Boa garota - Primeiro Capítulo

Scroll for more

Page 1

Tradução de Alline Salles 1ª edição - 2019


Copyright © 2018. Good Girl. Jana Aston Copyright da tradução © 2019. AllBook Editora.

Diretora Editorial: Beatriz Soares. Tradução: Alline Salles. Preparação: Jaqueline Costa e Capitu Já Leu (Clara Taveira e Raphael Pellegrini).

Revisão: Capitu Já Leu (Clara Taveira e Raphael Pellegrini) e AllBook Editora. Projeto de capa: LA Designer de Capas.

Projeto gráfico de miolo: April Kroes.

Esta obra foi negociada pela Bookcase Literary Agency. Todos os direitos reservados pela AllBook Editora para publicação no Bra-sil. A reprodução, transmissão ou distribuição não autorizada de qualquer parte deste trabalho protegido por direitos autorais é ilegal. Nenhuma parte desta obra pode ser apropriada e estocada em sistema de banco de dados ou processo similar, em qualquer forma ou meio, seja eletrônico, de fotocópia, gravação, sem a permissão dos detentores dos copyrights. Os direitos morais do autor foram declarados. Esta obra literária é ficção. Qualquer nome, lugares, personagens e incidentes são produto da imaginação do autor. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, eventos ou estabelecimentos é mera coincidência. Esta obra segue as regras do Novo Acordo Ortográfico. Produzido no Brasil. contato@allbookeditora.com

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) A877b Aston, Jana 1.ed. Boa garota / Jana Aston; traduação de Alline Salles. – 1.ed. – Rio de Janeiro: Allbook Editora, 2019. 212 p.; 16 x 23 cm. Tradução de: Good girl ISBN: 978-65-80455-03-4 1. Literatura americana. 2. Romance. 3. Comédia romântica. 4. Romance erótico. I. Salles, Alline. II. Título. CDD 810 Índice para catálogo sistemático: 1. Literatura americana: romance 2. Comédia romântica: romance erótico Bibliotecária responsável: Aline Graziele Benitez CRB-1/3129






CAPÍTULO 1

Lydia — Não vamos embora deste bar até você beijar alguém — Payton diz isso como se estivéssemos no meio de uma conversa so-bre eu beijar alguém. E não estávamos. Assinto mesmo assim, porque somos melhores amigas e estou acostumada ao seu jeito repentino. — Então você quer que eu beije alguém, depois podemos ir embora? — Coloco meu copo no balcão do bar e me viro um pouco no assento, como se analisasse o ambiente para procurar opções. Não estou analisando, não de verdade, mas fico feliz em brincar com isso. — É. Assim que você tiver pelo menos beijado alguém, pode-mos ir embora. — Pelo menos beijado? — Eu me volto para ela, rindo. — Até onde quer que eu chegue? Em um bar? Com um estranho? Estou rindo porque essa conversa é ridícula, mas ainda assim… a ideia me atrai. A ideia de que eu posso escolher qualquer homem do bar e pedir que ele me beije. Ou talvez até que me agarre no corredor. Talvez ele assuma o comando e me pressione contra a parede. Coloque o joelho entre minhas coxas enquanto me beija na mandíbula, e depois cubra meus lábios com os dele. É, isso é estranhamente específico. Coloco uma mecha de ca-


