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Disponibilização: Lizzie Tradução: Narjara, Regina e Beatriz Revisão: Bruna Revisão Final: Fabi Formatação: Eva


Como uma novata olímpica, Andie Foster passou muito mais tempo em seus treinos do que entre os lençóis. Durante 21 anos, suas noites de sexta-feira consistiram em bloquear chutes em vez de levá-los. Mas agora que desembarcou no Rio, ela está pronta para ver por si mesma se os rumores sobre a Vila Olímpica são verdadeiros:

Enquanto Andie caminha na linha entre o rumor e a realidade, ela é forçada no caminho de Frederick Archibald, um nadador olímpico condecorado e dono de um sotaque britânico sexy - muito ruim que ele não esteja disponível de uma forma que "é complicado" nem começa a explicar. Em outras palavras: fora dos limites. Não importa que ele tenha abs que possa trazer a paz para o Oriente Médio e um sorriso que faz com que a rainha core; Andie pretende manter completamente o seu foco no campo de futebol. Mas a vila Olímpica é pequena. Sufocante. Em todo lugar que Andie vai, Freddie está lá - sem camisa, molhado da piscina, e determinado a lhe mostrar um novo significado da frase "assuntos internacionais."


Nota aos leitores

Embora esta história seja independente, ela sobrepõe-se com o mundo criado pela primeira vez em Scoring Wilder.

Tenha em mente que, enquanto Scoring Wilder foi lançado há dois anos, The Summer Games: Settlingthe Score realmente acontece cinco anos após aquela história.

Divirta-se


Andie

Todo mundo já ouviu os rumores sobre a Vila Olímpica não os detalhes do mundo - das amenidades de classe e planos de refeições superalimentadas, mas os murmurinhos sobre os problemas que os atletas entram uma vez que estão fora das pistas e de folga. A comissão distribui preservativos como doces. Os atletas são todos maníacos loucos por sexo. Os jogos continuam muito tempo depois que as medalhas de ouro são entregues. Em 2000, as autoridades do COI 1 distribuíram 70.000 preservativos. Eles devem ter sentido as paredes balançando mais do que o esperado, porque supostamente pediram 20.000 a mais depois da primeira semana de competição. Para os jogos de Sochi2 e de Londres, eles aumentaram a estimativa para mais de 100.000 preservativos para os 6.000 competidores presentes. Se você fizer as contas, são 16 a 17 ‘luvas de amor’ por atleta para um evento que dura menos de um mês. Então, murmurinhos ou não, a mensagem é alta e clara: quando a chama estiver acesa, que comecem os jogos.

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COI – Comitê Olímpico Internacional. Shochi – Cidade resort na Rússia sede dos Jogos Olímpicos de inverno de 2014.

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Kinsley Bryant, a minha mentora na equipe de futebol feminino, me garantiu que todos os rumores sobre a vila eram verdadeiros. Ela competiu nos últimos jogos de verão e viveu para contar a história, mas isso era diferente. Seus primeiros jogos tinham sido na adequada cidade de Londres. Desta vez, estávamos no ensolarado Rio de Janeiro, no Brasil, uma cidade bem familiarizada com a libertinagem. No momento em que pisamos fora do avião, eu podia sentir a emoção no ar. Os turistas e atletas inundaram a alfândega. As multidões animadas, em frenesi, e falando um milhão de idiomas diferentes ao mesmo tempo. Fora do aeroporto, respirei fundo, tentando dar sentido ao circo. Os vendedores de rua gritavam chamando a nossa atenção ("Um belo colar para uma bela moça!") E motoristas de táxi prometendo baixas tarifas ("Nós levamos você aonde quiser ir. Barato! Barato!"). Meus primeiros cinco minutos na cidade se provaram coloridos, barulhentos e intoxicantes. "Por esse caminho, senhoras!" Disse a gerente da equipe, acenando com a mão para nos levar em direção a uma fila do serviço de transporte que estava esperando. Coloquei minha mochila no meu ombro e arrastei a minha mala atrás de mim. Eu queria tomar meu tempo e absorver tudo, mas eles já estavam nos dividindo em grupos e nos empurrando para as vans. Nós estávamos indo em direção a Vila Olímpica e meu corpo cantarolou com entusiasmo. Qual seria a sensação? Será que eu ainda seria capaz de andar fora do meu quarto sem dar de cara com o überdong3 de algum jogador de alemão de rugby? Eles estariam atirando preservativos pra gente com um canhão de camisetas, como nos jogos de basquete, ou haveria um atendente em cada quarto com uma bandeja de prata cheia de magnums4? "Boa tarde, aqui está à chave do seu quarto e algum lubrificante." Certamente eles seriam mais discretos do que isso.

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Überdong – preferi deixar em alemão como no original já que ela faz uma piadinha falando de dar de cara com o pau do jogar de rugby alemão. 4 Marca de camisinha.


"Se tivermos que sentar por muito mais tempo, minhas pernas vão murchar e eu não vou ser capaz de competir," disse Kinsley, me tirando dos meus pensamentos obsessivos. Ela virou-se de seu assento na fila do meio e olhou para nós três espremidas na parte de trás da van. Nina, outra novata, sentou-se ao meu lado, fazendo silenciosamente um Sudoku. Michelle estava do outro lado dela, verificando seu telefone. Até agora, as duas provaram ser colisões em um registro. Eu já havia tentado tirá-las de sua concha durante o longo voô de LA, mas foi inútil. "Eu concordo," disse Becca, virando-se e apoiando os cotovelos na parte de trás do seu assento. Kinsley e Becca eram veteranas na equipe, mas, naquele momento, pareciam duas detetives prestes a nos interrogar. "Eu acho que precisamos de algo para nos entreter até chegarmos à vila." Kinsley sugeriu uma rodada de foder-casar-matar 5 , mas uma vez que faltavam nas novatas as tendências homicidas e matrimoniais, acabamos apenas escolhendo com qual atleta íamos transar se a oportunidade surgisse. "E você?" Kinsley me sobrancelhas para dar ênfase.

perguntou,

balançando

as

Eu sorri. "Desculpe, não tenho um catálogo-de-pau." Eu imaginei que haveria rapazes de boa aparência de sobra passeando pelos jardins e não teria que me preocupar em preparar uma lista de ‘pegar e largar’ de antemão. "Acho que sou antiquada." Ela arqueou uma sobrancelha. "Sério, nenhum cara vem à mente?" Dei de ombros. "Eu tenho certeza que vou encontrar um em breve."

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Uma brincadeira aonde alguém escolhe três pessoas e você decide com qual delas você mata, fode ou casa.


"Buuu! Você é péssima," Becca entrou na conversa. "Quem é a próxima?” "Freddie Archibald!" Michelle exclamou, finalmente olhando para cima de seu telefone. "Mmm Freddie,” Nina concordou, parando seu jogo Sudoku tempo suficiente para olhar melancolicamente pela janela. Eu torci o nariz. "Quem é esse?" "Ele é nadador da Grã-Bretanha," Michelle explicou com um olhar de horror em seu rosto. Aparentemente, eu já deveria saber quem ele era. "Seu nome completo é Frederick Archibald e ele é como realeza britânica ou algo assim. Pacote total.” Com um nome como esse, eu imaginei um príncipe metidinho com uma vara real em seu rabo. "Ok, então, e vocês duas? Quem vocês escolheriam?” Perguntei, virando o jogo para Kinsley e Becca. Kinsley acenou com a mão esquerda com o grande diamante em seu dedo anelar. "Desculpa, não posso jogar se já ganhei." Eu ri e revirei os olhos. Kinsley era casada com Liam Wilder, um deus do futebol e um assistente técnico da nossa equipe. Eles se conheceram quando Liam começou a treinar sua equipe de futebol da faculdade antes dos últimos Jogos Olímpicos. Becca também era casada com um jogador de futebol e um dos antigos companheiros de Liam, e entre os quatro, eles eram um grupo bastante fotogênico. Toda vez que eu passava no caixa da mercearia, havia uma revista de esportes com pelo menos um dos seus rostos estampados na capa. Quando eu tinha sido convocada para a Seleção Feminina, eles entusiasticamente me adotaram em seu quarteto temível. Mudar-me de Vermont para Los Angeles tinha sido uma transição difícil, especialmente quando combinada com os treinamentos para as olimpíadas, mas Kinsley e Becca tinham assumido o papel de irmãs mais velhas que nunca havia tido, mas sempre quis.


"Então esses anéis significam que vocês não podem ir a uma festa comigo esta noite?" Perguntei com um sorriso malicioso. Kinsley estreitou os olhos. "Do que você está falando?" "Os nadadores brasileiros me enviaram mensagens no Facebook. Eles estão organizando uma festa temática e eu estava pensando em ir.” "Não conte comigo," Nina disse. "Jetlag." Michelle concordou. "O mesmo aqui.” Chocante. Becca e Kinsley trocaram um olhar preocupado sobre meus planos de festa, mas isso não foi surpreendente. Ao longo dos últimos meses tentei convencê-las de que eu era uma adulta, mas elas ainda me viam como a novata de olhos arregalados de Vermont. Entendia a preocupação; não tenho muita experiência com festas e só viajei para o exterior durante os jogos de qualificação de alguns meses antes. Para não mencionar, nós todas fomos alimentadas com a mesma lenga-lenga sobre os índices de criminalidade do Rio de Janeiro durante um seminário sobre ‘Segurança nos Jogos’, mas eu não estaria andando sozinha pelas ruas à noite. "Desde que se mudou para LA, você tem sido como uma irmãzinha para mim," Kinsley tinha dito no caminho para o aeroporto. "Eu me sinto responsável por você." Tecnicamente, eu era a irmãzinha de Kinsley no time de futebol, e embora apreciasse sua preocupação, eu estava pronta para viver um pouco. Por muito tempo eu tinha focado toda a minha energia no futebol, mas teríamos uma semana até o nosso primeiro jogo e estava pronta para ver por mim mesma que tipo de maldade a Vila tinha para oferecer.


Viva Brasil!

A VILA estava distribuída em sete condomínios arranhacéus e apartamentos alinhados ao longo de uma estrada principal. O serviço de transporte nos levou para a entrada do nosso prédio e eu contava as comodidades ao longo do caminho. Tinha uma loja de café ao lado de uma loja de flores. Cafeterias foram espalhadas entre um consultório médico e um centro bancário, um salão de beleza e uma agência de correios. Tudo o que poderíamos precisar estava a uma curta distância. Chegamos a uma faixa de pedestres e nosso transporte parou para deixar as multidões atravessarem na nossa frente. Isso parecia o primeiro dia em um campus universitário. Os atletas saíram de carros e vans ostentando as cores do seu país. Todo mundo estava carregando o peso de suas malas e mochilas, cansados de horas de viagem. Estávamos todos lá para trabalhar duro e representar nossos países nos jogos, mas agora que estávamos todos misturados, havia uma corrente de excitação no ar. "Lá está ele!" Michelle gritou, batendo o dedo contra sua janela. "Freddie! Olhe!" Eu segui seu dedo, tentando discernir um atleta britânico em toda a loucura. "Onde?" Perguntou Kinsley, empurrando Becca para chegar à janela. "Esse é o meu peito, idiota. Saia!" Becca disse, empurrandoa de volta. Tentei encontrá-lo, mas a calçada parecia uma explosão de cores. Os atletas estavam tecendo entre si e no segundo em que identifiquei o que parecia ser alguém que ostentava as cores britânicas, eles desapareceram de volta na multidão.


"Eu não o vejo!" Michelle gemeu. "Ali! Ele é o cara alto com o cabelo castanho!" "Certo, Michelle, porque isso realmente ajuda," disse Kinsley, desistindo e voltando para o seu assento. Eu ri, preparada para desistir também, mas, em seguida, Michelle gritou e apontou para a janela da frente. "ALI! ELE ESTÁ BEM ALI!" Eu me entalei entre Becca e Kinsley e congelei conforme Freddie apareceu, enquadrado no centro do para-brisa, enquanto atravessava a rua. Deus salve a rainha. "Droga," Nina sussurrou, agarrando os dedos no meu braço para que ela pudesse se empurrar para cima para obter uma melhor visão. Droga não começava a descrever. Droga era uma palavra para os camponeses feios. Este Freddie? A visão dele pedia um empolgante "Céus!" com um tom educado de "uma nova calcinha, por favor." Seu rosto era tão bonito que eu pisquei três vezes antes de deixar-me acreditar que estava olhando para um ser humano vivo e real. "Olha pra sua mandíbula," disse Nina em reverência. "Olha pra aqueles lábios," Michelle sussurrou. "Ele é tão alto," Nina respondeu. "Oh meu deus... ele é muito melhor na vida real." Tentei ignorar suas avaliações para que pudesse avaliar suas características eu mesma. Ele tinha um rico cabelo castanho e um par de olhos que pareciam ser alguns tons mais claros. Caramelo. Sua pele era bronzeada e bem barbeada e qualquer pessoa com um par de olhos podia ver os músculos escondidos debaixo de sua camisa de botão. Mas, para mim, era o sorriso se espalhava lentamente que ele destinou a assessora de imprensa


levando-o pelo outro lado da rua. Esse foi o momento em que o meu estômago virou. "Eu esqueço," disse Becca, virando-se para olhar para nós três no banco de trás. "É 'Os britânicos estão vindo' ou 'Os britânicos estão me fazendo vir6’?” Kinsley riu. "Nós nunca deveríamos ter independência. Você acha que podemos voltar atrás?"

declarado

"Onde vocês acham que ele vai?" Michelle perguntou, ignorando-as completamente. "Provavelmente para uma entrevista," Nina respondeu. Não havia dúvida de que ele tinha a aparência para a TV, mas mais do que isso... ele era intrigante. Frederick Archibald era uma entidade e enquanto o ônibus arrancava, eu olhava para ele através da janela e me perguntava se talvez Michelle e Nina estavam certas. Havia definitivamente algo sobre Freddie Archibald, e se eu fosse fazer uma lista de atletas sexy no Rio, ela começaria com ele.

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No sentido de fazer gozar


Freddie

“SEJAM BEM VINDOS AO GOOD Morning America. Eu sou Nancy Rogers, estou acompanhada esta manhã por Frederick Archibald, o enigmático nadador britânicoco que não tem nada menos que dezesseis medalhas de ouro em seu currículo." A câmera me marcou e acenei para o público. As luzes do estúdio tornaram difícil para ver cinco pés do meu rosto, mas eu podia distinguir Thom, meu companheiro de equipe, de pé ao lado do câmera dando uma risada. "Bem-vindo ao show, Freddie," Nancy continuou, inclinando seu corpo em minha direção. "Quando você chegou no Rio?" "Há apenas dois dias, na verdade. Voei com alguns dos meus companheiros de equipe." “Eu pensei que vocês teriam apenas nadado até aqui! Estou brincando, é claro!" Ela riu, tirando isso do poço de entusiasmo fabricado apenas para apresentadores da manhã de meia-idade. Respirei pacientemente antes de oferecer um pequeno sorriso. "Isso seria um pouco frio." "Bem, no entanto," ela começou, olhando meu físico. "Tenho certeza de que você teria sido capaz. Seus exercícios devem ser muito cansativos." Ela está dando em cima de mim? "Conte-nos,


você planeja quebrar os recordes que você estabeleceu durante os Jogos de Londres?" Puta que pariu, tinha esquecido os tipos de perguntas que eles fazem nos Estados Unidos. O que ela achou que eu queria fazer? Perder? "Você está certa Nancy. Esse é o plano," eu disse, inexpressivo. Ela sorriu, uma espécie de sorriso falso que deixou o seu rosto terrível. "Você sabe, Freddie, sua reputação definitivamente o precede – mesmo ‘do outro lado do Atlântico 7 ’," ela deu uma risadinha. "Você é conhecido por todos como o‘bad boy’ da natação." A câmera deu zoom no meu rosto enquanto eu olhava para Nancy e franzia a testa. "Isso foi uma pergunta?” Ela gaguejou e ajustou o microfone da lapela de seu blazer. Eu não estava fazendo a entrevista fácil. Foram trinta segundos e eu estava fazendo uma tentativa com ela, mas não havia nenhum ponto em dançar ao redor disto. Eu não gostava da imprensa. Não queria fazer entrevistas. Minha agente tinha insistido que eu desse a entrevista, então era isso que ela conseguiria - dez minutos estranhos no ar. "Você está certo. Que tola eu sou. Eu queria perguntar, como é a sensação de ser o 'bad boy' da natação?" Eu ri. "Você terá que perguntar ao meu amigo, Thom. Ele conversa com as senhoras muito mais do que eu." Era uma mentira, mas eu precisava de alguma forma de distração. Quem realmente se refere a alguém como o bad boy da natação? Eu nunca transaria novamente se andasse dizendo isso.

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Do original ‘acrossthepond’ que traduzido literalmente seria ‘ do outro lado do lago’. Ela faz uma referência jocosa ao Oceano Atlântico que, no caso, separa os EUA e a Grã Bretanha - país do Freddie.


"Oh, eu tenho certeza que você está sendo modesto." Eu não respondi e ela teve que mexer em seus cartões de sugestão para encontrar a próxima pergunta. "Uhh, Freddie..." ela gaguejou, olhando para a câmera provisoriamente antes de virar para mim. "Já se passaram quatro anos desde os seus últimos Jogos Olímpicos e entendo que muita coisa mudou para você desde então. Você se importaria de entrar um pouco nos detalhes sobre o anúncio de seu-" Eu balancei a cabeça para cortá-la. Sabia que minha agente tinha passado uma lista específica de temas que estavam fora dos limites. "Nancy, esta entrevista deveria ser sobre natação." Ela sorriu mais largo. "E vai ser! Eu prometo, é só que os nossos telespectadores estão morrendo de vontade de saber quais são seus planos com a bela Caroline.” Levantei-me e peguei o meu microfone. "Desculpe Nancy. Até minhas provas serem realizadas em algumas semanas, meu foco será na piscina e em nenhum outro lugar." Eu passei meu microfone para o câmera enquanto eu caminhava para fora do estúdio. Thom não iria parar de rir até que estivéssemos lá fora - o idiota. Eles provavelmente não poderiam expor o segmento. Foi menos de dois minutos, mas não me importava. Os meios de comunicação eram abutres. Eles escreveriam o que quisessem, mesmo que eu fingisse ser um cavalheiro bem-educado ou não. "Freddie, você acha que vai tentar nadar ainda mais rápido desta vez?" Thom ecoou, fazendo a sua melhor imitação de Nancy. "Exatamente!" Eu ri e empurrei o seu ombro. "Claro que estou aqui para quebrar meus malditos recordes." "Será que você realmente quis dizer o que disse a ela?" Ele parecia preocupado. "Sobre se concentrar apenas na piscina?"


"O que? Você já tem planos para nós ou algo assim?" Perguntei, estendendo a mão para o meu celular. Já havia três chamadas não atendidas da minha agente - ela ia querer me repreender por sair da entrevista, mas pulei elas, contente por ignorá-la. "Há alguns nadadores indo para o lugar de Brian, mas acho que nós deveríamos parar nesta festa que os nadadores brasileiros estão tendo. Os caras tem um tema e tudo." Soava ridículo. "Qual é o tema?" "Diz 'Cubo de Rubik8’ no convite do Facebook." Fiz uma pausa e me virei para ele. "Eles estão zoando?"

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Cubo mágico.


Andie

ESTÁVAMOS no Rio apenas por algumas horas, mas Kinsley, Becca e eu já tínhamos começado a nos estabelecer no lugar. Nós estávamos compartilhando um apartamento no mesmo andar com o resto da equipe e, embora cada uma de nós tivessemos o nosso próprio quarto e banheiro, provavelmente estaríamos grudadas pelo quadril o tempo todo. Mesmo assim, elas se sentaram no meu quarto me olhando remexer através das minhas roupas em vez de desembalar suas próprias coisas. "O que exatamente é uma festa Cubo de Rubik?" Perguntou Becca. "É simples: todo mundo usa diferentes cores - camisa vermelha, short azul, meias verdes, seja o que for - e uma vez que você chega a festa, você tem que trocar de roupa com as pessoas até que você esteja vestindo tudo da mesma cor." Kinsley desdenhou. "Soa como uma desculpa para ver as pessoas em suas roupas de baixo." Joguei minha bagagem na minha cama. "Sim, mas esse não é basicamente o sentido da vida?" Eu não tinha que olhar por cima do meu ombro para saber que elas estavam trocando um de seus olhares preocupados de marca registrada. Elas não estavam acostumadas a ver esse meu lado. Em L.A., eu não tinha saído muito, mas isso foi porque o meu


dia inteiro – das 6h da manhã às 18h da noite - tinha sido dedicado ao futebol. "Vocês têm alguma roupa roxa ou laranja que possam me emprestar?" Perguntei, pegando uma regata azul e combinando com um short vermelho. Havia bastante vermelho, branco e azul recheando a minha mala para durar uma vida. Eles basicamente bombardearam a gente em massa assim que fomos chamadas para a seleção. "Eu acho que isso ficará melhor," disse Kinsley, pegando atrás de mim um casaco branco gigante que eu tinha embalado como uma reflexão tardia. Era tecnicamente inverno no Rio, mas parecia mais com o verão moderado de L.A. Ela colocou o casaco sobre a parte superior da regata azul e, em seguida, me deu um sorriso orgulhoso. "Sim, olha. Ficou adorável." Dez minutos depois, eu tinha a roupa que queria usar: regata azul, short vermelho, meias brancas até os joelhos e um boné amarelo que peguei no aeroporto. Tinha Rio de Janeiro escrito em toda a frente em letra cursiva. Além desta roupa, Kinsley e Becca tinham estabelecido as suas escolhas para mim: calças de faixas pretas que cobriam cada polegada de pele do meu umbigo até os meus tornozelos, o casaco branco e um lenço vermelho que deveria ser usado como uma burka. "Oh, e você pode manter as meias brancas," disse Kinsley, como se ela estivesse me fazendo um grande favor. Becca assentiu. "Sim, e talvez apenas usar o chapéu sobre o lenço?" "Eu acho que posso lidar com isso daqui." Comecei a conduzi-las até a porta, acenando meus braços para trás e para frente então elas se tocariam. "Vocês já ajudaram o suficiente." Depois que elas saíram, usei a minha mala como uma barricada na porta. Troquei-me rapidamente, soltei o meu cabelo


loiro de seu rabo de cavalo e o sacudi. Solto, em ondas longas enquadrando o meu rosto, e quando coloquei o boné para trás, ele realçou os meus traços femininos. Eu sorri para o meu reflexo bronzeado no espelho do banheiro. A primeira noite no Rio ia ser boa. "ANDIE! Deixe-nos entrar!" Kinsley gritou, batendo na porta do meu quarto. Ou não. Peguei meu telefone da minha cama, empurrei minha mala para o lado e abri a porta para encontrar Kinsley e Becca trocadas e prontas para a festa. Não. Apenas não. Elas pareciam absolutamente ridículas combinando trajes de trilha vermelhos da Adidas, chapéus pretos e óculos de sol. Ou elas acabaram de sair de um set de vídeo dos anos 80 ou eram agora oficialmente parte da minha equipe de segurança. De qualquer maneira, não ia a lugar nenhum com elas. "Que diabos, pessoal? Eu não estou entrando na festa com vocês duas vestidas desse jeito." Elas me seguiram para fora do condomínio, ajustando seus chapéus e assegurando-me que elas se misturariam muito bem. Eu sabia melhor. Claro que elas ainda eram sexy, confiantes, jogadoras de futebol de arrebentar, mas tinham perdido um pouco daquela vantagem. Uma vez que Liam e Penn tinham ‘colocado anéis nelas’, não havia mais nada para impedi-las de se tornarem adultas. (Elas literalmente ficam animadas com uma noite de sexta-feira gasta assistindo reprises de Parks and Rec9 antes de ir para cama às 21h). "E seus maridos?" Perguntei, buscando algum motivo legítimo para impedi-las de virem comigo. "Certamente eles não querem vocês duas se misturando com um grupo de solteiros."

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Seriado Americano Parks and Recreations


"Enquanto você está correta em sua avaliação de que eu ainda ‘tenho isso’,” disse Kinsley gesticulando para seu agasalho vermelho brilhante. "Quero que saiba que Liam confia em mim e me fez prometer que não iria deixá-la ir sozinha." Eu gemi. Liam também?! Quantos pais eu tinha nesta viagem? Tentei andar mais rápido, esperando que, se eu desse quatro passos para cada um dos delas, eventualmente as perderia. Não tive tanta sorte. Elas pegaram o ritmo e ligaram os braços comigo, me acorrentando com sucesso, para o meu constrangimento. "Isso vai ser divertido!" Becca disse com um pequeno pulinho. "Noite das meninas!" Kinsley assentiu. "Não temos treino até amanhã ao meio-dia, portanto, deveremos ser capazes de nos soltar." Kinsley e Becca eram apenas quatro anos mais velhas que eu, mas quando chegamos na festa, senti como se estivesse entrando com os meus pais. "Whoa, uma bola de discoteca10!" Disse Becca, puxando-nos através da porta. "Quem embala uma maldita bola de discoteca para as Olimpíadas?" Os nadadores brasileiros nos conduziram para dentro com grandes sorrisos. "Boa noite, senhoras," disse um deles com um Inglês treinado e um forte sotaque. "Desculpa! Liam Wilder já colocou um anel," disse Kinsley, acenando com a mão esquerda no ar como Beyoncé. Becca fez o mesmo, e uma vez que elas tinham apertos de morte nos meus braços, eu não podia escapulir. Seus anéis de casamento

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formavam um verdadeiro campo de força de castidade em torno de nós que ninguém pareceu notar, além de mim. "Devemos pegar um pouco de ponche?" Perguntou Becca. "Nós realmente deveríamos estar bebendo somente água tão perto de competirl" disse Kinsley. Querido Deus, eu precisava ficar longe delas. "Gente, vou ao banheiro," eu disse, deslizando para fora dos seus apertos. Becca pareceu alarmada, como se a necessidade de fazer xixi foss uma admissão de alguma culpa por dizer. "Oh, todas nós devemos ir?" "NÃO!" Gritei, depois baixei a voz para um sussurro. "Eu, uh... Eu preciso fazer cocô." "Oh, alguém está neerrrvvosssaaa," disse Kinsley com um sorriso cúmplice. "É sua primeira festa olímpica, é claro que seu intestino está nervoso Kins!" Becca riu. Fechei os olhos, respirei fundo duas vezes, e depois rapidamente dei um sorriso falso. "Honestamente, estou tão feliz que vocês vieram comigo. Só vou até o banheiro e quando voltar, nós podemos festejar juntas o resto da noite." O meu discurso falso tirou-as do meu caminho, tanto que elas me deixaram ir ao banheiro sozinha; com vinte e um anos de idade, nunca pensei que seria um problema. Felizmente, o segundo que estava fora de vista, finalmente vi a festa pelo que realmente era: um playground. Os Brasileiros tinham um apartamento que era pelo menos o dobro do tamanho do nosso. A sala estava cheia, de parede a parede com Afrodites e Adônis multinacionais. Kinsley e Becca estavam escondidas no hall de entrada, e enquanto teci através da festa tentando encontrar um banheiro que realmente não


precisava, percebi que não seria difícil evitá-las durante o resto da noite. Todos estavam gritando sobre a música, e eu não conseguia distinguir um sotaque do outro. Peguei de passagem palavras em Inglês, mas no momento em que me virei, não poderia dizer quem havia dito o quê. Consegui passar por um agitado grupo de rapazes que estavam bloqueando o meu caminho para a mesa de bebidas, mas escapei principalmente sem ser notada, graças as suas estaturas gigantescas. "Ei! Aonde você vai?" Perguntou um deles com um sotaque pesado enquanto eu tirava uma cerveja da mesa e tentava escapulir de volta para a loucura. "Oh." Eu ri. "Apenas pegando uma bebida." Eu balancei a lata para trás e para frente e todos eles irromperam em sorrisos. Claramente, eles aprovaram o álcool. Entre a sua estatura e barbas espessas, pareciam um grupo de vikings que havia acidentalmente viajado no tempo até 2016. Um deles estava com uma camisa de rugby que parecia grande o suficiente para cobrir todo o meu corpo, o que fazia todo o sentido. Eles eram definitivamente parte de uma equipe de rugby. "Certo, vocês se divirtam," eu disse, tentando passar por eles. O que estava mais perto de mim, um gigante com uma barba vermelha que se estendia para baixo de seu queixo - me deu um tapinha no ombro. Meus joelhos se dobraram sob o peso. "Fique! Beba!" Ele gritou. Eu pensei sobre isso por um segundo. Bebendo com um grupo de jogadores de rugby turbulentos realmente não tinha estado na minha ideia para a noite, mas se estivesse presa com os Vikings, Kinsley e Becca nunca seriam capazes de me encontrar. Examinei-os novamente, e largos sorrisos atrevidos voltaram para mim. Dentes tortos ou ausentes como o esperado, mas eles pareciam bastante inofensivos - contanto que nenhum


deles batesse no meu ombro de novo. Isso literalmente parecia como ser atropelada por carro. Dez minutos mais tarde, - os detalhes eram vagos - Gareth (cara barbudo) me tinha içado sobre seus ombros e estava desfilando comigo ao redor da festa como uma piñata. Seus companheiros de equipe formaram um amontoado11 em torno dele, e todos eles me ensinaram uma música de bebida, uma daquelas que soavam como emprestada de piratas na era vitoriana. “What will we do with a drunken sailor? What will we do with a drunken sailor? What will we do with a drunken sailor early in the morning?”12 Eu realmente não sabia a letra, mas estava cantando junto com eles no topo dos meus pulmões mesmo assim. What shall we do with an all-i-gat-or? Something-something drunk James Taylor… EARLY IN THE MORNING!”12 Eu gritava, inclinando para frente e para trás sobre os ombros de Gareth. Bebi duas cervejas e o álcool balançava no meu estômago da pior maneira possível. "Continue Lassie," disse Gareth, inclinando a cabeça para trás para olhar para mim. "Meu Deus! Você acabou de me chamar de Lassie!" Eu joguei minha cabeça para trás para rir, o que, em retrospectiva, não foi o movimento mais genial. Jogando meu peso para trás fez com que Gareth perdesse o equilíbrio. Imagine um 11

No original “scrum” que é um arranjo de jogadores em um jogo de rugby, quando todos eles se apertam juntos para tentar conseguir a bola.

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Deixei em inglês pela para manter o sentido. Como ela não conhecia as palavras, estava cantando conforme o que ouvia. "O que vamos fazer com um marinheiro bêbedo? O que vamos fazer com um marinheiro bêbedo? O que vamos fazer com um marinheiro bêbedo no início da manhã?" "O que vamos fazer com um all-i-gat-or? Algo, algo bêbado James Taylor ... no início da manhã! "


guaxinim embriagado sobre os ombros de um urso. Claro, ele pesava cinco vezes o meu peso, mas não poderia contrabalançar o meu peso e antes que percebesse, eu estava indo para o chão em câmera lenta. Houve um momento distinto quando pensei, isto é onde um homem sexy me pegaria se eu fosse uma princesa da Disney. Esse pensamento foi concluído na mesma hora em que colidi com o chão com um barulho e o ar foi expelido dos meus pulmões. A música desapareceu e as risadas morreram enquanto as pessoas formavam um grande círculo em volta de mim. Será que eles pensavam que eu estava morta ou algo assim? Espere, estou morta? Pisquei, e depois de novo, tentando compreender definitivamente que ainda estava viva. As luzes do teto balançaram para frente e para trás, mas poderia ter sido os anjos me chamando para o céu, ou sabe lá, o inferno, já que é honestamente onde eu estava indo por mentir para Kinsley e Becca sobre a necessidade de fazer cocô. Um rosto se inclinou sobre mim, bloqueando a luz celestial (ou infernal). Peguei olhos caramelo, cabelo escuro, uma mandíbula definida, e um par de lábios sonhadores. Era Deus? Ou… "Você é o diabo?" Perguntei, a cabeça flutuante. "Porque juro que eu ia parar de mentir muito em breve." O rosto sorriu e me concentrei nos lábios que tinha estado em movimento e agora se estendiam por um rosto muito bonito. Se Satanás era tão bonito, eu provavelmente seria capaz de lidar com o negócio da condenação eterna. "Tudo bem, vou te levantar. Basta dar um grito se algo doer," disse o diabo com um sotaque britânico muito bonito. Ele envolveu as mãos em volta dos meus ombros e me levantou para uma posição sentada. Eu podia respirar de novo, e


não senti nenhuma dor. Bati em meus cotovelos e na minha cabeça. Achei que tinha conseguido cair muito graciosamente, como a princesa que eu tinha imaginado anteriormente. "Tudo bem?" A voz britânica perguntou de novo, vindo me encarar. A cabeça balançando estava ligada a um corpo muito, muito bonito. Levei meu tempo verificando ele até chegar a seu rosto novamente e percebi que reconheci o diabo. "Você é Frederick Archibald," eu disse com uma voz pequena, chocada. "Eu prefiro Freddie-" Um sorriso lento tomou conta do meu coração, na mesma hora Gareth correu para mim. "Lassie!" Gareth gritou. "Sinto muito, mas você é muito escorregadia!" A equipe de rugby estava toda lá ao redor de mim, provavelmente aguardando a minha dica para fazer um funeral Viking adequado. Eu acenei e me empurrei para levantar. "Eu estou bem, realmente." Meu pulso doía, mas não era da queda. "Eu juro." Por mais cinco minutos eles pegaram meus braços me virando para confirmar que eu não tinha um osso saindo ou algo assim. "Eu acho que ela está bem," disse Freddie, pairando logo atrás dos caras do rugby. Olhei para cima e sorri, finalmente conseguindo a minha primeira olhada real para ele. Ou ele estava roubando a minha respiração, ou eu tinha mentido sobre estar bem mais cedo. Se eu tivesse perfurado um pulmão? Desalojado meu coração? A equipe de rugby concordou que eu era mais forte do que parecia, ou que eu precisava de um outro robusto. De qualquer


maneira, eles se foram e fiquei de pé a poucos metros de Freddie, tentando pensar em algo espirituoso para dizer. Ele estava vestindo calça jeans e uma camiseta vermelha. Eu não poderia dizer qual era a cor da sua boxer, mas se trocasse minhas calças com as suas, estaria um passo mais perto de completar o meu cubo de Rubik. "Sentindo-se melhor?" Ele perguntou, dando um passo em direção a mim. Eu sorri. "Sim, mas preciso que você tire as calças."


Freddie

“VOCÊ PRECISA DAS MINHAS calças?" Perguntei, confirmando que ela tinha, de fato, dito o que pensei que ela tinha dito. Esta menina era bonita, mais do que bonita, na verdade. Sua camisa azul subiu cerca de uma polegada na sua barriga, e uma olhada para suas longas pernas provou que ela praticava um esporte em qual corria – muito. Seus olhos cinzas azulados eram difíceis de ignorar, mesmo com o boné amarelo cobrindo metade deles. Ela parecia aquele tipo de garota americana com as quais os caras sonham: cabelos loiros claros e pele beijada pelo sol, como se tivesse acabado de sair da praia. Eu me convenci que essa era a razão pela qual eu não a deixava sozinha. Ela tinha uma equipe inteira de titãs mais do que prontos para mantê-la ocupada durante toda a noite, e ainda assim a minha curiosidade tinha conseguido o melhor de mim. Ela apontou para seus shorts vermelhos e peguei outro vislumbre de suas pernas longas. "Sim, temos de trocar, de modo que eu possa ter calça azul e um top azul. É para o jogo. Temos que deixar a festa vestindo uma cor, e acho que a minha cor é azul." Eu não tinha idéia sobre o que ela estava falando, mas não havia nenhuma maneira de que estaríamos trocando as calças. Seu short dificilmente se encaixaria em volta do meu tornozelo.


"Vamos lá, você tem que jogar," disse ela, projetando o lábio inferior. Algo me disse que ela teria sido absolvida de assassinato com esses lábios. "Eu não posso te dar isso," disse, "mas minhas boxers são azuis." Freddie, seu pervertido sujo. Ela não quer suas boxers. Suas sobrancelhas subiram em choque, mas não durou muito. A surpresa mudou para um sorriso e ela estendeu a mão. "Vamos, nós podemos trocar aqui." Preparei-me para uma bofetada por sugerir a ideia, mas talvez meninas americanas fossem diferentes. Ela me conduziu além da mesa de bebida e viramos em um canto por um longo corredor. A festa estava menos lotada lá atrás, e cada pessoa que passavamos olhava para nós, sua mão na minha e assumiam o pior. Os rapazes me deram um tapinha no ombro e as meninas lançaram olhares ciumentos. "Espere, eu nem sei o seu nome," Eu disse quando ela bateu em uma das portas no final do corredor. Ela se virou e sorriu para mim por cima do ombro. "Andie." Eu conhecia o nome. "Andie Foster?" "Como você sabe?" "Você e as outras garotas do futebol são a conversa dos jogos." Ela arqueou uma sobrancelha e assentiu, sem se preocupar com uma resposta. O quarto que ela me puxou estava desocupado. Ele tinha os mesmos móveis como todos os outros quartos na Vila Olímpica: cama de casal padrão, cadeira e cômoda. Não havia uma mala ou bolsa à vista. "Parece que vamos estar seguros aqui," disse ela, virando-se para me encarar. "Mas você vai ter que virar enquanto eu me troco."


Abri minha boca para responder, mas ela já estava trabalhando no cós de seu short. Eu me virei e olhei para a parede oposta, tentando dissuadir a excitação em minhas calças. Podia ouvi-la empurrando para baixo o seu short. Imaginei-os deslizando pelas suas pernas bronzeadas e coloquei minhas mãos no bolso e fechei os olhos. Eu tinha tanta força de vontade como qualquer cara, mas isso era quase demais. "Hey, eu não escuto você tirando as suas boxers," ela disse com uma risada. Oh, certo. Desabotoei as minhas calças, empurrando-as para o chão. "Não se preocupe, eu as coloquei antes da festa," eu disse com um sorriso. "Eu não me importo," disse ela. "Aqui." Peguei o movimento com o canto do meu olho e então algo pousou no meu ombro... vermelho, de seda ou algo assim. "Jesus." Eu gemia sob a minha respiração. Ela jogou sua calcinha para mim, uma vermelha de renda que parecia como o céu na palma da minha mão. É isso aí. Estou me mudando para os Estados Unidos após os jogos. É um país tão lindo, tão belo. "Ahem!" Ela limpou a garganta. "Eu preciso dessas boxers. A minha bunda está fria!" Eu tinha sobrevivido a mais situações de alta pressão do que a maioria dos caras com a idade de vinte e sete. Eu tinha competido em dois Jogos Olímpicos e nadei em centenas de provas a nível internacional. Nenhuma dessas situações foi tão difícil como estar de costas para Andie naquele momento. Sabia que ela estava atrás de mim. Sua pele nua estava bem ali, tudo o que eu tinha que fazer era me virar; ela provavelmente não teria sequer notado. "Freddie!"


Maldição. Puxei a minha cueca fora, ignorando a ligeira situação tentadora acontecendo na frente. Andei para trás, tentando entregar a ela como um cavalheiro. Parecia uma boa ideia até que a minha mão roçou na sua bunda. "EI! Mãos fora do bumbum," disse ela, arrancando as boxers da minha mão. "Ah, desculpe," eu disse com um sorriso insolente. "Minha mãe me disse para nunca jogar minhas cuecas em uma menina." Ela riu, embora eu estivesse mais focado em tentar afastar a lembrança de quão suave senti sua pele. Puxei o meu jeans de volta, abotoando-os. "Tudo bem, elas são um pouco grande, mas vai funcionar." Virei-me para encontrá-la enrolando minha boxers para que não caísse pelos quadris. Ela era grande para ela, mas na segunda enrolada parecia segura o suficiente. "Como estou?" Ela perguntou, ajustando o chapéu sobre o cabelo dela. In-fodidamente-crível. "ANDIE!" Bang. Bang. Bang. "ANDIE FOSTER! Estamos chegando!" Punhos bateram na porta do quarto antes dela abrir. Duas meninas saltaram para frente, uma com spray de pimenta e outra com uma garrafa de cerveja pronta para atacar. "Estamos muito atrasadas!" A morena se concentrou na calcinha de Andie que eu ainda segurava na minha mão. "ELE JÁ TEM A SUA CALCINHA!"


Andie

ACORDEI com Kinsley e Becca de pé sobre a minha cama, fazendo a melhor representação de agentes do FBI. Seus braços estavam cruzados e seus olhares teriam me cortado ao meio se eu não tivesse com segurança sob as minhas cobertas. "O que vocês duas querem?" Perguntei, segurando um travesseiro extra sob o meu queixo. "Dormiu bem, Andie?" sobrancelha arqueada.

Kinsley

perguntou

com

uma

Aparentemente, elas tinham praticado a rotina bom policial e mau policial. "Ou estava... ventando lá em baixo?" Perguntou Becca, puxando as cobertas para trás para expor a minha blusa azul e a cueca boxers correspondente - a que Freddie tinha me dado. Ela estava solta em torno dos meus quadris, mas gostava da sensação delas e, me processe, não vi o ponto de tirá-las antes de ir para a cama. "Planejando usar essas coisas para praticar também?" Perguntou Kinsley, olhando para a boxers como se fosse contagiosa. Uma rápida olhada no relógio de cabeceira revelou que eu tinha dormido até depois do café da manhã. Eu me sentia como


uma merda total, mas não iria deixá-las saber. Elas queriam que eu sofresse depois do que as fiz passar ontem à noite, mas eu não iria. Enxotei-as para fora do meu quarto e me troquei para o uniforme de futebol, tomando cuidado para empurrar a boxers do Freddie com segurança em minha mala. Arrastei as minhas caneleiras e as chuteiras para a sala de estar e as joguei perto da porta antes de vasculhar os armários em busca de algo com substância. A praça de alimentação teria sido a minha primeira escolha, mas eu não tinha tempo para ir antes do treino. "Procurando alguma coisa, Andie?" Perguntou Becca. A comissão tinha enchido o armário com lanches e alimentos antes da nossa chegada. Cheguei e agarrei a primeira coisa que minha mão tocou... um saco de batatas chips, sal e vinagre aromatizados. "Sim. Mmmmmmm. Eu amo o gosto de vinagre na parte da manhã." Kinsley segurou uma barra de granola entre o polegar e o dedo indicador. Agarrei-a sem um segundo pensamento. Era um tipo de oferta de paz, e enquanto as seguia para o ônibus que esperava no primeiro andar do complexo do condomínio, decidi me aprofundar no assunto. "Vocês não podem ficar com raiva de mim para sempre. Eu não fiz nada de errado!" "Você saiu sozinha!" Disse Kinsley. "Confraternizou com o inimigo!" Becca. "Quando você deveria estar cagando!"

Acrescentou

Tudo bem, elas estavam sendo ridículas, então tive que tomar medidas extremas. Tomei meu assento na parte de trás do ônibus ao lado Kinsley e disquei o número do seu marido. A maioria das pessoas conhecia Liam Wilder como o ex-jogador de futebol profissional turbulento que tinha sido forçado a se aposentar devido a uma lesão no joelho, mas o conhecia como o


marido de Kinsley, o homem que vestia o avental de um cozinheiro chefe nas manhãs de domingo para cozinhar ovos e bacon suficientes para alimentar uma pequena aldeia. Ele respondeu no terceiro toque e parecia genuinamente feliz por ter a minha chamada. "Andie!? E aí? Vocês estão indo para o campo de treino? Eu já estou aqui." "Oh, sim, sim nós estamos no nosso caminho LIAM." "O quê?" Kinsley tentou alcançar o telefone, mas tirei de seu alcance. "LIAM-não fale com ela, ela é uma traidora!" Felizmente, ele não a ouviu. "Acabei de falar com Kins anteriormente-" "Sim, isso é ótimo," eu disse, interrompendo-o. "Ouça, Liam, quando você estava em Londres durante os últimos Jogos Olímpicos, Kinsley alguma vez foi a qualquer uma das festas?" Ele riu, uma longa risada, o que definitivamente provou meu ponto sem ele ter que dizer uma palavra. "Pergunte a ela sobre as ginastas russas. Isso é tudo que eu vou dizer." "HA!" Eu gritei para Kinsley e desliguei. "Eu encerro o meu caso." Ela já estava disparando um texto para Liam, sem dúvida, ameaçando o divórcio. "Foi divertido festejar com as ginastas, Kinsley? Você se divertiu?" Nessa hora, quase metade da nossa equipe se virou para ouvir a nossa discussão. Era do melhor interesse de Kinsley cortar o mal pela raiz para preservar sua reputação como capitã da equipe. "O que eu fiz em Londres está fora de questão. Becca e eu tínhamos Liam e Penn para nos proteger, mas já que você é, basicamente, uma solteirona que ninguém ama-"


"Eu tenho vinte e um." "Certo. Mesmo assim, nós te amamos, e você não nos deixou uma escolha além de sermos suas acompanhantes para o resto dos jogos. Cada passo que você der, Becca e eu vamos estar lá." "A cada respiração que você der e a cada movimento que você fizer," Becca continuou. "Cada vínculo que você quebrar, cada passo que você der, estaremos observando você." "A cada dia e a cada palavra que você disser13.” Eu cobri meus ouvidos. "Meu Deus. PAREM DE CANTAR ESSA CANÇÃO." Mas elas não iriam parar. Eu tive que escutar até que o ônibus parou em frente ao complexo do treino. Corri para ele tão rápido quanto podia e decidi então, que provavelmente precisava de novos amigos. Talvez as ginastas russas pudessem considerar sair comigo. Eu seria mais alta que elas, mas tudo bem. Todo mundo precisa de um amigo alto para alcançar as coisas na última prateleira. Liam e a técnica Decker estavam de pé na entrada do estádio parecendo o início de uma piada de mau gosto. A técnica Decker tinha cinquenta e três anos com cabelo branco-loiro curto e um rosto que prometia que ela não tinha sorrido desde a era Nixon. Ela usava o mesmo par de óculos de armação preta fina por tanto tempo quanto eu poderia lembrar, e ela era uma boa treinadora, mesmo que ela me assustasse um pouco. Liam estava ao seu lado, tatuagens expostas pelos braços, cabelo loiro sujo curto e confuso. Ele e Kinsley formavam um par totalmente adorável,

13

No original: Every step you take, Becca and I will be there.” “Every breath you take and every move you make,” “Every bond you break, every step you take, we’ll be watching you.” “Every single day and every word you say.” Elas estão cantando a música"Every Breath You Take" do The Police


embora me contenho em lhes dizer, de modo que as cabeças perfeitamente proporcionais já estavam perto de explodir. "Bom dia, Liam," eu disse, inclinando um chapéu imaginário em sua direção. Ele me olhou com curiosidade e, em seguida, olhou para trás para Kinsley e Becca caminhando para o estádio alguns passos atrás de mim. "Vocês três estão brigadas?" Perguntou Liam com o que provavelmente pensou que era um olhar de censura. Nunca funcionou como o da técnica Decker. "Sem brigas," eu disse, levantando os dedos. "Palavra de escoteiro. Embora sua mulher esteja um pouco louca. Você deveria examinar sua cabeça." "Liam! Não fale com ela sobre as ginastas!" Kinsley gritou. A técnica Decker sacudiu a cabeça e bateu palmas para chamar a atenção de todos. "Tudo bem. Eu sei que estamos todos animados de estarmos aqui para o nosso primeiro treino no Rio, mas é hora de focar. Kinsley e Becca, mostrem às meninas onde guardar as malas e, em seguida, Kinsley, quero que você lidere o aquecimento." Ela pausou e virou-se para mim. "Andie, há uma treinadora lá pronta para enfaixar seu pulso." Segui seu olhar e encontrei um grupo de treinadores perto dos bancos, fora de campo. Eles haviam apoiado uma pequena mesa preta e enquanto eu chegava mais perto, uma pequena menina com cabelo preto amarrado em cima de sua cabeça veio me cumprimentar. Suas calças cáqui não se encaixavam bem, mas sua camisa da equipe estava ajustada e bordada com o seu nome sob uma bola de futebol e uma bandeira americana. "Lisa," eu disse, lendo o seu nome na sua camisa e estendendo a minha mão. "Sou Andie."


Ela acenou e me conduziu para a mesa do treinador. "Bom te conhecer, Andie. Eu vou ser a sua treinadora aqui no Rio e vou estar com você em todos os treinos e todos os jogos. Vamos coordenar um tempo para que você venha ao centro de treinamento para fazer alguns exercícios de fisioterapia também, mas por agora, suba na mesa e eu vou dar uma olhada no seu pulso." Fiz o que ela disse e depois comecei a falar da lesão. Não era uma ameaça à minha carreira; apenas tive uma entorse na escola e inflamava de vez em quando. Fiz fisioterapia várias vezes, mas a menos que eu fique parada por um longo período de tempo, ele nunca realmente irá curar. Infelizmente, o tempo não era um luxo que eu podia ter. "Como se sente?" Perguntou Kinsley. Olhei por cima do ombro para encontrá-la observando a treinadora enquanto trabalhava. Ela flexionou minha mão, trabalhando a fita sobre o meu pulso para que ele suportasse durante a prática. Tentei não estremecer na pontada de dor, mas Kinsley pegou minha máscara deslizando. Ela balançou a cabeça e cruzou os braços, mas lhe lancei um olhar mortal enquanto a treinadora se abaixou para pegar outro rolo de fita de sua bolsa. A treinadora terminou e recuou para examinar seu trabalho. "Diga-me se é seguro o suficiente," ela instruiu. Eu flexionei e rolei minha mão, torcendo-a em um círculo numa direção e depois na outra. Ainda podia sentir uma dor incômoda, mas com a fita no lugar, era mais tolerável. "Como se sente?" Kinsley perguntou novamente. Balancei a cabeça e lhe dei um polegar para cima. A nossa técnica e a equipe de treinadores achavam que a minha lesão era pequena e estava sendo enfaixada somente como uma precaução. Kinsley sabia a verdade - que eu estava entrando em um território perigoso - mas ela também sabia o porquê eu fazia isso. Ossos, tendões e ligamentos todos curam com o tempo, mas com os Jogos Olímpicos ocorrendo apenas a cada quatro anos, a


maioria dos atletas se considera com sorte por ganhar um lugar uma ou duas vezes. Então a menos que o meu pulso caísse, eu permaneceria no campo. "Escute, eu gostaria de falar com você sobre Freddie por um segundo depois do treino. Sério, espere por mim." Eu prometi a ela que faria, embora realmente não tivesse a intenção de ficar por aqui para mais uma palestra de Kinsley e Becca. Elas rapidamente esqueceram como era ser jovem e solteira durante os Jogos Olímpicos. Durante anos, a minha vida de treinamento e preparação para os jogos tinha deixado pouco tempo para qualquer coisa além de futebol. Claro que eu tinha alguns encontros aleatórios ao longo dos anos, mas nada comparado ao que outras garotas da minha idade estavam fazendo. Desistir dos meninos para jogar futebol em um nível profissional foi difícil, mas no final, foi uma decisão fácil. Crescendo em Vermont, a única vez que vi uma ação real foi no campo de futebol. Ele me emocionou em uma maneira que nenhum menino jamais poderia. A maioria das meninas populares na minha escola tinha assumido que eu era lésbica porque preferia Adidas sobre Tory Burch e não sabia a diferença entre "ondas da praia" e "ondas" 14 . Na verdade, alguém me diz qual é a diferença. Para acabar com os rumores, tinha forçado o meu primeiro beijo atrás das arquibancadas do estádio de futebol do colégio com Kellan, que tinha o rosto cheio de espinha, que era um ano mais novo do que eu e tinha o bafo de uma morsa. Ele era alto e esguio, e quando se afastou, ele acidentalmente bateu a cabeça na parte inferior dos assentos do estádio e conseguiu três pontos. Uma vez que a história se espalhou, nenhum outro cara na escola pensou que eu valia a pena o risco. Felizmente, a faculdade foi melhor, depois que conclui a metamorfose do patinho-a-cisne que muitas vezes enfeita o início da idade adulta. (Adeus aparelhos, acne e bochechas 14

Andie está fazendo uma referência a formatos de cachos nos cabelos. No original: “beachwaves” que seriam o cabelo “Gisele”, isto é, cabelos ondulados como os da Gisele Bündchen;e “curl” que são os cabelos cacheados propriamente ditos.


rechonchudas.) Os rapazes universitários não eram tão intimidados pelo meu talento e eu tinha conseguido um namorado aqui e ali. Ainda assim, nada sério. Namoro não anda exatamente de mãos dadas com uma competição a nível olímpico. Por muito tempo, sonhava em ir para as Olimpíadas, não só para ganhar o ouro para a equipe dos EUA (duh), mas também porque queria a oportunidade de conhecer outras pessoas que entendiam isso. Assim como eu, eles haviam dedicado suas vidas para um esporte que amavam, e entendiam os sacrifícios que acompanhavam o território. Kinsley e Becca poderiam me dar toda a palestra que queriam, mas no final do dia, como elas poderiam me culpar por querer mais do que o ouro? Eu estaria no Rio de Janeiro por quase um mês e não iria desperdiçá-lo. Eu trabalharia pra caramba no campo, mas no meu tempo livre ia fazer memórias que durariam uma vida. E, tenho certeza, se Freddie Archibald de alguma forma trabalhasse seu caminho para essas memórias, então que assim seja.


Freddie

Acordei pensando em Andie, tentando recordar os pedaços dela que eu tinha achado tão atraentes na noite anterior. Ela não era como qualquer uma das meninas britânicas finas que eu estava acostumado. Elas teriam voluntariamente se jogado de uma ponte antes de jogar suas calcinhas em minha cabeça, e Andie tinha feito isso sem pensar duas vezes. Fiquei intrigado, mas eu não conseguia identificar o que exatamente a fez tão diferente, a luz atrás de seus olhos cinzas azulados, sua risada confiante, ou seu corpo. O corpo dela. Eu tinha levado à noite toda para tirar a sua imagem de pé na minha boxer para fora da minha mente. Agora que eu estava acordado, e queria egoisticamente me agarrar a ela, apenas por causa da memória. Meu celular tocou na minha mesa de cabeceira e rolei para descobrir que eu já tinha duas chamadas perdidas da minha mãe, três textos da minha irmã Georgie, e uma mensagem de voz de Caroline. Eu pressionei ouvir no correio de voz de Caroline primeiro, esperando que isso realinhe o meu mundo e empeça os pensamentos de Andie. "Freddie! Meu atleta lindo, eu sinto tanta falta de você. Espero que você esteja bem. Me liga mais tarde. Beijos, Caroline."


Andie era nada como Caroline Montague, embora talvez isso não fosse uma coisa ruim. Eu sabia exatamente no que eu estava me metendo com Caroline. Ela cresceu na alta sociedade britânica, amada por todos. Não havia um utensílio que ela não pudesse nomear, nem uma duquesa que ela não conhecesse pessoalmente. Eu cresci ao lado dela e sabia que ela era educada, calma, e previsível, muito possivelmente, o exato oposto da goleira enigmática que eu conheci na noite anterior. Eu pressionei excluir em seu correio de voz e, em seguida, li os textos de Georgie. Georgie: Mamãe é ESTÚPIDA. Ela telefonou para Caroline e lhe disse que você amaria que ela fosse para o Rio. Tentei arrancar o celular de sua mão, mas você sabe o quão forte os ossos dela são. Acho que tive o meu pulso distendido... Georgie: Ela está absolutamente louca. Estou me colocando para adoção. Acha que alguém quer uma adorável, treinada-emcasa de dezoito anos de idade? Eu sorri e me sentei na cama. Georgie tinha sido dramática desde o nascimento, embora ela nunca admitisse. Eu liguei para ela e, em seguida, estendi a mão para o meu laptop para olhar o itinerário do dia: prática, treino, entrevista por telefone, mais treinos. Eu estaria correndo em volta da vila até o jantar. "FREDDIE!", Ela gritou depois de atender no terceiro toque. Eu sorri ao ouvir o som de sua voz. "DiaGeorgie." "Você parece terrível. O que você fez a noite toda? " "Nada. Honestamente. Eu só acordei e ouvi uma mensagem de voz de Caroline.” "Ah." Houve uma longa pausa antes dela falar novamente. "Bem, não vamos falar sobre isso. Como é o Rio? Ele deu ao seu pálido rabo Inglês um bronzeado? Ou você esteve vadiando à sombra do Cristo Redentor durante o dia todo?”


Limpei o sono dos meus olhos e empurrei os cobertores de lado. “Honestamente, eu não tenho visto muito do lugar.” Ela gemeu. "Que chato. Pelo menos me dê alguns detalhes sobre a vila. É louca como a de Londres foi?" "Eu tenho certeza que será. A noite passada foi..." Eu refleti sobre a noite anterior, tentando afastar a imagem de Andie que estava fazendo o seu caminho de volta para a minha mente. "A noite passada foi o quê?" "Eu conheci alguém." Silêncio. Mais silêncio. Tirei o celular da minha bochecha e olhei para baixo para verificar se ela não tinha desligado na minha cara. "Georgie?" "O que quer dizer com você conheceu alguém?" Seu charme habitual tinha desaparecido, substituído por um tom sério que eu não gostava muito. "Não é nada", eu disse, tentando recuar. Talvez tivesse sido um erro trazer o assunto. "Bem ‘nada’ soa bastante como uma menina para mim, Freddie, e você não mencionou qualquer uma dessas coisas em quatro anos. QUATRO ANOS. E você acha que eu vou deixar você esquecer isso?" Meu estômago apertou. "Apenas esqueça que eu disse qualquer coisa." Georgie não iria deixar pra lá. "Desembucha, Freddie. Quem é ela?" Olhei para o teto e acenei, na verdade estava feliz em confiar nela sobre Andie. O que custava dizer a Georgie sobre ela?


"Ela é uma americana." "Seu sobrenome é Kardashian?" "Não, ela se chama Andie. Ela é uma jogadora de futebol. Você iria gostar dela, Georgie. Ela tem uma coisa natural sobre ela e ela é realmente talentosa." "Meu Deus Freddie, você soa como uma colegial apaixonada." Eu sorri. "Você é a única que perguntou, Georgie." "Você já está apaixonado?", Ela riu. Meu sorriso caiu e de repente não era divertido falar sobre Andie mais. O silêncio estava de volta, mais alto do que antes. Nenhum de nós iria pronunciar as palavras, porque não precisávamos. A ideia de Caroline falou alto o suficiente por conta própria. Finalmente, ela riu. "Caramba. Isso é azar." Fico feliz que um de nós pode rir sobre isso. "É, então. Realmente, não é nada." Eu olhei o relógio na minha mesa de cabeceira. "Escute, eu tenho que correr e me preparar para o treino de natação." "Bem. Pelo contrário, eu preciso de um cochilo. Entre a nossa mãe maluca e a sua dramática vida amorosa, estou me sentindo fraca." Eu ri e prometi que iria telefonar para ela mais tarde. "Espere, Freddie", disse ela, pouco antes de eu desligar. "Sim?" "O que você vai fazer a respeito de Andie? Você vai vê-la novamente?" Eu hesitei antes de responder. "Esta é uma vila pequena."


Andie

"NOS DEIXE ENTRAR, Andie!" Jesus Cristo. Peguei um travesseiro e o puxei sobre o meu rosto para não gritar para Kinsley e Becca irem embora. Eu tive quatro, talvez cinco minutos de tempo sozinha desde que voltei do treino. Eu tinha tomado banho e me trocado, mas eu deveria ter saboreado mais e realmente me deleitado com o silêncio antes de Kinsley e Becca profaná-lo. No ônibus pra cá, elas tentaram me encurralar, mas eu coloquei meus fones de ouvido e as ignorei. Meu plano tinha dado certo temporariamente, mas agora, parecia que elas não aceitariam um não como resposta. Eu cheguei no Rio menos de vinte e quatro horas, e a poeira ainda não tinha baixado. Eu não tinha terminado de desfazer as malas, eu não tinha ligado para a minha mãe, e eu não tinha tido um minuto ininterrupto completo para considerar o que tinha acontecido com Freddie na noite anterior. Esse encontro tinha realmente acontecido? Eu tinha mesmo pendurado a minha calcinha na sua cabeça como uma stripper em uma despedida de solteiro? "ANDIE! Deixe-nos entrar, temos um presente para você." Eu gemi e me empurrei para fora da cama, e abri a porta para encontrar Kinsley e Becca - minhas capitãs de equipe e as


duas pessoas que eu deveria ter respeitado mais – de pé na minha porta, vestidas com dois macacões de unicórnio. "Aqui, temos um para você também", disse Kinsley, empurrando um macacão mole, com chifres na minha mão e, em seguida, passando por mim para entrar no meu quarto. "As três amigas!", Becca confirmou, correndo e pulando na minha cama. Entre as duas, nunca havia um momento de tédio, daí porque eu tinha me juntado a elas logo no primeiro dia de testes. "Eu acho que o seu colchão é melhor do que o meu", disse Becca, saltando para cima e para baixo, em uma tentativa para confirmar a sua teoria. "Eles são todos iguais", eu ri, colocando o macacão na minha mala. "O que você vai fazer durante o resto do dia?", Perguntou Kinsley, tomando um assento ao lado de Becca. Dei de ombros. "Desarrumar a mala, sossegar, finalmente chamar a minha mãe." Ela assentiu com a cabeça. "Nós estávamos pensando em ir lá para baixo e dar uma volta lá fora no primeiro andar se você quiser vir. Nosso complexo tem a maior praça de alimentação, então eu acho que a maioria dos atletas vai estar lá fora." "Eu realmente preciso ligar para a minha mãe. Ela já me mandou mensagem umas trinta vezes." Honestamente, ela tinha feito isso. A mulher era clinicamente insana. "Está tudo bem, podemos esperar", Kinsley ofereceu com um sorriso. Uma vez que nenhuma delas se moveu para sair, saí para a varanda do meu quarto para ligar para minha mãe. Meus pais, Christy e Conan Foster, eram robôs. Robôs doces e bem-intencionados. Eles cresceram em Vermont, meus avós


cresceram em Vermont e meus bisavós cresceram em Vermont. Em algum lugar durante todas essas gerações gastadas em invernos rigorosos, suas personalidades foram substituídas por um bocado de xarope de bom-humor. Sua idéia de diversão era estar mergulhado num suéter de cashmere sentado sobre um pano de algodão fazendo um piquenique no parque. Eles pertenciam a um clube de campo em nossa pequena cidade e passavam seu tempo livre folheando catálogos de L.L. Bean; não é necessário dizer que eles ficaram chocados por em terem feito uma filha como eu. Aqueles primeiros catorze anos foram uma verdadeira luta. A minha mãe havia insistido para que eu permanecesse na dança, mas eu insistia em jogar futebol. Não foi até que eu ganhei um lugar na Seleção Sub-17 com apenas quinze anos de idade que ela me deixou tirar os pôsteres de dança do meu quarto. Durante todo o colegial, eu tinha os substituído por estrelas do futebol como Ashlynn Harris, Hope Solo e Cristiano Ronaldo. Certamente, Cristiano estava lá principalmente para limpar a vista. Além disso, eu gostava de esfregar o abdômen dele como um amuleto da sorte antes de um grande jogo. "Andie, você está usando aquele desinfetante de mão que eu coloquei no bolso esquerdo da frente da sua mochila?" Minha mãe perguntou assim que atendeu a ligação. Essa foi à primeira pergunta que ela fez. Não, como diabos é o Rio? As Olimpíadas? Prática? "Sim." Eu suspirei. "Mas você honestamente tinha que embalar 68 garrafas disso na minha bagagem de mão? Eu tive que empurrá-las na minha bagagem despachada e derramou metade nas minhas calcinhas." "O Brasil é diferente." Ela sussurrou "diferente" como se fosse depreciativo. "Além disso, não doí ter calcinha extra limpa." Revirei os olhos. "Sim mãe, esta é a prioridade número um, assim como eu, você sabe, vou competir por uma medalha de ouro."


Ela concordou alegremente, aceitando meu sarcasmo como verdade. "Bem, deixe-me saber se você precisar de mais alguma calcinha." Eu me aproximei da varanda, envergonhada com a conversa. "Não, mãe, não me envie mais calcinhas." Eu tentei mudar de assunto. "As acomodações são divertidas. Estou dividindo um espaço com Kinsley e Becca". "Eles colocaram todas vocês em acomodações? Como isso pode ser seguro?" "A segurança só permite que atletas e treinadores entrem. Convidados têm horas de visita limitadas e eles-" "Oh! Querida, adivinhe o que eu assisti esta manhã enquanto eu estava andando na esteira!" Ela nem percebeu que ela me cortou. "O que?" "Tento caminhar pelo menos uma ou duas milhas todas as manhãs. Eu mesmo coloco um pouco de Taylor Swift, às vezes, mas não diga a seu pai, porque ele acha que a música dela é-" "MAMÃE. O que você assistiu esta manhã?" "Oh! Foi um pequeno especial na CBS." Ela adorava dizer "CBS" como se fosse uma coisa. "Você já ouviu falar de Frederick Archibald? Eles fizeram uma reportagem sobre sua educação e seu caminho para chegar até os Jogos Olímpicos." Meu estômago caiu com a menção de seu nome. Não havia como escapar sua celebridade? "Aparentemente, ele é um príncipe ou algo na Inglaterra!" Eu ri e balancei a cabeça. "Mãe, ele não é um príncipe. Ele é apenas da equipe de natação." Ela me silenciou. "Não, não, acredite em mim. Espere aí, deixe-me abrir o Google."


Oh Jesus. Dez minutos depois - depois de ter reiniciado acidentalmente seu computador e atualizado seu software antivírus duas vezes ela puxou o artigo. "Tudo bem! Aqui diz-" Ela fez uma pausa e se embaralhou toda, e eu sabia que ela estava tentando achar seus óculos de leitura. "Seu pai era o Duque de Farlington e antes de falecer, Freddie era apenas chamado de Lord Frederick Archibald, mas agora ele é Sua Graça, Frederick Archibald, conde de Norhill e Duque de Farlington!" Espere. O quê? Eu ri. Isso não podia estar certo. Ela fez soar como se Freddie estivesse vivendo na Idade Média. Eu nem sabia que duques eram uma coisa que existia. Afastei-me da janela e apertei o telefone mais perto do meu ouvido. Ela continuou a divagar sobre o especial CBS, mas eu não podia envolver minha cabeça em torno do que ela estava dizendo. Freddie era um DUQUE? Ele tinha tocado a minha mão! Ele tinha tocado a minha bunda! Ele basicamente me condecorou e eu joguei a minha calcinha no seu rosto como uma plebéia. Jesus. "Mãe, eu tenho que ir", eu disse, passada com a descoberta. "Oh? Tão cedo? Tudo bem, tudo bem. Basta usar aquele desinfetante para as mãos e tente encontrar Frederick. Eu adoraria mostrar a sua avó uma foto sua com a realeza britânica." Oh meu deus. "Ok mãe. Parece bom." "Oh, espere! Aqui diz também que há três semanas-" Eu desliguei antes que ela pudesse continuar divagando. Eu a amava, realmente eu a amava, mas uma vez que ela começava, não havia como pará-la. Ou eu a cortava no meio da conversa ou me transformaria em um cadáver mumificado nessa varanda.


No momento em que voltei para dentro, Kinsley e Becca tinham trocado os seus macacões de unicórnio por shorts jeans e camisetas. Começamos a fazer o nosso caminho até a praça de alimentação, e embora meu estômago roncasse sem parar, eu não podia deixar de me concentrar no que minha mãe tinha acabado de me dizer. Se Freddie fosse realmente da Realeza Britânica espera, os duques são reais? Quem se importa. Se Freddie realmente fosse um duque, as chances de ele e eu termos mais um momento sozinhos era quase nulas. Ele provavelmente não iria sair por aí ao redor da Vila Olímpica como os outros atletas. Ele estaria lá fora tomando chá com o bebê George. "Você está pensando em Freddie?", Kinsley perguntou quando saiu do elevador no primeiro andar. Dei de ombros e menti. "Não." "Porque há realmente algo que você deve saber antes-" Eu levantei minha mão. "Honestamente, poderiam, por favor, parar de falar sobre ele?"

todas

vocês

Entre minha mãe e Kinsley, eu nunca o tiraria da minha cabeça. Eu estava no Rio para jogar futebol no campo, não para ficar presa a um cara após um dia.

EU TINHA CRESCIDO ACOSTUMADA com a popularidade de Kinsley em Los Angeles, mas andando com ela na vila, senti-me como se estivesse acompanhando Taylor Swift para os Grammys. Quando entramos na praça de alimentação, cabeças viraram na nossa direção. Atletas, famílias, amigos, treinadores não importa de que país eles eram - todos sabiam quem era Kinsley Bryant, graças a seu casamento com Liam Wilder e sua meteórica ascensão à fama do futebol.


Eu deslizei atrás dela e a deixei tomar o peso da atenção. Ela deleitava-se de uma forma que eu sabia que nunca faria. Eu gostava das oportunidades de patrocínio e das regalias que acompanhavam o atleta olímpico, mas eu também gostava de passear até a mercearia de moletom, sem ter que me preocupar com os paparazzi que estariam esperando para tirar fotos de mim lá fora. Kinsley não tinha esse luxo. "É melhor se acostumar com isso", disse Kinsley, olhando para mim por cima do ombro. "Quando você carregar a bandeira na cerimônia de abertura, pessoas de todo o mundo vão saber quem você é." Fiquei irritada com o pensamento. Quando o comitê olímpico tinha perguntou se eu gostaria de ser a porta-bandeiras durante a cerimônia de abertura, eu estava honrada e tinha concordado sem pensar duas vezes. Agora, enquanto eu seguia Kinsley pelas mesas e notava os olhares curiosos, eu me perguntava se talvez eu tivesse cometido um erro. Eu não estava pronta para trocar a minha relativa obscuridade pela fama. "Ohhh, veja," disse Becca, me puxando para fora do caminho antes que eu colidisse com um grupo de atletas vindo da direção oposta. A praça de alimentação era um verdadeiro ponto de encontro para as estrelas do esporte de todos os países. Fomos em direção a um bar de sucos situado perto da parede traseira e eu fiz a varredura sobre a multidão, observando tudo. Era muito fácil detectar os diferentes atletas; os sinais indicadores de cada um eram visível à distância. Os caras de rugby e do halterofilismo15 passaram por quatro ou cinco filas diferentes, empilhando suas bandejas com alimentos suficientes para alimentar um ser humano normal durante um ano inteiro. Um grupo de jogadores de basquete da Sérvia haviam se sentado no canto da praça de alimentação, elevando-se sobre a multidão e

15

esporte competitivo de levantamento de pesos e halteres.


fazendo a equipe de ginastas australianas sentadas ao lado deles parecerem hobbits16. Embora houvesse claramente as diferenças de tamanhos de corpo, não havia como negar um fato: cada pessoa era jovem e na melhor forma de suas vidas. Não era de se admirar que havia tantos rumores sobre a Vila Olímpica; centenas de atletas atraentes com energia de sobra foram obrigados a entrar em um pouco de dificuldade. "Que tipo de suco você vai querer?", perguntou Kinsley, puxando-me para fora da minha observação da praça. Estávamos quase na frente da fila e eu não tinha sequer olhado o que tinha no menu. "Eu acho que quero um Milk Shake." Ela riu. "Bem, há mais de cinqüenta opções deles, então-" Kinsley foi cortada quando a menina atrás de nós na fila gritou tão alto que eu quase perdi a audição do ouvido esquerdo. "PUTA MERDA", ela gritou, cutucando o braço de sua amiga. "Ali está Freddie!" "Cale a boca! Cala a boca", sua amiga entrou na conversa. Meu estômago se apertou quando olhei por cima do meu ombro. As garotas eram um pouco mais baixas do que eu, e quando girei para enfrentá-las, o leve cheiro de cloro cravou no ar. Elas eram definitivamente nadadoras e, a julgar por seus maneirismos idênticos, achei que fossem do nado sincronizado. "Meu Deus. Ele está vindo para cá", disse a primeira menina. "Eu pareço bem?" Se Freddie estava vindo na direção delas, ele estava vindo na minha direção. Meu coração batia forte em meu peito enquanto eu examinava entre as meninas vendo Freddie andar até a parte de trás da fila de suco com o que parecia ser alguns outros caras da 16

Um hobbit é uma das criaturas apresentadas por J.R.R. Tolkien em suas obras, são criaturas que não ultrapassam um metro de altura, são bem menos robustos que anões.


sua equipe de natação. Ele não tinha me notado ainda, o que era melhor, porque eu não conseguia desviar meu olhar para longe dele. Na festa da noite anterior, estava escuro e o álcool havia nublado meus sentidos. Aqui, agora, na praça de alimentação, não havia como negar o seu encanto. Fiquei imóvel, aceitando o soco no estômago que veio com a constatação de que a boa aparência de Freddie sugeria anos de travessuras através de sorrisos manhosos e palavras encantadoras. Seus olhos castanhos gentis e sorriso cativante sugeriam que ele nunca tinha sido castigado um dia em sua vida, mas o queixo talhado e as maçãs do rosto acentuadas diziam que ele provavelmente deveria ter sido. Ele estava tentando olhar para o menu, mas havia muita agitação ao redor dele. Uma fila de atletas começou a se formar ao lado dele como se coreografada de antemão. "Posso pegar um autógrafo para a minha mãe?" "Freddie! Onde você vai ficar nos jogos?" "Posso ver o seu abdômen?" Pergunta vai, pergunta vem, e eu percebi que toda a popularidade que Kinsley tinha, não se comparava com a de Freddie. Ele chamava a atenção como se tivesse nascido para isso e, enquanto ele sorria e graciosamente dava autógrafos, lembreime que poderia muito bem ter sido o caso. Usei a multidão para esconder o meu olhar enquanto eu continuava o observando ou, pelo menos, eu pensei que eu tivesse feito isso. Eu estava praticamente de boca aberta enquanto ele entregava um autógrafo e se virou na minha direção. Seus olhos se fixaram em mim e ele sorriu do lado direito de sua boca, um sorriso insolente e lento que crescia quanto mais eu olhava. "Andie", Kinsley assobiou, tentando romper o feitiço.


Pisquei uma vez, duas vezes. Freddie me ofereceu um aceno sutil, e então eu virei com as bochechas em chamas e constrangimento revestindo a minha pele. "Puta merda", eu disse, exalando um suspiro que eu não tinha percebido que eu estava segurando. "Quanto tempo eu estava olhando para ele?" Kinsley segurou minha mão e apertou-a com força. "Eu pensei que você tivesse ficado catatônica lá por um segundo." Eu apertei meus olhos fechados e gemi baixinho. Em seguida, uma mão estendeu e tocou o meu ombro. Era a menina de antes - a nadadora com o guincho de unhas passando por um quadro. "Um, desculpe-me. Você conhece Freddie?" Antes que eu pudesse responder, sua amiga entrou na conversa. "Se você o conhece, você poderia nos apresentar? É que-" Kinsley ergueu a mão para detê-las. "Ela não o conhece. Ele estava claramente acenando para o homem do suco", disse ela, apontando para o homem idoso brasileiro atrás do balcão. Obriguei-me a avançar na fila e eu mantive meus olhos focados na minha frente, mas a agitação atrás de mim era muito difícil de ignorar. Pessoas sussurravam, as meninas gritavam e flashs de câmeras brilhavam enquanto Freddie tirava fotos com os fãs. Movi-me para frente e pedi um Milk Shake de morango e banana, e quando me virei para encontrar um lugar com Kinsley, ignorei cada impulso de olhar em sua direção enquanto eu passava. Foi doloroso negar a mim mesma aquele simples prazer, e eu ainda estava lamentando o fato quando ele se inclinou para fora da fila e pegou a minha mão. A palma da mão tocou a minha e meu coração parou. Ele agarrou a minha mão com força, só por um momento, e então a soltou. Oooookkkk. Eu definitivamente estava tendo um ataque cardíaco. Este é o fim. Eu vou morrer em uma fila de Milk Shake. Eu não conseguia respirar e meu peito doía, e então ele


sorriu e começou a falar, mas eu não podia ouvi-lo sobre o som do meu coração. "Sinto muito", eu acidentalmente gritei. "O que?" Ele sorriu mais amplo, deleitando-se com o fato de que ele tinha me afetado. Eu só podia me concentrar em seus olhos, no tom exato de marrom claro que prometia ser a minha morte. "O seu Milk Shake," ele disse com um sotaque britânico suave. "Você o deixou." Eu me virei para ver uma menina atrás do balcão acenando com o Milk Shake no ar como um metrônomo. "Você não quer isso?", ela perguntou, confusa. Eu me encolhi. Eu não tinha agarrado ele já? Aparentemente não. Eu escondi o meu rosto enquanto eu voltava e peguei da sua mão. Cada pessoa na fila acompanhou meus movimentos, seja porque eles achavam que eu era um pouco desorientada, ou porque Freddie Archibald apenas estendeu a mão e segurou a minha. Seu toque tinha sido quente e a palma da mão dele era enorme, envolvendo a minha com nenhum esforço. Eu tinha ficado na fila por um Milk shake por uns vinte minutos e então, fui embora de mãos vazias, muito emudecida para me importar. Tudo por causa de Freddie-pirado-Archibald - que, aliás, ainda estava me observando. Obriguei-me a fazer contato visual com ele, enquanto eu passava, e ele sorriu um sorriso secreto que eu sabia que ia me perseguir por horas. "Vejo você por aí", disse ele, e as palavras me pareceram mais como uma promessa do que uma despedida. Kinsley e Becca não disseram uma palavra enquanto nos sentamos em uma mesa longe, muito longe de Freddie e seus fãs. Eu propositadamente me posicionei de costas para ele e olhei para o meu Milk Shake.


"Honestamente, Andie, você precisa esfriar seus ânimos com Freddie-" Kinsley começou a divagar sobre isso novamente, mas eu não estava escutando. Ela ia começar a me dizer para "concentrar no futebol" e "ficar longe de meninos" e "não farrear" e "manter a cabeça no jogo" e eu não queria ouvir. Puxei meu telefone da minha bolsa e encontrei uma mensagem de texto que a minha mãe tinha enviado logo depois que eu tinha desligado a chamada. Eu a abri para o desespero de Kinsley. "Andie!", Disse Kinsley. "Você está ouvindo?"

Mamãe: Você não me deixou terminar! Frederick está noivo. Dá pra acreditar? Talvez se vocês dois se tornarem amigos, você vá ser convidada para um casamento real! Ou talvez ele tenha um amigo... outro duque talvez! Sua avó ficaria tão animada!

NÃO! Noivo? Noivo? Não. Não. Não. Meu estômago dóia. Isso não estava certo. Ele devia ser solteiro. Nós devíamos tocar as mãos e trocar sorrisos maliciosos e... "Ele está noivo?", perguntei, ouvindo o choque na minha voz. Eu deixei cair meu telefone na mesa e Kinsley se inclinou para ler a mensagem de texto. Quando ela terminou, ela olhou para mim com uma expressão lamentável. "Isso é o que eu venho tentando lhe dizer toda a manhã. Freddie vai se casar com uma garota chamada Caroline Montague. O noivado foi anunciado há algumas semanas." Isso não fazia sentido. Quem era Caroline Montague?


Andie

DEPOIS DE OUVIR A notícia do noivado de Frederick, permaneci imóvel, absorvendo a notícia em silêncio chocada enquanto o meu estômago vazio começou a roncar. Minha mãe tinha anexado uma notícia do Daily Mail à sua mensagem de texto e, embora eu não quisesse, eu o li. Ele destacou a vida e o amor de Caroline Montague e narrou sua educação da alta sociedade britânica. Seu pai, embora não intitulado, tinha inventado o software usado na maioria das máquinas de venda automática, e, posteriormente, alavancado seus ganhos para colocar a mão em praticamente todas as empresas que operam em Londres. Ela valia mais do que a maioria dos países e a notícia deu a entender que seu compromisso uniria duas famílias européias ilustres, desde o velho mundo e o novo. Havia uma foto de Freddie e Caroline de sua adolescência na parte inferior do artigo. Aparentemente, eles tinham sido amigos desde a infância e que não surpreenderam ninguém quando suas famílias anunciaram o noivado. Caroline Montague era bela com traços delicados e longos cabelos loiros. Ela era denominada "A Princesa Diana do Povo", amada por todos e filantrópica por natureza. Que adorável. Eu queria me sentir de coração partido e traída pela notícia. Meu estômago me dizia que eu tinha sido injustiçada, mas, em seguida, o senso comum entrou na conversa e me empatou. Eu


não estava apaixonada por Frederick Archibald. As pessoas não se apaixonam da noite para o dia. Eu estava apenas animada com a ideia de Freddie da mesma maneira que fiquei animada pela promoção de sundaes dois-por-um do McDonalds. Eu não podia me culpar por isso. Eu era uma mulher impulsiva, portanto, a visão de Frederick Archibald me parecia atraente. Nada demais. Eu poderia seguir em frente. Havia uma abundância de outros peixes no mar (provavelmente o mais aplicável que a frase jamais seria). Os jogos estavam cheios de atletas sensuais cuja única bagagem era a variedade de bagagem de mão. Claro, a mandíbula de Freddie foi esculpida em mármore grego e seu sorriso de menino havia ganhado uma pesquisa BuzzFeed em 2014, intitulado "Sorriso molha-calcinhas", mas havia muitas pessoas atraentes no Rio. Milhares deles, na verdade. Para a próxima. "Andie, yoohoo! Terra para Andie." Olhei para cima e encontrei Kinsley olhando para mim sobre o encosto do sofá. Becca sentou ao lado dela, folheando os canais de TV a uma velocidade que fez meus olhos lacrimejarem. "Becca e eu achamos esta série de documentários realmente bons no Netflix sobre bebês de baleias árticas, e se nós começassemos hoje à noite, provavelmente terminaríamos todos os episódios antes de voltar para L.A." Ela parecia realmente animada com a perspectiva, mas não havia nenhuma maneira que eu fosse me juntar a elas. Eu estava dando os retoques finais em um sanduíche na cozinha minúscula do nosso condomínio, e em vez de responder, eu dei uma mordida gigante e ofereci-lhe um rápido aceno de cabeça. "Espere. Por que você está vestida como se você fosse sair?", ela perguntou, estreitando os olhos. Becca se virou para me avaliar também e eu engoli o bolo de manteiga de amendoim entalado na minha garganta. "Oh. Bem." Eu olhei para os meus jeans e uma blusa creme de um só ombro. "Porque eu vou."


