Ricos Indecentes de Amor - Primeiro Capítulo

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TRADUÇÃO: Alline Salles

1ª EDIÇÃO — 2020 RIO DE JANEIRO

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Direção Editorial: Beatriz Soares

Tradução Alline Salles

Preparação e Revisão

Copyright © 2017. Dirty Filthy Rich Love by Laurelin Paige

Clara Taveira e Raphael Pelosi Pellegrini

Projeto de capa original

Copyright da tradução © 2020. AllBook Editora.

Laurelin Paige e Jenn Watson

Adaptação de capa Flavio Francisco

Projeto Gráfico e Diagramação Cristiane Saavedra | Saavedra Edições

Esta obra foi publicada perante acordo com a Bookcase Literary Agency e RF Literary Agency

Todos os direitos reservados e protegidos pela lei 9.610 de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. Os direitos morais do autor foram declarados.

Texto de acordo com as normas do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Decreto Legislativo nº 54, de 1995)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ Meri Gleice Rodrigues de Souza – Bibliotecária CRB-7/6439 P161r

Paige, Laurelin

1.ed. Ricos indecentes de amor, livro 2 / Laurelin Paige ; tradução Alline Salles. 1.ed. – Rio de Janeiro: Allbook, 2020 244 p.; 16 x 23 cm. Tradução de: Dirty filthy rich men Sequência de: Ricos indecentes ISBN: 978-65-86624-07-6 1. Romance americano. I. Salles, Alline. II. Título. III. Série. 20-64676

CDD 813 CDU: 82-31(73)

2020 PRODUZIDO NO BRASIL. CONTATO@ALLBOOKEDITORA.COM

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PRÓLOGO

L

evei o copo de uísque aos lábios, dando outro gole enquanto a música Frou Frou, no Spotify do celular, recomeçava a tocar.

Quantas vezes se podia ouvir uma música? Se houvesse um limite, eu estava me aproximando do meu. Pressionei a face na janela de meu quarto e observei a rua solitária abaixo. O vidro estava frio em minha pele, um grande contraste com o líquido queimando em meu peito. O inverno tinha acabado de chegar em tempo para o feriado de Ação de Graças. As poucas pessoas na rua até tão tarde estavam empacotadas com luvas, cachecóis e gorros puxados até as orelhas. Eu ainda não tinha roupa de inverno sufi ciente. Não havia necessidade de luvas quentes em LA, e eu só estava em Nova York desde setembro. Minha irmã já havia me dado uma bronca por isso quando chegara mais cedo naquela noite, e uma ida às compras estava na agenda do dia seguinte.

Logo, meu guarda-roupa seria renovado. Audrey se certifi caria disso. Em certa noite, ela já tinha arrumado os móveis de minha sala e organizado o resto dos porta-retratos e enfeites que eu não me incomodara em desempacotar.

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Se ao menos ela pudesse consertar meu interior com tanta facilidade como fazia com a parte de fora... Não, eu que precisava consertar essa confusão. Refleti sobre a conversa que tivera com Audrey antes de ela ir dormir em meu quarto de hóspedes. — Vai prestar queixas? — ela tinha perguntado. — Não quero prestar queixas. — Eu queria explicações. Queria teorias confirmadas. Não queria mais distância entre nós. Não queria nenhuma distância. Ela havia sorrido como se entendesse, e porque era minha irmã, talvez entendesse, sem que eu precise explicar. — Então vá para a França. Faça-o te contar o que está havendo. — Ele também não merece isso. Pode fugir o quanto quiser. Não vou atrás. Tenho mais respeito por mim mesma para fazer isso. — Que bom. Também te respeito. — Ela deu risada. — Provavelmente, não é a melhor ideia ir atrás de alguém que, obviamente, estava te perseguindo por dez anos, de qualquer forma. — Provavelmente, não. — Embora eu não estivesse muito preocupada com ele. Sim, ele era perigoso. Perigoso para mim. Mas não me faria mal. Não desse jeito. Não o tipo de mal que alguém conseguiria enxergar.

