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Aves do meu quintal e outras mais além Autor

Francisco Barroqueiro euamieira@gmail.com Revisão

Gonçalo Elias F oto s e co m p o s i ç ão d e c a pa

Francisco Barroqueiro F oto d e co n t r ac a pa

© Rui Paulo Pereira Editora

Journey Spirit Lda Gerente

Matilde Pinto Guedes Chancela

Almalusa Editor

Jorge Pinto Guedes Editor Associado

José Godinho Produção

Journey Spirit Lda Design

marcvaz.com Colecção

Fotografia e Arte Lusitana Vol. XXX Da t a d e P u b l i c a ç ã o

Setembro 2018 administracao@almalusa.org www.issuu.com/almalusa.org © Copyright. Todos os Direitos Reservados


AVES DO MEU QUINTAL São cerca de oitenta as espécies de aves, desde o mais pequeno passeriforme ao imponente Abutre-preto com os seus quase três metros de envergadura, registadas ou observadas no meu local de residência em Amieira-Castelo de Vide ao longo de quatro anos,. Estas espécies integram as cerca de 255 referenciadas no distrito de Portalegre. Aos amigos e companheiros das andanças na busca pelas aves e aos que generosamente ajudam com os   ensinamentos transmitidos. Bem hajam: Gonçalo Elias (www.avesdeportugal.info), José Heitor, João Magro, Christine Muchow,  Ana Carmo, Paula Castela, Carla Cruz, Filipe Canário, Pedro Nicolau, Pedro Ramalho, Paulo Alves, Carlos Pacheco, Helder Vieira, Rogério Rodrigues, José  Frade, Rui Paulo, Armindo Alves, Henrique O. Pires, Pedro Inácio, Marcus Carvalho, Simão Viegas e mais os amigos que não nomeio e que me distinguiram com a sua visita ao meu quintal.

Aos anfitriões de zonas rurais de Castelo de Vide: Ana Patrício, Conceição Patrício, Fernanda Beliz, José Bonacho, João Picado, Dionísio Lourenço, João Carapeto, João Barreta, Francisco Barreta, Frederico Branquinho, Francisco Figueiredo, Rui Romão, João Fernandes, Flávio Roque, Francisco Carapeto e João Marôco, Um especial apreço pela colaboração na compilação deste livro ao Gonçalo Elias e ao José Godinho/Almalusa.

A taxonomia empregue, assim como os textos descritivos e dados estatísticos têm a sua fonte em: www.avesdeportugal.info

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ABELHARUCO Merops apiaster A profusão de cores do Abelharuco, bastante invulgar entre as aves portuguesas, dá um toque de exotismo à nossa avifauna.

Inconfundível. É uma ave terrestre de tamanho médio, ricamente colorida. Os aspectos mais característicos são a garganta amarela, o peito e ventre azulados, o dorso vermelho e a máscara preta. A cauda é comprida, com as duas penas centrais a destacarem-se das restantes. 4/


ÁGUIA-CALÇADA Aquila pennata O facto mais curioso acerca da Águia-calçada é a existência de 2 formas: uma clara e outra escura. Esta pequena águia nidifica em árvores e raramente pousa à vista, sendo mais fácil de observar em voo.

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MILHAFRE-REAL Milvus milvus Outrora uma imagem frequente na Primavera, o voo calmo do milhafre-real, com as suas janelas pálidas e a cauda a servir de leme, tem-se tornado cada vez mais um ícone da época fria.

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GRIFO Gyps fulvus Quando o sol já vai alto e os seus raios começam a aquecer a atmosfera, os Grifos abandonam os seus poleiros e começam à procura das correntes térmicas ascendentes para conseguirem subir. O espectáculo de um bando de grifos formando um “balão” gigante enquanto se eleva no ar é um dos momentos mais singulares na observação de abutres. / 15


FELOSAMUSICAL Phylloscopus trochilus Quando chega o final do verão, Portugal é invadido por milhares de felosas-musicais em passagem para África. Esta espécie surpreende por ser destemida e permitir aproximações por parte do observador.

FELOSA-DASFIGUEIRAS Sylvia borin É a mais “cinzentona” das toutinegras portuguesas. Apesar de ser discreta e nem sempre fácil de identificar, a Felosa-das-figueiras é um dos migradores de passagem mais abundantes. 20 /


TREPADEIRAAZUL Sitta europaea A trepadeira-azul é uma ave singular, devido à sua capacidade para descer pelos troncos das árvores.

TREPADEIRACOMUM Certhia brachydactyla A trepadeira-comum atrai sobretudo pela sua extraordinária capacidade de se agarrar aos troncos e ramos de árvores em busca de alimento, mesmo que de barriga para cima. / 21


BICO-DELACRE Estrilda astrild Os bicos-de-lacre fazem-se muitas vezes notar pelo seu peculiar chamamento. Quando o observador procura a origem do som, muitas vezes vê um conjunto de “pontinhos” a passar a grande velocidade. Esta minúscula ave, originária de África, foi uma das primeiras espécies de aves não nativas a estabelecerem uma população selvagem em Portugal.

