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8 Pensamento Sustentável

Geral

O LIXO TEM VIDA E É ARTE

Por Anisio Fernandes Maciel Neto

P

eguei um informativo, um dia, que falava sobre a vida do lixo jogado na natureza. O transtorno que ele causava pelo longo tempo de decomposição... Os males que causava, entupindo esgotos, poluindo os rios e os oceanos, e pela retirada da matéria-prima para que os objetos sejam confeccionados, utilizados e jogados fora, principalmente nas ruas, avenidas, etc. O consumo desnecessário nos causa vários transtornos, mas, sem dúvida alguma, o pior ainda está para acontecer. Quanto mais se consome, mais matéria-prima é retirada da natureza. Fica evidente que ela um dia vai faltar e, pior ainda, que o número de objetos descartados nas ruas, avenidas, nos rios e oceanos vão causar um inferno na vida da gente. O pior é que alguns vão ter que pagar caro pela ignorância de outros, que não dão o mínimo do mínimo de respeito pelo que é mais sagrado e que se chama Vida. Cansei de pegar nas ruas os lixos dos outros para jogar em lixeiras, pois o meu eu cuido com muito carinho. Até o dia que acordei e fiquei pensando: não! Estou errado. Não devo pegar lixo algum. E por quê? Porque se pego escondo a falta de educação, higiene, vergonha, solidariedade, patriotismo, respeito, etc. O mundo tem que analisar o povo que habita cada canto do planeta. Se o teu país é sujo, teu povo é também. Se o teu estado é sujo, teu povo é também. Se teu bairro é sujo, seus moradores também são. Se teus hábitos são sujos, teu lar também é.

Por que não usamos a criatividade para transformarmos maus hábitos em bons hábitos!? Por que não transformamos nossos lixos em arte!? É tão simples, prazeroso e desenvolve nosso lado criativo. Pelos países que conheço, que passei e irei passar não vejo essa falta de conscientização urbana, essa falta de respeito ao próximo e a nós mesmos. Na semana que passou, caminhando na rua olhei, como de costume, no lixo e vi duas bandeiras do Brasil enroladas, jogas fora. Fiquei perplexo com a falta de todos os valores, despejados naquela lixeira. Peguei as duas bandeiras e até comentei com alguém sobre o episódio e a pessoa me disse: “É a cultura do nosso povo”. Ofereci a uma outra pessoa a bandeira do nosso país e ela retrucou: “Mas a copa do mundo já acabou, o que eu vou fazer com isso?” Depois do episódio, ainda tenho as bandeiras do Brasil guardadas em minha casa. Sinceramente, me faltou até qualquer sentimento de análise. Se não tenho amor a minha pátria vou ter amor a quê, a quem? Não só acolho no meu lar as bandeiras que encontrei no lixo como algum lixo que transformo em arte. Dou vida ao meu lixo, dou vida aos meus companheiros e irmãos, os cães, dou amor a minha vida e sei que vou ter muito êxito pois sou um cidadão do universo que pratica bons hábitos.

Algumas estatísticas sobre o lixo ? A quantidade de lixo produzida diariamente por um ser humano é de aproximadamente 5 Kg. Se somarmos toda a produção mundial, os números são assustadores. ? Só o Brasil produz 240 000 toneladas de lixo por dia ? O aumento excessivo da quantidade de lixo se deve ao aumento do poder aquisitivo e pelo perfil de consumo de uma população. Além disso, quanto mais produtos industrializados, mais lixo é produzido, como embalagens, garrafas,etc. ? Em torno de 88% do lixo doméstico vai para o aterro sanitário. A fermentação produz dois produtos: o chorume e o gás metano ? Menos de 3% do lixo vai para as usinas de compostagem(adubo). ? O lixo hospitalar, por exemplo, deve ir para os incineradores. ? Apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado!

Vantagens em Reciclar: ? Cada 50 quilos de papel usado, transformado em papel novo, evita que uma árvore seja cortada. Pense na quantidade de papel que você já jogou fora até hoje e imagine quantas árvores você poderia ter ajudado a preservar. ? Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado, evita que sejam extraídos do solo cerca de 5.000 quilos de minério, a bauxita. ? Com um quilo de vidro quebrado, faz-se exatamente um quilo de vidro novo. E a grande vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes. Fonte:www.compam.com.br/porquereciclar.htm

São Francisco do Sul Santa Catarina Brasil Jornal Informativo do Instituto Ecociente - Ano 3 - 43ª Edição - Janeiro de 2011 - Distribuição Gratuita.

