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vão fazer muita falta, mas ela é uma pessoa extremamente competente, honesta e está aqui há mais de 20 anos. O Centro Médico é o que é por causa dos funcionários e um tanto por conta do esforço e da dedicação da Heloisa. Revista CM - Agora vamos falar um pouco sobre o senhor. Qual a sua origem? Dr. Júlio - Sou francano, tenho 48 anos e nunca quis ser outra coisa a não ser médico. Diz minha mãe que com 6 anos eu já falava que seria médico, era a minha sina. Estudei no Caetano Petraglia, depois fiz o colegial no Pestalozzi, fui para Uberlândia, me formei médico na UFU e fiz residência em endocrinologia no Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto. Aí, no último ano de residência, me casei. Até então eu não tinha intenção de voltar pra Franca, achei que nunca voltaria, coisa de adolescente... Só que nas últimas semanas de residência, eu vim dar plantões no “Janjão” e eu já conhecia o Wagner Deocleciano Ribeiro, que é cirurgião pediatra e um dos donos do Hospital São Joaquim. Num desses plantões ele me convidou para trabalhar no São Joaquim, já que o hospital precisava e tinha interesse em um endocrinologista. Minha mu-

lher, nessa época, estava grávida e pensei que era hora de sossegar. Eu voltei, atendi um tempo dentro do hospital e depois abri um consultório ao lado do mesmo. Desde 1997 estou lá, mesmo depois da Unimed ter comprado o hospital em 2000, já que fui incorporado na compra. Além de médico do São Joaquim, trabalho no setor de qualidade do hospital, na UTI e sou especialista em terapia extensiva. Resumindo, já faz 18 anos que voltei pra casa. Minha esposa se chama Rosana e é design de interiores. Tenho 3 filhos, a minha mais velha está terminando o colegial, se chama Maria Clara e vai prestar vestibular para publicidade e propaganda. Revista CM - Algum dos seus filhos está mostrando sinais de que vai seguir seus passos? Dr. Júlio - Eu acho que os filhos atuais de médicos veem essa nossa correria, fazendo plantão, trabalhando sábado e domingo, etc, e isso espantou um pouco os meninos. Pelo menos a minha filha não quer, os outros dois pequenos até hoje não mostraram interesse, não senti neles essa vontade. Minha mãe era professora primária, meu pai era contador e não havia qualquer médico em minha família. En-

tão, só com tempo para descobrir (risos). Revista CM - Qual o maior pensamento do senhor sobre o trabalho médico? Dr. Júlio - Minha filosofia médica é: a pessoa mais importante no atendimento é o paciente. Temos que fazer de tudo para fazer o melhor por ele. O salário a gente discute antes ou depois do atendimento. Não é problema do paciente se aceitei infeliz as minhas condições de trabalho. A partir do momento em que o paciente senta em sua frente, você vai fazer o melhor por ele, independente se você está recebendo ou não. Se você vê alguém passando mal, independente ou não de receber, você tem que ajudar! Revista CM - O que o senhor gosta de fazer quando não está trabalhando. Tem algum hobby? Dr. Júlio - Eu gosto de correr. Já fiz várias provas esse ano, corri duas meia maratonas: A Golden Four e a Maratona no Rio. Também já participei da meia maratona da Disney, e corri a meia de Minneapolis. Aqui no Brasil corri praticamente todas, a do Rio, a de SP a de Ribeirão, a da Pampulha duas vezes. E eu gosto de andar de bicicleta também. (risos)

Franca, Dr. Júlio Cesar Batista Lucas tem a missão de dar continuidade ao trabalho de grandes nomes do CM

JANEIRO / 2016

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Revista Centro Médico de Franca  

Revista Centro Médico de Franca - 1ª Edição

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