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BAD BOY' S BRIDE


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BAD BOY' S BRIDE

Tradução Thay Revisão Inicial Mirsileny Rocha Revisão Final Lfrosa Leitura Final Mih /Luh Campanha Formatação Luh Campanha e Gabi


BAD BOY' S BRIDE

CICATRIZES DE AMOR QUEIMAM, SEDUZEM E NUNCA APAGAM ...

ANNA Essa foi a pior noite da minha vida. Ninguém me explicou por que fui despejada nesta casa decadente, ou quem é esse cara com a boca imunda. Tudo o que sei é que ele me quer, diz que sou dele, estou ignorando o meu instinto de correr desesperadamente. Quando ele me puxa para o seu abraço, quero sentir seu calor, sua força, suas tatuagens depravadas. Posso confiar nele? Posso confiar em mim mesma? Ou será que obedecer às suas palavras perversas confirmará todas as minhas piores suspeitas?

DAVID Tão doce, tão pura, tão confusa ... Eu quase me sinto mal por reivindicá-la. Quase... Pena que ela é uma Rossini e não me arrependo de fazer seu pai assinar nosso acordo. Eu sou um Strelkov, um assassino, um fora da lei e não acredito em nada. No instante em que minhas mãos as tocam, sei que fiz a escolha certa. Meus lábios doem quando não estão dentro dela. A vingança é um prato que se come quente, suado, fervendo de paixão e a noite com Anna vai ser especial. Sim, ela vai enlouquecer com o contrato de casamento. Mas vou fazê-la minha esposa em todas as formas: safadas, bonitas e permanentes que eu puder, mesmo que isso signifique acrescentar mais algumas cicatrizes à minha pele e ao coração de Anna.


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Limbo Anna Acreditavam que eu dormiria aqui? Neste lugar? A antiga casa, para onde meu pai me enviou, parecia estar cheia de mofo nas desgastadas paredes. Cada vez que me movia na antiga cama, as molas rangiam o que refletia a dor nos meus ossos. Nunca estive em um lugar tão patético, tão descuidado, e ainda não tinha uma maldita ideia do por que?! Meu pai nunca me dizia nada quando se tratava do negócio da família. Logo aprendi que a melhor coisa a fazer, era calar-me e escutar quando ele gritava as suas ordens. Agora, aos vinte anos, tinha idade suficiente para dá conta que as consequências por desobedecê-lo seriam muitíssimo pior do que apanhar... Amanhã, seria um dia melhor! Ele me prometeu que nada de mau me aconteceria aqui. A mesma coisa que sempre escuto... Certo! Uma sirene de polícia soava na distância, atravessando a noite com o seu som. Eu estava a anos luz de tudo o que conhecia enquanto crescia. O que estava acontecendo mostrava que papai tinha se metido em algo muito grave para deixar-me aqui, sem mais explicações, com o nosso chofer, Carbonari. — A segurança acima de tudo, Anna. Não deixarei que machuque a minha filha! Isto é para o seu próprio bem!


BAD BOY' S BRIDE Enruguei o nariz, recordando as palavras dele, e do seu grande abraço na biblioteca. Seus olhos nunca estiveram tão frios. O som vindo de fora da minha porta, fez-me levantar tensa. Estava preparada para muitas coisas, mas se houvesse ratos aqui... Não, não poderia ser ratos! Pareciam passos, pois rangiam. O que quer que fosse que estava lá fora era muito grande para ser um rato. Meu coração começou a pulsar, com força, enquanto ouvia as vozes baixas. Perguntava-me quão seguro realmente era este

lugar. A

vizinhança estava repleta de delinquentes drogados, um lugar bem conhecido, que a cidade tinha abandonado anos atrás. Claro, era esperado que os homens de papai estivessem lá fora, protegendo-me, mas se tivessem tirado um descanso para fumar um cigarro como faziam frequentemente? E o que seria pior, se eles fossem pegos por qualquer bastardo malfeitor, que chamava este lugar de lar? Neste momento, o peso que fazia a escada ranger parou. Alguém estava no meu andar. Minha porta foi aberta! Merda! Se havia uma coisa estúpida que queria ter arrumado nesta casa era a fechadura, pois não trancou quando forcei para que fechasse. Então, não havia uma linha de defesa entre os monstros lá fora e eu. A pequena corrente na porta não deteria ninguém. Estremeci, olhando ao redor em busca de uma arma. Uma enorme silhueta escura apareceu na fresta, espiando para dentro do quarto. Uma grande mão desenganchou a corrente.


BAD BOY' S BRIDE Fizemos nossos movimentos ao mesmo tempo. Um homem... sua sombra era grande para ser uma mulher — surgiu justamente quando eu acabava de arrancar o abajur da parede, apertando-o contra o meu peito. —Não se aproxime mais! —Gritei. —Você vai machucar-se. Não tenho medo de usar essa coisa! A sombra se deteve no pé da cama e riu. Um tom rico de barítono, profundo e inconfundivelmente masculino. Vi a sombra de seus braços se erguendo e apertando a nuca e flexionando os músculos. —Amor, não se incomode em forçar um único músculo! Não vai te ajudar! Vim pela promessa do idiota do seu pai! Rossini tem uma maldita dívida para pagar por eu ter salvado a miserável vida dele, e estou aqui para recolher o que ele me deve! O que o meu pai lhe devia? Ela? Jesus! Mordi o lábio. Meus dedos congelados pelo medo. Levantei o pesado abajur sobre a minha cabeça, mas ele escapou das minhas mãos, caindo no piso de madeira. Caminhando em minha direção, o desconhecido pegou o abajur, jogando-o contra a parede fora do meu alcance. Eu estava sem sorte. Não que eu tivesse muita para começar. As garotas sortudas não terminam em salas escuras, onde baratas se arrastam e com um homem que parecia gastar cada minuto do seu dia fazendo musculação. O corpo musculoso foi tudo o


BAD BOY' S BRIDE que eu pude ver na escuridão, quase total, antes que ele me agarrasse. Com a mão, tampou firmemente meus lábios cortando meus gritos. —Paciência, mascote! Porra, você cheira melhor do que pensava! Soltou minha boca, silenciando-me com sua risada maligna. —É virgem, como ele me prometeu? Meus olhos, quase saltaram da minha cabeça. Eu queria chutálo, mordê-lo, arranhá-lo, mesmo, que isso significasse minha morte. Não foi o medo o que me deixou brava. Era a porra do insulto! Queria gritar com ele e com papai por ter me enviado para este inferno. Meu pai deve ter tido uma boa razão para isso! Então, lembrei de seu olhar assustado na biblioteca. Ele tinha sido forçado a fazer isso. Tentava

desesperadamente

dar

sentido

ao

que

estava

acontecendo, envolvida nos braços enormes e musculosos desse estranho. —Bebê? Ou me responde ou vai jogar a noite toda comigo? — Deu a volta, empurrando as pernas contra a minha bunda. Senti a protuberância entre elas e engasguei. Deus me ajude! —Vá para o inferno! —Gritei. — Quem é você para perguntar-me isso quando acaba de conhecer-me? Não sou um pedaço de carne! —É sim, linda! —Falando no meu ouvido. — Por que acha que está aqui, Anna? Diga-me!


BAD BOY' S BRIDE Estremeci. Pelo que entendi, mesmo não querendo admitir, aquele bastardo estava ali porque havia um acordo acontecendo. Nenhuma outra coisa explica ele saber meu nome, ou por que os homens do meu pai tinham deixado-o entrar no meu quarto para levar-me. —Estou aqui porque meu pai ordenou! — Disse. —Faço o que é necessário pelo bem da minha família. —Ah, a família! Posso gostar disso. É pela família de merda que estou aqui também, alimentando minha luxúria em sua orelhinha fogosa. Sente bebê? Não? — Suas mãos arrastaram lentamente até minha cintura, apertando com mais força, parando perto do meu ventre. —Olha, estamos todos no mesmo negócio aqui, garotinha. Mas não na mesma equipe. Agora, cale a boca e me dê um beijo! Eu gosto de provar o que comprei antes de tomar posse completa. Antes que eu pudesse dizer algo, ele puxou minha cabeça. Seus lábios colaram-se aos meus. Eram notavelmente suaves, frescos e possessivos. Grunhi, empurrando minha boca contra ele e esticando o pescoço. A língua dele movimentou-se, aprofundando o beijo, que se tornou escorregadio, quente, excitante. Caralho! Meu corpo me traía. Comecei a relaxar, quando deveria estar resistido, me fundindo na loucura do meu décimo beijo. A lembrança dos últimos nove beijos de uma curta aventura com o filho de uma estrela de cinema no meu último ano de escola desapareceram.


BAD BOY' S BRIDE Isto era muito diferente, pois não podia ver quem diabos estava me beijando, mas sentia o seu fogo, a sua força. Seus lábios e língua me disseram que não estava beijando um menino. Estava beijando um homem grande e forte, perito, que deveria ser uns dez anos mais velho que eu. Jesus, por que seu sabor era tão bom? Fiquei doida com sua língua fazendo círculos. Na escuridão, uma risada rouca nos rodeou, convertendo-se em uma voz. — Caralho! Seu sabor é incrível, doçura! Puro! Com lábios como esses certamente sua boceta será o céu, o vinho e o néctar feitos para meus

lábios.

Abra

as

pernas,

bebê!

Agora

mesmo!

—Disse,

balançando os quadris contra mim. Retorci-me, uma vez que senti sua dureza. Minhas pernas abriram-se quando seus joelhos as separaram, fazendo um perfeito espaço para que ele colocasse sua mão até minha coxa nua. Talvez pudesse tê-lo detido, se estivesse vestindo algo mais que este vestido de noite fino. Idiota! Teria empacotado mais roupas se soube o que estava por vir. Mas tudo o que tinha era uma roupa de dormir e algumas poucas peças na minha pequena mala neste estranho e novo inferno. O calor pulsava em mim, deixando-me tonta e excitada. Tão quente! Tão úmido! Tão louco, que estava me assustando. Jesus! Quem era ele? O que ele estava fazendo comigo? Comecei a tremer nos braços dele, que por um segundo, aliviou


BAD BOY' S BRIDE o toque, movendo com cuidado um dedo, para cima e para baixo na minha calcinha úmida. Então, perdi meu medo. Ele grunhiu, respirando no meu ombro nu, beijando e mordendo minha pele, enquanto os dedos moviam o tecido para o lado. Esfregou minha umidade de cima para baixo, na minha vagina com perfeito equilíbrio. Meu cérebro desligou, enterrando a vergonha e fazendo arder o prazer que me devorava. —Isso, amor! Abre sua doce boceta para mim. Só vai doer um pouquinho. Já obedeceu ao seu estúpido velho, não? Vai obedecer-me também! —Ele empurrou seus dedos contra mim um pouco mais rápido, com mais força, detendo-se sobre meu clitóris. —É uma garota sortuda! Na verdade, quero desfrutar disto com lentidão e saboreá-la. A primeira garota, em muito tempo, à qual não tenho que simplesmente jogar no colchão e foder como uma puta. Tem que ser especial! Só não deixe isso subir à sua cabeça, pois não recitarei poemas antes de te foder! Bastardo! Perverso! Homem estranho... Choraminguei, mas as palavras não o feriam enquanto tentava dizê-las entre os meus gemidos. Não pude pensar com clareza quando ele começou a fazer círculos no meu clitóris, agitando mais as chamas, as sensações correndo pelo meu corpo. Tropecei. Quando caí, ele me segurou. Sempre pensei que as pessoas faziam sexo na cama, ou talvez na ducha. O estranho me provou que estava equivocada, sustentando-me de


BAD BOY' S BRIDE pé, com uma mão ao redor da minha cintura, segurando-me contra seu torso duro como uma rocha, beliscando e dando golpezinhos no meu clitóris, como se conhecesse meu corpo. Nunca imaginei que o primeiro toque que eu receberia de um homem seria desta maneira tão estranha. Meu pobre cérebro explodiu. Em menos de um minuto minha respiração ficou irregular por causa do feroz e dilacerador orgasmo. — Isso mascote! Goze como nunca fez antes. É bom que se acostume a isso. Se escutar tudo o que eu digo como uma boa menina, vai ter muito mais! Não deixou de acariciar-me, enquanto falava entre os dentes, diretamente em meu ouvido, acelerando o fogo que consumia cada polegada de mim. Mordi a língua, lutando por conter meu arquejo e os gemidos que sacudiam minha garganta. Ser violada por um estranho já era bastante ruim. A única coisa pior era deixá-lo escutar o quanto estava apreciando, embora acreditasse que ele soubesse, pela forma com que meu corpo inclinou-se para ele, desejando seus músculos. Meu Deus!Quem era ele? Ouvi uma risada baixa, enquanto minhas pernas relaxavam e o prazer ofuscava minha visão. — Agora me dê um sabor da carne que estive acariciando... Seus braços me sustentaram pela minha cintura, enquanto ele caia de joelhos. Antes que pudesse entender, o rosto dele estava em minhas coxas.


BAD BOY' S BRIDE —Espere! —Gritei. — Não podemos fazer isto. Tudo está acontecendo muito rápido. Tão rápido. Eu nunca fui... —O quê? Foi lambida e chupada até que subisse pelas malditas paredes? Está me dizendo que nunca teve um homem afogando-se em sua pequena boceta inchada com a língua?—O queixo dele moveu-se contra minha coxa, e percebi que ele estava se divertindo, enquanto eu negava com a cabeça. — Caralho bebê! De verdade é uma virgem. Pelo menos o idiota cumpriu sua promessa! Um braço liberou minha cintura e foi para baixo, enviando mais tremores pela minha pele. Ele chegou à minha frente, passando os dedos sobre a mesma coxa que usava como apoio para sua cabeça, e depois cobriu meu montículo. Apertou-o, suavemente com seus dedos ásperos moldando por cima de minha calcinha empapada. —Cada polegada desta maldita carne, agora é minha, entendeu? Minha! Sou o único que te diz o que fazer com essa boceta, e a hora que eu quiser! Outro grunhido. Outro apertão. Balbuciei, tentando encontrar as palavras para resistir e falhei, quando o polegar tocou meu clitóris através do tecido. —Quero ensinar-te, Anna! — Gemi, e então, ele continuou. — Seja agradecida, pois estou te fazendo um favor. Nós vamos levar isso com calma, a não ser que comece a lutar. Direi apenas uma vez, não tenho muita paciência com esta merda! Se lutar, ou tentar afastar-se essa boceta de mim vou agarrar a porra do telefone rapidamente. Vamos chamar seu velho para que escute tudo, enquanto te fodo.


BAD BOY' S BRIDE Dei um grito abafado. Primeiro de horror e, em seguida, pelo prazer que me fez suar e gemer, enquanto o polegar fazia o trabalho rapidamente. —Caralho! Então. Não. Enfureça-me. — Disse, moendo meu clitóris duro. —Iremos gostoso e devagar, sempre e enquanto se comportar. Agora, abra as pernas um pouco mais. Depende de você como isto termina. Bastardo! Apertei as minhas pernas com força, mas mesmo assim não deixaram de tremer, quando ele acariciou fortemente meu clitóris, movendo o dedo, torturando-me. Caralho! Isto era pior do que eu pensava, mil vezes pior! Realmente, ele não chamaria o meu pai... Não é? O comportamento dele dizia que não hesitaria em matar se fosse necessário, e tive a sensação de que isso se estendia ao papai. Porra, possivelmente, também para mim. Estiquei o pescoço e olhei o teto. O calor e o desejo me faziam deixar minhas pernas mais abertas para ele. Mais golpes profundos me premiaram, moendo e girando até que ele parou bruscamente. Sua mão foi para cima segurando minha cintura. Ofeguei, quando ele puxou minha calcinha até os joelhos, e logo empurrou o rosto entre minhas coxas. A surpresa foi tanta, que quase caí, mas ele me manteve estável com um braço ao redor da minha cintura. Sua língua lambeu minha boceta, provocando-me uma sensação diferente de qualquer outra que já senti na minha vida.


BAD BOY' S BRIDE A língua era muito melhor que os dedos, e especialmente, a língua deste homem. Meus quadris arquearam, enquanto ele lambia com mais força minha vagina, lambendo uma e outra vez. Logo, estava delirando enquanto uma completa loucura instalava-se em mim durante o êxtase. Não podia pensar. Não podia respirar. Não havia nada a fazer senão entregar-se à traição suja do meu corpo. O desconhecido detectou a mudança em mim. Empurrou, aprofundando suas lambidas em meu clitóris, mantendo sua promessa. Ele não podia falar com sua língua trabalhando desta maneira. Mas podia sentir cada golpe de urgência da sua língua, seu poder sobre minha boceta. — Dê-me isso bebê! Se comporte como a porra do brinquedo que é! — Meu corpo o ouviu, e obedeceu rendendo-se. Minhas coxas apertaram-se contra as bochechas dele. Isso não o deteve nem um pouco. Empurrou mais o seu rosto com um gruído, sustentando-me enquanto meu corpo explodia. Gritei —sim, gritei— deixando que a onda passasse através da minha boceta que era ordenhada por sua boca. Seguiu lambendo, enquanto eu gozava em um ritmo constante através da explosão. Porra necessitava de algo para agarrar. Era demais.


BAD BOY' S BRIDE Alcancei seus ombros me inclinando para trás, apertando minhas pernas tão forte quanto podia, enquanto o fogo me arrasava. Dava-lhe o orgasmo que ele queria isso me fez muito mais prisioneira que seus grandes músculos ou qualquer acordo com a minha família concluiu. Meu prazer foi tão intenso que chorei. Não me dei conta até que me perguntei por que estava tão ofegante. O aperto do desconhecido desvaneceu, e seu rosto se foi, mas eu o ouvi lambendo os restos do meu orgasmo nos seus lábios. Saltei da cama. Desta vez, ele não me deteve. Subi minha calcinha que estava na altura dos joelhos se arrumei meu vestido. Quando virei em sua direção, ele estava novamente de pé. —Tem algo mais para vestir? Inclinei minha cabeça de repente agradecida pela escuridão. Não havia nada que me impedisse de chorar, ele não podia ver minhas lágrimas. —Sim tenho alguma coisa. Estava com pressa quando fiz as malas e só coloquei o básico. Não esperava ficar aqui muito tempo... Fez um rápido movimento com a cabeça. —Tem razão! Tire essa roupa e eu a ajudarei. Estou feliz com o seu gosto, mas temos que ir. Não há nenhuma necessidade de passar um momento a mais nesta pocilga do que o necessário. Está bem, idiota, pensei olhando através da escuridão, sem ver seu rosto.


BAD BOY' S BRIDE Senti seus olhos em mim, enquanto andava pelo quarto procurando a minha bolsa. Ele limpou a garganta. —Droga, Anna! Não seja tão tímida. Também não posso ver nada nesta escuridão. Mas senti o suficiente com as mãos e a boca para saber que é gostosa, melhor que as cadelas desesperadas do cassino... Parou como se tivesse falado demais. Não que eu me importasse. O jogo era um vício menor na lista, pois sabia que meu pai era dono de coisas muito piores. —Ande depressa! Esperarei lá fora! — Grunhiu seguido pelo som das suas fortes pisadas deslocando-se para o corredor. Retirei o vestido maltratado, demorei uns minutos a mais, amaldiçoando me em silêncio cada vez que eu errei ao tentar vestir minha calça jeans e um suéter. Graças a Deus não meus sapatos não precisam ser amarados. Quando ouviu meus passos apressados atrás dele, voltou-se, tratando de alcançar minha mão. —O carro está lá fora. Entre e não olhe para trás. Vou ter um dos meus homens vigiando você. Vai passar um pouco de tempo antes que nos encontremos de novo. Não muito, entretanto. Fiz uma careta tentando ver seu rosto, perguntando-me se ele estava passando a língua por seus lábios, a mesma que utilizou para fazer-me gozar. Era estranho e aterrador isto ter acontecido sem nem sequer vê-lo.


BAD BOY' S BRIDE Não deveria ter importância. O que importava como ele era? Não me disse nada sobre ele até agora, e esta estúpida escuridão só o tornou pior. Soltou a minha mão. Estávamos quase na escada quando abri minha boca. —Sabe meu nome. Não é justo que deva saber o seu? Ele parou. —David. Não precisa saber mais do que isso. Agora, siga-me cuidadosamente nestas malditas escadas. E eu segui. Demorou cerca de um minuto para descer as escadas. Surpreendi-me por não termos escorregado e quebrado nossos pescoços. Fomos para a porta. Na metade do caminho, na pequena entrada da cozinha, apareceu uma nova sombra. Gritei quando uma mão se estendeu para a minha cabeça e agarrou meu cabelo, quase me arrancando das mãos de David. —Vocês ladrões filhos da puta! —Não entendi o que ele estava dizendo. O fôlego do homem cheirava mal, e licor barato e vômito rodavam através de seus dentes podres. —Onde está, cadela? Tomou, não é verdade? Onde está à porra do meu vidro, sua pequena estúpida... Grunhindo, David disparou através da escuridão. Ele estava em cima do homem, e um segundo mais tarde, os punhos e os pés se desfocavam na escuridão, enquanto golpeava a sombra fraca no chão. — Ai! Ah, porra, homem! Pare! Não foi minha intenção fazer mal,


BAD BOY' S BRIDE não sabia que foi... — Outro golpe esmagou seu crânio. —Drogado de merda! Se tocar nela outra vez, você morre isso se não sangrar até a morte aqui, no chão. O que não é a porra do meu problema! Meu coração pulsava com força na minha garganta. Se houvesse alguma luz filtrando pelas janelas poeirentas veria sangue por toda parte, e nos enormes punhos de David enquanto ele se levantava. David limpou as mãos nas calças durante vários segundos e, em seguida, agarrou-me de novo. Desta vez, não havia nada que o parasse enquanto me empurrava para fora. Finalmente, pude ver os mais débeis contornos. Ainda estava escuro, mas vi os becos e casas na rua, como também o sedan negro esperando por nós. Não havia nenhum sinal dos dois guardas que meu pai enviou para mim. — Coloque-a no carro — grunhiu David, e me deu um suave empurrão para um homem que saiu do assento do passageiro. —O que aconteceu lá dentro? —Disse o homem assustado para seu chefe. — Fez uma merda muito boa, Boris. Você também, Nikolai. Disseram-me que a porra da casa estava vazia! —Disse ele, respirando rápido — O que estavam fazendo aqui meninos? Brincando com seus pequenos pênis? Um drogado imbecil conseguiu pôr suas mãos malditas nela, antes que eu chutasse o crânio dele! —Porra! Porra! — Repetiu Boris. —Realmente, sinto muito D. O rato deve ter se escondido. Os meninos do Rossini disseram

que

limparam

a

área

antes

que


BAD BOY' S BRIDE chegássemos. Esses pequenos drogados estão por todo o bairro, e aparecem do nada... Vi o único homem que já teve suas mãos e sua boca em mim, fazia menos de uma hora, dar um soco novamente. Desta vez, só um soco. O golpe deixou Boris cambaleando até parar com os braços sobre o capô do carro. Parecia que estava tentando respirar antes de nos olhar novamente. —Desculpe, D! — Já falei para não desculpar-se. Se você está arrependido significa que fez asneira em vez do que pedi! —Olhou-o, inclinando-se como um severo professor castigando um aluno. Perguntava-me aonde isso chegaria. Jesus, não sabia como eu ainda estava de pé depois de tudo o que tinha acontecido na última hora. Uma forte sirene de polícia soou através da noite mais perto do que as que tinha ouvido pela janela. David me deu uma palmada. —Vamos! Não vamos perder mais tempo. Temos o que viemos buscar. —Sem mais, Boris me ajudou a entrar na parte detrás e sentou ao meu lado. Na frente, David sentou junto ao outro homem, provavelmente, o chamado Nikolai. O carro não tinha uma separação, mas tinha um painel de vidro escuro entre os assentos dianteiros e traseiros. O que me deixava ver somente as sombras deles.


BAD BOY' S BRIDE Não me sentiria tão horrível se tivesse conseguido ver o rosto dele ao menos uma vez.


