"Paisagem Natural_Vol_01" - Col. Fotógrafos da Nossa Terra

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Pa i sag e m N at u r a l


Alcina Moreira Não sou fotógrafa, não sou artista de coisa nenhuma, apenas um ser que se interessou por aquilo que me rodeia. Alguém que ama a arte, sob todas as suas formas. De indiferente ao que me o Mundo me oferecia, dei por mim, a olhá-lo duma forma nova, que me tem enriquecido. A natureza tem alma, tudo parece ter vida, e é um eterno devir… Nascemos, vivemos, mudamos e “desaparecemos”. Porque não, estilizar o momento e eterniza -lo? Procuro fixar no Tempo, tudo aquilo que o Tempo não se compadece e transforma, deteriora, desgasta e faz desaparecer. Comecei por ser “ modelo”, para, de seguida, passar a querer modelar, sob o meu olhar, cada vez mais, atento e extasiado com o mundo que, nunca deixa de me surpreender e sensibilizar. A natureza tem arte, e estilizar um momento, através da fotografia é uma forma de a eternizar. A capacidade de fazermos do banal, algo diferente, de acordo com a nossa visão, estado de espirito, e sensibilidade. A criatividade da fotografia pauta-se em dois momentos … Primeiro, tornar diferente ou fazer notar algo que parecia banal em arte, fotografando … Depois, com edição, conferirmos à foto, um cunho mais pessoal, de acordo com a nossa visão e conceção de beleza. Uma vez questionada se poetisa respondi que, gosto de escrever, já o fazia muito antes de fotografar. É possível e faz-se leitura da poesia. Com mais facilidade escrevo, observando a fotografia pelas sensações que me deixa, do que o inverso…Por outras palavras, não sou poetisa, não sou fotógrafa, sou amante da arte e considero que esta caminha de mãos dadas, se pode complementar. Outra razão que me levou a fixar-me, quando posso, na fotografia, prende-se com o facto de, através dela, poder fixar, minha vida (momentos), minhas histórias. Pode ter várias leituras de acordo com o espirito de quem a vê, permite reviver histórias a quem fotografou, ou lembrar histórias, pela similitude de situações observadas, a quem as vê. A fotografia estiliza uma história, um momento… real ou sonhado… Quando falo de arte deixo a inspiração levar-me, nada planejo… Deixo que a espontaneidade, me leve para onde só os sonhos são capazes. Não posso terminar esta pequena nota informativa das motivações que me levaram ao mundo da arte fotográfica, sem deixar aqui o meu agradecimento ao Jorge Pinto Guedes, Diretor da AlmaLusa, que teve a gentileza de me convidar para participar neste livro.

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Ana Paula Filipe Aos 15 anos o meu pai deu-me uma máquina fotográfica. Uma Olympus OM-10. Ao princípio tinha um uso normal, apesar de me ter apegado logo a ela. No meu passeio de finalistas encontrei um colega amante de fotografia. E, com curiosidade, vi-o a tirar uma foto a uma gaivota e tirei também. Quando revelei a foto, desilusão total. A minha gaivota parecia um pontinho sem qualquer atrativo. Pensei ele não percebe nada disto. Quando vi a dele, tive um baque. Era a foto mais bonita que alguma vez tinha visto. A gaivota em grande plano, olhava para nós olhos nos olhos. Percebi então que uma tele-objectiva era algo importante. E, desde esse dia que eu persigo a beleza em tudo o que fotografo. Perdi-me um pouco dela com o casamento e os filhos e voltei a encontra-la quando adoeci e perdi um pouco da minha anterior mobilidade. Nos percursos sinuosos em que tinha de parar frequentemente, pegava na máquina e fotografava. Esquecia-me das dores e mergulhava nos pormenores que de outra forma perderia. Percebi que para além de uma espécie de bengala ela me abria as portas para uma nova perspetiva das cenas e das coisas. Agora bem melhor, ganhei uma relação de quase amizade com a minha máquina. Por conforto, passei a usar uma compacta. Mais leve e transportável. E mais de acordo com o que sinto sobre a fotografia. Porque na realidade não me considero fotógrafa mas, sim uma caçadora de momentos.

