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Black Rainbow

J. J. McAvoy


DedicatĂłria Para todos aqueles que gritam, riem, choram e amam sem reservas. Quando eu crescer, quero ser como vocĂŞs.


Capítulo Um Presente Levi Essa ia ser a pior semana da minha vida. Tinha de ser. Após a semana que tinha acabado, eu sabia que não havia nada no mundo que poderia ser pior. Eu tinha encontrado a mulher dos meus sonhos e eu a fodi por toda a cidade. Como alguma coisa poderia superar isso? Eu estava tentado ligar para ela agora, para dar uma volta depois do trabalho, mas nós tínhamos feito um acordo; que era para ser apenas uma semana de aventura, após essa semana, nós concordamos que iríamos continuar nossos caminhos separados. Por que nós fizemos essa porra de acordo estúpido? Suspirando, eu escrevi o meu nome na lousa para os calouros. Eu sempre me surpreendi que muitos deles tinham só o ensino médio, e o fato de que eles haviam sido aceitos no curso de Direto de Harvard, me fazia perguntar qual deles ficariam com os bolsos mais gordos. Eu era conhecido como El Diablo pela maioria - bem - todos os estudantes de Direito, mesmo os que conseguiram passar na minha matéria. Independentemente do que eles pensavam de mim, quase todos faziam trabalhos dentro da minha empresa após a graduação. Isso me levava a acreditar que todos eram masoquistas... eu tinha lhes ensinado bem. — Entrem e sentem-se em qualquer lugar. — eu disse a eles quando entraram. Enquanto eu listava mais de duas dezenas de livros na lousa, eu ouvi um coro de sussurros ecoando pela classe, mas isso não me impediu de passar para minha segunda lista de títulos.


— Se você ainda não leu algum destes livros, saia. Você irá falhar, e quando isso acontece, não há esperança para você. Eu não me importo se sua mãe estava doente, sua casa pegou fogo ou mesmo se você foi levado para fora do planeta por alienígenas. Se você quer passar nessa matéria, e se você quer ser um advogado, trabalhar para isso não será o suficiente. Você precisa sangrar por isso. — eu disse, abaixando o giz. Eu esperei por um momento, sorrindo para mim mesmo quando ouvi alguns alunos levantarem de suas cadeiras e saírem. Era a mesma história toda vez que eu fazia essa introdução. Graças a Deus eu só lecionava a uma classe. — Eu sou o Professor Black. Agora que já eliminamos os fracos... — minhas palavras sumiram quando eu me virei para encarar a turma. Lá estava ela, minha menina, sentada na primeira fila, vestida com calça jeans escura apertada, com uma das minhas camisas sob seu blazer. Seus olhos castanhos se arregalaram e sua boca se abriu enquanto ela olhava para mim. Flashes dela deitada nua na minha cama, comigo dentro dela, enquanto eu beijava sua pele escura, girando contra seu corpo quente e suado no clube, fazer amor no meu carro, tudo isso, veio correndo de volta para mim. Porra. Isso não pode estar acontecendo. Olhando para cima, eu encontrei o que parecia ser uma centena de olhos, focados em mim. Limpando a garganta, comecei novamente: — Para aqueles que ficaram, eu espero que vocês já tenham ouvido os rumores e deixe-me assegurar, todos eles são verdadeiros. No momento em que vocês terminarem com essa aula, eu tenho certeza que vocês terão mais a acrescentar a eles, mas por agora, venham até aqui, assinem seus nomes e peguem um plano de estudos. Ela não se mexeu. Ela permaneceu em seu assento, seu olhar estava petrificado em cima de mim, parecendo tão mortificada quanto eu me sentia. Um por um, eu os assisti vir para frente, mas não ela. Finalmente, ela se levantou, pegou suas coisas e então parou. Parecia como se ela estivesse tentando decidir se devia ou não fugir. Fuja Thea! Por favor, pelo amor de Deus, fuja.


Mas é claro que ela não fugiu. Com a cabeça baixa, ela veio para frente, assinando seu nome como Thea Cunning, antes de pegar um plano de estudos da minha mesa. Eu dei um passo para trás dela. Eu não podia tocá-la... não depois de tudo o que tínhamos feito juntos. Eu tinha fodido uma das minhas alunas, repetidamente. Merda.

Thea — Quem pode prestar atenção com ele na frente? — uma menina sussurrou para a amiga ao seu lado. — Ouvi dizer que ele é um nazista total, mas ele é um dos melhores advogados do Estado. Se você for bem com ele, você pode até conseguir um lugar em sua empresa. Mesmo uma recomendação dele e pronto. — a loira sussurrou de volta. O momento que eu o vi, eu só sabia que eu teria um inferno de semestre. Eu tinha fodido com um dos meus professores. Santo inferno, eu tinha lambido seu peito! Isso não era para acontecer. Era para ser uma semana de sexo incrível, e em seguida, nós nunca mais nos veríamos! Esta manhã eu senti falta dele, mas sabia que estava acabado. Eu precisava me concentrar na aula e em começar a minha vida. Eu tinha prometido que eu ia fazer isso, que eu não deixaria que nada ficasse no meu caminho, mas eu estava aqui, olhando fixamente para Levi... e pensar que apenas dois dias atrás eu tinha... Oh Deus. Eu tinha que me transferir. Eu ia me transferir. — Srta. Cunning. — ele chamou, e eu pulei ligeiramente. — Sim, sou eu. — eu murmurei, levantando minha mão, sabendo muito bem que ele sabia quem eu era. Ele nem sequer olhou para cima, ele simplesmente continuou lendo os outros nomes. Deus tinha um senso de humor distorcido.


Capítulo Dois Passado Dia 1 Thea Tudo o que eu realmente precisava era de uma bebida. Não, não qualquer bebida, mas uma vodca. Eu estava disposta a beber direto da garrafa. Foi sorte eu ter visto as luzes da próxima boate chamada Twenty-Four, através do para-brisa embaçado coberto com a chuva que caía. Estacionei tão perto da entrada quanto pude, peguei minha bolsa antes de sair correndo do meu carro na chuva. Esta foi uma má ideia. Estava chovendo, eu estava irritada e eu não tinha alguém para me levar para casa se eu bebesse... o que eu provavelmente faria. Mas agora, eu não me importava, porque o que eu realmente precisava era de uma bebida. Eu parecia como uma alcoólatra. Meu Deus. O segurança olhou para a minha identidade e depois para mim enquanto eu olhava passivamente. Ele concordou e acenou. Eu não prestei atenção a qualquer um dos casais que se pegavam quando eu caminhei através da pista de dança, para o bar. — Vodca, ou qualquer coisa, rápido. — eu disse para o barman, que usava um chapéu em cima de seus rebeldes cabelos castanho. — Dia difícil? — ele perguntou, enquanto me servia o néctar dos deuses em um copo. Engoli a coisa toda em um gole, antes de tossir e respirar fundo. — Você poderia dizer que sim. — eu suspirei, acenando para ele derramar mais.


— Por favor, me diga que você não é uma alcoólatra em recuperação. — ele brincou, derramando mais no meu copo. Eu sorri para isso. — Talvez. Seus olhos castanhos transbordavam preocupação, e eu revirei os olhos. — Minha mãe morreu há dois meses. Hoje é seu aniversário, e agora, eu realmente não quero estar em casa, sozinha com todas as coisas dela. Por isso, continue. — Sinto muito. Eu não tenho certeza se eu o fazia se sentir melhor ou pior, mas desta vez ele encheu o copo, e eu tentei ser mais civilizada. — Qual o seu nome? Porque eu acredito que você e eu vamos estar muito próximos até o final da noite. — eu murmurei bebericando. — Tristan. — disse ele, em seguida, acrescentou: — Sinto muito por sua mãe, querida. — Não sinta, ela era uma pessoa horrível. — eu murmurei com sinceridade. — Sou Thea. — Prazer em conhecê-la Thea. A bebida é por conta da casa. — Não, está tudo bem, eu não quero que tenha pena de mim. — Está tudo bem. Eu estou pegando o chefe. — disse ele, me soltando uma piscadela, e eu não pude deixar de rir. — Se você continuar me dando bebidas, eu vou ficar bêbada. — Você é a primeira cliente que eu tive que brigar para dar bebidas. — Tenho certeza mas... — Sem, mas. — ele respondeu limpando um copo. — As bebidas são por conta da casa. — Bem. Como vai ser, a casa paga as três primeiras bebidas e eu pago o resto? — Quantas você planeja beber? Eu dei de ombros. — Tantas quanto eu precise até que eu esteja mal? — Você é sempre tão honesta?


— Só com pessoas que estão controlando a bebida. Ele riu, sacudindo a cabeça para mim. — Tudo bem, as três primeiras são por conta da casa. Você acabou de se mudar para Boston? — Sim e não. — isso era tudo que eu estava dando a ele, e ele acenou com a cabeça, aceitando a minha resposta como o suficiente. Eu estava prestes a pedir algumas fatias de limão, quando as luzes do lugar diminuíram. Uma luz azul iluminou o palco quando um homem muito atraente tomou o centro do palco com nada além de um violão nas mãos. Seu cabelo era escuro, quase preto, como uma noite sem estrelas. Seus olhos eram cor esmeralda profundo, tão marcante que, mesmo no bar pouco iluminado eu podia vê-los. Toda vez que a luz o iluminava, eu o observava mais e mais. Sentado em um banquinho, ele tocou suavemente, quase como se ele estivesse tentando deixar todos à vontade. — Esta canção não é dedicada a ninguém... ainda. — ele sussurrou no microfone, que lhe valeu alguns assobios e aplausos. Revirando os olhos, eu voltei para a minha bebida. — Eu ganho um sorriso quando eu estou quebrado em dois, tudo por causa de alguém como você. — ele cantou e eu parei por um momento antes de voltar para ele. — Que merda é essa? — sussurrei para mim. — Enganando o mundo, nenhum deles conhece você, assim como eu. Por que não eu? Por que nunca eu? Bem aqui está você, uma ótima marionetista. Eu não sei se foi a letra, ou apenas a maneira que ele cantava. De qualquer maneira eu me vi incapaz de olhar para longe dele, até mesmo beber. Era como se eu tivesse vindo aqui só para ouvi-lo cantar. Sentei-me vendo quando ele passou as mãos sobre as cordas do violão. Fiquei paralisada, enfeitiçada e oprimida. Eu podia sentir minha garganta fechando. — Eu deveria ir. — eu murmurei para mim quando sua música acabou. Mas eu simplesmente fiquei ali sentada, olhando para a minha bebida e incapaz de me mover. Finalmente, eu levantei meu copo e engoli o seu conteúdo, e Tristan, meu bom e velho fiel bartender, derramou uma nova dose no copo. Eu não sentia vontade de


chorar. Na verdade, eu não tenho mais lágrimas para derramar. Eu estava apenas cansada. Eu tinha passado os últimos três meses e meio com a minha mãe. Nós brigamos, nós choramos, e então ela morreu - nessa ordem. — Posso te pagar uma bebida? — perguntou uma voz atrás de mim. Virei, e encontrei o mesmo homem diabolicamente belo do palco, de pé ao meu lado. Ele tinha mais de 1,80m de altura. Ele estava em forma, mas não bombado, apenas definido. Sua pele era perfeitamente lisa, seus lábios eram cheios, suas feições esculpidas e bem definidas, ainda assim, eram seus olhos que realmente capturaram minha atenção. Sem me dar conta disso, eu me inclinei para ele e sorri. Ele estava totalmente à vontade. — Tristan, eu deveria deixá-lo pagar uma bebida para mim? — eu me virei para o homem atrás do bar. Tristan bufou, olhando para o homem que esperava por um sim. — Não, eu acho que não. — Obrigado, cara. — disse o homem, franzindo a testa para Tristan enquanto eu ria. Tristan substituiu minha bebida, que eu ainda não tinha terminado, com algo novo e rosa. — Ainda vodca? — eu perguntei a ele. — Ainda vodca. — ele acenou com a cabeça. Sorrindo, eu me virei para o Casanova e dei de ombros. — Parece que eu já tenho uma bebida, mas, vendo que você está com as mãos vazias no momento, eu ficaria feliz em pagar uma para você. — eu provoquei. Eu me virei e dramaticamente bati meus dedos contra o bar. — Tristan! Dê ao nosso amigo aqui algo viril. Ambos riram. — Eu vou querer o mesmo que ela. — disse ele tomando o assento ao meu lado. — Você vê que esta bebida é rosa, certo? — perguntei. — Eu acho que estou suficientemente confortável com minha sexualidade. — ele piscou. Este era geralmente o ponto onde eu deixava os caras no bar, mas por alguma razão, eu apenas balancei a cabeça. Eu não queria sair ainda. — Você é bom, por sinal.


— O quê? — ele sorriu quando ele se inclinou para mim. Eu apontei para o palco e sorri. — A sua música, o que você acha que eu quis dizer? — Nada. — ele riu. — E obrigado, eu acho que ninguém notou. — Por que ninguém notaria? Ele levantou uma sobrancelha e olhou para a pista de dança. Seguindo seu olhar, notei que todos estavam colados um ao outro e ninguém parecia se importar que tipo de música estivesse tocando. Era domingo, então eu acho todos queriam acabar seu fim de semana com chave de ouro. — Neste momento, eles poderiam muito bem não ter roupas. — inclinei a cabeça para o lado, observando como a mão de um homem deslizava até o vestido de sua parceira. — É nisso que eles estão trabalhando. — ele riu. — Eu sou Levi a propósito. — Prazer em conhecê-lo, Levi. — eu disse tentando não parecer interessada. Ele era atraente, mas eu era mais do tipo que prefere olhar ao toque. Sim, certo. — Esta é a parte em que você me diz o seu nome. — Sério? Você faz isso muitas vezes? — Fazer o quê? — ele perguntou com uma careta. — Influenciar mulheres com a sua música sensual, em seguida, oferece uma bebida, enquanto olha profundamente em suas almas com seus sexys olhos verdes, a fim de conseguir seus nomes. — Música sensual? Olhos verdes sexys? Tenho certeza de que não sou o único que faz isso muitas vezes? — ele sorriu tão largamente que era contagioso. Maldito seja ele. — Você é bom. — Tenho certeza que você é melhor. Ah maldito inferno. — Dança comigo. — disse ele, estendendo a mão.


— Eu posso ser negra, mas eu não tenho ritmo nenhum. — eu informei a ele. — Eu sou uma dançarina terrível, e eu quero dizer horrível. Vou pisar nos seus pés... Ele não pareceu se importar, porque ele pegou minha mão de qualquer maneira, e eu tremi com seu toque... eu tremi, quando ele me levou para o meio da pista de dança e me puxou para mais perto. — Você vai se arrepender disso. — eu disse a ele. — Acredite em mim, isso não é possível. — ele sussurrou, me girando e me pressionado contra seu peito. Eu parei de respirar. Eu estava com medo de que se respirasse, gemesse. Eu podia sentir, tudo dele, atrás de mim. — Apenas relaxe, ouça à música. — ele sussurrou em meu ouvido, e mais uma vez foi como se eu não tivesse controle sobre meu corpo. Ele definitivamente fez isso antes, eu pensei comigo. Mas eu não disse nada. Eu apenas levantei meus braços e envolvi em torno dele enquanto a música explodia em torno de nós. Suas mãos suavemente roçaram minhas coxas. — Eu ainda não sei o seu nome. — Isso é porque eu ainda não disse a você. — eu sussurrei, virando de frente para ele. Suas mãos foram para a minha cintura e nós dois nos encaramos. Eu realmente não podia aguentar mais. Talvez fosse o álcool ou porque ele era incrivelmente atraente ou porque eu só queria sentir alguma coisa, mas eu diminuí a distância entre nós. Esse era o convite que ele precisava para assumir o comando. Seus braços passaram em volta de mim e suas mãos encontraram uma posição sobre o meu pescoço enquanto ele me puxava para um beijo. Ele tinha um sabor incrível. Estendendo a mão, agarrei-o pelos cabelos e o puxei para mais perto. Eu queria... precisava mais dele. Antes que eu percebesse, eu estava me pressionando contra ele. Soltei seu cabelo, minhas mãos lentamente caminharam até debaixo de sua camisa e eu saboreei a sensação suave de seu tanquinho firme, enquanto sua mão quente, quase febril, segurou meu seio, transmitindo que não pararíamos por aí. Por fim, demos um passo longe um do outro por um momento, para que pudéssemos respirar. Eu o queria tanto, eu o teria tomado ali mesmo na pista de dança.


— Meu nome é Thea. — eu sussurrei, e ele sorriu. — Sua casa ou a minha, Thea? — Você acha que você está com sorte? — perguntei, e ele me beijou novamente. No momento em que ele o fez, eu gemi em sua boca e agarrei seu cabelo. Mas ele se afastou. — Eu acho que já nasci com sorte. — ele sorriu. — Sua casa, então. — eu sussurrei, e ele pegou minha mão. Eu mal me lembrei de pegar minha bolsa antes dele me levar para fora do clube. No momento em que entrei em seu carro, ambos estávamos tremendo. Enquanto andávamos pelas ruas da cidade, eu levei um tempo para admirar seu perfil no brilho intermitente das luzes da rua. Seus dedos traçaram suavemente ao longo da pele sensível da minha coxa. Era um movimento casual, mas minha respiração ficou presa na minha garganta e minha mente ficou em branco. Em pouco tempo, minha mão vagou para seu colo e eu tateei através de suas calças. Ele não disse uma palavra, mas eu podia sentir a sua excitação. Ele parou bem na frente de uma casa bonita na melhor parte da cidade. De alguma forma, eu consegui recuperar um pouco da minha compostura quando ele abriu a porta para mim. Quem olhasse para nós, não teria imaginado que qualquer coisa indecente estava acontecendo, mas no momento em que toquei suas mãos senti uma onda de propagação de calor em mim. Ele se atrapalhou com as chaves, tentando abrir a porta, e eu me alegrava com o fato de que ele estava extremamente nervoso ou tão animado que ele não conseguia pensar direito. Eu estava feliz com essa perspectiva. No segundo que entramos, ele se virou e me prendeu contra a porta. — Graças a Deus. — disse ele contra a minha pele. Ele passou o polegar pelos meus lábios inchados e levemente arrastou seus dedos para baixo até a minha cintura, seu toque permaneceu por apenas um momento antes dele arrastar minha camisa sobre meu corpo. Levantando-me, ele me levou em direção ao seu sofá, caindo sobre ele. Com ele em cima de mim, eu podia sentir o seu comprimento através de seu jeans, mas isso não era o suficiente. Puxando o cinto, eu mordi seus lábios, impaciente, e ele riu quando ele entendeu a urgência das minhas ações. Afastando-me, ele se livrou das suas roupas e voltou para me ajudar a tirar as minhas.


A maneira como seu corpo duro estava contra o meu... eu queria tocar tudo nele, mas quando tentei alcançá-lo, ele prendeu as minhas duas mãos sobre minha cabeça, e começou a beijar e lamber suavemente meus mamilos. Ele me provocou lentamente, apreciando enquanto eu me contorcia debaixo dele. Eu senti como se estivesse perdendo a cabeça. — Maldito seja. — eu suspirei, quando eu mordi meus lábios, tentando não apreciálo. Mas quando uma de suas mãos percorreu meu estômago e entre as minhas pernas, eu não pude me conter, e derreti em suas mãos. Isso não era uma preliminar, era uma tortura. — Porra. Você parece tão sexy... — ele sussurrou, como se eu estivesse fazendo algo para ele. Seu domínio sobre mim afrouxou enquanto ele beijava ao longo do meu maxilar. Finalmente livre, eu permiti que minhas mãos passearem de volta para ele, e desta vez, ele não me parou enquanto eu me segurava nele. Apertei o meu domínio sobre seu membro, movendo minha mão para cima e para baixo agonizantemente lento, torturando-o, assim como ele tinha feito comigo. Sua respiração falhou e seus olhos pareciam escurecer, enquanto me observava trabalhar nele. Eu gostei do fato de que ele parecia estar lutando uma batalha interna, tentando se controlar. Mas eu não quero que ele seja controlado, eu queria que a nossa versão torturante das preliminares chegasse ao fim. — Camisinha? — eu perguntei a ele. — No bolso. — ele acenou para as calças no chão. Com a outra mão, peguei e rasguei a embalagem com meus dentes. Então, sem perder mais tempo, eu coloquei nele. Nós nos olhávamos enquanto eu me posicionei sobre ele. Eu podia senti-lo, ele podia me sentir. Ele grunhiu em frustração e agarrou a minha cintura, me virando de costas e empurrando para frente. — Sim. — eu gemi quando ele prendeu as minhas duas mãos sobre minha cabeça com a mão direita e usou a mão esquerda para segurar minha coxa. Ele resmungou, estocando em mim.


— Sim! — eu gritei, quando ele empurrou para dentro de mim, cada vez mais forte, com tanta força que o sofá andou com a gente, e eu não me importava. Meus seios saltaram livremente, e ele sorriu, beijando os dois antes de beijar meus lábios. Abri a boca, permitindo que nossas línguas dançassem. — Tão apertada. — ele sussurrou. — Mais forte! — eu não me importava com quem me ouvia. Ele me fez sentir tão bem. Ele soltou minhas mãos, e eu imediatamente agarrei seus ombros enquanto minhas pernas enrolaram em torno dele. Ele beijou os lados do meu rosto, então nossos lábios mais uma vez se encontraram. — Goza para mim. — ele sussurrou, e eu balancei a cabeça, incapaz de falar. Quando a minha boca se abriu e os meus seios pressionaram contra o peito dele, eu arqueei minhas costas pressionando nele até que eu já não podia me conter. — Levi! — eu gritei. — Deus, você é linda. Eu tentei controlar minha respiração, mas pelo amor de Deus, eu não podia. Eu gemi quando ele me segurou, e beijou o meu pescoço. Eu o empurrei de costas e o montei mais uma vez. Eu olhei para ele e sorri, montando-o com força. Eu belisquei meus mamilos, permitindo-lhe ver enquanto eu saltava sobre ele. Suas mãos encontraram as minhas. Ele segurou meus seios, e eu cobri suas mãos com as minhas, mantendo-as no lugar enquanto ele empurrava para cima em mim. — Thea... — ele mordeu o lábio, lutando contra seu gemido. Com minhas mãos em seu peito, eu o observei; selvagem, sexy e faminto por mim. Eu amei. — Goze para mim. — repeti suas palavras. Ele resmungou, encontrando a sua libertação. Ele descansou debaixo de mim por um momento, ofegando como eu estava. Eu não queria sair, e ele me puxou para baixo para beijar seus lábios. — Você acha que nós podemos fazer isso no quarto da próxima vez? — ele brincou.


— Vai ter uma próxima vez? — Deus, eu espero que sim. Eu sorri. — Quando? — Em vinte minutos? Eu levantei uma sobrancelha para ele. — O que é que eu vou fazer por 20 minutos? — Vamos manter a nossa energia. — ele me beijou de novo, e eu devolvi. — Não vá a qualquer lugar. — Eu não sonharia com isso. — eu disse a ele, admirando seu físico enquanto se afastava. Sorrindo para mim, eu sentei de volta no sofá por um momento. Isso foi incrível, merda. Ele foi incrível. Era como se ele soubesse onde eu queria ser tocada e quando. Ele não estava com medo de me morder. Nunca me importei com um pouco de dor para ter prazer. — O que você quer comer? — ele gritou da cozinha. Eu me levantei do sofá e me espreguicei não me importando nem um pouco que eu estava nua. Eu não estava preocupada já que ele já havia lambido, mordido e visto tudo. — Eu tenho biscoitos, eu posso fazer sanduiche... Andando atrás dele, eu coloquei minha a mão em suas costas e ele pulou. Olhando para mim por cima do ombro, ele engoliu em seco, incapaz de afastar o olhar da minha nudez. — Você tem morangos? — eu perguntei a ele. — Humm? Olhando por cima dele, eu os vi na porta da geladeira e abaixei para pegá-los. O ar frio fez meus mamilos endurecerem, o que eu sabia que ele notou. Pegando a lata de chantilly, eu pulverizei um pouco em minha boca e lambi meus lábios. — Você se importa? — perguntei, acenando com a lata para ele. Ele balançou a cabeça. — De modo algum. — Eu amo chantilly, sabia? — eu sussurrei e esguichei no meu dedo.


Eu ofereci meu dedo para ele, e ele abocanhou ansiosamente. Ele sensualmente sugou o creme do meu dedo e passou a língua ao longo do mesmo, antes de permitir que eu deslizasse para fora de sua boca. — Eu estou amando isso mais e mais a cada segundo. — ele sussurrou, e eu entreguei a ele a lata. — O chantilly é seu, você deve prová-lo onde você quiser. — Você está me deixando louco. — ele sussurrou, mais para si do que para mim, quando ele pegou a lata e pulverizou um esguicho de creme no meu ombro. Inclinei a cabeça para o lado, dando-lhe espaço para lambê-lo de cima de mim. Em seguida, ele colocou sobre meus seios, mas antes que ele pudesse lambê-lo, eu tirei um morango da caixa e deixei a ponta deslizar através do creme antes de eu dar uma mordida. — Estes morangos estão realmente bons. — eu sussurrei. Ele olhou para mim sem dizer uma palavra, e eu pude ver que ele estava esperando meu próximo passo. Ansiosa para agradar, eu peguei outro morango e repeti a ação antes de dar a ele. Ele aceitou a minha oferta com um sorriso. — Agora eu sei que estou sonhando. — Então, divirta-se, eu sei que eu estou me divertindo. — eu disse a ele. Ele não conseguia parar enquanto lambia ao longo de minha pele, trabalhando para baixo. Eu gemia, apreciando a sensação de seus lábios. — Ah, eu planejo me divertir! — ele sussurrou, se colocando entre as minhas pernas. Engoli em seco, mas isso não o impediu de colocar dois dedos dentro de mim. — Eu acho que os nossos 20 minutos acabaram. — Tenho certeza que o tempo passa rápido aqui. — eu ri. — O que você quer fazer? — Quero transar com você até que você não possa andar em linha reta. — disse ele enquanto me pressionava contra a bancada. Eu sorri. — Vamos começar então.


— Ahh. — eu gemi, agarrando minha cabeça quando me sentei. Vodca, essa porra sempre faz isso comigo. Olhando em volta, a primeira coisa que notei foi que este não era o meu quarto. A segunda coisa que notei foi o som do chuveiro ligado. Merda. Eu pensei, quando as lembranças da noite passada inundaram minha mente. Na ponta dos pés, eu procurei por minhas roupas no chão do quarto. Indo para a sala de estar, eu encontrei o meu sutiã e saia, e eu apressadamente peguei. — Vai fugir? Eu me virei para ver... Levi? Esse era o nome dele, certo... para ver Levi, todo molhado e vestido apenas com uma toalha, que estava vagamente envolta em torno de sua cintura, acentuando as linhas em forma de V na cintura. — Sério você tem que estar assim na parte da manhã? — eu suspirei, tentando tirar a atenção de mim mesma. — Assim como? — ele questionou. Eu acenei minha mão para cima e para baixo na frente dele antes de desistir em frustração. — Não importa. Obrigada por ontem à noite, foi humm... eu deveria ir... — Você quer café da manhã? Foi nesse momento que eu notei o aroma celestial de bacon e ovos. O cheiro era tão sedutor que meu estômago roncou. Sinceramente, eu ansiava por um bom café da manhã, mas eu não podia ficar. — Não, obrigada, eu realmente deveria ir. Nós realmente não precisamos fazer a coisa. — A coisa? — Você sabe, onde ambos tentam ter uma conversa civilizada depois de uma transa de uma noite. — Na verdade. — ele corrigiu com um sorriso. — Foram quatro numa noite; uma na cozinha e chuveiro para não mencionar o nosso primeiro movimento no sofá e, em seguida, na minha cama... — Sim, entendi...


— Thea. — ele disse, movendo-se em minha direção, e eu descobri que eu tinha que me esforçar para não olhá-lo. Urgh! Maldito seja! Ele segurou meu rosto. — Nós poderíamos deixar isso estranho, como você está tentando tão duramente fazer, ou podemos tomar um café da manhã. — Eu vou acabar transando com você novamente. — E daí? — Isso significa que nós passamos dois dias juntos. — Uma noite e meia-manhã é quase dois dias. — ele riu, soltando-me. — Se você quiser ir, então vá, mas você não pode me culpar por querer passar um pouco mais de tempo com a melhor transa que eu já tive. — Você deve dizer isso a todas as mulheres que você pega em bares. — sorri. Ele balançou a cabeça e sorriu. — Um café da manhã, e então eu vou deixá-la em seu carro. — Tudo bem, eu vou ficar para o café da manhã. — eu disse. — Mas só se você colocar uma maldita camisa ou algo assim. — Você está usando a minha. — ele acenou para a camisa que eu tinha vestido. — Bem, você rasgou a minha. — retruquei. — Touché. — respondeu ele, e com isso, ele se mudou para o lado e fez um gesto para eu entrar na cozinha. — Você se importa se eu usar seu banheiro primeiro? — perguntei a ele. — Vá em frente. — Obrigada. — eu murmurei, feliz que pelo menos eu tinha a minha escova de dentes e minha nécessaire em minha bolsa.

Levi Depois que ela saiu, eu corri de volta para o meu quarto para me vestir tão rapidamente quanto possível, vendo que ela apresentava um potencial risco de fugir. Ela é


linda demais, sexy, engraçada e apenas pecaminosamente incrível na cama. No mínimo, eu precisava conseguir seu número. Ouvindo outra porta abrir e fechar, corri para fora em pânico e fiquei consternado ao descobrir que ela não tinha voltado para a cozinha. — Você mantém discos. — ela chamou de cima, permitindo-me respirar livremente, mais uma vez. Ela estava no andar superior da minha casa, junto com o resto das minhas músicas e livros. Subindo as escadas, eu tentei o meu melhor para parecer o mais relaxado possível. — Sim. É antiquado... — Não, eu gosto. Tudo soa melhor em vinil de qualquer maneira. — disse ela, passando as mãos sobre a minha coleção. — Eu sempre digo isso, mas ninguém acredita em mim com seus smartphones. — eu ri. Ela parou de peneirar a pilha e ofegou. Então, sem dizer uma palavra, ela levantou um da pilha e trouxe até seu rosto. Toda a sua expressão transformada em algo que eu não conseguia decifrar. — Curtis Mayfield. - um álbum do Curtis Mayfield! — ela sussurrou. — Você conhece Curtis Mayfield? — perguntei, meio que surpreso. A maioria das pessoas não ouvem a música que gosto, a não ser, é claro, em um comercial. Ela olhou para mim como se eu fosse louco. — É a trilha sonora da minha infância! Minha avó adorava isso. Você realmente tem uma coleção legal aqui. — Obrigado, música é um hobby meu. — E o seu primeiro amor é livros suponho? — ela riu, olhando para todos os livros que eu tinha espalhados por toda parte. — Livros de direito também. — Você me pegou. Eu sou realmente um nerd. Ela riu e foi lindo. Todo o seu rosto parecia se iluminar. — Abdômen tanquinho, toca violão, ouve discos e é um nerd que gosta de livros... bem, tome cuidado ou eu poderia simplesmente começar a gostar de você. Eu esperava que sim.


Chegando mais perto dela, eu tirei o disco de suas mãos e coloquei no meu velho gramofone para tocar. — Dance comigo. — Foi assim que eu acabei nua em sua cama pela primeira vez. — Eu sei. — eu disse a ela, dando o meu melhor sorriso. Eu peguei a mão dela, e mais uma vez foi como se eu estivesse pegando fogo. Bastava tocá-la que tinha esse efeito em mim. Era uma loucura. Ela irrompeu em gargalhadas quando deixamos a música dos anos 70 invadir a sala. Ela já não parecia tímida em dançar. Sempre que ela ria, eu sentia vontade de rir com ela. Ela era linda. Quando a música abrandou, eu a afastei, girando-a. Ela caiu tão perto de meus lábios. O que foi isso? Por que eu quero tanto beijá-la novamente? Eu nem sequer sei o sobrenome dela, e ainda assim era como se cada parte de mim estivesse gritando por ela. Ela engoliu lentamente como se estivesse lutando a mesma batalha que eu. Por fim, assumi o risco e a beijei. Era para ser um beijo suave, simples. Mas eu não conseguia controlar isso. Sua língua deslizou em minha boca, e eu agarrei a bunda dela, levantando-a. As pernas dela circularam em torno de mim quando eu a empurrei contra a parede. Eu podia senti-la puxando minhas calças quando eu empurrei sua saia para cima. — Só uma rapidinha. — ela me disse entre beijos. — Sim, apenas uma rapidinha, para tirar de nossos sistemas. — eu balancei a cabeça, girando em torno dela e lembrei o quão boa ela parecia na noite passada. — Mmmm. — ela gemia com as mãos na parede, enquanto eu estocava com força por trás. Suas costas arquearam, e minhas mãos deslizaram pela camisa que ela usava, minha camisa, em seus ombros. Gemendo de frustração por não ser capaz de tirar o sutiã, eu simplesmente puxei-o para baixo, para senti-la em minhas mãos. Cada parte dela era real e minha. Recostando-se contra mim, ela gemeu em minha boca e me beijou apaixonadamente. — Ahh! — ela gemeu, quando eu nos empurrei contra a parede. Bom pra caralho, eu pensei. Eu simplesmente não conseguia o suficiente dela.


— Levi. — ela gritou para mim, e eu escovei seu cabelo de lado, trazendo a cabeça para trás para o meu rosto. — Grite o meu nome. — eu disse a ela. — Faça-me gritar. — ela desafiou. Ela era a perfeição.

— Isso é loucura, não é? — eu finalmente sussurrei, colocando o meu carro no estacionamento ao lado de sua caminhonete. — O quê? — ela perguntou em voz baixa. — O fato de termos tido relações sexuais, eu não consigo nem contar a quantidade de vezes, e mesmo assim, eu ainda quero você. — eu confessei, recostando contra o meu assento. — Sim, é uma loucura. — ela murmurou, então ela ficou em silêncio. Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, ela falou. — Eu não sei, talvez houvesse algo nessas bebidas... porque eu não estou dizendo que eu não quero você também. — Você não está à procura de um relacionamento, está? Porque eu não posso... — Acredite em mim, eu não posso lidar com um relacionamento. — ela respondeu, me cortando. Por um momento, eu me senti como se estivéssemos na mesma página. O que poderia ser a pior coisa que aconteceria se eu lhe pedisse para transarmos? Sexo parecia ser tudo que ela queria também. — Que tal... eu não sei, transarmos pela próxima semana? Eu não tenho que trabalhar até a próxima segunda-feira, e talvez, nós... — Consigamos tirar isso de nossos sistemas? Eu olhei para ela e assenti com uma risada. — Apenas uma semana? — ela perguntou para confirmar. — Uma semana. Sexo, comida, nós, e então, voltaríamos à realidade.


Ela ficou em silêncio por um momento, e depois sorriu amplamente. — Isso é perigoso Levi. Eu vou estragar todas as outras mulheres para você. — É um risco que estou disposto a correr. — Que tal alternarmos dias? Passaremos amanhã à noite na minha casa e, em seguida, um dia na sua? — ela me perguntou. — Claro. — eu disse tão bem quanto possível. No fundo, eu estava dançando como um louco. Ela enfiou a mão na minha calça e pegou meu celular, depois ela fez questão de pegar outra parte de mim. Eu sorri, mas não disse nada. — Você gosta de gatos? — Aqueles bichanos? — eu perguntei inocentemente. Ela olhou para mim com uma expressão vazia antes que nós dois tivéssemos um ataque de riso. — Não, gatos normais, com quatro patas, pelos e bigodes. — Eu não odeio gatos. — eu disse. — Tudo bem, eu só pergunto por que eu tenho um. Eu só queria ter certeza de que você não era alérgico ou algo que não vai ser um problema. — disse ela, colocando meu celular de volta no meu bolso. — Eu coloquei meu número na sua lista de contatos. Venha às oito, amanhã à noite. — Você acabou de se mudar para Boston? — perguntei. — Sim e não. — respondeu ela, descartando a questão. — Vejo você às oito, e Levi, não se atrase. — disse ela, beijando minha bochecha antes de sair. Por alguma razão, eu sabia que essa seria a melhor semana da minha vida.


Capítulo Três Presente Thea Por toda a palestra, meus pensamentos estavam preenchidos apenas por ele... e não da forma como deveria ter sido. Como eu poderia ter perdido o fato de que ele era um professor? Eu pensei que ele fosse apenas um advogado. Quando eu vi os livros de direito em sua casa, eu queria perguntar-lhe mais sobre isso, mas simplesmente não perguntei. Eu me pergunto por que ele nunca disse que ele também era um professor universitário. Devia tê-lo pressionado mais? — Esta classe ainda está muito grande. — disse ele enquanto fazia uma pausa. Cruzando os braços, ele se inclinou contra a mesa e olhou para as fileiras de assentos, os olhos digitalizando todos os nossos rostos. Quando seus olhos encontraram os meus, eles se estreitaram no que parecia ser nojo e uma raiva tão intensa, que eu queria me virar. Era como se ele estivesse gritando para eu sair. Mas eu não iria me mover, eu não o deixaria me intimidar para sair de sua classe, com sexo ou sem sexo. — Quais de vocês já ouviram falar do Caso Zukerman? — ele perguntou, e um pouco mais da metade da classe levantou as mãos. Eu, infelizmente, não estava incluída na metade que conhecia o caso. — Todos vocês que não levantaram suas mãos, podem ir agora. — afirmou. Um por um, eles pegaram suas malas e laptops. Mais uma vez, eu não estava incluída no grupo, apesar da minha qualificação. Com o meu telefone no colo, eu comecei pesquisar o mais rápido que pude. — Srta. Cunning, você não me ouviu? — ele chamou, fazendo-me saltar. — Esta não é uma aula de direito? Não posso advogar a meu favor? — eu provoquei.


Sua sobrancelha levantou. — Você deseja advogar a seu favor, a respeito de por que você merece estar aqui quando você não está preparada? — Sim. — Bem, então, advogue. Você tem um minuto. Cada cabeça na sala se virou para mim. — Você nos pediu para levantar nossas mãos sobre o caso Zukerman e ainda assim você não esclareceu ou especificou de qual você estava se referindo. Eu ouvi algumas risadinhas, mas eu sabia que ele não achou graça. — Não seria óbvio? Foi um dos casos mais comentados deste ano. — Sim, foi, mas assim também como o caso Zukerman de 1956. — eu respondi. — O programa que eu tenho falava que esta aula é de direito penal da história não apenas recente. Eu poderia ter levantado minha mão porque eu conhecia um caso Zukerman, no entanto, se eu dissesse que sabia, poderia parecer tola ou uma mentirosa, já que sua pergunta não tinha detalhes do caso. — eu lambi meus lábios antes de continuar. — Entre o caso Zukerman e o outro caso Zukerman, seria impossível saber a qual caso específico você estava

se

referindo,

uma

vez

que

não

foram

fornecidos

mais

detalhes

ou

esclarecimentos. Daí a razão por que eu não levantei minha mão, Professor Black. — eu me elevei, tentando não parecer tão nervosa quanto eu me sentia. — Parece que você salvou a sua vaga, Srta. Cunning, por uma questão de tecnicidade. — os cantos de seus lábios tremeram. Foi rápido, mas eu vi isso, e apesar de ser errado, eu tive um pouco de prazer nisso, eu estava feliz por tê-lo feito sorrir em vez de estar feliz por manter minha vaga nessa matéria. Ele se virou para o resto da classe. — Que esta seja uma lição para o resto de vocês. Vocês estão no caminho para se tornarem advogados. Se alguém lhe disser não, então vocês têm que encontrar uma brecha e saltar através dela. Mesmo o menor detalhe técnico pode mudar o resultado de um caso. Embora, eu espere que vocês não usem o Google em seus argumentos 10 segundos antes de serem chamados. Como ele sabia? — Se você pretende se referir ao caso Zukerman de 1957. A Internet nem sempre é uma fonte confiável. — acrescentou. Merda.


Ele não se incomodou em entrar em mais detalhes antes de passar para o caso Zukerman que ele estava inicialmente se referindo. Eu não sabia, mas ele tinha sido o advogado de Zukerman. O homem que foi acusado de um incêndio criminoso e roubo, mas Levi tinha sido capaz de destruir totalmente cada uma das testemunhas de acusação, e tinha conseguido a expulsão de um policial por falso testemunho. Era... inspirador. Quando ele nos apresentou o vídeo, ele destacou tudo o que a acusação tinha feito de errado, e eu me vi perplexa com ele. O homem na tela e o homem que esteve comigo na cama, eram duas pessoas diferentes. Ele era um monstro no tribunal, não se importando nem um pouco sobre como as testemunhas se sentiam, quando ele martelou a credibilidade de uma mulher, ao ponto em que ela parecia que estava prestes a sofrer um colapso mental. O homem que tinha beijado a minha espinha e me trazido café da manhã na cama estava longe de ser visto. Parecia que havia duas personalidades em Levi Black, e eu, apesar de tudo, queria conhecer a ambos. Muito rapidamente, a aula acabou, e enquanto as pessoas saíam, encontrei-me incapaz de me mover. Havia tanta coisa que eu queria dizer a ele. Levantei-me, tomei uma respiração profunda na esperança de suscitar a coragem de falar com ele, quando de repente, ele passou direto por mim como se eu não estivesse lá. — Levi... — É Professor Black e a aula terminou. Se você quiser falar comigo a qualquer momento depois da aula você vai ter que ligar para o escritório e marcar um horário. Bom dia, Srta. Cunning. — ele respondeu, já fora da porta. — Imbecil. — eu murmurei sob a minha respiração. Mas o que eu esperava? Que nós apenas iriamos rir e fingir que nada tinha acontecido e tudo estava bem? Agarrando minhas coisas, eu fui para fora também, e antes que eu pudesse parar, eu já estava à procura dele no corredor lotado. — Quem está procurando? Pulando, me virei e encontrei a minha irmã mais nova olhando fixamente para mim. Selene e eu, em minha opinião, não éramos nada parecidas. Sim, nós duas tínhamos a pele escura, olhos castanhos, cabelo que passava de nossos ombros, mas as nossas


características faciais não tinham qualquer semelhança. Além disso, ela estava em uma fase em que tudo o que ela queria era usar maquiagem preta e roupa escura. — Ninguém. — eu disse, olhando para ela. — Eu achei que você ia me ligar, quando o seu voo chegasse? — eu me esforcei para mudar de assunto. — Nossa, olá para você também! Não é como se você não tivesse me visto em meses. — ela fez beicinho. Ela era um bebê, e até mesmo aos dezesseis anos, ela parecia uma criança. Não que eu quisesse que ela crescesse ou qualquer coisa. — Selene, nos falamos quase todos os dias... — Exceto na semana passada. Então, quem é ele? — O quê? Ninguém. Não há ninguém. — eu repeti, procurando minhas chaves enquanto caminhávamos para fora. Era setembro, mas ainda havia um frio no ar. Nesta época do ano, se eu voltasse para casa em Maryland, a maioria das pessoas ainda estavam vestindo shorts. Eu tentei não pensar sobre a vida que eu tinha, porque a verdade da questão era que eu sentia muita falta, muita mesmo. Era a minha casa, mais do que Boston já tinha sido. — Se você for ser uma advogada, você precisa aprender a mentir muito melhor do que isso, e esconder as provas. — ela sorriu e tirou uma boxer de sua bolsa. — Selene! — eu assobiei, tentando empurrá-la de volta para lá. — O que diabos está acontecendo com você? Quando você foi para casa? — Já que alguém não atendeu o telefone, eu tive que pegar um táxi para a casa e, em seguida, outro até aqui. — disse ela, revirando os olhos para mim. Fomos para o meu velho Honda, e ela ficou do lado do passageiro, esperando pacientemente eu destravar as portas. — Eu estava na aula. — Eu achei que sim, mas eu queria saber por que havia boxer em casa. A prova estava no chão do banheiro. Então, você vai me dizer quem ele é? Ele está aqui? Ele é quente? Se ele usou o nosso chuveiro, seria melhor ele ser quente. — Selene, não se preocupe com isso, não foi nada, e já acabou.


— Então, isso significa que eu posso ficar com isso? — perguntou ela, oscilando o relógio de Levi de seu dedo indicador. — Não. — eu disse, quando eu puxei dela. — Quando você vai ligar para ele vir pegar? — Eu vou enviá-lo. — Você sabe o seu endereço! — Selene, eu juro que se você não parar, eu vou fazer você ir a pé para casa. — eu disse a ela. — Ooh, eu estou com tanto medo! Irmãs mais novas, não importa o que você diz, elas são um pé no saco. — Seja como for, eu estou feliz por você. — ela murmurou, recostando-se em seu assento e olhando para fora da janela. — Eu odeio este lugar, e eu sei que você odeia também. Mas você está se forçando a ficar aqui, por isso, fico feliz que tenha encontrado algo de bom, pelo menos não foi um completo desperdício. — Selene, você não tem que ficar aqui. Você poderia ter ficado com a vovó e terminar seu ano escolar... — Nós somos uma equipe, lembra? — ela sorriu, mas seu sorriso não alcançou seus olhos. — Aonde você vai, eu vou. Desculpe-me por demorar tanto tempo para vir, mas eu estava esperando... Ela estava esperando nossa mãe morrer. — Está tudo bem. — eu disse a ela. — Ela ficou de cama por tanto tempo, e de qualquer maneira eu não queria que você a tivesse visto daquela forma. Isso era uma mentira. A verdade da questão era que eu a queria aqui, mas não só por amor a nossa mãe, mas por ela mesma... para que ela pudesse finalmente deixar tudo e seguir em frente. Assim, ela poderia ter um encerramento. Mas não importa quantas vezes eu dissesse a ela que o câncer havia se espalhado ou que a condição da mamãe estava piorando, ela parecia não se importar. — Sim, bem, eu ainda sinto muito. — Toda vez que eu começo a pensar que você é um pé no saco, você age sempre tão docemente, parecendo com Marilyn Manson.


— Cale a boca! — ela gritou, e me deu um soco de brincadeira. Nós duas rimos. Fazíamos isso sempre.

Levi — Você pode repetir isso? — Tristan perguntou por telefone, enquanto eu me dirigia para o meu escritório. — Você sabe a mulher que eu peguei no bar? Ela é uma estudante de direito... uma das minhas estudantes de direito. Eu caí para trás em minha cadeira. Por que Deus, por quê? — Você está rindo? — eu bati. — Vamos lá cara, dá um tempo! — ele riu. — O grande, honesto e contido, Levi Black finalmente escorregou, e se aventurou para o lado escuro. E você que sempre foi tão cuidadoso. Como é que isso não apareceu já que vocês passaram toda a semana juntos? Vocês não conversaram? — Nós estávamos preocupados em... — Foram 168 horas? E você ainda está vivo? Como? — Por que eu estou te contando essas coisas? — eu resmunguei. — Porque eu sou a última pessoa que vai julgá-lo. Espera só até eu contar a Bethan, por você ser o irmão mais velho, ela não é tão justa. — ele brincou. — Eu te odeio. Eu realmente odeio você. — eu murmurei. Eu sou Levi Black e meu histórico era impecável; eu não mexia com as alunas, eu não perdia casos e eu com certeza não expunha a minha vida em público. Era por causa disso que eu era procurado por todos. Senadores, governadores, celebridades, eu era o cara que as pessoas poderosas chamavam para limpar sua bagunça, não importava em que parte do mundo estavam. A única maneira que eu poderia fazer isso era não me meter em confusão alguma. Thea Cunning era... bem, eu nem sei por onde começar! — Era para ser apenas sexo.


— Por uma semana. — Foi ficando melhor e melhor. Ela é como uma planta carnívora, uma vez que você está dentro, você está dentro, e não há como sair. — Ahh, cara. — ele gemeu. — Não foi isso que eu quis dizer! — Olha, se isso está te incomodando tanto assim, apenas ponha ela para fora de sua aula. Não há alguma cláusula em seu contrato que lhe permite assumir quantos estudantes você quer? Ele estava certo. Eu tinha começado a dar aulas quando eu abri minha própria empresa, na esperança de roubar os melhores graduados para mim. Seis anos depois, eu ainda estava aqui, mesmo que minha empresa tivesse muitos associados capazes quanto precisávamos. — Eu sei. Mas eu só me livro dos fracos, e fraca ela não é. Ela se exaltou comigo hoje. Geralmente, meus alunos levam algumas semanas para fazer isso, mas ela fez no primeiro dia. — Tem certeza que foi apenas sexo? Quando eu estava prestes a formular minha resposta, uma batida forte interrompeu meus pensamentos. — Entre. — eu disse em direção à porta, e a Tristan eu disse: — Tristan, eu tenho que ir. — Há alguém realmente lá, ou você está tentando evitar a pergunta? — Era apenas sexo, e acabou. — eu murmurei para o telefone tão rapidamente quanto eu poderia. — Eu não entro em relações, você sabe disso. E alguém realmente está aqui. Aproveite o seu dia de folga, poderemos ter um grande cliente, no final do dia. — eu desliguei assim que minha secretária entrou, seus lábios estavam em uma linha dura. Sua sobrancelha subiu quando ela me entregou um arquivo. — Boa tarde, Betty, como você está? — Umm hum. — ela balançou a cabeça para mim. — Sr. e Srta. Archibald chegarão às duas, depois uma conferência por telefone com o governador ás cinco, seguido por seis mensagens para o Sr. retornar... todas da sua ex-esposa. — ela acrescentou.


— Diga ao Sr. e Srta. Archibald que eu vou me reunir com eles em sua casa em breve. A imprensa deve estar louca por agora e que seria melhor se eles não saíssem de lá. Veja se você pode adiar a chamada com o governador para as seis, e se a minha exesposa ligar novamente, desligue. — Então ela vai vir aqui. — Chame a segurança? — Sério? E se a mídia descobre que o advogado de defesa top de Boston teve sua exmulher expulsa de seu escritório, o que você acha que vai acontecer? — Eu vou ter uma rodada de aplausos. — e com razão, pensei, porque a minha exesposa era, por falta de uma palavra melhor, insana. — Sr. Black, eu tenho 65 anos de idade, você acha que eu quero lidar com sua exesposa? — Bom ponto. Encaminhe todas as suas chamadas para um dos associados lidar. Não é como se eles fizessem muita coisa de qualquer maneira. Ela balançou a cabeça e se virou. — Obrigado Betty! — gritei alegremente. Betty tem estado comigo desde o início. Eu tinha deixado minha empresa há seis anos com nada além de uma caixa de sentenças, o que não significava nada para ninguém mais, e um álbum cheio de fotos, que eu queimei mais tarde. Todos eles disseram que eu era um tolo por sair, que eu deveria ter permanecido. Betty foi a única pessoa que veio comigo. Seis anos mais tarde, eu ainda tinha um imenso prazer em roubar seus clientes e bater em suas bundas no tribunal. Eram as pequenas coisas da vida. Alcançando minha bolsa, eu procurei por minha proposta, mas parei quando senti um laço na parte inferior. Abrindo-a mais, eu vi a calcinha de renda que ela tinha usado na primeira noite que passamos em sua casa, com uma nota: Pela longa viagem até sua casa, foi divertido. Thea.


Bastou uma simples visĂŁo dela e algo despertou dentro de mim, e quando eu senti a textura do material contra meus dedos, eu fiquei duro. Que tipo de merda eu tinha me metido?


Capítulo Quatro Passado Dia 2 Thea Escovei os dentes pela oitava vez, eu me virei, observando o espelho e alisei a camisa amarela de botão e saia preta que eu decidi usar. Eu estava tão animada que eu estava tremendo. Eu tinha vinte e três anos, caramba. Eu não deveria estar tremendo como uma colegial com a ideia de um cara vir até aqui. Parecia que não importava o que eu tentasse, nada parecia bom o suficiente. Meu cabelo não parecia certo, e eu me sentia como se eu tivesse comido ou bebido alguma coisa, então eu escovava os dentes novamente. Além disso, eu tinha certeza que eu tinha ganhado peso. Vamos lá Thea. Não é como se ambos não tiverem feito isso já. Suas roupas estão muito bem. Seu cabelo parece bom. E você só ganhou um quilo, mas que poderia ser apenas estresse... certo? — Eu deveria me trocar. — eu disse para o meu reflexo, quando me virei e fui para o armário. Antes que eu pudesse mudar minhas roupas, a campainha tocou. Merda. Respirando fundo, eu me forcei a não ceder ao meu desejo absurdo de fugir pelas escadas. Fazendo uma pausa, eu me olhei no espelho que ficava na entrada, e eu esfreguei meu dedo sobre meus dentes saboreando a sensação de limpeza que exalava. Oitava vez é o charme, eu supunha. Em seguida, tomei uma respiração profunda e abri a porta para o que viria a ser a semana mais agradável da minha vida.


— Uau. — ele sussurrou. — Agora é assim que se diz olá? — eu sorri, pela visão dele. Ele estava vestido de forma casual, jeans escuro e um blazer. Suas mãos estavam atrás das costas e ele balançava para frente e para trás na ponta dos pés, sorrindo maliciosamente. Eu suspeitava que ele estivesse escondendo alguma coisa por trás das costas, mas antes que eu pudesse questioná-lo sobre isso, seu sorriso se alargou quando ele apresentou uma garrafa de vinho para mim. — Você não precisava trazer nada. — eu disse a ele, quando peguei a garrafa das suas mãos. — Que tipo de convidado eu seria se eu aparecesse com as mãos vazias? Além disso, você acabou de se mudar, certo? — perguntou ele, quando eu dei espaço para ele entrar. — Sim. Eu me mudei e há mais caixas nos outros quartos. Foi demais para eu dar conta sozinha. — Se você precisar de ajuda, eu sou bom com estilete... merda, isso soou horrível... Eu ri, eu não podia me conter. Em um momento ele era abertamente sexual, e no próximo, ele era tão bonito e doce, que era difícil de acreditar. — Está tudo bem. — eu disse a ele. — Você comeu? Eu pedi pizza porque eu senti que fazer o jantar seria um pouco... — fiz uma pausa e uma careta. — Seria como estar em um relacionamento? — ele terminou com um sorriso. — Pizza está ótimo. Balançando a cabeça, eu fui para a cozinha, e ele me seguiu. Entreguei-lhe um abridor de vinho de uma das gavetas, e me virei para pegar os pratos que eu tinha desempacotado esta tarde. — Copos? — perguntou. — Ou você quer beber da garrafa? — Eu diria garrafa, mas eu não quero que você me julgue, ou tenha um pré-conceito sobre o tipo de garota que eu sou. — eu provoquei. — Honestidade. Eu gosto disso em uma mulher. — disse ele, tomando um gole antes de entregar a garrafa para mim. — Então vamos cair na real e ser honestos. — eu disse com um sorriso enquanto eu engoli um gole de vinho. — Você realmente quer comer a pizza agora?


— Nem um pouco. — ele murmurou. Tomando minha mão e me puxando para ele, ele moldou seus lábios nos meus, e enquanto eu tentava colocar a garrafa no balcão, ela escorregou da minha mão e quebrou contra o chão. Nenhum de nós deu atenção à garrafa, já que minhas mãos se moviam pelo seu pescoço, suas mãos deslizavam para baixo do comprimento do meu torso para a parte inferior das minhas coxas. Então, ele me levantou na mesa da cozinha e rasgou minha blusa. — Eu gostava dessa camisa. — eu reclamei, quando ele beijou meu pescoço. — Eu gostava do vinho. — Touché - Ah! — eu chiei, quando ele mordeu suavemente a parte superior do meu seio enquanto alcançava dentro do meu sutiã para provocar meus mamilos. Foi quando eu envolvi minhas pernas nele, puxando-o mais perto de mim, estendi a mão para seu cinto e comecei a abrir, mas ele me parou. — Ainda não. — ele sussurrou, arrastando beijos da minha boca todo o caminho para o meu umbigo. Com facilidade ele tirou minha saia e seus dedos brincaram com a renda da minha calcinha. Engoli em seco quando ele esfregou os dedos sobre mim. Empurrando a calcinha para o lado, ele continuou arrastando seus beijos para baixo até que sua cabeça estava entre as minhas coxas. Agarrando seu cabelo, eu tremi quando ele me lambeu. — Levi. Ele não parou. Ele começou, lentamente, suavemente, mas, em seguida, como se alguém tivesse virado um interruptor dentro de sua mente, ele ficou selvagem... do jeito que eu gostava dele. Minhas costas arquearam com a sensação da sua língua, seguida por dois de seus dedos entrando em mim. Agarrei seu cabelo e segurei com força, balançando meus quadris em sua direção. — Urgh... — eu não conseguia nem formar palavras. — Você deveria ver como você está agora. — disse ele. Beijando seu caminho de volta até o meu corpo, seus dedos permaneceram, vigorosamente acariciando meu ponto doce. O prazer percorreu em mim e eu mordi meu lábio inferior, tentando em vão, abafar o gemido alto que vinha crescendo profundamente dentro de mim.


Seus dentes arranharam minha orelha, e eu podia sentir sua respiração, quente contra meu pescoço enquanto ele sussurrou: — Eu sei que você pode ir além disso, Thea. Goze para mim. — Deus! Sim! — eu gritei, quando eu me permiti gozar. Quando meu orgasmo atingiu o seu auge, eu joguei minha cabeça para trás e cravei as unhas em seus ombros como se fosse a única coisa no mundo que estava me segurando na Terra. Meus lábios se separaram quando eu o assisti lamber seus dedos... enquanto lambia-me fora de seus dedos. Eu estava suando, e minha respiração era irregular. Meu coração parecia que ia explodir fora do meu peito. Eu tinha gozado, mas eu queria mais dele. Eu precisava de tudo dele. Beijei-o apaixonadamente, quando eu envolvi minhas pernas em volta de sua cintura para puxá-lo para mais perto de mim. Enquanto nossas línguas provavam e brincavam uma com a outra, eu me pressionei contra o comprimento dele desesperadamente tentando transmitir a minha necessidade. Felizmente, ele entendeu. — Leve-me ao seu quarto. — ele pediu, quebrando o nosso beijo. Balançando a cabeça, eu deslizei fora do balcão, tomando cuidado para evitar o vidro quebrado e saí da minha calcinha. Então, eu peguei sua mão e o levei para o meu quarto. A distância, não importava quão pequena, foi o suficiente para me enlouquecer. Ele afastou meu cabelo de lado e beijou meu pescoço, cada passo em direção ao meu quarto parecia longo... longe pra cacete. E eu não podia me conter, mas queria apenas ficar em seus braços mais tempo. Eu amava como ele me tocava, sem reservas. — Esta é uma zona livre de roupas. — eu sussurrei, quando ele finalmente entrou no meu quarto. Para ilustrar meu ponto, eu me livrei do meu sutiã quando eu pisei no limite do quarto. — Regra da Casa. — Quem sou eu para ir contra as regras da casa? — ele murmurou, desabotoando a camisa. Deitei na minha cama olhando para ele. — Você não vai me ajudar? — perguntou. — Nem um pouco. — eu respondi, mordendo meu lábio inferior em antecipação. Para minha decepção, ele tirou rapidamente, e sua boxer mal tinha tocado o chão antes dele se lançar sobre mim.


Eu ri enquanto ele pairava acima de mim. — Antes do fim da semana, nós definitivamente precisamos trabalhar em sua rotina de tirar a roupa. — Você vai me dar algumas dicas? Eu chupei suavemente seu lábio inferior. — Eu não, mas estou certa de que podemos trabalhar em algo. Passei a mão em seu peito, apreciando a sensação de sua carne aquecida quando eu segui cada linha de seus músculos. Em meu caminho para baixo, eu tomei conta dele. Seu membro estava duro e viril em minhas mãos, pulsando com a necessidade, e sua boca se separou um pouco, quando ele soltou um assobio baixo. Seu polegar roçou meus lábios, em seguida, ele deslizou a palma da mão para acariciar meu rosto, seu toque era firme contra a minha mandíbula. — Se você pegou, é melhor você saber o que fazer com ele. Eu o empurrei. Ele caiu sobre a cama e me sentei em cima dele. — É melhor você ser capaz de lidar com isso. — eu provoquei.

Levi Há algumas coisas que são caras e só podemos sonhar. Nós nunca dizemos em voz alta e nós tentamos não pensar sobre elas até que estejamos sozinhos... onde podemos fantasiar o que queremos. Mas estar com ela, uma mulher linda, divertida, confiante, beijando meu peito, ao mesmo tempo em que suas mãos trabalham no ponto onde eu precisava de mais atenção, e ainda assim eu tinha que manter o controle... era demais. Cada minuto e cada segundo que passei com ela, meu controle estava escorregando. Eu queria aproveitar um pouco mais, queria que fosse mais lento, desfrutar dela e... — Porra! Thea. — eu ofeguei, me sentando quando ela me levou em sua boca. Fiquei olhando para ela, cativado por sua habilidade de me deixar tremendo em suas mãos. — Eu não consigo pensar, porra, Thea. Ah!!! Minhas mãos estavam em seu cabelo antes mesmo de eu perceber. Ela rodou sua língua ao redor da ponta, e eu podia sentir o desejo crescendo dentro de mim. Não. Não é bem assim.


Segurando a cabeça firme por um momento, eu assumi o comando, e eu nos virei, prendendo suas mãos acima de sua cabeça. — Então, presumo que você não conseguiria lidar com isso? — ela sorriu, lambendo os lábios mais uma vez. Foda-se. Ela estava fazendo isso de propósito. Eu separei suas coxas com a minha mão livre. Sentindo parte de seus lábios aveludados, e seu corpo ficou rígido em antecipação, fiz uma pausa e me afastei um pouco. Ela não era a única pessoa que podia provocar. Então, quando ela franziu a testa em frustração, eu bati nela, permitindo que ela tivesse tudo de mim ao mesmo tempo. — Ah porra! — ela gritou, sua cabeça girando de volta o prazer. — Você estava dizendo? — Eu... Batida — Levi... Batida Batida Ela desistiu de tentar falar e em vez disso, se esforçou para libertar as mãos do meu punho de ferro. Mas eu me recusei a soltá-la. Ela implorou para me tocar enquanto seu corpo se abalou e tremeu, mas observando-a debaixo de mim, vendo o prazer ondulando através dela com cada impulso meu, em pouco tempo eu estava lutando para me segurar. — Baby, por favor. — ela implorou, e com isso, eu larguei suas mãos, e segurei seus quadris. Eu mudei meu ritmo e acelerei minhas estocadas, grunhindo com cada impulso. — Sim. Ahh. — ela gemeu, quando ela colocou os braços ao redor do meu pescoço e me puxou para seus lábios. Nossas línguas circularam, dançando juntas, combinando o ritmo e a intensidade dos nossos corpos contorcidos. Quando ela abriu os olhos castanhos para olhar para mim, não havia palavras suficientes naquele momento para expressar a profundidade de nosso afeto e nosso desejo um pelo outro. Eu não queria que esse momento terminasse nunca. — Levi. — Thea.


