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Tradução: Carly, Voti, Lana Revisão Inicial:Rafinha, Liah Vett Revisão Final: Lary Leitura Final: Fabiene Formatação:Maresia Salgada Verificação: Sisley


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Ser protegida nunca foi tão bom. Encontro às cegas é um inferno. Porque concordei com isso? A questão não interessa. Ele me deu um bolo! Sim, me deu um bolo. Bem, sou uma mulher que não será contida.

Bom

restaurante,

vestido

bonito, e tempo para aproveitar minha noite, mesmo sem um homem. Então Mason Dean aparece. Uma noite é tudo que decido dar a ele. Mas Mason tem outras ideias. Estou achando... que posso gostar delas.


Esta obra de ficção é destinada apenas para o público adulto. Todos os personagens sexualmente ativos retratados neste livro têm dezoito anos de idade ou mais. Por favor, não compre se situações sexuais fortes, violência e linguagem explícita o ofende.


CAPÍTULO 1 AIDEN O que diabos estou fazendo? Meu estômago dá reviravoltas e minhas mãos tremem ligeiramente. Puxo para baixo o vestido azul marinho, que parece colado ao meu corpo como uma segunda pele, e que não faz nada para me confortar. E quando o tecido escapa das minhas mãos, que estão suando, fico ainda mais nervosa. De pé junto ao meu carro, aspiro o ar fresco da noite, permitindo que ele me acalme ou pelo menos tente. Meu celular toca em minha bolsa e sem olhar, sei quem é por causa do toque, “What About Your Friends”, rapidamente o alcanço e deslizo a tela para atender a chamada enquanto olho em volta. Não poderia deixar o meu celular tocar quando estou em um restaurante chique com pessoas vestidas com elegância. Outra razão pela qual não deveria estar aqui. Eu me visto bem, mas alguns

dos

diamantes

que

brilham

nestas

mulheres

são

desconcertantes. Mesmo para minha clientela, este lugar é considerado extravagante. —O que foi? — Digo, sabendo exatamente por que ela está me ligando, e ser alvo de chacotas para a sua diversão não está no topo da minha lista de prioridades.


Lila ri. Se ela estivesse ao meu lado, lhe daria um tapa, e provavelmente isso a faria rir ainda mais, então a golpearia de novo por sua “diversão”. Não demoraria muito antes dela retornar o favor, repetidamente. Ter uma amiga desde a infância, faz isso para um relacionamento. Embora, esses nossos “embates” nunca duram

muito.

No

final,

geralmente,

estamos

rindo

descontroladamente. —Rabugenta. — Ela fala com um tom que me diz que seus lábios estão sorrindo. —Você está ótima, Aiden. Aproveite! . —Aproveite? Eu não conheço esse homem. Você não me disse nada sobre ele. Que tipo de amiga faz isso? —Sua melhor amiga. Eu não juntaria você com algum psicopata, Aiden. E nem Brad faria isso. Brad é o marido de Lila, que trabalha na Excel, uma empresa de marketing de alto perfil, e a razão pela qual estou aqui, de pé em um estacionamento bem iluminado prestes a conhecer o meu encontro às cegas, Drake Hamilton. Brad trabalha com Drake, e Lila ou Brad pensaram que nós faríamos um bom par. Ela ainda não me disse o porquê dessa suposição. —E, garota, eu te disse o que sabia sobre ele. —Sim, e eu consegui mais alguma coisa na pesquisa do Google. — Infelizmente, eu não tinha muito tempo e minhas


pesquisas

foram

rápidas

e

superficiais,

me

dando

pouca

informação. Por mais que eu culpe Lila por isso, no fundo sei que ela nunca me arranjaria um encontro ruim. Ela não faria uma coisa dessas. É que encontro às cegas não são para mim. O não saber e a antecipação é infernal; tudo isso é irritante. A risada de Lila retorna. —Essa é minha garota. Ele é um homem bom e tem um grande trabalho. O que mais há para saber? Se ela estivesse na minha frente agora, estaria dando de ombros como se isso não fosse grande coisa. E se estou sendo honesta, no grande esquema da vida isso não é uma

grande

coisa. Oh espere! Eu não ligo para isso. Claro, gastar tempo com alguém que você não conhece deixaria a maioria das pessoas nervosas, mas sua indiferença não é legal neste momento. Ela tem sorte que eu a amo muito. O site Excel, que eu chequei, não tinha nenhuma foto do Sr. Drake Hamilton, mas afirmava que ele era um executivo de publicidade, que já trabalhava na empresa há mais de cinco anos. Era isso. Estou contando com a palavra de Lila sobre ele ser um bom rapaz, ou foi Brad quem disse isso? Agora, não tenho tanta certeza. Realmente não importa, porque estou aqui e pronta para fazer isso. Se não desse em nada, pelo menos serviria para a minha melhor amiga me deixar em paz por um tempo. Suspirei ao telefone. —Lila, vou me atrasar.


Eu definitivamente não quero me atrasar para um encontro. Não, isso não vai acontecer. —Você consegue, Aiden. Você merece ser feliz e a única maneira de fazer isso é tentando. Pode ser que Drake não a faça ficar apaixonada, mas você pode pelo menos se divertir com ele. Lila sempre teve os melhores interesses em seu coração. Desde que aquele idiota do Greg me traiu, não sou capaz de encontrar um bom candidato quando se trata de homens. Fui a alguns encontros, mas nenhum passou de uma noite. Eu tentei, mas a cada um faltou algo para ganhar minha confiança. Tinha sempre algo sobre eles que não estava certo. Um grande problema era que todos me faziam lembrar de Greg... eles eram muito complacentes, focados em si próprios e ambíguos demais. Todas as qualidades que, enquanto estava com Greg, descobri que não gostava. Eu realmente só concordei com este encontro porque minha melhor amiga não parava de falar sobre isso toda vez que conversávamos. Há poucas pessoas neste planeta por quem faria qualquer coisa, e Lila é uma delas, mesmo fazendo ela insistir um pouco por isso. No final, ganhou porque é Lila. Disse que estava preocupada comigo. Eu a amo por isso, mas ela realmente não tem nada com que se preocupar. Quando, ou se, o homem certo vier, saberei. Não vou ficar forçando algo que não existe, nem pensar. Apenas não estou procurando ativamente, porque… bom,


porque eu teria que procurar? Ser solteira não é uma coisa ruim. Aprendi muito sobre mim estando solteira e descobri que sou mais forte do que pareço. Sei o que quero e o que não quero. Se algo surgiu de bom da traição de Greg, foi o fato de aprender a enxergar a realidade. Agora, não me interpretem mal, não estou dizendo que estou feliz com o que ele fez, porque essa merda não foi legal. Se ele tivesse apenas dito que não estava feliz, poderíamos ter nos separado de forma amigável. O que ele fez foi devastador, mas eu sou uma pessoa melhor por isso. Por isso, de certa forma equilibrei as coisas. —Obrigada, Lila. — Minhas palavras são suaves ao telefone, esperando que ela pudesse ouvir meu agradecimento nelas. Ela tem sido minha rocha através de todas as dificuldades na minha vida, como fui para ela. Enquanto ela encontrou o seu “felizes para sempre”, eu ainda tenho que chegar lá e tudo bem com isso. Estou feliz por ela. —Eu te amo. —Eu também te amo. — Desliguei o celular e o coloquei no silencioso, meus olhos percorreram o estacionamento, observando os sorrisos de várias pessoas. Felizmente, ninguém estava prestando muita atenção em mim.


Estava na hora. Estendendo a mão, corro meus dedos pelo meu cabelo castanho escuro, que alguns dizem ter uma matiz castanho-avermelhado às vezes, mas é só quando o sol reflete. Resolvi usá-lo solto, deixando as ondas caírem em cascata pelas minhas costas. Com a maquiagem, optei pelo esfumado ao redor dos meus olhos cor de avelã, destacando o verde para aparecer mais do que o azul, mesmo tom do vestido. Todo o resto está natural, mesmo o brilho dos meus lábios. Ao entrar no restaurante, fui em direção a Hostess que tinha uma expressão muito alegre e que sorriu amplamente para mim. Seu cabelo era cortado em um estilo chanel bob, que acentuou as maçãs do rosto. A suavidade de seu cabelo loiro é algo que lembrava os comerciais de televisão. Com as costas retas e ombros para cima, afirmei: —Reservas em nome de Drake Hamilton. —Claro! — Respondeu, olhando para o livro na frente dela. Seu dedo corre pelo papel muito lentamente, depois para. —Ele ainda não chegou, mas vou ficar feliz em lhe acomodar. Ele não está aqui ainda? Você deve estar brincando comigo, e eu que pensava que meu telefonema ia me atrasar. Aceno concordando, e então sigo a mulher através da multidão de pessoas. Incerteza se multiplica, porque sinto os olhos dos outros clientes em mim enquanto caminho. Certamente, eles não podem estar todos olhando para mim,


não é? Merda, será que tem papel higiênico pendurado no meu vestido? Eu me viro para olhar, nada. E quanto ao meu sapato? Eu olho, nada. Passo os dedos pelo meu cabelo comprido e não sinto nenhum emaranhado, erguendo as mechas ou qualquer desordem. Estranho. Sei que sou até um pouco atraente, mas nunca consegui tanta atenção por apenas estar andando em um lugar... A anfitriã para em uma mesa alinhada no meio do salão. Cabines íntimas seguem junto à parede, com um bar em uma das extremidades, enquanto as mesas se alinham no meio. A decoração é muito moderna em cromo, negro e vermelho, e ainda sim, passa uma sensação de conforto. Não tenho nenhuma ideia de como eles conseguiram esse efeito, mas funciona. Assim que sento uma garçonete caminha até a mesa, mais uma vez com um sorriso radiante em seu rosto. Eles devem ter uma regra que diz: sorriam sempre. Ou talvez eles estão filmando um comercial de pasta de dente.


Creme dental extra, que clareia os dentes. Tenho que abafar um sorriso enquanto ela fala. —Posso pegar alguma bebida, senhora? Olhando ao redor do espaço novamente, a maioria das pessoas têm algum tipo de vinho. Eu, por outro lado, não sou uma bebedora de vinho e não estou prestes a começar a ser agora. Posso estar nervosa sobre a incerteza de encontrar alguém novo e diferente, mas isso não significa que não vou ser eu mesma. Afinal, se ele não gostar de mim, então que assim seja. —Que tipo de chopp você tem? Sua máscara de felicidade escorregou um pouco, mas ela se recupera rapidamente para citar as diferentes marcas de cervejas. Escolho uma com fundo doce maltado, e então ela se vai. Pegando meu telefone, o relógio está registrando sete e meia, a hora exata que eu deveria estar aqui. Agora, onde diabos está Drake Hamilton? Eu costumava ser mais descontraída com horários, seguir com o fluxo e não me importar muito com isso, mas depois de Greg não levar a sério os horários marcados e estar sempre atrasado de propósito, ou ainda dizer —Esqueci de te ligar e avisar—, tornei-me um pouco mais séria a respeito disso. Meu tempo é tão importante quanto o de qualquer outra pessoa. Se o cara que estiver comigo não puder ser comprometido com isso, então não é o homem para


mim. E não será mais uma opção na minha vida. A garçonete volta e coloca a grande caneca de cerveja e uma cesta de pão sobre a mesa vermelho escuro. Ela olha para o outro espaço, onde um menu estava e em seguida, se volta para mim. — Gostaria de pedir algum aperitivo enquanto espera? Eu nem sequer abri o meu menu, portanto, não tenho nem ideia do que eles servem. —Não, obrigada. —Vou estar de volta em breve. — Eu assenti. O tempo passa lentamente enquanto bebo minha cerveja, tento me conter para não balançar minha perna com impaciência. A sensação de um olhar intenso focado em mim, faz com que eu gire a cabeça instintivamente numa direção. Olhos verdes da cor do mar estão me encarando, não desviando o olhar quando nossos olhos se cruzam, o que faz uma atração instantânea crescer no meu peito. O homem está vestido da cabeça aos pés em um terno creme claro, que grita dinheiro. Seus traços fortes transmitem confiança, e pela maneira que ele nem sequer desviou ou escondeu seu olhar, mexeu comigo. Um arrepio passou pela minha espinha, e impulsivamente desviei o olhar. Quando fiz isso, para meu espanto, o homem de olhos verdes não era o único cara olhando na minha direção. Vários outros estavam olhando, também. Eu realmente pareço totalmente fora de lugar aqui?


Eu sei que não estou pingando diamantes, mas ainda assim. Deve ser minha escolha de bebida. À direita, uma mulher bateu no braço de um rapaz e seu foco voltou para ela. De repente, o cômodo parece esquentar. Eu nunca fui o tipo de mulher que quer atrair a atenção ou anseia por ela. Prefiro ir para o fundo e ficar na minha. Os olhares dos fregueses não estão me permitindo fazer isso. Especialmente quando olho para trás, para o homem dos olhos verdes e percebo que ele ainda não tirou os olhos de mim. E seu olhar continua tão abrasador como antes. Precisando de uma distração, a cerveja me parece a melhor saída. O líquido frio não tem o efeito desejado e o calor continua. Pego o meu telefone para verificar as horas, e são sete e quarenta e três. Ok, ele está preso no trânsito ou algo assim? Ou ele está mesmo vindo? Observando o balcão da recepção, não há nenhum homem sozinho lá. Pelo menos nenhum que parecesse estar procurando uma mulher. Merda. Ele certamente me deu um bolo. Quem faz isso hoje em dia? Pegando o telefone, o nome de Lila aparece e eu aperto o botão. Ela atende ao primeiro toque. —Por que você está me ligando?


—Por que o seu cara ainda não está aqui? — Pergunto suavemente. Ouço seu suspiro audível de choque. —Você está de sacanagem comigo! . Tão baixo quanto possível, respondo: —Você acha que eu estaria te ligando no meio de um lugar tão chique e elegante, se estivesse te sacaneando? —Espere um momento. — Ela cobre o telefone com a mão, e os sons do outro lado são abafados. Mais do que provavelmente, ela está questionando o seu marido. O tempo parece passar lentamente, então a escuto dizer. —Ele está preso no trabalho. O arrependimento é evidente em sua voz, e eu tento conter a minha frustração. Eu me produzi, fiz o meu cabelo e maquiagem para esta merda, e este idiota não se preocupou em ligar para Brad e dizer que não seria capaz de estar aqui a tempo. Que grande merda! Definitivamente ele está fora de questão. Onde diabos estão os homens bons? Existem homens bons? —Está bem. Falo com você mais tarde. — Digo a Lila, em seguida, encerro a chamada e coloco o celular sobre a mesa. Fechando os olhos, inspiro e expiro. Eu já passei por coisas


muito piores, este é apenas um daqueles momentos difíceis que todos temos que atravessar na vida. Meu celular começa a vibrar, e vejo que é Lila, sem dúvida se sentindo mal por mim. Eu não preciso de sua piedade. Melhor amiga ou não, o trem da pena já partiu. Aperto o botão ignorar, precisando de um pouco de tempo antes de falar com ela e então tomo um grande gole da minha cerveja. Que seja. Bem, acho que já posso riscar isso fora da minha lista, digo em tom de brincadeira para mim mesma. Algo assim só poderia acontecer comigo. Eu cedi à pressão da minha melhor amiga e cheguei até aqui, apenas para levar um bolo. Um sorriso escapa dos meus lábios enquanto deixo a ironia me atingir, permitindo que a graça da situação assuma e faça a raiva se dissipar em uma nuvem de fumaça. Não vai me fazer nenhum bem ficar com raiva por algo assim. Deixe rolar. Viva o momento. A garçonete aproveita esse momento para passar pela mesa novamente. —Existe algo que eu possa fazer por você? Meu estômago ronca, pois comi apenas um sanduíche pequeno esta tarde quando eu tive uma reunião com um cliente. Oh, que inferno. Pego o menu e vejo o frango à parmegiana, uma das minhas comidas favoritas, e então faço o pedido. Poderia muito bem fazer o melhor possível desta situação e ver a luz no fim do


túnel. De qualquer forma, é melhor comer aqui do que ir para casa e comer sopa enlatada ou salada, eca! —Você está esperando alguém? — Pergunta ela com uma curiosidade que deveria me irritar, mas isso não acontece. —Não, ele me deu um bolo. Serei apenas eu. E você poderia me trazer outra cerveja? Seus olhos se arregalam com a minha honestidade. É o que ela queria saber de qualquer maneira, a razão da cadeira na minha frente ainda estar vazia. Eu não estou envergonhada. Estou velha demais para isso. Isso só acrescenta mais uma, na sequência de decepções através da teia de dúvidas quando se trata de homens. Tanto faz. De qualquer maneira, quem precisa deles. Vibradores fazem muito bem o trabalho, quando necessário. —Sim, claro. — Diz acenando e indo embora. Saboreio o último gole da minha cerveja e ignoro todos ao meu redor. Ignoro a sensação de todos os olhos sobre mim. Deixe eles olharem, quem se importa com esse inferno?


Eu deveria retornar a ligação de Lila, mas vou fazer isso amanhã ou pelo menos quando chegar em casa. Estou cansada e com fome, todas as besteiras podem esperar mais um dia. Minha refeição não demorou a chegar e estava com um cheiro absolutamente delicioso. Eu comi em paz, e realmente me sentia assim, calma. Estou sempre em movimento no meu trabalho. Aqui neste momento, tomo isso como um sinal de que preciso parar e me recuperar. Esqueci, ultimamente, como era viver o momento e fazer uma coisa de cada vez. Estou sempre em movimento e nunca paro. Isso é bom, parece ser o modo correto de se viver. A explosão de molho de tomate atingiu a minha língua, e eu fechei os olhos com um gemido, desfrutando do sabor delicioso. Isto estava muito melhor do que eu jamais conseguiria fazer, pelo menos

quando

tento

cozinhar.

Muito

melhor

do

que

os

ingredientes enlatados que encontro no supermercado, também. Uma cadeira raspa suavemente, e percebo um movimento a minha frente. Meus olhos se abrem só para encontrar os olhos verde mar olhando para mim e obtendo toda a minha atenção. Tentando não engasgar com a minha comida por sua ousadia, cuidadosamente mastigo e engulo, mas não digo nada, só franzo a minha testa em interrogação. Ele se inclina para trás na cadeira e juro que posso ouvir o gemido da madeira com o seu peso. Ele cruza seu pé sobre o joelho e cruza os dedos atrás da cabeça.


Parecendo casual e despreocupado, mas olhando como se pudesse dominar o mundo, se quisesse. —Posso ajudá-lo? — Finalmente pergunto, quando ele não esboçou nenhuma palavra. Ele lambe seus lábios carnudos, fazendo parecer que as palavras que saíram da minha boca, fossem tão lascivas que queria comê-las e me comer junto. —Estou imaginando aquele gemido, quando meu pau estiver enterrado profundamente dentro de você.


CAPÍTULO 2 AIDEN Puta que pariu!!! Eu provavelmente deveria estar totalmente ofendida com suas palavras grosseiras, mas por alguma razão imoral, sinto meu corpo se acender. O calor se espalha através de mim e começa na metade inferior do meu corpo. Eu me concentro antes de responder, porque não há maneira nenhuma que irei permitir que este homem veja o efeito que suas palavras têm sobre mim. Ele é um estranho pelo o amor de Deus. —Isso funciona com todas as mulheres? Eu o desafio e vejo uma ligeira contração do seu lábio, mas nenhuma outra mudança de expressão. Eu me pergunto se ele treinou essa expressão estoica, mantendo seu rosto neutro, ou se é uma habilidade natural dele. Meu instinto diz que é totalmente natural, e se esse é o maldito caso, é muito quente e sexy. —É a verdade! — Responde, quando a garçonete vem, provavelmente pensando que não levei um bolo, e ele é o meu


encontro, afinal. Oh, quão errada ela está. —Posso pegar algo, senhor? Ela pergunta, toda borbulhante e feliz, pensando talvez em outro chopp, mas desta vez há um ligeiro interesse em suas palavras também. Uma pontada de algo parecido com ciúme me atinge, mas foco no homem na minha frente em vez dela. —Vodka com gelo. Ela começa a citar várias marcas diferentes de vodka, e só então ele desviou o seu olhar do meu e respondeu a ela com irritação. —A melhor que você tiver! —, disse olhando para longe e a dispensando, totalmente. O ar de autoridade em seu tom enviou um arrepio pelos meus braços, que subiu até à superfície. Eu não acho que já me excitei apenas por ouvir uma voz profunda e rouca antes. Adicione isso às suas palavras determinadas, e acho que posso estar em apuros. Merda. —De qualquer forma, tome uma bebida. —Não se importe se eu fizer! — Joga de volta não perdendo a oportunidade. É como um jogo de ping pong, mas é mais um bate e volta. Digo alguma coisa, então ele rebate. Em seguida, inverte o jogo e eu tenho que admitir, que gosto disso também. É um pouco desafiante e é cativante.


—Desde que seu pau não esteja em qualquer lugar perto de mim, volto a perguntar, o que posso fazer por você? Tomo um gole de minha cerveja tentando o meu melhor para aparentar estar calma e composta, porque por dentro, minha excitação está em níveis perigosos. Olá hormônios da luxúria, cheguem mais! Realmente não posso culpá-los. Ele é muito gostoso. Só então a garçonete traz a bebida do homem. Escuto a mim mesma, "do homem." Merda, eu nem sei o nome dele. Sério, Aiden? Ele oficialmente colocou meu cérebro em curto-circuito no pouco tempo que esteve na minha mesa. Ou isso começou antes, quando nossos olhos se encontraram, quem sabe? Ele a dispensa de novo, e eu provo um bocado da minha comida fazendo isso de uma forma mais normal e não afetada possível. Quer dizer, o que o cara vai fazer comigo em um restaurante lotado, de qualquer maneira. Bem, além de me deixar excitada, já que agora que eu penso sobre isso, é o que está acontecendo e pode não ser uma coisa boa. —Eu vim1 aqui por você. Engulo, limpo meus lábios com o guardanapo de pano, e o coloco no meu colo, lhe dando a minha total atenção. 1

No original, a frase tem um sentido sexual. Vir com sentido de gozar.


—Isso é interessante, porque não vim aqui por você. Eu não tenho certeza de onde essa atitude toda veio, mas com o jogo bateu-levou, alimentei a minha impertinência. Esse desejo de vencê-lo, pegá-lo desprevenido, ou para ver uma rachadura na armadura que usa como uma segunda pele, me faz querer cutucar a onça com a vara curta, como dizia a minha mãe, e ver o que acontece. Jesus, ele é gostoso. Gostoso, tipo, ele poderia concorrer com Joe Manganiello para ver quem é mais sexy. Seu cabelo é uma mistura de marrons, alguns escuros, alguns mais claros, o corte de uma forma que não precisa fazer nada para ficar perfeitamente sexy, e ainda pudesse correr os dedos sobre dele. Sua linha de mandíbula é tão definida, que suas bochechas parecem quase anguladas. Tem uma sombra de barba, e parece que isso é proposital para causar exatamente o efeito desejado. E esses olhos. Esses olhos falam de uma promessa proibida. Isso, por algum motivo, me chama como uma mariposa para uma luz. Se recomponha, mulher. —Mason Dean. — Anuncia-se, inclinando para a frente e estendendo a mão para mim em um gesto introdutório. Sendo a mulher que sou, me inclino e aceito a mão, que, ao entrar em contato com a minha, percebo que foi um erro completo.


Seu toque é como uma faísca de eletricidade, e eu me irrito um pouco e tento me recuperar, mas não tenho dúvidas de que viu ou sentiu isso. A pele de Mason é suave, mas firme, e este simples toque me coloca fora de ordem novamente. Estou pensando, depois disso eu e meu cérebro vamos ter uma conversa sobre o fato de me transformar em um zumbi em torno de homens sensuais. Ele puxa meu braço e meu corpo traidor segue, se movendo para mais perto dele, me expondo ao seu calor. —Eu podia sentir isso do outro lado do salão. Ele diz isso, como se pudesse ler o que o toque provocou, escrito no meu rosto. —É por isso que estou aqui. Ele não me solta, como se estivesse esperando por algo, e me dou conta que não lhe disse meu nome, mas não tenho certeza se quero dizer. Ele grita problema, e eu já tive o suficiente deles, com os homens da minha vida, não preciso de mais. Mas o "problema" Mason parece diferente, e estou atraída por ele, mas provavelmente é apenas um sintoma do meu dedo podre. Mas talvez ele seja tão errado que pode até dar certo. Talvez. Por essa noite.


