Page 1


Copyright © 2019. Na Estrada com o CEO. Lily Freitas. Copyright © 2019. AllBook Editora. Diretora Editorial: Beatriz Soares.

Designer de capa: Flavio Francisco.

Preparação e Revisão: Carolina Caires Coelho.

Projeto gráfico de miolo: CS Edições.

Todos os direitos reservados pela AllBook Editora para publicação no Brasil. A reprodução, transmissão ou distribuição não autorizada de qualquer parte deste trabalho protegido por direitos autorais é ilegal. Nenhuma parte desta obra pode ser apropriada e estocada em sistema de banco de dados ou processo similar, em qualquer forma ou meio, seja eletrônico, de fotocópia, gravação, sem a permissão dos detentores dos copyrights. Os direitos morais do autor foram declarados. Esta obra literária é ficção. Qualquer nome, lugares, personagens e incidentes são produto da imaginação do autor. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, eventos ou estabelecimentos é mera coincidência. Esta obra segue as regras do Novo Acordo Ortográfico.

Produzido no Brasil. contato@allbookeditora.com


Samantha Chegar atrasada terá um preço alto, sei o quanto meu chefe é um maníaco controlador. Ele tem um código interno na empresa, onde a hora de entrar e sair ganharam destaque especial. Sem contar a parte de contato pessoal, ele não gosta que os funcionários se toquem; isso se estende, é claro, a relacionamentos pessoais. Se ele imaginar que existe algo romântico entre os funcionários, uma guerra será declarada. Zander é absurdamente chato. O intolerante acha que todos nós devemos seguir seu estilo de vida controlador. É irritante ver como ele consegue ser implicante ao longo do dia quando eu me atraso.


Eu sei que ele conseguiu transformar as duas pequenas lojas de utilidades domésticas do pai, que ficavam na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, em um império. Hoje, as lojas Kariokas estão espalhadas pelo Brasil e oferecem uma diversidade de produtos por um preço extremamente popular. Todo esse sucesso foi à custa de muito trabalho, Zander faz questão de falar em suas palestras para empresários o quanto teve que trabalhar incansavelmente para conseguir, em tempo recorde, assumir a dianteira das lojas e transformá-las em um fenômeno de vendas no setor de lojas de departamento pelo Brasil. Uma das coisas que ele faz questão de salientar é a maneira de lidar com os horários. Um empresário de sucesso deve ter seu dia pautado nas horas, não se pode perder sequer um segundo, pois cada minuto desperdiçado pode representar até milhões de reais. Por isso, se ele já estiver no escritório, certamente fará uma das suas tradicionais cenas, reclamando do meu atraso de cinco minutos. Isso, inevitavelmente, causará uma discussão acalorada entre nós logo pela manhã. Que saco! — Deus, Sam, por onde andou? Está atrasada. O sr. Saramago está uma fera. — Cristina, a secretária assistente, sequer me deixou colocar os pés no escritório.


— Não sei o motivo de ele estar uma fera, só estou cinco minutos atrasada. — E você fala isso com tanta tranquilidade? — Cris, o sr. Saramago terá que lidar com meu atraso gostando ou não. — Respondo tentando não aparentar todo o meu estresse. — Eu ouvi isso, srta. Diniz. — Para o desespero da minha pobre amiga, Zander apareceu na porta do escritório, exibindo o cabelo ainda molhado e um olhar mortal. — Venha até a minha sala e traga uma xícara de café fresco. — Já fiz o café, sr. Saramago, vou pegar. — Cristina se mete no assunto tentando agradar à fera. — Eu disse café fresco, isso significa que quero o café feito neste exato momento. E quero que ele venha diretamente das mãos da srta. Diniz. — Zander sorri de modo provocador e fecha a porta. — Idiota! — Praguejo irritada por ter que aturar os devaneios dele logo cedo. Se eu não estivesse pagando a droga do meu apartamento e meu MBA, já estaria longe daqui. No entanto, com o mercado de trabalho tão em baixa, não posso me dar ao luxo de perder o salário exorbitante que esse déspota me paga. — Também ouvi isso. — Ele abre apenas uma fresta da porta e parece se divertir com a minha cara de indignação.


