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de 22 de setembro a 31 de dezembro

curadoria

Felipe Chaimovich e Chantal Colleu-Dumond


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MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO. Festival de jardins do MAM no Ibirapuera. Felipe Chaimovich e Chantal Colleu-Dumond (Curadoria); Milú Villela (Apresentação); Magnólia Costa (Coord. Editorial); Tecnopop (Design Gráfico) ; Cristiano Astolphi Mazzei (Tradução). São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2010. XX p.. : il.

Textos em Português e Inglês. Exposição realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo, de 22 de setembro a 31 de dezembro de 2010.

1.

Museu de Arte Moderna de São Paulo. 2. Arte Contemporânea. século XXI. I.Título. II. Chaimovich, Felipe. III. Colleu-Dumond, Chantal.

ISBN 978-85-86871-49-8

CDU: 712 (81) CDD: 712.01


sumário

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Milú Villela

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Chantal-Colleu-Dumond

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Frei Betto

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Felipe Chaimovich

jardins 19

beatriz milhazes

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Ernesto Neto & Daisy Cabral Nogueira Pazé Florence Mercier Louis Benech Michel Racine & Béatrice Saurel Christine & Michel Péna Erik Borja Dimitri Xenakis & Maro Avrabou


The Museu de Arte Moderna de S達o Paulo (MAM-SP) stands out for its pioneering initiatives in the fields of art and culture. The MAM Festival of Gardens at Ibirapuera typifies this pioneering spirit by offering visitors to the most beloved park of S達o Paulo an international show of gardens, an unprecedented event in the Brazilian art world. For this unique exhibition, MAM-SP invited Brazilian and French artists and landscape designers to reflect on the material and symbolic meanings of food, a crucially important issue to humanity, above all in these times in which the modes of agricultural production and food distribution greatly impact the environment and society. The topic of food, therefore, leads to another fundamental theme in the contemporary world: ecology. In collaboration with the Secretaria do Verde e do Meio Ambiente and of the Domaine de Chaumontsur-Loire, which has organized its own International Festival of Gardens in France since 1992, MAM-SP enables the artists to explore the relationships between art and ecology. The public, in turn, is able to experience these relationships through contact with the gardens.

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Milú Villela Presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo President of the Museu de Arte Moderna de São Paulo

O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) destaca-se pelas iniciativas pioneiras nos campos da arte e da cultura. A realização do Festival de Jardins do MAM no Ibirapuera consagra esse pioneirismo ao proporcionar aos visitantes do parque mais querido de São Paulo uma mostra internacional de jardins, algo inédito no circuito brasileiro das artes. Para esta exposição única, o MAM-SP convidou artistas e paisagistas brasileiros e franceses a refletir sobre os significados material e simbólico da alimentação, tema de importância crucial para a humanidade, sobretudo neste momento em que os modos de produção agrícola e de distribuição de alimentos têm forte impacto no ambiente e na sociedade. O tema da alimentação conduz, assim, a um outro tema fundamental no mundo contemporâneo: a ecologia. Com a colaboração da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente e do Domaine de Chaumont-surLoire, que organiza o festival na França desde 1992, o MAM-SP possibilita aos artistas investigar as relações entre arte e ecologia, e, ao público, vivenciá-las no contato com os jardins.

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The International Festival of Gardens at Chaumont-sur-Loire

Established in 1992, this festival is held in the shadows of the Château Chaumont-sur-Loire to showcase the richness and diversity of the art of today’s gardens and to display the multiple tendencies in the field. Our ephemeral gardens are renovated annually based on a theme, providing the opportunity to hold an international contest. The selection of designers, the creativity, and the diversity of techniques and the perspectives presented all make Chaumont an indisputable meeting place, a nursery for talent and new ideas. In conjunction with the festival, the landscape park, the valley of the mists, the wild iron pathway, the organic vegetable garden, and the children’s garden present permanent gardens to the public which, evolving throughout the seasons, justify Chaumont’s recognition as a “remarkable garden.” In 2008, the Domaine was acquired by Région Centre. Since 2008, the festival has been registered with the Center for Art and Nature which conducts contemporary art projects bringing twenty artist exhibitions and installations from around the world to the Domaine each year. It is a great honor for the International Festival of Gardens at Chaumont-sur-Loire to be a guest of MAM-SP. The best reply to this invitation is to bring to Brazil a few of today’s great French landscape designers. Louis Benech, Michel Racine & Béatrice Saurel, Christine & Michel Péna, Dimitry Xenakis & Maro Avrabou, Erik Borja, and Florence Mercier, with great enthusiasm and imagination, have conceived gardens for Parque do Ibirapuera around the theme of food access, essential for the world of today and tomorrow.

