Page 1

REUTILIZAÇÃO DA AREIA DE FUNDIÇÃO


FATEB - FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DE BIRIGUI

FATEB - FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DE BIRIGUI

DESENHO INDUSTRIAL

DESENHO INDUSTRIAL

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DO PRODUTO III

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DO PRODUTO III

Alex Sandro da Silva

Alex Sandro da Silva

Paulo César Alves Pereira

Paulo César Alves Pereira

Reutilização da Areia de Fundição Reutilização da Areia de Fundição Trabalho de conclusão apresentado ao Curso de Desenho Industrial para obtenção do título em Bacharel de Desenho Industrial, sob orientação do professor Me. José Eduardo Zago.

BIRIGUI/SP 2013

BIRIGUI/SP 2013


Folha de Aprovação

Reutilização da Areia de Fundição

Aprovado em ____/____/____

Dedicamos todo esse trabalho de Desenvolvimento

________________________ Prof. Luiz Carlos Teixeira

do projeto do produto a todos aqueles que durante o percurso de nossa caminhada não obtiveram perseverança, garra e determinação para superar os obstáculos.

________________________ Prof. Me. - José Eduardo Zago

De forma muito rica compartilharam sua amizade conosco e também em especial a todos os que nos apoiaram e prestigiaram a nossa busca ao conhecimento. Nada trago de meu próprio conhecimento nenhuma

________________________ Prof. Me. - Marco Franco Furtado

única vírgula, sou apenas um laço que une o conhecimento de outros que em forma de um buquê de flores ofereço a meus companheiros.


Agradecemos aos professores que no decorrer de todo esse período de formação contribuíram para o nosso conhecimento com seu entusiasmo e confiança valorizaram o nosso potencial e nos fizeram reconhecer a nossa importância perante o mundo. Agradecemos aos nossos familiares que no momento de nosso cansaço acrescentaram palavras de ânimo, compreensão, respeito para que nossa transformação profissional fosse alcançada. De forma especial não podemos jamais nos esquecer de nossos amigos e companheiros de trabalho que entenderam as situações que a cada dia passamos e nos apoiaram nos momentos em que mais precisamos com alegrias, nos mostrando de uma forma singela a amenização das tarefas.

Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas

Sobretudo a Deus nosso Pai que em sua infinita

tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não

bondade nos enriqueceu e fortaleceu nossa

em ter condições de êxito. Condições de palácio tem

caminhada nos iluminando e abençoando nossas

qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o

vidas para aperfeiçoarmos nosso conhecimento.

fizerem ali?

Nosso muito obrigado.

(Fernando Pessoa)


RESUMO

ABSTRACT

O presente trabalho sobre a reutilização da areia de fundição , tem como meta resolver o problema do descarte da areia de fundição, que é extraída da natureza e depois utilizada na industria de fundição e descartada nos aterros sanitários, gerando um problema de uso do solo e poluição ambiental. Para resolver este problema do descarte da areia de fundição foi utilizado a forma de reciclagem agregando 50% da areia de fundição e 50% da areia virgem no traço do concreto, para obter uma massa homogênea que possa ser utilizado na construção civil. De forma geral, o uso da areia descartada diminui volume dos aterros sanitários, retirando de circulação o material poluente agregando ao produto valor e funcionalidade, podendo-se utilizar esta base em várias áreas da construção civil como por exemplo, praças, casas, tijolos, reurbanização e outras de modo específico. Os de aterros sanitários estão acabando, e com esta reutilização teremos a diminuição da utilização dos cimentos, a diminuição dos custos e se apropriar dos meio em que vivemos e termos a obrigação de dar uma reutilização nos materiais descartáveis.

The present work on the reuse of foundry sand , aims to solve the problem of disposal of foundry sand , which is extracted from nature and then used in the foundry and discarded in landfills industry , creating a p r o b l e m o f l a n d u s e a n d e n v i r o n m e n t a l p o l l u t i o n . To resolve this problem of disposal of foundry sand recycling the form was used by adding 50 % of foundry sand and 50 % of virgin sand in the concrete trace to obtain a homogeneous mass that can be u s e d i n c o n s t r u c t i o n . In general , the use of discarded sand decreases volume of landfills , removing from circulation polluting materials adding value and functionality to the product , and we can use this base in various areas of construction such as squares , houses , bricks , redevelopment and other specific mode. The landfills are running out, and with this we reuse the decreased use of cements , the reduction of costs and appropriating the environment we live and we have the obligation to provide the reuse disposables .


Lista de Figura

Sumário

Figura 01 - Areia de Fundição.........................................................................................2 Figura 02 - Processo de Fundição.................................................................................3 Figura 03 - Moldes Mecânicos.......................................................................................4 Figura 04 - Material sendo despejado...........................................................................4

1. Introdução......................................................................................................................................1 1.1 Objetivos......................................................................................................................................1 1.2 Objetivo Geral 1.3 Objetivos Específicos

Figura 05 - Confecção dos Moldes................................................................................5 Figura 06 - Ejeção para confecção dos moldes...........................................................5 Figura 07 - Ciclo da areia................................................................................................6 Figura 08 - Resíduos ......................................................................................................7 Figura 09 - Cisternas Internas........................................................................................9 Figura 10 - Cisternas Subterrâneas...............................................................................9 Figura 11 - Cisternas Internas........ ...............................................................................9 Figura 12 - Cisternas Internas........................................................................................9 Figura 13 - Ferro de construção...................................................................................12 Figura 14 - Separação do produto 1.............................................................................13 Figura 15 - Separação do produto 2.............................................................................13

2 Pesquisa...........................................................................................................................................2 2.1 História da areia usada na fundição...............................................................................................2 2.2 Areia de fundição...........................................................................................................................2 2.3 Areia verde....................................................................................................................................2 2.4 Componentes básicos da areia de fundição....................................................................................3 2.5 O processo de fundição.................................................................................................................3 2.6 Confecção dos moldes....................................................................................................................5 2.7 Ciclo da areia para a industria de fundição.....................................................................................6 2.8 Consumo da areia..........................................................................................................................7 2.9 Utilização da areia..........................................................................................................................7 2.10 Os resíduos da industria de fundição............................................................................................7

Figura 16 - Mistura da areia ..........................................................................................13 Figura 17 - Mistura da areia virgem e areia de fundição.............................................13 Figura 18 - Granulação do Material...............................................................................13 Figura 19 - Homogeneização do Material.....................................................................13 Figura 20 - Obtenção do Material..................................................................................13 Figura 21 - Poste de Iluminação....................................................................................16 Figura 22 - Coqueiro.......................................................................................................18

3. Desenvolvimento do Projeto............................................................................................................8 3.1 Definição do Problema...................................................................................................................8 3.2 Lista de Requisitos.........................................................................................................................8 3.3 Público de modo em geral..............................................................................................................9 3.4 Sistema de armazenamento de água..............................................................................................9 3.5 Consumo de água.........................................................................................................................10 3.6 Irrigação.......................................................................................................................................10 3.7 Aglomerantes...............................................................................................................................11 3.8 Agregados Graudos......................................................................................................................11 3.9 Ferro............................................................................................................................................12 3.10 Reciclagem da areia descartada..................................................................................................13 . 4. Painel Semântico............................................................................................................................14 4.1 Painel Estilo de Vida.....................................................................................................................14 4.2 Painel Expressão do Produto..............................................................................................................................................14 4.3 Painel Visual.................................................................................................................................15


1 Introdução Areia é um mineral dividido em grãos, composta basicamente de dióxido de silício. 5. Geração de Idéias.........................................................................................................................16 5.1 Definição de idéias.....................................................................................................................19 6. Desenhos técnicos.......................................................................................................................20

Forma-se à superfície da Terra pela fragmentação das rochas por erosão, por ação do vento ou da água. Através de processos de sedimentação pode ser transformada em arenito. A areia é utilizada nas obras de engenharia civil, nos aterros, é também usada na confecção de argamassas , concretos e também na fabricação de vidros. O tamanho de seus grãos tem importância

7. Proposta......................................................................................................................................24

nas características dos materiais que a utilizam como componente. Ela é constituída por fragmentos de mineral ou de rocha, tendo seu tamanho variado conforme a

8. Conclusão....................................................................................................................................25 9. Proposta Final..............................................................................................................................25 10. Ambiente...................................................................................................................................26 10.1 Ambiente.................................................................................................................................27 11. Sugestões de outras aplicações do material utilizados em bancos..............................................28 11.1 Sugestões de outras aplicações do material utilizado em mesas...............................................29 11.2 Sugestões de outras aplicações do material utilizados em calçadas.........................................30 11.3 Sugestões de outras aplicações do material em ladrilhos.........................................................31

escala de Wentworth. 1.1 Objetivos 1.2 Objetivo Geral Estudar o processo da areia e suas diversas utilizações desde a extração ao seu descarte. 1.3 Objetivos Específicos Reciclar a areia de fundição descartada no meio ambiente para ser utilizada na construção cívil,

12. Referência.................................................................................................................................32 13. Anexo........................................................................................................................................33

em coletores de águas pluviais em espaços urbanizados Diminuir a lotação dos aterros sanitários onde anualmente são depositadas toneladas de areias não próprias para usos. Os de aterros estão acabando, com esta reutilização teremos a diminuição da utilização dos cimentos, diminuindo os custos e se apropriar do meio em que vivemos e termos a obrigação de dar uma reutilização nos materiais descartáveis.

1


2. Pesquisa

A mistura de areia base, bentonita, pó de carvão e água deve garantir à areia de moldagem (areia verde) boas características de trabalhabilidade, maleabilidade, compactabilidade, refratariedade,

2.1 História da areia usada na fundição

coesão, expansividade volumétrica, resistência a esforços mecânicos como compressão e A areia que é encontrada na natureza é composta basicamente de dióxido de silício, a formação

tração, permeabilidade e desmoldagem (ARMANGE, p.29 , 2005).

da superfície da terra é constituída através da fragmentação obtida pela erosão, por ação do vento ou da água. Através de processos de separação, ela pode ser transformada em arenito. Esta areia é utilizada nas obras de engenharia civil, em aterros na preparação do solo, na

2.4 Componentes básicos da areia de fundição Os componentes básicos da areia de fundição são:

execução de argamassas , concretos e também na fabricação de vidros. O tamanho de seus grãos tem

Areia base que é formada pela fragmentação das rochas.

importância nas características dos materiais que a utilizam como componente.

Aglomerantes que no caso da areia de fundição aglomerada com argila que é responsável por

Desde a antiguidade os homens tem feito uso dos matérias disponível em seu meio para a manufatura de suas moradas.

ligar os grãos. Aditivos que são os produtos adicionados à mistura das areias com o propósito de lhes conferir

A areia é constituída por fragmentos de mineral ou de rocha, cujo o tamanho varia, conforme a escala de Wentworth.

melhores propriedades. Podem ser de dois tipos: orgânicos e inorgânicos. Dentre os aditivos orgânicos podem-se destacar os carbonáceos (pó de carvão mineral, piche e produtos afins),

Com a revolução industrial fez nascer a produção e o consumo em massa, sem levar em conta que

celulósicos (pó de madeira) e amiláceos e dextrinas (produtos a base de amido). Os aditivos

tal demanda traria prejuízos incalculáveis ao longo das décadas seguintes, sua fácil e falsa sensação de

inorgânicos constituem-se de pós de materiais naturais ou sintéticos, sendo os mais comuns o

poder e riqueza traria pobreza e fome aos povos futuros.

óxido de ferro e o pó de sílica (SENAI, 1987 apud FAGUNDES et al.,2009)

2.2 Areia de fundição 2.5 O processo de fundição As areias de fundição são materiais que

O processo de fundição ocorrer quando as ligas de metais ou outras ligas de aço estão em estado

utiliza-se

líquido, no entanto estes materiais são vazados em um molde para a fabricação dos mais diversos

na confecção de moldes e machos

tipos de peças, objetos decorativos, carcaças de máquinas, motores e outros. Em outros casos, o

para fundição , podendo ser divididas

processo de fundição é o mais simples e econômico para se produzir uma peça, principalmente

em dois grupos : as areias verde e as areias

quando esta é de grande porte. No processo de fundição, as peças podem sair dos respectivos

ligadas quimicamente.

moldes acabadas ou não. As peças neste processo passa por um processo de acabamento no sua superfície é ajustada e recebe acabamento como corte de canais, usinagem, e rebarbação.

2.3 Areia a verde

Fig 1 Areia de fundião www.cienciahoje.uol.com.br

Uma vez quando for necessário a peça recebe um tratamento térmico para conter maior resistência mecânica.

É o nome que se dá às areias aglomeradas com argila que, após confeccionado o molde, não sofrem nenhum processo de secagem antes do vazamento de metal e que são constituídas basicamente por quatro componentes: material refratário (areia), material aglomerante (argila), aditivos e água 2

Fig 2: Processo Fundição www.metalica.com.br

3


Temos diversos processos para se fundir uma peça , vejamos alguns dos processos na qual os

2.6 Confecção dos moldes

mais comuns são: fundição por gravidade, por centrifugação, sob pressão e de precisão. No processo por gravidade o molde pode ser confeccionado de madeira ou areia, onde são feitos dois canais sendo um deles para a entrada do material e outro para a saída do ar. Após o material ser derramado no molde e obter sua solidificação, o mesmo pode ser quebrado, ou, se tiver formato para a

• Confecção do modelo - Nessa etapa o processo consiste em construir um modelo com o formato aproximado da peça a ser fundida. Todos esses modelo vão servir para a construção do molde e suas dimensões devem prever a contração do metal quando ele se solidificar bem como um eventual sobremetal para posterior usinagem da peça. Ele é feito de madeira, alumínio, aço, resina plástica e até

retirada da peça, o mesmo poderá ser utilizado. O processo por centrifugação consiste em um mecanismo que faz com que o molde permanece

isopor.

girando enquanto é preenchido pelo metal, fazendo que o vazamento seja mais eficiente, porém,

• Confecção do molde - O molde é um dispositivo no qual todo o metal que será fundido é

também é mais caro que o processo normal (por gravidade). No respectivo processo é que se produz os

colocado para que se obtenha a peça desejada. Ele é feito de material refratário composto de areia e

tubos sem costura.

aglomerante. Esse material é moldado sobre o modelo que, após retirado, deixa uma cavidade com o

Um outro processo de fundição, é a fundição sob pressão onde o metal é bombeado para dentro do

formato da peça a ser fundida.

molde ou matriz e esta é resfriada com água para aumentar sua vida útil e permitir o resfriamento mais rápido do fundido. Este processo permite a confecção de peças com paredes de espessura mais fina e com maior detalhamento já que o vazamento forçado permite um melhor preenchimento do molde.

• Confecção dos machos - Macho é um dispositivo, feito também de areia, que tem a finalidade de formar os vazios, furos e reentrâncias da peça. Eles são colocados nos moldes antes que eles sejam fechados para receber o metal líquido.

Fig 5: confecção de moldes mechanicalhandbook.blogspot.com

Fig 4: Material sendo despejado na cavidade do molde www.semeatofundicao.com.br

Fig 3: Moldes Mecânico www.semeatofundicao.com.br 4

Fig 6: Ejeção para Confecção de Machos www.disagroup.com

5


2.7 Ciclo da areia para a Industria de Fundição

2.8 O consumo da areia Segundo a Universidade de São Carlos , o consumo de areia no Brasil supera mais de três toneladas ao ano e sua demanda cresce assustadoramente na razão de 100 toneladas ao mês. 2.9 Utilização da areia Uma aplicação possível no brasil é na construção civil. Na forma de agregado fino tendo seu uso em argamassas, concreto. Tijolos e bloquetes. Mas seguindo proporções ensaiadas em laboratório para teste de resistência e lixiviação. Pois a areia de fundição possui carga tóxica de metais pesados e enxofre.

Industria/produção

4

2.10 Os resíduos da industria de fundição

5

3 Areia

descarte

6

2 retirada

1

aterros sanitários

Todos os residuos estão sobre a jurisdição do CONAMA – Conselho nacional do meio ambiente. Portaria nº 313 de outubro 2002. IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo paulista Todos estes resíduos vão para o aterro sanitário devidamente tratado como poluente classe II. A norma técnica NBR 10.004:2004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) tem como objetivo classificar os resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública para que estes possam ser gerenciados adequadamente, segundo uma lista de substâncias químicas com impacto conhecido à saúde e ao ambiente, que devem ser determinadas em seus lixiviados e solubilizados, além de características como inflamabilidade, patogenicidade e toxicidade. De acordo com esta norma, os resíduos sólidos podem ser classificados em resíduos perigosos (Classe I) e não perigosos (Classe II). Os resíduos não perigosos podem ainda ser não inertes (Classe II A) e inertes (Classe II B). O resíduo areia de fundição consta do Anexo H da NBR 10.004, de caráter informativo, que apresenta a codificação de alguns resíduos classificados como não perigosos. As características da areia de fundição descartada dependerão do metal fundido e do processo empregado na moldagem