Kinsley jogou os braços para cima. "Mas Liam estará aqui em breve, e você devia ser o nosso pequeno bebê beluga." "Eu pensei que você amasse as baleias", acrescentou Becca. Elas sabiam que eu tinha um amor por baleias e provavelmente elas tinham escolhido a série, porque elas achavam que eu precisava me animar. Elas assumiram que eu estava chateada com o noivado de Freddie, mas eu não poderia ter estado nem de longe de chateada. Eu não tinha necessidade de agir em torno do nosso condomínio como se minha vida amorosa tivesse acabado, porque, na verdade, ela estava apenas começando. Eu recebi um convite no Facebook para uma noite de poker de alguns membros da equipe de futebol masculino portuguesa, e não havia como deixar essa oportunidade passar. Eles eram todos altos, bronzeados e ridiculamente bonitos. Eu não jogava poker há anos, mas eu percebi que eu poderia ter sorte o suficiente para encontrar um substituto para o meu brinquedinho do Rio. Quer dizer, não é fofo dois jogadores de futebol apaixonados? Nada, como evidenciado pelos romances de contos de fadas de Kinsley e Becca. "Por mais divertido que o documentário possa parecer, eu acho que vou sair.", elas franziram a testa em conjunto. "Olha, eu não espero que vocês entendam. Vocês são ambas casadas, e bem, chatas." "Ei!", disse Becca. Eu joguei um sorriso de desculpas. "Quero dizer, é a verdade. Se vocês fossem solteiras, vocês viriam para esta noite de pôquer comigo." "Não é verdade", Kinsley argumentou. Eu ri. "Certo. Vamos ver. Lembra quando você quebrou as regras para namorar Liam Wilder, embora ele fosse o treinador de futebol da faculdade?" Becca começou a rir, mas Kinsley virou-se e estreitou os olhos azuis brilhantes em mim. "Isso foi diferente."


Dei de ombros. "Parece-me estranho que você está inflexível quanto a eu sair e conhecer um cara bonito aqui quando ambas tiveram o seu quinhão de diversão." Becca cantarolava em pensamento. Eu sabia que estava fazendo um ponto válido. "Eu só acho que eu deveria ter a opção de fazer o máximo de coisas estando no Rio." Kinsley assentiu. "Você está certa. Mas só que, você sabe, você é linda, Andie. E eu não estou dizendo isso só porque eu gosto de você. Você poderia estar noiva de milhões de Freddie Archibalds se você quisesse." Eu balancei a minha cabeça. "Obrigada por sua confiança nas minhas habilidades poligâmicas, mas realmente, eu não estou nem pensando sobre isso - ele - mais." "E se você quer sair e se divertir, fique à vontade, mas eu não vou parar de ser superprotetora quanto a você. Eu fiz uma promessa a sua mãe de que eu ficaria de olho em você enquanto estivéssemos aqui." "Minha mãe ligou para você?!" Kinsley me lançou um olhar. "Christy me tem na discagem rápida." Claro. Eu deveria saber. Peguei a minha pequena bolsa da cômoda no meu quarto e, em seguida, escorreguei no meu favorito par de sapatos marrom de couro. Quando eu voltei para a sala de estar, Kinsley e Becca olharam para mim, avaliando a minha roupa. "Você está usando um sutiã, certo?". Revirei os olhos. "E calcinha? Ela é mesmo sua desta vez?", perguntou Becca. Eu as ignorei e caminhei até a porta. "Fique segura. Mande-nos uma mensagem e não fique fora até tarde demais. Nós temos um treino cedo amanhã."


"Uau, você realmente está falando com Christy ultimamente," eu provoquei por cima do ombro, assim que ouvi uma batida na porta. Como previsto, Liam estava do outro lado com um saco cheio de batatas na mão. Ele tinha acabado de sair do banho e seu cabelo estava úmido e um pouco despenteado. Kinsley definitivamente tinha tido sorte com ele. Eu sorri e roubei um punhado de batatas fritas enquanto eu furtivamente passava pelo corredor. "Ei! Espera. Você não vai ver o documentário com a gente?", perguntou. "Não, ao contrário de vocês perdedores, eu realmente tenho planos." "Fique segura!", ele gritou enquanto eu me inclinava para pressionar o botão de chamada do elevador. Ficar em segurança não era realmente difícil de fazer. Enquanto o em geral tinha problemas com o crime, a vila em contraste era segura e bloqueada após 8:00 da noite. Os atletas estavam livres para se movimentarem como quisessem. Os rapazes portugueses estavam hospedados em acomodações dois edifícios abaixo do meu. A brisa do mar atingiu o meu cabelo e o soprou em todas as direções. Torci os longos fios em um coque baixo para mantê-los longe do meu batom. Eu tinha feito uma simples maquiagem. Eu ainda tinha um bronzeado das práticas de casa ao ar livre, então eu não precisava me preocupar com cobertura. Eu coloquei um tom sutil de batom vermelho e rímel, e senti-me confiante assim que entrei no elevador até o terceiro andar. O barulho da acomodação deles podia ser ouvido antes mesmo que eu saísse do elevador. Eu verifiquei o convite no Facebook e confirmei que o apartamento turbulento e cheio era aquele que eu deveria estar indo. 312 . Dei uma batida suave na porta, embora eu soubesse que não seria ouvida. Depois de outra tentativa, girei a maçaneta e entrei, surpresa com as borboletas que invadiram o meu estômago quando entrei. Embora a música estivesse tocando, o apartamento estava muito menos lotado do que a festa do Cubo Rubik’s tinha sido na


noite anterior. Havia alguns caras na cozinha misturando um lote de sangria em um isopor no chão. Eles acenaram para mim e apontaram para a sala onde o resto do grupo estava antes de mim. Os caras do futebol tinham empurrado todos os móveis de lado para dar lugar a três mesas de poker. Eu cheguei um pouco tarde, então as duas primeiras mesas já estavam cheias de pessoas bebendo e conversando e acenando para mim enquanto eu passava. Eu deslizei através das lacunas nas cadeiras e me dirigi para a última mesa, onde quatro cadeiras vazias estavam esperando para serem reclamadas. Eu estava prestes a me sentar quando uma mão estendeu para pegar o meu braço. Virei-me sobre o meu ombro e fiquei cara a cara com um cara bronzeado e sorridente que eu reconheci do convite do Facebook. Eu não conseguia lembrar o seu nome, mas ele era definitivamente da equipe nacional portuguesa. "Ei," ele disse calorosamente. Ele parecia bonito, mas era difícil dizer com a viseira verde na cabeça – um suporte para a noite de poker. Alguns outros rapazes ao redor da sala também estavam com a mesma viseira. "Ei. Sou Andie." Ele apertou a minha mão e fez um trabalho pobre de esconder seu olhar enquanto ele deslizava pelo meu corpo. "Andie Foster", disse ele com um sorriso. "Eu esperava ter você aqui." Ele falou em Inglês com um forte e sedutor sotaque. Ele puxou minha cadeira para mim e tomou um dos lugares vazios ao meu lado. "Eu sou Nathan Drake." Minhas sobrancelhas subiram em estado de choque. Nathan Drake era um nome popular e, embora eu não tivesse notado ele em primeiro lugar - provavelmente por causa de sua viseira - eu definitivamente tinha visto ele em alguns comerciais; ele era um jogador de futebol europeu fortemente patrocinado no mesmo nível de David e Liam.


Minha reação ao seu nome o fez sorrir mais amplo, revelando um par de dentes perfeitamente retos e uma covinha única na borda dos lábios. Eu estava olhando lá assim que ele falou novamente. "Você já jogou poker antes?", perguntou. Eu balancei a minha cabeça. "Não recentemente, mas estou esperando que eu possa entrar no jogo logo." Olhei ao redor da mesa para verificar a minha competição. Poker era uma boa escolha para uma festa internacional, uma vez que o jogo pode ser jogado principalmente com sinais manuais universais e gestos. Felizmente, ninguém parecia estar levando o jogo muito a sério, e Nathan assegurou-me de que não jogaria com dinheiro real. Nossa mesa estava dividida igualmente entre três garotas e três rapazes. "Estas são Tatiana e Sarah", disse ele, apontando para as duas garotas na mesa. "Eric e Jorge." Eu acenei e sorri enquanto ele apresentava todos com quem eu estaria jogando pelas próximas horas. A maioria presente era atletas portugueses, mas Eric era um remador americano e Tatiana era uma mergulhadora russa. Nathan começou a embaralhar as cartas. "Vamos começar em breve. Há algumas pessoas que ainda faltam chegar." "A Sangria está pronta!", gritaram os caras que misturavam a bebida na cozinha. Eles começaram a distribuir pequenos copos cheios com a mistura à medida que mais convidados chegavam, enchendo os lugares vazios. A sangria parecia boa, mas cheirava a aguardente e vinho, então eu educadamente recusei um copo. Kinsley, embora arrogante, às vezes, estava certa sobre o nosso treino de manhã cedo; Eu não precisava vomitar todo o licor enquanto nós treinamos. "Sabe Frederick?", perguntou Nathan. "O nadador?"


Retirei a minha atenção do quarto e olhei por cima. Nathan estava sorrindo para mim, orgulhoso de si mesmo por alguma coisa. "Hum, sim, eu o conheço, mais ou menos. Por quê?" Ele sorriu mais amplo. "Ele está vindo. É o convidado especial da noite." Ele hesitou no meio da frase, tentando entender as palavras pelo que parecia ser a primeira vez. Freddie ia ser um convidado especial? Meu intestino apertou com o pensamento e eu me mexi na cadeira como se alguém tivesse acendido um fogo debaixo de mim. "Qual é o problema?", perguntou Nathan, olhando para mim. Eu balancei a cabeça e franzi a testa quando a porta da frente se abriu novamente. Um dos nadadores britânicos que eu tinha visto na praça de alimentação entrou com Freddie logo atrás dele. Todos os cumprimentaram com entusiasmo, mas o meu coração se revoltou no meu peito com a visão. Ele podia deslizar em uma caalça jeans e uma camiseta cinza Henley. Ele podia colocar um boné de beisebol e fingir que ele era Freddie, não Frederick, mas eu sabia melhor. Ele tinha um certo charme nele um encanto sem falhas que ele era plenamente consciente - e quando ele olhou através da sala e me nivelou com o seu olhar escuro debaixo da aba do chapéu, eu sabia que ia ser uma causa perdida tentar superá-lo flertando com alguns jogadores de futebol. Não havia nenhuma maneira de superá-lo. Não fiquei surpresa quando ele passou pelos lugares abertos nas outras mesas e fez o seu caminho em minha direção. Não fiquei surpresa quando ele parou na cadeira ao lado da minha, permanecendo em pé a centímetros de distância e roubando o meu conforto, minha determinação e os meus sentidos enquanto ele puxava a cadeira para fora da mesa. Tentei me concentrar no feltro verde, mas foi inútil. Eu ainda sentia o cheiro de sua colônia - ou talvez ela fosse seu sabonete corporal; Eu não podia dizer. Era sutil, mas forte, e eu me vi desejando estar com o nariz entupido, então eu não teria que continuar sentindo o cheiro dele. Nós


entendemos. Você é um duque e você cheira divinamente bem. Ele precisa continuar esfregando isso na minha cara? "Eu devia ter esperado encontrá-la aqui", ele disse com um sorriso que eu não podia ver, mas sabia que estava lá. "Poker definitivamente combina com você." "Ah, é?", eu disse, finalmente virando-me para encarálo. GRANDE ERRO. Era muito mais fácil colocar uma barreira contra Freddie quando ele não estava sentado a poucas polegadas longe de mim, sorrindo como o próprio diabo. "Sim, você tem uma boa cara de poker", ele continuou. Inclinei a cabeça e tentei dar uma boa olhada em seus olhos sob a aba do chapéu. De quem ele estava tentando se esconder com aquela coisa? Não havia uma pessoa na sala que não soubesse quem ele era. "Por que você pensa isso?" "Você está parecendo totalmente que não está afetada por mim." Eu sorri, feliz que eu, pelo menos, parecia dessa forma do lado de fora. "Eu estou." Ele sorriu. "Você está?" Foi um clássico exemplo de uma brincadeira britânica seco, com apenas um toque de provocação, mas em vez de dar-lhe a satisfação, eu decidi ir para a ofensiva. "Parabéns pelo noivado", eu disse com uma sobrancelha arqueada. "Caroline é realmente bonita." O golpe claramente encontrou a sua marca enquanto sua mandíbula apertou. "Ela é apenas uma amiga." "Uma amiga de quem você está noivo e com quem vai casar," eu o lembrei. "Minha família arranjou o noivado. Não foi eu quem a pediu."


Eu balancei a minha cabeça. "Claramente eu não entendo as suas tradições inglesas arcaicas. Para ser honesta, eu nem sabia que noivados ainda eram uma coisa. Na América, nós gostamos de estar no controle do nosso próprio destino." Seus olhos castanho-claros encontraram os meus debaixo de seu boné e por um momento eu pensei que tive um vislumbre do real Freddie, e não do provocante Playboy de Londres, mas um homem diante de um futuro que ele não queria. Ele abriu a boca para falar, mas no mesmo instante, Nathan bateu o baralho de cartas em cima da mesa na minha frente. "Todo mundo está aqui! Prontos para jogar?"


Freddie

EU NÃO ESTAVA a fim de uma noite de pôquer. Eu disse a Thom para cair fora uma meia dúzia de vezes, mas ele fez eu me sentir culpado contando uma história triste sobre como ele "costumava fazer esse tipo de coisas com Henry o tempo todo." Ele iria se lamuriar sobre isso durante toda a noite e eu não queria ouvir que o meu irmão tinha sido craque no poker, então eu a contragosto aceitei com condições estritas: nós iríamos ficar um pouco, Thom iria jogar algumas mãos, e então eu voltaria para o apartamento e descansaria. Eu tinha um treino de manhã cedo e eu ainda estava um pouco cansado da viagem por metade do mundo. É claro que o plano foi jogado para fora da janela, logo que entrei na sala com Thom e vi Andie do outro lado da sala. Ela estava de pé, parecendo um pouco assustada, como se ela estivesse pronta para fugir com a simples visão de mim. Talvez eu devesse ter dado o seu espaço, mas não o fiz. Eu passei por alguns caras e caminhei em direção a sua mesa. Nossa brincadeira foi fácil, a sua presença era bem-vinda, e embora tenha me surpreendido ao ouvi-la falar de Caroline, eu dei fim à discussão rapidamente. Eu não queria falar sobre ela, não quando Andie estava tão perto. Ela me encantou. Permaneci observando-a com o canto do meu olho enquanto Nathan distribuía as cartas e falava as


regras. Foi chato, mas eu concordei e assisti Andie, admirando suas feições delicadas e o cabelo preso apenas na sua nuca. A tonalidade pálida de loiro me lembrou do sol de verão. Sua blusa caia de seu ombro mais perto de mim e havia uma enorme quantidade de sardas que pontilhavam sua pele bronzeada lá, apenas no topo. "Freddie, se você continuar tentando olhar para as minhas cartas", ela disse, "Eu vou ter que pedir para alguém trocar de lugar comigo." Ela manteve o foco em suas cartas cobertas, mas eu podia ver o sorriso que ela estava tentando esconder. "Certo." Fingi olhar as minhas cartas. "Eu estava me perguntando se você joga poker com frequência?" Todo mundo estava tomando seu tempo organizando suas cartas e avaliando suas chances, mas não era uma coisa de sete cabeças. Eu jogava poker há anos e eu não tinha que me concentrar muito no jogo. Eu poderia jogar e me concentrar em Andie; os dois não eram mutuamente exclusivos. "Não, na verdade", ela respondeu. "Eu gosto de jogar jogos de habilidade, não de sorte." Eu balancei a cabeça. "Eu acho que não é o meu forte também. Eu tendo a usar a copas da minha manga." "E onde é que você mantêm suas espadas e ouros?", ela perguntou com um sorriso suave. Os seus sorrisos nunca duravam o suficiente. Ela estava novamente focada em sua mão, preocupada com as cartas que ainda iam ser viradas, mas eu queria sua atenção. Inclinei-me mais perto e sussurrei em seu ouvido. "E se você e eu fizermos a nossa própria pequena aposta?" Sua sobrancelha arqueou com curiosidade, embora ela mantivesse o foco em suas cartas. "Como uma aposta paralela? Eu não trouxe dinheiro."


Eu concordei e reorganizei as minhas cartas. "Nada sério. Apenas um pouco de diversão, já que somos ambos novatos." Ela não respondeu de imediato e quando eu a olhei, a encontrei me olhando com desconfiança, como se ela estivesse tentando ver através do meu disfarce. Vi quando ela mordeu o lábio inferior entre os dentes, refletindo sobre a aposta, e por um momento eu estava preocupado que ela diria que não. "Eu não conheci um atleta olímpico que tivesse medo de um pouco de competição", provoquei de brincadeira. Ela soltou o lábio e se endireitou. Bastou a simples menção de uma competição e isso acendeu um fogo atrás de seu olhar e eu sabia que tinha ela. "Tudo bem, você está na vibe de Sr. Visconde ‘Sei lá como isso se chama’. O que vamos apostar?" Eu sorri. "Nós dois temos treino, por isso proponho uma "guerra de territórios" de sortes. Se eu ganhar, você se junta a mim na piscina amanhã, e se você ganhar, eu vou acompanhá-la em campo." Ela endireitou a cabeça, ainda me inspecionando como se ela estivesse tentando encontrar a minha verdadeira intenção escrita no meu rosto. Arqueei uma sobrancelha e ela estendeu a mão para apertar a minha. "Você está dentro." Apertamos as nossas mãos e não a soltei até que eu estava bem e pronto. "Eu espero que você tenha trazido um biquíni."


Andie

"KINSLEY!", EU GRITEI pelo apartamento. "Por acaso você embalou um velho maiô estilo anos 1850 na sua mala? "O quê?", Ela gritou de volta. Eu gemi. "Deixa pra lá." Ela enfiou a cabeça pela minha porta, mas eu não me incomodei em olhar para cima; Eu sabia que ela estava me julgando. "Nossa, está uma bagunça aqui." Ela não estava mentindo. Eu sistematicamente removi cada peça de roupa da minha mala e joguei para o lado depois de uma rápida inspeção. Eu estava tentando encontrar algo para vestir para a piscina. Eu tinha embalado duas roupas de banho, ambas eram biquínis e nem morta eu iria vestir isso perto de Freddie - que era, aliás, ou um jogador de cartas hábil ou foi sorte de principiante. Ou o diabo. Eu ainda não tinha decidido. "Por que você precisa de um maiô?", perguntou ela. Joguei uma outra camiseta de lado. "Porque eu tenho que ir nadar."


"Certo, então, basta usar aquele biquíni que você tem atrás de você." Ela estava apontando para o azul claro. "É muito a cara do Rio." Bati minha mão sobre os olhos e balancei a cabeça. "Sim, obviamente. Esse é o problema. Meus peitos parecem muito bons nesse bíquini. Eu preciso de um traje que diga ‘eu sou chata e indisponível", que eu pensei que você teria." "Quero que você saiba que Liam ainda acha que eu sou muito sexy. Só porque estamos casados por alguns anos não significa que a nossa vida sexual não é ainda surpreendente. Ainda ontem, nós tentamos essa coisa nova onde eu girei -" "NÃO. NADA. NÃO." Eu levantei a mão para impedi-la de continuar. "Pode parar aí mesmo. Eu não preciso ouvir o quão vulgares vocês dois são no quarto." "Tudo bem, mas eu sinto muito, eu não tenho o hábito de freira que você quer usar para ir nadar. Basta usar aquele biquíni como uma pessoa normal." Eu gemi muito alto, esperando que fosse assustá-la, mas não funcionou. "Com quem você vai nadar de qualquer maneira?" Parei com uma camiseta agarrada mãos. "Ninguém." "BECCA! ENTRE AQUI."

nas

minhas

"NÃO!" Eu gritei. Não havia tempo para me preparar. Antes que eu pudesse correr e me trancar no banheiro, Becca e Kinsley tinham lançado sua dupla magia vodu dinâmica em mim. Becca tinha as minhas mãos presas ao chão e Kinsley tinha os meus pés. Eu tentei o meu melhor para tirá-las de cima de mim, mas foi inútil. "Com quem você vai nadar?" Kinsley perguntou novamente. "Você não deve terminar uma frase com uma preposição," eu respondi.


"Pare de mudar de assunto! Com quem você planeja nadar?!" "Ninguém! Eu gosto de nadar de vez em quando!" Ela balançou a cabeça. "Becca, vai encher um copo. Nós vamos ter que torturá-la." " NÃO!" "Kinsley, eu acho que é um crime de guerra, até mesmo no Rio," Becca avisou. "Bem, se ela gosta de água, tanto como ela afirma, isso não deve ser uma tortura." "Me solte e eu te conto! Eu prometo." "Conte-nos e em rebateu. "Ow, meu pulso!"

seguida, vamos

soltá-la",

Kinsley

Becca estava tecnicamente segurando o meu pulso ruim e, embora ela não estivesse realmente o machucando, minha pequena mentira ainda funcionou. Ela soltou seu aperto apenas o suficiente para que eu pudesse me libertar e torcer para fora do seu alcance. Eu pulei fora do chão e peguei algo para jogar nelas caso se aproximassem de mim novamente. Um grampo foi a primeira coisa que agarrei, mas Kinsley foi mais rápida. Ela puxou a minha camiseta favorita do chão, uma do Harry Potter com uma foto de Rupert Grint na parte da frente e as palavras "King Weasley" embaixo. "Diga-me ou Ron vai sofrer as consequências." Apertei os olhos. "Você não ousaria." Ela esticou o material perto do pescoço, apenas o suficiente para me mostrar que ela estava falando sério. Deixei cair o grampo e levantei as minhas mãos em sinal de rendição. "Tudo bem, sua comensal da morte, eu vou nadar com o duque."


Elas trocaram um olhar de conhecimento e, em seguida, Kinsley deixou a minha camiseta cair no chão. Corri e a peguei, confirmando que Ron estava realmente ileso. "Por que você iria nadar com ele? Ele está noivo de outra garota." Revirei os olhos. "Eu sei disso. Mas ontem houve um contratempo." "Vá em frente..." Kinsley implorou, claramente esperando por algum tipo de explicação. "Na verdade, é porque nós – ele - fez uma pequena aposta durante a noite de poker. Ele me disse que não era bom no poker, o que era uma grande mentira na verdade e eu perdi. Então, agora eu tenho que ir nadar com ele." Elas deram mais um daqueles olhares "oh querida, esta situação não parece boa". "Vocês duas podem parar? Nada está acontecendo. E mesmo que alguma coisa estivesse acontecendo, não sou eu quem começou." Eu nem estava mentindo. Freddie e eu tínhamos jogado algumas mãos de póquer na noite anterior e tinha sido divertido deixar o meu cabelo solto e relaxar. Eu sabia que ele estava noivo e ele sabia que eu era muito legal para ele, então não havia nenhuma pressão. Poderíamos ser apenas amigos. Super quente, super amigos não interessados um no outro. Eu não vi o problema. No final da noite de pôquer - depois de eu ter chamado ele de idiota trapaceiro - ele riu e pegou uma das cartas na mesa. Ele rabiscou algo sobre ela e, em seguida, Thom gritou para ele, dizendo que ele estava indo para casa. Freddie pressionou a carta na palma da minha mão e, em seguida, virou-se. Eu fiquei ali, observando-o sair, ignorando a inclinação de seus musculosos ombros e costas enquanto ele passava pela porta. Quando eu virei a carta, lia-se, 1:00 PM – Complexo de Treinamento Central de Natação.


Ele nem sequer se preocupou em me perguntar se eu estava livre para nadar. É evidente que eu tinha que ir, mesmo que fosse apenas para repreendê-lo, e dizer-lhe que, se houvesse uma próxima vez (o que não haveria), ele deveria me perguntar sobre a minha agenda em primeiro lugar. Expliquei isso para Kinsley e Becca e ambas sacudiram a cabeça. "Isso não faz sentido", disse Kinsley. "Você vai porque você acha que o homem ficará bem na piscina." Becca assentiu. "E você quer vê-lo sem camisa. Você é Ariel ao inverso; você está trocando as pernas humanas por uma cauda de sereia para que possa beijá-lo." Engoli em seco. "O que? Não. Isso é um absurdo." "Você nunca usou essa palavra, então eu sei que você está mentindo." "Certo, bem, obrigada pelo amor vocês duas. Devo me arrumar agora. Conversamos mais tarde." Eu enxotei as duas para fora do meu quarto - um pouco com força no final desde que Kinsley é forte para o seu tamanho. Ela tentou segurar o batente da porta e cavar seus calcanhares, mas eu a empurrei para fora e, em seguida, tranquei a porta o mais rápido possível. "Você está enganando apenas a si mesma!", Ela gritou de volta. Eu não podia ouvi-la sobre o som de eu mesma me dizendo o quão inteligente era ir dar um mergulho. Realmente, como minha irmã mais velha no time de futebol, Kinsley de todas as pessoas deveria encorajar meu interesse em treinamento extra.


Freddie

INSPIRA. BRAÇADA. BRAÇADA. Inspira. Braçada. Braçada. Eu cortava a água fria enquanto sentia os músculos dos meus braços começarem a protestar. Eu tinha terminado o meu treino alguns minutos mais cedo, mas eu continuei nadando. Era o melhor tipo de queimadura, o lembrete de quão perto eu estava de competir em outro jogo Olímpico. Eu bati forte, toquei a parede, e saltei para fora da água para verificar o cronômetro. Eu tinha terminado meio segundo mais rápido do que o meu último circuito. "Bom trabalho, Archibald", o treinador gritou do outro lado da piscina. Eu saí e sacudi a água como um vira-lata sarnento. "Acha que você poderia dar uma pausa?", perguntou Thom. "Seus braços vão cair antes dos jogos que nem sequer começaram." Ele jogou a toalha para mim e eu estendi a mão para pegá-la antes que caísse na piscina. Ele já tinha tomado banho e trocado de roupa, o que significava que eu tinha ficado na piscina mais tempo do que eu tinha imaginado. Dei de ombros. "Sinto-me bem. Eu não tinha sentido isso desde que cheguei aqui." "Sim, bem você já está me fazendo perder o meu tempo, e eu sou o nadador mais rápido do mundo. Eu acho que você poderia dar uma pausa de vez em quando."


Enrolei a toalha em volta do meu pescoço e caminhei até a minha bolsa para que eu pudesse ver o meu celular. Havia uma mensagem de texto de Georgie esperando por mim.

Georgie: Mamãe tentou te telefonar esta manhã, mas eu escondi o carregador do celular dela. Ela estava caminhando por aí e entrando em forma. Ela nunca vai encontrá-lo na caixa de areia do Chester. Eu escondi seu hediondo batom vermelho canário lá no outro dia também. A mulher devia me agradecer - ela parecia uma torta de cereja.

Eu sorri e escrevi de volta uma resposta.

Freddie: Eu te devo uma.

"O que você vai fazer agora?", perguntou Thom. "Vai para a academia?" Eu balancei a minha cabeça e joguei meu celular de volta na minha bolsa. "Na verdade, tenho planos." "O quê? Com quem?" Dei de ombros. "Ninguém." Meu celular tocou na minha mochila de novo e eu estendi a mão para ele como uma saída. "Na verdade, eu tenho que lidar com isso imediatamente." Eu fiz parecer que era um e-mail importante, mas era apenas Georgie me enviando uma mensagem de texto de volta. Funcionou embora; Thom se afastou e eu gritei que eu iria vê-lo de volta no apartamento. Eu sabia que ele ia me interrogar mais tarde, mas eu poderia pensar em uma desculpa adequada até lá.


Georgie: Oh, não. Mamãe encontrou o batom. Georgie: E ELA O COLOCOU. Você deveria ter visto o olhar que Chester deu a ela. Georgie: Ela também encontrou o carregador. Prepare-se... Acho que a ouvi tentando ligar para você do quarto da frente.

Ela não estava mentindo. Eu mal tinha fechado a mensagem de Georgie quando a chamada da minha mãe apareceu na minha tela. Diabos. Eu tinha que atender. Era melhor acabar logo com isso. Além disso, Andie não estaria aqui por mais alguns minutos e todos os nadadores tinham deixado o complexo. Eu estava sozinho para matar o tempo, então eu deslizei meu dedo na tela, respirei e respondi. "Olá, Mamãe." "Frederick!" Ela e Caroline eram as únicas pessoas que sempre me chamavam pelo meu nome completo. Eu desprezava. Henry tinha sido nomeado em homenagem ao meu pai, o que me deixou para herdar um apelido do meu tio-avô, um cara com o nariz entupido e com as bochechas vermelhas e uma barriga tão redonda que eu costumava me perguntar como ele cabia nas cadeiras da nossa sala de jantar. Ele falava sobre etiqueta e as ‘velhas formas de aristocracia britânica' em qualquer chance que ele tivesse. Em outras palavras, ele era um verdadeiro chato e alguém que eu esperava nunca me tornar. "Estou emocionada por ter conseguido falar com você. Você está ocupado no treino?" Eu passei a minha toalha em volta da minha cintura e sentei-me no banco. "Não, eu tenho alguns minutos. Como estão as coisas em Londres?"


Ela suspirou profundamente como se eu tivesse acabado de lhe dar permissão para se abrir numa sessão de terapia. "Terrível. Georgie está me deixando louca, mas você sabe como é difícil lidar com ela." Eu sorri. "Quase impossível." "Precisamente. E bem, eu já comecei a planejar o baile de inverno aqui na propriedade. É claro que com o seu noivado se aproximando, ele precisa ser mais generoso do que nunca. Estou pensando em chamar um organizador de festas para ajudar com tudo." Meu peito apertou. "Certo." "É um evento significativo, Frederick. Como Henry faleceu tão pouco tempo após o seu pai, eu não tinha certeza de como administraríamos. Se você gosta do título ou não, você deve suportá-lo. Você é o Duque de Farlington e seu casamento com Caroline é exatamente o que esta família precisa. Ela foi criada para isto desde a infância e ela vai ser uma maravilhosa duquesa um dia. Ela está familiarizada com o funcionamento de uma propriedade e sua família é tão próxima da nossa. Não poderia ser uma união mais perfeita." Debrucei-me contra a parede e olhei para o teto, ouvindo-a ir em frente. "E por falar em Caroline... Eu sei que você está ocupado com suas corridas, então eu perguntei a ela se poderia acompanhar Georgie ao Rio, para tornar as coisas mais fáceis para você." Sentei-me para frente com um arranque. "O que você quer dizer? Convidou Caroline para vir para o Rio?" "Georgie tem apenas dezoito anos. Ela precisa de um acompanhante, e não é como se você tivesse tempo. Eu mesma iria, mas eu tenho muito que fazer aqui."


Abaixei a minha cabeça em minhas mãos e apertei os olhos fechados. "Eu queria que você tivesse me perguntado primeiro, mãe." "Oh Freddie. Ela vai ser a sua esposa. É hora de realmente começarem a passar algum tempo juntos." Tínhamos passado algum tempo juntos. Eu conhecia Caroline a minha vida inteira. Ela tinha sido uma presença constante em nossa casa por tanto tempo quanto eu poderia lembrar, mas ela nunca foi alguém com quem eu me imaginava casando - e nem mesmo Henry. O compromisso deles tinha sido tão organizado como o nosso, mas Henry tinha aceitado a responsabilidade, sem um segundo pensamento. Ele era o herdeiro obediente que eu só poderia tentar em vão ser. Honestamente, eu pensei que a minha mãe tinha em sua cabeça que Caroline e eu nos casaríamos antes mesmo que tívessemos chegado em casa do funeral de Henry. Era o meu dever e não havia maneira de contornar isso. Foi há três semanas antes de partir para o Rio - eu tinha estado no meio de um treinamento pesado - quando ela me veio com a idéia do noivado. Ela sabia exatamente o que estava fazendo. Eu estava muito ocupado para dedicar a minha atenção para qualquer coisa, a não ser a competição. Eu disse a ela para deixarmos para falar sobre isso até depois dos Jogos Olímpicos, mas ela tomou a minha indecisão como resignação. Ela tinha tomado à decisão e não havia espaço para negociações. Caroline e sua família foram informados antes de eu sequer visualizasse o cenário. Eu ainda tinha a minha cabeça na minha mão, ouvindo a minha mãe, quando a porta para o complexo abriu. Olhei para cima para ver Andie entrando e qualquer que seja a nuvem escura que se formou em cima de mim durante os últimos cinco minutos desapareceu. Ela entrou vestindo o uniforme de sua equipe: calças, blusão e um casaco. Ela tinha a sua bolsa de treino


pendurada em seu ombro e quando ela olhou para cima e me viu, um sorriso lento se espalhou através de seu rosto. "Freddie", minha mãe continuou. "Eu sei que você tem muito para pensar agora, mas só sei que eu estou organizando tudo da melhor-" "Mamãe, eu tenho que ir." Eu desliguei antes que ela pudesse responder e parei para cumprimentar Andie. "Antes de dizer qualquer coisa," ela disse, "eu vim direto do treino." Ela apontou para a bagunça de cabelo no alto da sua cabeça. Os fios geralmente leves estavam úmidos de suor e suas bochechas ainda estavam cheias de seu treino. Ela não estava usando nenhuma maquiagem e eu arrastei o meu olhar sobre suas feições rapidamente, tentando cometer a sombra rosa dos seus lábios nus para a memória sem que ela percebesse. "Eu espero que você tenha vestido uma roupa de banho debaixo essa coisa", eu disse, apontando para as suas calças de pista. Ela sorriu, olhou por cima do ombro para o complexo vazio, e depois estendeu a mão para o zíper de sua jaqueta. Desviei o olhar enquanto ela se despia, embora eu não soubesse o porquê. Força do hábito, talvez. Ela limpou a garganta e eu olhei de volta para ela, uma gargalhada saiu antes que eu pudesse me parar. "O que diabos é isso que você colocou?" Ela estava usando um top spandex azul apertado que cobria os braços até os pulsos e fechado acima do centro do peito até que terminava na base de seu pescoço. Parecia com o que os surfistas usavam durante as competições, e no fundo era ainda pior: largos calções vermelhos que apertavam acima da cintura e caiam abaixo dos joelhos, transformando sua figura em uma bolha amorfa.


"O que é isso?" Ela sorriu. "Uma camiseta para nadar. Eu encontrei na loja de presentes no caminho. E o tronco é para dissipar quaisquer hipóteses de... indecência, podemos ter alguns espectadores." "Certo bem, o lugar está deserto", eu disse, acenando para o complexo vazio. "Além disso, você não pode, possivelmente, usar esses troncos para nadar. Eles vão te puxar para baixo como uma âncora." "Não. Eles são leves." Ela começou a saltar para cima e para baixo para provar o seu ponto. "Olhe. Você vê o quão alto posso saltar?" Meu sorriso se espalhou mais enquanto eu balançava a cabeça. "Por favor, me diz que você tem um maiô normal por baixo disso." Ela me nivelou com um olhar irritado. "Está bem." Com um suspiro, ela puxou o cordão atado e o calção largo caiu no chão, revelando um biquíni azul claro minúsculo. Finas tiras amarradas em ambos os lados de seus magros e bronzeados quadris e eu admirei a vista com uma inspiração pesada. O top de natação apertado parou logo abaixo do umbigo, revelando as últimas polegadas de sua cintura fina. Ela tinha o corpo de uma atleta, ágil e forte, mas não havia como negar que ela era toda mulher. Ela colocou a camisa de natação para se esconder, mas em vez disso, serviu para acentuar o contorno dos seus seios, cheios e tentadores. Ela era malditamente linda e eu precisava entrar imediatamente na água fria. "Talvez eu devesse ter deixado você ficar com o calção", eu disse, levantando-me e jogando a minha toalha para o lado. Quanto mais cedo nós pulássemos para dentro da piscina, melhor. Ela riu. "Isto foi ideia sua, lembra? Você fez a aposta." Suas palavras me lembraram ao viajar por essa estrada, eu estava apostando muito mais do que no poker.


Andie

TENTAR MALICIOSAMENTE conferir Freddie em seus calções deveria ser um esporte olímpico por si só. No momento em que ele se levantou e largou a sua toalha, virei a minha cabeça, mas desenvolvi simultaneamente um olho preguiçoso, que apontou para Freddie, independentemente de qual maneira que eu olhava. Quando ele se estendeu ao lado da piscina, eu perdi a função motora e de repente não conseguia me lembrar como as pessoas normais ficavam em pé. Será que eles mantêm o peso em ambas as pernas ou tipo apenas casualmente ficam em uma? Braços cruzados? Não, assim parece que estou com raiva. Espera aí, para que servem os braços de novo? Eu deixo os agora inexpressivos membros cairem molemente aos meus lados e fingia ouvir Freddie enquanto ele falava sobre a forma freestyle adequada. Eu não me importava com a forma de nadar, eu me preocupava com a forma dele. Ele tinha o corpo mais poderosamente fluido que eu já tinha visto, como um gladiador dos dias modernos. Cada polegada quadrada dele era feita de camadas de músculos bem definidos. Os bíceps espessos davam lugar a ombros largos. Suas costas definidas e os ombros fortes afunilavam para uma cintura mais magra, mas o meu olhar teve que parar lá. Ele estava usando esses shorts apertados que nadadores olímpicos usam. O material da marinha estava baixo em seus quadris, cortando seu V de Adonis pela metade quando ele se virou para se certificar de que eu estava prestando atenção. Para manter a minha própria sanidade, eu mantive o meu olhar sobre a metade superior dele - embora mesmo que isso não fosse realmente uma zona segura.


"Vê como a minha cabeça fica em 45 graus?", perguntou. Eu atirei-lhe um polegar para cima e tentei ignorar a sensação do meu coração batendo contra o meu esterno. Os shorts eram basicamente uma forma de punição cruel e incomum. Ele fez uma pausa, em seguida, notando a cor no meu rosto. Assegureilhe que eu estava prestando atenção, mas eu não estava. Eu estava olhando para a bunda dele. DESCULPA-ME, está bem. Estava ali, testando a capacidade elástica do spandex, e eu não podia fazer nada. Era o bumbum mais glorioso que eu já vi e eu não podia mais me segurar. Meu autocontrole tinha atingido o seu limite e, como o peixe-palhaço em Finding Nemo, eu pensei, eu vou tocar o bumbum. Minha mão se contraiu e começou a ir em direção a ele. "Tudo bem", gritei, apertando a minha mão leal ao redor da traidora. Eu ia perder em breve se não pulasse na água. "Eu acho que entendi; vamos entrar." "Eu não expliquei sobre a mecânica do curso completo", argumentou, olhando para mim por cima do ombro. Toda vez que ele se movia, eu pegava um novo ângulo, um vislumbre de seu abdômen definido ou seus bíceps fortes. Uma mulher só, não pode lidar com tanta coisa. "Eu vou ser honesta", eu disse, apoiando as mãos nos quadris. "Nós podemos ser honestos um com o outro, não é?" Ele balançou a cabeça e por um segundo eu quase disse a ele como fodidamente bonito ele era, o quanto eu queria espancar ele a todo o momento, mas me segurei antes que as palavras escapassem. "Isso é literalmente a coisa mais chata que eu já tive que escutar." Ele franziu a testa. "Desculpe, eu sei que a técnica é realmente importante, mas eu só quero nadar." Eu andei em direção à piscina e olhei para a água, tentando ignorar a tensão irradiando através do meu corpo. Era para ser


uma tarde de diversão. Eu disse a Kinsley que eu sabia o que estava fazendo, mas eu me sentia ansiosa e quente e estranha. Eu não conseguia agir normalmente, enquanto ele estava lá quase nu. "Andie?", ele perguntou, dando um passo em direção a mim. Eu peguei o movimento com o canto do meu olho e eu sabia que ele ia me tocar, talvez tentasse escovar o meu ombro com a mão. Eu agi em primeiro lugar, dobrei meus joelhos e mergulhei na água. Se ele me tocasse, seria um caso perdido.

Freddie

EU OLHEI ANDIE mergulhar na água e, em seguida, deslizei para a faixa ao lado dela. Seu humor tinha mudado nos últimos minutos. Se eu tivesse realmente entediado ela? Talvez eu pudesse ter deixado de falar um pouco. Nem todo mundo estava tentando ganhar o ouro, depois de tudo. Voltei à superfície e olhei para fora para encontrá-la no meio da piscina, nadando um pouco mais rápido do que eu esperava. Eu inalei e dei um impulso contra a parede para alcançá-la. "Eu sou mais rápido do que um medalhista de ouro!", ela provocou uma vez que ela tinha chegado ao outro lado. Eu sorri e peguei o ritmo. Meu treino foi mais pesado do que o habitual, mas estar com Andie tinha me revigorado. "Não! Devagar", ela gritou, chutando seus pés mais rápidos para ficar longe de mim. Ela estava fazendo salpicos exagerados e eu diminuí, agindo como se ela realmente estivesse me batendo. A cada poucas braçadas, ela virava de costas para ver quão perto eu


estava de passá-la, e cada vez que ela fazia isso, eu tive que desacelerar mais e mais. Uma vez que tinha chegado ao ponto de partida, ela se agarrou ao divisor de pista entre nós e balançou a cabeça. "Oh Deus, isso é difícil." "Isso foi apenas uma volta," eu disse, pisando na água ao lado dela. Mergulhei sob o divisor de pista para que eu pudesse vê-la corretamente. "Eu estou em boa forma", ela prometeu uma vez que eu apareci novamente a poucos metros dela. "É só que eu já treinei hoje e as minhas pernas estão muito mais fortes do que os meus braços." Fiz um show estudando seus bíceps subindo e descendo na água. "Eles parecem bons para mim." Ela sorriu. "Então, eu faço parte da equipe?" "Definitivamente, embora eu não esteja muito certo de que haja qualquer protocolo para a incorporação de uma garota americana na equipe de natação olímpica masculina de Sua Majestade." Eu estudei seu sorriso enquanto falamos, observei como as faces ficavam coradas quando ela ria. Seus olhos tinham um senso de maldade enquanto brincávamos na água e eu perguntei se ela estava se divertindo tanto quanto eu estava. Tinha sido anos desde que eu tinha saído com uma garota e tinha rido, tanto tempo na verdade, que eu não conseguia nem lembrar. "Bem, vamos tentar mais uma volta", disse ela. "Eu realmente acho que posso vencê-lo desta vez." Eu assenti. "Você quer ir na frente?" Em vez de responder, ela apontou para o lado do complexo com um olhar confuso em seu rosto. Quando me virei para ver o que tinha chamado a sua atenção, ela espirrou uma parede de


água na minha cabeça e mergulhou sob a superfície, nadando tão rápido quanto podia. Eu fiquei onde estava, observando enquanto ela fazia o seu caminho através da piscina. Eu esperei até que ela batesse a outra parede antes de eu começar e, mesmo assim, eu não nadei no meu ritmo normal. Estávamos preguiçosos, nadando juntos. Ela tentou agarrar o meu tornozelo sob a água, para me sabotar e me atrasar, mas não conseguiu segurar apertado o suficiente. Eu puxei o meu tornozelo do seu aperto e decolei, apenas um pouco rápido demais para ela me alcançar. "Eu não consigo", disse ela no meio da nossa última volta do dia. "O que?" Ela assentiu com o queixo em direção a parede de partida. "Eu não consigo voltar. Meus braços não funcionam mais." Eu sorri. "Bem, acho que você vive aqui agora." Eu me virei como se eu fosse nadar para longe e deixá-la ali, mas ela gritou atrás de mim. "Não! Pare!" Ela poderia ter saído da piscina e caminhado pelo caminho mais lento, mas eu tinha uma solução melhor, mais egoísta. "Suba nas minhas costas. Vou levá-la de volta para o outro lado." Ela estreitou os olhos para mim e acrescentou um pequeno sorriso para dar ênfase. "Eu vi filmes o suficiente para saber onde isso vai dar." Inclinei a cabeça, como se eu não tivesse entendido. Ela balançou a cabeça. "Nós não devemos cruzar a linha. Se eu subir nas suas costas e você supor que estamos cruzando apenas casualmente na piscina, isso vai ser uma vergonha. Eu não quero transformar esta tarde em algo que eu vou me arrepender mais tarde."


"Você se arrepende disso agora? Porque eu não. Este tem sido o dia mais divertido que tive em um longo tempo." Ela sorriu. "Eu também. Então, não vamos estragar tudo." Depois que fizemos o nosso caminho de volta para o início da piscina - eu nadando de volta e Andie dando a volta pela borda da piscina, ela e eu nos sentamos na borda com os pés balançando na água. Passei-lhe uma barra de proteína e ela inclinou a garrafa de água na minha direção para me deixar saber que eu poderia tomar um gole se eu quisesse. Não havia nada além de silêncio, enquanto nós acalmavamos nossas respirações. Eu podia ver o seu peito subindo e descendo com o canto do meu olho, mas eu mantive o meu olhar em frente, muito consciente de quão perto sua mão estava da minha, muito consciente do som de sua respiração pesada. Ela estava certa. No momento em que eu a tocasse, tudo mudaria. "Você não se sente mal convidando garotas para nadar com você?", ela perguntou, quebrando o silêncio primeiro. "Outras mulheres podem ter uma ideia errada, com você nesse calção apertado." "Calção apertado?" Ela riu. "Não", eu disse, confiante. "Eu não me sinto mal. Não sobre isso." " Caroline poderia." "Eu realmente não me importo com o que ela pensa." Parecia estranho reconhecer isso em voz alta, como se estivesse tomando o nome do Senhor em vão dentro de uma igreja ou algo assim. "Estranho", disse ela, deslizando os olhos para mim, "considerando que você está prestes a se casar com a mulher." "Se fosse do meu jeito, eu não estaria."


Eu sabia que ela provavelmente suspeitava disso, mas suas sobrancelhas subiram em choque. "Então por que você não termina com ela?" "Não é tão simples assim." "Você já disse isso na noite passada. Estou começando a achar esta frase realmente irritante." "Na verdade, eu nunca devia me casar com Caroline. Ela devia se casar com o meu irmão Henry." "Espera aí. Sério?" Eu balancei a cabeça. "Eles eram apaixonados?" "Não." Ela chutou a água com o pé. "O que é isso de vocês não se casarem por amor?" Pareceume dessa forma, embora eu odiasse admiti-lo. "É uma espécie de uma longa história." "Bem, eu ainda tenho metade desta barra de proteína para comer e você não pode nadar por 30 minutos depois de comer, então pode ir começando." Eu sorri. "Certo. Bem, meu irmão era o filho mais velho e herdeiro da propriedade de nossa família. A família de Caroline – os Montagues - tem sido amiga da família durante o tempo que me lembro, e estabeleceu-se desde cedo que Caroline e Henry iriam se casar." "Por quê? Para unir duas famílias poderosas? O que é isso, Game of Thrones?" Eu ri. "Na verdade sim. Mas sem White Walkers ou Rei Joffreys." "Uau." Ela sorriu. "Então o que aconteceu? Porque Caroline não vai se casar com Henry?"


Olhei para longe e centrei-me na água ondulante através da superfície da piscina. Eu sabia que a minha resposta iria mudar o humor da tarde, mas eu supunha que era mais fácil de dizer a verdade. "Henry morreu." "Oh, merda," Eu ouvi seu sussurro sob sua respiração. Não me choca mais, mas eu tinha certeza que ela não esperava essa resposta. Homens normais e saudáveis de trinta anos de idade, apenas não morrem do nada, mas o meu irmão tinha morrido. Defeito cardíaco. O choque disso só começou a desaparecer alguns meses atrás. Voltei para Andie para encontrar o seu sorriso descontraído substituído por um olhar de vergonha. Suas sobrancelhas estavam enrugadas e seus lábios estavam virados em uma carranca que eu teria beijado se eu tivesse o direito. "Eu realmente sinto muito por empurrar o assunto", disse ela. "Nós estávamos brincando e eu arruinei tudo." Eu balancei a cabeça e deslizei a minha mão para a dela, quase a tocando. "Está tudo bem. Você queria a verdade e isso é a mais pura verdade. Quando o meu irmão faleceu há alguns anos, a responsabilidade, o título, a propriedade, e tudo o que veio junto com ele passou para mim - embora pareça como se o trabalho houvesse me herdado, ao invés do contrário." Seu tom ficou sério. "E assim é como você conseguiu Caroline." "É o que parece." "Você não acha que poderia amá-la? Mesmo com o tempo?" Eu refleti sobre essa pergunta um milhão de vezes na minha cabeça, desde o dia em que a minha mãe tinha sugerido o noivado. Às vezes eu podia me convencer de que Caroline era a única para mim, mas eu nunca me enganaria em pensar que eu poderia amá-la. "Ela não... é a minha metade", respondi simplesmente.


"Sua metade?" "Minha alma gêmea", eu esclareci. Ela sorriu. "Suas bochechas estão vermelhas." Claro que a sirigaita sangrenta gostaria de salientar o fato de que eu tinha ficado com o rosto vermelho. "Bem, eu sôo como uma estudante de ensino médio falando sobre este tipo de coisa." Ela assentiu com a cabeça e voltou para a piscina. "Se isso ajuda, eu realmente espero que Caroline se torne a sua metade. Seria triste se você acabasse passando o resto de sua vida com alguém que você nunca amou verdadeiramente." Eu balancei a cabeça e a observei fazer pequenos círculos na água com os dedos dos pés. Sua pele ainda estava corada do treino e quando eu olhei para cima, seu sorriso estava de volta, mas subjugada, pendurado nos cantos de sua boca, pronta para saltar livre se alguém pudesse desbloquear. Eu queria ser essa pessoa.


Andie

EU VI A MINHA treinadora Lisa medir o meu pulso, tomando o seu tempo para fazer isso direito antes da nossa prática começar. Meu pulso doeu um pouco mais do que no dia anterior, mas eu estava colocando no gelo depois do treino e não havia muito o que eu pudesse fazer.

"Você realmente precisa tomar mais cuidado" Lisa disse puxando uma pequena tesoura do bolso e cortando o excesso de fita. "Lesões como esta parecem nada, mas elas podem piorar muito facilmente."

Eu balancei a cabeça, absorvendo o seu aviso. Meu pulso não era o único bombando acelerado em minha vida. Parecia que em todos os lugares que eu ia, eu estava andando em um campo minado, Freddie incluído. No dia anterior, depois que tínhamos acabado a natação, eu estava de toalha e me vestindo e ele me convidou para uma refeição rápida. Ele fez isso parecer tão ocasional "ceia no café" - e eu queria dizer que sim, mas eu balancei a cabeça e não dei resposta. Eu jurei que estava ocupada e ele jurou que era apenas jantar. Nenhum de nós realmente acreditou no outro.


Eu não conseguia explicar quais seriam os motivos de Freddie na minha cabeça. Será que ele realmente só precisava de um amigo? Será que ele me achava tão divertida para estar ao redor como eu fiz com ele? Ou ele estava à procura de mais? Possivelmente até mesmo uma saída para um noivado que ele não queria? Intencionalmente ou não, ele estava me puxando para águas turvas. Um mergulho rápido e um almoço ocasional eram todas as coisas que pareciam bem no papel, mas eu sabia melhor.

"Você está pronta", disse Lisa, jogando o rolo de fita em sua bolsa. Eu deslizei para fora de sua mesa e respirei fundo. Minha equipe já estava no meio do campo, preparando-se para o aquecimento. Tomei uma posição na fileira de trás e começei a rolar minha cabeça e esticar os músculos do meu pescoço.

"Bom dia Andie."

Olhei para cima para encontrar Liam andando na minha direção. Ele estava em seu uniforme de treinamento, o calção de futebol no lugar e seu apito no pescoço. A noção de que nós deveríamos levá-lo a sério havia sido hilário para mim quando eu ingressei na equipe. Antes de conhecer Kinsley, Liam Wilder tinha sido pintado um bad boy notório, mas depois de uma lesão irritante no joelho o obrigou a se aposentar, ele voltou para a vida de um treinador relutante. Ele se estabeleceu com Kinsley, e com o tempo, realmente entrou em sua própria capacidade de coaching17. Mesmo assim, não há dúvida no fato de que ele ainda era jovem, tatuado, e com incrívelmente bonito.

17

O Coach é o profissional especializado no processo de Coaching. Pode ser considerado um treinador que assessora o cliente (Coachee), levando-o a refletir, chegar a conclusões, definir ações e, principalmente, agir em direção a seus objetivos, metas e desejos.


"Como está o seu pulso?", Ele perguntou, olhando para a fita. "Está bem." Ele assentiu. "Bom. Falta três dias antes do nosso primeiro jogo; Eu quero ter certeza de que você está pronta. "Eu estou." O treinamento para os Jogos Olímpicos tinha sido um trabalho de tempo integral nos últimos anos. Uma vez que eu tinha ganho um lugar no time olimpíco alguns meses atrás, eu tinha me mudado para Los Angeles e usado o quarto de hóspedes na casa de Kinsley e Liam. Todas as manhãs, eu acordava e tomava o café da manhã às 05:30. Entrava para a minha equipe para a prática às 6h00, e gostavamos de gastar algumas horas de trabalho fazendo exercícios e revendo imagens do jogo. Depois disso, temos um curto intervalo para o almoço antes de nova convocação à tarde para treinamento de força e exercícios.

A única vida social que eu tinha fora do futebol era as quintas em encontros com Liam, Kinsley, Becca, e Penn. Era divertido, mas os dias eram longos e difícieis. Isso era parte da razão pela qual eu agarrei-me à ideia do Rio. Passaram meses desde que eu tive algum tipo de encontro de verdade, ainda mais desde a última vez que me liguei a um cara. Claro, havia o Tinder e centenas de outros aplicativos de namoro, mas essas coisas levavam tempo, o que era sempre escasso. A menos que olhares roubados na fila do caixa da mercearia contavam, eu não tinha encarado um cara desde a faculdade. Nadar com Freddie tinha sido literalmente a tarde mais interessante que eu tive em meses e é por isso que eu tinha que ser inteligente, manter distância, e manter o controle do meu coração e da minha cabeça. Seria muito fácil ir para o chão a desintegrar-se.


O treinador Decker começou os exercícios e eu me perdi na prática. Era bom correr, suar, e se concentrar em algo tão simples. Durante três horas, a única coisa que eu tinha que fazer era desenhar uma linha na grama e manter uma bola de futebol de atravessá-la. "Bom trabalho, senhoras," o treinador Decker disse enquanto nos abraçavamos no final da prática. Nós nos sentamos em um círculo, bebendo água e tentando recuperar o fôlego. Eu tirei a minha camisa sobre a minha cabeça e joguei a coisa pegajosa de lado. Senti o ar frio contra a minha pele enquanto me inclinava para trás em minhas mãos, ouvindo o nosso treinador. "Vocês todas estão mais do que prontas para o jogo em três dias. Muitos de nós sabemos que a França foi bem da última vez, por isso sabemos que eles vão vir com tudo, com velocidade e agressão, mas se mantermos o foco, não há nenhuma razão para não sairmos por cima dessa."

Kinsley inclinou-se e bateu o ombro contra o meu. Virei-me e ela cutucou o queixo na direção das portas do estádio. Quando eu olhei, era apenas a tempo de ver Freddie sentar-se na primeira fila da arquibancada. Ele estava vestido com jeans e uma camiseta, e ele tinha jogado seu chapéu de basebol como se para abafar o brilho. Ele sorriu quando me viu olhando e o meu coração já estava batendo rapidamente e tão forte contra o meu peito que eu pensei que seria visível quando olhei para baixo.

Ele veio à minha prática.

Por que diabos ele tinha vindo a minha prática?

Afastei-me com a imagem de suas características nítidas queimadas em minha memória.


O treinador Decker vestiu o seu agasalho e terminou com os exercícios, e cada mulher da minha equipe viu Freddie Archibald sentado e esperando por mim. Deus, ele era bom de se olhar. Ele tinha algo do velho mundo, características clássicas, o tipo de rosto que levou gerações de bons genes para criar. Não importa o quão longe ele puxou o chapéu para baixo em sua cabeça, não havia como esconder a sua beleza. "Eu não percebi que nós tinhamos convidado um público real," Becca disse enquanto eu seguia ela e Kinsley para a linha de arquibancadas onde tínhamos largado as nossas bolsas. Eu tomei o meu tempo doce recolhendo as minhas coisas e, em seguida, cavei na minha bolsa para encontrar outra camisa desde que a minha ainda estava pegajosa da prática. Felizmente, eu tinha uma Lululemon limpa lá dentro. Puxei-a antes de me virar para avaliar Freddie. Michelle e algumas outras novatas se reuniram ao redor dele. Até Liam estava lá, conversando com ele sobre Deus sabe o que.

Kinsley tentou pegar o meu olhar, mas eu a ignorei e puxei a minha bolsa sobre o meu ombro. "Você o convidou para vir aqui?", Perguntou Becca, correndo para me alcançar. Eu atirei-lhe um olhar. "Claro que não." "Bem, ele parece realmente feliz em vê-la."

Ele estava. Quando olhei para trás em sua direção, ele se levantou e passou pelo grupo para chegar a mim. Michelle me olhou de cima de seu ombro com uma expressão curiosa. Eu ignorei e olhei de volta para Freddie para encontrar um sorriso


sedutor esticado em seus lábios. Ontem, eu me empolgei antes mesmo de me juntar a ele para um mergulho. Eu havia me preparado o dia inteiro, mas isso me surpreendeu, me pegou de guarda baixa. Eu não tinha tempo para compartimentá-lo ordenadamente. Ele estava lá, de pé em frente a mim, cheirando divinamente e sorrindo para mim. Pelo menos o seu traseiro estava em segurança sob o seu jeans neste momento.

"Eu pensei que chegaria a tempo de assistir você praticar", disse ele com um toque de decepção, que não chegou a atingir o seu sorriso. Olhei de volta para o campo vazio. "Prática Curta, acabamos agora."

"Eu posso dizer", disse ele, estendendo a mão para arrastar o dedo pelo meu bíceps suado. Arrepios floresceram sob o seu toque e eu soltei uma respiração instável antes de ter a coragem de encontrar os seus olhos. "Sim, você não pode querer chegar mais perto. Eu ainda estou muito nojenta." Ele inclinou a cabeça. "Eu não me importei ontem." Todo mundo estava olhando para nós. Kinsley e Becca tinham parado para se juntar a Liam. Michelle e algumas outras meninas foram para trás deles, curiosas como sempre. Eu não gostava de ser o centro das atenções. "Você precisa de algo? Ou…" "Bem, eu realmente terei um dia tranquilo hoje. Não há entrevistas ou qualquer coisa."


Minha garganta apertou. Eu não podia ter essa conversa na frente de todos. Eu estendi a mão e o puxei para fora da quadra atrás de mim. O sol bateu na minha pele e eu inalei uma lufada de ar fresco, feliz por estar livre dos olhos curiosos. Eu soltei a sua mão assim que percebi que ainda o estava segurando." Desculpe, todos estavam nos ouvindo." Ele assentiu. "Eu vim para ver se você queria almoçar comigo. Você ainda não comeu não é?" Ele não podia fazer isso. Ele não podia aparecer na minha prática e me convidar para almoçar. Ele não podia me olhar desse jeito e cheirar tão bem e ser tão agradável sem esperar que eu me apaixonasse. Eu realmente não quero me apaixonar. Eu balancei a minha cabeça. "Na verdade, eu estou indo para a academia." Pensei que isso acabaria com a conversa, caso encerrado, mas ele sorriu mais amplo. "Brilhante. Vou trazer as barras de proteína."


Freddie

DE NÓS DOIS, meu irmão Henry era o mais apto a assumir como herdeiro da propriedade de nossa família. Ele nasceu em primeiro lugar e estava destinado para o papel, nunca fugindo de suas obrigações. Ele gostava das antigas tradições: as estúpidas regras de etiqueta que me chateavam, as caçadas que duravam muito tempo, pelo menos quatro horas, e os jantares que, para mim, sempre pareceram ser uma tarefa árdua. Assim que eu tive idade suficiente, eu me mudei de nossa propriedade e aluguei um apartamento no centro de Londres. Até o momento que eu competia nos meus primeiros Jogos Olímpicos, o destino da nossa família havia sido decidido: Henry iria seguir os passos de meu pai, assumir os negócios da família, e mais tarde, aceitar o título de meu pai. Havia paz nos poucos anos após a morte de meu pai. Henry administrava a propriedade Farlington como ele bem entendia e eu estava livre para nadar. Foi por respeito que Henry e eu nunca discutimos suas funções. Eu tinha pena dele por ter sido acorrentado ao título de nossa família, enquanto eu viajava pelo mundo fazendo o que quisesse. Quando o coração de Henry falhou de repente, foi durante um tempo na minha vida que eu me sentia intocável. Tinha acabado os Jogos de Londres e eu tinha mais medalhas que a maioria dos atletas olímpicos poderiam sonhar. Eu estava


namorando, saindo e desfrutando da minha vida em Londres, quando recebi o telefonema de que ele estava no hospital. As realiadade sobre a morte súbita de Henry veio em ondas. Primeiro, veio a dor: eu tinha perdido o meu amigo mais antigo, o meu ídolo mais próximo, e o escudo que segurava o peso da responsabilidade familiar. Mas não foi até que eu estava no velório, apertando as mãos dos velhos amigos de meu pai que eu totalmente compreendi: o legado de meu pai e o sonho do meu irmão seriam agora a minha realidade. O manto, destinado a ser usado e passado orgulhosamente, tornou-se a minha própria mortalha funerária. Minha mãe, sofrendo pela perda do marido e um filho, no espaço de poucos anos, não podia ser rejeitada. Por tudo que eu tinha perdido, ela tinha perdido mais. Isso lhe deu imunidade a qualquer protesto que ela se esforçou para preservar a normalidade para a nossa família. Eu não queria ter nada a ver com aquele velho mundo, mas eu não podia me afastar e deixar que as coisas fossem para a ruína. Minha mãe esperava muito de mim e eu não queria nada, apenas liberdade. Eu me tornei um duque, mas eu não iria mudar de casa, nem parar de nadar. Eu não viria a ser o zelador para a propriedade, e eu não iria assumir o negócio do meu pai. Foi quando ela contra-atacou com Caroline. Depois de tudo que eu já tinha suportado, ela deslizou Caroline sobre a mesa, como se o noivado fosse um compromisso. Em suas palavras, era "a minha contribuição para a instituição para a qual eu devia tudo”.

BAIXEI OS MEUS pesos no suporte perto dos espelhos e olhei para cima a tempo de ver Andie pisar o tapete atrás de mim. Puxei os meus fones de ouvido para fora e sorri. "Achei que você não viria."


Ela e eu tinhamos concordado em um tempo para se encontrar na academia depois de sua prática, mas tinha sido uma hora mais cedo. Eu comecei o meu treino, me perdi em pensamentos de Henry e a minha família, e não percebi que Andie não tinha aparecido. No entanto, lá estava ela, deixando cair a sua garrafa de água ao meu lado e torcendo o seu cabelo em um rabo de cavalo bagunçado. Ela encolheu os ombros. "Sinceramente, eu pensei que seria uma ideia melhor se eu viesse depois de que você já tivesse terminado, mas eu acho que você é mais persistente do que eu pensava que seria." Eu não perguntei por que ela queria vir depois que eu tivesse terminado; nós dois sabíamos a resposta. "Eu gostaria de praticar com você. É mais divertido com um parceiro", eu disse. Ela apoiou as mãos nos quadris e inclinou a cabeça. "Você não costuma praticar com Thom? Eu assenti. "As vezes." "Mas não hoje?", Ela perguntou, com os olhos examinando a academia ao meu redor. Eu sorri. "Não. Às vezes você precisa de alguém com os músculos reais ". Ela balançou a cabeça e passou por mim em direção ao suporte de peso, fazendo um péssimo trabalho na tentativa de esconder o seu sorriso no espelho. Ela estendeu a mão para um conjunto de pesos e passou a residir na esteira com os pés afastados suficientes para que eu soubesse que ela queria um pouco de espaço. Mas não funcionou. No momento em que ela chegou, outros atletas se aproximaram, puxando seus pesos para a borda das esteiras, e permaneceram nas proximidades dela até ela olhar para cima e dar um flash de um sorriso ou um aceno de cabeça. Ela tinha uma força gravitacional sobre ela e era difícil manter distância, especialmente porque esses momentos fugazes eram tudo o que tínhamos.


Eu estava no meio de um conjunto de levantamentos, com a respiração pesada e tentando focar na minha postura, quando a vi com o canto do meu olho. Ela estava no canto do tapete me observando, e quando eu deixei cair os pesos e respirei fundo, ela se aproximou. "Impressionante", disse ela com uma sobrancelha arqueada. O fato de que ela parecia sexy enquanto transpirava através de suas roupas de treino era realmente impressionante. "Obrigado." "Acabei de terminar a minha primeira rodada e as minhas pernas estão como gelatina." Ela riu, mexendo-as para dar ênfase. Olhei para elas, contente por ter uma desculpa. Elas eram longas, tonificadas, pernas de uma destruidora de corações. "Elas estão bem para mim." Ela parou e limpou a garganta. "Sim, bem, eu agradeço ao futebol por isso." "Futebol," Eu corrigi com um sorriso. Ela revirou os olhos. "Sim sim. Ouça, eu preciso da sua ajuda com os pesos livres. Eu nunca faço sem uma ajuda." Eu balancei a cabeça. "Tudo bem, deixe-me terminar uma última série." Ela assentiu com a cabeça e levantou uma bola azul brilhante para saltar enquanto esperava. Seu rabo de cavalo loiro pulava de um lado ao outro e o seu sorriso estava mais largo do que tinha sido o dia todo. "Só vai assistir?", Perguntei com uma risada. Ela sorriu e saltou. Cima, baixo. Cima, baixo. Cima, baixo. "Por que não?" Eu engoli uma respiração instável. Seu top de treino estava úmido e assisti enquanto uma única gota de suor rolava pela frente


do pescoço e desaparecia no centro do peito. Ela inclinou a cabeça, observando-me vê-la. Talvez fosse as endorfinas ou o suor ou o seu top, mas eu achei que era difícil ficar longe. Por que era tão difícil ficar longe? "Freddie?", Ela perguntou, tirando a minha atenção de seu corpo. "Já acabou?" Eu não tinha sequer começado. Eu pisei sobre os pesos e esperei que ela parasse de saltar. Cima, baixo. Cima, baixo. Ela sorriu e se levantou. "Vamos lá. O banco está aqui." Algo mudou depois disso, provavelmente porque ela estava cansada de lutar. Ficamos juntos pelo resto do nosso treino, tentando o meu melhor para manter o meu foco na sua forma e não no seu corpo. O pior veio quando eu estava ajudando-a com as flexões. Ela estava deitada de costas e eu estava debruçado sobre ela, segurando os pés e os joelhos para mantê-la no lugar. Se estivéssemos nús no meu apartamento, a posição teria significado algo totalmente diferente, e o meu cérebro estava tendo um momento difícil para separar a realidade da ficção, o certo do errado. "Dez", contei enquanto ela se sentava. Seus lábios se aproximaram a uma polegada dos meus. Peguei um cheiro do seu cabelo, algo doce e perfumado. Ela se inclinou para trás para uma outra série. "Onze." Sua respiração estavam pesada e suas bochechas vermelhas. Seus olhos seguraram os meus e ela irrompeu em um pequeno sorriso insolente depois que eu contei outra vez sentada. "Você está bem, Archibald?", Perguntou ela , caindo de volta para o tapete. "Brilhante. E você, Foster?"


Ela desviou o olhar e riu. "Peachy18". Bom, porque você ainda tem cerca de mais vinte." Ela exalou e sentou-se, ficando a uma polegada do meu rosto. Tudo o que eu tinha a fazer era ir para a frente e sua boca seria minha. "Freddie", disse ela, tirando-me do meu intenso concurso de encarar os seus lábios. "Você não contou aquele." "Em que número estávamos?" Ela deixou escapar um suspiro e caiu de volta na esteira. "Você era o único que deveria estar acompanhando." Puta Merda. “Andie!” Virei-me a tempo de ver Nathan Drake, jogador de futebol Português, subir no tapete, olhando para Andie como se ela fosse sua salvação. Apertei meus pulsos, sentindo a força do aperto contra a palma da minha mão. Claro, eu tinha conhecido Nathan desde Londres e com certeza, era divertido tê-lo ao redor com sua risada, mas agora que ele estava se aproximando e sorrindo para Andie enquanto ela se afastava do meu aperto para ficar de pé e cumprimentá-lo, eu decidi que não gostava muito dele. Talvez não. "Vocês dois, como vocês dizem, praticam juntos?", Ele perguntou, seu forte sotaque confundindo as palavras. Ele apontou para trás e para frente entre nós, mas em última análise, fixou sua atenção em Andie como se eu não existisse. Levantei-me e dei um passo, ficando por trás dela. Meu ombro cutucou o dela e embora fosse tentador, eu não envolvi a minha mão ao redor da cintura dela. Eu tinha Nathan na altura e peso. Ele era menor do que eu me lembrava, de constituição magra 18

É uma gíria para excelente ou ótimo.


para o futebol. Jesus! Eu parecia um homem das cavernas, até mesmo para mim. Eu não conseguia me lembrar da última vez que eu avaliei outro cara. "Sim, terminando, na verdade", disse Andie, limpando a mão em sua testa. Ela estava suada e bela, e Nathan estava tão consciente disso como eu estava. Ele arrastou seu olhar para baixo de suas pernas e assentiu com um sorriso, como se ele estivesse bêbado da visão dela. "Boa. Boa. Hoje à noite eu e alguns amigos estamos saindo para dançar", disse ele. "Você quer vir?" Andie olhou por cima do ombro para mim e depois voltou-se para Nathan. "Você está convidando nós dois?", Perguntou ela. Nathan, como se só então lembrasse que eu existia acenou com a cabeça, com um sorriso falso. "Sim. Sim, sim, mais a casar!” Ele estava excessivamente entusiasmado, com um aceno de cabeça e um polegar para cima. "Oh, tudo bem então. Isso soa muito divertido. Eu adoraria ir", disse ela, fazendo o seu dia, mesmo sem perceber. "Freddie?", Perguntou Nathan com um sorriso. Se eu dissesse que sim, eu teria que ir e dançar como se fosse algo que eu realmente gostasse. Se eu dissesse que não, Andie estaria a sós com Nathan no clube. Dei de ombros. "Não tenho certeza, companheiro. Eu preciso dar uma olhada na minha agenda." Ele animou-se com isso, o idiota. Eu não prestei atenção quando ele acertou os detalhes, mas, em seguida, ele estava dando adeus e eu tinha a atenção de Andie novamente. Ela se virou e me deu um pequeno sorriso, um sorriso que me dizia que sabia mais do que ela estava deixando transparecer. "Você é meio territorial. Você percebe isso?"


Ninguém nunca tinha me acusado disso antes. Eu nunca tinha atuado no papel de namorado ciumento. Apertei os olhos, fingindo confusão, e ela balançou a cabeça. "Bem. Esqueça que eu disse qualquer coisa." Ela acenou de volta para o local sobre o tapete onde ela estava fazeendo as flexões. "Vamos terminar para que possamos ir e trocar de roupa para sair."


Andie

EU TINHA COLOCADO um vestido vermelho na minha bagagem no último momento. Era curto, algo que eu nunca usaria na minha vida normal. Eu o encontrei em uma boutique cara em Los Angeles e comprei por capricho. Não era mais do que algumas tiras de tecido bem colocado, mas quando eu o vesti no vestiário da boutique de luxo, eu me senti mais sexy do que jamais havia me sentido na minha vida. Era curto e fino, feito de um material de algodão que não se apegava a minha pele. A frente parecia bastante inocente, apesar de abraçar os meus quadris e estar bem acima das minhas coxas. O verdadeiro detalhe estava na parte de trás, ou a falta dela. O vestido era frente única que amarrava no meu pescoço e enrolava na minha cintura, deixando a maior parte das minhas costas expostas. Eu tentei descobrir uma forma de usá-lo com sutiã, mas a vendedora da boutique tinha me garantido que era para usá-lo sem sutiã. Eu ri na sua cara quando ela me disse isso. "Sem sutiã", mas lá estava eu sentada, na parte traseira de um táxi no Rio, deixando os meus seios voarem livres. Olhei para baixo outra vez, tentando decidir se devia voltar para a vila. Eu sabia que não iria fazer isso; Eu me sentia tão sexy como quanto me senti no vestuário em Los Angeles O vestido era selvagem, me sentia selvagem, e eu queria uma noite no Rio, onde eu não seria uma jogadora de futebol competindo nos Jogos Olímpicos, mas uma jovem de vinte e um anos saindo para uma noite na cidade.


"O que é esse lugar?" Michelle perguntou enquanto chegamos no endereço que Nathan tinha dado para mim e Freddie no ginásio. O edifício em si parecia modesto, nada mais do que um armazém na verdade, e se não houvesse uma fila de pessoas que se enrolava em torno do prédio esperando para entrar pela porta da frente, eu teria pensado que estávamos no lugar errado. "É chamado de Mascarada", eu disse, entregando ao motorista algumas notas de reais (moeda brasileira) coloridas antes de deslizar para fora do banco traseiro depois de Michelle. Convidá-la tinha sido uma reflexão tardia. Eu queria ir com Freddie, mas eu não tinha conseguido falar com ele depois da academia. Nós tínhamos terminado o nosso treino e trocamos números de telefone. Eu lhe perguntei sobre o clube; ele tinha encolhido os ombros e disse que ia pensar no assunto. Eu verifiquei o meu telefone uma última vez enquanto caminhávamos na direção da entrada do clube. Andie : Você quer ir ao clube juntos? Freddie : Você pode ir em frente . Eu não tenho certeza se eu vou. Andie : Você quer que eu espere por você? Eu tinha enviado o último texto há uma hora mais cedo e ele não respondeu. Eu já tinha desistido e convidei Michelle para que eu não tivesse que ir sozinha, e nós duas apresentamos nossas credenciais de atletas- Nathan havia sugerido isso como uma maneira rápida para passar na fila. Eu me perguntava se talvez tenha sido um coisa boa Freddie não estaria lá. Eu poderia encontrar um novo cara, alguém para se concentrar em quem já não era falado. "Vocês duas têm máscaras?", Perguntou o segurança, nos devolvendo as nossas credenciais. Enfiei-a em minha bolsa e balancei a cabeça. "Nós devemos ter?"


"Entre e vire à esquerda", disse ele, passando por nós para o próximo I.D. " Você encontrará uma lá." Michelle me lançou um olhar curioso quando avançamos, passando pelas portas do clube. "Do que ele estava falando? Máscaras?" Eu não precisei responder a ela porque no momento em que entramos no clube escuro, fazia sentido. O clube era chamado Mascarada porque era uma mascarada noturna real. Todos que passavam do hall de entrada estava usando uma máscara que cobria parte ou toda a sua face. "Vamos lá", disse Michelle, puxando o meu braço e me levando para a esquerda onde o segurança tinha nos direcionado. O corredor estava cheio de pessoas tentando se dirigir para uma pequena sala no final. Nós fomos empurrads pela multidão e eu fiquei congelada quando me deparei com máscaras de diferentes formas, tamanhos e cores. Penas, brilhos, cristais de rocha, arcos, laços. Elas eram belas e exóticas, e eu sabia que seria difícil escolher apenas uma. "Entra! Entre!" Chamou uma mulher mais velha por detrás de um pequeno balcão no canto de trás da sala. Ela tinha cabelo branco, amarrado em um coque severo em cima de sua cabeça. Ela acenou a todos para a frente, tentando dominar a multidão. "Encontre uma máscara e em seguida pague comigo antes de sair." Mais fácil falar do que fazer. Peguei uma máscara branca pendurada na parede logo após a porta. Era brilhante, barata e um pouco deselegante, mas eu quase não podia me mover na sala, e eu não me importava o suficiente para empurrar através da multidão e tentar conseguir outra. Michelle pegou uma azul ao lado de onde eu tinha encontrado a minha, e seguimos de volta para o balcão para fazer o pagamento. Já estavamos dez ou quinze minutos na fila esperando nossa vez de ser atendendida. Eu tinha sido empurrada e empurrada


mais vezes do que gostaria de contar, mas quando eu derrubei a minha máscara sobre o balcão e enquanto pegava o dinheiro extra em minha pequena bolsa, a mulher do balcão sacudiu a cabeça. "Não. Não. Essa não vai ficar boa", disse ela, olhando-me por cima da borda de seus óculos. De perto, ela era ainda menor do que eu esperava. Antes que eu pudesse protestar, ela abandonou o seu posto no balcão e desapareceu na multidão. Voltei a olhar para Michelle, confusa. "Saiam do meu caminho!", A mulher gritou, embora eu não conseguisse identificar exatamente onde ela estava localizada na sala. Ela era uma coisinha sorrateira. As pessoas atrás de nós na fila me olharam com irritação, mas dei de ombros e me virei. Passaram-se alguns minutos antes da mulher se esgueirar para trás do balcão com uma exalação. "Aqui," ela disse, soltando uma nova máscara sobre o balcão na minha frente e se inclinando para pegar o dinheiro da minha mão. "Melhor”. Ela estava me tocando antes de eu sequer confirmar se eu queria a nova máscara, mas eu teria sido uma idiota se não aceita-se. Era requintada, a mesma tonalidade vermelha do meu vestido e feita totalmente de rendas de brocado. Era amarrada nas costas com fita de seda preta e eu nem sequer me importava quanto custaria. Eu precisava disso. Talvez eu fosse até usá-la no primeiro jogo. Quem sabe no próxmo também. Michelle me ajudou a amarrá-la, uma vez que tínhamos voltado para o corredor. A renda era suave contra a minha pele, sedutora mesmo. Eu peguei o meu olhar em um espelho nebuloso pendurado na parede e silenciosamente agradeci a mulher por ter tido tempo para encontrá-la para mim. Com o meu vestido vermelho, máscara de laço vermelho e sorriso confiante, eu estava quase irreconhecível, até mesmo para mim. "Tudo bem, vamos lá", disse Michelle, uma vez que a sua máscara estava no lugar. "Eu preciso de uma bebida."


Eu tinha assumido que o interior do clube estaria menos lotado do que a sala de máscaras, mas havia pessoas em toda parte. Mesmo com três níveis cheios de mesas privadas, cabines, e recantos escuros, eu não podia dar mais de dois passos sem me encostar contra uma pessoa aleatória. As máscaras davam um efeito inebriante sobre toda a experiência. Mesmo os barmens usavam de modo que quando eu me inclinei para pedir o meu drinque a um deles, eu não podia ter certeza de que ele me ouviu. Ele se virou para alcançar uma garrafa de bebida e eu olhei para cima, observando todo o clube. O espaço tinha a forma de um retângulo com três andares. O centro da sala era aberto do chão ao teto para que as pessoas nos andares superiores pudessem inclinar-se sobre a grade e assistir os dançarinos. O som se propagava em todas as direções. Michelle bateu no meu ombro e eu me virei para encontrar a minha bebida esperando por mim no bar. Nós pagamos e voltamos para o meio da multidão, tentando em vão encontrar o grupo de Nathan que disse que estaria lá. Nós tentamos a pista de dança, em torno do perímetro, empurrando corpos sem sorte. "Vamos tentar o segundo andar", disse Michelle, apontando para um conjunto de escadas, no canto da sala. Isso foi onde acabamos os encontrando; eles estavam sentados em uma longa mesa, três bebidas à frente de nós e alto o suficiente para provar isso. Eu quase passei por eles sem aviso prévio, mas Nathan tinha gritado o meu nome. "Andie!" Virei-me e o vi levantar-se para me cumprimentar. Ele cheirava à bebida alcoólica quando me puxou para um abraço, mas eu sorri e o apresentei a Michelle. Seu sorriso era largo e genuino - claramente ela estava interessada, - e, num instante, eu me senti como uma intrusa. "Michelle quiero mucho dançar" eu disse, esperando que o meu espanhol quebrado estivesse perto o suficiente para a tradução em Português.