— Vai saber o que fazer — ela dissera no fim. — Sempre sabe. Eu já sabia o que tinha que fazer. Só… precisava ser ousada o bastante para fazer. Outro gole de uísque. A antiga música tocou inteira de novo. Desta vez, quando a pausa silenciosa acabou, soltei meu copo e peguei o celular. Desliguei a música, abri meus contatos e apenas estremeci um pouco quando encontrei seu nome. Tinham se passado duas semanas. Eu não precisava fazer isso agora. Mas era melhor ser agora. Apertei o botão ligar e aguardei. Tocou uma vez. Duas. Ali, já tinha passado da meia-noite. Ele estaria acabando de acordar. Outro toque. Será que estava sozinho? Mais um toque.

Então sua voz.

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Correio de voz, na verdade. Não esperara exatamente que ele atendesse, e era mais fácil deixar uma mensagem. Mesmo assim, de alguma forma, era decepcionante. Como se uma pequena parte de mim tivesse esperança de que ele visse meu nome e corresse para ouvir minha voz. Será que eu não me apressaria para atender se fosse ele ligando? Talvez não. Provavelmente não. O bipe soou e me pegou de surpresa. Mas eu já estava preparada para o que ia falar. — Donovan. Sou eu. Sei sobre o arquivo que tem sobre mim. Precisamos conversar.

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CAPÍTULO 1

—N

ão tem ninguém aqui — Audrey disse quando

saímos de meu escritório. Era segunda à noite, e arrumar as coisas depois de uma tarde caótica tinha demorado mais do que o planejado. Já era bem difícil terminar tudo em uma semana curta devido ao feriado. Além disso, eu tinha perdido o fi m de semana fazendo sala para minha irmã — tempo que teria passado, provavelmente, atrás da minha mesa. Agora, fazia três dias que Audrey tinha chegado. Três dias que eu deixara a mensagem para Donovan. Três dias e nenhum retorno. Mas eu não estava pensando nisso. Ou melhor, estava tentando ao máximo não pensar. Tentando ao máximo não pensar em quanto isso me magoava. O trabalho era uma boa distração. Audrey era uma distração ainda melhor. — Quando você chegou aqui, eram quase cinco horas — eu disse, trancando a porta de minha sala. Felizmente, havia bastante coisa na cidade para ocupá-la enquanto eu trabalhava. Seria um milagre se ela conseguisse riscar pelo menos 8

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um quarto de sua programação antes de precisar voltar para a escola no domingo. No entanto, mesmo com os muitos outros itens empolgantes de sua lista, eu a convencera a passar em meu escritório para poder lhe mostrar tudo. Mais para poder me exibir mesmo. Olhei para o relógio na parede. — Isso foi há uma hora. Agora, quase todo mundo já foi para casa. — Você sempre trabalha até tão tarde? — A pergunta foi feita em tom acusador. — Geralmente trabalho até mais tarde. — Não mencionei que parte do motivo de eu ter ficado até tarde naquela noite foi porque ela teve que me contar tudo sobre o passeio de ônibus que fez mais cedo. Cruzando os braços à frente do peito, ela olhou desafiadoramente na minha direção. — Você trabalha demais. Revirei os olhos. — Você também trabalha demais. Seu trabalho só é mais artístico, então pode disfarçá-lo de hobby com mais facilidade. Vamos. — Joguei as chaves na bolsa e coloquei a alça em meu ombro. — Vou te mostrar tudo. Ela me seguiu para o corredor principal. Como de costume, olhei para o corredor escuro que levava à sala de Donovan, sentindo uma angústia no peito antes de levá-la na direção oposta à seção grande e aberta do andar executivo. Geralmente, as janelas do teto ao chão seriam uma qualidade que valia a pena destacar, porém o sol já tinha se posto, e a equipe de limpeza havia acendido as luzes, então o vidro só estava preto. Outra luz se acendeu mais ao longe no salão, e nos conduzi para aquela direção. — Roxie! — exclamei quando nos deparamos com a assistente do chefe arrumando as coisas em sua mesa. — Você está aqui a esta hora! — Estou indo embora agora. Você me pegou. — Olhando Audrey, ela colocou a bolsa na mesa e estendeu a mão, apresentando-se antes de eu ter a chance. — Ouvi histórias maravilhosas de você. Sabrina tem muito orgulho da irmã. — Obrigada. É um prazer conhecê-la — Audrey disse, tentando não parecer atordoada pela hospitalidade repentina de Roxie. 9

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— Vocês se parecem — a húngara disse depois de nos analisar um pouco. — Versões clara e escura. Audrey e eu demos risada ao trocarmos olhares. Ela não era simplesmente a versão clara de mim em relação à cor de seu cabelo castanho e os olhos amendoados, mas também quanto ao comportamento. Ela era fofa e romântica. Eu era séria e prática. Ela gostava de homens que a adoravam e faziam demonstrações públicas de afeto. Eu gostava de um homem que curtia brincar de estupro e, aparentemente, tinha um problema sério com perseguição. Era algo com que fazíamos piada com frequência. — Noite e dia — eu disse. — Chocolate e baunilha — Audrey concordou. — Somos nós. — Weston está aí? — perguntei, assentindo para a sala atrás de Roxie. A porta ainda estava aberta e as luzes, acesas, mas não o vi em sua mesa.

— Não, mas vai voltar a qualquer minuto. Podem esperá-lo lá dentro. — Roxie abotoou seu casaco e pegou a bolsa. — Ele está de bom humor hoje. Não vai se importar. Nos despedimos e, depois de Roxie seguir seu caminho, fiz Audrey entrar na sala espaçosa de canto de Weston, apagando a luz ao entrarmos. O efeito foi imediato. — Minha nossa! — Audrey exclamou. — Isto é insano! — Ela correu para a parede de vidro mais próxima e olhou para a cidade. — É uma infinidade de luzes! Aposto que consegue ver tudo à luz do dia. — Não tudo. Mas bastante. — Fiquei para trás, observando-a com um sorriso. Minha reação à vista foi bem parecida. Tinha sido emocionante, não apenas por causa do quanto conseguia ver, mas porque finalmente sentia que estava no topo de tudo. E, então, Donovan tinha entrado, colocando meu novo mundo para girar. Lembrando que fora seu mundo primeiro. Que seja. Era meu mundo agora. Ele não estava ali, e eu estava. Eu não iria a lugar nenhum. Audrey se esticou para olhar mais para fora pela janela. — Se isto não é tudo, então você é muito gananciosa! Ei! É o império! Por que não é esta sua sala?

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— Em breve, será — a voz grossa de Weston soou atrás de mim. — Com o trabalho que ela está fazendo. Revirei os olhos enquanto ele se aproximava para ficar ao meu lado. — Oh, pare. Ele franziu o cenho como se eu o tivesse ofendido. — Estou falando sério. Você é o primeiro nome de uma lista curta para me substituir se eu sair algum dia. Weston era sedutor. Todas as mulheres inteligentes sabiam disso. Ainda assim, gostei do elogio, apesar de não ser um que importasse. — Você nunca vai sair — eu disse automaticamente. — Espero que não se importe de estarmos aqui. Estava mostrando a vista para minha irmã. Esta é Audrey. A versão mais clara e mais jovem de mim já tinha abandonado as janelas e estava se aproximando lentamente de nós, com as mãos às costas. — Deixe-me adivinhar… você é Weston. Weston enfiou as mãos nos bolsos e ergueu o queixo orgulhosamente. — Você falou de mim para ela. — Somos próximas. Observei, apreensiva, Audrey circular meu chefe e analisá-lo. Eu sabia muito bem que ela não o estava avaliando como meu superior, o que já teria sido bem constrangedor. Não, ela queria descobrir o que ele tinha para me atrair para sua cama durante um fim de semana inteiro no início do ano. Não que não fosse óbvio — olhos azuis, loiro, musculoso como se fosse personal trainer, e não CEO. Era um colírio, com certeza. Mais o charme e a inteligência? É, minha calcinha sumiu. — Bom — ela disse, analisando. — Uau. Bom mesmo — disse quando chegou às costas dele. — Bom trabalho, sis. Os olhos de Weston se arregalaram quando ele interpretou os comentários dela. — Ah, você falou mesmo de mim para ela. — Ele voltou a atenção para minha irmã. — Talvez Sabrina não tenha tido a chance de te contar que estou envolvido com outra pessoa agora. Estou noivo.

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— Noivado falso — Audrey corrigiu. Ele virou a cabeça para olhar em minha direção. — Tudo sobre mim. Uau. — Audrey! — Meu rosto corou. — Ela não vai contar a ninguém. Juro. — Eu me movimentei para repreendê-la de novo. — Isso era para ser totalmente secreto. O noivado de Weston e o iminente casamento com Elizabeth Dyson eram tudo um acordo para pegar o dinheiro do fundo de Elizabeth e conseguir que Reach, Inc. — nossa empresa — tivesse acesso a uma empresa de publicidade que ela tinha na França. Quando se casasse, Elizabeth receberia sua herança, venderia a empresa para os homens e os dois se divorciariam. Pelo menos esse era o plano. Era supostamente por isso que Donovan estava na França — para abrir caminho para uma fusão fácil. Só que Weston e eu sabíamos que isso era apenas uma desculpa para ficar longe de mim. Pouquíssimas pessoas sabiam sobre o casamento falso — apenas Elizabeth, os cinco homens donos da Reach, Inc., eu e, agora, minha irmã. Weston deu risada. — Tudo bem. Digo, você não é uma espiã secreta para os Dyson, é? Audrey ergueu uma sobrancelha. — Não. — Então está tranquilo. Além disso, não é mais um noivado falso. Ou não é um relacionamento falso, de qualquer forma. Ela ergueu as sobrancelhas e me olhou de forma acusatória. — Disso não fiquei sabendo. — Weston e Elizabeth se gostam de verdade agora. Pronto. Está feliz? — Não lhe dei tempo para responder. — Não tinha a ver comigo, então não te contei — adicionei sem me desculpar. E não era muito divertido falar sobre outra pessoa ter sorte no amor quando o meu próprio coração estava partido. Ela uniu as mãos. — Claro que estou feliz. Adoro uma boa união! Nos conte mais, Weston.

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— Ela partiu hoje para ir à casa da avó para o Dia de Ação de Graças — ele disse, dirigindo-se a mim apesar da ansiedade de Audrey. — Vou para lá na quarta à noite, e é para fingirmos a coisa toda, mas só penso que vou conhecer a avó dela. É a pessoa mais importante da vida dela. O que não deveria importar, porque isto é temporário. Mas talvez não seja temporário. Talvez seja algo mais. Da última vez que Weston conversara comigo sobre seu relacionamento, eles tinham dormido juntos. Não tinha falado nada sobre algo mais.

— Então as coisas ainda vão bem? Ele suspirou, passando a mão no cabelo. — Para ser sincero, não sei como estão as coisas. Está uma confusão. Quero torcer o pescoço dela na maior parte do tempo, e não parece que ela gosta muito de mim também, mas meio que não suporto ficar longe dela por mais de um dia. O que quer que seja, é isso. — Isso é amor — minha irmã disse, cantarolando. Resmunguei. — Audrey é uma romântica incorrigível. É seu único defeito. Mas ela também me fez pensar. As coisas entre Donovan e eu também eram uma confusão. Eu queria torcer o pescoço dele, e estava sofrendo com ele tão longe. Será que eu estava tão envolvida que estava apaixonada?

Bem, não seria um problema se fosse esse o caso? Porque estava planejando matá-lo da próxima vez em que o visse. — Weston, posso chamar meu motorista quando estiver pronto para...? — O homem que entrara parou quando nos viu. — Oh, desculpe. Não sabia que tinha companhia. Eu me levantei, imediatamente com postura. Não conhecia o homem. Seu terno era caro e ele tinha cabelo castanho ondulado e um sotaque britânico. Parecia mais velho do que nós por, no mínimo, doze anos, mas era bem atraente e distinto. O que era esquisito era o estranho perambular pelos corredores do escritório após o horário de trabalho. — Posso ir a qualquer momento — Weston respondeu. — Mas isto perfeito. Ainda não conheceu Sabrina, conheceu? O homem franziu a testa. — Não posso dizer que sim. Weston se virou para mim. 13