- desde 2006 -

SOS RIO DA PEDREIRA É hora de começar a cuidar de nossas águas

pág. 03

Sindicato da Estiva Chapa 1 vence e Vander é reeleito Presidente

agora na internet

http://oilheusfs.blogspot.com canal on-line de notícias sobre a ilha

pág. 06

Confira como foi o pleito e as comemorações pág. 04


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SOS BABITONGA

Geral

MAIS UM CANAL DE NOTÍCIAS NA ILHA Instituto Ecociente começa 2011 com blog de notícias sobre São Francisco do Sul. Concomitante ao Jornal O Ilhéu estratégia é ampliar o campo da cidadania através da democratização da informação independente.

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Instituto Ecociente inicia o ano de 2011 com um projeto voltado para a ampliação da difusão de informações sobre a região norte catarinense, em especial o Complexo Hídrico Babitonga e São Francisco do Sul, visando a promoção da cidadania através da internet, mais especificamente por meio da criação de um blog de notícias, atualizado constantemente, haja vista que o Jornal “O Ilhéu” impresso tem sua periodicidade mensal e sua capacidade de cobertura jornalística fica limitada aos principais acontecimentos do mês, restando assim grande demanda de informações a serem veiculadas com mais freqüência. Ao considerar a internet o meio mais prático, barato, democrático e atual, optou-se por esta estratégia como forma adequada em se produzir conhecimentos e se realizar adequadas coberturas de interesse público. Além, de se permitir a interação direta com o público, em tempo real, o que dá mais credibilidade e participação democrática aos assuntos tratados. Importante ressaltar, que o blog “canal on-line O Ilhéu” não vem para substituir o tradicional jornal impresso, e sim para complementá-lo, pois as matérias abordadas de forma mais sucinta no blog, quando que necessárias, certamente serão aprofundadas e se apresentarão com mais subsídios na edição impressa mensal. Outra questão relevante será a utilização do blog para o fortalecimento do Movimento SOS Babitonga, dando continuidade a proposta de se promover a sustentabilidade da região. Logo, temas ambientais em pauta serão abordados, considerando-se as óticas econômicas, sociais e culturais pertinentes, combatendose, de forma independente, o poder econômico e midiático das multinacionais poluidoras e seus lobbies privados.

NOTÍCIAS QUE FORAM DESTAQUE ESSE MÊS NO CANAL O ILHÉU 100% ÁGUA EM 100 DIAS FOI O QUE PROMETEU ZERA Publicada em 16 de Dezembro, a notícia de que nova adutora, que levará água aos balneários francisquenses, estará pronta no prazo de cem dias, de acordo com a Ordem de Serviço assinada pelo Prefeito Municipal, Luiz Roberto de Oliveira. Após justificativas do SAMAE, de atraso no processo licitatório, e severas críticas dos Vereadores Francisquenses, parece que o impasse jurídico-burocrático foi finalmente resolvido e a obra prometida sairá do papel, como prometido. O projeto custará aos cofres públicos R$ 3 milhões e a empresa licitada é a Acácia Engenharia, que será fiscalizada pela Habitark Engenharia LTDA. A promessa é de que haverá 100% de fornecimento de água. Vamos aguardar.

Na madrugada de Sábado, recebemos a denúncia de um trabalhador portuário, que diz ter avistado pelo menos quase que uma centena de tartarugas marinhas mortas, boiando, de barriga para cima, nas imediações do Porto. O que sugere estar acontecendo algo muito sério a afetar o ecossistema marinho nesta localidade. Alguns acham que tem haver com derrocada de lajes (explosões) ou dragagens, de forma inadequada, próximo a foz do Rio da Pedreira... E que os trabalhos estariam acontecendo durante a madrugada para burlar a fiscalização ambiental, haja vista que tais atividades estariam acontecendo de forma ilegal; por isso na calada da noite. Se faz necessário a apuração do caso para ver de quem é a responsabilidade, para que venha a arcar com o passivo ambiental gerado. Importante ressaltar que o Porto de São Francisco do Sul deve possuir um escopo voltado especialmente à gestão ambiental da sua zona de influência, de maneira

que suas operações ocorram sustentavelmente, sem acarretar prejuízos ambientais, bem com vir a afetar a qualidade-de-vida da população. Vamos acompanhar o caso e ficar de olho. Quem tiver informações favor entrar em contato.

