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Fotografia no Femin ino

t í t u l o :

Ana Mendes do Carmo

A u t o r a s :

Ana Simões Cristina de Matos Dulce Boga Isabel Gomes da Silva Isabel Jorge Rabaça Kady Kounta Maria Alexandra Abrunhosa Patrícia Blázquez Patrícia Vilela Antunes Paula Alçada Castela

E d i t o r a :

Journey Spirit Lda

G e r e n t e :

Matilde Pinto Guedes Almalusa

C h a n ce l a : E d i t o r :

Jorge Pinto Guedes

Concebida por Ana Mendes Carmo (edição), Cristina de Matos, Kady Kounta

ca p a :

(autora da imagem) e Maria Alexandra Abrunhosa.

P r o d u ç ã o : De s i g n : Da t a

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ISBN

n º :

marcvaz.com

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Setembro 2018

P u b l i ca ç ã o :

978-989-208814

De p ó s i t o

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Journey Spirit Lda

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N º :

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445714/18 c

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www.issuu.com/almalusa.org © Copyright. Todos os Direitos Reservados

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PREFÁCIO

1.

O livro Fotografia no Feminino testemunha a capacidade criativa de um grupo de mulheres que pretende levar a voz da mudança através do olhar e o concebeu como uma rede articulada de mensagens, dirigidas a todos nós. A presença da mulher na fotografia acompanhou desde sempre a história desta arte. Em 2009, Jorge Calado, que concebeu e organizou a exposição Au Féminin, apresentada no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris, afirma na introdução do catálogo: O facto de que a mulher tenha sempre marcado presença na história da fotografia, não apenas enquanto tema, mas também como criadora, sempre me impressionou. As onze autoras da obra que agora se publica, prosseguem a tradição e representam bem as mulheres do século XXI. Têm formações académicas e atividades bem diversas, mas o currículo de cada é uma afirmação clara da capacidade feminina para estender o tempo, forçando-o a integrar uma vastíssima multiplicidade de atividades nas escassas 24 horas do dia. Conseguem assim compatibilizar a prática frequente e séria da fotografia com profissões exigentes, vida familiar, relações de amizade e com o seu desenvolvimento pessoal. Todas elas estudaram fotografia e, em diversas circunstâncias, expuseram ou publicaram trabalhos. Para além de oferecerem testemunhos individuais do seu talento, as autoras usaram a sua liberdade de expressão para se unirem, criando uma décima segunda personalidade artística, que a todas engloba. Nesta obra, as autoras encontraram em si próprias a sensibilidade, o sentido de estético e os conhecimentos que lhes permitiram selecionar temas nas mais variadas áreas, captar formas e movimentos, trabalhar a luz e a cor, servir-se do sentido de escala para exprimirem o que as impressiona, as afeta e as comove. O resultado é um variado reportório de estilos e de intenções que conduzem o observador para pormenores da arquitetura, da paisagem natural, da vida selvagem ou para situações que surpreendem, encantam, evocam estados de espírito e questionam.

2.

Para além dos temas revelados nas imagens e dos valores explicitamente referidos nos textos que as acompanham, o livro valoriza a própria arte da fotografia. Na nossa época, a fotografia tornou-se uma forma acessível e democrática de expressão artística que, estando ao alcance de todos, consegue captar em imagens diferentes perspetivas sobre o mundo e diferentes leituras da condição humana. Sabemos como a fotografia é um instrumento rápido e exato para registar a realidade visual. Mas nunca se resume a um simples registo. Quem pratica a arte da fotografia possui a capacidade intrínseca de se envolver com o objeto ou pormenor que seleccionou e torna-se capaz de transmitir um reportório de experiências construindo mensagens significativas. A arte da fotografia é capaz de nos revelar aspetos da vida ou do mundo que nos eram inteiramente desconhecidos, ou que já tínhamos encontrado sem notar, é capaz de nos transportar consigo, de nos fazer viajar, de nos fazer sonhar e imaginar. Para lá do aparente realismo, a arte da fotografia surpreende, por vezes diverte, ou coloca problemas ambíguos que nos questionam e para os quais não temos resposta. Perante uma imagem fotográfica surgem com frequência emoções de espanto, de tristeza, de horror, mas também sentimentos de compaixão, de encanto.

3.

Na introdução as autoras redigiram uma espécie de manifesto coletivo onde declaram conceber a arte fotográfica como forma de expressão pessoal, mas igualmente como um instrumento de intervenção cívica, destinado a agitar consciências, questionar preconceitos, lançar um alerta sobre as várias questões que afetam as sociedades contemporâneas. Entre os valores que as movem, são referidas questões tão relevantes como o acesso universal à cultura e à ciência, a liberdade de expressão e de criação, a divulgação da arte, a sustentabilidade do planeta, os direitos dos animais, a paz no mundo, a harmonia no urbanismo, o respeito pela diversidade individual, o respeito pelas crianças. Tratando-se de uma obra concebida e criada por mulheres, a temática da igualdade de género e do respeito pelas mulheres ganha naturalmente um enfoque especial. 5


Nasci em Lisboa. Durante a infância, tomei contacto com a arte de fotografar através do meu Pai. Autodidacta, procurei aprender em revistas e livros do tema. Obser vando e partilhando experiências apurei e enriqueci os meus conhecimentos. Participei em exposições colectivas e partilho o meu olhar em sites e revistas de fotografia. Recentemente, colaborei no livro colectivo “5/365”. Sendo para mim a fotografia uma forma de expressar sentimentos e emoções vou aprisionando pequenos momentos que me cativam. Cada registo meu conta uma história e tem um pedacinho de mim.

“... dos pormenores e dos detalhes.” Foi o tema escolhido para este livro. Fotografar em casa é uma terapia que acaba por estar sempre ali, sem grande necessidade de me deslocar. Aprecio passar tardes inteiras explorando cada gota, cada reflexo, cada pormenor... no meu “estúdio” improvisado.

Ana Sousa Simões

No fim são sempre os detalhes, pequenos ou grandes, que dão sabor à vida. Até no mais diminuto detalhe está o respeito pelo pormenor das diferenças. Nenhuma característica física, intelectual, social ou política deve levar à privação dos direitos que são universais.

A desigualdade dos direitos é a primeira condição para que haja direitos. Friedrich Nietzsche

Sim à igualdade e ao respeito pela diferença!

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A n a • S o u sa • S i m õ e s

Perfume 9


O gosto pela fotografia existe em mim desde sempre. Na infância, havia uma “Kodak” que servia para todos fotografarem a seu bel-prazer. E era um gosto irmos à loja do Sr. António para fazer a revelação das imagens. Já em adulta, frequentei vários cursos e workshops de fotografia e sempre que posso ainda o faço. Participei em concursos de fotografia, bem como em vários eventos. Algumas das minhas fotos foram seleccionadas para vários trabalhos publicitários, através de um site internacional onde costumo publicar alguns dos meus trabalhos fotográficos. Licenciada em Direito e mais recentemente a trabalhar como consultora, costumo dizer que exerço uma profissão, mas a fotografia é a minha paixão!

“... entre nós, mulheres.”

Cristina de Matos

Neste livro, “Fotografia no FEMININO”, não poderiam faltar as Mulheres. Mulheres que, ao longo da História Universal, tanto sofreram, lutaram e morreram ingloriamente, no intuito de serem consideradas como seres humanos, com Direitos e Deveres igualitários, numa sociedade perversa e desumana. Muito se conseguiu felizmente, mas muito ainda está por alcançar. Embora com menos incidência, a desigualdade entre homens e mulheres ainda se faz sentir no mundo do trabalho, principalmente. Mas isso torna-nos mais fortes, mais capazes. É nessa luta histórica que me incluo e, para todas essas heroínas do passado, aqui deixo o meu reconhecimento e a minha gratidão, com imagens bonitas de mulheres que, graças a elas, sentem-se bem na sua pele mas acima de tudo, sentem-se LIVRES. Do passado, saliento Olympe de Gouges. dramaturga, ativista política e abolicionista francesa. Os seus escritos feministas alcançaram uma enorme audiência. Foi defensora da democracia e dos direitos das mulheres. Na sua obra “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã” de Setembro de 1791, opôs-se ao patriarcado da época e ao modo pelo qual a relação entre homem e mulher se expressava na “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”, durante a Revolução Francesa. Devido aos seus escritos e atitudes pioneiras, foi guilhotinada. Destaco o Artigo 1.º da sua “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã”:

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Por isto ela foi morta!

Sim aos direitos das mulheres! 16


C r i s t i n a • d e • M a t o s

Olhar mais além 17


Sou natural de Coimbra onde sempre vivi e onde exerço a minha profissão, médica oftalmologista. Tenho como hobby a fotografia e como tema de eleição a natureza. Dedico-me especialmente à fotografia de aves. Participei em várias exposições colectivas. Sou co-autora dos livros, todos editados pela Almalusa: “Aves de Portugal Continental”, Novembro de 2015 “aSpectusdeLuZ“, Maio de 2016. Sou autora do livro “Aves Estepárias“ vol. IX integrado na colectânea “O Mundo das Aves”, Janeiro de 2018.

“… das cores que voam.” Escolhi este tema porque para além de ser a minha eleição em fotografia, mostra o mais belo colorido da natureza.

Paula Alçada Castela

O acentuado decréscimo de aves com a completa extinção de algumas espécies inerentes a condutas erradas do ser humano, leva a repensar a nossa atitude enquanto parceiros neste planeta. São necessários comportamentos correctos e adequados para que possamos continuar rodeados destas alegres cores que transmitem a beleza que ainda nos resta deste nosso Mundo. Haverá algo mais belo que a visão de uma ave voando em liberdade? Por sua influencia o ser humano sempre voou, sempre sonhou e bem sabemos como o sonho comanda a vida... ​

Sim à liberdade e à preservação das espécies!

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P a u l a • A l ç a d a • C a s t e l a

Abetarda / Otis tarda 25


Nasci em Lisboa, onde vivi quase sempre. Desde muito nova que sou apaixonada tanto pela fotografia como pela pintura. Como adoro viajar a máquina fotográfica faz parte obrigatória da minha bagagem. É através da fotografia que me expresso para contar tudo o que me sensibiliza. Para aprofundar conhecimentos frequentei vários workshops. Já realizei várias exposições individuais e participei em exposições colectivas. Publiquei um livro com fotografias registadas nas minhas viagens intitulado Viajar assim.. Participei recentemente no livro colectivo de fotografias denominado 5/365. Participei também em vários concursos fotográficos, nacionais e internacionais, tendo ganho (entre outros galardões) vários primeiros prémios.

“... das almas pequenas, grandes em nós.”

Isabel Gomes da Silva

Sou professora do ensino secundário, pelo que sempre privilegiei o contacto com crianças e adolescentes. Sempre que me é permitido, gosto de fotografar crianças captando as suas expressões, os seus sorrisos, os seus olhares inocentes e sonhadores, a sua alegria de viver, apesar de, infelizmente, nem sempre terem as condições mínimas ideais... Tenho-as fotografado em vários locais do mundo.

A alma das crianças é um espelho em que se retrata a natureza. Cícero

Sim aos direitos das crianças!

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I s a b e l • g o m e s • d a • Si l v a

Só é possível ensinar uma criança a amar, senão amando-a. Goethe 33


Nasci em Arganil, no coração da Beira Serra e creio que por isso, a natureza, em todas as suas facetas, é o meu tema favorito na fotografia. Comecei a fotografar há muito pouco tempo, tendo tido outras actividades, sendo a mais marcante a pintura em porcelana, durante bastante tempo. Actualmente, fotografar para mim é uma outra maneira de “pintar” e interpretar o que me rodeia… ​ Por isso, resolvi aumentar os meus conhecimentos, frequentando um curso de fotografia organizado pela Academia Olhares. ​ Recentemente participei no livro 5/365 e na exposição colectiva que lhe deu seguimento 365 dias Fotografando com Amigos.

