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CLAIRE CONTRERAS

THERE IS NO LIGHT IN DARKNESS


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Agradecimentos Para o escritor mais eloquente e ávido leitor que tive o prazer de conhecer. A pessoa que me deu um dos maiores presentes que um sonhador pode pedir: o amor da leitura. Eu sei que onde quer que esteja você está sorrindo. Eu sinto falta de você, Papi.

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“Não acredite em tudo que você vê. Porque o que você quer pode não ser o que você precisa. Segure a respiração, salte comigo, e nós vamos sobreviver." -Phillip Phillips (Me conte uma história)

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Um passado escondido na escuridão. Seu presente envolto em segredos. O futuro reserva a única verdade da qual não se pode escapar.

Depois da morte misteriosa e violenta de seus pais, Blake Brennan encontra conforto em uma família pouco convencional. A dramática perda de seus pais continua a assombrá-la — impedindo-a de corresponder o amor que os outros dão livremente — Blake embarca em uma angustiante jornada em busca da verdade. Vivendo em um constante estado de medo e necessidade de controle, pesadelos vívidos revelam detalhes que levam a situações perigosas. O passado começa a colidir com o presente e Blake deve decidir se vale a pena perder aqueles que ama em troca da verdade.

Pode o amor conquistar tudo enquanto seu passado vem à tona? Ou será que Blake vai perceber que não há luz na escuridão?

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Prólogo Gritos vindos do andar de baixo me acordam. Esfrego os olhos e olho para o despertador rosa do My Little Pony que meu pai colocou no meu criado-mudo. Ele mostra 03h30min. Sei que não é tarde, porque não há luz brilhando através das janelas. Jogo as cobertas e corro para a porta, abrindo-a em silêncio. Olho para baixo no hall e vejo que a porta do quarto de mamãe e papai está aberta. Foi quando ouvi os barulhos. Bang. Bang. Bang. Três. São como muitos que ouvi. Eu tento me fazer gritar, mas não posso. Ouvi esse ruído antes; é o ruído que acontece quando a arma do meu pai dispara. Esse é o ruído que acontece antes do cervo parar de piscar. Mas não há veados aqui. Eu corro até lá embaixo, ultrapassando a bandeira de feliz aniversário rosa que meu pai estava colocando para mim antes de dormir. Quando chego à cozinha, vejo um homem caminhando até a porta, carregando alguém por cima do ombro. A pessoa que ele carrega está vestindo o pijama do meu pai, mas sua cabeça está coberta. Suspiro alto quando olho para o chão e vejo a minha mãe. "Mamãe!" Eu grito. "Mamãe!", mas ela não olha para cima da piscina de água vermelha que está dentro. O cheiro aumenta minha dor de barriga. Ajoelho-me ao seu lado e começo a sacudila enquanto enrugo meu nariz. Olho para cima quando ouço passos e vejo um homem que não conheço. Ele tem olhos azuis brilhantes. Não gosto dele. Ele está me dando um olhar significativo.

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Atrás dele há um menino que já vi antes. Nós olhamos um para o outro por um longo tempo; ele parece borrado através das minhas lágrimas, mas eu posso entender seus grandes olhos verdes. O homem de olhos brilhantes o puxa pelo braço e sacode. Ele grita alguma coisa, mas o barulho em meus ouvidos não me deixa ouvir. Eu continuo balançando minha mãe até que outro homem, um homem de boa aparência com cabelo loiro como o meu e olhos azul céu, entra. Ele toca meu rosto levemente, enquanto as lágrimas escorrem. "Feche seus olhos, menina”, ele sussurra. E eu faço, abrindo-os novamente quando ele aperta meu braço. Ele me levanta em seus braços e percebo que ele está me levando longe da minha mãe. "Mamãe!" Eu grito enquanto tento me esquivar, mas ele me abraça mais apertado. Meus olhos estão começando a ficar pesados. Tento mantê-los abertos para procurar luz, mas eu sei que nunca vou encontrá-la.

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Capítulo Um Presente

Abro os olhos na escuridão e tento me sentar. Meu peito levanta com o esforço e meu corpo está pingando de suor. Coloco as mãos sobre o meu coração na esperança de conseguir abrandar meus batimentos enquanto inalo respirações profundas entre arquejos pesados. Espero que não tenha gritado. Espero que não tenha gritado. Tento ouvir passos, mas os únicos sons que ouço são provenientes da chuva torrencial fora da minha janela. Tento fazer meus olhos se concentrarem ao redor, mas só posso ver os pequenos números vermelhos iluminados no relógio despertador preto na minha cômoda. 03h30min. Esse número me assombra. Respiro fundo novamente e me jogo de volta na cama. Tenho tido o mesmo pesadelo durante 21 anos. O meu novo terapeuta prescreveu um comprimido para dormir que me ajudaria a não ter sonhos. Hoje à noite, ele não foi suficiente. Acredito que nada nunca será. Se o pesadelo fosse apenas isso um pesadelo - não me faria tão mal assim. Se eu pudesse entendê-lo, talvez fosse doer menos, talvez mais, quem sabe. Nenhuma terapia me fará sentir segura em qualquer lugar. Não consigo dormir sem fechar a minha porta do quarto e passar a tranca dupla. Não posso ir a qualquer lugar sem um taco de beisebol no meu carro e uma lata de spray de pimenta na bolsa.

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Não me sinto segura em nenhum lugar, nem mesmo em meus sonhos. Um minuto depois, eu o ouço batendo na minha porta. Este é o problema com ter um companheiro de quarto. Eu suspiro, levantando-me para abrir. "Você está bem, cowboy? Eu ouvi você gritar”, Aubry pergunta, enquanto seus preocupados olhos azuis analisam meu rosto. "Eu estou bem, Aub. Volte a dormir, ainda é cedo” respondo com um sorriso fraco, esperando que o abrande o suficiente. Ele respira fundo e corre a mão pelo cabelo loiro sujo desgrenhado. "Eu me sentiria melhor se você me deixasse ficar aqui. Além disso, Cole me mataria se eu a deixasse sozinha agora." Eu rolo os olhos para isso. "Aubry, Cole, está em Nova York e ele não é ninguém para matá-lo por me deixar sozinha." Ele balança a cabeça com desdém e me empurra para entrar no meu quarto. Aubry e eu temos sido melhores amigos desde que nos conhecemos treze anos atrás, quando me mudei para a casa de Maggie. Ela é a mãe adotiva de Aubry e minha tutora. Nós dois frequentamos a Universidade de Chicago, então era natural sermos colegas de quarto. Isso foi há sete anos e nós temos vivido juntos desde então. Ele agora trabalha para uma agência de publicidade promissora e eu sou uma estudante do terceiro ano de direito na Universidade de Loyola. "Onde está Haley?", pergunto, enquanto caminho de volta para a cama. "Ela se foi. Nós terminamos. Longa história. Vamos falar sobre isso mais tarde” ele responde enquanto olha ao redor do

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meu quarto, provavelmente tentando localizar o meu edredom extra. Eu suspiro. "Aub, realmente, estou bem agora. Vou pegar um copo de água e vou ficar bem. Prometo." Ele para e procura o meu rosto antes de suspirar balançando a cabeça. "Tudo bem, Blake, você sabe onde me encontrar. Se isso acontecer novamente, embora-” "Eu sei. Aqui." Eu interrompo quando lhe dou a chave para o meu quarto. Ele me dá um beijo na cabeça antes de fechar a porta e trancar atrás dele. Ligo a televisão bocejando e estico minhas costas. Devo encontrar reprises de Sports Center agora mesmo, pois é exatamente o que eu preciso. Quando encontro o canal, sorrio ao ver Cole em seu terno azul-marinho e gravata. Deixo a sua voz suave me acalmar enquanto volto a dormir. Mais tarde, sinto minha cama afundar e acordo com um sobressalto. O que Aubry está fazendo? Viro para ver Cole sorrindo amplamente enquanto me mostra a chave que eu tinha dado a Aubry anteriormente. Depois de alguns minutos encarando ele, percebo que não estou sonhando e me jogo para ele, soluçando incontrolavelmente. "Está tudo bem, querida. Eu estou aqui agora. Está tudo bem” ele murmura, enquanto acaricia minhas costas. Eu subo em seu colo e o deixo me embrulhar em seus braços protetores. Eu odeio chorar. Faz-me sentir fraca. Infelizmente para ele, só me deixo chorar na frente de Cole. Ultimamente meus pesadelos se tornaram mais detalhados e minha falta de sono está começando a afetar minha vida. A maioria dos dias eu me sinto como um pequeno zumbi. Tenho vivido, desde o mês passado com a energia de apenas 5 horas de descanso, o que me

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deixa em um estado que não sei se estou lembrando as coisas ou imaginando. Sinto como se a minha realidade e meus pesadelos estivessem juntos, se misturando, e é apenas uma questão de tempo antes de eu ficar louca com tudo isso. "Este era tão real, Cole," digo entre soluços. Ele continua a acariciar meus cabelos. Ele não precisa me dizer nada; ele está lidando com meus pesadelos há muito tempo. "Eu sei, baby. Vá dormir. Estou aqui agora; ninguém vai te machucar" Cole diz suavemente no meu cabelo. Quando eu acordo uma terceira vez e sinto um braço em volta do meu corpo, registro que Cole dormiu comigo. Viro de lado para que possa vê-lo dormir por um tempo. Observá-lo dormir é um velho e favorito passatempo meu. Quando éramos mais jovens, eu costumava fazer isso o tempo todo quando eu tinha dificuldade de voltar a dormir. Eu estudo a forma de sua longa linha de cílios marrom em suas bochechas douradas. Sua mandíbula definida e nariz, duas vezes quebrado, acentuam a sua aparência perfeitamente. O cabelo castanho curto que eu adoro correr minhas mãos completamente. Seus lábios rosados cheios estão ligeiramente separados. Meus olhos derivam para baixo do rosto pelos seus braços musculosos, por seu peito nu e para seu abdômen definido que ele trabalha tão duro para manter, eles pousam no V que leva à sua masculinidade, onde meus dedos coçam para tocálo. Como se em sugestão, Aubry cambaleia através da porta do meu quarto. "Russell está aqui" arqueja, cobrindo o rosto com o braço esquerdo.

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Eu enrugo as sobrancelhas. "Será que você abriu a porta com a chave, ou Cole deixou aberta novamente?" Aubry respira fundo. "Ele deixou desbloqueada. Você ouviu o que eu disse?", ele pergunta em um tom irritado. "Abaixe o seu braço" digo, com uma risada. "Nós estamos vestidos. Bem, eu estou pelo menos. Não tenho certeza de como Cole parece embaixo destes lençóis." "Bem, como eu disse, Russell está aqui. Eu não o deixei entrar, mas não acho que ele vai ficar feliz que tem um cara na sua cama. Na verdade, sei que ele vai ficar puto que Cole está na sua cama” Aubry especifica, apontando a forma adormecida de Cole. Eu gemo. Ele tem razão. Meu namorado vai ficar chateado. Russell já tem suas especulações sobre Cole e eu não quero adicionar combustível para o fogo. Nunca deixei Russell passar a noite e se ele encontrar Cole na minha cama, vai ser o ponto de ruptura da nossa relação. A última vez que Cole esteve aqui, ele acidentalmente mencionou que eu tinha a cama mais confortável do apartamento. Russell perguntou a Cole como ele poderia saber e Cole respondeu que ele dormia nela o tempo todo. Isso se transformou em uma enorme briga entre Russell e eu. Eu quase terminei com ele por isso, porque a última coisa que eu preciso é alguém me dizendo o que fazer, mas preciso de Russell na minha vida agora. Sento-me de joelhos e começo a empurrar o corpo de Cole com ambas as mãos. "Cole, você tem que se levantar. Cole, acorde." Os lábios de Cole formam um sorriso lento, mostrando a covinha na bochecha direita. "Hmm...Blake..."

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Eu olho para trás em Aubry com olhos suplicantes, mas ele só fica lá rindo e balançando a cabeça. Idiota. Eu olho para ele. "Aubry, você pode ir abrir a porta para Russell e entretê-lo?" Eu assobio. Ele dá de ombros. "Tanto faz. Não se chateie comigo quando a invasão britânica te pegar desprevenida" ele murmura, caminhando de volta para a sala de estar. Eu balanço minha cabeça com as suas palavras irônicas enquanto eu continuo a agitar Cole desesperadamente. "Cole, acorde!" Eu digo em voz alta. Seus olhos verdes se abrem e ele senta-se assustado. "O quê?", Ele pergunta confuso. "Eu estava tendo o melhor sonho." Eu rolo meus olhos. "Russell está aqui. Você tem que se levantar e ir para o quarto de hóspedes... por favor,” imploro. Ele aperta os olhos por alguns segundos antes de murmurar uma maldição e revelar mais ou menos como ele está. Ele estica os braços acima da cabeça, dando-me uma visão completa de todos os seus músculos tonificados e que trabalham com a linda bunda dele que está coberta por cuecas boxer pretas apertadas. Fecho os olhos e aperto os punhos juntos para resistir à vontade de apertá-la. Porra. É um saco ter que depender das pessoas. O padrasto de Russell é da Morris & Lewis- Smith, Firma de Direito Morris-uma das maiores empresas de Chicago. Eu descobri isto há dois anos, quando nos conhecemos na faculdade de direito. Comecei a ficar mais perto dele por causa disso. Fomos amigos por um tempo antes de nos tornarmos um casal no início deste ano. O fato é que ele é inteligente, charmoso, de boa aparência e tem um sotaque britânico sexy como o inferno. Eu gosto dele, apesar de tudo. Ele é um cara divertido, ele é bom, e

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ele não me irrita. Enquanto ele não me pressionar para falar sobre o meu passado, devemos ficar bem por um tempo. As únicas pessoas em que eu confio podem ser contadas em uma mão. Infelizmente para Russell, minha mão só tem cinco dedos, e eles estão todos tomados por pessoas de confiança. Cole me olha com um sorriso no rosto e eu sei que fui pega comendo-o com os olhos. Dou de ombros e ele ri. "Nós podemos fazê-lo sair, sabe?”, ele diz com voz rouca com um brilho malicioso em seus olhos. Meu coração traiçoeiro acelera e as borboletas no meu estômago despertam. "Não, Cole. Nós não podemos” suspiro, tentando manter minha compostura. "Basta ir lá. Eu te vejo mais tarde” digo enquanto aceno pra fora na direção do banheiro. "Obrigada por ontem à noite." Eu nem sequer me preocupo em perguntar o que ele está fazendo aqui. Eu já sei a resposta para isso. Hoje é o meu vigésimo quinto aniversário. É também um dia que eu não quero comemorar, sob qualquer circunstância. Eu não aceito presentes. Não aceito telefonemas. Nada. Meu aniversário é uma lembrança do dia em que tudo foi tirado de mim. É um lembrete da morte. "Claro que sim, baby. Eu sempre estarei aqui para você” ele diz com olhos tristes e uma grave seriedade em seu tom. "Sempre." Ele caminha para o banheiro com acesso duplo ao quarto de hóspedes do outro lado antes que eu possa dizer uma palavra. Russell bate levemente antes de empurrar a porta aberta enquanto eu estou saindo da cama. Posso sentir a cor drenando do meu rosto. Eles se desencontraram por um fio de cabelo. O que há com esses caras se intrometendo no meu quarto hoje?

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"Ei, o que você está fazendo aqui?", pergunto com um sorriso, tentando mascarar meu desconforto. "É o seu... bem, eu descobri que hoje é o seu aniversário – e que você não gosta de comemorar." Ouvir sua explicação perturbada derrete minha apreensão dele estar aqui. Deus abençoe sua alma; ele não quer dizer a palavra com A. Eu acho que poderia realmente desfrutar com ele dizendo a palavra maldita. Tudo que sai de sua boca soa tão bom. Eu culpo o sotaque. "Quem te disse?", pergunto em voz baixa. "Aimée disse. Espero que você não fique zangada com ela” ele responde em um tom tímido enquanto embaralha seus pés. Eu sorrio ao vê-lo quando tento pensar nas maneiras que vou chutar o traseiro dela. Ela é uma das minhas boas amigas na faculdade de direito. No início, eu queria chegar perto dela por causa de seu padrinho. Ele é Mark Lewis de Lewis-Smith &Morris. Acontece dele ser também o meu advogado. Não posso afastar a sensação de que de alguma forma ele está ligado ao meu passado, mas nunca o conheci. Quanto mais eu conhecia Aimée, mais gostava dela, então eu desisti um pouco de ser o Inspetor Bugiganga1 e apenas me tornei amiga dela. Continuo dizendo a ela que quero ir para a casa de seus pais, usando a desculpa de que quero ver onde vive o prefeito. O pai dela é o prefeito de Chicago, algo que ela odeia que as pessoas saibam. Ela diz que odeia ir para casa porque é muito deprimente. Nenhuma dessas coisas importa para mim; eu realmente quero ir para ver e posso encontrar qualquer sujeira em Mark Lewis.

É um desenho animado franco-americana-canadense. Narra as aventuras de um inspetor policial, que após sofrer um acidente, foi transformado numa espécie de robô. 1

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"Está tudo bem, contanto que você não me dê qualquer coisa. É complicado”, eu digo, não querendo me explicar. "Está bem. Eu não lhe trouxe um presente ou um bolo ou nada. Eu gostaria de levá-la para jantar, mas não para celebrar hoje, apenas para nos celebrar. Tudo bem?" Fecho os olhos. "Russell, isso ainda é uma celebração" murmuro sob a minha respiração. "Você tem que comer, Blake. É apenas uma refeição." "Eu normalmente não como hoje" respondo tranquilamente enquanto ando para o banheiro para escovar os dentes. Eu não quero ter essa conversa agora, ou nunca. "Você pode esperar por mim na sala de estar? Eu vou tomar um banho rápido.” Ele vem até mim e me envolve em seus braços. "Claro, mas pense sobre o jantar, por favor," ele defende antes de me dar um beijo rápido e sair do meu quarto. Deixo escapar uma respiração profunda, uma vez que ele fecha a porta atrás de si. Eu pulo para a porta e a tranco. Nunca deixo a porta do meu quarto destrancada quando estou no chuveiro. Estou assustada quando me viro e vejo Cole de pé na porta entre o banheiro e meu quarto. "O quê?" Sussurro duramente, enquanto caminho. "Nada. Você a trancou” ele sorri enquanto balança a cabeça na direção da porta. "Sempre faço, mas você já sabia disso," estalo. "Não, quando estou aqui, você não faz," ele devolve. Inclino a cabeça para trás e solto algo que soa como um grunhido de frustração. Cole ri.

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"E agora?" "Você fica bonita quando está frustrada" ele diz, enquanto seus olhos verdes dançam com diversão. "Dê-me espaço, por favor," digo enquanto empurro seu peito com as duas mãos. Sua risada vibra contra meus braços e envia um arrepio pelo meu corpo. O som da sua risada é uma das coisas mais sexy que já ouvi – além do sotaque de Russell, é claro. Eu rolo meus olhos. "Cole, apenas se apresse aqui. Preciso fazer xixi e tomar banho.” "Então faça. Você já fez coisas piores na minha frente” ele contrapõe com uma sobrancelha levantada. "Você pode sair? Nós não podemos ficar ambos aqui ao mesmo tempo; isso vai ficar mal.” Ele fecha a lacuna entre nós e me examina lentamente, desde os meus pés até o meu rosto, fazendo-me sentir nua. Sua língua lambe seu lábio inferior, acalmando-o lentamente e eu sinto que isso afeta as partes doloridas do meu corpo. Se pudesse formar palavras coerentes, gostaria de perguntar por que ele está fazendo isso, mas só posso me concentrar em seu peito sem camisa. "Podemos ficar os dois aqui" ele diz se aproximando de mim até que eu possa sentir sua respiração no lado do meu rosto. "Ainda estou com sono. Precisa de ajuda para se despir?”, ele murmura enquanto corre as pontas dos dedos descendo nos meus braços, fazendo minha respiração acelerar. Eu tento o meu melhor para manter a compostura enquanto o ar entre nós explode com desejo. "Cole, por favor," choramingo.

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"Por favor, o que, baby?", Ele pergunta com voz rouca quando empurra uma mecha de cabelo atrás da minha orelha esquerda e a acaricia. Os ardentes olhos dele disparam até os meus lábios quando eu o mordo, tentando conter que escape dos meus lábios um som lascivo. Ele geme baixinho ao ver, e sua própria respiração se torna difícil. Eu jogo a cabeça para trás com um gemido frustrado e solto um suspiro quando sinto seus lábios pressionando suavemente contra o meu pescoço. "Cole" imploro ofegante. "Por favor, não. Por favor." Ele acalma e exala fortemente contra o meu pescoço, me dando arrepios. "Bem. Vou voltar para o meu quarto” ele diz com a voz rouca, seus escaldantes olhos perfurando os meus. "Só sei que estarei tendo pensamentos muito sujos e fazendo coisas muito ruins para mim enquanto eu imagino você nua e molhada.” Aperto meus olhos e prendo as pernas juntas com força enquanto ele ri e caminha de volta para o quarto de hóspedes. Maldito seja ele. Enquanto tomo um banho muito frio, começo a lembrar do meu pesadelo e o dia em que minha mente foi – com vontade de esquecer pelos próximos vinte e um anos.

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Capítulo Dois Passado

"Mamãe!" Eu gritei. "Mamãe!" Mas ela não olhou para cima. Eu me ajoelhei na poça de sangue que a rodeava e comecei a sacudi-la. Ainda estava tremendo e chamando seu nome quando um homem entrou. Ele tinha um olho azul e um olho escuro brilhante que parecia que poderia ter sido feito de vidro. Tanto quanto eu odiava olhar para o olho de vidro porque estava me provocando, procurando em todos os lugares, além de mim – eu não conseguia parar de olhar. O olho era marrom; seu olho verdadeiro era azul. Ele era careca, tinha uma barba loira em seu rosto e era muito grande. Pensei que ele parecia um monstro em um filme de terror. Ele entrou na cozinha e olhou ao redor, gritando algo que não entendia. Eu tremia com o pensamento do que poderia ser. Olhou em volta enquanto andava e viu os chapéus da festa ensanguentados e os bolinhos que tinha ajudado a mamãe a confeitar antes de deitar. Quando ele se virou para voltar lá para fora, eu vi Nathan pairando pela porta da cozinha. Ele era o menino com quem brinquei na fazenda e ele parecia que tinha chorado. Eu queria impedir minhas lágrimas e perguntar o que ele estava fazendo na minha casa, mas estava congelada. Nathan e eu olhamos um para o outro até que o homem com o olho de vidro o puxou pelo braço e gritou alguma coisa. Eu gostaria de poder ter parado a percussão nos meus ouvidos para que pudesse ouvir o que ele

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estava dizendo. Quando Nathan saiu, eu queria tirar os meus joelhos do chão e correr para ele; ele me fazia sentir segura. Lembrei-me do tempo na fazenda quando eu caí de uma árvore que nós tínhamos amado subir e Nathan pulou para me ajudar. Ele beijou meus joelhos e cotovelos esfolados e me levou para o meu pai. Um homem que parecia familiar entrou na cozinha. Ele era jovem e tinha olhos azul-céu que pareciam cansados. Os olhos dele pareciam cansados como os do papai, quando ele chegava em casa do trabalho. Ele tinha o cabelo loiro curto. Eu tinha visto ele na fazenda também, pensei. Ele me fez lembrar de alguém, mas eu estava muito esgotada para pensar nisso. Ele me segurou contra o peito e lágrimas se formaram em seus olhos quando ele viu a minha mãe. Ele saiu depois de um minuto olhando para ela. Ele estava limpando seu rosto enquanto caminhou de volta e virou-se para mim dizendo: "Feche os olhos, menina." Eu vi outro homem em pé e um homem escuro. Ele olhou ao redor da cozinha e eu observei seus olhos se arregalarem quando viu a minha mãe. Ele parecia assustado, o que me fez sentir ainda mais assustada. Este homem era um adulto. Como ele poderia estar com medo, também? Eu fiz como me foi dito e o de olhos azuis me tocou com alguma coisa antes de me levantar em seus braços. Tentei abrir meus olhos novamente, mas eu não podia. De repente, senti-me muito cansada. Enruguei meu nariz com o odor desagradável ao redor de mim; cheirava como uma mistura de estação de sangue e gasolina. Eu queria olhar ao redor, mas meus olhos não queriam abrir, mesmo que estivesse implorando a eles. Eu precisava ver a mamãe. Eu precisava ver Papai. Eu precisava ver Nathan. Eu

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precisava acordar do pesadelo terrível. Eu tinha alguma coisa na minha boca que a mantinha aberta mesmo fechada. Enfiei a língua para fora e provei. Era duro e rígido; era tecido. Quando meus olhos finalmente cooperaram, eu vi o chão preto antes de ser bruscamente empurrada contra uma parede dura. Eu solucei com o impacto. "Merda. Devagar, caralho. Você irá machucá-los" um homem gritou. Eu reconheci sua voz como Olhos Azuis. "O que isso importa? Nós vamos matá-los de qualquer maneira" respondeu o outro. "Bem. Encoste lá em cima" disse o jovem. Nós estamos em um carro? Estou em um carro? Comecei respirando pesadamente enquanto olhava ao redor. Estava escuro, mas quando o carro diminuiu a velocidade, passamos por uma rua iluminada, assim pude ver as coisas. Eu estava em uma van, como a que o pai usava para mover caixas. Eu contorci o meu corpo e percebi que não estava de frente para a parede, mas minhas roupas estavam pegajosas então não me mexi muito. Quando me virei, vi Nathan de frente para mim. Ele estava amarrado por uma corda e tinha tecido na boca também. Seus olhos verdes estavam arregalados e ele parecia tão assustado quanto eu. Ele tinha lágrimas escorrendo pelo rosto e eu me ouvi fungar de volta as minhas próprias. Meu coração começou a bater mais rápido quando ouvi os homens saírem do carro e bater as portas. Eu não conseguia ver nada além de Nathan. Eu não queria ver nada além dele. Ouvi os homens gritando do lado de fora, as portas abertas novamente e então eu senti a van afundar quando eles entraram em seus lugares e bateram as portas. "Ok, então onde é que você quer levá-los?", perguntou um homem.

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"Não se preocupe com isso. Eu disse a você, você não precisa saber. " "Como o inferno, e se Jamie me perguntar? Não posso mentir, "ele respondeu, soando desesperado. "Você vai, no entanto. Lembre-se, eu estou lhe dando uma passagem de avião hoje à noite. Você vai embora com sua família. Basta ficar longe, porra. Vou ter pessoas te observando. Se você pisar perto de Jamie ou qualquer um dos seus rapazes, vou acabar sua família, um por um." "Eu não quero me envolver nessa merda de qualquer maneira. Glass levou isso longe demais. Ninguém deveria morrer além dela. O que ele estava pensando? Como pôde fazer isso?” Eu podia ouvir a aspiração ruidosa vinda de sua direção, e um deles dando desculpas para o outro. O que é que ele sente muito? O carro parou e eu instintivamente cheguei tão rápido quanto podia para Nathan. Nós nos amontoamos até que a porta se abriu e fomos recebidos por um par de olhos azul-céu. Eu não tinha certeza por que, mas ele me fez sentir um pouco segura. Fiquei feliz que não foi mais ninguém. Talvez fosse porque eu podia ver a tristeza em seus olhos. Ainda assim, quanto mais tempo ele ficou lá, pior a sensação que eu tinha na boca do estômago. Mudei-me tão perto que pude para Nathan, e ele fez o mesmo, até que estávamos ombro a ombro. "Eu sinto muito. Sinto muito," Olhos Azuis sussurrou. "Eu tenho que separá-los. Ambos vão ficar mais seguros desta forma. Tudo está bem agora." Ele se inclinou e pegou Nathan, que soltou um grito abafado, imitando o meu próprio. Olhos Azuis colocou Nathan sobre seu ombro e virou-se. Nathan parou de gritar e virou a sua cabeça para que pudesse vê-lo. Eu sabia que ele estava tentando ser corajoso. Meu bravo amigo. Meu peito arfava em soluços

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enquanto observava ele ser tirado de mim. Quando eu me afoguei em minhas lágrimas, o outro homem começou a falar. "Sinto muito pequena, isso não era para acontecer" ele disse em uma voz quebrada. "Sei que você não entende isso, mas eu realmente sinto muito. " Queria que as pessoas parassem de dizer isso para mim. Olhos Azuis voltou e fechou a porta novamente antes de ir para o seu lugar. "Vou levá-la para um bom lar agora, bebê. Você vai ficar com sua tia Shelley. Ela vai cuidar muito bem de você.” Adormeci chorando, perguntando onde deixaram Nathan. Eu esperava que ele estivesse de volta para casa com sua família. A próxima vez que acordei, estava deitada em uma cama, desamarrada, e uma mulher com cabelos loiros e olhos azuis amáveis estava me observando. Eu a fiz chorar quando lhe perguntei onde minha mãe estava. "Sua mamãe é um anjo agora, Boneca," Tia Shelley disse enquanto as lágrimas nadavam em seus olhos azuis. "Ela sempre estará com você." "Conhece a minha mãe?", perguntei em voz baixa. "Eu conheço, conheço a sua mãe muito bem" ela respondeu com voz rouca. "Você sabe onde meu pai está?" Respondi enquanto afundei os meus ombros. "Não, querida, eu não sei" ela disse enquanto passava os dedos pelo meu cabelo. Perguntei-lhe sobre os meus pais todos os dias durante meses. Um dia eu acordei sem esperança e parei de perguntar.

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Tia Shelley tentou me fazer sentir confortável e nunca desistiu de mim. Ela começou me levando a um terapeuta quando eu não parava de desenhar imagens de mulheres com o cabelo louro que se encontravam em poças vermelhas. O terapeuta me perguntou um monte de coisas e um dia tia Shelley parou de me levar. Ela me ensinou em casa até que eu tinha dez anos e ela foi diagnosticada com câncer de mama. Ela fez uma mastectomia dupla e sobreviveu ao câncer, mas ainda me matriculou na escola primária local, onde alguns dos meus amigos das aulas de dança estavam. A escola deu-lhe a opção de pular um grau desde que eu estava avançada, mas ela decidiu contra. Ela disse que a adaptação à escola era um negócio grande o suficiente e que eu não precisava que fosse na escola média a minha primeira experiência escolar. Quando eu tinha doze anos, tia Shelley foi diagnosticada com linfoma e foi dado quatro meses de vida a ela. Ela nunca me disse que estava morrendo. "Estou doente, Cupcake" disse uma noite durante o jantar. Eu fiz uma careta. "Doente como?" "Eu tenho câncer" ela disse em uma voz vacilante. Engoli em seco. Conheci um casal de filhos na escola que tiveram membros da família morrendo de câncer. "Você vai morrer?", eu perguntei silenciosamente. As lágrimas encheram seus olhos. "Deus precisa de outro anjo para ajudá-lo, mas eu não sei quando ele vai precisar de mim." Ela me disse que me amava e eu gostaria de estar com as pessoas que cuidariam de mim. Ela disse que sua vizinha, Phoebe, iria me levar para uma boa senhora chamada Maggie Parker. Ela me pediu para prometer a ela que eu iria me

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comportar, continuar a estudar e seguir os meus sonhos. Prometi-lhe tudo. Eu teria dado a ela o mundo se eu pudesse. Uma noite, depois da aula de dança, estava deitada na cama com a tia Shelley enquanto ela estava ligada a monitores desconfortáveis. Ela me apertou a seu lado e me segurou perto. Tínhamos uma enfermeira vivendo com a gente, que me levou a acreditar que as coisas estavam indo muito mal. Tia Shelley recusou-se a ficar no hospital e me deixar sozinha. Enquanto eu estava deitada com ela e falava sobre matemática e ciência, ela me perguntou o que eu queria ser quando crescesse. Disse a ela que eu queria colocar bandidos na cadeia. Ela sugeriu que eu me tornasse uma advogada, porque eu tinha coragem, ou uma policial, porque eu era altruísta. Olhei para ela com um sorriso no meu rosto. "Eu te amo, tia Shelley." Lágrimas se formaram em seus olhos e desejei que não tivesse dito nada. Não sei o que deu em mim. Eu só tinha que dizer isso embora. Foi a primeira vez que eu tinha dito a ela que a amava, não porque eu não tivesse sempre amado, mas não poderia dizer as palavras antes e depois. "Eu também te amo, Blake" ela respondeu. Nós adormecemos de mãos dadas. Ela faleceu no dia seguinte. Pela segunda vez na minha vida, eu me senti sozinha, perdida e ferida. Felizmente, só me senti assim por uma semana, até que fui levada para a casa de Maggie. Aqui foi onde eu conheci as pessoas que considerava a minha família real. Os que eu adorava, por quem morreria, e segui em frente. Os mesmos que eu mantinha afastados para protegê-los de se machucar por mim.

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Capítulo Três Presente

"Então, você teve um bom fim de semana?" Cole perguntou, quebrando o silêncio confortável que tinha enquanto eu o levava ao aeroporto. Eu rolo os olhos, mas não posso deixar de sorrir. "Você estava aqui todo fim de semana; deve saber que eu tive." "Você gostou que eu estive aqui todo fim de semana?", ele pergunta enquanto me cutuca nas costelas de brincadeira. Grito e remexo um pouco. "Foi bom" digo com um encolher de ombros. Sua risada me faz agarrar o volante um pouco mais apertado. Quando chego ao próximo farol vermelho, eu viro meu corpo para o rosto ele. Tudo o que estava pensando em dizer desaparece quando os nossos olhos se encontram e eu vejo uma mistura de tristeza e saudade em seus olhos que refletem os meus. Carros buzinando nos assustam fora do nosso transe, e eu limpo minha garganta enquanto viro meu corpo para continuar a dirigir. Estaciono em frente ao aeroporto internacional O’Hare e vejo como ele fica para baixo e abre o banco de trás. Ele coloca um casaco de esportes da marinha antes de pegar a sua bolsa. Dirijo-me na minha cadeira para frente quando ele fecha a porta de trás.

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"Eu acho que vou te ver... obrigada por ter vindo", digo em voz baixa, olhando para frente. Eu sempre fui horrível com despedidas e despedidas com Cole não são minha coisa favorita no mundo. Eu o ouço suspirar em voz alta e inclino a cabeça quando o sinto voltar para o carro. Ele se inclina e meu coração vai acelerando quando ele pega a mão que tenho descansando no câmbio. "Você não tem que me agradecer" ele diz. "Até logo, baby" ele murmura baixinho enquanto arrasta os lábios no topo da minha mão, derretendo minhas entranhas. Não sei quanto tempo eu sento lá olhando para a porta que Cole atravessou antes que meu cérebro comece a funcionar novamente. Balanço a cabeça para clarear meus pensamentos e noto uma pequena caixa de veludo preto no banco do passageiro. Meu primeiro pensamento é: Merda. Ele deixou alguma coisa. Meu estômago se contorce com o tamanho da caixa. Pode ser um anel. Oh meu Deus, ele vai propor? Não posso nem pensar nisso, mas porra, estou me aproximando e pego de qualquer maneira. Não sei por que eu amo me torturar assim. Aperto a pequena caixa com as mãos trêmulas antes de tomar uma respiração profunda e abri-la. Solto a respiração quando vejo um colar com um esqueleto de chave prateada nele. É incrível. Não analiso muito antes de fechar a caixa e lançá-la de volta no banco do passageiro antes de conduzir para casa. Quando chego em casa, começo a triagem através de emails e encontro uma carta do Escritório de Advocacia Lewis, Smith e Morris. Segundo a carta, há coisas que eu preciso cuidar no escritório de Mark. Não consigo entender o que mais ele poderia

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ter para mim. Quando fiz dezoito anos, herdei a propriedade da tia Shelley, que me fez $ 530.000,00 mais rica. Eu já tinha o dinheiro que tinha ganhado ao longo dos anos quando estava morando na casa de Maggie. Eu usei uma parte desse dinheiro para alugar para Aubry e eu o apartamento que estamos atualmente. Antes que ele conseguisse um emprego decente, Aubry ajudava a pagar as contas, enquanto eu pagava o aluguel. Vamos agora dividir o aluguel e utilidades, porque Aubry disse que ele se recusa a ser um caso de caridade. Depois de ler a carta, imediatamente entro em contato Cole e deixo uma mensagem perguntando se ele recebeu uma carta semelhante. Eu também menciono a maldita caixa. Ele tinha sua própria conta bancária criada por seu pai quando ele foi deixado na casa de Maggie. De acordo com Maggie, seu pai disse que ele não podia mais vê-lo e pediu a ela para mantê-lo. Deixou informações da conta bancária para dar a ele quando completasse dezoito anos. Cole contratou um homem para rastrear o dinheiro, na esperança de que ele encontraria seu pai, mas não conseguiu nada. Eu sei que a sua situação é diferente porque, ao contrário de Cole – eu sempre soube por que tenho uma herança e de quem é. Ainda assim, há um monte de coisas sobre o meu passado que não entendo. Gostaria de saber se nós nunca vamos conseguir as respostas que queremos. Eu chamo o escritório do advogado e pergunto se Mark Lewis pode estar presente quando eu for lá, mas uma hora depois recebo um telefonema para me informar que ele está saindo da cidade. Enquanto estou abrindo a porta para Aimée, meu telefone toca na minha mão. Olho para baixo e encontro uma mensagem de texto de Cole. -Nenhuma carta, baby. Mantenha-me informado. A caixa é sua.

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Pressiono meus lábios antes de minha boca ir para um largo sorriso. Posso sentir os olhos de Aimée em mim, mas estou muito concentrada em meu telefone para prestar atenção a ela agora. É lindo. Um segundo mais tarde, eu recebo a sua resposta. -Então é seu ;) A combinação de suas palavras e carinha piscando do smiley me faz sorrir como uma adolescente enquanto coloco o meu telefone no bolso de trás. "Ei, linda," minha amiga diz quando me vê. Nós nos beijamos em ambas as faces, como os europeus que não somos, e caminhamos para a cozinha. Ela se senta em uma banqueta ao redor da ilha que rodeia o meu fogão. "Você está com fome?", Pergunto a Aimée enquanto lhe dou um copo de vinho tinto. Sempre pergunto se as pessoas estão com fome, como se a sua resposta fosse me impedir de comer e beber. Eu consegui meu amor por cozinhar de Maggie. Ela era uma cozinheira muito melhor do que sou, mas tento ficar em seu nível, independentemente. Minha parte favorita sobre culinária é beber vinho tinto, enquanto faço isso. "Você sabe que vou comer qualquer coisa que você fizer enquanto me der o vinho" Aimée responde com um sorriso malicioso. "Assim... nada de novo que você quer me contar?", pergunta ela com uma sobrancelha levantada quando olha o short que estou usando. “Na verdade, não. Foi apenas Cole sendo Cole." Ela balança a cabeça. "Eu tenho que conhecer esse cara em breve."

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Sorrio levemente. "Ah, antes que me esqueça, por acaso você sabe se Mark estará na cidade esta semana?", pergunto indiferente. "Hmm... ele deve estar. Ouvi meu pai falando de um grande julgamento na semana que vem. Ele provavelmente tem muito a fazer para se preparar. Por quê?" "Apenas perguntando. Eu tenho que ir lá esta semana e queria conhecê-lo. Então eu percebi que se ele estivesse aqui, talvez eu pedisse para vê-lo.” "Ainda não entendo por que ele seria seu advogado. Acho que você deve estar enganada. Ele não atua no ramo de imóveis; ele atua apenas em casos criminais. Aquele que brinca em direito imobiliário é o Morris. Você deve falar com Russell sobre isso.” Não sei por que Shelley deu seu negócio para Mark, mas sei que não estou enganada. Ele é o único que assina em tudo. Eu só estou autorizada a me reunir com a assistente de Mark, Verônica Stein, sobre a minha propriedade. Sei disso, porque eu tinha pedido para me encontrar com Daniel Morris no passado e meu advogado entrou em cena e recusou o pedido. Perguntei a Daniel sobre isso um dia, quando Russell me levou para a sua casa para o jantar e ele disse que Mark gostava de lidar com seus clientes pessoalmente. Não mencionei a ele que nunca tinha visto Mark em pessoa. "Você provavelmente está certa. Vou perguntar ao Russell" respondo tranquilamente enquanto sirvo a nossa massa cabelo de anjo com molho de vodca. Enquanto nós comemos sentadas ao redor da mesa de jantar, discutimos o de costume – Escola, moda e rapazes. Aimée tem uma queda por Aubry desde que se conheceram no ano passado, mas ele tinha namorada. "Então Aubry e aquela garota Haley finalmente terminaram" ela diz, sorrindo sobre sua taça de vinho.

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Fico olhando para ela por um momento. "É por isso que você veio parecendo como se estivesse indo a um encontro?" Ela suspira e coloca a mão sobre o coração. "Blake Brennan! Eu nunca!" Nós duas estouramos em um ataque de riso antes de continuar a comer. "Aimée, eu amo Aubry como um irmão. Inferno, é o que ele é para mim, um irmão. Ele é um cara incrível, mas ele sempre vai para as meninas más. Sabe, aquelas que esmagam todo o seu coração só por diversão. Bem, sim, isso é o que Haley fez com ele. Ele está levando o término melhor do que eu esperava, mas ainda assim. Só não quero que nenhum de vocês se machuque.” Aubry é um romântico incurável, mas é como se ele gostasse de se machucar. Embora eu queira que eles fiquem juntos. Aubry precisa de alguém estável na sua vida. Eles fariam um casal adorável, também. Eu só não acho que ela é louca o suficiente para ele. Aimée inclina-se na mesa e coloca a mão na minha. "Eu sei, Blake. Entendo isso, mas eu realmente gosto dele. Ele é engraçado e ele é doce. Só não se preocupe com ele ... ou eu" acrescenta com uma voz suave. Olho seu rosto por um tempo antes de assentir levemente. Não sei se é o vinho ou o alimento que está lentamente se infiltrando enquanto eu me sento aqui fingindo ouvir Aimée falando sobre Deus sabe o quê. Meus olhos estão bloqueados em seus dedos tamborilando contra a mesa, e o mais estranho sentimento vem sobre mim. Eu ainda estou perdida na familiaridade dos dedos batucando quando Aubry chega e interrompe a minha linha de pensamento.

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"Ei, Aimée. Blake," Aubry diz, sorrindo. "Tem comida? Estou faminto." "Você ainda tem que perguntar?" Sorrio. "Você sabe que eu não deixarei você morrer de fome. Aimee, está tudo bem se eu te deixar com ele? Não estou me sentindo muito bem. Acho que posso ter exagerado no vinho" eu digo me levantando para limpar os pratos. Soa como uma desculpa esfarrapada e espero que nenhum deles me chame atenção sobre isso. "Você exagerou com a bebida? De jeito nenhum” Aubry diz sem expressão. Ele é um babaca às vezes. "Sim, tanto faz. Basta ser um cavalheiro e cuidar dela enquanto eu deito um pouco. Aimée, está tudo bem? Eu sinto muito, desculpe por deixá-la esperando" digo, embora eu sei que ela está exultante que estou deixando eles sozinhos. "Não, está tudo bem. Vá. Espero que você se sinta melhor" ela responde rapidamente. Vejo Aubry levantar uma sobrancelha em sua rápida resposta. Eu falho em abafar meu riso enquanto ando em direção ao meu quarto, deixando-os conversar. Depois de trancar a porta do quarto atrás de mim, eu corro para a mesa do outro lado da sala e abro o envelope do escritório do advogado novamente. Com certeza, está assinado Mark Lewis. Preciso conhecer este homem pessoalmente. Tento afastar os pensamentos que eu continuo tendo sobre Aimée e o bater de seus dedos. É uma total coincidência digo a mim mesma repetidamente. Coincidência, exceto que eu totalmente não acredito em coincidências. Deito-me com a caixa de veludo preta na minha mão, até que Aimée bate na minha porta para me deixar saber que ela está saindo. Eu lanço a caixa debaixo do meu travesseiro e abro a

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porta para seu rosto sorridente. Sorrio e engancho os braços com ela enquanto a levo até a porta. "Eu te ligo amanhã" ela diz enquanto me abraça em despedida. "Obrigada!", ela sussurra em voz alta. "Não me agradeça ainda," respondo quando nós beijamos o ar em ambas as bochechas. Quando eu caminho de volta para a sala de estar, vejo que a porta de Aubry está semiaberta, então espreito. "Aub?" Chamo. "Entre" ele grita do banheiro de sua suíte. Entro e olho ao redor em seu quarto bagunçado antes de cair em sua cama confortável. O quarto dele é maior do que meu, mas a vista do meu é muito mais agradável, e tenho uma pequena varanda que amo, onde eu tenho uma pequena horta para os meus vegetais orgânicos. "Então o que vocês falaram?", pergunto enquanto mordo o lábio para não sorrir. "Oh, você sabe, nada de importante. Montamos um encontro com sexo para a próxima semana. Fora isso, não há muito" ele diz em um tom sério. Enrugo meu nariz enquanto eu me sento. "O quê?", pergunto enquanto viro o rosto para ele. Ele cai na gargalhada. "Brincadeira, Blake, droga. Eu disse a ela que ia chamá-la na próxima semana para que possamos ir jantar." "Por que na próxima semana?", pergunto confusa.

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Ele exala duramente. "Eu não sei, Blake. Só preciso de tempo para pensar sobre essa merda. Ela parece ser uma garota legal e ela é gostosa pra caralho. Não quero acabar com isso com ela." Vou até ele e lhe dou um abraço. "Bom. Acho que vocês seriam bons juntos." Ele beija o topo da minha cabeça. "Eu te amo, Cowboy. Obrigado." Sorrio para ele e volto para o meu quarto. Uma vez que estou deitada, eu chamo o telefone de Cole. "Olá?", responde uma voz feminina. Eu mordo minha língua para reprimir o impulso de rosnar para ela. "Oi, Erin. É Blake. Cole está disponível?" Digo tão educadamente quanto posso. Por que ela está respondendo a seu telefone? Erin Kelley é uma modelo da Sports Illustrated. Ela conseguiu a capa – duas vezes. Eu a odeio. Odeio o cabelo loiro platinado dela com ondas perfeitamente sem frizz. Odeio ela ser magra, alta, corpo lindo. Odeio seus olhos azuis vívidos. Acima de tudo, eu odeio que ela tem ele. "Oi, Blake" ela responde alegremente. "Ele está no banho agora. Quer deixar uma mensagem ou eu digo para te ligar de volta? Não vi você em um tempo. Ouvi dizer que você teve um fim de semana relaxante." Oh sim, e odeio que ela é tão boa para mim. "Sim. Meu fim de semana foi bem monótono, o que me fez feliz. Apenas diga para ele me ligar de volta. Não é tão importante assim. Obrigada."

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"Vou deixá-lo saber, mas eu tenho certeza que ele ligará de volta de qualquer maneira" ela responde gentilmente. Ugh. Por que ela não pode ser uma cadela? Seria tão fácil desejar coisas ruins para ela se fosse uma cadela. Eu sei por que a odeio. Eu a odeio pelo mesmo motivo que Cole odeia Russell. O pensamento de Cole odiando Russell me faz sorrir. "Obrigada mais uma vez, Erin. Boa noite" respondo, sorrindo para a linha. Não que ela possa vê-lo, mas sei que ela ouviu. Desligo e sento ao estilo indiano na cama, tentando fazer com que a imagem de Erin e Cole saia da minha cabeça. Ainda estou segurando meu telefone e tentando descobrir se molhei ou não meu pé de tomate hoje, quando ele começa a vibrar. Cole. Sorrio mostrando-todos-os-meus-dentes, ridiculamente pateta, "Eu sinto que estou com quinze fodidos anos novamente" sorrio. "Oi," respondo. "Oi, baby, o que foi?" Cole diz abafado. Eu sempre amei que ele me chama assim. Agora me pergunto se ele lhe chama disso. Meu estômago se contorce e, de repente, eu odeio isso. "Você chama ela assim?" Pergunto um pouco mais áspero do que pretendia. Ele ri uma gargalhada cheia. Eu o odeio. "Por quê? Você se incomodaria se eu fizesse?" "Não" minto enquanto mordo o interior da minha bochecha.

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"Sim, estaria. Se isso não acontecesse, você não estaria me perguntando" ele responde, e posso ouvi-lo sorrindo. Quero arranhar os olhos dele. "Tanto faz. Não me responda. Eu não quero saber" digo irritada. "Eu liguei para perguntar se você já ouviu falar qualquer coisa do investigador particular de vocês." Cole não se lembra de como acabou em um orfanato. Maggie disse que seu pai o deixou quando ele era criança. Ele só se lembra de um par de coisas antes de seu pai o deixar, no entanto. Sendo um deles um episódio de Transformers que ele assistiu - muito útil. Falei com o meu terapeuta sobre isso uma vez, e ele diz que poderia ser uma maneira de Cole bloquear a dor de ser abandonado. Ele exala na linha e eu estremeço, um frio passa pela minha espinha. Posso quase sentir sua respiração contra a minha orelha. "Não, eu não. Por quê? Você achou alguma coisa?", ele pergunta, e posso ouvir a exaustão em sua voz. Seu investigador particular não tem conseguido nada na busca de seu pai. Estive ajudando-o a pesquisar, mas sempre dá em branco. Nós não podemos mesmo encontrar uma certidão de nascimento com o nome dele. "Não, desculpe. Na verdade, não. Não tenho certeza. Talvez" digo antes de deixar escapar um gemido frustrado. Estou tão confusa que não posso nem pensar direito e não quero dizer-lhe nada ainda. Eu nem sei se há alguma coisa para contar. Estou com um pressentimento aqui. "Vou ver o advogado novamente na quinta-feira. Eu tive que agendar a reunião com a sua assistente novamente. Minha

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amiga, Aimée, diz que ele está aqui, mas quando eu pergunto, eles me dizem que ele está fora da cidade.” "Droga. Isso é tão estranho, Blake. Deixe-me saber o que acontece quando você for." Ouço o ruído de fundo e Erin começa a dizer algo a ele, mas felizmente não posso ouvir o que é. "Eu tenho que ir, Cowboy. Ligue-me após a sua reunião. Ei -" Fecho os olhos com força e seguro minha respiração. "Mais tarde," ele termina e eu exalo. "Sim, boa noite. Obrigada pelo colar. É realmente bonito." "De nada. Eu tenho isso por um tempo." "Bem, obrigada. Vou falar com você mais tarde, então." "Oh, Blake?", Ele grita, antes de eu pressionar fim. "Sim?" "Só você." Com isso, ele desliga. Sorrio para mim porque agora eu sei que sou a única que ele chama desse apelido depreciativo estúpido. E amo isso. Sim, sou uma idiota.