Auto-Peças Mecânica

Samy

SALVE O RIO DA PEDREIRA

O Rio mais importante do Centro de São Francisco do Sul sofre com o descaso ambiental AUTOR DESCONHECIDO

História Durante muito tempo, o Rio da Pedreira representou o mais importante manancial hídrico da Região Central da Ilha de São Francisco do Sul, com duas principais vertentes , uma no Rocio Pequeno, próximo ao Clube Ypiranga, e outra na Marcílio Dias, próximo à Panificadora São Francisco, donde fornecia água doce à população, juntamente a outra fontes naturais, conhecidas popularmente como cariocas (bicas d’água); as quais tiveram papel essencial na formação econômica, social e cultural da comunidade na época. A denominação de “Pedreira” não é ao acaso, pois se deu, segundo relatos, em razão de haver mesmo um conjunto de rochas nas proximidades da Foz do Rio, onde hoje situa-se a Zona Portuária Francisquense, e ainda pode ser evidenciado remanescentes dessas rochas junto ao morro. As pedras eram extraídas e talhadas para serem usadas nas construções e, certamente, em boa parte foram utilizadas no calçamento e pavimentação das ruas do Centro Histórico, compondo hoje parte do patrimônio histórico e artístico francisquense, tombado desde 1981.

Ocupação desordenada

MORTE DE TARTARUGAS NO PORTO DE SFS

O Blog do Canal O Ilhéu está realizando uma enquente sobre a mudança do trânsito no Centro Histórico. Participe e dê sua opinião, pois assim é a maneira mais sensata de você exercer sua cidadania.

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Após tanto servir a comunidade, não apenas de água, até porque sua principal função não era essa, afinal possuía um índice de salinidade muito alta pela influência da maré, mas sim, principalmente, como meio de lazer e fornecimento de alimentos marinhos (peixes, caranguejos, etc.), no último século, aproximadamente, suas margens foram ocupadas densamente, sem qualquer cuidado ambiental, e suas nascentes (Rocio Pequeno e Marcílio Dias) foram suprimidas por aterros e galerias de drenagens pluviais. Assim, sua mata-ciliar, em toda extensão foi suprimida, bem como árvores frutíferas, ocorrendo a diminuição da fauna, aves das mais variadas espécies, pequenos mamíferos répteis e anfíbios que habitavam a área, cedendo espaço à progressiva construção de casas, estabelecimentos comerciais e a linha férrea. Muito pouco foi o que restou da vegetação original, e o Rio foi perdendo sua qualidade ecológica. Na Foz, localizada no que se denomina por “Ponta da Pedreira” a ocupação se deu, principalmente, pela Zona Portuária que, com o passar do tempo, e ampliação das instalações portuárias foi mudado inclusive o curso natural das águas. O que restou da vegetação original foram árvores remanescentes do manguezal onde ainda habitam algumas espécies de aves e animais marinhos.

FOTO HISTÓRICA

O Rio Hoje Sem a adequada coleta e tratamento dos efluentes domésticos, o Rio da Pedreira tornou-se o principal destino dos esgotos de boa parte da Região Central da Cidade, bem como lixo de todo o gênero (papel, madeira, plástico, metal, vidro, etc.), isso, somado aos resíduos produzidos pelo Porto (óleocombustível de navios, água de lastro, farelo se soja, fertilizantes químicos, etc.). O que no último estudo de mananciais, realizado em 2002, caracterizou-o como “totalmente poluído e inaproveitável em termos de qualidade da água”. Como a supressão de mata ciliar gera erosão e progressivo acúmulo de resíduos minerais, cada vez mais o Rio da Pedreira se encontra assoreado o que, com a maré alta e chuvas intensas, o que não é raro de acontecer, promove o transbordamento das águas e enchentes que invadem ruas e, pelo menos, uma centena de casas. O problema é agravado pela questão de não se ter um sistema adequado e eficiente de galerias pluviais, que drenem á água da chuva, afinal a principal drenagem está concentrada diretamente no Rio, sem qualquer possibilidade alternativa quando do transbordamento de suas águas. O que, geralmente, se faz, pelo governo municipal, para amenizar, trata-se de dragar partes do Rio com a retroescavadeira, até que a terra e areia se acumulem novamente no fundo e o trabalho tenha de ser repetido.