JANA ASTON

belo atrás da orelha e permito que meus olhos vejam, além de Payton, os dois homens sentados do outro lado dela. Eu estive discretamente os observando a noite inteira. Um deles tem sotaque britânico. Está bêbado e obcecado com uma mulher com quem acabou de terminar. Ou que terminou com ele — não tenho certeza e não me importo realmente. O objeto do meu desejo é o cara número dois. O cara número dois é perfeito. Tão perfeito, que nem consigo olhar para ele diretamente, por isso os olhares discretos. É completamente fora da minha alçada. Cabelo escuro despenteado, com uma onda. Perfeitamente cortado, e eu simplesmente sei que seria macio sob meus dedos, e não cheio de produto seboso de cabelo. Ele tem pelos faciais aparados, como se ele não conseguisse decidir entre uma barba por fazer e uma barba de verdade; e os olhos castanhos muito escuros, que me deixam com falta de ar quando encaram os meus. Seus antebraços são bronzeados e delineados com músculos. Eles serão o foco das minhas fantasias por, no mínimo, um mês. Ele esfrega a ponta do polegar na ponta do dedo indicador enquanto seu amigo fala, mas não de um jeito ansioso. Lentamente, como se fosse algo que ele fizesse quando pensa, ou talvez seja algo que faz quando escuta. Suas unhas são curtas e bem cortadas. Eu chutaria, com base em suas mãos, que ele trabalha em um escritório, mas, diante do que posso ver de seu corpo, seu hobby é a academia. Seu dedo indicador se esfrega de novo, devagar, em seu pole-gar, e ah, Jesus amado, estou imaginando algo totalmente diferente agora. Preciso transar. — Você precisa transar — Payton diz no exato instante em que o olhar do homem se ergue do balcão do bar até meus olhos. Morro dez mil vezes, mas Payton não percebe que acabei de morrer, então continua falando sobre encontrar alguém para eu beijar antes de irmos embora. Os olhos do sr. Perfeito ainda estão em mim. — Eu cuido disso — ele diz. Oh, meu Deus. Espere, ele está falando comigo? Isso está acontecendo? Com certeza entendi mal. Entendi errado. Ele está conversando com alguém atrás de mim, ou com o garçom ou com o cara britânico bêbado. Dou uma rápida olhada por cima do ombro para ver quem está atrás de mim. Não tem ninguém atrás de mim.

8


BOA GAROTA — Eu cuido disso — ele repete, e, por um segundo, meu cére-bro sofre um curto-circuito. É um sim, é o que estou pensando. É um sim. Aonde vamos beijar? Não quero que seja aqui, seria estranho. Não acho que deveríamos ir para a casa dele, ele é um completo desconhecido. Ele poderia ir para minha casa. Isso. Payton poderia passear na Target, ou algo assim, e nos dar privacidade. Penso se ele vai se importar que só tenho uma cama de solteiro. Sabia que deveria ter comprado uma cama maior, mas era mais dinheiro, e meu quarto é minúsculo — e eu precisava de espaço para minha máquina de costura. Puta merda, isso vai acontecer. Esse homem, que é gostoso demais para se olhar diretamente, quer transar comigo. Pisco e, então, ele termina de falar com um sorrisinho no rosto: — Eu te beijo. Oh. Certo. Não é como se ele estivesse tão atraído por mim — uma mulher aleatória em um bar —, que quisesse fazer sexo comigo baseado em nada mais do que ouvir minha amiga dizer que preciso transar. Burra. Sou muito idiota. Até parece. — Ela aceita — Payton diz e me expulsa do meu banquinho. Na verdade, ela realmente me empurra, uma cena parecida com o que imagino que mães façam com os filhos no primeiro dia de escola ao colocarem as crianças para fora pela porta da frente. O homem se vira no banquinho, e o observo me analisar agora que estou em pé. Seus olhos sobem lentamente por minhas pernas nuas, e eu quero matar Payton por me trazer para esse bar. Acabamos de passar o fim de semana nos mudando para nosso novo apartamen-to e pensei que fôssemos sair para comer um hambúrguer, então estou de short jeans e uma blusinha. Eu deveria ter percebido. Assim que saímos do apartamento, Payton insistiu que precisávamos ver o que rolava ali, e aqui estou eu, de short, com meus joelhos ossudos, observando um homem que parece mandar em tudo me analisando. Flexiono um joelho e bato os dedos no pé no chão enquanto penso se ele estava mudando de ideia, mas então ele se levanta. Presumo que vá se aproximar e me beijar bem ali, diante de todo mundo, mas não o faz. Em vez disso, ele para à minha frente. Preciso jogar a cabeça para trás, a fim de encontrar seus olhos, porque ele é meio metro mais alto que eu. No máximo, minha cabeça chega em seus ombros. Ele usa jeans e mocassins, com uma camisa com a manga