Sem dar mais margens a discussões, sigo para a copa e me sirvo de um pouco de café. Como sempre, o café está delicioso, por isso aproveito para sentar um pouco e degustar a bebida sem pressa. Quando dá o tempo exato para o preparo de um novo café, saio da copa, com uma xícara fumegante, e sigo para a sala do tirano. — Com licença. — Finjo docilidade ao entrar na sala dele. — Seu café, sr. Saramago. Mantenho um sorriso falso no rosto e observo Zander experimentar a bebida enquanto semicerra os lindos olhos azuis de maneira sensual. Sei que ele tem plena consciência de que o café não foi feito agora, mas não admitirei este fato nem sob tortura. — Qual é a minha agenda do dia? — Com displicência, ele recosta na cadeira e desliza os olhos rapidamente pelo meu corpo. Sei que no fundo ele nutre um tesão reprimido por mim, mas apesar de achá-lo a perfeição em forma de homem, não permito que ultrapasse os flertes bem-humorados. — Passei a sua agenda por e-mail antes de chegar aqui, senhor. — Passe a minha agenda agora, srta. Diniz. — Zander faz um gesto irritado para que eu me sente. Contendo o desejo de mandá-lo se jogar pela janela, sentome, cruzo as pernas e faço questão de deixar a barra da saia subir


para provocá-lo. Zander gosta das minhas pernas, e como ele está me aborrecendo logo cedo, vou fazê-lo sofrer na mesma proporção com que estou sofrendo com sua tirania. Com voz de desinteresse, começo a relatar o que ele tem programado para o dia. Infelizmente, ele não tem muitos compromissos, o que me fez lamentar saber que tenho que aturálo rondando o escritório o dia todo. — Bem... é só isso. — Finalizo o meu relato e encaro os brilhantes olhos dele. Sua barba milimetricamente feita leva a minha mente para longe. Às vezes, é complicado manter a postura profissional com um homem tão bonito por perto. Ele exala uma sensualidade marcante, que enlouquece qualquer mulher. — Será um dia tranquilo. — Ele tamborila os dedos pela mesa. — Que tal irmos almoçar juntos? — Ergo a sobrancelha, surpresa. — Vai pagar meu almoço? — Eu disse almoçarmos juntos, não pagar o seu almoço. — Quem convida paga. — Você recebe dinheiro para pagar seu almoço. — Então dispenso o convite, não vou gastar o dinheiro do meu almoço em restaurantes bestas que servem uma miséria de comida. — Está querendo dizer que não sei escolher restaurantes?


— Não, sr. Saramago, estou dizendo que gosto de comer de verdade. — Levanto-me para indicar que nossa conversa acabou. — Quer mais alguma coisa? — Você está chateada? — O quê? — A pergunta dele não faz o menor sentido. — Estou achando que você está chateada e não vejo motivos para isso. Quem deveria estar chateado aqui sou eu, pois cheguei ao escritório e só encontrei a Cristina com aquela cara de assustada que tanto me enerva. — Se você fosse menos ditador, talvez ela se sentisse mais à vontade para te dar bom dia sem receber em troca uma série de ordens. — Não exagere, eu só exijo que ela faça com perfeição o serviço pelo qual a contratei. — Não vou te responder sobre isso, você me irritou além do apropriado para um início de manhã. — Sigo para a porta, apressada. — Srta. Diniz. — Zander me chama com sua voz grave que tanto me excita. — Sim. — Resmungo. — Leve a xícara de café. Eu pedi café fresco e esse é o que a Cristina fez. — Como?! — Olho para ele indignada por ter descoberto a minha armação. — Eu acabei de fazer o café.


— Não minta, ou deixo trabalho extra para você. Pisando duro, vou até a mesa dele e pego a xícara querendo abrir a boca do imbecil para derramar o líquido de uma única vez. Contudo, como sei que não posso fazer isso, apenas viro e saio rebolando da sua sala torcendo para ele ficar de pau duro por ver minha bunda e não poder tocá-la. — Estúpido! — sussurro quando saio da sua sala satisfeita por tê-lo instigado, mas sem cair na tentação de mandá-lo se foder.

A princípio, o dia no escritório indicava que seria tranquilo, mas quando um telefonema do escritório de Porto Alegre trouxe problemas para a sede, o dia se transformou em um verdadeiro inferno, me levando à loucura. — Eu preciso ir embora, não aguento mais toda essa confusão. — Alongo o corpo e faço uma careta quando minha coluna estala. — Hoje não foi fácil. — Cristina guarda as pastas que estavam sobre sua mesa e me olha. — Será que podemos ir embora? Hoje tenho que passar no supermercado para comprar frutas e carne para as crianças. — Pode ir, Cris, sei como sua vida é complicada. Cris cuida de duas filhas sozinha e ainda tem a mãe que sofre de diabetes. A vida dela é extremamente sacrificante desde


que se divorciou e, ainda assim, no auge dos seus quase quarenta anos, essa mulher incrível é o bom humor em pessoa. — E se o ,sr. Saramago ficar bravo? Não posso ser demitida, Sam. — E por que ele ficaria se eu estou aqui? — Sorrio ao ver seu rostinho amedrontado. Zander é tão grosseiro, que causa verdadeiro temor na Cris. — Sei lá, você sabe que às vezes ele apenas quer nos ver na sua frente. — Relaxa. — Faço um gesto de descaso com a mão. — Eu sei controlar a fera, vá cuidar das suas crianças, já passou do seu horário. — Ao menos terei hora extra. — Ela diz animada enquanto pega a bolsa. — Pois no meu caso eu preferia sair mais cedo e dispensar essa grana. Estou muito irritada. — Estamos. Hoje foi tenso. — Graças a Deus está acabando. — Tem certeza de que consegue segurar o leão? — Claro que sim. Se ele perder a linha, vou deixá-lo falando sozinho. Por hoje não tenho mais paciência com ele. — Você é demais, até amanhã. — Ela sopra um beijo e vai embora.