Despoluição Por se tratar do corpo hídrico situado na região mais densamente povoada do Centro da Cidade, bem como suas

condições ambientais atuais, a despoluição do Rio da Pedreira deveria ser considerada uma das prioridades dos órgãos competentes municipais, começando-se pela adequação das construções próximas às suas margens, que deve respeitar o espaço relativo à mata ciliar segundo o CONAMA. Concomitantemente, a Engepasa deve ser convocada a retirar todo o lixo sólido depositado em suas margens e no interior do Rio. Um programa de educação ambiental deve ser aplicado para sensibilização da comunidade e escolas da região central de São Francisco do Sul sobre a importância do Rio e a necessidade de mantê-lo limpo. A Secretaria do Meio Ambiente deve atuar diretamente na fiscalização e punição de crimes ambientais. A adequada destinação dos efluentes domésticos deve ser resolvida através da implantação de sistema de coleta e tratamento de esgotos, já que por se tratar de uma área de solo muito argiloso, as fossas sépticas não resolvem o problema e o lençol freático é contaminado. Tal projeto já deveria ter saído do papel há muito tempo, mas, até então, falta vontade política. O Porto de São Francisco do Sul, pela estrutura que tem, e por se tratar de empreendimento com potencial altamente poluidor, equivalente a uma indústria siderúrgica, só para exemplificar, tem o dever de apresentar publicamente monitoramento constante das águas da Foz do Rio, a fim de se equacionar os impactos gerados pela atividade e buscar soluções para amenizá-los. O que não pode é querer se eximir da culpa e se esquivar de pagar o passivo ambiental. Toda a sociedade tem a responsabilidade em cuidar do Rio da Pedreira e se os cidadãos ajudarem a fiscalizar e reivindicar atitude dos órgãos competentes, certamente é possível resgatá-lo e trazê-lo a vida novamente. Certamente, a paisagem ficará mais agradável e atraente, contribuindo para uma melhor qualidade-de-vida, livre de doenças sanitárias. É bom lembrar que cuidar de nossas águas é cuidar da nossa saúde. SALVE O RIO DA PEDREIRA!!!!

Horário do Ferry-Boat


Editoria

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EDITORIAL Cuidados na gestão ambiental do Porto por Alisson Brito - Editor Responsável

H

á algum tempo, que recebemos denúncias relativas a possíveis atividades ilegais de derrocagem (explosões), de lajes de pedra, nas imediações do Porto de São Francisco do Sul. Geralmente, evidenciadas na calada da noite, visando-se burlar a fiscalização ambiental. Além disso, ouvimos relatos de possíveis despejos de fertilizantes, produto tóxico, no mar, movimentado pelo TESC – Terminal Santa Catarina. Na madrugada de Sexta (31 de Dezembro), um trabalhador portuário relatou ter avistado quase que uma centena de tartarugas marinhas mortas, boiando, de barriga para cima, próximo ao berço 101. Tais evidências nos remete a questionar o que realmente vem acontecendo, sem que se tome conhecimento público, para que a vida marinha na Foz do Rio da Pedreira e adjacências seja ameaçada desta maneira. A área, onde está inserido o Porto Francisquense abriga considerável ecossistema de transição (manguezal), reconhecido como APP – Área de Preservação Permanente pela legislação nacional (CONAMA), e que, com tal, deve ser manejado adequadamente para que não venha comprometer a riquíssima biodiversidade marinha existente, onde dentre as espécies ocorrentes está o caranguejo-uça; ameaçado de extinção. Por estar situada no Centro da Cidade, em área extremamente urbanizada, a Foz do Rio da Pedreira é uma das áreas ambientais da Ilha de São Francisco do Sul que mais sofreu e sofre impactos pela ação humana, principalmente por ser o local onde está implantado o Porto, que, na última década, vem ampliando suas instalações; para atender a demanda comercial logística. Em potencial, a atividade portuária é definida na