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— Sabrina, este é Dylan Locke. Está nos Estados Unidos esta semana para visitar o filho. Isso explicava as coisas. Dylan Locke administrava o escritório da Reach em Londres. Era um dos fundadores da empresa. Havia cinco deles no total — Nate Sinclair, Weston, Donovan, Dylan e Cade Warren, que cuidava do escritório em Tóquio. — É um grande prazer conhecê-lo — eu disse, apertando sua mão. — Sou a diretora de estratégia e marketing aqui. — Ah, assumiu o lugar de Robbie Wise quando ele foi para nosso escritório em Londres — Dylan disse. — Robbie é bom no que faz, mas não é tão adorável quanto você. E ele cheira mal. — Virou-se para Weston. — É totalmente sexista se eu disser que acho que você ficou com a melhor parte do acordo? — Na verdade, Donovan ficou com a melhor parte do acordo. — As entrelinhas sugeriam que ele já tinha falado de mim para Dylan. Que esse era seu jeito de dizer Esta é ela. Com quem Donovan estava envolvido. O que não tinha problema. Mas eu não queria falar sobre Donovan no momento. — Weston, por favor… — Ele ligou mais cedo — ele disse formalmente. Simples assim. Como se soubesse que as palavras me tirariam o fôlego, e ainda pensasse que a melhor forma de falar era diretamente, sem rodeios. — Ligou para você? — Torcia para ninguém perceber minha voz mais aguda. — Me falou para não dizer nada. — Para ninguém? Ou para mim? — Porra, não deveria ter perguntado. Não queria saber. Já sabia. Se ele quisesse falar comigo, teria me ligado.

Weston baixou a cabeça, confirmando minhas suspeitas. — Sinto muito. Era fofo que ele se importasse em como me sentia. E bom, eu imaginava, que se incomodasse em me contar tudo. Apesar de Weston e eu termos ficado amigos nas últimas semanas, ele era amigo de Donovan antes de mim. Não me devia qualquer lealdade. Não consegui agradecê-lo naquele instante.

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— Não me importo — eu disse, quando ele deu um passo à frente para me consolar. — Ele pode fazer o que quiser. Não me importo mais. — Mentiras. Mas, talvez, se eu continuasse dizendo isso, alguém começaria a acreditar. Talvez até eu. Agora as coisas tinham ficado bizarras. — Oi! Sou Audrey. Irmã de Sabrina. Queria lançar um olhar de agradecimento por quebrar o clima estranho, mas sua atenção estava totalmente em Dylan. A forma como ela jogava o cabelo e colocava os ombros para trás me disseram que queria a atenção dele nela também. — Dá para ver a semelhança. — Felizmente para Dylan, ele manteve os olhos nos dela, no lugar em que qualquer homem decente com seus quarenta e poucos anos deveria manter os olhos quando conhecesse uma garota com a metade de sua idade. Se olhasse para outro lugar, talvez precisássemos conversar, sendo dono da minha empresa ou não. — Você também trabalha aqui? — ele perguntou. — Não. Só visitando. É minha primeira vez na cidade. É emocionante. Dylan pareceu ter sido pego de surpresa pelo entusiasmo dela, mas não exatamente indignado. — É. Tenho certeza de que é emocionante da primeira vez. — Faz muito tempo que foi sua primeira vez, Locke? Já esqueceu como é desflorar? — Weston zombou. — Aparentemente, esqueci de como é passar a noite com você e suas insinuações. O olhar que ele deu ao sócio me fez pensar que ele gostaria mais dessas insinuações se não estivessem na empresa. Ficar com Weston seria muito mais divertido para o homem mais velho se ele não estivesse preocupado em não ofender sua funcionária jovem e sua irmã ainda mais jovem. E era por isso que eu não esperava que ele dissesse: — Estávamos indo jantar. Adoraríamos se vocês duas fossem conosco.

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