“... dos encantos da natureza.”

Isabel Jorge Rabaça

E porquê flores? Porque são sorrisos da Natureza que me encantam sempre, pela sua diversidade e beleza, da mais simples e vulgar à mais sofisticada e rara. Também porque, hoje em dia, muitas pessoas estão obcecadas pela tecnologia, pelo consumismo e se desligam da natureza, dos pequenos prazeres que ela nos pode proporcionar, quando podem retemperar-se ao observar um nascer do sol ou contemplar uma flor. Espero poder ajudar com as minhas flores! ​

Sim à paz e não à proliferação das armas!

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I s a b e l • J o r g e • R a b a ç a

O encanto simples das flores brancas 41


Do Mali, onde nasci, para Lisboa, onde vivo e sou fotógrafa amadora, carrego as imagens que vou captando, por aqui e por ali, por prazer e também como um imperativo da minha profissão. Sendo ortodoncista, fotografo sempre os meus pacientes. As imagens servem para registar o início, diagnosticar, elaborar o plano de tratamento e avaliar o resultado final. E é assim desta vida tão plena de imagens que nasce o meu interesse pela fotografia. Frequentei cursos e workshops e realizei entre 2009 e 2015 cinco exposições individuais de fotografia. Participei no projecto 365 dias Fotografando com Amigos e da exposição e livro que dele resultou 5/365. Participei em vários concursos de fotografia e tenho imagens expostas em colecções privadas e instituições. Fotografar???!!! Uma Paixão indiscritível …

“… entre linhas e pontos.” Foi o tema que resolvi abordar neste livro. Como na minha profissão, o meu objectivo é conseguir o alinhamento ideal para obter um resultado estético e funcional, estou atenta à geometria, linhas, pontos, simetrias, ângulos ... As minhas imagens são recolhidas em locais distintos, diferentes momentos e situações, por vezes com um tema comum, fruto de um “disparo” momentâneo, simples e geralmente não planificado. Existe sim, quase sempre, uma vertente gráfica, de escala, proporção e perspectiva onde o elemento humano se integra. Que as linhas não nos aprisionem e permitam, no seu entrelaçar, dar asas à nossa liberdade de expressão, de criação, de pensamento e de acção, como já foi dito.

Kady Kounta

De acordo com o Artigo 29 da “Carta dos Direitos Humanos”: Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão. E também porque para que um povo livre se possa governar a si mesmo, deve ser livre para se exprimir, com respeito, aberta, pública e repetidamente de forma oral ou escrita. ​

Sim à liberdade de expressão! 48


K a d y • K o u n t a

Linhas da Fé. Grande Mesquita Sheikh Zayed. Abu Dabhi, 2018 49


De meu Pai herdei duas paixões: a Medicina e a Fotografia. Tive a minha primeira máquina fotográfica analógica aos 22 anos e com ela iniciei a caminhada por um dos meus sonhos percorrendo os quatro cantos do mundo. Mais tarde abracei a fotografia digital que me proporcionaria outras nuances e me obrigou a uma outra aprendizagem. Participei em várias exposições coletivas na Secção Regional do Norte da Ordem do Médicos desde 2015 e numa exposição individual integrada numas Jornadas Médicas em 2017. Tenho postado em vários sites de fotografia e frequentado workshops.

“… dos estados da alma da natureza.” Multifacetada nos temas que registo, sempre me fascinou a fotografia de Natureza, desde a macrofotografia à fotografia de paisagem. Contudo, esta última cativou-me definitivamente como memória fotográfica do que de tão belo tem a natureza no seu espaço. Várias viagens exclusivamente fotográficas estão em curso acompanhando outros amantes desta Arte. Fazem parte desta contínua vontade de aperfeiçoamento, crescimento e conhecimento.

