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Say You’re Mine (You're Mine #1) <3 Disponibilização: Fanny Tradução: Karina, Roseana, Leticia Revisão: Fanny, Alanna M. Formatação: Fanny


Ela era minha antes mesmo de saber seu nome...

Felix Quando vi Maggie pela primeira vez, eu sabia que seríamos melhores amigos. Eu queria isso desesperadamente, a queria em minha vida, e eu faria qualquer coisa para ter certeza de que aconteceria. Até que Maggie entrou em minha vida, eu não sabia o que era o amor. Ela será minha primeira e última. Eu serei somente dela.

Maggie Eu não sabia que poderia ter uma amizade como a que eu tenho com Felix. Mas a parede da friend zone1 sempre esteve no lugar. Com muito medo de atravessá-la, preferi estar na vida de Felix do que manchar o relacionamento que temos.

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Zona amiga ou Zona da amizade.


Muito tempo passou. Cansei de ter medo dos e ses. Estou pronta para admitir como me sinto por ele, tendo consequências ou não.

Felix Maggie não sabe do que sou capaz para mantê-la em minha vida, mas ela vai, porque a própria ideia dela com outra pessoa não é algo que eu até mesmo posso suportar. Ela sempre foi minha, e é hora de eu intensificar e mostrar a ela o quanto eu a amo. Minha devoção por ela vai até as profundezas da minha alma, e ficar ao redor enquanto ela vive sua vida sem mim ao seu lado, não é absolutamente uma opção.

AVISO: Esta história é tão doce que pode dar-lhe uma dor de estômago, mas valerá a pena. É curta, suja e apresenta um herói e heroína virgem que se amam. Esteja preparada para se apaixonar por esse herói devotado que fará qualquer coisa para fazer a mulher que ele ama dele.


Capítulo 1 Felix 6 anos de idade A primeira vez que te vi, soube que você era minha.

Quando ela entrou na sala, tudo ao meu redor desapareceu. Parecia que era apenas nós dois. Ela era a garota mais bonita que eu já vi, mesmo que suas roupas parecessem um pouco largas, com manchas e buracos sobre elas. Sim, ela era a garota mais bonita do mundo inteiro. Eu nem sabia o nome dela porque a professora ainda não a havia apresentado para a sala, mas não me importaria. Eu sabia que queria ser seu amigo. Eu sabia que queria que ela estivesse para sempre perto de mim. “Classe, esta é Maggie. Ela veio para Ohio do Colorado.” A professora tocou o ombro de Maggie e sorriu para nós. “Quero que todos façam Maggie se sentir bem-vinda.”


Eu segui Maggie com o olhar quando ela foi para o outro lado da sala, e finalmente sentou-se atrás de uma mesa vazia. As outras crianças a ignoraram, ocupadas trabalhando em suas pinturas. Seu cabelo da cor do sol estava em duas tranças. Não pude parar de encará-la. Eu não queria. Ela olhou para mim então, seus olhos tão grandes, tão azuis, que me lembraram do oceano que acabamos de ver. Eu odiava que ela parecesse triste, que ninguém estava sentado ao lado dela, conversando com ela. Eu tinha que consertar isso. Agarrando meu papel e aquarelas, andei até onde ela estava sentada. As outras crianças olharam para mim, mas eu só estava focado em Maggie. Quando me sentei ao lado dela, eu vi seus olhos se arregalarem ainda mais. “Oi”, eu disse, sorrindo, esperando que ela não ficasse mais assustada por estar aqui. “Eu sou Felix”. Ela não falou nada de imediato e, em vez disso, olhou para os materiais de arte que eu trouxera comigo. Não conseguia entender o que sentia, mas sabia que queria que ela fosse minha amiga. Eu queria que fôssemos melhores amigos. "Maggie." ela disse suavemente. Ela olhou para cima em seguida, seus olhos azuis bonitos, mas ainda assustados. “Podemos ser amigos?” Eu sorri. Eu esperava que ela não risse do dente dianteiro que eu tinha perdido. Eu o tinha arrancado e coloquei sob meu travesseiro para a fada dos dentes. Eu consegui um dólar inteiro por isso.


Ela encolheu os ombros e olhou para a mesa outra vez. “Você pode pensar sobre isso, mas eu sou muito legal, e não vou deixar ninguém ser malvado com você.” Ela me olhou de novo e sorriu. Não era grande, mas era um sorriso apenas para mim. “Ei, você também está sem um dente.” Eu apontei para o dente perdido. Ela parou de sorrir, e eu me senti mal por dizer isso. “Vê?” Eu sorri mais amplo, apontando a grande diferença entre meus dentes. “Perdi o meu há alguns dias. Eu consegui muito da fada dos dentes.” Ela não disse nada. “Quanto você conseguiu?” Ela balançou a cabeça. “A fada dos dentes não vem à minha casa.” “Porque não?” Ela não disse nada por um longo tempo. “A fada dos dentes não gosta de entrar em minha casa porque está suja e minha mãe e meu pai brigam muito. Ela nunca veio à minha casa, nem mesmo quando meu irmão mais velho perdeu os dentes.” Eu não gostava disso. Ela olhou para mim de novo, e a maneira como ela parecia tão assustada me fez sentir que havia algo dentro de mim me ferindo. Tentei pensar no que eu poderia fazer para fazê-la sentir-se melhor, e então olhei para o papel e aquarelas na minha frente. Peguei meu pincel, mergulhei no copo de água que a professora colocou na mesa e escolhi a cor que eu queria. Eu sabia que ela me observava. Eu podia sentir seus olhos em mim, e eu gostava disso. Quando terminei, olhei para meu desenho antes de entregar a ela. Maggie estendeu a mão e pegou, e durante longos segundos apenas olhou para ele.


“Isto é para mim?” Ela perguntou. Assenti com a cabeça, sentindo orgulho de mim mesmo. O que eu sabia era que eu estava mantendo Maggie para mim.

****

Maggie Ele desenhou um coração rosa no papel. Embora estivesse um pouco torto, estava perfeito. Ele tinha feito isso. Só para mim. Ninguém nunca tinha feito nada agradável assim por mim. O que ele não sabia era o quanto um coração no papel significava para mim. “Você e eu seremos melhores amigos.” disse Felix. Eu queria ser sua amiga, mas não conseguia me encaixar aqui. Minha roupa era antiga, usada, e eu não tinha coisas boas como as outras garotas da classe. Mesmo Felix parecia legal, com roupas que não tinham manchas nelas, ou sapatos com buracos no lado. “Por que você quer ser meu amigo?” Perguntei. Ele me encarou, então, divertido. “Por que não quereria ser seu amigo?” Dei de ombros.


“Ninguém nunca quer ser meu amigo.” Em minha velha escola, me chamavam de coisas ruins: suja, pobre, feia. E então Felix estendeu a mão e colocou sobre a minha. Olhei para seus olhos verdes. Eles me lembravam da grama no verão. “Eu serei seu melhor amigo, Maggie.” Eu gostei de como ele disse meu nome. “Eu nunca vou deixar você ir.” E por algum motivo eu realmente acreditei nele.


Capítulo 2

Felix 18 anos de idade Eu vou manter você por perto. Eu vou manter você como minha.

Eu sabia que Maggie seria minha desde que eu tinha seis anos. Nunca houve um tempo depois disso, que pensei diferente. E agora, doze anos depois, essa amizade dentro de mim tinha ficado mais forte. Amava essa garota que me mudou tão completamente, tão irrevogavelmente. Durante todos esses anos, eu a mantive perto. Éramos eu e ela neste mundo, e sem ela, eu não era nada. Mesmo aos dezoito anos, com a graduação há apenas algumas semanas de distância, eu sabia disso. Inferno, eu sabia disso há muito tempo. Ela era minha melhor amiga, a melhor coisa que eu tinha na minha vida, e a própria ideia de perdê-la, de acontecer algo que pudesse nos separar, tinha uma quantidade igual de medo e raiva me enchendo. Mas eu moveria céus e terras para ter a certeza que ficaria com Maggie, mesmo que isso significasse recusar as ofertas da faculdade para que eu pudesse ir ao mesmo colégio comunitário que ela.


Porque nada neste mundo importava se ela não estivesse ao meu lado. Quando finalmente estávamos sozinhos na mesa da cafeteria, eu sorri para ela. Eu nunca disse a ela o quanto eu a amava, mas certamente ela sabia? Certamente, ela podia ver o quanto eu era devotado a ela? Mesmo que não o fizesse, nada disso importava. Mesmo que ela nunca tenha descoberto que eu estava realmente apaixonado por ela, eu ainda estaria ao seu lado. Neste mundo, nada mais importava do que a garota sentada ao meu lado.

****

Maggie Mais tarde naquela noite.

Felix me conhecia melhor do que ninguém, mas eu tinha medo de dizer a ele como realmente me sentia, que eu o amava tanto. Eu não sentia que era boa o suficiente para ele, não com meus pais embriagados que brigavam o tempo todo. Não com meu irmão, que só voltou para casa quando a garota que ele estava se enroscando o expulsou. E não quando eu não tinha nada para lhe oferecer, exceto a experiência de uma vida caseira infernal.


Você tem a vida inteira para lhe oferecer. “Tem certeza de que não quer que eu entre?” Felix perguntou. Ele sempre perguntava. Fechei meus olhos. “Tenho certeza de que meus pais estão gritando um com o outro, e eu não quero que você seja submetido a isso.” Eu também não quero que você veja como minha casa é realmente fodida ou como minha família me ignora, fazendo-me sentir que não sou nada além de um fardo. Eu escondia tanta coisa dele, as partes vergonhosas que me faziam querer gritar com essa vida tão injusta. Mas a vida não é injusta. Eu tenho Felix. Ele apenas olhou para mim, talvez querendo brigar comigo a respeito disso, insistir em entrarmos juntos, mas depois de inúmeras vezes ao longo dos anos dizendo que era melhor ele não entrar, ele parou de me empurrar. “Tudo bem.” ele finalmente disse. Ele se virou e olhou o para-brisa e passou a mão pelo cabelo castanho claro. Quando me olhou de novo, eu me perdi em seus olhos verdes. Deus, amava a cor de seus olhos. Eu o amava. Mas ele era tão inteligente, tinha várias ofertas de faculdade, e aqui estava eu com uma oferta da faculdade comunitária na mesa.


E era aquela faculdade comunitária que ele iria, porque ele não queria estar longe de mim. Como eu mereço ter um cara como Felix na minha vida? Mas essa faculdade – e o empréstimo estudantil que eu pedi, mas mantive em segredo de todos, exceto Felix – seria meu bilhete de saída daqui. Eu olhei pela janela para a porta da frente, sem querer ir embora ainda, mas também sabendo que eu precisava, porque eu trabalhava no restaurante esta noite. “Ei.” Felix disse suavemente. “Que tal eu vir esta noite depois que todos estiverem dormindo?” Olhei para ele, sentindo meu coração pular um pouco. Já fazia algum tempo desde que ele aparecia no meio da noite e simplesmente me segurava enquanto eu dormia. “Tudo bem.” eu disse suavemente. “Isso seria muito legal.” Seria bom sentir seu corpo próximo ao meu, seus braços envoltos em torno de mim, sussurrando que as coisas nem sempre iriam ser assim. “Eu posso ver o quão infeliz você está.” Ele estendeu a mão e pegou a minha. “Apenas mais alguns meses e podemos ir.” Ele deu um aperto reconfortante em minha mão. “O apartamento estará pronto para irmos. Eu tenho economizado para isso, e você nunca terá que pensar sobre este lugar se você não quiser.” Ele me deixou tão feliz que eu poderia chorar, mas não, não aqui, não quando os gritos de meus pais podiam ser ouvidos.


