revista Arte Fotográfica#92

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Luigi Di Loro I t รก l i a

Fabrizio Crippa I t รก l i a

Luca Oliani I t รก l i a

Alicja Reczek P o l รณ n i a

Chiacchio&Ptashco I t รก l i a

Sara Portugal P o r t u g a l




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Olhando para a evolução da fotografia e o seu impacto na sociedade podemos afirmar com toda a segurança que a fotografia é uma peça fundamental na alteração dos costumes e na mudança das mentalidades. Se antes do fenómeno do digital já o era, agora a fotografia é capaz de mudar comportamentos, mentalidades, filosofias de vida e hábitos de todos os géneros. Da imagem simplesmente avassaladora em beleza, capaz de mudar estados de espírito e em simultâneo provocar emoções em poucos segundos à imagem capaz de mudar um governo ou um regime, até à imagem capaz de “chamar” multidões à defesa de uma espécie animal, a fotografia tornou-se a forma mais potente de comunicação. Esta tendência, por todos os motivos que são do conhecimento geral, tende a ser cada vez mais importante nas nossas vidas e ganha cada vez mais adeptos. Servir a fotografia é, para nós, a melhor forma que encontrámos para servir a humanidade, modéstia à parte, por isso adaptando uma frase bem conhecida da área musical, continuaremos a promover a fotografia até que a vista nos doa… _ Jorge Pinto Guedes D i r e c t o r jorgepintoguedes@almalusa.org

© Jorge Pinto Guedes

P. S . Esta edição tema curadoria/ Co-edição do nosso amigo italiano Luigi Di Loro, já antes publicado nestas páginas, a quem agradecemos o trabalho de selecção e convite dos autores presentes. A única execepção é o portefólio de Sara Portugal, que é apresentado como pré-publicação do seu livro.

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A r t e F o t o g r á f i ca I n t e r n ac i o n al

por

Luigi Di Loro

ano XIX número 92 novembro 2017 ................................................................................................................... € 20,00 _ União Europeia € 25,00 _ Resto do Mundo ................................................................................................................... S o c i edade G es t o r a Re v i s t a Mindaffair, lda NI F : 509 462 928

Jorge Pinto Guedes

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M o r ada Avª de Itália, nº 375-A-1º 2765- 419 Monte Estoril • Portugal

José Loureiro Photography

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Tlf / F ax : + 351 216 095 542 E - ma i l : blueray.jg@gmail.com

p o r t f ó l i o s Luigi Di Loro Fabrizio Crippa Luca Oliani Alicja Reczek Chiacchio&Ptashco Sara Portugal

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a r t i g o / Celestino Santos a r t i g o / Paulo Roberto imagem com palavras

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................................................................................................................... D i r ec ç ã o G e r al Maria Rosa Pinto Guedes mrosa.br@gmail.com +351 969 990 442 D i r ec t o r Jorge Pinto Guedes jpg@mindaffair.eu +351 936 728 449 S k y pe jorgepintoguedes A r t e & D es i g n Marc Vaz marc@marcvaz.com +351 927 744 527 ................................................................................................................... P e r i o d i c i dade : Mensal Reg i s t o E R C n º 125381 D ep ó s i t o L egal n º 273786/08 ................................................................................................................... É proibida a reprodução total ou parcial de imagens ou textos inerentes a esta edição, sem a autorização expressa do Editor. As opiniões expressas nesta revista são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não têm que reflectir a opinião do editor.

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T e l e o b j e t i v a

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disponível em Portugal em dezembro

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A Robisa (Rodolfo Biber, SA) anuncia o lançamento em Portugal da teleobjetiva ultra zoom 100-400mm F/4.5-6.3 Di VC USD (Modelo A035) da Tamron, um dos principais fabricantes de ótica para uma multitude de aplicações.

O peso, porém, não descura a capacidade: a objetiva tem uma distância mínima de focagem de 1,5 m e taxa de ampliação de 1:3,6, revelando-se tão versátil quanto compacta.

Revelada em setembro deste ano, a teleobjetiva da empresa nipónica foi concebida para câmaras DSLR de 35 mm com enquadramento total, adotando um design ótico avançado de 3 lentes de Baixa Dispersão, feitas de vidro especializado e um revestimento eBAND que oferece um maior desempenho antirreflexo. Certas áreas da objetiva são feitas de magnésio, tornando o modelo A035 o mais leve da sua classe, com apenas 1,115 gramas.

Dotado do novo sistema Dual MPU, presente nas mais recentes objetivas da Tamron, o modelo A035 obtém um desempenho de Autofoco rápido e preciso, assim como efeitos VC (Compensação de Vibração) admiravelmente consistente. Um tripé Arca Swiss, disponível como acessório opcional, pode ser usado, permitindo a um fotógrafo registar imagens nas mais variadas situações, inclusive a


escuridão que precede o nascer do dia. A construção da objetiva, resistente à humidade e com um revestimento de fluorite, asseguram a integridade da objetiva em vários contextos, como o da fotografia ao ar livre. O modelo A035 é compatível com teleconversores que reforçam a sua ampliação, multiplicando a distância focal, e com a TAP-in Console™ da Tamron, que proporciona a personalização da objetiva para ajustar o foco, limite

da distância de foco, e mecanismo VC, alargando assim substancialmente as possibilidades desta objetiva. Modelos compatíveis com Canon e Nikon da teleobjetiva ultra zoom 100-400mm F/4.5-6.3 Di VC USD (Modelo A035) da Tamron serão lançados em dezembro deste ano em Portugal pela Robisa. w

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Mais informações: a m r o n . e u

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Fotografia é reflexão e agora é tempo d e r e f l e x ã o

Luigi Di Loro, curador/ co- editor desta edição de Arte Fotográfica, é um amante de arte e de fotografia em particular e aceitou com orgulho e determinação o desafio que lhe foi lançado. Há alguns anos que Luigi Di Loro persegue o conceito de perfeição, embora compreenda que tal não existe ou, se existe, está o nosso olhar, nas nossas palavras, em nós próprios. A perfeição não passa, por isso, de algo positivo para uma melhor visão do mundo. É assim que pensa e é dentro dessa premissa que fotografa. Tentar definir a fotografia é algo de muito complicado pois leva-nos a memórias do passado, emoções, sentimentos, narrativas, fantasias e até a duras realidades. Algo que a fotografia não carece é de palavras para se fazer entender: assim é capaz de unir povos e continentes aproxima culturas através de uma linguagem comum que todos entendem. Luigi Di Loro partilha uma experiência com os leitores: • “Certa vez um senhor numa cadeira de rodas observava uma imagem em macro feita por mim que representava uma rosa. De repente reparei numa lágrima no seu rosto”. Daí em diante percebeu o poder e o alcance da fotografia e o respeito com que deve ser tratada. Nesta edição da revista Arte Fotográfica Luigi Di Loro tem o enorme prazer de apresentar imagens feitas por vários fotógrafos que, juntos, têm a capacidade de nos transmitir o quanto a fotografia os pode espantar, os pode fazer pensar e reflectir. Para ele a fotografia, tal como qualquer outra forma de arte, deve ser contemplada, vivida, observada em silêncio e só depois criticada ou apreciada. A fotogarfia é reflexão e agora é tempo de reflexão.

_Luigi Di Loro Curador/ Co-editor

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bio Luigi Di Loro é um fotógrafo italiano nascido em Milão no ano de 1993 e passou uma grande parte da sua vida em Rosolini, na maravilhosa ilha de Sicília onde moldou o seu carácter, pautado por uma grande determinação e coragem que hoje podemos identificar com facilidade no trabalho que desenvolve em Milão. O seu amor pela fotografia dá-se nos anos que passou ans ruas fotografando automóveis antigos e foi assim que moldou o seu conceito pictórico e artístico. Nos últimos anos parcticamente só trabalhaa em fotografia de moda, conseguindo contratos com marcas famosas como Versace, Vivetta, Trussardi, Diesel, Black Gold, Krizia, Ferragamo, Biagiotti, Iceberg e Burani. Na vida – tal como na fotografia – tenta mostrar um forte sentido de beleza e graciosidade, uma harmonia de luzes e sombras. O seu conceito pessoal de fotografia está itimamente ligado a uma atitude muito refinada através da qual olha de maneira diferente tudo o que a vida nos trás de positivo. Não gosta de se vangloriar dos seus sucessos fotográficos pois gosta que sejam os outros a avaliarem pelos seus olhos.



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bio Fabrizio Crippa naceu na cidade italina de Milão, em 1972. Cedo se interessou por fotografia através de seu pai que partilhava a mesma paixão. Crippa considera-se um fotógrafo a “360 graus” e é a sua enorme curiosidade que o leva sempre a completar os objectivos que traça, muito embora o seu gosto particular vá para a fortografia de viagem onde representa com sucesso as imagens coloridas dos diversos grupos étnicos que explora. Após ter ficado totalmente assoberbado com a sua primeira viagem à Índia, país ao qual já fez várias outras expedições fotográficas, tornando as mesmas em exposições fotográficas e mostrando as cores e aventuras deste fantástico país em toda a Itália. Sempre à procura de lugares menos conhecidos o seu principal objectivo é a partilha do inimaginável atrevés da sua camâra. Fabrizio Crippa considera a fotografia ccomo um veículo que tem o dom de poder parar o correr do tempo e que é capaz, não só, de evitar que as pessoas esqueçam como também de dar a conhecer aquilo que muitos de outra forma não poderiam ver. Toda a pós- produção das suas imagens é da sua responsabilidade e também dá formação na área. Até agora publicou dois livros de fotografia intitulados “La mia India” (2014) e “Tribal India” (2016) ma i s i n f o www.fabriziocrippa.it www.colorsofindia.it https://www.facebook.com/fabriziocrippaphotography/



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bio Nascido em 1973 aos 10 anos pegou numa Kodak Pocket 110 por pura graça e descobriu como é belo e especial “congelar” um dado momento da vida numa pequena caixa. Mais tarde faz o Liceu e especializa-se em Desenho Gráfico, Fotografia e Cinematografia. Durante os seus estudos aprende diversas técnicas de fotografia utilizando câmaras de pequeno e médio formato, incluindo as de banco óptico. Aprende, especialmente técnicas de Preto& Branco e revelação a cores bem como técnicas de impressão. Terminados os estudos muda-se para Milão onde começa por trabalhar como consultor fotográfico e onde aproveita para se especializar em fotografia forense. Luca Oliani faz essencialmente fotografia a Preto & Branco onde controla todo o processo, da captura à edição, sempre na câmara escura. Oliani foca a sua atenção na personalização – por vezes extrema – das várias técnicas fotográficas. Como há poucos anos redescobriu a fotografia a cores, utilizando essencialmente filmes fora de prazo, explora as múltiplas exposições e as trocas de filmes entre dois fotógrafos. Obrigatória acabou por ser a transição para o digital, menos fascinante mas de todo o modo uma forma de criar imagens. Mandatory was the transition to digital, less fascinating but anyway a mean to create images. Participou em várias exposições colectivas e é membro activo da www.fotofucina.it, uma associação cultural para a promoção da fotografia. Fez uma exposição individual no evento “Image on the Road” by Giovenzana, em Milão e participou no evento fotográfico colectivo “1944/15x10”, com filmes Ansco Supreme Pan com inspiração em 1944. Participou também numa exposição itinerante em várias cidades italianas e viu o seu trabalho publicado na revista “Black & White”. Ultimamente deu início a uma experiência denominada “Stenopeic Photography” que explora a experimentação no campo da fotografia analógica. Depois de mais de 30 anos daquelas primeiras imagens feitas com a “Pocket 110” a aprendizagem não para. As imagens apresentadas foram feitas com a colaboração de: Roberto SPIRLI; Delia DELLISANTI; Daniele DALIA; Gianfranco PRAITANO; Laura SCALCIONE. ma i s i n f o https://www.facebook.com/luca.oliani https://www.flickr.com/photos/luca_oliani



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bio Chiacchio & Ptashko é um projecto de dois fotógrafos que fundiram diferentes culturas e formas de olhar. Michelangelo Chiacchio nasceu em Matera, e tem uma formação totalmente artística e assume a parte criativa da dupla. Já Elizaveta Ptashko, nascida na Ucrânia, com formação informática assegura a parte racional quando é necessário colocar tudo no caminho certo. Juntos desde 2013 até hoje, eles vivem e trabalham em Milão, especialmente na área da fotografia de moda e do retrato. Entre as suas últimas colaborações estão marcas como a Anaclè, Cor.Sine.Labe.Doli, Ferragamo, Yoox, Antonio Oliver, Dolce & Gabbana, Babetto.



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bio Com formação nas áres artística, musical e educacional emerge a sua paixão e profissão: fotógrafa. Actualmente vive e trabalha em Varsóvia. Foram a sensibilidade artística e a pintura a óleo em particular que a fizeram virar-se para a fotografia. Os seus fãs chamam-lhe a encantadora ou “White Alice” muito por conta das atmosferas mágicas que os seus trabalhos e estilo transmitem. Esse estilo são as cores extraordinárias, as formas de expressão fantásticas e as poses muitas vezes intrigantes dos seus modelos. Quam a segue fala com frequência do seu trabalho como “contos de fadas para adultos”. A sua arte clama por reflexão, meditação e uma percepção diferente do mundo através de um olhar que evoque a magia. As suas imagens são misteriosas e cheias de significado. Da fealdade ela consegue extrair beleza e a beleza nas suas mãos torna-se sempre algo de partcularmente original. Uma das suas conquistas foram eventos como uma exposição internacional na Alemanha. Também já viu trabalhos seus publicados em meios como: Foto; EksMagazyn, Prime, Znaj e no site da Vogue Itália. Alicja trabalhou como editora de fotografia e foto jornalista. Também tem exeperiência em formação em fotografia e é convidada com frequência para membro de juris em concursos fotográficos internacionais. Outras competências suas são a fotografia de moda, publicitária e de reportagem. Tem livros publicados bem como imagens suas em livros de poesia e cd’s. Na vida privada Alicja adora boa literatura e café forte. Escorpião de signo, é dona de um temperamento com muitos contrastes e é pessoa de trilhar os seus próprios caminhos. Umas vezesindividualista, outras muito empática é geralmente aberta e “tragicamente” romântica. Em resumo, uma pervesa quintissênia da feminilidade. Leszek Romanek



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P r é - publ i ca ç ã o d o l i v r o “ S a r a P o r t u g a l” a p u b l i c a r pela ed i t o r a A lmalusa Somos todos fotógrafos, hoje. A maioria de nós tem um smartphone e usa-o, entre outras coisas, para fotografar momentos da sua vida. Uma parte considerável de nós pega nas fotografias, publica-as em redes sociais e os seus amigos atribuem-lhes likes. São publicadas em média por dia, só no Instagram, 80 milhões de fotografias. É uma era fascinante porque nos coloca a todos na pele de um autor à mercê da apreciação de uma audiência. Mas… seremos autores de verdade? Ou seremos fotógrafos ocasionais? O fotógrafo-autor não é ocasional. Quer fotografe por encomenda quer por iniciativa própria o fotógrafo-autor profissional é-o porque se sente como tal; porque aprendeu, estudou e praticou fotografia; porque sabe que nasceu para o ser; porque faz – ou pretende fazer – da fotografia a sua vida. E esse é o caso da Sara Portugal. (…) (excerto do Prefácio do livro, autoria de Luís Moreira, designer e professor de design)

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GANHOU “ P IODÃO ” A A L D EIA HISTÓRI C A M ARA V I L H A S D E P ORTUGAL Passa muito depressa o tempo. Na ocasião esta crónica tinha um sentido. Contudo e apesar disso, terá o mesmo interesse histórico registado nas nossas páginas e na minha observação. Quando se vive ao “instante”... o “INSTANTE”!...já passou! Aqui, está não o começo, mas o final. No grande concurso das Aldeias históricas maravilhas de portugal, que a rtp1 em feliz momento inspirativo da sua produção levaram a efeito, cuja final aconteceu depois a 3 de Setembro. Entre tantas MARAVILHAS a concurso ganhou a Aldeia Presépio, PIODÃO! Encantei-me a ver MRAVILHAS DE PORTUGAL nos ecrans durante domingos á noite, isto vi no pouco tempo livre que reservei. Enquanto profissional da fotografia inserido na imagem afirmo FINALMENTE!? Uma televisão publica colocando ao serviço do povo.” Bocados do Portugal Maravilhoso”. Encantou-me o empenho que todos os envovidos puseram nesta campanha. Admirei o profissionalismo da Catarina Furtado ( filha de um grande senhor chamado joaquim furtado) e do Carlos Malato. Entrarem nas nossas casas com uma elegante forma de estar e comunicar! E aqui entro no comunicar...É verdade nos ecrans televisivos falam tantos... e comunicam tão mal e tão pouco. E são essa gentinha, juizes, advogados, ,médicos, economistas, futebolistas e adeptos...,politicos de todos os quadrantes parecendo papagaios ao despique mas nestes a ver o que mais mente nos despiques a raiar o ridiculo. Será mesmo isso que interessa ao povo carente de gente verdadeira?! Ou serão as tais rampas de lançamentos para voos quase sempre muito dúbios...? Cada vez a abstenção é maior dizem sempre nas noites eleitorais os responsáveis interessados. E então não existem conclusões desse desastre nacionai e até mundial. Agora apontaram

a agulha aos incendios . Nem a tarde nem a cedo:! É AGORA...É apenas oportunismo barato naquelas cabeças tontas a “barafustar” e a desrespeitarem aqueles que já não houvem nem sentem mas a quem devemos respeito e silencio. Tanto idiota a palrar usando as origens partidárias em vez da solideriedade, o respeito e arranque em conjunto para darmos aos “jovens”exemplos de “aguerridos”que sempre fomos e “navegantes” sem GPS... pelos mares tenebrosos e hoje nem isso sabemos civilizadamente evocar. Na minha área a fotografia tem o dom natural que tanto nos mosra e dá mas onde a sua essencia com tudo quanto nos rodeia entrou no efémero. O instante tomou conta da memória histórica. Por isto mesmo concentrei esta minha tardia e apressada crónica no aplauso aos que mostraram o Portugal Real doutro modo e sensibilidade.DOUTRA FORMA!... Locais maravilhosos, pitorescos cheios de afabilidade apelando á presença de visitantes para um desenvolvimento mais consilidado, mostrando-se ás entidades responsáveis para que entendam que PORTUGAL das MARAVILHAS... tem que ser um todo respeitado todos os dias do ano e não em ocasiões festivas ou eleitoralistas. Precisam todas as terras que os seus eleitos deixem no dia das eleições o “clube “ ...porque concorrem e o passem a chamar a sua zona na totalidade plena. Fala-se na REGIONALIZAÇÃO!!!? Descentralização...! Lindas frases... que na sabedoria do “povo”... usa a EXPRESSÃO: “ A pensar morreu um burro!...” Já os meus avós assim diziam. Nasci numa aldeia que não consta do

mapa... Da casa dos meus avós (que hoje é minha a cair de velhinha) olhando em frente uns bons kilómetros de vista de onde se vê Lamego, Tarouca e a própria serra de santa Helena, com um vale indicritivel onde o Rio Varosa se delita antes da sua chegada á foz onde desagua em peso da régua no rio douro. No mesmo vale exibe-se uma ponte romana digna das verdadeiras batalhas travadas com as grandes cheias e que ela continua a ver passar!... Claro que escrevi esta parte apenas para dizer que a minha aldeia não esteve a votos... não se conhece... não se VÊ... Mas todas as que estiveram foram e são Pérolas com “IMAGENS”... A história deste acontecimento é grande e louvável. Foram selecionadas 49 de perto de 500...? A final recaiu, em PIODÂO que acabou pr ganhar! Parabéns a todos os que realizaranm esta façanha. Foram todos vencedores e realizações destas dariam ao publco geral mais um bocadinho de Cultura, em vez da intoxicação” novelesca e outros programas tipo “correioda manhã” que nem menciono. Termino senhor diretor procurando que este projeto tão digno continue com rigor e vigor e, inscreva nas suas páginas o pensamento livre de quem cá regista e assina o nome! ASSIM AQUI MENCIONO, mais uma vez o nome do Presidente da Républica! Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Não ceda a criticas, visite o País inteiro, TOTALMENTE... poderá ser que a sua lição ensine os “burros “ que nos governam!... e as televisões e redes sociais, e assim percebam o que é serviços para uma NAÇÃO PORTUGUESA.! HISTÓRICA!... _99