9


JANA ASTON

enrolada até os cotovelos. Desconfio que seus sapatos custem mais do que qualquer coisa que possuo. Sinceramente, isso também vale para a calça e a camisa. Estou lutando contra o desejo de enfiar as mãos nos bolsos de trás e me encolher sob seu olhar quando ele fala. — Como se chama? — Lydia. — Lydia — ele repete com os olhos nos meus. Ouvi-lo dizer meu nome deve ser algum tipo de preliminar para mim, porque meu coração está prestes a sair do peito. Sua voz é baixa e tranquila, autoritária e sexy pra caramba. — Aqui não — ele declara e pega minha mão na dele. Sua mão está quente, envolvida na minha, e o simples conta-to provoca arrepios em minha pele. Então ele se move, minha mão na dele, conforme nos guia para além do bar. — Brady, vou usar seu escritório por um minuto — ele grita para alguém atrás do bar. Não para, a fim de esperar uma resposta, e, um instante mais tarde, estamos sozinhos. A primeira coisa que vejo é que o escritório é melhor do que eu esperava para um bar. Há uma mesa grande arrumada, com um notebook fechado em cima e uma única caneta ao lado. Um divã de couro com um ar caro, mas bem usado, se encontra ao longo da parede. A segunda coisa que percebo é o silêncio. Não era excessivamente barulhento no bar, mas, por trás de uma porta fechada, percebo o quanto esse escritório é silencioso sem o som de gelo e o encontro de garrafas. Apenas nossa respiração e a batida do meu coração ecoavam em meus ouvidos. Esse é todo o tempo que tenho para observar, porque ele se vira para me encarar e ergue meu queixo com a ponta de seu dedo. Ok, chega de observar. O cheiro dele é maravilhoso. Tem cheiro de alguém em quem quero me deitar com a cabeça apoiada no peito enquanto ele enrola mechas de meu cabelo em seus dedos. Sei que isso não é tecnicamente um cheiro, mas acredite em mim. Ele tem cheiro de roupa limpa e especiarias e virilidade. Quero subir nele. Seus olhos estão baixos, seu olhar se move de meus olhos para meus lábios e volta com uma confiança calma. Não percebo que estou prendendo a respiração até ele me lembrar de respirar. Sua expressão é uma combinação de excitação e diversão. Respiro e molho os lábios com a língua. Resisto a me balan-

10


BOA GAROTA

çar, mas quase o faço. Há um sinal de sorriso em seus lábios quando ele segura minha mandíbula com uma mão, a outra, se apoiando em minha cintura. Sua mão é tão quente através do fino tecido de minha blusinha, que quase parece encostar em mim diretamente. Então ele abaixa a cabeça em direção à minha e me beija. Suavemente. A mão em minha cintura permanece ali. A pres-são de seus dedos é firme, segura. Uma âncora desnecessária, mas bastante apreciada, porque não vou a lugar nenhum. Coloco a pal-ma das mãos em seu peito, emocionada com a sensação do tecido pressionado contra a ponta de meus dedos. Com a firmeza de seu corpo, seus músculos e seu calor. Seus lábios deixam os meus, mas apenas o suficiente para ele inclinar um pouco a cabeça, e depois pressioná-los nos meus de novo. Seu polegar acaricia minha face, e eu murmuro, ou gemo, em resposta. Não sei qual dos dois, mas sou recompensada com outro beijo suave conforme seus lábios persuadem os meus a se abrirem. Seus pelos faciais pinicam minha pele, e isso só me excita mais. O leve arranhar contra minha pele faz minha atenção se focar em seus lábios, em sua força, na potência de seu efeito em mim. Ele mordisca meu lábio inferior entre os dentes e, então, me beija de novo; a pres-são mais firme, as línguas se encontrando, meus joelhos cedendo e o coração acelerando. Quando ele se afasta, precisa me equilibrar, porque me inclinei tanto para ele, que teria caído sem o apoio. Estou sem fôlego, como se tivesse acabado de correr em volta do prédio. Com exceção de passar o polegar em seu lábio inferior, ele parece não ter sido afetado. Ele dá um passo para trás e faz outra análise lenta de mim, da cabeça aos pés, e eu me pergunto o que ele vê. Será que vê uma mulher pela qual se sente atraído? Ou uma garota que ele beijou como um favor? Ele parece centenas vezes mais centrado do que eu. — Você teve seu beijo. Pode ir para casa agora, boa garota.

11


PARA CONTINUAR COM A LEITURA, ADQUIRA O LIVRO: https://amzn.to/312nzzj

SIGA A ALLBOOK NAS REDES SOCIAIS: FACEBOOK_ https://www.facebook.com/AllBookEditora INSTAGRAM_ https://www.instagram.com/allbookeditora SKOOB_ https://www.skoob.com.br/editora/139allbook