“Eu sou o sortudo.” Ele sorriu. “Tudo vai dar certo porque eu vou me certificar disso.” Ele deu outro aperto em minha mão. Eu assenti. Ele estava certo. Tudo ficaria bem. Eu me certificaria de que tudo desse certo para nós dois também. Continuei sentada lá, querendo admitir como eu me sentia, que eu o amava. Eu o queria como mais do que meu melhor amigo. Ele já era a pessoa mais importante na minha vida, e era o medo de perder isso, de fazer as coisas se tornarem estranhas, que me fez manter minha boca fechada. “Venha aqui.” ele disse e me puxou para um abraço. Fechei os olhos e deixei-me levar. “Em breve será você e eu, só teremos que nos preocupar com a faculdade e um com o outro.” Ele se afastou e nos olhamos. Meu coração parou por um segundo, e vi o jeito que baixou o olhar para os meus lábios. Me beije. Vamos esquecer tudo, além desse momento. Senti seus dedos apertarem gentilmente em meu corpo, e jurei que ele podia ouvir o quão rápido meu coração estava batendo. E então o grito de minha mãe chamando meu pai de bastardo me cercou em uma sensação tóxica. Olhei pela janela do passageiro e vi minha mãe abrir a porta e olhar para fora. Ela acenou com uma garrafa em sua mão, mas parou e virou-


se para casa. Em uma grande varredura de seu braço, ela jogou a garrafa contra as janelas, o vidro quebrando. “Esta não será a sua vida para sempre.” Assenti com a cabeça depois que Felix falou. “E você sabe que é bem-vinda em minha casa, Maggie.” Eu o encarei. Ele estava oferecendo sua casa por anos, mas isso realmente não seria a minha realidade. Eu não atrapalharia ele, nem sua família. “Você tem dezoito anos agora. Você não precisa ficar aqui.” Eu sabia disso, mas eu era forte o suficiente para esperar estes próximos meses e sair. Me impor em Felix e sua família, porque meus pais brigavam como cães e gatos, não era algo que eu queria fazer com eles. Isto é apenas o começo. Vou escrever minha própria história em breve.

****

Felix Deixe-me apenas segurá-la.

Eu silenciosamente fechei a porta do quarto de Maggie e me arrastei até ela. Eu odiava rastejar como se tivesse feito algo errado.


Ela estava em seu lado, olhando para mim, com um pequeno sorriso no rosto. Eu sabia que seus pais estavam bêbados, e eu não queria que eles me pegassem aqui, porque eu não sabia o quão irritados eles poderiam realmente ficar. Embora, a julgar pelo show que eles deram para qualquer um vêlos, eu sabia que não pensariam duas vezes antes de jogar uma garrafa de cerveja em mim. “Hey.” eu sussurrei, e ela sorriu mais e levantou as cobertas para que eu pudesse deslizar para dentro. Uma vez que tirei meus sapatos, eu me deitei ao lado dela, sentindo seu calor corporal se infiltrar em mim. Tinha um cheiro doce, como algodão-doce de baunilha. “Oi.” ela finalmente sussurrou de volta. Estávamos a poucos centímetros um do outro, nossa respiração lenta. Mas meu coração estava batendo forte, rápido. Eu poderia tê-la beijado no carro. Eu poderia ter dito a ela como me sentia. Eu poderia ter dito a ela o que eu queria. Eu envolvi meus braços ao redor de Maggie e puxei-a perto. Ela se moveu ligeiramente para baixo e descansou a cabeça em meu peito. Nós ficamos assim por longos segundos, e eu sabia que ela adormeceria. Ela sempre fazia. Mas amava isso, gostava de poder cuidar dela, ter certeza de que ela estava segura enquanto dormia.


“Está tudo pronto.” eu disse suavemente contra seu cabelo. Meu pai conhecia um cara que nos arrumaria um apartamento barato, e então eu o peguei, pensando em acertar os detalhes mais tarde. Eu só queria sair daqui com Maggie. “Eu já tenho o suficiente para pagar algum tempo de aluguel, e vou trabalhar para cobrir o resto.” “Eu também tenho dinheiro guardado. Não é muito, mas vou ajudar, Felix.” Passei a mão pelos seus cabelos. Olhei para a parede junto à cama, vendo a imagem que eu tinha desenhado para ela todos aqueles anos atrás, pendurada, a fita que a pregava na parede estava desbotada e velha. Era uma prova de quanto tempo ela esteve lá. Esse coração rosa significava mais hoje, do que jamais havia significado antes. “É velho e degradado e não é o primeiro lugar que eu gostaria que você ficasse.” Eu fechei meus olhos, aproximando-a ainda mais. Ela se afastou e me olhou. “Enquanto eu estiver com você, eu posso viver em qualquer lugar.” Isso fez com que meu coração doesse do melhor jeito. Não teríamos muito dinheiro, mas isso não importava. Eu não me importava com isso, porque, enquanto eu tivesse Maggie, o mundo estava certo.


Capítulo 3 Felix

Um ano depois Nós temos o resto de nossas vidas.

Eu estava trabalhando há tanto tempo, que eu estava exausto de tudo. Ver a única pessoa que consumia meus pensamentos, meu coração, minha própria alma, e não dizer a ela como me sentia, fez com que um pequeno pedaço de mim se afastasse diariamente. Estava sentado no carro, o aquecedor parando porque estava ficando mais frio e eu não estava prestes a congelar minhas bolas. Olhei para o trabalho de Maggie, odiando que eu estava nervoso, mas me sentindo tão vivo, ao mesmo tempo. Eu tinha pensado sobre esse momento no carro desde o ano passado, uma e outra vez, aquela cena passando por minha cabeça como um disco quebrado. Mas eu queria repetir isso. Eu queria que me consumisse, criando raízes e nunca saísse.


Eu queria beijá-la de uma maneira ruim, queria apenas ceder e pressionar minha boca na dela. Mas eu não fiz, e eu me abstive de ser qualquer coisa além de seu amigo. Eu queria que isso mudasse. Durante o último ano, muita coisa aconteceu. Graduação no ensino médio. Sair das casas de nossos pais. Instalar-se neste apartamento degradado. Iniciar a faculdade. As coisas não eram da forma que eu as queria, não com a nossa vida, mas isso era porque Maggie merecia algo melhor do que provavelmente poderia dar a ela. Fui tirado dos meus pensamentos quando vi o último cliente sair. As luzes foram desligadas e eu me sentei mais ereto. Eu assisti Maggie pela janela. Ela nem sabia que eu estava aqui, esperando por ela, então eu me senti como um verdadeiro perseguidor neste momento. Mas observá-la quando ela não sabia que eu estava lá, vendo as expressões genuínas em seu rosto, aquelas que não eram escondidas porque estava ciente de todos a sua volta, era uma experiência honesta. Ela saiu, virou-se para trancar a porta e eu examinei o arredor. Estava escuro, mas era apenas sete da noite. A maldita noite se arrastava pra caralho durante esses meses de inverno. Ela virou-se para me encarar, mas seu foco estava em sua bolsa enquanto ela atravessava


a rua. Eu saí e estava prestes a atravessar a rua para ir até ela quando eu ouvi alguém assobiar e depois ir para ela. “Olá, querida. Quer companhia esta noite?” Todo o meu corpo ficou tenso quando o mundo pareceu entrar em câmera lenta naquele momento. O cara que estava caminhando em direção a ela tinha esse maldito sorriso em seu rosto. Ele inalou através do cigarro que tinha entre os lábios e exalou uma nuvem de fumaça em frente a ele. Olhei para Maggie, podia ver que estava ignorando-o, mas o pânico estava escrito em todo o seu rosto. Meu corpo inteiro estava rígido, meus músculos tensos. O instinto de fugir ou lutar se ergueu em mim. Mas foi o instinto de luta que ganhou, obviamente. Ninguém fodia com Maggie, não sem eu deixá-los saber exatamente a dor que sentiriam se eles fizessem isso. Eu não hesitei em atravessar a rua e me colocar entre Maggie e este idiota. Eu vi momentaneamente a surpresa em seu rosto, provavelmente porque ela se perguntou de onde eu tinha vindo. Eu sabia que ela não estava surpresa porque eu a estava defendendo. Eu faria isso até eu dar meu último suspiro. O rapaz aproximou-se, parou a poucos metros de mim e soltou o cigarro. “O quê, você está tentando protegê-la de mim ou algo assim?” O cara riu. “Eu estava apenas admirando uma menina bonita.” Ele tentou olhar através de meu corpo para Maggie, mas eu me movi com ele.


“Não olhe pra ela.” eu disse com uma voz baixa e claramente perigosa. Se ele não pudesse receber o aviso que eu estava dando para ele, então ele descobriria exatamente o que eu faria, e os limites que eu cruzaria para proteger o que era meu. O cara me deu um olhar de ‘mas que porra?’, e dei um passo em sua direção. Ele era grande, mas isso poderia ser devido a jaqueta de grandes dimensões que ele estava usando. Mesmo que esse cara fosse maior do que eu, eu ainda teria ficado mal-humorado e o jogaria no chão por Maggie. Vamos lá. Deixe-me mostrar-lhe o quão longe eu irei. Olhei para o idiota, meu corpo pronto, minhas mãos enroladas em punhos ao meu lado. Eu senti Maggie mover-se atrás de mim, pegar meu pulso e suavemente puxá-lo. “Vamos, Felix.” Eu estava parado em meu lugar, querendo que esse fodido fizesse um movimento sequer para poder chutar sua bunda. Mas, para minha decepção, ele balançou a cabeça e se virou, se afastando de nós. Eu estava tentado a provocá-lo e cair na porrada, simplesmente porque ele pensava que estava tudo bem até mesmo falar com ela. Mas senti a mão de Maggie em meu pulso e mordi minha língua. Eu queria levá-la para casa. Eu queria que ela estivesse segura. “Eu não sei o que você está fazendo aqui, mas fico feliz que você tenha vindo.” disse ela suavemente. Eu me virei e olhei para ela, querendo beijá-la naquele momento. Mas seu celular tocou, me impedindo de fazer qualquer coisa.


Ela atendeu a chamada, colocando o telefone na orelha. “Ei.” Um segundo de silêncio passou. “Está tudo bem.” ela disse e olhou para mim. “Felix está aqui de qualquer jeito.” Depois de alguns momentos, ela desligou. “Essa foi minha carona dizendo que tinha surgido algo e não poderia me levar para casa.” “Acho que foi uma coisa boa que eu estava aqui.” Meu coração estava trovejando. Eu odiava o pensamento de que ela poderia estar aqui sozinha, esse bastardo indo mais longe do que ele foi agora. “Sim, é realmente uma coisa boa que você esteja aqui.” Ela sorriu para mim e meu coração trovejou ainda mais. “Vamos levá-la para casa.” Peguei sua mão e entrelacei meus dedos com os dela. Eu nunca a deixaria ir.

****

Maggie Nós nos sentamos no chão, já que o sofá de merda que tínhamos não era tão confortável de qualquer maneira. No caminho de casa, pedimos para viagem, e a macarrão meio comido estava pousado entre nós. Não era

como se

gastássemos

muito dinheiro, mas

nós

esbanjávamos no jantar. Tive a sensação de que Felix estava preocupado comigo e queria me fazer sentir melhor.


Embora nenhum de nós tivesse vinte e um anos e não pudéssemos comprar álcool, Felix trabalhava com um cara que lhe havia dado um pacote de cerveja junto com um pouco de dinheiro por ajudá-lo. Tinha gosto de mijo, mas não nos importava. Depois da estranha noite que tínhamos tido, mesmo o sabor desagradável desta cerveja era bom. “Você tem certeza de que está bem?” Ele perguntou de novo. Esta deveria ser a quinta vez desde que chegamos em casa. “Estou bem, realmente.” Eu sorri genuinamente. “Quero dizer, esse cara não me incomodou, não apenas porque você estava lá, mas suas palavras não me afetaram.” E elas não afetaram, não de verdade. “Inferno, eu ouço pior do que isso no trabalho às vezes.” Eu vi o modo como sua mandíbula ficou tensa e sabia que essa frase o irritou. “O quê?” Ele disse com os dentes cerrados. “Babacas dizem merda para você no trabalho?” Eu me movi no chão, descruzando minhas pernas e encolhendo os ombros. “Quero dizer, eu tive alguns me pedindo para ir para casa com eles para que eles pudessem...” Limpei minha garganta. “Você sabe.” Uma explosão de frio o deixou e foi direto para mim. Eu olhei para o macarrão, me sentindo estranha até mesmo em falar sobre isso. Quando Felix não disse nada, olhei para cima. Parecia que ele queria ir caçar aquele cara aleatório e socá-lo. “Você precisa me dizer quando merda assim acontecer.”