Inclinando-me para trás, puxo a minha mão da sua e não lhe dou o que quer. Se ele realmente quer saber o meu nome, vai ter que se esforçar para isso. Ele foi tão ousado e descarado para chegar à minha mesa com suas palavras e declarações, vamos ver do que mais é capaz. Ou descobrir se é fogo de palha como os outros homens que tive em minha vida. Que sempre começam bem, mas nunca dura muito. —Então, Mason. Você simplesmente vai em restaurantes à procura de mulheres solteiras para flertar? Estou amando ser uma espertinha. Isso me dá uma sensação de poder, e estou gostando disso de uma forma quase perigosa. —Na verdade, estou aqui em uma reunião de negócios. — Eu olho até a cabine, onde ele originalmente estava sentado, e um homem em um terno cinza escuro olha para mim. Suas narinas dilatam com cada respiração. Transpirando mau humor. É como se eu tivesse forçado Mason a ficar longe dele. —É melhor você voltar para o seu encontro. Ele parece um pouco irritado. — Eu o repreendo, recebendo um pequeno sorriso caprichoso. Nunca me diverti tanto em um encontro, ou um nãoencontro, não me lembro há quanto tempo. Por mais que eu saiba que ele deveria ir, uma parte de mim não quer que vá. Essa parte não quer acabar com isso, pelo menos não ainda. —Estou contente aqui! — Responde puxando o seu telefone, rapidamente digitando um texto. Vejo o cara na cabine olhar para


o seu telefone, se levantar e sair. Mason ignora o homem indo embora. —Além disso, a vista é muito melhor de perto. — O calor sobe para minhas bochechas, e só posso esperar que ele não perceba como está me afetando. Vai acabar com o meu jogo e lhe dar vantagem. —Agora me diga, por que uma mulher bonita e sexy como você, está comendo sozinha? Uma pitada de constrangimento flutua através da minha pele. É uma coisa dizer a si mesma, ou à garçonete, que não tem nada demais, outra é contar para um cara gostoso que você levou um bolo em um encontro às cegas. No entanto, quando se trata disso, ele pode ser como qualquer outro cara, sexy ou não. Se for como qualquer outro homem, ele vai rir. E se rir, caio fora daqui. —Eu tinha um encontro que decidiu trabalhar até tarde e não vir. Estava com fome, então estou comendo. Eu faço um ponto em pegar o garfo e dar uma mordida no frango. Com cada mastigada, o pequeno bocado de vergonha desaparece deixando confiança em seu lugar. —Tolo! — Decreta Mason. —Ele é um idiota. Engulo, feliz por ele não rir. Seria uma vergonha. —Sim, por que acha isso? Não estou pescando elogios aqui. Eu realmente quero saber o que este homem quer, além de foder meus miolos. Ele já deixou


isso bem claro. —Todos os homens nesse salão estão duros como uma rocha por sua causa. Cada um deles estará pensando em você quando gozarem esta noite. O que é uma boa coisa para mim, já que eu não vou ter que fingir, porque vou ter a coisa real.— Confiança, vaidade e arrogância, são uma combinação inebriante, e ele tem o conjunto completo. Caramba, como ele é sexy, e é o que me faltava com os meus amantes anteriores, mas será que devo? —Realmente pensa que vou sair daqui com você. Eu não tenho a menor ideia de quem você é.. —Você vai me conhecer muito bem. Cada polegada de mim...— Sussurra, inclinando-se na mesa, os cotovelos apoiados sobre ela. A gola de sua camisa de botão azul claro está desabotoada, e posso ver uma pitada de pele tonificada e bronzeada. Esse tesouro escondido é um farol para minha libido girando fora de controle e eu me pergunto o que há por baixo. Que mistério será Mason Dean. Inferno, até mesmo o nome dele soa sexy demais. Meu corpo pede para ir onde quer que ele queira me levar para me fazer sentir prazer. Droga, faz muito tempo que não tenho um orgasmo que não seja auto induzido. Não tenho dúvidas de que este homem sabe como usar seu pênis. Só pela sua postura. Sua confiança. Sua autoridade. Tudo isso. E se ele não souber, será uma decepção do caramba, e eu terei que checar a validade da


minha intuição. A garçonete passa pela mesa, e com uma vontade de fazer o que é certo, eu a chamo, —Por favor, me traga a conta. —Eu pago! — Mason diz e, instintivamente, pego a nota de cem dólares que tenho guardada em minha bolsa em caso de emergências. Eu a retiro e a entrego para a garçonete. Agora, se Drake não tivesse se mostrado um babaca, o teria deixado pagar por mim. Mas não estou em um encontro com Mason, e ainda tenho meu orgulho. Guardo sempre um dinheiro para uma emergência econômica. —Fique com o troco. — Os olhos da moça se iluminam. Claro, eu estou desperdiçando provavelmente cinquenta dólares em uma gorjeta para ela, mas meu orgulho e integridade ainda estão intactos. Sair desta situação é o melhor a fazer antes do meu corpo me anular completamente, o que está muito perto de acontecer, então eu me levanto. —Prazer em conhecê-lo! — Digo, antes de me virar e quase esbarrar com um homem, consegui parar apenas no último segundo antes de colidir. —Com licença. —Você é Aiden Porter? — Ele pergunta com um brilho de esperança em sua expressão, enquanto dou um passo para trás, para longe dele. Ele é um pouco mais baixo do que eu, mas estou de salto. Ele tem cabelo castanho muito claro, com muito gel.


Parece ser duro como uma rocha, e o meu lado curioso quer tocálo e conferir. Seu terno é bom, mas parece amarrotado e enrugado como se tivesse trabalhado o dia todo, especialmente pela imensa mancha púrpura avermelhada na gola. Pior parte é que eu não o reconheço, mas ele sabe o meu nome. —Sim, e você é? Um largo sorriso cruza seu rosto. —Sou Drake Hamilton. Seu encontro. — Meu estômago embrulha. Tenho certeza que esse cara é legal. Eu sei que Lila está certa sobre o seu bom emprego, mas esse cara não é o meu tipo, nem chega perto. Gosto de homens seguros de si e misteriosos. Confiantes. Conhecedores do que querem. Esse cara não tem nada disso, e é semelhante ao Greg. Talvez por isso Lila quis me juntar com ele. Suspiro interiormente. Nós conversamos sobre as minhas alterações de perspectiva quando se trata de homens. Sabendo disso, eu não tenho ideia de por que ela me arranjou um encontro com um cara tão parecido com o meu ex. —Estou tão feliz que você ainda esteja aqui. Tive que trabalhar até tarde e ...— Ele para de falar quando o interrompo. —Oh, e você finalmente apareceu? Divirta-se, estou indo embora. — O olhar de choque bate nele como se eu tivesse lhe dado um tapa no rosto na frente de sua mãe. Esse cara não pode realmente achar que eu iria sentar e esperar por ele. Ahhhh. Não. Já passei por isso, então, não vai acontecer novamente. Anseio por um homem que faça esforços por mim, e não quando todo o


esforço é unilateral da minha parte. Drake nem mesmo ligou para Brad para avisar, e isso é uma desqualificação automática. Ele não pode ser tão estúpido. Os olhos de Drake deixam de focar em mim, e suas costas se endireitam. —Sr. Dean. Não sabia que você estaria aqui. Fico confusa com o pensamento destes dois se conhecerem. Quais são as chances? —Reunião, e agora estou escoltando Srta. Porter para casa. Respiro profundamente enquanto os olhos de Drake se arregalam. —Espere, você vai levar o meu encontro para casa? —, Pergunta, incrédulo, seu olhar voltando bruscamente para mim, o tempo todo apontando o dedo para si mesmo para acentuar suas palavras. Ele faz isso de uma forma, que parece que está tentando me culpar. Que cuzão. —Não, ele não está, e você não é meu encontro. Você me deu um bolo e não se preocupou em avisar Brad para que ele pudesse pelo menos me avisar. Portanto, o encontro não chegou a se realizar. Ele me olha de cima a baixo, mas não sinto nada em seu olhar. —Merda!— Ele resmunga.


—Não deveria ter chegado tarde. — Diz Mason atrás de mim. —Estava fazendo o que você me disse para fazer! — Drake se queixa em resposta. Se ele tivesse esperneado, eu o teria confundido com uma criança que não recebeu como presente um certo brinquedo que queria. Choramingar como uma criança mimada, não faz um homem parecer sexy aos olhos de uma mulher. Todos os homens precisam tomar conhecimento disso. Mas suas palavras se registram no meu cérebro. Mason lhe disse para trabalhar. Giro meu pescoço e olho para trás. Mason dá de ombros. —Sou o chefe dele. Voltando-me para Drake, não tenho certeza do que pensar. Mason é o chefe de Drake e, provavelmente, o chefe de Brad também. Mason disse a ele para trabalhar até tarde. Existe algo mais nisso que preciso saber? Meu trabalho é resolver problemas em empresas e ajudá-las a se recompor. Eu precisaria fazer a Mason algumas perguntas, para que eu pudesse chegar ao fundo da questão. Mas isso não vai acontecer. Vou sair daqui e ficar bem longe de toda esta confusão. —Vou embora! — Digo a ambos, quando sinto os olhos de todos do restaurante em mim, novamente. Desta vez, porém, não é limitado aos homens. Em vez disso, são todos, os garçons inclusive. Espero que tenham gostado do seu jantar e do show. Seja como for, coisas assim acontecem, e no caso, aconteceu


comigo. Sim, comigo! Drake agarra meu braço quando passo por ele, me impedindo de me mover. —Olha, sinto muito, vamos consertar isso. Há uma dica atrás dos olhos que grita problemas e não do tipo que vejo em Mason. É definitivamente hora de abortar este encontro, porque o tipo de problema que estou lendo, é exatamente o mesmo que deveria ter visto em Greg. O possessivo. Isso é o que Drake é. De jeito nenhum quero alguma coisa com ele. —Solte-me! — Digo com cada grama de autoridade que tenho, e tento puxar meu braço, mas ele o aperta. Sinto o latejar na ponta dos meus dedos quando ele atinge um ponto delicado. Cuzão! —Tire suas malditas mãos dela. — Mason não espera Drake acatar, em vez disso, ele agarra o seu cotovelo. Acho que Mason o aperta porque os nós dos dedos ficaram brancos, e meu braço é imediatamente liberado. Esfregando meu cotovelo para tentar fazer parar de doer, o rosto de Drake se transforma em uma combinação de dor e raiva. Esta noite está fodida, e eu preciso ir pra longe dessa loucura. Sem olhar para trás vou em direção a saída do restaurante. Ar e fuga – é o que está no menu.


CAPÍTULO 3 AIDEN O calor de uma mão vem na parte inferior das minhas costas enquanto

ando

rapidamente

para

o

meu

carro.

Eu

viro

bruscamente para ver Mason ali, me acompanhando. —Posso fazer isso sozinha, obrigada! — Digo, fazendo meus pés se moverem um pouco mais rápido. Ele não se move nem diz uma palavra. Surpreendentemente, o pânico que deveria sentir pelo fato de um homem me seguir até o meu carro não me atinge. Não, é mais como uma ativação de nervos que vem do calor que seu toque dispara em mim, fazendo minha pele formigar. Pego minha chave e clico no botão de desbloqueio, mas é o máximo que chego a me aproximar do meu carro. Mason me gira em um movimento rápido, minhas mãos indo para o seu peito e um suspiro deixa meus lábios. —O que você está ...— Minhas palavras são cortadas pelos lábios de Mason cobrindo os meus, com o gosto de vodka e algo mais deliciosamente me invadindo. Seu beijo é brutal, áspero, mas controlado de uma forma que me sinto quase entorpecida. Ele agarra a parte de trás do meu pescoço me forçando a girar, e aprofunda o beijo ainda mais, sua língua entrando e duelando com o minha.


Eu tento dar tanto quanto recebo, mas ele é avassalador e um choque para os meus nervos. Nenhum homem na minha vida já me beijou desta maneira. Nenhum teve essa confiança que Mason demostra a cada toque dos lábios. Sua boca deveria ser nomeada como uma das maravilhas do mundo. É como se fosse mágica. Minhas mãos o apertam firmemente enquanto seu corpo pressiona o meu, me prendendo no carro. Sua outra mão vem em torno de minhas costas e puxa meu quadril para frente. Quando ele faz isso, sinto seu pau duro, se projetando através do tecido de sua calça e solto um gemido em sua boca. Eu o sinto longo e grosso. Mesmo as pequenas contrações musculares são sexys demais. Ele se afasta, sua testa tocando a minha, enquanto nós dois recuperamos o fôlego. Eu não tenho certeza se isso era um beijo ou uma experiência fora do corpo, mas quero fazer novamente. —Venha para casa comigo. — Não era realmente uma pergunta, soava mais como um comando. Meu corpo estava de acordo com isso, mas eu nunca fui o tipo de mulher que faz sexo casual.

Mesmo

quando

mais

jovem

me

mantive

em

relacionamentos, não apenas levando um homem para casa para ter sexo - nunca. Quando olho para suas profundezas verdes, eles me encorajam e praticamente imploram para mim. Uma noite. Uma noite para deixar todas as minhas inibições de lado.


Uma noite para esquecer e apenas sentir. Uma noite para aproveitar. Uma noite. Uma noite para se divertir e fugir de tudo. Respiro profundamente não acreditando no que estou prestes a fazer, porque é tão fora do meu estilo, mas talvez seja disso que preciso. Uma mudança. Vá com tudo ou vá para casa. —Preciso fazer uma ligação. Sua cabeça se agita como se eu o tivesse socado. —Marido? Eu o olho. Sério? —Você acha que eu iria em um encontro às cegas ou teria deixado um homem me beijar em um estacionamento se fosse casada? Ele ri, seu aperto em meu pescoço se intensifica quando se inclina. —Amo essa sua boca! — Sussurra antes de me beijar novamente, tirando meu fôlego e calando a resposta atrevida que lhe dei. —Ligue! .


Eu mal me desvencilho, mas ele me puxa para trás. Pego meu telefone e ligo para Lila que responde ao primeiro toque. —Por que você não atendeu o telefone! — Grita em pânico, e eu não tive nenhuma dúvida que ela fez da vida de Brad um inferno sagrado, mesmo que a culpa não fosse dele. Essa é a coisa sobre as pessoas que você ama, você joga suas frustrações sobre elas. Agora seria a minha vez de jogar tudo nela, mas não tenho tempo no momento. Olho Mason nos olhos e então pergunto a ela: —Você pode perguntar a Brad se ele conhece Mason Dean? — Sou agraciada com um sorriso largo de aprovação em seus olhos, que deixou meus joelhos fracos. —Ele é o chefe de Brad, Aiden. O que está acontecendo? Quando eu soube que Mason era chefe de Drake, presumi que era de Brad também, e foi reconfortante ter a confirmação. —Ele é um cara legal? — Questiono-a, me perguntando se eu deveria considerar o seu julgamento, desde que para ela, Drake era um cara legal. Eu sei em meu coração, porém, que ela não iria me juntar com o fracasso propositadamente. Tenho certeza de que Drake tem um bom pacote no lado de fora, mas por dentro .... Eu não tenho tanta certeza. —Aiden, ele é um babaca. Brad o respeita, mas ele é um


idiota arrogante. Por que você está me perguntando sobre ele? — Sua confusão é perfeitamente clara. Durante todo o tempo Mason permanece exatamente onde ele está, diversão iluminando seus olhos, sem dúvida, ouvindo a conversa por causa da nossa proximidade. —Bem, ele está de pé na minha frente agora tentando me convencer a ir para casa com ele. Ela suspira: —Não! Não, Aiden, você não é esse tipo de garota. —Eu sei. Mason se inclina em minha orelha livre e sedutoramente sussurra em um tom baixo, provocando: —Você vai ser esta garota esta noite. — Ele dá um passo para trás um pouco, mas seu calor me desperta como um relâmpago. —Onde você o conheceu? O que aconteceu? O que diabos está acontecendo!? — Lila pergunta em voz alta ao telefone. Os lábios de Mason atacam meu pescoço, me dando carícias quentes. Sua língua lambe minha pele, enviando uma onda de choque em mim. Um dos meus lugares mais sensíveis é o meu pescoço e atrás da minha orelha. Eu absolutamente amo quando essas partes recebem atenção especial. A este ritmo, porém, ele vai saber todos os meus pontos sensíveis antes mesmo de sair do estacionamento. —Aiden! — Ela grita, me puxando de volta para a chamada


telefônica, tirando meu foco da umidade entre minhas pernas. —Eu o conheci no restaurante. Vou para casa com ele. Seus lábios param momentaneamente, e os sinto formar um sorriso no meu pescoço. —Então, se eu acabar cortada em pequenos pedaços, a culpa é dele. Seu sorriso se transforma em uma risada profunda, e, por mais que seja super sexy, quero seus lábios de volta no meu pescoço. —Este não é o momento para brincadeiras, Aiden. Você está indo realmente para casa com ele? Você bebeu? — Lila ladra no telefone como se fosse minha mãe. Eu tenho vinte e oito anos de idade, e tenho certeza que é uma espécie de rito de passagem ter um caso de uma noite em algum momento de sua vida. Ele é gostoso. Meus amigos o conhecem, e eu não tenho nenhuma sensação de que ele seria capaz de me machucar de alguma maneira. Se algum dia eu pensasse em fazer isso, ele seria o homem ideal. —Estou perfeitamente bem. Queria que você soubesse onde eu estava indo. Ligo para você de manhã. Ela começa a falar, mas desligo o telefone antes de ouvir o que diz. Sem dúvida, ela vai me dizer o quão estúpida minha decisão é, mas eu preciso viver um pouco. Vou fazer com que ela entenda


amanhã. Ou vou me arrepender. Essas são realmente as únicas duas opções neste momento, e espero que não seja a última. Hoje à noite, não tenho que me preocupar se Mason vai me trair. Eu não tenho que pensar sobre as complicações de estar em um relacionamento. Não tenho que me preocupar se ele vai voltar para casa para o jantar ou se ficará mais uma noite até tarde no escritório. Não, esta noite, posso ser livre e solta. Apenas sentir. —Eu vou te seguir. — Ele me olha com ceticismo como se eu fosse fugir dele no momento em que entrasse no meu carro. Ele não me conhece, mas quando decido alguma coisa, vou com tudo ou vou para casa. Estou pronta, com certeza, para ir com tudo, e não vou para casa. —Quero ir no meu carro para que eu possa sair quando quiser. Não é negociável. Ele me beija duro novamente. —Siga-me de perto. A distância é curta, cerca de quinze minutos ou algo assim. Seu elegante Lincoln Navigator vira em um condomínio fechado, em seguida, até uma monstruosidade de uma casa. Nada demais sobre isso. Mason Dean, obviamente, tem dinheiro. Não posso evitar me perguntar quantas mulheres ele trouxe para sua casa. Mas deixo isso para lá. Não se trata de algo mais do que hoje à noite. Não importa se ele trouxe mulheres aqui ou não. Isto é sobre eu, ele e este momento. A casa de dois andares é bonita, com luzes iluminando todas


as janelas. As suas paredes de pedra emitem uma sensação muito confortável, porém a casa tem classe e elegância por todo lado. Mas não é por isso que estou aqui. Não me importo com seu dinheiro, sua casa ou com o inferno, que ele dirige. Eu só me importo sobre o que ele pode me dar sem minhas roupas. É o único propósito desta visita. Nada menos, nada mais. Ele estaciona seu carro em frente a uma das quatro vagas da garagem, então sigo o exemplo. É isso. Que mulher em seu juízo perfeito teria que falar consigo mesma para ir para a cama com Mason Dean? Acho que eu. No entanto, posso fazer isso. Eu farei isso e não quero pensar. Só quero me sentir sexy, desejável e satisfeita. Até agora, ele me fez sentir tudo isso, e a excitação me domina. A porta do carro se abre, e Mason estende a mão em um gesto muito cavalheiresco. Coloco minha chave na bolsa, em seguida, aceito sua mão. Ele não se move um centímetro, apenas olha para mim, e quanto mais tempo passa, mais vejo em seus olhos a luxúria, a fome, o desejo, e é tudo por mim. Uau. Ele está tão poderoso, que meus joelhos enfraquecem. —Você é bonita pra caralho! — Diz enquanto toma os meus lábios, reivindicando a posse deles para fazer o que quiser. Num momento estamos nos beijando encostados em meu carro, e no próximo ele está abrindo a porta e me puxando para sua casa. Mason empurra minhas costas contra a porta de madeira sólida enquanto seus lábios e língua continuam a me devorar. Foco nisso


e deixo que meus pensamentos desapareçam. Mason agarra minha bunda, me levanta, minhas pernas envolvem seus quadris para me ajudar a ficar segura. Meu vestido sobe com o movimento. Enquanto isso meus dedos encontram seu cabelo deslumbrante. Queimo com a sensação de seu corpo duro e beijos ferozes em meu banco de memória, nunca quero esquecer esse sentimento de puro desejo. Nós nos movemos, mas meus olhos ficam fechados, me concentrando apenas no meu corpo e no dele. Aproveitando cada momento de seu ataque e dando tudo de mim. Ele para, e suas mãos deixam a minha bunda. Eu tomo isso como a sugestão de colocar minhas pernas para baixo, e olho em seus olhos. Eu tinha razão. Brilham de desejo e necessidade. Essa mesma sensação corre dentro de mim. —Primeiro, duro e rápido. Tenho que tirar de mim esse desejo insano. — Desejo insano? Eu não posso assimilar as palavras, porque ele me vira contra o sofá e empurra minhas costas para baixo, fazendo com que a minha cabeça descanse na almofada e minha barriga se apoie no braço do sofá mantendo minha bunda para cima. Sei que estou pingando e pronta para ele, mas isso está indo muito rápido. Tão rápido que vai acabar antes de começar, e eu não quero isso, pelo menos ainda não. —Mason, eu ....


Um zíper desce, em seguida, ouço o som de um pacote sendo aberto. Meu vestido já está amontoado na cintura e minha calcinha é rasgada para fora do meu corpo. Deixo escapar um suspiro. Inferno, isso era sexy, e o pulsar no meu clitóris aumenta. Acho que vou precisar comprar calcinhas novas. E tenho que admitir, que se alguma vez houve uma razão para isso, que seja essa. —Tenho que foder você. — E sem nenhum aviso ele afunda seu pau dentro de mim tão profundo, que eu o sinto na minha garganta, como ele disse anteriormente. Ele é tão grande e longo, me estendendo a ponto de ligeira dor, mas adoro isso e tento ajustar balançando minha bunda. Tenho muita certeza de que nunca tive alguém tão grande antes, porque ele atinge um ponto sensível dentro de mim que nunca foi tocado, me fazendo gemer alto com prazer e uma ligeira pontada de dor, que logo vai embora. Meu orgasmo se constrói e minha vagina aperta em torno dele, enquanto ele permanece dentro de mim. Eu não tenho certeza do motivo, mas é como se estivesse desfrutando desse momento, da sensação de me envolver em torno dele. Eu sei que estou desfrutando, ainda que esteja ansiosa. Meu clitóris lateja e implora por atenção e liberação. —Mason, por favor. — Rápido ou não, estou pronta para explodir, e só preciso de um pouco mais para chegar ao limite.


As palavras o tiram de sua imobilidade, e ele se move. Rapaz, como ele se move. Seus dedos apertam meu quadril enquanto me jogo para trás a cada uma das suas estocadas, que me levam mais perto de gozar. Os movimentos de Mason tornam-se tão duros que os pés do sofá derrapam no chão, e meu corpo balança, grosseiramente. Isso dói de tão bom. Os únicos sons na sala são os meus gemidos e o bater da carne na carne, que só me excita mais. —Aperte essa boceta em mim. — Ele resmunga. Eu sinto minhas paredes apertando-o exatamente enquanto ele atinge meu ponto mais sensível. E eu gozo. —Porra, sim. Grite o meu nome, Aiden. Por alguma razão bizarra, o faço, então eu o sinto se contorcer dentro de mim ainda estocando como um louco. O clímax é forte e os músculos do meu abdômen estão tão contraídos que sinto um pouco de dor... Minhas pernas tremem, e sou grata que o sofá está sustentando o meu peso, porque não tenho certeza de que poderia me segurar no momento. Ele ainda está em cima de mim, e então percebo que nem mesmo chegamos ao quarto. Nem tivemos tempo para tirar nossas roupas. Nunca na minha vida alguém me quis tanto, que tivessem me comido com minhas roupas, porque mais um segundo era muito tempo para não estar dentro de mim. Esse pensamento preenche um buraco dolorido dentro de mim, que me assusta, porque gosto dessa sensação um pouco


demais. O pau de Mason dá um solavanco, e ele lentamente o puxa para fora de mim. Cada nervo que ele toca me dá leves tremores e eu movo meu quadril obtendo um pouco de atrito. Merda, eu devo sair? Pegar minha calcinha rasgada e ir embora? Quero dizer, nós fizemos sexo, foi por isso que vim aqui, por isso já é hora de ir embora. Deveria haver um manual de etiqueta ou algo assim sobre sexo casual. Talvez eu precise pesquisar no Google em algum momento. Não agora, é claro, mas teria sido bom ter feito antes. Essa parte dolorida de mim que estava cheia momentos atrás, esvazia novamente, quando me endireito e puxo minha saia sobre a minha bunda. Olho para a minha calcinha rasgada, sem possibilidade de recuperação. Parece que é isto. —Eu já vou! — Digo, virando para pegar a minha bolsa. Sei que eu a tinha em minha mão quando chegamos, mas não consigo encontrá-la. Merda. Um braço de aço me agarra pela cintura e o calor de Mason bate nas minhas costas, sua boca vindo ao meu ouvido. —Você não vai a lugar nenhum. Não cheguei nem perto de terminar com você. A promessa sexy é suficiente para minha boceta saciada despertar novamente.