categoria “altamente poluidor”, pela Lei Ambiental Brasileira 6.938/81, equivalente a indústrias siderúrgicas, oleodutos, terminais de petróleo, bem como instalações para estocagem de substâncias tóxicas (fertilizantes); todos esses tipos de empreendimentos presentes na Ilha de São Francisco do Sul: O Porto francisquense a oeste, Petrobras ao norte, Vega e Fecoagro mais ao Sul da Ilha. Logo, estamos, praticamente, envoltos por instalações de alto risco ambiental e que requerem cuidado e monitoramento constante para que não venham redundar em desastres mais sérios. Especificamente, o Porto de São Francisco do Sul apresenta uma série de ameaças que vão desde a ampliação desordenada e inadequada das suas estruturas físicas, até a poluição atmosférica por um tipo de fuligem dos grãos movimentados e contaminação marinha por água de lastro e óleocombustível dos navios, além do descarte de produtos tóxicos no mar, lixo, poluição sonora, e por aí vai. Nesta perspectiva, a responsabilidade da gestão sustentável portuária é enorme e deve ser levada muito a sério pelos órgãos competentes. Já é o momento de se equacionar qualquer possível passivo ambiental gerado pelo setor. Planejar para prevenir, onde se pode ser evitado e compensar onde o impacto é inevitável. O que não pode é haver a omissão e fazer a coisa desordenadamente, “a qualquer custo”, pois isso não é, certamente, desenvolvimento e sim ignorância. A curto prazo pode até ser lucrativo, mas a longo prazo, o custo para se reverter qualquer desastre ou adequação será muito mais caro e o ônus recairá sobre toda a sociedade.

EXPEDIENTE

Utilidade pública

no ar - turismo Temporada com muita gente mas pouco dinheiro Apesar das praias estarem cheias, com pico em média de 150 mil visitantes na virada, parece que o perfil econômico dos turistas nesta temporada é bem baixo, afinal, para alguns comerciantes que conversamos, às vendas estão aquém do desejado e não vem superando outros anos. Durante a noite da passagem de ano, durante as festividades, viu-se muitas barracas acampadas nas praias, com famílias e seus isopores de comida e bebida trazidos de casa. Isto significa que milhares de pessoas presentes em São Francisco do Sul nesta temporada, praticamente, não consomem no comércio local... Às vezes claro! Compra-se um churros, ou um milho, mas é só! Por outro lado, essas milhares de pessoas contribuem para saturar a infra-estrutura local. Depositam lixo na praia, no mar, nas restingas e no mangue. Invadem Áreas de Preservação Permanente com seus automóveis, consomem água, mesmo que seja das torneiras e dos chuveiros público. Geram poluição visual e sonora. Além dos transtornos no trânsito, que gerou engarrafamento ao longo de toda SC 301 e seguiu-se pela BR 280, causando transtornos e horas de espera. A questão de segmentar o turismo francisquense se refere em uma questão de garantir a qualidade-de-vida local, que é afetada seriamente na alta temporada. Uma solução básica seria, como em outros municípios turísticos, taxar a entrada dos ônibus de excursão. Tal ação depende da implantação do Portal Turístico no Miranda.

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Conselho Editorial: Alisson Brito - Coordenador Presidente, Clarinda Aparecida Del Padre - Coordenadora Vice Presidente, Arlindo Bagnara - Coordenador Executivo, Eda Krambeck - Coordenadora de Comunicação e Marketing, Laís Ivana Chamrek Coordenador de Ecoturismo. Editor Responsável: Alisson Brito, Editor de Imagens: Arlindo Bagnara, Contatos: Rua Marcílio Dias, 786, Centro, São Francisco do Sul - Santa Catarina - Brasil, Cep: 89240 000. Fone: 47 9132 3166 E-mail: ecocientesfs@hotmail.com ecocientesfs@hotmail.com / institutoecociente.blogspot.com

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NOSSA LITERATURA CATARINENSE