DOM-FAFE Pyrrhula pyrrhula Colorido mas discreto, o dom-fafe é um granívoro que se alimenta principalmente de rebentos. A origem do seu nome permanece obscura, mas suspeita-se que tenha sido adaptado do alemão “Dompfaff”. 30 /


ESCREVEDEIRADE-GARGANTAPRETA Emberiza cirlus O nome francês desta escrevedeira (“Bruant zizi”) descreve de forma apropriada o seu canto, que consiste numa única nota repetida em longas sequências com a duração de vários segundos: zi-zi-zi-zi-zizi-zi-zi-zi

PARDALESPANHOL Passer hispaniolensis Quem passe pela Beira Baixa ou pelo interior alentejano, não pode deixar de reparar nos ninhos de cegonha-branca nos postes telefónicos junto à estrada. Muitos destes ninhos servem de suporte a colónias de pardal-espanhol, construídas por baixo dos mesmos, num interessante caso de comensalismo. Impressionantes são também as colónias desta espécie, cuja frenética actividade pode ser ouvida a grande distância. / 31


(juvenil)

PAPA-FIGOS Oriolus oriolus As cores vivas do papa-figos tornam esta ave bastante atraente, mas os seus hábitos discretos fazem com que seja muito mais vezes ouvido que visto.

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(fêmea)


(fêmea)

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PERDIZCOMUM Alectoris rufa Não é raro sermos surpreendidos por um bando de perdizes a atravessar a estrada. Esta espécie muito cobiçada por caçadores, é frequentemente objecto de programas de gestão cinegética. 54 /


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CALHANDRAREAL Melanocorypha calandra O canto interminável e variado da calhandra-real, com as suas inúmeras imitações, constitui um dos sons mais característicos das vastas planícies alentejanas.

CIA Emberiza cia Esta escrevedeira apresenta um padrão na cabeça extremamente apelativo, dos mais facilmente identificáveis pelo observador. 74 /


CHASCOCINZENTO Oenanthe oenanthe O chasco-cinzento é um dos migradores de passagem mais conhecidos. Contudo, vale a pena procurar os machos nupciais nas zonas de reprodução, para poder observar as cores da sua plumagem de Verão. O macho adulto tem o dorso cinzento, a máscara preta e a cauda branca com um característico T preto. A fêmea adulta e o macho em plumagem de Outono são acastanhados, mas o característico T preto no final da cauda branca facilita a identificação.

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GUARDARIOS Alcedo atthis Inconfundível. Muitas vezes é detectado quando faz o seu voo rasante e directo. Quando pousado, pode ser facilmente reconhecido pelo dorso e pelas asas azuis e pelo peito e ventre cor-de-laranja. Pousa frequentemente em pequenos postes ou ramos secos, junto à água, a partir de onde pratica a caça à espera. Por ser uma ave tão colorida, é bem conhecida das populações, que por isso baptizaram esta espécie com pelo menos vinte e cinco nomes diferentes. Eis alguns deles: chasco-de-rego, espreita-marés, freirinha, juiz-do-rio, martinho-pescador, passa-rios, pica-peixe, piçorelho, pisco-ribeiro, rei-do-mar.

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PATO-TROMBETEIRO Anas clypeata Facilmente identificável, com a sua silhueta atarracada e o seu característico bico comprido e largo em forma de colher, é uma das espécies de patos mais comuns no nosso país durante a época de Invernada.

FRISADA Anas strepera Quase do tamanho de um pato-real é, devido à discrição da sua plumagem (mesmo no caso dos machos), uma das espécies de patos que mais facilmente passa despercebida ao observador.

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GANSO-DOEGIPTO Alopochen aegyptiaca Esta espécie de origem africana tem vindo a ser observada com uma frequência crescente em diversos locais do território nacional e poderá estar em vias de estabelecer populações auto-sustentáveis.

CORVOMARINHO Phalacrocorax carbo A característica silhueta de uma ave preta, de bico e cauda compridos, a voar à superfície da água ou com as asas abertas a secar ao sol, rapidamente nos diz que estamos na presença de um corvo-marinho. / 97


MERGULHÃO-PEQUENO Tachybaptus ruficollis É o menor dos nossos mergulhões e pode surpreender pela capacidade de permanecer submerso, nadando debaixo de água a um ritmo frenético em busca de alimento. Tem a forma padronizada de um mergulhão de pequenas dimensões, de pescoço proeminente e em forma de S, bico curto, corpo comprido e patas com dedos grandes e palmados.

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MOCHO-GALEGO Athene noctua Pouco maior que um melro, o mocho-galego chama a atenção pela sua característica silhueta arredondada. A plumagem é castanha, com malhas brancas, os olhos são amarelos. As suas vocalizações, que fazem lembrar um latido, são facilmente audíveis, podendo ouvir-se vários indivíduos a responder uns aos outros nas zonas onde a espécie é mais comum.

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