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Fernando Peneiras Fernando Augusto Paiva Peneiras nasceu em S. João da Pesqueira e reside na cidade do Peso da Régua, onde exerce a sua actividade profissional e o seu hobby de “fotógrafo amador” que pratica com imensa paixão, sendo um grande entusiasta e um grande amante da Região Demarcada do Douro, Alto Douro Vinhateiro. É no seu site http://fernandopeneirasfotografia.weebly.com/, na sua página do Facebook https://www.facebook.com/fernando.peneiras.7 e no seu blog http://fotografiafernandopeneiras.blogspot.pt/, entre outros, que expõe, aos visitantes cibernautas e seus amigos, toda a beleza que o rodeia, os seus olhos observaram e as suas objectivas capturaram. No entrudo de 2012 e a convite da direcção da Casa do Careto de Podence, realizou uma exposição fotográfica com o título “Figuras Míticas de um Povo”, alusiva a essas figuras misteriosas e diabólicas, “os Caretos de Podence”. Cedeu fotografias para diversas obras, tais como o “Guia Turística da Natureza do Douro”, o “Guia das Aldeias Vinhateiras”, as ilustrações de capa do livro “A NINFA DO DOURO” de Manuel Araújo da Cunha, foto de capa do livro “Palavras d’Alma” de Rui Mendes e, regularmente, trabalhos seus são vistos noutras publicações, cartazes, outdoors e paredes de vários negócios. Trabalha regularmente com a AETUR (Associação dos Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes) onde tem fotografias suas expostas na Fundação Rei Afonso Henriques – Zamora/Espanha, participou numa exposição na casa de S. Paulo - S. Paulo, Brasil. Participou igualmente noutra em Buenos Aires e Montevidéu. Acaba de publicar um livro de fotografias do Douro com o título “O Meu Majestoso Douro”, com a apresentação pública para breve e a realizar no Museu do Vinho em S. João da Pesqueira.

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Alto Douro Vinhateiro – Vinhas da Quinta de Ventozelo - Ervedosa do Douro – S. João da Pesqueira

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Hugo Sousa Nasci em Albergaria-a-Velha no ano de 1977 onde ainda hoje resido. Ferroviário de profissão, tenho como grandes paixões a música e a fotografia. A música entrou primeiro na minha vida, inicialmente como simples ouvinte e depois como músico. Sou guitarrista à cerca de 18 anos na banda de rock Skypho. A paixão pela fotografia surgiu mais tarde, por volta de 2010. Não tendo qualquer tipo de formação na área tenho tido a sorte de me cruzar com grandes fotógrafos com quem vou aprendendo. Aprecio particularmente a fotografia de paisagens mas não me foco apenas neste tipo de fotografia.

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João Pacheco Natural de Lisboa, cedo se tornou nómada, vivendo nos Açores, Madeira, Porto, em Carcavelos e na Guarda, entre outros locais. Actualmente divide o seu tempo entre Penamacor, Porto e Sesimbra, estabelecendo um equilíbrio entre o “interior, a cidade e o litoral”. Iniciou-se na fotografia com 15 anos, quando adquiriu a primeira máquina, que ainda hoje guarda, só se iniciando na fotografia digital em 2010, fascinado com a possibilidade de fazer centenas de disparos num só dia. Desde 2011 foi desenvolvendo a paixão pela fotografia, aliada ao entusiasmo com que prepara cada viagem fotográfica, onde desenvolve o que mais lhe agrada na fotografia, nomeadamente o pormenor, a composição e as texturas. Outra faceta que gosta de explorar, foca-se nos títulos dos trabalhos que produz, aliando, assim, a imagem a um processo de construção narrativa.