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Ressentimento David Assim que percebi que ela estava dormindo na suíte principal, fui para baixo para uma merecida bebida. Caralho! Esperava sentir uma grande dor de cabeça atacando o meu crânio quando tivesse em minhas mãos a filha do velho Rossini. Mas não esperava que meu pênis se mantivesse ereto no meu jeans três horas mais tarde, selvagem e com as bolas azuis, estava acostumado a ter qualquer garota que quisesse. Eu sabia que tinha que desfrutar da boceta e da boca de Anna, humilhando o filho da puta, pois o pai dela saberia o inferno pelo qual a sua filha preciosa estava passando. Mas pensei que seria mais fácil tomá-la ali, na escuridão, de modo áspero e descuidado, empurrando meu pênis na garganta dela, não me importando se ela conseguisse respirar. O problema era que eu queria levar as coisas com calma. Nem sequer tinha visto a garota ainda. Quero dizer, não a conhecia em carne e osso. Já a tinha visto em fotos, mas as imagens nunca fazem justiça a ninguém. Fiquei olhando o retrato do meu grande tio Ignatiev, enquanto bebia minha vodca. —Za Vai. —Levantei meu copo, murmurando um brinde e bebi. Para você, tio. Essa, era uma das poucas frases completas que conhecia na antiga língua.


BAD BOY' S BRIDE O último Strelkov que falava a língua com fluência morreu com o patriarca, olhando para mim. Meu irmão, Víctor, foi morto no mesmo ataque. A vodca rasgou minha garganta. Coloquei o copo sobre o balcão, e fiquei perto da lareira, tentando parar os espasmos do meu pênis. Se esta merda não ficasse parada, não seria capaz de esperar até amanhã para mostrar a ela o que estava por vir. Pois, acabaria correndo para o quarto, jogando o acordo em sua cara e aspirando seu corpo delicioso. Além disso, queria ver como ela reagiria quando finalmente me visse. Sorri, e isso me trouxe más lembranças. A garota se banquetearia com cada polegada de minha pele dura e tatuada, quando a reclamasse. Todas as cicatrizes, as mãos, tudo, antes que a fizesse envolver as belas pernas ao meu redor e a tomasse profundamente. Os idiotas dos Rossini mantinham a tradição ainda mais forte do que nós. Seu papai nunca a deixou sair em, mas companhias e muito menos foder. Lembro da forma que o bastardo tinha retorcido o corpo quando coloquei a faca em sua garganta disse-lhe que se quisesse salvar sua vida de merda, ele seria obrigado a assinar o acordo. Juntei minhas mãos e estalei meus dedos. A sensação me fez recordar dos ossos do maldito drogado esta noite. Sim, fiquei louco por um erro de Boris. Então que tipo de chefe seria, se não o corrigisse? Mas mesmo assim, gostei de surrar o idiota drogado isso me fez relaxar antes de voltar a dirigir os negócios amanhã. Além disso, necessitava de um pouco de distração para


BAD BOY' S BRIDE aliviar a urgência primária que palpitava em mim. Sentia-me como um animal desde que apertei meus lábios nos dela. Porque se não tivesse algo para distrair-me, ficaria louco amanhã, quando fizesse Anna entender, exatamente, por que ela ficará aqui para sempre.


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Deveres Impossíveis Anna Nos meus sonhos recordei a última vez que vi meu pai em casa, antes que ele me dissesse para fazer uma pequena mala e depois me levassem para longe, a uma parte da cidade que não pertencia aos Rossini. —O que foi papai? O que aconteceu? —Eu estava assustada no momento em que o vi no escritório. Nosso mordomo, Rocco, tinha me chamado dizendo que meu pai queria falar comigo. Era estranho encontrá-lo ao anoitecer, mas ele me esperava no escritório, com o notebook fechado, ocultando cuidadosamente o mundo que sempre manteve afastado de mim. Agora, ele olhava para mim diretamente com um olhar doente em seu rosto seus lábios contraídos em uma linha fina, parecendo que levou uma surra. Depois, notei hematoma na mandíbula e a marca fina descolorida ao redor do pescoço. — Preciso da sua ajuda Anna, e a família também. —Ele ficou de pé, trêmulo, mancando até mim. Tentei pegar suas mãos, mas ele não deixou. —Deus! O que está acontecendo, papai? Você está terrível! Está me assustando... — Cometi um grande erro de cálculo... Um dos negócios da família não ocorreu do modo esperado, e agora, estou com problemas. Tudo pelo que está família esteve trabalhando, está


BAD BOY' S BRIDE em risco. —Ele baixou a cabeça, e logo levantou o olhar, apertando o queixo com força para manter a compostura. —É a polícia? Papai, você vai ser preso? Ele sorriu e negou com a cabeça. —Se fosse tão simples assim. Não, a lei não sabe de nada. Escute minha Annaliza, preciso da sua ajuda! Dói-me dizer, mas saiba que eu não faria isso se tivesse outra opção. Meu coração saltou. Ele estava me envolvendo nos negócios? Que porra estava acontecendo? Aproximei-me de novo. Por fim, ele deixou que eu segurasse as mãos dele e as apertei, enquanto cruzávamos o escritório para nos sentarmos no pequeno sofá de couro. —Esta noite, preciso que arrume algumas mudas de roupa e vá com o motorista. É necessário que parta por um tempo Anna, e isso é tudo o que posso fazer para mantê-la a salvo. —Abri a boca para protestar, mas ele levantou uma mão. — Não discuta comigo menina! Isto não é negociável! Só estou falando isso com você, porque quero que me dê sua completa cooperação. —Isso é obvio! —Disse a ele depois de vários segundos. —Boa garota! Isto é para mantê-la a salvo, e limpar o caminho, para que eu possa trabalhar e corrigir este engano que cometi. Quando as coisas estiverem resolvidas, poderá voltar para casa outra vez. Entenderá mais tarde. Só saiba que tem o meu amor e o meu agradecimento. Não vou deixar que termine desta maneira, prometo.


BAD BOY' S BRIDE Ele agarrou minha mão entre as suas e a apertou firmemente, colocando-as sobre meu coração, como sempre fazia. Tentei não enche-lo com as perguntas que zumbiam na minha cabeça. Assenti com desânimo, perguntando-me o que ele queria dizer com não deixarei que termine desta maneira? Abraçou-me forte como nunca tinha feito. Quando se afastou, seus

olhos

estavam

frios,

determinados,

como

se

estivesse

negociando, em vez de abraçar sua filha. Será que o senti tremendo um pouco enquanto me sustentava? Ele me deu um beijo no rosto e fui para o meu quarto arrumar algumas coisas na bolsa e logo desci para o carro, que estava me esperando. Estava tão apressada, que fiz um trabalho de merda ao separar as roupas. Não conseguia aceitar que meu pai me mandasse para longe assim, e não entendia o comportamento dele. Era como se ele esperasse nunca ver-me novamente, mesmo tendo dito ao contrario. A

culpa

em

seus

olhos

escuros

sussurravam

desculpas

constantes, arrependido por enviar-me para o diabo. Despertei com chá e uma bandeja de frutas com torradas e geleias de vários tipos, tudo disposto desordenadamente em uma bandeja de prata. Bem, apesar da merda que era essa situação, pelo menos o quarto era decente. Qualquer coisa era melhor que aquela casa horrível. Lancei-me para a comida, dando-me conta da fome que sentia depois da loucura das últimas vinte e quatro horas. Para falar a


BAD BOY' S BRIDE verdade, não me agradava aceitar algo do misterioso David, mas uma garota tinha que comer. Ontem à noite, tinha encontrado um guarda roupa completo. Uma ampla variedade de vestidos, calças jeans, camisas e suéteres, de roupas aceitáveis a estilos que não vestiria nem morta. Alguns trajes eram de um tamanho muito grande, mas quem tinha escolhido, esteve perto de acertar o meu tamanho. Enruguei o nariz, olhando as roupas não desejadas, iluminadas pela claraboia no teto. Sim, o armário era tão grande que deixaria o do meu quarto, na casa do papai, envergonhado. Por fim, decidi usar uma roupa confortável, um suéter de manga larga com listas e jeans. Toda a roupa no armário foi escolhida para chamar a atenção, mas eu estaria condenada se usasse uma das saias curtas ou roupas com decote, aparentemente, distribuídas na parte da frente para tentar-me. Não funcionaria. Não sairia do meu estilo para agradar ao meu captor. A forma como meu corpo reagiu na noite anterior ainda me deixava confusa, fazendo minha cabeça girar de uma maneira que estava com medo de entender. Uma ducha rápida ajudou a limpar o meu corpo e o cérebro. Talvez pudesse sobreviver aqui, se ele não me coagisse outra vez. Estava começando a compreender a situação: tratava-se de uma questão de reféns, uma guerra entre famílias rivais, na qual a minha família tinha perdido. O quer que papai esteja planejando, eu esperava que o proprietário desta casa e seu estúpido cartel ou máfia ou o que caralho fosse, terminasse bem destruído.


BAD BOY' S BRIDE Eu não queria fazer parte disto. Nunca quis ser afastada de tudo o que conhecia, e ser arrastada para uma prisão porque essa a casa era a minha prisão. E presa ou não, ia fazer o impossível para sobreviver aqui. Sou uma Rossini, maldição! Ninguém brinca conosco! Não me importa quem este homem pensa que é, ou como ele usa seus punhos e pênis! Ele não me vai quebrar-me! Nunca! Aproximei-me da porta, revigorada e decidida. Estava esperando que a porta estivesse fechada quando girei a maçaneta, mas não estava. Facilmente, saí para o corredor comprido e elegante, em direção à escada que conduzia ao piso principal. —Bom dia, mascote! Dei um salto quando estava quase na cozinha principal. Nem sequer o tinha visto na sala enorme com lareira. Apenas atravessei a sala. Girei e o vi, por fim, sentado como um leão, em uma grande cadeira de couro. As

mãos

de

David

estavam

dobradas,

acentuadas

por

abotoaduras de prata brilhantes, conectadas a um traje cinza fino. Os botões de metal, nas suas mangas, eram tão elegantes e afiados quanto os olhos dele. Ofeguei quando o vi. Finalmente! Era tão bonito como temia, mas havia muito mais que isso. Seu cabelo preto chegava ao pescoço, como cobras negras o protegendo. Cada parte dele tinha sido esculpida em pedra, e uma cicatriz de três linhas notáveis marcava uma


BAD BOY' S BRIDE bochecha, como se ele tivesse sido rasgado no rosto por um tigre. Como seria a saudação apropriada para dizer a um homem que te reduziu a uma massa tremula de luxúria, medo e repulsão? —Venha cá! Sente-se ali! —Disse ele, referindo-se à cadeira vazia na frente dele. —Há algo que preciso mostrar-te. Colocou a mão no assento, junto ao dele, enquanto eu fazia uma careta, acalmando-me e me sentando a sua frente. Era o assento certo, para um homem grande como ele e apesar de não ser a garota mais fraca ou a mais baixa, ainda me sentia como uma anã naquela cadeira de couro frio. David estendeu a mão, empurrando uma pasta fina e negra para mim. Ao ver que não a peguei imediatamente, agitou a pasta com força no ar. —Demore o tempo que precisar para revisá-lo com cuidado, bebê! Não há como voltar atrás. Seu velho já assinou. Era um longo contrato. Comecei a ler as primeiras palavras, algo a respeito de um matrimônio aprovado pelo estado de Nova Iorque. Havia algo a respeito de uma filha que não estava plena de suas faculdades mentais também. No final, havia o carimbo do cartório e três linhas assinadas. Uma delas era de David, a letra enorme e imponente como o resto dele. Ao lado, estava a assinatura familiar do meu pai. O sangue pulsava quente em minhas têmporas quando cheguei à terceira assinatura. Quando vi uma imitação horrível da minha própria assinatura, quase desmaiei.


BAD BOY' S BRIDE — Custou caro pagar o idiota que fez isso para nós. A boa notícia é que eu e seu velho somos ricos. Os funcionários do Estado são uns ambiciosos filhos da puta quando se trata de arriscar seus pescoços para apoiar falsos casamentos. —Ele fez uma pausa, enrugando os lábios de insatisfação. —Não, isso não está certo, não é? Não há nada falso nesta porra! O maldito Estado reconhece que você é minha noiva, bebê, e também seu velho. O último a descobrir foi você! Minha visão ficou turva. A sala fora de foco, até que não pude ver nada, exceto a grande sombra diabólica sentada ali. Minhas pernas não me sustentaram mais. Caí no chão, e ele me pegou. Ele estava sobre mim em um instante, puxando meu corpo inerte pelos ombros, me embalando no peito. —Você... Não fez! — Minha voz, rouca e aterrada. — Não podemos estar... —Casados? Caralho se não podemos, Anna! E estamos! Terá que acostumar-se com isso. Toda minha energia ressurgiu. Resisti em seus braços, dandolhe cotoveladas, gritando. Mas ele era muito forte, muito rápido, e facilmente frustrou meus esforços, do mesmo modo que um homem adulto repele os golpes fracos de uma criança. —Se acalme de uma vez, bonita! Estou lhe fazendo um fodido favor! Melhor que consiga acalmar-se. — Riu. — Vá em frente! Tente chutar-me nas bolas. Nada como uma luta real para chegar à verdade.


BAD BOY' S BRIDE Eu me contorci nos seus braços várias vezes. Logo, afrouxei de novo, dando-me conta que meu corpo estava tão fodido que não queria passar mais tempo lutando. Não conseguia reunir a vontade de gritar, de arranhá-lo, e menos ainda, de chorar. —O que acontece, amor? —Perguntou-me, depois de um minuto de calma. — Está aceitando isso melhor do que eu pensava. Ou pode ser que talvez, apenas talvez, casar comigo não seja realmente uma sentença de morte? Bastardo! A necessidade de cuspir, morder e apunhalar estava de volta, mas me mantive sob controle. —Nunca vou ser sua mulher! — Disse a ele, com frieza. —Vá em frente e finja! Use-me como um peão neste seu jogo doentio que nunca pedi para fazer parte. Não sei qual é o seu problema com meu pai, mas não é o meu! Se for ferir-me ou violar-me, contra minha vontade... Então é tudo culpa sua! Esperava que grunhisse, talvez até que me esbofeteasse no rosto. Mas não esperava o riso cruel, trovejando nos meus ouvidos. —Faça o que quiser menina! É minha mulher, aceitando isso ou não! Não me importo um caralho se vai lutar e dizer-me o menino mau que sou. Casei-me com você porque não quero que nossos meninos cresçam como bastardos. Fiquei sem ar. Meninos? Este louco estava realmente falando sobre ter um bebê comigo? —Espero que chore tudo o que tem para chorar de uma vez, mascote! Não vai atrasar-me em absolutamente nada!


BAD BOY' S BRIDE —Do que está falando? Atrasar o quê? — Espetei. David me segurou contra o peito, desta vez com mais força. A mão dele desceu pelo meu lado, pressionando sobre o meu suéter. Não parou até que sua pesada mão deu uma palmada na minha coxa, dando um possessivo apertão. Um perigoso calor me inundou, a raiva e o desejo se mesclando na dança que eu desprezava. Foi quando ele deu a minha resposta antes que eu abrisse a boca de novo. Não! Por favor! —Vai cumprir seus deveres como uma boa esposa, e farei o meu da mesma forma, como seu legítimo marido. Temos certas tradições que respeitamos aqui, Anna. Porra, elas significam mais para mim que respirar! Vai perceber isso rápido! —Suspirou seu hálito quente em meu pescoço, seus lábios a poucos centímetros de minha pele. — Nada vai impedir-me de foder você com força, amor! Nada! Este pequeno contrato me dá todos os direitos e privilégios que um marido merece, e não vou deixar passar nada! Pode lamentar o quanto quiser, mas em algum momento, nas próximas vinte e quatro horas, estarei afundando minhas bolas dentro da sua pequena e doce boceta. Então vai entender. Depois de ter meu pau em você, nunca será capaz de imaginar outro homem te tocando, a não ser eu. Merda!

Fiquei

olhando,

profundamente

nos

olhos

dele,

perguntando-me, se isto, seria alguma brincadeira de um bastardo doente. Não havia diversão em seus olhos. O psicopata bonito me segurando estava mortalmente sério.


BAD BOY' S BRIDE Tentei manter a respiração calma. Não foi fácil, pois a luxúria estava tornando se insuportável, com a mão dele tão perto de onde eu o queria. Eu o desejava, um homem que encheu meu coração de desprezo. Ele se afastou com um movimento brusco, me desequilibrando. Tentei me apoiar na cadeira, mas cai de joelhos. — Vou lhe dar o dia para que se acostume a esta casa e mantenha a cabeça focada. Enxugue esses olhos!—Disse, dando um passo para trás, Apontando-me o dedo. —Esta noite bebê, será só você, eu e uma cama. Bem-vinda, a sua grande lua de mel! Não soube quanto tempo fiquei ali. A porta foi fechada e fiquei com a cabeça caída, contra o meu peito por um bom momento. Meu estômago estava revolto, minha cabeça palpitava e meu coração estava rasgado em pedaços. Caralho, papai! O que você fez comigo? Estava começando a odiar meu próprio pai, mais que a David e suas doentias promessas. Seus negócios eram mais importantes do que a sua filha? Ele devia ter uma ideia do que tinha feito para mim. Imbecil! Meu cérebro queria que alguém pagasse que eu pudesse descarregar meu ódio e irritação. Com quem eu estava lutando? Porque me enviaram para as garras deste animal sem nem sequer uma explicação? Meu pai assinou os papéis ele mesmo, junto com David para


BAD BOY' S BRIDE dizer ao Estado que eu não era competente, falsificou minha assinatura para renunciar-me, meu próprio maldito pai! Meu estômago revolveu. Prometi que não importa que aconteça, eu não ia vomitar. Não ia deixar que todo este mal chegasse à minha cabeça. Pela primeira vez olhei ao meu redor, procurando uma fuga. Não podia depender da minha família, do meu sangue ou da riqueza dela. Tinha que afastar-me de David, e tinha que fazer tudo eu mesma. Endireitei minha roupa e ignorei a tensão que atava meus intestinos. Caminhando pela casa, evitei os empregados o melhor que pude. Havia poucos limpando, inclinados sobre as plantas e balcões em diferentes partes da casa, fazendo diligentemente seu dever. Os que olhavam para mim murmuravam timidamente algo que parecia ser russo, e me ignoravam voltando para suas funções. Ninguém se importava que eu estivesse aqui. Ninguém, exceto meu traidor pai e a besta que rondava neste imóvel. Se pudesse evitar os dois, então talvez tivesse uma oportunidade. Caminhei por todo o piso principal, mais de três mil metros quadrados, olhando através de várias salas. As portas principais que davam para um formoso jardim estavam todas fechadas, bloqueadas e armadas com um sistema de segurança cuja luz piscou quando forcei a fechadura. Tinha que ter outra maneira, além das portas... Sempre havia. E a vi assim que saí. Fora da grande cozinha, havia uma dispensa enorme, com uma porta que dava para um pequeno cais. Um

jovem

magro

me

cumprimentou.

Suas


BAD BOY' S BRIDE características pareciam estrangeiras, e eu duvidava de que ele entendesse inglês. Decidi testar se conseguiria passar pelos trabalhadores e se eles me parariam. O homem me observou claramente, enquanto eu me dirigia para a porta. Ele levantou a vista uma vez, cheirou, e voltou a descarregar o caminhão, com outro homem maior que não mostrava muito interesse, enquanto ele caminhava ao longo da rampa que descia para a calçada no ponto mais baixo. Andei com calma, até que o caminhão estava atrás de mim. Então tirei os ferrolhos da porta do jardim, entrando entre as cercas vivas e sobre o terreno pedregoso cheio de flores e musgo. Estava escuro, uma tempestade tinha caído, o que escureceu a tarde mais rápido do que o habitual. Se conseguisse sair através destes jardins, e da floresta densa, estaria livre, antes de ele destruirme com seu louco desejo que eu não consiga resistir. Nunca! Eu me prometi. Nunca deixarei esse grande e cruel bastardo tatuado torcer seu corpo nu ao redor do meu. Nunca irei ceder, não perderei a cabeça outra vez como ontem à noite... A última. Maldita. Noite. A memória implacável forçou minhas pernas a trabalharem mais rápido. Corri através dos jardins, pelo caminho de paralelepípedos que levava para o bosque. Havia mais uma porta para destravar, lutei com ela em um tempo recorde, e então estava livre. Livre! Aspirei o ar da noite deverão, enchendo meus pulmões com o reconfortante calor. Justamente,


BAD BOY' S BRIDE antes de entrar na densa vegetação onde terminava o caminho, parei. O bosque era denso, muito mais escuro dentro das árvores. Os ramos rangiam. Este imóvel provavelmente fazia parte dos subúrbios da cidade, perto das reservas, onde o glamour urbano deu lugar ao clima dos subúrbios e a tranquilidade do campo. Hesitei. Eu não estava acostumada a andar através de milhas de bosques densos, especialmente à noite. Além de umas poucas caminhadas nos arredores dos Apalaches durante uma das estranhas férias com meu pai, nunca estive realmente no deserto. Genial! Estufas e jardins de luxo, eram o mais perto que, normalmente, cheguei a estar próxima da natureza. Certo! Você tem que fazer isso! Encontrará o caminho. O ser humano tem vivido na natureza durante milhares de anos e você também pode! Não tive uma segunda oportunidade para tranquilizar-me. A figura vestida de negro, que me agarrou e me empurrou no chão, foi tão rápido que a princípio pensei que era David, preparado para destruir-me. O homem cobriu minha boca, abafando meu grito. Não, este homem estava com uma máscara, e tinha um companheiro com ele. Estavam vestidos como comandos SWAT1. Coletes e camuflagem negra, tudo forrado, até as pequenas ranhuras, onde os olhos ficavam de fora. Tinham toda a indumentária, exceto, os enormes rifles que tinha visto nos filmes.

1

Special Weapons And Tactics: em português: Armas Especiais e Táticas ou Armas e Táticas Especiais, seus membros são treinados para levar à cabo operações de alto risco, que ficam fora da capacidade dos oficiais regulares, como o resgate de reféns, a luta contra o terrorismo e operações contra delinquentes fortemente armados.


BAD BOY' S BRIDE —Fique tranquila, Senhorita Rossini! — Sussurrou o homem. — Estamos aqui para tirá-la sob as ordens de seu pai. —Venha conosco! — Disse o segundo homem, estendendo a mão. —Tudo isto estará terminado em pouco tempo. Quando ele me puxou para cima, olhei o céu escurecendo e logo depois para o pôr do sol, sobre a propriedade enorme. Alívio inundou meu coração, mesclando-se com uma nova inquietação. Podia realmente ser tão fácil? Não conseguia acreditar. Os homens me levaram para o interior do bosque. Estavam frustrados, por quão lenta eu caminhava, parando para subir com cuidado sobre todos os ramos nodosos e a corrente lamacenta. Não estava vestida para este lixo, absolutamente. Poderia ter jurado que estavam impacientes, como se tivessem um horário a cumprir. Acho que eles queriam me tirar dali o mais rápido possível. Mais tarde, detiveram-se em uma pequena clareira para que eu pudesse alcançá-los. A luz da lua nova brilhava entre as árvores, iluminando ao redor. Estavam juntos quando finalmente me aproximei. —Este é um bom lugar! — Ouvi o mais alto dizer para o seu companheiro mais baixo. — O GPS diz que estamos na parte mais fechada. Não há casas ou ruas por milhas. Ninguém ao redor. —Rapazes? —Levantaram a vista quando eu gritei. —Não preciso de um descanso. Podemos seguir se vocês acharem que é seguro. Sou lenta, mas não estou cansada.


BAD BOY' S BRIDE Eles não precisavam saber como realmente estava esgotada. Só queria ir embora deste lugar, e esquecer tudo sobre um monstro chamado David. Também me surpreendi que pela primeira vez na minha vida, papai tivesse mudado de opinião. Não tinha me jogado ao lobo feroz para sempre. Não devia ter duvidado dele. Era óbvio que ele viria por mim. O lobo tinha me mordido, sim, mas não deixaria que me devorasse inteira. — Você vai estar em casa e livre antes de se dar conta, Senhorita Rossini. Agora, se apenas você der um passo para trás, por um momento... Por trás da voz calma de comando, o homem mexia algo nas mãos. Inclinei-me para frente e senti que meu sangue esfriava quando vi que era uma pistola. Estava atarraxando algo na ponta, um tubo comprido e negro. Devia ser um silenciador. Não estava segura de como me lembrei disso, dos tolos filmes de espiões que assisti para o papel da Escola secundária. Quando vi, o meu coração parou, e o mundo adquiriu um resplendor surrealista. —O que está acontecendo, rapazes? —Sussurrei, cruzando meus braços para proteger-me contra o frio repentino. — Estamos em perigo? Nenhum dos dois me respondeu. O homem alto cerrou os olhos até que ficaram só pequenas fendas na máscara. Ele deu um passo adiante, me pegando pelos ombros, e começou a arrastar-me para trás através da sujeira.


