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esta desloca o lodo digerido da parte inferior ao tubo de saída do digestor e ao depósito de coleta. A massa de lodo, reduzida com relação ao resíduo anterior, acumula-se no depósito de coleta que deve ser esvaziado quando estiver cheio (Oćwieja, 2010). Os digestores de cúpula fixa geralmente são construídos com alvenaria e devem ser impermeáveis aos gases. São construídos dentro de um buraco cavado no solo, que protege a estrutura e proporciona isolamento. A alvenaria se veda com uma pintura de polímero, para vedar o interior do digestor (GTZ / GTZ, 1999).

Figura 8: Digestor anaeróbico de cúpula fixa

Ilustração 1: Digestor de cúpula fixa

As principais vantagens dos digestores de cúpula fixa são: 1. Os digestores não têm partes móveis; 2. Os custos são relativamente baixos, ainda que superiores a outras tecnologias e 3. A vida útil d desenho é de 20 anos (GTZ / GTZ, 1999), mas há autores que dão uma durabilidade de 20 a 50 anos com uma manutenção sistemática As desvantagens destes digestores são: 1. A necessidade de vedações especiais, 2. Requer-se altos conhecimentos técnicos para sua construção, 3. As pressões de gás flutuam, o que torna complicado o uso do gás (GTZ / GTZ, 1999), 4. Apesar de ser econômico, tem um alto custo de investimento comparado com outras tecnologias. Esta circunstancia impediu sua generalização na América Latina e 5. A operação não é fácil de entender a nível familiar, já que não é possível ver a quantidade de gás presente no digestor (Oćwieja, 2010).

4.4.2. Digestor anaeróbico de tambor flutuante Este tipo de digestor, também conhecido como digestor “modelo hindu” por sua origem, foi desenvolvido em 1956 (Buxton, D. and Reed, B., 2010). Distingue-se do modelo chinês porque neste caso se utiliza um tambor móvel. Na ausência de biogás o tambor flutua, seja em uma camisa de água que rodea o digestor, ou diretamente na suspensão a digerir. Quando o biogás é produzido, o tambor, que está montado sobre uma armação móvel, sobe conforme aumenta a pressão do gás sobre ele (GTZ / GIZ, 1999). O tambor pode ser de metal, concreto ou plástico (Buxton & Reed, 2010; Munasingha & Wijesuriya, 2007; Lawbuary, 2006; Singh & Sooch, 2003). Ademais, o digestor está composto por um tanque de armazenamento em forma cilíndrica, que pode ser construído com pedra, tijolo ou concreto. Para permitir a entrada da matéria orgânica e a saída do biofertilizante, utilizam-se dois tubos (de plástico, fibrocimento, cerâmica ou outros) que conectam o tanque de armazenamento com o de carga e descarga (Figura 9 e Ilustração 2). Também possui tubulações, válvulas de corte e segurança que garantem o bom funcionamento do biodigestor. Os digestores de tambor flutuante funcionam com esterco misturado com água através do tubo de entrada do digestor.

O Biogás

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Biogasconteudo extensivo pt  

Programa de Capacitação em Energias Renováveis Fonte: ONUDI

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