Sem ter o que fazer, eu abro a rede social e vou ler as publicações dos meus amigos. Não posso ser considerada uma pessoa constantemente conectada, mas gosto de “bisbilhotar” o que rola pelo universo virtual. Uma foto do fim de semana animado de um crush me chama atenção, curto a foto e deixo um comentário. Em segundos, uma janelinha com o ícone da foto do Junior aparece. Ele puxa papo e, como não tenho o que fazer, fico dando bola para ele. Para minha surpresa, Junior está bem divertido, e acabo perdendo a noção do tempo. Quando dou por mim, escuto a voz do Zander se despedindo do diretor financeiro da empresa. — Eu vou rever as contas com os problemas de Porto Alegre, pode ser um erro humano, senhor. — Encontre quem errou e demita essa pessoa. — Mas, sr. Saramago, talvez... — Vá, Gaspar, faça o que pedi, não discuta comigo quando estou sendo influenciado por desejos homicidas. Sem protestar, Gaspar assente e se despede de mim. Quando ele some pela porta do hall de entrada do escritório, respiro aliviada, finalmente irei para casa. — Por acaso está se divertindo na hora do trabalho, Samantha? — Zander pergunta olhando descaradamente para o celular que está em minha mão.


— A hora do meu expediente acabou... — Ergo o relógio exageradamente só para irritá-lo e olho as horas sem pressa. — Há exatamente uma hora e trinta e oito minutos. Então, sr. Saramago, eu estou checando as minhas mensagens fora da hora de trabalho. Ele sorri satisfeito com minha resposta debochada. Por algum motivo sádico, adora quando eu o enfrento e sou sarcástica. — Você terá horas extras no contracheque, então não reclame. — Desejo só tirar estes saltos, colocar as pernas para cima e descansar vendo tevê. Não estou pensando em horas extras. Levanto e guardo o celular. Em seguida, desligo o computador. Quando olho para cima, vejo os olhos astutos de Zander sobre mim. Ele é incrivelmente bonito, o homem é sexy além do aceitável e sabe exatamente o poder que tem. — O que foi? Vai querer me fazer virar a noite trabalhando? — Não vou fazer você virar nada. — Ele responde em tom baixo e com um olhar esquisito. O clima entre nós muda, uma tensão sexual se instala quando ele encara a minha boca. Desde que vim trabalhar aqui, depois que a antiga secretária dele teve um grave problema de saúde, aprendi a bloquear os momentos tensos que às vezes surgem entre nós.


— Menos mal. — Passo a alça da bolsa pelo ombro e ergo a sobrancelha. — Vai ficar parado aí? Quero ir embora. — Cadê a Cristina? — Ela tinha que ir ao supermercado, como não tinha mais nada para fazer aqui, eu disse que ela podia ir. — Humm. — Ele semicerra os olhos e já me preparo para a briga. — Você veio de carro? — A pergunta dele me surpreende. — Agora com o metrô aqui na Barra, ir para casa é um sossego, aposentei o carro. — Então eu levo você, vou pegar minha pasta. — Não precisa... — A minha negação morre quando ele entra correndo em sua sala. — Zander, eu posso ir sozinha. — Está tarde, eu vou te levar. — Não há necessidade de mudar o seu trajeto. — Srta. Diniz, não teime comigo, aprenda a escolher batalhas que possa ganhar. — Eu posso ganhar esta batalha, sr. Saramago — digo colocando a mão na cintura e sorrindo com meiguice. — Eu te dou uma carona e não se fala mais nisso. — Antes que eu proteste, ele levanta o dedo me impedindo de falar. — Querida, está me devendo ou já se esqueceu que chegou atrasada hoje? Não me irrite mais do que já estou irritado. — Ainda se lembra do meu atraso?


— Claro que sim, foram cincos minutos que perdi esperando você trazer a minha agenda e o meu café. — Grrrrr. O meu grunhido faz Zander sorrir, ele é insuportavelmente chato. Às vezes, tenho vontade de fazê-lo engolir toda essa prepotência. — Pode ir na frente. — Com um floreio exagerado de mão, ele faz sinal para que eu siga em direção ao elevador. Sei que na verdade esse maldito quer ver a minha bunda, por isso saio requebrando exageradamente apenas para deixá-lo o resto da noite desejando o que nunca vai poder ter.