CAPÍTULO 4 AIDEN —Eu lhe disse que precisava saciar o meu desejo insano. Agora, é hora de trabalhar nisso...— As palavras de Mason são como manteiga derretida, e eu me pergunto o que isso irá implicar. Acho que não vou embora, o que é um alívio, já que eu não sabia se queria. Sorrio com esse pensamento, porque não estou pronta e o meu corpo está necessitado. Ele me solta, mas ainda mantém a minha mão na sua, me olhando daquele jeito sexy. Sua camisa de botão cobre a região da virilha, e o seu pau parece uma tenda nela. Eu não sei como ele consegue, mas está definitivamente duro. O maldito homem tem resistência. Ele ainda está vestido em seu terno e ainda está perfeito do meio para cima. É tão incrivelmente sexy. Mason me puxa para a porta, tranca-a, e em seguida, aciona o alarme em algum painel ao lado do batente. Tento entrar na sala, mas ele me puxa tão rapidamente e eu tenho problemas, porque tudo parece um borrão. Passamos por um corredor, subimos a escada, outro corredor, em seguida, entramos em uma porta aberta. Perco o fôlego quando entro em seu quarto. A madeira de mogno está presente nas duas cômodas, em um armário alto, duas mesinhas e uma cama enorme. A cama tem que ser uma criação


personalizada, porque nunca vi uma tão grande como essa antes. As grandes colunas em cada um dos quatro cantos parecem que foram esculpidas à mão e tem um design único. A roupa de cama é em tons de preto e cinza, parecendo tão suave que eu poderia dormir por um ano, ainda assim, parece masculina ao mesmo tempo. Duas das paredes são pintadas de cor creme suave, enquanto as outras são de cor azul acinzentada. Há uma arte abstrata nas paredes com as mesmas cores da sala. No entanto sou incapaz de ver qualquer coisa. A aparência geral é notável e coloca meu quarto no chinelo. Mason se vira para mim, chegando bem perto. —Tire a roupa. Vá para cama. — Ele desabotoa a camisa rapidamente

enquanto

eu

absorvia

suas

palavras.

Fico

momentaneamente atordoada com o que ele estava escondendo sob esse tecido. Ele é perfeito. Abdômen forte, tudo pronto para ser lambido e beijado. Igual aqueles modelos de revista que não parecem reais, mas felizmente é real pra mim hoje. Puta que pariu. —Aiden! — Alerta, e envia formigamentos pela minha pele. Alcançando a barra do meu vestido, eu o retiro com um puxão, jogando-o em uma cadeira próxima. Estou nua da cintura para baixo graças à ele ter rasgado minha calcinha anteriormente. Minha metade superior está coberta com um sutiã de renda incrível, rosa choque que empurra meus meninos até seu potencial máximo. Eu não tenho nenhum problema no departamento "peito",


mas o vestido que eu tinha escolhido, precisava de um incentivo, então coloquei um dos melhores sutiãs que tenho. Eu o assisto enquanto ele deixa suas calças e o terno cair no chão, enquanto chuta seu elegante sapato preto e meias. Seu pau chama a atenção, batendo contra seu abdômen quando ele se move, implorando para tocá-lo. Quando encaro seus olhos, eles estão em mim com um fogo tão brilhante que tenho medo de que eu esteja a ponto de me queimar da maneira mais deliciosa possível. Alcançando as minhas costas, desengancho o sutiã, mas apenas deixo que as tiras caiam e uso meu braço para cobrir meus seios. Vestida com apenas salto alto e meu mal pendurado sutiã, vejo o desejo em seus olhos e isso me dá uma sensação de poder feminino. Um apelo sexual que pensei que estava adormecido ou talvez perdido para sempre, mas a julgar pela maneira como ele olha para mim, está vivo e bem vivo. Faz um bem desgraçado para o meu ego. —Solte o braço. — Sua voz ecoa a ordem através do cômodo. Bem lentamente deixo cair o tecido no chão. Ele respira profundamente, e amo ter esse efeito sobre ele. Um homem como ele, tão atraente e controlado, poderia ter quem quisesse, e eu me apego ao fato de que fui a escolhida. Não nos esqueçamos, porém, que eu o escolhi também. Mason vem em minha direção. Uma pequena parte de mim quer se esconder, porque no momento ele parece com um touro, e


eu sou a capa vermelha prestes a ser despedaçada. A outra parte de mim está excitada, desperta e pronta para o que este homem tem a oferecer. Escolho a segunda parte e me mantenho firme. Ele me levanta com facilidade e de alguma forma consegue tirar o meu sapato e o deixa cair no piso de madeira. Mason me joga na cama como se eu não pesasse nada, e quico duas vezes antes das minhas costas descansarem no colchão. Antes que eu possa dizer ou fazer qualquer coisa, seu corpo duro está em cima de mim, pele com pele, o calor para aquecer. Seu pau fica logo na entrada da minha boceta enquanto enlaço seu quadril com as minhas pernas. Ele devora minha boca tomando seu tempo, não deixando nenhuma parte intocada. Ele dá atenção especial ao meu lábio inferior, puxando, sugando e lambendo. Mason se move para o meu queixo, em seguida, para o meu pescoço. Meu quadril se eleva e minha boceta palpita. —Você tem um ponto fraco. — Ele geme, em seguida, lambe da minha clavícula, passando pelo meu pescoço indo até a minha orelha. Excitação explode em mim, e não sou incapaz de responder, porque seus lábios começam seu ataque ao meu pescoço. Digo ataque, porque cada toque me devora, crua e verdadeiramente. Nunca gozei apenas por ter meu pescoço beijado, mas é uma possibilidade real aqui. Seus lábios são suaves, mas a língua é feroz. A combinação única me deixa cada vez mais inebriada. Esfrego meu clitóris em seu pau em movimentos para frente e


para trás, apenas precisando de um pouco de atrito para chegar lá. Ele se move, estragando meu plano, porque assim não sou mais capaz de me esfregar nele. Meu corpo é um fio elétrico vivo e pronto, mas ele continua a tomar seu tempo no meu pescoço, observando cada pequeno movimento que faço, com cada ponto que ele toca. Eu acho sexy o modo que ele está tentando conhecer o meu corpo, o que me faz vibrar. Não me lembro a última vez que um homem teve tanto cuidado comigo, em um ponto especifico, me valorizando. Porque é assim que me sinto agora, valorizada, querida, sensual. Como se eu fosse tudo o que Mason precisa neste momento, e o mesmo vale para mim. Seus lábios se movem para baixo da minha clavícula, peito, mamilos onde ele passa muito tempo sugando cada bico, em seguida, da minha barriga para o interior da minha coxa e depois pra minha boceta. O calor de Mason me cobre, chupando, mordendo, lambendo. Sua língua entra completamente em mim, me fodendo, áspera e dura, enquanto o seu polegar coloca pressão sobre o meu clitóris. —Minha língua foi feita para foder sua boceta. Gemo e arqueio o quadril, não querendo, mas meu tesão está crescendo loucamente e a necessidade de me movimentar supera. Ele mexe sua língua dentro e fora de mim mais e mais, sem parar a cada golpe, chupando forte o meu clitóris. Estou bem ali,


bem no ápice, pronta para gozar. Mason afasta o rosto quando percebe que o meu orgasmo está chegando. Grito de frustração, só para ouvi-lo rir. —Não pare! — Ele não ouve. Em vez disso, Mason sobe no meu corpo e beija meus lábios. Sinto o meu gosto nele, e algo sobre isso, empurra mais o meu corpo já no limite, para perto do precipício. O gosto dele e o meu misturados é tão intoxicante, que sugo ainda mais sua língua. —Você está tomando pílula? — Ele pergunta, olhando fundo nos meus olhos. Seu olhar penetrante me faz sentir como se ele pudesse olhar profundamente em minha alma, o que coloca um pouco de medo em mim, mas não o suficiente para parar. —Sim. — Uso faz anos por causa de períodos menstruais horríveis. Os médicos levaram uma eternidade para encontrar a mistura certa por causa da dor e, finalmente encontrei uma que fosse ideal para mim. Não que eu diria a ele tudo isso. —Estou limpo. Quero você sem camisinha. Sei que estou limpa. Estou realmente prestes a deixar este homem gozar dentro de mim? Esse pensamento é tanto excitante, quanto assustador. Até mesmo com o namorado que tive, que durou mais tempo, nunca deixei de usar camisinha. Sinta, Aiden, apenas sinta. O diabinho no meu ombro, obviamente, está ganhando essa noite. Meu corpo formiga da cabeça aos pés em antecipação de estar tão perto deste homem e sentir tudo dele.


—Sim...— Gemo, e ele desliza para dentro de mim. Ele entrelaça nossos dedos em cada lado da minha cabeça. Seus impulsos não são rápidos como antes. Não, eles são dolorosamente lentos e constantes. Imploro, olhando em seus olhos, mas ele não aumenta o ritmo. Em vez disso, segura minhas mãos e olha nos meus olhos, bombeando durante todo o tempo seu pênis dentro de mim, mais e mais. Meu coração palpita com essa estranha sensação de que algo está acontecendo, e eu fecho meus olhos, tentando bloqueá-la. Tentando evitar qualquer coisa que se trate do meu coração. Isso é apenas sexo. Uma noite. —Abra-os! — Ordena, e meu corpo instantaneamente obedece, fazendo meu coração acelerar por sua intensidade. —Melhor. Mason continua, o que parece uma eternidade, em um ritmo tortuosamente lento. Suficiente, mas não o bastante para me conter. Meu corpo cantarola com necessidade e calor. Eu só preciso de um pequeno atrito para que possa explodir. Moendo o meu quadril, tento chegar lá. Suor escorre da testa de Mason, e percebo que seu pescoço está tenso. As veias salientes e pulsando forte, enquanto seus músculos estão tensos e definidos. Deve estar sendo difícil para ele, se segurar, então porque está se segurando? Por que precisa que eu goze primeiro? —Mais forte...


Seus lábios se conectam com os meus enquanto me dá o que eu quero, seu quadril se movendo como uma máquina. Me perco nas sensações. Fico sem ar. Luzes brancas explodem atrás das minhas pálpebras, que agora estão fechadas, e grito tão alto que tenho certeza que os vizinhos podem ouvir. Ele empurra mais duro, e sinto seu pau crescer, em seguida, se contorcer dentro de mim, quando seu gozo me enche. Ele descansa sua testa na minha enquanto os últimos tremores vêm de seu corpo, em seguida, cai contra mim me pressionando duramente na cama. O suor nos cobre, e nossa respiração pesada é o único som na sala. Como os nossos aromas se misturam, juntamente com cheiro de sexo no ar, respiro profundamente para memorizar, sabendo que quando estiver deitada na cama com meu vibrador, vou me lembrar deste exato momento. Essa era a coisa mais sexy que eu já fiz, ou a mais aterrorizante. A conexão entre nós não parecia com nada que já tenha sentido antes. Então, ainda não consigo expressar como estou me sentindo agora. Mason me rola para o lado; meus olhos se fecham, e a exaustão me deixa pesada como uma bola de chumbo. Nunca fiz um sexo tão bom, tão desgastante, que depois o sono era uma obrigação. —Durma! — Diz, beijando meus lábios e me segurando perto,


seu pênis ainda dentro de mim. Eu dormi.

Acordo assustada. Meus olhos passeiam pelo cômodo, em seguida, lembro aonde estava. Braços fortes me abraçam, e entre as minhas pernas estou deliciosamente dolorida e um pouco pegajosa. Nós fizemos sexo mais três vezes durante a noite, em uma delas, ele me acordou com seu pau já dentro de mim, socando dentro e fora. Perdi a conta dos orgasmos. Tudo o que sei é que o meu corpo está relaxado e feliz. Esperemos que isso dure por um longo tempo. A luz se infiltra através das cortinas, que eu não tinha prestado muita atenção na noite passada, e olho para o relógio. Merda. Nove e meia. Tenho uma reunião com um cliente ao meio-dia. Com muito cuidado, me desvencilho dos seus braços e saio da cama, sentindo o esperma de Mason escorrer pela minha perna. Puta merda, esse homem me encheu. Entro no banheiro que é no cômodo adjacente. Faço minha higiene, da melhor forma possível e tão silenciosamente quanto posso. Um banho quando chegar em casa é uma necessidade. Saindo do banheiro, coloco meu vestido e pego meu sapato. Nunca fiz a caminhada da vergonha antes, então estou encarando isso como um outro rito de passagem. O segundo, no decorrer de vinte e quatro horas. Este é um recorde mundial para mim. Estou


me transformando em uma rebelde. Não. Olho para Mason. O lençol cobre só a sua metade inferior, e com os braços erguidos acima dele, cada músculo se mostra definido. Eu realmente não posso acreditar que dormi com ele. E gostei. Não, adorei. Uma noite. Lembro a mim mesma, balanço a cabeça, pego minha bolsa e me encaminho para sair. Nunca vou ver Mason Dean novamente, mas ele sempre será uma memória fantástica.


CAPÍTULO 5 AIDEN —Eu não posso acreditar em você! — Lila brada, sentada na mesa da cozinha, de frente para mim, com uma xícara de café quente em suas mãos.

—Quero dizer, você foi para casa dele e

transaram a noite toda? O que deu em você, Aiden! —Lila, você age como se eu fosse uma maldita freira ou algo assim.— Tomando um gole da minha bebida quente, deixo o calor me invadir. Desde que deixei a cama de Mason há um dia atrás, me senti muito fria e incapaz de me aquecer como quando estava em seus braços. É uma sensação muito ruim, e não estou gostando nem um pouco. —Eu sei disso, mas .... Interrompo, —Lila, Drake não era o meu tipo. Por que você achou mesmo que eu gostaria de ficar com ele? Ela se acalma por um momento, então se inclina para trás na cadeira. —Ele me lembrou dos outros homens com quem você já tinha saído, e pensei que gostaria dele. —Exatamente, Lila. Eu disse que não queria mais isso.


—Você disse isso, mas ... —Querida, você precisa me ouvir. Não quero esse tipo de homem mais, e não vou em mais nenhum encontro às cegas. Ela solta um bufo. —Tudo bem. — Então ela muda a conversa rapidamente. — Então me diga sobre o chefe de Brad. Ele é tão babaca, o que você viu nele? —Odeio dizer isso, mas ele não é um babaca. Pelo menos, não comigo. — Então descrevo minha noite com Mason, revivendo cada toque e carícia de seus lábios e suas mãos. Ainda posso senti-lo dentro de mim, entrando e saindo. Quando lambo meus lábios, me lembro como ele fez o mesmo. Porra, realmente preciso me controlar. A boca de Lila fica aberta enquanto suas mãos agarram a xícara na frente dela, os olhos arregalados em choque. —Isso é como me sinto! — Brinco, bebendo meu último gole de cerveja. —E é isso? Ele vai te ligar ou vocês vão sair em um encontro de verdade ou alguma coisa assim? — Ela questiona. —É isso aí. Acordei e fui embora, antes de qualquer conversa. Foi um capricho, Lila. Uma noite para ser livre e sentir. É hora de seguir em frente.


—Ele realmente é um babaca! Um cara quente, sexy e rico, mas ainda assim um babaca. —Porque você pensa assim? Fui eu que o deixei. Claro, ele provavelmente ficou grato que fiz isso, mas estou bem, Lila. Não há necessidade de ficar chateada com ele. Além disso, ele me deu uma noite incrível. Eu me senti segura, tive uma tonelada de orgasmos, e meu corpo se sente muito bem. —Então, vai ser assim, agora? Sair para encontrar homens aleatórios para dormir com eles? Eu a encaro. —Sim, isso é exatamente o que estava pensando. Acho que vou começar a ficar com estranhos aleatórios e levá-los para um encontro, todas as noites. Você sabe, como testar um carro. Um test-drive, e então estou fora. Lila revira os olhos. —Entendi, foi uma coisa estúpida para dizer. Desculpa. Eu sorrio. —Foi bom, Lila. Ele conseguiu o que queria, e eu tive o que precisava. Foi uma grande noite, e só. —Bem. —Estou muito bem. Não se preocupe tanto comigo, Lila.


Ela solta um bufo. —É o meu trabalho, supere isso. Então sorrio. Eu me levanto da mesa para pegar o bule de café, e a sirvo, em seguida me sirvo. —Você sabe, Drake está chateado pra caramba. Isso me chama a atenção. —Mas foi ele mesmo, quem estragou tudo. —Verdade. Brad disse que ele deveria ter ligado e eles discutiram sobre isso. Isso era uma merda, porque os dois eram amigos e eu odiaria que a amizade deles acabasse por causa de algo tão insignificante no grande esquema da vida. —Drake disse algo sobre como o Sr. Dean se apossou de você no restaurante. Comecei a rir. —Você realmente acha que alguém vai me controlar, Lila? — Tive o suficiente disso, com o Greg. Não, obrigada. —Não, mas ele foi insistente, indo tão longe a ponto de dizer que o Sr. Dean te forçou a sair com ele. Que assistiu da porta do


restaurante e não se parecia com uma conversa amigável. —Não parecia mesmo com a língua do Mason na minha garganta. Lila riu: —Posso imaginar. —Drake está com seus sentimentos feridos. Ele é o único que deveria ter dado uma satisfação. Agora, eu não tinha planos de sair com Mason, ele apenas estava lá na hora certa e no lugar certo. Porém, não me arrependo Lila. Foi fantástico e era o que eu precisava. Ter um homem como ele me tratando como se eu fosse a coisa mais desejável do planeta. O destino quis que eu estivesse lá. Ele estava lá e agora, acabou. Sem mencionar que Drake colocou as mãos em mim, isso é uma desclassificação automática. —Tem certeza de que acabou? — Lila pergunta, quando me sento com ela, bebericando meu café. —Sim. Uma noite. —Você não parece tão certa disso. Mesmo que quisesse ir para mais uma rodada, Mason Dean era história. —Estou, Lila. Lila e eu mudamos para um bate papo sem sentido, onde nós rimos e desfrutamos da companhia uma da outra. O tempo todo Mason Dean permaneceu no fundo dos meus pensamentos.


—BEM A TEMPO—, Sr. James diz, abrindo a porta do escritório, para que eu entre. Seu escritório é bastante amplo com mobiliário de madeira clara e várias janelas ao longo da parede. Vou diretamente para a cadeira em frente à sua ampla mesa e me sento. —É bom ver você bem vestida. — Ele resmunga. Brantley James é um homem bonito com o cabelo louro curto e os olhos mais azuis que eu já vi. O problema é que ele é mal-humorado e temperamental, mas penso que deva existir uma razão por trás disso. Eu não vejo isso como sendo natural. É como se algo ou alguém o colocou neste estado de espírito. Seja o que for, espero que resolva, e rápido. Brantley James me lembra muito de Mason. Pensativo, exigente, uma aura de arrogância e de controle em torno dele. Muito, muito atraente, mas ele não tem o efeito que Mason tem sobre mim, somente por respirar. Duas das três vezes que encontrei o Sr. James, ele comentou sobre a minha roupa. Eu me visto casualmente para trabalhar, normalmente jeans e blusas bonitas. Das duas vezes que me viu de jeans, ele tinha me chamado para reuniões improvisadas. A primeira vez que o encontrei, usava uma saia profissional. Às vezes ele consegue estragar meu humor.


Hoje, eu vestia uma calça jeans bem justa e um top verdeclaro. Nada extravagante, mas estou confortável e posso fazer o meu melhor trabalho dessa maneira. —É bom ver você também. — Abri minha bolsa e retirei os papéis. —Encontrei o problema. —

Sr. James toma seu lugar

atrás da mesa, e nós começamos a trabalhar. Eu sou muito boa no que faço e encontrei uma solução para o Sr. James em vinte minutos. O tempo todo o homem não sorri, mas sinto que isso não tem nada a ver comigo. Não é da minha conta, mas não posso deixar de ficar curiosa. Trinta minutos depois, estou de volta ao meu escritório ligando para um cara que eu contrato para as minhas necessidades de tecnologia, e então acerto com ele a configuração de um novo programa para o Sr. James.

Eu já me sinto totalmente realizada, e são apenas duas horas. Meu celular toca, enquanto estou estirada no meu sofá, assistindo televisão e vestida de pijama. Comi uma salada desagradável

no

jantar,

me

lembrando

que

preciso

ir

ao

supermercado e comprar alguma comida, bem rápido. Olho para a tela que exibe "Greg chamando”, que merda é essa? Deslizo o botão ignorar e atiro o meu telefone ao meu lado no sofá. Eu não tenho nada para lhe dizer, e ele com certeza não tem nada a me dizer. Não, obrigada. A televisão retumba, pegando a minha atenção quando duas estrelas de reality show começam a discutir como se tivessem três anos de idade e disputassem um


brinquedo que ambos desejam. É um prazer ver isso, mesmo que eu queira pular lá e consertar tudo. A solução principal seria: saia desse reality show! Rio de mim mesma. Oh, as coisas são simples, nós é que complicamos.


CAPÍTULO 6 AIDEN Outro dia, outro problema. Normalmente, estou perfeitamente bem com o negócio de solução de problemas, mas hoje estou sem foco. Por quê? Por causa de um simples e-mail que continuo olhando, perguntando o que diabos está acontecendo. Sra. Porter, Estou precisando de seus serviços. Tenho um problema muito grande, e preciso da sua ajuda com ele. Por favor, me encontre no meu escritório às três e meia da tarde de hoje. Mason Dean Quatro dias e nenhuma palavra dele. Não que eu esperasse uma, porque não dei ao homem o meu número de telefone. Mas, em seguida, bam! De repente, na manhã de terça-feira isso aparece no meu e-mail. Ele enviou a mensagem para o meu e-mail de trabalho que tenho listado no meu site, mas as suas palavras não soaram tão profissionais assim. Ou talvez eu só esteja pensando de maneira errada e tendo alguma esperança. Ainda posso sentir Mason no meu corpo, mesmo que já tenham passado dias, e tenho pensado nele constantemente. Ele


está sempre na minha cabeça, não importa o quanto tento tirá-lo. Dormi com o homem e foi fenomenal, mas não deveria deixar que ele assombrasse os meus pensamentos. Corro os dedos pelo meu cabelo, e lhe dou um puxão frustrado. Já tenho uma pilha de trabalho com problemas de várias empresas. Eu realmente não deveria me comprometer com qualquer outro cliente, mas o

pensamento

de

ver Mason

novamente, envia uma faísca através de mim. Sinto falta de seu toque, sua risada. Dormi com o cara uma noite. Eu nem sequer sei qual a sua comida favorita, pelo amor de Deus. No entanto, sei como é a sensação dele dentro de mim e também gozando. Merda. Merda. Merda. Isso é um negócio. Posso lidar com negócios e mantê-lo de forma profissional. Digito a resposta. Sr. Dean, Obrigada por entrar em contato, solicitando meus serviços. Ficarei feliz em encontrá-lo para discutir seu problema. Aiden Porter Clico em enviar, logo depois de reler e gemer. Os meus serviços?

Parece

que

estou

falando

sobre

sexo.

Talvez

inconscientemente, esteja. Inferno, quem estou enganando, não há talvez. Nem dois segundos depois, recebo uma resposta. Sra. Porter,


Seus serviços são muito necessários. Estou ansioso para vê-la. Não se atrase. Sr. Dean Posso ouvir a demanda na última frase, como se estivesse sussurrando baixinho no meu ouvido. Minha excitação atinge o pico, e vou me acalmando aos poucos. Bato minha cabeça contra a mesa. Isso vai ser interessante.

Meu coração martela no meu peito, enquanto a porta do elevador se fecha no elegante edifício da Excel. Com cada ping dos números, meus nervos ameaçam a se descontrolar. Mason está esperando por mim lá em cima. Isso não deveria me fazer sentir bem, mas faz, e me assusta ao mesmo tempo. Nunca dormi com um cliente antes. Então, eu não tenho certeza sobre qual é o protocolo aqui. Onde está o livro de instruções quando você precisa dele? Basta ser profissional e agir como se a outra noite não tivesse acontecido. O elevador para e a porta se abre, e zombo de mim mesma porque nunca poderia esquecer o toque de Mason, ou a forma como o seu corpo pesou sobre mim. Uma mulher com cabelo loiro mel e um terno meticulosamente ajustado, entra e pressiona o


andar, em seguida, vira as costas para mim, com desdém. Minhas roupas são agradáveis e profissionais, considerando o que normalmente uso no escritório, mas por alguma intervenção divina, eu usava uma saia e blusa hoje. A saia lápis abraçava todas as minhas curvas, e a cor cinza destacava os meus olhos castanhos. Minha camisa branca de botão, está desabotoada no colarinho, e meus seios não estão em exibição. Quando acordei, senti um desejo de me vestir um pouco melhor, por algum motivo. Esta é a minha razão: Mason Dean. Meu cabelo castanho escuro flui para baixo dos meus ombros em

ondas,

e

o

meu

salto

faz

minhas

pernas

parecerem

impressionantes. Isso não é arrogância, apenas verdade. Eu me sinto bem com o que estou usando, portanto, a minha confiança está

alta.

Bem,

profissionalmente.

Ver

Mason

novamente,

provavelmente anulará isso. A porta abre, quando o sinal apita no vigésimo sétimo andar. A mulher sai comigo, e eu a sigo. Ela se vira, indo diretamente para a porta à esquerda, e entra. O espaço é moderno e muito bem iluminado. Uma mulher mais velha fica em uma recepção com um largo sorriso no rosto. Seu cabelo é um marrom escuro e cortado muito curto, mas o suficiente para enrolar. —Posso ajudá-la? — Pergunta, quando me aproximo. Ela traz uma sensação de calma que me tranquiliza, e sou grata. —Tenho um compromisso com o Sr. Dean.


—Seu nome? A porta da direita se abre, do lado oposto de onde a mulher entrou. Eu me viro para lá, e então prendo a minha respiração. Vestido com um terno preto impecável, com uma camisa azul claro de botão e gravata azul marinho, ele parece sexy demais. A maneira como fica lá, com um pequeno sorriso no rosto, com mais confiança do que qualquer homem deve ter, me desperta como nenhum outro. Estive ao redor de um monte de homens no meu trabalho, mas nenhum me fez sentir ou me deixou excitada como Mason Dean, apenas por estar respirando. —Senhorita Porter! — Diz casualmente, como se fosse a primeira vez que nos encontramos oficialmente, e não como se tivesse colocado seu pau dentro de mim, há poucos dias. Mas ele não aperta minha mão, dando a impressão de que já nos conhecemos, preciso obter algum controle, mas como está muito perto, isso é impossível. —Por favor, venha por aqui. Ele se move para o lado, e movimenta o braço em um gesto significativo para a porta da qual saiu. Colocando o meu sorriso mais profissional, sigo o caminho que indicou, escuto o clique dos meus calcanhares no piso e a digitação da recepcionista em um teclado, atrás de mim. Cada passo combina com o meu ritmo cardíaco e aumenta a minha temperatura corporal. Seu escritório é enorme, assim como sua casa. Há uma área


de cozinha no canto e uma sala de estar completa, um dos sofás de couro marrom fica em frente as janelas que oferecem uma vista fantástica da cidade. Do outro lado, uma mesa de mogno enorme me lembrando de toda a madeira em seu quarto. E logicamente, todas as coisas que fizemos lá. Se controle, Aiden. A porta clica, fechando, e em seguida ouço o som distinto de uma trava sendo acionada. Olho rapidamente para Mason, confirmando que, de fato, ele trancou a porta. Quando nossos olhos se encontram, dou um passo involuntário, para trás diante da ferocidade na sua expressão. Eu não tenho certeza se ele está com raiva, excitado ou ambos. Ele dá um passo mais perto de mim, acabando com a distância que tentei colocar entre nós. —Você me deixou. — Seu tom é acusatório e cortante. Ele definitivamente parece irritado por eu ter feito isso, mas não tem o direito de estar. Foi apenas uma noite. Isso é tudo o que vai ser, mesmo que ele esteja de pé tão perto de mim, que posso tocá-lo, fazendo com que minhas mãos cocem de vontade de fazer isso. —Sim, deixei! . —Por quê? Mason parece genuinamente curioso com esta questão, então


respondo. —Porque a nossa noite havia terminado. Nós dois conseguimos o que queríamos, e era hora de seguir em frente. Agora, em que posso ajudá-lo? A tentativa de mudar de assunto não funciona com Mason. Ele dá um passo ainda mais perto, mas desta vez eu não recuo. Não tenho nada para me envergonhar. —Seguir em frente? Ele rosna, colocando o braço em volta da minha cintura e me puxando contra o seu corpo quente, duro. Não tendo nenhum lugar para me apoiar, seguro na gola de seu paletó, mas não o empurro para trás. O motivo é desconhecido. —Eu não tive minha cota de você, ainda. —Eu…. Seus lábios cobrem os meus, roubando minhas palavras e minha respiração. Eu cedo ao beijo, porque o que mais posso fazer? Ele parece tão agradável. Tão quente. Tão malditamente perfeito. Ele torna o beijo mais profundo e geme de prazer, me despertando por dentro. Mason se afasta e se move para o meu pescoço. Eu me arqueio, lhe fornecendo um melhor acesso. Enquanto seus lábios devoram minha pele, meu clitóris pulsa em sintonia com cada lambida e pequena mordida.


Ele suga minha orelha em sua boca, e se eu tivesse o menor atrito, iria gozar. Preguiçosamente, ele se move para o meu ouvido. —Vou bater na sua bundinha bonita até deixá-la vermelha. Minha respiração falha com o pensamento. O pulsar aumenta, e eu aperto minhas pernas. —Como esse pensamento soa? — Pergunta ele ao meu ouvido. —Vou te dobrar sobre a minha mesa, levantar sua saia sexy, e bater na sua bunda, até achar que você aprendeu sua lição. Então, vou te foder, duro e profundo, para que você saia do meu escritório com as pernas bambas. Meus joelhos fraquejam, e se não fosse por seu braço me segurando, eu teria caído. Como pode este homem fazer isso comigo? Fazer querer. Necessitar. Apenas com palavras. Por sua mera presença. Não, isso não está certo. Rapidamente, me desvencilho de seus braços, só porque ele não estava esperando essa atitude, e seu grunhido irritado me diz seus sentimentos sobre isso. Mantenho minhas mãos para cima para deixá-lo a distância. Preciso pensar, e tê-lo tão perto não é bom para o meu cérebro. —Estou aqui a título profissional. Se você não precisa de mim, eu vou embora. —Oh, eu preciso de você, obviamente.


Eu me afasto, mas ele me alcança. —Você quer isso tanto quanto eu. Ele está certo. Quero ele. Cada polegada dele. Há algo de errado comigo?


CAPÍTULO 7 MASON —Seu corpo não mente. — Minha mão desliza para cima, do braço até o pescoço dela, levemente traçando de cima para baixo com os meus dedos. É o único lugar no corpo de Aiden onde ela se transforma em chocolate derretido. Sua bunda pressiona contra o meu pau duro. Da mesma forma que ele tem estado desde que ela escapou do meu quarto. Duro para ela. O estranho é que tenho um sono leve. Ou pelo menos pensava que tinha. Aiden me provou o contrário, ou tê-la ao meu lado me permitiu realmente ter uma boa noite de descanso. Algo que não costumo ter muitas vezes, porque minha mente está preenchida com o trabalho. Não estou certo do porquê, mas as noites depois que ela me deixou, não foram tão calmas. No momento em que a vi, eu sabia que iria tê-la. Seu corpo é a perfeição absoluta, e sua beleza não pode ser definida. No restaurante a vi assim que se sentou. Ouvi-la dizer a garçonete que tinha levado um bolo, com toda a confiança do mundo, para mim foi sexy pra caralho. A maioria das mulheres que conheço teria se enterrado em um pote de sorvete e chorado a noite toda. Ela fez isso? De modo nenhum. Pediu para si mesma mais uma bebida e uma refeição. Quando gemeu colocando a comida em sua boca, seus lábios circulando ao redor de seu garfo, me


mexi rapidamente. Os outros filhos da puta naquele lugar estavam olhando para ela, e de nenhuma maneira nesse mundo, que eu deixaria que eles pegassem o meu prêmio. Algo sobre sua coragem, força e sua presença me puxaram para ela. O fato de que não precisava de um homem para ter um bom jantar, e que simplesmente não fugiu após desligar o seu telefone, foi uma enorme descoberta. Tudo nela me atraiu de forma irremediável. Para não mencionar quando nos falamos, o bate e volta entre nós me deixou excitado. Eu até mesmo adorei quando lutou consigo mesma, sobre se viria comigo ou não, então ligou para Lila para garantir que eu não iria cortá-la em pedacinhos. Essa merda foi engraçada. Não me lembro de uma ocasião em que eu tenha rido assim. Foi muito refrescante. Admito que no início pensei que seria apenas uma noite e a manhã seguinte. Então nós seguiríamos caminhos separados, e seguiríamos nossas vidas. O problema era que, não importa o que fizesse ao longo desses últimos dias, ou onde estivesse, eu a via, sentia seu cheiro e seu sabor. Noite após noite, me masturbei, pensando nela. Isso estava à beira do ridículo. Ela é tão gostosa e sexy. O engraçado é que acho que nem sabe disso. Ela parecia alheia aos olhares dos homens no restaurante, então, quando se deu conta, ficou envergonhada. Ser tão bonita e não ter a consciência disso ou não acreditar nisso, é notável e intrigante para mim.


Sempre

fui

um

homem

que

sabe

o

que

quer.

Sem

arrependimentos. Implacável. Controlado. Assim como minha empresa. Eu a administro como uma máquina bem oleada. Mas não levo essas características para minha vida pessoal. Ignorei isso por algum tempo. Quando Aiden apareceu, foi como se uma luz brilhasse sobre ela e algo maior foi tomando conta de mim. O cheiro de seu cabelo é inebriante como frutas e algum tipo de especiarias. É esse o cheiro no meu travesseiro que está desaparecendo, e preciso remediar isso. Minha mão em seu estômago segue até a frente de sua saia. A maneira como seu corpo treme cada vez que a toco, só me faz desejá-la mais. Eu amo ter esse efeito sobre ela, porque ela tem esse efeito em mim, mais do que qualquer mulher teve. A mão de Aiden vem ao meu pulso, e o agarra com força. —Nós não podemos fazer isso aqui. — Mal sabe ela este é o lugar perfeito para espancar sua bunda e transar. As paredes são feitas com material à prova de som, e todas as janelas têm uma película sobre elas, impedindo que alguém veja alguma coisa. Qualquer pessoa do lado de fora não vai ouvir nada. Gosto da minha privacidade, seja em negócios ou lazer. —Você acha que alguém poderia ouvi-la gemendo meu nome. — Outro tremor em seu corpo. —Sabendo que a qualquer momento, a minha secretária poderia usar sua chave e entrar. — Sua respiração acelera. —Que as pessoas no edifício em frente


poderiam olhar e me ver socando na sua boceta gostosa. Os joelhos de Aiden enfraquecem e eu sustento o seu peso. Deus, essa mulher me leva ao ponto da insanidade. Minha mão vai para a barra da saia, levantando lentamente. Ela não me para, o que me agrada muito. Deparo-me com uma cinta-liga, e meu pau salta. Porra, ela está usando ligas. Eu molho meus lábios muito secos. A necessidade de vê-la, possuí-la, para sentir seu peso em meu peito. —O que temos aqui? — Eu cantarolo no ouvido dela e vejo língua lamber seus lábios rechonchudos. —Eu iria usar meias, então precisava das ligas. —Só para mim? — Eu provoco. —Você sabe muito bem que eu não sabia que estava vindo aqui até depois que comecei a trabalhar. — Rebate, parte da rigidez voltando. Droga, eu amo isso. Ela é dinamite pronta para explodir. —Mostre-me. —Não.

Levanto

sua

saia

com

as

duas

mãos.

Surpreendentemente, ela não tenta fugir. O tecido é apertado, mas eu sabia que ia ser pela forma como definia seu traseiro, tão lindamente. Virando-a de frente para mim, seus olhos estão entreabertos, a raiva desapareceu e só há desejo dentro deles. Lentamente, nos levo para minha mesa. Há papéis e contratos


sobre ela, mas não dou a mínima. Pressiono o seu rabo contra minha mesa e recebo um gemido dela. —Pernas afastadas. Mãos e bunda sobre a mesa. — Ordeno e ela obedece, me dando a imagem mais linda, que vai ficar marcada em meu cérebro por muitos anos, quando sentar nesta mesa. Sua camisa apertada termina em seu estômago, deixando aparecer um pedaço de tecido preto, que se eu tivesse que adivinhar, diria que era uma tanga. Em volta da cintura, espreitando sob a saia amontoada, há uma cinta liga de renda preta. Um arco rosa prende as tiras nas laterais de suas coxas. Olhando para baixo, sua meia é simples e o salto é assassino. Caralho. Minha língua queima, com a necessidade de estar dentro dessa mulher. Não tem nada que eu amaria mais do que ter o seu gosto em minha boca. Depois de uma vez com ela, já me sinto viciado. Levanto a sua bunda sobre a mesa, em seguida, me coloco entre as suas pernas e me ajoelho no chão. Eu afasto o tecido úmido de suas dobras cor-de-rosa. —Você está ... eu não ...— Ela começa e para duas vezes. Ela é insegura, mas quer isso tanto quanto eu. —Sim! — Digo, então lambo a sua boceta com gosto. Seus dedos agarraram a borda da mesa e os nódulos ficam brancos, e os ruídos provenientes de seus lábios são o sonho molhado de um


homem. Não deixo nenhuma superfície intocada. Ela se contorce na minha mesa, e eu ouço papéis esmagando e rasgando, aumentando apenas a minha necessidade de devorá-la. Sentir seu cheiro. Mantê-la como minha. Abro minha calça e puxo meu pau para fora, o acaricio algumas vezes antes de me levantar, beijando-a. Amo a inalação que ela dá, como se estivesse sentindo o seu cheiro em mim e gostasse disso. —Vou bater na sua bunda mais tarde. Agora, nós vamos foder. — A sombra de um sorriso triste aparece em sua face. Se eu não estivesse tão ligado e pronto para explodir, teria rido. Meu pau entra em seu calor. Meu quadril para, para que eu possa desfrutar do envoltório apertado em torno de mim. Esta é uma das melhores sensações do mundo. O melhor, estou esperando até que seus lábios estejam em torno do meu pau. Aiden se deita na mesa com um baque, mais papéis caindo, espalhando-se pelo chão, e tenho certeza que ouvi meu celular bater no tapete. Vê-la deitada na minha mesa, aberta para mim, tomando meu pau, sugando dentro de seu corpo gostoso, faz o suor brotar na minha testa, escorrendo pelos lados do meu rosto. É a coisa mais sexy que já vi. Essa conexão. Essa confiança. Pelo menos com seu corpo. Ela

cruza

suas

pernas

em

torno

da

minha

cintura,

enganchando e me segurando firmemente contra ela. Quando ela goza, tenho que parar, porque suas pernas se contraem tanto, que


não posso me mover por uns instantes por causa de seu aperto. Depois que ela relaxa, seus olhos se abrem e o choque está em todo o seu rosto. Em vez de falar, eu me inclino e a beijo, e bombeio forte, para minha liberação. Só então, paro de beijá-la, porque eu gozo e sinto que perdi todo o ar dos meus pulmões.


CAPÍTULO 8 MASON Retrocedo e enfio meu pau em minha calça e ela olha para mim como um cervo nos faróis. —Não posso acreditar que fizemos isso. No seu trabalho! Onde as pessoas podem nos ver.— Sua voz sobe e desce como se quisesse gritar e ficar quieta, ao mesmo tempo. É sexy que pense em alguém nos vendo fazer sexo, mas pensar, é o mais longe possível. Eu não compartilho. Nunca. Ela se esforça para colocar a calcinha e puxar a saia para baixo.

Ela

parece

bonita

se

arrumando

para

se

tornar

apresentável. Eu não dou a mínima para o que as pessoas lá fora pensam. Eles querem manter o seu trabalho? Então vão ficar fora da minha vida. Depois de ajustar o meu cinto, eu a envolvo em meus braços, sua cabeça se apoiando em mim. Maldição, seus olhos tem a mais bela cor de avelã que eu já vi. Em um momento eles estão mais verdes, no próximo, azuis. Impressionante. Quando olho em suas profundezas, algo torce dentro de mim, profundo e cru. A mesma coisa que tentei afastar durante os últimos quatro dias, que se manteve voltando, não importa o que eu tenha feito.


—Você gostou disso. A ideia de isso acontecer. Não negue, baby, porque a sua boceta estava encharcada. — Um rubor tinge seu rosto de uma maneira tímida. Eu tive a minha boca em todos os lugares no corpo desta mulher, mas ela é tímida com as minhas palavras. Isso me excita. Ela começa a falar, e sei que vai negar, então, falo por ela. —Não mesmo. Eu não vou acreditar. Os olhos dela ficam afiados e ela agarra a gola da minha jaqueta.

É

seriamente

quente

que

tenhamos

transado

praticamente, completamente, vestidos. Não é a primeira vez, e não será a última. Posso garantir isso, porque com ela por perto, quero estar dentro dela. Roupa não vai ficar no meu caminho. —O que estamos fazendo? — Pergunta e a rigidez em seu corpo vai embora. —Eu não tenho ideia do que é isso. —Você virá para minha casa para jantar, e depois vamos conversar. —Falo a primeira coisa que vem à mente. A verdade é que quero ela na minha casa, quero na minha cama, e quero na minha vida. Aquele sorriso e suas brincadeiras em volta de mim, sem parar. Uma noite juntos foi o suficiente para querer isso. Meu pai sempre me disse que quando encontrasse alguém, isso chegaria de repente e iria me socar na barriga. Ela me tiraria do eixo, e me


faria sentir de uma forma que nunca havia sentido antes. Aiden Porter fez isso e não posso voltar agora. Tentei durante quatro dias, mas o desejo e necessidade é muito forte. —Isso era para ser apenas uma noite de diversão, Mason. O jeito que ela descarta o nosso tempo juntos, me irrita. —Você sente isso? — Eu lhe dou um aperto suave e vejo que suas pupilas dilatam, dando a minha resposta. —Exatamente, isso não acabou. — Balanço a minha cabeça, porque também pensei que acabaria, mas simplesmente não aconteceu, e droga, não quero que acabe. —Está sendo muito rápido. — Vejo seus lábios suculentos formar as palavras, e estou pronto para a segunda rodada, de preferência de joelhos. —Jantar! — Falo ao invés de responder seu comentário. Se eu disser agora que é minha, há uma chance de ela não vir hoje à noite, e isso não é uma opção. Vou caçar seu traseiro se tiver que fazer. Eu não tenho absolutamente nenhum problema com isso. Já fiz isso uma vez. Felizmente, Drake me disse o nome completo de Aiden no restaurante

e

com

algumas

pesquisas

rápidas,

descobri

exatamente quem era e onde trabalhava. Mais fácil do que deveria ser, e terei minha equipe de segurança e informática sobre isso, eventualmente.


—Ok. Eu me inclino para baixo e dou um beijo suave contra seus lábios. Essa mesma faísca, igual a primeira vez que nos beijamos, queima com mais intensidade. —Você quer que eu vá te buscar? — Ela balança a cabeça. —Sem fugir, Aiden. Sem se esgueirar da minha cama pela manhã. E se programe para passar a noite. Eu a beijo antes que possa argumentar, e então ela sai com uma

pequena

oscilação

em

seu

caminhar,

que

me

faz

incrivelmente feliz. Depois que a porta do elevador se fecha, volto para o meu escritório. Sorrio para a bagunça que está na minha mesa, pego meu celular no chão, onde ele caiu, e tiro uma foto do desastre. Levo a tarde toda para colocar tudo em ordem, mas ainda assim valeu a pena.


CAPÍTULO 9 AIDEN Não posso acreditar que simplesmente transamos em seu escritório. Distraidamente, ajusto minha saia, em seguida, corro os dedos pelo meu cabelo, pegando uma pilha de fios emaranhados. O banheiro deveria ter sido a primeira parada para que eu pudesse me tornar apresentável. Inalo o cheiro no elevador, ele cheira a sexo e claro, vem de mim. Puta merda. Limpo meus lábios, sabendo que cada gota do gloss que tinha antes, se foi, e posso sentir que ligeiras gotas de suor deslizam na parte de trás do meu pescoço. Os números no elevador parecem demorar uma eternidade, mas quando para, não é no térreo. Queria tanto descer sozinha. Espero que quem entrar não se importe com o cheiro de sexo. A porta se abre e prendo a minha respiração. Drake está lá, com a cabeça para baixo, olhando para uma pasta de documentos, quando olha para cima, um olhar estranho passa pelo seu rosto, mas ele se recompõe, rapidamente. —Aiden.— Ele diz entrando e fechando a pasta. Eu me movo para o lado do elevador, colocando alguma distância entre nós. Não tenho exatamente medo dele, mas também não quero estar no


mesmo espaço. —Drake. — Respondo da mesma maneira que ele fez, e forço um pequeno sorriso. Meu trabalho é ser uma pessoa acessível e esses costumes antigos aparecem o tempo todo. —O que traz você para a Excel? Assisto os números começarem a se mover, mas há muitos deles. Eles precisam se mover mais rápido, porque quero dar o fora deste elevador, agora. —Tive uma reunião. Agora estou indo embora. —Desde que você está descendo, estou supondo que era com o Sr. Dean. — Não tendo absolutamente nada para me envergonhar, endireito meus ombros. —Sim.. —Posso sentir o cheiro. Quando me viro para ele, depois de suas palavras, seu nariz está amassado em desgosto. Parte de mim está constrangida, e a outra parte está gritando para ele se foder. Os números continuam a se mover, enquanto o ignoro. Não há nenhuma razão para discutir com ele, uma vez que já pensa o pior de mim. Isso me diz muito sobre quem ele é. —Não posso acreditar que você é uma prostituta e dormiu com


meu chefe na noite em que tivemos um encontro. Brad estava tão errado sobre você. Ele disse que era uma boa mulher. Mas não, é apenas uma vadia. — Suas palavras ardem através da minha pele. Nunca tinha sido chamada de prostituta ou vadia. Acho que é outra coisa para a minha lista de primeiras vezes graças a Drake Hamilton. O visor chega no três e me dirijo a Drake. —Você não vai falar comigo dessa maneira. Você fez merda. Isso é sua culpa, não minha. O que fiz depois não é da sua conta. Você pode ser um idiota quando quiser, mas não jogue a sua merda em mim. Ele agarra meu braço e eu deveria ter lembrado que fez isso antes. —Você é uma putinha. Vou me certificar que todo o escritório ouça que uma puta que está fodendo com o patrão. Como é que isso vai impactar para o seu negócio? —Como você sabe do meu trabalho? —Oh, pesquisei sobre você. Vou te arruinar. Puxo meu braço da mão dele, mas tenho certeza que a única razão pela qual consegui me soltar foi porque a porta do elevador se abriu. —Fique longe de mim. Ordeno e saio rapidamente do elevador e passo pela porta, olhando para trás algumas vezes para me certificar de que Drake


não está me seguindo. Não o vendo, pego meu carro e dou o fora de lá.

—ELE FEZ O QUÊ! — Lila grita no telefone enquanto sento no meu escritório e termino o meu hambúrguer. —Há algo errado com aquele homem, Lila. Você e Brad precisam ter cuidado. Ele não está bem da cabeça. —Não, merda. Isso é uma loucura. Não posso acreditar nisso. E eu não posso acreditar que você fodeu com Mason em seu escritório! . —Será que você poderia baixar a sua voz mulher. — Mergulho minhas fritas em ketchup e a lanço na minha boca. —Eu não preciso de outros ouvindo esta merda. —Eu estou no meu carro, que está estacionado. Ninguém pode me ouvir. —Então, foi isso. —O que você vai fazer? —Eu sei lá. —Você precisa falar com Mason. —Lila, estou apenas começando a conhecer o cara. Como eu


abordaria algo assim? —Com bastante tato como você sempre faz. Afasto da minha mesa, e olho para o teto. —Você sabe, essa merda era mais simples antes desse encontro. É tudo culpa sua, você sabe disso? Ela dá uma risadinha. —Pelo menos você teve um pouco de ação. —Isso é verdade. Olhe, preciso ir trabalhar um pouco. Eu te ligo mais tarde. —Fale com Mason e não deixe esse idiota chegar até você. Você não é uma prostituta ou uma vadia. Porque se fosse, eu já teria lhe dito. Sorrio. —Isso aí, amor. Eu sei que você teria. Até mais. —Até. Eu tinha me enfiado de cabeça na papelada, e tinha esquecido completamente do incidente no elevador, quando meu telefone toca. São cinco e vinte e sete, hora de ir para casa, mas atendo de qualquer maneira, porque estou sempre de plantão. Uma das desvantagens do meu trabalho. —Olá. —Aiden, é Mason. — Minha respiração engata, e eu olho para


o número na tela e não o reconheço. Não que ele tenha me dado o seu número, para começar. —Oi. — A palavra sai um pouco ofegante e fico querendo me chutar. —Você está bem? Eu vi as fitas. Fico confusa. —As fitas? —De segurança do elevador. O que ele disse para você, Aiden? Oh, merda. A raiva que vem através da linha de telefone é como uma cobra pronta para atacar com seu veneno. Estou feliz que não sou o alvo que ele quer atacar. —Ele não ficou feliz em saber que eu estava com você, em seu escritório. Claro que não lhe disse nada disso, ele só presumiu. Ele disse que estava transando com seu chefe. Chamou-me de alguns nomes e agarrou meu braço. Desnecessário dizer que ele parecia estar com raiva. —Sinto muito Mason. Ele disse que vai dizer a todos que você está me fodendo. Manchar meu nome. Disse que me pesquisou. —Eu vou matá-lo.. Embora seja ótimo que eu tenha alguém se importando comigo, este “Eu vou matá-lo" não soa como um que Lila diria. Não, isso soa letal, e está me assustando um pouco. Não por mim,


mas por Drake cuzão. —Mason, estou bem. Ele só tem problemas. Não faça nada. —Ele fez. Ele atacou você no meu prédio. Ele fez. —Mason, eu .... —Você está bem? — Ele me interrompe e me sinto muito bem por ele se importar e estar preocupado comigo. —Sim, estou perfeitamente bem, Mason. Por favor, não o machuque. Ele ri. —Eu não preciso machucá-lo fisicamente para provar o meu ponto de vista, Aiden. Esteja na minha casa às sete. —Ok. —Tchau, querida. Caramba, ele acabou de me chamar de querida. Como se suas palavras já não me fizessem derreter como uma manteiga, quase sempre. —Tchau. Passo as próximas horas me arrumando, e esperando que Mason não tenha problemas por minha causa.