Nós dois gritamos um para o outro quando nós finalmente gozamos. Quando acabou e nossos tremores secundários começaram, desabamos um nos braços do outro. Nenhum de nós falou, nós apenas nos abraçamos e na cama saboreamos o aroma do nosso sexo. Sua cabeça descansava contra o meu peito e quando ela se aconchegou contra mim, a minha mão deslizou para baixo do seu corpo e foi parar na bunda dela. Sem pensar, eu apertei, mas ela não disse nada, ela simplesmente deixou. Eram coisas como esta que me fazia sentir como se ela fosse apenas um sonho. Coisas como esta não aconteciam comigo. Eu trabalhava, eu tinha alguns casos aqui e ali, e então eu voltava a trabalhar. Mas nunca na minha vida eu estive tão apaixonado por alguém. — Qual é o seu sobrenome? — eu perguntei a ela. — O quê? — ela virou a cabeça e olhou para mim. — Seu sobrenome, qual é? — Não me diga que você já está se apegando. — ela brincou. Eu fiz uma careta para isso. — É uma sensação suja para mim - mais sujo estar fazendo isso e não ter pelo menos a ideia de quem você é. Você não acha? — É Cunning. — disse ela simplesmente. — Thea Cunning. — Eu sou Levi Black. — Nome sexy. — ela riu. — Eu suponho que é o seu pseudônimo, não pode ser o seu nome real. Fui até a borda da cama, procurei por minha calça. Encontrei, peguei a minha carteira do bolso de trás e abri para lhe mostrar minha identidade. — Agora eu sei a sua idade, altura e data de nascimento? — ela zombou. — E se eu fosse algum tipo de perseguidor louco? — Eu sou um advogado. — eu disse a ela. — Eu posso conseguir uma ordem de restrição, se necessário. — Ooh, um advogado. — disse ela, não parecendo nem um pouco impressionada quando ela se sentou e envolveu o lençol em torno de si, para minha grande decepção. — A maioria das mulheres acha muito impressionante.


— Eu acho que está tudo bem, mas eu prefiro neurocirurgiões. — disse ela com uma piscadela quando ela se levantou da cama. — Aonde você vai? — Eu vou aquecer a pizza, estou morrendo de fome! — Eu vou com você. — eu disse quando me levantei. Peguei minha boxer quando ela pegou minha camisa para vestir. — Você precisa sempre parecer sexy? — Isso quem está falando é a fome, vamos lá. — ela riu, pegando a minha mão. Gosto da maneira como ela ri. Ela fez isso com tanta facilidade, como se ela não tivesse problemas. — Shadow! Não! — ela gritou, enquanto corria para frente para afugentar o gato que estava ocupado lambendo o vinho que tinha derramado no chão. O gato marrom e branco tentou fugir dela, mas ela o pegou e o levou até a tigela de água. — Desculpe por isso. — disse ela, olhando para mim. — Está tudo bem. — eu disse, quando me inclinei e comecei a pegar os cacos de vidro. Ela se ajoelhou ao meu lado e limpou o resto do vinho. — Desculpe sobre o vinho também. Você disse que era o seu favorito? — Não é verdade. Eu menti porque eu rasguei sua camisa. — eu disse, acenando para a camisa amarela que estava no chão, junto com o resto de suas roupas que estavam espalhadas por toda parte. — Bem, eu só vou ter que ficar com sua camisa então. — ela fungou. — Você parece melhor nela, a propósito. Sacudindo a cabeça para mim, jogamos os cacos de vidro no lixo. Tentando o meu melhor para não olhar para ela, olhei em volta de sua cozinha. Era um pouco antiga, mas ainda assim boa. Espere... — Thea? Como você vai esquentar a pizza sem um micro-ondas? Seus olhos se arregalaram quando ela olhou em volta. — Droga, está em uma das caixas. — Então o que você anda comendo todo esse tempo?


— Cereal e como fora também? Eu tentei não rir ao ver a expressão em seu rosto. — Hey, dá um tempo, acabei de me mudar. — Sem julgamentos. — eu menti. — Mentiroso. — Vamos, vamos procurar o seu micro-ondas. — Está tudo bem, podemos usar o forno. — Verdade. Mas, então, você ainda não terá um micro-ondas para usar na próxima vez. Agora, onde estão as caixas? Suspirando, ela abriu a porta que dava para fora da cozinha e no que eu só poderia ter assumido ser uma garagem. Ela estava totalmente tomada por caixas. — O que é isso? Você é uma acumuladora? — Primeiro de tudo, acumular é uma condição médica grave, que eu não tenho, e em segundo lugar, o que aconteceu com 'sem julgamentos'? — ela cruzou os braços sobre o peito e eu não pude deixar de notar os seios quando eles se levantaram. — Com licença. — disse ela, interrompendo minha cobiça. — Você está olhando meus seios? — Sim. — respondi. — Mas, novamente, não vamos julgar. Sacudindo a cabeça para mim, ela voltou para a garagem, e pegou um par de botas para si e um par de chinelos para mim. — Ainda bem que os pés da minha irmã são enormes. — ela riu — Então, parece a minha irmã. Ela costumava comprar sapatos grandes e pedir uma caixa pequena para levá-los para fora da loja com ela. — Ha! Eu pensei que fosse só a minha irmã. Sorrindo, nós realmente não nos aprofundamos mais do que isso, nem precisamos. Nós procuramos pelo micro-ondas e, curiosamente, foi muito mais divertido do que eu pensava que seria.


Capítulo Cinco Presente Thea Aquele desgraçado estava implicando comigo, eu podia sentir isso. Esta era apenas a sexta aula, e ele já tinha nos dado um questionário. No momento em que ele disse as palavras, seus olhos brilharam sobre mim. Era como se ele quisesse me desafiar. Além disso, com o seu estilo darwinista de ensino, se nós não passássemos na seleção, ele iria nos chutar para fora, sem sequer pensar por um segundo. Eu tinha ouvido um boato de que o Professor Black precisava de um total de doze estudantes na sua matéria, e, no momento, havia vinte de nós. E no primeiro dia, havia mais de cinquenta. Todo mundo que ele chutou para fora iam para outras classes de direito, na esperança de conseguir uma vaga. Dizia-se que apenas aos melhores doze estudantes eram oferecidas uma posição dentro de sua empresa após a graduação. Este grupo de estudantes era conhecido como os doze discípulos, e por tudo que é sagrado, eu estava determinada a ser um dos doze. Eu tinha passado a última semana lendo tudo o que pude encontrar sobre Levi Black. Para os estudantes, ele era El Diablo, mas no círculo da advocacia, ele era chamado de The Cleaner. A razão para isso era que ele não tinha perdido um único caso desde que ele tinha aberto sua própria empresa, e ele era conhecido por ser o advogado que limpava a bagunça de todos, legalmente falando. Levi Black and Associates era um dos principais escritórios de advocacia do país. O sócio que dava o nome a empresa, Levi Black, foi graduado na faculdade de direito de Harvard aos vinte e três anos, a mesma idade que eu estava apenas começando. Depois de se formar, ele recebeu uma oferta de emprego em Spencer e Hill, onde trabalhou por cinco anos, antes de sair para começar a advogar com um amigo da faculdade. No entanto, dois


anos mais tarde, e depois de um divórcio desagradável, ele deixou a sociedade e começou a sua própria empresa com trinta anos. Agora, lá estava ele, seis anos mais tarde, e no topo do mundo, e tudo que eu podia fazer era admirar quem diabos era essa pessoa? A revista Time citou que ele queria dar forma à próxima geração de mentes jovens. Ele era um gênio nato com uma fome de vencer a todo custo. Ele poderia ter estudado qualquer coisa, mas optou por direito. Tudo fazia parecer como se ele fosse o Golias dos advogados. Não importa o quão duro eu tentasse, eu não poderia fazer esta versão dele se parecer com o Levi que eu conhecia. Ele não era um selvagem advogado viciado em trabalho; ele tocava violão em um clube, ele cantava no chuveiro, ele comia pizza fria de cueca e ria de todas as minhas piadas ruins. Eu sabia que as pessoas às vezes usam uma máscara quando elas conhecem as pessoas, mas até às duas horas da manhã, ele ainda era tão amável como no primeiro momento que eu o conheci. — Srta. Cunning, você não deveria estar mais focada em seu questionário do que na luminária? Eu pulei quando ele me tirou do meu devaneio. Seja um dos doze escolhidos. — Sim, claro, mas eu já terminei, e não tinha certeza se eu tinha permissão para sair mais cedo. — eu disse quando eu lhe entreguei o teste. Ele olhou para o relógio. — Demorou 21 minutos? — Desculpe se demorei tanto tempo. — eu respondi de forma dramática. Ele leu, e colocou de volta na minha frente. Eu não conseguia parar de tremer quando sua mão acidentalmente roçou contra a minha. E para piorar a situação, ele notou. — Todo mundo. — ele gritou para a classe. — Graças a Srta. Cunning, vocês agora têm cinco minutos para completar o teste. Algumas pessoas se viraram para olhar para mim, mas eu estava muito focada em tentar parar minha mão de tremer para lhes dar qualquer atenção. Isso foi muito arrogante? Porra, não, este é Levi Black. E eu ia ser um dos discípulos.


Por alguma estranha razão, eu tinha uma suspeita de que foi ele quem começou a chamar seus alunos selecionados de os doze discípulos, apenas para que ele pudesse elogiar a si mesmo, idiota. — O tempo acabou. — ele retrucou. Quando nós passamos nossos papéis para ele, algumas pessoas optaram por se salvar do constrangimento e simplesmente se levantaram e saíram. Eu contei. Dezesseis. Ao ritmo que ele estava indo, sobraria doze candidatos? — Os quatro alunos que acabaram de sair, nunca mais quero ouvir falar deles novamente. — afirmou enquanto pegava o teste e jogava no lixo. — Este teste não foi feito para testar suas habilidades analíticas, ele foi concebido para testar a sua força mental. Você pode trabalhar sob pressão? Se você não puder, então você não merece ser um advogado. No entanto... — ele explodiu. — Isto é apenas a minha opinião. Há uma brecha para noventa e nove por cento de tudo, e depois de uma semana aqui, os quatro estudantes que abandonaram - eu já não me lembro os nomes - não compreenderam a lição que a Srta. Cunning entendeu no primeiro dia, você tem o direito e a capacidade de apresentar o seu caso e, portanto, defender o seu direito de permanecer na classe. Ele estava me elogiando? Não. Não podia ser. — Mesmo se você não tiver força agora, você tem que fingir. Finja como se sua vida dependesse disso. Você estuda, e mesmo se você for burro o suficiente para errar a data, ou terminar um teste antes sem citar corretamente o texto, então você ainda tem que fingir. Porque se você pode acreditar em sua mentira, você pode vender dúvida para os outros. Para ganhar um caso, tudo que você tem a fazer é plantar a dúvida no seu oponente. Idiota! Elogiando, porra nenhuma. O filho da puta ainda estava fazendo piada comigo. Droga, eu o odiava. Eu o odiava tanto, eu queria arranhar o rosto dele. Ou as costas. O pensamento malicioso deslizou em minha mente e eu corei. Droga. Por que eu não consigo pensar direito? Por quê? — Quem aqui já ouviu falar do Caso Richard Archibald? — ele perguntou, e todos nós levantamos nossas mãos.


Ele apontou para um rapaz que estava sentado atrás de mim. Eu me virei para olhar para ele, e notei que ele usava uma camisa xadrez e botas de cowboy, e que seus olhos eram azuis, e seu cabelo era loiro como areia suja. — Atticus Logan, use este momento para me impressionar. — Tudo bem, então... — Sente-se, Sr. Logan. — disse ele, fazendo com que alguns dessem risadas. — Seu charme do sul pode ser bom para algumas pessoas, mas aqui você está desperdiçando palavras, o que significa que você está desperdiçando meu tempo. Em seguida, você, menina de óculos, Srta. Vega não é? Ela se levantou rapidamente, derrubando todas as suas coisas, mas ela nem sequer se incomodou. — Richard Archibald, dezesseis anos de idade, filho do multimilionário, Andrew Archibald. Na sexta-feira 12 de setembro, ele foi preso e acusado de assassinato em segundo grau e homicídio culposo na morte de dois estudantes do ensino médio, que frequentavam uma de suas festas, onde ele lhes deu essas as novas pílulas de heroína que agora estão nas ruas. É basicamente a heroína em cápsula. — Pensamentos? — ele perguntou. — Assassinato em segundo grau é ridículo. — disse alguém na frente. — Um dos estudantes não era sua ex-namorada? E eles disseram que ele sabia que o lote era ruim. A promotoria poderia chamar de crime passional. — acrescentou Vega. — Boato. — Levi respondeu. — Ele merece homicídio culposo, mas eu duvido que ele vá tê-lo. — eu disse em voz alta, e todos se viraram para se concentrar em mim. — Continue. — Levi solicitou, encostado a sua mesa. — Vamos lá, se sabia ou não se o lote era ruim, não importa. A substância ainda é ilegal e, portanto, qualquer morte que lhe é atribuída é um crime. Se esse garoto não fosse rico e branco, isso não seria notícia. Ele cumpriria sua pena e seguiríamos em frente. — Por que é sempre por raça com vocês? — Atticus estalou atrás de mim. — Desculpe-me? — exclamei. — Com 'vocês'? Acabei de me tornar a garota propaganda das pessoas negras?


— Lá vai você, distorcer minhas palavras. Eu só estou dizendo que sempre que algo acontece, ‘afro-americanos’ são sempre os primeiros a puxar o cartão de raça. Aposto que se o garoto fosse rico e preto, ele ainda seria notícia. — Oh, isso é besteira. Se ele fosse negro, a reação da mídia não seria de surpresa. Afinal, um garoto negro com drogas é um bandido. Um garoto branco com drogas fez algumas escolhas ruins de vida. É um problema sistemático no nosso sistema jurídico. — Oh, por favor, vá pregar para outra pessoa. Esse garoto não forçou ninguém tomar as pílulas. Podem ser menor de idade, mas todos eles são inteligentes o suficiente para saber o que poderia acontecer a eles. Culpar esse garoto é errado e dizendo que ele merece homicídio culposo, é fácil. — Mudei para o norte para fugir de ‘vocês’. — eu murmurei. — E eu vim aqui para irritar as pessoas, como você, querida. Querida? Querida! — Seu... — Os dois vão trabalhar comigo neste caso. — uma voz familiar na frente disse, com o mais fino traço de diversão em sua voz. — O quê? — nós dois nos viramos e ficamos embasbacados com o Professor Black. — Fui convidado para representar Richard Archibald, e eu decidi escolher dois de vocês para trabalhar ao lado meu lado e de meus associados. Srta. Cunning, desde que você inflexivelmente acredita que ele já deveria estar na cadeia, eu tenho certeza que você e o Ministério Público estão na mesma página, que deve manter-me um passo à frente. Atticus, você deu um ângulo para este caso. O livre-arbítrio, os dois que morreram deveriam ter escolhido melhor. Então, por essa razão, ambos vão agora trabalhar comigo. O resto de vocês, façam seu jogo. Isso é tudo por hoje. — ele concluiu, deixando a todos estupefatos. Mais uma vez, eu esperei por todos saírem e olhei para Atticus quando ele piscou para mim antes de sair pela porta. Eu queria jogar alguma coisa nele, ou pelo menos enfiar minha língua para fora como uma criança petulante. Sim, isso é maduro.


— Você precisa de alguma coisa, Srta. Cunning? — perguntou Levi, chamando minha atenção de volta para ele. — O que, você não está saindo? Merda, isso saiu da minha boca. Ele não disse nada, reuniu suas coisas e se preparou para sair. — Você deveria ter me deixado fora deste caso. Ele fez uma pausa. — Por quê? Por causa dos nossos preconceitos em relação a isso? Eu disse que isso pode ser útil na formulação de... — Não. — eu o interrompi e eu queria dizer, porque não devemos passar mais tempo juntos. Mas eu simplesmente não podia. Ele olhou para mim, mas me senti como se ele estivesse olhando através de mim. Seus olhos se estreitaram e seu olhar ficou frio. — Você quer estar aqui, Srta. Cunning, ou você está apenas gastando meu tempo? — Eu quero! — eu interrompi. — Mas você está disposta a se afastar da possibilidade de uma vida por causa de que? — Eu nunca disse isso. — Mas você estava pensando, eu posso dizer pela sua hesitação. Então, você não é forte o suficiente para manter sua vida pessoal e sua vida profissional separada ou você não tem a confiança para estar aqui. De qualquer forma, você ainda parece fraca. — Mas eu não sou. O que aconteceu... — Thea, nada é maior do que você quer fazer com sua vida. Se você quer ser uma advogada, você pode ser uma maldita de uma boa advogada e você não deixa nada atrapalhar o seu caminho. Na verdade, você pode usar o que você quiser para sua vantagem. Ele não podia estar falando sério. — Você está dizendo que eu deveria usar isso... usar você para minha vantagem? Ele deu de ombros. — O que está feito, está feito, e não pode ser desfeito. Talvez você não saiba, mas se você quer ser uma advogada, você tem que ser a melhor que existe,


caso contrário, você não vale nada a ninguém. Então faça o que tiver que fazer para chegar ao topo. Considerando quem a sua mãe era, eu pensei que você seria a última pessoa que eu teria que explicar isso. Você lutou para ter o seu lugar, por isso não basta ficar á distância. Nem agora, nem nunca. Cerrando meu maxilar e meus punhos, dei um passo certo na frente dele. Ele estava tão perto que um movimento errado levaria inevitavelmente a um beijo, e ainda assim, neste momento, eu não tinha esse desejo. — Primeiro de tudo, nunca, sob quaisquer circunstâncias, traga minha mãe na conversa novamente. Em segundo lugar, eu quero estar aqui, eu quero ser uma grande advogada, e eu não vou deixar nada que você faça me afetar, porque como você disse, ficou no passado. Mas não faça parecer que eu te enganei ou menti para você. Você nunca me disse que era um professor. Por último, eu nunca vou usar isso como um trampolim para a minha carreira. Eu nunca vou dar a ninguém a capacidade de dizer que cheguei onde estou porque eu transei com meu professor. Eu serei grande, porque eu conquistei isso, assim como você fez. Eu mexi na minha bolsa e deixei o relógio e a boxer sobre a mesa. Então, sem mais uma palavra, eu me virei e fui para a porta. — Espere. — ele gritou para mim. Droga, por que não posso simplesmente sair? — O quê? — eu bati. Ele jogou minha calcinha de volta para mim. — Desde que nós estamos devolvendo as coisas agora. Olhando para ele, eu a coloquei em minha bolsa e saí correndo. Maldito.

Levi Maldita.


Eu tinha passado toda a semana pesquisando tudo que podia sobre ela através da base de dados de Harvard, apenas para ser atingido com surpresa após surpresa. Thea Cunning, vinte e três anos de idade, era a filha de Margaret “The Shark” Cunning. Eu tinha escrito minha primeira tese sobre The Shark, já que ela, em toda a sua carreira, tinha perdido apenas três casos em 25 anos. Ela era originalmente uma gangster do direito criminal. Trabalhar com ela em um caso, era basicamente como ter um cartão de saída livre da prisão, no tribunal. Até hoje estudamos alguns de seus casos. Depois de saber sobre sua mãe, de repente fez sentido porque sua filha não ficava nem um pouco abalada por mim. Tendo The Shark como mãe, deve ter sido como ter o curso intensivo máximo em lei. Thea se graduou como oradora em Towson High School Law and Public Policy, e fez a pós-graduação da Universidade de Princeton, com honras, em três anos, com uma licenciatura em estudos de inglês. Aparentemente, ela tinha feito um bom caminho para seguir os passos de sua mãe, mas em vez disso optou por fazer uma pausa de dois anos, quando ela se mudou de volta para Maryland. E agora, ela estava cursando Direito em Harvard com uma bolsa integral. Seus hobbies foram listados como: voleibol, tênis, fotografia e escrita criativa. Sua maior conquista, segundo seu arquivo “ainda não foi realizada e, consequentemente, nada mais importa”. Ela voltou para Boston no momento do diagnóstico de câncer de pulmão da sua mãe em estágio quatro, e estava atualmente vivendo em sua casa de infância. — Por quê? — eu questionei, suspirando para mim quando cheguei em casa. Chutei meus sapatos, caí no sofá. — Porque o quê? — Droga, Bethan! — eu pulei. A minha irmã e sua gigantesca gravidez, saíram da minha cozinha, com o pote de sorvete que ela tinha pegado no meu congelador. Ela estava vestida com moletom, uma camiseta dos Guns N 'Roses, e em sua cabeça, ela usava um gorro. — Não grite comigo! — ela gritou de volta. — Eu não teria gritado se você não tivesse me assustado. O que você está fazendo na minha casa? — perguntei, tentando parecer como se eu tivesse realmente irritado. — Nós estávamos sem sorvete. — ela respondeu, tomando o assento na cadeira.


— Então, em vez de ir ao supermercado, como uma pessoa normal, você veio para roubar o meu? — Você sempre divide comigo. — ela respondeu, tomando outra colherada. Eu tentei pegar o sorvete dela. Que tipo de homem tira comida de uma mulher grávida? — Bethan, por favor, me diga que você tem uma razão mais lógica para vir aqui, ou eu juro que vou chamar Tristan. — Isso deveria ser uma ameaça? Você vai chamar o meu marido? Quem você acha que me deixou aqui? Eu odiava os dois. — Bethan... — Tudo bem, tudo bem. Tristan me disse que você está por aí pecando com uma garota, e então ela acabou por ser uma de suas alunas. — Eu não quero falar sobre isso com você... — Levi, por trinta anos você tem sido o bom, o inteligente, a estrela brilhante e, eu nunca o critiquei por isso, ou até mesmo tive ciúmes de você, porque, honestamente, sua vida parecia ser uma chatice. Mas agora, eu sou uma incubadora humana de uma pessoinha, o que significa que o meu marido não me deixa ir para o bar que eu fundei, porque eu assustaria os clientes. Mamãe insiste em me levar para me comprar vestidos com babados... babados, Levi. As pessoas apertam meu rosto a cada dez segundos, gritando sobre as alegrias da maternidade, e honestamente, parece que eu estou morrendo. Meus pés doem, eu tenho que fazer xixi a cada vinte minutos, e eu não posso beber. Eu nunca estive tão entediada em toda a minha vida! Então, eu venho até meu irmão mais velho para me animar ou então me ajude pois vou acabar por ser a próxima pessoa que você vai defender no tribunal, quando eu quebrar como um palito de dentes. Quando ela surtou? Seja o que for que você anda bebendo ou fumando, você precisa parar. — eu disse lentamente, e ela jogou a almofada do sofá em mim. — Conte-me sobre a sua semana, com a sua amante.


— De todas as pessoas que você teve para se casar, por que teve que ser o meu melhor amigo? — Objeção! Evitando a pergunta. Revirando os olhos para ela, eu comecei... — Nós saímos por uma semana. Foi divertido, em seguida, na manhã seguinte, após a semana, eu a vi na minha classe, fim. — Por que você não a expulsa? Não tem aquela coisa de ser “O Professor assustador”? — Eu tentei, mas ela é inteligente! Se fosse qualquer outro estudante, eu estaria seriamente interessado na carreira dela. — Bem, se era apenas uma coisa de uma semana, então você deve seguir em frente, como adulto, certo? E não deixar que isso bagunce as coisas. Está certo. Então, por que nós - eu - não conseguia fazer isso? — Então... — continuou Bethan. — Por que você está tão sombrio? — Porque eu sou um masoquista. — Informação demais. — ela se encolheu. — Eu a coloquei em um caso que estou trabalhando. — eu disse a ela. — Eu fiz isso sem sequer pensar sobre a nossa situação. Eu estava pensando em como eu poderia usá-la para ganhar o caso. O pior é quando ela tocou no assunto depois da aula, ela estava tão perto de mim, que eu queria... — eu parei a minha frase, incapaz de dizer a verdade em voz alta. — Então, talvez não fosse apenas uma coisa de uma semana. — Foi. — eu disse rapidamente. — Tem que ser. Nós deixamos isso muito claro desde o início. Uma semana de sexo e foi isso. — Então, isso é tudo que vocês fizeram? Queimaram seus cérebros fazendo sexo por uma semana? Eu parei, não querendo reviver a nossa semana em minha mente enquanto minha irmã estava sentada na cadeira olhando fixamente para mim. Eu escolhi minhas próximas palavras com muito cuidado, tentando o meu melhor para mascarar minhas emoções e não dar detalhes. — Nós não transamos o tempo todo.


— Tudo bem, vamos pensar nisso de outra maneira, se ela não fosse sua aluna, você teria quebrado o combinado de uma semana e teria pedido para ficarem juntos outra vez? Foda-me. Eu teria. Eu tinha planejado. Olhei para minha irmã e não fiz nenhum esforço para responder. — Vou levar isso como um sim. — Não importa. — eu disse. — Nada disso importa. Ela é minha aluna, eu sou seu professor. Isso é tanto quanto nosso relacionamento vai. Ela é promissora, e eu farei com que ela receba o que precisa da minha matéria. Bethan permaneceu quieta, em seguida, com cuidadosa deliberação, ela perguntou: — Não, mas sério, o que ela fez com você nessa semana? Eu nunca vi você agir assim sobre qualquer um. Essa era a pergunta de milhões de dólares que, nem mesmo eu tenho a resposta. O que ela tinha feito para mim?


Capítulo Seis Passado Dia 3 Thea — Você tem que estar brincando comigo com isso. — eu ri, abrindo seu congelador. — E você estava me julgando por comer cereal. — Eu tenho uma queda por doce, o que posso fazer? — respondeu ele, quando ele veio atrás de mim, passou os braços em volta da minha cintura e beijou meu ombro. — Escolha o seu sorvete já. — Há tantas opções. — pensei. E a verdade da questão é que a minha reação não era injustificada. Metade do seu congelador era preenchida com potes de sorvete que eu nem poderia pensar. Eles estavam todos alinhados perfeitamente como se estivéssemos em uma sorveteria. — Bem, você não vai errar com chocolate. — ele sussurrou, quando ele segurou um dos meus seios através de sua camisa. Eu estava sempre vestindo suas roupas agora. Felizmente, ele não parecia se importar. — O quê? — perguntou ele, quando eu abafei uma risada. Cheguei mais perto do freezer, agarrando um pote de baunilha em vez disso, antes de sair de seus braços. — Nada. — Você é uma péssima mentirosa. — disse ele enquanto me seguia até a sala de estar. Eu pulei em seu sofá cinza... que já tinha quebrado pelo menos quatro vezes. — Esse comentário que você fez sobre o chocolate... soou como pornô dos anos 80. — Bem, desculpe-me! Como uma criança dos anos 80, eu não tenho certeza do que dizer sobre isso...


— Está tudo bem. — eu repreendi quando eu mergulhei minha colher no pote. — Mas os anos 90 foram muito melhor. Ele bufou, e abocanhou o sorvete da minha colher antes que eu pudesse pensar. — Oh, por favor! Todo esse sexo está mexendo com sua cabeça. — Você está brincando comigo? O celular... — Havia celulares nos anos 80 também, você sabe. — Aquele tijolo que as pessoas levavam como os homens das cavernas, não conta como um celular. — eu informei a ele. — Minha geração sofreu para a sua ter esse telefone flip. — ele atirou de volta. — Nos anos 80, Madonna era incrível, e assim foram New Kids on the Block. Além disso, Will Smith tornou-se o novo príncipe, e no topo estavam os Simpsons... — Os Simpsons saíram em 1989, que pertence a década de 90. — O que vem depois do 19? — ele inclinou seu ouvido para mim. — É chamado de arredondamento para cima. Ele revirou os olhos para mim. — Os anos 80 tiveram The Breakfast Club. Droga. — Os anos 90 tiveram The Breakfast Club 2. Ele parou por um momento, olhando chocado. — Você acabou de comparar o original Breakfast Club com a sequência? — Bem, você não pode apenas jogar a carta Breakfast Club sobre a mesa assim, pelo menos espere até que eu liste alguns mais clássicos dos anos 90, seu idiota. — eu disse, sabendo que eu estava perdendo. — E eu ainda tinha a minha carta do Michael Jackson para jogar, porque Thriller foi uma merda. Por alguma razão, eu senti como se eu tivesse deixado toda a minha geração para baixo. Carrancuda, eu enchi minha boca de sorvete. Ele olhou para mim, esperando minha resposta, mas meu cérebro estava tão congelado como o sorvete que eu estava tomando. — Não importa o que você diz, eu não estou dizendo que os anos 80 foram os melhores...


Ele beijou-me antes que eu pudesse terminar. Caindo para trás contra o braço do sofá, eu envolvi minha mão em torno de seu pescoço enquanto ele pairava em cima de mim. — Os anos 90 tiveram você. — ele disse, com a voz mais suave agora. — Você está me amolecendo. — eu fiz beicinho, enquanto ele desfez os botões da minha camisa. — Jogada inteligente, Sr. Black. Ele sorriu, já beijando a meu peito. — Eu também pensava assim. Fechei os olhos e deixei cair o sorvete... ele me fez tremer mais ainda.

Levi Ela roncava. Não era alto, ou desagradável; na verdade era bonitinho. Ela estava enrolada nos lençóis, com as pernas um pouco para fora, e ela segurava meu braço enquanto dormia, mas eu não me importava. Era estranho eu não me importar. Eu realmente não sei muito sobre ela, mas eu me vi desejando conhecê-la. — Eu posso sentir você olhando para mim. — ela sussurrou, enquanto ela se mexia debaixo dos lençóis. — Você ronca. — Eu não! — ela atirou de volta imediatamente, soando um tanto envergonhada pela minha observação. Eu ri. — Você ronca sim. — Eu sei. — ela cedeu com uma risada, quando ela cobriu o rosto com as mãos. Eu ri junto com ela. Seu riso era contagiante. — Está tudo bem, é realmente bonito. Ela me olhou por um momento, como se estivesse tentando me ler, mas com um pequeno suspiro, ela desistiu e levantou-se de sua posição e deu um passo para fora da cama, levando os lençóis com ela. — Eu vou tomar um banho. — Está bem, então, eu vou fazer algo para nós comermos. — eu disse, já de pé.


Ela parou e virou para mim. — Você cozinha também? — Sim? — Por favor me diga que é, apenas ovos ou algo assim. — O quê? Não, eu sei cozinhar. — Droga, Levi, eu gosto de meus homens um pouco menos perfeitos, obrigada! — Você gostaria de me ver queimando um lado da torrada? — Seria melhor. — ela olhou e eu beijei seus lábios rapidamente. — Não se preocupe, Thea, estou longe de ser perfeito. — Se você diz. Ela me beijou de volta mais uma vez antes de se dirigir para o banheiro. — Você é incrivelmente estranha, alguém já te disse isso? — É tudo parte do meu charme, Sr. Black. Rindo baixo, eu balancei a cabeça para ela e fui para a cozinha, perguntando se ela realmente queria que eu queimasse sua torrada. — Eu vou fazer uma queimada e a outra não. O que estava acontecendo comigo?

Thea Com Levi na cozinha fazendo café da manhã, eu sabia que eu tinha pelo menos vinte minutos para mim. Pegando minha bolsa debaixo da sua pia, peguei meu babyliss, gel e meu desodorante, juntamente com tudo o que eu precisava para fazer parecer que eu ainda era uma maldita Srta. Esta manhã eu senti a aspereza das minhas pernas, e eu queria morrer. Eu tinha planejado me depilar ontem, mas ele foi para o chuveiro comigo, e mais uma vez, eu esqueci tudo o que eu deveria estar fazendo com a minha vida. O que havia de errado comigo? Eu suspirei, quando eu liguei o chuveiro.


Eu não sabia muito sobre ele, mas eu queria. Quando passamos pelo fim de semana, sinceramente, pensei que seria apenas sexo, uma breve conversa doce, talvez um pouco de comida, e então estaríamos no nosso caminho até o dia seguinte. Mas em vez disso, só ficamos separados por algumas horas, o que parecia uma eternidade. — Eu estou ficando viciada. — eu confessei a mim. — Estou ficando muito viciada em Levi Black. Isso deveria me incomodar, mas... — Ai, foda-se! — eu gritei depois de cortar meu pé. — Thea? Você está bem? Eu não disse nada por um momento tentando não gritar. Doeu pra caramba... — Thea? — ele perguntou, enquanto abria a porta. Por que eu não tinha trancado a porta? Caramba! Não posso simplesmente ser um pouco sexy, às vezes? — Eu estou bem. — eu disse. — É apenas um pequeno corte... Ele abriu a cortina do chuveiro e eu instintivamente cruzei as mãos sobre o peito, em uma tentativa de esconder a minha nudez, enquanto tentava me equilibrar na minha perna boa. Devo ter parecido como uma idiota. — Vim até aqui para te ajudar. — Sério Levi, eu estou bem. — Olhe para baixo. — ele instruiu. Quando eu olhei, eu só queria rastejar sob uma rocha para o resto da minha vida. Assistindo meu sangue ir pelo ralo, manchando seu banheiro... foi tosco. — Tudo bem. — eu suspirei. Eu tentei sair do chuveiro, mas ele deu um passo em frente e me pegou. Comigo em seus braços, ele pegou duas toalhas e fomos para o quarto. Colocando-me na cama, eu envolvi uma das toalhas em volta de mim, enquanto ele pressionou a segunda contra o meu pé que sangrava. Olhando para ele, notei que ele estava usando um simples pijama e camisa de algodão... mas ele também estava com óculos.


Mesmo quando ele não estava tentando ser sexy, ele era sexy, enquanto eu, por outro lado, estava ocupada tentando ser sexy, mas em vez disso tinha puxado um Edward Mãos de Tesouras na minha perna. Foda essa minha vida. — Desculpe. — ele murmurou, quando eu estremeci com a pomada tocando o meu calcanhar. — Por favor, não se desculpe, isso é embaraçoso o suficiente. Tanta coisa para eu parecer sexy. — eu suspirei. Ele parou por um momento olhando para mim como se eu fosse louca. — Eu vim para o banheiro para encontrá-la de pé sob o meu chuveiro, molhada, nua e bonita. Então, eu tive que levá-la para fora do chuveiro como um homem, e agora, você está sentada na minha cama, todo molhada, sem nada em torno de você, só uma toalha. Nada poderia ser mais sexy que isso. — disse ele enquanto estendia a mão e tirava minha touca de banho. Porra! Eu esqueci que eu estava com ela. Por que, meu Deus? Por quê?! — Você é sexy sem sequer tentar. — disse ele, quando ele plantou um leve beijo no meu joelho. — Agora pare de estragar isso para mim. Eu fiquei em silêncio, permitindo que ele ficasse nessa parte de cima da minha perna. Pelo menos eu tinha acabado de raspar noventa por cento das minhas pernas antes de me machucar. — Eu vou terminar o café, enquanto você fica pronta. — disse ele, quando se afastou de mim. Estendendo a mão, agarrei a borda de sua camisa, e quando me sentei na cama, deixei a toalha cair. Ele engoliu em seco, seus olhos fixaram em cada centímetro de mim. — Eu gosto de você de óculos. — foi tudo que eu consegui pensar para dizer antes de beijá-lo. Gemendo em sua boca, ele me levantou, quando nós avançamos cama acima. — Você está me matando Thea. — ele murmurou contra meus lábios. — Deus, eu espero que não. A semana está apenas começando! — eu sorri, quando eu tirei os óculos e os coloquei em sua mesa de cabeceira. Alcançando a caixa de preservativos eu observei: — Está acabando.


— Uma caixa bem gasta. — respondeu ele pegando da minha mão quando eu o beijei. Levou apenas um momento antes dele agarrar a minha cintura e começar a empurrar. — Hugh... — eu gemia, me agarrando a ele. Quando ele apertou minha bunda, eu sabia que esta rodada não seria prolongada, seria dura e rápida. Ele estava de joelhos, apertando minhas coxas, enquanto ele batia em mim incansavelmente. — Levi. — engoli em seco, quando me inclinei para trás para me agarrar na sua cabeceira. Eu chamei seu nome uma e outra vez, mas a única resposta que ele deu às minhas chamadas foram grunhidos curtos... até que ele abrandou, muito para minha frustração. — O que você...? — perguntei. Abrindo os olhos, eu o encontrei me observando atentamente, um leve sorriso permanecia em seus lábios. Eu sabia que ele tinha prazer em me ver implorar para ele. Cada impulso lento para frente me deixava louca. Eu queria isso, e ele sabia disso. — Mais rápido. — eu disse. Mas ele apenas sorriu, indo mais devagar do que nunca. — Desculpe, o quê? Maldito. Deixando de lado sua cabeceira, eu o empurrei de costas. — Eu disse mais rápido, e se você não vai dar para mim, eu vou fazer isso sozinha. — eu disse, quando eu plantei um beijo rápido no centro de seu peito antes de me sentar. — Thea... — ele ofegou, quando eu o montei. Suas mãos foram para a minha cintura, mas eu as afastei. — Thea. — ele grunhiu, fechando os olhos. — Você deveria ver a expressão no seu rosto. — eu brinquei com ele, assim como ele tinha me provocado. Ele me puxou, com o seu rosto apenas alguns centímetros de distância. — Não me pressione. — ele rosnou. — Então não pare.


Deu certo. Seja lá quais eram as suas reservas, desapareceu, quando ele mais uma vez, se enterrou mais fundo em mim. Estocada. Estocada. Estocada. — Sim! Isso era tudo que eu poderia dizer, mas era tudo o que precisava ser dito. Seu domínio sobre mim era tão forte, que era quase doloroso, mesmo que me fizesse sentir melhor. Puxando-o para mim, eu o beijei novamente. Foi áspero e desleixado, mas eu não me importei. — Levi. — Thea. — ele sussurrou, antes de cair em cima de mim. — Eu acho que estou ficando viciado em você. Eu ri. — Isso é bom, porque eu me sinto da mesma maneira. Vamos saciar. Porque isso era pecaminoso em todas as maneiras corretas.


Capítulo Sete Presente Thea — Bem, veja o que temos aqui, alguém chegou cinco minutos mais cedo. Havia apenas uma pessoa com aquele sotaque irritante, e ele era a última pessoa que eu queria lidar de manhã. — O que você quer Atticus? — eu pressionei o botão do elevador mais duas vezes, desejando que ele fosse mais rápido. — Eu me lembro do Professor Black escolher nós dois para este caso. — respondeu ele, dando um passo para dentro comigo. — De qualquer forma, eu acho que devemos nos apresentar e ser profissionais enquanto estamos aqui. Quem sabe, poderíamos estar trabalhando aqui, dentro de alguns anos. Sou Atticus Logan. Ele estendeu a mão para mim. — Thea Cunning. — Ouvi dizer que a cada ano o Professor Black leva um aluno sob sua asa. Você deve saber agora; eu não vou perder para você, ou para qualquer outra pessoa. Então, não fique no meu caminho. — afirmou, saindo quando as portas se abriram. Não faça nada de mal. Não cause danos corporais para esse babaca com botas de cowboy. — Então, vocês são as carnes frescas. — uma voz soou. Virei-me, em busca de seu dono. Aquela voz era tão familiar... Quando me virei, dei de cara com ninguém menos que Tristan. Tristan, o homem que me serviu uma bebida no bar, o homem que usava chapéu e camiseta. Na luz do dia, ele parecia completamente diferente. Seu cabelo estava perfeitamente arrumado, seus


sapatos engraxados ao ponto que eu podia ver meu reflexo neles, e ele usava um terno que provavelmente teria custado toda a minha poupança. Um ponto que dizia muito sobre minha situação financeira atual. — Sr. Knox, é um prazer. Eu sou fascinado por seu trabalho no caso Dreyer. — Atticus disse, já beijando sua bunda. — De onde você é? — Tristan perguntou a ele. — Greenville, Carolina do Sul. — Atticus respondeu com orgulho. — Eu nasci e cresci em Mauldin. — Você está brincando comigo. — Eu nunca brinco com a minha cidade natal. Atticus olhou para trás para mim e piscou... — Um mundo pequeno. Você é meu novo herói. Então este é o clube de garotos que as pessoas falam. — Ouvi dizer que você trabalhou para The Shark em um ponto em sua carreira. — Atticus sorriu. The Shark? Minha mãe, The Shark? — Sr. Knox. — eu disse interrompendo Atticus. — É um prazer conhecêlo, novamente. — eu dei um passo para frente e estendi minha mão. Eu não ia cair sem lutar. — Novamente? — Atticus questionou, olhando para mim com um olhar severo. — Sim, Sr. Knox trabalhava para minha mãe, Margaret Cunning. — eu menti. Bem, não era uma mentira completa. Eu tinha encontrado com ele antes, e ele tinha trabalhado com minha mãe em algum momento, certo? — Sim, claro. Estou muito triste de ouvir sobre sua partida. — Tristan sorriu para mim. A boca Atticus caiu aberta, e desta vez, fui eu quem virou para piscar. — Vocês estão atrasados. — Levi repreendeu, vindo na direção do elevador. — Chegamos cinco minutos mais cedo.


— Vocês estavam adiantados cinco, mas passou o tempo, os meus minutos, posso acrescentar, conversando sobre suas vidas pessoais, certo Tristan? — Eu não podia fazê-los ficarem quietos. Eles fodidamente nos traíram. — De qualquer forma, neste escritório, se você não chegar meia hora mais cedo, é melhor você não aparecer. Até agora, eu estou repensando sobre vocês. — ele respondeu, quando as portas do elevador se fecharam. — Vocês deveriam estar naquele elevador com ele. — disse Tristan atrás de nós. — Se vocês não chegarem no carro antes dele, acredite em mim, ele vai deixar vocês aqui. Atticus e eu nos olhamos por um segundo, antes que eu tirasse meus saltos e saísse correndo em direção à escada. — Você está louca? Há pelo menos 60 andares de escadas! — Atticus gritou atrás de mim, mas eu o ignorei, correndo o mais rápido que pude. Quando cheguei ao 49º, eu abri a porta e corri para o elevador, pressionando o botão uma e outra vez, como se minha vida dependesse disso. — Srta.? — perguntou um segurança, vindo em minha direção. Felizmente, as portas se abriram, e com Levi lá lendo seu jornal. — Eu trabalho para ele! — gritei, apontando para Levi, quando eu pulei dentro. Ele olhou para mim, confuso quando eu entrei ofegante. — Eu teria ficado mais impressionado se você corresse para baixo todos os andares. — disse ele, não mais interessado em mim. Enquanto eu estava lá, tentando recuperar o fôlego, ele continuou a ler. — Foda-se. — Desculpe-me? — ele se virou para olhar para mim, seus olhos se estreitando. — Atchimm. — eu espirrei. — Desculpe-me. — eu menti e ele sabia disso, mas eu coloquei meus saltos de volta de qualquer maneira. — Onde está Atticus? — ele perguntou quando as portas se abriram. — Eu não sei, talvez ele simplesmente não esteja com vontade suficiente para... — eu parei, vendo Atticus já de pé na porta do carro.


Levi olhou para trás para mim. — Ele ganhou. Ele permitiu que Levi entrasse antes de cortar entre nós dois e subir no carro no lugar ao lado de Levi, que me obrigou a sentar no banco da frente. — Nós vamos ver os Archibalds. — disse ele. — Mantenham suas cabeças abaixadas, não falem com ninguém, especialmente com os repórteres, nem sequer respirem em seus microfones, e sob qualquer circunstância, não façam contato visual. O mesmo vale para os Archibalds. Vocês não são nada mais do que moscas em uma parede, tomem nota, e fiquem fora do caminho dos meus companheiros, porque eles com certeza não estarão prestando atenção em vocês. Se vocês tiverem dúvidas, guardem para si. Se vocês tiverem pensamentos e opiniões, mantenham para si, a menos que eu pergunte. Entendido? — nós dois assentimos. — Bom. Esta foi a primeira vez que eu o tinha visto vestido com tanta elegância. Quando ele estava comigo, sempre vestia jeans e uma camisa de botão, ou apenas sua boxer, ou, por vezes, absolutamente nada. Na escola, ele era semi-casual. Mas não importava o que ele usava, ele parecia bem em tudo. Não, Thea, não! Isso é trabalho. Pense sobre o caso, não nele! Quando nós chegamos a casa dos Archibalds, na multimilionária Boston Brownstone, foi pior do que eu imaginava. A imprensa estava sendo mantida à distância por um muro de guardas nas escadas. — Se qualquer um de vocês estragarem meu caso, de qualquer forma, eu vou ter certeza de que vocês não sejam capazes de estudar direito, muito menos praticá-lo. — alertou. Abrindo a porta, a multidão da mídia invadiu, e começou a gritar perguntas para nós. Quando começamos a nossa caminhada para a porta da frente, dezenas de flashes piscaram em nossos rostos. — Lembre-se, mantenha a cabeça baixa. — Atticus sussurrou para mim enquanto caminhávamos para frente. — Sr. Black, você realmente acredita na nova evidência de que Richard não tinha a intenção de matar sua ex-namorada? — Sr. Black, você acha que este seja o seu primeiro fracasso desde que abriu sua empresa?


— Como você acha que este caso vai afetar as relações raciais? A parede de guardas se abriu, e nós cruzamos entre eles, finalmente a salvo dos olhares curiosos da imprensa. Fomos em direção ao prédio que estava uma loucura. Arquivos, documentos e xícaras de café estavam por toda parte. Seus associados estavam discutindo uns com os outros, no entanto, eles pararam com a discussão no momento que ele entrou. — Onde estamos? — ele disse, tirando o paletó e jogando para a cadeira como se fosse o dono do lugar. — Sra. Archibald está na cozinha disse olhando através de fotos, Richard está lá em cima no seu quarto, checando as coisas a cada dez minutos, e... — a garota que falava congelou. — E? — Levi virou-se para ela. — E o Sr. Archibald tomou um voo para Nova York esta manhã. — outro de seus associados respondeu. — Nós tentamos ligar, mas todos os seus telefones estão desligados. As narinas de Levi se abriram, e ele cerrou o maxilar quando ele pisou na cozinha. Atticus e eu o seguimos, enquanto os restos de seus companheiros voltaram para os arquivos do caso. — Ele está em Nova York?! — Levi realmente gritou, pela primeira vez desde que eu o tinha encontrado. A mulher mais velha estava vestindo um terno marinho sob medida com um colar de pérolas brancas puras ao redor de seu pescoço. Seu cabelo vermelho estava cuidadosamente penteado para trás e preso, e quando Levi invadiu a cozinha, ela pulou. — Ele disse que tinha uma reunião... — O filho dele foi acusado de assassinato. Em dois níveis, posso acrescentar, e ele sai para uma reunião em Nova York? — ele rosnou, sua voz apenas uma oitava abaixo. — Você tem que entender... — Não. Você precisa entender. Eu disse que a única maneira que eu pegaria este caso seria se você me desse sua confiança total e absoluta, sua lealdade e seu compromisso. Significa que você tem que fazer o que eu digo e eu disse para não sair de casa, caramba! No momento em que a impressa ficar sabendo, as coisas vão girar em torno de duas coisas: um, que seu marido não está levando isso a sério, ou dois, que ele


está tão angustiado com as ações de seu filho, que ele não pôde suportar ficar perto dele. Qual o caminho que você acha que nos ajuda? — Nenhum. — disse ela, olhando para o chão. — Exatamente! — ele gritou novamente, dando as costas para ela e voltando para a sala de estar. — Sinais de fumaça, pombo-correio, eu não me importo o quê ou como, alguém vai entrar em contato com o Sr. Archibald antes do noticiário das cinco horas. E vocês dois. — disse ele, apontando para dois de seus associados. — Venham comigo. Os dois associados saltaram para fora de seus assentos quando eles voltaram para a cozinha. — Primeira coisa, parem de andar por aí como manequins e iniciem as ligações. — outro associado chamou, atirando-nos uma pilha de números de telefone. Balançando a cabeça, nós deixamos cair nossas coisas e começamos a fazer as chamadas. — Tudo o que você sempre sonhou, certo? — Atticus sussurrou com o telefone no ouvido dele. Eu ri, antes de me lembrar com quem eu estava falando. — Como você chegou até o carro tão rápido? — perguntei. — Carona com os lavadores de janela. Minha boca se abriu. — Você está mentindo. — Não. Eu pulei, e eles me deram uma carona até lá embaixo. — ele sorriu. — Alô, aqui é Atticus Logan da Levi Black and Associates, você pode me dizer se o Sr. Archibald está? — ele fez uma pausa enquanto ouvia a sua resposta. — Obrigado pelo seu tempo, por favor, ligue se alguma coisa mudar. — ele desligou e olhou para mim. — Eu disse que eu estava nessa para ganhar, e eu quis dizer isso. É melhor você pegar o ritmo, porque eu não vou esperar por você. — disse ele, enquanto discava o número seguinte. Minha mãe costumava dizer que a faculdade de direito era apenas uma batalha, e que ser um advogado nos levava a guerra. Eu nunca tinha entendido isso até agora. — Que comece o Jogo. — eu respondi.

Levi


— Onde está a Srta. Cunning? — perguntei, saindo da reunião com a Sra. Archibald. As coisas estavam piorando a cada momento, e o acordo judicial estava começando a parecer mais e mais atraente, mas ela se recusou. — Ela foi ao banheiro e desapareceu. — um dos meus funcionários respondeu, sem olhar para cima dos arquivos do caso. — Ela provavelmente percebeu que estava despreparada. — acrescentou ele, mais para si do que para mim. Thea, admitir a derrota? Isso só vai acontecer no dia que eu criar asas e voar. Suspirando, eu notei a filha mais nova do Archibald olhando para nós através das escadas enquanto ela mordia a ponta de um de seus perfeitos cachos vermelhos. Ela levantou a mão e acenou. Eu cruzei a sala e fui até ela. Ela levantou o dedo para mim, um sinal de que ela queria me dizer um segredo. Inclinei e ela sussurrou: — A moça bonita está lá em cima com Richie. — Obrigado. — eu acariciei sua cabeça antes de sair correndo pelas escadas. Maldita Thea. Pelo menos eu tenho motivo para demiti-la agora. — Seu mimado, riquinho, pirralho. — ouvi-a gritar com o que só poderia ser Richard. — Desculpe? Você sabe com quem você está falando? — Sim, eu sei, um mimado, riquinho, pirralho. — ela repetiu, enunciando cada palavra. — Eu posso despedir você! — ele gritou para ela. — Vá em frente, mas antes de fazer isso, use seu cérebro por apenas um momento. A única razão de você estar sentado aqui jogando videogame é porque você disse que não tem nada com o que se preocupar, certo? Quer dizer, você tem o grande e todo poderoso Levi Black no seu caso. — Sim, e daí? Ele nunca perdeu um caso, então por que eu deveria me preocupar? Isso tudo vai acabar em uma semana, duas semanas, no máximo. — Levi Black é um advogado de defesa incrível, mas ele não é Deus. Mesmo ele, não pode evitar que as pessoas detestem você. É por isso que ele me trouxe aqui, porque eu, pessoalmente, acredito que você deve passar alguns anos atrás das grades. Seria fazer a


algumas pessoas como você algum bem. Meu trabalho é ver todas as razões por que o Estado quer jogá-lo atrás das grades, e encontrar algo contra isso. E até agora, a sua falta de remorso, a sua incapacidade de compreender a sua própria situação e seu complexo de superioridade, vai ser a sua morte. Eu realmente espero estar errada sobre você. Eu esperava que fosse apenas um estereótipo que eu tinha formado em minha cabeça, mas, infelizmente, você é pior do que eu imaginava. Então, por favor, vá em frente e me demita você só vai adicionar mais um prego no seu caixão garoto. E eu? Eu vou para casa. — Então você vai desistir? Que tipo de advogada é você? — Que tipo de ser humano é você? Dois de seus amigos morreram, na sua casa... — Você acha que eu não sei disso? — retrucou. — Só porque eu não estou chorando por aí ou cortei meus pulsos, não significa que eu não sei. Eu não queria essas pílulas estúpidas, mas todo mundo parou de vir para minhas festas porque eu não era divertido o suficiente. Foi Hector que me disse onde conseguir as pílulas, para início de conversa! — Richard, por que você não disse isso? — ela correu para fora do quarto, colidindo comigo, quase nos levando ao chão. Mais uma vez, eu podia sentir cada curva sua, e eu lutei contra a vontade de abraçála. Mas rapidamente ela se afastou. — Oh meu Deus, eu sinto muito, Sr. Black. — Não tem problema. — eu suspirei. Virando para Richard, que parecia mais com seu pai que com sua mãe, com sua pele pálida e olhos escuros, me dirigi a ele: — Você disse que Hector, o rapaz que morreu, foi quem lhe disse onde conseguir as pílulas? — Não use isso. — disse Richard rapidamente. Ele era louco. — Você é louco? — Thea perguntou a ele. Se fosse qualquer outro dia, e nós não tivéssemos a história que tivemos, eu teria rido. — Vocês ouviram o que eles estão dizendo no noticiário, certo? — ele sussurrou, sentando em sua cama. — Hector era meu melhor amigo. Jogamos na liga juntos, e ele sempre me deixou ganhar, porque ele sabia que meu pai odiava quando eu perdia. Ele era


um estudante honrado, ele foi o melhor jogador de basquete, o que você acha que aconteceria, se eu dissesse que o meu melhor amigo negro, me disse onde conseguir as pílulas? — É por isso que você nunca disse nada? — Thea sussurrou. — Eu não sou um idiota, Hector era uma boa pessoa e eu não quero que as pessoas se lembrem dele como um traficante de drogas... e eu não quero que sua família me odeie mais do que eles já fazem. Então, por favor, não use isso. — Está tudo bem? — Sra. Archibald veio atrás de nós, e os olhos de Richard se arregalaram. — Nós estávamos apenas passando por cima de alguns detalhes. Mas terminamos por agora, obrigado. — eu disse, virando, certificando-me de que Thea me seguia também. — Eu serei demitida? — ela perguntou, quando chegou ao final do corredor. — Você não trabalha para mim, você é minha aluna. — Então, eu estou sendo expulsa de sua aula? Ela estava muito perto de mim. — Não. — Fomos capazes de entrar em contato com o Sr. Archibald, ele estará aqui em poucas horas. — Atticus informou, cheio de orgulho. — Raymond, pegue o nosso jovem amigo ansioso para ir buscar o Sr. Archibald, e tome conta dele em todos os momentos. Se ele sequer chegar perto de um aeroporto, agarre-o. Eu vi o pequeno sorriso de Atticus atirado em Thea, e o brilho em seus olhos quando ele saiu. Eles já estavam em plena guerra, o que só deixava as coisas melhores para mim. — O resto de vocês, arrumem as coisas e vão para casa. Espero ver todos vocês de manhã, parecendo menos zumbis se possível. — eu disse a eles. Todos eles suspiraram de alívio, arrumando seus casacos e jaquetas, sapatos, livros e papéis. A imprensa tinha ido para casa para a noite, por isso a nossa saída foi significativamente mais fácil do que a nossa entrada tinha sido. Eu vi quando Thea esperava na calçada por um táxi, apesar de o meu carro já estar aqui.


— Entre. — eu disse para ela, segurando a porta aberta. — Isso não é uma boa ideia. — É sobre o caso, agora entre. — eu disse com firmeza. Ela me olhou como se ela não acreditasse em mim, e com razão. Eu apenas parcialmente fui convincente. — Seu carro está no escritório? — Eu tomei um táxi. — ela respondeu. Balançando a cabeça, virei para o meu motorista e lhe dei o endereço dela. Relutantemente, ela se aproximou e entrou no banco de trás, sentada tão longe quanto podia de mim, como se eu tivesse algum tipo de doença contagiosa. — Você não deveria ter falado com ele. Ela suspirou. — Eu sei, eu sinto muito, eu o vi sentado lá jogando videogame, e eu perdi minha calma. — Está tudo bem. — eu disse. — Mas só porque você tem algo que eu possa usar. Se você não tivesse, nenhum pedido de desculpas teria sido capaz de ajudá-la. Sua cabeça virou de volta para mim tão rapidamente que eu estava surpreso que ela não se machucou. — Você vai usar Hector? — Sim. Que outra escolha eu tenho? Richard estará encrencado se eu não usar. — Ele não quer arrastar seu amigo no meio da lama. Se você fizer isso, ele vai te odiar. — Acredite em mim, eu vou sobreviver a isso. Eu sou seu advogado, não seu amigo. Seus pais estão me pagando para mantê-lo fora da cadeia, de modo que é isso que eu vou fazer. Seus sentimentos pessoais não significam nada para mim. — Levi, você sabe o que vai acontecer se você... — Sim, ele vai voltar para a escola e nunca tocar em drogas novamente. — Não é isso! — ela gritou. — Cada ativista negro nos Estados Unidos vai usá-lo como o garoto propaganda para a injustiça no sistema legal. Os pais de Hector vão ficar em cada canal alegando que seu filho, o seu filho morto, foi levado a julgamento por um


erro. Este não será o fim de tudo, e tenho certeza que Richard não será condenado pelas drogas, mas vai correr para elas, ou pelo menos para o álcool, para ajudá-lo a bloquear o fato de que ele não só traiu o melhor amigo, duas vezes, mas que o mundo agora o odeia por causa disso. Ele se autodestruirá, e quando isso acontecer, todo mundo vai apontar e dizer que a culpa é dele. Eu lutei contra um sorriso. — Eu pensei que você o queria na cadeia. — eu disse. — Mas você está aqui o defendo. Ela sentou, cruzando os braços. — Seu plano é estúpido. — O ensino de Harvard se aplica aqui. — eu disse. — Meu plano vai nos dar uma vitória. — Qual é o ponto de ganhar se você não vai ajudar alguém? Qual é o ponto se você só vai piorar as coisas? — ela murmurou, abrindo a porta, pois tínhamos chegado a casa dela. Ela nem sequer olhou para mim quando nós saímos do carro e eu a acompanhei até a porta. — Tudo bem. — eu disse. Ela parou, voltando-se. — Tudo bem? — Nós não vamos jogar Hector nos laudos. — Então, o que você vai fazer? — Eu vou dar uma coletiva de imprensa - bem, não, você vai para a coletiva de imprensa, com Richard. Sua boca se abriu. — Eu vou fazer o que agora? — Amanhã à tarde, você vai se sentar com Richard enquanto ele pede desculpas a todos que ele tem ofendido, e como ele mesmo disse, que ele nunca quis machucar ninguém. Então, você vai dizer como Richard foi apenas um dos muitos alunos que fez festas onde pílulas e outras substâncias ilegais, são usadas e abusadas, e em cima disso, você indicará o fato de que a polícia nem sequer se preocupou em concentrar os seus esforços em encontrar o traficante, que esse sim cometeu um crime. Acima de tudo, você vai fazer isso de forma convincente. — Se você sabe o que eu vou dizer, então por que você não diz?


Dei de ombros dando alguns passos em direção a ela e fechando a distância entre nós chegando a quase insuportável. Nesse preciso momento, o vento mudou, fazendo com que seu cabelo esvoaçasse ao redor do rosto. Aproveitando-se da abertura que a natureza havia me concedido, eu coloquei seus cabelos de volta no lugar. — Três razões. — eu sussurrei. — Um: eu sou seu professor e eu estou dizendo para você fazer. Dois: Você e Richard construíram uma relação. Você não pode fingir algo como isso na televisão, de maneira que as pessoas vão ver que você realmente acredita que ele não deva ser indiciado — E a terceira razão? — perguntou ela quando ela deu um passo em minha direção, fechando a distância entre nós ainda mais. — O que você acha? — eu perguntei a ela. Eu esperei por um segundo antes de seus olhos castanhos se estreitarem para mim. — Não pode ser uma questão racial se eu estiver sentada lá. Você - urgh! - você estava planejando desde o momento em que deixamos a casa não é? Dei uma piscadela e virei em direção ao meu carro. — Isso não é certo! — Use o que você tem Thea, eu já lhe disse isso antes. Não deixe nada te parar. A carta da disputa foi jogada sobre a mesa, então pegue e você vai ter o seu nome associado a um caso de manchete nacional amanhã. Não deixe que seus sentimentos tomem conta de você. Você é melhor do que isso, e eu não vou hesitar em expulsá-la da minha aula, se você falhar, será usada como um exemplo para os outros. Boa Noite. Entrando no carro, eu bati a porta, e quando o meu motorista se afastou de sua casa, eu descansei minha cabeça contra o encosto do banco do passageiro da frente, tentando, em vão, me livrar do meu tesão. Droga. Eu tinha chegado muito perto dela.


Capítulo Oito Passado Dia 4 Thea — Você toca? — ele perguntou, quando ele notou o violão escondido atrás de algumas das caixas em minha sala de estar. — Quem me dera! Minha irmã toca muito bem, embora ela só começou a aprender. — eu respondi, enquanto eu me levantava do nosso pequeno piquenique de vinho, pipoca e sanduíches. — Você acha que ela se importaria? — Nem um pouco. — eu disse. Eu tinha comprado para ela de qualquer forma, então eu percebi que eu pelo menos, iria vê-lo tocando mais uma vez. Tomando um assento na extremidade oposta do sofá, ele pegou as cordas. Com a cabeça inclinada para o lado, e os olhos fechados, ele ouviu atentamente ao tom das cordas, parando de vez em quando para ajustar a afinação. Ele dedilhou através de todas as seis cordas, comparando com sua escala de sintonia interna. Satisfeito, ele abriu os olhos e sorriu para mim, então, ele respirou fundo e começou a tocar. Fechei os olhos por um momento e ouvi o som de sua música. Enquanto eu seguia a melodia, a música tomou forma e eu abri meus olhos para olhar para ele. — Eu conheço essa música! — eu disse quando me sentei com entusiasmo, tentando o meu melhor para não derramar vinho. Ele riu. — Qual é então?


Merda. — Eu sei, não me diga! — eu repeti, tentando lembrar. Urgh. Ele continuou sorrindo, enquanto seus dedos deslizaram para cima e para baixo do braço do violão com facilidade. Ele parecia tão relaxado, como se ele pudesse passar o resto de sua vida sem camisa com um violão nas mãos. — Droga. — eu chorei de frustração, eu conhecia essa música! Ele olhou para mim. — Desiste? — Não. Não posso ligar para um amigo ou algo assim? — É “More Than Words” do Extreme. — disse ele com um sorriso. — Eu teria conseguido adivinhar. — eu murmurei. — Estava na ponta da minha língua. — Tudo bem. — ele disse com um tom de provocação. — De qualquer forma, onde você aprendeu a tocar? — eu perguntei a ele, desesperada para desviar o assunto. — Meu pai me ensinou. — ele respondeu. — Eu era péssimo em dar em cima das meninas quando eu estava no colégio, então ele me ensinou a tocar para que eu pudesse atrair as garotas. — disse ele com uma risada. — Você tinha problemas com meninas? — perguntei incrédula. — É tão difícil de acreditar, porque eu sou tão diabolicamente belo, certo? Revirando os olhos, eu joguei um pouco de pipoca nele, e ele conseguiu pegar um pouco em sua boca. — Você quer ouvir a história ou não? — perguntou ele com irritação fingida. — Tudo bem, então o Sr. Olhos Verdes Sexys tinha problemas com as meninas no colégio, vá em frente. — Primeiro de tudo, tente me imaginar com vários quilos a menos e sem músculos definidos, um corte de cabelo tipo militar, acne e óculos de lentes grossas. Eu ri. Eu não queria, mas eu ri.


— Você está mentindo. — Deus, eu gostaria. Havia até mesmo uma rima. — Não! — eu cobri minha boca com a mão, tentando abafar o ataque de riso que ameaçava explodir para fora dos meus pulmões. — Você percebe que Levi foi deixado à beira-mar e seu rosto ficou preso em colmeias1? — ele repetiu a provocação que sem dúvidas o atormentou durante sua fase colegial. — As crianças são terríveis. — eu disse a ele, tentando ser simpática. Nota mental; certifique-se de que Selene não esteja sendo intimidada. — Sim. — ele riu. — Meu pai me disse que as meninas babavam por um cara com um violão. E eu, sendo um menino de quinze anos de idade, com tesão, tudo que eu precisava era comprar um. E funcionou até certo ponto; eu fui menos intimidado, e algumas meninas se aproximaram. Entretanto quando eu melhorei minhas habilidades com o violão, tudo mudou. A reunião do colégio foi uma explosão para a minha irmã e eu. — disse ele com uma risada. — Ela era estranha também? — Bethan? Ha! Não, ela sempre foi a rebelde da nossa família. Ela era uma daquelas raras que nunca se importava com o que os outros pensavam. Ela queria vir comigo para ver como a rainha do baile e o quarterback pareciam dez anos mais tarde. Ela riu por dias. Todo mundo pensa nela como uma criança selvagem, mas ela é muito mais sensível do que a maioria das pessoas. Você sabe a boate que nos conhecemos? — Twenty-Four? Ele balançou a cabeça. — Ela tinha guardado cada centavo que ganhava, seja dinheiro de aniversário ou o dinheiro de Natal ou até mesmo sua mesada semanal. Ela manteve tudo escondido sob o assoalho de seu quarto. Quando ela se formou na faculdade, ela tinha quase vinte mil. Ela pegou o dinheiro e investiu tudo na abertura dessa boate. — disse ele sorrindo com orgulho. — Seus pais devem ter...

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Original: Did you realize that Levi was left seaside and his face got stuck in beehives?


— Ficaram putos. — completou. — Eles ficaram. Mas funcionou para ela. Ela fez funcionar. — ele sorriu. Ele parecia estar muito orgulhoso e gostar de sua irmã mais nova. De certa forma, ela me fez lembrar de Selene. — Estou feliz que tudo deu certo para você. — eu disse, enquanto me inclinava no sofá. — E você, como você era na escola? — Urgh. Não. — eu gemi, não querendo me lembrar naquela época. — Vamos lá. — insistiu ele. — Não pode ser pior do que a rima. Ele tinha razão. — Vamos ver. — pensei, me perguntando o quanto eu deveria revelar. — Bem, eu estava acima do peso e o animal de estimação favorito do professor. — eu balancei a cabeça, desejando poder ter evitado essa conversa. — Acima do peso? Você? Agora era a sua vez de não acreditar. — Obrigada, eu vou tomar isso como um elogio. — disse eu. — Mas sim, minha avó era uma chef, e mesmo ela estando aposentada, ela ainda nos alimentava a todo o momento. Jesus, quando penso nisso, foi muito ruim. Isso, mais o meu peso quanto mais nova... — estremeci com a lembrança. — Se não fosse por poucos esportes que eu praticava, eu sairia rolando. Ele pensou por um momento. — Sim, eu não consigo imaginar isso. — Ah, mas você não tem que imaginar. — eu disse, já lamentando o que eu estava prestes a fazer. Levantei, indo em direção a uma pilha de caixas. Depois de um momento, eu encontrei o que eu estava procurando. Uma caixa cheia com os meus álbuns de fotos. Selecionei o que eu procurava antes de entregar a ele. Colocando o violão de lado, ele silenciosamente folheou o álbum. Sentei-me para frente, tentando avaliar sua reação. — Não era tão ruim assim. — ele finalmente disse.


— Hein, você não viu as fotos??? — Eu vi. Não era tão ruim assim. — repetiu ele. — Em todo caso, seus seios eram enormes! É claro que ele estava olhando meus seios. — Eu não sinto falta deles. — eu disse a ele. — Eles me incomodavam. — Você era um pouco mais alta do que a maioria das meninas, então tudo está bem nivelado. — ele fez uma pausa, virando para outra página, então ele gargalhou. — Tudo bem, isso meio ruim. — Obrigada, eu sei. — eu tentei tirar as fotos dele, mas ele não deixou. — Você era o animal de estimação de um professor. — ele ecoou o sentimento que eu tinha expressado momentos atrás. Ele sorriu para si enquanto olhava por cima de todos os meus prêmios e fotos com os meus professores. — Eu realmente gostava da escola. — Sem julgamentos. — ele riu. E ele estava certo. Uma das coisas que eu gostava sobre ele, era o fato de que não importava o que qualquer um de nós fez, não havia julgamento. Por outro lado, depois de concordar com esta semana, como poderíamos realmente julgar um ao outro? — Você foi a capitã do time do colégio de voleibol no seu segundo ano? — ele perguntou, batendo uma das fotos. — Tudo bem, isso é o suficiente. — eu disse, estendendo a mão para sentar no colo dele e obscurecer sua visão do álbum. — Você está jogando sujo. — ele me disse. — Ei, uma mulher faz o que tem que fazer. — eu respondi, antes de beijá-lo. Ele gemeu, e me permiti relaxar quando ele se inclinou de volta para o sofá. Como eu esperava, o álbum escorregou de suas mãos e bateu suavemente no chão. Mudei a minha posição e deslizei meu corpo entre as pernas enquanto eu acariciava a lateral de seu rosto e aprofundava o beijo. Enfiei o álbum debaixo do sofá, onde permaneceria despercebido por mais um mês.


No segundo que meus lábios tocaram os seus, o pensamento do álbum imediatamente saiu da minha cabeça, e com um suave grunhido, ele se levantou e me ergueu com ele, exatamente como havia feito no chuveiro mais cedo naquela manhã. Quando eu passei meus braços em volta do seu pescoço, eu podia sentir a batida quase errática do seu coração enquanto ele me levava para a escuridão sagrada do meu quarto. Ele me colocou de pé bem na frente da minha cama. — Eu quero você. — ele sussurrou, seus olhos vagando sobre mim. — Então? — eu cruzei meus braços... eu não tinha ideia de por que eu estava jogando duro para conseguir agora... que era uma mentira. Eu sabia o porquê; foi o olhar em seus olhos... o jeito que ele olhou para mim fez meus dedos se curvarem. Ele deu um passo para frente e agarrou meus quadris, me puxando contra ele, para que eu pudesse sentir o quão duro ele estava. Seus lábios pairaram sobre aos meus enquanto ele falava. — Quando eu digo que eu quero você, quero dizer que eu preciso de você. Eu preciso correr meus dedos sobre sua pele, beijar você toda e fazer você gemer meu nome. Eu. Preciso. De. Você. E pelo olhar em seu rosto, você precisa de mim também. Então tira a roupa. Como eu não poderia?

Levi — Mãe, estou bem. Não podemos remarcar para outro dia na próxima semana? Eu só estou ocupado agora. — Levi, você deveria estar de férias, você não deve estar ocupado fazendo nada. Minha mãe estava me deixando louco. Eu equilibrei o telefone entre o ombro e a minha bochecha e deixei minha mãe continuar reclamando enquanto eu ouvia parcialmente. Alcançando o leite na geladeira, eu notei que quase tudo estava acabando na geladeira da Thea. Eu me senti culpado nesse momento, já que eu tinha um apetite voraz. — Eu não estou trabalhando Mãe. — eu respondi quando ela me perguntou mais uma vez com o que eu poderia estar ocupado.


— Levi? Você viu... ah me desculpe, eu não sabia que você estava ao telefone. — disse Thea quando ela entrou na cozinha vestida com short e uma camiseta grande. Eu adorava vê-la em minhas roupas. — Com quem você está? — minha mãe vociferou do outro lado do telefone. Eu cobri o telefone com a minha mão quando eu olhei para ela e suspirei: — Me dá um segundo? Ela assentiu com a cabeça e se virou. — Mãe, eu realmente tenho que ir. — eu disse. — Diga ao papai que eu sinto muito sobre o jogo, e que eu vou recompensá-lo. Tchau. Eu desliguei antes que ela pudesse dizer qualquer outra coisa, mas no fundo, eu sabia que esse não era o fim da conversa. — Está tudo bem? Eu não estou mantendo você longe de qualquer coisa importante, estou? — Thea perguntou, enquanto pegava uma maçã da tigela de cerâmica em seu balcão e limpando com a manga de seu suéter. Mais importante do que ela? Meu pai e seus companheiros de golfe podiam esperar. — Não, está tudo bem, meu pai anda entediado demais depois que se aposentou. — O que ele fazia? — perguntou ela, dando uma mordida em sua maçã. — Ele era advogado. — Um advogado? E ele se aposentou? Isso normalmente só acontece por duas razões, ou ele foi chutado para fora da empresa, ou sua saúde não aguentou essa vida. No momento em que ela disse isso seus olhos se arregalaram e ela olhou para mim. — Merda. Eu sinto muito. Eu não tenho filtro. — Está tudo bem, honestamente. Além disso, você está certa. Ele teve um ataque cardíaco no ano passado, e minha mãe bateu o pé. Ela ficou ali, olhando para o chão, incapaz de encontrar meu olhar. Ela estava claramente envergonhada por sua explosão, e autoconsciente sobre o que ela deveria fazer em seguida. Puxando-a em meus braços, eu beijei sua testa. — Está tudo bem. — eu disse a ela mais uma vez. — Além disso, estou mais interessado em saber como você poderia ter imaginado isso.


— Minha mãe era uma advogada. Ela deixou sua empresa por razões de saúde também, mas acredite em mim, foi uma luta. — disse ela enquanto balançava a cabeça. — Qual era o nome dela? — eu perguntei curioso agora. — Talvez eu tenha ouvido falar dela. — Talvez. — ela encolheu os ombros, saindo das minhas mãos e indo até a geladeira. Notei que havia uma linha invisível com ela. Ela estava disposta a falar sobre si e sua irmã, mas só até aí. Ela não me deu muitos detalhes sobre qualquer coisa. Ela estava tentando me manter fora de sua bolha... afinal de contas, nós só estávamos saindo há três dias. Ainda assim, eu queria saber mais sobre ela. Onde tinha ido o tempo? — Eu estava pensando em ir até o mercado rapidinho, antes de irmos para sua casa. Você poderia ficar e esperar... — Eu vou com você. — eu disse Ela recusou-se: — Está tudo bem... — Thea. — eu disse colocando a mão em seu rosto. — Dê-me um minuto para pegar uma camisa, em seguida, nós dois podemos ir juntos. Nós temos mais três dias, assim, não fuja de mim. Eu quero aproveitar ao máximo o nosso tempo. — Eu não estava fugindo, eu apenas pensei que você podia querer algum espaço ou algo assim. — Se eu quisesse espaço, eu não viria para sua casa todos os dias. — eu disse suavemente, pressionando contra ela. — E eu com certeza não estaria tão perto de você. Quando voltarmos mudo minha camisa. — Alguém está ficando exigente. — observou ela, olhando para os meus lábios. — Alguém está gostando. — eu respondi, mordendo o lábio inferior antes de me afastar dela.

Três Dois


Um... — Você não vai pagar por nada! — ela gritou para mim. Ela sempre queria ter a última palavra, com seu orgulho não seria de outra forma. — Tudo bem. — eu respondi de volta. Só não tinha por que brigar por isso ainda, mas não havia nenhuma maneira no inferno que eu a deixaria pagar. Por outro lado, as nossas brigas sempre me deixavam excitado...


Capítulo Nove Presente Thea — Eu realmente sinto muito sobre o que aconteceu com Esther e Hector. Sim, Esther e eu terminamos, mas não nos odiávamos. E Hector, Hector... era meu melhor amigo. Ninguém no mundo me conhecia como ele. — Seus pais, que eram sempre como segundos pais para mim, eu... eu sinto muito. Eu nunca pensei que algo como isso poderia ter acontecido, e se eu pudesse voltar atrás, eu nunca teria feito a festa. Sinto muito. — Richard sussurrou no meu microfone antes de recuar. Ele passou as palmas de sua mão em seu rosto, enxugando as lágrimas. Em seguida, ele cruzou as mãos sobre o peito e olhou para baixo. Colocando minha mão em seu ombro, eu sorri, tentando o meu melhor para confortá-lo. Eu não queria estragar as coisas para ele. Pela primeira vez - bem, pela segunda vez desde a última noite - eu percebi que esta era a vida de alguém por quem estávamos lutando. Quando eu me sentei para frente e endireitei meus ombros, eu me preparava para dar o meu discurso para a mídia. — Richard Archibald deu uma festa, uma das dezoito, feita por estudantes em sua escola deste ano. Na verdade, Richard tinha dado uma festa uma semana antes do incidente, mas ninguém foi, pois não tinha álcool ou drogas o suficiente. E assim, ele cometeu um erro, tudo por querer se encaixar. — Não há como negar que esta foi uma perda trágica de duas jovens vidas, mas colocar a culpa exclusivamente sobre os ombros de um menino de 16 anos não é apenas injustiça, mas incompetência. — Uma vez que esta investigação começou, nenhuma vez, qualquer membro da polícia de Boston pediu informações sobre o traficante de drogas, que é, em minha opinião,


o verdadeiro assassino. Ele vendeu um lote ruim de drogas a menores de idade, só Deus sabe quantos outros adoeceram e morreram possivelmente por causa desse tráfico. Há ainda festas sendo feitas, mesmo agora, com crianças como Esther e Hector, que estão apenas a uma pílula da overdose. Esta não é uma questão racial, não se trata de outro adolescente privilegiado fugindo de algo. Trata-se do Departamento de Acusação e da polícia de Boston, tentando fazer parecer que eles são duros com a criminalidade, quando com toda a honestidade o que eles estão buscando é um bode expiatório. E esse bode expiatório não será Richard Archibald. Levantando, deixei Richard chegar à minha frente para que eu pudesse sussurrar a ele para ignorar todas as pessoas, câmeras e perguntas que estavam sendo empurradas para nós. Quando entramos na casa, eu respirei fundo quando a Sra. Archibald abraçou seu filho e Levi falava com o seu pai. Em seguida, fui para a sala de estar, onde Logan e o resto dos companheiros de Levi estavam assistindo ao noticiário. — Um pouco emocional, mas não foi ruim. — disse um deles. Quando olhei em volta, notei Atticus sentado no canto com seu maxilar cerrado. Essa foi a primeira vez. Olhando para mim, ele deu de ombros, como se dissesse “Não foi nada mau”. Eu sorri, sabendo que ele estava planejando fazer tudo ao seu alcance para reconquistar sua vantagem sobre mim. — Então o que acontece agora? — perguntou a Sra. Archibald. Antes que Levi pudesse responder, um telefone celular de seus associados tocou. — É o Departamento de Acusação. Sorrindo, ele pegou o telefone- — Pete, como você está? — uma pausa, então. — Um período de três meses numa clínica de reabilitação? Você enlouqueceu? Ele nem sequer tomou uma pílula. Todo mundo estava à beira de seus assentos, e eu também. — O que eu quero? Quero que todas as acusações sejam retiradas e nenhuma outra ação seja imposta contra o meu cliente. Essa é a única coisa que eu estou fazendo, e se isso não acontecer, eu vou levar este assunto ao tribunal, e você será lembrado para sempre como o cara que tentou incriminar um garoto. — ele fez uma pausa mais uma vez, e todos na sala prenderam a respiração.


Eu tinha certeza que ele estava deliberadamente sendo dramático, tentando nos assustar e nos provocar um ataque cardíaco. — Sim, Pete, eu ouço as palavras que saem da sua boca, eu só não gosto delas. Novamente com a maldita pausa. Parte de mim sabia que era porque o promotor estava falando, mas outra parte de mim sabia que Levi estava fazendo isso de propósito. — Vou falar com os meus clientes e aviso você. — afirmou antes de desligar. Voltando-se para Richard ele disse: — O promotor vai retirar todas as acusações, se você contar tudo o que precisam saber sobre as drogas. Isso significa abrir mão de Hector. — Alguém saberá sobre Hector? — Eu duvido, isso iria parecer pior, e uma vez que as drogas ainda estão sendo distribuídas, seria como colocar um Band-Aid em uma represa rachando. — Tudo bem? — ele olhou para seus pais, que apenas balançaram a cabeça. — Isso! — eu gritei. De repente, uma sala cheia de olhos estava focada em mim. Percebendo o meu desabafo, encolhi-me em meu assento. — Desculpe. — eu me desculpei. Levi olhou para mim, balançando a cabeça antes de levar o resto dos Archibalds para a sala ao lado. — Mancada. — Richard sorriu para mim. — Você me feriu com suas palavras, e justamente quando eu estava começando a gostar de você. Revirando os olhos para mim, ele se virou para ir embora e parou. — Eu não estou dizendo obrigado ou qualquer coisa, porque é parte de seu trabalho e ajudar... — Apenas vá. Pirralho... mas quando eu olhei para a situação retrospectivamente, ele não era tão ruim. Quando ele se foi, Atticus veio para o meu lado, e seus olhos azuis de bebê me fitaram. — Como você fez isso? — ele perguntou — Fez o quê?


— Não se faça de idiota! Como você foi designada para fazer a coletiva de imprensa? Eu sorri. — Enquanto você estava procurando o Sr. Archibald, eu estava lá em cima conquistando o garoto. Eu disse que estava no jogo, lembra? Ele cerrou o maxilar e assentiu. — Ainda não acabou, Cunning. — Eu não vou a lugar algum. — eu disse a ele. — Por que vocês apenas não o colocam para fora, assim podemos medir? — Raymond interrompeu. Raymond tinha pele morena clara e olhos castanhos escuros. Ele foi um dos primeiros associados que Levi contratou quando ele começou, estando entre os vinte anos e trinta anos. Atticus e eu cessamos nossa briga, e nos viramos para ajudar os outros associados a arrumar os arquivos que estavam espalhados pelo chão. Quando acabamos, uma fileira de táxis estavam estacionados a espera fora da casa e Levi já estava na porta com seu casaco. — Bom trabalho, vão para casa, todos vocês parecem horríveis. — foi tudo o que disse. Quando ele olhou para onde eu estava, eu imediatamente desviei o olhar e levantei a mão para sinalizar para o motorista do nosso táxi. No momento em que o táxi parou perto de mim, eu me joguei para dentro dele. Eu não queria ser deixada sozinha com ele de novo... eu não acho que eu poderia lidar com isso. — Alô? — eu atendi meu telefone sem pensar, enquanto eu dava o meu endereço para o motorista. Merda. — Você fugiu. — Você disse para irmos para casa. Ele riu, e por algum motivo soou mais sexy por telefone. — Você foi bem hoje. — Você vai ligar para Atticus e dizer a mesma coisa? Eu não queria ser tratada de forma diferente... e ainda uma pequena parte de mim queria. Eu estava confusa.


— Eu não tive necessidade de ligar para ele, porque ao contrário de você, ele não fugiu, na verdade ele se aproximou de mim enquanto você estava ocupada atirando-se dentro do táxi. Afinal, nós só ganhamos um grande caso, mesmo sem ir a tribunal. Claro que ele foi! Puxa saco. — Vou manter isso em mente para a próxima vez... — Quem disse que terá uma próxima vez? — Você acabou de dizer que fiz um bom trabalho. — Eu disse que você fez bem hoje. Amanhã é um novo dia. Além disso, ainda há dezesseis estudantes lá fora. Prepare-se para segunda-feira. — Preparar? — Boa noite, Thea. — Espere... — quase implorei ao telefone, mas ele já tinha desligado. — Urgh! — Dia difícil? — perguntou o taxista — Não. Professor difícil. — Aguente firme. Tenho certeza de que vai valer a pena no final. — Deus, eu espero que sim. Se não valesse, eu estava me torturando por nada. Tudo o que eu queria fazer era chegar em casa o mais rápido possível e rastejar para a cama. Enquanto eu caminhava até a porta da frente, eu tirei meus saltos e saboreei a sensação do chão frio. Abri a porta e fui recebida por uma saudação de Selene. — Você foi durona! — ela gritou, quando ela pulou de trás do sofá. — Obrigada. — eu respondi. Antes que eu pudesse dizer outra palavra, um brilho chamou minha atenção. — Que diabos é isso no seu nariz? — perguntei severamente. — Você gostou? — ela murmurou, tocando o piercing. Eu podia sentir minha sobrancelha se contraindo. — Selene, melhor que seja falso ou que Deus me ajude, vou arrancar isso do seu nariz.


— Qual é o problema? — Tire isso. Agora. — Thea! — Agora. — Ah! Por que você sempre tem que fazer isso? Você é minha irmã, não a minha mãe. — ela retrucou, quando ela o tirou de seu nariz e me entregou. Abrindo a janela da sala de estar, eu joguei no quintal. Eu ouvi bater no chão e, em seguida, o perdi de vista. — Querendo ou não Selene, eu sou sua tutora legal, e isso faz de mim, sua mãe e sua irmã. Quando você completar dezoito anos, você pode perfurar qualquer parte do corpo que você quiser, mas até lá, eu não quero ver outro piercing ou ouvir sobre isso. — Você parece cada vez mais como ela todos os dias. Essa doeu. — Isso foi baixo... até mesmo para você. — eu murmurei. Ela não respondeu quando ela se jogou de volta no sofá. — Apague as luzes quando sair. — eu disse a ela enquanto me afastava. Pegando as minhas coisas, eu me arrastei para o meu quarto. Caindo na minha cama, eu peguei minha da bolsa o guardanapo que Levi tinha me dado durante a nossa semana juntos. Um discurso livre.

Levi — Parabéns pela vitória. Você nem precisou de mim para isso. — disse Tristan enquanto entrava em meu escritório e colocava seus pés na minha mesa. Ele era a única pessoa que poderia se safar fazendo essa merda. — Por alguma razão, eu quase não fiz nada para conseguir essa vitória. — eu disse. — Bem, isso faz com que seja ainda mais doce. — disse Tristan. — Trabalho mais esperto, não mais difícil. — ele me lembrou.


— Eu acho. — Cara, sério? Você tem que tirá-la do seu pensamento, faz duas semanas e você gastou mais tempo pensando sobre o tempo que vocês estavam juntos, do que quando vocês estavam realmente juntos. — Eu tentei! Você não acha que eu tentei? É culpa dela, e ela sabe disso também. Ela me disse que ela estragaria todas as outras mulheres para mim, e ela quis dizer isso, porra! Eu estava de olho em três mulheres e eu não consegui sair com nenhuma delas. — O que havia de errado com elas? — Elas não eram ela! — eu gritei para ele como se fosse óbvio. — Elas riram em momentos errados, e não podiam nem mesmo manter uma conversa. — Por favor, lembre-se que você está comparando-as com uma mulher educada da Ivy League, cuja mãe foi nomeada juíza para o Supremo Tribunal. — Você conhece? — perguntei. Eu não tinha dito uma palavra sobre isso a ninguém. Fiquei imaginando quem mais poderia ter sabido sobre a história da família da Srta. Cunning. — Sim, obrigado por manter isso em segredo, idiota. Eu quase perdi minha calma quando ela disse que eu costumava trabalhar para a sua mãe. Ela estava contando para as pessoas agora? Bem, pelo menos isso era uma coisa a menos em suas costas. Ela tinha um royal flush em suas mãos, e ela não estava jogando qualquer uma de suas cartas. Se ela queria fazer isso, ela teria que parar de tratar suas vantagens, como se fossem desvantagens. — Ela é parecida com a mãe? — eu nunca tinha visto The Shark, mas não foi por falta de tentativa. — O mundo não pode lidar com outra Margaret Cunning. Ela era um gênio... e uma cadela acirrada, que a cabeça das pessoas viravam de seus ombros enquanto ela passava. Eu nem sei como descrever esse ano da minha vida. Se você pudesse passar seis meses com The Shark... — Você poderia passar por tudo. — eu terminei para ele.


Ele balançou a cabeça, quando ele pegou uma barra de chocolate da minha mesa. — Embora eu não ache que ela estava bem com a mãe. — disse Tristan, quando ele rasgou a embalagem e deu uma mordida. — Quem? — Thea. No bar dei-lhe as minhas condolências pela sua perda, e ela me disse que não precisava porque sua mãe era uma pessoa horrível. Eu não sei o que isso queria dizer, mas a maioria das pessoas tendem a não falar mal dos mortos, especialmente se essa pessoa é sua própria mãe. — Sim? Era tudo que eu conseguia pensar para dizer. Então, qual era a sua história? Quanto mais eu pensava sobre isso, menos fazia sentido. Ela estava morando na antiga casa de sua mãe, mas ela não tem nenhuma foto dela em qualquer lugar. Ela nunca falava sobre o assunto, e a única vez que a mencionei ela estava pronta para arrancar minha cabeça. Por que Thea odiava a mãe? E se ela odiava tanto, por que ela estava seguindo seus passos? Não importa quantas vezes eu revirava a história em minha mente, eu não conseguia entender. Thea Cunning era uma mulher verdadeira, e como uma mulher verdadeira, ela era um enigma embrulhado em um mistério.


Capítulo Dez Passado Dia 5 Thea — Qual é o problema? — perguntei, sentando-me em seu colo. Ele balançou a cabeça e passou os braços em volta da minha cintura. — Nada. — Você é um mentiroso horrível. — Ah, meu orgulho. — brincou ele, mas ele realmente não parecia estar no clima para nada. Suspirando, sentei, estendi a mão sobre o sofá, peguei um guardanapo da mesa do lado e rapidamente rabisquei uma nota antes que eu entregasse a ele. — Um discurso livre? — ele leu. — Sim, você começa um discurso livre, sobre qualquer coisa, durante o tempo que você precisar, e quando estiver pronto, eu não vou dizer nada. Vamos apenas seguir em frente como se nunca tivesse acontecido. Ele me olhou por um momento antes de estender a mão para pegar outro guardanapo da mesa. Ele escreveu sobre ele e o entregou de volta. — Eu não vou ter nada para reclamar dentro dos próximos dois dias Levi. — É por isso que não há uma data de expiração do mesmo. Mesmo quando não estivermos juntos, você pode me ligar e mudar isso. Se você não prometer usar o seu, eu não vou usar o meu. — Bem.


Será que ele sempre tem que ser tão difícil? Ele ergueu o dedo mindinho. — Você só pode estar brincando comigo. — Você tem que fazê-lo ou não vou acreditar em você. — disse ele com um sorriso tão largo, que eu só queria beijar e esbofeteá-lo ao mesmo tempo. Suspirando, eu fechei o meu dedo mindinho com o dele. — Sim, isso definitivamente faz com que seja legal e obrigatório. — Posso descontar isso ainda? Fechando minha boca, eu esperei. — Minha ex-esposa. — afirmou, fazendo uma pausa, como se para testar a minha reação a essas palavras. Ignorei os alarmes na minha cabeça por um momento e tentei o meu melhor para ficar composta e para manter a minha cara de pôquer no lugar. — Minha ex-esposa tem me deixado louco nas últimas semanas. — continuou ele, e notei seu aperto em mim, apenas ligeiramente. — Nós fomos casados por três anos antes de eu descobrir que ela estava tendo um caso com o meu parceiro de negócios. Deixei-os para iniciar meu próprio negócio. — No começo foi bom. Nenhum deles se preocupou muito comigo, porque, aparentemente, eles esperavam que eu fosse falhar e não fosse muito longe. Começar uma nova empresa nesta economia é quase impossível, mas eu era dedicado. Eu voltaria e acabaria com eles. — Levei alguns anos, mas eu finalmente consegui voltar ao topo. A única coisa é que eu não dou a mínima para qualquer um deles. Eu quero ser o melhor advogado que eu possa ser, por mim, não por eles. Eles que se fodam. O único problema é, quanto maior fico, mais minha empresa se torna um alvo. — Minha ex-esposa está tentando roubar clientes novos e antigos. Meu ex-parceiro tem amigos na Capital Hill, você sabe, a agência de fraude financeira, e eles continuam tentando me tirar da jogada. Eu sou auditado a cada dois anos desde o meu primeiro grande caso. Há dias em que eu quero andar em seu escritório com um bastão, e fazer o que eu deveria ter feito no momento em que eu soube sobre o seu caso...


Sentei mais perto, passando os braços em volta de seu pescoço, mas sem dizer nada. — É como no colégio, eles não mudaram, não cresceram, agem como crianças, porra! E a única maneira que eu posso lutar é evitá-los e trabalhar para continuar vencendo meus casos. Mas isso não é o suficiente, eu quero fechar esse capítulo da minha vida completamente. — Eu quero esquecê-la. Eu a vi uma vez desde o divórcio, e você sabe o que ela me disse? Que eu não era homem suficiente, que eu era muito bom, muito bom. E por meses torrei meu cérebro, tentando descobrir o que diabos significava ser “muito bom”. — Desculpe, eu não dirijo uma Harley ou sinto a necessidade de iniciar brigas para provar que tenho bolas. Ela me machucou, eu já superei isso, e agora, eu só quero trabalhar em paz. Eu pareço... patético, não é? — ele gemeu, deixando cair a cabeça para trás. — Eu sei que eu disse que eu não diria nada, mas posso alterar as condições de seu voucher para apenas uma declaração? — Claro, porque não? — ele murmurou sem entusiasmo, mantendo o olhar fixo no teto. Sentando de joelhos, entre suas coxas, eu beijei seu rosto. — Sua ex-mulher tem que ser a maior idiota do mundo, e ela provavelmente está se chutando agora, é por isso que ela está tentando de alguma forma voltar para a sua vida. Mas ela perdeu, e eu ganhei... pelo menos pelos próximos dois dias. — eu disse, enquanto eu beijava seu pescoço. Ele me puxou de volta, me forçando a olhá-lo nos olhos. — É tudo o que você vai dizer? — O que mais precisa ser dito? Você usou seu cartão de discurso e agora vamos seguir em frente. Eu posso terminar agora? — perguntei, quando eu retomei a beijar seus lábios. Ele respirou profundamente e se permitiu relaxar, quando cheguei em suas calças e agarrei seu membro. Eu podia senti-lo endurecer em minhas mãos com cada carícia. — Às vezes eu penso que você, que isso, é tudo um sonho. — ele gemeu, deslocando debaixo de mim.


— Sou cem por cento real. — eu assegurei a ele quando gentilmente o espremi, como um lembrete simples que éramos reais, que nós dois estávamos aqui, e que isso estava realmente acontecendo. Estendendo a mão, ele tirou a minha camisa, segurando ambos os meus seios com as mãos e eu tremi ao seu toque. Ele manteve os olhos em mim, quando ele beijou ambos, lambendo ao redor de meus mamilos suavemente antes de tomá-los entre os dentes. Eu estremeci, tanto de prazer como de dor. — Levi... ah. — eu gemi, quando uma de suas mãos escorregou para baixo dos meus seios e foi parar no meio das minhas pernas. Deixando-o de lado completamente, eu me inclinei para trás e balancei contra seus dedos. — Maldito. Eu... eu... porra. Eu... — Você o quê? — ele sorriu, quando ele deslizou outro dedo em mim. Ele se inclinou para trás contra as almofadas e me observou enquanto eu rebolava contra sua mão. — Você... ah... — eu gemia, quando ele aumentou a pressão sobre os meus mamilos. — Eu o quê? Vamos baby, frases completas, por favor. — Foda-se. — Você já está sendo fodida. — ele sorriu. — Ou você gostaria que eu parasse? E assim que as mãos congelaram e eu grunhi em frustração, ele esmagou seus lábios contra os meus. Minha língua deslizou em sua boca, roçando a dele, quando eu tentava levá-lo a se mover novamente. Mas em vez disso, ele se retirou, se afastando completamente dos meus lábios para lamber os dedos. Ele sorriu enquanto me olhava. — O quanto você quer isso? — Mmmmmm. — eu gemia. — Use suas palavras. — ele instruiu. Aquele sorriso estúpido dele e aqueles malditos olhos verdes. — Eu odeio você. — Palavras erradas. — disse ele, em tom frio e ameaçador.


Ele se virou para mim em seguida, mais rápido do que jamais o vi se mover. Ele foi duro comigo, quando ele me virou de volta para sofá, me deixando para baixo. Eu agarrei o braço, me preparando para sua fúria sexual. Ele beijou minhas costas, movendo-se para cima até que seus lábios quase roçaram a curva do meu pescoço. — Desde que você não pode dizer o que quer, eu só vou ter que tomar o que eu quero. Não se atreva a se mexer. — alertou. Ele desapareceu por trás de mim, e eu fiquei no sofá, meus joelhos bloqueados, meus dedos brancos contra o braço e meu coração disparado em antecipação do prazer que estava por vir, enquanto a adrenalina subia pelo meu corpo. Eu estava congelada no lugar. Incapaz de me mover, mesmo se eu quisesse. Ele voltou segundos depois e beijou o seu caminho na minha espinha. Eu tremi, mas ainda não me mexi. Eu podia senti-lo atrás de mim, seu peito pairando sobre minhas costas e eu podia sentir o calor saindo de seu corpo em ondas. Eu tremi mais uma vez, e minha pele irrompeu em arrepios. Ele apertou contra a minha bunda, e eu me senti tremer com o calor dele. Eu queria apertar as pernas juntas, ele me deixava tão molhada, que era quase embaraçoso. — O quanto você quer isso? — ele perguntou de novo, quando ele pressionou a ponta contra a minha abertura. — Se você tem que perguntar... Estocada. — Foda-se! — ele sussurrou, apertando seu domínio sobre mim, quando ele deslizou seu pênis todo o caminho até a base. Minha boca abriu. Simplesmente não haviam palavras suficientes para descrever a intensidade do prazer que eu sentia, e quando ele empurrou para dentro de mim, mais profundo e mais forte, eu descobri que a minha fome por ele era insaciável. Eu queria mais, eu precisava de mais. — Mais - por favor. — eu implorei. Eu sabia que a voz era minha, mas não soava como eu. Desde quando eu parecia como uma estrela pornô? — Sim! — gritei, querendo mais, mais, mais... Eu gemia, meus gritos ecoando em toda a casa, quando eu senti meu orgasmo se aproximando. Eu cavei minhas unhas no sofá e joguei a cabeça para trás, gritando seu


nome para o teto. Minha cabeça estava girando, minha visão estava turva, meus dedos curvados, eu estava alcançando o céu da forma mais bonita. — Porra, Thea. — ele grunhiu, uma mão no meu quadril e a outra no meu ombro enquanto ele me fodia mais forte. — Sim. Deus, sim! — ele era incrível, ele era incrível pra caralho. — Eu não consigo... — Ainda não. — ele exigiu, mas, eu estava vendo estrelas. Nunca na minha vida eu tinha me sentido assim. Eu não conseguia segurar por mais tempo. — Levi! Ele agarrou com força, enterrando-se em mim mais e mais, até que ele se deteve por um momento. — Thea. — ele grunhiu antes de descansar em cima de mim. Meu cabelo ficou preso no meu rosto e minha respiração era curta enquanto eu tentava recuperar meus sentidos. — Mmmm... nós definitivamente faremos isso de novo. — eu falei arrastado, ainda bêbada da força do meu orgasmo. — Definitivamente.

Levi Quando ela disse que faríamos novamente, eu não achei que iria acabar fazendo isso mais três vezes; no chuveiro, em sua cozinha e em sua cama. Jesus, eu estava gasto. Seu apetite sexual voraz estava acabando comigo, e fiquei surpreso que ela ainda podia se mover, e que eu só podia ver em linha reta. Ela descansou contra o meu peito, lendo o que ela chamava de ‘seu livro menos favorito, favorito’, O Grande Gatsby. Ela era um pouco estranha, mas eu gostava. Mesmo sem realmente me conhecer, ela ainda parecia entender o que eu precisava, e quando eu precisava.


Eu tinha ficado nervoso ao falar com ela sobre minha ex-mulher, e eu não queria deixá-la desconfortável ou fazer qualquer coisa para matar o nosso humor. Mas eu tinha começado a ler outro e-mail de Odile, e eu estava quase pronto para explodir. Eu só podia esperar que ela precisasse usar seu discurso livre em breve para que pudéssemos estar em pé de igualdade. Eu senti como se estivesse dependendo demais dela, e tinha sido apenas cinco dias. Eu pisquei e trouxe o meu foco de volta para ela. Ela tinha colocado seu livro para baixo e agora estava olhando para mim. — Um centavo pelos seus pensamentos? — eu perguntei a ela. Ela sorriu; ela tinha o sorriso mais bonito. — Apenas um centavo, Sr. Black? Que tipo de garota você acha que eu sou? — Você está certa, minhas desculpas. — disse eu. — Então, qual é o preço para uma fatia de pensamentos de Thea Cunning? — Um dos seus. — respondeu ela, com os olhos estudando o meu rosto atentamente. — Eu tenho muito muitos deles. — eu disse a ela. — Eu também. — E eu que pensei que você falava o que vinha à sua mente. — eu provoquei. Eu coloquei seu cabelo atrás da orelha. — Eu falo... às vezes. — O que você estava pensando, então? — Por que diabos ele está me olhando assim? Ele não sabe o que seus olhos fazem comigo... ou, bem, algo dessa natureza. — ela respondeu, mais uma vez, muito mais honesta do que eu imaginava. — E você? — Que eu dependo muito de você, e eu gostaria que fosse o contrário. — eu não podia mentir para ela por algum motivo. — O que você quer dizer? Você não depende de mim para qualquer coisa. Parecia que ela realmente acreditava nisso. Ela não tinha ideia de quanto era o impacto que ela teve sobre mim.


Balançando a cabeça, olhei para seu livro. — Por que O Grande Gatsby é seu livro menos favorito, favorito? É porque você odeia Jay? — Não! Eu odeio a Daisy. — disse ela, enquanto se sentava com raiva. Isso ia ser divertido. — Você odeia a Daisy? — Ela é uma bruxa malvada! — Isso é um pouco duro. — eu ri. Eu gostei de vê-la tão exaltada. — Ah, por favor! Primeiro de tudo, ela se casa com um homem que ela não ama porque ele é rico. Mas eu posso perdoar isso, porque, você sabe, é 1900, o sufrágio feminino está apenas começando a aparecer. Na verdade, eu me sentia mal por ela, porque era como se seus pais estivessem empurrando-a para ele. Mas então ela bebeu o Kool-Aid. — O Kool-Aid? — perguntei. — Sim, o Kool-Aid dourado do rico e fabuloso. A próxima vez que a encontramos, ela volta para Jay, e ela era só, ‘deixe-me esquecer o meu marido e filho, e ir para festas na casa do meu ex-amante todo maldito dia’. — Mas ela realmente o amava. — eu disse, percebendo naquele momento que eu estava agora defendendo personagens fictícios. Ela bufou e revirou os olhos. — Mesmo que ele seja seu verdadeiro amor, você ainda está casada com outro. Você quer fugir com ele ou você fica longe dele. Você não pode manter um caso embaixo do nariz do seu marido. E que tipo de pessoa encontra o seu muito aguardado amor verdadeiro e não faz algumas perguntas primeiro? Ela simplesmente salta para o seu barco e para festas em sua casa. — Gatsby é quem a chamava para lá, por que ele não a manda embora? — Qualquer homem disposto a assumir a culpa por um assassinato teria prazer em fugir com ela. Mas não, Daisy não queria apenas ter seu bolo e comê-lo, ela queria o chefe de cozinha! — ela disse, com um acesso de raiva. Ela estava toda empolgada agora, e ela pulou sobre seus joelhos, balançando o livro na minha frente.


— E o pior de tudo isso é o fato de que ela não teve sequer a decência de ir ao seu funeral. Ela simplesmente fugiu para viver sua vida perfeita com o marido. Ela é um ser humano terrível, horrível, e eu gostaria que ela fosse atropelada por um buggy amarelo! Eu ri. O olhar em seu rosto, a paixão e a raiva derramando por ela, era muito engraçado. — Caramba! Por que você trouxe este livro? Agora eu pareço louca. — ela gemeu, escondendo o rosto sob os lençóis. Em vez de remediar a situação, isso só me fez rir mais. — Pare de rir de mim! Não é culpa minha. Os cursos de literatura inglesa tendem a ser um pouco estranhos sobre livros, ok? — Thea. — eu disse, tentando o meu melhor para parar de rir quando cheguei para ela. Mas ela se afastou. Envolvendo o meu braço em torno dela, segurei-a através dos lençóis. — Eu não estou rindo porque eu acho que você é estranha... só para constar, apenas um pouco. — ela me deu um tapa antes que eu pudesse continuar. — Estou rindo porque você é incrível, e eu não pude me conter, mas me pergunto se você pode se apaixonar por uma história de ficção, você deve ser assim com pessoas reais. Você tem um coração grande, eu posso dizer pelo jeito que você ama seus livros. Ela se descobriu tentando não sorrir. — Melhor assim. — Eu tento. — eu disse. — Agora, leia para mim. Eu entreguei o livro de volta para ela. Mais uma vez, ela envolveu-se em torno de mim, colocando a cabeça no meu peito, e começou a partir de menos favorito, favorito. Daqui a apenas dois dias... Eu acho que não posso deixá-la ir.


Capítulo Onze Presente Thea Thea May Cunning Idade: 23 Altura: 1,75 Etnia: Afro Americana Graduação: Princeton Família: Mãe: Margaret “The Shark” Cunning. Irmã: estudante do Ensino Médio — Que diabos? — exclamei, enquanto eu caminhava para a aula e vi minhas informações escritas no quadro. Eu poderia dizer pelo manuscrito que isso era obra de Levi. Eu vou matá-lo no momento que ele passar pelas portas. Eu prometi a mim mesma. — Ele não pode fazer isso, essa é a minha informação pessoal. — eu protestei. — Na verdade, ele pode. — disse Atticus quando ele se inclinou atrás de mim. — Ou você não leu o jornal que ele tinha o direito sobre todos nós quando assinamos nossos nomes no primeiro dia de aula? — O quê?


— Uau. — ele balançou a cabeça para mim, me mostrando uma foto do documento em seu telefone. — Eu sempre tenho uma cópia de tudo o que eu assino o meu nome. A última linha diz... — Por este meio permito o Professor Black usar toda e qualquer informação dada a ele por mim, para fins de ensino. — eu terminei de ler. Eu não estava prestando atenção naquele dia porque eu estava em choque por descobrir que eu tinha dormido com meu professor por uma semana inteira, e agora, parecia que ele tinha voltado para me morder na bunda. — E você quer ser uma advogada. — disse Atticus em desaprovação. — Meu palpite é que ele conseguiu essa informação a partir da aplicação inicial. Ainda bem que você não colocou o seu peso, sim? Eu tinha escrito o meu peso abaixo sobre a aplicação... felizmente para mim, ele optou por não incluir esse mínimo de informações. Ignorando-o, me virei para seu conselho, me perguntando quando diabos ele poderia usar esta informação, e que lição ele planejou para nos ensinar com isso. — Bom vocês já estão aqui. — disse Levi, entrando. Ele estava deslumbrante, vestido com jeans azul, uma camisa branca de botão e um colete no lugar de sua jaqueta de costume... e para piorar as coisas, ele tinha os óculos novamente. Ele está tentando me matar. — Thea May Cunning. — disse ele em voz alta. Sentei na minha cadeira, olhando para ele com toda a fúria que eu poderia reunir, mas ele não estava olhando para mim, ele estava olhando para o resto dos alunos. — Como a maioria de vocês já devem ter ouvido falar, todo ano eu escolho uma pessoa para eu moldar pessoalmente. E agora, Thea May Cunning está no topo da lista. — Então, o que isso significa para o resto de vocês? Isso significa que ela é agora o novo inimigo público número um. Todo o conselho que eu dou, é o que você precisa saber sobre ela, para chutá-la fora do topo da lista. O nome dela vai permanecer até que alguém a tire de lá. E podem se considerar com sorte, porque a primeira pessoa que recebe seu nome no meu conselho, nunca fica lá em cima por muito tempo.


Agora eu entendia qual era a sensação de ser uma gazela cercada por uma coalizão de guepardos. Eu quase podia sentir suas glândulas salivares despertarem. Levi Black, você é um sádico de merda. — Você ouviu isso? São os sons das pessoas afiando suas facas. — Atticus sussurrou atrás de mim e eu lutei contra a vontade de me virar e bater nele com o meu notebook. Ele era extremamente irritante. — Você está bem com isso, Srta. Cunning? — El Diablo perguntou. — Não. Mas aceito que deve ser feito. — eu disse com confiança, mesmo que eu me sentisse como um rato em um poço de cobras. O que mais eu poderia fazer? — Professor? Quando você diz Margaret “The Shark” Cunning. Você quer dizer The Shark? — um cara na fila da frente perguntou. — Cortem-lhe a cabeça! — Atticus sussurrou atrás de mim. — Saia. — disse Levi para o cara na primeira fila. — E que ele seja uma lição para todos vocês, eu não acredito como podem existir perguntas estúpidas. — Quero defender meu lugar! — ele objetou. Eu afundei em minha cadeira, me preparando para o show de horror que estava prestes a começar. Levi ia comê-lo vivo. — Você quer defender o fato de que você não entendeu o que significa aspas? Atticus bufou atrás de mim, tentando o seu melhor para conter o riso. O cara fez uma pausa, pensou em sua defesa, respirou fundo e de repente declinou. Ele permaneceu por um segundo antes de pegar o resto de suas coisas e sair. Quando a porta se fechou, Levi virou para nos encarar. — Quinze saíram. Três de você não vão. Eu quero saber quem será. — disse ele, sem emoção alguma. — Agora, vamos começar. No momento em que as palavras saíram de sua boca, foi como se alguém tivesse tocado a campainha em uma luta de peso pesado. Todo mundo ficou tenso, sentado na beirada de seus assentos. Mas por alguma razão, vendo o nome da minha mãe no quadro me deu uma sensação de segurança.


— O que vocês sabem sobre Margaret Cunning? — perguntou. Este? Ela? Ela era o tema da aula de hoje? — Ela era fodona! — alguém gritou, e Levi lançou um olhar cortante. — Ela era, mas alguém pode usar palavras de gente grande e explicar por quê? — Levi perguntou quando ele olhou ao redor da classe. — Enquanto no escritório da Promotoria, seu primeiro caso importante foi Ayala Petroleum versus os cidadãos de Blake. Ela foi capaz de responsabilizar criminalmente Ayala Petroleum, com mais de uma dúzia de acusações de homicídio culposo, resultante da sua descarga de resíduos tóxicos no rio local de Blake e ela ganhou uma ação de classe, levando a empresa à falência. Ela é minha heroína. — Srta. Vega, a menina que o Professor Black tinha chamado em relação ao caso Archibald, disse. — Depois de deixar a Promotoria, ela começou sua própria empresa, onde ela defendeu com sucesso os Nol Van der Stoep, o embaixador dinamarquês e o romancista Zinachidi Okoli. — acrescentou Atticus. Eu teria saltado através de aros e dobrando-me para trás para ele, e tudo o que eu lhe pedi para fazer era não trazer minha mãe de novo... e ele não podia sequer me respeitar o suficiente para fazer isso. Ele não podia simplesmente deixar pra lá. De acordo com o nosso programa, não conseguiríamos cobrir tudo sobre ela até o fim do prazo. Então ele estava fazendo isso só para ficar sob a porra da minha pele... e estava funcionando. Vê-lo falar dela, me fazia querer invadir a parte da frente da classe e gritar todas as formas de obscenidades em seu rosto. Será que ele não entende? Havia algumas linhas que você simplesmente não podia cruzar. — Alguma coisa a acrescentar, Srta. Cunning? Eu mordi o interior da minha bochecha. — Sou tendenciosa além da medida. — Você não pode ser tendenciosa com fatos. — afirmou. Ele estava deliberadamente me provocando, e eu estava prestes a estourar. — Quando ela estava... — fiz uma pausa, respirando fundo, eu continuei. Eu não iria deixá-lo vencer. — Foi-lhe oferecido o cargo de juíza do Supremo Tribunal Federal, mas devido a sua saúde, ela foi forçada a recusar.


Sentei na borda da minha cadeira, esperando, rezando para que a aula terminasse. Minha perna saltava com a ansiedade, mas não era nada comparado com a sensação de ter seu coração rastejando até sua garganta. Eu podia sentir os olhos ardendo, mas eu me recusei a chorar aqui. Finalmente, ele olhou para a hora. — Tudo bem para a próxima aula... Eu tinha ido embora antes dele terminar. Eu corri para fora de lá o mais rápido que pude, tentando o meu melhor para respirar, mas tudo doía. Respire, Thea. Respire. Inclinei-me contra a parede do banheiro com as mãos nos joelhos. — Thea? Não, por favor, não. — Este é o banheiro das mulheres, saia. — eu gritei para ele. — Este é o banheiro dos homens. — respondeu ele, e eu olhei ao redor e me vi entre dois mictórios... — Claro que é. — comentei com amargura. — Thea. — Pare de dizer o meu nome! Seus olhos verdes se arregalaram quando ele deu um passo para trás. — Pare de dizer o meu nome como se você me conhecesse. Você não me conhece, Levi. Foi há mais de um mês, e essa garota não sou eu. Então, pare de dizer o meu nome. — Eu não acredito nisso... — disse ele, quando ele se inclinou contra a porta. — Eu não me importo com o que você acredita! — eu gritei para ele. — Fale comigo Thea, o que há de errado com você? O mundo estava tremendo, ou talvez fosse só eu. Eu não sabia mais, e eu não me importava. — O que há de errado comigo? O que há de errado comigo?! — eu gritei histericamente. — O que diabos está errado com você? Eu lhe disse para não trazê-la de novo, e o que você faz? Você faz uma Discussão principal em aula e acima de tudo isso,


você deliberadamente me antagonizou para provocar uma reação! Você está tão ocupado falando um milhão de palavras por segundo, que você não escuta! Cavando em minha bolsa, peguei o guardanapo e joguei em cima dele. O papel amassado jazia a seus pés com as palavras discurso livre aparecendo. — Margaret “The Shark” Cunning. — eu cuspi. — A mulher que todo mundo sempre elogia, como se ela fosse uma espécie de santa, era uma mulher calculista, manipuladora, vingativa e amarga. Ela deixou meu pai ir para a cadeia por um crime que não cometeu, enquanto ela fugia com o amante, meu querido padrasto, que por sinal, tinha grande prazer em me molestar quando eu tinha doze anos. E quando eu disse à The Shark sobre isso, ela me mandou morar com a minha avó. Eu fiz xixi na cama por um ano até ter coragem de dizer a minha avó o que tinha acontecido. No momento em que voltamos para buscar a minha irmã, já era tarde demais, ele já tinha chegado até ela e pelo que minha mãe nos disse, ele estava muito longe. Acho que ela deve ter visto com seus próprios olhos. — Minha avó nos levou, e nós não tivemos que ver sua cara novamente, até que eu recebi um telefonema do seu médico. Todo o veneno e amargura que tinha sido engarrafamento tinham finalmente começado a matá-la. Ela empurrou todo mundo para longe, e, no final, ela não tinha ninguém. Então, contra o meu melhor julgamento, eu voltei. — Acho que eu estava esperando algum tipo de pedido de desculpas, mas tudo o que ela queria falar era sobre o fato de que o trabalho da sua vida tinha sido todo em vão, porque ela tinha sido forçada a recusar uma vaga do Supremo Tribunal Federal. — Então, me desculpe, Professor Black, por não querer elogiá-la na frente da sua maldita classe. Ela é The Shark para mim, porque ela comia seus próprios filhotes. Eu terminei meu discurso livre e peguei minhas coisas. Virei-me para a porta, e ele se afastou sem dizer uma palavra. Eu não pensei sobre onde eu estava indo, eu apenas corri. Eu corri dele, eu corri dela e eu corri da lei. Corri todo o caminho de casa e me joguei na cama, chorando muito. Ouvi um movimento ao lado de minha cama e eu senti Selene rastejar na cama para me confortar... ela não se incomodou em perguntar. Ela não precisava. Ela sabia.

Levi


Eu entrei em casa, e cheguei até à pia do banheiro na hora certa. Meu estômago estava virado para cima, e quando a realidade da situação me atingiu, tudo que eu conseguia pensar eram em suas palavras. Elas me assombravam. Eu cuspi na pia quando uma onda de vertigem me invadiu. Na verdade, eu não sabia como eu tinha feito todo o caminho para a minha casa. Tudo, desde o momento em que ela saiu correndo do banheiro até agora, era um borrão. Eu a vi lutando contra as lágrimas. Toda a sua linguagem corporal mudou, como se estivesse sendo atropelada por um carro cada vez que alguém falava de sua mãe. O pânico, o medo, a dor dela, eu não poderia apenas me afastar dela. Algo me disse para não segui-la, era muito arriscado. Eu poderia simplesmente passar na sua casa mais tarde. Mas ela estava em agonia, e o risco não significava nada comparado a isso. Agora eu senti como se minha alma estivesse sendo apedrejada, e a percepção de que eu a tinha forçado a suportar essa palestra... eu vomitei mais uma vez. Desta vez, nada mais do que um fio fino de saliva passou pelos meus lábios. Eu me afastei da pia e limpei minha boca com as costas da minha mão. Quando as minhas costas pressionaram contra o azulejo frio da parede do banheiro, eu me permiti deslizar para o chão. Eu levantei o guardanapo. De todas as coisas que eu pensei que ela teria para falar, isso estava longe da minha lista. Enquanto eu estava sentado lá, perdido na memória dolorosa da nossa conversa, meu telefone tocou. Sem olhar para o identificador de chamadas, eu respondi: — Este não é um bom momento. — Oh? Quem morreu? — Bethan. Estou falando sério. — O que aconteceu? — seu tom de voz se alterou. Pensei por um momento. — Você já viu uma bomba nuclear explodir? — Levi... — As pessoas no centro, elas não sentem nada. Em um minuto estão vivas e no próximo, são apenas cinzas. São as pessoas que estão longe que realmente sofrem. — Levi, eu não entendi.


— Uma bomba explodiu hoje, e foi minha culpa. Eu vi o sinal de Não toque, e mesmo assim toquei, eu sabia que algo ruim aconteceria, mas eu só queria saber o que era e, em seguida, a bomba explodiu. Eu nunca esperei que fosse tão ruim quanto foi... — Eu estou chegando. — disse ela. — Não, eu estou bem. — Não, você não está! Ouça a si mesmo Levi, você está falando como um louco. — Eu só quero voltar para aquela semana, tudo era melhor naquela semana. — eu disse, falando mais para mim do que para ela. — Eu te ligo mais tarde. Eu tenho que ir. Desliguei e joguei meu telefone longe em um canto. Quando você descobre que alguém que você gosta ficou ferido, como você pode ajudar? Como você ajuda depois de derramar sal em suas feridas? Eu podia admitir isso agora, eu gostava da Thea. Levou um mês inteiro para eu chegar a essa conclusão, e eu a tinha empurrado para longe... talvez para sempre.


Capítulo Doze Passado Dia 6 Thea — O sol, queima. — eu brinquei, me escondendo atrás das suas costas quando chegamos lá fora. — Eu sei, apenas supere isso e persevera. — ele riu. Tomando minha mão, nós caminhamos da minha rua para a cidade. Gostei de ver todas as folhas que caíam das árvores acima de nós. Os vermelhos, dourados e laranjas, todos deixavam o mundo muito mais bonito a meus olhos. — Do que você está sorrindo? — perguntou. Eu apertei minhas bochechas, não percebendo a expressão que eu estava fazendo. — Eu amo o outono. É a minha estação do ano favorita. Você tem que dar a Mãe Natureza, mesmo quando ela esta tecnicamente morrendo, que ela está fazendo isso como uma verdadeira dama e com estilo. — Eu teria relacionado você com a primavera. — Você me relacionando? Você tem pensado sobre mim, Sr. Black? — eu brinquei com ele com uma risada. Ele revirou os olhos e colocou o braço em volta do meu ombro, me puxando para mais perto dele. — Não faça perguntas que você já sabe a resposta. Como posso não estar pensando em você? Eu queria beijá-lo. — Por que a primavera? — eu perguntei curiosa pela sua suposição.


A verdade da questão era que eu precisava manter o foco, ou então acabaríamos de volta à minha casa, ou pior ainda, fazê-lo em algum lugar público. Esse pensamento causou uma sensação latejante momentânea em todos os lugares certos. Por que isso me excita? O que ele está fazendo comigo? — Porque é a estação que está cheia de vida. É brilhante e patricinha. — Patricinha? E você estava indo tão bem! Patricinha? — Qual é a sua estação do ano favorita? — perguntei, quando eu decidi deixar o comentário patricinha dele pra lá. — Inverno. — ele disse. — Eu amo a neve e a maneira que ela cobre tudo. É lindo, especialmente no raiar do dia, quando o mundo ainda está dormindo, e o sol começa a subir. Parecia bonito. — Infelizmente, é apenas um estado temporário. Antes que você perceba, nós, humanos, idiotas estragamos tudo. — Sim, arrancamos tudo com uma pá. Ou você prefere ficar dentro de casa durante todo o inverno? — Isso seria glorioso. — disse ele com um sorriso. — Passar o outono estocando comida e apenas hibernar durante o inverno. — ele meio que brincou. — Imagine quanta diversão poderíamos ter! — Que genial seu plano é, imagine quantas pessoas poderiam ficar trancadas com suas famílias em casa por quatro meses. — Ainda melhor! Eu faria uma matança na primavera. Eu ri. — Você é uma pessoa horrível. — Sim, sim. Mas eu ainda posso sonhar. Não posso? Havia algo sobre Levi que eu gostava. Era tão fácil estar perto dele. Nós não falamos muito depois disso, até que chegamos na cidade e vi a longa fila no restaurante Young Thailand. Ela serpenteava na maldita esquina do quarteirão! Aparentemente, o jantar valia a pena esperar.


— É, por que nós não... — eu comecei, mas ele me ignorou e me levou para frente da fila. — Reserva para Black. — disse ele assim que chegamos no interior. — Boa noite. — a anfitriã curvou-se para nós. Ela pegou dois menus e nos pediu para segui-la. Ela nos conduziu a uma mesa na janela. — Reserva? — perguntei, enquanto ela esperava nos sentarmos e saiu. — Você acabou de me enganar para eu ir a um encontro com você? — De que outra forma eu conseguiria te levar para comer outra coisa além de cereal gelado? — O que há de errado com cereal gelado? — eu fiz beicinho. — É uma falsificação de açúcar e milho, eu preciso dizer mais? — Você não é melhor com suas barras de granola! — eu acusei. — Não é o mesmo. — ele respondeu, enquanto ele deslizava o cesto de pães em minha direção. — Eu comeria melhor, mas alguém nunca me dá uma pausa longa o suficiente para me sentar e comer uma refeição completa. — eu respondi, enquanto eu partia um pedaço do pão e mordisquei. — Oh, isso é uma via de mão dupla, baby, e você sabe disso. Eu sabia que ele estava certo, eu só não tinha coragem de admitir. Em vez disso, eu peguei meu cardápio e fingi estar completamente cativada por uma lista de alimentos que eu nunca tinha visto ou ouvido falar, na minha vida. Ele permaneceu em silêncio, deixando a questão pra lá, e na próxima vez que eu olhei para cima, vi que ele estava olhando para fora da janela, observando quando as folhas de outono esvoaçavam ao vento. Quando olhei para ele, eu percebi o quão atraída por ele eu estava, e não apenas de uma forma sexual. O sexo tinha levado a nos conhecer, mas ultimamente, sentia que era mais pessoal do que isso. Perdida em meus pensamentos, eu quase não notei que ele tinha voltado sua atenção para mim. Eu desviei o olhar, corando, porque eu sabia que eu não tinha sido


rápida o suficiente, e ele tinha me pego o admirando. Conhecendo-o, ele provavelmente assumiu que eu estava tendo fantasias eróticas sobre ele. Felizmente, antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, um garçom veio para anotar nosso pedido. — O que você quer? — perguntou Levi. Porcaria. Eu realmente não tinha lido o menu. — Ah...o Larb Leuat Neua? — eu disse, pegando a primeira coisa que me chamou a atenção. Seus olhos se arregalaram, e ele riu antes de fazer seu pedido. — Tem certeza? — ele me perguntou. Eu não tinha, mas eu acenei de qualquer maneira. Eu já tinha pedido, já era tarde demais para voltar atrás sem parecer uma completa idiota. Com um sorriso, ele acenou para o garçom que recolheu os menus e saiu. — Sério? — ele perguntou de novo, desta vez com uma ligeira careta. — O quê? — Você odeia alimentos crus, certo? — ele perguntou, sabendo muito bem que eu detestava, depois que ele tentou sem sucesso me levar para comer sushi. — Sim... — Larb Leuat Neua é basicamente uma salada de carne crua com folhas de hortelã. Abri a boca, mas as palavras não saíam. As pessoas podiam vender isso? — Se isso não é o que você realmente queria, eu posso chamá-lo... — Não, eu estou bem. — eu interrompi. Nota mental: quando for a encontros, ler o maldito menu. — Podemos apenas fingir que isso não aconteceu? — eu implorei, deslocando no meu lugar. Eu sempre ficava constrangida quando estava com ele. Era como se meu cérebro hibernasse, e eu não conseguisse pensar direito.


— Qual é sua cor favorita? — perguntou. — O quê? — Eu estou fingindo que não aconteceu. Qual é sua cor favorita? — Azul-petróleo. — Azul-petróleo? — Eu sempre tive problemas para escolher entre o azul e o verde; então um dia eu vi o azul-petróleo, e tudo estava certo com o mundo. — eu ri. Azul-Petróleo era a minha cor. Ele balançou a cabeça, em seguida, olhou para mim como se ele estivesse esperando por algo. Finalmente ele desistiu. — Esta é a parte onde você me pergunta qual a minha cor favorita, Thea. — disse ele, revirando os olhos. — É isso? Este é um terreno escorregadio que estamos, você sabe. Primeiro são as cores, e no próximo eu estou dizendo a você os meus mais profundos e obscuros segredos. — Você está com medo, Srta. Cunning? — Eu não, mas você não está pronto para isso ainda, Sr. Black. — Qualquer coisa que você traz para a mesa, eu posso tomar. Mas hey, se você está com medo de... — Qual é a sua cor favorita Levi? — perguntei finalmente cedendo. Ele sorriu. — Eu não tenho uma. — Então o que era... — eu parei, ele faz isso o tempo todo. — Você realmente gosta de me fazer chacoalhar, não é? — Em todos os sentidos da palavra. — disse ele, por trás do copo de água, e eu desloquei sob seu olhar. Ele estendeu a mão sobre a mesa, pegou a minha e esfregou o interior da palma da minha mão com o polegar. Apesar de ter sido uma pequena ação, eu me senti derretendo por ele. Depois de seis dias, só fazer isso era o suficiente. Nós nos inclinamos para trás em nossos assentos e relaxamos, curtindo a companhia um do outro. Quando o garçom trouxe a nossa comida, ele não soltou a minha


mão esquerda. Eu tentei ignorar, mas me incomodou como ele estava à vontade. Meu pulso estava acelerado, e ele não parecia estar incomodado com isso, nem um pouco. Eu tinha um plano em mente, eu pressionei meu pé direito entre suas pernas, sorrindo inocentemente quando ele pulou. — Thea. — disse ele, quando suas costas se endireitaram e seu maxilar cerrou em um esforço para se controlar. — Sim? — perguntei, dando uma mordida no arroz que ele tinha pedido para mim. Enquanto isso, debaixo da mesa, meu pé esfregava contra ele lentamente. — Você está me pressionando. — disse ele. — Você está gostando. — eu me inclinei para frente. — Por uma questão de fato, eu posso sentir o quanto você está gostando, Sr. Black. Cobrindo a boca com a mão, ele ficou lá, tentando o seu melhor para disfarçar o que estava sentindo. Pressionando mais forte contra ele, ele aumentou seu aperto na minha mão. — Isso não é justo. — ele olhou para mim. — Você está muito longe. — Parece que o problema é seu. — Coma. — foi tudo o que ele disse quando ele pegou o garfo. Tomando isso como um desafio pessoal, e curiosa sobre o quão longe eu poderia levar as coisas, eu aumentei a pressão um pouco enquanto eu continuava deslizando meu pé contra sua ereção. E assim, o garfo caiu da sua mão. — Puta que pariu, Thea. — ele estava ardendo agora. — Você realmente deve experimentar isso, é bom. — eu disse a ele, quando eu apontei para a minha comida. Finalmente, ele se abaixou e segurou a minha perna. — Você vai ter que segurá-la durante o tempo que estivermos sentados aqui. — eu disse a ele. — E as pessoas podem começar a se perguntar o que sua mão está fazendo lá embaixo. — Você é má. — E ainda assim, você gosta de mim.


Ele soltou o meu pé e ficou ali, sem dizer nenhuma palavra depois que eu comecei de novo. A expressão em seu rosto era impagável. Foi um prazer vê-lo travar uma batalha consigo para manter o controle e para manter a calma. E a partir da sensação, eu sabia que ele queria se levantar e sair agora. Mas no momento em que ele fizesse isso, ele sabia que significaria que ele estava admitindo sua derrota, e ele teria que reconhecer o fato de que ele realmente não tinha autocontrole. Eu o conhecia melhor do que isso. Ele sempre me deixava vencer as batalhas menores. Mas isso, isso era algo que eu sabia que ele iria me cobrar dez vezes por cada segundo que eu estava provocando, seria mais um segundo que ele iria procurar por vingança mais tarde. E sinceramente, eu ansiava cada momento disso. Mesmo vendo-o comer devagar me incomodou. Eu não quero que ele seja capaz de comer. Eu queria que ele nos tirasse daqui. Eu quero que ele admita sua derrota... ele só precisava de um empurrãozinho. Levantando o meu outro pé, eu levei contra ele. Era isso. Ele abaixou a cabeça e fechou o punho, até que, finalmente, levantou-se, deixou cair uma nota de cem sobre a mesa e me puxou. — Eu não tinha acabado. — eu disse a ele, sorrindo quando eu escorreguei do meu lugar novamente. — Vou fazer o jantar. — disse ele, me arrastando para fora do restaurante. Ele olhou para baixo no comprimento da rua, de volta à minha casa, e em vez de ir nessa direção, ele pegou minha mão e me levou para o parque nas proximidades. — Levi... — Você colhe o que planta. — afirmou. Nós ultrapassamos a todos, e fomos correndo ao parque. Foi só quando não podíamos ouvir nada, apenas o chilrear dos pássaros, que ele me empurrou contra uma árvore, levantou minha saia e agarrou uma das minhas coxas. — Este aqui, é para me aliviar, até que eu possa cobrá-la completamente de volta por seu pequeno truque. — ele sussurrou. — Levi, alguém pode vir por aqui a qualquer momento. — Então eu vou ter que mantê-la quieta. — ele disse me beijando enquanto empurrava para frente.


— Ah... Agarrei em seus ombros e cabelos. Ele me segurou, batendo dentro de mim, sem reservas. Ele me beijava de cima a baixo no meu pescoço, meu rosto, meus lábios. Ele estava em toda parte, suas mãos nas minhas coxas apertadas, com minhas costas pressionadas na árvore. Com cada impulso, as folhas caíam em torno de nós, e minha respiração tornou-se suspiros curtos. Quando seus beijos pararam, e ele olhou para mim, e tudo que eu podia fazer era sorrir... talvez eu estivesse delirando ou simplesmente tonta, mas eu não conseguia tirar os olhos dele. Eu queria mais dele. Eu queria sentir mais dele, uma e outra vez. — Oh não, você não vai. — ele disse quando acelerou, e minha cabeça inclinou para trás com alegria. — Eu vou, você não. Muito em breve ele gozou, deixando-me apenas a meio caminho de gozar. — Maldito. — eu assobiei. — Ah, eu estou apenas começando.

Dia 7 Levi — Eu poderia ter exagerado um pouco. — eu disse, olhando em volta para os objetos quebrados no quarto dela. — Você acha? — perguntou ela, enquanto pegava a lâmpada quebrada. — Em minha defesa, a distância da sua porta da frente para sua cama, é muito longa. — Na semana que você esteve aqui, a distância não mudou! — E quantas vezes nós realmente usamos a sua cama? — perguntei, e ela apenas revirou os olhos. Exatamente.


Eu peguei a vassoura e ajudei a limpar a bagunça que nós - eu - tinha feito. O dano foi em ambas às luzes de cabeceira, um porta-retratos, um despertador, o papel de parede sobre sua cama que foi rasgado e uma das pernas de sua cama, agora estava bamba. — Você não vai me deixar pagar por nada disso, não é? — Você quer tentar encontrar uma maneira de pagar por isso, não é? — ela rebateu já sabendo onde minha mente estava indo. Eu já estava pensando em encomendar as coisas e enviar para ela. — Já que estamos nos entendendo. — Se você encomendar, eu vou devolver. — Você devolve, e eu vou encomendar novamente. — Por que está sendo tão teimoso? — Falou a rainha da teimosia. — ele sorriu. Ela suspirou. — Tudo bem. Vou escolher as coisas, e você pode encomendar para mim. — Você não pode escolher as coisas mais baratas. — eu disse a ela, sabendo muito bem que ela provavelmente iria para o brechó. — Levi, você não deveria ceder também? Este é um compromisso. Eu vou deixar você substituir as coisas, e eu vou escolher. — É um grande compromisso, com a exceção de que você está escolhendo. Para ser um verdadeiro compromisso, você tem que me deixar comprar algo de valor igual ou melhor, do que o que eu quebrei. Ela agitou as mãos para mim como se ela estivesse tentando chegar para ao meu pescoço. — É por isso que as pessoas odeiam advogados! — ela gritou de frustração. — Eu sei, certo? — Eu preciso de um café da manhã, antes de ficar louca. — ela murmurou, pegando a minha mão quando ela me levou para fora do quarto. Hoje era o último dia, e em vez de ir para a minha casa, decidimos tarde da noite ou no início desta manhã - terminar o dia aqui.


Observando-a fazer o café da manhã pela última vez, eu senti vontade de pedir mais tempo... mas eu não quero ser aquele cara. Nós tínhamos feito um acordo, e ela não parecia estar desistindo dele, e nem eu deveria... — Qual o problema? — Nada. Só pensando o quanto tudo isso vai me custar. — eu menti. — Você é ridículo. — ela riu, entregando-me um prato. — Obrigado. Você tem café? — perguntei, quando eu fiz a varredura da bancada para a máquina de café. — Desculpe, eu não bebo café. — O quê? — perguntei, enquanto eu procurava a máquina de café. Com certeza, não havia nenhuma. — Como eu não percebi isso antes? — Você é uma pessoa de café? — Eu era um viciado em café, mas agora que penso nisso, eu não me lembro de ter bebido uma xícara a semana toda. Que diabos? Eu tomava uma xícara de café, pelo menos, uma vez por dia desde que eu estava no colégio. — Surpresa! Essa foi realmente uma clínica de reabilitação de uma semana para você, Levi Black. Sua família estava preocupada com seu vício e me chamou para ajudar. — brincou ela, entregando-me um copo de suco de laranja. — Se a minha família pedisse isso, quem é que iria ajudá-los? Porque eu sei que o vício é hereditário. — eu ri, quando peguei o copo. — O pacote familiar é extra. — disse ela, e eu tossia a minha bebida tentando não rir. — Ah... pare. Ela riu junto comigo, e eu estava em paz com ela mais uma vez. Agarrando nossos pratos, fomos para a sala, tomando o nosso lugar no sofá, que geralmente consistia dela sentada no meio das minhas pernas. Eu não sei por que, mas nenhum de nós falou depois disso. Nós nos beijamos de vez em quando, mas não falamos muito. Ela descansou contra mim e leu para mim, por sua


vez, toquei violão para ela, e então acabamos nos braços um do outro novamente... sem roupa. Nós apenas nos abraçamos por horas, conversando e beijando quando simplesmente não havia nenhuma palavra. E assim, de repente, o dia tinha acabado. O encanto foi quebrado e a realidade veio rastejando de volta em nossas vidas. Como que para provar isso, meu telefone não parava de vibrar, quando mensagens pré-programadas de Betty começaram a invadir minha caixa de entrada. — Você é popular. — ela disse, levantando-se, e eu queria puxá-la de volta para baixo em cima de mim. — Eu recomeço, oficialmente, a trabalhar hoje. — eu disse a ela olhando para o relógio, era um minuto após a meia-noite. — Então eu acho que você deveria ir. — Sim. — eu estava de pé, agarrando a minha mala. Nós não dissemos nada quando fomos para a porta, e parte de mim esperava que ela não a abrisse, mas ela o fez. — Foi ótimo conhecê-la, Thea. Ótimo, nem sequer começava a descrever isso. — Da mesma forma. Esta semana foi incrível. — ela balançou a cabeça. — Tchau. — Tchau. Beijei-a uma última vez antes de me virar. Basta andar Levi. Basta continuar andando. Mas eu não me ouvi. Em vez disso eu virei assim que ela fechou a porta... Tinha acabado. Eu provavelmente nunca mais a veria novamente. Esta semana não foi nada como eu tinha pensado que seria. Eu nunca quis compartilhar alguma coisa sobre mim ou até mesmo conhecê-la. Era para ser apenas sexo. Então, por que não parecia assim? Basta continuar andando Levi.

Thea


Quando ele saiu, eu deslizei para o chão e puxei meus joelhos no meu peito. Eu queria pedir para ele ficar. Eu não queria abrir a maldita porta. Mas se esse era o combinado, então não seria eu a garota que quebraria isso, e eu prefiro deixá-lo ir a arriscar que ele pense que eu era aquela garota. — Eu sou lamentável, não sou, Shadow? — sussurrei para a minha gata, e ela veio para no meu colo. Deve ter sido assim que a Cinderela se sentiu após o relógio bater meia-noite e toda a magia ir embora. Esta tinha sido a melhor semana da minha vida, e agora, tudo estava acabado.


Capítulo Treze Levi A aula começou, e eu olhei para encontrar seu assento vazio. Eu podia ouvir os restantes dos alunos cochichando entre si que tinham apagado com êxito o seu nome do quadro. Seria preciso mais do que uma classe perdida para inviabilizar seu status ou eu estava apenas sendo bom porque eu tinha fodido tudo? Eu não estava realmente certo agora. A imagem que eu tinha criado em minha mente de Margaret Cunning tinha quebrado diante dos meus olhos pela revelação de Thea. Bastava pensar nela que eu me sentia mal. Que tipo de mulher faz algo tão desprezível para seus filhos? — Ela é The Shark para mim, porque ela comia seus próprios filhotes. — a voz da Thea tocou em minha mente novamente e novamente. Era como um filme de terror que não saía da minha cabeça, não importava quantos filmes de comédias eu assistisse depois. A classe zumbia sem que nada de significativo acontecesse. Normalmente eu estaria pressionando-os mais duramente, tentando obter reações deles. No entanto, hoje, eu me senti como se eu fosse o único fora do meu jogo. Eles não poderiam saber, para eles, eu estava sendo pior do que nunca, mas eu sabia que não era por causa de tudo o que tinha feito. Eu estava chateado comigo mesmo. Sinceramente, eu não tinha ideia de como eu consegui fazer sem dispensar a classe mais cedo, mas não permaneci mais tempo do que eu precisava.

— Tenha uma boa noite, Sr. — o meu motorista me disse quando saí do carro. Eu só o usava quando ia ver os clientes ou ia para a cidade. — Obrigado, vejo você amanhã à noite.


— Muito bem, Sr. Enfiando a mão no bolso, eu peguei minhas chaves, indo em direção à escada da minha casa, quando parei de repente. Lá estava ela, sentada no terceiro degrau, esperando por mim. — Oi. — ela se levantou. — Eu sei que é tarde, mas eu posso entrar? Sem saber o que dizer ou como reagir e um pouco com medo de que eu iria mais uma vez meter os pés pelas mãos, eu balancei a cabeça e abri a porta para nós dois. Uma vez lá dentro, ela não se moveu da porta. — Eu só queria dizer que sinto muito. — disse ela, esfregando as mãos. Essa reação demonstrava o quanto ela estava nervosa. — Foi completamente errado da minha parte explodir com você daquele jeito, para não mencionar inadequado. Minha mãe era advogada, uma estrela mundial, não faria sentido você não falar sobre ela na sala de aula. Meus sentimentos não devem... — Pare. — eu disse. Eu não podia aguentar vê-la pedindo desculpas para mim. Eu segurei seu rosto e senti prazer no fato de que ela ainda se inclinou para o toque. — Sinto muito. Eu deveria tê-la avisado. — Como você poderia? Por que você deveria? Você fez o que tinha que ser feito... — Eu fiz o que eu queria fazer, sem me importar como isso teria ferido ou afetado você. Eu não tenho que trazer Margaret no início do ano, eu só fiz isso por causa de como você reagiu à simples menção dela e ao fato de que Tristan me disse o quanto você a odiava. — Eu fiz isso porque eu queria saber mais sobre você, e assim eu forcei uma situação desnecessária. Eu sou o único que deve pedir desculpas a você, eu sou o único que sente muito. — eu disse antes que ela pudesse me interromper. Sua cabeça caiu, junto com meu coração. — Você é um idiota. — Eu sei. — Você não tem que me seguir. — Eu sei. — Não olhe para mim como se eu estivesse ferrada. — ela sussurrou, não encontrando o meu olhar.


Levantando o queixo dela, eu a obriguei a olhar para mim. — Eu não estou. — Você está pensando isso. — Eu definitivamente não estou. — eu disse suavemente, quando eu corri meu polegar sobre o lábio inferior. Ela esta tão perto de mim... — Eu tenho que ir. — Está bem. Nenhum de nós se moveu. Se ela me beijasse agora, ela se tornaria uma aluna que conscientemente seduziu seu professor, e se eu a beijasse me tornaria um professor que caçava suas alunas. De qualquer maneira, nós dois estávamos ferrados, então foda-se. Inclinando, eu fechei a distância entre nós. Nesse momento, tudo o que tinha sido suprimido no último mês voltou correndo para mim. Largando minha bolsa, a segurei, e suas pernas serpentearam em torno de mim. Ela moldou ao meu corpo e suas mãos agarraram o meu cabelo, enquanto nossas línguas se colidiam. Eu não tinha ideia de como conseguimos ir até o quarto. Quando chegamos à cama, ela se afastou apenas tempo suficiente para eu tirar o suéter dela e jogá-lo para o canto. Ela varreu meu casaco dos meus ombros e puxou minha gravata do meu pescoço em um movimento fluido. Ela rasgou minha camisa, assim como eu tinha feito com ela em nossa segunda noite. — Tão sexy. — eu murmurei, beijando seu estômago, enquanto eu tirava seu jeans. Eu ansiosamente arrastei meus beijos para baixo, parando apenas tempo suficiente para puxar a calcinha para baixo com meus dentes. Minha mão já estava a provocando. Suas costas arquearam, enquanto esfregava os dedos contra suas dobras já molhadas. Minha língua seguiu o mesmo caminho enquanto eu a lambia, lentamente. — Pare... pare de brincar comigo. — ela protestou, enquanto ela balançava contra a minha língua e dedos. Ela estava certa. Eu não queria brincar, eu só queria tê-la. Ela se esfregou contra mim e eu não pude deixar de sorrir. — Ansiosa? — perguntei, levantando um pouco a cabeça.


— Você não está? Ou tem alguém te aliviando agora? Agarrando-lhe o pulso, eu a prendi debaixo de mim. — Nem sequer brinque assim. — Quem disse...? Eu a beijei, silenciando-a antes que ela dissesse qualquer outra coisa louca. Ela gemeu na minha boca, assim que eu entrei nela. Caralho. Eu não conseguia pensar direito. Eu tinha perdido isso. Eu tinha perdido estar dentro dela, eu não tinha autocontrole suficiente para fazer amor. Então, em vez disso, eu a fodi com força, mantendo-a presa debaixo de mim. Seus seios saltavam de forma incontrolável, enquanto minha cama balançava ao ritmo dos nossos corpos. Não foi lento ou apaixonado; não era o que qualquer um de nós queria ou precisava. — Levi! Eu sempre amei, não importa o quê, como ela chamava meu nome quando ela gozava. Vendo a expressão em seu rosto, eu não conseguia parar. Eu grunhi e gozei também. Exausto, caí em seu peito, e ela me abraçou. Eu fiquei tanto tempo quanto eu poderia, saboreando o momento e a sensação dela, enquanto ouvia seu coração lentamente voltar ao normal. Este momento foi apenas como o último dia de nossa semana juntos, só que agora, nós dois sabíamos que isso era algo diferente. Isso era algo mais do que apenas a luxúria. Naquela semana não tínhamos ideia se nos veríamos outra vez, muito menos que nossas vidas se cruzariam. Éramos um mistério para o outro, mas agora, nos conhecíamos melhor. Ou pelo menos, eu deveria tê-la conhecido melhor, mas eu não poderia me importar o suficiente. Quando ela tentou se levantar, eu rolei, tentando dar o espaço que ela precisava. Mas olhando para ela em seu sutiã era demais. — Não vá. — eu finalmente disse. — Passe a noite. — Eu não posso. — Por quê? Ela se virou e olhou para mim: — Você sabe por quê.


— Eu sei, mas fique de qualquer maneira. — Levi, por favor, não torne isso mais difícil para mim... — Para você? Isso não é difícil apenas para... Ela se virou, movendo-se em cima de mim e me beijou rapidamente. — Eu já disse a você a maior parte da minha história, eu só vou terminar com isso agora para que você possa entender. Tudo o que eu podia fazer era assentir. — Meu pai está no Northern Correctional. Eu me encolhi. Era uma das piores prisões estaduais de segurança máxima no estado de Connecticut. — Você conhece o caso Savannah Van Allen? — ela continuou. Sentei-me, de repente, os olhos arregalados. — Seu pai é Ben Walton? Ela assentiu com a cabeça. — Sim. Meu pai é Ben Walton, e ele está atualmente no corredor da morte pelo estupro e assassinato da socialite de Boston, Savannah Van Allen. Minha mãe ia representá-lo. Eu era apenas uma criança e minha irmã não tinha sequer um ano de idade. Mas eu me lembro de tudo. No dia que Savannah Van Allen foi assassinada, o meu pai levou minha irmã e eu para a Fair Woodstock. Haviam fotos para provar isso. Minha mãe sabia, ela poderia ter usado no caso. Mas depois ela descobriu que ele estava planejando deixá-la por Savannah. Assim, em um acesso de raiva, ela entregou o seu caso a um amigo, queimou todas as fotos que tiramos aquele dia, e levou minha irmã e eu para fora da cidade. Margaret Cunning era o diabo. — Ele está na prisão agora por quase duas décadas, e minha mãe confessou isso há três meses. Estou na faculdade de direito agora porque cada maldito advogado que eu procurei, não acreditou em mim, não tinha tempo ou eles não quiseram pegar o caso. Minha avó pagou um advogado safado para entrar com recurso, e ele não está com boa vontade. Neste ponto, eu nem tenho certeza se ele foi para a faculdade de direito. Então, eu sou tudo o que meu pai tem, e eu tenho que ser a melhor advogada que eu puder, para que eu possa tirá-lo antes que seja tarde demais. Então agora você entende por que eu não posso ficar aqui com você. Eu preciso de você para me ensinar, e você não pode fazer isso se você estiver fodendo comigo.


Ela saiu de cima de mim e reuniu o resto das suas roupas, enquanto eu me sentava e tentava colocar meu cérebro para funcionar. — Thea. Ela não olhou de volta, em vez disso ela foi se vestindo. — Thea. Agarrando meu jeans, eu a segui pelas escadas. — Desculpe-me, eu perdi sua aula hoje professor Black, isso não vai acontecer de novo. — ela disse por cima do ombro enquanto ela tentava abrir a porta. Fechei batendo com força. — Você tem um hábito horrível de fugir de mim. — Chama-se autopreservação. — É chamado de besteira. Olhe para mim. — Não. — Thea, olhe para mim! Ela ainda não se mexeu. Porra, que teimosia! — Ouça-me, e então eu vou deixar você sair. — Bem. Ela se virou e eu a beijei. Ela me beijou de volta por uma fração de segundo antes de me afastar. — Isso é o que você queria dizer? — Sim e não. Eu entendo que isso é complicado, confuso e fodido. Mas também sei que você sente o mesmo por mim, tanto quanto eu sinto por você, não importa o quanto você tente negar isso. — Sério? Então me diga professor, como eu me sinto? — ela retrucou, cruzando os braços. — Confusa. Frustrada. Feliz. Chateada e excitada, tudo ao mesmo tempo. — Isso poderia ser qualquer pessoa...


— Eu não terminei. — eu pressionei meu dedo sobre seus lábios. — Você sente tudo isso, mas acima de tudo, você se sente como se não houvesse mais ninguém no planeta que fará você se sentir tão viva como quando você está comigo. Você sabe. — Essa é uma afirmação ousada. — Eu sou uma pessoa ousada, o que me diz? — Talvez seja bom para você, mas não é para mim. Qualquer coisa que você dê em sala de aula, vai parecer que realmente não fiz por merecer. Qualquer coisa que você tirar, eu vou sentir como se fosse por despeito. Não importa o quê, eu ainda vou sentir assim se fizermos isso. — Então não vamos rotular isso. Vamos só... — Vamos continuar só fodendo? — ela terminou. Eu segurei minha raiva. — Eu odeio quando você fala assim! Você faz parecer tão sujo. — Mas não é isso o que estamos fazendo? Não é isso que você quer? — ela retrucou. — Não. Não, não é verdade. Eu quero ir a um encontro – encontros - com você. Eu quero que nós possamos nos conhecer melhor. Ela ainda não cede. — Se alguém descobrisse, eu estaria arruinada. Você é Levi Black, você ficaria bem, mas eu... — Então ninguém vai descobrir, e mesmo se alguém nos visse, eu sou advogado, eu vou mentir através dos meus dentes. Eu tenho tido melhores ex-alunos antes de qualquer maneira, nós vamos precisar trazer os arquivos para que possamos usar como álibi. Ela baixou a cabeça, permitindo que o cabelo caísse para frente, mascarando seu rosto. — Deixe-me pensar sobre isso. Não havia mais nada que eu pudesse dizer ou fazer. Eu tinha afirmado meu caso, e era hora de deixar o júri decidir. Recuando, eu lhe permiti espaço suficiente para abrir a porta. Esta poderia ser a minha primeira perda, pensei amargamente, enquanto de pé eu a via sair.


Thea Eu não sabia o que estava correndo mais rápido; minha mente ou meu coração. Ele era o homem que falava mais suavemente que eu já conheci. Não considere sua oferta, eu disse a mim quando entrei em minha casa. Você só disse que você faria para sair da lá... — Que diabos? — eu gritei, quando vi Selene, sentada no sofá fumando um baseado, enquanto um estranho sem camisa estava ocupado beijando seu pescoço. Eles pularam rapidamente quando entrei. — Saia! — eu zombei dele, e ele agarrou seu cinto, camisa e chapéu. — Selene... — disse ele, virando-se para ela. — Agora! — eu gritei, antes que ele pudesse falar outra palavra. — Realmente, Thea? Você não está sendo um pouco hipócrita? — ela olhou para mim, colocando a camisa de volta. Minha mão se contraiu. — Primeiro de tudo Selene, eu nunca trouxe um homem em casa enquanto você estava vivendo comigo. Em segundo lugar, eu tenho vinte e três anos, me formei tanto no ensino médio e faculdade. Você, por outro lado, é uma jovem de dezesseis anos de idade, tentando obter um C em trigonometria. Não estamos nem perto do mesmo nível. Sentando no sofá, eu novamente lutei contra a vontade de literalmente dar um tapa nela. — Usando erva agora? — perguntei, quando eu peguei da sua mão. — É como se não fosse uma droga. — ela argumentou. — Ah sim? Você gostaria que eu chamasse um bom policial e perguntasse se ele poderia verificar isso para mim? Ah, e você está totalmente certa agora. — eu disse a ela, zombando de seu tom. Sua boca caiu aberta. — Thea! — ela gritou, indignada.


— Não se atreva a levantar a voz para mim! Primeiro o piercing no nariz, em seguida, as notas baixas, agora os garotos e as drogas? Quem é você? Porque a minha irmã caçula, é mais esperta do que isso. — Alguns de nós queremos nos divertir e viver! Diversão? Você já ouviu falar disso? — ela gritou comigo. — Isso não é a maneira de se divertir! — Talvez não para você. Eu nem sei se você tem algum osso de divertimento em seu corpo. Tudo que você faz é estudar e estudar, até que seu cérebro pareça que vai explodir, então você fica bêbada e dorme com um cara qualquer. Bem, você está apenas vivendo, não é? — O que há de errado com você? — eu perguntei a ela. — Nada está errado! — Mentira. — eu estava me esforçando para manter a calma. — Somos apenas pessoas diferentes. Ela caminhou em direção à porta, mas eu pisei na frente dela bloqueando seu caminho. — Eu juro por Deus, Selene, vou colocar você no chão antes de eu deixar você sair por aquela porta e fazer algo ainda mais estúpido. — Seja como for, amanhã ele provavelmente vai dizer a todos que a minha irmã é uma pessoa estranha. — respondeu ela, caminhando para o quarto dela. — Se você tentar sair pela janela, eu te digo que eu vou te achar e te envergonhar onde você estiver. — eu avisei. Ela bateu a porta. Suspirando, eu caí no sofá antes de me lembrar o que tinha acabado de fazer. Com um grunhido de desgosto, eu fui para a cozinha em busca de papel toalha. Adolescentes são incríveis. Mas eu também sabia que ela estava passando por muita coisa internamente.


Capítulo Quatorze Levi — Corra irmão, corra o mais rápido que puder. — disse Bethan para mim, quando ela saiu da casa dos nossos pais em seu vestido azul, meia-noite. Seu estômago se projetava como uma bola de praia debaixo de um cobertor. Tristan surgiu ao lado dela e a ajudou a descer as escadas. Ele estava vestido com seu melhor terno, o que eu tinha comprado para ele no Natal passado. — A festa não está apenas começando? — perguntei, achando graça enquanto eles tentavam uma fuga. Ela balançou a cabeça para mim, balançando seus cachos escuros. — Eu simplesmente não conseguia lidar mais com isso, Levi. Quando a mãe trouxe o pianista, eu tive que sair de lá. Eu balancei a cabeça. Estes eventos exigiam muito de Bethan. Ela - bem, nós ambos nos sentíamos como se estivéssemos expostos para todos os membros da elite do Boston. No entanto, por causa da minha profissão e meus contatos frequentes com os meios de comunicação e público em geral, eu era melhor em fingir meu interesse no evento. — Você usou a sua gravidez, não foi? Ela sorriu, mas se inclinou rapidamente quando outro casal foi orientado para entrar na casa. — Ei, esta barriga serve mais do que esconder meus pés. — ela piscou, agarrando a mão de Tristan. Como ele conseguiu sair com ela, eu nunca saberia. — Desculpe, deixá-lo sozinho com eles. — disse Tristan, embora eu não tivesse certeza de que ele estivesse tão pesaroso como ele dizia estar. — Está tudo bem, eu sei onde eles escondem as coisas boas.


— Eu sinto falta de beber. — Bethan fez beicinho. — Ok, hora de ir para casa. — disse Tristan, ajudando-a descer as escadas. Por um breve momento, eu desejei que Thea estivesse comigo, mas eu empurrei esse pensamento da minha mente, enquanto eu me dirigia para dentro. Com certeza, era tão ruim quanto Bethan tinha feito parecer. As festas dos meus pais me faziam sentir como se eu tivesse pulado de volta para a década de 20. Os pisos de mármore branco, o grande candelabro e as taças de cristal. Todos aqui eram alguém, e se vestiam para provar isso. Ternos e vestidos de mil dólares, Rolex no pulso de cada homem e os diamantes e pérolas adornando o pescoço, orelhas, pulsos e mãos de cada mulher presente. Essa era uma festa da Família Black. — Obrigado. — eu disse diretamente para o garçom, quando ele me entregou um copo. Ele balançou a cabeça, um pouco atordoado. Acontece o tempo todo. Eles geralmente passaram a noite inteira trabalhando e sendo ignorados por todos os convidados presentes. Sempre que alguém realmente diz algo a eles, eles ficam bem surpresos, como se eu tivesse apenas roubado o seu manto invisível. — Levi! — minha mãe me chamou. Ela estava vestida com um longo vestido vermelho, e tinha os mesmos olhos verdes que eu, cabelo castanho claro acinzentado, que chegava a seus ombros. Ela beijou meu rosto e sorriu. — Estou tão feliz por você estar aqui. Será que você viu Bethan? Ela acabou de sair. — Sim. — eu disse com um sorriso. — Eu a encontrei saindo. Você está linda. — Muito obrigada, querido. Ela limpou o batom da minha bochecha. — Eu vejo que ela marcou você também. — disse meu pai, quando ele veio por trás dela. — Que bom que você pôde vir, filho. — Eu tinha uma opção? — eu respondi, ganhando um olhar severo da minha mãe. Meu pai ficou cara a cara comigo, aqueles cabelos grisalhos e olhos castanhos. Ele costumava odiar festas como estas, até que se aposentou. Ele foi o ex-procurador do


distrito, antes de se tornar um juiz, e agora, ele era o homem que participava de festas, para falar sobre seus dias de glória do passado. Eu me sentia mal por ele às vezes. — Venha comigo, eu tenho alguém que eu quero que você conheça. — minha mãe disse quando ela me puxou para a sala de jantar onde o resto de seus convidados estavam. — Mãe, calma ou você vai tropeçar em seu vestido. Por que ela estava com tanta pressa? Ela me calou e me levou até o bar, onde uma morena bonita com olhos azuis brilhantes, vestida de preto, estava. — Sharpay, este é o meu belo filho, Levi. Levi, esta é Sharpay London. Sua mãe e eu éramos irmãs de comunidade na faculdade. Eles recentemente se mudaram para Boston. — ela nos apresentou com o mais vasto sorriso de gato em seu rosto. — Ah, eu já volto, o seu pai está me chamando. — disse ela, quando bateu em retirada. — Uau, ela não é nem um pouco sutil. — eu sussurrei para mim mesmo. Eu deveria saber. Por que eu não ouvi Bethan? Por que eu não fugi quando tive chance? A última vez que minha mãe tinha me apresentado a uma mulher, eu acabei casando com ela. E basta olhar para o quão bem deu certo! — Ela é realmente muito melhor do que a minha mãe que praticamente me arrastou pelos cabelos. — Sharpay riu. Não havia como negar que ela era bonita. Alguns podem até dizer que era sexy. Mas ela não era o que eu queria. — Sinto muito sobre isso, eu pensei que tinha deixado claro para ela que eu não estava disponível. Obviamente que precisávamos ter a conversa eu-não-preciso-da-minha-mãearranjando-encontros-para-mim. — Ah, você está vendo alguém? Ela parecia desapontada. Será que ela não afirmou que foi arrastada até aqui quase contra sua vontade? — Não. — eu disse, então eu reconsiderei. — Sim - é muito complicado agora.


— Parece que sim. Ela deve ser uma garota de sorte por pegar o Levi Black. — Parece que alguém sabia mais sobre esse encontro do que deixava transparecer. Ela encolheu os ombros. — Você não pode culpar uma garota por tentar, certo? Eu vi você no artigo da revista Time. Quando minha mãe falou sobre esta festa, eu pensei por que não? Então, me diga, o quão complicado é complicado? — Eu não tenho certeza, mas vale a pena apostar. Ela abriu a bolsa e me entregou seu cartão, lia-se Dra. Sharpay London. — Se alguma vez você estiver entediado, ou precisando de psicólogo, me ligue. — ela saiu sem problemas. Ela era boa. Se eu a tivesse conhecido há dois meses, essa conversa poderia ter sido muito diferente. Virando para o barman, eu lhe entreguei o cartão dela. Ele levantou uma sobrancelha para mim, mas pegou de qualquer maneira. — Bourbon. — eu disse a ele, e ele encheu um copo. Dando um gole, fui para o meio da multidão, dolorosamente consciente de que minha mãe muito provavelmente estava em algum lugar procurando por mim. Subindo as escadas, eu fui para o meu antigo quarto. Descansando na cama, peguei meu telefone e vi que havia não uma, mas duas chamadas não atendidas de Thea. — Atenda. — eu sussurrei, batendo rediscagem. — Você não ouviu a minha mensagem? — ela respondeu. — Você deixou uma mensagem? — eu olhei para minha tela e vi o pequeno ícone de correio de voz no canto. — Não, eu só liguei de volta. — Eu liguei para você por engano, mas eu não quero que você tenha a ideia errada, então liguei novamente e deixei uma mensagem. — Obrigado? — eu ri. — Você deveria ouvir o seu correio de voz. — ela repreendeu. — Sinto muito. — eu disse a ela. — Bem, sim, por isso vou apenas desligar...


— O que você está fazendo agora? — Nada sexy. — Diga-me de qualquer maneira. — sorri. — Eu estou tentando tirar um queimado de cigarro do meu sofá. — Você está certa, isso não é sexy. Desde quando você fuma? — Eu não fumo! Minha irmã só... ela está apenas passando por uma fase. — Ela está bem? Ela suspirou. — Levi, o que você está fazendo? — Estou falando com você... — Você é tão certinho, professor respeitável e um advogado famoso. Você pode ter qualquer mulher que você quiser... — Você está certa. — eu disse a ela. — Na verdade, há menos de dez minutos atrás, uma médica estava dando em cima de mim. — Bem, esse é você Sr. Sortudo. — ela estava irritada, eu podia ouvir em sua voz. — Mas eu me livrei dela, porque eu quis. Eu não vou fazer isso se eu passar o semestre, e muito menos o ano letivo completo, tentando evitar você, ou negar o fato de que eu quero estar com você. Eu tentei, e isso me deixa louco. Ela ficou em silêncio. — Se eu não fosse seu professor, e eu tivesse chamado você um dia após a nossa semana, e lhe convidasse para um encontro, você teria ido? — Sim. — ela sussurrou. — Mas é mais complicado do que isso. — E daí? Mais silêncio. — E daí que eu não posso. Eu apenas não posso. Sinto muito. E assim, ela se foi. Se essa era sua resposta, tudo bem. Levantando, eu fui até o térreo. Minha mãe me chamou no canto da sala, mas em vez disso, eu simplesmente acenei a distância antes de ir para a janela.


— Parece que as coisas ficaram muito menos complicadas. — eu sussurrei no ouvido de Sharpay com a minha mão em suas costas. Ela sorriu, e eu ignorei a pequena voz na minha cabeça. A voz da razão. A voz da advertência.

Thea Parte de mim queria chamá-lo de volta, mas eu simplesmente não podia fazer isso. Eu voltei para Boston e entrei no curso de direito com um objetivo em mente, e desde que eu o conheci, me permiti ser distraída e eu perdi de vista o meu objetivo. Não importa o quanto eu quisesse, eu não poderia apostar tudo em um cara que eu mal conhecia. Eu precisava voltar ao foco, eu precisava parar de sonhar acordada e voltar à realidade. Minha família precisava de mim e isso superava tudo. Também significava que eu teria que lidar com Selene. Ela deve estar esgueirando a qualquer momento. — Merda. — eu a ouvi reclamando, quando ela bateu seus dedos contra a mesa. — Você gostaria de um pouco de gelo para isso? — eu perguntei a ela, acendendo a luz. — Jesus Cristo! — ela pulou para trás, agarrando o peito no susto. Ela era uma bagunça, a saia estava de trás para frente, a maquiagem derretida e arruinada, e seu cabelo estava uma bagunça completa. — Aquelas coisas que você disse não era sério, não é? — ela perguntou quando ela foi até a cozinha, e agarrou uma caixa de cereal. — Eu não te matriculei na escola. — eu disse a ela. — Sério? Ótimo! — ela saltou sobre o sofá em frente a mim. Olhei para ela por um momento, então eu respirei fundo antes de eu pegasse o bilhete na mesa de café. — Aonde vamos?


— Nós não vamos a qualquer lugar. Você vai voltar para Maryland. — eu disse a ela. — Eu já liguei para a Vovó. — O quê? — Você não pode ficar aqui... — Você está me chutando para fora? Você está falando sério agora?! Só porque eu saí algumas vezes... — Eu não estou te chutando para fora, Selene, você pode voltar quando quiser, você simplesmente não pode viver aqui. Ela olhou me esfaqueando. — Eu não... eu não entendo? É por causa desse cara? Porque, quer dizer, eu não me importo se ele aparecer... — Não há nenhum cara. — Então por que você está me mandando embora?! — ela exigiu. — Porque você está se afogando aqui, Selene! — eu gritei me levantando. — Foi errado da minha parte permitir que você viesse para cá. Isso foi errado, egoísta e eu sinto muito. Você não pode ficar, porque se você fizer isso, você vai se destruir. Esta casa, esta cidade, está escurecendo seu arco-íris. Você não ri, você agita durante a noite. Você não pode ficar aqui, e está tudo bem. Então, vá para casa, Selene. Ela olhou para mim em meio às lágrimas, me fazendo lembrar de quando eu voltei para buscá-la pela primeira vez. — Nós não íamos abandonar uma a outra. — disse ela. — Eu não vou abandonar você, Selene. Eu vou terminar a faculdade de direito, eu vou tentar absolver nosso pai, e então, eu vou voltar para casa. Eu prometo que vou trabalhar pra caramba, mas eu só posso fazer isso se eu souber que você está bem, e você estava bem em casa. Seus lábios tremiam, e ela quebrou quando ela rastejou em meus braços. — Eu sinto muito. — ela chorou. — Eu pensei... eu pensei que eu conseguiria fazer isso... — Você é a irmã mais linda, engraçada, criativa e inteligente que uma garota poderia ter. Você significa o mundo para mim e muito mais. Você não deve se desculpar por nada. Eu sinto muito por não ter feito isso antes. — eu sussurrei para ela.


A partir de amanhã, tudo mudaria. Eu sempre fui a melhor da minha classe, eu sempre trabalhei por tudo que eu quis. E agora, eu trabalharia dez vezes mais. Eu faria o que fosse preciso, porque eu não podia me dar ao luxo de perder. Eu não podia me dar ao luxo de me distrair. — Você vai atravessar para o lado escuro, não é? — ela brincou, e eu desejei que eu pudesse dizer a ela que não. — Você não é como ela, você sabe. Sinto muito pelo que eu disse antes. — Selene está tudo bem. Basta ir fazer as malas, está bem? Ela assentiu com a cabeça e eu fui ao escritório da nossa mãe. Era o único lugar que eu não tinha ousado tocar ou mesmo entrar. Era como o seu santuário e me deixava desconfortável, mas eu precisava parar com isso. Levi tinha dito que eu deveria usar qualquer coisa que eu podia para minha vantagem. Minha mãe era uma vantagem. Eu odiava usá-la para chegar à frente, isso me faz sentir suja, mas eu sei que foi assim que eu consegui minha bolsa de estudos. Quando eu fui para a minha entrevista, o reitor passou os primeiros cinco minutos falando sobre o quão grande era a minha mãe e como ela foi um dos blocos de construção sobre a qual foi construído Harvard. Minha mãe tinha uma pasta para cada pessoa que lhe devia favor, ela era esse tipo de mulher; tudo tinha um preço. Agora que ela estava morta, eu imaginei que tudo, assim como esta casa tinha passado para mim. Então, eu ia cobrar um favor. No fundo da minha mente, eu ouvi a voz me dizendo para não fazer isso. Ir atrás de qualquer um envolvido com a minha mãe seria como abrir a Caixa de Pandora, mas eu fiz a chamada de qualquer maneira. — Oi, meu nome é Thea Cunning, filha de Margaret Cunning...


Capítulo Quinze Levi BEEP. BEEP. BEEP. Eu bati o meu alarme com a palma da minha mão, mas não importa quantas vezes eu esmaguei o botão de soneca, não desligava. — Eu acho que é o telefone. — disse alguém. Olhei através de apenas um dos meus olhos, e vi... Merda, qual era o nome dela? — O seu telefone. — ela apontou. Balançando a cabeça, estendi a mão para o meu telefone. — Black. — Ah, oi. Eu sei que isso é estranho, e você não me conhece... — Você tem cinco segundos antes de eu desligar. — Eu sou Selene... irmã da Thea. Eu congelei por um momento antes de me sentar. Eu não tinha certeza do que dizer ou pensar, e uma mulher que estava recolhendo suas roupas do chão do meu quarto e a situação não estava ajudando. — Olá? — Eu estou aqui. Como você conseguiu esse número? — Você era o único número em seu telefone que eu não conhecia, então eu percebi que você é o cara que ela está vendo? — Nós não... você realmente não deveria ter ligado.


— Olha, podemos nos encontrar por cinco minutos? Por favor? É importante. Eu sei que você não me conhece, e você não tem nenhuma razão para confiar em mim, mas eu só queria falar com você sobre a minha irmã. Você é o primeiro cara que dura tanto tempo, então eu acho que você se importa com ela. Se eu estiver errada você pode cair fora... — Bem. Aonde você quer me encontrar? Esta família ia ser a minha morte. — No centro. Você sabe onde é o Mico’s Coffee? — Sim. Eu estarei lá em 30 minutos. — Obrigada. — disse ela antes de desligar. — É a sua namorada? — a morena... Sharpay?... Sharpay Londres, perguntou. Lentamente comecei me lembrar. — Não. — eu disse quando saí da cama. Fiquei surpreso ao descobrir que eu ainda estava completamente vestido com minhas roupas da noite anterior. — Apenas no caso de você ter se esquecido, nós não fizemos nada. — afirmou, colocando seus saltos. — Não? Por que não me lembrava de nada? — Você me disse que as coisas eram menos complicadas, então nós rimos, bebemos e você me convidou a vir aqui, onde nós bebemos um pouco mais. Eu praticamente me atirei em você e tudo estava indo muito bem, até que de repente você parou, me empurrou e me rejeitou, logo antes de você desmaiar. — disse ela com raiva em sua voz. — Da próxima vez que você levar uma mulher para sua casa, faça algo cortês sobre isso, ou então será apenas embaraçoso. Ela pegou sua bolsa e saiu sem dizer uma palavra, me deixando sentado na cama, tonto e confuso. Deus, eu sou uma bagunça fodida, eu pensei, puxando a minha camisa. Eu precisava ter minha vida de volta ao controle.


Entrando no pequeno café verde e branco, olhei em volta até que eu vi uma menina, vestida toda de preto, com um gorro e fones de ouvido, que se parecia com Thea. — Selene? — eu acenei minha mão na frente do seu rosto. — Ah, oi. — disse ela, tirando seus fones de ouvido. — Por favor, sente-se. — disse ela apontando para a cadeira em frente a ela. — Desculpe, eu cansei de vigiar a porta como uma garota doente. As pessoas estavam olhando. — Há quanto tempo você está aqui? — perguntei me sentando. — Cerca de uma hora. — ela encolheu os ombros como se fosse nada. — Eu já estava aqui quando eu liguei para você. — Por que você me ligou? — Posso saber seu nome primeiro? Eu continuo te chamando de listras azuis e brancas na minha cabeça. — O quê? Ela sorriu, e isso meio que parecia Thea. — As boxers que você deixou em casa. — disse ela, como se fosse óbvio. — Elas tinham listras azuis e brancas. — Esta é certamente uma maneira de iniciar uma conversa. Eu sou Levi Black. Eu suponho que sua irmã não tem falado muito sobre mim? Não que eu me importasse. — Não. Mas não tome isso como pessoal, é apenas quem ela é. Ela engana as pessoas a pensar que ela está se abrindo sobre si, porque ela desconversa sobre as coisas mais aleatórias, mas ela nunca realmente fala sobre si. — ela disse, tomando um gole de café. — Selene, eu estou um pouco confuso sobre o porquê você me chamou. — Porque eu estou deixando a cidade. — ela respondeu, e eu esperava que ela continuasse. — Ela está me mandando de volta para Maryland para ficar com nossa avó. Ela está estudando direito porque... — Por causa do seu pai, eu sei. Os olhos dela se arregalaram de surpresa.


— Sim. Sinto muito por chamá-lo aqui, e eu nem sei se você é realmente tão próximo dela, mas eu só queria pedir para alguém cuidar dela um pouco, e você parece ser a única pessoa que ela conhece, ou a única pessoa que ela se importa em conhecer. — Sua irmã é uma menina grande Selene, ela não precisa que alguém... — Não, ela precisa sim. — ela baixou a cabeça, agarrando-se ao seu café. — Ela é uma daquelas pessoas que vão dar tudo pelas pessoas sem se importar ou perceber o que acontece com ela. — Quando ela me pegou tentando esgueirar de volta para o meu quarto, ela disse que não havia ninguém em sua vida, e que ela só se preocupava se meu pai e eu estávamos bem. Ela estava triste. Pela primeira vez desde que cheguei aqui, ela estava triste. Eu não acho que eu deveria ouvir nada disso. — Talvez porque você está se mudando... — eu comecei. — Você realmente não quer aceitar que é você, não é? — Ela me rejeitou. — eu disse, chamando a garçonete. — Ela me rejeitou a menos de 24 horas atrás. Desculpe-me se eu sou um pouco cético em relação aos sentimentos da Thea... se é que ela tem algum. — eu me virei para encontrar o olhar da garçonete que parecia decididamente impressionada. — Café, preto, por favor. — eu disse à garçonete, antes de voltar para Selene. — Tudo bem, então vou deixar claro. — ela se sentou. — Somos arco-íris negros2. — Isso não é claro o suficiente. — Quando éramos mais jovens, nossa avó costumava dizer que todos nasceram com todas as cores do arco-íris e, dependendo das pessoas ao nosso redor, nossas cores se iluminavam ou escureciam. Thea e eu somos arco-íris negros... de vez em quando nós ficamos mais brilhantes, mas nós sempre acabamos escurecendo novamente. As pessoas não ficam em torno da gente por muito tempo. Especialmente depois que eles percebem a vida que tivemos, eles lentamente se retiram das nossas vidas porque se sentem desconfortáveis ou eles não sabem o que dizer. — Mais uma vez, ela me rejeitou.

2

Black Rainbows.


— É autopreservação. É como ela funciona. Mas quanto mais ela te afasta, significa que ela quer que você a segure mais apertado. — Isso faria de mim um perseguidor. Ela balançou a cabeça. — É diferente para nós. O momento em que ela começa a ficar feliz, ela encontra uma dúzia de razões para fugir, quando, na verdade, ela está apenas com medo de uma coisa; que se você realmente conhecê-la, o bom, o ruim e o horrível, você vai fugir. Ela gosta de você, é provavelmente isso a assusta pra caralho. — Como você sabe? — Porque eu estou com medo de todas as mesmas coisas. Eu balancei minha cabeça, quando eu aceitei o café que a garçonete me deu, e respirei fundo. — Então o que você está dizendo é que eu deveria continuar a perseguindo como um cachorro? Eu não conseguiria fazer isso. Meu orgulho simplesmente não deixaria. — O que estou dizendo é, que se você não consegue lidar com ela e tudo que vem com ela, nunca mais tente falar com ela novamente. Você só vai machucá-la, e ela está sozinha aqui, vivendo na casa da Margaret, porque não podemos nos dar ao luxo de viver em qualquer outro lugar na cidade. Ela anda por aí como se nada a machucasse, mas ela não é tão forte assim. — Você disse que ela estava feliz? Como você sabe? — Ela cantarolou. Ela dançou música dos anos 80 e roubou meu violão... tudo na mesma semana. Ela nunca esteve tão feliz quanto ela esteve na última semana de verão, e ela estava indo bem, até que eu vi seu rosto na noite passada. Eu não podia simplesmente ir embora sem encontrá-lo. — E agora que você me encontrou? — Eu vou guardar os meus julgamentos para um próximo encontro, por isso fique por perto. — disse ela, sorrindo. — O que eu deveria fazer? — Dê um tempo e ela vai vir até você. Até então, apenas fique de olho nela, está bem? Eu não posso estar lá para ela, por isso, se você puder... se você quiser...


Ela deu de ombros e se esforçou para encontrar as palavras certas. Eu balancei a cabeça. — Entendi. Você realmente quer que eu cuide dela. — Ela é toda a família que me resta... você deveria ver as coisas que ela faz para mim. Ela se levantou, mexendo em sua bolsa. — Entendi. — Obrigada. — ela sorriu. — Ah, e nós nunca, nunca, nunca tivemos essa conversa. Ela me mataria – nos mataria - se soubesse. Eu balancei a cabeça e, com isso, ela saiu. Depois de passar uma semana com ela, e vê-la em sala de aula, Thea era um livro aberto para mim. Ela usava todas as suas emoções em seu rosto, e mesmo quando ela estava tentando não ser tão clara, eu ainda podia ler sua expressão tão claramente quando o dia. O problema era que ela era uma cidade cercada por muros, você pode ver de longe, mas não havia portão na frente e não há maneira de entrar. Era óbvio que Selene não tinha ideia de que eu era o professor da sua irmã, e eu me perguntei o que ela pensaria se soubesse. Eu não era apenas o amante da sua irmã, e eu legitimamente não poderia ficar longe dela até que o semestre terminasse. Eu preciso de algo mais forte do que café.

Thea — Bem, olha quem decidiu voltar para a aula. — Atticus gritou a partir da porta da sala de aula. — E eu pensei que destronar você seria difícil. Eu tinha tudo preparado na última aula também. Andando até ele, eu sorri antes de eu retirar o aviso. — Atticus Michael Logan, nascido em 27 de março, filho de Mary-Ann e Governador Jacob Logan de Greenville, Carolina do Sul. Você tem duas irmãs mais velhas e três irmãos mais novos. Seu time favorito é o Dallas Cowboys, e espere... Ele me agarrou e me puxou da porta, longe de seus amigos, mas isso não me impediu.


— Agora, isso não pode estar certo. — eu disse no meu melhor sotaque do sul. — Mas diz aqui, que você é um republicano registrado e ainda foi doador para democratas. Você deve ter partido o coração da sua pobre mãe. Ah não, isso não pode estar certo, aqui está você, posando com seu pai, o governador Rick Perry e o senador Ted Cruz, eles não são republicanos? Você é um democrata, não é? Você se esforça tanto para esconder que ajuda na campanha do seu pai. Ouvi dizer que ele sonha em ser o presidente um dia. Seria uma pena se a sua família descobrisse, ou pior ainda, se outras pessoas descobrissem que você é apenas uma fraude que está tentando sacudir as jaulas das pessoas para que você possa atacar. Ele pegou os papéis de mim e recostou na cadeira. Seu rosto estava quase roxo. Ele estava fervendo de raiva e parecia prestes a me matar. — O. Que. Você. Quer? — ele zombou. — Aponte a sua arma para outra pessoa. — eu rebati. — Tudo o que ele quer são doze pessoas, há quinze de nós aqui. Ajude-me a derrubá-los. Uma vez que fizermos isso, você será um dos doze escolhidos. O que acontece depois, bem, nós vamos atravessar essa ponte quando chegarmos a ela. — E aqui pensei que você fosse ajudar as pessoas e fazer a coisa certa. — ele chupou seus dentes. — Mas eu vou. Eu estou fazendo a coisa certa, para mim. — Bem. Então me diga, como você conseguiu essas informações? Um a menos, um a ir. — Eu conheço um cara e ele é bom com computadores. — eu disse quando íamos para outra aula. Aula do Levi - Professor Black - seria a nossa última aula naquele dia. A aula agora era um tédio total. Nosso professor parecia que não praticava advocacia desde a Grande Depressão. Ele se sentou ao meu lado e recostou em sua cadeira. — Então, quem mais você está planejando trazer para seu pequeno clube? Notei que seu sotaque não se destaca tanto quanto agora. — O que faz você pensar que alguém é convidado? — Oh? — perguntou. — E eu acho que eu sou especial?


— Não se iluda, você vai descobrir quando chegarmos a aula do Black. Ele se mexeu, me olhando de novo. — O quê? — O que aconteceu com você? Em um momento era só sorrisos e arco-íris, e agora, você é como um buraco negro. — Isso faz parecer que será difícil para você trabalhar comigo? — Não, eu só estou querendo saber até onde eu teria que ir para denegrir a minha alma. Eu não respondi.

Ajoelhada, eu a ajudei a pegar todos os seus livros, enquanto os outros passavam. — Vivian Vega, certo? — eu perguntei a ela, sabendo muito bem que eu estava certa. Ela era a pessoa que amava a minha mãe, e era basicamente uma enciclopédia ambulante de casos. — O que você quer? — perguntou ela, enquanto empurrava os óculos de volta até seu nariz, inclinando a cabeça para o lado. — Não muito, eu só quero que você pare de tentar me fazer de besta na aula. Não só é irritante ser constantemente interrompida por você, mas é ridículo também. Você não vai me esnobar apenas com fatos. Você e eu somos as únicas garotas, devemos trabalhar juntas. — Parece que você está com medo. — disse ela, seus olhos se estreitando. — Eu estou bem dessa forma. Com a forma que o Professor Black continua perseguindo você por faltar na aula, eu duvido que você aguente até o fim da semana, por isso, eu vou ter de rejeitar a sua falsa oferta de irmandade. — O que você quiser Pequena Borboleta. — eu disse quando ela tentou se afastar. Ela parou e lentamente virou para olhar para mim, seus olhos estavam arregalados. — Do que você me chamou? — Pequena Borboleta. Esse é o seu nome, certo?


Ela me arrastou pela mão, me puxando para o banheiro feminino. Ela verificou em todos os box antes de olhar para mim. — Onde você ouviu esse nome? — Você e eu sabemos a resposta para isso. Por um breve momento, a expressão em seus olhos me fez sentir uma pontada de remorso, então eu me lembrei do meu propósito, e eu sabia que, se a situação se invertesse, ela jogaria assim também. Apesar de sua aparência conservadora, ela era uma mulher disposta a fazer qualquer coisa para chegar ao topo. — Então você está me chantageando agora? — Não. Vou pedir de novo seu apoio, você decide se livrar de mim rapidamente, porque eu sei que você está trilhando o seu caminho através da escola de direito, ou você vai perceber que me ter como inimiga será desvantajoso. Eu nunca usaria algo como isso contra você, e eu respeito o fato de que você quer malditamente isso. Fique do meu lado, e eu ficarei do seu. Como eu disse, nós somos as últimas mulheres aqui, e você realmente acha que esses idiotas te protegerão se descobrirem? Acredite em mim, você quer estar no meu time. Eu a tinha pelas bolas, figurativamente falando, e não havia mais nada para eu dizer. Eu voltei para a sala de aula, encantada que o meu plano estava indo do meu jeito, até agora. Vivian Vega era a primeira geração de Puerto Rico. Sua mãe trabalhava como costureira e seu pai era um motorista de táxi. Ela foi a primeira em sua família a se formar na faculdade e entrar para a faculdade de direito... Harvard Law School. O único problema era que ela não poderia arcar com o custo da instituição e a ajuda financeira cobria apenas cerca de metade da sua mensalidade. Assim, com nenhuma alternativa viável, ela conseguiu um emprego no clube de strip há duas horas de distância, apenas para bancar as despesas. — Bem? — Atticus perguntou quando eu tomei um assento ao lado dele. Levi Professor Black - estaria aqui a qualquer segundo, e eu sabia que ela não correria o risco de se atrasar. — Espere. — eu disse a ele, e como na minha sugestão, ela entrou e sentou-se à minha esquerda.


Atticus riu, inclinando-se para apertar-lhe a mão. — Atticus Logan, o que é que ela tem contra você? — Vivian Vega, não é da sua maldita conta. — Que comecem os jogos. — Atticus sussurrou enquanto Levi - Professor Black, eu tinha que me lembrar - entrou na sala. Eu odiava o fato de que apenas a visão dele fazia meu coração martelar contra o meu peito. Eu não tinha visto ou ouvido falar dele desde a semana passada, na sexta-feira. Só havia passado três dias, e ainda, parecia que tinha sido uma eternidade. Eu meio que esperava que ele caminhasse até a lousa e apagasse o meu nome, mas não o fez. Em vez disso, ele deixou cair uma pasta sobre a mesa e se voltou para nós. Ele inclinou a cabeça para o lado, quando eu notei a pequena marca vermelha em seu pescoço. O colarinho escondia a maior parte dela, e ninguém mais parecia notar isso, mas eu notei. Poderia ser uma picada de inseto. — Eu tenho recentemente outro caso de interesse. — Lev... Professor Black disse, e Vivian me passou seu notebook. Atticus inclinou-se para ler as notícias. Como ela sabia? — Mariah Nash. — Atticus gritou, antes do Professor Black. — 29 anos, acusada de assassinato em primeiro grau do seu marido, o senador Tyler Nash. 66 anos. Os paramédicos foram chamados à casa da família de Nash em 27 de julho, após receber uma chamada de emergência do 911. Ele foi declarado morto na cena do crime. — acrescentei. — Sra. Nash foi acusada no sábado seguinte às 09:09. Ontem à noite você assumiu oficialmente o caso. — Vivian finalizou. A sobrancelha de Lev... Professor Black levantou, antes de olhar para o resto dos estudantes. — Parece que uma aliança foi formada. Parabéns, Sr. Logan, Srta. Vega e Srta. Cunning, vocês estão neste caso agora. O resto de vocês permanecerá aqui com outro professor, até eu voltar. Vocês estão dispensados por hoje. Espero que, no momento em que nos virmos novamente, vocês também façam parte do jogo. Eu não pude me conter, eu joguei meu punho para o ar.


— Mancada. — sussurrou Logan. — Concordo. — acrescentou Vivian. — Calem a boca. — Logan. Vega. Cunning. Por que vocês não andam? — Levi - Urgh! Professor Black! Professor Black! Professor Black! - nos chamou. Seguindo-o, nós caminhamos rapidamente, tentando acompanhar o seu ritmo. Ele estava caminhando como se seus pés estivessem em chamas. — Logan, Cunning, vocês se lembram do caso Archibald? — perguntou ele, quando seu carro parou. — Este não será assim, e um de vocês vai precisar de um táxi. No momento em que ele disse isso, eu estava em movimento e cautelosamente entrei no banco de trás. Seguindo meu exemplo tão rápido quanto podia, Vivian esperava no banco da frente. — Você perdeu. — Professor Black disse a Atticus, antes entrar no carro e tomar seu assento ao meu lado. — Srta. Vega, diga-me, como esta aliança nasceu? Droga. Eu afundei no assento olhando para qualquer lugar, menos para o seu rosto. Levou toda a minha coragem só para entrar no carro. — Ela nos chantageou. — disse Vivian simplesmente. Aparentemente, eu era muito mole.


Capítulo Dezesseis Thea Quando chegamos ao escritório, Atticus já estava lá. Levi - Professor Black, dane-se, eu ia apenas chamá-lo de Levi ou então, eu ia ficar louca, estava tão frio como sempre no carro. Quando Vivian afirmou que eu os tinha chantageado, ele apenas olhou para o seu telefone, sem dizer uma palavra. — Seu café, Sr. — disse Atticus, entregando-lhe um copo, quando todos nós entramos no elevador. — Pare de beijar minha bunda Sr. Logan, ou você vai ficar preso lá. — Levi respondeu, tomando o copo dele e bebendo. Ele teve que parar para cuspir. — O que é isto? — Café? — Isso não é café! — ele retrucou, entregando-o de volta para Atticus. Vivian e eu prendemos a respiração, mordendo os lábios para não rir. — Ótimo. — eu sussurrei para ele, quando nós descemos do elevador. Foi a primeira vez que eu tinha vindo até aqui desde o caso Archibald, e eu finalmente fui capaz de assimilar o que estava acontecendo. Na parede à minha direita, escrito em letras grandes e em negrito, estava o nome de Levi. Dentro do edifício, havia um zumbido de atividade, quando inúmeros associados se moviam de um lado para outro. Naquele momento, Tristan saiu, vestido elegantemente em um terno de três peças, e entregou-lhe um jornal. — Onde ela está? — perguntou. — Raymond a trouxe para a sala de conferência. Ambos nos ignoraram enquanto caminhavam pelo corredor, e nós sem palavras os seguimos. Mais uma vez, era como se fôssemos invisíveis. Qualquer um que via Levi andando, se virava ou mantinha a cabeça baixa e passava por ele o mais rápido que podia. Mas mesmo assim, nem sempre era rápido o suficiente.


— Você, com a mancha de café, vá para casa até que você descubra onde fica sua boca. — Levi apontou para um homem a meio caminho pelo corredor. Nossa. — Ela parece ter feito isso? — ele nos perguntou à porta da sala de conferências. Eu podia ver a mulher; ela era hispânica, com longos cabelos escuros e olhos avermelhados. Ela estava vestida toda de preto e com um pequeno véu de renda decorrente de seu chapéu, como se ela precisasse provar para o mundo que ela estava de luto por seu marido. — Não. — respondeu Atticus. Vivian balançou a cabeça. — Sim. E então seus olhos verdes caíram sobre mim. — Eu não tenho certeza. — Tenha certeza, então. Mesmas regras do caso Archibald. — ele disse enquanto abria a porta. — Quais são as regras? — sussurrou Vivian, quando entramos. — Sente-se, cale-se e não faça nada de errado. — eu disse correndo para o canto. Raymond, um associado, veio para frente e sussurrou algo em seu ouvido, mas Levi nem sequer pestanejou, ele apenas olhou para ela. Houve um silêncio e ela se mexeu sob seu olhar... eu entendia exatamente como era esse sentimento. — Sr. Black? — ela fungou esfregando o nariz com o lenço. Silêncio. — Humm... — ela mexeu de novo. — Ele está investigando-a. — Atticus murmurou ao meu lado. — O quê? — eu me inclinei. — O que ele está fazendo, eles chamam de ‘Levi Black out’, porque ele fica numa zona de conforto um momento antes de sua grande jogada. — Vivian concluiu por ele, chicoteando fora seus óculos.


Como que eu não sei disso? — Você matou seu marido. — ele disse. — O que eu quero saber é o porquê. Você assinou um acordo pré-nupcial, então não fez isso por causa de dinheiro. — Eu não matei o meu marido! Eu o amava... — Você está mentindo! Você pode mentir para os seus filhos, a imprensa, a si se você quiser, mas você não vai mentir para mim no meu escritório. — Você deveria ser meu advogado! — ela gritou para ele. — E eu estou tentando defendê-la. Então, por que você matou seu marido? — Eu não... — Você matou o seu marido. — Não. — Você. Matou. Seu. Marido. — NÃO! — Você pode gritar o quanto quiser, mas eu não acredito em uma palavra que sai da sua boca. A garçonete que foi casada três vezes - se casa com um belo Sr. Rico. — Você acabou de dizer que não era sobre o dinheiro, eu assinei um acordo prénupcial! — Então por que você o matou? — Eu não matei o meu marido! — Mentirosa. Ela se levantou. — Foda-se. Ele se virou para Tristan. — Podemos trabalhar com isso. O quê? — Eu não entendo. — disse a mulher enquanto ela lentamente caiu para trás em sua cadeira. — A promotoria virá para você desta forma Sra. Nash, não é igual ao que você assiste em Law and Order. Podemos querer seu depoimento. — ele disse a ela. — Então você acredita em mim? — perguntou ela, esperançosa.