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Chantal-Colleu-Dumond Diretora do Domaine e do Festival Internacional de Jardins de Chaumont-sur-Loire Director International Festival of Gardens Domaine de Chaumont-sur-Loire

O Festival Internacional de Jardins de Chaumont-sur-Loire Criado em 1992, o festival é instalado à sombra do castelo de Chaumont-sur-Loire com o objetivo de evidenciar a riqueza e a diversidade da arte dos jardins de hoje e de mostrar a abundância de tendências nesse campo. Nossos jardins efêmeros são renovados anualmente a partir de um tema, ensejando a realização de um concurso internacional. A escolha dos paisagistas, a criatividade e a diversidade das técnicas e das propostas apresentadas, assim como o entusiasmo exponencial do público pela natureza e pelos jardins, fazem de Chaumont um lugar de encontros especiais, um canteiro de talentos e de ideias novas. Juntamente com o festival, o parque de paisagens, o vale das brumas, a senda dos ferros selvagens, a horta biológica e o jardim infantil propõem ao público jardins permanentes que, evoluindo ao longo das estações, valeram a Chaumont o título de “jardim notável”. Desde 2008, o festival está inscrito em um Centro de Artes e Natureza que desenvolve um projeto de arte contemporânea que permite acolher anualmente no Domaine, desde então propriedade da Région Centre, vinte exposições e instalações de artistas vindos do mundo inteiro. É uma grande honra para o Festival Internacional de Jardins de Chaumont-sur-Loire ser convidado do MAM-SP. A melhor resposta a esse convite é levar ao Brasil grandes paisagistas franceses da atualidade. Louis Benech, Michel Racine & Béatrice Saurel, Christine & Michel Péna, Dimitri Xenakis & Maro Avrabou, Erik Borja, Florence Mercier conceberam para o Parque do Ibirapuera, com muito entusiasmo e imagina­ção, jardins sobre o tema da alimentação, essencial para o mundo de hoje e de amanhã.

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Garden: Bread and Peace

One of the first images of the Torah, included in the Christian Bible, is that of Paradise (Eden) as a garden. This is a recurring image, found in texts of history, poetry, and wisdom throughout Hebrew tradition. In the preliminary description of Genesis, the garden (Creation) precedes the appearance of the human being. Humankind, though, transforms the jungle into the woodland, the forest into the garden, nature into culture. Modern, instrumental reason created an abyss between humanity and nature by interpreting the biblical notion of “dominion” of Creation as exploitation, rather than stewardship. The result is dramatic: environmental degradation, global warming, droughts, and floods. Fortunately global mobilization is growing around the preservation of our mother and shared home: Earth, named Gaia by the ancient Greeks and Pachamama by the indigenous Andean peoples. Just as plants, flowers, and fruits emerge from the ground to make up the garden, the same occurs with the human being. In Hebrew, Adam means “earth”; Eve, “life.” Human life also sprang from the Earth, by way of the evolution of the Universe which, initiated by the big bang some 13.7 billion years ago, has produced our species, gifted with eyes and reflexive consciousness, capable of contemplating the harmony of Creation and naming it Cosmo—a Greek word from the same root as cosmetic, that which produces beauty. There is an intimate interaction, then, between the garden and the gardener. We humans are the intelligent fruit of the garden. Our food comes from the garden. Every time we sit at the table, we nurture our beings with the fruit of the garden. The poet would say that we kiss nature on the mouth. The theologian affirms, this is the Holy Communion.

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Frei Betto

Jardim: o pão e a paz

Uma das primeiras imagens da Torá, incluída na Bíblia cristã, é a do Paraíso (Éden) como jardim. Imagem recorrente, encontrada nos livros históricos, poéticos e sapienciais da tradição hebraica. Na descrição preliminar do Gênesis, o jardim (a Criação) antecede ao aparecimento do ser humano. Este, no entanto, transforma a selva em bosque, a mata em jardim, a natureza em cultura. A razão moderna, instrumental, criou um abismo entre humanidade e natureza ao interpretar o preceito bíblico de “domínio” da Criação como exploração, e não como cuidado. O resultado é dramático: degradação ambiental, aquecimento global, secas e inundações. Felizmente cresce a mobilização mundial em prol da preservação de nossa matriz e casa comum: a Terra, denominada Gaia pelos gregos antigos e Pachamama pelos indígenas andinos. Assim como plantas, flores e frutos emergem do solo e constituem o jardim, o mesmo ocorre com o ser humano. Em hebraico, Adão significa “terra”; Eva, “vida”. Também a vida humana brotou da Terra, pela via da evolução do Universo que, iniciada pelo big bang há 13,7 bilhões de anos, veio a gerar a nossa espécie, dotada de olhos e consciência reflexa, capaz de contemplar a harmonia da Criação e denominá-la Cosmo – palavra grega da mesma raiz de cosmético, o que imprime beleza. Há, pois, íntima interação entre jardim e jardineiro. Nós, humanos, somos o fruto inteligente do jardim. Dele proveem os nossos alimentos. A cada vez que sentamos à mesa, nutrimos nosso ser com os frutos do jardim. O poeta diria: damos um beijo na boca da natureza. O teólogo afirma: eis a eucaristia.

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Every time that we celebrate life (birthdays, graduations, weddings, etc.) we must have food and drink. We return to the garden, even if it is not visible and only its fruit are on the table. It is this gathering around the table that forms our brotherhood. This is recurrent throughout religious traditions. Today there is an enormous distance between symbol and reality. Today, millions are excluded from the garden. According to the FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations), there are 1.2 billion chronically undernourished people in the world. Each year, eighteen million people die of hunger, most of them children. Frei Betto is a writer, author of A arte de semear estrelas (Rio de Janeiro: Rocco, 2007), among other books. Twitter: @freibetto.www.freibetto.org

This exhibition at Ibirapuera Park is a call for us to take care of the garden, so that all, without exception, may access it and its fruit. The garden gives us “our daily bread.� And we will only know peace when all have their bread.

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Todas as vezes em que celebramos a vida – aniversário, formatura, casamento etc. – há que ter comida e bebida. Voltamos ao jardim, ainda que ele não seja visível e apenas seus frutos estejam sobre a mesa. É essa comensalidade que funda nossa irmandade. Ela é recorrente nas tradições religiosas. Há, hoje, enorme distância entre símbolo e realidade. Hoje, milhões se encontram excluídos do jardim. Segundo a FAO [Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação], há 1,2 bilhão de desnutridos crônicos no mundo. A cada ano, morrem 18 milhões de pessoas em decorrência da fome, a maioria crianças. Frei Betto é escritor, autor de A arte de semear estrelas (Rio de Janeiro: Rocco, 2007), entre outros livros. Twitter: @freibetto. www.freibetto.org

Esta exposição no Parque do Ibirapuera é um apelo a cuidarmos do jardim, de modo a possibilitar que todos, sem exceção, tenham acesso a ele e a seus frutos. Dele vem “o pão nosso de cada dia”. E só haverá paz quando todos tiverem pão.

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What Are You Hungry For? Gardens and Food Access in the Twenty-First Century

Food access is a global problem particularly affecting Brazil. Simultaneously, the biofuel market is competing for space with food crops. Given that Brazil is an agricultural power, the dispute has become challenging. Is our priority to feed the planet1 or to substitute petroleum with ethanol and biodiesel? In order to reflect on the current agricultural challenges, ten artists were brought to Parque do Ibirapuera to create gardens around the issue of food. Two interpretations of the matter arose spontaneously among the participants: feeding the body or the spirit. The question was confronted poetically, expanding the possibilities of reflecting on the challenges of global access to food. A partnership with the International Festival of Gardens at Chaumont-sur-Loire led to an exchange with France, a country with a long history in gardening. European landscape designers were invited to create six of the gardens, along with four Brazilian artists who are executing their first gardens. The former represent the organicity of garden design to European culture, and the latter continue the tradition of Roberto Burle Marx, who, as a multitalented artist, used landscape design as one of his means of artistic expression. Food gardens unite the histories of France and Brazil. In the 16th and 17th centuries, France nurtured a South American colonial project, maintaining territories in Brazil, first from 1555 to 1567, in Rio de Janeiro, and then from 1594 to 1615, in Maranh찾o. Vegetables and greens were among the products exported to France and were received as treasure. Despite the restricted variety of vegetables admitted onto the plates of the European nobility at the time, the arrival of the South American specimens aroused great interest among French ch창teau owners, who installed a new genre of gardens on their properties: ornamental food gardens. These gardens mixed flowers with edible vegetables, following designs of geometric beds and arranging the plants according to color, which allowed for the comingling of the pleasure garden

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Felipe Chaimovich × curador do MAM-SP Curator Felipe Chaimovich × MAM-SP curator