CAPÍTULO 10 MASON Irritado não está sequer perto do que estou sentindo agora. Aquele pedaço de merda colocou as mãos sobre Aiden duas vezes, e agora, no meu prédio. Isso é além do comportamento inaceitável que quero na minha empresa. Para não mencionar, que Aiden não merece nada disso. Ameaçá-la é tão além da linha, que ele entrou na zona de perigo. Eu queria bater nele até matar, mas decidi fazer isso da maneira mais inteligente. Pelo menos diante de todos os olhos na minha empresa. Isso não significa que não tenha meus homens da segurança, que eu chamo, e coloco na bunda de Drake para fazer uma visita e se certificar de que ele esteja fora de nossas vidas para sempre. Não estou preocupado nem um pouco. Minhas conexões podem fazê-lo desaparecer. —Sr. Dean, o Sr. Hamilton está aqui para vê-lo. Pressiono o botão no meu telefone. —Obrigado, por favor mande-o entrar.


Olho para os dois principais funcionários dos recursos humanos que tenho na equipe, que também viram a fita. Realmente não havia muito o que discutir após isso. A porta se abre e Drake entra com desprezo em seu rosto. Uma vez que ele vê os homens do RH, seu desprezo some e um olhar de compreensão vem em seu rosto. Ele fez merda. Das grandes. É a minha empresa e tenho a autoridade para fazer a porra que eu quiser, mas tenho estes dois aqui para testemunhar o que vai acontecer, e proteger todos os envolvidos. —Sente-se.— Eu lhe ordeno para não me levantar da minha mesa. A jocosidade já caiu da sua expressão. —Que história é essa? — Ele tem a coragem de perguntar. Em vez de socá-lo na cara, dobro minhas mãos e as coloco na mesa. —Você estava envolvido em uma briga no elevador hoje. Essa briga resultou com você colocando, fisicamente, suas mãos em uma mulher. Isso é inaceitável. —Nós estávamos apenas conversando e ela queria que eu a tocasse. —Gostaria que eu reproduzisse a fita para você? Eu pego o controle remoto e aponto para a televisão ao lado da minha mesa. Você pode me dizer o que vê. —Não! Não preciso ver nada. Então, esse é um tipo de advertência para o meu trabalho?


—Não, esta é a sua demissão. Pegue suas coisas e saia do edifício. Você não trabalha mais na Excel. O rosto de Drake vira pedra. —Demitido? Você vai me demitir porque falei com a sua puta? Meu corpo se tenciona e eu quero matá-lo, colocá-lo a sete palmos abaixo da terra. Livrar todos nós de sua miséria. Porém, não me tornei o dono de uma empresa de bilhões de dólares, por perder a minha calma. Em vez disso, tudo o que Drake vê é minha calma e serenidade. —Você não vai se dirigir a ela novamente. Tenho testemunhas aqui se caluniar o nome dela. Tenho fita de vídeo de seu ataque a ela. Há também testemunhas de algumas noites atrás, que irão corroborar que esta não é a primeira vez em que coloca suas mãos sobre a Srta. Porter. Se ela quiser prosseguir com um processo por agressão, isso depende dela, mas existem provas. Tenho provas de que aconteceu no meu prédio. Pego uma pilha de papéis na primeira gaveta da minha mesa e os coloco no topo. —No contrato que assinou, diz que, se em algum momento você colocar suas mãos em qualquer um em forma de agressão, há uma rescisão automática. Se quiser saber a página exata, para que você possa ver por si próprio, eu vou ser mais do que feliz em fornecer isso.


—Isso é uma merda. —Não, é um contrato juridicamente vinculativo, que você assinou ao ser admitido por esta empresa. Eu não vou tolerar que qualquer um dos meus funcionários, clientes ou convidados neste edifício, se sintam inseguros, como se fossem ser agredidos de alguma forma. Isso é o que você fez aqui. —Eu vou processá-lo. Com isso eu sorrio e olho para os meus dois rapazes que tentam esconder seus próprios sorrisos. —Faça o que você precisar, mas apenas saiba que vamos lutar contra isso. —Você é um filho da puta. — Ele se levanta da cadeira e aponta o dedo para mim. Continuo sentado, novamente, há testemunhas na sala. —Você pega o meu encontro, transa com ela como a prostituta que é, e agora você me demite! Isso não vai ficar assim. —Como eu disse antes. Você precisa abster-se de chamar a Srta. Porter por nomes depreciativos. —Vá se ferrar! Apenas me aguarde. — Ele se vira e sai pela porta. —Coloque os advogados sobre isso. Uma equipe completa para limpá-lo e não dar um centavo maldito a mais para ele, exceto seu


último cheque de pagamento. —Sim, senhor. — Eles se levantam e saem. Isto deveria fazer eu me sentir melhor, mas isso não acontece. Ainda quero chutar o seu traseiro. E se ele não se acalmar, e rápido, vai descobrir o que realmente posso fazer.

A campainha toca, assim que coloco os bifes para grelhar. Meu instinto me disse que ela chegaria no horário marcado, e ele sempre funcionou muito bem ao longo dos anos, no mundo dos negócios. Estou feliz em saber que ainda posso confiar nele. Ainda estou chateado sobre Drake, mas não vou deixá-lo arruinar o meu tempo com Aiden. Esse idiota não vai ocupar mais do meu tempo esta noite. Abrindo a porta, vejo que Aiden está lá, esperando, e minha respiração falha. A luz acima da porta brilha em seu cabelo castanho, mostrando mais dos vermelhos nele do que o normal. Ele flui pelas costas, ainda pequenas partes caem de cada lado do rosto e pendem para os seios. Sua maquiagem é sutil, e para ser completamente

honesto,

ela

poderia

vir

sem

nenhuma

e

continuaria impressionante. O fato de que ela não percebe isso, de novo me faz cambalear. Aiden está vestindo jeans rasgado, que expõe uma pitada de sua carne cremosa e blusa rosa com gola V. Ela parece tão


diferente, e ainda sim muito melhor. Ela estende um saco de papel marrom para mim. —Não sabia o que trazer. Eu o pego, mas não olho o que tem dentro. Ela poderia ter trazido água de banho suja, e eu ficaria feliz, somente por estar aqui. —Você está bonita. Aquele rubor, que estou começando a amar, aparece, ela levanta o rosto e dá de ombros. —Está sou eu. Sou mais o tipo de jeans e blusa. Você realmente me pegou em um bom dia no escritório esta manhã. Isso—, ela usa a mão para varrer para cima e para baixo de seu corpo, —é quem sou, normalmente. Mas eu posso ver que você gosta de estar confortável também, por isso é uma vitória. Leva um momento para o meu cérebro entender. Roupas. Oh, sim. Estou com um jeans que pende baixo em meu quadril e uma camisa polo, verde esmeralda. Nada extravagante, mas bem distante dos ternos que uso no dia a dia. —Sim. Entre. — Eu me afasto da porta e Aiden olha em volta. Eu não tenho certeza se ela realmente viu o lugar quando esteve aqui antes, exceto pelo sofá, por motivos óbvios. Minha

casa

é

simples.

Bom,

mas

não

de

forma

exageradamente elegante. Sim, é grande, mas sem ser exagerado.


Prefiro guardar o meu dinheiro ou investi-lo, do que comprar almofadas para o sofá. Minha paciência já não é maior, e com ela tão perto, preciso beijá-la, então faço isso. Seus lábios têm gosto de morangos e sua boca é toda sexy. Seus braços se envolvem em torno de meu pescoço, enquanto me beija de volta. A comida estará pronta em breve, portanto, não posso levar isso aonde quero. O meu pau geme com o pensamento, mas preciso alimentá-la primeiro. Esta noite é supostamente para que nós pudéssemos nos conhecer melhor, para conversar. Qualquer outra coisa terá que esperar um pouco. Afasto-me de sua linda boca e encontro os seus olhos vidrados cheios de luxúria. —Preciso virar os bifes. Venha comigo ou—, abro o saco em minhas mãos e começo a rir alto, —você pode abrir as garrafas de cerveja. Seu sorriso é de tirar o fôlego, largo e perfeito quando ela dá de ombros. —Não sou uma bebedora de vinho. —Eu me lembro. — Uma ideia maliciosa vem à minha mente. —O quê?


—Só estou me perguntando como vai ser o gosto quando eu derramar no seu peito e estômago e lamber. — Sua respiração se aprofunda, quando seus lábios se separam, e ela respira fundo. Olhando para baixo, os mamilos estão eriçados e prontos para serem devorados. —Mais tarde. Vamos comer. — Lembro a mim mesmo e a ela que realmente quero comê-la como meu jantar, sobremesa e café da manhã. Ela balança a cabeça enquanto me afasto e vou para fora, ajustando meu pau no caminho. Quando volto com os bifes bem quentes, o milho na espiga e as batatas, Aiden está na pia da cozinha lavando as mãos. Ela parece à vontade, relaxada, e perfeita no espaço. —O jantar está pronto. — Ela olha para cima e sorri. Cada um de nós pega a comida e começa a comer. Não é um silêncio constrangedor, mas tranquilo, quando aproveitamos a nossa refeição. —Isso está delicioso! — Aiden diz, colocando mais batatas em sua boca. —Meu pai me ensinou a fazer. Eles têm de ficar na grelha por uma hora com as cebolas e manteiga. —É melhor pegar o seu ou vou comer todos. —Ela me diz. Eu me inclino. —Baby, você pode pegar todas as batatas que


quiser. Aiden sorri em torno de seu garfo. Ela gosta das brincadeiras entre nós também, para não mencionar as minhas palavras. Essas são coisas poderosas para ela. Eu admito, amo e vou continuar com isso. Seu rosto se contrai um pouco. —Preciso saber o que aconteceu com Drake. Estive pensando sobre isso desde que desliguei o telefone. Lá vai ele invadir a minha noite, mas eu sabia que isso podia acontecer. O trabalho dela é resolver problemas, logo ela deve apreciar fazer isso. —Foi demitido. — Ela suspira. —Ele violou o contrato de trabalho. Aconteça o que acontecer agora, nós lidaremos com isso legalmente. —Onde é que isso me deixa? —O ataque aconteceu no meu prédio, portanto, se alguma coisa surgir do incidente, minha empresa irá se responsabilizar por isso. —O que? Esta é à minha maneira não tão sutil de cuidar dela, sem ela sentir como se estivesse invadindo, porque se ele vier atrás dela ou de mim, vou jogar pesado.


Chego mais perto e seguro a sua mão. —Baby, é o que a minha empresa faz. Se houver uma situação em nosso edifício, nós cuidamos de qualquer problema. Por exemplo, se ele disser coisas sobre você ou sobre mim, vamos atrás dele por difamação de caráter. Nós também podemos colocar acusações de agressão contra ele, considerando que colocou as mãos em você duas vezes. Deixando de fora a parte que se ele chegar a cinco metros de distância dela, eu vou acabar com a raça dele, continuo com a solução jurídica. —Mesmo? —Absolutamente. Prometo, não vou deixar isso chegar até você. —Promete? —Sim, prometo. Agora, não vamos deixá-lo arruinar a nossa noite. Ele não vai conseguir isso. —Não, ele não vai. — Seu sorriso é brilhante como se eu tivesse feito algo muito certo. E devo ter feito mesmo, já que tenho a sua bunda na minha cadeira, na minha casa. —Tudo bem, vamos nos conhecer então. — Aiden diz com seus olhos dançando com humor e curiosidade. —Vamos fazer um bate e volta de perguntas, e nós dois temos que responder a cada uma.


Curvo a minha sobrancelha. —Não sou realmente o tipo de cara que participa de jogos. —Não é um jogo. É só para que possamos encontrar as coisas que temos em comum. — Aiden escava em sua comida, quase tímida por ter sugerido isso. Burro! Isto é o que eu queria, que pudéssemos conversar e conhecer um ao outro. O pensamento é intrigante, e me pergunto o que vou aprender. Também vai servir de distração sobre Drake. É perfeito. —Ok, manda! . —Cor favorita. —Preto. —Azul. — Ela responde. —Sua vez. Oh, inferno. —Posição sexual favorita. —Sem perguntas sobre sexo. — Ela faz uma pausa, em seguida, resmunga baixinho. —Não temos problemas nesse departamento. —Com certeza não. — Respondo a seus olhos arregalados. —Primeiro carro. —Pontiac Bonneville. Era um pedaço de lixo, mas grande o suficiente para caber todos os meus amigos quando saíamos.


Ela olha para mim e me espera responder. —Honda CRX. — Respondo, enquanto ela começa a rir. —O que foi? —Você cabia naquele carro pequenininho? Não há nenhuma maneira de caber nele. — Ela balança a cabeça, seu cabelo voando com cada movimento. Tão jovem, tão despreocupada. Tão linda. —Eu era um pouco menor naquela época. Altura era um problema às vezes, mas era o que eu podia pagar. Então, foi o que consegui. Ela me olha intrigada, e tenho a nítida impressão de que está prestes a me perguntar sobre o dinheiro. —Lugar favorito para viajar? — Diz, surpreendentemente e para meu alívio. Odeio falar sobre dinheiro. Sim, eu tenho muito, mas meu pai me ensinou a ser humilde sobre isso também. —República Dominicana. —Uau, nunca estive lá. —Vamos ter que ir. Conseguir uma cabana na praia. Ela desvia o olhar tímido novamente. Será que tem alguma ideia do que isso faz em mim? Estou fazendo o meu melhor para manter meu pau sob controle, e está ficando dolorosamente difícil. O que eu não daria para vê-la em um biquíni na praia. Isso está indo diretamente para minha lista. —Você?


—Clearwater, Florida, meus pais nos levaram lá em viagens, quando eu era criança. Grandes memórias foram feitas lá. Ela parece melancólica, e eu coloquei Clearwater na minha lista também. —Sua vez. —Que tipo de música você escuta? Ela dá uma pequena risada. —Não ria! — Ela começa, e eu lhe dou um aceno, concordando. —Final dos anos 80 e 90. Como Nirvana e Beastie Boys.. Sinto-me ficar mais leve. —Escuto isso também. —De jeito nenhum! — O riso de Aiden enche a sala quando joga a cabeça para trás. Acho que não só existe uma grande química, compatibilidade fantástica, e afinidade sexual, mas nós temos mais em comum do que eu mesmo imaginava. Fico mais intrigado a cada pergunta e resposta.


CAPÍTULO 11 AIDEN Faz mais de uma hora que estamos jogando conversa fora. Nós comemos, limpamos tudo e agora estamos sentados na sala de estar. Eu em uma extremidade do sofá e ele na outra. Nenhuma música tocando, sem distrações, só ele e eu conversando, para nos conhecermos melhor e conseguirmos um clima perfeito entre nós que não envolva qualquer um de nós ficando nu. Estou decepcionada com isso porque a cerveja correndo pelo meu corpo fazia esse arranjo soar interessante. De alguma forma, consegui tirar Drake fora da minha mente e estar apenas com Mason. Mason me prometeu que não deixaria nada acontecer e de alguma forma, acredito nele. Foi a melhor decisão. Toda vez que estive com Mason, ele foi tão intenso. Neste momento, ele está descontraído e me mostrando um lado totalmente diferente daquele que realmente gosto. Ele está ainda mais cativante assim. Estou completamente fascinada pelo seu lado dominador, mas vê-lo tão calmo e confortável, acho que me excita mais. Ou talvez seja a combinação dos dois lados, somados a sua capacidade de cozinhar. Na realidade, todo o pacote que é Mason Dean me intriga. —Venha aqui! — Me chama, estendendo sua mão para mim. Meu corpo se move, ainda perdida em pensamentos, mas gosto de onde ele está indo. Mason joga uma de suas pernas no sofá, em seguida, me puxa para seu colo. Seu calor me rodeia quando ele me abraça. Minha cabeça


repousa sobre o ombro e eu inalo seu cheiro muito masculino infiltrando através de mim. Seu perfume misturado com ele é algo que deveriam engarrafar e vender. Não, eles não deveriam porque então eu não teria tudo para mim. Não tenho certeza quando me transformei em uma cadela gananciosa, mas estou sentindo a necessidade de ser egoísta. Seus lábios tocam minha testa, provocando arrepios através de minha pele e no meu pescoço. —Realmente gostei de estar com você esta noite, Aiden.— Há uma pontada de surpresa em suas palavras e não sei como me sinto sobre isso. Ele esperava que fosse ruim ou que a minha companhia seria uma merda? Ou será que ele esperava que fosse bom e foi além de suas expectativas? Se eu pudesse entrar no cérebro dele. —Eu também achei. — Digo em seu peito, escutando seu coração batendo firme, forte e relaxante. Sua mão se aproxima e começa a acariciar meu cabelo. É bom, muito bom, e eu tento não deixar meus olhos vibrarem. Sua mão desce para o meu pescoço e ele começa a massagear os meus músculos e começo a relaxar. —Então você resolve problemas para ganhar a vida. — Diz ele casualmente, como se não estivesse me colocando para dormir com cada um dos seus toques. —Sim. — Luto contra o nevoeiro que ele está me colocando e penso em uma resposta articulada. —Gosto de resolver quebra-cabeças, desde que era criança. Minha mãe entregava o cubo mágico para que eu alinhasse quando ela não conseguia. Ele não me tomava muito tempo e logo resolvia. Quando fiquei mais velha, os enigmas tornaram-se mais difíceis e minha mãe encontrava qualquer coisa para me desafiar. Na


faculdade, acabei ajudando um de meus professores com a classe. —Como você chegou a fazer disso um negócio? Gosto que ele esteja mostrando interesse real em meu trabalho. Sim, nós conversamos sobre coisas aleatórias, mas ter interesse em meu trabalho aquece o meu coração. É minha paixão. —Meu pai. — Eu rio da memória. —Enquanto estava na faculdade, ele me fazia perguntas sobre coisas que estavam acontecendo na empresa onde trabalhava e eu dava a ele a minha resposta. Ele normalmente voltava e me dizia que eu estava certa. Tornou-se hábito e aprendi que havia uma necessidade. Levei um tempo para chegar a essa decisão, mas assim que fiz, o meu negócio prosperou. Mason beija o topo do meu cabelo novamente. —É bastante impressionante, Aiden.— Eu sorrio. —Obrigada. Há quanto tempo você trabalha no Excel? —Eu a construí a partir do zero. A resposta me congela e me faz erguer o corpo para encontrar seus olhos. Ele não parece ter mais de trinta anos e isso torna muito mais impressionante para uma pessoa construir uma empresa com o porte da Excel. —Você a fundou? Seu sorriso lindo vem e eu lambo meus lábios agora secos. Os olhos de Mason viajam pelo mesmo caminho que a minha língua, então seu olhar vem ao meu. —Sim. —Quantos anos você tem? —Trinta e um. Minha respiração ofega. Uau. Apenas uau. —Uau—, digo em um


sussurro, e ele se inclina, para dar um leve beijo como uma pluma em meus lábios. Calor aumenta lá embaixo e eu me movo para montar nele. Meu sangue bombeia forte quando coloco minhas mãos em cada lado do seu rosto, amando o jeito que seus músculos respondem ao meu toque. Esta noite foi totalmente perfeita. Não existe nada que mudaria se pudesse. Eu precisava disso para apagar o dia. Precisava dele. Selando meus lábios nos seus, Mason envolve os braços em volta da minha cintura e me puxa para mais perto dele. Ele não leva muito tempo antes que esteja controlando o beijo, as mãos no meu cabelo e transformando os meus sentidos. Ele rouba o meu fôlego e tem o meu corpo queimando por ele. —Eu precisava disso desde que você entrou na minha casa!— Murmura baixo, uma mão apertando forte a minha bunda. A dor do toque transformando-se em prazer. Em meu pico de excitação, me afasto tirando minha camisa e jogando-a no chão. Lutando, tiro meu jeans e quando olho para cima, ele tem um sorriso sexy em seu rosto e fome em seus olhos. —O que foi? — Pergunto, colocando a mão no meu quadril nu e inclinando-o. —Eu preciso de você. As luzes em seus olhos são faíscas brilhantes como se o que eu disse fosse a chave para seu prazer e adoro isso. Ele se abaixa, desabotoa a calça jeans e puxa para baixo apenas o suficiente para seu pau sair para fora. —Monte-me com força, baby. — Suas palavras arrepiam os cabelos da minha nuca e aumentam a umidade entre as minhas pernas. Eu não perco tempo. Em vez de enfiá-lo lentamente no meu corpo, desço a minha bunda com força, e ele me penetra. Gritos ecoam pela sala


enquanto ele me rasga no prazer agonizante. —Droga, Aiden!— Geme, e adoro ouvi-lo dizer meu nome assim. Depois de me ajustar, não quero perder tempo, o cavalgo forte, profundo e sem pausa. Para cima e para baixo. Dentro e fora. Não demora muito para nós dois gritarmos quando gozamos. Minha testa bate no seu ombro enquanto busco oxigênio. Sem uma palavra, Mason me pega no colo, com minhas pernas envolvendo seu quadril, e me leva para seu quarto. Ele me deita e tira suas roupas antes de subir na cama comigo. Puxando-me perto de seu corpo, seu calor me rodeia. —Durma! — Diz em voz baixa. —Nem pense em sair, Aiden. Vejo um sinal de sorriso em meus lábios enquanto adormeço. Você sabe aquele lugar entre consciência e inconsciência, estou lá à deriva, apenas pairando, perguntando como meu corpo vai despertar. Pessoalmente, digo que devo voltar a dormir, porque Mason me acordou várias vezes durante a noite e mesmo saciado, meu corpo precisa de descanso. Mas algo não parece bem e eu acordo. A primeira coisa que noto é que estou com frio, muito frio. Ao me virar, percebo que Mason não está na cama e o relógio marca dez horas. Puta merda! Não durmo até tarde assim, nunca, não é de admirar que ele tenha se levantado, provavelmente já foi para o escritório. Graças a Deus não tenho quaisquer reuniões agendadas. Quase perdendo as estribeiras, me lembro que as minhas roupas ainda estão na sala de estar junto com minha bolsa e o resto de meus pertences. Vendo a camisa que Mason usou na noite passada, eu a pego e jogo em cima do meu corpo. Escuto, mas não ouço muito. Virando-me para a porta, praticamente atropelo Mason, minhas


mãos subindo para evitar o impacto. —Bom dia! — Sua voz grave e baixa é sexy, mas se ainda está aqui, então tenho certeza que ele tem que ir ao escritório, e eu preciso sair. —Bom dia! Vou pegar minhas coisas e sairei logo. — Digo, tentando dar a volta nele, mas me para. —Ir para onde? —Para casa e depois para o escritório. —Primeiro, vou foder você, então você pode ir. Lanço o meu cabelo para o lado precisando de uma distração. —Você acha— —Eu sei que sim, mas primeiro...— Levanta a mão que segura a minha bolsa. —O telefone está tocando. Você pode querer ver quem é.. Poderia ser um monte de pessoas, e Mason parecendo que poderia me comer no café da manhã, eu realmente não me interesso falar com ninguém. Mas enquanto me perco nos meus pensamentos, o maldito telefone se cala novamente. —Obrigada. — Murmuro, em seguida, pego minha bolsa, e procuro pelo desagradável aparelho para ler o display, Sr. James Chamando. Merda. Eu não tenho nenhuma dúvida de que está à espera do programa de computador para ajudar com o seu inventário. —Tenho que resolver isso. Mason se inclina e beija minha testa. —Ok. — Ele se afasta e é só então, que noto, que ele está nu como no dia em que nasceu. Não só isso, seu pau grosso está ereto e duro. —Vá tomar uma ducha ou preparar-se para o trabalho ou algo assim. — Murmuro, mas ele não escuta. Em vez disso, sobe na cama e


se coloca lá como um modelo, seu olhar não me deixando nem por um segundo. O telefone vibra de novo, fazendo com que eu desvie o olhar dele. Afasto-me e respondo. —Sr. James. Bom Dia. O que posso fazer por você? —Eu te chamei várias vezes. O que está acontecendo? Tirando o dia de folga, Srta. Porter? —Desculpe-me, perdi a sua chamada. O que posso fazer por você? — Digo, ignorando o comentário sobre tirar o dia de folga. Aprendi a relevar algumas dessas coisas e desviar desses golpes. —O programa de computador. Preciso dele até o final da semana. — Considerando que hoje é quarta-feira, devo entender que seria amanhã. —Deixe-me verificar se ele está pronto e volto a falar com você. —Hoje, Srta. Porter. — Ele desliga. Ao longo dos anos, me acostumei com os meus clientes. Cada um tem algo diferente e o desafio é encontrar o que funciona para nós dois. É uma outra razão pela qual sou ótima no meu trabalho. Parte de mim quer se virar e ver a expressão de Mason, mas luto contra isso. Disco o número do meu responsável por tecnologia e ele responde ao primeiro toque. Felizmente, ele tem apenas mais alguns ajustes e o programa vai ser concluído. Ele deve tê-lo pronto para mim esta tarde. Isso soa bem. Em vez de chamar o Sr. James imediatamente, lanço meu telefone na minha bolsa. Prefiro esperar para ter o programa em meu poder antes de entrar em contato com ele. Virando-me para Mason, o encontro acariciando seu pau para cima e para baixo, da base à ponta. Começo a lamber os lábios, querendo saboreá-lo.