Maria Alexandra Abrunhosa

Espero que o convite para participar na realização deste projeto de “Fotografia no Feminino” que aceitei como um desafio, seja o arranque para novos projetos e realização de novos sonhos: a partilha do que me faz sentir Feliz sempre que coloco o dedo naquele botãozinho mágico da máquina e sai o delicioso som de um “Clik” !!

O Homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao disfrute de condições de vida adequadas num meio ambiente de qualidade tal que lhe permita levar uma vida digna e gozar de bem estar, tendo a solene obrigação de proteger e melhorar o meio ambiente para as gerações presentes e futuras…. – “Declaração de Estocolmo 1972” ​

Sim à preservação da natureza!

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M a r i a • A l e x a n d r a • A b r u n h o s a

Da gélida noite nasce a luz do dia que me aquece a Alma 57


Começou cedo este meu hobby, com uma máquina fotográfica analógica, oferecida pelo meu Pai. Fiz alguns workshops, fui lendo livros e revistas da especialidade, assim como praticando algumas técnicas de fotografia. Tenho participado em algumas exposições colectivas e sou co-autora do livro de fotografia 5/365. Procuro encontrar o que ainda ninguém viu e porque olhar vale a pena, perco-me na natureza e nas linhas da arquitectura. Deixo-me envolver pelo quotidiano, levo por companheira a minha máquina fotográfica e com ela travo os meus mais intensos diálogos. Partilho emoções… Partilho olhares.

“... da intemporalidade do esquadro.” Escolhi para este livro o tema Arquitectura porque as suas linhas me atraem. É um olhar feminino numa área particularmente masculina.

Dulce Boga

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Sim ao direito a uma habitação digna para todos!


D u l c e • B o g a

Convergentes divergentes 65


Nasci em 1962 em Lisboa. Sou licenciada em Organização e Gestão de Empresas e trabalho na Banca desde 1987. ​Sempre gostei muito de fotografar e frequentei diversos cursos e workshops com o objetivo de aprofundar os meus conhecimentos. Já participei em diversas exposições colectivas e individuais. Publiquei alguns dos meus trabalhos em duas colectâneas de fotógrafos contemporâneos. ​Recentemente, publiquei um livro Ser Mulher, de fotografias de mulheres, que quis dedicar à minha Mãe. Assim que termino um projeto começo a pensar no próximo pelo que resolvi, imediatamente, abraçar este desafio.

“... dos instintos dos irracionais.”

Patrícia Vilela Antunes

Adoro Animais razão pela qual resolvi abordar este tema. Gosto de observar o seu comportamento e fico sempre espantada com o cuidado com que tratam as suas crias. As minhas melhores fotografias são captadas quando estou sozinha e espero bastante tempo para conseguir captar momentos especiais. ​No momento em que anunciei a minha última exposição, os meus familiares e amigos ficaram admirados por não ter abordado este tema. Está na hora de o fazer e de mostrar uma pequena parte das inúmeras fotografias de animais que já captei.

A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados. Mahatma Gandhi

​ Sim aos direitos dos animais!

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P a t r í c i a • V i l e l a • A n t u n e s

Frente

Verso

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Nasci em Lisboa em 1970. O meu primeiro contacto com a Fotografia ocorreu no âmbito do curso de Marketing e Publicidade, IADE, 1989. A partir daí a Fotografia passou a fazer parte de mim e do modo como vejo o mundo, pelo que se tornou irresistível explorá-la de todas as maneiras, seja através de cursos e workshops, seja pela participação em passeios ou qualquer outro tipo de jornada fotográfica.

“… na boca de cena.”