“Você não tira uma foto Você a faz” Ansel Adams

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Ilhas de Bruma (Sรฃo Miguel, Aรงores)

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João Praia A minha formação esteve, quase sempre, ligada à Natureza. Ou não fosse ela a Geologia. Depois profissionalmente continuei no mesmo trilho, mas, agora com uma componente educativa a par da científica. Foi esse o meu percurso académico. Por esses tempos as fotografias, posso dizer que eram mais uma retenção na retina e na consequente memória do que num clicar intencional, como o é hoje. A vida de “ora descanso” e a câmara mobile sempre à mão deram-me este gosto pelo clicar para não deixar escapar o instante decisivo. Tanto no que foi no passado como no que é no presente a minha convivência com a Paisagem Natural tem tido sempre uma ênfase de cidadania interventiva. É isso. A par do estético da fotografia a perspetiva social, cultural e ética são-me apelativas. Afinal em que espaços me movimento? É uma interrogação que sempre se me põe. A mútua partilha dos registos que faço e as cumplicidades daí decorrentes são uma oportunidade gratificante de interagir. Fico, pois, muito grato ao Jorge Guedes pela oportunidade que me deu desta partilha e desta cumplicidade. Mais grato ainda pelo inesperado que foi este convite. Bem-haja.

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Aldeia de Ă lvora (Arcos de Valdevez)

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José Gabriel Silva José Gabriel Silva nasceu na Ilha do Faial, Açores em 1962. Em 1968 inicia os estudos na escola local, freguesia dos Flamengos da cidade da Horta. Por esta altura, o pai oferece-lhe uma pequena máqina fotografica. Em 1979 vai para o então Liceu Nacional da cidade da Horta. A partir desta data começa a desenvolver os seus conhecimantos sobre fotográfia, entusiasmado com a nova oferta do pai, uma Pentax MESuper, “Lembro-me dos meus colegas jogarem futebol nos intervalos das aulas e eu com a minha nova máquina fotográfica, ia captar o que em cada momento me atraía e inspirava” 1980 foi um ano de grandes mudanças. Passou a viver em Lisboa para estudar medicina na Univerdade Nova da Lisboa-Faculdadede Ciências Médicas. A fotografia continuava no entanto a ser a atração, ocupando todo o tempo possível nesta actividade. O casamento em 1984, com a jovem Libânia Silva, a posterior gravidez, o nascimento da filha Vera Silva e o acompanhamento do seu crescimento, foram tempos inesquecíveis e inspiradores, dos quais resultaram milhares de fotos. Inicia-se na fotografia digital no final dos anos 90 do século passado. Conciliando o trabalho com a fotografia, vai adquirindo conhecimentos técnicos nessa novidade que era a fotografia digital. Viver nos arredores de Lisboa permite-lhe o contacto com outros fotógrafos amadores. Fáz várias formações na área da fotografia. Descobre um mundo à parte, o mundo dos apaixonados, como ele, fotógrafos amadores. Destaca o fotógrafo e formador Nelson Favas e aquele que viria a ser um grande amigo, o também fotógrafo amador, Afonso Oliveira. Todos os textos das suas publicações são da autoria de Raquel Machado “A todos agradeço a partilha de conhecimentos e a amizade” Actualmente vive ora na cidade da Horta na ilha do Faial ora em Alhos Vedros , Conselho da Moita, Setubal.

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Cidade da Horta...sereia da ilha azul, mar puro encanto de veleiros, navios, transatlânticos, rota de baleeiros, marinheiros, trigo maduro nas hortas das faias, de hortenses e cânticos...

Horta do mar e da terra... 41


José Julio Ribeiro Nasceu em Tomar a 28 de Fevereiro de 1961, concelho de Tomar e distrito de Santarém, onde reside actualmente. O fascínio pela fotografia muito cedo entrou na minha vida, sendo a minha primeira máquina uma Yashica, oferecida pela minha irmã, onde fiz as primeiras fotos. Presentemente possuo duas máquinas Canon e várias objectivas que me permitem várias distâncias focais. Como os conhecimentos sobre fotografia eram muito poucos, comecei a comprar livros e revistas da especialidade, para melhor interpretar tudo o que existia à minha volta. Frequentei vários Workshops, para uma melhor aprendizagem. Como ainda não estava satisfeito, fui fazer uma formação no Instituto Português de Fotografia (IPF) do Porto, onde adquiri conhecimentos técnicos e de composição, sobre vários temas. Participei em quatro exposições colectivas, tendo em projecto a realização da primeira exposição individual. Já tive fotos expostas em revista da especialidade.

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Escalvadouro

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Luciano Canelas Luciano Oliveira Canelas nasceu em Odivelas no ano de 1955 e vive em Fontanelas, Sintra. Profissional há quatro décadas na área das Máquinas-ferramenta e Sistemas de Controlo Numérico. O gosto pela fotografia nasceu muito cedo quando ainda jovem, por volta de 1967 com a aquisição de uma máquina fotográfica em plástico (imitação de uma RolleiFlex), registando com esta, momentos a preto e branco dos quais alguns ainda sobrevivem. Totalmente autodidacta aperfeiçoou as suas técnicas com aquisições posteriores: Halina, Zenit e Praktica. Com a era do digital a primeira experiência foi uma Casio Q10 seguida de alguns modelos da Sony até à Alpha 77. A fotografia, desde cedo, fez parte da sua vida e é um hobbie que complementa grande parte do seu tempo. A admiração pela fotografia permitiu o registo de vários momentos relacionados com a terra, a água, o mar, o sol e a lua. As flores e os insectos revelaram-se uma paixão mais recente. O acto de fotografar permite-lhe partilhar a sua própria visão, fotografando de um modo particular e pessoal dando a cada clique um pouco de si. Considera que uma fotografia é uma obra de arte e cada artista tem o seu modo muito pessoal de a executar.

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Barragem de Montargil

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Luís Paralta Luís João Paralta, nascido a 10 de Julho de 1976, licenciado em Economia, pela Universidade Autónoma de Lisboa exerce o cargo de diretor financeiro na Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano desde 2007. O bichinho da fotografia é no entanto anterior a esta realidade profissional e revelou-se algures pelo inicio dos anos 2000, quando deu início a um périplo pelo mundo, para conhecer novas gentes e locais. De uma forma autodidata, foi lendo, vendo tutorias de fotografia e tentando aprimorar as capacidades fotográficas, que culminam neste trabalho, que espero que transmita as vivências, as pessoas, as cores da mais recente etapa desta viagem constante. Dedico ainda este trabalho aos meus pais, irmã, sobrinha, padrinho e uma amiga que considero a “irmã” mais velha, que sempre me apoiaram e de algum modo partilharam esta experiência.

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Caminho nas nuvens - Pico do Areeiro Madeira

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Luís Peixoto Luís nasceu em 1983. Natural de Braga, desde pequeno que a fotografia representa ocupa lugar muito especial. O seu avô, também fotógrafo amador, incutiu-lhe o gosto pela fotografia ainda no tempo do filme. Já o seu pai, pintor nos tempos livres, inspirou-o com as suas pinturas a óleo que lhe fizeram apurar a sensibilidade artística. Gosta de viajar e contemplar a natureza e as suas formas. O interesse por desporto ao ar livre como bicicleta, corrida e caminhada trouxeram-lhe um contacto mais íntimo com a natureza. A beleza das formas naturais, da água, dos seus reflexos e das cores do céu caracterizam o seu trabalho. A preservação do meio ambiente é algo que o preocupa, tentando assim mostrar a singularidade da natureza através das imagens. Farmacêutico de profissão, sem nunca ter tido formação em artes, tem desenvolvido a prática da fotografia nos tempos livres como autodidata, estudando os trabalhos dos grandes fotógrafos.

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Luís Póvoas Nasci no século passado, em 1943, tendo a fotografia surgido na minha vida pela primeira vez, na altura em que estava a prestar serviço militar, muito especialmente, em Moçambique. Para além de fazer imensas fotos, no aquartelamento e em ambiente de guerra, também as revelávamos, As novas tecnologias, alteraram substancialmente, o modo como hoje se faz fotografia, a era digital, veio democratiza-la, e foi com imenso prazer que aderi, desde o primeiro dia. Como amador que sou, amo a fotografia. Amador e autodidata, fotografo sempre de acordo com o meu gosto pessoal e sensibilidade, sendo este o meu “hobby” principal, após a minha aposentação.