—Venha colocar sua boca em mim! — Ordena, o que me faz lançar minha bolsa no chão e rastejar na cama, usando minhas mãos e joelhos. Seu pau é espesso, com veias, e malditamente longo, não há nenhuma maneira de que eu seja capaz de colocar tudo na minha boca. Mas nunca fui de desistir de uma causa. Eu me recuso a desistir agora.


CAPÍTULO 12 MASON A língua de Aiden me rodeia, lambe o lado de baixo do meu pau, e eu empurro ao seu toque. Seus lábios são quentes, molhados e tão sexys. Ela me coloca em sua boca e tenho certeza que encontrei o céu. Pensei que estar dentro dela era o paraíso, não me interpretem mal, é como estar lá, mas esta boca é a minha ruína. Sua cabeça balança para cima e para baixo, sinto minhas bolas apertarem. Eu não vou durar muito e ela precisa gozar. Rapidamente, puxo seu quadril, puxando sua boceta no meu rosto enquanto ela dá um grito. Ela cheira divinamente e

a quero comer.

Deleitar. Devorar. Lembrando-me de ontem, dou um tapa com força na sua bunda e ela pula, o calor deixando meu pau. —Chupe! — Exijo. —Você acabou de me bater! — Grita, mas seus olhos dizem que ela adorou. —Eu disse que iria. — Volto com minha boca para sua vagina, e ela deixa escapar um gemido de êxtase. Ela envolve a boca em torno de mim novamente. Tapa. Tapa. —Oh! — Nós dois gozamos muito e demoradamente. Aprendi que a minha garota aqui, tem um lado impertinente e adoro isso. Nós tomamos banho e nos vestimos, incapazes de tirar nossas mãos um do outro. Não é até chegarmos no momento de nos deixarmos que pergunto: —Você trabalha com Brantley James?


Conheço Brantley há anos. Ele é um homem de negócios impecavelmente inteligente e estivemos juntos em algumas operações no passado. Também sei que ele tem uma fala mansa e fica bastante irritado com alguns assuntos. Meu palpite é que este assunto pode ser relacionado a uma mulher, porque ele não tem muitas em sua vida. Mas se for para colocar a mão em Aiden, serei o responsável em certificar de que sua mão seja arrancada de seu corpo. —Sim, ele é um dos meus clientes, mas não posso dizer mais nada. A única razão para eu confirmar, é porque você me ouviu falar ao telefone. Admiro seu profissionalismo, mas eu não posso parar. —Você está fazendo um programa de computador para ele? —Eu não posso falar sobre isso, Mason. — Ela solta um suspiro. — Há uma regra de sigilo que não posso quebrar. Se você fosse um dos meus clientes, faria o mesmo por você. Meu braço envolve em torno de sua cintura e eu a puxo para o meu corpo, batendo meus lábios nos dela. Droga, esta mulher é um tipo de droga e eu preciso dela para me libertar. Afastando-me e olhando em seus olhos aturdidos, prazer me enche. Quando ela se concentra, começo: —Na noite passada selamos isso. — Sua testa franze, adoravelmente. —Eu quero isso. Você e eu. Seus lábios apertam e sua mão roça meu braço. —Tem certeza? Acho que você vai precisar me levar em um segundo encontro, então. —Hoje à noite. — Respondo automaticamente. —Vou buscá-la às seis e meia. —Ok— Ela sussurra. Ela sobe nas pontas dos pés e me beija profundamente. Droga, esta


mulher acende meu fogo como nenhuma outra. O dia se arrasta. Mesmo sendo apenas um pouco depois do meio-dia, tudo o que posso pensar é em Aiden. Seu sorriso, a maneira como coloca seu cabelo atrás da orelha quando está pensando, os ruídos que faz enquanto está dormindo, os gritos quando goza. Tudo isso. Cada momento. Meu pai estava certo. Esta é a explosão que estive esperando e realmente não conhecia. Disco o número do meu pai, e ele atende no segundo toque. —Mason, como está o meu garoto? —Eu a encontrei. Um farfalhar vem do outro lado. —Você encontrou o que? —Ela, papai. A única. Ele assobia para a linha. —Realmente, meu filho? —É, realmente, pai. Eu não vou deixar escapar isso. —Estou feliz por você. Surpreso, mas feliz. —Por que surpreso? —Você sempre marchou no seu próprio ritmo, Mason. Pensei que de todos os meus filhos, você seria o único que não acreditaria nisso. Você seria o único a contestar cada vez mais. Você me surpreendeu. —Não tenho certeza se eu deveria receber isso como uma coisa boa ou ruim. Ele ri. —Boa, filho. Boa. Estou feliz por você. Agora é só não a deixar ir embora. —De jeito nenhum. Nós desligamos, e eu envio uma mensagem para Aiden.


Qual é a sua sobremesa favorita? Acho que posso terminar o jogo que começou na noite passada. Alguns momentos depois, ela responde: Torta de Creme e Chocolate. E você? A alegria vertiginosa me atinge quando envio: Você, hoje à noite. Ela responde com seu endereço e eu não posso esperar para tê-la perto de mim de novo. Meu telefone toca e eu respondo. —Sim? —Sr. Dean é Eli da segurança. — Isto me faz sentar na minha cadeira. —Sim. —Visitei Drake Hamilton. De repente, ele decidiu que precisa se mudar para fora do estado para estar perto de seus pais. Ele deve ir dentro de uma semana. —Excelente. Sem problemas. —Nada que não possamos controlar. Nossos rapazes estarão acompanhando até que ele vá. —Perfeito. Obrigado Eli. —Sim, senhor. A culpa não me atinge de mandar Drake para fora da cidade. De jeito nenhum. O filho da puta teve sorte que está saindo dessa inteiro. Meu pessoal pode fazer estragos. Sérios danos, mas felizmente, ele compreendeu. Agora, teremos certeza que ele se foi e está fora da vida de Aiden para sempre. Da minha vida também. Se não for, então vou lidar com isso. Estou esperando que ele não seja estúpido, mas apenas o tempo dirá. ***


VOU TER QUE CANCELAR. Tenho que trabalhar até tarde. A mensagem chegou quinze minutos atrás, trabalhando até tarde ou não, vou jantar com a minha garota. Vou pegar comida italiana e irei ao seu escritório. Nunca estive tão atento ao GPS. O edifício é singular. Feito de tijolos, o prédio abriga três áreas com pequenas lojas. Um tem escrito Escritório Berkshire com letras elegantes e a luz está acesa. O único carro no estacionamento é o de Aiden, de modo que ela deve estar sozinha. Eu não gosto do fato dela estar aqui sozinha até tão tarde da noite. Entro e caminho até a porta. Dou uma batida pesada e Aiden espia por uma fresta. Seus olhos visivelmente relaxam e amolecem quando vê que sou eu. Estupidamente, seguro a sacola enquanto ela caminha para mim, com um sorriso largo no rosto. —Eu disse que tinha que trabalhar até mais tarde. — Diz, dando um passo para trás, me deixando entrar e tranca a porta. —E eu preciso de um jantar. —Que sorte a minha! — Diz em tom de brincadeira, mas seus olhos estão em chamas. Porra, ela é linda. —Muita sorte e se acostume com isso. Eu vou fazer você ver o que posso fazer por nós. —Quem vai dizer o contrário. — Sussurra, ficando na ponta dos pés e me beija. Com a comida na mão, sou incapaz devolver o abraço, nem impedir quando ela se afasta. —Obrigada! —Fala com seus lábios tão perto dos meus que quase se


tocam. —Sempre que precisar. — Levanto a comida em minhas mãos. — Onde posso colocar isso? —Siga-me. O escritório é muito elegante. Existem algumas pinturas coloridas nas paredes, mas diferente disso, todo o resto é de cor creme. Aiden abre uma porta e me conduz. Uma grande mesa redonda com cadeiras em torno dela fica no centro da sala com uma pequena cozinha ao lado. —O que você precisa que eu faça? Sorrio. —Nada. Sente-se e deixe-me. — Certifiquei-me do restaurante me dar talheres e tirei tudo da sacola para arrumá-los sobre a mesa. —Deus, isso cheira tão bem. — O aroma atinge minhas narinas, e eu tenho que concordar com ela. —Não tão bem quanto você cheira e eu sei com maldita certeza que não é tão gostoso como você. — Isso a faz corar enquanto sirvo seu alimento e deslizo seu prato na sua frente. —Obrigada! — Diz novamente e eu faço o meu prato, em seguida, sento-me ao seu lado. Ela começa a comer e eu faço o mesmo. —Então, o que te deixou presa no trabalho até tão tarde? — Pergunto, limpando minha boca. —Os problemas do cliente. — Ela ri de sua própria piada, e é cativante. —Não posso te dizer. É apenas uma daquelas coisas que acontecem. Está quase resolvido, mas ainda não cheguei lá. Então, vou estar atrasada se tudo não estiver pronto pela manhã. Eu realmente não gosto que ela esteja aqui sozinha até tão tarde e domar a fera protetora dentro de mim é difícil. Mas vou acionar meu pessoal e ter certeza de que a segurança seja feita sobre este lugar,


rigorosamente. —Como foi seu dia, apesar disso? —Ótimo. E o seu? —Meu dia foi uma merda. A proposta deu terrivelmente errado, e lidei com as formalidades legais toda a tarde. — É por isso que queria ver Aiden, esperando que ela pudesse ajudar a salvar o dia. Eu só precisava dela de uma maneira que nunca precisei de ninguém antes. —Desculpe. Esses tipos de dias sugam minha energia. — Ela estende a mão e toca no meu braço em conforto e isto me relaxa. —Verdade! — Digo antes de dar outra garfada. —Você tem pessoas que trabalham para você? —Sim. Tenho duas, uma faz apenas um tempo parcial, ela cuida dos livros. O outro é o meu secretário assistente, que me ajuda a manter tudo em ordem. Às vezes, as coisas podem ficar um pouco agitadas. —Você trabalha até tarde, frequentemente? Sua sobrancelha sobe interrogativamente, e abafo um sorriso. — Muitas vezes não, mas por que você está perguntado, Sr. Dean? —Só não acho seguro. Uma mulher tão bonita como você, não deveria estar andando até o carro sozinha à noite. — Ela completa com risos, e não sei por que, pois estou falando sério. Ela deixa o garfo e se vira para mim. —Faço como deve ser feito, Mason. Puxo suas mãos na minha, com o olhar de absoluta seriedade no meu rosto. Ela se acalma. —Não estou impondo qualquer coisa, Aiden. Estou falando sério sobre cada palavra que eu disse. Você é linda e não é seguro. Isso me deixa desconfortável, saber que você está andando aí fora à noite, quando qualquer idiota poderia te machucar.


Seus olhos amolecem e juro que se ela disser algo sobre eu ser bonito, vou jogá-la sobre o meu joelho. —Mason, estou bem aqui. O bairro é bom, a taxa de criminalidade é muito baixa e sou sempre cuidadosa. — Ela agarra minha mão, me dando um aperto reconfortante que não ajuda. —Não estou dizendo que Drake não virá aqui, mas como podemos saber com certeza? — Sua expressão suave some e

odeio ter que

estragar o clima, trazendo o nome do idiota, mas preciso dela em alerta. —Eu não tinha pensado nisso. —Você vai me chamar esta noite quando estiver pronta para sair, e vou vir aqui.— Ela aperta novamente. —Eu não vou fazer você sair às nove horas. Puxo Aiden de sua cadeira e a coloco no meu colo. Ela suspira enquanto se senta. —Por favor. Eu não digo essa palavra muitas vezes, Aiden, mas estou dizendo agora. Por favor, chame-me antes de sair, me deixe vir e me certificar que está segura. Ela se vira em meus braços, olhos nos meus, me estudando. Espero que veja o quão sério estou. Se ela não disser sim, vou ficar acampado até que saia. —Eu protejo o que é meu! — Sussurro para ela e uma lágrima desliza por sua bochecha. Ela limpa, se afastando. —Por que você está chorando? —É realmente muito fofo que você se importe tanto. —Baby, fui chamado de um monte de coisas, mas fofo não é uma delas. — Ela ri. —Bem, você é. Não estrague isso.


Pressiono meus lábios nos dela e me afasto. —Eu só quero que você fique segura. Faça isso por mim. —Então, toda vez que eu tiver que trabalhar até mais tarde, você vai querer vir e me acompanhar até o carro? —Aiden, não estarei assistindo nada. Estarei ao seu lado. Ela aperta-me com força, os braços me agarrando, mas acho que eu adoro isso. A maneira como ela pode dizer tanto com apenas um pequeno toque. Só espero retribuir isso para ela. —Claro, Mason. Gostaria muito. —Você vem para minha casa ou vamos para a sua. — Não deixo espaço para qualquer outra resposta, de propósito. Preciso dela, em meus braços. Ela bate seu dedo em seu queixo. —Hmm ... decisões, decisões. — Não digo nada e espero. —Amo sua cama grande. —Parece perfeito. — Beijo seus lábios e é macio, carinhoso, e tão cheio de entendimento que espero que ela sinta tudo o que estou dizendo com meus lábios em vez de palavras. Com mais alguns beijos roubados, saio e a deixo trabalhar. Fiel à sua palavra, ela me chama e a trago para casa.


CAPÍTULO 13 AIDEN —Então, você está namorando esse cara, agora? — Lila pergunta quando nos sentamos para o almoço em uma lanchonete próxima. Eu concordo. —Não tenho certeza se deveria ficar feliz por você ou nervosa. —Por que nervosa? Isto é o que você queria para mim, encontrar um homem, não é? —Eu não sei. Parece apenas muito rápido. —Eu não vou mentir para você, Lila. Está rápido, mas nós estamos começando a conhecer um ao outro e tudo o que vi só me fez gostar mais dele. É novo e divertido. Estou curtindo. —E você está feliz? —Sim. Já faz um tempo que não me sentia assim, mas sim. Estou feliz agora. Com isso, ela sorri como apenas melhores amigos fazem. —Então estou feliz por você. Agora conte-me sobre Drake. O que aconteceu lá. Brad diz que ele foi demitido e que está se mudando para fora do estado para ficar perto de seus pais. Você sabe alguma coisa sobre isso? Sendo a amiga de merda que acho que sou, esqueci de dizer a ela um pedacinho de informação. Descarregando tudo o que Drake Hamilton na verdade fez, para minha melhor amiga, é como estar tirando um peso das minhas costas e olhar ele flutuando para o céu. Só este pequeno ato me libera de alguns dos vínculos que sentia com aquele homem.


—Puta merda! Ele agarrou você e te chamou de prostituta! Ela praticamente grita e olho ao redor do café lotado. Muitos olhos vindo em minha direção e eu sorrio amarelo. —Fale baixo. — Eu aviso. —Sim, Mason disse para não me preocupar com isso. Que vai cuidar dele. Ela agita seu café com a colher como se precisasse ocupar as mãos. —Você acredita nele? —Eu não tenho nenhuma razão para duvidar. —Espero que você esteja certa. Drake não era o cara que Brad e eu achávamos que era. Sinto muito Aiden. Eu não sabia que ele era um verme. —Oh, querida. Você não sabia, e se soubesse, jamais teria sequer pensado em me juntar a ele. Eu te amo e nada vai mudar isso. Ela bate a colher e puxa para fora de sua xícara. —Conte-me sobre o jantar na outra noite. — Gostei desta mudança de assunto. Estou terminando a história quando os cabelos da minha nuca arrepiam. Entrando no café pitoresco, Mason se destaca na porta da frente e seu olhar instantaneamente vem para mim. É como se ele sentisse a mesma coisa que eu. Essa atração entre nós é tão malditamente forte. —O que você...— As palavras de Lila param enquanto inclina a cabeça e me olha. —Puta merda! — Ela não está errada. A sala inteira eletrifica com sua presença, e as cabeças de diversas mulheres se voltam para ele, mas ele ignora e vem diretamente para mim. Seu terno azul-marinho sob medida se encaixa como uma luva e ainda está tão perfeito quanto o deixei esta manhã. A barba é perfeita e


as memórias dele entre as minhas pernas umedecem minha calcinha. —Oi! — Digo levantando, não sei exatamente o que deveria fazer. Nós realmente não temos feito essa coisa pública, mas faço a primeira coisa que vem à mente. Envolvo meus braços ao redor dele, abraçando-o com força. —Oi! — Diz de volta, em seguida, coloca os seus lábios nos meus, me queimando no meio de um café, tirando meu fôlego e pensamentos. Calor aumenta e o lugar se torna uma sauna. Mason se afasta e os meus lábios parecem ter sido picado por abelhas. —Almoçando? —, ele pergunta. Leva-me um momento até que minha mente clareia. —Sim. — Eu me afasto um pouco. —Mason, esta é Lila, Lila, este é Mason. Mason estende a mão e Lila aperta. —Prazer em vê-la novamente, Lila. —Sim. — Lila olha para mim e em sua boca a palavra "caramba." Eu sorrio porque caramba não é nem a metade disso. É engraçado, porque embora ele disse vê-la novamente, é como se esta fosse a primeira vez que ela realmente está vendo-o. —O que trouxe você até aqui? —Tive uma reunião e precisava de um pouco de café. Melhor é o daqui, então aqui estou. — Ele sorri e me deslumbra e o meu peito infla. —Você? —Almoço. Ele beija o topo da minha cabeça. —Adoraria me juntar a vocês, mas tenho uma reunião em quarenta e cinco minutos no escritório e preciso pegar o meu café e ir embora. —Você não tem pessoas que te levem bebidas? — Pergunta Lila. —Tenho! — É tudo o que ele responde. —Vou te ver hoje à noite. —


Ele coloca um beijo duro em meus lábios e eu caio para trás em minha cadeira. Assim que pega o seu café, me dá uma piscadela e, em seguida, se vai. Ele não sai sem que todos os olhos do lugar estejam fixados nele também. —Ok, pode ir tão rápido quanto você quiser! — Lila diz, chamando minha atenção. —Hã?. —Aiden, a maneira como ele olha para você e te toca. É como se fizesse isso por anos e não por meros dias. Vejo a mesma coisa na forma como Brad olha para mim. É uma coisa boa e você merece ter.. —Eu não posso prever o futuro, mas agora estou feliz e eu vou ver onde isso nos leva. —Mulher esperta. Droga, ele é muito gostoso! Eu realmente só o vi de longe. Não tão de perto e em pessoa. Suponho que devo explicar essa questão. —Ele é ainda mais quente entre os lençóis. —Dane-se, mulher. Riso irrompe do meu peito, enquanto Lila e eu continuamos nossa conversa até a última mordida. *** —Você está linda como sempre. — Mason me cumprimenta, abrindo a porta. Fui para casa depois do trabalho e me refresquei antes de vir desde que Mason decidiu que queria me ver esta noite. Estou vestindo jeans como faço praticamente o tempo todo. No entanto tentei corrigir a maquiagem do dia e escovei meu cabelo. —Essas coisas velhas? — Aponto para os meu jeans e sapatilha que


tenho nos meus pés. Sou uma mulher simples que gosta de coisas simples. —Gosto muito mais de você nua, mas ninguém mais pode ver isso, apenas eu. Ele parece bonito como sempre, no jeans preto e uma camisa branca de botão com as mangas arregaçadas. Casual, mas sexy. Tenho certeza de que não há outro jeito, senão olhar para ele. —Então, para onde vamos? — Pergunto, entrando no corredor. —Eu preferia que você tivesse me deixado buscá-la—, diz ele, tirando uma mecha do meu cabelo do meu ombro. —Gosto de dirigir. —Você gosta é de ter como fugir. — Ele está certo. Não quero que esteja, mas está. É minha maneira de manter as coisas sob controle, já que este relacionamento está indo tão rápido e eu preciso disso um pouco mais lento. —Eu não vou a lugar nenhum. — Não tenho outros planos, mas gosto de ter uma opção, se precisar. —Nós vamos chegar lá! — Diz, antes de colocar um beijo casto em meus lábios. —Vamos. Mason abre a porta de seu carro, um Navigator e me ajuda a subir e em seguida, vai para o outro lado. Quando liga o motor, fico curiosa em saber alguma coisa, então pergunto: —Por que você não tem um motorista? Ele puxa para a pista e começa a descer a estrada, me dando uma risada. —Por que você pergunta isso? —Fui ao cinema e caras...— Eu gaguejo porque soa muito estúpido o que vai sair, agora que


penso nisso. Mas de qualquer maneira me forço a prosseguir. —Você administra sua própria empresa e tem uma casa linda. Sempre que vejo essas coisas na televisão ou em livros, um cara na sua posição teria um motorista levando-o para todos os lugares. Sua risada se aprofunda. Admito totalmente que amo esse som, mesmo que seja dirigido à minha pergunta. —Eu não quero um. — Me diz, tratando o assunto com naturalidade. —Agora, que pretendo um dia possuir uma limusine e ter um motorista, para que possa te foder sem sentido na parte de trás, com certeza. Mas não todos os dias. Seus olhos nunca deixam a estrada, mas continua falando: —Tenho dinheiro, Aiden. Suficiente para aposentar agora e viver muito bem. Eu interrompo: —Não me importo com o seu dinheiro, Mason. —Não, mas você me incluiu em uma categoria generalizada e preciso limpar essa impressão de sua cabeça. — É como se uma pedra atingisse meu intestino, porque ele está certo e eu não deveria ter feito isso. Posso apenas culpar a TV? Ou os filmes? —Desculpe! — Sussurro. Ele estende a mão e aperta a minha na sua, puxando-a aos lábios e me dando um beijo suave. —Tenho

dinheiro

porque

sou

inteligente

sobre

a

forma

de

administrar e procuro viver dessa forma também. Posso comprar o que quiser, mas isso não significa que vá fazer isso. Tudo é sobre o fim do jogo para mim. Viver a vida com alguém que me interessa. Esse é o objetivo. O sucesso, o dinheiro, não significa nada, a menos que encontre alguém para usufruir dele. Pelo menos isso é do que se trata a minha realização, recentemente. Ele aperta minha mão, que agora está descansando no console entre


nós. Meu coração faz aquele lance de pular e vibrar novamente. —Dinheiro é dinheiro. Pessoalmente, não gosto de falar sobre isso.. —Então não falemos! — Tento puxar minha mão, mas ele a segura. —Acho que isso é importante. — Paro e presto atenção em suas palavras. Quem sabia que o passeio de carro para pegar algo para comer seria tão intenso? —Dinheiro não me define porque não permito. Não sou uma celebridade que as pessoas querem tirar uma foto minha todos os dias. Sou um cara reservado, sempre fui, sempre serei. —Eu também não gosto de estar no foco, — digo em voz baixa. — Mas acabo chamando a atenção. —Você pode não gostar, por natureza, mas você é linda, Aiden. Nenhum homem que gosta de mulheres fica sem olhar para você. —Pare. —Verdade. Resumindo, o dinheiro é assim, Aiden. Entendo dessa forma. Posso usá-lo quando quero, mas não faz quem sou. Tenho coisas agradáveis, mas não extravagantes. Se eu quiser uma boa refeição, terei uma. Se quiser um carro novo, terei. Mas não vai definir quem sou como homem. Desta vez, levo sua mão aos meus lábios e beijo. Tenho certeza de que meu coração acabou de se prender com o dele de uma maneira que não vai mais soltar.