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Capítulo Quatro Passado

Eu não conseguia chorar durante o funeral da tia Shelley. Sentei-me em uma das cadeiras com um olhar vazio no meu rosto, me sentindo desolada. Sabia que havia um monte de pessoas ao meu redor que deram seus pêsames enquanto mantive minha cabeça baixa. Eu não via ninguém – só escuridão. A única coisa que passava pela minha mente, por que todo mundo que eu amo me deixa? Minha resposta foi sempre à mesma, sou eu... deve ser eu. Depois que seu caixão foi baixado para o chão, eu me sentei em frente ao buraco, pensando sobre o quanto isso me fez lembrar o meu coração. Phoebe, a vizinha intrometida com quem eu estava hospedada até me arrumar - disse para demorar tanto tempo quanto precisasse. Não poderia encontrar a minha voz para dizer a ela que não ia ser longo o suficiente. Fiquei ali olhando para esse buraco com uma rosa na mão por horas. Quando Phoebe se levantou, um homem sentou-se em seu lugar. "Sinto muito por sua perda" ele disse com a voz rouca, sua voz cheia de agonia. Lembro-me de desejar que eu pudesse encontrar o seu olhar, mesmo por um segundo, então ele poderia saber que ouvi. Eu não podia embora. Não podia deixá-lo ver o vazio nos meus

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olhos. Eu tinha acabado de perder a última pessoa que eu tinha deixado entrar na minha vida e não conseguia nem chorar por ela. O que isso diz sobre mim? Eu me perguntava. Em vez disso, eu estava sentada olhando para os sapatos pretos brilhantes. "Obrigada" sussurrei. Sentou-se ali mais um pouco e então eu vi seus sapatos brilhantes negros se levantarem e ir embora. Um par de dias após o funeral, Phoebe me levou para a casa de Mrs. Parker. Essa foi a viagem de carro mais longa da minha vida. Eu estava indo para mais uma casa desconhecida. Eu me senti como uma mala de mão- Eu- Sendo atirada de uma casa para a próxima. Eu vi um cartaz que dizia: "Bem-vindo a Peoria" e sabia que estávamos lá. Phoebe entrou na garagem de uma grande casa de dois andares com uma garagem para dois carros. Todas as casas vizinhas tinham a mesma aparência. Elas eram de tijolos, com plantas artisticamente podadas e eu não podia deixar de me perguntar o que um lar adotivo estaria fazendo no meio do bairro. Eu estava esperando uma casa cinza feia. Isso pareceu mais adequado. Eu hesitei por um tempo antes de soltar o cinto de segurança e sair do carro. Fui até o porta-malas e esperei Phoebe abrir. Phoebe possuía uma Station Wagon com painel de madeira velha que costumava ser popular no final dos anos setenta ou início dos anos oitenta. Eu tinha certeza que ela comprou o carro logo que ele saiu. Eu estava impaciente, batendo meu pé enquanto esperava por ela. Ela era uma mulher pesada de cabelos brancos e ela levou uma hora para andar do assento do motorista para o porta malas. "Ei, você é Blake?" Uma voz masculina perguntou atrás de mim. Inclinei a cabeça para um lado e imediatamente tive um torcicolo no meu pescoço. Eu me encolhi e comecei a massageá-lo

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enquanto olhava para o cara de pé na minha frente. Ele tinha, provavelmente, por volta da minha idade, treze, mas muito mais alto do que eu. Ele tinha um cabelo louro sujo e um corpo longo e magro. Estiquei o pescoço da melhor forma que pude para olhar em seus olhos cor de avelã. Ele me lembrou de uma das crianças que estavam na minha classe no ano passado. "Sim, e você é?", perguntei, levantando uma sobrancelha. Eu não estava com disposição para conversa fiada hoje. Só queria ficar em casa e me trancar no meu novo quarto. "Aubry" ele disse, estendendo a mão para mim para que eu pudesse agitá-la. Olhei para seus dedos longos e finos por uma batida antes de enfiar minha mão na sua e sacudir uma vez. "Você mora aqui, também?" Dane-se. Poderia muito bem ser educada com o garoto. "Sim, vamos ser três de nós agora" ele deu de ombros. Ele tinha realmente grandes ombros, mas eles pareciam preocupantemente ocos. Parecia que Sra. Parker não alimentava o menino suficiente. "Você come?", perguntei, franzindo as sobrancelhas juntas e franzindo os lábios. Aubry riu, e quando o fez, os vincos em volta da boca apareceram. Parecia que ele ria muito. Ele era bonito. Ele parecia genuíno. Gostei dele. Eu havia me tornado uma especialista em ler as pessoas. Bem, pelo menos eu pensei que tinha. "Eu como muito. Mamãe diz que se não fosse pelo meu metabolismo e natação, eu seria uma vaca." Balanço a cabeça e forço um sorriso educado.

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"Sra. Parker é a sua mãe?" Perguntei, confusa. Phoebe me disse que a Sra. Parker adotava crianças, mas eu não esperava que eles estivessem tão perto dela. "Sim" respondeu, olhando para mim como se eu fosse uma idiota. "Legal" respondi com um encolher de ombros. Phoebe finalmente foi para o porta malas e colocou a chave nele. Quando ela cumprimentou Aubry, eu puxei minhas malas para fora e comecei a arrastá-las em direção a porta da frente quando Aubry me parou e pegou duas para mim. Antes que fizéssemos todo o caminho para a porta, um outro menino saiu. Ele era escuro; sua pele parecia chocolate suave. Ele era alto, a mesma altura que Aubry, mas sua construção era muscular. Ele tinha grandes olhos castanhos amendoados e seu cabelo preto era baixo em sua cabeça. Ele abriu um grande sorriso para mim e eu estava quase cega por seus perfeitos dentes brancos. "Oi," ele disse enquanto me olhava de cima a baixo e caminhou para fora. Eu respondi acenando com a cabeça. "Eu sou Greg." Ele ficou na minha frente e pegou a mala da minha mão. "Obrigada. Blake. Prazer em conhecê-lo" respondo. Ele dispensa os meus agradecimentos, como se não fosse grande coisa e volta para a casa. "Então ele é o outro cara?", sussurro para Aubry, que agora está andando ao meu lado. "Não, ele vive um par de casas abaixo", afirma Aubry. "Ele sai com a minha prima Becky e ela está sempre aqui, então ele está sempre aqui. Cara legal."

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Nós vamos para dentro e uma mulher de pele clara, redonda com cabelo encaracolado curto castanho até os ombros caminha em nossa direção com um enorme sorriso no rosto. Deixo escapar um suspiro quando seus olhos castanhos encontram os meus. "Oh, não é a pequenina mais linda?", ela balbucia antes de envolver seus braços em volta de mim. "Sinto muito pela sua perda, querida. Deus tem um plano para todos nós. Vou me certificar de que você seja feliz aqui." Ela sussurra a última parte para que só eu pudesse ouvir. Eu me pergunto qual a perda que ela sentia muito. Eu me pergunto se ela sequer sabe sobre minhas muitas perdas. Balanço a cabeça contra o ombro dela, mas não respondo. "Obrigada, Sra. Parker. Vou ter a certeza de ficar fora do seu caminho. Você não vai mesmo saber que estou aqui" digo calmamente uma vez que ela me deixa ir. "Bobagem" diz em voz alta. "Se você fizer tal coisa, você vai me incomodar tanto, e, além disso, você vai me chamar de Maggie. Nada dessa coisa de Sra. Parker por aqui.” Dou-lhe um pequeno sorriso e olho em volta. As escadas de madeira estão para a direita, em frente da porta frontal. Para a esquerda, há uma sala de estar com um sofá grande tecido de Borgonha e uma mesa de café branca. Sra. Parker sorri quando me vê enrugar o nariz enquanto olho para o quarto. "O sofá é temporário. Cole abriu uma garrafa de refrigerante no sofá branco que estava lá há duas semanas e conseguiu manchar tudo. Eu tinha de me livrar dele, mas não queria ficar sem, então eu fiz ele e os rapazes trazerem este sofá do porão. Eles tinham regras estritas para não ir perto da área de estar com alimentos ou bebidas, mas Cole é um pouco transgressor de regras. Ele está de castigo até sexta-feira. Sem

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futebol, sem meninas, sem jogos de vídeo game. Desde que essas são as suas três coisas favoritas, ele está sofrendo por duas semanas. Ele provavelmente está lastimando em seu quarto, fazendo lição de casa agora. Você vai encontrá-lo na hora do jantar." Maggie tem uma voz suave, até mesmo enquanto ela me conta a história, que ela estava obviamente chateada - ela soou como se estivesse falando comigo sobre pequenos lindos filhotes de cachorro em um pet shop. Eu poderia dizer que ela realmente amava esses meninos, e isso me fez sentir aquecida por dentro. Talvez este lugar não fosse ser tão ruim, afinal. Depois de me dar uma excursão do andar de baixo, Greg e Aubry me ajudam a levar as minhas coisas lá para cima e me mostram o meu quarto. Greg bate na primeira porta à direita das escadas. "Este é o seu quarto. Becky está lá agora, limpando. Ela fica aqui quando ela vem" explica. Uma garota com um sorriso largo, cabelo vermelho-fogo, e os olhos azuis brilhantes abre a porta. Eu nunca tinha visto alguém com cabelo tão vermelho antes. "Oi", ela aplaude com alegria depois de me olhar de cima a baixo algumas vezes. "Eu sou Becky, sua melhor amiga e às vezes companheira de quarto” ela diz antes de me puxar para um abraço. Quando ela me deixa ir, eu olho para ela e franzo a testa. "O que faz você pensar que eu quero uma melhor amiga?", pergunto curiosamente. "Oh, eu posso dizer. Você precisa de uma. Você está vestindo uma camiseta que é dois tamanhos grandes demais para seu corpo, você está suando e suas botas fazem você parecer como se estivesse indo trabalhar numa construção. Confie em

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mim. Você precisa de mim como melhor amiga," Becky diz com naturalidade. Para minha surpresa, sorrio. Uma risada real. O som era tão estranho para os meus próprios ouvidos que me assustou. Desde a aparência de Greg, Aubry e o rosto de Becky, poderia dizer que surpreendi eles também. "Se você diz," falo com um sorriso enquanto dou de ombros. Os rapazes nos deixam sozinhas e Becky me ajuda a desempacotar todas as minhas roupas e colocá-las nas gavetas que ela esvaziou para mim. "Então você quer brincar de se vestir?" Becky pergunta animadamente. Mordo o lábio. Estou com medo de brincar de qualquer coisa que tinha a ver com ela me vestindo. Eu poderia descer parecendo uma dançarina do Moulin Rouge. "Quantos anos você tem?", pergunto, curiosa. "Vou fazer quatorze na próxima semana. Quantos anos você tem?" "Vou ter quatorze no próximo mês. Então, por que brincar de se vestir?" "Pfff, você não tem que ter cinco anos para brincar de se vestir, Blake" ela diz rindo. "Humm... Bem, eu nunca realmente brinquei de me vestir. Só sei que apenas crianças pequenas fazem" sussurro, olhando para minhas mãos. Ela engasga. "Você nunca brincou de se vestir?" Balanço a cabeça e, de repente lamento dizer a Becky, porque eu percebo que eu tinha lhe dado permissão para me vestir. Becky faz minhas sobrancelhas, ajeita meus cachos soltos

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com o babyliss - algo que eu nunca tinha visto antes - lixa e pinta as unhas e aplica maquiagem em mim. Falo a ela sobre como era viver com a tia Shelley e como ela morreu uma semana atrás; sobre como eu realmente não me lembro dos meus pais porque eles morreram quando eu era pequena. Não entro em detalhes sobre como ou quando. Eu nunca tive ninguém para conversar e era bom confiar em Becky. Não que houvesse muito para contar. Eu tinha amigos enquanto crescia, mas eles eram principalmente das aulas de dança e da escola. Ia ser estranho, na verdade, viver com as crianças da minha idade. "Você mora por perto?", Pergunto a Becky com curiosidade. "Sim", ela responde distraidamente. "A um quarteirão. Eu monto minha bicicleta aqui todos os dias. Às vezes minha mãe trabalha à noite nos fins de semana, então eu fico com a tia Mags. Gosto de ficar aqui, de qualquer maneira é melhor.” Becky me dá uma infinidade de informações sobre todos. Eu descobri que Aubry era filho adotivo de Maggie. Ela o viu em um orfanato um Natal e sabia que ele estava destinado a viver com ela. Ele era apenas tímido com dois anos de idade e tinha sido deixado lá por sua mãe adolescente. Dois anos depois, Cole foi deixado por seu pai, que não podia cuidar dele por mais tempo. Greg fica mais quando as coisas em sua casa estão indo mal. Ele vive com sua mãe alcoólatra e todo namorado que ela permite morar com eles. Maggie tem uma boa amizade com sua avó, mas ela vive em uma cidade distante, assim Maggie ficou de observá-lo para ela. "A mãe dele é uma cadela," Becky sussurra em voz alta. Meus olhos se arregalam e minha boca se abre. Becky dá de ombros com a minha reação. "Ela é. Eu prefiro não ter uma do que acabar com ela como minha" ela diz,

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sacudindo a cabeça. "Pobre Greg" acrescenta, com tristeza. Posso dizer que Becky realmente se importa com Greg. "Pelo menos ele tem Maggie e vocês," falo com um sorriso tranquilizador. "Sim", ela suspira. "Eu só queria que ele pudesse mudar para cá. Ele fica mais que um pouco porque ele e Cole são melhores amigos de Aubry, mas ainda..." Uma hora depois, eu estava olhando para mim mesma no espelho e fico surpresa ao ver que eu não parecia metida ou a senhora irritante do The Drew Carey Show, que tia Shelley gostava de ver. Parecia... mais velha. Meu cabelo louro sujo longo foi escovado e colocado perfeitamente; meus olhos cinzentos sem vida foram iluminados por delineador preto e a pálpebra com sombra dourada. Minha pele já dourada parecia bronzeada, fazendo com que parecesse que eu me bronzeava. Eu estava vestindo jeans apertados e um apertado suéter de mirta que cobria meu peito em crescimento e botas felpudas cor de carvão. "Você parece sexy", Becky diz enquanto ela pulava em torno de mim, batendo palmas. "Como uma mulher. Eu sabia que você tinha curvas sob toda aquela coisa pavorosa que estava vestindo." "Eu não quero parecer sexy, Becky. Talvez eu devesse usar outros jeans ou algo assim. Não quero Maggie pensando que sou piranha" imploro. "Não", Becky responde, sacudindo a cabeça. "Tia Maggie não julga um livro pela capa. Ela já conheceu você vestindo aquela coisa horrorosa que você entrou usando. Ela vai saber que eu coloquei isto. Confie em mim. Já usei as coisas à maneira acanhada. Seu top nem sequer mostra seus peitos. Você está vestindo um suéter" responde exasperada. "Tudo bem," suspiro.

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Descemos as escadas e encontramos a senhora Parker na cozinha. "Tia Mags, olhe para a transformação de Blake," Becky anuncia triunfante. "Transformação, Becky," Sra. Parker corrige quando ela se vira e me olha com olhos castanhos bondosos. "Blake, você está linda, não que você já não o fosse. Não acho que você precise de toda essa maquiagem embora." "Oh, tia Mags, é apenas para o jantar. Ela não vai usar para a escola", Becky diz, revirando os olhos. "Além disso, ela nunca tinha brincado de se vestir antes." Maggie me dá um sorriso triste antes de voltar a colocar a comida e servir pratos. "Posso ajudá-la?", pergunto educadamente. Eu sempre ajudava a colocar a mesa na casa da tia Shelley. Eu senti que era o mínimo que eu poderia fazer. "Claro, Blake, você pode colocar a mesa para mim, por favor?" Sra. Parker pede gentilmente. "Becky, mostre-lhe onde tudo fica, por favor." Enquanto Becky e eu colocamos a mesa, ela continua a me alimentar com fofocas. Ela me disse que ela e Greg eram um casal, mas tudo que eles fizeram foi dar as mãos. Aparentemente, as crianças na escola já estavam se beijando – com a língua! Nojento. O pensamento me fez querer ir escovar os dentes. "Por que afinal você quer tocar a língua de alguém com a sua?", pergunto a metade com nojo e metade curiosa. "Eu não sei, mas acho que vou tentar com Greg em algum ponto. Vou deixar você saber como parece" ela responde melancolicamente.

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Eu me encolho. Não posso acreditar que ela estava mesmo considerando isso. Uma vez que colocamos a mesa e pegamos as bebidas, a Sra. Parker pede-nos para chamar os meninos. "Aubry e o outro garoto dividem um quarto?", pergunto a Becky enquanto caminhamos para cima. "Não, cada um deles tem seu próprio quarto. A casa tem cinco quartos. Maggie tem um dos grandes no final do corredor, Aubry dorme ao lado dela e Cole dorme em outro lado do corredor do Aubry. Depois, há o seu quarto, que eu uso quando venho e há um quarto de hóspedes. Greg fica lá algumas vezes, mas na maioria das vezes eles fazem uma grande festa do pijama" ela explica. Eu já tinha usado o banheiro, que estava do outro lado do nosso quarto, por isso fiz um mapa na minha cabeça a respeito de onde seus quartos eram. "Uma grande festa do pijama?" Pergunto confusa. Becky sorri. "Montamos sacos de dormir no andar de baixo, quando eu assisto filmes de terror à noite, e todos nós dormimos lá." Balanço a cabeça, mas não respondo. Eu não gosto da ideia de dormir fora de um quarto, então eu fiz uma nota mental para fingir estar doente nos dias que eles fizerem isso. "Por que você não fica com Cole já que não o conheceu ainda?", ela diz maliciosamente. "Sua mandíbula vai cair quando ele te ver. Ele é um pouco playboy, embora. Estou avisando agora." Ela se inclina e sussurra:" Ele já chegou a segunda base com três meninas da escola." Sorrio e de repente estou curiosa para ver este personagem Cole. Vou para o quarto, ela aponta para a direita ao lado do

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banheiro diagonal ao nosso. Eu levemente bato uma vez. Becky começa a rir e diz que eu tenho que bater para derrubar a porta, a fim de acordar Cole – se ele estiver dormindo. Bato mais forte e, em seguida, mais duas vezes. Ainda sem resposta. Pressiono meu ouvido na porta para ver se consigo ouvir alguma coisa. Finalmente, depois de mais três batidas fortes, abro um pouco a porta e espio. Olho por cima do ombro e vejo a porta de Aubry aberta. Becky ainda deve estar lá dentro. Abro a porta de Cole mais ampla. "Cole?" Grito hesitante. Seu quarto estava escuro. A luz da televisão no corredor me ajudou a vê-lo deitado na sua cama. Caminho de volta e olho mais atentamente para ele. Ele parece tão calmo. Ele tem cabelos castanhos e cílios muito longos. Eu mal posso distinguir suas feições na penumbra, mas metade do seu rosto parece muito bonito. "Cole?" Falo em um sussurro. Nada. Meu coração começa a correr, e sinto o sangue escorrendo do meu corpo. Por que ele não responde? Por que ele não está acordando? Eu começo a empurrá-lo mais ou menos. "Cole" falo em voz alta enquanto eu o empurro. "Acorde, Cole!" Estou praticamente ofegante quando ele grogue abre os olhos e me olha como se eu fosse louca. Becky entra no quarto e acende as luzes antes de ir embora rindo. Eu olho nos profundos olhos verdes de Cole e eu sinto o som do ar sair do meu corpo enquanto o meu coração cai aos meus pés. Estou apavorada. Um pouco menos agora que ele está acordado e sei que ele não está morto. Ele se senta e vira seu corpo na minha direção em um movimento rápido. Ele parece tão apavorado como eu me sinto. "Eu te conheço?", ele pergunta, enxugando o rosto com as duas mãos rudemente.

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"Humm... não, eu sou Blake" respondo lentamente. Ele levanta-se e coloca as mãos nos quadris. Ele é muito mais alto do que eu. Por que esses caras são tão altos? Ou eu é que sou tão baixa? Olho para seu peito nu e vejo as linhas definidas em seu abdômen. Cole é magro, não magro como Aubry e não musculoso como Greg – apenas mediano. Ele é alto como eles embora. Ele está vestindo short de basquete, e fico horrorizada por ver que há uma tenda neles. Olho de volta para o seu rosto de forma rápida e o vejo sorrindo para mim. Ele olha para sua virilha despertada e me olha com um sorriso tímido. "Ereção matinal" explica com um encolher de ombros. Enrugo meu nariz. "Eca" respondo, completamente repugnada. "Eu só vim aqui para dizer que a comida está na mesa. Estarei no andar de baixo." Viro-me para sair e o ouço soprar um assobio baixo. Eu viro e vejo seus olhos mirando para a minha bunda. Eu balanço a cabeça e rolo os olhos. Inacreditável.

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Capítulo Cinco Presente

Estou saindo do trabalho mais cedo para encontrar-me com Verônica, a assistente de Marcos, sobre a carta que me enviou. Estou fazendo um ponto para chegar dez minutos antes das 12:00h na esperança de pegar o Sr. Lewis antes de ir para o almoço. Estou estagiando em um escritório de advocacia para o verão e é um quarteirão de distância do Lewis, Smith & Morris. Até agora, tudo o que eu tenho feito é arquivar papéis e responder telefonemas, mas vou levar o que puder para conseguir o meu pé na porta. Eu chamo minha chefe, Gina, dez minutos antes de bater o ponto para lembrá-la que estou saindo cedo. Às 11:30, pego minha bolsa na gaveta inferior da minha mesa, levanto-me, e ando para fora. Eu corro até o elevador e logo pego antes que se feche. "Ei, Blake, você parece apressada." Olho para trás e vejo Martin, um novo advogado que começou a trabalhar aqui recentemente. Ele é um daqueles caras que não vai calar a boca uma vez que ele começa a falar. Eu cometi o erro de começar uma conversação sobre o pote de café na sala de descanso na semana passada. Toda a minha hora de almoço foi gasta com ele tagarelando sobre o café ruim e seu rompimento com uma ex que se recusava a beber café. Acabei por ter uma barra de granola para o almoço naquele dia. Desnecessário dizer que eu fiquei ranzinza e desde

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então decidi manter minhas discussões com Martin a um mínimo. "Sim, eu tenho um lugar para estar" respondo em uma corrida antes de me virar e enfrentar as portas na minha frente. Talvez ele não vá falar muito desde que este elevador é como geleia embalada. "Sério? Onde você está indo?", ele pergunta. Faço um esforço consciente para não gemer em voz alta ou revirar os olhos, mesmo que ele não possa ver o meu rosto. "Vou me encontrar com alguém para o almoço," meio que minto desde que vou conhecer alguém, e isso é tecnicamente meu horário de almoço. Ele não precisa saber que só estou trabalhando metade do dia. Quando as portas se abrem, disparo através do lobby e para fora das portas. Eu nunca estive mais grata de estar calçando sapatilhas. Caminho para o edifício de Lewis em tempo recorde. Olho para o meu relógio de ouro e vejo que é 11:45. Perfeito. Caminho dentro do lobby ocupado onde todos estão se movimentando para fora do edifício, prontos para o almoço. Vou para o banheiro do lado esquerdo do lobby e mudo minhas sapatilhas para sapatos de salto. Quando minhas sapatilhas estão escondidas na minha bolsa, olho no espelho. Eu corrijo os fios soltos no meu cabelo e limpo algum lápis de olho borrado debaixo do olho antes de sair. Enquanto ando em direção aos elevadores, ouço um homem ao meu lado direito gritar "Mark" em voz alta. Viro a cabeça naquela direção e vejo um homem loiro olhando para mim. Quando nossos olhos se encontram, eu tropeço um passo para trás com o impacto.

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Nós olhamos um para o outro pelo que parece uma eternidade, mas é realmente apenas metade de um segundo. Os olhos azuis de Mark estão olhando para mim em pânico e eu posso sentir meu coração batendo violentamente contra o meu peito. Ele se vira para cumprimentar um homem mais velho enquanto eu sinto uma fonte saudável de sangue correndo para a cabeça e ouço um zumbido alto em meu ouvido. Eu não sou capaz de afastar os meus olhos dele, então eu pego quando ele me olha. A surpresa em seus olhos foi substituída pela tristeza e por algum motivo estúpido, isso entristece meu coração. Deixo escapar uma respiração fraca e desejo que eu não fosse tão teimosa. Gostaria de poder voltar atrás nos últimos vinte minutos, voltar para o elevador com Martin, e deixá-lo ter a conversa estúpida comigo. Eu desejava que não tivesse esse forte desejo de descobrir meu passado porque com esse impulso vêm devastação e tristeza que eu não tenho certeza se sou forte o suficiente para reviver. Embora eu tenha as memórias de meus pesadelos, não tenho certeza se quero experimentá-los à luz. Eles são mais reais na luz. Eu deveria ter mantido isso enterrado na escuridão, mas é tarde demais para isso. Os olhos azul-céu de Mark trazem de volta uma enxurrada de pesadelos que eu desejava que fossem apenas isso. Recupero o fôlego e rapidamente entro no elevador em espera. Furiosamente pressiono o botão ‘Fechar a porta’ e mudo de um pé para o outro enquanto eu, silenciosamente, rezo para que Mark esteja saindo do edifício. Quando saio do elevador no vigésimo andar, sou cumprimentada por uma cópia da Barbie chamada Tanner. Eu tive uma ligeira briga com sua irmã mais nova, Skipper, a última vez que estive aqui. Respiro fundo e informo a Barbie que estou aqui para ver Verônica Stein. Ela coloca seu sorriso falso, mostrando-me seus dentes brancos, e me pede para sentar. Sei que deveria me sentar, mas eu me sinto como uma garrafa de refrigerante que acaba de ser agitada. Em

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vez disso, ando pela sala de espera, enquanto nervosamente suavizo meu cabelo longo ondulado. "Blake," Verônica diz, sorrindo quando ela me vê. "Venha ao meu escritório, por favor." Verônica está em seus quarenta e tantos anos e tem cabelo castanho curto que dobra em seu queixo. Ela tem a pele tão clara que é quase translúcida e olhos castanhos afiados. Ela está sempre impecavelmente vestida com roupas sob medida. Uma vez que entro em seu escritório espaçoso, eu tomo assento em uma das cadeiras de couro em frente à mesa dela. Verônica começa a embaralhar papéis em sua mesa até que ela encontra um envelope grande que tem meu nome nele. Ela coloca seu óculo de leitura e abre o envelope. Ela leva alguns papéis e olha através deles com uma sobrancelha levantada. "Bem, feliz aniversário atrasado. Eu tenho alguns papéis do testamento de sua tia que temos de passar por cima. Parece que Shelley queria dar-lhe metade de suas coisas em seu aniversário de dezoito anos e o resto em seu vigésimo quinto. Um monte de pessoas está fazendo isso agora", explica Verônica. Suspiro. "Verônica, eu não quero ser rude, mas podemos simplesmente passar por cima dos papeis? Eu só quero acabar com isso." Ela ri. "Oh, Blake, eu queria que você viesse estagiar para nós. Você é meu tipo de garota." Seus olhos castanhos procuram meu rosto antes de continuar. "Sua tia deixou-lhe uma chave de um cofre, bem como mais duas propriedades. Estas são as plantas dos terrenos. Ela também lhe deixou mais dinheiro; presumo que para cobrir os impostos para a terra por um tempo. Você apenas tem que assinar tudo.”

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Estou totalmente pasma. Shelley e eu vivíamos uma vida tão frugal. Nunca imaginei que ela tinha tanto dinheiro. "Você está bem?" Verônica pergunta, vendo meu olhar vazio. "Sim, eu só... não sabia que ela tinha tanto dinheiro" respondo honestamente. "Sim, bem, algumas pessoas não gostam de exibir o que elas têm. Eu, pessoalmente, acho que se você tem isso, deve usálo enquanto estiver vivo. Isso não faz nenhum bem para você quando está morto, especialmente se você não tem filhos para herdá-lo. Felizmente, sua tia tinha você para deixar". Eu sorrio fracamente e começo a assinar a escritura das terras. Ela me dá a chave de depósito de segurança em um envelope, e agradeço a ela enquanto saio. Enquanto eu espero o elevador, abro o envelope em minhas mãos. Há uma carta da tia Shelley juntamente com uma chave. Blake, Esta vai ser uma responsabilidade muito grande, então se sente para ler isto. Quando os elevadores abrem, eu tiro a carta fechada e olho para cima. Meu coração cai quando eu encontro os olhos azul-céu que aterrorizam minhas noites me observando atentamente. Eu tomo um momento para avaliar o seu rosto, lentamente desta vez. Ele parece ter cerca de 40 anos de idade, mais ou menos. Seu cabelo loiro está penteado para trás; ele tem uma barba clara que borrifa sua mandíbula. Seu nariz é longo e reto e seus olhos, aqueles olhos azul-céu... sonhei em encontrá-lo e fazer perguntas a ele por tanto tempo, mas agora que eu o tenho na minha frente, não acho que eu posso suportar saber as respostas.

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"Sr. Lewis," digo, quando estendo a mão trêmula para cumprimentá-lo. "Eu sou Blake Brennan. Sou amiga de Aimée.” Observo como seus olhos se arregalam antes dele finalmente enfiar a mão na minha. Eu sinto como se ele estivesse chegando no meu coração e torcendo a faca que está lá nos últimos vinte e um anos. "É tempo de nos conhecermos formalmente, Blake", ele responde enquanto examina cada centímetro do meu rosto. "Gostaria de passar no meu escritório? Eu tenho um par de minutos para matar." Meus olhos se arregalam em sua escolha de palavras, mas eu aceno de acordo. Retiro o meu telefone assim que alcanço a porta do escritório e envio uma mensagem de texto a Cole que diz que estou pensando sobre isso. Se eu morrer, quero que ele saiba disso. Queria poder ter enviado um que dissesse 'eu te amo', mas não estou tão certa de que vou morrer. O escritório de Mark é enorme. Ele tem uma enorme mesa de madeira de cerejeira no meio da sala, uma estante para a esquerda, um bar para direita, com banquetas e uma impressionante vista para o rio e a cidade atrás dele. A decoração grita grandeza. "Sente-se, Blake", ele diz, enquanto dá de ombros para a jaqueta e a joga em uma banqueta. Ele erra por um longo espaço, por isso cai no chão. Eu suprimo a vontade de pegá-la e colocá-la em um banco na frente de sua mesa. Ele vai para o bar e me pergunta se eu quero uma bebida. Balanço minha cabeça em negativa e vejo como ele mesmo coloca um pouco de scotch malte. Talvez eu devesse ter dito sim. "Como você está?", ele pergunta, procurando o meu rosto.

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Não tenho certeza se minhas cordas vocais vão cooperar e responder. Abro a boca algumas vezes e, finalmente, limpo a minha garganta. "Estou bem. Como você está?", pergunto em tom confuso. "Bem. Como está a faculdade de direito?", ele pergunta, me observando atentamente. Este seria um bom momento para usar a minha cara de paisagem. Eu respiro fundo e rezo para que eu esteja com essa cara. "Como sabe que estou na faculdade de direito?", pergunto uniformemente. "Você disse que é amiga de Aimée. Eu suponho que você a conhece da faculdade. Essa menina não tem uma vida social fora da escola. Estou supondo que você tem algumas perguntas para mim?”, ele pergunta, levantando uma sobrancelha. Eu tomo uma respiração profunda enquanto ele toma um gole de sua bebida e não posso mais esperar para lhe perguntar a pergunta que tem me atormentado nos últimos treze anos. "Você matou meu pai?", eu pergunto silenciosamente. Ele engasga com sua bebida e tosse um par de vezes. "O que... O que? Eu quis dizer perguntas sobre suas propriedades. O que você está falando?", ele esbraveja. "Desculpe," digo quando meu telefone começa a tocar. Eu olho para baixo e vejo o nome de Cole na minha tela antes de enviá-lo para a caixa postal. "Isso é uma coisa estranha para perguntar, mas eu sei quem você é."

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Ele limpa a garganta. "Não, Blake. Você não sabe quem eu sou. Se você soubesse, não iria me fazer uma pergunta como essa. Meu trabalho é colocar os criminosos atrás das grades. Por que eu iria matar alguém?" Sinto as paredes da minha garganta começar a se fechar, e exorto qualquer lágrima estúpida para ficar longe. "Você pode me dizer o que aconteceu com ele?", eu sussurro entrecortado. A pergunta desfaz sua face. Ele recupera a compostura rapidamente, e sei que se eu não estivesse procurando mil verdades em seus olhos, eu teria perdido. "Não sei o que dizer, Blake. Quem é seu pai? ", ele pergunta, com a certeza na voz que ele usa em seus clientes. "Sr. Lewis, eu sei que você é o homem que me tirou da minha casa quando era pequena. Não sei por que você fez isso, mas estou cansada de não saber quem eu sou. Você o matou ou não?", pergunto corajosamente. "Eu já te disse que não mato pessoas", ele cospe com raiva antes de se levantar e andar pelo seu escritório. "Eu não tenho nenhuma informação para você, Blake. Sugiro que você salve a sua energia e pare de meter o nariz em torno de lugares. Você pode achar algo que não goste. Confie em mim, aprendi da maneira mais difícil." Eu inclino a cabeça para examinar ele. "Do que você está falando? Você é um dos melhores advogados em Chicago." "Sim, eu sou. Isso não significa que não estou pagando pelo meu passado. Por favor, apenas deixe ir. Você faz bem para si mesma.” "Você diz isso como se fosse fácil", murmuro sob a minha respiração antes de perceber o que ele me disse. "Como você sabe

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que tipo de vida que eu vivi? Você estava me observando?", pergunto horrorizada. "Tenho mantido um olho em você, sim", ele suspira. "É para o seu próprio bem. Posso confiar em você para manter isso para si mesma, Blake? Eu tenho uma reunião em cinco minutos e um inferno de uma semana à minha frente. Não posso ter isso pesando em minha mente agora." Sorrio sarcasticamente. "Eu odiaria ser um fardo em sua consciência, Mark. Seu segredo está seguro comigo. Ainda tenho perguntas, no entanto." "Blake, você conhece o ditado, 'a curiosidade matou o gato? '“, Ele pede e espera por mim para acenar. "Neste caso, a curiosidade mata todo mundo, exceto o gato. Confie em mim, dói mais dessa forma. Por uma questão de que são as pessoas que você ama, deixe ir." "Bem, Mark, para minha sorte, eu não amo ninguém" bufo. Ele me olha com uma sobrancelha levantada. "Certeza sobre isso, Blake?" Sua resposta torna a respiração vacilante. Eu amo alguém, amo cinco 'alguéns', e estou com medo como o inferno de perdêlos. Viro-me e abro a porta para sair fora. Eu tenho que sair daqui antes que sufoque este homem. Ele sabe o que diabos aconteceu, e ele acha que é uma piada. Sinto lágrimas de raiva reunindo em meus olhos, mas eu não vou deixá-lo vê-las. Eu fecho a porta silenciosamente atrás de mim, e não paro de andar até que estou de volta na garagem do meu prédio. Eu ligo meu carro, e quando dirijo para fora da garagem para ir para casa, Coldplay "Fix You" aparece no rádio.

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Quando você perde algo que não pode substituir. Quando você ama alguém, mas vai para o lixo. Poderia ser pior? Deixo as malditas lágrimas caírem. Droga, Chris Martin e sua habilidade de me fazer chorar toda vez que ele abre a maldita boca. Quando chego ao meu apartamento, chamo por Aubry, mas ele não está em casa. Vou direto para o meu quarto e tiro meu celular. Dez chamadas não atendidas. Três de Russell, cinco de Cole, um de Becky, e um de Aubry. Eu olho através das minhas mensagens de texto e vejo uma de Aimée e uma de Cole. A de Aimée era para me perguntar como foi com Mark. Respondo rapidamente dizendo que correu tudo bem. A mensagem de Cole simplesmente diz: Estou sempre pensando em você. Recebo borboletas e sorrio para a minha tela antes de chamar Russell. "Oi, baby", ele diz com seu sotaque sexy. "Ei, desculpe eu não chamar de volta mais cedo." "Não, tudo bem. Como foi sua reunião?" "Foi bem. Acho que vou adoecer com alguma coisa, embora. Não me sinto bem em tudo," gemo. "Oh? Você quer que eu vá e leve um pouco de sopa?", ele pergunta em causa. "Não, obrigada. Acho que só vou dormir. Vou chamar você de manhã." Envio mensagem a Aubry e Becky. Eu deixo Aubry saber que estou em casa e indo tirar um cochilo. Digo a Becky que vou chamá-la de volta amanhã, porque eu não estou me sentindo bem. Isso deve comprar-me tempo suficiente para ler a carta de

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Shelley. Eu chamo Cole de volta, porque ele não vai aceitar uma mensagem de texto simples e realmente preciso ouvir sua voz agora. "Olá?" Ele responde ao segundo toque. Ele soa como se estivesse distraído. "Ei, você está trabalhando fora?", Pergunto. "Uh... não, o que foi?", ele responde limpando a garganta. Ouço uma mulher dizer algo a ele no fundo que não posso decifrar. "Espere um segundo", ele diz para mim e coloca o telefone para baixo. Ouço sua voz abafada, falando com quem eu assumo deve ser Erin. Ele soa como se estivesse tentando acalmá-la. Então eu a ouço gritar: "Você pegou o telefone no meio de me foder! Quem diabos você está falando?" É quando eu desligo e corro para o banheiro para vomitar o meu café da manhã, uma vez que isso é tudo o que eu comi o dia todo. Eu já estava me sentindo um pouco enjoada a partir da mistura de não comer, a carta de Shelley, e meu encontro com Mark, mas Cole atender ao telefone no meio do... Oh meu deus, eu me sinto doente mais uma vez. Eu sento no azulejo frio próximo ao banheiro, colocando a mão sobre a minha barriga por alguns minutos. Eu tento raciocinar que ele não estava pensando direito, quando atendeu ao telefone. É normal para nós largar tudo e atender um ao outro. Ele não quis dizer para não me deixar saber o que estava fazendo. Estou pensando tudo isso, mas nada disso me faz sentir melhor sobre a situação. O visual já está ali, silenciosamente me atormentando. Agora tudo o que posso pensar é em suas mãos segurando o rosto dela enquanto ele a beija suavemente. Seus lábios em sua pele. Seu corpo balançando contra o dela enquanto ele sussurra como ela é linda. Fecho os olhos com força e tapo os ouvidos com as mãos. Eu não posso lidar com o pensamento. Eu não posso. Não posso pensar nele

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com mais alguém. Eu sei que não tenho o direito de me sentir desta forma, mas não posso evitar. O pensamento dele com outra mulher tem incomodado o inferno fora de mim ultimamente. Levanto-me e pressiono as palmas das mãos no balcão. Eu olho para o meu reflexo e percebo que pareço da maneira como eu me sinto - como a morte. Minha blusa com babados brancos está metade escondida e metade fora da minha saia lápis azul marinho. Minhas roupas estão enrugadas, minha maquiagem está borrada e meus olhos estão vermelhos. Sorrio de mim mesma. Eu não posso acreditar que isso me fez vomitar. Por que ele iria atender ao telefone no meio do sexo? Eu gemo. O pensamento só me faz pairar sobre o assento do vaso sanitário novamente. Preciso me controlar. Isso é estúpido, eu digo várias vezes enquanto escovo os dentes. Quando finalmente entro no chuveiro, ligo a água e me sento no chão soluçando enquanto eu deixo a água lavar minhas tristezas. Todas as memórias que normalmente assombram minhas noites foram trazidas à luz, e eu não tenho certeza para onde ir a partir daqui. Vejo três chamadas não atendidas de Cole e decido enviar um texto dizendo que vou falar com ele amanhã e pedir desculpas por chamar. Eu rapidamente desligo meu telefone e o coloco ao meu lado antes de abrir a carta de Shelley.

Blake, Esta vai ser uma responsabilidade muito grande, então se sente para ler isto. Sinto muito que não pude dar-lhe qualquer uma das respostas de que precisava quando estava comigo. Você era tão jovem, e eu não podia, por muitas razões que você não iria compreender. Há muito mais na sua vida do que você imagina. Você vai descobrir algumas coisas, se você já não tiver - que vai

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fazer você duvidar de tudo. Por favor, duvide de tudo - só não deixe essas coisas te definirem. Você deve ser cuidadosa com quem você confia. Eu só quero o melhor para você. Eu sei que você está fazendo grandes coisas. Eu sempre soube que você faria uma diferença neste mundo. Esta última parte é muito difícil para mim lhe dizer mesmo que eu não estou mais fisicamente presente. Pode ser mais difícil por que já que não posso defender minhas ações. Eu sei que você vai me odiar por isso. Só espero que você confie. Eu só quero o melhor para você. Eu sei que você está fazendo grandes coisas. Eu sempre soube que você faria, você pode encontrar em seu coração força para me perdoar um dia. Se não, saiba que eu sinto muito e que sempre te amei muito. Aqui vou eu... não sou sua tia. Sua mãe e eu falávamos todos os dias e ela me enviou fotos de você o tempo todo. Às vezes, ela até trazia você para me visitar. Eu te amei com todo o meu coração a partir do momento em que você nasceu. As coisas que eu deixei para você na caixa de depósito de segurança são suas para fazer o que você quiser. Eu uso Mark como seu advogado por uma razão; por favor, não questione isso. Mark é um homem bom e tem os melhores interesses em seu coração. Se você precisar de alguma coisa, ele vai estar lá para você. Maggie - Sra. Parker - também foi uma amiga minha e de sua mãe. Eu sabia que ela cuidaria bem de você. Sei que ela fez um trabalho incrível com você. Tenho certeza de que você não foi capaz de descobrir muito sobre o seu passado, se você procurou. Não são muitas pessoas que sabem a verdade sobre o que aconteceu naquela noite. Eu nunca soube a história completa. O nome que seus pais lhe deram é Catherine Blake Brennan. Eu só estou te dando essa pequena informação de modo que você pode continuar sua busca pela verdade. Espero que eu não esteja

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machucando mais do que estou ajudando você. Por favor, não use esse nome - confie em mim. Queime esta carta quando terminar de lê-la. Eu te amo, Blake. Por favor, não se esqueça disso. Com Amor, Shelley. Sento-me atordoada por alguns segundos até que a carta cai de minhas mãos trêmulas. Eu tento encher meus pulmões com o ar. Suspiro um par de vezes e trago meu rosto entre meus joelhos até eu me acalmar. Olho para o relógio. 4:23h. Eu limpo o meu rosto e faço respirações profundas antes de ligar meu telefone de volta. Não verifico para ver de quem são as mensagens de voz que tenho. Eu chamo minha chefe, Gina, e solicito a semana de folga. Preciso de tempo para pensar e se vou para descobrir o que está naquela caixa, eu preciso desta semana de folga. Tenho certeza que ela ouviu a minha voz quebrada porque ela não se incomodou parecendo chateada com o meu afastamento de uma semana. Não que eu importasse; sou apenas uma mísera estagiária. Não tenho certeza se eu deveria ficar aqui ou reservar uma viagem e ir para outro lugar, longe de toda essa loucura. Eu nem sequer sei para onde ir, apesar de tudo. Talvez ligue para Becky e Greg e faça-lhes uma visita. Há três batidas fortes na minha porta. O código. "Blake?" Aubry grita. "Você está dormindo?" Limpo a garganta. "Sim" grito de volta. "Deixe-me entrar", Aubry diz com firmeza. "Vá embora, Aub." "Cole está no telefone. Ele precisa falar com você".

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"Diga a ele para ir se foder," digo entrecortada. "Ou Erin," murmuro sob a minha respiração. Eu tento ficar com raiva porque ele atendeu ao telefone assim. Ele deveria saber o quanto ele iria me machucar, mas estou muito perdida para sentir raiva. "Ele diz que está arrependido. Ele está implorando para falar com você. Blake, eu não tenho o dia todo. Tenho um encontro. Não posso ficar brincando de mensageiro." "Diga não então. Diga-lhe que vou chamar amanhã. Preciso ficar sozinha agora. Por favor." Ouço Aubry transmitir a minha mensagem para Cole enquanto ele se afasta. Ouço-o caminhar de volta para minha porta um par de segundos mais tarde, e ele bate novamente. Desta vez eu me levanto e o deixo entrar. Quando ele me olha, seu rosto cai. Ele envolve seus braços em volta de mim e me mantém enquanto eu lentamente me deixo cair. "O que aconteceu? É por causa de tudo o que Cole está se desculpando? Ou você teve um pesadelo, enquanto você estava cochilando?", ele pergunta em causa. "Não, não é ele. Eu tive um pesadelo, enquanto eu estava acordada" digo, fungando de volta o meu nariz. "Oh. Quer dizer que você está se lembrando das coisas?" "Não, quero dizer que estou revivendo" digo com um queixo tremendo enquanto enxugo minhas lágrimas. "Eu fui ao escritório hoje do advogado e descobri algumas coisas que não posso falar. Em cima disso, Shelley deixou-me uma chave para um cofre, mais dinheiro, mais terras e uma carta. Eu não fui para a caixa, mas a carta praticamente diz que a minha vida é uma mentira. Ela não era minha tia" sufoco as últimas palavras e Aubry me puxa para um abraço apertado.

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"Merda. Isso é... porra... sinto muito." "Estou com tanto medo, Aubry", digo com voz rouca. "Você vai ficar bem, Cowboy. Estou contigo. Todos estamos com você", ele diz, beijando minha bochecha levemente. "Isso é o que me assusta" sussurro

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Capítulo Seis Passado

Eu estava fazendo bem o meu primeiro ano do ensino médio. Eu tinha me juntado as líderes de torcida; que era a coisa mais próxima de dançar que a escola tinha. Estava dançando desde que eu tinha cinco anos quando a tia Shelley começou a me levar para as aulas, e senti falta disso. Becky também faz parte, então eu estava feliz que tínhamos algo para nos unir mais. Eu gostava da minha casa nova com Maggie, Aubry e Cole. Eles me fizeram sentir como se fosse o meu lugar. Becky já tinha me avisado sobre Cole e seu jeito mulherengo, como se eu precisasse de um aviso sobre isso. Qualquer um que chegasse dentro de um metro e meio de Cole podia sentir o cheiro dele. Ele pode também ter um perfume chamado "Gigolor". Eu já morava com ele fazia três meses, e tinha testemunhado doze meninas andando através das portas da casa. Doze. Isso dava uma para cada semana que eu estive aqui. No início, isso realmente me incomodou. Eu não tinha certeza se era porque isso significava que eu não tinha mais a sua atenção ou porque as meninas com quem ele ficava me incomodavam. Provavelmente ambos. A pior parte foi que eu não estava mesmo interessada nele. Bem, isso era uma mentira – eu posso estar um pouco interessada nele. Tão duro quanto eu tentei lutar contra isso, era difícil não ser atraída por ele. Ele era magnético. Quando ele estava em um quarto com você, ele te consumia. Quando ele saia da sala, você lamentava a perda de

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sua presença. Eu sabia que não era a única pessoa que me sentia assim. Eu tinha algumas de minhas aulas na escola com ele, e quando ficou em apuros e foi enviado para o escritório do diretor, todo mundo agiu como se tivessem perdido um animal de estimação. As meninas fizeram beicinho e choramingaram o que me irritou para caramba. Os caras se queixaram ao professor e afundaram os ombros. Era uma coisa estranha a presença de Cole. Por mais que eu gostaria de evitá-lo, ele era como um vício. Meus pulmões não funcionavam plenamente quando ele estava muito perto de mim e eu acho que ele sabia disso. Eu nunca tinha ido a uma escola real antes deste ano. Pensei que seria assustador, mas as coisas que eu aprendi através de Becky e dos caras me ajudou a superar o meu medo. Sabia que havia uma galera "legal", uma galera "nerd", uma galera "aventureira" e uma galera do "teatro". Sempre havia uma galera para rotular todos. Eu nem sequer sei em que galera eu estava na verdade. Becky, Greg, Aubry, e Cole ficavam para fora com a sua “galera”, mas também estavam na turma legal, então eu acho que, por padrão, acabei por lá. Eu não me encaixava nessa galera em tudo embora. Estava mais confortável como nerd ou isolada. Eu não gostava das pessoas na galera legal porque às vezes eles tratavam algumas pessoas em outras galeras como merda. Na volta para casa, estava na esquina e todo mundo começou a fazer seus encontros. Eu estava colocando meus livros no meu armário para o dia quando eu vi alguém magro contra o armário ao meu lado. Olhei para cima e notei os olhos azuis de Justin me observando quando ele engatou sua mochila vermelha em seu ombro direito.

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"Ei, Justin, o que foi?", perguntei enquanto eu continuava a descobrir quais os livros que eu precisava levar para casa. "Você vai para o baile neste fim de semana?", ele perguntou enquanto estendia a mão e acalmava minhas mãos com a sua. Eu parei de colocar os meus livros e inclinei a cabeça em direção a ele, dando-lhe um sorriso hesitante. Justin era um dos caras mais populares da escola. Ele era o típico menino americano da casa ao lado, um sênior, e jogava dois esportes. Sem dúvida que ele já tinha encontro para o baile. "Eu não tenho certeza" murmurei, tentando não dar na cara o fato de que ninguém tinha me pedido para ir. "Você vai comigo?", perguntou. Olhei para as nossas mãos quando Justin as apertou ligeiramente. "Umm... claro" respondi, sorrindo hesitante. "Ótimo, eu vou buscá-la no sábado, então," ele sorriu, mostrando-me os dentes brancos perfeitamente retos. "Ok" sorri de volta brilhantemente. Quando Justin foi embora, olhei de volta para o meu armário e mordi o lábio para parar de sorrir como uma maníaca. Eu não podia esperar para contar a Becky sobre isso. Quando cheguei à prática das líderes de torcida naquele dia, todas as meninas no time estavam falando de como ele tinha proposto para mim. Sasha – uma das líderes de torcida na minha classe – continuou falando sobre como ela já tinha chegado à segunda base com ele – e que mãos grandes que ele tinha. Eu tentei o meu melhor para não prestar atenção a isso. Por alguma razão, isso me fez entrar um pouco em pânico. Eu ainda não tinha beijado um cara – muito menos ido através de qualquer base com eles. Eu esperava que Justin não estivesse esperando

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que eu faça qualquer coisa com ele. Não me importava de beijá-lo, mas eu não estava interessada em fazer mais nada. Quando eu disse a Aubry que iria ao baile com Justin, ele me disse que eu precisava tomar cuidado. Greg disse a mesma coisa e me disse que tinha ouvido alguns rumores ruins sobre ele. Cole me implorou para não ir como encontro de Justin. Ele disse – citando - "Você pode ser meu par. Eu já disse a Cindy que iria com ela, mas podemos ir todos juntos, se quiser." Um idiota. Realmente, quem diz isso? Revirei os olhos e resisti ao impulso de esbofeteá-lo. Eu estava com um vestido com a bainha prateada que ficava um pouco acima do joelho. Becky aplicou a maquiagem mínima em mim e arrumou meu cabelo para que ele ficasse fora do meu rosto. Eu estava me examinando no espelho uma última vez quando ouvi a campainha tocar. Eu soltei um grito animado, gritei adeus, e voei escada abaixo. Abri a porta e sorri brilhantemente para Justin, que estava usando um smoking. Ele me olhou uma vez mais antes de me entregar um gladíolo2 lilás. Quando paramos no sinal vermelho, Justin virou um pouco o seu corpo para mim. "Então, você já pensou sobre a faculdade?" Sua pergunta me pegou de surpresa e eu me perguntei se eu deveria lembrá-lo que era uma caloura. "Humm... não realmente." "Oh, bem, estou indo para a Universidade da Flórida no próximo ano. Talvez você possa me visitar em algum momento", ele disse com uma piscadela. Eu sorri educadamente. "Eu quero estudar gestão de negócios para assumir algumas das franquias de restaurantes do meu pai na cidade." "Isso é bom", eu disse.

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Eu gostava de Justin, mas algo sobre ele me fez sentir desconfortável. Sua mão roçou a minha perna algumas vezes, quando ele mudou de marcha, e era óbvio que era de propósito. Ele me disse que eu era a garota mais bonita da escola e todos os caras gostariam de estar no lugar dele agora. Eu estava sorrindo para a declaração até que ele mencionou as seis ou sete meninas que ele dispensou. Eu me peguei querendo rolar os olhos algumas vezes. Sair com um grupo de rapazes tinha me feito imune a um monte de besteira. Caras vão dizer qualquer coisa para chegar às calças de uma menina, aprendi isso com Cole. Caras vão prometer-lhe a lua e as estrelas se isso significa que eles podem conseguir um boquete, esse golpe eu aprendi a partir de Aubry. Caras vão tratála como uma rainha e fazer um "puta trabalho" em torno da casa, se isso significa que a menina vai parar de repetir velhos argumentos - Aprendi isso com Greg. No baile, quis me misturar com todo mundo. Justin me apresentou a mais caras do time de futebol, já que Greg e Cole também jogavam futebol. As meninas da torcida se reuniram para nós quando fomos para pegar bebidas. Realmente, elas reuniramse para Justin e fingiram jogar bonito comigo desde que eu estava lá, também. Secretamente, elas estavam todas pensando, "Cadela sortuda. Eu gostaria que ele fosse o meu par", enquanto elas deixavam os seus pobres pares cuidando de suas bolsas e cadeiras frias. Nós falamos com Becky e Greg quando eles chegaram. Aubry e Sandra, seu encontro, chegaram lá, e todos nós saímos em um grupo por um tempo. Quando Cole entrou em cena com o seu encontro, minha respiração ficou presa na minha garganta. Vi Cole me verificando um par de vezes, mas cada vez que seus olhos encontraram os meus, ele me deu um olhar gelado. Eu não entendia ele. Era inútil tentar. Becky se inclinou no meu ouvido e

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me disse que Cole não tinha tirado os olhos de mim toda a noite. Revirei os olhos, porque ela sabia muito bem que eu teria sido o seu par se ele tivesse me perguntado corretamente. Olhei para ele de qualquer maneira, embora eu o pegasse me observando. Dancei com Justin, mas depois que ele pisou no meu pé, pela décima vez, eu disse a ele que queria sentar. Justin concordou e pediu desculpas por me torturar com seus movimentos. Eu ri junto com ele, mas não o corrigi, porque dançar com ele era realmente tortura. Um par de vezes ele me perguntou se eu queria uma bebida. Recusei porque eu não acho que eu gostaria do sabor do álcool. Eu nunca tinha tentado, mas se tivesse um gosto tão ruim como o cheiro, sabia que iria odiar. Em algum momento, Justin se inclinou e sussurrou que ele estava entediado. Ele me puxou para cima da minha cadeira e eu me encolhi, pensando que ele estava me levando de volta para a pista de dança. Quando ele empurrou as portas do ginásio que levaram para o corredor, meu coração acelerou. "Para onde estamos indo?", perguntei quando chegamos ao fim do corredor pelos vestiários. "Eu só queria ficar sozinho por um tempo", ele disse lentamente enquanto ele encostava em mim, empurrando minhas costas suavemente para um dos armários. Ele levantou meu queixo e eu me encontrei com seus intensos olhos azuis profundos. "Você está tão linda esta noite, Blake", ele disse, fazendo meu estômago dar cambalhotas. Eu senti o cheiro repulsivo de vodca em cima dele quando ele se aproximou do meu rosto e apertei os olhos fechados logo antes de seus lábios tocarem os meus. Eu nunca tinha sido beijada antes, a menos que você contasse o selinho que tinha compartilhado com Aubry quando jogamos girar a garrafa em um momento. Eu não tinha certeza do que esperar de um beijo de

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verdade, no entanto. Seus lábios eram ásperos contra os meus, e eu engasguei quando ele deslizou a língua entre meus lábios. Eu não tinha certeza do que eu deveria fazer com isso uma vez que ele invadiu a minha boca. Ela parecia viscosa e irregular e grosseira contra a minha. Eu a empurrei com a minha um par de vezes, seguindo o seu exemplo. De repente, senti suas mãos nos meus seios e eu me afastei dele, quebrando o beijo. O olhar duro em seus olhos fez infiltrar uma frieza súbita por trás deles. Ele soltou uma gargalhada ao ver a expressão no meu rosto e se aproximou me puxando de volta para si quando ele me bateu nos armários atrás de mim, me dando nenhum espaço para me movimentar. Senti minha respiração se tornar mais pesada, e por um momento, eu não conseguia respirar. Eu tentei empurrá-lo, mas ele não quis ceder. Ele começou a andar de lado, arrastando-me firmemente contra ele, seus lábios dolorosamente apertados aos meus. Comecei a entrar em pânico quando percebi que estávamos agora no vestiário dos caras. Ele me soltou apenas um pouco, mas continuou a me dizer o quanto ele me queria e como ele estava morrendo de vontade de saber como eu me sentia. Meus olhos dispararam ao redor da sala quando procurei algo que pudesse agarrar para usar como uma arma. "Justin", eu disse com uma voz trêmula. "Vamos voltar para a dança." "Você é uma provocadora, Blake", ele vomitou desgosto pingando em sua voz. "Ninguém nunca vai saber." Ele me empurrou contra a parede, e eu me encolhi com o impacto. Ele se apertou contra mim e deslizou sua mão até minha coxa. "Por favor, Justin," implorei. "Por favor, não faça isso comigo."

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Ele riu e forçou suas mãos em minha calcinha em um movimento rápido, fazendo-me gemer. Eu apertei minhas pernas juntas mais apertadas para que os dedos bêbados não pudessem abri-las. Sua boca tomou a minha de novo, e mordi forte a sua língua. Um grunhido escapou dele, e ele agarrou ambos os meus ombros e me jogou para o chão. Eu gritei quando eu aterrissei sem jeito em meus quadris, minha calcinha não me deixou assumir o controle das minhas pernas. Ele me empurrou com força e me agarrou pelo pescoço. "Você gosta de jogar duro? Vou mostrar-lhe como é", ele disse asperamente. Ele mordeu o meu lábio com tanta força que eu imediatamente provei o sangue na minha boca. Eu gritei por socorro. "Cale a boca", ordenou quando ele enfiou o dedo dentro de mim. Um grito doloroso escapou de mim quando ele continuou a empurrar violentamente os dedos dentro de mim. "Por favor ... Por favor, pare ..." gemia abaixo dele, mas ele só fez empurrar mais e mais rápido. Eu acalmei quando o senti chegar fora de mim um pouco e, em seguida, ouvi abrir a calça. "Não! Por favor, não! Por favor, oh Deus, por favor ..." implorei entre soluços. Eu ouvi a porta aberta com um estrondo e senti o corpo de Justin elevar fora do meu. Subi as pernas juntas e empurrei-me na parede. Eu passei firmemente meus braços em torno das minhas pernas, tentando aliviar a dor terrivelmente bruta que sentia entre as minhas pernas. Em meio a lágrimas, eu assisti Cole socar Justin repetidamente no rosto. A porta se abriu de novo e eu vi Aubry correr até Cole. "Que porra você está fazendo?" Aubry gritou em voz alta.

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"Ele estava a estuprando, porra!" Cole gritou de volta, batendo com o punho no rosto de Justin. "O quê?" Aubry gritou enquanto olhava ao redor para mim. Quando ele me viu encolhida no canto, ele correu para mim. "Ela gostou, Cole," Justin gritou. "Ela estava implorando para eu colocar meu pau dentro dela." Eu soluçava em voz alta através do meu soluço e balancei a cabeça. Eu não podia dizer nada. "Cale a boca," Cole gritou bem alto. Eu podia ver suas narinas dilatadas e como seu corpo tremia. Nunca tinha visto ele tão irritado assim. Greg também apareceu, e antes que eu percebesse, Becky estava ao meu lado, segurando meu rosto contra o peito. Aubry me levou para fora da escola e me sentei no carro. Ninguém disse uma palavra no caminho de casa. Tudo o que eu podia fazer era chorar. Chorei mais do que eu chorei em onze anos. Chorei porque a única coisa que me restava que era minha quase foi tirada de mim. Chorei porque eu não podia acreditar que era estúpida o suficiente para confiar em um cara aleatório. Chorei porque eu acreditava que Justin era bom, e chorei porque não sabia mais o que fazer. Becky estava fora do chuveiro enquanto eu tomava banho, ainda chorando. Até o momento que desliguei a água, e parei de chorar. Me sequei, vesti e sombriamente caminhei até minha cama. Em algum ponto no meio da noite, eu estava acordando

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assustada quando eu senti minha cama afundar debaixo de mim. Sentei em pânico e quase gritei, mas então percebi que era Cole. "O que você está fazendo?", perguntei, cansada enquanto eu brincava com meu edredom marfim. "Só quero ter certeza de que está tudo bem", ele sussurrou. "Estou bem. Você pode, por favor, sair da minha cama?" Sussurrei de volta, encontrando seus olhos. Ele suspirou e balançou a cabeça. "OK." Uma sensação de decepção e alívio se espalhou através de mim quando ele saiu do quarto. Antes que eu pudesse contemplar pedir-lhe para voltar, ele voltou com seu travesseiro e um par de cobertores nos braços. "O que você está fazendo?", gritei um pouco alto demais quando me sentei. "Mantenha a calma", ele assobiou quando montou uma cama improvisada com os cobertores e jogou o travesseiro no chão. "Vou dormir no chão." "Por quê?" Perguntei em um sussurro. "Porque você não vai me deixar dormir na sua cama, e preciso ter certeza de que está tudo bem", ele disse, tomando uma respiração profunda. "Eu já te disse que estou" respondi com pura irritação. Seus tristes olhos verdes procuraram meu rosto por um par de segundos. "Talvez eu seja o único que não está bem. Vou ficar aqui. Apenas lide com isso e vá dormir” disse com raiva quando ele se deitou.

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"Por quê?", perguntei igualmente tão zangada. Eu odiava ter pessoas a mais no meu quarto. Aprendi a lidar com Becky, quando ela ficava aqui, mas era isso. Além disso, ele nem sequer trancou a porta. Ugh. "Porque se eu for para o meu quarto, não vou dormir. Vou estar muito ocupado pensando em você", ele bufou. "Por que você não dorme na cama de Becky?" Perguntei um pouco mais agradável. "Porque... apenas vá dormir." "Apenas durma na cama de Becky," repeti. "Ela não vai se importar!" Ele gemeu. "Blake, cale a boca e vá dormir." Eu me desembaralhei fora dos meus cobertores e fiquei sobre ele com os braços cruzados. Ele olhou para mim com uma sobrancelha levantada e um sorriso diabólico. "Você realmente vai ficar aqui a noite toda?", perguntei. "Sim!", ele gritou quando passou a mão pelo cabelo e se sentou em seu travesseiro. Fui até a porta e a tranquei antes de caminhar de volta para onde ele estava. Peguei seus cobertores e joguei-os na cama de Becky antes de subir de volta na minha. "Você é um pé no saco, Blake," ele disse irritado enquanto se levantava para pegar seus cobertores e deitar-se sobre o chão. "Eu só acho que você ficaria mais confortável em um colchão" disse calmamente. "Sim, talvez estaria, mas talvez eu prefira estar mais perto de você", ele respondeu irritado.

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Eu fiquei grata que o quarto estava escuro e ele não podia ver o meu sorriso chocado de onde ele estava. Eu nunca diria a ele, mas Cole me faz sentir segura. Justin não voltou para a escola na semana seguinte. Por causa de seu braço quebrado, ele foi substituído por Cole como primeiro quarterback. Interiormente sorri para tudo isso, pensando que minha amiga karma era uma verdadeira cadela e ela ficou bem com Justin. Os caras me fizeram jurar que eu iria dizer-lhes se Justin falasse comigo novamente. Ele falou comigo de novo, ele se desculpou pelo que ele quase me fez. Eu não conseguia nem olhar nos olhos dele enquanto ele falava. Por um tempo, os únicos homens que eu olhei nos olhos eram Greg, Aubry e Cole. Eu confiava neles. Eu amava eles. E isso me assustou mais do que quase ser estuprada jamais poderia.

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Capítulo Sete Presente

Aubry desmarcou seu encontro e me trouxe sorvete. Ele assistiu "Esqueceram de mim" comigo antes dele me fazer assistir ao jogo do Cubs. Ele insistiu em dormir no chão ao lado da minha cama. Quando acordei, liguei para Russell e pedi para ele vir. A primeira coisa que precisava fazer era romper com ele. Eu odeio fazer isso, mas saber que eu ia investigar toda a minha vida, e que os que me rodeavam poderiam estar em perigo potencial - me assustava. Eu sei que estou presa com Cole, Becky, Greg, e Aubry, então eu nem sequer tento me isolar deles. Russell, porém, não tem nada a ver com isso. Além disso, tão bom como ele é, o nosso relacionamento está indo a lugar nenhum rápido. Eu não tenho sido capaz de parar de pensar nisso "Ei, linda", Russell diz interrompendo meus pensamentos antes de me dar um beijo doce nos lábios. "Ei, Russ, você quer um pouco de chá?" Eu odeio chá, mas Russell ama isso, então eu comprei uma chaleira pouco depois que começamos a namorar. "Certo. Como você está se sentindo hoje?", Ele pergunta enquanto corre o dorso da mão pelo meu rosto suavemente. "Tudo bem, eu acho" respondo com um encolher de ombros.

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Nós sentamos nas banquetas ao redor da minha ilha de cozinha e eu posso sentir seus olhos em mim enquanto bebe seu chá. Estou lascando minha unha, tentando descobrir como iniciar a conversa. Minhas separações anteriores foram fáceis. Namorados começaram a ficar possessivos ou muito teimosos, e eu os cortava. Russell, porém, é doce. Ele é descontraído, ele é honesto, e ele é bom. Muito bom para mim. Eu respiro fundo e mudo, na minha cadeira de frente para ele. "Russ, eu acho que nós deveríamos dar um tempo." Ele define sua caneca para baixo e pisca para mim rapidamente. "Do que você está falando? Nós rompermos? Você não está feliz?" A mistura de confusão e dor em sua voz me faz estremecer. Eu nunca deveria ter me envolvido com alguém especial, ele é muito... bom. Sorrio com tristeza. "Sou eu, Russell. Não é você-" "Oh, não me dê esse lixo", ele estala. "Não é você; sou eu. Eu não quero isso. Diga-me o que aconteceu." Mordo o lábio para não sorrir porque Russell irritado é uma espécie de quente e muito engraçado. "Realmente, Russ, eu sei que parece clichê, mas não é você. Sou eu. Eu preciso ficar sozinha agora. Estou perdida, e eu preciso de tempo para mim." Ele toma uma respiração profunda e está na minha frente. Ele pega ambas as minhas mãos e pressiona seus lábios nelas enquanto ele me olha atentamente com seus olhos cor de avelã. "Eu posso ajudá-la a se encontrar. Deixe-me ajudá-la, querida. Posso fazer você feliz."

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Eu fecho meus olhos, porque não suporto ver a esperança nos seus. "Russell-" Ele toma a minha boca com uma posse que ele nunca usou antes. Ele explora a minha boca com a língua, como se ele estivesse procurando a parte de mim que pensa que perdeu. Ele não percebe que ele nunca teve isso para começar. Quando ele quebra o beijo, ele me olha novamente. Seus olhos estão desesperados. "Tire uma semana. Vamos fazer uma pequena pausa. Eu vou te ligar na próxima semana, e nós vamos falar sobre isso novamente.” "Russell, eu não posso” digo lentamente. "Por favor, Blake", ele diz, enquanto caminha até a porta. "Basta pensar nisso." "Russell-" digo, mas ele sai antes que eu possa terminar minha frase. Isso não acontece por acaso. Eu tomo um minuto para processar o que só foi por água baixo antes de chamar Becky. "Oh meu Deus, e ele acabou de sair? Só isso?", ela pergunta se divertindo. "Sim, louco, certo?" Eu digo com um riso nervoso. "Essa é a coisa mais engraçada que já ouvi. Acho que é bom que ele não queira desistir de você, apesar de tudo. Quem sabe? Talvez ele seja o cara”, ela diz baixinho enquanto contempla a ideia. Sorrio disso. "Ele é muito bom para mim. Ele é ótimo, porém não era justo eu usá-lo daquele jeito para começar."

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"Bem, você não precisa mais dele de qualquer maneira. Você já sabia que seu padrasto não seria capaz de ajudá-la a quebrar seu advogado", ela responde. Eu gemo. "Becky! Não fiquei com ele por causa de seu padrasto. Eu realmente gosto dele!" "Claro, Blakey. Mantenha-se dizendo isso. Você gosta tanto dele que você terminou com ele. Era a ideia de que ele poderia realmente ajudá-la a esquecer de certo alguém que está assustando você?”, ela pressiona. Franzo a testa. Eu nunca tinha pensado nisso. "Não... nunca senti nada parecido com isso por Russell, mas eu gosto dele." "Eu sei, querida. Você gostava dele, mas ele não é Cole. " "Becky" gemo. "Não tem nada a ver com Cole." "Claro que não", ela responde docemente. "Então, quando você se muda para cá?" Sorrio com a mudança de assunto. "Eu lhe disse que poderia conseguir um trabalho aqui, mas ele se recusa a deixá-la para trás", ela diz. Sua ideia parece fabulosa, mas ela sabe que eu não faria isso. Até eu descobrir as verdades na minha vida cheia de mentiras, estou presa a Chicago. "Por que você não nos encontra em Nova York neste fim de semana?", ela pergunta. "O que você está indo fazer lá?" "Greg tem um jogo amistoso contra o Giants", ela diz, bocejando.

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Greg é um Running Back3 para o San Diego Chargers. Eu costumo vê-los quando ele vem para a Costa Leste para jogos, sei que ela já está me esperando concordar. "Claro, vou encontrá-la lá, então", respondo com um sorriso. "Incrível! Estou tão animada agora”, ela grita. "Eu não posso esperar para contar a Greg que seus Cowboys estarão reunidos lá. Conte a Aubry!” "Obviamente," sorrio. "Você acha que ele vai me deixar esfregar isso na cara dele que eu vi você e fui para um jogo sem ele?" Depois de Becky e eu desligarmos, mexo no meu telefone. Não quero chamar Cole ainda. Talvez eu vá chamá-lo na próxima semana, quando estiver de volta no trabalho. Duvido que ele vá me deixar ir longe com isso. Conhecendo-o, ele vai aparecer aqui e exigir saber por que eu não o chamei. O pior é que Greg provavelmente vai dizer que estou indo para Nova York. Passamos longos períodos de tempo sem nos falar. Enquanto estávamos ambos trabalhando em nossa graduação, mal dissemos uma palavra um ao outro. Nós mantivemos contato através dos nossos amigos e nos víamos nas férias, mas não nos comunicamos diretamente um com o outro. Enquanto eu tento afastar os pensamentos dele com outras garotas, eu derramo algum Lucky Charms e leite em um copo de plástico. Ligo a TV e assisto a uma reprise de Saved by the Bell: The College Years2. Odeio esses episódios, mas é melhor do que os shows alternativos que estão passando. Pensamentos sobre Cole e Erin aparecem em minha memória. Sua voz irritada depois

2

Serie dos anos 1993-1994.

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que ele atendeu ao telefone durante o sexo se repete em minha cabeça. Deixo escapar uma respiração e sinto o meu estômago revirar. Quando eu olho de volta para os meus agora encharcados Lucky Charms, eu não estou mais com fome. Tento dormir, mas desisto após uma hora revirando implacavelmente. Talvez contar carneiros só funcione à noite. Meu celular toca várias vezes, mas eu não me incomodo de levantar e olhar para ele. Quando toca o telefone de casa, eu sento na cama. Olho para o telefone sem fio ao lado da minha cama e vejo na luz o nome de Cole chamando no identificador de chamadas. Eu gemo e mergulho de volta na cama. Odeio o fato de que temos até um telefone da casa. Nós raramente usamos de qualquer maneira, e é apenas outra maneira para as pessoas nos contatar. Quando instalamos o nosso sistema de alarme, nos disseram que precisávamos de um. O sistema de alarme foi minha ideia. Todo mundo pensou que era louca uma vez que vivemos em um condomínio –com um porteiro, mas eu preciso para me sentir segura. Quando alguém abre a porta ou portas da varanda da frente, o pequeno alarme emite um sinal sonoro. Isso me irrita às vezes, mas vale à pena. Ouço a voz aveludada profunda de Cole preencher o vazio no meu quarto, e as borboletas no meu estômago acordam. "Blake, Aubry me disse que estava em casa. Pegue o telefone, por favor. Nós precisamos conversar. Desculpe-me, eu não pude estar lá para você quando ligou ontem. Eu...” ele faz uma pausa e eu ouço um sussurro. "Eu sinto muito. Sei que você ouviu e eu sinto muito. Por favor, fale comigo. Me mata quando fica calada. Chama-me” a secretária corta. Bom. Depois de quatro anos de não dizer muito um ao outro, quando Cole e eu começamos a falar novamente, prometemos não fechar um ao outro novamente. Independentemente das namoradas ou namorados em nossas vidas, nós prometemos que

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estaríamos lá para o outro. Nós sempre ficamos mutuamente acima de todos em nossas vidas. Me sinto mal por Erin porque ela é uma menina doce – até em tempos que eu não seria. Ela parece ter tanta paciência como Cole tem, o que me irrita. Adoraria dizer que estou feliz que Cole tem uma grande garota em sua vida e no fundo, no fundo, no fundo eu estou. Ele é meu melhor amigo. Quero que ele seja feliz. Ele merece isso, mas ainda assim... Ele chama de novo, e deixo a secretária atender. "Blake, por favor, atende ao telefone. Por favor, baby" ele implora a voz rouca. Meu coração cai com o som de sua voz e sinto as lágrimas que eu estava segurando correr pelo meu rosto. Eu finalmente rolo no meu estômago e pego o telefone. "Olá?" Respondo com uma voz rachada antes de limpar minha garganta. "Baby, o que está errado?", ele pergunta em um tom preocupado. "Não me chame assim," sussurro duramente. "Nada está errado." "Besteira, Blake. O que aconteceu ontem?" "Nada. Não quero falar sobre isso." Meu coração começa a correr quando eu olho para a base do telefone e começo a chamar todos os filmes que vi onde os telefones estão sendo escutados. O pensamento de pessoas assistindo Cole me faz querer envolvê-lo em filme plástico e guardá-lo em um canto da minha gaveta de calcinhas. Dói-me pensar em meus entes queridos sendo prejudicado, e Cole tem passado suficiente. Todos nós temos, mas eu controlarei a dor.

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"Cole, preciso chamá-lo de volta. Não posso falar no telefone. Eu... vou falar com você amanhã ou outro dia” digo em uma corrida. "O quê?", ele exclama. "O que quer dizer amanhã ou outro dia?", Ele enfatiza, rosnando as duas últimas palavras. "Eu tenho que ir, Cole," digo rapidamente. "Por quê? Fale comigo, caramba", ele grita com raiva. "Não há nada para falar" respondo uniformemente. "Eu sei que você está chorando, Blake." "Sim, bem, eu estou sempre chorando," suspiro. "Não, você não está. Você nunca chora durante o dia." Sorrio - uma risada real. Isso é uma coisa tão estúpida para dizer. Como se houvesse um momento certo para chorar. "Você é um idiota. Vou falar com você amanhã. Obrigada por me fazer rir" digo com um sorriso quando eu balanço a cabeça em descrença. "Você sabe o que quero dizer", ele responde rapidamente, e posso imaginá-lo parar no meio do seu ritmo onde quer que esteja. "Nós não terminamos de falar, Blake. Eu preciso que você me perdoe" ele sussurra. Meu coração cai quando ele diz isso, e fecho meus olhos para parar lágrimas que estão fluindo. "Não há nada a perdoar. Não é comigo que você deve estar se desculpando" respondo tranquilamente. Ele exala no telefone. "Você é a única que importa, baby."

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"Pare de me chamar assim", digo em voz trêmula. "Eu tenho que ir." Desligo antes que ele possa dizer qualquer outra coisa. Faço uma nota mental para não falar com ele ao telefone através do telefone fixo. Eu preciso descobrir se as pessoas podem escutar em telefones celulares. Olho para fora e sorrio para o dia sem nuvens. Acho que eu poderia muito bem desfrutar do clima quente, enquanto ele está assim, então eu decido ir para o parque por um tempo antes de ir ao supermercado. Ando por aí no Grant Park e encho meu interior com ar fresco quente. Eu tiro algumas fotos para um casal de turistas e escolho um local para sentar. Grupos de pessoas estão caminhando na direção do rio em seu caminho para praia. Fazme desejar que eu tivesse trazido meu maiô. Eu poderia pegar um bronzeado. Um par de adolescentes estão jogando o seu futebol em torno de mim. Isso me faz rir, e eu me lembro dos meus dias adolescentes e como nenhum adolescente teria coragem de chegar perto de mim. Oh, Cole, você era um babaca naquela época. Ainda é. Quando me levanto, caminho em direção a onde a bola caiu. Curvo-me, a pego, e olho para cima a tempo de ver quatro olhos de soslaio. Sorrio baixinho e jogo de volta para eles. Não tenho certeza do que eles estão mais impressionados - eu jogar de volta ou que uma menina bonita pode jogar uma bola de futebol. De qualquer forma, altos aplausos, risos e um par de "Tommy, ela tem um braço melhor do que você!" Sorrio alto e digo-lhes para ter um bom dia enquanto eu ando. Desço as escadas da estação de trem e pelo longo corredor para esperar por ele. Enquanto eu fico em torno ouvindo grupos de adolescentes falarem sobre suas aventuras de verão, eu não posso ajudar, mas desejo que eu tivesse sua idade novamente. Faria qualquer coisa para ser jovem e ingênua. Adoraria voltar e

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me esbofetear por todas as vezes que passei no Google e outros sites tentando descobrir quem eram- em vez de desfrutar minha vida descuidada. Olho em volta e vejo um casal de pessoas semteto, as mesmas que estão normalmente nesta estação. Pensar que eles não têm ninguém me entristece. Sei que sou órfã, mas eu tenho uma família: Maggie, Greg, Becky, Aubry e Cole. Eles são a minha família, e eles são uma maldita boa família. Eu não iria trocá-los por nada no mundo. Sou grata que tenho eles em minha vida. Sei que eu poderia estar totalmente confusa, irritada, e deprimida, por causa das cartas que recebi. Em vez disso, Shelley ajudou a me moldar em uma pessoa positiva, e Maggie continuou a me ajudar crescer a partir daí. Fico triste às vezes. Deixa-me com raiva os pesadelos que tenho. Deixa-me com raiva que alguém tirou minha família sem me dar a oportunidade de apreciá-los. Não posso imaginar o que deve ter parecido para eles embora. Não sabia o que estava acontecendo - eles sabiam. Minhas feridas têm se curado um pouco, mas isso não significa que estou menos assustada. Estou com medo do desconhecido. Estou com medo de estar sozinha. Estou com medo de não estar sozinha. Estou com medo de ter pessoas que me amam, e estou com medo de não ter ninguém que me ama. Eu vivo a minha vida em um estado constante de medo e necessidade de controle. Eu tento não ser óbvia sobre qualquer um dos meus sentimentos. Coloco um sorriso no meu rosto todas as manhãs e finjo que sou tão normal como todos os outros, mesmo que eu saiba que não sou. Enquanto espero o trem, reproduzo a carta de Shelley na minha cabeça. Meu nome é Catherine. Puta merda! No momento em que o trem chega, eu sinto que estou ficando nauseada sobre isso. Eu me enfio entre um grupo de turistas e tomo o último assento vazio.

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Quando olho para cima, acho uma mulher idosa na minha frente, em pé e segurando a barra. Claro. Eu me levanto e ofereço o meu assento. Ela aceita de bom grado e tomo o lugar dela segurando a barra. O homem jamaicano que sempre se senta no canto está lá. Ele sempre toca seu Bob Marley um pouco alto demais em seu iPod. Mesmo com a agitação no ônibus, eu posso ouvir "Don't Worry, Be Happy" que vem através de seu fone de ouvido antigo. Eu rolo meus olhos para o que parece ser a décima vez hoje e espero que eu chegue ao supermercado antes da multidão da tarde. Enquanto estou em pé na fila para pagar as poucas coisas que eu estou comprando, vejo Cole e Erin em uma revista que estou folheando. Erin tem o braço envolto em torno de sua cintura e ele está em seu telefone celular, sorrindo. Eu amo vê-lo brilhar, mas odeio vê-lo em revistas com suas diferentes mulheres. Eu deveria estar acostumada com isso por agora, mas ainda me incomoda. Não que deveria. Sei que poderia ficar com ele, se eu quisesse. E não estamos vivendo na mesma cidade de qualquer maneira, então qual é o ponto? Não posso pedir para ele desistir do trabalho que ele ama tanto por mim. Quando eu passo na porta, o alarme não se apaga, então eu sei Aubry está em casa. "Ei, Cowboy", ele cumprimenta enquanto caminha em minha direção com suas roupas de trabalho. Sorrio para ele. Ele é tão bonito, meu Aubry. Ele cresceu a partir de sua magreza e foi ajustado no corpo de um nadador. Ele ainda nada todas as manhãs e maioria das noites em nossa piscina do prédio.

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"Ei, Aub. Você conversou com Greg hoje?" Eu pergunto, embora já saiba a resposta. Greg foi quem começou a me chamar de cowboy. Ele me disse que o nome Blake era o nome de um menino. Eu lhe disse que era suposto ser um menino, não que eu realmente sabia disso. Ele então passou a dizer que Blake era um nome cowboy. Os rapazes riram, e o apelido ficou. "Eu fiz. Será que Becky lhe disse que eles estão indo para Nova York no próximo fim de semana?", ele pergunta, e ouço a esperança em sua voz. "Ela fez. Ela disse que Greg tem um jogo lá. Você deve ir" digo com um pequeno sorriso. Seu rosto fecha. "Eu estava esperando que nós fôssemos juntos. Fazer uma pausa, sabe? " "Bem, eu tirei a semana de folga. Acho que vou" digo, sorrindo. Eu estava pensando em ir de qualquer maneira. Não vejo Becky em um longo tempo. Aubry ri e continua falando sobre o seu trabalho e seus novos clientes, enquanto eu coloco os mantimentos. "Então, o que há com Aimée?", pergunto enquanto estou enxaguando pratos depois do jantar. Sorrio enquanto assisto a um lento rubor cobrindo o rosto de Aubry. "Ela é uma garota interessante", ele diz sorrindo. "Isso ela é. Por favor, tenha cuidado com ela. Sei que ela não é o seu tipo usual, mas ela é uma boa menina." "Você me conhece, Blake", ele diz parecendo confuso. "Eu trato minhas mulheres com respeito."

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"Então, onde você quer ficar?", eu pergunto de bom grado saindo do assunto. Ele me olha com as sobrancelhas franzidas e já sei o que ele vai dizer. Antes que ele possa responder, eu coloco minhas mãos acima. "Não, absolutamente não. Se você quiser ficar lá, tudo bem. Ficarei hospedada em um hotel." "Blake, ele vai ficar louco. Cole tem espaço suficiente. O que nós vamos dizer?", ele geme. "Vou dizer a ele que eu gosto da minha privacidade ou que estou pensando em levar Russell comigo. Confie em mim, ele não vai se importar em me deixar ficar em um hotel" respondo com um sorriso. Ele ri. "Não vai funcionar. Ele mesmo disse que você poderia trazer Russell se você quisesse." A taça que estou levantando desliza fora das minhas mãos, eu seguro a borda da pia para firmar meus joelhos fracos. Isso não soa como Cole em tudo. Talvez ele realmente esteja feliz com Erin. Talvez ela seja a única. O pensamento deixa um gosto amargo na boca. Enquanto estou tentando engolir o caroço se formando na minha garganta, Aubry começa a rir. "Só estou brincando, Blake. Ele não disse isso. Eu não iria fazê-lo passar por isso, mas se isso significasse ter você em sua casa" Aubry diz, parecendo divertido. Pego o pano de prato e jogo em seu rosto. "Você é um idiota! Vou tomar banho, e depois vamos reservar nosso voo e meu quarto de hotel. Deixe-me saber se você quer se juntar a mim, para que eu possa reservar uma cama de casal."

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Enquanto estou no chuveiro, eu ouço meu telefone tocar pelo menos três vezes. Enxáguo o xampu do meu cabelo rapidamente e me seco no meu caminho até lá. Cole. Jesus Cristo, o que diabos ele quer agora? "Aubry!" Eu grito no topo dos meus pulmões enquanto eu enrolo a toalha firmemente em torno de mim. Abro a porta e dou um passo para trás assustada quando eu o encontro em pé na minha frente com seu telefone no ouvido e um olhar complacente em seu rosto. "Ela está em pé bem na minha frente, toda molhada com nada além de uma pequena toalha branca. Tenho certeza que posso ver os mamilos dela. Deixe-me dar uma olhada", ele diz ao telefone. Ouço Cole gritando para ele que vai matá-lo antes dele entregar o telefone para mim, rindo. Sorrio e pego antes de encará-lo e fechar a porta. "Oi," eu digo, enquanto descanso o telefone no meu ombro. "Você realmente está toda molhada e usando uma pequena toalha branca?", Ele pergunta em voz baixa rouca. "Sim, eu acabei de sair do banho." "Deus", ele exala na linha. "Pelo menos eu não tenho esse tesão furioso por nenhuma razão." Minha boca seca e meu interior vira enquanto eu sinto o meu corpo reagir às suas palavras. Meus mamilos ficam duros e o interior das minhas pernas está reunindo com antecipação quente. Deixo escapar um gemido baixo e me amaldiçoo quando eu percebo que ele pode ouvir. "Jesus, baby. Não faça esse som. Vou gozar em minhas calças” ele geme. Eu prendo a respiração e aperto as mãos em

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torno de minha toalha com minha mão esquerda para evitar que caia. "Cole," advirto apressadamente. "Tire a toalha", ele ordena a voz rouca. Eu não sei por que estou mesmo considerando isso, mas eu jogo junto e faço o que me diz. "Cole, onde você está?", pergunto ofegante. "Cheguei em casa. Estou prestes a correr as escadas para o meu quarto. Espere", ele diz quase ofegante. Enquanto eu espero por ele ir lá em cima, eu fecho meus olhos e respiro fundo. Não posso acreditar que estou realmente considerando isso depois de todo esse tempo. Então eu me lembro dele pegando o telefone na outra noite, e de repente eu sinto como se um balde de gelo fosse jogado na minha libido. "Será que Erin está aí?", pergunto com os meus olhos disparando fechados, como se isso fosse fazer a diferença uma vez que eu ouvir a resposta. Ele exala duramente. "Não. Podemos, por favor, não falar sobre ela?" Eu fico em silêncio, insegura sobre o que dizer. Sei que se continuarmos o que estamos fazendo, tudo entre nós vai mudar e quanto mais eu penso sobre isso, mais eu quero. Não quero Erin em sua vida, não mais. "Baby", ele diz com voz rouca. "Quando eu me toco, como estou fazendo agora, você é a única que eu penso. Quando eu vejo os seus tempestuosos olhos cinzentos olhando nos meus, me querendo, eu sinto suas pequenas mãos delicadas envolvendo em torno do meu pau; sinto seus lábios rosados delicados se

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envolverem em torno de mim e sua doce língua circular em torno dele...” Sua voz sedosa faz meus olhos se fecharam e os meus lábios separarem um pouco. Estou deitada na cama, peito arfando, coração gaguejando contra o meu peito, pensando em todas as razões que eu não deveria fazer isso. "Cole," lamento. "Nós não devemos fazer isso. Isso é errado." "Não é errado. É você e eu, baby", ele sussurra. "Toque-se. Por favor. Feche os olhos e imagine me olhando para baixo em você." E eu faço. Imagino seus encapuzados olhos verdes olhando para mim enquanto ele posiciona seu corpo sobre o meu. "Estou colocando seus seios em minhas mãos e tocando seus mamilos com os polegares enquanto estou mordiscando sua orelha do jeito que você gosta." Suas palavras me fazem jogar a cabeça para trás e solto um gemido baixo. "Estou correndo minha língua de seu pescoço para seus mamilos. Eu puxo um em minha boca e mordo forte do jeito que você gosta-" "Cole, Oh Deus" arquejo enquanto eu sigo meu corpo com suas palavras, replicando a bela tortura que ele está descrevendo. "Isso é certo, baby", ele fala. De repente há uma batida alta na minha porta. Deixo escapar um gemido frustrado. "Estou no telefone de Aubry. Ele está batendo na minha porta. Ele pode precisar dele." "Foda-se porra", ele grita. "Maldito Aubry e sua capacidade de empatar uma foda, mesmo quando estou a milhas de distância de você" ele diz, sua respiração pesada. Deixo escapar uma risada estrangulada enquanto eu me levanto e enrolo a toalha em volta de mim novamente.

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"O que você precisa falar comigo?" Eu pergunto, lembrando que ele me ligou para perguntar alguma coisa. "Aubry disse que você não vai ficar na minha casa quando vier neste fim de semana. Posso assegurar que, especialmente após esta conversa, você não vai ficar em qualquer outro lugar." "Cole," começo enquanto eu abro a porta e encontro Aubry com uma sobrancelha levantada. Tenho certeza que meu rosto corado tem "culpado" por escrito sobre isso. "Eu prefiro ficar em um hotel. Realmente não quero ver Erin depois do que aconteceu no outro dia." Realmente não sei se quero vê-la em tudo, mas vou manter isso para mim mesma. "Vamos ver sobre isso", Cole diz e entrego o telefone para Aubry. Aubry recebe-o e cumprimenta Cole novamente. Enquanto ele vai embora, eu o ouço dizer: "Não se preocupe, Cole. Vou pegar de onde você deixou." Sorrio e fecho a porta. Naquela noite, eu caio no sono sorrindo e sonho com o corpo de Cole sobre o meu.

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Capítulo Oito Presente

"É tão bom sair um pouco daqui", Aubry diz enquanto esperamos na linha de segurança no Aeroporto Internacional O'Hare. Eu pude me livrar de ficar na casa de Cole. Felizmente, ele não discutiu quando eu lhe disse que preferia ficar na cidade. Sua casa é uns 35 minutos de carro para a cidade, então eu disse a ele que preferia ficar com Becky e fazer compras, enquanto ele está trabalhando. "Claro que é" digo, sorrindo. Ainda não verifiquei o cofre no banco. Eu fui e me acovardei três vezes. Nem sequer fui capaz de passar pelas portas giratórias. Eu pensei em dizer a Mark sobre isso, mas ainda não sei o quanto eu posso confiar nele. Shelley me disse para questionar tudo e mesmo que ela dissesse que tinha as melhores intenções, ela não sabia o que aconteceu naquela noite. Já que não posso confiar na memória de meus quatro anos de idade, eu vou ter de questionar seus motivos. Chegamos em Nova York ao meio-dia e pegamos um táxi para o Waldorf Astoria, que é onde a equipe de Greg está hospedado. Ele foi designado para o quarto com um companheiro de equipe de forma que ele ficaria menos distraído, então Becky, Aubry e eu vamos compartilhar um quarto duplo com suíte. Tenho certeza de que Greg vai encontrar uma maneira de

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esgueirar-se lá também. Enquanto olho para cima na frente do impressionante hotel, Aubry traz nossas malas para fora e paga o motorista, que não disse uma palavra acolhedora para nós durante o passeio. Ele, no entanto, certificou-se de nos dizer três vezes que a máquina de cartão de crédito estava quebrada. De alguma forma, eu duvido que a máquina estivesse quebrada, mas felizmente tínhamos dinheiro. Assim que entro no lobby de luxo, somos recebidos por uma ruiva de cabelos de fogo gritando. Abraçamo-nos, beijamos, e examinamos as roupas uma da outra, olhando uma centena de vezes. A última vez que vi Becky foi durante o Natal, por isso estou feliz por este fim de semana com ela. Ela nos informa que o técnico do Greg ainda está sendo brando e ainda não impôs regras desde que a temporada real não começou. Os Chargers estão jogando com os Jets em um jogo treino amanhã à noite. Assim, enquanto Greg está em uma reunião da equipe, Becky está pronta para fazer compras. Depois de verificar a nossa suíte glamorosa, vamos para as lojas. Becky e Aubry falam sobre o trabalho durante a maior parte da tarde. Quando não estão falando, Becky e eu estamos experimentando roupas, enquanto enviamos mensagens a Aubry furiosamente. Cole nos chama por volta das seis horas, quando ele sai do trabalho e nos permite saber que ele vai nos encontrar para o jantar. Quando volto para o hotel, avistamos Greg e alguns companheiros no bar do lobby. Quando ele nos vê, ele para de falar e se levanta para nos cumprimentar. "Cowboy", ele fala enquanto ele corre em nossa direção, sorrindo com os braços abertos. Eu pulo para ele e jogo meus braços em torno dele, enquanto seus companheiros fazem comentários idiotas para

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Becky. Ela ri muito e todos nos apresentamos. Aubry e eu conhecemos Trevor e Donovan, dois caras muito grandes, e conversamos por pouco tempo antes de subir para ficarmos prontas para o jantar. "Blake, você deve usar este vestido", Becky diz quando ela me entrega um vestido preto plissado ridiculamente curto. "Becks, não vamos jantar lá em baixo? Por que você quer se arrumar tanto?", pergunto. "Humm... Olá? Onde você está? Estamos no Waldorf, não no Motel seis. Você tem que se arrumar aqui” ela diz com um olhar perplexo. "É verdade," sorrio. "Eu só não acho que vou ser capaz de me sentar neste vestido, muito menos me curvar para qualquer coisa." "Eh, tanto faz, você tem Aubry e Greg para se abaixar para você se precisar de alguma coisa. Quando você se sentar, cruze suas pernas- problema resolvido", ela dá de ombros. Eu sei melhor do que discutir com Becky sobre roupa, então eu pego o vestido e coloco. "Becky" grito do banheiro. "Eu não posso nem usar um sutiã com isso!" "Está bem. É muito apertado de qualquer maneira. Os seus peitos não terão qualquer lugar para mover" ela grita de volta. Aubry ri alto e diz algo sobre garotas serem estranhas. "Sim, ou respirar" murmuro sob a minha respiração, eu me esforço para puxar para cima a parte superior do vestido. Eu realmente espero que meus seios não saiam deste vestido esta noite.

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Coloco um par de sapatos Louboutin pretos de salto alto que Becky me emprestou e rezo para que meus pés sobrevivam à noite. Eu seco o cabelo com a toalha e aplico o soro anti-frizz. Depois que eu coloco um pouco de maquiagem leve, caminho para fora da área da sala de estar onde Aubry está sentado. "Becky ainda está se vestindo?", pergunto. "Essa menina leva uma porra de eternidade para se vestir. Toda vez," Aubry responde, olhando para cima de seu jornal e assobia. "Porra, você está quente!" "Obrigada, Aub, você não parece tão ruim também." Eu pisco. Ele está vestindo calça preta, uma camisa social azul de botão e manga longa e suspensórios. Apenas Aubry poderia usar suspensórios. Em vez de fazê-lo parecer idiota, adicionam um apelo sexy para sua aparência de menino da casa ao lado. Becky sai de seu quarto vestindo um vestido curto ouro e saltos assassinos. "Não sei como você anda nestes saltos, Becks. Já me sinto como se eu precisasse de uma massagem nos pés," gemo enquanto pratico minha caminhada. Eu realmente não quero comer calçando estes sapatos. Ou neste caso, cair no chão de mármore. "Blakey," Becky choramingar. Vamos."

diz

revirando

os

olhos.

"Pare

de

Quando chegarmos lá embaixo, Greg está esperando por nós com Trevor e um cara grande diferente. Onde é que eles criam esses caras?

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Eles são estupidamente grandes. Os olhos castanhos de Greg se iluminam com a visão de Becky, e meu coração incha por eles. Talvez algum dia. Meus pensamentos são interrompidos por um apito. "Blake, você está deslumbrante," Trevor diz, olhando-me da cabeça aos pés. "Você pode ser meu encontro hoje à noite." Sorrio. "Depende. Você tem uma esposa, noiva, amiga, ou qualquer pessoa que você está namorando casualmente?" Ele levanta as sobrancelhas. "Droga, isso é um inferno de uma lista. Não, não, não, e uma espécie de", ele responde com um sorriso. "Mais ou menos casualmente pergunto, franzindo os lábios.

namorando

alguém?",

"Bem, eu fui em dois encontros com a mesma garota, então eu acho que conta," ele ri. "Você tem um 'A' por honestidade. Serei seu encontro hoje à noite" respondo, dando meu braço. Aubry ri atrás de nós e tosse, "Russell." Dirijo-me em meus calcanhares e divertidamente lhe dou um tapa no braço. Russell e eu estamos em uma ruptura. Realmente, estamos separados, mesmo se ele se recusa a aceitar. De qualquer maneira, eu não estou pensando em fazer qualquer coisa com Trevor; ele é apenas o meu encontro de mentira para a noite, não é um grande acordo. Estamos todos sentados, rindo sobre bebidas, quando eu sinto os cabelos na parte de trás do meu pescoço arrepiarem. Instantaneamente sei que ele está aqui e posso sentir seus olhos em mim antes de olhar para cima para encontrá-los. Estou surpresa de vê-lo aqui sozinho. Eu sorrio calorosamente para ele,

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mas em vez de devolver o meu sorriso, ele me olha. Ele fixa os olhos no braço de Trevor que está envolto sobre meu ombro. Reviro os olhos dramaticamente e balanço a cabeça em descrença. Cole cumprimenta a todos e estende o seu braço para Trevor, com sucesso em fazer ele remover o braço para longe de mim. "Se importa se eu ficar entre vocês dois?", Cole pergunta. "Não vejo a minha amiga há algum tempo e precisamos recuperar o atraso." "Não, tudo bem", Trevor responde, atirando-me um olhar de desculpas. Dou-lhe um pequeno sorriso quando ele se levanta e se move para outro assento. "Você está linda, querida," Cole diz em um sussurro baixo, mexendo as borboletas no meu estômago. Minha respiração vacila quando ele se inclina para mim e beija o ponto logo abaixo da minha orelha. Deixo escapar um suspiro baixo. "Cole, estamos em um restaurante público. As pessoas provavelmente irão reconhecê-lo. Você precisa pensar," repreendo com os dentes cerrados, mas ele apenas me lança um sorriso diabólico, me mostrando sua covinha. O resto da nossa refeição flui sem problemas. Greg, Aubry e Cole contam histórias sobre sua adolescência enquanto os companheiros de equipe de Greg ouvem. Do canto do meu olho, eu vejo Trevor inclinando para a frente para olhar para mim quando Cole está lembrando uma brincadeira que ele fez com Aubry uma vez. Eu me inclino para a frente, também, cuidadosamente para não deixar os meus peitos derramarem para fora do meu vestido e sobre a mesa. "Então, Blake, que quarto vocês estão?" Trevor pergunta em um tom provocativo abafado.

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Cole, que está falando com Greg, agarra a mão que eu tinha descansando em meu colo e aperta com força. "Uma das suítes" respondo timidamente. "Ah, é assim?", Trevor brinca. "Eu vou ficar aqui também. Poderia simplesmente segui-la, sabe? " "Você precisa de uma chave para me perseguir," flerto com uma piscadela. Cole solta minha mão e aperta minha coxa. Os olhos de Trevor viajam para baixo em observação. "Então, Cole, você ainda está saindo com Erin?" Trevor pergunta, inclinando a cabeça para um lado. Fico pálida com a menção de seu nome, e eu me afasto rapidamente, concentrando minha atenção em Becky. Ela está falando sobre o novo lugar dela e de Greg perto da água, mas eu estou apenas ouvindo metade desde que os meus ouvidos estão em sintonia com a resposta de Cole. "Nós terminamos recentemente," Cole diz, e eu involuntariamente inclino minha cabeça para olhar para ele. Ele me dá um sorriso torto, apresentando sua covinha e o mal em seus brilhantes olhos verdes. Ele desenha círculos na minha coxa, onde a mão ainda repousa, e eu sinto como se meu coração fosse estourar fora do meu peito. Eu olho para trás em direção a Becky em um esforço para manter a compostura que está lentamente desaparecendo de mim a cada toque e olhar que ele me dá. "Oh lamento ouvir isso. Ela é uma ótima garota. Nós nos encontramos algumas vezes", Trevor responde. "Sim, ela é uma ótima garota. Ela apenas não é a minha garota," Cole responde, e eu posso sentir seu olhar aquecendo o

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lado do meu rosto. Eu mordo o interior da minha bochecha, enquanto sinto um rubor rastejar até o meu corpo. Nós terminamos o jantar e caminhamos em direção ao lobby para continuar nossas conversas. Cole pede licença e vai para o banheiro. Aubry segue atrás dele uma vez que ainda estamos discutindo o jogo Cubs da noite anterior. Eu estou com Trevor, Becky, Greg, e seu outro companheiro, Jimmy. "Vocês estão namorando?" Trevor pergunta, acenando com a cabeça na direção Cole desapareceu. Eu curvo minhas sobrancelhas e olho para ele. "Não." "Não parece assim", ele diz, franzindo os lábios. "Sim, ele pode ser um pouco protetor comigo" explico. "Isso é mais do que um pouco protetor, Blake. Isso é outra coisa...”, ele murmura. Sorrio e brinco lhe dando um tapa no peito. "Algo mais?" Ele segura a mão que eu usei para bater nele e ele me olha intensamente. O desejo nadando em seus profundos olhos castanhos corta a minha risada curta. "Você está linda, a propósito," Trevor diz antes dele beijar o topo da minha mão e deixa-la ir. "Estou no quarto 824, se você quiser sair... ou qualquer coisa.” Sorrio para o convite, mas não respondo. Não tenho certeza do que deveria dizer para isso. Obrigada por me convidar para fazer sexo com você, mas eu vou passar? Sinto um braço serpentear seu caminho em torno da minha cintura. Quando eu olho para cima, encontro com os olhos verdes de Cole. Trevor diz boa noite com uma saudação antes de caminhar até os elevadores.

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Aceno minha mão, mas meus olhos ainda estão em Cole. Sorrio para ele, lembrando a última vez que ele fez isso comigo, e eu vejo seus olhos amolecerem. Ele vira meu corpo em seus braços para que eu esteja enfrentando nossos amigos e mordisca minha orelha levemente. "Eu também te amo, baby", ele diz em voz baixa que me faz tremer. Cole tem dito essas palavras para mim nos últimos nove anos. Eu nunca disse de volta. Ele parou de me pedir anos atrás. Ele aceitou que eu não podia e que estava com medo disso pelo que eu acho que são boas razões. Toda vez que eu disse essas palavras para alguém, eu os perdi. Ele sempre me garante que eu não iria perdê-lo, Becky, Greg, Aubry, ou Maggie, mas não posso correr esse risco. Eu os amo muito. Eles são meu mundo. Nós caminhamos para o elevador em nossa jornada no andar de cima. Cole me aperta contra o seu peito sólido e coloca ambos os braços em volta de mim, prendendo-os juntos na minha frente. Quando chegamos ao nosso andar, eu o impeço e seguro em seu braço enquanto eu saio dos meus saltos. Não posso aguentar mais um segundo neles. "Blake!" Becky grita. "Está brincando né?" "Ugh. Cale-se. Meus pés estão prestes a cometer suicídio", eu gemo dolorosamente. Os caras riem e Becky revira os olhos. "Você é um bebê." "Sim, tanto faz, diva" Eu resmungo antes de soltar um grito alto quando Cole me levanta do chão. "Cole, é você louco?" "Só com você, baby", ele murmura no meu cabelo. Eu mordo meu lábio enquanto meu coração martela incessantemente contra o meu peito. Eu me sinto como se borboletas estivessem

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fazendo uma dança no meu estômago. Quando meus olhos encontram os dele, estou esperando que pareçam divertidos, mas eles são completamente sérios e um pouco triste mesmo. "Você pode me colocar para baixo. Posso andar muito bem" digo inutilmente, porque já estamos na frente de nossa porta. Ele me coloca para baixo lentamente, sem tirar os olhos dos meus. Eu quero olhar longe da intensidade neles porque estão me deixando nervosa. "Uh... caras? Vocês vão entrar ou vocês vão ficar no corredor fodendo o outro com os olhos toda a noite?" Becky pergunta com uma risada. Eu saio do meu transe e me empurro para longe de Cole. Enquanto eu caminho passando por Becky, ela tira sarro de mim. Ela é tão óbvia que eu não posso deixar de rir enquanto eu ando para o meu quarto. Eu coloco um short azul e uma camiseta vermelha que tem "Murphy" escrito na parte de trás. É uma camisa de futebol de Cole da época da escola e minha camisa de dormir mais confortável. Depois que eu lavo minha maquiagem e amarro meu cabelo para trás, eu volto para a sala de estar. Becky e Greg já estão escondidos em seu quarto, mas acho Cole e Aubry zapeando canais na sala de estar. Uma grande mochila marrom que eu não reconheço me chama a atenção. "Isso é de Greg?", pergunto a ninguém em particular, mas olho para Aubry. Os olhos de Aubry se arregalam enquanto ele morde o lábio para não rir, mas não responde. "É meu", Cole diz indiferente.

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"Você vai ficar aqui?", pergunto confusa. "O que há de errado com a sua casa?" "Você pensou que ia se livrar de mim só porque decidiu que eram bons demais para ficar na minha casa?", ele pergunta com uma sobrancelha levantada. "Hum, não, eu nunca disse que era boa demais para você" respondo tranquilamente enquanto eu torço minhas mãos juntas. "Você está certa. Você disse a Aubry que iria ficar com alguém", ele diz parecendo divertido, enquanto eu encaro Aubry. "Você me disse que estava se hospedando aqui para Becky e compras. Eu não me importo de qualquer maneira. Não gosto de estar longe da ação, e uma vez que estamos aqui e você precisa de um parceiro, hey," ele encolhe os ombros. Minha boca se abre. Eu fecho. Eu processo suas palavras e começo a rir. "Você..." digo, sorrindo e balançando a cabeça, "é facilmente a pessoa mais controladora que eu conheço, e isso vindo de mim” brinco. Ele realmente é controlador. Eu sei porque ele precisa estar no controle. O problema é que eu preciso estar tanto no controle quanto ele. Nosso passado nos fere. Tanto quanto nós tentamos pintar a nossa própria tela, o nosso passado está sempre ali, pairando sobre a nossa iluminação. "Prefiro o termo 'planejador', mas você pode usar o 'controlador' se isso te faz sentir melhor", ele diz, piscando para mim antes que eu viro de volta para o meu quarto. Cole aparece enquanto estou indo para a cama e vai direto para o banheiro. Eu paro de folhear a minha revista de jardinagem e olho para cima quando ele volta; ele está vestido apenas de cueca. Não sei como ele mantém seu corpo em tão bem em forma, mesmo depois que ele parou de jogar futebol. Eu

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mordo o lábio para impedir minha boca de abrir enquanto ele caminha para a cama. Seus movimentos flexionam os músculos perfeitamente definidos em sua barriga. Ele cruza os braços, exibindo seus fortes bíceps e antebraços fortes. "Eu acho que você pode ter babado sobre si mesma", ele diz, antes que ele lance a língua e lambe os lábios lentamente. Um frio corre pela minha espinha ao vê-lo. "Diz o cara que espantou Trevor fora quando o viu falando comigo?" Pergunto, arqueando uma sobrancelha. "Falando com você?", Ele rosna. "Ele estava praticamente te comendo com os olhos. O que ele estava dizendo quando eu estava no banheiro? Quando saí, ele estava segurando sua mão, e você estava olhando para ele toda atordoada e boba", ele diz. A mandíbula dele está fechada e as mãos em punhos estão descansando em sua cintura. Sorrio. "Algumas coisas nunca mudam. Tenho um namorado, lembra?" Eu não tenho, mas ele não sabe disso - eu acho que não. Aubry pode ter aberto sua boca grande. "Tem?", ele pergunta com os olhos apertados, me fazendo contorcer. "Uh..." começo a fazer uma nota mental para matar Aubry amanhã de manhã. Suas sobrancelhas franzem. "Blake?" "Não" respondo tranquilamente enquanto eu desenho círculos no edredom com o meu dedo. "O que aconteceu?", ele pergunta, inclinando a cabeça.

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Dou de ombros com um ombro só. "O de sempre." Ele não é você. Já namorei quatro caras nos últimos sete anos. Eles foram todos suportes de uma noite. É assim que eu defino os meus relacionamentos. Ainda sou amiga de todos os meus exnamorados. Já assisti dois casamentos deles; isso deve dizer alguma coisa. Nunca os deixo ficarem ligados a mim, e eu não me prendo a ninguém. Sei que o problema subjacente a todas as minhas desculpas de merda é que eles não são Cole. Eu esperava que se encontrasse alguém com quem eu compartilhasse uma ligação profunda, não iria deixá-lo ir tão facilmente. Infelizmente, até agora, só compartilhei essa união íntima com uma pessoa, e essa pessoa está seminua de pé na minha frente, novamente. Normalmente, não tenho dificuldade quando estou na presença de Cole. Hoje à noite, parece algo diferente. Eu me sinto diferente. Ele se parece diferente. Por mais que meu corpo anseie por ele, porém, recuso-me a fazer o primeiro movimento. "E ele a deixou ir? Só isso?" Cole pergunta enquanto ele se senta no lado oposto da cama. Jogo minha cabeça para trás para olhar para o teto e solto um suspiro. "Ele está em negação." Minha cabeça se estala de volta para Cole quando seu riso ecoa pela sala. "O quê?" Pergunto irritada. "Nada. Russell é um cara inteligente; vou dar isso a ele. " Eu franzo a testa. "Você acha que ele não vai desistir?" "Por favor, sei que ele não vai desistir. Sabia que ele ia ser difícil de livrar com seu sotaque irritante e paciência eterna.”

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"Seu sotaque é sexy", medito calmamente. Ele aperta os olhos verdes para mim e levanta do seu lado da cama. Ele dá uma volta mais e está na minha frente, me fazendo girar meu pescoço para olhar para seu rosto. "O que está fazendo?", pergunto cautelosamente. Seus olhos perfuraram os meus enquanto ele pega a minha mão e passa em seu estômago ainda úmido para seu peito. Meus dedos tocam cada linha do seu corpo definido antes dele leva-los até à boca, forçando-me a me sentar de joelhos. Meus olhos espelham os seus, e meu coração começa a acelerar. Meus lábios separam um pouco quando seus dentes mordiscam cada um dos meus dedos. "Isso é sexy?", ele pergunta, baixando a voz quando ele olha para os meus lábios. Não posso responder porque o meu coração está preso na minha garganta. Eu lambo meus lábios e engulo, esperando que isso ajude a minha boca seca. Seus olhos estão brilhando com desejo quando ele solta minha mão e liberta o meu cabelo do meu rabo de cavalo. Ele massageia meu couro cabeludo antes de passar as mãos para baixo nos lados do meu corpo, me fazendo tremer. "Adoro quando você usa minhas camisas velhas" sussurra enquanto inclina a cabeça para baixo e beija o meu pescoço suavemente em cada lado. Ele passa os lábios macios ao longo da minha mandíbula dolorosamente lento. Se fosse com outra pessoa, eu teria ficado constrangida por minha respiração ofegante; agora muito alta.

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Ele corre a língua ao longo da concha da minha orelha. "Isso é sexy?", ele respira em meu ouvido. Eu mordo o lábio para não choramingar alto e balanço a cabeça vigorosamente. "Não" digo tentando parecer resistente, mas eu posso ouvir a falta de ar na minha voz. Ele ri perto da minha orelha, fazendo meu estômago se agitar com o som. "Não?", ele pergunta, deixando cair sua boca de volta para o meu ouvido e beliscando-o levemente antes de substituir seu olhar para o meu rosto. A diversão em seus olhos verdes penetrantes contradiz o rosto sério, e sei que ele está esperando uma resposta de mim. Eu rolo os olhos para ele, e ele balança a cabeça em resposta antes de continuar sua provocação torturante enquanto segura meus seios sobre minha camisa. Ele agarra a borda da minha camisa e procura meu rosto por um minuto antes de retirá-la. Ele continua a tirar minha roupa lentamente, deixando-me exposta. Ele examina cada centímetro meu, e estou contente que já estou deitada porque o olhar que ele está me dando faz meus joelhos tremerem. Eu lambo meus lábios lentamente à medida que meus olhos vagueiam no seu corpo e caem em sua boxer com volume. Ele percebe meus olhos viajando e respira fundo enquanto arrasta a língua lentamente ao longo de seus dentes superiores. Meu peito está acelerado. Eu começo a me sentar para lhe perguntar o que diabos ele está esperando, quando ele se move para mim e rapidamente agarra meus pulsos juntos em uma de suas mãos e me fixa para baixo na cama. "Cole-" meus pensamentos desaparecem com o ardente beijo que ele me dá. Quando sua língua entra na minha boca e começa a lentamente derramar na minha, eu me permito inclinar para ele. Quando ele tenta abrandar o beijo, levanto a cabeça da cama e beijo-o descuidadamente, arrebatando sua boca. Ele geme

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contra meus lábios antes de pegar meu queixo com a mão livre, rasgando minha boca da dele. Meu protesto se perde na minha garganta quando vejo o olhar magoado nos seus olhos. Ele não me dá tempo para pensar se eu deveria falar do passado. Ele planta beijos molhados ao longo meus braços estendidos antes de atingir o meu pescoço e seguindo o caminho até os meus seios. Ele solta meus pulsos, e minhas mãos movem automaticamente para sua cabeça enquanto ele continua beijando pelo meu estômago e, finalmente, paira entre as minhas pernas. Ele lambe minhas coxas, e lentamente arrasta a língua de um lado para o outro, me provocando com uma promessa. Quando ele move a língua de baixo para cima pousando no meu broto sensível, eu jogo a cabeça para trás com um gemido e pego punhados do luxuoso edredom branco do hotel debaixo de mim. "Cole" imploro, quebrando o meu silêncio. Sinto ele sorrir contra mim, encorajando-o com o som de seu nome. Ele continua a chupar e lamber tentadora e lentamente até que estou respirando pesadamente e gemendo seu nome em voz alta. Quando meu corpo está tremendo, à beira do êxtase, ele para. Um som descontente escapa da minha garganta, e me sustento em meus cotovelos e abro os olhos. Seu peito está arfando quando eu olho para ele. "Isso foi sexy o suficiente para você?", ele pergunta enquanto estreita os olhos queimando nos meus. Eu gemo e caio de costas na cama, cobrindo meu rosto. "Cole, você é o homem mais sexy que eu já conheci. Muitas mulheres dizem que você é sexy. Você não precisa de mim para alimentar a porra do seu ego. " Sinto ele deslocar e descubro meus olhos, mas mantenhoos fechados. "Olhe para mim", ele ordena em um tom baixo. Abro

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os olhos. "Não dou a mínima para o que as outras meninas dizem. Você é a única que importa." Esqueço meu orgasmo iminente. Esqueço que não estou no controle. Esqueço as maneiras que nós machucamos um ao outro no passado. Neste momento, só quero Cole. Meu Cole. Eu o agarro pela parte de trás do pescoço, puxando seu rosto para o meu e o beijo profundamente. Eu o beijo para compensar todos os anos que perdi não o beijando. Eu beijo como se fosse a última vez e como se nunca fosse ter sua boca na minha novamente, porque talvez seja, e forço o pensamento da minha cabeça rapidamente. Ele geme quando eu deslizo minha língua em sua boca e alcanço para puxar sua cueca pra baixo. Eu pego o seu comprimento e espremo, fazendo-o gemer por entre os dentes. "Você tem um preservativo?" Pergunto, olhando para ele através dos meus cílios. Antes que ele responda, eu o empurro para fora de mim e me posiciono para levá-lo na minha boca. Eu circulo a minha língua em torno de sua ponta um par de vezes antes de colocar meus lábios em torno dele, levando-o profundamente. "Merda, baby", ele geme. "Eu tenho um... oh Deus... tenho um... mas... mas... estou limpo", ele diz desesperadamente. Eu paro e inclino para trás em meus calcanhares para olhar para ele. "Cole," advirto. Estou tomando a pílula. Sei que ele sabe disso. Ele sabe que estou limpa, também, porque eu sou tanto excessivamente controladora como ele é. Ainda estou hesitante sobre não usar um, porém. "Relaxe, baby, não estamos com dezessete anos mais", ele diz, acariciando meu rosto suavemente.

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Fecho os olhos e aceno uma vez. "Não importa que não estamos com dezessete anos. Nós ainda precisamos ter cuidado" digo. Ele me pega e me posiciona mais alta no travesseiro antes de me cobrir com seu corpo quente. Ele se abaixa para beliscar meu lábio inferior e me beijar com ternura, antes de empurrar lentamente dentro de mim. "Porra, baby", ele geme quando ele empurra todo o caminho. "Você é tão gostosa." Eu choramingo e levanto os quadris para encontrá-lo, esquecendo minha apreensão. Isso sempre foi diferente com Cole. Sempre melhor. "Tão... bom pra caralho", ele repete a voz rouca. Ele enterra o rosto no meu pescoço e me inspira enquanto bate em mim. "Foi um tempo muito longo. Eu me sinto faminto sem você." Suas palavras me têm numa altura que eu não tinha experimentado em um longo tempo - se alguma vez fiz. Estou consumida pela voz rouca de Cole, seus movimentos, seu toque, seu calor. "Você é a única que importa", ele diz enquanto se dirige em mim mais rápido. "Você é a única que, porra, importa... só você... sempre.” Sinto lágrimas na parte de trás dos meus olhos, e eu me agarro a seu rosto e o beijo, derramando a minha alma na sua. Nossos corpos estão lisos - cobertos com nosso suor e minha excitação. Nós dois estamos gritando palavrões e o nome um do outro entre beijos apaixonados. Nós nunca tiramos os olhos um do outro. Meus olhos estão dizendo-lhe o que a minha voz não pode dizer.

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Seus olhos estão cantando de volta as mesmas palavras e nós dois encontramos o êxtase e caímos juntos. "Eu amo você, baby", ele sussurra em meu cabelo enquanto ele embala o meu corpo contra o dele. Consigo dormir com facilidade naquela noite. Sono sem sonhos. Na manhã seguinte, eu sinto a luz solar que atinge meu rosto e abro os olhos lentamente. Eu tento me mover, mas estou sendo mantida refém por um forte braço quente. Olho para Cole e o encontro acordado, os olhos sorrindo para mim. "Quanto tempo você tem feito isso?", resmungo. "Cerca de 30 minutos", ele diz, olhando para mim com admiração. "Por que você não me acordou?" Pergunto, tentando e não saindo fora do seu domínio. "Estava assistindo você dormir. Adoro ver você dormir", ele diz com ar sonhador. Sorrio. Adoro assisti-lo dormir, também. "Tenho que fazer xixi" digo, contorcendo-me novamente. Ele ri e beija meus lábios mais ou menos antes de me deixar ir. Um par de minutos mais tarde, enquanto escovo meus dentes – Cole entra e fica atrás de mim. "Tudo o que você está pensando - pare" adverte, envolvendo os braços em volta de mim e olhando para o nosso reflexo no espelho. Eu meio que sorrio com a escova de dentes na boca. Nós ficamos bem juntos. Sempre fizemos.

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"Não estou pensando em nada," murmuro em protesto antes de cuspir creme dental e enxaguar a boca. Ele vira o meu corpo para enfrentar o seu e me levanta para sentar no balcão. Ele respira fundo e coloca a testa contra a minha. "Você não vai ficar longe de mim desta vez, Blake" diz a sério. Eu me afasto um pouco para que possa olhar em seus olhos. Ele está mortalmente sério. Interiormente me amaldiçoo por ter tido relações sexuais com ele na última noite. Tanto quanto eu amo a ideia de estar com Cole, também me assusta para fora da minha mente, razão pela qual eu não tinha entretido a ideia em um tempo tão longo. "Não escapei da última vez, Cole," digo, arrancando meus olhos longe dele e me concentrando no teto agradável do banheiro. Ele me olha por um longo momento antes de tomar uma respiração profunda e caminhar para o chuveiro para ligá-lo. Quando ele caminha de volta, ele retira sua boxer, fica na minha frente, puxa a minha camisa, e leva a minha boca na sua. "Não importa, baby", ele diz contra os meus lábios. "Isso está no passado." Ele me levanta e nos encaminha até o chuveiro, me segurando firmemente contra seu corpo. Inclino minha cabeça em seu ombro e sorrio satisfeita. Tão assustada como estou por me envolver com ele de novo, sei que não posso continuar a viver a minha vida com ele só como um amigo. Não posso continuar deixando que ele tenha encontros com outras mulheres e agir como se estivesse bem com isso, porque não estou.

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Enquanto ele me desliza pra baixo de seu corpo, sorrio para ele e me deixo sentir feliz. Eu só preciso descobrir como mantê-lo em minha vida. Seguramente.

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Capítulo Nove Passado

Eu estava esperando Cole me pegar para o nosso encontro de aniversário. Sabia que ele tinha planejado algo especial, porque Becky fez com que eu me arrumasse mais do que o habitual. Ela me perguntou uma centena de vezes se eu me lembrei de depilar minhas pernas. Ela mesmo verificou minhas axilas. Essa menina era doida. Ela me deu a conversa "pássaros e as abelhas"- em sua própria e estranha maneira, o que foi hilariante. "Você ainda está tomando a pílula, certo?" Becky perguntou ansiosamente. "Jesus, Becky, sim!", respondi, revirando os olhos. Ela soltou um suspiro. "Relaxa, Blake. Eu só quero que isto seja perfeito para você. Não quero que você se preocupe com nada mais tarde." Cole e eu não tínhamos ido além da segunda base principalmente porque fomos interrompidos a cada momento que estávamos prestes a fazer mais. Eu não tinha ideia de como Becky e Greg encontraram uma maneira de fazer sexo em nossa casa quando ficam aqui no fim de semana. Quando ouvi a campainha tocar, sorrio e corro para a porta. As borboletas no estômago vibraram quando vi Cole encostado no batente da porta. O boné de beisebol para trás que

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ele estava usando escondeu seu cabelo castanho bagunçado e fez os seus olhos verdes parecerem maiores e mais brilhantes. Ele estava vestindo calça jeans escura, botas pretas e um suéter de fios pretos que abraçou o corpo definido. Ele lambeu os lábios lentamente, enquanto seus olhos vagavam sobre o meu corpo. Ele me olhou de cima a baixo, fazendo-me sentir exposta de uma forma que só ele podia. Eu sorri e joguei meus braços em volta do seu pescoço, quando ele riu e me puxou para perto dele, me levantando e aconchegando o rosto na curva do meu pescoço. "Amo como você cheira," ele sussurrou. "Você está linda como sempre." "Assim é você... como sempre", respondi com um sorriso. Inalei seu cheiro, uma mistura de seu perfume favorito Jean Paul Gaultier e sabonete de corpo pinho-e-cravo que ele usava. Ele cheirava como uma árvore de Natal masculina. Meu cheiro favorito no mundo era o de Cole. Ele fechou a porta atrás de nós e me acompanhou até o carro dele. Eu ainda não tinha ideia de onde ele estava me levando, mas era o que normalmente acontecia quando me levava para sair. Ele insistia que tudo fosse uma surpresa, e mesmo que eu odiasse surpresas, sempre amei as suas. Quando entramos no carro, ele pegou uma venda de olhos e mostrou para mim. Meus olhos se arregalaram. "Não. Inferno. Não!" Ele mordeu o lábio para não rir ao ver a expressão no meu rosto. "Por favor? É só até chegarmos lá. Quero que isso seja uma surpresa", ele fez beicinho. Droga. Eu odiava quando fazia beicinho, ele parecia tão bonito. Meus ombros caíram. "Tudo bem, mas se eu começar a entrar em pânico, você vai tirá-la, certo?"

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Seu sorriso foi substituído por uma carranca. "Claro, querida. Por que você iria surtar?" A verdade é que eu não sabia, mas assim que vi a venda, o meu coração entrou na ultrapassagem. Tomei uma respiração profunda e deixei ele me vendar. Eu estava com Cole. Estava segura. Nós dirigimos pelo que pareceram horas, embora Cole me garantiu que tinha sido apenas dez minutos. Quando o carro parou, ouvi ele tomar uma respiração profunda e mudar em seu assento. "Vou tirar agora, ok?" Encarei a janela para que ele pudesse desatar. Pisquei um par de vezes antes do meu rosto abrir-se num sorriso. Olhei para o Bed & Breakfast3 admirada; não podia acreditar que ele se lembrava. Nós tínhamos ficado com um pneu furado na frente daquele lugar antes de começarmos a namorar. Lembrei-me de dizer a Cole algo sobre isso parecer romântico e esperar que meu futuro namorado fosse me levar lá um dia. Eu lembrava dele engasgar com a água que estava bebendo com a menção de um futuro namorado me levando para uma cama e café da manhã, mas nunca pensei em nada disso. "Espero que você não tenha feito planos para amanhã de manhã", ele disse, me tirando da memória. Olhei para ele e sorri tão grande que meu rosto doeu. "Não posso acreditar que você se lembrou," eu disse, balançando a cabeça.

3

Cama e Café da Manhã. Motel ou Pousada com pernoite e café da manhã incluso.

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"Como eu poderia não me lembrar? Nunca iria esquecer nada que minha garota favorita me diz", ele respondeu antes de dar um beijinho suave nos meus lábios. Após o check-in, Cole me levou para o nosso quarto. Os quartos eram juntos, e me perguntei se Cole estava louco em reservar este lugar para a nossa primeira vez, porque isso tinha que ser a nossa primeira vez. Os quartos eram mais juntos aqui do que eram na Maggie. Quando ele abriu a porta para o nosso quarto, entramos em um espaço mini palácio - estilo vitoriano. Ele tinha um grande quarto branco - Cama king-size, uma presunção adorável, e um banheiro maior do que o que tínhamos na Maggie. "Este lugar é lindo", eu disse com admiração enquanto olhava em volta. Ouvi vozes no corredor e dei um olhar em pânico. "Oh meu Deus, as paredes são tão finas" sussurrei quando enterrei meu rosto em minhas mãos. Cole riu e caminhou para mim, envolvendo-me em seus braços e beijando o topo da minha cabeça. "Eu sei, querida, mas nós nunca conseguimos ficar sozinhos na Maggie. Temos a pior sorte do mundo", ele fez beicinho. "Além disso, você disse que queria que o seu namorado te trouxesse aqui, e uma vez que você nunca vai ter outro namorado, isso cabe a mim” ele disse quando piscou. Inclinei a cabeça e apertei o queixo no seu peito para olhar para ele. "Você está certo." Eu sorri. "Trouxe roupas. Pedi a Becky para arrumar suas coisas, por isso, se há algo que você não aprova, culpe ela.” Eu ri. "Não é à toa que ela estava me preparando muito."

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"O que quer dizer mostrando-me sua covinha.

preparando

você?",

Ele

sorriu,

Revirei os olhos. "Conversa da menina." Nós revezamos o banho, nos vestimos e descemos as escadas. O casal que possuía o lugar nos convidou para um jantar que eles ofereciam para seus hóspedes, e nós concordamos em ir. Descobrimos que éramos um dos três casais ficando lá naquela noite. Os outros dois pares ficaram no lado oposto da casa. Cole me deu um sorriso quando ele ouviu isso. Enquanto falamos com os outros convidados, soubemos que todos eram muito mais velhos e casados e felizes. Eles nos disseram que belo casal que fizemos e nos perguntaram quanto tempo estávamos juntos. "Ela é uma conquista realmente boa. Não deixe ela ir embora." Betty, uma das convidadas, disse a Cole, enquanto comíamos sobremesa. Cole levantou minha mão livre e colocou contra seus lábios. "Eu não sonharia com isso, minha senhora", ele respondeu, enquanto olhava fixamente para mim. O olhar em seus olhos fez meu coração saltar uma batida, e minhas mãos começaram a tremer. Os casais mais velhos voltaram a rir e falar sobre como eles se conheceram, seus casamentos e seus netos. Foi agridoce vê-los juntos, sussurrando declarações de amor e de mãos dadas. Eu queria isso no meu futuro, mas sempre que alguém me pedia para imaginar onde eu estaria em cinco, dez ou vinte anos, eu desenhava uma imagem em branco. Não podia responder, porque sempre pensei que eu não sabia se ia estar viva em um, dois ou três anos; pessoas morrem todos os dias. Enquanto nós caminhamos até as escadas, Cole me abraçou por trás e começou a beijar meu pescoço suavemente. No

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momento em que fez isso estávamos no nosso quarto, e eu estava ofegante. Ele me puxou para ele e murmurou "Eu te amo" contra os meus lábios, antes de tomá-los para ele e explorar minha boca com a língua. O sabor do bolo de chocolate da sobremesa e Cole me colocou em um frenesi de doçura. Peguei o seu longo cabelo castanho e segurei enquanto ele continuou a beijar no meu pescoço. Meu vestido decotado lhe deu acesso às curvas dos meus seios. Enquanto ele me deu beijos molhados, ele abriu o zíper da parte de trás dele. Eu larguei seu cabelo e deixei o vestido deslizar aos meus pés. Ele deu um passo para trás e cruzou os braços sobre o peito. Desejo cresceu enquanto ele me observava através dos olhos cerrados com a língua persuadindo seu lábio inferior lentamente. Parecia que ele estava tomando uma imagem mental de cada centímetro do meu corpo enquanto seus olhos viajaram de meus pés, até meus olhos, e lentamente de volta baixo. O olhar faminto em seus olhos me fez lembrar de um homem no corredor da morte olhando para sua última refeição, e isso me fez tremer de antecipação. Ele se adiantou e passou os dedos sobre os meus ombros antes de desprender o meu sutiã e puxar pra baixo. Quando meu sutiã caiu no chão, ele soltou um suspiro e pressionou seu corpo contra o meu. Eu subi e comecei a desabotoar sua camisa enquanto nos beijamos profundamente. Ele quebrou o beijo e terminou de tirar a camisa, sem tirar os olhos dos meus. Comecei a sentir falta de ar quando os seus olhos percorriam meu corpo e ele mordeu o lábio. Fiquei contente de estar passando por algo tão íntimo com Cole, porque eu não me sentia nervosa por estar quase nua na frente dele. O que me deixou nervosa e a razão que eu estava com medo de ir até o fim com ele, era que ele esteve com tantas outras meninas. Estava com medo que não iria chegar até seus padrões ou ser a pior que ele já teve. E se eu fizer algo errado com ele, ou

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ruim para ele? Eu sabia que Cole nunca iria rir de mim ou tirar sarro de mim sobre nada, mas o pensamento está me corroendo desde que ficamos juntos. Ele terminou de se despir - só deixando sua cueca boxer antes de tirar minha calcinha e me encaminhar para trás, para a cama. Sentei-me quando as costas das minhas pernas bateram no estrado, e depois me mudei para deitar. Cole ficou em pé, seus profundos olhos verdes perfurando os meus enquanto eu estava deitada nua diante dele. Seus olhos viajaram pelo meu corpo novamente antes dele fechá-los e murmurar um palavrão. Ele se inclinou sobre mim e me beijou suavemente, mordiscando e provocando meu lábio inferior antes de sugar ele na boca. Quando ele enfiou a língua na minha boca, eu chupei e ele soltou um rosnado baixo. Manteve-se em cima, me enjaulando em seus braços, enquanto nos beijávamos. Eu segurei seu olhar enquanto sentei e toquei seu rosto com as costas dos dedos de um lado enquanto corria a outra mão para baixo em seu corpo até que ela pousou acima da borda de sua boxer. Empurrei para baixo até que eu podia ver apenas a ponta de sua masculinidade, à espera de ser deixada livre. Mexi meu corpo para baixo até que cheguei mais perto e puxei sua cueca para baixo com ambas as mãos. Quando ele saiu dela, envolvi minha mão em torno dele e apertei. Ele soltou um gemido profundo e inclinou a cabeça para trás enquanto eu continuei a acariciá-lo suavemente, deleitando-me com a sensação suave mas dura dele em minha mão. "Baby, você vai ter que parar" ele disse em um sussurro rouco quando puxou a minha mão para longe dele. Inclinou-se comigo de volta na cama e desceu comigo, com cuidado para não colocar todo o seu peso sobre mim. Nós nos beijamos com ansiedade, abraçados até que nossos corpos se fundiram. Quando nossos lábios se separaram, ele começou a colocar beijos

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no meu rosto, meu nariz, minhas pálpebras, minha boca, meu queixo, e minha mandíbula. Moveu-se do meu pescoço para o meu peito até que ele pousou em meus seios. Ele lambeu ao redor do meu peito até que foi para o mamilo sensível. Ele pegou meu mamilo em sua boca e lambeu lentamente. Eu arqueei minhas costas, oferecendo para ele assumir tudo e senti seu sorriso contra mim quando gemi seu nome. Ele voltou sua atenção para o meu outro seio, repetindo a mesma doce tortura. "Cole" disse, respirando com dificuldade, quando agarrei a sua mão e coloquei entre as minhas pernas. "O que, baby?", Ele murmurou contra mim e depois me roçou com os dentes, fazendo-me ganir. "Toque-me, por favor", implorei enquanto fechava os olhos. Não podia acreditar que tinha acabado de dizer isso. Ele circulou o polegar na minha parte inferior do estômago antes de arrastar pra baixo. Cai de volta na cama. "Relaxe, baby", ele riu. "Estou relaxada. Só quero que você- " rangia quando ele enfiou o dedo dentro de mim. "Você quer o quê?", ele perguntou, respirando com veemência contra o meu peito enquanto continuava a circular o polegar sobre minha parte externa. E massageando seu dedo contra minhas paredes internas. "Oh, Deus ... Cole ... oh ... Deus", era tudo que eu poderia dizer entre arquejos antes que uma onda de alívio tomou conta de mim seguida por uma sensação de formigamento.

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Ele continuou a me tocar suavemente, me molhar com a minha excitação antes que ele começou a me beijar em todos os lugares. Quando senti os lábios em minhas coxas, eu me calei. Minhas mãos voaram para o seu cabelo, e puxei o rosto para cima. Ele me deu um olhar confuso. "Cole, você não vai fazer isso, não é?" Eu rangia. Ele sorriu. "Sim, você pode soltar meu cabelo, por favor?" Mordi o lábio enquanto pensava sobre como falar com ele sobre isso. "Cole, eu realmente não quero que você faça isso." Ele balançou a cabeça uma vez, me fazendo soltar meu aperto e largar seu cabelo. Ele colocou o queixo no meu abdômen inferior e olhou para mim por um tempo, procurando o meu rosto antes de falar. "Baby, sou eu. Não há nada para se envergonhar. Não há nada estranho sobre isso. Não fiz isso antes. Você acha que eu não estou nervoso? ", ele perguntou em voz baixa. Engoli em seco. "Cole, você deve ter feito isso um zilhão de vezes antes", exclamei, voltando-me um pouco longe dele. Ele segurou meus quadris no lugar. "Não, Blake, eu não fiz. Eu tive relações sexuais antes, sim. Casual, sem sentido, sexo estúpido. Eu poderia muito, muito bem não ter feito isso para ser honesto. Isto", disse ele apontando entre nós, "não é casual, não é estúpido, e é tão certo que porra não faz sentido." Ele inclinou meu queixo para se certificar de que eu o olhava nos olhos. "Estou apaixonado por você, Blake. Tenho sido apaixonado por você desde o momento em que te vi. Estou apaixonado por você desde o dia em que nasci e possivelmente até mesmo antes disso. Eu pertenço a você. Meu corpo pertence a você. Meu coração pertence a você. Por favor, me deixa fazer amor com você."

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Minhas mãos tremiam, meu coração pode ter parado por uma ou duas batidas, e senti lágrimas se formarem em meus olhos, mas fui capaz de acenar com a minha resposta. "Além disso", ele disse, sorrindo quando ele separou minhas pernas novamente. "Esta é a minha primeira vez também. Eu nunca beijei ninguém... aqui em baixo." Meus olhos se arregalaram e minha boca abriu. Eu teria dito alguma coisa, mas quando senti sua língua tremular contra mim, eu era um caso perdido. Ele arrastou seu corpo contra o meu enquanto eu sacudia com os tremores enquanto ele começou a colocar beijos suaves no meu pescoço e começou a me tocar novamente. "Eu tenho que ter certeza de que você está pronta para mim, baby", ele disse rispidamente. "Mas você já está tão molhada. Eu não acho que preciso fazer qualquer outra coisa." Ele arrebatou a minha boca novamente antes de abrir as minhas pernas mais amplas e me provocar com sua ponta. "Cole, por favor" gemi quando empurrei meu corpo para ele. "Aguente firme, baby", ele gemeu quando ele lentamente apertou-se dentro de mim. Apertei meus olhos fechados e mordi meu lábio quando um desconforto me percorreu. Senti como se estivesse sendo dilacerada por dentro. Eu apertei seu ombro com força para não gritar. "Você está bem, baby?", ele perguntou quando ele se acalmou. Balancei a cabeça furiosamente. "Sim, sim, só continue, por favor."

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Ele empurrou para dentro um pouco mais e parou de novo, deixando-me acostumar com a sensação. Depois que ele mesmo havia empurrado para dentro e para fora um par de vezes, ele pegou o ritmo. "Porra, baby", ele disse em voz baixa. "Porra. Porra. Porra. Você é gostosa pra caralho." Tudo o que eu via eram os olhos verdes de Cole perfurando os meus, não me deixando desviar o olhar. Meu coração estava cheio de como ele me beijou carinhosamente, me disse o quanto ele me amava, e como é bom senti-lo dentro de mim. Eu o senti pulsar dentro de mim um par de vezes e seu corpo ficou tenso. "Deus, Blake, eu te amo tanto, querida" grunhiu enquanto empurrava dentro de mim uma última vez. Ele colocou a cabeça no meu ombro e me beijou suavemente. "Nunca senti isso antes" soltou um suspiro. "Isso. Eu só posso sentir isso com você, baby. Só você." Vi a sinceridade em seus olhos, e sabia que ele estava certo. Se eu não tivesse me apaixonado por Cole antes, definitivamente sabia que estaria então. Com uma pontada de aperto em meu peito, eu tive a súbita vontade de chorar. Entre suas palavras de amor e intimidade que tínhamos acabado de compartilhar, sabia que nunca seria a mesma. Não era uma coisa necessariamente ruim, mas eu sabia que nunca poderia amar alguém da maneira que amava Cole. Abracei-o com força, desejando que eu pudesse lhe dizer como me sentia. Desejando que eu não estivesse com tanto medo de tudo. De amá-lo. De perdê-lo. Além disso, estava grata que ele me amava do jeito que eu era - cicatrizes e tudo.

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Capítulo Dez Presente

"E agora?", pergunto a Cole enquanto ele leva Aubry e eu através do aeroporto La Guardia para a área de segurança. Câmeras piscam aqui e ali com fotógrafos reconhecendo seu rosto. Caras vêm até ele, dizer olá, tirar fotografias, e dizerlhe o quão grande ele é. Um grupo de meninas sorri e tiram uma foto; dizendo que seus namorados vão ficar tão ciumentos. O fato de que Cole tem todos esses "Manos" seguindo me faz rir. Depois de todos esses anos de caras não gostarem dele por causa de suas namoradas, o oposto está acontecendo, e é muito engraçado. Agora as meninas não gostam dele, porque todos os seus namorados querem vê-lo na TV. Aubry e eu compartilhamos essa piada quando nos afastamos e deixamos ele falando com mais algumas pessoas. "O que você quer dizer?" Cole pergunta quando chegamos longe de seus fãs. Aubry está de costas para nós e está agindo como um guarda-costas, protegendo-nos do ponto de vista de toda a gente e, efetivamente, escutando a conversa. "O que quer dizer com, e agora? Você vai voltar e reatar com Erin? ", pergunto, evitando a verdadeira questão em minha mente.

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Ele me dá um olhar incrédulo diante de seus olhos verdes, começa a piscar e sua boca lentamente levantando-se em um lado. "Hmm... pro inferno, não." "Por que não?" Pergunto, mordendo meu lábio e batendo meus cílios. "Vamos ver", ele começa quando enfia uma mecha de cabelo atrás da minha orelha, fazendo-me soltar um suspiro trêmulo. "Você e eu tivemos sexo incrível neste fim de semana." Ele dá um tapa na cabeça de Aubry quando ele começa a rir em voz alta. "E, francamente, acho que seria muito estúpido deixar o amor da minha vida fugir de mim de novo." Ele levanta a sobrancelha e me olha atentamente. Aceno com a cabeça e sorrio. "Vou concordar com você sobre isso" sussurro. Ele inclina meu queixo para que eu possa olhar diretamente em seus olhos. "Não estou brincando, Blake. Não vou deixar você sair da minha vida de novo nunca." Ele coloca um beijo suave nos meus lábios, e minha apreensão desaparece rapidamente. Os únicos pensamentos de correr que eu tenho me incluem em uma esteira amanhã, porque eu comi como uma condenada em Nova York neste fim de semana. Nós estamos lá por um tempo, olhando para os olhos um do outro, não querendo nos separar, embora ambos sabemos que eu tenho um avião para pegar. "Estarei em Chicago no próximo fim de semana, tudo bem, baby?", ele diz suavemente enquanto puxa meu corpo contra o dele para me abraçar.

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"Ok" sussurro. Sinto lágrimas não derramadas nos meus olhos, e eu silenciosamente rezo para que não chore, porque vou me sentir tão estúpida se eu começar a chorar sobre isso. "Estarei lá cada fim de semana. E, se eu não puder ir, voe até mim, ok? Se é isso que vai manter minha sanidade, vou vender tudo o que tenho e comprar um maldito jato." Ele me faz sair do nosso abraço e olha pra mim com uma expressão séria para se certificar de que ainda estou com ele. Concordo com a cabeça tristemente. "Não vou deixar você ir, querida." Sorrio levemente. "Estou bem. Estou bem. Não sou mais um adolescente, Cole." Ele sorri amplamente e se inclina para tomar meus lábios mais uma vez. Ele geme quando eu deslizo minha língua em sua boca e chupo a sua. "Porra... odeio que você tenha que ir", ele faz beicinho. "Você terminou fodido Romeo?" Aubry pergunta, virandose. "Este voo não vai sair sem a minha bunda. Não estou a ponto de pagar cem dólares para pegar o próximo avião, e meio que quero transar hoje à noite." Eu rolo os olhos para ele quando Cole ri e soca ele. Nós nos beijamos uma última vez e, infelizmente, nos despedimos antes de eu entrar no avião para voltar para Chicago. Quando Aubry e eu voltamos ao nosso apartamento, verifico a pilha de correspondência e encontro um envelope branco com o meu nome nele. Percebo que está faltando um endereço de retorno e o agarro, juntamente com as minhas contas antes de ir para o meu quarto. Coloco a minha mala na cama e olho para ele por um tempo. Odeio desembalar e lavar roupa. Se pudesse pagar alguém para fazer isso por mim, eu o faria.

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Sei que olhar para isso não vai ter o trabalho feito, porém. "Aubry," chamo alto. Não tinha trancado a porta do quarto, então ele entra e fica com uma mão em seu quadril e a outra segurando o telefone. "Espere, Aimée", ele diz ao telefone. "O quê?", ele pergunta irritado. Sorrio. "O quê?", pergunto com a atitude falsa e estalo os dedos na minha frente enquanto remexo meu corpo. "Deixe-me apenas dizer-lhe que você tem que me agradecer por te juntar com a princesa ali. De qualquer forma, você quer lavar a minha roupa? Vou te pagar.” Aubry ri e balança a cabeça quando ele diz a Aimée o que eu pedi a ele para fazer. Ela ri alto o suficiente para que eu possa ouvi-la quando Aubry estende seu braço para mover o telefone longe de sua orelha. "Claro, vou lavar. Você tem roupa íntima para eu lavar? Ou Cole rasgou todas elas?”, ele pergunta, rindo. Riso borbulha e me escapa quando ele vai embora, porque eu tenho certeza que Cole rasgou todas elas. Não tinha considerado que Cole iria encontrar Aimée breve. Tenho certeza de Aubry já está tentando fazer um encontro duplo para o próximo fim de semana. O pensamento de um encontro duplo faz meu coração acelerar. Eu realmente vou fazer isso. Sem medo desta vez. Sem medo. Não vou perdê-lo. Eu o amo, e não vou perdê-lo. Abro o envelope branco com nenhum endereço de retorno. A carta não tem sequer um cabeçalho. Isso é estranho. 14 de agosto de 2011

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Ms. Blake Brennan, Estamos interessados em comprar um lote de terra que está sob o seu nome. O endereço do terreno é de 600 Rockwell Street. Nós gostaríamos de oferecer-lhe $ 400.000 por ele. Entre em contato conosco quando você estiver pronta para vender. Atenciosamente, Investment Group O'Brian Descarto a carta e coloco-a fora. Como eles conseguiram o meu endereço? Acho que é uma lista pública e encontraram meu nome. Esse é o problema em viver em um mundo de tecnologia. Google pode fazer de qualquer pessoa um perseguidor em dois cliques. Eu passo pelo resto do meu e-mail e pago algumas contas online. Meu telefone toca quando estou procurando meu pijama, e sorrio quando vejo o rosto de Cole na tela. "Oi," digo, sorrindo como uma idiota. "Oi, baby", ele responde, e posso ouvir seu sorriso idiota, também. "Sentindo minha falta, já?" "Eu sempre sinto sua falta", ele faz beicinho. "Ahhh, eu sempre sinto sua falta, também," ecoo como se estivesse falando com um cachorro. "É muito cedo para ir vê-la?" Sorrio. "Cole Murphy, você tem vivido sem me ver constantemente durante os últimos sete anos. Tenho certeza que você pode sobreviver cinco dias."

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Ele suspira ruidosamente no telefone. "Não, eu não posso. Não queria viver sem você durante sete anos. Estava morrendo em um processo lento, de morte agonizante sem você. Você simplesmente não sabia disso." Eu rolo meus olhos, embora ele não possa me ver. "Estou tão certa de que você estava morrendo quando estava com Erin... e Kim... e Taryn... e Rita... e Sandra... e Jessica... e Sasha... e Ana... e Meredith.” Ele ri alto. "Estava morrendo o tempo todo que eu estava com todas elas. Na verdade, você se lembra mais dos nomes do que eu. Estava apenas matando o tempo com elas esperando por você para me salvar." "Você é um idiota-" Sou interrompida por uma batida na porta, e gemo. "Tenho que ir, baby. Eu te ligo mais tarde" faço beicinho com ombros caídos, totalmente agindo como uma criança. "Tudo bem", ele sussurra. "Sinta muita saudade de mim." Mando-lhe um beijo através da linha e desligo. Quando abro a porta, dou de encontro com seus olhos verde-esmeralda e seu amplo sorriso. Grito alto e pulo em cima dele, prendendo minhas pernas em volta de sua cintura enquanto ele agarra minha bunda para me impedir de cair. Eu beijo seu rosto rindo mais e mais. "Pensei que cinco dias não era nada? ”, ele pergunta, brincando. "Eu menti. É muito tempo " digo, sorrindo tão brilhante quanto o meu coração parece antes de lhe dar um abraço apertado novamente.

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"Bom, porque eu não tinha certeza de como você ia reagir. Eu ficava pensando que talvez não deveria ter pego o próximo voo para cá.” Eu jogo minha cabeça para trás, rindo. "Por que você não apenas voou com a gente, seu panaca?" "Não sabia o quanto eu sentia sua falta até que vi você se afastar de mim. Talvez seja estúpido, e sei que soa como um daqueles caras sentimentais bundões que eu faço graça, mas é a verdade. Não podia suportar a ideia de não acordar com você em meus braços amanhã de manhã.” Se alguma vez houve um tempo que eu queria gritar que amava esse homem, era agora. Eu amo. Este. Homem. Jogo meus braços em torno dele novamente e o beijo, derramando todo o meu amor em sua boca. Ele geme quando escorrego para baixo de seu corpo duro. "Nós deveríamos ter feito isso durante os últimos sete anos", ele diz, me levantando e chutando a porta fechada atrás dele enquanto ele me leva ainda mais dentro do meu quarto. Ele me joga na cama e desabotoa sua camisa enquanto ele arranca seus sapatos. Seus olhos estão perfurando os meus, e meu coração está batendo descontroladamente em antecipação. Minha pele está ruborizada, e minha respiração está saindo em arquejos curtos enquanto eu o vejo. Quando ele termina de se despir, ele persegue em minha direção, seus olhos nunca deixando os meus. Ele me puxa minha calça pelos meus tornozelos e me despe rapidamente. Observo sua respiração acelerar quando ele vê o meu sutiã de renda preta e calcinha. "Você estava vestindo isto sob sua roupa esta manhã?", ele pergunta com voz rouca.

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"Sim" respondo, um pouco confusa. Sempre uso roupa íntima agradável. Então eu percebo - puta merda, ele não sabia. Ele não tem me visto nua em sete anos antes deste fim de semana. Eu sorrio muito, porque agora sei que ele gosta do que vê, e sei que ele sempre vai gostar do que vê. Ele trilha beijos molhados até minha perna, passando minhas coxas, e percorre até a minha boca lentamente, parando apenas para mordiscar as partes sensíveis do meu corpo que ele conhece tão bem. Eu me esforço para manter a respiração estável, mas quando ele puxa a taça do meu sutiã para baixo e sinto a boca perto do meu mamilo, sou um caso perdido. Coloco minhas mãos em sua cabeça, desejando que ele tivesse mais cabelo para eu me agarrar. "Por que você cortou o cabelo?" Eu gemo. Ele prende meu mamilo com os dentes, fazendo-me ganir antes dele olhar para o meu rosto com os lábios subindo, mostrando sua ondulação. "Não quero que mais ninguém o puxe." Ele abaixa o outro lado do meu sutiã e acaricia o meu mamilo com a língua enquanto ele massageia o outro com seus dedos, não deixando nenhuma parte de mim ignorada. Eu gemo o seu nome e ele continua a sua doce tortura. Ele traz os lábios para os meus e me beija suavemente enquanto puxa minha calcinha pelas minhas pernas. Ele posiciona seu corpo duro, musculoso entre a minha perna e entra em mim devagar, saboreando a sensação. Seu rosto observa o meu maravilhado, com admiração, amor e minha expressão retorna o sentimento. Nos movemos em sincronia, o bombeamento de emoção e dor sensual, e caímos juntos.

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"O que você quer dizer que você não queria mais ninguém o tocando?", pergunto enquanto eu olho para ele com a minha cabeça no peito dele e enfio os dedos pelo cabelo castanho curto. Ele sorri tristemente. "Quando você terminou comigo e fui para a Carolina do Norte, só queria começar de novo. Fui forçado a recomeçar. Eu não queria", ele me dá um olhar compreensivo. "Minha segunda semana lá, eu conheci uma garota aleatória em uma festa", ele acaricia meu rosto quando eu me assusto com o pensamento. "Ela estava flertando comigo, me perguntando sobre minhas aulas e pratica de futebol, e ela se inclinou e passou a mão pelo meu cabelo. Isso me fez pensar em você, e decidi cortálo no próximo dia. Não queria nunca estar com uma menina e têla puxando meu cabelo como você fazia. Já era ruim o suficiente para mim, quando estava com as meninas e desejava que fosse você. Eu só podia imaginar estar com você", ele encolhe os ombros. "Meu cabelo era para você. Apenas para você." Dou-lhe um pequeno sorriso. "Sabe aquelas três palavras que você diz para mim, e você sabe como eu me sinto?" Ele sorri e aceno. "Se eu não estivesse tão assustada, diria elas agora." Ele beija a minha cabeça suavemente. "Você sabe que nada vai acontecer se você disser elas, certo? São apenas palavras, baby." Balanço a cabeça, meus olhos lacrimejando. "Não, Cole. Quando eu digo elas, é como se estivesse pedindo ao universo para fazer algo de ruim acontecer. Espero superar isso um dia. Espero que eu possa dizê-las e não me sentir culpada por isso. Eu só - a menos que ache que vou morrer amanhã, não vou dizêlas." Ele ri. "Oh, Blake, eu te amo. Até a lua ida e volta ", ele diz com uma piscadela.

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Na tarde seguinte, estamos sentados no chão da sala de estar assistindo TV quando a campainha toca. Eu olho para Cole, confusa. Ele inclina a cabeça, como se para me lembrar que ele não mora aqui. Levanto e olho pelo olho mágico, e vejo o cabelo loiro e olhos cor de avelã encaracolados olhando para mim. Merda. Russell. Esqueci completamente sobre ele. Eu corro de volta para a sala em silêncio, onde Cole está olhando para mim com expectativa. "Russell está aqui" sussurro alto. "Então?", Ele pergunta despreocupadamente enquanto ele silencia a televisão. "Assim? Vista-se!", Digo. "Não. Não. Não ", ele balança a cabeça. "Nós não estamos mais jogando este jogo. Não queria jogar enquanto você estava com o babaca, e com certeza não vou reproduzi-lo quando você é minha namorada", enfatiza. "Minha namorada, Blake", ele repete em voz alta. Jogo a cabeça para trás e solto um gemido frustrado. "Eu sei, eu sei. Não estou dizendo para fingir que você não é meu namorado - apenas colocar uma maldita camisa.” Ele está vestindo shorts de basquete e nada mais. Ele me olha com uma sobrancelha levantada, e olho para eu mesma e dou de ombros. Pareço bem. "De jeito nenhum. Você não está abrindo a porta usando isso" ele diz quando se volta para o meu quarto. "Cole, estou usando short e um top" digo irritada. "Você está usando minúsculos shorts e um top minúsculo que nem sequer cobre sua barriga."

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Sorrio, porque, bem, o que mais posso fazer? Devo explicar a Cole que Russell tem me visto usando muito menos roupa? Tenho certeza que ele não quer ouvir isso. Ele ouve isso de qualquer maneira, embora, na minha risada. "Blake", ele sibila por entre os dentes. "Não quero nem pensar nisso, por isso não me irrite. Coloque roupas maiores, e vou abrir a porta para o perdedor.” "Não" grito. "Apenas me deixe lidar com isso. Você fica aqui. Vou me trocar, e você pode ficar aqui." "De jeito nenhum. Não é assim que isto irá acontecer. Não vou me esconder mais." "Tudo bem" concordo quando eu me troco. "Isso é o que você vai vestir?", Ele pergunta se divertindo. Olho para baixo no vestido branco do verão que estou usando. Não apertado e não muito curto. "E agora?", pergunto confusa. "Você vai terminar com o pobre coitado, ou deixá-lo saber que você não está voltando com ele -Vestindo isso?", ele pergunta novamente. "Cole, cale-se," gemo e passo por ele. Ele ri e anda atrás de mim. "Você parece sexy nisso", ele ronrona no meu ouvido antes de morder minha orelha e voltar para a sala de estar comigo. Respiro fundo e abro a porta para encontrar Russell apoiando-se no quadro. "Oi, Blake", ele diz. Droga seu sotaque. Droga. Droga. Droga. Eu me sinto tão mal.

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"Oi," respondo. "Quer entrar?" "Claro", ele responde quando anda em torno de mim. "Você está ocupada?" “Na verdade, não. Cole e eu estávamos assistindo TV." Espero que, ao mencionar o nome de Cole posso quebrar a queda um pouco para ele. Na verdade, eu espero que Cole mantenha a boca fechada e não diga que estamos juntos. "Ei, Cole," Russell chama da cozinha. "Russell," Cole cumprimenta com um aceno de cabeça e um aceno de sua mão. Sentamo-nos na cozinha. Eu ofereço-lhe algo para beber e ele toma um copo de água. Sento-me com as mãos na mesa na minha frente, sem saber se eu deveria começar a conversa ou deixá-lo. "Então" ele começa. "Você teve uma boa semana?" "Claro," dou de ombros. "Você?" "Eu tive melhores", ele diz enquanto procura meu rosto com seus olhos castanhos. "Russell," digo em voz baixa. "Acho que estamos melhor sendo amigos." "Eu sei. Percebi que você ainda se sente assim esta semana." Eu pisco para ele. Ele não parece com raiva. Ele parece um pouco cansado, mas além disso, ele parece bem. Nós só estivemos juntos por seis meses, talvez ele não ficou muito apegado. Eu só posso esperar.

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Sorrio. "Bem. Então, ainda podemos ser amigos e estudar juntos e todas essas coisas divertidas?” Ele ri. "Quem sou eu para recusar uma menina querida?" Bom Deus, esse sotaque. Eu mordo meu lábio. "Obrigada, Russ. Gostaria de ficar para o jantar?" "Não, obrigado. É melhor eu ir. Eu vou vê-lo depois, Cole", ele chama enquanto nós nos levantamos para caminhar até a porta da frente. Ele para com a mão na maçaneta e se vira para mim. Ele abaixa a cabeça e me dá um beijo suave nos lábios antes de sair pela porta. "Ele acabou de te beijar?” Cole explode enquanto ele caminha em minha direção. Meus olhos se arregalaram e eu tranco a porta rapidamente e fico na frente dele. "Cole, foi apenas um beijo. Era uma coisa de despedida" respondo, enquanto eu cerco meus braços ao redor de sua cintura. "Esse merdinha, melhor que ele esteja pensando em encerramento. Certifique-se de que ele não te beije de novo", ele responde, afastando-se para me olhar nos olhos. Sorrio. "Sim senhor. Esses lábios são todos seus." Ele sorri e me apanha para me levar de volta para a sala de estar. "Eu sei, mas não posso acreditar que ele, porra, beijou você", ele geme em meu cabelo.

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Capítulo Onze Passado

O verão finalmente chegou, e Cole e eu estávamos indo para o lago com Becky e Greg para passar o dia. Aubry vai trabalhar o dia todo, então ele não poderia se juntar a nós. Nós amontoados nossas coisas no pequeno Accord preto de Cole e explodimos a música alta no caminho até lá. Cole estava acariciando meu polegar suavemente quando ele embalou minha mão na sua. Nós tínhamos conversado muito - sobre tudo, e eu sabia que mesmo que ele não fosse admitir isso, a faculdade era a fonte do problema. Cole estava chateado que nós estávamos indo morar em estados diferentes. Fiquei chateada porque eu sabia que tinha que deixá-lo ir. Ele não havia mencionado terminar, mas seria impossível não. Cole era o sonho de toda mulher, e desde que eu o tinha, era invejada por cada mulher. Sabia que a escola estava cheia de drama, não importa para qual delas você vai ou quem você é. Ainda assim, os meus quatro anos de ensino médio tinham sido um inferno, e estava aliviada por estar fora de lá. Estava em êxtase ao sair dessa pequena cidade, então eu não teria de lidar com encontrar ninguém da escola novamente. Cole e eu estávamos juntos a maior parte do primeiro ano e o nosso último ano. O primeiro dia quando nós caminhamos para a escola de mãos dadas, a maioria das pessoas aplaudiu e disse: "Finalmente." Acho que foi o início do último ano, quando as meninas começaram a ficar maliciosas comigo. Alguns caras, Steve em particular, começaram a irritar os nervos de Cole. Acho que mesmo que nós estivéssemos juntos, eles acharam que com o

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histórico de Cole com meninas, eventualmente iríamos terminar. Quando não deixamos isso chegar até nós, eles intensificaram o seu jogo. Meninas começaram a propositadamente colocar roupas íntimas em seu carro, que ele nunca bloqueava. Malditas roupas íntimas! Quem faz isso? Steve fez um esforço para flertar descaradamente comigo na frente de todos. Quando Cole o encontrou encurralando-me um dia após a aula de matemática, ele agarrou Steve pela parte de trás da camisa e jogou-o no outro lado do corredor. Isso foi como uma cena de um filme dos anos oitenta, onde o valentão bate o nerd. Exceto que Steve não era nerd, e ele tinha exagerado no seu cartão de inocente. Na maior parte do tempo, eu não deixava a folia de garotas me chatear. Eu sabia que Sasha, a líder de torcida, estava por trás da maioria disto. Ela e Cole tiveram uma relação aquecida no passado. Ela teve um relacionamento aquecido com a maioria dos atletas na escola, apesar de tudo. Aparentemente, Cole era seu favorito. O pensamento me fez doente, mas eu encolhi os ombros. Se isto era a escola secundaria, eu só podia imaginar o que seriam as coisas para ele na faculdade. Cole conseguiu uma bolsa para jogar futebol na Universidade de Duke. Olheiros se reuniram para a maioria dos jogos durante os últimos dois anos. Ele era o pupilo e todos estavam atrás dele. Ele era o quarterback quente com os olhos verdes impressionantes, sorriso assassino, e charme sem esforço, que também passou a ser muito inteligente. Percebi que as oportunidades seriam intermináveis para ele uma vez que fosse para Duke. Meninas estariam atirando-se para ele de todo lado, e lá, ninguém sabe nem quer saber de mim. Inferno, se eles me conheciam aqui e não se preocupam comigo, o que seria quando não me conhecessem? Por mais que eu confiasse nele, não poderia viver com a dúvida. Eu sabia que levaria apenas um par de dias dele não me chamando de volta para me enlouquecer de ciúmes. Prefiro ter um término limpo e nutrir um coração partido agora do que lidar com isso mais tarde.

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Becky e Greg estavam ambos indo para a Universidade do Sul da Califórnia. Ele tem uma bolsa de futebol lá. Becky tinha algum dinheiro guardado, mas ela planejava pagar mais com empréstimos estudantis. Ela estava apenas feliz por estar ficando fora de Illinois e seguiria Greg onde quer que ele fosse. Aubry e eu estávamos indo estudar na Universidade de Chicago. Eu sabia que Aubry estava secretamente com ciúmes de Becky porque a Califórnia era um bom lugar para a publicidade, que ambos iriam estudar. Ele recusou-se a me deixar ir para Chicago sozinha. Cole me implorou para me inscrever na Duke e ir com ele, mas eu não poderia fazer isso para mim mesma. Além disso, eu amava Chicago e era um prazer que ia finalmente me mudar para a cidade, e não poderia pedir para Cole desistir de sua bolsa por mim, também. Quando chegamos ao lago, que ficava fora dos lotes habituais de moscas – traquinas, também conhecidas como líderes de torcida. Tinha certeza que algumas delas iriam se tornar grandes donas de casa e treinadoras de torcida. Para não incluir todas, menos do que um punhado delas eram agradáveis comigo e não tinham tentado roubar o meu namorado. Acenei olá para as três e continuei minha caminhada para a água. Nós lançamos cadeiras no gramado e um cooler. Comecei a tirar meu short e camisa quando notei que Cole tinha fugido para algum lugar. Quando olhei para cima, o vi falando com Sasha. Senti o sangue escorrer do meu corpo enquanto eu a observava passar sua mão para baixo em seu peito, e mesmo que ele a parou antes de alcançar o cós de seus shorts, eu já estava vendo vermelho. "Becky, pode fazer o favor de se virar?" Eu bufei com os dentes cerrados.

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Ambos Becky e Greg viraram a cabeça para assistir Cole e sua conversinha com Sasha. "Cowboy, você sabe que ele não gosta dela", Greg disse, tentando pacificar minhas emoções. "Não importa, Gregory," respondi com raiva. "Por que ele está mesmo falando com ela? Por que ele está de pé tão malditamente perto dela? E por que eu nunca vi você fazer qualquer coisa assim?" Ele respirou fundo, mas não disse nada. Exatamente. Silêncio. Greg nunca teve esse problema porque ele sabia quando deveria manter seu pau em suas calças. Eu me xinguei um milhão de vezes por me deixar amar Cole. Eu me xinguei novamente por me amaldiçoar e me deixar amar Cole. Ele foi um dos meus melhores amigos- apesar de suas últimas ações, e sabia que ele nunca iria me enganar. Mas, ainda assim, isso doía. Quanto mais tempo eu assistia a sua troca, mais furiosa ficava. Decidi caminhar até onde Steve e seus amigos estavam sentados. Eu sabia que não era uma boa ideia, mas estava tão furiosa que eu não conseguia parar. Estava usando o mais ínfimo biquíni vermelho e branco de bolinhas que eu poderia caber, o que chamou a atenção de Steve imediatamente. Cole não tinha visto ainda; estava guardando para esse dia desde que era nossa última viagem para o lago juntos. Os amigos de Steve nos deixaram sozinhos e começamos uma pequena conversa sobre faculdade. Steve estava indo para a Universidade Northeastern, em Boston. Ele tinha planos de se tornar um médico como seu pai. Em um ponto, ele se inclinou para mim, enfiou um pouco de cabelo solto atrás da minha orelha, e acariciou minha orelha. Eu bati a mão fora, e olhei para ele, meus olhos arregalados perguntando o que ele estava fazendo.

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"Nós poderíamos ter sido bons juntos, Blake," ele disse calmamente. "Ainda podemos ser, você sabe." Dei um passo para trás e ri levemente. "Não, você estará fora na escola de medicina antes de descobrir, e você não terá tempo para mim de qualquer maneira," brinquei, tentando tornar a situação menos estranha. Ele empurrou-se fora da árvore que estava encostado e se aproximou de mim, eu tomei um passo para trás. Ele deu um passo à frente de novo, dei um outro passo para trás. Eu me senti como se estivéssemos brincando um jogo de gato e rato. Talvez tentando voltar a Cole desta forma, não era uma boa ideia depois de tudo. "Vou lhe dizer o que", ele disse, parando perto o suficiente para eu ouvi-lo, mas longe o suficiente para nós não parecermos como se estivéssemos tendo uma conversa íntima. "Eu nunca iria foder ao redor atrás de suas costas como ele faz." Rangi os dentes e tentei reinar em meu temperamento- sem sucesso. "Ele..." enfatizei, apontando o polegar atrás de mim na direção de onde eu pensei que Cole ainda poderia estar permanente. "Não faria nada para me machucar. Você não o conhece, assim deveria parar de fazer suposições. E você” disse, dando um passo mais perto e espetando no peito com o meu dedo, "Está apenas louco, porque você não pode me ter. A única razão pela qual você estava tentando se aproximar de mim, em primeiro lugar, foi para mostrar a ele que você poderia fazê-lo.” Um lento sorriso se espalhou pelo rosto de Steve. "Você é muito inteligente, Blake. Eu vou te dar isso. Desejo o melhor, e espero que você esteja certa sobre Cole. " Ele me saudou antes de se virar e me deixar furiosa. Eu apertei minhas mãos em um punho e virei-me para ir para Cole. Deus me ajude se ele ainda estivesse falando com aquela pequena

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puta. Olhei em volta e finalmente o encontrei. Ele não estava mais falando com Sasha. Ele estava de pé ao lado de Greg com os braços cruzados no peito e um olhar puto em sua cara quando voltei com uma sobrancelha levantada. Sentei-me ao lado de Becky e me lambuzei com óleo e não olhei quando o vi plantar seus pés ao meu lado. Depois de alguns segundos de queimar buracos no topo da minha cabeça, ele se sentou. "O que você estava falando com Steve?", ele perguntou em um tom uniforme. "O que você estava falando com Sasha?" Eu repliquei. Imaginei seus músculos da mandíbula trabalhando, embora não quis olhar. Concentrei meus olhos nas linhas azul e verde da toalha abaixo de mim até que ele levantou meu queixo para que eu fosse forçada a olhar para ele. "Colégio." Seus olhos estavam piscando com raiva. Eu bati meu rosto fora do seu domínio, mas mantive seu olhar. "Ela estava te ensinando como tomar banho na faculdade?" Cuspi, irritada. “Talvez eu deveria ir pedir a Steve para me dar uma demonstração. Espere, eu já volto." Levantei-me com a intenção de encontrar Steve. Eu só precisava de uma pausa porque senti que a qualquer momento poderia estapear Cole. Ele agarrou meu braço com firmeza e me puxou de volta para baixo. "Se você fizer isso ..." ele disse entre dentes, antes dele deixar escapar um suspiro. Apertei os olhos para ele. "Se eu fizer isso, o quê?", perguntei um pouco alto. "Você vai terminar comigo?"

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Sua raiva foi substituída por desespero, e ele me puxou para um abraço. Tentei esquivar, mas seus braços me seguraram mais apertado. De repente, senti vontade de chorar e fiz. Enterrei meu rosto em seu peito e chorei baixinho. Ninguém podia ver ou me ouvir, apenas Cole. Quando ele afrouxou seu aperto, eu limpei as lágrimas do meu rosto e respirei fundo. "Eu nunca iria terminar com você, baby", ele disse em meu cabelo. "Nunca." Não respondi. Eu era a única que ia romper com ele, e tinha a sensação de que ele sabia disso. O resto da tarde, andamos por aí, comemos pizza, e fomos para um sorvete. Agimos como adolescentes apaixonados, e isso é o que nós éramos. Essa foi a última vez que estivemos juntos quando crianças. Apaixonados, sem um cuidado no mundo. Eu estava feliz naquele dia. Fui feliz naquele verão. Estava com as pessoas que eu amava, e eles estavam todos felizes. Estavam todos seguros. Uma semana depois estávamos todos saindo para a faculdade, Cole levou-me em um encontro. Ele me deixou um bilhete na minha cama, me dizendo para me vestir confortavelmente e para estar pronta por volta das seis. Joguei em um colete maxi sobre um vestido verde e um par de chinelos. Becky arrumou o meu cabelo para que ele estivesse enrolado amplamente na parte inferior e alisou o frizz no topo. Ela deu aos meus olhos uma aparência esfumaçada, fazendo meus olhos cinzentos se destacarem. Meus olhos ganharam vida desde que eu estava nesta casa; não estavam mais tempestuosos e deprimentes. Coloquei gloss e desci para esperar por Cole. Ele veio com essa ideia quando começamos a namorar.

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Ele disse que desde que nós vivemos juntos, eu estava perdendo a parte "divertida" dos encontros, que era ele me pegar e bater na porta para me esperar. Ele sempre me pediu para estar pronta em um determinado momento para que ele tivesse tempo suficiente para prepare-se e sair de casa, apenas para voltar para me pegar. A campainha tocou às 6:00, e gritei de emoção quando me levantei e corri para ele. Eu sorri para ele quando vi o buquê de girassóis em sua mão. Seus olhos avidamente percorreram meu corpo quando ele me entregou as flores. Ele passou um braço em volta da minha cintura e me puxou para ele, tomando a minha boca na dele e me beijando ardentemente. As flores escorregaram das minhas mãos quando eu me agarrei a seu cabelo bagunçado e empurrava para mais perto dele. Suas mãos percorreram o fino tecido do meu vestido, apertando o meu traseiro. Ele soltou um gemido profundo em minha boca que ecoou pelo meu corpo e me fez estremecer. Quando a boca de repente deixou a minha, eu choraminguei em protesto. Descansando sua testa contra a minha, nós pegamos nossa respiração antes dele se inclinar para baixo, pegando as flores e entregando-as para mim novamente. "Desculpe por isso, baby", ele disse rispidamente. "Você parece ... apenas... você me faz perder a cabeça." Eu ri e beijei seus lábios suavemente. "Obrigada pelas flores. São lindas." Uma vez que coloquei as flores em um vaso, Cole pegou minha mão e me levou até o carro. Nós dirigimos por um tempo; eu não estava certa de onde ele estava me levando. Nós dirigimos por restaurantes, cinema, tudo o que normalmente frequentamos antes dele ir em uma estrada estreita e começar a dirigir no cascalho.

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"Para onde estamos indo?", perguntei hesitante. "Este lugar parece ser o lugar perfeito para se tornar vítimas do Massacre da serra elétrica do Texas." Cole riu e apertou minha mão. "Ainda bem que não estamos no Texas", ele disse com uma piscadela. Ele riu mais alto com minha expressão "Não estou tão certa sobre isso." Nós dirigimos ao lado de uma grande casa abandonada, e eu estava realmente começando a surtar. Onde no mundo estamos? Santa porcaria, vamos morrer aqui. "Cole," perguntei em uma voz inquieta. "Você deixou alguém saber onde estávamos indo?" Ele riu. "Baby, vai ficar tudo bem. Você está comigo." "Sim, mas você não tem uma arma ou um facão ou uma serra elétrica" gritei. Ele riu e balançou a cabeça antes de pegar ambos os lados do meu rosto e me dar um longo e persistente beijo, que fez minha cabeça nadar. "Amo você, Blake. Você é tão bonita." Havia tantas verdades em seus olhos verdes e tanto mais que me assustou. Eu duvidosamente deixei que ele me levasse para a volta de uma grande casa - e abandonada, que foi quando eu vi por que ele me trouxe. Atrás da casa, havia um prado. Haviam pequenas flores roxas em ambos os lados e acres de terras improdutivas. Eu me perguntei como ele encontrou este lugar. Ele não soltou a minha mão quando me levou para um local recentemente cortado cercado por grama alta. No meio da relva, recém cortada, quatro lanternas apagadas, uma em cada canto de um cobertor xadrez que tinha uma grande cesta no meio.

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Virei o rosto sorrindo para ele. "Um piquenique?" "Sim, senhora", ele disse, inclinando-se para beijar a ponta do meu nariz. Nós nos sentamos no meio do cobertor, e tiramos dois pratos e duas latas de refrigerante. "Como você soube sobre esse lugar?", Perguntei. Seus olhos verdes percorriam meu rosto antes dele deixar escapar um suspiro e respondeu. "Maggie me deu uma carta há uma semana. Eu estava querendo falar com você sobre isso, mas queria trazê-la aqui em primeiro lugar. A carta tinha informações de uma conta no banco que meu pai tinha criado para mim. Ela também tinha esse endereço. Ela disse que eu possuo esta terra, quatro hectares para ser exato.” Fiquei boquiaberta. "O que? Será que ela disse por quê? É do seu pai?" Ele encolheu os ombros. "Ele não deu detalhes. A terra foi colocada sob o meu nome quando nasci. Talvez meu pai estivesse morrendo e é por isso que ele me deixou? Quero dizer isso é um monte de terra, e tudo parece muito abandonado. Andei na propriedade ontem, e há uma fazenda abandonada, se você continuar caminhando dessa forma. Está cheio de mofo, e está praticamente caindo aos pedaços, mas eu poderia dizer que costumava ser bem conservada. Estou supondo que esta era a casa principal. De qualquer maneira, se o meu pai costumava viver aqui, ele não tem feito por muito tempo." "O que você vai fazer com isso?" "Eu não tenho certeza" disse antes de tomar uma mordida de um dos sanduíches que ele colocou para nós.

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"Assim, a conta bancária? Ele está colocando dinheiro nela desde que você nasceu ou desde que você foi deixado?" Ele levantou uma sobrancelha. "Boa pergunta. Eu tenho que descobrir. Há dinheiro suficiente aí para eu viver por anos sem trabalhar, então acho que é uma coisa boa. Maggie está me dando um subsídio por anos, ela disse que era do dinheiro que meu pai deixou com ela. Sempre assumi que teria acabado até agora." Apertei os lábios mergulhando no pensamento. Eu sabia que minha conta bancária foi criada por minha tia e que ela não tinha ninguém para deixar o dinheiro. A situação de Cole era, porém, simplesmente estranha. "Não entendo isso. Como é que o dinheiro ainda vai para a conta? Se o seu pai está morto e, obviamente, ele não está vivendo aqui por um longo tempo, como tem sido feito o deposito do dinheiro?", perguntei confusa. "Eu não sei, Blake, mas vou descobrir", ele disse, determinado. Nós acabamos de comer e deitamos perto um do outro. Cole deveria ir para a Carolina do Norte em breve, e eu estava indo para Chicago. Nós não tínhamos falado sobre o elefante na sala em um longo tempo, e senti que precisávamos abordá-lo em breve. "Cole" sussurrei. "Você sabe que eu ... realmente, realmente me preocupo com você. Mais do que me importo com qualquer outra pessoa no mundo, certo?" "Eu sei, baby. Eu também te amo", ele disse, sonolento, enquanto acariciava meu cabelo.

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"Bem, por causa disso, acho que talvez nós devêssemos dar um tempo" sussurrei em uma voz apressada antes que eu tivesse a chance de recuar como a covarde que era quando estava ao seu redor. "Baby, isso de novo não", ele gemeu quando se sentou. "Sim, isso novamente. Não estou brincando, Cole. Já estou doente de ciúme, e você sabe que eu não sinto ciúmes!" "Blake, me desculpe sobre a coisa com Sasha. Ela estava sendo estúpida, e eu agi como um idiota. Não deveria tê-la deixado ficar tão perto de mim. Não deveria ter falado com ela em tudo. Ela estava me contando sobre um casal de amigos dela que vão para a minha escola, isso é tudo." Senti meu queixo apertar. "Vê? Isso é exatamente o que estou falando. Amigos de Sasha estão indo para a faculdade com você. Ela provavelmente vai lá pelo menos uma vez para tentar fisgar você, e tenho que estar em Chicago - centenas de quilómetros de distância- pense sobre o que vai ou não vai acontecer.” Ele fechou os olhos e respirou fundo. "Blake, não irei traíla." "Cole, não importa o que você diz. Você não entende? Estou assustada. Estou enlouquecendo com medo de perdê-lo, e não quero perdê-lo assim" eu disse, piscando para conter as lágrimas. "Não posso suportar a ideia de você com outra garota. Eu odeio que você tem tão boa aparência. Se você fosse feio, nós poderíamos não estar nesta situação.” Ele soltou uma gargalhada. "Blake, você é a garota mais bonita do mundo. Você é sexy como o inferno, você é inteligente, e você é engraçada. A vida lhe entregou cartas de merda, e você

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ainda conseguiu fazer o melhor dela. Você é tudo que eu quero. Você é tudo que eu preciso. Quando você vai aceitar isso?" Balancei a cabeça lentamente. "Isso não é suficiente no momento. Basta ir para a faculdade e se divertir. Não quero te prender de ir e ter uma experiência da faculdade. Eu... me preocupo muito com você. Se nós estamos destinados a ficar juntos, ficaremos - mais tarde no futuro." Ele se levantou e derrubou nossas latas vazias. Eu vi quando ele furiosamente colocou as nossas coisas na cesta. Ele estava chateado, realmente chateado, então fiquei calma e levantei devagar para ajudar. Ele não disse uma palavra para mim quando acendeu duas lanternas e entregou uma para mim, para que pudéssemos caminhar de volta para o carro. Voltamos para casa em silêncio pesado. O tipo de silêncio que você não queria quebrar- porque sabia que se o fizesse, iria se transformar em uma briga. Cole foi para a cozinha para colocar as coisas fora enquanto eu girava em torno silenciosamente observando. Finalmente, fui lá pra cima. Ouvi seus passos barulhentos atrás de mim, e me virei para entrar no meu quarto quando ele agarrou meu braço para me parar. "Meu quarto" ele ordenou em voz baixa, e eu só podia balançar a cabeça e seguir. Ele fechou a porta atrás de nós, e me segurou por trás, esmagando a minha costa para seu peito enquanto apertou os braços firmemente em torno de mim. "Por que você está tão inflexível sobre se livrar de mim?", ele sussurrou em meu cabelo. "Eu te amo porra. Eu me preocupo com você. Quero cuidar de você. Deixe-me." Balancei a cabeça à medida que novas lágrimas formaram em meus olhos. Estou assustada. Eu te amo. Estou com medo

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de perder você de verdade. Não posso estar com você, se não posso vê-lo. Sou estúpida. Não mereço você. Eu não disse nada disso. "Não posso" disse entrecortada. "Eu quero, mas não posso. Quero que você viva. " Ele virou meu corpo para encará-lo e pegou meu rosto em suas mãos, enxugando as lágrimas com os polegares. "Vou viver mais feliz com você, baby", ele disse suavemente. "E vou viver mais feliz sabendo que você está vivendomesmo que seja sem mim" respondi calmamente, deixando cair o meu olhar do dele antes de olhar para trás. Ele assentiu. Tinha acabado. A dor nos olhos dele era tão potente que podia senti-la chegando ao meu coração e rasgando-o com a sua longa e viciosa garra. Naquela noite, ele fez questão de me mostrar que eu pertencia a ele, repetidamente. Seus beijos e carícias ficariam sempre embutidos no meu cérebro. Ele assegurou que nenhum homem jamais iria viver para superar ele. No final, ele me machucou mais do que eu o machuquei. Eu quebrei seu coração, mas ele rasgou o meu em milhões de pedaços. Mesmo se quisesse remenda-lo de volta juntos, nunca encontraria todos os pedaços porque ele sempre estaria segurando alguns.

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Capítulo Doze Presente

Chego ao Amalgamated Bank e fico parada, sem ação, na porta da frente por alguns minutos. O banco tem uma aura velha, estranha nele, e a maioria das pessoas aqui são homens mais velhos vestidos em ternos. Estou hesitante em continuar, mas o guarda de segurança na frente me olha, e sei que tenho que me mover. Fico na fila, mudando de um pé para o outro enquanto espero para escrever o meu nome na lista. Os caixas estão a minha direita atrás de uma mesa alta. Este lugar está me dando arrepios. Estou meio que esperando que alguém vá puxar uma metralhadora e gritar: "Manolo, dispare aquele pedaço de merda." Estilo Scarface. Eu continuo a olhar ao redor e remexer minhas mãos até que finalmente as prendo juntas com força, criando meu próprio cativeiro. Eu respiro fundo para me acalmar, mas não ajuda. Estou com tanto medo de tirar os olhos longe do ambiente que nem sequer quero minha bolsa para pegar meu telefone e enviar uma mensagem para alguém, me mantendo em falsa distração. Quando finalmente chego à lista de presença, anoto o meu nome e vou para a área de espera. Eu sento e olho para os velhos homens ou homens mais velhos, eu diria. Todos parecem como se alguém os tivesse chateado em seu café da manhã. Eu detecto um grupo deles circulando em torno de um senhor mais velho, de cabelos brancos, que está indo em direção à saída que está localizada atrás de mim. Ele está vestindo um terno azul-marinho fino, uma camisa branca e uma gravata azul. Ele tem olhos de carvão que

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destacam seu cabelo grisalho. Eu sorrio ao vê-lo, embora ele não esteja olhando para mim. Ele parece ser um homem gentil, mas posso dizer que ele é influente. Franzo os lábios e me pergunto o que ele faz para ganhar a vida. Ele me pega olhando e franze as sobrancelhas juntas como se estivesse tentando descobrir de onde ele me conhece. Faço o mesmo com ele, embora não poderia conhecê-lo. Nossos olhos mantem o foco sobre o outro até que uma mulher toca o meu ombro e me pergunta se sou Blake. Quebro o contato visual com o velho, que ainda está congelado no lugar, a aceno para a banqueira antes de me levantar para seguila. "Senhorita Brennan, identificação?", ela pergunta.

você

trouxe

a

sua

chave

e

"Sim" respondo. "Bom. Meu nome é Alicia. Vou ajudá-la a acessar seu cofre, e então vou sair e dar um pouco de privacidade. Você apenas tem que pressionar este botão vermelho, e voltarei para ajudá-la." Agradeço a ela e passo para o lado para que ela possa me mostrar o cofre. A sala está cheia de caixas grandes e pequenas. Se não fosse pela porta circular de ouro adornada, eu teria confundido esse lugar com um escritório mais agradável dos correios. Tomo uma respiração profunda quando ela puxa a gaveta para fora da parede e coloca na mesa de mármore no centro da sala. Ela se desculpa e sai, me deixando sozinha no meu pesadelo. Tomo algumas respirações profundas para liberar a tensão no meu estômago quando eu ando mais perto da mesa. Meu coração está batendo tão alto que é o único ruído enchendo meus ouvidos. Eu circulo a mesa uma vez e paro em frente da gaveta. "Nada vai acontecer" murmuro para mim mesma.

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Dentro da gaveta há três grandes envelopes de papel pardo. Pego o primeiro e tiro; é pesado e grande. Abro lentamente assustada com o que poderia encontrar. Pensei que estava preparada. Pensei que poderia fazer isso, mas quando eu me encontro olhando para uma foto minha quando bebê, minhas mãos começam incontrolavelmente a tremer. Enquanto reúno os envelopes pardos em minhas mãos, noto um envelope de tamanho padrão com o meu nome gravado. Eu rasgo abrindo e suspiro de alívio quando reconheço a caligrafia de Shelley.

Blake, Nestes envelopes você vai encontrar fotos de sua infância. Há algumas de quando você ainda estava com seus pais antes que você viesse viver comigo, e há algumas comigo. Tenho certeza de que você está questionando se deseja ou não isto. Estou certa de que elas vão machucar quando olhar para elas, mas por favor, leve-as para casa com você. Tente mantê-las, mesmo que as guarde em uma caixa. Você não tem que olhar para elas. Talvez um dia você vá ter seus próprios filhos, e pode querer mostrar a eles. Algum dia você vai saber a verdade, e seu coração pode doer menos. Pelo menos, eu espero que sim. Eu te amo, Boneca. Amor, Shelley

Sorrio fracamente para o apelido que ela me deu quando era pequena. Tomo uma respiração profunda, inalando o cheiro de Pinho Sol que circula a sala, e decido levá-las para casa comigo. Não posso passar por isso agora. Shelley está certa, dói

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muito. Isso só traz de volta lembranças daquela noite. Eu pressiono o botão vermelho, e Alicia vem andando para dentro, seus saltos clicando alto contra o chão de mármore. "Você está pronta?", ela pergunta docemente. "Sim, viu levar o conteúdo comigo se puder" respondo. "Claro. Você sempre terá esta caixa aqui. Se quiser trazer qualquer coisa de volta, você pode" ela diz. Enrugo a testa em pensamento. "Você pode me dizer em nome de quem está essa caixa?", pergunto, curiosa. Ela pisca rapidamente. "Eu... não estou autorizada a dizer. Seu nome aparece na papelada embora." Franzo a testa. "Se eu adivinhar o nome, vai me dizer se estou certa?" "Realmente não estou autorizada", ela diz e, em seguida, acrescenta baixinho, "mas você pode tentar." Sorrio para ela, e ela sorri suavemente em resposta. "Shelley?" Ela balança a cabeça lentamente e me dá um olhar de desculpas. "Desculpe. Estou aqui se precisar de mim, Brennan." Aperto a mão dela, agradecendo e deixo o banco com alguns pedaços da minha vida em minhas mãos. No caminho para casa, envio a Cole uma mensagem de texto para lhe dizer que estou com saudades dele, porque realmente estou. Quero ele desesperadamente ao meu lado quando abrir estes envelopes, mas também quero mantê-lo o mais longe que puder. Não vou dizer a ele sobre isso ainda. Acho

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que vou me dar algum tempo para meditar sobre isso. Sei que se pedir a ele ou a Aubry, eles vão abrir isto para mim. Chego em casa, jogo minhas chaves no balcão da cozinha, e observo que Aubry não está em casa ainda. Vou para o meu quarto, tranco a porta e verifico as mensagens na secretária. A primeira mensagem é de Veronica Stein do escritório de Mark, pedindo para ligar de volta. O segundo é de um homem de voz áspera, dizendo que ele precisa falar comigo sobre um lote de terra. Estou chocada e nervosa quando ouço esta mensagem. Eles têm o meu endereço e meu telefone de casa? Quem são essas pessoas? Faço uma nota mental para falar com Veronica no meu horário de trabalho amanhã. Preciso descobrir como remover minhas informações pessoais. Enquanto faço um sanduíche de queijo grelhado, pego uma nota que Aubry me deixou. Ela diz: Fui pegar Aimée. Estarei de volta depois. Não esqueça - Noite de cinema. Lembro-me dele me dizer que iria traze-la para assistir a um filme. Enquanto eu como, fico à toa pensando em qual filme ele vai escolher. Quando termino de comer, eu me sirvo um copo de vinho tinto, desligo o alarme, e volto para o meu quarto. Estou lavando meu cabelo, totalmente relaxada do vinho que bebi, quando ouço o meu alarme disparar. Prendo a respiração, tentando - e não conseguindo - não entrar em pânico. O alarme emite um sinal sonoro sempre com dez toques antes que ele desligue. Se você souber o código, deve ser capaz de desliga-lo até lá. Quem diabos está na minha casa? Minhas mãos estão tremendo quando desligo a água. Meus olhos disparam para a porta do banheiro. Trancado, graças a Deus. Saio do chuveiro, me seco rapidamente, e coloco as roupas tão rápido quanto posso. Pego meu celular do balcão e ouço o telefone de casa tocar. Meu coração está batendo tão alto que estou surpresa

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que consiga entender as palavras que a pessoa da empresa de alarme está dizendo. Eu pulo quando meu celular vibra na minha mão. É Henry, o homem da portaria. "Olá?" Eu digo em um tom abafado enquanto ponho uma mão trêmula sobre a minha garganta. "Blake, está tudo bem?", ele pergunta em causa. "Eu não sei. Estou trancada no banheiro." Henry é um senhor mais velho, um tipo de avô. Ele está sempre olhando por nós. Quando nos mudamos, nós conversávamos sobre baseball. Quando o nosso sistema de alarme estava instalado, Aubry fez uma piada sobre isso para Henry. Em vez de fazer graça de mim, Henry disse que eu era uma menina inteligente. "Vou mandar Sean direito aí para cima," ele diz. Sean é um porteiro em treinamento. Ele é muito mais jovem do que Henry, mas ele parece grande e maduro. "Obrigada" sussurro. "A empresa de alarme está me chamando na outra linha." Eu atendo e digo a senhora paciente que estou no banheiro. Ela diz que está enviando a polícia. Não digo a ela que não é necessário porque, sinceramente, eu não tenho certeza, e me sentiria mais segura com eles aqui. Mesmo depois que a senhora desliga o alarme, para que eu não tenha que fazer isso, e me deixa ficar na linha com ela, continuo a olhar para o meu telefone a cada dois segundos. Pergunto-me se eu deveria chamar Cole. Não, não posso fazer isso. Ele vai enlouquecer. Talvez eu devesse chamar Aubry e pedir-lhe para ficar onde ele está apenas no caso. Oh meu Deus, estou enlouquecendo também. Me pergunto se alguém ainda está

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aqui. Eu me pergunto o que querem. Quero saber quem poderia ser. Estou sentada no vaso sanitário, e o único barulho que ouço é a tampa chacoalhando debaixo de mim porquê a minha perna está tremendo. Vinte minutos passam, e ainda estou trancada no meu banheiro, segurando no meu telefone e roendo a minha unha. Tenho certeza de que Sean está lá fora, mas ele não bateu na porta do meu quarto. Eu finalmente chamo Aubry e digo o que está acontecendo. "Que porra é essa?! O que quer dizer com alguém invadiu?", ele grita. "Eu disse que acho que alguém invadiu, Aub. Não sei com certeza" digo rapidamente. "Seja como for, estou a caminho", ele diz rapidamente. "Não! Por favor, não. Deixe-me apenas descobrir o que está acontecendo. Sean está lá fora, e os policiais estão a caminho. Aubry, por favor, me prometa que vai esperar até que eu diga que está tudo bem para você vir" imploro. "O quê?", ele grita. "Perdeu a porra de sua cabeça?" "Por favor, Aubry. E se isso for algo ruim? Você realmente quer colocar Aimée em perigo? Se você me ama, por favor, fique fora do prédio até que eu diga.” Eu o ouço respirar profundamente no telefone. "Cowboy, eu te odeio por isso, mas tudo bem. Vou esperar na maldita esquina." O meu telefone vibra assim que desligo, e acho que é provavelmente ele novamente para me dizer que está vindo para cá de qualquer maneira. Quando olho para baixo vejo Cole. Fecho os olhos e respiro fundo antes de responder. "Olá?"

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"Oi, baby", ele diz. Eu posso ouvir o sorriso em sua voz. "Oi," respondo, minhas emoções ressurgindo com o som de sua voz. "O que está errado?" "Acho que alguém entrou no meu apartamento" digo em voz baixa. "O quê?", Ele grita. "Onde você está?" "Trancada no meu banheiro." "Não se atreva a sair. Onde está Aubry?", ele pergunta, e posso imagina-lo andando nervoso. "Pedi pra ele ficar longe" digo em voz baixa. "O que quer dizer com você pediu a ele..." ele some. "Fodase, Blake. Estou o chamando do telefone de casa. Não desligue." "Não" grito e depois abaixo a minha voz novamente. "Por favor, não." "Por quê? Nada vai acontecer com ele, baby. Você não pode ficar sozinha", ele implora. "Henry enviou Sean para cá. Tenho certeza que ele está aqui. Estou apenas com muito medo de sair do banheiro.” Ele deixa escapar um suspiro. "Oh, baby, me desculpe por não estar aí com você." Posso ouvir a mistura de pesar e preocupação em sua voz. "Está tudo bem" digo, forçando um sorriso. "Você está aqui agora." "Não, não estou. Estou muito longe de você", ele suspira. "Eu me candidatei a um emprego em Chicago."

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Estou surpresa com isso, mas antes que eu possa responder, alguém está batendo na porta do meu quarto. "Tenho que ir. Alguém está batendo" "Fique no telefone comigo, por favor", ele pede, então eu faço. A polícia está do outro lado, e quando abro a porta, vejo que Sean está lá também. Digo a Cole que vou chamá-lo de volta depois que eles saírem, e ele hesitantemente me permite desligar. Falo com Oficial David Martinez e o detetive Larry Ginsburg, que estavam no prédio ao lado, quando a empresa de alarme chamou. Digo a eles o que aconteceu, o que não é muito. Eles me pedem para olhar ao redor do apartamento para verificar se vejo alguma coisa de anormal. Eu passeio com um olhar confuso no meu rosto porque tudo o que devia estar faltando está lá. A TV está lá; micro-ondas está lá; o nosso sistema de som está lá. Eu ando ao quarto de hóspedes, e tudo parece intocado. Fecho os olhos e agradeço por ter sempre o acesso duplo do meu banheiro ligado ao quarto de hóspede trancado. O pensamento do que poderia ter acontecido me dá arrepios. Eu tremo um pouco, enxotando o arrepio rastejando por mim. Detetive Ginsburg, que está de pé ao meu lado, pergunta se estou bem. Eu coro e aceno minha cabeça concordando. Ele diz que não há problema em estar assustada. Verifico o quarto de Aubry, e enquanto estou lá, ele e Aimée tropeçam dentro freneticamente. Corro para eles e abraço ambos ao mesmo tempo. "Você está bem?", ambos perguntam em uníssono. "Sim, graças a Deus. Nada me aconteceu. Eles nem sequer bateram na minha porta. Estou tentando descobrir se levaram qualquer coisa. Você vai me ajudar?", digo rapidamente, minhas frases praticamente sobrepostas uma a outra.

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Nós olhamos ao redor um par de vezes, mas nada parece diferente. Vejo um papel no balcão da cozinha sob minhas chaves e franzo as sobrancelhas juntas. Ando em direção a ele e estudo. Tenho cuidado para não o tocar. Assisti séries de detetives o suficiente para saber que você não deve colocar suas impressões digitais nas evidências. "Isso não estava lá quando cheguei em casa" digo, apontando para o papel com meu dedo tremendo. Ambos Detetive Ginsburg e Martinez passam por cima e olham para o papel. "Tem certeza?" Detetive Ginsburg pergunta com sobrancelhas franzidas, olhando entre mim, Aubry e Aimée.

as

"Positivo" digo. "Essas são as minhas chaves," aponto. "Joguei lá em cima quando cheguei aqui e o papel não estava sob elas." Detetive Ginsburg coloca uma luva de látex e pega o papel. "Foi enviado para Blake Brennan", diz enquanto ele lê. "O que isso diz?", pergunto silenciosamente quando tremo pela milionésima vez. Blake Brennan ligue para mim (312) 555-2984. Precisamos falar sobre o terreno. "Está assinado O'Brian." "Oh meu Deus," suspiro, cobrindo minha boca com as duas mãos enquanto sinto meus joelhos enfraquecendo. "Não posso acreditar nesta merda." Aubry e Aimée me firmam para impedir de cair, enquanto Sean se desculpa e sai.

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"Eu recebi um telefonema de um cara hoje mais cedo, sobre este pedaço de terra. Ele também enviou uma carta há alguns meses atrás. Nunca fui a este terreno." Digo em um tom estridente. "Eu herdei a terra da minha tia. Não sei como ele tem as minhas informações, mas primeiro a chamada, em seguida a carta, e agora ele invade minha casa!" Estou gritando e me agitando vigorosamente pelo tempo que termino a minha explicação. Aubry me segura mais apertado enquanto Aimée passa os dedos pelo meu cabelo. Detetive Ginsburg me deixa suas informações e me pede para chamá-lo se eu ouvir do cara novamente. Ele colocou o papel em um ziploc para testar as impressões digitais. Ele me faz um milhão de perguntas, incluindo o que o nome O'Brian significa para mim. Asseguro a ele que eu nunca tinha ouvido antes. Ele me olha como se hesitasse em acreditar em mim, mas me diz que vai me deixar saber se ele ouvir qualquer coisa do laboratório sobre o papel. Ele menciona algo ao oficial Martinez sobre estar mais perto de quebrar o O'Brian, mas não tenho certeza do que isso significa. Depois de repetir o que aconteceu de novo, Aubry e Aimée se estabelecem para assistir a um filme. Eles me pedem para me juntar a eles, mas estou exausta. Eles alugaram "The Notebook". Advirto Aimée, quem nunca viu esse filme? - Que é melhor ela estar preparada para fazer um escândalo na frente de Aubry. Ambos riem de mim, mas estou falando sério. Você não pode ver esse filme sem fazer um escândalo. Eu me tranco no meu quarto e chamo Cole novamente. Ele pega depois de quatro toques. "Olá?", ele responde, soando como se estivesse correndo uma maratona. Meu estômago cai na memória da última vez que isso aconteceu.

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"Ei, hora ruim?" Pergunto, mordendo meu lábio para me preparar, embora eu sei que é meu Cole, e confio nele. "Não, não, eu estava lá embaixo", ele diz, recuperando o fôlego. "Ouvi meu telefone, e corri para pegar. Não queria perder sua chamada." Sorrio. "Por que é que você tem uma casa tão grande só para você mesmo?" Lembro que ele me deu uma resposta estúpida a primeira vez que fui lá, mas não consigo lembrar o que era. "Porque eu pensei que seria um bom lugar para criar nossos filhos", ele responde. Ronco um riso. "Oh, é isso mesmo" digo com um rolar de olhos. "Esqueci qual foi a desculpa que você usou a última vez que perguntei." "Não sei por que você pensou que era tão engraçado quando eu lhe disse isso," ele protesta. "Umm... talvez porque você disse isso na frente da sua namorada?" Ele ri. "Está certo. Você se lembra o que disse depois que você terminou de rir?" Penso sobre isso por um segundo. “Na verdade, não." "Você disse que não queria ter filhos em uma casa de dois andares." "Oh sim, eu disse isso. Bem, isso é realmente verdade." "Sim, eu sei. É por isso que coloquei no mercado uma semana depois que você saiu. Infelizmente para mim, o mercado tinha caído até lá, então tive que tirar da lista e mantê-lo."

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"Você colocou no mercado, porque eu disse que não queria ter filhos em uma casa de dois andares?" Grito e então começo a rir. Ele espera até que eu termine de rir antes dele continuar. Ele exala alto. "Blake, quando você vai perceber que tudo que eu faço, faço por você?" "Algum dia, Sr. Murphy," sorrio. Ele geme. "Parece tão quente quando você me chama assim." "Você diz isso sobre tudo" sorrio. "Sim, porque tudo sobre você é tão quente." Tento conter um bocejo. "Vou tentar dormir. Está tudo bem se nós pegarmos a conversa do nosso belo futuro, crianças e onde nós iremos viver com eles amanhã?" "Droga, baby, agora você está realmente me excitando", ele diz em um tom baixo, fazendo meu corpo esquentar. "Ouvir você falar sobre nossos futuros filhos é quente. Vá dormir, baby. Eu te amo. Chame-me se você não conseguir dormir ou se tiver qualquer pesadelo. " "Eu vou. Boa noite. Sonhe comigo" digo e mando um beijo alto ao telefone. Ele geme e sorrio, terminando a chamada.

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Capítulo Treze Presente

"Papai!" Eu grito enquanto corro em direção a ele, sem fôlego de tanto rir. Nathan está me perseguindo através da planície aberta. Estamos jogando pique e Nathan é a mãe. Papai olha para cima e as rugas na sua testa desaparecem quando ele me vê correndo para ele. Ele sorri e abre os braços, para que eu possa saltar neles. Em seu abraço, ele começa a me fazer cócegas, fazendo-me rir ainda mais. Ele para quando eu digo que tenho que ir ao banheiro. Papai se levanta e diz a vovô que vamos estar de volta. Vovô tem o cabelo preto e grisalho, e seus olhos são cinzentos, como os meus e de mamãe. Eu gosto disso. Vovô me dá um tapinha na cabeça como um cachorro quando eu passo por ele e diz ao Paizinho que o tempo está se esgotando. "O tempo está se esgotando para o que, papai?" Pergunto, voltando para ele. "Nada, bebê. É apenas coisa de adulto", ele responde com um sorriso. É o sorriso que ele tem quando está preocupado. Não gosto de papai se preocupando com nada. Quando ele se preocupa, ele e mamãe brigam, e isso me deixa triste. Eles sempre me dizem que se amam e que os adultos às vezes brigam. Não quero crescer. Não quero brigar como mamãe e papai. "Iremos embora?", Pergunto. Não quero deixar Nathan. Nós estamos nos divertindo muito.

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"Sim, querida, nós temos que ir. Eu tenho um monte de trabalho a fazer quando chegar em casa." Entro no banheiro sozinha e digo ao papai para ficar perto da porta. Ele deixa aberta para que eu possa vê-lo enquanto faço xixi. Não preciso de sua ajuda agora, porque sou uma menina grande. Vou ter quatro em breve. Isso é quase todos os dedos da minha mão direita. Sorrio. Eu me limpo, desço, e puxo a descarga. "Papai," chamo animadamente. Ele entra em cena com um sorriso. "Eu fiz isso!" Grito com um salto socando o ar. "Como uma menina grande." Papai sorri brilhantemente e me leva até a pia para que eu possa lavar as mãos. "Sim, baby, como uma menina grande, mas não fique grande demais para mim agora." Ele beija minha bochecha e sorrio. Nós voltamos lá para fora, e olho para Nathan. Vejo seu cabelo castanho bagunçado enquanto ele corre atrás dos arbustos. "Nathan," grito enquanto corro para ele. "Fui ao banheiro como uma menina grande." Nathan corre para mim, os olhos brilhantes felizes. "Você fez como eu te ensinei?" Balancei minha cabeça. "Não, papai diz que princesas sentam ao usar o sanitário. Somente meninos ficam em pé." "Achei que você queria ser um G.I. Joe?", pergunta ele, fazendo sua testa enrugar, como papai. Posso dizer que ele não está feliz.

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"Eu quero" respondo. Não quero deixa-lo louco. "Mas quero ser uma princesa, também." "Você não pode ser os dois ao mesmo tempo", ele diz. "Esta é uma briga?", pergunto, colocando os punhos na minha cintura. Ele dá de ombros. "Não podemos brigar, Nathan. Apenas os adultos brigam." Ele me olha e mexe em meu cabelo suado. "Não estou brigando... princesa. Peguei, você é a mãe", ele grita e corre para longe. "Ei, isso não é justo" grito, rindo enquanto corro atrás dele. Nathan é muito mais rápido do que eu. Quando corremos, ele sempre ganha. Suas pernas são mais longas do que as minhas. Ele sempre me deixa pegá-lo quando jogamos pique, embora. Estou correndo atrás dele, e noto que ele está correndo pela frente da casa em direção ao celeiro. Quando chego perto do celeiro, vejo Michael escrevendo em um pedaço de papel. Michael tem olhos azuis da mesma cor do céu. Michael é meu tio. Eu disse a ele que ele é meu único tio, mas ele diz que não é. Ele pergunta se eu me lembro de seu irmão. Eu só vi meu outro tio poucas vezes. Ele vive longe. Eu meio que me lembro de como ele se parece ... eu acho. Um dia vou ter um irmão também. "Tio Michael," grito. "Oi, Garotinha", ele diz, sorrindo. "Você está se divertindo jogando com Nathan?" Paro de correr. "Sim, mas ele é muito rápido. Eu tenho que fazer minhas pernas irem muito rápido para pegá-lo."

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Ele ri. "Quer saber um segredo? Um dia ele vai estar perseguindo você, e você vai ser a única que ele não pode pegar." Olho para ele confusa. Eu gosto quando Nathan me pega. "O que você está desenhando?" Pergunto, tentando espreitar o seu papel. "Não estou desenhando. Estou fazendo lição de casa." "Oh, mamãe diz que vão me dar lição de casa quando eu começar na escola este ano." "Sua mãe está certa. Ela é muito inteligente também. Ela usou isso para nos ajudar a fazer o nosso dever de casa quando éramos pequenos." Sorrio. Mamãe é inteligente. Eu continuo correndo para o celeiro, e vejo Nathan de pé sob a sombra. "Tartaruga!", Ele grita. "Não sou!" Grito de volta. "Estava falando com o tio Michael." "Uh huh, claro", ele brinca. Estou ao lado de Nathan, mas quando eu pego ele, ouço a voz do papai. "Blakey, vamos", ele grita em voz alta. "Tenho que ir", digo com tristeza para Nathan. "Está bem. Tenho que ir daqui a pouco, também. Você vai voltar no próximo fim de semana?" "Não" digo, sorrindo. "Papai e mamãe irão me levar para a Disney World para o meu aniversário." "Legal. Então tchau." Volto para a casa grande e vejo o papai falando com vovô e tio Michael. Em nosso caminho para casa, eu me lembro que deixei

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minha boneca do arco-íris. Adormeço antes de me lembrar de dizer ao papai.

Acordo em uma poça de suor, respirando pesadamente. Meu coração bate tão rapidamente que estou assustada que meu fluxo de sangue vá começar a fluir fora dos meus ouvidos. Eu me inclino até meu armário e desajeitadamente procuro o meu telefone, ofegando enquanto acerto o botão de discagem. "Olá?", ele diz, com a voz rouca. "Desculpe te acordar." "Não, querida, eu lhe pedi para ligar. Pesadelo?" "Sim ... não, eu não sei" jorro. Ele exala. "3:32", ele murmura, e eu olho para o relógio. "Eu sei. Sinto muito. Não deveria ter ligado." "Pare de se desculpar. Estou feliz que você ligou. Você quer falar sobre isso?" “Na verdade, não. Eu só queria ouvir sua voz" digo fracamente. "Ok baby. Basta ir dormir comigo no telefone. Eu te amo." "Obrigada." Eu te amo. Eu te amo mais do que você jamais saberá, Cole Murphy. Na manhã seguinte, eu ligo para Veronica e digo a ela que preciso urgentemente falar com ela. Ela me agenda entre duas clientes às 02h00min. As aulas começam na próxima semana, e esta é minha última semana dentro da Ross e Chevy Advogados. Vou para o meu almoço às 2:00 para que eu não tenha que pedir para sair no meio do dia novamente.

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Meu dia no escritório voa, e quando olho para o relógio, é 01:30. Eu chamo Cole no caminho para a Lewis. Cole está em um programa chamado Around the Horn4 hoje, mas só vai ao ar às 5:00, então ele ainda deve estar em casa. "Oi, baby", ele cumprimenta. "Oi," eu digo, passando entre um grupo de advogados irritados no pátio. "O que você está fazendo?", ele pergunta com um sorriso na voz. "Apenas indo almoçar. Estou no caminho para encontrar Veronica para que eu possa discutir por que ela me ligou e dizer sobre a invasão." "Você comeu?" "Não, vou comer uma barra de granola e beber um shake de proteína no caminho de volta, no entanto." "Blake", ele repreende. "Você precisa comer." "Eu sei eu sei. Simplesmente não tenho tempo para parar hoje. O que você está fazendo?" "Esperando por um corretor de imóveis", ele responde com indiferença. Isso me para no meio da calçada lotada. Os corredores retardatários me batem de todos os lados. "Para colocar sua casa de volta no mercado? Pensei que era uma má hora para vender."

4

Talk Show americano voltado para esportes.

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"Isto é. Estou esperando que alguém vá alugá-la por um tempo, pelo menos. Se não, estou disposto a aceitar as ofertas. Veremos." Continuo andando, acelerando e passando alguns dos atrasados de alguns segundos atrás. "Cole, você não deveria apenas esperar para se mudar? Não tenha pressa. Não há pressa para você se mudar. Você já ouviu alguma resposta da equipe?" Ele tinha se candidatado para um trabalho com a equipe de futebol daqui para estar mais perto de mim. Fiquei emocionada, mas desconfortável sobre ele perder seu trabalho que paga tão bem em Nova York. "Não vou perder tempo, estou com pressa, e tive uma resposta", ele diz, e posso ouvir seu sorriso novamente, o que me faz sorrir. Eu mordo meu lábio. "E?" "E ... eles têm um trabalho para mim, Boneca." "Isso é ótimo" guincho. "É bom? Fizeram uma boa oferta? Você ainda vai ser pago do mesmo jeito? Oh meu Deus, você está tendo um corte no pagamento? Talvez este não seja o movimento certo para você." "Blake", ele grita rindo. "Acalme-se. A oferta é grande. Embora não importe; iria me mudar com ou sem um trabalho. Confie em mim. Tenho dinheiro suficiente para sobreviver sem um trabalho. Adoro o que faço, e estou feliz que ainda vou ser capaz de fazê-lo. Eu preciso estar perto de você, isto é tudo que importa para mim." Deixo escapar um suspiro de alívio e concordo em ligar depois do meu encontro. Ainda estou sorrindo para a ideia de Cole se mudar para Chicago quando ando através do lobby. Pego

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o elevador e cumprimento a irmã mais nova de Barbie. Ela me pede para sentar enquanto chama Veronica. Quando a porta se abre, olho para cima esperando que seja ela, mas vejo Mark em seu lugar. Ele sinaliza para eu segui-lo e olho para Skipper, que está sorrindo para Mark, enquanto ajeita o cabelo loiro oxigenado. Fecho os olhos, respiro, e sigo Mark quando ele me leva para o seu escritório e fecha a porta atrás de nós. "Veronica me disse que estava tirando sua hora de almoço para encontrá-la", ele diz, prendendo o seu olhar azul sobre mim. "Sim" respondo e pisco rapidamente. "Você comeu?", ele pergunta. O que há com essa questão? Eu olho para mim mesma e aceno sem jeito com a cabeça. Você pensaria que pareço uma vareta. "Vou comer quando eu sair. Só tenho uma hora." Ele caminha até o bar e me sinaliza para seguir. Ele puxa uma cadeira para mim, e me sento. Há três recipientes de comida chinesa e dois pratos de plástico. "Espero que você goste de comida chinesa", ele sorri. "Claro" digo lentamente. alimentos que eu não gosto."

"Não

acho

que

muitos

Isto está indo muito diferente da última vez. Eu sirvo a minha comida. Ele serve a dele e toma um assento no lado oposto. "Diga-me, Blake. Quando começaram a entrar em contato com você sobre a terra?", Ele pergunta enquanto me dá os meus talheres. Olho para ele com surpresa. "Como você sabe sobre isso?"

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"Eles nos enviaram uma carta. O escritório de advocacia está na escritura de suas propriedades." "Oh... recebi a primeira carta há alguns meses atrás. Então eu recebi um telefonema." Ele fecha os olhos e esfrega a parte de trás do pescoço. "O que disseram quando ligaram? Qual o número que eles chamam?" "Ligaram para minha linha residencial. Eles repetiram o que disseram na carta." "Como o homem soou? Você guardou a mensagem? Você é proprietária do apartamento que você está vivendo?" "Eu apaguei," dou de ombros. "Não acho importante. E não possuo, alugamos ... por quê?"

que

foi

Ele exala uma respiração profunda. "Blake, salve tudo. Nunca exclua nada antes de trazê-lo aqui, ok?" "Ooookay ... você sabe quem quer a terra?" "Eu tenho uma ideia, mas não posso ter certeza", ele responde, olhando para o prato. "Invadiram a minha casa ontem à noite," digo, enquanto assisto seu rosto. Ele coloca os talheres para baixo quando seus olhos voam de volta para os meus. Explico o que aconteceu em detalhes. "Merda. Você precisa se mudar. Contrate seguranças para estar com você em todos os momentos. Informe o seu companheiro de quarto para se mudar e contratar segurança para ele também."

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Ele se levanta e começa a andar pela sala, passando a mão pelo seu cabelo loiro penteado. Eu fico de boca aberta para ele enquanto me levanto e coloco as mãos sobre os meus quadris. "O quê?" Engasgo, enquanto balanço a cabeça. "Não posso simplesmente dizer ao meu companheiro de quarto para se mudar. Não posso simplesmente contratar um segurança para me seguir durante todo o dia. Eu tenho uma vida." "Blake..." ele faz uma pausa, seus olhos suavizando. "É por isso que estou dizendo a você para fazer isso. Se você quer ter uma vida - e quer que seus amigos tenham a chance de viver a deles livremente, confie em mim." Tomo uma respiração profunda. "Eu tive um sonho ontem à noite," começo, quando olho em seus olhos. "Estava em uma fazenda com meu pai e meu avô. Havia um menino... o rapaz que estava comigo naquela noite... e você estava lá, também." Ele fecha os olhos e suspira quando aperta as mãos atrás do pescoço. "Eu estava brincando com o menino," continuo, meus olhos lacrimejando com a lembrança. "Fui até você e disse algo. Acho que o chamei meu tio." Ele abre os olhos azuis, e posso ver a tristeza nadando neles antes que pisque e respire fundo. "Você tem uma imaginação vívida, Blake. Soa como um sonho bom." Curvo meus lábios e estreito os olhos. "Eu gostava de estar ao seu redor. Lembro disso." Ele me dá um sorriso triste, mas se afasta e não dá nada mais. Pelos próximos vinte minutos, discutimos como eu posso vender a terra para aquelas pessoas sem qualquer problema. Ele

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me diz que vai ter Veronica escrevendo um contrato de venda. Gostaria de conseguir o valor de mercado, que é baixo, mas não me importo. Só quero me livrar disso. "Mark, você pode me dizer se o meu pai está morto?", pergunto silenciosamente antes de abrir a porta. "Blake", ele suspira. "Seu pai morreu há muito tempo. Você está feliz agora?" Inclino minha cabeça. "Sim e não." Ele me dá um olhar perplexo. "Sim, porque você acabou de admitir que sabe. Não, porque eu teria gostado mais se ele estivesse vivo.” Um lento sorriso aparece em seu rosto. "Você vai ser uma grande advogada, Blake." Sorrio de volta. "Obrigada pela comida, Mark." "Lembre-se, a segurança", ele grita. Merda. Como é que vou explicar para Cole que meu advogado acha que preciso de segurança para me seguir e a todos que me interessam? Eu disse que iria chama-lo quando saísse da reunião, mas decido enviar um texto em vez disso. Preciso de tempo para pensar sobre isso. Eu: Eu te ligo mais tarde. De volta ao trabalho. Cole: Ok, baby. Eu te amo. Quando sento no meu cubículo, verifico meu e-mail e vejo o nome de Veronica. O título do e-mail é 'segurança'. Abro e vejo uma lista de nomes. Quando o procurador que é aquele que sabe mais sobre sua vida do que você, lhe envia uma lista das pessoas a contratar como seu guarda-costas, você sabe que as coisas são

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sérias. Repito o sonho de ontem à noite na minha cabeça. Não posso sacudir a sensação de que há algo nesse sonho. Acabo trabalhando em um caso até 7:00, e estou grata que comi no escritório de Mark. Despeço-me de Gina e da recepcionista antes de sair. O piso não está completamente vazio; vejo as luzes ainda ligadas em vários escritórios. No elevador, vasculho minha bolsa procurando minhas chaves e telefone. Encontro assim que chego ao piso do subsolo - Garagem de Estacionamento. Ao contrário dos escritórios, a área está drasticamente vazia. Vou até o meu carro, deixando cair as chaves duas vezes enquanto tento desbloquear o meu telefone com a outra mão. Ouço algo arrastando atrás de mim, mas alcanço a maçaneta antes de olhar para trás, e tranco as portas assim que entro. Quando saio com o carro, noto a figura de um homem no canto da garagem, e isso me assusta tanto que piso nos freios, fazendo meu carro estancar para frente. Eu deixo de lado o freio devagar e continuo a conduzir até a curva em direção à saída, deixando a figura escura para trás. Estou olhando o meu espelho retrovisor - apenas no caso de a figura se mover para a luz. Por favor caminhe para a luz. Meu coração está batendo rapidamente com adrenalina e mordo a ponta do meu polegar. Não me importo o quão tarde é, quando chegar em casa, vou contratar segurança. Eu chamo Cole no caminho de casa e conto a ele sobre o meu encontro com Mark e sobre o que aconteceu na garagem. "Jesus, Blake, você está me assustando aqui", ele diz. "Sinto muito. Eu tinha que dizer-lhe, no entanto. Estou contratando segurança para você, também. Você precisa mais do que nós, uma vez que é uma pessoa pública."

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"Baby, preciso dele menos por causa disso. Além disso, você não acha que é um pouco estranho para alguém do meu peso e altura ter alguém me seguindo?", ele pergunta. Uma bolha de riso me escapa. "Não tinha pensado nisso. Acho que é estranho, mas eles serão treinados e armados, por isso, estarei contratando um independentemente." Ele ri. "Vou pagar pelo meu segurança se isso te faz sentir melhor." "Isso faz, mas nós temos uma lista de pessoas, então eu me sentiria mais segura se nós escolhermos a partir destes." "Por que você está confiando tanto nesse Mark de qualquer maneira?", Ele pergunta, curioso. Este é um conceito – não confio em ninguém que está fora do meu círculo. Dou de ombros, embora ele não possa me ver. "Tenho um bom pressentimento, eu acho." "Hmmm, isso é bom. Basta ligar para os caras, mas estarei pagando por eles." "Cole," gemo. "É minha culpa que estamos nessa confusão. Deixe o dinheiro de Shelley pagar por eles." "Baby", adverte. "Seja como for, vamos decidir isso mais tarde" digo rapidamente. Eu realmente não preciso disso se transformando em uma discussão.

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Capítulo Quatorze Presente

Após o banho, mamãe sempre lê para mim uma história. Estou com meu pijama, sentada na cama, e esperando por ela para contar uma. Minha mãe é a mãe mais bonita de TODAS. Ela tem cabelos loiros e olhos cinzentos que se parecem com os meus. Ela parece com uma princesa. Ou uma fada. Todo mundo diz que eu pareço apenas com a mamãe. Espero que sim. Espero que quando eu crescer fique bonita como a minha mãe. "Hoje à noite, vamos ler 'te amo para sempre'", ela diz, sorrindo para mim e mostrando o livro com uma criança confusa com o sanitário. Sorrio e enrugo meu nariz. "Esse menino é bobo." Mamãe ri e toca meu nariz. "Sim, os meninos são bobos. Vamos ler o livro, para que possa ir dormir. Amanhã é um dia muito importante. Sabe que dia é hoje?" "Meu aniversário," grito enquanto eu bato palmas junto. "Sim, seu aniversário", ela diz, rindo. "Você vai fazer quatro. Uma menina grande." Vejo água nos olhos cinzentos da mamãe, e beijo sua bochecha. Não quero que a mamãe fique triste. Ela sorri para mim e lê a história. Sinto meus olhos ficando pesados.

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A última coisa que ouço mamãe dizer antes de ir dormir é "Contanto que eu esteja viva, meu bebê, vai estar." "Eu te amo, mamãe", murmuro quando caio no sono.

Acordo com lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Olho para o relógio. 3:15. Claro que é. Eu rolo meus olhos e me levanto e lavo o rosto. Quando volto para o meu quarto, olho para os envelopes em cima da minha mesa e tomo uma respiração profunda enquanto ando para eles. Sento-me na minha cadeira e olho em torno algumas vezes antes de decidir abrir agora ou abrir num outro dia. Eu tiro um envelope com fotos. A primeira foto tira o meu fôlego. É ela. Minha mãe. Eu só a vejo em meus sonhos. Ela parece muito mais bonita na foto do que em meu sonho, apesar de tudo. Ela tem o cabelo loiro escuro longo e olhos cinzentos com alma. Ela está usando um vestido largo com grandes flores nele. Seu rosto está radiante enquanto ela olha para o sorriso da menina. A pequena menina tem o cabelo loiro sujo e grandes olhos cinzentos felizes. Seus longos cílios coincidem com os da minha mãe e ela está usando um vestido banco de alças e sandálias de prata. Na foto, eu pareço uma versão em miniatura da minha mãe. Atrás de nós, há um homem bonito, com cabelos castanhos e olhos castanhos. Ele está vestido com uma camisa de manga curta polo e calça cáqui e está sorrindo enquanto ele nos observa. Tomo algumas respirações profundas e continuo a passar através das fotos. Elas são mais do mesmo, até que não são. Há um lote de fotos de mim correndo em uma grande planície de grama. A maioria estou sozinha. Algumas são comigo e um menino. O menino dos meus sonhos: Nathan. Eu aperto meus olhos para estudá-lo, mas as fotos foram tiradas de um ângulo longe. Depois de olhá-las, guardo tudo, e imploro ao sono para

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me levar quando eu me deito. Acordo novamente às 8:00 e me preparo para a aula. "Oi," Aimée diz quando entro na cozinha. Ela tem ficado muito aqui recentemente. Saúdo ela e Bruce, meu segurança, ou 'sombra' como ele se chama. Bruce é uma espécie de homem mais velho. Nós só vamos ter ele por perto até que o negócio da terra seja assinado pela outra parte. Então eu quero que a vida volte ao normal, o que quer que seja. Aimée e eu chegamos à escola, e ela ainda está falando comigo sobre Ação de Graças. Digo a ela que vou passar com Cole e Maggie este ano. Ela me diz para convidar Maggie para a casa dela, mas eu me recuso. Sei como Maggie é; ela não vai querer sobrecarregar a família dela. Aimée me pede para ir com ela para a casa dos seus pais depois da aula para que ela possa pegar algumas coisas que precisa. Estive querendo que ela me convidasse por um longo tempo, mas só porque eu queria mais informações sobre Mark. Agora que tenho acesso a ele, realmente não me importo de ir. Concordo em ir com ela de qualquer maneira. Estou curiosa para ver o lugar e descobrir por que ela odeia tanto assim ir para casa. Seu pai é o prefeito, e suponho que ele seja agradável, mas quem sabe. Talvez ele é tão ocupado e estressado que é um Idiota. Eu também acho que sua mãe é provavelmente uma daquelas esnobes que gasta o dinheiro do marido indo para eventos de caridade para mostrar o seu novo guarda-roupa. Não posso imaginar por que mais ela odiaria tanto seus pais se são boas pessoas. A casa dos pais de Aimée é em Winnetka, que é apenas um passeio de vinte minutos com pouco tráfego a partir da escola. Nós dirigimos através de um bairro rico, onde as crianças andam de bicicletas na calçada e moradores mais velhos estão molhando

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seus jardins - todos sem nenhuma preocupação no mundo. Nós entramos em uma enorme casa de tijolos, e meus olhos se arregalaram ao vê-la. Esta é a casa mais bonita que já vi na vida. Viro em meu assento para enfrentar Aimee. "Esta é a casa dos seus pais?" "Sim", ela diz. "Confie em mim; é como um cemitério, por ser enorme." Curvo meus lábios, mas continuo a olhar ao redor enquanto ela caminha em direção a ela. Há plantas artisticamente podadas em ambos os lados, forrando ao longo do caminho circular. Quando eu saio do carro, olho para a casa do outro lado da rua e faço um exame triplo quando tapo minha boca com a mão. "Espere um minuto... aqui é... você vive em frente ao Kevin?", pergunto com um grito. Aimee ri alto. "Kevin?", ela pergunta com diversão. "Sim, é a casa do ‘Esqueceram de mim’? Olha só isso" guincho. "Esqueceram de mim" é um dos meus filmes favoritos. Eu costumava ser obcecada com Kevin quando era pequena. Quando fui morar com Maggie, ela alugou para mim em uma noite, e todos nós assistimos juntos. Eu sabia cada fala. Cole ficou tão impressionado que ele comprou para mim no Natal daquele ano. Aimee ri e balança a cabeça. "Sim, essa é a casa. Mas se você está à procura de Kevin, você precisa saber que o seu verdadeiro nome é George, e ele é um homem de oitenta anos de idade, que gosta de usar cueca, quando vai buscar o jornal." Eu faço careta com a imagem mental, antes de rir junto com ela. Quando andamos em sua casa, fico embasbacada com

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os arredores. Parece um museu, onde não é permitido tocar em nada. Me faz sentir como uma criança, e espero que ela não me peça para sentar porque eu não saberia onde sentar. Nenhum dos sofás têm plástico sobre eles, e são todos em cores claras. O primeiro quarto que nós passamos é vermelho, o segundo quarto é azul, e o terceiro é roxo escuro. "Sua mãe tem uma coisa por cores, não é?" Eu digo, seguindo e subindo as escadas. Nossas botas tilintam contra a madeira e rangem o chão a cada passo. "Você não tem ideia", ela responde. Há cinco portas no andar de cima. Ela me leva ao primeiro, que é o quarto dela. O quarto dela é totalmente rosa. "Oh, tenho uma ideia" digo inexpressiva. Quando Aimée vai para o seu enorme closet, eu olho o quarto dela, ela tem fotos de si mesma com seus pais sobre em um par de quadros. Sua mãe tem cabelos castanhos curtos e olhos verdes tristes e seu pai tem cabelo castanho e olhos castanhos mortos. Eu me lembro de vê-lo na televisão algumas vezes e seu olhar era animado. Eles parecem uma família feliz nas fotos. Ambos estão sorrindo para a câmera, mas os olhos dizem o contrário. Enquanto olho para as imagens, um pensamento passa como um raio e incorpora no meu cérebro. "Aimée, você é filha única?", pergunto curiosa. Eu a ouço chacoalhar e soltar algumas coisas no armário. Quando ela sai, os olhos parecem aflitos. "Sou agora", ela diz enquanto deixa cair o seu olhar triste para o chão de madeira. "Oh, desculpe," digo com pesar.

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"Não, está tudo bem. Foi há muito tempo. Acho que você não poderia saber. Isso vai fazer mais sentido se conhecer minha família e perceber como eles são loucos. Inferno, talvez você possa até alertar Aubry antes dele conhecê-los durante a Ação de Graças” ela diz enquanto se senta na beira da cama. Sento-me no outro lado e espero ela continuar. "Eu tinha um irmão - um gêmeo. Ele não parecia nada comigo. Ele era mais velho por dois minutos. Ele morreu quando éramos pequenos." Dou-lhe um olhar compreensivo. "Eu sinto muito." Ela encolhe os ombros. "Eu tenho algumas fotos dele em um álbum", ela diz, apontando para a mesa. "Eu simplesmente não posso suportar olhar para elas. Olhei para elas todos os dias durante anos, desejando que ele estivesse vivo. Quando percebi que ele não estava, parei de procurar." Aimée se levanta e vai de volta para o armário, e eu me levanto e sento na cadeira para folhear o álbum. Tum-tum. Tumtum. Esse é o barulho que ouço em meus ouvidos entupidos. Seguro no meu coração com as duas mãos, desejando que isso passe. Querendo ficar quieta. "Oh, querida, eu não queria te fazer chorar", Aimée coaxa quando ela sai do armário. Balanço minha cabeça vigorosamente e olho para ela com os olhos borrados por um longo momento. "Aimee, qual é o nome de solteira da sua mãe?" Pergunto, trêmula. Ela enruga as sobrancelhas e me olha como se eu fosse louca. "Murphy."

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Eu suspiro e me atiro para fora da cadeira, batendo os joelhos contra a mesa e derrubando o porta lápis. "Onde é o seu banheiro?", pergunto desesperadamente. Ela aponta para a porta ao lado do corredor. Corro para ele, fecho e tranco a porta, e vomito a salada de atum que eu tive para o almoço no banheiro. "Você está bem?" Aimée chama do outro lado da porta. Aperto o assento do vaso sanitário. "Sim", respondo fracamente. "Acho que o atum que eu tive para o almoço estava estragado. Mantido embalando ou qualquer coisa. Vou ficar bem." "Ok", ela diz convencida. Quando tenho certeza que ela saiu, saio do chão, enxaguo meu rosto, lavo a boca algumas vezes, e abro a porta muito tranquilamente e olho para fora. Posso ouvi-la em seu armário, então vou à ponta dos pés para a sala ao lado e abro. É uma sala de armazenamento. Abro o quarto ao lado - suíte mestre. Abro um ao lado que é completamente azul. Entro e acendo a luz. Eu sinto meu corpo tremer quando fecho a porta silenciosamente atrás de mim e me inclino contra ela. Eu não sei se a salada de atum realmente fez mal ao meu estômago ou se são meus nervos. Vou ter que ir para o último, apesar de tudo. Olho ao redor da sala e vejo prateleiras de madeira em ambos os lados da sala que têm coleções de beisebol sobre elas. Há também uma prateleira mais baixa ao lado da cama que tem todos os tipos de G. I. Joes. Ando até algo que espreita para fora do armário e é quase como se ele estivesse me chamando para libertá-lo. Eu não consigo parar minhas pernas bambas de caminhar lentamente em direção a isso. A porta range quando eu abro lentamente, assim que vejo, eu caio de joelhos com um

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baque alto. Fico olhando para ele com poças de água em meus olhos e cursos de aflição em minhas veias. Eu o agarro e enfio na minha bolsa de grandes dimensões. Levanto-me, tremendo, meu coração ainda tamborilando em meus ouvidos, mas rapidamente caminho de volta para o quarto de Aimée. Ela sai de seu armário com um saco em sua mão e me olha com as sobrancelhas franzidas. "Você está bem?", ela pergunta. "Não" respondo enquanto pego na alça da minha bolsa para acalmar minhas mãos trêmulas. Não estou bem em tudo. Na viagem de volta para o meu apartamento, debato se devo ou não fazer qualquer pergunta a ela. Decido que não. Ela me diz que seus pais estão em Washington, D.C essa semana. Ela explica que acha que se lembra de um momento em que eles eram uma família feliz antes do seu irmão morrer, mas tem sido um inferno com eles a maior parte de sua vida. Eu ouço em silêncio e envio a Aubry uma mensagem de texto, pedindo-lhe para agradá-la e ficar na casa de Aimée. O voo de Cole chega às 8:00, e quero que sejamos só eu e ele essa noite. Às 9:00, a porta se abre, e ouço Cole falar com Bruce. Ele bate na porta do meu quarto três vezes, e eu abro. Ele se inclina e me dá um grande beijo molhado nos lábios antes de me esmagar em seu peito. Inspiro seu perfumemasculino de Pinho misturado com Jean Paul Gaultier e o abraço com força, preparando a ele e a mim para o que está por vir. "Cole, encontrei algo sobre meus pesadelos e meu passado e tudo isso" digo correndo, enquanto eu mudo de um pé para o outro.

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Ele franze a testa, estreitando os olhos e agarra meus braços para me puxar para a cama. Ele me senta entre as pernas e beija minha cabeça. "O que você encontrou, baby?", ele pergunta baixinho. Respiro fundo e o olho diretamente nos olhos. Não há nenhum ponto em piscar as lágrimas iminentes neste ponto. Eu choro pela família, amigos, amor, e da existência de bastardos que punem as crianças por erros de seus pais. "Cole", digo antes de tomar uma respiração profunda. "Lembra que eu disse a você sobre aquele menino? Nathan?", pergunto entrecortada quando ele enxuga as lágrimas do meu rosto. Ele franze as sobrancelhas e acena. "Sim..." Deixo escapar um soluço estrangulado antes de ficar de pé e caminhar para minha bolsa. Tomo uma respiração profunda quando abro e tiro a esfarrapada boneca do Brite arco-íris. Vejo flash de reconhecimento através de seus olhos quando ele olha de volta para mim, completamente aturdido com a boca aberta. "Que porra é essa?", ele diz horrorizado. Sua voz quase um sussurro. Caio de joelhos e choro em voz alta com o rosto em minhas mãos. Ouço o ranger cama quando ele se levanta e caminha até mim. Ele fica de joelhos na minha frente e me segura. Ele pega meu rosto tingido pela lágrima entre as mãos e examina como se estivesse olhando para mim pela primeira vez. Olho para ele da mesma maneira. Então, depois de um minuto, os nossos corpos falham juntos novamente. Sinto seu corpo tremer debaixo de mim com seu próprio sofrimento, tremendo completamente. Nós seguramos um ao outro por minutos, horas, dias. Quando

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finalmente nos acalmamos, nós nos sentamos um ao lado do outro. "Então... você está... oh Deus. Eu sou...”, ele diz, respirando pesadamente e enxugando as lágrimas do seu próprio rosto. "Os seus pesadelos?" Concordo. "Eles são sobre aquela noite. Você se lembra agora?" "Não. Lembro que foi horrível, mas eu não me lembro. Eu me lembro de você, no entanto", ele diz, acariciando o meu rosto com a parte de trás da sua mão. "Minha princesa." Sorrio através das minhas lágrimas. "Sua princesa?" "Sim", ele suspira. "Eu sempre pensei que você fosse uma princesa, mas nunca quis dizer isso. Eu queria que você agisse como um G. I. Joe comigo." "Eu sei" sussurro, balançando a cabeça. "Eu lembro." "Como você conseguiu isso?", Ele pergunta, levantando a boneca. "Fui para a casa de seus pais." Sua boca se abre. "Como? Você sabia quem eram eles?" "Não" balanço a cabeça. "Acho que eu tinha algumas suspeitas por um tempo. Bem, mais ou menos... você sabe minha amiga, Aimée” espero até que ele acene com a cabeça, mas ele parece horrorizado. “Ela faz essas coisas que me lembram de você, às vezes, mas eu só achei que era uma coincidência. De qualquer forma, ela é... a sua irmã.” Ele suspira como se eu tivesse lhe dado um soco no estômago. "O que?"

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"Eu sei. É uma responsabilidade muito grande. Confie em mim, quando estava na casa dela hoje, eu pensei que iria sair em uma maca.” "Será que ela sabe?", ele pergunta, ainda horrorizado. "Não" balanço minha cabeça rapidamente. "Não quis dizer a ela. Queria dizer a você primeiro. Nem sei como eu iria dizer a ela." Ele levanta as sobrancelhas e acena. "Então meus pais pensam que estou desaparecido?" "Eles acham que você está morto" sussurro. "Oh, Deus", ele diz com voz rouca, enquanto as lágrimas escorrem pelo seu rosto. Eu seguro o seu rosto em meu peito e acaricio seu cabelo enquanto ele chora em silêncio, da mesma forma que ele esteve me confortado tantas vezes no passado. Passamos o resto da noite falando sobre o que lembramos e olhando através das minhas fotos. "Você acha que esse é o mesmo lugar que você me levou naquela época?", pergunto a ele enquanto olhamos para uma imagem de nós na fazenda. Ele me olha enquanto contempla a possibilidade. "Pode ser. Está completamente destruída agora, assim eu nunca teria ligado os dois juntos. Vamos amanhã." "Ok, se você estiver bem para isso." "Eu só não entendo por que iriam colocá-la em meu nome. Se meus pais estão vivos... eu não sei. Isto é tão confuso." Ele diz, balançando a cabeça lentamente.

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"Eu sei" respondo, tranquilamente, enrolando uma mecha de cabelo em volta do meu dedo. "Você quer se encontrar com Aimée?" Ele deixa escapar um suspiro e encolhe os ombros. "Eu acho." "Posso falar com ela sobre isso e explicar o que eu me lembro. Sei que vai ser difícil para ela acreditar, mas ela é ótima e sei que você vai amá-la.” "Só não entendo como eu não me lembro. Lembro-me de ir para a fazenda. Lembro-me de querer brincar com você. Eu lembro da boneca estúpida que você trazia junto com você o tempo todo. Como posso não lembrar da minha própria família?", ele diz em uma voz vacilante. Dou-lhe um sorriso triste e o seguro mais apertado, agradecida que, tão louco como isto é, nós temos um ao outro para nos apoiar. "Quantos anos ela tem?", Ele sussurra, mais tarde, quando está deitado na cama. "Ela é sua gêmea" sussurro de volta. Ele me segura mais apertado e enterra o rosto no meu pescoço.

Sinto a luz do sol no meu rosto e pisco os olhos abrindo lentamente. Eu nem me lembro de adormecer na noite passada. Olho e encontro Cole olhando através das fotos novamente. Meu coração dói por ele, mas não há muito que eu possa fazer, além de ajudar a ele e Aimee a conhecerem um ao outro novamente. "Bom dia" digo com voz rouca. Ele vira o rosto e sorri para mim. "Olá baby."

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"Como você dormiu?" "Bem, na verdade. Eu sempre durmo bem quando você está ao meu lado", ele diz enquanto se deita ao meu lado e beija minha testa. "Estou começando a lembrar as coisas." "Realmente?", pergunto surpresa. "Sim, eu me lembro de Aimée e minha mãe. Elas iam para as aulas de piano da minha irmã enquanto eu ia com meu pai à Fazenda. Acho que é por isso que ela nunca foi com a gente. Lembrei-me da noite em que me levaram; ela teve um resfriado e estava dormindo com os meus pais.” Acaricio seu rosto e sinto o meu coração vibrar enquanto olho em seus belos olhos verdes. Quando Cole está no chuveiro, eu ouço Aubry chegar em casa e ir para a sala de estar. Vejo os dois de pé na cozinha fazendo café e tomo uma respiração profunda antes de cumprimenta-los. Peço-lhes para se sentarem e começo a dizerlhes tudo. Aubry já sabia a minha história em sua maior parte, por isso estou principalmente situando Aimée, até chegar à parte sobre Cole. Digo a ela como me sequestraram quando criança e que havia um garoto chamado Nathan comigo. Digo a ela como encontrei Cole na Maggie. Ela já sabe muito sobre o nosso relacionamento, porque eu disse a ela sobre ele no passado. Disse a ela que meu enjoo e vomito na casa dela não era por causa do atum que comi, mas porque descobri que Nathan era Cole. "O que você está falando, Blake?" Aimee pergunta horrorizada assim como Aubry que fica sentado com a boca aberta. "Seu irmão, Nathan, está vivo. É..." respiro fundo. "É Cole," digo suavemente e espero que a notícia afunde. Um leque de emoções passa por seu rosto enquanto ela me olha e agita com o guardanapo que tem na mão, até que ela o

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rasga em pequenos pedaços. "Não", ela soluça. "Não. Ele está morto. Está morto. Ele nunca foi encontrado. Essas pessoas mataram-no." Eu suspiro e tomo sua mão na minha, olhando em seus olhos castanhos com um sorriso triste. "Não, querida, ele não está morto. Ele está vivo e está aqui, e se você não quiser conhecê-lo hoje, está totalmente bem. Nós só descobrimos ontem; ele ainda está tendo dificuldade com isso também." "Não", ela diz, balançando a cabeça. "Quero conhecê-lo. Eu preciso. Oh meu Deus”, ela chora enquanto se lança em mim para um abraço. Nos abraçamos com força e Aubry se levanta e nos duas ficamos em seus braços. Nós três viramos nossas cabeças quando ouvimos Cole se aproximar de nós e Aubry nos permite ir e vai para ele o abraçando firmemente. "Eu sinto muito, mano," Aubry chora enquanto abraça Cole. Seus peitos ambos levantando enquanto calmamente falam um com o outro. Sorrio através do fluxo de lágrimas que cai pelo meu rosto ao vê-los juntos: os dois meninos que se conhecem desde que eram crianças e foram criados como irmãos. Meu coração não dói quando eu os vejo, entretanto. Sei que Aubry está contente que Cole está recebendo as respostas que ele está procurando toda a sua vida. Cole se separa de Aubry e pisca para mim enquanto ele caminha até mim para secar minhas lágrimas antes que ele olhe para Aimee. "Oi, eu sou Cole", ele diz, estendendo a mão. Aimee, que não está para um aperto de mão, envolve seus braços em volta dele e começa a soluçar em voz alta novamente. Tento abafar meus próprios soluços com minhas mãos enquanto eu olho. Meu coração incha por eles, porque encontraram um ao outro depois de viverem separados por tanto tempo, mas me sinto triste porque sei que nunca vou ter isso com a minha própria família. Sinto os braços de Aubry envolvendo em torno de mim e ele apoia

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a cabeça no meu ombro e o pensamento evapora. Eu tenho a família que preciso aqui. "Aimée", ela diz quando o solta. "E senti sua falta pra caralho", ela continua enquanto enxuga as lágrimas do seu rosto novamente. Cole ri, mas tem lágrimas escorrendo pelo rosto. Eu abro um sorriso, porque nunca o vi assim emocional e me faz sentir tão bem que estas são lágrimas felizes. Todos nós passamos o resto da noite juntos, bebendo vinho e recuperando o atraso. Cole pede a Aimée para não contar nada ainda a seus pais. "Cole, realmente, você acha que eles acreditariam em mim se eu dissesse a eles?" Ela pergunta com uma sobrancelha levantada. "Bom ponto", ele diz, franzindo as sobrancelhas juntas. "Você acha que eles não vão acreditar - quando decidirmos contar eles?" Ela coloca sua mão sobre a dele. "Querido, se eu posso acreditar, eles vão definitivamente acreditar, com o tempo. Especialmente a mãe. Ela vem sonhando com isso desde aquela noite. Confie em mim", ela diz, infelizmente, e posso ver os anos de dor que ela tem sido obrigada a passar por algo que ela não tinha controle.

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Capítulo Quinze Presente

Nossa viagem para a fazenda é tranquila uma vez que estamos ambos ainda processando esta nova informação. Cole passou de feliz por voltar a chateado por não se lembrar. Em seguida, ele estava triste pela sua família e por si mesmo, até que ele se estabeleceu em estar aliviado que nós dois estávamos bem. Ele foi roubando olhares espantados para mim quando ele pensava que eu não estava vendo. Não o culpo, me sinto da mesma maneira. O homem que eu amo e espero passar o resto da minha vida é o mesmo garoto que costumava me perseguir ao redor da fazenda e, secretamente, pensou em mim como sua princesa. Sorrio para o pensamento e aperto sua mão um pouco mais forte. Enquanto nós dirigimos através da grama alta, Cole amaldiçoa por não ter pensado em trazer um cortador. Avistamos uma área livre, onde a grama parece como se tivesse sido queimada, e nós estacionamos lá. Saímos e ficamos na carroceria da caminhonete para uma melhor visualização. Agora que nós lembramos, este lugar está começando a parecer familiar, mas ainda assim é diferente dos meus sonhos. As coisas pareciam mais coloridas quando eu era criança - acho que é uma das muitas verdades da vida, apesar de tudo. Nós sentamos ao lado um do outro com as pernas cruzadas, e enfrentamos a planície deserta.

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"Você se lembra por que costumava vir aqui?", Ele pergunta e olha ao redor. "Não, eu só lembro que estava sempre ansiosa para vê-lo" respondo com um sorriso lento rastejando em meu rosto. Ele sorri e me puxa para perto dele. "Lembro-me disso, também." "Você costumava vir com o seu pai" digo. "Sim, e você costumava vir com o seu." Concordo. "Acho que eu costumava chamar aqui de fazenda do meu avô, mas isso não faz sentido. Se fosse, por que estaria sob seu nome?" Ele coça a cabeça. "Não faço ideia." Suspiro. "Estou indo ver Mark novamente - esta semana. Preciso que ele me dê mais informações. Ele deve saber mais do que está me dizendo." "Vou com você", ele sugere. Curvo os lábios e penso sobre isso. Acho que seria bom. Mark deu a entender que ele sabia sobre Cole. "Claro, por que não?" Dou de ombros. O primeiro dia de trabalho de Cole em Chicago é segundafeira. Ele trouxe todas as suas coisas com ele nesta viagem e está se mudando com Aubry e eu. Aimée tinha perguntado antes da revelação - se eu não achava que era muito repentino. Respondi: "Eu vivi com ele toda a minha vida, como poderia ser muito repentino?" Nós nos conhecemos melhor do que nós mesmos; não há nenhum ponto em fazer a coisa toda de "Você encontra o seu

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próprio lugar, e vou manter meu". Além disso, eu vivo com Aubry. Quão estranho seria dizer a Cole que ele não pode morar comigo? Sorrio com o pensamento, como se ele fosse ficar bem com isso. Nós ficamos na fazenda durante a maior parte da nossa tarde antes de ir ver Maggie. Nós tínhamos prometido a ela que nós jantaríamos na sua casa e passaríamos a noite se fosse muito tarde. Acho que estaríamos passando a noite depois de tudo. Nós subimos os degraus da varanda e ela chia, e Cole murmura algo sobre corrigi-la na parte da manhã. Eu bato na porta quando nós a alcançamos. Nós todos ainda temos uma chave, mas eu me sinto estranha em usá-la. Cole coloca sua chave no buraco e gira antes que eu possa parar a sua mão e olho para ele. "O quê?" Ele dá de ombros. "Nós não moramos mais aqui, Cole." Maggie abre a porta enquanto estamos prestes a discutir e balança a cabeça para nós. "Blake, essa sempre será sua casa. Deixe o garoto usar sua chave." Sorrio para Maggie. Seu cabelo ficou mais branco e seu rosto está enrugado com a idade, mas seus olhos castanhos ainda brilham com sabedoria suave. Ela me abraça, e coloco meus braços em torno de seus quadris largos. Ela e eu somos da mesma altura. Greg aproveita isso para sempre nos chamar de "baixinhas", mas, novamente, ele costumava chamar qualquer um que tinha uma vagina assim. Eu a sigo para a cozinha enquanto Cole leva nossas malas para o andar superior. Gostaria de saber se ele vai colocá-las no meu quarto ou no seu. Esta é a primeira vez que nós voltamos aqui como um casal. Sei que ele não está mesmo tentando fingir que estaremos dormindo em quartos separados, embora.

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"Então, você e Cole finalmente ficaram juntos de novo?" Maggie pergunta, mexendo a panela. Sorrio. "Você pode dizer isso." "Hmmm", ela me importuna com um sorriso. "Isso significa que você estará fazendo bebês em breve?" "Umm... não, não é isso que significa em tudo" respondo, resistindo a rolar os olhos. "Nós estamos indo devagar." "Devagar?" Ela ri. "Desde quando você viu Cole levar algo devagar?" Sorrio. "Certo, tudo bem. Ele acabou de se mudar comigo e Aubry." Ela joga a cabeça para trás numa gargalhada. "Esse menino tem sido louco por você desde o minuto em que pisou nesta casa." "Ainda sou, Mags. Ainda sou" Cole explode enquanto ele caminha para a conversa. Nossos olhos ficam presos, e ele me dá o seu amplo sorriso, mostrando a covinha na bochecha direita. "Rapaz, é melhor você cuidar do seu coração. Isso é tudo que vou te dizer. Ela estava tão magoada todos esses anos. Eu podia ouvir seu coração quebrando do outro lado da mesa durante os jantares de Natal" repreende Maggie. "Sua própria culpa," Cole responde, colocando um pedaço de pão na boca. "Ela terminou comigo, lembra? E ela nunca quis me dar outra chance." Rolo os olhos para a sua declaração. "Cole, pare de falar com a boca cheia. É nojento," gemo. "E por favor, vamos sair do tema de como eu terminei com você e

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como você se aproveitou disso para dormir com cada menina que conheceu. Vamos deixar pra lá." Eu suspiro. "Maggie, tenho algumas coisas que preciso lhe perguntar. Coisas importantes. Na verdade, nós dois temos." Maggie respira fundo. "Eu sempre soube que você ia voltar a fazer perguntas que infelizmente não tenho resposta" ela diz. "Eu trouxe fotos para mostrar a você. É... É muito complicado, e não podemos dizer a muitas pessoas sobre isso" explico. Maggie desliga o fogão e se senta. "Fotos de quê, exatamente?", ela pergunta enquanto enxuga as mãos no avental. Peço a Cole para ir no andar de cima e pegar o envelope que eu trouxe. Quando ele volta, entrega para mim com um beijo e senta ao meu lado. Minha cadeira geme alto sobre o piso de madeira quando ele me puxa para mais perto dele. "Fotos da minha infância... nossa infância" esclareço, olhando para Cole. "Ambas as infâncias?" Maggie pergunta com uma careta. "Sua tia Shelley não trouxe você aqui quando era criança." "Maggie, é por isso que eu disse que é complicado" interrompo enquanto entrego a ela uma das fotos de Cole e eu de pé um ao lado do outro com algumas galinhas no celeiro. Ela suspira alto e coloca as mãos sobre a boca, os olhos castanhos olhando para nós em choque completo. "Santa Mãe de pérola, esse é Cole," Maggie diz ainda pasma, para mim. "É você, Blake?" "Sim, isso é o que estamos tentando dizer. Nós nos conhecíamos antes de nos encontrarmos aqui ", eu começo. "Nós

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precisamos saber. Quem trouxe Cole aqui? Você disse que era seu pai, mas temos certeza de que não era." Ela suspira e fecha os olhos. "Eu recebi um telefonema de um homem que dizia que ele me conhecia - ou sabia de mim, não me lembro qual. Isto foi por volta das 4:00 da manhã, talvez mais tarde, quando ele chamou. Pensei que era uma brincadeira essa chamada porque eu tinha tido muitas chamadas de um grande número de adolescentes que eu usava para cortar a grama aqui. De qualquer forma, desliguei duas vezes antes dele chamar novamente e pedir-me para ouvi-lo. Parecia que ele estava chorando, então eu fiquei na linha. Ele disse que era um amigo de Liam..." ela faz uma pausa e me dá um olhar aguçado que eu não entendo. "E Cory, então eu fiquei na linha. Ele me disse que ia estar abandonando um menino de quatro anos de idade. Ele disse que iria explicar tudo para mim quando ele chegasse aqui. Nós desligamos, e eu ainda não tinha certeza se era uma lorota ou não - até que ouvi baterem na porta. O jovem estava vestido com tudo preto. Ele parecia familiar, mas eu não poderia dizer como. Ele tinha os olhos azuis mais claros. Eu simplesmente não conseguia entender como ele era tão jovem. Ele parecia tão assustado e terrivelmente triste. Quando ele me viu, começou a chorar. Realmente chorar. Segurei-o um pouco.” "Ele me disse que não sabia mais para onde ir. Ele tinha chegado ao meu número de telefone pela sua mãe, e precisava separar as duas crianças. Ele não me deu muita informação. Realmente, ele estava apenas perturbado e divagando sobre a necessidade de mantê-los seguros. Ele deixou Cole comigo. Ele me disse que seu nome era Cole Murphy e que seus pais o deixaram para morrer. Não achei que deveria chamar a polícia. Bem, eu pensei nisso, mas o homem me disse que Cole estaria em perigo se eu fizesse isso. Ele me deu informações de uma conta bancária e me disse que ele iria depositar o dinheiro na

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conta e na minha própria até que Cole completasse dezoito anos. E foi isso." Cole e eu olhamos um para o outro por um longo tempo, nossas bocas abertas. "Bem, Cole é seu nome do meio. Murphy é o nome de solteira de sua mãe. Você disse que o homem era jovem. Quão jovem?", Pergunto. "Não acho que ele poderia ter mais de vinte anos. Ele em si era um bebê. Ele parecia tão assustado" ela responde com tristeza. "É este homem?", pergunto, apontando para uma foto com o meu tio Michael em segundo plano. Ela balança a cabeça, mas franze a testa. "De onde você tirou essas fotos?" "Shelley me deixou em uma caixa. Por quê?" "Aquele garoto é Mark", ela diz confusa quando ela aponta para outra das fotos de um menino-fotos da família de Shelley, não minhas. "Realmente?", pergunto chocada. "Como você sabe?" "Ele é o filho de Shelley. Eu o conheci quando estava quase nessa idade. Essa foi a última vez que o vi, também," ela diz com tristeza. Sei que Shelley conhecia Maggie, mas não sabia o quão bem elas se conheciam. Eu franzi a testa e olhei para Cole enquanto ele segurava com força a minha mão na dele. "Você tem certeza de que ele é?" Sussurro.

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"Tenho certeza", ela diz, sem dúvida. Deixo escapar um suspiro. Esta merda é desgastante... E confusa... e louca. A terça-feira rasteja em cima de nós e estou meio que pirando sobre Mark vendo Cole e vice-versa. Eu disse a Cole que Mark foi quem nos levou naquela noite, principalmente porque estava com medo de Cole lembrar dele e ficar agressivo com ele. Quando damos um passo para dentro do prédio, eu paro de andar e seguro seu braço até que ele me enfrenta. "Preciso que você se comporte", digo a sério. Ele ri e mergulha a cabeça para me beijar. "Baby, vou ficar bem. Mesmo que ele seja o cara, estou bem. Agora, não me importo sobre qualquer coisa, Blake. Se isso não tivesse acontecido, nós não estaríamos juntos" ele murmura contra os meus lábios. "Cole" digo entre os dentes. "Minha mãe está morta. Meu pai está morto. Vou fingir que não disse isso. Além disso, poderíamos ter ficado juntos ainda." Ele me dá um longo e persistente beijo e um tapa na bunda antes de entrar no elevador. Chegamos no piso de Mark e a Secretária Barbie nos cumprimenta com um sorriso real enquanto ela descaradamente verifica o meu namorado. Minha boca se abre em descrença, e eu viro minha cabeça para olhar para Cole, que está me olhando com um sorriso presunçoso em seu rosto. Estreito os olhos para ele querendo que se atreva a dizer algo a ela. Ele ri levemente, lendo minha expressão corretamente, e me dá um sonoro beijo nos lábios. Olho para trás para a Secretária Barbie e digo que estamos aqui para ver Mark e vejo que ela o chama, sem tirar os

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olhos de Cole. Isso me irrita, mas eu decido não me estressar mais. Quando Mark aparece para nos saudar, seus olhos são nada menos do que surpresos. Ele franze a testa para mim, e dou de ombros para ele em resposta antes que ele se apresente a Cole e nos leve a seu escritório. Eu olho para Cole, mas sua expressão suave não diz o que ele está pensando. Não tenho certeza se ele reconhece Mark ou não. De repente, ele diz: "Então, Blake me disse que ela confia em você por qualquer motivo. Eu, pessoalmente, não entendo como ela pode- sabendo quem você é e o que você faz." Mark balança a cabeça lentamente. "Vocês dois são realmente feitos um para o outro. Já disse a Blake que se eu quisesse prejudica-los, vocês não estariam aqui. O que fiz foi ajudá-los. Sei que você não vê dessa maneira, mas essa é a verdade." "Finalmente," digo inexpressiva. "Sim, bem, dois contra um," Mark diz, inclinando a cabeça para um lado. "Você está aqui porque você lembrou e quer me perfurar em busca de respostas? Eu já lhe disse que era melhor você não procurar por problemas." "Talvez, mas agora sei quem são meus pais," Cole diz em um tom uniforme. As sobrancelhas de Mark atiram para cima, e ele me olha querendo uma resposta. "Eu fui à casa de Aimée depois que comecei a ver as fotos de Shelley. Ela me deixou olhar as fotos do seu irmão morto." Enfatizo a última parte. "Você pode imaginar como me senti quando vi Cole... ou Nathan... olhando para mim."

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"Será que Aimée sabe?" Mark pergunta em causa. "Sim, mas ela não vai dizer," digo. Ele olha para Cole. "É melhor não descobrirem. Seu pai é uma figura muito pública, e você é popular por si mesmo. E se as pessoas descobrirem, vai ser um circo, e quando as pessoas erradas descobrirem, vai ser um banho de sangue." Eu sinto meus olhos crescerem para fora de suas orbitas. "O quê?" Pergunto horrorizada. "O que quer dizer com um banho de sangue?" Mark respira fundo e se senta no canto da mesa. "Blake, todo mundo acha que Nathan e Catherine estão mortos. Se as pessoas descobrem que não estão, não vai acabar bem." "Quem somos nós?", pergunto horrorizada. "Oh meu Deus, estamos relacionados?" Mark ri brevemente. "Não, não em tudo." "Por que eles nos querem, importantes?", Cole pergunta.

e

por

que

somos

tão

"Eles queriam que vocês servissem como avisos e como iscas. Não posso te dizer por que você é tão importante", Mark declara. "Confie em mim, você não quer esse tipo de informação pesando sobre seus ombros. " "Shelley era sua mãe?", eu pergunto silenciosamente. Mark ri silenciosamente. "Você é boa como detetive, Blake. Deixe-me ver essas fotos. Dos nossos velhos tempos." Eu mostro Mark as fotos que eu trouxe e o deixo olhar através delas. Estou muito preocupada com suas respostas evasivas para examinar seu rosto enquanto ele olha para elas. Ele me pede para assinar a escritura da terra para os compradores e

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me diz que o meu o dinheiro será transferido até o final da semana. Pensar sobre meus pais, os pais de Cole, o nosso sequestro, é desgastante. Cole e eu decidimos colocar isso atrás de nós a menos que outra coisa venha à tona. Dizemos isto, mas eu sei que nós dois estaremos silenciosamente nos preparando. Eu coloco meu foco na faculdade, embora este ano da faculdade de direito parecesse muito mais fácil do que os dois últimos. Talvez seja porque a minha vida está um pouco mais agitada e faz o trabalho da escola parecer estúpido. Vejo Russell a cada dia, e agora que ele está namorando outra estudante, nos tornamos amigos novamente. Cole não se importa que ele esteja nos meus grupos de estudo, desde que ele "não tente nada"- suas palavras, é claro.

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Capítulo Dezesseis Passado

Cheguei à Universidade de Chicago um mês antes de começar para me acostumar, mas com a faca sempre presente eviscerando meu coração todos os dias. Eu tinha falado com Cole um punhado de vezes depois da nossa separação, e ele soou como seu eu normal. Eu sabia muito bem que ele estava bem, porém, Aubry me faz lembrar disso muitas vezes. "Ele parece como merda, Blake," Aubry dizia sempre que ele desligava o telefone com Cole. Eu sabia como Cole se sentia - ele tinha que estar, se ele sentisse a metade da dor que eu estava sentindo. "Aubry ..." disse em uma manhã particularmente sombria. "Sim, Cowboy?", ele respondeu, enquanto servia o café. "Você acha que... acha que se eu fosse..." respirei fundo e enterrei meu rosto em minhas mãos. "Ponha pra fora!", disse exasperado. "Ok, você acha que se... AH! O que você acha que aconteceria se eu fosse visitá-lo?”, perguntei me encolhendo. Ele ficou lá com uma caneca em uma mão e o pote de café na outra. Ele ficou totalmente congelado. "Quer dizer, se você pedisse para ele voltar com você?", ele perguntou com cautela.

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Olhei para baixo e comecei a lascar minhas unhas. "Sim?" Ele riu uma vez. "Foda-se, Cowboy. Que porra você acha que aconteceria? Ele provavelmente iria propor casamento na hora, porra!" Olhei para cima sorrindo. "Você acha?" Não que eu quisesse que Cole propusesse a mim ou qualquer coisa, mas o fato de Aubry pensar que ele, com certeza, iria me querer de volta falou alto. "Eu acho?", ele pergunta, revirando os olhos. "Vamos vê-lo esta noite." Aubry queria uma desculpa para visitar a Universidade de Duke, então é claro que ele não perderia essa oportunidade. Sorrio amplamente. "Tudo bem, vamos lá!" Nós reservamos nosso voo, mas implorei a Aubry para manter a nossa viagem como uma surpresa. Ele de alguma forma tinha feito Cole lhe dizer que festa ele iria estar naquela noite, portanto, fomos direto do aeroporto ao hotel e em linha reta para a festa. Eu estava tão animada e nervosa ao mesmo tempo. Ficava torcendo as mãos e mordendo meu lábio enquanto andava pela sala enquanto esperava Aubry sair do trabalho para que pudéssemos ir. Respirei fundo quando ouvi Aubry chegar em casa e nós fomos. "Acalme-se, porra, Cowboy! Você está me deixando nervoso," Aubry disse quando ele acalmou minha perna saltitante quando o nosso táxi estava chegando na casa de fraternidade, onde a festa estava acontecendo. "Oh meu Deus, acho que preciso de uma bebida... ou cinco” disse enquanto segurava meu estômago.

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"Acho que se beber agora, você pode vomitar", ele disse, parecendo divertido. "Você provavelmente está certo. Vamos apenas entrar" disse e estampei o meu melhor sorriso. Meu estômago estava girando e minhas mãos tremiam quando batemos na porta. Um cara baixo com belos olhos azuis abriu a porta para nós e deu a Aubry um olhar confuso, antes que ele me olhasse lentamente. "Quem é você?" O cara perguntou a Aubry um pouco rude. "Sou um amigo de Cole... e Warren," Aubry disse, confiante, e sorri para ele. Eu tinha ouvido falar do amigo de Cole, Warren, mas sabia um fato que Aubry não sabia de quem diabos ele era. "Oh, legal," o cara baixinho disse quando ele saiu do caminho. "E qual é o seu nome?", Ele me perguntou quando passei por ele. "Blake" disse com um sorriso. Ele me checou novamente. "Blake, sou Davi. Se você precisar de alguma coisa, sou seu homem." "Obrigada" respondi enquanto agarrava a parte de trás da camisa de Aubry para que não o perdesse no meio da multidão. Nós caminhamos ao redor sem encontrar Cole, mas nós vimos Sarah, uma menina da nossa escola. Ela pareceu mais do que um pouco surpresa em nos ver lá. Ela estava nervosa quando nos cumprimentou, e percebi que ela provavelmente se sentia mal por ter se juntado com Sasha - a vagabunda - uma vez que saímos da escola. Parecia que ela queria me dizer algo, provavelmente desculpas - quando olhei em seus olhos, mas sorri e acenei para ela enquanto me afastava com Aubry.

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"Isso foi um pouco estranho", Aubry disse, inclinando-se para a minha orelha. Dei de ombros. "Tanto faz. Notícias antigas. Vou usar o banheiro. Volto já." Ele riu. "Primeiro de tudo, o inferno não. Não vou deixar você fugir sozinha em uma festa de fraternidade. Segundo de tudo, como diabos você sabe onde está o banheiro?" Sorri pra ele. "Umm... há um enorme cartaz de papelão que diz 'banheiro' bem ali" disse, apontando. "Mas sim, talvez você deva ficar próximo a ele. Olhe, há um barril perto dele. Vou ao banheiro, e você nos consegue algumas cervejas." Nós caminhamos para o barril, e deixei Aubry lá para ir ao banheiro. Passei duas portas antes que visse onde estava. Enquanto fiquei atrás de uma garota ridiculamente bêbada, ouvi um cara gritar o nome de Cole, fazendo com que minha cabeça fosse pra cima, e meu interior se aquecesse com o som. Comecei imediatamente a sair da fila e caminhar nessa direção. Dobrei a esquina e encontrei um grupo de rapazes e meninas que estavam em torno de uma mesa de bilhar. Borboletas dançaram no meu estômago quando eu o vi. Estava de costas para mim, mas podia ver que ele estava no meio de uma conversa animada. Ele estava vestindo uma camisa ajustada da marinha, e seu cabelo castanho foi cortado. Eu fiz uma careta, porque ele nunca me disse que tinha cortado. Meus pés começaram a caminhar em direção a ele, mas parou cerca de três passos afastado, quando eu vi as mãos de uma fêmea com as unhas vermelhas acariciando a parte inferior de suas costas. Meu coração batia tão forte que não conseguia nem respirar. Eu queria me afastar, mas meus pés foram cimentados no chão. Não podia tirar meus olhos deles e a pior parte era que podia ouvi-los a partir de onde eu estava.

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"Vamos para o quarto de traz", ela disse, rindo enquanto apertava sua bunda. Poderia reconhecer aquela voz falsa em qualquer lugar. Que.Porra.É.Essa? Sua cabeça se inclinou e beijou seu pescoço, dando-me uma visão completa do seu rosto. Quando ela me viu, seus olhos se arregalaram por um segundo antes deles cederem. Ela estreitou os olhos azuis para mim como se me dissesse, "Sim, ele é meu agora." Senti o ácido matar as borboletas que estavam em meu estômago minutos atrás. Para fazer um ponto na casa, Sasha deslizou seu corpo mais apertado no dele e próximo ao seu pescoço, sempre olhando diretamente para mim. Ela sorriu e disse-lhe que estava pronta para ir para o quarto. Eu o vi acenar com a direita antes de me virar e arrastar os meus pés em direção a Aubry. Quando o encontrei parado perto do barril, peguei o copo vermelho de sua mão e virei. Os caras ao nosso redor aplaudiram enquanto ele me olhava com espanto. "Blake, que porra?", Perguntou. "Vamos. AGORA. " Eu bati. "O que diabos aconteceu? Achou Cole? " "Foda-se Cole," disse enquanto agarrava o outro copo de sua mão. Virei-me no meu calcanhar e comecei a virar o outro também. "Puta merda! Esta menina é incrível!" Um dos caras gritou quando três outros aplaudiram. "Cowboy, espera porra", Aubry rosnou. Furiosamente limpei a boca com as costas da minha mão, respirei fundo e decidi que iria enfrentar Cole agora. Disse Aubry estava indo para o banheiro, e marchei (literalmente) para o

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"Quarto de trás." Perguntei onde era, e quando o encontrei, segurei a maçaneta por um tempo. Minha cabeça ainda estava nadando das cervejas que bebi quando decidi virar a maçaneta. Antes que abrisse a porta, ouvi alguém - que assumi que era Sasha - gemer alto com prazer. Meu estômago revirou com o som, e eu tinha um aperto de pedra sobre a maçaneta. Não tinha certeza se podia passar por isso. Se eu invadisse lá, iria vê-los. Cobri minha boca com a mão livre para manter o meu vomito de subir. Podia ouvir seus gemidos e gritos repetidos, o som era como unhas em um quadro, mas fiquei lá, no entanto. Fechei os olhos e tentei controlar a minha respiração. Quanto mais tempo estava ali, mais meu coração se partia, mas acolhendo com prazer a dor. Foi minha culpa que isto aconteceu. Apertei minha mandíbula com o pensamento. Não. Não fazia nem dois meses do nosso término, e lá estava ele trepando com os miolos dela. Engasguei novamente antes de ouvi-lo pela primeira vez.