— Não importa se eu acredito em você ou não, eu só precisava ter certeza de que você não se entrega sob pressão... — É importante para mim! — ela gritou para ele, saltando sobre seus pés novamente. — Eu não posso ter um advogado que não acredita em mim. Se for esse o caso, eu vou ter que encontrar outra pessoa. — E se você for para a prisão. — disse ele simplesmente. — Minha taxa duplica enquanto você estiver na prisão... se eu optar por aceitar este caso novamente. — Isto parece uma piada para você? — Não, mas você é a única fazendo palhaçadas. O seu marido está morto, e seus enteados querem a sua cabeça. Você não precisa de um advogado que acredite em você. Você precisa de um que possa ganhar. Então, minha pergunta para você Sra. Nash, é: —Você quer ganhar? Você quer ficar fora da prisão? Mais uma vez, ela se sentou. — Eu não matei o meu marido, e eu não gosto de você. Mas eu gostaria de ficar fora da prisão. — Boa escolha. — ele disse a ela. — Meus colegas irão lhe informar sobre o que eu quero que você faça e diga, até o julgamento. — ele disse a ela, balançando a cabeça em direção a Raymond, antes de sair. — Eu quero ser ele. — sussurrou Atticus. O mundo não pode lidar com dois Levi Blacks. — Ela é culpada. — Vivian sussurrou, mais para si do que para nós. — Um de vocês, vá buscar um pouco de café. — Raymond apontou para nós. — Nós vamos ficar aqui por um tempo. Ninguém se moveu, então eu tomei a iniciativa e saí, apesar de eu não ter ideia de onde eu estava indo. Perguntar a alguém parecia ser o melhor, mas o olhar que eles estavam me dando... — Não se preocupem com eles, eles estão fazendo uma viagem pela estrada da memória. — disse Tristan quando ele apareceu ao meu lado, me fazendo pular. — Uma viagem pela estrada da memória? — voltei a olhar para algumas das pessoas que se reuniram para rir de alguma coisa quando eu passava.


— Uma pausa, já? — perguntou, e eles correram de volta para onde eles deveriam estar. — Ao tempo em que eles eram como você, sob o julgamento do grande professor, Levi Black. — Eles não estão ainda? — Sim, mas eles são pagos para aturá-lo. O café é ali. Parei no meio do corredor, meus braços cruzados. — Por que você está me ajudando? — Não posso simplesmente ser bom? — ele sorriu e seus olhos castanhos pareceram se iluminar. — Não. — Tudo bem, você sabe o meu segredo. Eu pensei por um segundo antes de sorrir. — Você quer dizer o seu álter ego com delineador. — Nós estávamos com uma equipe reduzida naquela noite. Minha esposa é proprietária do bar. — ele me encarou. Virei as costas para ele e comecei a preparar o café. — Não se preocupe, eu não vou dizer nada. — Obrigado... — Mas isso vem com um preço. — eu o interrompi antes que ele pudesse terminar o agradecimento. — Um preço? — Ajude-me a impressionar Levi com este caso. Sua sobrancelha levantou. — Impressionar? — Todos os anos, ele escolhe um aluno, certo? O destaque de sua classe, o top. Eu ajudei com um caso e tenho o meu nome no quadro. Ajude-me com este agora também, para que eu possa permanecer a bordo. — E eu que pensei que você estava nadando com tubarões, quando, na realidade, você é o único circulando para matá-los. Assim como a minha mãe.


— Eu tenho que levar este café de volta. Tchau, querido. — eu disse, usando o nome que ele havia me chamado no bar. Ele ficou me olhando com um leve sorriso persistente em seus lábios enquanto eu me afastava.

Levi — Sua aluna está me chantageando. — disse Tristan quando ele veio ao meu escritório e se sentou na cadeira em frente à minha mesa. — Aparentemente, isso é coisa dela. — eu disse a ele. Em 72 horas ela tinha conseguido se tornar uma pessoa totalmente nova. Ela era mais corajosa e muito mais fria. Era com isso o que Selene estava preocupada? — Ela também fez com você? — ele perguntou com uma careta. Eu bufei. — Ela não se atreveria. Além disso, fazer isso seria pior para ela. Ela não é estúpida. — Então o que está acontecendo entre vocês dois? Beliscando a ponta do meu nariz, eu me inclinei para trás em minha cadeira. — Eu não sei. Por que eu ainda me importo? — Você gosta dela. Não era uma pergunta, mas eu ainda acenei com a cabeça. — Eu gosto dela. Eu gosto dela um pouco demais. — Você a está perseguindo? Eu estava? — Eu persegui, e ela me rejeitou porque ela quer ser uma boa advogada. — O que faz você gostar mais dela. — Você está sendo pago para isso? Se assim for, eu realmente deveria descontar do seu salário. Eu não preciso de pessoas lendo meus pensamentos ou sentimentos para mim.


— Você realmente tem um coração negro quando se costuma dizer, tirando dinheiro do pai da sua futura sobrinha. Eu me pergunto se ela vai ter um primo logo embora. Você e Thea... — Saia! — Alguém está nervoso aqui, não é? — ele zombou, seu tom subindo. — Vamos esperar que ela não veja essa marca em seu pescoço... a menos que ela já tenha visto. Eu joguei uma caneta em sua cabeça. — É uma picada de inseto. — Claro. — ele sorriu, movendo-se para a porta onde eu de repente me lembrei do que ele disse antes. — Porque ela o chantageou? Ele sorriu. — Ela me pediu para ajudá-la a impressionar você, ajudando você a ganhar este caso. Aparentemente, ela quer manter seu nome no quadro. Ela me lembra a mãe dela. Isso me fez estremecer. — Eles dizem que The Shark mantinha um registo escrito de todas as pessoas que deviam favores a ela, juntamente com alguns detalhes que ela tinha de algumas pessoas de alto escalão, apenas no caso dela precisar da ajuda deles. Ela usou para convencer-lhes a ajudá-la. Eu não disse nada, e ele tomou isso como sua deixa para sair. Eu gostava dela e eu queria estar com ela novamente. Eu podia admitir isso. O que eu não podia admitir era que eu queria ir atrás dela. Eu só não sabia como equilibrar todos os meus lados; o professor, o advogado, o cara sob tudo isso... o cara que só queria estar na cama com ela novamente. — Nós temos um problema. — disse Raymond entrando bruscamente. Eu já estava de pé. — Que tipo de problema? — O vídeo da nossa cliente vazou. Do jeito que ele soava, eu poderia dizer que ele não acreditava que isto foi apenas uma coincidência.


Quando entramos na sala de conferência, notei que todos os olhos estavam grudados na tela. — Eu odeio esse *BEEP*. Eu odeio todos em toda *BEEP* família! — uma Mariah Nash bêbada era arrastada na câmera do noticiário. — Você sabe quanta *BEEP* eu tenho que lidar com essa *BEEP* família. E seus filhos, seus *BEEP* filhos. Eles são egoístas, pequenos monstros famintos por dinheiro. Como posso sorrir para as câmeras quando um deles está drogado e o outro viciado em sexo. Quero dizer realmente, ele fez com todo o pessoal da casa e os vizinhos também. Mas, pelo menos, alguém está fazendo sexo. Aquele *BEEP* não poderia levantá-lo nem se seu *BEEP* estivesse de cabeça para baixo. Eu quero bater com um bastão em todas as suas cabeças! Raymond desligou a televisão, todos os olhos se voltaram para mim como se eu supostamente tivesse algum tipo de justificativa para esse nível de absurdo. — Eu... — Sra. Nash abriu a boca, mas eu levantei minha mão, indicando que eu não queria ouvi-la, e que ela não deve sequer se incomodar. — Todos vocês, vão para casa, não falem com ninguém, recomeçaremos na parte da manhã. — eu disse a eles. — Sr. Black! — Sra. Nash chamou. — Por Favor... Eu podia sentir a veia na minha cabeça latejar. — Eu disse: vá para casa, não fale com ninguém, recomeçaremos amanhã. Até eu fiquei chocado com o quão calmo eu estava sendo, mas com toda a honestidade o que eu poderia fazer? Se eu gritasse com ela, ela poderia ir para casa, ficar bêbada, e em seguida, fazer outro vídeo. Merda, ela realmente poderia fazer isso, eu pensei, parando em meu escritório. — Eu estou deixando Raymond e outro associado tomar conta dela. — disse Tristan, se levantando. — É bom saber que você é útil. — Isso dói, cara. — ele segurou seu coração. Revirando os olhos, eu fui ao meu sofá do escritório e me atirei nele. — Você pode ir para casa também Betty, eu não vou atender as chamadas. — eu liguei, fechando meus olhos.


— Você tem certeza... — Boa noite Betty. Eu não me incomodei em abrir os olhos. Eu simplesmente fiquei deitado, sem me mexer. Eu nunca tive um caso simples... nunca. Eu realmente sou um masoquista.

Era meia-noite quando eu acordei. Lavei e sequei meu rosto no banheiro, notei apenas duas luzes acesas em todo o escritório, a sala de conferências e meu escritório. Idiotas deixaram as luzes acesas. Estalei meu pescoço enquanto eu me dirigia até lá, eu congelei quando eu a vi sentada no chão da sala de conferências. Seu cabelo estava puxado para trás em um rabo de cavalo frouxo, e ela se sentou folheando os arquivos do caso na frente dela. Ela inclinou a cabeça para a música que ela estava ouvindo em seu mp3 player, completamente inconsciente de mim ou de quão bonita ela parecia. Eu adorava quando ela usava saias. Eu gostava de olhar para suas pernas longas perfeitamente lisas. Isso me fez lembrar o quanto era bom sentir quando elas estavam ao meu redor. Quando ela se virou para pegar outro documento, ela finalmente reparou em mim e pulou. — Jesus Cristo, você me assustou. Eu pensei que todo mundo tinha ido para casa! — Eu também, especialmente por que fui eu que dei essa instrução. — eu respondi, entrando na sala quando ela se levantou. Ela se afastou de mim, como se estivesse com medo de eu tocá-la. Seus instintos estavam certos, porque eu queria. Mas em vez disso, eu tomei um assento. — Eu só queria ficar tão familiarizada com o caso quanto possível. — disse ela baixinho, quando ela mudou de uma perna para a outra. Era tão malditamente perturbador.


— Eu podia jurar que vi você arrumando as suas coisas quando eu disse para sair. — Eu arrumei. — ela sorriu. — Eu ainda fui até o elevador e desci com todos, e então eu esperei uma hora na loja de café para que Vivian e Atticus não notassem. — Você queria ficar sozinha comigo? — eu brinquei. Um homem poderia sonhar certo? — Não! — ela disse, um pouco rápido demais para o meu gosto. — Quer dizer, não, eu pensei que todo mundo tinha ido embora, eu tive que subornar o porteiro para ficar. Vivian já sabia sobre o caso e Atticus é um aprendiz rápido, eu só queria ter uma vantagem, e uma vez que não se pode levar os arquivos para fora do escritório... Ela pegou alguns dos arquivos e os colocou de volta em suas respectivas caixas. — Você realmente quer isso. — Eu pensei que eu já tivesse deixado isso claro? — ela franziu a testa. — Você deixou. — eu assenti. — Eu simplesmente não tinha visto esse seu lado ainda. É interessante. — Nós não ficamos juntos por muito tempo, então você realmente não me conhece. — Se você diz. Ela atirou punhais para mim com os olhos. — O que você vai fazer sobre este caso? — ela mudou de assunto. Eu dei de ombros. — Eu não sei, talvez tentar algum tipo de acordo judicial. A mulher atirou no próprio pé. — Você está mentindo. — O quê? Ela se sentou na minha frente cruzando as mãos sobre a mesa. — Você está mentindo. — ela repetiu. — Você está animado. Claro que você está chateado que ela fez algo tão estúpido, mas você está animado com os riscos que são maiores agora. Ninguém pode descobrir como você pode, possivelmente, ganhar neste ponto, o que significa que, quando você fizer isso, será como ‘O grande Levi Black atacou novamente!’ É uma das maneiras que te excita.


— Uma das maneiras. — eu disse, quando eu olhei de cima a baixo novamente, e percebi que seus três primeiros botões estavam abertos me dando uma ligeira visão de seu sutiã. — Parece que alguém está te ajudando com isso também. — ela apontou para o meu pescoço, claramente irritada. — É uma picada de inseto. — eu disse a ela secamente. — Ok, eu acredito nisso. — Você deve, porque eu nunca menti para você. — eu disse, e ela congelou. Eu poderia dizer que ela estava se preparando para atacar. — Exceto para o que você acabou de referir, eu realmente me excito em vencer casos impossíveis. Ela relaxou. — Então, como você vai ganhar esse? — A seleção do júri. — A seleção do júri. — ela repetiu lentamente, relaxando em sua cadeira enquanto pensava sobre isso. — Mas eu não consigo pensar em qualquer grupo que poderia gostar dela. As mulheres vão olhar para ela como se ela fosse uma oportunista. Os homens mais velhos vão se ofender com esse vídeo, caras mais jovens só vão pensar que é engraçado. A seleção do júri não será fácil. — Nada será fácil, mas todo mundo tem preconceitos ou se irrita, às vezes até escondendo de si mesmos. A contração com a menção de drogas, dinheiro ou algo assim. Se essa família é tão fodida quanto eu acho que eles são, todos nós temos que mostrar que eles não são melhores que a nossa cliente. — Nós não temos que deixar isso agradável. — disse ela com fogo em seus olhos. — Nós temos que fazer parecer que a família Nash é desprezível! — ela se levantou claramente animada agora. — Exatamente quão difícil pode ser realmente? — levantei também. — Vou arrumar as coisas e ir para casa, as próximas semanas serão brutais. — Eu sei. — ela não olhou para mim. Abrindo a porta, eu parei. Voltando para ela, eu disse: — Não se sinta mal sobre usar do livro de sua mãe. Ela deixou cair os papéis em suas mãos. — O quê?


Abaixando, eu a ajudei a pegá-los. — O livro de favores da sua mãe ... — Como você soube sobre isso? — Tristan era um estagiário da sua mãe, lembra? Além disso, esse livro é como um mito em círculos legais. Você não deve se sentir mal por usá-lo. E eu sei que você o fez, porque não há nenhuma maneira que você fosse capaz de desenterrar sujeira suficiente sobre seus dois rivais e melhores alunos em um fim de semana. Fosse o que fosse, tinha que ser grande o suficiente para levá-los a parar de tentar ir atrás do seu lugar. Detetive particular? — Hacker. — ela sussurrou, abaixando a cabeça. — Como eu disse, não tenha vergonha de usá-lo. Se alguém tivesse isso em mãos, acredite em mim, eles estariam usando-o com muito mais frequência. — Isso é porque eles não sabiam que tipo de pessoa ela realmente era... — Não importa. Usando seu nome, coisas ou viver em sua casa, não significa que você aceita isso ou que você está se tornando ela. — eu sussurrei, quando eu peguei seu rosto em minha mão e levantei sua cabeça para encontrar meu olhar. — Isso significa que você é forte o suficiente para não deixar que o nome dela entre em seu caminho e usar o que você tem a sua vantagem. Isso é uma prova da sua força, e não tem nada a ver com ela. Soltei-a, eu queria ir embora e terminar as coisas com uma nota alta, mas eu não podia. Eu não estava pronto ainda. Segurando em sua cintura, eu a puxei para mim e trouxe meus lábios nos dela. Ela nem sequer tentou me afastar. Em vez disso, ela se inclinou para mim, seus braços envolvendo em torno do meu pescoço. Agarrando-a, a levantei e a coloquei sobre a mesa. Beijei-a de forma pecaminosa, com suas pernas em volta de mim e a forma como seus seios empurravam contra meu peito, me deixou louco. Eu nunca quis parar de beijála, mas eu tive... respirar nunca tinha sido tão inconveniente. — Nós não acabamos Thea. ‘E daí que eu não posso. Eu apenas não posso. Sinto muito.’ — eu repeti as palavras que ela me disse naquela noite ao telefone. — Isso não é o suficiente para me afastar. Especialmente quando o seu corpo ainda reage assim toda vez que o toco. Para ilustrar meu ponto, eu escorreguei minha mão entre as coxas e suavemente as acariciei. Ela estremeceu e tentou virar a cabeça longe de mim. Mas eu a obriguei a me


olhar nos olhos. Ela mordeu o lábio inferior, tentando não gemer, mesmo quando ela apertou os quadris contra minha mão. — Você não se parece com uma mulher tentando fugir de mim. — eu disse, beijando seus lábios suavemente enquanto eu brincava com sua entrada. — Ah! — ela suspirou, pegando no meu braço. — E você definitivamente não soa como uma mulher tentando fugir de mim. Eu beijei seus lábios, em seguida sua bochecha e, finalmente, eu levemente lambi a ponta da orelha dela e suavemente chupei seu lóbulo da orelha. Ela estremeceu contra mim, quando sua pele irrompeu em arrepios. — Então eu tenho que assumir que você não está realmente fugindo de mim. — eu disse a ela. — O que é bom saber, porque eu não estava pensando em deixá-la de qualquer maneira. — quando eu disse, eu fui para longe dela e dei um passo para trás enquanto lambia os meus dedos. — Não acabamos. Quando você estiver pronta para levar a sério novamente, deixe-me saber ou então, eu só vou continuar a jogar com você. Saindo, eu lutei com o meu desejo para levá-la ali mesmo na mesa. Mas eu não podia, pelo menos não agora. Eu estava tentando levar esse relacionamento com paciência. Eu vou precisar de um monte de chuveiradas frias, puta que pariu.


Capítulo Dezessete Thea Dois meses. Fazia dois meses desde aquela noite em seu escritório e quatro meses desde que eu tinha conhecido Levi Black. Quatro meses desde que o meu mundo e a minha vida, tinham sido virados de cabeça para baixo. Em sala de aula, ele era o Professor Black, e depois daquela noite no escritório, ele foi especialmente brutal na sala de aula - éramos agora quatorze alunos - mas quando eu ficava a sós com ele - em elevadores, escadarias, no carro - ele sempre se transformava em apenas Levi. Levi era sexy e apaixonado e... ele estava me deixando louca. Quando ele disse que não tinha acabado, ele quis dizer exatamente isso. Se nós ficávamos sozinhos em seu carro, suas mãos encontravam seu caminho entre as minhas pernas. Quando eu usava calças, ele sorria para a mudança e descaradamente me beijava enquanto seu motorista ligava o rádio. No segundo que seus lábios tocavam os meus, minha mente ficava em branco, e antes que eu percebesse, o primeiro botão da minha calça era desfeito. O pior era que eu estava gostando. Eu gostava de ver o que ele faria comigo. Ele me animava de maneira que eu não entendia. Minha cabeça ficava me dizendo para parar, mas eu não queria. Nos elevadores, ele pressionava o botão de parada e me empurrava contra a parede, me beijando como se fosse a última vez que ele beijaria alguém. Eu me agarrava a ele querendo mais do que apenas um beijo. Ele fazia a mesma coisa sempre que estávamos nas escadas; ele me batia contra a parede e me beijava ferozmente e apaixonadamente. Ele ia longe o suficiente, arrastando beijos no meu pescoço e mordendo suavemente o topo dos meus seios, antes de se afastar com um sorriso. Isso não era o suficiente para mim. Eu não queria que ele parasse. Ele me excitou cada vez, e cada vez que ele me deixava ir, eu percebi que eu queria mais dele. Mas ele nunca levou mais longe do que um beijo apaixonado, ou uma leve provocação, e de alguma forma isso era muito pior do que se estivéssemos realmente transando. Seus beijos, seus toques, não eram suficientes.


Quando eu tinha enviado Selene de volta para Maryland, eu estava orgulhosa de mim. Eu estava orgulhosa de que eu tinha deixado a minha luxúria e meu egoísmo para fazer o que eu vim fazer aqui. Mas agora, era como se eu estivesse voltando a promessa que tinha feito para mim mesma. Eu só precisava rejeitá-lo. Eu precisava ser clara e direta. Eu precisava que ele não me tocasse. — Então, este será o fim da linha para dois de vocês. — disse ele, enquanto estava na frente da classe. — Quem receber as pontuações mais baixas no último inverno estará fora. Gostaria de felicitar quem quer que seja esses dois agora por terem ido tão longe, mas não há nada a felicitar no fracasso. Ele caminhou ao redor da mesa e sentou-se. Tirando sua caneta vermelha, começou a corrigir os nossos exames. Depois de passar três horas fazendo a maldita coisa, estávamos todos exaustos e ansiosos para sair, no entanto, precisávamos saber se estávamos ou não entre os doze finalistas. Vivian me deu um pouco de pipoca e eu balancei a cabeça para ela. Atticus, no entanto, estendeu a mão e pegou um punhado. — Seis tiros é o cara com a gravata borboleta. — disse Atticus, e o cara se virou e olhou para ele. Atticus deu de ombros e continuou comendo sua pipoca. — Dez é o cara com cachecol. — Vivian sussurrou. — Aquele com os brincos dos anos 80. — Alguém sabe os nomes de alguém? — eu olhei entre eles. — Não. — eles disseram. — Por que se preocupar se ele iria chutá-los de qualquer maneira? Você consegue se lembrar de qualquer um dos rostos que foram expulsos desta classe até agora? — Vivian questionou. — Uma vez que os doze estiverem definidos, vou aprender os outros nove nomes. — disse Atticus, já contando nós três. Eles estavam tão confiantes, ainda que minhas mãos tremessem. Vivian olhou para mim. — Por que você está tão estressada?


— Por que, você não está? Eu sou a única que achou o teste difícil? Eles olharam um para o outro por um momento antes de ambos se levantarem e sentarem no final da fila... longe de mim. Babacas. — Engraçado. — disse eu, mas eles fingiram que eles não podiam me ver. — Tudo bem, eu espero que vocês não passem. — Você ouve algo Vivian? — Eu não tenho certeza, mas parecem gritos suaves com nevados de dúvida, Atticus. Gritos suaves, nevados de dúvida? — Isso não faz muito sentido. — eu falei para eles. — Shh! — o cara de gravata borboleta se virou para nós. — Sério, você esteve aqui durante todo o semestre? — eu perguntei a ele, fazendo com que Vivian e Atticus entrassem em erupção em um ataque de riso. Eles pararam no momento que Levi olhou para cima. Seus olhos verdes esquadrinhou a sala de aula e todo mundo parou de respirar. Então, ele olhou para baixo e continuou. O desgraçado estava fazendo isso de propósito! Mesmo assim, eu gostava de observá-lo. Seu cabelo escuro estava ligeiramente despenteado, principalmente pela sessão de amasso que tivemos na escada direita antes da aula. Eu deveria rejeitá-lo. Mas em vez disso, eu estava aqui, sonhando com como é bom sentir estar presa contra ele, e como ele era sexy com seus óculos. Era como se eu estivesse sob seu controle. Mais uma vez, quando ele olhou para cima, todos nós congelamos. Ele se levantou, pegou o apagador e começou a apagar minhas informações. — Oh merda. — disse Atticus, soando como se estivesse na outra extremidade da Terra, ou pelo menos era o que parecia devido à forma como o meu coração estava batendo no meu peito.


Eu assisti com horror quando ele apagou lentamente minha família, licenciatura, raça e, finalmente, a minha idade, antes de parar bem debaixo do meu nome. Descartando o apagador, ele pegou o giz e começou a escrever os nomes dos outros estudantes na classe. — Filho da puta. — engoli em seco, encostando para trás na cadeira. — E justamente quando pensávamos que tínhamos finalmente nos livrado de você. — Atticus suspirou, tomando o assento à minha direita. — Ela é como Arnold Schwarzenegger, ela continua a voltar, mesmo quando você não quer vê-la. — acrescentou Vivian, tomando um assento ao meu lado esquerdo. — Obrigada pessoal. — eu disse com sarcasmo. — Vamos lá cara com a gravata borboleta. — Atticus ergueu o punho à espera para ver se o cara levantaria e sairia quando Levi escreveu apenas doze nomes no tabuleiro. Com certeza, gravata borboleta fez sua caminhada da vergonha. — Sim! — ele aplaudiu, e o cara olhou como se quisesse estrangulá-lo. — Talvez no próximo ano? — O cara de cachecol... se foi. — Vivian esticou a mão para bater na dele e se virou para mim. Revirando os olhos, eu bati minha mão na dela. — Vocês dois são pessoas horríveis. — Claro, e como nos tornamos seus aliados? Ainda bem que nós somos amigos agora. — rebateu Atticus. Mas com toda a honestidade, eu não tinha certeza se eles eram meus amigos. Eles eram pessoas com quem eu passei muito tempo, mas eu não tinha certeza se isso os tornava meus amigos. — Srtas. e Srs., parabéns. Vocês agora fazem parte dos ‘doze discípulos’. — disse ele. Por que eu me sentia como se o papa tivesse espirrado ou algo assim? — A partir de agora, vamos deixar de ter aulas nesta sala. Em vez disso, todas as minhas aulas serão realizadas no meu escritório. Vocês aprenderão em primeira mão o que significa ser um advogado criminal.


Ele começou a recolher suas coisas, e no momento em que Atticus, Vivian e eu vimos, nós estávamos em pé. — Nem eu, nem meus associados, temos tempo para atualizá-los. E como vocês sabem, eu estou trabalhando atualmente no caso Nash com três de seus colegas de classe. Felizmente, eles conseguiram manter os seus lugares, porque teria sido bastante difícil para todos vocês de outra forma - por que não estão andando? — ele latiu. Quando todos nós nos viramos, vimos o que ele estava falando, os outros nove alunos ainda estavam em seus assentos. Os olhos de Atticus se arregalaram e ele sacudiu a cabeça em um gesto ‘venham, apressem-se’. Os nove alunos se levantaram e correram para fora da sala de aula nos seguindo. — As coisas vão acontecer rapidamente. — ele continuou. — Se vocês não podem acompanhar, não venham atrás. Se você acha que estará comemorando o Natal com sua família, olhe para a esquerda e, em seguida, para a sua direita; agite as mãos com que você vê, porque é isso que a sua nova família é. Você vai fazer o que lhe for pedido, quando for pedido e ir onde forem necessários. Todo dia é o Dia do Julgamento. Ser parte dos doze não é um passeio ao ar livre. Seu verdadeiro trabalho começa agora. Ele não esperou por ninguém e já estava em seu carro. — Se vocês não estiverem no escritório antes que ele, ele vai ferrar vocês. — eu disse a eles, quando Vivian chamou um táxi para nós três. — Vejo vocês lá. — disse Atticus quando eu entrei no carro. Eu me virei para vê-los correndo atrás de seus próprios táxis, mas era hora do rush, e era praticamente impossível chamar um. É por isso que tínhamos o numero de um taxi na discagem rápida. — Eu meio que entendo por que seus associados nos tratam como lixo agora. É uma espécie de divertimento quando você só serve para isso. — disse Vivian. E ela estava certa. Isso era um tipo de diversão, mas todos nós sabíamos que só ia durar a corrida de táxi. O caso Nash foi marcado para a semana antes do Natal, então não haveria uma pequena pausa antes de Levi estar de volta no tribunal. Onde tinha ido o ano?


Levi — Um jurado foi twittar durante a seleção? Você está brincando comigo? Qual? — Jurado número quatro. — respondeu Tristan. — Caramba. Meu Deus, este caso está me deixando louco. — Quem substituirá o jurado número quatro? Eles só olharam uns para os outros antes de sair correndo atrás de suas anotações. Quando diabos eu poderia ganhar um caso com estes idiotas?! — Quem substituirá o jurado número quatro? — eu gritei. — Deborah Padovano. — Thea disse, enquanto caminhava com duas bandejas de café. — Você, levante-se e tome o café. — eu apontei para um dos meus companheiros e, em seguida, para ela. — Você, sente-se e fale, já que ninguém mais aqui parece saber uma maldita coisa. Eles mudaram, e ela correu para o assento, agarrando um arquivo da pilha na nossa frente e entregando a mim. — Deborah Padovano, 72 anos, seu marido morreu há seis anos de um ataque cardíaco e ela nunca se casou novamente, não tem filhos. — ela recitou. — Onde ela trabalha? — Ela é proprietária de uma pequena padaria e acho que ela pode ser boa para nós você - neste caso. — ela se corrigiu. — Por quê? — Tristan perguntou a ela, inclinando-se para frente. — Seu marido perdeu suas economias de uma vida inteira em um golpe, forçando-os a voltar ao trabalho. Ele teve um ataque cardíaco seis meses depois, e ela agora possui sua própria padaria com o dinheiro que ela ganhou de seu seguro de vida. Eu não estou dizendo que ela matou o homem, nem estou dizendo que ela estava triste por ele ter morrido. Há milhares de mulheres em todo o país que odeiam seus maridos. Tudo o que precisamos é um motivo, certo?


— Fique sentada. — eu disse a ela. — Todo mundo, eu quero saber cada coisa horrível que o Sr. Nash já fez em sua vida, e eu quero antes do final do dia. — Você, vem comigo. — eu a chamei. Ela hesitou por um momento, depois me seguiu fora da sala de conferência. — O que você precisa, Sr. Black? Ela caminhou com espaço entre nós quando fomos para o meu escritório. Betty me deu um olhar, as rugas sob os olhos dela se destacando mais enquanto eu segurava a porta aberta para Thea. — Segure minhas ligações por uma hora. — Sim, Senhor. — disse ela, com uma pitada de atitude. — Tem alguma coisa errada, Betty? — Não, Senhor. — respondeu ela, quando ela fingiu digitar em seu computador. — Você tem certeza? — eu insisti. Ela suspirou, empurrando-se longe de sua mesa e levantando. Ela se virou para mim. — Agora que você mencionou, há quanto tempo trabalho para você? — Oito anos, mais ou menos. — Eu entendo que você está ocupado sendo o Grande Levi Black e tudo, mas se você pensasse nos meus anos de dedicação, no mínimo, você poderia... Andando até a mesa dela, eu abri a gaveta inferior, estiquei a mão no fundo dela e coloquei a caixa azul em sua mesa. Eu sorri. — Vá em frente? — Você é um jovem horrível. — ela riu quando levantou a tampa e examinou o conteúdo da caixa. Seus olhos se iluminaram e um sorriso apareceu em seu rosto enquanto ela tirava os ingressos para sua peça favorita de Lago dos Cisnes. — Você também tem um jantar para duas pessoas no Chateau La Rue, quando você quiser. — Levi... — respondeu ela.


— Feliz aniversário, Betty. — Obrigada. Balançando a cabeça, me virei de volta para a outra mulher da minha vida. Ela estava na janela com vista para toda a Boston. — Apreciando a vista? — Você tinha que ir e fazer algo doce. — ela sussurrou, embora eu vi os cantos de sua boca se alargarem. Eu dei um passo atrás dela. — O que você precisa, Sr. Black? — Você. — eu casualmente respondi. — Mas desde que não está sobre a mesa agora, eu vou ter que me contentar com isso. — entreguei-lhe o processo. Ela se afastou de mim, e eu estendi a mão para o meu violão antes de me sentar na minha cadeira. — Eu não entendo. — Diga-me como você levaria este caso. — eu respondi, dedilhando as cordas no braço do meu violão. — Você está brincando? — Figurativamente, é claro. Eu gosto de você, mas eu não estou disposto a deixar o futuro de uma mulher em suas mãos ainda. Você manteve seu nome no quadro, o que significa que você ainda é a cabeça do pelotão. O negócio é, se você fizer isso, eu vou treinála pessoalmente, e este é um exercício de treinamento. Agora, como você levaria o caso? — Eu teria que fazer uma leitura... — Você viu tudo sobre o caso durante os últimos dois meses. Se você ainda precisa ler alguma coisa, então você está sonhando se você acha que pode ser uma advogada. Ela olhou, jogando o arquivo para minha mesa e cruzou os braços. — Eu não vou desperdiçar o tempo de um júri tentando fazer a Sra. Nash parecer boa, porque seria um insulto à inteligência deles. Eu iria a público e diria: a Sra. Nash odiava o marido. Rápido e direto, eles podem odiar a Sra. Nash, mas eles vão confiar em mim porque eu sou a única não querendo impressionar. — Ok, o que vem depois? — chutei meus pés para cima, apertando as cordas antes de eu começar a tocar novamente.


— Em seguida, deixaria claro que a Sra. Nash não era a única pessoa que o odiava. Quando sua filha assumir a posição, eu iria perguntar-lhe como se sentia ao ser cortada da fortuna da família... — Culpado. — O quê? — Eu disse ‘culpado’, porque se é assim que você vai apresentar este caso, é o que o júri vai decidir. — Você disse na aula que a melhor maneira de fazer um suspeito sair de foco, é dando ao júri outro suspeito. — Isso é verdade. — Então como é que o veredicto é ‘culpado’? — Porque você está jogando softball. — eu suspirei, fechando os olhos para ouvir a música. — Seu processo de pensamento é certo, mas a sua abordagem é fraca. A filha do Sr. Nash foi cortada. Por quê? Vá para a jugular. — Isso não é intimidar a testemunha? — Não se você fizer isso direito. Você pode ferir seus sentimentos, os outros vão pensar que você é uma cadela, mas quem se importa? No final do dia é a vitória que conta. Então, não se segure. Faça as perguntas. Deixe que ela se enforque. Aproxime-se de mim como se eu fosse ela no tribunal. Ela assentiu com a cabeça, e eu coloquei o violão para baixo, e endireitei a minha postura enquanto eu esperava suas perguntas. — Srta. Nash, é verdade que você deixou a casa de sua família há um ano? — Sim, eu queria ver o mundo. — Não foi porque seu pai estava furioso com seu abuso de drogas? — Não... — Não, ele não estava furioso? Ou não, você não tem um vício em drogas? Eu queria sorrir. Ela estava conseguindo. — Sim, eu tive um problema com drogas, mas eu estava ficando melhor. Meu pai estava me ajudando com a minha doença.


— Se alguém estava ajudando você, por que você foi embora? Boa pergunta. — Eu... — E se seu pai estava ajudando você, por que você precisou roubar mais de duzentos mil dólares em joias? — Eu nunca... — Vou lembrá-la que você está sob juramento, Srta. Nash, e que mentir no tribunal é uma infração penal. Você sabia que seu pai chamou a polícia para denunciar que as joias haviam sido roubadas, no entanto, ele retirou as acusações quando ele percebeu que foi você? Eu parei por um momento, admirado com ela e um pouco excitado, antes de me lembrar de algo muito mais importante no momento. — Espere, nós temos a prova disso? — eu perguntei, quebrando o personagem. — Não temos necessariamente. — O que isso significa? — Sr. Nash mantinha um inventário de todas as suas joias. Quando eu estava procurando por isso, vi que quase duzentos mil dólares desapareceram ao mesmo tempo em que sua filha. Então eu chamei o departamento de polícia, afirmando que eu era uma das advogadas da Srta. Nash, e eu perguntei se havia um relatório apresentado para o sumiço das joias, eles disseram que inicialmente tinha sido feito, mas algumas horas mais tarde, o Sr. Nash chamou de volta e informou que ele havia encontrado. No entanto, de acordo com seus registros, não houve nenhuma outra indicação de que foi encontrado. — E você está dizendo isso agora? — isso não resolvia o caso, mas deixou nosso caso mais forte. — Não havia nenhum registro... — Não importa. Se nós podemos usá-lo para chacoalhar a defesa e a testemunha, isso poderia muito bem ser escrito em pedra. — Oh.


Eram coisas como esta que me lembravam que ela ainda era uma estudante, e ela tinha muito a aprender. Mas uma vez que ela se formasse, ela seria uma força a ser reconhecida. — Ok, comece tudo de novo. — eu disse, ouvindo-a explicar como ela derrubaria a testemunha. Eu podia vê-la assim para sempre.


Capítulo Dezoito Thea — Você não deveria estar me ligando. — eu disse, enquanto eu colocava uma tigela de água para Shadow. Ela dá uma lambida antes de saltar com a trovoada lá fora. — E se estiver relacionado ao trabalho? — perguntou. Sua voz no telefone me deu arrepios. Eu não tenho certeza o que era, mas ouvi-lo falar diretamente em meu ouvido era... sexy. — Trata-se de trabalho? — eu perguntei a ele, já suspeitando que não. — Depende da sua definição de trabalho. Eu queria rir. — Levi, você tem que estar no tribunal novamente na parte da manhã. — Venha aqui. — Sim, isso não está acontecendo. — disse eu, sentada no meu sofá. — Então eu vou na sua casa. — Não se atreva. — eu avisei. Ele suspirou. — Você está deixando isso muito mais complicado do que precisa ser. — Essa é minha linha! — Ai. Essa é a minha orelha. Porcaria. — Desculpe, você me irrita às vezes. — Só às vezes? Tão irritante. Ele ficou em silêncio por um momento e eu também.


— Você vai massacrá-lo amanhã. — eu sussurrei. — Eu sei. — Por que você tem que ser tão arrogante? — Eu sou de Boston. — ele respondeu. — É parte do que somos. Eu não pude deixar de rir. — Oh meu deus você é... — Sou o quê? Eu suspirei, quando eu agarrei meu travesseiro e o abracei contra o meu peito. — Você realmente não sabe quando desistir. — Por que diabos eu desistiria? Eu estou gostando, e você também. — Eu não estou. — Mentirosa. Eu podia sentir seu sorriso através do telefone. — Venha. Podemos jantar, assistir a um filme e conversar como adultos. Eu belisquei minhas bochechas para não sorrir. — Como adultos? — Sempre que estamos sozinhos, eu só tenho alguns minutos, às vezes segundos. Nós nunca realmente temos a chance de conversar, então eu acabo pulando em você como um adolescente cheio de tesão. Tão divertido quanto isto é, eu ainda gostaria de conhecê-la mais. — Se há alguém que me conhece fora da minha família, é você, Levi. Você precisa parar de ficar procurando o que não existe, porque você só vai encontrar mais coisas que você vai odiar sobre mim. Merda. Isso só derramou da minha boca. — Eu tenho que ir. — eu disse, em pânico porque eu tinha falado demais. Desligando, eu joguei o telefone na outra extremidade do sofá, antes de colocar o meu travesseiro sobre o meu rosto. O que há de errado comigo?


Eu podia ouvir o telefone tocando, mas eu não podia atender. Rolando para o meu lado, eu assisti a chuva que batia contra as janelas. Eu podia sentir meu telefone em meus pés e eu queria ligar para ele. Tudo parecia melhor quando eu estava falando com ele. Eu era apenas uma covarde. Por que eu não poderia ser mais... como uma mulher? Quando meu telefone vibrou novamente agarrei rapidamente. — Alô? — Nossa, o que adianta ter um telefone se você nunca atende? — Selene gritou no meu ouvido. Puxando o telefone longe eu entendi o que Levi disse. Ai. — Desculpe, eu pensei que fosse outra pessoa. Está tudo bem? Vovó está bem... — Todo mundo está bem. Eu só senti sua falta. E eu estava pensando, você pode voltar para casa para o Natal? — Selene eu acho... — Tudo bem se você não puder. É que eu conheci alguém... — Espere, o quê? — eu gritei. Levantei, de repente, assustando Shadow da cadeira. — Selene? Minha irmãzinha? Ela conheceu alguém? — Ei, não me faça parecer que estou emocionalmente atrofiada ou algo assim! — ela repreendeu. — Não. Não. — eu lentamente sentei novamente. — Estou surpresa, é uma surpresa boa e feliz por você... contanto que você esteja bem. — Eu estou bem. — disse ela. — Ele é um bom rapaz, Vovó gosta dele. Mas ela disse que tem de ter o seu selo de aprovação, é por isso que eu te liguei, ele gostaria de te encontrar em algumas semanas. Ela tinha saído há dois meses. — Semanas? Assim, quanto tempo você o conhece? E por que eu estava ouvindo sobre isso só agora? — Começamos a conversar antes de partir para Boston, mas, depois, perdemos o contato. E quando eu voltei, nós nos reencontramos.


Reencontramos? Por que eu estava ouvindo sobre isso só agora? — Qual o nome dele? — De jeito nenhum eu vou falar! Você vai passar a persegui-lo no Facebook ou algo assim, e eu quero que você o conheça pessoalmente, antes de você julgá-lo. — Eu não vou julgá-lo. — eu disse, e não soei convincente disso. — Muito. — eu acrescentei evitando mentir completamente para minha irmã. — É ela? — eu ouvi uma voz profunda perguntar no fundo. — Selene, são onze horas. — Vovó está aqui, e ele está saindo. — Espere, eu posso pelo menos falar com ela? — perguntou o rapaz. — Vamos te ver quando você estiver livre e puder vir nos visitar. Boa sorte com tudo. Te amo. Tchau. Ela nem sequer me deixou ter uma palavra antes dela desligar. Olhando através do meu telefone eu notei que todas as minhas chamadas não atendidas eram dela. Levi não tinha me chamado de volta depois que eu desliguei na cara dele. Por que isso me incomoda? Por que eu sou assim! Levantando, peguei minhas botas de chuva e meu casaco enquanto eu me dirigia para fora. — Reze por mim Shadow.

Levi — Estou indo! — eu gritei, enquanto eu secava o cabelo com a minha toalha. Abrindo a porta, descobri que a campainha que tocava tarde da noite era a última pessoa que eu esperava ver. — Thea? Afastei para o lado, deixando-a entrar. Ela tirou suas botas na porta, antes de entrar — E, claro, você não está vestindo uma camisa. — ela suspirou, indo para a minha cozinha.


— Fique feliz que eu tenho roupas. Ela pegou duas taças da parte superior do gabinete, e pegou uma garrafa de vinho. Abrindo algumas gavetas, ela procurou o que eu só poderia assumir ser o abridor de garrafas. — Você o mudou. — ela franziu a testa, voltando-se para mim. — Sim, nos quatro meses desde que você esteve aqui, eu mudei meu abridor de garrafa. — eu disse enquanto abri um dos armários para pegar pra ela. — Você parece irritado. — Você desligou na minha cara, lembra? — Você nunca ligou de volta. — disse ela, derramando o vinho em sua taça. Suspirando, eu tentei não ficar chateado com ela. — Eu não quero jogar estes jogos com você, Thea. Você não pode continuar protegendo o seu coração, agindo como se você não tem um. Porquê. Você. Está. Aqui? — Minha irmã mais nova tem um namorado. — ela sorriu, mas não alcançou seus olhos. — Eu estava rolando no meu sofá com o travesseiro no meu peito, como uma criança, e de repente pensei sobre o quanto eu gostaria de falar com você. Enquanto isso, minha irmã mais nova está em uma relação estável e madura. Seu namorado quer me conhecer, mas eu não tenho ideia do porquê, porque eu não sou o a pessoa madura nesse relacionamento. — Eu gosto de você, mas eu sou uma bagunça, Levi. Eu realmente sou. Alguns dias, eu nem sei como sair da cama. Você deve ir embora, porque eu provavelmente vou foder sua vida. Confie em mim, é o que eu faço, e eu não quero fazer isso com você. Ela acabou com o resto do seu vinho. — Eu não respondo a você. — eu disse a ela. — Você não pode fazer escolhas por mim. Se eu quero estar com você, então eu vou tentar ficar com você. A única outra pessoa que tem controle sobre isso é você. Então você está dentro ou fora? Ela balançou a cabeça e estendeu a mão para a garrafa de vinho quando eu a parei. Se nós íamos ter essa conversa, nós a teríamos sóbrios. — Olhe para mim. — é claro que ela não olhou. — Thea. Ela suspirou, olhando para cima, e eu coloquei a mão na sua bochecha.


— Você não é um arco-íris negro. Eu vejo cada uma das suas cores. Você pode ter sido um uma vez, mas você com certeza não é agora. Ela ficou boquiaberta para mim em choque. — Como você... — No dia seguinte de me rejeitar – pela primeira vez - sua irmã me ligou e pediu para se encontrar comigo. Ela estava preocupada por você estar aqui sozinha, e eu acho que ela só queria me ver pessoalmente. Ela suspirou, inclinando-se no meu balcão. — Ela realmente é a única madura nessa história. — Eu acho que ela puxou você. Elas tinham criado um sistema onde uma apoiava a outra, e assim elas sempre tentavam o seu melhor para se manter forte para a outra. — Você vai ficar essa noite? — eu perguntei a ela. Ela engoliu em seco, agarrando-se a sua taça. — Nós estamos no intervalo de inverno, agora, e, no momento, eu não sou seu professor. Então, você fica essa noite? — Eu fico. E eu vou agir como uma adulta. Eu sorri, pegando meu celular. — Então nós vamos precisar jantar.

Thea Eu sentei no colo dele no chão da sala de estar, troquei minha roupa molhada e coloquei uma de suas camisas de algodão. Nós dois estávamos comendo comida chinesa, e ouvindo a tempestade lá fora. Depois de ficar separados por tanto tempo, eu estava esperando que fosse estranho, mas foi como se tivéssemos começado de onde havíamos parado. Ele acariciava minha coxa com uma mão, enquanto folheava os e-mails em seu telefone com a outra. — Um centavo pelos seus pensamentos? — ele perguntou quando ele me pegou olhando.


— Apenas um centavo? Que tipo de garota você acha que eu sou? Ele riu, beijando meu ombro. — Não pense demais. — Não estou. Ele me deu uma olhada. — Ok, eu estou. — eu admiti. — Mas eu não posso evitar. É como se nada tivesse acontecido e estamos de volta àquela semana de novo. — Eu não me importo com aquela semana. — Nem eu, mas você sabe tanto sobre mim, e eu sinto que eu não sei nada sobre você. — Pergunte-me alguma coisa, então. Pensei por um momento. — Por que você se tornou um advogado? Eu tentei em vão pegar o meu arroz com meus pauzinhos enquanto esperava sua resposta. Após cerca de três tentativas, eu desisti, e peguei a colher da embalagem em sua mesa de café. Ele sorriu para mim, usando o seu com facilidade para pegar um bolinho. — Ninguém gosta de ser um show à parte. — eu disse a ele com um sorriso. — Eu vou te ensinar. — ele pegou minha colher, mas recuou. — Você está evitando a pergunta, Sr. Black. — Eu odeio essa pergunta porque eu nunca tenho uma resposta para isso. Eu não sei por que eu me tornei um advogado. Meu pai era um, e eu era bom nisso, então eu segui seus passos. — ele deu de ombros. — Isso é estranho, eu estava esperando algo um pouco mais...inspirador. — eu disse, mais uma vez não usando um filtro. — Está bem. — Certamente você não teria seguido seus passos por tanto tempo, se você não gostasse?


— Ah, não, eu adoro isso agora. Mas naquela época, eu não tinha ideia do que queria fazer com a minha vida. Eu meio que apenas segui o caminho que tinha sido colocado para mim. Felizmente, tudo deu certo e eu encontrei a minha vocação. — Tribunal é como um jogo de xadrez gigante para mim. Habilidade e estratégia, confinados por um conjunto de leis. É uma das razões pelas quais eu nunca poderia ser um promotor, eles estão acorrentados à lei. No exterior, existem lacunas e truques. Quanto mais duro o caso, melhor o jogo. Ele parecia mais e mais animado quanto mais ele falava sobre isso. Todo o seu rosto se iluminou, e ele parecia... realmente feliz. — E ajudar as pessoas é muito bom. — acrescentou rapidamente, e eu ri. — Sem julgamento. — Sem julgamento. — ele sussurrou novamente. Seus olhos foram para os meus lábios por uma fração de segundo antes que ele desviasse o olhar. — Próxima pergunta, Srta. Cunning. — Quem são seus pais? Ele já sabia tudo sobre meus... se você poderia chamar aquelas pessoas de pais. Eu odiava um, e eu não tinha visto o outro há anos. — Thea? — Desculpe, eu só estava pensando. O que você disse? — Eu não disse nada, apenas olhei como se você estivesse se deixando levar por quaisquer pensamentos que estavam em sua cabeça. Como é que ele me conhece tão bem? — Seus pais? — perguntei-lhe novamente. — Minha mãe era uma bailarina, até que ela se machucou durante a sua última apresentação de Lago dos Cisnes. Ela agora tem seu próprio estúdio e ensina meninas de seis anos para cima. E como eu disse, meu pai era um advogado até que se aposentou. Ambos são socialites de Boston agora, e eles ainda estão loucamente apaixonados também. No dia de Ano Novo, meu pai sempre move todos os móveis ao redor da casa e permite que a minha mãe faça seu próprio show para ele. — disse ele com uma risada, sacudindo a cabeça com o pensamento deles.


— Eles parecem ser ótimos. — Eles são. Minha mãe é um pouco insistente, mas agora que minha irmã teve seu bebê, ela está distraída sendo avó. — Sua irmã, Bethan? — perguntei, esperando que eu tivesse dito o seu nome certo. — A esposa de Tristan? — Sim, ela teve uma menina no mês passado. — Vocês todos são como o A família Americana. É bonito. — eu disse, com um sorriso sonhador. Eu

poderia

até

mesmo

imaginá-los

em

suas

férias

com

cartões

Hallmark. Deslocando em seu colo, eu observei o relógio. — Levi! São duas horas, você precisa descansar, você tem tribunal em poucas horas! — Ok. — ele disse quando ele me levantou em seus braços, e começou a caminhar em direção à escada. — O que você está fazendo? — A única maneira para eu descansar, é se você estiver nos meus braços hoje à noite. — disse ele. Ele foi capaz de desligar as luzes antes de me pegar. — A comida... — Nós vamos lidar com isso pela manhã. — disse ele enquanto me colocava no centro de sua cama. — Nada de sexo. Se você não se der bem amanhã, não vou me perdoar. Ele suspirou, e eu poderia dizer que ele estava cansado. Sentando, eu corri minhas mãos sobre seu maxilar. — Eu não vou a lugar algum, e pensando nisso desta maneira, você receberá um prêmio depois de chutar a bunda deles amanhã. Ele se virou e beijou minha mão. — Se eu não posso ter você esta noite, pelo menos tire sua camisa, assim eu posso sentir você contra mim. Com a expressão nos seus olhos, como eu poderia dizer não?


Tirando a camisa, eu me virei para que ele pudesse soltar meu sutiã. Quando o fez, suas mãos viajaram pela minha espinha quando ele beijou minhas costas. — Levi. — engoli em seco, quando ele agarrou meu seio. — Eu senti sua falta. — disse ele, enquanto beijava minha espinha uma última vez. Levantando-se, ele foi até o banheiro, e alguns segundos depois, ouvi o chuveiro ligar. — Oh Deus. — eu gemi, deixando escapar a respiração que eu estava segurando em seus travesseiros. Passando ao meu lado, eu respirei o cheiro dele. Ele cheirava como ele. O que... ? Em sua mesa de cabeceira, havia uma cópia de O Grande Gatsby. Sentando-me, estendi a mão para ele. Ele havia sublinhado minhas citações favoritas, como se ele já soubesse quais eram. Ao ouvir o chuveiro desligar, eu coloquei o livro de volta para baixo, rastejei para debaixo dos lençóis e fingi estar dormindo. Eu podia ouvi-lo caminhar ao redor do quarto por um momento, antes de ouvir o clique do interruptor de luz e senti a mudança no colchão. Seus braços vieram em volta de mim, me puxando para mais perto dele. Ele estava nu, e ele estava frio, mas eu não disse nada. Eu simplesmente pressionei meu corpo contra o dele, permitindo que meus seios e mãos descansassem contra seu peito nu, com as minhas pernas entrelaçadas com as dele. Nunca me senti mais confortável em toda a minha vida. No fundo da minha mente, eu não parava de pensar na citação de Gatsby; “Você vê, eu geralmente me encontro entre estranhos porque eu derivo aqui e ali tentando esquecer as coisas tristes que aconteceram comigo”. Mas eu não estava à deriva mais. Por causa de Levi, eu tinha encontrado um lugar para descansar. — Eu senti sua falta também. — eu sussurrei na escuridão.


Capítulo Dezenove Thea Thea, Eu sei que você queria que eu te acordasse, mas você parecia tão calma que eu simplesmente não consegui. Você está tecnicamente de folga, divirta-se. Eu volto para receber o meu prêmio. Até então, a minha casa é sua casa. O café da manhã está no microondas. Seu, Levi. Rastejando para fora da cama, fiquei desapontada por não poder estar no fórum com ele agora, especialmente depois que eu tinha trabalhado tão duro sobre este caso. Mas entre todos os seus associados e a mídia, simplesmente não havia espaço suficiente dentro daquele tribunal para caber todos nós. Nós éramos estudantes, então é claro que ele tinha nos deixado de fora. Agarrando minha camisa do chão, eu a coloquei e desci as escadas. — Levi. — eu gemi, notando que ele tinha limpado a bagunça e fez café da manhã antes de ir para o tribunal. No microondas ele deixou outra nota: Torrada ligeiramente queimada com bacon e sem café. Parece estranho, mas que seja. Levi. Ele se lembrava de tudo, por outro lado, eu sabia como ele gostava do seu café da manhã também. Ouvi o meu telefone tocar, eu agarrei o copo de suco de laranja que ele tinha deixado para mim, antes de ir para a sala de estar.


Alcançando debaixo do sofá, peguei meu telefone. — Alô? — Você está assistindo? — Vivian me perguntou. — Dê-me um segundo. — eu procurei pelo controle remoto. — Como você ainda não está assistindo? — Atticus estalou. Eu não tinha percebido que eles estavam ao telefone. — Eu dormi demais. — Você dormiu demais? Eu não estou engolindo isso... — Shh! — Vivian pediu. — Devíamos estar lá, isso não é justo. — Quanto trabalho você fez? — Atticus questionou. — Bem, com Thea entrando como um cavaleiro em um cavalo branco o tempo todo, quem poderia fazer alguma coisa? — Porra, você de alguma forma nos enganou para sermos seus backing vocals, Thea. — Eu não enganei ninguém. Agora, se vocês me dão licença, eu vou assistir o Professor Black chutar a bunda desses caras, enquanto eu como o meu café da manhã. — eu disse quando eu desliguei. Por mais que eu gostasse das travessuras deles, eu simplesmente não tinha energia esta manhã. Quando eu vi a filha do Sr. Nash assumir o posto, eu pulei para o sofá e aumentei o volume. — Srta. Nash, é verdade que você deixou a casa da sua família há um ano? Filho da puta, eu sorri descontroladamente. Ele estava usando a minha abordagem. — Sim. — respondeu ela ao microfone. — Por quê? — Eu tive um problema com drogas, e eu decidi ir para a reabilitação. — Não, você não fez! — eu gritei para a televisão. — E como foi que o seu pai se sentiu sobre isso? — Como qualquer pai, ele estava irritado e decepcionado. Ele cortou meu dinheiro.


— Então como foi que você pagou a reabilitação? — Eu roubei algumas das suas joias. Mas eu liguei para ele mais tarde e expliquei sobre isso, e eu disse a ele porque eu peguei. Droga, a promotoria estava lidando com a versão da verdade. A filha do Sr. Nash era a única pessoa que poderia servir como com um motivo sólido o suficiente para querer seu pai morto. — E você esteve lá o todo o ano? — Sim. — Onde fica a clínica a reabilitação que você ficou? — West Seneca. — E você... — Objeção meritíssimo; Srta. Nash está em julgamento aqui? — perguntou o promotor quando ele se levantou para enfrentar o juiz. Levi virou para ele e ergueu a sobrancelha. Estranhamente, ele parecia satisfeito. — Meritíssimo, eu só quero saber se a Srta. Nash está limpa para estar depondo, depois de anos de abuso de drogas. — Eu vou permitir isso. — Muito obrigado, Meritíssimo. Sinto muito, onde que você disse que sua reabilitação fica localizada Srta. Nash? — Seneca Falls. Espere. — Seneca Falls ou West Seneca Srta. Nash? Esses são dois lugares diferentes, cerca de duas horas de distância. — Quer dizer West Seneca... — Mas os centros de reabilitação em West Seneca são sem fins lucrativos, são de caridade. Onde você gastou os duzentos mil? Tem certeza de que não estava em Seneca Falls? — Sim, eu quis dizer Seneca Falls, eu sinto muito.


— Srta. Nash, você sabe que mentir sob juramento é uma infração penal? Ele sabia o que estava fazendo. — Sim. — Srta. Nash, você não poderia ter estado em West Seneca, e você não poderia ter estado em Seneca Falls, porque o seu programa de reabilitação é de apenas 160 dias. Então, onde você estava? — Eu... — Você realmente foi para a reabilitação? Ela vacilou, depois ficou vermelha. — Eu invoco a quinta emenda. Levi continuou como se ela tivesse realmente respondido: — Então, se você não estava na reabilitação, onde foi parar o dinheiro? — Eu invoco a quinta emenda. — Se você não foi para a reabilitação, então você não ficou limpa. Então, quando você chegou em casa e descobriu que seu pai a cortaria de seu inventário mesmo não sendo a vontade da sua mãe, você não ficou chateada? — Sim. — ela disse com lágrimas nos olhos. — Mas ele nunca pensou sobre isso, até que ela colocou isso na cabeça dele. — Três semanas mais tarde, você descobriu que seu pai tinha sido assassinado, não é mesmo? Ela abriu a boca e depois fechou de novo. — Eu não tenho mais perguntas para esta testemunha. — SIM! — eu pulei para cima e para baixo em seu sofá. Quando eu ouvi meu telefone tocar eu atendi imediatamente. — Bomba, foi pura dinamite! Você viu aquilo? Gênio! Puro gênio! — THEA! Eu parei finalmente olhando para o identificador de chamada na tela do telefone. — Selene? Desculpe, pensei que fosse outra pessoa. — Imaginei. Sinto muito incomodá-la, posso ligar mais tarde...


— Não, não. Está tudo bem, eu estou bem, eu só acordei um pouco agitada sobre um caso. — Vovó, disse que outro habeas corpus do pai falhou hoje. Então eu pensei em escrever a minha primeira carta para ele hoje, e eu queria que você lesse. Eu sei que você está escrevendo para ele desde que você descobriu, e eu não quero que ele pense que eu não me importo ou que não estamos prestando atenção ao que está acontecendo com ele. E assim de repente, a minha emoção foi embora e eu desmoronei de volta no sofá. Eu nem sabia que uma de suas apelações falhou hoje. Normalmente, o “advogado” se eu poderia chamá-lo assim, falava comigo. — Ele não vai escrever de volta. — eu disse a ela. — Eu sei que ele recebe, mas ele nunca responde. Não leia nada sobre ele na internet, certo? Se você tiver dúvidas, ligue para mim. Não havia nada, mas odeio a internet quando se tratava dele. Uma vez que você mergulhasse nela, tornava-se um buraco negro que te desafiava para sair. — Eu sei. Eu só quero que ele tenha algo meu. Você pode ler isso por mim? Eu não queria. — Claro.

Levi Eu não sabia o que esperava encontrar quando eu voltasse para casa. Metade de mim esperava que ela não tivesse corrido para casa, e a outra metade de mim esperava que ela ainda estivesse na minha cama, enrolada e nua. No entanto, não foi nenhuma dessas coisas. Minha sala tinha sido convertida em um pequeno escritório, com arquivos e fotos em toda a mesa de café. Ela sentou-se com seu gato no colo, e fones de ouvido, folheando páginas e páginas, e destacando grandes blocos de texto. Isso me lembrou da noite em que entrei na sala de conferência para encontrá-la ainda trabalhando.


Largando minhas coisas no sofá, eu cheguei por trás dela, beijando seu pescoço antes de remover seus fones de ouvido. — Eu pensei ter lhe dito para relaxar. Eu honestamente não preciso muito de ajuda com o caso. — Não é o seu caso, é o meu. — ela sussurrou, olhando de volta para mim. — Bem, realmente, é o caso do meu pai. Olhei ao redor da sala em todas as caixas empilhadas em torno dela. — Você coletou tudo isso? — Não havia muito em seu julgamento, então eu basicamente comecei a partir do zero. Se eu achar qualquer coisa, eu envio através de seu advogado, mas isso só aconteceu duas vezes. Era inútil. Sinto muito sobre a bagunça. Eu prometo que vou limpar antes de eu sair. Eu simplesmente não poderia ficar na minha casa agora. Jesus. Sentado ao lado dela, tirei a minha gravata. — Está tudo bem, realmente. Eu tenho espaço, mas eu estou confuso, por que você está olhando para isso agora? — Minha irmã me ligou hoje, para me dizer que o seu apelo não foi aceito, e que ela tinha escrito uma carta para ele. — disse ela, quando ela me entregou o telefone para ler a nota que sua irmã tinha digitalizado e enviado a ela. Querido Pai, Sr. Walton, Ben, Pai, Eu vou pular a introdução. Eu escrevi isso tantas vezes que eu estou quase sem papel. Eu não sei se você se lembra de mim, eu sou Selene, sua outra filha. Eu gostaria de me lembrar de você, porque pelo que Thea me diz, você foi muito legal. Ela está se tornando uma advogada para tirá-lo daí, e acredite em mim, se há alguém no mundo que pode fazê-lo, é Thea. Ela é como uma mula; uma vez que ela coloca os pés no chão, ela não se move até que os trabalhos estejam feitos. Acredite em mim, eu sei disso porque ela basicamente me criou toda a minha vida. Então o que eu estou tentando dizer é que estamos com você, e eu espero que você esteja indo bem... tão bem quanto você pode estar, pelo menos, dada as circunstâncias. Eu realmente não posso fazer nada, só apoiar Thea, mas só sei que nós não esquecemos de você, então apenas continue aguentando por nós. Te vejo em breve,


Selene. Ela colocou o telefone em cima da mesa e descansou a cabeça no meu colo, sem dizer uma palavra. Eu não tinha certeza o que mais havia a dizer. — Eu estou trabalhando tão rápido quanto eu posso... — Você vai se matar com isso, Thea. — fiz uma pausa, tentando pensar sobre a melhor forma para expressar para minha próxima pergunta. — Por que você não me pediu? Você disse que odiava o advogado que está trabalhando nisso agora, então por que você não veio a mim? — Eu fiz, meses atrás. Quando eu liguei, a pessoa com quem falei, eu acho que foi Raymond, disse que você não lidava com condenações à morte. Liguei para dezenas de advogados e todos disseram a mesma coisa. Quando eu te conheci no bar eu não tinha ideia de quem você era, mas durante a nossa semana juntos, você me disse seu nome e eu coloquei dois e dois juntos, mas isso não importava mais. Eu tinha decidido lidar com isso sozinha. Eu nunca teria pensado que você seria meu professor. — ela confessou mantendo os olhos fechados. Eu não sabia. Todos os casos foram trazidos a mim por Tristan ou Raymond, e de lá, selecionávamos os que eram o mais alto perfil ou que estávamos apaixonados. — Eu também não queria deixar cair isso em seus ombros. Se eu deixasse e você não acreditasse nele, ou se perdesse, eu estava com medo sobre o que aconteceria entre nós. Eu sou egoísta assim. Eu não consigo ver nada de novo aqui e nem o advogado dele. Eu seria uma armadilha para falhar. Eu sinto que eu preciso acabar com isso sozinha e... eu não sei. — Tudo bem. — eu disse, pegando sua mão e beijando a parte de trás. — Quando você precisar de mim, basta me chamar e eu estarei lá. Mas, por agora, eu te apoio. Ela se sentou, trazendo seu rosto perto do meu. — Você nunca diz ou faz, qualquer coisa que eu acho que você vai fazer. — Essa é uma via de mão dupla. — eu disse tocando seu rosto. — Quero sair com você. — Não estamos fazendo isso? — Não, não estamos. Sair significa ir ao cinema, jantar, ir a jogos. Nós podemos ir para fora da cidade, se você quiser.