Coloquei minhas costas contra o lado do sofá. “Assim, o que, você poderá ficar de guarda no meu trabalho e dar a qualquer cara o olhar mortal se ele me olhar do jeito errado?” Eu ri, provocando Felix, mas fiquei séria quando vi que ele não estava sorrindo. “Sim, é exatamente o que eu faria se eu tivesse que fazer.” Ele estava mortalmente sério. Eu balancei minha cabeça. “Felix, você não pode estar comigo o tempo todo. Além disso, não sou a primeira mulher com que essas coisas acontecem, e não serei a última. Mesmo algumas das mulheres com as quais trabalho, falam vagamente sobre garotos aleatórios que entram.” Ele balançou a cabeça e baixou o olhar. “Eu faria qualquer coisa para ter certeza de que você está segura, Maggie.” Ouvi a sinceridade em suas palavras, mas eu também a vi em seus olhos quando ele olhou para mim. “E eu faria o mesmo por você, embora você seja tão grande e forte, que você não precisa de muita proteção.” Eu senti minhas bochechas aquecerem. Eu não podia acreditar que eu apenas disse isso. “Quero dizer, é para isso que servem os amigos, certo?” Amigos. Ele era isso para mim... e mais. Eu queria algo mais profundo, algo que eu provavelmente nunca teria com ele.


Porque eu era muito covarde para dizer qualquer coisa. Porque, a ideia de arruinar esse vínculo entre nós, me assustava como o inferno. Ele não falou por longos segundos, apenas olhou para mim, algo em sua mente, claramente. “Sim, é para isso que servem os amigos.” ele finalmente disse, esse tom estranho em sua voz. Quando ele sorriu para mim desta vez, eu pude ver que era distante. Havia algo em sua mente, mas era óbvio que ele não iria me falar sobre isso. Ele estendeu a mão e empurrou um fio de cabelo atrás da minha orelha, e um formigamento se instalou sobre mim. “Felix?” Eu disse antes que eu pudesse me parar. Ele olhou nos meus olhos, e naquele momento, eu quis dizer-lhe que estava apaixonada por ele. “Eu amo você.” eu disse, em vez disso. “Eu também te amo.” E então me puxou e me deu um abraço. Estar perto dele, com seus braços envolvidos ao meu redor, fez tudo parecer bem. Isso fez com que eu sentisse que tudo daria certo.


Capítulo 4 Felix

Hora de ser honesto. Sem mais fingir que isto é o que você quer.

Havia se passado apenas uma semana desde de que a busquei no trabalho e que quisera chutar o traseiro do cara. Ela estava bem, mas eu sabia que nunca superaria os sentimentos possessivos que tinha por ela. Tirei da minha cabeça aquela noite e aquele imbecil. Não seria bom ficar remoendo isso. Eu a via como uma rainha e que merecia ser tratada como tal. Eu me certificaria de mantê-la segura, não importa o que acontecesse. Me certificaria de sua proteção até meu último suspiro. Ouvi a porta abrir e fechar. Meu coração começou a bater forte e rápido. Ele sempre acelerava quando ela estava por perto, quando sabia que ela estava voltando para casa, para mim. Voltando para casa... para mim.


Ela apareceu no corredor, estava concentrada em achar algo em sua bolsa. “Ei.” disse. Ela pulou e eu sorri. Ela olhou para mim e sorriu. “Você me assustou para caramba!” “Desculpa.” eu disse. Mas, honestamente, eu gostei do olhar surpreso em seu rosto. Era verdadeiro, genuíno. E o sorriso que ela me deu depois, aquele de alívio, quando viu que era eu, me deixou muito feliz. “Como foi seu dia?” Perguntei e virei para pegar o prato de hambúrgueres que fiz para o jantar. Nosso orçamento era bem limitado, pois íamos a escola e trabalhávamos entre as aulas. Nós fazíamos render o dinheiro que ganhávamos. Minhas economias iam para o aluguel e reparos. Eu não via problema algum em fazer hora extra para garantir que ela não comesse comida chinesa todos os dias, sete dias por semana. E foi exatamente o que fiz. Eu odiava que Maggie estivesse trabalhando. Queria cuidar dela totalmente, garantir que eu fosse aquele que a sustentaria. Queria que ela se concentrasse apenas na escola, que não ficasse estressada. Mas a minha garota era cabeça-dura, às vezes teimosa, e gostava de fazer as coisas sozinha. Eu não podia culpá-la por cada característica que eu amava nela. “Foi bom, embora eu não tenha ido bem na prova de economia e tenha derramado café na minha camisa durante o trabalho.” Ela puxou a beirada da sua camisa branca para que eu pudesse ver a grande mancha marrom. Um pouco de sua barriga ficou amostra durante o


processo. Sua pele e barriga eram lisas. A visão de seu umbigo fez meu sangue circular mais rápido em minhas veias. Coloquei as mãos atrás de sua cabeça, a puxei para perto e fechei os olhos enquanto sentia seu perfume. Ela tinha um cheiro incrível. Ela me deu um abraço amigável. Eu só pensava em como seu corpo se encaixava perfeitamente ao meu e no quanto queria fazer mais com ela. Isso foi suficiente para uma ereção. Diabos, levava menos do que isso, mas estava muito dominado pelo seu toque e perfume para tentar me acalmar. Merda. Não queria ser um desses caras que não conseguem se controlar quando veem uma garota bonita. Eu também queria ser respeitoso, embora não pudesse controlar meu corpo quando estava com Maggie. Mas isso não era só sobre ver uma garota bonita. Era Maggie, a única garota que amava a ponto de doer fisicamente. Mesmo que essa proximidade tenha me causado uma ereção. Isso sempre acontecia. “Como foi seu dia?” perguntou ela, sua voz inocente e doce. Porra, meu pau ficava mais duro a cada segundo. Seu corpo estava colado ao meu, seus seios em meu peito, sua delicadeza em minha dureza... em mais de uma maneira. Não era como se eu não a abraçasse ou tocasse. Já fiz isso muitas vezes, gostava disso, mas quando eu sentia meu corpo começar a reagir,


eu contornava a situação. Diabos, até mesmo abraçá-la enquanto dormíamos na casa de seus pais tinha sido difícil. Assustá-la com uma ereção pressionada em sua barriga não era exatamente o que eu queria fazer. Então, a senti congelar. Seu corpo magro enrijeceu contra o meu, no instante em que sentiu minha ereção furiosa. Porra. Eu devia saído e inventado uma desculpa. Será que ela já sentiu meu pau ficando duro antes? Será que ela sentiu minha excitação durante todos esses anos, enquanto eu a abraçava, mas nunca disse nada? Maggie se afastou ligeiramente, no entanto, manteve seus braços ao redor do meu pescoço e seu peito contra o meu. Não me mexi. Ela não se mexeu. Caramba, acho que nem respiramos. Eu tinha me saído tão bem todos esses anos em ficar perto dela, não querendo causar a estranheza que me faria admitir minhas emoções. Se ela suspeitava de algo, não deixou escapar. Ou talvez estivesse tão cego de amor por ela que não seria capaz perceber que ela sabia de algo. Me afastei, esfreguei a mão na cabeça e senti uma sensação estranha. Ela ainda olhava para mim, embora não houvesse nenhum


julgamento e nenhuma estranheza vindo dela, eu ainda sentia como se a sala estivesse desconfortavelmente quente. “Acho que vou para a cama.” eu disse finalmente. No momento em que me preparava para sair, ela agarrou meu braço. Coisas como ela querendo me ‘confortar’ e me dizendo que estava tudo bem, passaram em minha cabeça. Não sabia porque me sentia tão estranho agora, mas a ereção furiosa que eu ostentava ainda tinha que diminuir. Porra, só de pensar em pressionar meu corpo contra o seu, inalar o perfume doce que a cercava e segurá-la, me deixou com tanto desejo, que não conseguia pensar direito. Precisava ir embora antes que bancasse o idiota. “Eu fiz o jantar.” “Você não vai comer comigo?” Ela parecia um pouco chocada, e eu me senti um idiota por querer ir para quarto. Mas dado o fato que isso requereria que me virasse e mostrasse que ainda estava excitado, que explicasse o porquê de estar assim, expondo meus sentimentos em relação a ela, essas eram coisas que pesaram para mim. Não havia como ficar por isso mesmo, e eu não mentiria para ela. Agora eu precisava pensar sobre como iria corrigir isso e seguir em frente. Eu precisava pensar sobre o que falaria e como explicar que estive apaixonado por ela durante todos esses anos.


Capítulo 5 Maggie

Eu queria ir para Felix imediatamente, mas ele estava emitindo uma vibração estranha. Será que ficou desconfortável com o fato de eu ter sentido sua ereção? Estava tímido por causa disso? Ele tinha vergonha disso? Eu sabia o suficiente. Não é como se ele pudesse evitar que seu corpo reagisse. Porém, uma parte de mim queria se sentir eufórica, pois Felix, obviamente, me desejava. Meu corpo estava pressionado contra o seu. Poderia ter sido apenas uma reação natural, algo que ele não conseguia controlar? Tentei pensar no passado, quando ele me abraçava. Não é que ele já tivesse reagido dessa maneira, mas agora que estava pensando sobre isso, ele sempre terminava os abraços e se afastava de mim. Exceto quando me abraçava enquanto eu dormia. Estava ele tentando esconder sua excitação?


Meu coração batia freneticamente em meu peito. Eu estava analisando demais tudo isso. Precisava dizer a ele que isso não era um problema - embora fosse, mas na melhor maneira possível. Eu sabia que ele me amava, e eu o amava. Eu estava apaixonada por ele. Só porque ele teve uma ereção quando o abracei e sabia que ele gostava de mim, não significava que seu sentimento era tão intenso quanto o meu. Passei a mão sobre o espelho embaçado, o banheiro cheio de vapor do banho que tinha acabado de tomar. Olhei meu reflexo borrado, meu cabelo começando a enrolar um pouco por causa da umidade. Odiava que ele tivesse ficado envergonhado sobre o que aconteceu e que não tenha jantado comigo... o jantar incrível que ele preparou. Eu não ia deixar isso de lado. Não ia ignorar isso só porque ele não queria falar sobre. Mesmo que ele tenha ficado envergonhado e que não me amasse da mesma maneira que eu o amo, precisava que ele soubesse que as coisas estavam bem. Apaguei a luz e fui para o corredor. Seu quarto ficava em frente ao meu, a última porta à esquerda. Embora tenhamos tido ‘sorte’ e tenha dois quartos neste lugar, eu não teria me importado em dividir uma cama com Felix. Não que eu quisesse estar perto dele em um sentido mais físico, o que também era verdade. Era porque ele era meu melhor amigo e sentia-me segura em seus braços. Do lado de fora da porta, tentei ser corajosa e abri-la, fazer com que soubesse e entendesse que as coisas não mudariam. Mas eu não era aquela pessoa. Se eu fosse lhe dizer como me sentia, o que eu estava pensando em fazer, seria gentilmente.


Passei as mãos sobre minhas calças de moletom. O ar estava especialmente frio agora. Senti meus mamilos endurecerem sob a camiseta branca. Estava nervosa, embora tenha tentado dizer a mim mesma que não havia necessidade disso. Era Felix e o que quer que tenha acontecido, ficaríamos bem... certo? Estou fazendo tempestade em copo d’água. Levantei a mão e bati duas vezes. Um segundo se passou antes de eu finalmente ouvi-lo. “Sim, pode entrar.” Abri a porta. Ele estava de costas para mim e sem camisa. Pude ver que ele estava de calças jeans e meu coração acelerou. Olhei para as tatuagens em seus braços, as que ele fez antes de nos mudarmos. As tatuagens eram o resultado de acordos feitos entre amigos quando Felix não tinha dinheiro para pagar. Por muitas vezes teve que trabalhar em carros para pagar as tatuagens, mas sabia que para ele tinha valido a pena. Não me importava se ele era tatuado da cabeça aos pés ou se não tinha nenhuma. Eu o amava de qualquer maneira. Acontece que realmente gostava de olhar para suas curvas e formas, e a história que ele tinha escrito em seu corpo musculoso. “Queria ter certeza de que você estava bem.” Engoli, minha garganta seca e o coração acelerado. Eu não sabia se era o momento apropriado para ser honesta. Caso Felix não correspondesse meus


sentimentos, isso poderia tornar as coisas muito mais desconfortáveis e em um inferno. “Estou bem.” disse ele baixinho, ainda de costas para mim. Estava tão nervosa. Sabia que dizer que o amava e que queria que ele me desejasse poderia acabar com o abismo entre nós. Estou com medo. Ele levantou da cama, passou uma mão sobre o cabelo, e após alguns segundos, ele finalmente se virou e me encarou. Vi como seu corpo estava tenso, observei cada músculo de seu corpo. Seus olhos estavam em mim e senti como se estivessem me tocando. Sabia que meus mamilos estavam duros, podia senti-los cutucando a camisa fina. “Você provavelmente se assustou com...” Ele limpou a garganta. “Acho que você se assustou mais do que eu.” Não nos movemos e não dissemos mais nada por longos segundos. Odiava esse silêncio estranho. Nós nunca tínhamos ficado assim antes. “Isso é tão ridículo.” eu finalmente disse, fingindo que isso não me afetava. Mas afetava. “Mas não é, Maggie.” Ele fez uma pausa de um segundo, olhando em meus olhos. “Para ser franco. É muito, muito sério.” Franzi o cenho e balancei minha cabeça. “Então você ficou excitado.” Embora tenha corado, dei de ombros. “Tenho certeza de que isso acontece o tempo todo. É natural.” Ele sorriu, mas não parecia estar se divertindo.


“Quero dizer, odeio como isso nos deixou em uma situação desconfortável. Não devia ser assim com a gente.” Dei um passo a frente. “Tenho certeza de que se eu fosse um cara, também teria ficado com tesão.” Tentei ser engraçada, mas Felix continuava sério. E então, ele começou a andar em minha direção. Sua expressão me dava um nó na garganta. Ele parou a apenas alguns centímetros de mim, seu corpo grande fez com que me sentisse ainda mais frágil. Tê-lo por perto me deixou tão agitada que não conseguia nem respirar. “Quero que sejamos como antes, Felix.” Engoli o nó em minha garganta. As palavras saíram com dificuldade e me perguntei se ele poderia dizer o quão excitada eu estava. Ele balançou a cabeça. “Não quero que voltemos a ser como antes.” “Não entendo.” sussurrei. Embora, se estivesse sendo honesta comigo mesma, esperava que ele quisesse dizer exatamente o que eu queria.

****

Felix Diga que também me ama.

Esperei minha vida toda por este momento, para ser honesto sobre meus sentimentos em relação a Maggie. Eu poderia ter feito isso há muito tempo. Deveria ter sido homem e dito a verdade, sem ligar para as consequências.


Mas, prefiro ter Maggie como amiga do que não ter nada. Então por que estou dizendo isso agora? Por que arriscar? Porque estava cansado de ter que me segurar, de fingir que não havia nada além de amizade entre nós. Isso me consumia por dentro e ter Maggie sentindo minha excitação foi a gota d’água, eu acho. Ela me olhou de uma maneira linda e muito inocente. Ela fez parecer que minha ereção pressionada em sua barriga não tinha sido nada. Mas tinha. Eu sabia que tinha. Só não sabia se tinha sido de uma maneira boa ou ruim. “Você parece... em conflito.” ela disse. Pude ver quão nervosa ela estava. Eu não a culpo. Ela provavelmente estava assustada com tudo isso. Tem certeza de que quer fazer isso? Sim, eu precisava. “Não quero que voltemos a ser como antes.” Eu disse novamente. Vi quando a emoção atingiu seu rosto. “Eu te amo.” Ela sorriu para mim. Um sorriso doce e inocente que iluminou o quarto. “Eu também te amo.” “Estou apaixonado por você desde que me lembro.” Senti o ar da sala mudar, o senti esquentar, depois esfriar, de novo e de novo. Tentei captar suas emoções, seus pensamentos através de suas expressões. O choque era o mais evidente. Dei mais um passo em sua direção.


“Eu te amo tanto, Maggie.” Parei a apenas um pé de distância. Inspirei profundamente. Ela tinha um cheiro tão bom. “E não importa quanto eu tente e me segure, não consigo manter isso só como amizade...” Balancei a cabeça. “Eu não consigo. Não posso fingir que tudo bem ser apenas seu amigo.” Toquei sua bochecha. Fiquei feliz por ela não se afastar. “E, ao mesmo tempo em que te quero em minha vida e quero ser seu, tenho que ser verdadeiro e honesto comigo mesmo.” Olhei em seus olhos. “E acima de tudo, preciso ser verdadeiro e honesto com você.” Estava tentando manter a calma e me controlar. Eu não sabia como ela reagiria depois dessa confissão. O silêncio tomou conta. Eu não sabia se era um tipo bom de silêncio. Ela olhou para baixo e eu queria desesperadamente saber o que ela estava pensando. “Maggie, fale comigo.” finalmente disse. Estava com um nó na garganta e o coração acelerado. “Sei que isso está te confundindo, ou até mesmo te assustando, mas não consigo mais esconder.” Ela levantou a cabeça e olhou para mim. O silêncio que veio dela fez meu coração pular em minha garganta. “O que você sentiu lá embaixo...” engoli seco. “Não quero que pense que sou o típico cara que não consegue se controlar.” Tentei fingir calma. “Mas a verdade é que sempre que você está por perto, mesmo que você não diga nada, céus, sempre que penso em você, meu corpo reage.” “Felix.” Ela disse meu nome baixinho, aproximando-se um passo. Estávamos a apenas alguns centímetros de distância. Ela pôs a mão em meu peito, sobre meu coração. Eu sabia que ela podia senti-lo bater rapidamente. Ele batia por ela. Ele sempre bateu e sempre bateria.


“O que foi, amor?” Não consegui me parar de dizer as palavras carinhosas. Eu queria saber o que ela estava pensando... desesperadamente. “Felix, eu te amo tanto.” E assim, de repente, o mundo e meu coração pararam. E que se foda o alinhamento dos planetas.


Capítulo 6 Maggie

“Repita.” disse Felix. Eu não conseguia acreditar que isso estava acontecendo, mas estava. Não queria que esse momento acabasse e que fosse apenas ‘um momento.’ Queria que fosse a coisa mais real que eu já tinha experimentado... que nós tínhamos experimentado. “Felix, eu te amo.” Engoli, precisando ser forte. “Há anos estou apaixonada por você.” Ele fechou os olhos e descansou a testa na minha. Por longos segundos, não dissemos nada. Então, ele me puxou para mais perto e ficamos abraçados. “Você não tem ideia do que eu sinto quando ouço você dizer isso.” Ele disse bem no ouvido, sussurrado e de forma calorosa. Senti sua ereção pressionada em minha barriga e seu calor me alcançou. Fiquei molhada, meu corpo inteiro respondendo ao seu. Ele deslizou uma mão em minhas costas, para baixo, devagar e com calma. Seu toque me afetou, me fez querer coisas que eu sempre sonhei em fazer com Felix.


Sabia para onde isto nos levaria. Eu não tentaria nem pensar na possibilidade de que isso poderia arruinar as coisas entre nós. Não admitiria ainda ter medo de estar com a única pessoa que me olhou como algo valioso. “Eu te amo, Felix.” Eu disse de novo e o ouvi gemer. “Você nunca vai saber quão bom e perfeito isso tudo é para mim.” “Sei exatamente como se sente.” Afastei-me e olhei seu rosto. Vi o jeito que Felix olhou para minha boca. Podia sentir a sua necessidade por mim. Foi nesse momento que percebi há quanto tempo poderíamos ter estado juntos. “Sempre foi você, Maggie. Nunca questionei meus sentimentos ou duvidei de que era isso que eu queria.” Ele acariciou minha bochecha com o polegar. “Você é a única que amo, a única que já amei.” Quando ele olhou em meus olhos, meu coração pulou em minha garganta. Não sabia o que dizer naquele momento. Em minha cabeça, gritava para que ele me beijasse, para que me abraçasse e me dissesse que me ama uma e outra vez. “Você entende o que estou dizendo, Maggie?” Ele passava o polegar ao longo de minha pele, de maneira lenta e suave. “Eu te amava mesmo antes de saber que era amor. Eu te amava antes mesmo de sequer saber seu nome, antes de você dizer uma palavra.” O sorriso que ele me deu foi doce e genuíno. Só para mim. “Mesmo tão jovem sabia que você seria minha.” Senti lágrimas brotarem em meus olhos.


“Eu não queria dizer nada e estragar o que tínhamos. Acho que precisava de um empurrão para finalmente conseguir confessar.” Ele beijou o centro da minha testa. “Não queria estragar o que temos.” Ele se inclinou para perto novamente e fechei os olhos. O cheiro dele era masculino e levemente picante. “Saber que você é minha e que também me quer...” Seu grande corpo estremeceu. “Eu também não queria dizer nada.” admiti. Isso está realmente acontecendo. “Mesmo que você não tivesse me dito essas três palavras, Maggie, eu ainda teria ficado ao seu lado.” Ele pressionou levemente sua testa na minha, talvez para mostrar que estava aqui comigo. Meu coração estava na minha garganta. Levantei as mãos e agarrei seu bíceps. Seu corpo era quente e suave. Acariciei levemente sua pele. Felix sempre foi forte e cuidou de mim. “O que temos e partilhamos é tão real quanto qualquer outra coisa neste mundo.” Ele olhava em meus olhos. “Você é a única certeza em minha vida, não vou deixá-la ir.” Nos queríamos da mesma forma. Eu havia esperado e fingido que poderia viver sem desejá-lo desesperadamente. “Fique comigo.” sussurrei. Senti-o brincar com o cabelo perto do meu ouvido e calafrios correram por minha espinha. Sabia o que iria acontecer e estava


animada com as possibilidades. Também senti como se tivesse caído em buraco negro, sem chances de atingir o fundo. Mas eu estava bem com isso. “Para mim, sempre será você, Maggie.” Ele olhou para minha boca novamente. Senti as pontas de seus dedos acariciarem meu pescoço. Meu corpo estava em chamas. Entreabri os lábios e respirei. Ele ficou incrivelmente mais perto. Queria seu corpo pressionado no meu. Não haviam maneiras de negar que estávamos aqui e iríamos fazer isso. Estamos prestes a fazer isso? Deveria ter ficado envergonhada pelo som que deixei escapar. Era carente, mas também cheio de prazer. E o pau dele... Eu nem conseguia respirar. Era tão grande, tão duro. E tudo isso é para mim, por minha causa.


Capítulo 7 Felix

Só com você a realidade pode ser tão boa.

Dizer que isso parecia um sonho seria eufemismo. Minha garota correspondia meu amor e eu sabia o que estava prestes a acontecer. Podia sentir sua necessidade e excitação por mim. “Posso te beijar?” Sussurrei. “Você não precisa perguntar.” Gemi em voz alta, suas palavras me tocaram profundamente. Olhei seus lábios rosas e cheios, querendo me perder em nosso beijo. Queria beijá-la até que ela não conseguisse respirar, então ela ficaria ofegante e me agarraria, buscando estabilidade. Eu queria beijá-la, para que soubesse como é ser possuída pelo homem que a amava. Porra, eu queria me perder nela até esquecer meu nome. Desde o momento em que a vi, ela se tornou meu tudo.