"Ah, sim... porra... sim... Blake..." Meu estômago caiu. Será que ele realmente, só disse o meu nome? O sangue subiu à minha cabeça enquanto meu coração bateu freneticamente. Nenhuma quantidade de oxigênio teria sido suficiente para mim naquele momento. Finalmente tive o suficiente e corri para o banheiro com lágrimas nos olhos. Depois que de certa forma me recompus, voltei para onde Aubry estava jogando beer pong5. Bebi uma cerveja enquanto estava lá esperando ele terminar o jogo. Quando pensei que fossemos finalmente sair, os caras trouxeram Cuervo e me convenceram a tirar algumas fotos com eles. Por esse ponto, eu Jogo da Cerveja. Onde o jogador tem que acertar a bola no copo e fazer o jogador adversário perder. 5

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só queria afogar minhas mágoas, então bebi tudo à vista, não é como se pudesse sentir o gosto de qualquer maneira. Uma hora depois, Aubry e eu estávamos embriagados rindo, pendurados um no outro para não cair à medida que falávamos com Bobby, David, e Rob quando um deles sugeriu BodyShots6. "Woohoo! BodyShots!" Eu gritei, jogando as mãos no ar descontroladamente. Eles vaiaram e gritaram. Antes que percebesse, alguém me levantou sobre uma mesa. Nunca pensei em um milhão de anos que teria feito isso, mas lá estava eu fazendo isso. Levantei a minha camisa já curta e coloquei sob o meu sutiã. Aubry riu e fez uma piada sobre algo antes de pegar a morena ao lado dele e fazer com ela. Eu ri dele e estava prestes a fazer um comentário quando senti o líquido frio que estava sendo derramado sobre a minha barriga nua. "Aaahhhh" gritei. "Isso é frio." "Desculpe, querida, nós mantemos no congelador" disse Bobby. Ele era muuuuito bonito. Através da minha neblina, parecia Ryan Reynolds7. "Você vai me lamber?" Flertei. "Claro que sim, é melhor nenhum destes desgraçados nem tentar" ele berrou, certificando-se que os outros ouviram. Todos eles gemeram, riram, e bateram nas costas. Senti a língua de Bobby lamber ao redor do meu umbigo e seguir para cima, parando logo abaixo do meu peito. Quando ele terminou, ele estava em cima de mim, onde a fatia de limão foi espremida entre meus lábios e lambeu em torno dele, me 6

Drink servido no corpo. No caso da mulher geralmente é no umbigo.

7

Ator de DeadPool.

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degustando antes de colocar o limão em sua boca. Ele pairava sobre o meu rosto, olhando para mim por um tempo. Ele estava inclinado, e mesmo no meu estado de embriaguez, sabia que ele ia me beijar. Estendi a mão por trás do pescoço e puxei-o para mais perto para encontrar seus lábios. "Que porra é essa?" Cole gritou no topo de seus pulmões. Eu me afastei de Bobby e apoiei nos meus cotovelos, acidentalmente batendo minha testa com Bobby. Esfreguei e olhei para Cole, que estava de pé com Sasha agarrada ao seu braço. Ela tinha um olhar de satisfação no rosto que eu queria arrancar fora. "Cooooole", Aubry arrastou ao meu lado. "Cara, onde diabos você esteve? Blake queria ir embora a uma hora atrás, mas a convenci a ficar e se divertir um pouco de uma vez." Vi a queda do rosto de Cole antes dele fechar os olhos por um segundo e deixei meu corpo cair de volta na mesa. "Bobby, você pode me ajudar a levantar?", perguntei sonolenta. Senti ele me levantar em seus braços. Não esperava que ele me carregasse. Eu queria que ele apenas me colocasse em meus pés, não me abraçasse como um bebê enlouquecido. Coloquei meus braços em volta do seu pescoço para me impedir de cair. "Coloque-a para baixo, Bobby," Cole cuspiu com raiva. "Oh, você é o ex-namorado?" Bobby sorriu. Olhei para ele, mas tudo que podia ver era sua mandíbula de onde eu estava. Sabia que eu estava sorrindo, embora - por que não tinha ideia. Não conseguia lembrar o que disse a ele além de que fui visitar o meu ex namorado. Poderia ter dito que o meu ex namorado era um idiota, mas não me lembro de dizer qualquer outra coisa.

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"Bobby," Cole advertiu novamente. "Coloque-a para baixo. Agora." Eu me encolhi com o som de sua voz. "Você... não tem o direito... de lhe dizer o que fazer... comigo..." arrastei, apontando o meu dedo para Cole. "Eu... quero que Bobby... me leve para... o quarto de trás", terminei, estreitando meus olhos entre Cole e Sasha. Ele parecia como se eu tivesse jogado uma bola de boliche em seus testículos. Boa. "O que... Blake, que porra?" Cole perguntou baixinho, com a voz aflita. Deslizei para fora dos braços de Bobby e fiquei de costas para ele, de frente para Cole e Sasha. Coloquei meus punhos fechados sobre meus quadris e de repente me senti como uma formiga entre os seres humanos. Todo mundo era tão alto. Olhei para baixo e vagamente lembrei que tirei meus saltos mais cedo. Respirei fundo decepcionada e cambaleei para trás um pouco e senti as mãos de Bobby nos meus ombros me acalmando. "Blake, vamos," Cole suplicou. "Não" disse, batendo os pés uma vez, acidentalmente pisando no tênis de Bobby. "Desculpe," disse olhando para trás e desculpando-me antes de voltar para Cole. "Não vou a qualquer lugar com você e essa..." gritei, apontando para Sasha. "Puta." Ouvi um par de suspiros e um cara gritar "Briga de gatos" em algum lugar, mas todos eles soaram distantes. O sorriso de Sasha alargou quando ela colocou a mão no antebraço de Cole, e o vi se afastar dela com raiva antes de fechar os olhos e respirar profundo, tentando se manter composto. Virei-me para Aubry uma vez que abri meus olhos novamente. "Aub, vamos. Nós viemos, nós vimos," disse, olhando

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para Cole. "Nós conquistamos" terminei, levantando o braço de Bobby como se tivéssemos ganho uma corrida. Aubry hesitou, mas ficou ao meu lado - e, felizmente, tomou o meu lado. "Bem. Caras, foi muito bom. Obrigado por tudo. Cole, posso falar com você?" Aubry perguntou em voz baixa. Cole concordou com um aceno de cabeça, sem tirar os olhos de mim. Ele estava olhando para mim da maneira que ele fez quando saiu da casa de Maggie há um mês e meio atrás. Lágrimas vieram aos meus olhos com a memória, mas segurei na baía. Tinha sido um mês e meio desde que senti seus lábios nos meus. Um mês e meio de noites sem dormir, me perguntando se ele estava pensando em mim tanto como eu pensava nele. Um mês e meio me perguntando o que poderia ter sido. Um mês e meio me chutando por ser insegura sobre um relacionamento de longa distância. Até o momento que Aubry e Cole voltaram para nós, Bobby me deu o seu número, e eu me desculpei com os caras pela cena que tinha causado. Todos riram e disseram que tinha sido divertido. Estava muito mais sóbria, porém, e francamente, muito envergonhada. Sasha não disse nada enquanto ela estava no canto. Ela não precisava. Ela tinha conseguido o que queria e iria para sempre ser conhecida como "a puta" - por mim, pelo menos... e Becky, é claro. "Blake, por favor, fale comigo", Cole implorou antes de eu sair da festa. "Não tenho nada a dizer para você" respondi calmamente. "Me desculpe, por ter vindo aqui." Ele agarrou meu cotovelo quando tentei ir embora. "Por favor, não. Por favor, não se desculpe por que você veio aqui. Queria que você tivesse me dito que estava vindo", ele disse, infelizmente, quando ele deixou cair o braço de seu agarre.

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Olhei para ele. "Por quê? Então você não teria fodido Sasha hoje à noite? Você teria esperado até amanhã à noite, em vez disso?" Eu cuspi. Sabia que não tinha direito; ele não era meu mais. Ele se encolheu. "Blake-" ele disse quando agarrou meu braço novamente. Puxei meu braço indo pra longe dele. "Não. Somente. Não. Estou feliz que você está indo bem. Eu realmente estou. Não vou voltar- nunca." Ele se abriu para mim. "Baby, por favor, não diga isso. Não quero que você não volte. Sinto muito", ele suplicou rapidamente. "Não me chame assim," disse entre dentes. "E não quero que você se arrependa. Não há nada para se desculpar." Fui embora e entrei no táxi esperando encontrar Aubry já desmaiado dentro. Cole ainda estava de pé na rua com as mãos enfiadas nos bolsos da calça jeans. Ele estava olhando melancolicamente para mim, os olhos quebrados combinando com meu coração. Quando começamos a nos afastar, abaixei minha janela. "Divirta-se com a sua puta!" Disse em voz alta. Seus olhos estavam brilhando quando ele balançou a cabeça em derrota. Na manhã seguinte Aubry e eu voltamos para o aeroporto, e fiquei feliz de deixar as memórias tristes atrás de mim. Sabia que elas iriam me assombrar por um tempo, se não, para sempre. Sua mão em sua bunda. Seus dentes em seu pescoço. O seu braço envolto nela quando ele a beijou no pescoço. Os sons que eles estavam fazendo, quando tiveram relações sexuais. Estremeci com a memória coberta com desgosto. A pior parte foi que, de

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todas as memรณrias que gostaria de poder apagar, a mais forte era a dor em seus olhos quando eu o deixei. Porra Cole... Na noite que voltamos para casa, Aubry me disse que Cole tinha lhe dado uma carta para me dar. Eu disse a ele para rasgar e jogar longe. Nรฃo queria ler, agora ou nunca. Meses mais tarde, eu me perguntava o que aconteceu com essa carta, mas nunca perguntei a Aubry.

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Capítulo Dezessete Presente

Alguns meses se passaram desde a nossa reunião com Mark, e Cole ainda não conheceu seus pais ou até mesmo os deixou saber que ele está vivo. Ele e Aimée estão tendo tempo para conhecer melhor um ao outro, o que foi ótimo para eles. E se alguém os visse na rua, nunca saberiam que não tinham visto um ao outro em tantos anos. Não tenho certeza se é porque são irmãos, ou o fato de que eles são gêmeos que faz seu vínculo tão único. É quase como se tivessem pego de onde pararam vinte e um anos atrás; é uma coisa incrível de testemunhar. Aimée veio morar conosco quando o contrato em seu lugar acabou, mas ela e Aubry estão procurando outro lugar. Quando ela se mudou e percebeu quão paranoica eu realmente era entre as minhas portas fechadas, sistema de alarme, e os meus códigos de três batidas na porta - ela pensou que eu era um pouco louca. Mesmo depois de saber o que aconteceu comigo, ela não compreendia completamente o que acontecia comigo. Eu não a culpo. Não acho que muitas pessoas podem compreendê-lo ou totalmente acreditar nisto; soa como um episódio de NCIS ou algo assim. O pesadelo recorrente não vem para mim há algum tempo e sei que deveria estar feliz com isso, mas está realmente me incomodando. Não é que eu quero lembrar da minha mãe deitada no sangue, mas quero lembrar os rostos. As faces dos assassinos. Cole continua me pedindo para ver um terapeuta. Ele promete

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que vai ajudar se eu falar sobre o que me lembro. Fui a um terapeuta durante anos, apesar de tudo. Ele só me ajudou, porque ele me deu algo para me ajudar a dormir. Eu só preciso lembrar. Quando me lembrar, vou ficar bem. Quando me lembrar, vou superar. Comecei a manter uma caixa de memórias. Dentro dela, tenho as fotos que Shelley me deixou e sua última carta. Também tenho uma linha do tempo que eu venho trabalhando e um diário que estou usando para escrever minhas memórias. Recentemente, Cole e eu temos discutido a compra de uma casa juntos. Sei que é um grande passo, mas também sei que não é algo que vou me arrepender. Ele pensou que era hilariante quando Aimée disse a ele que seus pais vivem na rua em frente à casa de "Esqueceram de mim". Ele continua me dizendo que isso é um sinal. Não acho que eu deveria lembrá-lo que enredo tinha aquele filme. Todos os domingos, vamos à procura de casas, o que pode ser muito divertido, às vezes. Temos olhado algumas adoráveis casas na cidade, mas ele diz que os quintais são muito pequenos, e todos eles têm escadas. É um grande problema para mim - as escadas. "Lembre-me novamente por que é que você odeia escadas?" Cole pergunta, numa tarde, quando nós estamos passando por algumas grandes casas de dois andares. "Odeio o acúmulo de emoções relacionadas a elas" digo antes de morder o interior da minha bochecha, esperando que ele para comece a rir do quão estúpido isso soa. Ele ri e pega a minha mão enquanto nós paramos no sinal vermelho. "Baby, são apenas escadas. Não têm emoções!", ele diz enquanto seus olhos brilham para mim. Respiro fundo e viro o meu corpo para encará-lo. "Não são apenas escadas. Você já viu um filme com uma casa de um

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andar? As escadas são um grande negócio. São um negócio tão grande que você nunca tem uma cena de uma menina andando em direção ao encontro dela sem que esteja descendo as escada primeiro. Você nunca vê uma noiva passeando pelo corredor em seu vestido de casamento. Você sempre as vê descer as escadas. Você nunca assistiu a um filme de terror, onde o personagem principal não sobe as escadas para ficar longe de seu agressor. No meu caso, na vida real eu fui direto para meu atacante. Depois que desci os degraus. Não há nenhuma maneira que quero ter uma casa com escadas. De jeito nenhum.” O olhar divertido em seus olhos desaparece quando ele me olha por um longo momento antes de assentir com a cabeça uma vez e continuar a conduzir. Deixo escapar um suspiro de alívio e por sua vez, olho para fora da janela quando uma casa me chama a atenção. É uma casa branca em estilo colonial com uma porta – rosa e é linda. Pena que é de dois andares. *** É um inverno mortal, e juro que nunca vou me acostumar a este tempo, embora tenha vivido aqui toda a minha vida. Acho que é um pouco estranho, até que olho ao redor e vejo a multidão de pessoas empacotados como porcos em um cobertor. Estou no caminho para encontrar Cole para o almoço em um pequeno restaurante irlandês na Michigan Avenue. Enquanto estou andando e tentando não escorregar na rua gelada e me amaldiçoo por usar botas de salto alto - vejo um homem entre os lotes de abutres famintos que trabalham em empresas Americanas. Ele está olhando diretamente para mim, e isso me faz cruzar os braços sobre o peito. Ele tem o cabelo loiro curto, quase raspado e é muito grande. Algo sobre a maneira como ele está me encarando faz com que os cabelos em meus braços se levantem. Enquanto estou me aproximando de onde ele está parado, noto

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que ele tem dois olhos de cores diferentes. Um é escuro - preto quase e o outro é azul, eu acho. Quero desviar o olhar daquele homem, porque meu estômago está em nós, mas eu não consigo desviar os olhos do seu olhar. Quando chego mais perto, aperto meus olhos para conseguir um melhor olhar no seu rosto e sinto o ar sair para fora do meu corpo quando noto que seu olho escuro é um olho de vidro. Meu passo vacila, e tenho que me agarrar a parede ao meu lado para manter os joelhos de cederem embaixo de mim. Ainda estou olhando para ele quando ele se inclina para longe da parede, ainda me observando atentamente. Quando começo a me mover novamente, eu olho pra baixo - quebrando o contato com seus olhos verificando se a minha bota está presa em alguma coisa, quando olho para trás e vejo que ele se foi. Olho em volta com pressa, tentando identificar o homem do olho de vidro. Há muitas pessoas que andam para lá e para cá, e eu não posso encontrá-lo. Meus olhos não podem incidir sobre uma pessoa específica, mas sei que não imaginei ele. Sei que ele estava ali. Como alguém pode andar tão rapidamente? É impossível... certo? Mas, em um lugar como esse, alguém pode desaparecer- quer queira ou não - é impossível pegar aqueles que estão tentando se misturar. Quando entro no restaurante, acho Cole conversando com um grupo de jovens que ele rapidamente descarta quando marcha pra mim. Olho para a mesa e vejo que ele já pediu vinho e um aperitivo. "Estou atrasada?", pergunto enquanto me curvo para beijálo. Ele envolve seus braços em volta de mim e me puxa para baixo para seu colo para me dar um beijo que me deixa tonta. "Não, querida, você está na hora certa. Cheguei aqui um pouco mais cedo."

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Enquanto nós estamos comendo, ele me mostra os novos anúncios de casas que encontrou no Glenn Ellyn, Glenview, Wilmette, e outras áreas caras. "Cole, você não acha que é melhor se conseguirmos uma casa menor e mais barata, por agora?" "Por quê?", ele pergunta, genuinamente confuso. Sorrio. "Porque nós somos apenas dois, e não precisamos de espaço." "Não, somos apenas nós dois, por enquanto", ele responde, pegando minhas mãos e beijando cada dedo levemente antes de beliscar nas pontas, me fazendo contorcer no meu lugar. "Você está me dando aquele olhar", ele diz, levantando uma sobrancelha. "Que olhar?", Pergunto. Ele inclina a cabeça e me lança um sorriso torto. "Blake, acontece que eu conheço o proprietário deste restaurante, e confie em mim quando digo que ele não vai se importar se eu pedir o quarto de trás por um tempo" responde em voz baixa. Mordo meu lábio e balanço a cabeça. "Isso não seria uma boa ideia." Ele me mostra a covinha que eu amo e se inclina para beijar meus lábios antes de voltar para uma lista específica do que ele está interessado. É difícil resistir a ir ver algumas dessas casas, quando Cole está falando sobre jogar futebol com futuros bebês e grelhar no nosso deck. Eu sei que, tanto quanto ele quer isso, nós não estamos prontos para as crianças, apesar de tudo. Mais tarde naquela noite, quando estamos deitados na cama, ele está assistindo as notícias e preguiçosamente

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acariciando meu cabelo enquanto eu pesquiso através das notas do Real Estate Advogados. O repórter está falando sobre um caso conhecido, sobre alguns homens com vínculos com o crime organizado. Sento-me reta quando vejo Mark falando com a imprensa e peço a Cole para aumentar o volume. Um dos homens que eles estão falando é jovem; ele não pode ter mais de trinta. Ele é de boa aparência; tem o cabelo loiro sujo e grisalho, talvez olhos azuis. "Connor Benson, é acusado de ser cúmplice de Reggie Isaac na agressão de um empregado fora da prefeitura no ano passado. Eles são ambos ligados ao chefão do crime organizado, Brian Benson. Se condenados, eles podem pegar até três anos de prisão por agressão de um funcionário da cidade." A câmera corta para um vídeo de Connor Benson deixando o tribunal e, em seguida, para Mark abordando os repórteres. Cole e eu atiramos olhares arregalados um ao outro. "Sou só eu ou são eles -", ele diz. "Sim. Pensei lentamente.

a

mesma

coisa"

respondo

balançando

Eu mudo quando eles começam o segmento de esportes e ligo meu computador. Corro minhas mãos sobre o meu rosto antes de digitar a data do meu quarto aniversário no Google. Eu tinha feito isso antes, é claro, mas agora tenho mais informações, eu acho. Como sempre, meu amigo Google tem um bilhão de links. "Hoje na História: Na Califórnia, um homem de quarenta e um anos de idade chamado James abre incêndio em um McDonald e mata vinte e uma pessoas." Interessante. "Beverly Burns, torna-se a primeira mulher capitão de um Boeing 747 no mundo." Isso é positivo. No entanto, não há absolutamente nada sobre o que aconteceu na minha casa naquela manhã.

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Nada. Como poderia um tiro e dois sequestros não serem relatados? Então eu acho: "O filho de quatro anos de idade, de Camden e Colleen Wolf, Nathan Cole Wolf, foi tirado de seu quarto no meio da noite. Ambos os pais dizem que seu quarto foi invadido por seus sequestradores. Sua filha, Aimée, estava dormindo em seu quarto no momento do sequestro. Se você tiver qualquer informação, pedimos que entre em contato com este número." Quando eu rolo para baixo, vejo o buscador com artigos sobre o desaparecimento de Nathan. Eu cubro a boca com as duas mãos para manter meus soluços antes de sentir meu cobertor de proteção me envolvendo com seu calor. "O que está errado, baby?", ele murmura em meu ouvido. Com uma mão trêmula, aponto a minha tela. Ele vira o meu computador para ter uma visão melhor, e sinto seu corpo endurecer quando ele lê. Há fotos de seus pais em todos os artigos. Eles parecem cansados e distraídos, ambos com círculos escuros sob seus olhos. Meu coração dói por eles. Eu só posso imaginar o que devem ter sentido. Eles colocaram um teto sobre as cabeças de seus filhos, lhes ensinaram o certo e o errado, os alimentaram e banharam todas as noites. Eles seguraram as suas mãos para atravessar a rua, defenderam contra a chuva lá fora para que não ficassem doentes, e colocaram para dormir todas as noites na hora. Eu simplesmente não posso imaginar o que devem ter passado quando a criança foi tirada do porto seguro que tinham criado para ele. Cole fecha meu laptop e o coloca em sua mesa de cabeceira, antes que ele me puxe para seus braços e me embale

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firmemente. Escondo a minha cabeça na curva do seu pescoço e respiro nele. Eu gostaria de poder dizer algo, mas as palavras não levariam a dor. Levanto o meu rosto para ele e o beijo suavemente antes que ele aprofunde o beijo e devore a minha boca na sua. Ele começa fazendo pequenos círculos com seus polegares sobre meus quadris antes de ir até meus seios nus. Seus lábios deixam os meus quando ele muda seu corpo e empurra pra baixo, cobrindo-o com o seu. Urgentes beijos molhados no meu pescoço, me fazem jogar a cabeça para trás com um gemido. Sinto-o gemer contra o meu peito enquanto ele continua a me acariciar, cobrindo todas os centímetros do meu corpo inteiro de uma só vez. O calor de seu olhar quando olha nos meus olhos me deixa saber que cada pequena parte de angústia foi esquecida, mesmo que seja apenas por agora. Ele faz uma trilha de beijos até minhas pernas, me fazendo contorcer por conta da barba que traça seu rosto. Ele prende minhas coxas com os braços para que eu não me afaste quando ele enterra o rosto entre as minhas pernas, enquanto ele continua provocando meus seios e me leva ao êxtase. Ainda estou tremendo quando ele se ajoelha em cima de mim e empurra para dentro de mim, esticando cada centímetro para recebê-lo enquanto ele rosna meu nome, e circula seus quadris, fazendome levantar os meus em resposta. Envolvo meus braços em seu pescoço enquanto ele me levanta pela cintura e me senta em cima dele enquanto continua a sua doce tortura. Ele se move até que eu estremeça em torno dele e caia flácida contra seu peito. "Obrigado, querida", ele diz enquanto beija meu rosto suavemente antes de me colocar de volta na cama puxando minhas costas contra seu peito. "Eu te amo tanto." Abraçamo-nos com força por um longo tempo, nenhum de nós diz uma palavra. Apesar da maneira que fomos injustiçados, estamos gratos que nós temos um ao outro.

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"Você é a melhor coisa que já aconteceu para mim, Blake. Eu nunca vou deixar você ir", ele sussurra com a voz rouca. Sorrio e respondo beijando a mão que ele tem descansando no meu braço. Meu sorriso é triste, mas esperançoso, quando vou dormir.

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Capítulo Dezoito Passado

Eu não sabia como sobreviveria a faculdade de Direito – Se é que eu faria. Odiava ler e escrever documentos longos. Olhei para a hora; era apenas 8:00. Não sei porque pensei que adiar a lição de casa era uma boa ideia. Minha cama parecia tão acolhedora e confortável. Olhei para Zack, que parecia dormir muito confortavelmente no meu travesseiro. Se ele não fosse companheiro de natação de Aubry e meu namorado, chutaria ele totalmente para fora agora. Eu pensei que ouvi alguém batendo na minha porta da frente, então levantei e abri a porta do quarto. Olhei para a nossa pequena sala de estar e do outro lado do quarto de Aubry. A porta dele estava fechada e a luz estava acesa, então ele deveria estar lá. Talvez ele estivesse esperando Megan. Revirei os olhos com o pensamento de sua namorada irritante. Eu senti o sangue escorrer do meu rosto quando olhei pelo olho mágico. A última pessoa na terra que eu esperava ou queria ver estava olhando para mim. Abri a porta devagar. "O que você está fazendo aqui?", perguntei enquanto eu brincava com a barra da minha camisa. "Visita", ele disse abruptamente. "Essa é a casa de Aubry?" "Sim", respondi enquanto me afastei para fora do caminho para deixa-lo entrar.

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Ele entrou e olhou em volta. Gostaria de saber como o seu lugar parece. Nunca estive lá; fiquei longe como eu disse que faria. A quantidade de vezes que o tinha visto poderia ser contado em uma mão. No Natal todos os anos na Maggie, e era isso. Ele ainda parecia estranho para mim com seu cabelo curto. Ele caminhou até o quarto de Aubry e bateu na porta, tornando óbvio que ele esteve aqui antes. Isso era novidade para mim. Virei-me em meus calcanhares para voltar ao meu próprio quarto. "Você está diferente", ele disse, me fazendo parar no meio da passada. Eu virei para trás e o encontrei me examinando ou me despindo. O olhar que ele estava me dando me fez correr a mão para cima e para baixo nos meus braços cruzados, embora o aquecedor estivesse ligado. "Obrigada, eu acho" respondi com um encolher de ombros. "Eu gosto do seu cabelo comprido." Ele me deu um sorriso, e apesar de ter sido um sorriso triste, ele derreteu meu coração. Esse foi o primeiro sorriso verdadeiro que ele me deu desde... bem, em um longo tempo. Seu sorriso caiu de repente quando ele olhou por cima do meu ombro. Zack jogou o braço em volta de mim e olhou para Cole. "Zack", ele disse, apresentando-se com um aceno de cabeça, antes dele se aninhar em meu pescoço. "Cole", ele voltou, estreitando os olhos para Zack e cerrando os punhos em seus lados. Fechei os olhos e respirei fundo. Felizmente, Aubry abriu a porta e cumprimentou Cole com um abraço, perguntando se ele conhecia seu companheiro de equipe, Zack. Cole respondeu que

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sim, seus olhos verdes nunca deixando os meus. Eu poderia dizer pelo sorriso que ele me deu que seus olhos ainda estavam me despindo. Eu tremi em resposta à sua lenta queimação e lancei um olhar de advertência que fez ele encolher os ombros. Volteime para Zack e olhei para cima para ver seu rosto e encontrei-o olhando para Cole. Ótimo. "Zack, tenho que terminar meu trabalho, então não posso ir a qualquer lugar hoje à noite. Eu te ligo amanhã depois da aula” disse baixinho quando virei meu corpo em seu abraço. Ele voltou sua atenção para mim e correu as costas da sua mão para o lado do meu rosto. "Ou eu posso ficar aqui", ele disse num tom sugestivo. Balancei minha cabeça. "Eu tenho que entregar este trabalho amanhã", enfatizei. Ele puxou meu corpo contra o dele e se inclinou para me dar um beijo de adeus muito longo, deixando-me sem fôlego. Sabia que ele estava fazendo um show para Cole, mas fui junto com ele. Ele ainda não sabia da metade. Ele se afastou de mim e deu a Cole um sorriso presunçoso antes de dizer adeus a Aubry. No minuto que Zack saiu, caminhei de volta para a sala de estar para encontrar Aubry rindo enquanto Cole parecia que queria matar alguém. "Oh homem," Aubry disse entre ataques de riso. "Isso foi tão errado, mas tão certo." "Karma é uma cadela," sorri enquanto entrava no meu quarto, fechando a porta atrás de mim. Quatro anos atrás, depois do nosso primeiro semestre da faculdade e depois daquela visita terrível a Universidade de Duke – fomos para casa para os feriados. Eu estava no shopping,

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fazendo compras de Natal com Becky, quando vimos Cole e Sasha se agarrando. Se. Agarrando. Eu podia ver sua língua invadindo sua boca, no meio do shopping. Em plena luz do dia. Engasguei, tipo, literalmente, fiquei muda com a visão deles. Não podia acreditar que ele iria ficar com ela novamente. Essa não foi a melhor parte embora - é claro, não poderia apenas terminar lá. Quando passamos, eles pararam de se beijar, e Sasha olhou para mim. Um lento, sorriso malicioso se espalhou em seu rosto e queria arranca-lo fora - melhor ainda, queria enfiar uma granada entre os dentes dela. "Ei, Blake," ela disse, sua voz cheia alegria. "Obrigada por colocar Cole de volta no mercado. Ele totalmente balançou meu mundo quando o visitei em Duke. Oh, isso é certo, você estava lá." Senti como se tivesse levado um soco no peito e um chute na barriga simultaneamente. Olhei para trás e para frente entre ela e Cole, que estava com a cor de seu rosto faltando, e parecia que ele queria que a terra o engolisse. Becky agarrou meu braço e disse algo para Sasha sobre ser uma vagabunda, e nos afastamos. Deixamos o shopping logo após o incidente. Eu nem sequer chorei. Estava tão louca e triste - no geral, apenas sentindo toda uma mistura de emoções. Ele não era meu mais. Ele poderia fazer o que quisesse. Por que Sasha, porém? Por que ela? Por que não podia simplesmente escolher alguma outra? Então me lembrei de como ela estava em cima dele no lago naquele dia e em Duke, e agarrei meu estômago. O resto da nossa viagem, Cole tentou falar comigo à sós, mas Becky interveio. Graças a Deus pelo poder feminino e solidariedade. Nós bebemos a isso um par de vezes durante esse intervalo. Pelo menos eu tive meu tempo de menina com Becky para me fazer sorrir.

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Depois disso, tornei impossível para Cole me contatar diretamente. Bem, na verdade não. Nós enviamos mensagens de texto um ao outro indo e voltando de vez em quando, mesmo que eu o odiasse. A batida forte na minha porta me trouxe de volta ao presente. "O quê?" Eu gritei. "Abra a porta, por favor", Cole disse em um tom de súplica. "Cole, vá embora. Tenho muito trabalho a fazer, e não estou com tempo para suas besteiras." "Apenas deixe-me entrar. Não vou incomodá-la." "Você está me incomodando agora. Vá. Embora." "Por favor, Blake." "Por que você não anda em torno do edifício? Você pode achar uma garota disposta a mantê-lo ocupado. Na verdade, estou bastante positiva que você vai encontrar uma." "Blake... por favor." Ignorei sua mendicância, colocando meus fones de ouvido, que explodiam minha lista de música o mais alto que podia. Estava esfregando os olhos cansados quando olhei para trás para o relógio; já passava da meia-noite e eu mal conseguia manter os olhos abertos. Quando Alicia Keys começou estridente em meu ouvido, gemi puxando os fones de ouvido, e os joguei sobre a mesa. Eu amava Alicia Keys- realmente amava -mas cada música me fazia pensar nele. Depois de terminar a impressão do papel, levantei-me para me esticar e pegar água. Abri minha porta e de braços cruzados me perguntei se Cole e Aubry ainda estavam aqui. Quando abri a porta, encontrei Cole esparramado no chão em frente o meu quarto. Passei por cima do seu corpo e inclinei a cabeça para olhar para ele. Ele estava dormindo. Ele caiu

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dormindo do lado de fora do meu quarto. Que diabos? Eu fui na ponta dos pés até o quarto de Aubry e abri a porta lentamente. "Aubry?" Eu sussurrei. "Sim?", Disse. Ele estava sentado à escrivaninha do outro lado do cômodo, então andei até ele. "Cole está dormindo no chão, perto da minha porta" disse, cruzando os braços sobre o peito. "Sim, eu sei. Ele me disse que estava cansado, então eu lhe disse para ficar com sofá, mas ele me disse que estava dormindo com você." Revirei os olhos, e ele continuou. "Eu disse a ele que não havia nenhuma maneira no inferno que você estaria dividindo a cama com ele. Ele disse que não conseguia dormir sob o mesmo teto que você em camas separadas. Lembrei-lhe que ele faz isso o tempo todo durante o Natal, e ele disse que era um inferno para ele." Senti uma dor incômoda no meu peito. "O que eu faço? Não posso simplesmente deixá-lo lá." Aubry deu de ombros. "Eu não sei. Se você o acordar, ele vai para a sua cama." Exalei. "Droga." Voltei para o meu quarto e suspirei quando olhei para o corpo adormecido de Cole. Levei um par de respirações profundas antes de ficar de joelhos ao lado dele. Sacudi ele tão duro quanto poderia. Agitar Cole era como mover um grande saco de tijolos; ele mal se moveu, e eu estava usando todo o meu peso corporal para acordá-lo.

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"Cole," comecei a gritar enquanto o sacudia. Como ele pode ter um sono tão pesado? Seus olhos verdes se abriram, e ele sentou-se rapidamente, batendo a cabeça contra a minha. Nós dois nos encolhemos e esfregamos as nossas cabeças, antes de eu revirar os olhos, levantei-me e entrei no meu quarto. Subi na cama e observei Cole enquanto ele seguia, fechando e trancando a porta atrás dele. Desviei os olhos quando ele tirou a cueca e se acomodou ao meu lado. "Fique do seu lado" avisei assim que me inclinei e desliguei a luz. Sua risada baixa vibrou no colchão, e eu me acomodei o mais longe dele quanto foi fisicamente possível sem cair da cama. Meu telefone tocando me acordou na manhã seguinte. Eu lentamente abri meus olhos e olhei para o braço envolto em meu estômago. Rangi os dentes juntos um par de vezes para controlar meu temperamento. Ele pensou que poderia apenas vir se intrometendo na minha vida e colocá-la de cabeça para baixo. Joguei o braço pesado fora de mim e saí da cama. "Oi," ele disse suavemente atrás de mim. "Oi," respondi logo. "Eu tenho que ir. Não acho que Aubry tem aula até esta tarde, no entanto." Fui até o banheiro com as roupas que peguei ontem à noite. Cole entrou em cena assim que eu terminei de me trocar. Cerrei os dentes, mas nem sequer olhei quando ele estava atrás de mim enquanto eu estava aplicando a minha maquiagem. Estava na cozinha fazendo café quando Zack bateu na porta para me pegar. Ele e eu tínhamos aula, ao mesmo tempo alguns dias, por isso, íamos de carona. Pedi-lhe para fazer o nosso bagel que eu terminaria de fazer os pratos. Sentei-me e tentei não fazer uma

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cara de desgosto enquanto o observava sobrecarregar seu bagel com cream cheese. Eu sempre odiava quando ele fazia isso. Nós estávamos falando absurdos quando Cole apareceu na cozinha, olhando para Zack e eu. Sorri brilhantemente para o seu rosto chateado. "Por que você está tão feliz esta manhã, Esqueceu que dormi ao seu lado?" Cole sorriu.

princesa?

Achei que você podia ouvir meu queixo caiu no chão. Foi tão ruim assim. Mordi o lábio e agarrei o meu pão quando estreitei os olhos para ele. "Vamos, Z," disse enquanto puxei o seu braço para se levantar. "Ele dormiu com você?" Zack perguntou com um olhar de confusão estampado por todo o rosto. "Ele não dormiu comigo. Ele só dormiu no meu quarto" disse, tentando salvar esta manhã de se transformar em uma batalha melodramática. Eu odiava Cole naquele momento. "Você deixou-o dormir em sua cama com você?" Zack perguntou em um tom sério. Joguei minha cabeça para trás e soltei um suspiro. "Z, você está falando sério agora?" "Sim. Estou falando sério agora", ele disse, cruzando os braços. "Sim, ele dormiu na mesma cama que eu. Nada aconteceu, entretanto. Ele dormiu em um lado, e eu dormi do outro lado," disse enquanto esfregava minha testa e Cole fez um único som de cacarejo. Idiota. "Hmmm," Zack respondeu antes de virar para a porta.

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Ele atirou a Cole um olhar mortal por cima do ombro. "Vamos, querida. Ou vamos nos atrasar. " Olhei para Cole e notei sua mandíbula apertada pelo termo carinhoso de Zack. Virei quando saí e fechei a porta atrás de nós. Em nosso caminho para a escola, Zack queria me interrogar sobre Cole e nossa história. Ele me disse que não queria Cole em qualquer lugar perto de mim -muito menos dormindo no meu apartamento. Ele fez isso por um tempo, e eu só podia ouvir o ruído que o professor em Charlie Brown fez. Olhei pela janela enquanto pensava sobre como eu estaria terminando com Zack no nosso caminho para casa ao voltar da escola. Quando entrei pela porta mais tarde naquele dia, vi Cole e Aubry na sala de estar, com o Vídeo Game. "Aubry, eu posso falar com você por um minuto... por favor?", perguntei depois que coloquei meus livros no meu quarto. "Claro, Cowboy, você pode esperar 3 minutos? Estamos quase terminando com este jogo", ele respondeu, sem tirar os olhos da televisão. "Por que você não pode simplesmente falar com ele aqui? Eu não me importo," Cole disse enquanto pressionava o controle repetidamente com o seu polegar. "Esta é uma conversa entre A e B, Cole," disse com um rolar de olhos antes de voltar para a cozinha. Quando eles terminaram, Aubry me encontrou na cozinha, e eu disse baixinho que terminei com Zack, mas pedi para não para dizer nada a Cole. Eu só queria avisar Aubry desde que Zack era seu amigo e companheiro de equipe. Quanto a Cole, queria que ele pensasse que eu estava feliz com o meu namorado quando ele voltasse para a Carolina do Norte. Ele não precisa saber que fico com outro cara, porque não poderia me conectar

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com qualquer um deles da maneira que fazia com ele. Eu ficava tentando me dizer que só não tinha encontrado o cara certo. A pior parte foi que eu tive o cara, muito antes e o afastei, também. Na noite seguinte, os rapazes foram a uma festa. Eles tentaram me convencer a ir, mas disse que Zack odiava festas, e não poderia ir sem ele. Aubry me deu um olhar, mas Zack não era o tipo de festa, portanto ele não estaria lá. Realmente, teria sido um grande plano, se não fosse por minha sorte fodida. Às 11:00, ouvi correr a porta e sentei na minha cama, pegando o meu livro. Cole começou a gritar o meu nome e bater na minha porta logo em seguida. Levantei-me e, lentamente, arrastei os meus pés em direção à porta, rezando para que ele não estivesse bêbado. Encontrei seus olhos verdes olhando para mim quando ele inclinou seu antebraço contra o batente da porta. Atrás dele, eu vi Aubry, com os braços cruzados sobre o peito com um olhar corado semelhante em seu rosto. Ah Merda. "O que foi?" Eu rangi. Esperava que isso não tivesse nada a ver comigo, embora soubesse que tinha tudo a ver comigo. "Por que você não me disse que você rompeu com Zack?" Cole exigiu, estreitando os olhos. Suspirei. "Cole, isso não é da sua conta. O que aconteceu? Você o machucou?" "Não. Eu queria. Estava indo pra isso. Se não fosse por Aub, poderia ter matado aquele idiota." Corri minhas mãos pelo meu rosto antes de suspirar e olhar para ele novamente. "O que aconteceu?" "Ele estava na festa, conversando com uma garota. Ela tinha as mãos em cima dele, e ele estava amando essa merda. Eu o confrontei sobre isso, e ele me disse que vocês terminaram. Não

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acreditei nele. Pensei que ele estava apenas falando merda na frente da menina." "Eles empurraram um ao outro e caíram para trás, derrubando tudo. Quando percebi, corri até eles um pouco antes de Cole acertar Zack. Eu disse que era verdade, e saímos de lá", Aubry terminou em um tom irritado. Balancei minha cabeça. Inacreditável. "Você ia dar um soco no meu namorado por deixar uma menina tocar nele enquanto eles estavam se falando? Você está se ouvindo? Não o faz lembrar de alguém?" "Isso foi diferente, caramba. Quando você vai deixar isso pra lá?" Cole declarou com raiva. "Talvez quando eu esquecer como ‘você balançou seu mundo’ quando ela te visitou um par de semanas depois que terminamos. Talvez quando eu tirar a imagem de vocês dois juntos nessa porra de festa da minha cabeça. Talvez quando eu parar de ver sua língua dentro de sua garganta meses depois disso," bati. Ele empalideceu e tomou uma respiração profunda. "Você pode dormir no sofá ou no chão ou na cama de Aubry. Eu não me importo onde você dorme, mas você não irá dormir na minha cama esta noite," continuei. Cole acenou com a cabeça lentamente. "Vou ficar do outro lado da cama... Eu prometo." Deixei escapar uma risada sarcástica. "Quando é que você vai superar isso? Por que você não chama Sasha e vê se sua cama está desocupada?" "Você está brincando comigo, Blake? Eu cometi um erro. Fiquei magoado. Você pode parar de relembrar isso? Sinto muito. Vou me arrepender pelo resto da minha vida. Foda-se," ele murmurou.

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Virei-me no meu calcanhar e voltei para a cama. Antes de chegar, ouvi uma pancada atrás de mim. Meu coração começou a bater rapidamente, e olhei para trás assustada, sem saber o que esperar. Eu definitivamente não esperava encontrar Cole sobre os joelhos, logo atrás de mim. Quando virei meu corpo, ele abraçou a minha metade inferior com força, esmagando sua cabeça contra meu abdômen. "O que diabos você está fazendo?", perguntei enquanto tentava tirar os seus braços de cima de mim. "Por favor, me perdoe, Blake. Por favor. Eu juro que isso só aconteceu uma vez. Em seguida, meio que no shopping -" "Meio quê?", Interrompi. "Meio que ela mergulhou sua língua em sua boca sem você perceber?" Ele gemeu e me segurou mais apertado. "Blake, por favor. Eu estava desesperado por sua causa. Aquela era a primeira vez que ia ver você depois de um tempo, e a última vez que te vi, você arrancou meu coração pela segunda vez. Me desculpe se fiz escolhas ruins, mas eu estava tão porra, solitário e deprimido e doente sem você", ele suplicou. Suspirei. "Está tudo bem, Cole. Eu perdoo você. Por favor, saia de mim. Você ainda estará dormindo no chão embora." Ele soltou e se acomodou para baixo ao lado da minha cama enquanto apaguei a luz. "Blake?", Ele sussurrou mais tarde, quando pensei que ele estava dormindo. "O que?" "Eu te amo... mais do que você jamais saberá", disse ele com voz rouca.

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Senti as lรกgrimas saltitarem dos meus olhos. "Vรก dormir, Cole."

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Capítulo Dezenove Presente

"Tia Shelley," eu chamo. "Há um homem aqui para vê-la." "Já estou indo", ela grita de volta. Ela está na cozinha durante toda a manhã, fazendo pães e biscoitos para os hóspedes do bingo de hoje à noite. Posso dizer que hoje ela está esgotada. A quimioterapia estava arrastando-a mais do que o habitual ultimamente. Diferente do bingo, ela não tem energia para muitas coisas. Ela quase não vê a vizinha, Phoebe, lá em casa. Acho que ela está envergonhada por sua perda de cabelo. Se eu fosse da idade da tia Shelley e parecesse a maneira como ela está, não haveria muito que me envergonhar. Ela nunca me contou a sua idade, mas eu sei a de Phoebe e a maioria dos jogadores do bingo estão em seus sessenta anos, assim estou supondo que ela está em torno dessa idade. Eu também chego a essa conclusão com base na música que ela ouve, que não quer dizer muito porque eu ouço a mesma música — e tenho treze. Ela não parece conhecer muitas pessoas fora do campo do bingo, e essas pessoas são na sua maioria amigos de Phoebe. O homem que está aqui para visitar é mais jovem do que os outros. Eu não posso dizer quantos anos, mas ele não tem rugas. Ele está olhando para mim de um jeito muito engraçado, e ele está me fazendo sentir um pouco desconfortável. Peço-lhe para entrar, mas ele diz que é melhor se esperar na varanda. Digo-lhe que

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estou indo para chamar tia Shelley para ele, pois ela ainda não saiu. Ele toma um assento na cadeira de balanço na varanda. "Tia Shelley, o homem ainda está lá fora esperando", eu digo quando entro na cozinha. "Oh, querida, esqueci tudo sobre isso. Quem é ele? É Bob?", ela pergunta. Bob é um dos Bingonians, como eu os chamo. "Não, este é um jovem rapaz", eu respondo. Ela franze as sobrancelhas e parece um pouco em pânico. "Eu já volto", ela diz, jogando para baixo o avental com uma pressa. "Observe o forno." Estou curiosa para saber quem é o cara, então eu espero até que ouço a porta de tela fechada e na ponta dos pés vou para a sala de estar, esperando ouvir alguma coisa. "Oh, baby", eu a ouço chorar. "Sei que não deveria estar aqui, mas eu precisava vê-la", diz ele, com a voz embargada. "Estou feliz que você veio", ela responde calmamente. "Ela está ficando tão grande. Ela se parece com ela", ele diz com voz rouca. "Eu sei," Tia Shelley sussurra. "É tão difícil às vezes", ela soluça. "Sinto muito, Mãe", ele diz. "Eu sei que é." Corro de volta para a cozinha quando ouço o som do temporizador disparar. Coloco uma luva e coloco o pão para esfriar. Eu realmente quero ouvir mais, mas não quero voltar. Sei que tia Shelley ouviu o temporizador; era realmente alto. Pergunto por que

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ele a chamou de "Mãe" eu me pergunto como ele me conhece. Ele disse que eu fiquei grande, então ele deve ter me visto pequena. Não me lembro de vê-lo embora. E com quem é que eu pareço? A pior parte é que se a qualquer momento eu perguntar a tia Shelley alguma coisa, ela me põe a correr em voltas. Eu me pergunto se ela vai convidá-lo a ficar para o jantar. Talvez se ele ficar, vou descobrir quem ele é. Duvido que ele vai embora. Parece que ele não deveria estar aqui. Sento-me num dos bancos e apoio meus cotovelos sobre a mesa de madeira e olho o pão fresco. Tia Shelley faz o melhor pão. Ela me ensinou, mas não tenho paciência para isso. Ela me diz que eu preciso aprender a ter paciência. Ela também se mantém me preparando para o dia que ela não estiver mais aqui. Odeio ouvi-la dizer aquelas palavras. Não quero que ela me deixe. Ela é a única pessoa que eu realmente tenho. Tenho meus amigos da escola e da dança, mas só os vejo nesses dois lugares. Nossos vizinhos são todos velhos e vivemos a milhas de distância da maioria deles, exceto para Phoebe. Ela vive na rua e está a apenas trinta e três passos de nós. Eu sei porque conto os passos sempre que vou até a casa dela. É sempre o caminho mais longo que vou a pé por aqui. Eu costumava ir até a casa de Thelma, três quilômetros abaixo, quando seus netos costumavam a visitar. Eles pararam de vir no ano passado embora. Agora que eles são adolescentes, são muito legais para sair com a sua avó. De qualquer maneira, tia Shelley é a única família que eu tenho. Esta é a única casa que tenho. "Está pronto o pão?" Tia Shelley pergunta quando pisa de volta para a cozinha. Quando olho para ela, posso dizer que ela esteve chorando. Seus olhos azuis estão brilhantes, e seu rosto está inchado. "Você está bem?", pergunto preocupada.

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Ela me dá um sorriso triste. "Estou. Só não via o meu amigo em um longo tempo. Ele é muito querido para mim." Eu franzi a testa. "Por que ele não veio antes?" "Ele veio, mas o trabalho o mantém afastado às vezes." Aceno, mesmo que não entenda. O resto da noite é gasto com os Bingonians cacarejando afastados nas memórias que eles têm juntos. Tia Shelley ri junto, e isso me faz sorrir. Ela não sorri muito frequentemente. Bem, ela faz, mas é geralmente um sorriso triste, como se estivesse faltando alguma coisa —ou alguém. Nenhum de seus amigos traz qualquer família que a tia Shelley pode ter tido. Ela não tem nenhuma foto ao redor de sua casa —que não seja de mim e algumas de quando ela era mais jovem. Pergunto-lhe se ela alguma vez se apaixonou, e ela sorri brilhantemente e diz que já. "O que aconteceu?", Pergunto. Ela me dá um pequeno sorriso e acaricia meu rosto. "Às vezes você precisa fazer as coisas que ferem a fim de proteger aqueles que você ama." Eu franzo a testa e pondero a sua resposta, mas não a questiono sobre isso, mesmo que não faça qualquer sentido para mim. Nunca perguntei se ela tinha filhos. Certamente, se o fizesse, eu os teria encontrado nos quase dez anos que estou vivendo aqui. À medida que as semanas passam, tia Shelley se torna mais fraca. Todos os dias, ela divaga sobre coisas que não fazem muito sentido. Ela me diz que um dia eu vou entender minha vida. Ela me diz que se eu alguma vez encontrar um bom homem que coloque os outros antes de si mesmo, eu devo segurá-lo.

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"Encontre um homem que vai cuidar de você. Não se contente com os homens que têm apenas uma coisa em mente. Se ele não gosta de comer, algo está errado com ele", ela diz, o que me faz rir. "Ele precisa colocá-la antes de si mesmo —sempre", ela me diz. "Ele precisa amar mais do que você o ama." Aquilo me confunde um pouco, mas eu não pergunto. Os devaneios se prolongam por uma semana antes da enfermeira residente, me dizer que a medicação a está fazendo um pouco desorientada. Uma noite tia Shelley me pede para ficar na cama com ela. Com mãos trêmulas cansadas, ela acaricia meu cabelo comprido e acaricia meu rosto. "Você não deve ter medo do amor, Blake. Não importa o que você atravessa na vida, não tenha medo de amar. Amar é a única coisa que nos mantém sã. Se não fosse por amor, o sofrimento que experimentamos não valeria a pena. Se não fosse pelo sofrimento, nós não valorizaríamos as coisas boas que a vida nos dá. Às vezes vai parecer como se a vida só te bate para baixo, mas você tem que aprender a se levantar e lutar. Eu te amo, Blake. Sempre vou te amar mesmo quando eu já não estiver aqui para dizer-lhe," Tia Shelley respira fracamente. "Eu também te amo, tia Shelley," sussurro, enquanto as lágrimas correm pelo meu rosto. A mão dela acaricia meu cabelo, e eu olho para cima para vê-la sorrindo para mim. Um sorriso feliz. Eu durmo em sua cama naquela noite. A manhã seguinte eu me levanto para tomar banho, cuidando para não a acordar, e quando volto para o seu quarto após secar meu cabelo e arrumar, a enfermeira me diz que Shelley se foi. Phoebe vem dentro de dez minutos. Eu me tranco no meu quarto por várias horas antes de Phoebe me dizer que eu tenho que ir ficar com ela por alguns dias. Tia Shelley deixou preparativos

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para seu funeral e sepultamento. Eu não lembro de nada. Esses dias são um borrão para mim. Sinto dezenas de mãos nos meus ombros. Ouço centenas de "Eu sinto muito pela sua perda." A única coisa que me lembro é a sensação de vazio no meu coração e pensar que eu estava sozinha, novamente. Quando Phoebe me pede para arrumar as malas, porque ela vai me levar para a casa de Mrs. Parker, ainda estou vazia. Quando chego na casa de Mrs. Parker e conheço as outras crianças, me sinto em casa e meu coração começa a se reabastecer com amor-pouco a pouco.

Sou grata a Shelley pelo conselho que ela me deu aquela semana e sou grata que eu ainda lembro. Pensar nela sorrindo feliz naquela noite ainda me faz sorrir mesmo que foi agridoce. Em retrospecto, eu desejo ter estado mais consciente durante o funeral e sepultamento. Gostaria de poder lembrar os rostos daqueles que foram. Pergunto-me se o homem que a chamou de "Mãe" estava lá. Gostaria de saber se Mark estava lá. Eu me lembro da carta que ela me deixou —a que eu decidi queimar. Ela escreveu que ela não era minha tia. Acho que, para ser minha tia, ela teria de ser mais jovem, mas você nunca sabe. Eu não sei quem ela pode ter sido. A menos que— Meus pensamentos são interrompidos pelo meu telefone de casa tocando. Eu gemo e chego para buscá-lo. Cole saiu para o trabalho um tempo atrás, e Aubry e Aimée estiveram ausentes esta semana. Gostaria de saber qual deles está chamando, ou talvez seja Becky. Olho para o identificador de chamadas, e ele diz privado. Eu considero deixar o aparelho pegar, mas a curiosidade tem o melhor de mim, como de costume. "Olá?" Digo. "É Blake?" Uma voz masculina dura pergunta.