BAD BOY' S BRIDE Merda! Não podia ter estado mais equivocada. Estes homens não foram enviados para salvar-me do lobo, eles eram as bestas, os monstros, as coisas na escuridão que me queriam mortas. Gritei e golpeei contra os ombros dele, machucando os meus punhos em seu colete. — Espere! —Gritou o homem baixo. — Isto tem que parecer um acidente. Toda a missão estará arruinada caso Strelkov perceba um sinal que alguém mais esteve aqui... Não foi a dor meus dedos o que me fez parar de golpeá-lo, ou a possibilidade, totalmente desesperada, de feri-lo através do colete como se fosse uma frágil casca. Parei porque estava tonta pela confusão, tristeza e traição. Isto tinha que ser um engano. Tinha que ser! Por que meu próprio pai me mataria? —Isso é bom! —Grunhiu o homem baixo. — Dê um tiro limpo ao meu sinal. Não quero fazê-lo de novo. Pode soltá-la. Não importa se ela escapar e correr. Talvez assim fosse mais natural! —Ah, porra! — Disse o homem alto, me sustentando com indiferença. — Vamos acabar com isto! Não posso suportar o pranto desta cadela. Está preparado? —Sim... —O outro homem limpou a garganta. — Preparado em três. Um... Dois... —Três! —Uma terceira voz rugiu, a vários metros de distância, e logo tudo foi soterrado por um tiroteio explosivo.


BAD BOY' S BRIDE O homem baixo soltou um grito antes de cair ao chão. O homem alto girou, soltou-me, puxou a arma e olhou fixamente na escuridão. Outro disparo acertou-o entre os olhos. Eu bati no chão, gritei, e estremeci várias gotas vermelhas espirraram em minhas mãos enquanto ele caiu morto ao meu lado. Quem, se não David, poderia ter saído da vegetação um segundo mais tarde, junto com os dois homens que tinham me levado da casa na noite anterior? —Grande tiro, D. Ochenkorosho2. — Boris tocou no bolso e tirou um cigarro, sacudindo o isqueiro perto dos lábios. Ele e Nikolai ficaram esperando. David

não

desacelerou.

Continuou

avançando,

totalmente

furioso, chegando à minha frente. Passou por cima do corpo do homem morto lhe dando um pontapé com seu sapato. —Putos bastardos descuidados! O velho Rossini deveria ter contratado homens competentes, se queria o trabalho bem feito... —Ouça chefe. Olhe isto. —Nikolai tirou a pistola do homem baixo da terra e a sustentou no alto. —Não via uma arma assim desde Grozny. David fez um ruído. Não sabia dizer se era uma tosse ou uma risada. Talvez ambos. Meu captor pegou a arma da mão de Nikolai. Levantou-a, girando para examiná-la na luz da lua.

2

OchenKorosho(russo): Muito Bom, em português.


BAD BOY' S BRIDE —Alguém lá em cima deve gostar muito de você, Anna! Aqui embaixo também! Se tivesse sido alguns segundos mais tarde... — Olhou para cima, encontrando meus olhos e logo jogou a arma no chão. —Não seria um tiro limpo. A maldita coisa teria disparado um pesado ferrolho, que romperia o seu lindo crânio como um animal no matadouro. —Eles mencionaram algo sobre fazer parecer um acidente. — Minha voz estava estranhamente tranquila para quem sobreviveu a uma morte tão próxima. Deveria me rebelar por tê-lo perto de mim tão cedo, mas acho que meus intestinos estavam muito ocupados retorcendo-se, picando com a traição do meu pai. Estava errada sobre o verdadeiro monstro desde o começo? —Sim! Você morreria com o impacto. Tivemos sorte de chegar aqui a tempo para salvá-la. Olhou-me durante um minuto completo, enquanto seus homens revistavam os corpos, olhando fixamente, tentando ver minha alma. Não sabia dizer se ele estava consumido pela ira ou simplesmente aliviado que eu estava a salvo. Caralho, não estava certa de como me sentia ainda. Como poderia continuar sabendo que meu próprio pai quase tinha acabado com a minha vida? O que tinha para voltar, para lutar, depois disto? A compreensão penetrou em mim profundamente, junto com veneno puro. Começou com os tremores, como aqueles que uma pessoa tem durante uma febre. Comecei a tremer


BAD BOY' S BRIDE cruzando os braços ao meu redor pela primeira vez na noite sufocante. O calor não dissuadiu David nem um pouco. Ele se arrastou para frente, estendeu a mão, e me abraçou. Explodi, enterrando meu rosto no pescoço dele, choramingando como um bebê. — Acalme-se, bebê! Você vai ficar bem! —Disse, inclinando-se e beijando minha fronte, o que só me fez chorar mais forte. —Merda! Normalmente, bateria em você até deixar sua pele vermelha, por sair correndo e quase conseguir se matar. Entretanto, acredito que aprendeu a lição de uma vez. Não me deixe outra vez! Olhei para cima, secando as lágrimas e encontrando os olhos escuros. A luxúria, ira, tristeza irradiavam ali, espelhos das mesmas emoções que marcavam a minha alma desde que cheguei a este lugar. — Não farei mais! — Eu disse as palavras e senti seu eco em minha cabeça, uma e outra vez. Era realmente eu falando? Eu, a mesma garota que tinha feito tudo em seu poder para fugir deste homem bruto há apenas algumas horas? — Com certeza que não fará! Vamos. Vamos para casa para você limpar-se. —Levou-me, detendo-se brevemente para sussurrar umas palavras para os seus homens. — Limpem está merda da maneira que normalmente fazemos! Guardemos Kevlar3. Se o velho Rossini vem atrás de nós, vamos deixá-lo saber exatamente o que aconteceu com os rapazes. Neste momento, estou mais interessado no que vai acontecer à sua filha. 3

Fibra artificial, ligeira, robusta e com grande resistência ao calor. É utilizado para os coletes e cascos antibalas.


BAD BOY' S BRIDE Seguimos caminhando. A mão de David foi mais baixo, alcançado minha bunda e ele me deu umas palmadas enquanto estávamos no escuro. O Sedan escuro que nos recolheu antes estava esperando. Surpreendeu-me o fato dele bater no meu traseiro, mas tentei não entrar em colapso novamente. —O quê? — Grunhiu ele. —Espera que segure sua pequena mão como uma princesa? É minha esposa, bebê, e você foi má! Pisquei confusa. Meu temor e incerteza voltaram rapidamente, apesar dele ter aparecido como meu salvador. David deu um passo à frente, a com a expressão fechada. Estendeu os braços para agarrar meus pulsos e me puxou para ele de novo, contra o peito, enquanto estávamos de pé ao lado do carro escuro. —Vamos para casa, mascote! Nada do que aconteceu esta noite muda alguma coisa! Se quiser lutar, por mim tudo bem. De qualquer maneira, não alterarei os planos que fiz esta manhã. Logo que estivermos em casa, arrastarei você para cima e foderei essa boceta virgem. Você tentou escapar e deu tudo errado. Não espere conforto. Não espere nada mais que meu pênis entre suas pernas e minhas mãos sobre você, mostrando quem está certo, quem se preocupa com você. Pois agora, sou o único idiota no mundo que faz isso! Sua voz se tornava mais quente e mais zangada a cada segundo. A ponta de sua língua saiu e ele lambeu os lábios, como um predador. —Nunca pedi isto! — Disse, com frieza, lutando em suas mãos. Ele apertou os punhos, e


BAD BOY' S BRIDE me puxou, sustentando-me contra seu torso enorme, segurando-me, até que deixei de retorcer. —Não banque a sabichona comigo, Anna! A única coisa diferente esta noite, é que acabou de descobrir o quanto seu velho é sanguinário, como cada Strelkov conheceu, já que tivemos que fazer frente à sua fodida família. Não chore por ele! Tomarei sua virgindade, Anna, esta noite... E nada vai ficar no meu caminho! As palavras dele saíram em um sibilo. Os quadris sacudiram contra o meu, fazendo-me tremer com as bombadas rítmicas. Ofeguei quando senti o cume duro, que se estendia até quase o estômago, uma ereção inchada e tão feroz como o resto dele, preparado para cumprir suas promessas desagradáveis. Deus! Não havia como voltar atrás, não é? E por que não me sentia aterrorizada? Sem dizer uma palavra, ele me virou e colocou a mão suavemente na parte posterior da minha cabeça, abaixando-a, enquanto abria a porta do passageiro. —Entre! Vamos! Meus rapazes terão apoio daqui a pouco para levá-los para casa. Só estou esperando você esta noite, e não por muito mais tempo! Ele entrou no banco do motorista, um segundo depois. Com uma mão ligou o carro e dirigiu, outra ficou em minha coxa, dando um apertão enquanto acelerava. A tensão no curto trajeto de volta era densa, asfixiante cheia de sexo, ódio e horror.


BAD BOY' S BRIDE Eu estava a ponto de ser violada, por um absoluto demônio e não havia forma de detê-lo. No fundo, o fogo pulsava cada vez que o imaginava me atirando na cama enorme e me penetrando. Suor. Dor. Desejo. Vi que estava apertando os dedos, tentando lutar. Uma batalha foi perdida na noite anterior, e hoje o resto da guerra. Contra toda prudência, desejava-o. E isso fazia eu me sentir doente. Mas nunca admitiria isso para ele, nunca, como a garota Rossini que era. Mas uma parte de mim negava esse desejo. A mesma parte que queimava cem vezes mais forte, que na noite passada. Perguntava-me, seriamente, se eu estava ficando louca. Se eu estava desintegrando, e se ele estava ali para recolher os pedaços, dando forma e moldando-os, me fazendo de novo. De volta para casa, ele parou na frente da enorme porta da entrada. Meus dedos tremiam, enquanto retirava meu cinto de segurança. Um puxão para cima e eu estava nos braços dele de novo, mais alta do que antes. David não deixou que meus pés tocassem o chão, lançando-me por cima do ombro. Sempre me chamava de mascote. Não era isso que eu era para ele? Para todo mundo? Um bicho de estimação? Independente, se estivesse com essa besta ou com meu pai, sempre seria obrigada a fazer o que mandavam. Não queria ser sua maldita mascote! Se me ia foder, queria ser


BAD BOY' S BRIDE sua amante. A situação estava sempre mudando, e cabia a eu lidar com ela. A porta fechou-se atrás de mim. Meu sinal para começar a golpear os ombros dele. E digo realmente golpeá-los, tentando machucá-lo, embora fosse pouco. A confusão fez com que eu batesse nele, mais do que em qualquer

outra

coisa.

Estava

zangada

porque

tudo

estava

acontecendo muito rápido, e nem sequer estava certa que o quisesse realmente. Em seguida acariciou minhas pernas provocando um choque de luxúria. —Deixe de lutar contra isso! E aceite de uma vez! — David parecia mais irritado. Agarrou-me por trás, lançando-me na cama quando chegamos ao quarto. Suas mãos se engancharam ao redor dos meus pulsos os esmagando no colchão, enquanto sacudia meus braços. Deixei de lutar. Só respirava vermelha, odiando as lágrimas frescas que inundavam meus olhos. —Que caralho está acontecendo? Ainda está triste por causa do seu velho? —Estou com raiva, porque está fazendo isto! Está tomando o que quer, e não tenho nada a dizer a respeito. Essa é a história de merda da minha vida! Ele afrouxou o aperto um pouco. David me olhou de cima abaixo, movendo a cabeça. —Tem toda a razão, bebê! Não há nada que você possa fazer para impedir que isso aconteça


BAD BOY' S BRIDE como eu já havia dito! — Grunhiu, empurrando o fôlego quente contra meus lábios, perigosamente perto e tão quente. As palavras tranquilizaram meu corpo, mas não minha cabeça. —O que você não entende é a forma que está me torturando também! Acredita que isso tudo são rosas para mim, mas estou enlouquecendo a cada hora desde que te tirei daquele ponto de entrega no gueto! —Tomou minhas mãos e as apertou de novo, com força. —Não importa! Faça o que quiser! Nada mais importa... — Agitei minha cabeça de um lado para outro, com um desejo tão forte que poderia afundar no chão, alheia a qualquer outra coisa que minha vida infernal tinha reservado para mim. —Isto era para ser sobre o puto velho Rossini! —Grunhiu. — Era para eu tomar sua boceta virgem como o animal que eu sou, e desfrutar do sangue no meu pau. Eu deveria olhar suas lágrimas e adorar te ver sofrer como se não me importasse. A vingança, supostamente, deveria ser fácil, mas não é! Tirou uma mão de mim e deu um soco na cama ao meu lado. A força do soco, fazendo-me saltar. — Como posso achar que é tão indefesa, impotente, bebê?Você me enfeitiçou com o seu sexo na primeira vez que coloquei os dedos em você! Sim, é obvio que quero te abrir e deixar meu pau divertir-se nessa boceta quente e úmida que tem entre as pernas, mostrando para você todas as formas que seu apertado corpo está destinado a agarrar-me quando o reclamar. Caralho! Ele não podia estar falando sério.


BAD BOY' S BRIDE Nenhum homem tinha me chamado de bonita. Bem, obvio que ele não tinha me chamado de bonita, isto seria muito civilizado para ele, mas havia dito em seu próprio jeito escuro. A maldita luxúria que ardia em mim era correspondida por ele, que me desejava como ninguém tinha feito. A expressão dele dizia outra coisa. O aperto de sua mão enfraqueceu. Tirou as mãos de cima de mim. Passou-as sobre seu rosto, pelo cabelo curto, pelos olhos brilhantes como estrelas faiscantes, e depois sobre as pálpebras. —O problema é que eu me importo se você tem lágrimas nas suas bochechas. Posso foder e satisfazer meu pau enquanto você chora, eu sei que posso, mas não vou desfrutar disso. Quero que queira isto! Necessito que me queira te fodendo, como minha esposa, e não obrigar você a foder como uma maldita puta por causa do contrato! — David deixou escapar um comprido grunhido, entre dentes, enquanto colocava seus quadris nos meus e começava a balançar. Fiquei irritada. Qual era o objetivo dele com esses jogos mentais de merda? Ele achava que eu ia sentir pena dele? — Está louco! —Gritei, colocando as palmas das minhas mãos contra seu peito, que se movia mais rápido e forte contra mim nivelando sua ereção perfeitamente entre as minhas pernas. —

Não,

amor, e

chega

de

desculpas!

—Ele

resmungou

estendendo a mão para o meu cabelo puxando minha cabeça. —Estou louco para afundar o meu


BAD BOY' S BRIDE pênis até as bolas em você, profundamente, durante a próxima hora. Os olhos dele estreitaram-se. Eu queria escapar, sentir o horror que a situação exigia, mas em vez disso, meus olhos estavam fixos nos dele, que brilhavam e conseguiam ver através de mim. — Não sei se acredito em amor à primeira vista. —Sussurrou. — Mas talvez à primeira relação amorosa. A pouca resistência que ainda havia em mim, desvaneceu-se, no momento em que seu pênis golpeou meu clitóris, através de nossas roupas. Meu corpo respondeu com fogo, tudo o que eu tinha que preocupar-me agora. Cada parte minha formigava elétrica e selvagem. O bastardo me fez sentir mais viva quando ele colocou o pau contra mim do que eu sentia nos anos da minha vida antiga. Que diabos era isso? O que ele estava fazendo comigo? Eu o odiava, precisava odiá-lo. Mas odiava ainda mais o meu pai, o bastardo que tinha me traído de uma maneira que nunca poderia perdoar. As lágrimas pararam de cair. A cama rangia debaixo de nós enquanto ele se balançava, e se balançava, com os olhos fechados, golpeando seus quadris com mais força contra os meus, fazendo-me sentir cada vibração. O sexo provocado e provocativo atingiu meu cérebro e assumiu todos os pensamentos. Imaginava-nos sem nada entre nós. Todos os pensamentos sujos me golpearam de uma só vez. David, sobre mim, minhas pernas abertas e enganchadas ao redor da sua bunda, puxando-o mais e mais, enquanto ele me mantinha pressionada, gemendo e se liberando dentro de mim.


BAD BOY' S BRIDE —Porra! —Engasguei, e agarrei os lençóis. Deus me ajude, mas meus quadris sacudiram-se em resposta. Minhas pernas o rodearam, apertando-o, chegando mais perto dele. Ele continuou por mais um minuto, antes de mover colocando seus braços, ao redor da minha cabeça, e investindo mais forte contra mim. Suas mãos alisavam minhas costas, levantando meu rosto para um beijo. O aroma da boca dele era puro fogo contra a minha. Ele chupou o meu lábio com avidez, gemendo de desejo. Neste momento, o desejo se tornou superior, misturado a outras emoções, e não deixando espaço para dúvidas. Eu só queria um pouco de controle, apenas um pouco. Por baixo de todas essas emoções, a raiva queimava junto com a luxúria. Precisava fazer alguém pagar por tudo isto, por me fazer enfrentar o furacão que era David, que me rasgava em partes, com cada golpe, cada beijo, cada dedo inquieto... Só havia uma maneira de aceitar esse acordo, que seria transar com David, pois assim estaria acabando com o meu próprio pai idiota. Ou então, era aceitar que já estava muito longe, arrastada pela luxúria, que não podia pensar em outra coisa exceto foder. A respiração dele se fez mais rápida em minha boca, seus beijos mais duros. Puxei meu corpo para cima, subindo nele, lançando minhas mãos ao redor da sua cabeça e arranhando seu pescoço. David chupou meu lábio inferior e colocou sua língua contra a minha fazendo movimentos para dentro e para fora, mostrando-me o que estava por vir.


BAD BOY' S BRIDE Os últimos vestígios da virgem em mim esquentaram com a vergonha. Agarrei-o, aprofundando meu beijo, afastando o mal-estar da melhor maneira que podia pensar. Esta noite, meu tempo tinha terminado, pois a velha Annaliza era uma fraude, uma boneca, um fantasma. Ela tinha que ir embora, e eu iria enfrentar a tormenta que me cegava na minha primeira noite com um homem. David afastou-se, quebrando o beijo para respirar o ar precioso. Não tinha me dado conta de como precisava de ar, até que eu estava engolindo minhas próprias respirações ofegantes. —Caralho, bebê! Porra! —Ele negou com a cabeça, acendendo o fogo em seus olhos mais uma vez. — Tire essa maldita roupa! Não tem que preocupar-se com quem está atrás de nós ou o que vai acontecer depois desta noite. Permita-me fazer o melhor, com a única terapia que sempre precisará... Não me perguntou de novo. Não precisava. Ele só tomou o que queria, enganchando os dedos no meu jeans e puxando-o com força. Tirou-o, passando pelas minhas pernas junto com o cinto. Quando viu minha roupa íntima, amaldiçoou de novo. — Caralho! Tão úmida, como a porra de um rio. Boa garota! Boa garota! — As palavras ecoaram na minha cabeça e me sacudiram um pouco quando ele tomou meu clitóris, dando o mesmo aperto dominante da noite anterior. Exceto, que este apertão era mais pesado, mais forte, e todo o prazer agudo disparou no meu cérebro. O que não foi igual à última noite, foi que ele parou de mover seu dedo na


BAD BOY' S BRIDE minha boceta. Íamos fazer tudo essa noite, tudo o que um homem e uma mulher podiam fazer. Se eu sobrevivesse a ele, tornaria-me uma nova mulher. Preferia ser uma puta para este lunático, do que uma virgem torpe que deixava o resto do mundo dominá-la. David se transformou em um predador puro e se moveu contra mim, arrancando minha camisa, logo desenganchando o sutiã. O rosto dele mergulhou diretamente nos meus seios, onde os duros mamilos rosa resplandeciam pela sensibilidade aumentada por estarem nus. Os dedos, os lábios e os dentes dele tocavam meus peitos. O sangue subia para a minha cabeça a cada vez, que ele provava e enrolava meus mamilos. A emoção foi tanta que quase desmaiei. O fogo começou em minhas extremidades, puxando minhas terminações nervosas. Minhas pernas responderam, envolvendo apertado ao redor dele, encorajando-o, como se estivesse hasteando uma bandeira branca através da minha pele que queimava de desejo. Foda-me, David! Bastardo, selvagem, salvador... Seja lá o que for! Pegue o que você reclamou! Faça-me esquecer de todas as lágrimas desta noite! Faça-me esquecer de mim mesma! Faça-me esquecer de tudo! Não deveria tentar o destino com tais pensamentos apaixonados. Este homem não era o tipo que aceitava provocações, fazendo-me delirar cada vez que suas mãos e boca trabalhavam minha carne ansiosa. Apesar do ar condicionado, a umidade na pele aumentava, ou talvez, fosse apenas o desejo.


BAD BOY' S BRIDE Os lençóis empaparam-se com nosso suor antes que ele começasse a dar beijos perto do meu ventre, olhando como um lobo, enquanto o rosto afundava entre minhas coxas. Puxando-me pela bunda, colocou seus lábios em mim. Chupava e lambia minha boceta molhada, escorregadia, tão furiosamente como tinha me beijado como se estivesse faminto pelo meu sabor. Sua língua lisa encontrou meu clitóris, agitou-o em ondas rápidas e fortes. Fogo que dividia meu mundo em dois, chegava com cada lambida, e não demorou muito para que eu estivesse no limite. —David! Porra! — Roubei suas palavras sujas quando o meu corpo convulsionou. Eu não tinha acabado de falar como uma garota virgem. Falar como uma mulher era melhor, uma mulher que não tinha medo de aproveitar seu arrebatamento. Escutar-me gritar seu nome o deixou mais selvagem. Dois dedos rígidos me forçaram a abrir minha boceta virgem ao máximo. Sua língua lambeu, subindo e baixando no fundo, em qualquer lugar e em todas as partes que tinham uma terminação nervosa unida ao meu clitóris. Gritei repetidamente. Em seguida, o êxtase incandescente se fez tão forte que não conseguia gritar ou falar absolutamente nada. Reclinada, deixei que as ondas chocassem sobre mim, apertando minhas pernas ao redor dos ombros dele, enquanto ele me devorava. Eu

ainda estava

gozando, ofegando por ar, quando ele

resmungou e se levantou. Minhas pernas tremiam sob suas mãos,


BAD BOY' S BRIDE minha pele formigava enquanto ele viajava por minhas curvas me marcando. — Tem a porra de uma boca suja nessa carinha doce. Não acreditaria que era virgem, se não tivesse garantias. Tirou a camisa, enquanto meus olhos lutavam para estabilizar-se. —Está pronta para esquecer a menininha boa que a merda do seu pai sempre quis que fosse? Esquecê-la rápido? Deus, ele tinha lido a minha mente! Sua grossa ereção esfregou minha boceta nua, com apenas sua calça me impedindo de senti-lo totalmente. As mãos de David foram para a cintura e começaram a abaixar as calças antes que eu pudesse respondê-lo. Sim, sim! Faça-me gozar, David! Um marido ruim e danificado merece uma mulher igualmente má! Não importava quanto tentei, mas não consegui reunir coragem suficiente para dizer para ele. A tímida e velha Annaliza não estaria morta até que ele a tirasse de mim. Apenas estremeci e assenti, enquanto pensamentos insanos me apanhavam. Era estranho estar aqui, neste momento, presa sob seus músculos tatuados, logo depois de ter quase morrido virgem, no meio da floresta. E que prisão! A tinta desenhada por toda sua pele era uma loucura, arrepiante, gloriosamente extravagante! Escuras listras como chamas rodeavam seu tórax, de cima a baixo no seu peito esculpido. Uma águia de duas cabeças com suas asas torcidas estavam no centro,


BAD BOY' S BRIDE sustentando o que parecia ser um brasão cruzado com espadas. A tinta que estava na sua pele não enganava e muito menos a cicatriz ao longo da sua bochecha: ele tinha marcado a dor do mundo em sua carne, sendo as tatuagens um testemunho vivo das coisas terríveis que tinha sofrido e do sangue que derramou. Estava a ponto de foder com um assassino, um monstro, um homem igual ao meu papai. Exceto, que este homem havia cumprido suas promessas monstruosas. Manteve sua palavra, tão honesta, como todo o sangue que certamente cobria suas mãos. —O que está olhando, amor? Nunca viu um homem coberto de tatuagens antes? —Sorriu, sabendo a resposta à sua pergunta. Ele gostava do meu assombro. — Eu gosto! — Sussurrei. — Elas são adequadas para você. Ele riu, finalmente chutando a calça e alcançando sua boxer. — Receberei como um elogio! Seja como for, mascote! Tudo o que me importa é afundar nessa doce boceta virgem. Pode me olhar o quanto quiser desde que as minhas bolas estejam golpeando sua pequena boceta. Agora, abra suas pernas e se prepare para isso. Respire fundo. Porque, uma vez que eu começar não vou parar por nada! Baixou sua boxer e com um chute jogou-a longe. Endireitou-se, lentamente levando uma mão para baixo, segurando seu pau tão grande, que não parecia humano. O que estava pulsando na sua mão não era nada da coisa rechonchuda que imaginei. A cabeça do pênis de David brilhava púrpura e enorme, molhado de algo escorregadio e perolado. Ele se esfregou,


BAD BOY' S BRIDE com força, dando um gemido baixo, e moveu suas pernas para expor o enorme par de bolas que alimentava sua gigantesca ereção. —Não se preocupe bebê! A maioria dos homens não é grande assim! Não que terá a oportunidade de certificar-se. Este pau é o único que vai estar dentro de você, entendeu? E essa merda que falam que as coisas boas vêm em pacotes pequenos, esqueça! Esta porra de pau é o melhor que há, porque é enorme! Ele veio para frente, movendo-se para se aproximar da minha abertura, passando seu pau através das minhas dobras. Arrepie-me ante a malvada arrogância, estremecendo de novo quando seu pênis chegou tão perto de entrar em mim, recolhendo a nata fresca que escorria fora de mim. Era tão quente. Vinte e cinco centímetros grossamente selados em um envoltório rígido, exceto uma pequena parte perto da cabeça. Que porra? Levantei-me e tive a maior surpresa. O punho de David fechouse sobre o meu em seu pênis, e me fez apertar. —Toque e experimente a sensação! Essas pequenas esferas não são naturais. Consegui colocá-las com um cara louco que conheço. Muitas meninas enlouquecem quando as sentem pela primeira vez. Vamos ver como funcionará em você! Os pequenos globos estavam debaixo da sua pele, modificações corporais que eu não sabia que existiam. Elas mostraram seu valor quando se deslocaram para baixo, e ele começou a empurrar, lentamente entrando em mim. Minhas costas se arquearam em uma mescla de prazer, dor e calor.


