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a apreensão da arquitetura através dos sentidos SÓLIDOS E CAVIDADES

ESCALA E PROPORÇÃO

A par r da percepção do usuário, é mais fácil sen r a a rq u i te t u ra d e u m e d i c i o co m o u m to d o, compreendendo primeiro as formas principais a largos traços, e depois este prossegue adicionando detalhes, por isso é muito importante estabelecer uma unidade na obra. A percepção pode ser facilitada quando há uma constante repe ção de dimensões familiares ao olho e vistas em diferentes profundidades da perspec va arquitetural. À primeira vista, percebemos as coisas como massa ou vazio. As formas acentuadamente convexas geram uma impressão de massa, ao passo que as côncavas produzem uma impressão de espaço. Mas quando vistas de longe, parecem completamente planas, onde vê-se o contorno, mas não se tem noção de profundidade. Desta forma, para trazer outras sensações é preciso trabalhar os planos com intenções prédeterminadas. Se uma caixa for construída com um material pesado, com espessuras evidentes em todas as arestas, o peso e a solidez serão imediatamente percebidos. Mas se os lados desta mesma caixa ficassem absolutamente lisos e macios, e depois fosse pintada numa cor clara, automa camente ela aparentará mais leve do que é (RASMUSSEN, 1998).

A escala e a proporção oferecem harmonia ao ambiente, o que interfere diretamente na sensação das pessoas, de forma nega va ou posi va. Não há uma fórmula exata da escala e proporção ideal para todos os edi cios, no entanto existem várias arquiteturas que u lizam da razão áurea ou de proporções baseadas na harmonia musical. Contudo, o importante é ter consciência de que forma o visitante sente realmente as proporções do ambiente, não as medições exatas, mas a ideia fundamental subentendida nelas, seja no sen ndo se amplidão, aconchego ou espiritualidade. Se a escala e a proporção forem bem trabalhadas, de acordo com a intenção provoca va no usuário, recebe-se a impressão de uma composição nobre e firmemente integrada, onde cada aposento apresenta uma forma ideal em função de um todo maior (RASMUSSEN, 1998).

SONS Existe um certo número de estruturas que sen mos acus camente. Por exemplo, os sons caracterís cos que os túneis produzem são claramente ouvidos. O nosso ouvido recebe o impacto do comprimento e da forma cilíndrica do túnel. As Abóbadas, especialmente abóbodas de cúpulas, também são muito eficazes do ponto de vista acús co. Uma cúpula pode ser um forte reverberador e criar centros sonoros especiais. Os materiais que compõem o edi cio também podem aumentar ou diminuir a reverberação do som no ambiente, melhorando ou piorando a percepção ní da e o entendimento do som. Por exemplo, os sons podem ser fa c i l m e nte a b s o r v i d o s p o r m a d e i ra m e nto o u estofamento, deixando assim a reverberação muito curta (RASMUSSEN, 1998).

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RITMO A maioria das pessoas notam o ritmo na arquitetura. Há algo misterioso no efeito es mulante de um ritmo. O movimento rítmico propicia uma sensação de energia intensificada. Este termo se estabelece através de uma regularidade de alternâncias que estão ajustadas perfeitamente, e sua percepção se dá sem esforço consciente, de modo que a mente fica livre para vagar – um estado muito favorável à criação ar s ca. A pessoa também, ao perceber a performance rítmica na arquitetura, sente o ritmo como se fosse em seu próprio corpo. Isso resulta numa regularidade que pode ser muito di cil de expressar em palavras, mas é espontaneamente sen da por aqueles que possuem o mesmo senso de ritmo. E esta experiência propaga-se facilmente de uma pessoa a outra, estabelecendo uma sensação cole va, e, portanto, aproximadora. O método mais simples para o arquiteto é a repe ção estritamente regular dos mesmos elementos, por exemplo, sólido, vazio, sólido, vazio, e este padrão é um ritmo que qualquer pessoa pode apreender sem dificuldade e que nunca se tornará obsoleto (RASMUSSEN, 1998).

TFG I - Parque das Artes - UFFS  

Trabalho Final de Graduação I, desenvolvido no curso de Arquitetura e Urbanismo da UFFS - Universidade Federal da Fronteira Sul.

TFG I - Parque das Artes - UFFS  

Trabalho Final de Graduação I, desenvolvido no curso de Arquitetura e Urbanismo da UFFS - Universidade Federal da Fronteira Sul.

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