Crônica: Vovós Lolitas Por Sérgio da Costa Ramos - Floripa

No imaginário popular, vovó sempre foi aquela velhinha encarquilhada de Monteiro Lobato, a Dona Benta, inimaginada como alguém proprietária de algum sex-appeal. Que não se choquem os pudicos, mas jantá-la… nem mesmo o lobo mau. Pois esta imagem da avó “maracujá-de-gaveta”, enrugada como uma Alena Ivanovna, de Dostoievski, ou uma babuskha de Tolstoi, caducou ao talho do bisturi da modernidade. “Toda mulher devia ter 14 anos”, proclamou, certa vez, o sociólogodramaturgo Nelson Rodrigues. Na sua época, era impensável a beleza na idade meã, de 50 pra cima: – Marilyn Monroe morreu dessa enfermidade terrível que é a beleza. E o que é mais sofrido: a beleza jovem. Isso nos tempos em que os bichos falavam e Nelson vivia de escrever paradoxos. Hoje as vovós estão tão jovenzinhas e enxutas – para usar uma gíria antiga – que, de vez em quando, uma vovó dá à luz, com mais de sessenta e tantos. Em vez de vovós, são as “momós”… As vovós mamães. Doutora Anna Aslan – a primeira grande geriatra – e as artes disseminadas pelo cirurgião plástico brasileiro Ivo Pitanguy fizeram milagres pelas vovós de hoje, que malham nas academias e se submetem a tratamentos ortomoleculares para conservar a carroceria sempre saudável – “com tudo em cima”, como gostam de dizer. Já se desvaneceu aquele antigo horror das mulheres muito vaidosas, em briga permanente com a palavra “avó”. As vovós precoces de antigamente só faltavam amordaçar os netinhos, para que eles não atirassem em sua direção o dissílabo fatal: – Vovó! Atrás de uma bola, alertava-se, sempre vinha uma criança. E atrás de um netinho, uma velhinha. Isso, antigamente. Hoje, atrás de um netinho podem muito bem vir as atrizes Marieta Severo e Betty Faria, ou a empresária Lígia Azevedo – que acaba de chegar aos 65 com uma silhueta digna da “Receita de Mulher” do mulherólogo Vinicius: Que haja uma hipótese de barriguinha, mas que a mulher se alteie em cálice, e que seus seios sejam uma expressão greco-romana. As vovós já não são aquelas velhinhas em cadeira de balanço, tricotando sapatinhos. Elas curtem os netos, as netas, e até rivalizam com estas, usando calças três quartos, de cintura baixa e umbigo à mostra… Marieta Severo confessa “alguns sustos” ao ser considerada “símbolo sexual” em plena maturidade: – Acho que andam me confundindo com a Vera Fischer. Mas sou amiga dos amigos das minhas filhas porque sou muito animada. Acho muito engraçado ser considerada “uma gata” aos sessenta e “alguns”. Mais do que cremes esfoliantes, as vovós gostosas precisam de “emoções”, ensina Marieta. Como o olhar de um homem, torcendo o pescoço para reparar no seu “movimento de quadris”, a verdadeira revolução francesa do erotismo. A verdade é que as Vovós Lolitas andam merecendo o nosso assobio. Até o quase pedófilo Vladimir Nabokov (Lolita) se apaixonaria por elas.

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FATOS E FOTOS

CHAPA 1 VENCE NA ESTIVA E VANDER É REELEITO PRESIDENTE

Ao lado, Vander Silva, Presidente Reeleito colocando seu voto na urna. Acima, a mesa da comissão eleitoral que garantiu lisura ao pleito.

Natal solidário na Praia Grande

Eleição tranqüila este ano no Sindicato dos Estivadores de São Francisco do Sul, com vitória folgada da Chapa 1, que concorreu a reeleição, vencendo de 315 a 65. O resultado foi o reflexo da aprovação, por parte da maioria dos estivadores, em relação ao trabalho que vem sendo feito. Vander foi um dos Presidentes que mais demonstrou profissionalismo na gestão sindical. O Evento de posse ocorrerá no próximo dia 31.

Após a vitória houve grande comemoração com direito até à passeata

Este ano a Comunidade se reuniu, através da Associação dos Moradores da Praia Grande, e realizou o Natal Solidário junto às famílias carentes do Bairro.

Evento de Almoço de Final de Ano da AAPSFS - Associação de Aposentados e Pensionistas de São Francisco do Sul, realizado no dia 18 de Dezembro no Shopping São Francisco

Parabéns aos Estivadores Francisquenses ABADÁ-CAPOEIRA

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Jornal O Ilhéu - edição 43 - Janeiro 2011  

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