“Podemos ir devagar ou rápido, como você quiser.” Levantei a mão e a coloquei em seu pescoço, puxando sua cabeça em direção a minha. Estávamos a apenas centímetros de distância, compartilhando o mesmo ar, seu cheiro doce me dominando. “Que tal começarmos com você me beijando?” A voz dela era baixa, quente. Então não me segurei mais. Inclinei-me em direção a sua boca. Emiti um gemido instantaneamente. Ela era tão perfeita, tão macia... tão minha. Maggie me amava. A garota por quem eu morreria, me queria. A maneira como ela ofegou contra minha boca me deixou excitado para caralho. Não tive dúvidas de que gozaria em meus jeans como a porra de um adolescente. “Segure em mim, querida.” Não pude não dizer. Ela colocou os braços ao redor de meu pescoço e ficou na ponta dos pés para nivelar nossa altura, assim eu tocaria em todo o seu corpo. Meu pau estava forçando em minhas calças, e eu queria mais. Eu precisava de mais dela. Meu controle começou a vacilar e sabia que se não o firmasse, eu poderia perdê-lo e estragar tudo. Eu não queria ir muito rápido, não queria ser bruto com o meu amor. Queria me certificar de que ela se sentisse bem e estava aqui comigo.


Ela cravou as unhas em minhas costas. Todo o meu corpo se contraiu e ficou mais quente. “Preciso tanto de você.” Eu disse e a levei para trás, em direção a cama. Eu emaranhei minhas mãos ao redor de seu cabelo, os tirando de suas costas. “Não pare.” Maggie gemeu contra minha boca. Gemi novamente. “Não tenho planos de fazer isso.” Meti a língua em sua boca, deixando um som gutural escapar. Coloquei minha outra mão em suas costas, mantendo-a perto. Nossas línguas se enroscavam, cada vez mais fundo. Ela gemeu para mim. Encontrei-me pressionando meu pau contra sua barriga, a suavidade de sua pele contra a dureza do meu pau fazendo minhas bolas contraírem. “Você não tem ideia do quanto quero você agora.” Afastei-me e olhei para seu rosto cheio de prazer. “Provavelmente tanto quanto eu quero?” Meu coração perdeu o compasso. “Quero que você seja minha primeira e única, Maggie.” Eu não tinha vergonha de admitir que nunca havia transado. Guardei-me para esta garota, para a oportunidade de mostrar-lhe com o meu corpo o que ela significava para mim. Nenhuma garota se comparava a ela, nunca sequer pensei em nenhuma. Sempre foi Maggie desde o início.


Eu era possessivo em relação a ela, obcecado por ela e não havia nada neste mundo que eu não faria por ela. “Deixe-me mostrar como você é especial para mim.” Olhei em seus olhos. “Também quero que você seja o meu primeiro, Felix.” Eu respirava com dificuldade. “Serei o seu único.” Reclamei sua boca novamente, beijei e acariciei sua língua com a minha. “Não suporto a ideia de você com alguém além de mim.” “Não quero ninguém além de você.” ela disse contra minha boca. "Sempre foi você." Fechei os olhos e gemi. Agarrei seu corpo novamente, enrosquei meus dedos em seus cabelos e beijei-a até ficarmos ofegantes. Minhas mãos estavam em seu pescoço, mantendo-a no lugar enquanto fodia sua boca. Este era o melhor termo para descrever o que eu estava fazendo. Seu corpo estava arqueado e seus seios pressionados contra meu peito permitiam-me sentir seus mamilos rígidos. Porra, eu a queria nua, seu peito contra o meu. Meu pau latejou como um filho da puta mais uma vez. Forcei-me a recuar e quebrar o beijo. Eu não queria, mas, mais uma vez, era necessário. Se eu não me controlasse, gozaria antes mesmo de começar. Maggie merecia mais do que isso.


Enterrei meu rosto em seu pescoço, inalei profundamente, ficando intoxicado pelo seu cheiro. “Leve-me para a cama.” ela sussurrou. Estávamos perto do colchão, então foi fácil levá-la até ele. Cobri seu corpo com o meu, querendo que as roupas que ela usava não estivessem ali. Me afastei e apoiei sua cabeça em minhas mãos. Meus antebraços estavam alinhados com meu tronco e nossos peitos já não se tocavam mais. Tudo que fiz foi olhar para ela. Ela era perfeita. E minha. “Quero ir devagar com você e fazer com que dure, mas não sei se consigo, baby.” Maggie se levantou e antes que eu pudesse compreender o que estava fazendo, ela se levantou e tirou a blusa. E então, eu estava olhando para seus seios. “Chegue mais perto.” Maggie disse suavemente. Andaria sobre brasa se isso a fizesse feliz. Cortaria meu braço se isso significasse que ela estava segura. Eu faria o que fosse necessário para ter certeza de que esta mulher sempre me olharia com amor em seus olhos. “Eu o quero o mais próximo possível, Felix.” E um segundo depois, eu estava com ela.


“Porra, querida.” Descansei minha testa em seu peito, ouvi seu coração batendo sob sua pele, e sentindo seu calor se espalhar. “Devemos ficar completamente nus, certo?” Havia um calor provocante em sua voz. Segurei um gemido. Eu queria tanto me afundar nela, até que não houvesse partes de seu corpo... que eu ainda não tivesse tomado como minhas. Mudei de posição e fui para o botão da minha calça. Depois de abri-lo e de puxar o zíper para baixo, parei. “Você tem certeza disso?” Imediatamente, ela assentiu com a cabeça. “Nunca estive tão certa sobre algo.” Ela tirou suas calças e a calcinha. Mudei de posição mais uma vez para tirar meus jeans e a cueca. Então, estávamos os dois nus, meus olhos estavam em seu corpo e os dela no meu. Eu estava petrificado enquanto olhava para a pele sedosa e perfeita que a cobria da cabeça aos pés. Sabia que não havia como controlar, pelo menos, me controlar. Minha excitação era tão grande que exigia todo meu autocontrole para não gozar. Olhei entre suas pernas, para sua buceta rosada e molhada. Os pelos que a cobriam estavam aparados e era de um loiro escuro. E eu podia ver seu clitóris ligeiramente saliente. Por mim. Por minha causa.


Levantei o olhar para sua barriga lisa, percorri o caminho desde seu umbigo, até parar em seus seios grandes e fartos. Tudo nela é perfeito. “Preciso de você.” ela disse, e eu gemi. “Caralho, baby.” Eu não queria fazê-la esperar, e com certeza também não queria esperar. Ambos estávamos muito necessitados. Cristo. “Eu nunca vou me cansar de você.” admiti livremente. Não tinha vergonha de como me sentia ou o quanto desejava esta garota. “Fique comigo, Felix. Me ame.” Minha

garganta

apertou.

Minhas

emoções

ameaçaram

transbordar. “Preciso ir devagar e com calma, fazer amor com você.” “Quero que perca o controle. Preciso que seja autêntico e que não tente conter-se.” Ela estava arfando. “Porque é como me sinto neste momento, Felix.” Porra, eu poderia ter caído de joelhos bem na sua frente. Queria que este momento fosse muito especial e memorável, mas eu estava muito excitado por ela. Nunca em minha vida senti que perderia o controle, mas, neste momento, sabia que não poderia controlar o que estava prestes a acontecer. Com Maggie, tudo o que conseguia pensar era libertar minha paixão por ela - no sentido mais físico - que tinha ficado reprimida por todos esses anos.


E graรงas a Deus, ela estava lรก comigo.


Capítulo 8 Maggie

“Você é tão linda.” Felix me disse, sua voz profunda estava ligeiramente rouca. Olhei para seu corpo, todos os músculos tensionados, a pele dourada e tatuagens que me deixavam de joelhos bambos. Poderia ter dito a mesma coisa a ele, mas me senti boba de chamálo de lindo. Ele era mais do que isso. Ele era bruto, mas também era suave o suficiente para ser chamado de bonito. Ele estava em forma, sem sequer tentar. E o que ele tinha lá embaixo... Engoli com dificuldade, um nó súbito na garganta. Seu pau era enorme, longo e grosso, ligeiramente maior que a ponta. “Você está me olhando como se nunca fosse se cansar disso.” ele disse, sua voz ainda mais rouca do que alguns segundos atrás. “Eu acho que nunca irei.” eu admiti honestamente. “Porra, querida.”


Meu coração acelerou em meu peito. Então, ele pegou seu pau. Mesmo sua mão grande não fazia seu membro parecer menor. Cada parte de mim estava ora quente, ora fria. Essas ondas de emoções e sensações estavam me derrubando. E a maneira como ele me olhava... como quem não se cansaria ou enjoaria. Esse pensamento me fez corar. Eu não conseguia pensar direito, mas, novamente, não precisava fazer nada além de apreciar o agora. Vamos fazer isso, vamos finalmente ficar juntos. Eu sabia que isso me mudaria para sempre. Isto mudaria para sempre a nossa relação. “Eu te quero tanto.” Felix largou sua ereção enorme e se aproximou de mim. Senti seu perfume rico e inebriante. Deixei-me levar. “Acho que já esperamos por muito tempo.” Eu disse, e era a verdade. Estava pronta para isso. Percorri seus braços com as mãos, sentindo os músculos tensos sob a pele tatuada. “Nunca estive tão pronta quanto estou por você.” Eu estava molhada, tão ensopada que minhas coxas estavam escorregadias. Isso tudo era por causa de Felix. Tudo por ele. Ele produziu um som grave em seu peito, parte homem, parte animal feroz. Nossas respirações ficaram mais intensas, e eu sabia sem sombra de dúvida de que isso me excitava profundamente. Na melhor das maneiras.


Então, ele estava em mim, seu corpo grande cobrindo o meu, suas mãos no meu peito, sua boca na minha. Ele beijou-me por longos segundos, mergulhando sua língua dentro e fora de minha boca, tomando-me, fazendo-me dele em todos os sentidos. Minhas pernas estavam abertas para ele. Senti seu pau na minha buceta. Ele estava quente e duro. “Oh sim, Maggie.” Ele gemeu contra minha boca. “Posso sentir o quão molhada você está por mim.” Ele lambeu meu lábio inferior, e não consegui segurar um gemido. Ele passou seus lábios sobre meu queixo e começou a beijar meu pescoço, logo abaixo do meu ouvido. Correu a língua ao longo de minha pele, me mordendo suavemente, até que um arrepio percorreu todo o meu corpo. Felix se mexeu e seu pau deslizou entre minhas pernas. Senti sua tensão, e nós dois engasgamos. “Você está em chamas por mim.” “Estou.” eu disse honestamente. “Preciso de você.” Ele começou a pressionar sua ereção contra a minha buceta por longos segundos, enquanto pressionava sua boca na minha. “Quero fazer com que seja bom para você.” A voz dele estava tão rouca e profunda. “Você já está fazendo.” Eu não ia mentir. “Quer que eu torne isto ainda melhor?” ele perguntou em minha boca, seus lábios mal tocando os meus, seu hálito quente e picante como canela.


Eu estava nas nuvens, não conseguia pensar direito, muito menos responder. Consegui acenar com a cabeça, deixando escapar um som involuntário. Minhas mãos estavam tremendo, mas me sentia corajosa e ousada por nossa paixão. Senti o suor começar a se formar em minhas têmporas e entre meus seios. Felix baixou seu olhar para os meus seios, e eu me perguntei se ele podia ouvir minha respiração. “Você está suando.” Ele ainda encarava meus seios. Segui seu olhar para ver o que ele ainda encarava. Gotas de suor já estavam formadas, e antes que pudesse dizer algo ou me mover, Felix estava falando novamente. “Eu quero lambê-las, Maggie.” Então, ele olhou para mim. “Você me deixaria fazer isso, querida?” Ele inclinou-se ligeiramente, seu tronco me pressionando ainda mais na cama. “Gostaria de sentir minha língua em você, lambendo seu suor, a evidência do quão excitada você está por mim?” Um arrepio percorreu todo o meu corpo. Quem poderia adivinhar que ouvir Felix dizer que queria lamber a minha pele, enxugar o suor do meu corpo poderia ser tão sexy? Ouvi meu coração batendo em meus ouvidos, o senti em minha garganta. Concordei, mostrando-lhe sem palavras o que eu queria. Seu olhar estava fixo no meu. Então, senti sua língua em mim. Fechei meus olhos e caí completamente de volta na cama. Agarrei os


lençóis, cada parte de meu corpo parecia ainda mais viva. Felix lambeu o vale entre meus seios, sua respiração estava ofegante e os barulhos vindo dele eram animalescos. “Até mesmo seu suor é doce, querida.” Abri minha boca e busquei ar, sentindo tontura. Mas ele não parou por aí. Ele continuou a lamber a minha pele, meu pescoço, a curva dos meus seios e mais abaixo. Ele correu a língua sobre minha barriga, mergulhou em meu umbigo e agarrou minha cintura com suas mãos grandes, me segurando, me fazendo ceder a este abuso erótico. Mas eu queria mais. Queria muito mais. E quando senti sua boca em minha buceta, seu hálito quente e rápido me fez curvar os dedos do pé. Eu poderia ter gozado naquele momento, mas estava me controlando agora. “Você quer minha boca em você, Maggie?” Eu senti as vibrações de sua voz no meu clitóris. “Sim, Felix.” Estendi a mão e agarrei seus cabelos. Ele foi lambendo minha fenda, passando a língua bem em meu centro e, em seguida, mantendo a boca sobre o meu clitóris. Choraminguei enquanto um orgasmo me atingia e roubava cada grama da minha sanidade. Eu não conseguia pensar e respirar. Puxei seu cabelo, mantendo-o contra mim, precisando de sua boca ali mesmo. Mesmo após um orgasmo, ele desceu sua boca até a minha abertura. Lá, ele mergulhou a língua, abrindo os lábios de minha buceta com os dedos, me fodendo com a boca.