Zander Há dois anos, minha vida é um pequeno inferno. Nunca fui bom em lidar com frustração sexual, mas desde que Samantha Diniz apareceu no meu caminho, sou um cara fodido que sonha todas as noites com aquela maldita gostosa que me enlouquece. Quando Marlene pediu dispensa para cuidar de um câncer, eu não tive muita escolha a não ser aceitar a indicação que ela fez para o cargo de secretária. Só que eu não tinha avaliado calmamente o dano que Sam causaria na minha vida. — Quer o de sempre, chefe? — Francisco me pergunta quando me acomodo no bar.


— Em dose dupla. — Ixi, então você está pior do que pensei. — Sem miséria, ele derrama uma quantidade significativa de uísque. — Está assim por causa dela? — E o que mais poderia me deixar neste estado de frustração? — Deixo o uísque rasgar minha garganta acreditando que me ajudará a ter uma noite justa de sono. — Chefe, você tem que tomar uma providência, não pode ficar neste estado todas as noites. — Pare de ser exagerado, não é toda noite que fico na merda. — Francisco ergue a sobrancelha me irritando. Ele é o barman que me atura quando estou explodindo de desejo por Sam. Nós nos conhecemos há uns sete anos, isso causou uma intimidade que no geral me irrita profundamente. Francisco é como um tio que me aconselha em relação a várias partes da minha vida. Nossa amizade pode até parecer estranha para muitos, um talentoso CEO e um simples barman, mas esse velho intrometido me entende melhor do que qualquer grande investidor. Nem mesmo meu pai consegue ter o tipo de intimidade que desenvolvi com o Chico. — Tudo bem que você nem sempre está com esse aspecto terrível, mas também não negue que no final da noite sempre comenta sobre ela. Sexta, por exemplo, você fez uma descrição


exata da roupa da Sam, me senti como naquelas semanas de moda que assistimos na tevê. — Ele solta uma gargalhada. — Vai se foder, Chico. — Entorno a bebida de uma única vez e faço uma careta. — Quando vai trazê-la aqui novamente? Estou com saudades daquela menina, gosto muito da Sam. — Quero distância daquela diaba, hoje foi um dia difícil em vários aspectos e no final ainda tive que levá-la em casa. Consegue imaginar como é doloroso ficar no mesmo espaço que aquele mulherão e não poder experimentar nada? Ela ainda vai me matar. — Francisco solta outra risada e segue para atender um cliente. Enquanto fico sozinho, relembro do perfume cítrico de Sam que tanto me enfeitiça. Ela é um sonho, que insisto em reviver todos os dias, mesmo sabendo que não tenho a mínima chance de realizá-lo. —

Outro,

chefe?

Francisco

interrompe meus

pensamentos me oferecendo mais uma dose. — Só esse, eu vou embora, só precisava relaxar e dar um “oi” pra você. — Aquela sua namorada bonita está te esperando? — Não. Vanessa já me deixou louco nesse fim de semana. — Louco... sei. — Ele pisca maliciosamente para mim. — Pega leve no que está pensando.


— Só estou pensando na gorjeta, não esqueça que ouvir seus lamentos me rende mais. — Você não era tão mercenário. — Francisco limpa o vidro na minha frente e se inclina na minha direção. — Tenho um cliente que é um gênio nos negócios, ele me ensinou que devemos cobrar por serviços prestados. — Sem misericórdia, ele esfrega na minha cara os meus próprios ensinamentos. — Esse seu cliente é um filho da puta. — Acabamos sorrindo e despertando a curiosidade das pessoas que estão no bar esperando para irem até suas mesas. Francisco é a melhor pessoa que conheço e o único que consegue aliviar todo o estresse do meu dia.


PARA CONTINUAR COM A LEITURA, ADQUIRA O LIVRO FÍSICO. http://bit.ly/NaEstradaComOCEOFisico

SIGA A ALLBOOK NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK_ https://www.facebook.com/AllBookEditora

INSTAGRAM_ https://www.instagram.com/allbookeditora/

SKOOB_ https://www.skoob.com.br/editora/139-allbook


Profile for AllBook Editora

Na Estrada com o CEO - Primeiro Capítulo  

Ter que aturar um chefe exigente todos os dias não é uma tarefa fácil para Samantha, mas aturá-lo na sua cola em uma viagem de negócios cert...

Na Estrada com o CEO - Primeiro Capítulo  

Ter que aturar um chefe exigente todos os dias não é uma tarefa fácil para Samantha, mas aturá-lo na sua cola em uma viagem de negócios cert...

Advertisement

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded