAL?

O planeta já sofreu algumas grandes mudanças. Uma dessas mudanças

foi provocada por um grande asteróide que atingiu a Terra há 65 milhões de anos, o qual causou a extinção dos dinossauros. A Terra se recuperou, porém não foi um processo rápido. O planeta voltou a sofrer, mas, agora, o asteróide tem outro nome: SER HUMANO.

Devido à grande emissão de gases poluentes na camada atmosférica,

vindo da queima de combustíveis dos automóveis, dos incêndios provocados nas matas ou mesmo de fábricas que trabalham incansavelmente, o efeito estufa, que é um efeito natural do planeta, agrava-se. A camada de ozônio prende os raios ultravioleta emanados do Sol para a Terra, o que provoca grandes mudanças climáticas, intensificando o calor, tornando insuportável o frio e provocando um aumento considerável nas forças das catástrofes naturais, como, por exemplo, os furacões que atingem e devastam diversas cidades.

As consequências dos atos da humanidade são evidentes até para os

mais jovens habitantes da Terra. A questão é o que fazer para reverter essa prevista destruição do planeta. É de suma importância abordar esse tema quando diz respeito à educação das crianças, que ainda estão adquirindo seus valores. Quanto aos mais vividos, mudanças de hábitos são fundamentais: andar de bicicleta, ao invés de utilizar veículo motorizado, ou mesmo o uso de transporte público, já teria grande relevância na diminuição de gases na atmosfera.

Conscientização e sensibilização são palavras-chave para uma possível

solução. Conscientes todos são, é preciso que se sensibilizem também e dei-


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xem o egoísmo de lado, percebendo que fazem parte de um todo e não vivem sozinhos, pensando nos seus filhos e netos. Afinal, como diz Toquinho em sua composição “Aquarela”, o futuro “sem pedir licença, muda nossa vida e depois convida a rir ou chorar”. A escolha é sua, a humanidade irá se alegrar ou lamentar o futuro do lugar que foi lhe dado de presente?

Larissa da Silva Rosa

3º - ensino médio Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo Profª Rosana Ferrareto Lourenço Rodrigues Diretor: Eduardo Marmo Moreira

2º Lugar


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Planeta Terra, Nossa Casa

A HORA É AGORA

O homem tem degradado o ambiente, pensando apenas nele mesmo e nos benefícios imediatos, quase que incapaz de ver que os prejuízos futuros serão enormes e, provavelmente, sem volta. A Terra hoje geme em dores de parto, como um grito de socorro, pedindo que paremos de destruir tudo ao nosso redor, que comecemos a pensar que muitas coisas já não são reversíveis e que, se assim continuarmos, acabaremos com tudo. Inúmeros “desastres naturais” vêm ocorrendo, a água invadindo as casas, desmoronamentos, mudanças climáticas, que não podem ser consideradas acidentes, já que foram provocados, pouco a pouco, pelos homens. Essa é a forma da natureza se manifestar, de mostrar que, do jeito que está, não dá para continuar. Como uma criança que não pode esperar para nascer, a natureza não pode esperar mais para sua reconstrução começar. Já sabemos o que devemos fazer, está na hora de pormos em prática. E de cada um fazer sua parte para que o mundo melhore, ainda que pouco, a cada dia.

Renata Tavares Petreca

3º Lugar

3º - ensino médio Colégio Objetivo Profª Alexandra Westin de A. Carbonara Diretora: Mara Lícia Vieira Leite de Camargo Pires


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3º Concurso “Redação na Escola” - 2011

O PLANETA EM ALERTA A vida começa num estalar de dedos e termina no mesmo. Mas o que se faz dela? Não se sabe comprovadamente como foi criada a Terra, mas sabese concretamente que é o habitat da vida. Toda a natureza contida nesse paraíso denominado Terra, toda a vida existente nesse globo infinito para as mentes imaginarem. Todos os seres vivos fazem da Terra, uma casa, uma casa viva em si, que pode estar se acabando. O IDH (índice de desenvolvimento humano) traz informações de que, mesmo com a taxa de natalidade diminuindo, o país está com alta expectativa de vida. Ao realizarem essa pesquisa do IDH, esqueceram de ver a situação devastadora que se encontra o Planeta. Viver mais, em uma terra judiada e explorada pelos próprios habitantes que destroem a natureza, seres vivos que são mudos, mas não se calam...Tragédias climáticas, chuvas torrenciais, mudanças de tempo bruscas, isso é a própria casa querendo alertar seus habitantes. As crianças já nascem chorando com a Terra e morrerão sofrendo com ela. O planeta sofre com a criança na hora de seu nascimento. A mãe Terra, desesperada pela casa destruída que a criança encontrará, e confusa, sem saber se esse será mais um ser humano revoltoso contra ela. Enfim, é preciso saber o que se faz da vida, da vida do planeta, para ter consciência do que vai ser da própria vida.

Camila Aparecida Gaspar

3º ano – ensino médio E.E. “Cel. Cristiano Osório de Oliveira” Profª Maria Isabel João Milan Diretora: Célia Aparecida Giacomini Ferrari

4º Lugar


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