“Nunca vou me cansar. Nunca.” Ele passou as mãos em volta de meu pescoço e beijou-me feroz e possessivamente. Senti meu gosto em seus lábios, um sabor doce e almiscarado que renovou meu calor e me fez querê-lo aqui e agora. Neste ritmo, acho que eu não seria capaz de andar em linha reta amanhã, ou de fazer qualquer outra coisa.


Capítulo 9 Felix

Eu vou fazer o mundo se ajoelhar aos seus pés.

Eu não estava nem dentro dela ainda, e já estava tentando não gozar. Minhas bolas estavam apertadas contra meu corpo, e eu estava tendo um inferno de um tempo difícil tentando me manter no controle. “Eu poderia gozar agora, Maggie.” eu disse honestamente. Eu queria que isso durasse. Eu queria sentir sua buceta apertando meu pau, ordenhando-me porque ela queria meu esperma a enchendo. Ela fez o som mais quente. Era um de necessidade... de querer. “Estou pronta para você, Felix. Eu preciso de você.” Não pude me impedir de gemer com essas palavras. Eu corri minha língua

ao

longo

de

seu

lábio

inferior,

querendo

sua

boca

desesperadamente. Eu estava tenso, meus músculos esticando sob a minha pele. Meu pau estava tão duro, e eu senti o pré-sêmen na ponta. Olhar para a cara dela me mostrou que ela estava ali na borda. Suas bochechas estavam de uma cor-de-rosa linda, e suas pupilas estavam


dilatadas. E os lábios dela... foda-se, seus lábios estavam vermelhos e inchados dos meus beijos. Eu queria que ela soubesse que era minha. Droga, eu queria que todo mundo soubesse, e percebesse que o que tínhamos estava gravado em pedra. “Não me envergonho de admitir que sou possessivo com você, Maggie.” disse quando eu olhei nos olhos dela. “Na verdade, eu tenho orgulho desse fato. Adoro saber que eu iria até os confins do inferno se isso significasse que eu poderia mantê-la para sempre.” Ela começou a respirar mais forte, e eu deslizei minha mão entre nós e passei meu dedo ao longo de sua fenda. “Porque, tão bárbaro quanto parece, possuo você e você me possui.” Agarro meu pau, e alinho com o buraco de sua buceta e me acalmo. Sua buceta estava quente e me sugava. “Mesmo que você ainda não esteja em mim.” ela disse sem fôlego. “É uma sensação tão boa.” Eu gemi ao ouvir as palavras dela. Mergulhei minha língua dentro de sua boca, forçando-a a levar tudo. Estava cansado de esperar. Precisava de meu pau na buceta dela.


“Maggie, querida.” eu gemo contra sua boca, meus quadris pensando por si só, querendo enterrar meu pau dentro do apertado calor virgem dela. “Querida, eu preciso estar dentro de você.” Ela correu a língua ao longo do meu lábio, e todo o meu corpo tremeu em resposta. “Abre para mim.” “Quer que eu abra?” Ela estava me provocando. “Tão ampla quanto puder, querida.” Ela soltou uma doce rajada de ar, e eu sabia que ela estava perdendo o controle. Com a ponta do meu pau em sua entrada, não queria esperar mais. “Pare de pensar sobre isso e faça.” Ela arqueou, pressionando seus seios contra meu peito. Eu flexionei meus quadris para a frente, empurrando meu pau profundamente nela. Ela gritou de dor, e amaldiçoei-me por não ter controle e não ir devagar. “Não, eu estou bem. Não pare.” Sua buceta era tão apertada, tão molhada. Ela estava tão quente, tão preparada para mim, eu quase gozei logo depois. “Felix.” ela gemeu, cabeça jogada para trás, seus lábios separados. “Você está bem? Não te machuquei muito?” Ela balançou a cabeça, seus olhos ainda fechados, peito subindo e descendo rapidamente. “Não. Estou bem. Só não pare.”


“Eu nunca pararei, porque você é minha.” Estava totalmente dentro dela agora, minhas bolas pressionadas contra sua bunda, sua buceta apertando meu pau. “Me abrace, cave suas unhas em mim, me faça doer, também.” E ela fez exatamente isso. Eu assobiei, amando o aguilhão de dor. “Eu preciso que você se mova. Eu preciso que você faça amor comigo, me foda.” “Caramba, menina. Não pode dizer isso para mim ou eu vou gozar agora.” Comecei a mover dentro e fora dela, lentamente, suavemente. Meu prazer estava se construindo. Precisava manter a calma, me certificar de que isto fosse bom para ela, mas era difícil de controlar. Abaixando meus ombros, inclino minha cabeça e reivindico sua boca enquanto eu metia dentro e fora dela. Meu pau estava tão duro que doía. “Assusta você, saber que quero te encher com minha porra? Te assusta que eu quero fazer você cheirar a mim, estar marcada por mim?” Eu meti especialmente duro nela. Ela ofegou e pareceu apertar mais, cavando suas unhas mais profundo. “Não.” Ela olhou nos meus olhos. “Isso me excita.” “Merda, você me faz sentir tão bem.” A sensação de sua buceta apertando meu pau, e dela querer isto tanto quanto eu, me fez subir mais alto que uma pipa. “Deus, Felix.” ela respirou.


“Só eu, baby.” “Isso é tudo que eu quero.” “Eu quero estar tão profundamente dentro de você, que nada mais importará, exceto nós dois.” “Nada mais importa, Felix.” Eu sorri para ela. Ela estava tão certa sobre isso.


Capítulo 10 Maggie

Houve dor. Mas o prazer anulou qualquer outra coisa. “Fique aqui comigo, baby.” Felix disse em uma voz profunda, a tensão no seu rosto era clara, bem como o prazer. “Estou aqui.” Ele empurrou devagar e com calma, e eu jurei que ele estava segurando a respiração. O calor começou a construir dentro de mim, o desconforto ainda estava lá, mas não tão poderoso como inicialmente. Ele era grande e grosso, atingindo partes de mim que fazia meus dedos tremerem e meu coração acelerar. “Você é tão gostosa.” Ele fechou os olhos e gemeu baixinho, e esse som fez meu pulso bater bem no meu clitóris. “Toque-me, Maggie.” ele disse e abriu os olhos. “Segure em mim enquanto eu faço amor com você.” Ele se inclinou mais perto de minha boca. “Enquanto eu te fodo.” Um arrepio perpassou através de mim.


Eu coloquei minhas mãos em seu bíceps, minhas unhas em sua carne. Eu o queria tão perto quanto ele poderia estar. Ele começou a puxar fora de mim; então, justo quando a ponta estava alojada no meu corpo, ele empurrou de volta, lento e fácil, suave e doce. “Não precisa ser tão gentil, Felix.” Ele aliviou, e sabia que eu o tinha chocado. Ele tinha empurrado fundo, tinha dado alguns mergulhos fortes em mim, mas eu sentia que ele estava se segurando. Eu sabia que ele estava tentando ser doce comigo. “Mas devagar e com calma é bom, também.” Eu sorri. “Só quero que fique do jeito que você quer.” Ele enterrou seu rosto na dobra do meu pescoço novamente, e enrolei meus braços ao redor dele. “Você me tem, tudo de mim, até o fim dos tempos.” Ele começou a se mover a um ritmo constante, então, e à medida que os segundos se moviam e a intensidade do meu prazer aumentava, eu apenas me deixava sentir. Uma centelha de prazer bateu em mim, e eu não consegui manter meu gemido. “Está bom, baby?” ele perguntou contra meu ouvido, sua voz sem fôlego. “Tão bom, Felix.” Ele empurrou lentamente dentro e fora de mim e virou a cabeça, então ele poderia pressionar sua boca na minha. Esse sentimento de ser preenchida, esticada e consumida foi tão monumental que meus olhos giraram na minha cabeça.


Ele era duro, onde eu era macia. Ele era a masculinidade, onde eu era a feminilidade. Meus músculos internos apertaram em torno dele, e ele empurrou profundo e duro. Era uma sensação tão boa... para mim. Felix se retirou uma polegada. A cabeça bulbosa do pau dele estava bem na minha entrada. Mantendo meu olhar com o dele, ele empurra bem fundo e duro mais uma vez. Eu me mexi na cama, choramingando no processo. Ele entrou quase todo novamente e, em seguida, retirouse. Várias vezes ele fez isso, mais rápido e um pouco mais profundo com cada movimento. Eu fechei os olhos, mas um rosnar na parte traseira da garganta dele me parou. “Olhe para mim. Olhe nos meus olhos enquanto eu te levo, Maggie.” Ele se inclinou e me beijou novamente. “Te amo tanto.” Ele me beijou de novo. “Você é minha vida.” Ele voltou para dentro de mim. Felix levantou-se, apoiou as mãos ao lado da minha cabeça e olhou o comprimento de nossos corpos. Ele observou quando ele mergulhou seu pênis na minha buceta. Eu jurei que ouvi um rosnado deixá-lo. “É tão quente assistir meu pau entrar em você.” Sua cabeça ainda estava abaixada, mas ele levantou apenas para colocar os olhos em mim. “E ver aquele sangue da sua virgindade em cima do meu pau...”


Ele estremeceu. “É a coisa mais quente, Maggie.” Ele voltou a ver o que estava acontecendo entre corpos... onde ele estava enterrado. Ele fez isso por momentos longos e prazerosos. Mas então ele fez esse som baixo no fundo de sua garganta, agarrou minha cintura e me virou. Ele cobriu minhas costas com o peito. Foi apenas um segundo antes de senti-lo chegar entre nós e colocar o seu pau de volta na minha buceta. Com a minha cabeça para o lado, seu corpo pressionado ao meu, e a sensação de seus quadris, movendo-se para a frente e para trás contra mim, senti-me começar a subir para a superfície de outro orgasmo. “É isso.” ele sussurrou. “Você está tão quente e molhada e tão lisa para mim.” Ele começou a empurrar e puxar mais rápido, mais duro. “Você é minha.” Ele moveu meu cabelo para longe do meu rosto e lambeu o escudo do meu ouvido. O cheiro de sexo e suor encheu a sala. Os sons da nossa respiração pesada nos cercaram. A paixão entre nós era intensa, tão tangível, que a senti lamber e tocar a minha pele como mil mãos. O som do seu pau em mim, me fodendo, consumiu cada parte do meu ser. Era uma sensação cheia de prazer erótico, auditiva. Ele apenas manteve-me na minha barriga por alguns momentos antes dele virarme de costas novamente. Eu gostei do jeito que ele estava tomando o controle, movendo-me da forma que queria que eu fosse. Era quente.