BAD BOY' S BRIDE Era como uma máquina abrindo caminho em mim, esticando a pele virgem, fazendo estragos no caminho até o meu útero. Se eu não estivesse programada para gostar disso, teria doído muito, mas o formigamento gratificante que pulsava no meu ventre me disse para sorrir e aguentar. Minhas unhas apertaram os lençóis debaixo de mim. David deixou cair sua cabeça bruscamente para trás, os lábios ligeiramente abertos, perdido na felicidade total. — Caralho, bebê! Mais apertado e mais úmido do que pensei! — Eliminou a alegria do rosto e olhou para mim, retornando a seriedade. Seu pênis palpitava dentro de mim. —Segure-se nesse colchão e enrole suas pernas em mim! Aqui é aonde o hímen vai romper e precisa acostumar com o meu pau. Depois vai ser melhor, bebê! Depois dessa noite, vou estar em você a cada minuto que eu tenha... Começou a empurrar. Sua enorme ereção enchia minhas paredes enquanto bombeava dentro e fora acelerando os golpes, quando viu que eu conseguia aceita-lo. As pequenas esferas, implantadas na pele tocavam dentro de mim, provocando, e foi à sensação mais quente que eu poderia imaginar. Deixei levar-me pelo instinto. Meus quadris resistiram, mas consegui toma-lo mais profundo, e meus joelhos se dobraram, enganchando forte ao redor da bunda dele. A sensação repentina deve tê-lo excitado, porque ele empurrou com mais força, apertando meu corpo, sacudindo-me dos pés à cabeça, enquanto investia sua ereção para dentro e para fora. Meus pulmões lutavam para respirar. Caralho, meu corpo estava tendo um momento difícil, tencionando-se


BAD BOY' S BRIDE em um orgasmo com uma acumulação rápida de sensações, possuindo-me dos pés à cabeça. David se moveu, colocando os braços por cima da minha cabeça, ficando em uma posição melhor para entrar em mim. Suas bolas golpeavam

minha

bunda,

ruidosamente,

enquanto

fodíamos

exatamente como tinha prometido, não mostrando nenhum sinal, de que estava perdendo o controle, exceto, com um ocasional gemido. Choque e deleite zumbiram na minha cabeça quando me dei conta que ele estava tomando conta de mim, tão duro e profundo como ele queria, sem preocupar-se de ficar louco como ouvi que os homens ficavam. Ele não era um homem comum. E isto não era uma situação comum também, lembrou uma voz grave em minha cabeça! David voltou a gemer, acelerando o ritmo, sacudindo a enorme cama. Mais duro, mais profundo, mais rápido. Seus quadris rodaram cada vez mais rápido, me abrindo mais. OH, Deus! OH, porra! A traição e o terror foram esquecidos durante este último movimento. Meus dedos se fecharam e ficaram insensíveis, perdendo a circulação do sangue, enquanto ele me destroçava nos lençóis da cama. Os impulsos de David passaram por todo meu corpo e me golpearam de novo, fazendo vibrar meus ossos, fodendo e me enchendo, sacudindo-me até que um orgasmo me golpeou, e explodi como uma bomba. Eu era uma detonação lenta, de dentro para fora, cheia de gritos, suor e curvas ondulantes. Meus peitos


BAD BOY' S BRIDE tremiam, enquanto ele empurrava mais duro, tão forte, golpes menos profundos, fodendo enquanto eu gozava. Meu cérebro ordenhou puro prazer de seus lugares mais profundos, enquanto meu sexo se apertava ao redor do pau dele. Convulsionei, queimando em cinzas, com os dentes apertados tremendo. Quando o prazer afrouxou seu agarre ao redor da minha garganta,

um

pouco,

David

diminuiu

seus

movimentos,

inclinando-se e sussurrando em meu ouvido, pegando o lóbulo da minha orelha entre os dentes. — Continue fodendo meu pau, bebê! A parte pior terminou, agora volte para a Terra e me deixe ter a minha vez! Era como um feitiço. E funcionou também. Minha boceta apertou outra vez, um novo espasmo surgindo através dos meus quadris. Meu clitóris zumbia, pulsava e pulsava, especialmente quando ele se enterrou, tão profundamente como conseguiu, balançando os quadris, adicionando uma deliciosa fricção à minha boceta com seu pelo púbico. Porra, porra, porra, porra... Meu cérebro fechou afogado na glória animal. O tempo pareceu sumir perdida como estava na felicidade do meu orgasmo. Todo meu corpo estava insensível, e com o prazer não sentia dor, apesar de saber que o meu peito tinha lutado para acomodar as batidas muito rápidas do meu coração. David não parou para tomar fôlego, descansar ou qualquer outra coisa. Era como um motor em carne e osso, impulsionado por um desejo insaciável. Se foi assim com todas as outras


BAD BOY' S BRIDE que tinha fodido, então eu não podia entender por que ele me escolheu. Se apenas pudesse desligar o meu cérebro. Só de imaginá-lo com alguém, além de mim, Apenas imaginá-lo com qualquer outra pessoa enviou ciúmes através do meu sangue. Envolvi minhas pernas ao redor da sua bunda, enterrando os tornozelos na dura rocha de seus músculos. Seu peito tatuado pingava suor em mim, as águias pintadas batendo suas asas abertas amplamente numa promessa de dominação completa, escrita em tinta. Meus ouvidos zuniam, quando ele começou a mover-se mais rápido de novo. Dei-me conta de quão irregular minha própria respiração estava, mas quase não ouvia por causa do som gutural que saía garganta dele, um longo rugido, como uma montanha onde iria cair uma avalanche. — Eu vou gozar na sua boceta, amor! — Sussurrou. —Vou possuir sua doce boceta com minha semente! Seja a minha boa garota! Tome-me profundamente! Será a primeira carga quente, a primeira de muitas que levará em sua doce boceta até que carregue o meu filho! Gemi, quando ele falou, tomando-me e me possuindo como o animal no qual tinha me convertido, as pernas abertas, só para ele. Apesar dos dois orgasmos que já tive, estava sentindo um novo calor proibido, empurrando e balançando os meus quadris como uma louca. Quando pensei nele golpeando em cima de mim, quase desmaiei. Isso era uma loucura. Eu sabia, pois ele estava no meu ventre,


BAD BOY' S BRIDE sem camisinha e preparado para voar. Preparado para reclamar e moldar-me como queria. Ele queria que eu engravidasse. E tinha uma maldita boa oportunidade de conseguir isso, porque minha cabeça estava muito confusa, e eu era suficientemente inexperiente para pensar no controle de natalidade. E mesmo se pudesse ter pensado nisso, e aderido ao controle de natalidade, já tinha passado do ponto para consegui-lo.

Minha

boceta

ambiciosa

não

me

deixaria

fazer

absolutamente nada, exceto ajoelhar-me e aceitar o que ele oferecia. O prazer passou através de mim, abri os meus lábios em um gemido que implorava pelas estocadas dele ao invés de ter empurrado-o para fora de mim. David olhou fixamente meus olhos, retardando seus golpes, e, em seguida, aumentando a velocidade até que me sacudia inteira, seu corpo cheio de tatuagens golpeava em mim com uma força demoníaca em suas investidas. —Sinto-me tão bem! Mova-se de novo, mascote! Mova o mais duro que puder, enquanto fica cheia da minha porra! —Seu peito enorme foi o primeiro a inchar. Seus quadris moviam-se loucamente, sacudindo, golpeando e balançando a cama, como nunca antes. Pensei que ela ia quebrar, ou se converteria em uma cama elástica, enviando-nos num vôo até o teto.

As

molas

e

a

madeira

velha

romperam-se

e

chiaram,

sobrecarregados, como minha própria carne e osso. Tudo debaixo dele chiava, enquanto enfiava seu pau em mim. O pênis de David inchou, e meus olhos fecharam-se. Por um segundo estremecemos, atônitos de chegarmos a um pico tão alto,


BAD BOY' S BRIDE que não conseguiríamos passar por ele. Mas conseguimos. Ele mostrou os dentes, e rugiu quando gozou. Sua porra escorria quente por minha boceta, mais quente que lava o primeiro jorro de muitos mais que vieram, e encheram meu ventre. Meu corpo tencionou em espasmos, meus braços e as pernas envoltas ao redor dele. Os músculos do meu corpo retorceram-se e pulsaram, mas nada como a forma como o meu sexo o apertou, segurando seu presente profundamente. Encheu-me com o seu fogo, gozando, até que estava alagada dele, convulsionando em seu mar de esperma. Fodemos, gememos e gozamos como um, nossos corpos retorcendo-se, entregando tudo em carne viva, um êxtase fértil. Não saiu de mim, como esperava, quando terminou. Seus músculos que estavam tensionados ficaram um pouco mais relaxados quando me afrouxei debaixo dele. David estava profundamente dentro de mim, absolutamente relaxado. Uma mão estendeu-se por meu rosto, alisando sobre ele, tateando as formas do meu rosto com os dedos. —Tem todo o direito de estar zangada e confusa neste momento! —Sussurrou. — O que quer que pense, ou sinta, sobre seu desgraçado velho, e a forma como sua vida se transformou numa merda, saiba de uma coisa Anna! Você é minha! Toda minha! Só minha! E quando reclamação, não solto! Por nada! Ninguém vai tirar você das minhas mãos, a menos, que eu esteja morto! Está aqui para ficar, mesmo se eu tiver que fodê-la um milhão de vezes para


BAD BOY' S BRIDE assegurar-me que perceba isso! Assim será a sua vida comigo, bebê, a única vida que importa! Suas palavras eram como adagas, forradas de veludo. Dolorosas, chamativas, mas estranhamente suaves também. Inclinei minha cabeça longe dele, tentando processar as últimas vinte e quatro horas mais loucas da minha vida. David não gostou de ser ignorado. Balançou seus quadris contra mim, endurecendo novamente, chegando entre minhas pernas. Sua semente gotejava entre nós, um quente e relaxante marque deu força às suas palavras. Meu Deus, pensei! Como poderia não ser dele, quando estava fodendo-me dessa forma, usando meu corpo para o prazer, mesmo com a promessa de corromper minha linha de sangue com sua fertilidade se ele quisesse? E

a

corrupção

soava

muito

bem

agora!

Abri

a

boca,

respondendo-o com um gemido baixo, envolvendo minhas mãos ao redor de seu pescoço grosso. —Bebê? O que é? O que está pensando? Eu gosto de saber tudo o que está passando debaixo desses cabelos castanhos... — Empunhou meu cabelo e puxou. Envolvi minhas pernas ao redor dele com mais força, movendome contra seu corpo. Não queria falar. Queria resolver com sexo. — Sendo sua ou não, há segredos que são só meus! Vá em frente! Está desperdiçando minutos preciosos enquanto podemos nos descobrir.


BAD BOY' S BRIDE Os lábios de David desenharam um sorriso. Ele empurrou com força, movendo meu peito e quadris e me disse que tinha feito sua escolha. —Não me tente, Anna! Tem uma merda de boca desagradável para uma garota virgem... —Ex-virgem!— Recordei-lhe, envolvendo meus tornozelos nos seus, tentando ser o mais sedutora possível. —Caralho! Virgem, rameira, puta, o que for! Não me importa uma merda o que quer ser, desde que sempre seja comigo! — Grunhindo, empurrou para trás e agarrou minhas pernas, movendose rápido e profundo até que chegamos ao clímax de novo.


BAD BOY' S BRIDE

Mudando Corações David Ela ficou perfeita no meu pau. Em cima de mim, sobre mim, montando-me. Ela foi incrível, não importando quão duro eu fodesse o seu corpo. Sabia que ia ser bom no instante em que entrei em sua doce boceta. Mas foi a porra de muito melhor, quando penetrei forte nela e esvaziei meu pau pela terceira vez no seu interior. Anna estava debaixo de mim, de quatro, enquanto com uma mão empunhava o cabelo dela e com a outra massageava seu clitóris. Meu pênis golpeava, movendo a velha cama debaixo de nós. O espelho da cama era um velho cavalo de batalha, uma herança familiar que pertenceu ao meu avô quando a família governava a metade dos países do Báltico, e era a mesma cama em que foram concebidas gerações de Strelkovs. Minha mente começou a entoar um mantra no minuto em que meu pau afundou nela. Tinha que engravidar essa mulher fazê-la minha e só minha em todos os sentidos desse maldito mundo! Prometi a ela que não ia gozar na sua garganta, ou comer o seu cu até que estivesse grávida. Caralho! Apenas a ideia de imaginar seu doce ventre estirado, os peitos inchados, mais voluptuosos do que agora, fazia que fodê-la com ainda mais força. Não estava certo do que era mais agradável nela: as palavras, os gritos ou, simplesmente, a forma com que fazia as minhas bolas pulsarem, como se estivessem mergulhadas em


BAD BOY' S BRIDE querosene e fogo. Anna gritou e deixou que o prazer a consumisse enquanto a fodia por trás, grunhindo como um louco, mexendo até que as duas últimas cargas grossas se misturaram com a sua nata. Foder a filha do velho Rossini como uma vagabunda deveria ter satisfeito à minha besta, que clamava por vingança. Satisfez, é claro, mas fez muito mais também. Será que eu estava louco, demente? Sim, sim, caramba! Já estava ali, catapultado a mais intensa tensão que meus nervos tinham sentido alguma vez, a não ser quando eu derramava sangue. Meu coração pulsava como um louco cada vez que a via estremecer e explodir debaixo de mim. Quando ficava olhando nos olhos dela, ou a ouvia gemer, ficava louco, possessivo, como um maldito lobo. Queria! Não, necessitava possuir Anna, de um jeito muito pior do que qualquer cadela que já tive no meu pau! Eu adorei transar com ela, amei abraçá-la e amava as longas pernas lisas e suaves cabelos castanhos, sua risada, seu pequeno traseiro delicioso, seu doce aroma, toda ela! Mas sendo a garota do velho Rossini, não podia pensar assim! Não, caralho, não podia! Mas esta porra era especial! —David! —Gritou meu nome antes que o prazer a cortasse. Meu pau não a deixou falar. A fodia com tanta força que ela perdeu todo o fôlego, enquanto empurrava meus quadris contra os ela, beliscando esse pequeno clitóris que tremia nos meus dedos.


BAD BOY' S BRIDE Ela abriu a boca e gozou de novo, e eu junto com ela. Não conseguiria segurar um segundo a mais. Não com ela, pois a garota tinha provado ser digna de foder e era a única que eu queria foder e engravidar, até o final dos tempos. Ela não tinha descoberto ainda, mas isto era um grande acordo! Iniciado no segundo em que forcei o pai dela a assinar o contrato de matrimônio, e que tinha terminado no segundo em que a tive na cama debaixo de mim. Anna era o meu princípio e fim, o meu alfa e ômega! De nenhuma maldita maneira ia perder minha pele, minha semente, minha alma em alguém mais! E não me importava uma merda se ela levasse mais tempo para entender, desde que ela recebesse a mensagem. Ela era minha, minha, MINHA, e não ia mudar essa porra por nada nem ninguém! Quando gozei pela terceira vez, tornei-me uma besta, levantando suas pernas da cama e segurando-as de cada lado dos meus quadris. Afundei meu pau profundamente, despejando outra descarga até o útero, inclinando os quadris dela um pouco, de tal maneira que a gravidade iria fazer todo o trabalho. Ela gozou, outra vez girando os quadris, o que acentuou nosso prazer. Caralho! A garota era natural. Se mantivesse este ritmo, eu ficaria cansado muito antes do que queria que fosse passar toda a maldita noite cravando-a no colchão. Depois disso, retirei dela e a abracei com força. Ela gemeu meu nome

várias

vezes,

indo

dentro

e

fora

da

consciência. Necessitava do seu sono reparador,


BAD BOY' S BRIDE especialmente depois de tudo o que tinha passado nos últimos dias. Não a culpava nem um pouco. Meu pau ficou duro contra a bunda dela. Bastardo ambicioso. Ela estava dormindo e teria que esperar até manhã. Abracei-a com mais força, beijando-a na parte posterior do pescoço, escutando os murmúrios sem sentido durante o sono. Se eu tivesse chegado alguns segundos mais tarde, o velho Rossini teria fodido tudo. O bastardo já tinha matado Víctor e o tio Ignatiev, além do meu irmão e da família patriarca, um após o outro. Claro, tinha sido pessoal quando invadi a casa dele ameaçando cortar sua garganta até que ele assinasse o contrato de casamento, entregando o seu próprio sangue e carne para mim, o demônio. Pensei que tomar o controle total da sua filha e plantar minha semente nela, seria vingança suficiente. Agora que ele tinha tentado matar a sua própria filha, todas as apostas estavam fechadas. Teria dado a cabeça da minha tatuagem de águia para saber que porra ele estava planejando. Tinha muito trabalho pela frente para fazer com que Anna me amasse verdadeiramente e aceitasse a sua nova vida. Não estava certo de como derrubá-lo, mas uma coisa estava clara: Rossini cavou sua sepultura no instante em que enviou assassinos atrás dela. Teve sua segunda oportunidade e a jogara fora. Matar esse pedaço de merda acenderia faíscas, sangue e balas, desde o Atlântico até o velho mundo, onde cada Strelkov e Rossini e, suas marionetes, puxariam suas adagas para fora, mas isso não me importava.


BAD BOY' S BRIDE A paz seria uma ilusão, enquanto idiotas como Rossini ainda estivessem respirando. Eu iria matar ele e enterrá-lo profundamente, e assim também, toda a sua puta operação, e não me importaria com a quantidade de sangue que tivesse que derramar, pois ele tentou foder com a minha garota. Depois desta noite, os Rossini iam viver ou morrer pela minha mão, pela minha misericórdia. Todo mundo que servisse a esse idiota, e com uma gota do seu sangue, iria morrer, e só viveria aquele com o DNA Strelkov, a criança que Anna me daria. Agarrei o mamilo dela, escutando o seu suspiro. Caralho, ela estava quente, mesmo enquanto dormia minha esposa frágil, perdida em sonhos! Minha! Um beijo na testa dela selou o acordo. Dorme tranquila esta noite, bebê! As próximas semanas vão ser difíceis. Se você sair desta com vida, vai ser a última Rossini! Você e nossos futuros filhos e filhas que serão tudo o que precisaremos para reconstruir nossas vidas juntos! Vou terminar esta luta, pela minha família do passado e do presente, nem que seja a última coisa que eu faça! Anna dormia como um anjo. Tomei banho, coloquei um robe, e a saudei com o café da manhã. Tive que vencer os empregados na cozinha, antes que me fizessem o café da manhã habitual. Porra, não me sentia como na maioria das manhãs, não depois que passei a noite com Anna.


BAD BOY' S BRIDE — Tome isto! —Disse, despertando-a quando a bandeja de prata se chocou no criado-mudo. — Preciso que se anime rápido, bebê. Ela sentou, ruborizando um pouco enquanto colocava o lençol em volta dela. Porra queria rasgar o lençol e estar entre suas pernas outra vez. Muito mau negócio, pois não podia passar o dia todo nesta maldita cama. Ela me olhou com cautela, levando a fumegante xícara de café aos lábios. — Ontem à noite aconteceu realmente? —Sim. Seu velho tentou matar você e fodemos até depois da meia-noite. Algo mais que queira saber? Ela olhou para o seu café com os lábios retorcidos, tentando reprimir um sorriso. — Não precisa ser tão contundente a respeito. Encolhi os ombros. —É a única maneira. Apresse-se, coma seu café da manhã e tome banho. Vamos para Atlantic City. —Jersey? Por quê? —Ela deixou sua xícara sobre a mesa e agarrou um prato, cortando a fruta e comendo as torradas que tinha deixado na bandeja para ela. —Você vai divertir-se um pouco, enquanto me ocupo de algumas coisas. Não posso te deixar aqui. Considere como uma espécie de lua de mel! —Tomei um grande gole do meu próprio café. —Não se preocupe. Haverá muito mais quando chegarmos ao cassino. Este é


BAD BOY' S BRIDE só o começo. —Eu adoraria. Papai poucas vezes me levou para fora do estado. Disse que era muito perigoso deixar-me ir sozinha, ou inclusive ir com ele para a Europa... Toda esta conversa sobre seu velho estava incomodando. Caralho, a principal razão de irmos era para fazê-la esquecer. Também, porque era um lugar perfeito para atrair o estúpido do seu pai ao meu território, assim, poderia derrotá-lo e parar essa merda para sempre, mas ela não precisava saber nada sobre isso. —Esqueça a forma que estava acostumada a viver, bebê. Está comigo agora! Faça como eu digo! É uma mulher livre agora, livre como pode ser estando na minha sombra. Não será a menina do papai nunca mais! É minha toda minha e só minha! As sobrancelhas dela se arquearam, enquanto comia um grande pedaço de pão torrado. —Sou? É extremamente controlador, David. — Sou assim... No quarto! Ela não estava segura se ele seria diferente em qualquer outro lugar. O rosto dela esquentou, e as bochechas tingiram-se de vermelho cereja. Grunhi, e ela limpou a boca. —Alguma vez afrouxará as rédeas? Não vou tentar fugir de novo. Estou cansada disso. Entendo que não teve muitas razões para confiar em mim. Um dia, espero que me trate como


BAD BOY' S BRIDE uma verdadeira esposa, e provarei que pode confiar em mim. Ela parecia tão determinada. Porra, realmente acreditei nela. Poderia deixar as rédeas mais frouxas se não me lembrasse das últimas quarenta e oito horas. Pena que minha memória era boa, e não me deixaria esquecer tão cedo. —Veremos! —Disse. — Tenho que mantê-la a salvo e feliz antes que falemos em confiança. Esse é meu trabalho bebê, e levo minhas responsabilidades a sério. A vi comer em silêncio, bebendo o resto do meu café. Ignorando a sensação de fome no meu estômago, levantei-me, movendo para o armário em busca de uma roupa limpa. Tinha uma fome do caralho depois de satisfazer tantos outros apetites ontem à noite, mas um café da manhã como o dela não me atraía. Teria tempo de sobra para um sanduíche no helicóptero a caminho do cassino. —Preciso perguntar algo. — Ela disse, quando eu voltava endireitando a gravata. —Diga! Não é necessário pedir permissão, bebê! É minha esposa! Não é a porra da minha aluna. —Fixei meus olhos nela. —Vou mantêla fora de perigo! Não vou amordaçá-la! Ela piscou, com os olhos brilhando um pouco, mais feliz agora que estava tendo a oportunidade de dar um passo para mais perto de mim. —O que ele fez? Trata-se somente de negócios toda essa rivalidade com a minha família?