Fig 8: Residuos www.noticias.ufsc.br

6

natureza (lagos e rios)

7


3. Desenvolvimento do Projeto

.3.3 Público de modo em geral O projeto atinge à toda a população que reside em áreas urbanizadas em que o projeto for

3.1 Definição do Problema A grande demanda por matérias primas gera poluição e destruição do meio ambiente, e esta é apenas uma das conseqüencias. Desta forma a sociedade como um todo sofre com esta demanda que aparentemente não pode parar, pois, para se alcançar determinado produto deve haver a extração da matéria prima. Cabe, portanto, encontrar saídas que possa minimizar estes recursos naturais e conseqüentemente aos seres vivos. É uma tarefa urgente para que a sociedade possa viver melhor.

instalado. 3.4 Sistema de armazenamento de água. Cisterna é um reservatório de águas pluviais, podendo também ser abastecida com o degelo de neve. Os seus benefícios são o aproveitamento da água assim obtida não apenas para o consumo (alimentação, limpeza), como também para a irrigação. Na arquitetura militar constituía-se em elemento essencial à sobrevivência dos defensores diante de um cerco, especialmente nas regiões de clima equatorial e tropical atingidas pelos europeus a partir da etapa dos descobrimentos marítimos. A cisterna é muito utilizada na Região Nordeste (semi-árido) do Brasil.

3.2 Lista e Requisitos Tornar viável a reutilização dos resíduos finais da indústria de fundição, dando uma solução alternativa que contribua com o meio ambiente. Encontrar caminhos alternativos para a aplicação deste material. Transformar os resíduos derivados da sobra da industria de fundição em

Fig. 9: Cisterna

Fig. 10: Cisterna

produtos que contribuam com a sociedade.

8

Fig. 11: Cisterna

Fig. 12: Cisterna

9


3.5 Consumo e reserva de água.

Aspersão convencional. Nos sistemas de aspersão convencional, são lançados jatos de água ao ar que caem sobre a cultura na forma de chuva. Existem sistemas inteiramente móveis, com a

No século XX o consumo de água aumentou muito, quase duas vezes mais que o crescimento da população.

mudança de todos os seus componentes até os totalmente automatizados (fixos). No método convencional, a linha principal é fixa e as laterais são móveis. Requer menor investimento de capital,

Se a água é um recurso renovável por via de um ciclo natura l, ela não é inesgotável.

mas exige mão-de-obra intensa, devido às mudanças da tubulação . Uma alternativa extremamente

A água é fonte de vida. Ela é indispensável para os vegetais, animais, os homens e para o

interessante que tem sido utilizada pelos agricultores s é uma modificação na aspersão convencional, a

desenvolvimento de todas as atividades humanas, é um recurso precioso, porém sua quantidade é

chamada aspersão em malha, onde as linhas principais, de derivação e laterais ficam fixas, sendo

limitada. A água doce representa apenas 2,5% das águas do planeta azul.

móveis somente os aspersores. Esse tipo de sistema tem sido bastante utilizado no Brasil

A água é útil para a sobrevivências, porém, é preciso que ela seja própria para o nosso

principalmente para a irrigação de pastagem, cana-de-açúcar , café e arroz. uma deficiência do sistema

consumo. A sua qualidade pode se tornar um problema futuramente se não nos conscientizarmos

de irrigação por gotejamento, e a ocorrência de enovelamento das raízes, uma vez que a água tender a

quanto a sua quantidade disponível.

ser disponibilizada em um único local, ou em porção da raíz, fazendo com que a mesma cresça no

Deve-se ter a consciência que depois de usarmos uma quantidade de água, o tratamento

entorno do local irrigado constantemente, acarretando perdas econômicas a atividade.

deverá ocorrer antes de devolvê-la aos rios. A cada ano, muitas pessoas morrem vitimas de sequelas de doenças ligadas à água (malária, diarréia, vermes intestinais, etc. A cada dia precisamos de água pra beber, preparar nossas refeições, lavar-nos e cuidar da casa... ou seja, cerca de 150 litro! Tantos gestos