Você tem fome de quê? Jardins e alimentação no século XXI

A alimentação é um problema mundial que afeta particularmente o Brasil. Por outro lado, o mercado de biocombustíveis compete por espaços com as plantações de comida. Como o Brasil é uma potência agrícola, a disputa torna-se acirrada: nossa prioridade é alimentar o planeta1 ou substituir o petróleo por álcool e biodiesel? Para refletir sobre o desafio agrícola contemporâneo, foram reunidos no Parque do Ibirapuera dez criadores de jardins em torno ao tema da alimentação. Criaram-se espontaneamente duas interpretações sobre o assunto entre os participantes: alimentação do corpo ou do espírito. A questão foi enfrentada poeticamente, ampliando as possibilidades de reflexão sobre os desafios da alimentação mundial. A parceria com o Festival Internacional de Jardins de Chaumont-sur-Loire possibilitou um intercâmbio com a França, país de longa experiência em jardinismo. Paisagistas europeus foram convidados para criar seis dos jardins, juntamente com quatro artistas brasileiros que executam suas primeiras obras de jardinagem; aqueles representam a organicidade do jardinismo à cultura europeia, enquanto estes continuam a tradição de Roberto Burle Marx, que, sendo um artista de habilidades múltiplas, usou o paisagismo como um de seus meios de expressão plástica. Os jardins alimentares unem as histórias da França e do Brasil. Nos séculos XVI e XVII, a França nutriu um projeto de colonização da América do Sul, tendo mantido territórios no Brasil, primeiro de 1555 a 1567, no Rio de Janeiro, depois de 1594 a 1615, no Maranhão. Entre os produtos americanos então levados para a França, estavam legumes e verduras, que foram recebidos como tesouros. Apesar da restrita variedade de vegetais admitidos na dieta dos nobres europeus daquele período, a chegada dos espécimes americanos despertou grande interesse entre castelãos franceses, que implantaram um novo gênero de jardins em suas propriedades: as hortas ornamentais. Tais jardins mesclavam flores com vegetais comestíveis, seguindo desenhos de canteiros geométricos e dispondo as plantas segundo suas cores, o que permitia

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and the utilitarian food plot. Such gardens evolved into experimental gardens and orchards, which allowed for the development of new forms of food cultivation, and in turn, an increase in agricultural production in France from the 17th century onwards. The festival at Ibirapuera Park takes an alternate path to the utilitarianism of those food gardens. Rather than fostering experimentation to increase agricultural production, this search is for an experience of the garden as a work of artifice. Each of the ten units will be cut into the lawns and gravel paths of the widely popular park. The diversity of plantings, such as tall cacti and labyrinths, erupt from the flat landscape, inviting to picnics or meditative contemplation. Ibirapuera is characterized by a design that alternates between immense lawns and dense tree hammocks, in simulation of prairies marked by horizontal plains. This park model gives rise to the appearance of a natural woodland setting softened by long open perspectives. In Brazil, this type of artificial landscape tends to be confused with nature itself, for biomes such as the Mata Atlântica [Atlantic Forest] look similar to Ibirapuera’s miniforests. As a matter of fact, for many of the urban residents who usually go to the park, Ibirapuera provides the only experience they have with plant environments, for it is difficult for residents of São Paulo to routinely visit areas outside of the city. But in the garden, everything is conserved within planned borders: plants are trimmed; paths are cleaned; trees are pruned. Thus, frequenting Ibirapuera Park may reinforce a false image of nature as something stable and balanced. A trip through the diverse gardens of the festival, then, counters the illusion of being eternally suspended in a splendid cradle and being fenced in by an inexhaustible nature, just as we are inspired by the well-maintained environment of Ibirapuera. While experiencing the ten creations, visitors will notice the artificiality of agricultural cultivation, since each garden creates a private world in the middle of the vast park.

According to the World Trade Organization (WTO), in 2007 Brazil was responsible for the following percentages of global exports: 28.4% of beef; 35.5% of poultry; 14.9% of pork; 42.1% of sugar; and 27% of vegetable oil (particularly soy). “Do campo ao mundo,” in O Estado de S. Paulo (São Paulo: O Estado de S. Paulo, 29 Nov. 2009), p. A3.

1

Food access depends on the realm of technology and its use to turn nature into artifice. We are responsible for the current use of the planet in order to feed humanity. To perceive such a responsibility requires the distinction between cultivation and nature. There is an intimate interaction, then, between the garden and the gardener. We humans are the intelligent fruit of the garden. Our food comes from the garden. Every time we sit at the table, we nurture our beings with the fruit of the garden. The poet would say that we kiss nature on the mouth. The theologian affirms, this is the Holy Communion.