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Alqueva

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Manuel Gonçalves Natural de Campanhã, Porto, nascido a 18 de Agosto de 1958, licenciado em Arquitetura, o percurso profissional naturalmente impõe essa área como a primordial, sendo desde sempre acompanhada pelo registo fotográfico, mais na vertente documental, do que própriamente com preocupações artísticas . Na atualidade, e sempre de uma forma autodidata, a Fotografia acaba por se tornar no epicentro criativo, nos tempos livres que a atividade profissional permite, numa tentativa sempre presente de aprender e como forma de comunicar a sua visão, das realidades quotidianas que nos rodeiam.

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Vinhas no Douro, V. N. FozcĂ´a

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Manuel Rosário Nasci em Lisboa, em Outubro de 1960 e a minha relação mais próxima com a fotografia começou em 1979, com a compra de uma Asahi Pentax K1000 – lente 50mm por cerca de doze contos de um primeiro ordenado. Muito filme e papel (P&B) foram comprados a granel e impressos com imagens, na grande maioria, captadas em Lisboa e em Sintra (nas passagens do Rally de Portugal). Ao fim de meia dúzia de anos, outros compromissos resultantes de opções de vida fizeram “hibernar” a máquina e a minha actividade fotográfica. Em Julho de 2011, adquiri uma máquina digital e recomecei a “escrever” as mais de mil palavras que cada imagem pode valer e que, espero, possam “ler”. Em Maio de 2017 publiquei o livro “P’los Meus Olhos”, inserido na colecção “Olhar Português”, da Almalusa.

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Recantos do ZĂŞzere. (Dornes)

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Maria Eduarda Não tenho qualquer formação em fotografia. Mas tenho tempo… Por onde quer que ande, quer chova quer faça sol, tenho sempre comigo uma máquina. Não uso tripé nem flash. As minha fotografias são ao natural. São os olhos que comandam. O nosso Mundo é um Mundo de cores e são essas cores, em todas as suas formas, que me encantam e procuro captar, respeitando-as. Faço o que gosto e gosto do que faço.

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Natália Pinto Nascida a 13 de Dezembro de 1975 em França, Natália Pinto desde os 8 anos de idade vive em Gondomar, distrito do Porto. Licenciada em Química, pela faculdade de ciências da Universidade do Porto, exerce profissão na área das analises clínicas. Cansado de ouvir que a memória dos sucessivos telemóveis estava cheia de fotografias, o marido oferece-lhe uma máquina fotográfica em Agosto 2017. Desde então, a máquina faz parte do seu dia a dia nem que o tempo lhe permita apenas fotografar as plantas que tem no seu terraço. Adora animais, plantas, caminhadas e tem especial interesse em Ioga e meditação. A fotografia permite-lhe observar a natureza de uma forma mais sensitiva e considera que a fotografia é uma forma de meditação e às vezes de ioga (depende da posição necessária para alcançar o objeto) A sua participação neste projeto deve-se ao convite inesperado da editora Almalusa e teve como principal impulsionadora a filha de 11 anos.

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Neide José Paixão Chamo-me Neide Paixão, tenho 33 anos e sou técnica de informátic. Cresci e moro no Porto Santo, a ilha dourada do arquipélago da Madeira. A paixão pela fotografia apareceu quando tive as minhas duas cadelas e queria guardar todos os momentos do seu crescimento. Comecei a fotografar com uma máquina compacta e depois passei para uma bridge. Com o passar dos anos, o meu gosto fotográfico foi mudando e passei a fotografar paisagens. Comparando as fotos que tirava com outras que via na internet e sempre na tentativa de melhorar, comecei a ler alguns artigos para melhorar a minha técnica e então descobri as máquinas reflex. Descobri, então, outra técnica de fotografar que é a minha preferida até ao momento: a longa exposição. Adoro “tornar” o mar num manto branco e suave e que melhor fotografar o mar do Porto Santo? No momento, o meu lugar favorito é a Calheta porque é o sítio mais versátil para fotografar. Tanto posso fotografar rochas, como o pôr-do-sol, como posso fazer sessões de família na praia. Tento, também, fotografar outros sítio da ilha que apesar de pequena, tem sítios lindíssimos para serem fotografados. Podem ver o meu trabalho em fb.com/neidepaixaofotografia.

