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Sem Controle “Eu tinha aboslutamente tudo sob controle. Meu trabalho exigia total controle, cada passo, cada palavra era calculada. Eu conseguia fazer pessoas importantes ficarem em minhas mãos, conseguia tudo isso com ajuda de pessoas importantes para o país. Mas peguei um caso complicado, diferente de muitas coisas do que eu já havia feito, e de repente tudo foge das minhas mãos, eu não tinha mais o controle, era controlada.”

Prefácio Era muito difícil para uma Campbell pensar que havia cometido um erro. Um erro fatal – e estúpido - que comprometera todo seu trabalho. Ela sabia que, onde quer que esteja seu avô, ele estaria decepcionado e isso não a deixava dormir. Era como se depois de tantos casos bem resolvidos e aclamados, ela não honrasse mais seu sobrenome e toda a luta que teve para chegar onde estava. Na penumbra de seu apartamento, sentou-se na mesa do escritório, forrada com recortes de jornais da época, anotações e números de telefones. Colocou as mãos sob a cabeça querendo não acreditar no que havia se envolvido. Tinha apostado em Adam, seu Adam, desde o começo, já que sua intuição geralmente não falhava. Olhou para a estante de livros ao seu lado, e viu “Morando com o Inimigo” de Kit Donner, e riu balançando a cabeça negativamente. Era realmente uma cena irônica. Com o computador ligado, verificou novamente o que havia descoberto naquele dia e novamente chocou-se. Como se todas as vezes em que abria o arquivo, fosse a primeira vez, e aquilo a deixava perturbada. Mas ainda assim queria ouvir aquelas palavras do computador proferidas na boca dele. A boca mais linda que ela já vira, a que ela amava! Infelizmente. Olhou para o relógio que marcava 02:37 da madrugada, e reparou no total silêncio em que se encontrava. Apenas a luz de sua luminária de mesa estava acessa e a pouca claridade dos postes da rua que adentrava o cômodo. Levantouse para procurar o celular, esfregando os olhos caídos de mais uma noite sem dormir, quando ouviu um barulho vindo da sala. Parou rapidamente e paralisou onde estava. Seus olhos percorreram o local e pararam na porta que estava fechada, quando de repente pôde ver um feche de luz pela beirada da porta. Seu coração estava acelerado e ela recuara dois ou três passos ao ver uma sombra se aproximando cada vez mais de onde ela estava. Pensou em pegar a Winchester que guardava na gaveta da mesa, tentou recuar mais alguns passos silenciosamente, mas não deu tempo. A porta abriu e ela pôde ver... — Adam!


CapĂ­tulo 1


Sem Controle