3.6 Irrigação.

3.7 Aglomerante. Um aglomerante

é um material que tem a finalidade a aglutinação de outros materiais

cotidianos para os quais sempre utilizamos a mesma qualidade de água

(agregados), influenciando desta forma a resistência do material resultante. Um aglomerante, em

(KAZAZIAN, 2005. P. 74).

contato com água forma uma pasta, a qual é moldável e maleável, permitindo o fácil manuseamento do material. Ao juntar areia a essa pasta forma-se uma argamassa que depois de fazer presa se torna

A IRRIGAÇÃO é uma técnica utilizada na agricultura , em jardins, campos de futebol, praças , etc, que tem por objetivo o fornecimento de água para as plantas em quantidade suficiente no

rígida e resistente. Se à argamassa se juntar brita está-se perante um material chamado "concreto" . Os aglomerantes são classificados como: Poliméricos: são os aglomerantes que tem reação

momento certo, por sua vez, ela está assegurando a produtividade e a sobrevivência da plantação.

devido a polimerização de uma matriz. Aéreos: são os aglomerantes que endurecem pela ação química

Temos diversos tipos de sistemas e métodos para se fazer a irrigação.

do CO2 no ar, como por exemplo a cal aérea. Hidráulicos: são aglomerantes que endurecem pela ação

Cada método tem um ou mais sistemas associados, pelo que a escolha do mais adequado

exclusiva de água como por exemplo a cal hidráulica, o cimento Portland, etc.

depende de diversos fatores, tais como a topografia (declividade do terreno), o tipo de solo (taxa de infiltração), a cultura (sensibilidade da cultura ao molhamento) e o clima (frequência e quantidade de

3.8 Agregados graudos.

precipitações, temperatura e efeitos do vento). Além disso, a vazão e o volume total de água disponível durante o ciclo da cultura devem ser analisados. A eficiência de um sistema de irrigação refere-se à percentagem de água de fato absorvida pela planta.

Brita é a rocha quebrada mecanicamente em fragmentos de diversos diâmetros. É muito utilizada na fabricação de concretos, no lastro de rodovias e outras obras da construção civil, antes desse processo é também chamada de basalto, uma pedra de origem ígnea ou magmática. Este tipo de rocha é facilmente encontrada em todo Brasil. Este material, também chamado de agregado quando

10

relacionado a concretos, possuem utilizações específicas.

11


3.10 Reciclagem da Areia descartável

3.9 Ferro O ferro (do latim ferrum) é um elemento químico, símbolo Fe, de número atômico 26 (26 prótons e 26 elétrons) e massa atómica 56 u. À temperatura ambiente, o ferro encontra-se no estado sólido. É extraído da natureza sob a forma de minério de ferro que, depois de passado para o estágio de ferrogusa, através de processos de transformação, é usado na forma de lingotes. Controlando-se o teor de carbono (o carbono ocorre de forma natural no minério de ferro), dá-se origem a várias formas de aço. Este metal de transição é encontrado no grupo 8 (VIIIB) da Classificação Periódica dos Elementos. É o quarto elemento mais abundante da crosta terrestre (aproximadamente 5%) e, entre os metais,

Fig.14: Separação do produto

Fig 15: Separação do produto 2

somente o alumínio é mais abundante. É um dos elementos mais abundantes do Universo; o núcleo da Terra é formado principalmente por ferro e níquel (NiFe). Este ferro está em uma temperatura muito acima da temperatura de Curie do ferro, dessa forma, o núcleo da Terra não é ferromagnético. O ferro tem sido historicamente importante, e um período da história recebeu o nome de Idade do ferro. O ferro, atualmente, é utilizado extensivamente para a produção de aço, liga metálica para a produção de ferramentas, máquinas, veículos de transporte (automóveis, navios, etc), como elemento estrutural de pontes, edifícios, e uma infinidade de outras aplicações.

Fig.13: Ferro Construção www.acocearense.com.br

Fig. 16: Mistura do produto

Fig. 17: Mistura da areia virgem e de fundição 50%

Fig. 18: Granulação do Material Fig. 19: Homogenização do material

12

Fig. 20: Obtenção do Material

13


4. Painel Semantico

テグ

S ES

R

ILO T S LE A E ID IN PA ida V v 4.1

L

A SU

O UT

EL

DE

4.