BAD BOY' S BRIDE Eu parei, porque responder as perguntas dela ia ser difícil. — Antes, eram negócios. Era um assunto bem mais leve, uma guerra de territórios sobre as rotas de fornecimento. Havia pequenas tréguas que não duravam mais que um ano. Foi assim nos quatro continentes, desde que meu pai era um menino. —Isto é diferente... — Anna tirou as malditas palavras de minha boca. — Sim! — Fiquei olhando para o meu reflexo. — Derramar sangue da família é algo que não posso ignorar. É italiana, amor! Sei que não pode ter sangue assim, sem compreender o que significa a vingança. Fiquei olhando para o rosto dela através do espelho. Ela assentiu lentamente. —Perdi meu tio e o meu irmão em um ataque no início deste verão. Seu velho ordenou o golpe que bombardeou seu avião e os deixou se afogarem no oceano. O velho pensava que eu estaria nesse avião também. Acreditava que ia nocautear todos os Strelkovs importantes de uma só vez. Ela ficou sem fôlego. O rosto dela retorceu-se de dor. A garota era uma Rossini sem dúvida alguma, mas ela tinha sido obviamente, protegida do mundo da violência. Droga! Eu não podia esperar para sentir o sangue quente dele em minhas mãos. A morte que deveria ter executado há semanas. —Deus! David sinto muito, sinto muito por tudo o que...


BAD BOY' S BRIDE —Pare! Não preciso que se desculpe pelas decisões que nunca tomou. Esta droga é um assunto podre e não é necessário que se envolva. Não vou sujar sua doce mente com sangue e bombas, mas não vou esconder o que ele fez. Direi o que está acontecendo, enquanto você se mantiver fora desse assunto e deixar que me encarregue dos demônios! E nisso sou muito bom! A coloquei de pé, tirando o lençol. O modo como ocultava o seu corpo de mim e a falsa vergonha criou uma tempestade em mim. Peguei-a em meus braços e a apertei com força, agarrei a curva do seu macio traseiro e lhe dei um apertão. —O que acha que está fazendo, Anna? Não tem nada do que envergonhar-se. Eu não gosto do nome Rossini, por tudo o que me tem feito. Mas mesmo ela sendo uma Rossini, estou muito agradecido por mantê-la, controlá-la e amá-la. Os lábios dela torceram tentando encontrar as palavras. Dei um beijo longo e quente antes que ela pudesse dizer algo. Dê-lhe tempo, pensei. Conseguiremos solucionar essa porra toda. Ela vai descobrir onde pertence e onde não pertence, em breve. Igualmente, irá descobrir como lidar com essa porra do nome dela. — Eu gostaria que não tivesse que ser assim! — Sussurrou ela, fechando os olhos. —Eu gostaria que ficássemos de outra maneira, sem este matrimônio forçado e meu papai sendo um idiota. — Dane-se o jeito certo, bebê! Isso é o correto. —Agarrei suas mãos e as apertei muito forte. —Estamos juntos, não é? Isso é tudo o que importa. Tomei-te pela força e arranquei o seu


BAD BOY' S BRIDE coração. Tive que fazer da maneira difícil, porque não faço do jeito fácil. E quer saber mais? Faria de novo, sem pensar duas vezes, porque está aqui, é minha e não vai a lugar nenhum! Dei a ela outro beijo. Não ia escutar mais nenhuma palavra daqueles lábios, pois iria curar com beijos qualquer lágrima que caísse dos olhos dela. —Agora, vá se arrume! —A virei pelos ombros em direção ao grande banheiro. — Temos um voo para pegar em duas horas. A mala já está pronta, ao lado da prateleira no armário. A viagem de helicóptero a esgotou. Ou, talvez fosse só a ressaca de ter meu pau mantendo-a acordada até o raiar do dia. Anna continuava dormindo no meu ombro quando aterrissamos no heliporto, na parte superior do piso cinquenta do cassino, era uma caminhada curta pela entrada especial que levava até a minha suíte particular. Não sabia como ela conseguia cheirar tão doce. Isso fazia com que o meu maldito pau esticasse nas calças. Meu pênis não deixava de palpitar, desejando ela, como se tivesse se esquecido da noite anterior. Era difícil pensar durante a longa viagem, mas eu consegui. Meus homens saíram primeiro e revistaram o lugar. Rossini não demoraria muito tempo para descobrir onde estávamos. Se ele ainda não soubesse que estávamos agora em Jersey, então saberia muito em breve, quando lhe enviasse o meu convite. —Tudo está limpo, D.—O sotaque de Boris rangia pelo rádio no meu cinturão.


BAD BOY' S BRIDE Anna se esticou, esfregando os olhos. Passei um braço ao redor dela, enquanto o piloto saltava e abria a porta. —Já estamos aqui? Caralho! Eu queria ver o horizonte! — Franziu os lábios com amargura. —Terá muito tempo para isso mais tarde, bebê! A melhor parte de ser rico é viajar pelo céu cada vez que dá vontade. Venha! Vou mostrar o seu quarto. Nikolai tinha fechado o perímetro do edifício. Assentiu quando passamos. Era bom ter seis olhos no terraço junto com o meu guardacostas e eu, mas ainda não estava seguro. Se eu visse o brilho tênue de um franco-atirador perto da torre, teria jogado a minha esposa no chão, tão rápido que ela me daria uma bofetada pelo choque. O que seria uma lástima, entretanto. Melhor ter algumas contusões do que acabar morto. No interior, relaxei. Os olhos de Anna aumentaram quando viram a enorme suíte onde nós estávamos era certamente maiores que o apartamento dela. O cardápio estava junto ao móvel do bar, e continha desde lagosta a file mignon, tudo grátis. Ser proprietário tinha às suas vantagens. Deixei-a caminhar no lugar, enquanto lavava o rosto e penteava os cabelos. A água fria era bem-vinda e refrescante, acalmando a tensão na minha pele. O reflexo mostrava o olhar quente e fixo sedento de sangue, no homem olhando para mim no espelho. Apertei os meus punhos. Porra! Teria gostado de lhe dar uma lua de mel apropriada. Algo melhor


BAD BOY' S BRIDE que este brilho e glamour passageiros, pois sabia que a qualquer momento nosso mundo poderia virar um inferno. Só tenho que derramar sangue uma vez mais, pensei. Matar o bastardo e seus comparsas. Então, poderei dar o mundo a ela. Estava a ponto de abrir a porta, quando ouvi seu zumbido. A suave serenata, que veio do pequeno quarto de leitura próximo me disse que ela finalmente tinha se instalado. E depois de vários dias de puro inferno, meu bebê estava contente, segura e feliz na minha presença, como uma gatinha ronronando. Meu pênis começou a endurecer de novo, pela décima vez desde que saímos de Nova Iorque. Neguei com a cabeça, mantendo meus desejos à distância. Haveria tempo de sobra para tê-la debaixo de mim mais tarde, depois que acabasse com os negócios. Abri a porta e saí em direção ao elevador. Tinha que pegar Boris e descer para a sala VIP, onde tinha um quarto de guerra oculto atrás do bar de luxo. As instruções que dei hoje de manhã estavam marcadas para daqui cinco minutos. — Ei! — Gritou Anna, enquanto caminhava para junto dela, levantando a vista do livro de couro grosso que tirou da estante. — Aonde vai? Posso ir junto? Eu adoraria ver o cassino! —Agora não, querida! Não vai a lugar nenhum. — Olhei-a severamente. —Tenho negócios para tratar. Seus lábios se torceram em uma careta. —Quer dizer que chegamos até aqui só para ficar sentada nesta sala? Seria bom, quero dizer, eu gostaria muito mais de sair e...


BAD BOY' S BRIDE Levantei uma mão. —Alto lá! Deixarei você aqui por uma razão, mascote. Não quero dizer que temos que viver como prisioneiros neste hotel. Você vai sair mais tarde, comigo, e só comigo! Sei que pode esperar um pouco mais de tempo por mim, não é verdade amor? A paciência tem suas recompensas! Cruzei o espaço entre nós, alcançando-a, segurando seu rosto com uma mão. Porra, eu adoraria marcar sua pele suave e branca como a neve, e sentir as maçãs do rosto, e os lábios inchados, que agora me pertenciam. Perguntas loucas passavam pela minha cabeça. Perguntava-me se nosso filho conservaria suas características ou, se teria um traço eslavo dos meus ancestrais. Saberíamos logo. Não desaceleraria só porque seu velho ainda respirava. Iria tomá-la cada vez mais profundo, marcando-a! Segurei um estremecimento. Cada vez que pensava nisso, meu corpo enlouquece, deixando o meu pau como uma rocha. Anna

resistiu

durante

vários

segundos,

mas

finalmente

empurrou a bochecha na minha mão, ronronando na minha palma. Sorri, enquanto assentia com a cabeça, empurrando as suaves mechas escuras através dos meus dedos. O cabelo da garota era incrível, não importando se os acariciava ou puxava enquanto entrava nela. —Não me

faça esperar para sempre! —Disse. — Estou

começando a acostumar com isto. —Descanse! Vai precisar com tudo o que faremos esta noite. Mantenha a boceta quente para mim e peça uma


BAD BOY' S BRIDE garrafa de vinho gelado. Depois que foder você aqui em cima, vou levá-la para ver cada centímetro deste lugar comigo. Saí antes que pudesse dizer uma palavra a mais. De forma alguma ia deixar que o progresso que tínhamos feito começasse a ruir. Mas tinha que colocar em prática a armadilha para o velho dela. —Seu assessor está na linha, senhor. Preparado e esperando. — Fiquei em pé, furioso, dando a volta na mesa redonda de cerejeira, enquanto Nikolai me passava o telefone. Essa linha era segura. Era um telefone fixo, feito especialmente para o cassino, o que nos assegurava que nenhum federal ou cartéis inimigos nos grampeasse. —Olá? —O senhor Rossini vai falar com você agora. Um momento. — O desdém que fluía através das palavras dele foi captado por mim. Houve um barulho durante um segundo, e logo ouvi a voz do idiota. —Strelkov? O que tem para dizer-me depois da noite passada? É a última pessoa no mundo que esperava ter um bate-papo. —Segure a porra da emoção! Sei o que fez. Seu doente, filho de puta. — O ofego dele foi audível do outro extremo. —Sim? Vai fingir que está horrorizado? Por favor! — Qualquer homem faria o mesmo com sua filha se ela estivesse com um animal como você! Sim, tentei matá-la! Tentei tirá-la da desgraça, e proteger o nome da família do seu veneno. Tratei de ser compassivo, e não vou parar até que eu consiga.


BAD BOY' S BRIDE Meus dedos fecharam-se com tanta força ao redor do telefone, que pensei que o partiria em dois. Relaxe! Fique relaxado! Não era fácil, mesmo que cada parte do meu cérebro gritasse para que permanecesse tranquilo. —É um filho da puta desalmado! —Grunhi. — Tão frio, mas não vou deixar que essa bonita e inocente menina morra! —Vá em frente! Sabe que baixará a guarda, mais cedo ou mais tarde. Eu queria que tivesse sido rápido, evitando que sofresse, mas se tiver que usar veneno, então... — Cale a boca! Sei que está tentando deixar-me com raiva! Sabe que ela é mais do que carne para mim! Não posso fodê-la e depois jogá-la aos lobos, como uma puta de alta classe. Ele soltou um grunhido apertado e feroz. —Isso significa que já a desonrou. Se não o conhecesse melhor, teria pensado que ele se importava com Anna. O tom dele tinha se tornado áspero. Mas claro que não, era tudo sobre ego e seu retorcido juramento, fazendo-o pensar que sua linhagem, sua filha, não merecia sobreviver. Assunto de família, eu entendia. Aquele merda e eu, estávamos em guerra por vingança, sangue e dinheiro, mas sacrificar a própria carne e sangue, por um maldito sentido de honra, eu não conseguia entender... Essa porra era horrível! Por mais que tentasse, não fazia sentido para mim! Toda uma vida no submundo não me tornou tão doente!


BAD BOY' S BRIDE —Olhe! — Disse entre dentes. — Não fiz nada que qualquer homem de sangue nas veias não faria à filha do seu pior inimigo. A garota não merece morrer. É um bastardo Rossini, mas pode tê-la de volta, se prometer não lhe causar nenhum dano. A

respiração

dele

parou.

Houve

uma

longa

pausa.

Provavelmente, uma faísca elétrica vibrou no cérebro dele, enquanto tentava saber se o que eu dizia era sério. —Quer... Devolve-la? —Disse, com voz incrédula. — Tão facilmente? O grande David Strelkov? Há Há Há! — Ele começou a rir de verdade. —O que é tão divertido, idiota? —Parece que o que dizem das gerações futuras é verdade: não são determinados como os antecessores e nem tão fortes! Seu tio Ignatiev teria enviado a cabeça da minha pobre menina para mim em uma caixa. —Não sou meu tio! — Grunhi. —Não sabe como funciona a minha família. Cale sua maldita boca! —Sinto muito, não sou seu capacho para que mande em mim! Vá se foder! Ele limpou a garganta, rindo ante o insulto ridículo. —Aceitarei sua amável oferta e estou de acordo com os termos que mencionou. Não sei como, mas vou encontrar alguma maneira de apagar os rastros podres do DNA do animal que desonrou minha menininha... Quando você gostaria de enviá-la? Meus homens podem


BAD BOY' S BRIDE estar aí amanhã. Eles entrarão desarmados nas instalações do cassino. Bom, pensei. Ele deixou escapar que nos seguiu até Jersey. — Isso não será tão rápido. Se a quer, tem que vir buscá-la você mesmo. Sei que não é homem o suficiente para explodir o cérebro da sua própria filha. Quer vê-la morta? Então eu sei que usaria um dos seus homens para fazê-lo. Outra longa pausa. — Qual seria a diferença? Se realmente quisesse isso, sabe que me encarregaria dela logo que saíssemos do seu território. —Porque vê-la de novo colocará algum maldito sentido em seu crânio podre! Não dirá a ninguém para puxar o maldito gatilho ou dar-lhe veneno quando abraçá-la de novo. E para garantir, e inteirarme que a garota não está respirando depois de levá-la de volta, você será um homem morto! —Isso não vai acontecer. — Não vai, Rossini. Espero que lembre quão fácil é para eu entrar no seu escritório. Segurei uma navalha na sua garganta uma vez, e só desenhei um fio de sangue. Na próxima vez, vou banhar-me no seu maldito sangue se puser um só dedo de suas garras em Anna. Vou pintar rosas com seu sangue e as porei sobre sua tumba! Só a envio de volta para você, porque é a única maneira de mantê-la a salvo... Deixei meus dentes rangerem. O roteiro que estava seguindo em minha cabeça era falso, igual a todas as promessas que estava fazendo. Entretanto, a frustração, o


BAD BOY' S BRIDE ódio, a necessidade de matar esse filho da puta doente, era real, e as palavras quase não saíam. —Aceito! Encontraremos-nos em águas neutras, vou levá-la para o meu iate. —Então, nunca mais quero saber de você de novo! Até que nos choquemos nas rotas do Mediterrâneo, obviamente. — Rossini respirou profundamente, com ar satisfeito e seguro de si, achando que tinha me humilhado. Continue rindo, maldito! Será uma das últimas vezes. —Certo! Até, então! A linha foi cortada. Bati o telefone tão forte, que toda a mesa se sacudiu. Boris e Nikolai estavam ao meu lado em um instante. Os outros dois bulldogs contratados, que estavam ali para a segurança do cassino, perto da porta, arrastaram os pés, incomodados com o meu olhar malvado que assegurava seus cheques de pagamento. Porra! Fariam seu trabalho, nervosos ou não, e isso era tudo o que importava. Cada homem em minha folha de pagamento tinha sido investigado por suas habilidades, antecedentes e linhagem, e os dois meninos mais próximos a mim, tinham laços de sangue com a minha família por gerações. —Bem? É isso, D? Apenas assim, iremos devolvê-la? — Boris me olhou, como se eu tivesse enlouquecido. —O negócio vem em primeiro lugar. Devolve-la é o melhor para o negócio e para segurança da garota, também. Por mais que eu quisesse come-la por mais tempo,


BAD BOY' S BRIDE tenho que fazer o que der menos trabalho. Deixe de me olhar como se o meu cérebro estivesse saindo pela minha orelha. — Olhei para os dois, de Boris a Nikolai, encarei-os fixamente, até que eles baixaram os olhos. —Vocês dois têm suas ordens. Estejam preparados para amanhã. Preparem a troca para as dez, quando chamar o assistente do bastardo. Nunca ninguém tinha me desafiado. Não seriamente! No instante em que fizessem isso, eu os teria sob os meus pés com uma mão ao redor da garganta, fazendo os ossos estalarem, como os bonecos insubordinados mereciam. Comecei a ir para a porta do escritório, e me detive perto dos outros guardas, me voltando para meus homens. —Uma coisa mais, assegurem-se de que a segurança na área seja rigorosa. Esta vai ser minha última noite com a Anna, e quero dar algo para recordar-se. Mantive minha boca cerrada até que estava no final do corredor. Então... E só então... Permiti-me um sorriso. Eles morderam o anzol! Todo mundo! Agora só tinha que manter minha garota segura quando o velho Rossini viesse matar-me. Ele viria por ela, antes de rejeitá-la e provavelmente tentaria matar-me, e isso era tão certo quanto o sol que nasceria amanhã. E quando o fizesse, seus estúpidos subordinados me levariam direito a ele. E logo que fizessem, iria pendurá-lo, como o imbecil selvagem que era, e alimentaria com seu corpo inútil todos os monstros de dentes afiados nas profundezas do oceano.


BAD BOY' S BRIDE

Do Céu ao Inferno Anna Um movimento no colchão fez meus olhos abrirem rapidamente. David estava gloriosamente nu, mais de noventa quilos de músculos tatuados e esculpidos em rocha, engatinhando para mim como um tigre. Abri a boca para falar, mas ele foi mais rápido. Puxando-me para dentro de seus grandes braços, sufocou minhas palavras com um beijo frenético, forte, sensual e cheio de desejo, como se nossas bocas não se encontrassem há meses. A língua de David encontrou a minha, levando-me ao mesmo baile deslumbrante de antes. Deus, desejava poder resolver meus sentimentos por este homem em um beijo. Mas ele tinha várias camadas, como o vinho da melhor qualidade ou a mousse mais decadente. Ele me enfurecia, assustava e incendiava meus desejos, como ninguém mais tinha conseguido. Alguma vez eu conseguiria entendê-lo? Droga será que me entenderia? Será que um milhão de amostras dos lábios dele alguma vez me diriam algo? A mão dele arrastou entre minhas pernas, pela minha coxa nua. Meu acanhamento tinha desaparecido, e agora vestia orgulhosamente a saia que ele tinha escolhido esta manhã. Alegrei-me de ter feito quando seus dedos foram mais longe, chegando facilmente à minha calcinha, encontrando o calor e a umidade do meu sexo.


BAD BOY' S BRIDE —Porra, bebê! — Grunhiu, interrompendo o beijo. — Ia levar você para sair esta tarde, mas ao te ver deitada aqui não pude esperar. Preciso comer você agora! Sorrindo, tomei a iniciativa me pressionando contra seu peito enquanto ele golpeava meu clitóris. Retorci me afastando da sua mão e pressionei ambas as minhas mãos sobre o pau dele já grosso e duro. Quando viu minha cabeça descer para sua ereção agarrou meu cabelo em seu punho. Ele nunca abandonava o controle, mas agora teria que confiar em mim. —Sim, bebê! Chupe bem profundo! Não espero que faça perfeito na primeira vez que chupe um pau, mas terá muito tempo para aprender e para praticar... OH, porra! A respiração dele travou quando meus lábios o rodearam. Estava surpreendida do tanto que conseguia colocar na boca. Era mais divertido chupá-lo do que esperava, era duro, masculino e resistente. Minha língua provou os duros anéis implantados em sua pele, as mesmas

que

me

davam

tanto

prazer,

quando

ele

estava

profundamente dentro de mim. O puxão em meu cabelo se tornou mais forte. Ele não falou de novo enquanto eu começava a trabalhar encontrando os lugares que o faziam retorcer e gemer. Mostre para ele como é bom ser sua esposa! Mostre para ele como o deseja! — Ah, droga! —Rugiu David quando acariciei suas bolas, as apertando, cuidadosamente com uma mão.


BAD BOY' S BRIDE Bem, era uma novata, mas não era estúpida. Já tinha lido uma boa cota de histórias sujas na internet enquanto crescia furtivamente me esquivando do filtro de vigilância que papai colocou no meu computador. Como ele se sentiria se soubesse que eu estava fazendo um boquete a seu pior inimigo? Esperava que seu horror fosse tão intenso, como a emoção que enviava pelo corpo do meu amante. David gemeu outra vez, a respiração se tornando difícil, os dedos em meu cabelo puxando até eu sentir dor. Chupei-o mais e mais profundo. Apertei uma mão ao redor da sua base, no longo pedaço que não conseguia colocar na boca. Passei minha língua grosseiramente pela zona abaixo da cabeça dançando contra sua carne, pressionando-o contra minha língua. Outro minuto e David se esticou. Agarrou-me pelo cabelo, sem deter-se desta vez, e me afastou violentamente. —O que aconteceu? —Olhei para cima, esperando não ter feito algo errado. —Quase me fez gozar! —Sussurrou. — Não vou gozar em sua boca assim tão fácil, bebê! Não enquanto ainda tenho sua boceta para reproduzir. Reproduzir. Essa palavra animal enviou um estremecimento pelas minhas costas. Tremi, e David notou. Sorriu me empurrando para o colchão e tirando a minha blusa. Ele notou que eu não estava de sutiã. Enquanto ele esteve fora, tirei o sutiã, e deixei que meus seios balançassem livremente. Talvez,


BAD BOY' S BRIDE inconscientemente, esperasse que ele voltasse para mais que um descanso à tarde. Seus olhos fixaram-se nos meus mamilos duros, acendendo-os ainda

mais

com

seu

intenso

olhar.

Sua

boca

foi

para

ele

instantaneamente, chupando e o puxando com os dentes, enquanto apertava o outro com a mão. Um fogo abrasador me percorreu. Os músculos da minha boceta apertaram com desejo, ansiosos e quentes. Finalmente, estava pronta para este homem. Pronta para seus beijos, pronta para o seu pau, pronta para ficar grávida! Isso tinha me pegado de surpresa ontem à noite. O que ele disse foi explosivo, assim como os eventos que me levavam a transar com ele. Agora queria levar isso mais lento, mais profundo, mais duro. Queria foder com ele como os amantes faziam! David moveu-se para baixo, jogando a minha camisa para o lado. Uma mão encontrou a minha calcinha, descendo-a com um puxão, parando justamente nos meus tornozelos. Ele me abriu, usando a boca e as mãos. Recostei-me para trás e o deixei entrar, esticando-me quando a língua dele acertava o ponto. As

lambidas

se

tornaram

rápidas,

pesadas,

doces

e

escorregadias. Era a minha vez de sentir fogo nos meus pulmões. Meus seios doloridos mexiam a cada vez que a boca dele golpeava meu clitóris. Vi a cor vermelha que os dentes dele deixaram ao redor dos meus mamilos, uma das muitas marcas que ele iria fazer antes que a tarde terminasse. —OH, Deus! —Choraminguei. — David!


