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Exportações de Produtos Animais De um modo geral a atividade exportadora em 2015 relativamente ao ano anterior, caracterizou-se por um comportamento misto dos sectores objeto da estatística, e apesar de uma redução do volume das exportações, verificou-se um aumento no seu valor, devido a um aumento do preço dos produtos agroalimentares exportados. No que se refere aos animais vivos, as exportações passaram de 46 153 toneladas em 2014, para 57 904 toneladas em 2015, o que representa um aumento de 25,5%, derivado em especial ao aumento da exportação de bovinos, suínos e aves. Este aumento da quantidade de animais exportados foi acompanhado por um aumento global na ordem dos 22,3% do valor de exportação. No entanto, os preços médios por tonelada diminuíram na generalidade das espécies em questão. No caso das carnes e miudezas, constatou-se um aumento do volume de exportação de 6,4%. As únicas exceções a este aumento foram a carne de suínos, que diminuiu 2,7% e as miudezas cujo volume de exportação diminuiu 24,4%. Quanto ao valor das exportações, o valor global aumentou cerca de 4,3%, com aumento em valor nas mesmas categorias cuja quantidade também aumentou. No que diz respeito aos produtos lácteos, enquanto em 2014 exportaram-se 292 211 produtos lácteos, em 2015 essa quantidade foi de 289 622 toneladas o que representou uma redução de 0,9%, refletindo-se esta quebra no valor exportado, o qual diminuiu 3,2%. Esta variação segue a tendência dos anos anteriores em que o setor dos lacticínios sofreu já uma diminuição das exportações em quantidade, apesar de não em valor. Relativamente aos ovos a exportação aumentou cerca de 20,3% em quantidade e 27,7% em valor, devido também ao aumento do preço de exportação dos ovos. Relativamente às matérias-primas as exportações caracterizaram-se por diminuição muito significativa, principalmente dos bagaços (soja e outros), quer em quantidade (-32,9%), quer em valor (-65,5%), tal como aconteceu no ano transato. No sector dos alimentos para animais as exportações diminuíram, em volume (-2,1%), e em valor (-16,7%), sendo, no entanto, a descida em valor maior devido à diminuição significativa do preço por tonelada.

No conjunto do sector dos produtos agroalimentares, enquanto em 2014 foram exportadas um total de 633 001 toneladas, no ano em análise atingiram-se apenas 578 893 toneladas, o que representou um decréscimo de 8,5%. Este decréscimo não foi acompanhado pela quebra em valor, pelo contrário, o valor das exportações de produtos agroalimentares aumentou 0,7%, de 639 965 669 € para 644 175 091 €. No que se refere à balança comercial no ano de 2015, entre importações e exportações, os dados estatísticos mostram que neste tipo de produtos o deficit é acentuado, pois as importações são largamente superiores, com exceção de bovinos (1394,3%), ovinos e caprinos (43,9%), aves (111,0%), carne de aves (403,1%) leite e nata não concentrados (78,1%), leite e nata concentrados (13,5%), soro de leite (72,5%), manteiga (106,7%), ovos (145,1%), enchidos (31,9%) e conservas de carne (33,4%), em que houve um saldo favorável das exportações. Esta situação confirma o que se constatou nos anos anteriores, mas com uma melhoria da balança comercial nacional na generalidade de setores, tendo em alguns casos inclusivamente invertido o sentido da balança comercial, como é o caso das conservas de carne e do leite e nata concentrados. Das categorias referidas apenas não houve aumento do diferencial da balança comercial relativamente ao ano anterior, das aves, dos ovos e dos enchidos. Os preços médios de exportação foram superiores aos preços de importação nos seguintes produtos: suínos, carne de suíno, na generalidade dos produtos lácteos (leite e nata concentrados, iogurte e queijo) e ovos. No entanto, salvo as exceções acima referidas, o diferencial de quantidades é tão desfavorável que o valor das importações supera amplamente o das exportações. Exceto no que se refere às matérias-primas, Espanha continua a situar-se como o mais importante parceiro do nosso país nas trocas comerciais dos produtos agroalimentares, constituindose em 2015, em todos os produtos agroalimentares à exceção do soro de leite, o principal país de importação, sendo o volume de importação deste país, em cada categoria analisada, geralmente superior a 50%. Espanha é também o principal destino de exportação, sendo Angola o segundo país mais relevante como parceiro comercial de Portugal.

Anuário 2016

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