Patrícia Blázquez

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A Fotografia não seria interpretável sem o contexto que lhe dá sentido. Fotografámos no Feminino e na diversidade dos temas encontrámos concordância de identidades, sendo esta afinidade o factor chave para sermos olhadas como grupo. Neste livro partilho doze imagens com experiências interpretativas e abordagens distintas que resultam da minha investigação e aprendizagem nesta área. A Fotografia de Espectáculo não é o registo simples de um momento; é um veículo de sentimentos e emoções que se serve do jogo por vezes alucinante de luz e de movimento, o que obriga a uma enorme concentração e rapidez de resposta... é um grande desafio e uma das formas de expressão de que mais gosto. ​

Sim à divulgação da cultura!


P a t r í c i a • B l á z q u e z

Metamorfose III, Culturgest 2015 81


Sou natural de Algés, resido em Coimbra desde 1982 e sou licenciada em Medicina. A fotografia foi sempre uma paixão na minha vida. Cresci rodeada por fazedores de imagens, mas só a partir de 2009 é que me dedico mais profundamente a esta arte. Frequentei vários workshops de fotografia e de edição de imagem e desenvolvi o gosto particular pela fotografia de Arquitectura e de Paisagem. Há cerca de dois anos tenho-me, igualmente, dedicado à fotografia de Natureza com especial foco para a fotografia de aves. Apresentei vários trabalhos em exposições colectivas e individuais. Sou co-autora de vários livros de fotografia, editados pela Chiado Editora, Edições Vieira da Silva, Guide e Almalusa. Sou autora dos livros: PAI – das Paisagens da Arquitectura e dos Instantes. Editado em 2013 pela Almalusa, dedicado à memória de meu Pai, grande inspiração em todos os meus trabalhos. Aves de Portugal e Espanha – Editado pela Almalusa em 2017

“... do abstrato e dos avessos.”

Ana Mendes do Carmo

Abordei este tema porque gosto de adicionar uma dimensão ficcional ao que o observador imediatamente vê na imagem, criar uma outra forma de olhar e sentir o espaço real quando este se altera e deforma. Desta forma as fotografias oferecem uma pluralidade de leituras ao mostrarem não apenas a realidade das imagens, mas igualmente os seus avessos. A vida vista daqui é diferente...Os Avessos revelam um novo Mundo. De acordo com o Artigo 2 da “ Declaração Universal dos Avessos Humanos“ Toda a pessoa pode gozar dos avessos sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, politica, social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição. ​

Sim ao equilíbrio e à harmonia!

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A n a • M e n d e s • D o • C a r m o

Que o verso tem reverso, assim como Coimbra tem avesso. 89


Desde o ocaso até ao amanhecer, tudo pode acontecer na magia de um olhar. De um não, mas de onze olhares de mulheres que unidas pela paixão da fotografia, com profissões, personalidades e vivências diferentes, se juntaram na alma de uma só, a décima segunda. A força que emana de todas nós, faz com que surja esta nova Mulher que, tal como o brilho do sol e a suavidade da lua, tem a sua força, o seu vigor, o seu encanto e o seu calor. Afinal ser Mulher também é isso: ser luz e paixão, ter garra e emoção. E esta Mulher torna-se musa inspiradora e deixa-se aprisionar pela noite, sem correntes, retratando a outra face da luz. E, caminhando pela quietude da noite, vive, olha o céu e torna-o estrelado, olha o mar e reflecte-se nele, olha a terra e toca-lhe com as mãos, esperando que o sol nasça para a aquecer e um novo dia recomeçar, revigorada de inspiração, até que o sol, no seu ocaso, a leve de novo pela magia da noite.

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P a t r í c i a • v i l e l a • a n t u n e s

O sol caminha para a noite 99


Profile for Almalusa.org / Paralelo-39

"Fotografia no Feminino", Várias Autoras  

Formato: 22X30, Capa Rígida. Nº de Páginas:112 Páginas Miolo: Papel Couché 170Gr Preço: €35,00 (+ portes se aplicáveis). Encomendas: fotogr...

"Fotografia no Feminino", Várias Autoras  

Formato: 22X30, Capa Rígida. Nº de Páginas:112 Páginas Miolo: Papel Couché 170Gr Preço: €35,00 (+ portes se aplicáveis). Encomendas: fotogr...

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