BAD BOY' S BRIDE Cravei minhas unhas no pescoço dele. Arranhei, deixando nele a minha própria marca, segurando-o entre as minhas coxas. As lambidas se tornaram mais duras, mais selvagens, até ele colocar meu clitóris entre os dentes. Segurou-o no lugar, e chupou a pequena protuberância uma e outra vez, enchendo-me de prazer. Não podia continuar me contendo. Minhas coxas tremeram, e logo me apertei contra o rosto dele, explodindo em um gemido agudo de êxtase. Gozei rodeada pela boca dele, rendendo-me, enquanto meus quadris sacudiam e ele continuava com a minha boceta entre os lábios. Ele permaneceu chupando e lambendo-me durante todo o meu orgasmo, alimentando as convulsões que me percorriam de dentro para fora. O prazer me levou alto e desabei com força. Quando voltei a mim, a saia já estava fora. Sacudi meus tornozelos, e descobri, que minha calcinha também já tinha ido. David estava entre minhas pernas, esfregando sua dura ereção contra mim, e dando pequenas batidas em meu clitóris com seu comprimento. Observou minha boca em busca de consentimento, e o pequeno pigarro que deixei sair foi o sinal que ele estava esperando. —Caralho, querida! Você o quer muito, não é? —Sorriu. — Eu gosto de brincar apenas quando o momento é adequado. Mas não agora! Agora mesmo tudo o que você terá é este pau! Vou foder você até encher-te com minha porra e você ficar grávida, bebê! Com um movimento ele estava dentro de mim. Abri os olhos e David foi para baixo, açoitando os quadris contra


BAD BOY' S BRIDE as meus tão forte que a cama sacudia como folhas ao vento. O luxuoso colchão King era maior e mais amplo que o que tínhamos em casa, mas ele conseguia movê-lo. A forma com que me fodia podia mover montanhas, ele era uma força brutal e selvagem que me golpeava em todos os lugares corretos para levar-me ao clímax. Meus quadris foram ao seu encontro. A louca determinação de sentir sua essência em mim apertava todos os botões corretos. Não podia explicar por que me excitava algo tão repentino, tão sujo. Em uma

noite,

ganhei

um

marido

que

nunca

esperei

que

me

enlouquecesse, tornando-me uma completa viciada no seu calor, nos seus músculos, no seu orgasmo. Deus, não! Não podia ser assim! Mas era! Desejava-o! Meu corpo gritava por isso, e rogava por isso, enquanto as bolas implantadas em seu pênis atingiam o ponto certo. Minha boceta palpitou e o chupou mais quente e úmida do que antes. Levando de modo lento e sensual David me beijou e se manteve ali, alimentando minha rápida respiração, um prelúdio da explosão que estava por vir entre as minhas pernas. A língua dele brincou grosseiramente com a minha, transmitindo-me uma necessidade inconfundível, melhor do que qualquer palavra. Movi minha cabeça, de um lado para o outro, rompendo o beijo quando estava perto de gozar. David também percebeu. Segurou meu longo cabelo e o puxou mais forte, tanto que segurei a respiração me sujeitando debaixo dele.


BAD BOY' S BRIDE — Goza comigo bebê, no meu pau que vai nos dar o nosso bebê! Agora, porra! Na terceira vez, eu gozei. Meu sexo se esticou e todos os meus músculos apertaram, e então era só o puro calor celestial. Explodi, golpeando meus quadris contra os dele, tomando tudo o que ele tinha enraizado em mim uma e outra vez. David me penetrou e me segurou, meu peito ardia, e então todo o meu corpo. —Porra Anna! Vou gozar e vou esvaziar dentro de sua boceta, dentro do seu útero... Nenhum de nós pôde falar depois disso. Ficamos destruídos, suando, gemendo juntos, moldando nossos corpos como dois animais acasalando. A semente dele disparou mais profundamente, mais quente do que nunca, jorrando em mim com a ferocidade que tinha prometido. Rodeei-o com minhas pernas e o tomei mais fundo. Os músculos do traseiro dele palpitavam debaixo dos meus tornozelos, no mesmo ritmo dos meus. As ondas do orgasmo saíam do meu cérebro para a minha boceta e para cada músculo do meu corpo. Isso teria feito com que desmaia-se se ele não me segurasse, me obrigando a sentir o mesmo fogo que o invadia enquanto me penetrava profundamente. Estava apenas meio consciente quando David finalmente saiu de mim. Fechei minhas pernas e ele desabou ao meu lado na cama, puxando-me para seus braços. — Uma trepada mais e já será hora do jantar. E também dos jogos. — A seriedade voltou para os olhos dele,


BAD BOY' S BRIDE enquanto me olhava de cima abaixo. — Mantenha essa porra dentro de você! Olhei para baixo. Os dedos dele brincavam com minha boceta, espalhando por minhas dobras a escorregadia nata que nós criamos e que estava saindo para fora de mim. —Huh? Não tem o suficiente de onde veio isso? —Brinquei, recuperando meu cérebro depois de ter sido tão tola. — Sim! E vai conseguir mais quando voltarmos esta noite amor! Cada maldita gota que eu tenha! Contendo um sorriso, apertei minhas coxas obedecendo a suas ordens. Decidi tomar vinho esta noite. Como as coisas estavam indo, essa talvez fosse a minha última oportunidade de beber antes de ficar grávida. O cassino era deslumbrante. Nunca tinha visto um lugar como esse. A família Rossini nunca esteve neste tipo de negócio. Meu pai teria me estrangulado se soubesse que eu estava aqui, sua garota boa, em um ninho de víboras, onde reinava o pecado e os impulsos desenfreados. Inclusive as luzes de néon e o barulho das moedas aumentavam os sentidos. A mão de David apertou a minha com força. Acabávamos de jantar em uma sala VIP do restaurante que ficava sob o cassino. Ele me contou como comprou o cassino, parecendo meio aborrecido enquanto enumerava todos os detalhes das apostas e o turismo. Isso era um aviso de que este tipo de negócio não o emocionava. Assassinatos, guerras e dar


BAD BOY' S BRIDE ordens a seus frios homens era o que fazia os olhos dele faiscarem. No térreo, estava mais animado. Pôs fichas brilhantes em minhas mãos e me disse que apostasse na roleta. As primeiras duas rodadas perdi cerca de mil dólares em um instante. —Aqui! Vamos recuperar! É o dobro ou nada, bebê! —Disse, colocando uma pilha maior de notas na minha mão. Olhei para cima, sabendo que havia milhares de dólares em minhas mãos. David, provavelmente, não era muito mais rico que meu pai, mas era muito mais relaxado com o seu dinheiro, sendo arriscado em todos os aspectos. —Está certo disto? — Sussurrei. —Claro que sim! Alegre essa cara, bebe! Tenha um pouco de confiança em si mesma, porra! Uma queda só se torna uma perda se você jogar a toalha! — O brilho nos olhos dele me disse que ele estava apostando mais que dinheiro aqui. O homem estava mantendo-se firme, lembrando-me que era um lobo tanto na mesa como nos lençóis. O empregado do cassino de rosto sério pegou o meu dinheiro trocando por fichas, e, em seguida, esperou que o outro homem que estava na mesa apostasse. O jogo começou. David tomou minha pequena mão na sua e a apertou. A bola rodou. Fiquei boquiaberta, enquanto a bola dava voltas e voltas, diminuindo a velocidade perto do meu número em vermelho. David me deu uma palmada nas costas, enquanto a bola parava no meu número e cor.


BAD BOY' S BRIDE — Te disse que ganharíamos essa! Vá e pegue seu dinheiro! —Ri enquanto ele me dava um empurrãozinho brincalhão para a mesa. As fichas pesavam um pouco na minha mão, mas o total deu um número de cinco dígitos quando as troquei por dinheiro. O rosto de David não revelava nada apenas uma leve diversão. Perguntava-me se David tinha dado ao funcionário algum sinal secreto, subornando-o ou algo do tipo. Entretanto, isso faria com que minha vitória na mesa se tornasse menor? Confiaria menos nele? Caralho, não, disse a mim mesma! Não só estava com um homem que tinha nascido sendo um ganhador, mas que, além disso, era o dono de todo o maldito jogo! Depois de pegar nosso dinheiro, fomos ao SPA. O lugar era tão elegante e glamoroso como o resto do cassino. Queria que me dessem uma massagem, algo que somente tinha sido capaz de desfrutar uma vez, em uma estranha escola de retiro perto da fronteira com o Canadá. David tirou a jaqueta e a camisa, baixou a calça e se deitou de barriga para baixo na mesa com total confiança. Troquei-me ao seu lado, perguntando me por que continuava me sentindo envergonhada quando ele já tinha feito mais do que me ver nua. —Caralho, você é linda! Meu rosto esquentou e, em seguida, todo o resto. Levantei o olhar e o vi olhar-me fixamente, com seu queixo barbado apoiado em suas fortes mãos, como um leão deitado ao sol. —Prometi às cadelas que trabalham aqui que lhes daria uma boa gorjeta se fizerem com que nós fiquemos


BAD BOY' S BRIDE relaxados! —Disse, percorrendo meu corpo com o olhar, olhando me fixamente dos tornozelos até os seios. —Precisará estar relaxada e refrescada esta noite, bebê. Se não sentar no meu pau, em algumas horas farei um buraco nesta mesa. Moveu os quadris uma vez e grunhiu, esfregando a ereção contra a mesa acolchoada de massagem através da toalha que ele usava. Tão louco, tão cru, tão inesperado. Ri. —Verei o que posso fazer. — Pestanejei, com a ira e a luxúria borbulhando em meu ventre. Deus parecia uma menina estúpida e envergonhada. Sacudindo minha cabeça, encontrei seus olhos e o olhei fixamente limpando minha garganta. — Melhor que se assegure que também está em ordem, David! Não estarei nada feliz se não puder aguentar enquanto eu estiver montando o seu pau esta noite! —Cacete! —Ele fechou os olhos, enquanto um sorriso desenhava em seus lábios. —Perguntava-me quanto tempo passaria antes que minha mente suja te contaminasse bebê! Continue assim! Ainda há muitas coisas que tenho que vou contaminar antes que termine de reclamar cada milímetro da sua pele doce. Esticou um braço para mim. Peguei a mão dele amando o seu calor, enquanto apertava meus dedos. Ficamos de mãos dadas por um longo tempo. Entretanto, não me importei com a demora. O SPA era muito tranquilo. Parecia que havia uma cachoeira caindo em uma piscina alguns metros atrás de nós. Se escutasse atentamente, juro que conseguiria


BAD BOY' S BRIDE ouvir o suave piar dos pássaros. Ou, possivelmente, o lugar só tivesse um maldito sistema de som que simulava o de um bosque. Estava quase perguntando a David sobre isso, quando a porta à nossa frente se abriu. Levantei o olhar esperando ver as mulheres que nos dariam a nossa massagem de casal. Mas os massagistas terapeutas não deveriam ser preto azeviche, nem tão altos e rudes e, certamente, não deveriam ter pesados rifles nas mãos. David investiu contra eles primeiro. Os homens levantaram as mãos, elevando as armas. Eu gritei. Deveria saber que não disparariam se estavam aqui por mim, mas eu não podia. Não ia confiar em porra nenhuma. Papai era capaz de tudo depois de tentar me matar uma vez. Meu amante uivou, enquanto se atirava sobre um homem, enviando-o para chão, apesar de suas proteções à prova de bala. O homem gemeu e puxando a cabeça de David. Os dois homens rodaram pelo chão, lutando como selvagens, enquanto um terceiro estava parado sobre eles, tentando encontrar uma entrada. Gritos femininos agudos podiam ser ouvidos do lado de fora do quarto. Uma pistola disparou. Cobri meus ouvidos e fechei meus olhos. Caralho, tudo terminou em um instante. Tinha medo de olhar e ver David atirado no chão morto. Meus ouvidos não podiam ignorar as fortes pisadas, botas de couro pisoteando sobre os azulejos. Um periquito gemia enquanto uma mão enluvada me levantava pelos ombros.


BAD BOY' S BRIDE —Não! — Gritei, chutando e lutando. Dois homens arrastaram-me para a saída de emergência. Olhei para David, que ainda lutava com dois homens. Tinha um homem caído no chão, e David destroçava a cabeça dele contra o pavimento, mas o segundo estava atrás dele, com a coronha do rifle levantada para ele. As lágrimas picaram nos meus olhos, como vespas rebeldes, quando vi que o levavam para baixo e escutei o doentio golpe. David amaldiçoou, olhando para mim uma vez com os olhos turvos e depois desmaiou. Gritei como se me assassinassem, já sem importar com a humilhação. Levada a força para fora, por um homem estranho, só com minha roupa íntima, não era nada comparado a presenciar o horror de ver o único homem que tinha amado ser morto diante de mim. Gritei e gritei, retardando meus captores com pontapés antes de gritar um pouco mais, através dos dedos do homem sobre a minha boca. Havia um caminhão esperando como se estivesse ali para deixar fornecimentos. Foi assim que entraram. Meu pai idiota, sempre preferiu o sigilo e a sutileza, antes da força bruta. Os homens me levantaram, preparados para deixar-me com outro homem de negro que estava acima deles. Chutei e acertando a cara de alguém. O homem uivou zangado, jogando me com mais força. O homem do caminhão me agarrou pelo cabelo, mantendo-me deitada e ficando por cima de mim. —Não! Saia de cima de mim, porra! —Minha voz retumbou


BAD BOY' S BRIDE estridente, como a advertência final de uma tigresa antes de atacar. Sacudindo-me, agitando e gritando, tentei arrancar os olhos dele. Ele descontou sua frustração em mim apertando meus ombros, restringindo meus braços e pernas, até que estivesse quase quieta. Depois a cabeça dele desceu e chocou-se contra a minha. Justamente na testa, formando uma explosão de vermelho, negro e dor. A última coisa que escutei foi o rugido de David, o último grito antes de apagar, pois depois as cortinas caíram por trás dos meus olhos. Segui o meu amante na escuridão, mas ele não estava me esperando ali. —Bem-vinda a sua casa, minha filha! Jurei que escutei as palavras do meu pai, em meu profundo e escuro sonho, antes de abrir meus olhos e vê-lo. Logo que o vi, coloquei-me de pé, estremecendo com a terrível dor na minha cabeça. Pressionando os dedos gentilmente contra a minha testa doía. —Posso assegurar-te que não haverá danos permanentes Annaliza. Meus homens são bem treinados. Nicilo só fez o que era necessário para conter você . Nunca causaria um dano real! —Deu um passo à frente, o terno azul que sempre usava acrescentando mais sombras à pequena cabine. A

ligeira

sacudida

debaixo

dos

meus

pés

me

disse

imediatamente que estávamos em um navio. Provavelmente o iate de longo alcance que pertencia a minha família a mais de uma década, o mesmo iate que utilizava para fazer as reuniões de negócios ao longo da costa.


BAD BOY' S BRIDE —Shhhh. Papai está aqui. —Colocou seus braços ao meu redor e me abraçou forte, não me soltando, enquanto eu gemia, e empurrava minhas costas contra a parede, procurando uma escapatória que não existia. —Solte-me! —A minha força voltou, então o empurrei tão forte como consegui. Papai saltou para trás, e me olhou com os olhos abertos. Meu coração chocou contra minhas costelas, enquanto o horror

da

semana

passada

retornava

como

uma

inundação,

iluminando meu cérebro com raiva, veneno, amor e desejo. E como poderia esquecer terror? O brutal terror que governava tudo. —O que é Annaliza? Pensei que estaria agradecida por me ver de novo! —Você... Você tentou de matar-me! Onde está David? Você o matou também? —Está vivo, por mais algumas horas. — Meu pai disse, acidamente.— Se ainda está zangada por aquele pequeno incidente no bosque, entenda que estava fazendo o que qualquer pai teria feito. Cerrei meus olhos. Não pensei que realmente ele iria admitir o que tinha feito. Mas depois de tudo, David me ensinou muito sobre o monstro que me criou durante os vinte anos que estive vivendo com ele. —O que fez a ele? —Perguntei mais preocupada com o meu amante que com o meu próprio destino. —Strelkov não sofrerá muito mais. A tortura só é um meio para um fim, que para um homem


BAD BOY' S BRIDE como ele, é a morte. Não há nada mais a fazer a não ser matá-lo e jogar o seu corpo no mar onde poderá juntar-se ao resto de sua horrível família. Sacudi minha cabeça, doente, tinha a esperança que ele estivesse equivocado, e que isso fosse excesso de confiança. Certamente não podia ser tão fácil capturar-me e sequestrar David em seu próprio território, certo? — O sangue dele estará em minhas mãos, Annaliza. Tenho que viver com isso! Igual à minha tentativa de matar você . Admito meus enganos. — Deu outro passo repugnante para perto de mim, muito perto para minha comodidade. — Vamos! Dê-me uma bofetada. Minha mão coçou. Deus, a tentação era forte. Queria esbofeteálo sem parar e depois fazer coisas piores, como cortar a língua dele e arrancar seus olhos, especialmente se ele estivesse dizendo a verdade a respeito de matar David. Mas ele queria que eu lhe fizesse mal, e fazer algo que papai queria que eu fizesse fazia meu estômago revirar. Meu pai relaxou quando viu que eu não me movia. Aproximou-se mais empurrando uma mão contra minha bochecha, arranhando as secas linhas salgadas que tinham deixado minhas desvanecidas lágrimas. —O que precisa para que as coisas fiquem bem de novo? Quero que voltemos ao normal de novo. Entende por que tive que fazer isso, não? —Sim! —Disse, afastando-me dele. — Pelo seu estúpido orgulho e a sua honra! Tudo o que ama é esse maldito


BAD BOY' S BRIDE negócio ilegal. Derramar mais sangue não significa nada para você. Tampouco importa arrancar o meu coração! Seu olhar brilhou, sem dúvida zangado por ter jogado a bomba sobre ele. Desejava que essas palavras doessem nele uma fração do que doíam em mim. O rosto dele retorceu-se, o aborrecimento endurecendo seus traços. — Droga! Criei uma garota que não entende nada? Você não é tola! Só gosta de se fazer de estúpida. — Vi seu punho apertando. Porcaria, se ele me batesse não seria capaz de resistir a atacá-lo e fazer tanto dano quanto pudesse por David. —O sangue é tudo para mim, minha filha! — Disse um pouco mais brandamente. Sua voz quase triste quando girou, olhando as calmas ondas pela pequena janela. —Sério, será que tenho que soletrar para você? Deixei a sua própria mãe por esta família, por nosso futuro... O sangue fugiu do meu cérebro. Sobre o que porra ele estava falando? Mamãe tinha morrido em um acidente de esqui nos Alpes, ou isso era o que havia me dito desde que tinha seis anos. Isso foi quando ele voltou sozinho, e nunca mais vi a brilhante e formosa mulher que me abraçava e cantava. Quando papai virou-se para mim, com os olhos cheios de dor, meu coração quase parou. Nunca o vi tão mal... Tão doído. Cambaleei para trás, meus lábios abrindo-se, murmurando, enquanto meu mundo rompia.


BAD BOY' S BRIDE —Não... Não... Não pode estar dizendo que... —Ele assentiu. —Sim, minha filha. Sua mamãe foi sequestrada por um demônio do ramo europeu, dos Strelkov quando estávamos celebrando o nosso aniversário. As coisas que fizeram a ela... Seus olhos relampejaram, vermelhos, escuros e malvados. Respirava de forma brusca e tenebrosamente. Por um segundo quis aproximar-me e reconfortá-lo, mas, instantaneamente, retrocedi ante o pensamento. O escutaria, mas precisava lembrar que a velha, tensa e amorosa relação que havia entre nós estava morta. Precisava estar! —Meus homens há encontraram dois dias depois. Tinham-na golpeado, violentado e, no final, deram um tiro na parte de trás da cabeça dela. Estilo execução. Havia uma nota debaixo da cabeça dela escrita em um indecifrável russo e um pobre inglês. — Papai limpou a garganta. —Ignatiev Strelkov dizia que eu deveria sair e nunca mais colocar um pé na Europa de novo. Tentou assustar-me sobre nossas posses em Florência, o lugar onde nossos ancestrais sangraram e morreram. Ele acertou minhas bolas matando a minha maldita mulher! Ofeguei. Papai nunca falava palavrões. A lembrança o tinha despedaçado, limpando a serena e fria aparência que sempre tinha mostrado para mim. Estava tremendo quando se aproximou da pequena cama e se sentou, enterrando o rosto entre as mãos. —Sinto muito, Annaliza! Provavelmente deveria ter deixado que o homem por quem está tão apaixonada cortasse minha garganta quando ele teve a oportunidade. Teria sido melhor


BAD BOY' S BRIDE do que te envolver em tudo isso onde também tentei pôr uma bala em sua cabeça antes que ele fizesse a mesma coisa que fez para a minha preciosa Cora. — O rosto de papai estava vermelho e as lágrimas cristalinas estavam grossas em seus olhos quando ele olhou para cima. — Aquele bastardo tocou em você? Acho que eu estava doente. Meu coração estava despedaçado, seus sangrentos pedaços repartidos entre dois mundos. Tudo o que pude fazer foi sacudir minha cabeça, mentindo, sentindo-me em um pesadelo. Exceto que não estava certa de que demônios eu tentava esconder a verdade agora. Era de papai, ou era de mim mesma? A história dele perfurava cada parte de mim em um pesadelo andante

que

acrescentava

toda

uma

nova

dimensão

a

esta

brincadeira que chamava de vida. Para mim, a ironia nunca era graciosa. Sempre era selvagem! Não, não, não... isso não podia ser verdade! Não podia ser! Mas era! Papai não servia para ser um ator. Nunca demonstrava emoções cruas perto de mim, nunca! Dessa vez, ele estava deixando que o coração verdadeiramente se mostrasse, com monstruosos segredos, sacudindo o pequeno e distante amor ao qual eu tentava agarrar-me. Deus! Por Deus! Como podia manter-me leal de coração a David, quando a família dele matou minha mãe? Como? —Graças a Deus! Sabia que ele estava mentindo quando disse que tinha te manchado. — Papai levantou e se aproximou, colocando


BAD BOY' S BRIDE uma mão no meu ombro. E desta vez não retirei a mão dele. —As coisas ficaram escuras e perigosas por um longo tempo, Annaliza. Você teve o suficiente por uma vida em apenas alguns dias. Prometo a você que o final está chegando! Com Strelkov morto, poderemos deixar isso para trás! A maneira que você se comportou, é a prova de que é o momento certo de torná-la uma grande mulher de negócios! —A mão dele apertou a minha, e estremeci. — Sabe quanto quis que florescesse? Tem um coração doce, minha filha, como o de sua mãe! Esperou até que eu olhasse para ele. Era um olhar duro que não amoleceu apesar dos meus olhos estarem cheios de lágrimas. —Mas a muito de mim em você também. Se abrir seus olhos, só um pouco mais, conseguirá ver. Entenderá! Você será capaz de dirigir tudo isto com a cabeça fria e um coração de pedra. Algum dia, quando já não estiver aqui, Annaliza, tudo o que nossa família construiu estará em suas mãos. O negócio, nossa empresa é maior que nós dois. É o que faz com que tudo o que façamos valha à pena. Afastei-me dele. Tinha que fazer com que ele parasse. Tinha um peso no meu estômago que estava me afundando e a cada terrível palavra que ele dizia, acrescentava outro quilo ao seu peso. —Não posso lidar com isto, agora! —Disse, colocando um braço na parede para me sustentar, descansando minha cabeça ali. —Isso é óbvio! — Disse meu pai brandamente. —Descanse seus olhos e pense em tudo isto! Nenhuma decisão importante deve ser tomada até que cheguemos em casa. Você passou por uma grande


BAD BOY' S BRIDE prova. Logo que levantarmos a âncora e voltarmos para casa, esse negócio estará no passado! Fechou a porta lentamente, me deixando sozinha. Ficará no passado? Ele estava falando sério? Perguntava-me se algum dia poderia esquecer está feia nuvem negra. Não podia esquecer David, muito menos o redemoinho de emoções que provocava em mim. Mas agora que o segredo da minha família tinha sido revelado, não poderia esquecê-lo também. Os Strelkovs e os Rossinis eram inimigos naturais. Minha tragédia só era o último capítulo na guerra de sangue que parecia destinada a durar até o fim dos tempos. Droga, mesmo agora, com a horrível verdade vindo à luz, ainda o amava. Mas não queria! Como poderia amá-lo quando o universo e o meu próprio DNA gritavam que era errado? Mas como poderia simplesmente esquecê-lo e deixar que morresse devido aos nossos sobrenomes? Meu cérebro lutava por respostas, enquanto eu caía no chão, escutando a gentil batida do oceano perto da minha janela. Se eu não encontrasse a resposta logo, a resposta me encontraria. Se havia uma coisa clara em tudo isto, era que no mundo, nunca se espera que as coisas sejam fáceis. E eu não podia deixar isso tudo desestruturar-me, não poderia deixar que a minha vida absorvesse essas cores e se tornasse morto e cinza. Preferia morrer de paixão mil vezes, que viver com um coração definhando.


