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PROCURA Procuro um amor de dias sem fim. De aventura a fio. De ternuras sem par. De chinelos a dois De filhos e netos Procuro um amor de poemas reais De ilusões refeitas e carinhos múltiplos De sexo intenso, porém amoroso. De flores sem cor e perfumes sem odor. Procuro um amor de cartas correspondidas De Pré conceitos desfeitos De Sim sem altar do não sem lugar. Procuro um amor sem lágrimas no rosto Com sorriso no corpo Sem as tinturas da noite ou sem os frenéticos sons dos lugares da onda. Procuro um amor da cor do luar Do brilho das estrelas Das nuvens soltas sem disposição Do horizonte sem fim. Procuro um amor para Boa Noite, com resposta Um amor fiel no dia-a-dia e infiel na rotina casual. Procuro um amor de beijos molhados com sorrisos da cor dos que amam. Procuro um amor sem pintura, sem sobreposições ou artifícios da Tecnologia. Deve ser sim, puro simples como o amanhecer, mas com a importância do choro do recém nascido. Procuro um amor de respostas rápidas de espada afiada e de mourão forte. Procuro um amor que não me leve a todos os cantos e nem os traga até mim. Procuro um que, sem “ais”, possa me mostrar se ainda vale mesmo à pena procurar por um amor assim. 14 de Dezembro de 2.000 Poemas para Outros chorarem. Leco Rodrigues


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