CAPÍTULO 14 MASON Estou aliviado que a conversa sobre dinheiro acabou. Com todos os livros e filmes sobre homens com dinheiro, não me surpreende que Aiden pensasse que minha vida fosse assim. Não me interpretem mal, até poderia ser, mas não é e nunca foi. Estaciono no restaurante e Aiden solta uma gargalhada. —Bernie’s? —Claro, ele é o melhor jantar que tem por aqui. — Brinco. Não é, nem de perto, mas vai ser divertido. —Vamos. Abro a porta e ela faz o mesmo. Entrelaço nossos dedos, e caminhamos até a grande porta laranja. Abro-a para ela e, em seguida, entro, meus ouvidos são agredidos com risos e aplausos. —Eu não posso acreditar que você me trouxe aqui! Vamos! — Ela me puxa pela multidão. Bernie’s é como uma loja de jogos infantis, mas para os adultos. Eu já vi propaganda disso, mas nunca tinha vindo. Algo me dizia que Aiden gostaria. Com certeza acertei, porque ela me puxa para um jogo na parte de trás. —Eu amo skeeball. Você já jogou? —Não desde que era criança.. Ela retira dinheiro de sua bolsa. Seguro sua mão. —Eu pago. É o meu encontro. Ela revira os olhos e teimosamente coloca o dinheiro na máquina. Eu vou ter que confiscar sua bolsa em algum momento. Pego dinheiro e coloco um dólar na máquina ao lado dela. Posso


muito bem fazer uma tentativa. —O ponto é fazer com que a bola atinja aquela pequena abertura muito alta que diz vinte mil, tantas vezes quanto for possível. Quanto mais você acerta, mais você ganha. —E o que você ganha? — Pergunto enquanto as bolas sacodem na máquina. —Bilhetes, então você pode trocar por prêmios de baixa qualidade, mas vamos fazer isso ficar interessante. — Um brilho acentuado surge em seu olho fazendo meu pau se contorcer. —Se eu ganhar, fico com você de qualquer maneira que quiser. —Se eu ganhar, fico com você de todo o jeito que eu quiser. — Oponho-me puxando-a junto ao meu corpo e selo o negócio com um beijo ardente. —Vamos fazer isso! — Diz, afastando e agarrando uma das bolas. — Eu devia te dizer, sou muito boa nisso. — Seu braço arremessa e com certeza, atinge o buraco de vinte mil na primeira tentativa. Não que eu dê a mínima, de qualquer forma nós dois vamos ganhar. Nós atiramos bolas como ninguém. Aiden ganha o primeiro, e eu a desafio com a melhor de cinco. Sua risada abafa todos os outros ruídos na sala e minha alma foca apenas na mulher ao meu lado. Ela contrapõe depois que ganhou a melhor de cinco, com a melhor de onze. —Ha!!!— Grita quando me vence por um jogo. —Você ganhou. — Levanto minhas mãos em sinal de rendição simulada. —Faça comigo o que quiser. Ela ri, me puxa para perto, e sobe na ponta dos pés para me beijar. —Você não tem ideia. Meu pau endurece e permanece assim durante todo o jantar de pizza


e cerveja. Vendo Aiden sorrindo constantemente, tornou meu objetivo manter esse belo sorriso no seu rosto. —Mais um jogo antes de ir. —O que é isso? —Hockey Air! . Ela está tão animada, que salta para cima e para baixo, seus seios pulando junto. Porra, meu pau vai cair antes de levá-la para casa. —Vamos jogar isso. Grande erro. Um deles, pois quando ela se inclina para baixo, me mostra seus peitos. Dois, quando bate o disco no buraco, ela salta para cima e para baixo, mostrando-me seus seios. Três, quando marco, ela me dá o beicinho mais sexy. Cada uma dessas coisas me faz querer puxá-la para o banheiro e transar com ela. Estou prestes a fazer exatamente isso. Uma mão aparece e pega o disco e eu estou imediatamente em pé, encarando um homem que fez isso. Sem olhar para mim, mas olhando para Aiden de uma forma que me irrita. É uma mistura de metade chateado, metade com desejo. —Greg, olá. —Ei, você não me ligou de volta. Os olhos de Aiden focam em mim, então olha para Greg. —Porque eu não queria. Não tenho nada para te dizer. Instintivamente passo para o lado de Aiden e olho para o homem. Ele não é baixo e tem o cabelo loiro acinzentado. Ele parece ser um cara legal, mas não gosto dele. —Por que você está transando com ele? — Pergunta, incisivamente. Os olhos de Aiden passeiam ao redor da sala e ela sorri para um


casal que ouviu esse idiota do Greg. —Fale baixo. —Quem é esse? — Pergunto, quase não parando o olhar de morte de Aiden. —Ex, Greg. —Ah, ex. E deixe-me adivinhar. — Abordo o homem. —Você descobriu que se fodeu e agora quer ela de volta. Tarde demais. — Lanço meu braço em torno Aiden e ela não foge, e ainda se inclina para mim. —Cale a boca. — Greg zomba de mim colocando-me em alerta. —Não, você cala a boca e dê o fora daqui. —Ou o quê? —Eu vou te fazer sair. Aiden não quer falar com você, então esse é o seu aviso de despejo. —Quer sim, ela gosta de fazer estes jogos. De qualquer forma, o que você vai fazer? Vai me pegar? Vá em frente. Vou ligar para a polícia. Você não pode fazer nada. —Eu não faço jogos. Isso é o que você faz, idiota. Vá embora. — Aiden diz a ele. —Nós precisamos conversar. —Não, eu não te quero de volta. Não quero olhar para você. Então, não, nós não precisamos conversar. —Mas, Jailene me deixou. Aiden começa a rir. —Isso te surpreende? Ela dormiu com você enquanto estava comigo. O que te fez pensar que tinha qualquer lealdade com você? Karma, Greg. É uma merda. —Você não quer dizer isso, sei que me ama. Sinto o corpo de Aiden tenso, e por um breve momento me pergunto se o que ele diz é verdade, porque isso vai me chatear muito.


—Eu não te amo. Não gosto de você. Você não significa nada para mim, Greg. Agora saia, você está fazendo uma cena. —Não. Ele cruza os braços sobre o peito, e eu já fiquei sem paciência. Levanto meu queixo para o canto esquerdo, onde Eli se encontra. Sim, eu tenho segurança comigo. Eli caminha até nós. —Senhor, venha comigo. —Quem é você? —Segurança. —Eu não fiz nada de errado. Eli pega seu braço. —Senhor, se você não vier comigo, vou arrastá-lo para fora na frente de todos. —Vou chamar a polícia. Eli mostra-lhe o seu largo sorriso. —Por favor, faça isso.. Greg olha o tamanho de Eli, então se vira para Aiden. —Você vai falar comigo. —O que está errado com as pessoas? Não. Fique longe de mim! Deixo Greg ser arrastado por Eli. —Quem era? —Eli, o nosso segurança. —Por que nós temos segurança? —Eu tenho segurança o tempo todo. Agora que estamos juntos, temos segurança. Isso significa que você também terá no trabalho e quando estivermos fora.. —Mason, você não acha que é um pouco demais? —Até Drake ir embora e esse cuzão te deixar sozinha, eu não pretendo arriscar. — Quando olho para seus olhos, posso ver as rodas girando dentro deles. Mas depois de alguns minutos, diz: —Ok.


—Ok, apenas isso. —Sim. Até estes dois irem. Então nós discutimos isso. — Ela sorri e levanta-se nas pontas dos pés, dando-me um beijo. —Falamos sobre Greg mais tarde. Ele fica boquiaberto. —Eu realmente não quero. —Não tem que ser esta noite, porque o nosso encontro está indo muito bem, mas em breve. —Eu vou fazer isso. Vamos sair daqui. —Você tirou as palavras da minha boca. A viagem para casa parece demorar uma eternidade e, enquanto Aiden está gastando seu tempo no banheiro, estou deitado na cama com meu pau na mão. Realmente preciso estar dentro dela. A porta se abre e minha mão fica suada. Aiden está usando uma camisola rosa claro, que é completamente transparente, e algo sobre ela usá-la, faz o meu pau ter espasmos. Com o braço estendido no batente da porta, seus seios são um bônus, implorando para serem sugados e lambidos. —Você me tem, o que você vai fazer comigo? —Traga seu traseiro aqui e vou lhe mostrar. Ela sorri sensualmente, e vem caminhando para mim. Este é o começo de algo muito bom.


CAPÍTULO 15 AIDEN Lábios mornos trilham do meu braço para o meu pescoço. Meu corpo arqueja em resposta, ansioso, buscando essa suavidade. Abrindo meus olhos, a luz suave atravessa a janela do quarto de Mason. —Bom dia.— Minha voz sai sonolenta e rouca. Sua língua gira e um suspiro me escapa. —Bom dia, linda. Droga, adoro quando ele me chama assim. Inferno, adoro quando me chama de qualquer coisa, porque tudo tem o poder de derreter minha calcinha. —Preciso ter meu pau dentro de você. Meu núcleo aperta e o desejo aflora. —Você vai tomar o meu pau, Aiden? — Eu gemo: —Sim. —Essa é minha garota. Ele me rola de barriga pra baixo e coloca todo seu peso em cima de mim, e beija ao longo de minhas costas. Ele me empurra para o colchão e sinto cada polegada de seu corpo duro no meu. Tento espalhar minhas pernas, mas seus joelhos apertam ambos os lados e param meus movimentos.


—Mason? Seu pau roça entre as minhas nádegas formando uma piscina de umidade abaixo de mim. —Abra apenas um pouco e me deixe entrar. Seu aperto afrouxa, mas não muito. Ele desliza seu pau dentro de mim, em seguida, aperta minhas pernas juntas novamente. Nesta posição, não há muito espaço e quando ele começa a se mover, todos os nervos que não tinham disparados antes, iniciam seu ataque. Mais e mais ele entra em mim, apertando-me com força na cama, a cada impulso. Êxtase sobe e bato meu rosto no colchão, gritando seu nome repetidas vezes. Ele ainda está tão profundamente dentro de mim e seu corpo dá uma sacudida quando goza. Quando desaba sobre mim, saboreio a sensação do seu peso e viro minha cabeça para que eu possa respirar. Ele se inclina e me dá um beijo em meus lábios. É de lado e vacilante, mas ainda assim, doce. —Essa é a melhor maneira de acordar todas as manhãs. Sorrio para ele, porque concordo. É uma das minhas partes favoritas do dia. Depois de levantarmos e nos vestirmos, vamos para a cozinha. Mason coloca um terno e eu meu jeans da noite anterior. Vou ter que lembrar de trazer uma bolsa com minhas coisas, para passar a noite. —Conte-me sobre Greg. Admito que tinha esperança que ele tivesse esquecido, mas isso foi


apenas uma ilusão. Mason não parece esquecer qualquer coisa. Ele tem um olho afiado em tudo e todos ao seu redor. —Terminei com ele porque fui traída. Nós ficamos juntos por pouco mais de um ano e ele é um idiota. —E ele tem telefonado pra você? —Sim, mas eu não atendo. Nem sequer verifico as mensagens depois que liga. Não tenho nenhum interesse em qualquer coisa que ele tenha a dizer. Eu rio. —Mas é muito engraçado ter sido traído, mas não dou a mínima, quando se trata dele. —Ele vai ser um problema. Encolho os ombros, sem saber a resposta para isso, porque Greg nunca teve nenhum comportamento agressivo. Nada como o que vimos na noite passada. Era estranho, mas eu não tinha medo dele. Não é como Drake. Talvez seja a maneira estranha que Drake olha para mim. Mas Greg, ele apenas parecia como um homem despeitado. —Você vai ter segurança, mas mantenha os olhos abertos. Se ele te telefonar, me avise. —Por que isso está acontecendo? Primeiro Drake, agora Greg? Não entendo.


Ele se vira para mim e enfia o meu cabelo atrás da minha orelha. — Porque eles estão de olho no que é meu. Isso é muito ruim para eles, porque sou um homem inteligente e vejo a mulher maravilhosa na minha frente. Uma que não tenho nenhuma intenção de perder. Meu coração se derrete quando ele se inclina e me beija, forte, profundo e amorosamente. Carrego esse beijo comigo durante todo o dia.


CAPÍTULO 16 AIDEN —De novo? Pergunto ao homem que está entregando-me um grande vaso com vinte e quatro rosas na cor lavanda. Ele veio ao meu escritório todos os dias durante a semana passada. Cada vez, entregando uma cor diferente de rosas. Eu nunca soube que existiam rosas na cor laranja e cor de arco-íris, mas existem. Recebi sete cores diferentes e únicas de Mason, e cada vez que eu as recebo, uma sensação de calor se instala no meu coração. Duas vezes, trabalhei até tarde, e nessas duas vezes, ele me acompanhou até meu carro e me seguiu até sua casa. Mason faz com que me sinta segura e protegida, como se ele fosse o Superman me defendendo do mundo. Parece bobo, mas a maneira como me trata, sua natureza protetora que posso ver tentando conter às vezes, só me faz cair de amores por ele. —Sim, senhora. Onde você gostaria que colocasse estas? — Pergunta, segurando as flores bonitas. Olho em volta do meu escritório e noto que não há muitos lugares vazios para colocá-las. —Hum, que tal ali? — Aponto para a mesa com um buquê de rosas brancas e corro para movê-las um pouco de lado, para que as com cor de lavanda se encaixem. —Aqui.


—Tá aí! — Diz, virando-se e saindo. No primeiro dia tentei dar-lhe uma gorjeta, mas ele não aceitou, dizendo que Mason já havia feito isso e ele não ia aceitar qualquer coisa de mim. Após o segundo dia da mesma resposta, desisti. —Obrigada! — Digo enquanto ele caminha para fora da porta. Pego meu telefone e disco pra ele. Toca duas vezes antes que responda: —Oi, Aiden. — A rouquidão de sua voz é algo que nunca vou cansar de ouvir. É ainda melhor quando ele acorda pela manhã. —Obrigada. Elas são lindas. —Não, são apenas flores. Você é a única que é linda. Sinto o calor no meu rosto e fecho a porta do meu escritório, sento na cadeira atrás da minha mesa. —Eu as amo, mas você não tem que continuar a enviá-las. —Você leu o cartão? — Pergunta ele, evitando o meu comentário. Minha respiração prende. Eu nem sequer vi um cartão. Somente o primeiro grupo de flores veio com um cartão, o resto não tinha. Pulo da minha cadeira e corro para as rosas. E lá estava, um cartão no fundo do buquê. —Estou abrindo-o agora. —Eu vou esperar. Levanto o papel espesso do envelope e retiro o cartão. Lê-se:


VOCÊ FOI CORDIALMENTE CONVIDADA para a Gala das Rosas. Mason Gala das Rosas?

Rosas. Tudo se encaixa. —Você quer que eu vá

contigo para uma festa de gala? —Absolutamente. Ficaria honrado em tê-la nos meus braços. —Nunca estive em uma antes. —Ótimo, então vou ser o primeiro. Seu tom arrogante ainda me deixa selvagem, mas os meus pensamentos mudam para que roupa vou usar, o que vou fazer lá, o que dizer. Sou boa em falar com as pessoas, mas como vai ser estar com Mason? Todas estas questões passam pelo meu cérebro rapidamente. —Aiden?— Pergunta, e volto para o meu escritório fechando a porta. —O que eu vou fazer lá? Ele ri. —Você vai estar comigo. Nós vamos falar com as pessoas, e vou tentar não te foder no primeiro armário de casacos que encontrar. É a minha vez dar uma pequena risada. —Não, isso não vai acontecer, Mason.


—Vamos ver. Então você vai? —Você sabe que poderia ter me perguntado numa das noites em que jantamos juntos ou até na cama. — Logo após as palavras saírem da minha boca, quis me bater porque isso foi muito carinhoso da parte dele, eu realmente adoro a forma como está me mostrando como se importa. —E perder toda a diversão. Ouço seu humor, e amo que possamos fazer isso. As brincadeiras ainda estão lá, mesmo em momentos como estes, quando ele está sendo doce e quase estraguei tudo. —Ficarei feliz em ir com você. Quando será? —Sábado à noite. Faço uma pausa. —Mason, é daqui a poucos dias. Não consigo encontrar um vestido tão rápido. — Que inferno, vou ter que procurar no Google exatamente o que vestir para um evento desses. —Vou pedir ao meu assessor de moda para escolher alguns vestidos, sapatos e acessórios para você. Tudo que tem a fazer é ir para casa e experimentá-los. — A maneira como ele diz casa tão à vontade, fazendo parecer como se eu realmente vivesse em seu espaço, não me aterroriza, nem me faz querer puxar os freios. É rápido, é sim, mas isso está me fazendo mais feliz do que fui em muito tempo. E não houve nenhuma vez que ele tenha me dado qualquer motivo para duvidar de sua confiança, e isso é a coisa mais importante para mim.


—Você tem um assessor de moda? —Sim, é uma coisa muito necessária. Odeio fazer compras. —Bem, sim, mas todo mundo tem que comprar roupas. — Sento na minha cadeira e descanso minha cabeça contra a almofada macia. —Querida, tenho coisas mais importantes para fazer, e uma delas é você. Esse sentimento domina o meu coração e se eu fosse manteiga, seria uma poça no chão. Ele faz isso comigo com bastante frequência. Minha voz é mais suave do que gostaria, quando respondo: —Gosto quando você faz isso. Sua inalação é sexy. Eu amo isso. —Continue assim, e vou estar em seu escritório te dobrando sobre a mesa. Olho para os arquivos espalhados por todo lado e o laptop ao lado. Tudo isso é facilmente removível, mas não posso agora. —Só vou deixar você fazer isso para mim, porque não tenho muito tempo. Normalmente, Mason, eu gosto de escolher as minhas próprias coisas. Como será que o seu assessor de moda sabe o que vai me servir? —Ele é o melhor no que faz. —Ele? —Absolutamente. Randolph é o melhor.


—Bem, isso vai ser divertido. É quase como se eu fosse a Cinderela. —Você é bonita demais para ser Cinderela. O calor se espalha através de mim, e é hora de fazer o meu trabalho ou vou acabar pedindo-lhe para vir para o meu escritório e fazer o que disse. —OK. Tenho que ir. Tenho uma lista de trabalho enorme que precisa ser feita hoje. Jantar? —A melhor parte do meu dia, além de acordar com você. Meu sorriso machuca meu rosto, mas é uma delícia de dor. —Tchau, Mason. —Tchau, bonita.

—Querida, o que você está vestindo? Randolph, um homem com uma boa aparência, com roupas de grife e impecável, me pergunta quando entro na sala. Seu cabelo é a perfeição absoluta. Loiro e penteado para o lado de uma forma que é moderno e irremovível. Lembrando que estou de jeans e uma camiseta, meu traje normal, franzo minha testa. —Roupas.


—Querida, não são roupas. Com esse corpo, você precisa brilhar! . Oh senhor. —Eu não preciso de brilho. Apenas para amanhã à noite. —Oh, eu tenho alguns vestidos para você! Ele bate palmas animadamente e salta sobre seus pés. Ele realmente parece animado e em seu verdadeiro ambiente. Ele começa a mostrar os vestidos, e minha respiração prende. Impressionante. Lindos e totalmente não tem minha cara. Realmente serei a Cinderela no baile. Puta merda. —Então, qual será o primeiro? — Pergunta excitado. —Nem mesmo sei. —Vermelho. Vamos começar com o vermelho. Com a tua cor e teu cabelo, vejo você num lindo vestido vermelho.

—Então, o que você escolheu? Mason pergunta após Randolph deixar sua casa. O turbilhão que é Randolph, deixa algo no ar de uma forma estranha, dando emoção para todos nós. —Não vou te dizer. Vai ser surpresa.


Ele me puxa para seu corpo, envolvendo o braço em volta da minha cintura. —Eu gosto disso. — Seus lábios vêm aos meus em um beijo sensual que deixa meus joelhos fracos e meu corpo quer o dele como uma droga. Seus lábios nunca perdem contato, e ele nunca leva o beijo a algo mais. Mas adoro quando faz isso. Faz-me sentir querida e cuidada, como se eu fosse preciosa, e ele quisesse absorver tudo o que sou. Um bip vem da cozinha, e Mason afasta-se dos meus lábios. —Jantar! —Sussurra enquanto meu estômago ronca. Droga. —Vamos comer. O jantar é carne assada com batatas e cenouras. Ele é muito bom na cozinha, porque a refeição está divina, e cozinhar, não é a minha especialidade. Estamos quase terminando quando a campainha toca e há uma batida na porta. Olho para Mason, que está carregando a máquina de lavar louça. —Está esperando alguém? —Não. Mason limpa as mãos em uma toalha de cozinha e joga no balcão. Eu assumo o que ele estava fazendo. Quem quer que seja, não veio para me ver, mas como o ambiente é aberto, posso ver a porta de onde estou.


E sem dúvida, posso ouvir também. —O que você quer? — Mason diz ao invés de saudar quem está do outro lado da porta, desviando minha atenção dos pratos para ele. Eu não posso ver nada, além de Mason e a porta, mas a minha curiosidade é atiçada. —Você age como se eu nunca tivesse vindo aqui antes, Mason. — O som de uma voz de mulher vem através da sala, e instantaneamente arrepios sobem por toda a minha pele e meu sangue começa a bombear. —Você precisa sair. — O tom de Mason é profundo e exigente, mas não da maneira sexy que fala no quarto. Não, isso é raiva controlada, e é um pouco assustador. A mulher dá um passo adiante, estendendo a mão para Mason, que recua para longe do seu toque. Puta merda. É a mulher com o cabelo loiro mel do elevador no seu prédio. Ela ainda está linda, sem um fio de cabelo fora do lugar, maquiagem perfeita e roupas imaculadas. Mas por que diabos uma das suas funcionárias está aqui e tem uma relação tão estreita com ele. Meus pés me levam para a frente até que estou a poucos metros de distância de ambos. A cabeça da mulher vira para mim, e seus olhos me seguem de cima para baixo, como se estivesse me avaliando para ver se sou digna de estar em sua presença. É a mesma sensação que tive antes no elevador. —Vejo que já tem alguém para brincar. — Seu tom condescendente me faz enrijecer a espinha, meu estômago embrulhando forte e rápido.


—Ela não é um brinquedo, Elizabeth. Eu não tenho brinquedos. Você precisa ir. —E não a conhecer? Oi, sou Elizabeth — Diz timidamente, mas seu grunhido está lá também. Ela gosta de Mason - e muito, e me ter em seu espaço não a faz feliz. —Aiden.. —Aiden, não é o nome de um menino? — Pergunta, em seguida, ri para si mesma. —Oh, é claro, todos esses novos nomes por aí. Eu não tenho certeza o que diabos essa mulher anda fumando, mas é melhor parar antes que fique totalmente louca. —Aiden, esta é Elizabeth, uma velha amiga. —Mason diz friamente, e eu faço um bom trabalho em esconder o enjoo que me sobe até a garganta com o pensamento de Mason com esta mulher. Tocando. Beijando. Transando. Eu só aceno com a cabeça. —Posso ver que ela não fala muito. — Elizabeth me dispensa, voltando-se para Mason. —Você normalmente não traz seus brinquedos para sua casa. —Elizabeth! — Mason rosna baixo... —Eu disse que ela não é um brinquedo. Ela vai ficar na minha casa, mas quanto a você, está indo embora. Tanta coisa foi dita nessa declaração. Uma delas, que Mason não traz um monte de mulheres aqui, o que aprecio. Mas, a segunda é, que ele trouxe Elizabeth aqui. Ela parece confortável no espaço, como se já


estivesse vindo aqui muitas vezes e poderia ir na cozinha e servir-se de uma xícara de café e depois relaxar no sofá. Um sofá onde Mason e eu estivemos. Nunca fui do tipo ciumenta. Sempre fui do tipo que deixa rolar, mas isso foi antes de Greg ter me traído. Agora, sinto esta torção no meu intestino que ela tem uma parte de Mason que nunca vou ter. Que significa algo para ele de uma maneira que não vou entender. Que há mais acontecendo aqui do que aparenta. Tudo isso é uma pílula grande demais para engolir. Mas me recuso a recuar. Eu me recuso a deixar que ela me dispense. —Você realmente deveria ir. Nós tínhamos acabado de jantar e precisamos limpar a cozinha. Os olhos de Elizabeth perfuraram os meus, uma pitada de puro ódio por trás daqueles olhos castanhos. —O que você é, a empregada? Mason, isto é tão baixo para você. Dou uma gargalhada. —Ela acha que sou a empregada. — Digo a ninguém em particular enquanto continuo a rir. —O que é tão engraçado? — Elizabeth dispara enquanto Mason vem ao meu lado e envolve seus braços em volta dos meus ombros. Ignorando-a, dirijo-me a Mason, —Sou sua empregada doméstica, Mason. Você gostaria que eu colocasse meu uniforme? — Estou cheia de petulância.


Em vez de deixá-la ver que estou cheia de ciúmes, disfarço com sarcasmo. Ele se inclina e beija o topo da minha cabeça, e ouço um bufar de Elizabeth. Eu acalmo meu riso. —Você está sério com ela? — Elizabeth pergunta a Mason. —Cem por cento, Elizabeth. E vou falar ao seu marido que você passou aqui. Com isso, começo a rir novamente. —Você é casada? — Olho para Mason. —Por favor, me diga que você não fez isso. —Não. Ela não era casada, e foi quando éramos adolescentes. — Esta notícia me surpreende, e eu fico séria. —Ela tentou reatar, depois que meu pai me pediu como um favor pessoal para contratá-la na minha empresa. Eu me recusei porque não queria misturar as coisas, mas meu pai é difícil e cedi. Isto não esclarece como ela parece tão familiarizada com Mason e sua casa. Eu ainda tenho que saber. —Não faça isso! — Diz Elizabeth. —Estou me divorciando dele. Para ficar com você. Oh, puta merda. Isso está se transformando em um show de horrores diurno ou algo assim. Muitas cadeiras em breve vão estar voando e cabelo vai ser puxado, e com certeza não será o meu.


—Faça o que tiver que fazer, Elizabeth, mas me deixe fora disso. Aiden e eu estamos felizes. Você precisa aceitar isso. É como se suas palavras tivessem feito um buraco dentro dela, e todo o vapor que tinha dentro, dissipou no ar. Lágrimas vieram nos olhos da mulher, e quase me senti mal por ela. —Você a ama! . Ele me dá um aperto. —Chegando lá. —Você nunca ...— Ela dramatizou, sacudindo a cabeça. —Meu pai lhe disse a mesma coisa que disse para mim: Quando acontecer, você vai saber. Eu sei. — O calor se espalha através de mim, e envolvo meus braços em torno do homem ao meu lado, segurando sua preciosa vida. Algo vem sobre o rosto de Elizabeth. Ela hesita um pouco, mas fala: —Estou indo. — Ela se vira e fecha a porta atrás dela. Eu tenho um sentimento que esta não será a última vez que nos cruzamos. Olho para Mason e tento quebrar a tensão. —Essa coisa de exnamorada vai ser uma ocorrência regular? Ele sorri. —Eu era jovem e estúpido. Ela é a filha de um amigo do meu pai. Ela já tentou por anos, mas não a quero. Eu não sinto isso. — Ele me aperta


e beija a ponta do meu nariz. —É isso que eu quero. —Quero isso, também. — Ele não demora e me beija.