Nathan arqueou uma sobrancelha e estendeu a mão . "Nós deveríamos?" Os grandes olhos castanhos de Michelle arregalaram por trás da máscara. "Ah, mas eu tenho a minha bebida." Revirei os olhos, peguei o copo da sua mão, e dei um longo gole. "Pronto. Problema resolvido. Agora vá." Nathan envolveu a sua mão ao redor de sua cintura e levou-a de volta para as escadas que tínhamos acabado de subir. Sem ele aqui, eu não tinha uma conexão real com o grupo, e mesmo que eu tivesse esperanças de reconhecer alguém, com as máscaras era quase impossível. Eu encontrei um lugar no final da longa mesa, assim como todos levantavam pequenos copos de tiro. A menina que estava sentada mais próxima de Nathan acabou e assentiu. "Você é amiga de Nathan?", Ela perguntou, olhando para o meu vestido. Dei de ombros. "Algo do tipo. Estou aqui para os jogos." Ela sorriu. "O mesmo aqui." Talvez eu a reconhesse, mas ela estava usando uma máscara verde esmeralda que cobria a maior parte de seu rosto, exceto os lábios vermelhos. "Ok!" um cara que estava no final da mesa gritou, chamando a nossa atenção para a tarefa em mãos: tiros. Ele segurou o copo no ar, derramando um pouco de Fireball Whisky sobre o lado. "Aqui é para ganhar o ouro, e beber também!" "Saúde!" Todos gritaram antes de beber os seus tiros. Cheirei o vidro e enruguei o meu nariz. Meu limite para a noite tinha sido uma bebida, e eu já tinha dua na minha frente. Se eu comeceçasse com os tiros, não haveria nenhuma maneira de que eu seria um ser humano funcionando na parte da manhã. O tiro foi um bom quebra-gelo, porém, especialmente porque eles não perceberam que eu deslizava o meu para baixo da mesa


intocado. A menina mascarada e eu começamos a conversar e ela me apresentou a algumas outras pessoas no grupo. Os nomes eram muito difícieis para ouvir sobre a música, e até mesmo os que eu ouvi não ficaram na memória. Com as máscaras, não era como se isso importasse de qualquer maneira; poderíamos ter sido qualquer um. A mesa foi preparada para um outro tiro e eu olhei ao redor para Michelle. Eu tinha assumido que ela e Nathan iriam dançar algumas músicas e depois voltar para cima, mas eles tinham tido tempo suficiente e eu me perguntei se eles ainda estavam dentro do clube. Puxei o meu telefone da minha bolsa, secretamente esperando por um texto de Freddie. Nada. O quão difícil é para ele responder a um texto? A mesa vibrou quando os copos bateram na mesa com o tiro de todos juntos e eu olhei para o meu telefone, desejando que a mensagem de texto surgisse. "Saúde", Gritaram quando comecei a escrever uma outra mensagem. Eu estava quebrando as regras sobre mensagens de texto novamente, mas eu estava muito solitária e entediada para me preocupar. Andie: Eu queria que você estivesse aqui. Eu mal tinha escorregado meu telefone de volta para a minha bolsa quando o senti apitar novamente. Eu tirei de lá com uma mão trêmula.

Freddie: Tenha cuidado com o que desejas. Eu li a mensagem duas vezes antes de perceber que o meu coração estava competindo com o choque de sua resposta. Isso significava que ele estava no clube? Ele viria afinal? Eu torci a minha cabeça ao redor, procurando por ele, mas ele não estava no segundo andar, cpelo menos que eu pudesse ver.


Eu bati enviar uma mensagem que lhe dizia onde eu estava, mas ele não resposdeu. Eu tinha sido capaz de enviar um texto apenas um minuto antes, mas agora a recepção de celular decidiu virar irregular. Perfeito. Eu tentei novamente e em seguida, olhei ao redor de nossa mesa. Ele não estava no segundo andar. Eu enfiei o meu telefone em minha bolsa e permaneci na mesa. "Eu voltarei," prometi ao grupo, embora ninguém parecesse notar a minha saída. Minha primeira ideia foi ir para a loja de máscaras, mas ele não estava na sala lotada. Fiquei perto da porta, observando o filtro de pessoas dentro e fora e tentando encontrá-lo. Eu tentei o texto novamente a partir deste local, mas o meu telefone ainda não estava cooperando. Voltei para o clube e fui para o lado da pista de dança, girando em um círculo. Eu olhei de relance para as varandas do segundo e terceiro andar. Havia muitas pessoas penduradas por cima da grade, gritando, dançando, e bebendo, mas nenhuma delas era Freddie. Eu dirigi o meu olhar para mais alto, até o teto do clube. Eu não tinha percebido antes, mas era feito de vidro. Milhares de pedaços de vidro quebrado fragmentos juntavam as peças como um quebra-cabeça. Meu reflexo quebrado de volta me encarou. Parecia um diabo vermelho perdido no centro da sala. Enquanto todos os outros se moviam e dançavam e bebiam, eu fiquei congelada, tentando encontrar alguém que eu não tinha nada que estar procurando. Foram naqueles pedaços fragmentados de vidro que primeiro o encontrei refletido de volta para mim, vestido de preto, mascarado e a uma curta distância atrás de mim.

Há uma sensação que vem com o choque. Aquela inundação rápida de endorfinas que quebra os seus sentidos. Seu estômago torce e agitam as suas mãos e seu coração bate tão rápido que você não tem certeza de quem está controlando: você ou ele. Foi o que


senti com Freddie atrás de mim. Sua mão pressionada contra as minhas costas, deslizando contra a minha pele nua. Fechei os olhos, ouvindo ele sussurar olá no meu ouvido e cair para o tipo de loucura que eu tinha evitado por muitos anos. Por tanto tempo, eu vivi nos confins da minha vida organizada, mas agora eu estava no Rio e Freddie ainda tinha a mão em minhas costas. Convidá-lo para ir ao clube tinha sido um erro, mas ele estava lá e eu não iria dizer que não. Eu queria provar o sabor da loucura.


Freddie

ANDIE ERA Uma sedutora de vermelho em pé sozinha no clube, e eu queria devorá-la. Seu vestido não era nada mais, do que um tecido amarrado atrás de seu pescoço. Sem sutiã. Diabos. Suas costas estavam completamente expostas e quando cheguei mais perto, arrastei o meu olhar para baixo em sua coluna, ficando preso em sua pele bronzeada que eu não podia tocar. Tinha passado tempo suficiente memorizando seu corpo para reconhecê-lo, mesmo por trás da máscara. Ela era linda. O cabelo loiro pendia sobre os seus ombros, sedoso e longo. Olhos cinzentos e longos cílios se destacavam contra o laço vermelho. Eu não conseguia parar de tocá-la. Ela estava olhando para cima, vendo-me nos espelhos quando me aproximei e sussurrei Olá. "Você está linda". Ela não respondeu. Ela virou, e me encarou, tirando o seu olhar do teto para que pudesse ver os meus olhos. Havia uma escuridão lá que ela geralmente mantinha escondida. Seu sorriso atrevido e brincalhão estava escondido. Em vez disso, seus lábios carnudos mantinha a promessa de um sorriso — do tipo que dizia que nós não iriamos passar a noite como amigos. "Precisa de uma bebida?", perguntou ela, olhando para as minhas mãos vazias.


Eu assenti com a cabeça e nos levei para o bar. Estava lotado — na verdade, todo o lugar estava. Eu fiquei perto de Andie, colocando-a ao meu lado, assim eu poderia sentir o seu corpo ao lado do meu. Ela não protestou, embora eu pudesse sentir uma calma dentro dela, uma luta sobre se ela deveria deixar isso acontecer. Não lhe dei tempo suficiente para pensar sobre isso. "Alguém está esperando por você?" Eu perguntei depois de entregar o meu pedido ao barman. Ela balançou a cabeça, mas permaneceu em silêncio, olhando as garrafas de álcool atrás do bar. "Você quer dançar?" Eu disse, embora orasse para ela dizer não. Eu odiava dançar na frente de outras pessoas. Para mim, se você dançasse direito, a dança era íntima e crua — algo melhor reservado para quartos privados e cantos escuros. Ela balançou a cabeça novamente. O barman deslizou a minha bebida em frente ao bar e eu peguei o copo com uma mão e o braço de Andie na outra. Leveinos para longe antes que ela pudesse perguntar onde estávamos indo, encontrei o primeiro lance de escadas que poderia nos levar para um lugar que eu não tinha certeza se estávamos prontos para encontrar. O segundo andar estava lotado de locais e turistas bêbados e irritantes, então eu a mantive e pegamos outro lance de escadas, até o último andar. Não houve perguntas ou protestos de Andie. Quando estávamos quase no segundo lance, olhei para trás para encontrar seus olhos em mim, confiantes e curiosos. "Ainda não estive aqui," ela disse, olhando para o espaço, hesitante. A música continuava tão alta como no primeiro andar, graças aos alto-falantes explodindo em todas as direções, mas a multidão havia diminuido o suficiente para que não fosse difícil encontrar um lugar vazio.


Eles tinham usado lâmpadas coloridas para lançar luz vermelha no lugar. Os outros andares estavam escuros, mas este era diferente, vermelho, fumegante e intoxicante. Os fragmentos de espelho estavam mais proximos do que antes. Quando nos sentamos, puxei Andie para o assento de couro macio ao meu lado, olhei para cima e nos vi. Meu olhar ficou preso nas coxas dela. O vestido dela subiu quando ela se sentou, e ela estava tentando puxar para baixo, sem sucesso. Eu sorri e voltei para ela, deixando os espelhos para mais tarde. "Quer um gole?" Eu perguntei, segurando a minha bebida para ela. Ela balançou a cabeça e tomou um gole de sua própria bebida. Foi depois disso, quando ela tinha engolido e trabalhado sua confiança, que ela se virou para mim com uma pergunta. "Por que estamos fazemos isso? Devemos voltar lá pra baixo com os outros." Ela parecia firme em sua decisão, e ainda assim não se moveu. Eu tinha a minha mão em volta de sua cintura e a puxava para mais perto, puxando-a para o meu lado. "Só um pouco mais," Eu disse, estudando seus olhos atrás da máscara. O tempo todo no ginásio, eu tinha sido saudável e contido. Eu a ajudei a se exercitar e mative distancia tanto quanto possível. Às vezes tinha sido doloroso, e me sentia mais frustado do que me senti em anos. Eu havia pensado em ficar em casa, deixando Andie ir ao clube sozinha, mas eu não era tão altruísta. Eu sabia que no segundo em que ela entrasse, ela nunca sairia sozinha. Eu devia ter deixado isso acontecer. Poderia fazer a vida mais fácil para nós dois, e ainda assim lá estava eu, levando-a para o terceiro andar e me inclinando para sussurrar contra seu cabelo. Eu sabia que tinha feito à coisa certa em aparecer. Só estive lá por meia hora e eu já tinha visto o efeito total de Andie em seu vestido vermelho. O garçom tinha desequilibrado a garrafa quando


ele entregou a minha bebida. A maioria dos caras na escada tinha tropeçado enquanto eles observavam seu andar suave. Havia um cara, que mantinha seus olhos grudados nela, mesmo do outro lado da sala. Ele inclinou-se sobre a grade da varanda, muito longe para Andie notar, mas eu notei. "Eu quis dizer o que disse antes sobre você ser territorial," ela disse, virando-se para me encarar. Eu peguei o cheiro do perfume dela e foi o suficiente para me distrair do homem encostado na grade. "Na verdade, nunca fui assim", eu disse, encontrando seu olhar atrás de sua máscara. "No passado, quero dizer." E essa era a verdade. Em outros relacionamentos, não havia nenhuma ameaça, nenhuma insegurança relacionada ao futuro, mas Andie era um curinga. Não poderiamos fazer promessas um ao outro, porque não havia nada a prometer. Tivemos pequenos momentos, momentos roubados que pareciam mais errados do que certo. Ela não era minha e ela nunca seria; Eu sabia e sentia toda vez que ela estava ao redor de mim. É por isso que eu estava territorial, mas também atento, porque Andie era uma nuvem de fumaça; Se eu tentasse agarra-lhe com muita força, ela iria escapar pelos meus dedos. Minha única esperança era manter o fogo aceso. "Sente falta de seu irmão?", ela perguntou, mudando de assunto tão de repente que eu tive que tomar um momento para organizar meus pensamentos. "Se sinto falta dele diariamente?" Eu perguntei. "Não". Ela inclinou a cabeça e esperou que eu continuasse. Eu adorei que ela estivesse disposta a ouvir, mas eu odiava que ela estava fixada nesse assunto. Eu cedi, olhei além de seu ombro, para um pedaço de sofá de couro. "A pior parte é que, às vezes eu queria que ele estivesse vivo de novo, não para que ele pudesse ter sua vida de volta, mas para que eu pudesse ter a minha."


As palavras pareciam torcidas quando dita em voz alta; Eu esperava que a música tornasse impossível dela ouvi-las. "Você realmente não tem que casar com ela" ela disse, estendendo a mão para tocar na minha. Eu estava com os punhos cerrados em meu colo sem perceber. Dei de ombros. "Por que estamos falamos sobre isso?” "Porque eu tentei manter distância de você e ainda assim estou sentada aqui, começando a ter sentimentos por um homem que está prestes a se casar com outra pessoa. Como isso é possível? Por que ainda estou aqui agora?" Eu me inclinei para frente e larguei a minha bebida na mesa em frente a nós. "Você está aqui porque eu quero que você esteja.” Ela inalou uma respiração instável. "Olhe para cima," Eu disse, inclinando o queixo, de modo que a forçava a ver o seu reflexo nos espelhos quebrados. Como uma boa menina, ela fez, e eu segui. Ela me olhava pelo espelho quando eu deslizei a minha mão até a sua coxa, empurrando seu vestido vermelho para cima. "Sente quão rápido o seu coração está batendo? O quanto que você quer que eu me incline e encoste os meus lábios em sua pele? Através deste pedaço delicado de pele aqui?" Eu coloquei o seu cabelo de lado e encostei os meus lábios em seu pescoço. Ela estremeceu contra mim, mas seus olhos ficaram fixos no teto. Eu podia ver o contorno de seus seios, pesados e nus por baixo de seu vestido. Eles se encaixavam perfeitamente na minha mão, enchenho-o. Em seguida, pressionei outro beijo em seu pescoço e seus mamilos apontaram, implorando por minha boca. Ela virou-se em seguida, talvez para me afastar ou talvez para me implorar que chegasse mais perto. Eu me inclinei para frente e bati os meus lábios contra os dela, com fome e desejo.


Segurei sua cintura com uma mão e arrastei a outra até o seu pescoço, enrolando os meus dedos em seu cabelo. Ela ficou chocada naquele primeiro segundo, congelada contra mim, com seu pulso batendo em um ritmo selvagem. Suas mãos pressionaram contra o meu peito para me manter afastado, mas no final, elas trabalharam para me puxar para mais perto. Ela agarrou a minha camisa e me beijou de volta, com força. Com ela presa contra o sofá de couro, beijei-a como se nunca fosse ter outra chance. A música do clube abafava os nossos gemidos, mas eu podia sentir ela me puxando para mais perto, me empurrando para assumir a liderança. Arrastei a minha mão por suas costas nuas e ela estremeceu contra o meu toque. Ela inclinou-se contra mim e eu senti outra gota de vontade derreter. Estendi a mão para desatar a fita preta que mantinha sua máscara no lugar, mas ela se afastou e balançou a cabeça. "Deixe-a." Havia uma escuridão dentro dela que eu não queria provar. Deixei a máscara e arrastei as minhas mãos pelas suas costas para agarrar sua cintura fina. Eu esperei que ela dissesse para parar, para terminar a noite ali. Ela passou o dedo ao longo do meu queixo, estudando minhas características. Seus olhos seguiram sua mão enquanto ela queimava o caminho pela minha pele. Ela inclinou-se para frente e pressionou um beijo rápido nos meus lábios - uma suave tentativa, que acabou antes que eu pudesse fechar os olhos. "Esta noite, não quero que sejamos Andie e Freddie." O tom da voz dela arrancou meu coração. Ela apertou os lábios contra o meu pescoço e escondeu o rosto contra a gola da minha camisa. Eu balancei a cabeça e segurei-a contra mim. "Não temos que ser." E eu quis dizer isso. Nós estávamos sozinhos naquele canto com um sofá de couro preto só nosso. Ninguém percebeu a minha


mão deslizando por cima de seu vestido e ninguém olhou quando os meus dedos deslizaram ao longo de sua coxa, direto por sua calcinha de seda que me impedia. Ela pressionou os lábios contra o meu e enterrou os dedos no meu braço. Quando arrastei o meu polegar em seu clitóris, seu gemido foi tão suave que eu mal podia ouvi-la. Eu queria alcançar e arrancar os alto falantes da parede, tudo para tornar o som de seu prazer facil de ouvir. Talvez tenha sido as máscaras, ou talvez tenha sido o Rio. Havia algo no ar, a promessa de prazer que se tornou impossível de parar. "Você é aquela que eu quero. Você," eu sussurrei para ela, falando a verdade, mesmo que isso significasse que ambos seríamos feridos quando a realidade nos encontrasse novamente. Sua boca pressionou contra a minha, e eu tentei detê-la, para mantê-la no sofá. Cada vez que escovava o meu polegar nela, seus quadris levantavam para me encontrar. Ela era linda, macia e molhada. Segurei-a para baixo, escondendo-a do clube escuro enquanto eu deslizava um dedo dentro e fora dela. Mesmo se alguém olhasse, eles não veriam nada, somente nossas pernas entrelaçadas. Foi o melhor que pude fazer. Não havia como me parar. Ela sabia que eu era um bastardo ganancioso; Não havia nenhum ponto em tentar convencê-la do contrário — não quando ela puxou meu lábio inferior em sua boca e mordeu com força suficiente para fazer o meu sangue queimar. "Eu quero gozar," Ela implorou. Eu mantive uma mão entre suas coxas e apalpei seus seios através de seu vestido fino de algodão. Os mamilos dela estavam duros, implorando para serem lambidos. Ela encheu minha mão em seguida, tão completa e sexy, que eu queria jogar a precaução ao vento, empurrá-la de volta ao sofá e lambe-lá até que eu tivesse provado cada deliciosa polegada dela. Ela era muito bonita, pressionada contra o sofá com os lábios vermelhos e inchados. Entretanto, não era o suficiente embora; Eu queria vê-la. Precisava sentir a pele sedosa por de baixo de seu vestido.


Eu precisava dela nua. Eu precisava de minha boca em sua pele. Em seu estômago e em suas coxas. Eu precisava me enterrar dentro arqueadas e os dedos dela enrolados.

dela, suas costas

Mas as palavras saíram. Claro que elas vieram. "Nós não deveríamos fazer isso." Ela sussurrou contra a minha pele e ainda assim, eu tentei fingir que não tinha ouvido. Eu queria mantê-la presa lá e girar o meu polegar sobre seu clitóris até senti-la gozar. Eu queria ver e ouvi-la e ver e ouvi-la novamente. Mais e mais e mais. Mas ela se afastou. Endireitei a minha máscara e ela pressionou seus dedos contra os lábios, sentindo-os como se estivesse em choque com o fato de que eles ainda eram uma parte dela. Eles não eram, não realmente. Eles eram meus. Eu afastei a mão dela e roubei um último beijo para provar isso. Eu não poderia obter quaisquer palavras suas no momento em que nós levantamos e endireitamos nossas roupas. Ela agarrou a sua bolsa e eu virei a minha bebida em um longo passe, usando a queimadura do álcool para me trazer de volta aos meus sentidos. "Você esta bem?" Eu perguntei enquanto voltavamos ao segundo andar. Ela assentiu com a cabeça e ofereceu-me um pequeno sorriso. Estávamos quase no lance de escadas, quando peguei a mão dela e puxei-a de volta para olhar para mim. Sua máscara estava escondendo tanto do seu rosto, mas eu podia ver a preocupação em seus olhos. Ela não tinha certeza do que aconteceria depois — nenhum de nós tinha — então a puxei perto e a abraçei, sussurrando a única verdade que eu sabia.


"Eu prometo, eu vou resolver isso."


Andie

OLHEI NO espelho e tentei encontrar algo diferente em minha aparência. Eu poderia jurar que algo estava errado, mas eu não conseguia identificar exatamente o que era. Meu cabelo, olhos, rosto — tudo parecia o mesmo. Mesmo os meus lábios tinham voltado ao normal. Eu tinha passado Chapstick 19 depois que cheguei em casa, em um esforço para tentar apagar todos os detalhes do clube. Ele tinha sido idiota, selvagem e irresponsável. Eu queria provar o sabor da loucura, e provei. Experimentei com um quente nadador Britânico que no momento estava fora do maldito mercado. Deus, eu sou estúpida. "Andie!" A voz do Kinsley cresceu através do condomínio. Ela e Becca estavam dormindo quando retornei do clube, mas agora todos estavam acordados e atrasados para o café da manhã. Virei e tentei encontrar algo para vestir. Meu vestido da noite anterior estava desintegrado no chão, mas a máscara tinha desaparecido. Eu tinha arrancado antes de deixar o clube. Com ela no lugar, senti como se eu mal pudesse respirar.

19

Hidratante labial


"Andie!" Kinsley gritou novamente. "Você vem?" "Sim!" Peguei uma de nossas camisas do time, short e um boné de beisebol. Eu puxei a aba para baixo para esconder os meus olhos e sai para encontrar Kinsley e Becca que esperavam na porta, prontas para sair. Olharam-me em silêncio enquanto eu pendurava a minha mochila de treino por cima do meu ombro e preparava a minha garrafa de água para a prática. O ônibus nos buscaria logo após o café, então eu não teria tempo para voltar para o condomínio. "Você parece culpada," Kinsley disse enquanto segurava a porta aberta para mim. Becca assentiu com a cabeça. "Sim, o que você fez na noite passada?" Dei de ombros e fui para o elevador. "Michelle e eu fomos a um clube." Elas olharam uma para a outra enquanto eu apertava o botão de chamada do elevador. "E?" Kinsley perguntou. "E nada." Voltei a olhar para elas. "O que você fez ontem à noite?" Ela estreitou os olhos, claramente chateada por eu não estar contando a ela toda a verdade. "Liam veio e fomos jantar. Ah e sua mãe ligou, então nós falamos com ela por um tempo." Eu gemi. Ela me deixou uma mensagem de voz no dia anterior, mas eu não tive tempo para chamá-la ainda. "O que ela queria?" Perguntei pouco antes das portas do elevador se abrir. "Ela queria saber se você tinha sido sequestrada, e se sim, se seus raptores tinham levado seu santizer20". Eu ri enquanto entramos e encontramos um lugar na frente. "Soa como ela." O elevador estava completamente cheio de atletas tentando fazer o seu caminho até a Praça de alimentação, o que significava 20

Desinfetante de mão, álcool em gel.


que estava momentaneamente segura de ter que responder as perguntas de Kinsley e Becca sobre a noite anterior. Eu não estava propositadamente escondendo coisas delas, só não tive a oportunidade de processar tudo. Se lhes dissesse o que estava acontecendo na minha cabeça, iria soar como ummmm... certo. Bem... você ver... as máscaras... e, depois, o beijo... Eu precisava de mais algumas horas na minha cabeça, mais algumas horas para me manter Mascarada. Uma vez que tínhamos chegado ao primeiro andar, sentiame feliz com a loucura ao redor do lobby. A cerimônia de abertura foi progamada para acontecer no dia seguinte e a vila olímpica já estava em um frenesi por causa disso. Membros do Comitê corriam ao redor do lobby, organizando pontos de encontros e estações de ajuda para as pessoas que chegavam. Havia seguranças nas portas da frente, verificando as credenciais de todos que entravam no edifício. Nós ignoramos o lobby e fomos para a Praça de alimentação, apenas para descobrir que estava tão lotada com os hóspedes que chegaram para a cerimônia de abertura. Atletas, treinadores e membros da família ocupavam todas as mesas disponíveis, e todas as estações de comida tinham uma fila que se estendia para o que parecia ser metrôs. "Aqui, segure o meu ombro e eu vou nos puxar." Kinsley disse, dando um passo à frente lutando um caminho através da multidão. Era impossível. Só conseguimos três passos antes de bater em uma parede de pessoas. "Vamos nos separar", disse Kinsley, soltando o meu braço. "Andie, você vai procurar uma mesa e nós vamos encontrar comida." Eu assenti com a cabeça e parti, tentando andar através da multidão. Eu acabei perambulando pela praça duas vezes, antes


de tropeçar em um grupo de pessoas colocando suas cadeiras de volta e coletando o seu lixo. "Toda sua," a mulher disse, sorrindo enquanto ela retirava seu café da manhã. "Obrigada." Puxei uma cadeira, reivindiquei a mesa, em seguida, peguei o meu telefone e enviei um texto a minha mãe. Não podia imaginar o que Christy e Conan fariam se eles estivessem na Praça de alimentação comigo. Minha mãe provavelmente estaria passando sanitizer na mão de todos e o meu pai estaria andando por aí tentando encontrar alguém para compartilhar seu amor pela navegação. Eles sairiam com seus dedos doloridos em seus Cardigans brancos de verão. Andie: Kinsley disse que você ligou. Vou tentar ligar mais tarde, depois do treino, mas eu tenho um coquetel, então não sei quando estarei livre. Mãe: Coquetel? Andie: É para todos os porta-bandeiras, então eu tenho que ir. Mãe: Esta bem. Não se preocupe querida. Ligue quando tiver a chance. Mãe: Ah, mas tente conseguir aquela foto com Frederick para a vovó! Tenho certeza de que ele não se importaria, apenas pergunte educadamente e diga que é para o seu scrapbook. Oh Jesus. Enfiei o meu celular de volta na mochila de treino e tentei ignorar o persistente pensamento de Freddie quando uma sombra caiu sobre a minha mesa. "Andie Foster?" Eu olhei para cima para encontrar um microfone enfiado na minha cara, o puff preto no final quase fazendo cócegas em meu nariz.


"Andie! Que acaso a encontrarmos aqui!" O forte sotaque britânico pertencia a uma mulher alta e ruiva, vestida em um terno azul marinho mal ajustado. De acordo com o broche na lapela do seu casaco, ela era repórter para uma emissora de TV que eu não tinha ouvido falar. Diretamente atrás dela, estava um magro cinegrafista, apontando sua pesada câmera sobre o ombro em minha direção. A luz vermelha ao lado da lente estava piscando e eu gemi com o pensamento deles incomodando os atletas antes mesmo de terem o seu café da manhã. "Andie, eu sou Sophie Boyle da Sky News—" Eu sorri educadamente e levantei a minha mão para cortála. "Desculpe-me, eu não estou dando entrevistas. Obrigada." Isso não a impediu. Meu sorriso falso, no entanto, apenas estimulou-a a seguir em frente. "Bem, extra-ofical Archibald? São amigos?"

então:

você

connhece

Frederick

Eu inclinei minha cabeça, confusa com a pergunta. “Temos relatos que dizem que ele apareceu para assistir a sua prática ontem. Os dois foram vistos andando juntos fora do estádio depois. Isso não é verdade?" A pergunta importuna e o seu forte sotaque britânico lembraram-me de Rita Skeeter e quanto mais tempo ela ficava ali, mais irritada eu ficava. Ela estava chamando atenção para mim; cada mesa dentro de alguns metros estava cheia de pessoas olhando na nossa direção. Para quê? Porque um cara tinha visto o meu treino de futebol? "A minha vida amorosa não é da sua conta. Você e seu cinegrafista foderam na van de notícias?" Ela recuou com os olhos arregalados, claramente pegos desprevenidos pela minha pergunta ousada.


"Exatamente. Não é divertido ser incomodada com sua vida pessoal." "Isso pode ser o caso, mas o mundo não se importa com Terry," ela disse com um sorriso gelado enquanto apontava para o cinegrafista atrás dela. "Eles querem saber sobre a pessoa que está vadiando por aí com o homem que uma vez foi o solteiro mais cobiçado da Inglaterra." Eu senti uma pontada de aborrecimento por Freddie. Se pessoas como Sophie Boyle me perseguissem dia e noite, eu enlouqueceria. "O que está acontecendo aqui?" Perguntou Kinsley, passando ao lado de Sophie para colocar a nossa comida na mesa. Ela não esperou a repórter responder; Ela inclinou seu corpo, de modo que ela estivesse bloqueando a câmera. "Engraçado, eu pensei que só atletas e as suas famílias fossem permitidas nesta seção da vila. Então, ou o comité adicionou 'Bad Eye-Shadowed repórteres'21 a agenda olímpica ou você precisa sair." Sophie gaguejou e embora eu não pudesse mais vê-la, imaginei ela se contorcendo sob olhar afiado de Kinsley. "Não há problema. Já temos tudo o que precisamos." Ela se inclinou ao redor de Kinsley para que eu pudesse ver o seu cabelo vermelho brilhante, e seus olhos maus e escuros. "Obrigada pela entrevista Sra. Foster." Eu mantive os meus olhos em Sophie enquanto ela levava o cinegrafista da Praça de alimentação. Com sua câmera sob seu braço e o microfone escondido em sua bolsa, eles quase passariam por duas pessoas normais. "Quem eram essas pessoas?" Becca perguntou enquanto ela se juntava a nossa mesa, metade tinha virado para ver Sophie caminhando para fora da praça de alimentação. "O que diabos eles

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Nome do comité


estavam fazendo aqui?" Ela deslizou um prato de comida na minha direção. "Tentando entrevistar Andie. Eles devem ter passado pela segurança durante todo o caos." "O que eles queriam lhe perguntar?" Becca perguntou, sentando em uma cadeira. Eu olho a enorme omelete que Becca tinha me trazido. Eu estava com fome mais cedo, mas Sophie tinha substitudo por um poço sem fundo de aborrecimento. "Andie?" "Oh". Eu olhei para cima sem entusiasmo. "Apenas coisas de futebol." Eu não precisava olhar para saber que elas não acreditaram em mim. O que Kinsley e Becca pensariam das perguntas de Sophie? Eu estava fazendo um nome para mim no mundo do futebol — a maioria das pessoas nunca tinham ouvido falar de mim — e se essa entrevista fosse ao ar, iria estar espalhado por toda a internet como a garota idiota das Olimpiadas, focada em homens ao invés do futebol. A cadela olímpica, tentando roubar Freddie de sua amada Caroline. "Andie, você esta bem?" Kinsley perguntou, alcançando o meu braço. Eu lancei-lhe um grande sorriso falso e assenti com a cabeça. "Melhor do que nunca."

EU NÃO CONSEGUIA AFASTAR a nuvem negra que Sophie Boyle tinha lançado sobre o meu dia. Nem mesmo um longo e duro treino, poderia tirar a minha mente da escuridão. Eu tinha me arrependido de beijar Freddie enquanto eu estava beijando Freddie. Eu não estava delirando; Eu sabia que não era do meu interesse a


longo prazo. Eu tinha nos obrigado a continuar com as máscaras na esperança de que isso ajudasse a separar a fantasia da vida real, mas Sophie Boyle havia confirmado que não era possível. Alguém nos viu saindo da minha prática juntos e a mídia ficou sabendo. Quais eram as chances deles descobrirem sobre o clube também? Nós não fomos cuidadosos. Nós tínhamos nos feito no meio do terceiro andar. A mão de Freddie tinha estado sobre o meu maldito vestido por metade da noite. Meu estômago dóia só de pensar. Eu cometi o erro de pensar que Freddie era o único que precisava de descrição, mas se os detalhes do clube vierem à tona, eu não tinha ideia do que isso significaria para mim. Minha carreira? Patrocínios? Até os meus relacionamentos pessoais levariam um golpe se a noticia se espalhasse, Caroline era a sua noiva e eu era a puta. “Andie, como está o pulso?" Liam perguntou depois do treino. Tinhamos terminado o agrupamento e eu estava trabalhando no desenrolar da fita, que o treinador tinha trabalhado tão duro para aplicar algumas horas antes. Parecia um processo interminável. "Está bem. Eu acho que eu vou tomar algo antes do jogo só para o caso." "Boa ideia". Ele chegou mais perto. "Kinsley mencionou que havia um repórter tentando entrevistá-la no café da manhã?" Meu intestino se apertou só em pensar nisso. Eu olhei para cima para ver seus olhos, me preparado para livrar-se da pergunta, mas ele estava preocupado — mais preocupado do que eu jamais vi. Seus olhos se estreitaram e suas sobrancelhas escuras estavam franzidas, forçando um vinco no centro de sua testa. "Como alguém que esteve onde você está eu quero lembrar que você está aqui no Rio para se concentrar no futebol."


Eu olhei para baixo quando uma onda de vergonha tomou conta de mim. "Este drama ao redor, parece divertido e maleável, mas eu já vi atletas perderem seus patrocinadores por causa de erros bem menores do que o que você esta pensando. Você foi escolhida como a portadora da bandeira dos Estados Unidos o que coloca você no centro das atenções. Qualquer drama, qualquer detalhe suculento que possam encontrar, eles vão publicar sem hesitação." Eu abri a minha boca para protestar, para argumentar que não tinha feito nada, mas não havia razão para mentir. "Não vou te dizer o que fazer," ele continuou. “Eu sou seu amigo tanto quanto sou seu treinador. Só acho que você precisa manter a sua cabeça no jogo e deixar o resto de lado. Você tem o seu primeiro jogo em dois dias e a cerimônia de abertura amanhã. Certifique-se de que suas entrevistas sejam boas esta noite no coquetel e deixe a sua vida amorosa na porta." Eu terminei de desenrolar a fita do meu pulso e joguei a bola na lixeira mais próxima com tanta força que atraiu a atenção de algumas colegas que arrumavam suas mochilas de treino. Ouvir Liam, lidar com Sophie Boyle e viver com minha autoaversão foi o suficiente para enviar-me sobre a borda. Eu não tive um pingo de remorso enquanto digitava um texto simples, direto para Freddie. Eu apertei enviar enquanto andava para nosso ônibus e encontrei a primeira fileira de assento vazia. Andie: Obviamente a noite passada foi um grande erro. Ele mandou uma mensagem imediatamente de volta e meu sangue ferveu quando li as três simples palavras. Freddie: Não, não foi.


O ônibus arrancou para a estrada e eu digitei furiosamente, tentando provar a ele o quão ingênuo ele estava sendo. Andie: Você está noivo, pelo amor de Deus, Freddie. Não me importo se você não a ama. O mundo a ama. E se alguém descobrir sobre a noite passada, é de mim que eles virão atras. Freddie: Eu estou comprometido, não noivo. E não será por muito tempo. Ele não entendeu. Andie: Você não está entendendo. Eu preciso focar nos jogos, não me envolver em um escândalo internacional. Sugiro que você faça o mesmo. Freddie: Eu vou estar na festa de hoje à noite. Andie: Ótimo. Você fica em um lado da sala e eu vou ficar do outro. Freddie: Não tenho nada a esconder. Eu não me incomodei em enviar mensagens de volta. Claramente, ele não entendia. Enfiei o meu telefone no fundo da mochila de treino, tão longe que eu não iria perceber o zumbido se ele me mandasse uma mensagem novamente. Inclinei-me para trás contra o assento do ônibus, olhei para a paisagem do Rio de Janeiro e tentei descobrir exatamente como evitá-lo em um coquetel íntimo sem causar uma cena.


Freddie

QUANDO DEIXEI Andie no clube, estavamos na mesma página. Tinhamos respirado o mesmo ar, sentimos as mesmas coisas e concordamos que essa coisa entre nós não tinha acabado — longe disso. Quando eu li o texto depois do treino de natação, fiquei chocado ao descobrir o tanto que mudou durante a noite. Imaginei que ela tinha tido tempo para pensar nisso, pela manhã nossas ações parecem assumir uma nova luz para ela. Quanto a mim, eu tinha acordado desejando-a mais do que quando fui para cama. Por isso que eu tive que ignorar o seu texto. Ela não sabia o que queria, mas eu sabia o que eu não queria perder. O coquetel era algo que eu temia nos últimos dias. Qualquer evento onde eu tinha que me vestir, com um sorriso falso e andar por aí como um idiota respondendo perguntas da imprensa, era um evento que eu ficaria bem ignorando completamente. Mas então, eu olhei novamente o convite e vi o nome de Andie impresso abaixo dos Estados Unidos. Ela tinha sido escolhida para ser o seu porta-bandeira. Queriam alguém novo, com uma cara nova e um registro perfeito. Para o mundo, ela era Andie Foster, bela garota americana pronta para enfrentar o mundo de frente de uma caixa de cereal Wheaties. Para mim, ela era mais.


Eu saí do carro que tinha me conduzido e ajustei o meu terno. Era um novo que minha equipe do PR22 havia embalado para mim e eu ainda não estava confortável no grosso material azul marinho. "Então nós andaremos no tapete vermelho, e você vai responder a algumas perguntas e posar para algumas fotos." A consultora de mídia foi me dizendo o que esperar, mas eu estava parcialmente ouvindo. Eu tinha visto Andie sair do carro na minha frente. Foi pura sorte. Destino. Ela estendeu uma longa perna na parte de trás do carro e o seu próprio consultor de mídia correu para ajudá-la. Ele era um rapaz alto, esqueletico, com um nariz gigante e um celular ligado em cada lado do quadril. Ele segurou a mão dela enquanto ela saia do carro e eu congelei, seu vestido era simples e atraente de cocktail azul. Era modesto em comparação com o que eu tinha visto na noite anterior, mas não importava. Suas pernas bronzeadas eram distração suficiente. "Sr. Archibald, está pronto para andar?" Minha consultora de mídia se adiantou, tentando conduzirme para frente, mas eu fugi de seu alcance e me dirigi para Andie. Ela não reparou até que eu estava lá, tomado o seu braço livre e afastando-a delicadamente de seu consultor de mídia. Suas mãos eram macias e tremiam. Não sei se ela estava nervosa por causa do evento ou por causa de mim. Seu coordenador sacudiu a cabeça. "Sra. Foster esta definida para andar sozinha no tapete." Eu sorri e acenei com a cabeça, agindo como se eu soubesse exatamente o que estava fazendo. "Eu a tenho", Eu disse ao coordenador dela. Seu queixo caiu e seu olhar passou rapidamente e freneticamente entre nós, mas seus protestos vieram tarde demais. Eu já estava levando-a a

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Relações Públicas


esquina, onde centenas de fotógrafos esperavam para tirar nossa foto. "Pare com isso", ela assobiou do lado de sua boca. Ela tentou se afastar suavemente para que ninguém pudesse notar, mas eu mantive o meu braço em volta da parte inferior de suas costas e me inclinei para sussurrar em seu ouvido. "Não vou deixar você me evitar a noite toda." "Deixe-me andar no tapete sozinha e eu prometo que não vou." Eu podia sentir sua agitação ao meu lado, e quando ela olhou para cima, percebi que não estava nervosa, ela estava com raiva. Ela estava fervendo. "Tudo bem," Eu disse, soltando o meu aperto de sua cintura. "Espere por mim lá dentro." Ela prometeu que esperaria e então seu consultor de mídia levou-a para caminhar no tapete vermelho na minha frente. Eles me fizeram esperar para que não parecesse que tivessemos chegado juntos. Eu fiquei ali, fora de vista, vendo como eles gritavam por sua atenção. Ela sorriu tão lindamente, que eu não poderia dizer se era real ou falso. "Andie! Andie!” eles gritavam. "Olhe aqui!" Seu consultor de mídia empurrou e cutucou-a para frente e quando finalmente foi a minha vez de tomar o tapete, acenei e sorri para uma ou duas fotos, mas não tantas como Andie. Esses cinegrafistas não eram meus amigos. Iriam gritar e implorar por uma foto em um minuto e em seguida sujariam o meu nome nas proximas páginas de fofoca. Minha consultora passava rapidamente em torno de mim, tentando me fazer parar e posar em pontos específicos. "Você poderia ficar aqui por um —"


Eu balancei a minha cabeça. "Já chega." Eu ignorei a dúzia de repórteres localizados no final do tapete vermelho, com microfones e câmeras. Eles gritavam perguntas enquanto eu passava, mas não havia nada que eu quisesse responder. Eu continuo comprometido com Caroline Montague? No papel. Pretendo quebrar meus recordes mundiais? Não é esse o maldito ponto? Eu estava gostando do meu tempo no Rio? O que havia para não gostar? Afastei-me deles e entrei no restaurante, ansioso para encontrar Andie. Eu a tinha perdido em algum ponto no tapete vermelho, e ela não estava esperando por mim na sala de entrada, como tinha prometido. Examinei ao redor da sala, atraindo os suspeitos de costume. Havia um atleta presente de cada país, misturando-se e conversando com os poucos repórteres permitidos a entrar no evento. Um garçom passou por mim, segurando uma bandeja de aperitivos. "Espetinho de frango, senhor?" Eu balancei a minha cabeça e passei por ele, entrando no restaurante. Assumi que não seria difícil encontrar uma mulher loira de vestido azul, mas circulei a sala duas vezes sem nenhuma sorte. Então eu a vi em um grupo com outras atletas. Ela estava rindo de algo que uma delas disse, segurando um copo de champanhe na mão e um guardanapo dobrado na outra. Ela parecia tranquila e feliz, despreocupada com o fato de que ela não apareceu na entrada. O que mudou de repente? Seus textos anteriores não explicavam nada. Eu fiz o meu caminho para o canto da sala onde ela estava com o seu grupo. Eu tinha a vantagem, enquanto ela escutava atentamente uma das mulheres, uma atleta que reconheci da equipa de natação japonesa. Ela estava no meio de uma história, mas eu não me importei.


"Andie, posso falar com você por um momento?" Eu perguntei, dei um sorriso inocente que tinha aprendido quando criança. Era o sorriso que eu usava em torno da mídia, o sorriso que a minha mãe tinha forçado de vez em quando. "Estou realmente ocupada no momento", Andie disse, sorrindo educadamente e em seguida voltando sua atenção para a mulher que eu tinha interrompido. Ela não parecia surpresa que eu a tinha encontrado, o que mostrava minha aparente obsessão do que a sua falta de remorso. ”Oh, não, está tudo bem se você precisa ir conversar", disse a mulher. O resto do grupo concordou claramente mais afetado por meu sorriso do que Andie. "Eu detesto suspense. Por favor, termine a sua história,” Andie disse, acenando com a mão para que a mulher continuasse. "É apenas um instante," Eu prometi, mas não era a verdade. Não que importasse; Nós tinhamos mentido um para o outro durante todo o dia. Afastei-me antes que ela pudesse protestar. Ouvi um suspiro suave e, em seguida, o som de seus saltos no chão atrás de mim; Ela estava me seguindo. O restaurante era menor do que eu tinha suposto. Havia um salão principal para o jantar e um hall de entrada na frente. Era onde a maioria do pessoal da mídia estava posicionada, então eu os evitei e virei num corredor lateral em vez disso. As luzes eram fracas e cada porta que passavamos estava rotulada para não entrar. Passamos por um armário de vassoura e uma porta marcada 'Somente funcionarios'. Eu puxei a porta aberta para um dos banheiros privados. Não foi o ambiente que eu esperava, mas quando eu me virei para ver Andie me seguindo, eu sabia que não teria importância. Ela tinha longas pernas em um vestido apertado, olhos brilhantes que despertou algo dentro de mim. Eu sabia que ela


tinha mentido mais cedo. Ela estava com medo e nervosa. A solução mais fácil era me afastar, mas eu não estava pronto para deixar isso aconteçer. Foi um exercício de contenção manter as minhas mãos para mim mesmo enquanto ela caminhava até a bancada e se virava para me encarar. Eu deixei a porta bater atrás de nós e estendi a mão para travá-la. O espaço era pequeno, apertado e escuro. "Eu pedi para você ficar longe." Sua voz era calma, mas curiosa. Eu desabotoei a frente do meu blazer e assenti com a cabeça. "Eu sei". A sua maquiagem faziam seus olhos cinzentos se destacarem ainda mais contra suas feições delicadas. Ela estava me observando, me estudando, esperando eu agir, mas fiquei ali por mais um minuto, simplesmente admirando-a. Seu cabelo loiro estava torcido para o alto. Não havia nada tocando o seu pescoço, nada que ficaria no meu caminho. Uma das alças de seu vestido estava ameaçando cair de seu ombro, e enquanto eu dava um passo à frente, uma súbita compreensão passou por mim. Os jogos, meus recordes, a imprensa — nada disso parecia importante, se ao menos eu pudesse ter Andie. Normalmente eu teria riscado o desejo, mas esta necessidade era mais profunda. "Então é um jogo para você?" ela perguntou. "Conseguir uma reação de mim?" Eu balancei a minha cabeça. "Porque eu quis dizer cada palavra que enviei na mensagem para você mais cedo. Ontem à noite foi um erro." Eu assisti a subida e a decida de seu peito. Toda vez que ela inalava, seus seios empurravam contra o corpete apertado do vestido.


"Isto não é um jogo", eu disse em resposta a sua pergunta anterior. "Eu fui honesto sobre o que eu quero. E agora, o que eu faço." Ela cruzou os braços em volta de sua cintura. "Eu vim para o Rio para jogar futebol e me divertir," ela disse, trabalhando em um argumento que eu não me importava de ouvir. "Você não acha que a noite passada foi divertida?" Perguntei, dando um passo mais perto dela. Seus olhos se arregalaram. "Eu me diverti," Eu continuei. Ela piscou e piscou novamente. Eu podia ver a lógica tentando trabalhar seu caminho em torno de seu cérebro. Dei outro passo para mais perto e toquei a alça caindo de seu ombro. "Você me queria na noite passada." Ela balançou a cabeça. "Eu podia sentir seu coração batendo." Apertei a minha mão em seu peito, na pele exposta acima do seu vestido. "Apenas assim descontroladamente, como ele bate agora." Seu olhar estava em meus lábios quando me inclinei e a beijei, cortando os seus protestos. Meus quadris prendendo-a contra o balcão e as minhas mãos percorriam por seu cabelo, inclinando sua cabeça de modo, que fosse mais fácil deslizar a minha língua pelos seus lábios. Ela gemeu baixinho, um som sedutor que me fez aproximar e puxá-la apertada contra mim. Eu poderia ter-lá mantido lá para sempre, mas não iria forçá-la. Quando me afastei, dei-lhe um fora. "Saia se você quiser." Dei um passo para trás e nos dei espaço, olhei para ela contra a bancada. Seu peito arfando e seus punhos estavam cerrados ao seu lado. Sua boca estava vermelha e inchada.


"Não quero ser arrastada para isso", ela protestou com uma advertência feroz. "Você acha que as regras não se aplicam a você, mas esta é a minha vida também. Um repórter me assediou hoje. Sobre você!" "Então você deve ir", eu disse outra vez. "Os repórteres nunca vão parar. Gostaria de poder dizer que vão, mas eles parecem decididos a capturar todos os momentos da minha vida daqui em diante." Ela inalou outra respiração. “Vá," Eu disse de novo. "Não". Uma palavra falada sem folego. Eu me aproximei e ela oscilou. Deixei as minhas mãos delizar por seus braços, lentamente, dando-lhe tempo para repensar sua resposta. No momento em que as minhas mãos haviam encontrado os seus ombros, ela parecia bêbada de luxúria. Ela se inclinou e beijou-me depois. Ela era quente e exigente quando arrastei os meus lábios para baixo em seu pescoço e ombro, beijando uma linha para a alça fina de seu vestido. Eu a tranquilizei enquanto escovava a minha mão debaixo de seu vestido. Ela era de veludo e quanto mais eu desenhava com a minha mão, mais rápida sua respiração vinha. Enfiei a minha mão sobre o centro de suas coxas, sentindo a renda que ela tinha vestido por baixo de seu vestido. Deslizei o meu dedo para trás e pra frente, testando sua paciência. Seus dentes no meu lábio inferior mostraram o quão pouco ela gostava da provocação. Seu quadril arqueou para encontrar os meus, pouco antes de eu gentilmente empurrar o material de lado, deixando-a nua. "Ahhh...", ela gemeu, deixando a sua cabeça cair para trás e seus olhos se fecharam.


Eu acareciava para frente e para trás. Lentamente. Assim, fodidamente lento que ela quase implorou por isso quando eu deslizei um dedo dentro dela. "Posso sentir o quanto você quer isso." Eu me inclinei para frente e roubei um beijo. Ela enrolou os dedos em meu cabelo com um aperto de punição. Ela era minha naquele banheiro, e eu podia sentir que ela estava começando a relaxar. Eu poderia empurrá-la em cima da bancada e espalhar as suas coxas tão largas como eu queria. Os protestos de mais cedo tinha morrido em seus lábios, substituídos pelos gemidos mais sexy que eu já tinha ouvido. Eu estava no controle. E então, de repente, não havia ninguém no controle. Eu não conseguia parar, e eu precisava parar. Havia vozes no corredor e a qualquer minuto haveria uma batida na porta. Eu arranquei a minha boca pra longe e apontei para a porta. “Você estava certa”. Eu não deveria arrastá-la para isso. Saia. Ela recuou os olhos arregalados de surpresa. "O quê"? Ela parecia estar ferida. "Volte para a festa." Suas narinas dilataram. "Você me puxou aqui e agora—" "Volte... para a festa." Minha voz estava tensa e aspera, mas ela não hesitou. "Fodase, Freddie." Ela me empurrou e abriu a porta com tanta força que bateu contra a parede. Assim que ela se foi, voltei e tranquei a porta. Porra. Eu agarrei a borda da pia e me encostei, tentando reunir os meus pensamentos. Eu não esperava voltar aos meus sentidos no


exato momento em que ela estava dando-se para mim, mas foi quando isso me atingiu. Não podíamos fugir durante um coquetel e foder no banheiro. Não me importava o que faria com a minha reputação, mas estragaria a dela. Não importava que Caroline não tivesse um anel em seu dedo — Andie ainda seria rotulada de destruidora de lares, enquanto eu provavelmente seria perdoado por ser seduzido por sua suposta maldade. E se ela já estava sendo questionada por repórteres, isso significava que eu tinha sido descuidado no clube. Compreendendo isso, eu precisava tirá-la do banheiro antes que alguém nos visse sair juntos. Até o momento que eu havia me acalmado e endireitado o meu terno, eu tinha um texto esperando por mim no meu celular. Eu li enquanto voltava para a festa. Andie: Fique bem longe de mim Eu não respondi; Desliguei o meu celular e coloquei-o no meu bolso de trás. A festa tinha apenas começado, caso contrário, eu teria saído e tomado um táxi de volta para a vila. Se saisse em seguida, a mídia iria torcê-lo em algo que não era. A consultora de mídia que eu tinha abandonado antes me encontrou no bar, depois que eu tinha pedido uma bebida. Ela tinha se tornado uma pilha de nervos; aparentemente desaparecer por trinta minutos no início da festa faz isso com eles. "Sr. Archibald está preparado para suas entrevistas? Eu tentei encontrá-lo mais cedo, mas depois —" "Eu estava aqui", eu menti. "Oh. Certo. É claro." Ela mexia com a prancheta que ela tinha apertada em seu peito. "Bem, todo mundo está esperando perto do Hall de entrada, se você apenas..." Virei e tomei a bebida da mão do garçom antes mesmo que ele estendesse em minha direção. Eu precisava de mais duas, mas não me atrevi a perguntar, não quando peguei Andie pelo canto do meu olho, conversando com um repórter do outro lado do bar. Ela estava linda e corada dos últimos trinta minutos e o babaca


sortudo que ela estava falando inclinou-se mais perto, provavelmente vomitando uma desculpa sobre quĂŁo difĂ­cil era ouvir sobre a multidĂŁo. Ela riu, e eu me afastei. "Vamos".


Andie

EU TERIA deixado Freddie me foder naquele banheiro. Eu queria que ele fizesse isso. Ele me tinha presa contra a pia. Eu podia sentir o quanto ele me queria. Seus quadris estavam ali, empurrando contra o meu, me deixando à beira da loucura. Eu pensei que ele fosse me jogar em cima do balcão e rasgar o meu vestido em dois — tudo bem, isso é um pouco Tarzan, até para mim, mas ainda assim. Eu tinha estado bem ali com ele, pronta para que isso acontecesse, e então, ele se afastou como se de repente ele não estivesse interessado. De repente, não vale a pena. Foda-se ele. Eu vim para ganhar jogos, não apenas jogá-los. Após o coquetel, eu tinha me deitado na cama matutando sobre os acontecimentos e repassando o que eu havia sentido, como é ter suas mãos em mim. Eu tinha sido a única a empurrar primeiro. Eu era a única tentando manter a distância. Como ele ousa puxar esse golpe e depois me deixar assim, com a mão no meu vestido e o meu coração na mão? Como eu disse foda-se ele. "Andie! Essa água correndo lá dentro? Esta tomando banho novamente?!" Kinsley gritou. Inclinei-me para frente e desliguei a torneira, deixando as últimas poucas gotas atingir a parte de trás da minha cabeça.


"O que diabos você está fazendo ai?" "Nada! Eu vou sair em breve!" Sim, eu já tinha tomado banho duas vezes naquela manhã, mas era culpa de Freddie. Eu tinha acordado com fantasias tocando, repetindo na minha cabeça (o tipo sujo com um final feliz). Eu tinha empurrado os cobertores de lado e corri para o banheiro para lavar a vergonha do meu corpo, e então, tentei seguir com o meu dia. Eu tinha retornado uma chamada de telefonica dos meus pais, respondi e-mails e olhei para o itinerário da cerimônia de abertura que eles haviam entregue no dia anterior. Então, como um pequeno hábito sujo, comecei a pensar sobre Freddie novamente. Fechei os meus olhos, e imaginei como teria sido se eu tivesse deslizado a minha mão além do seu cinto e tentado afetá-lo tanto quanto ele tinha me afetado, e sim, não consegui evitar; Eu me toquei às 08:02 da manhã. Obviamente, eu sou uma pessoa terrível. Tive dois orgasmos e nenhum café da manhã e eu estava tomando banho novamente e odiando Freddie por me deixar louca. No momento em que saí do meu quarto, vestida para a cerimônia de abertura, eu não conseguia nem mesmo fazer contato visual com Kinsley e Becca por medo de que encontrassem uma admissão nos meus olhos. Elas estavam na cozinha, preparando o café da manhã, então eu peguei um assento na mesa de jantar e deixei cair o meu telefone ao lado de uma boina vermelha que nós deveriamos usar durante a cerimônia. "SOL DA MANHÃ!" Becca disse. "Sentindo-se completamente limpa agora que você usou toda a água em todo o complexo"? Eu assenti. "Quer um pouco de granola e iogurte?" Kinsley perguntou. Assenti novamente. "Você faz com que as nossas roupas da cerimónia pareçam realmente bonitas," disse Kinsley.


Ela estava mentindo; as roupas estavam muito acima do topo. O Comitê Olímpico havia recrutado uma jovem designer, Lorena Lefray, e ela decidiu que cada atleta dos Estados Unidos deveria usar um macacão vermelho brilhante. Eu senti como se estivesse prestes a saltar de paraquedas de um avião, então, sim, claramente, eu não entendia a alta costura. "Obrigada", eu murmurei, olhando para fora da janela da sala de estar. Eu quase não podia distinguir a cordilheira à distância. Kinsley e Becca pegaram as nossas tigelas de granola e sentaram-se à mesa. Pela primeira vez a metade do café da manhã, eu comi em silêncio, mais do que feliz de ouvir a conversa acontecendo sem mim. "O que está errado?" Kinsley perguntou. "Você quase não tocou a sua granola quando na maioria das manhãs você quase come a colher por acidente." "Estou apenas sem fome." "Você está tendo cãibras?" Eu balancei a minha cabeça. “Diarréia?" Eu sorri. "Não". "Ela está solitária," Becca ofereceu. "Não, eu não estou." "Quando foi a última vez que você sentiu o toque de um homem, Andie?" Kinsley perguntou. Eu apertei os meus olhos fechados. "Nunca", eu menti. "Nunca senti o toque de um homem. Vamos esquecer isso." "Eu tenho uma brilhante ideia!" disse Becca.


Eu olhei de relance para cima para pegar seu sorriso largo. "Não, obrigada. Estou bem. Nenhuma ideia brilhante é necessária." Becca já tinha o seu telefone e ela estava percorrendo a loja da App Store. "Ouvi esse boato..." Eu foquei na minha granola e tentei fingir que a minha audição tinha sumido para que elas me deixassem em paz. "Aparentemente uma tonelada de atletas estão usando Tinder para encontrar conexões durante os jogos." Kinsley inclinou-se para frente. "Você esta falando sério?" Eu peguei o aceno de Becca com o canto do meu olho. "Sim, Michelle e Nina estavam me dizendo sobre isso ontem. Há como mil atletas lá e você pode diminuir a distância para que você só veja os perfis das outras pessoas na vila." "Fofo. Espero que eles encontrem amor,” eu disse antes de afastar a minha cadeira para longe da mesa e carregar o meu prato meio cheio de granola até a pia. Becca continuou, "Olha, eu sei que estávamos sendo durs com você nos primeiros dias que estivemos aqui. Nós simplesmente não queremos que você enlouqueça. Mas nós podemos dizer que você está deprimida com todas essas coisas sobre Freddie, e às vezes a melhor maneira de sair de uma depressão é conseguir uma boa foda!” "Sim!" Kinsley disse, dando um high-five com ela pela a rima23. "Então está decidido. Nós vamos fazer um perfil para Andie. Eu já tenho essa foto dela de biquíni que eu ia usar para chantageá-la algum dia." "NÃO!" Eu gritei da cozinha. "Não é necessário perfis, mas obrigada!" Elas me ignoraram. Kinsley correu da cadeira em volta da mesa para se juntar a Becca. Elas baixaram as suas cabeças juntas 23

No texto original as frases de Becca rimam


e começaram a trabalhar. Eu lavei o meu prato e carreguei-o na máquina de lavar louça, escutando enquanto elas riam como duas colegiais. "Acho que devemos dizer que ela é 'uma garota divertidaamorosa com um coração de ouro’” Becca sacudiu a cabeça. "Chato. Que tal 'uma loira de longas pernas com muito espaço para o amor'." Fechei a máquina de lavar louça. "Isso faz parecer como se eu tivesse uma vagina enorme ou algo assim." Elas me ignoraram. "Acho que devemos apenas dizer como é", disse Becca. "'Uma linda jogadora de futebol desesperada que precisa de uma boa foda.'" Corri para a mesa e arranquei o telefone das mãos delas tão rápido, que eu quase levei o dedo de Becca junto. "Não!" Segurei o telefone acima da minha cabeça para que elas não conseguissem pegar. "Nenhum perfil no Tinder. Não preciso dormir com um atleta aleatório para me sentir melhor. Ugh! Eu estou bem!" Kinsley se virou para Becca. "Hmm. melhor adicionar 'irritada' depois de 'desesperada'."

TODOS OS ATLETAS esperavam se encontrar no lobby as 09:00 da manhã, então, poderíamos localizar nosso ponto de encontro e sermos colocados no ônibus que nos levaria ao estádio para a cerimônia de abertura. Parecia uma tarefa fácil, mas tivemos que esperar dez minutos por um elevador no nosso andar, e quando um finalmente chegou, já estava cheio de atletas.


"Vamos, vamos pela escada," Kinsley disse, levando-nos em direção a uma escada lateral onde nos juntamos a multidão de pessoas caminhando para o primeiro andar. "SAIAM DO CAMINHO!", gritou uma mulher de pé em cima de uma cadeira ao lado do lobby. Ela estava tentando convencer um grupo de rapazes Britânicos a se moverem e abrirem caminho para as pessoas andarem. Eles tinham fixado residência a direira dos pés da escada de modo que, mesmo se quisessemos nos juntar aos atletas de nosso país, não poderíamos. "Atletas americanos movam-se para a esquerda da corda! Grã-Bretanha à direita!" a mulher gritou novamente, tentando ampliar a sua voz com um pedaço de papel enrolado. A maioria das pessoas ignoraram completamente elas. Eles estavam entusiasmados ao ver os amigos que tinham feito durante os últimos Jogos Olímpicos. Quem pensou que acumular centenas de atletas juntos em um lobby era uma boa ideia deveria ter sido demitido. "Atletas americanos, seus ônibus vão sair primeiro! Por favor, encontre o seu grupo e verifique se vocês têm seus crachás com vocês ou não serão permitidos dentro do estádio para as cerimônias!" Kinsley arrastou-me passando um grupo de caras puxando frascos para fora de seus macacões vermelhos. (Imaginei que Lorena tinha colocado algo em todos os bolsos). "Aqui está um bêbado durante todo o Desfile das Nações", proclamou um dos caras. Seus amigos riram e inclinaram-se para frente brindando seus frascos contra a dele. Assisti com admiração, pois todos tomavam longos goles. Eles não estavam preocupados em aparecer bêbados na TV? "Vamos", disse Kinsley, chamando a minha atenção de volta para o caminho que ela estava tentando fazer. Eu deixei-a me puxar completamente, ignorando os gemidos das pessoas que ela estava empurrando para fora do caminho.


"Aonde vocês vão meninas?" um cara perguntou. “A festa é aqui”. Kinsley exibiu o anel dela. "Já tenho uma festa de dois." "Boo", ele disse, acenando com a mão e passando para a próxima conquista. Foi quando eu vi pela primeira vez Freddie. Ele estava no lado oposto do lobby, em pé sobre uma pequena escadaria que separava o final do lobby do corredor que levava à Praça de alimentação. Ele se levantou no terceiro degrau, recostando-se contra a grade. Havia outros atletas Britânicos ao redor dele, conversando e brincando, mas ele parecia desinteressado, inspencionado a multidão em vez disso. Eu tinha o visto em ternos, roupas de ginástica e vestido com jeans, mas vendo Frederick Archibald ali de pé em sua roupa de cerimônia de abertura era fisicamente doloroso. Eles o colocaram em uma sueter justo azul marinho e calças correspondentes. Em todos os outros, a roupa parecia ridicula, mas seus ombros largos e braços fortes preenchiam o suéter com facilidade, criando um ajuste como se tivesse sido projetado com exatamente o seu tipo de corpo na mente. Seu cabelo de comprimento médio estava penteado para trás em um desses estilos de capa de GQ24. Ele tinha acabado de se barbear e eu visualmente admirei a visão de seu maxilar forte, enviando para a memória, a melhor forma possível, antes do seu olhar pousar em mim na multidão. Foda-se. Ele me pegou olhando para ele. Minha respiração ficou presa na garganta, e embora eu quisesse, eu não conseguia desviar o olhar. "Andie?" Kinsley perguntou.

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Revista de moda


Alguém andou para minha frente, cortando-nos por um momento, mas quando eles se moveram, ele ainda estava lá, me olhando através da sala. Não havia nenhum sorriso brincando em seus lábios, nenhum indício de amizade, só aqueles olhos castanhos caramelo me avaliando friamente. Eu odiava a sua beleza. Eu odiava a maneira que a sua atenção fazia o meu coração disparar e as palmas das mãos suarem. Eu poderia me dizer para desviar o olhar, mas no fundo, eu sabia que até que ele terminasse comigo, eu nunca terminaria com ele.


Freddie

"VOCÊ PARECIA COMO um idiota naquela roupa ontem à noite." Eu gemi. "Georgie, é muito cedo pela manhã para seu sarcasmo." "Eu estou dizendo a verdade. Quem desenhou essas coisas de qualquer maneira? Por que eles não podem somente colocá-lo em uma calça normal?" "Você e a minha mãe assististiram a coisa toda?" "Ela assistiu. Eu fiquei entediada depois de poucos minutos. Embora tenha ficado tempo suficiente para ver esta sua Andie carregar a bandeira para os Yanks." "E?" "E ela é muito bonita." Eu limpei o sono dos meus olhos. "Como você está progredindo por sinal?" "Terrívelmente". "Isso é porque você parecia um idiota. Nenhuma garota americana quer um homem que usa suéteres. Você provavelmente passou e a assustou."


"É por isso que você me telefonou Georgie? Para me atormentar?" Ela suspirou. "Não, eu ouvi a sua conversa com a mãe mais cedo." Eu esperei que ela continuasse. "Você está seriamente considerando desistir do noivado?" "Mais do que sério. Eu já me decidi. Não quero me casar com Caroline." "Porque você está apaixonado por esta jogadora de futebol?" Sim. "Não, é porque eu nunca quis casar com Caroline, e eu não deveria continuar com um casamento apenas para cumprir algum conceito antiquado de responsabilidade familiar." "A família de Caroline não irá se irritar?" "Eu realmente não me importo. Se a morte de Henry me ensinou algo, é que a vida é curta demais para se preocupar com pessoas irritantes — especialmente quando você está fazendo o que é certo." "Bem, mamãe me explicou por que é importante você se casar com Caroline, como vai ser bom para a família, mas eu concordo com você. Caroline é um saco, Freddie. Eu enlouqueceria se a tivesse como cunhada para o resto da minha vida." Eu sorri. "Então você está do meu lado?" "Claro. Bem, exceto sobre o suéter. Você realmente deveria queimar essa coisa." "Acho que Andie gostou. Ela me encarou quando me viu primeiro no saguão lá de baixo."


Ela riu. "Sim, Fred. Ela estava provavelmente preocupada que você tivesse enlouquecido vestindo uma coisa como aquela." Um punho bateu contra a minha porta antes que eu pudesse responder. "Freddie abra", Thom gritou. "Eu preparei um adoravél café da manhã para você, incluindo todo o bacon crocante, portanto para de se lamentar e saia já dai." Eu me empurrei para fora da cama e abria a porta para Thom. "Eu estou falando com Georgie, não deprimido." "Ele está deprimido!" Georgie gritou pelo telefone alto o suficiente para Thom escutar. "Olá Georgie," Thom disse, tentando tirar o telefone da minha mão. "Adeus Georgie." "Ainda não, companheiro." Eu dei um passo para trás para fora de seu alcance. "Ela está me aconselhando." "Quando ela vem ao Rio?" ele perguntou, ignorando-me. "Na próxima semana!" Georgia gritou de volta. Tirei a mão dele para fora da porta e tentei fechá-la. "E ela não esta saindo com você," Eu disse pouco antes de fechar a porta na cara dele. "Bem, eu vou embora, mas estou COMENTO TODO BACON CROCANTE." "Você realmente deveria ser mais gentil com ele," George disse uma vez que eu fechei a porta e voltei para encontrar um de shorts limpo de treino. "Ele é o único que te aguenta durante a competição, e não te faria nenhum favor se você assustá-lo." "Eu tenho um monte de amigos." "Sua irmã de dezoito anos de idade não conta."


Eu ri e verifiquei a hora no meu relógio onde ele estava na mesa de cabeceira. Eu tinha vinte minutos antes do treino, o que significava que eu precisava começar a me mexer. "Não duvide de você mesma, Georgie. Você é tão boa quanto qualquer um dos meus companheiros. Quase tão peluda, também." "Há, há, muito engraçado, Fred. Pois saiba que eu me transformei em uma grande beleza, desde que você se foi. Não posso andar na rua que todos os motoristas colidem por erguerem seus pescoços." Eu ri. "Agora dê o fora e NÃO mencione a coisa toda de noivado a mamãe novamente. Ela está enlouquecendo aqui. Espere até que eu chegue ao Rio, e nós vamos resolvê-lo." Concordei e desliguei, mas não sabia quanto tempo mais eu me controlaria. Faz um dia desde que eu tive meu mau caminho com Andie no banheiro do coquetel. Manter minha distância no restante da festa e novamente durante a cerimônia de abertura estava testando a minha paciência de maneiras novas e incomuns. Eu já tinha repetido cada encontro que tivemos na minha mente e um cara só pode se mastubar algumas vezes antes que comece a sentir vergonha. Eu quase mandei uma mensagem para ela na noite anterior, depois de voltar da cerimônia de abertura. Já era tarde e eu sentia a sua falta, me perguntando se tinha se divertido carregando a bandeira. Tentei encontrá-la durante o Desfile das Nações, mas a Grã-Bretanha e os Estados Unidos foram separados por muitos países para que fosse possível. "Mano, honestamente," Thom gritou. “Venha pegar este bacon ou vou atirá-lo para fora da janela.” Eu ri e sai para a sala de estar para encontrar Thom em pé com a janela aberta, pronto para jogar o bacon para fora nos


pedestres inocentes. Eu puxei a frigideira da mão dele junto com o prato de ovos que ele fez tão bem. "Temos prática em 15 minutos e treino a tarde depois," disse ele, lendo o itinerário da nossa equipe em seu telefone. Eu balancei a minha cabeça. "Eu falei sobre isso com o treinador já. Eu vou trabalhar esta noite, em vez disso." Ele olhou para cima. "O que? Por quê?" "Há um jogo de futebol que eu quero participar."


Andie

EU NÃO CONSEGUI DORMIR na noite anterior ao nosso primeiro jogo. Eu tinha deitado na cama preocupada com o meu pulso e desejando que a dor fosse embora por sozinha. Eu estava nervosa com o jogo. Eu poderia parar a bola como nenhuma outra mulher na América, mas eu não confiava no meu pulso. Eu sabia que a qualquer momento, minha distenção poderia retornar e eu poderia ficar no banco, ou pior. Tentei encontrar uma posição para dormir que oferecesse algum conforto, mas no final, eu tinha permanecido como uma múmia olhando para o teto, esperando o sono me levar. Quando o alarme ao lado da minha cama soou três sinos irritantes às 06:30 da manhã, eu joguei fora meus cobertores com um plano. Eu tomaria três Advil e faria o treinador comprimir o meu pulso ainda mais apertado do que o habitual. Eu precisava estar segura se eu esperava parar as bolas arremessadas em minha direção a 97 km/h. Eu não me importo com a dor¸ mas eu queria que a minha mente estivesse clara e focada. Eu estava sentada na mesa do treinador quando olhei de relance para a seção na arquibancada onde o Comitê Olímpico tinha colocado os atletas. Esperava-se que os atletas de diferentes esportes aparecessem para apoiar uns aos outros em diferentes eventos, na medida em que os canais de TV exigiram que eles fossem esmagados. Assim, com uma rápida passada da câmera, os


telespectadores em casa poderiam ver todos eles — incluindo Freddie Archibald — ao mesmo tempo. Ele estava esmagado entre outros poucos atletas na fila da frente, ostentando uma branca Button-down25 e um jeans neutro. Quando ele me viu olhando, ele sorriu. "O que você esta fazendo aqui?" Eu movimentei os lábios. Minhas palavras foram misturadas com gestos de mãos esclarecendo, e após mais duas tentativas, ele finalmente entendeu a minha pergunta. Ele apontou para mim com um encolher de ombros. Eu estava muito longe para ver suas covinhas, mas o seu sorriso enviou uma onda quente através de mim, momentaneamente entorpecente os meus nervos. A minha família estava a 1 milhão de quilômetros de distância, e os únicos amigos que tenho no Rio estavam prestes a entrar em campo comigo. Exceto o Freddie. As arquibancadas estavam repletas com fãs gritando, mas Freddie era a única pessoa lá para mim. "Boa sorte", ele murmurou com um polegar para cima. Acenei com a cabeça. "Obrigada."

ELE SE FOI no momento em que o jogo terminou e eu saí do campo suada, exausta, e embalando o meu pulso. A adrenalina provou ser a melhor droga para a dor, mas eu sabia que uma vez que o choque da nossa primeira vitória se dissipasse, eu estaria em um mundo de dor. Eu estava de pé sobre a lata de lixo perto da mesa do treinador, lentamente desenrolando a fita entre longos goles de minha bebida esportiva. "Bom jogo", disse Liam, batendo no meu ombro enquanto ele seguia atrás do treinador Decker. Kinsley e Becca estavam bem 25

Camisa de botão


atrás dele, mas elas esperaram até que eu tivesse terminado de desenrolar o meu pulso antes que nós três saíssemos do estádio. Parecíamos um bando de zumbis, e nós definitivamente cheiravamos como eles. A minha camisa estava grudada na minha pele, e embora eu tentasse arrancá-la para longe, nada parecia ajudar. Depois que voltei para o condo26, eu liguei para a minha mãe e tentei recontar todo o jogo da melhor forma possível, mas o meu coração ainda estava correndo e a minha locução estava agitada. "Seu pai e eu assistimos a coisa toda, querida. Você jogou tão bem." "Obrigada. A torcida aqui no Rio era a mais alta que já ouvi." "Oh! Falando da torcida, você nunca vai adivinhar quem nós vimos na arquibancada!" Eu já sabia a resposta, mas eu cedi para ela, no entanto. "Quem?" "O Duque! Frederick Archibald! Você pode acreditar nisso? Sua avó disse que todos no noticiário estavam especulando sobre por que ele estava lá. Isso teria feito sentido se você estivesse jogando para Grã-Bretanha, mas ele deve ter ido lá para ver um amigo ou algo assim. Eu juro que as câmeras mostraram-lhe quase tanto quanto eles mostraram o jogo." "Talvez ele só goste de futebol," Eu ofereci. Ela cantarolou. "Talvez, mas ele poderia ter apenas assistido pela CBS27.” Eu sorri. "Preciso de um banho. Estou prestes a perder a consciência do meu próprio fedor." Eu prometi que ligaria para ela novamente no dia seguinte e ela prometeu assistir o notíciario por qualquer menção sobre a 26 27

Condomínio Emissora de televisão


presença de Frederick. Depois que eu desliguei, tirei a minha camisa e lancei-a no meu cesto de roupa suja. Fui ao banheiro e liguei o chuveiro o mais quente que podia, sentindo os meus músculos começarem a doer do jogo. Houve alguns bloqueios duros e mergulhos para salvar. Eu já podia sentir os hematomas se formando enquanto eu esfreguava as minhas mãos pelos meus braços, enquanto eu massageava os músculos. Entrei no chuveiro, estremecendo com a temperatura, mas fiquei lá, no entanto. A água batia nas minhas costas enquanto eu rolava o meu pescoço e os ombros para fora. Meu pulso estava um pouco inchado e sensível ao toque, então o deixei ao meu lado e lavei o meu cabelo com a minha outra mão, ensaboando duas vezes antes de deslizar para o resto do meu corpo. Fiquei no chuveiro mais tempo do que o necessário, substituindo o meu suor com o mais sutil aroma de lavanda. Eu pensei sobre o jogo, dissecando os poucos erros que tínhamos feito. Depois que toda água tinha esfriado, eu saí e alcancei a minha toalha. Meu telefone estava em cima da pia do banheiro e enquanto caminhava, ele tocou com uma chamada recebida. Olhei e o meu coração caiu quando o número de Freddie iluminou em toda a tela. Eu estava em negação sobre o desejo de alcançá-lo. Ele tinha saído do seu caminho para vir ao primeiro jogo, e mesmo que eu tivesse dito a ele para ficar longe, significou muito saber que tinha alguém lá torcendo por mim. É por isso que passei o meu dedo sobre a tela para responder a sua chamada, ou foi o que eu disse a mim mesma. "Andie," ele disse, como se surpreso que eu tivesse respondido. "Oi". "Eu te peguei em um momento ruim?" Meus olhos correram ao redor da sala. "Eu apenas sai do chuveiro."


"Andie." Minhas bochechas queimaram. Estúpida. "Hum... não era suposto soar tão pornô como fez, é apenas a verdade." "Voc ainda está em sua toalha?" "Freddie..." "Estou apenas curioso." Eu poderia dizer que ele estava sorrindo. "Eu vou colocar as minhas roupas agora." "Eu prefiro que você não faça." Inalei uma respiração instável. "Freddie. Por que você ligou?" Ele suspirou. "Eu quero saber como foram os últimos minutos do jogo. Precisei sair para chegar ao meu treino da noite." "Nós ganhamos". "Bom". "Será que o treino correu bem?" Ele riu. "Brilhantemente. Poderia ter usado um observador." "Certo, bem..." Eu disse, me olhando no espelho. Meu cabelo comprido caia em minhas costas, precisando desesperadamente de uma boa escovada. Meus lábios carnudos estavam entreabertos e os meus olhos estavam arregalados e curiosos. "Eu preciso ir agora." "Você está mentindo. Posso dizer." Eu rolei os meus olhos."Eu não estou mentindo. Preciso de gelo em meu pulso, me vestir e geralmente te ignorar." "Pare de dizer que você precisa se vestir." "Bem, eu preciso". Ele suspirou.


"Por que você realmente ligou, Freddie?" "Eu já te disse." Eu apertei a minha toalha em volta do meu peito. "Você poderia ter visto os destaques no noticiário." "Talvez eu quesesse ouvir a sua voz então." Evitei o meu reflexo no espelho. Ele soava tão sincero. Eu odiava que ele soava sincero; Só tornou a luta mais difícil. "Eu lhe disse para ficar longe de mim." "Eu me lembro". Silêncio. "Meu cérebro não consegue te acompanhar, Freddie," Eu disse me afastando do espelho. "Você me afasta em um minuto e em seguida você aparece no meu jogo como se estivesse bem e não está." "Eu sei". "Isso tudo é muito confuso para eu lidar agora. Estou no meio das Olimpíadas pelo amor de Deus — " "Eu não vou ficar longe de você, Andie." A maneira como ele disse o meu nome enviou um sutil arrepio pela minha espinha. Sua voz veio de forma diferente pelo telefone, um pouco mais sedutora e exigente. "Eu preciso desligar agora." "Deite-se em sua cama." Meu estômago revirou. Silêncio. "Você me ouviu? Eu quero você deitada em sua cama."


"Doeu quando você me empurrou para fora daquele banheiro, Freddie." "Eu sei, e quero fazer as pazes com você," ele continuou, determinado. "Deite-se na sua cama." Eu entrei no meu quarto e olhei os meus lençóis emaranhados. Eu não ia deitar, eu sabia disso. Bem, então por que eu estou me aproximando? "Você ainda esta molhada do chuveiro?" Sentei na beira da minha cama, dificilmente nela toda, na verdade. "Responda-me." “Meu cabelo está". "Seu corpo está molhado?" Eu engoli. "Si... Sim." "Corra os seus dedos pela sua coxa, sinta quão macia sua pele é lá." "Freddie —" "Sim?" "Acho que devemos parar." "Desligue se você quiser Andie." Silêncio. Eu encarei o teto e agarrei o telefone. Ele sabia que eu não iria desligar. "Você está se tocando?" Eu perguntei com uma voz suave, olhando para a porta do meu quarto fechada. "Quer que eu esteja?" Sua voz estava tensa. "Eu não sei. Eu nunca fiz isso antes." "Você nunca tocou a si mesma?"


Eu sorri. "Nunca tive sexo por telefone". "Onde a sua mão está agora?" Eu olhei para baixo. "Agarrando a minha toalha para baixo." "Solte-a e arraste os seus dedos no interior da sua perna até que eu diga para você parar." "Freddie..." "Não pense demais," Ele implorou. "Solte.. Eu apertei os meus olhos fechados e movi a minha mão para a minha perna, logo acima do meu joelho. Era um lugar inofensivo. Um ponto seguro. "Mais alto", ele sussurrou no meu ouvido. Parecia que ele estava bem ali, controlando a minha mão e arrastando-a mais alta para mim. Eu podia ouvir o prazer em sua voz quando ele me disse para continuar, para deixar os meus dedos tocar no centro do meu quadril. Eu apertei meus olhos mais forte quando um rubor atravessou meu peito e pescoço. Eu estava quente, queimando. Eu arranquei a toalha e joguei-a de lado, deitando de costas na cama, nua e sozinha. "Abra as suas pernas." "Freddie", eu protestei. "Andie, afaste as suas pernas," ele exigiu um pouco menos paciente desta vez. Minhas coxas deslizaram entre os lençóis macios, só poucos centimento no começo, não tão longe que eu não pudesse apertálas fechadas, se eu quisesse terminar a chamada. "Eu posso ouvir você movendo-se sobre os lençóis e eu gostaria que eu pudesse estar ai para ver o quão longe você espalhou as suas pernas para mim." Eu abri os meus olhos para ver o que ele veria. Meu corpo inteiro estava vermelho, em parte do chuveiro escaldante e em


parte pelas palavras sombrias de Freddie. Minha mão repousava no meu estomago plano, subindo e descendo com a minha respiração. "Se toque Andie. Arraste o dedo lá e finja que sou eu." Eu empurrei a minha mão mais baixa, hesitante. "Mais baixo", ele insistiu. Comecei girando em círculos lentos, nada muito no início. Eu estava muito envergonhada para admitir como excitada eu estava apenas em ouvi-lo. "Eu ia perguntar se você está molhada, mas eu sei que está." Meu coração palpitou. "Sinta você mesma. Sinta o quão apertada você é." Minha respiração estava vindo mais rápido. "Freddie". "Andie..." Ele estava implorando. Minhas pernas estavam tremendo naquele ponto, tremendo com necessidade. "Espalhe suas pernas o mais afastado que elas possam ir e deslize o seu dedo dentro e fora. Lentamente, Andie. Não acelere até eu mandar." Eu estava prestes a enlouquecer. "Você gosta da maneira que seus dedos se sentem?" Engoli um gemido quando minhas costas arquearam para fora da cama. "Responde-me." "Sim", eu respirei. "Mas eu preciso de você aqui." "Eu sei. Eu posso ouvir sua respiração elevada. Você precisa gozar, não é? Você está tão fodidamento perto."


Meu dedo escorregou dentro e fora, e eu apertei os meus olhos fechados, ouvindo o som da minha respiração inebriante. "Diga-me... o que você faria comigo se você estivesse aqui?" Eu quase podia ver o seu sorriso enquanto sua voz escura enchia o silêncio. "Eu iria te puxar para baixo até a beira da cama e fazer você assistir enquanto eu me ajoelhava entre suas coxas. Talvez você seja tímida, mas eu iria segurar suas pernas e mantêlas separadas de modo que eu pudesse ver toda você." Suas promessas explícitas me consumiram. "Você veria eu te lamber. Deus, você teria um gosto fodidamente bom quando você montasse a minha boca." "Freddie... Eu…” "Eu faria você gozar assim, em seus cotovelos com a minha boca na sua buceta. Você iria me implorar para acabar com sua agonia, implorar-me para dar-lhe a liberação que você tão desesperadamente precisa." Suas palavras eram cinzas escuras, caindo através do telefone e ateando fogo em cada único nervo dentro do meu corpo. "Eu quero ouvir você, Andie." Sua voz era tensa, tão quente e ofegante, como a minha. "Dê-me isso..." Como se o meu corpo estivesse sob o seu comando, eu podia sentir meu mundo começando a desmoronar. Meus dedos enrolados, meus olhos apertados com força, e deixei as ondas de prazer rolar através de meu corpo. O telefone escorregou da minha mão quando me mudei para cobrir a minha boca. Eu tentei abafar os meus gemidos, mas não era bom o suficiente. Eu tinha gozado com Freddie no telefone e um momento depois, uma batida soou na porta, somente quando eu tinha começado a reunir os meus sentidos. "Andie, você esta bem?" Kinsley gritou. "Parece que você está estrangulando um gato ai dentro."