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"Quem está chamando?" "Um velho amigo do seu pai", ele responde, me dando calafrios. Que porra é essa? "Blake não tem um pai" respondo de modo tão regular quanto posso. Ele ri e tosse fortemente. Posso dizer que ele é um fumante. "Todo mundo tem um pai, Cupcake. Deixe-me falar com Blake." "O pai de Blake está morto, senhor. Por favor, não chame aqui novamente" digo antes de desligar. Sinto o calor do sangue do meu rosto correndo para a minha cabeça antes que o telefone toque novamente. Ligação Privada. Pego meu celular com as mãos trêmulas e chamo a primeira pessoa que penso - Mark. Explico rapidamente a chamada que recebi e o que o homem me disse. Ele me diz que está enviando Bruce —meu velho cara da segurança — para me pegar em cinco minutos. Eu concordo e começo a me vestir rapidamente. Quando estou no armário, ouço o aparelho emitir um sinal, e a voz do mesmo homem atravessa a sala. "Blake, pegue o telefone", diz a voz áspera. "Seu pai não está morto. Ele só não quer ser encontrado..., mas posso levá-la para ele." Meu estômago cai e seguro o batente da porta enquanto tento recuperar o fôlego. Por que essas pessoas me incomodam? Como ele conseguiu as minhas informações? "Blake, o que aconteceu com o menino? Catherine?"

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Não posso respirar. Eu tento, mas não consigo. Apenas suspiros me escapam. Minhas pernas finalmente começam a funcionar, e corro para o telefone. "Olá?" Eu grito. "Olá?" Mas a linha está silenciosa. Uma forte batida na minha porta me faz saltar. Eu tomo um par de respirações profundas e saio do meu quarto. Olho pelo olho mágico e vejo Bruce em pé no outro lado, a barba crescida sangrando de seu desalinhado cabelo preto e branco. Abro a porta e vejo ele me olhando com curiosidade. Eu olho para baixo e vejo a minha roupa desgrenhada. Pego o meu longo casaco preto e coloco. Ele vai ter que servir. Peço a Bruce para me dar um minuto e corro de volta para o meu quarto para pegar o identificador de chamadas. Tenho que mostrar a mensagem para Mark. Quando chego ao seu escritório, nem sequer me preocupo em me identificar na recepção. Apenas invado direto o escritório de Mark. Ele me olha aborrecido, mas para quando vê que sou eu. Sento-me antes que ele me localize, porque a adrenalina na qual estou correndo está desaparecendo, fazendo meus joelhos novamente fracos. "Você está bem? Me dê a máquina" ele diz, agarrando-a de minhas mãos. "Deixe-me pegar um pouco de água.” Enquanto ele me serve a água, explico novamente como a minha conversa com o homem foi. Ele conecta a máquina, e quando ouço a voz, eu tapo os ouvidos e olho para baixo. Não suporto ouvir as palavras do homem de novo. Olho para Mark e seu rosto está completamente pálido. "Quem é?" Pergunto, minha voz quase um sussurro. Ele agarra o ombro como se tivesse sido atingido por uma bala e afunda em sua cadeira. Ele não me responde. Apenas olha fixamente para o meu rosto.

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"É verdade? O meu pai está vivo?" Ele exala. "Seu pai... não posso falar sobre ele agora" ele diz, enquanto olha em torno do seu escritório, transmitindo uma mensagem secreta para mim. Ah Merda. Isto é mau. "Ele está morto há muito tempo, porém," ele diz, mas seus olhos estão me dizendo uma história diferente que ele precisa que eu saiba agora. Eu concordo. "Sim, você me disse," digo, jogando junto. "De qualquer forma, eu só precisava ouvir isso de você. Sabe quem é?" Ele balança a cabeça, mas não diz uma palavra. Sei que estamos sendo gravado ou registrados, e não pergunto mais. "Mark..." sussurro. "Cole..." digo, respirando entre as minhas palavras, desejando que minhas lágrimas fiquem em meus olhos. "Se alguma coisa acontecer comigo..." engasgo através de um soluço. "Por favor, cuide dele?" Eu choro. Mark me olha com olhos tristes por um longo tempo antes de acenar com a cabeça. "Blake", ele diz em voz baixa. "Eu sempre vou cuidar de vocês dois.” “Prometa-me, Mark. Se alguma coisa me acontecer, por favor, prometa-me." Choramingo, não mais no controle do meu choro. “Prometa-me que não importa o que ele disser você terá dois guardas de segurança sobre ele. Prometa-me," grito. “Eu prometo, eu prometo. Nada vai acontecer” ele diz com tristeza. “Já está, no entanto," respondo fracamente. “Já está."

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Ele não me corrigi. Ele sabe tão bem quanto eu as coisas que não podemos controlar e coisas que eu não entendo, acontecendo. "Você quer sair para o almoço?", ele pergunta. Não hesito. Estou morrendo de vontade de sair deste escritório. Talvez a gente indo para algum lugar, poderemos falar mais livremente. Envio a Cole uma mensagem de texto, dizendo que estou fora para almoçar com Mark. Não posso dizer-lhe do que se trata, ou ele vai deixar o trabalho mais cedo. Peço a Bruce para, por favor, adquirir dois de seus homens para observar Cole sem que ele perceba. Mark e eu chegamos a Lou Malnati’s Pizzeria, o lugar, na minha opinião, tem a melhor pizza de pepperoni. Nós sentamos em uma pequena mesa na parte de trás do restaurante e pedimos uma grande pizza de queijo e um refrigerante cada um. "Então, esta é a parte que você me diz como você e eu estamos conectados?", pergunto. Mark ri. "Você nunca desiste, não é?” “Não" digo, sorrindo tristemente e balançando a cabeça. “Blake, o que importa quem eu sou? Você sabe que estou cuidando de vocês.” “Eu também sei que você ajudou a nos levar" retruco, levantando uma sobrancelha. “Touché.” “Mark, é sério. Por que você estava envolvido?”, pergunto. Ele deixa escapar um suspiro e fecha os olhos por um segundo antes de responder.

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“Eu era jovem, muito jovem. Acho que você poderia dizer que eu estava no lugar errado na hora errada. Estava em um ponto da minha vida em que eu estava tentando fazer a coisa certa, mas ainda queria ser legal. Meu irmão estava sempre andando no lado errado da lei; eu não estava. Os caras, que levaram você, estavam envolvidos em coisas horríveis. Inferno, toda a minha família estava. Eles vieram naquela noite a nossa casa procurando por ele. Como ele não estava lá, eles me levaram. No início, pensei que era bom, porque eu estava indo viver a vida do meu irmão por um tempo. Então, eles me seguraram sob a mira de uma arma e me perguntaram onde Camden vivia. Eu pensei que era uma piada. Todo mundo sabia onde Camden vivia. Levei-os lá, pensando que me deixariam ir. Eles não o fizeram. Eles pegaram Nathan e jogaram na parte de trás da caminhonete comigo. O líder dos dois nos levou a sua casa", ele fez uma pausa e tomou um gole da bebida, com os olhos lacrimejando. Eu não tinha certeza se era do calor escaldante ou de suas memórias. "Eles-" ele começou com uma voz rouca, antes de limpar a garganta. "Nathan gritou por toda a viagem. Ele estava gritando por seus pais. Ele ficou olhando para mim como se eu devesse ajudá-lo, mas não sabia como poderia. Não queria levar nós dois à morte. Quando chegamos à sua casa, eles não me deixariam sair da van. Estavam falando sobre isso no carro. Eles disseram que iriam levar o seu pai como resgate. Eu sabia que não iriam matar ninguém lá. Eu não pensei que pudessem ser tão estúpidos." “Quando ouvi os tiros vindos de dentro, saí da van e corri para a casa. O chefe me parou e disse que se eu fizesse algo estúpido, colocaria uma bala na... na sua cabeça. Eu lhe disse que não iria, e ele me deu duas agulhas com um tranquilizante nelas. Nathan tinha me seguido para fora e estava cravado em mim quando olhei na cozinha.

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O outro cara, que eu nunca tinha visto antes, estava carregando seu pai em seu ombro. Pensei que ele estava morto. Quando olhei para o chão e vi... eu tive que dar um passo atrás para fora. Um dos rapazes pegou Nathan e o levou de volta para a caminhonete enquanto fui para o lado da casa para me recompor. Coloquei uma cara brava para você, ou eu tentei. Eu só tinha te visto algumas vezes antes disso. Entrei e dei a você o tranquilizante, esperando entorpecê-la de sua dor e livrar da terrível memória. Sinto muito, Blake”, ele disse com lágrimas escorrendo pelo rosto. Meus ombros estão tremendo em soluços silenciosos enquanto o ouço. Estamos recebendo olhares de pessoas ao nosso redor, mas não nos preocupamos. “Me desculpe. Eu não sabia o que eles estavam fazendo. Eu fiz o que pude para você e Nathan. O chefe entrou em outro carro com seu pai e nos deixou para trás com o outro cara. Tentei pagar para ele. Prometi-lhe coisas. Eu sabia para quem trabalhava, e sabia que ele não estava feliz com a situação que foi colocado. Ele concordou em sair e nunca voltar. Eu tinha vocês para lidar, e eles queriam vocês mortos, por isso, entreguei Nathan para Maggie, porque tinha ouvido falar dela pela minha mãe, e levei você para Shelley” diz, respirando fundo e encontrando meu olhar, "porque ela era minha mãe.” Eu sinto o ar contrair em meus pulmões enquanto sento lá, completamente pasma. Eu estava procurando a verdade, e agora eu a tinha. Depois de alguns minutos carregado de silêncio, a pizza chegou. Ambos tínhamos perdido o nosso apetite, mesmo ambos concordando que esta era a nossa pizza favorita, não poderíamos terminar. Nós mal podíamos comer a fatia que tinha em nossos pratos.

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"Sabe o cara com o olho de vidro?", pergunto quando eu brinco com o queijo derretido no meu prato. Ele suspira alto, me fazendo olhar para cima e ver seus olhos tristes. "Sim. Eu o conheci bem, uma vez.” Concordo com a cabeça em resposta. "É muito para digerir. Eu acho que é diferente, ouvir a partir do seu ponto de vista, uma vez que era mais velho do que nós e, na verdade, se lembra disso." "Lembro-me todos os dias, e todos os dias eu desejo não fazer" ele responde solenemente.

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Capítulo Vinte Presente 5 meses mais tarde

Tudo está florescendo fora das amplas janelas do apartamento de dois quartos que Cole e eu compramos juntos há alguns meses atrás. Decidimos que iríamos procurar um lugar maior mais tarde, quando nós realmente precisássemos de um. Nosso lugar é perto da Soldier Field e qualquer trabalho que eu for arrumar depois que passar nos exames neste verão. (Bato na madeira.) Aimée e eu temos estudado há dois meses. Nós duas estamos animadas para colocar a faculdade de direito para trás e seguir em frente com as nossas vidas. Enquanto vasculho as gavetas da cozinha, à procura de uma espátula para decorar um bolo para o aniversário de Cole que é hoje, eu tropeço no cartão de Natal que enviamos meses atrás e sorrio. É uma imagem de Cole e eu em pé na frente da árvore no Rockefel Center em Nova York, enquanto fazemos nossas melhores expressões do Esqueceram de Mim "cara do grito". Guardo a imagem de volta na gaveta quando ouço o chuveiro desligar. Volto a comer o bolo e me viro quando ouço a porta do quarto abrir. Giro e encontro Cole todo molhado, com uma toalha enrolada na cintura. Seus longos cabelos molhados balançam cada vez que ele pisca, e seu sorriso torto me diz que ele está mal intencionados.

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"Por que você está molhado?" Eu pergunto, franzindo o nariz. "Pensei que você ia pular sobre mim no chuveiro" ele diz com um beicinho falso. Sorrio. "Aww, pobre bebê. Volte para o chuveiro; talvez eu vá fazer uma aparição daqui a pouco." Ele sorri, mostrando uma covinha e pisca para mim antes de virar -plenamente consciente que estou de boca aberta nele, e deixa sua toalha cair para me dar uma vista da sua bunda perfeitamente esculpida. Eu suspiro alto, o que o faz rir antes de ficar de frente para mim, para mostrar seu corpo todo. Eu lanço a espátula de lado, me livro do avental que estou vestindo: Eu-sou-o-chefe, e corro para saltar sobre ele, envolvendo minhas pernas em volta dele enquanto ele aperta minha parte inferior e nos leva em nosso quarto. Naquela noite, Aimée, Aubry, e Mark vêm para comer bolo e sorvete. Nós todos nos estabelecemos ao redor da sala, falando sobre tudo e qualquer coisa. Cole, Mark e Aubry entram em uma conversa acalorada sobre luzes de rua, sim, realmente, luzes de rua. "Por que é que você não foi para a faculdade de direito, Cole?" Mark pergunta com uma risada. Cole sorri. "Porque não gosto de mentirosos." Dou um tapa de brincadeira no ombro de Cole. "Ei! Eu não sou mentirosa!" Ele pega a minha mão e me puxa para o seu colo. "Você é, e eu te amo mesmo assim" ele diz, antes de parar a minha resposta com um ardente beijo. Estou sem fôlego quando me afasto. "Idiota" murmuro contra seus lábios antes de manchar seu rosto com o pedaço de bolo que eu tinha deixado no meu prato. Passamos o resto da noite, jogando bolo um sobre o outro.

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Quando Aubry empurra uma bolha de sorvete nas costas da minha camisa, eu decido que o tempo de jogo acabou. Depois que limpamos e todo mundo parte, Cole e eu tomamos banho e deitamos na cama sorrindo um para o outro. Meu coração está transbordando de amor por ele, por nós, por nossa vida juntos. Ao olhar seus olhos verdes amorosos, penso em todos os anos que o conheço e todos os anos que vou continuar a conhecê-lo, e isso me faz sorrir brilhantemente. Eu sou tão grata por ele. Ele nunca desistiu de mim, não importa quão louca e impossível fiquei. E fico louca e impossível, muitas vezes. Eu me inclino para o rosto dele, e assim que estou prestes a beijá-lo, sussurro, "Eu te amo, Cole." Ele não devolve o meu beijo, e sua cara é impagável quando recuo. Ele me olha com admiração antes de se inclinar em seu antebraço para olhar o relógio. "Onze e cinquenta" ele anuncia quando olha de volta para os meus olhos. "Esse foi o melhor presente de aniversário que eu já ganhei" ele responde, escovando meus lábios com os dele. "Diga isso de novo" ele murmura antes de sugar meu lábio inferior em sua boca e deixar ir. "Eu te amo" digo com um sorriso. Seus olhos estão brilhando quando ele posiciona seu corpo sobre o meu. "Eu amo você, Blake. Mais do que você jamais saberá" ele diz suavemente antes de capturar os meus lábios nos dele novamente. Na manhã seguinte, acordei sorrindo, até que eu me lembro de dizer a Cole que o amava. Eu respiro e olho por cima, esperando que ele estivesse com metade do rosto faltando. Eu literalmente coloco minha mão sobre o seu coração para me certificar de que ainda está batendo. Ugh, sou assim paranoica.

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Coloco minha cabeça sobre seu peito, e envolvo meus braços em torno dele com força, enquanto oro em silêncio que nada de ruim aconteça. Durante o almoço, ele me faz dizer a ele que eu o amo cerca de cem vezes e me beija cada vez que digo isso. Aimée me busca para a escola mais tarde, e Cole vai para o trabalho. Ele está trabalhando em uma estação de notícias locais hoje, falando sobre qualquer esporte desta época do ano. Provavelmente baseball-parece que o beisebol é o mais comum... ou o futebol. O dia passa e a noite é semelhante a anterior, menos os convidados e a luta de bolo. Nunca fui tão feliz na vida, e descobri que não consigo parar de sorrir. Cole tem o mesmo sorriso bobo no rosto desde que eu disse a ele que o amo. Isso me faz desejar ter dito a ele anos atrás. Sou tão supersticiosa quanto um jogador de beisebol. Eu rolo meus olhos quando penso isso, mas é verdade. Algumas semanas mais tarde, Cole menciona que ele tem que ir para Nova York, e estará voltando para casa tarde porque não conseguiu um voo mais cedo. Nós nos beijamos despedindo, antes dele dirigir para o aeroporto e eu me preparar para a aula. Aimée não vem me pegar hoje, porque ela tem que ir a um evento com Aubry esta noite. Combinamos de nos encontrar em nosso Starbucks usual para o café e caminharmos juntas de lá. Aprendi a amar Aimée como uma irmã; e estou feliz que ela e Aubry estão bem juntos. Eles se mudaram para um apartamento próximo ao nosso, logo depois que nos mudamos. Fico feliz que não ficaram no nosso antigo lugar. Depois da situação de invasão, eu estava querendo sair de lá. Sinto alguém me olhando enquanto ando na Starbucks e olho em volta ansiosamente. À minha esquerda, encontro um homem me olhando enquanto fuma um cigarro. A maneira como ele está encostado na parede com as pernas cruzadas nos

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tornozelos, como se possuísse o lugar, me faz franzir o cenho. Seu cabelo castanho é grisalho, e está vestindo botas pretas, calça jeans escura, e um suéter preto. Ele me lembra um moderno James Dean com sua áspera boa aparência. Olho para longe do seu olhar intenso rapidamente, porque não quero que ele pense que estou interessada nele ou qualquer coisa. Ainda posso sentir seus olhos nas minhas costas quando passo por ele. Eu continuo a descer mais dois blocos, tremendo com a estranheza da situação, e chego ao Starbucks. Aimée ainda não está aqui, então eu pego nossas bebidas habituais e escolho uma mesa perto da janela. Meu coração aperta quando estou vasculhando a minha bolsa, olhando para o meu telefone, e ouço uma metralhadora disparar. Eu olho em volta freneticamente, derrubando a minha xícara de café no processo e detecto Derek enquanto ele caminha atrás de mim. Droga. Derek é um cara corpulento na casa dos trinta que vem aqui todos os dias, tocando seu app metralhadora quando ele dá uma volta dentro do café. A primeira vez que ouvi, eu me encolhi e gritei em voz alta. Depois da terceira vez, decidi falar com ele. Acho que se ele vier aqui um dia com uma metralhadora real, ele pode poupar minha vida por ser boa para ele. Eu coloco o meu telefone na mesa e pego o copo. Felizmente, já estava meio vazio. "Ei, Blake," Derek chama enquanto caminha. "Ei, Derek," sorrio. Eu olho para trás e salto no meu lugar quando vejo o mesmo cara que estava me observando mais cedo. Ele está de pé do outro lado da rua, olhando-me com um cigarro na mão de novo. Sinto meu joelho começar a saltar debaixo da mesa quando mordo minhas unhas. Por que ele está me olhando assim? Ele está me seguindo? Onde está Bruce? Eu olho em volta

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ansiosamente por ele e o localizo no meu lado da rua. Deixo escapar um leve suspiro de alívio. Mais uma vez, penso em filmes - onde a menina desavisada é sequestrada em plena luz do dia e fico paranoica. Eu chamo Aimée; ela me diz que está quase aqui, mas rapidamente digo para ir para a escola em vez disso. Não quero que ela seja vista comigo, apenas no caso. Mark disse uma vez que as pessoas envolvidas no meu sequestro e de Cole começam a atacar seus entes queridos primeiro, e não posso deixar isso acontecer. Ela está confusa, mas concorda em me encontrar na escola. Eu não sei o que fazer. Devo chamar a polícia ou Bruce? Qual é o protocolo padrão para uma situação em que um cara de boa aparência está observando você, diabos? Isso é tudo o que ele me deixou ver, mas é a maneira que ele está me observando. Ele está me olhando como se não houvesse nada acontecendo ao seu redor. Esse cara poderia ser seriamente psicótico. Ele poderia ser um assassino ou pior: assassino e estuprador. Bem, eu não tenho certeza se isso é pior, mas agora não consigo pensar direito. Derek passa por mim com o seu app estúpido em plena explosão, e pulo no meu lugar novamente e solto um grunhido de frustração. Droga. Eu tomo algumas respirações profundas e silenciosamente controlo meu pânico antes de decidir que vou perguntar a ele por que está me olhando. Que diabos? Quero dizer, são 9:30 da manhã. Estamos em uma rua movimentada, então ele não pode fazer nada estúpido. Além disso, preciso saber com o que estou lidando aqui. Vou ver o que vou fazer depois que eu chegar a minha resposta. Respiro fundo e saio, de braços cruzados perguntando se eu deveria baixar o aplicativo metralhadora, apenas no caso. O tempo esteve maravilhoso recentemente. Está ensolarado com vento não muito frio e não muito quente. A perfeição absoluta.

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Eu caminho através da rua e olho ao redor para ver se encontro Bruce. Eu o vejo do outro lado da rua e dou um aceno de cabeça, deixando-o saber que ainda estou bem. Bruce e eu temos um acordo. Ele pode ser minha sombra, mas não quero que ninguém saiba que ele está me observando, então ele mantém distância. Ele só está autorizado a intervir se me ver em perigo real. O cara misterioso ainda está de pé no mesmo lugar. Seus lábios curvam em linha reta em um sorriso lento quando me aproximo, e me faz querer dar um tapa nele. É quase como se ele estivesse me esperando ir até ele, ou pior, ele queria me encurralar em fazê-lo. Eu olho em frente mais uma vez e vejo Bruce caminhando através da rua também. Estou na frente do cara misterioso e desajeitadamente cruzo os braços na frente do meu peito, mantendo a xícara de café de Aimée na minha mão direita. “Por que você está me seguindo?", pergunto num tom cortante. Seu sorriso amplia e ele solta uma única risada. "Você tem coragem, menina." Sua voz tem um timbre diferente. Talvez ele seja de Boston? "Menina?" Repito, estreitando os olhos para ele. Ele não me dá uma vibração assustadora de perto, bem, uma vibração não completamente assustadora. Seus olhos são avelãs, são leves de perto, e estão rindo de mim. "Você é uma menina, certo?", Ele pergunta quando lentamente estuda o comprimento do meu corpo, com a mão sob o queixo. "Pare de me olhar assim. Pare de me seguir. Não tenho tempo a perder" rosno enquanto eu rolo meus olhos antes de virar de volta e ir embora.

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Bruce está de pé no meu lado da rua agora, mas eu aceno com desdém. "Ei, menina, qual é o seu nome?" O cara chama de trás, e posso ouvir o sorriso em sua voz. Eu não viro. Só viro sobre o meu ombro enquanto continuo olhando para frente. Eu o ouço rir com força atrás mim, e isso me faz embaralhar os pés mais rápido. Sua atitude arrogante me lembra de Cole, mas suas palavras não combinam com as suas ações. É confuso e irritante, e isso me irrita. Um cara como ele não deve perder seu tempo de forma aleatória no meio da rua. Ele obviamente tem dinheiro, a julgar pela maneira como está vestido. Mesmo que isso não é um fato, eu sei que ele pagou um monte para parecer casualmente elegante. Ele também está usando um Rolex, que ele pode ou não ter roubado. Se ele fosse um batedor de carteiras, provavelmente roubaria todos os meus pertences nos dois minutos, que eu estava em pé na frente dele. Paro de caminhar e viro para responder, porque realmente não preciso de outra sombra me seguindo. "Há um monte de peixe no mar" falo e bato de volta. “Isso é verdade", ele responde. Sua voz profunda está tão perto do meu ouvido que ele me deixa paralisada na minha faixa. Meu coração está descontroladamente acelerado, e tenho que usar as duas mãos para segurar a xícara de café, para que não a deixe cair. Ele totalmente se esgueirou até mim no estilo ninja. Agora estou assustada. "Mas eles só estão me pagando para pegar um." Minha boca cai e me viro para encará-lo, mas só posso ver suas costas enquanto ele caminha na direção oposta. Eu corro até Bruce e digo o que o cara me disse. Ele me garante que vai manter seu olho nele. Ele tirou uma foto com seu telefone enquanto o cara estava falando comigo. Até o momento que chego

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à escola, sinto como se tivesse acabado de correr uma maratona. Acelero a caminhada através do campus e entrego a Aimée o seu café, agora gelado, antes de correr para o banheiro. Eu me tranco em uma cabine e tomo uma respiração profunda quando me inclino contra a porta. O que faço agora? O que você faz quando as pessoas que você ama podem estar em perigo? Eu chamo Mark e deixo uma mensagem. Sei que não posso dizer a Cole sobre o que aconteceu comigo hoje. Eu quero, mas não posso. Não o quero mais envolvido do que ele tem que estar. Sua vida já foi quebrada uma vez por causa dessas pessoas, e ele está finalmente começando a pegar as peças. Não posso deixá-los prejudicá-lo novamente. Só há uma coisa que posso fazer para protegê-lo, e o pensamento deixa a minha alma de joelhos. Cole chega em casa quando estou servindo nosso camarão salteado com arroz branco. Ele parece exausto, e minha mente está correndo quilômetros por minuto. Estou grata que terminei meus últimos trabalhos hoje, mas agora fico pensando que talvez tudo o que fiz foi para nada. Não recebi uma chamada de volta depois das informações específicas que dei a Mark - talvez eu devesse ter deixado uma mensagem. "Baby, o que está errado?" Cole pergunta, me tirando dos meus pensamentos. "Cole, precisamos conversar" digo trêmula. Ele derruba seus utensílios e põe os cotovelos sobre a mesa e arqueia a sobrancelha. "Eu tenho tido segundos pensamentos sobre tudo isso" digo quando eu aceno minha mão em torno do apartamento, antes de tomar uma profunda respiração para acalmar a minha voz. "Acho que talvez nós precisamos fazer uma pausa." Fecho meus olhos quando termino, porque não quero ver a expressão de dor em seus olhos que espero ver.

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Ouço as pernas de sua cadeira arrastar contra o piso de madeira, e abro meus olhos. Sua mandíbula está tensa, e ele parece lívido enquanto contorna a mesa, andando na minha direção. Não é o que eu estava esperando. Ele corre a mão pelo cabelo comprido - o cabelo cresceu para mim de novo, antes que ele comece a andar na minha frente. Ele para e me olha. "Por quê? O que causou isso?", ele pergunta, tenso. "É um monte de coisas. Eu só acho que talvez nós devemos fazer uma pausa e nos certificar de que nós queremos passar o resto de nossas vidas juntos" digo em voz baixa. Isto não está indo bem. Ele ri ondulando ambas as mãos no ar. "Nós só compramos este lugar juntos. Que porra fez você pensar isso agora?", ele rosna. "Cole, só preciso de tempo. Por favor. Me dá um tempo" digo em voz baixa e foco os olhos no prato de comida na minha frente. "O quê?", ele grita, me fazendo estremecer. "Você está... Oh, meu Deus, Blake. Juro por Deus, se você tentar romper comigo agora, vou perder a cabeça." Ele está gritando tão alto que posso ver as veias abauladas do seu pescoço. “Não, apenas uma pausa" esclareço fracamente. Ele se senta novamente na cadeira ao meu lado e coloca o rosto nas mãos, tomando respirações profundas. “Blake", ele diz calmamente. "Corrija-me se estiver errado, mas você já fez isso comigo uma vez antes. Eu não queria terminar com você, mas a deixei ir de qualquer maneira. Eu era jovem, e era estúpido. Não sou aquela criança mais. Você

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precisará de um melhor raciocínio desta vez. A razão real. E só para ficar claro, não dou a mínima para o que é, porque não vou deixar você ir. Ponto", ele diz me observando atentamente. Deixo escapar uma respiração profunda. "Alguém está me seguindo," digo, enquanto as lágrimas se formam em meus olhos. "E se estão me seguindo, estão assistindo todos ao meu redor. Não posso deixá-los tomar as pessoas que eu amo. Cole, já mataram a minha família. Eles deveriam ter me matado. Quase fizeram uma vez antes. Não posso deixá-los te matar” sussurro entrecortado. Ele se levanta e se ajoelha entre minhas pernas, antes de esmagar o meu corpo ao dele. Sinto seu corpo tremendo levemente sob o meu, e percebo que ele está chorando. "Sinto muito" sussurro. "Não", ele diz rispidamente. "Apenas não. Não diga porra nenhuma. Nunca tente me deixar novamente. Não posso Blake. Vou morrer antes de deixar algo acontecer com você, mas não me deixe porra. Por favor” ele implora. Eu começo a chorar com ele, e falo o que aconteceu comigo enquanto ele escuta em silêncio. Ele chama Greg e diz para arrumar alguém para cuidar dele e Becky e faz o mesmo para Aubry e Aimée. Eu deixei Cole fazer isso. Ele precisa se sentir como se estivesse no controle, e sei que isso o ajuda. Eu o deixo cuidar de mim, do jeito que sempre faço, porque almejo tanto quanto ele precisa me mostrar que ele pode fazer.

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Capítulo Vinte e Um Presente

Dizem que nós estamos todos apenas a um telefonema de distância de nossos joelhos, e hoje, aprendi a verdade nisso. Recebi um telefonema as cinco da manhã que me assustou o suficiente para saltar para fora da cama para responder. Qualquer telefonema antes das seis da manhã traz um sentimento terrível com ele. Sei que algo está errado quando olho para a tela, mas não tenho certeza se quero mesmo responder e encarar a realidade. Olho, e Cole ainda está em um sono perturbado. “Olá?" Eu me viro para coaxar fora. “Cowboy..." Aubry diz em uma voz rouca, e posso ouvi-lo tentando controlar seus soluços. "Maggie está morta." "O que? O que quer dizer?" Engasgo. "Ela está morta", ele geme alto. "Ela está morta! Atiraram nela!" Caio de joelhos e começo a gritar. Grito tão alto - toda a minha dor e agonia derramando para fora dos meus pulmões, que tenho certeza que acordei todo o meu piso. Cole se atira para fora da cama, corre para mim, e pega o telefone das minhas mãos trêmulas. Eu dobro e vomito todo o nosso piso de madeira, e fico em minhas mãos e joelhos tremendo furiosamente.

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Quando olho para trás, Cole está me olhando fixamente com a boca aberta, como se não pudesse acreditar no que acabou de ouvir. Eu me dou dez minutos para derramar a minha angústia e choro tão duro quanto posso. Quando olho para trás para o relógio, são 05:27. Eu me levanto, concentro-me em respirar, e levo o telefone de Cole, que está segurando-o com força, claramente, ainda em estado de choque com a notícia. Tento acalmar Aubry e dizer-lhe que vou cuidar de tudo e que nós estaremos lá em breve. Depois de me limpar, eu chamo e acordo Becky para lhe dar a terrível notícia. Faço uma nota na minha cabeça de flores, caixões e locais de sepultamento que eu vi e quis saber sobre ao longo dos anos. Começo a chorar de novo, silenciosamente, enquanto falo com o agente funerário. Maggie Parker foi encontrada morta com uma bala na cabeça. Maggie Parker - a mulher mais altruísta que já conheci. A mulher que nos criou sem perguntas. A mulher que nos ensinou a cozinhar, limpar, lavar roupa e tratar os outros como queremos ser tratados. A mulher que nos acolheu quando ninguém mais queria. A mulher que nos levou a festas e filmes e nos pegava tarde da noite e nunca se queixava. A mulher que nos manteve seguros e longe de problemas. Maggie Parker - a única mãe que nós três já tínhamos conhecido. Tiro. Morta. Morta a tiros em sua própria casa. Nosso Lar. Os vizinhos chamaram a polícia quando ouviram o tiro. Quando chegamos ao apartamento de Aubry e Aimée, ela nos recebe na porta e nos dá um longo abraço, expressando sua simpatia. Cole corre e detém Aubry em um abraço apertado, pois ambos lamentam a perda da maravilhosa mulher que os criou. Ela pode não ter legalmente adotado Cole, mas ela era sua mãe também. Coloco minhas mãos sobre a garganta e grito quando eu

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os vejo confortar um ao outro. Quando caio de joelhos, Aimée se ajoelha ao meu lado e me segura em seus braços, derramando suas próprias lágrimas silenciosas ao meu lado enquanto acaricia o meu cabelo. Sento-me de joelhos e choro em seu ombro, e a deixo me segurar mais apertado, até que Cole e Aubry caminham para nós e nós quatro nos abraçamos. Uma vez que nos compomos o suficiente, nós saímos fora para fazer a sombria viagem para a casa de Maggie. Quando chegarmos lá, a fita da polícia está em todo o lugar. A casa foi revirada, papéis em todos os lugares, móveis espalhados. Parece um assalto mal sucedido, mas nada foi levado. Eu ando na cozinha e sou transportada vinte e dois anos de volta, quando vejo as manchas vermelhas no chão. Pego na beira do balcão para me impedir de cair, e fecho os olhos para lançar meus sentimentos de lado. Um soluço estrangulado escapa quando eu abro os olhos e saio para a pia para pegar um par de luvas. Uma vez que as coloco, pego um balde de água e um esfregão e fico de joelhos. Quanto mais eu esfrego, menos posso ver o chão, mas não é porque as manchas de sangue estão saindo, é porque minha visão está tão turva, porque minhas lágrimas estão tornando impossível ver qualquer coisa. "Baby", Cole diz em uma voz triste. "Deixe-me ajudá-la." Ele fica de joelhos ao meu lado e tenta tirar o esfregão longe, mas eu arranco meus braços para longe dele. "Não!" Grito. "Eu tenho que fazer isso. Tenho que limpar! Isto é culpa minha!" Lamento quando o meu corpo treme violentamente. Ele me agarra pelos ombros e me sacode uma vez. "Olhe para mim!" Grita. Eu faço e tudo que vejo é a tristeza em seus olhos injetados de sangue, então eu fecho meus olhos. "Olhe para mim, caramba!" Meus olhos permanecem fechados quando

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balanço a cabeça teimosamente. "Olha. Para. Mim. Blake" ele repete novamente. "Eu não posso" digo, minha voz quase um sussurro. "Por favor. Por favor, olhe para mim", ele pede entrecortado quando deixa meus braços irem. Abro os olhos e sinto meu rosto torcer na agonia enquanto eu começo a chorar novamente. Eu jogo meus braços em volta do seu pescoço e soluço incontrolavelmente enquanto o aperto. "Sinto muito" digo entre soluços. "Me desculpe." Ele envolve seus braços em minha volta com força. "Baby, não é sua culpa. Nada disto é sua culpa. Por favor, não se culpe. Sei que seu coração está tão quebrado quanto o nosso. Ela era uma mãe para você também." "Oh Deus" digo enquanto meu peito arfa. "Por quê? Por quê? Por que ela? Por que isso continua acontecendo?" Nossos corpos tremem quando seguramos um ao outro, sentada sobre o sangue derramado do nosso ente querido, saboreando o cheiro de ferro e cloro, que agora permanece em torno da cozinha. Ele empurra e enxuga o rosto com a camisa de manga comprida antes de limpar o meu com os polegares e beijar minha testa. “Nós vamos ficar bem, baby. Deixe isso, vamos chamar uma empresa de limpeza para fazer isso” ele diz em voz baixa. Balanço a cabeça. "Não. Eu tenho que fazer isso. Deixe-me fazê-lo, por favor." Ele toma uma respiração profunda e acena com a cabeça lentamente. "Ok", ele concorda, "mas deixe-me ajudá-la."

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Não quero sua ajuda. Quero fazer isso sozinha, mas ele insiste em me ajudar, como sempre faz. Então, nós esfregamos juntos. Nós esfregamos até que a pele dos nossos dedos está descascando. Becky e Greg entram mais tarde naquela noite e todos nós confortamos uns aos outros, olhando para fotos de todos nós juntos e contando histórias sobre Maggie. "Você sabe que ela disse a Cole para ficar longe de você, certo?" Aubry diz, sorrindo tristemente. "O que você quer dizer? Quando? ", pergunto confusa. Eu nunca tinha ouvido isso antes. “Quando você chegou aqui da casa de Shelley. Ela sentouse com nós dois aqui embaixo, e ela disse que não estava preocupado comigo, porque ela não me via cobiçar você. Mas Cole, ela disse a ele... o que foi que ela te disse cara?" Aubry pede virando o rosto para olhar Cole. Cole solta uma gargalhada. "Ela me disse que se eu sabia o que era bom para mim, ficaria longe de Blake. Que ela viu a maneira que eu ficava olhando para ela e não tinha certeza se poderia lidar com uma adolescente grávida em sua casa", ele diz sorrindo. "Ela até disse que se eu tentasse correr atrás de você, ela encontraria outra casa para você morar." "O quê?" Grito. "Não posso acreditar nisso!" Aubry ri da minha reação. "Obviamente, ela estava brincando! Ela só não queria Cole tentando ter relações sexuais com você.”

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“Mas ainda! Ela nunca me disse nada disso" digo, franzindo a testa. "Não posso acreditar nisso. Ela parecia tão feliz quando nós finalmente começamos a namorar." Cole sorri brilhantemente. "Isso é porque eu pedi sua bênção na noite da festa de Halloween." Sorrio e enrugo meu nariz. "Você pediu sua benção para me arrastar para fora de uma festa, porque você me viu com outro cara e praticamente me obrigou a começar a namorar você?” Aubry, Aimée, Becky, e Greg riem coletivamente quando Cole ri silenciosamente e se levanta para se sentar no chão ao meu lado. Ele senta tão perto, que sou forçada a virar o meu corpo para encontrar o seu olhar ardente. Ele agarra ambos os lados do meu rosto enquanto suavemente acaricia minhas bochechas com os polegares. "Primeiro de tudo, aquele cara que você estava beijando era um idiota. Em segundo lugar, eu não a forcei a fazer qualquer coisa. Você me queria desde o momento em que entrou nesta casa. Você acha que eu não percebia a sua malicia cada vez que eu trazia uma menina de novo?", ele pergunta com uma sobrancelha levantada. "Por que você acha que eu continuei fazendo isso?", ele sorri quando minha boca cai aberta. "Eu sabia que você me queria, mas também sabia que você estava com medo de se envolver, então deixei você sozinha até que não pude ficar sem você." Ele se inclina e belisca meu lábio inferior antes de abrir minha boca e acariciar a minha língua com a sua. Por um momento, estamos perdidos em um mundo onde só ele e eu existimos. Onde ninguém pode nos prejudicar ou nos separar. Nós estamos no paraíso, até Aubry pigarrear alto, e nós voltarmos à realidade. “Você realmente trouxe todas essas putas para ter uma reação minha?", pergunto, examinando seu rosto.

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Ele dá de ombros em resposta. "Bem, essa não foi toda a razão, mas foi definitivamente uma vantagem." "Você é um idiota" digo, estreitando os olhos para ele e o empurrando para fora enquanto ele ri e abraça o meu corpo perto do dele. Dias depois do tiroteio, temos de lidar com os sentimentos do bairro. Fomos informados que Maggie era uma boa pessoa, que grande coração tinha, e que fez um trabalho incrível com a gente. Nós olhamos para o nada além de vê-la no caixão indo para o chão. Eu não sinto nada que parece como se meu corpo fosse explodir. Apesar de Cole aproveitar todas as oportunidades que pôde para se certificar que eu saiba que não sou o problema, não posso parar de culpar a eu mesma. Cole e eu tínhamos acabado de visitar Maggie e perguntar-lhe sobre nosso passado. Fomos vê-la depois que essas pessoas começaram a entrar em contato comigo, e estou pensando que provavelmente nos seguiram. A culpa está me comendo pouco a pouco, e não tenho certeza quanto mais vai tirar de mim até que esteja satisfeita.

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Capítulo Vinte e Dois Presente Um mês depois

Decidi abandonar meus problemas em viver com Cole, quando ele prometeu ter dois guarda-costas com ele em todos os momentos. Eu não podia suportar a ideia dele ser tirado de mim. A polícia ainda não tem pistas sobre quem matou Maggie. Eles continuam dizendo que podem ser membros de gangues na área. Eu chamei Mark e o perturbei por informações que ele jura que não tem e, por uma vez, não acho que ele está me escondendo nada. Decidi aceitar meu destino e dizer a aqueles que eu amo que os amo. Porque que inferno? Se eu morrer hoje, eles podem muito bem sabe disso. Todos os dias, eu chamo Becky e Greg e deixo que saibam que sinto falta dele e os amo. Quando abraço Aubry e me despeço de Aimée, digo-lhes o mesmo. Estou farta de viver com medo. E se vou viver com medo, então vou fazer isso direito, caramba. Desde que eles decidiram não me deixar fechá-los fora, vou deixá-los saber como me sinto. Só espero que o meu amor não os mate também. Eu sei que essas três palavras não têm culpa, contudo. Sou eu – minha presença. Sou contaminada. Todos os dias desde que Maggie morreu, faço questão de tomar a rota mais longa para casa. Quero aproveitar os edifícios, as árvores, os rostos, as flores coloridas que estão florescendo, e o sol batendo no meu rosto. Quero aproveitar o ar que tenho sorte o suficiente para respirar e valorizar as pessoas que tenho na minha vida. Ainda não decidi

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parar de procurar respostas, mas tenho que colocar isso em espera. Estou focando o exame de graduação que eu farei daqui a uma semana, que é mais importante para mim, por agora. Tenho em casa um cronograma de eventos da minha vida na minha caixa. Até agora, tenho um par de coisas preenchidas, mas nenhuma resposta concreta. Ando por aí consciente dos meus arredores, mas em alguns dias, como hoje, eu me deixo ir e me concentro apenas em andar. Bruce me observa de longe, e sou grata por ele. Quando chego em casa, encontro Cole embalando para a sua viagem a Nova York. Eu amo que ele adora seu trabalho, mas odeio que ele tem que viajar tanto por ele. Suas viagens são geralmente de um dia; raramente permanece em qualquer lugar durante a noite, o que me torna tola até para eu mesma, me preocupando com ele indo. Vou para a cozinha e faço um sanduíche e café para sua ida ao aeroporto. Ele se senta na banqueta na minha frente e me olha quando estou colocando tudo fora. “Case-se comigo" diz atrás de mim, me fazendo soltar os pacotes de frios da minha mão. Eu chicoteio ao redor, surpresa com ele. Ele ri, levanta-se e vem até mim. Abaixa-se e pega as embalagens de carne assada e queijo que eu deixei cair, e me entrega antes de voltar para me enfrentar novamente. Ele pega ambas as minhas mãos e beija a ponta do meu nariz. "Case-se comigo, Blake Brennan" ele diz, enquanto me olha com os olhos arregalados de esperança. Eu mordo meu lábio para não sorrir. "Você não vai ficar de joelhos?", pergunto silenciosamente, levantando uma sobrancelha. Nós conversamos sobre casamento antes, e ele jurou que ia para orquestrar a mais "épica" proposta suas palavras. Isto definitivamente não é "épico", não que eu

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precise disso. A forma como sinto que o meu coração está prestes a sair do peito, claramente, não preciso de nada mais extravagante do que isto. Ele inclina a cabeça e sorri. "Você está certa. Eu prometi épico." Balanço a cabeça lentamente. "Estou brincando! Não volte atrás!" "Oh, eu não vou voltar atrás, mas definitivamente quero fazer mais. Quero que você se lembre para sempre. Vou pensar a alguma coisa...", ele diz com suas palavras sumindo enquanto ele pondera. “Não! Adorei essa surpresa!” Ele ri. "Eu sei que você fez, baby, mas nem sequer tenho um anel ainda", ele diz, antes de me beijar suavemente. "E tecnicamente você nunca disse que sim, então eu ainda tenho outra tentativa. Vou vê-la hoje à noite." "Até logo. Eu te amo" respondo com um sorriso e um beijo alto. Ele sorri para mim. "Eu também te amo." Algumas horas depois que ele sai, Aubry aparece. Ele ainda está desembalando caixas, o que é absurdo. Ele encontra as mais engraçadas coisas de nossa adolescência e nos traz. Abro a porta para ele, e nós sentamos na sala de estar falando de Maggie por um tempo. A morte dela ainda é um assunto difícil, e ele está agora nadando duas vezes por dia, em vez da sua forma regular de uma hora no período da manhã. Ele diz que estar na água dá uma sensação de dormência, que é tudo o que quer, às vezes. “É chato perder sua mãe", ele diz enquanto deixa sua cabeça cair para trás no sofá.

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“Chato é uma palavra ruim para essa perda. Não acho que uma palavra forte o suficiente existe”, respondo, infelizmente, quando aperto sua mão na minha. "Eu sinto muito." Ele suspira e me olha. "Por favor, pare de dizer que sente muito? Você perdeu a sua também, Cowboy. Se você continuar culpando a si mesma, vou negá-la como minha melhor amiga", ele bufa. Estalo em gargalhadas. "Sério? Isso é mesmo possível?" Ele sorri e balança a cabeça. "Não, provavelmente não." "Então o que você achou dessa vez?" Pergunto-lhe quando cruzo uma perna sobre a outra. "Bem, isto", ele diz, sorrindo e me entrega nossos conjuntos de jogos Jax velhos. "Encontrei isso", ele me dá um envelope parecendo velho. "O que é isso?", pergunto com os olhos arregalados. "Oh meu Deus, Aubry. Não me diga que você tinha uma queda por mim todo esse tempo!" Grito. Ele joga a cabeça para trás e ri alto. "Porra, Cowboy, demorou tanto tempo para notar?", ele pergunta se divertindo. "Tenho o meu jogo! " Sorrio e reviro os olhos. "Realmente, o que é, entretanto?", pergunto examinando o envelope na minha mão. "É a carta que Cole me deu naquele tempo, você sabe, depois que fomos vê-lo? Na Duke?" Ele vê a realização cruzar meu rosto e balança a cabeça junto comigo. "Oh," é tudo o que posso responder. Não tenho certeza se quero ler isto – alguma vez.

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"Bem, pensei que agora que estão juntos. Você não vai morrer se ler. Ou você pode simplesmente jogá-la fora. Eu não quis tomar a decisão para você." "Você não leu?", pergunto surpresa. Ele inclina a cabeça e me dá uma olhada. "Claro que eu li, porra. Você me conhece?" Sorrio alto, porque Aubry é seriamente uma das pessoas mais sem noção que eu conheço. Depois que ele sai, jogo um casaco leve e decido ir para o parque por um tempo. Depois de caminhar ao redor e relaxar um pouco, olho para o meu telefone e vejo que são apenas 3:10. Sorrio e escrevo uma mensagem de texto rápido para Cole.

Eu te amo.

Eu faço isso, às vezes no meio do dia na esperança de apanhá-lo em um dia difícil. Não tenho certeza que o ajuda, mas gosto de imaginar o seu rosto sorridente quando ele lê. Pressiono enviar e me deito na grama. Ouço um ruído no meu bolso de trás e me lembro da carta. Eu sento e a levo para fora. O envelope está sem marca. Parece que ele foi através do inferno e voltou, em certo sentido, ele fez. Ouço o som do meu telefone com a resposta de Cole:

Eu te amo mais do que tudo. Sentado em uma reunião, planejando nosso compromisso épico.

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Sorrio em voz alta antes de colocar meu telefone ao lado e tirar a carta fora do envelope. Eu levanto minhas sobrancelhas para a visão da escrita bagunçada de Cole. Sua caligrafia definitivamente melhorou ao longo dos anos. Não sei por que minhas mãos estão tremendo. Não é como se essa carta fosse mudar nada agora. O pensamento não faz meu coração parar de perder o ritmo, apesar de tudo.

Baby, Espero que pelo tempo que você receber esta carta, não seja tarde demais. Espero que eu nunca tenha que dar isso para você em tudo. Espero que amanhã de manhã você desça e faça panquecas de chocolate comigo, como você faz todas as manhãs, e me diga que terminar comigo foi a coisa mais estúpida que você já fez. Espero que você me peça para voltar a ficar junto com você, porque eu o farei. E esquecerei o buraco que você fez no meu coração quando disse adeus. Eu sei que não vai acontecer embora. Você está presa em seus caminhos - como de costume. Você parece pensar que eu estaria perdendo alguma incrível experiência da faculdade se ficarmos juntos. Porra, eu te amo. Quando você vai entender isso? Não quero ter outra pessoa. Não há ninguém lá fora, que vai ser o que você é para mim. Ninguém nunca vai ser bonita o suficiente, inteligente suficiente, engraçada o suficiente, ou uma dor na minha bunda tão grande como você é. Você é a única que eu quero. Você é a única que já procurei. Espero que pelo tempo que você conseguir isso você não mude, mas se você fizer, saiba que eu não fiz, porque não vou seguir em frente. Nunca. Não sei mais como ser eu sem você. Não sei como acordar sem seus bons dias ou ir dormir sem suas boas noites. Eu não quero saber o que é isso. Não quero não te tocar quando eu te

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ver durante as férias. Não quero saber o que é compartilha-la com outra pessoa. O pensamento disso me deixa doente. Não consigo compartilhar você, Blake. Por favor, não me obrigue. Espero que quando você ler isso, esteja sentada ao meu lado, rolando seus belos olhos cinzentos para mim. Espero que você se incline e me chame de piegas por estar mesmo escrevendo esta merda. Espero que você me diga que sabe que pode fazer isso através de quatro anos de faculdade, mesmo se nós ficarmos separados, porque você sabe que eu não faria nada para machucála. Espero que você me peça para desistir da minha bolsa para Duke e ir para UC com você e Aubry - eu o farei num piscar de olhos. Estes próximos quatro anos sem você serão fodidos para mim. Por favor, não me faça passar por eles sem você. Por favor, diga que vai me levar de volta. Eu te amo. Eu te amo mais do que qualquer outra coisa neste mundo. Sempre vai ser você.

Eu te amo mais do que tudo.

Cole

Através das minhas lágrimas, eu mal posso entender as últimas linhas. Eu limpo meu nariz com as costas da minha mão e olho para a data no canto superior direito. 3 de agosto de 2005. Meus olhos se arregalam. Isso foi antes de nós irmos para vê-lo em Duke. Aquilo foi...

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Meu Deus. Meu estômago aperta mais uma vez. Esse foi o dia em que eu terminei com ele antes de sairmos para a faculdade. Por que ele não me disse nada disso? Fecho os olhos e deixo mais lágrimas derramarem. Eu gostaria de poder voltar para aquela noite, quando Aubry tentou me dar isso. Eu balanço minha cabeça. Não, não. Tudo teria sido diferente. Sim, nós desperdiçamos muito tempo, mas foi melhor. Estamos juntos agora, e nada pode quebrar nosso laço. Sorrio ao pensar, enquanto limpo as últimas lágrimas do meu rosto e puxo meu cabelo em um rabo de cavalo. Levanto-me e sacudo a grama presa no meu jeans antes de começar a andar para fora do parque. Enquanto procuro meu telefone para chamar Cole, ouço um som alto e gritos que me assustam. Estou com o telefone tocando na minha orelha enquanto olho na direção dos gritos. Sinto um forte puxão no meu braço que me faz perder o equilíbrio. Estou esperando que seja um mendigo grosseiro ou um bêbado, qualquer coisa, mas sou confrontada com alguém na minha frente. Ele está tão perto, e está segurando meu braço. Abro a boca - a ponto de gritar, e ouço Cole atender o telefone. O homem cobre minha boca mais ou menos com uma mão coberta de luva e ela parece como uma lixa. Através de meus gritos abafados, eu posso saborear a mistura de gasolina e de metal na boca. Estou chutando e puxando para baixo em seus braços fortes, e acidentalmente deixo meu telefone deslizar fora das minhas mãos. Meus olhos se arregalam freneticamente, quando sou arrastada longe de minha única fonte de comunicação. Olho em volta por Bruce. Onde está Bruce? Meu peito está arfando em respirações ofegantes e estou suando muito, mas não tem nada a ver com a luz solar que está batendo meu corpo. Ele vira meu corpo e me aperta mais forte em seu peito, esmagando minhas costelas.

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Um medo terrível paira sobre mim quando vejo que ele está me arrastando para uma van sem placa. Isto é, de repente muito familiar. Muito real. Demais. Ele coloca uma mordaça na minha boca, e sou finalmente capaz de dar uma boa olhada nele. Ele é um homem grande; eu nunca teria a menor chance contra ele. Ele tem o cabelo loiro curto e um olho azul e um olho castanho – feito de vidro. Estreito os olhos para ele e o amaldiçoo por ser tão mal. Através de seu olho de vidro, eu posso ver o meu próprio reflexo. Meus olhos parecem tempestuosos, certamente um reflexo do que está por vir. Seus olhos estão cheios de ódio que eu não entendo e quero perguntar a ele o que fiz para merecer isso. Eu choramingo quando ele me joga na van e puxa para cima a manga da minha camisa para me injetar algo - um calmante, estou supondo. Eu tento me esquivar da agulha, mas ele puxa meu corpo para baixo com as pernas, tornando impossível eu me mover. Ele me amarra firmemente com corda e fecha as portas com um estrondo. Eu tento torcer meu corpo dolorido, mas não posso me mover em qualquer lugar. Meus olhos piscam com força, e os sinto começando a se fechar. A luz do sol está desaparecendo através das janelas coloridas; está ficando escuro novamente. Controlo os olhos para não fechar. Eu tento forçá-los abertos. Penso em Cole e tento empurrar através dos efeitos do calmante. Não adianta, porém, a minha respiração está começando a relaxar, e meu peito não está mais pesado. Meus olhos começam a fechar - forçadamente, uma vez, duas vezes, em seguida, uma terceira vez. Abro uma última vez tentando procurar luz, mas sei que nunca vou encontrá-la, porque não há luz na escuridão.

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Darkness #1 There is No Light in Darkness - Claire Contreras  
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