Seus olhos foram de um lado para o outro, como se estivesse digitalizando o meu rosto por algum sinal de algo. — Hmmm... fora da cidade, parece muito bom. — disse ela enquanto ela inclinava a cabeça para mim. — E você já deve saber, mas você foi incrível hoje. Ela se inclinou e me beijou. — Isso significa que eu recebo meu prêmio agora? Ela assentiu com a cabeça e se levantou. Tomando minha mão, ela me puxou para cima do chão, e eu a deixei me arrastar em direção ao quarto, onde ela me empurrou para a cama. Ela se despiu na minha frente com facilidade, e quando ela estava nua, ela se arrastou em cima de mim e começou a desafivelar meu cinto. Ela deslizou entre as minhas pernas, olhando diretamente para mim enquanto seus dedos encontraram seu objetivo, e começou seu trabalho mágico. Ela lambeu os lábios e mordeu o lábio inferior, e eu contraí em sua mão. — Thea... — eu não podia olhar para longe dela. — Sim? — ela perguntou educadamente, conforme me acariciava com as duas mãos. Foda-se. Colocando minhas mãos atrás de mim, eu tentei me segurar. — Você está tão duro, Sr. Black. — ela sussurrou enquanto se esticou para cima para beijar meu pescoço. — Diga-me o que você gostaria que eu fizesse. — Uh... o quê? — perguntei, quando meu cérebro já não estava se comunicando comigo. — Diga-me o que você quer que eu faça, Sr. Black. — ela repetiu mais uma vez com um sorriso. Ela correu o polegar sobre a cabeça, aplicando apenas a pressão certa para fazer qualquer homem enlouquecer de prazer. Eu não podia falar. Fazia muito tempo desde que tínhamos estado assim, e eu tinha quase esquecido como era. — Desculpe-me, eu não posso esperar mais. — eu disse a ela, quando eu agarrei a cintura dela e a virei. Pulando as preliminares, eu precisava dela agora.


Ela enfiou a mão debaixo do travesseiro e tirou um preservativo. — Então, não espere. Foda-se. Tirando minhas roupas tão rapidamente quanto humanamente possível, a ouvi rir e isso só fez com que eu a quisesse mais. — Alguém está ansioso. — Você não tem ideia. — eu disse enquanto a beijava. Ela tinha sido a causa de chuveirada fria demais e ela ia pagar. Ela se agarrou em mim enquanto eu lentamente entrava nela. — Ah... Gah. — ela gemeu, quando as unhas cravaram em minhas costas. — Mais. Ignorando-a, eu levei o meu tempo para desfrutar da sensação dela. Eu saboreei a maneira como ela se apertou em mim, a sensação de seus seios enquanto eles esfregavam contra mim, do jeito que ela tremia de necessidade e o doce sabor de seus lábios carnudos. Eu amei cada momento. Estendendo a mão, ela segurou meu queixo, forçando-me a olhar para ela. — Pare de ser egoísta e me foda. — Você é meu prêmio, lembra? — perguntei, enquanto eu mordia suavemente a ponta do seu polegar, antes de deixar suas mãos. Empurrando contra mim com toda a sua força, ela nos obrigou a rolar até que ela se sentou em cima de mim. — Se você não tomar o seu prêmio, alguém vai roubá-lo. — disse ela, quando ela se levantou por todo o meu comprimento, antes de deslizar de volta para baixo. Ela fez isso lentamente, provocando e foi um prazer quase intenso demais para suportar. — Jesus Cristo. — eu assobiei, me agarrando a ela enquanto ela me montava. Eu não poderia evitar, cada vez que ela vinha, eu empurrava meu quadril para cima, dirigindo-me dentro dela com força total, tentando combinar seu ritmo. Envolvendo meus braços em torno dela, eu a abracei e a segurei com força... meses de provocação e frustração. Soltamos tudo, grunhindo e agarrando um ao outro como se nossas vidas dependessem disso. — Levi! — ela gritou, quando ela jogou a cabeça para trás e arqueou as costas.


Seus dedos cravaram em minha pele e ela fechou os olhos com força. Eu podia sentir seu espasmo em torno do meu comprimento, e quando ela chegou ao seu orgasmo. O suor do meu cabelo escorria em meus olhos e virando as costas novamente, eu levantei uma de suas pernas no meu ombro, me permitindo ir mais fundo do que jamais imaginei ser possível. Mordendo meus próprios lábios. — Oh...meu... Deus. — sua voz tremeu. — Deus não tem nada a ver com isso. — eu disse a ela, quando eu agarrei seus seios, e prendi seus mamilos entre meus dedos. Eu apliquei pressão suficiente para fazê-la gemer e contorcer-se debaixo de mim, então, eu me inclinei para frente e tomei um de seus mamilos em minha boca enquanto eu sacudia a cabeça para trás com a minha língua. — Levi... tãooo... bom. — ela gemeu. Eu não consigo me segurar. Beijando a pele do seu pescoço, eu grunhi inaudível, segurando-a firmemente contra mim, quando eu gozei. Ela me segurou em seus braços enquanto nós dois ofegávamos. — Por que eu disse ‘não’ a você? — perguntou ela. — Você teve um breve momento de loucura, mas eu perdoo você. — eu sussurrei de volta, quando eu plantei beijos ao longo de seus seios. Eu saí de cima dela e me deitei ao seu lado. — Se todos tivessem sexo assim, o mundo seria um lugar muito melhor. — ela suspirou feliz, e eu ri. — Eu não poderia concordar mais. Devemos orar por eles ou algo assim. Ela riu, enrolando-se contra mim, e eu não poderia imaginar qualquer outro lugar para ela estar do que em meus braços. Eu estava profundamente envolvido, e eu não ia fugir.

Meio dormindo, eu estendi a mão para ela. Mas não havia nada lá. Abrindo os olhos, eu toquei seu lado da cama, como se isso fosse fazê-la aparecer magicamente, mas ela se


foi. O local onde ela estava deitada ainda estava quente. Eu rolei para olhar para o meu relógio. 02h23. Sentando-me, eu agarrei minha boxer, estremecendo com a dor no meu ombro. Movendo-me para o espelho, notei as manchas arroxeadas e o arranhão vermelho assinalando o que as unhas dela tinham feito. — Puta merda. — eu sussurrei, me virando para que eu pudesse ver toda a extensão do dano. Eu nem sequer me lembro dela me arranhando tanto... independentemente disso, eu usei isso como uma medalha de honra enquanto eu caminhava pelas escadas. Com certeza, lá estava ela, arrumando todo o seu trabalho, vestindo nada além de uma camisa, minha camisa. Eu sorri. — Baby, volte para a cama. Ela pulou, assustada ao me encontrar ali de pé, ou talvez seu choque era por causa do nome que eu tinha chamado ela. Baby. Parecia tão natural, tão fácil, tão... certo. — Dê-me um segundo. — ela disse, e continuou a arrumar os arquivos. — Se eu deixar estes para fora, você vai acordar antes de mim e limpar tudo novamente. Amanhã são as alegações finais... Peguei-a e joguei por cima do meu ombro. — Levi! — Eu não consigo dormir, e eu tenho um grande dia no tribunal amanhã. Eu preciso de você na cama. — eu disse com determinação, quando eu a levava de volta para o meu quarto. Colocando-a na cama, eu deslizei para fora da minha boxer e me arrastei ao lado dela. — Eu ouvi um monte de ‘eus’ nessa sentença. — ela sussurrou, enquanto ela pressionava as costas no meu peito me permitindo envolver meu braço em torno dela. Ela cheirava a flores silvestres e sua pele estava tão quente contra a minha pele. — Você precisa dormir também. — eu murmurei, fechando meus olhos. — Quando você vai entender? Eu não só quero você ao meu lado, eu preciso de você. Eu te amo.


Capítulo Vinte Thea Eu nunca fui tão desejada por alguém, da maneira que Levi me desejava. Era estranho para mim. Eu não entendo, e ainda assim, eu estava estupidamente feliz sempre que eu estava com dele. Eu não podia explicar, eu apenas me sentia... livre. Ninguém fora da minha família sabia sobre meus segredos, exceto ele. Eu tinha cometido o erro de me abrir para algumas pessoas na escola, mas isso se mostrou ser um erro. Algumas semanas mais tarde, as pessoas começaram a sussurrar e os rumores começaram a voar. Meus professores ficaram preocupados, e isso foi tão longe quanto os conselheiros pedindo para se encontrar comigo todos os dias. Mas a coisa era passado, eu já tinha feito terapia. Minha avó tinha gasto muito dinheiro com Selene e eu, apenas para que pudéssemos falar com estranhos sobre como nos sentíamos ou como percebemos o mundo à nossa volta. Mas às vezes não conseguíamos nem falar. Nós apenas não estávamos mentalmente prontas para atravessar naquela fresta particular de nossas memórias. Eu não sabia o que dizer a eles, e isso só tinha deixado as coisas piores. Após seis anos sendo forçada a falar com as pessoas, eu jurei que eu nunca falaria sobre isso novamente com ninguém... até que eu conheci Levi. Desde o primeiro dia que eu o conheci, meu mundo foi mudando. — Qual o problema? — perguntou Levi, quando ele veio atrás de mim, pegando meu olhar no reflexo do espelho. — Nada. Aonde é que vamos mesmo? — perguntei, me virando. — Nós estamos comemorando um encontro de fim de semana. — anunciou com um sorriso. Ele pegou minha mala e a dele, e levou todas as nossas coisas para baixo. Ele é claro, tinha ganhado o caso, e todos os programas de notícias insistiam em repetir sobre como o grande Black Levi tinha feito isso de novo. Ele fez parecer tão fácil que ninguém parecia se


lembrar das previsões do caso da Sra. Nash. No entanto, algumas pessoas estavam lívidas que o assassinato do Sr. Nash ainda estava por resolver. — Você está ficando perdida em seus pensamentos de novo. — observou ele, quando ele me entregou o meu chapéu e lenço. — Eu estava pensando sobre o caso... — Não. — ele ergueu a mão. — Passamos meses pensando sobre o caso. Agora é a hora de esquecer que nós já tivemos... — ele parou e apalpou os bolsos. — Onde está a minha carteira? — Na cozinha, o que me lembra... — eu fui para a cozinha enquanto ele seguia atrás de mim. Abrindo a geladeira e os armários, comecei a pegar as maçãs, batatas fritas, água e tudo aquilo que poderia caber em minha bolsa. — O que você está fazendo? — Você disse que ia levar uma ou duas horas para chegar lá, certo? — E você vai sentir fome? Eu não estou julgando você, mas... — Não! É para nós dois, você já viu a neve lá fora? Se ficarmos presos em algum lugar... Ele riu de mim. — Você assiste ao canal do tempo um pouco demais. Ignorando-o, eu peguei o resto das coisas e joguei em um saco, então me virei e entreguei a sua carteira. Ele apenas sorriu para mim e para a criança em mim. Torcendo meu rosto, eu mostrei a minha língua para ele e comecei a caminhar em direção à porta da frente. — Você acabou de... — Eu pensei que nós estávamos com pressa, Sr. Black? — eu já estava na porta, colocando o meu casaco de inverno e botas de neve. — Você não quer pegar alguns cobertores também? Isso era realmente uma boa ideia. Virei e comecei a ir em direção ao armário, mas ele interveio e agarrou a minha mão livre. — Pensando bem, há muitas outras formas para se manter quente. — disse ele com um sorriso perverso. — Vamos Thea, vamos embora. Shadow olhou para nós quando fechamos a porta para ela, e eu meio que me senti mal.


— Tristan e Bethan vão cuidar dela. — ele me assegurou. Ele tinha feito isso de novo. — Por favor, pare de ler minha mente, é desconcertante. — Não é minha culpa que você é tão fácil de ler. — ele fez beicinho, quando ele abriu a porta de seu Audi preto para mim. Em todo o nosso tempo juntos, esta foi apenas a segunda vez que eu tinha estado em seu carro e no momento em que chegamos, nós dois estávamos tremendo. Sua mão repousava sobre minha coxa, e seus dedos traçaram suavemente intrincados padrões em meus jeans. — Tem certeza que foi tudo bem não passar o Natal com a sua família? — perguntei, enquanto nós dirigimos passando pelas decorações de Natal. Já era 29 de dezembro, a consciência me chocou. Este ano inteiro tinha passado em um borrão, e em menos de três dias, seria um novo ano... Ele ligou o aquecedor do carro. — Eu poderia te perguntar a mesma coisa. Verdade. — Minha família não é de grandes comemorações de Natal. Nós colocamos nossos pijamas e assistimos reprises de todos os filmes clássicos de Natal. — Isso parece incrível. — ele riu. — Estou falando sério, sua mãe não ia dar uma grande festa? Ele havia passado o dia comigo em vez disso. — Ela deu, e eu preferi não participar. As festas de Natal da família Black são mais badaladas do que da família real. A grande coisa sobre ter um caso de alto nível, que não vamos discutir, é o fato de que ninguém espera que você faça alguma coisa. Como está Selene? — Ela é um saco de sentimentos piegas. Aparentemente, ela passou o dia na casa de seu namorado... vestindo um colorido e brilhante vestido. Minha avó não pode usar um telefone celular para salvar sua vida, mas de alguma forma ela conseguiu tirar uma foto e enviar para mim. Era verde e ela parecia deslumbrante. Fechei os olhos e descansei contra o encosto de cabeça. Minha irmãzinha estava apaixonada, e lhe caía muito bem.


— Você está feliz. — afirmou, e eu me virei para olhar para ele. Ele se inclinou para trás em seu banco, e manteve uma mão no volante e a outra na minha coxa. Sua barba de cinco horas parecia que estava agora em sua nona hora, porque ele parecia “muito cansado” para se preocupar com isso. Notei que ele estava usando o relógio que eu dei para ele no Natal, o que era ridículo quando eu parei para pensar sobre isso, porque ele tinha outros muito melhores. — O quê? — Estou feliz. — eu disse simplesmente, quando eu coloquei minha mão na sua e olhei para fora da janela. — Eu também. — ele sorriu. Músicas natalinas estavam tocando nas rádios, mas nenhum de nós estava escutando. Sua mão parecia que estava queimando o seu caminho através do meu jeans e ele estava realmente tocando minha pele. — Thea. — disse ele em voz baixa, quando o carro parou. Voltando para ele, ele me beijou, colocando o lado do meu rosto. Ele gentilmente chupou meu lábio inferior, e eu abri minha boca para ele em resposta. Ele aprofundou o nosso beijo apenas por um momento, antes do som ensurdecedor de uma buzina de carro atrás de nós nos tirar de nossa bolha. Com um grunhindo de frustração, ele se afastou de mim. De repente, o interior do carro parecia como se tivesse uma centena de graus. Tomando respiração profunda, eu tirei meu lenço e diminui o ar quente quando ele começou a dirigir novamente. Ele não disse nada, ele apenas mudou de posição no assento e eu podia ver o porquê. Pelo menos não era só eu. — Por que estamos assim? — eu ri. Ele sorriu quando ele olhou para mim, e depois voltou para a estrada. — As coisas boas vêm muito raramente para qualquer um de nós questioná-la. Eu era uma coisa boa.

Levi


Eu ainda não sei o que era, mas ela mexeu comigo. Sim, ela era linda, inteligente, dedicada, leal, engraçada e tão fodidamente sexy... Bem, então, talvez eu soubesse. Mas era como se tudo sobre ela me afetasse. Ela nem sequer tem que fazer algo. Apenas olhando ela pintar as unhas me deixava duro. Foi a luxúria entre nós que nos uniu, primeiramente, mas com o tempo a luxúria desvanecia. Fui casado uma vez, e me lembrei das primeiras semanas cheias de luxúria, mas depois de algum tempo, desapareceu. Nós éramos amigos de infância. Nós não tínhamos nos casado porque estávamos apaixonados, mas porque todo mundo esperava isso de nós. Eu me senti muito bem ao seu redor. Parecia fazer sentido na época. Mas olhando para trás, éramos sempre melhores como amigos. Com Thea, tudo era tão diferente. Eu sentia como se pela primeira vez alguém tivesse me dado óculos. O mundo já não era um borrão. Eu podia ver tão claramente, que me perguntava como eu vivia tão cegamente antes. Eu estava bem ciente de que ela era 13 anos mais nova que eu, mas mesmo isso não parecia ser uma boa explicação. Éramos como ímãs, e uma vez que estávamos perto o suficiente, não poderíamos deixar de ficar presos. Fui cativado por ela. — Uau. — ela sussurrou, quando nós chegamos na cabana. — É bonito. Desligando o motor, me sentei para trás e vi quando ela olhou ao redor com espanto. — Por que nós não ficamos aqui por um tempo? Ela assentiu com a cabeça, e eu estendi a mão sobre ela, procurando a alavanca que permitiria que ela reclinasse no assento. Estávamos tão perto que nossos narizes quase se tocaram, e então eu encontrei a alavanca e empurrei o assento para trás até que ficou plano. Fazendo o mesmo com o meu, nós dois ficamos ali olhando para o céu noturno através do teto solar. — As estrelas são tão bonitas aqui. Você nunca pode vê-las assim na cidade. — ela meditou. — Terá uma chuva de meteoros esta noite. — eu disse a ela, pegando sua mão na minha.


— Espere. — ela disse quando ela retirou a mão. Tirando as luvas, ela enfiou a mão quente de volta na minha. Ficamos deitados assim, cada um em nossos próprios assentos, de mãos dadas e olhando para as estrelas. O silêncio se estabeleceu e foi reconfortante. De repente, um borbulhante rosnado baixo ecoou pelo carro, e com uma risada, eu virei para ela e perguntei: — Onde estão aquelas batatas? — Não parecem tão bobas agora, não é? — ela riu. Revirando os olhos, me sentei e enfiei a mão no banco de trás, à procura do saquinho com as guloseimas. — Levi! — ela ofegou, apontando quando ela avistou o fim da cauda de uma estrela cadente. O céu ainda estava claro por um momento antes de outro raio em frente, e depois outro, até que parecia que estava chovendo raios de luz branca. — Uau. — eu murmurei, caindo para trás contra o meu assento. — Quantos desejos você acha que podemos fazer? — ela perguntou, mas eu não conseguia tirar meus olhos do céu. — Quantos desejos você precisa? — Três. Isso chamou a minha atenção, e eu virei minha cabeça para olhar para ela, mas ela não desviou o olhar do céu. — Um centavo pelos seus pensamentos? — eu queria saber. — Só desta vez. — ela sorriu, e fechou os olhos. — Desejo um: eu quero conseguir que meu pai saia da prisão. Desejo dois: Selene ser feliz. Desejo três... Ela parou. — Desejo três? — eu pedi. Ela não olhava para mim, mas ela apertou minha mão. — Desejo três é eu ficar com você. Havia um nó na minha garganta, e eu apertei a mão dela enquanto eu olhava de volta para o céu.


— Estrela de luz, estrela mais brilhante, as muitas estrelas que vejo esta noite, eu desejo que eu possa manter esta garota para o resto da minha vida. Ela ficou em silêncio por um segundo antes de jogar as batatas em mim. Eu olhei para elas, e, em seguida, para ela, antes de ambos cairmos em um ataque de riso.

Thea Virando de lado, eu assisti enquanto ele dormia... o que era um pouco assustador, mas deslumbrante também. — Você está me olhando. — disse ele, sem se preocupar em abrir seus olhos quando ele enterrou a cabeça mais funda no travesseiro. — Desculpe... — Basta perguntar tudo o que você quiser perguntar. Sentei e tentei levantar os cobertores comigo, mas ele apenas puxou de volta para baixo. Eu tentei novamente, e novamente, ele puxou de volta para baixo. — Levi. — Meus olhos estão fechados, você não precisa se cobrir. — Em primeiro lugar, por que isso importa se você não pode me ver? E em segundo lugar, estou me cobrindo porque eu estou com frio. Ele estendeu a mão, colocou a mão no meu seio e levemente sacudiu meu mamilo. — Você está com frio. Empurrando a mão dele, eu peguei os cobertores e, desta vez, ele não me impediu. — Qual é a sua pergunta? — O que é que as pessoas fazem aqui no meio do nada? Com um sorriso, ele abriu os olhos e olhou para mim. Seus olhos eram maus e sua expressão travessa quando ele me levou em seus braços e beijou meu pescoço. — Não é isso. — eu dei uma risadinha - porque, aparentemente, eu era uma risonha agora - quando ele beijou meu pescoço.


Ele riu junto comigo, e se sentou contra a cabeceira da cama, agora completamente acordado. — Fazemos o que queremos fazer. Podemos caminhar para a cidade ou na floresta. Vínhamos muito aqui quando eu era mais novo, com meu pai, então eu conheço todas as trilhas. Você trouxe seus patins de gelo com você, certo? — Eu trouxe. Sim. Eu sei como usá-los? Não. — Como você pode não saber como patinar no gelo? Você é de Boston. — Bem, eu passei a maior parte da minha vida em Maryland. As pessoas de lá odeiam gelo, nós não dançamos sobre ele. — Eu podia jurar que o mais jovem atleta americano a competir nos Jogos Olímpicos de patinação no gelo era de Maryland. Ele era um sabe-tudo e o olhar orgulhoso no rosto - por que isso me faz querer sorrir também? — Como você sabe disso? — Eu li. — disse ele, enquanto se levantava. Eu segui as linhas de seu corpo até que ele estalou os dedos. — Eu estou aqui em cima. — Eu não tenho ideia do que você está falando. — Não minta, você estava me verificando! — Eu preciso me vestir. — eu disse, enquanto pegava algumas roupas e me dirigi para o banheiro. Quando eu fechei a porta atrás de mim, me encostei e me vi olhando para os painéis de madeira que compunham o teto. Tudo era tão rústico, e mesmo assim ainda conseguia ter um toque contemporâneo. Depois de sair do carro, ele me deu um tour pela cabana, que teve um total de cerca de dez segundos. Ela era pequena e aconchegante, com uma lareira de pedra, e um fogão antiquado. Ele havia dito que era tecnicamente a cabana de seu pai, no entanto, seu pai tinha dado a ele simplesmente porque Levi amava aquele lugar. Ele e seu pai tinham inicialmente comprado para ficar longe das mulheres da casa. Eles vinham até aqui apenas para ficar longe de tudo e apenas fazer coisas que homens gostavam, como caçar ou pescar - embora, de acordo com Levi, ele era horrível


nisso. Ele alegou que ele não tinha paciência, mas se Levi não tinha paciência para alguma coisa, eu não sei quando alguém tinha. Levi disse que ele vinha aqui para escapar da loucura da cidade, e eu podia entender o porquê. Era como estar em sua própria ilha. — Leve o seu tempo, o lago ainda estará congelado a hora que você decidir sair. — ele brincou, enquanto ele estava fora da porta do banheiro. Pensando bem, ele só tinha paciência quando ele queria. — Eu estou pronta. — eu disse, abrindo a porta. Ele me olhou e eu sorri. — Quem está verificando quem agora? — Vamos. — ele resmungou, entregando-me o meu casaco antes de pegar os nossos patins. Tomando minha mão, nós caminhamos para fora de volta para a neve fresca. Era incrível; o gelo se formou nas pontas das árvores e os cervos pararam para nos olhar antes de saltar de volta para a floresta. Era como se eu estivesse em um filme da Disney. Era uma curta caminhada da cabana ao lago e no momento que eu vi, eu queria virar e voltar, mas ele já estava mudando seus sapatos. Sentei e relutantemente coloquei meus patins de gelo. — Isso não parece seguro. — eu disse, balançando enquanto eu tentava me levantar. — Vai ficar tudo bem, eu prometo. Ele pegou minhas mãos e me apoiou sobre o gelo. — Levi. Ele soltou, deslizou para trás e saltou para a direita sobre o gelo. — O que você está fazendo? — Se isso pode me equilibrar, pode equilibrar você também. — disse ele enquanto ele patinava de volta para mim. — Ok, e quanto a mim e você? Ele me pegou desta vez, me levando com ele para o centro do lago.


— Não... Ele pulou e eu fechei os olhos. — Ainda estamos vivos. — ele riu. Ele me colocou para baixo e minhas pernas vacilaram e deslizaram me forçando a agarra-lo mais uma vez. — Sim, isso não vai funcionar. — Thea Cunning, desistindo? Blasfêmia. — brincou. — Vamos lá, só se segure em mim, e nós vamos lentamente. — Onde você aprendeu a patinar? — perguntei, tentando me distrair, pois estávamos começando a nos mover mais uma vez. — Hockey. A única vez que eu já caí sobre o gelo era para me certificar de que outra pessoa caiu. Isso é reconfortante! — Você não deveria estar mais focado em marcar, em vez de derrubar as pessoas? — Nós éramos meninos, era divertido bater nos caras por aí como se via na TV. Eu perdi meu primeiro dente assim também. Por que nada disso me surpreende? — Você está fazendo isso de novo. — disse ele para mim. — O quê? — Olhe para baixo, você não está balançando mais. Você só estava pensando sobre isso. Com certeza, minhas pernas estavam retas. Eu sorri. — Sim. Acho que você está certo. — Então, eu posso ir? — Não! — eu gritei, quando eu o agarrei em pânico. Minhas pernas deslizaram para frente e saíram debaixo de mim, e quando eu caí no gelo, eu o arrastei comigo. — Ah! — ele resmungou, comigo caindo em cima dele. — Thea, Thea, Thea.


— Desculpe. — Eu vou ter que deixar você, ou você nunca vai aprender. — disse ele solenemente, quando ele olhou para mim. — No pior dos casos, você vai ficar preso segurando em mim para sempre. Ele pensou por um momento antes de beijar meu nariz. — Bom ponto. Sim, eu não me importava com isso também.


Capítulo Vinte e Um Levi Eu estava tão malditamente ferido. Nota mental: nunca ensinar alguém a patinar no gelo novamente. — Levi, você não pode perder a véspera de Ano Novo também. — declarou a minha mãe pelo telefone, e eu saí do quarto, fechando a porta atrás de mim. — Mãe, eu estou ocupado. — Com o quê? Seu caso está encerrado. Parabéns, a propósito, já que você nem sequer se preocupou em ligar para casa. Esta família nunca perdeu uma véspera de Ano Novo juntos, e eu não vou permitir isso agora. — Mãe... — Por favor. — ela implorou suavemente, e eu corri minhas mãos pelo meu cabelo em frustração. Isso significava que eu tinha que ir embora com Thea, e eu não queria, especialmente no início do Ano Novo. Eu tinha planejado para nós estarmos na cama, embrulhado nos braços um do outro quando a contagem regressiva começasse, não em uma festa. — Filho. — de repente a voz do meu pai estava no meu ouvido. — Sério? Ela deu o telefone para você? O que eu tenho, doze anos? — Quem é ela? — ele perguntou, e eu congelei. — O quê? — Você nunca perdeu o Ano Novo com a família, nem mesmo quando você tinha casos. Só pode haver uma razão. Então, quem é a sortuda? Eu queria dizer a ele, apenas ainda não. — Pai, dá o telefone de volta para a mãe.


— Bem. Tudo bem. Mas você não pode mantê-la em segredo para sempre, sua mãe vai farejar. — Não há pessoa nenhuma. Vou sair com meus alunos. Que diabos? Isso foi o melhor que eu poderia fazer? — Sério? — perguntou minha mãe, quando ela pegou de volta o telefone. — Isso é ótimo, traga-os também, eu adoraria conhecê-los. — Mãe... — eu gemia. — Certifique-se de que eles saibam que é um baile de máscaras. E com isso, ela desligou. — Puta que pariu! — gritei para a linha já muda. — Está tudo bem? — perguntou Thea, esfregando os olhos quando ela entrou na sala de estar. — Eu de alguma forma consegui convidar toda a classe para a festa de Ano Novo da minha mãe. Movendo-se para a cozinha, eu procurei por algo para beber. Eu escutei quando seus pés marcharam contra o chão, correndo em minha direção. — Diga-me que você está brincando! — Eu gostaria! Eu derramei o vinho que ela trouxe. — Por quê? — Minha mãe queria que eu voltasse para casa. Eu menti e disse a ela que eu ia passar um tempo com meus alunos. A próxima coisa que eu sei, é que ela convidou todos. O que significa que eu preciso escrever um e-mail para a classe, e você precisa de um vestido. — eu disse enquanto servia uma taça. Ela não disse nada, e eu podia ver sua mente girando a mil quilômetros por minuto. — O local estará cheio e todo mundo vai beber. Ninguém vai pensar sobre nós... — eu disse, tentando tranquilizá-la e aliviar qualquer ansiedade que certamente estivesse nela.


— Na verdade, eu não estava preocupada com isso. — ela respondeu, parecendo tão chocada quanto eu por sua própria revelação. — Eu só estava pensando que eu vou encontrar seus pais, mas seu ponto é mais importante... — Não. Eu gosto de onde seus pensamentos estão indo. — eu disse, me aproximando dela. Ela tentou desviar o olhar de mim, mas eu não deixaria. — Você está começando a pensar como minha... — Não diga isso. Se você disser, vai atrair azar. — disse ela, com os olhos arregalados. — Namorada. — eu terminei com um sorriso. Ela suspirou, deixando cair a cabeça no meu peito, derrotada. — Você disse. — Eu disse. — eu admiti a agarrando. — E eu quero ficar aqui mais tempo, mas temos que voltar antes de tudo fechar. Você precisa de um vestido e uma máscara. — Uma máscara? — ela olhou para cima e franziu a testa. — A festa é, na verdade, um baile de máscaras. Ela revirou os olhos e beijou meus lábios antes de se afastar de mim e voltar para o quarto. — Eu vou arrumar minhas coisas. Você deve se apressar e escrever esses emails. Por outro lado, não importa quando você escrever, todos nós saltaremos à sua disposição. Ela era a única que eu queria que saltasse. Foda-se... eu pensei, tirando meu telefone e abrindo o meu e-mail. Ele foi curto e rápido. Para os doze discípulos, amanhã, às nove horas, vocês devem estar na Avenida Commonwealth 193 para o meu último ato de bondade do semestre. Professor Levi Black. Nota: É um baile de máscaras. Thea leu da porta do quarto. — Seu último ato de bondade? — Demais?


— Esta coisa que estamos fazendo... — Namoro? — eu provoquei. — Isso. Faz e-mails como este não parecerem ameaçadores, você sabe disso, certo? — ela franziu a testa. — Acredite em mim, uma vez que as aulas começarem de novo, Srta Cunning, você não vai dizer isso. Eu posso manter minhas duas partes separadas. — eu disse isso com um tom sério, tentando o meu melhor para soar ameaçador, apesar do fato de que eu não poderia deixar de tocá-la agora. Minhas mãos traçaram o lado das suas curvas de seus quadris até seu seio. — Como? — perguntou ela. Eu tinha finalmente descoberto por que eu não a tratava de forma diferente quando estávamos na sala de aula. — Porque eu quero fazer de você a melhor maldita advogada que eu puder. O que significa que estarei em cima de você em cada turno. Você vai querer arrancar a minha cabeça, eu posso até mesmo ferir seus sentimentos, mas no final do dia, isso vai ajudar você a se tornar uma advogada melhor, então vai valer a pena para mim. — Obrigada... — Você não tem que me agradecer, apenas prepare-se. — eu respondi, pegando-a e levando-a para o quarto. — Para as aulas ou para... Beijando-a, eu desabotoei a sua calça jeans.

Tínhamos tomado um banho quente e ela se arrastou para a cama antes que eu pudesse detê-la. A neve caía muito forte para nós deixarmos a cabana de qualquer forma. No momento que eu fui para a cama com ela, percebi quão bem ela se agarrou em mim. Ela era diferente. Nós éramos diferentes. Mas nós também estávamos vivendo em uma bolha. O que aconteceria quando voltássemos ao mundo real e as aulas começassem? Eu estava com medo de que ela fugisse novamente.


Amanhã seria o nosso primeiro teste para ver se poderíamos realmente fazer isso. Podemos realmente estar juntos? Eu estava bem ciente das consequências, mas quando eu pesava a alternativa de deixá-la ir, os riscos superavam de longe os efeitos de uma vida sem ela. Alcançando o meu telefone, eu mandei uma mensagem para Brethan. Thea vai precisar de um vestido para o baile de Ano Novo. Eu nem sequer tive tempo para desligar o telefone antes que ela respondesse. Você está trazendo a sua aluna/namorada? Bem-vindo ao lado negro, irmão. Eu convidei todos os meus alunos, e quem disse que ela era minha namorada? Ela era, mas Bethan, com sua boca grande, não precisava saber disso. Claro, você sempre ajuda seus estudantes do sexo feminino a fazer compras de vestidos quando elas são convidadas para a festa de nossos pais? É um lado especial dos professores? Bethan, você pode ajudar ou não? Bem. Mas, primeiro, eu preciso conhecê-la. Não. Thea não ia passar por isso. Então, como você espera que eu compre um vestido se eu nem sei como ela é? Qual é o tamanho dela, ou mesmo do que ela gosta? Sua cor favorita é azul-petróleo. Momentos depois, o toque do meu telefone ecoou dentro da nossa cabana minúscula. — Urgh. — Thea gemeu em seu sono, se afastando de mim.


Eu atendi ao telefone antes que pudesse tocar uma segunda vez. Levantando-me, eu fui até a janela e sussurrei ao telefone: — Eu mandei uma mensagem para você em vez de chamar por uma razão Bethan. — Eu preciso conhecê-la. — ela lamentou. — Tristan já conhece, e você, obviamente, se preocupa com ela. Eu preciso conhecê-la antes de agir como se ela fosse apenas alguma estudante normal na festa. Por que você está todo estranho? — Eu vou falar com ela sobre isso, está bem? — eu não tinha certeza por que eu estava sendo “estranho”. Eu só estava preocupado sobre como Thea reagiria. Ela ainda era um risco de fuga. — Fale rápido... — ela disse, então sumiu quando um pequeno choro estridente soou no fundo. — Merda, eu a acordei. Ela desligou na minha cara quando o choro da sua filha alcançou volume total. Balançando a cabeça, virei de volta para a cama, apenas para descobrir Thea sentada, olhando para mim. Eu ri da expressão em seu rosto. — O que é mais importante do que dormir? — ela perguntou. — Desculpe. Eu estava tentando conseguir um vestido para você. Seu rosto suavizou, mesmo que ela fingisse que ainda estava brava comigo. — Você não precisa fazer isso. Tenho certeza de que seria capaz de encontrar algo bom para mim. Tenho alguns vestidos em casa que devem servir. — Será que você tem algum vestido feito por Giorgio Armani, Stefano Gabbana ou Prada e Miu Miu? Ela olhou para mim como se eu tivesse louco. — Eu tenho uma bolsa Prada? — ela disse devagar. — Correndo o risco de soar como um jumento materialista... — Uma festa da família Black é para alta sociedade. Certo. Ela balançou a cabeça parecendo um pouco confusa e divertida. — Minha irmã, Bethan conhece as pessoas. Ela pode ajudar, e às vezes ela pode até revelar-se útil. — eu ri em uma tentativa de aliviar o clima, eu estava prestes a cair sobre ela. — Ela só quer conhecê-la primeiro. — eu disse, e esperei a reação dela.


— Tudo bem. — respondeu ela, deitando de novo. — Tudo bem? — eu pisquei. — Tudo bem. Vou conhecer a sua família de qualquer maneira. Eu prefiro que não seja em meu vestido da Macy. Além disso, se eu encontrá-los separadamente, não vai parecer esmagador e eu não vou entrar em pânico. — Não há necessidade de pânico. Bethan está amando o fato de que estamos juntos. Seu irmão mais velho finalmente está quebrando suas próprias regras sobre a vida. Ela não parecia que acreditava em mim. — Você vai ficar bem. — eu sorri.

Thea — Eu não estou bem. — eu disse-lhe enquanto nos dirigíamos para o apartamento da sua irmã. Nós não tínhamos sido capazes de sair da cabana até a tarde do dia seguinte. O encanamento tinha congelado, o que nos deixou com água gelada no chuveiro. Além de tudo isso, eu não tenho nada agradável para usar. Apenas jeans e um suéter amarelobrilhante que me fazia parecer Big Bird. E para piorar as coisas, tínhamos ficado presos no trânsito por três horas, antes de finalmente sermos capazes de entrar na cidade, tudo por causa de árvores caídas bloqueando as estradas em vários pontos. — Estou uma bagunça. Por favor, me deixe na minha casa para que eu possa me trocar... por favor... — implorei. — Não dá tempo. — respondeu ele. Ele não me levaria. — A festa é daqui cinco horas, ainda há tempo de sobra. Ele olhou para mim como se não pudesse acreditar que eu tinha dito isso. — Quanto tempo você leva para escolher uma roupa na parte da manhã? Você muda, pelo menos, três vezes. Em cima disso, você arruma seu cabelo, e sempre consegue fazer um lado da sua maquiagem errado de modo que você tem que acabar refazendo. Não


vamos esquecer sobre suas joias e acessórios que basicamente deixam você frustrada por não combinarem com o que está usando... — Está bem, eu entendi. Desculpe-me por querer ter uma boa aparência. — Eu não estou reclamando, mas o meu ponto é que nós simplesmente não temos tempo para você ir para casa se trocar, para que você possa conhecer a minha irmã escolhendo uma roupa nova e mudando novamente. A questão realmente é que nós só temos cinco horas. Além disso... — eu ri. — Bethan é a última pessoa que vai se importar. Depois de tudo, ela vai usar calças pretas e um casaco de lã para o baile. Além disso, já estamos aqui. Eu olhei para o edifício do condomínio, quando ele me puxou para as portas da frente e entregou as chaves para o manobrista. Tudo que eu podia pensar quando ele abriu a porta do edifício para mim foi... eu estou cometendo um erro? O que ela vai pensar de mim? Levi continuou dizendo que não havia necessidade de se preocupar, mas eu não estava conseguindo me controlar. O que nós parecíamos do lado de fora? Afinal, eu havia conhecido o seu marido porque eu queria ficar bêbada em um bar... seu bar. E agora, eu estava dormindo/namorando um homem, que era 13 anos mais velho que eu, oh, e eu também era sua aluna. Eu não poderia sequer dizer a ela que eu tinha um emprego que não fosse estagiar no escritório de Levi. Depois da faculdade eu tinha conseguido um emprego, dando aula de Inglês em uma escola secundária. Eu queria ajudar Selene a pagar a faculdade, quando chegasse sua vez, entre outras coisas. Mas depois de descobrir sobre o nosso pai, eu decidi que usaria esse dinheiro para pagar a faculdade de direito. E sinceramente, esse dinheiro não me levou a lugar nenhum, foi a bolsa que tinha salvado a minha vida. Devido a isso, eu não tinha necessidade de continuar a trabalhar e eu poderia me concentrar apenas na escola. — Ela está tendo um ataque de pânico. — disse Levi para a mulher, quando ela abriu a porta. — Vocês, vocês estão atrasados! — ela olhou para mim e franziu a testa. Seus olhos eram o mesmo verde de Levi e seu cabelo era tão escuro. A semelhança entre eles era quase sobrenatural. — Havia transito Beth. — disse Levi, quando ela nos deu espaço para entrar.


— Beth-an. São apenas duas letras a mais, você não tem que abreviá-lo. — ela se virou para ele. — E, você não respondeu nenhuma das minhas ligações. — Por que eu me incomodaria em responder, se eu soubesse que nós teríamos essa discussão de qualquer maneira? Além disso, Beth, Bethan, Bethany, que importa? — Só porque você dá nome a calça jeans, não significa que você tem que tirá-lo sobre o resto de nós com nomes normais. — Rá! — eu ri em voz alta. Os dois se viraram para olhar para mim e eu rapidamente fechei minha boca. — Foi meio engraçado. — eu dei de ombros e sorri. Ela sorriu. — Está vendo? Não está mais nervosa. Levi sorriu também, e eles se cumprimentaram. — Irritante, não é? — Tristan suspirou, enquanto ele chacoalhava uma menina bochechuda em seus braços. — Eles vivem brigando assim o tempo todo. Bethan se aproximou, limpando a baba do rosto da filha. — Nós costumávamos brigar em festas quando éramos mais jovens, para que os nossos pais nos mandassem para o quarto mais cedo. Desculpe a bagunça. — disse ela, fazendo um gesto ao redor da sala. — Esta pequena não dá uma pausa para ninguém. — É... é bom conhecer você, eu sou Thea. — Você está pronta para ir? — Tristan perguntou enquanto acenava para Levi. — Ir? — eu me virei para ele. Ele assentiu. — Tristan, a pequena Bellamy e eu, vamos dar um tempo a vocês para ficarem prontas. Se você precisar de mim para qualquer coisa, chame. — Não se preocupe, tudo vai ficar bem, vocês podem ir. — disse Bethan, quando ela me puxou para o seu lado antes que eu pudesse dizer outra palavra. Ele veio até mim e beijou meu rosto. — Ahhh... — Tristan e Bethan disseram, ao mesmo tempo, e ele olhou para eles. — Tchau. — ele sussurrou para mim. — Tchau. Nenhum de nós se moveu. — Sério? Isso não é o Titanic, vocês vão se ver outra vez. — disse Bethan para nós.


Levi finalmente conseguiu se afastar e se dirigiu para a porta, com Tristan e Bellamy. — Qualquer coisa que ela disser sobre mim é uma meia-verdade. — acrescentou antes de Tristan o empurrar para fora. — Nossa, eu nunca o vi tão apegado a alguém. — disse ela enquanto exalava profundamente. Virando-se para mim, ela estendeu a mão e sorriu calorosamente. — É tão bom te conhecer oficialmente Thea. Eu espero que nós não tenhamos a assustado muito. — Não. E... você é tão animada, é bom. — Algumas pessoas dizem que sou louca, mas obrigada. Quer um pouco de vinho? Sim. — Não, eu prefiro não ficar tonta antes da festa de hoje à noite. — Ah, então nós somos completamente diferentes. Só posso passar por estas coisas se eu estiver tonta. — ela pegou uma garrafa da sua cozinha antes de caminhar para a parte traseira do seu apartamento. — Os vestidos estão aqui, venha. — ela chamou. Todo o chão da sala estava coberto com brinquedos e artigos de bebê, mas quando chegamos ao corredor, eu finalmente comecei a ver o quão bom seu apartamento era. Ela tinha enquadrado discos de tudo, desde os Beatles, Led Zeppelin em suas paredes como fotografias. — Boa música. — eu disse quando paramos na porta. — Obrigada, eu sou uma fanática... aqui estamos nós, o quarto dos vestidos. — disse ela quando ela abriu a porta para um quarto com um armário cheio de vestidos bonitos. Não quaisquer vestidos... vestidos que eu não podia sequer sonhar em comprar. Quando Levi tinha perguntado se eu tinha algum vestido Armani ou Gabbana, no armário, eu pensei que ele estava louco. Eu pesquisei no Google quanto aqueles vestidos custavam e o mais barato era quase quatro mil dólares. Quem teria um daqueles ‘no armário’? Aparentemente, sua irmã mais nova. — Minha mãe me comprou vestidos durante todo o ano antes de me casar na esperança de que eu gostasse. Eu só não tenho coragem para lhe dizer que eu nunca usei nenhum deles. Graças a Deus você tem peitos, ou nenhum deles serviria.


Estes parecem que custaram muito mais do que quatro mil dólares... — Bethan eu não posso... — Levi disse que seria difícil. — ela suspirou. — Ele também disse para lembrá-la de que não tem outra escolha e dizer... — ela pegou o telefone do bolso. —... Você realmente quer perder um evento onde todos os seus colegas vão tentar aparecer? — Levi. — eu suspirei, apertando a ponta do meu nariz, um hábito que eu tinha recentemente adquirido depois que conheci certo alguém. — Ele está apaixonado, é tão bonitinho. — ela riu e meus olhos se arregalaram com a palavra... infelizmente, ela notou. — Oh, vocês não disseram a palavra ainda. Eu tinha que melhorar em controlar minhas expressões faciais. — Ele não disse... — Não, eu só adivinhei. Ele simplesmente está muito feliz. Não me lembro dele ser assim com sua ex-esposa. É por isso que eu tinha de conhecê-la. — E? O que ela achava? — Se você não está levando a sério, não fique com ele. — disse ela com sinceridade enquanto ela estava na minha frente. — Você é linda, inteligente o suficiente para entrar em Direito em Harvard e ganhar o seu respeito. Ele não a manteria no seu grupo apenas porque ele está atraído por você. Ele é sério sobre esse tipo de coisa. — Tristan me disse que ele tentou espremê-la e você ainda lutou. Então você é forte o suficiente. Levi não tem uma chance no inferno. Ele vai ficar com você até o fim dos tempos, é apenas o tipo de pessoa que ele é... até que ele se machuque. — Como com sua ex-esposa. Ela assentiu com a cabeça. — Ele não era perfeito, nenhum cara realmente é. Mas o que ela fez com ele o esmagou. Então, se você não está levando a sério... se você não pode lutar por ele tanto quanto ele lutaria por você, então, por favor, termine antes que ele vá mais fundo. — Eu estou fundo demais nisso. — eu murmurei, no fundo da minha garganta seca. — Eu estive com um monte de caras. Mais do que eu me orgulho, realmente. Negro, branco, isso não importava. Eles vêm, passamos um bom tempo juntos, e eles vão, e eu


sigo em frente. Mas com Levi, é como se eu estivesse enraizada no solo, e essas raízes crescem mais fortes e mais profundas a cada dia que passa. — Eu não sei o que vai acontecer no futuro, mas eu quero lutar por ele. É por isso que eu preciso de um vestido, porque mesmo que seus pais ainda não saibam que estamos juntos, eu ainda quero fazer uma boa primeira impressão. Eu quero que eles gostem de mim. Ela pegou um vestido dos seus muitos cabides. — Então vamos começar. Quando você entrar na sala, ninguém será capaz de te esquecer. Eu gostava dela.


Capítulo Vinte e Dois Levi Verificando meu relógio pela décima vez naquela noite, me vi incapaz de conter minha emoção. Era 21:30hr, todos os meus alunos estavam aqui, com exceção de Thea. Aparentemente, ela tinha que ir para casa para fazer algo e pegaria um táxi. Cinco horas são mais do que suficiente, merda nenhuma. Ela sempre demorava na parte da manhã. Eu poderia fazer um café da manhã completo, escrever alguns e-mails e estar na minha segunda xícara de café quando ela descia as escadas. Sim, ela estava linda, e sim, eu apreciava todo o esforço que ela fazia em se embelezar para mim, mas há dias em que isso me incomodava. Mas então, se ela era perfeita, o que mais ela poderia fazer. — Você parece tenso. — disse Tristan quando ele se aproximou de mim com uma taça de champanhe. Na outra mão, ele segurava a alça de sua máscara. Bethan estava fora olhando sua filha. — Eu estou bem. — Ela estará aqui em breve, se concentre apenas nos outros. Olhe para eles, eles ainda têm cartões de visita! — ele riu. — O que poderiam fazer com eles? — eu perguntei. — Eles nem sequer trabalham em algum lugar. Eu ri, olhando quando Atticus Logan animadamente falava com meu pai e o resto dos mais velhos. Ele usava uma máscara vermelha como disfarce que só cobria os olhos, mas mesmo daqui, eu poderia dizer que era ele. Os homens riam o tempo todo com ele, balançando a cabeça com suas histórias. — Você fez o ano deles com isso. — disse ele para mim quando seu olhar seguiu os outros estudantes que estavam fazendo o seu melhor para socializar e se conectar com


futuros patrões... como Thea deveria estar fazendo. Meus olhos se estreitaram e eu verifiquei meu relógio novamente. Qualquer um que foi convidado já estava aqui, até o prefeito. — É o mínimo que posso fazer por eles, com toda a porcaria que eu vou jogar para eles na próxima semana. Se eles não me odeiam agora, na próxima semana isso vai mudar rapidamente. — Ela está aqui. — disse ele olhando para a entrada, e minha cabeça virou para trás. — Uau. Era a única palavra que minha mente podia formar. Ela usava um vestido de festa justo claro entrelaçado com dourado. Sua máscara combinava com seu vestido perfeitamente, e com cada passo lento para frente, eu queria ir em direção a ela. Eu me peguei fazendo exatamente isso quando Tristan agarrou meu braço. — Você não pode simplesmente ir até ela. Ela não é a sua acompanhante, ela é sua aluna. — ele me lembrou. Ela procurou pela multidão e eu me perguntei se ela poderia me encontrar. Eu precisava que ela soubesse que pelo menos, eu a tinha visto. Vamos lá, eu pensei quando ela procurou pela multidão, até que, finalmente, os olhos fixaram nos meus. Os lábios dela transformaram-se em um sorriso, e eu pisquei para ela antes de balbuciar: — Você está linda. Eu queria ir ao seu encontro, mas quando eu a tinha visto, assim como o resto de seus colegas, o Sr. Logan foi o primeiro. Eu sabia que eles eram aliados... amigos agora, mas ainda me incomodava como eles estavam familiarizados um com o outro, e como ela poderia rir com ele tão facilmente. — Cuidado agora, o seu ciúme é evidente. — Tristan riu, antes de tomar um gole de sua bebida. — Eu não sei do que você está falando. — Levi, meu filho! — meu pai gritou por cima da música, e eu poderia dizer que a bebida já estava fazendo efeito. Ele veio junto com alguns de seus amigos e pôs o braço em volta de mim.


Ah não. — Sras. e Srs. — ele gritou, em seguida, esperou que a música lentamente abaixasse. — Sras. e Srs., eu orgulhosamente proclamo que o meu filho, Levi Roman Black, é o melhor advogado criminal do estado de Massachusetts. E, além disso, para os filhos da puta que eu sei que vão precisar de sua ajuda mais tarde... vocês são bem-vindos. Todos aplaudiram e riram, elevando seu copo para mim. Meu pai se virou para mim e apertou minha mão antes de ser puxado para dentro da loucura da noite. — Bem, isso foi bonito. — Dra. Sharpay London, sorriu com uma taça aos lábios. Ela estava, como sempre, vestida para matar, em um vestido vermelho sangue e máscara preta. — Quanto tempo não te vejo. — eu a cumprimentei. — Muito tempo. — ela sussurrou. — Dance Comigo. Não era uma pergunta. Ela pegou minha mão, me arrastando para o centro da sala. — Sharpay... — É o mínimo que você pode fazer, depois de me levar com você e me deixar ir embora. — ela sorriu quando nós dançamos. — Perdoe-me. — eu disse a ela, na pista de dança, eu procurei Thea. Mas parecia que havia mais pessoas se juntando a nós na pista, e eu não consegui encontrá-la no meio da multidão. — Não até que você me leve para sair em um encontro adequado. — Desculpe-me, eu não posso. — eu disse olhando para ela. — Eu estou com alguém. — Com a garota do é complicado? — ela perguntou com certo grau de irritação em sua voz. Eu girei-a para fora e a trouxe de volta para mim. — Eu pensei que você tivesse terminado. — Mais como uma pausa dramática. Onde ela estava? — Ela é o que você está procurando? — Não. — eu disse rapidamente, um pouco rápido demais, na verdade.


Finalmente, vi Thea em pé em um grupo conversando com o resto de seus colegas de classe. Eu podia me permitir chegar mais perto dela agora que outros alunos estavam ao redor. — Sharpay, você é uma mulher atraente e bem-sucedida. Tenho certeza de que qualquer homem ficaria mais do que feliz por estar com você. — Só você que não. — Desculpe. Mas a verdade era que eu não estava realmente arrependido. Quando a música chegou ao fim, eu me afastei dela e me dirigi para o canto da casa. Cheguei o mais perto que pude para ouvir a conversa deles, mesmo sem ver seus rostos. — Quanto você acha que este lugar vale? — Dez milhões, fácil. — Isso importa? Nenhum de nós estará fazendo isso tão cedo. — sua voz chegou aos meus ouvidos. — Fácil para você dizer, você conhece isso, eu aposto que você cresceu indo a festas como estas. Basta olhar para o seu vestido. Qual é o seu CEP? — Fico feliz em ouvir que você anda inspirado. — eu cortei antes que ela pudesse responder, e todos eles se viraram e se afastaram como se eu fosse Freddy Krueger. — Você os está assustando, querido. — minha mãe disse, quando ela se juntou ao meu lado e olhou para todos. — Embora eu me pergunte... — ela disse. —... se eles estão tão intimidados por você, então provavelmente não são bons no trabalho. Eu sorri por dentro, quando eu peguei o que ela estava fazendo. — Eles são, de longe, a pior classe que eu já tive. — Oh meu Deus! — disse ela com um suspiro falso, mas por trás de sua máscara, eu sabia que ela estava sorrindo. — Nós somos tão bons quanto o nosso professor. — Thea falou, e eles olharam para ela como se fosse louca. — Temos que ser muito bons, então. — acrescentou Atticus.


— Oh somos fodas. — Vivian disse, e Thea levantou ambas as mãos e a cumprimentou, sem sequer olhar, era quase como se tivessem planejado. — Bem, parabéns a vocês três pela coragem. — minha mãe sorriu. — Levi, mostre a eles misericórdia... — Misericórdia? Professor Black? Sra. me desculpe, mas nenhum de nós sabe do que está falando. — disse Thea, e alguns deles lutaram contra o riso. Eu não tinha notado até agora que, com exceção de Vivian, ela era a única mulher, e com ela de pé no meio, jogando para trás tudo o que já tinha gastado com ela, ela parecia uma rainha. — Qual é o seu nome? — perguntou minha mãe. — Thea Cunning. — Espere. — minha mãe a olhou. — Você por acaso é a filha de Margaret Cunning? Merda. Parecia que alguém tinha atirado no coração dela. O orgulho, a alegria e tudo o que ela tinha há momentos atrás, sumiu com a menção do nome de sua mãe. No entanto, ela não deixou cair sua cabeça, em vez disso, ela forçou um sorriso. — Sim, Sra., eu sou. Você conhecia a minha mãe? — ela perguntou educadamente, não muito perturbada. Ninguém mais poderia perceber, mas a Thea de mais cedo desapareceu. A pessoa que sorri na frente de nós agora era tão estranha para mim. — Oh meu Deus. É um mundo pequeno. Eu tive o prazer de encontrar a sua mãe muitas vezes. Ela era uma mulher maravilhosa e uma advogada brilhante. Fiquei tão triste de ouvir sobre sua morte este ano. — Mãe, por que você não... — Querido! — ela me ignorou, chamando o meu pai. — Uma das alunas de Levi é filha de Margaret Cunning. Porra. — Graças a Deus eu estou fora do jogo. — disse ele quando ele se aproximou. — Os genes Cunning e a tutoria do meu filho? O mundo não tem chance! Sua mãe era uma força a ser reconhecida no tribunal. Eu nunca ganhei um único caso contra ela. — ele apertou a


mão dela, e ele poderia muito bem ter sido uma faca, mas ela aceitou graciosamente. — Eu posso ver isso agora... você se parece com ela. Você vai se tornar uma boa advogada criminal. — Não lhe dê muito crédito. Srta. Cunning tem que trabalhar tanto quanto qualquer um deles. Sr. Logan aqui tem estado em seus calcanhares desde o primeiro dia, e no momento ele é um bom candidato para o lugar no topo na classe. — eu disse enquanto eu tentava mudar o rumo da conversa. Felizmente, deu certo. Todos eles começaram a conversar animadamente... exceto Thea. Ela deu um passo para trás, permitindo que o grupo cercasse meu pai, até que ficou fora do círculo. Ninguém parecia notar. Ela olhou para mim e seus olhos eram maçantes. Ela me deu um sorriso falso, tentando me convencer de que ela estava bem, então ela virou e foi embora, desaparecendo na multidão. Eu tive que esperar um momento, rindo das piadas que eu nem sequer ouvi, e acenando para comentários que não poderia me importar menos, saí finalmente me desculpando. Seguindo a direção onde ela entrou, eu tentava não chamar a atenção para mim quando eu subi as escadas. Eu vi o fim da cauda de seu vestido desaparecer ao virar o corredor quando ela entrou em um dos banheiros. Antes que a porta se fechasse completamente, eu escorreguei atrás dela. Ela tirou os sapatos que ela que ela calçava, e ela estava tentando o seu melhor para respirar lentamente. — Respire. — eu disse a ela, puxando-a em meus braços. — Apenas continue respirando. — Eu estou bem. — ela declarou com força, se endireitando, mais uma vez. — Você está mentindo. — eu beijei o lado de seu ombro. — Você pode fingir para todo mundo, mas não para mim. Fui para o lado dela e, juntos, afundamos no chão. Eu a puxei para o meu colo, e seus vestido se espalhou em torno de nós, proporcionando-nos a nossa própria ilha particular. Ela descansou a cabeça no meu peito e eu corri minha mão para cima e para baixo de suas costas.


— Eu fiz isso para mim, Levi. Eu sabia quem ela era. Eu sabia que eu ouviria coisas sobre a minha mãe. Eu pisei em seu mundo, eu estou seguindo seus passos. Eu tenho que aceitar isso. Eu não posso simplesmente quebrar quando as pessoas dizem o nome dela ou falam sobre o quão grande ela era. — Às vezes eu acho que eu deveria simplesmente sair e dizer isso, dizer-lhes quem ela realmente era. Mas se eu fizesse isso, então eu realmente seria uma desgraça; a filha de um presidiário e uma mãe abusiva... quem quer ser conhecido assim? Eu sofro porque eu sou muito covarde para dizer a verdade. Então eu tenho que aceitá-la. Eu pensei que tinha disfarçado bem. Eu poderia até forçar um sorriso, mas eu não podia me forçar a ficar. — ela sussurrou. — Eu não quero ser a garota que sempre, sempre se desfaz, aquela que sempre precisa ser salva, especialmente em uma vida que eu escolhi para mim. Eu não vou. — Qual é o ponto de estar com alguém, se ele não pode te salvar de vez em quando? Ela balançou a cabeça. — Eu nunca salvei você. Ela realmente não tinha ideia do que ela significava para mim. — Você me salvou apenas por estar aqui. Eu era miserável antes de você, e eu nem sequer sabia disso. E eu estava enganado. Os últimos quatro meses foram os melhores da minha vida. E em... — fiz uma pausa e verifiquei meu relógio e meus olhos se arregalaram. — seis segundos, espero que o Ano Novo faça jus a isso. Ela olhou para mim e me beijou. — Cinco. — eu contei. Beijo. — Quatro. Beijo. — Três Beijo. — Dois. Beijo. — Feliz Ano Novo.


— Feliz Ano Novo. — ela sussurrou de volta, e eu fechei a distância entre nós quando os fogos de artifício explodiram fora da janela. Ela se afastou para olhar para eles. Quando ela reuniu seu vestido em suas mãos, ela se arrastou ainda mais no meu colo e acariciou minha nuca. — Nós estamos no melhor lugar da casa. — Sim nós estamos.

Thea Nós passamos quase uma hora lá dentro, apenas observando os fogos de artifício, e depois disso, apenas conversando. Curiosamente, eu não conseguia sequer lembrar do que falamos. Tudo o que eu lembrava era quão pesado meu coração estava quando ele decidiu que precisávamos voltar. Agarrando meus sapatos, ele segurou a porta aberta enquanto eu caminhava para fora. — Oh meu Deus. — eu ouvi um curto suspiro à nossa esquerda. Lá estava Vivian, em seu vestido azul-marinho. Seus olhos voaram para mim, depois para Levi antes que ela saísse correndo de volta para baixo da escada. — Merda. Deixei meus sapatos, agarrei meu vestido para cima e corri atrás dela. Eu podia ouvir Levi me chamando, mas eu não me importei. Eu precisava pará-la. Todo mundo estava bêbado ou cansado demais para nos perceber quando nós passamos direto por eles e pela porta da frente. Eu tremia no frio da calçada sob meus calcanhares, mas eu não parei de correr atrás dela para baixo da Avenida Commonwealth. — Vivian espere! — eu gritei, quando cheguei ao meio-fio. Ela se virou e cuspiu com todo o ódio do mundo dirigido a mim. — Fique longe de mim! — Vivian... — Você me enoja! — ela gritou. — Eu faço o que tenho de fazer, porque eu não tenho nenhuma escolha. Meus pais não são advogados reconhecidos. Eu não fui para alguma


escola da Ivy League. Esta é a minha chance. Este é o meu momento para fazer algo por mim e ajudar minha família. Então eu tiro a roupa. Eu danço seminua na frente dos homens para que eu possa ir para a escola, e eu me odeio por isso. — Esse tempo todo eu estive me chutando sempre que estou perto de você, porque eu queria ser como você. Eu pensava, ‘Uau, aqui está uma mulher, uma mulher negra que está no topo do jogo, que está fazendo isso da maneira certa’. O que você está fazendo é baixo, você está tendo um caso com nosso professor! E você nem precisa! Você é repugnante! — Você acha? — eu perguntei a ela, enquanto ela estava no canto tremendo de raiva. Ela desviou o olhar sem dizer uma palavra. — Quando eu descobri o que você fazia para pagar os estudos, eu nunca pensei menos de você e eu nunca achei você nojenta. Você pode me julgar o quanto quiser, mas você não me conhece. A ideia que você faz de mim não é algo que eu me incomode. Você pode pensar o que quiser sobre mim, eu ainda vou ser eu. Eu me virei para ir embora quando ela gritou novamente. — Eu vou dizer ao reitor. Vou fazer você ser expulsa. Há outros professores e você estará fora... — Não, você não vai, mas se você for tão estúpida, vá em frente e tente. Mas, primeiro, deixe-me te mostrar o cenário. Se isso sair do jeito que você espera, serei envergonhada na escola, e o Professor Black, provavelmente, vai parar de dar aula para a nossa classe. Mas ele ainda será um grande advogado. Você, por outro lado, vai perder sua grande chance de melhorar, porque todos nós sabemos que ele é a melhor maneira de nos ajudar a progredir. Opção dois, e isso é porque você me irritou, Levi Black e a filha de Margaret Cunning vs. uma stripper. Nós vamos destruí-la. Se você quiser tentar, tudo bem. Se você quer me odiar, vá em frente. Mas você não vai destruir tudo que o homem construiu para si. Eu não vou deixar você fazer isso. Eu me senti mal por ter que fazer isso com ela. Ela tinha razão por estar zangada comigo, mas era a minha vez de salvar Levi, mesmo de forma minúscula. Talvez eu fosse como minha mãe... disposta a fazer o que fosse necessário para continuar meus próprios objetivos e salvar a minha felicidade, mesmo que isso significasse ferir outras pessoas.


O pensamento me fez mal.


Capítulo Vinte e Três Thea — Então... quem vai me dar pistas do que diabos está acontecendo? — perguntou Atticus, olhando entre mim e Vivian que agora trabalhávamos em lados opostos do escritório. Tinha passado uma semana desde aquela noite, e nós ainda não tínhamos falado uma palavra uma com a outra. Nós fazíamos o nosso trabalho, fingíamos que uma não via a outra e depois íamos para casa. Ela não lhe respondeu e nem eu. — Tudo bem, então. — ele se inclinou para trás. Levi tinha apenas vindo até mim uma vez e foi na noite do baile. Você está fugindo? Isso era tudo o que ele queria saber. Ele me frustrava quando estava descontraído sobre tudo isso. No entanto, eu não estava fugindo. Eu não conseguia encontrar forças para correr dele mais, e eu estava cansada de correr. Agora que estávamos vivendo basicamente em seu escritório, arquivando relatórios, pegando café ou apenas grampeando papéis, eu mais uma vez percebi o quão importante ele era. — O que está acontecendo? — perguntou Atticus novamente, mas desta vez ele não estava falando de nós. Em vez disso, ele estava olhando para fora do escritório e o fluxo de repórteres que estavam seguindo Betty. Eu não tinha certeza, mas eu suspeitava que ela soubesse ou estava desconfiada, que algo estava acontecendo entre mim e Levi. Toda vez que eu passava por ela no corredor, ela fazia uma pausa, me olhava e sorria para si mesma como se ela tivesse ouvido algo engraçado. — Você não ouviu? Professor Black ganhou como Advogado do Ano. — disse Raymond quando ele se inclinou contra a porta.