Eu joguei o meu telefone do outro lado do quarto como se estivesse em chamas. Ele colidiu com a minha mala e caiu no chão. Eu puxei a minha toalha em volta do meu corpo e corri da cama. "Sim!" Eu gritei de volta, rezando para que ela não abrisse a porta. "Está tudo bem, eu só... bati meu dedo do pé." "Você precisa de gelo ou algo assim? Honestamente, eu pensei que você estava sacrificando uma cabra ou algo assim." "Não, está tudo bem!" Meu telefone zumbiu no chão do outro lado do quarto, mas eu não o verifiquei até ouvi Kinsley voltar para a sala de estar. Era um texto de Freddie, curto e assustador. Freddie: Isso foi bom, mas não suficiente. Da próxima vez, eu vou sentir você gozar.


Andie

EU TINHA UMA suspeita de que a minha treinadora Lisa estava secretamente estagiando para o diabo. Ela era pequena e adorável, mas ela me fazia chorar como se eu estivesse no sexto círculo do inferno. Eu tinha começado a treinar com ela no meu primeiro dia no Rio, e eu imaginei que iriamos, eventualmente, trabalhar por um desses grandes relacionamentos em que, em vez de reabilitar o meu pulso o dia todo, apenas nos sentaríamos conversando sobre fofocas e celebridades e tirariamos sarro das pessoas. "Você tem mais duas séries de exercícios de mobilidade, e nem chegamos ao segmento de fortalecimento," Lisa disse, interrompendo a minha pequena pausa no centro de treinamento. Foddaaa-seeeeeee. "Isto é uma tortura, Lisa." Ela arqueou uma sobrancelha perfeitamente esculpida. "Você quer continuar jogando aqui ou você quer ir para casa? A escolha é sua." Eu zombei. "Na verdade, acho que terminei. Vou apenas ir para casa." Ela balançou a cabeça. "Tarde demais."


Eu gemi e me inclinei sobre a mesa de treinamento. Lisa tinha a colocado de modo que ela estivesse em um lado e eu do outro, inclinando para ela com os meus pulsos pendurados fora da mesa. "Pronta?" ela perguntou com um sorriso. Eu estreitei os meus olhos. "Tanto faz. Vamos acabar com isto." Ela se aproximou para ajustar o meu molde em minha mão direita. "Solte por um segundo." Eu a deixei unir os seus dedos através dos meus. "Respire fundo", disse ela, usando o seu próprio pulso para girar e soltar o meu. Eu mordi o meu lábio para evitar xingá-la e mandá-la para o inferno por toda a eternidade. Só então, olhei para cima para ver Freddie entrando na sala de treinamento ao lado de seu companheiro de equipe, Thom. Eu poderia dizer que eles tinham acabado de chegar da prática de natação. O cabelo escuro de Freddie ainda estava molhado e ele tinha a sua mochila de exercícios pendurada por cima do ombro. Ele estava usando uma regata de exercicios branca rasgada ao lado de seu peito e calções soltos de ginástica pendurados em seus quadris. Ele parecia enorme ali ao lado de Thom, alto, esculpido e olhando em minha direção com olhos curiosos. Lisa ainda tinha as mãos ligadas nas minhas, de modo que eu não poderia acenar. Eu fixei um sorriso quando ele mudou de direção e se aproximou. "Oi", eu disse através dos dentes cerrados. Você não pode aliviar um pouco, Lisa? "Ei," ele disse, olhando para a minha mão na de Lisa antes de encontrar o meus olhos. "Como está o treinamento?" Lisa virou com os olhos apertados. "Amigo, se importa em voltar quando tivermos terminado? Estamos um pouco ocupadas aqui."


Eu não tinha certeza de como o "amigo28" era traduzido para o inglês UK29, mas a linguagem corporal de Lisa deixou claro que ela não toleraria nenhuma distração. Houve um breve momento onde pensei que Freddie poderia intensificar a agressão injustificada dela, então falei primeiro, aliviando a tensão com um sorriso fingido. "Freddie, irei te encontrar quando eu terminar," prometi. "Vai ser por um tempo", Lisa cortou, ainda segurando a minha mão. A situação não poderia ter sido mais estranha, mas felizmente Thom cutucou o braço de Freddie e o puxou para longe. "O treinador está procurando por você," Thom disse antes de acenar em minha direção. "Ei Andie." Eu sorri. "Vamos lá". Thom cutucou-o novamente. Freddie olhou de volta para mim com uma expressão curiosa antes de sair com Thom. Assistir ele ir, apreciando o declive de suas costas poderosa. Nadadores tinham os corpos mais insanos. Eu xinguei depois que ele foi embora, Lisa aumentou o castigo. Ela forçou-me a fazer o dobro da quantidade normal de torção de pulso, e quatro vezes a quantidade normal do meu outro exercício menos favorito: algo que eu chamei de "santa fodida merda" resumidamente. Enquanto isso, eu tentei espiar Freddie. Ele estava trabalhando com um instrutor do outro lado da sala, um homem mais velho que estava ajudando-o a esticar seus braços e ombros. Duas vezes, olhei por cima do meu ombro e encontrei-o me observando. Seu treinador estava anotando algo em uma folha de papel, mas Freddie estava focado em mim. Eu corei e desviei o olhar.

28 29

Bud em inglês norte-americano Inglês britânico


A terceira vez que eu olhei para trás, eu pensei que iria ter um parada cardíaca na minha mesa de capacitação. Freddie estava no meio de puxar a camisa sobre a cabeça. O tempo desacelerou quando seus músculos do braço e estômago enrolaram e esticaram. Eu tinha tido um vislumbre de seus braços e costas mais cedo, mas quando sua camisa saiu e eu fui recebida com seu peito e abs perfeitamente esculpidos, eu quase perdi o controle da minha visão. "Andie, você está focada?" Lisa perguntou. Não. Absolutamente não. Eu estava observando o treinador de Freddie quando ele pressionou um saco de gelo na parte de trás do ombro direito de Freddie. Ele teceu uma bandagem elástica sobre o seu peito e em torno de seu braço para mantê-lo no lugar. Eu nunca quis trocar de lugar com um ser humano tanto quanto eu queria naquele momento. Ele estava tendo o privilégio de tocálo. Sua mão estava no peito dele! "Foster", Lisa retrucou. "Sim!" Eu disse, me puxando de volta pra minha mesa e tentando recuperar o controle da minha língua para que eu pudesse lhe responder. "Lisa! Telefonema!" Um dos assistentes de treinamento chamou do outro lado da sala. Lisa assentiu com a cabeça e soltou a minha mão. "Eu preciso atender isso. Descanse por um minuto e então nós iremos terminar." "Oh graças a Deus," Eu murmurei sob minha respiração, enquanto ela se afastava. Eu tinha treinado com Lisa por oito dias e a cada dia acordei com um pouco menos de dor do que no dia anterior. Ainda assim, as sessões dela eram insuportáveis. Qualquer pausa que ela oferecessse, eu tomaria. Levantei-me da mesa de treinamento e sacudi os braços. Alcancei a minha garrafa de água e tomei um gole antes de ceder


ao desejo de roubar um olhar para Freddie. Ele estava sentado na borda de sua mesa, digitando em seu celular com uma mão — O TELEFONE QUE ELE TINHA USADO NA NOITE ANTERIOR... Oh Deus. Seu treinador o tinha deixado para ajudar outro atleta enquanto ele aplicava gelo no seu ombro, o que significava que eu tinha um curto espaço de tempo para falar com ele sozinha. Eu examinei o escritório da Lisa para encontrá-la gesticulando animadamente no telefone com a porta fechada. Sem pensar duas vezes, peguei a minha garrafa de água e me dirigi para Freddie. Ele não notou eu me aproximando até que eu estava a alguns metros de distância. Ele largou o telefone ao seu lado e se endireitou. Eu engoli um gemido. Sério, não era real. O peito. O abs. Seu corpo era tão esculpido que parecia caber nas páginas de um livro de história da arte, melhor do que ver na vida real. Eu me aproximei e mantive a minha mão para cima para bloquear toda a minha visão, exceto o seu rosto. "O que você está fazendo?" ele perguntou com um sorriso. "Não posso falar com você se você não estiver vestindo uma camisa. É muito perturbador." Ele riu e pegou a minha mão para puxá-la longe dos meus olhos. "Você é doida." "Tudo bem, mas se eu começar a babar ou algo assim, você não pode usar isso contra mim." Ele balançou a cabeça e desviou o olhar, quase como se estivesse envergonhado. Querido Deus, ele não podia parecer com isso e ser humilde; o meu cérebro deu curto-circuito. "Você terminou com o seu treinamento?" ele perguntou, olhando de volta para mim e arrastando o seu olhar pelo meu corpo. Eu estava usando calças de ioga e um top, nada muito glamouroso, mas ele pareceu gostar bastante o suficiente. Eu balancei minha cabeça. "Lisa quer que eu faça outra série."


Ele arqueou uma sobrancelha. "E você sempre faz o que a Lisa lhe diz?" "É mais fácil se eu não testá-la." Freddie assentiu com a cabeça, pensando em minha resposta por um momento antes de alcançar a minha mão boa. "Deixe-me pagar o seu jantar hoje a noite." Seus dedos estavam entrelaçados nos meus, da mesma forma que os de Lisa tinham estado, mas o aperto de Freddie estava forte o suficiente para fazer o meu coração bater mais forte. Seu polegar se arrastou pelo interior da minha palma, enviando um arrepio pela minha espinha. "Jantar?", ele repetiu. Não. Eu não podia jantar. Jantar era uma má idéia. Jantar seria um deslize na direção errada. Jantar seria entregar outra parte de mim mesma, uma parte que ele não merecia. Não depois que ele tinha me expulsado daquele banheiro. Não com Caroline ainda na foto. "Estou ocupada", disse, encontrando seus olhos mais uma vez. "Com quem?" "A equipe", eu menti. "Você está mentindo. Sua mão, talvez." Eu tinha pensado que eu iria sobreviver à conversa sem ele trazer o nosso telefonema, mas eu estava errada. Eu reprimi um sorriso e tentei continuar com o meu rosto em chamas. "Cancele. Diga a eles que você tem algo importante para fazer," ele continuou. Era tão tentador. Quer dizer, eu estava olhando para Freddie sem camisa, uma visão mais bonita do que qualquer uma das


maravilhas do mundo. O que era Gizé30 em comparação com o seu esculpido, bronzeado pacote de seis? Quem precisava dos jardins suspensos da Babilônia, quando você poderia ter o fruto ao alcance de seu tear? Demorei-me em seu abs, entregando-me a visão por um momento antes de finalmente voltar aos meus sentidos. Eu balancei minha cabeça. "Não posso". Freddie e eu não podiamos apenas Sair. Ele estreitou os olhos. "Que tal depois —" "Foster". Virei sobre o meu ombro para encontrar Lisa ali com os braços cruzados e uma profunda carranca estragando seus traços faciais. "Eu estive procurando por você durante os últimos cinco minutos. Você está pronta para terminar? Eu tenho outros atletas para treinar." Eu corei. "Oh, Certo. Ok." Eu esperava que ela ficasse no telefone um pouco mais. Lancei para Freddie, um rápido sorriso triste, então me movi para seguir atrás de Lisa com minha cabeça para baixo, mas antes que eu pudesse ir longe, Freddie estendeu a mão para a minha. Ele me puxou de volta com um puxão suave e me beijou enquadrando a minha boca. Foi chocante, e a sensação da boca de Freddie na minha foi o suficiente para apagar o resto da sala. Havia os lábios de Freddie no meu, sua mão no meu pescoço e sua reivindicação sobre o meu coração. A bufada irritada de Lisa? O apito do outro lado da sala? Eles eram a última coisa na minha mente enquanto Freddie me beijava sem sentido. Eu me afastei, agitei os olhos abertos, e respirei. "Hum..."

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Cidade do Egito


Ele sorriu e soltou a minha mão. Eu odiava que ele tivesse que largar a minha mão. "É melhor voltar para aquela sessão de treinamento." "Sim". Assenti, mas não me mexi. "Vá Andie," ele disse com um sorriso divertido. "Sim. Certo-o." Eu me virei com as pernas trêmulas. Eu não me importava que Lisa estivesse prestes a me colocar no inferno; Eu tinha apenas experimentado o céu.


Freddie

LIMPEI O MEU rosto com a toalha e joguei-a de lado. Minha garrafa de água estava vazia, então peguei a minha camiseta em vez disso, puxando-a sobre a minha cabeça e sacudindo o excesso de água do meu cabelo. Eu tinha acabado de terminar a minha última volta no treino; Eu estava exausto e pronto para o almoço. "Seus tempos são insanos", disse Thom, deixando cair à toalha ao meu lado no banco. Eu assenti com a cabeça, mas mantive o silêncio. Bons tempos são bons tempos, nada mais. Era fácil me desconcentrar se eu me concentrasse muito nos números. "Só temos mais quatro dias antes de iniciar nossas corridas," acrescentou Thom, alcançando sua garrafa de água. Atirei-lhe um olhar por cima do meu ombro. "Obrigado por isso." "Oh, vamos lá, você não pode ficar nervoso. Você já fez isso um milhão de vezes." Ele estava certo. Este era o meu terceiro jogos Olimpícos e eu tinha perdido a conta de quantas corridas eu tinha competido ao longo dos anos. "As expectativas nunca estiveram tão altas." Ele assentiu. "Verdade".


Todo mundo estava olhando para mim para quebrar meus recordes dos últimos jogos. Eu tinha uma equipe de treinadores trabalhando comigo nos últimos quatro anos, me ajudando a construir a força através da offseason31. Eu estava mais forte do que eu já tinha estado, e meus tempos estavam mostrando. Contanto que eu não estragasse tudo durante as corridas, eu voltaria para casa, para Londres com seis medalhas em volta do meu pescoço. "Como está o ombro?" ele perguntou enquanto nós carregavamos nossas mochilas de treino para o bebedouro. Dei de ombros. "Melhor do que ontem. Aquele gelo realmente ajudou." Ele riu. "O gelo em seu ombro, ou aquele beijo com a Andie?" Andie. Andie. Andie. Andie. Eu não devia tê-la beijado no centro de treinamento no dia anterior; tinha sido fodidamente tolo. Eu sabia que precisávamos ficar quietos; Precisamos manter essa coisa entre nós debaixo do radar da mídia, mas ela estava usando aquelas calças de treino apertadas. Eu podia ver o pequeno espaço em as suas coxas e a curva de sua bunda quando ela voltou a seguir sua treinadora. Quando ela tinha vindo primeiro para falar comigo, eu quase puxei-a para mim, escarranchando-a sobre a mesa. Tanto quanto eu me preocupava, eu tinha mostrado a contenção de Saint-like32 com aquele beijo, mas Andie provavelmente não concordaria. "O que você vai fazer sobre isso, amigo?" "Eu não sei. Ela recusou jantar comigo."

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Período entre o final de uma Olimpiada e o inicio da outra. Santo


Ele riu, o filho da puta. "O que é isso? Sua primeira recusa da história?" "Ainda bem que você pode rir do meu coração partido." "Tudo bem, relaxe. Só porque ela não quer ir jantar, não significa que você não pode descobrir alguma outra maneira de passar tempo com ela." Eu arqueei uma sobrancelha. "O que você que dizer?" Durante o almoço na praça de alimentação, ele expôs seu plano diabólico. Era simples, mas brilhante, e por um momento eu fiquei preocupado que Thom tivesse perdido sua vocação como vilão da Disney. "Você não acha que ela vai dizer para eu me foder quando ela aparecer?" Ele estendeu a mão e segurou meu queixo. "Com um rosto assim?" Eu me afastei de seu aperto e dei um soco em seu ombro. Ele riu. "Mande um texto para ela, amigo. Vamos ver o que ela diz." Peguei o meu telefone do bolso, levantei e joguei minha a mochila de treino sobre o meu ombro. "O quê?" ele protestou. "Você não vai mesmo me dizer como ela responde?" Mostrei-lhe o dedo, recolhi o meu lixo e joguei na lixeira que ficava na saída da praça de alimentação e tentei decidir o que exatamente devia enviar para Andie. Não foi até que entrei no ginásio que eu decidi em algo simples e fácil. Freddie: Thom e eu estamos tendo uma festa no nosso apartamento mais tarde.


Uma hora se passou e ela não tinha respondido, então mandei uma mensagem para ela novamente. Freddie: Eu quero que você venha. Andie: Desculpe, nós temos o nosso segundo jogo amanhã de manhã. Eu não posso sair. Freddie: Eu vou ter você na cama — sua cama — às 21:00. Juro. Andie: Eu não posso. Freddie: Eu já telefonei para a Rainha e deixei-a saber, que você estará presente. Georgie ligou então, me irritando com a conversa com Andie. Eu ignorei a chamada e deixeiir cair na caixa postal. Um segundo depois, ela ligou novamente. Pestinha persistente. Georgie: ATENDA SEU MALDITO TELEFONE. Eu apaguei o seu texto e em vez disso respondi a Andie. Freddie: Estou no apartamento 1120. Venha por volta das 19:00. Andie: Nossa, agora eu entendi porque tivemos que declarar formalmente a independência de vocês. Eu ri. Freddie: Vejo você então. Andie: Não, você não. Freddie: 19:00. Eu desliguei meu celular e joguei dentro da minha mochila de treino antes que ela ou a minha irmã pudesse responder. Depois que eu tinha passado pelo meu treino da tarde, eu arranquei minhas roupas suadas e verifiquei o relógio na minha mesa de cabeceira. Já passava das 17:30, o que significava que eu não tinha muito tempo para tomar banho e me preparar antes da Andie


chegar. Sua mensagem dizia que ela não iria aparecer, mas algo me dizia que ela estava tendo dificuldade em ficar longe de mim como eu estava com ela. Tomei um banho rápido, espumando o sabão no corpo sobre meus músculos cansados antes de enxaguá-los. Não prestei atenção ao estado do apartamento quando entrei primeiro, mas eu sabia que Thom nem sempre foi um exemplo brilhante de arrumação. Eu frequentemente encontrava suas boxers na máquina de lavar louça e os copos na pilha de roupa suja. Depois que sai e coloquei uma camisa branca e jeans, fiquei na sala de estar horrorizado com sua condição atual. "Quando você chegou?" Thom perguntou do seu assento no sofá. Ele não estava lá quando eu cheguei em casa, mas tinha conseguido criar uma bagunça desde então. Ele estava lá, comendo batatas fritas com seus pés em cima da mesa de café. Uma pilha de embalagens o cercava no chão e quando olhei para a cozinha, a pia estava cheia e quase transbordando com nossos pratos. "Ela está quase chegando aqui." Ele mudou o canal da Tv, sem se preocupar. "Quem?" "Andie, seu idiota. Lembra-se do plano?" "Certo, isso. É só 18:00." Arranquei o controle remoto de sua mão. "E o que vem depois das seis, seu idiota?" Ele jogou o saco de batatas fritas de lado. "Tudo bem, o que você quer que eu faça?" Eu o coloquei para trabalhar arrumando o apartamento, começando com a área perto do sofá. Eu lavei os pratos o mais rápido que pude, mergulhando-os no lava-louças em pilhas apertadas. Eu limpei as bancadas e levei o lixo para fora da rampa do corredor. Quando voltei para o apartamento, havia um distinto


cheiro que eu não conseguia me livrar. Fui aos vizinhos, implorando por uma vela ou ambientador. Algumas garotas inglesas no final do corredor tinham uma vela, elas me emprestaram em troca de um autógrafo. Acendi a vela assim que retornei e me admirei com a capacidade de dois homens adultos estragarem um apartamento novo em apenas poucos dias. “Thom, Jesus. Meu quarto não cheira assim.” O que você faz aqui, quando eu saio? Ele ergueu as mãos em inocência. "Você sabe que tenho um fraco por atum. E as sardinhas são algumas das melhores fontes de — " "Que se dane, Estou começando a pensar que isto foi um erro." O lugar cheirava como um mercado de peixe e não tinha como mudar. Eu desisti e voltei a trabalhar arrumando. Quando chegou a hora, eu tinha esquecido completamente sobre o jantar. Meu estômago roncou, deixando-me saber o quanto ele não apreciava não ser alimentado na hora. "Amigo, faça-me um favor: Vá pedir algo na praça de alimentação? Duvido que Andie tenha comido e estou morrendo de fome." "Algo em particular?" Eu balancei minha cabeça. "Não, mas ela tem um jogo cedo amanhã, então algo com muitas proteínas." Ele foi para o seu quarto e fui pegar os suprimentos que eu tinha selecionado na loja do térreo. Eles tinham uma pequena seleção de decorações de aniversário — para alguns idiotas miseravéis que tinham que comemorar enquanto estavam competindo nos jogos — mas espero que seja apenas o suficiente para convencer Andie a não voltar quando ela abrir a porta e descobrir que eu tinha mentido. "Oh e companheiro — não ouse trazer peixe!"


Andie

"ANDIE, VOCÊ ESTÁ NO caminho. Não consigo ver o filme." "Bem, talvez isso venha com o território, quando você decide assistir a um filme no meu closet. Não há um lugar melhor?" Becca revirou os olhos para mim de seu lugar no chão como se eu estivesse louca. "Não podemos assistir muito bem no nosso closet — está cheio de roupas bonitinhas que não podem ficar enrugadas." "Por que você precisa vê-lo em um closet?" Exigi. "Seria um sacrilégio assistir Diário de uma Paixão debaixo do intenso brilho do sol do Rio", Kinsley disse enquanto secava suas lágrimas com uma das minhas camisas. Becca assentiu com a cabeça. "Além disso, isso faz nos sentir como se estivéssemos no cinema." "Bem preciso mesmo encontrar algo para vestir," Eu disse, tentando segurar minha toalha ao mesmo tempo em que manobrava ao redor delas. O closet já era pequeno, e com as duas tentando usá-lo como seu próprio cinema pessoal, não havia esperança para mim. Kinsley gemeu dramaticamente. "Pause-o, Becca. Perdemos os últimos cinco minutos."


"Sim, estou confusa. Eles viajaram no tempo, ou eles eram velhos o tempo todo?" Eu acendi a luz de cima e as duas chiaram e cobriram seus olhos como zumbis vendo a primeira luz do dia. "Jesus! Recrutas hoje em dia," disse Kinsley, passando por mim para tentar desligar a luz. Eu mantive minha mão com firmesa, "Não!”. Elas se sentaram lá, vestindo seus pijamas combinando enquanto eu tentava vasculhar minhas roupas acima de suas cabeças. Eu retirei um vestido azul claro e segurei-o contra a luz. "Não é bonito," Becca disse. "Nuh-uh," Kinsley concordou. Eu enfiei de volta na prateleira e peguei outro. "Pior". Becca assentiu com a cabeça. "Muitissimo pior." "Wow, críticos de cinema e moda. Vocês são muito talentosas." Sentaram-se em silêncio até que eu puxei o próximo vestido. Era preto e curto com alças finas que cruzavam nas costas. Eu tinha usado tantas vezes que o material de cotton tinha ficado quase mole o suficiente para sentir como pijama. Era um vestido preto basico, perfeito para uma festa que eu ainda não tinha certeza de que iria estar presente. "Vencedor vencedor, jantar de frango 33 ," Kinsley disse enquanto eu o erguia para meu corpo. Ele era ainda mais curto do que eu lembrava. "Onde você está indo?" Becca perguntou, mexendo com o chifre de unicórnio do seu capuz.

33

Nos Estados Unidos quando alguém é considerado vencedor ele deve comer um Jantar com frango.


"Fora", eu respondi, virando para sair do closet em busca do meu sutiã preto sem alças. "Fora, fora?" Kinsley perguntou. "Nós temos um jogo de manhã!" "Não. Não lá fora. Vou ficar no prédio." Na verdade, as chances eram de que eu ficaria no meu quarto. Durante todo o dia eu tinha ido para lá e para cá sobre se eu queria ou não ir à festa de Freddie. Eu queria vê-lo e queria aproveitar ao máximo o meu tempo no Rio, mas eu sabia que não era uma boa ideia ir. Mesmo se houvesse uma sala cheia de pessoas para estabilizar a tensão entre nós, isso também significava uma sala cheia de pessoas para tagarelar sobre Sophie Boyle. "Você se depilou? Porque esse vestido é muito curto..." Virei-me para encontrar Becca e Kinsley deitadas de bruços na porta do closet. Elas estavam observando eu me arrumar com as cabeças apoiadas sobre as mãos e as pernas no ar. Elas pareciam duas crianças na festa do pijama, aquelas que você somente convidou porque sua mãe mandou. "Sim," Eu disse, estendendo a mão para confirmar. "Minhas pernas estão lisas." "Mas seu cabelo... você vai sair assim?" Eu o tinha secado depois do banho e o coloquei em uma trança solta nas minhas costas. "Kins, você está literalmente vestida como um unicórnio desalinhado. Não preciso mais de nenhuma opnião na minha aparência." "E sua maquiagem?" Becca perguntou, chutando seus pés para frente e para trás. Eu estava cinco segundos de assassinar ambas.


Virei para Becca e sorri. "Adivinha o que? No final do filme todos os — " "Não!" Becca gritou. "Não estrague isso." Ela se levantou do chão, embalando seu laptop. Kinsley seguiu atrás dela, mas ela fez uma pausa na porta e me olhou. "Devo perguntar onde você está indo?" Eu balancei perguntasse."

minha

cabeça.

"Não

te

diria

se

você

"Você vai ter um... muita diversão?" Eu sorri e virei. "Talvez." "Espero que saiba o que está fazendo, Andie." Olhei para o vestido em minhas mãos. Sim, eu também.

EU ESPERAVA QUE HOUVESSE música bombando no décimo primeiro andar, mas quando sai do elevador, o corredor estava quieto. Agarrei meu telefone — a única coisa que eu tinha trazido comigo — e contei cada número do quarto que eu passei. 1101. 1102. Freddie estava hospedado no 1120 e quando eu cheguei a sua porta, minhas mãos estavam suadas e meus nervos estavam disparados. Inclinei-me para frente e apertei meu ouvido à porta, não ouvi nada e me encolhi quando olhei para baixo para ver a hora. 19:01. Quem aparece em um festa quando está apenas começando? Até onde eu sabia, eu seria a primeira a chegar. Andei alguns passos passando a porta, tentando pensar em um plano. Eu poderia demorar em torno da loja de presente por alguns minutos e então voltar, ou eu poderia —


A porta de seu apartamento abriu. "Não se preocupe, amigo. Ela vai aparecer," Thom chamou por cima de seu ombro direito antes de seu corpo colidir com o meu. Ele estava andando de costas, sem olhar para onde estava indo, e eu apenas virei de volta, também, sem prestar atenção. "Caramba! Sinto muito,"ele disse, estendendo a mão para me firmar antes de eu cair no chão. "Eu avisei, amigo!" Lancei um olhar para o corredor. Eu ainda poderia fazer uma corrida para ele? A mão de Thom estava no meu braço, mas eu podia puxá-la livre com alguns golpes de judo chops 34 bem colocadas. "O que está acontecendo—" A sentença de Freddie foi cortada quando ele pisou na soleira da porta e me viu ali, nervosa e com os olhos arregalados. Eu realmente queria fugir, especialmente quando seus olhos castanhos me avaliaram a partir da porta. Ele estava usando um sorriso insolente em seu rosto recém-barbeado, e havia alguns fios de cabelo castanho que tinham caído sobre sua testa. Mais do que qualquer outra coisa no mundo, eu queria dar um passo a frente e escová-los de volta. Em vez disso, eu cerrei minhas mãos ao meu lado e assenti "Bem, isso tem sido divertido. Estou indo agora". Então ele riu, um belo som que fez meus dedos enrolarem dentro do meu Converse. "Vamos lá", disse ele, estendendo a mão para a minha. "Thom estava apenas pedindo comida para nós. Ele está se dirigindo para pegá-la agora." Bem, seria rude sair sem comer, então eu o deixei me conduzir e disse a mim mesma que eu não ficaria por mais de quatro ou cinco horas, ou a eternidade. Seja o que fosse.

34

Movimento de fatiar com a mão perto da área do pescoço


"Então, este é o nosso lugar," ele disse, estendendo o braço para abranger a pequena sala de estar que parecia idêntica a nossa. Realmente tudo era o mesmo, exceto pelo... "Que cheiro é esse?" Perguntei, apertando o meu nariz. "Isso é peixe?" O sorriso dele caiu. "Thom comeu um sanduíche de atum no almoço e a alma dessa maldita coisa agora está assombrando o lugar inteiro." Ele soltou a minha mão para que ele pudesse caminhar até a mesa de café e pegar a vela acessa lá. "Aqui, isso deve ajudar com o exorcismo." Eu ri e balancei a cabeça. "Realmente, não é ruim. Só cheira a casa da minha meemaw35." Ele sorriu com curiosidade. "O que é uma meemaw?" "Não importa." “Certo, bem. Eu mantive o meu quarto fechado, por isso não é tão ruim lá dentro.” Eu arquiei uma sobrancelha. "Sutil." Seu sorriso se alargou. "Oh, apenas venha aqui e deslize debaixo de minhas cobertas para escapar do cheiro de atum! Oh, tire as roupas, o odor se agarra ao tecido!" Eu zombei. "É assim que você geralmente faz?" "Gosto bastante quando você tira sarro de mim," ele disse, aproximando-se. Eu levantei a minha mão para detê-lo. "Espere. Onde Thom foi?" Ele aparentemente tinha escorregado por mim durante toda a loucura. "E espere, onde estão os outros convidados? Sério, eu sou a primeira pessoa a chegar aqui?"

35

Meemaw= avó


Ele esfregou o queixo. "Certo, bem, sobre isso. Como eu disse, Thom foi pegar a comida. E, bem, está programado para ser uma pequena festa." Franzi a testa. "Quão pequena?" "Bem... muito." Ele largou a vela na mesa da cozinha e correu em volta para pegar algo em cima do balcão. Ele segurou atrás das costas enquanto caminhava de volta para mim, e depois quando estava a apenas alguns pés de distância, ele ergueu-a e colocou em cima de sua cabeça. Um chapéu de festa de papel vermelho brilhante, com o tamanho para uma criança de cinco anos, estava ao lado de seu espesso cabelo castanho. Explodi em risos. "E olhe, aqui, este é para você," disse ele, entregando-me um daqueles chifres de festa de papel barato que você sopra à meianoite na véspera de ano novo. "Você só pode estar brincando comigo." "Prometi uma festa," ele disse, dando um passo à frente e segurando o chifre de festa para eu pegar. "Aqui está a festa." Eu balancei minha cabeça, peguei-o e soprei. Um triste "wooooo" soou da extremidade antes que eu rolasse de volta para minha boca. Aquele som triste e fraco fez a barragem estourar; Nós não conseguiamos recuperar o fôlego para o que pareceu uma hora. Nós rimos até as lágrimas encherem o canto dos meus olhos e mesmo assim, eu não conseguia parar. "Por que você fez uma festa falsa?" Eu perguntei, limpando debaixo de meus olhos. "Para obter você aqui."


Essa unica frase me deixou séria rápidamente. Seus olhos castanhos encontraram os meus e vi seu sorriso largo desaparecer lentamente em uma nervosa linha plana. "Eu sabia que você não estava interessada em jantar, mas isso é diferente. Esta é uma festa íntima." Larguei o chifre de festa no sofá e respirei fundo. "É fofo, mas ainda não é uma boa idéia, Freddie. Você me beijou ontem no meio do centro de treinamento. E se alguém tivesse tirado uma foto disso?" "Então, e se eles tivessem? Quero estar com você. Eu quero te beijar." Ele caminhou até ficar de pé diretamente na minha frente, inclinando-se para baixo, então seu olhar estava no nível do meu. Suas mãos agarraram meus braços, tão forte e poderosa que eu não conseguiria me afastar mesmo se eu tivesse tentado. "Eu estou pondo um fim ao meu noivado, Andie. Já conversei com minha mãe e Georgie. Foi tudo uma farsa, e eu deveria ter percebido desde o início. Eu só preciso falar com Caroline e explicar que eu não vou voltar e casar com uma moça que não amo." "Bom". Concordei, incapaz de puxar meu olhar de sua boca. "Quero que você esteja com alguém que você pode amar." Seus olhos cairam para os meus lábios. "E se eu quiser ficar com você?" Meu estômago apertou. "Estou atualmente... indisponível." O canto de sua boca animou como se eu só tivesse declarado um desafio que ele não podia deixar passar. Ele se inclinou para frente e embalou meu pescoço em sua mão, curvando-se para sussurrar no meu ouvido. "Você não parecia estar indisponível no outro dia." Enfiei a ponta dos meus dedos em seu antebraço e tentei formar algum tipo de resposta coerente, mas a agitada gagueira não foi o suficiente para detê-lo.


"Freddie... Eu-eu..." Ele pegou minha orelha entre os dentes, apenas suave o suficiente para virar meu mundo. Apertei meus olhos fechados. "Diga-me que você não quer isso." Obviamente, eu não podia. Eu não era tão altruísta. Eu não era nem um pouco altruísta. Eu precisava de Freddie tanto que meu corpo cantarolava, e o desejo subiu através de mim no ritmo da batida do meu coração. Pare. Tum. Se afaste. Tum. Isso não vai acabar bem. Tum. Que. Porra. Cuidado. Virei e bati meus lábios contra os dele. "Foda", ele assobiou. Ele agarrou minha trança solta e me puxou para mais perto, puxando-me diretamente contra ele. Eu podia sentir o quão duro ele estava. Era isto. Este desejo, contaminando o ar entre nós finalmente veria a luz do dia. Eu cavei meus dedos em suas costas poderosas e ele me pegou, forçando minhas pernas em volta de sua cintura. Envolvi meus braços em volta de seu pescoço e o beijei, forte. Então, a porta da frente se abriu; Eu podia ouvir a voz de Thom lá fora no corredor. Eu separei minha boca da de Freddie,


esperando ele me soltar, mas ele deu trĂŞs passos para dentro do quarto ao lado da sala de estar e chutou a porta atrĂĄs dele. Seu quarto.


Freddie

ANDIE ESTAVA ENROLADA em volta de mim tão apertada que quase tive que rasgar seu vestido para tirá-lo sobre a cabeça dela. Eu joguei-o de lado e empurrei-a contra a porta do meu quarto. Agarrei seus quadris e senti as ondulações na parte inferior de suas costas, enquanto ela rebolava contra mim, me provocando. Ela estava aceitando meu ataque, sem nenhuma luta. Eu teria dado boas-vindas a uma luta; Poderia ter me retardado. Eu podia senti-la através de minhas roupas. Seu corpo era macio e suas mãos estavam puxando-me para mais perto, mergulhando na minha camisa e arrastando contra a minha pele. "Gente"! Thom chamou. "A comida está aqui!" "Cai fora", eu gritei através da porta. "Vai ficar fria. E — estou completamente sozinho nessa festa de merda." Andie riu contra o meu pescoço e eu não pude deixar de sorrir. "Nós devemos comer?" ela perguntou com um sorriso perverso. Eu arranquei minha camisa sobre minha cabeça e joguei-a de lado. "Nós não vamos sair deste quarto."


Seus olhos deslizaram para baixo do meu peito e o sorriso perverso desapareceu, substituído por um desejo escuro e quente. Sua lingua disparou para fora para molhar seus lábios e suas mãos se estenderam para me tocar. Meu estômago flexionou quando seu dedo arrastou ao longo do topo da minha calça jeans, e então ela arrebentou o botão e encontrou meu olhar com um brilho perverso. "Espero que você tenha um preservativo nesses jeans, Freddie." Eu ri, e foi o som de um homem selvagem, de um modo muito além da beira do controle, ele era dificilmente reconhecível. Ela deslizou a palma da mão contra meu abs, empurrou minha boxers e continuou para baixo até que ela estivesse me segurando em sua mão. Eu apertei seus quadris, precisando de algo para segurar enquanto sua mão macia me acariciava para cima e para baixo. "Oh", ela sussurrou "Comprimento Olímpico."

com

um

tom

de

provocação.

Eu ri antes que os lábios dela encontrassem os meus outra vez. Eu tinha um preservativo na minha carteira que eu precisava pegar, mas não conseguia puxar minhas mãos para longe dela. Alcancei seu sutiã e o soltei, deixando arrastar o material macio para fora de seus ombros. Nesse primeiro momento que seu peito nu bateu no meu foi o momento em que meu gemido virou um rosnado. Ela era pequena em meus braços, receptiva e ansiosa. Tantas coisas tinham nos separados até agora, e quando ela pressionou seus seios nus em cheio contra mim, eu sabia que ela estava apreciando pele com pele, tanto quanto eu estava. Peguei seu lóbulo da orelha em minha boca e sussurrei tudo o que eu queria fazer com ela... contra a porta... no chão... em minha cama. Seus olhos se fecharam enquanto ela me ouvia, mas eu não conseguia parar. Eu precisava que ela soubesse até onde ela tinha me desenrolado.


"O que?" ela perguntou, confusa quando coloquei suas pernas no chão. Apertei minha mão contra seu estômago, sentindo-a tremer sob meu toque. Mantive meu olhar nela enquanto deslizei para baixo em meus joelhos, registrando sua surpresa com um sorriso. "Você está —" Sua pergunta foi cortada quando minha mão seguiu até sua panturrilha, massageando suavemente seus músculos. Eu me inclinei para frente e pressionei um beijo contra seu quadril. Eu quase podia prová-la através do material sedoso, mas eu queria que ela tirasse. Puxei para baixo sua calcinha, até que estava no chão e ela estava chutando-a para o lado. Ela segurou sua mão na frente de sua cintura, tentando se esconder do meu olhar. Olhei para cima e encontrei seus olhos. "Nervosa"? Ela deixou a cabeça cair para trás contra a porta e riu. "Sobrecarregada. Você é como..." Deixei minha mão arrastar para cima de sua coxa. "Aqui"? "Sim. Bem ali." Ela estendeu a mão para cobrir seus olhos justamente quando um rubor rosado se espalhou em seu peito e pescoço. "Você já foi beijada aqui?" Eu disse, avançando para lamber o interior de sua coxa. "Oh doce Jesus." Beijei-a de novo, desta vez um pouco mais alto, e seus quadris empurraram para frente. Apertei com mais força contra seu estômago, mantendo-a imóvel enquanto arrastava minha língua ao longo do interior de sua coxa. "Eu....Oh... Deus."


Ela parecia estar bêbada com isso, conosco. "Devemos ir mais devagar?" Perguntei. Ela puxou sua mão longe de seus olhos e me encarou. "Por favor, não," Ela implorou, sua voz quase rouca. Ela mal tinha conseguido a última sílaba antes de minha boca estar sobre ela novamente. Ela mordeu o lábio para manterse quieta, mas eu não me importei se ela fazia barulho. Coloquei um dedo dentro dela antes de inclinar para frente deslizando minha língua em toda a seda. Suas mãos atravessaram o meu cabelo, puxando-o com força quando deslizei outro dedo dentro, bombeando-os lentamente dentro e fora. Eu a possuia então. Ela era minha. Ela rolou seus quadris, deslizando-se para cima e para baixo em meus dedos, implorando por mais. Arrastei minha língua e eu não desacelerei até que ela estava murchando contra a porta, sua buceta tremendo ao redor dos meus dedos. Ela quase arrancou os meus cabelos enquanto gozava e deixei ela se balançar contra a minha boca, aproveitandi seu prazer em suas próprias mãos. Era a coisa mais sexy que eu já tinha visto. Perdi o controle de nós depois disso. Sua boca estava queimando toda minha pele. Minhas mãos estavam em todos os lugares, provocando e tocando cada pedaço de pele, até que eu sabia que poderia tê-la fodido com meus olhos fechados. Colocamos uma música depois que Thom gritou, "Eles podem ouvir vocês em São Paulo!" Eu coloquei uma camisinha, observando-a caminhar pelo quarto, nua e corada. Desejei que eu pudesse ter parado o tempo para memorizar cada polegada dela — o estômago liso, aquele pequeno espaço em suas coxas, suas pernas tonificadas. Quando ela me alcançou, se aproximou para um beijo. Antes que nossos lábios pudessem se encontrar, eu agarrei o braço dela


e girei-a contra a parede. Ela se preparou quando eu cheguei atrás dela. Uma das minhas mãos enrolada em volta de seu pescoço, então ela não podia se afastar de mim, e a outra agarrou sua cintura fina. "Freddie?" ela perguntou quando eu a prendi com meus quadris, rolando meu pau contra ela. Ela ficou confusa por apenas um momento antes de inclinar sua bunda para trás e me encontrar como uma pequena gananciosa atrevida. Eu chutei seu pé para fora e espalhei suas pernas, dobrado-a para baixo para um ângulo que eu pudesse deslizar para dentro dela. "Ahh". Sua cabeça caiu para trás contra meu peito e seu olhos se fecharam. Eu podia senti-la subindo na ponta dos pés, tornando mais fácil para mim afundar todo o caminho dentro dela. Com um impulso rápido, ela era minha. Eu alcancei seus seios, rolando os mamilos entre meus dedos enquanto bombeava dentro e fora dela. "Foda-se", ela gemeu. "eu não posso..." Ela se inclinou para trás e entrelaçou seus dedos pelos meus cabelos, sussurrando como eu ia destruí-la. Eu sorri e deslizei um dedo para baixo para acariciá-la. "Eu já tenho." Ela inclinou-se para frente e eu forcei suas mãos encostada contra a parede e disse para ficar lá. "Não se mexa". Com ela nessa posição, arrastei uma mão pela sua coluna, sentindo-a se agitar com a sensação. Suas costas se curvaram e sua cabeça caiu para frente. Ela estava fraca e com fome de outro orgasmo. Enrolei uma mão ao redor de sua cintura para apoiá-la, e então me inclinei para trás para ver quando mergulhava de volta dentro dela.


"Como o paraíso," eu sussurrei, fechando os olhos e deixando-me ajustar a sensação dela enrolada em volta de mim. Eu nunca me cansaria disso. "Devemos ir para a cama?", perguntou ela, me trazendo de volta à vida. Eu queria mantê-la contra a parede e ter o meu mau caminho com ela, mas eu a deixaria decidir. "Se você quiser." Em vez de uma resposta, ela revirou seus quadris em um círculo lento, me provocando até que não havia nenhuma outra opção. Retirei-me lentamente, agarrei seu cabelo em minha mão e depois afundei dentro dela com um forte impulso. Ela gritou e caiu para frente, mas eu a peguei antes dela bater na parede. Suas mãos cerraram em punhos apertados e seus dedos dos pés começaram a enrolar. Eu assisti como as gotas de suor escorriam de suas omoplatas para baixo de suas costas. Eu queria ser gentil com ela, mas quando ela se virou para me olhar por cima do ombro, eu podia ver o brilho perverso em seus olhos. Ela segurou o meu olhar enquanto movia uma mão da parede e baixou seu pescoço, então desceu. Ela deslizou para baixo em seu peito e cobriu um dos seios. Eu queria arrancar sua mão fora e substituí-la com a minha boca, mas ela continuou sua descida, antes que eu pudesse. Eu sabia o que ela estava fazendo quando deslizou sua mão para baixo do umbigo. A ideia dela se tocando enquanto eu estava dentro dela tornou quase impossível ir devagar. "Mais", ela sussurrou enquanto eu deslizava para dentro e para fora. Ela ainda estava se acostumando a mim; Eu não queria machucá-la. "Por favor. Estou tão perto." Ela circulou seu dedo mais rápido, gemendo com necessidade. Andie era a coisa mais sexy que eu já senti. Ela era confiante e segura de si mesma. Depois daquele momento tímida


contra a porta, não havia como esconder seu corpo. Tudo o que ela tinha era meu para tocar, e em troca, dei-lhe tudo que podia. Eu bombeei dentro e fora dela fodidamente forte. O corpo dela se aproximava mais da parede com cada impulso e me diverti com isso, amando como apertada ela se sentia ao redor do meu pau. No final, ela estava completamente nivelada com a parede enquanto eu empurrava dentro dela por trás. Nossas respirações ecoaram uma na outra, o suor escorria pelo meu peito, e quando ela finalmente gozou ao rdor de mim, puxei minha boca para ouvir cada som que escapava de seus lábios. Isso foi o suficiente para me empurrar para a borda. "Andie," eu sussurrei, exausto. "Apenas me dê um segundo," ela disse, deixando a cabeça cair contra o meu ombro. Eu deslizei para o chão e sentei com ela nos meus braços enquanto respiravámos. "Meu pulso dói," ela disse. "Meu ombro dói,” eu disse. "Meus lábios doem." "Eu acho que nós devemos fazer isso de novo." Ela riu. "Obviamente."


Andie

EU ESTAVA APAIXONADA por Freddie. Eu estava perdidamente obcecada por ele. Não importa o quanto eu tentasse me preparar para o meu jogo, eu ficava repetindo nossa noite. Toda vez que um dos meus americanismos o confundia, ele olhava para mim com uma sobrancelha arqueada e eu tinha que me lembrar de não ficar de boca aberta. Para um homem que regularmente induzia bocas abertas e sussurros aleatórios, ele agia de modo normal. "Você tem o número do telefone do PRÍNCIPE HARRY?" Eu perguntei quando estavamos deitados em sua cama. Ele encolheu os ombros. "O idiota dificilmente liga de volta." Ergui minhas mãos, minha boca aberta. Pisquei e pisquei novamente. Meu cérebro estava em curto-circuito e Freddie sentado lá, divertido. "Bem, é verdade então? Você é um conde, ou príncipe ou algo assim?" Ele recuperou seu lugar ao meu lado na cama, jogando os cobertores por cima de nós e ficando confortável, me deixando-me esperando pelo que pareceu mil horas. "Freddie!"


Ele riu. "Não, eu não sou um príncipe. Meu pai era um duque, que me fez um lorde. Meu irmão, como o mais velho, era um conde, antes dele herdar o ducado, mas agora — " "Você diz isso como se fosse tão normal!" "Andie, duques não-reais não estão nem mesmo na linha de sucessão ao trono. Mal significa alguma coisa." Isso foi exatamente como Freddie minimizou o glamour de sua vida. Ele queria ser Freddie, apenas outro nadador normal, mas ele era Frederick, um belo duque com um celular cheio de números que eu só podia sonhar em ter. "Nós podemos mandar um texto para ele?" Eu pedi educadamente, regiamente. Ele olhou para cima. "Harry?" "Não! Bebê George." "Cansada"? Kinsley perguntou do outro lado do corredor do ônibus, puxando-me dos meus pensamentos. Eu me movi em meu lugar e dei de ombros. "Não, na verdade não." "Que horas você chegou?" Eu pensei na noite anterior quando Freddie tinha arrancando o relógio de seu criado-mudo e me mostrou a luz vermelha piscando. "00:01 e eu prometi que teria você de volta às 21:00." Eu implorava que ele continuasse prometendo que sexo era uma aproximação perto o suficiente de uma boa noite de sono, mas ele beijou a minha cabeça e me empurrou para fora o mais educadamente possível. Ele sabia que eu precisava de descanso. Ele sabia que se eu tivesse um jogo ruim, ele seria a primeira pessoa que eu iria culpar. Então, mesmo que eu tivesse alegremente ficado em seu quarto a noite toda, eu relutantemente voltei ao meu apartamento e dormi sozinha. Felizmente, eu estava


tão fisicamente exausta que cai no sono no instante em que a minha cabeça bateu no travesseiro. "Andie?" Kinsley perguntou. "Oh". Sacudi para longe meus pensamentos. "cedo", eu prometi. "Você se divertiu?" Eu tentei desesperadamente manter o lento rubor que manchou o meu rosto. "Sim," eu disse indiferente, voltando em direção a janela. "Mais dez minutos!", nosso treinador gritou da frente do ônibus. "Hora de obter a cabeça no jogo, senhoras!" Merda. A treinadora Decker estava certa. Eu precisava de foco. Conectei meu fone de ouvido no meu iPod e coloquei o volume o mais alto que podia. "Drive" de Halsey explodiu todo o resto para o esquecimento. O jogo contra a Colômbia não seria fácil. Elas tinham o boato de serem uma das melhores equipes nacionais da América do Sul, e elas tinham provado isso ao nocautear o México no torneio de qualificação. No dia anterior, tinhamos passado horas assistindo as imagens do jogo, e eu ainda não tinha certeza de que nossa defesa seria suficiente para parar seu rápido ataque para o gol. Eu rolei meu pulso esquerdo e direito, recebendo uma sensação de dor. O inchaço tinha diminuido desde o último jogo, mas eu sabia que ele iria inchar novamente no final do dia. Mas eu não tinha escolha. Eu ia envolvê-lo e lidar com a dor. Apoei em meu joelho esquerdo e massagei suavemente, sentindo meus nervos começarem a me corroer. A Colômbia certamente passaria a nossa defesa pelo menos uma dúzia de vezes, e Liam disse que em média era cerca de seis chutes a gol por


jogo. Não havia nenhuma opção. Meu pulso não poderia tirar uma folga.

NÃO HAVIA como evitar isso. A equipe da Colômbia era composta de ciborgues sobrehumanas. Elas pareciam serem construídas do tamanho de gigantes, todas elas, assassinas bombeadas, e eu não queria vê-las de perto. Eu jurei que uma delas tinha um bigode (e não estou falando de um par perdido de bigodes — a menina estava rivalizando com Ron Swanson). Minhas defesas tinham jogado na defesiva durante o primeiro tempo, apenas permitindo as colombianas testarem os meus reflexos duas vezes antes do apito. Sua defesa mostrou ser tão boa até os 42 minutos, quando Kinsley finalmente marcou com uma cabeçada astuta. Até o intervalo, meu pulso estava em chamas. O pulsar constante não tinha sido facilmente superado pela adrenalina como eu esperava. Toda vez que o conectei com um bloqueio, eu estremecia e qualquer tentativa de encobrir a lesão tinha desaparecido. A treinadora Decker tinha me importunado sobre isso durante o intervalo. "Quão ruim está em uma escala de um a dez?" Sete. "Não é ruim. Um três,” eu menti. "Você está preparada para jogar o segundo tempo? Devo colocar Hollis no gol?" "Não, eu posso lidar com isso. Estou bem." Quinze minutos do segundo tempo, meu pulso tinha passado de sete para oito. O som das arquibancadas era ensurdecedor, agravada pelo grande contingente colombiano ecoando cânticos espanhois ao redor de mim. Havia um grupo de


homens, vinte ou trinta deles, que tinham feito de sua missão me provocar. Suas vozes explodiram atrás de mim com um grosso sotaque espanhol. Eu queria ganhar o jogo, mas eu também queria que eles calassem a boca. Felizmente, nada cortaria seus cânticos mais rápido do que o sabor da derrota. Eu usei sua importuna bunda-irritante como combustível para continuar. Meu pulso está bem. Respire fundo. Bloqueie. Respire fundo. Por fim, os 89 minutos chegaram e o placar ainda estava em 1-0. Eu não podia deixar a Colômbia marcar. Mais alguns minutos e ganharíamos. Os caras atrás de mim estavam ficando mais alto e a Colômbia tinha a bola. Eu permaneci na rede, observando nossa defesa tentar acompanhar. Suas pernas estavam cansadas. Kinsley e Becca tinham jogado o jogo inteiro e limpar as entradas como tinham feito com facilidade no primeiro tempo estava provando ser mais difícil. A bola foi passando de uma jogadora para outra tão rápido que meus olhos quase não podiam acompanhar. Eu observava enquanto a bola estava caindo sempre a favor da Colômbia, e me preparava para a tempestade que chegava. Eu tinha feito cada defesa até agora. Não importa o tempo no relógio, eu poderia fazer mais um. 28 segundos. Eu tinha estudado seus esquemas ofensivos nos dias anteriores. Eu sabia que a garota do bigode seria a primeira opção para marcar neste último esforço, e eu também sabia que na maioria das vezes, ela escolhia o canto esquerdo inferior da rede como seu alvo. Eu assisti uma meio-campista montar o jogo e eu carreguei o meu peso para meus dedos dos pés, mudando rapidamente de um lado para o lado quando ela girou, atacando para dentro de sua defensa na direção da marca do penalte. Os olhos da menina bigode encarando os meus. Seu contato visual durou menos de um


milésimo de segundo, mas eu os vi passar rapidamente para a minha esquerda. Ela estava desesperada por um gol e me debati se ela estava mapeamento seu chute ou blefando. Porra. Ela recuou para chutar e eu mergulhei para cobrir o lado esquerdo do gol. O estádio inteiro prendeu a respiração quando a bola navegou através do ar. Eu tinha adivinhado corretamente a direção, mas ela tinha chutado mais alto do que o habitual. O tempo desacelerou ainda mais, e eu quase podia visualizar a bola escorregando por mim para o gol. Como a bola zuniu em direção ao topo do gol, eu estiquei minha mão com toda a minha força. A bola raspou as pontas dos meus dedos, desviando-se por cima do travessão branco e desembarcando fora dos limites. Eu tive um breve momento de celebração interna antes de meu corpo atingir o chão e a dor deslizar através de mim. Branco. Quente. Dor excruciante. Foi a sensação mais forte, mais aguda que já senti. Ela trouxe vômito para minha garganta e borrou o mundo ao meu redor. Apertei meus olhos e cai sobre o gramado, balançando para frente e para trás com o meu pulso apertado contra o meu peito. Palavrões escaparam dos meus lábios, mas eu não podia ouvi-los. Eu embalava o meu pulso e tentei manter o vômito para baixo, mas não adiantou. A dor tomou conta de mim tão forte que eu não conseguia ver o que se passava. "ANDIE!" Kinsley gritou. "Andie!" Abri os olhos para vê-la agachada sobre mim, preocupada, mas muito feliz para tirar o sorriso de seu rosto. "NÓS GANHAMOS! VOCÊ CONSEGUIU!"


Becca estava bem atrás dela, e juntas, elas tentaram forçar seus braços debaixo de mim para que eu pudesse ficar de pé. Eu estava chorando lágrimas pesadas, eu não havia notado até que elas começaram a delizar pelo meu queixo e cair na minha camisa suada. "Gente, eu acho..." Eu tentei obter as palavras fora, mas eu estava sem fôlego e com medo. Não posso... Se eu dissesse o que estava pensando em voz alta, poderia se tornar realidade. Meu pulso está quebrado. Feito. Minha carreira olímpica acabou.

EU RECORDEI APENAS alguns pedaços deles me ajudando no campo. Um médico inspecionou meu pulso no vestiário, removendo cuidadosamente a fita de modo que os hematomas escondidos finalmente fossem revelados a minha treinadora. Parecia mal, preto e azul e muito pior do que estava antes do jogo. Treinadora Decker ficou horrorizada. "Estava assim antes de hoje?" Ela passou os dedos pelos seus cabelos e puxou os fios. "Este negócio pode ser fim de carreira, Andie! Você entende isso?" "Eu —" Minha explicação foi desperdiçada em sua raiva. Ela tinha acabado de perder sua goleira estrela. Minha equipe iria sofrer.


Claro, tinhamos eliminado a Colômbia, mas ainda tínhamos dois jogos de mata-mata: as semifinais e finais. É claro que tinhamos goleiras reservas escaladas, mas como a competição ficava mais dura, a nossa defesa não poderia fucionar em energia reserva. O médico — eu não tinha pegado o nome dele ou talvez ele não tivesse sequer se preocupado com as apresentações — puxou o celular do bolso. "Vamos descer para os raios-x. Saberemos mais depois disso." A sala de raio-x era escura e pequena. O técnico era uma menina pequena que falava inglês irregular e cheirava a rosas. Ela tinha que posicionar o meu pulso debaixo da máquina de raio-x e quando ela tinha ajustado, seus olhos escuros olharam para mim com pena. "Alguma dor?” Eu sabia que eles precisavam obter o ângulo certo para ver toda a extensão dos danos. "Um pouco, mas estou bem," Eu disse, mentindo através dos dentes cerrados. Kinsley e Becca esperaram comigo no consultório do médico enquanto o radiologista inspecionava o raio-x. Nos primeiros minutos, nós nos sentamos em silêncio, muito preocupada para nos incomodar com conversa fiada. "Sua mãe está ligando sem parar. Você quer ligar de volta?" Kinsley perguntou, segurando meu telefone. Eu balancei minha cabeça e mantive meus olhos fixados na parede atrás da mesa do médico. Era o local onde teria pendurado um diploma, mas o escritório era temporário e o médico iria voltar para os Estados Unidos quando os Jogos Olímpicos acabassem. Não há necessidade de um diploma. "Vai ficar tudo bem," Becca ofereceu.


Eu ignorei o sentimento. Se meu pulso estivesse quebrado, tudo tinha acabado. Os Jogos Olímpicos, Rio, futebol, tudo. Eu era boa, mas a menos que eu estivesse inteira, eu era substituível. Era tão simples. Poucos minutos depois, o médico bateu na porta e entrou no escritório. "Andie, temos boas e más notícias," ele disse, curvando-se em torno da mesa e jogando meu raio-x em frente a mim. Ele foi direto ao assunto — sem brincadeiras ou apertos de mão — e eu apreciei isso. "Seu pulso não está quebrado." Kinsley, Becca e eu, todas soltamos um suspiro coletivo como se isso tivesse sido coreografado antes do tempo. “Dito isso, você ainda não pode jogar. Você torceu vários ligamentos, e ainda existe tensas inflamação de seus músculos e tendões. A única coisa que você pode fazer, e o que deveria ter feito já, é gelo, descanso e eventualmente—" Eu balancei minha cabeça, já determinada. "O que aconteceria se eu jogasse?" "Andie," minha treinadora assobiou. Eu nem tinha notado ela esgueirar-se por trás do médico. "Certamente você veria a degradação do tecido mole e o avanço da sua tendinite, possivelmente em um estado crônico. Estamos falando na ‘melhor das hipóteses aqui’. O problema é que, sem a flexibilidade adequada e amplitude natural do movimento, qualquer quantidade de pressão é absorvida pela estrutura óssea. Você corre o risco de uma ruptura catastrófica, cirurgia e uma recuperação dura. Então, eu recomendo tomar pelo menos seis semanas fora, descanso e o PT36, no ponto de nós reavaliarmos." Levantei e balancei minha cabeça. "Não".

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Treinameto fisíco


Ele recuou como se eu tivesse lhe dado um tapa. "Andie, temos que fazer o melhor para sua longa—" "Eu não vou para casa. Vou ficar e estou jogando os dois últimos jogos." "Não, você não está," minha treinadora corrigiu com um tom que não deixou espaço para negociação. "Desculpe-me Andie, mas você precisa levar algum tempo para digerir essa informação." Eu me virei para enfrentá-la. Ela tinha os braços travados sobre seu peito. Seu cabelo branco estava puxado em um rabo de cavalo que parecia apertado o suficiente para cortar a circulação. Ela inspirou medo em mim desde o primeiro dia do acampamento de treinamento, mas eu tinha aprendida a ler sua expressão. Aqueles braços cruzados, o olhar severo — era tudo fingimento. "Você é jovem, e esta é sua primeira Olimpíada. Se nós podemos jogar pelo seguro agora, você terá muito mais para vir. Você pode ficar no Rio com sua equipe e começar a fisioterapia em seu pulso. Se tudo correr bem, você estará pronta para a Copa do mundo e, eventualmente, a próxima Olimpíada." Não, não, não. "Não, treinadora, eu posso jogar," argumentei, voltando e segurando meu pulso como prova. Não havia nenhum estremecimento ou suspiro de dor. "Estou bem". Ela balançou a cabeça, irritada. "Não provoque isto Andie, ou vou te mandar para casa." "Mantenha-me no gol." "Não feriria mantê-la no banco", Kinsley disse. Ela era a jogadora favorita da treinadora. Se alguém pudesse convencê-la a comprometer, era Kinsley. "Deixe-a sentar no banco durante os jogos. É melhor do que nada." "Eu concordo", Becca disse.


A treinadora olhou para o médico, em seguida, de volta para mim. Sua cabeça caiu e meu coração despencou do meu peito antes dela responder. "Eu vou considerar isso."


Andie

"UAU. UAU. UAU." Kinsley pegou a garrafa de vodka antes que eu pudesse inclinar de volta para outro gole. "Calma lá, Andie." Deixei-a pegar a garrafa; Não importava. Havia mais quatro alinhadas sobre a mesa de café. Eu obriguei Becca e Kinsley a leválas para mim no caminho de casa do consultório médico. O licor tinha gosto de merda, mas ajudou a aliviar tanto a dor no meu pulso e a agonia no meu coração. "Você sabe o que? Não tenho uma bebida de verdade há meses. Festas? Vida social? NADA.” Kinsley inclinou-se para fora do sofá e ajustou o saco de gelo no meu pulso. "Sacrifiquei tudo para estar aqui e a treinadora Decker pensa que ela pode me mandar para casa?! Foda-se." Becca passeava para trás e para frente e para nossa frente, tentando pensar em um plano para trazer-me de volta ao jogo. "Ela não vai te mandar para casa, ela estava apenas tentando te acalmar." "Andie, vai ficar tudo bem," Kinsley disse. "Eu sei que parece o fim do mundo agora, mas você verá que não é tão ruim." "Não é tão ruim?!" Argumentei.


"Poderia ser final de carreira, mas não é." Perfeito. Posso usar meu pulso em QUATRO ANOS! Será que eu ainda estarei viva em quatro anos? “Eu vou ter vinte e cinco, então, praticamente um atleta37 decadente." "EI!"Kinsley e Becca gritaram. "Sem ofensa". Becca riu. "Nenhuma tomada." "A questão é, eu não me importo com o futuro. Eu estou com raiva e nada que vocês disserem vai mudar isso. Então me deixe ter aquela garrafa de licor e vá pegar alguma lenha para queimar essa munhequeira estúpida que me obrigaram a usar." Eu me inclinei para frente, tentando alcançar o uísque, simultaneamente equilibrando a bolsa de gelo em meu pulso. "Não. Nós não vamos buscar lenha para você." "Risco isso então. Alguma de vocês sabe como fazer uma tatuagem? Vou pegar um que corresponda a sua, Kinsley. Exceto que em vez de Ela acreditava que podia, assim ela fez, ela vai apenas dizer Foda-se." Ela riu. “Ou que tal um piercing no umbigo?" Eu perguntei, olhando ao redor. "Vamos precisar de uma agulha." Becca engasgou. "Deus não!" Cada uma das minhas ideias foi recebida com fortes críticas: tatuagens, piercings, trotes a nossa treinadora.

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Atletas que continuam jogando sem condições apenas pela fama.


"Ok, bem então eu quero um corte de cabelo. Fora com o velho e bem vindo o novo! Certo?" Eu disse, olhando para Becca. "Algo que diz 'foda-se atletismo internacional'." Kinsley gemeu, mas Becca não parecia totalmente contra a ideia. "Há tesouras na cozinha." "Sim!" Eu disse, segurando a garrafa de licor no ar. "Becca, você já cortou o cabelo de alguém antes?" Kinsley perguntou. Ela apontou para ela mesma. "O meu próprio, quando eu tinha cinco anos. Não deu muito certo, mas eu tenho que estar pelo menos..." Ela fez as contas em sua cabeça. "Cinco vezes melhor agora." Dez minutos depois, eu estava sentada em uma cadeira no meu banheiro com um lençol enrolado em volta de mim como um avental improvisado. Becca circulava minha cabeça, tentando descobrir por onde começar. "Você não vai perguntar o que eu quero?" Eu perguntei, confusa do por que que havia duas dela no espelho. Os olhos de Becca se arregalaram. "Vamos começar curto?" Meu cabelo loiro era longo. Tinha crescido durante anos, normalmente reunido em um rabo de cavalo para a competição. Christy não me deixava cortá-lo quando eu estava crescendo. "Corte-o como se estivesse quente", disse, apontando acima do meu ombro. "Tudo. Vê se eu dou a MÍNIMA." Kinsley estava do outro lado da porta do banheiro, batendo. "Gente, deixem-me entrar! Eu estou totalmente a bordo com o corte de cabelo, só quero oferecer alguns conselhos. Eu não vou sabotála.” Becca olhou para mim. Eu olhei para ela, e então eu olhei para a segunda Becca. Ambas pareciam legais. "Vocês confiam nela?"


"Genteeeeee. Eu juro!" Becca número dois balançou a cabeça, e eu tomei outro tiro. Eu estreitei meus olhos até que a Becca real entrou em foco. "Deixei-a lá fora então."

DUAS HORAS MAIS TARDE, Kinsley passou pelo meu quarto, abaixando sua cabeça para obter uma boa olhada em mim e depois riu enquanto ia embora. Ela fez isso durante toda a tarde e sua ridicularização nem ajudou minha ressaca, nem meu trabalho de corte. Eu não culpei Becca quando olhei no espelho, após o meu corte de cabelo. Quer dizer, parecia definitivamente que um macaco cego havia usado às tesouras de jardinagem em minha cabeça. Um lado tocou meus ombros enquanto do outro lado ficou uns centrimetros menor, mas não foi culpa dela. Ele ainda estava gorduroso, desde que eu não me preocupei em tomar banho depois do meu jogo, e havia pedaços de lixo nele de quando eu tinha devorado um saco de Hershey’s kisses38 em vez de levantar para fazer um lanche normal. Tudo parecia como uma forma perfeitamente razoável para "enfrente o homem" no momento. Agora, é claro, eu tinha uma dor de cabeça, um pulso ruim e o cabelo de uma pessoa louca. "Vem com a gente para o jantar, Andie?" Becca perguntou, inclinando-se para o meu quarto. "O que você acha?" Eu perguntei, pegando um pedaço de papel do meu cabelo.

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Ela fez o seu melhor para não rir. "Sabe, eu acho que vai ajudar se você tomar banho. Talvez o cabelo se estabeleça no lugar." "Isso não faz sentido," argumentei. "Está bem, ela estava tentando ser educada. Você deve realmente tomar banho porque eu posso sentir seu cheiro daqui!" Kinsley gritou da sala de estar. Era fácil para elas continuarem com suas vidas. Ainda estavam jogando nas Olimpíadas, suas vidas progredindo como filmes. Eu era agora uma gerente de equipamentos glorificada. Treinadora Decker já tinha me enviado um novo itinerário pessoal: 09:00 café da manhã, 10:00 consulta com a treinadora, 11:00 fisioterapia, 12:00 almoço, 13:00 se juntar a equipe para a reunião da tarde, 15:00 fisioterapia, etc. Eu planejava ignorar a maioria de suas ordens. Em vez disso, meu itinerário incluiria o seguinte: 09:00 sentar na cama/chafurdando em geral, 10:00 me enrolar no lençol e fingir que eu sou uma múmia, 11:00 comer manteiga de amendoim do frasco com os dedos, 12:00 tirar amendoim do cabelo gorduroso, 13:00 me enrolar no lençol e fingir que sou um burrito Chipotle, 15:00 atirar-me na frente de um ônibus em movimento. "Ok, isso é o suficiente," Kinsley disse, batendo na moldura da minha porta com a mão para que eu pulasse. "Você vai se levantar e você vai para o chuveiro e você vai descer para a Praça de alimentação com a gente. Você precisa de uma refeição decente.” Eu cruzei meus braços como uma criança petulante. "Vá embora." Ela meneou com a cabeça. "Não. Vamos lá. Eu aposto que Freddie está lá embaixo e ele vai ficar tão feliz em ver você. Ele está tentado entrar em contato com você o dia inteiro." Olhei ao redor para meu celular. "Espere, Onde está meu celular?"


"Na sala de estar. Você jogou lá fora quando sua mãe tentou ligar." Ah. "Você realmente acha que ele vai estar lá em baixo?" Perguntei, de repente desesperada para vê-lo. Será que ele sabia sobre a lesão? Ela assentiu com a cabeça. "Talvez. Vá para o chuveiro e vamos esperar por você." Me empurrei para fora da minha cama e deslizei para o chuveiro — Sim, deslizei. Eu não aguentava e não queria tomar um banho. Então, em vez disso, virei a torneira para a configuração mais quente, sentei no final do fluxo de água escaldante e deixei bater em cima de mim. Eu não tinha certeza quanto tempo fiquei ali antes de Kinsley arrancar a cortina de lado do chuveiro e me puxar para fora. "Eu entendo que você está bêbada e ferida, e eu te amo — mas isto é demais," ela disse, atirarando uma toalha para mim. "Eu apenas vi sua vagina inteira." Eu sorri, bêbada e com pena de mim mesma. "Muito bom, certo?"

EU TENTEI me recompor depois disso. Quer dizer, eu não conseguia escovar meu cabelo ou colocar maquiagem, mas esmaguei meu cabelo cortado em um rabo de cavalo aceitável e coloquei um moletom descobinado. O álcool tinha anestesiado a dor do meu pulso, mas eu ainda o embalei na minha outra mão enquanto Kinsley e Becca lideravam o caminho para os elevadores. "Você quer nos dizer sobre a noite passada? Para esquecer sobre hoje?"


Olhei para cima para pegar o sorriso gentil de Kinsley. "Nós sabemos que você e Freddie estão se esgueirando. Você pode nos contar sobre isso. Prometemos não julgar." Um sorriso lento, fácilmente se espalhou em meu rosto antes que eu pudesse evitar. Esse era o lado bom de tudo isso. Claro, eu tinha viajado até ao Rio para ganhar o ouro, e em questão de uma manhã, aquele sonho tinha ido embora. Terminado. Mas então eu pensei em Freddie, de como eu nunca o teria conhecido se eu não tivesse viajado para o Rio. Mesmo que eu não voltasse para os EUA com uma merecida medalha, havia uma boa chance de eu retornar com um namorado — um namorado britânico, super quente. Definitivamente melhor do que nada. O elevador chegou ao primeiro andar e entramos no lobby. Eu me virei para Kinsley e Becca, tentando decidir por onde começar. Desde o início? Havia muito chão pela frente e não podia esperar para preenchê-las com todos os detalhes suculentos, mas algo me chamou a atenção na frente do complexo antes que eu pudesse começar. Depois das portas de vidro do lobby, Freddie ficou assistindo uma limusine manobrar para parar perto do meiofio. Ele estava de costas para mim, mas eu sabia que era ele. Depois na noite anterior, eu conhecia aquele corpo bem o suficiente para reconhecê-lo de qualquer ângulo ou posição. "Falando do diabo", sorri, finalmente permitindo-me sentir felicidade real após um dia de miséria. Afastei-me de Kinsley e Becca para me aproximar de Freddie, excitada para chegar até ele. Eu não o tinha visto desde que ele me levou de volta para o meu apartamento na noite anterior, roubando um último beijo antes de eu escorregar para dentro. Pressionei meus dedos nos meus lábios, tentando lembrar o que pareceu ser seu beijo, mas parei de repente. Não havia nenhuma palavra para isso. Tanta coisa havia acontecido desde então. Eu queria lhe dizer sobre minha lesão e pedir seu conselho. Eu queria que ele


gritasse e gritasse comigo, fazer algo louco comigo. Ele entenderia mais do que ninguém, eu só precisava chegar até ele. Eu estava quase na porta quando Freddie estendeu a mão para abrir a porta da limusine. O motorista estava andando para chegar ate lá, mas Freddie não podia esperar. Fiquei em choque, olhando através do vidro transparente quando uma loira alta, real39 saiu. Ela era elegante e efervescente (seja lá o que inferno isso significa), e eu sabia que não gostei dela imediatamente. Adultos maduros não odeiam pessoas por impulso, mas não pude me conter. Seu cabelo era longo e sedoso, e não cortado e úmido. Sua roupa era ajustada e sem rugas, não manchada com Hershey derretido. Eu dei um passo hesitante para trás e sucumbi aos sentimentos de inadequação, exatamente quando sua identidade afundou. Caroline Montague em carne e osso. Ela estava usando um vestido estilo envelope azul claro e salto nude. Era uma roupa diretamente do armário de Kate Middleton. Pelo que sabia, era o vestido de Kate; Elas provavelmente eram amigas, afinal. "Frederick! Querido!" Ela gritou com entusiasmo, enquanto avançava e jogava seus braços em volta dele. Demorei-me no lobby, assistindo de longe, tentando conectar as peças do quebra-cabeça. Se a loira "querida" era Caroline, deusa prometida, então isso significava que a morena saindo da limusine era— "Fred, você idiota. Eu tenho tentado te ligar todos os dias!" Irmã de Freddie. Ela eu deu um passo em sua direção, empurrando Caroline para chegar até ele. Freddie inclinou-se para envolvê-la em um abraço e ela apertou-lhe com força antes de se afastar e olhar para ele com adoração. Foi nesse momento que percebi que ela era linda — não a fabricada, modificada beleza de Caroline. Ela era

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Pertece a família real


deslumbrante, tudo por conta própria, como a menina da porta ao lado, embora a menina da porta ao lado fosse uma supermodelo. "Andie," Kinsley disse, pegando a minha mão. Ela estava tentando me puxar para longe, mas eu não a deixaria. Eu estava vendo a pequena reunião. Até aquele momento, eu estupidamente sentia como se Freddie fossse meu. Ele tinha se tornado meu amigo rápido e tinha dito algumas coisas que eu queria ouvir, mas em pé ali, tornou-se dolorosamente claro que ele nunca tinha sido meu. Nem um pouco. "Parabéns são necessários, senhor," disse o motorista da limusine, piscando para Freddie. "Sua noiva me contou durante o caminho. Sua voz estava ligeiramente distorcida através do vidro, mas eu podia ouvi-lo alto e claro. Ele olhou de Caroline para Freddie. "Vocês dois decidiram a data do casamento já?" Caroline aplaudiu animadamente. "Espero que no início do inverno! Assim que Frederick tiver tempo para se dedicar ao casamento, chegaremos ao planejamento." Ela se virou para ele com estrelas em seus olhos e eu lentamente processei com cuidado e clareza a resposta que ela tinha dito, como se eles tivessem conversado sobre isso mil vezes antes. Eu me senti como se o ar tivesse sido arrancado de mim. Início do inverno. Casamento. E pior ainda, Freddie não negou. Ele enfiou suas mãos em seus bolsos e balançou sobre os calcanhares. Não vi seu rosto, mas eu podia imaginar aquele sorriso perfeito, esticado em sua boca perfeita. A boca dele. A boca que ele tinha usado em mim na noite anterior. Tinha estado em meu pescoço e meu peito e meu estômago e minha... Eu não conseguia respirar. Minha respiração estava vindo curta e instável e pressionei minha mão em meu peito quando imagens inundaram minha


mente. Ele tinha me carregado para o quarto dele, sabendo muito bem que sua prometida — não, sua noiva— iria chegar na manhã seguinte. Ele tinha me soltado em sua cama e me enroscado em seus lençóis — os mesmos lençois que ele planejava usar com ela. Ele tinha mesmo se preocupado em lavá-los? Eu perdi a última metade da conversa, mas eu assisti o motorista tirar seu chapéu e virar, acrescentando algumas palavras de despedida por cima do ombro. "Bem-vindo aos jogos!" "Eu vou ficar doente." Virei e corri para o banheiro mais próximo — havia um escondido no canto do lobby— e empurrei a porta aberta do box. Eu mal estava curvada sobre o vaso sanitário quando meu estômago revirou. Eu me ajoelhei ali, arfando em seco e enxugando as lágrimas que insistiram em escorrer pelo meu rosto. Eu não podia lidar com isso. Eu não conseguia entender como rapidamente a minha vida tinha ido à merda. Meu pulso queimava com a pressão de me segurar sobre o vaso sanitário, mas eu não aliviei. Deixei a dor queimar através de mim. "Andie, você esta bem?" Kinsley estava lá, esfregando minhas costas e tentando me consolar. Eu não podia formar palavras. O esforço em seco não parava. Meu sonho Olímpico havia acabado... E Freddie era um mentiroso. Bem-vindo aos jogos, de fato.


Freddie

PASSEI MINHAS mãos pelo meu cabelo e tentei suportar a situação o melhor que pude. Georgie e Caroline estavam no Rio de Janeiro. Elas estavam no Rio, juntas. No meu apartamento. Andei para trás e para frente no quarto de Thom, tentando descobrir o que fazer. "Isto é uma maldita bagunça," Eu disse, mantendo minha voz baixa, para que ela não viajasse por todo o apartamento. Caroline estava no meu quarto, retornando as ligações que ela tinha perdido durante o vôo. Felizmente, deu-me alguns minutos a sós com Georgie. Minha irmã me atirou um olhar estreitado. "Obviamente, seu idiota! Porque você acha que eu tenho tentado tanto te encontrar nos últimos dois dias!" "Eu disse a Mamãe que o noivado acabou!" "Sim e como sempre, Mamãe ignorou você e enviou Caroline de qualquer maneira. Isso é precisamente como ela fazia para conseguir o que queria com o Papai — pura teimosia. Ela acha que se você visse Caroline seria superado pelo amor desenfreado por ela." Eu esfreguei minha mão em meu rosto. "Eu quase desmaiei quando eu a vi sair da limusine antes de você."


Georgie riu. "Talvez isso é o que o amor desenfreado parece?" Eu gemi. "Eu lhe garanto, não é." "Bem o que quer que eu faça?" "Mantenha-a ocupada. Preciso falar com Andie e avisá-la que Caroline está aqui." O sorriso dela caiu. "Eu vi uma história sobre sua lesão, enquanto estávamos na limusine. Você acha que é grave?" Não sei. Eu tinha visto o jogo na TV durante meu treino. Eu tinha estado imóvel quando eles reproduziam seu pouso ruim repetidamente em câmera lenta. A dor dela estava escrita em seu rosto enquanto caminhavam para fora do campo com seus amigos no reboque, parecendo mais deprimidos do que a equipe perdedora. Eu terminei meu treino mais cedo e tentei alcançá-la. "Freddie? Você já ouviu falar dela? O que vai acontecer?" "Eu não sei, George. Eu não consegui falar com ela o dia todo. Ela tem ignorado minhas mensagens." Georgie riu. "Provavelmente porque você é um bastardo miserável. Talvez você deva manter Caroline ao redor. Ela pode ser tudo o que você tem." "Você não está ajudando". Ela levantou suas mãos para cima. "Bem. Eu vou distrair Caroline, mas você me deve um grande momento. Já estive em um vôo com a tartaruga por um milhão de horas. Tive de me ocupar com um livro inspirador brega dela todo o caminho. Foi o meu próprio purgatório pessoal." Caroline ainda estava no meu quarto com a porta fechada, então espero que ela não pudesse ouvir Georgie. "Espere, você disse 'tartaruga'?"


Ela sorriu, orgulhosa de si mesma. "Ela tem a personalidade de uma tartaruga marinha, assim eu ja tomei para tratá-la como tal." "Georgie", repreendi. "O que? O livro que ela me emprestou era chamado Tornadose chata: Volume III. Ela claramente já memorizou os dois primeiros." "Duvido que esse fosse o nome do livro." Ela me dispensou. "Eu me esqueci. De qualquer forma, você tem uma barra de granola ou algo assim? Caroline queria jantar no aeroporto, mas eu não suportava mais um minuto a sós com ela." Eu a levei para a cozinha e joguei para ela uma das barras de proteínas de Thom. Os murmúrios do meu quarto pararam e depois um momento, Caroline abriu a porta. Eu me encolhi pensando em tudo o que ela pode ter ouvido, mas ela era só sorrisos enquanto saia para se juntar a nós. "Que tal nós irmos jantar? Eu vi este excelente lugar no caminho." Georgie agitou sua barra de proteínas. "Estou satisfeita, mas vá em frente." O sorriso de Caroline caiu quando seu olhar passou rapidamente para mim e eu realmente senti simpatia por ela. Caroline era uma boa pessoa, e ela não merecia ser levada adiante. Eu precisava conseguir tempo para puxá-la à parte e conversar com ela, mas no momento, minha prioridade era Andie. Eu precisava descobrir se ela estava bem. Precisava lhe dizer que Caroline tinha chegado e prometer que tudo seria resolvido em breve. Eu respirei fundo e encontrei o olhar de Caroline. "Eu tenho algumas coisas que preciso fazer com a equipe, e você deve estar


cansada do vôo. Descanse, então eu acho que devemos sentar e conversar amanhã." Seu semblante se animou com a ideia. "Ok. Que tal conversarmos durante o jantar?" Eu engoli meu desejo de jogá-la para baixo. A conversa é necessária ser curta e respeitosa. Não precisamos nos sentar para uma refeição de quatro pratos, mas ela parecia tão esperançosa e era mais fácil dizer sim. Com os planos feitos, mudei para o próximo item na minha lista: Andie. Peguei o elevador até seu andar, grato por saber o caminho depois que fui até seu apartamento na noite anterior. Meu celular tocou a meio caminho do corredor — Thom. Eu quase ignorei, muito ansioso para chegar a Andie, mas eu passei minha mão sobre a tela e disse Olá enquanto examinva os números nas paredes dos apartamentos. "Como está Andie?" "Não sei. Ela ainda não está respondendo as minhas mensagens." "Isso é porque provavelmente ainda estão fazendo um bilhão de exames nela. Ela vai te ligar quando tiver terminado." Eu o ignorei e bati em sua porta. "Nós temos prática em breve", continuou. "Você está planejando faltar?" "Merda." Eu tenho minha primeira corrida em uma semana; Eu não podia pular a prática. "Apenas me dê um minuto para —" Minha frase foi cortada pelo som de alguém abrindo a porta. Kinsley puxou a porta aberta, em seguida bloqueou a minha


entrada com um olhar hostil. Desliguei com Thom e engoli seu aborrecimento. "Andie está aqui?" Eu perguntei. Becca se aproximou por trás dela, me bloqueando ainda mais na entrada. "Sim". As duas pareciam que tinham passado pelo inferno e voltado. "Posso falar com ela?" Kinsley cruzou os braços. "Ela teve um dia difícil, Freddie. Dê-lhe um segundo para recuperar o fôlego." Dei um passo mais perto. Ela poderia recuperar o fôlego comigo. "Só preciso falar com ela por um segundo. Preciso saber como ela está." Kinsley sacudiu a cabeça. "Não é bom. Ela está fora do resto dos jogos." Meu coração afundou. "Esta quebrado? Seu pulso?" Ela balançou a cabeça. "Não, mas o médico acha que estará se ela continuar jogando." Eu não podia imaginar como ela estava chateada. Ela tinha trabalhado a vida toda para conquistar uma vaga na equipe e com uma dura defesa, tudo tinha acabado. Puxei minha mão pelos meus cabelo, tentando achar uma maneira de torná-lo melhor para ela. "Como ela está lidando com isso?" Por que diabos elas estavam me mantendo do lado de fora, no corredor? Eu precisava falar com a Andie. Eu precisava vê-la e


prometer-lhe que tudo ficaria bem. Médicos são pagos para ser excessivamente cautelosos. Talvez se ela — "Ouça, Freddie," Kinsley continuou. "Andie não quer falar com você. Suas ações têm falado mais alto que qualquer palavra que você possa ter a dizer." Minha testa franziu. "Você quer dizer que ela não quer me ver?" Kinsley suspirou, olhou para trás e então inclinou-se para perto, baixando sua voz para um sussurro. "Todas nós vimos você com Caroline esta tarde. Andie estava lá, procurando você para conforto. Você é um novo nível de idiota." Meu coração caiu. Elas não entendiam. "Não". Eu sacudi minha cabeça. "Não, eu preciso falar com ela. Eu vou explicar isso." Eu empurrei minha mão contra a porta para passar por Kinsley, e empurrei mais forte do que pretendia. Ela bateu da mão de Kinsley e bateu contra a parede, com força. Os olhos de Kinsley ficaram redondos como pires e Becca se aproximou, protegendo-a. De mim. Porra, isto estava dando errado. "Andie!" Eu gritei, tentando levá-la a sair e falar comigo. "Pare com isso, seu louco!" Kinsley adiantou-se e mateve sua mão para cima em meu peito. "Jesus, ela teve o pior dia de sua vida. Não faça isso mais difícil para ela." Eu recuei e deslizei as mãos pelos meus cabelos, me sentindo impotente no limiar de seu apartamento. "Olha, eu não estava mentindo sobre terminar o meu noivado." Aumentei minha voz. "ANDIE! EU NÃO ESTAVA MENTINDO."


Kinsley estremeceu. "Pare! Jesus, Freddie. Você está fazendo uma cena." Ela tinha a porta em sua mão novamente e estava tentando fechá-la, para me empurrar para fora do apartamento e da vida de Andie. Eu não deixaria ela fazer isso. "Kinsley, você tem que dizer a ela que eu não convidei Caroline. Eu não sabia que ela estaria naquela limusine com Georgie. Isto é tudo uma confusão, mas eu vou descobrir. Eu vou..." Kinsley estava balançando a cabeça e me encarando com uma mistura de pena e — pior — ódio. Eu parecia um louco, e ela não acreditou. Inferno. Eu não ia deixar elas falarem por mim. Eu não ia deixá-las trocar os fatos e confundir Andie. Eu já parecia um louco, então eu empurrei passando por elas. Eu não sabia qual quarto estava Andie, mas duas das portas fora da sala de estar estavam abertas e vazias, então a mais próxima de mim, aquela com a porta fechada tinha que ser dela. Eu sabia que ela estava lá, mas eu não ia entrar. Eu daria isso a ela. Fiquei no lado de fora da porta quando Kinsley e Becca gritaram comigo que elas chamariam seja o que for que 911 no Brasil significasse. Deus, eu estava fazendo uma cena. Eu sabia que estava sendo um idiota, mas não podia deixar isto ir mais longe, fora de controle. Eu estava apaixonado por Andie. Eu estava me apaixonando fodidamente rápido e a ideia de perdê-la por causa de um mal-entendido parecia incompreensível. "Andie, por favor venha falar comigo," Eu implorei. Kinsley agarrou o meu braço com uma força surpreendente, tentando me puxar de volta. Eu quase não reconheci esta versão de mim mesmo, este cão doente por amor. "Andie, por favor," Eu implorei novamente, pressionando minha mão na porta, como se ela pudesse ver através do bloco de madeira barata. "A noite passada foi a melhor noite da minha vida. Preciso que saiba que..."


Não havia som vindo de seu quarto, nada que indique que minhas súplicas estavam mesmo lhe atingindo. Eu estava derramando meu coração para uma porta branca. "Freddie, você precisa ir..." Kinsley disse, segurando seu telefone. "Meu marido Liam está a caminho." Eu apertei meus olhos fechados e cerrei minha mão contra a porta. Eu tinha ue sair. Eu tinha prática e não estava prestes a ser escoltado para fora como um psicopata. Eu me afastei da porta e passei por Kinsley e Becca sem mais uma palavra. Eu subi para o meu apartamento e reuni meu equipamento de natação. Eu estava atrasado para o treino e o treinador ia me mastigar... mas eu não parecia me importar. Um forte nevoeiro permaneceu em torno de mim, até mesmo na piscina. A água era geralmente minha fuga, mas naquele dia, meu coração não estava nela. Nadei lento, ignorei meu treinador e sai logo após a prática, nem sequer me preocupei em esperar por Thom. Eu tentei falar com ela uma última vez antes de dormir. Freddie: Por favor, me dê alguns dias para resolver isto. Eu nunca menti para você. Vou acabar com meu noivado. Ela respondeu imediatamente. Andie: Claro que sim. Isso é antes ou depois do seu "casamento de de inverno"? Freddie: Onde você está? Podemos nos encontrar em algum lugar? Nós precisamos conversar. Andie: Guarde isso para sua noiva.


Andie

A RAIVA QUE EU sentia em relação à Freddie não era nada em comparação com a autoaversão que havia se instalado na boca de meu estômago desde o dia anterior. Eu sabia que Freddie estava noivo. Ele tinha sido perfeitamente honesto sobre isso desde o início. Eu tinha sido a única a cair em um conto de fadas. Tinha deixado minhas fantasias obter o melhor de mim, até que a realidade afundou como uma quente faca afiada. A realidade mais dura? Que eu era estúpida o suficiente para me apaixonar por um homem que tinha estado indisponível desde o início. Eu estava cercada por um pequeno buffet de únicos e sexy atletas solteiros, porém eu tinha escolhido um dos poucos que estavam fora dos limites. Isso é estupidez no seu melhor. Eu não tinha deixado meu quarto na noite anterior. Depois de deixar o banheiro no lobby, eu tinha fechado a porta e me trancado dentro. Quando Freddie tinha batido com o punho do outro lado e me pedido para ir falar com ele, olhei para minha parede e rezei para que ele fosse embora. Eu precisava que ele voltasse para Caroline e me deixasse em paz. Seria muito mais fácil para mim esmagar meus delírios. Eu precisava dele para me cortar imediatamente.


Mas ele estava me mandando mensagens constantemente. Toda vez que eu olhava para o meu telefone, eu tinha um novo texto dele que tinha que excluir. Já que ele não ia me deixar em paz, eu fiz a melhor coisa: Eu pesquisei Caroline Montague incessantemente. Por horas, sentei-me na minha cama — alternando entre o gelar e aquecer meu pulso — e rolando através de artigos sobre a socialite inglesa. Não havia escassez de informações sobre ela. Eu li sobre tudo do seu quinto aniversário (a família dela tinha jogado um generoso negócio no castelo do país de sua família), para seu doce dezesseis (em vez de uma festa, ela pediu aos amigos que doassem presentes para o hospital infantil em Londres). Honestamente, eu me sentiria muito bem em encontrar uma fofoca obscena ou uma foto depois de uma noite de bebedeira fora na cidade, mas em vez de esqueletos em seu armário, a TMZ apenas informou que ela era agradável a todos que ela encontrava. No começo, eu não acreditei. Cada celebridade posava para fotos sentido-se bem de vez em quando, mas com Caroline, não pareciam encenadas. Ela nem mesmo têm suas próprias contas na mídia social. As histórias eram espalhadas pelas pessoas que ela conhecia — as crianças surpresas, exultante por ter presentes de Caroline na véspera de Natal, ou uma idosa que insinuou que Caroline tinha ajudado a sua loja com compras a cada manhã de sábado durante os últimos cinco anos. Me forcei a ler todos os artigos que havia sobre ela, incluindo uma sobre seu noivado com Freddie. Tinha sido publicado recentemente, apenas três semanas antes da chegada de Freddie no Rio. O repórter destacou o fato de que o arranjo foi um pouco antiquado (até mesmo para os padrões britânicos), mas que "era uma formalidade terrena apenas para comemorar uma união que claramente tinha sido feita no céu.” Eu queria pintar Caroline como vilã. Teria sido tão bom odiála, mas até o final da noite, não senti nada além de confusão e tristeza: confusão sobre por que Freddie não amava Caroline — pelo amor de Deus, depois de persegui-la na internet por algumas


horas, eu estava disposta a jogar minha vida de lado e casar com ela eu mesma — e tristeza, porque no final de tudo isso, um de nós vai acabar com o coração partido. "Pronta, Andie?" Eu me virei para encontrar Lisa alguns metros da mesa de capacitação, olhando brilhantemente e pronta para trabalhar. Sua pólo preta quase igual a cor de seus olhos quando ela avaliou o meu pulso. Eu estive congelando-o nos últimos quinze minutos, mas era hora de começar minha sessão de treinamento do dia. "Não há descanso para os cansados." Ela assentiu com a cabeça. "Vamos dar uma olhada nisso. Sente-se e vá para trás." Eu segui suas instruções e me apoiei na mesa de couro. Ela veio para meu lado de modo que ela pudesse desenrolar a fita o mais suavemente possível. Os hematomas já estavam desaparecedo mais do que no dia anterior. "Diga-me quando começar a doer," ela disse, virando o pulso lentamente para a esquerda. "Estou tentando começar uma sensação de mobilidade." Ela continuou, trabalhando minha mão em direções diferentes e aplicando diferentes quantidades de pressão antes de eu finalmente não consegui aguentar. "Ai". Eu estremeci. "Está bem". Ela assentiu com a cabeça. "Seu médico enviou seus raios-x. Em seu e-mail ele recomendou que você fique de fora do resto dos Jogos Olímpicos...?" Seus olhos negros correram até mim para confirmação, mas eu balancei minha cabeça. "Bem, isso foi sua recomendação, mas eu tenho um plano diferente."


Ela alcançou na mesa de capacitação um elástico azul. "É assim mesmo?" Ela parecia se divertir, que era a primeira vez. Pelo que eu tinha reunido durante as nossas sessões de treinamento, Lisa não era alguém que ria facilmente. "Sim. Eu conheço meu corpo e eu sei quão longe posso empurrá-lo." "Então, você acha que você pode jogar em dois dias? Não é quando será seu próximo jogo?" Mordi meu lábio, pensando sobre sua pergunta. Eu não tinha sido capaz de colocar alguma pressão em meu pulso no dia anterior, e só tinha melhorado um pouco durante a noite. "Ok, não esse jogo," cedi. "Mas definitavamente na final." "Quando é a final?" "Próxima semana." Ela zombou. "Você está pedindo por problemas." Inclinei-me para trás. "Então você não vai ajudar?" Seus olhos escuros encontraram os meus. "Oh não, eu não disse isso. Se você está disposta a correr contra o tempo, então também estou. Não digo que você estará pronta para o jogo final, mas juntas, podemos tentar." Eu sorri. "Tudo bem. O que faremos primeiro?" Ela jogou o elástico azul para mim. "Essa coisa. E fique certa, você não vai gostar."


MINHA SESSÃO DE TREINAMENTO com a Lisa era quase tão agradável quanto uma depilação íntima combinando com um piercing no mamilo (sendo este último algo que eu poderia apenas fazer suposições), mas foi bom ter um objetivo outra vez, e a dor me distraiu do pensamento de Freddie. Depois que ela terminou de me torturar, me arrastei de volta para nosso apartamento, tomei banho e vesti a primeira coisa que toquei: o pijama de unicórnio que Becca insistiu em pendurar no meu armário. Eu tive que dar crédito a ela embora — depois que coloquei e fechei essa coisa, decidi que iria usá-lo para o resto da minha vida. Era macio, e me fez sentir um pouco melhor. Glitter fará isso para você. Kinsley e Becca ainda estavam em sua prática da noite, e se o meu tempo estivesse certo, provavelmente estavam no meio de assistir as filmagens para o jogo contra o Canadá. Eu tinha sido dispensada da prática para poder comparecer a minha sessão de terapia física, mas também porque a treinadora Decker não queria me ver. Eu já lhe enviei três emails e deixei duas mensagens de voz. Ela sabia como eu me sentia sobre a situação. Ela podia ter seu caminho para a semifinal — eu não estava preparada; Eu não podia jogar — mas eu seria condenada se eu faltasse aquela final. Eu estaria em todos os treinos e iria à terapia duas vezes por dia. Eu jogaria com uma fratura aberta com meus ossos saindo se eu tivesse que fazer. Eu retirei uma refeição pronta da geladeira e joguei no microondas. Embora eu não estivesse realmente ansiosa por um prato transbordando de frango e legumes, eu não tinha escolha. Se eu quisesse jogar o jogo final, tudo tinha que permanecer igual. Tive que manter minha dieta e exercícios. Claro, eu quase bebi uma garrafa de vodka no dia anterior, mas às vezes vodca conta como medicamento. O microondas apitou e eu retirei minha refeição justamente quando uma leve batida soou na porta da frente. "Um segundo"! Gritei enquanto colocava o prato no balcão. Ouch. O prato estava escaldante e eu quase queimei minha mão puxando-o para fora sem uma luva de forno. Coloquei rapidamente


meus dedos na água fria e gritei por cima do meu ombro. "Só um minuto!" Quem quer que fosse não era Kinsley ou Becca. Elas já estariam gritando comigo para me apressar. Eu olhei pelo olho mágico e espiei um monte de cabelos castanho-mel antes que uma voz suave britânica falasse. "Olá? Sei que você está ai, eu tenho um olfato apurado para aspargos." Eu abri a porta e recuei para encontrar a irmã de Freddie em pé do outro lado, com um sorriso amigável. "Georgia"? Ela balançou a cabeça. "Jor-jee, não Jor-juh." Ela passou por mim e jogou sua bolsa no balcão da cozinha, como se tivesse feito isso milhares de vezes antes. "Bem, quer dizer, Geórgia é meu nome real, mas eu o desprezo, então por favor, me chame de Georgie. E posso te chamar de Andie?" Concordei, ainda de pé com a porta na minha mão. "Pijama bonito," ela disse com nenhuma pitada de sarcasmo. Ela já estava movendo ao redor do apartamento, possuindo a área e folheando uma pilha de papéis sobre a mesa. Seus calmos olhos castanhos encontraram os meus e eu fique momentaneamente em silêncio. Ela parecia tanto com seu irmão, mas menor e — obviamente — feminina. "Bem, Andie, eu estava morrendo de vontade de conhecê-la, é claro." Ela sorriu e se aproximou para que pudesse me envolver em um abraço apertado. Fiquei congelada, confusa com a aprovação óbvia dela. Ela não era amiga da princesa Caroline? "Você é tão linda como eu imaginava", ela disse antes de dar um passo para trás e me segurar com o braço estendido. "A foto que vi on-line, você tinha cabelos compridos. Você o cortou?" Ela estendeu a mão para sentir um dos fios irregulares. Ele ainda estava úmido do


chuveiro, então espero que ela não pudesse dizer o quão terrível ele parecia. Quando não respondi de imediato, seu sorriso caiu. "Oh não, estou assustando você já, não é?" Ela virou e voltou para vasculhar o apartamento. "Ou não... se meu irmão sarnento não assustou você, possivelmente eu não poderia intimidá-la. Embora, por que mesmo você está saindo com ele? Em apenas algumas horas, avistei dezenas de caras mais bonitos perambulando. Você viu aquele jogador de basquete argentino, aquele com uma bunda como —" "Por que você está aqui?" Perguntei, interrompendo-a. Ela não pareceu se importar. Ela virou e me olhou por cima do ombro. Ela realmente era linda, grandes olhos castanhos e bochechas rosadas. "Porque Caroline é uma vaca inútil, é claro." Eu sorri, apreciando o sentimento, mesmo que eu não tivesse ideia do que realmente isso significava. "Acho que vocês duas não são amigas?" Georgie me fitou com um olhar sério. "Caroline Montague tem o cérebro de uma doninha estúpida e a personalidade de um rato morto." Comecei a rir e Georgie sorriu. "Isso foi um pouco duro?" Ela deu de ombros. "Ah, bem, às vezes a verdade dói. Agora, vá colocar alguns sapatos porque eu preciso de um guia turístico para levarme ao redor da vila, para que eu possa encontrar um atleta bonito para mim." Franzi a testa. "O que? Eu não posso..." Meu olhar desviou para o frango esfriando sobre o balcão. Ela olhou-o como se fosse um bolo de frutas do ano passado. "Certo. Aquilo. Que tal fazermos também um verdadeiro jantar enquanto estamos fora?"


Eu poderia ter dito não, poderia ter sentado na minha mesa da cozinha e comido o frango duro sozinha, lamentando até Kinsley e Becca finalmente chegar em casa, mas fiquei muito intrigada. "Esta bem, deixa-me tirar este pijama rapidinho." Ela franziu a testa. "Mas então você é apenas tão chata como todos os outros." Passei a próxima hora levando Georgie ao redor do nosso complexo. Mostrei-lhe o ginásio, sala de informática e a praça de alimentação, o tempo todo pensando como uma pessoa como Georgie Archibald realmente existia. Ela era sincera, bonita e um pouco doida. Quando nós enfiamos nossas cabeças dentro do ginásio, ela bateu palmas alto e gritou, "Continuem o bom trabalho, velho amigos'!" Cada cabeça virou na direção dela, mas ela já tinha se virado e ido embora, deixando-me com a tarefa embaraçosa de acenar antes de fugir para fora atrás dela. "Você é um guia brilhante, eu juro, mas até agora, você me mostrou todos os destinos chatos do Monte Olimpo. Onde estão as salas de sexo?" Ela virou para mim com os olhos arregalados, antes de bater o pé no chão sólido. "Há um calabouço?" Atirei-lhe um olhar cético. "Se existe um lugar assim, ainda não o encontrei." Ela fez beicinho. "Bem, merda. Talvez nós tenhamos que fazer um então." "Você e Freddie cresceram na mesma casa?" Perguntei com um meio sorriso. Ela assentiu com a cabeça. "Sim, até que ele saiu para nadar em acampamentos e tudo mais. Por quê?" Dei de ombros. "Você é apenas mais ousada do que ele." Ousada foi a única palavra que pude pensar que não poderia ofendê-la.


Ela assentiu com a cabeça. "Não faço ideia do que significa 'ousada', mas eu aceito seu bruto elogio americano." Ela empurrou o nariz dentro de uma sala que estávamos passando. Uma placa na porta lia Proibida a entrada, mas ela não pareceu se importar. Eu sorri. Ela murmurou e me examinou novamente. "Você sabe, você não é o tipo habitual de Freddie." Ela acenou com a mão na frente do meu rosto. "Ele normalmente gosta de meninas um pouco mais..." Eu esperei que ela completasse o final de sua sentença. "Fina". "Fina"? Ela olhou. "Garotas como Caroline." Meu coração afundou. "Certo, bem, eu definitivamente não sou Caroline." "Graças a Deus," ela expirou, amarrando o braço ao redor do meu. "Eu sei que deve ter sido um choque quando chegamos ontem. Não éramos esperadas por mais uma semana, mas Caroline insistiu em vir cedo. Eu não ia deixá-la vir sozinha e estragar tudo, então aqui estou eu." Balancei a cabeça. "Bem, obrigada por ter vindo." "Freddie colocou você sobre a terrível situação?" Olhei para longe, com vergonha de admitir que eu não tinha falado com Freddie desde a chegada do Georgie. "Hum, um pouco, suponho. Eu sei que o noivado não foi obra dele e que ele queria rompê-lo, eu só não tenho certeza do que ele está dizendo a Caroline. Pelo que sei, ele podia estar alimentando-lhe com a mesma porcaria em sentido inverso."


“Porca-ria," Ela repetiu, testando a palavra em sua língua o que parecia ser a primeira vez. "Essa é uma palavra fabulosa." Ela assentiu com a cabeça antes de olhar de volta para mim. "Oh, sim, eu entendo de onde você está vindo, mas garanto-lhe que Freddie não é nenhum tipo de playboy mulherengo. Ele tem se lamentado verdadeiramente sobre você desde que chegou no Rio. Tem sido muito bom ouvi-lo gostar de alguém, mas toda a situação com Caroline o arruína um pouco. Ele está levando-a para jantar agora realmente, para— " Eu parei de andar. "Ele está levando-a para jantar?" Georgie franziu a testa quando ela olhou para trás e viu meu rosto. "Não, não. Não como um encontro! Ele vai levá-la para que eles possam ter a conversa. Sabe, todo o 'noivado acabou, desaparece, não gosto de você, blá blá blá.' É tudo muito maduro da parte dele, realmente.” Eu respirei fundo. "Certo. Ok. Então você acha que ela vai simplesmente ir embora?" Eu estalei meu dedos. "Assim"? Georgie sorriu. "Veja, essa é a parte brilhante. Caroline Montague é tão fraca como uma caixa de tijolos. Eu aposto que até amanhã de manhã ela vai estar de volta em um avião para Londres, bebericando uma mimosa e lendo Ele não está tão a fim de você: Duquesa Edition."


Freddie

AJUSTEI MINHA camisa. A coisa estava engomada e abafada - algo que eu só usava durante as entrevistas e arrancava na hora em que eu chegava em casa. Caroline chegou ao meu apartamento para jantar com um vestido elegante e salto alto, quando ela me viu de jeans e camiseta, ela riu e me disse que esperaria por mim enquanto eu mudava de roupa. Agora, eu lamentava as calças e a camisa de botão. Era muito formal; toda a noite foi, na verdade. O restaurante que Caroline havia escolhido era muito chique e silencioso. Os garçons circulavam ao redor com champanhe e copos de vinho. Lustres pesados estavam pendurados no teto e havia um harpista no canto, tocando uma canção que parecia pertencer a um canto fúnebre. "Este não é um lugar divino, Frederick?", Perguntou Caroline, aproximando a mão dela por cima da mesa em direção a minha. Eu quase arranquei para longe dela, mas eu não queria envergonhá-la. Deixei-a lá por um segundo ou dois e, em seguida, fingi tossir para que eu pudesse puxá-la para longe e cobrir a minha boca. "Eu não achei que lugares como este existissem no Rio." Pelo menos, não a parte que eu tinha visto. Passávamos por lojas de artigos baratos e lojas de praia no caminho, nada nem de perto tão extravagante. Quase parecia como se um lugar como este não pertencesse à atmosfera do Rio.


Caroline bateu a mão bem cuidada como se eu fosse louco. "Estes lugares existem em todos os lugares, você só precisa saber onde procurar." Eu balancei a cabeça e lutei contra o impulso de puxar a gola da minha camisa. "Na verdade, Caroline, fico feliz por ter um momento tranquilo. Eu tenho discutido coisas com a minha mãe -" "Você está pronto para fazer o pedido?" Olhei para cima e vi um garçom pairando sobre nós, vestido de preto, com uma barriga saliente e um bigode oleoso. Ele nem sequer percebeu que ele me cortou. "Eu acho que-" Caroline assentiu, ansiosamente. "Sim, eu estou morrendo de fome." Eu a estudei enquanto ela escolhia alguns aperitivos e entradas para nós. Ela olhou para mim, esperando pela minha aprovação, e eu apenas dei de ombros e a deixei escolher; era mais fácil dessa maneira. Ela realmente tinha se produzido para o jantar. Seus longos cabelos loiros estavam enrolados em ondas soltas e ela cobriu seus lábios com batom vermelho suficiente para durar dez anos. Seus olhos estavam escuros e pesados. Eu não podia imaginar manter os meus abertos com todas as coisas que ela tinha colocado neles. Andie usava maquiagem para eventos, mas na maioria das vezes quando eu a vi, ela tinha acabado de chegar do treino. Ela era leve, fresca, sardenta e bronzeada. Ela era uma lufada de ar fresco e eu teria trocado todo o dinheiro no mundo para tê-la sentada à minha frente naquele restaurante chique. Ela tiraria sarro do lugar, jurando que não precisava de um garfo diferente para cada mordida. Teríamos que fingir que gostamos de nosso salmão muito caro e, então, nós fugiríamos para um hambúrguer depois.


Eu queria tanto isso, motivo pelo qual eu precisava ser honesto com Caroline. "Ouça, Caroline..." Ela tomou um longo gole de sua água e nivelou seu olhar em mim. A conversa não seria fácil, e quanto mais tempo eu ficasse parado, pior isso se tornaria. "Eu falei com minha mãe sobre romper nosso noivado." "Você falou com a sua mãe?" Por que eu disse assim? "Eu gostaria de romper nosso noivado", eu repeti, um pouco mais determinado. Ela engoliu em seco e pousou o copo, olhando para a sua colocação na tabela. "Você está falando sério?", Ela perguntou, finalmente encontrando o meu olho. Eu balancei a cabeça. "Sim." "Existe alguém em quem você está interessado?" Sua voz era calma, mas havia uma sugestão de algo por trás de seus olhos. Ciúmes? Aborrecimento? Caroline e eu nos conhecíamos por toda a nossa vida, mas eu nunca a chamaria de amiga. Sua família conhecia a minha e nós éramos ocasionalmente convidados para os mesmos eventos. Eu a tinha visto ao redor de vez em quando depois que tinham anunciado que ela e Henry iriam se casar, mas depois de sua morte, ela quase sumiu da face da terra, tanto quanto eu estava preocupado. Então, um dia minha mãe falou sobre ela casualmente. "Você já ouviu falar de Caroline ultimamente?" Eu tinha ignorado o seu interesse, mas ela não tinha deixado que isso a impedisse. Minha mãe continuou a falar sobre Caroline por meses antes que ela finalmente dissesse durante o café da manhã um dia. "Eu acho que você deveria se casar com Caroline Montague." Eu quase engasguei com o meu pedaço de bacon. "O que quer dizer, casar com ela."


"Ela era destinada a Henry por uma razão... ela é uma companheira maravilhosa. Qualquer um teria a sorte de tê-la." Eu balancei minha cabeça. "Então, deixe que qualquer outro a tenha. Eu não vou aceitar um casamento arranjado." Ela parou em seguida, mas não recuou. "Certo." Mas essa não foi à última vez que ouvi sobre isso. Durante meses, ela falou sobre esta idéia, eu afastava e mudava de assunto, mas ela continuou insistindo. Ela soltava dicas sobre responsabilidade familiar. "Quer você goste ou não, você é um duque, e um dia, comandar os assuntos dessa família será o seu trabalho em tempo integral." Eu nunca quis esta parte do meu legado. Fiquei feliz em sentar e deixar Henry tomar as rédeas, mas depois de sua morte prematura, a decisão não era mais minha para fazer. Georgie tinha sido a única que tinha gritado com mamãe depois que ela passou pelas minhas costas e discutido o noivado com Caroline e a sua família. Ela não podia acreditar o quão injusto tudo aquilo era. Eu? Eu me sentei calmamente no canto, tentando encontrar o caminho de menor resistência. Eu tive algumas semanas até que eu deveria ir para o Rio e eu não poderia me concentrar em noivados ou casamentos quando eu tinha minhas competições para vencer. Eu tinha empurrado o anúncio para o lado e saído da sala, com a intenção de manter o foco na natação até depois que os Jogos Olímpicos tivessem acabado. Tinha sido um bom plano até que eu vi a Caroline no apartamento de um amigo dois dias mais tarde. Eu estava super bêbado, irritado com a minha mãe e estressado sobre o futuro. A tequila não estava me fazendo bem e então eu olhei para cima e vi Caroline dando um riso com uma de suas amigas do outro lado da sala. Caroline. Minha noiva. Como era estranho que ela estivesse lá e ela ainda não tinha vindo dizer oi para mim, seu futuro marido.


Os detalhes depois daquele episódio estavam um pouco borrados, mas me lembro que fiquei de pé e caminhei em direção a ela com a ideia de conversar. Ela era bonita de uma forma feita, e ela sempre foi extremamente agradável. Eu tive um momento fugaz em que eu pensei, por que não? Por que não Caroline? Um homem poderia fazer muito pior para si mesmo. Ela riu do meu estado de embriaguez, nem um pouco perturbada. Ela tinha me ajudado a pegar um copo de água e me dirigiu a um sofá no canto. Aquela noite foi à última vez que eu tinha me comunicado com ela até que ela saiu da limusine no Rio. Minha mãe tinha sido a força motriz por trás de nosso relacionamento desde o início, e já era hora que eu avaliasse a situação com meus próprios olhos. Caroline era bonita, gentil e maravilhosa, mas eu não a queria e eu não iria me casar com ela por causa de algum ideal equivocado de dever familiar. "Você sabe, eu não estou surpresa", disse Caroline do outro lado da mesa. Eu balancei a cabeça para clarear e olhei para cima para ver seu sorriso suave. "Honestamente, Frederick. Nós mal nos conhecemos." Deixei escapar um suspiro de alívio. "Eu estaria mentindo se eu dissesse que eu não esperava que isso viesse em breve. Ainda somos jovens e temos todo o tempo do mundo para nos apaixonar. Eu tinha concordado com o noivado porque os meus pais tinham me pressionado-" Eu ri. "Parece que nossos pais são muito semelhantes." Ela sorriu. "Mas se você quiser rompê-lo, eu respeito completamente a sua decisão." Eu inalei uma respiração profunda, chocado com a forma como ela estava lidando com tudo. Seu sorriso caiu de repente. "Oh céus. Eu vou aparecer no jantar da mídia amanhã à noite embora..." Certo.


"Eu ainda poderia ir lá, suponho... se isso vai ser mais fácil para você. Dessa forma, você pode atrasar a notícia do rompimento do noivado até depois que você terminar as competições." Ela tinha um ponto. Era tão errado querer meu sucesso em destaque na notícia mais do que meus fracassos? Uma vez que a mídia ficasse sabendo que eu estava rompendo nosso compromisso, não daria nenhuma trégua. Eu sabia disso melhor do que ninguém. "Então, você vai para o jantar da mídia." Ela assentiu com a cabeça. "Certo. Não há nenhum sentido em pular em um vôo de volta para casa depois de eu ter acabado de chegar. Eu gostaria de ficar e desfrutar dos jogos com Georgie. Há tantas pessoas na cidade. Quem sabe, talvez eu não encontre o verdadeiro amor da minha vida enquanto eu estiver aqui!" Ela riu de sua piada, mas eu olhei para baixo e pensei em Andie.


Andie EU REALMENTE queria enviar uma mensagem ao Freddie. Eu queria dizer a ele que conheci Georgie e ela me contou sobre o seu plano para acabar com Caroline. Eu queria dizer-lhe que eu iria no jantar da mídia e esperava que ele estivesse lá também. Tinha passado um dia desde que ele bateu na minha porta, tentando me convencer a ouvi-lo. Eu tinha passado por duas sessões PT, olhando para cima cada vez que um atleta atravessava as portas, apenas para me enterrar nadecepção quando não era ele. Eu queria desesperadamente chamá-lo, mas eu não estava certa. Enquanto ele estivesse com Caroline, eu precisava manter minha distância. Georgie insistiu que Freddie estava tentando fazer a coisa certa e seu texto tinha dito tanto. Eu tinha que esperar. Ele precisava vir até mim quando resolvesse tudo. Então, eu deletei a mensagem de texto antes de enviar e empurro o meu telefone de volta em minha bolsa. Kinsley estava do outro lado da sala, aplicando maquiagem. Ela me perguntou há alguns dias se eu estaria disposta a ir ao jantar de mídia. Todos nós fomos convidados, mas Becca não tinha interesse em vestir um vestido de cocktail e Liam disse que já tinha tido bastantes repórteres para durar uma vida inteira. "Diga-me novamente por que temos que ir para esta coisa?" Eu perguntei. "Porque enquanto os repórteres não são permitidos na aldeia, eles ainda precisam de algo sobre o que escrever. A comissão achou que isso deixaria todos felizes. Nós recebemos boa comida e eles entrevistas."


Eu sorri. "Você já sabe o que eles vão te perguntar." Ela ofereceu a sua melhor cara de espanto. "Quando você e Liam vão começar uma família? Quando você vai engravidar? Você está grávida agora?" Eu ri. "É tudo com o que eles se importam." "Incluindo Liam," ela acrescentou, voltando-se para o espelho para poder terminar a maquiagem. "O que? Realmente?” Ela assentiu com a cabeça. "Ele está fazendo trinta em breve e ele pensa que depois das Olimpíadas nós devemos começar a tentar. Você sabe, uh, tirar o goleiro." "Oh meu Deus. Eu vou ser tia." Ela riu. "Segure seus cavalos, eu não estou grávida ainda." Eu adivinhei que ela podia ver que meu rosto caiu porque continuou, "mas eu prometo que você será tia quando chegar a hora. Becca já reivindicou privilégios de madrinha e fada madrinha, mas poderíamos ter uma abertura para você no departamento de mudança de fraldas." Eu ri. –“Bem, pelo menos não terei que me preocupar com ninguém se concentrando em mim durante esse estúpido jantar esta noite.” “Não tenha tanta certeza, Andie. A temporada olímpica é a única vez que toda a América realmente se apaixona pelo futebol, e você é o rosto fresco da marca. Você tem milhões de meninas olhando para você agora, e mesmo que você esteja ferida, a mídia vai querer contar sua história de perseverança." Ela pausou, aplicando sua maquiagem. "Além disso, você esqueceu outra pessoa que vai se concentrar em você esta noite Freddie." "Oh, ele está indo?" Eu perguntei enquanto vasculhava a minha bolsa de maquiagem. Eu pensei que estava fazendo um bom


trabalho de olhar como se não me importasse. Freddie Schmeddie, certo? "Mhmm," ela disse, passando seu blush para mim quando estava claro que eu não podia encontrar o meu. "E eu estou quase tentada a desconvidar você por causa disso." "O quê? Eu passei a última hora me preparando com você. EU FIZ O MEU CABELO." Bem, sinceramente, eu não tinha feito o meu cabelo. Becca e eu tínhamos ido ao salão na aldeia depois da prática, para que um estilista pudesse consertar o meu cabelo de trabalho. No final, eu gostei. Era curto, apenas nos meus ombros, e seria muito mais fácil manter o estilo. "Você sabe o quão raro isso é?" "Andie-" "E eu estou usando um vestido de cocktail estúpido!" Eu me afastei do espelho e tomei profundas e dramáticas respirações para mostrar a ela como o corpete do vestido era apertado. Cada inalação só enchia 2 % dos meus pulmões. Eu provavelmente iria desmaiar por falta de oxigênio até o final da noite. Ela riu. "Você está linda e é tarde demais para desconvidar você, então fique comigo e ignore-o. Este não é o lugar que você quer ter uma cena. Haverá câmeras e microfones em todos os lugares." Eu estreitei meus olhos. –“Parece que você não tem fé em mim.” “Não é isso, realmente”. - Ela se virou e me mostrou um pequeno sorriso simpático. "Acabei de ver Freddie Archibald de perto e é claro que ele tem uma maneira de separar uma mulher de seus sentidos. Não é preciso um cientista de foguetes para reconhecer uma bomba procurando seu fusível." "Bem, esta noite, eu só terei olhos para comida."


Ela me olhou com ceticismo, mas eu ignorei e me virei para verificar a minha aparência no espelho uma última vez. Meu cabelo loiro estava curto e elegante, como o de um agente secreto. Eu tinha aplicado uma pitada a mais de maquiagem do que o habitual e estava deixando os meus olhos cinza maiores. Meu vestido apertado estava fazendo maravilhas para a minha clivagem, algo que eu geralmente tentava evitar, mas hoje à noite, parecia certo. Eu me sentia bonita, embora desconfortável. Mas quem precisa respirar quando seus peitos parecem tão bons, certo? Eu me virei para encontrar meus saltos altos, aqueles que fizeram minhas pernas continuar por dias, e então olhei de volta para Kinsley. "Pronta quando você estiver, mamãe fresca." "Isso NÃO é engraçado!”

KINSLEY ME PREPAROU o melhor que pôde no caminho, mas quando saí do táxi e entrei na loucura, fiquei surpresa. Havia tantos repórteres enfiados dentro da cabine de imprensa que, enquanto Kinsley e eu caminhávamos pelo tapete, gritos e grunhidos podiam ser ouvidos nas persianas. Eu sorri através dos oooomphs audíveis e ri quando um dos fotógrafos tropeçou no caminho para frente da linha. "Kinsley!" "Aqui!" Gritaram os fotógrafos, lutando por sua atenção. Eu pisei para trás e dei-lhe o centro das atenções, sorrindo apenas o suficiente para que eu não parecesse com cara de vadia entediada em nenhuma das fotos; Eu aprendi isso da maneira mais difícil. Eu costumava pensar que eu era invisível quando os paparazzi estavam tirando de Liam e Kinsley, mas então um dia minha mãe me ligou e me perguntou por que parecia que eu estava mexendo no nariz na capa do US Weekly. A partir daquele dia, eu mantive


as minhas mãos dobradas ao meu lado e um sorriso casual colado no meu rosto. “Andie! Andie Foster!" Eu quase engoli minha língua quando alguns dos fotógrafos se viraram de Kinsley e apontaram suas câmeras piscando para mim. Eu ri pensando que era uma piada e os afugentei. "Não, obrigada, estou bem." "Eles não estão perguntando, Andie", Kinsley riu antes de alcançar atrás a minha mão. Ela me puxou para frente e me colocou ao seu lado. "Apenas sorria," ela sussurrou pelo canto de sua boca. "Este foi um erro," eu sussurrei de volta. Mas não foi um erro. Os fotógrafos não nos deixariam em paz, e eu não conseguia me acostumar com a cara de vadia entediada até estar bem dentro dos limites do salão de banquetes. Estiquei minha mandíbula. "Credo, fingir ser feliz é trabalho duro." Kinsley riu. "Agora você sabe por que eu uso máscaras todo o tempo. É muito mais fácil fingir que eles não estão lá quando eles tiram fotos." Eu peguei esse pouco de conhecimento para mais tarde e, em seguida, segui Kinsley através da festa. Música suave tocava no fundo e os garçons estavam andando em ternos pretos, servindo petiscos em bandejas de prata. Eu peguei algo que parecia um camarão e então congelei quando meia dúzia de flashes de câmera sairam em minha direção. "Não coloque nada na boca que você não pode comer em uma mordida", Kinsley alertou, inclinando a cabeça para as câmeras. Jesus, eu não podia mesmo apreciar a comida?


O salão de banquetes estava repleto de membros da imprensa, todos com crachás oficiais das Olimpíadas. Mesmo que eles não estivessem usando identificações, eles ainda destacavamse por serem mais gordinhos em comparação com os atletas presentes. Nós tecemos através da multidão e eu mantive um olho para fora procurando Freddie. Ela havia dito que ele estaria aqui, mas quando chegamos à nossa mesa, eu ainda não o havia encontrado. "Parece que vamos ter que suportar a imprensa durante o jantar", Kinsley gemeu, estendendo a mão para o seu cartão na mesa. Eu fui designada para o assento ao lado dela, mas eu não podia ver os outros cartões com os nomes de onde eu estava. Por tudo que eu sabia é que eu estaria sentada ao lado de uma aremessadora búlgara. Que Alegria! “Vou buscar uns drinques para nós. Você vai ficar bem aqui?" Kinsley perguntou. Eu fiz um show de rolar meus olhos. "Honestamente, eu estou bem. O que você acha? Eu vou correr e pular em cima de Freddie na primeira chance que eu tiver?" Ela sorriu. "Ou isso ou dar uma bofetada." Quando ela saiu para o bar, eu voltei para a multidão e recomeçei minha busca por Freddie. Não deveria ter sido difícil de filtrar através das carecas dos repórteres, mas não foi até que houve uma comoção perto da porta que eu percebi porque eu não tinha encontrado ele ainda. Ele tinha acabado de chegar. Ele e Thom entraram no salão de banquetes e todas as câmeras dentro de um raio de dez milhas se viraram e piscaram em sua direção. Ele ficou um momento na porta. Seu terno foi adaptado para seu físico de nadador e seu sorriso era apenas grande o suficiente para fazer meus dedos do pé se curvarem. Ele usava seu terno com naturalidade e confiança e até do outro lado do salão, eu queria agarrá-lo. Desculpe, Kinsley. Eu menti.


Ele sorriu naturalmente para as câmeras por mais alguns segundos e depois acenou para que ele pudesse entrar na festa. Eu fiquei congelada em meu lugar, observando-o andar e, imprudentemente, esperando que ele finalmente encontrasse seu caminho para mim. "Andie Foster! Encontramos-nos outra vez!" Meu nome, falado em um sotaque estridente inglês, forçou minha atenção longe de Freddie. Sophie Boyle, a repórter de rosto azedo que tentara entrevistar-me na praça de alimentação, estava de volta, e ela estava de pé atrás de uma cadeira na minha frente. Como se em sugestão, ela pegou o cartão de visita que estava a sua frente e virou-o. Sophie Boyle estava escrito em letras cursivas e douradas. "Parece que estamos na mesma mesa," ela disse com um sorriso torto. Eu balancei a cabeça. Nós éramos as únicas duas pessoas na mesa e eu seria condenada se ficasse por perto para lidar com seu assédio. Virei-me, preparando-me para encontrar o bar mais próximo, e parei imediatamente antes de me deparar com o peito largo e poderoso de Freddie. Ele estendeu a mão para me estabilizar, mas eu saí de seu aperto rapidamente, muito consciente de Sophie Boyle bem atrás de nós. Ela já suspeitava que algo estava acontecendo; Nós não precisávamos adicionar combustível ao fogo. "Andie," ele disse, respirando a vida de volta em meu nome. “Com licença -” Sophie Boyle pigarreou atrás de mim. "Não precisam ser tímidos vocês dois. Freddie, o seu cartão de visita também está nesta mesa. Parece que todos nós estaremos bem familiarizados com o tempo que eles servirão sobremesa." Eu balancei a cabeça. "Eu preciso de uma bebida."


Freddie me seguiu e eu não parei. O bar no canto mais distante do salão de banquetes era escuro, calmo e, o mais importante, livre de repórteres. Todos estavam pairando ao redor da entrada da sala, prontos para atacar o próximo atleta que atravessava as portas. "Eu vim atrás de você no outro dia", disse ele. Eu estremeci com a tristeza em sua voz. "Foi um dia muito ruim, Freddie..." "Eu sei. Como está o seu pulso?" "Não melhorou ainda." Ele acenou com a cabeça. "Eu sinto muito, Andie." Eu escovei para longe suas desculpas. Ambos sabíamos que eu não queria discutir meu pulso. "Você tem que saber que eu estou terminando este noivado", disse ele. "Eu não estava mentindo." "Eu sei", eu disse quando chegamos ao bar. "Falei com Georgie." Eu fiz um pedido de uma cerveja de gengibre - embora eu adoraria uma dose de tequila - e Freddie pediu água. "Então você me perdoa?" Ele sussurrou. Tentei esconder meu sorriso bobo. Quando o barman virou as costas, Freddie deslizou a mão em volta da minha cintura e puxou-me contra ele. Era impossível resistir - o peito, as coxas, o estômago. Ele tinha as bordas duras e linhas tonificadas, mas seu toque era suave e quente. "Você está linda, Andie. Este vestido..." Sua mão veio deslizando pelo meu estômago, pressionando o material macio a minha pele apenas acima de meu umbigo.


Engoli em seco e balancei a cabeça. O canto estava escuro, mas não tão escuro. "Não aqui, Freddie, e definitivamente não agora." Sua testa franziu. "Então quando? Estive tentando te alcançar nos últimos dois dias." Eu me virei para olhar sobre seu ombro, mas ninguém estava prestando atenção. "Você falou com Caroline?" Ele enfiou as mãos nos bolsos e assentiu. "Sim. Eu disse que eu cuidaria disso, não é?" Seus olhos castanhos brilharam em mim. "Eu quero você, Andie." Meu estômago revirou. "Você me ouve? Eu quero você." Ele se inclinou para frente, de modo que as próximas palavras fossem sussurradas contra minha orelha. "Eu escolho você." Sua mão estava na parte inferior das minhas costas, apertando contra ele. Não havia hesitação em sua voz, sem dúvidas. Só porque Caroline estava no Rio não significava necessariamente que ele mentiu para mim. Apertei minhas mãos contra seu peito e olhei para cima. "Depois do jantar, me encontre de volta em seu condomínio. Podemos conversar lá.” Um sorrisinho lento se desenrolou em seus lábios - ambos sabíamos que estaríamos fazendo mais do que conversar. "Aqui estão as suas bebidas", o barman disse com um tom entediado. Se ele tivesse notado nosso flerte, ele não agiria assim. Pegamos nossos copos e andamos de volta para a mesa com uma distância segura entre nós. "Há apenas um problema: Caroline estará aqui." Meu coração afundou. "Aqui, aqui?"


Ele assentiu. "Ela foi convidada pelos organizadores depois que nossas famílias divulgaram a noticia do noivado. Seria uma notícia maior se ela não aparecesse, então concordamos que apareceríamos separadamente e ignoraríamos as perguntas sobre o noivado." Eu fiz uma careta. "Estou esquecendo de algo? Se acabou, você não pode simplesmente dizer que acabou?" Ele balançou a cabeça. "Não é tão simples assim. A imprensa na Inglaterra é implacável. Quando a história se revelar, não será simples e não será agradável. Eu prefiro não lidar com isso até depois de eu ter terminado de nadar na próxima semana. Ela concordou em fingir por enquanto e manter a separação discreta." Meu coração afundou. Claro. Freddie nem sequer começou a competir. Ele terá sua primeira competição no dia seguinte, e onde a maioria dos atletas, ele estava focado apenas na natação, Freddie poderia muito bem ter se inscrito parar a III Guerra Mundial. Ele não merecia ter todo esse drama mesquinho em seu prato, e eu estava em parte culpada por colocá-lo lá. Não pude deixar de me sentir decepcionada e insegura, mas engoli minhas dúvidas mais uma vez. Se ele me disse que falou com Caroline, eu acredito. Eu poderia lidar com o nosso relacionamento sendo um segredo por mais alguns dias, especialmente quando eu levei um momento para admirá-lo quando voltamos. Eu sorri. "Eu gosto de seu terno." Era preto e feito sobmedida, e com seu sotaque britânico, senti quase como se eu estivesse flertando com o James Bond. Ele apertou a mão na minha parte inferior das costas, guiando-me para o meu assento. "Eu acho que você vai gostar mais quando eu tirá-lo." Minhas bochechas coraram. Estávamos de volta à mesa onde Kinsley e Sophie conversavam. Outros poucos atletas tinham encontrado seus assentos. Se algum deles estivesse prestando muita atenção, eles o teriam ouvido.


"Freddie," eu avisei, tentando conter meu rubor. “Oh meu Deus, finalmente," um suave sotaque britânico falou atrás de mim. "Este lugar é como um circo." Eu girei em direção à voz e inalei uma respiração trêmula enquanto meus olhos se fechavam em Caroline Montague. Cabelos loiros, vestido de cocktail preto discretamente sexy, sapatos estupidamente caros - era difícil de absorver pessoalmente, como ver um Monet pela primeira vez. Seus lábios gordos se espalharam em um sorriso quando seus olhos deslizaram sobre Freddie, então ela olhou para baixo, para baixo, para baixo, e pausou quando seu olhar bateu a mão de Freddie descansando em minhas costas. Eu me aproximei para me apresentar, mas ela me bateu com uma corda harmoniosa de palavras praticadas e um sorriso que só a fez mais radiante. "Você deve ser Andie Foster.”


Andie

Os organizadores do jantar de mídia ou tinham um senso de humor muito sádico, ou eles estavam me preparando para um show de brincadeira de câmera escondida; Não havia outra maneira de explicar o arranjo de assentos. Fora de todas as mesas no salão de banquetes, fui designada para um com Sophie Boyle, Freddie e Caroline. Pior ainda, Caroline foi designada para o assento diretamente ao lado do meu. Quando ela se aproximou para encontrar seu cartão de visita, ela sorriu de bom humor, mas meu corpo se encheu de medo. Eu me sentia como a amante suja. Eu sou a amante suja? Nem sequer estavam namorando. Eles mal se conheciam. Ela tinha concordado em terminar o noivado. Então por que eu não podia encontrar os olhos de Caroline? "Mais água?" Eu segurei meu guardanapo no meu colo e olhei para o meu lugar, tentando pensar em como eu poderia sair de ter que sentar aqui durante o resto do jantar. Eles nem sequer tinham servido o primeiro curso ainda, e eles ainda estavam sentando pessoas do outro lado da sala. Eu não poderia fazê-lo. Meu estômago doía e eu estava bastante certa de que se eu tentasse comer alguma coisa, ele iria voltar. “Andie," Kinsley disse, empurrando meu braço. "Ela está perguntando se você quer mais água."


"Oh." Eu olhei atrás de mim para encontrar uma mulher pequena com um jarro de água em sua mão. Eu tinha bebido meu copo quando eu me sentei pela primeira vez, mais de nervos do que a sede real. Agarrei meu copo e entreguei de volta a ela. "Sim, por favor. Obrigada." "Andie, você tem que me contar mais sobre sua... carreira de futebol", Caroline piscou, adotando o nome americano para o esporte. Quando ela falou, ela apertou sua mão em meu antebraço para chamar minha atenção. Devia ter deixado uma marca quando ela se afastou, mas não havia nada, nenhuma queimadura ou cicatriz para mostrar como o seu toque era dolorosamente estranho. "Umm..." Eu me ajeitei em meu assento e tentei puxar a bainha do meu vestido de cocktail para baixo. Não iria se mover. "O que você quer saber?" "Eu sempre desejei poder fazer um esporte como esse. Você deve ser tão talentosa." Freddie sorriu do outro lado dela, observando-a me elogiar. Ele tinha certeza de que Caroline não sabia nada sobre o nosso relacionamento, mas eu ainda teria dado qualquer coisa para desaparecer. O garçom devolveu minha água e eu coloquei ao lado do meu prato. Olhei para cima e encontrei Sophie Boyle me observando com um pequeno sorriso egoísta do outro lado da mesa. Ela tinha um gravador colocado ao lado de seu prato e a pequena luz vermelha piscando serviu como um lembrete de que qualquer coisa que eu dissesse, ela poderia citar em um artigo. Esse era o ponto principal do jantar da mídia. "Futebol não é tão difícil", eu disse, como se tivesse engolindo um sapo pela minha garganta. "Eu só comecei a jogar em uma idade jovem e parecia natural, mesmo naquela época." "Ela está sendo modesta", insistiu Freddie.


"Bem, obviamente mantém você em grande forma", disse Caroline. Eu mantive meu olhar adiante, mas eu podia sentir seus olhos em mim. "Obrigada." "Você deve correr dez milhas por dia para ter um corpo assim." Eu forcei uma risada e peguei meu copo de água. Por que a atenção estava em mim? Havia oito pessoas na mesa, seis outros atletas valiam a pena falar, e ainda assim todos estavam felizes de ouvir Caroline. "Desculpe, eu não quero te deixar sem graça", ela continuou com um sorriso de desculpas. "Eu só estava assistindo seus jogos e estava tão animada para conhecê-la. Agora estou me fazendo de boba." Eu olhei para ver um leve rubor que pontilhava suas bochechas. Ela estava realmente tão nervosa quanto eu? Eu estendi a mão para tocar seu braço e sorri genuinamente pela primeira vez desde que ela chegou. "Está bem. É muito legal que você tenha assistido aos jogos.” Suas feições se animaram novamente. "Você acha que vai ser capaz de jogar amanhã?" Eu balancei a cabeça. “Não, amanhã não. Eu não vou estar pronta." Ela assentiu, mas ficou em silêncio. Kinsley inclinou-se para frente. "Freddie, você compete amanhã, não é?" Depois disso, a conversa voltou-se para Freddie e seu primeiro dia de competição. Por uma semana direta ele teria que competir em múltiplas competições por dia. Ele tomava a piscina quinze vezes antes que ele estivesse terminado e embora ele parecesse confiante sentado naquela mesa com seu terno ajustado


e seu sorriso largo, eu sabia que a pressão tinha que estar chegando até ele, mesmo que só um pouquinho. Eu tinha jogado em milhares de jogos ao longo dos anos, mas esses grandes eventos nunca ficam mais fáceis. O mundo estava ansioso para vê-lo competir, e os outros nadadores naturalmente colocavam um alvo em suas costas. Não era todos os dias que um olímpico voltou para seu terceiro jogo pronto para quebrar os registros que estabelecido quatro anos antes, e, contudo, quando eu olhei para ele, não havia nenhuma sugestão da ansiedade atrás de seus olhos. Ele piscou e eu derreti, deixando cair meu rosto para que Sophie Boyle não notasse meu sorriso secreto. Caroline inclinou-se para mais perto. "Você se importaria de vir comigo tomar um drinque? Entre nós duas, devemos ser capazes de lutar o nosso caminho para o bar." Eu sorri. "Claro. Eu realmente preciso usar o banheiro também." Eu deixei meu guardanapo sobre a mesa e acenei para Kinsley. "Eu volto já. Banheiro.” Caroline ligou seu braço ao meu e me afastou da mesa. Nos movemos através da multidão, tentando ficar fora do caminho dos garçons correndo em torno do salão. Havia um banheiro escondido no canto ao lado do bar, e inclinei minha cabeça em direção a ele. "Banheiro primeiro?" Ela sorriu. "Parece bom." Eu empurrei pela porta e Caroline entrou atrás de mim. Eu escorreguei para o primeiro lugar e escutei seus calcanhares baterem contra o piso enquanto ela se movia pelo pequeno espaço. Ela empurrou as outras três portas, como se decidisse qual delas seria mais adequada para seu uso. Eu sorri para a ideia pouco antes de eu ouvi-la voltar para a porta do banheiro. Eu escutei o tinido metálico distinto de uma fechadura deslizando no lugar, e o sorriso desapareceu de meu rosto. O silêncio encheu o pequeno espaço fluorescente quando meu sangue se transformou em gelo.


Fiquei de pé e ruborizada, tentando ficar o mais calma possível. Certamente era apenas mais um capricho da aristocracia, reservar um banheiro público para a duração de seu uso privado. Meu coração bateu contra meu peito, como se estivesse sentindo diante de meu cérebro que algo estava seriamente errado. Deslizei a fechadura da porta da minha cabine e saí para lavar as mãos. Caroline estava posta contra a porta do banheiro com os braços cruzados. "Não precisava... ir?" Eu perguntei com uma voz trêmula. Mesmo para mim, não soava natural. "Você sabe, eu tenho que entregar isso a você Andie," ela disse, descruzando seus braços e afastando-se da porta. Por aqueles poucos segundos, tudo o que eu podia focar era o som de seus calcanhares no piso. "Para uma garota que se orgulha de manter as redes vazias, você se mostrou muito boa em enchê-las. Por que, não demorou muito para enganar o pobre Frederick. O pobre bastardo nunca realmente teve uma chance, uma vez que você tropeçou em sua vida, ou teve?” Ela caminhou para ficar ao meu lado e eu encontrei seus olhos azuis no espelho. Ela estendeu a mão para frente e agarrou alguns fios do meu cabelo, deslizando os dedos lentamente para baixo. Eu fiquei parada, respirando trêmulo e rezando para que a situação se transformasse, que ela riria e se afastasse, brincando sobre tudo isso e me levando para fora do banheiro na frente dela. Mas não o fez. Ela deixou os fios caírem contra minha bochecha e sorriu, um lento sorriso sardônico que provava o quão longe da liberdade eu realmente estava. "Eu não sei o que-" Ela ergueu a mão. "Salve isso" A água ainda estava correndo, então eu me inclinei para desligá-la. Caroline empurrou-me para frente e me empurrou para forçar meus ossos do quadril para dentro da pia de cerâmica dura. Eu sussurrei quando a superfície dura penetrou em mim, e me


estabilizei colocando minhas palmas no balcão. Caroline ficou lá, encurralando-me contra a pia. Eu não poderia passar por ela sem empurrá-la de lado, e eu não queria levá-lo a esse nível. Ela era mais alta e pesada, mas mais importante, seus olhos estavam desesperados, selvagens. Eu estava sozinha naquele banheiro com um animal selvagem. "Você sabia que ele era meu e ainda assim você empurrou e você empurrou." Ela arrastou sua unha pelo meu braço nu enquanto falava, fazendo com que uma linha vermelha irritada se formasse em seu rastro. "Que puta pequena você é." Eu balancei a cabeça, mais indignada do que com medo. Ela tinha adivinhado que Freddie estava interessado em mim, mas eu não tinha nada a ver com sua decisão de quebrá-lo com ela. No entanto, eu não estava prestes a discutir semântica com alguém que parecia mais e mais como um psicopata. "Você acha que eu iria rolar e deixá-la tirá-lo de mim? Você sabe o quão duro eu trabalhei por este casamento?" Eu não poderia envolver minha cabeça em torno desta mulher. Ela tinha sido tão educada e gentil à mesa, tal como o mundo acreditava que ela era. Agora, aqui, sozinha e irritada, eu não tinha ideia do que ela era capaz. "Então escute bem: Frederick Archibald é meu. Ele e eu vamos nos casar e eu não vou deixar você ficar no caminho disso." Ela ligeiramente arrastou as pontas dos dedos pelo meu braço até que ela fechou o punho em torno do meu pulso ferido. Eu gritei e agarrei seu antebraço, mas quando eu puxei para soltá-lo, a dor em meu pulso dobrou. Com seu braço livre ela puxou meu cabelo para trás até que meu pescoço foi exposto a ela. Minha respiração estava vindo alta e pesada, ecoando através do espaço. "Se você acha que está sofrendo agora, espere até que todos pensem que você está rompendo meu noivado. Eles podem saber de você, mas eles me amam, Andie." Ela sussurrou as palavras sedutoramente em meu ouvido como se ela fosse uma sirene. "Se você quebrar este


noivado, eu terei certeza de que eles irão crucificar você. Seu nome será sinônimo de prostituta olímpica. Sua marca em desenvolvimento, seus patrocínios, seus amados fãs... eles a deixarão tão rápido que você não saberá o que a atingiu." Ela soltou meus cabelos e pulso de uma vez só, e eu tinha resistido a ela com tanta força que quando a tensão desapareceu, minha cabeça puxou para frente, quase colidindo com o espelho. Eu estremeci e tentei manter as lágrimas na baía. Isso foi demais. "Então escolha sabiamente Andie," ela disse, recuando e inclinando a cabeça. Seu sorriso feroz estava desmoronando e em seu lugar, eu mal conseguia distinguir seu lado inocente, de olhos azuis. Jesus, ela tinha dois rostos. "Freddie vale tudo para você?" Ela perguntou. Engoli em seco. "Decida agora, porque ele é para mim.” Ela se virou, olhou-se no espelho, e saiu do banheiro, deixando-me olhando para o meu reflexo no espelho enquanto lágrimas escorregavam pelas minhas bochechas. Eu tentei limpálas e obter em ordem minhas emoções. Meu corpo inteiro tremia de raiva, com o choque de ver as verdadeiras cores de Caroline. Ela era uma fodida psicopata e eu era a única que sabia disso. Inspirei duas respirações trêmulas e engoli meus nervos. Pensei em chamar a polícia e denunciar um assalto, mas desde que ela cuidadosamente infligiu dor no meu pulso, onde eu já tinha hematomas, seria a sua palavra contra a minha. Mesmo assim, eu não a deixaria ganhar. Ela estava blefando; Eu sabia. Ela não poderia ter provas de que Freddie e eu estávamos juntos. Inclinei-me para frente e enxuguei o rímel que tinha nublado sob meus olhos. Caroline estava prestes, a saber, que Andie Foster não se intimidava facilmente.


Eu empurrei o meu caminho através da porta do banheiro e caminhei com confiança para a nossa mesa. Caroline poderia ter desejado Freddie, ela poderia ter pensado que ele pertencia a ela, mas o fato importante era: ele me queria. Ele me escolheu. Quando cheguei de volta à mesa, todos estavam ouvindo Caroline contar uma história. Ela estava sorrindo e rindo junto com Freddie e Kinsley. Que vadia louca. Inclinei-me para frente, cortei-a para fora da jogada, e dirigi um sorriso sedutor para Freddie. "Freddie, eu poderia falar com você por um segundo?" Os olhos afiados de Caroline brilharam para mim em choque. Eu sorri. O que fazem as cadelas loucas quando você se levanta contra elas? Elas correm e ficam quietas. Elas escorregam para o fundo e se convencem de que não vale a pena de qualquer maneira. Eu não ia ficar quieta. Caroline queria que eu me encolhesse de medo, mas eu era mais forte do que ela. Eu diria a Freddie sobre Caroline e nós lidaríamos com ela juntos. Eu ia ganhar. Caroline estendeu a mão e agarrou o meu braço, cavando as unhas suavemente apenas o suficiente para que ninguém notasse. Eu mordi o interior da minha boca para manter minha expressão normal. "Na verdade, Andie, eu estava esperando que você pudesse resolver alguma coisa para mim." Ela puxou o telefone de sua bolsa com a mão livre e segurou-o, inclinado para que só eu pudesse ver a tela pequena. "Você está na foto? É um grande tiro de ação. Eles devem ter tomado isso durante um de seus jogos." Eu deslizei para baixo em meu assento e senti a cor escorrer do meu rosto. Ela não estava me mostrando uma foto de um jogo; Ela estava me mostrando uma foto de Freddie e eu Mascarada. Minha máscara vermelha tinha escorregado apenas o suficiente para me


tornar reconhecível na luz nebulosa. Meu vestido vermelho estava preso nas minhas coxas, e embora você não pudesse ver nada além da bainha, a mão de Freddie no meu vestido era uma evidência condenatória por conta própria. Eu não tinha ideia de como ela tinha encontrado, mas ela tinha deixado perfeitamente claro o que ela planejava fazer com ele. Como se para provar seu ponto, já estava pré-carregado em um e-mail em seu telefone com uma linha de assunto que fez meu estômago cair. Jogadora de futebol seduz Frederick Archibald "É você?" Caroline perguntou novamente, enviando um calafrio pela minha espinha. Para o mundo exterior, ela era um anjo feliz e sorridente. Só eu podia sentir seus dedos cavando em minha coxa sob a mesa. Só eu podia ver o e-mail que ela estava preparada para enviar se eu não deixasse Freddie sozinho. "Sim. Sou eu." "Andie?" Freddie perguntou. Sua voz soou um milhão de milhas de distância. "Você quer ir falar?" Eu balancei a cabeça rapidamente. "Não, não.” Caroline sorriu e se inclinou para mais perto. – “Que maravilha. Eu amo essa foto.”


Andie

EU ME ENCONTREI no meio de um campo minado. Eu poderia ter pego o telefone de Caroline e mostrado à mesa o que ela estava fazendo, mas Sophie Boyle estava lá, sorrindo e observando toda a cena. Cada movimento que eu fizesse tinha que ser perfeitamente calculado. Se Caroline tinha aquela foto do clube, não havia como dizer o que mais havia em seu arsenal. Eu precisava agir sabiamente e respeitar a psicose de Caroline. "Você quase não tocou em sua comida", disse Kinsley mais tarde, enquanto saíamos do jantar da mídia e voltávamos para o carro que esperava por nós. Eu tinha em minha mente verificar os freios, mas eu afastei o pensamento. Ela não queria me matar; Ela queria que eu deixasse Freddie sozinho, e isso era exatamente o que eu tinha feito. Eu o evitei pelo resto do jantar, quase ignorando suas perguntas, mesmo quando elas eram dirigidas especificamente para mim. Ele se juntou a mim quando eu estava para sair, oferecendo para me levar para fora, mas eu tinha evitado sua mão estendida e sacudi a minha cabeça. Ele estava tão bonito, alto e imponente. Ele queria me levar para fora e eu não podia deixá-lo. Eu tive que ir embora sem nem mesmo uma promessa. Assim que coloquei meu cinto de segurança no lugar, eu peguei o meu telefone em minha bolsa e comecei a digitar um texto para ele.


Andie: Desculpe por ter me afastado de você enquanto eu estava saindo. Isso não vai fazer sentido, mas Caroline é uma maldita louca. Ela me encurralou no banheiro e ameaçou nos expor se eu não ficasse longe de você. “Então você achou o jantar...” Eu cortei Kinsley. "Espere." Eu só podia me concentrar em uma coisa de cada vez. Andie: Eu pensei que ela estava blefando, mas ela tem uma foto nossa de Mascarada em seu telefone. Essa é a foto que ela me mostrou quando voltei para a mesa. Meus dedos estavam voando sobre o teclado; Eu tinha que informá-lo sobre tudo o mais rápido possível. "Jesus, para quem você está enviando mensagens de texto?" Kinsley perguntou. Eu inclinei a tela do meu telefone para que ela pudesse ler o que eu já tinha enviado, e então eu continuei digitando. Andie: Não confie nela. Ela não quer que você quebre o noivado e eu acho que ela está preparada para ir aos extremos para mantê-lo. Por favor, acredite em mim. Eu sei que ela parece mansa e inocente, mas ela não é, Freddie. Ela é louca. "VOCÊ ESTÁ BRINCANDO COMIGO? Ela fez isso?!" Kinsley gritou, pegando o telefone da minha mão e rolando para cima para reler as mensagens. "Como você pode ficar calada com tudo isso?" Eu inalei um suspiro, me sentindo melhor agora que duas pessoas sabiam sobre Caroline. “Porque Caroline e Sophie estavam sentadas naquela mesa.” “Então, na última hora, você só teve que se sentar e aguentar isso?” “Por que você acha que eu estava tão quieta?”


Ela balançou a cabeça. "Não, não. Isso não está certo, Andie." "Eu vou descobrir sobre isso." Meu telefone zumbiu em sua mão e ela me entregou de volta. Freddie: Eu acredito em você. Claro que acredito em você. Sinto muito, Andie. Năo posso ligar agora. Estou num carro com ela. Vou telefonar depois de deixá-la no hotel. Meu sangue fervia com a ideia deles sentados na parte de trás de um carro juntos. Por que ele tinha que levá-la para casa? Ela não podia apenas voltar para qualquer que fosse o inferno que a tivesse gerado sozinha? Kinsley e eu voltamos para o nosso condomínio e eu invadi o meu quarto. Era 21:00, e nós tinhamos um jogo às 8:00 na manhã seguinte. A primeira competição de Freddie era tão cedo, e em vez de focar e entrar na zona, estavamos lidando com Crazy Caroline. Não era justo. Eu jogueia minha bolsa em meu quarto e arranquei meu vestido de cocktail. Ainda tinha restos do perfume de Caroline e eu sabia que lavar não ajudaria. Eu o chutei de lado e olhei para Kinsley. Ela me seguiu até o quarto e chamou Becca para se juntar a nós. Eu entrei no chuveiro e rapidamente trabalhei para lavar o toque vil de Caroline. No momento em que eu tinha me secado, Kinsley tinha enchido Becca em tudo o que tinha acontecido durante o jantar. Sentaram-se lado a lado na minha cama, observando-me andar em pequenos círculos. "Eu não posso acreditar que eu perdi isso. Eu estava conversando com Penn, mas eu teria ido definitivamente se eu soubesse que essa merda de Jerry Springer ia descer." Eu a nivelei com um olhar estreito. "Isso não é engraçado, Becca."


Seus olhos se arregalaram. "Não, eu sei. Sinto muito, Andie. Eu só queria estar lá para ajudar." "Você acha que ela vai expor essa foto?" Kinsley perguntou, virando-se para mim com olhos tristes. Eu passei minhas mãos pelo meu cabelo úmido e peguei meu telefone. Freddie ainda não tinha me ligado e eu estava começando a ficar preocupada. O jantar terminou há um tempo e ele já deveria tê-la deixado. Eu balancei a cabeça. "Eu não sei. É um impasse. Eu disparei primeiro contando a Freddie sobre o que aconteceu, então se ele a confrontar... não há como saber o que ela fará.”


Freddie

EU LEIO as mensagens de texto da ANDIE assim que nosso carro se afastou do jantar da mídia. "Tudo bem?" Caroline perguntou, dando um sorriso fácil em minha direção. Eu balancei a cabeça e mantive meus olhos colados no meu celular, lendo as mensagens de Andie enquanto elas apareciam uma após a outra. ...ela me encurralou no banheiro... ...ela tem uma foto de nós... ...não confie nela... "Quem está tentando te alcançar tão tarde?" Caroline perguntou, aproximando-se para tentar olhar para minha tela. Eu afastei meu telefone e tentei dar um sorriso genuíno. Eu sabia que não estava certo. Meus músculos estavam tensos e esticados. "Apenas minha técnica. Para ela, os dias de trabalho nunca terminam." Ela riu. "Ah, a vida de um atleta famoso, eu suponho." Eu mantive meu olhar nela enquanto ela olhava para fora da janela. Tentei vê-la como a vilã que Andie acabara de descrever em


suas mensagens. Ela era tão delicada e gentil. Eu nunca a tinha visto levantar a voz para ninguém. Se alguém tivesse me perguntado dez minutos antes, eu teria assumido que Caroline Montague era incapaz de matar uma mosca. Eu tinha realmente a julgado tão mal? Ela se virou para me avaliar com seus olhos azuis cristalinos. "O quê?" Ela disse com uma risadinha leve. Eu balancei a cabeça. "Nada, só admirando a vista." "É mágico, não é?" Eu não saberia. Eu estava muito preocupado para me ocupar com o litoral voando por nós. "Escute, Frederick..." Ela se virou para mim enquanto o carro rolava para uma parada abaixo de uma porta na frente de seu hotel. "Eu sei que você tem uma competição muito cedo amanhã, mas eu acho que seria bom conversarmos por um minuto sobre o noivado e tudo mais. Sabe, devemos descobrir como vamos navegar o resto dos jogos para que a mídia não descubra ainda, acho que seria melhor se guardarmos isso para nós mesmos por enquanto." Claro que ela pensou isso. Eu deveria ter percebido que ela tinha segundas intenções assim que ela chegou no Rio. "Eu realmente tenho que voltar para o meu apartamento", eu disse, a ansiedade atada em cada palavra. Eu não me importava com o sono; Eu só queria voltar para Andie o mais rápido possível. "Vamos, só por um minuto," ela disse com um sorriso esperançoso. "Há um lindo barzinho lá dentro." Eu abri a boca para dispensá-la, mas as mensagens de Andie passaram pela minha mente. O que ela faria se eu dissesse não? Ela tomaria isso como um insulto pessoal? Era melhor ir junto como se tudo estivesse normal até que Andie e eu tivéssemos uma ideia sobre a situação.


"Tudo bem, vamos só por um momento", eu cedi, deslizando para fora do banco de trás do carro e, em seguida, abri a porta do hotel para ela. Ela fez um verdadeiro show uma vez que estavámos lá dentro. Ela insistiu para pedirmos drinques, embora eu não tenha tocado no meu. Eu não bebia nada além de água tão perto de uma competição, mas ela não parecia se importar. Ela tomou um gole de seu coquetel e depois se inclinou com um sorriso fácil. "Isso não é tão ruim, certo?" Um calafrio percorreu minha espinha. Eu deveria ter percebido mais cedo que seu sorriso fácil era algo mais manipulador. Dei de ombros. "Sobre o que você queria falar? Eu realmente tenho que voltar." Eu queria enviar um texto a Andie e dizer a ela que demoraria um pouco mais do que eu esperava, mas eu não enviaria um texto quando eu estava sentado tão perto de Caroline. Eu já conseguia dizer que ela suspeitava de algo quando eu mencionei a minha técnica no carro. “Eu só sei que você está sob um monte de estresse no momento, e eu quero ter certeza de que você pensou em tudo sobre romper o noivado, quero dizer." Ela brincou com a borda do copo, lentamente girando a ponta do dedo ao longo da beira. Emitindo um som baixo o mais irritante. Estendi a mão e agarrei a mão dela para forçá-la a parar. Ela riu. "Desculpe, velho hábito." Eu soltei sua mão e me sentei de volta. “Vou ser muito honesto com você, Caroline. Eu não estou pronto para me casar. Metade do meu estresse é graças à minha mãe insistindo que vamos empurrar para frente com o noivado sem o meu consentimento. Você não quer se casar com um homem que não está apaixonado por você, não é?"


Seu sorriso caiu como se eu a tivesse ferido. "Nós poderíamos nos apaixonar." Meu intestino apertou com a quantidade de sinceridade em sua voz. Ela realmente pensou que poderíamos trabalhar nisso. Como eu tinha perdido isso antes? Aquele desespero sútil em sua voz? "Eu não sou - eu nunca vou estar - apaixonado por você", eu disse. Claro e conciso. Ela inalou bruscamente, como se a minha lâmina finalmente tivesse perfurado sua pele. De repente, ela se recostou na cadeira e deixou cair a inocente máscara. Era como assistir uma cobra derramar sua pele, a forma como seu sorriso torcido em algo azedo e seus bons olhos estreitassem em fendas finas. "Certo, bem, lembre-se que eu ofereci o caminho mais fácil. Diga-me, Frederick: você ama Andie, ou você ama o fato de que ela tem espalhado suas pernas para você a cada cinco segundos?" Eu raspei minha cadeira longe da mesa e me levantei. “Deixe-a fora disso. Ela não tem nada a ver com a minha decisão.” “Não, Frederick, acho que não.” Ela estava tão calma então, passando o dedo pela borda do vidro mais uma vez. O som agudo estava de volta, forçando minhas mãos em punhos ao meu lado. "No momento que você a escolheu sobre mim, você tornou isso impossível." "O que você quer?" Eu rosnei. Ela tirou a mão do copo e estendeu a mão para o fim da minha gravata, sentindo o material entre seus dedos. "O que eu sempre quis." Seu olhar brilhou até bloquear com o meu. "Você.”


Andie

FIQUEI ACORDADA até tarde esperando Freddie. Tentei seu telefone algumas vezes e até mesmo deixei uma mensagem com Georgie (ela tinha me dado o seu número depois da nossa turnê na aldeia), mas ela não tinha ouvido falar dele. Eu estava perto de chamar a polícia ou alertar os funcionários, mas ele finalmente me enviou mensagens de texto pouco antes da meia-noite. Freddie: Eu prometi que iria lidar com esta situação, e eu vou. Durma um pouco, vamos conversar amanhã. xx Eu apertei meu telefone em meu peito e li tão profundamente a sua mensagem como aqueles dois Xs pequenos permitiriam. Ele ainda me queria; Caroline não o convenceu do contrário. Fui para a cama e sonhei com o sorriso contorcido de Caroline olhando para mim no espelho. Acordei três vezes durante a noite, sacudindo-me de pesadelos que nunca pareciam terminar. Até o momento em que estava totalmente acordada, eram trinta minutos antes do horário que meu alarme deveria tocar. Eu o desliguei e enxuguei o sono dos meus olhos. Eu não me incomodei escovando meus dentes ou olhando no espelho. Fui direto para a sala de estar para preparar um café para que ele estivesse pronto quando Kinsley e Becca finalmente se forçassem para fora da cama. Eu estava a meio caminho do balcão da cozinha quando vi algumas páginas de jornal deitada perto da entrada. Eles estavam espalhados como se alguém os tivesse enfiado debaixo da porta um


de cada vez. Caminhei para ele hesitante e parei quando vi a manchete que aparecia em negrito no topo da página mais próxima de mim. Foi exatamente como ela havia ameaçado. Caso Olímpico deixa Archibald em águas quentes Futura noiva devastada ao saber que ele está "Promovendo" Relações Internacionais Meus joelhos dobraram e eu desmoronei, puxando o jornal em meu colo. Caroline tinha enfiado uma nota no topo, logo abaixo da manchete. "Levante-se e brilhe. Beijos, C." Eu rasguei a nota e amassei. Ele estava bloqueando parte da foto que eles imprimiram junto com a manchete. Foi a que Caroline me mostrou na noite anterior, de dentro da Mascarada, exposto na página inteira. Eu pisquei e pisquei novamente, confusa sobre por que a imagem estava distorcida. Não foi até que minhas lágrimas começaram a manchar algumas palavras da história que eu percebi que eu estava chorando. Eu enxuguei minhas lágrimas e me obriguei a ler cada detalhe que imprimiram, embora meu estômago ameaçasse partir ao meio. O jornal não se conteve. Todos os detalhes sangrentos, obscenidades foram impressas lá para que as pessoas lessem, rumores de nossos encontros até minha história no futebol. Começaram contrastando minha história com a de Caroline, me pintando como a Prostituta da Babilônia e Caroline como a Madre Teresa. Eles justapõem uma imagem de mim no meu sutiã esportivo, suado e cansada após a prática com uma foto de Caroline em um terno perfeitamente adaptado entregando pão em um maldito orfanato na Croácia. Honestamente, até o final do artigo, até eu me odiava. Sentei-me no chão na entrada e li o artigo duas vezes antes de pegar meu telefone e pesquisar meu nome. No dia anterior, houve algumas entrevistas aleatórias em revistas de pequena escala. Meu perfil de futebol da faculdade ainda estava na primeira


página, juntamente com uma história que o jornal da minha cidade imprimiu sobre mim indo para as Olimpíadas. Tudo isso tinha desaparecido. Site de fofocas após site de fofocas, revista após revista, postagem no Facebook e mais postagem no Facebook... Eu era oficialmente a pessoa mais odiada na internet. Ela nunca será Caroline. Ela não deveria estar focada nos jogos?! Como ela tem tempo para se tornar uma amante? Ela é lixo puro. Ela não conseguia manter as pernas fechadas por algumas semanas? Que parte de NOIVO não entendeu? Eu me recuso a assistir ao jogo hoje! Eu não vou apoiá-la ou a sua carreira. #Perdedora Ela é bonita, mas ela não é nada em comparação com Caroline. #TimeCaroline Alguém está boicotando o jogo de futebol hoje? Minha filha olha para essas garotas. Como #AndieFoster ainda tem algum patrocínio? Que prostituta. Eu ainda estava lendo #AndieFoster no Twitter quando Kinsley e Becca puxaram meu telefone da minha mão. "Pare! Eu estava lendo isso.” Kinsley balançou a cabeça. "Não. Năo é saudável, Andie. Essas pessoas não te conhecem. Eles estão entediados e estúpidos. Ignore-os. Estarão na próxima história em poucos dias." Olhei de volta para o papel, enrugado e manchado de lágrimas. "Ela enviou a história." "Eu vi."


Claro que ela tinha visto. Todo mundo tinha visto isso. Todas as pessoas com quem eu tinha ido ao colégio, cada garota na minha equipe de futebol da faculdade, meus pais, avós, inimigos, amigos. Cada pessoa estava acordando em todo o mundo e lendo a manchete # 1 em cada grande notícia: eu. Kinsley caiu no chão e me envolveu em seus braços. "Eu sinto muito, Andie." Minhas lágrimas se misturaram em seus cabelos enquanto ela me segurava, mantendo seus braços envoltos em torno de mim. "O que acontece agora, Kinsley?" "Eu honestamente não sei, mas houve um show de merda da mídia depois que todos descobriram que eu estava vendo Liam enquanto ele era meu treinador, e aqui está o que eu gostaria que alguém tivesse me dito então: você é adulta, e você não fez nada de errado - mesmo que eles queiram que você pense que você tem. Há um pouco de sangue na água, e eles pensam que são tubarões, mas na verdade são abutres, Andie, e se você não lhes der nada, eles são impotentes. Segure a cabeça erguida." Mais fácil dizer do que fazer. Quando me preparei para o jogo - bem, preparei-me para sentar no banco e assistir ao jogo – recebi inúmeras chamadas telefônicas da minha mãe, do meu pai, do meu treinador, do treinador Decker e de uma dúzia de números desconhecidos que me perseguiam. Eu ignorei todos que eu podia e falei brevemente com todos que eu não podia. Meus nervos estavam disparados e minhas emoções eram cruas. Eu finalmente parei de chorar o suficiente para passar corretivo sob os meus olhos e escovar um pouco de rímel, mas eu sabia que seria inútil antes do final do dia. Kinsley e Becca tinham tudo esperando por mim na porta quando eu estava pronta para partir. Caminhamos em silêncio para os elevadores e então entramos quando as pesadas portas se abriram. Já havia pessoas dentro e quando eu peguei um lugar perto das portas, toda conversa chegou a uma parada brusca.