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Fonte da Areia

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Nuno Gonçalves Nuno Gonçalves, 47 anos, vive em Lisboa, advogado de profissão e fotógrafo de coração Desde cedo tomou o gosto pela fotografia, mas foi sobretudo na última década que lhe dedicou mais tempo, publicando regularmente em alguns sítios de fotografia. Cem por cento autodidacta, continua a percorrer os caminhos da luz em busca da essência do olhar.

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Esmagador

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Rui Mourato Alentejano de Marvão, nascido em Janeiro de 1957, apaixonou-se pela fotografia aos 15 anos, na sequência de um aliciamento perpetrado pelas estruturas para a juventude do ’Estado Novo’ via um tal “Curso Prático de Fotografia e Laboratório a Preto e Branco (NFMP)” que frequentou em 1972/73. Quadro e empresário das Tecnologias de Informação e Comunicação, a actividade profissional adormeceu-lhe a paixão. Embora nunca tivesse deixado de fotografar fê-lo apenas com intenções lúdico-documentais. Ao virar dos “cinquenta” surgiu-lhe a necessidade de “dizer”, de “contar histórias” e de experimentar “ideias”, enfim de expressar a sua visão das “coisas”, usando a fotografia e as técnicas a ela associadas/associáveis. Frequentou e organizou diversas acções de formação e “workshops” de especialização, participou em diversas exposições colectivas, abertas e bienais prestigiadas. Trabalhos seus foram premiados nacional e internacionalmente e alguns publicados nos média quer tradicionais quer digitais. Em 2017, edita o livro “Transversal de luz e sombras” onde, “panoramicamente” resume esses seus mais recentes dez anos de actividade fotográfica. Foi com prazer que recebeu e aceitou o convite para integrar esta antologia de “Fotógrafos da Nossa Terra” e tem, agora, o privilégio de incluir 5 dos seus trabalhos neste primeiro livro “Paisagem Natural”. Conta participar noutros temas… Lisboa, Junho de 2018

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“LUZES DANÇARINAS” (‘Aurora Borealis’ ou ‘Luzes do Norte’ em Dyrhólavegur, Islândia)

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Suzano Magalhães Nasceu na Vila de São Pedro da Cova, concelho de Gondomar, distrito do Porto no ano de 1967 Estudou e completou o 12º ano na área de ciências no Porto Actualmente exerce a profissão como fiel de armazém, numa empresa multinacional do ramo automóvel. Desde cedo as imagens foram um fascínio e um interesse importante na sua forma de ver e encarar o mundo. Depois de vários anos na juventude a fotografar os momentos de convívio familiar e de amigos, com uma compacta de filme analógico. Adquiri-o em 2004 uma máquina digital Nikkon D50 reflex e iniciou a sua paixão de registar e perpetuar momentos. Nunca teve formação profissional na área da fotografia, sendo um autodidacta na forma de captar e tratar as imagens. As suas imagens são sobre os mais variados temas, mas os seus temas preferidos são; a paisagem natural e as pessoas e seus hábitos. Admira vários fotógrafos consagrados, mas existem dois que estão sempre presentes na sua mente. O fotógrafo internacional Sebastião Saldado e o fotógrafo nacional Rui Pires. Lamenta não ter, nem recursos financeiros nem tempo, para se dedicar mais assiduamente à sua paixão… A imagem.

© Rafaela Suzano

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Alimento para a alma

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