Olhei para Felix, assistindo ao movimento de seus músculos se flexionando sob sua pele e não consegui parar de correr minhas mãos sobre sua forma enorme, impressionante. “Diga-me que você vai gozar para mim novamente, baby?” Felix puxou para fora de mim. Concordei em primeiro lugar, pensando que eu não poderia encontrar minha voz. Fechei os olhos e respirei duramente, querendo saber onde eu estava agora. “Sim, eu vou gozar novamente.” E eu iria gozar tão duro, tão feroz, que eu sabia que rivalizaria com o meu primeiro orgasmo. “Sim, querida?” Concordei, ofegando ao mesmo tempo. “Então, goze para mim, sobre todo o meu pau. Derrame seu creme em mim, baby.” E assim, de repente, eu fiz. Meus músculos internos apertaram em torno dele, e ele grunhiu em resposta, sua pélvis batendo duro contra mim. “Oh merda, Maggie.” Ele fechou os olhos, o maxilar apertado firmemente. “Estou gozando.” Forcei-me a manter meus olhos abertos. Eu queria vê-lo gozar por minha causa. Ele gemeu novamente, contra mim, esvaziando-se em meu corpo. “Te amo tanto.” Ele empurrou profundamente.


Eu o queria tão alto quanto eu estava. “Bom. Pra. Caralho.” Ouvi suas palavras e senti seu corpo em mim, sob mim, levando-me novamente. Não foi tão intenso quanto as últimas vezes, mas era a mente e o corpo controlando. “Você é tão perfeita.” Seus olhos ainda estavam fechados, mas o êxtase estava claro em seu rosto. Meus músculos internos apertaram-se, e nós dois gememos. “Você sempre vai ser minha, e eu sempre serei seu.” ele parecia dizer isso a si mesmo. “Oh merda, Maggie. Assim. Aperte meu pau, ordenhe meu esperma.” Suas palavras sujas foram um afrodisíaco instantâneo em mim. Com seu enorme corpo por cima do meu, senti cada músculo duro nele tencionar ainda mais quando ele alcançou seu pico. “Sim,” eu sussurrei. Ele estava enterrado profundamente em mim, me enchendo, fazendo-me dele. Depois de longos segundos Felix finalmente relaxou em cima de mim, sua forma enorme, musculosa, e eu tão pequena, me fazendo sentir quente e segura. Estávamos suados, nossa respiração irregular. Tudo o que eu queria fazer era ficar assim, estar em nossa própria bolha onde nada poderia nos tocar. “Eu provavelmente vou esmagar você, querida.” Antes que eu pudesse protestar, Felix saiu de mim, mas manteve-me contra ele. “Te amo tanto”, ele sussurrou contra meu ouvido.


Eu sorri e fechei meus olhos, nada mais importava exceto este momento. Eu poderia ter ficado assim para sempre. Não havia um único lugar em mim que não queria o seu toque, seu cheiro, seu tudo. “Eu nunca vou ter o suficiente”, ele sussurrou no alto da minha da cabeça. Eu puxei para trás e olhei para ele. Ele já estava me encarando. O sorriso que ele me deu fez-me ter a sensação de que tudo estava perfeitamente alinhado, como se tudo o que passamos, ou iríamos passar, valeria a pena. Isso fez valer a pena. “Ninguém se compara com você, Maggie. Ninguém.” Felix se moveu na cama e segurou o lado do meu rosto. Ele me puxou para perto, e não podia negar que adorei ser acolhida por ele. Eu amava tudo sobre ele. Ele me fez sentir aberta e viva, me fez sentir que havia tantas possibilidades neste mundo. “Eu quero você como minha, sempre, Maggie. Como minha esposa, minha parceira nesta vida, e a mãe dos meus filhos.” Meu coração parou totalmente com suas palavras. “Alma gêmea é uma palavra muito simples para expressar o que eu sinto por você.” Levantei minha mão e agarrei sua bochecha coberta de barba. Ela estava crescendo lentamente, e eu não podia negar que eu adorava. Isso me fez sentir especialmente feminina.


“E você é a minha.” Eu sentia o amor que ele tinha por mim. “Ter você na minha vida...” Ele fechou os olhos e balançou a cabeça ligeiramente. “Isso é tudo que sempre quis.” “Eu quero isso, também, tudo isso, Felix.” Ele me colocou ao lado dele, e eu adorei. Eu adorava a sensação de estar sem fôlego. Adorava a sensação de seu corpo grande contra o meu, fazendo-me sentir tão pequena, tão protegida. Só era uma pena que nós tivéssemos levado tanto tempo para chegarmos aqui. Mas nós estávamos aqui agora, e isso era tudo o que importava. A vida é muito curta para não ir atrás do que você quer.


Capítulo 11 Maggie

Felix envolveu seu braço ao meu redor e me puxou mais firmemente contra ele. Estávamos assistindo a um filme de um par de anos

atrás,

o

volume

demasiadamente

baixo

para

que

nós

conseguíssemos ouvir realmente o que estava acontecendo, mas não me importava. Só estar em seus braços era suficientemente bom para mim. Sempre tinha sido, e sempre seria. Ter Felix era algo que eu queria em todos os sentidos desde o momento em que eu sabia o que queria que isso significasse. Mas eu tinha tido muito medo, e eu viria perceber, o que era tê-lo. Olhei para cima da televisão, para o coração rosa que ele tinha desenhado há tantos anos orgulhosamente exibido em um quadro. Estava velho, as bordas desgastadas. Não estava tão vibrante de cor como costumava estar, mas para mim era a mais importante, mais valiosa posse que eu possuía. Como olhei para aquela foto todas as noites desde que ele me deu quando tínhamos seis anos...


Tinha sido minha salvação quando sentia que as coisas estavam caindo aos pedaços. Mesmo após todos estes anos, ainda olhava para aquele desenho e sabia que iria ficar tudo bem. Não precisava de minha família em minha vida, e ficou claro que eles não precisavam de mim também. Aquela situação ficou para trás, e Felix e eu estávamos seguindo em frente. Mas agora realmente tínhamos um ao outro em todos os sentidos, e senti que isso era exatamente onde minha vida deveria estar. Nós podemos não ter um monte de dinheiro ou viver no lugar mais agradável, mas tínhamos um ao outro, e isso era o que importava. Um dia teríamos tudo o que merecemos. Temos os nosso diplomas que estávamos trabalhando duro para conseguir, temos nosso próprio lugar que chamamos de lar, mas o mais importante, sempre estávamos um ao lado do outro. Não havia nenhuma outra opção para nós, a esse respeito. “No que você está pensando, baby?” Felix perguntou em uma voz sonolenta. Me movi para que eu pudesse enfrentá-lo. Estávamos no sofá, que era tão pequeno, que mal cabia o corpo grande de Felix, mas fizemos dar certo entre nós dois. Ele tinha a mão na minha coluna, sua palma enorme espalhada ao longo de minha carne exposta, onde minha camisa tinha subido. Ele usou sua força para se certificar de que eu não caísse, mas também sabia que ele me seguraria... porque ele me amava. Via isso nos olhos dele cada vez que ele olhava para mim.


A sensação do calor do seu corpo infiltrou-se em mim, e mudei minha mão entre nós para descansar em seu peito exposto. Ele usava um par de calções de ginástica, seu corpo muito masculino, muito musculoso em exposição. Dizer que eu cansei de vê-lo desta forma, rastreando meus dedos sobre as múltiplas tatuagens que ele tinha e as novas que ele continuava fazendo, seria uma mentira deslavada. “O que tem em mente, querida?” ele perguntou baixinho e deslocou um pouco para que ele pudesse pegar meu rosto com a outra mão. “Eu estava pensando sobre o quanto eu amo você.” Ele fez um som profundo na sua garganta, inclinou a minha cabeça para trás e devorou minha boca com a dele. Ficamos assim por longos minutos, as nossas línguas movendo-se juntas, nossa respiração misturando-se e o calor se intensificando no quarto. Quando ele se afastou, chupei uma respiração profunda. Senti quão pronto ele estava para mim, sua ereção pressionada em minha barriga, dura, longa, grossa. Mas ele não faz nada de movimento para ter sexo comigo, para minha decepção. Em vez disso, ele só olhou para mim, o amor em seu rosto tão tangível, que não havia dúvida em minha mente que ele faria qualquer coisa por mim. Da mesma forma que eu faria por ele. “Você é minha alma gêmea.” ele finalmente disse. “Eu faria qualquer coisa por você, porque vê-la feliz, ver esse sorriso no seu rosto só para mim, faz tudo valer a pena.”


Este homem tinha uma maneira de dizer as coisas que fazia meu coração palpitar. “E apesar de que tudo o que eu quero fazer é casar com você agora, te fazer minha em todos os sentidos da palavra, eu sei que há muita coisa acontecendo em nossas vidas.” Ele levantou minha mão e trouxea à boca. Ele beijou cada dedo enquanto olhava nos meus olhos. “Mas só sei disso: você é minha para sempre. Eu não vou a qualquer lugar, baby.” Ele me abraçou, e pressionei meu corpo rente ao seu. “Bom, porque você está preso a mim.” O som da sua risada era profunda e vibrou contra meu ouvido. Estar com Felix fazia tudo parecer certo. Sempre pareceu, e eu sabia que sempre seria assim.

****

Felix Somente digo que você vai ser minha.

“Precisa de alguma coisa?” ela perguntou da cozinha. “Só de você.” eu respondi. Ela riu, mas eu sabia que ela gostava de me ouvir dizer essas coisas, tanto quanto eu gostava de dizer a ela.


Maggie entrou na sala de estar e passou por mim, estendi a mão e puxei-a para meu colo. Ela fez um pequeno som doce. Eu a abracei apertado, a puxando de volta em minha direção, querendo protegê-la. Ficamos lá por longos segundos, esta atmosfera reconfortante, serena, nos cercando. Pelo menos era para mim. Senti que uma distância estava crescendo nela. Ela estava quieta, e soube então que ela estava pensando em sua família. Ela sempre ficava assim quando pensava sobre eles. Desde nossa graduação e nossa mudança, a família dela não tentou manter contato com ela. E mesmo quando ela passou férias com minha família e eles gostavam dela como sua própria, minha namorada odiava que sua família era do jeito que era. Me mexi, então estaria deitado no sofá. Estendi a mão para ela e segurei a sua na minha, esfregando meu polegar ao longo de sua carne. “Você está pensando sobre a sua família?” Finalmente perguntei, mesmo que eu já soubesse a resposta. Ela ficou em silêncio por um segundo antes de responder. “Infelizmente, eu estou.” Por longos segundos apenas segurei-a, acariciando minha mão ao longo de seu braço, sentindo-a se arrepiar. “Não precisa deles em sua vida se eles fazem você questionar como se sente sobre si mesma.” Eu peguei sua mão na minha. “Não até tentarem entrar em contato novamente, Felix.”


Eu beijei o topo da sua cabeça. “Eu sei, querida, e eu sinto muito sobre isso.” Ela deslocou ainda mais para poder olhar em meu rosto. Eu mantive a minha mão em suas costas, mantendo-a perto de mim, querendo-a sempre desse jeito. “Eu estarei aqui para você não importa o quê, e eu nunca vou deixar você para baixo.” O sorriso que me deu iluminou o quarto. “Eu sei. E eu estarei aqui para você, Felix.” Ela suspirou suavemente. “Eu queria que às vezes as coisas fossem diferentes. Mas para ser honesta, não se trata de não vê-los ou falar com eles, que me incomoda. É o fato de que, se eu não tivesse você na minha vida, eu seria realmente sozinha.” Eu segurei a parte de trás da sua cabeça, mantendo-a presa em meu peito, então ela estava descansando bem sobre meu coração. “Você sente isso?” Após um segundo, ela assentiu com a cabeça. “Bate por você. Só por você. E não vou a lugar nenhum. Este mundo não significa nada sem você na minha vida, ao meu lado.” “Eu me sinto da mesma forma, Felix.” Eu sabia que ela se sentia, e fez-me o homem mais sortudo do mundo. Eu me ajustei somente para que ela puxasse para trás e olhasse para mim.