Ele parecia tão bem como sempre em seu terno azul-marinho. Eu tinha lido sobre Raymond; ele foi um dos primeiros associados de Levi e a única pessoa que não veio de Harvard. Em vez disso, ele era do Boston College e tinha assistido a um dos seminários de Levi. Para conseguir um estágio, ele ficou de fora todos os dias durante três semanas e entregou a Levi sua xícara de café da manhã... no inverno. Em seus relatos pessoais, ele disse que só tirou quatro dias de folga por ano para visitar sua mãe na Jamaica. — Ele tem uma entrevista marcada, por isso, se alguém perguntar qualquer coisa sobre qualquer coisa, sorria e minta. — Então, se eles perguntam como é a sensação de passar as nossas noites arquivando papéis de três anos atrás, deveríamos dizer que é ótimo? — perguntou sarcasticamente Atticus, quando ele puxou os arquivos que ele precisava guardar. — Algumas pessoas matariam para estar onde você está. Eu me lembro de estar na parte inferior da cadeia alimentar. Acredite em mim, vale a pena quando você começa a se sentar à mesa com os adultos. — ele olhou para mim. — Agora, um de vocês, me arranje um pouco de café. — Puro? — eu perguntei me levantando. — Creme e quatro colheres de açúcar... você realmente deveria parar de se propor a fazer isso, ou você será lembrada como a garota do café. — ele me disse, saindo quando ouviu seu nome ser chamado por ninguém menos que Tristan. — Ele está certo, sabe. — respondeu Atticus, e Vivian passou por mim, como se eu nem estivesse lá, pegou meus documentos e, em seguida, voltou para sua mesa. — De qualquer forma. — Atticus balançou a cabeça. — A garota do café pode... — Eu ouço fofocas do escritório quando estou pelo corredor. Além disso, ser visto trabalhando é bom... — Você não deveria estar pegando meu café? — Raymond me disse. — Sério? Bom, Levi estava apenas pedindo por isso. Apresse-se. — disse Tristan, levando Raymond pra longe. — Você vai começar a ouvir algo da entrevista. — Atticus apontou. — Claro. — murmurou Vivian.


Eu me virei em meus calcanhares e saí. Ela queria ser uma criança sobre isso, então tudo bem, eu poderia lidar com suas birras. Entrando na sala de descanso, eu corri direto para Betty, enviando na sua bandeja de biscoitos e pretzels por todos os lados. — Betty, eu sinto muito. — eu disse enquanto me abaixava e comecei a pegar a bagunça que eu tinha feito. — Está tudo bem, não importa a bagunça, eu só vou ter que pedir algo para eles... — Eu posso sair e pegar. — Você é uma advogada, não uma menina de entrega. Eu vou atrás disso. — ela riu quando eu levantei, entregando-lhe a bandeja de doces quebrados. Ela estava sendo boa... ninguém neste escritório era bom para qualquer um dos “doze”. Todos nós acreditávamos que Levi lhes tinha dito para que eles tornassem as coisas o mais difícil quanto possível. Por exemplo, na semana passada Atticus tinha perdido a xícara de alguém, e de repente ele estava sendo tratado como caso de uma pessoa desaparecida. — Eu não estou te tratando de forma diferente. — disse ela. — Eu não estava pensando nisso. — eu menti. — Você sabe aquela coisa que Levi faz quando olha em seus olhos muito castanhos, e de repente conhece todos os seus pensamentos? Sim, bem, eu lhe ensinei isso. — ela piscou, andando em volta de mim. — Por que você sempre sorri quando eu passo? Ela fez uma pausa. Inclinando a cabeça para o lado, os olhos enrugados quando ela sorriu. — Eu sorrio? Eu, honestamente, não percebi. Vendo a forma como você e ele dançam em torno um do outro, me lembra da época em que eu era secretária do meu marido. É como um déjà vu para mim. Você deve esquecer o café e correr de volta agora... Raymond sempre mexe com um de vocês... — acrescentou e se despediu. O quê? Correndo para fora da sala e de volta para a sala de conferência, descobri que tanto Atticus quanto Vivian tinham ido embora. Que diabos?


— Eu só contei onze? — alguém disse de dentro do escritório de Levi, e eu não podia ver por causa da parede da equipe de filmagem que se estendia para o corredor. Merda. Pense Thea. Eu não podia entrar lá atrasada sem nada, ele ia me mastigar na frente de todos. — Você está em apuros. — Tristan sorriu intensificando ao meu lado. — É sua culpa. Pensei que tivéssemos um acordo. Eu nunca mais vou pegar café, nunca mais. — O acordo era para ajudá-la a ajudar Levi ganhar o caso Nash. Odeio advogados. — Eu ainda tenho o cartão do delineador. — É a sua palavra contra a minha, e é melhor você se apressar antes que você perca. Eu duvido que eles vão começar de novo por sua causa. — ele levantou uma pasta. — Por outro lado, isso poderia salvar seu traseiro. Ele estava gostando disso. — O que você quer? — Que você seja babá, nesta sexta-feira. — Feito. — E no sábado. Babaca! Peguei o arquivo dele e eu li mais rapidamente para ver o que estava nele. — Tudo bem. — eu disse, antes de sair correndo a toda velocidade em direção ao escritório. — Eu sinto muito, eu estou aqui. — eu disse, me movendo através da multidão para junto à sua janela onde Levi estava com o resto dos estudantes atrás dele para uma foto. Ele olhou para mim e eu podia sentir o sermão que eu ouviria. — Eu sinto muito, eu não estava ciente que teríamos tempo para fotos, Professor Black. Eu estava com esse arquivo e achei que você pudesse precisar dele. — eu entreguei a ele.


Ele pegou e passou o olho. — Vamos discutir isso mais tarde. — Eu sinto muito fazê-los esperar. — eu disse aos repórteres na sala. — Está tudo bem, nós estávamos apenas testando a iluminação de qualquer maneira. Sabemos que o trabalho vem em primeiro lugar. Sorrindo, eu balancei a cabeça e me virei para o resto deles. Vivian balançou a cabeça, deu um suspiro para mim e olhou pela janela. — Agora, podemos deixar a duas mulheres no meio? — o fotógrafo pediu. Claro, se você quiser capturar um assassinato na câmera. Eu me mudei para o centro e ela também. — Havia mesmo qualquer coisa nessa pasta? — ela sussurrou para mim baixinho. — Se você tem que perguntar isso, você não está prestando atenção. — eu sussurrei de volta e sorri enquanto o flash disparou. — Obrigado, isso é tudo o que precisamos no momento. Nós todos nos separamos, saindo da sala para dar-lhes espaço. Antes que eu pudesse chegar de volta à minha mesa, Atticus veio por trás de mim e agarrou meu braço, junto com o da Vivian e nos afastou de todos para a escada. — O que você está fazendo? — eu puxei meu braço para longe dele. — O que quer que seja esse grande segredo, eu quero saber agora, antes que vocês duas ferrem tudo para nós. — ele exigiu, olhando para nós. Vivian libertou seu braço e ficou tão longe de mim quanto podia dentro do espaço apertado. — Tudo bem, vou começar com o meu segredo então; eu sou um branco, do sul, gay, democrata, cujo pai passa a ser um governador republicano. — confessou olhando entre nós. Eu não disse uma palavra, cruzando os braços como ela fez. — Eu posso esperar. — disse ele encostando na porta. — Mas vocês realmente querem ficar presas aqui por muito mais tempo? — Eu sou republicana e uma stripper, eu posso ir agora? — Vivian se virou para ele. Seus olhos se arregalaram por um momento antes que ele tentasse escondê-lo.


— Tudo bem... eu não esperava isso. — respondeu ele lentamente. Vivian olhou para mim, esperando como se eu não tivesse coragem de dizer o meu segredo... e eu não tive. — E ela está dormindo com nosso professor. — ela cuspiu com nojo. — Isso eu meio que percebi. Sem ofensa. — ele olhou para mim e disse. — Eu trabalhei duro para ter o meu lugar aqui. — eu disse a ela mais uma vez. — Claro que sim. — ela bufou. — Se você não fez nada errado, então por que não pode admitir isso? Ela empurrou Atticus fora do caminho, indo para a saída. Tudo o que eu podia fazer era me sentar nas escadas. — Se faz alguma diferença, eu o conheci antes de saber que ele era nosso professor. Eu apenas pensei que ele era um advogado, eu não tinha ideia de quem ele realmente era até o primeiro dia de aula... — Você não tem que se explicar para mim. — ele disse quando ele se sentou ao meu lado. — Sério? Eu achei que você estaria tão chateado como ela está. Parece que você e eu somos sempre a nuca e o pescoço. — Sim, mas você não me bateu porque você está com ele. Faria sentido se você colocasse apenas a quantidade normal de esforço. Mas você sempre se esforça completamente, e se alguém tenta pegar você, você empurra mais forte. Se você tivesse conseguido chegar onde chegou por dormir com ele, então você não teria se incomodado de desenterrar toda a nossa sujeira. — Talvez eu seja apenas uma pessoa horrível. — eu bufei olhando para o outro lado. — Você não é. — disse ele, e eu olhei para ele. — Você sabia que eu era gay, não é? Eu não disse nada. — Achei o máximo, mas você que nunca tocou no assunto, nem naquele dia. Você nunca iria usá-lo contra mim? Eu não sou a minha afiliação política. Em quem eu voto não define... minha sexualidade... nem quem eu escolhi para amar. Isso é de mim, e você não joga com isso. Você não é uma pessoa má, Thea. Eu sou a última pessoa a julgar com quem você deve ou não deve estar junto, porque a sociedade diz. Eu suspirei. — Droga, agora eu tenho que chamá-lo de meu amigo.


Nós dois rimos. — Não se preocupe com Vivian, ela vai superar isso. — Tem certeza? — perguntei, porque eu realmente não vejo isso acontecendo. Ele deu de ombros. — Bem, vocês, as mulheres, são duras com seu próprio sexo por algum motivo. Antes que eu pudesse responder, a porta da escada se abriu. Levi olhou para nós por um momento, com os olhos duros e seus lábios pressionados em uma linha fina. Atticus levantou-se rapidamente, mas eu congelei sob seu olhar. — Você, em meu escritório agora. — disse ele, apontando para mim. Em seguida, ele saiu sem dizer mais nada. Merda. — Este seria um bom momento para usar sua mágica para eu não ser demitido. — Atticus quase implorou enquanto eu me dirigia para fora. Levi caminhou rapidamente com seus punhos fechados ao seu lado, e toda a suas costas estava tensa. — Levi, você tem um telefonema... — Espere. — ele retrucou, cortando Betty e pisando em seu escritório. Ela olhou para mim com os olhos arregalados. Este era o problema de estar romanticamente envolvida com o seu chefe. — Você queria falar comigo, Sr.? — perguntei, com minhas costas retas. — Você tem certeza que não está ocupada? — ele retrucou jogando o arquivo que eu lhe tinha dado anteriormente sobre a mesa antes de pegar seu violão no canto e se sentar. — Se eu soubesse que a carga de trabalho era tão leve por aqui, eu teria apenas escolhido seis alunos. — E Atticus e eu ainda seríamos um deles. — eu respondi. Eu não tinha feito absolutamente nada de errado, e eu não iria deixá-lo me fazer sentir como se tivesse. — Professor Black, eu tenho certeza que você está interessado apenas porque estávamos discutindo algo estupidamente privado durante o expediente, e por isso, eu


realmente sinto muito. No entanto, eu gostaria de deixar claro, mais uma vez, que eu sou séria sobre a minha posição aqui e minha intenção de aprender com os melhores. Não há nada, nem mesmo um pouquinho, acontecendo entre o Sr. Logan e eu. Eu não sou tão estúpida, nem cruel, de estar fazendo alguma coisa em sua escada com você a poucos metros de distância. Ele dedilhou as cordas, sem dizer nada, enquanto seus dedos trabalhavam sobre o braço do violão. — Há mais alguma coisa, Sr.? — Esse arquivo, de onde você tirou isso? Honestamente. — ele perguntou mais calmo agora. — Eu troquei para ser a babá de Bellamy para Tristan na sexta-feira e sábado. Há apenas um erro em seu resumo para a associação de bar amanhã, certo? Nada grande. — Até mesmo pequenos erros ficam mal. Eu vou ter a certeza de agradecer a Tristan então. Isso é tudo. — disse ele enquanto ele voltou a tocar. Balançando a cabeça, eu me virei para ir embora quando eu o ouvi sussurrar. — Não houve nada lá? Nem mesmo um pouco? Eu me virei para encará-lo, minha expressão suavizou quando meu coração se partiu. — Nada mesmo. Estou completamente fora de questão para alguém e Atticus... bem, eu não sou o tipo dele. Eu não acho que eu poderia estar com mais ninguém agora de qualquer maneira. Ele não respondeu, e ele não precisava.

Levi Quando voltei para a minha casa, ela estava enrolada no meu sofá, assistindo ao noticiário e comendo uma tigela de cereais. Ela olhou para mim brevemente, mas não disse nada. Seu gato, Shadow, sentou-se na porta, a cauda marrom balançando para frente e para trás quando ela olhou para mim como se me perguntasse o que eu tinha feito. Acariciando a cabeça um pouco, deixei minhas coisas na porta e fui para a cozinha. Agarrando uma tigela de pipoca e uma cerveja da geladeira, eu tirei os sapatos e


me sentei ao lado dela. Uma coisa que eu amava e odiava sobre Thea, era o fato de que ela não poderia deixar de falar o que pensa. A cada mordida que eu dava, eu poderia ver no canto do meu olho que ela estava ficando cada vez mais incomodada comigo. — Você pode me passar o controle remoto? — eu perguntei a ela. — Não. Você é um burro. — ela retrucou. — Um burro que não confia em mim. Eu suspirei. — Olha, eu sinto muito. Sim, eu admito que eu estava com ciúmes, mas você pode me culpar? Por que vocês dois estavam sozinhos em uma escada... rindo juntos? — Deus me livre. Eu suspirei. — Vocês dois parecem estar muito próximos. Desde o primeiro dia, os dois tiveram uma liga. Ele não é feio e ele está mais perto da sua idade... Ela riu. — Falou o cara que estava dançando com uma morena bonita? — O quê? — No Ano Novo, no baile de máscaras dos seus pais, você e aquela mulher de vermelho, você dançou com ela. E ela foi a única mulher que você dançou toda a noite, e você não me viu gritando com você. Levei um momento para seguir. — Tem certeza de que você não guardou este momento? Ela é uma amiga da família e ela me arrastou para dançar. Passei todo o tempo tentando pensar em como chegar mais perto de você. — Foi por causa da Vivian. Eu estava com Atticus porque ele queria saber por que eu e ela não estamos conversando, então ele nos arrastou para a escada. Então ela saiu, porque ela não consegue ficar perto de mim por mais de dez segundos sem tentar arrancar minha cabeça. E antes que você pergunte, sim, ele sabe. Ele vai falar sobre isso ou dizer a alguém? Não, não vai. Nós todos sabemos coisas sobre o outro agora, por isso é bom. Aqui está a merda do controle remoto. — ela terminou, jogando o controle remoto para mim. Peguei, e coloquei na mesa ao lado da minha cerveja. Movendo-me sobre ela, eu beijei seu pescoço. — Sinto muito. — eu disse novamente com cada beijo até que ela relaxou. Uma vez que eu estava em cima dela, beijei seus lábios. — Eu estava com ciúmes. Eu sou um homem ciumento, eu não posso evitar. Eu não quero nunca mais perdê-la para outro homem...


Nunca mais. — Eu não sou ela. — ela sussurrou enquanto corria as mãos sobre minha bochecha. — Eu me acostumei como ler o seu rosto também. Eu não sou sua ex-mulher, ninguém pode me tirar de você. As mãos dela correram para o meu peito, lentamente, tirando a gravata. — Quantas vezes eu tenho que provar isso você? Ela não olhou para longe dos meus olhos enquanto ela desabotoava minha camisa. Sua beleza, sua paixão, sua inteligência, a expressão em seus olhos, o jeito que ela me desafiava. Tudo nela, me afetava. — Eu amo você incondicionalmente.


Capítulo Vinte e Quatro Levi Eu sou um idiota. Minha Thea, Deus a abençoe, era uma fujona por natureza. No momento em que ela se assustava, ela tinha uma tendência de vomitar paredes, e ontem à noite eu devo ter colocado medo nela. Eu não tinha a intenção de dizer a ela que eu a amava em voz alta. Eu não podia evitar pensar, e antes que eu pudesse me parar, estava derramando para fora da minha boca... fizemos amor, mas ela nunca disse de volta, e ela não trouxe o assunto de volta.

— Esta é uma má ideia. — disse Bethan em pânico, quando Tristan virou as costas e colocou sua filha nos braços de Thea. — E se ela acordar à noite e ela não me ver? — Ela vai chorar e depois voltar a dormir, e vê-la novamente na parte da manhã. — Tristan suspirou, colocando as malas de Bellamy no chão. — Ela tem tudo o que ela poderia possivelmente precisar. É apenas uma noite, ela vai ficar bem, querida. — ele tranquilizou Bethan. Ela balançou a cabeça, e levou Bellamy de volta em seus braços. Tristan gemeu, balançando a cabeça para ela. — Eu estarei no carro. Eu entendi sua frustração. Desde o nascimento de Bellamy, Bethan nunca a deixou fora de sua vista por mais de algumas horas. Ela colocou todo mundo em banhomaria. Mas eu também entendia as razões de Bethan; tinham tentado durante anos ter um filho e tinham sofrido inúmeros abortos. Durante a gravidez, ela não queria ter muitas esperanças e ela muitas vezes se queixou ou ignorou a vida crescendo dentro dela, porque ela estava preocupada em perder. Agora que ela tinha uma menina saudável em sua frente, a separação era quase mais do que podia suportar.


— Bethan. — eu disse, mas eu não tinha certeza do que dizer a ela. — Bethan. — Thea disse suavemente, aproximando-se das duas. — Eu basicamente criei minha irmãzinha. Eu nunca fui a qualquer lugar sem ela. Eu ia a uma escola do outro lado da rua de sua escola primária. Eu entendo, e eu prometo lhe enviar fotos durante a noite. Mas eu acho que você precisa de uma pausa. Ela suspirou, beijando a cabeça de Bellamy antes de entregá-la para Thea. — Obrigada. — Não tem problema, ela é tão tranquila, nós vamos ficar bem. — disse Thea enquanto a embalava. — Eu vou estar aqui também, vá antes que Tristan escreva um grande discurso no carro. — eu disse, pegando sua mão e levando-a até a porta. — Tudo bem, se vocês... — Estaremos com ela, nós vamos ficar bem. Tchau. — cortei-a, quando eu a conduzi pela porta da frente. Tristan fez com a boca um obrigado, quando ele abriu a porta do passageiro para ela. Acenando para eles, eu fechei a porta antes de me inclinar para trás contra ela. No interior, Thea estava sentada no chão e colocou Bellamy em sua cadeirinha de princesa rosa brilhante. — Você sempre sabe o que dizer. — eu disse a ela, quando eu me agachei ao lado delas. Ela sorriu, ainda olhando para Bellamy. — A maioria das mães - as boas mães - só querem saber se seus filhos estão seguros. Fico feliz em ver o quanto Bethan a ama. Depois que nascemos, minha mãe nos deixou sob os cuidados do nosso pai. Ele era escritor, então ele ficava em casa enquanto ela estava fora, fazendo um nome para si... desculpe, isso é meio depressivo... — Não, você pode falar comigo sobre qualquer coisa. — eu beijei o lado de sua cabeça e me levantei novamente. — O que você quer comer? — Eu estou bem agora. Eu preciso estudar de qualquer maneira, mas obrigada. — disse ela, pegando alguns livros da sua bolsa e soltando sobre o sofá. Notei que ela não olhou para mim nenhuma vez.


— Oh, bem, você tem outras matérias. Como estão? Sou tão idiota. Estou tentando começar a conversa com a minha namorada, porque eu disse a maldita palavra “A”. — Em comparação com a sua? Não são tão estressantes. Ainda sem contato visual. — Mesmo a Professora Noland? Ela dá publicações como presentes de Natal. Ela encolheu os ombros. — Sim, mas, honestamente, se você regurgita tudo o que ela diz em classe em sua publicação, você vai ficar bem. É como se ela nem percebesse que são suas próprias palavras. Eu queria arrancar a seriedade dela. Eu poderia aceitar o fato de que ela não estava pronta. O que eu não podia aceitar era a parede que ela estava reconstruindo bem diante dos meus olhos. Bellamy jogou seu brinquedo no chão, e só então eu vi seu rosto enquanto ela entregou-o de volta para ela. — Eu pensei que você quisesse comer? — ela perguntou, folheando o livro novamente. — Sim, eu quero. Entrando na cozinha, eu liguei para a única pessoa no mundo que eu sabia que entenderia isso. — Selene? — eu disse suavemente. — O que há Levi, como está minha irmã? — Eu acho que a quebrei. — eu meio que brinquei, puxando o frasco de geleia da geladeira. — Ecaaa... — Não assim! Eu disse a ela que a amava ontem à noite. — Não. Não. Não. — ela repetiu. — Sim. Sim. Sim. E agora eu não consigo sequer fazê-la me olhar nos olhos. — Existem apenas três pessoas neste mundo que já disseram isso a ela... na verdade, duas desde que eu não sei quem foi o primeiro; mas mesmo assim, só a nossa avó e eu. E


em todos esses anos, ela nunca disse de volta para nenhuma de nós. O melhor que eu já ganhei foi um ‘Eu também’. Bem, pelo menos não era só eu. — Então, basicamente, eu estou ferrado? — Praticamente. Mas eu estou feliz que você disse isso. Basta dar-lhe um tempo, ela vai se redefinir. E vai ser como se nunca tivesse acontecido. Oh porcaria. Eu tenho que ir Levi, eu estou de castigo, e se a minha avó me vê ao telefone... — O que você fez? — eu perguntei quando eu cortei o meu sanduíche ao meio e me virei para lavar um prato. — Eu escapei para ver o meu namorado. Não diga a Thea! Prometa-me que não vai, você me deve por todos os conselhos que te dei. — Tudo bem, eu não vou dizer ela... Virei e eu encontrei Thea de pé na cozinha com Bellamy em seu quadril soluçando enquanto esfregava suas costas. — Está bem, tchau. — disse Selene antes de a linha ficar muda. Eu disse tchau, mesmo que a linha estivesse muda. — Ela tem uma mamadeira de água na bolsa, você pode pegar para mim? É a clara. — ela apontou. Balançando a cabeça, eu cavei através da bolsa por um momento antes de me virar e entregá-la para ela. — Como você sabe fazer isso? A maioria das garotas de 23 anos odiaria passar seus fins de semana como este. Finalmente, ela olhou para mim e sorriu. — Minha avó dizia que eu nasci com quarenta anos e quando eu tinha dez anos, eu poderia jogar bridge melhor que eles. — Então isso faz de você a cougar3 neste relacionamento? — É isso que eu sou agora? — ela perguntou, segurando a mamadeira de Bellamy. — Eu posso trabalhar com isso. Mas você pode realmente manter o seu corpo jovem e, em forma com tudo isso?

3

Uma mulher mais velha à procura de um relacionamento sexual com um homem mais jovem.


Seus olhos foram para as fritas, cerveja e sanduíche que eu tinha no meu prato. — Sem comentários. Ela riu, fazendo

com que Bellamy acenasse

suas pequenas mãos em

emoção. Segurando sua mão, Thea olhou para mim. — O quê? — Nada.

Thea BUZZ BUZZ — Thea, o seu telefone. — Levi murmurou ao meu lado enquanto ele rolava. — Estou cansada demais para me mover. — eu gemi. Bellamy tinha demorado para dormir a noite após se recusar a comer. Ela tinha levado umas boas duas horas para perceber que seus pais não estavam por perto, e uma vez que ela percebeu isso, ela se desesperou e começou a gritar tão alto quanto seus pequenos pulmões deixaram. Eu só queria dormir, mas meu telefone não parava de vibrar contra a mesa de cabeceira. BUZZ BUZZ — Thea... — Eu vou atender... — eu resmunguei, quando me sentei e estendi a mão para ele. A hora marcada era 01:53, o que significava que era tarde demais para qualquer um ser chamado para qualquer coisa. — O quê? Houve um silêncio. — Selene? — eu olhei para o identificador de chamadas. — Ligue o noticiário.


— Selene são duas da manhã... — Thea! Ligue a TV, caramba! O que há de errado com ela? — Está bem, espere. — eu me levantei da cama, tentando não acordar Bellamy que dormia em um berço improvisado próximo a nós. Quando eu liguei a televisão, eu não vi nada. — Selene tem certeza de que isso não é notícia local para você? Eu não vejo nada... — Eles não estão falando sobre isso, mas olhe para o banner de fundo, sob o feed do Twitter. Eu procurei, observando enquanto a notícia rolava, ainda não vejo nada... — Selene... — eu parei, e assim fez cada outra parte de mim. Eu não conseguia respirar e logo até mesmo ficar em pé era muito difícil. Eu caí no chão. — Thea? — Levi me chamou. — Thea? Eu o ouvi, mas eu não o vi até que ele estava bem na frente do meu rosto. — O que está errado? Tudo. — Meu pai tentou cometer suicídio. — eu disse as palavras, mas eu me vi incapaz de acreditar nelas. Minha mente estava girando, e tudo que eu conseguia pensar era tirá-lo antes que fosse tarde demais. — Eu preciso tirá-lo. Levi, por favor, ajude-me a tirá-lo. Caí em seu colo, eu chorei, eu solucei, eu implorei a ele... e parte de mim sabia que isso nos destruiria. Essa era a notícia que eu estava esperando para baquear. E quando ela chegou, explodiu bem no meu rosto.


Capítulo Vinte e Cinco Levi Eu não sabia como ter essa conversa, mas eu precisava lhe contar a verdade. Parecia que todo o mundo dela tinha acabado de ser desintegrado ao redor dela... como eu poderia acrescentar à sua dor. Mas se eu não disser nada... — Eu preciso te dizer uma coisa. — eu comecei. Quando ela olhou para mim, seu rosto estava cheio de confiança, de esperança, e eu queria parar de falar. Eu não queria dizer isso, mas eu tinha que fazer. — Savannah Van Allen era amiga da minha mãe, e ela também era a mãe da minha ex-mulher. Lá estava, a confiança desapareceu bem na frente dos meus olhos, e tudo que eu podia ver, era raiva. — Thea... — estendi a mão para ela, mas ela bateu na minha mão e se levantou. — Por que... por que você não disse nada? Eu lhe contei meses atrás! Por que você não disse nada? — Eu não sabia o que dizer... — Que tal ‘Thea por anos eu pensei que seu pai tinha assassinado a mãe da minha esposa!’ — ela gritou comigo. — Por que eu estou usando pretérito? Você provavelmente nunca acreditou em mim desde o início. — Isso não é verdade! — Por que outra razão você não me disse? Por que mais você nunca trouxe à tona, quando eu falei sobre o caso dele o tempo todo? Você nunca acreditou realmente que eu poderia tirá-lo de lá. Ele morreria na prisão, e eu nunca saberia disso.


— Eu não disse a você, porque não importa para mim! Eu te amo, eu quero que você fique, e eu não quero que você use isso como uma desculpa para fugir. — Você me ama e não quer que eu fuja? Ou será que você não sabia o que dizer? Qual é a verdade? Ou será que você dizia coisas bonitas, sem pensar sobre o que elas realmente significavam?! — Eu estou dizendo a você, porque eu vou ajudá-la. Eu quero ajudá-la. — Não se incomode. Qualquer pessoa que esconde a verdade de mim, a fim de me manter ao seu lado não é alguém com quem eu quero estar. Ela se virou para a porta, mas eu a agarrei. — Thea... — Solte-me! — ela gritou e se contorceu. Eu não pude. — Não faça isso, por favor. Eu estava errado em não lhe dizer, eu sei disso. Mas nós não vamos fugir um do outro... — Não há nós. Se envolver com você foi uma má ideia, eu sabia que eu deveria ter me retirado da sua vida. Eu não posso confiar em você, então me solta Levi, ou eu vou gritar até que alguém chame a polícia. Ela arrancou seu braço da minha mão, nem mesmo se preocupando em pegar seu casaco antes de bater a porta em seu caminho para fora. Um momento depois, os gritos de Bellamy ecoaram pela casa, espelhando a minha própria dor interna e frustrações.

— Eu te odeio. — disse Tristan, vestido com calças de moletom e casaco do Red Sox. Eu o ignorei e entreguei Bellamy de volta a Bethan. — Onde está a Thea? — ela perguntou, olhando ao redor. — Ela me deixou. Seus olhos se arregalaram enquanto ela esfregava as costas de Bellamy. — Vou colocá-la no quarto de hóspedes.


Balançando a cabeça, eu a deixei ir, antes de levar Tristan em minha sala de estar, passando por cima de todas as caixas. — O que é tudo isso? — disse ele, com muito menos raiva em sua voz. — Arquivos do caso sobre o Estado de Connecticut vs Ben Walton sobre o sequestro, estupro e assassinato de Savannah Van Allen. — eu disse quando eu me sentei no sofá e esfreguei os olhos. Já era sete horas da manhã, e eu não me via dormindo tão cedo. — Você precisa ligar os pontos para mim aqui Levi. — É uma história fodida. — eu ri amargamente. — De acordo com o Estado de Connecticut, a mãe da minha ex-mulher foi assassinada pelo pai da minha agora exnamorada. — Puta merda. — Bethan ofegou, já de volta. Eu levantei meu copo vazio e inclinei em sua direção antes de finalmente derramar uma dose de conhaque. — Quanto você já bebeu? — Não se preocupe. — eu bebi de novo. — Este é o meu primeiro. Eu estive esperando vocês voltarem, e agora que você está aqui, eu acho que eu vou em frente até ficar bêbado... porque eu estou fodido. — Você está tentando anular a condenação? — perguntou Tristan, olhando para as minhas notas. — Levi, porra, você enlouqueceu? — Ele não fez isso. — eu respondi, quando eu terminei o meu copo e despejei outro. — Levi, eu entendo que você gosta dela... —Bethan começou. — Amo. Eu a amo. Estamos contando todas as verdades hoje. — eu a cortei. Ela suspirou, começando novamente. — Tudo bem. Eu entendo que você a ama. Mas ela é filha dele. É claro que ela pensa que o pai é inocente, mas isso não significa que ele seja. — Essa foi a primeira coisa que eu pensei até que eu comecei a saber mais sobre Margaret The Shark Cunning. Alerta De Spoiler; ela é o diabo, e acredite em mim, se eu pudesse processá-la criminalmente, eu faria milhares de vezes.


— Levi, me diga que isso não é só porque você a ama, e eu vou apoiá-lo cem por cento. Você sabe que eu vou. Então me diga, o que você sabe que nós não sabemos? — Ben Walton e Savannah Van Allen estavam tendo um caso. Quando Margaret descobriu, ela começou a reunir as evidências do adultério e os denunciou. Ela confessou isso oito meses antes de morrer de câncer de pulmão em estágio quatro. É por isso que Thea está na faculdade de direito. Eles não disseram nada por um momento. Bethan lentamente afundou no sofá. — Existe alguma prova disso? — perguntou Tristan, enquanto pegava as minhas anotações. — Só Deus sabe neste momento. Thea debruçou sobre esses arquivos por meses. Eu não toquei ainda, porque eu sabia que na hora que eu fizesse, eu teria que dizer a ela. — Então você disse a ela? — Bethan questionava. — Sim, e ela foi embora. — E você ainda está olhando para isso? — ela sussurrou. — Esta é a Caixa de Pandora, Levi. No momento em que você abri-la, uma porrada de merda vai vir voando para fora em você de todas as direções. Mãe... Oh meu Deus, mamãe vai pirar. Sem mencionar Odile. Enquanto ela ficou lá olhando para mim, Tristan falou: — Mas, se o homem é realmente inocente, eu não posso imaginar não fazer nada só porque vamos irritar algumas pessoas. Eles devem saber a verdade e as pessoas certas devem ser presas por seus crimes. Esse é o ponto do sistema de justiça. — Tristan olhou para mim. — Eu passei minha carreira com você, ajudando as pessoas a ficarem fora da prisão. Às vezes, justamente por isso e outras vezes não. Eu vou apoiá-lo sobre isso, mas há uma grande chance de nós perdemos, e perder feio. — Estou preparado para isso. — Você pode não recuperá-la também. — acrescentou. Eu não estava tão preparado para isso. — Eu vou lidar com isso. — Posso jogar como advogado do diabo por um segundo? — Bethan franziu a testa olhando para nós dois. Eu apenas assenti para ela ir em frente. — Você não está sendo um


pouco confiante demais? Levi, querido, estas são as suas carreiras, carreiras que vocês dois passaram anos para construir, e investiram centenas de milhares de dólares. Estive aqui desde o início. Eu vi a merda que vocês passaram para chegar até aqui. — Eu gosto da Thea, ela parece ser uma garota muito doce, mas qualquer um de nós realmente a conhece? Podemos pensar que ela poderia ter planejando isso durante meses. Ela entra no meu bar, e acontece dela ir para casa com o melhor advogado criminal do país? Então, de alguma forma ela acaba por ser sua aluna, e pelo que Tristan me disse, ela não tem medo de jogar com a chantagem. E no topo de tudo isso, ela deixa cair essa bomba e diz-lhe sobre seu pai? Eu sei que isto é uma merda de ouvir, eu sei que você realmente a ama, mas e se ela está te usando? Quer dizer, considerando tudo isso... e se... — Pare. — eu sussurrei, sem querer ouvir mais nada. — Levi... — Não. Ela não é essa pessoa. Eu sabia quem ela era. Tristan franziu a testa. — Ela me chantageou uma vez apenas para conseguir o que queria... — Não! — eu gritei para os dois, e eles apenas se olharam. — Tudo bem, vamos supor que você está dizendo é verdade. Vamos dizer que há meses ela foi me empurrando com tudo isso, e ela é uma atriz tão boa que eu me apaixonei. Nada muda para mim. Mesmo que ela admitisse isso agora, eu ficaria ferido e irritado pra cacete, mas eu ainda estaria aqui olhando todos esses arquivos. Eu ainda gostaria de ajudá-la, mesmo que ela tivesse me traído assim. Obrigado por se preocupar comigo, Beth, mas eu já tomei a minha decisão. Tristan suspirou, levantou-se e dirigiu-se para a cozinha. Em pouco tempo, ele estava de volta com mais dois copos e ele nos serviu uma bebida. — Aonde você for, eu vou. E quando isso estiver acabado, eu vou tirar as mais longas malditas férias da minha vida. — disse ele, quando ele me entregou o meu copo. — Obrigado.

Thea


Eu estava meio congelada no momento em que cheguei a casa de Atticus. Eu não conseguia sentir os pés, e os meus dedos pareciam que não existiam. Quando ele me viu, ele não fez piadas e ele não disse nada estúpido. Em vez disso, ele se afastou, e segurou a porta aberta, permitindo-me entrar em seu minúsculo apartamento de um quarto, e rastejar para cima de seu sofá. Ele colocou um cobertor grosso sobre mim, e deixou uma xícara de chocolate quente na mesa de café, para quando eu estivesse pronta para beber. Ele sentou-se na frente do sofá, assistindo o noticiário em silêncio. — Esse é o meu pai. — eu sussurrei, e ele olhou entre mim a televisão e o homem falando. Se eu pudesse, eu teria rido. — Não. Na parte inferior da tela, Ben Walton, o assassino, que tentou se matar. É ele. Esse é o meu pai. Ele me entendeu agora. — Meu pai era um fazendeiro de milho antes de se tornar governador. — Obrigada. — eu disse, enquanto limpava os olhos. Ele não estava tirando sarro de mim, ele estava simplesmente tentando me dizer que ele não se importava. — Eles dizem que ele matou a mãe da ex-mulher de Levi. A partir daí, tudo apenas saiu de mim... tudo, desde quando eu era criança, a minha adolescência e os supostos crimes do meu pai, até o último momento com Levi, o momento em que parecia que ele tinha me esfaqueado no coração com um sorriso.

Levi Foi a minha terceira caminhada pelo escritório. Ela deveria estar lá, mas ela não estava. Eu já tinha visto todos os meus alunos com exceção dela... há três dias; foi a última vez que eu a tinha visto. Nem ela nem sua irmã tinham respondido a nenhuma das minhas ligações e, neste ponto, eu nem sabia se ela estava bem.


— Você pode parar de andar, ela não vem hoje. — disse Atticus para mim, com sua gravata por cima do ombro enquanto trocava a lâmpada queimada. — Então, você já falou com ela? — Meio difícil não falar, já que ela foi bater na minha casa e tudo... eu já estou sem cereal. — respondeu ele, descendo da escada. Senti minha mão fechando em punho apenas vendo o olhar orgulhoso em seu rosto e eu tive que me esforçar para relaxar. Ele era um estudante. Ele precisava aprender a não se envolver na minha vida pessoal. — Qual é a porcentagem de casos que são negociados e resolvidos fora do tribunal? — eu interroguei-o com toda a calma possível. Ele endireitou-se rapidamente. — Menos de cinco por cento. — E isso a partir de Levi Black and Associates? — Três. Não. Três vezes e meia. — Por quê? Ele fez uma pausa tentando pensar. Muito devagar. — Porque um grande advogado não tem medo do tribunal. Tribunais são sua arena. Esta foi uma pergunta simples, Sr. Logan, e não o que está por vir, é muito pior. Você está deslizando. Ele balançou a cabeça, e eu podia vê-lo chutando-se. Muito melhor. Eu só consegui me afastar o suficiente antes de me virar. Eu tinha que saber, eu tinha que perguntar. — Como ela está? — Ela é Thea. — respondeu ele. — E só para você saber, eu sou gay. É por causa dela que eu posso te contar... que eu posso dizer a qualquer um agora. Então você não precisa se preocupar sobre eu estar com ela. Ele não se demorou, ele apenas seguiu em frente com seu trabalho.


— Quando você tiver acabado, Sr. Logan, ela pode precisar de um amigo depois que ela ver a notícia. — eu disse, me chutando enquanto eu me afastava. Isto é o que ela quis dizer quando ela disse que era impossível para eles estar fisicamente juntos... sua orientação... — Nenhum comentário, Betty. — eu disse a mulher mais velha que estava sentada atrás de sua mesa. Ela fingiu fechar os lábios, mas seus olhos estavam falando... rindo na verdade. No meu escritório, eu sentei na minha mesa checando meu relógio. — Você tem uma hora até que essa história venha á tona. — disse Tristan, quando ele entrou. — Eu vou me encontrar com a minha mãe e para que ela saiba antes pessoalmente. Você vem? — Para o abate? Não, obrigado, eu tenho mais de mil páginas de caso para olhar. Quando começaremos a definir as pessoas? —

Tristan,

eles

vão

tentar

nos

enterrar

no

trabalho

com

papéis

e

burocracia. Acredite em mim quando eu digo que vamos precisar de cada pessoa para este assunto. Uma vez que esta notícia vazar, vamos sentir uma reação como nunca sentimos antes. Você ainda pode voltar atrás. — Sim Capitão! Meu Capitão! — foi sua única resposta. — Deseja-me sorte? — Para o homem que acredita que você faz sua própria sorte? Pena que eu não me sentia mais como aquele homem.

Thea “Sras. e Srs. Boa noite, hoje à noite nós temos uma notícia de última hora de Boston Massachusetts, onde o advogado criminal, Levi Black, vai defender o caso do assassino condenado, Ben Walton. Dezessete anos atrás, Ben Walton foi acusado de sequestro, estupro e assassinato da socialite de Boston Savannah Van Allen... acusação que o Sr. Black agora quer


derrubar. Em uma declaração à KYLM, o Sr. Black diz: — Não há dúvida que Ben Walton é um homem inocente que não recebeu um julgamento justo e equitativo, como é seu direito constitucional, isto é devido não só à incompetência flagrante da polícia, que não seguiu o protocolo de base relativa à evidência, mas também o seu próprio representante legal. Estamos pedindo um novo julgamento e quem quer a verdade e ver o devido processo bem feito não deve ser contra isso.”. Meu telefone tocou sem parar, mas eu simplesmente não podia acreditar nos meus ouvidos enquanto eu ouvia o rádio. Ele ainda estava passando por isso? — Alô? — eu finalmente peguei o telefone. — Abaixe o cereal. Saia da sua calça de moletom e venha para o escritório agora, este lugar está prestes a tornar-se um campo de batalha e já é hora de você dar as caras. É por isso que você queria se tornar uma advogada, certo? Este é o seu grande momento, portanto, não seja egoísta e não deixe que suas emoções fiquem no caminho de ajudar seu pai. Isso é o que você quer, certo? — Atticus gritou no telefone sobre o tumulto no fundo. — Eu não estou na sua casa. Eu precisava fazer uma parada. Eu estarei aí em algumas horas... — Thea, onde diabos você pode estar que é mais importante do que isso? — Eu vou visitar o meu pai. — eu disse, quando o policial e seu cão vieram até minha janela do carro. Eu dei-lhe o meu passe, e ele acenou. Eu podia sentir meu coração batendo contra o meu peito enquanto eu estacionava e saía. Ao longo dos últimos meses, eu tinha lhe escrito mais de duas dúzias de cartas e nunca tinha ouvido nada de volta. Imaginei que ele não queria me ver... e eu estava com muito medo de vê-lo. Eu tinha uma vaga imagem do homem que foi meu pai na minha cabeça, e eu não queria que a imagem dele tivesse mudado. Ele ainda cheirava a loção pós-barba? Ele ainda comeria Skittles4 roxo comigo? Foi uma estupidez, e eu sabia que eu estava agarrada a falsas esperanças, mas era tudo o que me restava. Eu estava sendo egoísta, porém, não o vi todos estes anos, porque eu não queria perder minhas memórias felizes. 4

Marca de doces com sabor de frutas, atualmente produzido e comercializado pela Wm. Wrigley Jr. Company, uma divisão da Mars, Inc.


— Quem você veio ver senhora? — o guarda na recepção me perguntou. — Ben Walton. — Alguma identificação, por favor? Entregando-lhe minha carteira de motorista, ele rolou para baixo uma prancheta branca balançando a cabeça para mim. — Eu tenho uma Thea Walton na lista. Sem Cunning. Os nomes têm de corresponder. Ele deveria ter preenchido uma nova folha de visitantes para você, esta não foi atualizada nos últimos anos. Obviamente, ele nunca me esperava também. — Eu tenho uma identidade velha. — eu disse quando eu abri minha carteira e tirei a identidade da faculdade, a escola fez uma confusão e colocou meu nome antigo nela. Eu tinha feito uma nova, mas acabei não jogando a antiga fora. Ele pegou olhou para o meu rosto e, em seguida, olhou para a minha licença. — Espere aí, precisamos revistar você. — disse ele, quando ele entregou de volta para mim. — Obrigada. — eu respondi, enquanto eu caminhava para onde ele apontava. — Você se importa se eu verificar se há objetos estranhos em seu cabelo e em seu corpo? — uma mulher perguntou quando eu entrei. Ela perguntou, mas eu não achei que isso fosse uma pergunta. Balançando a cabeça, eu me virei. Ela me revistou um pouco duro, mas eu não disse nada. Parecia uma fila interminável de pontos de checagem antes que eu finalmente fui levada para a sala de visitas. Na TV, eu sempre via o vidro com os telefones de ambos os lados, mas na vida real, mais parecia uma gaiola. O guarda sinalizou para eu me sentar, e quando o fiz, a porta no lado oposto abriu. Prendi a respiração quando ele entrou, suas mãos, pés e cintura acorrentados. Ele era tão alto quanto eu me lembrava, com a pele tão escura quanto a minha e cabelos grisalhos. Sua expressão parecia dura, como se ele tivesse tomado tantas porradas no rosto que era quase de pedra. Notei a grande atadura branca em volta do seu pescoço, e o método de sua tentativa de suicídio se tornou aparente. Eu segurei minha respiração, lutando contra a onda de emoções que brotou dentro de mim. Ele se sentou, mas eles não tiraram as correntes.


— Quem é você? — ele perguntou assim que pegou o fone. Sua voz era profunda e áspera, e seus olhos me olharam sem emoção. Enxugando uma lágrima do meu olho, eu tentei não deixar isso me incomodar. — Sou eu, pai. Thea Bear? Lembra? Seus olhos se arregalaram um pouco, mas ele não falou. — Você recebeu minhas cartas certo? Da Selene também? Mais uma vez o silêncio. — Você não escreveu de volta, então... — Você não devia ter vindo aqui. — ele disse para mim, quando ele desligou o telefone. Eu bati minha mão contra o vidro, fazendo com que os guardas chegassem perto das portas. — Desculpe. — eu disse-lhes rapidamente e me voltei para ele. Fiz um gesto para ele pegar o telefone novamente. Ele cerrou o maxilar, quando ele mais uma vez pegou o fone. — O que você quer? — Eu vim para vê-lo, levei duas horas para chegar aqui... — Eu não pedi a você. — Bem, você deveria! — eu rebati. — Você deveria ter nos pedido para vir. Você deveria ter nos escrito de volta. E você com certeza não deveria ter feito isso consigo. Nós somos uma família... — Nós não somos uma família. Você não me conhece. — Eu sei que você não fez isso, e eu sei que você é meu pai. Eu não preciso saber de mais nada. Eu não me importo com mais nada. Você vai sair daqui. Ele balançou a cabeça. — Quanto é que esse novo advogado está cobrando? Eu o conheci. Parece algo que eu não posso pagar. Vocês estão todos perdendo tempo e dinheiro... eu estou lhe dizendo que eles não se importam. Eu acei... — Se você disser ‘aceito’, eu juro por Deus, eu vou enlouquecer. Isso não é algo que você deve aceitar, e não se atreva a dizer a ninguém aqui. Levi é diferente. Isto é diferente. Se o dinheiro te incomoda, então no momento em que você sair, vamos


processar o Estado e, em seguida, você pode pagar tudo de volta. Mas agora eu preciso que você me diga que não foi você. Ele se inclinou. — Então você não acredita em mim depois de tudo. — Eu acredito em você. Eu só preciso saber se há qualquer luta dentro de você. Eu estou aqui, vou andar na linha, mas eu preciso saber que você está andando comigo, pai. Ele colocou a mão contra o vidro quando ele olhou para mim. — Eu estava preparado para morrer sabendo em minha alma que eu não fiz nada de errado. Que eu deixaria este mundo como um homem inocente. Os recursos que falharam não importam mais. Então você e sua irmã começaram a complicar tudo. Era mais fácil quando você não falava comigo. — Só porque algo é mais fácil, não significa que é melhor. Agora, há algo que você possa-me dizer que pode nos ajudar? Por favor, pai, eu preciso que você pelo menos tente.

Levi — Saia! — ela gritou, enquanto as lágrimas corriam pelo seu rosto. — Eu não tenho ideia no que deu em você para fazer isso, mas até que esteja terminado, fique longe de mim. — Mãe, eu sei que você está com raiva, mas se este homem... — Se? Se? Você está colocando toda família nisso, para não mencionar a família Van Allen, por tudo isso de novo, e você tem a coragem de dizer “se”? — Bem. Ele não fez isso, e ele não merece estar atrás das grades. A pessoa que matou Savannah merece, mas não ele. Como você não vê isso? Especialmente da maneira como seu caso foi tratado! — eu gritei de volta para ela. — Tire-o daqui. — ela gritou para o meu pai. — Tire-o ou eu vou dizer algo que uma mãe não deveria. Leve-o para longe de mim. — Não se preocupe, eu vou sair. Quer você goste ou não, eu vou pegar este caso. — eu disse para ela, mas ela não olhou para mim. Ela segurou as mãos ao rosto e chorou, e naquele momento, eu me odiava por fazer isso novamente.


No meio do caminho para fora da porta, meu pai me chamou. — Levi, o que você está fazendo? — Tirando um homem, meu cliente, da prisão. — respondi. — Você trabalhou tão duro toda a sua vida. Eu vi você construir uma carreira para si, e agora você está prestes a explodir tudo? Ninguém vai confiar em você depois disso. Eu só não entendo. — Um homem inocente está na cadeia... se você não entende, eu realmente não tenho tempo para explicar isso para você. — eu disse, já caminhando para o meu carro.


Capítulo Vinte e Seis Levi Tinha começado; as chamadas de telefone não paravam, a imprensa toda estava lá fora, os associados correndo por aí com os cabelos pegando fogo. Eu precisava lhes dizer algo. Eu tinha passado sobre o caso de Ben Walton, pelo menos, quatro vezes agora, e eu nunca tinha visto tal estupidez em toda a minha vida. As provas não foram todas recolhidas, a cena não foi fechada e uma das testemunhas desapareceu após sua declaração, e não testemunhou... era apenas uma grande bagunça fodida. — Você está pronto para dar o seu discurso? — perguntou Tristan, quando ele entrou na sala de conferência. — Por que eu preciso dar um discurso? Eles são advogados, e nós vamos praticar a lei, simples assim. — eu disse, embora eu soubesse que tinha que dizer alguma coisa. — Então, você não tem ideia? — Nem um pouco. — Você precisa de um minuto? — Não, traga-os aqui. Essa ia ser uma longa noite. Eu não tive que esperar muito tempo, parecia que todos estavam esperando que eu os chamasse. Meus associados estavam sentados ao redor da mesa de carvalho escuro, enquanto os estudantes se reuniram perto da parte de trás. — Ben Walton, nosso novo cliente. — eu disse, enquanto olhava por cima deles. Eu coloquei uma foto de Ben Walton e escrevi seu nome na grande janela que dava para Boston. Então, eu comecei o meu ‘discurso’. — Eu era calouro na faculdade, quando ele foi condenado. O que significa que a maioria de vocês ainda eram pré-adolescentes, mas eu tenho certeza que se você viveu na cidade, você sabe sobre o tumulto que a morte de Savannah Van Allen causou. Como a


história foi contada, Ben Walton sequestrou, estuprou e esfaqueou quatorze vezes a Sra. Van Allen. Ela foi mais tarde encontrada em um quarto de motel em Connecticut. — Testemunhas haviam colocado Ben Walton fora de sua casa no dia anterior, e seu DNA foi encontrado na cena do crime. O caso foi montado para fazer Ben Walton parecer um perseguidor apaixonado que caçava Sra. Van Allen. — Faz sentido. — Raymond falou, quando ele afrouxou a gravata. — Mas por que ele estava lá? Por que seu DNA estava no quarto de motel? — Porque eles estavam tendo um caso. — uma voz soou fora do escritório. Eu teria reconhecido aquela voz em qualquer lugar. Quando ela entrou na sala, parecia que ela estava mais alta. Ela tirou sua jaqueta e luvas, e os deixou cair sobre a cadeira. Ela pegou uma pasta da mesa antes de fazer seu caminho até onde eu estava. — Existe alguma prova? — perguntou Vivian, enquanto levantava a mão na parte de trás. — Sim. Eu. — ela disse. Então, olhando para mim. — É o seu caso, mas posso informá-los? Eu poderia negar-lhe qualquer coisa neste momento? Balançando a cabeça, eu lhe entreguei o marcador e me sentei à cabeceira da mesa, perto de Tristan. — Ben Walton é o meu pai. — disse ela, levando-os a sussurrar, quando ela desenhou uma linha do tempo na foto na janela. — Desconhecido para muitas pessoas, Ben Walton uma vez foi conhecido como um escritor de ficção, Law Bonnet. Ele e minha mãe, Margaret Cunning nunca foram formalmente casados... — Law Bonnet? O escritor semanal do Boston Noble Magazine, como isso é possível? — Atticus cortou. Esta foi a primeira vez que qualquer um de nós tinha ouvido aquele pedaço de informação. — Para evitar um escândalo, o Boston Noble empregou um escritor fantasma para tomar seu lugar. — disse ela, marcando essa data ainda mais para baixo da linha do tempo antes de voltar para o início.


— A cada ano, o Boston Noble fazia uma grande festa com quem tinha sido capa. Naquele ano, Savannah Van Allen não esteve apenas na capa duas vezes, mas ela participou da festa. Esse era o inicio de seu caso de seis meses. Ela marcou a data na linha do tempo e se virou para olhar para a imagem de Savannah em cima da mesa. Eu a encontrei, eu olhei para ela e ela acrescentou ao cronograma. — No entanto, isso nunca foi levado a diante ou mencionado por qualquer acusação ou pela defesa do próprio Ben Walton. — Erro na linha de defesa. — eu disse em voz alta, e os alunos escreveram rapidamente. — No fim de semana do assassinato de Savannah Van Allen, meu pai me levou para o Festival de Woodstock... provavelmente como cobertura para o caso dele. — Você tinha o quê, provavelmente seis ou sete anos na época? Sem ofensa, mas isso é um pouco jovem para você ser considerada uma testemunha cível ou um álibi confiável. Você ainda se lembra daquele dia? A promotoria vai destruí-la e dizer que você quer apagar a memória do assassinato ou que você não estava ciente quando aconteceu. — Vivian apontou, muito a seu crédito. Era um ponto válido. As crianças eram testemunhas horríveis. — Você está certa. — disse ela, sem sequer pestanejar. — Na maior parte, esse dia é um borrão para mim. Lembro-me de ir ao festival e lembro-me de ter visto as luzes na ponte quando estávamos indo para casa. No entanto, eu não era a única pessoa lá, a filha de Savannah Van Allen também estava presente. O quê? Eu me sentei de repente. Tirando uma foto da pasta que ela estava carregando, ela cravou sobre a janela. Com certeza, lá estava a minha ex-mulher, com onze, talvez doze anos, posando para uma foto com sua mãe no festival. — Onde você conseguiu isso? — eu sussurrei. — Como você conseguiu isso? — Não foi o mais legal dos meios, mas quando eu fui ver o meu pai, ele me disse que Savannah tinha levado sua filha pela mesma razão que ele, como um álibi e um encobrimento para o caso deles. Eu já não tenho as imagens daquele dia, mas eu percebi que ela tinha que ter guardado alguma coisa. — Então você invadiu o computador dela? — Tristan perguntou a ela.


Ele parecia aliviado de que ele poderia finalmente ver como este caso, poderia se desenrolar. — Eu não fiz nada, mas como eu disse, não é o meio dos mais legais. — ela respondeu, apontando para ele. — Todo o caso da promotoria foi construído sobre o fato de que Ben Walton, era algum tipo de perseguidor passional doente. Eles pintaram um retrato de uma mulher que estava com medo e estava sendo mantida em cativeiro por um monstro. Mas será que ela parece dessa maneira para vocês? Ninguém nunca falou com Odile Van Allen. As pessoas queriam alguém para ser condenado, e Ben Walton era a escolha mais fácil. Tristan inclinou-se atrás de mim e sussurrou: — Ela soa como se ela estivesse implorando pelo seu caso agora. — Ela está. Tudo o que ela tinha feito foi para isso. — Por que sua mãe não pegou este caso, então? — Raymond perguntou: — Ou, pelo menos, ela poderia ter conseguido alguém para ajudar com isso, se ela não queria seu nome envolvido. Eu olhei para ela, esperando. Se ela queria fazer isso, ela ia ter que retirar todos os malditos esqueletos de seu armário. — Porque ela foi maldosa. Quando falei com Ben Walton, ele disse que tinha evidências para provar que era inocente, mas quando ela percebeu que não era apenas um caso, que ele tinha planejado deixá-la por Savannah, ela abandonou o caso e destruiu as evidências. — Mas ela te disse? — Atticus continuou. — Ela me disse que ela queria que ele passasse o resto de sua vida na prisão. — disse Thea secamente. — Ela passou o caso para um defensor público que ela conhecia, e foi o último contato que ela teve com ele. Ela se virou para mim, e eu concordei e me levantei. — Como a Maioria de vocês sabem, manter um homem fora da prisão é relativamente fácil. Conseguir que um homem saia dela, é outro jogo. E além disso, este é um caso de pena de morte. Preparem-se para serem atingidos com cada obstáculo humanamente possível. Não há nenhuma maneira que possamos simplesmente exonerá-lo, mas não é disso que estamos indo atrás agora. O


que nós precisamos agora, é conseguir um novo julgamento, e a única maneira de ganhar este caso é através de mídias sociais e pressão da opinião pública. Estamos jogando todas as informações do caso lá fora. — Mas lutar contra tudo isso não tornará as coisas mais fáceis para o Ministério Público? — Thea me perguntou. — É a única maneira. — respondeu Tristan. — Se tentarmos ir pela via legal, vai demorar meses, senão anos, atrás da burocracia. Anos parecia o mais provável... eles passariam para nós uma tonelada de arquivos, e nos enterraria sob uma montanha de papelada. — Além disso, todas as peças deste caso estão começando a se unir... há mais provas lá fora, só precisamos encontrá-las. Mas, por agora, vamos fazer tanto barulho que eles terão que tomar conhecimento. Vocês todos são de uma geração de mídia social, é o seu trabalho passear por blogs, dar entrevistas, tweetar para cada celebridade que é contra a pena de morte, fazer as pessoas tomarem conhecimento. Podemos até ser agraciados com um milagre e alguém que ainda tem fotos nos apresentar a algo que possamos usar. Nós estaremos trabalhando fora do escritório, mas também estaremos nos preparando para ir a Connecticut quando chegar a hora... — Sr. Black. — Betty me interrompeu com pânico em sua voz. — Sua ex-esposa, ela está aqui. — Você não estava casado com Odile Van Allen? — Raymond perguntou com uma careta. Uma série de suspiros ecoou pela sala. — Eu estarei lá. — disse a Betty ignorando-o. — Comecem a trabalhar pessoal. — Boa sorte. — disse Tristan enquanto eu saía. Sim, eu precisaria da graça de Deus para sair de suas garras inteiro. Minha mãe não tinha sido nada sobre a raiva que ela atiraria em mim. Esta manhã, eu realmente me senti mal... eu sabia o quanto isso a rasgava. Éramos mais jovens, mas ela sabia. Ela sabia que sua mãe estava tendo um caso e ela não tinha dito nada. Não, ela tinha que ter dito algo, e ninguém ouviu. Entrei no meu escritório, e ela, com seus longos cabelos escuros e olhos castanhos, se virou para mim tremendo.


— Seu filho da puta! — ela gritou, lançando-se para mim. — Você me odeia tanto assim? Eu te traí, então agora você vai me machucar dessa forma?! Isso é baixo, muito baixo, é repugnante, mesmo para você! Por que você está fazendo isso? Por que você está fazendo isso?! Agarrando seus punhos, eu a segurei firme. — Ele não fez isso. E você sabe, não é? Você estava lá. Eles estavam juntos. Você sabe disso. — Eu não tenho ideia do que você está falando. Você... eu nem sei quem você é agora! — ela gritou, se afastando de mim. — Naquele fim de semana a sua mãe a levou em Woodstock justo... — Eu não entendo por que você está fazendo isso! Desculpe, eu te machuquei. Eu era muito jovem para estar casada... — Odile! Ouça-me! Você estava em Woodstock justo naquele fim de semana com a sua mãe... — Não se atreva a falar sobre ela! Você não tem o direito de falar sobre ela! Você a conhecia. Ela era uma boa pessoa, ela não merecia ser assassinada por aquele monstro! — Você estava lá. — eu disse suavemente, tentando chegar até ela. — Eu estava em casa com meu irmão mais velho no fim de semana. Nós comemos sorvete de cereja, mas estava horrível, então fui para... — Para mim. — Thea entrou, os olhos arregalaram enquanto olhava para ela. Ela parecia atordoada, como se ela tivesse metade aqui, metade em sua mente. — Naquele dia, no festival, eu conheci você na frente da roda-gigante. Meu pai ficou na fila com a sua mãe para tomar sorvete. Você não gostou do seu, então você deu para mim. Mas eu não conseguia segurar o meu e o seu e eu deixei cair nas suas meias e sapatos. Eu lembro... — Você é louca! Eu não conheço você. Eu nunca conheci você na minha vida. Eu teria lemb... — ela parou de repente e olhou para mim. — É por isso que você está fazendo isso? Por ela? — ela bufou. — Você sempre gostou das suas meninas jovens, bonitas e quebradas. Faz você se sentir viril quando você as salva. — ela se virou para Thea. — Esteja advertida, querida, no momento em que ele consertar tudo isso, ele vai se distanciar de você.


— Essa é a razão pela qual nós terminamos e a razão pela qual eu estou neste caso é porque há um homem inocente no corredor da morte! — Há homens inocentes na prisão, bem-vindo a América, Levi! Por que ele? Por que agora? Guarde suas besteiras hipócritas para outra pessoa! — É por minha causa. — disse Thea. — Mas isso não muda o fato de que meu pai não matou a sua mãe. — disse Thea, quando ela manteve a cabeça erguida. — De acordo com a lei, ele matou, e eu vou ter certeza de que ele permaneça atrás das grades, onde ele pertence. Ele fez o suficiente para a minha família. Você quer uma guerra, Levi? Darei a você uma. Talvez tenha esquecido quem a família Van Allen é, mas vamos lembrá-lo. — ela cuspiu quando ela passou por mim. — Você não pode continuar correndo da verdade Odile. Você não pode continuar mentindo para si mesma! Por favor. — Thea gritou atrás dela. — Chegue perto de mim novamente, e vou processá-la por calúnia e qualquer outra coisa que eu possa pensar. Você é louca! — Odile respondeu, afastando-se até que ela desapareceu atrás da parede. Quando meus olhos caíram na Thea, ela estava segurando um envelope para mim. — O que é isso? — Eu não posso esperar que você faça isso de graça. Ela tinha que estar brincando comigo. — Eu não vou aceitar isso. — Eu sabia que você ia dizer isso, é por isso que eu depositei o pagamento na conta da empresa esta tarde. Este é o recibo. — Thea... — Eu preciso voltar ao trabalho. — disse ela enquanto se virava e saía. Puta que pariu!


Capítulo Vinte e Sete Thea — Este é apenas mais um exemplo da forma como os negros são tratados nos Estados Unidos hoje. Quantos Ben Walton estão espalhados por todo o país? Quantos réus foram completamente massacrados pelos defensores públicos que simplesmente não deram à mínima?! — Completamente falso; defensores públicos estão sobrecarregados e são mal pagos, sim, isso foi tratado por todos os meios horrivelmente pela polícia estadual e mídia. As provas deveriam ter sido manipuladas adequadamente, e nenhuma informação deveria ter vazado para a mídia. Mas dizer que isso é uma questão racial é errado. Pessoas de todas as raças e etnias são presas todos os dias... — Pregação! — disse Atticus, quando ele ergueu a mão para o céu, chamando minha atenção para longe do debate que estava acontecendo na maioria das estações de notícias agora. Uma semana, foi o suficiente para que isso se tornasse uma tempestade. Não importa o canal, havia pelo menos um segmento sobre o caso Ben Walton. Levi tinha uma entrevista com KWNN em poucos minutos, e seria transmitida mundialmente. — O quê? Você acha que só porque eu sou um democrata a minha opinião sobre isso magicamente mudaria? — ele perguntou, quando eu me sentei na mesa de conferência. — Eu não acho que este seja um caso baseado no racismo. Eu acho que alguém que tivesse sido envolvido em um caso com ela teria sofrido a mesma punição. Ele se preparou para a minha resposta, mas em vez disso, eu assenti. — Eu concordo. — Você o quê? — Eu concordo. Todas as evidências que temos mostram ser uma série de eventos desastrosos.