BAD BOY' S BRIDE

Espaço Para Uma Tumba David Despertei com um estrondo que parecia que o maldito mundo estava sendo destruído. O metal abriu-se de repente, apenas uns poucos centímetros da minha cabeça, como se ele estivesse sendo derretido. Um homem gritou. Seu peso, caindo sobre as minhas costas. Tentei levantar e girar para tirá-lo de cima de mim, mas estava amarrado. Não havia outra maneira de tirá-lo, exceto empurrando-o. Eu tentei girar no chão para tirar o traseiro dele de cima de mim. Quando ele caiu no chão, vi seus olhos


BAD BOY' S BRIDE mortos, através da pequena abertura em sua máscara negra onde havia um buraco limpo na sua testa. Onde, eu estava? Demorou vários segundos para recuperar os meus sentidos. Lembrando-me que fiquei inconsciente, fui capturado, jogado em um caminhão de transporte... e de Anna! Eles sabiam que eu iria atrás dela, por isso tinham jogado meu corpo em um caminhão para me levar tão longe dela como fosse possível. Os filhos da puta não teriam disparado enquanto eu estava desacordado, a menos que houvesse uma maldita boa razão! Tinha que ser meus rapazes! Sorri, escutando outro imbecil gritando a vários passos de distância. Sentando-me, para ter uma melhor visão, notei que o braço do outro homem estava ferido. Devia ter recebido múltiplos disparos, mas havia um rifle grande junto a ele. Quando me viu acordado, começando sentar, ele realmente tentou mexer. Movi-me lentamente para ele como uma maldita serpente, a mais perigosa do mundo. O homem fechou os olhos. O idiota provavelmente esperava sangrar antes que eu o alcançasse. Para a sua desgraça, Deus não estava dando misericórdia aos filhos da puta dos Rossini hoje. Levou uma eternidade para chegar até ele. O filho de puta estava choramingando, apertando a sua ferida, e a pouca pele que mostrava estava pálida, como um fantasma. Por fim, tinha conseguido colocar minhas pernas ao redor do pescoço dele quando o caminhão deu um salto.


BAD BOY' S BRIDE Um dos meus meninos tinha matado o condutor. Ambos saímos voando quando a maldita coisa sacudiu, patinou e

logo

parou

bruscamente.

Minhas

costas

estalaram

quando

golpeamos o chão, sem que eu soltasse o agarre que tinha na cabeça dele. Então, ele estava voando como um boneco de trapo. A cabeça golpeando o banco onde eles estiveram sentados junto a mim. Escutei o golpe doentio do crânio de um homem rompendo e golpeando o chão mais vezes que eu consegui contar. Nenhum som foi mais satisfatório. A grande porta abriu-se de repente um segundo mais tarde. Lá estavam Boris, Nikolai, e vários rapazes do cassino que correram e me levantaram, com as armas em punho. —Droga! —Boris falou. Oh, desgraça! Sim, ele podia dizer isso de novo! Não tinha que ver a contusão que esses filhos da puta deixaram em um lado da minha cabeça para saber que era ruim. A maldita coisa palpitava como as chamas do inferno desde o instante em que abri os olhos. — Coloquem-no no carro! O chefe precisa de um médico! Estavam querendo levar-me como se leva um saco de cimento, então foi quando comecei a me sacudir nos braços deles. Boris inclinou-se para o meu ouvido, tentando acalmar-me. Segurou os meus punhos pensando que dessa forma me manteria quieto. Mesmo assim, ele não era suficientemente forte para me manter preso.


BAD BOY' S BRIDE —Vai ficar bem, D. Trouxemos um médico do hospital que vai te avaliar logo que voltarmos ao cassino... —Feche a maldita boca! —Gritei. — Nós não vamos voltar! Não haverá nenhuma maldita retirada! Muito menos ao lugar onde a segurança já estava comprometida da primeira vez! Eu me sacudia, mas de algum jeito conseguiram me mover, colocando-me no carro. Boris sentou-se ao meu lado, segurando-me, tentando evitar que me levantasse e destroçasse o teto do maldito veículo. Colocou a mão em uma caixa de ferramentas e utilizou uma navalha de aço para romper as amarras nos meus punhos. O bastardo não parou para se perguntar se seria uma boa ideia me deixar livre, pois a minha maior vontade era socar o rosto mais próximo. —Acalme-se, senhor! Você está a salvo! Mas recebeu um forte golpe na cabeça, senhor tem que confiar em nós! — Balbuciou Nikolai. —Não devem estar preocupados comigo, pois eles têm a minha maldita garota! —O fogo em meu crânio desvaneceu quando pensei nela, e logo voltou novamente, parecendo que ele tinha um demônio disposto a fazer-me derramar rios de sangue. —Eles têm a minha Anna! Linda, perfeita, e doce Anna. Minha Anna! A garota, com quem tinha me casado e com quem me esforcei para ter um bebê, agora se dirigia a casa desse estúpido velho. Merda! Movi meus punhos.


BAD BOY' S BRIDE Nikolai se abaixou na limusine, bem a tempo. O que foi bom, porque teria quebrado a cara do filho da puta se ele tivesse demorado mais um segundo. —Estamos trabalhando nisso, senhor! —Disse Nikolai. —Ele o traiu. —Porra, Nick, me dê algo novo, em lugar da mesma velha desculpa! Ele engoliu a saliva com nervosismo. —As câmaras do cassino seguiram os dois caminhões logo que colocaram o senhor e Anna em veículos separados. Nós os seguimos. Levaram-na até o cais privado no centro da cidade. Rossini a levou para o iate, como o senhor pensava. Sinto muito, mas somente havia tempo para ir atrás de um... Pensamos que era melhor ir atrás do senhor! Sacudi a cabeça, chiando os dentes. — As ideias não mudam nada. Esperava que esse filho de puta me traísse. Achei que ele faria seu movimento mais próximo da entrega, não no meu próprio spa! Boris se mexeu. —Ainda estamos tentando averiguar como conseguiram entrar, D. — Caralho! O que está feito, está feito! Teremos muito tempo para fazer cabeças rolarem mais tarde. Neste momento, diga ao motorista que troque a direção desta maldita coisa, e que se dirija para o cais. Consiga uma ordem de aluguel para


BAD BOY' S BRIDE uma lancha neste exato momento. Vamos atrás dela enquanto eles ainda não estão muito longe. Os olhos de Boris aumentaram. —D, não está em condições de organizar um... — Resgate? Uma ova que não estou! Posso ficar de pé e mover meus punhos, não é? Este maldito golpe na minha cabeça não me derrubou. Acho que está ignorando que estou ao seu lado, e não caído no chão. Veja maldição! Estou respirando, estou zangado e estou preparado

para

brigar.

Se

qualquer

um

de

vocês

imbecis

desobedecerem a uma ordem direta e tentarem me deter, serão os primeiros na minha maldita lista. Nikolai levantou as mãos. O filho de puta tinha boas razões para proteger-se.

Neste

momento,

eu

era

um

touro

enlouquecido,

preparado para atacar todo mundo, amigo ou inimigo. Todos eram iguais, se tentassem me manter afastado da minha esposa por um segundo a mais. —Certo senhor! Seremos cautelosos, como você nos treinou. Não somos idiotas. Mas Boris tem razão e você deveria considerar... — Vou considerar seu bunda na rua, procurando um novo emprego, se não pedir a droga da ordem de aluguel agora mesmo! Dê a volta nesta maldita coisa e nos leve para o cais! Não vou voltar a pedir! Suspirando, Boris falou no pequeno rádio ao lado do assento. Ladrou ordens rápidas, em russo, para o chofer que parecia desconcertado, entendendo o que tinha acontecido, depois de ver o


BAD BOY' S BRIDE profundo arroxeado no meu rosto e ouvir a discussão entre nós. Quando o bate-papo parou, meus meninos voltaram-se para mim. — Vou precisar que todos fechem a maldita boca, não perguntem e façam exatamente como eu disser. Recebi um forte golpe na cabeça sim, mas não estou doido. Sei como matar e sei atrás de quem vamos! E sei que precisamos de um barco. Se eu cair primeiro, os dois têm prometerão de certificar que o velho Rossini esteja morto, e minha esposa esteja a salvo. Boris colocou a mão na capa da arma dele, por baixo da jaqueta descansando-a sobre sua pistola nove milímetros. —Quando quiser D. Estamos com você! —Bom! Agora, coloque meu maldito advogado na linha, enquanto vamos. Vou fazer com que esse filho da puta mude o meu testamento, assim, tudo irá para Anna e qualquer menino meu que ela tenha caso for assassinado. E o momento para perguntas é agora se querem fazê-las! Os dois russos olharam entre si, compartilhando uma pergunta silenciosa, se eu teria perdido a cabeça ou não. Não dou à mínima! Esta merda acabava de tornar-se pessoal de uma maneira que ia além do sangue e da família. Tinha que conseguir de novo a minha garota, ou morreria tentando. A guerra que meu tio e avô, tinham lutado durante cinquenta malditos anos, com o clã Rossini ia terminar hoje de uma maneira ou de outra.


BAD BOY' S BRIDE Esperava que o amor e o sexo terminassem o trabalho que as balas e as facas começaram. De uma maneira ou de outra, uma linhagem familiar ia chegar ao seu fim. E se todo o sêmen que tinha bombeado na doce boceta dela fizesse seu trabalho, uma nova geração iria começar. Engoli dois punhados de fortes analgésicos receitados, enquanto estávamos na lancha alugada. Um pouco de cafeína me ajudou a relaxar e me deixou mais concentrado. A lancha que meus meninos alugaram era menor que a maioria dos iates de luxo, mas o faria imperceptível para os outros, que apenas buscavam lazer ao longo da costa de Jersey. Os filhos da puta não nos descobririam até que estivéssemos em cima deles, abordando o iate, como piratas enfurecidos. Exceto, que eu não estava atrás de tesouros ou cabeças. Só de uma maldita cabeça, a de um imbecil morto e uma formosa garota. Minha garota! Esta merda ia terminar de um modo ou de outro, aqui no mar, no mesmo oceano onde Rossini derramou sangue Strelkov. Esperei com meus homens, enquanto nos aproximávamos da embarcação que mantinha a minha garota prisioneira. Era quase de noite e uma chuva fria caía, acrescentando gotas geladas ao vento amargo que batiam em nossos rostos. Eu e meia dúzia de rapazes estávamos fora da vista, as mãos sobre nossas armas. Quando chegamos à apenas uns poucos metros de distância do iate de Rossini, eles nos perceberam, mas já tínhamos saltado para os botes equipados com motor e nos movemos rapidamente atacando os estúpidos sem que eles soubessem o que os


BAD BOY' S BRIDE tinha atingido. —Três minutos, D.—A voz de Boris veio do pequeno fone de ouvido que eu levava. Ele foi o único a ficar na lancha, pois sabia como pilotar a maldita coisa. Ele acabava de dar pelo rádio a confirmação que eu esperava. Fechei os olhos, enquanto gotas geladas desciam pelo meu rosto, acariciando a ponta do meu nariz como um aviso mundano de que a única maneira de trazer fogo a este mundo congelado novamente, era abrindo o meu próprio coração. Quando chegasse ao iate, não haveria lugar onde pudesse nos esconder. O velho Rossini ou qualquer outro idiota que tivesse a má sorte de ficar no meu caminho, não seriam poupados. Iriam sofrer com cada instinto cru e monstruoso que eu tinha. —Dois minutos... Estávamos nos aproximando da sombra escura que flutuava nas águas negras mais à frente. Isso não era uma brincadeira, eu refleti. Cada vez que a via na minha cabeça, meu coração pulsava, como se atingido por um raio. Apertei os dentes, o ritmo em minhas veias se convertendo em absoluta sede de sangue, quando me lembrei de quem a separou de mim e de como, ele ia pagar por isso. —Um minuto... —A voz de Boris desapareceu em uma longa pausa antes que ele começasse a contar os últimos intervalos. — Trinta segundos...


BAD BOY' S BRIDE Tempo de agir. Levantei a mão e dois homens saíram, baixando rapidamente o pequeno bote no mar. Todos nós arrastamos pela corda até o bote ficar completo. O motor rugiu com vida. Cortamos através da escuridão, em linha reta para o nosso destino. Nikolai levava o gancho de ancoragem. Quando chegamos próximo ao iate dos Rossini, o motor morreu enquanto o gancho voava alto no ar atrelando as embarcações com um golpe seco. Eu escalei a corda e fiquei sob a parte coberta no iate. —Droga! Intrusos! — Uma voz gritou na escuridão, muito perto de mim para o meu gosto. Uma corrente de balas da minha automática cortou dois homens no instante em que entraram na mira. Os filhos da puta, porém não eram lentos. Joguei-me no chão frio, já que o fogo da retaliação veio na minha direção. Um dos meus homens foi atingido ainda na subida para o barco. O grito do filho da puta extinguiu-se muito antes que caísse nas ondas, morto em um instante. Esperávamos que tivéssemos ao menos quatro dos sete, aqui. Rossini tinha uma pequena vantagem em número, mas tínhamos a surpresa do nosso lado e a usamos. Os idiotas não esperavam um ataque com mais de um par de rapazes, e muito menos a noite. Os disparos faziam todo o barco tremer, iluminando a noite em todas as direções. Uma coisa era certa: depois dessa noite, este iate nunca mais levaria um novo cliente milionário. Estariam com sorte se alguns pisos e paredes escapassem de ficarem parecendo com um queijo suíço. —Mantenham seu fogo quente, meninos! Vou entrar para começar o show! — Golpeei o rádio que estava no


BAD BOY' S BRIDE meu pescoço e corri me agachando e contorcendo perto dos contêineres de armazenamento. Com um golpe de sorte consegui descer no piso inferior e entrar o iate. Os babacas continuavam disparando, mesmo quando meus rapazes atiravam sem parar neles, no deck superior. Tudo estava nas mãos do destino agora. Além disso, o desespero nos tiros dizia que me dirigia para o lugar correto, isto é, mais perto do homem que estavam tentando proteger. Mais perto da minha mulher! Joguei-me no chão e rolei, até ficar a polegadas da porta. Um homem gordo passou próximo à minha cabeça, gritando como um falcão zangado. Quebrei a janela de vidro com o meu fuzil e a desbloqueei pelo lado de dentro. Um rápido movimento na trava e pulei para dentro. Os

disparos

seguiam

explodindo

atrás

de

mim.

Estava

agradecido que estivéssemos tão longe da Guarda Costeira, pois isso tornava improvável que eles fossem farejar tão longe na costa de Jersey, durante um tiroteio. Corri pelo corredor, fazendo curvas fechadas. A maioria dos filhos da puta deviam estar aflitos com a batalha, dirigindo a mão de obra deles para lutar contra os meus rapazes. Mas esperava que Rossini ainda tivesse alguns guardas escondidos. Até agora nada. Parei em frente a uma porta dourada e que só poderia pertencer


BAD BOY' S BRIDE ao chefe. Pressionando meus ouvidos na porta, escutei as vozes, com esperança de ouvir alguém no interior para matar ou resgatar. Demorou cerca de um minuto. Achei! Reconheceria o tom débil e inconfundível da voz de Anna em qualquer lugar. Ela estava falando com o velho homem em sussurros, assustada. Porra! Ela ia ficar aterrorizada quando eu irrompesse pela maldita porta e enfiasse a arma na cara daquele podre, mas prolongar essa merda mais que o necessário só pioraria as coisas. Não haveria mais atrasos. Girei o rifle alto sobre a cabeça e o bati contra a porta o mais forte possível. Anna

gritou.

Rossini

gritou

e

visualizei

um

movimento

impreciso, enquanto forçava a porta. O velho crápula era mais rápido do que eu tinha imaginado. Vi o bastardo pela primeira vez quando tinha uma faca, na garganta dele. Só que desta vez o meu rifle estava apontado para ele, preparado para meter uma bala nele, sendo somente uma lamentável provocação a nove milímetros que ele apontava para o meu peito. O colete à prova de balas sob a minha jaqueta me deixava protegido contra o tiro. Duvidava que ele tivesse pensado nisso. —Deixe cair à arma agora, idiota! —Gritei. — Independente do que acontecer entre nós, deixe Anna ir embora! Ela não merece ser apanhada no fogo cruzado. O velho Rossini ficou me olhando com os lábios torcidos. Não disse nada, enquanto ele abaixava a pistola.


BAD BOY' S BRIDE Assenti com a cabeça, satisfeito e estava a ponto de apertar o gatilho quando Anna moveu-se dando um passo em diagonal para longe. Tudo bem. A garota precisava de uns segundos para entrar em outro quarto, para não ver o cara de merda que a tinha criado, ser morto. Observei seu doce corpo cruzar a metade do quarto e parar. Justamente na frente da minha arma. —Que merda? Mova-se, Anna! — Meu coração afundou no peito e voltou a subir como um foguete. Ela me olhou com olhos duros e conflituosos, de pé, na frente do seu velho. Cacete! Assim a garota não me deixava outra maldita opção a não ser abaixar a minha arma. Então, ela disse as palavras que rasgaram a minha alma. — Não pode atirar nele, David! Diga para os seus homens que parem com este combate. Olhei-a durante um bom minuto. Estava sacudindo a minha cabeça, antes que as palavras chegassem aos meus lábios. Droga o que esse idiota tinha feito com ela? O que será que ele falou quando ela foi tirada do cassino? Será que ela se esqueceu do pequeno fato que ele tentou assassiná-la? —Bebê, não sei o que está pensando, mas terá que escolher um lado, agora! —Fiz uma pausa, escutando as explosões distantes em cima de nós. Não havia tantas como antes e isso me disse que meus meninos tinham conseguido grandes progressos.


BAD BOY' S BRIDE Ela não se moveu. Havia uma estranha, quase horripilante, calma ao redor dela, uma determinação para evitar que dois mundos colidissem entre si e explodissem. Minha mão moveu-se no rifle, mas caralho, não podia levantá-lo de novo. Não enquanto ela estava de pé ali, colocando -se em perigo. Tinha vontade de gritar. Isto era uma merda! Nada mais que pura merda, louca, absoluta, pois estávamos a um fio de terminar essa porra para sempre! Anna engoliu a saliva, era visível o nó grosso em sua bonita garganta. Meu pau sacudiu-se, imaginando minha boca beijando seu pescoço, acalmando-a, porque esta era a melhor maneira que eu conhecia. Cacete, o que não teria dado para fazer isso agora. Tinha que mostrar a ela onde era o seu lugar. —O que está acontecendo, Anna? Diga-me! Por que você está protegendo este filho da puta? — Talvez por você não ter me dito quão profunda é esta guerra de sangue! —Cuspiu. — Seu tio violentou e matou a minha mãe! Por quê? Por que você não me disse a porra da verdade? Porcaria! Ela tinha razão e direito de estar brava. Sabia da morte há muitos anos, sendo um dos trabalhos mais brutais que tio Ignatiev tinha feito. Não sabia que era a mulher de Rossini ou que ele tinha estuprado ela. Não tinha ilusões, sendo a família ou não. Meu tio era um filho da puta cruel, mas o sangue-frio dele, no geral, sempre foi muito útil. Mas agora isso era uma


BAD BOY' S BRIDE lástima, pois nunca imaginei que estaria pagando por algo que ele fez. Pela primeira vez, em um longo tempo, baixei minha cabeça envergonhado pelo patriarca morto. — Bebê, eu não sabia todos os detalhes. Inteirei-me do que aconteceu, mas eu não sabia que era a sua mãe. Tem que acreditar em mim! — Soltei brandamente o rifle, deixando-o bater no chão. — Bom! Você tem razão! Não vou queimar este quarto, como planejei. Não vou pôr uma bala na cabeça deste idiota se você não quer! Certo! As palavras saíram e a minha boca parecia com um deserto. As lágrimas encheram os olhos dela. As bochechas dela estavam vermelhas brilhantes, cheias de raiva e confusão. Ela deu um passo para trás quando me aproximei diretamente para os braços do velho. Bastardo! Ele conseguiu tê-la ao seu lado, defendendo o traidor que ele era, quando não havia uma boa razão para isso. Sorte dele que ela me segurava pelas bolas ou a metade do sangue dele já estaria espalhado pelo chão. As mãos de Rossini apertaram os ombros dela. Idiota, tinha uma expressão arrogante no rosto, que desejei tirar de um jeito muito ruim. Assegurei-me de não olhar para o rifle aos meus pés, pois era a única coisa que podia fazer para lutar contra a tentação de quebrar minha promessa. —Já ouviu minha sábia Annaliza, Strelkov. —Disse Rossini. — Deixe o navio em paz, e leve seus homens. Deixe-nos ir embora e poderemos esquecer todo este negócio horrível. Não é muito tarde! Já tivemos muitas baixas para uma noite.


BAD BOY' S BRIDE De maneira nenhuma! Levantei meus punhos, sentindo a mesma tonalidade vermelha da minha garota queimando a minha pele. O poder cru que estrangulava minhas veias me fazia parecer com uma bomba, prestes a explodir. —Não! Isto termina aqui, de uma forma ou de outra! Um de nós não sairá vivo daqui! Toda esta história nos colocou exatamente onde estamos agora, mas não pode seguir adiante filho da puta! — Dei um passo para a sala. Rossini deu um encolher de ombros e saiu detrás de Anna. Não dei nenhum passo para trás mesmo quando vi a arma nas mãos dele, apontando para o meu coração. O maldito estava à ponto de disparar, e eu estava preparado para receber o tiro. Se Anna escolheu o pai, então que ela observasse enquanto morria, vendo o meu coração derramar sangue por toda parte neste ladrilho, morrendo igual ao amor que eu supunha que tínhamos. —Faça idiota! —Gritei - Acerte aqui! Puxei a malha apertada no meu peito. Algumas correias rasgaram sob os meus dedos, e ouvi o barulho do colete à prova de balas caindo no chão. Estava nu, exposto, preparado para deixar o chumbo quente atravessar minhas costelas. Meus olhos suavizaram-se, enquanto voltavam-se para a minha garota. —Eu te amo, Anna! Eu te amo mais que a minha maldita vida!