Você é Andie Foster?", Perguntou um deles. Eu mantive meus olhos nas portas e fiquei em silêncio. "Ei querida, onde está sua máscara?" "Isso é o suficiente," Kinsley estalou, virando-se e nivelandoo com um olhar fixo. Eu podia sentir as lágrimas começando de novo, mas eu tomei uma respiração instável e desejei que eles se afastassem. Estúpido cara do elevador, isso foi apenas o início. Quando fizemos o nosso caminho através do lobby, ouvi os sussurros e a conversa. "Ela não se parece com uma puta", disse uma garota a sua amiga antes que as duas rompessem a rir. Eu ignorei e empurrei através das portas de vidro, ansiosa para entrar no ônibus da nossa equipe. Kinsley e Becca abriram o caminho e eu tomei o primeiro fôlego completo da manhã, uma vez que a porta se fechou atrás de mim. O treinador Decker estava sentado na frente com o Liam. Ele me ofereceu um curto aceno de cabeça. "Queixo para cima, Foster. Deixe que hoje seja sobre futebol e nada mais." Eu assenti, tentando absorver suas palavras, mas isso não ajudou. Enquanto eu caminhava pelo corredor do nosso ônibus, senti os olhares das minhas companheiras de equipe. A maioria das pessoas que deviam estar lá para mim eram todas curiosas, de olhos arregalados e irritadas comigo como qualquer outra pessoa. Elas poderiam ter estado atrás de mim antes da lesão, mas agora, eu não era mais do que uma distração para elas. Eu me mudei para tomar um lugar ao lado de Michelle perto da parte de trás, mas ela pegou sua bolsa de ginástica e jogou no assento pouco antes de me mover para sentar. "Desculpe, preciso do espaço", disse ela, enfiando os fones de ouvido e virando-se para a janela. Eu andei adiante e tomei o último assento na parte de trás do ônibus, e ali é onde as lágrimas


continuaram a cair. Em questão de horas, a vida me tinha girado na cabeça, e embora eu tentasse me agarrar à vida, sabia que não tinha sentido. Isso era apenas o começo.


Freddie

ELES MANTIVERAM os nadadores escondidos no vestiário até que chegasse a hora de anunciar nossas equipes, uma a uma, para a competição de semifinais. Eu estava pronto, aquecido, e focado, mas meu coração bateu um ritmo pesado quando o locutor chamou nossos nomes e nos direcionou para o estádio. Eu segui Thom para fora do vestiário, e mesmo que minha música soasse em meus ouvidos, os fãs gritaram alto o suficiente para que eu pudesse sentir as vibrações zumbindo no meu peito. Um oficial olímpico levou-nos em direção às plataformas de nadar e tiramos nossos casacos e calças de aquecimento. Relutantemente, eu puxei os fones de ouvido de meus ouvidos e fui recebido com elogios ensurdecedores. Um dos gerentes da equipe veio em torno de nós para reunir as nossas roupas e quando eu lhe entreguei o meu casaco, ele apontou para cima. Eu segui o dedo dele e encontrei-me explodido sobre o telão no centro do estádio com meus olhos arregalados escondidos debaixo do óculos de proteção e uma testa franzida. Em menos de trinta segundos, eu tomaria a minha posição no pódio para a primeira disputa e eles queriam que eu acenasse ou sorrisse, mas eu não lhes dei nada. Outros nadadores podiam dar-lhes um sorriso afetado; Eu precisava me concentrar. Thom cutucou meu ombro e me deu um aceno de cabeça. Eu ajustei minha touca de nadar e óculos até que eles estavam


seguros. Eu subi para o pódio e inalei o cheiro forte de cloro. A natação tinha sido uma parte da minha vida durante o tempo que pude me lembrar, e o cheiro do produto químico trouxe a corrida para um foco nítido. O apito de advertência explodiu e eu pisei no pódio para assumir minha posição inicial. Eu estralei meus dedos e inalei outra respiração profunda. Inclinei-me para frente e balancei os braços para frente e para trás, afrouxando os músculos. “Pegue a sua marca” gritou o locutor. Eu me abaixei e agarrei a ponta do pódio. A água era tudo que eu podia ver através de meus óculos; As pequenas ondas acenaram para mim mais perto. Eu podia ouvir os gritos do estádio na distância. Eu podia ouvir as respirações profundas dos nadadores posicionados em ambos meus lados, mas não havia nada mais alto do que a campainha para o início da competição. Afastei-me do pódio, empurrei-me para dentro da água e deixei o meu corpo fazer o que melhor sabe fazer. Nadar.


Andie

À HORA QUE o nosso ônibus chegou ao estádio, eu não tinha certeza de quanto mais eu poderia lidar. Eu me arrastei atrás da minha equipe, mexendo na calça desajeitada que eu tinha que usar. Eu tinha perguntado especificamente a técnica Decker se eu podia me vestir como a equipe, mas ela insistiu no terno, provavelmente porque ela assumiu que iria manter-me de correr para os domínios do campo. Havia um grupo de repórteres pairando fora da entrada traseira do estádio. Kinsley e Becca se amontoaram ao meu redor e me ajudaram a bloquear meu rosto de seus flashes de câmera. Eu tinha meus fones de ouvido e minha música tocando de modo que mesmo se eles tivessem gritado perguntas inadequadas, eu não podia ouvi-los. Segui minha equipe até o vestiário e coloquei minha bolsa. Havia entrevistas pré-jogo que eu tinha que passar, mas Kinsley me garantiu que iriam manter o foco no futebol. Ela estava errada. Eu pisei atrás do pequeno pódio e olhei para os repórteres de pé esperando para fazer suas perguntas. Antes dos dois primeiros jogos, havia três ou quatro repórteres lá. Contei uma dúzia naquele dia antes da técnica Decker dar um passo à frente e anunciar que eu estaria respondendo a perguntas por cinco minutos, "por favor, mantenha-o breve."


"Andie!" "ANDIE!" "Foster!" Eu apontei para um homem calvo baixo na linha de trás. "Você tem alguma resposta às alegações feitas contra você esta manhã sobre o caso com Frederick Archibald?" Eu abri a boca, atordoada. “Andie! Quando você e Frederick começaram o caso? Vocês dois estavam juntos antes de chegarem para os jogos?" Minha determinação estava se rompendo com cada pergunta que eles colocavam no meu caminho. Eles não se importavam com futebol ou com a minha lesão. Eles queriam saber cada detalhe sórdido do meu "caso" com Freddie. Liam deu um passo à frente e puxou o microfone através do pódio. "A menos que alguém tenha uma pergunta relativa ao jogo hoje ou a lesão de Andie, eu estarei terminando esta entrevista agora." Uma mão longa e fina alcançou no ar. Segui o braço esguio até uma cabeça de cabelos encaracolados e inspirei bruscamente enquanto Sophie Boyle se levantava com um sorriso imponente. “Tenho uma pergunta, Andie. Agora que sua lesão a impedirá de participar do restante dos jogos, por que exatamente você ainda está no Rio?" Seus olhos se estreitaram. "Hmm... certamente você encontraria melhores médicos e tratamento em Los Angeles?" Sua pergunta não era sobre Freddie, mas poderia muito bem ter sido. Os outros repórteres saltaram a bordo. "Você está ficando no Rio por causa de Freddie?" Eles não podiam se ajudar. Mesmo depois da ameaça de Liam, os repórteres clamavam uns sobre os outros para gritar suas


perguntas sobre Freddie. Liam sinalizou para eu sair. Eu não tinha pronunciado uma única palavra e de alguma forma, eu senti como se tivesse acabado de cavar um pé mais profundo. Ficar quieta sobre um caso é tão ruim quanto assumir ele? Era isso que Freddie e eu tínhamos sido as últimas duas semanas? Um caso? No segundo em que eu estava fora de vista da imprensa, eu me perdi. Eu segurei a mão no meu cabelo para manter os gritos alojados no fundo da minha garganta. Eu queria amaldiçoar e socar e gritar meu caminho para sair da situação. Eu queria chamar Caroline por ser uma puta conivente e eu queria provar ao mundo que mesmo se eu tivesse um relacionamento ilícito com Freddie, isso não me definia. Eu ainda era uma boa jogadora de futebol, independentemente do que fiz fora do campo. Minha vida tinha ido à merda e eu não podia ver uma maneira de consertá-la. Freddie era suposto ser uma aventura. Ele trouxe algo em mim que era excitante e sexy. Mas isso? Lidar com um frenesi de mídia e tentar defender meu personagem para o mundo inteiro, nunca foi parte do plano. Senti como se eu não pudesse respirar. Eu rasguei a gola do meu blazer, tentando encher meus pulmões de ar. Os cantos da minha visão ficaram confusos e eu apertei meus olhos fechados, desejando que o ataque de pânico passasse. "Andie, você está bem?" Liam estava de pé ali, segurando meus ombros contra a parede e tentando chamar minha atenção. "Andie." Eu balancei a cabeça. "Eu não posso... porra, essa coisa é muito apertada." Eu rasguei meu blazer. "Concentre-se no jogo, Andie. Não a imprensa. Em mais nada."


Eu ainda não conseguia recuperar o fôlego. Meu peito queimava com a luta. "Eu só queria ser uma jogadora de futebol", eu disse, ouvindo as palavras através de um túnel distorcido. "Eu persegui esse sonho toda a minha vida e agora tudo está arruinado." Ele me repreendeu. “Confie em mim, Andie. Não acabou. Estas situações sempre parecem que vão durar para sempre, mas a mídia vai avançar quando eles perceberem que a história não é metade tão interessante quanto eles pensavam que é. Basta ficar melhor, chutar bundas no campo, e fazer o seu sucesso uma história maior. Tudo isso acontecerá antes que você perceba.” Ele estava mentindo porque queria me fazer sentir melhor. Ele estava com medo que eu não podia respirar e ele estava dizendo qualquer coisa para me acalmar; Eu sabia melhor embora. Mesmo depois de ter secado minhas lágrimas - pela décima vez naquele dia - e me empurrado para fora daquele muro, eu conhecia minha vida como eu sabia antes que Freddie terminasse. Eu nunca mais seria Andie Foster, Cinderela dos Jogos Olímpicos. Eu era agora Andie com um escarlate A.

ASSISTINDO MINHA EQUIPE tomar o campo sem mim foi uma tortura absoluta. Eu reclinei no banco e cruzei meus braços enquanto minhas colegas de equipe se preparavam para competir. Erin, uma veterana experiente, estava tomando o meu lugar no gol, mas esta seria sua primeira partida em anos. Eu ganhei a posição inicial dela por causa de minha velocidade e agilidade, e embora ela tivesse servido como minha mentora, ainda havia um gosto amargo. Minha remoção do jogo foi a maior fraqueza da nossa equipe e o Canadá ia tentar explorá-la. A treinadora Decker tinha


executado exercícios defensivos conservadores nas últimas práticas, mas eu ainda estava preocupada que não seria suficiente. Se perdermos esse jogo, minha reabilitação não seria necessária; Não haveria nenhum jogo de campeonato. "Isso vai ser bom para você", disse a treinadora Decker, acenando com a cabeça antes que os árbitros começassem o jogo. Bom para mim? Nada sobre esse dia foi bom para mim. Uma hora depois, eu me inclinei para frente e agarrei a borda do banco. Eu estava prestes a quebrar um pedaço do alumínio - ou isso ou quebrar minha mão, o que vier primeiro. "Meninas, vá pegá-la!" Nossa treinadora gritou do lado de fora. Seus gritos eram mansos em comparação com o que eu estava gritando na minha cabeça. Minha equipe estava jogando como uma merda completa. Depois de Michelle ter falhado três tiros fáceis, Kinsley começou a tentar fazer muito sozinha. Erin continuava sendo rastreada por seus próprios defensores, e ela deixou dois gols passarem por ela no primeiro tempo. Eu sabia que ela estava tentando seu melhor, mas estava claro que a química e a comunicação estava completamente fora. No início do segundo tempo, conseguimos agir juntos defensivamente e começamos a aumentar a pressão no outro lado. Eu fugi mais longe do banco, vendo Becca arrasar com seus passes praticado para driblar os adversários e penetrar no lado do Canadá. Perto do gol, ela chutou com força para Michelle, mas perdeu a marca. A outra equipe tomou a bola e sem esforço guiou de volta para Erin. Sem defensores deixados entre ela e a atacante, ela escorregou para frente primeiro que a bola. Eu apertei meus olhos fechados, mas ela milagrosamente conseguiu salvar o gol. Estávamos perdendo por 2-1, e se não começássemos a aumentar o ritmo, seríamos a primeira equipa nacional feminina


dos EUA a perder o ouro desde 2000 e a primeira a perder uma medalha por completo. Para o restante do jogo, eu estava em um estado constante de pânico. Fiquei de pé, sentei, andei, apertei meus olhos fechados, até os cobri com a mão nos últimos minutos do jogo. Minha preocupação tinha sido em vão, embora. Ganhamos graças ao heroísmo da Kinsley na 11ª hora, que acabou sendo a única coisa boa para um dia terrível. Eu segui atrás da minha equipe enquanto eles saíam do campo em direção ao ônibus desligado. Elas estavam exaltadas, vivendo alto e batendo palmas uns aos outros. Kinsley e Becca tinham os braços em volta uma da outra, e embora eu estivesse feliz por elas, eu não conseguia sacudir a nuvem escura pendurada sobre minha cabeça. O jogo tinha sido próximo demais para o meu conforto, mas tínhamos saído da dificuldade e ganhado por um triz- bem, elas tinham ganhado por um triz. Eu tinha sentado no banco até esfolar a minha bunda. Eu não podia superar o meu mau humor. Eu queria que elas ganhassem, e ainda assim, quando Erin tinha puxado e bloqueado os dois últimos gols, eu me senti inútil. Eu deveria ser parte integrante desta equipe, e ainda assim eles mostraram que podiam ganhar sem mim. Eu estava trabalhando minha bunda para reabilitar minha lesão para o jogo deste campeonato, mas agora havia uma boa chance de que eles nem sequer me queriam. "Andie!" Kinsley gritou, acenando para que eu pudesse alcançá-las. Enfiei a cabeça e juntei-me a elas, deixando-as dobrarme nos braços, embora eu preferisse ter ficado sozinha. “Vamos jantar. Quer vir?" Eu balancei a cabeça. "Vocês vão em frente. Eu tenho uma sessão de treinamento com Lisa."


Eu queria ir para casa, cair na cama, e nunca acordar novamente, mas eu não podia ignorar a minha sessão de treinamento. Eu me arrastei para o centro de treinamento e troquei para roupa de treino. Lisa ainda não tinha chegado quando eu estava pronta para começar, mas eu não ia procurá-la. Eu não podia ficar caminhando ao redor da aldeia mais do que eu tinha; Os olhares e sussurros estavam piorando, e eu só podia ignorá-los por um determinado tempo. Felizmente, o centro de treinamento estava quase vazio. Era o momento denso dos jogos olímpicos e a maioria dos atletas estava fora competindo ou prestando atenção aos eventos. Eu empurrei para cima na tabela de treinamento que Lisa geralmente me atribuia e cavei em torno de minha bolsa até que eu senti meu telefone. Eu tinha propositadamente evitado olhar para ele o dia todo, e quando liguei, essa decisão foi confirmada como uma boa. Eu tinha trinta chamadas perdidas, quinze mensagens de voz e quarenta e seis mensagens de texto esperando por mim. "Foda-se", gemi em seco, tentando triar as mensagens. Eu pulei sobre os textos de amigos aleatórios do ensino médio querendo uma colher dentro sobre o drama e abri um e-mail do meu agente. Eu contratei um publicitário para lidar com a reação da mídia. Não perderemos patrocínios - isso pode até ajudá-la. Vamos descobrir isso. Boa sorte no jogo. -Holly Eu respirei e rolei para baixo para abrir uma mensagem da minha mãe. Mãe: Quando Vovó pediu uma foto, ela não quis dizer esse tipo de foto. (É cedo demais para brincar?) Desculpe, querida. Tudo isso vai passar. Nós te amamos. Me liga. Havia dezenas mais dela, mas eu deixei meu telefone na mesa atrás de mim assim que avistei alguém entrando no centro de treinamento pelo canto do olho.


Olhei para cima e minha respiração ficou presa em minha garganta. Freddie estava no meio da porta, congelado e olhando para mim. Seu cabelo castanho chocolate estava úmido e alguns fios caíram sobre sua testa. Seus olhos eram uma mistura escura de vergonha e desejo. Eu consegui sentir os dois misturados quando ele se aproximou, puxando os fones de ouvido em torno de seu pescoço e deixando-os em cima de sua bolsa de treino. Ele estava de roupa de banho, o traje de aquecimento que o fazia parecer ainda mais a parte do poderoso olímpico. Ele parou quando estava bem na minha frente, mas afastei meu olhar de seus olhos e me concentrei no centro de seu largo peito. Senti-me segura ali, olhando para seu casaco vermelho, branco e azul cobrindo seu poderoso corpo. "Andie, olhe para mim." Eu não esperava as lágrimas. Jesus, eu chorei o dia inteiro. Não podia o mundo me dar uma pausa em algum momento? "Andie..." Ele se inclinou para nivelar seu olhar com o meu, e desta vez eu não desviei o olhar. Deixei-o ver tudo; Os horrores do dia estavam escritos em todo o meu rosto, claro para ver. "Eu não posso fazer isso, Freddie." Ele balançou a cabeça e estendeu a mão para mim, mas pensou melhor e colocou suas mãos para trás para seus lados. Seu lábio inferior cheio estava entre seus dentes. Ele estava tentando pensar em uma solução, mas não havia como corrigir isso. "Jesus, ela provavelmente está nos observando agora por tudo o que sabemos." Apenas o pensamento enviou um arrepio na minha espinha. Ele passou a mão pelos cabelos úmidos e recuou até sua altura total.


"Ela não está aqui. Só os atletas têm permissão para entrar nessas instalações." "Eu já cometi o erro de subestimá-la. Eu não vou fazer isso de novo." "Eu estou cuidando disso, Andie. Apenas não desista de mim." Tarde demais. "Eu estava me apaixonando por você, Freddie, mas eu não posso fazer isso. Não vale a pena. As histórias te pintam como um playboy sexy, lidando com duas garotas e seus sonhos olímpicos, mas você tem alguma ideia do que eu fui chamada hoje?" Ele balançou a cabeça, querendo que eu parasse, mas eu não. "Puta...vadia... cadela." Ele inalou uma respiração profunda escutando as palavras enquanto elas escorregavam da minha língua. "Isso é apenas uma página. Eu já ouvi tudo, e não apenas da mídia. Eu não posso sair do meu quarto sem que alguém sussurre nas minhas costas." "Pare, Andie." Foi difícil para ele engolir isso? Pobre Freddie. Ele estendeu a mão para me puxar para fora da mesa. Deixei-o arrastar-me para fora da sala de treinamento principal e em um corredor escuro antes que eu parasse abruptamente e puxado fora de seu aperto. "Sabe de uma coisa, Freddie? Eu vim ao Rio para ganhar ouro, não corações. Você sabe o melhor de tudo o que a vila olímpica é suposto ser. Eu queria me divertir e me concentrar no futebol, mas você empurrou e você empurrou e você empurrou e eu deixei você..." Meu olhar varreu suas feições, através das bochechas altas que me seduziram, através da mandíbula que tinha deixado meus joelhos fracos, através dos olhos que eu tinha


assumido que sempre diziam a verdade. Eu podia lê-lo como um livro aberto, se eu apenas olhasse aqueles olhos escuros. Eu estava partindo seu coração. Ele abriu uma porta no corredor e me puxou atrás dele. Ele acendeu as luzes e eu pisquei quando meus olhos se ajustaram. Ele me puxou para um sujo armário de suprimentos. "Eu não posso deixar você ir embora, Andie. Agora não..." Eu soltei uma risada exausta. "Eu não estou te dando uma escolha.”


Freddie

EU PASSEI as minhas mãos pelo meu cabelo e me virei para olhar para Andie. Os efeitos do dia estavam gravados em suas feições. Seus olhos vermelhos e inchados. Suas bochechas manchadas e cabelos bagunçados. Ela tinha passado pelo inferno e voltado e agora ela estava se afastando de mim. É claro que ela estava se afastando. Ela queria sua velha vida de volta, queria que as histórias e artigos desaparecessem, mas isso não aconteceria. Me deixar não faria isso acontecer. Eu me aproximei e inclinei o queixo dela para cima. Ela resistiu, o fogo dentro dela não extinguido pela tempestade do dia. Ela tinha passado por tantas coisas. Eu só podia imaginar como foi seu dia, mas eu queria fazê-la se sentir melhor. "Deixe-me apagar tudo", eu disse, curvando-me e beijando a pele sensível logo abaixo de sua orelha. Ela estremeceu contra minha mão. "Isso não vai mudar nada, Freddie." "Deixe-me tentar..." Seus olhos apertaram quando eu me abaixei e fui beijando ao longo de seu pescoço. Sua parte superior do top estava apertada e eu podia ver seus mamilos arrepiados sob a superfície. Ela não queria nada do dia, mas ela me queria.


"Eu não vou deixar ela te tirar de mim." Ela balançou a cabeça. Ela não acreditou em mim. Durante todo o dia, o mundo a tinha atingido. Minha confiada Andie se foi e em seu lugar estava uma concha quebrada de uma menina. Eu queria lembrar o que eu vi quando eu olhei para ela. Eu precisava que ela se lembrasse de que a fofoca e os nomes não a definiam. Agarrei seus braços em minhas mãos e massagei-os, afrouxando os músculos apertados. Ela estava travada e tensa depois de um dia inteiro passando no modo de luta ou fuga. Eu aliviei a tensão de seus membros. "Esses braços são tão fortes. Eles são tão poderosos. Eles são os braços de uma mulher que bateu em centenas de milhares de pessoas para estar onde ela está hoje." Ela apertou os olhos fechados, mas então, uma lágrima escorregou, rastejando por sua bochecha. Eu escovei-o e beijei o local onde ela tinha pousado. Eu arrastei minhas mãos pelos seus braços e me abaixei. Ela abriu os olhos para me olhar rastrear meu dedo atrás de seu tendão de Aquiles e ao redor de suas panturrilhas. "Essas pernas pertencem à mulher mais confiante e bela que eu já conheci. Você sente o quão forte elas são? Você se lembra do quão duro você trabalhou por elas?" Ela observou-me adorando-a com seu lábio inferior puxado entre os dentes. "Lembra Andie?" Ela assentiu hesitante. "Essas pernas são tão bonitas; Eu poderia adorá-las todos os dias." A ponta de sua boca se inclinou; Eu estava chegando a ela. Levantei-me e arrastei minha mão para cima de seu peito e pressionei contra seu coração batendo rapidamente. "Este coração, Andie..."


Ela soltou seu lábio inferior e inalou uma respiração trêmula. "Eu quero esse coração para mim." "Freddie..." Eu não dei tempo para me afastar. "Este sorriso. Foi isso que me desmontou. Eu sou impotente quando se trata deste sorriso." Eu arrastei meu dedo através de seu lábio inferior. Eu podia sentir sua respiração contra a almofada de meu dedo e eu queria beijá-la. Eu queria roubar aquela boca e mostrar a ela o que ela significava para mim. "Você é confiante e engraçada, e eles não sabem disso Andie. Você é mais do que eles vêem." Então, ela se inclinou para frente, empurrando seu corpo contra o meu e envolvendo seus braços em volta do meu pescoço. Eu a embalei contra mim e sussurrei em seu ouvido. "Eu prometo a você, Andie. Você é mais do que vê.” Ela riu. "É por isso que estamos nos beijando em um armário de abastecimento?" Eu sorri e balancei minha cabeça, deslizando minha mão para o cós de suas calças. "Apenas feche seus olhos." Ela sorriu tristemente contra meu pescoço, enquanto facilitava seus dedos em meu cabelo. "Eu não sei o que vai acontecer com a gente, Freddie." Eu queria dizer a ela que tudo seria fácil de agora em diante, que poderíamos estar juntos e dizer ao mundo para se ferrar, mas sinceramente, eu não estava mais seguro do que ela estava. “Apenas me dê isso," eu disse, beijando seu pescoço. "Isso é tudo que precisamos." Era uma mentira. O sexo secreto em um armário de vassouras não nos sustentaria por muito tempo. Andie merecia muito mais, mas era a única coisa que eu podia dar a ela que não pioraria as coisas. Eu poderia fazê-la feliz por um momento. Eu


poderia arrastá-la para fora do dia terrível e fazê-la lembrar do porquê a luta valia a pena. Minhas mãos estavam em toda parte, sentindo seu estômago liso debaixo do seu top e deslizando para cima, mais alto até o topo do seu peito. Eu precisava dela mais do que eu precisava da minha próxima competição. A água era calmante, mas Andie acendeu-me em chamas. Seu toque em meus braços foi o suficiente para me mandar para a borda. "Beije-me," ela implorou. Eu bati minha boca contra a dela e a levantei contra meu corpo. Eu a peguei e ela colocou as pernas em volta da minha cintura. Eu queria tomar meu tempo e fazer amor com ela em lençóis macios, mas não havia cama e não havia tempo. Eu mordisquei seu lábio inferior até que ela abriu para mim. Minha língua deslizou por seus lábios e ela gemeu contra mim, enviando vibrações pela minha garganta. Sua mão encontrou seu caminho abaixo da parte dianteira de minhas calças, tão macia e morna eu tive que sufocar um rugido forte. "Eu preciso de você." "Eu preciso de você", ela repetiu, enquanto sua mão me acariciava de cima a baixo. Embalando seu pescoço em minhas mãos e arrastado meu dedo através do centro de suas coxas. "Eu quero que você goze primeiro. Eu quero que você sinta o quão bom pode ser conosco." Seus dedos escovaram na parte de trás do meu pescoço, imitando meus movimentos. Eu girei meu dedo em um círculo lento, trabalhando-a para cima, e ela circulou seu dedo em volta da minha nuca, mostrando-me o que ela queria. Ela não me disse que estava prestes a gozar; Eu podia senti-la. Seu corpo estremeceu contra o meu e eu a vi desfazendo-se, focado em seus traços delicados e na maneira sensual que ela se desmoronou ao meu redor.


“Mais uma vez” suplicou ela. Eventualmente deslizamos para o chão. Me deitei no concreto frio e Andie escarranchou meus quadris. Uma única lâmpada balançou para trás e para frente, lançando Andie em luz brilhante por um segundo e depois mergulhando-a na sombra. Eu agarrei seus quadris e puxei-a para baixo em mim. Sua boca se abriu, mas nenhum som saiu. Eu pensei que a estava machucando, mas ela agarrou meu peito e subiu e desceu, aproveitando o prazer em suas próprias mãos. Eu a vi rolar seus quadris enquanto deslizava sobre mim. Ela foi de cima a baixo quando eu agarrei sua minúscula cintura. "Foda-se, Andie ..." Seus seios saltavam enquanto ela me montava. Eu queria saboreá-los, mas ela caiu para frente e beijou meu pescoço com gemidos sussurrados. Seus mamilos esfregavam meu peito; Seus suaves gritos me disseram o quanto estava ficando excitada. Suas mãos agarraram-me enquanto eu envolvia meus braços ao redor dela. Eu segurei Andie lá, e seus quadris pressionaram em mim enquanto eu bombeava dentro dela cada vez mais rápido. Não haviam promessas feitas naquele armário escuro, mas tudo o que sentíamos um pelo outro foi escrito tão claro quanto o dia. Ela levantou a cabeça para que pudesse olhar para os meus olhos. Seu olhar flutuou para frente e para trás, tentando encontrar algo escondido debaixo deles. Foi quando percebi que a única promessa que eu podia fazer era para mim. Eu iria proteger Andie não importa o quê.


Freddie

FRED, VOCÊ NÃO DEVERIA estar na sua competição?", Perguntou meu advogado assim que a ligação entrou. "Vou para o estádio agora." "Jesus." "Escute, Dave, eu preciso que você comece a olhar para esta situação com Caroline. Tenho de tentar dar um jeito...” “Fred, você está no meio das Olimpíadas.” “E Caroline está fazendo tudo o que pode para arruinar a minha vida.” “Você cortou a comunicação com ela, certo?” “Não falo com ela há duas noites, no bar.” “E Andie? Eu aconselhei você a...” “Não vou cortar a comunicação com Andie.” Na noite anterior, horas depois do armário da vassoura, eu tinha ligado para ela. Eu assumi que ela iria me ignorar, mas quando a chamada clicou e sua voz encheu meus ouvidos, eu estava cheio de esperança, mais uma vez. Não podíamos falar muito. Ela tinha uma prática de manhã cedo e eu tinha uma competição.


“Eu sei que já te prometi centenas de vezes, mas vou resolver isso.” Ela não respondeu. "Você confia em mim, Andie?" "Claro, mas eu não sei o que você quer que eu diga." "Diga-me que você não vai desistir de nós. Diga-me que esta tarde significou tanto para você como significou para mim." "Todo mundo está me dizendo para ficar longe de você." "E é isso que você quer fazer?" Ela suspirou. "Eu deveria! Qualquer pessoa sã teria desistido dias atrás. Só te conheço há algum tempo, Freddie. Isso é loucura, o que estamos tentando fazer." Eu não tinha como rebater isso, porque era a verdade. Uma pessoa sensata iria embora. “Diga-me algo bom, Andie. Diga-me algo sobre o seu dia que não inclui esta merda." Ela riu. "Lisa me deu um tempo difícil por chegar atrasada à minha sessão de treinamento." Eu sorri. "Ela percebeu que você estava no armário?" "Não." Até o silêncio era reconfortante. "Vou tentar jogar na final em quatro dias", continuou. "Lisa está me ajudando a preparar o meu pulso." As minhas sobrancelhas se arquearam. “Pensei que você tivesse dito que o médico...” “Não vou escutá-lo.” Sorri. "Você é diferente de qualquer mulher que eu já conheci."


Eu poderia praticamente ouvir seu sorriso enquanto ela falava. "Não se esqueça disso." Dave suspirou ao telefone, me trazendo de volta ao tópico em questão. "Você só tem alguns dias antes que os jogos terminem. Vou levar minha equipe até Caroline e, enquanto isso, preciso que você mantenha a cabeça focada em nadar - se não for por você, por Andie.”


Andie “ANDIE, SENTE-SE para estes dois próximos exercícios." "Mas eu posso- " Minha treinadora me disparou um olhar. "Não foi um pedido." Eu enrolei minhas mãos e ignorei a dor em meu pulso quando fui para o banco. Faltavam três dias até o último jogo e a treinadora Decker ainda estava me tratando como se eu fosse feita de vidro. Ela me forçou a sentar fora na área dos aquecimentos, ao invés disso eu tinha corrido ao redor do campo, enviando olhares desafiadores em seu caminho com cada volta que eu completava. Desde então, ela me dispensou de quase todos os outros exercícios. Minhas pernas iriam cair se eu fizesse outra volta, então, eu não tinha mais nada a fazer senão sentar no banco como uma perdedora. "Alinhe mulheres!", Gritou, dirigindo a atenção de todos para a prática. Eu me afastei e coloquei o topo da minha garrafa de água com mais força do que o necessário. Eu já tinha feito o dobro do meu cardio habitual e ainda havia mais uma hora de prática. "Andie, basta descansar." Eu resisti ao desejo de arrancpa-la e joguei a minha garrafa de água no chão. Os tempos de descanso tornaram-se mais


agonizantes, porque a queimadura que senti ao correr ajudou a tirar minha mente do esmagamento do mundo. A treinadora Decker era ou fria ou genuinamente inconsciente de como era doloroso participar de práticas em uma equipe que eu não fazia mais parte.

DUAS HORAS MAIS TARDE, eu me arrastei de volta para o meu condomínio, mais frustrada do que nunca. Eu gostaria de ter chamado Freddie para contar a ele sobre meu dia, mas ele estava em suas competições, provavelmente ganhando e quebrando recordes. Eu tinha visto na notícia que ele já tinha duas medalhas de ouro para seu nome. Que vida. Em vez disso, resolvi telefonar para a minha mãe. O telefone tocou duas vezes antes de responder e foi direto para a parte principal. Com ela, os telefonemas nunca enrolavam. Em sua mente, estávamos conversando o dia todo, todos os dias. "Andie, vovó está fora de si. As senhoras do clube da ponte estão falando sobre expulsá-la do grupo." "Bem, estamos todos sofrendo." "Você e Freddie são a conversa do mundo. Eu pensei que iria se acalmar depois que o jogador de ping pong foi pego no doping, mas vocês ainda são a maior história." "Bem, eu tenho essa festa da Sports Illustrated hoje à noite. Eu vou tentar acalmar um pouco as coisas." Ela suspirou pesadamente. "Tem certeza de que é uma boa ideia ir a essa coisa? Parece que você só vai acrescentar combustível ao fogo." "A equipe de relações públicas disse na minha cabeça, você é tão culpado como você age em público. Então, se eu me esconder


por muito tempo, às pessoas vão assumir que tenho razão para isso." "Bem, você precisa ter cuidado." Se mais uma pessoa me disser para ter cuidado, concentrarse no futebol ou ficar longe de Freddie, irei arrancar meu cabelo fora. Felizmente, uma batida musical soou na porta do meu quarto antes que eu pudesse dizer isso a ela. "Tudo bem, eu tenho que ir agora, mãe." Eu abri a porta do meu quarto, surpresa ao encontrar Georgie na sala de estar. Ela estava usando shorts curtos jeans e um top militar solto. Ela tinha empurrado seus óculos de sol em sua cabeça para manter seu longo cabelo castanho fora de seu rosto, e descansando em seus braços estavam duas sacolas de comida, o cheiro que imediatamente deu água na boca. "Querida, eu não terminei. Eu ia...” “Falo com você mais tarde.” “Prometa-me que você vai se concentrar no futebol, e se você estiver com Freddie, não se esqueça de se protegerem...” Ai, Jesus. Eu desliguei e olhei Georgie hesitante. "Eu venho com presentes", ela disse, segurando a sacola. "Primeiro, um pouco de comida chinesa feita pelos brasileiros. Havia uma barreira de idioma, por isso, não tenho certeza do que eu pedi. Felizmente, eu também peguei uma garrafa de vinho para nos ajudar na digestão.” Eu ri. "Oh garota...” Antes mesmo de convidá-la, ela entrou no meu quarto e chutou a porta com o pé. Tive a intenção de afastá-la - não me sentia realmente à vontade -, mas ela já se instalou no meu lugar e abriu um dos sacos. Cheiro salgado, e bem picante surgiu em


torno do meu quarto e eu sabia que não havia nenhuma maneira para lhe pedir para sair. Eu estava morrendo de fome. Não tinha almoçado ainda e estava evitando a praça de alimentação a todo custo. Eu tinha planejado implorar comida para Kinsley ou Becca, mas isso foi muito mais conveniente. "Como você entrou no meu apartamento?" Eu perguntei quando me sentei em frente a ela no chão. Ela já estava sentada de pernas cruzadas e rasgando um dos sacos com pauzinhos. Ela tinha macarrão saindo de sua boca quando ela titulou sua cabeça em direção à sala de estar. “Pela porta” disse ela num tom desprovido de sarcasmo. Eu fiz uma nota mental para repreender minhas companheiras de quarto por deixar as portas desbloqueadas. "Aqui, coma", ela disse, passando-me um das caixas para fora. "Parece arroz e frango frito, mas não tenho certeza. De qualquer maneira, você está... bem?" Eu dei de ombros. "Freddie me disse que Caroline deu a foto para a imprensa. Isso é parte do por que estou aqui; Ele quer ter certeza que você está indo bem." Eu mantive meu olhar em meu arroz. Georgie tinha chamado Caroline todos os tipos de nomes quando eu a conheci, mas eu não tinha ideia se ela era genuinamente amiga dela ou não. Eu xingava Kinsley e Becca o tempo todo, mas elas eram a coisa mais próxima que eu tinha de irmãs; Talvez fosse assim que ela se sentia com Caroline. "Só para você saber", ela continuou depois que eu não ofereci uma resposta. "Excluindo o fato de que é meu irmão, eu pensei que a foto era muito sexy. Todo mundo na internet está obcecado por você agora." Eu estreitei meus olhos. “Obcecados com o ódio por mim.”


Ela riu. "Alguns deles, mas quando você começa a cavar nos blogs e hashtags, você verá que há um contingente tranquilo que é bastante obcecado por você." Eu balancei a cabeça. "Bem, sem conversas sobre as fotos, sério." Só fazia um dia desde que a história quebrou e eu ainda não tinha um controle real sobre as minhas emoções. Eu tinha adormecido cedo na noite anterior e dormi o quanto pude até mais tarde. Ter oito horas de sono parecia ajudar, mas os meus olhos ainda estavam inchados e a história ainda não estava em qualquer lugar perto de ser o meu tópico favorito de conversa. "Freddie mencionou que a festa da Sports Illustrated é hoje à noite. Você tem que ir?" Eu fiz uma careta. "Infelizmente." Ela assentiu. “Caroline também está indo. Ela me contou isso no café da manhã." Fiz uma pausa com os pauzinhos no meio da minha boca. "Você tomou o café da manhã com ela?" "Sim." Ela riu. "Você esqueceu que ela foi comissionada por minha mãe para ser minha acompanhante enquanto eu estou aqui? Estamos hospedadas em uma grande suíte no hotel." Meus olhos se arregalaram. "Trave sua porta à noite." O golpe saiu antes que eu pudesse parar, mas quando eu olhei para cima para Georgie, ela não pareceu ofendida. Estava sorrindo. "Não se preocupe, eu tenho. Eu sempre soube que Caroline era um saco, e o fato de que ela é louca não é inesperado. Na verdade, foi um alívio saber que há alguma coisa acontecendo naquela caveira de tamanho alarmante, mesmo que seja só intrigas e conspiração.” “Vocês duas não eram amigas em Londres?”


Os olhos de Georgie quase saíram do seu crânio. "Eu prefiro cortar o meu braço direito fora do que ficar com Caroline. Sua ideia de uma noite de sexta-feira divertida é reorganizando o seu armário e, em seguida, servindo um pouco de champanhe enquanto ela assiste sua lavanderia girar." Eu ri. Deus, era bom rir de novo, especialmente quando o meu novo arquiinimigo era o alvo da piada. "Na verdade, eu estou meio feliz por estarmos compartilhando a suíte, porque agora eu posso ficar mais atenta sobre ela." Eu balancei a cabeça. "Bom ponto." "Por exemplo, eu sei que ela vai usar um vestido assassino para o evento esta noite.” Meu olhar voltou para os dois vestidos pendurados na porta do meu armário. Em algum momento durante a prática, um designer tinha deixado vestidos para Kinsley, Becca e eu para vestir a festa mais tarde. Foi um caso glamouroso, e algo que eu estava ansiosa para antes C-Dia 2K16. (Ou seja, o dia em que Caroline lançou a história para a imprensa e, para ficar claro, o C representa Caroline, não a outra palavra "c", embora isso fosse apropriado neste caso...) "Essas são suas opções?" - Georgie perguntou, apontando para os sacos de vestuário. Eu balancei a cabeça. Um era um vestido branco com bordado simples que se ajustava a silhueta. O outro era preto e curto, com um corpete sem alças e uma saia solta que abraçava meus quadris quando andava. "Que cor ela está vestindo?" Eu perguntei. "Rosa pálido” Ela fingiu vomitar. "A mulher tem todo o ato 'inocente virgem'. Eu juro." Eu estreitei meus olhos. "Parece que estou usando preto então."


Minha equipe de RP queria que eu me vestisse de forma conservadora e o vestido branco era uma opção melhor, mas havia poder na cor preta. Caroline queria que eu me acalmasse e escondesse, mas eu não estava pronta para correr ainda. Georgie bateu palmas e depois se inclinou para tirar a caixa de comida chinesa da minha mão. "Ei! Eu estava comendo isso." Ela balançou a cabeça. "Não. Não mais chinês. Se você estiver indo para o evento com Caroline, você vai olhar estupidamente quente." Eu queria lembrá-la que eu trabalhei várias vezes ao dia, que eu podia comer qualquer coisa que eu quisesse enquanto eu estava treinando, mas ela já estava me empurrando para levantar do chão. Ela olhou para minha aparência. "Um pouco de maquiagem e um pouco de spray de cabelo vai ser bom para você... talvez um bom banho também." Ela esfregou o nariz. "O que? Eu estava treinando," eu disse, escovando os cabelos dispersos longe de meu rosto. "Acho que não importa de qualquer maneira." Ela deu de ombros. "Meu irmão gosta de você, com suor e tudo." Meu peito apertou a menção de Freddie. "Certo," eu disse, olhando para longe. Eu não queria falar sobre ele. Eu não queria considerar quão bonito e doce ele era. Até que ele conseguisse resolver as coisas com Caroline, não havia nenhum ponto em sonhar acordada sobre ele. Infelizmente, parecia que não havia como esquecer Freddie especialmente quando eu tinha sua irmã sentada em frente a mim, me atirando um sorriso presunçoso.


"Ele tem sido uma bagunça nos últimos dois dias, tentando se concentrar em nadar, tanto quanto possível. Caroline tentou entrar em contato com ele sem parar, mas ele tem ignorado suas chamadas. Ela reclamou sobre isso durante o café da manhã." "Ela imagina que você sabe que ela é louca?" Georgie balançou sua cabeça. "Estou mantendo as aparências. Você sabe, mantenha os "amigos pertos, mas os inimigos mais perto ainda".” "Bom." Eu deixei a minha mala sobre a mesa. "Vou entrar no chuveiro." "Tudo bem, vou descer e pegar algo menos gorduroso para comer." Eu acenei por cima do meu ombro. "Não se esqueça de hidratar! Eu vou ajudar com o ninho de ratos em sua cabeça quando eu voltar! Nós não temos tempo a perder." "Georgie, são apenas 14:00. O evento não é até 18:00." Ela suspirou, exasperada comigo já. "Exatamente! Já estamos correndo contra o tempo." Eu ainda estava no chuveiro quando ela voltou, mas ela não deixou que isso a impedisse. Ela se sentou do outro lado da cortina e conversou comigo sobre o evento. "Boas notícias", disse ela enquanto digitava no teclado do telefone. "Fred apenas perguntou se eu iria assistir à festa com ele esta noite. Ele disse que seria divertido para mim, mas eu acho que ele só está esperando para colocar um amortecedor entre ele e Caroline." Eu trabalhei o condicionador através do meu cabelo. “Bom, estou contente por ter uma aliada.” “Mas eu não trouxe um vestido.” “Você pode usar o branco pendurado na porta.”


Ela riu. "Bom, alguém deve ser mais angelical do que Caroline. Ela odiará isso.”


Freddie

UM TOWNCAR40 PRETO parou na frente do complexo e eu segurei uma porta aberta para que Georgie pudesse deslizar no assento traseiro. Estávamos um pouco atrasados para a festa da Sports Illustrated – a cerimônia de medalhas e a entrevista depois da minha última competição deorou um pouco mais - e Georgie estava ansiosa para chegar lá. "Vamos, Fred," ela disse enquanto eu entrava no carro depois dela. Temos que nos apressar não vamos chegar antes de Andie. Ela estava verificando seu telefone, enviando um SMS para Andie naquele minuto. Eu queria me inclinar e adicionar uma mensagem, mas eu segurei e olhei para Georgie em vez disso. Ela parecia muito mais velha do que quando esteve em Londres, algumas semanas antes. Em seu vestido branco e saltos altos, era quase fácil esquecer que ela já foi minha irmãzinha arrogante. Eu ainda podia me lembrar dela correndo atrás de meus companheiros, tentando pousar um soco ou um beijo. (Na maioria das vezes, era o primeiro). Ela sempre foi uma fedelha muito confiante enquanto crescia, e não tinha diminuído com a idade.

40


Mesmo agora, ninguém podia ficar no seu caminho se ela pensasse em alguma coisa. “Você está bonita, Georgie.” Ela acenou para mim e continuou mandando mensagens de texto. Eu ri e olhei pela janela. “Como Andie parecia quando você a deixou?” Georgie tinha me mandado uma mensagem de texto para avisar que ela estava se preparando com Andie. O fato das duas terem se tornado amigas, definitivamente tornou a minha vida mais fácil. Eu estava no meio das minhas competições e longe do meu telefone na maior parte do dia. “O quê?” Georgie perguntou, deslizando seus olhos verdes pálidos para mim. “Você quer perguntar se ela estava se queixando sobre o quanto ela sentia saudades de você e tudo isso?" Eu sorri. "Um pouco de gemido nunca machucou ninguém." "Bem, isso é muito ruim. Ela falou sobre a cerca de uma dúzia de jogadores de futebol com quem ela gostaria de brincar” “Georgie...” Ela gemeu. "Bem, na verdade, ela está abalada, embora Deus conheça o porquê. Ela é muito mais bonita do que você e poderia ter qualquer cara que ela imaginasse, com metade do problema." "Você já pensou que talvez ela me ache bonito e que valho a pena?" Ela estreitou os olhos em mim como se estivesse tentando me avaliar em uma nova luz, então sacudiu a cabeça. “Não, não é isso. Ela deve realmente gostar do sotaque. Ou talvez sejam as medalhas de ouro.” "Obrigado pelo voto de confiança, G."


Ela estendeu a mão e tocou a minha. "Com toda a honestidade, eu realmente gosto da Andie. Ela é engraçada e bonita, e você e ela realmente parecem ser feitos um para o outro." Os flashes das câmeras chamaram minha atenção de Georgie antes que eu pudesse concordar. O motorista tinha parado na frente do espaço do evento e de repente eu me encontreie confrontado com outro tapete vermelho. Os jogos olímpicos estavam tentando o suficiente - o que com quinze competições (eliminatórias, semifinais e finais) acontecendo ao longo de seis dias - sem todos os eventos extracurriculares que eles empilharam em nós noite após noite. No fim de tudo, mais do que querer festejar e comemorar, eu sabia que eu desejaria um bom fim de semana de volta em meu apartamento em Londres: sem imprensa, sem câmeras, sem questões intrusivas. Só um tempo sozinho com Andie. O motorista abriu a porta de trás e eu saí e voltei para dar a Georgie meu braço. Eles começaram a gritar o meu nome no momento em que nosso carro havia parado, mas com Georgie no reboque, o frenesi subiu mais um ponto. "Georgie, quem você está vestindo?" “Quem desenhou esses sapatos?” Eu empurrei-a na minha frente no tapete, deixando-a provar as luzes do palco por um tempo. Em casa, a imprensa não conseguia o suficiente de Georgie. Ela era a mais jovem membro da família Archibald, e após a morte de nosso pai e Henry, a imprensa estava ansiosa para ver Georgie se revelar a criança problema. Ela geralmente assumiria que as regras não se aplicavam a ela, mas ela tinha uma melhor cabeça sobre seus ombros do que a maioria dos adultos. "Estou orgulhoso de você, Georgie," eu disse, me inclinando e dando-lhe um abraço apertado.


Pela primeira vez eu estava feliz que as câmeras estavam disparando. Eu teria apreciado uma cópia dessa foto, só porque Georgie não era fã de demonstrações públicas de afeto e havia uma chance de cinquenta por cento que ela tenha puxado um rosto azedo assim que eu a abracei. "Que reunião de família adorável." Eu soltei Georgie e me virei para encontrar Caroline parada a poucos metros de distância, vestida como se ela tivesse apenas pisado no topo de um bolinho com babados. Seu vestido rosa claro parecia algo que uma estudante do primeiro ano usaria para um recital de dança. Para solidificar o olhar, acrescentou um delicado colar de pérolas. “Caroline!” Chamou o fotógrafo. Ela se virou para posar para fotos e eu usei a oportunidade para empurrar Georgie para o fim do tapete vermelho. Havia um grupo de repórteres pairando perto da entrada, e embora eu desejasse poder ignorá-los, um deles gritou uma pergunta sobre o noivado que eu não poderia ignorar. “Ela perdoou você, Freddie? Você ainda quer se casar com Caroline?” Eu gesticulei para Georgie continuar andando, e então, eu me virei para as câmeras. Se eu quisesse fechar com Caroline, esta era a maneira mais simples. A televisão ao vivo não podia mentir. "Freddie! Poderia nos contar algum detalhe sobre o casamento?” "Não haverá um casamento ..." Senti uma mão bater em minhas costas quando Caroline voou para me interromper. Ela tossiu, uma tosse imaginária fazendo o meu estômago revirar. "Ainda estamos trabalhando neste momento desafiante, e gostaríamos que você respeitasse a nossa privacidade."


"Vocês dois estão noivos?", Eles perguntaram de qualquer maneira. “Não”, respondi. Câmeras disparam. "E o casamento foi cancelado por causa do escândalo da traição!?" Ela riu de novo e balançou a cabeça. "Se você me desculpar, eu realmente devo falar com meu noivo." "Não há casamento", eu continuei, olhando diretamente para uma das câmeras para que minhas palavras não pudessem ser mal interpretadas. "Não há casam-" "Freddie!" Caroline gritou, de repente à beira das lágrimas. "Por favor, não faça isso." Sua mão estava pressionada contra seu estômago como se estivesse prestes a ficar doente, e então, havia lágrimas escorregando pelas bochechas dela. Eu alcancei e agarrei o seu braço para arrastá-la para fora do tapete. Não haveria entrevistas honestas enquanto ela estivesse presente. Puxei-a para a festa e passei pelos coquetéis. Encontrei o primeiro canto tranqüilo e me virei para ela. "Eu não estou jogando este jogo, Caroline." Ela riu, todos os sinais de lágrimas e doenças desapareceram completamente. Eu sabia que tinha sido um ato, mas era ainda chocante ao ver quão rapidamente ela poderia mudar personagens. Na verdade, eu a teria indicado para um Oscar se ela não estivesse tentando arruinar a minha vida. “Você me ouve, Caroline? Isso não é um jogo." “Eu sei, Frederico. Os jogos têm vários resultados, mas o esporte que estamos jogando só tem um."


Ela estava tirando algo de sua bolsa, então, um pequeno pedaço quadrado de papel. Levou-me uma fração de segundo para perceber o que era. Uma fração de segundo foi tudo o que levou para que a minha vida viesse parar diante dos meus olhos. Uma fração de segundo foi tudo o que demorou... "Eu esperava surpreendê-lo em circunstâncias mais positivas, mas depois de sua pequena explosão, eu suponho que esta noite vai fazer." Ela segurou a foto quadrada contra o seu estômago para eu ver. "Conheça seu futuro filho, Freddie." Eu segurava o ultra som em minha mão, atordoado. "Mas como…" Ela riu. “Quando duas pessoas têm relações sexuais desprotegidas, Frederick, às vezes...” "Cale-se. Apenas cale a boca." Eu não podia suportá-la zombando de mim. “Que maneira de falar com a mãe do seu filho.” "Eu vou ficar doente." "Tente não jogar nada em seu terno. Eu gostaria de tirar algumas fotos de nós dois vestidos. Eles vão precisar de uma foto adequada para correr com a notícia da gravidez." Meu corpo estava tremendo com uma corrente irritada, incontrolável. "Eu não vou deixar você fazer isso comigo." Ela sorriu. "Oh sim, você vai Frederick. Você sabe porque? Porque você ama essa pequena prostituta americana, e você não gostaria de piorar as coisas para ela." Eu quase a esbofetei. Minha mão parou a uma polegada de sua bochecha antes de me lembrar que nós estávamos no meio de uma festa.


Ela perguntou. "Bater em uma mulher grávida?" Ela afastou a minha mão. "Realmente, Frederick? Não torne isso mais difícil para você do que já é." "Eu nunca vou te amar." Ela riu. "Eu não quero o seu amor. Eu só quero ser a Sua Graça, a Duquesa de Farlington." Suas palavras não me surpreenderam mais. “Vou fazer um teste de paternidade.” "Sábio." Ela sorriu antes de inclinar-se para frente e segurar a minha gravata. "Eu lhe asseguro, meu querido noivo, você é o pai deste bebê.” A cor sumiu do meu rosto. Se isso fosse verdade e Caroline estivesse grávida do meu filho, eu não poderia culpar ninguém, senão a mim mesmo. Eu sempre usei proteção, mas naquela noite eu tinha visto Caroline antes do Rio, eu estava confuso. Estávamos no apartamento do meu amigo juntos. Eu a tinha visto através da sala e uma vez eu tropecei, ela me pegou um copo de água e me sentou. Algum tempo depois, eu a convidei para ir ao meu apartamento para que pudéssemos conversar. Eu queria conhecer a mulher que eu deveria me casar. Eu queria saber se ela era engraçada ou maçante, tímida ou confiante. Eu tinha pensado que ela iria me recusar, mas ela veio de boa vontade. Ela tinha tomado um assento em meu sofá e desabotoou sua camisa sozinha. Lembrei-me de lidar com meu equilíbrio enquanto eu a observava se despir. Os detalhes eram tão confusos; Eu não tinha certeza de quem fez o primeiro movimento, mas eu me lembro de fodê-la ali, muito bêbado para registrar a gravidade da situação. Ela tinha ido embora pela manhã, mas deixara uma nota debaixo de um bolo no balcão da minha cozinha. Talvez isso não tenha que ser tão rui ... - C


Eu vi vermelho. Caroline olhou para mim com seus olhos grandes e redondos. Eu queria matá-la. Eu poderia matá-la. A suposta mãe do meu filho. Ela era a encarnação do mal e eu a queria fora da minha vida de uma vez por todas. Eu me abaixei e apertei a mão que ela tinha apertado em torno da minha gravata. As sobrancelhas dela franzidas e suas feições delicadas se contorceram de dor. “Isso dói, Frederick.” Sua voz estava baixa, mais leve e em pânico. Foi bom lembrála de quão rápido as tabelas poderiam virar. Ela poderia tramar seus movimentos e fazer o seu caminho em minha vida, mas não havia como negar o quão fácil seria retomar o controle. Uma mão ao redor de seu pescoço e Caroline desapareceria. “Frederick, você está me assustando.” Eu apertei mais forte. Eu queria quebrá-la como ela estava me quebrando. "Mesmo se você tiver essa criança, eu vou ficar com Andie. Nunca me casarei com você, Caroline.” Seus olhos se estreitaram. "Compartilharemos a custódia e nos comunicaremos através de advogados, nada mais", eu continuei. "Não, Frederick, mais uma vez você é muito lento", ela disse, raspando as unhas contra a minha mão até que eu finalmente a soltei. Ela deu dois passos para trás e deslizou o ultra-som em sua bolsa. “Você vai perceber logo que você não tem escolha senão casar comigo e me tornar sua esposa." Seu sorriso malicioso foi suficiente para acabar comigo. Eu passei minhas mãos pelo meu cabelo. "Como você pôde ser tão estúpida e delirante?" "Porque se você acha que o mundo odeia a sua preciosa Andie por ser o objeto de seu desleal desejo de uma noite, basta


pensar o quanto eles vão desprezá-la, uma vez que eles ouvirem que ela está conspirando para quebrar uma família." "Não." Eu balancei a cabeça. Ela enviou um sorriso a um convidado da festa e, em seguida, olhou para mim. "Se você não parar, eu não vou parar. Não até que você perca tudo, Frederick." Ela se inclinou para frente e inclinou seus calcanhares para beijar a minha bochecha. "Quanto mais cedo você perceber isso, melhor." Ela voltou para a festa e eu fiquei enraizado no meu lugar no canto. O mundo inteiro continuou ao meu redor, mas eu fiquei lá com os sentidos entorpecidos. Os garçons passaram com bandejas de bebidas e comida. Os convidados da festa passaram por mim. Risos e conversas, música e vida continuaram, mas eu olhei para um ponto singular na parede. O som do meu coração que batia rapidamente foi suficiente para encher meus ouvidos. Eu não ouvi Georgie quando ela pisou ao meu lado e empurrou meu braço. Eu assisti seus lábios se moverem, mas eu estava um mundo de distância. Eu estava realmente prestes a ser pai? Teria Caroline manipulado a minha vida tão facilmente que já não havia saída? Eu pisquei e Georgie estava lá, tentando chamar a minha atenção. Eu pisquei novamente e ela foi embora. Eventualmente, me mudei. Me virei para as portas da festa e andei em direção a elas em um atordoamento. Alguém estendeu a mão para agarrar o meu braço e me fazer uma pergunta, mas eu me afastei deles e continuei sem sequer dar um segundo olhar. As pessoas estavam inundando as portas, sorrindo e rindo. Como todos poderiam estar tão felizes? Eles não podiam ver o que estava acontecendo? Eles não podiam ver?


"Freddie." A voz de Andie foi à primeira coisa a romper a estática. Seus dedos teceram através dos meus quando ela me puxou de lado. Eu quase saí da festa, mas ela estava lá, me puxando para ela, me puxando para fora do nevoeiro. "Eu tenho que ir," eu disse, olhando para os seus lábios. Eles eram sempre uma sombra irresistível de rosa, cheios e bonitos. Eu sentiria falta de seus lábios. "Não," ela disse, balançando a cabeça e tentando chamar a minha atenção. Eu não permitiria que ela me deixasse. "A festa apenas começou. Fique. Eu preciso ver você. Fique." Ela estava magnífica naquele vestido preto, pequeno, discreto e sério. Eu estendi a mão para correr meu dedo ao longo de sua clavícula, sentindo-a inalar uma respiração aguda. Eu sentiria falta daquela pele, logo acima de seus seios. Ela era mais sensível lá e eu sabia que se eu me inclinasse para baixo e apertasse minha boca contra ela, ela desmoronaria em meus braços. "Estou saindo", eu disse, minha voz quase irreconhecível. Sua mão apertou ao redor da minha, tentando me forçar a ficar. Não era o mesmo que o toque de Caroline. Quando Caroline agarrou a minha gravata, foi com uma vingança. Andie tocou com amor e necessidade e paixão. Eu sentiria falta do toque dela. “Caroline está grávida.” Sua mão escorregou para longe da minha. Um segundo ela estava lá, me implorando para ficar, e no próximo ela estava recuando e balançando a cabeça, já nos perdendo de vista. Eu a tinha levado para aquele armário de vassouras e eu tinha tentado mostrar a ela como bom, poderíamos estar juntos. Isso foi demais, mesmo para a minha Andie.


"O que você quer dizer?" Sua voz estava tremendo. Ela estava chorando e eu estava recuando, dando-lhe o espaço que Caroline exigiu. "Ela esta gravida." Inclinei-me para enxugar as lágrimas de suas bochechas, mas ela virou a cabeça antes que eu pudesse. “Não.” Eu nunca tinha tido meu coração quebrado por uma única palavra antes. Ela se virou e se afastou de mim. Eu queria gritar atrás dela. Não vá. Não me deixe. Não termine isso. Ela já havia ido embora, tecendo através da festa o mais rápido que podia. Ela estava colocando a maior distância possível entre nós, com base no não, até que ele não era mais uma palavra, era uma parede.


Freddie

EU ME INCLINEI PARA FRENTE no elevador e marquei o número do andar de Andie antes que eu pudesse mudar de ideia. A festa da Sports Illustrated tinha terminado algumas horas antes, mas eu tinha saído cedo e tomado um táxi ao redor do Rio. Eu tinha estado na cidade durante semanas e ainda não tinha de visto nada além da vila e da piscina. A cidade estava viva de uma maneira que eu não tinha percebido antes. As ruas eram quentes e coloridas e barulhentas. Música saia dos bares e restaurantes que passamos, criando um pano de fundo para o passeio. Eu assisti quando amigos e casais saíram de bares, rindo e pendurados um no outro. Todo mundo estava na cidade, festejando e respirando a vida de uma maneira que eu nunca tinha antes. Eu me encontrei desejando que eu pudesse ser uma das pessoas nas ruas, um homem normal com uma caneca na mão, sem uma preocupação no mundo. Eu disse ao taxista para continuar dirigindo até que eu conhecesse a maioria das ruas da cidade. Quando voltámos à vila, consegui finalmente respirar novamente. Fazia quase três horas desde que Andie se afastou de mim e eu já sentia falta dela.


Inclinei-me para frente e bati o número do andar novamente, desejando que o elevador acelerasse. Tive tempo para pensar, e agora precisava vê-la. O corredor que conduzia à porta dela estava quieto o suficiente para que, enquanto batia, eu pudesse ouvir vozes murmurando do lado de dentro. Eu não pude deixar de sorrir um pouco quando Becca abriu a porta e inclinou a cabeça, confusa. “Freddie? O que você está fazendo aqui?" "Andie está aqui?" Eu perguntei tentativamente. Eu não tinha certeza se Andie já tinha dito a ela sobre a gravidez ou não; Eu estava preparado para cobrir o meu rosto no caso de um soco estar vindo em minha direção. "É a Andie?" Kinsley gritou da sala de estar. "Diga a ela que eu estou brava com ela por desaparecer na festa!" Becca revirou os olhos. "Não! É o Freddie!” "Oh! OI FREDDIE!" Eu puxei minhas mãos através de meu cabelo. "Becca, Andie está lá?" Ela franziu a testa e olhou para a porta aberta do quarto de Andie. "Não. Ela năo te contou? Ela saiu com Georgie. Não tenho certeza de quando voltarão.” Ah! Isso explicou as mensagens de texto agressivas que eu estava recebendo de Georgie pelas duas últimas horas. Georgie: Você realmente estragou tudo dessa vez. Quero dizer honestamente, Fred, o que você estava pensando?! Georgie: Eu mesmo vou estrangular você, se você tiver engravidado essa vaca louca. Ela é louca e sua cria também será louca.


Oh, meu Deus. Ela provavelmente vai chamá-lo de Paprika, ou Apple, ou Deus, não permita - Caroline Jr. Georgie: Eu não vou ter uma sobrinha chamada CAROLINE JR! "Certo." Eu abaixei minhas mãos para evitar arrastá-las através de meu cabelo pela centésima vez. "Você poderia dizer a ela que eu passei aqui quando ela chegar em casa?" Eu podia ver a piedade em seus olhos enquanto ela assentia. Ela sentiu pena de mim, o cara, perseguindo Andie. Era uma sensação estranha perder a perseguição, e enquanto eu caminhava de volta ao elevador, derrotado, eu me perguntei se talvez eu nunca tivesse tido Andie. "Freddie!" Voltei para ver Becca correndo pelo corredor atrás de mim. Ela segurou meu braço quando chegou até mim e seu olhar flutuou para frente e para trás entre meus olhos. "Você não está brincando com ela, não é? Andie?” Eu fiz uma careta. "Os últimos dias foram um inferno para ela. Ela está tão estressada com o pulso dela. Ela tem essa consulta médica amanhã; Ela disse a você?" Eu balancei a cabeça e ela continuou. "Sim. Eles vão fazer uma ressonância magnética completa, e então ela tem que esperar que eles a liberem para o jogo final. E isso não é nem a metade, Freddie. Ela dificilmente pode deixar o nosso condomínio sem que as pessoas tentem tirar sua foto ou chamar seu nome. Até mesmo as garotas da nossa equipe se viraram contra ela nos últimos dias." Eu fiz uma careta e ela segurou meu braço mais forte. "Eu não estou culpando você, e eu não estou nem dizendo para você recuar ou qualquer coisa. Eu só quero saber. Eu


quero que você me olhe nos olhos e me diga que você não está sujeitando-a a ataques desagradáveis por esporte." Ela estava olhando para mim com tal desespero sincero que três palavras escorregaram antes que eu até as tivesse pensado completamente. "Eu amo ela." Sua boca se abriu. Ela balançou a cabeça e gaguejou, "Você... o quê?" Suspirei. "Becca, eu a amo. Diga a ela que eu passei por aqui. Por favor?" "Claro." Eu assenti e me virei. "Se isso importa, Freddie", ela falou atrás de mim. "Eu estou torcendo por você dois."


Andie

"ANDIE, NÃO HÁ vergonha em voltar para casa e cuidar de si mesma. Seu pai e eu fizemos algumas chamadas, e encontramos o melhor especialista em pulso ortopédico do país - Dr. Weinberg. Ele trabalhou com as duas irmãs Williams!" “Vou pensar nisso, mamãe.” Eu sabia que tinha sido um erro responder a sua chamada enquanto eu esperava que o médico me visse. Eu fiz isso de propósito, supondo que ela seria uma boa distração dos pensamentos de Freddie, mas agora eu não tinha certeza de qual eu preferia: ouvir a minha mãe me dizer para desistir ou me perder em pensamentos sobre Caroline grávida. "Você pode voar para casa e papai e eu podemos pegar você no aeroporto. Você pode assistir ao jogo final aqui, conosco." Ela estava basicamente descrevendo o meu pior pesadelo, e ela nem percebeu. "Mamãe. Vou ficar no Rio. Vou jogar na final." "Eu não acho que isso é uma ideia inteligente, querida." Eu estava com raiva de seu desdém, mas eu achei que era por ignorância, não condescendência. Ela nunca tinha jogado futebol a nível olímpico. Ela pensou que sabia o quão díficil eu


havia trabalhado para chegar onde eu estou, mas ela não estava dentro do meu corpo. Todo treino noturno, a cada esforço extra, cada representante extra, cada única gota de suor e sangue que o meu corpo tinha dado, tudo seria por nada se eu saísse do Rio sem jogar na final. O futebol tirou tanta coisa de mim. Entorses, contusões, tensões - não havia uma parte do meu corpo que o futebol tivesse deixado intocado. "Mãe, o médico está chegando. Eu tenho que ir." Era uma mentira, mas isso a tirou do telefone. Ela me fez prometer chamá-la após a consulta ser resolvida, mas eu sabia que não. "Senhora Foster." Uma batida suave soou na porta atrás de mim e eu me virei para olhar por cima do meu ombro enquanto o médico entrava. Ele tinha o meu prontuário debaixo do braço; Dentro dele, estavam meus exames de ressonância e relatórios de lesões - tudo que ele precisava para acabar com os meus sonhos para sempre. "Como você está?" Ele perguntou, olhando para mim por cima de seus óculos de armação preta depois que ele se sentou em sua cadeira de couro. Coloquei meu pulso no colo e acenei com a cabeça. "Parece bom." "Eu quis dizer como você está, em geral. Sua equipe jogou muito bem no seu último jogo", observou. Durante nossa última consulta, ele não tinha se incomodado com conversa fiada. Por que ele estava fazendo isso desta vez? Dei de ombros. "Estou bem. E não foi bonito, mas uma vitória é uma vitória." Ele assentiu. "Certo. Bem, Lisa me atualizou sobre sua fisioterapia e eu dei uma olhada nas imagens de hoje." Ele fez um


gesto para o meu pulso. "Vamos fazer um exame rápido e depois podemos continuar conversando." Eu me preparei para este momento. Eu sabia que ele faria os mesmos exercícios que havia feito durante o primeiro exame e eu tinha me treinado para mascarar cada emoção. Quando ele apertou meu pulso e perguntou se doía, eu balancei a cabeça. "Não." "E agora?" Ele perguntou, girando suavemente meu pulso em um círculo. Não era necessariamente uma mentira quando eu disse a ele que não doía. Uma semana antes, o mesmo movimento inspiraria cada palavrão conhecido pelo homem. Agora, não era nada mais do que uma dor maçante, completamente gerenciável em minha opinião. "Você entende que esta consulta foi estabelecida para que eu pudesse deixá-la bem para a final em dois dias?" Eu balancei a cabeça. "Eu não acho que a entorse tenha cicatrizado completamente. Você me disse que está melhor, mas o corpo não mente.” Ele apontou para os meus dois pulsos deitados em sua mesa. "Você ainda pode ver o inchaço em torno de seu pulso. Diminuiu, mas está claro que você ainda está se curando da lesão." Puxei minhas mãos para fora da mesa colocando-as debaixo da mesa. "Então o que você está dizendo?" "Eu não posso deixá-lo bem para o jogo." Ele puxou fora seus óculos e massageou seu nariz como se ele estivesse com dor. "Você está de brincadeira?" “Lisa disse que você melhorou...”


"Mais do que melhorei. Meu pulso está bem. O inchaço é dos exercícios, não da lesão." Sua boca puxou em uma linha apertada, sombria. "Sinto muito, Sra. Foster, mas a sua treinadora vai querer saber a minha opinião e eu vou ter que dizer a ela minha conclusão, com base na evidência." Eu me levantei bruscamente da cadeira e os pés de metal rasparam contra o chão. “Há alguma coisa quebrada?” Ele se sentou em choque. "Bem não-" "Então isso é tudo que você precisa reportar. Se eu jogo ou não, não é sua chamada.” Ele enrugou suas sobrancelhas, e eu engoli, esperando que eu estivesse me comunicando com ele. "Eu conheço o meu corpo melhor do que ninguém. Eu sei até onde posso me empurrar, então, por favor, não tome essa decisão por mim. Apenas diga a ela que a ressonância magnética não confirmou nenhum osso quebrado, e que você notou melhora. Isso é tudo o que estou pedindo.” Fiquei de pé e saí de seu escritório antes que ele pudesse tomar uma decisão. Eu precisava que ele pensasse nisso, para considerar o que ele estava fazendo para a minha carreira se ele não me liberasse para o jogo. Eu não tinha lhe pedido para mentir; Eu queria que ele divulgasse os fatos. Eu poderia preencher o resto eu mesma. “Como foi?” Eu me virei para ver Lisa encostada contra a parede do lado de fora do consultório médico. "Nada bem," eu disse, balançando a cabeça. "Ele disse se ele vai ou não liberar você?" “Saí antes que ele pudesse dizer.”


Ela sorriu maliciosamente. "Certo. Bem, vamos começar a trabalhar." Eu segui-a até a nossa mesa de treinamento e pulei para me sentar na borda. "Não vamos treinar por muito tempo esta manhã," ela disse, estendendo a mão para segurar o meu pulso. "Eu vou embrulhar o seu pulso no gelo no final e ver se nós conseguimos abaixar um pouco dessa inflamação." Olhei para o meu pulso enquanto ela trabalhava em suas mãos. Eu respirei fundo, surpresa ao descobrir lágrimas enevoando o canto dos meus olhos. Meu peito apertou e eu mal podia engolir. Tudo estava sendo demais. No fundo, eu tinha me convencido de que o escândalo da mídia, a situação com Freddie, a fé de meus companheiros de equipe - todos eles se resolveriam se eu pudesse ao menos voltar ao campo. Mas com um telefonema para o meu treinador, o médico poderia acabar com essa esperança. "Andie?" Lisa se abaixou para olhar para meus olhos abatidos. "Andie. O que está errado?" Eu balancei a cabeça e tentei escapar de seu interrogatório. "Não é nada." Mas era tarde demais; As comportas se abriram e não havia como impedir que as lágrimas escorressem pelas minhas bochechas. Eu estava cansada, fodidamente cansada de lutar uma batalha perdida. Meu corpo doía, meu coração doía, meu pulso doía, e ninguém parecia acreditar que eu tinha qualquer luta dentro de mim. Talvez estivessem certos. "Andie." Lisa correu uma mão para cima e para baixo em minhas costas, tentando me acalmar. "Está bem. Tem sido um tempo díficil." Suas palavras só me fizeram chorar mais. Ela estendeu a mão para me embrulhar em seus braços. Eu me inclinei para frente


e baixei a cabeça sobre seus ombros, cedendo à sensação de derrota. Era demais para uma pessoa segurar. O anúncio de Freddie na noite anterior tinha quebrado qualquer resolução que eu tivesse deixado. Caroline estava grávida de seu bebê e não havia nada que eu pudesse fazer. Eu não tive nenhum problema em ficar entre Freddie e uma mulher que ele não amava, mas eu não iria ficar entre ele e seu filho por nascer. Caroline era a mulher mais vil que eu já conheci, mas Freddie não podia abandonar seu filho. Mesmo que ele quisesse estar comigo, eu não tinha certeza se queria me opor a Caroline pelo resto da minha vida. Eu não tinha mais nada além do futebol e eu não estava desistindo. A final era em dois dias. Eu estava indo para o campo com a minha equipe se o médico me autorizasse ou não. Inspirei uma respiração profunda, sentei-me e com força limpei minhas lágrimas. "Vamos começar com isso já", eu disse, segurando meu pulso para a Lisa tomar. "Eu vou jogar nessa final."


Freddie

TOMEI O último lugar no ônibus da minha equipe e coloquei meus fones de ouvido antes que alguém pudesse perguntar sobre meu mau humor. Passaram-se dois dias desde que eu tinha visto ou falado com Andie na festa SI e ela estava ignorando meus telefonemas e textos. Eu teria alegremente cortado meu braço direito apenas para receber algo dela - um texto, um sinal de fumaça, um pombo correio. Georgie insistiu que eu precisava dar espaço e focar em minhas disputas, e ela estava certa; Eu sabia que quanto mais longe eu ficasse de Andie, mais segura ela estaria. Mesmo assim não foi fácil; Eu ainda podia me lembrar da sensação dela pressionada contra mim, o som que ela fez quando eu beijei o interior de suas coxas. Ela tinha se afastado de mim na festa e a vida havia acontecido Eu tinha competido em duas corridas no dia anterior e eu estava no meu caminho para mais. Eu sabia que precisava de foco na natação, mas eu não estava interessado em continuar a vida sem Andie. As medalhas de ouro não seriam suficientes. Uma mão bateu no meu ombro, tirando-me dos meus pensamentos. Parei minha música e olhei para cima para ver Thom se aproximando de mim.


"Pronto companheiro?" Ele perguntou com um sorriso divertido. Estávamos no estádio e o ônibus tinha esvaziado completamente sem eu perceber. Eu era o único lá, sentado como um tolo. Thom cutucou meu ombro e eu me levantei para seguir depois dele. Eu não tinha me preparado para a barragem de câmeras esperando por mim lá fora. Eu segurei minha mão para cima para bloquear os flashes, mas não adiantou. Quando entrei no vestiário, círculos brilhantes dançavam em minha visão. “Archibald, sua corrida é a primeira. Limpe sua cabeça dura, ou então, você é responsável por afundar," O treinador Cox disse brincando, batendo o punho contra o meu ombro enquanto ele passava. Eu mordi um monte de palavras de maldição. "Ninguém pediu seu conselho", eu cuspi, rolando meu ombro. Ele se virou para me encarar. "Com licença?" Thom se interpôs entre nós, tentando cortar a tensão. "Ele estará pronto para correr." “Esse é o seu primeiro aviso, Archibald. Outra explosão como essa e você estará em um avião de volta para Londres." "Certo, melhor mandar a sua âncora mais rápida antes do revezamento. Foda-se," eu assobiei sob minha respiração enquanto ele se afastava. Thom se virou e olhou para mim. “Que diabos é o seu problema? "Ele é um idiota." "Bem, ele também é o seu treinador, mas não por muito tempo se você continuar com ele assim." Passei por Thom e caminhei até a parte de trás do vestiário. Qualquer pessoa com metade de cérebro sentiria a raiva que rolava fora de mim. Eu era um fio vivo e eu precisava canalizar minha


raiva, não subjugá-la para o evento. Encontrei um armário de reposição e empurrei minha bolsa para dentro. Eu aumentei o volume da minha música até o mundo ao meu redor estar completamente afogado. Eu bati a porta do meu armário fechada e me virei para encontrar um lugar calmo para me aquecer. Eu deixei o ritmo de minha música se harmonizar com a minha raiva enquanto eu me alongava. Naquele canto quieto, de frente para a parede de cimento, eu finalmente encontrei o meu foco. Pensei nas voltas, na calma que me banhava na piscina. Lá era sem jogos mentais ou ultimatos. Somente água. Esta era a parte fácil.

FLASHES DE CÂMERAS saiam ao meu redor enquanto eu segurava minha medalha de ouro. Era a quarta que eu ganhava desde o início dos jogos e pendurei tão pesado ao redor do meu pescoço como a primeira. Eu tinha quebrado meu recorde mundial nos 100m borboleta, terminando um total de dois décimos de segundo mais rápido do que eu tinha, quatro anos atrás. Todos os outros nadadores haviam ficado atrás de mim; Eu era intocável na água e me senti bem para ficar no pódio quando o estádio explodiu em elogios ao meu redor. A mídia sempre perguntou se a vitória ficava velha, se a minha vigésima medalha parecia tão boa quanto à primeira. Olhei para baixo e olhei para a fita pendurada em volta do meu pescoço e sorri. Não, ganhar nunca ficava velho. "Freddie!" “Archibald!”


"Por favor Freddie!" Eu desci do pódio enquanto os repórteres gritavam para mim, tentando chamar minha atenção. Lá estava um cara à frente, um pouco mais jovem e menos polido do que o resto. Ele estava se esforçando para capturar minha atenção e quando eu encontrei seus olhos, eu podia ver o desespero lá. “Freddie, por favor. Você tem tempo para uma entrevista rápida?” A mídia sabia que eu detestava entrevistas. As respostas que eu dava eram curtas e cortadas, mas algo sobre esse jovem repórter me fez querer dar-lhe um desconto. Eu acenei para fora do nosso gerente da equipe - que estava tentando me levar de volta para o vestiário através do caos - e me aproximei do repórter. "Você tem três perguntas", eu disse com um aceno de cabeça. "Qual o seu nome?" Seus olhos azuis se arregalaram em choque e por um segundo, ele ficou imóvel. Os repórteres em torno dele empurrando para frente, tentando roubar a minha entrevista longe do garoto, mas eu ignorei o seu incômodo. “Mauricio.” "Bom te conhecer. Vamos continuar com isso.” Ele sacudiu a cabeça sem choque e segurou o pequeno gravador para mim. Sua mão tremia violentamente quando ele fez a primeira pergunta. "Você estava nervoso com a competição de hoje?" Os repórteres irromperam atrás dele, irritados com sua pergunta. "Vamos Freddie", um repórter falou atrás dele. Eu o reconheci de competições no passado. Ele era alto, homem mais


velho com cabelos brancos e óculos grossos. Ele estava sempre pronto com uma pergunta padrão e nunca tomou não como resposta. Desta vez, eu o ignorei completamente e respondi a Mauricio. "Não, eu não estava nervoso. Uma vez que eu bati na água, meu corpo sabia o que fazer." Ele acenou com a cabeça e olhou para baixo em um caderno pequeno apertado em sua mão. "O nível olímpico de concorrência contribuiu para o seu esforço de quebrar o recorde de hoje?", Perguntou ele, olhando de volta para mim. "Ou era algo mais?" Inspirei uma respiração profunda. Boa pergunta. "Os concorrentes são ótimos, mas hoje consegui limpar minha mente de distrações que tendem a diminuir um pouco." "Você pode elaborar sobre o que está distraindo você?" Ele perguntou, esperançoso. "É Andie Foster?", O repórter mais velho perguntou, empurrando seu gravador sobre o ombro de Maurício. Eu balancei a cabeça e dei um passo para trás. "Estou aqui para ganhar ouro, não corações." Essas foram às palavras dela. Ela as jogou para mim e agora eu estava usando isso, tentando chegar até ela através da TV. Eu queria gritar aos quatro ventos o quanto eu sentia falta dela, mas até Caroline parar de lançar bomba depois de bomba, eu precisava que parecesse que Andie não significava nada para mim. Mauricio franziu o cenho. "Então isso significa que os rumores sobre você e Andie Foster não são verdade?" Tentei manter o meu rosto calmo, resoluto. "Suas três perguntas acabaram, mas o meu foco está na natação, não em jogadores americanos de futebol."


Os repórteres pularam para frente, clamando uns sobre os outros para fazer suas perguntas. "Freddie!", Gritou um repórter. “Vamos, só mais cinco minutos!” Senti um puxão no meu braço e olhei para trás para ver o meu treinador tentando me levar para fora da loucura, e desta vez, eu deixei ir.


Andie

ESPALHEI manteiga de amendoim em uma fatia de pão, tomando meu tempo para alisá-lo uniformemente pela superfície. Eu gostava de manteiga de amendoim. A manteiga de amendoim nunca teve outra mulher grávida. A manteiga de amendoim nunca me fez chorar. Ninguém se importaria se você fosse fotografado em um clube com um frasco de Jif41. (Quer dizer, seria estranho, mas ninguém chamaria você de prostituta por causa disso.) Eu mergulhei a faca de volta no frasco e olhei para cima para encontrar três pares de olhos me observando com preocupação. "O quê?" Eu perguntei, mordendo a palavra em um tom duro. Becca olhou para sua revista e Liam voltou para a TV, mas Kinsley manteve seu olhar sem sequer um piscar de olhos. “Como está vindo esse sanduíche?” Perguntou, inclinando a cabeça. Olhei para baixo para examinar o balcão da cozinha. Havia mais de uma dúzia de pedaços de pão na minha frente, cada um

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empilhado com mais manteiga de amendoim que o último. Eu estava perdida em pensamentos, mas eu seria amaldiçoada se eu dissesse isso a Kinsley. Eu me virei e puxei a geleia para fora da geladeira. "Desculpe-me por fazer um lanche da tarde para todos", eu disse, cobrindo pedaços frescos de pão com geleia e, em seguida, aterrissando cada sanduíche acabado em um prato. Quando terminei, deixei cair o prato de sanduíches na mesa de café e peguei um. Ninguém mais parecia tão ansioso para comê-los. "O quê?" Eu perguntei. "Eles são bons." Becca e Kinsley trocaram um olhar cauteloso, mas eu ignorei-os e tomei uma mordida do meu sanduíche. Isto estava bom, mas havia tanta manteiga de amendoim no interior, eu poderia dificilmente engolir a mordida. "Deixe-me pegar um pouco de água," Liam disse, se levantando do sofá e indo para a cozinha. "Você está bem?" Kinsley perguntou, inclinando-se para frente para que Liam não pudesse ouvi-la. Dei de ombros. "Estou bem." "Você não está tendo um colapso nervoso?" "Por que você pensaria isso?" Eu perguntei. Ela nivelou seu olhar em meu peito e eu olhei para baixo. Claro, eu estava vestindo minha camisa de jogo, completado com joelheiras, meias altas e caneleiras, mas todo mundo não faz isso de vez em quando? "Eu só gosto do jeito que eu me sinto", eu disse, pegando outro pedaço do meu sanduíche de manteiga de amendoim. Liam voltou para a sala de estar e estendeu um copo de água para eu tomar. "Aqui está, campeã."