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criar um misto de jardim aprazível com horta utilitária. Tais jardins evoluíram para hortas e pomares experimentais, que permitiram o desenvolvimento de novas formas de cultivo de alimentos, aumentando a produtividade agrícola na França a partir do século XVII. O festival do Parque do Ibirapuera toma o caminho contrário ao utilitarismo daqueles hortos alimentares: em vez de fomentar experimentos que aumentem a produtividade agrícola, buscou-se uma experiência do jardim como obra de artifício. Cada uma das dez unidades será recortada nos gramados e caminhos de pedrisco do tão conhecido parque paulistano. Diversas implantações, como altos cactos e labirintos, irrompem da paisagem plana, convidando a piqueniques ou à contemplação meditativa. O Ibirapuera caracteriza-se por um ajardinamento que alterna imensos gramados e conjuntos densamente arborizados, simulando áreas de selva destacadas por extensões horizontais: nesse modelo de parque, cria-se a aparência de uma natureza selvagem suavizada por longas perspectivas abertas. No Brasil, tal tipo de paisagem artificial tende a ser confundida com a natureza mesma, pois biomas como a Mata Atlântica se assemelham aos bosquetes do Ibirapuera. De fato, a experiência com ambientes vegetais da população urbana que frequenta o Ibirapuera por vezes se restringe ao passeio nesse mesmo parque, pois é difícil o contato habitual do paulistano com locais fora da cidade. Mas no jardim tudo é conservado dentro de limites planejados: as plantas são aparadas; as veredas, limpas; as árvores, podadas. A frequentação do Ibirapuera pode assim reforçar uma falsa imagem da natureza como algo estável e equilibrado. Portanto, o passeio pelas diversas construções jardinescas do festival opõe-se à ilusão de estarmos deitados eternamente em berço esplêndido e cercados por uma natureza inesgotável, tal como nos inspira a bem cuidada ambientação do Ibirapuera. Experimentando as dez criações, o visitante identifica a artificialidade do cultivo agrícola, pois cada jardim cria um mundo particular em meio ao amplo parque. Segundo a Organização Mundial de Comércio (OMC), em 2007 o Brasil era responsável por 28,4% das exportações mundiais de carne bovina; por 35,5% das de carne de frango; por 14,9% das de carne suína; por 42,1% das de açúcar; e por 27% das oleaginosas (principalmente soja). Cf. “Do campo ao mundo”, em O Estado de S. Paulo (São Paulo: O Estado de S. Paulo, 29/11/2009), p. A3.

1

A alimentação depende do domínio da tecnologia e de seu uso transformador da natureza em artifício. Somos responsáveis pelo uso contemporâneo da Terra para alimentar a humanidade. Perceber tal responsabilidade exige a distinção entre cultivo e natureza. 

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Beatriz Milhazes arpoador, 2010 (rio de janeiro, rj, 1960)

Este jardim tem a forma de um sol, fonte de vida e de alimento. é uma espécie de labirinto solar. o girassol é uma flor solar muito rica em nutrientes, podendo ser aproveitada na culinária de diversas maneiras, com benefícios à saúde. o amarelo do girassol é único e vibrante como a vida. Este é o primeiro jardim desenhado pela artista plástica carioca, que sempre teve a natureza presente em sua obra, principalmente como pintora. a execução do projeto proporcionou a beatriz milhazes aplicar seu interesse latente por temas como nutrição e preparo dos alimentos, além de expandir suas experiências plásticas para o campo da jardinagem This garden is in the shape of a sun, source of life and food. it is a solar labyrinth of sorts. the sunflower is very rich in nutrients and it can be used in cooking in multiple ways, thus promoting good health. the yellow of the sunflower is unique and vibrant like life. This is the first garden designed by this carioca [native of rio de janeiro] visual artist, who has always had nature present in her work, particularly as a painter. this project allowed beatriz milhazes to apply her latent interest in issues like nutrition and food preparation, in addition to expanding her artistic experiences to the field of garden design.


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Ernesto Neto & Daisy Cabral Nogueira


DIRETORIA / MANAGEMENT BOARD Presidente / President

Milú Villela Vice-presidente Executivo / Executive Vice-president

Alfredo Egydio Setúbal Vice-presidente Sênior / Senior Vice-president

José Zaragoza Vice-presidente Internacional / International Vice-president

Michel Claude Julien Etlin Diretor Jurídico / Legal Director

Eduardo Salomão Neto Diretor Financeiro / Finance Director

Alfredo Egydio Setúbal Diretores Administrativos / Administrative Directors

Claudio Galeazzi Sérgio Ribeiro da Costa Werlang Diretores / Directors

Cesar Giobbi Eduardo Brandão Orandi Momesso Superintendente Executivo / Executive Superintendent