CAPÍTULO 17 MASON Aiden aguentou Elizabeth como uma campeã. Elizabeth pode ser dramática e aumentar o efeito do que diz. Estou realmente feliz que Aiden estava aqui para vê-la, apenas para que pudesse esclarecer quaisquer mal-entendidos, porque ela vai ter que ver Elizabeth outras vezes. Depois que ela saiu, transei com Aiden ali mesmo na sala de estar. Agora, ela estava deitada no meu peito, na cama, sua respiração lenta e constante. Todo o tempo brinco com seu cabelo. Está tão suave que não posso obter o suficiente dele. —Estava com ciúmes. — Sussurra. Eu mal ouço o que ela diz. Meus dedos param momentaneamente enquanto sua cabeça se vira para mim, com o

queixo apoiado no meu peito. —Eu não gostei dela aqui. Pensei

cada coisa ...— Ela fecha os olhos. —Ei. — Ela abre os olhos lentamente, e empurro uma mecha de cabelo atrás da sua orelha. —Ninguém, e eu quero dizer ninguém, neste mundo vai chegar aos seus pés. Não há nada para ter ciúmes, nunca. Estou contigo. Você está comigo. Isso é tudo o que precisamos saber. Seu sorriso me bate no intestino. Amo. Sim. Amo. Aiden faz isso comigo.


—Mason, você está elegante! — Randolph diz da sua maneira enquanto ajusto a minha gravata borboleta. —Como ela está? Pergunto em vez de responder-lhe. —Bonita. Não, espetacular. Não…—Ele balança a cabeça. —Eu não acho que exista uma palavra para isso ainda. Talvez você possa pensar em algo. —Olá! — Aiden chama da porta, minha cabeça vira-se para ela. Tudo para. O mundo para. Minha respiração para. Meu batimento cardíaco para. O tempo para. Movimento. Tudo. Ela está deslumbrante e Randolph está certo, não há uma palavra para isso. Acho que ela é linda com zero de maquiagem e seu cabelo bagunçado quando nós transamos a noite toda. Isso, isso é além de um sonho. Seu vestido vermelho acentua todas as suas curvas, e o decote dá uma vista fantástica de seu peito. É sem alças, assim toda a sua pele cremosa está exposta. Instantaneamente, me arrependo de comprar o vestido. Todos aqueles idiotas lá, hoje à noite, vão olhar para ela da mesma maneira que olhavam no restaurante quando nos conhecemos. Mas ela está com você e somente com você. Esse pensamento tem meu rosto atordoado se transformando em um sorriso.


Seus passos apreensivos dizem-me de sua incerteza. Estendo a minha mão para a dela, e ela coloca a sua mão delicada na minha. —Estou sem palavras. Suas sobrancelhas vincam. —Não, Aiden. Você está mais linda do que poderia ter sonhado. O sorriso dela irradia. —Você não está mal, está muito bonito. Eu movo-me para beijá-la e ela dá um passo para trás, me assustando. —Oh não, você não vai fazer isso, senhor. Eu e Randolph levamos, tipo, uma eternidade, para deixar esses lábios assim. Não se atreva. Eu só sorrio e em seguida, puxo-a com força para mim e a beijo. Randolph demora mais dez minutos para arrumá-la novamente, nem sei por que se incomodou, porque até chegarmos lá, estará borrado de novo. A gala é uma festa de arrecadação de fundos badalada, mas vou porque é de um velho amigo, Luca. Aiden se encaixa perfeitamente com todos que conhece e é apresentada. Ela age com uma graça e facilidade que admiro. —Sr. James. — Aiden diz surpresa. —Eu não sabia que você estaria aqui. Brantley dá um grande sorriso. Não é daqueles que me faz ter vontade de dar um soco na sua cara por comer minha mulher com os


olhos, mas mais de humor. —É bom ver que você pode vestir-se com algo diferente de jeans. Aiden zomba dele. —Você tem algum problema com minhas roupas. Brantley encolhe os ombros e se vira, me estendendo a mão. — Mason. —Brantley. Você, obviamente, conhece Aiden .. —Tens aqui uma preciosidade, Mason. Faça-me um favor e não a perca. — Brantley não me permite responder porque ele se afasta e desaparece na multidão. —Isso foi estranho. —É Brantley. Depois do jantar, pego a mão de Aiden e puxo-a para a parte de trás da enorme casa. —Para onde estamos indo? — Diz ela, rindo. —Quero te mostrar algo. A parte de trás da casa é escura. Tudo porque Luca não quer que ninguém venha aqui. No entanto não vai se importar comigo e Aiden. Aiden para, e eu sei o que ela vê. —Uau. Olho para o céu cheio de estrelas. —Sim, é lindo, não é? — Constelações enchem o céu e eu levo Aiden para um balanço nas


proximidades, e nós sentamos. Envolvo meus braços em torno do ombro, e ela se aconchega ao meu lado. Ela se encaixa perfeitamente. —É lindo. Quando era criança, eu sonhava em ir para outro planeta e viver lá. Longe de tudo, apenas por um tempo. Eu rio. —Tenho um telescópio em casa. Vou te mostrar tudo que aprendi. — Explicando as diferentes constelações e estrelas, me faz sentir um manto de alegria, levando-me de volta à minha infância e partilhando a experiência com Aiden. —Isto é realmente incrível, Mason. — Ela se vira para mim, deixando de ver o céu estrelado. —Você é muito legal. Minha mão vai para o lado de seu rosto, sentindo o calor dela. Olho dentro dos seus olhos. —Você sabe que estou me apaixonando por você. Lágrimas

vêm

aos

seus

olhos.

—Você

sabe

que

estou

me

apaixonando por você! — Repete as palavras de volta para mim. Eu a beijo sob as estrelas e não posso esperar para passarmos nossa vida juntos.


CAPÍTULO 18 AIDEN Os lábios de Mason vão subindo pelas minhas pernas, enquanto as suas mãos me amassam e esfregam ao mesmo tempo. Eu amo suas mãos sobre mim, amo a sensação dele contra mim. Inferno, amo este homem completamente. Ele tem sido tudo que sempre quis, mas algo no fundo da minha mente está piscando. Afasto isso da minha mente e me concentro em seu toque. Ele tem esse jeito sensual de fazer cada parte da minha pele ganhar vida com apenas um toque de seus dedos, adicione a fricção e beijos e estou prestes a me desfazer. Ele sobe lentamente, excluindo totalmente o meu calor úmido que está implorando por seu toque. Seus lábios se movem ao redor do meu estômago, até meus seios onde suga-os em sua boca. Um depois do outro, até que estou me remexendo tanto, que sinto que estou perdendo o controle do meu corpo e membros. Só então ele para e se move para o meu pescoço, meus dedos cavando duro em sua carne. —Mason! — Suspiro. —Sua boceta está pronta para mim. Quente. Molhada. Necessitada? Eu gemo: —Sim, por favor. Abrindo minhas pernas, ele se encaixa como se tivesse sido feito


para estar lá, feito para ser meu. Ele vem até mim, seus lábios comem os meus, seu comprimento duro ali, pronto e esperando. Mason olha profundamente nos meus olhos, e juro que ele pode ver a minha alma que agora está gritando: Eu te amo pra caramba. Seus braços vêm para os lados do meu rosto, me capturando enquanto desliza para dentro de mim. Arqueio meu corpo de volta para tentar acomodá-lo. Mesmo depois de tantas vezes que nós fizemos sexo, meu corpo ainda precisa se ajustar, e eu adoro cada segundo maldito dele. —Está boceta foi feita para mim, Aiden. Você foi destinada para mim. Eu te amo. — Ele me beija antes que eu possa responder, e estou louca para dizer a ele. Realmente dizer-lhe com palavras o quanto me importo com ele. Infelizmente não posso, porque ele continua a me beijar toda e a fazer amor comigo, doce e lento. O prazer é construído lentamente, torturante, agonizante. Afastando meus lábios dos dele, enfatizo: —Preciso de você se mexendo agora, Mason. Ele ri e se inclina para baixo, beijando-me mais uma vez. Não demorou muito para nós dois estarmos gozando e caindo exaustos na cama. Meu corpo se sente saciado e amado, mais do que jamais poderia ter pedido. Minha cabeça está sobre seu peito. Eu ouço seu coração e sinto o subir e descer do seu peito. Com meus dedos, traço seu peito definido.


Aquele pequeno alerta piscando na parte de trás da minha mente começa a ficar mais forte. Mason nunca me deu uma razão para duvidar de sua confiança. Ele sempre foi aberto e honesto comigo, com qualquer coisa que perguntei. Eu só não quero ter dúvidas. Sendo a solucionadora de problemas que sou, acho que sei a resposta. Não vai mudar como me sinto sobre ele, mas se mentisse, poderia abalar tudo. Eu não quero me destinar ao fracasso, mas tenho que acreditar que ele vai ser honesto. —Mason? —Sim, querida. —Eu tenho que te perguntar uma coisa. Seu abraço me aperta. —Você pode me perguntar qualquer coisa. Respiro profundamente e solto. —Naquela noite no restaurante. Você armou aquilo? —Por que você acha isso? — Pergunta, ainda traçando a linha do meu ombro com as pontas dos dedos. —As peças do quebra-cabeça, — afirmo com firmeza. —Drake trabalhava para você. Ele disse que você o fez trabalhar até tarde. Não pode ser uma coincidência que aconteceu no dia e hora exata com o nosso encontro.. Ele ri, seu corpo movendo-se com ele. Ergo minha cabeça e descanso


meu queixo no seu peito. Dando-lhe um olhar de expectativa, ele beija minha testa, em seguida, deita novamente. —Minha

pequena

solucionadora

de

problemas.

A

noite

no

restaurante não foi a primeira vez que te vi. A primeira vez foi na casa de Brad na sua festa de inauguração. Você estava correndo ao redor certificando-se se toda a comida estava perfeita, enquanto todo o povo divertia e conversava. Tento me lembrar daquela noite. —Não me lembro de vê-lo lá. —Eu só entrei para dar a ele e Lila uma garrafa de vinho, em seguida, deixei-os, mas te vi. — Ele faz uma pausa pensativo, e espero. —Ouvi Brad e Drake conversando. Drake não é o homem que você precisa. Eu sou. Olhando para trás agora, eu já sabia isso, mas não queria reconhecer. Há algo especial sobre você, Aiden .. —Então, você ouviu Drake e Brad falando sobre o nosso encontro e o fez trabalhar até tarde para que faltasse? — Eu não tenho certeza se deveria estar assustada com isto ou totalmente hipnotizada por ele. —Não posso explicar o porquê, mas sim, fiz isso. Então, quando você apareceu no restaurante, me aproximei.— —E você sabia que eu era a pessoa certa para você? — Perguntei. —Não. — Meu coração afunda um pouco, mas espero ele continuar. —Foi apenas quando não te tive por quatro dias. Quando o teu cheiro no meu

travesseiro e

tua

presença em minha casa começaram a

desaparecer. Aí, só aí eu soube.


—Eu não tenho certeza se deveria estar chateada com o que você fez ou pensar que é doce. —Voto em doce. — Ele me ergue junto ao seu corpo para que os nossos rostos se alinhem e rola para que nossas cabeças fiquem descansando no travesseiro. —Foi o que aconteceu, você faria de outra maneira agora, Aiden?. A onda de calor me bate quando olho em seus olhos verdes da cor do mar, os que me ganharam no primeiro contato. Ele não mentiu para mim sobre isso e me disse tudo honestamente. Isso é o que preciso. Eu preciso dele. —Não, eu te amo, Mason. Seu sorriso é grande. —E eu te amo, Aiden.. —Isso é realmente real? — Pergunto, um pouco surpresa com a seriedade do momento. —Querida, isso é tão real quanto possível. — Mason se estica e segura a minha cabeça. —Eu não mudaria nada. — Seus lábios me tocam, e

concordo com ele. Mesmo tão louco como foi, não mudaria

absolutamente nada também.


CAPITULO 19 MASON —Drake foi embora de vez. — Eli me diz sentado à minha frente em meu escritório. —Ele embalou suas coisas e mudou de casa. Depois que conversamos com ele, não tenho dúvida nenhuma de que não vai voltar. —Você tem certeza? —Ninguém pode ter cem por cento de certeza, Sr. Dean, mas com os meus anos de experiência, acho que ele se foi para sempre. —Perfeito. E sobre este tal de Greg. —Depois de um olhar rigoroso sobre ele, não vejo qualquer motivo para preocupação. Ele pode incomodá-la por um tempo, mas não vejo uma ameaça. Há mais de uma semana que ele não fez nenhum contato com Aiden. Nossa conversa depois de escoltá-lo para fora do restaurante, parece ter feito o cara se situar. —Gosto das suas conversas. —É por isso que me pagam quantias robustas. — Ele sorri, algo que e não faz muitas vezes. —De forma geral, parece bom. Mantenha-me informado se alguma coisa mudar.. —Com certeza. — Ele sai e um peso é tirado dos meus ombros. Aiden


está segura e vai permanecer assim. O trabalho nunca acaba. Quando batem à minha porta, mando entrar e não olho para cima imediatamente, porque as últimas cláusulas do contrato que estou analisando estão quase resolvidas. O cheiro me atinge e levanto minha cabeça. Elizabeth está em frente da minha mesa com um vestido preto apertado, seu cabelo todo enrolado e rosto maquiado como se fosse sair para uma discoteca. Ela sorri sedutoramente e não é excitante, nem um pouco. Já se passaram anos desde que estivemos juntos e ela ainda age como se eu a quisesse. Fomos crianças explorando e nada aconteceu desde então. Nunca. —Elizabeth, posso te ajudar com alguma coisa? — Seu sorriso se alarga. —Eu quero o seu pau na minha boca. Minhas sobrancelhas se levantam. —Isso não vai acontecer e é completamente antiprofissional. —Você gosta do antiprofissional. Ouvi dizer que você tomou aquela mulher aqui no seu escritório. Vim para apagar a memória dela. Ela está ficando realmente louca. —Você precisa sair do meu escritório. Agora. — Eu a advirto


enquanto ela se inclina sobre a minha mesa, os seios praticamente caindo fora de seu vestido. —Você não quer que eu vá. Você me ama, Mason. —Não, eu não amo. — Rebato assim que a porta se abre. —Mason, eu ...— As palavras de Aiden são interrompidas enquanto estou parado em torno de Elizabeth, e eu vejo a dor e sofrimento atravessarem o semblante de Aiden. Ela já teve um idiota a traindo de modo que isto não pode parecer algo bom. Levanto-me da cadeira e contorno a mesa. Os olhos de Aiden encontram os meus e eu quero livrá-la da dor. Fazê-la desaparecer para sempre. —Aiden.— Começo, mas ela balança sua cabeça e seus olhos voltam para Elizabeth. —Você não entendeu a mensagem na outra noite. — Ela diz calmamente e me preparo tentando ver o que vai acontecer a seguir. —Ele não te quer. Olhe para você! — Elizabeth dispara de volta e eu fico ao lado de Aiden. Ela não me empurra longe, mas não me deixa falar nada. —Sim, por favor olhe para mim. Olhe para o homem ao meu lado. Você precisa seguir em frente. Eu não sei, talvez com o seu marido? Estamos entendidas. Acabou. —Ele me quer.


Aiden olha para mim. —Você a quer? —Não, Aiden.. Ela se volta para Elizabeth. —E…. —E nós temos uma história que não pode ser negada. — Elizabeth dispara de volta. —Há muito tempo atrás. — Eu digo. —E eu sou o seu futuro. Você vê aquela porta? Vá e não volte. —Vá, Elizabeth! — Ordeno. —Você sabe que nossos pais nos querem juntos. Com isso, eu rio. —Não, nossos pais não querem. Eles querem que sejamos felizes e isso não vai acontecer com a gente junto. Você já sabe disso há anos. Você está casada, Elizabeth. Eu nunca poderia confiar em você. Quando digo estas últimas palavras, Elizabeth se encolhe e lágrimas enchem seus olhos. Confiança sempre foi difícil para Elizabeth, mais sempre por parte dela, eu não tenho nada a ver com isso. —Você poderia. — Ela sussurra. —Elizabeth, não, eu não poderia. Não pude quando éramos crianças e ainda não posso. Você está aqui como um favor para o meu pai, mas depois disto, você está demitida.


Surpresa e choque chegam com força. —Você não pode me demitir. —Nós vamos ver com o RH, amanhã. —Eu vou processá-lo. — Ela diz, rapidamente. —Por que exatamente? — Pergunta Aiden. —Por lhe dizer que não quer estar com você? Por não aceitar seus avanços? O problema é com você, não com ele. —Aiden, você não pode atrapalhar. Nossos pais vão ficar com raiva. — Ela tenta. —Pode ser, mas sou adulto, Elizabeth. Eu pensei que você tinha entendido quando apareceu sem ser convidada na minha casa. Agora vem no meu escritório com isto. Eu não vou trabalhar assim. —Eu te amo, Mason. As palavras são como ácido nas minhas veias. Elizabeth não saberia o que é amor mesmo se ele batesse no topo da sua cabeça. —Não, você não ama. Está acabado, Elizabeth. Vamos discutir isto amanhã no RH. Seu rosto se transforma em pedra. —Não desperdice o seu tempo. Vou arrumar minhas coisas. Se é ela que você quer, então você não vale o meu tempo. Eu não digo nada, porque só quero que ela caia fora daqui. Depois que ela zomba de Aiden, que lhe dá um aceno de adeus, sai e


eu puxo Aiden nos meus braços. —Eu não estava fazendo nada, Aiden.. Seus braços vêm em torno da minha cintura e ela me dá um aperto. Ela se afasta um pouco e olha para mim. —Eu confio em você, Mason. Essas palavras são quase tão boas de ouvir quanto ouvi-la dizer que me ama. Eu a beijo forte e profundamente. Em seguida, a mostro o quanto essas palavras significam para mim.


EPÍLOGO MASON - SEIS MESES DEPOIS

—Mason, você tem certeza de que quer todas as minhas coisas aqui? Talvez eu devesse colocar algumas em um armazém. Aiden olha ao redor da minha casa, tentando decidir o que deve ser colocado em qual lugar. Honestamente, não dou a mínima para onde coloca suas coisas, desde que seu corpo esteja na minha cama todas as noites a partir de agora. Tem sido assim há muitas noites de qualquer maneira, e ela se mudar é a próxima etapa. No entanto, ela lutou comigo sobre isto. Minha mulher independente queria ter um espaço próprio apenas no caso de isto não dar certo. Porém, eu tinha certeza suficiente por nós dois, e aqui estamos dando este passo. Aperto a pequena caixa preta no bolso da calça. Logo, vou estar chamando Aiden de minha esposa. —Nós vamos criar espaço. — Digo a ela, vindo por trás e passando os braços ao redor de seu corpo. Ela treme, e caramba, eu amo isso. —Talvez eu devesse vender algumas coisas ou dar para caridade. —Querida, você pode fazer o que quiser. — Abaixo e beijo seu


pescoço, fazendo uma trilha até sua orelha. —Enquanto eu tiver você, nada mais importa. Ela se vira em meus braços, suas mãos chegando ao meu rosto. — Quando você ficou tão carinhoso? —Já fui chamado de um monte de coisas, mas carinhoso não é uma delas. — Ela se inclina e toca seus lábios nos meus. —Você é carinhoso para mim. —Só pra você. — Afastando, eu me ajoelho, tiro o anel do meu bolso, enquanto ela engasga. Abrindo a caixa, digo: —Aiden, não sabia o que era amor até que você entrou na minha vida. Nunca quero descobrir como é perder isso novamente. Você me dá a honra de ser seu esposo? Ela leva sua mão na boca e lágrimas enchem seus olhos. —Sim. Sim, Mason Dean. Um sorriso largo se forma nos meus lábios enquanto deslizo o anel em seu dedo, levanto-me e tomo sua boca. Então a levo para a cama e mostro exatamente o quanto eu a amo e quero que ela seja minha para sempre.


EPÍLOGO DOIS AIDEN CINCO ANOS DEPOIS

—Mason! — Eu grito tão alto quanto possível, enquanto me sento na cadeira de balanço, meu estômago se contraindo. Minha respiração vem e vai e sou incapaz de controlar. —O que foi? — Ele corre para o quarto e se ajoelha no chão. —Mamãe? — Nossa princesa de cabelo escuro vem atrás dele, como sempre, é a sua sombra. —O bebê está chegando. Eu já sinto a cabeça. — Digo num só fôlego, enquanto a pressão logo abaixo começa a piorar. —Eu não posso levantar, Mason. O que nós vamos fazer? O medo se acumula. Quando tivemos Ashlynn três anos atrás, tive alguns problemas. Nada horrível, mas na hora, estávamos com um medo terrível. Ela acabou nascendo perfeita, mas este menino dentro de mim não quer chegar dentro de um hospital estéril e agradável. Ele quer sair agora. —Merda. — Mason pega seu telefone. Eu o ouço falar, mas outra contração me atinge com força. Partes do meu corpo começam a esticar e puxar.


—Mason! — Grito e Ashlynn começa a chorar. Fazendo o melhor que posso, me acalmo. —Querida, mamãe está bem. Matthew só quer sair da barriga da mamãe. — Outra contração chega, e mordo meus lábios, tentando segurar o choro. Merda, com Ashlynn pelo menos tive uma maldita peridural. Esta merda de parto natural é para os pássaros. —Estou com medo! — Ela diz enquanto Mason a carrega para o lado. Ele entrega a ela um brinquedo e beija o topo de sua cabeça. —Eu tenho que ajudar a mamãe. Preciso que você fique aqui. Ok? —Tudo bem, papai. — Ela sorri como se ele fosse seu mundo, e eu não queria que fosse de outra maneira. Porque esse homem é meu mundo também. Mason ainda tem o telefone contra seu ouvido enquanto fala. —Abra as pernas. —Ele ordena. Logo que rolo meus olhos outra contração chega, e abro de novo. —A cabeça está saindo. Eu gemo enquanto Mason joga o telefone para o chão. Ele deve ter colocado no viva-voz, porque posso ouvir a voz de uma mulher. —Você precisa apoiar a cabeça e o pescoço do bebê. Quando a mãe sentir que tem que empurrar, diga a ela para fazer isso. Certifique-se de que você está lá para pegar o bebê e apoiar sua cabeça e pescoço, — a mulher ordena. —A ambulância está a três minutos daí. Eu clamo novamente quando meu corpo começa a se contrair. Eu sigo sua liderança enquanto Matthew Dean sai do meu corpo para os


braços do meu marido. —Eca! — Ashlynn diz e não está errada, mas ele é perfeito. Ele deixa escapar um gemido, e tudo o que posso fazer é sorrir. Mason coloca o nosso menino no meu peito, em seguida, corre para fora da sala, voltando com toalhas. Ele coloca uma sobre o bebê, limpa um monte de fluídos, mas, em seguida, deixa ele absorver meu calor. —Ele é tão bonito. — Digo, olhando nos olhos de meu marido com lágrimas caindo dos meus. —Lindo como sua mãe. Eu rio. —Ambos são lindos. — Eu olho para Ashlynn que tem uma expressão ilegível em seu rosto. —Vem aqui, menina. Ela se levanta de onde Mason a deixou e lentamente se aproxima. — Conheça Matthew. —Ele é nojento.— Diz, e Mason e eu rimos. —Tenho certeza que você vai dizer isto muitas vezes em sua vida. — Mason responde, ajoelhando-se. Minha família está ao meu redor. Amando-me. Amando uns aos outros. Quem teria pensado que ser deixada num encontro inútil terminaria em tanta felicidade. Eu não poderia pedir nada mais do que o que tenho na minha frente agora. Nós três agora nos tornamos quatro. E eu amo cada um deles mais do que as palavras podem dizer.


—Obrigada! — Digo baixinho para o meu marido. Um ligeiro brilho chega em seus olhos como se estivesse lendo minha mente. Ele estende a mão e toca as costas de Matthew e puxa Ashlynn pra ele. —Não, eu que agradeço. Nenhum homem poderia pedir mais nada. Você me deu tudo que nunca soube que precisava. Amo você. —Amo você também.

MASON

Olho para o meu menino, minha menina e minha esposa. Cada um deles são as coisas mais belas e preciosas que um homem poderia querer. Eles são minha vida. Eles são o meu futuro. Eles são meus tudo.

FIM


Conheça BRANTLEY JAMES em Set Up …Em breve ...


SOBRE O AUTOR Ryan Michele descobriu sua paixão em trazer personagens de ficção para a vida. Ela adora estar em um mundo imaginário onde tudo é possível, e ela tem um talento especial para emoções especiais que os leitores se surpreendem. Ela escreve MC, Contemporânea, Erótico, Paranormal, New Adulto, inspirada, e outros gêneros de romance. Quer se trate de motociclistas, Shifters Wolf, máfia, etc., Ryan gasta seu tempo certificando-se de que seus heróis sejam fortes e suas heroínas combinem com cada um. Quando ela não está escrevendo, Ryan é mãe e esposa, que vive na zona rural de Illinois, aproveitando a leitura em sua lagoa no sol quente.


A Billionaire Romance #1 Stood Up - Ryan Michele  

*Ser protegida nunca foi tão bom. Encontro às cegas é um inferno. Porque concordei com isso? A questão não interessa. Ele me deu um bolo! Si...

A Billionaire Romance #1 Stood Up - Ryan Michele  

*Ser protegida nunca foi tão bom. Encontro às cegas é um inferno. Porque concordei com isso? A questão não interessa. Ele me deu um bolo! Si...

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