Eu lhe ofereci um sorriso. "Obrigada." "Veja! A competição está prestes a começar", Becca disse, agarrando o controle remoto e desativando o mudo da TV. Eu estava concentrada em meu sanduíche enquanto os anunciantes zumbiam sobre Freddie. Eu já sabia que ele estava planejando quebrar seus recordes anteriores. Eu não precisava escutá-los sobre como ele poderia possivelmente acabar sendo o atleta olímpico mais condecorado da história. "Eu estava com medo que nós perdemos isso durante nosso treino", Kinsley acrescentou vertiginosamente. "Andie, você pode ver, tudo bem?" Eu olhei para cima para ver todos eles olhando para mim novamente. Por que eles continuaram fazendo isso? Eu sorri e atirei um polegar para cima. Claro, a cadeira que eu tinha escolhido estava voltada para longe da TV, mas eu já tinha visto bastante. As câmeras haviam dado um zoom em Freddie durante seu aquecimento. Ele já tinha tirado o casaco, então cada centímetro de seu peito bronzeado estava sendo transmitido em HD. Sua touca de natação cobria os cabelos e os óculos escuros ocultaram seus olhos, mas suas maçãs afiadas do rosto e maxilar forte eram o suficiente para fazer meu estômago doer. Torci para trás e olhei para o meu sanduíche. De alguma forma eu duvidava que eu seria capaz de gerenciar outra mordida. "Está começando, Andie!" Kinsley exclamou. Concordei e forcei um sorriso de plástico. Eu me sentia tensa e desconfortável, mas pelo menos ninguém parecia notar. Eu não tinha os preenchido com minha ruptura de Freddie ou a gravidez. Parte de mim estava feliz em mantê-lo mais perto do meu coração, e parte de mim estava cansado de pensar sobre isso em tudo. Nos últimos dois dias, eu tinha analisado seu anúncio. Ele parecia feliz? Perdido? Animado? Ansioso? "Você não vai assistir?" Becca perguntou.


"Pegue suas marcas", disse o locutor através da TV. Olhei por cima do meu ombro e vi Freddie curvar-se e segurar seu pódio. Seus ombros e costas flexionados com o esforço. Seus fortes músculos ondulavam e eu mordi no interior da minha bochecha. A câmera diminuiu, a campainha disparou e Freddie mergulhou na água. Meu coração correu enquanto ele nadava, embora parecesse tão sem esforço para ele. Ele era nada além de bonito e músculos duros cortando através da água com uma velocidade inacreditável. Os outros nadadores estavam pertos, mas Freddie parecia estar em outro nível. Ele limpou a primeira volta, bateu na parede, e girou ao redor, tudo antes de eu ter tomado uma única respiração. Cada parte do Freddie era para estar na água. Sua velocidade e graça eram fascinantes, e antes de eu totalmente envolver minha cabeça em torno de sua habilidade, ele tinha tocado a parede de partida e terminado a corrida. Ouro. Freddie emergiu da água, tirou os óculos de seus olhos e olhou para cima para o placar. Meu coração bateu contra meu peito e pressionei minha mão para sentir o ritmo dele. Ele estava lindo, brilhando com água e rindo de orelha a orelha. Uma gota de água deslizou para baixo na maçã de seu rosto e eu me encontrei sorrindo junto com ele, sorrindo apesar do meu coração partido. “Andie?” Eu girei ao redor ao som do meu nome. Kinsley, Becca e Liam estavam olhando para mim novamente, mas desta vez foi porque eu estava bloqueando a TV. Algum momento durante sua competição, eu me mudei de minha cadeira para ficar a uma polegada da tela. "Oh, desculpe", eu disse, recuando e sentando ao lado de Kinsley no sofá.


Ela passou o braço em volta do meu ombro e me sacudiu de um lado para o outro. "Eu não posso acreditar que ele ganhou quatro medalhas de ouro já! Ele é incrível." "E ele... gosta de você!" Becca disse com um olhar de espanto. "Você não se sente especial?" Meu sorriso caiu, mas todos voltaram para a TV para assistir à celebração. "Algo como Que," eu acenei. "De qualquer forma, provavelmente já é suficiente por agora", eu disse, pegando o controle remoto. "Espere!" Becca disse, bloqueando meu caminho e agarrando-o antes que eu pudesse. "Ele está prestes a dar entrevistas." Oh senhor. "Eu dúvido. Ele é muito reservado.” Mas eu estava errada. Eu mal entrei em meu quarto quando eu o ouvi falar através da TV. A última vez que eu tinha ouvido seu sotaque, ele tinha rasgado meu coração em dois, mas quando ele cumprimentou o repórter, ele soou como o seu eu normal, confiante e sexy. Fiquei parada dentro da minha porta, ouvindo-o fora da vista dos outros. "Você se importa em elaborar o que está distraindo você?", O jovem repórter perguntou em resposta, À resposta de Freddie sobre por que ele tinha sido capaz de nadar mais rápido do que o habitual. Outro repórter falou sobre ele. “É Andie Foster?” Meu estômago apertou a menção do meu nome. Olhei para o meu teto e esperei por sua resposta. "Estou aqui para ganhar ouro, não corações," Freddie respondeu com um tom cortado. Minha respiração ficou curta no meu peito. Era a coisa certa a dizer, mas isso não tornava mais fácil de ouvir.


"Então isso significa que os rumores sobre você e Andie Foster não são verdadeiros?" "... Meu foco está em nadar, não em jogadores americanos de futebol." Saí da porta antes que eu pudesse ouvir outra palavra. Meu coração já estava rasgado; Não havia necessidade de esfregar sal na ferida. Eu peguei meu telefone e me tranquei no meu banheiro antes que Kinsley e Becca pudessem me importunar com perguntas sobre a entrevista. Elas eram meninas inteligentes; Eles poderiam conectar os pontos sem ter que ver a dor em meus olhos. Eu liguei a torneira da banheira e me virei para o meu telefone para silenciá-lo. Pouco antes de colocá-lo para baixo, um texto de Geórgia travou meus olhos. Georgie: Ele só está dizendo isso para Caroline te deixar sozinha. LEMBRE-SE DISSO. Eu escrevi: Será que isso importa? Mas excluí sem enviar. Eu já sabia a resposta.


Andie

EU ESTAVA NO meu caminho para o último treino antes do nosso jogo final, quando a notícia da gravidez de Caroline estourou. Eu sabia que algo estava diferente no minuto em que saí do nosso complexo. Havia paparazzi pairando fora do perímetro da vila, tirando foto após foto quando entramos no ônibus. Eles estavam muito mais desesperados do que de costume. Um funcionário olímpico estava gritando com eles para voltar, mas mantiveram-se à direita tirando fotos até as portas do ônibus se fecharem atrás de mim. Eu só podia imaginar o que seria a primeira manchete naquela manhã: Madre Teresa se afastou, Há uma Nova Mamãe na Cidade. Amo-me. Ela provavelmente tinha lhes dado uma série de fotos para escolher, o que solidificou a sua imagem como um lobo em pele de ovelha. Branco virginal, rosa pálido, pérolas, diamantes - ela sabia exatamente o que estava fazendo, eu daria isso a ela. Enquanto caminhava pelo corredor do ônibus, ouvia sussurros sobre sua gravidez, mas ninguém teve coragem de se levantar e me perguntar. Mesmo Kinsley e Becca dançaram ao redor da questão, concentrei-me em meu pulso em vez disso. "O que o médico disse na sua consulta ontem?" Dei de ombros. Na verdade, eu não tinha certeza da decisão final dele, mas eu ainda estava procedendo como o planejado. Se o


treinador Decker perguntasse, eu mentiria. Não havia outra opção. Futebol era a única coisa que eu tinha. Quando chegamos ao estádio de treino, eu segui o resto dos membros da minha equipe para fora do ônibus, me irritei ao encontrar mais paparazzi esperando lá por mim. Eu enfiei meus fones de ouvido e aumentei o volume na minha música, mas eu ainda podia ouvi-los gritar. "Andie!" “Andie! Você e Freddie ainda estão se vendo?" "O que você acha da notícia da gravidez, Andie?!" Kinsley estendeu a mão e me puxou pela porta antes que eles pudessem perguntar qualquer outra coisa. O clima dentro do estádio era diferente do que tinha sido nas semanas desde que tínhamos chegado ao Rio. Todo mundo estava cansado e ansioso. O jogo final seria no dia seguinte, e tensão emanada do grupo era quase tangível. Nós tínhamos chegado à rodada final, o que significava que estávamos pelo menos garantidos com a medalha de prata. Mesmo que perdêssemos o jogo, seríamos a segunda melhor equipe feminina de futebol do mundo, mas não importava. Só tínhamos olhos para o ouro. "Juntem-se primeiro", gritou o treinador Decker enquanto deixávamos nossas bolsas nos bancos. "Nós precisamos passar por algumas coisas antes de começarmos o aquecimento." Agarrei a minha garrafa de água e as minhas caneleiras, em seguida, tomei um assento ao lado Kinsley no gramado áspero. As outras garotas juntaram-se a nós, dando-me uma grande atracação, o que não me surpreendeu. Diferente de Kinsley e Becca, a maioria das minhas companheiras tinha me tratado como uma leprosa nos últimos dias. "Eu vou direto ao assunto aqui", disse o treinador Decker, segurando a prancheta em seu peito.


"O médico não liberou Foster para o jogo amanhã, o que significa que Erin terá de substituir." Ela disse isso com tanta calma que eu quase perdi a primeira vez. "Espere, me desculpe," Kinsley falou. “O médico dela não a liberou?” O treinador Decker finalmente olhou para o meu caminho. "Falei com ele no telefone esta manhã e ele pensa –“ "Isso é besteira!" Eu disse, levantando-me. "Estou pronta para jogar." Eu não tinha percebido que eu gritava até que o treinador Decker estreitou os olhos. "Andie, acalme-se, ou eu vou pedir para você sair." Kinsley pegou minha mão e apertou-a antes de continuar em tom diplomático. "O que ele disse exatamente? Está quebrado?” O treinador Decker sacudiu a cabeça. “Está torcido.” Becca gemeu. "Você está brincando comigo? Eu joguei com tornozelos torcidos mais vezes do que posso contar." "Exatamente!" Eu adicionei. "Kerri Strug venceu o ouro em 96, com um tornozelo torcido. Tiger Woods Jogou 91 buracos e venceu o US Open sobre uma perna quebrada e um ACL rasgado." (Claramente, eu fiz minha pesquisa nos últimos dias.) "Meu pulso não é nada." O treinador Decker me lançou um olhar de advertência. “Isso não está aqui nem...” "Por favor, deixe-me terminar. Algum goleiro em Manchester chamado Trautmann terminou um jogo com um maldito pescoço quebrado. Eu só estou tentando dizer que este não é o momento de jogar com segurança. Eu farei qualquer coisa por esta equipe... se elas me quiserem." Kinsley puxou a minha mão até que eu finalmente cedi e me sentei para baixo ao lado dela, então ela falou.


“Andie está certa. Isso deve ser um voto de equipe." Meu estômago se apertou. Minha equipe se afastou de mim no momento em que as notícias sobre Freddie e eu se espalharam. Não que elas pensassem que eu era uma puta destruidora de lares, elas simplesmente odiavam a atenção negativa que o meu relacionamento com Freddie estava trazendo para a equipe. Como se para clarificar minha dúvida, eu olhei para Michelle para medir a reação dela, e ela desviou o olhar, envergonhada demais para fazer contato visual. Sim, ótima ideia, Kinsley. Vamos fazer uma votação. Liam deu um passo à frente. "Eu acho que uma votação é uma boa ideia. Acho que elas têm o direito de decidir quem estará defendendo seu gol." O treinador Decker balançou a cabeça, mas Kinsley se levantou e a cortou. "Não é nada contra você, Erin. Você carregou esta equipe nos anos 2000, mas a Andie foi chamada e acionada por uma razão, e ferida ou não, nós somos uma equipe melhor com ela na rede. Ela trabalhou sua bunda para reabilitação de seu pulso. Ela esteve em cada treino e cada reunião da equipe. Ela conhece o Japão de trás para frente. Ela está tão preparada como qualquer uma de nós para tomar o campo amanhã. Agora, deixe de lado a merda que vocês ouviram nos últimos dias e lembrem-se que Andie é uma das nossas. Ela é a nossa última linha de defesa e ela é a pessoa que eu quero caminhando no campo ao meu lado amanhã. Levante a mão se você concordar. Kinsley levantou a mão e Becca seguiu-a bem atrás. Eu me preparei para o pior, para lidar com mais uma derrota. Elas tinham todo o direito de manter suas mãos dobradas em seus lados. Afinal de contas, o médico nem sequer tinha me liberado. Durante os primeiros segundos depois que Kinsley e Becca levantaram as mãos, ninguém se moveu. Havia respirações pesadas e gargantas clareadas, mas nenhuma das minhas companheiras levantou as mãos para mim. Por toda a minha


paixão, eu sabia que se minhas companheiras não me queriam no campo, então eu não iria jogar. Era isso. Erin se levantou e caminhou até mim, e por um segundo eu temi que ela fosse rir e me dizer para sair. Para minha surpresa, ela pegou minha mão esquerda e sem palavras levantou com a direita dela. Nós só tivemos apenas 4 votos das 18 mulheres na lista, mas o voto de Erin era obviamente uma virada do jogo. "Eu acho que Andie deveria jogar." Meu coração caiu quando meu olhar voou para Michelle. Ela tinha a mão esticada no ar, reta e confiante. Quando nossos olhos se fecharam, ela assentiu. "Pulso torcido ou não, você é uma das melhores jogadoras que temos." Engoli as lágrimas enquanto Nina levantava a mão ao lado dela. "Sim, eu concordo. Andie deve jogar." Como dominós caindo lentamente, cada companheira de equipe amontoada nesse círculo levantou suas mãos. Uma por uma todas elas concordaram que eu deveria ir para o campo com elas no dia seguinte. Becca acenou com a cabeça para o treinador Decker. “Acho que isso resolve, certo?”


Freddie

CAROLINE ERA MAIS esperta e cruel do que eu poderia ter imaginado. Eu tinha assumido que ela tentou apressar o noivado porque ela estava ansiosa para se casar antes que eu mudasse de ideia, mas agora estava claro que ela tinha tudo planejado desde o início. Cada parte da vida de Caroline era meticulosamente planejada. O sexo bêbado fazia parte de seu plano. Quanto mais pensava nisso, mais meu estômago se retorcia com as lembranças nebulosas. Eu tinha sido a pessoa que a convidou para o meu apartamento ou ela tinha sugerido a ideia? Como eu poderia ter sido tão descuidado? Eu não estava empurrando toda à culpa para ela; Eu estava apenas aprendendo a respeitar sua mente diabólica. Ela e minha mãe tinham calculado a notícia do noivado tão perfeitamente. Ao empurrá-lo para frente e anunciá-lo ao mundo antes que eu partisse para o Rio, elas sabiam que eu estaria muito distraído para dar toda minha atenção. Eu nunca tinha concordado em me casar com Caroline Montague, mas eu nunca iria parar com isso também. Agora, se o teste de paternidade voltasse comigo como o pai, não haveria nenhuma maneira de me livrar de Caroline. Ela seria completamente intocável.


Nadei duas corridas no mesmo dia em que a história da gravidez de Caroline quebrou. Eu acordei cedo, viajei em um ônibus para o estádio olímpico, e me aqueci sozinho. Eu mergulhei na água e deixei-me levar como um cobertor de segurança. “Freddie Archibald!” Gritou o locutor horas mais tarde. "OURO!" Eu não podia ouvir a multidão sobre o som do meu coração batendo em meus ouvidos, lembrando-me de seu verdadeiro desejo.

EU LI O ARTIGO sobre a gravidez de Caroline pela quarta vez naquele dia, confirmando que ela não tinha dito nada para prejudicar Andie. Ela divagava sobre como estava animada por estar grávida, o quanto ela estava ansiosa para o nosso casamento, e como ela ficaria feliz em criar uma criança na propriedade da minha família. Nada disso me incomodava. Eu era imune a sua insanidade e o meu advogado já estava trabalhando em retratar o artigo. Aparentemente, Caroline tinha apreciado a minha entrevista no dia anterior, porque ela tinha cancelado quaisquer rumores sobre Andie no artigo. Claro, ela estava mentindo, mas quando os repórteres lhe perguntaram se ela sabia algo sobre o meu suposto caso com Andie, ela tinha sorrido e deleitado no martírio. "O passado é o passado, e Freddie e eu estamos ansiosos para um futuro brilhante para a nossa família." Eu odiava jogar o seu jogo. Eu odiava ter que dizer ao repórter que Andie não significava nada para mim, mas eu fiz isso porque eu tinha que fazer. Se Caroline anunciasse ao mundo que eu tinha algum tipo de relacionamento com Andie, agora que eu


sabia que Caroline estava grávida, eles crucificariam Andie. Eu não podia deixar isso acontecer. Estiquei e ajustei o bloco de gelo no meu ombro. “Georgie, ouça... tenho um plano, mas preciso de sua ajuda." Ela pôs o telefone para baixo e animou-se. "Espero que seu plano envolva uma máquina do tempo para que você possa voltar e matar o bebê Caroline - e suponho, o bebê Hitler também, se houver tempo - disse Georgie. Era tarde, eu estava exausto, e se eu não precisasse da ajuda de Georgie, eu teria dito a ela para cair fora. "Eu tenho um milhão de coisas no meu prato", eu disse, apontando para a crescente pilha de medalhas no balcão. "E não importa o que eu tente fazer para consertar isso, Caroline sempre parece estar um passo à frente de mim. Mas você não está ocupada, e você tem uma vantagem que eu não: você está morando com ela." Georgie concordou com a cabeça enquanto eu continuava: "Acho que você pode me ajudar a encontrar alguma sujeira para minar seus esforços." Seus olhos se arregalaram. "Então eu seria como um... bom investigador?" Eu balancei a cabeça. "Nada de capa e punhal, Georgie. A última coisa que precisamos fazer é dar a Caroline mais alavancagem. Eu só preciso que você mantenha seus olhos e ouvidos abertos, no caso de ela deixar alguma coisa escorregar." "Bem, eu vou fazer isso." Isso foi mais fácil do que o esperado. "Eu tive muito tempo para pensar sobre o quão meio doida é Caroline", ela continuou. "E eu cheguei a uma conclusão." "O que seria isso?"


"Ela está obviamente mentindo sobre o bebê." Minhas sobrancelhas se arquearam. "Mentindo?" Georgie rodeou a mesa de café e sentou-se ao meu lado no sofá. Seu cabelo castanho claro estava puxado para cima em um coque com um lápis empurrado através do centro. Sua camiseta estava manchada com o que parecia ser geléia e eu não podia ter certeza, mas eu pensei que ela não tinha mudado suas meias em dois dias. "G, você já tomou banho hoje?" Ela ergueu a mão. "Não. Dada a desgraça iminente de uma vida com Caroline, minha higiene é a menor das minhas preocupações." "Eu pensei que o bebê poderia não ser meu, mas o que ela ganharia por mentir sobre a gravidez inteiramente? Ela perderia tudo quando se tornar aparente.” Georgie jogou as mãos para o ar como se tivesse acabado comigo. "Não é o que ela ganharia, é o que ela perderia, assim que Andie entrou em cena. Ela tinha que fazer algo que iria ao mesmo tempo separá-lo de Andie e amarrá-lo a ela. E adivinhe o que- está funcionando?” Eu deixei minha cabeça cair para trás no sofá, considerando sua teoria. "Bem, se você estiver certa, nós saberemos eventualmente, certo?" Georgie levantou-se. "Bem eu não vou esperar por um eventualmente. Quero resolver este caso completamente." "Você sabe que Andie tem o seu jogo final amanhã," eu disse, inclinando minha cabeça para olhar para trás para Georgie. "Eu não posso ir e assistir porque eu tenho minhas competições."


"Acha que ela vai ficar depois disso? Para as cerimônias de encerramento?” Meu coração caiu; Eu nem tinha pensado nisso. Será que ela realmente sairia logo que ela tivesse competido. "Eu não sei. Eu não falei com ela desde a festa," eu admiti. Georgie finalmente olhou para cima com uma carranca. “Ela está ocupada. Você sabe disso." Eu balancei a cabeça. "Mas agora que você me promoveu de irmã a Ministra de Espionagem, eu poderia provavelmente ajudar a organizar uma reunião se você quiser..." Eu subi no sofá. “Georgie, você é brilhante.” Ela sorriu. "Eu sei." "Depois do jogo amanhã, você poderia tentar descobrir onde ela está? Eu tenho uma competição à tarde, mas estou livre depois disso." "O que você vai fazer?", Ela riu. “Sequestrá-la? Se ela ganhar o jogo, ela estará comemorando com sua equipe." Eu balancei a cabeça. "Certo, bem, eu terei que trabalhar essa parte mais tarde. Por agora, só preciso que você prometa que me ajudará. Não posso deixá-la sair do Rio sem saber como me sinto.” "Ok, mas você me deve. Eu já estou em meus ouvidos no trabalho de detetive, e agora você quer que eu ajude você a ganhar Andie de volta também?" “O que você quer em troca?” "Um chapéu de detecção adequado, como Sherlock Holmes tem. Ah, e há esta nova bolsa Chloé..." Estendi a mão para ela sacudir. "Tudo bem, é seu."


Ela sorriu quando nรณs sacudimos. "Georgie Archibald, Detetive / Guru do amor, ao seu serviรงo."


Andie

CADA ASSENTO no estádio estava preenchido por 80.000 fãs barulhentos e desordeiros. Do topo das vigas para os assentos exclusivos na lateral do campo, não havia um local livre em qualquer lugar. Os locutores estavam bombeando música de festa através dos alto-falantes, tornando-se muito mais difícil manter meus nervos à distância. Meu coração já estava batendo no tempo com o techno. Todos na multidão acenavam bandeiras americanas e japonesas para cima e seus gritos ecoavam em torno do campo bem antes que o jogo tivesse começado mesmo. Eu virei minha cabeça em um círculo, tentando absorver o frenesi, enquanto Lisa enrolava o meu pulso. A multidão era como nada que eu já tinha visto antes. Sua energia era elétrica e mesmo que eu tentasse tomar profundas respirações e ficar calma, era inútil. Eu estava tão excitada quanto eles. Um grupo de meninas na primeira fila me pegou olhando para cima e eles começaram a gritar e pular para cima e para baixo. Eles tinham rabos de cavalo, aparelhos e sorrisos frescos. Todas as cinco estavam vestindo camisetas brancas com letras pretas gigantes que cobriam a parte da frente. A-N-D-I-E. "Nós te amamos ANDIE!" Eles gritaram em uníssono. Lisa riu. "Parece que você tem um pequeno fã-clube lá."


Eu sorri e acenei, fazendo uma nota mental para tirar uma foto com elas depois do jogo – Com sorte durante a volta da vitória. “Como está o seu pulso?” "Bem." "Andie, você está mentindo?" Eu revirei os olhos. "Honestamente, eu não consigo sentir meus pés. Não consigo sentir o meu rosto. Eu não posso sentir meu maluco pulso. Estou prestes a jogar no último jogo das Olimpíadas." Lisa riu e jogou seu rolo de fita na parte de trás da mesa de treinamento. "Bem, boa sorte. Eu o envolvi o melhor que pude." "Obrigada," eu disse, deslizando para fora da mesa e testando a fita. Havia uma dor maçante, mas a fita definitivamente ajudava. "Oh, e Lisa..." Eu me virei para olhar para ela por cima do meu ombro. "Você tem sido muito boa treinadora." Ela inclinou a cabeça e me estudou com um sorriso. "Eu pensei que você me odiasse.” "Oh, eu faço," eu pisquei. “Foster!” Chamou o treinador. "Vamos lá. Juntem-se." Minha equipe já estava em círculos em torno do treinador Decker e Liam. Eles estavam de pé ao lado do campo ajustando os protetores de canela e as chuteiras. Meu estômago mergulhou quando eu me juntei a eles. Cada segundo que passava significava que estávamos um segundo mais perto do tempo de jogo. Era isso. A final. “Este estádio é de vocês, senhoras. Este jogo é de vocês, assim como todos os jogos que as trouxeram aqui. Então ajam como se fossem as donas do campo, e confiem uma na outra." Seu olhar frio e confiante varreu o círculo.


"Vocês me ouviram?" Todas concordamos e ele continuou. A energia que se espalhava através de nós foi suficiente para me fazer sentir como se Kinsley tivesse me dado acidentalmente um comprimido de êxtase em vez de um Excedrin naquela manhã. Eu estava pulando para trás e para frente nas minhas pernas, mantendo meu corpo quente. "Mãos para dentro!", Gritou o treinador Decker. Empilhávamos as mãos nas mãos até que todos nós estivéssemos juntos em um círculo apertado. Nossos corações estavam batendo no tempo, nossos corpos estavam zumbindo juntos, animados e nervosos. Nossos olhos trancados e nossas cabeças assentiram. Nós temos isso.

KINSLEY E EU PARTIMOS para o campo, correndo em paralelo. “Você está bem, Foster?” "Além do fato de que estou prestes a vomitar?" Eu ri. "Eu estou bem." Ela balançou a cabeça. "Você ouviu isso?" Eu segurei meu ouvido até o estádio e ouvi. "Esse é o som de 80 mil pessoas que realmente não querem ver seu café da manhã." Eu empurrei seu ombro e saí para o gol. "Mantenha a rede limpa!" Kinsley gritou atrás de mim. “Fique suja!” Passei pela linha de gol e inspirei profundamente. Era isso. Este era o meu espaço. Por vinte ao eu tinha trabalhado para


ganhar um ponto de pé dentro dessa rede e quando eu me virei para a multidão e ouvi eles gritando o meu nome, eu sabia que ganhando ou perdendo, eu tinha feito isso. Eu era uma atleta olímpica.

"EUA! EUA! EUA!" A multidão inteira dentro do bar estava gritando o canto de três letras, segurando suas cervejas acima e derramando ao redor. Havia uma mistura de atletas e fãs parabenizando-nos. O Japão tinha batido o Brasil no início do torneio, então os moradores do Rio estavam mais do que felizes em participar da nossa comemoração. Kinsley estava no topo do bar, levando a multidão através do canto mais algumas vezes antes de cortar sua mão através do ar para silenciar a todos. "Juntem-se! Juntem-se!” Disse ela, girando a mão para que todos se aproximassem do bar. Ela estava a caminho de ser rebocada, mas não importava. Éramos campeãs do mundo. "Vocês todos viram! O jogo estava empatado", disse Kinsley, saltando para a décima releitura dramática do jogo. Ninguém a deteve. Era como se reunir em torno de uma fogueira do mesmo jeito que ela baixou a voz e construiu o suspense. "A pontuação estava zero a zero. Japão aumentou o calor, batendo e batendo...” "Pare de torná-lo sexual!" Becca gritou ao meu lado. "Vá para a parte boa!" A multidão riu quando Kinsley continuou: "Tudo bem, então depois do meu gol - de Becca líder da equipe me dar à quinta assistência dos Jogos Olímpicos - estávamos acima de um a zero! Mas isso só os deixou mais irritados depois da metade."


Becca envolveu seu braço em torno de meu ombro e puxoume para a curva de seu pescoço. Ela fedia - Deus, todas nós fedíamos. Nós não tínhamos parado de comemorar desde o fim do jogo, mas ninguém parecia se importar. "Eles vieram atacando por trás, primeiro com uma cabeçada, que Andie derrubou no travessão, e depois com a cobrança de penalti, que Andie bloqueou também. Mas o Japão não estava caindo sem uma luta.” Depois que Kawasumi derrubou a merda fora de mim," Kinsley disse, levantando seu joelho sangrando e machucado para prová-lo. “E passando por Michelle...” "Ei!" "- nada se interpôs entre ela e a nossa pequena Andie na rede." "EU SABIA QUE ANDIE TINHA ELA!" Michelle gritou, jogando sua cerveja no ar de modo que a maior parte dela derramou sobre a multidão ao redor dela. Eu ri e balancei a cabeça, fazendo o possível para me esconder contra o ombro de Becca. “Mas Andie entrou em pânico? Será que ela saiu como nós estávamos todos gritando para ela para fazer? Não! Ela ficou em pé, desafiando-a a dar o chute!" Becca me empurrou. "E funcionou! Ela ficou um pouco confiante demais, dirigiu um pouco profundamente, então, o que aconteceu Kins?" "Andie se lançou e bloqueou a bola como se fosse à coisa mais fácil que ela já havia feito!" Eu podia sentir minhas bochechas ardendo de vermelho com toda a atenção. Eu não estava bêbada o suficiente para ter um bar cheio de pessoas focadas em mim. "Kawasumi não foi páreo para a nossa Andie!"


"PARA ANDIE!" Nina gritou, e o bar ecoou de volta. "ANDIE!" Kinsley estava enfeitando a história um pouco. Eu não tinha bloqueado o chute tão facilmente. Eu mergulhei cegamente, rezando que fosse o suficiente para pará-lo. E tinha. Mas nós não ganhamos o jogo por minha causa. Nosso ataque foi à razão pela qual tivemos duas pontuações no tabuleiro no momento em que os apitos sopraram. “Andie! Andie! Andie!” Ai Jesus. Não importa o quanto eu tentasse acabar com o canto, a multidão só ficava mais alta. Eu assumi que não poderia ficar pior, até que eu ouvi um sotaque escocês gritando meu nome alto atrás de mim. Eu virei a tempo de encontrar o mesmo bando de jogadores de rugby Viking que conheci na minha primeira noite no Rio. Eles pareciam tão altos, gordos e barbudos como quando os vi pela última vez. Gareth - o gigante ruivo que me deixara cair acidentalmente - estava liderando o caminho e não perdeu tempo. Becca gritou para eles me levando até o bar ao lado de Kinsley e eles seguiram suas instruções. "Santo-" eu gritei quando Gareth me jogou em seu ombro como uma boneca de pano. Eu me senti como seu papagaio de estimação. "Está tudo bem!" Eu gritei em seu ouvido. "Eu posso andar!" "Bobagem! Não vou deixar você cair dessa vez!” Eu tinha assumido que ele iria me levar direto para o bar para que eu pudesse pular lá em cima ao lado de Kinsley, mas em vez disso, ele desfilou ao redor do salão enquanto as pessoas continuaram cantando. Era tudo muito embaraçoso e eu precisava de uma bebida. Nós passamos por Becca novamente e eu abaixei para pegar uma cerveja. Eu bebi um quarto disso, precisando desesperadamente de coragem líquida para passar a noite.


"Aqui está você, Andie!" Gareth disse quando nos aproximamos do bar - exceto que ele realmente berrou meu nome como "AHHHHHNNNNDDDDDEEEEEEEHHH." Eu jurei que ele tinha perdido sua vocação como um pirata navegante. Kinsley me ajudou a me puxar para junto dela e eu me inclinei para sussurrar em seu ouvido. "Eu realmente vou matar você por isso, então divirta-se enquanto você pode." Ela riu e agarrou o meu braço. "Oh vamos lá! Você é a melhor goleira do mundo! Você é um tesouro nacional! Você é a maldita Andie -" "Foster." Meu coração parou. Minha respiração pegou. Meu sorriso caiu enquanto eu lentamente virava para encontrar Freddie em pé na frente do bar, posicionado debaixo de mim com a mão sobre o coração e um sorriso que derrubou meu mundo de cabeça para baixo. Ele tinha uma pequena bandeira americana dobrada no bolso dianteiro de sua camisa branca e quando eu não fiz qualquer movimento para dar-lhe boas-vindas, ele puxou-a para fora e a acenou de um lado para o outro como uma pequena oferta de paz. Vendo-o lá, com seu olhar sério, seu sorriso tímido, sua única covinha isolada, foi o suficiente para fazer os últimos dias quase desaparecem. Eu tentei o meu melhor para esquecê-lo, incluindo ignorar suas chamadas e suas mensagens de texto. Mas lá estava ele, agitando sua pequena bandeira americana e fazendo seu caminho de volta ao meu coração. Apertei meus lábios para não sorrir. Ele balançou a cabeça e olhou ao redor, reconhecendo que todos dentro de um raio de dez pés tinham parado para olhar para


nós. Ele olhou de volta para mim e deixou cair à bandeira americana no balcão. Talvez eu devesse ter perguntado o que ele estava fazendo lá - Sobre Caroline, sobre o bebê - mas eu não perguntei. Olhei para ele, nervosa pelo seu próximo movimento. "Eu sei que devo uma explicação para você", disse ele, antes de agarrar a minha cintura. Ele me puxou para fora do balcão e eu estendi a mão para agarrar seus ombros para que eu não caísse. Nossos corpos estavam nivelados quando coloquei meus dedos do pé no chão. "Não aqui", eu disse, consciente de todas as pessoas ao nosso redor. “Então me deixe roubar você.” Ele enrolou a mão em volta da minha antes que eu pudesse responder. "Onde você está levando ela?!" Kinsley gritou quando ele me puxou através da multidão. Ele acenou sobre seu ombro. "Eu vou trazê-la de volta em alguns minutos!" Meu coração caiu. Eu não queria que ele "me trouxesse de volta" em poucos minutos. Eu tive o suficiente da comemoração com minha equipe e eu veria Kinsley e Becca bem cedo no dia seguinte de qualquer maneira. Eu queria passar o resto da minha noite com Freddie. Eu queria que sua mão apertasse a minha pelo maior tempo possível, mas eu não sabia o que ele planejava fazer sobre as pessoas que poderiam nos ver juntos.


Ele empurrou a porta da frente do bar e me levou para o meio-fio. Havia uma Vespa42 vermelho-cereja parada lá. "Isso é para nós?" Eu perguntei com uma risada. Ele acenou com a cabeça e pegou um dos capacetes trancados no lado. Fiquei de pé, esperando pacientemente ele colocá-lo em minha cabeça. Ele se inclinou para frente e apertou a alça sob meu queixo. Ele estava tão perto de mim, seus lábios estavam a centímetros de distância, e fazia três dias que ele havia me beijado pela última vez. Eu poderia dificilmente lembrar como seus lábios pareciam; Ele precisava me lembrar. "Eu menti," ele disse, dando um passo para trás e deslizando a viseira escura para baixo para cobrir meu rosto. Eu fiz uma careta. "Sobre o que?" "Eu não vou trazer você de volta em um minuto." Seus olhos escuros brilharam. "Agora que ninguém sabe que somos nós, eu vou mantê-la pelo resto da noite."

42


Andie

EU OBTIVE O MEU primeiro gosto real do Rio na parte de trás daquela Vespa vermelho-cereja. Nós tecemos para baixo do Oceano na avenida oceânica e eu fechei os meus olhos, deixando o vento chicotear contra mim. Eu poderia provar o sal no ar quando Freddie parou e estacionou na Avenida Atlântica. O sol estava indo para o sul e o crepúsculo estava em andamento. O pôr-do-sol pintou as ondas do mar em tons de laranja e por um minuto, fiquei hipnotizada. Havia milhares de pessoas na praia e caminhando pela avenida. Era uma rua movimentada com seis pistas de tráfego e buzinas de carros e confiantes pedestres entrando e saindo. Vendedores se alinhavam na praia, vendendo de tudo, de milho cozido a chinelos de dedo. Do outro lado da rua, havia hotéis e condomínios - todos de concreto e reboco com grandes janelas. Na vila olímpica, tinha sido fácil perder o quão longe de casa eu estava nas últimas semanas, mas na Avenida Atlântica, não havia dúvida. A umidade espessa, o ar salgado e as montanhas erguidas no fundo - tudo era estranho e novo e excitante. Freddie pegou a minha mão e me levou ao longo do caminho. Nós Saltamos sobre as barracas com pulseiras da amizade tecidas e quinquilharias coloridas de cerâmica até tropeçarmos em uma barraca um pouco maior do que o resto. Ela estava fixada ao longo da praia, cercada em quatro lados por uma fina cobertura branca que chicoteava ao vento enquanto entrávamos. Havia sarongs que


revestiam um lado inteiro da barraca. Pequenas e mais baratas para crianças estavam na frente, mas eu cheguei para um no topo. Ele era suave e roxo, com pequenas franjas que alinhavam nas bordas. "Essa é uma boa," Freddie disse, chegando atrás de mim. Eu sorri. "Para você." "O quê?" Eu ignorei o choque adorável em seu rosto e apontei de volta para o sarong. "Você não pode estar falando sério", continuou ele. Eu balancei a cabeça. "Eu vou parecer uma bundão." Eu me aproximei dele para encontrar o vendedor. Ele era um homem baixo apoiado atrás do balcão, percorrendo seu iPhone até eu segurar o sarong roxo bem na frente dele. "Quanto por isso?" Eu perguntei, esperando que ele falasse bastante inglês para entender a minha pergunta. "Trinta e oito," ele disse com um sotaque grosso. Meus olhos quase saltaram da minha cabeça. "DÓLARES?!" “Reais.” "Isso não é muito," Freddie disse, chegando atrás de mim com algo azul agarrado em sua mão direita. Ele jogou-o no balcão, em cima do sarong, e então jogou dois pares de óculos aviadores preto barato na pilha. “Vamos levar isso.” "O que é essa coisa?" Eu perguntei, pegando o canto do que parecia ser um fio elástico azul. Ou era uma pequena pulseira... "QUERIDO DEUS." "Fio dental." O comerciante riu, apontando para o que eu só poderia supor ser um biquíni que era suposto ir sob outro, biquini mais modesto.


Depois que Freddie pagou, ele pegou o nosso saco de itens embaraçosos do balcão e me levou para fora da barraca. "Acho que a tradução literal é fio dental." Freddie riu. Eu atirei-lhe um olhar de canto. "Você é louco se você acha que eu vou usar essa coisa." Ele não respondeu. Em vez disso, ele enfiou a mão na sacola, puxou a etiqueta para fora dos aviadores e deslizou-os em seu rosto entregando o outro par para mim, no caso de alguém nos reconhecer. Não era justo com que facilidade ele fez óculos de sol barato parecer bonito. "Parece que nós dois temos coisas que preferimos não usar", disse ele, pegando a minha mão. "Eu acho que isso é chamado de um impasse." "Bem, vamos mudar. Você vai usar o biquíni e eu vou usar o sarong." Ele jogou a cabeça para trás e riu. Foi um som contagiante que me fez sorrir enquanto saíamos da loja. Com nossos óculos de sol no lugar, nós andamos até que encontramos um pequeno restaurante a beira mar que tinha um inebriante cheiro flutuando pela porta da frente. Comemos tranquilamente, apreciando o fato de que ninguém até agora tinha reconhecido nenhum de nós. "Provavelmente é hora de colocar aquele sarongue", eu guiei o olho, pegando minha água de coco. Ele ignorou minhas provocações. "Devemos nadar um pouco depois disso?" Dei de ombros. "Seria uma vergonha não entrar no oceano pelo menos uma vez enquanto estamos aqui." Ele cantarolou de acordo. "Eu não tenho certeza que você poderia lidar com isso embora..."


Eu ri. “Lidar com o quê?” “Me ver naquele biquíni.”

EM QUALQUER OUTRO LUGAR do mundo, vestir o biquíni que Freddie tinha escolhido teria sido 100% fora de questão, mas no Rio, a maioria das mulheres inscreceram claramente na mentalidade "menos é mais." Como muito, muito menos. Apenas andando ao longo da avenida naquela noite, eu tinha visto bundas suficientes para durar uma vida. Freddie, para seu crédito, não fez um barulho sobre isso, mas ele não precisava. "OLHE PARA ESSA BUNDA!" Eu sussurrava excitada toda vez que alguém entrava em cena. Se eu não soubesse melhor, eu teria assumido que o Brasil estava fabricando clones de Kim Kardashian. "Você está bem, Andie?" Freddie perguntou do outro lado da porta. Ele estava esperando do lado de fora do banheiro do restaurante enquanto eu mudava para o biquíni. "Bem!" Eu gritei, tentando me inclinar no espelho para que eu pudesse ver todas as partes da minha pele que o biquíni não estava cobrindo. O topo estava sem esperança. Os triângulos azuis me cobriam o máximo possível, Mas os meus peitos estavam apenas... em toda parte. Peito lateral, peito médio, peito superior. Todos os peitos. E se isso não parecia ruim o suficiente, a verdadeira questão permaneceu com os fundos. “Como está indo?”


Eu mudei para poder olhar melhor no espelho. "Eu não tenho ideia. Eu coloquei, mas depois desapareceu." Ele riu. "Tenho certeza que não é tão ruim." Ele estava muito, muito errado. Eu praticava na maioria dos dias em meus shorts de futebol e sutiã esportivo, então cerca de seis polegadas acima do meu joelho, minha pele virou de bronzeada para pálida. Tão pálida que a minha bunda praticamente brilhava no escuro. Sob os triângulos azuis do meu top de biquíni, você poderia ver uma perfeita silhueta de onde o meu sutiã esportivo descansava geralmente. Qualquer que seja o sex appeal que o biquíni oferecia foi contrabalançado pelo fato de que eu parecia que tinha sido mergulhada em tinta de bronzeamento. Abri a porta do banheiro e espiei minha cabeça para encontrar Freddie encostado na parede adjacente com os braços cruzados. Ele tinha tirado sua camisa para que eu pudesse ver toda a extensão de seus exercícios olímpicos. Ele era alto e construído, com ombros largos e bronzeados. Seu peito estava tonificado de uma forma que me fez tremer e eu fiz meus olhos ficar três centímetros acima de seu pacote de seis. Uma vez que eu olhei, realmente não tinha volta. Ele ouviu a porta se abrir e olhou de relance com um olhar curioso. Com a minha cabeça sendo a única coisa visível, dei-lhe um aviso. "O que você está prestes a ver é objetivamente engraçado, mas se você rir, eu nunca vou falar com você de novo." Ele sorriu ironicamente. "Você tem que me dar uma explicação. Eu não sou tão bom em manter uma cara séria." Suspirei e deixei a porta do banheiro se abrir. Seus olhos se arregalaram quando ele varreu o meu corpo, e para a minha surpresa, ele não riu. Nem uma vez.


"Você estava nervosa com as marcas de bronzeado?" Ele perguntou enquanto me conduzia até a praia com minha mão na dele. "É muito engraçado, você tem que admitir." "Não é realmente ruim. Você deveria ver a minha bunda." Eu sorri e balancei a cabeça. "Eu vi." No momento em que fomos para a areia, o sol já tinha quase sumido, mas a praia ainda estava cheia. Passamos centenas de guarda-sóis coloridos no nosso caminho para a água, mas ninguém prestou muita atenção em nós. Com menos roupas, nós nos misturamos com a massa bronzeada. Freddie decidiu nadar em suas cuecas boxer e eu fingi estar intrigada por uma gaivota bicando em algumas batatas fritas quando ele deixou cair seus shorts. Eu disse a mim mesma que meu coração estava correndo porque a gaivota estava indo realmente à cidade das batatas fritas, mas quando Freddie alcançou a minha mão para me conduzir para o oceano, eu tive um pensamento perigoso. O que nos aconteceria depois desta noite? Eu sabia o que eu queria, mas eu não sabia como assegurar antes de eu sair. Então, enquanto nos escorregávamos para dentro da água e as ondas ondulavam contra nós, pensei nas perguntas que me dariam as respostas que eu estava procurando. "Você já teve muitas namoradas, Freddie?" "Algumas ao longo dos anos. Ninguém muito memorável." Uma onda gigante foi dirigida para nós e ele mergulhou de cabeça primeiro, deslizando sob a onda enquanto eu flutuava acima dele. Quando ele voltou, ele tirou o cabelo molhado do rosto dele e me mostrou um sorriso largo.


"E as americanas? Você já namorou uma delas?” Ele riu. “Andie, isso é um questionário?” Até então, ele estava praticamente apoiando todo o meu peso enquanto ele continuava a pisar água. Nossas pernas estavam ficando emaranhadas sob a superfície e de vez em quando meu quadril escovava o dele. Eu não podia prestar atenção à sensualidade do momento embora; Eu precisava que ele respondesse à minha pergunta. "Eu só estou pensando," eu disse, olhando para o horizonte por cima do ombro dele. "Nós não falamos sobre isso realmente." Ele assentiu. "Você é a primeira garota americana que eu já gostei." GOSTAR. “E o que exatamente significa gostar de alguém?” Ele apertou seu apoio em torno da minha cintura para que nossos estômagos estivessem colados. Ele não era nada além de linhas quentes e duras contra o meu corpo. “Então, Becca não lhe contou? Achei que ela contaria.” Eu fiz uma careta. “Diga-me o quê?” Ele sorriu e olhou para longe. "Eu vou te contar mais tarde." "Não há mais tarde." Não era uma artimanha para atrair as palavras dele, era uma ameaça real. Eu estava saindo. Indo. Ele afastou alguns fios molhados do meu cabelo dos meus olhos. "O que você quer dizer?" "Kinsley e Becca e eu vamos voltar aos Estados Unidos em seis horas." Doeu dizer as palavras em voz alta.


Seu aperto aumentou em torno de minha cintura. "Você o que?" Eu balancei a cabeça. "Minha mãe me marcou uma consulta com este médico exclusivo em L.A. Ele é supostamente um cirurgião ortopédico de renome mundial que se especializou em pulsos. Ele já deu uma olhada em minha ressonância-" "Então você está saindo no meio da noite para vê-lo? Este médico?" Suas sobrancelhas enrugaram em confusão. "Isso não faz sentido." "Ele está marcado pelos próximos seis meses, mas ele tem uma abertura amanhã à tarde e eu vou encontrá-lo." "Você vai sair do Rio em seis horas?" Ele olhou para o horizonte escurecendo e depois para mim. Qualquer felicidade que ele tivesse tido um momento antes tinha desaparecido agora. "Sim." Eu balancei a cabeça. "Eu tenho que ir. Eu adiei o tratamento porque queria jogar na final, mas agora que eu terminei, eu tenho que fazer do meu pulso minha prioridade. Eu não quero ser conhecida como a promissora goleira que teve sua carreira cortada por lesão crônica." Eu tinha trabalhado demais para me afastar do esporte agora. "Fique", ele implorou, caminhando para trás alguns metros para que ele pudesse tocar o fundo do oceano. Eu fiquei envolta em torno dele, deixando-o carregar meu peso sob as ondas. "Eu não posso." Seus olhos castanhos imploravam para eu ficar, mas eu não podia. Eu deveria ter visto o médico há uma semana. Eu poderia já ter danificado meu pulso após o ponto de reparo completo. "Eu tenho que fazer essa consulta."


Por alguns minutos ficamos quietos. O mar salgado batendo contra nós, empurrando-nos para a costa e, em seguida, arrastando-nos de volta para o horizonte. As ondas eram altas, enchendo o silêncio entre nós, até que eu falei e sugeri algo que eu esperava que ele concordasse. "Você poderia vir a L.A." Eu me encolhi com o desespero em meu tom. Freddie virou a cabeça para olhar para mim e encolhi os ombros. "Depois que as cerimônias terminarem, quero dizer." Eu continuei enchendo o silêncio, embora meu cérebro estivesse gritando para eu calar a boca. "Você poderia ver onde eu moro e passar algum tempo na América." Seus olhos escuros não me disseram nem antes dele. "Eu adoraria isso, mas... eu tenho que chegar em casa e descobrir essa coisa de Caroline. Se ela está realmente grávida do meu filho..." Caroline. Caroline. Caroline... Tínhamos passado tanto tempo sem mencionar o obstáculo que estava entre nós, o dragão que tinha ainda que ser assassinado. "Certo," eu disse, virando a cabeça para que ele não pudesse ver a dor em meus olhos. "Andie. Eu só dormi com ela uma vez e eu estava bêbado. Não significou nada.” “Mas agora pode significar tudo.” Silêncio. Olhei para as ondas e trabalhei com coragem para fazer a próxima pergunta. “Você quer casar com ela? Quero dizer, você vai se casar com ela se ela estiver grávida?”


"Não. Nunca." Ele parecia chocado com a ideia, que me fez sentir um pouco melhor. "Mas eu tenho que obter o teste de paternidade resolvido, ver o meu advogado, e ter uma conversa com a minha mãe. Ela não falou comigo desde que eu decidi cancelar o noivado." Eu balancei a cabeça. "Certo. Então você vai voltar para Londres.” "E você está voltando para L.A." As palavras pareciam quiséssemos que fossem.

definitivas,

mesmo

que

não

"Por que isso se parece como o fim?" Eu perguntei, inclinando-me para frente para deixar cair minha cabeça em seu ombro. "Não é", prometeu. Uma onda caiu contra nós e Freddie apertou seu controle sobre mim. Eu me senti tão pequena lá, lutando contra as ondas e o nosso fim, e as lágrimas que estavam caindo sem razão. "Você acha que essa coisa entre nós é real? Ou é apenas parte da magia do Rio?" “Sei que é real.” Inclinei minha cabeça para cima e acariciei meu nariz contra seu pescoço, inalando o perfume de água salgada em sua pele. Ele cheirava tão divino. Eu fiquei lá, com meus lábios contra sua garganta. “Não se esqueça de mim quando voltar para Londres.” Ele se inclinou e soltou um beijo no meu ombro. "Como eu poderia?" "Mesmo se você escapar de Caroline haverá muitas garotas sexys suspirando atrás de você uma vez que você voltar para casa com mais seis medalhas de ouro em seu pescoço."


Sua mão segurou o meu pescoço, arrastando-a para cima e para baixo e aquecendo a minha pele. Eu não percebi que tinha começado a tremer contra ele. "Eu só tenho quatro até agora", disse ele, zombando de si mesmo. "Meninas ou medalhas?" Eu brinquei. Ele sorriu. "Você vai me ligar após a sua consulta e me deixar saber como ela foi?" "Você provavelmente estará competindo." “Que tal mais tarde...?” Eu balancei minha cabeça e deslizei meus lábios até sua boca. “Não quero falar mais tarde. Vamos só ficar aqui neste oceano para sempre." Ele riu. "Transformaríamos-nos em ameixas secas." Deslizei minha mão pelos cumes duros de seu estômago. "Você não parece enrugado para mim." Sua respiração aguda me disse o quanto ele amava meu toque. Sua cabeça girou e ele capturou minha boca em um beijo tão poderoso, que eu perdi a noção do meu coração partido. Com seus lábios nos meus, parecia que havia somente nós, nós dois de pé em um oceano com os nossos corpos envolvidos e os corações em nossas mangas. Eu o amava de uma maneira desesperada, o tipo de amor que você sente pelo que poderia ter sido. Eu não estava desistindo dele, ou de nós. Eu estava desistindo da promessa de mais. Em seis horas, estaríamos em mundos diferentes. "Eu nem sei o seu nome do meio." "William." "Ou sua comida favorita."


"Espaguete." "Ou sua canção favorita." “Qualquer coisa de Jake Bugg.” Eu estava chorando, mas ele estava beijando as lágrimas e respondendo às minhas perguntas como se realmente ajudasse. Sua mão pressionou meu coração, tentando me acalmar, mas não deu certo. Eu disse a ele que eu não queria pensar no futuro. Eu queria ficar nesse oceano para sempre, mas eu sabia que a vida não daria uma pausa para nós - o pôr-do-sol era um lembrete constante disso. Quando a noite se tornou negra e a única luz que pudíamos ver era da lua e dos cafés ao longo da avenida, Freddie me levou para fora do oceano em um hotel do outro lado da rua. Nós pegamos o último quarto que eles tinham. Um quarto pobre para turistas com poucos recursos. O tapete era velho e manchado. As cortinas estavam duras e malcheirosas. A cama era pequena e dura, mas Freddie tirou o velho acolchoado. Nós jogamos os travesseiros no chão e ele me empurrou para baixo sobre os lençóis. O colchão afundou com o seu peso enquanto ele rastejava sobre mim. Nós não tínhamos nos preocupado com uma lâmpada; Ele mal era visto na escuridão, mas metade do seu rosto estava iluminado pela luz que entrava através das cortinas. Estendi a mão para tocá-lo, sentindo os traços obscurecidos nas sombras. "Eu sei que não é muito," ele sussurrou quando sua boca percorreu meu estômago nu. Eu balancei a cabeça e apertei o lençol enquanto suas mãos desamarraram a calcinha do biquíni. Ele a puxou e lançou-a para o chão com o resto da nossa bagunça. "Freddie..." Eu precisava que ele olhasse para mim. Eu precisava dizer a ele como eu me sentia antes que fosse tarde demais. “Freddie, eu...”


"Eu sei." Ele olhou para mim, mas eu não conseguia distinguir seus olhos na escuridão. Ele pressionou suas mãos contra as minhas coxas, empurrando-as separadas.

MEU TELEFONE TOCOU na mesa de cabeceira, me acordando. Pisquei na escuridão e o alcancei para silenciá-lo antes de acordar Freddie também. O nome de Kinsley passou pela tela e embora eu estivesse tentada a ignorar sua chamada, eu sabia que ela provavelmente estava tentando me contatar durante toda noite. Afastei-me da cama e entrei no banheiro. Certa de que a porta estava fechada, eu respondi com um tom moderado. “Kinsley, ei...” "Onde você está, Andie?" Ela parecia frenética. “Precisamos ir embora.” Eu puxei o telefone do meu rosto para olhar a hora: 2:00 AM. Como já eram 2:00 da manhã? "Eu não posso sair ainda, Kinsley." Ela suspirou. "Andie, onde você está? Becca e eu já arrumamos todas as suas coisas. Nós só vamos te pegar e depois ir direto para o aeroporto.” Ela não estava me ouvindo. "Eu não posso ir. Tenho que ficar aqui.” "Andie, você não pode ficar no Rio. Essa coisa com Freddie, se for real, vocês dois vão se encontrar novamente. Agora, você precisa se concentrar em si mesma. Você tem a consulta médica amanhã, e então, temos que nos encontrar com o resto da nossa equipe em poucos dias para as entrevistas. Na sexta-feira estamos


voando para a Casa Branca para um jantar especial com o presidente." Meu coração estava se dividindo em dois, mas ela continuava falando. "A vida continua. Você tem que estar nestas entrevistas. O mundo precisa ser lembrado que você é uma estrela de futebol com suas próprias esperanças e sonhos, não apenas uma outra groupies de Freddie." Fechei os olhos e encostei a cabeça contra a parede do banheiro. Eu não queria que ela estivesse certa. Eu queria ficar no Rio. "Onde você está agora?" Eu falei o nome do hotel e ela prometeu que eles iriam me pegar em cinco minutos. Eu tinha pouco tempo para sair do banheiro e pegar as minhas roupas sujas. Eu não tinha tomado banho desde o jogo, mas o oceano tinha lavado o suor. Minha pele estava pegajosa e quente, e quando eu cheirei o meu braço, cheirava a Freddie. Eu sentaria em um vôo de dez horas de volta para os Estados Unidos com o seu cheiro envolto em torno de mim. Kinsley ligou quando eles estavam do lado de fora do hotel e eu me arrumei para pegar minhas coisas dentro do quarto escuro do hotel. Freddie ainda estava dormindo, deitado de bruços com o corpo esticado sobre a cama. Eu me certifiquei que seu telefone tivesse dois alarmes configurados para que ele não perdesse a hora, e então, eu me inclinei para baixo e beijei a sua bochecha. Uma parte de mim queria que ele acordasse e me puxasse para cima dele. Eu queria que ele me abraçasse, então, eu não poderia sair. O avião poderia decolar sem mim e eu ficaria no Rio para sempre com Freddie. Ele não acordou, mesmo depois de eu sussurrar seu nome no escuro. Kinsley me ligou de novo e o meu telefone zumbiu na minha mão. Freddie se mexeu e se virou. Eu congelei, mas ele não


acordou. Caminhei até a porta e resisti ao desejo de olhar para ele. Eu tinha mil imagens para lembrá-lo; mais uma só tornaria mais difícil de me afastar. Para seu crédito, Kinsley e Becca não me repreenderam quando eu finalmente cheguei na van. Elas orientaram o motorista para o aeroporto e olhei pela janela, hipnotizada pelas ondas. Se eu fechasse os meus olhos, eu ainda podia senti-las batendo contra mim. Kinsley apertou sua mão em meu ombro e apertou. Eu balancei minha cabeça e escovei-a. Era muito cedo para condolências. Eu não estava pronta para aceitar que eu estava realmente em uma van, no caminho para o aeroporto, deixando o Rio sem Freddie. Chegamos do lado de fora do aeroporto vazio e o motorista abriu o porta-malas para pegar nossas malas. "Obrigada por embalar as minhas coisas K-" "Andie!" O som do meu nome gritado a poucos metros de distância quase me enviou para uma parada cardíaca. Não importava que o sotaque britânico fosse leve e feminino, ou que eu soubesse que Freddie ainda estava na terra dos sonhos. Eu ouvi o meu nome ser chamado fora de um aeroporto e eu assumi que era Freddie correndo atrás de mim até que eu me virei e vi Georgie quase caindo de um táxi para chegar a mim a tempo. Seu cabelo castanho chicoteou com o vento e seus chinelos bateram contra o concreto. "Espere!" Ela gritou, embora eu não fosse a lugar nenhum. "Nós não temos uma tonelada de tempo, Andie," Kinsley me lembrou. Eu assenti e voltei para Georgie assim que ela chegou até mim. "Me dê um segundo." Ela se inclinou e apertou seus joelhos, acalmando sua respiração. "Eu sei que você não saberia disso, dado o meu físico invejável", disse ela. "Mas eu estou completamente fora de forma."


Eu ri e balancei a cabeça. "O que você está fazendo aqui?" "Eu ouvi que você estava indo embora mais cedo, e eu precisava te dizer isso pessoalmente. Eu sei que Caroline está fingindo a gravidez. EU SEI ISSO. Só tenho que provar isso.” Sua determinação fez meu coração quebrar ainda mais. "Está tudo bem, Georgie," eu disse, puxando-a para ficar de pé, para que eu pudesse envolvê-la em um abraço. “Caroline ganhou a batalha. Eu estou indo para casa." "A batalha, sim, mas não a guerra. Você não pode desistir." Eu sorri, um sorriso melancólico, plano. "Talvez você seja meu verdadeiro amor, Georgie." Eu ri. “Você me perseguiu até o aeroporto no meio da noite. Se isso não é amor, eu não sei o que é." "Pare, isso não é engraçado." Seus olhos verdes claros me imploraram para levá-la a sério. “Você é a única com quem ele está destinado a estar, não ela." Eu inalei uma respiração trêmula e dei um passo para trás. "Eu ligo quando eu aterrizar. Cuide dele por mim, você vai?" “Não desista ainda, Andie.” Eu balancei a cabeça enquanto Kinsley cutucava o meu ombro. O avião não esperaria por mim. "Eu tenho que ir, Georgie," eu disse, dando um passo para trás. "Ele é um completo idiota se ele te deixar escapar, Andie." Eu ri e balancei a cabeça, deixando Kinsley me puxar para as portas do aeroporto. "Você me ouve, Andie?" Georgie gritou depois de mim. "UM COMPLETO IDIOTA.”


Freddie

BIP. BIP. BIP. Eu joguei a minha mão para silenciar o meu alarme, sentindo que o meu celular não estava na mesa de cabeceira onde eu geralmente o deixava para carregar. Não havia nada. Eu suspirei e me sentei, percebendo enquanto eu piscava os olhos abertos que eu não estava na vila olímpica. Andie e eu tínhamos caído no sono no hotel, em cobertores velhos e ásperos que pareciam nuvens na época. Tentei recordar os últimos momentos da noite, quando eu tinha Andie enfiada na dobra do meu braço, pressionada tão firmemente contra mim que ela tinha reclamado de não estar podendo respirar. Eu tinha aliviado e a deixei cair para seu lado da cama, e ela tinha sorrido para mim no escuro. "Você acha que podemos conseguir administrar mais uma vez antes de eu ter que sair?" Eu acenei e passei meu braço em volta de seu estômago. Ela se aconchegou em mim e nós devemos ter dormido logo depois disso. Agora, sentei-me e esfreguei meus olhos, chamando seu nome pelo quarto escuro. As cortinas blackout estavam fazendo um bom trabalho de manter o sol fora, mas uma vez que as abri, não havia como negar que Andie tinha desaparecido. O quarto estava tranquilo e velho e quando a poeira assentou, eu percebi


que ela não tinha me acordado antes de ela partir. Ela me disse que seu vôo era no meio da noite, e em vez de me acordar, ela tinha escapado enquanto eu estava dormindo. Tínhamos empurrado fora o adeus tão longe que eu não consegui um. Eu não tive a chance de implorar para ela esperar por mim. Eu nunca disse a ela que a amava, não de uma maneira que desapareceria uma vez que eu deixasse o Rio, mas o verdadeiro tipo de amor, o tipo de amor que você luta para manter. Eu queria prometer a ela que assim que eu colocasse a minha vida em ordem, eu voaria para a América e a arrastaria para me ver se fosse preciso. Eu não consegui dizer essas coisas porque Andie tinha me deixado, e eu estava sozinho naquele quarto. Um rápido olhar para o meu celular confirmou que ela não tinha tentado ligar, e embora eu estivesse tentado, eu não telefonei para ela. Eu juntei o meu material de todo o quarto e deslizei para as roupas que eu tinha vestido no dia anterior. Minhas cuecas boxer ainda estavam úmidas do mar, mas eu as vesti de qualquer forma. Eu verifiquei o quarto duas vezes, confirmando que eu tinha tudo, e, em seguida, eu estava a ponto de ir para a porta quando eu virei para a cama em vez disso. Eu me inclinei e peguei o travesseiro que ela tinha dormido - ainda tinha o recuo de sua cabeça - e eu segurei-o até o meu rosto e inalei. Era como um soco no intestino. Ainda cheirava como o xampu de coco que eu tinha me acostumado ao longo das últimas semanas, e o cheiro sozinho foi suficiente para fazer meus joelhos desmoronarem. Sentei-me na beira da cama e abracei o travesseiro como um louco. Por que não fizemos planos sobre o futuro? Por que eu não prometi que iria dar certo? De alguma forma, de alguma forma, ela e eu estaríamos juntos? Quando eu finalmente deixei aquele quarto de hotel, eu estava atrasado para minha primeira competição do dia. Eu já tinha algumas chamadas perdidas de Caroline, minha empresária, meu agente, minha mãe, Thom, e Georgie. Eu sentei na parte de trás do táxi e liguei para a minha empresária.


"Freddie, onde você esteve? Seu treinador tem procurado por você.” Eu deixei minha cabeça cair contra a janela do táxi. "Eu estava fora. Estou indo para a competição agora." “Jesus, Fred. Eles te dăo uma longa coleira porque você é o Sr. Confiável. Agora você deixou todos preocupados." Eu apertei meus olhos fechados. “Era só disso que você queria falar?” Ela suspirou pesadamente, irritada com meu tom cortado. "Estive tentando contatá-lo sobre aparições para depois que os jogos terminarem. Você tem ofertas de entrevista a torto e a direita. Há festas e brunches e chá com a realeza. Todo mundo está me perseguindo para chegar até você, e você estava DESAPARECIDO." "Eu não estou fazendo nada disso. Que todos saibam que depois dos jogos olímpicos, Freddie Archibald estabeleceu uma moratória da mídia. Eu tenho algumas coisas pessoais para resolver uma vez que eu chegar em casa." Duas inalações lentas e constantes, e mais tarde, ela pediu esclarecimentos. "Me desculpe, você está dizendo que não vai fazer uma única entrevista depois do Rio?" Meus olhos ainda estavam fechados quando eu me encostei na janela, e se eu ouvisse com bastante força, eu jurava que podia ouvir as ondas quebrando contra a costa. Eu segurei a respiração e tentei ouvir mais. Eu precisava ouvir as ondas. "Freddie!?" Ela estava quase histérica, mas eu não conseguia entender o mesmo sentimento. "Está certo. Sem entrevistas. Vou manter meus deveres de patrocínio, mas é isso." "Você percebe que isso só fará com que eles queiram você mais. Qual é o objetivo de ir e ganhar todas essas medalhas se você


não compartilhar suas experiências com o mundo? Você deve a seus fãs pelo menos uma." "Eu estou farto de viver a minha vida como se eu devesse alguma coisa a alguém." Encerrei a ligação e soltei o meu celular no colo. "Só mais alguns minutos", disse o taxista, sentindo minha ansiedade. "Obrigado." Abri os olhos e olhei para a paisagem. Eu queria dizer ao taxista para dirigir até o aeroporto. Eu queria subir em um avião para a América e encontrar Andie e convencê-la de que ela e eu valíamos mais do que três semanas no Rio. Eu não poderia embora, e eu nunca me senti tão aprisionado como eu me sentia quando eu reuni meu equipamento de natação e fui para o estádio. Eu estava preso com Caroline e eu estava preso no Rio. Eu tinha mais dois dias de competições. Dois longos dias de me concentrar na piscina e nada mais. Nadar tinha ficado no caminho da minha vida, muitas vezes antes, mas eu nunca me importei. Depois que meu pai tinha morrido, a piscina era minha terapia. Depois do acidente de Henry, a piscina tornou-se meu melhor amigo. Foi tão fácil perder-me nos meus treinos e minhas competições. Agora, pela primeira vez, eu não queria me perder. Eu queria ficar seco e resolver as pontas soltas da minha vida. "Você está bem, companheiro?", Perguntou Thom quando entrou no vestiário. Eu assenti e ele encolheu os ombros. Toda a equipe estava lá, mudando e se preparando para as competições. Eles olharam para mim quando eu entrei, seus olhos me varrendo de cima a baixo como se eu fosse um canhão me preparando para disparar. "Fred, você está com trinta minutos de atraso."


Eu acenei com a cabeça e joguei meu saco de ginástica no chão para que eu pudesse me inclinar para frente e jogar água fria no meu rosto. "Você está bem para competir?" Eu ri. De tudo na minha vida - Andie, Caroline, amor, gravidez, casamento - Nadar era a única coisa que eu ainda tinha controle. Eu sequei meu rosto com uma toalha de papel antes de encontrar os olhos do meu treinador no espelho. "Eu alguma vez não apareci pronto para competir?" Ele franziu a testa. "Não." Afastei da pia e peguei a minha bolsa. "Então vamos."


Andie

SENTI UMA mudança no segundo em que o avião decolou. Olhei pela janela e tentei me convencer que Freddie e eu podíamos fazer isso funcionar, mas minhas mãos ainda tremiam de nervoso. Kinsley e Becca não tinham consultas médicas para voltar, mas voaram para casa comigo de qualquer forma. Becca estava ansiosa para ver seu marido Penn, e Kinsley jurou que não se importava de faltar nas cerimônias de encerramento. Ela disse que as cerimônias de encerramento eram basicamente o início da rodada final da devassidão que a vila era conhecida. Como uma mulher casada, ela disse que preferia estar lá comigo para a minha consulta. "Posso pegar alguma coisa para você?", Perguntou a comissária de bordo com um tom gentil. Metade do avião já estava adormecido; Eu fui uma das últimos retardatárias que se agarravam à noite. Eu balancei minha cabeça e me ajustei em meu assento para me sentir confortável. Eu dormi por algumas horas, mas era o tipo de sono onde, quando você acordava, você não tinha certeza se você realmente tinha dormido. Eu estava pensando em Freddie quando eu fechava os meus olhos, e quando eu os abria algumas horas mais tarde, ele ainda estava em minha mente. O avião estava escuro e Kinsley estava roncando suavemente ao meu lado. Eu queria empurrá-la


acordando-a para que ela me convencesse de que as coisas ficariam bem. Em vez disso, peguei uma das revistas que ela tinha enfiado no bolso do seu banco. Eu liguei minha luz do alto na escuridão, virando-a longe de Kinsley, assim, iluminaria somente a revista em meu colo. Era um tablóide inútil, algo que Kinsley só comprava quando tentava matar dez horas em um voo. Duas páginas, eu tive meu primeiro vislumbre de Caroline. Eles tinham feito um conjunto de quatro páginas sobre sua estadia no Rio. Eles destacaram sua "Moda Olímpica!" E explodiu uma foto de sua caminhada em seu hotel. Eles especularam sobre quem ela estava usando como coordenador de casamento e que designer top ela iria querer para criar seu vestido personalizado. Eu fechei a revista e empurrei-a de volta no bolso, com nojo. "Senhora, você ainda está bem?" A aeromoça estava de volta e eu precisava que ela me deixasse sozinha. Eu acenei com a cabeça novamente, então eu me virei e desliguei minha luz de cima. Eu me sentia doente e eu queria alcançar o saco de vômito, ninguém nunca usa, mas estava escuro e eu não podia vê-lo. Em vez disso, eu apertei o travesseiro do pescoço no peito e olhei para fora da janela, querendo que a náusea passasse. No momento em que tocamos em L.A., não havia como negar a realidade. Freddie e eu estávamos separados por 6,299 milhas. Eu olhei para cima. Sem mencionar a minha lesão, sua família, Caroline, um casamento de chantagem, e agora um bebê. Um bebê. Porra. Um carro levou Kinsley, Becca e eu direto do aeroporto para a Central L.A. Orthopedic Group. Eu coloquei um boné de beisebol em um esforço para esconder as olheiras sob meus olhos, mas a recepcionista não as percebeu. Ela estava praticamente vibrando em sua cadeira, olhando para nós com os olhos arregalados.


“Barbara! Você viu!?" ela gritou para a mulher que trabalha atrás dela. “Temos três medalhistas no consultório hoje!” Quando eu estava virando para encontrar um lugar, havia uma fila de fãs formada ao lado de nós com seus iPhones e canetas a postos. Coloquei minha melhor tentativa de um sorriso genuíno e deixei Kinsley assumir a liderança com eles. Felizmente, a enfermeira me chamou para fazer um raio-x, antes que minha fachada pudesse rachar. "Você deve estar tão animada por voltar para casa", disse a enfermeira enquanto me acompanhava até a sala de raios-x. Eu olhei para ela. "E toda essa loucura no Rio", ela continuou. "Tentei acompanhar, mas todos os dias eles estavam relatando algo novo. Seu nome esteve, uh... em todo lugar durante os jogos." Meu estômago rolou quando ela me conduziu para o quarto escuro. "Sim, acho que estou feliz por estar de volta." Depois dos meus raios-x, eles me levaram ao consultório médico e prometeram que eu não teria que esperar muito mais tempo. Eu assenti com a cabeça enquanto eu me acomodava na cadeira de couro em frente a sua mesa. Havia uma TV empoleirada no canto superior direito de seu consultório, definida para mudo e mostrando notícias sobre os Jogos Olímpicos. "Freddie Archibald, três vezes olímpico e um membro da equipe de natação da Grã-Bretanha, acabou de quebrar seu recorde mundial no estilo livre de 200 metros esta tarde", li as legendas. "Esta competição leva-o a cinco medalhas de ouro para os jogos de 2016, e eleva a sua contagem de medalhas de todos os tempos para 21." As filmagens mostravam Freddie enquanto ele andava para o pódio, pegava sua raia e mergulhava na água. Eu tinha estado com ele menos de doze horas antes, e a maneira como o meu corpo doía quando eu o assistia competindo


não fazia sentido. Talvez fosse porque eu estava cansada e ele não tinha me ligado ou me mandado mensagem de texto desde que eu tinha ido embora. Uma parte de mim tinha esperado que houvesse uma mensagem esperando por mim assim que eu saísse do avião, mas não havia nada. Talvez fosse porque eu sabia que a magia que sentimos estava vinculada ao Rio, e que as chances de eu ver Freddie novamente eram quase nulas. Ou talvez fosse o fato de que eles estavam destacando as filmagens de Caroline na plateia, pulando e aplaudindo Freddie durante sua competição. Eles exibiram um pequeno cartaz embaixo dela que dizia "Caroline Montague, noiva de Frederick Archibald." Eu queria vomitar quando eles empurraram a câmera e o microfone em seu rosto. Foi Sophie Boyle fazendo a entrevista e ela jorrou sobre como ela estava animada por Caroline e Freddie. Eu tentei ver Caroline respondendo, mas meu telefone vibrou em minha bolsa, ampliado pelo silêncio na sala. Estiquei a mão na minha bolsa e quase a deixei cair quando vi um texto de Freddie esperando por mim. Freddie: Como foi a consulta? Isso é tudo. Como foi a consulta? Cinco palavras que eram inócuas e gentis e atenciosas, e ainda assim odiei cada sílaba. Como eu deveria folhear revistas e ligar a TV e ver Caroline saltar através de cada página e cada canal e fingir que estava tudo bem? Como eu deveria lidar com pequenas conversas quando o que eu realmente queria fazer era pegar meu telefone, chamá-lo e gritar que coisas como compromissos e competições e "como foi sua tarde" e "o que você comeu no jantar "não fodidamente importava.” Porra. Eu estava chorando e eu estava tão cansada de chorar. Com a minha sorte, o médico ia bater na porta em breve. Eu não queria estar uma bagunça enquanto ele tentava falar comigo sobre o meu pulso.


Eu não poderia fazê-lo. Abri o texto e voltei a ler, sentindome mais zangada do que desanimada. Havia coisas que Freddie e eu precisávamos conversar, nenhuma das quais incluía me perguntar sobre minha consulta. Eu não queria ver seu nome aparecer no meu telefone, a menos que fosse ele anunciando que havia encontrado alguma solução para o dilema de Caroline. A pequena brincadeira, a conversa fiada machucava demais. Eram palavras vazias e eu lhe disse isso. Eu digitei tudo o que eu estava pensando desde que saí do Rio. Não havia como isso funcionar. Você está a um milhão de milhas de distância. E se Caroline estiver grávida e se o bebê for seu? Caroline nunca nos deixará ser felizes. O mundo nunca vai nos deixar ser feliz. Cada revista, jornal e programa de TV estão relatando seu noivado com ela. Como isso poderia acabar bem para nós? E, em seguida, eu culminei com um texto final. Andie: Por agora, eu preciso me concentrar no meu pulso e minha carreira. Era tão sólido quanto um rompimento. Eu tinha entendido completamente o fato de que Caroline tinha vencido. A menos que ela fosse atingida por um meteorito, ela não ia deixar que Freddie e eu ficássemos juntos. Então, qual era o ponto de ignorar o inevitável? O médico bateu assim que eu tinha deslizado meu telefone de volta em minha bolsa. "Senhora. Foster?" Ele perguntou enquanto caminhava para dentro. Eu respirei fundo. Era hora de me concentrar em algo diferente de Freddie.


KINSLEY, BECCA, e eu passamos três dias em L.A. antes de voarmos para Nova York para encontrarmos com o resto de nossa equipe para uma entrevista no Good Morning America. Estávamos agendados para uma excursão de uma semana pelos Estados Unidos que eu estava ansiosa para gostar de uma sentença de morte. Kinsley me empurrou para o avião em L.A. e uma vez que chegamos, havia carros à espera, fora do aeroporto para nos levar diretamente para o estúdio. Eu precisava dormir, de um banho, e uma refeição decente, mas não havia tempo. Logo antes de entrar no ar, Becca me entregou duas doses de café expresso. "Porque você literalmente parece à morte", ela disse com uma risada. Eu os derramei como água e dentro de um minuto, eu sabia que tinha sido um erro. Eu já estava nervosa o suficiente para ir à TV ao vivo. Eu não queria falar sobre Freddie. Eu não tinha respondido às suas mensagens de texto, embora eu tivesse lido cada uma. ...por favor, não faça isso... …Me dê tempo… ...apenas me dê algo aqu ... Ele ainda não tinha conseguido controlar a Caroline, o que significava que não havia razão para responder. Quando os anfitriões nos anunciaram e nós caminhamos para o palco para música patriótica, eu pensei que eu teria um ataque cardíaco. Sentei-me ao lado de Kinsley e tentei conter meus nervos.


No final, eu pensei que eu tinha respondido às perguntas normalmente, mas Kinsley e Becca não iriam parar de tirar sarro de como eu estava nervosa. Eu tirei os cílios postiços que a equipe de maquiagem me fez usar e esfreguei a maquiagem do meu rosto. "É culpa da Becca!", Eu disse. “Ela me deu bastante cafeína para me matar.” Becca riu. "Bem, você pode me agradecer mais tarde. Esta semana vai ser insana, então, eu sugiro descansar e permanecer cafeinado." Ela não estava brincando. Depois da nossa entrevista com o Good Morning America, fizemos um encontro e cumprimentos com fãs. Imediatamente depois, nós voamos para Washington DC onde, nos próximos dias, fomos honradas com um jantar especial e um desfile em torno da capital. Eu apertei a mão do Presidente e tentei não dizer nada inadequado ou irritante para Michelle Obama. Durante o desfile, Kinsley se inclinou e me cutucou. "Certifique-se de absorver tudo isso enquanto você pode. Estes momentos são uma vez na vida." Olhei para a multidão ao redor das ruas. Todos acenavam pequenas bandeiras americanas, gritando e gritando enquanto passávamos em cima de um caminhão de bombeiros. Havia pequenas meninas que usavam camisetas com meu número sobre elas, chorando quando eu jogava doces e colares com pequenas bolas de futebol penduradas como encantos. Eu mergulhei no momento, tentando sorrir e acenar para cada fã que estava lá para nos apoiar, e ainda assim, uma parte de mim estava a 6,299 milhas de distância, no Rio. Cada chance que eu tinha, eu verificava o meu telefone por mensagens de Freddie. Eu desejava suas mensagens tanto quanto eu as odiava. …Eu sinto sua falta…


Vou para Londres amanhã e vou me encontrar com os meus advogados imediatamente...

FORAM QUATRO DIAS depois de cortar a comunicação que ele me chamou. Eu estava sozinha, no meu quarto de hotel, e olhei para baixo para encontrar seu nome piscando na tela do meu telefone. Eu sabia que as coisas só seriam piores se eu respondesse, e ainda assim, eu não pude resistir. "Andie?" Ele respondeu em choque. Meu nome, falado de seus lábios foi suficiente para me fazer rasgar. "Andie?" Ele perguntou novamente quando eu não falei. "Eu estou aqui", eu disse, ouvindo a tristeza em minha voz. "Eu não posso acreditar que eu estou finalmente falando com você." Inspirei uma respiração trêmula e tentei juntá-la. Eu sabia que só tinha alguns minutos antes de Kinsley e Becca retornarem ao nosso hotel com a comida de um jantar que foram comprar na rua. "Como você está?", Perguntou ele, tão desesperadamente, esperançoso que eu tinha que responder, mesmo que eu odiasse a conversa fiada. "Eu estou bem. Eu assisti a sua competição final hoje." Eu disse, olhando para o teto. "Bem não foi vivo obviamente. Estávamos visitando um dos hospitais infantis em D.C. e eles estavam assistindo as filmagens de alguns dias atrás." "Foi uma boa competição", disse ele; Eu podia ouvir o cansaço em sua voz.


Havia tantas perguntas que eu queria lhe fazer. Como está Londres? Como está Georgie? Como é sentir a sexta medalha de ouro em torno de seu pescoço? Você foi para as cerimônias de encerramento? Você conversou com Caroline? Você já pensou em mim tanto quanto eu pensei em você? “Freddie, eu...” "Andie, espere." Eu podia ouvi-lo falar com alguém no fundo, mas eu não podia dizer quem era. “Dê-me um segundo”- disse ele à outra pessoa. A porta do hotel se abriu com gargalhadas quando Kinsley e Becca entraram no quarto com os braços transbordando com comida. "Eu espero que você esteja com fome!" Kinsley disse, soltando dois recipientes na ponta da minha cama king antes de olhar para cima e perceber que eu estava no telefone. "Opa!" Ela disse, cobrindo sua boca. Balancei a cabeça e murmurei: "Está tudo bem", antes de entrar no banheiro e trancar a porta. "Freddie, você ainda está..." Minha pergunta foi cortada por sua própria declaração. "Andie, eu tenho que correr. Eu tenho uma reunião com a minha equipe de PR na parte da manhã e meu advogado quer passar por algumas coisas." "Oh, certo", eu disse, encontrando meu próprio reflexo triste no espelho. "Sim, vou tentar chegar até você la-" Sua sentença foi cortada. "Freddie?" Eu perguntei, sem resposta. Olhei para a tela preta. Levou quatro dias para receber um telefonema de trinta segundos. Quatro dias assistindo o rosto de


Caroline espirrar através de todas as revistas, TV e notícias que eu tropeçava. Quatro dias nedo-a mergulhar em boutiques de casamento e boutiques de bebê em torno de Londres. Quatro dias, e tudo o que eu tinha para mostrar foi um telefonema de trinta segundos. Não era suficiente. Eu sentia muita falta dele e quanto mais dias passavam, mais distantes nos sentíamos. Trinta segundos não poderia me sustentar. Trinta segundos não me tranquilizariam de que ele e eu funcionaríamos. Trinta segundos não era nada. "Andie, você está bem?" Eu tinha afundado no chão do banheiro. Elas poderiam me ouvir lá fora? Eu inalei e bati em minhas bochechas, tentando desesperadamente me livrar da evidência. Eu não poderia me manter chorando por Freddie. Eu estava realmente fodidamente doente de chorar por Freddie. Esta deveria ser a melhor semana da minha vida e eu estava sentada no banheiro de um hotel cinco estrelas onde as toalhas eram aquecidas e o sabão era designer, e eu estava chorando pelo estúpido Frederick Archibald e seu estupidamente belo rosto. Senti algo bater em minha bunda e me virei para encontrar um pedaço de papel que eles tinham deslizado debaixo da porta do banheiro.