Bertrando Molinari Curador / Curator

Felipe Chaimovich Coordenador Executivo / Executive Coordinator

Andrés I. Martín Hernández

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CONSELHO / COUNCIL

Paula P. Paoliello de Medeiros

Presidente / President

Paulo Setúbal

Alcides Tápias

Pedro Piva

Vice-presidente / Vice-president

Carmen Aparecida Ruete de Oliveira Conselheiros / Members

Adolpho Leirner Ana Maria Lima de Noronha Angela Gutierrez Antonio Hermann Dias de Azevedo Antonio Matias Benjamin Steinbruch Chella Safra Chieko Aoki Daniel Goldberg Danilo Miranda Denise Aguiar Alvarez Valente Edmundo Safdié Edo Rocha Fabio C. Barbosa Fernando Moreira Salles Geraldo Carbone Gilberto Chateaubriand Graziella Matarazzo Leonetti Gustavo Halbreich Henrique Luz Idel Arcuschin Israel Vainboim João Carlos Figueiredo Ferraz João Rossi Cuppoloni José Ermírio deMoraes Neto José Olympio da Veiga Pereira Leo Slezynger Lily Marinho Luciano da Silva Amaro Luiz Antonio Viana Manoel Felix Cintra Neto Marcos Arbaitman Maria da Glória Ribas Baumgart Mauro Salles Michael Edgard Perlman Otávio Maluf

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Peter Cohn Plínio Salles Souto Roberto B. Pereira de Almeida Roberto Mesquita Roberto Teixeira da Costa Rolf Gustavo R. Baumgart Simone Schapira Thiago Varejão Fontoura Vera Lúcia dos Santos Diniz Conselho Internacional / International Council

Alexis Rovzar David Fenwick Donald E. Baker Eduardo Costantini José Luis Vittor Patricia Cisneros Robert W. Pittman Conselho Consultivo de Arte / Art Consultative Council

Annateresa Fabris Lauro Cavalcant Luisa Duarte Sócios Patrocinadores / Sponsor Partners

Alfredo Egydio Setúbal Ana Maria P. Santos Lima de Noronha Edo Rocha Israel Vainboim, José Carlos Moraes Abreu José Esteve Luciano da Silva Amaro Manoel Félix Cintra Neto Mauro Salles Michel Claude Julien Etlin Michel Edgard Perlman Paulo Setúbal Neto Plínio Salles Souto Roberto B. Pereira de Almeida Filho Roberto Teixeira da Costa Rolf Gustavo Roberto Baumgart


Rosana C. de Arruda Botelho Sérgio Ribeiro da Costa Werlang Suzana Pereira L. de Medeiros Sócios Patronos / Patron Partners

Antonio José Zillo (Açucareira Zillo Lorenzetti S. A.) Chella Safra Fernão Carlos B. Bracher Geraldo José Carbone Henrique Luz (PricewaterhouseCoopers) Milú Villela Vera Lúcia dos Santos Diniz

STAFF Presidência / Presidency Presidente / President

Milú Villela

Setor de Pesquisa e Publicações / Research and Publications Coordenadora / Coordinator

Magnólia Costa

Biblioteca / Library Coordenadora / Coordinator

Maria Rossi Samora Léia Carmen Cassoni Estagiárias / Interns

Daniela Sipriano da Silva

Setor de Documentação e Conservação do Acervo / Documentation and Conservation of the Collection Coordenadora / Coordinator

Assistentes / Assistants

Anna Maria Temoteo Pereira, Angela de Cássia Almeida Barbara L. G. Daniselli da Cunha Lima Maria Lúcia Maciel Valeria Moraes N. Camargo

Ana Paula dos Santos Salvat Lívia Lira Patrícia do N. Guilhoto

Setor Educativo / Education Coordenadora / Coordinator

Superintendência / Superintendent Superintendente Executivo

Bertrando Molinari

Patrícia Manhães Naka Assistente / Assistant

Eleonora Macedo de Souza Educadores / Art instructors

Departamento de Curadoria / Curatorial Department

Leonardo Polo Tavares (supervisor de equipe) Diana Tubenchlak Mirela Agostinho Estelles Orientadores / Visit guides

Curador / Curator

Felipe Chaimovich Coordenador Executivo / Executive Coordinator

Andrés I. Martín Hernández Assistentes / Assistants

Ailton de Araújo Teixeira Ana Cristina Pinheiro Franco Paula Volpi

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Aline Buiat Amanda de Fátima Cuesta Bárbara Milano Daniele Barros dos Santos Dante Filipe Felgueiras José Roberto Lima Santos LeandroEiyte Yamao Watanabe