BAD BOY' S BRIDE Rossini sorriu. Virtualmente podia ouvir meu coração pulsar, marcando como um relógio quando o dedo dele se esticou sobre o gatilho. —Papai! Não! — Anna viu bem a tempo o movimento dele. Ela se jogou sobre ele e a pistola caiu no chão com um nano de segundo para salvar-me. O disparo foi selvagem, golpeando o teto e espalhando estilhaços por toda parte. Ela caiu no chão perseguindo a pistola e a agarrando antes que ele percebesse o que tinha acontecido. A vi voltando para ele agitada, enquanto dava um grande passo para as cadeiras atarraxadas no chão da suíte. —Annaliza? — Um choque genuíno enchia a voz de Rossini. —O que você está fazendo? Dei um passo para dentro da sala, só uns poucos centímetros. Os olhos dela estavam selvagens. Ela girou voltando a arma para mim por um segundo, e logo depois virou para o seu velho, para onde ela ficou apontado. —Não se movam! Os dois! Porra! Cravei os meus pés no chão e fiquei olhando para a minha garota. O filho da puta estava machucando-a bem na minha frente,

fazendo

seus

jogos

mentais,

e

eu

não

podia

fazer

absolutamente nada! Agora, tudo dependia somente do coração e da cabeça dela! Ela tinha que tomar a decisão! Ela! Não seu pai filho da puta, que só estava jogando, como se estivesse em um videogame. E se não fosse eu quem ela escolhesse


BAD BOY' S BRIDE para viver, então eu não desejava viver sem as doces curvas dela contra mim. —Vamos, Annaliza! Você já fez a sua escolha! Você sabe a verdade! Atire nele! — O velho Rossini apontou para mim. — O homem que matou a sua mãe, e quase me matou está de pé na sua frente! O mate como o cão selvagem que todos os homens Strelkov blasfemam ser! Anna apontou a arma para longe de nós dois. Ela estava praticamente escalando a parede mais próxima da lareira com as costas, apontando para um espaço vazio, à deriva entre dois mundos. Por fim, girou para mim sem mover a pistola. —Ele não fez isso, papai! Não posso responsabilizá-lo por um crime que outro homem cometeu só porque estão relacionados. Posso culpá-lo por suas mentiras, suas meias verdades, seus enganos, mas só isso. Não por sua família! — Voltou-se para o seu pai abaixando a arma. — Não posso matar o homem que amo mais que qualquer outro! Se meu coração não estivesse cheio de orgulho e alívio, teria rido da expressão do pai dela. A surpresa o derrubou, seu olhar fixou-se no mar através da janela, a resposta derrubado suas malditas expectativas. Expectativas? Era obvio que não. Todo seu mundo de merda tinha acabado, e ele ainda não havia dito uma palavra quando ela se aproximou de mim me abraçando apertado. Quase me sufocando de tão apertado. Tinha que manter um


BAD BOY' S BRIDE olho no merda, para assegurar-me que ele não estava se movendo. —Eu... Não posso fazer isso! — Sussurrou no meu ouvido, pressionando a nove milímetros em meu punho. —Faça por mim, David! Vejo o que ele é agora! Só não me deixe ver! — Vai se arrepender disto pelo resto da sua vida, cadela ingrata! —Seu velho gritou, dando um passo para frente, encorajado pela ira. —Teve uma oportunidade de pôr um fim a este lamentável assunto e me fazer sentir orgulhoso, mas desperdiçou a oportunidade! Parece que tudo depende de mim, afinal... Estriparei os dois! Não deveria ter deixado o idiota dizer outra palavra. Ele moveuse mais rápido do que eu já tinha visto então lhe daria o crédito por isso. Em uma piscada, armou-se com uma navalha que estava no bolso e lançou-se, apontando diretamente para Anna. Atirei-a no chão, agarrei a pistola e disparei. Um tiro perfeito. O fogo nos olhos do demônio apagou-se quando a bala atravessou o crânio. Parou no meio do passo, deixando cair à faca e caiu para trás, morto. Anna gritou um segundo mais tarde, e logo voltou a gritar quando se deu conta do que tinha acontecido. Larguei a arma que caiu no chão, dando um olhar mais que satisfeito para o filho da puta que tinha matado. —Está tudo bem, bebê! Escolheu corretamente. — Aproximei dela, inclinando com força a cabeça dela para longe do homem morto, empurrando-a no meu peito. Os olhos dela estavam enormes. Assustados. Antes que pudesse fazer outro som esmaguei meus lábios nos seus,


BAD BOY' S BRIDE enterrando todos os sentidos dela e os meus em um mundo de beijos consumidores. —Acabou! Tudo, exceto você e eu! Agora tudo o que tem para se preocupar, durante o resto da sua vida, é se adaptar com as armas quando estiver ao seu redor e beijar-me. Meus pensamentos foram se convertendo em loucura, enquanto a apertava com força. Beijei-a sem deixar de pressioná-la, carregandoa em meus braços. Beijei-a e não soltei até que ela começou a acalmar, limpando a morte e a violência com pura paixão, com tudo o que tinha para dar a ela. Estávamos nos fundindo, emaranhados no chão, no mesmo maldito beijo, quando meus rapazes irromperam através da porta um minuto mais tarde. Nikolai deu um olhar para o imbecil morto alguns poucos pés de distância, depois olhou para nós dois e assentiu dizendo: —Bozhe Moi. Porra, finalmente! Estava acabado! Droga, eu sabia que isso era mentira! Claro, eu tinha acabado de derramar o sangue do velho Rossini e a tripulação encontrava-se no fundo do mar. Mas, as cicatrizes emocionais que isso tinha deixado na minha esposa não poderiam ser esquecidas facilmente. Não estava realmente terminado. Nem sequer a porra da metade. Depois, que a coloquei na minha lancha, explosivos foram amarrados nos rapazes do iate de Rossini, enviando eles para a tumba de fogo e gelo que eles mereciam. Agora, toda minha atenção estava em Anna.


BAD BOY' S BRIDE Chegamos à suíte do cassino pela manhã. Anna não tinha movido um músculo desde que caiu nos meus braços, em um profundo sono. Lavei o sangue e o suor da batalha em uma longa ducha quente, então me uni a ela. Meus braços rodearam-na por toda a noite. Ninguém iria feri-la ou mexeria com a cabeça dela de novo. Quase a tinha perdido para o seu pai naquele iate e isso nunca aconteceria novamente. Eu precisava saber que o tempo de segredos escuros e meias verdades terminara definitivamente. Tinha que fazê-la entender que ela era minha, minha, até que eu estivesse tão morto como o velho dela! Minha, até que visse o sorriso dela, cem vezes para cada maldita lágrima que tinha caído dos olhos dela. Minha, porque eu seria todo o seu maldito mundo, amante, guardião e melhor amigo, tudo o que um marido normal deveria ser. Era uma pena, que este nunca seria um casamento normal. Pois nós matamos e amamos mais duro que noventa e nove por cento das pessoas comuns, isso era certo. No final, isso realmente não importava. Se houvesse uma maneira de levar paz ao coração dela e fazê-la esquecer a dor e o sangue que esse filho da puta tinha causado eu iria encontrar. Eu gostaria de mostrar meu maldito demônio a ela, e provar que ela não precisaria preocupar-se com nada nunca mais. O passado manchado de sangue estava para trás e se Deus permitisse, iria ficar assim! Pela manhã, despertei com ela agitada, em meus braços. Respirei profundamente, inalando o


BAD BOY' S BRIDE aroma dela, me perguntando como ela ainda cheirava muito bem depois de tudo isso. Uma garota não deveria ficar impregnada com cheiro de enxofre depois de ter sido submersa tão profundamente no inferno como ela tinha sido? — Ouça! — Sussurrei para ela, envolvendo-a apertado em meus braços - Sente-se melhor hoje? — Ela me olhava, com os mesmos olhos frios de ontem, escuros e incertos. —Não posso acreditar que ele se foi David! Não posso acreditar que ele fez o que fez... —Acredite bebê. Tudo isso acabou, agora e para sempre. Enfim poderemos seguir adiante com nossas vidas. — Meu queixo esticou-se quando a senti tremer. — Não perca o seu tempo lamentando por ele. Sendo seu pai ou não, o homem era um bastardo e me alegro que esteja morto. Mataria esse maldito cem vezes mais pelo que te fez, amor! Pelo nosso futuro! Ela suspirou. —E que tipo de futuro será esse? Nem sequer sei do meu passado, e não estou segura do meu presente. Aonde vou se não sei quem sou? Onde pertenço? Perguntas difíceis merecem respostas duras. Grunhindo, puxei-a mais perto, enterrando seu rosto bonito no meu peito. Então, inclineime para o ouvido dela, soprando fôlego quente várias vezes antes de falar, focado em aquecer o frio no interior dela. — Escute, Anna. Direi exatamente quem você é: uma Strelkov agora. Está escrito nos documentos


BAD BOY' S BRIDE legais que assinei. É minha esposa, bebê! Minha e só minha! Estou te dando uma segunda oportunidade, uma vida inteira para decidir quem quer ser enquanto estiver aqui onde pertence. Ela deu um gemido suave, enquanto eu levava minhas mãos e apertava o traseiro dela, rodando os meus quadris no dela. Minha! Já disse muitas vezes e continuaria dizendo o mesmo! Cada vez que eu dizia essa maldita palavra, meu fogo crepitava mais alto, mais brilhante, mais seguro do que nunca. Escutar e dizê-lo me lembrava do dever que eu tinha de manter o coração desta garota inteiro e para sempre ligado ao meu. —Quer saber de onde é? Quem é? — Esfreguei minha barba contra a bochecha dela, satisfeito quando senti um pequeno arrepio percorrê-la. — Você já sabe que está presa a mim! Pare de agir como se não tivesse uma ideia sobre isso! E precisa recordar-se, simplesmente descanse e sinta o meu pênis. Sente isso, bebê? Entende agora? Empurrei meus quadris, me balançando deliciosamente contra ela, enquanto esfregava minha ereção contra o montículo dela na esperança de roçar o clitóris. Tiro certeiro! As unhas de Anna cravaram-se no meu pescoço e todo o corpo dela saltou com o prazer. Balancei com mais força, fazendo-a gemer um pouco mais forte. Bom! Eu não estava muito triste, ou preocupado com a confusão. Dei-me conta há muito tempo que o melhor remédio era


BAD BOY' S BRIDE transar, pois era mil vezes melhor que conversas sinceras ou mesmo, beber uma dose de veneno. Essa merda estava bem para homens inferiores. Para mim, tudo o que importava era a pele na pele, quente, crua e real. Sem nenhum espaço para mentiras. — Diga que sabe do que estou falando. Não é mais necessário esconder! Não vou ridicularizar você como se fosse seu velho morto. Olhe-me Anna!— Deixei uma mão vagar pelo corpo dela, levantando sua bunda, dando voltas lentamente até chegar à bochecha dela, enquanto ela esticava o rosto para cima, apoiando o queixo na tatuagem de águia no meu peito. —É necessário que se concentre nos sentimentos, bebê. Concentre nisto! — mexi com força, esfregando tão profundo que atingi o clitóris através da saia e calcinha. — Liberte-se! Se alguma vez começar a se perguntar quem é ou onde pertence, diga-me, pois assim te lembrarei como estou fazendo agora. É minha, e agora está aqui debaixo de mim. E vai continuar sendo quando estiver de costas, com as pernas abertas cheia até o limite... Você é minha mulher, maldição! E isso significa que pode ser quem quiser Anna, quando não estiver ocupada se retorcendo no meu pau. Ela não aguentava mais. O corpo dela estremeceu, mas ela não resistiu quando puxei a saia dela, empurrando-a para cima, enquanto arrancava a calcinha com a mão. Entrei nela, enquanto ainda arrancava sua blusa, arrebentando um par de botões no meu desespero para conseguir tirá-la. Necessitava dela nesse mesmo momento, nem um segundo mais


BAD BOY' S BRIDE tarde. Maldição, ela parecia incrível envolta ao redor de cada polegada minha. Anna piscou, e logo ficamos presos em um olhar. Qualquer escuro feitiço que tinha estado sobre ela desvaneceu rapidamente quando comecei a empurrar. Vários movimentos e ela respondeu gemendo enquanto liberava os seios dela. Inclinei-me para baixo, para apertar e chupar, enterrando meu rosto nos mamilos rosados, duas rosas gritando para mim, tão urgentes como o resto dela. A possui de uma forma mais consciente do que com qualquer mulher antes. Isto é mais do que sexo, mais do que ter minhas bolas enterradas e fazendo-a gozar em todo o meu pênis. Queria enlouquecer ela. Tinha que fazê-lo. Transaria até que ela estivesse inteira, curada e perfeita. A amaria até que não recordasse nada, exceto como ela se sentia bem ao gozar no meu pau. Quando ela se esticou e gritou o meu nome, sabia que ela estava muito ocupada para preocupar-se com o passado ou o futuro. A única coisa que importava era o agora, e todo o resto podia esperar. Ela ia aprender a ter paciência. Ela descobriria que estávamos juntos em um único baile, onde viver o nosso amor era a coisa mais importante. O agora é o que importava aqui, entre as pernas dela, nesta cama. Meus ossos doíam pelo resgate de ontem e a contusão no rosto, mas isso não me importava! A dor que ainda permanecia não representava nada neste mundo


BAD BOY' S BRIDE retorcido, era somente Anna e eu. Dois corações, um pênis e uma vagina, fundidos, produzindo e trabalhando para a perfeição. —David! Droga! — Ela jogou a cabeça para trás e se perdeu. Alcancei seus mamilos, chupando-os, e segurando o cabelo dela, mantendo o ritmo, enquanto fechava as pernas dela ao redor da minha cintura. A pequena boceta agarrou ao redor do meu pênis, um poço de carne quente irresistível me envolvendo. —Caralho! Vamos, bebê! Goze! Quase perdi minha porra neste momento. Era sexy vê-la, fiquei sem fôlego, tão tenso que me perdi nela, aturdido, como se estivesse despedaçado. Nossa basicamente eu despedacei, mas depois que terminássemos de transar e descansássemos de nossas dores, teríamos o resto das nossas vidas para reconstruir de novo. O sexo limpava a minha mente, da mesma maneira que fazia com o dela. Virei-a quando os estremecimentos voltaram a ser suaves gemidos. Montando-a por trás, agarrei o cabelo dela puxando com força enquanto empurrava dentro pressionando até o útero. Porra! Caralho! Nunca me cansava de vê-la estremecer ao meu redor, enquanto a fodia. Desta vez, ela correspondia aos meus embates, o desejo superando-a por completo. Estava empenhada em gozar, e isso me fazia sorrir. Quando ela se perdia no prazer, o passado ficava muito distante. Estava apenas comigo neste momento bonito que tínhamos criado, e em nenhuma outra parte.


BAD BOY' S BRIDE Ela gritou, cravando o seu doce traseiro no meu pau uma e outra vez, sugando toda a minha extensão na sua boceta. Minhas bolas ferviam e apertei os dentes. Merda! Eu acabaria cedendo cedo ou tarde, mesmo que eu quisesse ficar para sempre dentro dela. Ela era uma gostosa, ricocheteando a bunda nos meus quadris me fazendo golpeá-la nas costas mais duro a cada vez que ela batia nas minhas coxas. Muito, muito, gostoso demais! Puxei-a para cima, pelo cabelo, caindo em minha mão livre sobre a coxa dela. Encontrei o clitóris e o belisquei, então ela empurrou agressivamente em um movimento ambicioso, mas não perdi o ritmo enquanto continuava fodendo-a. O ventre dela contraiu-se quando começaram os espasmos. Os ofegos, gemidos, gritos dela enquanto estava pressionada contra mim, não eram só uma música para os meus ouvidos, mas um show inteiro! Gemidos bestiais saíram da minha garganta formando uma serenata orgástica com os de Anna. Meti meu pau nela o mais forte que pude, e explodi, derramando minha semente quente dentro do ventre dela enquanto ela pulsava ao meu redor. —Porra, porra, porra... Cada impulso do meu pau, cada explosão, trazia outro gemido do meu interior. De algum jeito, através do fogo delirante segurei-a. Mantive meus dedos girando ao redor do seu clitóris dedilhando como um louco, fazendo com que ela se unisse a mim na loucura dessa febre sem sentido de puro êxtase.


BAD BOY' S BRIDE Nunca tinha gozado tão forte na minha vida. Gemendo, esvazieime dentro dela em bombeamentos que destruíram todos os meus músculos, toda minha energia correndo pelo meu pau disparando dentro dela em jatos fortes. Se o meu pau não tivesse contraído quando finalmente me retirei dela teria certeza que estava totalmente acabado. Mas não estava, nem na porra da metade! — Vamos! — Gemendo, tirando-a para fora da cama comigo. Ela puxou a saia para baixo por uma de suas coxas. Entrei com ela no grande banheiro e a empurrei para a ducha, segurando-a contra a parede. Logo, o vapor tinha rodeado nossos corpos. Meu pau estava duro outra vez em apenas alguns minutos, enquanto a esfregava no traseiro, beijando-a o tempo todo, e com os meus braços envoltos firmemente nela. Quando eu estava à ponto de entrar, quente e desejando enchêla de novo, ela choramingou e voltou-se para mim. —Vai ser assim, então? Acredita que isto será tudo com o que me preocuparei a partir de agora? Quando estou com você é como estar no céu David! — Ela empurrou os dedos pelos meus e apertou. — Mas esta semana foi aterradora! Não só você, ou a morte do meu pai... Enfim, toda esta estúpida vida! E como saberei que não há alguém querendo nos matar quando tiver problemas no seu negócio? Alguém que poderá fazer algo... Pior? Droga! Se ela não fosse tão linda! Com estas perguntas meu pau murchou o que mostrava que


BAD BOY' S BRIDE tinha que trabalhar na formação dela, para não fazer este tipo de pergunta quando estivesse louco para entrar dentro dela. — Ninguém vai levar nenhuma merda mais longe! Se as coisas não estivessem tão ferradas ontem à noite, já teria falado isso com você. Quero te dizer que estamos entrando cada vez mais no negócio legal, como este cassino. Não vou deixar para lá o dinheiro da herança que o tio Ignatiev começou no estrangeiro, mas isso não vai causar problemas. Vamos desconectar-nos, lento e fácil, o que vai ser uma brincadeira agora que a guerra por território com os Rossini vai se reduzir a cinzas. Acredita por um acaso que quero correr o risco de algum

idiota

vir

e

estragar

tudo

devido

aos

meus

erros?

Principalmente depois dos nossos filhos? Pressionei minha mão no ventre dela. Ela estremeceu ao lembrar que eu estava extremamente sério sobre engravidá-la. Quanto antes tomasse minha semente, melhor! Não podia esperar para ter um filho ou filha, para arrumar essa merda, nos liberando das velhas guerras de sangue de uma vez por todas. Meu futuro sangue não teria que encarar tigres famintos todos os dias, ou ir para os guetos carregando armas. Algum dia, os Strelkovs não pagariam por terras adicionais ou vinhos de luxo, não transportariam pó do estrangeiro, para drogados, ou armas pesadas para os terroristas considerados também lutadores da liberdade dependendo de quem fazia as perguntas. — Droga, bebê! Quando digo que essa merda acabou, está acabado! No momento em que nosso filho nascer, não vou ter mais nada a ver com isso. Vamos entrar no negócio legal, com a mesma atitude com a qual foi construída nossas famílias.


BAD BOY' S BRIDE Nós vamos sair fora de qualquer negócio ilegítimo. Vamos estar muito ocupados fazendo milhões legalmente, para pensarmos em centavos no mercado negro. Ela me deu um sorriso que nem sequer foi forçado. Agarrei-a, imobilizando-a contra a parede e conseguindo vários beijos antes que dissesse a última palavra. — Eu já sei tudo sobre os negócios ilegais. Agora quero possuir todo o mundo, amor, mas se nada der certo, não me importo! Comprar um castelo dourado no céu não é tão importante quanto ter você aqui, debaixo do meu corpo, com meu pau enterrado no seu calor. Empurrei meus quadris entre as pernas dela enquanto agarrava o meu pau, empurrando-o para dentro. Ela sacudiu, ofegou, e tentou resistir por apenas um segundo. Quando comecei a fode-la, todas as dúvidas dela sumiram. E foram dissolvendo-se em um atoleiro debaixo de nós, igualando o ritmo da ducha quente nas minhas costas, enquanto eu continuava fodendo-a com a mesma confiança que tinha que toda esta merda estava seguindo para a direção certa. Tinha que ser, droga! Tinha prometido o universo a ela, e sempre mantinha minha palavra! Fodemos duro e rápido. Perto do final ela e eu já não éramos capazes de distinguir o calor de cada um. A ducha tinha formado ao nosso redor uma nuvem de vapor como uma chuva que era tão quente como a nossa paixão.


BAD BOY' S BRIDE Segurei-a e grunhi quando gozei. Os quadris dela sacudiram contra o meu pau e logo ela se uniu a mim, gemendo de puro prazer, enquanto a minha mão segurava a garganta dela. Percorri a pele nua, beijando e sugando, marcando-a com os meus dentes. Ela teria um chupão antes que o dia terminasse. E depois de um breve descanso, estaríamos de volta nisso. Sem mais nenhuma duvida. Estaríamos transando até que ela estivesse com círculos sob os olhos e um sorriso no rosto, entorpecida pelo sexo e o amor para pensar no seu passado de merda com esse tirano que chamava de pai. Se minha esposa ainda tivesse alguma dúvida a respeito de si mesma ou o quanto sou louco por ela, pelo tempo que ficássemos neste cassino eu encontraria uma receita para uma ereção mais longa, para lhe demonstrar isso.

Mais Que Apenas Um Epílogo Anna Já se passaram sete meses e ainda parece que foi ontem. Nunca imaginaria tirar férias no México, durante todo o inverno. A mentalidade que meu papai tinha me introduziu desde o nascimento desvanecia-se um pouco mais a cada dia sob o sol quente. Mas eu também não poderia me imaginar grávida e tampouco, amar um homem como David Strelkov. Às vezes


BAD BOY' S BRIDE parecia que eu estava vivendo um sonho. O bom é que sempre havia avisos constantes de que era real, pequenas garantias, como a luxúria que eu sentia quando os braços dele se envolviam ao meu redor. Não havia fogo nas minhas fantasias mais selvagens que este! Ele converteu-se na minha vida, no meu amor, na minha libertação, no meu tudo quando estava nos seus enormes braços, beijando-o e sentindo a pele tatuada em contato com a minha! Então, pensava naqueles dias longínquos, quando acreditava que ele ia ser o meu pior pesadelo, e me surpreendia em como ele se transformou em meu grande herói bonito. Não me atrevo a chamá-lo de anjo, apesar do seu corpo e sua devoção me dizerem que deveria. Os anjos não nascem com esta boca suja e desejos maus entre os lençóis. Nunca será um anjo, mas era meu marido e eu não o quero de nenhuma outra maneira. Os anjos não matam, tampouco. Às vezes, David tem que ir para longe. Ele não é tímido com os detalhes, mesmo quando se trata de sangue, ou dinheiro sangrento, mas no geral, consigo pará-lo antes que vá muito longe. Ele me acalma e é tudo o que importa! Não preciso saber como está colocando outro filho da puta que merece na tumba. Meu amante, meu louco, dono do meu coração, é um idiota! É um assassino, um comerciante que poderia tornar qualquer cidadão obediente às leis em um pálido fantasma. Mas era meu idiota, meu assassino, meu demônio! Meu! Quando ele está longe, ainda sinto seu amor, cada vez mais profundo dentro de mim. Nosso filho está previsto


BAD BOY' S BRIDE para nascer em dezesseis semanas, bem a tempo de voltarmos para os Estados Unidos para o verão. —Bebê! —Ele veio por trás de mim, enquanto estava sentada com um copo grande de água empoleirada na varanda com vista para o Caribe. Olhei para cima e dei um sorriso. Ele prefere ficar sem camisa perto de mim quando estamos sozinhos. Deus sabe que também prefiro! A gravidez faz coisas insanas à mente de uma mulher. Pensava que estava louca antes de conhecê-lo da maneira que fiz e lhe entregar o meu coração selvagem, então devo ser a estrela louca dos desejos agora! A qualquer momento que o vejo vir para mim, com essa faísca nos bestiais olhos, quero saltar nos braços dele e passar minha língua no desenho das águias sobre o peito lindo. —Como está nosso bebê? Como você está? Ele fazia a mesma doce pergunta quando chegava, depois de um longo dia fazendo coisas letais. De pé dei um aceno envolvendo minhas mãos ao redor dele. Acredito que ele já sabe o que estou a ponto de dizer. Levou meses até que a mensagem penetrasse e realmente afundasse na minha alma, cada bonita palavra dele. —Melhor que ontem! — Disse-lhe, antes de empurrar meus lábios nos dele. Soa louco, talvez brega, mas não me importo. É a mais pura verdade! Todos os dias da minha vida, desde que ele empurrou o contrato de casamento na minha cara, são mais reais e


BAD BOY' S BRIDE verdadeiros do que os vinte anos que passei sob o regime do meu pai. David rompeu o beijo depois de um bom momento e sorri. Logo ele se moveu de novo, baixando as mãos para a minha bunda, puxando-me para mais perto dele. Nunca era suficiente. Às vezes juro que nos fundíamos, tentando juntar nossas almas. Estou segura e completamente em chamas nos braços dele. E por fim descobri quem estou destinada a ser. Sou Annaliza Strelkov, esposa do mais poderoso menino mau do norte de Miami e a mãe do filho dele! Se isto me transforma em um monstro, estou no meu próprio direito de sê-lo, então estou disposta a puxar meu pequeno chifre e dançar. Quanto ao beijo, não há culpa nem arrependimento. O mundo não aprovaria minha vida, ou todas as coisas que tenho feito, mas o mundo pode ir para o inferno! Esta é a minha vida e escolhi recebê-la com os braços abertos, o bom e o mau, o amargo e o doce, o escuro passado e o ensolarado futuro. David sorri, e levanto os meus braços para o alto ricocheteando umas polegadas mais perto do paraíso antes que ele traga os lábios para os meus de novo. Desta vez, não há mais descanso entre os beijos. Apenas toques de língua, dentes e lábios, que nos conduzem à cama, onde meu coração está destinado a arder enquanto ele acende meu corpo da maneira que amo.

FIM4 4

A UTORA NÃO DECLAROU SE BAD BOYS BRIDE SERÁ UMA SÉRIE OU LOVE SCARS SERÁ LIVRO ÚNICO. #VAMOS AGUARDAR !!!!


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Love Scars Bad Boys Bride (Único) - Nicole Snow  
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