— O Defensor Público é um alcoólatra! — Vivian correu acenando um papel acima de sua cabeça. Tristan veio por trás dela, e tirou o papel das suas mãos. — Quando você conseguiu isso? — Não havia muita informação sobre o Defensor Público, então eu pensei em ir ao seu escritório e ver se ele ainda trabalhava lá. Ele não trabalhava. Ele foi ‘dispensado’ seis meses após o caso. Como ele não foi oficialmente demitido, não houve advertência. No entanto, quando ele foi à procura de um novo emprego, seu ex-chefe escreveu uma carta detalhando seus estupores bêbedos dizendo: o homem não deve ser autorizado a exercer a advocacia. — Onde ele está agora? — Ele morreu há cinco anos devido a uma doença no fígado relacionada com o álcool. — Tão triste. Mas os homens mortos não refutam provas. Ele apenas deu a você esta carta? — A nova chefe aparentemente é simpática a este caso. Ela só pede que não faça muitas conexões entre o escritório dela e ele. — Continue assim, e nós poderíamos guardar um lugar para você quando você se formar. — disse Tristan quando ele olhou para nós. — Vocês dois não têm nada de útil a acrescentar, ou vocês vão ficar trançando o cabelo um do outro? Felizmente, nós não tivemos que responder a essa pergunta. Levi apareceu na tela, e eu odiava o fato de que a sua gravata estava um pouco torta, e eu queria arrumá-la. Sua cor verde fazia seus olhos verde-esmeralda se destacarem ainda mais. Eu queria tocá-lo novamente. Mesmo com tudo o que estava acontecendo, e o fato de que a minha vida havia mudado durante a noite ainda mais do que eu jamais teria pensado ser possível, eu ainda ansiava tocá-lo.

— Obrigado por tirar um tempo para falar conosco, Sr. Black. — Imagina, eu que agradeço por trazer este caso. Por muito tempo nós só ouvimos um lado da história.


— Então. Você realmente acredita que Ben Walton é inocente? — Eu acredito. — Mas você estava casado com Odile Van Allen, não estava? Por que você ainda considera se envolver neste caso? — Eu estava, e meu casamento com Odile Van Allen não tem qualquer influência sobre este caso. Eu entendo que isso deve machucá-la, mas nunca foi a minha intenção. As pessoas têm me perguntado por que eu peguei este caso e isso me confunde. Há um homem inocente no corredor da morte. Eu sei disso. Eu posso provar isso. Eu não estou exigindo que o Estado o liberte, tudo que eu estou pedindo é que eles revisem o seu caso. — A lei diz que a proposta de um novo julgamento pode ser buscada se for necessária a correção de uma injustiça, e quando eu olho para o caso de Ben Walton, tudo que vejo é injustiça. Se essa pena foi infligida sobre ele, porque ele é negro, eu não sei, e eu não me importo... o fato é; uma grave injustiça foi feita e ele tem direito a uma defesa, pois o homem que estava em seu caso, era um alcoólatra que foi demitido seis meses após o Sr. Walton ser condenado. Temos em nossa posse, uma carta de seu antigo empregador, que afirma que ele não deveria ter sido autorizado a exercer a advocacia. Para mim, esta é uma explicação perfeita por que ele não poderia desafiar uma única testemunha.

Como ele sabe disso? Nós tínhamos acabado de conseguir essa informação! — As mensagens de texto são ótimas, não são? — Tristan chutou os pés para cima. — Ele está completamente na briga no momento.

— Se o Estado realmente acredita que ele é culpado, então a concessão de um novo julgamento não deve ser um problema. Nós temos a situação nas mãos. Todas as nossas cartas estão na mesa. Com estes tipos de erros, erros que nem mesmo meus alunos teriam cometido, a vida de um homem está em jogo, por isso pergunto a vocês aqui hoje, como podem fechar seus olhos para tal injustiça? Ben Walton tinha uma vida, duas lindas filhas, uma carreira surpreendente como o principal escritor e editor do Boston Noble, sob o pseudônimo de Law Bonnet... — Law Bonnet era Ben Walton? — o repórter disse em choque.


Law Bonnet foi o mestre de notícias de última hora. Ele escreveu sobre tudo, de presidentes a políticos, e publicou suas histórias nas manchetes. Se você queria saber o que as pessoas diriam sobre a notícia na segunda-feira, você tinha que ler Law Bonnet na sextafeira.

— Sim, e no momento em que Ben Walton foi preso, o Boston Noble escondeu todos os laços que os ligava a ele e deu o nome que ele havia criado para um escritor fantasma. Se isso tivesse sido citado no tribunal, o júri teria sabido que Savannah Van Allen não aparecia em um, mas em dois artigos naquele ano. O primeiro foi oferecido a ela, e o segundo ela pessoalmente solicitou. Ela o conhecia. Ela estava envolvida com ele. Quanto mais você puxa a corda, mais evidência sai do armário.

— Mal posso esperar para ler o Boston Noble de amanhã. — Atticus riu para si mesmo. — Eles e Levi Black, já são tendências no Twitter. — disse Vivian enquanto ela mexia no seu telefone. Olhando ao redor, eu não tinha percebido quantas pessoas tinham voltado para a sala apenas para assistir Levi na tela. Há pessoas que são movidas pelo mundo, e então havia pessoas que mudavam o mundo. Levi Black fazia parte da segunda opção. Ele tinha essa capacidade. Ele impunha respeito, e as pessoas que o ouviam o seguiam em qualquer lugar... inclusive eu. Tristan se levantou, relendo tudo o que estava em seu telefone antes de falar. — Espero que todos tenham tomado notas, o que ele fez há pouco, foi forçar o Boston Noble a dar uma resposta, e é isso que faz esse caso grande. Arrumem suas coisas e vão para casa, encerramos por hoje. — O quê? Como assim encerramos por hoje? — Deixe-me reformular. Arrumem suas coisas, vão para casa, beijem seus familiares e durmam o máximo que puderem. Foi concedida uma audiência e nós provavelmente vamos para um novo julgamento e, então, isso deixa de ser fácil. — ele disse enquanto saía, me deixando sem palavras quando eu caí de volta para o meu lugar. Esta foi apenas a primeira parte, e já tinha me deixado exausta. Eu precisava ser mais forte.


Levi Agarrando meu violão, eu me sentei no sofá do meu escritório sem pensar dedilhando as cordas. O dia parecia ter passado em um borrão de luzes, câmeras, entrevistas e reuniões. — Deus, não. — eu gemi em meu telefone. — Dia difícil? — Cale a boca. Tristan colocou um copo de água na minha frente como se isso pudesse fazer algo para mim esta noite. — Água? Sério? — Você terá um dia ainda maior amanhã. — disse ele enquanto se esticava e, em seguida, desabou sobre minha cadeira. — Se você começar a beber agora, você não vai poder parar. Ele era um pé no saco, mas ele me conhecia. — Olhe no bolso da frente da minha bolsa. — Porquê? — Faça isso. — eu continuei tocando. Alcançando, ele puxou o pequeno cartão preto. Ele olhou para ele por um tempo e ele caiu sobre a mesa. — Black, Knox and Associates? Eu finalmente vou ter meu nome na porta... uma porta que pode até não estar lá quando terminarmos este caso. — Tenha mais confiança. Além disso, é o pensamento que conta. — Você jurou nunca ser parceiro de alguém novamente... o último cara que você foi parceiro dormiu com sua esposa. — Obrigado pela lembrança, idiota. Felizmente, você é casado e apaixonado pela minha irmã. Eu confio em você. Você é um bom advogado e você sempre esteve atrás de mim, mesmo quando eu estava na merda. Eu deveria ter feito isso há muito tempo.


Ele suspirou, inclinando-se para trás em sua cadeira. — É melhor ganharmos isso ou eu vou ficar puto pra cacete. Para não mencionar ter que lidar com você, se Thea não falar com você de novo. — Eu não estou fazendo isso por ela. — eu não tinha certeza se isso era uma mentira. Talvez eu tivesse passado tanto tempo convencendo os outros das minhas razões que eu estava começando a me convencer. — Isso se tornou muito maior do que apenas ela e eu... — Então o que você está dizendo é que você não vai vê-la na sala de conferências? — O quê? — sentei, e ele sorriu. Eu fingi que eu não me importava mais e me deitei. Olhei para o meu relógio. 01h00 — Alguém deveria dizer a ela que ela não recebe crédito extra por estar aqui a esta hora. — eu disse. — Eu não sou o professor dela. — Tristan respondeu. — Odile me disse que eu propositadamente olhava para as mulheres que são quebradas e jovens demais para mim. — eu disse a ele. E quando eu pensei sobre isso, ela estava certa. Então, o que isso diz sobre o tipo de homem que eu era? — Bobagem. — Ela tem um ponto... — Sim, se você ver isso a partir do olhar escuro e nublado da sua psicótica exmulher, mas aqui do nosso lado do arco-íris, eu posso ver muito bem. Que diabos? — Eu acho que você está tentando me dizer algo, mas você não está falando a minha língua. Ele revirou os olhos e se inclinou para mim, sentado na borda de seu assento como se estivesse prestes a revelar um segredo. — Porque desde que eu te conheço Levi, você foi atraído à força. Se era carros, casas, casos, mulheres... você não olhava para as pessoas quebradas. Todo mundo está quebrado em algum grau, todos nós temos a nossa própria merda para lidar. A diferença é a forma como lidamos com isso.


— Você gostou de Odile, pois mesmo após a morte da mãe dela, ela ficou com a cabeça erguida. Ela passou um tempo no voluntariado, na comunidade, estudando. A mesma coisa se aplica a Thea. Com uma mãe como a dela, não há nenhuma dúvida em minha mente que ela teve um inferno de uma infância. Ela então teve que criar a irmã. Ela estudou em uma das melhores escolas no país e após descobrir que seu pai foi acusado injustamente ela não quebrou. Ela não desistiu. Em vez disso, ela decidiu ser uma advogada. Ela é de longe uma das pessoas mais fortes que eu conheço, e não é vergonha alguma ser atraído por isso. Por que você começou a ouvir as palavras da sua ex-mulher agora, eu não consigo entender. — Tristan o sábio... — eu não sabia mais o que dizer. — Você sabe que nós teremos que chamar Odile para depor. Ela sabe de alguma coisa... ela tem isso também. — A questão é por que ela não está nos dizendo a verdade? Eu tinha pensado mais de mil vezes, e ainda não tinha uma ideia definitiva. Tudo que eu podia pensar era nos piores cenários. — Ela poderia estar com raiva da mãe, por desmantelar a sua família. — eu disse, jogando a ideia. — Ela tinha o quê, onze ou doze anos? Posso entender por que ela teria ficado com raiva, mas agora, adulta, permitir que um homem fique na prisão, quando ela sabe das coisas? Ela não pode odiá-la tanto assim. — Tudo bem, então ela pode ter bloqueado isso. Não queria se lembrar o que realmente tinha acontecido, então ela pegou o que estava na frente dela, colocou em uma caixa e trancou. Ela não quer voltar para essa época, então ela está fingindo? Ele balançou a cabeça. — Tudo bem. Digamos que seja isso. Ela não é a primeira criança a descobrir que um de seus pais está tendo um caso. Mais uma vez, Odile é emocionalmente madura o suficiente para, pelo menos, saber isso por agora. Posso vê-la contando para o pai dela ou não falando nada com ele, mas para ela ter bloqueado tudo assim? Coisas como essa tendem a acontecer apenas quando um trauma grave está envolvido... Fiz uma pausa, e ele também; nossos olhos se encontraram quando ambos chegamos à mesma conclusão óbvia.


— O tipo de trauma que vem de ver sua mãe assassinada? — eu terminei. — Ela viu o que aconteceu, mas ela não foi morta também? Se eu fosse matar uma socialite, e eu soubesse que a filha estava por perto, eu teria quer matar a filha também, ou usá-la para o resgate. — afirmou. — Ela conhecia o assassino! — ambos dissemos ao mesmo tempo. — Ou. — Tristan fez uma pausa olhando-me nos olhos. — Ou? — eu não segui seus pensamentos. — Posso estar errado, mas e se ela fez isso. — disse ele lentamente. Eu tinha que pensar, mas isso simplesmente não fazia sentido para mim. — Tristan, ela era uma pré-adolescente. — Exatamente! A mãe dela estava usando-a como escudo para ter um caso. Isso deve ter irritado ela. Nós vimos crianças muito mais jovens do que ela fazerem a mesma coisa. A mãe dele tinha dinheiro naquele fim de semana. Ela poderia ter mudado suas roupas, chamado um táxi e foi para casa. — Tristan ela teria que ser uma sociopata. Ele olhou para mim, sem dizer mais nada. — De qualquer maneira. — eu parei, enojado só de pensar. — Você vai ter que falar com ela. Ela não vai ouvir uma palavra que sair da minha boca. Agora ela me odiava mais do que qualquer um no mundo... — Tudo isso é inútil até que tenhamos um novo julgamento. Eu vou para casa ver a minha esposa. — ele se levantou e olhou para mim. — Quando você ver Thea, por favor, não faça aquilo na sala de conferência, ainda temos de trabalhar lá. — Eu não vou vê-la. — Claro, e um homem faminto não vai comer se um banquete é colocado na sua frente. Vejo você em poucas horas. Ele saiu. 01h15. Ela precisa de espaço. 01h32.


Além disso, tudo é complicado. Eu sou advogado do pai dela agora. Por outro lado, quando não estivemos complicados? 01h46. É melhor que ela não esteja aqui ainda. 01h57. Ela não podia estar aqui ainda. Eu me levantei e coloquei meu violão para baixo contra a cadeira. Saindo do meu escritório, eu podia ver a luz da sala de conferências adiante. A cada passo, eu sentia meu peito apertar e meus ouvidos começaram a tocar. Eu só podia ver isso indo mal, e ainda assim, eu continuei andando até que eu estava quase na porta. Ela estava de costas para mim enquanto olhava para a linha do tempo na janela. Tínhamos enchido na semana passada com fotos e notas. Muito em breve nós já não seríamos capazes de ver a paisagem da cidade que estava por trás dela. — Urgh! — ela gemeu, colocando as mãos sobre a cabeça olhando de um lado para o outro e vice-versa. — Vá para casa. — eu disse, e ela pulou. Ela não se virou. — Como seu professor e chefe do caso, vá para casa. Você não servirá para mim, se você for privada de sono. — Olha quem fala. — ela disse quando ela finalmente olhou para mim. — Eu sou apenas uma estudante humilde, você é o advogado renomado, e como a filha do seu cliente, eu acho que você deve estar com o sono em dia. — Em um momento você é a filha de um cliente, no próximo você é uma advogada ou uma estudante ou a minha menina - minha amante. Você é uma mulher com muitas personalidades, porra, eu não consigo acompanhar. — Eu sou a filha de um cliente, uma advogada e uma estudante. Eu fui uma vez a sua menina - sua amante. E agora, eu vou embora. Boa Noite. Ela calçou os sapatos e se virou para pegar seu casaco, luvas e cachecol. Mas quando ela chegou à porta, eu estendi meu braço, para que eu pudesse bloquear seu caminho e impedi-la de sair.


— Levi, saia. — Eu não posso. — eu disse honestamente. — Eu estou aqui agora porque eu odeio ir para casa sem você... — Levi, por favor, não... — Você entrou na minha casa, bebeu o meu vinho e disse que estava dentro. Você disse que você estava comigo, e que não fugiria. Que éramos adultos. Em seguida, se virou e se foi. Você me deixou, e eu deveria sentar aqui e aceitar isso? Ela se virou, não encontrando meus olhos. — Deveria. Porque você escondeu isso de mim. Você mentiu para mim. — Então me puna de alguma outra forma. — eu disse e pisei na frente dela e a forcei a olhar para mim. — Eu menti, sim. Eu não tinha certeza do que pensar sobre toda a situação, e tudo que eu sabia era que eu queria você. Eu ainda quero você... e eu sei que você ainda me quer. — Não fale por mim. Você não sabe o que eu quero. Eu a beijei. Beijei com força, agarrando sua cintura... e ela me beijou de volta. Com um suspiro, sua mandíbula relaxou e sua boca se abriu lentamente para mim. — Quando você vai perceber que o que seu coração e a sua boca diz são duas coisas completamente diferentes? — eu disse quando eu mal me afastei dela. — Eu deveria ser a única a decidir isso. Beijei-a novamente, mordendo o lábio inferior. — Deveria. Cada vez que você me beija de volta ou fica em meus braços ou você olha para mim com esses olhos... você está decidindo estar aqui. Então, vá até o fim, fique aqui neste momento comigo Thea. — Levi, eu não consigo pensar quando você está tão perto de mim. — ela tentou se afastar. — Isso é problema seu. Pela primeira vez, pare de pensar sobre as coisas, apenas esteja aqui comigo. — eu repeti, quando eu beijei sua testa, as bochechas e seu nariz, então finalmente os lábios.


Eu não a beijei tão forte quanto antes. Eu queria ver se ela iria me afastar, se ela realmente queria que isso acabasse. Mas ela não o fez. Mesmo quando eu a empurrei de volta para a mesa e rasguei sua camisa, ela não me afastou. Em vez disso, ela me puxou e as mãos deslizaram do meu pescoço para as minhas calças onde seus dedos ágeis soltaram meu cinto. Eu deslizei minhas mãos ao longo de suas coxas, e eu puxei o material delicado rasgando em minhas mãos. — Droga, Levi - ah! — ela gemeu quando chupei seu pescoço. Ela estava tremendo, e eu também... passou muito tempo desde a nossa última vez juntos. Puxando para baixo o sutiã, eu agarrei-me a ela, apertando ambos os mamilos. Ela se inclinou sobre a mesa, descansando em seus cotovelos enquanto eu lambia do pescoço ao seio. — Levi. — ela estremeceu. — Por favor, não brinque comigo. Eu sorri, enquanto minha mão viajava entre as pernas e parou em seu ponto doce. — Então o que você está dizendo é que você quer que eu te foda... agora? Ela não falou. Sua mão agarrou a minha, tentando me forçar a ir mais rápido, mas eu não faria. — Levi... — Diga. Diga que você quer que eu foda você e eu não vou parar até você gritar o meu nome vária vezes. Ela mordeu os lábios, a boca ligeiramente aberta, mas ela não falou. Adicionando outro dedo, acelerei e vi quando os seus olhos reviraram antes de parar novamente. — Porra, Levi! — Diga! — eu chiei. Eu não aguentava mais. A simples visão dela me deixou tão duro, foi muito doloroso. — Foda-me, porra! Graças a Deus. Eu a soltei e abri mais as suas pernas. Eu pressionei a ponta da minha cabeça contra ela e empurrei para frente. — Oh...meu... Deus. — a voz dela tremeu.


Tudo o que saiu da minha boca foram grunhidos. Seus gemidos, suas unhas cavando em mim, quando ela se apertava em volta de mim. Deitando-a sobre a mesa eu a fodi. Não havia outra palavra para isso, com uma mão na cintura dela e a outra em seu cabelo, eu me agarrei a ela, usei o seu corpo como alavanca para me proporcionar o melhor ângulo e bati nela tão forte que a mesa abaixo de nós começou a mexer. — Levi... eu... eu...! Eu esmaguei meus lábios contra a sua boca e nossas línguas corriam uma sobre a outra. Suas mãos agarraram a minha bunda me puxando para ela. — Foda-se! — ela ofegou, quando ela chegou ao seu limite, mas eu não estava lá ainda. Levantando as pernas dela sobre os meus ombros, eu fui mais rápido, mais forte... tão forte. Eu não conseguia segurar. — Foda-se. — eu chiei, gozando muito mais cedo do que eu queria. Beijei o espaço entre seus seios, eu passei meus braços em torno dela e a puxei para mim. — Por que eu não tenho autocontrole quando se trata de você? — ela sussurrou. — Provavelmente, pela mesma razão que eu me tornei tão viciado em você. Eu amo você.


Capítulo Vinte e Oito Thea Eu estava dolorida e nervosa. No caminho para Connecticut, eu quase tive que encostar duas vezes. Sentei no tribunal, tentando o meu melhor para permanecer o mais imóvel possível enquanto esperávamos o juiz voltar. Foi o suficiente para me deixar louca. Estávamos esperando por uma hora. Levi sentou ao lado de Tristan na mesa da defesa, e ambos pareciam tão relaxados quanto humanamente possível. Eu simplesmente não conseguia entender como eles conseguiam. Se não conseguíssemos nada aqui, não haveria recurso, e, provavelmente, o meu pai morreria na prisão. Mas como poderíamos apelar? Nós já tínhamos apresentado todas as provas para o juiz. Era isso. Todas as razões para que um novo julgamento fosse marcado, e eles eram bons motivos... certo? Seriam o suficiente? Talvez eu devesse falar com eles? — Vai ficar tudo bem. Eles foram incríveis lá em cima. E um dia, estaremos lá também. — sussurrou Vivian, tomando um assento ao meu lado na parte de trás. — Obrigada. — eu disse lentamente, surpresa com o fato de que ela estava falando comigo agora. Ela juntou as mãos. — Eu larguei meu emprego... meu outro emprego. Fiquei surpresa que ela ainda tinha tempo para o outro emprego. — Isso é ótimo. — Eu só queria que você soubesse... e eu queria dizer... eu queria dizer que sinto muito. Por tudo o que aconteceu, e o que eu disse a você. Desculpe-me. Você é uma boa advogada e sua vida pessoal não deveria ser julgada, muito menos por mim. Então, desculpe-me. — Isso é um monte de desculpas. — eu disse quando eu peguei a mão dela na minha e apertei-a levemente. — Obrigada, porque neste momento, eu sinto que vou vomitar. — Eventualmente, a justiça será feita.


— Todos de pé. — disse o oficial de justiça, e todos nós nos levantamos. Quando o juiz entrou, eu apertei a mão de Vivian. Eu não tinha certeza se a outra mão no meu ombro estava lá para me confortar ou para se libertar do meu aperto. De qualquer maneira, ela não disse nada. Meu estômago era como um grande poço de borboletas, e tudo em mim, meu coração e minha mente, foram sugados. — Eu olhei este caso com cuidado e, embora eu concorde com a defesa que é preocupante como o caso de Ben Walton foi tratado, eu não posso, em sã consciência declarar um novo julgamento, aumentando ainda mais o sofrimento dos Van Allens. Portanto, Sr. Black, sua apelação para um novo julgamento foi negada. Ele bateu o martelo contra o seu homólogo de madeira, e assim de repente, ele se foi. Negada. Isso significa que não. Isso significa que tudo o que tinha feito foi um desperdício. Acabou, nós perdemos. Nós perdemos. — Thea! Vivian me pegou quando eu desabei para trás na cadeira. Eu não podia sentir qualquer parte do meu corpo mais. Tudo doía por dentro, era como se meus pulmões estivessem se enchendo com água e eu estava lentamente sufocando. Minha visão estava turva. Ouvi aplausos, como se isso fosse algo para ser feliz. Essa não era a justiça. Justiça era uma ilusão. A esperança só causou mais dor, e agora, eu não conseguia mais me mover. Nós deveríamos vencer. Nossas provas eram boas, tudo estava funcionando em nosso favor. Tivemos os jornais, meios de comunicação, grupos de ativistas, todo mundo estava atrás de nós, nos incentivando, torcendo e ainda assim, tínhamos perdido. Perdemos em três estâncias. — Isso ainda não acabou. Eu não sei por que, mas naquele breve momento, isso não me fazia sentir como se eu estivesse caindo. Virando para ele, eu nem tinha percebido que eu estava chorando até que ele enxugou as minhas lágrimas.


— Não desista. Este é apenas um revés, mesmo que um dos grandes, mas nós podemos... — Obrigada Levi. — minha voz falhou, mas eu continuei de qualquer maneira. — Obrigada por tudo que você fez por mim. Mas eu posso ficar um pouco sozinha? Eu vou ficar bem, mas eu só preciso de um minuto. Ele parecia contrariado, mas ele pegou suas coisas e saiu. Todo o lugar estava vazio e eu chorava. Com minhas mãos sobre minha boca, eu chorava. Foi só quando minha garganta ficou seca, e meus olhos estavam inchados, que eu parei. Assim como eu fazia quando mais jovem, eu limpei meu rosto com as costas das minhas mãos e peguei na minha bolsa o meu pequeno frasco de colírio. Então, levantei, ajeitei as minhas roupas e saí da sala do tribunal, só para ver a parte de trás da cabeça de Levi, enquanto falava com a imprensa. Eu não quero ver qualquer um deles agora, não assim. No entanto, quando me virei para descer as escadas, notei alguém chegando até a mim. Seus olhos eram escuros, quase pretos, e ele olhou diretamente para Levi, enfurecido. Ele enfiou a mão no casaco e mais uma vez o meu estômago caiu, minhas orelhas queimavam e as batidas do meu coração aceleraram. Era como se o próprio tempo tivesse parado. Tudo caiu dos meus braços enquanto eu corria em direção a ele. Ele olhou para mim como se eu fosse louca e murmurou algo, mas eu não conseguia ouvir nada além da explosão ensurdecedora do tiro... BANG Ecoou em meus ouvidos, então a dor veio, e eu não estava correndo mais. — Thea! Thea! — Levi gritou para mim. Seus olhos eram tão grandes, que parecia que eles iam sair da sua cabeça. Por que, não importava quão escuro tudo estava se tornando, ele podia me dar tanta clareza? Ele era como uma vela em um quarto perpetuamente escuro. — Thea! Thea! Diga alguma coisa! Thea !! As luzes se apagaram, e eu também.

Tristan


— Hoje, nos degraus da frente da casa do estado de Connecticut, Thea Cunning com 23 anos de idade, filha da recentemente falecida, Margaret Cunning e o infame criminoso, Ben Walton, foi baleada. — A polícia foi capaz de capturar e deter o atirador. Esta notícia vem na esteira da decisão chocante pelo juiz Thomas, que negou ao Sr. Black e seu cliente, o Sr. Walton, o direito a um novo julgamento, levando muitos a especular que essa foi a tentativa de silenciar a jovem Srta. Cunning que tenta libertar seu pai. Os médicos dizem que seu estado é crítico...

Desligando o rádio, eu tentei montar aquela cena na minha mente. Tudo tinha acontecido tão rápido que minha mão ainda estava tremendo. Em um momento Levi e eu estávamos sentados na sala do tribunal, chocados com a decisão do juiz, e no próximo, estávamos lá fora falando para a multidão de repórteres, tentando o nosso melhor para dar sentido ao que tinha acontecido quando, do nada, Thea gritou para Levi, correndo - não, pulando na frente da bala como se estivesse recebendo um abraço do caralho. Ela voou. Juro por Deus Todo-Poderoso, ela voou quando a bala a atingiu. Ela voou de volta para os braços de Levi, e tudo o que ele podia fazer era olhar para ela com uma careta, como se ele não entendesse o que estava acontecendo, enquanto todos os outros correram para se proteger. Ele, como uma estátua, ajoelhou-se, olhando quando o sangue que derramava para fora dela e em cima dele. Então, a realidade da situação deve tê-lo pego, porque ele começou a tremer e gritar o nome dela. Ele apertou as mãos contra o estômago dela, tentando impedi-la de sangrar. Ele gritou para ela, mas ela não falou. Aparentemente eu tinha chamado a polícia, mas eu não me lembro de ter feito isso. Apenas a visão de Levi, em lágrimas, em suas mãos e joelhos, com a mulher que amava sangrando na frente do edifício do tribunal. A imagem ficaria para sempre comigo. — Como ele está? Como ela está? O que está acontecendo? Aonde precisamos ir? — Bethan correu para fora da casa, quando cheguei. Seus pais ficaram com Bellamy, e eu fui até eles, pegando minha filha de suas mãos e puxando-a para um abraço. — Tristan. — Bethan soluçou, e eu a puxei em meus braços também.


Elas estavam seguras. Elas estavam bem... como deveriam estar, mas eu só precisava vê-las... sentir isso. — O que aconteceu? Temos tentado entrar em contato com Levi, mas o telefone está desligado. Houve um tiro e, em seguida, todas as câmeras desligaram. — disse sua mãe, quando ela veio até mim. Por alguma razão a visão dela me deixou com raiva... talvez eu estivesse zangado com o mundo, mas agora, Sra. Black era o foco da minha raiva. — Você o deixou. — eu disse enquanto entregava Bellamy de volta a Bethan. — Ele estava indo contra o mundo. Ele disse a verdade, ele saiu para buscar justiça para a sua amiga que foi assassinada, e para libertar um homem que está na prisão por quase vinte anos por um crime que não cometeu. E você deixou, você o deixou de forma fria! — Aquela família, Van Allen que você tanto se importa, tentou matar seu filho, e uma garota de 23 anos de idade que descobriu dez minutos antes que seu pai provavelmente vai passar o resto da vida na prisão por um crime que nunca cometeu, pulou na frente dele e levou a porra do tiro em seu lugar. Continue mexendo sua cara de merda, mas isso não a impede de sentir o mau cheiro no final do dia, não é? Eles pareciam atordoados, mas, novamente, quem se atreveria a levantar a voz contra os Blacks? — Tristan. — Bethan sussurrou, agarrando a minha manga e levemente chacoalhando Bellamy enquanto ela chorava. — Vamos, devemos ir ao hospital. — Você vai. Mas tenha cuidado. Eu vou falar com alguém. — eu a beijei e beijei a testa de Bellamy antes de caminhar de volta para o meu carro. — Devemos ir? Devemos ir também? Ele nos quer lá? — Sr. Black me chamou, e na minha amargura, eu me virei e dei de ombros. — Façam o que quiser, Sr. Black, é o que vocês fazem de melhor. Eu entrei no carro, batendo a porta e saí dirigindo. Eu não tinha terminado. Eu o tinha deixado sozinho no hospital porque 1: ele, em um breve momento de clareza pediu minha ajuda, e 2: porque eu precisava ver a minha família. Não importava o que aconteceu hoje, ele não sairia do lado dela... — Thea. Thea! Não...por favor não. Venha...


Estremeci com a lembrança na minha cabeça; seus gritos se repetiam, como se ele fosse o único que estava morrendo. Levi raramente me pedia para fazer algo por ele. Então, isso eu faria. Eu devia isso a ele. Estacionei em frente ao hotel, saí do meu carro e notei que os empregados estavam todos ocupados arrastando uma variedade de malas para um carro que esperava. Odile saiu por último, com seu filho recém-nascido preso em seu assento de carro. Seu cabelo castanho estava preso em um coque bagunçado, e ela estava vestida com uma calça jeans com tênis. Desde que eu conheço Odile Van Allen, ela nunca usava tênis fora da academia. Inclinando contra o carro dela, eu cruzei os braços sobre o peito e esperei que ela me notasse. Quando ela me viu, ela desviou o olhar, fingindo que eu não estava lá. — Levi disse que quando você saiu do escritório naquele dia, que você jurou que os Van Allen não aceitariam essa situação calados. Por isso esperamos o próximo golpe. Esperamos e esperamos, mas nenhum golpe veio. Nem mesmo uma declaração de qualquer um de vocês. — Vá embora Tristan. — ela retrucou, tentando colocar seu filho no banco de trás. — Então, hoje, no tribunal, o juiz levou mais tempo do que o habitual para deliberar... quase como se ele quisesse que todos nós acreditássemos que ele estava realmente pensando. Mas vamos lá, juiz Thomas? Um bom advogado conhece a lei. Um grande advogado conhece o juiz e eu conheço o juiz Thomas. Nós dois conhecemos, ele nasceu aqui mesmo, em Boston, e ele costumava fazer doação para todas as instituições de caridade dos Van Allen. O homem tem um raciocínio rápido e é um juiz ainda mais rápido. Então me diga, Odile, o que você ofereceu a ele? — Eu não fiz nada! Se vocês perderam o caso, foi por vontade do juiz... — Então, um homem tenta assassinar Levi. Mas eu o conheço também. Ou pelo menos eu pensei que eu conhecia. Ele costumava trabalhar na casa de veraneio do seu pai como zelador. Eu pensei que eu estava ficando louco, porque a Odile que eu conhecia não tentaria cometer um assassinato. — Leia. Meus. Lábios. Eu não fiz nada! — gritou ela, para mim batendo a porta de seu carro antes de caminhar até o lado do motorista.


— Estou lendo, mas eles estão mentindo para mim! E o seu pai Odile? — perguntei, e ela parou. — Desde que este caso começou, seu pai está em Nova Iorque, certo? — Sim. — ela se recompôs — Você está encobrindo-o de novo? — eu perguntei quando eu me coloquei entre ela e a porta do motorista, impedindo-a de ir a qualquer lugar. — Desculpe... — Eu vou pular para o final, já que você parece estar com pressa para sair da cidade. Você está encobrindo-o agora, como você encobriu quando ele matou sua mãe... — Ele não... — Agora, quantas vezes ele fez você repetir aquela ladainha? — eu perguntei quando eu andei ao redor do carro. — Você disse a ele sobre o caso, não foi? Você ligou para ele enquanto você e sua mãe estavam no festival de Woodstock, e contou tudo. Você lhe disse que sua mãe estava lá com alguém... — Cale a boca Tristan! Você não tem ideia do que você está falando! — E quando ele chegou lá, ele a matou. Esfaqueou-a... quantas foram? Quatorze vezes? Isso soa como um crime passional para mim. — Não, você está errado... — Quem mais você estaria acobertando? Por que continuar mentindo por ele? Ele tentou matar Levi hoje. Seu pai é um assassino Odile, e você está de acordo! — Não! Não foi ele! Foi...— ela congelou, com os olhos arregalados. — Quem foi então? Ela caminhou em volta de mim, indo para o lado de seu filho enquanto ele chorava. — Tristan, deixe-o quieto. Por favor, deixe tudo isso pra lá. Tudo estava bem... — Nada estava bem! — eu gritei mais uma vez. Ela se encolheu, em seguida, começou a balançar seu filho para trás quando seu choro se intensificou com a minha explosão. Respirando fundo, tentei me acalmar. — Se você está com medo... — Eu não estou com medo. — ela mentiu, sacudindo a cabeça.


— Então diga a verdade. Você não está bem. Com isso pairando sobre a sua cabeça e em seu coração, nada está bem. Sua mãe era apaixonada por Ben Walton. Fazer isso não é o que ela queria. Você esconder isso pelo resto de sua vida, para todos, para si mesma, não é o que ela queria. — Então ela não deveria ter nos constrangido todos nós assim! — ela cuspiu em mim. — Mesmo em plena luz do dia, ela estava traindo nosso pai. Ela queria me usar como seu álibi para que ela pudesse dormir com ele! É culpa dela. Isto é tudo culpa dela. Parecia que ela estava tentando se convencer. Espere. — Nos constrangido. Nosso pai. Você está falando de duas pessoas. Seu irmão, você ligou para o seu irmão. Cole tinha o quê, dezoito anos? Dezenove? Você não queria contar para o seu pai, então você ligou para o seu irmão. Tudo estava começando a se formar na minha mente. Ela não respondeu. — O que aconteceu naquela noite no quarto do motel Odile? Ela balançou a cabeça enquanto limpava as lágrimas. — Isso já passou. Já tinha acabado. Por que você tem que trazer isso... — Porque isso não está certo. Você sabe disso. Isso deixou sua alma sombria. Seu sorriso servia para iluminar ambientes, e agora você é uma sombra ambulante. O irmão que você acha que está protegendo, está lentamente te matando, e você não será a única a sofrer. A criança em seus braços, vai sofrer mais do que qualquer um, porque ele nunca vai entender por que você é do jeito que é. Por que você vai machucá-lo pois você está machucando a si mesma. Então, por favor, Odile, diga-me, o que aconteceu. Ela engoliu em seco, ainda tentando enxugar as lágrimas e com um soluço engasgado, ela começou. — Ela me levou para aquele festival estúpido. Ela disse que seria só nós naquele fim de semana, apenas as meninas. Mas, então ele chegou, e ela pensou que eu era idiota, que ela poderia me forçar a ser amiga da filha dele, e eu não perceberia o que estava acontecendo. — Eu estava brava com ela, e quando eu vi o teste de gravidez no banheiro naquela noite, eu simplesmente não aguentava mais, então eu liguei para Cole. Contei-lhe tudo e


ele me disse para não fazer nada, que ele chegaria em breve. Olhei para ela e eu percebi que eu a odiava; eu não suportava olhar para ela, então eu fui me sentar lá fora. Estava frio e ela me dizia para entrar, mas eu disse-lhe para me deixar em paz. Finalmente Cole chegou, e ele me disse para ficar no carro... eu... Ela cobriu a boca e finalmente olhou para mim. — Ela gritou uma vez. Isso foi tudo que eu ouvi, mas Cole levou muito tempo para sair de novo, e quando o fez, ele havia trocado de roupa. Ele jogou fora o lixo e entrou no carro comigo. — Todo o caminho para casa, ele dizia como éramos uma família - nós éramos os Van Allen. Ele a chamou de uma desgraça, e me disse o que dizer para todos. Mas eu não sabia que ele a tinha matado até que estava no noticiário. Tudo aconteceu tão rápido e ele disse que ninguém ia falar comigo. Ele me disse para ficar longe, então eu fiquei. Ninguém veio... — Você tem que testemunhar isso Odile. Ela balançou a cabeça. — Eu não posso. Eu apenas não posso. Eles vão me crucificar. Tudo vai desmoronar. Eu não posso. — Vou te ajudar. Eu farei tudo ao meu alcance para protegê-la. Mas você precisa testemunhar porque ouvir isso de você é muito melhor do que ouvir uma gravação. Enfiei a mão no bolso da frente e tirei o meu telefone. Só assim, ela quebrou, e eu puxei tanto seu filho quanto ela chorando, em meus braços.

Levi — Levi! — Selene gritou enquanto corria na minha direção. Eu tinha acabado de ligar para ela, não foi? Como ela chegou aqui tão rápido? Olhando para o relógio, percebi que quatro horas tinha de alguma forma se passado. Tinha passado algum tempo depois... depois que tinha acontecido, para eu ligar para ela. Ela era a única pessoa que eu conhecia que Thea mais precisava. — Já disseram alguma coisa? Sabemos alguma coisa? Não conseguimos um voo de imediato e eles continuaram dizendo que ela estava em estado crítico. E...


— Respire. — um adolescente, cerca de dezessete ou dezoito anos, disse. Ele tinha uma pele marrom escura e olhos negros. Ele colocou a mão em suas costas e esfregou-a suavemente. Eu não o tinha notado até agora. — Tenho certeza que ela está bem... — Ela levou um tiro! Ela não está bem! Eu não entendo! — eu chorei. Nunca em toda a minha vida tinha me sentido tão inútil como eu estava hoje. Eu estava falhando com tudo e todos. — Eu não ouvi nada ainda. — eu disse a ela, o que só a fez chorar mais. Nas quatro horas que se passaram, eu não tinha ouvido nada. — Selene? Ela se afastou, enxugando os olhos e se virou para uma mulher mais velha preocupada, que estava caminhando na nossa direção com o auxílio de uma bengala. Ela era baixa, com cabelos brancos e pele escura enrugada. Apesar de ela ser duas gerações acima, não havia dúvida a semelhança. Esta era a avó Cunning. — Nenhuma palavra ainda. — disse Selene e a mulher olhou para mim. — Vovó este é Levi Black. Ele não é apenas o advogado do pai... — Selene, está tudo bem. É bom finalmente conhecer você, Sra. Eu estendi minha mão para ela, mas ela só olhava para ela e, em seguida, de volta para mim. — Então você é quem está namorando a minha neta? — Nã... — eu comecei, mas Selene me deu uma cotovelada. — Sim. Sim, sou eu. Eu não podia negar o quão bom parecia dizer isso em voz alta. Ela assentiu com a cabeça, finalmente, apertando a minha mão e se sentando. — Posso pegar alguma coisa? — Não se incomode comigo, meu filho, sente-se. — disse ela enquanto ela respirou fundo. — Você viu tudo? Você estava lá. Eu não queria falar sobre isso. Eu estava tentando bloquear essa imagem. Eu não respondi.


— Você pegou este caso por ela? — Sim. — eu disse a ela. Não havia nenhum ponto em mentir agora. — Mas ela me fez acreditar no caso. Ela sorriu. — Sim. Ela é uma apaixonada. — Eu sei. — Você pegou o caso por ela? Então, ela levou um tiro por você? Sentei, piscando quando eu pensei sobre isso. Ela no chão, olhando para mim, tentando falar, mas antes que ela pudesse seus olhos se fecharam. Eu pensei que ela tinha morrido. Bem na minha frente, com a minha mão em seu estômago, tentando parar o sangramento. Eu pensei que ela tinha morrido, e eu queria morrer ao lado dela. Não. Fungando, eu limpei o canto do meu olho e sentei na minha cadeira. — Eu não quero castigar você, Thea faz o que ela quer. Não foi culpa sua. Mas quando ela acordar, é melhor você colocar algum juízo na cabeça dela. — ela fez uma pausa e colocou a mão sobre a boca, e eu levei a outra na minha mão. — É melhor você dizer que ela não pode sair por aí pulando na frente de uma bala só porque ela está apaixonada por alguém. Gostaria de gritar com ela eu mesmo, mas eu sei que vou acabar chorando na frente dela. — Isso iria fazê-la se sentir pior. Você deveria fazer isso. — eu forcei uma risada. — Ela vai ficar bem. Por que eu não acreditava em mim? — É melhor você não tentar nada assim, nenhum dos dois. Você está sempre seguindo seu exemplo. — ela apontou para o casal na nossa frente. Selene acenou com a cabeça, enquanto ela estava deitada com a cabeça contra o peito de seu namorado. — Eu não vou deixar. — disse ele à sua avó, e ela balançou a cabeça. Quando o médico saiu, ninguém menos que a Dra. Sharpay London, ela olhou para todos nós. Seus olhos caíram em mim em estado de choque, antes de sorrir conscientemente. — Você todos são da família de Thea Cunning? — Sim. — respondeu a avó quando eu a ajudei a se levantar.


— A bala atingiu o fígado dela, fazendo-a entrar em choque hipovolêmico devido à perda de sangue, que por sua vez fez seu coração parar. Mas ela está em uma condição estável agora e atualmente está dormindo. Ela vai conseguir. — ela sorriu. — Uma enfermeira irá levá-los para vê-la em breve. — Graças a Deus. — disse sua avó e eu olhei para Sharpay. Ela sorriu e acenou com a cabeça antes dela se virar e caminhar de volta pelo corredor. Respirando fundo, eu caí de volta na cadeira. Ela ia ficar bem.

Thea — Urgh. — eu gemi enquanto eu tentava forçar os olhos a abrirem. Era muito mais difícil do que o normal, e quando o fiz, tudo o que eu sentia era dor. Que diabos tinha acontecido comigo? Meus olhos se adaptaram, e quando eu olhei em volta, notei o soro no meu braço e o monitor de frequência cardíaca que apitava ao lado de minha cama. — O quê? Tentei mover minhas mãos, mas olhando para baixo, vi que Levi estava lá, segurando-a. Ele estava dormindo, e vestido com um avental. Seu cabelo estava bagunçado, e ele tinha uma espessa camada de barba sob o queixo. Ele parecia acabado. — Você está acordada. — Selene sorriu, enquanto ela entrava com um vaso de flores. Ela estava vestindo cores! Não havia um único item preto nela... — O que aconteceu? — Você pensou que era o Super-homem, e se jogou na frente de uma bala. — ela se virou para mim, quando ela colocou as flores para baixo para me dar um abraço. — Não me assuste assim. Vovó está tão brava com você. — Sinto muito. — eu disse, quando minhas memórias começaram a me inundar de volta. Ela me largou, e quando ela se virou notei que Levi estava agora acordado e sentado. Ele tinha um sorriso no rosto com os braços cruzados, metade de seu rosto estava


um pouco vermelho de dormir sobre ele, mas eu não poderia me importar. Ele continuou sorrindo para mim quando ele se levantou, eu peguei sua mão e a apertei com força. — Eu vou dar a vocês um momento antes que eu chame a vovó. — disse Selene, quando ela beijou meu rosto e saiu. Ela parecia tão diferente agora, como se tivesse crescido durante esse tempo. — Você está bem? A dor, eu quero dizer? — ele se sentou ao meu lado. O dorso da sua mão acariciou minha bochecha e eu me vi tão sobrecarregada com emoção que eu não podia falar, eu apenas balancei a cabeça. — Bom, porque eu estou furioso com você Thea Cunning. Como você pode ser tão estúpida? Como você pôde fazer isso? Ele beijou minha testa antes cobrindo meu rosto. Eu estava presa em seus olhos verdes, incapaz de me mover. — Eu pensei que você estivesse morta. — ele sussurrou, enquanto uma lágrima caía do seu rosto para o meu. Estendendo a mão, a limpei. — Sinto muito - não, isso é uma mentira. Eu não estava realmente pensando. Eu o vi se movendo na sua direção, eu vi a intenção dele e eu só... mas eu estou feliz pelo que eu fiz. Eu estou feliz que eu corri para frente. Você está sempre me salvando... — Isso não é do jeito que eu quero que você me salve, especialmente porque você se sente que está em dívida comigo. — Eu não me sinto assim. — eu disse. Olhando em seus olhos eu não sei por que eu não disse isso antes. — Eu fiz isso porque eu amo você... porque eu te amo. Eu prefiro morrer do que perder alguém que eu amo. Os cantos dos seus lábios tremeram e virou para cima, mas ele lutou contra isso. — Você não pode dizer isso agora. Eu ainda tenho muito a falar... — Mais tarde, Professor. — eu o beijei. Ele me beijou suavemente... mais suave do que qualquer beijo que jamais me deu antes. Era tão delicado como um primeiro beijo, e muito em breve ele se afastou. — Se você acha que você está fugindo de mim agora, então nós devemos pedir para verem sua cabeça também. — ele sussurrou, escovando meu cabelo para trás.


Eu sorri. — Oh, você não tem ideia em que você está se metendo. Agora eu tenho o cartão literalmente-levei-um-tiro-por-você. — Bem, eu tenho o cartão ajudei-a-tirar-seu-pai-da-prisão. — disse ele, levantando-se, e por um momento o meu coração acelerou enquanto eu olhava para a porta. Em vez do meu pai, era Selene, minha avó e outro rapaz que eu nunca tinha visto antes, que estava segurando a mão de Selene. — Eu não entendo. — eu disse a eles quando a minha avó se aproximou de mim e pegou minha mão. Ela me beijou com um grande sorriso em seu rosto. — Basta ver. — ela respondeu quando Levi ligou a televisão. A tela piscou uma vez antes de ligar. Levi passava os canais e, finalmente, lá estava Tristan, fazendo o seu caminho para a tela e diante de um pódio. Escrito debaixo dele liase: Chocante confissão de Odile Van Allen. Ela se sentou atrás do microfone, tão bonita e tão régia como sempre, com a cabeça erguida quando ela se dirigiu ao público diante dela: — Meu nome é Odile Van Allen, quando eu tinha doze anos, minha mãe foi assassinada em um quarto de motel em Woodstock, Connecticut. Seu caso ganhou as manchetes nacionais e a nossa família foi dada uma enorme quantidade de apoio de todos vocês... apoio que nós não merecemos. — Eu estava lá quando ela foi ver seu amante Ben Walton. Ela não foi sequestrada, nós dirigimos até lá. E ela não foi estuprada, ela o amava abertamente. A verdade da questão é que ela não foi assassinada por Ben Walton. — Seu assassino foi meu irmão, Cole Van Allen, que eu tinha chamado para me vir buscar naquela noite. Por 17 anos, eu me calei e permiti que um homem inocente pagasse o preço pelos pecados de meu irmão. E depois de ver as ações de Cole, mais uma vez hoje, na tentativa de assassinato de Levi Black, eu percebi o quão longe isso foi, e eu sinto que eu não posso mais mentir por ele. — Para a família de Ben Walton, eu peço desculpas por toda a dor que causamos a vocês e a rachadura que deixamos em suas casas. Embora minhas palavras não signifiquem nada neste momento, vou dizer novamente para que todos vocês possam ouvir, Ben Walton é um homem inocente e insisto ao tribunal de Connecticut que o soltem.


— O quê? — eu chorei limpando meu rosto. — Eu... por quê? Quando você...? — Respire. — Levi sussurrou pegando a minha mão. — Acabou. Acabou. — Oh meu Deus! — eu gritei, quando eu me agarrei a ele e chorei. Finalmente acabou.


Capítulo Vinte e Nove Thea — Estamos atrasados. — eu olhei para o meu relógio quando Levi me ajudou com a cadeira de rodas. Era a única maneira que o meu médico estava disposto a me deixar sair. — Imprensa estúpida, agora todo mundo quer ter uma imagem. — Selene murmurou, mas eu estava mais chocada com o vestido amarelo brilhante que ela usava, e como estava o cabelo dela. Pelo menos uma de nós não se parecia com uma bagunça total. Estendendo a mão, eu peguei a mão dela. — Você está linda. Tenho certeza que ele vai pensar assim também. — Eu sei que eu penso. — disse o namorado. Rindo, ela bateu no braço dele e enrolou-se em volta da sua cintura. Eu não podia deixar de olhar para eles, sendo tão fofos enquanto estávamos fora de uma prisão. Eles estavam em seu próprio mundinho feliz. — Você está olhando. — disse Levi quando ele se ajoelhou ao meu lado, fazendo-me sentir como se estivesse falando com uma criança ou algo assim. — É difícil assistir irmãs mais novas confiar em outras pessoas. — Eu sei, e o que é pior é que eu gosto dele. — eu fiz beicinho. Ele riu quando eles me levaram de cadeira de rodas para frente do edifício. DeShawn White era aproximadamente da mesma altura de Levi. Ele era tanto do time de basquete, como da equipe de futebol. Na primavera, ele jogou beisebol simplesmente porque ele gostava de estar ativo e ele queria ficar em forma durante todo o ano. E ainda ele era um estudante de honra, cuja opção foi Georgetown. Ele tratava Selene... bem, ele tratava Selene como Levi me tratava, como todas as pessoas devem tratar com quem estão; como se fosse a pessoa mais importante do mundo. — Eu já volto. — disse Levi e apertou minha mão suavemente antes de caminhar até a imprensa.


— Sras. e Srs., hoje é um dia de profunda alegria, não só porque um homem terá sua vida de volta, mas ele receberá sua família de volta também. Há uma série de aspectos legais a este caso que precisam ser examinados, mas agora não é o momento nem o lugar para tal discussão. Todas as suas perguntas serão respondidas em uma data posterior porque tudo o que importa agora é Ben Walton e sua família. Obrigado. Ele se afastou deles, e os policiais que estavam lá os mantiveram sob controle. No entanto, não os impediu de atirar suas perguntas para mim. — Srta. Cunning, como está se sentindo? — Você tem palavras para Odile Van Allen? — Você vai processar o Estado? — Eu só quero ver o meu pai. — eu respondi a eles, e Levi me virou em direção à saída. Sentei quando as portas se abriram. Eu queria bater palmas e aplaudir, mas tudo que eu podia fazer era observar quando ele chegou mais perto e mais perto de nós. Até que, lá estava ele, livre das correntes, de jeans e camisa cinza básica. Até mesmo seu cabelo foi cortado. — Oi. — ele disse para nós, e Selene correu até ele, puxando-o para um grande abraço. Ele apertou a mão de Levi, e aceitou todos os aplausos até que seus olhos caíram sobre mim. — Ei papai. — eu consegui balbuciar. Ele deixou cair suas coisas, se aproximou de mim e me abraçou com força. — Muito obrigado Thea Bear. Obrigado por não ter desistido de mim. Eu olhei para o céu tentando conter minhas lágrimas de transbordar, mas eu ri com o que vi. — Olhe para cima papai. Olhe para o arco-íris.


Epílogo Levi Eu tinha acabado de lavar o xampu do meu cabelo quando ela puxou as cortinas. — Oi. — eu disse, um pouco atordoado quando o chuveiro continuou aberto. — Por que você não me pediu para me casar com você? — ela perguntou, cruzando os braços sobre o peito. — Já se passaram três anos. É esta analogia ao leite da vaca? Porque agora, eu estou no prejuízo... Tomando-a pela mão, eu a puxei para o chuveiro comigo, então fechei as cortinas do chuveiro. — Estava ficando frio. — eu disse simplesmente, quando eu continuei lavando meu cabelo. — Meu cabelo, minhas roupas... — ela olhou para mim. Todo o seu corpo estava encharcado, e suas roupas se agarravam nela. Eu sorri. — Você está gostosa. — Tudo bem. — ela tirou suas roupas e as jogou para fora do chuveiro, onde elas caíram no chão. — Agora você está apenas brincando com fogo. — eu disse, quando eu a prendi contra a parede e a beijei. Ela me beijou de volta, esquecendo de si e seu propósito por um breve momento. Então, ela recuou e pressionou seus dedos contra meus lábios. — Estou falando sério Levi, por que você não me pediu para casar com você? — Você nunca falou em casamento antes. Demorou meses e um tiro para levá-la a finalmente admitir que você me amava. — Eu digo agora! — ela franziu a testa para mim. Eu tentei beijá-la novamente, mas ela não me deixou.


— Você tem 26 anos. Você tem uns bons dez anos antes que você deva estar surtando sobre o casamento. — E você? — Eu sou um cara. — Sexista! — Segurista5. Isso não era sequer uma palavra real. Ela revirou os olhos para mim. — Urgh! Eu não posso falar com você assim. — ela saiu do chuveiro. — Eu não tenho nenhuma ideia de como teremos um filho, quando você ainda age dessa forma! — Tanto faz... — eu disse, voltando para o chuveiro. Então eu parei, quando sua última declaração ecoou pela minha mente. — Espere, o quê? Agarrando uma toalha, eu pulei fora do chuveiro e corri para o quarto onde ela estava com raiva puxando gavetas e batendo-as com força. — O que você disse? — Eu falei com você sobre uma filho, agora, se me dá licença, eu preciso ficar pronta para o nosso jantar. Ela tentou ir para o armário, mas eu a segui. Agarrando um dos meus tênis, eu retirei a pequena caixa azul-petróleo e a coloquei na mão dela. — Eu comprei isso um mês depois que conseguimos tirar seu pai da cadeia... com a bênção dele, assim como a bênção da sua irmã e sua avó. — Eu disse a eles que eu ia esperar até que você se formasse porque eu não queria que você se sentisse pressionada, e eu não queria que você planejasse o nosso casamento enquanto você ainda estivesse estudando. Mas acima de tudo, eu queria ter certeza de que quando nos casarmos, fosse algo que você realmente quisesse. Então eu disse a mim mesmo para esperar, você estava comigo, você estava viva, e eu podia esperar.

5

No original: Trustiest. Onde Trusty é fiel, seguro, etc.


Ela abriu a caixa e um sorriso largo espalhou por seu rosto enquanto ela olhava para a lágrima em forma de diamante. — Agora, você gostaria que eu te contasse como eu tinha planejado pedir sua mão ou você vai me dizer o que foi que você disse? — Este é um belo anel. — disse ela, mudando de assunto. — É o seu anel dos sonhos. Falei com Selene sobre isso antes de comprar. Agora, pegue-o. — Não olhe para mim desse jeito! Eu estive dando dicas toda a semana! — Não, você não deu. Ela olhou para mim como se eu fosse louco. — Levi existem livros de bebê no seu escritório! O que, aqueles? Essas foram suas dicas? — Eu pensei que você estava pesquisando um caso relacionado à infância. — Quem acha isso? — ela balançou a cabeça e jogou os braços para o ar. — Eu não sei, advogados? — E a comida com a temática de bebê que eu fiz ontem à noite? Isso foi estranho. — Ou o fato de que eu escrevi essa palavra duas vezes cada vez que jogamos Scrabble? O pão que eu coloquei no forno era real! Você perdeu tudo? Que grande pensador você é! — ela bufou. Ela não estava mesmo irritada, ela estava apenas rindo da minha distração, e neste momento comecei a rir também. — Nossa carga horária no trabalho triplicou nos últimos três anos. Esse mês tem sido uma loucura, honestamente, eu não percebi. Novamente, ela cruzou os braços para mim, virando-se. Abraçando-a por trás, eu beijei a parte de trás de sua cabeça. — Sinto muito. Mas com esse tipo de coisa, basta dizer... como agora, diga as palavras. — Levi, estou grávida. — ela bufou, melodramática.


— E eu estou feliz. — eu sussurrei, puxando fora a toalha e beijando sua pele lisa e macia. Ela inclinou-se contra mim, quando minhas mãos viajaram para o lado dela... — Levi, precisamos ficar prontos, todo mundo vai estar aqui em poucos... A campainha tocou e eu suspirei. — Mais tarde. — ela prometeu quando ela beijou meus lábios. — Ou talvez não, porque você arruinou o meu cabelo. Ela colocou a toalha quando a campainha tocou novamente. — Eu atendo, sem pressa. — eu disse a ela. Eu já estava completamente vestido e ela ainda estava enrolada em sua toalha, trabalhando em seu cabelo. Algumas coisas nunca mudam com ela, e eu gostava. — Obrigada! — ela gritou do armário, quando fui para frente. No segundo em que eu abri a porta, minhas pernas foram atacadas. — Tio Lee! — Bellamy riu, olhando para mim. — Princesa Bellamy! — eu a peguei. — Como está minha princesinha? — Mamãe Louca e papai pegaram minha varinha de princesa. — ela apontou para eles na porta, esperando por mim. — Que horror! — eu ofeguei para eles. — Pegaram a varinha da princesa, como você pôde? — Sim! Como você pôde! — ela gritou comigo. Eu estava tentando não rir do olhar entediado em seus rostos enquanto eu os deixei entrar. — Quando a princesa Bellamy decidiu bater em todos os outros na creche com sua varinha de princesa, a Mamãe Rainha pegou e guardou. — disse Bethan, tirando seu casaco. — Ei, você não me contou toda a história, garota. — eu olhei para Bellamy quando ela escondeu o rosto no meu pescoço. — Princesas não batem? — ela fez beicinho. — As princesas não batem nas pessoas.


Não sou mais seu amigo, ela mexeu para fora dos meus braços e pisou para o sofá, onde ela se sentou. — Estamos todos contra ela. — disse Tristan, revirando os olhos. Eu ri, oferecendo-lhes algo para beber. Não demorou muito mais tempo para os meus pais aparecerem. Após o caso Savannah Van Allen acabar, eles convidaram Thea e eu para sair para jantar onde ambos se desculparam. Eles não precisavam de tudo isso, mas isso os deixou mais confortáveis. Depois deles, chegaram Atticus e seu namorado, junto com Vivian que disse o ano passado em nossa reunião do jantar que ela nunca queria ser perguntada sobre seus relacionamentos. Aparentemente era algo pessoal. Eu não tinha ideia do que isso significava, mas Thea parecia entender. Ao longo dos anos Atticus, Vivian e Thea haviam se tornado próximos. Como seu ex-professor, e espero, seu futuro patrão, eu tinha a sensação de que estariam agitando em breve. — Desculpe pelo atraso! — Selene entrou correndo com DeShawn. Três anos mais tarde e ambos estavam em Georgetown e indo bem. Thea disse que Selene sorria mais nos últimos três anos do que ela já tinha visto o sorriso dela em toda sua vida. O engraçado foi que Selene tinha dito a mesma coisa sobre Thea. O pai delas trouxe sua avó, e doía-me a pensar que ela não poderia estar com as meninas no próximo ano. O Ben Walton de agora não parecia em nada com o Ben Walton que havia deixado a prisão há três anos. Ele não parecia muito diferente, exceto roupas novas, um corte de cabelo decente e um sorriso, mas era simplesmente uma pessoa diferente. Ele já não estava em negação. Dizendo que era difícil para ele voltar à sociedade. Quando nós o trouxemos de volta conosco, ele se recusou a ficar dentro de casa durante o dia. Ele disse que na prisão eles recebiam uma hora em um quarto com uma janela, para que eles pudessem ver o sol. Mas, por 17 anos, ele nunca tinha visto o exterior. A confissão de Odile tinha acendido ampla gama de decisões em todas as direções. Tristan tinha sido capaz de mantê-la fora da cadeia, mas ela se mudou para a França com seu filho quando meu antigo parceiro de negócios a deixou. Ele não estava muito satisfeito com toda a imprensa. Mas, novamente, eu acho que ele nunca a amou. Eu duvidava que Odile voltasse, mas eu queria que ela fosse feliz. O pai dela tinha morrido de um ataque cardíaco, e seu irmão estava na prisão, a família Van Allen tinha sido abalada


pelas ações de Cole, e em cima disso, eles haviam sido condenados a pagar um milhão de dólares para Ben Walton por cada ano que ele ficou preso. — Você está bem? — perguntou Tristan, quando ele veio até onde eu estava com um copo de uísque. — Só pensando. — Isso é perigoso. — ele brincou. Além de Thea e sua família, a pessoa que foi mais afetada pelo caso tinha sido Tristan. A única maneira para que ele se tornasse o meu parceiro de negócios foi se nós não ajudássemos somente os ricos. Nós tínhamos recebido muitas cartas e telefonemas de pessoas que nos pediam para olhar os casos dos entes queridos, mas eles simplesmente não podiam se dar ao luxo de ter um advogado decente. Sendo o homem que ele era, ele encontrou uma maneira de trabalhar sem custo, por isso não havia mais nada para eu fazer, só concordar. Black-Knox and Associates estava prosperando melhor do que nunca. — Você está realmente fora do ar. — disse Tristan quando ele acenou com a mão na frente do meu rosto. — Os hormônios são como todos dizem que são? — perguntei-lhe para mudar de assunto. Ele olhou para cima para mim e seus olhos castanhos se arregalaram quando ele entendeu o que eu quis dizer. Finalmente, ele sorriu. — Isso explica tudo. — Então, é assim? — Sim, é... boa sorte. Ele continuou rindo quando ele fez o seu caminho para sua família. — Professor Black? — Thea sussurrou, vindo atrás de mim. Ela estava tão linda como sempre em seu vestido vermelho brilhante. Ela pegou meu braço e me entregou minha gravata que eu não tinha tido a chance de colocar ainda. — Você não me chama assim faz tempo. — eu disse a ela. Parecia ainda mais sexy agora. — Eu sei, eu só estava pensando sobre as coisas.


— Um centavo pelos seus pensamentos? — eu perguntei a ela. — Apenas um centavo, Sr. Black? Que tipo de garota você acha que eu sou? Eu sorri para ela quando eu a peguei em meus braços e beijei seus lábios macios. — Não me importa quem ou o que você é, contanto que você seja minha. — eu girei em torno dela e segurei suas mãos por um momento enquanto eu olhava para ela. — O quê? Respirando fundo eu apoiei um joelho no chão e ela começou a sacudir a cabeça para mim enquanto um enorme sorriso espalhou em seu rosto. — Oh meu Deus. — eu ouvi minha mãe ofegar atrás de mim, mas eu tentei o meu melhor para ignorá-los quando peguei a caixa do meu bolso. — Thea Cunning. Você gostaria... — Sim! Merda... eu te atropelei, sim... termine, desculpe. Ela estava me fazendo sorrir tanto que meu rosto doía. — Thea Cunning. — eu esperei para ver se ela iria me interromper novamente. — Você me permite passar o resto da minha vida com você? Você gostaria de ser minha esposa? — Sim! — ela sorriu. Coloquei o anel em seu dedo e levantei quando ela me puxou para um beijo; toda a nossa família se reuniu em torno de nós, aplaudindo e assobiando. Quem diz que os sonhos não se tornam realidade? Todo mundo merece ter um ‘Felizes Para Sempre’ e ela era o meu.

Black Rainbow (Único) - J. J. Mcavoy  

*Depois de uma aventura erótica de uma semana com um músico que ela conhece em um bar, Thea Cunning nunca espera ver Levi Black novamente. C...

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