Ligia da Silva Faceto Luis Felipe Cambuzano de Oliveira Luana Fido Rossi Mariana Cruz Barbosa Reis Raoul Narivicius dos Santos Programa de visitação / Visitation program

Tecnologia / Technology

Rogério Cano Gilmar Mesquita Soares

Setor de Conservação de Patrimônio / Premisses Supervisor / Supervisor

Patrícia Naomi Ozawa Produção de ateliê / Studio production

Maria Iracy Ferreira Costa

Setor de Acessibilidade / Acessibility

Jaroslaw Roszczewski Adilto Souza do Monte Carlos José Santos José Nilton Santos Carvalho

PARCEIROS / PARTNERSHIP COORDENADOR / COORDINATOR

Coordenadora / Coordinator

Wilson Roberto Bueno Filho

Daina Leyton

Captação / Fundraising

Produtor educador / Art instructor

Leonardo Barbosa Castilho

Laís Musetti Ramos de Souza Estagiária / Intern

Renata Fonseca Moura

Estagiária / Inter

Debora Coy Relação Externas / External Affairs

Patrícia Manhães Naka

Administração / Administration Gerente / Manager

Nelma Raphael dos Santos Bruna de Andrade Jorge Cavalcanti Araújo Neto Luiz Custódio da Silva Junior Marcelo da Conceição Nilma Maria de Oliveira RafaelAurichio Pires

Associados / Members Coordenadora e assessora do Conselho e Diretoria / Coordinator and advisor to the Board and Executive Management

Roberta Alves Ana Paula de Oliveira Pires Leila Patrícia Santos Silva Tayana Pereira Barbosa Santos Estagiários / Interns

Marcio Candido de Lima Natalie de Souza Bezerra

Núcleo Contemporâneo

Estagiária / Intern

Nathalia Sofiatti Yoshida

Coordenadora / Coordinator

Jurídico / Legal affairs

Mariana Giorgetti Valente Recursos humanos / Human resources

Paulo Rodrigues da Silva

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Flavia Velloso Estagiária / Intern

Maria Renata Ramos de Aguiar Lopes


Negócios e marketing / Business and marketing Coordenadora / Coordinator

Julie Belfer

Eventos / Events

Coordenadora / Coordinator

Marina Olivia Bergamo Auditório / Auditorium

Alekiçom Lacerda Douglas Peçanha da Silva

Clubes de Colecionadores de Gravura, Fotografia e Design / Print, Photo and Design Collectors Clubs Coordenadora / Coordinator

Maria de Fátima Perrone Pinheiro Keli Regina Sousa

Shopmam Coordenadora / Coordinator

Solange Oliveira Leite Daniela Cristina da Silva Reis Filomena Pitta Pecego

Cursos / Courses Coordenadora / Coordinator

Celisa Maria Beraldo dos Santos

Marketing Coordenadora / Coordinator

Fernando Mininelli Lucas Palácios Rottgering

39

Núcleo Contemporâneo Abrão Lowenthal Adriana Dequech Sola Alessandra Rabello Monteiro de Carvalho Alessandra Terpins Alexandra Gros Alexandra Lima Alexandre Fehr Alexandre Grynberg Alexandre Roesler de Castro e Silva Alfredo Américo Hertzog da Silva Ana Carmen Longobardi Ana Maria Davids Ferlini Ana Paula Carneiro Vianna Ana Paula Cestari Andrea da Veiga Pereira Andréa Gonzaga Angela M. N. Akagawa Antonio Augusto Duva Antonio Correa Meyer Antonio de Figueiredo Murta Filho Arturo Profili Augusto Inácio de Moura Augusto Lívio Malzoni Aurivania Constantino Bassy N. Arcuschin Machado Beatrice Esteve Beatriz M. G. Pimenta Camargo Beatriz Yunes Guarita Berenice Villela de Andrade Bruna Riscali Cacilda Teixeira da Costa Camila Siqueira Carla Dichy Hadid Carla Penna Bandeira de Mello Carlos Alberto de Mello Iglesias Carolina Amaro Carmo Augusto Megale Guarita Christina Bicalho Christiane de Godoy Alves Iglesias Claudia Guildi Falcon Claudia Jaguaribe Claudia Maria de Oliveira Sarpi