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fotografar e arquivar em RAW. Por várias razões, a começar pelo espaço ocupado em cartão (um ficheiro RAW equivale a três ficheiros JPEG), e a terminar no tempo despendido no tratamento de pós-produção. Fotografar em estúdio, numa sessão de moda ou retrato em RAW, é uma perca de tempo e recursos. Principalmente, se usamos luz de Strobe ou flash. Depois, existe um outro problema como o do processamento interno da camera, em disparo continuo. Imaginemos fotografar certos tipos de eventos em que precisamos de capturar imagens de grande dimensão e com a máxima qualidade, em modo contínuo: “como os arquivos RAW ocupam mais espaço, o buffer da câmara será preenchido, depois de tirar um certo número de fotos. Em seguida, a camera tem que parar e gravar esses arquivos no cartão de memória antes de fotografar novamente”, explica o fotógrafo Rodrigo Marques no site clubedafotografia.com Mas, se precisamos de “guardar” toda a informação de forma mais segura, não hesito em fotografar em RAW+JPEG. Por exemplo, se tiver que fotografar um evento em exteriores, com a perspectiva de encontrar grandes diferenças entre altas luzes e baixas luzes, não deixarei de usar RAW.

Os “dogmas” dos fotógrafos ta m b é m s e discutem Várias vezes, colegas ou alunos ficaram “escandalizados” quando lhes disse que preferia fotografar em JPEG em detrimento do RAW. Percebi que existem ideias pré-concebidas (e erradas) entre os meus pares, que raramente são postas em causa. Seth Shostak, descreve, na conhecida revista norte-americana Shutterbug (edição de Dezembro 2017, THE RAW FACTS – The Pros and Cons of Shooting RAW vs. JPEG Images) as diferenças mais importantes entre estes dois formatos de arquivo digital em fotografia. Embora confirme o que todos sabemos - o ficheiro RAW grava tudo o que a camera “vê” – também conclui que a opção do fotógrafo deve ser orientada pelo tipo de trabalho que cada um produz. Confessa mesmo que ele, pessoalmente, fotografa essencialmente em JPEG. E tenho que concordar com Seth Shostak: por exemplo, um trabalho de estúdio, em que temos a luz controlada quase à décima de EV Stop, não justifica na minha opinião, 100_

Mesmo amadores e estudantes iniciais de fotografia afirmam que “deve” fotografar-se em RAW, porque onde compraram a máquina lhes disseram para o fazer. Na maioria das vezes estas pessoas não sabem o que é o RAW, nem tão-pouco, como processar estes arquivos. A questão está muito mais no dilema de conforme o tipo de trabalho que faço, assim usarei o arquivo que mais me convém, e não o inverso. Um aluno meu dizia-me há pouco tempo que vinha fazer um curso de fotografia porque queria a tecnologia trabalhasse para ele e não o fotógrafo a “trabalhar” para a tecnologia. Em fotografia, existem algumas verdades e regras, mas também muitas excepções. Diz-se que Ansel Adams terá proferido a seguinte frase: « As regras em fotografia foram feitas para serem rompidas». Por isso, acreditem, os “dogmas” dos fotógrafos também se discutem. _ Paulo Roberto


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t e x t o im a g em

Não basta abrir a janela Não basta abrir a janela Para ver os campos e o rio. Não é bastante não ser cego Para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Com filosofia não há árvores: há ideias apenas. Há só cada um de nós, como uma cave. Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora; E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

_ 4-1923 “Poemas Inconjuntos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa 102_

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