Coisas boas na sua vida


Freddie

MINHA PRIMEIRA NOITE de volta a Londres, comecei a desempacotar minhas coisas, espantado que eu havia sido capaz de trazer tanta porcaria comigo pelo oceano. Desempacotei um monte de coisas sentado em uma cadeira no canto, mas parei quando eu peguei um vislumbre de laço vermelho espreitando para fora da parte inferior da mala. Era a máscara vermelha que Andie tinha usado para Mascarada. Eu tinha colocado no bolso assim que saímos do clube. Ela não via a hora de tirá-la e quase a jogou em uma lata, mas eu a peguei primeiro. Era linda e ela parecia linda a usando. Caroline tinha feito o seu melhor para manchar aquele momento no clube, mas ela não podia apagar as memórias que tínhamos feito naquele sofá de couro. Eu tive Andie sob meu polegar nas luzes fracas e, se eu fechasse os olhos e corresse minha mão sobre o laço vermelho, eu ainda podia sentir o desejo me dominando. Apanhei-a saindo da cadeira e a segurei na minha mão. O laço vermelho estava rasgado em um canto e a fita de seda preta estava plissada, mas diferente do que era, não estava tão ruim para não usar. "Eu sei que Caroline está fingindo a gravidez e eu estou BEM perto de provar isso!"


Foi assim que Georgie entrou no meu quarto, com uma acusação e um tom que me avisou para não discutir. Eu afasteime da cadeira para vê-la em pé com as mãos nos quadris na minha porta do quarto, sem sorriso, sem aceno. Eu balancei minha cabeça. "Eu averiguei tudo com Dave, Georgie. Ela me mostrou as fotos do ultra-som e os registros de um médico legítimo, em Londres. E nós não podemos fazer um teste de paternidade até que ela esteja com mais meses de gravidez. Vou me encontrar com ele novamente amanhã, mas-" Ela passou a mão pelo rosto. "Você não está ouvindo! Você me disse para ficar de olho nela e venho fazendo exatamente isso. Eu acho que ela está fingindo a coisa toda." "Você tem provas?", perguntei, esperançoso. "Não, mas-" Virei-me para continuar descompacotando, mas ela me virou e saltou entre eu e minha mala. "Eu vivi com Caroline naquela suíte nas últimas semanas. Tínhamos nos evitado a todo custo, mas eu estava sempre lá quando ela se sentava para verificar os seus emails na parte da manhã." "E?" "E..." Ela sorriu. "Eu pairava na cozinha, fingindo beber café, e secretamente a observava digitando a senha no computador dela por quase uma semana antes de eu finalmente descobrir. Quando eu estava no avião hoje, eu entrei e dei uma olhada lá." Eu deixei cair à máscara vermelha no topo da minha mala e deixei meus pulmões se encherem de esperança. "Georgie, O que você encontrou no e-mail dela?" Ela levantou as mãos para me abrandar. "Não é uma prova da mentira da gravidez, mas é definitivamente suspeito. Eu dei uma checada nos e-mails excluídos dela – graças a Deus que Caroline é muito fraca para saber como usar corretamente o Gmail - e achei uma troca de e-mail entre ela e aquele "médico legítimo”


em Londres. Ela enviou-lhe £ 100,000 e que eles deviam se encontrar amanhã para o café. O quanto estranho é isso?" Eu deixei cair à máscara vermelha no topo da minha mala e respirei fundo. Pela primeira vez, desde o anúncio da gravidez, senti uma fenda na armadura de Caroline. "£ 100.000?" Ela assentiu com entusiasmo. "Como ela enviou o dinheiro?" "PayPal! Para o e-mail pessoal dele!" Eu balancei a cabeça, pensando. "G, eu admito que soa suspeito, mas eu preciso de algum tipo de prova concreta do delito. Se formos a público com e-mails roubados, ela provavelmente só vai dizer que o dinheiro era para filantropia, alguma doação enviada para os Médicos Sem Fronteiras ou UNICEF. Além disso, hackear e-mail de alguém é provavelmente ilegal." "Quem se importa se é fodidamente ilegal? Isto é extorsão!", ela gritou. "Eu sei." Eu nivelei meu olhar sobre ela. "É por isso que eu quero que você vá e os siga naquele café amanhã. Precisamos descobrir o que está acontecendo entre eles. Eu sei que eu disse nada de espionagem, mas-" "Não há necessidade de se justificar, Fred. Eu acho que é um plano brilhante. Eu estarei lá." Ela parecia muito ansiosa. "Georgie. Estou falando sério. Não há punhais reais no café", eu avisei. Ela sorriu. "Eu não sonharia com isso. Nós todos sabemos que a justiça é melhor servida quente e espumante."


Freddie

PRIMEIRA COISA que fiz na manhã seguinte, foi entrar no escritório do meu advogado, em Hanover Square. Ele já estava sentado em uma grande sala de conferências no primeiro andar. Ele ocupava quase a metade da grande mesa de carvalho, e minha equipe de relações públicas estava espalhada pela outra metade. Juntos, eles faziam parte da minha equipe de confiança, responsáveis tanto por me livrar legalmente das mãos de Caroline, independentemente da situação do bebê, como minimizar os danos colaterais que Andie sentiria. Era cedo, mas parecia que todos tinham estado lá desde o raiar do dia. Eu deslizei um café na frente de Dave e ele mal olhou para cima da pilha de trabalho na frente dele. Eu não tinha nenhuma fodida pista do que ele estava fazendo, mas ele tinha arquivos e documentos e dois copos vazios de cafés espalhados diante dele. No mínimo, ele parecia ocupado. "Gostaria de um café ou uma xícara de chá?", o assistente dele me perguntou da porta. Eu levantei meu copo meio cheio. "Eu estou bem, Kathleen. Obrigado." Eu me senti bastante inútil parado ali, observando todos trabalhando. Puxei uma das cadeiras mais próximas a Dave e esperei que alguém fizesse uma pausa e me dissesse o que eles


estavam fazendo durante toda a manhã. Na verdade, não era necessário eu estar lá, mas eu queria estar o mais próximo possível da solução. Por muito tempo, meu foco tinha sido em outra coisa, mas com os jogos terminados, era hora de mostrar à Caroline que a hora da brincadeira tinha terminado. Poucos minutos depois, Dave finalmente olhou para mim. "Fred, em primeiro lugar, você é um inferno de um nadador." Eu balancei a cabeça em agradecimento e puxei minha cadeira para mais perto dele. "Dito isto, você se meteu em uma situação de merda aqui." "Eu sei disso. As pessoas das relações públicas ainda não descobriram como me tirar disso?" Ele balançou a cabeça e vasculhou alguns papéis até chegar a um bloco amarelo enterrado embaixo deles. "Toda a situação não parece boa. Veja, se ignorarmos o fato de que Caroline agiu criminalmente e apresentarmos a separação como resultado de diferenças irreconciliáveis, você vai sair parecendo um idiota e Andie, com certeza, vai ser a mais atingida nessa história do que nunca." "E o que acontece com o material que Georgie encontrou?" "A história do pai pulador de cerca do bebê ainda não nascido dela? Ninguém vai se importar. Como você mencionou no telefone, ela provavelmente vai dizer que é uma doação de caridade ou pagamento pela melhor assistência obstétrica." Eu balancei a cabeça e caí para trás em minha cadeira. "Nós estamos trabalhando nisso, Fred, mas, sem a evidência da extorsão de Caroline, não podemos enfraquecer a posição dela aos olhos do público. E se não podemos reverter essa percepção, qualquer dor que infligirmos a Caroline será inexoravelmente insignificante em comparação com a dor que a Sra. Foster irá enfrentar com as consequências."


ERA QUASE hora do almoço quando eu tive a chance de sair da sala de conferências e verificar o meu celular. Eu tinha contado cada detalhe do que aconteceu no Rio para a minha equipe de Relações Públicas. Eles escutaram e sacudiram a cabeça, mais do que convencidos de que Caroline era uma lunática, mas eles concordaram com Dave de que não havia evidência objetiva o suficiente para desmascará-la. Eu estava cansado e com fome, mas Georgie já havia ligado quatro vezes naquela manhã, a última ligação tinha sido alguns minutos antes. "Georgie, você está aí?", perguntei, assim que ela atendeu. "FRED". Ela parecia sem fôlego e animada. Empurrei-me contra a parede do corredor, dando espaço para a enxurrada de advogados que estavam saindo do prédio para almoçar. "O que é, G? Você foi para o café?" "Sim! Eu estive sentada na mesa logo atrás de Caroline e seu médico tonto durante os últimos quinze minutos e ela nem sequer notou!" "Como isso é possivel?" "Eu coloquei uma peruca vermelha e tudo. Eu acho que fico muito bonita. Pode ser que tente mudar o visual numa destas noites quando eu tiver tempo." Eu belisquei a ponta do meu nariz. "Georgie, você ouviu alguma coisa?" Ela praticamente gritou. "MUITA COISA! Eu não posso te dizer tudo agora. Estou em um dos banheiros e alguém está


batendo na porta. Mas Fred, ouça isto - o tal médico foi para universidade com Caroline e ele é obviamente apaixonado por ela. Eu só sei que ele está ajudando-a a falsificar a gravidez! Faz tanto sentido." "Ele disse isso?" "Eles tinham começado a falar sobre isso quando você ligou." "Volte lá, Georgie, e me ligue de volta na linha da sala de conferência do meu advogado para que ele possa gravar a conversa. Vou mandar uma mensagem de texto com o número." A chance que Caroline dissesse algo que a incriminasse em um ambiente público era quase nula, mas, independentemente disso, eu corri de volta para a sala de conferências e expliquei a situação para Dave tão rapidamente quanto possível. Assim que eu terminei, o telefone tocou no centro da mesa de conferência, e durante os próximos trinta minutos, estávamos todos a par da conversa de Caroline. Sentamos, atordoados com o que Caroline falou com o amigo dela, Dr. Dunn. Eu não me importava que meu estômago estivesse roncando de fome; Eu pairava sobre aquela mesa de conferências e ouvia a voz de Caroline pelo alto-falante. Ela estava derramando todo o encanto dela como eu nunca tinha ouvido antes, doce, inocente e repugnantemente agradável enquanto ela falava com o amigo dela. No início, eu pensei que Georgie tinha superestimado o conteúdo da conversa deles. "Isso me faz lembrar os bons velhos tempos em Cambridge," ele disse com um tom melancólico. Caroline riu e Georgie limpou a garganta. "Você sabe que essas são algumas das melhores lembranças que tenho." Dr. Dunn inclinou-se para o telefone. "Eu recebi o seu pagamento no outro dia, mas seria completamente desnecessário


se você fosse passível de minha alternativa. Honestamente, Caroline. Você sabe que eu sou louco por você - você tem certeza que vale a pena fingir um teste de paternidade só para estar com um homem que não ama você? Você e eu poderíamos ter-" "Silêncio, Nick. Você sabe o quanto esse casamento significa para mim. Eu te amo, você sabe que eu amo, mas eu estou muito estressada para pensar sobre tudo isso agora. Por favor, não faça isso mais difícil do que tem que ser. Você e eu sempre teremos algo especial entre nós, de verdade." Seu tom não teria chamado a atenção dos clientes ao seu redor, mas para mim, suas palavras eram boas como o ouro. De "querida, eu te adoro", eles escorregaram tão facilmente na conversa que nós todos estávamos esperando. Dave praticamente pulava e sorria, pairando sobre a mesa de conferência, incansavelmente tomando notas das coisas que estávamos ouvindo secretamente. "Temos que manter isso entre nós, querida..." "Você tem sido um bom amigo para mim nisso tudo, você deve saber o quanto sua ajuda significa para mim…" "Freddie insistiu no teste de paternidade como nós assumimos que ele faria, mas ele nunca iria suspeitar do seu envolvimento…" "Sophie vai soltar a história assim que eu lhe der o aval..." Caroline tinha finalmente escorregado e cavou sua própria sepultura e Georgie, a pequena detetive brilhante, tinha estado lá para ouvi-la fazê-lo. Eu sabia há semanas que Caroline Montague era uma manipuladora, conspiradora, mulher desonesta e agora o mundo saberia também. Era hora de acabar com isto de uma vez por todas.


CAROLINE CONCORDOU com o jantar imediatamente. Ela respondeu à minha chamada com um ‘Querido, eu estou tão feliz em ouvir você' e ela sussurrou em meu celular sobre como ela estava esperando por uma reconciliação, uma vez que retornássemos a Londres. Ela admitiu que as circunstâncias da gravidez deve ter sido um choque, mas que ela sabia que, com o tempo, eu iria compreender as razões dela em colocar um empecilho entre Andie e eu. "Eu simplesmente não poderia perder você assim, Freddie", disse ela, dizendo do outro lado da mesa no restaurante que Georgie e eu tínhamos combinado. Estávamos sentados à mesa durante apenas dez minutos e eu já tinha o suficiente. Sua mão caiu em cima da minha e eu notei a sombra de vermelho cobrindo suas unhas. Era o mesmo tom que ela passou nos lábios - lábios nos quais estava depositado um inocente sorriso. Ela estava vestida com um vestido creme de seda, quase parecendo um anjo inocente. Eu não tinha certeza de quanto tempo mais eu poderia deixá-la continuar com isso. "Eu acho que você vai ser um pai maravilhoso, Freddie." Se eu tivesse comido o pão que tinham trazido à nossa mesa, ele teria voltado pela minha garganta com aquele comentário. "Como é que está a gravidez até agora?", perguntei, com cuidado para ver o rosto dela por qualquer tipo de mentira. Ela apertou sua mão contra seu estômago como se houvesse realmente algo lá que não fosse a baguette francesa que tinha enchido sua garganta um segundo antes. "Eu tenho tido crises de enjôo matinais que vai e vem, mas tudo que li diz que é normal." Eu balancei a cabeça. "Estou feliz que eu fui capaz de ver todas as suas competições." É claro que ela estava. Eles não podiam resistir em mostrá-la no telão do estádio. Ela desempenhou o papel da noiva nervosa do jeito que eles queriam que ela fosse. "Você foi brilhante, Frederick," ela continuou.


Eu balancei a cabeça e tomei um gole de água. "Como sua mãe reagiu à notícia do bebê?", perguntou ela. Eu pensei na conversa que eu tive com ela no dia anterior por telefone. Tinha sido tenso e curto. "O que você vai fazer agora que voltou do Rio, Frederick? Você recusou cada evento que te convidaram. A imprensa está inquieta querendo uma exclusiva com você. Eu acho que você deveria sair e esclarecer tudo. Você precisa deixar o mundo saber que Caroline é sua noiva e mãe de seu filho, e que você não vai deixá-la por alguma garota que você conheceu há quatro semanas." Quatro semanas. Como tanta coisa tinha mudado em quatro semanas? "Freddie?" Eu balancei a cabeça, olhei para Caroline e menti. "Eu não tenho falado com ela há alguns dias." Sua testa se animou. "Ah, bem, eu tenho certeza que ela está muito animada." Eu não podia continuar sentado lá por mais tempo. Eu a tinha levado para o restaurante e ela tinha baixado a guarda; continuar sentado lá por mais tempo não serviria para qualquer propósito. "Georgie não pode esperar para se tornar titia." Ela engoliu um pedaço de pão de forma lenta e, em seguida, estendeu a mão para o copo de água. Após um longo gole, ela finalmente olhou para mim. "Oh, isso é uma boa notícia." Inclinei-me para que o simpático casal na mesa ao nosso lado - pessoas que estavam realmente apreciando o seu jantar – não nos ouvissem. "É uma pena que ela não vai se tornar uma por algum tempo."


Seus olhos se estreitaram, mas seu tom ficou leve. "O que você quer dizer?" Revirei os olhos. "Oh, dá um tempo, Caroline. Você não está grávida" Ela colocou o copo sobre a mesa enquanto eu continuava. "Georgie encontrou os e-mails que você enviou para o seu amigo, Dr. Dunn. Cara legal com um consultório no centro de Londres? Ele não deve ter tido dificuldades em adicionar seu nome nas imagens de ultra-som." Eu nunca lhe dei a chance de me cortar. "Diga-me, ele mentiu na minha cara quando voltamos para Londres? Forjou os registros médicos com seu nome neles? Que tal um teste de paternidade? Será que iríamos ver ele sobre isso também?" Caroline pegou o guardanapo e limpou os cantos de sua boca. Ela parecia totalmente não afetada pela notícia. Ela não corou ou ficou agitada. Quando ela terminou de enxugar as migalhas imaginárias, ela deixou cair o guardanapo no colo e se inclinou sobre a mesa, confiante. "Isto é ridículo. Você não pode provar nenhuma dessas bobagens." Eu ri. "Eu não precisava de provas até que você mostrou realmente quem você é. Eu vou anunciar a nossa separação, assim que eu sair daqui hoje à noite." Seu comportamento mudou depois disso. A expressão educada e ansiosa mudou como se tivesse passado uma toalha em suas feições. Ela parecia uma cobra pronta para atacar. Seus olhos se estreitaram e os lábios apertaram firmemente juntos. "O fato de que você ainda pensa que está no controle agora é realmente a parte triste de tudo isso." Eu foquei no sorriso lento se espalhando como se ultrapassasse seus traços. "Você acha que eu não planejei isso?" Ela riu e achatou sua mão contra seu estômago. "Opa! Eu perdi o bebê. Olhe para isso." Ela balançou a cabeça e me lançou um olhar lamentável. "Suponho que o estresse de ter um noivo traidor faria com que


qualquer mulher tivesse um aborto, você não acha?" Ela não me deu tempo para responder. "Me diga, querido: como você acha que o mundo vai tratar a sua putinha quando descobrirem que ela não apenas roubou o meu marido e arruinou a minha vida de conto de fadas, mas também matou o meu doce bebê?" Ela tinha um ponto válido, mas ela me subestimou. Ela achava que eu ainda pensava que ela tinha um pingo de humanidade dentro dela, mas eu sabia melhor. Não havia negociação com Caroline. Eu sabia que se eu me sentasse com ela no jantar e revelasse minha mão, ela revelaria a dela com uma risada exultante. Eu poderia tentar ser gentil e persuadi-la a recuar, mas isso não me levaria a lugar algum. "Seu destino está ligado ao meu, Frederick. Se você tentar se afastar de mim, isso só vai apertar o laço ao redor do pescoço de Andie. Mas você tem uma alternativa: Eu sei que a mídia vai gostar de ouvir como você ficou ao meu lado depois de um erro devastador. Claro, você vai penar bastante e eles vão fazer você pagar pelo caso, mas no final tudo vai dar certo." Ela sorriu. "Você não vê, Freddie? Você nunca vai se livrar de mim". Eu balancei a cabeça e enfiei a mão no bolso da minha calça para pegar o meu celular. No início, eu queria manter a imprensa fora disso, mas Georgie, Dave, e minha equipe de Relações Públicas tinham me convencido que a transparência era nosso aliado. Eu já tinha o artigo pronto no meu celular. Tinha sido publicado vinte minutos mais cedo, assim que o traseiro de Caroline tinha atingido a cadeira no interior do restaurante. Ela pegou o celular da minha mão, mas eu estava muito ansioso para vê-la ler a coisa toda. O artigo era longo - parte entrevista, parte exposição - e falava sobre tudo, desde os meus recordes olímpicos até Andie e Caroline. "É uma exposição," eu disse, aproximando-me mais e passando a mão do outro lado da tela até que uma imagem da falsa imagem de ultra-som apareceu, em tela cheia. "Veja, nos últimos meses, tenho duramente ignorado a imprensa. Eles estiveram


perseguindo minha família e a minha empresária para chegar até mim." Eu vi o celular chacoalhando em sua mão, mas eu não me senti mal por ela. "Dessa vez, respondi a todas as perguntas que eles queriam saber: o compromisso forçado entre você e eu, o meu envolvimento com Andie e, o mais importante, como você mentiu para o mundo todo sobre um bebê que nunca existiu." A cor desapareceu de seu rosto e ela deixou o celular cair na mesa. Isso sacudiu as taças, chamando a atenção dos convidados em torno de nós, mas eu continuei, principalmente porque, naquele momento, era fodidamente boa a sensação de desmascarar a cobra que estava enrolada em volta de mim nos últimos meses. "Ah, e entramos em contato com Dr. Dunn - bem, devo dizer, meu advogado entrou em contato com ele. Ele assinou uma declaração que detalha seu envolvimento em suas mentiras. Desde que ele foi tão cooperativo, não vamos prosseguir com as acusações criminais, embora ele certamente não vai se safar tão facilmente com o Conselho Médico." Ela pegou o celular na bolsa, mas eu balancei a cabeça. "Se você está prestes a entrar em contato com Sophie Boyle, eu não me incomodaria. Ela é, na verdade, a pessoa que me entrevistou." Eu podia ver o choque em seu rosto. "Ela não era sua amiga? Garota legal – um pouco mercenária, você não acha? Eu diria que você deve escolher seus amigos um pouco mais sabiamente no futuro." Ela soltou seu celular e fechou a bolsa dela. "Foda-se, Freddie", ela cuspiu antes de deslizar a cadeira para longe da mesa. "Isso ainda não acabou." Uma parte de mim se sentiu mal por ela, então - uma pequena, minúscula parte, que diminuiu assim que ela olhou atirando punhais em mim.


"Você fez isso a si mesmo, Caroline. O que aconteceu com você?" Seus olhos estavam cheios de tanto ódio. Ela recuou como se ela estivesse prestes a me dar um soco, mas Georgie já estava lá, segurando o telefone com uma mão e pegando o braço de Caroline com a outra. "Ei, coleguinha! Eu nunca vou esquecer as memórias maravilhosas que compartilhamos juntas - esta em particular." Caroline empurrou Georgie tão forte que Georgie quase perdeu o equilíbrio e caiu sobre a mesa atrás dela. "Tire essa câmera da minha cara!" Caroline gritou. Levantei-me e contornei a mesa para me colocar entre as duas. O gerente do restaurante já estava se aproximando de nós, preocupado com a comoção. Nós tínhamos ficado além do tempo ali e eu não tinha a intenção de arruinar a noite de todos ao nosso redor. Eu joguei na mesa dinheiro mais do que suficiente para pagar as despesas e me virei para escoltar Georgie para fora do restaurante. "Vamos, G." Ela levantou seu telefone. "Eu consegui cada palavra! E aquele quase tapa no final. Isso foi pura magia." "Isto não acabou, Freddie!" Caroline gritou atrás de mim. Eu balancei a cabeça e continuei andando. Ela estava errada. Acabou, e uma vez que o choque da notícia passasse, ela iria perceber isso também. Com o artigo, a confissão assinada do médico e o vídeo de Georgie, Caroline tinha estragado a sua imagem. Ela poderia me difamar nos noticiários o quanto ela quisesse, mas ninguém com metade de um cérebro iria levá-la a sério depois de saber da amplitude de sua insanidade. Ela achou que as mentiras sobre infidelidade e a gravidez seriam um grande trunfo, mas acabou que a verdade era muito mais quente do que a


ficção de Caroline. A socialite de Londres ficou absolutamente louca? Eu não poderia ter feito isso melhor nem se eu tivesse tentado. Sophie Boyle tinha praticamente salivado sobre o telefone quando eu tinha começado a colocar para fora toda a história para ela. Enquanto eu escoltava Georgie para fora do restaurante e em direção a um táxi que estava parado, ela olhou para mim. "Como você está se sentindo?" Eu inalei uma lufada de ar noite. Livre. Senti-me livre. Pela primeira vez desde a morte de Henry, eu finalmente me senti como se eu estivesse pronto para lidar com a responsabilidade do meu título sem ceder às exigências da minha mãe. Eu poderia ser Freddie Archibald, nadador, duque e cara normal. Ela não tinha jogado Caroline para mim por maldade. Ela sofreu nos últimos anos, mais do que ela deixou transparecer para Georgie e eu. Ela tinha perdido seu marido e seu filho e ela queria algo para seguir em frente, ela queria um noivado e um casamento e futuros netos. Ela queria uma nova nora que pudesse acolher na família e amar e, quando eu tinha contado a notícia sobre Caroline para ela no caminho para o jantar, eu tinha prometido a ela que, em breve, ela teria uma.


Andie

POUCOS DIAS depois que tínhamos retornado aos Estados Unidos, a vida voltou ao normal (tanto quanto ela nunca seria). Nós tínhamos dado nossa entrevista final como uma equipe e nos separamos na capital. Todos voltaram para a vida que tinham deixado antes de serem chamados para jogar na Equipe Feminina Nacional. Para a maioria das minhas companheiras de equipe, tinha sido alguns meses duros longe de suas famílias. Para mim, tinha sido o momento ideal. Antes dos jogos, eu terminei meu último ano jogando futebol na faculdade e tinha começado a planejar a minha vida após a graduação. Eu tive algumas ofertas de clubes nos Estados Unidos, incluindo Orlando, Seattle e Houston, mas eu estava mais interessada nas ofertas de clubes de futebol no exterior. Arsenal e Chelsea eramos dois que eu realmente comecei a considerar antes dos jogos. Ambos eram grandes equipes e o Chelsea estava precisando de um goleiro de imediato - o que significava que, se eu assinasse com eles, eu iria começar imediatamente. Eu conseguiria uma tonelada de tempo de campo e eu teria a oportunidade de aprimorar minhas habilidades em competições internacionais antes da próxima Copa do Mundo, em poucos anos. Kinsley entrou na cozinha e me enviou um aceno de cabeça sonolento que eu sem entusiasmo retornei. Eu tinha tido trabalho em criar uma lista de prós e contras para os cinco clubes que eu


ainda estava considerando. Atualmente, a lista incluia apenas alimentos. Em Houston, eu teria um grande churrasco, mas em Chelsea, eu teria peixe e batatas fritas. "Como está o cereal?", perguntou ela. "Rançoso e duro", eu disse, mergulhando minha colher e dando outra mordida. Tinha gosto de papelão, mas eu estava com muita fome para me importar. Ela riu e olhou na geladeira, embora eu soubesse que ela não iria encontrar nada dentro. Nós esvaziamos a geladeira antes que fôssemos para o Rio e, a menos que ela quisesse comer picles ou um pote de mostarda no café da manhã, ela estava sem sorte. Eu tinha vasculhado a despensa até que encontrei uma caixa solitária de Cheerios que expirou dois meses atrás. "Onde está Liam?", perguntei. "Dormindo." Eu balancei a cabeça. Ela fechou a porta da geladeira depois de chegar à mesma conclusão decepcionante que eu tinha tido trinta minutos mais cedo: nada dentro era comestível. Eu balancei a caixa de Cheerios no ar e ela deu a volta na ilha da cozinha, puxando para trás a cadeira ao lado da minha na mesa. Eu não escondi minha lista de prós e contras; Kinsley já sabia que eu tinha uma decisão difícil pela frente. "Você já pensou no que você vai fazer agora que os jogos terminaram?" Bati minha caneta no bloco de notas. "Um pouco." "Com o Chelsea, você estaria perto de Freddie em Londres." Freddie. Ela estava me observando com um brilho de esperança nos olhos, como eu fosse rasgar a lista vazia e lançá-lo no lixo por


Freddie. Freddie. Freddie. Freddie. O que ela não entendeu sobre a psicótica Caroline e seu desejo de me matar no meu sono? Ela realmente achou que eu iria me mudar para Londrese, jogar pelo Chelsea, e ainda lidar com a porcaria da Caroline? Parecia um pesadelo, mesmo com Freddie ao meu lado. Dei de ombros. "Eu não tenho certeza se eu quero jogar ainda e eu duvido que alguém fosse me querer na equipe deles pouco tempo depois que eu terminei de reabilitar meu pulso." "Essa é uma desculpa sua e você sabe disso." Olhei para ela sobre a minha tigela de cereais. "O Chelsea assinará o contrato agora mesmo", ela continuou. "Pulso ferido ou não. Você está apenas com medo de realmente encarar isso." "Talvez eu queira jogar para o Houston." Ela revirou os olhos. "Oh sim? Diga uma coisa sobre essa cidade." "Eles têm um monte de cowboys." "Exatamente", disse ela, inclinando a caixa de cereal para que ela pudesse comer um punhado de Cheerios. "Se você não vai fazer nada com relação à Freddie agora que Caroline está definitivamente fora de cogitação, então você precisa escolher uma equipe com base em suas necessidades. Chelsea é um bom lugar para começar." Apertei os olhos. "Espere, volta." "Você não estava ouvindo esse tempo todo?", ela suspirou. "Você precisa descobrir o que você quer para sua carreira-" Eu a silenciei. "Não! Não esta parte estúpida. O que você acabou de dizer sobre Caroline?" Ela franziu as sobrancelhas. "Você não viu os noticiários esta manhã?"


"Que notícia?" "Eu pensei que você tivesse um alerta do Google sobre Freddie?" Meu coração caiu. Em um esforço para obter um controle sobre a minha vida, eu tinha colocado um filtro de Freddie no meu computador assim que eu tinha voltado para os EUA. Sem Google, sem Yahoo, sem Bing. Não era saudável passar o dia todo vendo cada foto dele que eu pudesse encontrar. Fazia alguns dias que eu estava livre de Freddie e minha vida já estava começando a seguir em frente. Tinha escovado meu cabelo e meus dentes naquela manhã, deixado meu quarto e até tinha planos para ir para dar uma corrida depois que eu terminasse de comer o meu cereal envelhecido. Vê? Progresso. Kinsley empurrou minha tigela de cereal fora do caminho e me entregou seu telefone com três janelas já abertas. "Escolha uma e leia."


CONSPIRACÃO DA CONCEPÇÃO DE CAROLINE Freddie libertado depois de um relatório chocante de fraude da noiva, extorsão!


Concepção Imprecisa de Caroline Aspirantea duquesa falsificou a gravidez


Uma Loba em Roupas Chiques Socialite Caroline Montague desmascarada como mentirosa e chantagista

O campeão olímpico e Duque Freddie Archibald envolveu-se em um polêmico triângulo amoroso envolvendo sua até então prometida noiva Caroline Montague e a conhecida americana Andie Foster. Relatórios anteriores detalhando a suposta infidelidade de Archibald nos Jogos Olímpicos trouxe uma reação afiada e clamor público mordaz contra Foster, a jovem goleira americana, particularmente depois que Montague revelou que ela estava esperando um filho. No entanto, novas evidências sugerem que a gravidez era uma invenção usada para coagir Archibald a um casamento arranjado com o qual ele nunca concordou. "Estou feliz que a verdade das ações tóxicas de Caroline veio à tona", disse Archibald, falando a repórter da Sky News, Sophie Boyle. "Durante semanas, ela me extorquiu pelo meu silêncio e minha cooperação usando ameaças e registros médicos falsos criados em conjunto com um médico compassivo." A loucura começou três semanas antes de começar os Jogos Olímpicos no Rio, quando a família Archibald soltou um comunicado anunciando o noivado oficial de Frederick com Montague, uma amiga de longa data da família e socialite de Londres. O noivado veio sem nenhuma surpresa para a maior parte de Londres, já que Caroline foi previamente companheira de Henry Archibald antes de sua morte, mas nem tudo era o que parecia, diz Archibald. "Eu nunca concordei em me casar com ela. Minha mãe sugeriu após o falecimento do meu irmão, mas eu não queria nada disso - a propriedade, o legado da família. Eu só queria treinar e nadar pelo meu país. O noivado foi anunciado sem o meu consentimento." Tinha sido amplamente especulado que o compromisso se tornaria um noivado depois que Montague voou para o Rio de


Janeiro para torcer pelo duque, mas Archibald supostamente deu a notícia dos seus desejos no mesmo dia da chegada dela. "Foi depois que eu disse a ela que queria acabar com o noivado que ela deixou cair à fachada de fala mansa, menina caridosa que o mundo conhecia e abraçou o papel de chantagista. Ela não se importava que eu nunca fosse amá-la. Ela não iria parar até ver o casamento acontecer e ter o seu título definido em pedra." Com os Jogos Olímpicos terminados, toda a conspiração poderia não ter sido declarada se não fosse os esforços da jovem detetive amadora Georgia Archibald. "Eu honestamente não me importei em expor [Caroline] como uma criminosa", disse ela. "Eu simplesmente não podia engolir a ideia de passar 60 ou 70 mais anos com ela me levando às lágrimas no Natal."

"Você já terminou? Pule para o final!", disse Kinsley, andando para lá e para cá na frente da mesa da cozinha. Boyle empurrou Frederick sobre o assunto de Andie e seu futuro juntos. Ele sorriu. "Eu não tenho certeza do que o futuro reserva para nós. Ela e eu nunca tivemos uma chance enquanto Caroline estava no jogo, mas ela é uma pessoa incrível e espero que uma vez que a poeira abaixe sobre esta história, eu e ela possamos ter um novo começo."

Olhei para cima. "Isso é a vida real? Ele acabou de dizer ao mundo todo que ele quer um novo começo comigo?" Ela arrancou o telefone da minha mão. "EXATAMENTE! Ele está apaixonado por você e você está sentada nesta mesa comendo Cheerios mofados, em vez de fazer as malas."


Saltei da minha cadeira. "Procure os voos para Londres! Eu quero estar no próximo que deixar LAX." Ela assentiu e acenou com a mão para me apressar. "Vai fazer as malas e eu vou reservar o bilhete." Corri pelo corredor em direção ao meu quarto, já tentando pensar no que devia levar. Eu iria precisar de roupa bonita se eu ia atravessar o oceano e aparecer na porta de alguém. Espera aí… "O que os outros artigos diziam?", eu gritei pelo corredor. "Havia uma parte sobre o médico estar apaixonado por Caroline desde a faculdade. Oh, e, aparentemente, Georgie disfarçou-se e os gravou admitindo que estavam fingindo a gravidez!" Puta merda. Georgie fez isso. EU TE AMO GEORGIE. "Você pode ler o resto no avião!" Kinsley continuou. "Vai fazer as malas!"


Andie

COISAS QUE EU CARREGUEI comigo fora do avião em Londres: - O Xanax43 2mg que minha colega de poltrona ofereceu ao ouvir a versão condensada da minha história - Uma compreensão abismada do sistema de trânsito de Londres - Uma dose saudável de pânico e ansiedade (veja: por que eu fiquei com o Xanax) - Meu iPhone carregado com a música tema de Rocky, Wonderwall do Oasis, e Your Song, cantado por Ellie Goulding - Uma mensagem de texto da minha mãe que dizia: "Isso é loucura. Você não pode voar para o outro lado do mundo e aparecer na porta de um homem que você mal conhece. O que você acha que vai acontecer uma vez que você chegar a Londres?! Você precisa avisá-lo em primeiro lugar! Sua avó está tendo palpitações cardíacas."

43

O Xanax serve para tratar estados ansiosos que têm como sintomas insônia, irritabilidade, ansiedade, tensão, agitação e apreensão. Além disso, este medicamento também está indicado para o tratamento da ansiedade relacionada com a depressão, em que o paciente tem sintomas de ansiedade e depressão em simultâneo.


Minha mãe estava errada. Ela tinha que estar. O artigo de Freddie era a maneira dele de colocar a bola em campo. Ele havia se livrado de Caroline, mas gritou para o mundo todo que ele queria ficar comigo. Era a minha vez de mostrar a ele que eu era capaz de um grande gesto. Depois que o meu avião pousou em Londres mais tarde no mesmo dia, eu puxei a minha bagagem para o primeiro banheiro que eu achei e me olhei no espelho. Oh, doce Jesus. O voo de longa distância tinha acabado comigo, e sem uma boa chuveirada, não havia muito que eu pudesse fazer. Lavei o rosto e passei algum rímel e blush. Eu pude sentir a mulher ao meu lado observando-me refrescar e, quando finalmente olhei por cima e encontrei os olhos dela, ela sorriu. "Indo a algum lugar divertido?", ela perguntou enquanto lavava o sabão das mãos. "Umm... bem." Por alguma razão eu não poderia vir com uma mentira deslavada, então eu dei de ombros e disse-lhe a verdade. "Eu vou tentar encontrar o homem que pode ser o amor da minha vida, agora que sua ex se mostrou uma psicopata." Sua boca se abriu em choque e eu ri, tentando aliviar o constrangimento. "Oh meu senhor... você é-" Limpei a garganta e balancei a cabeça antes que ela pudesse dizer. "Certo", ela disse com um sorriso cúmplice. Ela vasculhou sua bolsa e entregou-me uma lata de shampoo seco. "Aqui, tome isto, querida." Olhei para o meu reflexo e notei o meu ninho de rato. "Ah, pensando bem." Ela assentiu com a cabeça e bateu no meu ombro. "Você vai bater suas meias44, eu tenho certeza."

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Expressão que significa surpreender ou agradar-lhe muito.


Eu pulverizei o xampu seco e puxei meu cabelo em um coque bagunçado. Depois de borrifar um pouco de perfume atrás da minha orelha, eu puxei a minha bagagem para fora do banheiro atrás de mim e me dirigi para a linha de táxi lá fora. Senti-me bem, como se talvez eu não fosse uma pessoa louca em voar para Londres sem Freddie saber. E se a senhora desconhecida do banheiro acreditou em mim, então isto certamente funcionaria a meu favor. "Para onde?", o taxista perguntou assim que eu deslizei no seu banco de trás e puxei minha mala depois de mim. "Senhorita? Para onde?" Ele olhou para mim no espelho retrovisor e eu congelei, incapaz de lhe dar uma resposta. "Oh. Certo." Eu não tinha ideia de onde Freddie morava. Como eu não tinha pensado nisso antes? Talvez porque eu tinha empurrado a roupa em uma mala, corrido para o aeroporto e saltado no avião, assim que eles anunciaram a chamada de embarque final. Agora eu estava em Londres sem ter para onde ir. "Senhora, para onde você quer ir?" "Eu realmente não tenho ideia", eu disse com uma risada apertada, tensa quando abri a porta dos fundos e empurrei minha bagagem de volta para a calçada. Eu provavelmente parecia uma louca, e sinceramente, eu estava começando a me sentir como uma. Dei um passo atrás para cima do meio-fio e deixei minha mala cair ao meu lado. Era 21:00 no horário de Londres e eu não tinha certeza se Georgie estaria com seu telefone, mas eu tentei ligar para ela de qualquer maneira. O tráfego em torno do aeroporto tornava difícil ouvir o telefone tocar e, por dois segundos, eu temi que eu ficaria presa em uma calçada sem nenhum lugar para ir.


Eu teria que encontrar um hotel aleatório e passar a noite como uma perdedora solitária. "ANDIE!" Georgie gritou ao telefone. "Você levou muito tempo!" Eu suspirei de alívio ao ouvir o som de sua voz. "Oi, Georgie." "Acho que você está telefonando para mim para me encher de elogios pelo meu excelente trabalho de detetive?" "Uh, bem... sim, algo assim." Eu olhei em volta. "Na verdade, estou em Londres." Ela gritou tão alto ao telefone que eu tive que segurá-lo longe do meu ouvido para não ficar surda. As poucas pessoas que estavam no meio-fio ao meu lado, à espera de seus táxis, enviaram-me olhares desajeitados. "Georgie, pare de gritar." "Onde você está!? Eu vou e te pego." "Eu ainda estou no aeroporto. Meu avião pousou há trinta minutos." "Você veio por causa dele, não foi?" Ela parecia tão animada com a perspectiva. "A menos que ele tenha encontrado outra pessoa?" Eu brinquei com uma risada plana, ansiosa. "Você está brincando comigo? O imbecil está entocado no apartamento dele como se o mundo estivesse acabando. Ele ficou todos estes dias claramente esperando por você ligar, e toda vez que eu tento falar com ele quase arranca a minha cabeça dizendo para eu lhe dar algum espaço. Foi tudo muito dramático, eu lhe garanto." Eu sorri. "Bem, se você não se importar de me dar o endereço dele, eu acho que vou direto para lá."


Freddie

"ABRA, FRED!" Eu gemi ao som de Georgie batendo na minha porta. "Vá embora, G. Eu não estou a fim de companhia." Ela me ignorou, usou sua chave e entrou no meu apartamento como um diabo da Tasmânia. Eu mantive minha cabeça enfiada na geladeira – procurando por algo para comer mas ela passou por mim e pegou um saco vazio de batatas fritas do balcão da cozinha. "Escuta aqui, seu eremita insuportável", disse ela, amassando o saco vazio. "Você precisa arrumar este lugar, e então, talvez considerar tomar um banho." Peguei minha camisa, cheirei-a e só recuei um pouco. "Não está tão ruim", eu disse, voltando a procurar por comida. Eu já tinha jantado algumas horas antes, mas a comida era uma ótima distração e já que Andie estava em minha mente, era uma distração mais do que bem-vinda. Enfiei os legumes de lado e peguei um pedaço de queijo. Eu deixei a porta da geladeira fechar e, em seguida, olhei para ver Georgie soltar um saco de papel pesado na base da ilha da cozinha. Parecia que havia uma bola de boliche enfiada dentro. "O que você trouxe, G?"


Ela ignorou minha pergunta e andou na minha direção com determinação. Eu mal puxei o invólucro que cobria o meu queijo quando ela deu um tapa na minha mão. Ele caiu no chão com um baque triste. "Ei", eu gemi. "Eu ia comer isso." "Você está me ouvindo?! Deixa este queijo de lado!", disse ela com fogo em seus olhos. "Você precisa tgomar um banho! Agora!" Eu tinha visto algumas versões diferentes de Georgie ao longo dos anos. Ela era animada e barulhenta e resmungona e grosseira, mas esta Georgie era uma versão totalmente nova. Seus olhos brilhantes estavam arregalados e ansiosos, pedindo-me para levá-la a sério. Quando não me movi rápido o suficiente, ela gemeu e passou por mim para conseguir um saco de lixo fora do armário de vassouras. Ela chicoteou-a aberta com um POP alto e atravessou a cozinha, jogando tudo que estava na sua frente: lixo, papéis, uma caixa vazia de pizza. Ela quase jogou uma das minhas medalhas de ouro (eu não tinha chegado a colocá-la junto com as outras ainda), mas eu estendi a mão e peguei-a antes que ela caísse dentro do saco. "Georgie, você tem estado completamente louca. Devo ligar para um médico?" Ela ignorou minha provocação e voltou para o armário de vassouras onde ela tinha encontrado o saco. "Você tem uma vela ou algo assim?", perguntou ela, beliscando seu nariz fechado com os dedos. "O que está acontecendo?" Ela balançou a cabeça. "Nada. Só...", ela olhou ao redor, tentando pensar em uma mentira. "Eu acho que você precisa se refrescar um pouco."


"Eu tenho uma empregada que vem duas vezes por semana. Agora, confessa. O que deu em você?" Ela era uma péssima mentirosa, que piorava com a energia ansiosa que ela colocava para fora quando ela estava fazendo alguma coisa. Eu puxei o saco para fora de sua mão e o deixei cair no chão. "Você está muito estranha. Ou você me diz o que está acontecendo ou-" Uma forte batida na minha porta da frente interrompeu o meu ultimato. Os olhos de Georgie ampliaram ainda mais assim que ela varreu o olhar para a porta. "Oh, não." Suas mãos cobriram sua boca. "Estou muito atrasada. Você vai estragar tudo com seu apartamento todo sujo e bagunçado." "Estragar o que, Georgie?" Ela não respondeu. "Quem está na porta?" Ela deu de ombros e voltou para o armário de vassouras, procurando meus produtos de limpeza. "Vai lá ver", disse ela. "Eu tenho trabalho a fazer." Passei minha mão pelo meu rosto, irritado com a ideia de companhia. Eu não sabia o que Georgie estava aprontando, mas a pessoa na porta estava batendo novamente, então, passei por cima do saco de lixo para ir atender. Mal virei a maçaneta quando ouvi Georgie pulverizando alguma coisa na cozinha. Ela tinha realmente chegado ao fundo do poço. Eu balancei a cabeça e chicoteei a porta aberta. O tempo parou assim que Andie entrou em foco na minha porta. Eu estava segurando a porta, boca aberta, respiração congelada, coração batendo. Pisquei e pisquei novamente.


Não podia ser ela. Ela devia estar a meio mundo de distância e, ainda assim, ela estava aqui, de pé a poucos centímetros de mim e agitando uma pequena bandeira britânica para lá e para cá na frente de seu peito. Eu não conseguia acreditar que ela estava aqui. Em Londres. No meu apartamento. Sua bagagem estava escondida atrás dela e ela estava usando um pequeno sorriso hesitante. Seus olhos cinzentos estavam brilhando com esperança e sua mão estava tremendo em torno da bandeira. Seu cabelo loiro pálido estava amarrado em um coque bagunçado e ela usava jeans e uma blusa branca enrugada. Ela deveria estar parecendo cansada de seu voo, mas ela estava radiante. Eu queria estender a mão para tocá-la, mas eu estava com medo de que ela desaparecesse como uma miragem. "Andie?", perguntei, ouvindo a esperança na minha voz. Uma pergunta após outra veio à mente (Como você chegou aqui? Quando você planejou isso? Onde você vai ficar? Quanto tempo você vai ficar aqui?), mas eu resolvi por uma simples declaração. "Você está aqui." Um estrondo soou na cozinha e seu sorriso caiu. Seus olhos passaram por mim, tentando encontrar a fonte do barulho. "É um momento ruim?" Eu balancei a cabeça e abri a porta mais larga. "Não, é apenas Georgie. Entre." Nós não tínhamos nos tocado. Ela tinha estado na minha porta por um minuto e eu não a tinha beijado e eu queria beijá-la. Eu abri a porta e ela entrou com uma risada hesitante. Peguei a mala antes que ela pudesse e levei para a sala de estar. "Finjam que eu não estou aqui!" Georgie gritou de algum lugar no apartamento pouco antes que uma porta batesse. Eu não tinha ideia do que ela estava fazendo, mas eu não me importei.


Fechei a porta da frente e foquei em Andie enquanto inspecionava as fotos penduradas na sala. "Então, este é o seu apartamento", disse ela, inclinando-se na ponta dos pés para inspecionar uma foto de Georgie e eu de quando éramos pequenos. Georgie tinha me pedido para contratar um decorador depois que eu comprei o apartamento, alguns anos atrás; assim que Andie virou-se para dar uma olhada na sala de estar, eu fiz uma nota mental para agradecer a ela. "É realmente bom, Freddie." O que é que eu tinha que ainda não a toquei? Ela estava caminhando em torno do apartamento, sorrindo para os móveis quando ela deveria estar sorrindo para mim. Dei um passo para frente para quebrar a distância e dar-lhe a saudação que eu deveria ter dado na porta, mas, de repente, o rosto dela se contorceu assim que nós dois sentimos uma lufada de aromatizador vindo da cozinha. Não, não uma lufada. Uma pluma de gás nocivo quase nos bateu para fora de nossos pés. Georgie tinha pulverizado o suficiente que cheirava como se uma fábrica de aromatizante houvesse explodido no meu apartamento. Andie tossiu e acenou com a mão na frente do rosto. "O que diabos foi isso?" "Só pode ter sido Georgie. Ela veio para arrumar um pouco antes de você chegar aqui. Devia cheirar a...", eu verifiquei o frasco de spray. "Summer citrus." Ela riu. "Cheira a aroma de merda." Eu balancei a cabeça e caminhei para empurrar e abrir a porta da varanda. Estava um pouco frio, mas nós tínhamos que fazer isso até que o apartamento estivesse ventilado. Acenei para Andie para me seguir para a varanda e assisti maravilhado quando ela deu uma olhada na vista de Londres. Eu tinha me acostumado a ela ao longo dos anos, mas vê-la através de seus olhos lembrou-me como esmagadora poderia ser em


primeiro lugar. Ela encostou-se no corrimão e olhou para a London Eye (Olho de Londres). "Georgie sabia que eu estava vindo", admitiu ela, olhando para mim com o canto dos olhos. "É por isso que ela veio limpar, eu acho." Eu me aproximei. "Você ligou para ela, e não para mim?" Suas bochechas coraram. "Eu queria que fosse uma surpresa", disse ela, envolvendo os braços em torno de si para continuar aquecida. Dei um passo para frente e esfreguei minha mão para cima e para baixo em suas costas, aquecendo sua pele sob a blusa. "É uma surpresa maravilhosa", eu assegurei a ela. Eu ainda estava em estado de choque. Ela inclinou a cabeça para olhar para mim por cima do ombro. Por um momento, ficamos lá com a minha mão em suas costas e os olhos dela presos na minha boca. "Normalmente, quando se faz um grande gesto romântico como este, eles se beijam", disse ela melancolicamente. "Eu ainda não posso acreditar que você está aqui. Meus lábios estão mais lentos que meus olhos", eu disse, roçando minha mão nas costas dela para que eu pudesse segurar na base de seu pescoço e inclinar sua boca para a minha. "Bem, diga a eles que se apressem." Não tinha sido nem um mês desde que ela me deixou naquele hotel no Rio, mas, assim que me inclinei e apertei meus lábios nos dela, parecia que anos tinham nos separado. Sua mão apertou contra o meu peito, segurando a minha camisa. Ela me puxou para mais perto e eu embalei sua cabeça, trazendo seu corpo para mais perto do meu para que eu pudesse trazer seu lábio inferior na minha boca e mostrar a ela o quanto eu sentia falta dela.


Ela gemeu contra mim e eu a empurrei contra o parapeito da varanda. Eu sabia que o metal iria incomodá-la, mas ela não se importou. Ela se perdeu no beijo tanto quanto eu me perdi. Quando eu finalmente puxei para trás para recuperar o fôlego, ela se encaixou contra mim de modo que a cabeça dela estava escondida debaixo do meu queixo e seu rosto estava pressionado contra o meu peito. "Eu li o artigo de hoje. Li isso e peguei um avião uma hora depois." Eu sorri. "Isso é louco?", perguntou ela. Louco? Inclinei-me para trás para dar uma boa olhada nela. Seus lábios estavam cheios, vermelho brilhantes, e tão fodidamente beijáveis que eu não pude deixar de me inclinar para frente e roubar um beijo rápido. Eu sabia que não era o que ela queria embora. Os olhos arregalados estavam vulneráveis e seu coração estava bem ali, espalhado em suas feições. Ela estava à espera de uma resposta, mas eu não queria assustá-la. Eu não queria dizer a ela que os últimos dias sem ela tinham sido miseráveis. Eu não queria dizer que ela era a razão que, de repente, senti como se a vida fosse mais do que competições, medalhas e recordes. Ela era a razão pela qual eu queria mais e se eu lhe dissesse isso, eu tinha medo que ela lutasse contra isso, dizendo que um mês não era tempo suficiente para se apaixonar, mas eu estava apaixonado. "Você não é louca," eu prometi. "Se eu não ouvisse nada de você até amanhã, eu ia voar para L.A. Eu já tinha o meu bilhete." Ela sorriu. "Isto é melhor." Eu balancei a cabeça. "Muito melhor." Afastei alguns fios de cabelos que o vento tinha soprado através de sua bochecha. Ela caiu no meu toque, fechando os olhos


e inalando o momento, tanto quanto eu estava. Quando ela olhou para trás para mim algunss egundos depois, havia um tom brincalhão no seu sorriso. "Você sabe, havia uma coisa que você deixou de fora no artigo." "Oh?" Ela assentiu com a cabeça. "Você disse que queria outra chance comigo, mas você não foi muito explícito sobre seus sentimentos." Eu sorri e tracei meus dedos para frente e para trás em sua bochecha. "Eu lhe disse como eu me sentia na noite que você deixou o Rio." Ela suspirou. "Sim, mas isso foi no momento, na magia do Rio e os jogos...", ela suspirou. "Eu me perguntei se você sentiria o mesmo à luz do dia." Abaixei-me, então eu estava ao mesmo nível de seus olhos e falei as próximas palavras tão claramente quanto eu poderia. "Andie, eu te amo." Ela sorriu. "Ok, apenas verificando." Eu ri. "Só isso?" Eu precisava muito ouvi-la dizer isso. "Bem, eu estou aqui", disse ela, varrendo a mão sobre o horizonte de Londres. "Obviamente que conta para alguma coisa... e eu realmente gosto de seu apartamento... e esta vista é de matar." "Andie..." Seus olhos brilhavam com malícia quando ela olhou de volta para mim. "E, tudo bem, tudo bem. Frederick Archibald, embora seu nome seja um pouco pretensioso, eu te amo."


Georgie chicoteou a porta do meu quarto aberta e ambos nos viramos para vê-la caminhar para fora do meu quarto com uma mão cobrindo os olhos e o outro em linha reta, tentando evitar tropeçar sobre a mobília da minha sala. "Lá lá lá, eu não estou aqui!" Ela cantou. "Eu não estava escutando muito e só ouvi a última parte sobre como vocês dois se amam. Foi tudo muito nauseante e eu quase vomitei o meu jantar no quarto de Fred." "Georgie-" Ela me cortou. "Estou indo embora! Vocês não podem ver que eu estou indo?!" Eu a vi se mover através da sala de estar com a mão sobre os olhos e apenas antes dela fazer o seu caminho para a porta, ela tropeçou no saco de lixo que tinha deixado pela ilha da cozinha com um audível "Oomph!" Dei uma risada e me movi para ajudá-la, mas ela me dispensou. "Não deixem que eu estrague a noite de vocês. Eu apenas arrumei alguns itens em seu quarto e agora vou embora." Andie riu. "O que você quer dizer? Alguns itens?" Ela virou-se e separou os dedos que ela estava usando para cobrir os olhos. Ela espiou através deles para olhar para nós e deu de ombros. "Oh, você sabe, apenas algumas coisas para manter o romance no ar. Sabendo como o meu irmão é terrivelmente bobo, eu tive que cuidar das coisas por aqui - embora eu estivesse bastante limitada. A loja da esquina que eu fui não tinha quase nada para... como eu devo dizer..." Ela acenou com a mão no ar. "Dar o clima." Eu gemi. "Eu realmente não quero saber o que você fez lá, G."


"Você deveria me agradecer!", gritou ela enquanto agarrava a bolsa da ilha de cozinha e se dirigia para a porta. "Eu preparei um banho, porque você fede - mesmo que Andie seja educada demais para dizer isso!" Andie riu enquanto Georgie escorregava para fora da porta. "TCHAU! Nós vamos tomar café-da-manhã e, em seguida, dar um pulo na Chloé para comprar aquela bolsa que você prometeu!" Uma vez que ela tinha ido embora e eu tranquei a porta atrás dela, Andie encontrou-me fora da porta do meu quarto. "Sua irmã é uma loucura", disse ela com uma risada. Eu balancei a cabeça. "Mas você não pode argumentar com os resultados dela." Ela assentiu com a cabeça em direção ao meu quarto. "Vamos lá, vamos ver o que ela fez." Andie empurrou a porta aberta e eu me preparei para o pior; acabou que eu não tinha me preparado para isso. Enquanto o meu olhar varria o espaço, eu não tinha a menor ideia por onde começar. Havia chocolates baratos espalhados ao redor do quarto - não com qualquer tipo de rima ou razão, apenas lá, espalhados, para que você pudesse dificilmente andar sem pisar em um. Na base da cama, ela tinha colocado uma dúzia de limões e os arranjou para que eles escrevessem A-M-A-S-S-O. "Limões?", Andie perguntou enquanto ela se aproximava, evitando o campo minado de doces no chão. Isso não era nem mesmo o pior. Ela tentou definir o clima com algumas velas acesas nas mesas de cabeceira, mas aparentemente a loja que ela tinha ido não tinha velas de mesa padrão. Em vez disso, ela comprou uma dúzia dessas velas religiosas altas com Jesus, Maria e alguns outros santos que eu provavelmente deveria ter conhecido espalhados nas laterais. Aparentemente, de acordo com Georgie, a figura iluminada de um Jesus crucificado devia dar um clima.


"Com toda a sinceridade, ela disse que a loja estava em falta de uma seleção romântica", disse Andie, pegando um dos limões, e olhando para mim. Eu ri e aproximei-me para envolver meus braços em torno dela. "É assim que será a vida?", perguntou ela. Eu sorri. "Temo que sim. Ela costumava morar na propriedade com a minha mãe, mas agora que ela está com quase dezoito anos, ela vai ganhar um apartamento na cidade." Andie sorriu. "Isso vai ser muito divertido." Ela disse como se ela fosse uma parte da diversão, como se ela fosse ficar em Londres, quando Georgie se mudasse. "Quanto tempo você pode ficar?" Ela olhou para baixo quando ela deixou cair o limão de volta para minha cama. "Na verdade, eu tenho uma reunião amanhã com o Chelsea." "O clube de futebol feminino?" Ela assentiu com a cabeça. "Eles me ofereceram um contrato antes dos jogos e-" Eu bati meus lábios contra os dela e roubei o fim de sua sentença. Quando eu puxei para trás, ela riu e sacudiu a cabeça. "Nada foi assinado e há uma verdadeira chance de que eles não irão me querer depois do que me aconteceu, por causa do pulso." Eu balancei minha cabeça. "Eles vão querer você." Ela tinha acabado de ajudar o melhor time do mundo a garantir uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Não havia uma melhor goleira lá fora.


"Se eu fizer parte da equipe", continuou ela, "então, Londres vai ver muito mais de mim." Eu inalei suas palavras, tentando não achar como se fossem a melhor coisa que eu tinha ouvido falar em uma década. Eu já tinha pensado sobre todas as nossas opções. Eu tinha pensado na ideia de voar para L.A. uma ou duas vezes ao mês para vê-la, mas isso? Sua vinda para Londres era algo que eu não ousara imaginar. Eu coloquei seu rosto em minhas mãos e me inclinei para roubar outro beijo. "Algo está zumbindo", ela disse, saltando para trás. "Oh Deus, o que mais Georgie comprou?" Ela riu e balançou a cabeça. "Não, é o seu celular." Estava zumbindo na mesa de cabeceira e quando Andie o entregou para mim, uma mensagem de texto de Georgie iluminava a tela. Eu li em voz alta. "Georgie diz, 'Oops você pode querer verificar o banho. Esqueci-me de desligar a torneira antes de sair." Andie girou para o banheiro. "Ah Merda!" Oh merda estava certo. Havia água e bolhas por toda parte. Água escorria ao longo dos lados da banheira, fazendo com que o mármore em torno dela fosse uma zona de perigo, escorregadia. A torneira ainda estava aberta e havia tanta espuma que era impossível ver Andie enquanto ela se abaixava para desligá-la. Peguei algumas toalhas sob a pia e as deixei cair no chão no mesmo instante que o meu celular tocou mais uma vez.

Georgie: Oh! E eu derramei uma garrafa inteira de banho de espuma na banheira. Eu sempre quis fazer isso…:)


"Eu vou matá-la", eu disse, jogando o meu celular na pia e começando a enxugar a água do chão. Andie riu. "É meio que divertido." Ela empurrou uma das toalhas com seus pés. "Me lembrou das festas de espuma na faculdade.” Eu franzi as sobrancelhas. "Festas de espuma?" "Você nunca foi?!" Eu balancei a cabeça e me inclinei para empurrar uma das toalhas, soprando bolhas fora do meu caminho para que eu pudesse realmente ver o que eu estava fazendo. Andie abaixou-se ao meu lado e nós trabalhamos juntos, lavando o chão da melhor forma possível. Nossos ombros bateram juntos e ela me enviou um sorriso. Eu balancei a cabeça, pensando em todas as maneiras que eu iria assassinar Georgie na parte da manhã. Peguei uma das toalhas e a levei até a pia para torcê-la. Assim que eu comecei a torcê-la em minhas mãos, a blusa branca de Andie aterrissou com um indicador sobre o balcão ao meu lado. Olhei para ela por um segundo e, em seguida, olhei para cima para encontrar seu reflexo no espelho. Ela estava meio escondida na massa de bolhas, mas seu sorriso perverso era fácil de ver. "É isso que acontece nas festas?", eu provoquei. Ela tocou as alças do sutiã e eu assisti, extasiado. "Não é bem assim... pelo menos, não enquanto eu estava lá." Ela estava sendo tímida, tomando seu tempo com seu sutiã. Ela encontrou meus olhos no espelho enquanto ela empurrava as alças fora de seus ombros. Seu peito subia e descia com a respiração nervosa, lutando contra o topo do seu sutiã. "Tire", eu disse com um aceno sutil. Ela torceu a mão atrás das costas e desabotoou o fecho. A renda cremosa deslizou para longe e, um segundo depois, o sutiã aterrissou junto à blusa.


O banheiro estava cheio de vapor e as bolhas, a água e o perfume daquela maldita espumas de banho. Afastei-me da pia e ela se inclinou para tirar seu jeans. "Andie..." Ela olhou através do véu das bolhas. "A água vai estragar o chão?" Eu balancei minha cabeça. "Eu não me importo." "Então eu não vejo nenhuma razão para estragarmos este banho de espuma." Ela deixou seu jeans cair no chão, e então ela estava gloriosamente nua. As bolhas envolviam sua pele bronzeada enquanto ela saía dos jeans e colocava um pé na banheira. "Mmm," ela cantarolou, desenhando um dedo para fora e tentando me atrair para mais perto. "Está quentinho." Alcancei atrás do meu pescoço e puxei minha camisa sobre a minha cabeça com um puxar suave. "Está vindo?", ela perguntou assim que se inclinou e desapareceu atrás das bolhas. Mais água espirrou ao longo dos lados e eu sabia que ia escorrer ainda mais quando me juntasse a ela. Teríamos muito que limpar, mas eu tinha um foco singular. Meu jeans bateu no chão e minha cueca boxer foi à próxima. Fui até a banheira e Andie enfiou a cabeça para fora das bolhas. Eu tive que segurar uma risada e afundei na água morna. Eu mal podia fazê-la sair do outro lado da montanha de bolhas. "Onde você está?", ela perguntou, estendendo a mão para mim sob a água. Sua mão bateu na minha coxa e assobiei e estendi a mão para ela. Eu trouxe a palma da mão para a boca e apertei os lábios no centro. "Este banho não vai durar muito tempo se você me tocar lá."


Ela riu e se aproximou. Eu empurrei algumas bolhas fora do caminho, apenas no momento que o seu peito caiu contra o meu. "Você está certo. Vai lá e pega algumas dessas velas de Jesus para nos manter castos." Eu ri e puxei-a para mim. Minhas mãos deslizaram por suas costas e seu peito bateu no meu. Ela estava tão quente e macia e molhada. Suas pernas enrolaram em torno da minha cintura e seus lábios encontraram os meus. Ela era fodidamente o céu e eu sabia que deixaria todo o banheiro inundar se eu pudesse mantêla lá comigo para sempre. "Andie?", eu sussurrei quando quebrei o nosso beijo. Ela acariciou o meu pescoço. "Hmm?" Emaranhei minhas mãos em seu cabelo e puxei sua cabeça para trás para que eu pudesse olhá-la nos olhos. "Eu quero que você fique em Londres, independentemente da reunião de amanhã. Eu sei que é rápido, mas eu quero que você fique aqui. O apartamento é grande e há espaço mais que suficiente para as suas coisas." Eu pensei que a vi acenando, mas era difícil de ver através das bolhas. "Andie?" Ela amaldiçoou sob a respiração. "Qual é o problema?" Ninguém devia estar chateado em bolhas. "Devia ser um momento feliz", eu disse, trazendo-a contra meu peito e acalmando-a. "É," ela insistiu, me abraçando de volta tão ferozmente. "Eu estou tão feliz, mas também... eu perdi uma aposta que fiz com Kinsley." Eu ri. "Que aposta?"


Ela inclinou a cabeça para trás e soltou um suspiro pesado. "Quando ela me deixou no aeroporto, eu disse a ela que ia vê-la em uma semana, mas ela apostou comigo um milhão de dólares que eu não iria voltar." "Caramba",eu sorri e a puxei para mais perto. "Onde você pensa que vai conseguir esse dinheiro?" Ela beijou meu peito e deu de ombros. "Talvez eu peça a Caroline para me ajudar a forjar alguns documentos de banco." Eu sorri. "Cedo demais." Ela riu. "Então vamos parar de falar e vamos para as coisas que realmente queremos fazer." Enfiei a mão pelo seu estômago e assisti enquanto ela inalava uma respiração instável. O sorriso dela escorregou e suas narinas dilataram. Só assim, ela era minha... para sempre.


Andie

"FREDDIE! VOCÊ VIU as minhas chuteiras?!" Eu joguei um par de sapatos de salto alto de lado e, em seguida, empurrei alguns vestidos para fora do caminho para olhar na parte de trás do armário. Havia saltos, chinelos e tênis, mas as minhas chuteiras de futebol estavam longe de ser encontradas. Eu nem sequer me preocupava em olhar o lado de Freddie do armário; era sempre impecável. Eu não tinha ideia de como ele mantinha tudo daquele jeito. Minhas roupas e sapatos geralmente pousavam em algum lugar nas imediações do armário, mas pendurar as coisas durante a noite não era uma prioridade quando tinha Freddie Archibald esperando por mim na cama. "Você já olhou na cozinha?", Freddie perguntou, inclinando a cabeça na porta e oferecendo-me um de seus sorrisos que era marca registrada. Revirei os olhos para dar ênfase extra. "Claro que eu olhei lá." Era uma mentira, mas seu sorriso era tão confiante e eu não ia ceder tão facilmente. Ele amava estar certo e eu adorava empurrar seus botões. Levantei-me e passei por ele para sair para o corredor. Ele estendeu a mão para pegar minha cintura e bloquear o meu caminho. "Onde você vai?"


Olhei por cima de seu ombro. "Pegar uma barra de granola." Eu podia ver seu sorriso se alargando com o canto do meu olho. "Você acabou de tomar café da manhã." "E foi?", franzi o nariz. "Hmm, não me encheu." Sua mão apertou em volta da minha cintura. "Nós dois sabemos que você vai procurar suas chuteiras na cozinha." Virei-me e dei um beijo em sua bochecha. "Não seja bobo. Eu realmente, realmente quero uma barra de granola." Com isso, livrei-me de seus braços e parti para a cozinha tão rápido quanto eu podia. Se eu pudesse colocá-las em minha bolsa antes que ele as visse na cozinha, tecnicamente ele não estaria certo. Ele gritou atrás de mim enquanto eu dobrava a esquina, e eu as vi lá no chão perto da ilha da cozinha, manchadas de grama e desatadas. Corri para elas e as joguei na minha bolsa, apenas a tempo de ver Freddie de pé na porta. "Encontrou elas?" Bati na minha bolsa. "Elas estavam aqui o tempo todo." Ele arqueou uma sobrancelha escura. "Estavam?" Eu sorri, orgulhosa. "Sim, Archibald; você não está certo o tempo todo." Ele empurrou a porta e caminhou para ficar na cozinha. (eu jurei que parecia que ele estava me devorando com os olhos, embora não tivesse nenhuma razão para isso.) Eu o vi encher minha garrafa de água e, em seguida, ir para a despensa para pegar uma barra de granola que nós dois sabíamos que eu não queria. "Aqui está", disse ele, entregando-os para mim. Desviei o contato com os olhos e os agarrei antes de oferecer um inexpressivo, "Yum."


Eu estava correndo um pouco contra o tempo, então Freddie se ofereceu para me levar. Ele pegou suas chaves e eu escorreguei no meu tênis. Assim que nós estávamos caminhando para fora da porta, ele entrelaçou seus dedos com os meus. "Tem certeza que as chuteiras não estavam na cozinha?" Eu podia ver o brilho diabólico em seus olhos, o pequeno sorriso que ele estava desesperadamente tentando esmagar. "Positivo", menti. Ele balançou a cabeça e seu sorriso se alargou. "Isso é uma vergonha. Se elas estivessem, eu estava pensando em fazer você pagar por isso mais tarde." "P-pagar..." Meu estômago caiu com antecipação assim que o significado por trás de suas palavras afundou. "Eu acho que você ainda pode?" Eu ofereci. "Quero dizer, mesmo que as chuteiras estivessem em minha bolsa." Ele riu e, em seguida, estendeu a mão para embalar meu pescoço para que ele pudesse pressionar um beijo rápido no canto da minha boca. "Primeiro temos que chegar ao seu jogo." Eu sorri. "Você vai me levar?", perguntei. "Eu pensei que você tivesse uma reunião com a equipe de construção do clube de natação?" Desde os Jogos Olímpicos, Freddie não tinha tido nenhuma pressa em voltar a ser o centro das atenções. Ele deu um tempo antes de decidir que seu próximo passo seria abrir um clube de natação para os mais desfavorecidos no centro de Londres. Sua fundação tinha uma parceria com a Nike e eles deveriam se apossar do projeto em uma semana.


"Vou me reunir com a equipe outro dia. Eu não podia perder a sua final." Eu sorri e subi na ponta dos pés para dar um beijo em sua bochecha. "Podemos sair com Georgie e sua mãe após o jogo para comemorar." Ele olhou para mim com o canto do olho. "Ideia brilhante. Tenho a sensação de que haverá muito que comemorar."

"ACREDITAMOS, acreditamos, acreditamos em ANDIE!" "Acreditamos, acreditamos, acreditamos em ANDIE!" O estádio inteiro estava de pés para os segundos finais do nosso jogo. Fãs gritavam atrás de mim. A ofensiva do Arsenal estava fazendo o seu caminho até mim no campo enquanto eu saía na frente da linha do gol e observava que a bola fez o seu caminho para perto de mim. Eu tinha estado entediada, esperando por esse momento por 89 minutos; Minhas companheiras comandavam o campo e eu não tinha tocado a bola uma única vez. Agora, nos segundos finais do jogo, com o outro time desesperado para igualar o placar, talvez eu realmente começasse a fazer minha parte. Rolei meu pulso, testando-o. Ele ainda me dava problemas de vez em quando, mas nada comparado com o que senti durante os Jogos Olímpicos. Eu dobrei meus joelhos e distribuí meu peso sobre os pés. Eu tinha que estar leve sobre os meus pés, pronta para saltar a qualquer momento. A bola escorregou para baixo do campo, cada vez mais perto. "ACREDITAMOS, ANDIE!"

ACREDITAMOS,

ACREDITAMOS

EM

A atacante do lado esquerdo do Arsenal moveu a bola por todo o campo e teceu através da defesa. Ela quebrou a distância e,


em vez de dividi-la para uma companheira, ela recuou e disparou a bola para a rede. Estava baixa e dirigida para a direita. Em microssegundos meu corpo reagiu, lançando-se na trajetória calculada da bola. Ela rasgou minhas mãos, mas bateu no meu peito com um baque pesado e me enrolei em torno dele. Segundos depois, os gritos da multidão finalmente afundaram. O jogo não tinha terminado ainda, mas eu sabia que tinha ganhado. Eu podia soltá-la. Minhas companheiras de equipe estavam lá, me puxando para os meus pés e atirando-se contra mim. Eu ri, muito cheia de adrenalina para registrar a emoção. Foi o último jogo da Liga dos Campeões feminina, o que significava que eu tinha estreado nesta temporada com o meu novo clube invicto. Tinham nos anunciado como as campeãs da liga, e mais do que provável, haveria um troféu gigante à nossa espera depois do término do jogo. "Você conseguiu, Foster!" Minha companheira de equipe Sasha gritou antes de atirar os braços em volta de mim. Ela era uma coisa pequena e a melhor atacante que tínhamos. Foi por causa dela que tivemos o nosso único ponto no placar. "Você arrasou lá." Ela riu. "Sim, bem espero que possamos dar-lhe um pouco mais de espaço de manobra da próxima vez." Pendurei meu braço em volta dos ombros. "Vou lembrar que você disse isso." Nós caminhamos em conjunto em direção ao centro do campo. Ambas as equipes estavam se cumprimentando lá, agitando mãos e oferecendo cumprimentos uns aos outros antes de o treinador do Arsenal levá-los para fora do campo. Nós sempre estivemos no centro, de modo que a nossa assistente técnica pudesse nos levar para um rápido alongamento pós-jogo. Olhei para trás para as arquibancadas para procurar Freddie e Georgie - um hábito que tinha adquirido depois do meu primeiro jogo em Londres. O dia depois que eu assinei o contrato


com a equipe, Freddie anunciou que ele tinha comprado ingressos para a temporada na primeira fila sobre a linha lateral. Eu ri quando ele levantou os bilhetes impressos na cozinha, muito animado para esperar os oficiais no correio. Eles tinham camarotes privados no estádio que teria permitido Freddie mais privacidade, mas ele balançou a cabeça e insistiu que a lateral era onde ele queria estar. E ele tinha estado. Em cada jogo em casa, Freddie e Georgie sentaram-se naqueles lugares. No início, sua mãe tinha juntado a eles, mas o futebol não era realmente a praia dela. Ela fingiu gostar por minha causa, mas depois de vê-la se contorcer nos bastidores em seu suéter de cashmere, Freddie e eu a livramos desta obrigação. "Muito enérgico para o meu gosto, embora você seja muito talentosa e muito bonita no seu uniforme, querida!" Ela estava feliz por ficar em casa e ler os detalhes dos jogos pelos jornais. Nós líamos as notícias juntas no chá nas manhãs de domingo. Estranhamente, eu percebi que crescer com Christy e Conan Foster perfeitamente me preparou para a vida com a duquesa. Normalmente, após o término dos meus jogos, Freddie e Georgie iriam esperar por mim até terminar o alongamento e nos encontraríamos fora do estádio para voltar para casa juntos (com uma pizza no caminho), mas quando olhei para as arquibancadas após o jogo, seus assentos estavam vazios. Eu sabia que os dois tinham planejado assistir o jogo; Freddie tinha confirmado na cozinha pouco antes de sairmos de casa. "Tenho a sensação de que haverá muito o que comemorar." Aparentemente não, desde que ele e Georgie nem mesmo tinham esperado por mim. Todos os outros fãs ainda estavam nas arquibancadas, mas os lugares de Freddie e Georgie estavam completamente vazios. "Porque a cara feia, Foster?" Sasha perguntou do meu lado. Nós tínhamos seguido para um novo alongamento e eu não tinha notado.


Eu rolei meu pescoço enquanto nosso assistente técnico continuou fazendo alguns alongamentos finais. Porém, eu não conseguia afastar a sensação de que algo estava errado. Não só Georgie e Freddie tinham sumido como o resto do estádio não se mexia. Normalmente, os fãs esvaziavam o estádio rapidamente, ansiosos para vencer as multidões, mas não naquela noite. Olhei em volta para verificar o outro lado do estádio e todos estavam em pé, inclinado em direção ao túnel que levava aos vestiários como se estivessem à espera que algo acontecesse. "Você sabe o que está acontecendo?", perguntei a Sasha. Ela apertou os lábios e desviou os olhos, um sinal universal de ‘Eu sei algo que você não sabe.' "Não tenho certeza." Eu ri. "Sério, o que está acontecendo? Eles vão fazer a cerimônia troféu mais cedo?" Ela virou-se e continuou com o alongamento, determinada que eu não visse o rosto dela. "Sasha!", eu disse, tentando fazê-la virar-se para mim, mas então, eu vi. Freddie. Saindo do túnel escuro. Metade envolto em sombras e, em seguida, gloriosamente iluminado sob as luzes do estádio. Ele estava vestido em um terno azul-marinho e oxfords de couro marrom. Ele estava bem barbeado e seu cabelo castanho estava penteado para trás com uma onda suave. Eu tinha me acostumado à forma como diabolicamente bonito ele era um dia após o outro. Em casa, ele geralmente andava sem camisa em uma calça de moletom que tinha visto melhores dias. Eu rolava para fora da cama e o encontrava na frente do fogão, lançando panquecas, ovos ou bacon. Ele adorava cozinhar o café da manhã e eu nunca me cansava de vê-lo de minha posição estratégica na ilha da cozinha. O Freddie de casa não era a versão que eu vi andando na minha direção do túnel. Este era uma versão refinada do homem


que eu amava. A versão que fez minhas mãos tremerem enquanto ele continuava andando para mim. O estádio irrompeu quando o viu e eu comecei a andar em direção a ele com a mão pressionada contra o meu coração. Eu estava tentando forçá-lo a se acalmar, mas era tarde demais. Uma vez que eu peguei um vislumbre da fila de pessoas à direita para fora do túnel atrás de Freddie, as primeiras lágrimas já estavam caindo. Kinsley, Liam, meus pais (em seus brancos de verão), Becca, Penn, Georgie e a mãe de Freddie; Cada um deles apareceram após Freddie, sorrindo e acenando enquanto eu balançava a cabeça em descrença. Eu não tinha visto a minha mãe e meu pai há meses e Kinsley e Becca, então, o dobro do tempo. Mudar para Londres e deixá-los para trás, tinha sido uma das coisas mais difíceis que eu já tive de fazer, mas que tinha valido a pena. Travei meus olhos em Freddie quando estávamos a apenas alguns centímetros afastados. Meu coração chutou uma batida rápida e ele sorriu mais amplo. Eu balancei a cabeça e pergunteilhe o que estava acontecendo. Assim que ele chegou a mim, ele me puxou para um abraço apertado e eu inalei seu limpo aroma acentuado. Era o cheiro que me trazia paz no final de um longo dia. Era o cheiro de um homem que era solidário e leal, e amável. Ele se curvou para beijar minha bochecha, e então, ele se afastou para olhar para mim. Seus olhos castanhos me garantiram que tudo ficaria bem. Minha família e amigos estavam em torno de nós, em seguida, circularam-nos e observando alguns centímetros longe como eu estava completamente perdida em um ataque de lágrimas. "Eu não posso parar", eu disse com um riso e um soluço. Freddie sorriu e se curvou para limpar uma lágrima do meu rosto. "Está bem." "Você parece fofa!", Kinsley gritou. "É isso aí, menina!", ecoou Becca.


Eu ri e depois inalei uma respiração instável assim que Freddie ajoelhou-se diante de mim no gramado. Oh Meu Deus. "Andie Foster..." Oh, Jesus eu mal podia ouvi-lo sobre o som de soluços. Ele pegou minha mão e apertou seus lábios no centro. "A primeira vez que eu conheci você, você pediu a minha cueca..." Todo mundo em torno de nós riu, mas as minhas mãos tremiam e meu coração batia descontroladamente. "Mas você tomou meu coração em vez disso." Eu inalei uma respiração e balancei a cabeça. Eu não podia fazer isso. Ele estava ajoelhado ali, olhando para mim com os olhos sérios e um coração aberto, e eu não podia esperar que ele terminasse. Eu sabia o quanto ele me amava; ele me mostrou todos os dias. Eu sabia que ele queria passar sua vida comigo; ele me disse sempre ele teve a chance. Eu sabia que ele e eu éramos um par perfeito. Nós amávamos correr de manhã logo depois do café da manhã. Nós amávamos ensinar e treinar um ao outro. Freddie tinha melhorado muito minhas habilidades na piscina, mas ensiná-lo a chutar uma bola de futebol era inútil. Nós amávamos tentar novas receitas para posteriormente falhar, em seguida, pular em um táxi para o restaurante mais próximo. Nós amávamos sair com Georgie e ir a pubs com os amigos. Nós sentávamos em frente ao outro, rindo e falando, ele olhava para mim e eu procurava sua mão e era o suficiente. Não importava onde estivessemos, Freddie e eu estávamos juntos nisso. Suas lutas eram as minhas. Meus triunfos eram os dele. "Naquelas primeiras semanas", ele continuou, "você me fez lutar por cada sorriso e cada palavra. Eu tive que lutar para que você pudesse me dar um tempo do dia, mas mesmo assim, eu acho que eu sabia que estava lutando pela minha futura esposa." Eu desintegrei no gramado e me joguei contra ele. Ele estava no meio de sua proposta e eu tinha certeza de que as palavras que


ele estava prestes a dizer seriam belas e atraentes, mas eu não precisava delas. "Sim", eu sussurrei contra o seu pescoço. "Sim. Sim. Sim." Ele riu e passou os braços em volta de mim para me manter contra ele. "Você não me deixou chegar à parte boa." Virei-me e dei um beijo em sua bochecha. "Essa é a parte boa."


(PORQUE EU POSSO) Andie

FREDDIE E EU concordamos que queríamos um casamento discreto, de preferência em algum lugar tropical.

Georgie foi uma das primeiras defensoras do plano. "Quero muito rum e homens sem camisa" essas foram suas palavras exatas sobre o assunto. Espero que ela leve o seu dever de dama de honra mais a sério do que as aulas de Espanhol.

A treinadora Decker se aposentou após os jogos e Liam a substituiu como treinador do Time Nacional Feminino. Kinsley deu um tempo de sua equipe de futebol em Los Angeles, então, ela e Liam estão esperando o primeiro jogadorzinho prodígio deles(!!!) neste verão.

Becca respondeu a notícia de Kinsley com apenas uma mensagem de texto: "Umm, parece que vamos ter dois jogadorzinhos prodígios. SURPRESA!"


Duas semanas depois dos Jogos Olímpicos, Caroline processou Freddie e Sophie por calúnia e difamação. Depois de perder o caso, ela foi forçada a pagar os custos judiciais e honorários advocatícios. Ela então, se internou em um hospital por exaustão. (Quem poderia culpá-la?) Com uma semana de sua estadia, ela foi presa por morder uma enfermeira que se recusou a lhe dar dose extra de Tramadol. Depois de pagar uma fiança, ela fugiu do país e, posteriormente, anunciou seu noivado com um príncipe que vive em Dubai. Eu oro por um convite cada vez que abro a caixa de correio.

The Summer Games #1 Settling The Score - R. S. Grey  
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