Cláudio Fernandes Filho Claudio Palaia Cleusa G. Garfinkel Clotilde Roviralta Cristiane B. Gonçalves Cristiane Rebelo Wiener Cristiano Melles Cristina Baumgart Daisy Nasser Daniel Horovitz Daniel Roesler Daniel Sonder Daniela Gallucci Daniela M. Villela Dany Rappaport Deborah Gentil Décio Hernandez Di Giorgi Denise Porcelli Doralice Salem Eduardo Augusto Vieira Leme Eduardo Mazzili de Vassimon Eliana Rios Salomão de Souza Elizabeth Santos Fabiana Sonder Felipe Feitosa Felipe Pedroso Leal Fernanda Cardoso de Almeida Fernanda D. Feitosa Fernanda Mil-Homens Costa Fernanda Naman Fernanda Ramirez Fernanda Sabó Fernando C. O. Azevedo Fernando Lorenz Fernando Mattar Beyruti Flavia Brito Flávia Quadros Velloso Flavio Isaias Simonetti Cohn Florence Curimbaba Florian Bartunek Frederic Gueisbuhler Frederico Lohmann Gabriela Affonso Ferreira Giannella

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Gabriella Palaia Georgiana Rothier Ghislaine Brenninkmeijer Gustavo Clauss Heloisa Désirée Samaia Henry Lowenthal Ilaria Garbarino Affricano Isabel Ralston Fonseca Ivo Vel Kos Isabela Capeto Izabela Luchési Andrade Izabella Predebon P. Barboza Jayme Vargas da Silva João Maurício Teixeira da Costa Joaquim Dias José Antônio Esteve Jose Antonio Marton José Barreto Dias Filho José Eduardo Nascimento José Luiz Carneiro Vianna José Olympio da Veiga Pereira José Roberto Ópice Juliana Andrade Juliana Neufeld Lowenthal Juliana Penna de Carvalho Lucas Giannella Luciana Lehfeld Daher Luis Felipe Sola Luis Terepins Luisa Malzoni Strina Luiz Antunes Maciel Müssnich Luiza Barguil Marcelo Penna Bandeira de Mello Marcia Igel Joppert Marcio Silveira Marcos de Alcântara Machado Maria Amalia Schmidt Oliveira Maria Aparecida Frauche Mallmann Maria Augusta Bueno Maria Beatriz Rosa Maria Claudia Curimbaba Maria das Graças Santana Bueno Maria Eugênia M. B. Barretto Dias


Maria Helena Vidigal Maria Lúcia Alexandrino Segall Maria Marcela Chede Razuk Maria Regina A. Pinho de Almeida Maria Regina do Nascimento Brito Maria Rita Drummond Mariana S. I. da Costa Werlang Mariê Tchilian Marilia Chede Razuk Marina Nogueira Batista Maristela Faccioli Marlise Corsato Marta Tamiko T. Matushita Maura Bresil Maurício Penteado Trentin Mauro André Mendes Finatti Maythe Birman Miguel Chaia Monica Mangini Monica Pimentel de Vassimon Nadja Cecilia Silva Mello Isnard Nicolas Wiener Patricia Horovitz Patricia Piva de A. Neuding Patrick Gontier Paula Depieri Paulo Augusto Vieira Leme Paulo César Queiroz Pedro Twiascmak Kuczynski Philippe Racy Takla Rafael Santos Raquel Novais Raquel Quadros Velloso Raquel Steinberg Renata Capote Valente Profili Renata Coelho Renata de Castro e Silva Renata Melles Renata Nogueira Beyruti Ricardo Weinschenck de Faria Rita de Cássia Guedes Depieri Roberta Laurindo Roberta Montanari

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Roberto Profili Roberto Teixeira da Costa Rodolfo Viana Rose Klabin Sabina Lowenthal Sandra Continentino de Araújo Penna Sergio Figueiredo Sérgio Figueiredo Sergio Renault Sérgio Ribeiro Werlang Shirley Goldflus Sibilla Assine Silvio Steinberg Sônia Regina Grossi Sonia Regina Ópice Sonia Terepins Suleima Arruda Sylvia da Costa Facciolla Tania Chreim Tânia de Souza Rivitti Teresa Cristina Ralston Teresa Grynberg Teresa Igel Titiza Nogueira Tomas Yazbek Valéria C. Comolatti Vera Dorsa Vera Lucia Chaia Vitor Mallmann Wagner Porcelli Wilson Pinheiro Jabur Yara Baumgart Yeda Saigh


PARCEIROS / PARTNERS MANTENEDORES

Bradesco Gerdau Itaú Santander Fundação Telefônica

MASTER

DM9DDB Gusmão & Labrunie – Prop Intelectual Jokerman Postais Seven English – Español APOIO CULTURAL

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