P EX

DO

D RO

P

MA

VI

E

T EL

N

AI P 3

4.

N AI 2P

Poste

Palmeira

14

15


5. Geração de Idéias

16

Fig. 21 : Poste Iluminação Paulo Cesar Alves

17


5.1 Definição da Idéia

Figura 22 : Coqueiro Paulo Cesar Alves

Coletor de Água 18

19


6. Desenhos TĂŠcnicos

20

21


22

23


7. Proposta Final

8. Conclusão A reciclagem significa um melhor aproveitamento do material evitando o seu descarte inadequado ao meio ambiente trazendo ele novamente para a reutilização e agregando valor ao material

e

aumentando o seu ciclo de vida. Os aterros sanitários terão tempo de vida maior, ou seja, os resíduos que nele seriam depositados vão passar a ser utilizados nas fabricações de produtos da construção civil. A possibilidade do emprego de material em outros produtos já existentes tais como no setor da construção civil: calçadas, telhas, tijolos, postes, vasos, bancos, etc. Viabilizar o seu uso, para as cidades que são densamente impermeabilizadas, ond sua aplicação será de grande ajuda. O projeto foi conceitual e não executado em protótipo, necessitando de calculo estrutural e viabilidade do seu uso na construção civil. 9. Proposta Final Coletor de água urbano que tornou viável a reutilização dos resíduos da industria de fundição solucionando o problema da poluição que é causada ao meio ambiente pelos depósitos de lixo poluente. A inspiração do projeto foi vista na biônica da natureza que absorve a água através das folhas das árvores, sendo a água que cai nas folhas passando pelos galhos e que desce pelo tronco assim infiltrando na base da terra. A função do coletor de água é a capitação da água da chuva para ser utilizada na irrigação e praças urbanas e também pode ser usado em grandes cidades onde há a ocorrência de alagamentos colocados em pontos críticos e fazendo com que a água coletada seja distribuídas no solo onde a parte superior esta impermeabilizada pelas rodovias e até mesmo por áreas concretadas.

24

25


10. Ambientação

26

10.1 Ambientação 2

27


11. Sugestþes de outras aplicaçþes do material

11.1 Mesas revestidas com ladrilho

Bancos

Mesas

28

Mesas

Mesa revestida com ladrilho

29


11.2 Calรงadas

11.3 Ladrilhos

Calรงadas

Ladrilhos

30

31


12. Referencias 13. Anexos ARMANGE, L. C. ‘Utilização de areia de fundição residual para uso em argamassa’. Disponível em: <http://pg.utfpr.edu.br/dirppg/ppgep/ebook/2009/CONGRESSOS/Nacionais/SIMPOI%20-

Segue anexo de fotos que foram realizadas na Industria Botimetal - Grupo Botini, localizada na

%202009/1.pdf>. Acesso em 05 dez. 2013

Rodovia Gabriel Melhado na cidade de Bilac, cuja visita proporcionou um aprofundamento sobre a fundição e os componentes utilizados na área industrial

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10.004: resíduos sólidos: classificação. Rio de Janeiro. 2004.

Processos de fundição

BAXTER, Mike. Projeto do Produto. 2ed. São Paulo: Edgard Blucher, 2001. CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. ‘Gerenciamento da areia de fundição’. Disponível em <http://www.cetesb.sp.gov.br/residuos-solidos/Res%C3%ADduos-Industriais/11Areia-de-Fundi%C3%A7%C3%A3o>. Acesso em 05 dez.2013. CONAMA- Conselho Nacional do Meio Ambiente. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/legiano1.cfm?ano=todos&codlegitipo=3>. Acesso em 05 dez.2013. IBAMA - Instituto Nacional do Meio Ambiente. Disponível em: <https://www.ibama.gov.br/>. Acesso em 05 dez.2013. KAZAZIAN, Thierry (org.) Haverá idéia das coisas leves: Design e desenvolvimento sustentável. São Paulo: Senac, 2005. LESKO, Jim. Design Industrial: Materiais e processos de fabricação. São Paulo: Edgard Blucher, 2004. LOBACH, Bernd. Design Industrial: Bases para configuração dos produtos industriais. São Paulo: Edgard Blucher, 2001.

32

33

Tcc finalizado