“Case comigo.” Certamente não foi do jeito que eu queria fazer, ou como me vi pedindo. Diabos, poderia ter feito isso anos atrás, se esta foi a rota que eu tinha planejado para tê-la. Mas qual era o ponto sobre esperar? Podemos não ser ricos, ou viver, no mínimo, generosamente. Talvez eu não tenha o dinheiro ainda para dar-lhe o anel que ela merecia, mas nós tínhamos um ao outro. “Eu queria me casar com você por tanto tempo que está impresso em mim. Está no meu DNA.” Ela não falou, e eu me preocupava que eu a tivesse assustado ou, inferno, tenha a feito surtar. “Certamente não vi esse momento indo desse jeito, no sofá, com um filme na TV.” Ela sorriu para mim, e eu me senti como um homem de verdade porque eu tinha feito isso, ela sentia um pouco de felicidade. Eu pus as mãos na bochecha dela e olhei nos seus olhos. “Já sou o homem mais feliz do planeta por sua causa, mas se você vai ser minha esposa, eu vou ter certeza de que você será sempre tratada como uma rainha.” Ela começou então a soluçar, e me preocupei que poderiam não ser lágrimas de felicidade. “Merda, Maggie, não quero que chore.” Ela sacudiu a cabeça, fechou os olhos e sorriu. “São lágrimas de felicidade.” “Eu estive economizando para um anel digno de estar no seu dedo, e eu vou continuar fazendo isso, mas eu tinha que perguntar.” Ela abriu os olhos, e antes que pudesse dizer alguma coisa, ela veio para cima de mim. Ela colocou as mãos em meu rosto e me beijou.


“Claro que vou casar com você.” ela disse contra minha boca, a salinidade de suas lágrimas felizes tornando este momento mais especial. Enrolei meus braços ao redor dela, puxei-a mais perto, então ela estava deitada no meu peito e não pude evitar o sorriso que cobriu meu rosto. “Você nunca estará sozinha.” E eu quis dizer isso com cada parte de mim, com todo o amor que eu tinha por esta menina. Onde ela fosse, eu iria. Isso é como era, e é como sempre seria.

****

Felix Eu aceito

Maggie era o amor da minha vida. Ela sempre tinha sido. Ela sempre seria. Ela era o tipo de pessoa que poderia mudar outro ser humano, só por estar na sua presença. E ela seria sempre minha. E não havia nada neste planeta que poderia me afastar dela.


Eu fechei meus olhos, disposto a me acalmar e respirar lentamente. Este era o dia dela. Este era o momento que eu sempre tinha imaginado. Quase dois anos se passaram desde que eu tinha proposto a ela no sofá. Parecia ter levado uma vida inteira para chegar a este momento em nossas vidas, mas tinha sido uma viagem infernal. E embora eu ficaria feliz de ir ao tribunal para oficializar isso, Maggie merecia um casamento de verdade. Ela merecia tudo, e então eu iria me esforçar o resto da minha vida para tornar isso possível. Eu tinha guardado um anel personalizado feito para Maggie porque eu queria que ela tivesse algo único e tão especial quanto ela. Trabalhei pra caramba para poupar dinheiro, certificando-me de que estávamos fazendo o melhor e poderíamos dar continuidade a este próximo passo em nossas vidas. E finalmente estamos aqui, juntos, para sempre. Olhei para a mulher que eu amava mais do que qualquer outra coisa. Ela estava linda em seu vestido de renda branca, o véu cobrindo seu rosto. Levantei o material delicado por cima de sua cabeça, e ela me deu o sorriso que iluminou a sala inteira. Enquanto o juiz de paz falava para nós e para o público - apenas um punhado de nossos amigos e minha mãe e meu pai - eu só podia olhar Maggie. Eu estava perdido nos olhos dela, tão apaixonado por essa garota que não havia nada que eu não faria por ela. Ela não conseguira falar com a família dela, mas ela tinha a mim e a minha, e lhe demos o


máximo de amor possível. Dei-lhe tanto quanto pude, tanto, que eu me perguntava se a sufocava. Então era hora de repetir os votos e trocar alianças, e eu senti meu coração bater mais rápido contra as minhas costelas. “Sim.” ela disse suavemente, seu sorriso só para mim. Pus o anel, apertei sua mão e respirei lentamente. “Nunca houve um tempo onde eu questionei o que eu sentia por você.” Olhei em seus olhos azuis. Ela pareceu surpresa, mas novamente, eu não disse a ela que eu tinha escrito os meus próprios votos. Trazendo as mãos para a minha boca, eu beijei seus dedos suavemente. “Desde o momento que você entrou em minha sala de aula, todos aqueles anos atrás, eu sabia que você era especial, que você seria minha.” Uma lágrima começou a deslizar por sua bochecha, e limpei-a. “Você sempre será a única para mim, e a cada dia meu amor por você cresce dez vezes.” Ela sorriu mais amplo dessa vez, outra lágrima rastejando por sua bochecha. “Maggie Elizabeth, você é a única para mim. Você sempre foi e sempre será.” Puxei-a para o meu corpo, segurando-a firmemente. “Sim.” Finalmente disse as palavras, e nossos convidados riram suavemente. “Agora você pode beijar a noiva.” Graças a Deus. Eu fiz exatamente isso, beijei-a até que ela estava sem fôlego, até que ela estava agarrada a mim por apoio. Beijei-a como se ela fosse meu mundo... porque ela era.


Epílogo Felix

Vários anos depois

Este é o início do resto de nossas vidas. Minha esposa. A mulher que eu amava mais do que qualquer outra coisa. Meu mundo inteiro. Eu sempre soubesse que Maggie era meu destino... minha alma gêmea. Eu a puxei para perto e inalei profundamente. Ela se encaixava perfeitamente em mim. Tínhamos acabado de fazer amor e tudo o que eu queria era estar com ela novamente. Não porque eu era um bastardo, mas porque eu queria mostrar-lhe como o meu corpo era dela do mesmo jeito que ela era minha. Eu passei a minha mão pelo braço dela, escorregando meus dedos entre os dela e erguendo a sua mão. Olhei para o anel. Não era o maior, e mesmo que ela merecesse uma pedra maior, eu escolhi este especialmente para ela - tinha feito personalizado, também.


Tudo que fiz foi por ela. Faziam vários anos que nós estávamos casados agora, e era tudo que eu já tinha pensado que seria... e muito mais. Estávamos ambos trabalhando em empregos estáveis, usando a graduação que tivemos e tínhamos uma pequena casa que havíamos comprado juntos. Tínhamos a casa, estávamos estáveis financeiramente, e eu estava pronto para dar o próximo passo com a mulher que eu amava. Eu já previa nosso futuro realizado. Eu podia ouvir a sua respiração tornar-se devagar e sabia que ela estava dormindo, mas eu também queria falar com ela sobre algo que tinha estado em minha mente por um tempo. “Maggie?” Eu disse suavemente. “Hmmm?” ela disse com uma voz sonolenta. Eu deslizei minha mão sobre a barriga dela e cobri a superfície plana com a palma da minha mão. Por um segundo, tudo que fiz foi sentir o estômago dela, movendo a mão para cima e para baixo suavemente enquanto ela respirava. “Como você se sentiria se eu dissesse que queria tentar um bebê?” Eu disse baixinho e senti-a ficar tensa. Ela se mexeu e virou em meus braços, e eu imediatamente coloquei minhas mãos ao lado do rosto dela. “A ideia de criar um bebê com você faz me feliz.” eu sussurrei. “Mas eu quero que sinta que este é o momento certo, também.” Ela levantou a mão e colocou por cima da minha, a que ainda estava na bochecha dela.


“Um bebê?” ela sussurrou. Eu sorri, o pensamento me fazendo sentir muito bem. “Sim, um bebê.” Eu me inclinei e a beijei. Afastando a mão do seu rosto, deslizei-a pelo lado dela, rocei os dedos pela curva e o arco de sua cintura e quadril, e movi-os para que minha mão voltasse a subir. “Eu quero meu bebê crescendo aqui.” Eu adicionei a menor pressão no estômago dela. “Eu quero um pouco de nós dois correndo por aí.” Ela apoiou a cabeça no meu peito. “Eu quero isso, Felix.” Ela levantou a cabeça e olhou para mim. “Eu quero que sejamos uma família... que tenhamos uma família.” Eu sorri, sentindo-me tão exultante que eu até mesmo não poderia conter-me. Rolei por cima dela, meu pau duro, meu corpo pronto para ela. Só para ela. Ela abriu as pernas, permitindo-me entre elas. Ela também estava molhada, uma combinação de sua excitação por mim e também do meu esperma. Eu tinha a enchido bem, certificando-me de que ela estava ensopada com minha porra. “Você terá que parar de tomar a pílula imediatamente.” murmurei. Corri o meu nariz para cima de seu pescoço, inalando aquele cheiro doce que sempre estava lá. “Você está sempre tão pronta para mim, tão preparada.” eu disse suavemente contra a orelha dela. Alcançando entre nós, agarrei meu pau e o coloquei na sua entrada. Puxando para trás, olhei para a cara dela, e depois de apenas um segundo, eu empurrei para dentro dela. Ela arqueou o peito e gemeu.


“Diga que você é minha.” eu disse e empurrei profundamente nela. Ela fez o som mais doce. “Felix.” Maggie gemeu meu nome, e eu grunhi em resposta. “Sou sua.” Beijei-a em seguida, reivindicando sua boca, seu corpo, sua alma. Ela era dona de cada parte de mim até a medula, e mostraria que minha devoção por ela era tão profunda quanto a dela. Esta vida não significava nada para mim sem Maggie ao meu lado. Não sei o que eu fiz para merecê-la, mas eu nunca a deixaria ir.

****

Felix E então havia três.

Não havia nada mais bonito do que ver minha mulher alimentando nosso bebê. Eu me inclinei contra a moldura da porta do berçário de Abigail, ouvindo Maggie cantarolar para nossa filha. Só passaram alguns meses desde que Maggie deu à luz a Abi, e nunca imaginei que eu poderia amar alguém tanto quanto minha esposa. Mas ver a minha filha nascer, sabendo que ela era uma pequena parte de nós, tinha meu amor transbordando. Minha filha. Minha esposa.


Minhas meninas. Maggie terminou a alimentação de Abi e colocou-a no berço. Ela olhou para a nossa menina por alguns segundos antes de sair. Envolvi meu braço em volta da cintura dela e puxei-a para o meu lado. Caminhamos alguns passos antes que eu parasse e a virasse de frente para mim. Por longos segundos não dissemos nada. Eu poderia olhar para ela para sempre. “Se pudesse voltar no tempo para quando vi você, eu iria só simplesmente me apaixonar por você novamente.” Puxei-a contra mim ainda mais, levantando a parte de trás da sua cabeça, para olhar nos olhos dela. “Se eu pudesse casar contigo novamente, casaria, só para poder te ouvir dizer ‘Sim’.” Eu ouvi sua respiração engatar. “Mesmo depois de todo este tempo ainda fico com borboletas na minha barriga por você.” Ela sorriu. “Isso nunca vai mudar, nem mesmo quando estiver grisalha e velha.” Inclinei e a beijei. “Não posso esperar para vestir roupas de treino combinadas com você, enquanto nós passeamos pelo shopping nos domingos.” Ela riu, e não pude deixar de seguir o exemplo. “Estou feliz que você já tenha planejado.” A seriedade me encheu. “Eu tive minha vida planejada desde o momento em que eu vi você, e sempre envolve você ao meu lado.” Eu a esmaguei contra mim e então, a beijei até ficar sem fôlego e a segurei. Precisando dela aqui e agora, levantei-a nos meus braços e a levei para o nosso quarto. “Querida, eu


preciso de você agora, porra.” Ela fez o som mais doce na parte de trás da garganta. “Eu preciso estar dentro de você.” Ela expirou, envolveu seus braços ao meu redor e eu sabia que ela já estava preparada para mim. Eu nunca conseguiria o suficiente dela. Ela era minha, e sempre seria.

Fim


You're Mine #1 Say You're Mine - Jenika Snow  
You're Mine #1 Say You're Mine - Jenika Snow  
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